Relatório DE SUSTENTABILIDADE INTERCALAR 2013
13.CoNTAS
13| CONTAS
13.1| RELATÓRIO DE GESTÃO
ANÁLISE MACRO ECONÓMICA
que se tinha fixado nos 15,7%.
ENQUADRAMENTO INTERNACIONAL
O défice orçamental terminou em 2013 nos 4,9% do PIB, um valor inferior à meta acordada
com a troika, que era de 5,9%.
O enquadramento internacional da economia portuguesa foi marcado por um baixo
crescimento da actividade económica e dos fluxos de comércio à escala global, tendo-se
no entanto, registado uma melhoria a partir do segundo semestre.
De acordo com as previsões do FMI, o crescimento do PIB mundial deverá atingir 3% em
2013, inferior aos 3,2% registados em 2012 e aos 3,6% estimados para 2014. O contraste
entre as economias “avançadas” e “emergentes” continua a ser muito visível, com o
conjunto das primeiras a crescer 1,3% em 2013 e 2,2% em 2014, muito abaixo dos registos
de 4,7% e 4,9%, respectivamente, previstos para as economias emergentes.
Em linha com as restantes previsões, o FMI estima que os EUA apresentem crescimentos
de 2,2% em 2014 e de 2,3% em 2015. Já na Zona Euro, depois do recuo do PIB em 2013 de
-0,5%, prevê-se um crescimento de 1,2% para 2014 e de 1,5% para 2015, sendo evidentes
os sinais de retoma iniciados no segundo semestre de 2013.
PORTUGAL
No decorrer de 2013 a economia portuguesa prosseguiu com a correcção dos desequilíbrios
macroeconómicos, concretizados através de um conjunto de medidas de consolidação
orçamental e uma desalavancagem ordenada e gradual do sector privado, que culminou
numa forte contracção da procura interna.
Enquadradas no Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF), estas medidas têm
sido implementadas num contexto macroeconómico internacional bastante desfavorável,
nomeadamente pela recessão sentida na zona euro.
Neste sentido, têm sido corrigidos alguns dos principais desequilíbrios económicos internos
e externos da economia portuguesa, principalmente ao nível da consolidação estrutural
das contas públicas, a melhoria do saldo das contas externas, traduzida numa capacidade
líquida de financiamento da economia portuguesa, bem como uma reafectação de recursos
no sentido dos sectores produtores de bens e serviços transaccionáveis.
Em 2013, a taxa de desemprego fixou-se nos 16,3%. No entanto, chegou a atingir máximos
históricos de 17,8% em Abril de 2013, tendo em Dezembro do mesmo ano reduzido para os
15,3%. Em comparação com o ano transacto, verificou-se um agravamento deste indicador,
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
Em relação às exportações portuguesas, registou-se um acréscimo de 4,6% em 2013,
mas que reflecte um abrandamento face ao aumento de 5,7% verificado em 2012. Já as
importações aumentaram 0,8% (-5,2% em 2012), o que permitiu uma taxa de cobertura de
83,6% em 2013, face a 80,6% em 2012.
Estes valores conseguidos são determinantes para o equilíbrio externo das contas
Nacionais, nomeadamente através da redução de 1.630 milhões de euros no défice da
balança comercial.
De acordo com a 11ª avaliação da troika, cujas conclusões foram divulgadas a 28 de
Fevereiro de 2014, para 2014 prevê-se um crescimento do PIB de 1,2%, que em 2013
recuou 1,4%, bem como o crescimento das exportações em 5,3% e das importações em
5,4%.
ESPANHA
O PIB a preços correntes alcançou o volume de 1.022.988 milhões de euros, o que
representa uma redução de -1,2% em relação ao ano de 2012. Contudo, no 4º trimestre de
2013, registou-se um crescimento de 0,3% em relação ao trimestre anterior, o que pode
indiciar o início da recuperação económica. Em Espanha, a taxa de desemprego no final do
ano foi de 26,03%, ainda assim menor em 1,17 p.p. do que a registada em 2012.
O primeiro trimestre de 2014, confirma a recuperação da economia espanhola, com a
continuação do crescimento do PIB e criação de emprego. Espera-se que a recuperação do
consumo privado continue, embora a um ritmo menor do que o registado no 2º semestre
de 2013.
Espanha prossegue assim o seu programa de consolidação fiscal, agora num ambiente
economicamente mais favorável.
69
Crescimento Anual do PIB (%)
Valores Reais
Projecções
2009
2010
2011
2012
2013
2014
2015
Economia mundial
-0,6
5,2
3,8
3,2
3,0
3,6
3,9
Zona Euro
-4,1
1,9
1,5
-0,7
-0,5
1,2
1,5
Espanha
-3,7
-0,3
0,4
-1,6
-1,2
0,9
1,0
Portugal
-2,9
1,4
-1,7
-3,2
-1,4
1,2
1,4
Fonte: FMI - World Economic Outlook Abril 2014, Banco de Portugal-Boletim Económico Abril 2014
ANÁLISE DO SECTOR
A LUIS SIMÕES actuou, em 2013, em Portugal, nos sectores do Transporte Rodoviário de
Mercadorias, Logística, Manutenção e Reparação de Veículos Industriais, Aluguer e Venda
de Veículos Industriais, Corretor de Seguros e Actividade Imobiliária.
A actividade da LUIS SIMOES em Espanha, durante o ano de 2013, foi realizada nos sectores
do Transporte Rodoviário de Mercadorias e da Logística.
Transporte Rodoviário de Mercadorias e Logística
O sector do Transporte Rodoviário de Mercadorias e Logística na Península Ibérica
continua a apresentar-se como um sector de actividade muito cíclico, isto é, um sector
muito correlacionado com o desempenho económico de Portugal e de Espanha. Após
os crescimentos verificados até 2007-2008, e da forte contracção em 2009, este sector
apresentou no período de 2010-2013 alguma estabilidade. O valor do mercado Ibérico em
2013 terá sido de aproximadamente 19-20 mil milhões de euros, significando uma redução
de 3%-5% relativamente a 2012.
Em termos dos diversos modos de transporte de mercadorias, o rodoviário continua a
ser o mais relevante na Península Ibérica, com mais de 70% de quota de mercado. O
transporte marítimo aumentou ligeiramente a sua importância, mas apenas nos segmentos
de produto e com destino ao ponto de venda em que poderá ser uma opção, tendo em
conta os seus “lead-times” superiores aos do transporte rodoviário de mercadorias.
As primeiras 20 empresas a nível Ibérico poderão representar apenas um terço do mercado
total de Transportes Rodoviários de Mercadorias e Logística, com um volume de negócios
total que andará próximo dos 6 mil milhões de euros. Dada a conjuntura, as empresas do
sector apresentaram uma rentabilidade muito reduzida (em 2012 a margem de resultado
líquido do exercício no sector foi ligeiramente superior a 0%).
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
O sector dos Transportes Rodoviários de Mercadorias e Logística em Portugal é liderado
pela Luís Simões, mas é muito fragmentado, continuando a apresentar diversas empresas
de capital próprio nacional com um volume de negócios superior a 30 milhões de euros.
O crescimento médio do volume de negócios em 2012 das principais empresas foi nulo.
Durante o ano de 2013, Portugal e o mercado Ibérico, continuaram a viver sobre as regras
da austeridade que se têm vindo a verificar desde 2012, pelo que o mercado continua
contraído, prevendo-se que se reduza cerca de 5,6% face ao ano anterior com o consequente
impacto negativo em ambas as economias, sendo que o défice de fluxos de Portugal para
Espanha pressiona a que os preços sejam canibalizados, sem contrapartidas no sentido
contrário, provocando grande desequilíbrio e consequente impacto nas rentabilidades do
serviço inter-regional. Apesar da conjuntura bastante desfavorável, a Empresa demonstrou
capacidade para ultrapassar as adversidades, aumentando ligeiramente as vendas face ao
ano anterior.
Em Espanha o mercado também é muito fragmentado, mas os principais operadores
são multinacionais, alguns pertencentes a Governos de países Europeus. O crescimento
médio do volume de negócios das principais empresas foi de 3,6% em 2012. O negócio de
Transportes Rodoviários de Mercadorias em Espanha é o segundo maior da Zona Euro em
termos de mercadorias transportadas, tendo representado 196 mil milhões de toneladaskm em 2012, apenas atrás da Alemanha.
O Sector do Transporte Rodoviário de Mercadorias apresentou em 2012 um valor de 16 mil
milhões de euros, 2,5 mil milhões de euros em Portugal e 13,5 mil milhões de euros em
Espanha. O mercado é muito atomizado, existindo em Portugal mais de 8.500 empresas de
Transporte Rodoviário de Mercadorias em 2012, e em Espanha mais de 100.000. Sendo líder
em Portugal, a LS terá uma quota de mercado inferior a 5% em Portugal, e inferior a 1% em
Espanha (quota de mercado essa que varia significativamente em função de cada segmento
de produto). Enquanto que em Portugal o transporte rodoviário de mercadorias se reparte
quase equitativamente entre nacional e internacional, em Espanha é predominantemente
de cariz nacional.
O sector da Logística apresentou em 2013 um valor de 4,1 mil milhões de euros, 0,5 mil
milhões de euros em Portugal e 3,6 mil milhões de euros em Espanha. Estima-se que em
Portugal existam 80 operadores e em Espanha 175. Sendo líder em Portugal, a LS terá uma
quota de mercado próxima dos 10% em Portugal, e inferior a 2% em Espanha (quota de
mercado essa que varia significativamente em função de cada segmento de produto). O
segmento da logística realizada para produtos alimentares e bebidas é claramente o mais
representativo, com aproximadamente 50% do mercado total em Portugal e mais de umterço em Espanha.
70
Aluguer, Venda, Manutenção e Reparação de Veículos Pesados
Este sector de actividade está centrado no sector de operadores logísticos e transportes,
comercializando produtos e serviços relacionados com o mercado de viaturas pesadas,
com particular incidência no segmento de tractores e semi-reboques. Oferece aos seus
clientes um portfólio alargado de soluções, como a venda de semi-reboques novos e
usados, o aluguer semi-reboques e tractores, e serviços de manutenção e reparação a
viaturas pesadas.
O sector transportador e logístico continua a enfrentar dificuldades económicas e
financeiras em consequência da conjugação de vários factores desfavoráveis resultantes
da crise financeira surgida em finais de 2007, à qual se seguiu, em 2008, a crise económica,
e que perdura até aos dias de hoje.
Consequentemente, a realidade referida acima tem-se reflectido negativamente no sector
de actividade onde a Empresa se insere. Esse facto está consubstanciado na falência de
alguns concorrentes e na dificuldade económica e financeira de outros, decorrente de
uma menor procura pelos bens e serviços disponibilizados pelo sector (menos clientes,
redução de investimento e redução de frota em circulação).
Actividade de Mediador e Corretor de seguros
A conjuntura económica desfavorável que se tem observado nos últimos anos tem
contribuído para a evolução desfavorável do mercado segurador. De acordo com os dados
provisórios do Instituto de Seguros de Portugal (ISP), as empresas de seguro sob sua
supervisão, deverão registar em 2013 uma retracção de 3,1% no ramo Não Vida, face a
2012. Contudo, o mercado segurador deverá crescer 20,2% devido, exclusivamente, ao
segmento do ramo Vida (+33,6% face a 2012).
No segmento Não Vida, os ramos tradicionalmente mediados pela Diagonal, e seus
concorrentes, evidenciam decrescimentos, como são exemplos os ramos Acidentes
de Trabalho (-8,0%), Incêndio e Outros Danos (-0,8%), Automóvel (-5,8%), Mercadorias
Transportadas ( 1,1%) e Responsabilidade Civil (-6,6%).
Nos Negócios Core do Grupo, que assentam nas actividades de Operador Logístico e do
Transporte Rodoviário de Mercadorias consolidaram-se alguns dos projectos que têm vindo
a ser desenvolvidos no sentido de aumentar a competitividade da empresa, dos quais
destacamos:
• Inicio da parceria com o Grupo Portmann (França) e Primafrio (Espanha), que após
o desinvestimento em meios próprios supriu as necessidades de meios existentes em
operações específicas;
• Lançamento de vários projectos, com destaque para:
 Go-Green – (serviço marítimo subcontratado), que será um elemento agregador e
um novo código de conduta operacional;
 Geo-referenciação – Localização de Semi-reboques por GPS;
 GO Inter – Gestão de fluxos na actividade inter-regional e local;
 Optimizador de Rotas – programa informático que permite optimizar as cargas por
viagem e destino;
 Níveis de serviço - dotação das estruturas comerciais e operativas de novos
formatos e tecnologias que permitam o domínio do Nível de Serviço on-line e ainda
de KPIS (Key Performance Indicators) para relacionamento comercial com o cliente;
• Melhoria da rentabilidade da Frota Própria, beneficiando de um ano de preços de
combustíveis mais estáveis;
• Manutenção da posição da LSLI nos segmentos do mercado em que actua;
• Reforço da aposta em novos segmentos de Mercado como o segmento de Logística
promocional e PLV, com a actividade de Implementações em Lojas;
• Grande agressividade dos clientes em redução de tarifas e controlo de stock’s;
• Mercado muito adverso, com a concorrência a pressionar os preços nos tender’s dos
clientes. De realçar a entrada no mercado nos últimos anos de alguns concorrentes
internacionais e outros cujo foco era apenas a actividade de transporte rodoviário de
mercadorias;
O GRUPO LUÍS SIMÕES
PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS EM 2013
O desempenho evidenciado pelas empresas do Grupo Luís Simões, reflectem a conjugação
de várias acções e projectos desenvolvidos e iniciados em anos anteriores e no próprio
exercício económico de 2013. A consolidação dos projectos que vinham sendo desenvolvidos
e as estratégias delineadas serão determinantes para que a Luís Simões continue a afirmarse com a solidez e estabilidade que a tem caracterizado ao longo da sua história.
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
• Entrada de novos clientes/operações com vendas anualizadas superiores a 2,5M€;
• Grande aposta na subcontratação de pessoal de armazém pago com base na
produtividade. Isto permite à Empresa uma melhor gestão dos picos de actividade,
com contenção de custos e com diminuição das quebras em armazém;
71
• Grande impacto na actividade de alguns projectos estruturais, como o Portal LS –
mais-valia na relação com o cliente ao nível das comunicações e das integrações de
sistemas. Além deste, realce para o LS Mobile 2 – sistema de comunicações móveis
entre a Luís Simões e os motoristas que permite manter contactos em zonas sem rede
móvel, permitindo assim, informação sempre atempada aos clientes. Realce ainda
para o Optimizador de rotas, programa informático que permite optimizar as cargas
por viagem e destino.
A Actividade Imobiliária na óptica da gestão do património dedicado às atividades core da
LS desenvolveu em 2013 várias acções, das quais salientamos:
Os Negócios Complementares do grupo, assentes nas actividades de aluguer, venda e
manutenção/reparação de viaturas pesadas, desenvolvidas pela RETA, e na actividade de
corretor de Seguros desenvolvida pela Diagonal.
• A consolidação das condições para o desenvolvimento das actividades logísticas a
Norte de Portugal com a assinatura e demais actividades tendentes à instalação da LS
em novas instalações logísticas no horizonte 2014;
O ano 2013 fica marcado pela aquisição, por parte da Lusiseg, dos negócios da DiagonalCorretores de Seguros, S.A. e da SPM – Sociedade Portuguesa de Mediação de Seguros,
S.A., em Maio de 2013 e pela incorporação gradual desses mesmos negócios na Diagonal
(antes denominada Lusiseg).
• A conclusão do projecto específico da alteração da iluminação no centro do Carregado
que se traduziu numa redução dos gastos de exploração deste edifício;
Relativamente a esta actividade destacamos:
• Alargamento do âmbito da certificação ISO 9001:2008 a todos os escritórios na
actividade de mediador e corretor de seguros com o objectivo de melhorar os padrões
de gestão deste negócio e da relação com os clientes e parceiros, reforçando a
confiança e notoriedade da marca.
A filosofia de gestão na área de negócio de aluguer, venda e manutenção/reparação de
viaturas pesadas tem tido como princípios orientadores o foco no cliente, no accionista e
nas soluções.
Neste exercício foram implementados projectos que contribuíram para o crescimento da
actividade, para o aumento da notoriedade da marca RETA, para a fidelização dos clientes
e para a sustentabilidade futura, destacando-se os seguintes projectos:
• Obtenção da representação da marca de tractores DAF (DAF Service Partner), como
agente autorizado no serviço pós-venda;
• Obtenção da representação da marca de semi-reboques Lecitrailer;
• Acordo com a Schmitz como oficina autorizada na reparação de caixas Ferroplast;
• Implementação da Casa da Fibra no Centro do Carregado, proporcionando melhores
condições de trabalho e de serviço ao cliente;
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
• Implementação e obtenção da Certificação Sistema Gestão Ambiental e Segurança
Alimentar, para além da renovação da Certificação em Qualidade;
• Implementação parcial da telemática na frota, cujo projecto terminará em 2014.
• Foi acompanhada adicionalmente a gestão dos activos na óptica do proprietário,
tendo sido efectuadas as acções de gestão da sua competência e responsabilidade
nomeadamente quanto à manutenção, licenciamentos e apoio na resolução de
situações específicas decorrentes da sua exploração.
ANÁLISE ECONÓMICA E FINANCEIRA
Apesar da conjuntura económica desfavorável, o volume de vendas Consolidado da Luís
Simões, ascendeu a 208 Milhões de Euros, verificando-se um crescimento de 1,1% face
ao alcançado em 2012.
A difícil conjuntura económica
observada nos últimos anos nos
mercados onde o Grupo actua,
a qual tem provocado uma forte
contracção do mercado interno e
uma redução de fluxos entre Portugal e Espanha, em parte devido
à redução drástica do consumo
das famílias, tem contribuído
para uma quebra da actividade
de alguns clientes estruturais do
Grupo, e da necessidade crescente destes em reduzir custos.
Mesmo assim, graças ao intenso
esforço comercial das empresas
do Grupo, tem sido possível compensar a redução de actividade desses clientes com novos
fluxos e operações tanto nos clientes atuais como em novos clientes, tendo sido possível
72
reforçar a posição em clientes estruturais e conseguido angariar novos negócios.
Apesar da quebra de actividade de alguns clientes, a Luís Simões manteve uma carteira
de clientes sólida, em que o domínio dos processos logísticos e de transporte foram claramente determinantes para manter a qualidade do serviço prestado, reconhecido pelos
próprios clientes como factor diferenciador.
A segmentação das vendas por actividades
manteve-se idêntica à verificada no ano anterior, com um aumento de 0,9 p.p. da Unidade
de Negócio da Logística. A Unidade de Negócio
de Transportes Ibéricos continua a representar
a maior fatia, com 55% das vendas do Grupo,
seguido da Unidade de Negócio de Logística
Ibérica com 41%, representando a Unidade de
Negócio de Diversificação, complementar às restantes actividades do Grupo, uma quota de 4%.
A política financeira do Grupo Luís Simões assenta principalmente em três vectores:
O autofinanciamento como forma de financiamento do Investimento, a adequação da estrutura temporal de Capitais Alheios à natureza das aplicações e a manutenção de uma
estrutura financeira equilibrada.
O Grupo contínua a reduzir de forma
substancial o seu endividamento, em
grande medida devido ao reduzido nível
de investimento. No final do presente
exercício o rácio de Autonomia Financeira ascendia a 32%. Os indicadores financeiros do Grupo revelam uma estrutura
financeira saudável e sólida, permitindo
encarar o futuro com confiança e continuar a contribuir para o desenvolvimento
sustentado dos negócios do Grupo.
PERSPECTIVAS PARA O FUTURO
O EBITDA fixou-se nos 12,9 Milhões de
Euros, representando 6,2% das vendas consolidadas. Este indicador foi
bastante penalizado devido principalmente a algumas rubricas de gastos
operacionais que apresentaram um
crescimento superior ao das vendas,
destacando-se pela negativa os gastos
com subcontratação de transporte e
distribuição. Pela positiva, observámos pela primeira vez desde 2009 a
uma inversão da tendência de subida
do preço médio do gasóleo que baixou
em cerca de 4% em Portugal e 0,5%
em Espanha quando comparado com 2012. A redução da frota própria, aliada à descida do
preço do combustível contribuíram para uma diminuição de 8% destes gastos face ao ano
anterior. Esta rubrica passou a representar menos um ponto percentual da estrutura de
custos do Grupo, medido em função do Volume de Vendas. Voltamos a destacar a redução
dos gastos com pessoal que passaram a representar 20% do Volume de Vendas, menos dois
pontos percentuais do que em 2012. O Grupo apresentou um Resultado Líquido negativo
de 1.120 Milhares de Euros, resultante não só de um pior desempenho económico face aos
anos anteriores, mas também devido ao desreconhecimento de Activos por Impostos Diferidos no valor de 740 Mil Euros referentes, essencialmente ao efeito da alteração da taxa
do IRC de 25% para 23% e a prejuízos fiscais que o Grupo não espera recuperar.
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
As actuais projecções para a economia portuguesa apontam para uma recuperação moderada da actividade no período 2014-2015, após uma contracção acumulada de cerca de
6% no período 2011-2013.
As exportações deverão manter um crescimento forte, suportado pela recuperação da
procura externa, embora a um ritmo inferior ao observado no período anterior à crise
financeira.
As actuais projecções do Banco de Portugal confirmam as perspectivas de recuperação
gradual da economia portuguesa.
Em 2014-2015, o crescimento da economia portuguesa tenderá a aproximar-se dos valores
actualmente projectados para o conjunto da área do Euro. Esta evolução favorável deverá
assentar na robustez das exportações de bens e serviços e na aceleração da procura interna, com destaque para o investimento empresarial.
O ano de 2014 é encarado pela Empresa, com um sentimento de alguma incerteza pelo
facto das condições económicas serem adversas, de os clientes perspectivarem um reduzido crescimento da actividade, dos volumes de transportadores no mercado estarem a
diminuir podendo reduzir a base de subcontratação e como não poderia deixar de ser, da
imprevisibilidade face à evolução dos preços do combustível. No entanto, prevê-se alguma
recuperação da procura interna, o que adicionado a uma possível redução do número
de operadores em consequência da conjuntura económica desfavorável, poderá levar a
um aumento da actividade dos principais operadores do mercado Ibérico de Transporte
Rodoviário de Mercadorias e Logística. O negócio de Logística poderá beneficiar de um
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acentuar da externalização das operações logísticas por parte das empresas e produtores,
o que deverá continuar a acontecer. Numa conjuntura económica difícil, os operadores
logísticos poderão continuar a desempenhar um papel chave na sociedade, possibilitando
transformar estruturas de custos fixos em variáveis e obtendo sinergias nos fluxos de mercadorias. Verifica-se ainda uma tendência para o crescimento de alguns segmentos de
actividade de transporte e logística, como por exemplo o aumento dos segmentos de
distribuição fraccionada, distribuição urbana, e-commerce, comércio de bairro, entregas
B&C, entregas ao domicílio, redes de catering à restauração e escritórios.
• Abordagens ao mercado do Transporte de resíduos;
• Desenvolver e consolidar actividades ligadas à “Economia do Mar”, que têm tido
bom acolhimento nos mercados de importação e exportação para a Europa;
• Desenhar o serviço de cargas fraccionadas mediante operações em regime de
“MilkRun”;
Destacam-se os seguintes factores que com certeza serão decisivos em 2014:
• Renovação de parte significativa da frota;
No Negócio Core:
• Grande orientação para manutenção de elevado domínio e qualidade nos
processos logísticos, de forma a assegurar a manutenção de elevados níveis de
serviço aos clientes actuais, e capacidade para continuar a integrar novos negócios
e actividades;
• A nível do mercado a aposta é o crescimento das vendas, sobretudo nos mercados
internacionais e no inter-regional;
• Grande atenção aos clientes e ao mercado, devendo ser dada prioridade ao
crescimento de negócio com a conquista de novos clientes, seja nos segmentos
actuais ou em novos segmentos de mercado;
• Continuar a racionalizar as estruturas administrativas e a efectuar trabalhos de
melhoria de processos internos com visibilidade na redução de custos;
• Conclusão da última fase do projecto GO Inter com impacto em toda a forma
de gerir, quer na actividade inter-regional, quer nas restantes actividades,
nomeadamente a local;
• Enfoque no projecto de melhoria da gestão da produção das operações internas,
cujo objectivo é assegurar níveis de excelência na qualidade e produtividade do
serviço prestado;
• Objectivo global de fidelização dos clientes seja por Nível de Serviço prestado ou
por um maior leque de serviços prestados o que implica maior dependência;
• Aposta definitiva na diversificação para novos serviços e novos segmentos;
• Reforço da equipa de Gestão para fazer face à aposta na Logística Promocional e
em novos segmentos;
• Aproveitar a receptividade dos Clientes para aceitar melhores condições a troco
de optimização de recursos;
• Enfoque das Direcções de Inovação e Processos na intervenção a nível operativo;
• Criação da Direcção de Business Development (BD) com o objectivo de dar maior
vitalidade à área comercial na península ibérica;
• Manter o investimento no desenvolvimento de tecnologias de informação que
suportem um domínio estruturado de todos os processos logísticos, e permitam ter
mais e melhor informação de gestão. Neste contexto deve referir-se:
• Elevar o modelo de gestão de fábricas, prossecução de novos sectores e serviços,
quer de forma isolada, ou ao abrigo de projectos de clientes comuns;
Conclusão do projecto de desenvolvimento de uma aplicação para gerir a
actividade de CoPacking;
• Focalização em segmentos complementares às bebidas, de forma a suavizar os
picos de actividade operacional, como por exemplo: vestuário, calçado e cargas
contentorizadas;
Aposta continuada na implementação da Rádio Frequência em todas as
operações;
Introdução de novos módulos de informação de gestão na ferramenta de Business
Inteligence (Produtividade Individual, Gestão Frota, Indicadores RH);
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
74
Diversos projectos no âmbito da facturação, nomeadamente, Facturação
electrónica a clientes;
• Construção de novo armazém em Leixões, que servirá de pólo central a toda a
operação realizada na zona Norte de Portugal.
Nos Negócios Complementares:
A gestão de riscos de crédito, de taxa de juro, de tesouraria e restantes riscos financeiros
é da responsabilidade da Direcção Financeira do Grupo.
Adicionalmente, a Empresa aplica a gestão de riscos a outras áreas, nomeadamente:
de seguros, ambiente, SSHT (saúde, segurança e higiene no trabalho) e tecnologias de
informação, cuja responsabilidade está actualmente descentralizada por cada uma dessas
áreas.
EVENTOS SUBSEQUENTES
• Continuar a materializar a estratégia como reforço da nossa posição nos nossos
mercados preferenciais, onde somos líderes ou temos uma posição relevante;
• Continuar a formatar produtos e serviços que correspondam às necessidades dos
clientes;
• Continuar atentos às oportunidades que surjam, com o objectivo de incrementar
negócios e valor à organização;
• Apostar continuamente nos recursos humanos, quer através de formação, quer
através do reforço da equipa operacional e de suporte ao negócio, indispensável ao
crescimento perspectivado da organização.
Na Actividade Imobiliária:
No final do presente exercício, foi formalizada a aquisição de uma quota correspondente
a 70% do capital da sociedade Espaçotrans – Gestão de Entrepostos Aduaneiros, Lda,
operação que se concretizou já em Janeiro de 2014. Não se registaram outros eventos
subsequentes a 31 de Dezembro de 2013 que pela sua relevância e materialidade requeiram
ajustamento ou divulgação.
APLICAÇÃO DE RESULTADOS
A empresa LS - Luís Simões, SGPS, S.A., encerrou o exercício de 2013 com um Resultado
Líquido negativo de 1.119.921,01 euros.
Atendendo às disposições legais e estatutárias aplicáveis, é proposta a seguinte aplicação
de resultados:
Resultados Transitados
• Continuação dos trabalhos desenvolvidos de apoio no que concerne às novas
instalações das actividades logísticas a Norte do país;
• Aprovação do Plano de Pormenor que permita a conclusão das obras do Terminal
de Transportes da Azambuja;
• Investimentos em projectos específicos que traduzam reduções nos gastos de
exploração dos edifícios, nomeadamente em Gaia.
-1.119.921,01 Euros
Moninhos, 30 de Maio de 2014
José Luís Soares Simões - Presidente
Jorge Manuel Soares Simões - Vogal
Leonel Fernando Soares Simões - Vogal
Maria Celeste Morgado Venâncio dos Santos - Vogal
POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS
A política de gestão de riscos da Empresa é definida pelo Conselho de Administração,
sendo da responsabilidade de cada uma das áreas a sua aplicação prática.
A Empresa pretende que as Políticas de Gestão de Riscos, actualmente descentralizadas
pelas diversas áreas da sua estrutura, sejam no futuro consolidadas com o objectivo de
promover uma actuação integrada das diversas vertentes de gestão de risco.
