EDUARDO DE MEDEIROS LOBATO MÔNICA CRISTINA FERREIRA PINTO VÂNIA CAZZOLI EMPREENDEDORISMO RURAL Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Banca Examinadora do Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium, curso de Administração sob a orientação do Professor Mestre Irso Tófoli e orientação técnica da Profª Especialista Ana Beatriz Lima. LINS - SP 2009 Lobato, Eduardo de Medeiros; Pinto, Mônica Cristina Ferreira; Cazzoli, Vânia L777e Empreendedorismo Rural: Fazenda São Francisco / Eduardo de Medeiros Lobato; Mônica Cristina Ferreira Pinto; Vânia Cazzoli. – – Lins, 2009. 76p. il. 31cm. Monografia apresentada ao Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium – UNISALESIANO, Lins-SP, para graduação em Administração, 2009 Orientadores: Irso Tófoli; Ana Beatriz Lima 1. Empreendedorismo Rural. 2. Diversificação de Atividades Mercantis. 3. Agroturismo I Título. CDU 658 EDUARDO DE MEDEIROS LOBATO MÔNICA CRISTINA FERREIRA PINTO VÂNIA CAZZOLI EMPREENDEDORISMO RURAL Monografia apresentada ao Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium, para obtenção do título de Bacharel em Administração. Aprovada em: ___/___/____ Banca Examinadora: Prof. Orientador: Irso Tófoli Titulação: Mestre em Administração – Faceca – Varginha, MG Assinatura: __________________________________________ 1ºProf(a): ___________________________________________________ Titulação: ___________________________________________________ ___________________________________________________________ Assinatura: __________________________________ 2ºProf(a): ___________________________________________________ Titulação: ___________________________________________________ ___________________________________________________________ Assinatura: __________________________________ Dedico este trabalho a meu pai Heitor Peraça Lobato e minha mãe Mara Liliane de Medeiros Lobato que sempre me deram forças e incentivos para que este sonho fosse realizado, além de acreditar que meus ideiais seriam possíveis, bem como meus avós Wilsom Gonçalves de Medeiros e Cely Gonçalves de Medeiros que não mediram esforços para me ajudar nesta empreitada. A minha namorada Ana Paula Messas pelo estímulo, carinho, compreensão e companheirismo durante todo este período. Eduardo Dedico este trabalho à minha mãe, que muitos sonhos renunciou para que o meu fosse realizado; ao meu pai (in memorian), cuja presença sempre se fará sentir, já que sou a continuidade de seu brilho. Por terem me ensinado valores morais e éticos, a respeitar o ser humano sem preconceitos e julgamentos. Ao meu filho Gustavo, principal motivo dessa evolução profissional e pessoal. Pessoa especial que Deus me deu para transformar minha vida. Aos meus irmãos Cássia e Fabio, que apesar da distância sempre se fizera, presentes com palavras de incentivo e apoio. E por fim aos meus amigos, que não tem como discriminar nomes, mas que sabem quem são que sempre me deram força e estímulo para concluir este trabalho. Mônica Dedico este trabalho a Deus pela minha fé e perseverança nessa batalha tão difícil. Aos meus pais que sempre me ensinaram os valores éticos e morais e que me deram a chance de me aperfeiçoar e crescer pessoal e profissionalmente, sendo assim um exemplo de vida para mim. Sem eles eu não teria conseguido alcançar meu objetivo. Vânia AGRADECIMENTOS A Deus, pois sem Ele nada somos, nada podemos e nada disso teria sido feito. A meus pais e avós por estarem sempre ao meu lado, incentivandome, principalmente nas dificuldades. Pela paciência, compreensão e carinho durante este período de minha vida, servindo de estímulo para levar adiante este ideal. Aos nossos orientadores, Irso Tófoli e Ana Beatriz Lima por estarem sempre nos apoiando em nossas dificuldades e nos passarem autoconfiança de que somos e fomos capazes de concluir este trabalho. As minhas colegas Mônica e Vânia pelo empenho, dedicação e companheirismo. Ao Sr. Paulo Basso por nos receber de braços abertos em sua empresa, com atenção e prontidão e pela maneira simples e clara de contar toda sua trajetória. Eduardo A Deus, pois sem a permissão Dele nada disso teria acontecido. Pela saúde e força que me deu para conseguir terminar o curso. A minha mãe por ter me dado condições de realizar meu sonho, onde por algumas vezes, pensei em desistir e com seu apoio não deixou que acontecesse. Aos meus amigos que sempre me deram força nessa caminhada. Aos orientadores Irso Tófoli e Ana Beatriz por toda paciência e calma nos momentos de ansiedade e angústia, nos dando segurança para terminar este trabalho. Por serem pessoas maravilhosas, humanas, honestas, exemplos de profissionais a seguir. A todos os professores por não medirem esforços para transmitir conhecimento e colaborarem pelo crescimento acadêmico e pessoal. Ao Sr. Paulo Basso por ter aberto as portas de sua empresa e sua vida para que pudéssemos realizar o trabalho. Ao Eduardo e a Vânia, companheiros deste projeto, que juntos podemos sentir diversas emocionais e concluímos o trabalho. Mônica Primeiramente agradeço a Deus por ter me dado saúde, força e perseverança para esta grande conquista em minha vida. Aos meus pais Gino e Neide, por todo carinho, compreensão, paciência e apoio em todos os momentos dessa longa j0rnada e pelas condições que me proporcionaram para realizar meu sonho. Ao meu esposo Hueber que contribuiu para que nosso trabalho fosse realizado e que sempre esteve em minha vida, me apoiando e torcendo por essa vitória. Aos meus amigos, irmãos, sobrinhos e cunhados por sempre incentivarem e estarem do meu lado. Aos orientadores Irso Tófoli e Ana Beatriz pelo carinho, atenção, paciência nas horas de ansiedade e angústia, nos passando autoconfiança de que somos realmente capazes de concluir este trabalho. A todos os professores por não medirem esforços para nos transmitir conhecimento e colaborarem para nosso crescimento acadêmico e pessoal. Em especial ao mestre Irso Tófoli por ser um exemplo de profissional, pessoa maravilhosa e muito sabia, sendo sempre um ícone em minha vida. Ao Eduardo e a Mônica que realizaram comigo este trabalho, onde juntos sofremos, sorrimos e nos divertimos, porém, concluímos nossa meta com êxito. Ao Sr. Paulo Basso, por ter nos recebido em sua empresa e sua vida de portas abertas e por nos ensinar com sua experiência e humilde. Vânia RESUMO O presente trabalho teve como objetivo evidenciar o perfil empreendedor, assim como diversos fatores externos que influenciam a pessoa a desenvolver a ideia empreendedora. Mas não basta que exista a motivação para empreender, é necessário que o empreendedor esteja preparado para isso, ou seja, que conheça formas de análise de negócio, do mercado e de si mesmo para perseguir o sucesso com passos firmes e saber colocar o sucesso a seu favor. Ressalta-se a importância da visão empreendedora como agente de mudança, possuidor de componentes essenciais, mobilizando capital, agregando valor a recursos naturais, produzindo bens e administrando os meios para incrementar o seu negócio. Deve-se isso ao seu gosto pela diversificação, comprometimento e disposição em assumir risco. A empresa escolhida para a realização da pesquisa foi a fazenda São Francisco que foi adquirida em 1999, em Guaiçara, no interior de São Paulo. Focado inicialmente na criação de gado, sofre influência do mercado e através da visão empreendedora de seu proprietário, Paulo Augusto Moliterno Basso, parte para o agroturismo, oferecendo atualmente pesque-epague, lanchonete, restaurante e visitação pela fazenda. Como resultado da pesquisa, ficou evidente que a diversificação torna um empreendimento lucrativo. Palavras-chave: Agroturismo. Empreendedorismo Rural. Diversificação de Atividades Mercantis. ABSTRACT This study aimed to highlight the entrepreneurial profile, as well as various external factors that influenced the person to develop the entrepreneurial idea. But there is sufficient motivation to undertake, it is necessary that the Entrepreneur is prepared for it, or who knows forms of business analysis, market and of itself to pursue success with firm steps and put out in your favor. We highlight the importance of the entrepreneurial vision as a change agent in possession of essential components, mobilizing capital, adding value to natural resources, producing goods and managing the means to boost their business. This was due to his taste for diversity, commitment and willing ness to take risks. The company chose to conduct the study was the farm São Francisco which was acquired in 1999, in the municipality of Guaiçara, interior of São Paulo. Focused initially in cattle production, is influenced by market and by the entrepreneurial vision of the owner, Mr. Paulo Augusto Moliterno Basso, goes to the agritourism, currently offering a fish and pay, cafeteria, restaurant and visitation the farm. As a result of research it became clear that diversification makes it a profitable enterprise. Keywords: Agritourism. Diversification. Rural Entrepreneurship. 