TEMAS
PARA DISSERTAR
LABORATÓRIO DE REDAÇÃO
ITA/IME
Organização
Prof. Mário Martins
PREPARATÓRIO ITA/ IME
PROSTITUIÇÃO INFANTIL NO BRASIL
Ação contra prostituição recolhe 56 jovens
A Polícia Rodoviária Federal recolheu 53 adolescentes e três crianças na madrugada de ontem, em uma
operação de combate à exploração sexual de menores em rodovias do País. Também houve a detenção de 27
adultos, principalmente donos de casas de prostituição, acusados de crimes como corrupção e exposição de menores
a risco.
Segundo o balanço divulgado pela polícia, os 56 menores estavam expostos à situação de risco porque
circulavam sem destino em rodovias, consumiam bebidas alcoólicas ou estavam em casas de prostituição.
Em Águas Lindas (GO), a 50 quilômetros de Brasília, os policiais rodoviários entraram em uma boate no
momento em que duas adolescentes mantinham relações sexuais com clientes. Elas estavam sem documentos de
identificação e inicialmente negaram ter menos de 18 anos, mas confessaram a idade a caminho da delegacia.
A operação, chamada Anjo da Guarda, envolveu cerca de 1.400 policiais rodoviários federais em todas as
rodovias federais e foi realizada entre as 23h de anteontem e as 5h de ontem, segundo nota divulgada pelo órgão.
A operação Anjo da Guarda integra o Plano Nacional de Enfrentamento à Exploração Sexual Infantil, criado
em 2001. Em alguns locais, os policiais atuaram ao lado de representantes do Ministério Público, de varas da Infância
e da Adolescência e de conselhos tutelares. Em agosto, foi lançada a Campanha Nacional de Combate à Exploração
Sexual de Crianças e Adolescentes nas rodovias.
(Extraído do site do Jornal Folha de São Paulo, de 13 de outubro de 2005 - adaptado)
Produza uma DISSERTAÇÃO que sugira estratégias de combate à prostituição infantil no Brasil.
EXPOSIÇÃO DOS POLÍTICOS NA MÍDIA
Os holofotes apagam-se
Depois do sucesso de público, principalmente entre os meses de julho e agosto, o interesse pelos
depoimentos nas três comissões parlamentares de inquérito, instaladas no Congresso a partir de julho passado e
transmitidos ao vivo pela televisão, perdeu muito a audiência em setembro e tende a perder ainda mais no mês de
outubro.
“As pessoas ficaram saturadas. Minha intuição, em relação aos números de nossa pesquisa com a GloboNews
é a de que eles configuram um esgotamento no interesse das pessoas”, diz Antonio Ricardo, diretor de mídia brasileira
do Ibope.
Há reflexos disso também na audiência da TV Senado, geradora das imagens. Embora não faça aferição do
número de telespectadores que tem, o diretor da emissora, James Gama, acha possível deduzir a queda de interesse a
partir do número de acessos na página de internet do Senado (http://www.senado.gov.br).
(Extraído do site do Jornal Folha de São Paulo, de 5 de outubro de 2005 — adaptado)
Vossas Excelências
“Sorrindo para a câmera
Sem saber que estamos vendo
Chorando que dá pena
Quando sabem que estão em cena
Sorrindo para as câmeras
Sem saber que são filmados
Um dia o sol ainda vai nascer
Quadrado
Isso não prova nada!
Sob pressão da opinião pública
É que não haveremos de tomar nenhuma decisão!
Vamos esperar que tudo caia no esquecimento
Aí então...
Faça-se a justiça!
Vamos arrumar vossas acomodações, Excelência...” (Titãs)
Num ARTIGO, exponha sua opinião sobre a espetacularização das CPI’s.
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EXPRESSÃO DA HOMOSSEXUALIDADE
O namoro entre duas jovens, na cantina da Universidade de São Paulo, virou um caso de polícia. Elas dizem
que trocavam apenas um “selinho”. A PM diz que foi muito mais: um ato obsceno.
