Manual de Administração de Energia nos Condomínios
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Manual de Administração de Energia nos Condomínios
SUMÁRIO
1
Apresentação
2
2
Economia de energia em condomínios residenciais 4
3
Sistemas de uso comum
6
4
Serviços adicionais
54
5
Regras de segurança para evitar acidentes
56
6
Plano de ação
67
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
1
1
Apresentação
Este produto, dirigido aos síndicos e condôminos, traz
orientações úteis sobre conservação de energia,
manutenção de instalações elétricas e dicas sobre segurança.
Uma parcela considerável das despesas de um condomínio é proveniente do consumo de energia em sistemas de uso comum.
A maior dificuldade dos síndicos e administradores é, ao
ver a conta de energia elétrica ou água, saber, dentre os
inúmeros usos, qual o que gasta quanto e onde estão as
oportunidades de redução de custos. Assim como o consumo coletivo de água faz com que a preocupação de
cada condômino seja menor (como num "churrasco
rodízio", consumir mais não influencia o preço), a conta
agregada de água e eletricidade deixa o administrador
num verdadeiro vôo cego: será o elevador, a luz da
garagem, a piscina?
Este manual visa dar uma orientação para que essas perguntas possam ser respondidas e oportunidades de
redução de custos possam ser identificadas.
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Manual de Administração de Energia nos Condomínios
Após a leitura atenta das sugestões apresentadas,
recomendamos que todas as instalações do prédio sejam
percorridas, anotando-se tudo que possa ser melhorado.
Deve-se Iniciar as modificações pelos itens que podem
ser melhorados imediatamente e posteriormente passase aos demais, que requerem mais informações ou verificações adicionais.
Poderá se observar que através de medidas muito simples será possível economizar muita energia e reduzir as
despesas condominiais.
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
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2
Economia de energia em condomínios residenciais
O consumo de energia, notadamente a energia elétrica,
assume posição relevante nas despesas dos condomínios
residenciais.
Este consumo está diretamente associado aos hábitos de
uso, à maneira como são operados os equipamentos
elétricos e à eficiência desses mesmos equipamentos.
O peso da "conta de energia" nas despesas de um condomínio pode assumir uma participação da ordem de
10%, dependendo do porte do condomínio, do número de
equipamentos existentes e da maneira como as instalações são utilizadas pelos condôminos.
A adoção de medidas de conservação de energia contribuirá de maneira eficaz para a redução do consumo e,
conseqüentemente, das despesas.
É importante lembrar-se que conservar energia não significa a privação do conforto e benefícios que ela proporciona.
Conservar energia, dentro de uma visão mais ampla,
implica na transformação da sociedade dita do desperdício em direção a uma sociedade mais racional na utilização dos recursos globais, especialmente os insumos
energéticos.
4
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
Basicamente, pode-se mencionar dois níveis distintos de
conservação: a eliminação dos desperdícios e a introdução de técnicas que aumentem a eficiência do uso da
energia.
Nesse contexto, na maioria dos casos de eliminação dos
desperdícios o investimento requerido é mínimo ou nulo,
sendo os resultados obtidos através da conscientização
dos consumidores. No segundo nível, há necessidade da
realização de investimentos, seja na substituição de
equipamentos e processos por outros de maior rendimento, ou na implantação de dispositivos de controle.
As sugestões contidas neste manual o ajudarão a verificar onde e como é possível conservar energia. Notará
também que boa parte das medidas abordadas irá
depender, para o pleno êxito, da cooperação e conscientização de todos os condôminos.
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
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3
Sistemas de uso comum
Na maioria dos casos os sistemas com consumo de energia mais representativos em um condomínio são: iluminação, elevadores, bombeamento d'água e aquecimento
central único de água.
O INMETRO com o apoio do PROCEL instituiu o PBE Programa Brasileiro de Etiquetagem que oferece informações ao consumidor sobre a eficiência energética dos
equipamentos testados, como geladeiras, condicionadores de ar, motores elétricos, aquecedores
solares, etc. Além da etiqueta os equipamentos elétricos
mais eficientes recebem anualmente o selo do PROCEL
de economia de energia.
Portanto, quando for necessário substituir um equipamento elétrico, é aconselhável procurar aqueles que
tenham eficiência energética comprovada.
É útil separar-se o consumo de eletricidade em setores,
que ajudarão a perceber o impacto de cada um na conta
e direcionar o foco, posteriormente, para cada um deles.
Propõe-se a seguinte divisão, que procurou-se fazer o
mais abrangente possível - talvez no seu Condomínio não
haja alguns dos itens mencionados.
6
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
•
Iluminação: dentro deste item, é interessante
considerar sub-itens:
3.1
Garagem
3.2
Corredores e escadas
3.3
Serviço: áreas comuns incluindo portaria, halls,
jardins, festas, playgrounds, etc.
•
Elevadores
•
Água
•
Piscina
•
Sauna
•
Serviços adicionais: neste item incluímos serviços
que estão cada vez mais integrando os condomínios,
muitas vezes terceirizados: bar, restaurante,
cabeleireiro, academia de ginástica, lavanderia.
•
Festas: salão de festa, churrasqueiras, espaços
para piqueniques.
•
Quadra esportiva
•
Serviço: administração, exaustão forçada de banheiros.
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3.4
Sistemas de Iluminação
Independentemente do porte e características do condomínio sempre haverá a necessidade de iluminação em
áreas comuns, tais como: garagens, corredores, hall
social, jardins, etc.
Este item responde tipicamente por 40% do consumo de
eletricidade em um condomínio. Evidentemente, esse
número pode variar muito em função das peculiaridades
de cada um. De toda sorte, é uma parcela importante do
consumo, com muitas e boas oportunidades de redução
de custos.
As técnicas de iluminação artificial têm avançado muito
nos últimos anos. Na época do racionamento, foi dada
muita ênfase à troca de lâmpadas incandescentes por
fluorescentes compactas e o Brasil hoje é um campeão
no uso destas lâmpadas. Otimizar o uso de energia em
iluminação, entretanto, não é somente utilizar lâmpadas
mais eficientes, mas também reatores e luminárias,
fazer melhor uso da iluminação natural e sistemas de
controle, desde o simples interruptor até sensores de
presença e temporizadores.
A seguir serão apresentadas medidas que podem ser aplicadas visando a redução do consumo de energia neste
setor:
8
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
•
Utilizar sempre que possível a iluminação natural
abrindo janelas, cortinas e persianas de ambientes
como: hall social, sala de visitas, salão de festas, salão
de jogos.
•
Instruir os empregados do prédio a desligarem as
lâmpadas de ambientes não ocupados, salvo aquelas que
contribuem para a segurança.
•
Limpar regularmente paredes, janelas, pisos e
forros. Uma superfície limpa reflete melhor a luz de
modo que menos iluminação artificial se torna
necessária.
•
Limpar regularmente as luminárias, lâmpadas e
demais aparelhos de iluminação. Todas as instalações se
tornam sujas com o tempo e reduzem a iluminação.
•
Substituir, quando possível, os difusores transparentes das luminárias que se tornaram amarelados ou
opacos, por difusores de acrílico claro com boas propriedades contra amarelecimento, que permitirão uma
melhor distribuição de luz.
