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CAPACITAÇÃO E FORMAÇÃO DE PROFESSORES NO ESTADO DE MINAS GERAIS: FUNCIONALIDADE
DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA?
Juliene Silva Vasconcelos
Universidade Federal de Uberlândia
RESUMO
Este é um trabalho que buscará trazer uma reflexão teórica-histórica sobre dois projetos que envolvem a
modalidade de Educação a Distância, propostos pelo Estado de Minas Gerais. Estes objetivam a Capacitação e
Formação dos professores da rede estadual de ensino. Os projetos são o PROCAP – II (Fase Escola Sagarana) e
o Veredas. O primeiro é uma proposta de ensino que une ensino a distância com a capacitação em serviço, em
conformidade com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 20 de dezembro de 1996, desenvolvido
pela Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais – SEE/MG, juntamente com o Banco Mundial. Já o
segundo, o Projeto Veredas, é um projeto que ainda esta em aplicação, iniciado no ano de 2002 e com previsão
para terminar em 2005. Trata de um projeto de Formação de Professores, atendendo as exigências da LDB
9394/96, artigo 62 onde exige-se que a formação dos professores para trabalhar na educação básica deverá ter
nível mínimo superior e, ainda, o artigo 87, parágrafo quarto, onde dentro da Década da Educação (1996-2006)
somente serão admitidos professores habilitados em nível superior ou formados por treinamento em serviço.
Usaremos como fonte de trabalho os próprios projetos e também a análise de textos de autores que discutem a
temática, como Nelson de Luca Pretto, Maria Luiza Belloni, Maria Socorro Lucena Lima, Lucíola Licínio de
Castro Paixão Santos, Maynara Oliveira, dentre outros. De acordo com estas propostas, faremos um cotejamento
entre ambas abordagens, destacando seus pontos comuns e divergentes no que tange à metodologia, políticas
envolvidas e o papel da Universidade Federal de Uberlândia no desenvolvimento destes projetos. E buscaremos,
por fim, verificar se a Educação a Distância realmente é adequada na aplicação destes projetos. Para isso,
usaremos a pesquisa realizada por nós com fomento da CNPq intitulada “Educação a Distância na Faculdade de
Educação da Universidade Federal de Uberlândia”.
TRABALHO COMPLETO
No atual contexto educacional entende-se Educação a Distância/EAD como uma
estratégia adotada pelos sistemas educacionais para atender a população que por diversos
motivos não tiveram acesso aos serviços regulares de educação. Dentre alguns motivos
destacam-se questões geográficas e/ou sociais, falta ou deficiência no oferecimento de
determinados níveis ou modalidades de cursos, que acabam interferindo e prejudicando a
continuidade da formação do cursista.
Deste modo, a Educação a Distância se apresenta como uma estratégia educacional
que viabiliza o ensino-aprendizagem por apresentar uma metodologia que reduz os encontros
face a face entre professores e alunos, cuja qualidade, assim como no ensino presencial, estará
intimamente ligada as concepções político-pedagógicas que a sustenta. Dentre as
características deste modelo educacional, a EAD destaca-se por apresentar dois principais
princípios, ou seja, o da democratização e o da tecnologização.
Sobre o princípio da democratização é uma oportunidade de abertura da educação às
classes antes excluídas, ensino em massa da população que não tinha acesso a uma formação
de nível superior, buscando superar o tradicional elitismo universitário.
“A necessidade mais ampla da democratização de acesso ao conhecimento,
a crescente demanda por uma expansão de estudos superiores, a
necessidade de se criarem formas alternativas de preparação de quadros e
de desenvolvimento de competências específicas, entre outros motivos,
resultaram em propostas de ensino a distância no mundo inteiro que, a
partir de 1970, têm-se multiplicado de forma significativa. Surgiram, assim,
programas diversos de educação a distância inseridos em universidades
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convencionais ou nas modernas “universidades abertas ou a distância” que
foram criadas em vários países.” (BARRETO, 1999)
Quanto ao princípio da tecnologização, este envolve técnicas modernas de informação
e comunicação, como a fibra óptica, a Internet, o chat etc., que desenvolverão importante
papel na produção de material instrucional, fundamental na mediação do processo de autoaprendizagem.