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
75
13.2| DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
BALANÇO CONSOLIDADO
31 de Dezembro de 2013
(Euros)
Rubricas
Notas
Datas
2013
2012
ACTIVO NÃO CORRENTE
Activos fixos tangiveis
8
80 980 051,87
86 846 269,70
Propriedades de investimento
10
566 669,21
400 305,58
Activos intangíveis
7
1 880 750,18
1 424 809,80
Participações financeiras - outros métodos
18
58 794,86
59 859,86
Outros activos financeiros
18
736 110,78
818 675,28
Activos por impostos diferidos
17
2 072 147,71
2 831 425,09
86 294 524,61
92 381 345,31
ACTIVO CORRENTE
Inventários
11
2 321 245,22
2 261 541,83
Clientes
18
52 105 602,51
48 766 417,25
Adiantamentos a fornecedores
18
315 559,26
233 468,17
Estado e outros entes públicos
21.5
3 517 863,26
2 796 600,90
18
3 852 196,33
3 400 724,18
548 564,10
742 404,95
-
30 149,81
Outras contas a receber
Diferimentos
21.1
Outros activos financeiros
18
Caixa e depósitos bancários
4
Total do activo
731 805,22
507 442,56
63 392 835,90
58 738 749,65
149 687 360,51
151 120 094,96
30 000 000,00
29 578 950,00
CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO
CAPITAL PRÓPRIO
Capital realizado
18
Acções (quotas) próprias
18
-
(1 360 271,75)
Outros instrumentos de capital próprio
18
6 830 400,00
6 830 400,00
68 088,82
926 679,63
Reservas legais
21.2
Outras reservas
21.2
4 562 969,49
5 451 656,02
Resultados transitados
21.2
5 635 748,06
5 635 748,06
Ajustamentos em activos financeiros
21.2
268 414,41
268 414,41
47 365 620,78
47 331 576,37
Resultado líquido do período
Interesses minoritários
21.4
Total do capital próprio
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
(1 119 921,01)
680 888,12
1 453 111,06
1 373 790,42
47 698 810,83
49 386 254,91
76
PASSIVO:
PASSIVO NÃO CORRENTE
Provisões
13
584 834,99
141 966,22
Financiamentos obtidos
18
23 240 359,26
31 799 585,34
Passivos por impostos diferidos
17
2 950 302,62
3 571 253,72
26 775 496,87
35 512 805,28
PASSIVO CORRENTE
Fornecedores
18
35 100 497,16
28 092 809,83
Adiantamentos de clientes
18
-
7 108,60
21.5
2 331 014,32
2 537 838,04
Financiamentos obtidos
Estado e outros entes públicos
18
25 316 480,06
22 359 087,94
Outras contas a pagar
18
10 680 010,19
13 042 737,72
Diferimentos
21.1
1 785 051,07
181 452,64
75 213 052,80
66 221 034,77
Total do passivo
101 988 549,67
101 733 840,05
Total do capital próprio e do passivo
149 687 360,51
151 120 094,96
As notas anexas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras.
O Técnico Oficial de Contas
A Administração
Vitor José Caetano Sousa
José Luís Soares Simões - Presidente
Leonel Fernando Soares Simões - Vogal
Jorge Manuel Soares Simões - Vogal
Maria Celeste Morgado Venâncio dos Santos – Vogal
77
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS RESULTADOS POR NATUREZAS
Período findo em 31 de Dezembro de 2013
(Euros)
Rubricas
Notas
Vendas e serviços prestados
12
Subsídios à exploração
Trabalhos para a própria entidade
Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas
Períodos
2013
2012
208 316 861,52
205 962 437,73
14
60 453,08
32 102,78
21.6
283 322,03
112 831,86
11
(15 005 605,46)
(14 985 644,99)
21.7
(150 382 615,31)
(141 458 421,23)
Gastos com o pessoal
19
(42 667 602,91)
(45 688 639,38)
Imparidade de inventários (perdas / reversões)
11
18 255,90
(3 956,65)
Imparidade de dívidas a receber (perdas / reversões)
18
(781 343,00)
(1 514 217,72)
Fornecimentos e serviços externos
Provisões (aumentos / reduções)
13
Outros rendimentos e ganhos
Outros gastos e perdas
(442 868,77)
41 479,27
21.8
15 514 156,68
15 923 072,82
21.9
(1 966 601,83)
(1 530 293,50)
Resultado antes de depreciações, gastos de financiamento e impostos
Gastos / reversões de depreciação e de amortização
21.10
Imparidade de investimentos depreciáveis / amortizáveis (perdas / reversões)
7.2
Juros e gastos similares suportados
3 933 463,69
21.11
581,66
1 667,61
21.12
(1 881 661,22)
(2 690 861,08)
(731 087,25)
1 244 270,22
17
Resultado líquido do período
(12 957 287,30)
(48 000,00)
Resultado antes de impostos
Imposto sobre o rendimento do período
16 890 750,99
(11 748 419,62)
1 149 992,31
Resultado operacional (antes de gastos de financiamento e impostos)
Juros e rendimentos similares obtidos
12 946 411,93
(309 513,12)
(525 156,04)
(1 040 600,37)
719 114,18
(1 119 921,01)
680 888,12
79 320,64
38 226,06
(0,17)
0,12
Resultado líquido do período atribuível a:
Detentores do capital da empresa mãe
Interesses minoritários
Resultado por acção básico
As notas anexas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras.
O Técnico Oficial de Contas
A Administração
Vitor José Caetano Sousa
José Luís Soares Simões -Presidente| Leonel Fernando Soares Simões - Vogal | Jorge Manuel Soares Simões - Vogal |
Maria Celeste Morgado Venâncio dos Santos – Vogal
78
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS FLUXOS DE CAIXA
Período findo em 31 de Dezembro de 2013
Rubricas
Notas
Períodos
2013
2012
Fluxos de caixa das actividades operacionais - método directo
Recebimentos de clientes
Pagamentos a fornecedores
Pagamentos ao pessoal
Caixa gerada pelas operações
Pagamento/recebimento do imposto sobre o rendimento
Outros recebimentos/pagamentos
Fluxos de caixa das actividades operacionais (1)
260 858 914,49
264 271 456,11
(201 197 078,79)
(189 830 562,04)
(27 917 006,51)
(31 095 827,08)
31 744 829,19
43 345 066,99
(190 804,12)
(477 656,19)
(18 796 745,53)
(23 505 636,17)
12 757 279,54
19 361 774,63
(4 467 243,75)
(5 501 322,59)
(824 958,47)
(370 625,32)
2 846 390,00
6 019 464,02
Fluxos de caixa das actividades de investimento
Pagamentos respeitantes a:
Activos fixos tangíveis
Activos intangíveis
Recebimentos provenientes de:
Activos fixos tangíveis
Investimentos financeiros
499,37
584,37
Subsídios ao investimento
-
1 219 503,97
Juros e rendimentos similares
-
884 794,42
(2 445 312,85)
2 252 398,87
66 302 313,23
27 236 060,00
1 466,26
(883 024,25)
-
32 102,78
Financiamentos obtidos
(69 430 806,32)
(24 613 201,75)
Juros e gastos similares
(2 019 524,97)
(3 011 568,70)
Fluxos de caixa das actividades de investimento (2)
Fluxos de caixa das actividades de financiamento
Recebimentos provenientes de:
Financiamentos obtidos
Juros e rendimentos similares
Doações
Pagamentos respeitantes a:
Dividendos
Outras operações de financiamento
Fluxos de caixa das actividades de financiamento (3)
Variação de caixa e seus equivalentes (1)+(2)+(3)
(646 843,71)
(1 078 632,01)
(10 122 118,23)
(11 121 487,48)
(15 915 513,74)
(13 439 751,41)
(5 603 547,05)
8 174 422,09
Caixa e seus equivalentes no início do período
4
(2 971 625,83)
(11 146 047,92)
Caixa e seus equivalentes no fim do período
4
(8 575 172,88)
(2 971 625,83)
As notas anexas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras.
79
A Administração
José Luís Soares Simões -Presidente| Leonel Fernando Soares | Simões - Vogal | Jorge Manuel Soares Simões - Vogal|
Maria Celeste Morgado Venâncio dos Santos – Vogal
O Técnico Oficial de Contas
Vitor José Caetano Sousa
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO
No período de 2012
(Euros)
Outros
Resultado
em Activos
Líquido do
Financeiros
Período
Total do
Interesses
Acções
instrumentos
Reservas
Outras
Resultados
Realizado
Próprias
de Capital
Legais
Reservas
Transitados
29 578 950,00
(1 360 271,75)
6 830 400,00
844 748,90
5 451 656,02
5 161 158,08
268 414,41
1 635 152,72
48 410 208,38
1 335 564,36
49 745 772,74
29 578 950,00
(1 360 271,75)
6 830 400,00
844 748,90
5 451 656,02
5 161 158,08
268 414,41
1 635 152,72
48 410 208,38
1 335 564,36
49 745 772,74
680 888,12
680 888,12
38 226,06
719 114,18
2 316 040,84
49 091 096,50
1 373 790,42
50 464 886,92
Próprio
Posição no Início do Período 2012
Ajustamentos
Capital
Total
Minoritários
Capital
Próprio
Alterações no Período:
Resultado Líquido do Período
Resultado Integral
Operações com detentores de capital no período
Aplicação de resultados
Posição no fim do Período 2012
-
-
-
81 930,73
474 589,98
-
(1 635 152,72)
(1 078 632,01)
-
-
-
81 930,73
-
474 589,98
-
(1 635 152,72)
(1 078 632,01)
-
(1 078 632,01)
(1 078 632,01)
29 578 950,00
(1 360 271,75)
6 830 400,00
926 679,63
5 451 656,02
5 635 748,06
268 414,41
680 888,12
48 012 464,49
1 373 790,42
49 386 254,91
80
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
No período de 2013
(Euros)
Outros
Capital
Acções
instrumentos
Reservas
Outras
Resultados
Realizado
Próprias
de Capital
Legais
Reservas
Transitados
Próprio
Posição no Início do Período 2013
Ajustamentos
Resultado
em Activos
Líquido do
Financeiros
Período
Total do
Interesses
Total
Minoritários
Capital
Próprio
29 578 950,00
(1 360 271,75)
6 830 400,00
926 679,63
5 451 656,02
5 635 748,06
268 414,41
680 888,12
48 012 464,49
1 373 790,42
49 386 254,91
29 578 950,00
(1 360 271,75)
6 830 400,00
926 679,63
5 451 656,02
5 635 748,06
268 414,41
680 888,12
48 012 464,49
1 373 790,42
49 386 254,91
(1 119 921,01)
(1 119 921,01)
79 320,64
(1 040 600,37)
(439 032,89)
46 892 543,48
1 453 111,06
48 345 654,54
(680 888,12)
(646 843,71)
(646 843,71)
-
-
Alterações no Período:
Resultado Líquido do Período
Resultado Integral
Operações com detentores de capital no período
Aplicação de resultados
Outras operações
-
-
(1 365 300,00)
1 365 300,00
Extinção de acções próprias
Regularização descontos e prémios
Aumento de capital
Posição no fim do Período 2013
-
34 044,41
(5 028,25)
1 786 350,00
5 028,25
-
-
(892 635,22)
(893 714,78)
-
-
421 050,00
1 360 271,75
-
(858 590,81)
(888 686,53)
-
-
(680 888,12)
(646 843,71)
-
(646 843,71)
30 000 000,00
-
6 830 400,00
68 088,82
4 562 969,49
5 635 748,06
268 414,41
(1 119 921,01)
46 245 699,77
1 453 111,06
47 698 810,83
81
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
13.3| ANEXO CONSOLIDADO
Accionistas
(valores em euros)
1 - IDENTIFICAÇÃO DA ENTIDADE
1.1 - Designação da entidade:
O Grupo Luis Simões (“Grupo”) é constituído pela LS – Luis Simões, SGPS, S.A., e pelas
suas subsidiárias.
A LS – Luis Simões, SGPS, S.A. (“Empresa”), sociedade anónima, com sede em Moninhos,
Loures, foi constituída em 5 de Agosto de 1996 e tem como objecto social a gestão
de participações sociais de outras sociedades, como forma indirecta de exercício de
actividades económicas.
1.2 - Sede:
A entidade tem a sua sede social na Rua Fernando Namora em Moninhos, concelho de
Loures.
1.3 - Natureza da actividade:
O Grupo opera nas seguintes áreas de negócio:
1- A actividade do transporte rodoviário de mercadorias que representa cerca de 55% do
volume de negócios do Grupo lidera o mercado do transporte nacional e o mercado dos
fluxos rodoviários na Península Ibérica.
2- A actividade logística que representa cerca de 41% do volume de negócios do Grupo,
lidera na Logística e Distribuição de produtos de grande consumo, em Portugal, prestando
serviços integrados de transporte, armazenagem, preparação de encomendas, controle
de inventários e distribuição, para além de outros serviços de valor acrescentado. Em
Espanha, esta actividade é também especializada em Logística e Distribuição de produtos
de grande consumo.
3- As outras actividades que representam cerca de 4% da facturação global do Grupo,
cumprem dois objectivos fundamentais: apoiar as actividades principais do Grupo e
desenvolver negócios autónomos nos seus mercados específicos.
1.4 - Designação da empresa-mãe:
A Empresa-mãe denomina-se LS – Luís Simões, SGPS, S.A.
1.5 - Designação dos detentores de capital:
A Empresa é detida pelas entidades descritas no quadro seguinte:
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
Nº Acções Detidas
% Direito de Voto
%
Participação
Leonel Simões & Filhas, SGPS,S.A.
1 751 184
29,19%
29,19%
Varanda do Vale, SGPS, S.A.
1 751 184
29,19%
29,19%
Mira Serra, SGPS, S.A.
1 751 184
29,19%
29,19%
José Luís Simões
248 816
4,15%
4,15%
Leonel Fernando Simões
248 816
4,15%
4,15%
Jorge Manuel Simões
248 816
4,15%
4,15%
6 000 000
100,00%
100,00%
Estas demonstrações financeiras consolidadas foram aprovadas pelo Conselho de
Administração, na reunião de 30 de Maio de 2014. É opinião do Conselho de Administração
que estas demonstrações financeiras reflectem de forma verdadeira e apropriada as
operações do Grupo, bem como a sua posição e performance financeira e fluxos de caixa.
Estas demonstrações financeiras consolidadas serão aprovadas na Assembleia Geral de
accionistas.
2 - REFERENCIAL CONTABILÍSTICO DE PREPARAÇÃO DAS
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
2.1. Base de Preparação
Estas demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas de acordo com as Normas
Contabilísticas e de Relato Financeiro (NCRF) em vigor, na presente data.
A preparação de demonstrações financeiras consolidadas em conformidade com o Sistema
de Normalização Contabilística requer o uso de estimativas, pressupostos e julgamentos
críticos no processo da determinação das políticas contabilísticas a adoptar pela Empresa,
com impacto significativo no valor contabilístico dos activos e passivos, assim como nos
rendimentos e gastos do período de reporte.
Apesar de estas estimativas serem baseadas na melhor experiência do Conselho de
Administração e nas suas melhores expectativas em relação aos eventos e acções correntes
e futuras, os resultados actuais e futuros podem diferir destas estimativas. As áreas que
envolvem um maior grau de julgamento ou complexidade, ou áreas em que pressupostos
e estimativas sejam significativos para as demonstrações financeiras são apresentadas na
Nota 3.22.
82
2.2. Derrogação das disposições do SNC
Não existiram, no decorrer do exercício a que respeitam estas Demonstrações Financeiras,
quaisquer casos excepcionais que implicassem directamente a derrogação das disposições
prevista pelo SNC.
2.3. Comparabilidade das demonstrações financeiras
Os elementos constantes nas presentes Demonstrações Financeiras são, na sua totalidade,
comparáveis com os do exercício anterior.
3 - PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS
As principais políticas contabilísticas adoptadas na preparação das demonstrações
financeiras consolidadas anexas são as que abaixo se descrevem. Estas políticas foram
consistentemente aplicadas a todos os exercícios apresentados, salvo indicação contrária.
3.1 – Bases de Consolidação
O universo empresarial do Grupo é composto pelas Subsidiárias descritas na Nota 6.
Em obediência ao disposto no artº 6 do Decreto-lei nº 158/2009, de 15 de Julho, que
aprovou o SNC, a entidade apresenta contas consolidadas do Grupo constituído por ela
própria e por todas as Subsidiárias nas quais:
• Independentemente da titularidade do capital, se verifique que, em alternativa:
- Pode exercer, ou exerce efectivamente, influência dominante ou controlo;
- Exerce a gestão como se as duas constituíssem uma única entidade;
• Sendo titular de capital:
- Tem a maioria dos direitos de voto, excepto se se demonstrar que esses direitos
não conferem o controlo;
- Tem o direito de designar ou de destituir a maioria dos titulares do órgão de gestão
de uma entidade com poderes para gerir as políticas financeiras e operacionais dessa
entidade;
- Exerce uma influência dominante sobre uma entidade, por força de um contrato
celebrado com esta ou de uma outra cláusula do contrato social desta;
- Detém pelo menos 20 % dos direitos de voto e a maioria dos titulares do órgão
de gestão de uma entidade com poderes para gerir as políticas financeiras e
operacionais dessa entidade, que tenham estado em funções durante o exercício
a que se reportam as demonstrações financeiras consolidadas, bem como, no
exercício precedente e até ao momento em que estas sejam elaboradas, tenham
sido exclusivamente designados como consequência do exercício dos seus direitos
de voto;
- Dispõe, por si só ou por força de um acordo com outros titulares do capital desta
entidade, da maioria dos direitos de voto dos titulares do capital da mesma.
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
A existência e o efeito dos direitos de voto potenciais que sejam correntemente exercíveis
ou convertíveis são considerados quando se avalia se existe ou não controlo.
As Subsidiárias são consolidadas, pelo método integral, a partir da data em que o controlo
é transferido para o Grupo, sendo excluídas da consolidação a partir da data em que o
controlo cessa.
É utilizado o método de compra para contabilizar a aquisição das Subsidiárias. O custo
de uma aquisição é mensurado pelo justo valor dos bens entregues, dos Instrumentos de
Capital emitidos e dos Passivos incorridos, ou assumidos na data de aquisição, adicionados
dos custos directamente atribuíveis à aquisição.
O excesso do custo de aquisição relativamente ao justo valor da parcela do Grupo dos
Activos e Passivos identificáveis adquiridos é reconhecido como Goodwill.
Se o custo de aquisição for inferior ao justo valor dos activos líquidos da subsidiária
adquirida a diferença é
reconhecida directamente na demonstração dos resultados consolidados no exercício em
que é apurada.
No processo de consolidação, as transacções, saldos e ganhos não realizados em transacções
intragrupo e dividendos distribuídos entre empresas do grupo são eliminados. As perdas
não realizadas são também eliminadas, excepto se a transacção revelar evidência da
existência de imparidade nos activos transferidos e ainda não alienados.
As políticas contabilísticas utilizadas pelas Subsidiárias na preparação das suas
demonstrações financeiras individuais foram alteradas, sempre que necessário, de forma
a garantir consistência com as políticas adoptadas pelo Grupo.
Às diferenças temporárias que surgiram da eliminação dos resultados provenientes de
transacções intragrupo foi aplicado o disposto na NCRF 25 — Impostos sobre o Rendimento.
O Capital Próprio e o Resultado Líquido das Subsidiárias que são detidos por terceiros
alheios ao Grupo, são apresentados nas rubricas de Interesses Minoritários no Balanço
consolidado (de forma autónoma dentro do Capital Próprio) e na Demonstração Consolidada
dos Resultados, respectivamente.
3.2- Conversão cambial
3.2.1 - Moeda funcional e de apresentação
As demonstrações financeiras do Grupo e respectivas notas deste anexo são apresentadas
em euros, salvo indicação explícita em contrário.
83
3.2.2 - Transacções e saldos
As transacções em moedas diferentes do euro são convertidas na moeda funcional
utilizando as taxas de câmbio à data das transacções. Os ganhos ou perdas cambiais
resultantes do pagamento/ recebimento das transacções bem como da conversão pela
taxa de câmbio à data do balanço, dos activos e dos passivos monetários denominados
em moeda estrangeira, são reconhecidos na demonstração dos resultados, na rubrica de
gastos de financiamento, se relacionadas com empréstimos ou em outros rendimentos ou
gastos operacionais, para todos os outros saldos/transacções.
3.3 - Activos fixos tangíveis
Os activos tangíveis encontram-se valorizados ao custo deduzido das depreciações
acumuladas e eventuais perdas por imparidade. Este custo inclui o custo estimado à data
de transição para NCRF, e os custos de aquisição para activos obtidos após essa data.
O custo de aquisição inclui o preço de compra do activo, as despesas directamente
imputáveis à sua aquisição e os encargos suportados com a preparação do activo para que
se encontre na sua condição de utilização.
Os custos com substituições e grandes reparações são capitalizados sempre que aumentem
a vida útil do imobilizado a que respeitem e são amortizadas no período remanescente da
vida útil desse imobilizado ou no seu próprio período de vida útil, se inferior.
As despesas de manutenção e reparação (dispêndios subsequentes) que não são susceptíveis
de gerar benefícios económicos futuros são registadas como gastos no período em que são
incorridas.
Os custos a suportar com o desmantelamento ou remoção de activos instalados em
propriedade de terceiros serão considerados como parte do custo inicial dos respectivos
activos quando se traduzam em montantes significativos.
As taxas de depreciação resultantes da determinação das vidas úteis estimadas para os
activos fixos tangíveis mais significativos são conforme segue:
Bem
2013
Edificios e Outras Construções
2,00 - 33,33
Equipamento Básico
5,00 - 33,33
Equipamento de Transporte
10,00 - 33,33
Equipamento Administrativo
8,33 - 33,33
Outros Activos Fixos Tangíveis
10,00 - 33,33
As depreciações são calculadas numa base duodecimal, após o momento em que o bem
se encontra em condições de ser utilizado, em conformidade com o período de vida útil
estimado para cada grupo de bens.
O gasto com amortizações é reconhecido na demonstração de resultados na rubrica
Gastos/Reversões de Depreciação e Amortização.
Sempre que existam indícios de perda de valor dos activos fixos tangíveis, são efectuados
testes de imparidade, de forma a estimar o valor recuperável do activo, e quando
necessário registar uma perda por imparidade. O valor recuperável é determinado como
o mais elevado de entre o preço de venda líquido e o valor de uso do activo, sendo
este último calculado com base no valor actual dos fluxos de caixa futuros estimados,
decorrentes do uso continuado e da alienação do activo no fim da sua vida útil.
As vidas úteis dos activos são revistas em cada período de relato financeiro, para que as
depreciações praticadas estejam em conformidade com os padrões de consumo esperados
dos activos. Alterações às vidas úteis são tratadas como uma alteração de estimativa
contabilística e são aplicadas prospectivamente, afetando os resultados do período.
O ganho (ou a perda) resultante da alienação ou abate de um activo fixo tangível é
determinado como a diferença entre o montante recebido na transacção e a quantia
escriturada do activo sendo o ganho (ou a perda) reconhecido em resultados no período
em que ocorre a alienação.
Os Activos Fixos Tangíveis em Curso dizem respeito a bens que ainda se encontram em
fase de construção ou desenvolvimento e estão mensurados ao custo de aquisição sendo
somente depreciados quando se encontram disponíveis para uso.
3.4 - Locações
As locações financeiras são capitalizadas no início da locação pelo menor entre o justo
valor do activo locado e o valor presente dos pagamentos mínimos da locação, cada um
determinado à data de início do contrato. A dívida resultante de um contrato de locação
financeira é registada líquida de encargos financeiros, na rubrica de Financiamentos
obtidos. Os encargos financeiros incluídos na renda e a depreciação dos activos locados,
são reconhecidos na Demonstração dos resultados, no período a que dizem respeito, na
rúbrica de juros e gastos similares suportados.
Os activos fixos tangíveis adquiridos através de locações financeiras são depreciados pelo
menor entre o período de vida útil do activo e o período da locação, ou quando o Grupo
não tem opção de compra no final do contrato, ou pelo período de vida útil estimado
quando o Grupo tem a intenção de adquirir os activos no final do contrato.
Nas locações consideradas operacionais, as rendas a pagar são reconhecidas como custo na
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
84
demonstração dos resultados numa base linear, durante o período da locação.
partir da data em que se encontram disponíveis para uso, durante a vida útil estimada.
3.5 – Propriedades de Investimento
As propriedades de investimento são imóveis (terrenos, edifícios ou partes de edifícios)
detidos com o objectivo de valorização do capital, obtenção de rendas, ou ambas. As
propriedades de investimento foram valorizadas ao justo valor na data de transição para o
SNC, sendo valorizadas subsequentemente de acordo com o modelo do custo depreciado,
o qual é aplicado a todos os activos classificados como propriedades de investimento.
• Activos intangíveis com vida útil indefinida
Os activos que pela sua natureza não possuam uma vida útil definida não são
amortizados, estando sujeitos a testes de imparidade anuais ou sempre que os mesmos
apresentem sinais de imparidade. O Grupo realiza testes de imparidade no mês de
Dezembro de cada ano.
Justo Valor
De acordo com os normativos contabilísticos adoptados, e no particular do critério de
valorização de acordo com o modelo do custo depreciado, é requerida a divulgação do
justo valor das propriedades de investimento nas demonstrações financeiras completas.
O gasto com amortizações é reconhecido na demonstração de resultados na rubrica
Gastos/Reversões de Depreciação e Amortização.
As vidas úteis e método de amortização dos vários activos intangíveis são revistos
anualmente.
O justo valor dos outros terrenos e exercícios são determinados com base em avaliações
efectuadas por avaliadores externos tendo em conta as condições da sua utilização ou o
melhor uso, consoante se arrendado ou não.
O efeito de alguma alteração a estas estimativas é reconhecido na demonstração
consolidada dos resultados prospectivamente.
3.6 – Intangíveis
As taxas de amortização resultantes da determinação das vidas úteis estimadas para os
activos intangíveis mais significativos são conforme segue:
Reconhecimento inicial
O custo dos activos intangíveis adquiridos separadamente reflecte, em geral, os benefícios
económicos futuros esperados e compreende:
• O preço de compra, incluindo custos com direitos intelectuais e os impostos sobre as
compras não reembolsáveis, após dedução dos descontos comerciais e abatimentos; e
• Qualquer custo directamente atribuível à preparação do activo, para o seu uso
pretendido.
Reconhecimento subsequente
O Grupo valoriza os seus activos intangíveis, após o reconhecimento inicial, pelo Modelo
do Custo, conforme definido pela NCRF 6 – Activos Intangíveis, que define que um activo
intangível deve ser escriturado pelo seu custo deduzido da amortização acumulada e
quaisquer perdas por imparidade acumuladas
Amortização
O Grupo determina a vida útil e o método de amortização dos activos intangíveis com base
na estimativa de consumo dos benefícios económicos futuros associados ao activo.
• Activos intangíveis com vida útil finita
Os activos intangíveis com vida útil definida são amortizados numa base sistemática a
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
Tipo de Bem
Programas de Computador
2013
16,66 - 33,33
3.7 - Imparidade de activos
Em cada data de relato é efectuada uma revisão das quantias escrituradas dos activos
do Grupo com vista a determinar se existe algum indicador de que possam estar em
imparidade.
Os activos com vida útil indefinida não estão sujeitos a amortização, sendo objecto de
testes de imparidade anuais. O Grupo realiza os testes de imparidade no mês de Dezembro
de cada ano e sempre que eventos ou alterações nas condições envolventes indiciem que o
valor pelo qual se encontra registado nas demonstrações financeiras não seja recuperável.
Sempre que a quantia escriturada do activo ou da unidade geradora de caixa for superior à
sua quantia recuperável, é reconhecida uma perda por imparidade. A perda por imparidade
é registada de imediato na demonstração consolidada dos resultados na rubrica de “Perdas
por imparidade”, salvo se tal perda compensar um excedente de revalorização registado
no capital próprio. Neste último caso, tal perda será tratada como um decréscimo de
revalorização. Nos casos em que a perda não é considerada permanente e definitiva,
a perda de imparidade não é reconhecida, sendo feita a divulgação das razões que
fundamentam essa conclusão.
85
O valor recuperável é o maior de entre o justo valor do activo deduzido dos custos de venda
e o seu valor de uso. Para a determinação da existência de imparidade, os activos são
alocados ao nível mais baixo para o qual existem fluxos de caixa separados identificáveis
(unidades geradoras de caixa).
Os Activos não financeiros, que não o goodwill, para os quais tenham sido reconhecidas
perdas por imparidade são avaliados, a cada data de relato, sobre a possível reversão das
perdas por imparidade.
A reversão de perdas por imparidade reconhecidas em exercícios anteriores é registada
quando há evidências de que as perdas por imparidade reconhecidas já não existem ou
diminuíram. A reversão das perdas por imparidade é reconhecida na demonstração dos
resultados na rubrica de “Reversões de perdas por imparidade”. A reversão da perda por
imparidade é efectuada até ao limite da quantia que estaria reconhecida (líquida de
amortizações) caso a perda não tivesse sido registada.
Quando há lugar ao registo ou reversão de imparidade, a amortização e depreciação dos
activos são recalculadas prospectivamente de acordo com o valor recuperável.
3.8 – Participações Financeiras – outros métodos
O Grupo utiliza o modelo do custo para o reconhecimento inicial das participações
financeiras em entidades em que não seja obrigatório a utilização do método da
equivalência patrimonial e nas quais não existam condições para a utilização do justo
valor, designadamente participações financeiras em empresas não cotadas.
De acordo com o modelo do custo as participações financeiras são reconhecidas inicialmente
pelo seu custo de aquisição, que inclui custos de transacção, sendo subsequentemente o
seu valor diminuído por perdas por imparidade, sempre que ocorram.
3.9 – Imposto sobre o rendimento
O imposto sobre o rendimento corresponde à soma dos impostos correntes com os impostos
diferidos. Os impostos correntes e os impostos diferidos são registados em resultados,
salvo quando se relacionam com itens registados directamente no capital próprio. Nestes
casos os impostos correntes e os impostos diferidos são igualmente registados no capital
próprio.
Imposto corrente: o imposto corrente a pagar é baseado no lucro tributável do exercício
das várias entidades incluídas no perímetro de consolidação. O lucro tributável difere
do resultado contabilístico, uma vez que exclui diversos custos e proveitos que apenas
serão dedutíveis ou tributáveis noutros exercícios. O lucro tributável exclui ainda custos e
proveitos que nunca serão dedutíveis ou tributáveis.