•
Quando a decoração do local não for importante e
não ocorrer problemas de ofuscamento, retirar o acrílico e o globo. Assim, poderão ser utilizadas lâmpadas de
menor potência.
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•
Substituir luminárias antiquadas ou quebradas por
luminárias mais eficientes e de fácil limpeza.
•
Substituir, quando possível, as lâmpadas incandescentes por fluorescentes tubulares ou fluorescentes
compactas que são muito mais eficientes. Cabe ressaltar
que as lâmpadas fluorescentes, compactas ou tubulares,
tem a sua vida útil drasticamente reduzida com ciclos de
acionamentos repetidos, não sendo recomendada a sua
utilização com sensores de presença ou minuterias.
•
Lâmpadas embutidas no teto como mostra a figura a seguir, sem dúvida, sob o aspecto da utilização de
energia, são uma péssima solução.
A eficiência do conjunto torna-se muito reduzida, além
de provocar um aquecimento excessivo e reduzir a vida
útil da lâmpada pela falta de ventilação adequada.
Recomenda-se instalar a lâmpada de forma que fique
para fora do rebaixo, de modo a aumentar sua eficácia,
permitindo a redução da potência da lâmpada e mantendo o nível de iluminamento.
10
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
•
Refazer, quando possível, os circuitos de interruptores para permitir o desligamento parcial de lâmpadas
em desuso ou desnecessárias.
•
Em locais onde houver muitas lâmpadas acesas,
verificar a possibilidade do desligamento alternado.
•
Se a garagem subterrânea possuir luminárias com
lâmpadas fluorescentes comandadas em grupo, estudar a
possibilidade de instalação de interruptores tipo pêra,
por exemplo, que permitirão o desligamento parcial de
determinadas lâmpadas evitando-se a iluminação plena,
principalmente durante o período diurno, quando há
incidência de luz natural na maioria dos casos.
•
Nas garagens, procurar iluminar somente as áreas
de circulação dos veículos e não os boxes.
•
Rebaixar as luminárias instaladas entre as vigas do
teto da garagem. Procedendo dessa maneira o nível de
iluminamento aumentará, podendo-se inclusive reduzir o
número de lâmpadas acesas.
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
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•
Se uma ou mais lâmpadas fluorescentes forem
desativadas, não se deve esquecer de desligar também o
reator, caso contrário, este continuará consumindo energia elétrica.
•
Onde for possível, usar uma única lâmpada de
maior potência ao invés de várias lâmpadas de menor
potência. Geralmente, para lâmpadas de um mesmo
tipo, as de maior potência são mais eficientes.
•
Ao fazer uma reforma no prédio, evitar pintar
com cores escuras as paredes dos halls dos elevadores,
escadas e corredores, o que irá exigir lâmpadas mais
potentes com maior consumo de energia elétrica para a
obtenção do mesmo nível de iluminamento caso fossem
utilizadas cores claras.
•
Em áreas externas (jardins, estacionamentos,
locais de lazer, etc.) estudar a possibilidade de substituir
as lâmpadas existentes por lâmpadas de vapor de sódio
à alta pressão que fornecem mais luz, com menor consumo de energia elétrica. Analisar também a possibilidade de se instalar fotocélulas ou temporizadores para
controle da iluminação.
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Manual de Administração de Energia nos Condomínios
•
Estudar a possibilidade de instalação de lâmpadas
mais eficientes, de maior durabilidade, e que produzam
a mesma intensidade luminosa. Existem vários tipos
disponíveis no mercado.
•
Para um estudo de substituição é necessário conhecer algumas grandezas fotométricas das características das lâmpadas definidas a seguir, que serão importantes para a escolha das lâmpadas adequadas.
Fluxo luminoso (Φ)
Definição: quantidade de luz emitida por uma fonte
luminosa na unidade de tempo (segundo).
Unidade de medida: lúmen (abreviatura lm).
Analogia hidráulica: quantidade de água que sai de uma
torneira ou de um chuveiro, por segundo.
Eficiência Luminosa (η)
Definição: é a razão entre o fluxo luminoso (Φ emitido
(em lúmens) e a potência elétrica (P) absorvida (em
watts).
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
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Expressa o rendimento de uma lâmpada ou de um aparelho de iluminação. Por conseguinte, quando maior a
eficiência luminosa, mais econômico é o uso da fonte de
luz.
Unidade de medida: lúmen por Watt (lm/W)
P em watts
n=
Φ
P
Φ em lúmens
Analogia hidráulica: relação entre a quantidade de água
que sai de uma bomba até uma certa cota e a potência
elétrica necessária para elevar a água a esta altura.
l/s
14
P (watt)
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
A tabela a seguir apresenta as características de alguns
tipos de lâmpadas de uso comum em condomínios residenciais.
OBS:
(1) Os dados apresentados foram extraídos de catálogos
de fabricantes.
(2) No cálculo da eficiência luminosa não foram considerados os efeitos dos reatores.
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
15
16
Incandescente
Fluorescentes
Fluorescentes
compactas
Eficiência
luminosa
[lm/W]
25
230
9
40
516
12
60
864
14
100
1.620
16
150
2.505
16
200
3.520
17
15
800
53
16
1.070
67
20
1.100
55
32
2.350
73
36
2.500
69
40
2.600
65
65
4.400
68
110
7.600
69
15
810
54
20
1.100
55
23
1.400
61
Vida
média
[h]
1.000
7.500
a
12.000
Vantagens
-Baixo custo
-Excelente reprodução de
cores
-Não necessita de
equipamentos auxiliares
Desvantagens
-Baixa eficiência
luminosa
-Vida média curta
-Ótima eficiência luminosa
-Baixo custo
-Boa vida média
-Boa reprodução de cores
-Necessidade de
dispositivos auxiliares
(reator, starter)
-A vida mediana
diminiu muito em
função da freqüência
de acendimentos e
desligamentos
-Ótima eficiência luminosa
-Custo mais elevado
-Boa a Excelente vida média -A vida mediana
3.000 -Boa reprodução de cores
diminui muito em
a
função da freqüência
12.000
de acendimentos e
desligamentos
Tabela de caractrísticas de lãmpadas
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
Tipo
Fluxo
Potência Luminoso
[W]
[lm]
Essa tabela é muito útil, pois permite avaliar as vantagens e desvantagens de cada lâmpada. Porém, antes de
tomar uma decisão na substituição de lâmpadas é conveniente consultar os catálogos de fabricantes que oferecem informações mais detalhadas sobre os mais variados tipos de lâmpadas.
A título de ilustração é apresentada a seguir a equivalência entre lâmpadas incandescentes e fluorescentes
compactas. Como pode ser observado, as lâmpadas fluorescentes compactas apresentam grande vantagem sobre
as lâmpadas incandescentes comuns. Contudo é aconselhável fazer as contas para saber se a economia que a
lâmpada irá proporcionar é compatível com a diferença
do custo inicial de aquisição.
Incandescente
comum
40 W
60 W
75 W
100 W
Fluorescente
compacta
9W
11 a 15 W
18 a 20 W
23 W
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
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Com relação a alguns exemplos que constam neste manual, onde serão analisadas as possibilidades de substituições de lâmpadas com o objetivo de reduzir o consumo de energia elétrica, convém esclarecer que foi utilizado um "método de cálculo simplificado", baseado
apenas no fluxo luminoso emitido pela lâmpada.