No trabalho com a Educação a Distância o professor assume, também, um papel de
parceria com os estudantes, onde promoverá atividades de pesquisa em busca de uma
inovação pedagógica, a fim de promover a construção do conhecimento com os alunos. Este
docente poderá participar de várias ações ao mesmo tempo e em diferentes lugares, perdendo
a função de papel principal por dividi-la com vários outros atores, inclusive com o que se
tornou o principal responsáveis por este tipo de educação, o estudante.
“ENSINAR A APRENDER” é a função do professor e, conseqüentemente, o aluno
torna-se mais autônomo, tornando-se para o professor um cliente e/ou um usuário.
Para conseguir assumir este papel de motivador e prestador de serviços, o professor
deverá atualizar-se constantemente, tanto na disciplina específica quanto em novas
tecnologias que o mercado vem introduzindo. Precisará ser um sábio2 nos laboratórios de
informática, no que se refere a e-mails, telefones e outros meios de interação mediatizada.
É importante ressaltar que apesar de ter-se tornado um profissional com características
extremamente diferentes das que possuía enquanto professor de ensino presencial, esta figura
continua sendo de extrema importância para a EAD, uma vez que o professor forma um grupo
prioritário para qualquer melhoria dos sistemas educacionais.
Vários estudos são feitos sobre o estudante de EAD e isso comprova que, apesar deste
modo de estudar ser ainda emergente, já apresenta mudanças. O estudante a distância não é
somente aquele que devido ao tempo escasso estudava somente tarde da noite, depois dos
filhos estarem dormindo e a casa já organizada para o outro dia, mas estão se tornando cada
vez mais exigentes de qualidade e liberdade de escolhas, como sujeitos ativos capazes de
realizar sua própria aprendizagem.
A EAD é mais abrangente em caso de populações adultas que não têm tempo de
freqüentar uma instituição de ensino convencional e se dedicar regularmente aos estudos;
porém, para se inserir num curso de EAD é preciso estar embuído de uma auto-disciplina, no
sentido de ter freqüência nos estudos. No entanto, o isolamento com relação a colegas, a falta
de interação, a ausência de acesso a bibliotecas e laboratórios modificam radicalmente as
condições de estudo.
Um outro problema a ser equacionado é a heterogeneidade dos alunos, tanto pela sua
formação específica como pela capacidade de seu curso de formação não tê-lo preparado afim
de que desenvolvesse uma autonomia3 na busca pelo auto-aprendizado. Talvez esse seja um
dos grandes desafios do professor à distância, isto é, no momento em que se reúnem estes
estudantes para a avaliação é necessário que saibam tratá-los e solucionar suas dúvidas, que
variam de noções básicas a assuntos específicos.
Sobre os princípios pedagógicos da EAD, ainda não foram desenvolvidas teorias de
ensino e aprendizagem específicas, porém, há uma tendência em se usar teorias pedagógicas
que visem atender à diversidade de alunos, professores e recursos que estão envolvidos no
programa. É justamente devido a estes princípios pedagógicos que acredito não poder se tratar
a EAD como uma metodologia educacional e sim como uma modalidade educacional
derivada do ensino presencial, uma vez que não apresenta teorias próprias. Sendo assim, a
2
Sábio não no sentido de saber tudo, mas sim de ter abertura à aprender sobre as inovações que estão surgindo.
O aluno deve ter uma formação básica eficiente e grande capacidade de buscar informações nas fontes
fornecidas e em outras disponíveis em bibliotecas, Internet etc.
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EAD busca no ensino presencial aquelas teorias que mais se aproximam de sua proposta de
ensinar, desconsiderando, entretanto, a necessidade de se estar no mesmo lugar físico do
professor.
Por se tratar de uma forma de ensino aprendizagem que enfatiza a distância física entre
professor e aluno, torna-se claro a necessidade de garantia de uma infra-estrutura de apoio a
este estudante a fim de estimulá-lo e incentivá-lo nos estudos, incluindo recursos referentes
aos serviços de acompanhamento e aconselhamento. Nesse sentido, ao corrigir os trabalhos
e/ou atividades os orientadores devem procurar fazer comentários que orientem ou direcionem
o aluno à um melhor desempenho, ajudando-o com novos exemplos e situações que o ajudem
a esclarecer melhor os conteúdos, além de justificar o porque da nota dada. Deverá
acompanhar o aluno, saber como ele estuda, quais dificuldades tem quando procura ajuda, se
estuda sozinho ou em grupo, se consulta bibliografia de apoio, se faz exercícios propostos e se
consegue relacionar teoria e prática.