11 LISTA DE FIGURAS Figura 1: Paulo Basso ..................................................................................... 19 Figura 2: Estufas para Olericultura .................................................................. 22 Figura 3: Pesque-e-pague ............................................................................... 23 Figura 4: Análise Swot ..................................................................................... 36 Figura 5: Entrada do restaurante ..................................................................... 39 Figura 6: Foto interna do restaurante ............................................................... 40 Figura 7: Foto interna da cozinha do restaurante ............................................. 40 Figura 8: Acomodações da lanchonete ............................................................ 41 Figura 9: Foto do ambiente interno da lanchonete ........................................... 41 Figura 10: Lagoa ............................................................................................. 42 Figura 11: Um dos autores pescando .............................................................. 42 LISTA DE QUADROS Quadro 1: Atividades exercidas pela empresa ................................................. 19 Quadro 2: Exemplos de oportunidades e ameaças.......................................... 34 Quadro 3: Exemplos de forças e fraquezas ..................................................... 35 Quadro 4: Evolução de receitas e despesas da fazenda São Francisco .......... 43 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS CNPJ: Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica EMEI: Escola Municipal de Educação Infantil HA: Hectare SBT: Sistema Brasileiro de Televisão SP: São Paulo SWOT: Strenghts Weaknesses Opportunities Threats T: Tonelada 12 SUMÁRIO INTRODUÇÃO ................................................................................................ 14 CAPÍTULO I – FAZENDA SÃO FRANCISCO ................................................. 18 1 EVOLUÇÃO HISTÓRICA ..................................................................... 18 1.1 Perfil do Proprietário .............................................................................. 18 1.2 Visão ..................................................................................................... 18 1.3 Diversificação das atividades ................................................................ 19 1.3.1 Cultivo de milho e soja .......................................................................... 20 1.3.2 Cana-de-açúcar .................................................................................... 20 1.3.3 Bovino de corte ..................................................................................... 20 1.3.4 Olericultura ............................................................................................ 21 1.3.5 Agroturismo ........................................................................................... 22 1.4 Perspectivas.......................................................................................... 23 CAPÍTULO II - EMPREENDEDORISMO ......................................................... 25 2 CONCEITO DE EMPREENDEDORISMO ............................................. 25 2.1 Teorias sobre Empreendedorismo ........................................................ 25 2.2 Características do Empreendedor ......................................................... 26 2.3 Empreendedor x Empresário ................................................................. 29 2.4 Empreendedorismo Rural...................................................................... 29 2.4.1 Características do Empreendedor Rural ................................................ 31 2.5 Análise SWOT....................................................................................... 32 2.5.1 Análise do ambiente externo ................................................................. 32 2.5.2 Análise do ambiente interno .................................................................. 34 CAPÍTULO – EMPREENDEDORISMO III RURAL TRANSFORMANDO SONHO EM REALIDADE .............................................................................. 37 3 INTRODUÇÃO ...................................................................................... 37 3.1 Relato e Discussão do trabalho realizado referente ao Empreendedorismo Rural ................................................................................ 37 3.2 Restaurante........................................................................................... 39 13 3.3 Lanchonete ........................................................................................... 40 3.4 Pesque-e-Pague ................................................................................... 41 3.5 Olericultura ............................................................................................ 43 3.6 Parecer final sobre o caso ..................................................................... 43 PROPOSTA DE INTERVENÇÃO .................................................................... 45 CONCLUSÃO ................................................................................................. 46 REFERÊNCIAS ............................................................................................... 48 APÊNDICES .................................................................................................... 50 ANEXOS ......................................................................................................... 58 14 INTRODUÇÃO Para muitos, o empreendedorismo é uma forma de ser, agir, pensar, é e também uma maneira de vislumbrar possibilidades. Muitas pessoas começam seu empreendimento a partir do sonho de serem donos dos seus próprios negócios. Alguns esquecem que empreendedorismo é todo um processo de criar algo novo, que necessita de dedicação e esforço necessário, sem falar nos riscos financeiros, psíquicos e sociais. Na maioria das vezes recebem como recompensa satisfação e independência pessoal e econômica. (ARAUJO, 2007) É certo que características principais do empreendedorismo: iniciativa, autonomia, autoconfiança, otimismo, perseverança, estabelecimento de metas, resultados, intuitivo, liderança, entre outros. Assim, seguindo o pensamento de Gomes (2008, p. 114): “Empreender é um desafio, mas é também um carimbo impresso no nosso DNA”. Portanto, claro está, que há pessoas com uma predisposição maior, ou seja, nascem com essas características, algumas as desenvolvem ao longo da vida, outras não. O empreendedorismo está cada dia mais presente nas salas de aula através de disciplinas específicas e em outros setores da sociedade com treinamentos, palestras motivacionais, cursos, evitando assim uma redução na taxa de mortalidade entre novos negócios. Empreendedorismo rural é um assunto pouco discutido e explorado, fato que despertou o interesse do grupo em intensificar a pesquisa, objetivando analisar os tipos de atividades empresariais desenvolvidas em propriedades rurais. O empreendedorismo rural como recente campo de estudo, tem procurado estudar e adaptar ao meio rural, ferramentas que até então foram desenvolvidas e aplicadas em empresas tradicionais do setor industrial ou comercial. (DA SILVA; LORENZETTI, 2008, p. 2). O meio rural brasileiro conserva o conhecimento do trabalho, mantendo as tradições, respeitando a cultura familiar e conservando valores e crenças, de 15 modo que tendem a ficar na atividade agrícola aqueles jovens que não vão bem à escola ou não tiveram acesso à cultura escolar, associando o meio rural à incapacidade pessoal, e jovens que por sua vez tiveram oportunidades à educação e retornaram ao campo para desenvolver as atividades com mais eficiência. É clara a visão de que o principal agente do desenvolvimento rural é o produtor. As atividades por ele exploradas diferenciam-se das demais atividades econômicas em razão de algumas características: estar sujeita às influências climáticas, não estar em contato direto com o consumidor final e por se tratar de produtor rural, geralmente não ocorre um processo de escolha do ramo de negócio, uma vez que costuma passar de geração em geração para potencializar o desenvolvimento rural. Para uma melhor compreensão desse fenômeno, é importante observar características peculiares do empreendedor rural e urbano. Apesar de com frequência querer produzir e gostar de terra, o produtor rural, sem muitas perspectivas, tem dificuldade em visualizar mercado e conscientizar-se da necessidade de capacitação. Por outro lado, é comprometido com sua atividade, se veem muito mais como parceiros do que como concorrentes. Têm como características: liberdade e autonomia decisória, envolve a família nas atividades empresariais, preservação do meio ambiente e interação comunitária, conforme aponta-nos Araujo (2007). O que poucos sabem é que uma propriedade rural também deve ser vista como uma empresa, assim a capacitação relacionada à administração rural tornou-se ferramenta importante aos produtores rurais, para o planejamento de implantação de novas tecnologias. Para o meio rural, tecnologia não se resume somente a maquinários e equipamentos, mas também a todo o processo de se fazer algo. A presença do pequeno produtor rural é maioria em seu setor, formado por familiares, muitas vezes com pouco estudo, grande dificuldade de conseguir subsídios junto aos órgãos públicos e instituições financeiras, desestimulando a melhoria nas propriedades. Os problemas que o pequeno produtor em geral enfrenta, causam exclusão social e consequentemente a 16 pobreza. A implantação do empreendedorismo na zona rural é uma forma de contribuir para a melhoria do setor. Dessa forma: [...] a gestão dos negócios agrícolas pode contribuir com a inclusão social dos agricultores, criando condições para que estes permaneçam nas pequenas propriedades agrícolas com a consequente melhora da qualidade de vida dos mesmos.