Souza Cruz S.A. e Sociedades Controladas
CNPJ 33.009.911/0001-39 - NIRE 33.300.136.860
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
Senhores Acionistas,
Em atendimento às disposições societárias, apresentamos o Relatório da Administração da Souza Cruz S.A.
referente ao exercício findo em 31 de dezembro de 2008.
de atividades de marketing focadas no segmento “Full Flavor” para mercados estratégicos, contando também
com o lançamento da versão “Lucky Strike Nites”.
1) Contexto do Negócio
• Vogue – No final de 2008 a Souza Cruz lançou em todo o território nacional a marca Vogue, considerada
uma das marcas internacionais que mais cresce globalmente, sendo comercializada em mais de 50 países.
Mercado de Cigarros
Exportação de Fumo
O volume total de cigarros comercializados no mercado brasileiro em 2008, estimado em cerca de 126,5
bilhões de unidades, apresentou uma redução de 2,3% em relação a 2007. Essa redução decorre principalmente
em função dos aumentos de preços dos cigarros promovidos pelas empresas, a fim de compensar a elevação
média de 30% das alíquotas do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) ocorrida em julho de 2007.
As exportações de fumo em 2008 totalizaram 127,8 mil toneladas, 5,6% superiores àquelas realizadas em
2007 (121,0 mil toneladas). Contribuíram para este crescimento a demanda mundial pelo excelente fumo
brasileiro e o esforço contínuo da Companhia na busca por melhores resultados.
Em que pese o progresso obtido pelas autoridades brasileiras, segundo dados da Secretaria da Receita
Federal do Brasil, o mercado ilegal de cigarros no Brasil, compreendido pelo contrabando e pela comercialização
sem o pagamento de todos os tributos, ainda representa cerca de 28% do mercado brasileiro de cigarros.
(Fonte: Anuário Brasileiro do Tabaco 2008).
A forte carga tributária sobre a produção e venda de cigarros continua sendo o principal fator de incentivo à
comercialização informal do produto no Brasil. Nos últimos anos o Governo Federal vem tomando diversas
medidas de combate a essas atividades ilegais, tais como maior fiscalização, a implantação da nota fiscal
eletrônica e a adoção do Sistema de Controle e Rastreamento da Produção de Cigarros (Scorpios). Estimativas
da Secretaria da Receita Federal do Brasil mostram que a perda de arrecadação no setor é superior a R$ 1
bilhão por ano. (Fonte: Anuário Brasileiro do Tabaco 2008).
Os preços médios em Dólar, praticados em 2008, foram 33,2% superiores àqueles praticados em 2007.
A rentabilidade em Reais neste período recuperou-se em função dos melhores preços obtidos com a
recente safra.
A valorização do Dólar no último trimestre de 2008 em cerca de 22% reduziu, em parte, os efeitos negativos
da apreciação do Real no decorrer dos primeiros nove meses do ano, fechando 2008 ainda com uma
apreciação de 6,6% entre os períodos sob comparação (taxa média – 2007 R$ 1,94 X R$ 1,82 – 2008).
Evolução dos volumes de exportação de fumo:
Fumo (mil tons)
127,8
A redução do consumo ocorrida em 2008 (-2,3%) em um cenário de crescimento econômico revela que o
combate ao mercado ilegal é fundamental para reduzir o acesso a produtos com preços artificialmente baixos
pelo não pagamento dos tributos devidos.
121,0
Com efeito, estudo desenvolvido pela Fundação Getúlio Vargas revela que o preço relativo de cigarros
vendidos legalmente no Brasil é um dos mais altos do mundo. Considerando uma mesma marca vendida nos
22 países da amostra, o preço do cigarro no Brasil é o 5º mais caro do mundo, atrás apenas da Turquia,
Venezuela, Austrália e Inglaterra. (Fonte: Estudo Fundação Getúlio Vargas - 2008).
A Souza Cruz tem continuamente apoiado todas as iniciativas que melhorem o ambiente de controle e que
sejam efetivas para reduzir a concorrência desleal provocada pelo não pagamento de tributos no setor.
117,1
115,0
112,1
Mercado de Fumo
Cerca de 90% do tabaco brasileiro é produzido nos três estados da Região Sul. O Estado do Rio Grande do
Sul tem a maior participação, com 50% da área plantada, seguido de Santa Catarina, com 33%, e Paraná com
17%. Na safra 2007/08 foram gerados R$ 3,8 bilhões em receita para os produtores de fumo brasileiros.
(Fonte: Anuário Brasileiro do Tabaco 2008).
Estima-se que a produção de fumo seja a fonte complementar de renda de cerca de 218 mil famílias nesses
estados, com importante contribuição social, envolvendo direta e indiretamente mais de 2,4 milhões de pessoas
no processo. (Fonte: Associação dos Fumicultores do Brasil - Afubra).
A boa produtividade e o clima favorável elevaram a safra 2007/08 para além das expectativas. O Sindicato da
Indústria do Fumo – SindiTabaco (ex Sindifumo), que estimava inicialmente uma produção de 703 mil toneladas
para essa safra, revelou que a produção total atingiu 720 mil toneladas. A safra anterior havia fechado em 760
mil toneladas, com produtividade superior à média histórica.
O SindiTabaco estima que haverá um aumento de cerca de 6% nas áreas de plantio de fumo no Brasil para a
safra 2008/09. Em virtude do bom momento vivido pelo setor, o número de produtores integrados também
deverá ter pequeno incremento, passando de 182 mil para 186 mil.
O Brasil, além de ser o 2º maior produtor de tabaco do mundo, é o líder na exportação mundial do produto há
15 anos. Cerca de 85% do fumo produzido no Brasil é destinado à exportação com cerca de 688 mil toneladas
de fumo exportadas em 2008. O volume é 2,4% inferior ao do ano anterior, quando foi verificado recorde, com
os embarques chegando a 705 mil toneladas. O faturamento, no entanto, cresceu cerca de 22%, atingindo
US$ 2,7 bilhões contra US$ 2,2 bilhões de 2007. (Fonte: Ministério da Agricultura).
Principais clientes do fumo brasileiro (Fonte: SindiTabaco):
América
do Norte
13%
2004
2005
2006
2007
2008
3) Resultados Financeiros
Novo padrão contábil
Considerando a importância e a necessidade de que as práticas contábeis brasileiras sejam convergentes
com as práticas contábeis internacionais e buscando maior transparência e confiabilidade em suas informações
financeiras, usando as prerrogativas constantes da Instrução nº 457, de 13 de julho de 2007, da Comissão de
Valores Mobiliários – CVM, a administração da Companhia passa a apresentar, a partir do exercício social de
2008, as demonstrações financeiras consolidadas da Souza Cruz S.A. e Sociedades Controladas adotando
o padrão contábil internacional, tendo como base os pronunciamentos emitidos pelo International Accounting
Standards Board – IASB.
As referidas demonstrações financeiras consolidadas, preparadas de acordo com as Normas Internacionais
de Contabilidade (IFRS), foram examinadas pelos auditores independentes da Companhia que emitiram parecer
sem ressalvas datado de 6 de fevereiro de 2009.
Os saldos comparativos relativos às demonstrações financeiras consolidadas do exercício social findo em 31
de dezembro de 2007 também estão sendo apresentados nas mesmas bases. Nesse sentido, o dia 1º de
janeiro de 2007 foi determinado como a data de transição a partir das demonstrações financeiras elaboradas
em conformidade com as práticas contábeis adotadas no Brasil.
Receita Líquida de Vendas
União Européia
Europa Outros
40%
A receita líquida de vendas no exercício de 2008 cresceu 9,4%, alcançando R$ 5.300,6 milhões, em decorrência
do melhor desempenho das marcas de cigarro no segmento “Premium” e dos maiores preços praticados em
2008. Além disso, houve um maior volume de fumo exportado, com melhor mix de produtos e preço médio em
dólar superior em 33,2% a 2007.
Leste
Europeu
12%
Evolução da receita líquida de vendas:
R$ Milhões
5.301
Extremo
Oriente
21%
4.847
4.241
África/
Oriente
Médio
9%
América
Latina
5%
3.480
2) Desempenho Operacional da Companhia
2004
3.727
2005
2006
2007
2008
Cigarros
A Companhia manteve ao longo de 2008 ações de marketing voltadas principalmente para as marcas do
segmento “Premium”, com lançamentos de edições limitadas e investimentos na expansão da distribuição
direta de produtos, que permitiram alavancar oportunidades no mercado.
Essas ações contribuíram para a Companhia atingir o volume de 78,6 bilhões de cigarros comercializados em
2008, praticamente em linha com os 78,8 bilhões vendidos no ano 2007. No entanto, esse desempenho deve
ser considerado excelente dado o crescimento no preço médio dos cigarros em cerca de 11% para compensar
o aumento do IPI em 2007, e a queda de 2,3% do mercado total brasileiro de cigarros em 2008.
Com isso, a participação da Companhia no mercado total alcançou 62,1%, com 1,2 ponto percentual de
crescimento em relação a 2007.
Tributos sobre Vendas
A Souza Cruz posiciona-se entre os 10 maiores contribuintes de tributos no Brasil, gerando tributos
sobre vendas em 2008 de aproximadamente R$ 5.745,8 milhões, uma elevação de 12,4% em relação a
2007 (R$ 5.111,3 milhões). Nos últimos cinco anos, somente os tributos sobre vendas da Souza Cruz
aumentaram em mais de R$ 1,7 bilhão.
Evolução dos tributos sobre as vendas:
R$ Milhões
5.746
Evolução da participação no mercado e do volume de vendas:
Participação no Mercado (%)
59,1
2004
4.459
78,8
78,2
75,9
74,3
5.111
Volume (bilhões de unidades)
78,6
4.238
4.035
59,2
2005
60,4
2006
60,9
2007
62,1
2008
2004
2005
2006
2007
2008
Resultados das principais marcas em 2008:
• Carlton – Apresentou crescimento de 2,1% no volume de vendas, alcançando 7,1% de participação no
mercado total, 0,3 p.p. superior ao obtido em 2007. No terceiro trimestre de 2008 foi lançado um programapiloto intitulado “Carlton by Dunhill” cujo objetivo é avaliar a receptividade dos consumidores quanto à fusão
entre as marcas Carlton e Dunhill. Dunhill é uma marca internacional de grande prestígio e está presente em
mais de 100 países.
• Free – Apresentou uma performance positiva em 2008, fechando o ano com crescimento de 2,4% no volume
de vendas e uma participação de 9,4% no mercado total, 0,4 p.p. superior a 2007. As ações ao longo do ano
associadas à versão “Free Fresh” da marca contribuíram para esta performance.
• Hollywood – A marca alcançou 11,0% de participação no mercado total em 2008, 1,4 p.p. acima de 2007,
com crescimento de 11,8% no volume de vendas. Destaque para a versão “Hollywood Califórnia” lançada em
julho de 2008 e que já alcançou cerca de 3% do volume total de venda da marca.
• Derby – Atingiu um volume de vendas de 35,4 bilhões de cigarros em 2008, com uma participação de 27,9%
no mercado total, representando uma redução de 1,1 p.p. em relação a 2007. Essa redução é fruto principalmente
do movimento de “uptrading” para a marca Hollywood.
• Lucky Strike – Obteve excelente performance em 2008, apresentando um crescimento de 19,3% no
volume de vendas. A marca se consolidou no mercado brasileiro ao longo do ano através do desenvolvimento
Lucro Operacional
O lucro operacional consolidado antes do resultado financeiro foi de R$ 1.603,5 milhões, sendo 22,5%
superior ao registrado no ano anterior (R$ 1.309,1 milhões), e reflete principalmente:
• O melhor desempenho das marcas de cigarros do segmento “Premium”;
• Os melhores preços praticados em 2008, parcialmente compensados pelo aumento do IPI sobre cigarros em
cerca de 30% a partir de julho de 2007;
• O maior volume de fumo exportado, combinado com melhor mix de produtos e com um preço médio em Dólar
superior em 33,2% ao praticado em 2007; e
• O aumento do custo das exportações de fumo, em função de melhores preços pagos aos produtores.
Lucro Líquido do Exercício
O aumento de 22,5% no lucro operacional contribuiu para que o lucro líquido consolidado atingisse o montante
de R$ 1.249,6 milhões, 20,9% superior ao obtido no ano anterior.
Souza Cruz S.A. e Sociedades Controladas
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5) Premiações
Evolução do lucro operacional e do lucro líquido do exercício:
Lucro Operacional
Lucro Líquido
1.604
R$ Milhões
1.309
1.102
963
As premiações recebidas pela Souza Cruz refletem o compromisso da companhia com a sociedade, seus
altos padrões de responsabilidade corporativa, de lucratividade e produtividade. Os principais prêmios
recebidos pela Souza Cruz em 2008 foram:
Prêmio Época de Mudanças Climáticas – Prêmio criado para divulgar e valorizar as empresas que já
adotam políticas concretas para reduzir suas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE’s) e enfrentar as
mudanças climáticas.
1.250
Prêmio Destaque Momento Especial – A unidade Cachoeirinha recebeu o prêmio pelo exemplo de
desenvolvimento sustentável: economia de água; produção própria de energia elétrica; reciclagem dos resíduos
produzidos; e preservação de cerca de 190 hectares de terra no Parque Ambiental da Souza Cruz.
1.034
966
Balanço Anual da Gazeta Mercantil – Elaborado a partir da análise de mil companhias, a 32ª edição do
Balanço Anual da Gazeta Mercantil é o retrato mais abrangente da atividade empresarial no Brasil. A Souza
Cruz foi eleita a melhor empresa no setor Agronegócios – Alimentos, Bebida e Fumo.
824
732
693
Prêmio IstoÉ Dinheiro – Pelo segundo ano consecutivo, a Revista IstoÉ Dinheiro conferiu à Souza Cruz o
destaque de melhor empresa do setor Bebidas e Fumo.
Melhores do Agronegócio – Premiada pela quarta vez consecutiva como a melhor empresa do setor de
Fumo, Cigarros e Bebidas Alcoólicas do anuário, em escolha feita conjuntamente pela revista Globo Rural e pelo
Serasa.
2004
2006
2005
2007
Prêmio Apimec - Sul – A Souza Cruz recebeu o prêmio Walter Fredrich 2007, na categoria Melhor Reunião,
instituído pela Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec-Sul).
2008
EBITDA
O EBITDA (lucro antes dos efeitos financeiros, impostos sobre a renda, depreciação e amortização) atingiu
R$ 1.739,5 milhões, apresentando um crescimento de 21,6% em relação a 2007, como conseqüência do
crescimento no lucro operacional.
Prêmio I3 - Índice do Investidor Individual – Pela quinta vez, foi concedido à Souza Cruz o prêmio I3 –
Índice do Investidor Individual.
XVIII Prêmio FGV de Excelência Empresarial – Pela 11ª vez, a Souza Cruz foi eleita a campeã no setor
“Produtos de Fumo”. O Prêmio é um dos mais importantes concedido às sociedades anônimas do país.
III Prêmio “Empresa Sustentável” – Terceiro ano consecutivo que a Souza Cruz é homenageada pela
Revista Meio Ambiente Industrial por ser uma empresa bem sucedida na aplicação de investimentos em
iniciativas em prol da sustentabilidade.
Evolução do EBITDA:
6) Negociações das Ações na Bovespa
1.740
EBITDA (R$ Milhões)
Margem EBITDA
1.430
1.099
32%
32%
2004
29%
29%
2005
2006
30%
30%
2007
Evolução do fluxo de caixa:
R$ Milhões
68,4
85,2
24,5%
146,9
239,3
63,0%
3.056,1
3.832,1
25,4%
48,20
44,10
-8,5%
63.886
37.550
-41,2%
• Realização do II Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira, em parceria com 13 organizações da sociedade civil
voltadas para a educação e o desenvolvimento dos jovens rurais brasileiros. Durante duas semanas, 120
jovens vivenciaram o cotidiano rural de outras localidades, conhecendo diferentes culturas, metodologias
educativas, políticas públicas e experiências produtivas. A troca de aprendizados solidificou os trabalhos
focados em empreendedorismo da Rede de Fortalecimento Institucional do Jovem Rural, liderada pelo Instituto
Souza Cruz.
855
• Ampliação do Programa Empreendedorismo do Jovem Rural, através de nova parceria multi-setorial com o
Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA); a Secretaria de Estado de Agricultura e do Abastecimento Governo do Paraná (SEAB-PR); o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-PR);
as prefeituras e organizações da sociedade civil dos municípios componentes do Território Caminhos do
Tibagi, que recebeu a nova turma com 32 jovens paranaenses.
707
2007
Os dividendos propostos e os juros sobre o capital próprio declarados serão atualizados pela taxa SELIC a
partir de 31 de dezembro de 2008 até a data dos seus respectivos pagamentos.
Na promoção do desenvolvimento territorial do campo brasileiro, privilegiando como principal ferramenta a
formação empreendedora de jovens, as seguintes iniciativas se destacaram em 2008:
1.132
2006
Assim, considerando os juros sobre o capital próprio (JCP) de R$ 33,0 milhões declarados em dezembro de
2008 e a remuneração intermediária (JCP e dividendos) paga durante o ano de R$ 514,6 milhões, a
remuneração total dos acionistas por conta dos lucros obtidos no exercício de 2008 montará a R$ 1.204,4
milhões (R$ 3,939907 por ação), representando 96% do lucro líquido consolidado do exercício de 2008.
8) Instituto Souza Cruz
1.621
2005
Índice
BOVESPA
Fechamento
Em 31 de dezembro de 2008, a administração da Companhia propôs o pagamento de dividendos no montante
de R$ 656,8 milhões com base no lucro apurado no exercício de 2008, a ser referendado pela Assembléia
Geral de Acionistas.
2008
A geração de caixa operacional continua sendo a principal fonte de recursos da Companhia, alcançando
R$ 1.621,0 milhões em 2008. Isso representa um aumento de 43,2% em relação a 2007. O aumento do
lucro operacional e a redução das necessidades de capital de giro foram os principais fatores para esse
crescimento.
2004
Cotação
Fechamento
Dezembro
(R$)
7) Remuneração dos Acionistas
Geração de Caixa
780
Valor
negociado
(R$ Milhões)
Apesar da volatilidade do mercado de capitais brasileiro, como reflexo da crise financeira mundial, o valor das
ações da Souza Cruz manteve-se praticamente estável em 2008, com uma queda de apenas 8,5% no ano,
contra uma desvalorização de 41,2% do índice BOVESPA no mesmo período. Houve crescimento de cerca de
25% no número de ações da Souza Cruz transacionadas na BOVESPA.
xxx
33%
29%
29%
Número de
negócios
(Mil)
2007 ......................