“Orientador acadêmico” é o nome dado ao pedagogo na Educação a Distância, de
forma que lhe cabe, também, estimular, motivar e ajudar na organização do processo para que
melhore o aprendizado do aluno. Este trabalho pode ser desenvolvido por correspondência, email, telefone, ou em eventuais encontros presenciais.
“A partir do momento em que o orientador acadêmico é compreendido como um
dos sujeitos da construção curricular, o eixo da relação pedagógica deixa de ser o
professor para se firmar no processo de interlocução, da troca, do diálogo,
quebrando-se, assim, mais um dos paradigmas de sustentação do modelo
pedagógico tradicional, tão presente em nossas escolas’. (PRETI, 2000:118).
Considerações Históricas Acerca da Educação a Distância
Historicamente, é possível afirmar, de acordo com os estudiosos, que a educação a
distância surgiu no século XV com a invenção da imprensa pelo alemão Guttemberg. A partir
desta, percebe-se a possibilidade de se aprender sem a presença física do professor, uma vez
que o livro poderia apresentar os conhecimentos que os escritos detinham.
Os maiores e principais centros de divulgação da EAD foram a França, a Espanha e a
Inglaterra, servindo de inspiração e modelo para países da América Latina. A Open Universty,
na Inglaterra, por exemplo, mantém um sistema de consultoria apoiando e ensinando outros
países a fazerem um ensino a distância de qualidade.
Um breve histórico do desenvolvimento da EAD no Brasil, entretanto, possibilita
observarmos como foi tratada e como esta questão está sendo tratada. Entre nós este tipo de
educação apareceu em meados da década de trinta (1936), quando o sistema de rádio inova
com cursos direcionados à eletrônica, com desenvolvimentos posteriores, conforme podemos
perceber na cronologia a seguir:
1936 surge no Brasil o Instituto Rádio Técnico Monitor direcionado ao setor da
eletrônica;
1941 surge o “Instituto Universal Brasileiro dedicado a formação profissional de nível
elementar e médio utilizando mídia postal e material impresso” (BARCIA & VIANNEY,
1998. p.4);
1959 surge em Natal, escolas radiofônicas que deram origem ao Movimento de Educação
de Base (MEB), projeto elaborado por Paulo Freire, com a preocupação de alfabetizar
crianças e adultos. Chegou ao fim, em 1964, com ação do governo;
1970 surge o Projeto Minerva, implantado como “uma solução a curto prazo dos
problemas do desenvolvimento econômico, social e político do país. Tinha como fundo
um período de crescimento econômico, conhecido como “o milagre brasileiro, onde o
pressuposto da educação era de preparação de mãos de obra para fazer frente a este
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desenvolvimento e a competição internacional” (ALONSO, Kátia M. 1996. In. BARCIA
& VIANNEY, 1998. p.5);
1974 surge o projeto SACI, num período em que “não poderia confiar nos princípios
pedagógicos do então exilado Paulo Freire”4. Sendo o projeto exibido em forma de
telenovelas e que era dedicado a formação das quatro primeiras séries do ensino de
primeiro grau;
Também em 1974 a Fundação de Tele-educação do Ceará (FUNTELC), conhecida como
Televisão Educativa, forma em ensino regular de 5ª a 8ª séries;
1978 a Fundação Padre Anchieta (TV Cultura) e a Fundação Roberto Marinho lançaram o
Telecurso 2º Grau, até hoje no ar, preparando alunos para os exames supletivos;
2000 é lançado o Telecurso 2000, para os mesmos fins que o citado anteriormente,
Telecurso 2º Grau.
“As iniciativas de educação aberta, profissionalizante ou de suporte à formação
tradicional, cursos supletivos e vestibular promovidos pela iniciativa privada,
como o Instituto Universal Brasileiro, o Instituto Monitor e o Instituto Padre Réus
são exemplos de sucesso, embora vistos com certo preconceito pela academia,
atendem de forma satisfatória os alunos que estão matriculados em seus vários
cursos.”(BARCIA & VIANNEY, 1998:6)
De acordo com esta “memória da EAD” no Brasil, podemos perceber que
muitas foram as tentativas em desenvolver a EAD, porém poucos foram bem sucedidos, isso
ocorreu em virtude de alguns problemas significativos, segundo Nunes in Barcia & Vianney,
1998:6).
