Manual de Administração de Energia nos Condomínios Eletropaulo Metropolitana de São Paulo S.A. Atendimento ao Cliente: 0800 7272 120 Atendimento de Emergência: 0800 7272 196 www.eletropaulo.com.br Publicado sob licença da Secretaria de Energia, Recursos Hídricos e Saneamento do Governo do Estado de São Paulo Revisado pela ACE Energia Rua Pedroso Alvarenga, 1254, cj. 81 04531-004 São Paulo SP Telefone (11) 3167 4242 www.energiaracional.com.br Manual de Administração de Energia nos Condomínios SUMÁRIO 1 Apresentação 2 2 Economia de energia em condomínios residenciais 4 3 Sistemas de uso comum 6 4 Serviços adicionais 54 5 Regras de segurança para evitar acidentes 56 6 Plano de ação 67 Manual de Administração de Energia nos Condomínios 1 1 Apresentação Este produto, dirigido aos síndicos e condôminos, traz orientações úteis sobre conservação de energia, manutenção de instalações elétricas e dicas sobre segurança. Uma parcela considerável das despesas de um condomínio é proveniente do consumo de energia em sistemas de uso comum. A maior dificuldade dos síndicos e administradores é, ao ver a conta de energia elétrica ou água, saber, dentre os inúmeros usos, qual o que gasta quanto e onde estão as oportunidades de redução de custos. Assim como o consumo coletivo de água faz com que a preocupação de cada condômino seja menor (como num "churrasco rodízio", consumir mais não influencia o preço), a conta agregada de água e eletricidade deixa o administrador num verdadeiro vôo cego: será o elevador, a luz da garagem, a piscina? Este manual visa dar uma orientação para que essas perguntas possam ser respondidas e oportunidades de redução de custos possam ser identificadas. 2 Manual de Administração de Energia nos Condomínios Após a leitura atenta das sugestões apresentadas, recomendamos que todas as instalações do prédio sejam percorridas, anotando-se tudo que possa ser melhorado. Deve-se Iniciar as modificações pelos itens que podem ser melhorados imediatamente e posteriormente passase aos demais, que requerem mais informações ou verificações adicionais. Poderá se observar que através de medidas muito simples será possível economizar muita energia e reduzir as despesas condominiais. Manual de Administração de Energia nos Condomínios 3 2 Economia de energia em condomínios residenciais O consumo de energia, notadamente a energia elétrica, assume posição relevante nas despesas dos condomínios residenciais. Este consumo está diretamente associado aos hábitos de uso, à maneira como são operados os equipamentos elétricos e à eficiência desses mesmos equipamentos. O peso da "conta de energia" nas despesas de um condomínio pode assumir uma participação da ordem de 10%, dependendo do porte do condomínio, do número de equipamentos existentes e da maneira como as instalações são utilizadas pelos condôminos. A adoção de medidas de conservação de energia contribuirá de maneira eficaz para a redução do consumo e, conseqüentemente, das despesas. É importante lembrar-se que conservar energia não significa a privação do conforto e benefícios que ela proporciona. Conservar energia, dentro de uma visão mais ampla, implica na transformação da sociedade dita do desperdício em direção a uma sociedade mais racional na utilização dos recursos globais, especialmente os insumos energéticos. 4 Manual de Administração de Energia nos Condomínios Basicamente, pode-se mencionar dois níveis distintos de conservação: a eliminação dos desperdícios e a introdução de técnicas que aumentem a eficiência do uso da energia. Nesse contexto, na maioria dos casos de eliminação dos desperdícios o investimento requerido é mínimo ou nulo, sendo os resultados obtidos através da conscientização dos consumidores. No segundo nível, há necessidade da realização de investimentos, seja na substituição de equipamentos e processos por outros de maior rendimento, ou na implantação de dispositivos de controle. As sugestões contidas neste manual o ajudarão a verificar onde e como é possível conservar energia. Notará também que boa parte das medidas abordadas irá depender, para o pleno êxito, da cooperação e conscientização de todos os condôminos. Manual de Administração de Energia nos Condomínios 5 3 Sistemas de uso comum Na maioria dos casos os sistemas com consumo de energia mais representativos em um condomínio são: iluminação, elevadores, bombeamento d'água e aquecimento central único de água. O INMETRO com o apoio do PROCEL instituiu o PBE Programa Brasileiro de Etiquetagem que oferece informações ao consumidor sobre a eficiência energética dos equipamentos testados, como geladeiras, condicionadores de ar, motores elétricos, aquecedores solares, etc. Além da etiqueta os equipamentos elétricos mais eficientes recebem anualmente o selo do PROCEL de economia de energia. Portanto, quando for necessário substituir um equipamento elétrico, é aconselhável procurar aqueles que tenham eficiência energética comprovada. É útil separar-se o consumo de eletricidade em setores, que ajudarão a perceber o impacto de cada um na conta e direcionar o foco, posteriormente, para cada um deles. Propõe-se a seguinte divisão, que procurou-se fazer o mais abrangente possível - talvez no seu Condomínio não haja alguns dos itens mencionados. 6 Manual de Administração de Energia nos Condomínios • Iluminação: dentro deste item, é interessante considerar sub-itens: 3.1 Garagem 3.2 Corredores e escadas 3.3 Serviço: áreas comuns incluindo portaria, halls, jardins, festas, playgrounds, etc. • Elevadores • Água • Piscina • Sauna • Serviços adicionais: neste item incluímos serviços que estão cada vez mais integrando os condomínios, muitas vezes terceirizados: bar, restaurante, cabeleireiro, academia de ginástica, lavanderia. • Festas: salão de festa, churrasqueiras, espaços para piqueniques. • Quadra esportiva • Serviço: administração, exaustão forçada de banheiros. Manual de Administração de Energia nos Condomínios 7 3.4 Sistemas de Iluminação Independentemente do porte e características do condomínio sempre haverá a necessidade de iluminação em áreas comuns, tais como: garagens, corredores, hall social, jardins, etc. Este item responde tipicamente por 40% do consumo de eletricidade em um condomínio. Evidentemente, esse número pode variar muito em função das peculiaridades de cada um. De toda sorte, é uma parcela importante do consumo, com muitas e boas oportunidades de redução de custos. As técnicas de iluminação artificial têm avançado muito nos últimos anos. Na época do racionamento, foi dada muita ênfase à troca de lâmpadas incandescentes por fluorescentes compactas e o Brasil hoje é um campeão no uso destas lâmpadas. Otimizar o uso de energia em iluminação, entretanto, não é somente utilizar lâmpadas mais eficientes, mas também reatores e luminárias, fazer melhor uso da iluminação natural e sistemas de controle, desde o simples interruptor até sensores de presença e temporizadores. A seguir serão apresentadas medidas que podem ser aplicadas visando a redução do consumo de energia neste setor: 8 Manual de Administração de Energia nos