2008 ......................
Variação % ..........
1.232
1.111
Quantidade
de ações
negociadas
(Milhões)
2008
Valor Adicionado
A Souza Cruz gerou um valor adicionado consolidado de R$ 8.003,0 milhões em 2008, 13,1% superior ao de
2007 (R$ 7.076,4 milhões), o qual representa a riqueza criada pela Companhia e suas controladas.
Distribuição do valor adicionado em 2008:
• Implementação da Câmara de Juventude Rural do Fórum Permanente de Desenvolvimento Rural Sustentável,
em parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). Os espaços virtual
(www.iicaforumdrs.org.br) e presencial (participação em mesas-redondas e eventos temáticos) permitiram
trazer a discussão da juventude rural como grupo prioritário para o estabelecimento de políticas e ações
voltadas para a sustentabilidade do campo.
9) Responsabilidade Social
Financiadores
1%
Reinvestimento
9%
Em 2008, a Souza Cruz reviu seu modelo de sustentabilidade com o objetivo de adequá-lo ao dinâmico cenário
dos negócios no Brasil. Para a formulação do novo modelo a Souza Cruz buscou benchmark no mercado, com
vistas a continuar constantemente atualizada nesta área, reforçando sua história centenária de investimentos
nas áreas social, ambiental e cultural.
Colaboradores
6%
O novo modelo integra de modo consistente os fatores econômicos, sociais e ambientais em uma nova
plataforma simples e robusta, atendendo às expectativas da sociedade brasileira e buscando permanentemente
o engajamento de seus principais stakeholders.
A Souza Cruz continuará com seus principais programas de responsabilidade social corporativa, adaptandoos ao novo foco estratégico da educação e do empreendedorismo. Ao longo de 2009, o novo modelo será
implantado com o desenvolvimento de novas ações de sustentabilidade.
Acionistas
7%
Governo
77%
Ressalte-se ainda que o Comitê de Responsabilidade Social Corporativa, parte da estrutura de governança
corporativa da Companhia, que tem como objetivo assessorar a alta direção da empresa nas questões de
sustentabilidade, contribuiu fortemente para a elaboração do novo modelo de sustentabilidade.
10) Instrução CVM n° 381/03
Principais Indicadores Financeiros
Em atendimento à Instrução CVM n° 381/03, incisos I a IV do artigo 2°, a Souza Cruz informa que o Grupo não possui
outros contratos com seus Auditores Independentes que não estejam relacionados com a auditoria das
Demonstrações Financeiras da Companhia, divulgadas e encaminhadas à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Resumo dos principais indicadores financeiros consolidados da Companhia nos exercícios de 2008 e 2007:
11) Mensagem do Presidente
Lucro Líquido do Exercício (R$ milhões) ...................................
Lucro Líquido por Ação (em R$) ................................................
Patrimônio Líquido (R$ milhões) .................................................
EBITDA (R$ milhões) ...................................................................
Geração Operacional de Caixa (R$ milhões) ............................
2008
1.250
4.09
2.128
1.740
1.621
2007
1.034
3,38
1.664
1.430
1.132
%
21
28
22
43
4) Programa de Investimentos
Em 2008, os investimentos alcançaram R$ 198 milhões (R$ 195 milhões em 2007) e foram aplicados,
principalmente, na modernização do parque industrial e em projetos para atualização de processos, frota de
veículos e da plataforma tecnológica. Como parte destes investimentos, destacam-se:
• O novo parque gráfico de Cachoeirinha (RS) que será uma das maiores gráficas em operação no País,
atendendo toda a demanda interna da Souza Cruz.
• Investimentos para atualização da frota de veículos e para atender a expansão da distribuição direta de
produtos.
• Atualização do sistema integrado de processamento de dados SAP, com aquisição de novos módulos de
Faturamento, Prestação de Contas, Contas a Receber e Movimentações de Estoques de Cigarros.
Esses investimentos foram distribuídos da seguinte forma:
35 %
23 %
20 %
14 %
8%
Máquinas e
Equipamentos
Edifícios
Equipamentos
de
Processamento
de Dados
e Softwares
Veículos
Outros
Senhores Acionistas,
No ano de 2008 implementamos uma série de iniciativas alinhadas a Visão da Souza Cruz, que é “liderar o
mercado brasileiro de produtos de tabaco, de forma responsável e inovadora, assegurando a sustentabilidade
do negócio através do desenvolvimento dos nossos talentos e das nossas marcas”.
O lançamento do programa “Construindo nossa Sustentabilidade”, que engloba oito focos estratégicos,
distribuídos nos vetores Crescimento, Produtividade, Responsabilidade e Organização Vencedora, foi mais
um passo para que possamos materializar nossa visão e garantir a sustentabilidade do nosso negócio.
A criação de novas versões de marcas já consolidadas, tais como Free Fresh e Hollywood Califórnia, e o
lançamento das novas marcas internacionais Dunhill e Vogue contribuíram fortemente para reforçar a
qualificação e a internacionalização do nosso portfólio de produtos.
Também merecem destaque as iniciativas adotadas para estreitar o relacionamento com os varejistas,
reforçando o contato direto e a comunicação, investindo na construção de uma parceria de longo prazo ainda
mais sustentável. Em 2008, a Souza Cruz expandiu a sua distribuição direta para mais 25 mil varejistas
chegando a 246 mil pontos de vendas.
Estas ações, combinadas com a redução do contrabando e das falsificações, em decorrência da contínua
atuação das autoridades governamentais, contribuíram para que a Souza Cruz encerrasse o ano de 2008
com 62,1% de participação de mercado, com um crescimento de 1,2 p.p. em relação a 2007.
No segmento fumo, o período marcou a celebração dos 90 anos do sistema de produção integrada, que reúne
cerca de 40 mil famílias produtoras. Ao longo do tempo, a Souza Cruz vem atuando para que estas propriedades
desenvolvam-se dentro de um modelo de sustentabilidade, adotando uma visão abrangente que leva em conta
não apenas o volume e a qualidade da safra, mas principalmente a prevenção da mata nativa, a diversificação
de culturas e a conservação e melhoramento do solo e da água. A atuação da Companhia junto ao pequeno
produtor é relevante não só pela geração de renda para as famílias, mas também por estimular um efeito
multiplicador de engajamento sustentável.
Nenhuma destas realizações seria possível se não contássemos com um time de talentos de primeira linha e
um ambiente de trabalho adequado. Esta é a base da nossa estratégia e por isso mantemos foco permanente
em atrair, desenvolver e reter as melhores pessoas, garantindo oportunidades de carreira e desenvolvimento,
remuneração competitiva, e estímulo à cultura de alta performance. Podemos afirmar que está no DNA dos
nossos colaboradores a busca incessante pelo aperfeiçoamento dos nossos processos e do nosso negócio.
Iniciamos o ano de 2009 com a certeza de que o mesmo espírito de equipe, comprometimento e determinação nos
acompanharão em novos desafios que teremos pelo caminho, principalmente levando-se em consideração o
cenário adverso em função da crise financeira mundial, e reiteramos nossa confiança no futuro sustentável que
estamos construindo para a Souza Cruz, contribuindo para o desenvolvimento do nosso país.
Dante João Letti
Presidente
Souza Cruz S.A. e Sociedades Controladas
CNPJ 33.009.911/0001-39 - NIRE 33.300.136.860
BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO - Em milhões de reais
ATIVO CIRCULANTE:
Caixa e Equivalentes de Caixa ...................
Contas a Receber .......................................
Estoques .....................................................
Tributos a Recuperar ..................................
Despesas Antecipadas ..............................
Outros .........................................................
Nota
(5)
(6)
(7)
Consolidado - IFRS
2008
2007
Controladora
2008
2007
PASSIVO CIRCULANTE:
Empréstimos e Financiamentos ..................
Fornecedores .............................................
Imposto de Renda e Contribuição Social ...
Tributos a Recolher sobre Vendas ............
Remuneração dos Acionistas ....................
Salários e Encargos Sociais ......................
Adiantamentos de Clientes ........................
Provisões para Contingências ...................
Provisões Operacionais .............................
Outras Contas a Pagar ...............................
969,3
478,2
833,9
23,1
71,5
32,6
619,4
486,8
874,9
18,5
64,4
29,8
889,3
393,9
818,6
22,3
70,8
32,6
441,1
412,1
862,4
18,0
64,4
29,8
2.408,6
2.093,8
2.227,5
1.827,8
(6)
(7)
13,8
3,3
16,2
13,8
16,4
12,8
13,8
3,3
16,2
13,8
16,4
12,8
(20a)
177,7
27,7
81,3
45,0
184,0
20,1
70,0
49,2
171,7
78,1
45,0
178,7
66,8
49,2
4,2
745,8
83,5
6,6
3,6
676,1
76,1
11,3
1.584,3
734,3
83,2
2,7
1.057,5
670,5
74,4
5,2
1.205,1
1.133,4
2.732,6
2.145,3
PATRIMÔNIO LÍQUIDO: ...............................
Capital Social Realizado .............................
Reservas de Capital ...................................
Reservas de Lucros ...................................
Ajustes de Avaliação Patrimonial ...............
Lucros Acumulados ....................................
TOTAL DO ATIVO ........................................
3.613,7
3.227,2
4.960,1
As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.
3.973,1
TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO
ATIVO NÃO CIRCULANTE:
Contas a Receber .......................................
Estoques .....................................................
Tributos a Recuperar ..................................
Imposto de Renda e Contribuição
Social Diferidos ........................................
Empréstimos a Receber .............................
Depósitos Judiciais .....................................
Despesas Antecipadas ..............................
Investimentos em Sociedades
Controladas e Coligada ...........................
Imobilizado ...................................................
Intangível .....................................................
Outros .........................................................
(13)
(8)
(9)
(10)
RECEITA LÍQUIDA DAS VENDAS ...............
(16)
Custo dos Produtos Vendidos .....................
LUCRO BRUTO .............................................
Despesas (Receitas) Operacionais
Com Vendas ..............................................
Gerais e Administrativas ..........................
Outras Receitas Operacionais, Líquidas
(19)
LUCRO OPERACIONAL ..............................
RESULTADO FINANCEIRO ...........................
(17)
Receitas Financeiras ................................
Despesas Financeiras .............................
Receitas com Variações Cambiais, Líquidas
Resultado de Equivalência Patrimonial ........
(8)
LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E
DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL ..................
Imposto de Renda e Contribuição Social
(20b)
Corrente ......................................................
Diferido ........................................................
LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO ...............
Lucro líquido por ação básico e diluído do
capital social no fim do exercício - R$ .....
Consolidado - IFRS
2008
2007
(11)
205,6
91,7
71,9
298,7
32,6
137,2
86,1
8,2
73,1
96,3
1.101,4
51,7
79,4
60,0
376,6
692,9
173,6
36,8
0,2
66,4
70,6
1.608,2
205,6
90,4
72,3
298,7
410,0
137,2
5,9
8,0
71,9
93,6
1.393,6
140,9
48,1
12,2
107,9
47,0
25,0
1.393,0
129,5
42,5
12,2
838,8
97,9
42,0
25,0
0,1
296,6
497,9
0,1
281,9
461,9
0,1
51,4
1.628,7
0,1
1.003,8
625,3
1,9
342,3
56,3
1.102,5
2.128,3
3.613,7
625,3
1,9
341,7
(82,9)
777,9
1.663,9
3.227,2
625,3
553,7
350,6
139,2
54,4
1.723,2
4.960,1
625,3
553,7
342,3
54,4
1.575,7
3.973,1
(15f)
(13)
(12)
(15)
Controladora
2008
2007
51,7
81,5
58,9
376,6
36,1
173,6
60,3
0,3
66,8
81,7
987,5
PASSIVO NÃO CIRCULANTE:
Sociedade Ligada .......................................
(23)
Provisões para Contingências ...................
(13)
Provisões Operacionais .............................
(12)
Tributos a Recolher e Outras Contas a Pagar
Imposto de Renda e Contribuição
Social Diferidos ........................................
(20a)
Incentivos Fiscais .......................................
(14)
DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS
EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO - Em milhões de reais
Nota
Consolidado - IFRS
2008
2007
Nota
DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA
EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO - Em milhões de reais
Controladora
2008
2007
5.300,6
2.287,1
3.013,5
4.846,7
2.166,6
2.680,1
5.198,7
2.277,5
2.921,2
4.745,7
2.158,0
2.587,7
722,1
770,1
(82,2)
1.603,5
641,2
826,4
(96,6)
1.309,1
714,0
766,1
(27,7)
1.468,8
630,7
822,7
(41,8)
1.176,1
84,4
(40,8)
40,5
8,6
111,7
(51,7)
21,1
3,5
76,0
(122,5)
39,9
189,0
85,0
(94,5)
187,3
(38,4)
1.696,2
1.393,7
1.651,2
442,5
4,1
1.249,6
390,0
(29,9)
1.033,6
433,3
5,8
1.212,1
1.315,5
437,1
(29,4)
907,8
3,97
2,97
As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.
DEMONSTRAÇÕES DO VALOR ADICIONADO
EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO - Em milhões de reais
Informação Suplementar
Consolidado - IFRS
Controladora
2008
%
2007
%
2008
%
2007
%
1 - RECEITAS .............................................. 11.081,8 100 10.005,5 100 10.964,6 100 9.892,1 100
2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS
(inclui os valores dos
impostos - ICMS e IPI)
Matérias-primas consumidas .................. 1.433,5
13
1.292,9
13 1.425,5
13 1.285,7
13
Custo das mercadorias e
serviços vendidos ................................ 807,8
7
831,6
8
806,2
7
830,2
8
Materiais, energia, serviços de
terceiros e outros ................................. 902,8
8
835,6
8
935,9
9
882,5
9
(Perda) Recuperação de valores ativos
(45,5)
4,9
(45,5)
5,5
3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2) ..... 7.983,2
72
7.040,5
71 7.842,5
71 6.888,2
70
4 - RETENÇÕES
Depreciações e amortizações ................ 127,4
1
117,5
1
125,8
1
115,8
1
5 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO (3-4) .. 7.855,8
71
6.923,0
70 7.716,7
70 6.772,4
69
6 - RECEBIDO DE TERCEIROS
Resultado de equivalência patrimonial ....
8,6
3,5
189,0
2
(38,4)
Receitas financeiras ............................... 138,6
1
149,9
2
129,6
1
288,9
3
7 - VALOR ADICIONADO TOTAL A
DISTRIBUIR (5 + 6) ................................ 8.003,0
72
7.076,4
72 8.035,3
73 7.022,9
72
8 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO
Colaboradores ......................................... 504,4
6
458,7
6
500,4
6
454,3
6
Governo ................................................... 6.173,8
77
5.486,9
78 6.166,0
77 5.529,7
79
Financiadores ..........................................
75,2
1
88,7
1
156,8
2
131,1
2
Acionistas ................................................ 547,6
7
530,5
7 1.204,4
15
907,8
13
Reinvestimento (inclui R$ 656,8 de
dividendo proposto; 2007 - R$ 377,3) . 702,0
9
511,6
7
7,7
As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.
Consolidado - IFRS
2008
2007
Lucro líquido do exercício ..............................................
Ajustes para reconciliar o lucro líquido com
recursos provenientes de atividades operacionais:
Depreciações e amortizações .........................................
Resultado de equivalência patrimonial ............................
Provisão para riscos de crédito ......................................
Provisões para litígios fiscais e trabalhistas ..................
Provisão para ajuste ao valor de recuperação de
ativos (“impairment”) .....................................................
Demais provisões .............................................................
Baixa de produtos avariados e obsoletos ......................
Valor residual do ativo permanente baixado ..................
Despesas de juros sobre empréstimos e
financiamentos - sociedades ligadas ...........................
Variações nos ativos e passivos operacionais
Contas a receber ..............................................................
Adiantamentos efetuados ................................................
Estoques ...........................................................................
Tributos antecipados e a recuperar ................................
Despesas antecipadas ....................................................
Outros ativos ....................................................................
Depósitos judiciais ............................................................
Fornecedores ...................................................................
Adiantamento de clientes .................................................
Impostos e contribuições a recolher, salários a
pagar e outros ...............................................................
Imposto de renda e contribuição social ...........................
Juros pagos sobre empréstimos e
financiamentos - sociedades ligadas ...........................
Recursos provenientes das atividades operacionais
1.249,6
1.033,6
127,4
(8,6)
(6,7)
25,1
117,5
(3,5)
(8,9)
9,7
125,8
(189,0)
(6,7)
23,8
115,8
38,4
(8,9)
7,0
(2,1)
(12,1)
13,6
(1,5)
9,3
6,9
19,2
(12,7)
(2,1)
(12,7)
13,6
(1,5)
9,3
8,3
19,2
(12,1)
135,1
137,5
1.212,1
907,8
42,6
(44,0)
40,6
(9,6)
(0,2)
4,9
(11,3)
(18,7)
(25,9)
82,0
33,2
43,4
220,4
(32,8)
6,9
1,8
49,7
(5,4)
10,7
(5,6)
0,1
27,3
51,7
(36,3)
43,3
(9,3)
0,4
3,2
(11,3)
(28,4)
30,9
(146,9)
1,9
(0,7)
50,0
(6,1)
5,4
(5,6)
2,1
(48,5)
152,5
105,4
(33,6)
(57,9)
136,8
106,8
(38,3)
(56,8)
236,3
(38,8)
(57,5)
230,3
(243,5)
1.621,0
1.132,3
1.475,6
884,7
1,7
24,1
1,7
23,6
Atividades de investimento
Recursos obtidos na venda de ativos permanentes .....
Dividendos recebidos de controladas e aumento de
capital em coligada ........................................................
Adições ao imobilizado e intangível .................................
Recursos aplicados nas atividades de investimento
(198,0)
(196,3)
(195,0)
(170,9)
Atividades de financiamento
Empréstimos com sociedades ligadas ............................
Empréstimos e financiamentos ........................................
Dividendos e juros sobre o capital próprio distribuídos .
Recursos aplicados nas atividades de financiamento
(153,9)
(920,9)
(1.074,8)
(563,6)
(1.156,1)
(1.719,7)
Ganhos e perdas na tradução de caixa e
equivalentes de caixa ...................................................
Controladora
2008
2007
-
-
Aumento (redução) no caixa e equivalentes de caixa
349,9
Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício ....
Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício ......
619,4
969,3
Aumento (redução) no caixa e equivalentes de caixa
349,9
(758,3)
1.377,7
619,4
(758,3)
11,0
(198,0)
(185,3)
26,7
(195,0)
(144,7)
196,0
922,5
(149,9)
(563,5)
(920,9) (1.156,1)
(874,8)
(797,1)
32,7
-
448,2
(57,1)
441,1
889,3
498,2
441,1
448,2
(57,1)
As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.
DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (CONSOLIDADO - IFRS) - Em milhões de reais
Reservas de Lucros
Saldos em 31 de dezembro de 2006 - Ajustado (nota 4.2) .....................
Variação Cambial sobre Empréstimos de Longo Prazo em US$ com
investida no exterior (IAS 21) ...........................................................................
Variação Cambial sobre Empréstimos em Moeda Estrangeira (IAS 39) ............
Imposto de Renda e Contribuição Social sobre os efeitos de
Variação Cambial sobre Empréstimos ..............................................................
Variação Cambial sobre Investimentos no Exterior ............................................
Ganhos e Perdas Resultantes de Conversão de Moeda Estrangeira ...............
Reversão de Dividendos Prescritos ....................................................................
Destinações de Reserva e Lucros Acumulados:
Dividendo Extraordinário ............................................ (R$ 0,474336 por ação)
Lucro Líquido do Exercício ...................................................................................
Destinações do Lucro Líquido do Exercício:
Juros sobre o Capital Próprio Intermediário .............. (R$ 0,292284 por ação)
Dividendo Intermediário .............................................. (R$ 1,344859 por ação)
Juros sobre o Capital Próprio - Complementar ......... (R$ 0,098019 por ação)
Capital
Social
Realizado
625,3
Reserva de
Capital-Venda
de Imóveis
1,9
Legal
49,7
-
-
-
-
-
127,2
38,6
-
-
-
-
-
(56,4)
(183,3)
(9,0)
-
-
-
-
-
-
49,7
625,3
1,9
-
-
-
Manutenção de
Capital de Giro
198,7
Lucros
Acumulados
337,5
0,6
Total
1.388,1
127,2
38,6
(56,4)
(183,3)
(9,0)
0,6
-
-
(63,3)
1.033,6
(145,0)
1.033,6
117,0
341,7
175,0
-
(89,4)
(411,1)
(30,0)
(89,4)
(411,1)
(30,0)
-
-
-
-
-
-
-
-
Saldos em 31 de dezembro de 2008 ............................................................
625,3
As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.
1,9
Saldos em 31 de dezembro de 2007 - Ajustado (nota 4.2) .....................
Variação Cambial sobre Empréstimos de Longo Prazo em US$ com
investida no exterior (IAS 21) ...........................................................................
Variação Cambial sobre Empréstimos em Moeda Estrangeira (IAS 39) ............
Imposto de Renda e Contribuição Social sobre os efeitos de
Variação Cambial sobre Empréstimos ..............................................................
Variação Cambial sobre Investimentos no Exterior ............................................
Ganhos e Perdas Resultantes de Conversão de Moeda Estrangeira ...............
Reversão de Dividendos Prescritos ....................................................................
Destinações de Reserva e Lucros Acumulados:
Reserva para Manutenção de Capital de Giro ..................................................
Dividendo ..................................................................... (R$ 1,234397 por ação)
Lucro Líquido do Exercício ...................................................................................
Destinações do Lucro Líquido do Exercício:
Juros sobre o Capital Próprio Intermediário .............. (R$ 0,250829 por ação)
Dividendo Intermediário .............................................. (R$ 1,432457 por ação)
Juros sobre o Capital Próprio - Complementar ......... (R$ 0,108006 por ação)
(81,7)
-
Investimentos
175,0
Ajustes de
Avaliação
Patrimonial
-
(82,9)
777,9
-
(333,7)
4,0
-
-
-
112,1
324,1
32,7
-
-
0,6
-
-
-
(0,6)
(377,3)
1.249,6
(377,3)
1.249,6
49,7
117,6
342,3
175,0
-
(76,7)
(437,9)
(33,0)
(76,7)
(437,9)
(33,0)
56,3
0,5
1.102,5
1.663,9
(333,7)
4,0
112,1
324,1
32,7
0,5
2.128,3
Souza Cruz S.A. e Sociedades Controladas
CNPJ 33.009.911/0001-39 - NIRE 33.300.136.860
DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (CONTROLADORA) - Em milhões de reais
Reservas de Capital
Investimentos
Incentivos
Fiscais
Ajustes de
Avaliação
Patrimonial
Lucros
Acumulados
Total
198,7
175,0
-
-
117,7
1.680,7
-
-
-
-
0,6
39,4
0,6
-
-
-
(63,3)
(145,0)
-
-
-
-
907,8
-
0,6
-
-
-
(0,6)
-
-
-
-
-
-
(89,4)
(411,1)
(89,4)
(411,1)
-
-
-
-
-
-
(30,0)
(30,0)
1,9
49,7
175,0
-
-
(377,3)
54,4
(377,3)
1.575,7
(333,7)
Capital Social
Realizado
Incentivos
Fiscais
Venda de
Imóveis
Saldos em 31 de dezembro de 2006 .............................
625,3
512,4
Incentivos Fiscais ..................................................................
Reversão de Dividendos Prescritos .....................................
-
Destinações de Reserva e Lucros Acumulados:
Dividendo Extraordinário ........... (R$ 0,474336 por ação)
Lucro Líquido do Exercício ....................................................
Destinações do Lucro Líquido do Exercício:
Reserva para Manutenção de Capital de Giro .................
Juros sobre o Capital Próprio
Intermediário ........................... (R$ 0,292284 por ação)
Dividendo Intermediário ............. (R$ 1,344859 por ação)
Juros sobre o Capital Próprio Complementar ......................... (R$ 0,098019 por ação)
Dividendo Proposto Complementar ......................... (R$ 1,234397 por ação)
Saldos em 31 de dezembro de 2007 .............................
Variação Cambial sobre Empréstimos de Longo Prazo em
US$ com investida no exterior (IAS 21) ............................
Variação Cambial sobre Empréstimos em Moeda
Estrangeira (IAS 39) ...........................................................
Imposto de Renda e Contribuição Social sobre os
efeitos de Variação Cambial sobre Empréstimos .............
Variação Cambial sobre Investimentos no Exterior .............
Ganhos e Perdas Resultantes de Conversão de
Moeda Estrangeira ..............................................................
Reversão de Dividendos Prescritos .....................................
Lucro Líquido do Exercício ....................................................
Destinações do Lucro Líquido do Exercício:
Incentivos Fiscais Realizados ...........................................
Juros sobre o Capital Próprio
Intermediário ........................... (R$ 0,250829 por ação)
Dividendo Intermediário ............. (R$ 1,432457 por ação)
Juros sobre o Capital Próprio Complementar ......................... (R$ 0,108006 por ação)
Dividendo Proposto Complementar ........................ (R$ 2,148615 por ação)
Saldos em 31 de dezembro de 2008 .............................
Valor patrimonial por ação do capital social no
fim do exercício - R$ ......................................................
Reservas de Lucros
Legal
Manutenção de
Capital de Giro
1,9
49,7
39,4
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
625,3
551,8
553,7
(81,7)
117,6
342,3
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
4,0
-
4,0
-
-
-
-
-
-
-
112,1
324,1
-
112,1
324,1
-
-
-
-
-
-
-
32,7
-
0,6
32,7
0,6
-
-
-
-
-
-
-
-
1.212,1
1.212,1
-
-
-
-
-
-
8,3
-
(8,3)
-
-
-
-
-
-
-
-
-
(76,7)
(437,9)
(76,7)
(437,9)
-
-
-
-
-
-
-
-
(33,0)
(33,0)
1,9
49,7
175,0
8,3
139,2
(656,8)
54,4
(656,8)
1.723,2
625,3
551,8
553,7
2008
2007
5,64
5,15
117,6
350,6
-
907,8
(333,7)
As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.
NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 E DE 2007
Em milhões de reais (exceto valores por ação, ou quando indicado diferentemente)
1. Contexto operacional
A Souza Cruz S.A. (“Companhia” ou “Souza Cruz”), fundada em 25 de abril de 1903, reúne cerca de 7,3 mil
funcionários diretos e 3 mil funcionários sazonais na época das safras do fumo. É um dos maiores grupos
empresariais do Brasil e líder absoluta no mercado de cigarros com destaque na produção e exportação de
fumo. Desde 1914, a Companhia é controlada pela British American Tobacco (BAT), segundo maior grupo do
mundo no setor de cigarros, com sede no Reino Unido.
A Companhia é uma sociedade anônima de capital aberto, listada na Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA).
A Companhia tem sua matriz localizada na Rua da Candelária 66, Rio de Janeiro, RJ e duas fábricas de
cigarros, em Uberlândia (MG) e em Cachoeirinha (RS), que operam de acordo com a mais avançada tecnologia
de processo e preservação ambiental.
Em Cachoeirinha, a Companhia estabeleceu uma fábrica de cigarros, o centro de processamento de dados
(data center), a central telefônica de atendimento (call center) e uma unidade de pesquisas. Assim como
aconteceu com o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CPD), o parque gráfico está sendo transferido do
Rio de Janeiro para Cachoeirinha e fabricará material para os 78 bilhões de cigarros produzidos atualmente
pela Souza Cruz.
Esse parque será uma das maiores indústrias gráficas do País e que, além de atender a toda demanda interna
da Souza Cruz, poderá suprir, no futuro, as necessidades de material gráfico de outras cigarreiras da
América Latina.
Tanto a transferência do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CPD) como a instalação do parque gráfico
têm como objetivo integrar as operações industriais da Souza Cruz no Rio Grande do Sul. O processo baseiase no conceito de condomínio de fornecedores, segundo o qual os serviços relacionados à atividade da
industrialização de cigarros devem estar próximos da fábrica. Com essa transferência, a Souza Cruz assegura
maior eficiência operacional, integração logística da cadeia de produção e expansão e modernização dessas
unidades.
Com atuação em todo o ciclo do produto, desde a produção agrícola de sua matéria-prima - o tabaco - seu
processamento, e a fabricação e distribuição dos cigarros, a Companhia atende hoje cerca de 246 mil pontosde-venda diretamente e detém 62,1% de participação no mercado total brasileiro, com aproximadamente 78,6
bilhões de unidades de cigarros comercializadas no ano de 2008.
Na produção de tabaco, são cerca de 40 mil famílias de produtores que atuam em parceria, com a reconhecida
assistência técnica da Companhia. Além do fumo utilizado na produção de cigarros, em 2008 foram exportadas
127,8 mil toneladas de fumo processado para mais de 50 países nos cinco continentes.
A estrutura de distribuição de cigarros da Souza Cruz conta com seis Centrais Integradas de Distribuição
(CID’s), localizadas no Rio de Janeiro, São Paulo, Contagem, Curitiba, Porto Alegre e Recife, além de 24
Centros de Distribuição e mais de 80 Postos de Abastecimento, que são locais próprios ou terceirizados,
estrategicamente localizados.
No coração desse sistema, está a CID São Paulo, o maior e mais moderno centro de distribuição de cigarros
da América Latina. Essa CID atende cerca de 40 mil clientes, processa 9 mil notas fiscais e movimenta 85
milhões de cigarros diariamente, além de centralizar a operação de vendas da maior região metropolitana do
continente.
Outra operação importante é a presença internacional na Brascuba Cigarrillos, S.A. (Brascuba), associação
(joint-venture) entre a Companhia (por intermédio de sua controlada Yolanda Participações S.A.) e o governo
de Cuba, estabelecida em 1996, para a produção de cigarros. O mercado cubano representa cerca de 13
bilhões de unidades de cigarro por ano, dos quais aproximadamente 1,5 bilhão é comercializado pelo mercado
em divisas estrangeiras, onde a Brascuba detém cerca de 96% de participação. Além do mercado interno, a
exportação de cigarros de fumo negro representa um enorme desafio e um grande mercado em outras partes
do mundo onde este produto tem boa penetração.
2. Apresentação das Demonstrações Financeiras
2.1. Demonstrações financeiras consolidadas
Considerando a importância e a necessidade de que as práticas contábeis brasileiras sejam convergentes com
as práticas contábeis internacionais e buscando maior transparência e confiabilidade em suas informações
financeiras, usando as prerrogativas constantes da Instrução CVM nº 457, de 13 de julho de 2007, a administração
da Companhia passa a apresentar, a partir do exercício social de 2008, as demonstrações financeiras consolidadas
da Souza Cruz S.A. e Sociedades Controladas adotando o padrão contábil internacional, tendo como base os
pronunciamentos emitidos pelo International Accounting Standards Board – IASB.
Essas demonstrações foram elaboradas de acordo com os requerimentos previstos no IFRS 1 (“First-time
Adoption of International Financial Reporting Standards”). A data de transição para as práticas internacionais
de contabilidade IFRS foi 1º de janeiro de 2007. Nesse sentido, os saldos comparativos relativos às
demonstrações financeiras consolidadas do exercício social findo em 31 de dezembro de 2007 também estão
sendo apresentados nas mesmas bases.
Em conformidade com o IFRS 1, a Companhia utilizou determinadas isenções de requerimentos previstas
nesta regra na preparação dessas demonstrações.
A reconciliação e descrição dos efeitos de transição das práticas contábeis adotadas no Brasil (BRGAAP)
para as normas internacionais de contabilidade (IFRS) no patrimônio líquido e no lucro líquido da Companhia
estão demonstradas na Nota 4.
2.2. Demonstrações financeiras da controladora
As demonstrações financeiras da controladora, em 31 de dezembro de 2008, foram elaboradas e estão sendo
apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, com base nas disposições contidas na
Lei das Sociedades por Ações e nas normas definidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Na elaboração das demonstrações financeiras, a Companhia utilizou estimativas para contabilizar certos
ativos, passivos e outras transações. Para calculá-las, a administração usou as melhores informações
disponíveis na data da preparação dessas demonstrações, bem como a experiência de eventos passados ou
correntes, considerando-se ainda pressupostos relativos a eventos futuros. Portanto, essas demonstrações
financeiras incluem estimativas referentes à vida útil dos bens do ativo imobilizado, provisões necessárias
para passivos contingentes, determinações de provisões para imposto de renda, estimativa do valor de
recuperação do ativo imobilizado, determinação do valor justo de instrumentos financeiros, determinação de
premissas previdenciárias, e outras similares. Os resultados reais, podem apresentar variações em relação
às estimativas.
Em 28 de dezembro de 2007, foi promulgada a Lei nº 11.638, alterada pela Medida Provisória - MP nº 449, de
4 de dezembro de 2008, que modificaram e introduziram novos dispositivos à Lei das Sociedades por Ações.
Essa Lei e MP tiveram como principal objetivo atualizar a legislação societária brasileira para possibilitar o
processo de convergência das práticas contábeis adotadas no Brasil com aquelas constantes nas normas
internacionais de contabilidade que são emitidas pelo “International Accounting Standards Board - IASB”. A
aplicação da referida Lei e MP é obrigatória para demonstrações financeiras anuais de exercícios iniciados
em ou após 1º de janeiro de 2008.
As mudanças na Lei das Sociedades por Ações trouxeram os seguintes principais impactos nas demonstrações
financeiras da Companhia:
(a) Investimentos no exterior - o efeito decorrente da variação cambial sobre os investimentos nas controladas
indiretas Yolanda Netherlands, Souza Cruz Overseas S.A. e Brascuba Cigarrillos, S.A., localizada no exterior,
passou a ser registrado na conta “Ajustes de avaliação patrimonial”, no patrimônio líquido. Vide Nota 3 (c).
(b) As parcelas recebidas de incentivos fiscais para investimentos durante o exercício findo em 31 de
dezembro de 2008 passaram a ser registradas na conta “Incentivos Fiscais” no passivo não circulante. A
parcela realizada relativa a esses incentivos foi registrada na conta “Outras Receitas Operacionais – líquidas”
no resultado do exercício. Na destinação do lucro, esses incentivos foram apropriados à conta de “Reserva
de Incentivos Fiscais”, no patrimônio líquido. Vide Nota 3 (u).
(c) Reclassificações: gastos ativados e registrados no ativo diferido relacionados a despesas pré-operacionais
de novas unidades fabris, no montante de R$ 4, foram reclassificados para o ativo imobilizado. Vide Nota 3 (i);
Conforme permitido pelo pronunciamento CPC 13 – Adoção inicial de Lei 11.638/07 e da MP 449/08, a
administração da Companhia optou por apresentar cifras comparativas de 2007 ajustadas, conforme a norma
NPC nº 12 – Práticas Contábeis, Mudanças nas Estimativas e Correção de Erros. Em função dos
pronunciamentos que afetam a Companhia não terem previsão de ajustes retroativos, os impactos nessas
demonstrações financeiras são aplicados prospectivamente a partir de 1º de janeiro de 2008.
3. Sumário das principais práticas contábeis e estimativas contábeis críticas
3.1. Sumário das principais práticas contábeis
Quando não indicado diferentemente, as práticas contábeis a seguir apresentadas são aplicáveis para as
demonstrações financeiras do consolidado (IFRS) e da controladora (BRGAAP):
(a) Princípios de consolidação
O processo de consolidação das contas patrimoniais, do resultado e do fluxo de caixa corresponde à soma
horizontal dos saldos das contas de ativo, passivo, receitas e despesas e de suas correspondentes mutações
ou variações, segundo a sua natureza, complementada pelas seguintes eliminações:
• Das participações da controladora no capital, reservas e resultados acumulados das sociedades controladas;
• Dos saldos de contas correntes e outras integrantes do ativo e/ou passivo mantidos entre as sociedades,
cujos balanços patrimoniais foram consolidados; e
• Dos efeitos decorrentes de transações realizadas entre essas sociedades, incluindo a eliminação de
ganhos ou perdas não realizados.
Subsidiárias
Subsidiárias são todas as companhias controladas direta e indiretamente pela Companhia. Considera-se
existir controle quando a Companhia detém, direta ou indiretamente, a maioria dos direitos de voto ou o poder
de determinar as políticas financeiras e operacionais de uma entidade, a fim de obter benefícios de suas
atividades.
Em 31 de dezembro de 2008 e de 2007, as demonstrações financeiras consolidadas compreendem as
informações contábeis da Souza Cruz S.A. (controladora) e as das seguintes subsidiárias:
Controladas
Diretas
Yolanda Participações S.A. ................................................................
Souza Cruz Trading S.A. ....................................................................
Indiretas
Yolanda Netherlands B.V. ...................................................................
Souza Cruz Overseas S.A. ................................................................
% de participação no capital total
100%
100%
100%
100%
Empresa coligada
Empresas coligadas são aquelas em que a Companhia possui influência significativa, mas não exerce o
controle sobre as políticas operacionais e financeiras. Influência significativa é geralmente obtida quando o
Grupo detém entre 20% e 50% das ações com direito a voto.