“organização de projetos-pilotos sem a adequada preparação de seu seguimento;
falta de critérios de avaliação dos programas projetos;
inexistência de uma memória sistematizada dos programas desenvolvidos e das
avaliações realizadas (quando essas existiram);
descontinuidade dos programas sem qualquer prestação de contas à sociedade e
mesmo aos governos e às entidades financiadoras;
inexistência de estruturas institucionalizadas para a gerência dos projetos e a
prestação de contas de seus objetivos;
programas pouco vinculados às necessidades reais do país e organizados sem
qualquer vinculação exata com programas de governo;
permanência de uma visão administrativa e política que desconhece os potenciais
e as exigências da educação à distância, fazendo com que essa área sempre seja
administrada por pessoal sem a necessária qualificação técnica-profissional;
organização de projetos-piloto somente com finalidade de testar metodologias.”
De uma forma um tanto quanto realista estes problemas pelos quais a EAD passou e
passa ainda hoje não são novidades, sendo que o pequeno apoio que recebe por parte do
governo depende diretamente da política vigente em cada mandato.
“Não é surpresa a descrença e a resistência das comunidades científicas e
acadêmicas do país em relação à modalidade de Educação a Distância, onde os
exemplos de sucesso não tem uma avaliação e um envolvimento das universidades
4
Concepção política esta que não concordamos, pois o projeto pedagógico de Paulo Freire perde o valor e/ou
confiança somente após ter sido exilado, por ter sido “proibido de pensar”.
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e os esforços governamentais estão sujeitos a oscilações político-partidarias a
cada novo mandato.” (BARCIA & VIANNEY, 1998:7).
Nos anos 90 ressurge a EAD no Brasil de uma forma um pouco diferente dos modelos
anteriores, uma educação com ares um tanto mais comprometedores e amparados pela nova
Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei nº9394/96) que traz um único artigo (artigo 80),
tratando desta temática, e o Decreto nº2.494/98 que vem através do então Presidente da
República Fernando Henrique Cardoso e pelo ministro da educação Paulo Renato Souza
regulamentar mais alguns pontos da Educação à Distância, contanto com a intenção de
proporcionar ao estudante uma educação continuada mais de acordo com suas reais e
necessárias necessidades, deixando ou pelo menos tentando deixar de lado o preconceito em
relação à falta de confiabilidade da educação a distância. Com isso ressurge alguns projetos
pioneiros de sucesso como:
PROJETO ACESSO: “ofereceu a trabalhadores da PETROBRÁS a oportunidade de
cursar os níveis de ensino de 1º e 2º grau no próprio ambiente de trabalho. Os materiais
instrucionais foram desenvolvidos pelo CETEB e aplicados por instrutores da própria
empresa, com acompanhamento e tutoria por equipes de Pedagogia.”(BARCIA &
VIANNEY, 1998, p.7)
Licenciatura em Educação: para exercício de docência no Ensino Fundamental, pela
Universidade Federal de Mato Grosso;
Curso de Especialização em Educação à Distância, pela Universidade de Brasília;
Cursos de Extensão universitária e pós-graduação pela Universidade Federal de Santa
Catarina;
Programas de capacitação de professores do Ensino Fundamental e Médio de escolas
públicas do estado de Minas Gerais, pela Universidade Federal de Uberlândia (PROCAP);
Projeto Veredas (Minas Gerais), que tem por objetivo cumprir a LDB n.º 9394/96, que
exige que os professores do Ensino Fundamental se qualifiquem num prazo de dez anos, e
este projeto vem fazer cumprir esta exigência a nível de estado.
E esses dados vem nos mostrar que cada vez mais os cursos à distância vêm crescendo
e que tornam-se mais qualificados no que tange a metodologia pedagógica utilizada. É
evidente que este desenvolvimento cada vez mais vai qualificando este tipo de ensino, o que
proporcionará em um futuro quem sabe não muito distante o “fim” do preconceito quanto a
esta modalidade de ensino.