Condomínios • Utilizar sempre que possível a iluminação natural abrindo janelas, cortinas e persianas de ambientes como: hall social, sala de visitas, salão de festas, salão de jogos. • Instruir os empregados do prédio a desligarem as lâmpadas de ambientes não ocupados, salvo aquelas que contribuem para a segurança. • Limpar regularmente paredes, janelas, pisos e forros. Uma superfície limpa reflete melhor a luz de modo que menos iluminação artificial se torna necessária. • Limpar regularmente as luminárias, lâmpadas e demais aparelhos de iluminação. Todas as instalações se tornam sujas com o tempo e reduzem a iluminação. • Substituir, quando possível, os difusores transparentes das luminárias que se tornaram amarelados ou opacos, por difusores de acrílico claro com boas propriedades contra amarelecimento, que permitirão uma melhor distribuição de luz. • Quando a decoração do local não for importante e não ocorrer problemas de ofuscamento, retirar o acrílico e o globo. Assim, poderão ser utilizadas lâmpadas de menor potência. Manual de Administração de Energia nos Condomínios 9 • Substituir luminárias antiquadas ou quebradas por luminárias mais eficientes e de fácil limpeza. • Substituir, quando possível, as lâmpadas incandescentes por fluorescentes tubulares ou fluorescentes compactas que são muito mais eficientes. Cabe ressaltar que as lâmpadas fluorescentes, compactas ou tubulares, tem a sua vida útil drasticamente reduzida com ciclos de acionamentos repetidos, não sendo recomendada a sua utilização com sensores de presença ou minuterias. • Lâmpadas embutidas no teto como mostra a figura a seguir, sem dúvida, sob o aspecto da utilização de energia, são uma péssima solução. A eficiência do conjunto torna-se muito reduzida, além de provocar um aquecimento excessivo e reduzir a vida útil da lâmpada pela falta de ventilação adequada. Recomenda-se instalar a lâmpada de forma que fique para fora do rebaixo, de modo a aumentar sua eficácia, permitindo a redução da potência da lâmpada e mantendo o nível de iluminamento. 10 Manual de Administração de Energia nos Condomínios • Refazer, quando possível, os circuitos de interruptores para permitir o desligamento parcial de lâmpadas em desuso ou desnecessárias. • Em locais onde houver muitas lâmpadas acesas, verificar a possibilidade do desligamento alternado. • Se a garagem subterrânea possuir luminárias com lâmpadas fluorescentes comandadas em grupo, estudar a possibilidade de instalação de interruptores tipo pêra, por exemplo, que permitirão o desligamento parcial de determinadas lâmpadas evitando-se a iluminação plena, principalmente durante o período diurno, quando há incidência de luz natural na maioria dos casos. • Nas garagens, procurar iluminar somente as áreas de circulação dos veículos e não os boxes. • Rebaixar as luminárias instaladas entre as vigas do teto da garagem. Procedendo dessa maneira o nível de iluminamento aumentará, podendo-se inclusive reduzir o número de lâmpadas acesas. Manual de Administração de Energia nos Condomínios 11 • Se uma ou mais lâmpadas fluorescentes forem desativadas, não se deve esquecer de desligar também o reator, caso contrário, este continuará consumindo energia elétrica. • Onde for possível, usar uma única lâmpada de maior potência ao invés de várias lâmpadas de menor potência. Geralmente, para lâmpadas de um mesmo tipo, as de maior potência são mais eficientes. • Ao fazer uma reforma no prédio, evitar pintar com cores escuras as paredes dos halls dos elevadores, escadas e corredores, o que irá exigir lâmpadas mais potentes com maior consumo de energia elétrica para a obtenção do mesmo nível de iluminamento caso fossem utilizadas cores claras. • Em áreas externas (jardins, estacionamentos, locais de lazer, etc.) estudar a possibilidade de substituir as lâmpadas existentes por lâmpadas de vapor de sódio à alta pressão que fornecem mais luz, com menor consumo de energia elétrica. Analisar também a possibilidade de se instalar fotocélulas ou temporizadores para controle da iluminação. 12 Manual de Administração de Energia nos Condomínios • Estudar a possibilidade de instalação de lâmpadas mais eficientes, de maior durabilidade, e que produzam a mesma intensidade luminosa. Existem vários tipos disponíveis no mercado. • Para um estudo de substituição é necessário conhecer algumas grandezas fotométricas das características das lâmpadas definidas a seguir, que serão importantes para a escolha das lâmpadas adequadas. Fluxo luminoso (Φ) Definição: quantidade de luz emitida por uma fonte luminosa na unidade de tempo (segundo). Unidade de medida: lúmen (abreviatura lm). Analogia hidráulica: quantidade de água que sai de uma torneira ou de um chuveiro, por segundo. Eficiência Luminosa (η) Definição: é a razão entre o fluxo luminoso (Φ emitido (em lúmens) e a potência elétrica (P) absorvida (em watts). Manual de Administração de Energia nos Condomínios 13 Expressa o rendimento de uma lâmpada ou de um aparelho de iluminação. Por conseguinte, quando maior a eficiência luminosa, mais econômico é o uso da fonte de luz. Unidade de medida: lúmen por Watt (lm/W) P em watts n= Φ P Φ em lúmens Analogia hidráulica: relação entre a quantidade de água que sai de uma bomba até uma certa cota e a potência elétrica necessária para elevar a água a esta altura. l/s 14 P (watt) Manual de Administração de Energia nos Condomínios A tabela a seguir apresenta as características de alguns tipos de lâmpadas de uso comum em condomínios residenciais. OBS: (1) Os dados apresentados foram extraídos de catálogos de fabricantes. (2) No cálculo da eficiência luminosa não foram considerados os efeitos dos reatores. Manual de Administração de Energia nos Condomínios 15 16 Incandescente Fluorescentes Fluorescentes compactas Eficiência luminosa [lm/W] 25 230 9 40 516 12 60 864 14 100 1.620 16 150 2.505 16 200 3.520 17 15 800 53 16 1.070 67 20 1.100 55 32 2.350 73 36 2.500 69 40 2.600 65 65 4.400 68 110 7.600 69 15 810 54 20 1.100 55 23 1.400 61 Vida média [h] 1.000 7.500 a 12.000 Vantagens -Baixo custo -Excelente reprodução de cores -Não necessita de equipamentos auxiliares Desvantagens -Baixa eficiência luminosa -Vida média curta -Ótima eficiência luminosa -Baixo custo -Boa vida média -Boa reprodução de cores -Necessidade de dispositivos auxiliares (reator, starter) -A vida mediana diminiu muito em função da freqüência de acendimentos e desligamentos -Ótima eficiência luminosa -Custo mais elevado -Boa a Excelente vida média -A vida mediana 3.000 -Boa reprodução de cores diminui muito em a função da freqüência 12.000 de acendimentos e desligamentos Tabela de caractrísticas de lãmpadas Manual de Administração de Energia nos Condomínios Tipo Fluxo Potência Luminoso [W] [lm] Essa tabela é muito útil, pois permite avaliar as vantagens e desvantagens de cada lâmpada. Porém, antes de tomar uma decisão na substituição de lâmpadas é conveniente consultar os catálogos de fabricantes que oferecem informações mais detalhadas sobre os mais variados tipos de lâmpadas. A título de ilustração é apresentada a seguir a equivalência