Para cálculos mais precisos deverão ser considerados
outros fatores, como: estado de limpeza ou de conservação do ambiente, dimensões do local, tipo de atividade exercida no local, a altura e eficiência das
luminárias, perdas dos reatores, cor das paredes, tetos,
pisos, etc.
Como o objetivo deste manual é de caráter informativo,
isto é, fornecer dicas de conservação e utilização
racional de energia, maiores detalhes técnicos não será
apresentados.
3.4.1 Equipamentos de Controle
Minuterias
Se o prédio não possuir interruptores temporizados nas
lâmpadas dos corredores dos andares e garagens, podese instalar um dispositivo elétrico chamado "minuteria",
o qual permite manter acesas temporariamente as lâmpadas desses locais, utilizando-se assim a iluminação de
18
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
maneira racional, além de proporcionar uma grande
redução no consumo de energia elétrica.
Existem dois tipos de minuteria: a eletrônica e a eletromagnética. Ambas permitem a instalação dos sistemas
coletivo ou individual.
•
Sistema Coletivo
Este sistema permite ligar as lâmpadas de alguns ou de
todos os andares ao mesmo tempo, ao se tocar em algum
dos botões de comando da minuteria instalados nos
andares.
O número de lâmpadas a serem controladas depende da
capacidade da minuteria de cada fabricante e é função
da soma das potências das lâmpadas instaladas.
Exemplo: Uma minuteria de capacidade de 10 ampéres
(unidade de corrente) para ser utilizada em uma tensão
de 127 volts pode controlar no máximo (sem sobrecarga)
uma potência total de 1.270 Watts (10 ampéres x 127
volts), o que corresponde a aproximadamente 12 lâmpadas incandescentes de 100 Watts ou 21 lâmpadas de 60
Watts ou 31 lâmpadas de 40 Watts.
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
19
•
Sistema Individual
Este sistema, ao contrário do coletivo, permite ligar
individualmente a iluminação (lâmpadas) de cada andar
ao se acionar o botão de comando.
As considerações sobre a capacidade da minuteria apresentadas acima também se aplicam a este tipo de minuteria.
Sensores de Presença
São equipamentos que, como o próprio nome já diz,
acionam a iluminação ao detectar a presença de alguém
ou alguma coisa em movimento.
Existem no
disponíveis:
mercado
três
tipos
de
tecnologias
•
Infravermelho: é sensível a fontes de calor (copo
humano).
•
Ultra-som: emite ondas de ultra-som que são
rebatidas de volta ao receptor do sensor que aciona a
iluminação.
•
Dual: é a combinação das duas tecnologias anteriores em um só equipamento.
20
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
De um modo geral pode-se afirmar que os sensores de
presença tendem a ser mais econômicos que as minuterias. Contudo é sempre aconselhável realizar cálculos
para verificar se a economia obtida pela escolha desta
ou daquela tecnologia, é compatível com o custo de
aquisição e manutenção durante a vida útil.
Um ponto importante a ser considerado quando se opta
pela instalação desses tipos de sistemas de controle é
que não é aconselhável usá-los para acionar lâmpadas
fluorescentes tubulares ou compactas, em face à drástica redução da vida útil das lâmpadas quando submetidas
a um regime intenso de acendimentos e desligamentos,
como o que ocorre em halls de condomínios residenciais,
por exemplo.
A seguir apresentamos alguns exemplos práticos de estimativa de economia de energia com a adoção de minuterias.
3.4.2 Alternativas de economia de energia elétrica na
iluminação de halls e corredores.
Sistema Existente
Um prédio de 10 andares com 2 lâmpadas incandescentes de 60 Watts por andar, funcionando 12 horas por
dia no período noturno (das 18h00 às 06h00 horas).
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
21
O consumo de energia elétrica pode ser calculado da
seguinte maneira:
Consumo Mensal =
Consumo Mensal =
n º de lâmpadas ⋅ potência da lâmpada ⋅ horas de uso por dia ⋅ 30dias
1.000 W kW
20lâmpadas ⋅ 60 W
lâmpada
1.000 W kW
⋅ 12 h ⋅ 30dias
d
Consumo Mensal = 432kWh
Alternativa 1 - Instalação de Minuteria Coletiva
Normalmente, após as 22 horas, quando o movimento do
prédio decresce, não se justifica manter-se lâmpadas
acesas.
O mais racional é mantê-las acesas somente no momento em que as pessoas chegam ou saem do prédio, apagando-se automaticamente pouco depois.
No exemplo em estudo, verificou-se que as lâmpadas
ficam permanentemente ligadas durante 12 horas (período das 18h00 às 06h00 horas), consumindo energia elétrica durante toda a madrugada.
22
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
Considerando-se a instalação de minuteria coletiva
pode-se estimar que as lâmpadas fiquem acesas por 3
horas no período das 18h00 às 24h00 e por 1 hora no
período das 00h00 às 06h00 horas, totalizando 4 horas de
iluminação plena. O consumo de energia elétrica será:
Consumo Mensal =
20lâmpadas ⋅ 60 W
lâmpada
1.000 W kW
⋅ 4 h ⋅ 30dias
d
Consumo Mensal = 144kWh
Em relação ao sistema existente esta alternativa possibilita uma redução de 288 kWh por mês ou uma economia de energia elétrica da ordem de 67%.
Alternativa 2 - Instalação de Minuteria Individual
Este sistema é mais econômico que o coletivo, pois permite ligar a iluminação de um andar somente.
Assim, evita-se a iluminação de outros andares desnecessariamente, possibilitando maior redução do consumo
de energia elétrica.
Voltando ao exemplo, considerando-se que cada andar
acione 40 vezes a minuteria no período das 18h00 às
24h00 horas e 20 vezes no período das 00h00 às 06h00
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
23
horas, totaliza-se 60 acionamentos por andar. Se a minuteria estiver ajustada para um tempo de 2 minutos (ciclo
liga/desliga), as lâmpadas de cada andar ficarão acesas
por 120 minutos (60 solicitações x 2 min/solici-tação) ou
2 horas.
O consumo de energia elétrica será:
Consumo Mensal =
20lâmpadas ⋅ 60 W
lâmpada
1.000 W kW
⋅ 2 h ⋅ 30dias
d
Consumo Mensal = 72kWh
Portanto, em relação ao sistema existente esta alternativa possibilita uma redução de 360 kWh por mês ou uma
economia de energia elétrica da ordem de 83%.
Alternativa 3 - Substituição das lâmpadas incandescentes
por lâmpadas fluorescentes tubulares.
As lâmpadas fluorescentes, ao contrário das lâmpadas
incandescentes, não podem ser ligadas diretamente à
instalação elétrica, em virtude de necessitarem de dispositivos auxiliares, isto é: reator com starter (ligação
convencional) ou somente reator de partida rápida.
Para efeito de cálculo do consumo de energia elétrica na
iluminação, a perda do reator deve ser considerada e
24
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
adicionada à potência da lâmpada.
