Manual de Orientação à Elaboração e Apresentação de Relatórios e Trabalhos Escritos em Laboratórios de Eletrônica Prof. Msc. Glauco Rogério Cugler Fiorante VERSÃO PRELIMINAR Manual de Elaboração e Apresentação de Relatórios Manual de Orientação à Elaboração e Apresentação de ESP_REL2 .DOC Relatórios e Trabalhos Escritos em Laboratórios de Eletrônica VERSÃO 3.02/06 Prof. Msc. Glauco R. C. Fiorante Matéria: Eletrônica . ÍNDICE I - OBJETIVOS GERAIS Página 4 1. DESTE DOCUMENTO 2. DA REALIZAÇÃO DE EXPERIÊNCIAS 3. DA REALIZAÇÃO DOS RELATÓRIOS 4 4 4 II - OBJETIVOS ESPECÍFICOS 4 1. PRIMEIROS ANOS OU EQUIVALENTES 2. SEGUNDOS ANOS 3. TERCEIROS ANOS 4. QUARTOS ANOS 4 5 5 5 III - ESPECIFICAÇÕES GERAIS 6 - Centro Estadual de Educação Tecnológica “Paula Souza” Escola Técnica Estadual “Aristóteles Ferreira” 1. FOLHAS UTILIZADAS 2. MARGENS 3. TIPOS DE LETRAS 4. FIGURAS, TABELAS E GRÁFICOS 6 6 6 6 - Faculdades Associadas de São Paulo – FASP - SP IV - TÓPICOS DO RELATÓRIO 7 - Escola e Faculdade FORTEC – São Vicente 1. IDENTIFICAÇÃO 7 - Escola SENAI “Antônio Souza Noschese” - Santos 2. ÍNDICE 7 3. OBJETIVOS 7 INTRODUÇÃO Objetivando adequar e melhorar o conteúdo didático pedagógico do Docente, orientar os alunos à elaboração de um relatório técnico, facilitar e melhorar a avaliação do corpo discente, foi editado este Manual de Orientação à Elaboração e Apresentação de Relatórios e Trabalhos Escritos em Laboratórios de Eletrônica. Este manual consta de um esforço particular do autor na sua elaboração e edição, baseado nas experiências acumuladas durante anos ao lecionar matérias laboratoriais e sentindo a falta de uma esclarecimento escrito mais detalhado aos alunos. O Docente trabalhou nos seguintes estabelecimentos escolares: Lecionando atualmente: - Escola Técnica Federal de São Paulo Unidade de Ensino Descentralizada de Cubatão - Fundação Instituto Tecnológico de Osasco – FITO Colégio Técnico Faculdade de Engenharia Elétrica Prof. MsC. Glauco R. C. Fiorante 3.1. GERAIS 3.2. ESPECÍFICOS 4. INTRODUÇÃO TEÓRICA 4.1. LEI FÍSICO-MATEMÁTICA I) DEFINIÇÃO E HISTÓRICO II) CIRCUITO DE APLICAÇÃO III) FÓRMULAS IV) CÁLCULOS V) APLICAÇÃO GRÁFICA 7 7 8 8 8 8 8 8 8 PÁG 2 Manual de Elaboração e Apresentação de Relatórios 4.2. COMPONENTE ELETRO-ELETRÔNICO I) DEFINIÇÃO II) CONSTITUIÇÃO FÍSICA III) CIRCUITO EQUIVALENTE / ANALOGIA IV) SIMBOLOGIA / ASPECTO FÍSICO / PINAGEM V) PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO VI) CURVA CARACTERÍSTICA VII) ESPECIFICAÇÕES E PARÂMETROS VIII) CIRCUITO DE APLICAÇÃO 4.3. CIRCUITO TÍPICO I) DEFINIÇÃO II) CIRCUITO BÁSICO III) DIAGRAMA DE BLOCOS IV) FUNCIONAMENTO V) TENSÕES, CORRENTES E FORMAS DE ONDA VI) ESPECIFICAÇÕES VII) FÓRMULAS E CÁLCULOS . 8 11. GRÁFICOS 14 8 8 9 9 9 9 9 9 12. COMPLEMENTOS 12.1. PLACA DE CIRCUITO IMPRESSO 12.2. CAIXA (DIMENSÕES) 12.3. LIGAÇÕES INTERNAS E EXTERNAS 14 15 15 15 13. QUESTÕES 16 14. APLICAÇÕES 16 9 15. PRECAUÇÕES 15.1. QUANTO AOS COMPONENTES 15.2. QUANTO ÀS FERRAMENTAS 15.3. QUANTO AOS INSTRUMENTOS 15.4. QUANTO AOS EQUIPAMENTOS 15.5. QUANTO AO LABORATÓRIO 17 17 17 17 18 18 16. CONCLUSÕES 18 17. GLOSSÁRIO 18 18. BIBLIOGRAFIA 18 V - REGRAS DE ENTREGA 19 ANEXO - MATRIZ DE PERSONALIZAÇÃO DO RELATÓRIO 20 9 10 10 10 10 10 10 5. LISTA DE COMPONENTES E EQUIPAMENTOS 5.1. COMPONENTES 5.2. EQUIPAMENTOS 5.3. INSTRUMENTOS 5.4. FERRAMENTAS 5.5. MATERIAIS DE CONSUMO 5.6. COTAÇÃO DE PREÇOS 10 10 11 11 11 11 11 6. CIRCUITO 11 7. CROQUIS 7.1. PINAGEM / SIMBOLOGIA DOS COMPONENTES 7.2. CROQUIS DO CIRCUITO OU DA EXPERIÊNCIA 12 12 12 8. SEQUÊNCIA OPERACIONAL 13 9. CÁLCULOS 9.1. PRECISÃO 13 13 10. RESULTADOS 13 Prof. MsC. Glauco R. C. Fiorante PÁG 3 Manual de Elaboração e Apresentação de Relatórios I - OBJETIVOS GERAIS 1. DESTE DOCUMENTO Os objetivos das informações e procedimentos aqui constantes são: - orientar os alunos na organização, elaboração e entrega dos relatórios das experiências realizadas nos laboratórios de ELO/INF; - padronizar tecnicamente a documentação para que se registrem todas as informações relevantes; - auxiliar a realização das experiências através da abordagem de ítens classificatórios de suas diversas etapas; - agilizar a elaboração e correção dos relatórios através da definição de tópicos e sub-tópicos importantes; - oferecer ao professor condições de não só verificar se o aluno realizou um relatório técnico apresentável mas principalmente de avaliar tanto quantitativamente como qualitativamente o aprendizado do aluno. . - saber organizar e elaborar um relatório descritivo sobre os procedimentos realizados na experiência; - demonstrar até que ponto em termos quantitativos e qualitativos ele assimilou as informações fornecidas; - concluir, através da teoria fornecida, experiência realizada e relatórios elaborados, os princípios, a operação, as precauções e as aplicações do assunto abordado, - estar preparado para realizar relatórios técnicos quando de sua atuação no mercado de trabalho. II - OBJETIVOS ESPECÍFICOS POR SÉRIES Visando uma melhor adequação das características cognitivas por faixa etária dos alunos na realização dos relatórios, serão dadas maiores ênfases nos seguintes tópicos de relatórios, classificados por séries escolares e o conteúdo programático abordado nos laboratórios: 1. PRIMEIROS ANOS OU EQUIVALENTES 2. DA REALIZAÇÃO DE EXPERIÊNCIAS O aluno deve ter condições de: - assimilar mais facilmente os conhecimentos apresentados na teoria; - constatar experimentalmente o funcionamento de dispositivos e circuitos eletrônicos; - aprender a manusear os equipamentos, instrumentos, ferramentas e materiais utilizados na área de estudo; - saber e seguir as regras e normas de segurança quanto a sua conduta no laboratório, manuseio dos equipam., instrum., ferram. e mater.; - conscientizar-se da importãncia da prática laboratorial na sua carreira estudantil e profissional. - estar preparado para iniciar sua atuação no mercado de trabalho. 