entre lâmpadas incandescentes e fluorescentes compactas. Como pode ser observado, as lâmpadas fluorescentes compactas apresentam grande vantagem sobre as lâmpadas incandescentes comuns. Contudo é aconselhável fazer as contas para saber se a economia que a lâmpada irá proporcionar é compatível com a diferença do custo inicial de aquisição. Incandescente comum 40 W 60 W 75 W 100 W Fluorescente compacta 9W 11 a 15 W 18 a 20 W 23 W Manual de Administração de Energia nos Condomínios 17 Com relação a alguns exemplos que constam neste manual, onde serão analisadas as possibilidades de substituições de lâmpadas com o objetivo de reduzir o consumo de energia elétrica, convém esclarecer que foi utilizado um "método de cálculo simplificado", baseado apenas no fluxo luminoso emitido pela lâmpada. Para cálculos mais precisos deverão ser considerados outros fatores, como: estado de limpeza ou de conservação do ambiente, dimensões do local, tipo de atividade exercida no local, a altura e eficiência das luminárias, perdas dos reatores, cor das paredes, tetos, pisos, etc. Como o objetivo deste manual é de caráter informativo, isto é, fornecer dicas de conservação e utilização racional de energia, maiores detalhes técnicos não será apresentados. 3.4.1 Equipamentos de Controle Minuterias Se o prédio não possuir interruptores temporizados nas lâmpadas dos corredores dos andares e garagens, podese instalar um dispositivo elétrico chamado "minuteria", o qual permite manter acesas temporariamente as lâmpadas desses locais, utilizando-se assim a iluminação de 18 Manual de Administração de Energia nos Condomínios maneira racional, além de proporcionar uma grande redução no consumo de energia elétrica. Existem dois tipos de minuteria: a eletrônica e a eletromagnética. Ambas permitem a instalação dos sistemas coletivo ou individual. • Sistema Coletivo Este sistema permite ligar as lâmpadas de alguns ou de todos os andares ao mesmo tempo, ao se tocar em algum dos botões de comando da minuteria instalados nos andares. O número de lâmpadas a serem controladas depende da capacidade da minuteria de cada fabricante e é função da soma das potências das lâmpadas instaladas. Exemplo: Uma minuteria de capacidade de 10 ampéres (unidade de corrente) para ser utilizada em uma tensão de 127 volts pode controlar no máximo (sem sobrecarga) uma potência total de 1.270 Watts (10 ampéres x 127 volts), o que corresponde a aproximadamente 12 lâmpadas incandescentes de 100 Watts ou 21 lâmpadas de 60 Watts ou 31 lâmpadas de 40 Watts. Manual de Administração de Energia nos Condomínios 19 • Sistema Individual Este sistema, ao contrário do coletivo, permite ligar individualmente a iluminação (lâmpadas) de cada andar ao se acionar o botão de comando. As considerações sobre a capacidade da minuteria apresentadas acima também se aplicam a este tipo de minuteria. Sensores de Presença São equipamentos que, como o próprio nome já diz, acionam a iluminação ao detectar a presença de alguém ou alguma coisa em movimento. Existem no disponíveis: mercado três tipos de tecnologias • Infravermelho: é sensível a fontes de calor (copo humano). • Ultra-som: emite ondas de ultra-som que são rebatidas de volta ao receptor do sensor que aciona a iluminação. • Dual: é a combinação das duas tecnologias anteriores em um só equipamento. 20 Manual de Administração de Energia nos Condomínios De um modo geral pode-se afirmar que os sensores de presença tendem a ser mais econômicos que as minuterias. Contudo é sempre aconselhável realizar cálculos para verificar se a economia obtida pela escolha desta ou daquela tecnologia, é compatível com o custo de aquisição e manutenção durante a vida útil. Um ponto importante a ser considerado quando se opta pela instalação desses tipos de sistemas de controle é que não é aconselhável usá-los para acionar lâmpadas fluorescentes tubulares ou compactas, em face à drástica redução da vida útil das lâmpadas quando submetidas a um regime intenso de acendimentos e desligamentos, como o que ocorre em halls de condomínios residenciais, por exemplo. A seguir apresentamos alguns exemplos práticos de estimativa de economia de energia com a adoção de minuterias. 3.4.2 Alternativas de economia de energia elétrica na iluminação de halls e corredores. Sistema Existente Um prédio de 10 andares com 2 lâmpadas incandescentes de 60 Watts por andar, funcionando 12 horas por dia no período noturno (das 18h00 às 06h00 horas). Manual de Administração de Energia nos Condomínios 21 O consumo de energia elétrica pode ser calculado da seguinte maneira: Consumo Mensal = Consumo Mensal = n º de lâmpadas ⋅ potência da lâmpada ⋅ horas de uso por dia ⋅ 30dias 1.000 W kW 20lâmpadas ⋅ 60 W lâmpada 1.000 W kW ⋅ 12 h ⋅ 30dias d Consumo Mensal = 432kWh Alternativa 1 - Instalação de Minuteria Coletiva Normalmente, após as 22 horas, quando o movimento do prédio decresce, não se justifica manter-se lâmpadas acesas. O mais racional é mantê-las acesas somente no momento em que as pessoas chegam ou saem do prédio, apagando-se automaticamente pouco depois. No exemplo em estudo, verificou-se que as lâmpadas ficam permanentemente ligadas durante 12 horas (período das 18h00 às 06h00 horas), consumindo energia elétrica durante toda a madrugada. 22 Manual de Administração de Energia nos Condomínios Considerando-se a instalação de minuteria coletiva pode-se estimar que as lâmpadas fiquem acesas por 3 horas no período das 18h00 às 24h00 e por 1 hora no período das 00h00 às 06h00 horas, totalizando 4 horas de iluminação plena. O consumo de energia elétrica será: Consumo Mensal = 20lâmpadas ⋅ 60 W lâmpada 1.000 W kW ⋅ 4 h ⋅ 30dias d Consumo Mensal = 144kWh Em relação ao sistema existente esta alternativa possibilita uma redução de 288 kWh por mês ou uma economia de energia elétrica da ordem de 67%. Alternativa 2 - Instalação de Minuteria Individual Este sistema é mais econômico que o coletivo, pois permite ligar a iluminação de um andar somente. Assim, evita-se a iluminação de outros andares desnecessariamente, possibilitando maior redução do consumo de energia elétrica. Voltando ao exemplo, considerando-se que cada andar acione 40 vezes a minuteria no período das 18h00 às 24h00 horas e 20 vezes no período das 00h00 às 06h00 Manual de Administração de Energia nos Condomínios 23 horas, totaliza-se 60 acionamentos por andar. Se a minuteria estiver ajustada para um tempo de 2 minutos (ciclo liga/desliga), as lâmpadas de cada andar ficarão acesas por 120 minutos (60 solicitações x 2 min/solici-tação) ou 2 horas. O consumo de energia elétrica será: Consumo Mensal = 20lâmpadas ⋅ 60 W lâmpada 1.000 W kW ⋅ 2 h ⋅ 30dias d Consumo Mensal = 72kWh Portanto, em relação ao sistema existente esta alternativa possibilita uma redução de 360 kWh por mês ou uma economia de energia elétrica da ordem de 83%. Alternativa 3 - Substituição das lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes tubulares. As lâmpadas fluorescentes, ao contrário das lâmpadas incandescentes, não podem ser ligadas diretamente à instalação elétrica, em virtude de necessitarem