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
Imposto diferido: os impostos diferidos referem-se às diferenças temporárias entre os
montantes dos activos e passivos para efeitos de relato contabilístico e os respectivos
montantes para efeitos de tributação.
Os activos e os passivos por impostos diferidos são mensurados utilizando as taxas de
tributação que se espera estarem em vigor à data da reversão das correspondentes
diferenças temporárias, com base nas taxas de tributação (e legislação fiscal) que esteja
formal ou substancialmente emitida na data de relato.
Os impostos diferidos activos são reconhecidos na medida em que seja provável que
existam lucros tributáveis futuros disponíveis para a utilização da diferença temporária.
Os impostos diferidos passivos são reconhecidos sobre todas as diferenças temporárias
tributáveis.
Os impostos diferidos activos são revistos anualmente e reduzidos sempre que deixe de ser
provável que possam ser utilizados.
3.10 – Inventários
Os inventários são registados ao custo de aquisição, sendo adoptado como método de
custeio das saídas dos inventários o custo médio ponderado.
Sempre que o valor realizável líquido é inferior ao custo de aquisição ou de produção,
procede-se à redução de valor dos inventários, mediante o reconhecimento de uma perda
por imparidade, a qual é revertida quando deixam de existir os motivos que a originaram.
Para este efeito, o valor realizável líquido é o preço de venda estimado no decurso
ordinário da actividade empresarial menos os custos estimados de acabamento e os custos
necessários para efectuar a venda. As estimativas tomam em consideração as variações
relacionadas com acontecimentos ocorridos após o final do período na medida em que tais
acontecimentos confirmem condições existentes no fim do período.
3.11 – Activos e Passivos financeiros
O Conselho de Administração determina a classificação dos activos e passivos financeiros,
na data do reconhecimento inicial de acordo com a NCRF 27 – Instrumentos financeiros.
Os activos e passivos financeiros podem ser classificados/mensurados como:
(a) Ao custo ou custo amortizado menos qualquer perda por imparidade; ou
(b) Ao justo valor com as alterações de justo valor a ser reconhecidas na demonstração
dos resultados.
O Grupo classifica e mensura ao custo ou ao custo amortizado, os activos e passivos
financeiros:
i) que em termos de prazo sejam à vista ou tenham maturidade definida;
86
ii) cujo retorno seja de montante fixo, de taxa de juro fixa ou de taxa variável
correspondente a um indexante de mercado; e
iii) que não possuam nenhuma cláusula contratual da qual possa resultar a perda do
valor nominal e do juro acumulado (no caso dos activos) ou alteração à responsabilidade
pelo reembolso do valor nominal e do juro acumulado a pagar (no caso dos passivos).
Para os activos e passivos registados ao custo amortizado, os juros obtidos a reconhecer
em cada período são determinados de acordo com o método da taxa de juro efectiva,
que corresponde à taxa que desconta exactamente os recebimentos de caixa futuros
estimados durante a vida esperada do instrumento financeiro.
São registados ao custo ou custo amortizado:
i) os activos financeiros que constituem empréstimos concedidos, contas a receber
(clientes, outros devedores, etc.) e instrumentos de capital próprio bem como
quaisquer contratos derivados associados, que não sejam negociados em mercado
activo ou cujo justo valor não possa ser determinado de forma fiável e
ii) os passivos financeiros que constituem financiamentos obtidos, contas a pagar
(fornecedores, outros credores, etc.) e instrumentos de capital próprio bem como
quaisquer contratos derivados associados, que não sejam negociados em mercado
activo ou cujo justo valor não possa ser determinado de forma fiável.
O Grupo classifica e mensura ao justo valor os activos financeiros que não cumpram com
as condições para ser mensurados ao custo ou custo amortizado, conforme descrito acima.
São registados ao justo valor os activos financeiros que constituem instrumentos de capital
próprio cotados em mercado activo, contratos derivados e activos financeiros detidos para
negociação. As variações de justo valor são registadas nos resultados de exercício, excepto
no que se refere aos instrumentos financeiros derivados que qualifiquem como relação de
cobertura de fluxos de caixa.
O Grupo avalia a cada data de relato financeiro a existência de indicadores de perda de
valor para os activos financeiros que não sejam mensurados ao justo valor através de
resultados. Se existir uma evidência objectiva de imparidade, o Grupo reconhece uma
perda por imparidade na demonstração de resultados.
Os activos financeiros são desreconhecidos quando os direitos ao recebimento dos fluxos
monetários originados por esses investimentos expiram ou são transferidos, assim como
todos os riscos e benefícios associados à sua posse. Uma entidade deve desreconhecer um
passivo financeiro (ou parte de um passivo financeiro) apenas quando este se extinguir,
isto é, quando a obrigação estabelecida no contrato seja liquidada, cancelada ou expire.
3.12- Caixa e equivalentes de caixa
Os montantes incluídos na rubrica de caixa e depósitos bancários correspondem aos valores
de depósitos bancários vencíveis a menos de três meses, e que possam ser imediatamente
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
mobilizáveis com risco insignificante de alteração de valor. Estes activos estão valorizados
ao custo.
Para efeitos da demonstração dos fluxos de caixa, a rubrica de ‘‘Caixa e equivalentes
de caixa’’ compreende, além da caixa e depósitos bancários, também os descobertos
bancários incluídos na rubrica de Financiamentos obtidos correntes do Balanço.
3.13- Financiamentos obtidos
Os financiamentos obtidos são inicialmente reconhecidos ao justo valor, líquido de
custos de transacção e montagem incorridos. Os financiamentos são subsequentemente
apresentados ao custo amortizado sendo a diferença entre o valor nominal e o justo valor
inicial reconhecida na demonstração dos resultados consolidados ao longo do período do
empréstimo, utilizando o método da taxa de juro efectiva.
Os financiamentos obtidos são classificados no passivo corrente, excepto se o Grupo
possuir um direito incondicional de diferir o pagamento do passivo por, pelo menos, 12
meses após a data do balanço, sendo neste caso classificados no passivo não corrente.
Os créditos sobre clientes cedidos sem recurso i.e. em que no caso de não pagamento
por parte dos Clientes a perda é assumida pela empresa de factoring são desreconhecidos
do Balanço aquando do recebimento das quantias provenientes da empresa de factoring.
Os gastos com juros relativos a financiamentos obtidos são registados na rubrica de gastos
e perdas de financiamento em resultados do exercício.
3.14- Subsídios do Governo
Os subsídios do Governo apenas são reconhecidos quando uma certeza razoável de que o
Grupo irá cumprir com as condições de atribuição dos mesmos e de que os mesmos irão
ser recebidos.
Os subsídios do Governo associados à aquisição ou produção de activos não correntes
(Subsídios ao Investimento) são inicialmente reconhecidos no capital próprio, sendo
subsequentemente imputados numa base sistemática (proporcionalmente às amortizações
dos activos subjacentes) como rendimentos do exercício durante as vidas úteis dos activos
com os quais se relacionam.
Outros subsídios do Governo (Subsídios à Exploração) são, de uma forma geral, reconhecidos
como rendimentos de uma forma sistemática durante os períodos necessários para os
balancear com os gastos que é suposto compensarem. Subsídios do Governo que têm por
finalidade compensar perdas já incorridas ou que não têm custos futuros associados são
reconhecidos como rendimentos do período em que se tornam recebíveis.
87
Os apoios do Governo sob a forma de atribuição de financiamentos reembolsáveis a taxa
bonificada, devem ser descontados na data do reconhecimento inicial, constituindo o
valor do desconto o valor do subsídio a amortizar pelo período do financiamento.
3.15- Provisões
São reconhecidas provisões apenas quando a Empresa tem uma obrigação presente (legal
ou construtiva) resultante dum acontecimento passado, é mais provável de que não que
para a liquidação dessa obrigação ocorra uma saída de recursos e o montante da obrigação
possa ser razoavelmente estimado.
O montante reconhecido das provisões consiste no valor presente da melhor estimativa
na data de relato, dos recursos necessários para liquidar a obrigação. Tal estimativa
é determinada tendo em consideração os riscos e incertezas associados à obrigação
conhecidos e avaliados pela Gestão à data de relato.
3.16- Gastos e rendimentos
Os gastos e rendimentos são registados no período a que se referem, independentemente do
seu pagamento ou recebimento, de acordo com o princípio contabilístico da especialização
dos exercícios. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e os correspondentes
réditos e gastos são reconhecidos como activos ou passivos, se se qualificarem como tal,
nas rubricas de Balanço “Outras contas a receber e a pagar” e “Diferimentos”.
3.17- Rédito
O rédito é mensurado pelo justo valor da contraprestação recebida ou a receber. O
rédito a reconhecer é deduzido do montante estimado de devoluções, descontos e outros
abatimentos. O rédito reconhecido não inclui IVA e outros impostos liquidados relacionados
com a venda.
O rédito proveniente da venda de bens é reconhecido quando todas as seguintes condições
são satisfeitas:
• Todos os riscos e vantagens da propriedade dos bens foram transferidos para o
comprador;
• O Grupo não mantém qualquer controlo sobre os bens vendidos;
• O montante do rédito pode ser mensurado com fiabilidade;
• É provável que benefícios económicos futuros associados à transacção fluam para o
Grupo;
• Os custos incorridos ou a incorrer com a transacção podem ser mensurados com
fiabilidade.
O rédito proveniente da prestação de serviços é reconhecido com referência à fase de
acabamento da transacção à data de relato, desde que todas as seguintes condições sejam
satisfeitas:
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
• O montante do rédito pode ser mensurado com fiabilidade;
•É provável que benefícios económicos futuros associados à transacção fluam para o
Grupo;
• Os custos incorridos ou a incorrer com a transacção podem ser mensurados com
fiabilidade;
• A fase de acabamento da transacção à data de relato pode ser mensurada com
fiabilidade.
3.18 - Encargos financeiros com empréstimos obtidos
Os encargos financeiros relacionados com empréstimos obtidos são geralmente
reconhecidos como gastos à medida que são incorridos na rubrica “Juros e gastos similares
suportados” da Demonstração de resultados
3.19 – Activos e Passivos Contingentes
Um Activo Contingente é um possível activo proveniente de acontecimentos passados e
cuja existência só será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais acontecimentos
futuros incertos não totalmente sob o controlo da entidade.
Os Activos Contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras para não
resultarem no reconhecimento de rendimentos que podem nunca ser realizados. Contudo,
são divulgados quando for provável a existência de um influxo futuro.
Um Passivo Contingente é:
• Uma obrigação possível que provém de acontecimentos passados e cuja existência
só será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais acontecimentos futuros
incertos não totalmente sob o controlo da entidade,
ou
• Uma obrigação presente que decorra de acontecimentos passados mas que não é
reconhecida porque:
• Não é provável que uma saída de recursos seja exigida para liquidar a obrigação,
• A quantia da obrigação não pode ser mensurada com suficiente fiabilidade.
Os Passivos Contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras para não
resultarem no reconhecimento de gastos que podem nunca se tornar efectivos. Contudo,
são divulgados sempre que existe uma probabilidade de exfluxos futuros que não seja
remota.
3.20 – Capitais Próprios
a) Capital Social
As acções ordinárias são classificadas no capital próprio. Os custos directamente atribuíveis
à emissão de novas acções ou opções são apresentados no capital próprio como uma
dedução, líquida de impostos, ao montante emitido.
88
As acções próprias adquiridas através de contrato são reconhecidas no capital próprio,
em rubrica própria. De acordo com o Código das Sociedades Comerciais, a Empresa tem
de garantir a cada momento a existência de reservas no Capital Próprio para cobertura
do valor das acções próprias, limitando o valor das reservas disponíveis para distribuição.
3.22.1 - Activos Fixos Tangíveis e Intangíveis
A determinação das vidas úteis dos activos, bem como o método de depreciação/
amortização a aplicar é essencial para determinar o montante das depreciações/
amortizações a reconhecer na demonstração dos resultados consolidados de cada exercício.
As acções próprias são registadas ao custo de aquisição, se a compra for efectuada à vista,
ou ao justo valor estimado se a compra for diferida.
Estes dois parâmetros são definidos de acordo com o melhor julgamento da Administração
para os activos em questão, considerando sempre que possível, as práticas adoptadas por
empresas do sector.
b) Distribuição de dividendos
A distribuição de dividendos a accionistas é reconhecida como um passivo na data em que
é aprovada pelos mesmos.
3.21 – Matérias ambientais
São reconhecidas provisões para matérias ambientais sempre que o Grupo tenha uma
obrigação legal ou construtiva, como resultado de acontecimentos passados, relativamente
à qual seja provável que uma saída de recursos se torne necessária para a liquidar e possa
ser efectuada uma estimativa fiável do montante dessa obrigação.
O Grupo incorre em dispêndios de carácter ambiental os quais, dependendo das suas
características, estão a ser capitalizados ou reconhecidos como um custo nos resultados
operacionais do período.
Assim, os dispêndios com equipamentos e técnicas operativas que assegurem o cumprimento
da legislação e dos regulamentos aplicáveis, bem como a redução dos impactos ambientais
para níveis que não excedam os correspondentes a uma aplicação viável das melhores
tecnologias disponíveis desde as referentes à minimização do consumo energético, das
emissões atmosféricas, da produção de resíduos e do ruído, são capitalizados quando
se destinem a servir de modo duradouro a actividade do Grupo e se relacionem com
benefícios económicos futuros, permitindo prolongar a vida útil, aumentar a capacidade
ou melhorar a segurança ou eficiência de outros activos detidos pelo Grupo.
3.22 – Principais estimativas e julgamentos apresentados
As estimativas e julgamentos com impacto nas demonstrações financeiras consolidadas
do Grupo Luís Simões são continuamente avaliados, representando à data de cada
relato a melhor estimativa da Administração, tendo em conta o desempenho histórico, a
experiência acumulada e as expectativas sobre eventos futuros que, nas circunstâncias em
causa, se acreditam serem razoáveis.
A natureza intrínseca das estimativas pode levar a que o reflexo real das situações que
haviam sido alvo de estimativa possam, para efeitos de relato financeiro, vir a diferir
dos montantes estimados. As estimativas e os julgamentos que apresentam um risco
significativo de originar um ajustamento material no valor contabilístico de activos e
passivos no decurso do exercício seguinte são as que seguem:
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
3.22.2 - Perdas por imparidade de clientes e devedores
A determinação de uma eventual perda por imparidade pode ser despoletada pela
ocorrência de diversos eventos, muitos dos quais fora da esfera de influência do Grupo,
tais como: a disponibilidade futura de financiamento, o custo de capital ou quaisquer
outras alterações, quer internas, quer externas à Empresa.
A identificação dos indicadores de imparidade, a estimativa de fluxos de caixa futuros e a
determinação do justo valor de activos implicam um elevado grau de julgamento por parte
do Conselho de Administração no que respeita à identificação e avaliação dos diferentes
indicadores de imparidade, fluxos de caixa esperados, taxas de desconto aplicáveis, vidas
úteis e valores residuais.
Em particular, da análise efectuada periodicamente aos saldos a receber poderá surgir a
necessidade de registar perdas por imparidade, sendo estas determinadas com base na
informação disponível e em estimativas efectuadas pelo Grupo dos fluxos de caixa que se
espera receber.
3.22.3 - Provisões
O Grupo analisa de forma periódica eventuais obrigações que resultem de eventos passados
e que devam ser objecto de reconhecimento ou divulgação.
A subjectividade inerente à determinação da probabilidade e montante de recursos
necessários para o pagamento das obrigações poderá conduzir a ajustamentos dos valores
registados, nomeadamente, no que se refere aos processos em curso e às contingências.
3.22.4 - Impostos diferidos
São reconhecidos activos por impostos diferidos apenas quando existe forte segurança
de que existirão lucros tributáveis futuros disponíveis para a utilização das diferenças
temporárias ou quando existam passivos por impostos diferidos cuja reversão seja
expectável no mesmo período em que os activos por impostos diferidos sejam revertidos.
A avaliação dos activos por impostos diferidos é efectuada pela Administração no final de
cada exercício, tendo em atenção a expectativa de desempenho no futuro.
89
3.22.5 – Acontecimentos subsequentes
Os acontecimentos após a data do balanço que proporcionem informação adicional
sobre condições que existiam à data do balanço “adjusting events” são reflectidos
nas demonstrações financeiras. Os eventos após a data do balanço que proporcionem
informação sobre condições que ocorram após a data do balanço “non adjusting events”
são divulgados nas demonstrações financeiras, se forem considerados materiais.
4 - FLUXOS DE CAIXA
A rubrica de Caixa e Depósitos Bancários no Balanço decompõe-se da seguinte forma:
2013
Caixa
Depósitos à Ordem
Total de caixa e depósitos Bancários
2012
17 708,27
23 768,95
714 096,95
483 673,61
731 805,22
507 442,56
O saldo de Caixa e seus Equivalentes constante na Demonstração de Fluxos de Caixa
decompõe-se da seguinte forma:
2013
Caixa
Depósitos à Ordem
Total de caixa e depósitos Bancários
Descobertos Bancários
Total de caixa e seus equivalentes a caixa
2012
17 708,27
23 768,95
714 096,95
483 673,61
731 805,22
507 442,56
(9 306 978,10)
(3 479 068,39)
(8 575 172,88)
(2 971 625,83)
5 – POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS, ALTERAÇÕES NAS ESTIMATIVAS
CONTABILÍSTICAS E ERROS
Nos exercícios de 2013 e 2012 não se verificaram alterações nas políticas contabilísticas
utilizadas.
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
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6 - PARTES RELACIONADAS
Para efeitos de apresentação destas demonstrações financeiras são considerados como
partes relacionadas todas as subsidiárias da LS – Luís Simões, SGPS, S.A. e elementos chave
na Gestão das mesmas.
6.1 – Entidades do Grupo
As Empresas do Grupo incluídas na consolidação à data de 31 de Dezembro de 2013 e 2012
são as seguintes:
Subsidiárias
Sede
Actividade
% Participação
Controlo Efectivo
Controlo Efectivo
2013
2012
RETGS (*)
LS - Luís Simões, SGPS, SA (Holding)
Moninhos - Loures
Gestão de participações sociais
Luís Simões Logística Integrada, SA (Portugal)
Moninhos - Loures
Logística e transportes
100%
100%
100%
Sim
Luís Simões Logística Integrada, SA (Espanha)
Madrid - Espanha
Logística e transportes
100%
100%
100%
Não
100%
100%
100%
Sim
Aluguer, venda e manutenção de
Sim
Reta - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, SA
Moninhos - Loures
Diagonal - Corretores de Seguros, SA
Moninhos - Loures
Mediação de seguros
100%
100%
100%
Sim
LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, SA
Moninhos - Loures
Serviços de suporte ao Grupo
100%
100%
100%
Sim
Patrimundus - Investimentos Imobiliários, SA
Solmoninhos - Consultoria, Gestão e Execução Imobiliária, Lda
viaturas
Carregado - Alenquer
Imobiliária
11,76%
100%
100%
Não
Moninhos - Loures
Imobiliária
11,51%
100%
100%
Não
(*) RETGS - Regime Especial de Tributação de Grupos de Sociedades
Não existem subsidiárias excluídas do processo de consolidação pelo método da
consolidação integral.
6.2 - Remuneração do pessoal chave da gestão
No decurso dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012 foram
atribuídas as seguintes remunerações ao pessoal chave da gestão:
Remuneração
Benefícios de curto prazo dos empregados
31.12.2013
31.12.2012
686 391,13
329 484,11
686 391,13
329 484,11
O Conselho de Administração do Grupo e a Direcção de Serviços Partilhados foram
considerados, de acordo com a NCRF 5, como sendo os únicos elementos “chave” da
gestão.
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
91
6.3 – Transacções com partes relacionadas
a) Natureza do relacionamento com as partes relacionadas
Natureza do relacionamento
Natureza do relacionamento
(Serviços que presta)
(Serviços que recebe)
Suprimentos
Dividendos
Varanda do Vale, SGPS, S.A.
Suprimentos
Dividendos
Mira Serra, SGPS, S.A.
Suprimentos
Dividendos
Outros accionistas
Suprimentos
Dividendos
Outras partes relacionadas
Leonel Simões & Filhas,
SGPS,S.A.
b) Quantias de transacções e saldos pendentes com partes relacionadas
Ano
Suprimentos
Prestações Acessórias
Juros Suportados
Obtidos
Outras partes relacionadas:
Leonel Simões & Filhas,
SGPS,S.A.
Varanda do Vale, SGPS, S.A.
Mira Serra, SGPS, S.A.
Outros
2012
110 000,00
2 276 800,00
6 541,68
2013
110 000,00
2 276 800,00
4 994,02
2012
110 000,00
2 276 800,00
6 541,68
2013
110 000,00
2 276 800,00
4 994,02
2012
110 000,00
2 276 800,00
6 541,68
2013
110 000,00
2 276 800,00
2012
3 440 936,77
-
181 260,80
2013
3 877 050,00
-
164 508,40
4 994,02
92
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
7 - ACTIVOS INTANGÍVEIS
7.1 — Divulgações para cada classe de activos intangíveis, distinguindo entre
os activos intangíveis gerados internamente e outros activos intangíveis:
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e em 2012 o movimento ocorrido
na quantia escriturada dos activos intangíveis, bem como nas respectivas amortizações
acumuladas e perdas por imparidade, foi o seguinte:
Programas computador
Outros activos intangíveis
Activos intangíveis em curso
Total
Valores em 01.01.2012
Quantias brutas escrituradas
Amortizações e perdas por imparidade acumuladas
Quantias líquidas escrituradas
Adições
Transferências
Amortizações
4 101 380,10
-
54 628,00
4 156 008,10
(2 828 513,68)
-
-
(2 828 513,68)
1 272 866,42
-
54 628,00
1 327 494,42
584 511,24
249 159,99
-
335 351,25
18 328,00
-
(18 328,00)
-
(487 195,86)
-
-
(487 195,86)
4 368 868,09
-
371 651,25
4 740 519,34
(3 315 709,54)
-
-
(3 315 709,54)
Valores em 31.12.2012
Quantias brutas escrituradas
Amortizações e perdas por imparidade acumuladas
1 053 158,55
-
371 651,25
1 424 809,80
Adições
Quantias líquidas escrituradas
334 865,11
690 476,12
2 367,17
1 027 708,40
Transferências
371 651,25
-
(371 651,25)
-
(523 877,72)
-
-
(523 877,72)
109,70
-
-
109,70
-
(48 000,00)
-
(48 000,00)
Amortizações
Reversões
Perdas por imparidade
Valores em 31.12.2013
Quantias brutas escrituradas
Amortizações e perdas por imparidade acumuladas
Quantias líquidas escrituradas
7.2 - ACTIVOS INTANGÍVEIS COM TITULARIDADE RESTRINGIDA, E DADOS COMO
GARANTIAS DE PASSIVOS
O Grupo detém Activos Intangíveis com vida útil indefinida referentes à aquisição de uma
carteira de seguros pelo valor de 690.476,12 Euros. No final do período findo em 31 de
Dezembro de 2013, o Grupo procedeu a um teste de imparidade a este activo, tendo como
metodologia a projecção dos fluxos de caixa futuros, tendo determinado uma perda por
imparidade no valor de 48.000 Euros. Os fluxos de caixa foram descontados a uma taxa de
juro média de mercado antes de impostos ajustada para o risco da actividade.
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
5 075 384,45
690 476,12
2 367,17
5 768 227,74
(3 839 477,56)
(48 000,00)
-
(3 887 477,56)
1 235 906,89
642 476,12
2 367,17
1 880 750,18
7.3 —Activos Intangíveis com titularidade restringida, e dados como
garantias de passivos
Os Programas de Computador não são propriedade do Grupo, a qual se limita a ter os
respectivos direitos de uso nos termos do contrato celebrado com o fornecedor.
Não existem activos intangíveis dados como garantias de passivos.
7.4 — Compromissos futuros para aquisição de activos intangíveis
Não existem compromissos futuros para aquisição de activos intangíveis.
93
8 - ACTIVOS FIXOS TANGÍVEIS
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e em 2012 o movimento ocorrido
na quantia escriturada dos activos fixos tangíveis, bem como nas respectivas depreciações
acumuladas e perdas por imparidade, foi o seguinte:
Terrenos e
Edifícios e
Equipamento
Equipamento
Equipamento
Outros activos
Activos fixos tan-
recursos naturais
outras construções
básico
de transporte
administrativo
fixos tangíveis
gíveis em curso
Totais
Valores em 01.01.2012
Quantias brutas escrituradas
12 168 068,98
63 392 837,96
79 208 269,70
810 306,56
7 118 419,72
1 980 361,14
2 842 931,60
167 521 195,66
-
(24 991 702,32)
(37 649 719,54)
(518 037,89)
(5 805 729,41)
(1 019 642,16)
-
(69 984 831,32)
12 168 068,98
38 401 135,64
41 558 550,16
292 268,67
1 312 690,31
960 718,98
2 842 931,60
97 536 364,34
Adições
-
160 031,29
2 627 504,19
-
645 484,06
89 913,39
990 663,15
4 513 596,08
Transferências
-
-
701 979,72
-
23 142,29
-
(725 122,01)
-
Quantias brutas escrituradas
-
-
(11 656 882,19)
-
(15 115,24)
(3 212,00)
(10 015,00)
(11 685 224,43)
Amortizações e perdas por imparidade acumuladas
-
-
8 930 327,98
-
12 765,55
1 113,39
-
8 944 206,92
Depreciações
-
(2 534 706,98)
(9 045 767,94)
(87 383,04)
(620 648,59)
(174 514,14)
-
(12 463 020,69)
Reversões
-
-
347,48
-
-
-
-
347,48
Depreciações e perdas por imparidade acumuladas
Quantias líquidas escrituradas
Alienações, sinistros e abates
-
Valores em 31.12.2012
Quantias brutas escrituradas
12 168 068,98
63 552 869,25
70 880 871,42
810 306,56
7 771 930,83
2 067 062,53
3 098 457,74
160 349 567,31
-
(27 526 409,30)
(37 764 812,02)
(605 420,93)
(6 413 612,45)
(1 193 042,91)
-
(73 503 297,61)
12 168 068,98
36 026 459,95
33 116 059,40
204 885,63
1 358 318,38
874 019,62
3 098 457,74
86 846 269,70
Adições
-
503 883,65
6 042 694,39
36 500,00
314 485,40
80 500,52
297 775,89
7 275 839,85
Transferências
-
31 047,42
456 139,83
-
2 123,40
-
(489 310,65)
-
Depreciações e perdas por imparidade acumuladas
Quantias líquidas escrituradas
Alienações, sinistros e abates
Quantias brutas escrituradas
-
-
(6 576 466,88)
-
(46 357,67)
(198 879,29)
(23 921,40)
(6 845 625,24)
Amortizações e perdas por imparidade acumuladas
-
-
4 766 631,33
-
33 210,95
120 948,37
-
4 920 790,65
Depreciações
-
(2 543 248,33)
(7 866 776,80)
(93 466,37)
(544 616,83)
(169 256,52)
-
(11 217 364,85)
Reversões
-
141,76
-
-
-
-
-
141,76
Perdas por imparidade
-
-
-
-
-
-
-
-
12 168 068,98
64 087 800,32
70 803 238,76
846 806,56
8 042 181,96
1 948 683,76
2 883 001,58
160 779 781,92
-
(30 069 515,87)
(40 864 957,49)
(698 887,30)
(6 925 018,33)
(1 241 351,06)
-
(79 799 730,05)
12 168 068,98
34 018 284,45
29 938 281,27
147 919,26
1 117 163,63
707 332,70
2 883 001,58
80 980 051,87
Valores em 31.12.2013
Quantias brutas escrituradas
Depreciações e perdas por imparidade acumuladas
Quantias líquidas escrituradas
94
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
8.1 —Titularidade de activos fixos tangíveis dados como garantia de passivos
Não existem activos tangíveis dados como garantias de passivos, nem hipotecas sobre
Terrenos e os Edifícios que sejam propriedade do Grupo nos exercícios findos em 31 de
Dezembro de 2013 e 2012.
8.2 — Dispêndios reconhecidos na quantia escriturada de cada um dos
seguintes itens do activo fixo tangível no decurso da sua construção
A quantia de dispêndios reconhecida no activo fixo tangível em curso decompõe-se da
forma indicada no quadro seguinte:
Viaturas em Preparação
Terminal Azambuja
Outros
31.12.2013
31.12.2012
279 006,20
372 399,17
2 602 364,56
2 619 103,15
1 630,82
106 955,42
2 883 001,58
3 098 457,74
9.2 - Pagamentos mínimos futuros da locação e o seu valor presente
Os pagamentos mínimos das locações financeiras em 31 de Dezembro de 2013 e 2012 são
detalhados conforme se segue:
31.12.2013
31.12.2012
Valor
Pagamentos
Mínimos
Valor
Pagamentos
Presente de
Presente de
Mínimos
Pagamentos
Pagamentos
Até 1 ano
7 403 800,44
7 135 699,60
8 310 850,95
7 911 625,33
Entre 1 ano e 5 anos
9 662 098,42
9 506 106,83
15 371 560,93
14 734 636,20
A mais de 5 anos
Total dos pagamentos minimos
Encargos financeiros
Valor presente dos pagamentos mínimos
-
-
1 853 524,11
1 841 991,04
17 065 898,87
16 641 806,43
25 535 935,99
24 488 252,57
(424 092,45)
n/a (*)
(1 047 683,42)
n/a (*)
16 641 806,42
16 641 806,43
24 488 252,57
24 488 252,57
* não aplicável
8.3 — Quantia incluída nos resultados, relativa a compensação de terceiros
por itens do activo fixo tangível com imparidade, perdidos ou cedidos
Durante o exercício foi reconhecido nos resultados o valor de 139.324,74 Euros relativo a
indemnizações a receber de seguradoras relativas a sinistros por perda total de viaturas.