( MIYAZAKI et al., 2008, p. 8). Nesta direção, o fortalecimento da agricultura familiar pode colaborar para a inclusão social e o desenvolvimento econômico. Segundo Da Silva e Lorenzetti (2008, p. 4-5): “[...] o desenvolvimento de estudos e programas de incentivo a profissionalização da gestão da propriedade rural tomam grande importância na consolidação do Brasil como grande produtor mundial.” Dessa forma, com o incentivo de alguns órgãos se torna mais fácil o crescimento dos pequenos produtores, ocasionando a redução das desigualdades pessoais, setoriais e regionais na distribuição da renda. Levando em consideração os apontamentos anteriores, a pesquisa foi desenvolvida na propriedade rural do Sr. Paulo Augusto Moliterno Basso que, usando de sua farta experiência em planejamento estratégico, decidiu adquirir a fazenda São Francisco. Apesar de ter conhecimento de todas as dificuldades que encontraria, decidiu colocar seu lado empreendedor em prática, e fez de sua propriedade uma oportunidade de negócio. A fazenda é localizada no município de Guaiçara, estado de São Paulo e tem como atividades: agroturismo, hortifruti, gado de leite, plantio de seringueiras e arrendamento de terras para o cultivo de cana-de-açúcar. No desempenho de suas características empreendedoras, o proprietário desenvolve no agroturismo a atividade de pesque-e-pague, lanchonete, restaurante para grupos e salão para festas. Na atividade de hortifruti, cultiva tomate, pimentão diversificado, cajueiros, comercializando-os na região. Já com o gado, comercializa o leite e concilia com a atividade do agroturismo através de visitações ao curral, juntamente com a visitação às seringueiras. O arrendamento para o cultivo de cana-de-açúcar é uma forma de conseguir recursos para investimentos. 17 Diante dos pressupostos teóricos apresentados, levantou-se a seguinte pergunta problema: a diversificação das atividades transforma uma propriedade rural em um empreendimento lucrativo? Em resposta a pergunta problema surgiu a seguinte hipótese: A diversificação das atividades transforma uma propriedade rural em um empreendimento lucrativo, despertando no proprietário suas características empreendedoras. Para realização da pesquisa utilizou-se dos métodos observação sistemática, histórico e estudo de caso especificado minuciosamente no Capítulo III deste trabalho. O trabalho está assim estruturado: O Capítulo I aborda sobre a evolução histórica da empresa em estudo, destacando o perfil empreendedor do proprietário, a diversificação das atividades e perspectivas para o futuro. O Capítulo II discorre sobre a fundamentação teórica do Empreendedorismo Rural, conceituando empreendedorismo, características do empreendedor e empreendedor rural, diferenças entre empresário e empreendedor e análise SWOT. O Capítulo III demonstra a pesquisa realizada na fazenda São Francisco, destacando a diversidade de atividades. Finalmente, a Proposta de Intervenção e Conclusão foram resultantes de uma comparação entre a teoria descrita e a pesquisa realizada na empresa. 18 CAPÍTULO I FAZENDA SÃO FRANCISCO 1 EVOLUÇÃO HISTÓRICA 1.1 Perfil do Proprietário Paulo Augusto Moliterno Basso, 61 anos, natural de Lins / SP, casado, 3 filhas, formou-se em Engenharia Civil na Escola de Engenharia de Lins no ano de 1970, aos 22 anos. Depois de formado foi trabalhar como trainee na Volkswagem, em São Bernardo do Campo / SP, onde permaneceu até aposentar-se. Em 1972 manifestou interesse em trabalhar na implantação da fábrica de 487.000 m², em Taubaté / SP. No meio do projeto, que durou cerca de 30 meses, o responsável pela implantação, desistiu do projeto por motivos particulares e ele, com apenas 2 anos de fábrica, assumiu a direção do projeto e de toda a equipe, conseguindo mostrar que, mesmo sem muita experiência, tinha um grande potencial de liderança. Durante sua trajetória profissional, destacou-se por suas ideias estratégicas, mostrando sua capacidade empreendedora. Assim, a diretoria resolveu investir em seu capital intelectual, proporcionando-o a oportunidade de fazer cursos de extensão nas áreas de Administração (com ênfase em indústria automobilística), Comércio Exterior e Finanças pela Fundação Getulio Vargas. Com toda essa formação, morou 2 anos na Alemanha, aposentandose como Diretor Adjunto de Instalações de Fábricas. 1.2 Visão 19 Após aposentar-se, adquiriu a fazenda São Francisco em 1999, como forma de investimento. Na época da compra, a fazenda tinha 50 alqueires e 800 cabeças de gado de corte. No período entre 2003 e 2005, cultivou milho e soja. A partir de 2005, paradigmas foram quebrados e vislumbrou-se oportunidades de diversificação de negócios, colocando em prática o verdadeiro sentido do empreendedorismo, surgindo a partir de então a ideia do agroturismo, aproveitando dessa forma a área ociosa da fazenda e suas instalações rústicas. Fonte: Elaborado pelos autores, 2009 Figura 1: Paulo Basso 1.3 Diversificação das atividades A fazenda São Francisco está localizada no município de Guaiçara, estado de São Paulo, cadastrada sob CNPJ sob n.º 08.206.292/0003-97, abrangendo uma área de 194,00ha. São cultivados na propriedade: continuação UTILIZAÇÃO ÁREA (ha) OBSERVAÇÃO Cultura semi-perene 130,0 Cana-de-açúcar Cultura temporária 10,0 Milho/Sorgo 20 conclusão Pastagens 20,0 Tanzânia, Brachiária, Brizantha Vegetação natural 16,8 APP, Remanescente Área em descanso 6,0 Milho/Girassol Área complementar 11,2 Construções, açudes, brejo TOTAL 194,0 Fonte: elaborado pelos autores, 2009 Quadro 1 – Atividades exercidas pela empresa Em seu inventário existem máquinas, equipamentos e animais de tração tais como: trator pneu, arado fixo, grade aradora, escarificador, carreta, cavalos, ensiladeiras, trator. 1.3.1 Cultivo de milho e soja Milho (5%) – A produtividade do milho foi de 85 sacas / hectare. A opção pelo cultivo de grãos foi para adquirir experiência como alternativa da propriedade e também a recuperação / reforma das pastagens. 1.3.2 Cana-de-açúcar Cana-de-açúcar (70%) – Atualmente ocupa uma área de 130 hectares. A produtividade da cana é de 115 t / ha, sendo esta de segundo corte. Proprietário na condição de fornecedor de Usina com contrato de 05 anos. 1.3.3 Bovino de corte Bovino de Corte (10%) – Pecuária Bovina de leite de 150 Unidades Agrária. Predominantemente animais da raça Girolando, cria, recria e engorda, 21 mineralização, suplementação no inverno com cana mais fonte de proteínam todas as vacinações obrigatórias, controle de endo e ectoparasitas e acompanhamento por uma veterinária. A bovinocultura é bastante técnica, onde a limitação atual é na alimentação com manejo mais intensivo. 1.3.4 Olericultura A olericultura na fazenda era mais um negócio para agregar valor. A região tem terra fértil para produção de qualquer cultivo, porém a comercialização dos produtos é precária por falta de parcerias entre os agricultores. A opção pela olericultura se deu devido a uma medida expressiva de terra ociosa, assim utiliza-se para cultivar vagem e variedades de tomate e pimentão, através de estufas e com a menor quantidade possível de agrotóxicos. Foram encontrados alguns problemas e suas causas: a) Alimentação cara para os animais – Período de seca prolongado, falta de pasto. b) Milho e soja produtividade abaixo da média regional – Falta de familiarização com a semeadora/adubadora e da cultura e definição de um cultivar de soja para a região. c) Pastagem com produção abaixo do seu potencial – Dimensão inadequada dos piquetes, falta de adubação e calagem de acordo com o potencial das capineiras. d) Preparo de solo com custo elevado (aração e gradagens) – Falta de um planejamento antecipado das áreas de produção de grãos e das pastagens. 