de dispositivos auxiliares, isto é: reator com starter (ligação convencional) ou somente reator de partida rápida. Para efeito de cálculo do consumo de energia elétrica na iluminação, a perda do reator deve ser considerada e 24 Manual de Administração de Energia nos Condomínios adicionada à potência da lâmpada. Existem dois tipos de reatores: os eletromagnéticos e os eletrônicos. Os reatores eletrônicos apresentam grande vantagem sobre os eletromagnéticos, por apresentarem menores perdas e contribuírem para o aumento do fluxo luminoso emitido pelas lâmpadas. A tabela a seguir apresenta as potências das lâmpadas fluorescentes mais comuns com as respectivas perdas médias dos reatores eletromagnéticos. Perdas em reatores eletromagnéticos (W) Tipo de reator Simples Duplo Lâmpadas [qtd x Watts] 1 x 20 1 x 32 1 x 40 2 x 20 2 x 32 2 x 40 Convencional 4 n/d 8 n/d n/d 10 Partida rápida 12 7 10 19 9 12 Voltando ao exemplo em estudo e observando a tabela de características de lâmpadas, verifica-se que cada lâmpada incandescente de 60 Watts pode ser substituída por uma lâmpada fluorescente de 20 Watts obtendo-se, ainda, um nível de iluminamento mais elevado. Manual de Administração de Energia nos Condomínios 25 Supondo que as lâmpadas incandescentes de 60 Watts estão instaladas em separado, necessita-se de 1 reator por lâmpada. Optou-se pelo reator simples tipo convencional com starter. Nestas condições, a potência a ser instalada na iluminação por andar será: • 2 lâmpadas x 20 Watts + 2 reatores x perda do reator • 2 lâmpadas x 20 Watts + 2 reatores x 4 Watts = 48 Watts / andar Para 10 andares teremos: • 10 andares x 48 Watts / andar = 480 Watts O consumo de energia elétrica, considerando as mesmas condições da situação atual será: Consumo Mensal = n º de lâmpadas ⋅ potência por lâmpada ⋅ horas de uso por dia ⋅ 30dias 1.000 W kW Consumo Mensal = 480W ⋅ 12 h ⋅ 30dias d 1.000W kW Consumo Mensal = 172.8kWh 26 Manual de Administração de Energia nos Condomínios Em relação ao sistema existente a substituição das lâmpadas representa uma economia mensal de energia elétrica de 259.2 kWh ou 60%. 2.1.3. Alternativas de economia de energia elétrica na iluminação de garagens 1ºcaso - Sistema Existente Uma garagem subterrânea com 20 vagas e iluminada por meio de 15 lâmpadas incandescentes de 60 Watts, funcionando 12 horas por dia (período noturno, das 18h00 às 06h00). O consumo mensal de energia elétrica pode ser calculado da seguinte maneira: Consumo Mensal = Consumo Mensal = n º de lâmpadas ⋅ potência por lâmpada ⋅ horas de uso por dia ⋅ 30dias 1.000 W kW 15lâmpadas ⋅ 60 W lâmpada 1.000 W kW ⋅ 12 h ⋅ 30dias d Consumo Mensal = 324kWh Manual de Administração de Energia nos Condomínios 27 Alternativa 1-. Instalação de Sensor de Presença Tendo em vista que a movimentação de entrada e saída de carros não é constante durante todo o período noturno, principalmente na madrugada, não se justifica ficarem as lâmpadas permanentemente acesas. O mais correto é possuir um controle do ciclo de operação das lâmpadas e isto pode ser conseguido através da instalação de sensor de presença. No exemplo em estudo, considerando-se que 20 vagas correspondem a 20 carros que colocarão em funcionamento o sensor de presença por 4 (quatro) vezes ao dia (2 entradas e 2 saídas), isto corresponderá a 80 solicitações (20 carros x 4 solicitações/carro) da iluminação plena da garagem. Se o sensor de presença for ajustado por um período de tempo de 3 minutos (ciclo liga / desliga) as lâmpadas se manterão acesas por 240 minutos (80 solicitações x 3 minutos / solicitação) ou 4 h. Nessas condições, o consumo de energia será: Consumo Mensal = 15lâmpadas ⋅ 60 W lâmpada 1.000 W kW ⋅ 4 h ⋅ 30dias d Consumo Mensal = 108kWh 28 Manual de Administração de Energia nos Condomínios Portanto, a economia mensal de energia elétrica em relação ao sistema atual passa a ser de 216 kWh ou uma economia da ordem de 67%. Alternativa 2 - Substituição das lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes Principalmente em garagens a substituição lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes é uma das melhores alternativas, face à sua alta eficiência luminosa. Por isto menos lâmpadas se tornam necessárias para obter o mesmo nível de iluminamento existente. Propiciam ainda, uma redução da potência instalada no local e do consumo de energia elétrica. É claro que essa opção poderá acarretar em uma nova disposição para a instalação de luminárias e lâmpadas, de tal forma que haja uma distribuição uniforme da luz. No exemplo, a garagem é iluminada através de 15 lâmpadas incandescentes de 60 Watts e como cada uma destas lâmpadas fornece 820 lúmens (vide tabela de características das lâmpadas), tem-se, no total, um fluxo luminoso emitido por todas as lâmpadas de 12.960 lúmens (15 lâmpadas x 864 lúmens / lâmpada). Manual de Administração de Energia nos Condomínios 29 Para determinar a quantidade de lâmpadas fluorescentes necessárias para obter o mesmo nível de iluminamento, basta dividir o fluxo luminoso total pelo fluxo luminoso da lâmpada escolhida. Neste caso: Fluxo luminoso total das lâmpadas atuais = 12.960 lúmens. Lâmpadas fluorescentes em estudo: 20 Watts: Fluxo Luminoso = 1.100 32 Watts: Fluxo Luminoso = 2.350 Portanto, Lâmpadas de16watts = Lâmpadas de 32watts = 12.960lúmens 1.100 lúmens lâmpada 12.960lúmens 2.350 lúmens lâmpada = 12lâmpadas = 6lâmpadas Conclusão: Para substituir 15 lâmpadas incandescentes de 60 Watts bastam 12 lâmpadas fluorescentes de 20 Watts ou 6 lâmpadas fluorescentes de 32 Watts, mantendo-se, praticamente, o nível de iluminamento. 30 Manual de Administração de Energia nos Condomínios Agora, considerando-se a utilização de reator de partida rápida cuja potência média de perda é de 12 Watts para utilização em lâmpada fluorescente de 20 Watts e de 7 Watts para lâmpada fluorescente de 32 Watts, o novo consumo de energia elétrica com a substituição, considerando-se as mesmas condições do sistema atual em estudo, será: -Para lâmpadas fluorescentes de 20 Watts Consumo Mensal = n º lâmpadas ⋅ (potência da lâmpada + perda do reator )⋅ Horas de uso por dia ⋅ 30dias 1.000 W kWh Consumo Mensal = 12 ⋅ (20W + 12W )⋅ 12 h ⋅ 30dias d 1.000W kW Consumo Mensal = 138kWh -Para lâmpadas Fluorescentes de 32 Watts Consumo Mensal = 6 ⋅ (320W + 7W )⋅ 12 h ⋅ 30dias d 1.000W kW Consumo Mensal = 84.24kWh Manual de Administração de Energia nos Condomínios 31 Em relação ao sistema existente, que apresenta um consumo de 324 kWh/mês, a utilização de lâmpadas fluorescentes de 20 Watts em substituição às lâmpadas incandescentes de 60 Watts implicará numa redução de 186 kWh/mês ou numa economia de 57%. Por outro lado, a utilização de lâmpadas fluorescentes de 32 Watts implicará numa redução de 239.8 kWh/mês ou numa economia da ordem de 74%. Pode ocorrer que o iluminamento obtido por somente 6 lâmpadas não seja uniforme o suficiente e tenha se que optar pela utilização de 12 lâmpadas de 20 Watts em vez de 6 lâmpadas de 32 Watts, em detrimento da maior economia. Sugere-se que um especialista seja consultado para calcular a distribuição da iluminação neste caso. 2º Caso - Sistema Existente Uma garagem subterrânea com 20 luminárias, cada uma com uma lâmpada fluorescente de 40 Watts, alimentadas através de reatores simples cuja potência média de perda de cada um é de 8 Watts. As lâmpadas ficam ligadas 24 horas por dia comandadas por meio de quatro disjuntores que acendem ou apagam grupos de lâmpadas. O fator segurança é importante e não é conveniente ter a garagem totalmente apagada. 