As meninas estavam sentadas, uma no colo da outra, conversando com amigos, no campus da USP da Zona
Leste. Uma policial militar abordou as duas e reclamou de um beijo. A confusão se formou. “A PM abordou-as
dizendo que não conhecia nenhuma lei que permitisse o homossexualismo e veio discriminando as meninas, dizendo
que estavam tendo atos ilícitos só porque estavam juntas”, conta Heloise Azevedo Dias, testemunha da cena. Depois
de discutirem com a policial militar, as duas alunas foram informadas de que o caso seria registrado na polícia e elas
teriam que assinar um termo assumindo que praticaram um ato obsceno. Como elas se recusaram, foram levadas para
a delegacia.
As duas estudantes — de 18 e 22 anos — estão chocadas com o que aconteceu. “A situação para mim até agora
é surreal”, diz uma delas. “Não estou acreditando que vim parar na delegacia porque estava sentada no colo da
minha namorada e dei um selinho nela, como qualquer casal”, comenta a outra.
A PM se recusa a divulgar o nome da policial e defende a atitude dela. “Num primeiro momento, em tese, a
atuação da policial está na lei, o trabalho foi feito de maneira adequada”, afirma Jorge Luís Alves, tenente-coronel da
PM. No boletim de ocorrência, a acusação: ato obsceno.
O dono da cantina onde tudo aconteceu não viu nada de estranho. “Elas estavam namorando normalmente,
como qualquer casal poderia namorar”, conta Marcelino Pereira, dono da lanchonete. Para os colegas de
universidade, foi preconceito. “Nenhum casal heterossexual — mesmo nos cantos escuros da USP — foi abordado por
algum PM. Então só porque uma menina estava sentada no colo da outra representa um ato obsceno?”, pergunta
Maurício Correia, aluno da USP-Leste.
“A PM tem que agir contra crime, não contra esse tipo de coisa. É puro preconceito, ignorância da policial
militar”, acredita Fulvio Amato, aluno da USP-Leste.
As estudantes vão processar a policial.
(Extraído do site do Fantástico, de 9 de outubro de 2005 — adaptado)
Expresse sua OPINIÃO sobre o caso em questão.
TERRA ESTRANGEIRA
Polícia britânica mata brasileiro por engano após confundi-lo com terrorista
A polícia britânica matou ontem o mineiro Jean Charles de Menezes, 27, na estação de Stockwell, no sul de
Londres, após tê-lo confundido com terrorista ligado aos ataques da última quinta-feira na capital britânica.
Ele era natural de Gonzaga, no interior de Minas Gerais, e vivia em Londres havia cerca de quatro anos
trabalhando como eletricista.
Hoje, a Scotland Yard admitiu o erro e informou que o brasileiro foi atingido cinco vezes na cabeça depois de
ter se recusado a obedecer a ordens da polícia de parar dentro de um vagão do metrô. “Um homem morrer nestas
circunstâncias é uma tragédia e a Polícia Metropolitana lamenta”, afirmou a Scotland Yard.
Menezes foi morto após supostamente pular as barreiras da estação e entrar em um vagão de trem, sem
atender às ordens dos policiais.
Segundo a polícia britânica, o homem tinha saído antes de uma casa que era vigiada pelas forças de ordem
por suspeitas de que pudesse ter um vínculo com os atentados de quinta-feira contra três estações de metrô e uma de
ônibus.
Ontem, a polícia britânica liberou um homem preso na semana passada em Leeds (norte da Inglaterra) por
suspeita de ligação com os ataques do último dia 7 em Londres — que deixaram 52 mortos, além dos quatro suicidas.
Em outra ação, a polícia prendeu um suspeito de envolvimento nas explosões desta semana.
(Extraído do site da Folha de São Paulo, de 23 de julho de 2005 — adaptado)
Novela estaria influenciando brasileiros a ir aos EUA
O número de brasileiros sem documentação legal pegos em território norte-americano é quatro vezes maior
do que no ano passado — um aumento muito superior ao verificado em outros povos da América Latina, de acordo
com autoridades dos Estados Unidos. Ao buscar as causas desse crescimento, o Governo passou a analisar a novela
“América”, que mostra imigrantes ilegais arriscando suas vidas para entrar na terra do Tio Sam em busca de trabalho e
romance.