Em 31 de dezembro de 2008 e de 2007, a Companhia possuía apenas uma empresa coligada - Agrega
Inteligência em Compras Ltda. (Nota 8).
Empresa controlada em conjunto
São aquelas entidades cujas atividades são controladas em conjunto pela Companhia e por um ou mais
sócios, mediante acordos contratuais ou estatutários. Em 31 de dezembro de 2008 e de 2007, a Companhia
possuía uma controlada em conjunto - Brascuba Cigarillos, S.A. (Nota 1).
De acordo com o IAS 31, as demonstrações financeiras da controlada em conjunto, Brascuba Cigarillos, S.A.
foram consolidadas proporcionalmente, de acordo com a participação da Companhia nesta investida. Os
componentes de ativo e passivo, as receitas e gastos das sociedades com controle compartilhado são
somados às posições contábeis consolidadas, na proporção da participação do investidor em seu capital
social.
(b) Informações sobre segmentos
A apresentação dos segmentos operacionais da Companhia considerou (i) a classificação utilizada pelo
“tomador de decisões operacionais” da Companhia quando das análises de resultado; (ii) a existência de
informações financeiras desagregada para o segmento; (iii) o agrupamento de segmentos com características,
riscos e retornos semelhantes entre eles; e (iv) a relevância das informações por segmento.
Informações sobre segmentos são apresentadas em consonância com a estrutura dos segmentos de negócio,
da estrutura da administração da Companhia e de relatórios internos.
Souza Cruz S.A. e Sociedades Controladas
CNPJ 33.009.911/0001-39 - NIRE 33.300.136.860
(c) Base de conversão de moeda
(i) Moeda funcional
Os itens incluídos nas demonstrações financeiras consolidadas são mensurados utilizando-se a moeda do
ambiente econômico primário no qual cada entidade consolidada atua. As demonstrações financeiras
consolidadas estão apresentadas em Reais (R$), que é a moeda funcional e a moeda de apresentação da
Companhia.
(ii) Transações e saldos
As transações em moedas estrangeiras são convertidas para a moeda funcional utilizando a taxa de conversão
na data da transação. Os ganhos e perdas oriundos dessas transações são reconhecidos no resultado do
exercício.
(iii) Controladas consolidadas
Algumas controladas, direta ou indiretamente, possuem moeda funcional diferente da controladora, como (i)
Souza Cruz Overseas S.A., (ii) Yolanda Netherlands B.V. e (iii) Brascuba Cigarillos, S.A..
As demonstrações financeiras destas controladas, são convertidas para a moeda de apresentação da
Companhia (Reais), com base nos termos apresentados no IAS 21 (CPC 02), que estabelece, entre outros
assuntos, as seguintes regras de conversão:
• os ativos e passivos são convertidos com base nas taxas de câmbio do final do período;
• o patrimônio líquido inicial de um exercício corresponde ao patrimônio líquido final do exercício anterior
conforme convertido à época. As mutações do patrimônio inicial durante o exercício são convertidas pelas
taxas em vigor nas respectivas datas de ocorrência; e
• as contas apresentadas nas demonstrações do resultado são convertidas com base na taxa de câmbio em
vigor nas datas das transações ou, por razões práticas, por uma taxa média apurada para os exercícios,
desde que a diferença entre essas taxas não seja significativa.
No caso de variação cambial de investimento em coligadas e controladas no exterior, as variações no valor do
investimento decorrentes exclusivamente de variação cambial são registradas na conta “Ajuste de avaliação
patrimonial”, no patrimônio líquido da Companhia, e somente são registradas ao resultado do exercício quando
o investimento for vendido ou baixado para perda (IAS 21 e CPC 02).
(d) Reconhecimento da receita
As receitas com vendas representam o valor justo do valor recebido ou a receber pela venda de produtos e
serviços no curso normal das atividades da Companhia e é apurada em conformidade com o regime contábil
de competência. A receita é apresentada líquida dos descontos incidentes sobre esta, sendo que os impostos
sobre vendas são reconhecidos quando as vendas são reconhecidas/contabilizadas, e os descontos sobre
vendas quando conhecidos.
A receita é reconhecida da seguinte maneira:
(i) Venda de produtos
As receitas de vendas de produtos são reconhecidas: (i) quando o valor das vendas é mensurável de forma
confiável; (ii) os custos incorridos ou que serão incorridos em respeito à transação podem ser mensurados de
maneira confiável; (iii) é provável que os benefícios econômicos serão recebidos pela Companhia; e (iv) os
riscos e benefícios foram integralmente transferidos ao comprador.
(ii) Receita financeira
A receita financeira é reconhecida em base “pro rata dia” com base no método da taxa de juros efetiva.
(e) Caixa e equivalentes de caixa
Contemplam numerários em caixa, saldos em bancos e investimentos de liquidez imediata, com prazos de
vencimento original de até três meses. Estão demonstrados ao custo acrescido das remunerações contratadas
e reconhecidas proporcionalmente até a data das demonstrações financeiras.
(f) Instrumentos financeiros
A Companhia classifica seus ativos financeiros sob as seguintes categorias: mensurados ao valor justo por
meio do resultado, empréstimos e recebíveis, mantidos até o vencimento e disponíveis para venda. A classificação
depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A administração determina a
classificação de seus ativos financeiros no reconhecimento inicial.
Ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado
Os ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado são ativos financeiros mantidos para
negociação ativa e frequente. Os ativos dessa categoria são classificados como ativos circulantes. Os
ganhos ou as perdas decorrentes de variações no valor justo de ativos financeiros mensurados ao valor justo
por meio do resultado são apresentados na demonstração do resultado em “resultado financeiro” no período
em que ocorrem, a menos que o instrumento tenha sido contratado em conexão com outra operação. Nesse
caso, as variações são reconhecidas na mesma linha do resultado afetada pela referida operação.
Empréstimos e recebíveis
Incluem-se nessa categoria os empréstimos concedidos e os recebíveis que são ativos financeiros não
derivativos com pagamentos fixos ou determináveis, não cotados em um mercado ativo. São incluídos como
ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento superior a 12 meses após a data do balanço (estes
são classificados como ativos não circulantes). Os empréstimos e recebíveis da Companhia compreendem os
empréstimos a coligadas, contas a receber de clientes, demais contas a receber e caixa e equivalentes de
caixa, exceto os investimentos de curto prazo. Os empréstimos e recebíveis são contabilizados pelo custo
amortizado, usando o método da taxa de juros efetiva.
Ativos mantidos até o vencimento
São basicamente os ativos financeiros que não podem ser classificados como empréstimos e recebíveis, por
serem cotados em um mercado ativo. Nesse caso, esses ativos financeiros são adquiridos com a intenção e
capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São avaliados pelo custo de
aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do exercício, usando o
método da taxa de juros efetiva.
Valor justo
Os valores justos dos investimentos com cotação pública são baseados nos preços atuais de compra. Para
os ativos financeiros sem mercado ativo ou cotação pública, a Companhia estabelece o valor justo através de
técnicas de avaliação. Essas técnicas incluem o uso de operações recentes contratadas com terceiros, a
referência a outros instrumentos que são substancialmente similares, a análise de fluxos de caixa descontados
e os modelos de precificação de opções que fazem o maior uso possível de informações geradas pelo
mercado e contam o mínimo possível com informações geradas pela administração da própria entidade.
A Companhia avalia, na data do balanço, se há evidência objetiva de que um ativo financeiro ou um grupo de
ativos financeiros está registrado por valor acima de seu valor recuperável (impairment).
(g) Contas a receber
As contas a receber são reconhecidas pelo regime de competência e estão refletidas pelo valor presente
estimado de realização.
A provisão para perdas com créditos é fundamentada em análise dos créditos pela administração, que leva em
consideração o histórico e os riscos envolvidos em cada operação, e é constituída em montante considerado
suficiente para cobrir as prováveis perdas na realização das contas a receber.
(h) Estoques
Os estoques estão demonstrados pelo menor valor entre o valor líquido de realização e o custo médio de
produção ou preço médio de aquisição. As provisões para estoque de baixa rotatividade, obsoletos, ou para
ajustar ao valor de mercado são constituídas quando consideradas necessárias pela Administração.
(i) Outros ativos circulante e não circulante
Os tributos a recuperar encontram-se demonstrados pelos seus respectivos valores de recuperação e estão
compostos substancialmente por: Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços - ICMS sobre compra
de ativo imobilizado para as unidades fabris, com realização em até 4 anos, diferencial de alíquota de ICMS
entre os estados, Finsocial a restituir e Imposto de Renda a recuperar.
As despesas antecipadas representam principalmente contratos de locação de espaço e outras despesas
inerentes às operações da Companhia.
Os demais ativos são apresentados ao valor de custo ou de realização, incluindo, quando aplicável, os
rendimentos, as variações nas taxas de câmbio e as variações monetárias auferidos.
(j) Imobilizado
Demonstrado ao custo histórico, acrescido de correção monetária, quando aplicável, combinado com os
seguintes aspectos:
• Depreciação de bens do imobilizado, calculada pelo método linear às taxas anuais mencionadas na Nota 9,
que levam em consideração a vida útil-econômica desses bens, com exceção dos terrenos que não são
depreciados.
• Perda para valor recuperável dos ativos (impairment), quando aplicável. O valor residual dos itens do
imobilizado é baixado imediatamente ao seu valor recuperável quando o saldo residual exceder o valor
recuperável.
Custos subsequentes são incorporados ao valor residual do imobilizado ou reconhecidos como item específico,
conforme apropriado, somente se os benefícios econômicos associados a esses itens forem prováveis e os
valores mensurados de forma confiável. O saldo residual do item substituído é baixado. Demais reparos e
manutenções são reconhecidos diretamente no resultado quando incorridos.
(k) Intangível
É avaliado ao custo de aquisição, deduzido da amortização acumulada e perdas por redução do valor
recuperável, quando aplicável. Os ativos intangíveis são compostos de softwares e licenças de uso, os quais
são amortizados levando em conta uma vida útil estimada de 5 anos.
(l) Investimentos
Participação em sociedade coligada avaliada pelo método da equivalência patrimonial. As práticas contábeis
adotadas pela sociedade coligada foram uniformizadas às da Companhia.
(m) Empréstimos e financiamentos
Empréstimos e financiamentos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo, líquido dos custos de transação
incorridos. Subsequentemente, são mensurados ao custo amortizado com base no método da taxa de juros
efetiva.
Estão demonstrados pelos valores de contratação, acrescidos dos encargos pactuados, que incluem juros e
atualização monetária ou cambial incorridos.
Empréstimos e financiamentos são classificados no passivo circulante exceto, quando aplicável, pelas parcelas
que podem incondicionalmente ser liquidadas após 12 meses da data de encerramento do balanço das
demonstrações financeiras.
(n) Provisões para contingências
As provisões para contingências fiscais, trabalhistas e outras são constituídas com base na expectativa de
perda provável nas respectivas ações em andamento, manifestada pelos consultores jurídicos internos e
externos da Companhia (Nota 13).
(o) Outros passivos circulante e não circulante
Os demais passivos são demonstrados por valores conhecidos ou calculáveis, ajustados, quando aplicável,
dos correspondentes encargos, das variações nas taxas de câmbio e das variações monetárias incorridos.
(p) Transações com partes relacionadas
Os contratos de mútuos entre a Companhia e empresas ligadas são atualizados pela taxa média ponderada
de captação no mercado acrescida de variação cambial no caso das empresas no exterior. A Companhia não
possui responsabilidade por avais a suas sociedades coligadas. Quando valores de mercado são observáveis
as operações são realizadas a valores, prazos e condições de mercado.
(q) Imposto de renda e contribuição social
A despesa de imposto de renda e contribuição social corrente é calculada de acordo com as bases legais
tributárias vigentes nas jurisdições onde a Companhia atua, na data de apresentação das demonstrações
financeiras. Periodicamente a administração avalia posições tomadas com relação a questões tributárias que
estão sujeitas a interpretação e reconhece provisão quando há expectativa de pagamento de imposto de
renda e contribuição social conforme as bases tributárias.
Imposto de renda e contribuição social diferidos são registrados, em sua totalidade, sobre as diferenças
geradas entre ativos e passivos reconhecidos para fins fiscais e seus correspondentes valores apresentados
nas demonstrações financeiras. São calculados com base nas alíquotas e legislação vigente na data de
preparação dessas demonstrações e aplicáveis ou quando o respectivo imposto de renda e contribuição
social forem realizados.
Imposto de renda e contribuição social diferidos ativos são reconhecidos somente na extensão em que seja
provável a existência de base tributável para a qual as diferenças temporárias possam ser utilizadas e
prejuízos fiscais compensados (Nota 20).
(r) Plano de pensão
Os custos com planos de pensão são registrados com base em modelos atuariais em consonância com os
requerimentos estabelecidos na Deliberação CVM nº 371, de 13 de dezembro de 2000, e no IAS 19, aplicados
respectivamente nas demonstrações financeiras da controladora e consolidadas. Esses modelos utilizam
abordagem de atribuição que geralmente desdobra eventos individuais ao longo da vida estimada dos
funcionários no plano. A política da Companhia é de financiar seus planos de aposentadoria com base em
recomendações atuariais e em consonância com a legislação e os regulamentos de imposto de renda aplicáveis.
As receitas ou despesas líquidas de aposentadoria são calculadas utilizando-se as premissas do início de
cada exercício fiscal. Essas premissas são definidas ao final do exercício fiscal anterior e incluem as taxas
de retorno de longo prazo e esperadas nos ativos do plano, taxas de desconto e aumentos de taxas salariais.
Um conjunto de taxas históricas reais, taxas esperadas e dados externos é utilizado pela Companhia para
determinar as premissas usadas nos modelos atuariais. Quando os cálculos resultam em benefícios para a
Companhia, o reconhecimento do ativo fica limitado ao total líquido de qualquer serviço passado não reconhecido
e ao valor presente de qualquer reembolso do plano ou reduções das contribuições futuras do plano. A
Companhia utiliza-se do “corridor approach” para reconhecimento de ganhos e perdas atuariais no resultado
do exercício.
(s) Distribuição de dividendos
O estatuto da Companhia e a legislação societária prevêem que, no mínimo, 25% do lucro líquido anual
ajustado seja distribuído como dividendos. Portanto, a Companhia registra provisão, no encerramento de cada
exercício social, no montante do dividendo mínimo obrigatório que ainda não tenha sido distribuído, caso este
limite não tenha sido atingido pelas remunerações intermediárias.
(t) Provisão para recuperação dos ativos de vida longa
Ativos que têm vida útil indefinida e não sujeitos à amortização têm sua recuperação testada anualmente,
enquanto que os ativos sujeitos à depreciação ou amortização têm seu valor de recuperação revisados pela
Administração sempre que eventos ou mudanças nas circunstâncias indicarem que seus valores contábeis
não poderão ser recuperados.
Os ativos são agrupados e avaliados segundo a possível recuperação com base nos fluxos futuros de caixa
projetados descontados durante a vida remanescente estimada dos ativos, conforme o surgimento de novos
acontecimentos ou circunstâncias. Nesse caso, as perdas são reconhecidas com base no montante pelo
qual o valor contábil excede o valor provável de recuperação de um ativo de vida longa. O valor provável de
recuperação é determinado como sendo o maior valor entre (a) o valor de venda estimado dos ativos menos
os custos estimados para venda e (b) o valor em uso, determinado pelo valor presente esperado dos fluxos
de caixa futuros do ativo ou da unidade geradora de caixa.
(u) Subvenções fiscais para investimento
(i) Consolidado
Nas demonstrações financeiras consolidadas, o montante da reserva de capital de doações e subvenções
para investimento foi integralmente reclassificado para o passivo não circulante, como requerido pelas
práticas contábeis internacionais (IAS 20). As subvenções fiscais para investimento, destinadas à aquisição
de ativo imobilizado, vêm sendo diferidas e reconhecidas na demonstração do resultado do exercício com
base no saldo acumulado dessas subvenções, à medida que as despesas de depreciação do respectivo
ativo são reconhecidas no resultado do exercício.
(ii) Controladora
Conforme estabelecido no pronunciamento CPC 07 e CPC 13, o saldo da reserva de capital de doações e
subvenções para investimento, existente em 31 de dezembro de 2007, foi mantido nessa conta e será
utilizado de acordo com as disposições contidas na legislação societária brasileira.
As subvenções fiscais para investimento destinadas à aquisição de ativo imobilizado, geradas ao longo do
exercício findo em 31 de dezembro de 2008, vêm sendo diferidas e reconhecidas na demonstração do
resultado do exercício da controladora à medida que as despesas de depreciação do respectivo ativo é
reconhecida no resultado do exercício.
Todavia, para fins de atendimento às práticas contábeis adotadas no Brasil e a fim de que o valor da
subvenção não seja distribuído aos sócios, a parcela reconhecida no resultado é reclassificada da conta de
lucros acumulados para a reserva de lucros de incentivos fiscais.
(v) Demonstrações dos fluxos de caixa e do valor adicionado
A Companhia já elaborava e divulgava a demonstração dos fluxos de caixa e a do valor adicionado antes da sua
obrigatoriedade, como informação complementar. Todavia, algumas mudanças na estrutura de apresentação
dessas demonstrações foram realizadas em função do disposto no Pronunciamento Técnico CPC 03.
Na demonstração consolidada do valor adcionado, o valor apresentado como reinvestimento contempla a
parcela da remuneração dos acionistas proposta pela Administração a ser referendada em Assembléia Geral
de Acionistas.
3.2. Estimativas contábeis críticas
Práticas contábeis críticas são aquelas que são tanto (a) importantes para demonstrar a condição financeira
e os resultados e (b) requerem os julgamentos mais difíceis, subjetivos ou complexos por parte da administração,
frequentemente como resultado da necessidade de fazer estimativas que têm impacto sobre questões que
são inerentemente incertas. À medida que aumenta o número de variáveis e premissas que afetam a possível
solução futura dessas incertezas, esses julgamentos se tornam ainda mais subjetivos e complexos.
Na preparação das demonstrações financeiras, a Companhia adotou estimativas e premissas derivadas de
experiência histórica e vários outros fatores que entende como razoáveis e relevantes sob certas
circunstâncias.
Os resultados reais, baseados em julgamentos, foram semelhantes aos estimados sob variáveis, premissas
ou condições diferentes.