3. DA REALIZAÇÃO DOS RELATÓRIOS O aluno deve ter condições de: - adquirir conhecimentos complementares aos fornecidos pela teoria; - aprender a realizar um trabalho de pesquisa extra-classe sobre o assunto abordado; Prof. MsC. Glauco R. C. Fiorante Conteúdo Ferramentas e Equipamentos (Proto-board, prancheta e fonte) Relatórios, Gráficos Resistores, potenciômetros; Leis de Ohm, Kirchhoff, Thevenin; Objetivos Identificação dos componentes e ligações eletro-eletrônicas, sua correlação com a simbologia; Utilização do Multímetro Analógico e Fontes; Segurança quanto ao manuseio de materiais, instrumentos, equipamentos e ferramentas Tópicos do Relatório - Organização Geral; - Lista de Materiais; - Desenho do Circuito Elétrico e Simbologia; - Desenho do Croquis; - Cálculos; - Uso do Multímetro Analógico; - Medição de grandezas elétricas; - Precauções. PÁG 4 Manual de Elaboração e Apresentação de Relatórios 2. SEGUNDOS ANOS Conteúdo Componentes eletro-eletrônicos (Capacitores, Indutores, Transformadores, Diodos e Transístores); Circuitos básicos; Geradores de sinais e Osciloscópio, comandos e operação; Objetivos Estudo das características de componentes, suas especificações e parâmetros, aspecto físico e pinagem, curva característica, resposta em frequência, circuitos básicos, etc...; Estudo de circuitos básicos; Operação de geradores de sinais e osciloscópios, medição de formas de onda em amplitude e frequência; Tópicos do Relatório - Lista de componentes; - Cálculos de polarização de componentes; - Curvas características e gráficos; - Pinagem e especificações máximas; - Croquis da montagem e painel do Osciloscópio; - Medições de grandezas elétricas e formas de onda; - Aplicações básicas; - Conclusões; 3. TERCEIROS ANOS Conteúdo Componentes eletrônicos específicos; Circuitos integrados básicos e dedicados; Circuitos de aplicação; . - Cálculos de polarização de componentes; - Curvas características e gráficos; - Pinagem e especificações máximas; - Uso do Osciloscópio e Multímetro Digital (Tabelas); - Medições de Formas de onda; - Croquis de montagem; - Aplicações específicas; - Conclusões; 4. QUARTOS ANOS Conteúdo Circuitos microprocessados; Linguagens de programação; Automação; Objetivos Especificação de componentes e circuitos microprocessados; Ligação, medição e testes de blocos eletrônicos funcionais; Projeto e Desenvolvimento de aplicações eletrônicas; Tópicos do Relatório - Análise e reparos em conjuntos de circuitos eletro-eletrônicos / microprocessados; - Especificações de compra; - Dimensionamento de Placas de Circuito Impresso; - Dimensionamento de Caixas; - Procedimentos de Atendimento e Qualidade; - Comportamento técnico-profissional; - Aplicações específicas; - Conclusões; Objetivos Estudo das características de componentes eletrônicos específicos e circuitos integrados básicos, suas especificações e parâmetros, aspecto físico e pinagem, curva característica, resposta em frequência, circuitos básicos, etc...; Montagem e medição de sinais em circuitos básicos e aplicados; Operação de geradores de sinais e osciloscópios, medição de formas de onda em amplitude e frequência; Projeto e desenvolvimento de circuitos derivados; Tópicos do Relatório - Lista de componentes; Prof. MsC. Glauco R. C. Fiorante PÁG 5 Manual de Elaboração e Apresentação de Relatórios III - ESPECIFICAÇÕES GERAIS Os relatórios devem apresentar uma sequência lógica de informações, desde a introdução até a conclusão, além de uma apresentação limpa e homogênea . As folhas devem ser brancas e as demais folhas do relatório devem corresponder nas mesmas dimensões e tipo. Exemplos de tipos e dimensões disponíveis: Dimensões Larg x Alt Carta A4 Ofício 9 Ofício 1 216 x 279 mm 210 x 297 mm 215 x 315 mm 216 x 355 mm Quando da utilização de computador, utilizar Tipo de Letra Times New Roman tamanho 14 ou Arial tamanho 12. [Times New Roman 14] ou [Arial 12] 1. FOLHAS UTILIZADAS Tipo Nome . 3. TIPOS DE LETRAS Observação Dimensão e nome em inglês Formulário contínuo = Letter = 8 ½ x 11” Sulfite de 11,7” Sulfite de 12,4” Não recomendado = Legal = 8 ½ x 14“ As folhas utilizadas para o conteúdo do relatório devem ser brancas (sem pautas), escritas à máquina, em programa editor de textos de computador ou, em último caso, à mão (respeitando pautas colocadas por detrás da folha em que se está escrevendo), em letra legível. Folhas Almaço pautadas podem ser utilizadas, mas os desenhos devem ser realizados, quando inclusos no texto, em folha branca, recortadas na dimensão, ou em separado em folhas de desenho A4. Exemplo de tipo de letra de computador utilizada. Os tópicos devem ser escritos em letras MAIÚSCULAS, em Negrito (ou cor diferente) e Sublinhadas, com alinhamento à esquerda, numerados em algarismos decimais arábicos de forma crescente, conforme exemplos de sequência e numeração deste documento. 1. TÓPICO UM 1.1. SUB-TÓPICO 1.2. SUB-TÓPICO 1.2.1. ÍTEM 1.2.2. ÍTEM 1.2.3. ÍTEM Exemplo de numeração e classificação de tópicos. 4. FIGURAS, TABELAS E GRÁFICOS 2. MARGENS Margem esquerda = 3 cm Margem direita = 2 cm Margem superior = 3 cm Margem inferior = 2 cm O alinhamento das linhas, quando utilizado computador, deve seguir o alinhamento justificado (alinhado tanto na margem direita quanto na margem esquerda). Prof. MsC. Glauco R. C. Fiorante No contexto do Conteúdo Teórico, os desenhos devem ser feitos à lápis, de preferência grafite 2B (para não marcar as folhas), os circuitos, componentes, curvas características, etc... No contexto do Conteúdo Prático (Tabelas e Gráficos) os desenhos também devem ser feitos à lapis, em folha separada branca A4 com margem e rodapé, o aspecto físico, a pinagem, o croquis, etc.... Se a folha do texto for pautada, os desenhos devem ser feitos em folha branca separada, recortada e colada no local do contexto. As tabelas devem ser elaboradas à tinta, mas os valores calculados e medidos devem ser anotados à lápis. Os gráficos, quando elaborados a partir dos valores medidos inseridos nas tabelas, devem ser ilustrados em folha de papel milimetrado, em página separada. PÁG 6 Manual de Elaboração e