Existem dois tipos de reatores: os eletromagnéticos e os
eletrônicos. Os reatores eletrônicos apresentam grande
vantagem sobre os eletromagnéticos, por apresentarem
menores perdas e contribuírem para o aumento do fluxo
luminoso emitido pelas lâmpadas.
A tabela a seguir apresenta as potências das lâmpadas
fluorescentes mais comuns com as respectivas perdas
médias dos reatores eletromagnéticos.
Perdas em reatores eletromagnéticos (W)
Tipo de
reator
Simples
Duplo
Lâmpadas
[qtd x Watts]
1 x 20
1 x 32
1 x 40
2 x 20
2 x 32
2 x 40
Convencional
4
n/d
8
n/d
n/d
10
Partida
rápida
12
7
10
19
9
12
Voltando ao exemplo em estudo e observando a tabela
de características de lâmpadas, verifica-se que cada
lâmpada incandescente de 60 Watts pode ser substituída
por uma lâmpada fluorescente de 20 Watts obtendo-se,
ainda, um nível de iluminamento mais elevado.
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
25
Supondo que as lâmpadas incandescentes de 60 Watts
estão instaladas em separado, necessita-se de 1 reator
por lâmpada. Optou-se pelo reator simples tipo convencional com starter.
Nestas condições, a potência a ser instalada na iluminação por andar será:
•
2 lâmpadas x 20 Watts + 2 reatores x perda do
reator
•
2 lâmpadas x 20 Watts + 2 reatores x 4 Watts = 48
Watts / andar
Para 10 andares teremos:
•
10 andares x 48 Watts / andar = 480 Watts
O consumo de energia elétrica, considerando as mesmas
condições da situação atual será:
Consumo Mensal =
n º de lâmpadas ⋅ potência por lâmpada ⋅ horas de uso por dia ⋅ 30dias
1.000 W
kW
Consumo Mensal =
480W ⋅ 12 h ⋅ 30dias
d
1.000W
kW
Consumo Mensal = 172.8kWh
26
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
Em relação ao sistema existente a substituição das lâmpadas representa uma economia mensal de energia
elétrica de 259.2 kWh ou 60%.
2.1.3. Alternativas de economia de energia elétrica na
iluminação de garagens
1ºcaso - Sistema Existente
Uma garagem subterrânea com 20 vagas e iluminada por
meio de 15 lâmpadas incandescentes de 60 Watts, funcionando 12 horas por dia (período noturno, das 18h00 às
06h00).
O consumo mensal de energia elétrica pode ser calculado da seguinte maneira:
Consumo Mensal =
Consumo Mensal =
n º de lâmpadas ⋅ potência por lâmpada ⋅ horas de uso por dia ⋅ 30dias
1.000 W kW
15lâmpadas ⋅ 60 W
lâmpada
1.000 W
kW
⋅ 12 h ⋅ 30dias
d
Consumo Mensal = 324kWh
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
27
Alternativa 1-. Instalação de Sensor de Presença
Tendo em vista que a movimentação de entrada e saída
de carros não é constante durante todo o período
noturno, principalmente na madrugada, não se justifica
ficarem as lâmpadas permanentemente acesas.
O mais correto é possuir um controle do ciclo de operação das lâmpadas e isto pode ser conseguido através
da instalação de sensor de presença.
No exemplo em estudo, considerando-se que 20 vagas
correspondem a 20 carros que colocarão em funcionamento o sensor de presença por 4 (quatro) vezes ao dia
(2 entradas e 2 saídas), isto corresponderá a 80 solicitações (20 carros x 4 solicitações/carro) da iluminação
plena da garagem.
Se o sensor de presença for ajustado por um período de
tempo de 3 minutos (ciclo liga / desliga) as lâmpadas se
manterão acesas por 240 minutos (80 solicitações x 3
minutos / solicitação) ou 4 h.
Nessas condições, o consumo de energia será:
Consumo Mensal =
15lâmpadas ⋅ 60 W
lâmpada
1.000 W kW
⋅ 4 h ⋅ 30dias
d
Consumo Mensal = 108kWh
28
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
Portanto, a economia mensal de energia elétrica em
relação ao sistema atual passa a ser de 216 kWh ou uma
economia da ordem de 67%.
Alternativa 2 - Substituição das lâmpadas incandescentes
por lâmpadas fluorescentes
Principalmente em garagens a substituição lâmpadas
incandescentes por lâmpadas fluorescentes é uma das
melhores alternativas, face à sua alta eficiência luminosa. Por isto menos lâmpadas se tornam necessárias
para obter o mesmo nível de iluminamento existente.
Propiciam ainda, uma redução da potência instalada no
local e do consumo de energia elétrica.
É claro que essa opção poderá acarretar em uma nova
disposição para a instalação de luminárias e lâmpadas,
de tal forma que haja uma distribuição uniforme da luz.
No exemplo, a garagem é iluminada através de 15 lâmpadas incandescentes de 60 Watts e como cada uma
destas lâmpadas fornece 820 lúmens (vide tabela de características das lâmpadas), tem-se, no total, um fluxo
luminoso emitido por todas as lâmpadas de 12.960
lúmens (15 lâmpadas x 864 lúmens / lâmpada).
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
29
Para determinar a quantidade de lâmpadas fluorescentes
necessárias para obter o mesmo nível de iluminamento,
basta dividir o fluxo luminoso total pelo fluxo luminoso
da lâmpada escolhida.
Neste caso:
Fluxo luminoso total das lâmpadas atuais = 12.960
lúmens.
Lâmpadas fluorescentes em estudo:
20 Watts: Fluxo Luminoso = 1.100
32 Watts: Fluxo Luminoso = 2.350
Portanto,
Lâmpadas de16watts =
Lâmpadas de 32watts =
12.960lúmens
1.100 lúmens lâmpada
12.960lúmens
2.350 lúmens lâmpada
= 12lâmpadas
= 6lâmpadas
Conclusão: Para substituir 15 lâmpadas incandescentes
de 60 Watts bastam 12 lâmpadas fluorescentes de 20
Watts ou 6 lâmpadas fluorescentes de 32 Watts, mantendo-se, praticamente, o nível de iluminamento.
30
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
Agora, considerando-se a utilização de reator de partida
rápida cuja potência média de perda é de 12 Watts para
utilização em lâmpada fluorescente de 20 Watts e de 7
Watts para lâmpada fluorescente de 32 Watts, o novo
consumo de energia elétrica com a substituição, considerando-se as mesmas condições do sistema atual em
estudo, será:
-Para lâmpadas fluorescentes de 20 Watts
Consumo Mensal =
n º lâmpadas ⋅ (potência da lâmpada + perda do reator )⋅ Horas de uso por dia ⋅ 30dias
1.000 W kWh
Consumo Mensal =
12 ⋅ (20W + 12W )⋅ 12 h ⋅ 30dias
d
1.000W
kW
Consumo Mensal = 138kWh
-Para lâmpadas Fluorescentes de 32 Watts
Consumo Mensal =
6 ⋅ (320W + 7W )⋅ 12 h ⋅ 30dias
d
1.000W
kW
Consumo Mensal = 84.24kWh
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
31
Em relação ao sistema existente, que apresenta um consumo de 324 kWh/mês, a utilização de lâmpadas fluorescentes de 20 Watts em substituição às lâmpadas
incandescentes de 60 Watts implicará numa redução de
186 kWh/mês ou numa economia de 57%.