3.3. Novos IFRS’s e interpretações do IFRIC (Comitê de Interpretação de Informação Financeira
do IASB)
Alguns novos procedimentos contábeis e interpretações do IFRIC foram publicados e têm a sua adoção
obrigatória para o período iniciado em 1º de janeiro de 2008, enquanto outros foram aplicados para o exercício
findo em 31 de dezembro de 2007. Segue, abaixo, a avaliação da Companhia dos impactos desses novos
procedimentos e interpretações.
(a) Novos pronunciamentos e interpretações do IFRS aplicados em 2007
• IFRS 7 - Instrumentos Financeiros - Divulgações (Financial Instruments: Disclosures).
Em agosto de 2005, o IASB emitiu o IFRS 7, o qual prevê requerimentos adicionais de divulgações em relação
à relevância de instrumentos financeiros e informações qualitativas e quantitativas em relação à exposição
de riscos relacionados a esses instrumentos.
Esse pronunciamento sucede os requerimentos de divulgação definidos tanto no IAS 30 “Divulgações nas
Demonstrações Financeiras de Bancos e Instituições Financeiras Similares” e IAS 32 “Instrumentos Financeiros:
Divulgação e Apresentação” e é efetivo para períodos anuais iniciados a partir de 1º de janeiro de 2007.
A administração adotou os requerimentos de divulgação conforme apresentado na Nota 26.
• Alteração no IAS 1 - Apresentação das Demonstrações Financeiras (Presentation of Financial Statements).
Em agosto de 2005, o IASB alterou o IAS 1, o qual requer que uma entidade forneça informações qualitativas
e quantitativas adicionais para permitir ao usuário de demonstrações financeiras avaliar seus objetivos,
políticas e procedimentos para gerenciamento de capital. A alteração é efetiva para períodos anuais iniciados
a partir de 1º de janeiro de 2007. A administração adotou os requerimentos de divulgação, sem maiores
impactos identificados.
(b) Novos pronunciamentos e interpretações do IFRS aplicáveis a partir de 2008
• IAS 23 - Custos de empréstimos (Borrowing costs).
Em março de 2007, o IASB emitiu uma versão revisada do IAS 23, o qual trata da obrigatoriedade da inclusão
no ativo dos custos de empréstimos que são atribuíveis à aquisição, construção ou produção de um ativo. A
entidade deve aplicar essa norma para períodos anuais que se iniciem a partir de 1º de janeiro de 2009. A
Companhia está avaliando os impactos oriundos da aplicação dessa norma.
• IAS 1 - Apresentação das demonstrações financeiras (Presentation of Financial Statements).
Em setembro de 2007, o IASB alterou novamente o IAS 1, sendo esta alteração efetiva para períodos anuais
iniciados a partir de 1º de janeiro de 2009. A Companhia está avaliando os efeitos oriundos da alteração desta
norma na divulgação das demonstrações financeiras consolidadas.
• IFRS 8 - Segmentos operacionais (Operating segments).
Em novembro de 2006, o IASB emitiu o IFRS 8 que especifica forma de divulgação de informações sobre seus
segmentos operacionais nas informações financeiras anuais e altera o IAS 34 “Informações financeiras
interinas”, requerendo que a entidade reporte informações financeiras selecionadas sobre seus segmentos
de operação em informações financeiras interinas. Este pronunciamento define segmento operacional como
componente de uma entidade sobre a qual informações financeiras segregadas são disponibilizadas e
avaliadas pelo responsável pelo gerenciamento do negócio em suas decisões de como alocar recursos e
avaliar sua performance. Esse pronunciamento também define requerimentos para divulgações relacionadas
a produtos e serviços, áreas geográficas, e principais clientes e é efetivo para períodos anuais iniciados em/
ou após 1º de janeiro de 2009. A Companhia acredita que a adoção do IFRS 8 não terá impactos significativos
na divulgação de suas demonstrações financeiras consolidadas.
• IFRIC 11 - Transações com ações de empresas do grupo e em tesouraria (Group and treasury share transactions).
Souza Cruz S.A. e Sociedades Controladas
CNPJ 33.009.911/0001-39 - NIRE 33.300.136.860
Em novembro de 2006, o IFRIC emitiu sua Interpretação 11 para esclarecer a contabilização de certos pagamentos
baseados em ações envolvendo as ações próprias da entidade (ações em tesouraria) e pagamentos e
arranjos baseados em ações que envolvam duas ou mais entidades dentro do mesmo grupo de empresas.
Esta Interpretação esclarece que o pagamento de transações baseadas em ações nas quais a entidade
recebe serviços em troca de suas próprias ações devem ser contabilizadas como se fossem liquidadas em
ações. A entidade deve aplicar esta Interpretação para períodos anuais iniciando a partir de 1º de março de
2007. A Companhia não identificou impactos decorrentes da adoção desta interpretação nas suas demonstrações
financeiras consolidadas.
4. Transição para o IFRS das demonstrações financeiras consolidadas
4.1. Base para transição ao IFRS
• Aplicação do IFRS 1
A Companhia adotou os conceitos do IFRS 1 na preparação das demonstrações financeiras consolidadas
para o exercício findo em 31 de dezembro de 2007. A Companhia já preparava, para fins de consolidação por
parte de sua controlada, dados financeiros seguindo os conceitos básicos de IFRS. Entretanto, determinadas
práticas contábeis eram adaptadas no conjunto de informações enviados à controladora, uma vez que
seguiam as regras e diretrizes constantes no “Manual de Políticas e Práticas Contábeis” de sua controladora.
A data de transição escolhida foi 1º de janeiro de 2007 e a administração preparou as demonstrações
financeiras em IFRS a partir dessa data. Na preparação do balanço de abertura consolidado em IFRS, na data
de transição de acordo com o IFRS 1, a Companhia aplicou as exceções obrigatórias e certas isenções
opcionais de aplicação retrospectiva completa do IFRS.
• Isenções eleitas pela administração na aplicação retrospectiva
De acordo com o IFRS 1, é permitida a adoção de algumas isenções a requerimentos em áreas específicas,
nas quais o custo de geração de informações possa exceder os benefícios dos usuários das demonstrações
financeiras. Neste contexto, e mediante a utilização dos dados contábeis enviados à sua controladora, a
administração da Companhia adotou a isenção para apresentação dos ajustes acumulados de conversão
cambial.
Dessa forma, a Companhia optou por apresentar os efeitos acumulados na data de transição para IFRS,
decorrentes de conversão de demonstrações financeiras de controladas e investidas com moeda funcional
diferente da moeda de relatório da Companhia, como lucros acumulados no balanço de abertura. A partir da
data de transição do IFRS, a Companhia reconheceu os ajustes de conversão diretamente em conta específica
do patrimônio líquido.
(c) Reavaliação do imobilizado:
Para fins de IFRS, o montante dessa reavaliação foi estornado.
(d) Marcas e patentes:
Os custos com marcas e patentes são registrados diretamente no resultado do exercício, não sendo permitido
registrá-lo como ativo intangível.
(e) Variação Cambial sobre Empréstimos de Longo Prazo em moeda estrangeira com investida no
exterior (IAS 21):
De acordo com IFRS, a variação de taxas de câmbio sobre empréstimos de longo prazo mantidos com
investidas no exterior, devem ser reconhecidos diretamente no patrimônio líquido desde que sua liquidação
não esteja planejada e nem há probabilidade de ocorrer num futuro previsível.
Antes da adoção do CPC 02 esta variação era reconhecida no resultado do exercício. A partir de 1º de janeiro
de 2008 essa diferença entre práticas contábeis deixou de existir.
(f) Variação cambial sobre investimento no exterior:
Conforme mencionado no item (e) acima, de acordo com IFRS, a variação de taxas de câmbio sobre
investimentos mantidos no exterior, bem como sobre o saldo de patrimônio líquido de empresas consolidadas
com moeda funcional diferente da moeda funcional da Companhia, devem ser reconhecidos diretamente no
patrimônio líquido.
Até 31 de dezembro de 2007 para fins de praticas contábeis brasileiras, esta variação era reconhecida no
resultado do exercício, na linha de equivalência patrimonial. A adoção da CPC 02 equiparou o tratamento
contábil em BRGAAP com a norma IFRS a partir de 2008.
(g) Dividendos:
De acordo com IFRS, os dividendos propostos acima do mínimo obrigatório na data do balanço só devem ser
reconhecidos como passivos quando aprovados pela Assembléia de Acionistas.
De acordo com o BRGAAP, deve ser contabilizado no balanço patrimonial, no encerramento de cada exercício,
um passivo pelos dividendos propostos pela administração que, posteriormente ao término do exercício,
serão submetidos à aprovação dos acionistas.
5. Caixa e equivalentes de caixa
Consolidado - IFRS
2008
2007
Caixa e Bancos .....................................................................
Aplicações em “time deposit” ................................................
Operações compromissadas (Debêntures) .........................
Certificados de Depósitos Bancários - CDB ........................
138,0
33,4
545,5
252,4
969,3
Controladora
2008
2007
135,9
132,9
242,2
108,4
619,4
125,4
516,8
247,1
889,3
128,7
209,5
102,9
441,1
• Exceções seguidas pela administração na aplicação retrospectiva
Não foram identificados impactos relevantes no balanço de abertura da Companhia decorrentes da aplicação
das exceções obrigatórias previstas no IFRS 1.
4.2. Reconciliação das demonstrações financeiras consolidadas entre IFRS e BRGAAP
A Companhia apurou os efeitos de transição para a adoção ao IFRS e os respectivos impactos no patrimônio
líquido e resultados dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2007, como apresentado a seguir:
(a) Reconciliação do patrimônio líquido em 1º de janeiro de 2007
Reconciliação em 1º de janeiro de 2007
Patrimônio Líquido
Consolidado Souza Cruz - Lei S.A. ...............................................................
1.680,4
Ajustes em IFRS: ...............................................................................................
(292,3)
a) Incentivos Fiscais .............................................................................................
b) Adições Ativo Diferido (líquido de amortizações) ..........................................
c) Reavaliação do Imobilizado ..............................................................................
d) Marcas e Patentes ...........................................................................................
(287,8)
(3,5)
(0,8)
(0,2)
Saldos em IFRS ..................................................................................................
1.388,1
(b) Reconciliação do patrimônio líquido em 31 de dezembro de 2007 e do lucro líquido do exercício
findo nessa data
Reconciliação em 31 de dezembro de 2007
Patrimônio
Líquido
Lucro
Líquido
Consolidado Souza Cruz - Lei S.A. ......................................................
1.575,7
908,1
Ajustes em IFRS: ......................................................................................
88,2
125,5
a) Incentivos Fiscais ......................................................................................
b) Adições Ativo Diferido (líquido de amortizações) ...................................
c) Reavaliação do Imobilizado .......................................................................
d) Marcas e Patentes ....................................................................................
e) Variação Cambial sobre Empréstimos de Longo Prazo em US$ com
investida no exterior (IAS 21) ....................................................................
f) Variação Cambial sobre Empréstimos em Moeda Estrangeira (IAS 39) .
e/f) Imposto de Renda e Contribuição Social sobre os efeitos
de Variação Cambial sobre Empréstimos ..................................................
g) Variação Cambial sobre Investimentos no Exterior ................................
h) Ganhos e Perdas Resultantes de Conversão de Moeda Estrangeira ...
i) Reversão do Dividendo Proposto Complementar ....................................
(281,9)
(6,2)
(0,8)
(0,2)
45,3
(2,7)
-
-
Saldos em IFRS ...........................................................................................
(127,2)
(38,6)
377,3
56,4
183,3
9,0
-
1.663,9
1.033,6
4.3. Reconciliação das demonstrações financeiras consolidadas (IFRS) e da controladora (BRGAAP)
A reconciliação do patrimônio líquido e dos resultados dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2008 e de
2007 está demonstrada como segue:
Patrimônio líquido
2008
Controladora (BRGAAP) ...................................................
Resultados não realizados nas transações
entre a controladora e suas controladas ......................
Incentivos Fiscais ...............................................................
Movimentações no Ativo Diferido (líquido de amortizações)
Movimentações em Marcas e Patentes .............................
Reavaliação do Imobilizado ................................................
Variação Cambial sobre Empréstimos de Longo Prazo em
US$ com investida no exterior (IAS 21) ........................
Variação Cambial sobre Empréstimos em Moeda
Estrangeira (IAS 39) .......................................................
Imposto de Renda e Contribuição Social sobre os efeitos
de Variação Cambial sobre Empréstimos .......................
Variação Cambial sobre Investimentos no Exterior ..........
Ganhos e Perdas Resultantes de Conversão de
Moeda Estrangeira ...........................................................
Reversão do Dividendo Proposto Complementar .............
Consolidado (IFRS) ...........................................................
1.723,2
(2,0)
(245,2)
(4,3)
(0,2)
-
2007
1.575,7
Lucro líquido do
exercício
2008
2007
1.212,1
(281,9)
(6,2)
(0,2)
(0,8)
(2,0)
36,7
2,0
0,8
907,8
0,3
45,3
(2,7)
-
-
-
-
(127,2)
-
-
-
(38,6)
-
-
-
56,4
183,3
656,8
377,3
-
9,0
-
2.128,3
1.663,9
1.249,6
1.033,6
4.4. Descrição das diferenças entre as práticas contábeis e respectivos ajustes
As principais diferenças entre IFRS e BRGAAP que afetaram as demonstrações financeiras consolidadas da
Companhia podem ser assim descritas:
(a) Incentivos fiscais:
De acordo com IFRS, incentivos fiscais recebidos pela Companhia se enquadram no conceito de receita
diferida, conforme determinado pelo IAS 20 e deve ser reconhecido no resultado de acordo com a depreciação
dos bens do ativo imobilizado que o geraram.
Conforme mencionado na Nota 15, a Souza Cruz possui incentivo fiscal de ICMS (FUNDOPEM) concedido pelo
Estado do Rio Grande do Sul. Esses incentivos, de acordo com a norma brasileira de contabilidade anterior,
eram contabilizados diretamente no patrimônio liquido da Companhia, como Reserva de Capital até 31 de
dezembro de 2007. Com o advento do CPC 07 ocorreu a equiparação do tratamento contábil das práticas
contábeis brasileiras com as normas internacionais de contabilidade a partir de 1º de janeiro de 2008.
Para fins de IFRS, a administração da Companhia reclassificou o montante de incentivos fiscais correspondentes
ao valor residual (parcela ainda não depreciada) dos bens que foram base de geração dos incentivos em 31
de dezembro de 2007, que se encontrava registrado no patrimônio líquido, para o passivo não circulante. Para
fins de práticas contábeis brasileiras a adoção foi prospectiva para incentivos recebidos a partir de 1º de
janeiro de 2008.
(b) Adição e amortização do ativo diferido:
De acordo com IFRS, os gastos pré-operacionais não se enquadram na definição de um ativo intangível e
devem ser contabilizados como despesa. Os custos incorridos para obter um ativo intangível são capitalizados
quando os critérios do IAS 38 - Ativos Intangíveis são atingidos.
Para o BRGAAP, o ativo diferido corresponde a gastos pré-operacionais, marcas e patentes, e com projetos
em fase de pré-operacional são contabilizados pelo custo e amortizados.
6. Contas a receber
Consolidado - IFRS
2008
2007
Circulante
Clientes ..................................................................................
Adiantamentos sobre Cambiais Entregues .........................
Contas a Receber de Agricultores ......................................
Provisão para Impairment .....................................................
Adiantamentos a Terceiros ..................................................
Outras ...................................................................................
Controladora
2008
2007
441,1
438,5
362,6
364,7
(0,3)
(0,3)
51,7
98,8
51,7
98,8
(84,6)
(91,3)
(84,6)
(91,3)
23,8
1,6
23,8
1,6
46,2
39,5
40,4
38,6
478,2
486,8
393,9
412,1
Não Circulante - Contas a Receber de Agricultores .......
13,8
13,8
13,8
13,8
As contas a receber de agricultores constituem-se basicamente de: (i) fornecimento de insumos agrícolas
para o plantio e colheita do fumo e (ii) investimentos para construção de estufas e galpões para cura e
secagem do fumo pelo produtor.
As movimentações na provisão para impairment de contas a receber são as seguintes:
Saldos em 31 de dezembro de 2006 ............................................................
Adições .................................................................................................................
Baixas ...................................................................................................................
100,2
51,8
(60,7)
Saldos em 31 de dezembro de 2007 ............................................................
Adições .................................................................................................................
Baixas ...................................................................................................................
91,3
57,0
(63,7)
Saldos em 31 de dezembro de 2008 ............................................................
84,6
7. Estoques
Consolidado - IFRS
2008
2007
Circulante
Produtos Acabados ..............................................................
Produtos em Elaboração ......................................................
Matérias-Primas ....................................................................
Produtos de Revenda ...........................................................
Materiais Diversos ................................................................
497,0
2,8
226,9
73,6
33,6
833,9
3,3
Não Circulante - Matéria-Prima (fumo) .............................
581,6
2,5
193,4
71,0
26,4
874,9
16,4
Controladora
2008
2007
482,1
2,8
226,5
73,6
33,6
818,6
3,3
569,1
2,5
193,4
71,0
26,4
862,4
16,4
8. Investimentos em sociedades controladas e coligada
Sociedades Controladas e Coligada
Souza Cruz
Trading S.A.
Controladas
Yolanda
Participações
S.A.
e sociedades
controladas
Coligada
Agrega
Inteligência
em compras
Ltda.
Total
a) Principais Informações
Quantidade de ações ordinárias/
quotas possuídas:
em 31 de dezembro de 2007 ..................
em 31 de dezembro de 2008 ..................
1
1
111.405
111.405
-
Percentual de participação no capital social:
em 31 de dezembro de 2007 ..................
100,00 %
em 31 de dezembro de 2008 ..................
100,00 %
100,00 %
100,00 %
50,00 %
50,00 %
-
Patrimônio líquido:
em 31 de dezembro de 2007 ..................
em 31 de dezembro de 2008 ..................
22,6
23,7
1.031,3
1.556,4
7,1
8,4
-
Lucro líquido (prejuízo):
em 31 de dezembro de 2007 ..................
em 31 de dezembro de 2008 ..................
0,5
1,2
(42,4)
179,2
7,0
17,3
-
Saldos em 31 de dezembro de 2006 ...
Resultado de equivalência patrimonial .......
Dividendos propostos e/ou recebidos .......
22,1
0,5
-
1.100,4
(42,4)
(26,7)
0,1
3,5
-
1.122,6
(38,4)
(26,7)
Saldos em 31 de dezembro de 2007 ...
22,6
1.031,3
3,6
1.057,5
-
324,1
-
324,1
b) Movimentação dos investimentos
Ajustes de Avaliação Patrimonial apropriados
diretamente no Patrimônio Líquido:
Variação Cambial sobre Investimentos no Exterior
Ganhos e Perdas Resultantes de Conversão
de Moeda Estrangeira .............................