Apresentação de Relatórios Para melhor visualização da curva levantada, poderá ser usada caneta hidrográfica vermelha, preta, azul ou verde nos pontos de valores medidos e linhas da curva. As figuras dos componentes, aspectos físicos, pinagem, fórmulas, diagrama de blocos, circuitos, ligações, curvas características, etc... devem ser numerados em sequência, com o número da experiência precedendo o número da figura, com uma breve descrição da mesma (Legenda). Fig. 8.2 - Associação série resultante da figura 8.1. . Exemplo simplificado de Índice Analítico. Tanto as folhas de conteúdo como as de desenhos técnicos, ilustrações, gráficos, etc... devem ser numerados desta forma. O microsoft Word possui um caminho para inserir o índice analítico (Inserir / Ìndice / analítico). Para atualizar o índice (e também o número das figuras e tabelas), deve-se selecionar todo o texto (Editar / Selecionar tudo) e acionar a tecla F9. 3. OBJETIVOS Exemplo de legenda. 3.1. GERAIS Os desenhos de componentes, circuitos, pinagem, gráficos, etc... da experiência em si, quando não inseridos no contexto, devem ser realizados em folha separadas de desenho A4 (210 x 297 mm), com margem e identificação, Não se esqueça de cortar a folha A4 nas linhas que definem o seu tamanho real (linhas contínuas finas mais externas à folha). Descrever os objetivos gerais do curso, da matéria, da realização do relatório em função do conteúdo da experiência. 3.2. ESPECÍFICOS Descrever resumidamente sobre os ítens mais importantes relacionados diretamente com a experiência e o resultado final, o qual deverá ser alcançado, em português e (de preferência também) em inglês (Trabalhos técnicos publicados em edições especializadas apresentam esta característica). IV - TÓPICOS DO RELATÓRIO 1. IDENTIFICAÇÃO Ilustrar a identificação do relatório conforme a capa-padrão fornecida, com seus respectivos campos preenchidos (Nomes dos alunos em ordem alfabética de cima para baixo), na primeira folha do relatório. 3.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: Adquirir conhecimentos sobre a curva característica de carga de um capacitor. 2. ÍNDICE ABSTRACT Deve identificar os tópicos e sub-tópicos conforme a Marcação e Numeração dos mesmos; Os números das páginas devem referir-se aos tópicos, sub-tópicos ou capítulos. To get knowledge about the capacitor`s characteristic charge curve. Exemplo de objetivos específicos. ÍNDICE Página 1. INTRODUÇÃO 1.1. Histórico 1.2. Referências Prof. MsC. Glauco R. C. Fiorante 1 2 3 PÁG 7 Manual de Elaboração e Apresentação de Relatórios 4. INTRODUÇÃO TEÓRICA Descrever sobre os aspectos principais da teoria de forma clara, resumida e objetiva, abordando os sub-tópicos descritos a seguir, conforme a classificação do assunto abordado: Lei físico-matemática, Componente Eletro-eletrônico e Circuito Típico. . Ilustrar a dedução a partir de conceitos pré-definidos e a fórmula genérica. IV) CÁLCULOS Demonstrar circuitos e exemplos de aplicação das fórmulas. 4.1. LEI FÍSICO-MATEMÁTICA I) DEFINIÇÃO E HISTÓRICO Definir tecnicamente o assunto abordado de modo a ter-se uma idéia geral da lei físico-matemática, componente eletro-eletrônico ou circuito típico abordados. Abordando-se as leis matemáticas em elétrica e eletrônica, citá-las entre aspas, ilustrar sua fórmula através dos símbolos utilizados para as grandezas elétricas, unidades e símbolos das unidades, bem como sua descrição. V) APLICAÇÃO GRÁFICA Ilustrar e esclarecer a representação gráfica do conceito físicomatemático abordado, quando aplicado aos componentes relacionados. 4.2. COMPONENTE ELETRO-ELETRÔNICO Lei de Ohm (definição matemática): “A corrente elétrica que passa por um resistor é diretamente proporcional à tensão aplicada ao mesmo, e inversamente proporcional à sua resistência elétrica.” I) DEFINIÇÃO Em termos de componente eletrônico, descrever sua constituição física, ilustrando e definindo os materiais. I= E/R I = Corrente Elétrica, em Ampéres [A] E = Tensão Elétrica, em Volts [V] R = Resistência Elétrica, em Ohms [Ω] Exemplo de definição de lei matemática. O Histórico das leis físico-matemáticas consta de descrever a origem do assunto abordado, seu descobridor, local, data, procedimentos utilizados na descoberta, etc... II) CIRCUITO DE APLICAÇÃO Deve ser ilustrado o circuito básico em que é aplicada a lei, exemplificando a aplicação prática. III) FÓRMULAS Prof. MsC. Glauco R. C. Fiorante PÁG 8 Manual de Elaboração e Apresentação de Relatórios O Diodo Semicondutor é um dispositivo eletrônico, constituído a partir de uma pastilha de Silício dopada como tipo N e tipo P que apresenta como característica de funcionamento conduzir corrente elétrica quando polarizado diretamente e não conduzir quando polarizado reversamente. . Descrever o princípio básico de funcionamento do componente, utilizando figuras, se necessário. VI) CURVA CARACTERÍSTICA Ilustrar e descrever as áreas da resposta de corrente circulante pelo componente em função da tensão aplicada ao mesmo. P N VII) ESPECIFICAÇÕES E PARÂMETROS Mateiral tipo P Material tipo N Exemplo de descrição de componente eletrônico. II) CONSTITUIÇÃO FÍSICA Ilustrar com detalhes a representação gráfica da constituição física do componente, tais como a pastilha de silício dopada, os canais de condução, os terminais e conexões, etc... III) CIRCUITO EQUIVALENTE / ANALOGIA Ilustrar o circuito formado por componentes discretos (resistor, capacitor, indudor, diodo, transístor) que funcione de modo equivalente ao componente em estudo. Pode-se realizar também uma analogia com processos físicos (mecânicos) mais triviais, do cotidiano das pessoas, tais como tubulações de água. Descrever os códigos de especificação do componente fornecidos pelos diversos fabricantes do mesmo, bem como os parâmetros (valores) nominais (de operação normal) e máximos (que não podem ser ultrapassados) de corrente que passa, de tensão aplicada ou de potência dissipada. VIII) CIRCUITO DE APLICAÇÃO Ilustrar e descrever o funcionamento do circuito básico onde o componente é utilizado. Cálculos de componentes de polarização podem ser exemplificados, bem como as formas de onda de entrada e saída (sincronizadas entre si). 