32 Manual de Administração de Energia nos Condomínios O consumo mensal de energia elétrica para essa situação é: Consumo Mensal = n º lâmpadas ⋅ (potência da lâmpada + perda reator )⋅ Horas de uso por dia ⋅ 30 1.000 W kW Consumo Mensal = 20 ⋅ (40W + 8W )⋅ 24 h ⋅ 30dias d 1.000W kW Consumo Mensal = 691.2kWh Alternativa 1-. Instalação de sensor de presença Considerando-se que o fator segurança é importante e não é conveniente que a garagem fique totalmente apagada, o sensor de presença poderá ser utilizado para controlar uma parte da iluminação. Voltando ao exemplo, colocando 12 lâmpadas acopladas ao sensor de tal maneira que, no total de acionamentos, estas mesmas lâmpadas fiquem ligadas 6 horas por dia e que as outras 8 lâmpadas fiquem permanentemente ligadas durante 24 horas por dia, o consumo de energia elétrica nessas condições será: Consumo Mensal = 12 ⋅ (40W + 8W )⋅ 6 h ⋅ 30dias 8 ⋅ (40W + 8W )⋅ 24 h ⋅ 30dias d d + 1.000W 1.000W kW kW Consumo Mensal = 380.2kWh Manual de Administração de Energia nos Condomínios 33 Em relação ao sistema existente, esta alternativa possibilita uma economia de energia elétrica da ordem de 55%. No entanto, como já enfatizado, o uso de sensor de presença e minuteria pode prejudicar sensivelmente a vida útil das lâmpadas fluorescentes. Portanto, deve-se procurar verificar com cuidado o regime de funcionamento de iluminação nas garagens antes de se decidir pela aplicação dessas tecnologias. Alternativa 2 - Lâmpadas com funcionamento alternado Esta alternativa permite duas opções: a primeira opção seria refazer o sistema de distribuição para permitir o controle individual das lâmpadas e a segunda opção (a mais viável) seria a instalação de interruptores tipo pêra pendurados nas próprias luminárias. Neste exemplo, considerando-se 8 luminárias ligadas alternadamente durante 16 horas por dia e nas 8 horas complementares, de maior movimento, com a iluminação plena, o consumo de energia elétrica será: Consumo Mensal = 8 ⋅ (40W + 8W )⋅ 16 h ⋅ 30dias 20 ⋅ (40W + 8W )⋅ 8 h ⋅ 30dias d d + 1.000W 1.000W kW kW Consumo Mensal = 414.7kWh 34 Manual de Administração de Energia nos Condomínios Em relação ao sistema existente, esta alternativa possibilita uma redução de 277 kWh/mês ou uma economia de 40%. 3.4.3 2.1.4. Identificação dos problemas com as lâmpadas A seguir são apresentados inconvenientes mais comuns das lâmpadas incandescentes, fluorescentes, vapor de mercúrio e vapor de sódio alta pressão, as possíveis causas e as recomendações para os devidos consertos. Manual de Administração de Energia nos Condomínios 35 36 Manual de Administração de Energia nos Condomínios 3.5 Elevadores Este tópico aborda as possibilidades de economia de energia elétrica em elevadores e como utilizá-lo de maneira segura e racional. Elevadores consomem tipicamente um terço da eletricidade, havendo modelos muito mais eficientes que outros. As unidades antigas eram acionadas por motores de corrente contínua, acionados por geradores, acionados por motores de corrente alternada, ou seja, três máquinas em série. Hoje, dispositivos eletrônicos controlam motores de indução. Para economizar energia elétrica e evitar um maior acionamento dos elevadores, maior desgaste dos equipamentos, as recomendações são as seguintes: • Havendo dois elevadores no mesmo hall (um social e um de serviço) deve-se chamar apenas um. Manual de Administração de Energia nos Condomínios 37 • Conversar com os pais para orientarem as crianças no sentido de não apertar todos os botões do painel, e não fazer do elevador um veículo de recreação. Existem sistemas que impedem chamadas múltiplas, consulte o fabricante. • Não sobrecarregar o elevador, respeitando o número máximo de passageiros indicado na cabina. • Havendo dois elevadores sociais no mesmo hall, verificar a possibilidade para que eles trabalhem alternadamente, ou seja, um atendendo os andares pares e outro atendendo os ímpares. 38 Manual de Administração de Energia nos Condomínios • Para subir um andar ou descer dois, utilizar as escadas. Um pouco de exercício é saudável e não faz mal a ninguém. • Evitar prender a porta do elevador, mesmo que seja só por um minuto, pois isto irá provocar a irritação das outras pessoas que aguardam atendimento, o que pode levá-las a forçar portas e botões. • Habituar-se a apertar o botão de chamada uma única vez. A insistência e a força não farão o elevador chegar mais rápido e poderão danificar o botão. • Se o elevador passar pelo seu andar é porque ele irá atender outro mais acima. Tenha calma e aguarde a sua vez. Manual de Administração de Energia nos Condomínios 39 • Os elevadores residenciais são geralmente programados para atender as chamadas na descida. • Deve-se esperar a porta da cabina abrir totalmente para depois abrir a porta do pavimento. Evitar também se apoiar nas portas durante a viagem. • Se faltar energia elétrica, manter a calma e não tentar sair do elevador sozinho. Aguardar o retorno da energia elétrica, a intervenção da assistência técnica ou pedir ajuda ao Corpo de Bombeiros. Só assim a operação será inteiramente segura. • Estudar a possibilidade de desligar diariamente e de maneira alternada um dos elevadores no horário de menor movimento e menor utilização. 40 Manual de Administração de Energia nos Condomínios Para tanto, recomenda-se esclarecer os condôminos sobre os benefícios e objetivos a serem atingidos, bem como a importância da cooperação e compreensão de todos. NOTA: Procurar estar sempre informado através de comunicados em jornais e concessionárias sobre as "interrupções programadas" de energia elétrica. Essas interrupções acontecem geralmente nos fins de semana para a realização de algum trabalho na rede de energia elétrica. O horário e a duração são pré-determinados. Recomendamos que todos os condôminos sejam alertados, quer por avisos escritos ou verbais. Uma maneira de se evitar que as pessoas fiquem presas dentro do elevador no horário da "interrupção programada" é chamar todos os elevadores para o andar térreo cinco minutos antes da interrupção, prender as portas e desliga-los até o retorno da energia elétrica. 