Resultado de equivalência patrimonial .......
Dividendos propostos e/ou recebidos .......
Saldos em 31 de dezembro de 2008 ...
1,1
23,7
32,7
179,3
(11,0)
8,6
(8,0)
1.556,4
4,2
32,7
189,0
(19,0)
1.584,3
O resultado de equivalência patrimonial em 2007 inclui um resultado negativo de variação cambial sobre
investimentos no exterior no valor de R$ 183,3.
9. Imobilizado
(a) Saldos
Consolidado - IFRS
2008
2007
Terrenos e Cercas ......................................
Edifícios .......................................................
Máquinas e Equipamentos ..........................
Veículos .......................................................
Imobilizado em Andamento .........................
Equipamentos de Processamento de Dados
Móveis e Utensílios .....................................
Outros .........................................................
38,8
219,0
208,6
56,9
157,7
28,2
11,3
25,3
745,8
38,7
228,2
199,7
33,2
112,8
28,3
9,0
26,2
676,1
Controladora
2008
2007
38,8
219,0
192,5
56,9
157,7
28,2
11,4
29,8
734,3
38,7
228,2
187,0
33,2
112,8
28,3
9,1
33,2
670,5
Taxas anuais
depreciação-%
4
10-25
20
20
10
-
Souza Cruz S.A. e Sociedades Controladas
CNPJ 33.009.911/0001-39 - NIRE 33.300.136.860
(b) Síntese da movimentação do ativo imobilizado consolidado - IFRS:
Equipamentos de
Processamento
de Dados
Móveis e
Utensílios
Outros
Imobilizados
Total
145,8
79,7
29,2
24,4
1.751,6
122,7
(155,7)
112,8
5,6
6,5
4,1
87,7
1,0
1,1
0,5
30,8
1,8
24,8
10,6
40,4
185,7
(28,2)
25,5
(9,3)
(2,4)
1.871,9
7,0
8,9
1,2
102,4
1,6
2,5
0,2
34,7
0,7
4,6
0,5
45,2
189,0
(10,9)
10,1
2,1
6,8
2.048,8
-
53,0
20,5
10,7
1.115,4
-
10,5
4,1
59,4
1,7
0,4
21,8
3,6
(0,1)
14,2
94,6
14,2
1.195,8
-
16,0
1,2
74,2
1,8
0,2
23,4
5,9
0,2
19,9
107,0
7,0
9,3
2,5
1.303,0
145,8
112,8
157,7
26,7
28,3
28,2
8,7
9,0
11,3
13,7
26,2
25,3
636,2
676,1
745,8
Edifícios
Saldos em 31/12/2006 .................................
39,7
301,2
1.046,9
84,7
Adições ...........................................................
Transferências ...............................................
Baixas .............................................................
Impairment .......................................................
Efeito do Câmbio .............................................
Saldos em 31/12/2007 .................................
0,1
0,1
39,7
9,8
53,8
0,1
364,7
28,4
38,3
7,1
(9,3)
(2,4)
1.094,8
16,3
3,0
3,0
101,0
Adições ...........................................................
Transferências ...............................................
Baixas .............................................................
Impairment .......................................................
Efeito do Câmbio .............................................
Saldos em 31/12/2008 .................................
0,2
39,9
1,2
5,2
371,1
10,9
48,7
5,0
2,1
6,8
1.158,3
25,1
16,6
3,2
139,5
142,3
(97,4)
157,7
Saldos em 31/12/2006 .................................
0,9
122,1
851,7
56,5
Adições ...........................................................
Transferências ...............................................
Baixas .............................................................
Saldos em 31/12/2007 .................................
0,1
1,0
14,4
0,1
0,1
136,5
50,1
6,7
895,1
14,2
2,9
67,8
Adições ...........................................................
Transferências ...............................................
Baixas .............................................................
Efeito do Câmbio .............................................
Saldos em 31/12/2008 .................................
0,1
1,1
15,6
152,1
50,0
7,0
4,9
2,5
949,7
17,6
2,8
82,6
38,8
38,7
38,8
179,1
228,2
219,0
195,2
199,7
208,6
28,2
33,2
56,9
Custo do imobilizado bruto
Máquinas e
Equipamentos
Imobilizado
em
Andamento
Terrenos/
Cercas
Veículos
Depreciação acumulada
Imobilizado líquido
Saldos em 31/12/2006 .................................
Saldos em 31/12/2007 .................................
Saldos em 31/12/2008 .................................
(c) Depreciação
A depreciação do ativo imobilizado foi distribuída nas seguintes contas:
Consolidado - IFRS
2008
2007
Custo dos Produtos Vendidos ....................................................................................................................................................................................
Despesas com Vendas, Gerais e Administrativas ....................................................................................................................................................
Estoques ......................................................................................................................................................................................................................
10. Intangível
(a) Composição
Consolidado - IFRS
2008
2007
226,4
198,6
(142,9)
(122,5)
83,5
76,1
Programas de Software-Licenças de Uso ..................
Amortização Acumulada ...............................................
Controladora
2008
2007
220,3
194,2
(137,1)
(119,8)
83,2
74,4
(b) Movimentações – consolidado – IFRS
Custo do intangível ..................
Amortização acumulada ..........
Saldos em
2006
156,2
(102,2)
Intangível líquido ................
Custo do intangível ..................
Amortização acumulada ..........
Adições
15,1
(20,5)
Transferências
28,2
-
Efeito
Câmbio
(0,9)
0,2
(5,4)
28,2
(0,7)
Adições
9,0
(19,1)
Transferências
17,4
-
Efeito
Câmbio
1,4
(1,3)
(10,1)
17,4
54,0
Saldos em
2007
198,6
(122,5)
Intangível líquido ................
76,1
11. Empréstimos e financiamentos
Moeda Nacional
Capital de Giro .......................................................
Moeda estrangeira
Adiantamentos de contratos de câmbio (ACC) ...
US$ 14,2 milhões (2007 - US$ 74,6 milhões). .....
Passivo Circulante ...............................................
Saldos em
2007
198,6
(122,5)
76,1
Saldos em
2008
226,4
(142,9)
0,1
83,5
Encargos
2008
2007
Taxa de mercado
18,5
73,4
33,2
51,7
132,2
205,6
3,03% a.a. (2007 - 5,42% a.a.)
+ variação cambial
Instituição financeira:
Vencimento
Banco Unibanco S.A. ..............................................
Banco HSBC .............................................................
Banco Bradesco S.A. ..............................................
Banco do Brasil S.A. ...............................................
Banco Itaú BBA S.A. ................................................
Banco Itaú BBA S.A. ................................................
8,4
2,2
24,9
2,6
8,2
5,4
51,7
Até 1 ano
Até 1 ano
1 - 3 meses
Até 1 ano
Até 30 dias
Até 1 ano
Os adiantamentos de contrato de câmbio têm como garantia os contratos de exportação. Os empréstimos para
capital de giro são para suprir necessidades temporárias de caixa e têm como garantia cédula de crédito
bancário.
12. Provisões operacionais
Circulante
Comissões e Serviços .............................................
Diversas Dívidas-Operacionais ..............................
Custo de Reestruturação ........................................
Não Circulante - Honorários Advocatícios ..........
Consolidado - IFRS
2008
2007
37,3
15,6
13,9
66,8
48,1
31,5
32,3
9,3
73,1
47,0
Controladora
2008
2007
36,8
15,7
13,9
66,4
42,5
30,2
32,4
9,3
71,9
42,0
13. Contingências e depósitos judiciais
A Companhia é parte envolvida em processos trabalhistas, cíveis, tributários e de outras naturezas, cujas
discussões encontram-se em andamento tanto na esfera administrativa como na judicial. Quando aplicável,
tais discussões são amparadas por depósitos judiciais. As provisões para as eventuais perdas prováveis
decorrentes desses processos são constituídas pela administração, considerando a opinião de seus consultores
legais internos e externos.
Na avaliação desses consultores, os processos considerados como de perda possível montam a R$ 194,5,
distribuídos entre processos fiscais, cíveis e trabalhistas.
(a) Composição
Em 31 de dezembro, a Companhia e suas controladas mantinham registradas as seguintes provisões para
contingências e correspondentes depósitos judiciais:
Provisões para
Depósitos judiciais
contingências
2008
2007
2008
2007
Contingências fiscais e cíveis ......................................
65,5
53,5
69,0
57,8
Contingências trabalhistas e previdenciárias ............
15,8
16,5
72,2
58,3
81,3
70,0
141,2
116,1
Passivo não circulante ..................................................
(140,9)
(107,9)
Passivo circulante .........................................................
0,3
8,2
Referem-se basicamente a:
Fiscais – Referem-se a processos administrativos e judiciais envolvendo a discussão da legalidade ou
constitucionalidade da exigência de impostos, taxas e contribuições sociais de competência municipal, estadual
e federal.
Trabalhistas e previdenciárias – Relativos a processos administrativos e judiciais em que são discutidas
indenizações de cunho trabalhista e exigências relacionadas à matéria previdenciária.
Cíveis – Referem-se a processos judiciais em que são discutidas questões de natureza comercial e cível,
com exceção de ações de responsabilidade pelo fato do produto.
(b) Movimentação
Saldos em 31 de dezembro de 2006 .....................
Adições ..........................................................................
Baixas ............................................................................
Saldos em 31 de dezembro de 2007 .....................
Adições ..........................................................................
Baixas ............................................................................
Saldos em 31 de dezembro de 2008 .....................
Fiscal
Trabalhista
Cível
56,4
23,8
(24,5)
55,7
15,9
(3,9)
67,7
48,7
11,4
(1,8)
58,3
19,7
(5,8)
72,2
1,2
1,7
(0,8)
2,1
1,3
(2,1)
1,3
Total
106,3
36,9
(27,1)
116,1
36,9
(11,8)
141,2
40,8
63,5
104,3
4,0
108,3
44,9
47,1
92,0
4,4
96,4
Controladora
2008
2007
40,8
61,9
102,7
4,0
106,7
44,9
45,5
90,4
4,4
94,8
(c) Responsabilidade pelo fato do produto
Em 31 de dezembro de 2008, havia 313 processos (2007 – 302 processos) dessa natureza em andamento.
De acordo com opiniões dos consultores jurídicos internos e externos da Companhia, não existem ações que
justifiquem provisão referente à responsabilidade pelo fato do produto.
Foram proferidas pelo Judiciário brasileiro 233 decisões definitivas (2007 – 175), todas favoráveis aos
argumentos de defesa da Companhia.
14. Incentivos fiscais
Concedidos em 1997 com base no programa estadual de incentivos fiscais do ICMS - Fundo Operação
Empresa (FUNDOPEM) do Estado do Rio Grande do Sul, para construção da fábrica de cigarros na cidade de
Cachoeirinha, município da região metropolitana de Porto Alegre e da Usina de Processamento de Fumo na
cidade de Santa Cruz do Sul, benefícios esses que terminaram em junho de 2005.
Em agosto de 2005, o Programa foi estendido para contemplar a transferência para Cachoeirinha do Centro de
Pesquisas e Desenvolvimento (CPD) e do Departamento Gráfico (DG), atualmente sediados no Rio de Janeiro,
além da construção de nova linha de processamento de talos de folhas de fumo na cidade de Santa Cruz do Sul.
(i) Consolidado
De acordo com o IAS 20, os valores referentes a subsídios do Governo não devem ser registrados no
patrimônio líquido e estabelece sua contabilização em conta do passivo, ou como redutor de custo do ativo,
com apropriação para o resultado baseado na realização do correspondente ativo incentivado. Durante o
exercício de 2008, R$ 59,7, relativos à parcela não realizada foram registrados na conta “Incentivos Fiscais”
no passivo não circulante, e R$ 45,0 relativos à parcela realizada, foram registrados na conta “Outras
Receitas Operacionais – Líquidas” no resultado do exercício findo em 31 de dezembro de 2008. Os incentivos
fiscais ainda não realizados, no montante de R$ 296,6 (2007 – R$ 281,9) foram registrados na conta “Incentivos
Fiscais” no passivo não circulante.
(ii) Controladora
De acordo com o CPC 07 e CPC 13, as subvenções para investimentos destinadas à aquisição de ativo
imobilizado gerada a partir do início do exercício de 2008 montou a R$ 59,7, dos quais R$ 51,4, relativos à parcela
não realizada foram registrados na conta “Incentivos Fiscais” no passivo não circulante, e R$ 8,3, relativos à
parcela realizada, foram registrados na conta “Outras Receitas Operacionais – Líquidas” no resultado do
exercício findo em 31 de dezembro de 2008. O saldo de R$ 499,4 relativos a incentivos fiscais gerados em
exercícios anteriores foi mantido no patrimônio líquido na rubrica de reserva para incentivos fiscais.
15. Patrimônio líquido
(a) Capital social
O Capital Social é composto de 305.690.100 ações ordinárias escriturais, sem valor nominal, assim distribuídas
em 31 de dezembro:
2008
2007
Quantidade
Quantidade
de ações
%
de ações
%
Controle Acionário: ..................................
British-American Tobacco Company
(Nederland) B.V. ...................................
Contab Participações Ltda. ...................
Acionistas Minoritários: ...........................
Domiciliados no Exterior ........................
Pessoas Físicas ....................................
Fundos de Pensão .................................
Pessoas Jurídicas .................................
230.076.378
75,3%
230.076.378
75,3%
230.076.378
75.613.722
39.354.133
23.154.684
7.672.595
5.432.310
305.690.100
75,3%
24,7%
12,9%
7,6%
2,4%
1,8%
100,0%
230.076.378
75.613.722
42.170.166
19.927.462
9.335.184
4.180.910
305.690.100
75,3%
24,7%
13,8%
6,5%
3,0%
1,4%
100,0%
O controle acionário foi transferido da Contab Participações Ltda. (atualmente British American Tobacco
Américas Prestação de Serviços Ltda.) para British-American Tobacco Company (Nederland) B.V., ambas
controladas por British American Tobacco (BAT), mediante cisão parcial do acervo líquido da Contab
Participações Ltda. ocorrido em 31 de janeiro de 2008.
(b) Reserva legal
Constituída com 5% do lucro líquido do exercício, limitada a 20% do capital social. A Companhia poderá deixar
de constituir a reserva legal no exercício em que o saldo dessa reserva, acrescido do montante das reservas
de capital, exceder a 30% do capital social, conforme previsto na Lei das Sociedades por Ações.
(c) Reserva estatutária para manutenção de capital de giro
Constituída com a finalidade de assegurar a disponibilidade de recursos próprios para o desenvolvimento dos
negócios sociais e a manutenção dos estoques da Companhia, assim como possibilitar a compra de safras
futuras de fumo. O estatuto da Companhia determina que essa reserva pode ser constituída em valor de até
30% do lucro líquido do exercício e o seu saldo não poderá exceder a 80% do capital social.
(d) Reserva estatutária para investimentos
Constituída com a finalidade de atender ao projeto de crescimento dos negócios estabelecido em seu plano de
investimentos, conforme orçamento de capital proposto pelos administradores da Companhia, a ser deliberado
na Assembléia Geral em observância ao Artigo 196 da Lei das Sociedades por Ações.
(e) Reserva de incentivos fiscais
A administração da Companhia propôs, ad referendum da Assembléia Geral de Acionistas, a apropriação do
valor dos incentivos fiscais para investimentos realizados no resultado do exercício findo em 31 de dezembro
de 2008, no montante de R$ 8,3, à conta de “Reserva de incentivos fiscais”, no patrimônio líquido.
(f) Remuneração dos acionistas
De acordo com as disposições estatutárias da Companhia, o dividendo mínimo obrigatório é de 25% do lucro
líquido do exercício, ajustado na forma da lei societária.
Em 31 de dezembro de 2008, a administração da Companhia propôs o pagamento de dividendos no montante
de R$ 656,8 com base no lucro apurado no exercício de 2008, a ser referendado pela Assembléia Geral de
Acionistas, o qual foi reconhecido no balanço patrimonial da controladora.
Em atendimento aos IFRS, os dividendos propostos e não pagos, acima do mínimo obrigatório na data do
balanço, não foram reconhecidos no balanço patrimonial consolidado.
Os dividendos propostos e os juros sobre o capital próprio declarados serão atualizados pela taxa SELIC a
partir de 31 de dezembro de 2008 até a data dos seus respectivos pagamentos.
Assim, considerando os juros sobre o capital próprio (JCP) de R$ 33,0 declarados em dezembro de 2008 e a
remuneração intermediária (JCP e dividendos) paga durante o ano de R$ 514,6, a remuneração total dos
acionistas por conta dos lucros obtidos no exercício de 2008 montará a R$ 1.204,4 (R$ 3,939907 por ação),
representando 96% do lucro líquido consolidado do exercício de 2008.
O saldo de lucros acumulados na controladora, refere-se ao valor remanescente de lucros acumulados
anteriores a Lei nº 10.303/01. A Administração está avaliando a destinação a ser dada a esse saldo.
Souza Cruz S.A. e Sociedades Controladas
CNPJ 33.009.911/0001-39 - NIRE 33.300.136.860
Lucro líquido do exercício (controladora) ...........
Realização de Incentivos Fiscais ...............................
Reversão de Dividendos Prescritos ...........................
Constituição de Reserva para Manutenção de
Capital de Giro ..........................................................
2008
R$
por ação
3,97
(0,03)
-
R$
Milhões
1.212,1
(8,3)
0,6
Base de cálculo dos dividendos ............................
Dividendo Extraordinário .............................................
Juros sobre o capital próprio - intermediários ...........
Dividendo intermediário ...............................................
Juros sobre o capital próprio - complementar ...........
Dividendo proposto - complementar ...........................
-
-
1.204,4
76,7
437,9
33,0
656,8
1.204,4
Porcentagem sobre o lucro líquido do
exercício consolidado ...........................................
R$
Milhões
907,8
0,6
3,94
0,250829
1,432457
0,108006
2,148615
3,939907
2007
R$
por ação
2,97
-
(0,6)
-
907,8
145,0
89,4
411,1
30,0
377,3
1.052,8
2,97
0,474336
0,292284
1,344859
0,098019
1,234397
3,443895
96,4%
101,9%
16. Receita Líquida das Vendas
A receita líquida de vendas para o exercício possui a seguinte composição:
Consolidado - IFRS
2008
2007
Receita bruta de vendas ......................................................
11.046,4
Tributos incidentes sobre vendas .......................................
(5.745,8)
Receita líquida das vendas .............................................