4.3. CIRCUITO TÍPICO I) DEFINIÇÃO Quando aplicar-se a um circuito típico, descrever os componentes básicos e configuração de ligações. IV) SIMBOLOGIA / ASPECTO FÍSICO / PINAGEM Deve ser ilustrada a simbologia normalizada (ABNT, DIN) correspondente ao componente abordado, bem como a simbologia usual. O aspecto físico deve ser ilustrado em vista superior, inferior, frontal ou em perspectiva. A pinagem deve ser especificada através das letras iniciais dos nomes dos terminais ou pontos de conexão. O circuito Multivibrador Astável apresenta tipicamente duas saídas de sinal complementares, cujo sinal de saída alterna-se entre nível alto e nível baixo, dependendo apenas de sua alimentação para funcionar e cuja frequência de saída depende de duas constantes de tempo RC. É aplicado em circuitos geradores de sinais quadrados para clock de circuitos digitais ou geradores de áudio. Exemplo de descrição de circuito típico. V) PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO Prof. MsC. Glauco R. C. Fiorante PÁG 9 Manual de Elaboração e Apresentação de Relatórios II) CIRCUITO BÁSICO Ilustrar o circuito básico com os componentes ativos e de polarização mínimos, ou seja, com os componentes que, se um deles for retirado, o circuito não funciona. Devem ser identificados conforme a lista de componentes. . VI) ESPECIFICAÇÕES Os circuitos típicos têm suas especificações de uso limitados pelas características dos seus componentes. Os limites de tensão, corrente, potência dissipada, responsta em frequência, impedância de entrada e de saída dependem dos resistores, capacitores, indutores e transístores do circuito, motivo pelo qual as especificações do circuito originam-se da especificações dos componentes. III) DIAGRAMA DE BLOCOS Todo diagrama de blocos tem a sequência básica de Entrada, Processamento e Saída, todos ligados a uma alimentação. Deve ser ilustrado em retângulos identificados com os respectivos nomes dos circuitos básicos. A descrição sucinta do funcionamento e função de cada bloco deve considerar os sinais de entrada e saída em tipo (AC / DC / Senoidal / etc...), amplitude, frequência, impedância, etc... e os componentes principais do mesmo. IV) FUNCIONAMENTO Ilustrado o circuito básico, o funcionamento deve ser descrito supondo-se uma situação inicial, geralmente com os capacitores descarregados e um transístor (caso haja dois ou mais interligados) conduzindo; A polaridade do sinal de entrada também deve ser considerada para análise (semi-ciclo positivo e negativo), bem como sinal de entrada zero. V) TENSÕES, CORRENTES E FORMAS DE ONDA A faixa de tensões de alimentação deve ser a primeira a ser comentada; as tensões de polarização dos componentes principais bem como as correntes nominais devem ser ressaltadas. As formas de onda dos pontos internos aos circuitos e das saídas devem ser ilustradas em gráficos em função do tempo, referenciados com o sinal de entrada; As amplitudes podem ser expressas em porcentagem da tensão de alimentação ou diretamente nos valores em uso. Prof. MsC. Glauco R. C. Fiorante VII) FÓRMULAS E CÁLCULOS Circuitos osciladores, amplificadores têm suas respostas de ganho, em frequência, de impedância de entrada e de saída caracterizados pelos seus componentes. Devem ser ilustradas as fórmulas básicas de cálculo destas grandezas de acordo com os resistores, capacitores e demais componentes do circuito. 5. LISTA DE COMPONENTES E EQUIPAMENTOS Consta de quantificar, listar, especificar e relacionar com a experiência, seus desenhos de circuitos, pinagem e gráficos todos os elementos componentes da mesma. Objetiva-se ter uma visão clara dos materiais utilizados na realização da experiência, bem como fornecer subsídios para sua futura remontagem. As especificações e referências devem permitir a que qualquer pessoa leiga no assunto tenha condições de providenciar a compra do material em questão, sem que apareçam dúvidas quanto ao mesmo ou a equivalentes de outros fabricantes. Devem permitir também a fácil identificação dos equipamentos e instrumentos utilizados pelos responsáveis dentro do Laboratório durante a experiência. Recomenda-se sublinhar o nome genérico do material, para melhor visualização e conferência da listagem. 5.1. COMPONENTES São todos os componentes passivos (resistores, capacitores, indutores) e ativos (transístores), dispositivos semicondutores (LEDs, diodos, zeners, diacs, SCRs, TRIACs), circuitos integrados (TTLs, C-MOS, Amplificadores Operacionais), peças eletro-mecânicas (potenciômetros, chaves, lâmpadas, fios), etc.... utilizadas na montagem da experiência. PÁG 10 Manual de Elaboração e Apresentação de Relatórios Relacionar o código de referência, nome técnico, (nome genérico entre parênteses), valor comercial, especificações (tolerâncias de valores, tensões, correntes e potências máxima e/ou mínimas), códigos de referência, marca do fabricante, etc... R1, R4 - Resistor de carbono 10 KΩ, 5%, 1/8 W; Mod. CR-25 da Philips. D1 - Diodo Semicondutor 1N4007; Id máx = 1A; Vr máx 1000 V; Ibrape. . 5.4. FERRAMENTAS Listagem e especificação de todas as ferramentas no mínimo necessárias aos processos de montagem, testes e desmontagem da experiência. Constar o nome técnico (nome popular entre parênteses), especificações (dimensões, código de fabricante), marca do fabricante, etc... Alicate de Bico Reto 5” com cabo isolado, marca TAURUS; Alicate de Corte Diagonal 5” com cabo isolado, marca Tramontina; Exemplo de lista de componentes. Exemplo de lista de ferramentas. 