22 Fonte: Elaborado pelos autores, 2009 Figura 2: Estufas para Olericultura 1.3.5 Agroturismo Quando a fazenda foi adquirida, havia casas, galpões, tuias antigas. Contudo, com a ideia do agroturismo, estes foram reformados, sem entretanto tirar a rusticidade, mantendo o clima de fazenda antiga, mas com inovações transformou em restaurantes, lanchonete, salão para festas, utilizados como uma forma de atrativos para os turistas. A lagoa que estava assoreada foi resgatada, transformando-se em um pesqueiro e agregando-se aos atrativos turísticos. Uma área da fazenda foi arrendada para um parceiro, e este desenvolveu a olericultura, cultivando tomate, pimentão, caju. Essa parceria adiciona valor ao seu agroturismo, pois os turistas fazem visitação às hortas e adquirem os produtos que estão disponíveis para venda. O empreendimento tem como concorrentes, voltado ao agroturismo, os proprietários de ranchos à beira d’àgua, diminuindo o fluxo de turistas aos finais de semana e feriados. Porém, o público se torna fiel à fazenda na busca de resgatar lembranças, principalmente turistas de grandes cidades e/ou centros urbano. 23 Fonte: Elaborado pelos autores, 2009 Figura 3: Pesque e Pague 1.4 Perspectivas Para um futuro próximo, as expectativas são de reservar uma área para plantar eucalipto e aumentar o cultivo da cana-de-açúcar, construir alguns chalés para hospedagem de turistas, bem como a construção de outra lagoa para a pesca esportiva com peixes maiores, focando ainda mais o agroturismo. Pretende-se utilizar os recursos da Internet para divulgação de suas atividades e facilitar o turismo. Para o proprietário, qualidade de vida, respeito, higiene, limpeza, qualidade dos produtos e serviços e preço são fundamentais para manutenção de seus clientes, pois acredita que o contato “corpo a corpo” é a melhor forma de medir o nível de satisfação e motivação dos seus clientes. Em contato com os clientes, descobriu-se que área verde, liberdade, animais, condições de lazer, conforto e bem estar são fatores esperados em uma propriedade rural, assim como paz de espírito e momentos em família. Como sugestões de melhorias tem-se: passeios a cavalo, carroça e diversidade de peixes. Das atividades oferecidas, a pesca é considerada a mais interessante pelos clientes. 24 Um outro plano para o futuro seria a criação de peixes para fornecer a frigoríficos da região, pois entende que a região sofre com a escassez desse tipo de criação. Em contato com futuras parcerias, descobriu-se a possibilidade de produzir queijo, sendo ele produtor de leite e sua parceria fornecendo mão-deobra. Para incrementar o agroturismo, pensa-se na possibilidade de colocar esportes radicais, como tirolesa. 25 CAPÍTULO II EMPREENDEDORISMO 2 CONCEITO DE EMPREENDEDORISMO 2.1 Teorias sobre Empreendedorismo Empreendedorismo é uma forma de ser, de ver o mundo baseada na inovação, porém algumas pessoas acreditam que para ser empreendedor, basta ter uma boa ideia e abrir uma empresa. Para o empreendedor, o ser é mais importante do que o saber. A empresa é a materialização dos nossos sonhos... Sob esse prisma, o empreendedorismo é visto também como um campo intensamente relacionado com o processo de entendimento e construção da liberdade humana. (DOLABELA, 2006, p. 244) Na idade média já se usava o termo empreendedor para descrever administradores de grandes projetos e em meados do século XX, estabeleceuse a relação de empreendedor como inovador. Algumas pessoas tem uma predisposição maior, mas a maioria dos seres humanos comportamentos nasce certos empreendedor. para liberar o É preciso potencial, desenvolver podendo os acontecer naturalmente pelo meio familiar ou escolar. Como exemplo cita-se Samuel Klein das Casas Bahia, Silvio Santos do SBT e os Matarazzo das indústrias. Empreendedorismo não se aprende em livros, embora ler sobre experiências seja válido, ele requer um ensino muito mais intensivo em práticas, experiências, novas formas de repassar conhecimento do que se viu até agora. (GARTENKRAUT, 2007, p.13) Porém há quem diga que empreendedorismo se aprende na escola. Segundo Rocha (2008) o certo é que o empreendedorismo está cada dia mais presente nas salas de aula. Conforme Codec (2009), exemplo disso é a cidade de Lins, onde o empreendedorismo é presente nas salas de aula, do ensino municipal de educação infantil (EMEI) até as universidades, passando pelo 26 ensino fundamental e médio. Desenvolver uma cultura empreendedora é uma tarefa de longo prazo. Assim como o talento para música, o empreendedorismo deve ser uma característica identificada e incentivada nas escolas. Sem essa capacitação profissional, será difícil modificar o quadro de falências de novas empresas. (GARTENKRAUT, 2007, p.13) O interesse do Brasil pelo assunto empreendedorismo surgiu no final da década de 90. Os fatores que talvez expliquem este interesse seriam a preocupação com a criação de pequenas empresas duradouras e a necessidade de diminuição das taxas de mortalidade destes empreendimentos. “O empreendedorismo é uma revolução silenciosa, que será para o século XXI mais que a Revolução Industrial foi para o Século XX.” (DORNELAS, 2005, p. 21). O Brasil é um país que ainda tem muito espaço para empreendedores que queiram crescer, assim é mais fácil achar gente talentosa aqui do que lá fora, porque há boas universidades e o povo brasileiro é muito criativo. 2.2 Características do Empreendedor Empreendedor é aquele que desenvolve a arte de empreender, de mudar, inovar. Esta é uma pessoa capaz de enxergar a vida sobre outro ângulo e na maioria das vezes transformar uma situação adversa a seu favor com um pouco mais de empenho, dedicação e comprometimento. Um empreendedor conhece bem seu dia a dia e consegue se adaptar com desenvoltura as mudanças. Para ele dinheiro é a recompensa pelo bom trabalho executado e sente-se obrigado a apropriar-se de todas as informações possíveis, levantando os pontos fortes e fracos, bem como as oportunidades e ameaças no mercado. Nenhum empreendedor desenvolveu sua conduta escrevendo sentado planos de negócios. Eles precisam ir a campo, identificar suas características mais fortes e mais fracas, e trabalhar intencionalmente no desenvolvimento de suas competências. (GARCIA, 2008, p. 76) 27 Para Araujo (2000) empreendedor bem sucedido deve apresentar as seguintes características: a) Buscar oportunidades: é a capacidade natural de estar permanentemente atento a tudo que acontece à sua volta. Um empreendedor tem sensibilidade para fazer coisas novas, na hora e no lugar certo, ou seja, ele sabe identificar as necessidades do seu cliente. O empreendedor é curioso e vive em constante pesquisa de novos caminhos. b) Perseverar: é a capacidade de definir e manter o direcionamento de sua empresa rumo ao sucesso, apesar das dificuldades encontradas. É a persistência pelo ideal, pelos objetivos a que se propõe, superando os obstáculos do caminho. c) Comprometer-se: o empreendedor tem alto nível de compromisso com o trabalho que desenvolve. Aceita a responsabilidade por suas falhas no cumprimento de suas tarefas. d) Correr riscos, mas calculados: capacidade de enfrentar desafios é uma combinação de ousadia, controle e determinação. Os riscos fazem parte de qualquer atividade, e é preciso saber conviver com eles e sobreviver a eles. e) Estabelecer metas objetivas: o empreendedor estabelece objetivos a longo prazo e define metas de curto prazo. A tendência do empreendedor é definir claramente objetivos e metas que lhe deem condições de realizar projetos mais amplos e duradouros. O empreendedor tem nítida direção de conduta e determinação. f) Buscar informações: o empreendedor está sempre disposto a aprender. Ele tem sede de conhecimento, de buscar novas informações. Entende que a inovação contínua é a base das organizações modernas. Tem consciência de que nunca sabe tudo e que sempre existem coisas a entender e a descobrir sobre sua empresa, clientes, fornecedores. Já para Tófoli (2009), as características devem ser: 28 a) Planejar: planeja dividindo tarefas de grande porte em subtarefas com prazos definidos, revisa seus planos levando em conta os resultados obtidos e as mudanças. b) Persuadir e manter contatos: utiliza estratégias deliberadas para influenciar ou persuadir os outros. Utiliza pessoas-chave como agentes para atingir seus objetivos e age para desenvolver e manter relações comerciais. c) Ter confiança e independência: busca autonomia em relação as normas e controles de outros. Mantém seu ponto de vista, mesmo diante da oposição ou de resultados inicialmente desanimadores. Expressa confiança na sua capacidade de completar uma tarefa difícil ou de enfrentar um desafio. d) Atuar com qualidade: encontra maneiras de fazer as coisas melhor, mais rápido e mais barato; age de maneira a fazer as coisas que satisfazem. Desenvolve ou utiliza procedimentos para assegurar que o trabalho atenda a padrões de qualidade previamente combinados. Obviamente, é impossível uma única pessoa ter todas as características bem desenvolvidas. Mas, de maneira geral o empreendedor utiliza de todas elas em momentos distintos e ele se tornará melhor cada vez em que buscar se aprimorar nestas características. Conforme Tranjan (2008), existem diversos modelos de empreendedor: a) O modelo “ganha-pão” – São empreendedores movidos pelo sustento, estão preocupados em ganhar a vida. O foco é a segurança acima de tudo. b) O estilo celebridade – São movidos pela vaidade, estão à procura de admiração, prestígio, respeito, status. Este tipo de empreendedor é, em geral, ambicioso e inteligente. E a vaidade funciona, de certa forma, como uma força impulsionadora. c) Direcionados pelo talento – Estão em busca de autorrealização. E para eles, um negócio nada mais é do que um meio através do qual possam expressar os seus talentos. 