5.300,6
Controladora
2008
2007
9.958,0 10.944,5
9.857,0
(5.111,3) (5.745,8) (5.111,3)
4.846,7
5.198,7
4.745,7
17. Resultado financeiro
O resultado financeiro pode ser demonstrado como segue:
Receitas Financeiras
Rendimentos sobre Aplicações Financeiras .....................
Juros e Variações Monetárias sobre Contas a Receber .
Juros e Variações Monetárias sobre Impostos a Recuperar
Outras Receitas Financeiras .............................................
Variações Cambiais sobre Passivos
Adiantamentos de Contrato de Câmbio (ACC) e
Pré-pagamentos de Exportações (PPB) .......................
Empréstimos baseados na Resolução nº 2.770 do BACEN
Empréstimos com Investida no Exterior .............................
Adiantamentos sobre Cambiais Entregues (ACE) ............
Fornecedores e Outras Contas a Pagar ...........................
Adiantamentos de Clientes no Exterior .............................
Despesas Financeiras
Juros sobre Empréstimos com Investida no Exterior .......
Juros SELIC sobre Dividendos e Juros sobre o
capital Próprio a Pagar ....................................................
Juros sobre Empréstimos baseados na
Resolução nº 2.770 do BACEN ......................................
Juros sobre Empréstimos em Moeda Nacional .................
Juros sobre Adiantamentos de Contrato de Câmbio e
Adiantamentos sobre Cambiais entregues (ACC/ACE)
Juros sobre Pré-pagamentos de Exportações (PPB) ......
Outras Despesas Financeiras ...........................................
Variações Cambiais sobre Ativos
Contas a Receber no Exterior ............................................
Contas Correntes com Companhias do Grupo Controlador
Outras Variações Cambiais ...............................................
Consolidado - IFRS
2008
2007
Controladora
2008
2007
60,6
19,1
0,6
4,1
84,4
76,5
24,8
7,6
2,8
111,7
53,2
19,0
0,5
3,3
76,0
53,3
22,5
7,4
1,8
85,0
(7,8)
(9,1)
3,2
(13,7)
4,8
7,6
25,8
38,2
(7,8)
(9,1)
3,2
(13,7)
22,9
15,7
127,2
4,7
7,5
25,9
203,9
-
-
(82,0)
(43,4)
(23,9)
(26,3)
(23,9)
(26,3)
(1,0)
(5,3)
(9,3)
(6,6)
(1,0)
(5,3)
(9,3)
(6,6)
(3,0)
(7,6)
(40,8)
(4,0)
(4,0)
(1,5)
(51,7)
(3,0)
(7,3)
(122,5)
(4,0)
(4,0)
(0,9)
(94,5)
37,4
11,3
5,5
54,2
(12,7)
(3,6)
(0,8)
(17,1)
37,4
11,3
4,9
53,6
(12,4)
(3,6)
(0,6)
(16,6)
84,1
81,1
(6,6)
177,8
18. Despesas por natureza
O detalhamento do resultado por natureza pode ser assim resumido em 31 de dezembro:
Consolidado - IFRS
2008
2007
Matéria-prima e materiais .....................................................
Salários, encargos e benefícios ..........................................
Despesas com marketing .....................................................
Serviços de terceiros ...........................................................
Depreciação e amortização .................................................
Manutenção e materiais diversos ........................................
Energia, água e comunicação ..............................................
Despesas com viagens ........................................................
Fretes e armazenagens .......................................................
Aluguéis ................................................................................
Seguros e sinistros ..............................................................
Contribuições a fundação - FASC .......................................
Impostos (CPMF e outros) ....................................................
Outras despesas ..................................................................
Classificados como:
Custo dos produtos vendidos ..............................................
Despesas com vendas .........................................................
Despesas gerais e administrativas .....................................
Controladora
2008
2007
2.016,6
615,6
336,5
259,6
127,0
121,4
55,1
54,6
44,0
24,2
16,2
11,7
8,7
88,1
3.779,3
1.884,7
553,3
296,3
239,5
120,5
97,3
53,1
42,2
37,4
23,6
20,7
9,4
50,4
205,8
3.634,2
2.006,9
611,2
334,0
258,0
125,4
121,4
55,1
54,6
43,7
24,2
16,2
11,7
8,6
86,6
3.757,6
1.876,1
548,8
292,0
238,3
118,8
97,3
53,0
42,2
37,1
23,5
20,7
9,4
50,3
203,9
3.611,4
2.287,1
722,1
770,1
3.779,3
2.166,6
641,2
826,4
3.634,2
2.277,5
714,0
766,1
3.757,6
2.158,0
630,7
822,7
3.611,4
19. Outras receitas operacionais, líquidas
A composição da linha de “Outras receitas operacionais, líquidas”, apresentada na demonstração do resultado
em 31 de dezembro, pode ser assim resumida:
Consolidado - IFRS
Controladora
2008
2007
2008
2007
Receitas Operacionais por:
Incentivos Fiscais ...................................................................
45,0
45,3
8,3
Recuperação de Custos de Estocagem e
Carregamento de Estoques ................................................
15,3
12,2
Impostos Recuperados - Exercícios Anteriores ...................
11,6
11,3
Recuperação de Créditos do Contas a Receber ..................
7,0
5,1
7,0
5,1
Doações Recebidas em Mercadorias ...................................
2,4
4,3
2,4
4,3
Vendas de Sucatas, Materiais e Lenha ................................
2,6
2,5
2,6
2,5
Ajustes IFRS - Realização do Ativo Diferido / Amortização .
1,9
Resultado na Venda de Bens do Ativo Permanente .............
1,0
12,7
1,0
17,3
Outras .....................................................................................
10,1
10,1
9,5
3,6
85,3
103,8
30,8
44,1
Despesas Operacionais por:
Ajustes IFRS - Realização do Ativo Diferido / Amortização .
2,7
Baixa de Bens do Ativo Permanente .....................................
1,5
2,2
1,5
0,8
PIS e COFINS sobre Outras Receitas Operacionais ............
1,2
1,1
1,2
1,0
Custos e Impostos sobre Vendas Eventuais ........................
0,4
1,2
0,4
0,5
3,1
7,2
3,1
2,3
82,2
96,6
27,7
41,8
20. Imposto de renda e contribuição social
(a) Composição dos tributos diferidos
Os saldos de ativos e passivos diferidos da Companhia e suas controladas apresentam-se como segue:
Diferenças temporárias geradas por:
Provisão para contingências ...................................................
Provisão para perdas em ativos ..............................................
Provisão para participações no resultado ..............................
Provisão para custos com reestruturação .............................
Provisão para benefícios trabalhistas .....................................
Depreciação incentivada .........................................................
Outras .......................................................................................
2008
Ativo
2007
79,0
40,2
27,1
5,5
8,1
17,8
177,7
68,3
62,3
24,0
5,7
7,3
16,4
184,0
Passivo
2008
2007
0,1
0,1
0,1
0,1
Os ativos e passivos diferidos de imposto de renda e contribuição social, decorrentes de diferenças temporárias,
são reconhecidos levando-se em consideração a realização provável desses tributos, a partir de projeções
de resultados futuros elaboradas com base em premissas internas e em cenários econômicos futuros que
podem, portanto, sofrer alterações.
Apesar do IAS 12 estabelecer que uma Companhia que diferencie circulante e não circulante não deve
classificar os ativos e passivos fiscais diferidos como ativos e passivos circulantes, existe um montante de
R$ 90,6 (2007 - R$ 108,4), classificado como ativo fiscal diferido não circulante que, de acordo com a
expectativa da administração, será realizado durante o ano de 2009.
(b) Reconciliação da despesa do imposto de renda e da contribuição social
Os valores de imposto de renda (alíquota de 25%) e contribuição social (alíquota de 9%), demonstrados no
resultado, apresentam a seguinte reconciliação em seus valores à alíquota nominal combinada:
Lucro antes da tributação ....................................................
Juros sobre o Capital Próprio .....................................................
Resultado de Investimentos em Controladas e Coligada .........
Adições sobre preços de transferência ...................................
Inovação Tecnológica - Lei 11.196/2005 ...................................
Realização de Incentivos Fiscais ..............................................
Itens permanentes, líquidos .......................................................
Lucro tributável .......................................................................
Alíquota combinada do imposto de renda e da
contribuição social - % ...........................................................
Consolidado - IFRS
2008
2007
1.696,2
1.393,7
(109,7)
(119,4)
(186,1)
(149,9)
7,6
5,8
(47,7)
(48,8)
(45,0)
(45,3)
(1,8)
23,0
1.313,5
1.059,1
Controladora
2008
2007
1.651,2
1.315,5
(109,7)
(119,4)
(189,0)
38,4
7,6
5,8
(47,7)
(48,8)
(8,3)
(12,6)
7,6
1.291,5
1.199,1
34%
34%
34%
34%
Imposto de renda e contribuição social no resultado .
446,6
360,1
439,1
407,7
Alíquota efetiva ...........................................................................
26,3%
25,8%
26,6%
31,0%
Como a base tributável do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido decorre não apenas
do lucro que pode ser gerado, mas também da existência de receitas não tributáveis, despesas não dedutíveis,
incentivos fiscais e outras variáveis, não existe uma correlação imediata entre o lucro líquido da Companhia e
o resultado de imposto de renda e contribuição social. Portanto, a expectativa da utilização dos créditos
fiscais não deve ser tomada como único indicativo de resultados futuros da Companhia.
21. Informações por segmento de negócio
A Administração definiu os segmentos operacionais do grupo, com base nos relatórios utilizados para sua
tomada de decisão estratégica nos negócios. Esses segmentos são:
• Fabricação e venda de cigarros atendendo diretamente a cerca de 246 mil pontos-de-venda de varejos e
atacados no país.
• Operações de exportação de fumo para mais de 50 países nos cinco continentes.
A Administração efetua sua análise sobre o negócio sob o ponto de vista de comercialização dos produtos da
Companhia. Cigarros são vendidos integralmente no Brasil e fumo exclusivamente no exterior. A segregação
geográfica é natural pelo tipo de negócio.
A Companhia também possui outros pequenos negócios representados por vendas de fumo desfiado, papéis
para cigarros, distribuição de cartões telefônicos e prestação de serviços de pesquisas e de infra-estrutura
de informática. Separadamente, nenhum desses negócios constitui um segmento.
Os ativos e passivos por segmento de negócio não estão sendo apresentados, uma vez que não são objeto
de análise para tomada de decisão estratégica por parte da Administração.
Os resultados dos segmentos são os seguintes:
Em 31 de dezembro de 2008
RECEITA LÍQUIDA DAS VENDAS ..........
Custo dos Produtos Vendidos ..............
LUCRO BRUTO ........................................
Despesas (Receitas) Operacionais
- Líquidas ..............................................
LUCRO OPERACIONAL .........................
Resultado Financeiro .............................
Resultado de Equivalência
Patrimonial ............................................
RESULTADO ANTES DO IMPOSTO DE
RENDA E DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
Imposto de Renda e Contribuição
Social ....................................................
LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO ..........
Cigarros
3.302,3
668,7
2.633,6
Exportação
de Fumos
1.277,7
990,6
287,1
Outros
Negócios
720,6
627,8
92,8
Não
Alocados
-
Total do
Grupo
5.300,6
2.287,1
3.013,5
1.291,2
1.342,4
-
93,2
193,9
-
25,6
67,2
-
84,1
1.410,0
1.603,5
84,1
-
-
8,6
-
8,6
-
-
-
-
1.696,2
-
-
-
446,6
-
446,6
1.249,6
Em 31 de dezembro de 2007
RECEITA LÍQUIDA DAS VENDAS ..........
Custo dos Produtos Vendidos ..............
RECEITA LÍQUIDA DAS VENDAS ..........
Despesas (Receitas) Operacionais
- Líquidas ..............................................
LUCRO OPERACIONAL .........................
Resultado Financeiro .............................
Resultado de Equivalência
Patrimonial ............................................
RESULTADO ANTES DO IMPOSTO DE
RENDA E DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
Imposto de Renda e Contribuição
Social ....................................................
LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO ..........
Cigarros
3.065,4
647,8
2.417,6
Exportação
de Fumos
964,0
812,3
151,7
Outros
Negócios
817,3
706,5
110,8
Não
Alocados
-
Total do
Grupo
4.846,7
2.166,6
2.680,1
1.240,0
1.177,6
-
131,7
20,0
-
16,4
94,4
-
(17,1)
17,1
81,1
1.371,0
1.309,1
81,1
-
-
3,5
-
3,5
-
-
-
-
1.393,7
-
-
-
360,1
-
360,1
1.033,6
22. Plano de suplementação de aposentadoria (FASC)
A Fundação Albino Souza Cruz, da qual a Companhia é a única patrocinadora, é uma entidade fechada de
previdência complementar, sem fins lucrativos e de personalidade jurídica própria, tendo por objetivo principal
a suplementação da aposentadoria dos seus empregados, através dos planos de Benefício Definido (BD) e de
Contribuição Definida (CD), os quais têm 716 e 7.370 participantes, respectivamente, em 31 de dezembro de
2008 (743 e 6.417 participantes, respectivamente, em 31 de dezembro de 2007).
No exercício findo em 31 de dezembro de 2008, a Companhia efetuou em favor da Fundação, a título de
contribuições, custos de pensões, amortização do passivo atuarial e despesas administrativas o montante de
R$ 11,7 (2007 - R$ 9,4).
Com base na avaliação atuarial de 31 de dezembro de 2008, a Companhia prevê contribuições em favor da
Fundação durante o exercício de 2009, correspondentes a 3,86% da folha salarial do ano (2008 - 3,68%).
Os valores relacionados com os planos de benefícios foram apurados em avaliação atuarial anual, conduzida
pelos atuários independentes em 31 de dezembro de 2008 e de 2007.
Os investimentos do plano de benefício definido são bem diversificados, de forma que o fracasso de um único
investimento não tenha impacto relevante no nível geral dos ativos do plano. A maior proporção de ativos está
investida em títulos públicos de renda fixa, os quais oferecem menor risco e sua rentabilidade é suficiente para
cumprir com as metas atuariais do plano.
A parcela dos ganhos/perdas atuariais, a ser acrescida como receita ou despesa, é o valor dos ganhos/
perdas não reconhecidos que exceder, em cada exercício, ao maior dos seguintes limites:
(i) 10% do valor presente da obrigação atuarial total do benefício definido; e
(ii) 10% do valor justo dos ativos do plano.
A parcela que exceder os limites será amortizada anualmente, dividindo-se o seu montante pelo tempo médio
remanescente de trabalho estimado para os participantes ativos do plano.
As principais premissas atuariais utilizadas e outras informações relevantes são as seguintes:
(a) Taxas utilizadas para o desconto a valor presente da obrigação atuarial: 5% a.a. acima da inflação
(hipótese de 5% a.a.) – (2007 - 5% a.a. acima da inflação - hipótese de 5% a.a.).
(b) As Taxas de rendimento esperadas sobre os ativos do plano, acima da inflação (hipótese de 5% a.a.):
7,14% a.a. para o Plano BD e 7,17% a.a. para o Plano CD, de acordo com o perfil de alocação dos ativos de
cada plano – (2007 - hipótese de 5% a.a.: 7,36% a.a. para o Plano BD e 7,93% a.a. para o Plano CD).
(c) Índices dos aumentos de salários estimados: 3% a.a. acima da inflação (hipótese de 5% a.a.) – (2007 - 3%
a.a. acima da inflação - hipótese de 5% a.a.); e
(d) Capacidade atuarial dos salários e dos benefícios: 98% do valor “pico”.
A tábua de mortalidade geral é a AT 83 – (2007 - 98% do valor “pico” - a tábua de mortalidade geral é a AT 83).
Os valores reportados para o Plano CD em 2007 consideram a alteração do Regulamento e a alocação dos
ganhos do saldo de transferência nas contas individuais.
I) Consolidado
2008
BD
CD
543,6 157,6
519,0 165,3
2007
BD
512,9
531,7
24,6
43,6
(19,0)
(18,8)
(18,8)
Situação do plano em 31 de dezembro
Valor presente global das obrigações atuariais ..........................................
Valor justo dos ativos do plano .....................................................................
Valor presente das posições atuariais
descobertas (cobertas) (a) ..................................................................
(Ganhos) ou Perdas atuariais não reconhecidos .......................................
Passivo (ativo) atuarial não reconhecido contabilmente (*) ...........
CD
171,1
179,9
Valores reconhecidos na demonstração do resultado
2009
a reconhecer
CD
BD
10,7
2,8
1,0
53,6
(2,3) (62,3)
0,5
9,4
(5,4)
Custo do serviço corrente (**) ......................................................................
Juros sobre a obrigação atuarial ..................................................................
Rendimento esperado sobre os ativos do plano .........................................
Perdas (ganhos) atuariais líquidos reconhecidos no ano ..........................
Despesa administrativa .................................................................................
Total (incluindo as despesas administrativas) (**) ...........................
Rendimento efetivo sobre os ativos do plano ..................................
(8,8)
(8,8)
CD
2,5
2008
BD
26,4
(7,7)
(5,6)
(2,1)
2008
CD
BD
10,6
2,0
0,9
50,6
(2,2) (65,3)
(0,3)
0,9
0,5
9,9 (12,2)
CD
3,3
2007
BD
84,4
Souza Cruz S.A. e Sociedades Controladas
CNPJ 33.009.911/0001-39 - NIRE 33.300.136.860
CD
(2,1)
2008
BD
(18,8)
CD
(1,0)
9,0
10,3
(5,4)
(8,8)
(12,7)
12,5
(19,0)
5,6 (16,4)
6,7
(2,1) (18,8)
Movimentação do passivo atuarial líquido
Passivo líquido (ativo) no início do exercício ................................................
Despesa (receita) líquida reconhecida na demonstração
do resultado (***) ..........................................................................................
Contribuições pagas (***) ..............................................................................
Ajuste utilizado no ano anterior .....................................................................
Passivo líquido (ativo) no final do exercício ........................................
2007
BD
(2,4)
(*) Em caso de ativo, somente poderá ser reconhecido pela patrocinadora caso seja evidenciado que este
ativo poderá reduzir contribuições futuras da patrocinadora ou que será reembolsável no futuro. Em 2008, o
limite para reconhecimento de ativo corresponde a R$ 54,1 (2007 - R$ 6,3) no Plano BD e R$ 3,2 (2007 - R$ 1,8)
no Plano CD.
(**) O valor esperado de contribuições para o Plano CD é ajustado ao final do exercício para refletir o valor real
no ano, assim como as contribuições para despesas administrativas de ambos os planos.
