FORMAS DE MANUTENÇÃO E MÉTODOS DE DESCARTE DOS FLUIDOS DE CORTE UTILIZADOS NA USINAGEM DE METAIS (1) R. E. Catai , E. C. Bianchi, P. R. de Aguiar e- mail: [email protected], Av. Eng. Luiz Edmundo Carrijo Coube, S/No/Caixa Postal 473, Laboratório de Usinagem por Abrasão – LUA, CEP: 17033- 360, Bauru, SP, Brasil UNESP - Universidade Estadual Paulista - Campus de Bauru, RESUMO A crescente industrialização presente no cotidiano mundial torna cada a dia o processo de usinagem, principalmente dos metais imp rescindível nas empresas. Aliado a este crescimento industrial vigora também o aumento assustador na utilização de fluidos de corte, pois para muitos, quanto mais fluido existir na região de corte, maiores serão a economia global do processo e a produtividade. Entretanto, isto não é correto, pois o tratamento e descarte dos mesmos são caros e ilegais quando desrespeitam leis, além do que o fluido em demasia pode às vezes não melhorar em nada a qualidade final das peças. Neste artigo será apresentada uma revisão literária sobre a importância e as formas de realizar a manutenção periódica dos fluidos utilizados no corte dos metais, como através do controle do pH e concentração, no caso de fluidos à base de água. Também serão abordados métodos de purificação, formas de reciclagem e descarte dos fluidos de corte, sendo que estes podem ser divididos em processos químicos, físicos e físicos -químicos. Palavras chaves: Usinagem dos metais, Manutenção, Descarte, Fluidos de corte. INTRODUÇÃO Devido ao aparecimento de Leis Ambientais cada vez mais rígidas em todo o mundo, surge mais um grande entrave na vida dos empresários que necessitam dos processos de usinagem de metais. Este problema diz respeito a como descartar os fluidos utilizados dentro das indústrias, de formas financeira e ecologicamente viáveis. As alternativas são muitas e variadas, porém a melhor seria a conscientização dos empresários de que uma manutenção eficiente do fluido minimizaria descartes e gerariam lucros, pois se aumentaria a vida útil dos mesmos. Os principais fatores que devem ser observados quanto a correta utilização dos fluidos a fim de se prolongar a vida útil dos mesmos são: o controle periódico dos aspectos que influenciam a estabilidade dos fluidos; a higiene do local de trabalho e dos operadores; a constante limpeza e purificação dos fluidos; e por fim a reciclagem destes quando possível e de acordo com as leis fiscalizadas pelo CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) [1]. Seguindo-se os preceitos acima, somente em último caso é que os fluidos serão descartados, através dos vários processos de descartes existentes, os quais são determinados de acordo com o tipo de fluido utilizado, a legislação vigente, as condições do local, sendo que para este descarte, empresas especializadas podem ser contratadas, pois é um processo muito perigoso, onde apenas um litro de óleo usado, em contato com a água, pode contaminar cerca de um milhão de litros de água potável [2]. Em 1992 na Alemanha, o volume de descarte de óleos solúveis usados em processos de transformação metalmecânica representaram cerca de 60% do consumo total de lubrificantes, o que equivale a 1.151.312 t/ano, representando 7,5% a 17% dos custos de fabricação por peça, sendo este índice algumas vezes superior aos custos com o ferramental [3]. Os custos relativos aos fluidos de corte tornaram- se acentuados devido ao elevado consumo e freqüentes descartes que batem de frente com as políticas de preservação ambiental, sendo, portanto, necessário que se desenvolvam sistemas compatíveis com o meio ambiente e a saúde dos operários [4]. 