Por outro lado, a utilização de lâmpadas fluorescentes
de 32 Watts implicará numa redução de 239.8 kWh/mês
ou numa economia da ordem de 74%.
Pode ocorrer que o iluminamento obtido por somente 6
lâmpadas não seja uniforme o suficiente e tenha se que
optar pela utilização de 12 lâmpadas de 20 Watts em vez
de 6 lâmpadas de 32 Watts, em detrimento da maior
economia. Sugere-se que um especialista seja consultado para calcular a distribuição da iluminação neste caso.
2º Caso - Sistema Existente
Uma garagem subterrânea com 20 luminárias, cada uma
com uma lâmpada fluorescente de 40 Watts, alimentadas
através de reatores simples cuja potência média de
perda de cada um é de 8 Watts. As lâmpadas ficam ligadas 24 horas por dia comandadas por meio de quatro
disjuntores que acendem ou apagam grupos de lâmpadas. O fator segurança é importante e não é conveniente ter a garagem totalmente apagada.
32
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
O consumo mensal de energia elétrica para essa situação é:
Consumo Mensal =
n º lâmpadas ⋅ (potência da lâmpada + perda reator )⋅ Horas de uso por dia ⋅ 30
1.000 W kW
Consumo Mensal =
20 ⋅ (40W + 8W )⋅ 24 h ⋅ 30dias
d
1.000W
kW
Consumo Mensal = 691.2kWh
Alternativa 1-. Instalação de sensor de presença
Considerando-se que o fator segurança é importante e
não é conveniente que a garagem fique totalmente apagada, o sensor de presença poderá ser utilizado para
controlar uma parte da iluminação.
Voltando ao exemplo, colocando 12 lâmpadas acopladas
ao sensor de tal maneira que, no total de acionamentos,
estas mesmas lâmpadas fiquem ligadas 6 horas por dia e
que as outras 8 lâmpadas fiquem permanentemente ligadas durante 24 horas por dia, o consumo de energia
elétrica nessas condições será:
Consumo Mensal =
12 ⋅ (40W + 8W )⋅ 6 h ⋅ 30dias 8 ⋅ (40W + 8W )⋅ 24 h ⋅ 30dias
d
d
+
1.000W
1.000W
kW
kW
Consumo Mensal = 380.2kWh
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
33
Em relação ao sistema existente, esta alternativa possibilita uma economia de energia elétrica da ordem de
55%. No entanto, como já enfatizado, o uso de sensor de
presença e minuteria pode prejudicar sensivelmente a
vida útil das lâmpadas fluorescentes. Portanto, deve-se
procurar verificar com cuidado o regime de funcionamento de iluminação nas garagens antes de se decidir
pela aplicação dessas tecnologias.
Alternativa 2 - Lâmpadas com funcionamento alternado
Esta alternativa permite duas opções: a primeira opção
seria refazer o sistema de distribuição para permitir o
controle individual das lâmpadas e a segunda opção (a
mais viável) seria a instalação de interruptores tipo pêra
pendurados nas próprias luminárias.
Neste exemplo, considerando-se 8 luminárias ligadas
alternadamente durante 16 horas por dia e nas 8 horas
complementares, de maior movimento, com a iluminação plena, o consumo de energia elétrica será:
Consumo Mensal =
8 ⋅ (40W + 8W )⋅ 16 h ⋅ 30dias 20 ⋅ (40W + 8W )⋅ 8 h ⋅ 30dias
d
d
+
1.000W
1.000W
kW
kW
Consumo Mensal = 414.7kWh
34
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
Em relação ao sistema existente, esta alternativa possibilita uma redução de 277 kWh/mês ou uma economia de
40%.
3.4.3 2.1.4. Identificação dos problemas com as lâmpadas
A seguir são apresentados inconvenientes mais comuns
das lâmpadas incandescentes, fluorescentes, vapor de
mercúrio e vapor de sódio alta pressão, as possíveis
causas e as recomendações para os devidos consertos.
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
35
36
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
3.5
Elevadores
Este tópico aborda as possibilidades de economia de
energia elétrica em elevadores e como utilizá-lo de
maneira segura e racional.
Elevadores consomem tipicamente um terço da eletricidade, havendo modelos muito mais eficientes que outros. As unidades antigas eram acionadas por motores de
corrente contínua, acionados por geradores, acionados
por motores de corrente alternada, ou seja, três
máquinas em série. Hoje, dispositivos eletrônicos controlam motores de indução.
Para economizar energia elétrica e evitar um maior
acionamento dos elevadores, maior desgaste dos equipamentos, as recomendações são as seguintes:
•
Havendo dois elevadores no mesmo hall (um social
e um de serviço) deve-se chamar apenas um.
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
37
•
Conversar com os pais para orientarem as crianças
no sentido de não apertar todos os botões do painel, e
não fazer do elevador um veículo de recreação. Existem
sistemas que impedem chamadas múltiplas, consulte o
fabricante.
•
Não sobrecarregar o elevador, respeitando o
número máximo de passageiros indicado na cabina.
•
Havendo dois elevadores sociais no mesmo hall,
verificar a possibilidade para que eles trabalhem alternadamente, ou seja, um atendendo os andares pares e
outro atendendo os ímpares.
38
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
•
Para subir um andar ou descer dois, utilizar as
escadas. Um pouco de exercício é saudável e não faz mal
a ninguém.
•
Evitar prender a porta do elevador, mesmo que
seja só por um minuto, pois isto irá provocar a irritação
das outras pessoas que aguardam atendimento, o que
pode levá-las a forçar portas e botões.
•
Habituar-se a apertar o botão de chamada uma
única vez. A insistência e a força não farão o elevador
chegar mais rápido e poderão danificar o botão.
•
Se o elevador passar pelo seu andar é porque ele
irá atender outro mais acima. Tenha calma e aguarde a
sua vez.
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
39
•
Os elevadores residenciais são geralmente programados para atender as chamadas na descida.
•
Deve-se esperar a porta da cabina abrir totalmente para depois abrir a porta do pavimento. Evitar
também se apoiar nas portas durante a viagem.
•
Se faltar energia elétrica, manter a calma e não
tentar sair do elevador sozinho. Aguardar o retorno da
energia elétrica, a intervenção da assistência técnica ou
pedir ajuda ao Corpo de Bombeiros. Só assim a operação
será inteiramente segura.
•
Estudar a possibilidade de desligar diariamente e
de maneira alternada um dos elevadores no horário de
menor movimento e menor utilização.
40
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
Para tanto, recomenda-se esclarecer os condôminos
sobre os benefícios e objetivos a serem atingidos, bem
como a importância da cooperação e compreensão de
todos.
NOTA: Procurar estar sempre informado através de
comunicados em jornais e concessionárias sobre as
"interrupções programadas" de energia elétrica. Essas
interrupções acontecem geralmente nos fins de semana
para a realização de algum trabalho na rede de energia
elétrica. O horário e a duração são pré-determinados.