29 d) Três em um – Um empreendedor, seja qual for a sua principal motivação, também se preocupa com o sustento. E por mais direcionado que seja pelo seu talento, não está destituído de vaidade. Ninguém se enquadra, portanto, apenas em uma categoria. 2.3 Empreendedor x Empresário Algumas pessoas confundem empreendedor com empresário. São conceitos parecidos, mas não idênticos. O bom empresário precisa ser empreendedor, mas nem todo empreendedor é empresário. O empreendedor pode criar empreendimentos em qualquer lugar. Empresário – Ser empresário não é uma atividade tão comum, visto que a grande parte da população não é e nem será empresário algum dia. No entanto, todos sabem da importância deles na vida econômica do país e do mundo. Devem estar capacitados e preparados para desempenharem bem as suas funções. Quem deseja ser empresário deve se preparar para isso. Empreendedor – O empreendedor é um sujeito ainda mais raro e difícil de ser preparado, mas é ele que possui a capacidade de provocar transformações quantitativas e qualitativas a vida das pessoas e na vida nacional. (CABIDO, 2004) Um empresário pode ter adquirido uma empresa já formada, pode ter herdado o negócio da família ou pode ter aberto um pequeno negócio apenas como meio de subsistência, sem necessariamente ter grandes ambições empreendedoras. Da mesma forma muitas pessoas tem atitudes empreendedoras sem necessariamente possuir um negócio. Infelizmente, existem empreendedores do bem e do mal. Pessoas que usam sua capacidade empreendedora para promover o bem e a prosperidade e outras que usam para proveito próprio, desrespeitando a lei e a ética. 2.4 Empreendedorismo rural 30 O meio rural brasileiro conserva a tradução escravista que dissociou em nossa formação histórica o conhecimento do trabalho. Para Miyazaki (2008), [...] permanecer no meio rural associa-se a uma espécie de incapacidade pessoal de trilhar o suposto caminho do sucesso. É indiscutível o entendimento de que o principal agente do desenvolvimento no campo é o produto rural. A atividade por ele explorada distingue-se das demais atividades econômicas em razão de suas características peculiares: ser exercida a céu aberto e, portanto, estar sujeita às influências climáticas de toda ordem; de uma forma geral não está em contato direto com o consumidor final; e, ainda, ser ou estar em condição de produtor rural, geralmente, não decorre de um processo de escolha do ramo de negócio, de forma análoga ao que acontece no meio urbano, pois a terra – o principal bem de produção na esmagadora maioria das vezes, é fruto do ato de legar, ou seja, passa de geração em geração, para potencializar o desenvolvimento rural. (MIYAZAKI, 2008) A capacitação relacionada à administração rural tornou-se ferramenta capaz de oferecer aos produtores rurais subsídios administrativos. Cada vez mais o meio rural brasileiro tem que se preocupar com mudanças econômicas nacionais e internacionais, com objetivo de acompanhar e evoluir com tais mudanças, no entanto, para isso é necessário a organização dos processos administrativos internos às propriedades. [Kiyota (apud DA SILVA e LORENZETTI, 2007, p. 3)] Para promover o empreendedorismo rural, segundo Favareto (apud DA SILVA e LORENZETTI, 2007, p.4), é fundamental entender alguns pontos: a) Para a definição de estratégias é necessário conhecer detalhadamente a realidade da vida econômica e social local entendendo os mecanismos de reprodução social das populações e seus vínculos com a dinâmica do território; b) A introdução de inovações terá que começar já pelo tipo de ações que os projetos dirigidos a esses territórios irão propor – é preciso ir além das atividades tradicionais de diagnóstico, capacitação e assessoria para se avançar na efetiva direção de construir arranjos institucionais inovadores; c) As características desses arranjos institucionais inovadores precisarão, pelo menos, ir além dos atores tradicionais e mesmo 31 dos atores locais, e ir além dos horizontes de tempo restritos que não permitam a maturação das iniciativas. Alguns produtores, sofrendo com os baixos preços de sua produção, utilizam-se da diversificação para minimizar os problemas. Conforme RuralNews (2000), a diversificação de atividades, muitas vezes agricultura e pecuária juntas, é uma das alternativas. Cada empreendedor rural possui disponibilidades específicas, as quais podem ser fatores limitantes para o desenvolvimento do negócio. Segundo RuralNews (2008), os fatores que podem limitar ou impulsionar o negócio, pode-se citar: a) Disponibilidade de recursos para investimentos; b) Recursos para capital de giro; c) Infraestrutura adequada para o empreendimento; d) Conhecimento técnico. Quando as necessidades do empreendimento não puderem ser supridas pelo próprio produtor, nem por capital e terceiros, deve ser repensado ou adequado à realidade do produtor. 2.4.1 Características do empreendedor rural Empreendedor rural nada mais é do que o empreendedor que decide investir em uma propriedade rural ou o produtor rural, que junto com sua família, utiliza de suas terras como forma de oportunidade. Nesse sentido, para Miyazaki (2008) a característica empreendedora do produtor rural reveste-se de grande importância para melhor compreender (...) a otimização dos recursos econômicos no meio rural e inclusão dos pequenos proprietários e suas famílias. O perfil empreendedor do homem do campo é bem diferente do empresário urbano. Apesar de estar muito focado porteira adentro, de querer produzir e gostar da terra, o produtor rural tem dificuldade em visualizar mercado e conscientizar-se da necessidade de capacitação. Em 32 contrapartida, é muito comprometido com sua atividade. (DA SILVA e LORENZETTI, 2008, p. 21) Já para Araujo (2007), são características do empreendedor rural: a) Compartilhamento do risco. b) Planejamento operacional e de longo prazo. c) Controle de gastos empresariais e familiares. d) Liberdade e autonomia decisória. e) Capacidade de informação e comunicação. f) Envolve a família nas atividades empresariais. g) Preservação do meio ambiente. h) Interação comunitária. 2.5 Análise Swot A análise SWOT é uma poderosa ferramenta de gestão utilizada para avaliar parte de um plano de negócios ou plano de marketing. O termo SWOT vem das iniciais das palavras inglesas STRENGHTS (forças), WEAKNESSES (franquezas) OPPORTUNITIES (oportunidades) e THREATS (ameaças) que são justamente os pontos a serem avaliados da organização e do mercado onde ela está atuando. Sua importância no apoio à formulação de estratégias deriva de sua capacidade de promover um confronto entre as variáveis externas e internas, facilitando a geração de alternativas de escolhas estratégicas, bem como de possíveis linhas de ação. (TULESKI, 2009) A análise SWOT é dividida em duas partes: ambiente externo (oportunidades e ameaças) e ambiente interno (forças e fraquezas). 2.5.1 Análise do ambiente externo São diversos os fatores externos que podem afetar o desempenho da empresa. 33 Para Tuleski (2009), a avaliação do ambiente externo divide-se em duas partes: a) Fatores macroambientais: aspectos gráficos, econômicos, legais e políticos, tecnológicos, culturais. b) Fatores microambientais: beneficiários, familiares, as organizações congêneres, principais parceiros e potenciais parceiros. Segundo Dolabela (2006), durante uma análise deve-se considerar alguns parâmetros: a) Sazonalidade; b) Efeitos da situação econômica; c) Controle governamental; d) Disponibilidade de insumos; e) Ciclo de vida do setor; f) Lucratividade; g) Mudanças que ocorrem no setor; h) Efeitos da evolução tecnológica; i) Grau de imunidade à concorrência; j) Adequação às características individuais; k) Potencial de lucro e crescimento As mudanças no ambiente externo sempre afetam todas as organizações que atuam num mesmo mercado e região geográfica, representando oportunidades e ameaças iguais para todo mundo. As organizações que perceberem tais mudanças no ambiente externo e se adaptarem as mesmas poderão aproveitar melhor as oportunidades e sofrerão menos as consequências das ameaças. Daí a importância de fazer uma análise externa. Sendo assim, perceber que o ambiente externo está mudando é uma coisa, outra é ter competência para adaptar-se a estas mudanças (aproveitando as oportunidades e enfrentando as ameaças). 