Souza Cruz S.A. e Sociedades Controladas CNPJ 33.009.911/0001-39 - NIRE 33.300.136.860 RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Em atendimento às disposições societárias, apresentamos o Relatório da Administração da Souza Cruz S.A. referente ao exercício findo em 31 de dezembro de 2008. de atividades de marketing focadas no segmento “Full Flavor” para mercados estratégicos, contando também com o lançamento da versão “Lucky Strike Nites”. 1) Contexto do Negócio • Vogue – No final de 2008 a Souza Cruz lançou em todo o território nacional a marca Vogue, considerada uma das marcas internacionais que mais cresce globalmente, sendo comercializada em mais de 50 países. Mercado de Cigarros Exportação de Fumo O volume total de cigarros comercializados no mercado brasileiro em 2008, estimado em cerca de 126,5 bilhões de unidades, apresentou uma redução de 2,3% em relação a 2007. Essa redução decorre principalmente em função dos aumentos de preços dos cigarros promovidos pelas empresas, a fim de compensar a elevação média de 30% das alíquotas do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) ocorrida em julho de 2007. As exportações de fumo em 2008 totalizaram 127,8 mil toneladas, 5,6% superiores àquelas realizadas em 2007 (121,0 mil toneladas). Contribuíram para este crescimento a demanda mundial pelo excelente fumo brasileiro e o esforço contínuo da Companhia na busca por melhores resultados. Em que pese o progresso obtido pelas autoridades brasileiras, segundo dados da Secretaria da Receita Federal do Brasil, o mercado ilegal de cigarros no Brasil, compreendido pelo contrabando e pela comercialização sem o pagamento de todos os tributos, ainda representa cerca de 28% do mercado brasileiro de cigarros. (Fonte: Anuário Brasileiro do Tabaco 2008). A forte carga tributária sobre a produção e venda de cigarros continua sendo o principal fator de incentivo à comercialização informal do produto no Brasil. Nos últimos anos o Governo Federal vem tomando diversas medidas de combate a essas atividades ilegais, tais como maior fiscalização, a implantação da nota fiscal eletrônica e a adoção do Sistema de Controle e Rastreamento da Produção de Cigarros (Scorpios). Estimativas da Secretaria da Receita Federal do Brasil mostram que a perda de arrecadação no setor é superior a R$ 1 bilhão por ano. (Fonte: Anuário Brasileiro do Tabaco 2008). Os preços médios em Dólar, praticados em 2008, foram 33,2% superiores àqueles praticados em 2007. A rentabilidade em Reais neste período recuperou-se em função dos melhores preços obtidos com a recente safra. A valorização do Dólar no último trimestre de 2008 em cerca de 22% reduziu, em parte, os efeitos negativos da apreciação do Real no decorrer dos primeiros nove meses do ano, fechando 2008 ainda com uma apreciação de 6,6% entre os períodos sob comparação (taxa média – 2007 R$ 1,94 X R$ 1,82 – 2008). Evolução dos volumes de exportação de fumo: Fumo (mil tons) 127,8 A redução do consumo ocorrida em 2008 (-2,3%) em um cenário de crescimento econômico revela que o combate ao mercado ilegal é fundamental para reduzir o acesso a produtos com preços artificialmente baixos pelo não pagamento dos tributos devidos. 121,0 Com efeito, estudo desenvolvido pela Fundação Getúlio Vargas revela que o preço relativo de cigarros vendidos legalmente no Brasil é um dos mais altos do mundo. Considerando uma mesma marca vendida nos 22 países da amostra, o preço do cigarro no Brasil é o 5º mais caro do mundo, atrás apenas da Turquia, Venezuela, Austrália e Inglaterra. (Fonte: Estudo Fundação Getúlio Vargas - 2008). A Souza Cruz tem continuamente apoiado todas as iniciativas que melhorem o ambiente de controle e que sejam efetivas para reduzir a concorrência desleal provocada pelo não pagamento de tributos no setor. 117,1 115,0 112,1 Mercado de Fumo Cerca de 90% do tabaco brasileiro é produzido nos três estados da Região Sul. O Estado do Rio Grande do Sul tem a maior participação, com 50% da área plantada, seguido de Santa Catarina, com 33%, e Paraná com 17%. Na safra 2007/08 foram gerados R$ 3,8 bilhões em receita para os produtores de fumo brasileiros. (Fonte: Anuário Brasileiro do Tabaco 2008). Estima-se que a produção de fumo seja a fonte complementar de renda de cerca de 218 mil famílias nesses estados, com importante contribuição social, envolvendo direta e indiretamente mais de 2,4 milhões de pessoas no processo. (Fonte: Associação dos Fumicultores do Brasil - Afubra). A boa produtividade e o clima favorável elevaram a safra 2007/08 para além das expectativas. O Sindicato da Indústria do Fumo – SindiTabaco (ex Sindifumo), que estimava inicialmente uma produção de 703 mil toneladas para essa safra, revelou que a produção total atingiu 720 mil toneladas. A safra anterior havia fechado em 760 mil toneladas, com produtividade superior à média histórica. O SindiTabaco estima que haverá um aumento de cerca de 6% nas áreas de plantio de fumo no Brasil para a safra 2008/09. Em virtude do bom momento vivido pelo setor, o número de produtores integrados também deverá ter pequeno incremento, passando de 182 mil para 186 mil. O Brasil, além de ser o 2º maior produtor de tabaco do mundo, é o líder na exportação mundial do produto há 15 anos. Cerca de 85% do fumo produzido no Brasil é destinado à exportação com cerca de 688 mil toneladas de fumo exportadas em 2008. O volume é 2,4% inferior ao do ano anterior, quando foi verificado recorde, com os embarques chegando a 705 mil toneladas. O faturamento, no entanto, cresceu cerca de 22%, atingindo US$ 2,7 bilhões contra US$ 2,2 bilhões de 2007. (Fonte: Ministério da Agricultura). Principais clientes do fumo brasileiro (Fonte: SindiTabaco): América do Norte 13% 2004 2005 2006 2007 2008 3) Resultados Financeiros Novo padrão contábil Considerando a importância e a necessidade de que as práticas contábeis brasileiras sejam convergentes com as práticas contábeis internacionais e buscando maior transparência e confiabilidade em suas informações financeiras, usando as prerrogativas constantes da Instrução nº 457, de 13 de julho de 2007, da Comissão de Valores Mobiliários – CVM, a administração da Companhia passa a apresentar, a partir do exercício social de 2008, as demonstrações financeiras consolidadas da Souza Cruz S.A. e Sociedades Controladas adotando o padrão contábil internacional, tendo como base os pronunciamentos emitidos pelo International Accounting Standards Board – IASB. As referidas demonstrações financeiras consolidadas, preparadas de acordo com as Normas Internacionais de Contabilidade (IFRS), foram examinadas pelos auditores independentes da Companhia que emitiram parecer sem ressalvas datado de 6 de fevereiro de 2009. Os saldos comparativos relativos às demonstrações financeiras consolidadas do exercício social findo em 31 de dezembro de 2007 também estão sendo apresentados nas mesmas bases. Nesse sentido, o dia 1º de janeiro de 2007 foi determinado como a data de transição a partir das demonstrações financeiras elaboradas em conformidade com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Receita Líquida de Vendas União Européia Europa Outros 40% A receita líquida de vendas no exercício de 2008 cresceu 9,4%, alcançando R$ 5.300,6 milhões, em decorrência do melhor desempenho das marcas de cigarro no segmento “Premium” e dos maiores preços praticados em 2008. Além disso, houve um maior volume de fumo exportado, com melhor mix de produtos e preço médio em dólar superior em 33,2% a 2007. Leste Europeu 12% Evolução da receita líquida de vendas: R$ Milhões 5.301 Extremo Oriente 21% 4.847 4.241 África/ Oriente Médio 9% América Latina 5% 3.480 2) Desempenho Operacional da Companhia 2004 3.727 2005 2006 2007 2008 Cigarros A Companhia manteve ao longo de 2008 ações de marketing voltadas principalmente para as marcas do segmento “Premium”, com lançamentos de edições limitadas e investimentos na expansão da distribuição direta de produtos, que permitiram alavancar oportunidades no mercado. Essas ações contribuíram para a Companhia atingir o volume de 78,6 bilhões de cigarros comercializados em 2008, praticamente em linha com os 78,8 bilhões vendidos no ano 2007. No entanto, esse desempenho deve ser considerado excelente dado o crescimento no preço médio dos cigarros em cerca de 11% para compensar o aumento do IPI em 2007, e a queda de 2,3% do mercado total brasileiro de cigarros em 2008. Com isso, a participação da Companhia no mercado total alcançou 62,1%, com 1,2 ponto percentual de crescimento em relação a 2007. Tributos sobre Vendas A Souza Cruz posiciona-se entre os 10 maiores contribuintes de tributos no Brasil, gerando tributos sobre vendas em 2008 de aproximadamente R$ 5.745,8 milhões, uma elevação de 12,4% em relação a 2007 (R$ 5.111,3 milhões). Nos últimos cinco anos, somente os tributos sobre vendas da Souza Cruz aumentaram em mais de R$ 1,7 bilhão. Evolução dos tributos sobre as vendas: R$ Milhões 5.746 Evolução da participação no mercado e do volume de vendas: Participação no Mercado (%) 59,1 2004 4.459 78,8 78,2 75,9 74,3 5.111 Volume (bilhões de unidades) 78,6 4.238 4.035 59,2 2005 60,4 2006 60,9 2007 62,1 2008 2004 2005 2006 2007 2008 Resultados das principais marcas em 2008: • Carlton – Apresentou crescimento de 2,1% no volume de vendas, alcançando 7,1% de participação no mercado total, 0,3 p.p. superior ao obtido em 2007. No terceiro trimestre de 2008 foi lançado um programapiloto intitulado “Carlton by Dunhill” cujo objetivo é avaliar a receptividade dos consumidores quanto à fusão entre as marcas Carlton e Dunhill. Dunhill é uma marca internacional de grande prestígio e está presente em mais de 100 países. • Free – Apresentou uma performance positiva em 2008, fechando o ano com crescimento de 2,4% no volume de vendas e uma participação de 9,4% no mercado total, 0,4 p.p. superior a 2007. As ações ao longo do ano associadas à versão “Free Fresh” da marca contribuíram para esta performance. • Hollywood – A marca alcançou 11,0% de participação no mercado total em 2008, 1,4 p.p. acima de 2007, com crescimento de 11,8% no volume de vendas. Destaque para a versão “Hollywood Califórnia” lançada em julho de 2008 e que já alcançou cerca de 3% do volume total de venda da marca. • Derby – Atingiu um volume de vendas de 35,4 bilhões de cigarros em 2008, com uma participação de 27,9% no mercado total, representando uma redução de 1,1 p.p. em relação a 2007. Essa redução é fruto principalmente do movimento de “uptrading” para a marca Hollywood. • Lucky Strike – Obteve excelente performance em 2008, apresentando um crescimento de 19,3% no volume de vendas. A marca se consolidou no mercado brasileiro ao longo do ano através do desenvolvimento Lucro Operacional O lucro operacional consolidado antes do resultado financeiro foi de R$ 1.603,5 milhões, sendo 22,5% superior ao registrado no ano anterior (R$ 1.309,1 milhões), e reflete principalmente: • O melhor desempenho das marcas de cigarros do segmento “Premium”; • Os melhores preços praticados em 2008, parcialmente compensados pelo aumento do IPI sobre cigarros em cerca de 30% a partir de julho de 2007; • O maior volume de fumo exportado, combinado com melhor mix de produtos e com um preço médio em Dólar superior em 33,2% ao praticado em 2007; e • O aumento do custo das exportações de fumo, em função de melhores preços pagos aos produtores. Lucro Líquido do Exercício O aumento de 22,5% no lucro operacional contribuiu para que o lucro líquido consolidado atingisse o montante de R$ 1.249,6 milhões, 20,9% superior ao obtido no ano anterior. Souza Cruz S.A. e Sociedades Controladas CNPJ 33.009.911/0001-39 - NIRE 33.300.136.860 5) Premiações Evolução do lucro operacional e do lucro líquido do exercício: Lucro Operacional Lucro Líquido 1.604 R$ Milhões 1.309 1.102 963 As premiações recebidas pela Souza Cruz refletem o compromisso da companhia com a sociedade, seus altos padrões de responsabilidade corporativa, de lucratividade e produtividade. Os principais prêmios recebidos pela Souza Cruz em 2008 foram: Prêmio Época de Mudanças Climáticas – Prêmio criado para divulgar e valorizar as empresas que já adotam políticas concretas para reduzir suas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE’s) e enfrentar as mudanças climáticas. 1.250 Prêmio Destaque Momento Especial – A unidade Cachoeirinha recebeu o prêmio pelo exemplo de desenvolvimento sustentável: economia de água; produção própria de energia elétrica; reciclagem dos resíduos produzidos; e preservação de cerca de 190 hectares de terra no Parque Ambiental da Souza Cruz. 1.034 966 Balanço Anual da Gazeta Mercantil – Elaborado a partir da análise de mil companhias, a 32ª edição do Balanço Anual da Gazeta Mercantil é o retrato mais abrangente da atividade empresarial no Brasil. A Souza Cruz foi eleita a melhor empresa no setor Agronegócios – Alimentos, Bebida e Fumo. 824 732 693 Prêmio IstoÉ Dinheiro – Pelo segundo ano consecutivo, a Revista IstoÉ Dinheiro conferiu à Souza Cruz o destaque de melhor empresa do setor Bebidas e Fumo. Melhores do Agronegócio – Premiada pela quarta vez consecutiva como a melhor empresa do setor de Fumo, Cigarros e Bebidas Alcoólicas do anuário, em escolha feita conjuntamente pela revista Globo Rural e pelo Serasa. 2004 2006 2005 2007 Prêmio Apimec - Sul – A Souza Cruz recebeu o prêmio Walter Fredrich 2007, na categoria Melhor Reunião, instituído pela Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec-Sul). 2008 EBITDA O EBITDA (lucro antes dos efeitos financeiros, impostos sobre a renda, depreciação e amortização) atingiu R$ 1.739,5 milhões, apresentando um crescimento de 21,6% em relação a 2007, como conseqüência do crescimento no lucro operacional. Prêmio I3 - Índice do Investidor Individual – Pela quinta vez, foi concedido à Souza Cruz o prêmio I3 – Índice do Investidor Individual. XVIII Prêmio FGV de Excelência Empresarial – Pela 11ª vez, a Souza Cruz foi eleita a campeã no setor “Produtos de Fumo”. O Prêmio é um dos mais importantes concedido às sociedades anônimas do país. III Prêmio “Empresa Sustentável” – Terceiro ano consecutivo que a Souza Cruz é homenageada pela Revista Meio Ambiente Industrial por ser uma empresa bem sucedida na aplicação de investimentos em iniciativas em prol da sustentabilidade. Evolução do EBITDA: 6) Negociações das Ações na Bovespa 1.740 EBITDA (R$ Milhões) Margem EBITDA 1.430 1.099 32% 32% 2004 29% 29% 2005 2006 30% 30% 2007 Evolução do fluxo de caixa: R$ Milhões 68,4 85,2 24,5% 146,9 239,3 63,0% 3.056,1 3.832,1 25,4% 48,20 44,10 -8,5% 63.886 37.550 -41,2% • Realização do II Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira, em parceria com 13 organizações da sociedade civil voltadas para a educação e o desenvolvimento dos jovens rurais brasileiros. Durante duas semanas, 120 jovens vivenciaram o cotidiano rural de outras localidades, conhecendo diferentes culturas, metodologias educativas, políticas públicas e experiências produtivas. A troca de aprendizados solidificou os trabalhos focados em empreendedorismo da Rede de Fortalecimento Institucional do Jovem Rural, liderada pelo Instituto Souza Cruz. 855 • Ampliação do Programa Empreendedorismo do Jovem Rural, através de nova parceria multi-setorial com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA); a Secretaria de Estado de Agricultura e do Abastecimento Governo do Paraná (SEAB-PR); o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-PR); as prefeituras e organizações da sociedade civil dos municípios componentes do Território Caminhos do Tibagi, que recebeu a nova turma com 32 jovens paranaenses. 707 2007 Os dividendos propostos e os juros sobre o capital próprio declarados serão atualizados pela taxa SELIC a partir de 31 de dezembro de 2008 até a data dos seus respectivos pagamentos. Na promoção do desenvolvimento territorial do campo brasileiro, privilegiando como principal ferramenta a formação empreendedora de jovens, as seguintes iniciativas se destacaram em 2008: 1.132 2006 Assim, considerando os juros sobre o capital próprio (JCP) de R$ 33,0 milhões declarados em dezembro de 2008 e a remuneração intermediária (JCP e dividendos) paga durante o ano de R$ 514,6 milhões, a remuneração total dos acionistas por conta dos lucros obtidos no exercício de 2008 montará a R$ 1.204,4 milhões (R$ 3,939907 por ação), representando 96% do lucro líquido consolidado do exercício de 2008. 8) Instituto Souza Cruz 1.621 2005 Índice BOVESPA Fechamento Em 31 de dezembro de 2008, a administração da Companhia propôs o pagamento de dividendos no montante de R$ 656,8 milhões com base no lucro apurado no exercício de 2008, a ser referendado pela Assembléia Geral de Acionistas. 2008 A geração de caixa operacional continua sendo a principal fonte de recursos da Companhia, alcançando R$ 1.621,0 milhões em 2008. Isso representa um aumento de 43,2% em relação a 2007. O aumento do lucro operacional e a redução das necessidades de capital de giro foram os principais fatores para esse crescimento. 2004 Cotação Fechamento Dezembro (R$) 7) Remuneração dos Acionistas Geração de Caixa 780 Valor negociado (R$ Milhões) Apesar da volatilidade do mercado de capitais brasileiro, como reflexo da crise financeira mundial, o valor das ações da Souza Cruz manteve-se praticamente estável em 2008, com uma queda de apenas 8,5% no ano, contra uma desvalorização de 41,2% do índice BOVESPA no mesmo período. Houve crescimento de cerca de 25% no número de ações da Souza Cruz transacionadas na BOVESPA. xxx 33% 29% 29% Número de negócios (Mil) 2007 ...................... 2008 ...................... Variação % .......... 1.232 1.111 Quantidade de ações negociadas (Milhões) 2008 Valor Adicionado A Souza Cruz gerou um valor adicionado consolidado de R$ 8.003,0 milhões em 2008, 13,1% superior ao de 2007 (R$ 7.076,4 milhões), o qual representa a riqueza criada pela Companhia e suas controladas. Distribuição do valor adicionado em 2008: • Implementação da Câmara de Juventude Rural do Fórum Permanente de Desenvolvimento Rural Sustentável, em parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). Os espaços virtual (www.iicaforumdrs.org.br) e presencial (participação em mesas-redondas e eventos temáticos) permitiram trazer a discussão da juventude rural como grupo prioritário para o estabelecimento de políticas e ações voltadas para a sustentabilidade do campo. 