2823 ASPECTOS QUE INFLUENCIAM A ESTABILIDADE DOS FLUIDOS DE CORTE Vários aspectos podem influenciar a estabilidade dos fluidos de corte, principalmente no caso dos fluidos a base de água. A seguir serão apresentados alguns aspectos que afetam ou mesmo influenciam na estabilidade dos principais tipos de fluidos de corte como os óleos de corte a base de óleo mineral e os fluidos a base de água como as soluções (por exemplo os fluidos sintéticos) e emulsões (como os fluidos semi-sintéticos). a-) Óleos de corte: Possuem óleo mineral como composto básico, podendo ser utilizados no estado puro (sem aditivação) ou aditivado (presença de aditivos polares e/ou aditivos químicos ativos ou inativos) [5]. A temperatura ideal para se trabalhar com este tipo de fluido e aumentar sua eficiência é entre 21 e 24ºC [1]. Por possuírem em suas composições óleos gordurosos ou compostos gordurosos, não devem ser armazenados em condições de temperaturas muito baixas, devido a existência de uma grande chance dos mesmos virem a se solidificarem ou sofrerem com a separação do composto gorduroso em relação ao óleo [6]. b-) Fluidos de corte solúveis em água: Transformam-se em misturas, quando o concentrado é diluído em água, sendo que estas misturas variam entre emulsões e soluções dependendo da constituição básica do fluido solúvel concentrado (óleo mineral ou sais orgânicos e inorgânicos, respectivamente), da presença e quantidade de emulgadores no concentrado [5]. É importante ressaltar que tanto os fluidos semi-sintéticos fazem parte deste grupo, pois são micro-emulsões caracterizadas por apresentarem de 5% a 50% de óleo mineral no fluido concentrado, sendo que uma menor quantidade de óleo mineral e a presença de biocidas aumentam a vida do fluido de corte vindo a diminuir os riscos à saúde, como os fluidos sintéticos, que são isentos de óleo mineral, porém baseiam-se em sais orgânicos e inorgânicos que formam solução com água, devendo ser tratados como soluções[7]. Quanto as soluções deve-se observar: Qualidade da água: com a qual a mesma será feita (deve-se ter uma dureza adequada, e estar isenta de impurezas, microorganismos, excesso de cloro etc). Normalmente a água das principais cidades é satisfatória para a preparação dos fluidos a base de água, porém é sempre desejável que um laboratório determine a quantidade de ácidos orgânicos e minerais presentes na água, bem como a sua dureza, que é dada em função dos sais dissolvidos na mesma, principalmente de cálcio, magnésio e ferro, e ocasionalmente de alumínio [6]. Dependendo da proximidade de depósitos minerais e das condições climáticas, a água dos rios e lagos pode vir ou não a ser dura, sendo que a água de poços é normalmente mais dura que as águas mais superficiais. Utilizando-se água dura, à medida que a água evapora da mistura de fluido de corte e se repõe a mesma, a concentração de ânions e cátions se eleva rapidamente. Portanto, se a dureza da água for excessivamente elevada, haverá a necessidade de um prétratamento da água, abrandando-a, por deionização ou por osmose reversa. Já a ausência total ou parcial de íons, pode resultar apenas em problemas de formação de espuma [1]. Acidez ou alcalinidade: o controle do pH é importante, pois um pH alto ou baixo demais pode causar irritações na pele, que variam de gravidade de pessoa para pessoa. O pH ideal de uma emulsão de óleo solúvel varia entre 9 e 9,3 [6]. Os principais critérios quanto ao fator pH são expressos na tabela I: Tabela I - Principais critérios que devem ser adota dos em relação ao valor do pH [1] Valor do pH Acima de 8,7 Diagnóstico e/ou procedimentos Emulsão satisfatória para continuar em operação, adiciona-se pequenas quantidades de biocidas para a manutenção preventiva entre 7,8 e 8,7 Adiciona-se biocida em q uantidades suficientes para o controle das bactérias e outros materiais para corrigir a emulsão abaixo de 7,8 Providenciar a troca do fluido de corte 2824 Concentração: deve ser controlada para garantir as propriedades lubrificantes e anticorrosivas do fluido [1]. Controle microbiológico de emulsões: é importante para evitar a perda do fluido pela contaminação excessiva por fungos e por bactérias, as quais se constituem na principal causa do descarte