“Para o ministro da Educação, Paulo Renato de Souza, o uso da tecnologia nos
sistemas educacionais é um processo sem volta e tende a aumentar cada vez mais.
Segundo ele, um dos principais desafios que o ensino à distância vai enfrentar no
País é a questão da desinformação. “Educação à distância não tem nada a ver
com os cursos das chamadas faculdades de final de semana, onde não é exigida a
presença do estudante. A caricatura do aluno que fica em casa no computador
durante a noite e depois ganha o diploma também não é verdadeira”, diz ele.”
(HYBNER, Eduardo, 2000)
Deste modo, percebemos que a EAD vem se desenvolvendo no Brasil lentamente, a
partir dos últimos anos, todavia, gradualmente as experiência vêm sendo acumuladas e, de
certa forma, dando a esta modalidade educacional um espaço de se disseminar enquanto uma
possível metodologia de ensino-aprendizagem. O que reafirma, portanto, que o sistema
jurídico vem assegurando os avanços da EAD no país, iniciando com a criação do Sistema
Nacional de Educação a Distância pelo MEC e com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação,
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que trás um artigo que trata pela primeira vez da Educação a Distância em uma legislação
nacional de educação; o Decreto n.º 2.494/98 e a Portaria n.º293/98 que o regulamenta e trata
especificamente das instituições e cursos de Educação a Distância.
Mas, a despeito desse contexto jurídico-normativo e apesar de termos os já citados
programas desenvolvidos desde a década de 30, o Brasil ainda é um dos poucos países da
América Latina que não tem implementado um sistema público de educação superior aberta e
a distância. Embora, como veremos haja iniciativas de políticas públicas pontuais em
andamento em alguns Estados da federação, como é o caso de Minas Gerais.
A Análise do Projetos de EAD em Minas Gerais
A partir da apresentação dos projetos que envolvem a EAD como
metodologia/modalidade de ensino aprendizagem, é possível voltarmos nossas observações ao
uso desta na formação de professores ou, ainda, na eficácia da educação a distância quando
usada na aplicação de cursos de formação e/ou capacitação de professores.
Temos como suposto que um curso de EAD voltado para a formação do educador
constitua-se em um ensino que não situe o educador como mero reprodutor do conhecimento
construído por outros, mas que, pelo contrário, valorize-o com importante sujeito social do
contexto educativo, havendo um respeito ao tempo vivencial de cada aluno-educador, sem
que a intencionalidade pedagógica dos formadores se sobreponha às singularidades de cada
um dos alunos-professores; que ocorra de modo integrado à prática docente, sob a perspectiva
de trabalho com projetos, fazendo destes alunos sujeitos de pesquisa e que esteja em
consonância com princípios da construção colaborativa e solidária de conhecimento,
promovendo a agregação de valores ao educador, ou seja, promovendo um ensino realmente
significativo. (MORAES, 2002:102).
Nesta perspectiva, acreditamos ser importante, e até mesmo necessário, um estudo
acerca dos projetos de formação em que a instituição em que estamos nos formando está
inserida. Para tal, delimitamos um período (2000-2002), e englobamos aí dois dos três
principais projetos de capacitação e formação, sendo eles o Projeto de Capacitação de
Professores do Estado de Minas Gerais (PROCAP – Fase Escola Sagarana), e o Projeto de
Formação de Professores da Rede Estadual do Estado de Minas Gerais (VEREDAS).
O objetivo central deste trabalho é, portanto, buscar dentro de cada projeto deste a
fundamentação histórica, política, ideológica e epistemológica da formação e/ou capacitação
de professores, fazendo uso da modalidade de EAD, e, especificamente, saber dos docentes da
Faculdade de Educação quais os motivos que os levaram a trabalhar nesses projetos, como
vêem a função e atuação do Pedagogo dentro dos mesmos, e, como avaliam a capacidade dos
pedagogos que estão sendo formados na Faculdade de atuarem com êxito dentro de tais
projetos, seja na esfera de ensino pública ou particular.
Para tal estamos desenvolvendo um pesquisa bibliográfica envolvendo os textos dos
projetos, levantando suas justificativas, objetivos e propostas de aplicação e
consequentemente, cotejaremos esse levantamento com as entrevistas que estão sendo
desenvolvidas com os docentes da Faculdade de Educação.