9) Responsabilidade Social Financiadores 1% Reinvestimento 9% Em 2008, a Souza Cruz reviu seu modelo de sustentabilidade com o objetivo de adequá-lo ao dinâmico cenário dos negócios no Brasil. Para a formulação do novo modelo a Souza Cruz buscou benchmark no mercado, com vistas a continuar constantemente atualizada nesta área, reforçando sua história centenária de investimentos nas áreas social, ambiental e cultural. Colaboradores 6% O novo modelo integra de modo consistente os fatores econômicos, sociais e ambientais em uma nova plataforma simples e robusta, atendendo às expectativas da sociedade brasileira e buscando permanentemente o engajamento de seus principais stakeholders. A Souza Cruz continuará com seus principais programas de responsabilidade social corporativa, adaptandoos ao novo foco estratégico da educação e do empreendedorismo. Ao longo de 2009, o novo modelo será implantado com o desenvolvimento de novas ações de sustentabilidade. Acionistas 7% Governo 77% Ressalte-se ainda que o Comitê de Responsabilidade Social Corporativa, parte da estrutura de governança corporativa da Companhia, que tem como objetivo assessorar a alta direção da empresa nas questões de sustentabilidade, contribuiu fortemente para a elaboração do novo modelo de sustentabilidade. 10) Instrução CVM n° 381/03 Principais Indicadores Financeiros Em atendimento à Instrução CVM n° 381/03, incisos I a IV do artigo 2°, a Souza Cruz informa que o Grupo não possui outros contratos com seus Auditores Independentes que não estejam relacionados com a auditoria das Demonstrações Financeiras da Companhia, divulgadas e encaminhadas à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Resumo dos principais indicadores financeiros consolidados da Companhia nos exercícios de 2008 e 2007: 11) Mensagem do Presidente Lucro Líquido do Exercício (R$ milhões) ................................... Lucro Líquido por Ação (em R$) ................................................ Patrimônio Líquido (R$ milhões) ................................................. EBITDA (R$ milhões) ................................................................... Geração Operacional de Caixa (R$ milhões) ............................ 2008 1.250 4.09 2.128 1.740 1.621 2007 1.034 3,38 1.664 1.430 1.132 % 21 28 22 43 4) Programa de Investimentos Em 2008, os investimentos alcançaram R$ 198 milhões (R$ 195 milhões em 2007) e foram aplicados, principalmente, na modernização do parque industrial e em projetos para atualização de processos, frota de veículos e da plataforma tecnológica. Como parte destes investimentos, destacam-se: • O novo parque gráfico de Cachoeirinha (RS) que será uma das maiores gráficas em operação no País, atendendo toda a demanda interna da Souza Cruz. • Investimentos para atualização da frota de veículos e para atender a expansão da distribuição direta de produtos. • Atualização do sistema integrado de processamento de dados SAP, com aquisição de novos módulos de Faturamento, Prestação de Contas, Contas a Receber e Movimentações de Estoques de Cigarros. Esses investimentos foram distribuídos da seguinte forma: 35 % 23 % 20 % 14 % 8% Máquinas e Equipamentos Edifícios Equipamentos de Processamento de Dados e Softwares Veículos Outros Senhores Acionistas, No ano de 2008 implementamos uma série de iniciativas alinhadas a Visão da Souza Cruz, que é “liderar o mercado brasileiro de produtos de tabaco, de forma responsável e inovadora, assegurando a sustentabilidade do negócio através do desenvolvimento dos nossos talentos e das nossas marcas”. O lançamento do programa “Construindo nossa Sustentabilidade”, que engloba oito focos estratégicos, distribuídos nos vetores Crescimento, Produtividade, Responsabilidade e Organização Vencedora, foi mais um passo para que possamos materializar nossa visão e garantir a sustentabilidade do nosso negócio. A criação de novas versões de marcas já consolidadas, tais como Free Fresh e Hollywood Califórnia, e o lançamento das novas marcas internacionais Dunhill e Vogue contribuíram fortemente para reforçar a qualificação e a internacionalização do nosso portfólio de produtos. Também merecem destaque as iniciativas adotadas para estreitar o relacionamento com os varejistas, reforçando o contato direto e a comunicação, investindo na construção de uma parceria de longo prazo ainda mais sustentável. Em 2008, a Souza Cruz expandiu a sua distribuição direta para mais 25 mil varejistas chegando a 246 mil pontos de vendas. Estas ações, combinadas com a redução do contrabando e das falsificações, em decorrência da contínua atuação das autoridades governamentais, contribuíram para que a Souza Cruz encerrasse o ano de 2008 com 62,1% de participação de mercado, com um crescimento de 1,2 p.p. em relação a 2007. No segmento fumo, o período marcou a celebração dos 90 anos do sistema de produção integrada, que reúne cerca de 40 mil famílias produtoras. Ao longo do tempo, a Souza Cruz vem atuando para que estas propriedades desenvolvam-se dentro de um modelo de sustentabilidade, adotando uma visão abrangente que leva em conta não apenas o volume e a qualidade da safra, mas principalmente a prevenção da mata nativa, a diversificação de culturas e a conservação e melhoramento do solo e da água. A atuação da Companhia junto ao pequeno produtor é relevante não só pela geração de renda para as famílias, mas também por estimular um efeito multiplicador de engajamento sustentável. Nenhuma destas realizações seria possível se não contássemos com um time de talentos de primeira linha e um ambiente de trabalho adequado. Esta é a base da nossa estratégia e por isso mantemos foco permanente em atrair, desenvolver e reter as melhores pessoas, garantindo oportunidades de carreira e desenvolvimento, remuneração competitiva, e estímulo à cultura de alta performance. Podemos afirmar que está no DNA dos nossos colaboradores a busca incessante pelo aperfeiçoamento dos nossos processos e do nosso negócio. Iniciamos o ano de 2009 com a certeza de que o mesmo espírito de equipe, comprometimento e determinação nos acompanharão em novos desafios que teremos pelo caminho, principalmente levando-se em consideração o cenário adverso em função da crise financeira mundial, e reiteramos nossa confiança no futuro sustentável que estamos construindo para a Souza Cruz, contribuindo para o desenvolvimento do nosso país. Dante João Letti Presidente Souza Cruz S.A. e Sociedades Controladas CNPJ 33.009.911/0001-39 - NIRE 33.300.136.860 BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO - Em milhões de reais ATIVO CIRCULANTE: Caixa e Equivalentes de Caixa ................... Contas a Receber ....................................... Estoques ..................................................... Tributos a Recuperar .................................. Despesas Antecipadas .............................. Outros ......................................................... Nota (5) (6) (7) Consolidado - IFRS 2008 2007 Controladora 2008 2007 PASSIVO CIRCULANTE: Empréstimos e Financiamentos .................. Fornecedores ............................................. Imposto de Renda e Contribuição Social ... Tributos a Recolher sobre Vendas ............ Remuneração dos Acionistas .................... Salários e Encargos Sociais ...................... Adiantamentos de Clientes ........................ Provisões para Contingências ................... Provisões Operacionais ............................. Outras Contas a Pagar ............................... 969,3 478,2 833,9 23,1 71,5 32,6 619,4 486,8 874,9 18,5 64,4 29,8 889,3 393,9 818,6 22,3 70,8 32,6 441,1 412,1 862,4 18,0 64,4 29,8 2.408,6 2.093,8 2.227,5 1.827,8 (6) (7) 13,8 3,3 16,2 13,8 16,4 12,8 13,8 3,3 16,2 13,8 16,4 12,8 (20a) 177,7 27,7 81,3 45,0 184,0 20,1 70,0 49,2 171,7 78,1 45,0 178,7 66,8 49,2 4,2 745,8 83,5 6,6 3,6 676,1 76,1 11,3 1.584,3 734,3 83,2 2,7 1.057,5 670,5 74,4 5,2 1.205,1 1.133,4 2.732,6 2.145,3 PATRIMÔNIO LÍQUIDO: ............................... Capital Social Realizado ............................. Reservas de Capital ................................... Reservas de Lucros ................................... Ajustes de Avaliação Patrimonial ............... Lucros Acumulados .................................... TOTAL DO ATIVO ........................................ 3.613,7 3.227,2 4.960,1 As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras. 3.973,1 TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO ATIVO NÃO CIRCULANTE: Contas a Receber ....................................... Estoques ..................................................... Tributos a Recuperar .................................. Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos ........................................ Empréstimos a Receber ............................. Depósitos Judiciais ..................................... Despesas Antecipadas .............................. Investimentos em Sociedades Controladas e Coligada ........................... Imobilizado ................................................... Intangível ..................................................... Outros ......................................................... (13) (8) (9) (10) RECEITA LÍQUIDA DAS VENDAS ............... (16) Custo dos Produtos Vendidos ..................... LUCRO BRUTO ............................................. Despesas (Receitas) Operacionais Com Vendas .............................................. Gerais e Administrativas .......................... Outras Receitas Operacionais, Líquidas (19) LUCRO OPERACIONAL .............................. RESULTADO FINANCEIRO ........................... (17) Receitas Financeiras ................................ Despesas Financeiras ............................. Receitas com Variações Cambiais, Líquidas Resultado de Equivalência Patrimonial ........ (8) LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL .................. Imposto de Renda e Contribuição Social (20b) Corrente ...................................................... Diferido ........................................................ LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO ............... Lucro líquido por ação básico e diluído do capital social no fim do exercício - R$ ..... Consolidado - IFRS 2008 2007 (11) 205,6 91,7 71,9 298,7 32,6 137,2 86,1 8,2 73,1 96,3 1.101,4 51,7 79,4 60,0 376,6 692,9 173,6 36,8 0,2 66,4 70,6 1.608,2 205,6 90,4 72,3 298,7 410,0 137,2 5,9 8,0 71,9 93,6 1.393,6 140,9 48,1 12,2 107,9 47,0 25,0 1.393,0 129,5 42,5 12,2 838,8 97,9 42,0 25,0 0,1 296,6 497,9 0,1 281,9 461,9 0,1 51,4 1.628,7 0,1 1.003,8 625,3 1,9 342,3 56,3 1.102,5 2.128,3 3.613,7 625,3 1,9 341,7 (82,9) 777,9 1.663,9 3.227,2 625,3 553,7 350,6 139,2 54,4 1.723,2 4.960,1 625,3 553,7 342,3 54,4 1.575,7 3.973,1 (15f) (13) (12) (15) Controladora 2008 2007 51,7 81,5 58,9 376,6 36,1 173,6 60,3 0,3 66,8 81,7 987,5 PASSIVO NÃO CIRCULANTE: Sociedade Ligada ....................................... (23) Provisões para Contingências ................... (13) Provisões Operacionais ............................. (12) Tributos a Recolher e Outras Contas a Pagar Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos ........................................ (20a) Incentivos Fiscais ....................................... (14) DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO - Em milhões de reais Nota Consolidado - IFRS 2008 2007 Nota DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO - Em milhões de reais Controladora 2008 2007 5.300,6 2.287,1 3.013,5 4.846,7 2.166,6 2.680,1 5.198,7 2.277,5 2.921,2 4.745,7 2.158,0 2.587,7 722,1 770,1 (82,2) 1.603,5 641,2 826,4 (96,6) 1.309,1 714,0 766,1 (27,7) 1.468,8 630,7 822,7 (41,8) 1.176,1 84,4 (40,8) 40,5 8,6 111,7 (51,7) 21,1 3,5 76,0 (122,5) 39,9 189,0 85,0 (94,5) 187,3 (38,4) 1.696,2 1.393,7 1.651,2 442,5 4,1 1.249,6 390,0 (29,9) 1.033,6 433,3 5,8 1.212,1 1.315,5 437,1 (29,4) 907,8 3,97 2,97 As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras. DEMONSTRAÇÕES DO VALOR ADICIONADO EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO - Em milhões de reais Informação Suplementar Consolidado - IFRS Controladora 2008 % 2007 % 2008 % 2007 % 1 - RECEITAS .............................................. 11.081,8 100 10.005,5 100 10.964,6 100 9.892,1 100 2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS (inclui os valores dos impostos - ICMS e IPI) Matérias-primas consumidas .................. 1.433,5 13 1.292,9 13 1.425,5 13 1.285,7 13 Custo das mercadorias e serviços vendidos ................................ 807,8 7 831,6 8 806,2 7 830,2 8 Materiais, energia, serviços de terceiros e outros ................................. 902,8 8 835,6 8 935,9 9 882,5 9 (Perda) Recuperação de valores ativos (45,5) 4,9 (45,5) 5,5 3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2) ..... 7.983,2 72 7.040,5 71 7.842,5 71 6.888,2 70 4 - RETENÇÕES Depreciações e amortizações ................ 127,4 1 117,5 1 125,8 1 115,8 1 5 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO (3-4) .. 7.855,8 71 6.923,0 70 7.716,7 70 6.772,4 69 6 - RECEBIDO DE TERCEIROS Resultado de equivalência patrimonial .... 8,6 3,5 189,0 2 (38,4) Receitas financeiras ............................... 138,6 1 149,9 2 129,6 1 288,9 3 7 - VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR (5 + 6) ................................ 8.003,0 72 7.076,4 72 8.035,3 73 7.022,9 72 8 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO Colaboradores ......................................... 504,4 6 458,7 6 500,4 6 454,3 6 Governo ................................................... 6.173,8 77 5.486,9 78 6.166,0 77 5.529,7 79 Financiadores .......................................... 75,2 1 88,7 1 156,8 2 131,1 2 Acionistas ................................................ 547,6 7 530,5 7 1.204,4 15 907,8 13 Reinvestimento (inclui R$ 656,8 de dividendo proposto; 2007 - R$ 377,3) . 702,0 9 511,6 7 7,7 As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras. Consolidado - IFRS 2008 2007 Lucro líquido do exercício .............................................. Ajustes para reconciliar o lucro líquido com recursos provenientes de atividades operacionais: Depreciações e amortizações ......................................... Resultado de equivalência patrimonial ............................ Provisão para riscos de crédito ...................................... Provisões para litígios fiscais e trabalhistas .................. Provisão para ajuste ao valor de recuperação de ativos (“impairment”) ..................................................... Demais provisões ............................................................. Baixa de produtos avariados e obsoletos ...................... Valor residual do ativo permanente baixado .................. Despesas de juros sobre empréstimos e financiamentos - sociedades ligadas ........................... Variações nos ativos e passivos operacionais Contas a receber .............................................................. Adiantamentos efetuados ................................................ Estoques ........................................................................... Tributos antecipados e a recuperar ................................ Despesas antecipadas .................................................... Outros ativos .................................................................... Depósitos judiciais ............................................................ Fornecedores ................................................................... Adiantamento de clientes ................................................. Impostos e contribuições a recolher, salários a pagar e outros ............................................................... Imposto de renda e contribuição social ........................... Juros pagos sobre empréstimos e financiamentos - sociedades ligadas ........................... Recursos provenientes das atividades operacionais 1.249,6 1.033,6 127,4 (8,6) (6,7) 25,1 117,5 (3,5) (8,9) 9,7 125,8 (189,0) (6,7) 23,8 115,8 38,4 (8,9) 7,0 (2,1) (12,1) 13,6 (1,5) 9,3 6,9 19,2 (12,7) (2,1) (12,7) 13,6 (1,5) 9,3 8,3 19,2 (12,1) 135,1 137,5 1.212,1 907,8 42,6 (44,0) 40,6 (9,6) (0,2) 4,9 (11,3) (18,7) (25,9) 82,0 33,2 43,4 220,4 (32,8) 6,9 1,8 49,7 (5,4) 10,7 (5,6) 0,1 27,3 51,7 (36,3) 43,3 (9,3) 0,4 3,2 (11,3) (28,4) 30,9 (146,9) 1,9 (0,7) 50,0 (6,1) 5,4 (5,6) 2,1 (48,5) 152,5 105,4 (33,6) (57,9) 136,8 106,8 (38,3) (56,8) 236,3 (38,8) (57,5) 230,3 (243,5) 1.621,0 1.132,3 1.475,6 884,7 1,7 24,1 1,7 23,6 Atividades de investimento Recursos obtidos na venda de ativos permanentes ..... Dividendos recebidos de controladas e aumento de capital em coligada ........................................................ Adições ao imobilizado e intangível ................................. Recursos aplicados nas atividades de investimento (198,0) (196,3) (195,0) (170,9) Atividades de financiamento Empréstimos com sociedades ligadas ............................ Empréstimos e financiamentos ........................................ Dividendos e juros sobre o capital próprio distribuídos . Recursos aplicados nas atividades de financiamento (153,9) (920,9) (1.074,8) (563,6) (1.156,1) (1.719,7) Ganhos e perdas na tradução de caixa e equivalentes de caixa ................................................... Controladora 2008 2007 - - Aumento (redução) no caixa e equivalentes de caixa 349,9 Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício .... Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício ...... 619,4 969,3 Aumento (redução) no caixa e equivalentes de caixa 349,9 (758,3) 1.377,7 619,4 (758,3) 11,0 (198,0) (185,3) 26,7 (195,0) (144,7) 196,0 922,5 (149,9) (563,5) (920,9) (1.156,1) (874,8) (797,1) 32,7 - 448,2 (57,1) 441,1 889,3 498,2 441,1 448,2 (57,1) As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras. DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (CONSOLIDADO - IFRS) - Em milhões de reais Reservas de Lucros Saldos em 31 de dezembro de 2006 - Ajustado (nota 4.2) ..................... Variação Cambial sobre Empréstimos de Longo Prazo em US$ com investida no exterior (IAS 21) ........................................................................... Variação Cambial sobre Empréstimos em Moeda Estrangeira (IAS 39) ............ Imposto de Renda e Contribuição Social sobre os efeitos de Variação Cambial sobre Empréstimos .............................................................. Variação Cambial sobre Investimentos no Exterior ............................................ Ganhos e Perdas Resultantes de Conversão de Moeda Estrangeira ............... Reversão de Dividendos Prescritos .................................................................... Destinações de Reserva e Lucros Acumulados: Dividendo Extraordinário ............................................ (R$ 0,474336 por ação) Lucro Líquido do Exercício ................................................................................... Destinações do Lucro Líquido do Exercício: Juros sobre o Capital Próprio Intermediário .............. (R$ 0,292284 por ação) Dividendo Intermediário .............................................. (R$ 1,344859 por ação) Juros sobre o Capital Próprio - Complementar ......... (R$ 0,098019 por ação) Capital Social Realizado 625,3 Reserva de Capital-Venda de Imóveis 1,9 Legal 49,7 - - - - - 127,2 38,6 - - - - - (56,4) (183,3) (9,0) - - - - - - 49,7 625,3 1,9 - - - Manutenção de Capital de Giro 198,7 Lucros Acumulados 337,5 0,6 Total 1.388,1 127,2 38,6 (56,4) (183,3) (9,0) 0,6 - - (63,3) 1.033,6 (145,0) 1.033,6 117,0 341,7 175,0 - (89,4) (411,1) (30,0) (89,4) (411,1) (30,0) - - - - - - - - Saldos em 31 de dezembro de 2008 ............................................................ 625,3 As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras. 1,9 Saldos em 31 de dezembro de 2007 - Ajustado (nota 4.2) ..................... Variação Cambial sobre Empréstimos de Longo Prazo em US$ com investida no exterior (IAS 21) ........................................................................... Variação Cambial sobre Empréstimos em Moeda Estrangeira (IAS 39) ............ Imposto de Renda e Contribuição Social sobre os efeitos de Variação Cambial sobre Empréstimos .............................................................. Variação Cambial sobre Investimentos no Exterior ............................................ Ganhos e Perdas Resultantes de Conversão de Moeda Estrangeira ............... Reversão de Dividendos Prescritos .................................................................... Destinações de Reserva e Lucros Acumulados: Reserva para Manutenção de Capital de Giro .................................................. Dividendo ..................................................................... (R$ 1,234397 por ação) Lucro Líquido do Exercício ................................................................................... Destinações do Lucro Líquido do Exercício: Juros sobre o Capital Próprio Intermediário .............. (R$ 0,250829 por ação) Dividendo Intermediário .............................................. (R$ 1,432457 por ação) Juros sobre o Capital Próprio - Complementar ......... (R$ 0,108006 por ação) (81,7) - Investimentos 175,0 Ajustes de Avaliação Patrimonial - (82,9) 777,9 - (333,7) 4,0 - - - 112,1 324,1 32,7 - - 0,6 - - - (0,6) (377,3) 1.249,6 (377,3) 1.249,6 49,7 117,6 342,3 175,0 - (76,7) (437,9) (33,0) (76,7) (437,9) (33,0) 56,3 0,5 1.102,5 1.663,9 (333,7) 4,0 112,1 324,1 32,7 0,5 2.128,3 Souza Cruz S.A. e Sociedades Controladas CNPJ 33.009.911/0001-39 - NIRE 33.300.136.860 DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (CONTROLADORA) - Em milhões de reais Reservas de Capital Investimentos Incentivos Fiscais Ajustes de Avaliação Patrimonial Lucros Acumulados Total 198,7 175,0 - - 117,7 1.680,7 - - - - 0,6 39,4 0,6 - - - (63,3) (145,0) - - - - 907,8 - 0,6 - - - (0,6) - - - - - - (89,4) (411,1) (89,4) (411,1) - - - - - - (30,0) (30,0) 1,9 49,7 175,0 - - (377,3) 54,4 (377,3) 1.575,7 (333,7) Capital Social Realizado Incentivos Fiscais Venda de Imóveis Saldos em 31 de dezembro de 2006 ............................. 625,3 512,4 Incentivos Fiscais .................................................................. Reversão de Dividendos Prescritos ..................................... - Destinações de Reserva e Lucros Acumulados: Dividendo Extraordinário ........... (R$ 0,474336 por ação) Lucro Líquido do Exercício .................................................... Destinações do Lucro Líquido do Exercício: Reserva para Manutenção de Capital de Giro ................. Juros sobre o Capital Próprio Intermediário ........................... (R$ 0,292284 por ação) Dividendo Intermediário ............. (R$ 1,344859 por ação) Juros sobre o Capital Próprio Complementar ......................... (R$ 0,098019 por ação) Dividendo Proposto Complementar ......................... (R$ 1,234397 por ação) Saldos em 31 de dezembro de 2007 ............................. Variação Cambial sobre Empréstimos de Longo Prazo em US$ com investida no exterior (IAS 21) ............................ Variação Cambial sobre Empréstimos em Moeda Estrangeira (IAS 39) ........................................................... Imposto de Renda e Contribuição Social sobre os efeitos de Variação Cambial sobre Empréstimos ............. Variação Cambial sobre Investimentos no Exterior ............. Ganhos e Perdas Resultantes de Conversão de Moeda Estrangeira .............................................................. Reversão de Dividendos Prescritos ..................................... Lucro Líquido do Exercício .................................................... Destinações do Lucro Líquido do Exercício: Incentivos Fiscais Realizados ........................................... Juros sobre o Capital Próprio Intermediário ........................... (R$ 0,250829 por ação) Dividendo Intermediário ............. (R$ 1,432457 por ação) Juros sobre o Capital Próprio Complementar ......................... (R$ 0,108006 por ação) Dividendo Proposto Complementar ........................ (R$ 2,148615 por ação) Saldos em 31 de dezembro de 2008 ............................. Valor patrimonial por ação do capital social no fim do exercício - R$ ...................................................... Reservas de Lucros Legal Manutenção de Capital de Giro 1,9 49,7 39,4 - - - - - - - - - - - - - - - - - - 625,3 551,8 553,7 (81,7) 117,6 342,3 - - - - - - - - - - - - - - - 4,0 - 4,0 - - - - - - - 112,1 324,1 - 112,1 324,1 - - - - - - - 32,7 - 0,6 32,7 0,6 - - - - - - - - 1.212,1 1.212,1 - - - - - - 8,3 - (8,3) - - - - - - - - - (76,7) (437,9) (76,7) (437,9) - - - - - - - - (33,0) (33,0) 1,9 49,7 175,0 8,3 139,2 (656,8) 54,4 (656,8) 1.723,2 625,3 551,8 553,7 2008 2007 5,64 5,15 117,6 350,6 - 907,8 (333,7) As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras. NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 E DE 2007 Em milhões de reais (exceto valores por ação, ou quando indicado diferentemente) 1. Contexto operacional A Souza Cruz S.A. (“Companhia” ou “Souza Cruz”), fundada em 25 de abril de 1903, reúne cerca de 7,3 mil funcionários diretos e 3 mil funcionários sazonais na época das safras do fumo. É um dos maiores grupos empresariais do Brasil e líder absoluta no mercado de cigarros com destaque na produção e exportação de fumo. Desde 1914, a Companhia é controlada pela British American Tobacco (BAT), segundo maior grupo do mundo no setor de cigarros, com sede no Reino Unido. A Companhia é uma sociedade anônima de capital aberto, listada na Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA). A Companhia tem sua matriz localizada na Rua da Candelária 66, Rio de Janeiro, RJ e duas fábricas de cigarros, em Uberlândia (MG) e em Cachoeirinha (RS), que operam de acordo com a mais avançada tecnologia de processo e preservação ambiental. Em Cachoeirinha, a Companhia estabeleceu uma fábrica de cigarros, o centro de processamento de dados (data center), a central telefônica de atendimento (call center) e uma unidade de pesquisas. Assim como aconteceu com o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CPD), o parque gráfico está sendo transferido do Rio de Janeiro para Cachoeirinha e fabricará material para os 78 bilhões de cigarros produzidos atualmente pela Souza Cruz. Esse parque será uma das maiores indústrias gráficas do País e que, além de atender a toda demanda interna da Souza Cruz, poderá suprir, no futuro, as necessidades de material gráfico de outras cigarreiras da América Latina. Tanto a transferência do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CPD) como a instalação do parque gráfico têm como objetivo integrar as operações industriais da Souza Cruz no Rio Grande do Sul. O processo baseiase no conceito de condomínio de fornecedores, segundo o qual os serviços relacionados à atividade da industrialização de cigarros devem estar próximos da fábrica. Com essa transferência, a Souza Cruz assegura maior eficiência operacional, integração logística da cadeia de produção e expansão e modernização dessas unidades. Com atuação em todo o ciclo do produto, desde a produção agrícola de sua matéria-prima - o tabaco - seu processamento, e a fabricação e distribuição dos cigarros, a Companhia atende hoje cerca de 246 mil pontosde-venda diretamente e detém 62,1% de participação no mercado total brasileiro, com aproximadamente 78,6 bilhões de unidades de cigarros comercializadas no ano de 2008. Na produção de tabaco, são cerca de 40 mil famílias de produtores que atuam em parceria, com a reconhecida assistência técnica da Companhia. Além do fumo utilizado na produção de cigarros, em 2008 foram exportadas 127,8 mil toneladas de fumo processado para mais de 50 países nos cinco continentes. A estrutura de distribuição de cigarros da Souza Cruz conta com seis Centrais Integradas de Distribuição (CID’s), localizadas no Rio de Janeiro, São Paulo, Contagem, Curitiba, Porto Alegre e Recife, além de 24 Centros de Distribuição e mais de 80 Postos de Abastecimento, que são locais próprios ou terceirizados, estrategicamente localizados. No coração desse sistema, está a CID São Paulo, o maior e mais moderno centro de distribuição de cigarros da América Latina. Essa CID atende cerca de 40 mil clientes, processa 9 mil notas fiscais e movimenta 85 milhões de cigarros diariamente, além de centralizar a operação de vendas da maior região metropolitana do continente. Outra operação importante é a presença internacional na Brascuba Cigarrillos, S.A. (Brascuba), associação (joint-venture) entre a Companhia (por intermédio de sua controlada Yolanda Participações S.A.) e o governo de Cuba, estabelecida em 1996, para a produção de cigarros. O mercado cubano representa cerca de 13 bilhões de unidades de cigarro por ano, dos quais aproximadamente 1,5 bilhão é comercializado pelo mercado em divisas estrangeiras, onde a Brascuba detém cerca de 96% de participação. Além do mercado interno, a exportação de cigarros de fumo negro representa um enorme desafio e um grande mercado em outras partes do mundo onde este produto tem boa penetração. 2. Apresentação das Demonstrações Financeiras 2.1. Demonstrações financeiras consolidadas Considerando a importância e a necessidade de que as práticas contábeis brasileiras sejam convergentes com as práticas contábeis internacionais e buscando maior transparência e confiabilidade em suas informações financeiras, usando as prerrogativas constantes da Instrução CVM nº 457, de 13 de julho de 2007, a administração da Companhia passa a apresentar, a partir do exercício social de 2008, as demonstrações financeiras consolidadas da Souza Cruz S.A. e Sociedades Controladas adotando o padrão contábil internacional, tendo como base os pronunciamentos emitidos pelo International Accounting Standards Board – IASB. Essas demonstrações foram elaboradas de acordo com os requerimentos previstos no IFRS 1 (“First-time Adoption of International Financial Reporting Standards”). A data de transição para as práticas internacionais de contabilidade IFRS foi 1º de janeiro de 2007. Nesse sentido, os saldos comparativos relativos às demonstrações financeiras consolidadas do exercício social findo em 31 de dezembro de 2007 também estão sendo apresentados nas mesmas bases. Em conformidade com o IFRS 1, a Companhia utilizou determinadas isenções de requerimentos previstas nesta regra na preparação dessas demonstrações. A reconciliação e descrição dos efeitos de transição das práticas contábeis adotadas no Brasil (BRGAAP) para as normas internacionais de contabilidade (IFRS) no patrimônio líquido e no lucro líquido da Companhia estão demonstradas na Nota 4. 2.2. Demonstrações financeiras da controladora As demonstrações financeiras da controladora, em 31 de dezembro de 2008, foram elaboradas e estão sendo apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, com base nas disposições contidas na Lei das Sociedades por Ações e nas normas definidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Na elaboração das demonstrações financeiras, a Companhia utilizou estimativas para contabilizar certos ativos, passivos e outras transações. Para calculá-las, a administração usou as melhores informações disponíveis na data da preparação dessas demonstrações, bem como a experiência de eventos passados ou correntes, considerando-se ainda pressupostos relativos a eventos futuros. Portanto, essas demonstrações financeiras incluem estimativas referentes à vida útil dos bens do ativo imobilizado, provisões necessárias para passivos contingentes, determinações de provisões para imposto de renda, estimativa do valor de recuperação do ativo imobilizado, determinação do valor justo de instrumentos financeiros, determinação de premissas previdenciárias, e outras similares. Os resultados reais, podem apresentar variações em relação às estimativas. Em 28 de dezembro de 2007, foi promulgada a Lei nº 11.638, alterada pela Medida Provisória - MP nº 449, de 4 de dezembro de 2008, que modificaram e introduziram novos dispositivos à Lei das Sociedades por Ações. Essa Lei e MP tiveram como principal objetivo atualizar a legislação societária brasileira para possibilitar o processo de convergência das práticas contábeis adotadas no Brasil com aquelas constantes nas normas internacionais de contabilidade que são emitidas pelo “International Accounting Standards Board - IASB”. A aplicação da referida Lei e MP é obrigatória para demonstrações financeiras anuais de exercícios iniciados em ou após 1º de janeiro de 2008. As mudanças na Lei das Sociedades por Ações trouxeram os seguintes principais impactos nas demonstrações financeiras da Companhia: (a) Investimentos no exterior - o efeito decorrente da variação cambial sobre os investimentos nas controladas indiretas Yolanda Netherlands, Souza Cruz Overseas S.A. e Brascuba Cigarrillos, S.A., localizada no exterior, passou a ser registrado na conta “Ajustes de avaliação patrimonial”, no patrimônio líquido. Vide Nota 3 (c). (b) As parcelas recebidas de incentivos fiscais para investimentos durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2008 passaram a ser registradas na conta “Incentivos Fiscais” no passivo não circulante. A parcela realizada relativa a esses incentivos foi registrada na conta “Outras Receitas Operacionais – líquidas” no resultado do exercício. Na destinação do lucro, esses incentivos foram apropriados à conta de “Reserva de Incentivos Fiscais”, no patrimônio líquido. Vide Nota 3 (u). (c) Reclassificações: gastos ativados e registrados no ativo diferido relacionados a despesas pré-operacionais de novas unidades fabris, no montante de R$ 4, foram reclassificados para o ativo imobilizado. Vide Nota 3 (i); Conforme permitido pelo pronunciamento CPC 13 – Adoção inicial de Lei 11.638/07 e da MP 449/08, a administração da Companhia optou por apresentar cifras comparativas de 2007 ajustadas, conforme a norma NPC nº 12 – Práticas Contábeis, Mudanças nas Estimativas e Correção de Erros. Em função dos pronunciamentos que afetam a Companhia não terem previsão de ajustes retroativos, os impactos nessas demonstrações financeiras são aplicados prospectivamente a partir de 1º de janeiro de 2008. 3. Sumário das principais práticas contábeis e estimativas contábeis críticas 3.1. Sumário das principais práticas contábeis Quando não indicado diferentemente, as práticas contábeis a seguir apresentadas são aplicáveis para as demonstrações financeiras do consolidado (IFRS) e da controladora (BRGAAP): (a) Princípios de consolidação O processo de consolidação das contas patrimoniais, do resultado e do fluxo de caixa corresponde à soma horizontal dos saldos das contas de ativo, passivo, receitas e despesas e de suas correspondentes mutações ou variações, segundo a sua natureza, complementada pelas seguintes eliminações: • Das participações da controladora no capital, reservas e resultados acumulados das sociedades controladas; • Dos saldos de contas correntes e outras integrantes do ativo e/ou passivo mantidos entre as sociedades, cujos balanços patrimoniais foram consolidados; e • Dos efeitos decorrentes de transações realizadas entre essas sociedades, incluindo a eliminação de ganhos ou perdas não realizados. Subsidiárias Subsidiárias são todas as companhias controladas direta e indiretamente pela Companhia. Considera-se existir controle quando a Companhia detém, direta ou indiretamente, a maioria dos direitos de voto ou o poder de determinar as políticas financeiras e operacionais de uma entidade, a fim de obter benefícios de suas atividades. Em 31 de dezembro de 2008 e de 2007, as demonstrações financeiras consolidadas compreendem as informações contábeis da Souza Cruz S.A. (controladora) e as das seguintes subsidiárias: Controladas Diretas Yolanda Participações S.A. ................................................................ Souza Cruz Trading S.A. .................................................................... Indiretas Yolanda Netherlands B.V. ................................................................... Souza Cruz Overseas S.A. ................................................................ % de participação no capital total 100% 100% 100% 100% Empresa coligada Empresas coligadas são aquelas em que a Companhia possui influência significativa, mas não exerce o controle sobre as políticas operacionais e financeiras. Influência significativa é geralmente obtida quando o Grupo detém entre 20% e 50% das ações com direito a voto. Em 31 de dezembro de 2008 e de 2007, a Companhia possuía apenas uma empresa coligada - Agrega Inteligência em Compras Ltda. (Nota 8). Empresa controlada em conjunto São aquelas entidades cujas atividades são controladas em conjunto pela Companhia e por um ou mais sócios, mediante acordos contratuais ou estatutários. Em 31 de dezembro de 2008 e de 2007, a Companhia possuía uma controlada em conjunto - Brascuba Cigarillos, S.A. (Nota 1). De acordo com o IAS 31, as demonstrações financeiras da controlada em conjunto, Brascuba Cigarillos, S.A. foram consolidadas proporcionalmente, de acordo com a participação da Companhia nesta investida. Os componentes de ativo e passivo, as receitas e gastos das sociedades com controle compartilhado são somados às posições contábeis consolidadas, na proporção da participação do investidor em seu capital social. (b) Informações sobre segmentos A apresentação dos segmentos operacionais da Companhia considerou (i) a classificação utilizada pelo “tomador de decisões operacionais” da Companhia quando das análises de resultado; (ii) a existência de informações financeiras desagregada para o segmento; (iii) o agrupamento de segmentos com características, riscos e retornos semelhantes entre eles; e (iv) a relevância das informações por segmento. Informações sobre segmentos são apresentadas em consonância com a estrutura dos segmentos de negócio, da estrutura da administração da Companhia e de relatórios internos. Souza Cruz S.A. e Sociedades Controladas CNPJ 33.009.911/0001-39 - NIRE 33.300.136.860 (c) Base de conversão de moeda (i) Moeda funcional Os itens incluídos nas demonstrações financeiras consolidadas são mensurados utilizando-se a moeda do ambiente econômico primário no qual cada entidade consolidada atua. As demonstrações financeiras consolidadas estão apresentadas em Reais (R$), que é a moeda funcional e a moeda de apresentação da Companhia. (ii) Transações e saldos As transações em moedas estrangeiras são convertidas para a moeda funcional utilizando a taxa de conversão na data da transação. Os ganhos e perdas oriundos dessas transações são reconhecidos no resultado do exercício. (iii) Controladas consolidadas Algumas controladas, direta ou indiretamente, possuem moeda funcional diferente da controladora, como (i) Souza Cruz Overseas S.A., (ii) Yolanda Netherlands B.V. e (iii) Brascuba Cigarillos, S.A.. As demonstrações financeiras destas controladas, são convertidas para a moeda de apresentação da Companhia (Reais), com base nos termos apresentados no IAS 21 (CPC 02), que estabelece, entre outros assuntos, as seguintes regras de conversão: • os ativos e passivos são convertidos com base nas taxas de câmbio do final do período; • o patrimônio líquido inicial de um exercício corresponde ao patrimônio líquido final do exercício anterior conforme convertido à época. As mutações do patrimônio inicial durante o exercício são convertidas pelas taxas em vigor nas respectivas datas de ocorrência; e • as contas apresentadas nas demonstrações do resultado são convertidas com base na taxa de câmbio em vigor nas datas das transações ou, por razões práticas, por uma taxa média apurada para os exercícios, desde que a diferença entre essas taxas não seja significativa. No caso de variação cambial de investimento em coligadas e controladas no exterior, as variações no valor do investimento decorrentes exclusivamente de variação cambial são registradas na conta “Ajuste de avaliação patrimonial”, no patrimônio líquido da Companhia, e somente são registradas ao resultado do exercício quando o investimento for vendido ou baixado para perda (IAS 21 e CPC 02). (d) Reconhecimento da receita As receitas com vendas representam o valor justo do valor recebido ou a receber pela venda de produtos e serviços no curso normal das atividades da Companhia e é apurada em conformidade com o regime contábil de competência. A receita é apresentada líquida dos descontos incidentes sobre esta, sendo que os impostos sobre vendas são reconhecidos quando as vendas são reconhecidas/contabilizadas, e os descontos sobre vendas quando conhecidos. A receita é reconhecida da seguinte maneira: (i) Venda de produtos As receitas de vendas de produtos são reconhecidas: (i) quando o valor das vendas é mensurável de forma confiável; (ii) os custos incorridos ou que serão incorridos em respeito à transação podem ser mensurados de maneira confiável; (iii) é provável que os benefícios econômicos serão recebidos pela Companhia; e (iv) os riscos e benefícios foram integralmente transferidos ao comprador. (ii) Receita financeira A receita financeira é reconhecida em base “pro rata dia” com base no método da taxa de juros efetiva. (e) Caixa e equivalentes de caixa Contemplam numerários em caixa, saldos em bancos e investimentos de liquidez imediata, com prazos de vencimento original de até três meses. Estão demonstrados ao custo acrescido das remunerações contratadas e reconhecidas proporcionalmente até a data das demonstrações financeiras. (f) Instrumentos financeiros A Companhia classifica seus ativos financeiros sob as seguintes categorias: mensurados ao valor justo por meio do resultado, empréstimos e recebíveis, mantidos até o vencimento e disponíveis para venda. A classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A administração determina a classificação de seus ativos financeiros no reconhecimento inicial. Ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado Os ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado são ativos financeiros mantidos para negociação ativa e frequente. Os ativos dessa categoria são classificados como ativos circulantes. Os ganhos ou as perdas decorrentes de variações no valor justo de ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado são apresentados na demonstração do resultado em “resultado financeiro” no período em que ocorrem, a menos que o instrumento tenha sido contratado em conexão com outra operação. Nesse caso, as variações são reconhecidas na mesma linha do resultado afetada pela referida operação. Empréstimos e recebíveis Incluem-se nessa categoria os empréstimos concedidos e os recebíveis que são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis, não cotados em um mercado ativo. São incluídos como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento superior a 12 meses após a data do balanço (estes são classificados como ativos não circulantes). Os empréstimos e recebíveis da Companhia compreendem os empréstimos a coligadas, contas a receber de clientes, demais contas a receber e caixa e equivalentes de caixa, exceto os investimentos de curto prazo. Os empréstimos e recebíveis são contabilizados pelo custo amortizado, usando o método da taxa de juros efetiva. Ativos mantidos até o vencimento São basicamente os ativos financeiros que não podem ser classificados como empréstimos e recebíveis, por serem cotados em um mercado ativo. Nesse caso, esses ativos financeiros são adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São avaliados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do exercício, usando o método da taxa de juros efetiva. Valor justo Os valores justos dos investimentos com cotação pública são baseados nos preços atuais de compra. Para os ativos financeiros sem mercado ativo ou cotação pública, a Companhia estabelece o valor justo através de técnicas de avaliação. Essas técnicas incluem o uso de operações recentes contratadas com terceiros, a referência a outros instrumentos que são substancialmente similares, a análise de fluxos de caixa descontados e os modelos de precificação de opções que fazem o maior uso possível de informações geradas pelo mercado e contam o mínimo possível com informações geradas pela administração da própria entidade. A Companhia avalia, na data do balanço, se há evidência objetiva de que um ativo financeiro ou um grupo de ativos financeiros está registrado por valor acima de seu valor recuperável (impairment). (g) Contas a receber As contas a receber são reconhecidas pelo regime de competência e estão refletidas pelo valor presente estimado de realização. A provisão para perdas com créditos é fundamentada em análise dos créditos pela administração, que leva em consideração o histórico e os riscos envolvidos em cada operação, e é constituída em montante considerado suficiente para cobrir as prováveis perdas na realização das contas a receber. (h) Estoques Os estoques estão demonstrados pelo menor valor entre o valor líquido de realização e o custo médio de produção ou preço médio de aquisição. As provisões para estoque de baixa rotatividade, obsoletos, ou para ajustar ao valor de mercado são constituídas quando consideradas necessárias pela Administração. (i) Outros ativos circulante e não circulante Os tributos a recuperar encontram-se demonstrados pelos seus respectivos valores de recuperação e estão compostos substancialmente por: Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços - ICMS sobre compra de ativo imobilizado para as unidades fabris, com realização em até 4 anos, diferencial de alíquota de ICMS entre os estados, Finsocial a restituir e Imposto de Renda a recuperar. As despesas antecipadas representam principalmente contratos de locação de espaço e outras despesas inerentes às operações da Companhia. Os demais ativos são apresentados ao valor de custo ou de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos, as variações nas taxas de câmbio e as variações monetárias auferidos. (j) Imobilizado Demonstrado ao custo histórico, acrescido de correção monetária, quando aplicável, combinado com os seguintes aspectos: • Depreciação de bens do imobilizado, calculada pelo método linear às taxas anuais mencionadas na Nota 9, que levam em consideração a vida útil-econômica desses bens, com exceção dos terrenos que não são depreciados. • Perda para valor recuperável dos ativos (impairment), quando aplicável. O valor residual dos itens do imobilizado é baixado imediatamente ao seu valor recuperável quando o saldo residual exceder o valor recuperável. Custos subsequentes são incorporados ao valor residual do imobilizado ou reconhecidos como item específico, conforme apropriado, somente se os benefícios econômicos associados a esses itens forem prováveis e os valores mensurados de forma confiável. O saldo residual do item substituído é baixado. Demais reparos e manutenções são reconhecidos diretamente no resultado quando incorridos. (k) Intangível É avaliado ao custo de aquisição, deduzido da amortização acumulada e perdas por redução do valor recuperável, quando aplicável. Os ativos intangíveis são compostos de softwares e licenças de uso, os quais são amortizados levando em conta uma vida útil estimada de 5 anos. (l) Investimentos Participação em sociedade coligada avaliada pelo método da equivalência patrimonial. As práticas contábeis adotadas pela sociedade coligada foram uniformizadas às da Companhia. (m) Empréstimos e financiamentos Empréstimos e financiamentos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo, líquido dos custos de transação incorridos. Subsequentemente, são mensurados ao custo amortizado com base no método da taxa de juros efetiva. Estão demonstrados pelos valores de contratação, acrescidos dos encargos pactuados, que incluem juros e atualização monetária ou cambial incorridos. Empréstimos e financiamentos são classificados no passivo circulante exceto, quando aplicável, pelas parcelas que podem incondicionalmente ser liquidadas após 12 meses da data de encerramento do balanço das demonstrações financeiras. (n) Provisões para contingências As provisões para contingências fiscais, trabalhistas e outras são constituídas com base na expectativa de perda provável nas respectivas ações em andamento, manifestada pelos consultores jurídicos internos e externos da Companhia (Nota 13). (o) Outros passivos circulante e não circulante Os demais passivos são demonstrados por valores conhecidos ou calculáveis, ajustados, quando aplicável, dos correspondentes encargos, das variações nas taxas de câmbio e das variações monetárias incorridos. (p) Transações com partes relacionadas Os contratos de mútuos entre a Companhia e empresas ligadas são atualizados pela taxa média ponderada de captação no mercado acrescida de variação cambial no caso das empresas no exterior. A Companhia não possui responsabilidade por avais a suas sociedades coligadas. Quando valores de mercado são observáveis as operações são realizadas a valores, prazos e condições de mercado. (q) Imposto de renda e contribuição social A despesa de imposto de renda e contribuição social corrente é calculada de acordo com as bases legais tributárias vigentes nas jurisdições onde a Companhia atua, na data de apresentação das demonstrações financeiras. Periodicamente a administração avalia posições tomadas com relação a questões tributárias que estão sujeitas a interpretação e reconhece provisão quando há expectativa de pagamento de imposto de renda e contribuição social conforme as bases tributárias. Imposto de renda e contribuição social diferidos são registrados, em sua totalidade, sobre as diferenças geradas entre ativos e passivos reconhecidos para fins fiscais e seus correspondentes valores apresentados nas demonstrações financeiras. São calculados com base nas alíquotas e legislação vigente na data de preparação dessas demonstrações e aplicáveis ou quando o respectivo imposto de renda e contribuição social forem realizados. Imposto de renda e contribuição social diferidos ativos são reconhecidos somente na extensão em que seja provável a existência de base tributável para a qual as diferenças temporárias possam ser utilizadas e prejuízos fiscais compensados (Nota 20). (r) Plano de pensão Os custos com planos de pensão são registrados com base em modelos atuariais em consonância com os requerimentos estabelecidos na Deliberação CVM nº 371, de 13 de dezembro de 2000, e no IAS 19, aplicados respectivamente nas demonstrações financeiras da controladora e consolidadas. Esses modelos utilizam abordagem de atribuição que geralmente desdobra eventos individuais ao longo da vida estimada dos funcionários no plano. A política da Companhia é de financiar seus planos de aposentadoria com base em recomendações atuariais e em consonância com a legislação e os regulamentos de imposto de renda aplicáveis. As receitas ou despesas líquidas de aposentadoria são calculadas utilizando-se as premissas do início de cada exercício fiscal. Essas premissas são definidas ao final do exercício fiscal anterior e incluem as taxas de retorno de longo prazo e esperadas nos ativos do plano, taxas de desconto e aumentos de taxas salariais. Um conjunto de taxas históricas reais, taxas esperadas e dados externos é utilizado pela Companhia para determinar as premissas usadas nos modelos atuariais. Quando os cálculos resultam em benefícios para a Companhia, o reconhecimento do ativo fica limitado ao total líquido de qualquer serviço passado não reconhecido e ao valor presente de qualquer reembolso do plano ou reduções das contribuições futuras do plano. A Companhia utiliza-se do “corridor approach” para reconhecimento de ganhos e perdas atuariais no resultado do exercício. (s) Distribuição de dividendos O estatuto da Companhia e a legislação societária prevêem que, no mínimo, 25% do lucro líquido anual ajustado seja distribuído como dividendos. Portanto, a Companhia registra provisão, no encerramento de cada exercício social, no montante do dividendo mínimo obrigatório que ainda não tenha sido distribuído, caso este limite não tenha sido atingido pelas remunerações intermediárias. (t) Provisão para recuperação dos ativos de vida longa Ativos que têm vida útil indefinida e não sujeitos à amortização têm sua recuperação testada anualmente, enquanto que os ativos sujeitos à depreciação ou amortização têm seu valor de recuperação revisados pela Administração sempre que eventos ou mudanças nas circunstâncias indicarem que seus valores contábeis não poderão ser recuperados. Os ativos são agrupados e avaliados segundo a possível recuperação com base nos fluxos futuros de caixa projetados descontados durante a vida remanescente estimada dos ativos, conforme o surgimento de novos acontecimentos ou circunstâncias. Nesse caso, as perdas são reconhecidas com base no montante pelo qual o valor contábil excede o valor provável de recuperação de um ativo de vida longa. O valor provável de recuperação é determinado como sendo o maior valor entre (a) o valor de venda estimado dos ativos menos os custos estimados para venda e (b) o valor em uso, determinado pelo valor presente esperado dos fluxos de caixa futuros do ativo ou da unidade geradora de caixa. (u) Subvenções fiscais para investimento (i) Consolidado Nas demonstrações financeiras consolidadas, o montante da reserva de capital de doações e subvenções para investimento foi integralmente reclassificado para o passivo não circulante, como requerido pelas práticas contábeis internacionais (IAS 20). As subvenções fiscais para investimento, destinadas à aquisição de ativo imobilizado, vêm sendo diferidas e reconhecidas na demonstração do resultado do exercício com base no saldo acumulado dessas subvenções, à medida que as despesas de depreciação do respectivo ativo são reconhecidas no resultado do exercício. (ii) Controladora Conforme estabelecido no pronunciamento CPC 07 e CPC 13, o saldo da reserva de capital de doações e subvenções para investimento, existente em 31 de dezembro de 2007, foi mantido nessa conta e será utilizado de acordo com as disposições contidas na legislação societária brasileira. As subvenções fiscais para investimento destinadas à aquisição de ativo imobilizado, geradas ao longo do exercício findo em 31 de dezembro de 2008, vêm sendo diferidas e reconhecidas na demonstração do resultado do exercício da controladora à medida que as despesas de depreciação do respectivo ativo é reconhecida no resultado do exercício. Todavia, para fins de atendimento às práticas contábeis adotadas no Brasil e a fim de que o valor da subvenção não seja distribuído aos sócios, a parcela reconhecida no resultado é reclassificada da conta de lucros acumulados para a reserva de lucros de incentivos fiscais. (v) Demonstrações dos fluxos de caixa e do valor adicionado A Companhia já elaborava e divulgava a demonstração dos fluxos de caixa e a do valor adicionado antes da sua obrigatoriedade, como informação complementar. Todavia, algumas mudanças na estrutura de apresentação dessas demonstrações foram realizadas em função do disposto no Pronunciamento Técnico CPC 03. Na demonstração consolidada do valor adcionado, o valor apresentado como reinvestimento contempla a parcela da remuneração dos acionistas proposta pela Administração a ser referendada em Assembléia Geral de Acionistas. 3.2. Estimativas contábeis críticas Práticas contábeis críticas são aquelas que são tanto (a) importantes para demonstrar a condição financeira e os resultados e (b) requerem os julgamentos mais difíceis, subjetivos ou complexos por parte da administração, frequentemente como resultado da necessidade de fazer estimativas que têm impacto sobre questões que são inerentemente incertas. À medida que aumenta o número de variáveis e premissas que afetam a possível solução futura dessas incertezas, esses julgamentos se tornam ainda mais subjetivos e complexos. Na preparação das demonstrações financeiras, a Companhia adotou estimativas e premissas derivadas de experiência histórica e vários outros fatores que entende como razoáveis e relevantes sob certas circunstâncias. Os resultados reais, baseados em julgamentos, foram semelhantes aos estimados sob variáveis, premissas ou condições diferentes. 