prematuro das emulsões [1]. As bactérias devem ser mantidas sob controle, pois é quase impossível manter uma emulsão estéril. Para tanto, o controle com biocidas deve ser feito de maneira periódica, possibilitando o controle do pH e a contagem de microrganismos. A adição de biocida não deve ser realizada somente quando for detectada sua degradação (deterioração) [5]. A tabela II apresenta propriedades dos fluidos integrais e fluidos a base de água. Tabela II - Comparação entre as propriedades dos fluidos de corte integrais e solúveis [1] Propriedades dos fluidos de corte Fluido integral Fluido solúvel (emulsão ou solução) Poder lubrificante Bom Fraco (*) Condutividade térmica Fraca Boa Calor específico Baixo Alto Aceitação pelo operador Menor Maior Propriedades anticorrosivas Boas Fracas (**) Decantação dos cavacos Fraca Boa Perdas por arraste Altas Baixas Bombeabilidade Variável Fácil (*) Alguns fluidos solúveis com aditivos de extrema pressão, possuem posição intermediária entre os extremos; (**) Se o fluido solúvel for formulado e armazenado corretamente, estes também protegem adequadamente, porém, em geral, problemas de corrosão com estes fluidos são bastante conhecidos. MANUTENÇÃO DOS FLUIDOS DE CORTE Em relação a manutenção dos fluidos, primeiramente, é necessário que se imponha dentro da empresa um bom programa de manutenção para que os resultados possam aparecer. Um bom programa é aquele que engloba a observação das alterações que aparecem no sistema de refrigeração, buscando-se sempre observar sinais de desestabilização do mesmo, além é claro de incluir procedimentos periódicos ou até mesmo diários de manutenção. Todo programa de manutenção de fluidos, deve priorizar e começar com a limpeza da máquina, bem como das linhas de alimentação do fluido e dos reservatórios [8]. Algumas instruções básicas para a manutenção dos fluidos são: limpar as tubulações, canalizações e reservatórios, além dos cantos mortos, possíveis focos de instalação de microorganismos; realizar a esterilização do sistema por meio de biocidas, ou mesmo, detergente; evitar pontos de estagnação de cavacos para evitar a instalação de focos de microorganismos; realizar constante aeração do fluido, coibindo o crescimento bacteriano e do mau cheiro aliado a este; sempre prezar pela higiene do local de trabalho; a monitoração destes fatores é fundamental para se prolongar a vida útil dos fluidos e dos equipamentos, além de colaborar com a saúde do trabalhador e a qualidade final das peças [1]. MÉTODOS DE LIMPEZA E PURIFICAÇÃO DOS FLUIDOS O processo de limpeza a ser empregado, depender á do material a ser utilizado, da operação empregada e do tipo de fluido a ser purificado. A operação e o material utilizado indicarão quão finos serão os cavacos. Por exemplo, metais dúcteis produzem cavacos mais grossos que são eficientemente removidos por filtragem ou sedimentação. Porém, uma préfiltragem é essencial em todas operações como primeiro passo [9]. Os processos de purificação mais comuns para a retirada dos resíduos sólidos dos fluidos, são conhecidos como decantação/escumação e filtração positiva, sendo que no processo de decantação ou escumação, a ação da força da gravidade e os desvios existentes para o fluxo do fluido, bem como a baixa velocidade de fluxo induzida no processo auxilia a sedimentação das 2825 partículas [10]. Este processo tem maior eficiência quando estão envolvidos grandes volumes de fluidos ou grandes tempos de retenção [9]. Já no processo de filtração positiva, utiliza-se meios porosos através dos quais o fluido passa por meio de sucção, pressão ou gravidade [1]. Em se tratando da filtração do fluido de corte, de acordo com papel ou gaze podem ser utilizados como elementos filtrantes, porém estes elementos devem ser analisados frequentemente, o que é inviável, pois para isto acontecer são necessárias paradas na produção para a troca destes elementos. Porém estas paradas podem