Diante desse estudo, apresentaremos no texto parte do estudo desenvolvido na
pesquisa bibliográfica a cerca dos projetos PROCAP e VEREDAS.
O PROCAP foi um projeto proposto pela Secretaria e Estado da Educação de Minas
Gerais - SEE/MG, com apoio do Banco Mundial, que objetivou desenvolver um amplo e
diversificado conjunto de ações de capacitação dos professores em nosso Estado. A tônica
desses projetos tem sido a descentralização das ações e a utilização da educação continuada e
em serviço, com a combinação de ensino presencial e não presencial, visando à melhoria
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contínua da instituição escolar, sobretudo as do Ensino Fundamental. Uma dessas ações foi o
PROCAP, realizado em duas fases.
Em sua primeira fase, o PROCAP introduziu, em nosso Estado, a modalidade de
formação continuada, incluindo formação em serviço e educação a distância. Dedicou-se as
áreas de Reflexões Sobre a Prática Pedagógica, Português e Matemática.
Os resultados da avaliação da primeira fase do PROCAP indicaram a expectativa dos
professores em continuar a capacitação nas áreas de Ciências, Geografia e História. Em
virtude disto, a SEE/MG decidiu dar continuidade ao PROCAP, visando à qualificação do
ensino e a valorização dos profissionais da área da Educação no Estado de Minas Gerais.
Nesse sentido, o PROCAP - Fase Escola Sagarana é resultado de uma parceria que
envolve o poder público estadual e municipal, Instituições de Educação Superior do Estado de
Minas Gerais e que conta com o apoio financeiro do Banco Mundial. Consiste em uma
tentativa de dar continuidade ao processo de superação de históricas ações formativas
efetivadas sob a ótica de cursos de aperfeiçoamento profissional de curta duração e de integrar
importantes agências formativas presentes no Estado.
Trata-se, de fato, em um esforço de construção de "uma escola com a cara de Minas",
inserido dentro das propostas da administração-política do Estado, por não se basear num
modelo unificado, mas numa diversificação de ações pedagógicas, conforme a identidade do
Estado, marcada pela pluralidade socioeconômica e cultural, pois, como diz Guimarães Rosa,
"Minas são muitas", mas com uma unidade que se estabelece no sentimento de mineiridade .
O PROCAP trouxe dentro de seus objetivos gerais a iniciativa de capacitar,
desenvolver e valorizar os profissionais do magistério que atuam nas séries iniciais do Ensino
Fundamental das redes públicas estadual e municipal de Minas Gerais, garantir o ingresso e a
permanência do aluno na escola, desenvolvendo ações de combate à evasão escolar a à
exclusão social, substituir a cultura da reprovação e repetência, bem como da promoção
automática, pela cultura do sucesso escolar e desencadear um processo de educação
continuada, articulado com as necessidades dos projetos político-pedagógicos das escolas.
Especificamente, visou com o resultado da capacitação, que os professores
aperfeiçoem sua prática pedagógica, desenvolvendo as seguintes competências como domínio
dos conteúdos básicos e comuns do Ensino Fundamental, evidenciando capacidades para:
identificar conceitos fundamentais e sua seqüência lógica; resolver situações-problema que
exijam análise, síntese, avaliação e aplicação dos conhecimentos; compreender que os
conteúdos não tem fim em si mesmo, mas devem se constituir em fontes de conhecimento
para a investigação da realidade; questionar a fragmentação dos atuais modelos curriculares
de disciplinas isoladas e propor a interdisciplinaridade como princípio organizador do
trabalho pedagógico.
Além de suscitar no professor a capacidade de organizar situações de ensino
problematizadoras, demonstrando competência para considerar as características dos alunos e
da comunidade, os temas e necessidades do mundo social, considerar as necessidades próprias
e diferenciadas dos alunos especiais, propondo e levando-os a propor estratégias adequadas
para isso, adotar diferentes formas de organização da classe, tais como trabalho em grupo e/ou
individualizado, otimizando o tempo destinado à aprendizagem, compreensão de que só se
formará o aluno pesquisador, se o seu professor for, ele próprio, um pesquisador e,
finalmente, a percepção de que a sala de aula não é o único ambiente propício à produção do
conhecimento e à relação professor-aluno-conhecimento.