3.6 Consumo de água Os desperdícios de água bem como a falta de reparos nos vazamentos existentes são responsáveis por uma parcela significativa do consumo de água, além de um maior consumo de energia elétrica para o conjunto moto-bomba. Isto, sem dúvida, acarreta uma maior despesa com a Manual de Administração de Energia nos Condomínios 41 conta de água e de energia elétrica do condomínio. Desperdiçar água significa também, desperdiçar mais energia nas estações de tratamento e bombeamento de água do Estado. A seguir serão apresentadas algumas recomendações para a utilização racional de água e como detectar vazamentos. • Inspecionar periodicamente o sistema de suprimento de água e reparar todos os vazamentos. • Instruir o encarregado do jardim para regar somente o necessário. Tanto o excesso como a falta de água são prejudiciais à vida das plantas. • Instruir os faxineiros para que não desperdicem água na hora da lavagem dos locais do prédio, isto é , evitar que a mangueira fique com água corrente durante todo o tempo de lavagem. Instruções específicas aos condôminos: • Orientação para que fechem bem as torneiras, os registros de chuveiros e bidês para evitar que fiquem pingando continuamente. • Avisar ao zelador sobre vazamentos em torneiras, chuveiros, bidês e vasos sanitários caso não se saiba consertar. 42 Manual de Administração de Energia nos Condomínios • Regular a válvula de descarga dos vasos sanitários e acioná-la o mínimo indispensável. • Reduzir o tempo de banho ao mínimo necessário. • Evitar escovar os dentes e fazer a barba com a torneira aberta, pois é mero desperdício. • Procurar utilizar os eletrodomésticos que precisam de água, tais como, máquinas de lavar roupa e louça em suas capacidades máximas, conforme recomendam os fabricantes. • Se o apartamento possui aquecedor central de água, ter o máximo de cuidado com os vazamentos, pois, neste caso, além do desperdício de água, há o desperdício da energia elétrica ou do gás necessários para aquecê-la. 3.6.1 Identificação de vazamentos Os vazamentos visíveis são de fácil identificação e ocorrem com maior freqüência no extravasor (ladrão) da caixa d'água em conseqüência do mau funcionamento da bóia, nos registros de torneiras, nos chuveiros e nos bidês. Manual de Administração de Energia nos Condomínios 43 Entretanto, os vazamentos não visíveis podem ser de difícil identificação e ocorrem nos reservatórios inferiores e vasos sanitários. A seguir são apresentados dois testes práticos para a identificação de vazamentos não visíveis. Teste em reservatório no subsolo A ordem de execução é a seguinte: a) Abrir o registro do cavalete, girando o volante ou a asa do registro no sentido anti-horário. b) Fechar o registro de limpeza e saída do reservatório, girando o volante do registro no sentido horário. c) Fechar a bóia, amarrando-a com um barbante e não permitindo a entrada de água. d) Desligar a bomba de recalque, não permitindo a saída de água para o reservatório superior. e) Marcar o nível de água do reservatório, introduzindo um pedaço de madeira até o fundo do reservatório, retirando-o em seguida e marcando o nível de água com giz ou caneta. 44 Manual de Administração de Energia nos Condomínios f) Aguardar pelo menos duas horas, dependendo do tamanho do reservatório. g) Tornar a marcar o nível, repetindo o item e). Caso o nível tenha baixado, há vazamento no reservatório. As causas prováveis para vazamentos podem ser o registro de limpeza ou de saída com defeito, ou uma ou mais trincas no reservatório. Manual de Administração de Energia nos Condomínios 45 Teste em vaso sanitário Apesar de existirem outros métodos para a verificação de vazamentos, aqui será explicado o mais prático e válido para qualquer tipo de vaso sanitário. A ordem de execução do teste é a seguinte: a) Acionar a descarga b) Marcar o nível d'água dentro do vaso sanitário, riscando a parede interna do mesmo com o auxílio de um giz, bem próximo ao nível d'água. c) Retirar um pouco d'água de dentro do vaso sanitário com auxílio de um copo plástico (retirar 3 a 4 copos). 46 Manual de Administração de Energia nos Condomínios d) Não acionar a descarga e) Aguardar 15 minutos. f) Verificar o vaso sanitário, observando se o nível d'água subiu até a marca do giz. Caso a água tenha voltado ao nível marcado, há vazamentos. As prováveis causas de vazamentos são: defeito na válvula de descarga, ou, se houver, na caixa de descarga. Perdas por vazamentos de água nas torneiras Torneiras mal fechadas ou com vazamentos causam grandes perdas de água, muitas vezes subestimadas ou ignoradas. A tabela a seguir apresenta a quantidade de água des- Manual de Administração de Energia nos Condomínios 47 perdiçada devido a vazamentos e torneiras com defeitos ou mau fechadas. 48 Manual de Administração de Energia nos Condomínios 3.6.2 Reflexos dos vazamentos no consumo de água e energia elétrica Seja um prédio residencial de 10 andares, com 4 apartamentos por andar, o qual apresenta, em condições normais, isto é, sem existência de vazamentos, um consumo mensal em torno de 1.800.000 litros (1.800m3). O motor da bomba de recalque possui uma potência de 5hp e permite vazão máxima de 12.000 litros/hora (12 m3/ hora). Deseja-se saber qual o consumo mensal de energia elétrica em condições normais (sem vazamentos) e qual será o acréscimo no consumo mensal de energia elétrica com a presença de vazamento nas instalações hidráulicas. Situações: Condições normais, sem vazamento. Inicialmente deve-se saber o número de horas que o motor da bomba trabalha mensalmente e, para isso, basta dividir o consumo mensal de água do prédio pela máxima vazão da bomba de recalque. Tem-se então: Tempo de operação da bomba = 1.800 m 3 3 mês = 150 h 12 m hora mês Manual de Administração de Energia nos Condomínios 49 Antes de calcular o consumo de energia elétrica deve-se transformar a potência (hp) do motor em Watts. Como 1hp equivale a aproximadamente 746 Watts, 5hp equivalerão 3.730 Watts. O consumo mensal de energia elétrica será: Consumo = Consumo = Potência do motor ⋅ Tempo de operação mensal 1.000 W kW 3.730W ⋅ 150 h mês W 1.000 kW Consumo = 560 kWh mês Condições anormais, existência de vazamentos. Se, por falta de reparos, o prédio começar a apresentar uma torneira com goteira e três vasos sanitários com vazamento de abertura de 1 milímetro, o desperdício de água e de energia elétrica será: • 50 Desperdício de água Manual de Administração de Energia nos Condomínios Pela tabela de vazamento de água, pode-se observar que uma torneira gotejando representa um consumo mensal de 1.380 litros e que um vazamento de abertura de 1 milímetro representa um consumo mensal 62.040 litros. Portanto, o desperdício de água mensal será: 1 torneira x 1.380 litros / mês = 1.380 litros / mês 3 vasos sanitários x 62.040 litros / mês = 186.120 litros/mês Total = 187.500 litros / mês • Desperdício de energia elétrica Para um desperdício mensal de 187.500 litros (187,5 m³) e considerando que a vazão da bomba é de 12.000 litros / hora (12m³/h) o acréscimo de operação do motor da bomba será: Acréscimo no tempo de operação da bomba = 187,5 m 3 mês = 16 h 3 mês 12 m h Portanto, o acréscimo de energia elétrica será: Manual de Administração de Energia nos Condomínios 51 Acréscimo no consumo de energia elétrica = 3.730W ⋅ 16 h mês = 60 kWh mês 1.000 W kW Conclusão: Para esta situação em estudo, a falta de reparo nos vazamentos citados ocasionou um acréscimo de água de 187,5 m3/mês e um acréscimo de energia elétrica de 60 kWh/mês, ou seja, um acréscimo no consumo de água e de energia elétrica da ordem de 10%. 