34 Exemplos de oportunidades a) Mudanças demográficas, políticas, sociais e econômicas. b) Mudanças na legislação, desregulamentação. c) Novas tecnologias. d) Abertura de mercados estrangeiros: Mercosul, Alca. e) Concorrentes com dificuldades. f) Produtos substitutos. g) Parceria com distribuidores e fornecedores. Exemplos de ameaças a) Alteração nos gostos e hábitos dos clientes. b) Novas tecnologias. c) Mudanças demográficas, políticas, sociais, econômicas. d) Declínio do produto, ciclo de vida. e) Globalização dos mercados, com a entrada de novos concorrentes. f) Produtos substitutos. g) Novas parcerias entre concorrentes. Quadro 2: Exemplos de oportunidades e ameaças. Fonte: Dias, (2003, pág 447). 2.5.2 Análise do ambiente interno Conforme ocorre com o ambiente externo, o ambiente interno também deve ser monitorado permanentemente. Em primeiro lugar, é importante fazer uma relação de quais são variáveis que devem ser monitoradas, por exemplo: capacidade de atendimento, demanda pelos serviços prestados, satisfação do público alvo com o atendimento... (TULESKI, 2009) Logo após, deve-se fazer uma escala para avaliar cada uma destas variáveis em relação aos objetivos da empresa. O próximo passo seria determinar qual é a importância que cada um destes itens tem em relação aos objetivos da organização. 35 Depois das avaliações feitas e identificar as áreas de maior importância e áreas com fraquezas na organização, fica mais fácil decidir onde devem ser colocados os esforços para melhoria, uma vez que não seria possível investir em todas as áreas ao mesmo tempo. Para Tuleski (2009), o ambiente interno corresponde às forças e fraquezas, como segue: a) Forças – correspondem aos recursos e capacidades da empresa que podem ser combinados para gerar vantagens competitivas em relação a seus competidores. b) Fraquezas – os pontos mais vulneráveis da empresa em comparação com os mesmos pontos de competidores atuais ou em potencial. Deve-se ficar atento que muitas vezes forças e fraquezas se confundem. Algo que se considere força atualmente pode ser considerada fraqueza no futuro, pelo fato da dificuldade de mudança que a mesma provoca. Exemplos de forças internas a) Criatividade da equipe. b) Velocidade na tomada de decisão. c) Recursos financeiros abundantes. d) Marca reconhecida. e) Domínio da tecnologia. f) Reconhecimento no mercado, boa imagem. g) Logística e distribuição eficientes. Exemplos de fraquezas a) Custos elevados. b) Administração centralizada e lenta. c) Inexistência de planejamento estratégico. d) Falta de flexibilidade. e) Prazos de entrega longos. f) Preços altos. g) Qualidade dos produtos que deixa a desejar. Quadro 3: Exemplos de forças e fraquezas Fonte: Dias, (2003, pág 448). 36 Após realizar a análise de SWOT a organização é capaz de observar as vantagens e os pontos fracos de maneira mais transparente, bem como sua situação perante o mercado. Esta análise é a base do planejamento anual de atividades da organização. Ela é, portanto, uma ferramenta de fácil aplicação e pode ser de grande utilidade no planejamento das organizações. Fonte: Intelimap, 2009. Figura 4: Análise Swot 37 CAPITULO III EMPREENDEDORISMO RURAL TRANSFORMANDO SONHO EM REALIDADE 3 INTRODUÇÃO Foi realizada uma pesquisa de campo no período de fevereiro a outubro de 2009 na fazenda São Francisco com o objetivo de verificar que a diversificação das atividades transforma uma propriedade rural em um empreendimento lucrativo. Para a realização da pesquisa, utilizou-se dos seguintes métodos: Estudo de Caso: foi realizado um estudo de caso, na fazenda São Francisco, analisando aspectos voltados ao empreendedorismo rural. Observação Sistemática: foram observados, analisados e acompanhados os procedimentos aplicados para a diversificação das atividades em uma propriedade rural, para o desenvolvimento do Estudo de Caso. Histórico: foram observados os dados e evolução histórica da fazenda São Francisco, assim como a evolução da diversificação das atividades na propriedade, como suporte para o desenvolvimento do Estudo de Caso. Utilizou-se também das seguintes técnicas para o desenvolvimento da pesquisa: Roteiro de Estudo de Caso (Apêndice A); Roteiro de Observação Sistemática (Apêndice B); Roteiro do Histórico da fazenda São Francisco (Apêndice C); Roteiro de Entrevista para o Proprietário Rural (Apêndice D); Roteiro de Entrevista para o Cliente Rural (Apêndice E). Segue relato e discussão da pesquisa. 3.1 Relato e Discussão Empreendedorismo Rural do trabalho realizado referente ao 38 Na aquisição da fazenda São Francisco, a vegetação encontrada era erva daninha e terras ociosas. A partir disso, aflorou o sentimento empreendedor e assim teve a ideia de plantar milho. Logo plantou-se 8000 pés de café, que na época era algo lucrativo. Porém, problemas climáticos como chuva muito forte, com pedras, destruiu toda a plantação. Em seguida houve uma reestruturação, reformulou a vegetação e decidiu-se pela criação de gado, pois na época era lucrativo, e onde havia terra ociosa fez-se o arrendamento. Após um período, o gado já não sendo mais interessante economicamente, optou-se pelo plantio de soja, contrariando opiniões de lideranças agrárias que diziam ser inviável esse cultivo na região. Nesse período houve a colheita de duas safras de soja. Como não havia outros produtores de soja na micro região, dificultou a comercialização para os grandes centros. A diversificação na fazenda é uma questão de necessidade, porque dependendo do cultivo os rendimentos auferidos não cobre os custos de produção. Enfatizando a variedade como forma lucrativa, pois uma cultura compensa os custos da outra. Segundo Paulo Basso, nos dias atuais, o cultivo de eucalipto, cana-deaçúcar e seringueira são a diversificações mais rentáveis em uma propriedade. O mesmo ainda cita como exemplo de mudança na vida de um produtor rural, a história de dois produtores aposentados que em 1,5 hectares de terra criavam cabeças de gado. Foram feitos 28 lotes de terra para que o gado pastasse cada dia em um deles, sendo assim eles teriam pasto verde o mês inteiro. Na época da estiagem, o gado era alimentado pela cana e tinha o esterco como adubo da plantação. Baseado nisso, sabe-se que cada um dos produtores sustentou suas famílias e construíram suas casas próprias. Para que o sucesso ocorra, é necessário planejamento e envolvimento da família toda, tornando assim zero o pagamento de mão-de-obra. Diante disso, migrou-se para a plantação de cana, fornecendo para usinas da região. 39 Em seguida, com o pensamento empreendedor em evidência e pelo fato de ser um negócio promissor e lucrativo, além de querer diversificar seus ramos de atuação, decidiu por trabalhar também com o agroturismo por ser um mercado amplo. Reformou-se os galpões e tuias antigas, para utilização como restaurante e lanchonete. 3.2 Restaurante O restaurante funciona sob agendamento, sendo neste momento decididos os pratos, bebidas e sobremesas a serem servidas, conforme o gosto do cliente. Sua capacidade é de aproximadamente 45 lugares distribuídos em um ambiente familiar e confortável, proporcionando a seus clientes momentos agradáveis e satisfatórios com sua família e amigos. Fonte: Elaborado pelos autores, 2009 Figura 5: Entrada do restaurante 40 Fonte: Elaborado pelos autores, 2009 Figura 6: Foto interna do restaurante Fonte: Elaborado pelos autores, 2009 Figura 7: Foto interna da cozinha do restaurante 3.3 Lanchonete As antigas baias da fazenda foram restauradas onde atualmente funciona a lanchonete. Seu cardápio é composto por: porções de filé de tilápia, 41 de linguiça calabresa, de carne de porco, de bolinho de tilápia, de pastéis, de mandioca e batata frita; arroz, pirão, feijão, salada e diversas bebidas. O local é apropriado às pessoas que procuram tranquilidade, lazer e paz junto à natureza. Fonte: Elaborado pelos autores, 2009 Figura 8: Acomodações da lanchonete Fonte: Elaborado pelos autores, 2009 Figura 9: Foto do ambiente interno lanchonete 3.4 Pesque-e-Pague 42 Descobriu-se a nascente da lagoa e foi necessário o desassoreamento. Nela é encontrada uma diversidade de peixes proporcionando aos seus usuários momentos de prazer e satisfação. O proprietário da fazenda tem como objetivo a construção de uma nova lagoa com criação de peixes para a pesca esportiva. A lanchonete já citada, agrega valor ao pesque e pague fornecendo também venda de iscas e aluguel de varas. Fonte: Elaborado pelos autores, 2009 Figura 10: Lagoa Fonte: Elaborado pelos autores, 2009 Figura 11: Um dos autores pescando 43 3.5 Olericultura Para agregar valor no agroturismo, surgiu parceria com pequeno produtor que partiu para a olericultura, com variação de cultivo conforme a sazonalidade. Os turistas visitam a fazenda e consomem os produtos cultivados. EVOLUÇÃO DE RECEITAS E DESPESAS DA FAZENDA SÃO FRANCISCO 2004 Milho / Soja 2005 2006 2007 2008 126.841 89.298 - - - 4.200 4.940 3.945 4.325 6.744 - - - 182.457 267.820 Despesas 86.524 58.676 68.916 110.551 129.832 Resultado 44.517 35.562 (64.971) 76.231 144.732 Agroturismo (Receitas) 12.654 25.742 22.241 23.688 19.661 Despesas / Investimentos 78.960 9.243 10.842 11.251 8.472 (66.306) 16.499 11.399 12.437 11.189 Seringueira / Horta Cana-de-Açúcar Resultado Fonte: Paulo Augusto Moliterno Basso, 2009 Quadro 4: Evolução de Receitas e Despesas da fazenda São Francisco 3.6 Parecer final sobre o caso Diante da pesquisa, ficou evidente que a diversificação das atividades transforma uma propriedade rural em lucrativa. A visão empreendedora de Paulo Augusto Moliterno Basso, é o grande diferencial da fazenda. Com seus sonhos e poder de realização, transformou uma propriedade rural em lucrativa. O perfil de Paulo Basso reúne todas as competências e habilidades empreendedoras fundamentais para a fazenda alcançar o sucesso. 