A implementação do PROCAP ocorreu em três níveis distintos: estadual, regional e
local. Em cada um deles, existem participantes diferentes com funções específicas para
gerenciar, orientar e coordenar as atividades de capacitação do professor.
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A capacitação foi realizada na própria escola, por meio de atividades presenciais e
não-presenciais, com o uso de materiais impressos e videográficos elaborados, especialmente,
para o PROCAP.
Um outro fator relevante, é o fato de estarmos vivendo rápidas e profundas mudanças,
nas quais a formação continuada dos profissionais é uma necessidade que nos impõe o
mercado de trabalho. A UFU vem, então, viabilizando condições para a realização de cursos
de formação continuada e a distância, tendo criado seu Núcleo de Educação Continuada e a
Distância. É importante mencionarmos, também, a participação da UFU no Consórcio
Nacional para a criação da Universidade Pública Virtual - UNIREDE e no oferecimento de
cursos e tutoria a ser iniciada com o Programa de Capacitação TV Escola.
Ainda no que tange à formação continuada e a distância, a UFU participou da
implementação da 1ª fase do Programa de Capacitação de Professores -PROCAP, na condição
de Instituição Especializada - IE e Instituição Pólo - IP, tendo sido co-responsável pela
capacitação de cerca de 85.000 professores nos conteúdos de Reflexão sobre a Prática
Pedagógica, Português e Matemática.
Devido ao reconhecimento, pelo excelente trabalho desenvolvido na primeira fase do
PROCAP, a Instituição foi escolhida pela Secretaria do Estado de Educação para exercer a
coordenação acadêmica do Curso de Formação de Monitores e Agentes Estaduais de
Capacitação: PROCAP - Fase Escola Sagarana, que envolverá conteúdos de Geografia,
História e Ciências, objetivando a capacitação de cerca de 105.000 professores da rede
pública o que, conseqüentemente, poderá gerar uma nova perspectiva de produção e
socialização dos conhecimentos entre os professores da primeiras séries iniciais do Ensino
Fundamental.
Deste modo, em 24 de março de 2001, a UFU, foi contemplada para atuar em todo o
Estado de Minas Gerais com Instituição Especializada, preparando 305 monitores de 21
Instituições Polo (professores das IES) nos conteúdos de História, Geografia, Ciências e
Fundamentos. Estes monitores, num segundo momento, estarão preparando os Facilitadores
(professores das Escolas Estaduais e dos Órgãos Municipais de Ensino). O Projeto atenderá,
aproximadamente, 105.178 professores e especialistas que atuam nas séries inicias do Ensino
Fundamental das redes estadual e municipal de Minas Gerais, visando à melhoria da
qualidade do ensino.
Por outro lado, o VEREDAS é um projeto da Secretaria da Educação de Minas Gerais
para habilitação superior de professores com metodologias de educação a distância. O curso,
começou em janeiro de 2002, atende uma das prioridades do governo mineiro, que é garantir
escola pública de boa qualidade para todos.
A qualificação dos professores dos anos iniciais do ensino fundamental tornou-se
estratégica. O mundo moderno exige desses profissionais a capacidade de tomar decisões
adequadas a diferentes realidades culturais, de atuar coletivamente nas escolas e de superar
problemas e dificuldades com soluções competentes e criativas. Onde para isso, o professor
precisa ter clareza sobre a dinâmica da sociedade e compreender a escola como instituição
social.
Assim, o projeto visa também desenvolver a identidade do profissional da educação
em três dimensões: a profissional, que exige domínio do instrumental de trabalho e sua
utilização; a social, de pensador capaz analisar criticamente sua prática e as representações
sociais sobre seu campo de atuação; a da cidadania, que o torna parte de uma coletividade, de
uma comunidade.
Seus objetivos são:
habilitar os professores em exercício nas redes públicas do Estado;
elevar o nível de competência profissional dos docentes;
contribuir para a melhoria do desempenho escolar;
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valorizar a profissionalização docente.
Objetiva também atingir professores efetivos do quadro permanente de magistério das
rede estadual e municipais, com nível médio de escolaridade, em exercício nos quatro
primeiros anos do ensino fundamental, que esteja em regência de turma, com disponibilidade
para participar dos períodos presenciais, e que não tenham tempo implementado para
aposentadoria.
Os professores que enquadraram-se nessas características, foram selecionados via
exame realizado no final do ano de 2001.