No exercício de 2012 o montante reconhecido ascendeu a 25.069,00 Euros.
9 – Locações
9.3 - Descrição geral dos acordos de locação significativos:
O Grupo tem contratos de locação para terrenos e edifícios, para diversos itens de
equipamento básico de transporte (incluindo tractores e semi reboques) e de equipamento
básico de armazém (estantaria e equipamento armazém automático do Futuro). Apresenta
ainda um contrato de locação para aquisição de software, registado em activos intangíveis.
Os contratos referidos não prevêem rendas contingentes e incluem opção de compra.
Locações financeiras
Locações operacionais
9.1 - Quantia escriturada líquida à data do balanço
A quantia escriturada líquida dos bens em regime de locação financeira à data de balanço,
para cada categoria de activo, é a constante do quadro seguinte:
31.12.2013
9.4 - Pagamentos mínimos futuros
Os futuros pagamentos mínimos das locações operacionais em 31 de Dezembro 2013 e
2012 são detalhados conforme se segue:
31.12.2012
Activos Fixos Tangíveis
Terrenos e recursos naturais
31.12.2013
4 207 187,81
4 207 187,81
Edifícios e outras construções
13 152 922,58
13 611 431,25
Equipamento básico
16 394 292,76
19 739 708,59
33 754 403,15
37 558 327,65
Activos Intangíveis
Programas de Computador
Pagamentos futuros mínimos
Gasto do exercício
Alugueres Imóveis
Alugueres de Viaturas Ligeiras
304 304,00
470 071,04
Alugueres de Viaturas Pesadas
304 304,00
470 071,04
Alugueres de Empilhadores
34 058 707,15
38 028 398,69
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
Até 1 ano
1 ano e
A mais de
5 anos
5 anos
5 688 139,93
5 148 591,18
2 688 365,63
-
425 464,17
344 712,67
407 299,16
-
628 288,85
491 496,00
1 028 202,00
-
1 551 580,45
1 275 725,92
1 493 115,62
-
8 293 473,40
7 260 525,77
5 616 982,41
-
95
31.12.2012
Pagamentos futuros mínimos
Gasto do exercício
Alugueres Imóveis
Alugueres de Viaturas Ligeiras
Alugueres de Viaturas Pesadas
Alugueres de Empilhadores
Até 1 ano
1 ano e
A mais de
5 anos
5 anos
5 631 540,29
3 396 685,91
4 542 907,62
-
371 687,61
303 905,68
311 691,01
-
465 462,97
383 020,00
1 222 599,00
-
1 755 736,86
1 426 576,13
2 317 415,23
-
8 224 427,73
5 510 187,72
8 394 612,86
-
O Grupo reconheceu na Demonstração de Resultados por Naturezas consolidadas, na
rubrica Outros Rendimentos e Ganhos, um montante de 16.975,32 Euros (17.192,21 Euros
em 2012) relativo a rendas de Propriedades de Investimento.
11 – Inventários
11.1 – Quantia total escriturada de inventários
Em 31 de Dezembro de 2013 e em 2012, os inventários do Grupo eram detalhados conforme
se segue:
31.12.2013
10 – PROPRIEDADES DE INVESTIMENTO
Mercadorias
Matérias-Primas, subsidiárias e de consumo
As propriedades de investimento são compostas por terrenos e edifícios não afectos à
actividade do Grupo e apresentam a seguinte evolução:
2013
2012
A 1 de Janeiro
Valor bruto
422 560,15
393 655,16
Depreciações acumuladas
(22 254,57)
(14 836,34)
Valor líquido
400 305,58
378 818,82
-
28 904,99
Adições
Transferências de inventários
202 023,39
Transferências para gasto
(28 231,25)
Depreciações
(7 428,51)
Produtos acabados e intermédios
31.12.2012
1 471 199,88
1 170 695,74
850 045,34
888 822,70
-
202 023,39
2 321 245,22
2 261 541,83
Os inventários indicados no quadro acima correspondem a terrenos, peças adquiridas para
reparações e manutenção de viaturas e combustível para utilização nas viaturas próprias
e cedência a subcontratados.
Atendendo à sua natureza e finalidade, o Grupo procedeu à reclassificação dos inventários,
relativos a um activo que se encontra actualmente arrendado, para propriedades de
investimento.
(7 418,23)
A 31 de Dezembro
Valor bruto
596 352,29
422 560,15
Depreciações acumuladas
(29 683,08)
(22 254,57)
Valor líquido
566 669,21
400 305,58
As propriedades de investimento têm como finalidade a cedência de exploração a
entidades externas.
O justo valor dos activos à data do balanço não diverge significativamente dos valores
apresentados nas demonstrações financeiras do Grupo a essa data.
Em 31 de Dezembro de 2013 não existiam propriedades de investimento apresentadas
como garantias a terceiros.
Em 31 de Dezembro de 2013 não existiam obrigações contratuais significativas de compra,
construção ou desenvolvimento de propriedades de investimento.
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
96
11.2 – Quantia de inventários reconhecida como gasto durante no período
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, as quantias de inventários
reconhecidas como gasto foram as seguintes:
Mercadorias
MP, subsid.
Total
consumo
Inventários em 1 de Janeiro de 2012
1 151 263,43
1 195 502,66
2 346 766,09
Compras
2 312 155,50
12 793 271,33
15 105 426,83
Transferências
(333 148,67)
-
(333 148,67)
Regularizações de inventários
-
(73 880,82)
(73 880,82)
Existências em 31 de Dezembro de 2012
1 170 695,74
888 822,70
2 059 518,44
Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas
1 959 574,52
13 026 070,47
14 985 644,99
Inventários em 1 de Janeiro de 2013
1 170 695,74
888 822,70
2 059 518,44
Compras
3 036 547,49
12 318 613,66
15 355 161,15
-
-
-
Transferências
Regularizações de inventários
-
(87 828,91)
(87 828,91)
Existências em 31 de Dezembro de 2013
1 471 199,88
850 045,34
2 321 245,22
Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas
2 736 043,35
12 269 562,11
15 005 605,46
11.3 – Quantia de ajustamento reconhecida como gasto do período
2013
Perdas por imparidade:
3 956,65
Mercadorias
Reversões de Perdas por Imparidade:
Mercadorias
2012
18 255,90
-
18 255,90
3 956,65
12 – Rédito
O rédito reconhecido pelo Grupo em 2013 e em 2012 é detalhado conforme se segue:A
97
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
2013
2012
Venda de Mercadorias
Mercadorias
2 048 712,53
Produtos Acabados e Intermédios
Descontos e Abatimentos
2 053 062,69
-
615,27
(20 895,66)
(8 165,08)
2 027 816,87
2 045 512,88
206 341 337,21
203 946 356,79
Prestação de Serviços
Serviços
Descontos e Abatimentos
(52 292,56)
(29 431,94)
206 289 044,65
203 916 924,85
208 316 861,52
205 962 437,73
A repartição do rédito apurado por negócio e por mercados geográficos é a seguinte::
2013
Logística
Transportes
Outros
2012
86 172 522,45
83 404 944,04
113 884 254,99
114 688 079,35
8 260 084,08
7 869 414,34
208 316 861,52
205 962 437,73
2013
2012
Mercado Interno
195 697 900,31
193 222 532,89
Mercado Externo
12 618 961,21
12 739 904,84
208 316 861,52
205 962 437,73
13 - PROVISÕES, PASSIVOS CONTINGENTES E ACTIVOS
CONTINGENTES
13.1 - Provisões
O movimento ocorrido na rubrica de provisões durante os exercícios findos em 31 de
Dezembro de 2013 e 2012, encontra-se reflectido no quadro seguinte:
Provisões para processos
Outras provisões
judiciais em curso
Total
A 1 de Janeiro de 2012
69 542,10
210 083,39
279 625,49
Utilizações no ano
(70 480,00)
(25 700,00)
(96 180,00)
Reversões do ano
(10 895,94)
(184 383,39)
(195 279,33)
Aumentos do ano
145 300,06
8 500,00
153 800,06
A 31 de Dezembro de 2012
133 466,22
8 500,00
141 966,22
A 1 de Janeiro de 2013
133 466,22
8 500,00
141 966,22
Utilizações no ano
-
-
Reversões do ano
(4 528,98)
-
(4 528,98)
Aumentos do ano
114 321,75
333 076,00
447 397,75
A 31 de Dezembro de 2013
243 258,99
341 576,00
584 834,99
98
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
14 – SUBSÍDIOS E APOIOS DO GOVERNO
A natureza e extensão dos subsídios do governo reconhecidos nas demonstrações
financeiras consolidadas encontram-se descriminados no quadro seguinte:
2013
Subsídios do Estado
Subsídios de Outras Entidades
2012
-
-
60 453,08
32 102,78
60 453,08
32 102,78
O Grupo em 2013 e em 2012 não beneficiou directamente de quaisquer outras formas de
apoio do Governo.
15 - ALTERAÇÕES EM TAXAS DE CÂMBIO
No decurso dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012 não foram reconhecidos
rendimentos e gastos relativos a diferenças de câmbio favoráveis e desfavoráveis.
16 – ACONTECIMENTOS APÓS A DATA DO BALANÇO
Não se registaram eventos subsequentes a 31 de Dezembro de 2013 que pela sua relevância
e materialidade requeiram ajustamento ou divulgação, conforme descrito na nota 3.22.
17 - IMPOSTOS SOBRE O RENDIMENTO
O Grupo encontra-se sujeito a Imposto sobre os Rendimentos das Pessoas Colectivas (IRC),
sendo a taxa actual de 25% acrescida de Derrama à taxa máxima de 1,5% sobre o lucro
tributável, atingindo uma taxa de imposto agregada de 26,5%.
lucro tributável do grupo, através da soma algébrica dos lucros tributáveis e dos prejuízos
fiscais apurados nas declarações de rendimentos de cada um das sociedades dominadas
pertencentes ao RETGS.
O encargo do ano com imposto a pagar é contabilizado em cada uma das empresas que
fazem parte do Grupo em função do respectivo lucro tributável. O eventual ganho ou
perda decorrente do RETGS é reconhecido em cada uma das empresas pertencentes ao
Grupo Fiscal.
De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e
correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (cinco anos
para a Segurança Social), excepto quando tenham havido prejuízos fiscais, ou estejam
em curso inspecções, reclamações ou impugnações, casos estes em que, dependendo das
circunstâncias, os prazos são prolongados ou suspensos. Deste modo, as declarações fiscais
da Empresa relativas aos exercícios de 2010 a 2013 poderão vir ainda a estar sujeitas
a revisão e correcção. O Conselho de Administração entende que eventuais correcções
resultantes de revisões/inspecções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações
de impostos não terá um efeito limitativo nas demonstrações financeiras em análise.
Para os exercícios de 2013 e subsequentes, foram ainda alteradas as regras de dedução
de prejuízos fiscais reportáveis (PFR). O prazo de reporte dos PFR apurados em períodos
de tributação iniciados em ou após 1 de Janeiro de 2014 passou para doze períodos de
tributação (este prazo é de cinco anos para os PFR apurados nos períodos de tributação de
2012 e 2013, de quatro anos para os PFR apurados nos períodos de tributação de 2010 e
2011 e de seis anos para os períodos de tributação anteriores). Adicionalmente, a dedução
dos PFR passou a estar limitada a 70% do lucro tributável, sendo esta regra aplicável às
deduções efectuadas nos períodos de tributação iniciados em ou após 1 de Janeiro de
2014, independentemente dos períodos de tributação em que tenham sido apurados (em
2013 este limite é de 75%).
Nos termos do artigo 88º do CIRC, a Empresa está sujeita a tributação autónoma sobre um
conjunto de encargos às taxas aí previstas.
Algumas empresas do Grupo, subsidiárias em Portugal (conforme indicado na nota 6.1)
encontram-se desde o exercício de 2007, englobadas no Regime Especial de Tributação de
Grupos de Sociedades (“RETGS”), nos termos do artigo 69º e seguintes do CIRC, liderado
pela accionista LS – Luís Simões, S.G.P.S., S.A.. A subsidiária estrangeira é tributada de
acordo com as regras fiscais vigentes no respetivo país de origem.
A LS – Luís Simões SGPS, SA, como sociedade dominante, é responsável pelo cálculo do
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
99
17.1 — Divulgação separada dos seguintes principais componentes de gasto
(rendimento) de impostos:
Imposto Corrente
IRC do ano
Imposto Diferido
Originados e objecto de reversão por diferenças temporárias
Provisões e ajustamentos
Limitação depreciação e amortização AFT e AI (Ley 16/2012)
Leaseback
2012
Benefícios fiscais SIFIDE
740 372,55
494 310,11
334 453,03
62 175,66
(173 412,83)
-
8 297,42
19 760,59
(191 781,83)
11 199,77
-
(26 039,89)
171 186,85
347 892,84
171 186,85
347 892,84
138 326,27
177 263,20
41 349,05
38 447,39
138 326,27
177 263,20
759 277,39
599 853,63
309 513,12
525 156,04
(6 693,33)
(10 261,47)
Outras operações
Ajustamentos transição SNC
Passivos por impostos diferidos:
Leaseback
b) Ajustamentos reconhecidos no período de impostos correntes de períodos
anteriores;
O Ajustamento reconhecido no período de impostos correntes de períodos anteriores é o
indicado no quadro seguinte:
2013
Excesso de Estimativa para Impostos
2012
Prejuízos fiscais
a) Gasto (rendimento) por impostos;
O Gasto (rendimento) por impostos é o indicado no quadro seguinte:
2013
2013
Activos por impostos diferidos:
Relocação de imóvel
Reservas de reavaliação realizadas no período
(22 318,70)
(13 307,79)
(591 939,09)
(399 021,16)
(620 951,12)
(422 590,42)
138 326,27
177 263,20
2012
4 409,38
-
4 409,38
-
c) Quantia de gasto (rendimento) por impostos diferidos relacionada com a origem e
reversão de diferenças temporárias;
A quantia de gasto (rendimento) por impostos diferidos relacionada com a origem e
reversão de diferenças temporárias encontra-se evidenciada no quadro seguinte:
100
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
d) Quantia de gasto (rendimento) por impostos diferidos relacionada com alterações
nas taxas de tributação ou com o lançamento de novos impostos;
Foi registada a alteração da taxa de tributação do IRC de 25% para 23% a partir do exercício
de 2014. Esta alteração teve impacto nos Impostos Diferidos, pelo que a quantia de gasto
por impostos diferidos sofreu um impacto de 162.207 euros.
e) Gasto por impostos diferidos provenientes de uma redução, ou reversão de uma
diminuição anterior, de um activo por impostos diferidos;
O efeito no Gasto por Impostos Diferidos de ajustamentos em contas de Impostos Diferidos
Activos é o indicado no quadro seguinte:
2013
Reversão de Ajustamentos e Provisões anteriores
Mais-Valias resultantes do Leaseback
Prejuízos fiscais utilizados no exercício
Ajustamentos transição SNC
535 799,14
2012
521 602,76
8 297,42
19 760,59
1 493 668,84
495 899,46
41 349,05
38 447,39
2 079 114,45
1 075 710,20
17.2 — Relacionamento entre gasto (rendimento) de impostos e lucro
contabilístico:
A reconciliação numérica entre a taxa média efectiva de imposto e a taxa de imposto
101
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
Base de Imposto
Taxa de Imposto
2013
Resultado antes de impostos
2012
(731 087,25)
Taxa de imposto sobre o rendimento em Portugal
Imposto sobre o Rendimento à taxa nominal
2013
2012
1 244 270,22
26,50%
26,50%
(193 738,12)
328 169,11
26,50%
26,50%
-15,26%
53,73%
Rendimentos não tributáveis
Correcções relativas a exercícios anteriores
Reversão de perdas de imparidade tributadas em anos anteriores
Reversão de provisões tributadas em anos anteriores
Restituição de Impostos não dedutíveis e excesso da estimativa para impostos
Mais Valias Contabilísticas
Benefícios Fiscais
Variações patrimoniais negativas
-
2 141,00
1 843 515,18
1 497 694,25
142 900,59
575 704,14
4 409,38
-
2 637 757,76
2 482 346,47
25 684,61
411 655,55
145 084,45
145 084,45
4 799 351,97
5 114 625,86
Gastos não dedutíveis para efeitos fiscais
Diferenças Amortizações/Resultados apurados na Consolidação
Depreciações e amortizações não aceites como custos
Donativos
IRC e outros impostos incidentes sobre os lucros
Multas, coimas e juros compensatórios
Encargos não devidamente documentados
Mais Valias Fiscais
Registo de perdas de imparidade
Correcções relativas a exercícios anteriores
Outros
Lucro tributável/Prejuízo fiscal
Taxa de imposto sobre o rendimento em Portugal
Taxa da derrama
IRC Calculado
Derrama
263 959,14
-
1 623 880,66
2 046 706,97
3 852,90
1 022,50
154 216,63
19 629,08
59 513,78
83 872,77
534,95
192,72
2 601 628,31
2 374 589,84
781 782,98
1 855 115,18
-
98 358,93
64 545,89
65 223,39
5 553 915,24
6 544 711,38
23 476,03
2 674 355,75
25,00%
25,00%
1,50%
1,50%
111 584,08
668 588,94
37 156,65
35 395,58
Tributação autónoma
82 725,34
81 378,62
Benefícios Fiscais utilizados
(1 944,49)
(11 199,77)
-
(2 362,90)
Utilização de prejuízos fiscais
Efeito da existência de taxas de imposto diferentes das em vigor em Portugal
(58 334,73)
(191 082,74)
Efeito do aumento / reversão de impostos diferidos
138 326,27
(55 561,69)
197 929,04
(143 432,90)
(27,07%)
(11,53%)
309 513,12
525 156,04
(42,34%)
42,21%
Imposto sobre o rendimento do período
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
102
17.3 — Explicação de alterações na taxa de imposto aplicável comparada com
o período contabilístico anterior.
Não houve alterações na taxa de imposto aplicável comparada com o período contabilístico
anterior.
17.4 — Quantia (e a data de extinção, se houver) de diferenças temporárias
dedutíveis, perdas fiscais não usadas, e créditos por impostos não
usados relativamente aos quais nenhum activo por impostos diferidos foi
reconhecido no balanço.
A quantia e a data de extinção de diferenças temporárias dedutíveis, perdas fiscais não
usadas, e créditos por impostos não usados relativamente aos quais nenhum activo por
impostos diferidos foi reconhecido no balanço são as indicadas no quadro seguinte:
Data de extinção
2013
2012
Prejuízos Fiscais que a empresa
considera não recuperáveis:
Prejuízos Fiscais 2008
2014
1.407.870,27
-
Prejuízos Fiscais 2009
2015
1.575.379,73
-
2.983.250,00
-
Benefícios fiscais:
SIFIDE 2007
2013
-
72.567,09
SIFIDE 2008
2014
839.650,18
839.650,18
839.650,18
912.217,27
Os Prejuízos Fiscais que a Empresa considera não recuperáveis respeitam à sua subsidiária
LSLI-PT, incluída no RETGS.
17.5 — Quantia agregada de diferenças temporárias associadas com
investimentos em subsidiárias, sucursais e associadas e interesses
em empreendimentos conjuntos, relativamente aos quais não foram
reconhecidos passivos por impostos diferidos.
Não há diferenças temporárias associadas com investimentos em subsidiárias, sucursais
e associadas e interesses em empreendimentos conjuntos, relativamente aos quais não
tenham sido reconhecidos passivos por impostos diferidos.
17.6 — Por cada tipo de diferença temporária e com respeito a cada tipo de
perdas por impostos não usadas e créditos por impostos não usados:
a) Quantia de activos e passivos por impostos diferidos reconhecidos no balanço para
cada período apresentado;
As quantias de activos e passivos por impostos diferidos reconhecidos no balanço para cada
período apresentado por cada tipo de diferença temporária e com respeito a cada tipo de
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
103
perdas por impostos não usadas e créditos por impostos não usados são as indicadas no
quadro seguinte:
Balanço
2013
Demonstração de Resultados
2012
2013
2012
Activos por impostos diferidos
Despesas de instalação
1 041,44
2 252,90
(1 211,46)
(1 126,46)
34 504,25
74 641,84
(40 137,59)
(37 320,93)
3 261 224,41
2 507 928,11
753 296,30
27 629,47
(1 989 568,30)
(495 899,46)
(1 493 668,84)
(495 899,46)
1 271 656,11
2 012 028,65
(740 372,54)
(468 269,99)
387 637,70
195 855,87
191 781,83
(11 199,77)
1 785 315,09
1 583 968,98
201 346,11
459 426,79
(1 581 419,71)
(1 045 620,57)
(535 799,14)
(521 602,76)
203 895,38
538 348,41
(334 453,03)
(62 175,97)
173 412,83
-
173 412,83
-
-
8 297,42
(8 297,42)
(19 760,59)
2 072 147,71
2 831 425,09
(759 277,38)
(599 853,70)
2 072 147,71
2 831 425,09
(759 277,38)
(599 853,70)
Ajustamentos referentes a produtos derivados
Outras
Prejuízos Fiscais-Constituições (*)
Prejuízos Fiscais-Utilização (*)
Benefícios Fiscais
Provisões não aceites fiscalmente:
Constituição de provisões não aceites fiscalmente
Reversão de Provisões não aceites fiscalmente
Limitação depreciação e amortização AFT e AI (Ley 16/2012)
Relocação Financeira
Balanço
2013
Demonstração de Resultados
2012
2013
2012
Passivos por impostos diferidos
Relocação Financeira-Amortizações não aceites
119 855,36
148 867,39
(29 012,03)
(23 569,26)
2 830 447,26
3 422 386,33
(591 939,08)
(399 021,34)
2 950 302,62
3 571 253,72
(620 951,11)
(422 590,60)
Outras
Revalorização de activos fixos tangíveis
104
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
À data de 31 de Dezembro de 2013, o montante dos prejuízos fiscais por deduzir e os anos
limite para a sua dedução são os seguintes:
Passivos:
31.12.2013
31.12.2012
Não Corrente
Ano do Prejuízo Fiscal
Prejuízo Fiscal
Ano limite para utilização
2003
228.971,00
2018 (*)
2009
3.532.041,85
2015
2011
2.248.854,77
2015
2012
29.070,84
2030 (*)
2013
411.693,12
2031 (*)
Financiamentos obtidos
23 240 359,26
31 799 585,34
35 100 497,16
28 092 809,83
-
7 108,60
Financiamentos obtidos
25 316 480,06
22 359 087,94
Outras contas a pagar
10 680 010,19
13 042 737,72
94 337 346,67
95 301 329,43
Corrente
Fornecedores
Adiantamento de clientes
(*) Os prejuízos fiscais em Espanha podem ser utilizados durante um prazo de 18 anos
Instrumentos de Capital:
Capital
18 - Instrumentos financeiros
31.12.2013
31.12.2012
Não Corrente
Participações financeiras - Outros métodos - Outras empresas
Outros activos financeiros
58 794,86
59 859,86
736 110,78
818 675,28
Corrente
Clientes
Adiantamentos a fornecedores
Outras contas a receber
Outros activos financeiros
Caixa e bancos
Outros instrumentos de capital
31.12.2012
30 000 000,00
29 578 950,00
-
(1 360 271,75)
6 830 400,00
6 830 400,00
36 830 400,00
35 049 078,25
Acções próprias
18.1 – Rubricas de balanço abrangidas pelas divulgações da presente nota
As divulgações desta nota abrangem as seguintes rubricas do balanço:
Activos:
31.12.2013
18.2 – Activos financeiros mensurados ao custo
Os activos financeiros mensurados ao custo são os indicados no quadro seguinte:
31.12.2013
31.12.2012
Participações financeiras - outros métodos
Participações de capital em empresas não cotadas
58 794,86
59 859,86
720 270,80
802 835,30
Outros activos financeiros
52 105 602,51
48 766 417,25
315 559,26
233 468,17
3 852 196,33
3 400 724,18
-
30 149,81
731 805,22
507 442,56
57 800 068,96
53 816 737,11
Cauções
Outros
Clientes c/c
Adiantamentos a fornecedores
15 839,98
15 839,98
52 105 602,51
48 766 417,25
315 559,26
233 468,17
2 357 679,26
1 305 438,30
Outras contas a receber - Corrente
Devedores por acréscimo de rendimentos
Pessoal
Outros devedores
13 282,90
10 281,04
1 481 234,17
2 085 004,84
-
30 149,81
Outros activos financeiros
Outros depósitos
105
Caixa e depósitos bancários
Caixa
Outros depósitos bancários
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
17 708,27
23 768,95
714 096,95
483 673,61
57 800 068,96
53 816 737,11
18.3 – Activos financeiros mensurados ao custo para os quais foi
reconhecida imparidade
Os Activos Financeiros mensurados ao custo para os quais foi reconhecida imparidade
encontram-se descritos no quadro seguinte:
31.12.2013
31.12.2012
Clientes
Quantia bruta
57 527 070,58
54 223 030,86
Imparidade acumulada
(5 421 468,07)
(5 456 613,61)
Quantia escriturada líquida
52 105 602,51
48 766 417,25
Os contratos de factoring celebrados pelo Grupo são sem recurso e apresentam um limite
máximo de 7.300.000,00 Euros
18.4 – Passivos financeiros mensurados ao custo ou ao custo amortizado
Os passivos financeiros mensurados ao custo ou ao custo amortizado são os indicados no
quadro seguinte:
31.12.2013
31.12.2012
Financiamentos - Não correntes
Empréstimos bancários
9 527 202,43
11 453 264,98
Locações Financeiras
9 506 106,83
16 575 383,59
Participantes de Capital
4 207 050,00
3 770 936,77
35 100 497,16
28 092 809,83
-
7 108,60
Empréstimos bancários
8 873 802,34
9 028 162,09
Descobertos bancários
9 306 978,10
5 418 057,01
Locações Financeiras
7 135 699,62
7 912 868,84
Fornecedores
Adiantamento de clientes
Financiamentos obtidos - Correntes
Outras contas a pagar - Correntes
Fornecedores de Investimentos
Acréscimo para férias e sub. férias
760 654,88
1 054 446,46
3 296 898,14
3 620 543,18
Prémios e ajudas de custo
336 771,61
200 193,00
Acréscimo subcontratação
3 708 426,68
4 551 020,96
Outros Acréscimos de Gastos
1 173 384,73
1 129 480,23
63 094,78
22 533,30
1 340 779,37
2 464 520,59
94 337 346,67
95 301 329,43
Pessoal
Outras contas a pagar
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
106
18.6 – Ganhos líquidos e perdas líquidas reconhecidas
A maturidade dos Financiamentos não correntes é a seguinte:
31.12.2013
31.12.2012
Enpréstimos bancários
Entre 1 ano e 5 anos
8 223 447,63
10 100 503,72
A mais de 5 anos
1 303 754,80
1 352 761,26
9 527 202,43
11 453 264,98
9 506 106,83
14 746 789,72
Rendimentos e gastos
Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012 os rendimentos, gastos, ganhos
e perdas relacionados com instrumentos financeiros são detalhados conforme se segue:
31.12.2013
Locações financeiras
Entre 1 ano e 5 anos
A mais de 5 anos
-
1 828 593,87
9 506 106,83
16 575 383,59
Participantes de capital
Rendimentos
A mais de 5 anos
4 207 050,00
3 770 936,77
-
-
4 207 050,00
3 770 936,77
No final do exercício de 2013, o valor das linhas de crédito contratadas era de 46.095.748,16
Euros (45.876.055,00 Euros em 2012), estando utilizados 9.306.978,10 Euros (5.418.057,01
Euros em 2012).
Juros
Reversões de Perdas por Imparidade
Juros suportados
Desconto pronto pagamento obtidos
18.5 – Situações em incumprimento para empréstimos contraídos reconhecidos
à data de balanço
Não existiram situações de incumprimento para empréstimos contraídos.
Ano de 2013
Saldo Inicial
Rendimentos
Gastos
581,66
-
1 667,61
-
-
1 047 043,24
-
1 577 046,47
265 700,24
-
62 828,73
-
266 281,90
1 047 043,24
64 496,34
1 577 046,47
-
1 881 661,22
-
2 690 861,08
840 491,75
-
774 709,71
-
840 491,75
1 881 661,22
774 709,71
2 690 861,08
1 106 773,65
2 928 704,46
839 206,05
4 267 907,55
Passivos financeiros ao custo:
As linhas de crédito com movimento até 1 ano são renováveis de forma automática de
acordo com o definido contratualmente com as entidades de crédito.
Os juros pagos pelo Grupo nos exercícios de 2013 e 2012 referentes a empréstimos e
linhas de crédito contratadas com instituições de crédito encontram-se principalmente
referenciados à Euribor, acrescida de diferencial de mercado.