Recomendamos que todos os condôminos sejam alertados, quer por avisos escritos ou verbais.
Uma maneira de se evitar que as pessoas fiquem presas
dentro do elevador no horário da "interrupção programada" é chamar todos os elevadores para o andar térreo
cinco minutos antes da interrupção, prender as portas e
desliga-los até o retorno da energia elétrica.
3.6
Consumo de água
Os desperdícios de água bem como a falta de reparos nos
vazamentos existentes são responsáveis por uma parcela
significativa do consumo de água, além de um maior consumo de energia elétrica para o conjunto moto-bomba.
Isto, sem dúvida, acarreta uma maior despesa com a
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
41
conta de água e de energia elétrica do condomínio.
Desperdiçar água significa também, desperdiçar mais
energia nas estações de tratamento e bombeamento de
água do Estado.
A seguir serão apresentadas algumas recomendações
para a utilização racional de água e como detectar vazamentos.
•
Inspecionar periodicamente o sistema de suprimento de água e reparar todos os vazamentos.
•
Instruir o encarregado do jardim para regar
somente o necessário. Tanto o excesso como a falta de
água são prejudiciais à vida das plantas.
•
Instruir os faxineiros para que não desperdicem
água na hora da lavagem dos locais do prédio, isto é ,
evitar que a mangueira fique com água corrente durante
todo o tempo de lavagem.
Instruções específicas aos condôminos:
•
Orientação para que fechem bem as torneiras, os
registros de chuveiros e bidês para evitar que fiquem
pingando continuamente.
•
Avisar ao zelador sobre vazamentos em torneiras, chuveiros, bidês e vasos sanitários caso não se saiba consertar.
42
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
•
Regular a válvula de descarga dos vasos sanitários
e acioná-la o mínimo indispensável.
•
Reduzir o tempo de banho ao mínimo necessário.
•
Evitar escovar os dentes e fazer a barba com a
torneira aberta, pois é mero desperdício.
•
Procurar utilizar os eletrodomésticos que precisam de água, tais como, máquinas de lavar roupa e
louça em suas capacidades máximas, conforme recomendam os fabricantes.
•
Se o apartamento possui aquecedor central de
água, ter o máximo de cuidado com os vazamentos, pois,
neste caso, além do desperdício de água, há o desperdício da energia elétrica ou do gás necessários para aquecê-la.
3.6.1 Identificação de vazamentos
Os vazamentos visíveis são de fácil identificação e ocorrem com maior freqüência no extravasor (ladrão) da
caixa d'água em conseqüência do mau funcionamento da
bóia, nos registros de torneiras, nos chuveiros e nos
bidês.
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
43
Entretanto, os vazamentos não visíveis podem ser de
difícil identificação e ocorrem nos reservatórios inferiores e vasos sanitários.
A seguir são apresentados dois testes práticos para a
identificação de vazamentos não visíveis.
Teste em reservatório no subsolo
A ordem de execução é a seguinte:
a) Abrir o registro do cavalete, girando o volante ou a asa
do registro no sentido anti-horário.
b) Fechar o registro de limpeza e saída do reservatório,
girando o volante do registro no sentido horário.
c) Fechar a bóia, amarrando-a com um barbante e não
permitindo a entrada de água.
d) Desligar a bomba de recalque, não permitindo a saída
de água para o reservatório superior.
e) Marcar o nível de água do reservatório, introduzindo
um pedaço de madeira até o fundo do reservatório, retirando-o em seguida e marcando o nível de água com giz
ou caneta.
44
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
f) Aguardar pelo menos duas horas, dependendo do
tamanho do reservatório.
g) Tornar a marcar o nível, repetindo o item e).
Caso o nível tenha baixado, há vazamento no reservatório. As causas prováveis para vazamentos podem ser
o registro de limpeza ou de saída com defeito, ou uma
ou mais trincas no reservatório.
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
45
Teste em vaso sanitário
Apesar de existirem outros métodos para a verificação
de vazamentos, aqui será explicado o mais prático e válido para qualquer tipo de vaso sanitário.
A ordem de execução do teste é a seguinte:
a) Acionar a descarga
b) Marcar o nível d'água dentro do vaso sanitário, riscando a parede interna do mesmo com o auxílio de um giz,
bem próximo ao nível d'água.
c) Retirar um pouco d'água de dentro do vaso sanitário
com auxílio de um copo plástico (retirar 3 a 4 copos).
46
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
d) Não acionar a descarga
e) Aguardar 15 minutos.
f) Verificar o vaso sanitário, observando se o nível d'água
subiu até a marca do giz.
Caso a água tenha voltado ao nível marcado, há vazamentos.
As prováveis causas de vazamentos são: defeito na válvula de descarga, ou, se houver, na caixa de descarga.
Perdas por vazamentos de água nas torneiras
Torneiras mal fechadas ou com vazamentos causam
grandes perdas de água, muitas vezes subestimadas ou
ignoradas.
A tabela a seguir apresenta a quantidade de água des-
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
47
perdiçada devido a vazamentos e torneiras com defeitos
ou mau fechadas.
48
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
3.6.2 Reflexos dos vazamentos no consumo de água e
energia elétrica
Seja um prédio residencial de 10 andares, com 4 apartamentos por andar, o qual apresenta, em condições normais, isto é, sem existência de vazamentos, um consumo
mensal em torno de 1.800.000 litros (1.800m3). O motor
da bomba de recalque possui uma potência de 5hp e permite vazão máxima de 12.000 litros/hora (12 m3/ hora).
Deseja-se saber qual o consumo mensal de energia
elétrica em condições normais (sem vazamentos) e qual
será o acréscimo no consumo mensal de energia elétrica
com a presença de vazamento nas instalações hidráulicas.
Situações:
Condições normais, sem vazamento.
Inicialmente deve-se saber o número de horas que o
motor da bomba trabalha mensalmente e, para isso,
basta dividir o consumo mensal de água do prédio pela
máxima vazão da bomba de recalque.
Tem-se então:
Tempo de operação da bomba =
1.800 m
3
3
mês = 150 h
12 m hora
mês
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
49
Antes de calcular o consumo de energia elétrica deve-se
transformar a potência (hp) do motor em Watts. Como
1hp equivale a aproximadamente 746 Watts, 5hp equivalerão 3.730 Watts.
O consumo mensal de energia elétrica será:
Consumo =
Consumo =
Potência do motor ⋅ Tempo de operação mensal
1.000 W kW
3.730W ⋅ 150 h
mês
W
1.000 kW
Consumo = 560 kWh
mês
Condições anormais, existência de vazamentos.
Se, por falta de reparos, o prédio começar a apresentar
uma torneira com goteira e três vasos sanitários com
vazamento de abertura de 1 milímetro, o desperdício de
água e de energia elétrica será:
•
50
Desperdício de água
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
Pela tabela de vazamento de água, pode-se observar que
uma torneira gotejando representa um consumo mensal
de 1.380 litros e que um vazamento de abertura de 1
milímetro representa um consumo mensal 62.040 litros.