A proposta pedagógica do Veredas tem como referências básicas as características do
educador preparado para atuar nos primeiros anos do ensino fundamental, a análise da
natureza do fazer docente e os pressupostos pedagógicos da formação inicial em serviço,
indicada para capacitar profissionais não titulados que já se encontram em exercício. Inclui
também as diretrizes curriculares decorrentes desse referencial e sua concretização em uma
proposta de currículo para formação inicial em serviço, por meio da educação a distância.
Deste modo o professor preparado para atuar nas séries iniciais do ensino fundamental
caracteriza- se como um profissional que busca os instrumentos necessários para o
desempenho competente de suas funções e tem capacidade de tematizar a própria prática,
refletindo criticamente a respeito dela, conhece bem os conteúdos curriculares, sabe planejar e
desenvolver situações de ensino e aprendizagem, estimula as interações sociais de seus alunos
e administra com tranqüilidade as situações de sala de aula,
Em 15/10/2001 a UFU, por meio da PROEX enviou à Belo Horizonte três propostas
para, juntamente, com outras IES, participar do Processo Licitatório da Secretaria de Estado
da Educação de Minas Gerais - SEE/MG., concorrendo a uma AFOR – Agência Formadora
do Projeto Veredas - Curso de Formação Superior de Professores Proposta Técnica, Proposta
Comercial, Habilitação Jurídica.
Através desta documentação, a UFU obteve o maior número de pontos entre as demais
instituições concorrentes e contemplada para atuar em dois pólos, o Pólo B - Lote 2 e Pólo ILote 12, sendo que este último (Pólo I, Lote 12 ) deveria ter a sua sede em Patos de Minas,
decidindo, portanto, ficar apenas com o Pólo B - Lote 2, com sede em Uberlândia.
Deste modo, a instituição está hoje, na condição de Agência Formadora do Pólo B Lote 2, tem uma clientela de 630 professores de 1ª à 4ª série do Ensino Fundamental das redes
estadual e municipal de ensino, distribuídos em 52 municípios pertencentes a cinco
Superintendências Regionais de Ensino, sendo a de Uberlândia, Ituiutaba, Uberaba, Monte
Carmelo e Patrocínio.
As atividades do projeto serão executadas em sete módulos, durante três anos e meio,
e contará com a participação de 42 tutores, quatro coordenadores, três estagiários e três
funcionários de secretaria. A abertura oficial do curso foi dia 18 de fevereiro/2002, no
Cassino Brasil com a participação de todos os professores da rede municipal e estadual,
classificados no processo seletivo da SEE/BH, cuja as atividades se estenderam até o dia 22
de fevereiro, para o cumprimento da Primeira Semana Presencial do Curso.
Em todos os sete módulos (sete semestres) deverá ocorrer na UFU uma semana de
atividades presenciais com todos os professores e tutores, envolvidos na proposta. No período
de 29 de julho a 03 de agosto de 2002, aconteceu a segunda Semana Presencial. No primeiro
dia, pela manhã, todos os alunos estiveram sendo submetidos a uma prova escrita elaborada
pela SEE/BH para Avaliação do primeiro módulo do curso e à tarde do mesmo dia foi feita a
abertura oficial dos trabalhos da semana com a presença de autoridades locais e regionais.
Nos demais dias tiveram palestras, mesas redonda, seminários e aulas sobre os componentes
curriculares, envolvendo professores da UFU e convidados de outras IES.
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Considerações Finais
O trabalho ora desenvolvido encontra-se na fase de análise de dados, em que se
começa a unir a proposta destes projetos com a ação prática elencada pelos entrevistados, que
são os próprios professores que trabalham ou trabalharam nos projetos. As discussões estão
sendo construídas e tecidas de forma a verificarmos que realmente é um trabalho inicial de
educação a distância, que por si exigirá ainda muito mais dedicação dos profissionais
envolvidos, principalmente daquele orientador acadêmico – o pedagogo, no desenvolvimento
e aplicação de suas capacidades e competências. Mas, por acreditar na funcionalidade de uma
EAD enquanto modalidade de ensino-aprendizagem voltada ao desenvolvimento do cidadão,
temos ciência de que seja necessário um trabalho com maior interesse e perspectiva destes
profissionais.
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