Gastos
Activos financeiros ao custo:
Perdas por imparidade
Entre 1 ano e 5 anos
31.12.2012
18.7 – Quantia de perda por imparidade reconhecida em cada uma das classes
de activos financeiros
A quantia de perdas por imparidade reconhecidas em cada uma das classes de activos
financeiros é a indicada nos quadros seguintes:
Imparidade
Utilização
Reversão
Saldo Final
Activos financeiros mensurados ao custo menos imparidade
Clientes c/c
5 456 613,61
Outros activos financeiros
1 047 043,24
(816 488,53)
(265 700,24)
5 421 468,08
1 047 043,24
(816 488,53)
(265 700,24)
5 425 074,21
3 606,13
5 460 219,74
Ano de 2012
Saldo Inicial
3 606,13
Imparidade
Utilização
Reversão
Saldo Final
107
Activos financeiros mensurados ao custo menos imparidade
Clientes c/c
Outros activos financeiros
4 910 711,02
1 577 046,47
(968 315,15)
(62 828,73)
5 456 613,61
3 606,13
-
-
-
3 606,13
4 914 317,15
1 577 046,47
(968 315,15)
(62 828,73)
5 460 219,74
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
18.8 - Instrumentos de capital próprio
a) Quantia escriturada do capital próprio
A quantia escriturada do capital social emitido pelo Grupo em 31 de Dezembro de 2013 e
b) Número de acções representativas do capital social
O número de acções representativas do capital social, são as indicadas no quadro seguinte:
Em 31 de Dezembro de 2013 e em 2012 o capital subscrito (ver nota 1.5) encontrava-se
2013
Valor
em 2012 é detalhada conforme se segue:
Quantidade
Acções emitidas
31.12.2013
31.12.2012
Acções ordinárias a 5euros cada
Capital
Valor nominal
30 000 000,00
29 578 950,00
-
-
30 000 000,00
29 578 950,00
Acções/quotas próprias
-
(1 360 271,75)
Prémios / descontos
-
-
30 000 000,00
28 218 678,25
Capital não realizado
30 000 000,00
6 000 000
30 000 000,00
6 000 000
totalmente realizado.
c) Quantias e descrição de Outros Instrumentos de Capital Próprio
Os outros instrumentos de capital próprio referem-se a prestações acessórias conforme
discriminado na nota 6.
31.12.2013
31.12.2012
Outros Instrumentos de Capital Próprio
Prestações Acessórias
6.830.400,00
6.830.400,00
6.830.400,00
6.830.400,00
19– BENEFÍCIOS DOS EMPREGADOS
19.1 – Gastos com o Pessoal
O detalhe dos Gastos com o Pessoal é o indicado no quadro seguinte:
2013
Remunerações do pessoal
2012
33 324 186,55
35 601 458,16
756 958,26
1 069 635,29
7 748 881,94
7 903 022,76
Seguros de ac. trabalho e doenças prof.
372 184,74
354 205,00
Outros
465 391,42
760 318,17
42 667 602,91
45 688 639,38
Indemnizações
Encargos sobre remunerações
108
O número médio de colaboradores ao serviço do Grupo no ano de 2013 foi de1.508 (em
2012 oi de 1.643)
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
20 – INFORMAÇÕES EXIGIDAS POR DIPLOMAS LEGAIS
Das informações legalmente exigidas noutros diplomas, designadamente nos artigos 66.º,
324.º, 397.º, 447.º e 448.º do Código das Sociedades Comerciais (CSC), das disposições
legais decorrentes do Decreto-Lei n.º 328/95, de 9 de Dezembro e das disposições
referidas no Decreto-Lei n.º 411/91, de 17 de Outubro, importa referir que:
i) Em obediência ao disposto no n.º 2 do artigo 324.º do CSC informa-se que a
Empresa não possui quaisquer acções próprias e nem efectuou até ao momento
qualquer negócio que envolvesse títulos desta natureza;
ii) Em obediência ao disposto no n.º 4 do artigo 397.º do CSC informa-se que, no
decorrer de 2013, não foram efetuados quaisquer negócios entre a Empresa e
membros dos seus órgãos sociais;
iii) Em obediência ao disposto no nº 1 do artigo 21º do Decreto-Lei nº 411/91, de 17
de Outubro, informa-se que a Empresa não é devedora em mora a qualquer caixa
de previdência, resultando os saldos contabilizados em 31 de Dezembro de 2013, da
retenção na fonte dos descontos e contribuições referentes ao mês de Dezembro,
cujo pagamento se efectuou em Janeiro de 2014, nos prazos legais.
Resumo Investimento I&D
Gastos pessoal
31.12.2013
31.12.2012
1 755 009,10
1 765 322,51
Gastos Gerais
603 272,35
698 203,00
Activos Fixos Tangíveis
103 671,97
381 656,45
-
-
Participação Capital
Total Investimento I&D
Volume Vendas
% Investimento I&D/Vendas
Custos c/ Pessoal
20.2 - Dívidas em mora ao Estado
Conforme exigido legalmente, o Conselho de Administração declara que o Grupo não
apresenta dívidas ao Estado em situação de mora, e que a situação do Grupo perante
a Segurança Social se encontra regularizada, dentro dos prazos legalmente estipulados.
21 – outras informações
20.1 - Valores Globais de Esforço de I&D
Rubricas
de dotar os Semi-Reboques de localizadores de GPS; implementação de melhorias do
processo de distribuição e armazenagem para otimização de custos; desenvolvimento
do portal LSNet, com novas funcionalidades para processos de PLV/Marketing;
desenvolvimento do processo multipicking para a melhoria operacional do processo
especial de picking; melhoria de processos administrativos e operacionais de acordo
com a metodologia Lean.
- Nos negócios complementares, nomeadamente na Reta: implementação de projetos
de reengenharia de processos ao nível operacional, obtenção de certificação com o
objetivo de, não só permitir uma diferenciação no serviço ao cliente, mas ainda um
aumento da eficiência. Estes projetos consistiram na implementação e obtenção da
Certificação de Gestão Ambiental e Alimentar, na implementação de telemática na
frota e em novas instalações para o Serviço de Fibra no Carregado.
2 461 953,41
2 845 181,96
208 316 861,52
205 962 437,73
1,18%
1,38%
42 667 602,91
45 688 639,38
Os valores apresentados no ano de 2013 referem-se a Despesas de Investigação e
Desenvolvimento relacionadas com:
- No negócio core: implementação de projetos de reengenharia de processos ao nível
operacional utilizando metodologias Lean, permitindo não só uma diferenciação
no serviço a cliente mas ainda um aumento da eficiência, nomeadamente no
desenvolvimento e implementação de um software de otimização de transporte e
de rotas, bem como otimizar o planeamento de cargas por viatura; na introdução de
novas funcionalidades na aplicação LSMobile; projeto com o objetivo de criação de
metodologias de cálculo e acompanhamento do Nível de Serviço Online; projeto com
o objetivo de redesenhar o formato de gestão do negócio; e projeto com o objetivo
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
21.1 – Diferimentos
Em 31 de Dezembro de 2013 e em 2012 as rubricas do activo corrente e do passivo corrente
“Diferimentos” apresentavam a seguinte composição:
31.12.2013
31.12.2012
Diferimentos activos
Custos Diferidos - Seguros
272 436,35
286 380,97
Custos Diferidos - Fornecimentos e Serviços Externos
263 196,08
456 023,98
12 931,67
-
548 564,10
742 404,95
-
31 311,62
Protocolo Gestão de Frota
1 649 184,22
-
Outros Proveitos Diferidos
135 866,85
150 141,02
1 785 051,07
181 452,64
Custos Diferidos - Juros
Diferimentos passivos
Proveitos Diferidos - Leaseback
109
21.2 – Resultados e Outras variações nos Capitais Próprios
As rubricas de reservas, resultados e outras variações nos capitais próprios, decompõe-se
da forma indicada no quadro seguinte:
Reservas Legais
Saldos em 1 de Janeiro de 2012
Aplicação de resultados
Outras Reservas
Resultados
Resultados
Transitados
Líquidos do Periodo
Total
844 748,90
5 451 656,02
5 161 158,08
1 635 152,72
13 092 715,72
81 930,73
-
474 589,98
(1 635 152,72)
(1 078 632,01)
680 888,12
Resultado do ano
-
-
-
680 888,12
Outros
-
-
-
-
-
926 679,63
5 451 656,02
5 635 748,06
680 888,12
12 694 971,83
Saldo em 31 de Dezembro de 2012
Reservas Legais
Saldos em 1 de Janeiro de 2013
Outras Reservas
926 679,63
5 451 656,02
Resultados
Resultados
Transitados
Líquidos do Periodo
5 635 748,06
680 888,12
12 694 971,83
(646 843,71)
(646 843,71)
-
(34 044,41)
-
Dividendos
Aplicação de resultados
34 044,41
Resultado do ano
Outros
Saldo em 31 de Dezembro de 2013
-
Total
-
-
-
(1 119 921,01)
(1 119 921,01)
(892 635,22)
(888 686,53)
-
-
(1 781 321,75)
68 088,82
4 562 969,49
5 635 748,06
(1 119 921,01)
9 146 885,36
a) Aplicação de resultados
Por deliberação da Assembleia Geral de 28 de Maio de 2013, o resultado líquido positivo
do período findo em 31 de Dezembro de 2012, no montante 680.888,12 Euros, na LS - Luís
Simões, SGPS, S.A. (individual) teve a seguinte aplicação:
- Reservas Legais:
- Dividendos:
34.044,41
646.843,71
A reserva legal não está ainda totalmente constituída nos termos da lei (20% do capital
social). Esta reserva só pode ser utilizada na cobertura de prejuízos ou o aumento do
capital social.
b) Capital
Durante o ano de 2013 a LS - Luís Simões, SGPS, S.A. procedeu à extinção das acções
próprias detidas no valor de 1.360.000,00 Euros e em simultâneo ao aumento de capital
por incorporação de Reservas, o qual passou de 29.579.000,00 Euros para 30.000.000,00
Euros, representado por 6.000.000 acções.
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
110
21.3 – Dividendos Pagos
Durante o exercício de 2013 o Grupo procedeu ao pagamento de dividendos no valor total
de 646.843,71 Euros (em 2012 foi de 1.078.632,01 Euros).
21.6 – Trabalhos para a Própria Entidade
Esta rubrica decompõe-se da forma indicada no quadro seguinte:
2013
21.4 – Interesses Minoritários
Nos exercícios de 2013 e 2012 o saldo de interesses minoritários registou a seguinte
evolução:
2013
Saldo em 1 de Janeiro
Lucro do período
Saldo em 31 de Dezembro
Trabalhos para a Própria Entidade
Activos Fixos Tangíveis
1 335 564,36
79 320,64
38 226,06
1 453 111,06
1 373 790,42
31.12.2013
Activo
-
44 000,00
283 322,03
112 831,86
2013
31.12.2012
Passivo
68 831,86
21.7 - Fornecimentos e serviços externos
A rubrica de “Fornecimentos e serviços externos” nos exercícios findos em 31 de Dezembro
2013 e em 2012 é detalhada conforme se segue:
21.5 – Estado e Outros Entes Públicos
Em 31 de Dezembro de 2013 e em 2012 as rubricas de “Estado e outros entes públicos”
apresentavam a seguinte composição:
Activo
283 322,03
Activos Inangíveis
2012
1 373 790,42
2012
Subcontratos
Passivo
113.315.371,14
102.146.931,75
2.641.,298,74
2.907.941,95
Publicidade e Propaganda
167.444,52
200.816,89
658.243,45
881.684,57
Trabalhos especializados
Imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas
2012
Pagamentos por conta
603 064,90
(26 358,00)
834 766,31
(30 684,00)
Estimativa de imposto
(135 354,15)
35 832,71
(252 057,08)
53 184,29
Vigilância e Segurança
79 328,28
26 708,38
54 787,87
18 670,67
Conservação e Reparação
2.340.970,44
2.670.578,43
-
588 094,08
-
552 785,73
Electricidade
1.210.336,16
1.236.342,30
12.074.313,43
13.709.684,34
514.229,07
1.248.768,79
8.669.954,00
8.748.659,02
261.013,14
649.918,68
Seguros
1.312.513,76
1.521.750,46
Limpeza, higiene e conforto
1.341.052,96
1.406.992,53
Portagens
1.605.011,97
1.800.569,12
Outros
4.270.862,53
2.327.782,40
150.382.615,31
141.458.421,23
Retenção na Fonte
Imposto sobre o rendimento das pessoas singulares
Imposto sobre o valor acrescentado - a recuperar
-
IVA a Recuperar - Portugal
250 396,46
-
81 721,14
-
Combustíveis
IVA a Recuperar - Espanha
604 074,46
-
713 509,65
-
Deslocações e Estadas
73 803,88
-
35 393,34
-
2 007 206,89
-
1 307 216,18
-
35 342,54
-
21 263,49
-
Imposto sobre o valor acrescentado - a pagar
-
577 482,23
-
695 796,06
Contribuições para a Segurança Social
-
1 125 015,15
-
1 248 085,29
-
4 239,77
-
-
3 517 863,26
2 331 014,32
2 796 600,90
2 537 838,04
IVA a Recuperar - outros países
IVA Reenbolsos Pedidos - Espanha
IVA Reenbolsos Pedidos - outros países
Outros Impostos
Rendas e Alugueres
Comunicação
111
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
Os dispêndios reconhecidos como gastos de carácter ambiental nos exercícios findos em 31
de Dezembro de 2013 e em 2012 é detalhada conforme se segue:
2013
Recolha de resíduos
2012
184.096,03
184.096,03
272.685,73
Cedência de pessoal
10 412 592,70
10 347 034,42
9 283,01
354 254,08
163 396,66
76 047,21
86 586,60
3 916,00
1 293,20
Conservação e reparação viatura
137 504,52
153 895,88
Resíduos valorizados
193 991,05
178 565,21
Outros rendimentos suplementares
374 369,72
277 367,99
Descontos de pronto pagamento obtidos
840 491,75
774 709,71
-
492,28
288 869,42
180 730,17
2 192 295,20
2 221 498,07
54 018,91
59 547,87
-
12 976,47
16 975,32
22 442,21
-
1 219 503,97
563 300,40
213 749,10
15 514 156,68
15 923 072,82
Seguros
Cedência de exploração
Recuperação de dívidas a receber
Indemnizações sinistros
Ganhos em activos fixos tangíveis
Taxa início contrato pneus
Correcções relativas a exercícios anteriores
Rendas propriedades de investimento
Subsídios para investimento
Outros
Dívidas incobráveis
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
2012
619 354,63
490 019,48
-
21 994,03
Correcções relativas a exercícios anteriores
154 216,63
-
Perdas em activos fixos tangíveis
164 652,76
71 965,64
Donativos
32 906,98
37 215,66
Quotizações
27 739,20
18 251,37
629 393,03
776 906,85
57 817,45
66 502,51
Multas
5 530,40
Aluguer de Viaturas
Impostos e Taxas
Sinistros
2012
Rendimentos suplementares:
Cedência de gasóleo/adblue
2013
272.685,73
21.8 – Outros Rendimentos e Ganhos
A decomposição da rubrica de “Outros rendimentos e ganhos” nos exercícios findos em
31 de Dezembro de 2013 e em 2012 é conforme se segue:
2013
21.9 - Outros Gastos e Perdas
A decomposição da rubrica de “Outros gastos e perdas” nos exercícios findos em 31 de
Dezembro de 2013 e em 2012 é conforme se segue:
Taxa início contrato pneus
Outros
-
10 471,16
280 521,15
36 966,80
1 966 601,83
1 530 293,50
112
21.10 – Depreciações/Amortizações
A decomposição da rubrica de “Gastos / reversões de depreciação e de amortização” nos
exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e em 2012 é conforme se segue:
2013
Intangíveis (Nota 7)
Activos fixos tangíveis (Nota 8)
Propriedades de investimento (Nota 12)
2012
523.768,02
487.195,86
11.217.223,09
12.462.673,21
7.428,51
7.418,23
11.748.719,62
12.957.287,30
21.11 – Juros e Rendimentos Similares Obtidos
A decomposição da rubrica de “Juros e Rendimentos Similares Obtidos” nos exercícios
findos em 31 de Dezembro de 2013 e em 2012 é conforme se segue:
2013
2012
581,66
Outros rendimentos similares
1 667,61
-
-
581,66
1 667,61
21.12 – Juros e Gastos Similares Suportados
A decomposição da rubrica de “Juros e Gastos Similares Suportados” nos exercícios findos
em 31 de Dezembro de 2013 e em 2012 é conforme se segue:
2013
2012
Juros Suportados
Ao custo ou ao custo amortizado
522 809,51
891 998,39
De financiamentos obtidos - Out Ent Relac - Nota 6
179 490,46
200 885,84
De descobertos bancários
279 460,40
490 795,31
De Locações Financeiras
366 313,98
640 026,04
Ao custo ou ao custo amortizado
2012
Resultado líquido do período
(1 119 921,01)
680 888,12
Resultado por acção básico
6 000 000,00
5 975 790,00
(0,19)
0,11
21.15 – Acontecimentos após a data do Balanço
No final do exercício de 2013, foi formalizada a aquisição de uma quota correspondente
a 70% do capital da sociedade Espaçotrans – Gestão de Entrepostos Aduaneiros, Lda,
operação que se concretizou já em Janeiro de 2014.
Não se registaram quaisquer outros eventos subsequentes a 31 de Dezembro de 2013
que pela sua relevância e materialidade requeiram ajustamento ou divulgação, conforme
descrito na Nota 3.22.
21.16 – Activos Contingentes
De financiamentos obtidos
Outros
2013
Resultados:
Número médio ponderado de acções em circulação
De depósitos
De Confirming
21.14 – Resultado por Acção
O resultado por acção dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e em 2012 foi
determinado conforme se segue:
Número de acções
Juros Obtidos
De Factoring
21.13 – Garantias Prestadas
A responsabilidade por garantias prestadas das empresas incluídas na consolidação é de
7.539.553,43 Euros (5.899.292,54 Euros em 2012) e refere-se essencialmente a garantias
bancárias.
Adicionalmente, o Grupo apresenta livranças a terceiros como garantias de pagamento de
dívidas, que a 31 de Dezembro de 2013 ascendem a 31.187.257,84 Euros (36.088.997,71
Euros a 31 de Dezembro de 2012).
98 482,49
122 264,89
216 479,87
105 213,71
218 624,51
-
239 676,90
1 881 661,22
2 690 861,08
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
A subsidiária Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
procedeu à reclamação do “Impuesto sobre las Ventas Minoristas de Determinados
Hidrocarburos” (IVMDH), tanto às Comunidades Autónomas como à Agencia
Estatal de Administração Tributária (AEAT), referente aos exercícios fiscais de
2005 a 2012.
O IVMDH incumpre a normativa comunitária harmonizadora dos Impostos Especiais
e em concreto o artigo 3, numero 2 da Directiva 92/12/CEE do Conselho, de 25
de fevereiro de 1992, relativa ao regime geral, mandato, circulação e controlo
dos produtos objecto de Impostos Especiais. Com data de 27 de fevereiro de
2014, o tribunal de justiça da União Europeia declarou que o IVMDH é contrário
à Directiva sobre os Impostos Especiais, o que permite que as empresas possam
reclamar o valor às respetivas administrações públicas.
113
O valor total reclamado a 31 de Dezembro de 2013 é de 2.551.582,66 Euros,
acrescidos de juros de mora que não se encontram registados contabilisticamente
à data de fecho.
O Técnico Oficial de Contas
Vítor José Caetano Sousa
A Administração
José Luís Soares Simões - Presidente
Leonel Fernando Soares Simões - Vogal
Jorge Manuel Soares Simões - Vogal
Maria Celeste Morgado Venâncio dos Santos – Vogal
114
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
C| RELATÓRIO E PARECER DO FISCAL ÚNICO E CERTIFICAÇÃO LEGAL DE CONTAS
PricewaterhouseCoopers & Associados
Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda
Palácio Sottomayor, Rua Sousa Martins, 1 – 3º
1069-316 Lisboa, Portugal
Tel +351 213 599 000
Fax +351 231 599 999
www.pwc.com/pt
RELATÓRIO E PARECER DO FISCAL ÚNICO
(CONTAS CONSOLIDADAS)
Senhores Accionistas,
1. Nos termos da lei e do mandato que nos conferiram, apresentamos o relatório sobre
a atividade fiscalizadora desenvolvida e damos parecer sobre o Relatório consolidado
de gestão e as demonstrações financeiras consolidadas apresentados pelo Conselho de
Administração de LS – Luís Simões, SGPS, S.A. relativamente ao exercício findo em 31 de
dezembro de 2013.
2. No decurso do exercício acompanhámos, com a periodicidade e a extensão que
considerámos adequada, a atividade da Empresa e das suas filiais mais significativas.
Verificámos a regularidade da escrituração contabilística e da respetiva documentação
bem como a eficácia do sistema de controlo interno, apenas na medida em que os
controlos sejam relevantes para o controlo da atividade da Empresa e apresentação das
demonstrações financeiras e vigiámos também pela observância da lei e dos estatutos.
5. Nestes termos, tendo em consideração as informações recebidas do Conselho de
Administração e Serviços e as conclusões constantes da Certificação Legal das Contas,
somos do parecer que:
i) seja aprovado o Relatório consolidado de gestão;
ii) sejam aprovadas as demonstrações financeiras consolidadas
6. Finalmente, desejamos expressar o nosso agradecimento ao Conselho de Administração
e a todos os colaboradores da Empresa com quem contactámos, pela valiosa colaboração
recebida.
18 de julho de 2014
PricewaterhouseCoopers & Associados
- Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda.
Representada por:
3. Como consequência do trabalho de revisão legal efetuado, emitimos a respetiva
Certificação Legal das Contas, em anexo.
4. No âmbito das nossas funções verificámos que:
i) o Balanço consolidado, a Demonstração consolidada dos resultados por naturezas,
a
Demonstração consolidada das alterações no capital próprio, a Demonstração
consolidada de fluxos de caixa e o correspondente Anexo permitem uma adequada
compreensão da situação financeira da Empresa, dos seus resultados, das alterações
no capital próprio e dos fluxos de caixa;
João Rui Fernandes Ramos, R.O.C
ii) as políticas contabilísticas e os critérios valorimétricos adotados são adequados;
iii) o Relatório consolidado de gestão é suficientemente esclarecedor da evolução dos
negócios e da situação da Empresa e do conjunto das filiais incluídas na consolidação
evidenciando os aspetos mais significativos.
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
PricewaterhouseCoopers & Associados - Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda.
Sede: Palácio Sottomayor, Rua Sousa Martins, 1 – 3º, 1069-316 Lisboa, Portugal
Tel +351 213 599 000, Fax +351 231 599 999, www.pwc.com/pt
Matriculada na Conservatória do Registo Comercial sob o NUPC 506 628 752, Capital Social Euros 314.000
115
PricewaterhouseCoopers & Associados
Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda
Palácio Sottomayor, Rua Sousa Martins, 1 – 3º
1069-316 Lisboa, Portugal
Tel +351 213 599 000
Fax +351 231 599 999
adequadas as políticas contabilísticas adotadas, a sua aplicação uniforme e a sua
divulgação, tendo em conta as circunstâncias; (iv) a verificação da aplicabilidade
do princípio da continuidade; e (v) a apreciação sobre se é adequada, em termos
globais, a apresentação das demonstrações financeiras consolidadas.
www.pwc.com/pt
5. O nosso exame abrangeu ainda a verificação da concordância da informação
financeira consolidada constante do Relatório consolidado de gestão com as
demonstrações financeiras consolidadas.
1. Examinámos as demonstrações financeiras consolidadas da LS – Luís Simões, SGPS,
S.A., as quais compreendem o Balanço consolidado em 31 de dezembro de 2013
(que evidencia um total de 149. 687.360,51 euros e um total de capital próprio de
47.698.810,83 euros, o qual inclui interesses minoritários de 1.453.111,06 euros e
um resultado líquido negativo de 1.119.921,01 euros), a Demonstração consolidada
dos resultados por naturezas, a Demonstração consolidada das alterações no capital
próprio e a Demonstração consolidada de fluxos de caixa do exercício findo naquela
data e o correspondente Anexo.
6. Entendemos que o exame efetuado proporciona uma base aceitável para a
expressão da nossa opinião.
CERTIFICAÇÃO LEGAL DAS CONTAS
Introdução
Responsabilidades
2. É da responsabilidade do Conselho de Administração a preparação do Relatório
consolidado de gestão e de demonstrações financeiras consolidadas que apresentem
de forma verdadeira e apropriada a posição financeira do conjunto das empresas
incluídas na consolidação, o resultado consolidado das suas operações, as alterações
no capital próprio consolidado e os fluxos consolidados de caixa, bem como a adoção
de políticas e critérios contabilísticos adequados e a manutenção de sistemas de
controlo interno apropriados 3. A nossa responsabilidade consiste em expressar
uma opinião profissional e independente, baseada no nosso exame daquelas
demonstrações financeiras.
3. A nossa responsabilidade consiste em expressar uma opinião profissional e
independente, baseada no nosso exame daquelas demonstrações financeiras.
Opinião
7. Em nossa opinião, as referidas demonstrações financeiras consolidadas apresentam
de forma verdadeira e apropriada, em todos os aspetos materialmente relevantes, a
posição financeira consolidada da LS – Luís Simões, SGPS, S.A. em 31 de dezembro de
2013, o resultado consolidado das suas operações, as alterações no capital próprio
consolidado e os fluxos consolidados de caixa do exercício findo naquela data, em
conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal.
Relato sobre outros requisitos legais
8. É também nossa opinião que a informação financeira consolidada constante do
Relatório consolidado de gestão é concordante com as demonstrações financeiras
consolidadas do exercício.
18 de julho de 2014
PricewaterhouseCoopers & Associados
- Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda.
Representada por:
Âmbito
4. O exame a que procedemos foi efetuado de acordo com as Normas Técnicas e as
Diretrizes deRevisão/Auditoria da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, as quais
exigem que o mesmo seja planeado e executado com o objetivo de obter um grau de
segurança aceitável sobre se as demonstrações financeiras consolidadas não contêm
distorções materialmente relevantes. Para tanto o referido exame incluiu: (i) a
verificação de as demonstrações financeiras das empresas incluídas na consolidação
terem sido apropriadamente examinadas e, para os casos significativos em que o não
tenham sido, a verificação, numa base de amostragem, do suporte das quantias e
divulgações nelas constantes e a avaliação das estimativas, baseadas em juízos e
critérios definidos pelo Conselho de Administração, utilizadas na sua preparação;
(ii) a verificação das operações de consolidação; (iii) a apreciação sobre se são
Contas Consolidado 2013 | PORTUGUÊS
João Rui Fernandes Ramos, R.O.C
PricewaterhouseCoopers & Associados - Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda.
Sede: Palácio Sottomayor, Rua Sousa Martins, 1 – 3º, 1069-316 Lisboa, Portugal
Tel +351 213 599 000, Fax +351 231 599 999, www.pwc.com/pt
Matriculada na Conservatória do Registo Comercial sob o NUPC 506 628 752, Capital Social Euros 314.000
116
Luís Simões Logística Integrada, S.A.
A| RELATÓRIO DE GESTÃO
ACTIVIDADE NO EXERCÍCIO
A Logística e o Transporte caracterizam-se como um processo estratégico, que
acrescenta valor, permite diferenciação e cria vantagem competitiva. É cada vez
mais um serviço assente em conhecimento avançado e em sofisticados sistemas de
informação, visando os mais altos níveis de serviço e de satisfação aos clientes e cada
vez menos um negócio baseado em activos físicos.
O sector do Transporte Rodoviário de Mercadorias e Logística na Península Ibérica
continua a apresentar-se como um sector de actividade muito cíclico, isto é, um sector
muito correlacionado com o desempenho económico de Portugal e de Espanha. Após
os crescimentos verificados até 2007-2008, e da forte contracção em 2009, este sector
apresentou no período de 2010-2013 alguma estabilidade. O valor do mercado Ibérico
em 2013 terá sido de aproximadamente 19-20 mil milhões de euros, significando uma
redução de 3%-5% relativamente a 2012.
A LSLI como Operador Logístico da Luís Simões em Portugal, presta serviços
integrados de transporte, armazenagem, preparação de encomendas, controlo de
inventários e distribuição, para além de outros serviços de valor acrescentado, tais
como, embalagem, etiquetagem, confecção de pack’s promocionais e “customização”
de produtos.
É líder em Portugal na Logística e Distribuição de Produtos de Grande Consumo,
operando ainda no sector automóvel, electrodomésticos e produtos de alta tecnologia.
Relativamente ao ano de 2013 destacamos os seguintes acontecimentos:
• Manutenção da posição da LSLI nos segmentos do mercado em que actua;
• Reforço da aposta em novos segmentos de Mercado como o segmento de Logística
promocional e PLV, com a actividade de Implementações em Lojas;
Em termos dos diversos modos de transporte de mercadorias, o rodoviário continua
a ser o mais relevante na Península Ibérica, com mais de 70% de quota de mercado.
O transporte marítimo aumentou ligeiramente a sua importância, mas apenas nos
segmentos de produto e com destino ao ponto de venda em que poderá ser uma
opção, tendo em conta os seus “lead-times” superiores aos do transporte rodoviário
de mercadorias.
• Grande agressividade dos clientes em redução de tarifas e controlo de stock’s;
As primeiras 20 empresas a nível Ibérico poderão representar apenas um terço do
mercado total de Transportes Rodoviários de Mercadorias e Logística, com um volume
de negócios total que andará próximo dos 6 mil milhões de euros. Dada a conjuntura,
as empresas do sector apresentaram uma rentabilidade muito reduzida (em 2012 a
margem de resultado líquido do exercício no sector foi ligeiramente superior a 0%).
• Entrada de novos clientes/operações com vendas anualizadas superiores a 2,5M€;
O sector dos Transportes Rodoviários de Mercadorias e Logística em Portugal é liderado
pela Luís Simões, mas é muito fragmentado, continuando a apresentar diversas
empresas de capital próprio nacional com um volume de negócios superior a 30
milhões de euros. O crescimento médio do volume de negócios em 2012 das principais
empresas foi nulo.
• Grande impacto na actividade de alguns projectos estruturais, como o Portal LS –
mais-valia na relação com o cliente ao nível das comunicações e das integrações de
sistemas. Além deste, realce para o LS Mobile 2 – sistema de comunicações móveis
entre a Luís Simões e os motoristas que permite manter contactos em zonas sem
rede móvel, permitindo assim, informação sempre atempada aos clientes. Realce
ainda para o Optimizador de rotas, programa informático que permite optimizar
as cargas por viagem e destino.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
• Mercado muito adverso, com a concorrência a pressionar os preços nos tender’s dos
clientes. De realçar a entrada no mercado nos últimos anos de alguns concorrentes
internacionais e outros cujo foco era apenas a actividade de transporte rodoviário
de mercadorias;
• Grande aposta na subcontratação de pessoal de armazém pago com base na
produtividade. Isto permite à Empresa uma melhor gestão dos picos de actividade,
com contenção de custos e com diminuição das quebras em armazém;
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A.