3.3. Novos IFRS’s e interpretações do IFRIC (Comitê de Interpretação de Informação Financeira do IASB) Alguns novos procedimentos contábeis e interpretações do IFRIC foram publicados e têm a sua adoção obrigatória para o período iniciado em 1º de janeiro de 2008, enquanto outros foram aplicados para o exercício findo em 31 de dezembro de 2007. Segue, abaixo, a avaliação da Companhia dos impactos desses novos procedimentos e interpretações. (a) Novos pronunciamentos e interpretações do IFRS aplicados em 2007 • IFRS 7 - Instrumentos Financeiros - Divulgações (Financial Instruments: Disclosures). Em agosto de 2005, o IASB emitiu o IFRS 7, o qual prevê requerimentos adicionais de divulgações em relação à relevância de instrumentos financeiros e informações qualitativas e quantitativas em relação à exposição de riscos relacionados a esses instrumentos. Esse pronunciamento sucede os requerimentos de divulgação definidos tanto no IAS 30 “Divulgações nas Demonstrações Financeiras de Bancos e Instituições Financeiras Similares” e IAS 32 “Instrumentos Financeiros: Divulgação e Apresentação” e é efetivo para períodos anuais iniciados a partir de 1º de janeiro de 2007. A administração adotou os requerimentos de divulgação conforme apresentado na Nota 26. • Alteração no IAS 1 - Apresentação das Demonstrações Financeiras (Presentation of Financial Statements). Em agosto de 2005, o IASB alterou o IAS 1, o qual requer que uma entidade forneça informações qualitativas e quantitativas adicionais para permitir ao usuário de demonstrações financeiras avaliar seus objetivos, políticas e procedimentos para gerenciamento de capital. A alteração é efetiva para períodos anuais iniciados a partir de 1º de janeiro de 2007. A administração adotou os requerimentos de divulgação, sem maiores impactos identificados. (b) Novos pronunciamentos e interpretações do IFRS aplicáveis a partir de 2008 • IAS 23 - Custos de empréstimos (Borrowing costs). Em março de 2007, o IASB emitiu uma versão revisada do IAS 23, o qual trata da obrigatoriedade da inclusão no ativo dos custos de empréstimos que são atribuíveis à aquisição, construção ou produção de um ativo. A entidade deve aplicar essa norma para períodos anuais que se iniciem a partir de 1º de janeiro de 2009. A Companhia está avaliando os impactos oriundos da aplicação dessa norma. • IAS 1 - Apresentação das demonstrações financeiras (Presentation of Financial Statements). Em setembro de 2007, o IASB alterou novamente o IAS 1, sendo esta alteração efetiva para períodos anuais iniciados a partir de 1º de janeiro de 2009. A Companhia está avaliando os efeitos oriundos da alteração desta norma na divulgação das demonstrações financeiras consolidadas. • IFRS 8 - Segmentos operacionais (Operating segments). Em novembro de 2006, o IASB emitiu o IFRS 8 que especifica forma de divulgação de informações sobre seus segmentos operacionais nas informações financeiras anuais e altera o IAS 34 “Informações financeiras interinas”, requerendo que a entidade reporte informações financeiras selecionadas sobre seus segmentos de operação em informações financeiras interinas. Este pronunciamento define segmento operacional como componente de uma entidade sobre a qual informações financeiras segregadas são disponibilizadas e avaliadas pelo responsável pelo gerenciamento do negócio em suas decisões de como alocar recursos e avaliar sua performance. Esse pronunciamento também define requerimentos para divulgações relacionadas a produtos e serviços, áreas geográficas, e principais clientes e é efetivo para períodos anuais iniciados em/ ou após 1º de janeiro de 2009. A Companhia acredita que a adoção do IFRS 8 não terá impactos significativos na divulgação de suas demonstrações financeiras consolidadas. • IFRIC 11 - Transações com ações de empresas do grupo e em tesouraria (Group and treasury share transactions). Souza Cruz S.A. e Sociedades Controladas CNPJ 33.009.911/0001-39 - NIRE 33.300.136.860 Em novembro de 2006, o IFRIC emitiu sua Interpretação 11 para esclarecer a contabilização de certos pagamentos baseados em ações envolvendo as ações próprias da entidade (ações em tesouraria) e pagamentos e arranjos baseados em ações que envolvam duas ou mais entidades dentro do mesmo grupo de empresas. Esta Interpretação esclarece que o pagamento de transações baseadas em ações nas quais a entidade recebe serviços em troca de suas próprias ações devem ser contabilizadas como se fossem liquidadas em ações. A entidade deve aplicar esta Interpretação para períodos anuais iniciando a partir de 1º de março de 2007. A Companhia não identificou impactos decorrentes da adoção desta interpretação nas suas demonstrações financeiras consolidadas. 4. Transição para o IFRS das demonstrações financeiras consolidadas 4.1. Base para transição ao IFRS • Aplicação do IFRS 1 A Companhia adotou os conceitos do IFRS 1 na preparação das demonstrações financeiras consolidadas para o exercício findo em 31 de dezembro de 2007. A Companhia já preparava, para fins de consolidação por parte de sua controlada, dados financeiros seguindo os conceitos básicos de IFRS. Entretanto, determinadas práticas contábeis eram adaptadas no conjunto de informações enviados à controladora, uma vez que seguiam as regras e diretrizes constantes no “Manual de Políticas e Práticas Contábeis” de sua controladora. A data de transição escolhida foi 1º de janeiro de 2007 e a administração preparou as demonstrações financeiras em IFRS a partir dessa data. Na preparação do balanço de abertura consolidado em IFRS, na data de transição de acordo com o IFRS 1, a Companhia aplicou as exceções obrigatórias e certas isenções opcionais de aplicação retrospectiva completa do IFRS. • Isenções eleitas pela administração na aplicação retrospectiva De acordo com o IFRS 1, é permitida a adoção de algumas isenções a requerimentos em áreas específicas, nas quais o custo de geração de informações possa exceder os benefícios dos usuários das demonstrações financeiras. Neste contexto, e mediante a utilização dos dados contábeis enviados à sua controladora, a administração da Companhia adotou a isenção para apresentação dos ajustes acumulados de conversão cambial. Dessa forma, a Companhia optou por apresentar os efeitos acumulados na data de transição para IFRS, decorrentes de conversão de demonstrações financeiras de controladas e investidas com moeda funcional diferente da moeda de relatório da Companhia, como lucros acumulados no balanço de abertura. A partir da data de transição do IFRS, a Companhia reconheceu os ajustes de conversão diretamente em conta específica do patrimônio líquido. (c) Reavaliação do imobilizado: Para fins de IFRS, o montante dessa reavaliação foi estornado. (d) Marcas e patentes: Os custos com marcas e patentes são registrados diretamente no resultado do exercício, não sendo permitido registrá-lo como ativo intangível. (e) Variação Cambial sobre Empréstimos de Longo Prazo em moeda estrangeira com investida no exterior (IAS 21): De acordo com IFRS, a variação de taxas de câmbio sobre empréstimos de longo prazo mantidos com investidas no exterior, devem ser reconhecidos diretamente no patrimônio líquido desde que sua liquidação não esteja planejada e nem há probabilidade de ocorrer num futuro previsível. Antes da adoção do CPC 02 esta variação era reconhecida no resultado do exercício. A partir de 1º de janeiro de 2008 essa diferença entre práticas contábeis deixou de existir. (f) Variação cambial sobre investimento no exterior: Conforme mencionado no item (e) acima, de acordo com IFRS, a variação de taxas de câmbio sobre investimentos mantidos no exterior, bem como sobre o saldo de patrimônio líquido de empresas consolidadas com moeda funcional diferente da moeda funcional da Companhia, devem ser reconhecidos diretamente no patrimônio líquido. Até 31 de dezembro de 2007 para fins de praticas contábeis brasileiras, esta variação era reconhecida no resultado do exercício, na linha de equivalência patrimonial. A adoção da CPC 02 equiparou o tratamento contábil em BRGAAP com a norma IFRS a partir de 2008. (g) Dividendos: De acordo com IFRS, os dividendos propostos acima do mínimo obrigatório na data do balanço só devem ser reconhecidos como passivos quando aprovados pela Assembléia de Acionistas. De acordo com o BRGAAP, deve ser contabilizado no balanço patrimonial, no encerramento de cada exercício, um passivo pelos dividendos propostos pela administração que, posteriormente ao término do exercício, serão submetidos à aprovação dos acionistas. 5. Caixa e equivalentes de caixa Consolidado - IFRS 2008 2007 Caixa e Bancos ..................................................................... Aplicações em “time deposit” ................................................ Operações compromissadas (Debêntures) ......................... Certificados de Depósitos Bancários - CDB ........................ 138,0 33,4 545,5 252,4 969,3 Controladora 2008 2007 135,9 132,9 242,2 108,4 619,4 125,4 516,8 247,1 889,3 128,7 209,5 102,9 441,1 • Exceções seguidas pela administração na aplicação retrospectiva Não foram identificados impactos relevantes no balanço de abertura da Companhia decorrentes da aplicação das exceções obrigatórias previstas no IFRS 1. 4.2. Reconciliação das demonstrações financeiras consolidadas entre IFRS e BRGAAP A Companhia apurou os efeitos de transição para a adoção ao IFRS e os respectivos impactos no patrimônio líquido e resultados dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2007, como apresentado a seguir: (a) Reconciliação do patrimônio líquido em 1º de janeiro de 2007 Reconciliação em 1º de janeiro de 2007 Patrimônio Líquido Consolidado Souza Cruz - Lei S.A. ............................................................... 1.680,4 Ajustes em IFRS: ............................................................................................... (292,3) a) Incentivos Fiscais ............................................................................................. b) Adições Ativo Diferido (líquido de amortizações) .......................................... c) Reavaliação do Imobilizado .............................................................................. d) Marcas e Patentes ........................................................................................... (287,8) (3,5) (0,8) (0,2) Saldos em IFRS .................................................................................................. 1.388,1 (b) Reconciliação do patrimônio líquido em 31 de dezembro de 2007 e do lucro líquido do exercício findo nessa data Reconciliação em 31 de dezembro de 2007 Patrimônio Líquido Lucro Líquido Consolidado Souza Cruz - Lei S.A. ...................................................... 1.575,7 908,1 Ajustes em IFRS: ...................................................................................... 88,2 125,5 a) Incentivos Fiscais ...................................................................................... b) Adições Ativo Diferido (líquido de amortizações) ................................... c) Reavaliação do Imobilizado ....................................................................... d) Marcas e Patentes .................................................................................... e) Variação Cambial sobre Empréstimos de Longo Prazo em US$ com investida no exterior (IAS 21) .................................................................... f) Variação Cambial sobre Empréstimos em Moeda Estrangeira (IAS 39) . e/f) Imposto de Renda e Contribuição Social sobre os efeitos de Variação Cambial sobre Empréstimos .................................................. g) Variação Cambial sobre Investimentos no Exterior ................................ h) Ganhos e Perdas Resultantes de Conversão de Moeda Estrangeira ... i) Reversão do Dividendo Proposto Complementar .................................... (281,9) (6,2) (0,8) (0,2) 45,3 (2,7) - - Saldos em IFRS ........................................................................................... (127,2) (38,6) 377,3 56,4 183,3 9,0 - 1.663,9 1.033,6 4.3. Reconciliação das demonstrações financeiras consolidadas (IFRS) e da controladora (BRGAAP) A reconciliação do patrimônio líquido e dos resultados dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2008 e de 2007 está demonstrada como segue: Patrimônio líquido 2008 Controladora (BRGAAP) ................................................... Resultados não realizados nas transações entre a controladora e suas controladas ...................... Incentivos Fiscais ............................................................... Movimentações no Ativo Diferido (líquido de amortizações) Movimentações em Marcas e Patentes ............................. Reavaliação do Imobilizado ................................................ Variação Cambial sobre Empréstimos de Longo Prazo em US$ com investida no exterior (IAS 21) ........................ Variação Cambial sobre Empréstimos em Moeda Estrangeira (IAS 39) ....................................................... Imposto de Renda e Contribuição Social sobre os efeitos de Variação Cambial sobre Empréstimos ....................... Variação Cambial sobre Investimentos no Exterior .......... Ganhos e Perdas Resultantes de Conversão de Moeda Estrangeira ........................................................... Reversão do Dividendo Proposto Complementar ............. Consolidado (IFRS) ........................................................... 1.723,2 (2,0) (245,2) (4,3) (0,2) - 2007 1.575,7 Lucro líquido do exercício 2008 2007 1.212,1 (281,9) (6,2) (0,2) (0,8) (2,0) 36,7 2,0 0,8 907,8 0,3 45,3 (2,7) - - - - (127,2) - - - (38,6) - - - 56,4 183,3 656,8 377,3 - 9,0 - 2.128,3 1.663,9 1.249,6 1.033,6 4.4. Descrição das diferenças entre as práticas contábeis e respectivos ajustes As principais diferenças entre IFRS e BRGAAP que afetaram as demonstrações financeiras consolidadas da Companhia podem ser assim descritas: (a) Incentivos fiscais: De acordo com IFRS, incentivos fiscais recebidos pela Companhia se enquadram no conceito de receita diferida, conforme determinado pelo IAS 20 e deve ser reconhecido no resultado de acordo com a depreciação dos bens do ativo imobilizado que o geraram. Conforme mencionado na Nota 15, a Souza Cruz possui incentivo fiscal de ICMS (FUNDOPEM) concedido pelo Estado do Rio Grande do Sul. Esses incentivos, de acordo com a norma brasileira de contabilidade anterior, eram contabilizados diretamente no patrimônio liquido da Companhia, como Reserva de Capital até 31 de dezembro de 2007. Com o advento do CPC 07 ocorreu a equiparação do tratamento contábil das práticas contábeis brasileiras com as normas internacionais de contabilidade a partir de 1º de janeiro de 2008. Para fins de IFRS, a administração da Companhia reclassificou o montante de incentivos fiscais correspondentes ao valor residual (parcela ainda não depreciada) dos bens que foram base de geração dos incentivos em 31 de dezembro de 2007, que se encontrava registrado no patrimônio líquido, para o passivo não circulante. Para fins de práticas contábeis brasileiras a adoção foi prospectiva para incentivos recebidos a partir de 1º de janeiro de 2008. (b) Adição e amortização do ativo diferido: De acordo com IFRS, os gastos pré-operacionais não se enquadram na definição de um ativo intangível e devem ser contabilizados como despesa. Os custos incorridos para obter um ativo intangível são capitalizados quando os critérios do IAS 38 - Ativos Intangíveis são atingidos. Para o BRGAAP, o ativo diferido corresponde a gastos pré-operacionais, marcas e patentes, e com projetos em fase de pré-operacional são contabilizados pelo custo e amortizados. 6. Contas a receber Consolidado - IFRS 2008 2007 Circulante Clientes .................................................................................. Adiantamentos sobre Cambiais Entregues ......................... Contas a Receber de Agricultores ...................................... Provisão para Impairment ..................................................... Adiantamentos a Terceiros .................................................. Outras ................................................................................... Controladora 2008 2007 441,1 438,5 362,6 364,7 (0,3) (0,3) 51,7 98,8 51,7 98,8 (84,6) (91,3) (84,6) (91,3) 23,8 1,6 23,8 1,6 46,2 39,5 40,4 38,6 478,2 486,8 393,9 412,1 Não Circulante - Contas a Receber de Agricultores ....... 13,8 13,8 13,8 13,8 As contas a receber de agricultores constituem-se basicamente de: (i) fornecimento de insumos agrícolas para o plantio e colheita do fumo e (ii) investimentos para construção de estufas e galpões para cura e secagem do fumo pelo produtor. As movimentações na provisão para impairment de contas a receber são as seguintes: Saldos em 31 de dezembro de 2006 ............................................................ Adições ................................................................................................................. Baixas ................................................................................................................... 100,2 51,8 (60,7) Saldos em 31 de dezembro de 2007 ............................................................ Adições ................................................................................................................. Baixas ................................................................................................................... 91,3 57,0 (63,7) Saldos em 31 de dezembro de 2008 ............................................................ 84,6 7. Estoques Consolidado - IFRS 2008 2007 Circulante Produtos Acabados .............................................................. Produtos em Elaboração ...................................................... Matérias-Primas .................................................................... Produtos de Revenda ........................................................... Materiais Diversos ................................................................ 497,0 2,8 226,9 73,6 33,6 833,9 3,3 Não Circulante - Matéria-Prima (fumo) ............................. 581,6 2,5 193,4 71,0 26,4 874,9 16,4 Controladora 2008 2007 482,1 2,8 226,5 73,6 33,6 818,6 3,3 569,1 2,5 193,4 71,0 26,4 862,4 16,4 8. Investimentos em sociedades controladas e coligada Sociedades Controladas e Coligada Souza Cruz Trading S.A. Controladas Yolanda Participações S.A. e sociedades controladas Coligada Agrega Inteligência em compras Ltda. Total a) Principais Informações Quantidade de ações ordinárias/ quotas possuídas: em 31 de dezembro de 2007 .................. em 31 de dezembro de 2008 .................. 1 1 111.405 111.405 - Percentual de participação no capital social: em 31 de dezembro de 2007 .................. 100,00 % em 31 de dezembro de 2008 .................. 100,00 % 100,00 % 100,00 % 50,00 % 50,00 % - Patrimônio líquido: em 31 de dezembro de 2007 .................. em 31 de dezembro de 2008 .................. 