“A novela mostra a maioria das pessoas em grande dificuldade, mas o fato de uma ou duas se darem bem cria
a imagem de que as outras podem fazer o mesmo”, afirmou Luís Bassegio, líder do serviço de assistência para
imigrantes da Igreja Católica no Brasil.
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Os produtores da novela dizem que ela mostra a realidade, embora de forma mais gloriosa e exuberante,
como um melodrama. “A novela mostra brasileiros que vão em busca de seus sonhos de uma vida melhor e terminam
como imigrantes excluídos e segregados numa terra estrangeira”, afirmou a autora Glória Perez.
(Extraído do site da Folha de São Paulo, de 25 de agosto de 2005 — adaptado)
DISSERTE sobre os motivos que levam alguns a tentar a vida numa terra estrangeira.
TRANSPLANTE FACIAL
Clínica entrevista candidatos para transplante facial
A clínica americana Cleveland vai entrevistar, nas próximas semanas, os candidatos a um inédito transplante
facial. A cirurgia, que deve usar a pele do rosto de cadáveres, pode representar uma melhor alternativa para pessoas
que tiveram seus rostos desfigurados do que os métodos usados atualmente, de acordo com a clínica. A equipe,
liderada pela cirurgiã plástica Maria Siemionow, vai estudar as expressões faciais dos candidatos — cinco homens e
sete mulheres — e avaliá-los do ponto-de-vista psicológico. Por se tratar de uma cirurgia pioneira, os riscos para o
paciente podem ser imprevisíveis.
Riscos
A equipe da clínica acredita que a cirurgia deva durar entre 8 e 10 horas e que a posterior internação
hospitalar deve se estender por até duas semanas. Entre os possíveis problemas, estão a rejeição ao novo rosto e as
infecções que tornariam a pele escura. Uma outra cirurgia seria então necessária, desta vez usando os enxertos usados
hoje em dia para tratar problemas de desfiguramento.
O documento assinado pelas famílias dos doadores assegura que o transplantado não irá parecer com o
doador, mas terá feições semelhantes ao paciente antes do acidente, já que a nova pele será depositada por cima dos
ossos e tendões originais. A clínica prevê que o paciente transplantado terá que usar medicamentos para o resto da
vida para evitar a rejeição do novo corpo. Os riscos de câncer também devem aumentar. Críticos do procedimento
dizem que esta cirurgia seria muito arriscada para casos que não representam risco de morte.
(Extraído do site da BBC Brasil, de 19 de setembro de 2005 — adaptado)
Há relatos de transplantados cardíacos que se dizem influenciados pela personalidade do doador. Você acha que um
outro rosto traria alteração de comportamento ao paciente? Responda através de uma DISSERTAÇÃO.
CARTILHA DO POLITICAMENTE INCORRETO
Índex de palavras
A Secretaria Especial dos Direitos Humanos provocou polêmica ao distribuir, na semana passada, uma
cartilha de termos politicamente incorretos. O livro trai a inegável vocação autoritária de parte do Governo, em seu
afã de regulamentar a língua falada pelo brasileiro. É inevitável lembrar que um ministro de Lula, Aldo Rebelo, da
Coordenação Política, já propôs — a sério — cobrar multas de quem usasse palavras com raízes em outros idiomas. A
iniciativa da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, que gastou 30.000 reais do contribuinte, numa tiragem de
5.000 exemplares, não deve ir tão longe, felizmente. Diante da reação de escritores, jornalistas e acadêmicos, o
secretário dos Direitos Humanos, Nilmário Miranda, suspendeu a distribuição do livreco.