5.2. EQUIPAMENTOS Constam de todos os acessórios utilizados para suportar a montagem, gerar a alimentação e injeção de sinais para os circuitos eletro-eletrônicos da experiência. Citar o nome técnico, (nome popular entre parênteses) especificações de faixa de trabalho, modelo, marca do fabricante, número da bancada, de série e/ou patrimônio, etc... 5.5. MATERIAIS DE CONSUMO São todos os materiais que não poderão ser reutilizados em uma próxima experiência devido ao seu desgaste ou uso natural nesta experiência. Citar as especificações, fabricante, dimensões, etc... PB 1 - Prancheta de Experiência tipo Proto-Board de 2 barras Mod. PL-552, Marca SHAKOMIKO, no de BP 0234; FA 1 - Fonte de Alimentação Variável 0 a 30 VDC, 0 a 3 A, Marca DAWER, no de série 1996/70. Exemplo de lista de equipamentos. 5.3.INSTRUMENTOS São todos os equipamentos de mensuração dos sinais injetados e/ou provenientes dos circuitos experimentados. Relacionar o nome técnico ( nome popular entre parênteses), especificações de sensibilidade, faixa de trabalho, modelo, marca do fabricante, número da bancada, de série e/ou patrimônio, etc... Solda BEST 40/60 (Azul) diâmetro 1mm; Fios de telefone, interno, cinza, 22 AWG. Exemplo de lista de materiais. 5.6. COTAÇÃO DE PREÇOS Quando da abordagem da matéria Desenvolvimento de Projetos, em Trabalhos de Pesquisa Bimestrais, ou conforme solicitação do professor, a cotação (pesquisa e/ou levantamento) de preços é um tópico importante para o técnico que futuramente irá especificar e providenciar a compra de materiais e componentes. Devem ser considerados na cotação o Nome do empreendimento fornecedor, Nome do vendedor, Telefone de contato, Especificação do componente, Custo da peça unitária, Custo de quantidades maiores, Prazo de entrega, Plano de pagamento (à vista, faturado a tantos dias - com cadastro- ), Inclusão de impostos (IPI, ICMS), etc... M 1 - Multímetro Analógico (Meter), Sensibilidade 20 KΩ/V, Marca ENGRO, Mod. 200, no. Bem Patrimonial 12345/67, no. da Bancada 2.5; O 1 - Osciloscópio Analógico Duplo Canal, 20 Mhz, Marca ATP HI-TEK, Mod. COS 5020, no. Bem Patrimonial 12346/67, no de série 7654. Exemplo de lista de instrumentos. Prof. MsC. Glauco R. C. Fiorante PÁG 11 Manual de Elaboração e Apresentação de Relatórios 6. CIRCUITO . 7. CROQUIS Ilustrar o circuito eletrônico abordado na experiência, identificando os componentes através do seu código (R1, C3, etc...), seu valor (1,2 KΩ, 100 nF, etc...) e ilustrando as tensões e correntes em cada um deles, bem como os pontos de medida de Formas-de-Onda, entradas e saídas, conexões externas, identificando-as do melhor modo possível. Este desenho deve ser feito à lápis em folha branca padronizada A4 com margem, recortada no tamanho padrão (210 x 297 mm), ou na linha já demarcada para isto, e rodapé de identificação seguindo o padrão abaixo: O croquis nada mais é do que um desenho em perspectiva do componente utilizado ou da montagem executada na experiência. É como se fosse uma foto, só que de uma forma mais simplificada (sem efeito de iluminação, sombras e texturas). O objetivo é de habilitar o aluno a reconhecer e ilustrar os detalhes dos componentes, ligações e equipamentos. 7.1. PINAGEM / SIMBOLOGIA DOS COMPONENTES Ilustrar a Vista Superior, Inferior ou em Perspectiva os componentes eletrônicos principais estudados e/ou utilizados; Identificar a sua pinagem através de abreviação por letras e descrição por extenso; Ilustrar a sua simbologia usual e/ou segundo as normas. +VC = 12V ID VRD R1 1 KΩ D BF245 G VDS IG R2 1 MΩ C BC 548 NPN C - Coletor B - Base E - Emissor S VRG R3 470 Ω C B E VRS B E Exemplo de Pinagem e Simbologia. IS 7.2. CROQUIS DO CIRCUITO OU DA EXPERIÊNCIA COMPLETA EXPERIÊNCIA No. 01 TÍTULO DA EXPERIÊNCIA: TRANSÍSTOR JFET PROFESSOR(ES): DESENHO: CIRCUITO DE POLARIZAÇÃO TURMA: 140 NÚMERO(S): 14 FULANO 16 18 GRUPO No. ESCALA: DATA: PÁGINA: 1:2 28/04/99 N° Desta /N°Total 2.3 Exemplo de Desenho de Circuito e Rodapé em folha de desenho A4. Prof. MsC. Glauco R. C. Fiorante O croquis deve abordar o componente ou circuito analisado, sua base de montagem, fios e cabos de ligação, fontes de alimentação e instrumentos de medição. Podem ser utilizados para este caso folhas de desenho prémontadas com xerox dos equipamentos e instrumentos mais utilizados, tais como da proto-board, fonte de alimentação, multímetro analógico, potenciômetros, etc... PÁG 12 Manual de Elaboração e Apresentação de Relatórios 8. SEQUÊNCIA OPERACIONAL Relacionar em ítens numerados sequencialmente e descrever a sequência de execução (Montagem, Ligação, Medição, etc...) baseada na sequência do livro e principalmente da aula, para avaliação e orientação, pelo professor, na execução de procedimentos. Observe que a sequência de cada experiência é única, conforme os detalhes dos componentes e circuitos abordados. 8. SEQUÊNCIA OPERACIONAL 1- Retirada do material, equipamentos e instrumentos; 2- Montagem do circuito conforme figura X.Y; 3- Ligação de componentes e fiação; 4- Energização do circuito; 5- Medição de grandezas elétricas 6- Anotação nas tabelas dos valores medidos; 7- Cálculo dos valores teóricos baseados nos valores práticos; 8- Estudo dos valores; 9- Resposta às questões do livro e/ou fornecidas pelo professor; 10- Devolução do material; 11- Anotação de observações gerais e específicas; 12- Elaboração das conclusões. . 9. 1. PRECISÃO Obviamente, devido às facilidades atuais da tecnologia de calculadoras eletrônicas, devem ser utilizadas todas as casas decimais nos cálculos, mas podese apresentar na documentação precisão de duas casas depois da vírgula. Deve-se evitar utilizar na documentação escrita muitas casas decimais; é para este caso e para facilitar os cálculos, que existem os expoentes de base dez, com os quais o aluno, e futuro técnico, tem de estar habituado a trabalhar. Um resistor de 120 Ω / 1/8 W dissipa uma potência máxima de 125 mW. Qual será a corrente máxima que poderá passar pelo mesmo ? Dados: R = 120 Ω P = 1/8 W = 0,125 W I=? Equação básica: P=E.I Equação derivada: P = (R . I) . I 2 P= R.I -2 I = (P / R) Substituição: I = (125.10 / 120) Resolução: I = (1,04166.10 ) Resultado: I = 32,27 mA máx -3 -2 -3 -2 Exemplo Simplificado de Sequência Operacional. 