22,6 23,7 1.031,3 1.556,4 7,1 8,4 - Lucro líquido (prejuízo): em 31 de dezembro de 2007 .................. em 31 de dezembro de 2008 .................. 0,5 1,2 (42,4) 179,2 7,0 17,3 - Saldos em 31 de dezembro de 2006 ... Resultado de equivalência patrimonial ....... Dividendos propostos e/ou recebidos ....... 22,1 0,5 - 1.100,4 (42,4) (26,7) 0,1 3,5 - 1.122,6 (38,4) (26,7) Saldos em 31 de dezembro de 2007 ... 22,6 1.031,3 3,6 1.057,5 - 324,1 - 324,1 b) Movimentação dos investimentos Ajustes de Avaliação Patrimonial apropriados diretamente no Patrimônio Líquido: Variação Cambial sobre Investimentos no Exterior Ganhos e Perdas Resultantes de Conversão de Moeda Estrangeira ............................. Resultado de equivalência patrimonial ....... Dividendos propostos e/ou recebidos ....... Saldos em 31 de dezembro de 2008 ... 1,1 23,7 32,7 179,3 (11,0) 8,6 (8,0) 1.556,4 4,2 32,7 189,0 (19,0) 1.584,3 O resultado de equivalência patrimonial em 2007 inclui um resultado negativo de variação cambial sobre investimentos no exterior no valor de R$ 183,3. 9. Imobilizado (a) Saldos Consolidado - IFRS 2008 2007 Terrenos e Cercas ...................................... Edifícios ....................................................... Máquinas e Equipamentos .......................... Veículos ....................................................... Imobilizado em Andamento ......................... Equipamentos de Processamento de Dados Móveis e Utensílios ..................................... Outros ......................................................... 38,8 219,0 208,6 56,9 157,7 28,2 11,3 25,3 745,8 38,7 228,2 199,7 33,2 112,8 28,3 9,0 26,2 676,1 Controladora 2008 2007 38,8 219,0 192,5 56,9 157,7 28,2 11,4 29,8 734,3 38,7 228,2 187,0 33,2 112,8 28,3 9,1 33,2 670,5 Taxas anuais depreciação-% 4 10-25 20 20 10 - Souza Cruz S.A. e Sociedades Controladas CNPJ 33.009.911/0001-39 - NIRE 33.300.136.860 (b) Síntese da movimentação do ativo imobilizado consolidado - IFRS: Equipamentos de Processamento de Dados Móveis e Utensílios Outros Imobilizados Total 145,8 79,7 29,2 24,4 1.751,6 122,7 (155,7) 112,8 5,6 6,5 4,1 87,7 1,0 1,1 0,5 30,8 1,8 24,8 10,6 40,4 185,7 (28,2) 25,5 (9,3) (2,4) 1.871,9 7,0 8,9 1,2 102,4 1,6 2,5 0,2 34,7 0,7 4,6 0,5 45,2 189,0 (10,9) 10,1 2,1 6,8 2.048,8 - 53,0 20,5 10,7 1.115,4 - 10,5 4,1 59,4 1,7 0,4 21,8 3,6 (0,1) 14,2 94,6 14,2 1.195,8 - 16,0 1,2 74,2 1,8 0,2 23,4 5,9 0,2 19,9 107,0 7,0 9,3 2,5 1.303,0 145,8 112,8 157,7 26,7 28,3 28,2 8,7 9,0 11,3 13,7 26,2 25,3 636,2 676,1 745,8 Edifícios Saldos em 31/12/2006 ................................. 39,7 301,2 1.046,9 84,7 Adições ........................................................... Transferências ............................................... Baixas ............................................................. Impairment ....................................................... Efeito do Câmbio ............................................. Saldos em 31/12/2007 ................................. 0,1 0,1 39,7 9,8 53,8 0,1 364,7 28,4 38,3 7,1 (9,3) (2,4) 1.094,8 16,3 3,0 3,0 101,0 Adições ........................................................... Transferências ............................................... Baixas ............................................................. Impairment ....................................................... Efeito do Câmbio ............................................. Saldos em 31/12/2008 ................................. 0,2 39,9 1,2 5,2 371,1 10,9 48,7 5,0 2,1 6,8 1.158,3 25,1 16,6 3,2 139,5 142,3 (97,4) 157,7 Saldos em 31/12/2006 ................................. 0,9 122,1 851,7 56,5 Adições ........................................................... Transferências ............................................... Baixas ............................................................. Saldos em 31/12/2007 ................................. 0,1 1,0 14,4 0,1 0,1 136,5 50,1 6,7 895,1 14,2 2,9 67,8 Adições ........................................................... Transferências ............................................... Baixas ............................................................. Efeito do Câmbio ............................................. Saldos em 31/12/2008 ................................. 0,1 1,1 15,6 152,1 50,0 7,0 4,9 2,5 949,7 17,6 2,8 82,6 38,8 38,7 38,8 179,1 228,2 219,0 195,2 199,7 208,6 28,2 33,2 56,9 Custo do imobilizado bruto Máquinas e Equipamentos Imobilizado em Andamento Terrenos/ Cercas Veículos Depreciação acumulada Imobilizado líquido Saldos em 31/12/2006 ................................. Saldos em 31/12/2007 ................................. Saldos em 31/12/2008 ................................. (c) Depreciação A depreciação do ativo imobilizado foi distribuída nas seguintes contas: Consolidado - IFRS 2008 2007 Custo dos Produtos Vendidos .................................................................................................................................................................................... Despesas com Vendas, Gerais e Administrativas .................................................................................................................................................... Estoques ...................................................................................................................................................................................................................... 10. Intangível (a) Composição Consolidado - IFRS 2008 2007 226,4 198,6 (142,9) (122,5) 83,5 76,1 Programas de Software-Licenças de Uso .................. Amortização Acumulada ............................................... Controladora 2008 2007 220,3 194,2 (137,1) (119,8) 83,2 74,4 (b) Movimentações – consolidado – IFRS Custo do intangível .................. Amortização acumulada .......... Saldos em 2006 156,2 (102,2) Intangível líquido ................ Custo do intangível .................. Amortização acumulada .......... Adições 15,1 (20,5) Transferências 28,2 - Efeito Câmbio (0,9) 0,2 (5,4) 28,2 (0,7) Adições 9,0 (19,1) Transferências 17,4 - Efeito Câmbio 1,4 (1,3) (10,1) 17,4 54,0 Saldos em 2007 198,6 (122,5) Intangível líquido ................ 76,1 11. Empréstimos e financiamentos Moeda Nacional Capital de Giro ....................................................... Moeda estrangeira Adiantamentos de contratos de câmbio (ACC) ... US$ 14,2 milhões (2007 - US$ 74,6 milhões). ..... Passivo Circulante ............................................... Saldos em 2007 198,6 (122,5) 76,1 Saldos em 2008 226,4 (142,9) 0,1 83,5 Encargos 2008 2007 Taxa de mercado 18,5 73,4 33,2 51,7 132,2 205,6 3,03% a.a. (2007 - 5,42% a.a.) + variação cambial Instituição financeira: Vencimento Banco Unibanco S.A. .............................................. Banco HSBC ............................................................. Banco Bradesco S.A. .............................................. Banco do Brasil S.A. ............................................... Banco Itaú BBA S.A. ................................................ Banco Itaú BBA S.A. ................................................ 8,4 2,2 24,9 2,6 8,2 5,4 51,7 Até 1 ano Até 1 ano 1 - 3 meses Até 1 ano Até 30 dias Até 1 ano Os adiantamentos de contrato de câmbio têm como garantia os contratos de exportação. Os empréstimos para capital de giro são para suprir necessidades temporárias de caixa e têm como garantia cédula de crédito bancário. 12. Provisões operacionais Circulante Comissões e Serviços ............................................. Diversas Dívidas-Operacionais .............................. Custo de Reestruturação ........................................ Não Circulante - Honorários Advocatícios .......... Consolidado - IFRS 2008 2007 37,3 15,6 13,9 66,8 48,1 31,5 32,3 9,3 73,1 47,0 Controladora 2008 2007 36,8 15,7 13,9 66,4 42,5 30,2 32,4 9,3 71,9 42,0 13. Contingências e depósitos judiciais A Companhia é parte envolvida em processos trabalhistas, cíveis, tributários e de outras naturezas, cujas discussões encontram-se em andamento tanto na esfera administrativa como na judicial. Quando aplicável, tais discussões são amparadas por depósitos judiciais. As provisões para as eventuais perdas prováveis decorrentes desses processos são constituídas pela administração, considerando a opinião de seus consultores legais internos e externos. Na avaliação desses consultores, os processos considerados como de perda possível montam a R$ 194,5, distribuídos entre processos fiscais, cíveis e trabalhistas. (a) Composição Em 31 de dezembro, a Companhia e suas controladas mantinham registradas as seguintes provisões para contingências e correspondentes depósitos judiciais: Provisões para Depósitos judiciais contingências 2008 2007 2008 2007 Contingências fiscais e cíveis ...................................... 65,5 53,5 69,0 57,8 Contingências trabalhistas e previdenciárias ............ 15,8 16,5 72,2 58,3 81,3 70,0 141,2 116,1 Passivo não circulante .................................................. (140,9) (107,9) Passivo circulante ......................................................... 0,3 8,2 Referem-se basicamente a: Fiscais – Referem-se a processos administrativos e judiciais envolvendo a discussão da legalidade ou constitucionalidade da exigência de impostos, taxas e contribuições sociais de competência municipal, estadual e federal. Trabalhistas e previdenciárias – Relativos a processos administrativos e judiciais em que são discutidas indenizações de cunho trabalhista e exigências relacionadas à matéria previdenciária. Cíveis – Referem-se a processos judiciais em que são discutidas questões de natureza comercial e cível, com exceção de ações de responsabilidade pelo fato do produto. (b) Movimentação Saldos em 31 de dezembro de 2006 ..................... Adições .......................................................................... Baixas ............................................................................ Saldos em 31 de dezembro de 2007 ..................... Adições .......................................................................... Baixas ............................................................................ Saldos em 31 de dezembro de 2008 ..................... Fiscal Trabalhista Cível 56,4 23,8 (24,5) 55,7 15,9 (3,9) 67,7 48,7 11,4 (1,8) 58,3 19,7 (5,8) 72,2 1,2 1,7 (0,8) 2,1 1,3 (2,1) 1,3 Total 106,3 36,9 (27,1) 116,1 36,9 (11,8) 141,2 40,8 63,5 104,3 4,0 108,3 44,9 47,1 92,0 4,4 96,4 Controladora 2008 2007 40,8 61,9 102,7 4,0 106,7 44,9 45,5 90,4 4,4 94,8 (c) Responsabilidade pelo fato do produto Em 31 de dezembro de 2008, havia 313 processos (2007 – 302 processos) dessa natureza em andamento. De acordo com opiniões dos consultores jurídicos internos e externos da Companhia, não existem ações que justifiquem provisão referente à responsabilidade pelo fato do produto. Foram proferidas pelo Judiciário brasileiro 233 decisões definitivas (2007 – 175), todas favoráveis aos argumentos de defesa da Companhia. 14. Incentivos fiscais Concedidos em 1997 com base no programa estadual de incentivos fiscais do ICMS - Fundo Operação Empresa (FUNDOPEM) do Estado do Rio Grande do Sul, para construção da fábrica de cigarros na cidade de Cachoeirinha, município da região metropolitana de Porto Alegre e da Usina de Processamento de Fumo na cidade de Santa Cruz do Sul, benefícios esses que terminaram em junho de 2005. Em agosto de 2005, o Programa foi estendido para contemplar a transferência para Cachoeirinha do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento (CPD) e do Departamento Gráfico (DG), atualmente sediados no Rio de Janeiro, além da construção de nova linha de processamento de talos de folhas de fumo na cidade de Santa Cruz do Sul. (i) Consolidado De acordo com o IAS 20, os valores referentes a subsídios do Governo não devem ser registrados no patrimônio líquido e estabelece sua contabilização em conta do passivo, ou como redutor de custo do ativo, com apropriação para o resultado baseado na realização do correspondente ativo incentivado. Durante o exercício de 2008, R$ 59,7, relativos à parcela não realizada foram registrados na conta “Incentivos Fiscais” no passivo não circulante, e R$ 45,0 relativos à parcela realizada, foram registrados na conta “Outras Receitas Operacionais – Líquidas” no resultado do exercício findo em 31 de dezembro de 2008. Os incentivos fiscais ainda não realizados, no montante de R$ 296,6 (2007 – R$ 281,9) foram registrados na conta “Incentivos Fiscais” no passivo não circulante. (ii) Controladora De acordo com o CPC 07 e CPC 13, as subvenções para investimentos destinadas à aquisição de ativo imobilizado gerada a partir do início do exercício de 2008 montou a R$ 59,7, dos quais R$ 51,4, relativos à parcela não realizada foram registrados na conta “Incentivos Fiscais” no passivo não circulante, e R$ 8,3, relativos à parcela realizada, foram registrados na conta “Outras Receitas Operacionais – Líquidas” no resultado do exercício findo em 31 de dezembro de 2008. O saldo de R$ 499,4 relativos a incentivos fiscais gerados em exercícios anteriores foi mantido no patrimônio líquido na rubrica de reserva para incentivos fiscais. 15. Patrimônio líquido (a) Capital social O Capital Social é composto de 305.690.100 ações ordinárias escriturais, sem valor nominal, assim distribuídas em 31 de dezembro: 2008 2007 Quantidade Quantidade de ações % de ações % Controle Acionário: .................................. British-American Tobacco Company (Nederland) B.V. ................................... Contab Participações Ltda. ................... Acionistas Minoritários: ........................... Domiciliados no Exterior ........................ Pessoas Físicas .................................... Fundos de Pensão ................................. Pessoas Jurídicas ................................. 230.076.378 75,3% 230.076.378 75,3% 230.076.378 75.613.722 39.354.133 23.154.684 7.672.595 5.432.310 305.690.100 75,3% 24,7% 12,9% 7,6% 2,4% 1,8% 100,0% 230.076.378 75.613.722 42.170.166 19.927.462 9.335.184 4.180.910 305.690.100 75,3% 24,7% 13,8% 6,5% 3,0% 1,4% 100,0% O controle acionário foi transferido da Contab Participações Ltda. (atualmente British American Tobacco Américas Prestação de Serviços Ltda.) para British-American Tobacco Company (Nederland) B.V., ambas controladas por British American Tobacco (BAT), mediante cisão parcial do acervo líquido da Contab Participações Ltda. ocorrido em 31 de janeiro de 2008. (b) Reserva legal Constituída com 5% do lucro líquido do exercício, limitada a 20% do capital social. A Companhia poderá deixar de constituir a reserva legal no exercício em que o saldo dessa reserva, acrescido do montante das reservas de capital, exceder a 30% do capital social, conforme previsto na Lei das Sociedades por Ações. (c) Reserva estatutária para manutenção de capital de giro Constituída com a finalidade de assegurar a disponibilidade de recursos próprios para o desenvolvimento dos negócios sociais e a manutenção dos estoques da Companhia, assim como possibilitar a compra de safras futuras de fumo. O estatuto da Companhia determina que essa reserva pode ser constituída em valor de até 30% do lucro líquido do exercício e o seu saldo não poderá exceder a 80% do capital social. (d) Reserva estatutária para investimentos Constituída com a finalidade de atender ao projeto de crescimento dos negócios estabelecido em seu plano de investimentos, conforme orçamento de capital proposto pelos administradores da Companhia, a ser deliberado na Assembléia Geral em observância ao Artigo 196 da Lei das Sociedades por Ações. (e) Reserva de incentivos fiscais A administração da Companhia propôs, ad referendum da Assembléia Geral de Acionistas, a apropriação do valor dos incentivos fiscais para investimentos realizados no resultado do exercício findo em 31 de dezembro de 2008, no montante de R$ 8,3, à conta de “Reserva de incentivos fiscais”, no patrimônio líquido. (f) Remuneração dos acionistas De acordo com as disposições estatutárias da Companhia, o dividendo mínimo obrigatório é de 25% do lucro líquido do exercício, ajustado na forma da lei societária. Em 31 de dezembro de 2008, a administração da Companhia propôs o pagamento de dividendos no montante de R$ 656,8 com base no lucro apurado no exercício de 2008, a ser referendado pela Assembléia Geral de Acionistas, o qual foi reconhecido no balanço patrimonial da controladora. Em atendimento aos IFRS, os dividendos propostos e não pagos, acima do mínimo obrigatório na data do balanço, não foram reconhecidos no balanço patrimonial consolidado. Os dividendos propostos e os juros sobre o capital próprio declarados serão atualizados pela taxa SELIC a partir de 31 de dezembro de 2008 até a data dos seus respectivos pagamentos. Assim, considerando os juros sobre o capital próprio (JCP) de R$ 33,0 declarados em dezembro de 2008 e a remuneração intermediária (JCP e dividendos) paga durante o ano de R$ 514,6, a remuneração total dos acionistas por conta dos lucros obtidos no exercício de 2008 montará a R$ 1.204,4 (R$ 3,939907 por ação), representando 96% do lucro líquido consolidado do exercício de 2008. O saldo de lucros acumulados na controladora, refere-se ao valor remanescente de lucros acumulados anteriores a Lei nº 10.303/01. A Administração está avaliando a destinação a ser dada a esse saldo. Souza Cruz S.A. e Sociedades Controladas CNPJ 33.009.911/0001-39 - NIRE 33.300.136.860 Lucro líquido do exercício (controladora) ........... Realização de Incentivos Fiscais ............................... Reversão de Dividendos Prescritos ........................... Constituição de Reserva para Manutenção de Capital de Giro .......................................................... 2008 R$ por ação 3,97 (0,03) - R$ Milhões 1.212,1 (8,3) 0,6 Base de cálculo dos dividendos ............................ Dividendo Extraordinário ............................................. Juros sobre o capital próprio - intermediários ........... Dividendo intermediário ............................................... Juros sobre o capital próprio - complementar ........... Dividendo proposto - complementar ........................... - - 1.204,4 76,7 437,9 33,0 656,8 1.204,4 Porcentagem sobre o lucro líquido do exercício consolidado ........................................... R$ Milhões 907,8 0,6 3,94 0,250829 1,432457 0,108006 2,148615 3,939907 2007 R$ por ação 2,97 - (0,6) - 907,8 145,0 89,4 411,1 30,0 377,3 1.052,8 2,97 0,474336 0,292284 1,344859 0,098019 1,234397 3,443895 96,4% 101,9% 16. Receita Líquida das Vendas A receita líquida de vendas para o exercício possui a seguinte composição: Consolidado - IFRS 2008 2007 Receita bruta de vendas ...................................................... 