117
A LSLI como Operador de Transporte da Luís Simões em Portugal, presta serviços de
transporte rodoviário de mercadorias, operando numa lógica de gestão integrada de
abordagem ao mercado ibérico de transporte, em conjunto com a empresa Luís Simões
Logística Integrada S.A. (Sociedad Unipersonal), sedeada em Madrid. Estas empresas
são líderes de mercado nos serviços entre Portugal e Espanha.
Durante o ano de 2013, Portugal e o mercado Ibérico, continuaram a viver sobre as
regras da austeridade que se têm vindo a verificar desde 2012, pelo que o mercado
continua contraído, prevendo-se que se reduza cerca de 5,6% face ao ano anterior
com o consequente impacto negativo em ambas as economias, sendo que o défice de
fluxos de Portugal para Espanha pressiona a que os preços sejam canibalizados, sem
contrapartidas no sentido contrário, provocando grande desequilíbrio e consequente
impacto nas rentabilidades do serviço inter-regional. Apesar da conjuntura bastante
desfavorável, a Empresa demonstrou capacidade para ultrapassar as adversidades,
subindo ligeiramente as vendas face ao ano anterior.
Esta actividade foi ainda marcada por alguns acontecimentos, dos quais destacamos:
• Inicio da parceria com o Grupo Portmann (França) e Primafrio (Espanha), que após
o desinvestimento em meios próprios supriu as necessidades de meios existentes
em operações específicas;
• Lançamento de vários projectos, com destaque para:

Go-Green – (serviço marítimo subcontratado), que será um elemento
agregador e um novo código de conduta operacional;

Geo-referenciação – Localização de Semi-reboques por GPS;

GO Inter – Gestão de fluxos na actividade inter-regional e local;

Optimizador de Rotas – programa informático que permite optimizar as
cargas por viagem e destino;

Níveis de serviço - dotação das estruturas comerciais e operativas de
novos formatos e tecnologias que permitam o domínio do Nível de Serviço
on-line e ainda de KPIS (Key Performance Indicators) para relacionamento
comercial com o cliente;
• Melhoria da rentabilidade da Frota Própria, beneficiando de um ano de preços de
combustíveis mais estáveis.
Após o termo do exercício, não ocorreram quaisquer factos relevantes dignos de
menção.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
ANÁLISE ECONÓMICA E FINANCEIRA
A Empresa fixou o seu Volume de Vendas nos 124 Milhões Euros, tendo se verificado um
crescimento de 3,6% face a 2012. Salientamos o facto deste crescimento se ter verificado
tanto na actividade do transporte (+0,5%) como de Logística (+9,8%), num período em que a
economia da zona euro continuou
em contracção provocando uma
quebra generalizada do consumo,
com especial destaque para a
Península Ibérica.
Apesar da difícil conjuntura
económica
verificada
nos
mercados onde a Empresa actua,
que teve reflexos negativos na
actividade de alguns clientes, a
Empresa conseguiu reforçar a sua
posição em clientes estruturais e conseguiu angariar novos negócios.
Na Zona Euro continuou a assistir-se a uma contracção económica (-0,4% do PIB), embora
se tenha verificado no último trimestre do ano uma tendência de inversão, perspectivandose uma progressiva recuperação da economia com previsão de taxas de crescimento do PIB
de 1% em 2014 e de 1,4% em 2015.
Apesar da quebra de actividade de alguns clientes estruturais à Empresa, e da necessidade
crescente destes em reduzir custos, a Empresa manteve uma carteira de clientes sólida,
em que o domínio dos processos logísticos e de transporte, foram determinantes para
manter a qualidade do serviço prestado, com os clientes a reconhecerem esse factor como
diferenciador.
O EBITDA fixou-se nos 4.031 Mil Euros, que corresponde a 3,2% sobre o Volume de Vendas
da Empresa. O comportamento deste indicador foi bastante penalizado pelo aumento
do peso dos gastos com subcontratação de serviços de transporte na estrutura de custos
da Empresa em mais 3,9 p.p. Pela positiva, verificou-se uma redução do peso da rubrica
de gastos com pessoal em relação às vendas e prestações de serviços, o qual teve uma
variação de menos 2,6 p.p. Os gastos com combustível também reduziram o seu peso
em 2,1 p.p., em grande parte devido à redução da frota própria. A Empresa atingiu um
Resultado Líquido negativo de 1.515 Mil Euros, resultante não só de um pior desempenho
económico face aos anos anteriores, mas também devido ao desreconhecimento de Activos
por Impostos Diferidos no valor de 797 Mil Euros referentes ao efeito da alteração da taxa
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A.
118
do IRC de 25% para 23% e a prejuízos fiscais que Empresa não espera recuperar.
As mais-valias liquidas obtidas com a
alienação de viaturas no montante de 631
Mil Euros, tiveram como principal objectivo
a redução da frota própria.
O ano de 2014 é encarado pela Empresa, com um sentimento de alguma incerteza pelo
facto das condições económicas serem adversas, de os clientes perspectivarem um
reduzido crescimento da actividade, dos volumes de transportadores no mercado estarem
a diminuir podendo reduzir a base de subcontratação e como não poderia deixar de ser, da
imprevisibilidade face à evolução dos preços do combustível.
Por outro lado, a LSLI acredita que as medidas estruturais definidas em 2013 terão efeitos
continuados em 2014 e ajudarão a superar as dificuldades.
O Investimento realizado no ano, muito
inferior ao verificado em anos anteriores,
atingiu o valor de 1.206 Mil Euros, sendo
80% desse valor referente à actividade
Logística.
Relativamente às perspectivas para o exercício de 2014 destacamos o seguinte:
No Negócio Logístico:
O baixo nível de investimento tem permitido uma importante redução do endividamento
bancário e à manutenção de um bom rácio de Autonomia Financeira que, em 2013,
ascendeu a 29%, evidenciando uma boa robustez financeira da Empresa.
PERSPECTIVAS PARA 2014
As actuais projecções para a economia portuguesa apontam para uma recuperação
moderada da actividade no período 2014-2015, após uma contracção acumulada de cerca
de 6% no período 2011-2013.
Perspectiva-se uma progressiva recuperação da procura interna. O processo de
consolidação orçamental, a desalavancagem do sector privado e a manutenção das
condições desfavoráveis do mercado de trabalho continuarão no entanto a condicionar a
evolução do consumo público e privado.
As exportações deverão manter um crescimento forte, suportado pela recuperação da
procura externa, embora a um ritmo inferior ao observado no período anterior à crise
financeira.
Este negócio tem objectivos ambiciosos para 2014 cujos eixos fundamentais são os
seguintes:
• Grande orientação para manutenção de elevado domínio e qualidade nos
processos logísticos, de forma a assegurar a manutenção de elevados níveis de
serviço aos clientes actuais, e capacidade para continuar a integrar novos negócios e actividades;
• Enfoque no projecto de melhoria da gestão da produção das operações internas, cujo objectivo é assegurar níveis de excelência na qualidade e produtividade
do serviço prestado;
• Grande atenção aos clientes e ao mercado, devendo ser dada prioridade ao
crescimento de negócio com a conquista de novos clientes, seja nos segmentos
actuais ou em novos segmentos de mercado;
• Objectivo global de fidelização dos clientes seja por Nível de Serviço prestado
ou por um maior leque de serviços prestados o que implica maior dependência;
• Aposta definitiva na diversificação para novos serviços e novos segmentos;
As actuais projecções do Banco de Portugal confirmam as perspectivas de recuperação
gradual da economia portuguesa.
A partir do final de 2013, a economia deverá registar taxas de variação homólogas do PIB
positivas. Em 2014-2015, o crescimento da economia portuguesa tenderá a aproximarse dos valores actualmente projectados para o conjunto da área do Euro. Esta evolução
favorável deverá assentar na robustez das exportações de bens e serviços e na aceleração
da procura interna, com destaque para o investimento empresarial.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
• Reforço da equipa de Gestão para fazer face à aposta na Logística Promocional
e em novos segmentos;
• Enfoque das Direcções de Inovação e Processos na intervenção a nível operativo;
• Manter o investimento no desenvolvimento de tecnologias de informação que
suportem um domínio estruturado de todos os processos logísticos, e permitam
ter mais e melhor informação de gestão. Neste contexto deve referir-se:
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A.
119
 Conclusão do projecto de desenvolvimento de uma aplicação para gerir a
actividade de CoPacking;
• Desenvolver e consolidar actividades ligadas à “Economia do Mar”, que têm
tido bom acolhimento nos mercados de importação e exportação para a Europa;
 Aposta continuada na implementação da Rádio Frequência em todas as
operações;
• Desenhar o serviço de cargas fraccionadas mediante operações em regime de
“MilkRun”;
 Introdução de novos módulos de informação de gestão na ferramenta de
Business Inteligence (Produtividade Individual, Gestão Frota, Indicadores RH);
• Renovação de parte significativa da frota;
POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS
 Diversos projectos no âmbito da facturação, nomeadamente, Facturação
electrónica a clientes;
• Construção de um novo armazém em Leixões, que servirá como um polo central
de todas as operações na região norte de Portugal.
No Negócio do Transporte:
A política de gestão de riscos da Empresa é definida pelo Conselho de Administração,
sendo da responsabilidade de cada uma das áreas a sua aplicação prática.
A Empresa pretende que as Políticas de Gestão de Riscos, actualmente descentralizadas
pelas diversas áreas da sua estrutura, sejam no futuro consolidadas com o objectivo de
promover uma actuação integrada das diversas vertentes de gestão de risco.
• A nível do mercado a aposta é o crescimento das vendas, sobretudo nos mercados internacionais e no inter-regional;
A gestão de riscos de crédito, de taxa de juro, de tesouraria e restantes riscos financeiros
é da responsabilidade da Direcção Financeira do Grupo.
• Continuar a racionalizar as estruturas administrativas e a efectuar trabalhos de
melhoria de processos internos com visibilidade na redução de custos;
Adicionalmente, a Empresa aplica a gestão de riscos a outras áreas, nomeadamente:
de seguros, ambiente, SSHT (saúde, segurança e higiene no trabalho) e tecnologias de
informação, cuja responsabilidade está actualmente descentralizada por cada uma dessas
áreas.
• Conclusão da última fase do projecto GO Inter com impacto em toda a forma
de gerir, quer na actividade inter-regional, quer nas restantes actividades, nomeadamente a local;
• Aproveitar a receptividade dos Clientes para aceitar melhores condições a troco
de optimização de recursos.
• Criação da Direcção de Business Development (BD) com o objectivo de dar
maior vitalidade à área comercial na península ibérica;
ÓRGÃOS SOCIAIS
Conselho de Administração
José Luís Soares Simões
Leonel Fernando Soares Simões
Jorge Manuel Soares Simões
Maria Celeste Morgado Venancio dos SantosVogal
Presidente/Admin. Delegado
Vogal
Vogal
Vogal
Mesa da Assembleia Geral
• Elevar o modelo de gestão de fábricas, prossecução de novos sectores e serviços, quer de forma isolada, ou ao abrigo de projectos de clientes comuns;
• Focalização em segmentos complementares às bebidas, de forma a suavizar os
picos de actividade operacional, como por exemplo: vestuário, calçado e cargas
contentorizadas;
Clara Maria Campos Monteiro Ribeiro
Isabel Maria Blazquez Pereira Silva
Fiscal Único
PricewaterhouseCoopers & Associados SROC, Lda
Efectivo
José Manuel Henriques Bernardo
Suplente
120
• Abordagens ao mercado do Transporte de resíduos;
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
Presidente
Secretária
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A.
APLICAÇÃO DE RESULTADOS
A Empresa Luís Simões Logística Integrada, S.A., encerrou o exercício de 2013 com
Resultados Líquidos negativos no valor de 1.515.348,62 Euros.
Atendendo às disposições legais e estatutárias aplicáveis, é proposta a seguinte aplicação
de resultados:
Resultados Transitados
1.515.348,62
Moninhos, 26 de Março de 2014
José Luís Soares Simões
Presidente
Leonel Fernando Soares Simões
Vogal
Jorge Manuel Soares Simões
Vogal
Maria Celeste Morgado Venancio dos Santos
Vogal
121
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A.
B| DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAs
BALANÇO
(Euros)
Balanço em 31 de Dezembro de 2013
Rubricas
Notas
Datas
2013
2012
ACTIVO NÃO CORRENTE
Activos fixos tangiveis
7
18 230 628,11
21 415 029,20
Activos intangíveis
6
1 017 993,27
1 099 518,69
Participações financeiras - outros métodos
15
10 297,26
10 297,26
Outros activos financeiros
15
19,55
-
Activos por impostos diferidos
14
715 168,07
1 814 126,82
19 974 106,26
24 338 971,97
ACTIVO CORRENTE
Inventários
9.1
231 238,55
280 288,42
Clientes
15
27 152 837,62
25 811 623,79
Adiantamentos a fornecedores
15
Estado e outros entes públicos
18.4
Accionistas / sócios
Outras contas a receber
Diferimentos
266 391,39
212 290,36
2 912 653,17
2 072 714,69
15
414 398,92
2 557 171,91
15
3 380 437,02
2 163 702,01
225 962,23
362 988,54
18.1
Caixa e depósitos bancários
4 e 15
Total do activo
2 409,92
41 536,95
34 586 328,82
33 502 316,66
54 560 435,08
57 841 288,63
CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO
CAPITAL PRÓPRIO
Capital realizado
15
11 000 000,00
11 000 000,00
Outros instrumentos de capital próprio
15
3 103 900,00
3 103 900,00
Reservas legais
18.2
996 654,01
968 565,08
Outras reservas
18.2
1 167 367,95
1 167 367,95
Resultados transitados
18.2
935 827,13
374 138,46
Excedentes de revalorização
18.2
230,44
726,91
-
27 502,48
Resultado líquido do período
17 203 979,53
16 642 200,88
Total do capital próprio
(1 515 348,62)
561 778,65
Outras variações no capital próprio
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A.
122
15 688 630,91
17 203 979,53
PASSIVO
PASSIVO NÃO CORRENTE
Provisões
11
243 258,99
133 466,22
Financiamentos obtidos
15
5 915 391,11
8 408 094,99
Passivos por impostos diferidos
14
9 874,85
16 650,92
6 168 524,95
8 558 212,13
20 478 661,03
17 225 469,69
857 994,59
935 833,85
15
5 940 400,28
7 292 653,79
15
5 351 649,07
6 505 510,46
74 574,25
119 629,18
Total do passivo
32 703 279,22
32 079 096,97
Total do capital próprio e do passivo
38 871 804,17
40 637 309,10
54 560 435,08
57 841 288,63
PASSIVO CORRENTE
Fornecedores
Estado e outros entes publicos
15
Financiamentos obtidos
18.4
Outras contas a pagar
Diferimentos
18.1
As notas anexas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras.
O Técnico Oficial de Contas
Cesaltina Maria Soares Gonçalves
A Administração
José Luís Soares Simões -Presidente
Leonel Fernando Soares Simões - Vogal
Jorge Manuel Soares Simões - Vogal
Maria Celeste Morgado Venancio dos Santos - Vogal
123
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A.
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS POR NATUREZAS
Período findo em 31 de Dezembro de 2013
(Euros)
Rubricas
Notas
Vendas e serviços prestados
10
Datas
2013
2012
124 482 805,07
120 118 709,30
Subsídios à exploração
12
28 838,01
-
Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas
9.2
(12 298 994,10)
(12 692 921,80)
Fornecimentos e serviços externos
18.5
(99 727 706,07)
(91 961 281,86)
Gastos com o pessoal
16
(20 648 547,22)
(23 012 134,57)
Imparidade de dívidas a receber (perdas / reversões)
15
(692 471,28)
(920 667,39)
Provisões (aumentos / reduções)
11
Outros rendimentos e ganhos
18.6
Outros gastos e perdas
18.7
Resultado antes de depreciações, gastos de financiamento e impostos
Gastos / reversões de depreciação e de amortização
19.8
Resultado operacional (antes de gastos de financiamento e impostos)
(109 792,77)
(57 170,54)
13 590 019,84
15 179 658,66
(593 505,09)
(875 629,11)
4 030 646,39
5 778 562,69
(4.269.053,33)
(6.565.247,23)
(180 958,02)
1 509 509,36
Juros e rendimentos similares obtidos
18.9
9 817,92
72 456,93
Juros e gastos similares suportados
18.10
(666 424,76)
(827 681,09)
(837 564,86)
754 285,20
(677 783,76)
(192 506,55)
(1 515 348,62)
561 778,65
Resultado antes de impostos
Imposto sobre o rendimento do período
14
Resultado líquido do período
As notas anexas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras.
A Administração
José Luís Soares Simões -Presidente
Leonel Fernando Soares Simões - Vogal
O Técnico Oficial de Contas
Cesaltina Maria Soares Gonçalves
Jorge Manuel Soares Simões - Vogal
Maria Celeste Morgado Venancio dos Santos - Vogal
124
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A.
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA
Período findo em 31 de Dezembro de 2013
(Euros)
Rubricas
Notas
Períodos
2013
2012
Fluxos de caixa das actividades operacionais - método directo
Recebimentos de clientes
160 639 478,66
159 625 987,25
(138 261 545,81)
(131 712 366,10)
(13 743 781,79)
(16 343 119,09)
8 634 151,06
11 570 502,06
126 574,16
6 088,91
(4 817 840,43)
(4 478 154,62)
3 942 884,79
7 098 436,35
Activos fixos tangíveis
(741 956,00)
(2 100 958,14)
Activos intangíveis
(300 849,38)
(65 466,01)
(57 323 618,08)
-
162 489,78
2 539 829,26
Pagamentos a fornecedores
Pagamentos ao pessoal
Caixa gerada pelas operações
Pagamento/recebimento do imposto sobre o rendimento
Outros recebimentos/pagamentos
Fluxos de caixa das actividades operacionais (1)
Fluxos de caixa das actividades de investimento
Pagamentos respeitantes a:
Outros activos
Recebimentos provenientes de:
Activos fixos tangíveis
Outros activos
Subsídios ao investimento
Juros e rendimentos similares
23 420 301,87
-
-
1 219 503,97
72 456,93
-
(34 711 174,88)
1 592 909,08
82 992 509,84
103 752 357,78
-
40 097,29
Financiamentos obtidos
(45 989 500,59)
(103 252 438,65)
Juros e gastos similares
(466 871,96)
(994 007,64)
-
(317 763,00)
(6 148 168,35)
(7 215 657,57)
30 387 968,94
(7 987 411,79)
(380 321,15)
703 933,64
Fluxos de caixa das actividades de investimento (2)
Fluxos de caixa das actividades de financiamento
Recebimentos provenientes de:
Financiamentos obtidos
Juros e rendimentos similares
Pagamentos respeitantes a:
Dividendos
Outras operações de financiamento
Fluxos de caixa das actividades de financiamento (3)
Variação de caixa e seus equivalentes (1)+(2)+(3)
Caixa e seus equivalentes no início do período
4
16 179,56
(687 754,08)
Caixa e seus equivalentes no fim do período
4
(364 141,59)
16 179,56
As notas anexas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras.
O Técnico Oficial de Contas
Cesaltina Maria Soares Gonçalves
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
A Administração
José Luís Soares Simões -Presidente| Leonel Fernando Soares Simões - Vogal | Jorge Manuel Soares Simões - Vogal|
Maria Celeste Morgado Venancio dos Santos – Vogal
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A.
125
DEMONSTRAÇÃO DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO
Período de 2012
(Euros)
Outras
Outros
Capital
instrumentos
Reservas
Outras
Resultados
Excedentes de
variações
Resultado líquido
Dividendos
realizado
de capital
legais
reservas
transitados
revalorização
no capital
do período
antecipados
próprio
próprio
Posição no início do período 2012
Alterações no período:
Total
11 000 000,00
3 103 900,00
905 012,41
1 167 367,95
(516 095,79)
1 223,38
27 502,48
1 271 053,45
-
16 959 963,88
-
-
-
-
496,47
(496,47)
-
-
-
-
11 000 000,00
3 103 900,00
905 012,41
1 167 367,95
(515 599,32)
726,91
27 502,48
1 271 053,45
-
16 959 963,88
561 778,65
-
561 778,65
1 832 832,10
-
17 521 742,53
(1 271 053,45)
-
-
Realização do excedente de revalorização de activos
fixos tangíveis e intangíveis
Resultado líquido do período
Resultado integral
Operações com detentores de capital no período
Aplicação de resultados
-
-
63 552,67
-
1 207 500,78
-
-
Outras operações
Distribuição de Dividendos
Posição no fim do período 2012
-
-
-
-
(317 763,00)
-
-
-
-
(317 763,00)
-
-
63 552,67
-
889 737,78
-
-
(1 271 053,45)
-
(317 763,00)
11 000 000,00
3 103 900,00
968 565,08
1 167 367,95
374 138,46
726,91
27 502,48
561 778,65
-
17 203 979,53
126
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A.
Período de 2013
(Euros)
Outros
Capital
Instrumentos de
Realizado
Posição no início do período 2013
Capital Próprio
Reservas
Outras
Resultados
Excedentes de
Legais
Reservas
Transitados
Revalorização
Outras
Resultado
Variações no
Líquido do
Capital Próprio
Período
Dividendos
Total
antecipados
11 000 000,00
3 103 900,00
968 565,08
1 167 367,95
374 138,46
726,91
27 502,48
561 778,65
-
17 203 979,53
-
-
-
-
496,47
(496,47)
-
-
-
-
Alterações no período:
Realização do excedente de revalorização de
activos fixos tangíveis e intangíveis
Outras alterações reconhecidas no capital próprio
Subsídios de Entidades Públicas
-
-
-
-
27 502,48
-
(27 502,48)
-
-
-
11 000 000,00
3 103 900,00
968 565,08
1 167 367,95
402 137,41
230,44
-
561 778,65
-
17 203 979,53
(1 515 348,62)
-
(1 515 348,62)
(953 569,97)
-
15 688 630,91
Resultado líquido do período
Resultado integral
Operações com detentores de capital no período
Aplicação de resultados
Posição no fim do período 2013
-
-
28 088,93
-
533 689,72
-
-
(561 778,65)
-
-
-
-
28 088,93
-
533 689,72
-
-
(561 778,65)
-
-
11 000 000,00
3 103 900,00
996 654,01
1 167 367,95
935 827,13
230,44
-
(1 515 348,62)
-
15 688 630,91
127
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A.
ANEXO
2 – Referencial contabilístico de preparação das
Demonstrações Financeiras
1 – Identificação da Entidade
2.1. Base de Preparação
Estas demonstrações financeiras foram preparadas de acordo com as Normas Contabilísticas
e de Relato Financeiro (NCRF) em vigor, na presente data.
(Informação em Euros)
1.1. Designação da entidade:
A Empresa foi constituída em 26 de Novembro de 1968 com a denominação Social de
Transportes Luis Simões, Lda, com o NIF 500 289 050. Em 1996 a Empresa foi transformada
em sociedade anónima. Em 1 de Outubro de 2010, foi objecto de uma fusão por
incorporação, com efeitos a 01 de Janeiro de 2010, sendo a sociedade incorporante das
sociedades Transportes Reunidos, Lda e DLS - Distribuição Luis Simões, S.A., tendo também
alterado a sua denominação social para LUIS SIMÕES LOGISTICA INTEGRADA, S.A. (adiante
designada por “Empresa”).
1.2. Sede:
A entidade tem a sua sede social na Rua Fernando Namora em Moninhos, concelho de
Loures.
1.3. Natureza da actividade:
A actividade da Empresa consiste na prestação de serviços de transporte rodoviário de
mercadorias, operando numa lógica de gestão integrada de abordagem ao mercado ibérico
de transportes, em conjunto com a empresa Luís Simões Logística Integrada, SA (Espanha);
prestação de serviços integrados de logística (transporte, armazenagem, preparação de
encomendas, controlo de inventários e distribuição, para além de outros serviços de valor
acrescentado, tal, como, embalagem, etiquetagem, confecção de pack’s promocionais e
“customização” de produtos) e restantes actividades auxiliares e complementares.
1.4. Designação da empresa-mãe:
A empresa-mãe denomina-se LS – Luís Simões, SGPS, S.A. e participa em 100% na Luís
Simões Logística Integrada, S.A.
1.5. Sede da empresa-mãe:
A empresa-mãe tem sede social na Rua Fernando Namora em Moninhos, concelho de
Loures.
A preparação das demonstrações financeiras em conformidade com o Sistema de
Normalização Contabilística requer o uso de estimativas, pressupostos e julgamentos
críticos no processo da determinação das políticas contabilísticas a adoptar pela Empresa,
com impacto significativo no valor contabilístico dos activos e passivos, assim como nos
rendimentos e gastos do período de reporte.
Apesar de estas estimativas serem baseadas na melhor experiência do Conselho de
Administração e nas suas melhores expectativas em relação aos eventos e acções correntes
e futuras, os resultados actuais e futuros podem diferir destas estimativas. As áreas que
envolvem um maior grau de julgamento ou complexidade, ou áreas em que pressupostos
e estimativas sejam significativos para as demonstrações financeiras são apresentadas na
Nota 3.20.
2.2. Derrogação das disposições do SNC
Não existiram, no decorrer do exercício a que respeitam estas Demonstrações Financeiras,
quaisquer casos excepcionais que implicassem directamente a derrogação das disposições
prevista pelo SNC.
2.3. Comparabilidade das demonstrações financeiras
Os elementos constantes nas presentes Demonstrações Financeiras são, na sua totalidade,
comparáveis com os do exercício anterior.
3 – Principais políticas contabilísticas
As principais políticas contabilísticas adoptadas na preparação das demonstrações
financeiras anexas são as que abaixo se descrevem. Estas políticas foram consistentemente
aplicadas a todos os exercícios apresentados, salvo indicação contrária.
3.1- Conversão cambial
Estas demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração,
na reunião de 26 de Março de 2014. É opinião do Conselho de Administração que estas
demonstrações financeiras reflectem de forma verdadeira e apropriada as operações da
Empresa, bem como a sua posição e performance financeira e fluxos de caixa.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
3.1.1 - Moeda funcional e de apresentação
As demonstrações financeiras da Empresa e respectivas notas deste anexo são
apresentadas em euros, salvo indicação explícita em contrário.
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A.
128
3.1.2 - Transacções e saldos
As transacções em moedas diferentes do euro são convertidas na moeda funcional
utilizando as taxas de câmbio à data das transacções. Os ganhos ou perdas cambiais
resultantes do pagamento/ recebimento das transacções bem como da conversão
pela taxa de câmbio à data do balanço, dos activos e dos passivos monetários
denominados em moeda estrangeira, são reconhecidos na demonstração dos
resultados, na rubrica de gastos de financiamento, se relacionadas com empréstimos
ou em outros rendimentos ou gastos operacionais, para todos os outros saldos/
transacções.
3.2 - Activos fixos tangíveis
Os activos tangíveis encontram-se valorizados ao custo deduzido das depreciações
acumuladas e eventuais perdas por imparidade. Este custo inclui o custo estimado à data
de transição para NCRF, e os custos de aquisição para activos obtidos após essa data.
O custo de aquisição inclui o preço de compra do activo, as despesas directamente
imputáveis à sua aquisição e os encargos suportados com a preparação do activo para que
se encontre na sua condição de utilização.
Os custos com substituições e grandes reparações são capitalizados sempre que aumentem
a vida útil do imobilizado a que respeitem e são amortizadas no período remanescente da
vida útil desse imobilizado ou no seu próprio período de vida útil, se inferior.
As despesas de manutenção e reparação (dispêndios subsequentes) que não são susceptíveis
de gerar benefícios económicos futuros são registadas como gastos no período em que são
incorridas.
Os custos a suportar com o desmantelamento ou remoção de activos instalados em
propriedade de terceiros serão considerados como parte do custo inicial dos respectivos
activos quando se traduzam em montantes significativos.
As taxas de depreciação resultantes da determinação das vidas úteis estimadas para os
activos fixos tangíveis mais significativos são conforme segue:
Tipo de Bem
2013
Edifícios e Outras Construções
5,00 - 33,33
Equipamento básico
5,00 - 33,33
Equipamento de transporte
10,00 - 33,00
Equipamento administrativo
8,33 - 33,33
Outros Activos Fixos Tangíveis
10,00 - 33,00
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
As depreciações são calculadas numa base duodecimal, após o momento em que o bem
se encontra em condições de ser utilizado, em conformidade com o período de vida útil
estimado para cada grupo de bens.
O gasto com depreciação é reconhecido na demonstração de resultados na rubrica Gastos/
Reversões de Depreciação e Amortização.
Sempre que existam indícios de perda de valor dos activos fixos tangíveis, são efectuados
testes de imparidade, de forma a estimar o valor recuperável do activo, e quando
necessário registar uma perda por imparidade. O valor recuperável é determinado como
o mais elevado de entre o preço de venda líquido e o valor de uso do activo, sendo
este último calculado com base no valor actual dos fluxos de caixa futuros estimados,
decorrentes do uso continuado e da alienação do activo no fim da sua vida útil.
As vidas úteis dos activos são revistas em cada período de relato financeiro, para que as
depreciações praticadas estejam em conformidade com os padrões de consumo esperados
dos activos. Alterações às vidas úteis são tratadas como uma alteração de estimativa
contabilística e são aplicadas prospectivamente, afetando os resultados do período.
O ganho (ou a perda) resultante da alienação ou abate de um activo fixo tangível é
determinado como a diferença entre o montante recebido na transacção e a quantia
escriturada do activo sendo o ganho (ou a perda) reconhecido em resultados no período
em que ocorre a alienação.