Existem termos ofensivos a minorias que, por essa razão, deveriam ser banidos? A cartilha do Governo lista
palavras como “malandro”, “branquelo”, “caipira”, “pivete”, “cabeça-chata”, “cigano”, “macumbeiro”, “palhaço” e
“roceiro”, que aparecem em profusão na obra de escritores. Em Casa-Grande & Senzala, de Gilberto Freyre, os termos
“preta” e “mulata”, que estão no índex, aparecem quase a cada página. O personagem Pedro Archanjo, protagonista
de Tenda dos Milagres, de Jorge Amado, tem o coração dividido entre uma “crioula” e uma “gringa” — termos
proscritos pela cartilha. Os dois exemplos não foram escolhidos por acaso. A cultura brasileira é uma das mais
politicamente corretas do mundo, no melhor sentido da expressão. Em 1933, quando Hitler se tornou chanceler na
Alemanha e as idéias nazi-fascistas começaram a se tornar populares na Europa, Gilberto Freyre lançou, no Brasil,
Casa-Grande & Senzala, uma pá de cal científica na teoria da superioridade racial. A partir de então, a valorização da
miscigenação passou a ser a idéia central da arte brasileira — e a obra de Jorge Amado se constitui num bom exemplo
disso. Palavras que antes tinham sentido pejorativo — como “malandro” e “mulata” — passaram a ter valor positivo no
Brasil. Legitimadas pela literatura, migraram à canção popular.
É óbvio que existem termos realmente ofensivos a minorias, mas esses não precisam de legislação para sumir
do vocabulário. Prescrever, como diz o livro, que a palavra “índio” não deve ser usada, pois negaria a diversidade das
civilizações pré-colombianas, é um evidente exagero. Não foi por acaso que a cartilha desagradou ao presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, que, no discurso de 19 de abril, Dia do Índio, empregou a palavra sete vezes. O presidente
esbarra em termos proscritos a cada vez que improvisa em público. Será que algum dia ele vai ser interpelado pelos
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“termochatos” da Secretaria Especial dos Direitos Humanos quando se referir à primeira-dama, Marisa Letícia, usando
o apelido carinhoso de "minha galega"?
(Extraído da revista VEJA, de 11 de maio de 2005 — adaptado)
EXPRESSÕES QUE O MANUAL REPROVA
A coisa ficou preta — forte conotação racista contra os negros, pois associa o preto a uma situação ruim.
Aidético — o correto é HIV positivo ou soropositivo para quem não apresenta os sintomas, e pessoa com Aids ou
doente de Aids para quem apresenta.
Barbeiro — xingamento para motorista inábil. Ofensiva ao profissional especializado em cortar cabelos e aparar barba.
Cabeça-chata — termo insultuoso e racista dirigido aos nordestinos, cearenses em especial.
Comunista — contra eles foram inventadas calúnias para justificar campanhas de perseguição que resultaram em
assassinatos em massa, como durante o nazismo na Alemanha.
Farinha do mesmo saco — com expressões como “todo político é ladrão” e “muçulmanos são terroristas”, ilustra a
falsidade das generalizações, base dos preconceitos.
Ladrão — termo aplicado a indivíduos pobres. Os ricos são preferencialmente chamados de corruptos, o que
demonstra que até xingamentos têm viés classista.
Palhaço — o profissional que vive de fazer as pessoas rirem pode se ofender quando alguém chama de palhaço uma
pessoa a quem se atribui pouca seriedade.
(Extraído da revista ISTOÉ, de 11 de maio de 2005 — adaptado)
Você crê que termos ofensivos à minoria deveriam ser banidos? Responda a essa pergunta numa DISSERTAÇÃO.
VIOLÊNCIA EM JOGOS DE FUTEBOL
Torcedor do Palmeiras morre baleado antes de clássico
A confusão entre torcedores de Palmeiras e Corinthians na tarde deste domingo fez uma vítima. O
palmeirense Diogo Lima Borges, de 23 anos, foi uma das duas pessoas baleadas em confusão no Tatuapé e não
resistiu aos ferimentos, morrendo no Pronto-Socorro do Tatuapé. O outro torcedor baleado sofreu ferimentos graves,
mas não corre risco de morte. Além dos dois, um terceiro homem foi agredido na cabeça e também está
hospitalizado.