9. CÁLCULOS Exemplo de cálculo. O objetivo principal da experiência é comprovar os conhecimentos teóricos. Os valores práticos (medidos) devem ser comparados com os teóricos para obterse uma conclusão a respeito do assunto abordado. Devem ser demonstrados e registrados todos os cálculos realizados na experiência, baseados tanto nos valores teóricos como práticos (utilizados e medidos) dos componentes e variáveis elétricas. Existem cálculos realizados a partir de valores somente teóricos e cálculos realizados a partir de valores aplicados e medidos, como o caso da corrente que passa em um resistor, medida a sua tensão e sabendo-se a sua resistência; para diferenciar estes cálculos, ilustra-se nas tabelas os valores medidos, os calculados e as fórmulas básicas. Seguem a mesma padronização de sequência e documentação dos cálculos realizados nas questões exigidas pelo livro ou pelo professor. Prof. MsC. Glauco R. C. Fiorante 10. RESULTADOS Os resultados dos cálculos da teoria abordada e medições executadas na experiência devem ser apresentadas de um modo claro e objetivo, utilizando-se para isto uma tabela. PÁG 13 Manual de Elaboração e Apresentação de Relatórios . - Curva de resposta teórica desenhada a partir dos cálculos (quan- As tabelas devem apresentar os resultados em um tipo de matriz onde todas as variáveis (tensões e correntes) e informações importantes (escalas de medição) estejam relacionadas. Geralmente as tabelas existentes nos livros de experiências devem ser complementadas pelo professor (ilustrado na lousa) e/ou pelo aluno, conforme a exigência e o andamento da experiência. A legenda deve constar o número da experiência, o número da figura e uma descrição simplificada do conteúdo da tabela. do exigido); I (mA) 5,2 Teórica 4,2 3,2 Exemplo: Grandeza Operação Unidade Valores Tensão Aplicada E (V) 0 1 2 Corrente Medida I (mA) 0 0,8 2,1 Escala Utilizada F.E. (mA) 2,5 2,5 5 Potência Calculada P (mW) 0 0,8 4,2 Tabela 2.1 - Corrente medida e potência calculada no resistor R2. 1,8 3 3,2 5 9,6 09 0;0 1 2 3 4 5 E (V) Gráfico 1.1 - Corrente no Resistor R1. Exemplo de um gráfico. 11. GRÁFICOS Os gráficos, quando elaborados a partir dos valores medidos inseridos nas tabelas, devem ser ilustrados em folha de papel milimetrado, em página separada. Para melhor visualização da curva levantada, poderá ser usada caneta hidrográfica vermelha ou verde nos pontos de valores medidos e linhas da curva e preta ou azul nos eixos. Como opção preferencial, o gráfico pode ser elaborado através de Planilha de Cálculo Excel ou equivalente. Os componentes básicos dos gráficos constam de: - Eixo horizontal, com identificação da variável e unidade utilizada (geralmente os valores de referência ajustados); - Eixo vertical, com identificação da variável e unidade utilizada (geralmente os valores medidos); - Valores de referência (ajustados) para a medição; - Pontos de intersecção dos valores ajustados e medidos; - Valores medidos extrapolados do ponto de intersecção; - Curva de resposta prática desenhada a partir dos pontos de intersecção; Prof. MsC. Glauco R. C. Fiorante Detalhes construtivos: - Não esquecer que, no ponto inicial (0,0), obviamente, e na maioria dos casos, para uma tensão aplicada de zero volts, a corrente será zero; - Os valores de intersecção dos valores medidos para os valores de referência devem ser ressaltados através de pontos em negrito (de preferência caneta hidrográfica vermelha); - Os valores medidos podem ser escritos ao lado do eixo ou anotados através de traços em negrito (neste caso deve-se anotar os valores múltiplos considerados); - As linhas de cota tracejadas serão necessárias quando a folha de desenho não for milimetrada; - Escrever a legenda do gráfico, considerando a numeração da experiência, o número da figura e a descrição do mesmo. PÁG 14 Manual de Elaboração e Apresentação de Relatórios . O desenho da caixa suporte do circuito eletrônico consta de dois 12.COMPLEMENTOS tipos: São descritos quando da realização de um Trabalho de Pesquisa ExtraClasse sobre um circuito prático relacionado à matéria abordada ou do comentário de conteúdo na matéria “Desenvolvimento e Projeto”. Visam complementar o conhecimento do aluno quanto à prática de Projeto, Desenvolvimento, Especificação, Montagem, Ligação e Testes não só do circuito eletrônico em si, mas também da Placa de Circuito Impresso e da Caixa onde o circuito apóia-se. É de fundamental importância para o estudo e a prática de Projetos, Desenvolvimento e Montagem de equipamentos eletro-eletrônicos. - Desenho Dimensional: Utilizado para confecção (Fabricação) seriada das caixas, ou como documentação de montagem, o Desenho Dimensional deve ser feito em Perspectiva ou em Vistas Frontal, Lateral e Superior, constando as posições dos furos, cotas e dimensões. 10 12.1. PLACA DE CIRCUITO IMPRESSO A placa de circuito impresso (PCI), base de montagem e ligação dos componentes e circuitos eletrônicos, atualmente no estágio de tecnologia SMD (Aplicativo Montado em Superfície), é o ponto de transferência do projeto do circuito eletrônico e sua montagem física. A placa pode ser constituida de fenolite ou de fibra de vidro, com face simples (filetes de cobre de um lado só) ou face dupla (ambos os lados), furos simples ou metalizados (com conexão de um lado ao outro da placa). Existem programas de computador específicos para o projeto (desenho) da placa, a partir do desenho do circuito eletro-eletrônico ou da entrada de informações pelo operador. Recomenda-se utilizar o software Eagle ( www.cadsoftusa.com ), por ser freeware, baseado em ambiente windows, possuir uma vasta biblioteca e ser totalmente funcional. Para placas de pequenas dimensões, a utilização de placas padrão podem agilizar a montagem. Nos trabalhos ou relatórios, é importante que o aluno tenha a noção do desenho das placas, distribuição e ligação dos componentes, motivo da exigência de pelo menos dois desenhos: - Vista da PCI do lado dos componentes - Vista da PCI do lado do cobre Os desenhos podem ser transferidos das revistas especializadas através de folhas vegetal, à lápis, coladas depois na borda esquerda em folhas brancas A4 com margem e rodapé de identificação. Não se deve deixar de anotar no desenho o código dos componentes e/ou seus valores, bem como os códigos da fiação de ligações da placa. 