Portanto, o desperdício de água mensal será:
1 torneira x 1.380 litros / mês = 1.380 litros / mês
3 vasos sanitários x 62.040 litros / mês = 186.120
litros/mês
Total = 187.500 litros / mês
•
Desperdício de energia elétrica
Para um desperdício mensal de 187.500 litros (187,5 m³)
e considerando que a vazão da bomba é de 12.000 litros
/ hora (12m³/h) o acréscimo de operação do motor da
bomba será:
Acréscimo no tempo de operação da bomba =
187,5 m 3 mês
= 16 h
3
mês
12 m h
Portanto, o acréscimo de energia elétrica será:
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
51
Acréscimo no consumo de energia elétrica =
3.730W ⋅ 16 h
mês = 60 kWh
mês
1.000 W kW
Conclusão: Para esta situação em estudo, a falta de
reparo nos vazamentos citados ocasionou um acréscimo
de água de 187,5 m3/mês e um acréscimo de energia
elétrica de 60 kWh/mês, ou seja, um acréscimo no consumo de água e de energia elétrica da ordem de 10%.
2.4. Aquecimento central de água
Para economizar gás ou energia elétrica em aquecimento de água, as recomendações são as seguintes:
•
Verificar o estado do isolamento térmico do aquecedor e da canalização que conduz a água quente. Um
bom isolamento diminui as perdas de calor e, portanto,
reduz o consumo de energia.
•
Inspecionar os controles de água quente para verificar se estes estão funcionando adequadamente. Se
não estiverem, repará-los ou substituí-los.
•
Regular periodicamente os queimadores ou
maçarico do aquecedor de gás.
52
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
•
No verão, estudar a possibilidade de reduzir a
temperatura de água do aquecedor, até um nível adequado para o conforto pessoal.
Tendo em vista que um grande desperdício de energia é
devido aos desperdícios de água quente nos apartamentos, mais algumas recomendações em complementações
àquelas que são específicas aos condôminos são apresentadas.
•
Evitar lavar a área de serviço, cozinha e banheiro
com água quente, pois é mero desperdício.
•
Evitar desperdiçar água quente na cozinha com a
lavagem da louça, e nos lavatórios.
Coletores Solares
O aquecimento solar pode ser uma boa solução para a
economia de energia em sistemas centrais de aquecimento.
Os equipamentos hoje disponíveis no mercado apresentam tecnologia testada pelo PBE - Programa brasileiro de
etiquetagem do INMETRO / PROCEL.
Procurar verificar a possibilidade de usar este tipo de
equipamento: consultar os fabricantes e também os condomínios que já contam com esse tipo de sistema instalado.
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
53
4
Serviços adicionais
4.1
Saunas
As saunas apresentam resistências com potências elevadas de modo que possam manter seus ambientes à
temperatura desejada.
Recomenda-se que as saunas sejam ligadas para serem
usadas e desligadas ao término de seu uso pelos
condôminos.
Para que isto realmente ocorra, a guarda da chave da
sauna pelo zelador ou porteiro tem-se mostrado eficaz,
pois os condôminos terão que solicitá-la e devolvê-la
após o uso da sauna. O encarregado pela chave poderá
verificar se a sauna realmente foi desligada após o uso
quando a chave for devolvida.
Procurar otimizar os horários de funcionamento para evitar sucessivos aquecimentos e desaquecimentos.
Verificar regularmente a isolação térmica da sala.
4.2
Cabelereiros
O maior consumo é dado pelo ar condicionado. Seguem
secadores de pedestal e vaporizadores, por último aparelhos menores como secadores manuais.
54
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
Recomenda-se a instalação de um medidor separado
para o cabelereiro, de modo que ele participe do rateio
de acordo com o seu consumo mensal real.
Deve-se tentar realizar a leitura deste medidor nos mesmos dias em que a concessionária faz a leitura do medidor do prédio, mantendo-se a proporcionalidade no
rateio.
4.3
Restaurante
As maiores cargas são de refrigeração (congeladores,
geladeiras) e aquecimento (banho-maria).
Recomenda a instalação de um medidor específico, conforme comentado no item anterior.
4.4
Lavanderia
Contém lavadoras e secadoras. Uma lavadora consome
de 45 a 106 kWh/mês e uma secadora de 106 a 308
kWh/mês.
Recomenda a instalação de um medidor específico, conforme comentado no item 4.2.
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
55
5
5.1
Regras de segurança para evitar acidentes
No uso da eletricidade
A instalação elétrica de um condomínio residencial é de
fundamental importância para os moradores. Ela deve
proporcionar conforto e segurança e isto está diretamente relacionado à qualidade da instalação, da forma
como é utilizada e da maneira como é conservada.
Basicamente, num edifício de apartamentos, a instalação elétrica começa no quadro ou caixa de entrada,
geralmente localizada no andar térreo, onde estão instalados medidores de energia e as respectivas proteções
de todos os apartamentos e da parte comum ao condomínio.
A concessionária de energia elétrica é responsável pela
manutenção e fornecimento da eletricidade até o medidor de energia. A partir daí, a responsabilidade pela
instalação elétrica é dos consumidores.
Tendo em vista que uma boa instalação elétrica é muito
importante e quando mal feita pode acabar gerando
despesas futuras para o condomínio e até provocar acidentes, a seguir serão apresentadas algumas recomendações e cuidados que se deve ter com ela.
56
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
Fiação
O correto dimensionamento da instalação elétrica é fundamental para manter a segurança e permitir o bom
desempenho dos equipamentos elétricos.
Uma fiação subdimensionada para as respectivas cargas
elétricas (lâmpadas e equipamentos) provoca super
aquecimento, desperdícios de energia elétrica, além de
risco de incêndios.
A seguir são apresentadas algumas informações para
manutenção das instalações elétricas:
•
Sempre que ocorrerem acréscimos de novos
equipamentos elétricos no condomínio, recomenda-se
que seja consultado um técnico habilitado para verificar
se os circuitos e as suas respectivas proteções suportarão
as novas cargas elétricas.
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
57
Se forem encontrados fios desencapados, velhos ou
defeituosos, trocá-los sem demora.
O desequilíbrio de fase pode causar defeitos como:
queima de fusíveis, aquecimento de fios, ou mau funcionamento dos equipamentos.
Corrija o desequilíbrio transferindo alguns aparelhos da
fase mais carregada para a menos carregada.
58
São Paulo - 2005
Emendas de fios devem ser bem feitas para evitar que eles se
aqueçam ou se soltem, provocando acidentes. Após fazer as
emendas, isole-as com fita isolante própria para fios. Não usar
fitas adesivas, esparadrapos ou outros materiais. Existem diversos tipos de emendas que são empregadas de acordo com o local
onde elas serão realizadas.
Observação: não deve haver emendas de fios dentro dos
conduítes.
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
59
•
Não efetuar emendas com fios de seções (bitolas)
diferentes.
•
Evitar instalar fios ou condutores de segunda categoria que dizem ser similares aos produtos de qualidade, pois estes prejudicam a passagem de corrente
elétrica, superaquecem e provocam o envelhecimento
acelerado da isolação (ressecamento e trinca). Isto pode
dar origem a fugas de correntes, choques elétricos, curtos e incêndios.
•
Desligar sempre a chave geral quando for realizado qualquer reparo na instalação.