ser evitadas com a utilização de sistemas de auto-limpeza, com filtros de cintos clarificados conforme é mostrado na figura 1. Nestes filtros, o fluido passa através do filtro intermediário e é enviado de volta a máquina, sendo que quando o filtro fica cheio de resíduos, o transportador move-se para frente, descartando a sujeira e o filtro intermediário usado em um depósito. A única manutenção requerida neste tipo de filtro é a limpeza periódica da caixa de resíduos e a recolocação do rolo de filtro de papel quando necessário [11]. Fluido sujo Caixa com os resíduos Rolo de papel Fluido limpo Figura 1 – Exemplo de um filtro de cinto clarificado [11] A figura 2 apresenta um complexo sistema de purificação, com separadores magnéticos, filtros, tanque de decantação etc. Figura 2 - Sistema de purificação de fluido de corte [12] RECICLAGEM DE FLUIDOS Nos países desenvolvidos, a coleta de óleos usados (incluindo os utilizados como fluidos de corte), é geralmente tratada como uma necessidade ambiental. Na Itália e na França, por 2826 exemplo, os impostos que incidem sobre estes produtos a base de óleo, custeiam a coleta dos mesmos. Já em outros países este suporte financeiro provém de impostos para tratamento de resíduos em geral. Nos Estados Unidos e Canadá, diferentemente do que ocorre no Brasil, é o gerador do óleo (fluido) usado, quem paga ao coletor pela retirada do mesmo [13]. Uma maneira de se aproveitar ao máximo os fluidos de corte e ao mesmo tempo realizar uma diminuição dos custos acrescidos a estes produtos, é a implantação na própria empresa de plantas recicladoras, que são sistemas capazes de reciclar fluidos de corte bem como os resíduos sólidos presentes nos mesmos provindos tanto dos metais que foram usinados como, por exemplo, do desgaste da própria ferramenta de corte. Muitas vezes, em projetos de várias máquinas ferramentas, torna-se mais eficiente instalar uma única unidade central de reciclagem. Já as pequenas indústrias devem optar por sistemas de reciclagem individuais devido aos altos custos dos sistemas centrais de reciclagem e a não contínua operabilidade que estes terão. O sistema de reciclagem a ser instalado depende do: tipo de fluido; material da peça; qualidade superficial da peça; grau de pureza do fluido; concentração residual de sedimentos; pressão necessária ao fluido; temperatura de operação; transporte de sedimentos [11]. As plantas de reciclagem podem ser muito rentáveis, embora possuam alto custo inicial de instalação. Nestes sistemas, podem ser aproveitados tanto os resíduos sólidos na forma de limalha de ferro como o fluido, que sai limpo na forma de óleo reciclado pronto para ser reutilizado. DESCARTE DOS FLUIDOS DE CORTE O descarte dos fluidos de corte como já comentado é um processo extremamente oneroso e complicado, além de ter que seguir a legislação vigente, por isso deve ser o último recurso a ser utilizado. Deve- se ter sempre em mente a preocupação em assegurar a manutenção apropriada dos fluidos, para que a quantidade descartada e a freqüência sejam pequenas [1]. Descarte de óleos de corte: os óleos de corte podem ser vendidos para nova refinação, reciclados pelo usuário, pelo fabricante ou por uma companhia especializada, podendo ainda ser queimados em caldeira, desde que permitido em legislação e estando o mesmo seco e sem impurezas, apresentando baixa concentração de enxofre e isento de cloro. Descarte dos fluidos solúveis em água: as emulsões e soluções não podem ser descartadas normalmente no sistema de esgoto, havendo a necessidade da separação do óleo da água (no caso de emulsões) e demais produtos químicos da água (no caso de soluções) antes do descarte. A fase oleosa separada é removida, sendo esta tratada como um fluido integral [1]. Os processos de descarte de emulsões são escolhidos de acordo com a composição da emulsão, das condições locais, da legislação vigente e do custo de cada processo, estando divididos