10 ∅5 5x8 50 15 25 70 mm Medidas em Exemplo de dimensões de uma caixa. - Croquis: Aborda a vista frontal dos comandos, suas respectivas posições e descrições. LIGA LIGADO DESLIGA Frontal da Fonte Exemplo de croquis frontal de uma caixa. 12.2. CAIXA (DIMENSÕES) Prof. MsC. Glauco R. C. Fiorante PÁG 15 Manual de Elaboração e Apresentação de Relatórios -2 Substituição: I = (0,125 / 120) Resolução: I = (0,00104166) Resultado: I = 32,27 mA máx 12.3. LIGAÇÕES INTERNAS E EXTERNAS Um desenho específico quando em projetos, desenvolvimento e montagens que deve ser feito é uma vista em perspectiva ou vista superior da Placa de Circuito Impresso e da Caixa Suporte. Deve ser desenhada a fiação de interligações entre a PCI e os componentes eletro-eletrônicos (tais como Potenciômetros, Chaves, Bornes, Conectores, Transformadores, Fusíveis, Relés, etc...) e/ou componentes eletrônicos (Capacitores, Resistores, Diodos, Transístores, Tiristores, etc...), suportados e/ou externos à Caixa à PCI. 13. QUESTÕES Devem ser respondidas à lápis (obviamente à mão), o mais completo possível, como se fosse explicada a uma pessoa leiga no assunto, justificando e relacionando com a teoria abordada na própria experiência e até mesmo em teoria anterio; Quanto à elaboração e execução da resposta à uma questão teóricodissertativa pode ser utilizada a mesma sequência definida no tópico 16 (Conclusões). As questões que solicitam cálculos têm didaticamente a estrutura básica abaixo, que facilitam tanto a resolução pelos alunos, a correção pelo professor como o seu posterior estudo: - Dados do problema; - Fórmula básica; - Fórmula derivada; - Substituição de valores; - Resolução dos cálculos e - Resultado (dentro de um retângulo). Um resistor de 120 Ω / 1/8 W dissipa uma potência máxima de 125 mW. Qual será a corrente máxima que poderá passar pelo mesmo ? Dados: R = 120 Ω P = 1/8 W = 0,125 W I=? Equação básica: P=E.I Equação derivada: P = (R . I) . I 2 P= R.I -2 I = (P / R) Prof. MsC. Glauco R. C. Fiorante . -2 Exemplo de resolução de cálculo de uma questão. 14. APLICAÇÕES Comentadas em classe pelo professor ou pesquisadas extra-classe em edições especializadas. Devem constar os Componentes, Circuito Básico, Equipamentos e /ou Instrumentos nos quais o assunto abordado é parte integrante; como referência, pesquisar, verificar se constituem parte de, e classificá-los como: - Circuitos Integrados; - Circuitos eletro-eletrônicos típicos; - Instrumentos de Medição eletro-eletrônicos; - Instrumentos Laboratoriais; - Equipamentos Geradores de sinais; - Utilidades domésticas; - Aparelhos de áudio e vídeo comerciais e semi-profissionais; - Aplicações comerciais; - Instrumentos e equipamentos de automação industrial; - Equipamentos de telecomunicações com e sem fio; - Equipamentos de informática; - Automotivos; - Segurança patrimonial - Alarmes; O Transístor de Efeito de Campo de Junção (JFET) tem aplicação, devido à sua alta impedância de entrada, em amplificadores operacionais (CA 3140) utilizados nos circuitos de entrada de Medidores de Ph (Micronal) em laboratórios químicos de controle de qualidade. Aplicação em componentes: Aplicação em circuitos: Aplicação em instrumentos: Entrada de Amplificadores Operacionais. Circuito Buffer de entrada. Medidor de Ph. Exemplo de descrição de aplicações do JFET. PÁG 16 Manual de Elaboração e Apresentação de Relatórios 15. PRECAUÇÕES O técnico estará em contato direto com processos, equipamentos e materiais periculosos, tanto materiais (movimentos mecâncios) como físicos (elétricos) e químicos (gases e líquidos). A sua conscientização de prestar atenção no geral e em detalhes, estudar a situação, prever situações e precaver-se quanto a procedimentos que evitem perdas materiais, físicas e pessoais deve ser exercitada desde a sua introdução no curso até posteriormente o seu final, para um constante aperfeiçoamento. A Segurança do Trabalho classifica os acidentes, conforme a sua origem, em Condições Inseguras e Atos Inseguros. Para melhor orientação, estudo e acompanhamento das precauções e medidas de segurança no laboratório, optou-se por classificá-las quanto à sua área de atuação. Deve-se não somente descrever situações, mas se possível ilustrá-las simplificadamente. 15.1. QUANTO AOS COMPONENTES Limites Elétricos Descrever os valores-limites máximos e mínimos dos componentes em relação às tensões elétricas aplicadas, correntes absorvidas e potências dissipadas; Além dos valores de potência definidos pelas especificações do componente (descritas na lista de componentes) e pelas próprias dimensões, devem ser calculadas as grandezas máximas não fornecidas (tensão, corrente e potência); ` Objetiva-se com isto que o aluno assimile a importância de se calcular as especificações máximas indiretas (não fornecidas), aplicando os conceitos e leis matemáticas da eletrônica. Um resistor de 120 Ω / 1/8 W dissipa uma potência máxima de 125 mW. Qual será a corrente máxima que poderá passar pelo mesmo ? Dados: R = 120 Ω P = 1/8 W = 0,125 W I=? Equação básica: P=E.I Equação derivada: P = (R . I) . I 2 P= R.I Prof. MsC. Glauco R. C. Fiorante I = (P / R) . -2 -2 Substituição: I = (0,125 / 120) Resolução: I = (0,00104166) Resultado: I = 32,27 mA máx -2 Exemplo de cálculo do limite de corrente em um resistor. Esforços Mecânicos Descrever métodos de manuseio, soldagem, insersão na ProtoBoard, ligação às fontes e transformadores, dobra de terminais, ferramentas utilizadas, etc... Os objetivos deste ítem constam de habituar o aluno ao correto manuseio dos componentes e de diminuir a ocorrência de quebras de seus terminais. 