44 Enfim, a pergunta problema que norteou a realização da pesquisa foi respondida e a hipótese de que a diversificação das atividades transforma uma propriedade rural em um empreendimento lucrativo, despertando proprietário suas características empreendedoras foi comprovada. no 45 PROPOSTA DE INTERVENÇÃO A partir da pesquisa realizada na fazenda São Francisco sobre empreendedorismo rural, observou-se que a empresa tem um grande potencial de crescimento no mercado, assim propõe-se que: a) a empresa crie um planejamento de marketing para divulgação em âmbito local e estadual; b) construa chalés para hospedagem ; c) o restaurante seja aberto em todos os dias de funcionamento, servindo desde o café da manhã até o jantar; d) seja criado um espaço para camping, para ampliar seu público. Diante dessa nova realidade de mudanças, a visão empreendedora é primordial para que se consiga visualizar oportunidades de crescimento e manutenção de uma estrutura concreta. 46 CONCLUSÃO Ao término da realização deste trabalho chegou-se à conclusão de que o empreendedor rural tem papel fundamental na sociedade atual. Para o proprietário, qualidade de vida, respeito, higiene, preservação da natureza são fundamentais para a manutenção de cliente, pois acredita que o contato “corpo a corpo” é a melhor forma de medir a satisfação do cliente. Em entrevista com os clientes, descobriu-se que momentos em família, paz de espírito e contato com a natureza são fatores esperados em uma propriedade rural. Para o empreendedor não basta apenas abrir uma empresa, mas sim concretizar a realização de um sonho. Para o empreendedor, o ser é mais importante do que o saber. A empresa é a materialização dos nossos sonhos... Sob esse prisma, o empreendedorismo é visto também como um campo intensamente relacionado com o processo de entendimento e construção da liberdade humana. (DOLABELA, 2006) O povo brasileiro tem uma criatividade nata, destacando-se no mundo por essa característica. Diante da teoria e da pesquisa apresentada, nota-se que o empreendedorismo rural é essencial para a inovação e o desenvolvimento econômico da zona rural. Características como: liberdade e autonomia decisória, envolvimento da família nas atividades empresariais e preservação do meio ambiente identificam o empreendedor rural. A disponibilidade de recursos para investimentos, recursos para capital de giro, infraestrutura adequada para o empreendimento e conhecimento técnico, são principais fatores que podem limitar ou impulsionar um empreendimento rural. Alguns empreendedores rurais utilizam da diversificação para minimizar problemas. Conforme RuralNews (2000), a diversificação de atividades, muitas vezes agricultura e pecuária juntas, é uma das alternativas. Já na aquisição da fazenda aflorou o sentimento empreendedor do proprietário, pois através da visão empreendedora conseguiu enxergar 47 oportunidades na propriedade, que a princípio, encontrava-se com terras ociosas e vegetação tipo erva daninha. A partir daí plantou-se milho, em seguida café, porém ocorreram problemas climáticos e destruiu toda a plantação. Não deixando adormecer o lado empreendedor, apesar das barreiras, decidiu pela criação de gado. Após um período, quando já não era mais interessante economicamente, partiu para a plantação de soja. Por dificuldades de comercialização da soja, surgiu a ideia de inovar, partindo assim para o agroturismo, porém não deixou de lado a agricultura, enfatizando a diversificação de atividades na propriedade rural. Plantou cana-de-açúcar, fornecendo para usinas da região. Paralelo a isso, reformou as antigas tuias e galpões, utilizando como lanchonete e restaurante no agroturismo. Para agregar valor ao agroturismo, resgatou a nascente da lagoa, que estava assoreada, e começou a criação de peixes, onde transformou em pesque-e-pague. Acreditando no enorme potencial da fazenda, sugere-se que a mesma sofre transformações no sentido de construir hospedarias, espaço para camping, serviço de alimentações essenciais, desde café da manhã até o jantar, através do restaurante, podendo transformar a propriedade em um hotel fazenda. O assunto não está encerrado, podendo servir de base para o aprofundamento de outras pesquisas. 48 REFERÊNCIAS ANÁLISE Swot. Intelimap, [s.l.:s.n.], Disponível em: www.intelimap.com.br. Acesso em: 05 jun. 2009. ARAUJO, A.P.B. Perfil do Empreendedor. Sebrae, São Paulo, 10 mai. 2000. Disponível em: http:// www.sebraesp.com.br. Acesso em: 05 jun. 2009. ARAUJO, J.P.P. Empreendedorismo rural: uma visão ampliada. Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará, Fortaleza, 29 out. 2007. Disponível em: http:// www.agropacto-ce.org.br/arquivos. Acesso em: 15 nov. 2008. CABIDO, A.C. Empresariamento x Empreendedorismo. Sebrae MG, [s.l.], 2004. Disponível em: www.sebraemg.com.br. Acesso em: 05 jun. 2009. CODEC. Capacitação do Projeto Piloto do Sebrae. Correio de Lins. Lins, 21 ago. 2009. p. 3. COMO aumentar a produtividade... Rural News, [s.l.], 18 jul. 2008. Disponível em: http://www.ruralnews.com.br/visualiza.php?id=236. Acesso em: 29 nov. 2008. DA SILVA, J.M.; LORENZETTI, L. Empreendedorismo rural: iniciativas empreendedoras... XLV Congresso da SOBER, Londrina, 2008. Disponível em: http://www.sobre.org.br/palestra. Acesso em: 15 nov. 2008. DA SILVA, R.M. Bons ventos no campo. Conexão. São Paulo, ano 3, n. 14, p. 18-24, jun/jul. 2008. DIAS, S.R. Gestão de Marketing. São Paulo: Saraiva, 2003. DOLABELA, F. O segredo de Luisa. 2.ed. São Paulo: Cultura, 2006. DORNELAS, J.C.A. Empreendedorismo – Transformamdo idéias em Negócios, 2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier Ltda, 2005. GARCIA, L. F. Conduta ou personalidade de Empreendedor. São Paulo, n. 169, p. 76, nov. 2008. um empreendedor. GARTENKRAUT, M. Educação para os negócios. Empreendedor. São Paulo, n. 155, p. 12, set. 2007. GOMES, L. G. “Empreender é um carimbo impresso no DNA”. Pequenas empresas grandes negócios. São Paulo, n. 239, p. 114, dez. 2008 MIYAZAKI, J. et al. Capital social e empreendedorismo rural... Unioeste, Paraná, 2008. Disponível em: 49 http://www.unioeste.br/campi/cascavel/ccsa/IVSeminario/Artigos. Acesso em: 15 nov. 2008. OS OBJETIVOS do Produtor Rural. Rural News. [s.l.], 09 ago. 2000. Disponível em: http://www.ruralnews.com.br/visualiza.php?id=240. Acesso em: 29 nov. 2008. ROCHA, M. De volta à sala de aula. O Estado de São Paulo, São Paulo, 29 out. 2008. Disponível em: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20081029. Acesso em 18 nov. 2008. TÓFOLI, E.T. Empreendedorismo. 2009, 18p. Apostila da disciplina de Tópicos Especiais em Administração. Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium. TRANJAN, R.A. Para cada empreendedor, um Empreendedor. São Paulo, n. 161, p. 16, mar. 2008. tipo de empresa. TULESKI, Y.M. Tutorial: Análise SWOT. Centro de Desenvolvimento Profissional e Tecnológico. [s.l.], 16 abr. 2009. Disponível em: www.cedet.com.br. Acesso em 05 jun. 2009 50 APÊNDICES 51 APÊNDICE A – Roteiro de Estudo de Caso 1 INTRODUÇÃO Apresentação e caracterização da empresa: localidade, histórico, diversidade de atividades rurais desenvolvidas pelo empreendedor. 1.1 Relato do trabalho realizado referente ao assunto estudado a) Descrição dos métodos e técnicas utilizados na fazenda referente à diversidade de atividades. b) Depoimento do proprietário. 1.2 Discussão Confronto entre teoria analisada através de revisão bibliográfica e a prática utilizada pela fazenda. 