e classificados da seguinte forma [5]: a-) Processos físicos: utilizados na separação de emulsões, incluindo a ultrafiltração, processo no qual a emulsão circula através de permeadores, que possuem membranas tubulares cujos poros controlados impedem a passagem das moléculas de óleo, efetuando a quebra da emulsão e o processo de quebra térmica, no qual a separação da fase oleosa e aquosa dá-se por intermédio do aquecimento da emulsão e evaporação da fase aquosa ([1] apud [2]). b-) Processos químicos: neste processo chamado de quebra ácida com adsorção a frio, adicionam- se sais para quebrar as emulsões pela degradação dos emulgadores, sendo que a reação química pode ser reforçada pela adição de sais metálicos [5]. c-) Processos físico-químicos: conhecidos como quebra ácida com adsorção a quente com ou sem estágio de separação mecânica, onde a reação química é reforçada pelo aquecimento da emulsão, sendo uma combinação dos processos físico e químico ([1] apud [2]). Descarte de soluções sintéticas: os fluidos ou soluções sintéticos são constituídos de uma grande gama de produtos químicos [1]. Para o tratamento e descarte bem sucedidos destes, é necessário compreender a química de cada fluido a ser descartado. Através da escolha correta 2827 do tipo e da dosagem adequada de coagulante polimérico, e tomando-se por base as faixas de pH encontradas, a taxa desejada das reações de precipitação pode ser controlada e os ajustes adequados poderão ser feitos para colocar a água efluente nos padrões necessários. CONCLUSÕES É importante que as operações de descartes de fluidos de corte sejam realizadas de acordo com as Leis Ambientais vigentes dentro de cada cidade, estado ou país. Não existindo processos de manutenção e descartes padrões, pois estes variam muito de acordo com as condições do local de trabalho, com os fluidos utilizados, com a legislação vigente e os custos que podem estar atrelados a cada tipo de processo, sendo, portanto sempre cabível um estudo profundo de cada situação para se realizar a melhor e mais eficiente manutenção bem como se necessário o mais viável processo de descarte dentro da lei; Um bom programa de manutenção é capaz de eliminar odores desagradáveis, excesso de resíduos sólidos nos reservatórios, bem como consegue assegurar através da purificação e filtração periódica, uma qualidade ainda melhor para a peça final, além de aumentar a vida útil do fluido, o que significa maiores lucros para as empresas, pois diminui principalmente a freqüência de descarte dos fluidos, que é um processo extremamente oneroso; Sendo que uma boa forma de se realizar a filtragem do fluido é através de um filtro de cinto clarificado, pois este não requer que a máquina em produção seja parada para a troca do filtro; REFERÊNCIAS 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 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R. de Aguiar e- mail: [email protected], Av. Eng. Luiz Edmundo Carrijo Coube, S/No/Caixa Postal 473, CEP: 17033-360, Bauru, SP, Brazil UNESP - State University from São Paulo – Campus of Bauru ABSTRACT The machining processes of metals every day become more and more important in the life of companies, however the same brings with itself a big problem that is how to discard the cutting fluids in agreement with the existent environmental laws. However isn’t the discard that should be the largest concern of the companies in relation to the fluids, but the correct maintenance of the same ones, with periodic controls of pH, concentration, because in this way, the useful life of fluid tends to be larger and probably smaller will be the costs and concerns with the discard. This article w ill present methods and forms of accomplish an efficient maintenance and discard of the fluids, which can be separated in processes of discards chemicals, physicals and physical-chemicals. Key-words: Optimization, grinding, deflectors, cutting fluids, metals. 2829