11.046,4 Tributos incidentes sobre vendas ....................................... (5.745,8) Receita líquida das vendas ............................................. 5.300,6 Controladora 2008 2007 9.958,0 10.944,5 9.857,0 (5.111,3) (5.745,8) (5.111,3) 4.846,7 5.198,7 4.745,7 17. Resultado financeiro O resultado financeiro pode ser demonstrado como segue: Receitas Financeiras Rendimentos sobre Aplicações Financeiras ..................... Juros e Variações Monetárias sobre Contas a Receber . Juros e Variações Monetárias sobre Impostos a Recuperar Outras Receitas Financeiras ............................................. Variações Cambiais sobre Passivos Adiantamentos de Contrato de Câmbio (ACC) e Pré-pagamentos de Exportações (PPB) ....................... Empréstimos baseados na Resolução nº 2.770 do BACEN Empréstimos com Investida no Exterior ............................. Adiantamentos sobre Cambiais Entregues (ACE) ............ Fornecedores e Outras Contas a Pagar ........................... Adiantamentos de Clientes no Exterior ............................. Despesas Financeiras Juros sobre Empréstimos com Investida no Exterior ....... Juros SELIC sobre Dividendos e Juros sobre o capital Próprio a Pagar .................................................... Juros sobre Empréstimos baseados na Resolução nº 2.770 do BACEN ...................................... Juros sobre Empréstimos em Moeda Nacional ................. Juros sobre Adiantamentos de Contrato de Câmbio e Adiantamentos sobre Cambiais entregues (ACC/ACE) Juros sobre Pré-pagamentos de Exportações (PPB) ...... Outras Despesas Financeiras ........................................... Variações Cambiais sobre Ativos Contas a Receber no Exterior ............................................ Contas Correntes com Companhias do Grupo Controlador Outras Variações Cambiais ............................................... Consolidado - IFRS 2008 2007 Controladora 2008 2007 60,6 19,1 0,6 4,1 84,4 76,5 24,8 7,6 2,8 111,7 53,2 19,0 0,5 3,3 76,0 53,3 22,5 7,4 1,8 85,0 (7,8) (9,1) 3,2 (13,7) 4,8 7,6 25,8 38,2 (7,8) (9,1) 3,2 (13,7) 22,9 15,7 127,2 4,7 7,5 25,9 203,9 - - (82,0) (43,4) (23,9) (26,3) (23,9) (26,3) (1,0) (5,3) (9,3) (6,6) (1,0) (5,3) (9,3) (6,6) (3,0) (7,6) (40,8) (4,0) (4,0) (1,5) (51,7) (3,0) (7,3) (122,5) (4,0) (4,0) (0,9) (94,5) 37,4 11,3 5,5 54,2 (12,7) (3,6) (0,8) (17,1) 37,4 11,3 4,9 53,6 (12,4) (3,6) (0,6) (16,6) 84,1 81,1 (6,6) 177,8 18. Despesas por natureza O detalhamento do resultado por natureza pode ser assim resumido em 31 de dezembro: Consolidado - IFRS 2008 2007 Matéria-prima e materiais ..................................................... Salários, encargos e benefícios .......................................... Despesas com marketing ..................................................... Serviços de terceiros ........................................................... Depreciação e amortização ................................................. Manutenção e materiais diversos ........................................ Energia, água e comunicação .............................................. Despesas com viagens ........................................................ Fretes e armazenagens ....................................................... Aluguéis ................................................................................ Seguros e sinistros .............................................................. Contribuições a fundação - FASC ....................................... Impostos (CPMF e outros) .................................................... Outras despesas .................................................................. Classificados como: Custo dos produtos vendidos .............................................. Despesas com vendas ......................................................... Despesas gerais e administrativas ..................................... Controladora 2008 2007 2.016,6 615,6 336,5 259,6 127,0 121,4 55,1 54,6 44,0 24,2 16,2 11,7 8,7 88,1 3.779,3 1.884,7 553,3 296,3 239,5 120,5 97,3 53,1 42,2 37,4 23,6 20,7 9,4 50,4 205,8 3.634,2 2.006,9 611,2 334,0 258,0 125,4 121,4 55,1 54,6 43,7 24,2 16,2 11,7 8,6 86,6 3.757,6 1.876,1 548,8 292,0 238,3 118,8 97,3 53,0 42,2 37,1 23,5 20,7 9,4 50,3 203,9 3.611,4 2.287,1 722,1 770,1 3.779,3 2.166,6 641,2 826,4 3.634,2 2.277,5 714,0 766,1 3.757,6 2.158,0 630,7 822,7 3.611,4 19. Outras receitas operacionais, líquidas A composição da linha de “Outras receitas operacionais, líquidas”, apresentada na demonstração do resultado em 31 de dezembro, pode ser assim resumida: Consolidado - IFRS Controladora 2008 2007 2008 2007 Receitas Operacionais por: Incentivos Fiscais ................................................................... 45,0 45,3 8,3 Recuperação de Custos de Estocagem e Carregamento de Estoques ................................................ 15,3 12,2 Impostos Recuperados - Exercícios Anteriores ................... 11,6 11,3 Recuperação de Créditos do Contas a Receber .................. 7,0 5,1 7,0 5,1 Doações Recebidas em Mercadorias ................................... 2,4 4,3 2,4 4,3 Vendas de Sucatas, Materiais e Lenha ................................ 2,6 2,5 2,6 2,5 Ajustes IFRS - Realização do Ativo Diferido / Amortização . 1,9 Resultado na Venda de Bens do Ativo Permanente ............. 1,0 12,7 1,0 17,3 Outras ..................................................................................... 10,1 10,1 9,5 3,6 85,3 103,8 30,8 44,1 Despesas Operacionais por: Ajustes IFRS - Realização do Ativo Diferido / Amortização . 2,7 Baixa de Bens do Ativo Permanente ..................................... 1,5 2,2 1,5 0,8 PIS e COFINS sobre Outras Receitas Operacionais ............ 1,2 1,1 1,2 1,0 Custos e Impostos sobre Vendas Eventuais ........................ 0,4 1,2 0,4 0,5 3,1 7,2 3,1 2,3 82,2 96,6 27,7 41,8 20. Imposto de renda e contribuição social (a) Composição dos tributos diferidos Os saldos de ativos e passivos diferidos da Companhia e suas controladas apresentam-se como segue: Diferenças temporárias geradas por: Provisão para contingências ................................................... Provisão para perdas em ativos .............................................. Provisão para participações no resultado .............................. Provisão para custos com reestruturação ............................. Provisão para benefícios trabalhistas ..................................... Depreciação incentivada ......................................................... Outras ....................................................................................... 2008 Ativo 2007 79,0 40,2 27,1 5,5 8,1 17,8 177,7 68,3 62,3 24,0 5,7 7,3 16,4 184,0 Passivo 2008 2007 0,1 0,1 0,1 0,1 Os ativos e passivos diferidos de imposto de renda e contribuição social, decorrentes de diferenças temporárias, são reconhecidos levando-se em consideração a realização provável desses tributos, a partir de projeções de resultados futuros elaboradas com base em premissas internas e em cenários econômicos futuros que podem, portanto, sofrer alterações. Apesar do IAS 12 estabelecer que uma Companhia que diferencie circulante e não circulante não deve classificar os ativos e passivos fiscais diferidos como ativos e passivos circulantes, existe um montante de R$ 90,6 (2007 - R$ 108,4), classificado como ativo fiscal diferido não circulante que, de acordo com a expectativa da administração, será realizado durante o ano de 2009. (b) Reconciliação da despesa do imposto de renda e da contribuição social Os valores de imposto de renda (alíquota de 25%) e contribuição social (alíquota de 9%), demonstrados no resultado, apresentam a seguinte reconciliação em seus valores à alíquota nominal combinada: Lucro antes da tributação .................................................... Juros sobre o Capital Próprio ..................................................... Resultado de Investimentos em Controladas e Coligada ......... Adições sobre preços de transferência ................................... Inovação Tecnológica - Lei 11.196/2005 ................................... Realização de Incentivos Fiscais .............................................. Itens permanentes, líquidos ....................................................... Lucro tributável ....................................................................... Alíquota combinada do imposto de renda e da contribuição social - % ........................................................... Consolidado - IFRS 2008 2007 1.696,2 1.393,7 (109,7) (119,4) (186,1) (149,9) 7,6 5,8 (47,7) (48,8) (45,0) (45,3) (1,8) 23,0 1.313,5 1.059,1 Controladora 2008 2007 1.651,2 1.315,5 (109,7) (119,4) (189,0) 38,4 7,6 5,8 (47,7) (48,8) (8,3) (12,6) 7,6 1.291,5 1.199,1 34% 34% 34% 34% Imposto de renda e contribuição social no resultado . 446,6 360,1 439,1 407,7 Alíquota efetiva ........................................................................... 26,3% 25,8% 26,6% 31,0% Como a base tributável do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido decorre não apenas do lucro que pode ser gerado, mas também da existência de receitas não tributáveis, despesas não dedutíveis, incentivos fiscais e outras variáveis, não existe uma correlação imediata entre o lucro líquido da Companhia e o resultado de imposto de renda e contribuição social. Portanto, a expectativa da utilização dos créditos fiscais não deve ser tomada como único indicativo de resultados futuros da Companhia. 21. Informações por segmento de negócio A Administração definiu os segmentos operacionais do grupo, com base nos relatórios utilizados para sua tomada de decisão estratégica nos negócios. Esses segmentos são: • Fabricação e venda de cigarros atendendo diretamente a cerca de 246 mil pontos-de-venda de varejos e atacados no país. • Operações de exportação de fumo para mais de 50 países nos cinco continentes. A Administração efetua sua análise sobre o negócio sob o ponto de vista de comercialização dos produtos da Companhia. Cigarros são vendidos integralmente no Brasil e fumo exclusivamente no exterior. A segregação geográfica é natural pelo tipo de negócio. A Companhia também possui outros pequenos negócios representados por vendas de fumo desfiado, papéis para cigarros, distribuição de cartões telefônicos e prestação de serviços de pesquisas e de infra-estrutura de informática. Separadamente, nenhum desses negócios constitui um segmento. Os ativos e passivos por segmento de negócio não estão sendo apresentados, uma vez que não são objeto de análise para tomada de decisão estratégica por parte da Administração. Os resultados dos segmentos são os seguintes: Em 31 de dezembro de 2008 RECEITA LÍQUIDA DAS VENDAS .......... Custo dos Produtos Vendidos .............. LUCRO BRUTO ........................................ Despesas (Receitas) Operacionais - Líquidas .............................................. LUCRO OPERACIONAL ......................... Resultado Financeiro ............................. Resultado de Equivalência Patrimonial ............................................ RESULTADO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL Imposto de Renda e Contribuição Social .................................................... LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO .......... Cigarros 3.302,3 668,7 2.633,6 Exportação de Fumos 1.277,7 990,6 287,1 Outros Negócios 720,6 627,8 92,8 Não Alocados - Total do Grupo 5.300,6 2.287,1 3.013,5 1.291,2 1.342,4 - 93,2 193,9 - 25,6 67,2 - 84,1 1.410,0 1.603,5 84,1 - - 8,6 - 8,6 - - - - 1.696,2 - - - 446,6 - 446,6 1.249,6 Em 31 de dezembro de 2007 RECEITA LÍQUIDA DAS VENDAS .......... Custo dos Produtos Vendidos .............. RECEITA LÍQUIDA DAS VENDAS .......... Despesas (Receitas) Operacionais - Líquidas .............................................. LUCRO OPERACIONAL ......................... Resultado Financeiro ............................. Resultado de Equivalência Patrimonial ............................................ RESULTADO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL Imposto de Renda e Contribuição Social .................................................... LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO .......... Cigarros 3.065,4 647,8 2.417,6 Exportação de Fumos 964,0 812,3 151,7 Outros Negócios 817,3 706,5 110,8 Não Alocados - Total do Grupo 4.846,7 2.166,6 2.680,1 1.240,0 1.177,6 - 131,7 20,0 - 16,4 94,4 - (17,1) 17,1 81,1 1.371,0 1.309,1 81,1 - - 3,5 - 3,5 - - - - 1.393,7 - - - 360,1 - 360,1 1.033,6 22. Plano de suplementação de aposentadoria (FASC) A Fundação Albino Souza Cruz, da qual a Companhia é a única patrocinadora, é uma entidade fechada de previdência complementar, sem fins lucrativos e de personalidade jurídica própria, tendo por objetivo principal a suplementação da aposentadoria dos seus empregados, através dos planos de Benefício Definido (BD) e de Contribuição Definida (CD), os quais têm 716 e 7.370 participantes, respectivamente, em 31 de dezembro de 2008 (743 e 6.417 participantes, respectivamente, em 31 de dezembro de 2007). No exercício findo em 31 de dezembro de 2008, a Companhia efetuou em favor da Fundação, a título de contribuições, custos de pensões, amortização do passivo atuarial e despesas administrativas o montante de R$ 11,7 (2007 - R$ 9,4). Com base na avaliação atuarial de 31 de dezembro de 2008, a Companhia prevê contribuições em favor da Fundação durante o exercício de 2009, correspondentes a 3,86% da folha salarial do ano (2008 - 3,68%). Os valores relacionados com os planos de benefícios foram apurados em avaliação atuarial anual, conduzida pelos atuários independentes em 31 de dezembro de 2008 e de 2007. Os investimentos do plano de benefício definido são bem diversificados, de forma que o fracasso de um único investimento não tenha impacto relevante no nível geral dos ativos do plano. A maior proporção de ativos está investida em títulos públicos de renda fixa, os quais oferecem menor risco e sua rentabilidade é suficiente para cumprir com as metas atuariais do plano. A parcela dos ganhos/perdas atuariais, a ser acrescida como receita ou despesa, é o valor dos ganhos/ perdas não reconhecidos que exceder, em cada exercício, ao maior dos seguintes limites: (i) 10% do valor presente da obrigação atuarial total do benefício definido; e (ii) 10% do valor justo dos ativos do plano. A parcela que exceder os limites será amortizada anualmente, dividindo-se o seu montante pelo tempo médio remanescente de trabalho estimado para os participantes ativos do plano. As principais premissas atuariais utilizadas e outras informações relevantes são as seguintes: (a) Taxas utilizadas para o desconto a valor presente da obrigação atuarial: 5% a.a. acima da inflação (hipótese de 5% a.a.) – (2007 - 5% a.a. acima da inflação - hipótese de 5% a.a.). (b) As Taxas de rendimento esperadas sobre os ativos do plano, acima da inflação (hipótese de 5% a.a.): 7,14% a.a. para o Plano BD e 7,17% a.a. para o Plano CD, de acordo com o perfil de alocação dos ativos de cada plano – (2007 - hipótese de 5% a.a.: 7,36% a.a. para o Plano BD e 7,93% a.a. para o Plano CD). (c) Índices dos aumentos de salários estimados: 3% a.a. acima da inflação (hipótese de 5% a.a.) – (2007 - 3% a.a. acima da inflação - hipótese de 5% a.a.); e (d) Capacidade atuarial dos salários e dos benefícios: 98% do valor “pico”. A tábua de mortalidade geral é a AT 83 – (2007 - 98% do valor “pico” - a tábua de mortalidade geral é a AT 83). Os valores reportados para o Plano CD em 2007 consideram a alteração do Regulamento e a alocação dos ganhos do saldo de transferência nas contas individuais. I) Consolidado 2008 BD CD 543,6 157,6 519,0 165,3 2007 BD 512,9 531,7 24,6 43,6 (19,0) (18,8) (18,8) Situação do plano em 31 de dezembro Valor presente global das obrigações atuariais .......................................... Valor justo dos ativos do plano ..................................................................... Valor presente das posições atuariais descobertas (cobertas) (a) .................................................................. (Ganhos) ou Perdas atuariais não reconhecidos ....................................... Passivo (ativo) atuarial não reconhecido contabilmente (*) ........... CD 171,1 179,9 Valores reconhecidos na demonstração do resultado 2009 a reconhecer CD BD 10,7 2,8 1,0 53,6 (2,3) (62,3) 0,5 9,4 (5,4) Custo do serviço corrente (**) ...................................................................... Juros sobre a obrigação atuarial .................................................................. Rendimento esperado sobre os ativos do plano ......................................... Perdas (ganhos) atuariais líquidos reconhecidos no ano .......................... Despesa administrativa ................................................................................. Total (incluindo as despesas administrativas) (**) ........................... Rendimento efetivo sobre os ativos do plano .................................. (8,8) (8,8) CD 2,5 2008 BD 26,4 (7,7) (5,6) (2,1) 2008 CD BD 10,6 2,0 0,9 50,6 (2,2) (65,3) (0,3) 0,9 0,5 9,9 (12,2) CD 3,3 2007 BD 84,4 Souza Cruz S.A. e Sociedades Controladas CNPJ 33.009.911/0001-39 - NIRE 33.300.136.860 CD (2,1) 2008 BD (18,8) CD (1,0) 9,0 10,3 (5,4) (8,8) (12,7) 12,5 (19,0) 5,6 (16,4) 6,7 (2,1) (18,8) Movimentação do passivo atuarial líquido Passivo líquido (ativo) no início do exercício ................................................ Despesa (receita) líquida reconhecida na demonstração do resultado (***) .......................................................................................... Contribuições pagas (***) .............................................................................. Ajuste utilizado no ano anterior ..................................................................... Passivo líquido (ativo) no final do exercício ........................................ 2007 BD (2,4) (*) Em caso de ativo, somente poderá ser reconhecido pela patrocinadora caso seja evidenciado que este ativo poderá reduzir contribuições futuras da patrocinadora ou que será reembolsável no futuro. Em 2008, o limite para reconhecimento de ativo corresponde a R$ 54,1 (2007 - R$ 6,3) no Plano BD e R$ 3,2 (2007 - R$ 1,8) no Plano CD. (**) O valor esperado de contribuições para o Plano CD é ajustado ao final do exercício para refletir o valor real no ano, assim como as contribuições para despesas administrativas de ambos os planos. (***) Não incluem as contribuições para as despesas administrativas. II) Controladora Situação do plano em 31 de dezembro 2008 CD BD Valor presente global das obrigações atuariais .......................................... 