Os Activos Fixos Tangíveis em Curso dizem respeito a bens que ainda se encontram em
fase de construção ou desenvolvimento e estão mensurados ao custo de aquisição sendo
somente depreciados quando se encontram disponíveis para uso.
3.3 - Locações
As locações financeiras são capitalizadas no início da locação pelo menor entre o justo
valor do activo locado e o valor presente dos pagamentos mínimos da locação, cada um
determinado à data de início do contrato. A dívida resultante de um contrato de locação
financeira é registada líquida de encargos financeiros, na rubrica de Financiamentos
obtidos. Os encargos financeiros incluídos na renda e a depreciação dos activos locados,
são reconhecidos na Demonstração dos resultados, no período a que dizem respeito, na
rúbrica de juros e gastos similares suportados.
Os activos fixos tangíveis adquiridos através de locações financeiras são depreciados
pelo menor de entre o período de vida útil do activo e o período da locação, ou quando
a Empresa não tem opção de compra no final do contrato, ou pelo período de vida útil
estimado quando a Empresa tem a intenção de adquirir os activos no final do contrato.
Nas locações consideradas operacionais, as rendas a pagar são reconhecidas como custo
na demonstração dos resultados numa base linear, durante o período da locação.
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A.
129
3.4 - Intangíveis
Reconhecimento inicial
O custo dos activos intangíveis adquiridos separadamente reflecte, em geral, os benefícios
económicos futuros esperados e compreende:
• O preço de compra, incluindo custos com direitos intelectuais e os impostos
sobre as compras não reembolsáveis, após dedução dos descontos comerciais e
abatimentos; e
• Qualquer custo directamente atribuível à preparação do activo, para o seu uso
pretendido.
Reconhecimento subsequente
A Empresa valoriza os seus activos intangíveis, após o reconhecimento inicial, pelo Modelo
do Custo, conforme definido pela NCRF 6 – Activos Intangíveis, que define que um activo
intangível deve ser escriturado pelo seu custo deduzido da amortização acumulada e
quaisquer perdas por imparidade acumuladas.
Amortização
A Empresa determina a vida útil e o método de amortização dos activos intangíveis com
base na estimativa de consumo dos benefícios económicos futuro associados ao activo.
• Activos intangíveis com vida útil finita
Os activos intangíveis com vida útil definida são amortizados numa base sistemática
a partir da data em que se encontram disponíveis para uso, durante a vida útil
estimada.
As taxas de amortização resultantes da determinação das vidas úteis estimadas para os
activos intangíveis mais significativos são conforme segue:
Bem
Programas de computador
2013
2012
16,66 - 33,33
16,66 - 33,33
3.5 - Imparidade de activos fixos
Em cada data de relato é efectuada uma revisão das quantias escrituradas dos activos
da Empresa com vista a determinar se existe algum indicador de que possam estar em
imparidade.
Sempre que a quantia escriturada do activo ou da unidade geradora de caixa for superior
à sua quantia recuperável, é reconhecida uma perda por imparidade. A perda por
imparidade é registada de imediato na demonstração dos resultados na rubrica de “Perdas
por imparidade”, salvo se tal perda compensar um excedente de revalorização registado
no capital próprio. Neste último caso, tal perda será tratada como um decréscimo de
revalorização. Nos casos em que a perda não é considerada permanente e definitiva,
a perda de imparidade não é reconhecida, sendo feita a divulgação das razões que
fundamentam essa conclusão.
O valor recuperável é o maior de entre o justo valor do activo deduzido dos custos de venda
e o seu valor de uso. Para a determinação da existência de imparidade, os activos são
alocados ao nível mais baixo para o qual existem fluxos de caixa separados identificáveis
(unidades geradoras de caixa).
O gasto com amortizações é reconhecido na demonstração de resultados na rubrica
Gastos/Reversões de Depreciação e Amortização.
A reversão de perdas por imparidade reconhecidas em exercícios anteriores é registada
quando há evidências de que as perdas por imparidade reconhecidas já não existem ou
diminuíram. A reversão das perdas por imparidade é reconhecida na demonstração dos
resultados na rubrica de “Reversões de perdas por imparidade”. A reversão da perda por
imparidade é efectuada até ao limite da quantia que estaria reconhecida (líquida de
amortizações) caso a perda não tivesse sido registada.
As vidas úteis e método de amortização dos vários activos intangíveis são revistos
anualmente.
Quando há lugar ao registo ou reversão de imparidade, a amortização e depreciação dos
activos são recalculadas prospectivamente de acordo com o valor recuperável.
O efeito de alguma alteração a estas estimativas é reconhecido na demonstração dos
resultados prospectivamente.
3.6 – Participações Financeiras – outros métodos
A Empresa utiliza o modelo do custo para o reconhecimento inicial das participações
financeiras em entidades em que não seja obrigatório a utilização do método da
equivalência patrimonial e nas quais não existam condições para a utilização do justo
valor, designadamente participações financeiras em empresas não cotadas.
A Empresa não tem activos intangíveis com vida útil indefinida.
De acordo com o modelo do custo as participações financeiras são reconhecidas inicialmente
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A.
130
pelo seu custo de aquisição, que inclui custos de transacção, sendo subsequentemente o
seu valor diminuído por perdas por imparidade, sempre que ocorram.
relacionadas com acontecimentos ocorridos após o final do período na medida em que tais
acontecimentos confirmem condições existentes no fim do período.
3.7 – Imposto sobre o rendimento
O imposto sobre o rendimento corresponde à soma dos impostos correntes com os impostos
diferidos. Os impostos correntes e os impostos diferidos são registados em resultados,
salvo quando se relacionam com itens registados directamente no capital próprio. Nestes
casos os impostos correntes e os impostos diferidos são igualmente registados no capital
próprio.
3.9 – Activos e Passivos financeiros
Imposto corrente: o imposto corrente a pagar é baseado no lucro tributável do exercício.
O lucro tributável difere do resultado contabilístico, uma vez que exclui diversos custos e
proveitos que apenas serão dedutíveis ou tributáveis noutros exercícios. O lucro tributável
exclui ainda custos e proveitos que nunca serão dedutíveis ou tributáveis.
Imposto diferido: os impostos diferidos referem-se às diferenças temporárias entre os
montantes dos activos e passivos para efeitos de relato contabilístico e os respectivos
montantes para efeitos de tributação.
Os activos e os passivos por impostos diferidos são mensurados utilizando as taxas de
tributação que se espera estarem em vigor à data da reversão das correspondentes
diferenças temporárias, com base nas taxas de tributação (e legislação fiscal) que esteja
formal ou substancialmente emitida na data de relato.
Os impostos diferidos activos são reconhecidos na medida em que seja provável que
existam lucros tributáveis futuros disponíveis para a utilização da diferença temporária.
Os impostos diferidos passivos são reconhecidos sobre todas as diferenças temporárias
tributáveis.
Os impostos diferidos activos são revistos anualmente e reduzidos sempre que deixe de ser
provável que possam ser utilizados.
3.8 – Inventários
Os inventários são registados ao custo de aquisição, sendo adoptado como método de
custeio das saídas dos inventários o custo médio ponderado.
Sempre que o valor realizável líquido é inferior ao custo de aquisição ou de produção,
procede-se à redução de valor dos inventários, mediante o reconhecimento de uma perda
por imparidade, a qual é revertida quando deixam de existir os motivos que a originaram.
Para este efeito, o valor realizável líquido é o preço de venda estimado no decurso
ordinário da actividade empresarial menos os custos estimados de acabamento e os custos
necessários para efectuar a venda. As estimativas tomam em consideração as variações
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
O Conselho de Administração determina a classificação dos activos e passivos financeiros,
na data do reconhecimento inicial de acordo com a NCRF 27 – Instrumentos financeiros.
Os activos e passivos financeiros podem ser classificados/mensurados como:
(a) Ao custo ou custo amortizado menos qualquer perda por imparidade; ou
(b) Ao justo valor com as alterações de justo valor a ser reconhecidas na
demonstração dos resultados.
A Empresa classifica e mensura ao custo ou ao custo amortizado, os activos e passivos
financeiros:
i) que em termos de prazo sejam à vista ou tenham maturidade definida;
ii) cujo retorno seja de montante fixo, de taxa de juro fixa ou de taxa variável
correspondente a um indexante de mercado; e
iii) que não possuam nenhuma cláusula contratual da qual possa resultar a
perda do valor nominal e do juro acumulado (no caso dos activos) ou alteração à
responsabilidade pelo reembolso do valor nominal e do juro acumulado a pagar (no
caso dos passivos).
Para os activos e passivos registados ao custo amortizado, os juros obtidos a reconhecer
em cada período são determinados de acordo com o método da taxa de juro efectiva,
que corresponde à taxa que desconta exactamente os recebimentos de caixa futuros
estimados durante a vida esperada do instrumento financeiro.
São registados ao custo ou custo amortizado:
i) os activos financeiros que constituem empréstimos concedidos, contas a receber
(clientes, outros devedores, etc.) e instrumentos de capital próprio bem como
quaisquer contratos derivados associados, que não sejam negociados em mercado
activo ou cujo justo valor não possa ser determinado de forma fiável e
ii) os passivos financeiros que constituem financiamentos obtidos, contas a pagar
(fornecedores, outros credores, etc.) e instrumentos de capital próprio bem como
quaisquer contratos derivados associados, que não sejam negociados em mercado
activo ou cujo justo valor não possa ser determinado de forma fiável.
A Empresa classifica e mensura ao justo valor os activos financeiros que não cumpram com
as condições para ser mensurados ao custo ou custo amortizado, conforme descrito acima.
São registados ao justo valor os activos financeiros que constituem instrumentos de capital
próprio cotados em mercado activo, contratos derivados e activos financeiros detidos para
negociação. As variações de justo valor são registadas nos resultados de exercício, excepto
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A.
131
no que se refere aos instrumentos financeiros derivados que qualifiquem como relação de
cobertura de fluxos de caixa.
A Empresa avalia a cada data de relato financeiro a existência de indicadores de perda
de valor para os activos financeiros que não sejam mensurados ao justo valor através de
resultados. Se existir uma evidência objectiva de imparidade, a Empresa reconhece uma
perda por imparidade na demonstração de resultados.
Os activos financeiros são desreconhecidos quando os direitos ao recebimento dos fluxos
monetários originados por esses investimentos expiram ou são transferidos, assim como
todos os riscos e benefícios associados à sua posse. Uma entidade deve desreconhecer um
passivo financeiro (ou parte de um passivo financeiro) apenas quando este se extinguir,
isto é, quando a obrigação estabelecida no contrato seja liquidada, cancelada ou expire.
3.10 – Caixa e equivalentes de caixa
Os montantes incluídos na rubrica de caixa e depósitos bancários correspondem aos valores
de depósitos bancários vencíveis a menos de três meses, e que possam ser imediatamente
mobilizáveis com risco insignificante de alteração de valor. Estes activos estão valorizados
ao custo.
Para efeitos da demonstração dos fluxos de caixa, a rubrica de ‘‘Caixa e equivalentes
de caixa’’ compreende, além da caixa e depósitos bancários, também os descobertos
bancários incluídos na rubrica de Financiamentos obtidos do Balanço.
3.11 – Financiamentos obtidos
Os financiamentos obtidos são inicialmente reconhecidos ao justo valor, líquido de
custos de transacção e montagem incorridos. Os financiamentos são subsequentemente
apresentados ao custo amortizado sendo a diferença entre o valor nominal e o justo valor
inicial reconhecida na demonstração dos resultados ao longo do período do empréstimo,
utilizando o método da taxa de juro efectiva.
Os financiamentos obtidos são classificados no passivo corrente, excepto se a Empresa
possuir um direito incondicional de diferir o pagamento do passivo por, pelo menos, 12
meses após a data do balanço, sendo neste caso classificados no passivo não corrente.
Os créditos sobre clientes cedidos sem recurso i.e. em que no caso de não pagamento
por parte dos Clientes a perda é assumida pela empresa de factoring são desreconhecidos
do Balanço aquando do recebimento das quantias provenientes da empresa de factoring.
Os gastos com juros relativos a financiamentos obtidos são registados na rubrica de gastos
e perdas de financiamento em resultados do exercício.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
3.12 – Subsídios do Governo
Os subsídios do Governo apenas são reconhecidos quando existe uma certeza razoável de
que a Empresa irá cumprir com as condições de atribuição dos mesmos e de que os mesmos
irão ser recebidos.
Os subsídios do Governo associados à aquisição ou produção de activos não correntes
(Subsídios ao Investimento) são inicialmente reconhecidos no capital próprio, sendo
subsequentemente imputados numa base sistemática (proporcionalmente às amortizações
dos activos subjacentes) como rendimentos do exercício durante as vidas úteis dos activos
com os quais se relacionam.
Outros subsídios do Governo (Subsídios à Exploração) são, de uma forma geral, reconhecidos
como rendimentos de uma forma sistemática durante os períodos necessários para os
balancear com os gastos que é suposto compensarem. Subsídios do Governo que têm por
finalidade compensar perdas já incorridas ou que não têm custos futuros associados são
reconhecidos como rendimentos do período em que se tornam recebíveis.
Os apoios do Governo sob a forma de atribuição de financiamentos reembolsáveis a taxa
bonificada, devem ser descontados na data do reconhecimento inicial, constituindo o
valor do desconto o valor do subsídio a amortizar pelo período do financiamento
3.13 – Provisões
São reconhecidas provisões apenas quando a Empresa tem uma obrigação presente (legal
ou construtiva) resultante dum acontecimento passado, é mais provável de que não que
para a liquidação dessa obrigação ocorra uma saída de recursos e o montante da obrigação
possa ser razoavelmente estimado.
O montante reconhecido das provisões consiste no valor presente da melhor estimativa
na data de relato, dos recursos necessários para liquidar a obrigação. Tal estimativa
é determinada tendo em consideração os riscos e incertezas associados à obrigação
conhecidos e avaliados pela Gestão à data de relato.
3.14 – Gastos e rendimentos
Os gastos e rendimentos são registados no período a que se referem, independentemente do
seu pagamento ou recebimento, de acordo com o princípio contabilístico da especialização
dos exercícios. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e os correspondentes
réditos e gastos são reconhecidos como activos ou passivos, se se qualificarem como tal,
nas rubricas de Balanço “Outras contas a receber e a pagar” e “Diferimentos”.
\
3.15 – Rédito
O rédito é mensurado pelo justo valor da contraprestação recebida ou a receber. O
rédito a reconhecer é deduzido do montante estimado de devoluções, descontos e outros
abatimentos. O rédito reconhecido não inclui IVA e outros impostos liquidados relacionados
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A.
132
com a venda.
incertos não totalmente sob o controlo da entidade,
ou
O rédito proveniente da venda de bens é reconhecido quando todas as seguintes condições
são satisfeitas:
• Todos os riscos e vantagens da propriedade dos bens foram transferidos para o
comprador;
• A Empresa não mantém qualquer controlo sobre os bens vendidos;
• O montante do rédito pode ser mensurado com fiabilidade;
• É provável que benefícios económicos futuros associados à transacção fluam para
a Empresa;
• Os custos incorridos ou a incorrer com a transacção podem ser mensurados com
fiabilidade.
O rédito proveniente da prestação de serviços é reconhecido com referência à fase de
acabamento da transacção à data de relato, desde que todas as seguintes condições sejam
satisfeitas:
• O montante do rédito pode ser mensurado com fiabilidade;
• É provável que benefícios económicos futuros associados à transacção fluam para
a Empresa;
• Os custos incorridos ou a incorrer com a transacção podem ser mensurados com
fiabilidade;
• A fase de acabamento da transacção à data de relato pode ser mensurada com
fiabilidade.
3.16 – Encargos financeiros com empréstimos obtidos
Os encargos financeiros relacionados com empréstimos obtidos são geralmente
reconhecidos como gastos à medida que são incorridos na rubrica “Juros e gastos similares
suportados”.
3.17 – Activos e Passivos Contingentes
Um Activo Contingente é um possível activo proveniente de acontecimentos passados e
cuja existência só será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais acontecimentos
futuros incertos não totalmente sob o controlo da entidade.
Os Activos Contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras para não
resultarem no reconhecimento de rendimentos que podem nunca ser realizados. Contudo,
são divulgados quando for provável a existência de um influxo futuro.
Um Passivo Contingente é:
• Uma obrigação possível que provém de acontecimentos passados e cuja existência
só será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais acontecimentos futuros
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
• Uma obrigação presente que decorra de acontecimentos passados mas que não
é reconhecida porque:
• Não é provável que uma saída de recursos seja exigida para liquidar a obrigação,
• A quantia da obrigação não pode ser mensurada com suficiente fiabilidade.
Os Passivos Contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras para não
resultarem no reconhecimento de gastos que podem nunca se tornar efectivos. Contudo,
são divulgados sempre que existe uma probabilidade de exfluxos futuros que não seja
remota.
3.18 – Capitais Próprios
a) Capital Social
As acções ordinárias são classificadas no capital próprio. Os custos directamente atribuíveis
à emissão de novas acções ou opções são apresentados no capital próprio como uma
dedução, líquida de impostos, ao montante emitido.
As acções próprias adquiridas através de contrato são reconhecidas no capital próprio,
em rubrica própria. De acordo com o código das sociedades Comerciais a Empresa tem
de garantir a cada momento a existência de reservas no Capital Próprio para cobertura
do valor das acções próprias, limitando o valor das reservas disponíveis para distribuição.
As acções próprias são registadas ao custo de aquisição, se a compra for efectuada à vista,
ou ao justo valor estimado se a compra for diferida.
b) Distribuição de dividendos
A distribuição de dividendos a accionistas é reconhecida como um passivo na data em que
é aprovada pelos mesmos
3.19 – Matérias ambientais
São reconhecidas provisões para matérias ambientais sempre que a Empresa tenha uma
obrigação legal ou construtiva, como resultado de acontecimentos passados, relativamente
à qual seja provável que uma saída de recursos se torne necessária para a liquidar e possa
ser efectuada uma estimativa fiável do montante dessa obrigação.
A Empresa incorre em dispêndios de carácter ambiental os quais, dependendo das suas
características, estão a ser capitalizados ou reconhecidos como um custo nos resultados
operacionais do período.
Assim, os dispêndios com equipamentos e técnicas operativas que assegurem o cumprimento
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A.
133
da legislação e dos regulamentos aplicáveis, bem como a redução dos impactos ambientais
para níveis que não excedam os correspondentes a uma aplicação viável das melhores
tecnologias disponíveis desde as referentes à minimização do consumo energético, das
emissões atmosféricas, da produção de resíduos e do ruído, são capitalizados quando
se destinem a servir de modo duradouro a actividade da Empresa e se relacionem com
benefícios económicos futuros, permitindo prolongar a vida útil, aumentar a capacidade
ou melhorar a segurança ou eficiência de outros activos detidos pela Empresa.
3.20 – Principais estimativas e julgamentos apresentados
As estimativas e julgamentos com impacto nas demonstrações financeiras da Luís Simões
Logística Integrada, S.A. são continuamente avaliados, representando à data de cada
relato a melhor estimativa da Administração, tendo em conta o desempenho histórico, a
experiência acumulada e as expectativas sobre eventos futuros que, nas circunstâncias em
causa, se acreditam serem razoáveis.
A natureza intrínseca das estimativas pode levar a que o reflexo real das situações que
haviam sido alvo de estimativa possam, para efeitos de relato financeiro, vir a diferir
dos montantes estimados. As estimativas e os julgamentos que apresentam um risco
significativo de originar um ajustamento material no valor contabilístico de activos e
passivos no decurso do exercício seguinte são as que seguem:
3.20.1 - Activos fixos tangíveis e intangíveis
A determinação das vidas úteis dos activos, bem como o método de depreciação/
amortização a aplicar é essencial para determinar o montante das depreciações/
amortizações a reconhecer na demonstração dos resultados de cada exercício.
Estes dois parâmetros são definidos de acordo com o melhor julgamento da Administração
para os activos em questão, considerando sempre que possível, as práticas adoptadas por
empresas do sector.
necessidade de registar perdas por imparidade, sendo estas determinadas com base na
informação disponível e em estimativas efectuadas pela Empresa dos fluxos de caixa que
se espera receber.
3.20.3 - Provisões
A Empresa analisa de forma periódica eventuais obrigações que resultem de eventos
passados e que devam ser objecto de reconhecimento e ou divulgação.
A subjectividade inerente à determinação da probabilidade e montante de recursos
necessários para o pagamento das obrigações poderá conduzir a ajustamentos dos valores
registados, nomeadamente, no que se refere aos processos em curso e às contingências.
3.20.4 - Impostos diferidos
São reconhecidos activos por impostos diferidos apenas quando existe forte segurança
de que existirão lucros tributáveis futuros disponíveis para a utilização das diferenças
temporárias ou quando existam passivos por impostos diferidos cuja reversão seja
expectável no mesmo período em que os activos por impostos diferidos sejam revertidos.
A avaliação dos activos por impostos diferidos é efectuada pela Administração no final de
cada exercício, tendo em atenção a expectativa de desempenho no futuro.
3.20.5 – Acontecimentos subsequentes
Os acontecimentos após a data do balanço que proporcionem informação adicional
sobre condições que existiam à data do balanço “adjusting events” são reflectidos
nas demonstrações financeiras. Os eventos após a data do balanço que proporcionem
informação sobre condições que ocorram após a data do balanço “non adjusting events”
são divulgados nas demonstrações financeiras, se forem considerados materiais.
3.20.2 – Perdas por imparidade de clientes e devedores
A determinação de uma eventual perda por imparidade pode ser despoletada pela
ocorrência de diversos eventos, muitos dos quais fora da esfera de influência da Empresa,
tais como: a disponibilidade futura de financiamento, o custo de capital ou quaisquer
outras alterações, quer internas, quer externas à Empresa.
A identificação dos indicadores de imparidade, a estimativa de fluxos de caixa futuros e a
determinação do justo valor de activos implicam um elevado grau de julgamento por parte
da Administração no que respeita à identificação e avaliação dos diferentes indicadores de
imparidade, fluxos de caixa esperados, taxas de desconto aplicáveis, vidas úteis e valores
residuais.
134
Em particular, da análise efectuada periodicamente aos saldos a receber poderá surgir a
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A.
4 – Fluxos de Caixa
5.3 - Transacções com partes relacionadas
a) Natureza do relacionamento com as partes relacionadas
A rubrica de Caixa e depósitos bancários no Balanço decompõe-se da seguinte forma:
2013
Depósitos à Ordem
Total de caixa e depósitos bancários
2012
2 409,92
41 536,95
2 409,92
41 536,95
Natureza do
Natureza do
relacionamento
relacionamento
(Serviços que presta)
(Serviços que recebe)
Financiamentos
Financiamentos
Serviços transporte e logística
Serviços transporte e logística
Empresa-mãe:
Luís Simões SPGS, S.A.
Outras partes relacionadas:
O saldo de Caixa e seus equivalentes a caixa constante na Demonstração de Fluxos de
Luís Simões Logística Integrada, S.A. - Espanha
Caixa decompõe-se da seguinte forma:
Reta, S.A.
2013
Depositos à Ordem
Total de caixa e depósitos bancários
Descobertos Bancários
Total de caixa e seus equivalente a caixa
Aluguer semi reboques; Serviços de
manutenção
2012
LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
2 409,92
41 536,95
2 409,92
41 536,95
(366 551,51)
(25 357,39)
(364 141,59)
16 179,56
Serviços de Administração; Serviços
Técnicos, Administrativos e de Gestão
Diagonal - Correctores de Seguros, SA.
Cedência gasóleo
Cedência gasóleo;
Seguros
Cedência gasóleo;
Patrimundus, S.A.
n/a
n/a
Solmoninhos, S.A.
n/a
n/a
Pessoal chave da gestão
n/a
n/a
5 – Partes Relacionadas
Para efeitos de apresentação destas demonstrações financeiras são considerados como
partes relacionadas todas as subsidiárias da LS – Luís Simões, SGPS, S.A. e elementos chave
na Gestão das mesmas.
5.1 - Identificação de partes relacionadas
A Empresa é detida em 100% pela entidade LS – Luís Simões, SGPS, S.A. sendo as suas
demonstrações financeiras consolidadas na referida entidade.
5.2 - Remuneração do pessoal chave da gestão
No decurso dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, não existiram
remunerações atribuídas pela empresa ao pessoal chave da gestão.
O Conselho de Administração da Empresa e a Direcção de Serviços Partilhados foram
considerados, de acordo com a NCRF 5, como sendo os únicos elementos “chave” da
gestão.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
135
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A.
b) Quantias de transacções e saldos pendentes com partes relacionadas
A quantia das transacções e dos saldos pendentes de partes relacionadas são os indicados
no quadro seguinte:
Ano
Fornecimentos e serviços
Vendas e serviços prestados
Outros rendimentos e ganhos
externos
Outros gastos e perdas
Empresa-mãe:
Luís Simões SPGS, S.A.
2012
-
-
-
-
2013
-
-
-
-
2012
23 490 429,84
1 810 794,41
1 343 069,02
-
2013
22 570 599,87
3 123 117,04
869 968,31
-
2012
77 172,00
2 384 137,59
325 313,90
141 712,37
2013
74 652,00
2 790 507,52
305 681,49
115 184,42
2012
63 252,00
6 157 745,70
21 722,76
-
2013
66 852,00
6 531 888,38
22 114,27
-
2012
-
-
4 149,59
-
2013
-
-
4 523,85
-
Outras partes relacionadas:
Luís Simões Logística Integrada, S.A. - Espanha
Reta, S.A.
LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
Diagonal - Corretores de Seguros, S.A.
Ano
Clientes
Outras contas a receber
Formecedores
Outras contas a pagar
Acionistas
Empresa-mãe:
Luís Simões SPGS, S.A.
2012
-
72 456,93
-
34 034,23
2 557 171,91
2013
-
9 817,92
-
85 857,58
414 398,92
2012
175 560,42
378 811,77
52 256,72
62 257,11
-
2013
574 970,17
1 672 003,43
430 445,27
216 023,88
-
2012
88 397,88
-
201 518,03
64 064,00
-
2013
57 963,37
-
199 165,45
127 623,96
-
Outras partes relacionadas:
Luís Simões Logística Integrada, S.A. - Espanha
Reta, S.A.
LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
Diagonal - Corretores de Seguros, S.A.
2012
13 130,07
131 150,68
177 014,47
-
-
2013
12 503,64
-
292 946,73
-
-
2012
118,99
-
2 200,55
-
-
2013
1 005,16
-
-
-
-
Não existem ajustamentos de dívidas de cobranças duvidosas relacionados com a quantia
de saldos pendentes, nem gastos reconhecidos durante o período a respeito de dívidas
incobráveis ou de cobrança duvidosa de partes relacionadas
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
136
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A.
A quantia dos financiamentos a receber e a pagar de partes relacionadas bem como dos
rendimentos e gastos de juros são os indicados no quadro seguinte:
como dos rendimentos e gastosFinanciamentos
de juros sãoa os indicados no quadro seguinte:
Ano
Rendimentos de Juros
Pagar
Gastos de Juros
Empresa-mãe:
2013
3 169 095,29
72 456,93
9 817,92
Activos intangíveis
em curso
Total
Valores em 01.01.2012
Quantias brutas escrituradas
Amortizações e perdas por imparidade acumuladas
2012
Luís Simões SPGS, S.A.
Programas
computador
2 636 553,33
50 628,00
2 687 181,33
(1 652 694,01)
-
(1 652 694,01)
983 859,32
50 628,00
1 034 487,32
36 576,71
Quantias líquidas escrituradas
85 857,88
Adições
58 364,30
313 651,25
372 015,55
Transferências
14 328,00
(14 328,00)
-
Amortizações
(306 984,18)
-
(306 984,18)
6 – Activos Intangíveis
6.1 — Divulgações para cada classe de activos intangíveis, distinguindo entre
os activos intangíveis gerados internamente e outros activos intangíveis:
Todos os Activos Intangíveis da Empresa têm vida útil finita. A Empresa não possui no seu
património Activos intangíveis com vida útil indefinida.
Valores em 31.12.2012
Quantias brutas escrituradas
2 709 245,63
349 951,25
3 059 196,88
(1 959 678,19)
-
(1 959 678,19)
Quantias líquidas escrituradas
749 567,44
349 951,25
1 099 518,69
Adições
241 182,59
2 367,17
243 549,76
Transferências
349 951,25
(349 951,25)
-
Amortizações
(325 075,18)
-
(325 075,18)
3 300 379,47
2 367,17
3 302 746,64
(2 284 753,37)
-
(2 284 753,37)
1 015 626,10
2 367,17
1 017 993,27
Amortizações e perdas por imparidade acumuladas
Valores em 31.12.2013
Quantias brutas escrituradas
Amortizações e perdas por imparidade acumuladas
Quantias líquidas escrituradas
6.2 —Activos Intangíveis com titularidade restringida, e dados como
garantias de passivos
Os Programas de Computador não são propriedade da empresa, a qual se limita a ter os
respectivos direitos de uso nos termos do contrato celebrado com o fornecedor.
Não existem activos intangíveis dados como garantias de passivos.
6.3 — Compromissos futuros para aquisição de activos intangíveis
Não existem compromissos futuros para aquisição de activos intangíveis.
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, o movimento ocorrido
na quantia escriturada dos activos intangíveis, bem como nas respectivas amortizações
acumuladas e perdas por imparidade, foi o seguinte:
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
137
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A.