60
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
Proteção
Os fusíveis e disjuntores são dispositivos de proteção
contra sobrecorrentes provocadas por sobrecarga ou
curto circuito na instalação elétrica.
Portanto, quando um fusível derreter ou um disjuntor
desarmar, deve-se desligar imediatamente a chave e
procurar saber o que houve (curto-circuito, etc). Trocar
sempre o fusível danificado por outro novo, de igual corrente e tipo.
Não instalar interruptor, fusível ou qualquer outro dispositivo no fio neutro. A sua interrupção poderá provocar
danos nos equipamentos e queimar lâmpadas.
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
61
"Fugas" ou "vazamentos" de corrente
Uma causa muito comum do aumento da conta de luz é
a "fuga" de corrente. Como nos vazamentos de água
(canos furados, goteiras), a "fuga" de corrente é também
registrada no medidor, e acaba-se pagando uma energia
que não foi utilizada.
A principais causas da "fuga" de corrente são: emendas
de fios mal feitas ou mal isoladas, fios desencapados,
mal dimensionados ou com isolação desgastada pelo
tempo. Pode ser provocada, ainda, por aparelhos
defeituosos.
Se desejar saber se o condomínio apresenta "fugas" de
corrente e não souber como fazê-lo, procure o auxílio de
um eletricista habilitado.
62
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
5.2
No uso de gás
Na utilização de equipamentos a gás (GLP ou canalizado)
é muito importante que se observe algumas regras básicas de segurança.
Vazamentos de gás, principalmente no interior de
apartamentos, podem provocar grandes explosões, colocando em risco todo o edifício na ocorrência de incêndio.
Assim sendo, os condôminos devem ser alertados e orientados para o uso correto desse combustível.
Entre as diversas medidas de segurança, constantemente
divulgadas, destacamos as seguintes providências a
serem tomadas ao se sentir cheiro de gás:
•
Não acender as luzes e nem riscar fósforo;
•
Ventilar o ambiente com a abertura de portas e
janelas;
•
dos;
Verificar se os registros dos aparelhos estão fecha-
•
Verificar se o cheiro existe somente no interior do
apartamento ou se vem do exterior;
•
Não desaparecendo o cheiro ou o vazamento persistir, procurar a distribuidora de gás da região.
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
63
Quando se tratar de gás de botijão, chamar a assistência
técnica da distribuidora que comumente efetua as entregas.
Além disso, é conveniente recomendar aos condôminos
que, antes de se deitarem ou se ausentarem dos apartamentos, fechem os registros dos aparelhos, bem como
providenciem sua revisão preferencialmente uma vez
por ano.
5.3
Recomendações gerais
•
Procurar sempre solucionar as dúvidas sobre
acréscimo de equipamentos elétricos, instalações elétricas, etc, junto às concessionárias.
•
Procurar, periodicamente, efetuar um exame
completo - um "check-up" - na instalação, examinando o
estado de conservação e limpeza de todos os componentes (chaves, terminais de ligação de motores, lâmpadas etc.), o funcionamento dos circuitos e trocar
peças defeituosas ou em más condições.
64
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
Como a vida útil da instalação elétrica não é eterna, os
cuidados deverão ser maiores em prédios mais antigos.
O mais importante, porém, é utilizar os melhores materiais e sempre entregar o serviço a um eletricista capacitado e habilitado.
•
Os condôminos devem ser alertados sobre os
acréscimos de carga nos apartamentos, principalmente
quanto às redes elétricas internas, que freqüentemente
se encontram subdimensionadas devido à crescente
instalação de novos eletrodomésticos (fornos de
microondas, freezers, secadoras, máquinas de lavar
louça etc.), não previstos na época da construção do
edifício.
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
65
As conseqüências desses acréscimos de carga não previstos são o aquecimento excessivo dos condutores, maior
consumo de energia elétrica, resultando quase sempre
na ocorrência de curtos-circuitos e incêndios.
•
Recarregar anualmente os extintores de incêndios
é uma boa regra de segurança.
Para combater incêndios em equipamentos elétricos
energizados (motores, aparelhos de ar condicionado,
televisores, eletrodomésticos em geral) é indicada a utilização de extintores tipo "CO2" (gás carbônico) ou "pó
químico".
Para combater incêndios em líquidos inflamáveis, óleos,
graxas, vernizes e gases é indicada a utilização de extintores tipo "pó químico" ou CO2 (gás carbônico).
Para combater incêndios em materiais comuns de fácil
combustão (madeira, pano, lixo e similares) é indicada a
utilização do extintor tipo "água".
•
Constantemente, o Corpo de Bombeiros alerta
sobre a necessidade de se testar mensalmente as motobombas para incêndios, verificando o estado da fiação,
chaves, fusíveis e mangueiras, para, no caso de uma
eventual necessidade, o sistema estar apto para entrar
em operação.
66
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
6
Plano de ação
Agora que você já leu as nossas recomendações, chegou
o momento de colocar em prática aquelas que são
aplicáveis ao seu prédio.
Com o objetivo de obter o máximo aproveitamento possível deste manual, estabeleça um plano de ação que
poderá constar das seguintes metas:
•
Inicie com as medidas que não requerem investimentos de capital, pois este tipo de racionalização do
consumo de energia se traduz imediatamente em economia de dinheiro;
•
Indique ou nomeie alguém como responsável pela
implantação e acompanhamento do programa de conservação de energia;
•
Oriente e divulgue informações aos condôminos
sobre a importância da conservação de energia e quanto
é fundamental a participação e cooperação de todos;
•
Coloque placas, cartazes e avisos em pontos
estratégicos para estimular a conservação de energia e
evitar desperdícios;
Manual de Administração de Energia nos Condomínios
67
•
Discuta em assembléia as medidas de conservação
de energia que requerem investimentos, mostrando que
essas alternativas resultarão em economia de energia e
despesas com manutenção.
6.1
Acompanhamento do consumo
Se você introduzir alguma alteração num conjunto de
regras de manutenção ou de operação, ou se houver
alguma substituição, parcial ou total, de um equipamento consumidor de energia, você vai querer saber posteriormente qual foi o resultado prático atingido.
Para isso, você terá que acompanhar e comparar os valores dos consumos verificados "antes e depois" da
providência aplicada e corrigir as eventuais distorções
verificadas, adaptando ou alterando as metas inicialmente estabelecidas.
Uma maneira de colecionar as informações contidas nas
contas de energia é organizar tabelas. Para facilitar o
seu controle, apresentamos a seguir uma tabela prática
como exemplo.
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Manual de Administração de Energia nos Condomínios
Meses
(1)
Número de
dias entre as
leituras(2)
Consumo
Valor Total Preço Médio em
da fatura
R$ / (3)
Janeiro
Fevereiro
Março
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Setembro
Outubro
Novembro
Dezembro
OBSERVAÇÕES:
(1) Na conta de energia elétrica normalmente aparece
escrito o mês a que ela se refere. No entanto, é importante lembrar que, por exemplo, a conta do mês de
setembro corresponde ao consumo efetuado durante o
mês de agosto.
(2) Período de tempo entre as leituras. É importante
ficar atento a data de leitura para que se possa fazer a
correta interpretação do consumo de energia no período.
(3) (kWh) para eletricidade e (m3) para gás
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