O conflito entre as torcidas rivais começou próximo à Estação Tatuapé do metrô e arrastou-se pelas
redondezas. Ao todo, 46 pessoas foram detidas pela Polícia Militar.
Houve ainda pelo menos outros dois problemas envolvendo torcedores nesta tarde. Outras seis pessoas foram
presas em flagrante por levarem bombas de fabricação caseira ao se dirigirem para o estádio do Morumbi.
Já na Avenida Rebouças, por volta das 15h20m, a torcida corintiana iniciou uma confusão nos ônibus que a
transportavam ao palco do clássico. Os motoristas, então, recusaram-se a prosseguir e abandonaram os ônibus,
revoltando os passageiros alvinegros, que começaram a ameaçar carros de passeio.
No estádio, segundo informações da Polícia, um torcedor palmeirense perdeu as pontas de três dedos ao
tentar lançar bomba caseira contra os rivais.
(Extraído do jornal Folha de São Paulo, de 16 de outubro de 2005 — adaptado)
DISSERTE sobre a(s) causa(s) da violência no futebol.
RACISMO NO FUTEBOL
Futebol espanhol tenta colocar freio no racismo
O futebol espanhol se uniu, nesta sexta-feira (18/3), contra o racismo, uma chaga que ultimamente prolifera
nos estádios. “O futebol quer dizer um ‘não’ rotundo ao racismo e à xenofobia”, foi a mensagem lançada pelo
secretário de Estado para o Esporte, Jaime Lissavetzky, durante a assinatura do Protocolo de Atuações contra o
Racismo, a Xenofobia e a Intolerância no Futebol, que ele presidiu na sede do Conselho Superior de Esportes.
A Federação Espanhola e os clubes da Liga Profissional (...) assinaram o documento com 31 medidas para
prevenção, controle, sanção e repressão de qualquer ato violento nos estádios espanhóis.
O secretário de Esportes apresentou o ato e avaliou o evento como “um dia importante para o futebol e o
esporte em geral, em seu desejo de representar um elemento de união e não de desagregação”.
Jaime Lissavetzky anunciou que o protocolo entraria em vigor ontem mesmo.
(Extraído do site do jornal El Pais, de 19 de março de 2005 — adaptado)
Torcida do Atlético de Madri atira banana em goleiro negro
A torcida do Atlético de Madri fez uma nova manifestação de racismo ao atirar uma banana em direção ao
goleiro camaronês Carlos Kameni, do Espanyol, no empate entre as duas equipes por 0 a 0 neste sábado (16/4), em
Madri, pelo Campeonato Espanhol.
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Kameni defendeu um pênalti cobrado pelo atacante Fernando Torres, do Atlético de Madrid, evitando a
vitória da equipe local. Esta foi mais uma demonstração de racismo no futebol da Espanha.
As manifestações de preconceito contra jogadores negros estão em pauta no futebol mundial. Na quarta-feira
(13/4), o zagueiro argentino Leandro Desabato, jogador do Quilmes, foi preso em flagrante ainda no gramado do
estádio do Morumbi, após o jogo contra o São Paulo, pela Copa Libertadores da América.
Desabato foi acusado de proferir ofensas racistas contra o atacante Grafite, do São Paulo. Ele passou dois dias
na cadeia e foi libertado após pagamento de fiança.
(Extraído do site Folha Online, de 17 de abril de 2005 — adaptado)
Os textos anteriores exemplificam manifestações racistas. OPINE sobre as causas dessas manifestações (não
necessariamente restringindo-se às do futebol) nas sociedades modernas. Apresente também soluções para combater
esse mal. Caso não haja, justifique por quê?
BRASILEIRO FELIZ
Os brasileiros estão entre as 24 populações mais felizes do planeta. É isso pelo menos o que diz um
polêmico estudo realizado pela Universidade Erasmus, em Roterdã, na Holanda, classificando o grau de felicidade de
cada país. Segundo a pesquisa, não há povo mais feliz que os habitantes da Suíça, Dinamarca e Malta. O estudo,
realizado pelo professor Ruut Veenhoven, dá notas de felicidade para 112 países que foram pesquisados desde 1946.