15.2. QUANTO ÀS FERRAMENTAS Devem ser observados os Procedimentos de Manuseio (como passar a ferramenta para um colega de trabalho e uso individual da mesma), o seu estado de conservação ( enferrujada, danificada), a organização das mesmas na bancada e a atenção dispendida na verificação do estado e organização, etc... 15.3. QUANTO AOS INSTRUMENTOS Os instrumentos de laboratório são basicamente os de medição de grandezas variáveis elétricas, tais como os Multímetros (Analógicos e Digitais) e Osciloscópios. Existem ainda os Frequencímetros, Analisadores de Espectro, Pontas de Prova lógica, etc... Observa-se as precauções quanto ao transporte correto dos instrumentos, a escala em uso na experiência, a polaridade das pontas de prova, a fragilidade das garras de osciloscópios, a definição da sequência de Procedimentos e Métodos de Medição (Inserção da garra do fio terra antes da ponta de medição), etc... PÁG 17 Manual de Elaboração e Apresentação de Relatórios 15.4. QUANTO AOS EQUIPAMENTOS Os equipamentos de laboratório constam basicamente da ProtoBoard, das Fontes de alimentação ajustáveis de 0 a 30 VDC, transformadores 12 + 12 VAC, fontes simétricas, etc... Devem ser observados os métodos de ligação entre os mesmos, os curto-circuitos que podem ocorrer, a polaridade dos bornes, posição de ligação das chaves geral e stand-by, etc... . - O QUE É o assunto abordado e PARA QUE serve ? - Descreva resumidamente QUAL a sequência de procedimentos utilizada para realizar a experiência e comprovar a teoria. - Descreva COMO funciona o componente ou circuito abordados, baseando-se na teoria estudada e na realização da própria experiência. - Analise QUAIS os valores que caracterizam o funcionamento do componente ou circuito, retirados das tabelas de medição e gráficos elaborados. - Analise PORQUE houve diferenças entre os valores medidos (práticos) e os teóricos, obviamente justificados e não “chutados” como “tolerância dos componentes”. 15.5 QUANTO AO LABORATÓRIO A segurança quanto à movimentação do técnico dentro do laboratório deve considerar a posição e possíveis interferências físicas das bancadas e cadeiras, as brincadeiras e correrias, o transporte inadequado de equipamentos, etc... 16. CONCLUSÕES Trata-se do tópico mais importante do Relatório, onde haverá maior ponderação de avaliação do aprendizado do aluno. Devido à sua importância, deve ser realizada individualmente, para relatórios confeccionados em grupo, abordando todos os conceitos relacionados à experiência. Devem ser comentados: - Teoria; - Aplicação Básica, Construção, Funcionamento, - Vantagens e Desvantagens da aplicação do assunto; - Relação Custo/Benefício; - Valores práticos; - Precisão dos componentes, circuitos, métodos e medições; Como orientação na elaboração das conclusões, pode-se seguir respondendo às questões seguintes , quanto à definição teórica, descrição dos fatos e análise dos resultados, utilizando suas próprias palavras e não esquecendo os termos técnicos que, obviamente, não podem ser modificados: Orientação para elaboração de conclusão. Devem ser evitados comentários do tipo “Isto vai ser muito bom para o meu desenvolvimento profissional...” , “ Aprendi muito na experiência...”; os quais não se constituem uma conclusão técnica e dos quais não se realiza uma avaliação concreta. Podem ser feitas sugestões de melhorias realizáveis, se houverem críticas quanto à abordagem da experiência em relação ao tempo e material disponíveis, sequência de procedimentos, questões, etc... 17. GLOSSÁRIO Devem ser esclarecidas de forma clara e sussinta as novas palavras utilizadas no contexto da experiência, tanto no conteúdo teórico como na sequência operacional. 18.BIBLIOGRAFIA Descrever as fontes de pesquisa utilizadas, nos seguintes ítens: -Sobrenome(s) do(s) Autor(es) (sublinhados), Nome(s) do(s) Autor(es) ”Título da Fonte Bibliográfica (entre aspas)” - Editora - Ano e/ou número da Edição Cidade da Edição - Tópico do Artigo ou Capítulo - Páginas abordadas. FIORANTE, Glauco Rogério Cugler - “Manual de Orientação à Elaboração e Montagem de Relatórios” - Ed. Canon - 1997 - Santos - Pág. 1 a 10. Exemplo e Bibliografia. Prof. MsC. Glauco R. C. Fiorante PÁG 18 Manual de Elaboração e Apresentação de Relatórios V - REGRAS DE ENTREGA: . 1. A Data da entrega dos relatórios será no Dia Letivo da referida matéria na semana posterior (Aula Seguinte) à realização da experiência pela turma envolvida. 1.1. O atraso na entrega, definido como após o início da aula, implicará na penalização de 50 % da nota do relatório (5 pontos em avaliação de 0 a 10 ou 3 pontos em avaliação de 0 a 6); 1.2. O prazo máximo de entrega do relatório atrasado será na aula seguinte à data da entrega marcada; 1.3. A não entrega do relatório na segunda aula seguinte à experiência caracteriza a nota Zero para a mesma; 2. O aluno deverá controlar por si a entrega ou não dos relatórios; 2.1. O aluno que faltar em uma experiência não poderá ter seu nome inserido no relatório do grupo, sob pena de o grupo todo ter seu conceito zerado. 3. Um relatório será descartado para cálculo do conceito final: 3.1. O relatório descartado será referente a uma experiência perdida por falta do aluno no dia ou o relatório de menor valor do conceito de correção, nesta sequência de prioridade. 3.2. O aluno somente poderá refazer as experiências perdidas a mais através de justificativas dos casos previstos em lei. 3. Relatórios elaborados no mesmo dia seguirão, a critério do professor, os mesmos parâmetros e as mesmas regras definidas anteriormente, mas de modo simplificado. Prof. MsC. Glauco R. C. Fiorante PÁG 19 Manual de Elaboração e Apresentação de Relatórios ANEXO - MATRIZ DE PERSONALIZAÇÃO DO RELATÓRIO SEQUÊN TÓPICO SUBTÓPICO CIA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 ÍTEM ALTERAÇÕES . Exemplo de preenchimento: TÓPICO SUBTÓPICO SEQUÊNCIA 1 1 T 2 3 3.1 a 3.3 3 3.5 4 8 Só tópico 5 5 T 6 10 10.1 7 10.2 A 10.4 ítem ALTERAÇÕES A II, IV C V D Exemplo: ALTERAÇÕES: A) Comentar somente dois exemplos. B) C) Cálculo com duas casas depois da vírgula. D) Conclusão em grupo. ALTERAÇÕES: A) B) C) D) E) F) Prof. MsC. Glauco R. C. Fiorante PÁG 20