2.4. Aquecimento central de água Para economizar gás ou energia elétrica em aquecimento de água, as recomendações são as seguintes: • Verificar o estado do isolamento térmico do aquecedor e da canalização que conduz a água quente. Um bom isolamento diminui as perdas de calor e, portanto, reduz o consumo de energia. • Inspecionar os controles de água quente para verificar se estes estão funcionando adequadamente. Se não estiverem, repará-los ou substituí-los. • Regular periodicamente os queimadores ou maçarico do aquecedor de gás. 52 Manual de Administração de Energia nos Condomínios • No verão, estudar a possibilidade de reduzir a temperatura de água do aquecedor, até um nível adequado para o conforto pessoal. Tendo em vista que um grande desperdício de energia é devido aos desperdícios de água quente nos apartamentos, mais algumas recomendações em complementações àquelas que são específicas aos condôminos são apresentadas. • Evitar lavar a área de serviço, cozinha e banheiro com água quente, pois é mero desperdício. • Evitar desperdiçar água quente na cozinha com a lavagem da louça, e nos lavatórios. Coletores Solares O aquecimento solar pode ser uma boa solução para a economia de energia em sistemas centrais de aquecimento. Os equipamentos hoje disponíveis no mercado apresentam tecnologia testada pelo PBE - Programa brasileiro de etiquetagem do INMETRO / PROCEL. Procurar verificar a possibilidade de usar este tipo de equipamento: consultar os fabricantes e também os condomínios que já contam com esse tipo de sistema instalado. Manual de Administração de Energia nos Condomínios 53 4 Serviços adicionais 4.1 Saunas As saunas apresentam resistências com potências elevadas de modo que possam manter seus ambientes à temperatura desejada. Recomenda-se que as saunas sejam ligadas para serem usadas e desligadas ao término de seu uso pelos condôminos. Para que isto realmente ocorra, a guarda da chave da sauna pelo zelador ou porteiro tem-se mostrado eficaz, pois os condôminos terão que solicitá-la e devolvê-la após o uso da sauna. O encarregado pela chave poderá verificar se a sauna realmente foi desligada após o uso quando a chave for devolvida. Procurar otimizar os horários de funcionamento para evitar sucessivos aquecimentos e desaquecimentos. Verificar regularmente a isolação térmica da sala. 4.2 Cabelereiros O maior consumo é dado pelo ar condicionado. Seguem secadores de pedestal e vaporizadores, por último aparelhos menores como secadores manuais. 54 Manual de Administração de Energia nos Condomínios Recomenda-se a instalação de um medidor separado para o cabelereiro, de modo que ele participe do rateio de acordo com o seu consumo mensal real. Deve-se tentar realizar a leitura deste medidor nos mesmos dias em que a concessionária faz a leitura do medidor do prédio, mantendo-se a proporcionalidade no rateio. 4.3 Restaurante As maiores cargas são de refrigeração (congeladores, geladeiras) e aquecimento (banho-maria). Recomenda a instalação de um medidor específico, conforme comentado no item anterior. 4.4 Lavanderia Contém lavadoras e secadoras. Uma lavadora consome de 45 a 106 kWh/mês e uma secadora de 106 a 308 kWh/mês. Recomenda a instalação de um medidor específico, conforme comentado no item 4.2. Manual de Administração de Energia nos Condomínios 55 5 5.1 Regras de segurança para evitar acidentes No uso da eletricidade A instalação elétrica de um condomínio residencial é de fundamental importância para os moradores. Ela deve proporcionar conforto e segurança e isto está diretamente relacionado à qualidade da instalação, da forma como é utilizada e da maneira como é conservada. Basicamente, num edifício de apartamentos, a instalação elétrica começa no quadro ou caixa de entrada, geralmente localizada no andar térreo, onde estão instalados medidores de energia e as respectivas proteções de todos os apartamentos e da parte comum ao condomínio. A concessionária de energia elétrica é responsável pela manutenção e fornecimento da eletricidade até o medidor de energia. A partir daí, a responsabilidade pela instalação elétrica é dos consumidores. Tendo em vista que uma boa instalação elétrica é muito importante e quando mal feita pode acabar gerando despesas futuras para o condomínio e até provocar acidentes, a seguir serão apresentadas algumas recomendações e cuidados que se deve ter com ela. 56 Manual de Administração de Energia nos Condomínios Fiação O correto dimensionamento da instalação elétrica é fundamental para manter a segurança e permitir o bom desempenho dos equipamentos elétricos. Uma fiação subdimensionada para as respectivas cargas elétricas (lâmpadas e equipamentos) provoca super aquecimento, desperdícios de energia elétrica, além de risco de incêndios. A seguir são apresentadas algumas informações para manutenção das instalações elétricas: • Sempre que ocorrerem acréscimos de novos equipamentos elétricos no condomínio, recomenda-se que seja consultado um técnico habilitado para verificar se os circuitos e as suas respectivas proteções suportarão as novas cargas elétricas. Manual de Administração de Energia nos Condomínios 57 Se forem encontrados fios desencapados, velhos ou defeituosos, trocá-los sem demora. O desequilíbrio de fase pode causar defeitos como: queima de fusíveis, aquecimento de fios, ou mau funcionamento dos equipamentos. Corrija o desequilíbrio transferindo alguns aparelhos da fase mais carregada para a menos carregada. 58 São Paulo - 2005 Emendas de fios devem ser bem feitas para evitar que eles se aqueçam ou se soltem, provocando acidentes. Após fazer as emendas, isole-as com fita isolante própria para fios. Não usar fitas adesivas, esparadrapos ou outros materiais. Existem diversos tipos de emendas que são empregadas de acordo com o local onde elas serão realizadas. Observação: não deve haver emendas de fios dentro dos conduítes. Manual de Administração de Energia nos Condomínios 59 • Não efetuar emendas com fios de seções (bitolas) diferentes. • Evitar instalar fios ou condutores de segunda categoria que dizem ser similares aos produtos de qualidade, pois estes prejudicam a passagem de corrente elétrica, superaquecem e provocam o envelhecimento acelerado da isolação (ressecamento e trinca). Isto pode dar origem a fugas de correntes, choques elétricos, curtos e incêndios. • Desligar sempre a chave geral quando for realizado qualquer reparo na instalação. 60 Manual de Administração de Energia nos Condomínios Proteção Os fusíveis e disjuntores são dispositivos de proteção contra sobrecorrentes provocadas por sobrecarga ou curto circuito na instalação elétrica. Portanto, quando um fusível derreter ou um disjuntor desarmar, deve-se desligar imediatamente a chave e procurar saber o que houve (curto-circuito, etc). Trocar sempre o fusível danificado por outro novo, de igual corrente e tipo. Não instalar interruptor, fusível ou qualquer outro dispositivo no fio neutro. A sua interrupção poderá provocar danos nos equipamentos e queimar lâmpadas. Manual de Administração de Energia nos Condomínios 61 "Fugas" ou "vazamentos" de corrente Uma causa muito comum do aumento da conta de luz é a "fuga" de corrente. Como nos vazamentos de água (canos furados, goteiras), a "fuga" de corrente é também registrada no medidor, e acaba-se pagando uma energia que não foi utilizada. A principais causas da "fuga" de corrente são: emendas de fios mal feitas ou mal isoladas, fios desencapados, mal dimensionados ou com isolação desgastada pelo tempo. Pode ser provocada, ainda, por aparelhos defeituosos. Se desejar saber se o condomínio apresenta "fugas" de corrente e não souber como fazê-lo, procure o auxílio de um eletricista habilitado. 