Apesar do grau de subjetividade da questão, os pesquisadores montaram uma escala de zero a dez para
medir o grau de felicidade das pessoas. O Brasil ficou com a nota sete e supostamente são mais felizes que os
vizinhos argentinos. Já os suíços e os demais líderes da tabela ficaram com oito pontos. “O que fizemos foi reunir
mais de 2,4 mil pesquisas que existiam no mundo sobre a felicidade de diferentes populações e reunir os resultados
sob um mesmo parâmetro”, afirmou Veenhoven. “Em todas essas pesquisas, a pergunta que foi feita à população era
praticamente a mesma e se referia a quanto uma pessoa gostava da vida que estava levando. A partir das respostas, as
classificações foram elaboradas”, explicou o pesquisador, que qualificou de “divertido” o trabalho de medir a
felicidade das populações.
No caso do Brasil, os holandeses se utilizaram de pelo menos dez levantamentos feitos no País entre 1960 e
2002. O estudo ainda mostra que um brasileiro vive feliz em média 46,8 anos de sua vida, contra 62,9 anos de um
suíço.
(Extraído do jornal OPOVO, de 3 de fevereiro de 2005 — adaptado)
O brasileiro é feliz? ARGUMENTE.
RETRATO DA JUVENTUDE BRASILEIRA
Observe alguns dados de uma pesquisa realizada pela MTV brasileira sobre o comportamento do jovem:
Palavras escolhidas pelos jovens para definir a sua geração
9º Sem medo de errar, ousada
10º Bem informada
11º Estressada, sobrecarregada
12º Alienada
13º Tecnológica
14º Consciente
15º Sem conteúdo
16º Menos estressada que os pais
1º Vaidosa/preocupada com a aparência
2º Consumista
3º Acomodada
4º Individualista
5º Aberta, menos preconceituosa
6º Com pressa, impaciente
7º Independente
8º Responsável
O principal problema do jovem brasileiro
1º Drogas
2º Referências à formação educacional
3º Desenvolvimento profissional
4º Falta de perspectiva
5º Violência
6º Família
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Vida em família
• 55% dos jovens concordam (total ou parcialmente) que não é bom que os pais assumam comportamento e atitudes
iguais aos dos filhos, como freqüentar a mesma balada, mesmos shows, usar o mesmo tipo de roupa.
• 77% consideram "muito importante" a união familiar (em 1999 eram 84%)
• 76% disseram que têm intenção de "repetir com os filhos a mesma educação que receberam de seus pais" (em
1999 83% tinham esta opinião)
• 35% dos jovens vivem com o pai e a mãe
• 23% moram apenas com a mãe
• 23% vivem com o cônjuge, namorado (a) ou companheiro (a)
• 5% moram apenas com o pai
• 5% vivem com avós/tios (sem mãe ou pai)
• 4% vivem sozinhos
• 4% vivem só com irmãos
• 2% vivem com amigos
• Programas de mensagem eletrônica
• 71% conhecem mensagem instantânea
• 43% têm programa de mensagem instantânea
• São Paulo e Brasília são as cidades de maior índice de conhecimento de programa mensagem instantânea (77%),
sendo que 51% têm o programa em São Paulo, e 49% em Brasília
• 84% enviam e recebem e-mails habitualmente
Escolha um dos problemas do jovem brasileiro que aparecem na pesquisa e justifique-o através de uma DISSERTAÇÃO.
PROPOSTAS ELABORADAS PELOS PROFESSORES DO LABORATÓRIO DE REDAÇÃO:
CHARLIANA MOURA
DIANA TEIXEIRA
FLÁVIA ROCHA
LEONARDO ZÍNGANO
LUCIANA SOUSA
VANDEMBERG SARAIVA
MÁRIO MARTINS
-3306/Rev.: LA
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PARA DISSERTAR