(***) Não incluem as contribuições para as despesas administrativas.
II) Controladora
Situação do plano em 31 de dezembro
2008
CD
BD
Valor presente global das obrigações atuariais ..........................................
171,1 543,6
Valor justo dos ativos do plano .....................................................................
179,9 519,0
Valor presente das posições atuariais descobertas (cobertas) (a)
(8,8)
24,6
(Ganhos) ou Perdas atuariais não reconhecidos (b) .................................
(5,4)
53,6
Custo do serviço passado não reconhecido (c) .........................................
Aumento do passivo na adoção do Pronunciamento (não reconhecido) (d)
Total (b) + (c) + (d) = (e) ...............................................................................
(5,4)
53,6
Ativo atuarial não reconhecido contabilmente (a) – (e) (*) ............
(3,4) (29,0)
CD
157,6
165,3
(7,7)
(5,6)
(5,6)
(2,1)
2007
BD
512,9
531,7
(18,8)
(2,5)
(2,5)
(16,3)
Custo do serviço corrente (**) ......................................................................
Juros sobre a obrigação atuarial ..................................................................
Rendimento esperado sobre os ativos do plano .........................................
Perdas (ganhos) atuariais líquidos reconhecidos no ano ..........................
Efeito de aumento ou redução ou liquidação antecipada do plano ............
Despesa administrativa .................................................................................
Total (incluindo as despesas administrativas) (**) ...........................
2009
a reconhecer
CD
BD
10,7
2,8
1,0
53,7
(2,3) (62,4)
(0,3)
9,1
(5,9)
2008
CD
BD
10,6
2,0
0,9
50,6
(2,2) (65,3)
(0,3)
0,9
0,5
9,9 (12,2)
Rendimento efetivo sobre os ativos do plano ..................................
2008
BD
26,4
2007
BD
84,4
Valores reconhecidos na demonstração do resultado
Movimentação do passivo atuarial líquido
Passivo líquido (ativo) no início do exercício ................................................
Despesa líquida reconhecida na demonstração do resultado (***) ............
Contribuições pagas (***) ..............................................................................
Ativo líquido no final do exercício ..........................................................
CD
2,5
CD
3,3
2008
CD
BD
(2,1) (16,3)
9,0 (12,7)
10,3
(3,4) (29,0)
2007
CD
BD
(1,0)
(6,7)
5,6
(9,6)
6,7
(2,1) (16,3)
(*) Em caso de ativo, somente poderá ser reconhecido pela patrocinadora caso seja evidenciado que este
ativo poderá reduzir contribuições futuras da patrocinadora ou que será reembolsável no futuro. Em 2008, o
limite para reconhecimento de ativo corresponde a R$ 10,5 (2007 - R$ 6,3) no Plano BD e R$ 3,2 (2007 - R$ 1,8)
no Plano CD.
(**) O valor esperado de contribuições para o Plano CD é ajustado ao final do exercício para refletir o valor real
no ano, assim como as contribuições para despesas administrativas de ambos os planos.
Consolidado - IFRS
Controladora
2008
2007
2008
2007
Lucro líquido do exercício ....................................................
1.249,6
1.033,6
1.212,1
907,8
Média ponderada das ações em circulação (milhares) ........... 305.690,1 305.690,1 305.690,1 305.690,1
Lucro por ação ao final do exercício - R$ .................................
4,09
3,38
3,97
2,97
25. Garantias prestadas e outras responsabilidades
A Companhia tem compromissos com os bancos, na forma de avais aos agricultores, provenientes de operações
de crédito rural, no valor total de R$ 249,8 em 31 de dezembro de 2008 (2007 – R$ 241,1), vencíveis até o ano
de 2014 (2007 - até 2013), as quais serão quitadas pelos agricultores através de fornecimento de fumo.
26. Instrumentos financeiros
A Companhia e suas controladas avaliaram seus principais ativos e passivos em relação aos valores de
mercado/realização, por meio de informações disponíveis e metodologias de avaliação estabelecidas pela
administração. Entretanto, tanto a interpretação dos dados de mercado quanto a seleção de métodos de
avaliação requerem considerável julgamento e razoáveis estimativas para se produzir o valor de realização
mais adequado. Como conseqüência, as estimativas apresentadas não indicam, necessariamente, os montantes
que poderão ser realizados no mercado corrente. O uso de diferentes hipóteses de mercado e/ou metodologias
para estimativas pode ter um efeito não material nos valores de realização estimados.
A Administração da Companhia revisou os principais instrumentos financeiros ativos e passivos em 31 de
dezembro de 2008 e de 2007, bem como os critérios para a sua valorização, avaliação, classificação e os
riscos a eles relacionados, os quais estão descritos a seguir:
(a) Empréstimos e recebíveis
São classificados como empréstimos e recebíveis os valores de caixa e equivalentes de caixa, contas
receber e outros ativos circulante, cujos valores contabilizados aproximam-se dos de realização. Quanto ao
preço do produto, a Companhia considera que não existem riscos inerentes, uma vez que não vêm apresentando
volatilidade nos mercados nos quais a Companhia opera.
(b) Outros passivos financeiros
São classificados neste grupo os empréstimos e financiamentos, os saldos mantidos com fornecedores e
outros passivos circulantes. Os empréstimos estão sujeitos a juros com taxas usuais de mercado e à variação
cambial, conforme descrito na Nota 11.
(c) Valor justo
Os valores justos dos instrumentos financeiros são iguais aos valores contábeis.
(d) Gerenciamento de riscos de instrumentos financeiros
Uma das principais responsabilidades da Administração da Companhia é o gerenciamento, dentro de uma
política global, das exposições aos riscos de taxa de juros, taxa de câmbio, crédito e liquidez. Neste contexto,
a Companhia mantém operações com instrumentos financeiros, cujos riscos são administrados por meio de
estratégias de posições financeiras e sistemas de controles de limites de exposições aos mesmos.
• Risco de taxa de juros
O objetivo da política de gerenciamento do risco de taxa de juros da Companhia é o de minimizar as possibilidades
de perdas por conta de flutuações nas taxas de juros que aumentem as despesas financeiras relativas a
empréstimos captados no mercado.
Para o gerenciamento do risco de taxa de juros, a Companhia adota a estratégia de diversificação de
instrumentos financeiros lastreado em taxas fixas e variáveis.
A Companhia e suas controladas monitoram continuamente as taxas de juros de mercado com objetivo de
avaliar a eventual necessidade de contratação de operações para se proteger contra o risco de volatilidade
dessas taxas e adotam política conservadora de captação e aplicação de seus recursos financeiros.
O crescimento de 1 ponto percentual nas taxas de juros resultaria em um aumento nas receitas financeiras de
cerca de R$ 9,7. Da mesma forma, uma redução de 1 ponto percentual nas taxas de juros resultaria em um
aumento de cerca de R$ 9,7 nas despesas financeiras.
• Risco de taxa de câmbio
Parcela significativa das operações da Companhia é realizada no mercado internacional, sobretudo as
exportações de fumo. A Companhia também está exposta ao risco de taxa de câmbio na conversão de balanço
da moeda funcional das subsidiárias domiciliadas no exterior para Reais, a moeda de reporte da Companhia.
(***) Não incluem as contribuições para as despesas administrativas.
Com isso, sua estrutura patrimonial está exposta principalmente nas rubricas de caixa, contas a receber,
fornecedores, empréstimos e contas de resultado operacional, preponderantemente denominadas em US Dólares.
23. Transações e saldos com partes relacionadas
I - Consolidado
A Companhia e suas controladas possuem transações comerciais com Companhias interligadas ao grupo
controlador no exterior, representadas por exportação de produtos e serviços, adiantamentos recebidos por
conta de exportação de fumo e despesas com serviços de apoio técnico especializado. Todas as operações
são realizadas a valores, prazos e condições de mercado, quando existentes. Os montantes dessas transações
e saldos em 31 de dezembro são os seguintes:
Para reduzir esse risco, além do monitoramento permanente do mercado de câmbio pela sua administração a
Companhia contrata, quando julga necessário, derivativos financeiros para compensar esses eventuais
impactos. Adicionalmente, a Companhia protege seu investimento líquido em subsidiárias no exterior com a
contratação de empréstimo em moeda estrangeira de forma a evitar a volatilidade de seu resultado financeiro,
reduzindo a exposição à variação cambial. Não há operações de derivativos financeiros em aberto em 31 de
dezembro de 2008 e de 2007.
2008
13,1
766,3
16,3
78,9
Contas a receber líquidas - Consolidado ............................................................
Receitas (Consolidado) ........................................................................................
Despesas (Consolidado) ......................................................................................
Receitas (Controladora) .......................................................................................
2007
55,5
536,4
15,9
54,2
Souza Cruz Trading S. A. .....................
Yolanda Participações S.A. ..................
Yolanda Netherlands B.V.
-controlada indireta ..............................
Agrega Inteligência em Compras Ltda. .
Um fortalecimento de 10% do Real em relação ao US Dólar resultaria em uma redução de cerca de R$ 26
milhões no Patrimônio Líquido da Companhia. Da mesma forma, um enfraquecimento de 10% do Real em
relação ao US Dólar resultaria em um aumento de cerca de R$ 26 milhões no Patrimônio Líquido da Companhia.
• Risco de crédito
II - Controladora
Sociedades controladas e coligada
O IFRS 7 requer que seja apresentado uma análise sensitiva que mostre os impactos decorrente de variações
hipotéticas nas taxas de câmbios sobre itens de ativos e passivos em moeda estrangeira. A análise de
sensibilidade efetuada pela Companhia considera os efeitos de um aumento ou de redução de 10% entre o real
e as moedas estrangeiras sobre aqueles itens em aberto na data das demonstrações financeiras consolidadas.
Receitas
2008
2007
0,1
861,6 596,6
Despesas
e Custos
2008
2007
0,2
0,2
703,8 537,9
Direitos
2008 2007
25,0
61,3
861,7
82,0
786,0
8,0
33,0
127,2
723,8
43,4
581,5
0,1
61,4
Obrigações
2008 2007
35,0
1.393,0 838,8
1.428,0 838,8
Direitos: Contas a receber da controlada indireta Souza Cruz Overseas, decorrentes das exportações de
fumo e dividendos a receber da Agrega Inteligência em Compras Ltda..
Obrigações: Adiantamento recebido da Souza Cruz Overseas (controlada indireta) por conta de compra
futura de fumo e financiamento para exportação de fumo captado da Yolanda Netherlands B.V. (controlada
indireta) no montante de R$ 1.393,0 à taxa de juros de 7,2% a.a., com vencimentos entre 2010 e 2013. Essas
obrigações estão indexadas ao Dólar.
Receitas/Custos/Despesas: Transações comerciais representadas por vendas de produtos, serviços,
variações cambiais sobre adiantamentos recebidos/contas a receber da controlada indireta Souza Cruz
Overseas e variação cambial e encargos sobre financiamento para exportação de fumo com sua controlada
indireta Yolanda Netherlands B.V..
Em 31 de dezembro de 2008 e de 2007, a Companhia não possuía responsabilidade por avais a suas sociedades
controladas.
Todas as operações são realizadas a valores, prazos e condições de mercado.
III- Remuneração do pessoal-chave da administração
Benefícios de curto prazo a empregados e administradores ...........................
Outros benefícios de longo prazo .......................................................................
2008
168,4
10,8
179,2
2007
152,0
32,7
184,7
24. Lucro líquido por ação
O lucro por ação é computado pela razão do lucro líquido do exercício atribuídos aos acionistas da Companhia
pela quantidade média ponderada das ações em circulação no mesmo exercício, conforme requerido pelo IAS
33 (“Earning per Share”). Em 2008, não houve emissão de novas ações para circulação aos acionistas.
A política de vendas da Companhia está intimamente associada ao nível de risco de crédito a que está disposta
a se sujeitar no curso de seus negócios.
A diversificação de sua carteira de recebíveis, a seletividade de seus clientes e agricultores, assim como o
acompanhamento dos prazos de financiamento de vendas e limites individuais de posição, são procedimentos
adotados a fim de minimizar eventuais problemas de inadimplência em suas contas a receber. A Companhia
não possui concentração de risco de crédito de clientes e o rating de crédito é revisto regularmente.
Quanto ao risco de crédito associado às aplicações financeiras, a Companhia somente realiza operações em
instituições com baixo risco de crédito avaliadas por agências independentes de rating.
• Risco de liquidez
A política de gerenciamento de risco de liquidez implica em manter um nível seguro de disponibilidade de caixa
e acessos a recursos imediatos. Dessa forma, a Companhia somente possui aplicações com vencimentos
inferiores a 90 dias e com liquidez imediata, cujos montantes são suficientes para fazer face a uma eventual
exigibilidade imediata dos saldos de fornecedores e de empréstimos e financiamentos, cujo cronograma de
vencimento está apresentado na Nota 11.
(e) Gestão de risco de capital
Os objetivos da Companhia ao administrar seu capital são os de salvaguardar a capacidade de continuidade
de suas operações, para oferecer retorno aos seus acionistas e garantia às demais partes interessadas,
além de manter uma adequada estrutura de capital.
27. Cobertura de Seguros
A Companhia desenvolve um programa de gerenciamento com o objetivo de limitar riscos, contratando coberturas
compatíveis com seu porte e com a dimensão de suas operações. As coberturas foram contratadas por
montantes considerados adequados pela administração para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza
da sua atividade, a dispersão geográfica de suas dependências, os riscos envolvidos em suas operações e
a orientação de consultores especializados.
As coberturas de seguros contratadas em 31 de dezembro podem ser demonstradas como segue:
Importâncias seguradas
(US$ milhões)
2008
2007
Ramos
Incêndio de bens do imobilizado ..........................................................................
Responsabilidade civil ..........................................................................................
Avarias nos estoques ..........................................................................................
LUIS CLAUDIO RAPPARINI SOARES
Diretor Financeiro e de Relações com Investidores
ANTONIO FRANCISCO LIMA DE REZENDE
Diretor
1.406,3
1,0
903,8
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
DIRETORIA
DANTE JOÃO LETTI
Presidente
1.302,1
0,1
771,9
DIMAR PAULO FROZZA
Diretor
ALEX GUIMARÃES BARBOSA
Diretor
FERNANDO LUIZ MENDES PINHEIRO
Diretor
FERNANDO CHAGAS DE ARAÚJO TEIXEIRA
Diretor
JORGE ARAYA REMAGNI
Diretor
MARK MARTIJN COBBEN
Presidente
DANTE JOÃO LETTI
Vice-Presidente
LUIS CLAUDIO RAPPARINI SOARES
Membro
CARLOS GERALDO LANGONI
Membro
CELIO DE OLIVEIRA BORJA
Membro
LUIZ FELIPE PALMEIRA LAMPREIA
Membro
RUDOLF HOHN
Membro
ISRAEL VAINBOIM
Membro
JOÃO PEDRO GOUVÊA VIEIRA FILHO
Membro
CONSELHO FISCAL
ANTONIO DUARTE CARVALHO DE CASTRO
Membro
CONTADOR RESPONSÁVEL: MOISÉS DA CUNHA MOUTA - CRC-RJ 087277/O-0
HUMBERTO CASAGRANDE NETO
Membro
PAULO EDUARDO P. CAVALCANTI DA S. SANTOS
Membro
Souza Cruz S.A. e Sociedades Controladas
CNPJ 33.009.911/0001-39 - NIRE 33.300.136.860
PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES
Aos Administradores e Acionistas
Souza Cruz S.A.
1. Examinamos os balanços patrimoniais consolidados da Souza Cruz S.A. e suas controladas (“Consolidado”)
em 31 de dezembro de 2008 e de 2007 e os balanços patrimoniais da Souza Cruz S.A. (“Controladora”) em 31
de dezembro de 2008 e de 2007, as correspondentes demonstrações consolidadas do resultado, das mutações
do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2008 e de 2007, e as
correspondentes demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido, dos fluxos de caixa e do
valor adicionado da Companhia (“Controladora”) para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2008 e de
2007, elaborados sob a responsabilidade de sua administração. Nossa responsabilidade é a de expressar
uma opinião sobre essas demonstrações financeiras.
2. Nossos exames foram conduzidos de acordo com as normas de auditoria aplicáveis no Brasil, as quais
requerem que os exames sejam realizados com o objetivo de comprovar a adequada apresentação das
demonstrações financeiras em todos os seus aspectos relevantes. Portanto, nossos exames compreenderam:
(a) o planejamento dos trabalhos, considerando a relevância dos saldos, o volume de transações e os
sistemas contábil e de controles internos da Companhia; (b) a constatação, com base em testes, das evidências
e dos registros que suportam os valores e as informações contábeis divulgados; e (c) a avaliação das
práticas e das estimativas contábeis mais representativas adotadas pela administração da Companhia, bem
como da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto.
3. Somos de parecer que as referidas demonstrações financeiras consolidadas apresentam adequadamente,
em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira consolidada da Companhia em 31 de
dezembro de 2008 e de 2007, o resultado consolidado das operações e as demonstrações consolidadas das
mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa desses exercícios, de acordo com as normas internacionais
de contabilidade emitidas pelo IASB - International Accounting Standards Board (“IFRS”).
4. Somos de parecer, também, que as demonstrações financeiras da Companhia (“Controladora”)
apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da
Companhia em 31 de dezembro de 2008 e de 2007, o resultado das operações e as demonstrações das
mutações do patrimônio líquido, dos fluxos de caixa e do valor adicionado desses exercícios, de acordo
com as práticas contábeis adotadas no Brasil.
5. Conforme mencionado na Nota 2.2, em decorrência das mudanças nas práticas contábeis adotadas no
Brasil durante 2008, as demonstrações financeiras referentes ao exercício anterior, apresentadas para
fins de comparação, foram ajustadas e estão sendo reapresentadas como previsto na NPC 12 - Práticas
Contábeis, Mudanças nas Estimativas Contábeis e Correção de Erros.
6. As demonstrações consolidadas do valor adicionado correspondentes aos exercícios findos em 31 de
dezembro de 2008 e de 2007, não requeridas de acordo com as normas internacionais de contabilidade
emitidas pelo IASB, foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos no parágrafo 2
e, em nossa opinião, essas demonstrações estão adequadamente apresentadas, em todos os seus
aspectos relevantes, em relação às demonstrações financeiras mencionadas no parágrafo 3, tomadas
em conjunto.
Rio de Janeiro, 6 de fevereiro de 2009
Auditores Independentes
CRC 2SP000160/O-5 “F” RJ
João César de Oliveira Lima Júnior
Contador CRC 1RJ077431/O-8
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Souza Cruz S.A. - Demonstrações Financeiras