62 Manual de Administração de Energia nos Condomínios 5.2 No uso de gás Na utilização de equipamentos a gás (GLP ou canalizado) é muito importante que se observe algumas regras básicas de segurança. Vazamentos de gás, principalmente no interior de apartamentos, podem provocar grandes explosões, colocando em risco todo o edifício na ocorrência de incêndio. Assim sendo, os condôminos devem ser alertados e orientados para o uso correto desse combustível. Entre as diversas medidas de segurança, constantemente divulgadas, destacamos as seguintes providências a serem tomadas ao se sentir cheiro de gás: • Não acender as luzes e nem riscar fósforo; • Ventilar o ambiente com a abertura de portas e janelas; • dos; Verificar se os registros dos aparelhos estão fecha- • Verificar se o cheiro existe somente no interior do apartamento ou se vem do exterior; • Não desaparecendo o cheiro ou o vazamento persistir, procurar a distribuidora de gás da região. Manual de Administração de Energia nos Condomínios 63 Quando se tratar de gás de botijão, chamar a assistência técnica da distribuidora que comumente efetua as entregas. Além disso, é conveniente recomendar aos condôminos que, antes de se deitarem ou se ausentarem dos apartamentos, fechem os registros dos aparelhos, bem como providenciem sua revisão preferencialmente uma vez por ano. 5.3 Recomendações gerais • Procurar sempre solucionar as dúvidas sobre acréscimo de equipamentos elétricos, instalações elétricas, etc, junto às concessionárias. • Procurar, periodicamente, efetuar um exame completo - um "check-up" - na instalação, examinando o estado de conservação e limpeza de todos os componentes (chaves, terminais de ligação de motores, lâmpadas etc.), o funcionamento dos circuitos e trocar peças defeituosas ou em más condições. 64 Manual de Administração de Energia nos Condomínios Como a vida útil da instalação elétrica não é eterna, os cuidados deverão ser maiores em prédios mais antigos. O mais importante, porém, é utilizar os melhores materiais e sempre entregar o serviço a um eletricista capacitado e habilitado. • Os condôminos devem ser alertados sobre os acréscimos de carga nos apartamentos, principalmente quanto às redes elétricas internas, que freqüentemente se encontram subdimensionadas devido à crescente instalação de novos eletrodomésticos (fornos de microondas, freezers, secadoras, máquinas de lavar louça etc.), não previstos na época da construção do edifício. Manual de Administração de Energia nos Condomínios 65 As conseqüências desses acréscimos de carga não previstos são o aquecimento excessivo dos condutores, maior consumo de energia elétrica, resultando quase sempre na ocorrência de curtos-circuitos e incêndios. • Recarregar anualmente os extintores de incêndios é uma boa regra de segurança. Para combater incêndios em equipamentos elétricos energizados (motores, aparelhos de ar condicionado, televisores, eletrodomésticos em geral) é indicada a utilização de extintores tipo "CO2" (gás carbônico) ou "pó químico". Para combater incêndios em líquidos inflamáveis, óleos, graxas, vernizes e gases é indicada a utilização de extintores tipo "pó químico" ou CO2 (gás carbônico). Para combater incêndios em materiais comuns de fácil combustão (madeira, pano, lixo e similares) é indicada a utilização do extintor tipo "água". • Constantemente, o Corpo de Bombeiros alerta sobre a necessidade de se testar mensalmente as motobombas para incêndios, verificando o estado da fiação, chaves, fusíveis e mangueiras, para, no caso de uma eventual necessidade, o sistema estar apto para entrar em operação. 66 Manual de Administração de Energia nos Condomínios 6 Plano de ação Agora que você já leu as nossas recomendações, chegou o momento de colocar em prática aquelas que são aplicáveis ao seu prédio. Com o objetivo de obter o máximo aproveitamento possível deste manual, estabeleça um plano de ação que poderá constar das seguintes metas: • Inicie com as medidas que não requerem investimentos de capital, pois este tipo de racionalização do consumo de energia se traduz imediatamente em economia de dinheiro; • Indique ou nomeie alguém como responsável pela implantação e acompanhamento do programa de conservação de energia; • Oriente e divulgue informações aos condôminos sobre a importância da conservação de energia e quanto é fundamental a participação e cooperação de todos; • Coloque placas, cartazes e avisos em pontos estratégicos para estimular a conservação de energia e evitar desperdícios; Manual de Administração de Energia nos Condomínios 67 • Discuta em assembléia as medidas de conservação de energia que requerem investimentos, mostrando que essas alternativas resultarão em economia de energia e despesas com manutenção. 6.1 Acompanhamento do consumo Se você introduzir alguma alteração num conjunto de regras de manutenção ou de operação, ou se houver alguma substituição, parcial ou total, de um equipamento consumidor de energia, você vai querer saber posteriormente qual foi o resultado prático atingido. Para isso, você terá que acompanhar e comparar os valores dos consumos verificados "antes e depois" da providência aplicada e corrigir as eventuais distorções verificadas, adaptando ou alterando as metas inicialmente estabelecidas. Uma maneira de colecionar as informações contidas nas contas de energia é organizar tabelas. Para facilitar o seu controle, apresentamos a seguir uma tabela prática como exemplo. 68 Manual de Administração de Energia nos Condomínios Meses (1) Número de dias entre as leituras(2) Consumo Valor Total Preço Médio em da fatura R$ / (3) Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro OBSERVAÇÕES: (1) Na conta de energia elétrica normalmente aparece escrito o mês a que ela se refere. No entanto, é importante lembrar que, por exemplo, a conta do mês de setembro corresponde ao consumo efetuado durante o mês de agosto. (2) Período de tempo entre as leituras. É importante ficar atento a data de leitura para que se possa fazer a correta interpretação do consumo de energia no período. (3) (kWh) para eletricidade e (m3) para gás Manual de Administração de Energia nos Condomínios 69 Manual de Administração de Energia nos Condomínios Secretaria de Energia, Recursos Hídricos e Saneamento do Governo do Estado de São Paulo Eletropaulo Metropolitana de São Paulo S.A. Atendimento ao Cliente: 0800 7272 120 Atendimento de Emergência: 0800 7272 196 www.eletropaulo.com.br São Paulo - 2005