171,1 543,6 Valor justo dos ativos do plano ..................................................................... 179,9 519,0 Valor presente das posições atuariais descobertas (cobertas) (a) (8,8) 24,6 (Ganhos) ou Perdas atuariais não reconhecidos (b) ................................. (5,4) 53,6 Custo do serviço passado não reconhecido (c) ......................................... Aumento do passivo na adoção do Pronunciamento (não reconhecido) (d) Total (b) + (c) + (d) = (e) ............................................................................... (5,4) 53,6 Ativo atuarial não reconhecido contabilmente (a) – (e) (*) ............ (3,4) (29,0) CD 157,6 165,3 (7,7) (5,6) (5,6) (2,1) 2007 BD 512,9 531,7 (18,8) (2,5) (2,5) (16,3) Custo do serviço corrente (**) ...................................................................... Juros sobre a obrigação atuarial .................................................................. Rendimento esperado sobre os ativos do plano ......................................... Perdas (ganhos) atuariais líquidos reconhecidos no ano .......................... Efeito de aumento ou redução ou liquidação antecipada do plano ............ Despesa administrativa ................................................................................. Total (incluindo as despesas administrativas) (**) ........................... 2009 a reconhecer CD BD 10,7 2,8 1,0 53,7 (2,3) (62,4) (0,3) 9,1 (5,9) 2008 CD BD 10,6 2,0 0,9 50,6 (2,2) (65,3) (0,3) 0,9 0,5 9,9 (12,2) Rendimento efetivo sobre os ativos do plano .................................. 2008 BD 26,4 2007 BD 84,4 Valores reconhecidos na demonstração do resultado Movimentação do passivo atuarial líquido Passivo líquido (ativo) no início do exercício ................................................ Despesa líquida reconhecida na demonstração do resultado (***) ............ Contribuições pagas (***) .............................................................................. Ativo líquido no final do exercício .......................................................... CD 2,5 CD 3,3 2008 CD BD (2,1) (16,3) 9,0 (12,7) 10,3 (3,4) (29,0) 2007 CD BD (1,0) (6,7) 5,6 (9,6) 6,7 (2,1) (16,3) (*) Em caso de ativo, somente poderá ser reconhecido pela patrocinadora caso seja evidenciado que este ativo poderá reduzir contribuições futuras da patrocinadora ou que será reembolsável no futuro. Em 2008, o limite para reconhecimento de ativo corresponde a R$ 10,5 (2007 - R$ 6,3) no Plano BD e R$ 3,2 (2007 - R$ 1,8) no Plano CD. (**) O valor esperado de contribuições para o Plano CD é ajustado ao final do exercício para refletir o valor real no ano, assim como as contribuições para despesas administrativas de ambos os planos. Consolidado - IFRS Controladora 2008 2007 2008 2007 Lucro líquido do exercício .................................................... 1.249,6 1.033,6 1.212,1 907,8 Média ponderada das ações em circulação (milhares) ........... 305.690,1 305.690,1 305.690,1 305.690,1 Lucro por ação ao final do exercício - R$ ................................. 4,09 3,38 3,97 2,97 25. Garantias prestadas e outras responsabilidades A Companhia tem compromissos com os bancos, na forma de avais aos agricultores, provenientes de operações de crédito rural, no valor total de R$ 249,8 em 31 de dezembro de 2008 (2007 – R$ 241,1), vencíveis até o ano de 2014 (2007 - até 2013), as quais serão quitadas pelos agricultores através de fornecimento de fumo. 26. Instrumentos financeiros A Companhia e suas controladas avaliaram seus principais ativos e passivos em relação aos valores de mercado/realização, por meio de informações disponíveis e metodologias de avaliação estabelecidas pela administração. Entretanto, tanto a interpretação dos dados de mercado quanto a seleção de métodos de avaliação requerem considerável julgamento e razoáveis estimativas para se produzir o valor de realização mais adequado. Como conseqüência, as estimativas apresentadas não indicam, necessariamente, os montantes que poderão ser realizados no mercado corrente. O uso de diferentes hipóteses de mercado e/ou metodologias para estimativas pode ter um efeito não material nos valores de realização estimados. A Administração da Companhia revisou os principais instrumentos financeiros ativos e passivos em 31 de dezembro de 2008 e de 2007, bem como os critérios para a sua valorização, avaliação, classificação e os riscos a eles relacionados, os quais estão descritos a seguir: (a) Empréstimos e recebíveis São classificados como empréstimos e recebíveis os valores de caixa e equivalentes de caixa, contas receber e outros ativos circulante, cujos valores contabilizados aproximam-se dos de realização. Quanto ao preço do produto, a Companhia considera que não existem riscos inerentes, uma vez que não vêm apresentando volatilidade nos mercados nos quais a Companhia opera. (b) Outros passivos financeiros São classificados neste grupo os empréstimos e financiamentos, os saldos mantidos com fornecedores e outros passivos circulantes. Os empréstimos estão sujeitos a juros com taxas usuais de mercado e à variação cambial, conforme descrito na Nota 11. (c) Valor justo Os valores justos dos instrumentos financeiros são iguais aos valores contábeis. (d) Gerenciamento de riscos de instrumentos financeiros Uma das principais responsabilidades da Administração da Companhia é o gerenciamento, dentro de uma política global, das exposições aos riscos de taxa de juros, taxa de câmbio, crédito e liquidez. Neste contexto, a Companhia mantém operações com instrumentos financeiros, cujos riscos são administrados por meio de estratégias de posições financeiras e sistemas de controles de limites de exposições aos mesmos. • Risco de taxa de juros O objetivo da política de gerenciamento do risco de taxa de juros da Companhia é o de minimizar as possibilidades de perdas por conta de flutuações nas taxas de juros que aumentem as despesas financeiras relativas a empréstimos captados no mercado. Para o gerenciamento do risco de taxa de juros, a Companhia adota a estratégia de diversificação de instrumentos financeiros lastreado em taxas fixas e variáveis. A Companhia e suas controladas monitoram continuamente as taxas de juros de mercado com objetivo de avaliar a eventual necessidade de contratação de operações para se proteger contra o risco de volatilidade dessas taxas e adotam política conservadora de captação e aplicação de seus recursos financeiros. O crescimento de 1 ponto percentual nas taxas de juros resultaria em um aumento nas receitas financeiras de cerca de R$ 9,7. Da mesma forma, uma redução de 1 ponto percentual nas taxas de juros resultaria em um aumento de cerca de R$ 9,7 nas despesas financeiras. • Risco de taxa de câmbio Parcela significativa das operações da Companhia é realizada no mercado internacional, sobretudo as exportações de fumo. A Companhia também está exposta ao risco de taxa de câmbio na conversão de balanço da moeda funcional das subsidiárias domiciliadas no exterior para Reais, a moeda de reporte da Companhia. (***) Não incluem as contribuições para as despesas administrativas. Com isso, sua estrutura patrimonial está exposta principalmente nas rubricas de caixa, contas a receber, fornecedores, empréstimos e contas de resultado operacional, preponderantemente denominadas em US Dólares. 23. Transações e saldos com partes relacionadas I - Consolidado A Companhia e suas controladas possuem transações comerciais com Companhias interligadas ao grupo controlador no exterior, representadas por exportação de produtos e serviços, adiantamentos recebidos por conta de exportação de fumo e despesas com serviços de apoio técnico especializado. Todas as operações são realizadas a valores, prazos e condições de mercado, quando existentes. Os montantes dessas transações e saldos em 31 de dezembro são os seguintes: Para reduzir esse risco, além do monitoramento permanente do mercado de câmbio pela sua administração a Companhia contrata, quando julga necessário, derivativos financeiros para compensar esses eventuais impactos. Adicionalmente, a Companhia protege seu investimento líquido em subsidiárias no exterior com a contratação de empréstimo em moeda estrangeira de forma a evitar a volatilidade de seu resultado financeiro, reduzindo a exposição à variação cambial. Não há operações de derivativos financeiros em aberto em 31 de dezembro de 2008 e de 2007. 2008 13,1 766,3 16,3 78,9 Contas a receber líquidas - Consolidado ............................................................ Receitas (Consolidado) ........................................................................................ Despesas (Consolidado) ...................................................................................... Receitas (Controladora) ....................................................................................... 2007 55,5 536,4 15,9 54,2 Souza Cruz Trading S. A. ..................... Yolanda Participações S.A. .................. Yolanda Netherlands B.V. -controlada indireta .............................. Agrega Inteligência em Compras Ltda. . Um fortalecimento de 10% do Real em relação ao US Dólar resultaria em uma redução de cerca de R$ 26 milhões no Patrimônio Líquido da Companhia. Da mesma forma, um enfraquecimento de 10% do Real em relação ao US Dólar resultaria em um aumento de cerca de R$ 26 milhões no Patrimônio Líquido da Companhia. • Risco de crédito II - Controladora Sociedades controladas e coligada O IFRS 7 requer que seja apresentado uma análise sensitiva que mostre os impactos decorrente de variações hipotéticas nas taxas de câmbios sobre itens de ativos e passivos em moeda estrangeira. A análise de sensibilidade efetuada pela Companhia considera os efeitos de um aumento ou de redução de 10% entre o real e as moedas estrangeiras sobre aqueles itens em aberto na data das demonstrações financeiras consolidadas. Receitas 2008 2007 0,1 861,6 596,6 Despesas e Custos 2008 2007 0,2 0,2 703,8 537,9 Direitos 2008 2007 25,0 61,3 861,7 82,0 786,0 8,0 33,0 127,2 723,8 43,4 581,5 0,1 61,4 Obrigações 2008 2007 35,0 1.393,0 838,8 1.428,0 838,8 Direitos: Contas a receber da controlada indireta Souza Cruz Overseas, decorrentes das exportações de fumo e dividendos a receber da Agrega Inteligência em Compras Ltda.. Obrigações: Adiantamento recebido da Souza Cruz Overseas (controlada indireta) por conta de compra futura de fumo e financiamento para exportação de fumo captado da Yolanda Netherlands B.V. (controlada indireta) no montante de R$ 1.393,0 à taxa de juros de 7,2% a.a., com vencimentos entre 2010 e 2013. Essas obrigações estão indexadas ao Dólar. Receitas/Custos/Despesas: Transações comerciais representadas por vendas de produtos, serviços, variações cambiais sobre adiantamentos recebidos/contas a receber da controlada indireta Souza Cruz Overseas e variação cambial e encargos sobre financiamento para exportação de fumo com sua controlada indireta Yolanda Netherlands B.V.. Em 31 de dezembro de 2008 e de 2007, a Companhia não possuía responsabilidade por avais a suas sociedades controladas. Todas as operações são realizadas a valores, prazos e condições de mercado. III- Remuneração do pessoal-chave da administração Benefícios de curto prazo a empregados e administradores ........................... Outros benefícios de longo prazo ....................................................................... 2008 168,4 10,8 179,2 2007 152,0 32,7 184,7 24. Lucro líquido por ação O lucro por ação é computado pela razão do lucro líquido do exercício atribuídos aos acionistas da Companhia pela quantidade média ponderada das ações em circulação no mesmo exercício, conforme requerido pelo IAS 33 (“Earning per Share”). Em 2008, não houve emissão de novas ações para circulação aos acionistas. A política de vendas da Companhia está intimamente associada ao nível de risco de crédito a que está disposta a se sujeitar no curso de seus negócios. A diversificação de sua carteira de recebíveis, a seletividade de seus clientes e agricultores, assim como o acompanhamento dos prazos de financiamento de vendas e limites individuais de posição, são procedimentos adotados a fim de minimizar eventuais problemas de inadimplência em suas contas a receber. A Companhia não possui concentração de risco de crédito de clientes e o rating de crédito é revisto regularmente. Quanto ao risco de crédito associado às aplicações financeiras, a Companhia somente realiza operações em instituições com baixo risco de crédito avaliadas por agências independentes de rating. • Risco de liquidez A política de gerenciamento de risco de liquidez implica em manter um nível seguro de disponibilidade de caixa e acessos a recursos imediatos. Dessa forma, a Companhia somente possui aplicações com vencimentos inferiores a 90 dias e com liquidez imediata, cujos montantes são suficientes para fazer face a uma eventual exigibilidade imediata dos saldos de fornecedores e de empréstimos e financiamentos, cujo cronograma de vencimento está apresentado na Nota 11. (e) Gestão de risco de capital Os objetivos da Companhia ao administrar seu capital são os de salvaguardar a capacidade de continuidade de suas operações, para oferecer retorno aos seus acionistas e garantia às demais partes interessadas, além de manter uma adequada estrutura de capital. 27. Cobertura de Seguros A Companhia desenvolve um programa de gerenciamento com o objetivo de limitar riscos, contratando coberturas compatíveis com seu porte e com a dimensão de suas operações. As coberturas foram contratadas por montantes considerados adequados pela administração para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza da sua atividade, a dispersão geográfica de suas dependências, os riscos envolvidos em suas operações e a orientação de consultores especializados. As coberturas de seguros contratadas em 31 de dezembro podem ser demonstradas como segue: Importâncias seguradas (US$ milhões) 2008 2007 Ramos Incêndio de bens do imobilizado .......................................................................... Responsabilidade civil .......................................................................................... Avarias nos estoques .......................................................................................... LUIS CLAUDIO RAPPARINI SOARES Diretor Financeiro e de Relações com Investidores ANTONIO FRANCISCO LIMA DE REZENDE Diretor 1.406,3 1,0 903,8 CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DIRETORIA DANTE JOÃO LETTI Presidente 1.302,1 0,1 771,9 DIMAR PAULO FROZZA Diretor ALEX GUIMARÃES BARBOSA Diretor FERNANDO LUIZ MENDES PINHEIRO Diretor FERNANDO CHAGAS DE ARAÚJO TEIXEIRA Diretor JORGE ARAYA REMAGNI Diretor MARK MARTIJN COBBEN Presidente DANTE JOÃO LETTI Vice-Presidente LUIS CLAUDIO RAPPARINI SOARES Membro CARLOS GERALDO LANGONI Membro CELIO DE OLIVEIRA BORJA Membro LUIZ FELIPE PALMEIRA LAMPREIA Membro RUDOLF HOHN Membro ISRAEL VAINBOIM Membro JOÃO PEDRO GOUVÊA VIEIRA FILHO Membro CONSELHO FISCAL ANTONIO DUARTE CARVALHO DE CASTRO Membro CONTADOR RESPONSÁVEL: MOISÉS DA CUNHA MOUTA - CRC-RJ 087277/O-0 HUMBERTO CASAGRANDE NETO Membro PAULO EDUARDO P. CAVALCANTI DA S. SANTOS Membro Souza Cruz S.A. e Sociedades Controladas CNPJ 33.009.911/0001-39 - NIRE 33.300.136.860 PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES Aos Administradores e Acionistas Souza Cruz S.A. 1. Examinamos os balanços patrimoniais consolidados da Souza Cruz S.A. e suas controladas (“Consolidado”) em 31 de dezembro de 2008 e de 2007 e os balanços patrimoniais da Souza Cruz S.A. (“Controladora”) em 31 de dezembro de 2008 e de 2007, as correspondentes demonstrações consolidadas do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2008 e de 2007, e as correspondentes demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido, dos fluxos de caixa e do valor adicionado da Companhia (“Controladora”) para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2008 e de 2007, elaborados sob a responsabilidade de sua administração. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras. 2. Nossos exames foram conduzidos de acordo com as normas de auditoria aplicáveis no Brasil, as quais requerem que os exames sejam realizados com o objetivo de comprovar a adequada apresentação das demonstrações financeiras em todos os seus aspectos relevantes. Portanto, nossos exames compreenderam: (a) o planejamento dos trabalhos, considerando a relevância dos saldos, o volume de transações e os sistemas contábil e de controles internos da Companhia; (b) a constatação, com base em testes, das evidências e dos registros que suportam os valores e as informações contábeis divulgados; e (c) a avaliação das práticas e das estimativas contábeis mais representativas adotadas pela administração da Companhia, bem como da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. 3. Somos de parecer que as referidas demonstrações financeiras consolidadas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira consolidada da Companhia em 31 de dezembro de 2008 e de 2007, o resultado consolidado das operações e as demonstrações consolidadas das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa desses exercícios, de acordo com as normas internacionais de contabilidade emitidas pelo IASB - International Accounting Standards Board (“IFRS”). 4. Somos de parecer, também, que as demonstrações financeiras da Companhia (“Controladora”) apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Companhia em 31 de dezembro de 2008 e de 2007, o resultado das operações e as demonstrações das mutações do patrimônio líquido, dos fluxos de caixa e do valor adicionado desses exercícios, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. 5. Conforme mencionado na Nota 2.2, em decorrência das mudanças nas práticas contábeis adotadas no Brasil durante 2008, as demonstrações financeiras referentes ao exercício anterior, apresentadas para fins de comparação, foram ajustadas e estão sendo reapresentadas como previsto na NPC 12 - Práticas Contábeis, Mudanças nas Estimativas Contábeis e Correção de Erros. 6. As demonstrações consolidadas do valor adicionado correspondentes aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2008 e de 2007, não requeridas de acordo com as normas internacionais de contabilidade emitidas pelo IASB, foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos no parágrafo 2 e, em nossa opinião, essas demonstrações estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações financeiras mencionadas no parágrafo 3, tomadas em conjunto. Rio de Janeiro, 6 de fevereiro de 2009 Auditores Independentes CRC 2SP000160/O-5 “F” RJ João César de Oliveira Lima Júnior Contador CRC 1RJ077431/O-8