1.3 Parecer final sobre o caso e sugestões sobre manutenção ou modificações de procedimentos 52 APÊNDICE B – ROTEIRO DE OBSERVAÇÃO SISTEMÁTICA I DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Empresa: ............................................................................................................... Localização: .......................................................................................................... Atividades Desenvolvidas: .................................................................................... II ASPECTOS A SEREM OBSERVADOS NA PROPRIEDADE: 1 Processo produtivo 2 Diversificação produtiva 3 Comercialização do produto 4 Ações empreendedoras 5 Cuidados com o meio ambiente 6 Atendimento ao público 7 Instalações e tecnologia 53 APÊNDICE C – ROTEIRO DO HISTÓRICO DA EMPRESA I DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Empresa: ............................................................................................................... Localização: .......................................................................................................... Atividades Desenvolvidas: .................................................................................... II ASPECTOS A SEREM OBSERVADOS: 1 Proprietário 2 Histórico da empresa 3 Diversificação das atividades 54 APÊNDICE D – ROTEIRO DE ENTREVISTA PARA O PROPRIETÁRIO RURAL I DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Sexo: ................................................. Idade: ....................................................... Profissão: .............................................................................................................. Estado Civil: .......................................................................................................... Residência: Cidade: ..............................................................Estado: ................... Experiências anteriores: ....................................................................................... II PERGUNTAS ESPECÍFICAS 1) Qual foi sua motivação para a aquisição da propriedade rural? ............................................................................................................................. .. ............................................................................................................................. .. .................................................................................................................... ........... 2) De que forma foi escolhido o tipo de atividade a ser desenvolvida? ............................................................................................................................. .. ............................................................................................................................... .................................................................................................................... ........... 3) Quais são os sentimentos que você deseja despertar nos clientes com sua propriedade? ............................................................................................................................. .. ............................................................................................................................... ................................................................................................................... ............ 4) Quais os motivos da diversificação de produtos? ............................................................................................................................... ............................................................................................................................. .. ............................................................................................................................... 5) Em sua opinião, qual é a atividade mais rentável? Por quê? 55 ............................................................................................................................. .. .............................................................................................................................. . ............................................................................................................................. .. 6) No seu entender, qual é a melhor forma de atendimento ao cliente? ............................................................................................................................. .. ............................................................................................................................... ............................................................................................................................. .. 7) O que deve fazer um empreendedor rural para manter-se informado sobre o nível de satisfação e motivação dos seus clientes? ............................................................................................................................. .. ............................................................................................................................... ............................................................................................................................. .. 56 APÊNDICE E – ROTEIRO DE ENTREVISTA PARA O CLIENTE RURAL I DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Sexo: ................................................. Idade: ....................................................... Profissão: .............................................................................................................. Estado Civil: .......................................................................................................... Residência: Cidade: ..............................................................Estado: ................... Experiências anteriores: ....................................................................................... II PERGUNTAS ESPECÍFICAS 1) De que maneira tomou conhecimento da existência da Fazenda São Francisco e das atividades por ela oferecida? ............................................................................................................................... ............................................................................................................................. .. ............................................................................................................................... 2) O que você espera encontrar em uma propriedade rural? ............................................................................................................................... ............................................................................................................................. .. ............................................................................................................................... 3) Qual sentimento a propriedade rural desperta em você? ............................................................................................................................. .. ............................................................................................................................... ............................................................................................................................. .. 4) Em sua opinião, a diversidade de atividades se torna algo atrativo? ............................................................................................................................. .. ............................................................................................................................... ............................................................................................................................. .. 57 5) Em sua opinião, a qualidade dos serviços prestados vem de encontro com as suas expectativas? ............................................................................................................................... ............................................................................................................................. .. ............................................................................................................................... 6) Quais melhorias poderiam ser incorporadas para garantir excelência nos serviços prestados? ............................................................................................................................... ............................................................................................................................. .. ............................................................................................................................... 7) Das atividades que a propriedade oferece, qual é a mais interessante? ............................................................................................................................... ............................................................................................................................. .. ............................................................................................................................... 58 ANEXOS 59 ANEXOS A – Fotos Fonte: Elaborado pelos autores Foto 1 : Logotipo da fazenda Fonte: Elaborado pelos autores Foto 2 : Placa de Identificação 60 Fonte: Elaborado pelos autores, 2009 Foto 3 : Cobra encontrada na fazenda Fonte: Elaborado pelos autores, 2009 Foto 4 : Área de lazer para as crianças 61 Fonte: Elaborado pelos autores, 2009 Foto 5 : Capela Fonte: Elaborado pelos autores, 2009 Foto 6 : Vinhos do restaurante