7 – Activos Fixos Tangíveis
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, o movimento ocorrido
na quantia escriturada dos activos fixos tangíveis, bem como nas respectivas depreciações
acumuladas e perdas por imparidade, foi o seguinte:
“Edifícios
e outras construções”
Equipamento
Equipamento de
Equipamento
Outros activos
Activos fixos tan-
básico
transporte
administrativo
fixos tangíveis
gíveis em curso
Totais
Valores em 01.01.2012
Quantias brutas escrituradas
1 150 183,85
44 256 706,79
452 459,50
3 538 544,31
454 552,81
Depreciações e perdas por imparidade acumuladas
328 394,57
50 180 841,83
(703 617,88)
(21 477 676,78)
(188 567,37)
(2 881 966,44)
(251 243,42)
-
(25 503 071,89)
Quantias líquidas escrituradas
446 565,97
22 779 030,01
263 892,13
656 577,87
203 309,39
328 394,57
24 677 769,94
Adições
126 667,93
830 725,28
-
281 651,95
958,24
4 424,66
1 244 428,06
-
305 250,57
-
624,00
-
(305 874,57)
-
-
(2 820 286,28)
-
-
-
(9 600,00)
(2 829 886,28)
-
2 284 786,64
-
-
-
-
2 284 786,64
(110 044,76)
(3 394 606,13)
(75 296,40)
(329 863,41)
(52 258,45)
-
(3 962 069,15)
Transferências
Alienações, sinistros e abates
-
Quantias brutas escrituradas
Amortizações e perdas por imparidade acumuladas
Depreciações
Valores em 31.12.2012
Quantias brutas escrituradas
1 276 851,78
42 572 396,36
452 459,50
3 820 820,26
455 511,05
17 344,66
48 595 383,61
Depreciações e perdas por imparidade acumuladas
(813 662,64)
(22 587 496,27)
(263 863,77)
(3 211 829,85)
(303 501,87)
-
(27 180 354,41)
Quantias líquidas escrituradas
463 189,14
19 984 900,09
188 595,73
608 990,41
152 009,18
17 344,66
21 415 029,20
Adições
149 683,01
635 171,25
-
146 632,87
22 825,27
8 195,00
962 507,40
4 420,00
12 920,00
-
-
-
(17 340,00)
-
Quantias brutas escrituradas
-
(2 073 535,65)
-
(895,00)
-
(4,66)
(2 074 435,31)
Amortizações e perdas por imparidade acumuladas
-
1 813 375,68
-
680,36
-
-
1 814 056,04
(109 271,61)
(3 400 794,28)
(75 296,40)
(247 905,13)
(53 261,81)
-
(3 886 529,23)
Quantias brutas escrituradas
1 430 954,79
41 146 951,96
452 459,50
3 966 558,13
478 336,32
8 195,00
47 483 455,70
Depreciações e perdas por imparidade acumuladas
(922 934,25)
(24 174 914,87)
(339 160,17)
(3 459 054,62)
(356 763,68)
-
(29 252 827,60)
508 020,54
16 972 037,09
113 299,33
507 503,51
121 572,64
8 195,00
18 230 628,11
Transferências
Alienações, sinistros e abates
Depreciações
Valores em 31.12.2013
Quantias líquidas escrituradas
138
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A.
7.1 —Titularidade de activos fixos tangíveis dados como garantia de passivos
Não existem activos tangíveis dados como garantias de passivos, nem hipotecas sobre
Terrenos e os Edifícios que sejam propriedade da Empresa nos exercícios findos em 31 de
Dezembro de 2013 e 2012.
7.2 — Dispêndios reconhecidos na quantia escriturada de cada um dos
seguintes itens do activo fixo tangível no decurso da sua construção
A quantia de dispêndios reconhecida no activo fixo tangível em curso decompõe-se da
forma indicada no quadro seguinte:
2013
Viaturas em Preparação
Obras em instalações
2012
7 620,00
12 924,66
575,00
4 419,99
8 195,00
17 344,65
7.3 — Quantia incluída nos resultados, relativa a compensação de terceiros
por itens do activo fixo tangível com imparidade, perdidos ou cedidos
Durante o exercício de 2013, foi reconhecido nos resultados o valor de 68.904,74 Euros
(25.069,00 Euros em 2012) relativo a indemnizações a receber de seguradoras relativas a
sinistros por perda total de viatura.
7.4 — Compromissos futuros para aquisição de activos fixos tangíveis
Não existem compromissos futuros para aquisição de activos fixos tangíveis.
b) Pagamentos mínimos futuros da locação e o seu valor presente
Os pagamentos mínimos das locações financeiras em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, são
detalhados conforme se segue:
2013
Até 1 ano
2012
Pagamentos
Valor Presente de
Pagamentos
Valor Presente
Minimos
Pagamentos
Minimos
de Pagamentos
4.313.763,60
4.157.182,14
4.969.349,16
4.767.296,36
753.279,95
746.295,79
5.239.967,13
4.991.428,37
-
-
-
-
5.067.043,56
4.903.477,93
10.209.316,29
9.758.724,73
Encargos financeiros
(163.565,63)
n/a
(450.591,56)
n/a
Valor presente dos pagamentos mínimos
4.903.477,93
4.903.477,93
9.758.724,73
9.758.724,73
Entre 1 ano e 5 anos
A mais de 5 anos
Total dos pagamentos minimos
c) Descrição geral dos acordos de locação significativos:
A Empresa tem contratos de locação para diversos itens de equipamento básico de
transporte (incluindo tractores e semi reboques) e de equipamento básico de armazém
(estantaria e equipamento armazém automático do Futuro). Apresenta ainda um contrato
de locação para aquisição de software, registado em activos intangíveis.
Os contratos referidos não prevêem rendas contingentes e incluem opção de compra.
8 – Locações
Locações financeiras
a) Quantia escriturada líquida à data do balanço
A quantia escriturada líquida dos bens em regime de locação financeira à data de balanço,
para cada categoria de activo, é a constante do quadro seguinte:
2013
2012
Activos Fixos Tangíveis
13 230 436,30
15 973 675,53
Equipamento básico
13 230 436,30
15 973 675,53
Activos Intangíveis
304 304,00
470 071,04
Programas de Computador
304 304,00
470 071,04
13 534 740,30
16 443 746,57
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
139
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A.
Locações operacionais
As matérias-primas correspondem a combustível para abastecimento das viaturas próprias
e cedência a subcontratados.
a) Pagamentos mínimos futuros
Os futuros pagamentos mínimos das locações operacionais em 31 de Dezembro de 2013 e
2012, são detalhados conforme se segue:
2013
Pagamentos futuros mínimos
Gasto do exercício
Alugueres Imóveis
Até 1 ano
1 ano e
A mais de
5 anos
5 anos
9.2 – Quantia de inventários reconhecida como um gasto durante o período
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, as quantias de inventários
reconhecidas como gasto foram as seguintes:
MP, subsid.
5 594 303,92
5 651 479,64
658 211,64
-
Alugueres de Viaturas Ligeiras
167 294,80
138 268,76
135 987,84
-
Alugueres de Viaturas Pesadas
1 106 054,37
341 040,00
777 630,00
-
950 559,63
810 987,46
1 173 475,14
-
7 818 212,72
6 941 775,86
2 745 304,62
-
Empilhadores
Não existem imparidades registadas relativas a estes activos.
2012
e de consumo
Inventários em 1 de Janeiro de 2012
Compras
Regularizações de inventários
Inventários em 31 de Dezembro de 2012
Custo das mercadorias vendidas e das matérias
consumidas
Total
256 352,34
256 352,34
12 790 738,70
12 790 738,70
73 880,82
73 880,82
280 288,42
280 288,42
12 692 921,80
12 692 921,80
280 288,42
280 288,42
12 308 341,15
12 308 341,15
58 396,92
58 396,92
231 238,55
231 238,55
12 298 994,10
12 298 994,10
Pagamentos futuros mínimos
Gasto do exercício
Alugueres Imóveis
Até 1 ano
1 ano e
A mais de
5 anos
5 anos
Inventários em 1 de Janeiro de 2013
Compras
5 481 535,64
4 625 580,70
1 357 515,00
-
Alugueres de Viaturas Ligeiras
171 238,25
147 551,02
211 419,78
-
Alugueres de Viaturas Pesadas
117 600,00
235 200,00
823 200,00
-
Empilhadores
882 941,72
748 779,14
1 601 801,34
-
6 653 315,61
5 757 110,86
3 993 936,12
-
Regularizações de inventários
Inventários em 31 de Dezembro de 2013
Custo das mercadorias vendidas e das matérias
consumidas
9 – Inventários
9.1 – Quantia total escriturada de inventários
Em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, os inventários da Empresa eram detalhados conforme
se segue:
2013
Matérias-Primas, subsidiárias e de consumo
2012
231 238,55
280 288,42
231 238,55
280 288,42
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
140
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A.
10 – Rédito
Provisões para
conforme se segue:
A 1 de Janeiro de 2012
2013
2012
Prestação de Serviços
124 482 805,07
120 118 709,30
124 482 805,07
120 118 709,30
124 482 805,07
120 118 709,30
Total
provisões
em curso
O rédito reconhecido pela Empresa em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, é detalhado
Serviços
Outras
processos judiciais
69 542,10
102 933,58
172 475,68
Utilizações no ano
(70 480,00)
(25 700,00)
(96 180,00)
Reversões do ano
(10 895,94)
(77 233,58)
(88 129,52)
Aumentos do ano
145 300,06
-
145 300,06
A 31 de Dezembro de 2012
133 466,22
-
133 466,22
A 1 de Janeiro de 2013
133 466,22
-
133 466,22
A repartição do rédito apurado nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012,
Reversões do ano
(4 528,98)
-
(4 528,98)
por negócio e por mercados geográficos, é a seguinte:
Aumentos do ano
114 321,75
-
114 321,75
243 258,99
-
243 258,99
2013
2012
Logística
44 193 425,46
40 261 962,36
Transportes
80 289 379,61
79 856 746,94
124 482 805,07
120 118 709,30
2013
2012
Mercado Interno
97 272 726,19
91 194 809,00
Mercado Externo
27 210 078,88
28 923 900,30
124 482 805,07
120 118 709,30
Os valores indicados nos quadros acima incluem o montante de 22.712.103,87 Euros em
2013 e de 23.630.853,84 Euros em 2012 relativos a entidades relacionadas, conforme
indicado na nota 5.
11 – Provisões, passivos contingentes e activos
contingentes
A 31 de Dezembro de 2013
12 – Subsídios e Apoios do Governo
A natureza e extensão dos subsídios do Governo reconhecidos nas demonstrações
financeiras encontram-se descriminadas no quadro seguinte:
2013
Subsídios do Estado
28 838,01
-
28 838,01
-
O subsídio de exploração recebido durante o ano de 2013, corresponde a nove estágios
profissionais.
13 – Acontecimentos após a data do balanço
Não se registaram eventos subsequentes a 31 de Dezembro de 2013 que pela sua relevância
e materialidade requeiram ajustamento ou divulgação, conforme descrito na nota 3.20.5.
11.1 - Provisões
O movimento ocorrido na rubrica de provisões durante os exercícios findos em 31 de
Dezembro de 2013 e 2012, encontra-se reflectido no quadro seguinte:
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
2012
141
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A.
14 – Impostos sobre o rendimento
14.1 — Divulgação separada dos seguintes principais componentes de gasto
(rendimento) de impostos:
A Empresa encontra-se sujeita a Imposto sobre os Rendimentos das Pessoas Colectivas
(IRC), sendo a taxa actual de 25% acrescida de Derrama à taxa máxima de 1,5% sobre o
lucro tributável, atingindo uma taxa de imposto agregada de 26,5%.
a) Gasto (rendimento) por impostos
O Gasto (rendimento) por impostos no período é o indicado no quadro seguinte:
Nos termos do artigo 88º do CIRC, a Empresa está sujeita a tributação autónoma sobre um
conjunto de encargos às taxas aí previstas.
As empresas do Grupo, encontram-se desde o exercício de 2007, englobadas no Regime
Especial de Tributação de Grupos de Sociedades (“RETGS”), nos termos do artigo 69º e
seguintes do CIRC, liderado pela accionista LS – Luís Simões, S.G.P.S., S.A., pelo que os
impostos apurados individualmente estão reflectidos no saldo da accionista incluído na
rubrica de Accionistas/Sócios.
O encargo do ano com imposto a pagar é contabilizado em cada uma das empresas que
fazem parte do Grupo em função do respectivo lucro tributável. O eventual ganho ou
perda decorrente do RETGS é reconhecido em cada uma das empresas pertencentes ao
Grupo Fiscal.
De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e
correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (cinco anos
para a Segurança Social), excepto quando tenham havido prejuízos fiscais, ou estejam
em curso inspecções, reclamações ou impugnações, casos estes em que, dependendo das
circunstâncias, os prazos são prolongados ou suspensos. Deste modo, as declarações fiscais
da Empresa relativas aos exercícios de 2010 a 2013 poderão vir ainda a estar sujeitas
a revisão e correcção. O Conselho de Administração entende que, eventuais correcções
resultantes de revisões/inspecções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações
de impostos, não terá um efeito limitativo nas demonstrações financeiras em análise.
2013
Imposto Corrente
IRC do ano
52 809,86
60 201,14
52 809,86
60 201,14
624 973,90
132 305,41
624 973,90
132 305,41
677 783,76
192 506,55
Imposto Diferido
Originados e objecto de reversão por diferenças temporárias
b) Quantia de gasto (rendimento) por impostos diferidos relacionada com a origem e
reversão de diferenças temporárias
Para os exercícios de 2013 e subsequentes, foram ainda alteradas as regras de dedução
de prejuízos fiscais reportáveis (PFR). O prazo de reporte dos PFR apurados em períodos
de tributação iniciados em ou após 1 de Janeiro de 2014 passou para doze períodos de
tributação (este prazo é de cinco anos para os PFR apurados nos períodos de tributação de
2012 e 2013, de quatro anos para os PFR apurados nos períodos de tributação de 2010 e
2011 e de seis anos para os períodos de tributação anteriores). Adicionalmente, a dedução
dos PFR passou a estar limitada a 70% do lucro tributável, sendo esta regra aplicável às
deduções efectuadas nos períodos de tributação iniciados em ou após 1 de Janeiro de
2014, independentemente dos períodos de tributação em que tenham sido apurados (em
2013 este limite é de 75%).
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
2012
142
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A.
A quantia de gasto (rendimento) por impostos diferidos relacionada com a origem e
reversão de diferenças temporárias encontra-se evidenciada no quadro seguinte:
2013
2012
Activos por imposto diferidos:
Prejuízos fiscais
329.877,96
Provisões e ajustamentos
253.437,00
74 414,99
8 297,42
19 760,59
40 137,59
37 320,93
631.749,97
142 619,42
(6.693,33)
(10 261,47)
(82,74)
(52,54)
(6.776,07)
(10 314,01)
624.973,90
132 305,41
Leaseback
Ajustamentos transição SNC
11 122,91
Passivos por impostos diferidos:
Leaseback
Reservas de reavaliação realizadas no período
c) Quantia de gasto (rendimento) por impostos diferidos relacionada com alterações
nas taxas de tributação ou com o lançamento de novos impostos
Foi registada a alteração da taxa de tributação do IRC de 25% para 23% a partir do exercício
de 2014. Esta alteração teve impacto nos Impostos Diferidos, pelo que a quantia de gasto
por impostos diferidos sofreu um impacto de 53.287,85 euros.
d) Gasto por impostos diferidos provenientes de uma redução, ou reversão de uma
diminuição anterior, de um activo por impostos diferidos
O efeito no Gasto por Impostos Diferidos de ajustamentos em contas de Impostos Diferidos
Activos é o indicado no quadro seguinte::
2013
Ajustamentos decorrentes da redução na expectativa de recuperabilidade do activo
Reversão de Ajustamentos e Provisões anteriores
Mais Valias resultantes do Leaseback
Prejuízos fiscais utilizados no exercício
Ajustamentos transição SNC
2012
797.086,74
344.447,51
418.862,50
8.297,42
19.760,59
-
217.527,39
40.137,59
37.320,93
1.189.969,26
693.471,41
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
143
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A.
14.2 — Relacionamento entre gasto (rendimento) de impostos e lucro
contabilístico
A reconciliação numérica entre a taxa média efectiva de imposto e a taxa de imposto
aplicável é a indicada no quadro seguinte:
Base de Imposto
2013
Resultado antes de impostos
(837.564,86)
Taxa de imposto sobre o rendimento em Portugal
Imposto sobre o Rendimento à taxa nominal
Taxa de Imposto
2012
2013
2012
754.285,20
26,50%
26,50%
(221.954,69)
199.885,58
1.299.801,94
1.477.679,64
26,50%
26,50%
0,00%
1,97%
Proveitos não tributáveis
Reversão de perdas de imparidade tributadas em anos anteriores
Reversão de provisões tributadas em anos anteriores
Mais Valias Contabilísticas
Benefícios Fiscais
Variações patrimoniais negativas
-
102.933,58
637.836,64
683.191,64
18.198,46
407.596,78
140.833,68
140.833,68
2.096.670,72
2.812.235,32
22.539,02
38.921,11
Gastos não dedutíveis para efeitos fiscais
Reintegrações e amortizações não aceites como custos
Donativos
IRC e outros impostos incidentes sobre os lucros
Multas, coimas e juros compensatórios
Encargos não devidamente documentados
3.140,50
922,50
-
19.629,08
35.835,35
37.122,43
210,85
192,72
Mais Valias Fiscais
590.531,05
577.121,06
Registo de perdas de imparidade
371.471,48
1.299.801,94
-
98.358,93
Correcções relativas a exercicios anteriores
Outros
41.672,22
45.203,00
1.065.400,47
2.117.272,77
(1.868.835,11)
59.322,65
25,00%
25,00%
1,50%
1,50%
IRC Calculado
-
14.830,66
Derrama
-
889,84
Lucro tributável/Prejuízo fiscal
Taxa de imposto sobre o rendimento em Portugal
Taxa da derrama
Tributação autónoma
Utilização de perdas fiscais
Efeito do aumento / reversão de impostos diferidos
Imposto sobre o rendimento do período
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
52.809,86
55.603,55
-
(11.122,91)
624.973,90
132.305,41
677.783,76
177.675,89
(80,92%)
23,56%
677.783,76
192.506,55
(80,92%)
23,56%
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A.
144
14.3 — Explicação de alterações na taxa de imposto aplicável comparada com
o período contabilístico anterior
Não houve alterações na taxa de imposto aplicável comparada com o período contabilístico
anterior.
14.4 — Quantia (e a data de extinção, se houver) de diferenças temporárias
dedutíveis, perdas fiscais não usadas, e créditos por impostos não
usados relativamente aos quais nenhum activo por impostos diferidos foi
reconhecido no balanço.
A quantia e a data de extinção de diferenças temporárias dedutíveis, prejuízos fiscais não
usadas, e créditos por impostos não usados relativamente aos quais nenhum activo por
impostos diferidos foi reconhecido no balanço são as indicadas no quadro seguinte:
Data de extinção
2013
14.5 — Por cada tipo de diferença temporária e com respeito a cada tipo de
perdas por impostos não usadas e créditos por impostos não usados:
As quantias de activos e passivos por impostos diferidos reconhecidos no balanço para cada
período apresentado por cada tipo de diferença temporária e com respeito a cada tipo de
perdas por impostos não usadas e créditos por impostos não usados são as indicadas no
quadro seguinte:
Balanço
2013
2013
2012
Activos por impostos diferidos
Diferenças temporárias:
Ajustamentos referentes a produtos derivados
34.504,25
74.641,84
(40.137,59)
(37.320,93)
2.071.476,61
1.604.267,83
467.208,78
-
(1.481.822,90)
(217.527,37)
(1.264.295,52)
(217.527,37)
589.653,71
1.386.740,46
(797.086,74)
(217.527,37)
1.231.088,16
1.140.077,65
91.010,51
344.447,51
(1.140.078,06)
(795.630,55)
(344.447,51)
(418.862,50)
91.010,10
344.447,10
(253.4737,00)
(74.414,99)
Outras
2012
Prejuízos Fiscais - Constituições(*)
Prejuízos fiscais que a empresa considera não recuperáveis
Prejuízos Fiscais - Utilização (*)
Prejuízos Fiscais 2008
2014
1.407.870,27
-
Prejuízos Fiscais 2008
2015
1.575.379,73
-
2.983.250,00
-
SIFIDE 2007
2013
-
164.980,38
SIFIDE 2008
2014
791.415,83
791.415,83
791.415,83
Dem. Resultados
2012
Provisões não aceites fiscalmente:
Constituição de provisões não aceites fiscalmente
Reversão de Provisões não aceites fiscalmente
Relocação Financeira
956.396,21
-
8.297,42
(8.297,42)
(19.760,59)
715.168,07
1.814.126,82
(1.098.958,75)
(349.023,88)
715.168,07
1.814.126,82
(1.098.958,75)
(349.023,88)
(*) Parte destes valores não foram reconhecidos em resultados porque foram utilizados no Regime Especial de
Tributação do Grupo de Sociedades (RETGS).
Balanço
2013
Dem. Resultados
2012
2013
2012
9.470,68
16.164,01
(6.693,33)
(10.261,47)
404,17
486,91
(82,74)
(52,63)
9.874,85
16.650,92
(6.776,07)
(10.314,10)
Passivos por impostos diferidos
Diferenças temporárias:
Relocação Financeira-Amortizações não aceites
Outras
Revalorização de activos fixos tangíveis
Transitadas do POC
À data de 31 de Dezembro de 2013, o montante dos prejuízos fiscais por deduzir e os anos
limite para a sua dedução são os seguintes:
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A.
145
31 de Dezembro 2013
Prejuízo Fiscal
Ano Limite para dedução
2009
1.114.144,98
2015
2010
-
2014
2011
1.449.567,08
2015
2012
-
2016
2.563.712,06
15 – Instrumentos financeiros
15.1 – Rubricas de balanço abrangidas pelas divulgações da presente nota
As divulgações desta nota abrangem as seguintes rubricas do balanço:
Activos
2013
2012
Não Corrente
Participações financeiras - Outros métodos - Outras empresas
10 297,26
10 297,26
19,55
-
27 152 837,62
25 811 623,79
Adiantamentos a fornecedores
266 391,39
212 290,36
Accionistas
414 398,92
2 557 171,91
3 380 437,02
2 163 702,01
2 409,92
41 536,95
31 226 791,68
30 796 622,28
Outros activos financeiros
Corrente
Clientes
Outras contas a receber
Caixa e bancos
Passivos
2013
2012
Não Corrente
Financiamentos obtidos
5 915 391,11
8 408 094,99
20 478 661,03
17 225 469,69
Financiamentos obtidos
5 940 400,28
7 292 653,79
Outras contas a pagar
5 351 649,07
6 505 510,46
37 686 101,49
39 431 728,93
Corrente
Fornecedores
Instrumentos de Capital
Capital
2013
11 000 000,00
11 000 000,00
3 103 900,00
3 103 900,00
14 103 900,00
14 103 900,00
Outros instrumentos de capital
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
2012
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A.
146
15.2 – Activos financeiros mensurados ao custo
Os activos financeiros mensurados ao custo são os indicados no quadro seguinte:
2013
15.4 – Passivos financeiros mensurados ao custo Os passivos financeiros mensurados ao custo ou ao custo amortizado são os indicados no
quadro seguinte:
2012
2013
Participações financeiras - outros métodos
Participações de capital em empresas não cotadas
10.297,26
10.297,26
Outros activos financeiros
Financiamentos - Não correntes
Empréstimos bancários
2 000 000,03
3 416 666,62
746 295,79
4 991 428,37
3 169 095,29
-
922 557,45
432 989,77
19 556 103,58
16 792 479,92
Empréstimos bancários
1 416 666,63
2 500 000,04
Descobertos bancários
366 551,51
25 357,39
4 157 182,14
4 767 296,36
-
-
Locações Financeiras
Fundo de Compensação Trabalho (FCT)
19,55
-
2012
Participantes de Capital
Fornecedores
Cliente c/C
Fornecedores - entidades relacionadas (Nota 5.3)
Clientes - entidades relacionadas (Nota 5.3)
646.442,34
277.207,36
26.506.395,28
25.534.416,43
Adiantamentos a fornecedores
266.391,39
212.290,36
Accionistas (Nota 5.3)
414.398,92
2.557.171,91
Clientes - outras entidades
Outras contas a receber - Corrente
Fornecedores - outras entidades
Adiantamento de clientes
Accionistas
Financiamentos obtidos - Correntes
Locações Financeiras
Devedores por acréscimo de rendimentos
Entidades relacionadas (Nota 5.3)
1.681.821,35
582.419,38
882.375,27
281.984,26
10.671,84
5.999,08
805.568,56
1.293.299,29
Outras entidades
Pessoal
Outros devedores
Participantes de Capital
De outras Entidades
Factoring
Outras contas a pagar - Correntes
Fornecedores de Investimentos
48 023,76
58 932,46
2 278 155,34
2 364 458,46
197 124,28
200 193,00
216 025,71
62 257,11
1 408 299,09
1 861 115,90
21 139,44
21 226,86
Entidades relacionadas (Nota 5)
213 479,71
98 098,23
Outras entidades
969 401,74
1 839 228,44
37 686 101,49
39 431 728,93
Acréscimo para férias e sub. férias
Caixa e depósitos bancários
Prémios e ajudas de custo
Outros depósitos bancários
2.409,92
41.536,95
31.226.791,68
30.796.622,28
Acréscimo subcontratação
Entidades relacionadas
Outras entidades
15.3 – Activos financeiros mensurados ao custo para os quais foi reconhecida
imparidade
Os Activos Financeiros mensurados ao custo para os quais foi reconhecida imparidade
encontram-se descritos no quadro seguinte:
2013
2012
Acréscimo cobertura diesel
Pessoal
Outras contas a pagar
Clientes
Quantia bruta
30.116.997,71
28.714.408,76
Imparidade acumulada
(2.964.160,09)
(2.902.784,97)
Quantia escriturada líquida
27.152.837,62
25.811.623,79
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
O contrato de factoring celebrado pela Empresa é sem recurso e apresenta um limite
máximo de 8.000.000 Euros.
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147
15.6 – Ganhos líquidos e perdas líquidas reconhecidas
A maturidade dos Financiamentos não correntes é a seguinte:
2013
Rendimentos e gastos
Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, os rendimentos, gastos, ganhos
e perdas relacionados com instrumentos financeiros são detalhados conforme se segue:
2012
Empréstimos bancários
Entre 1 ano e 5 anos
A mais de 5 anos
2 000 000,03
3 416 666,62
-
-
2 000 000,03
3 416 666,62
Locações Financeiras
Entre 1 ano e 5 anos
A mais de 5 anos
2013
Rendimentos
A mais de 5 anos
Gastos
Rendimentos
Gastos
Activos financeiros ao custo:
746 295,79
4 991 428,37
-
-
746 295,79
4 991 428,37
Juros
Perdas por imparidade
Reversões de Perdas por Imparidade
Participantes de Capital
Entre 1 ano e 5 anos
2012
3 169 095,29
-
-
-
3 169 095,29
No final do exercício de 2013, o valor das linhas de crédito contratadas era de 1.500.000
Euros (6.300.000 Euros em 2012), estando utilizados apenas 366.551,51 Euros (25.357,39
Euros em 2012).
9 817,92
-
72 456,93
-
-
749 444,51
-
937 126,48
56 973,23
-
16 459,09
-
66 791,15
749 444,51
88 916,02
937 126,48
-
666 424,76
-
827 681,06
561 117,84
-
502 250,68
-
561 117,84
666 424,76
502 250,68
827 681,06
627 908,99
1 415 869,27
591 166,70
1 764 807,54
Passivos financeiros ao custo:
Juros suportados
Desconto pronto pagamento obtidos
As linhas de crédito com movimento até 1 ano são renováveis de forma automática de
acordo com o definido contratualmente com as entidades de crédito.
Os juros pagos pela Empresa nos exercícios de 2013 e 2012 referentes a empréstimos e
linhas de crédito contratadas com a Empresa mãe e com instituições de crédito encontramse principalmente referenciados à Euribor, acrescida de diferencial de mercado.
15.5 – Situações em incumprimento para empréstimos contraídos reconhecidos
à data de balanço
Não existiram situações de incumprimento para empréstimos contraídos.
148
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
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15.7 – Quantia de perda de imparidade reconhecida em cada uma das classes
de activos financeiros
A quantia de perdas por imparidade reconhecidas em cada uma das classes de activos
financeiros é a indicada nos quadros seguintes:
Ano de 2013
Saldo Inicial
Imparidade
Utilização
Reversão
Saldo Final
Activos financeiros mensurados ao custo menos imparidade
Clientes c/c
Ano de 2012
2 902 784,97
749 444,51
(631 096,16)
(56 973,23)
2 964 160,09
2 902 784,97
749 444,51
(631 096,16)
(56 973,23)
2 964 160,09
Saldo Inicial
Imparidade
Utilização
Reversão
Saldo Final
Activos financeiros mensurados ao custo menos imparidade
Clientes c/c
2 541 577,69
937 126,48
(559 460,11)
(16 459,09)
2 902 784,97
2 541 577,69
937 126,48
(559 460,11)
(16 459,09)
2 902 784,97
15.8 - Instrumentos de capital próprio
a) Quantia escriturada do capital próprio
A quantia escriturada do capital social emitido pela Empresa em 31 de Dezembro de 2013
e 2012, é detalhada conforme se segue:
Em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, o capital subscrito é detido na sua totalidade pela
LS-Luís Simões, S.G.P.S., S.A., e encontra-se totalmente realizado.
c) Quantias e descrição de Outros Instrumentos de Capital Próprio
2013
2013
2012
Outros Instrumentos de Capital Próprio
Capital
Valor nominal
2012
Prestações Suplementares
11.000.000,00
11.000.000,00
11.000.000,00
11.000.000,00
3 103 900,00
3 103 900,00
3 103 900,00
3 103 900,00
Os outros instrumentos de capital próprio referem-se às prestações acessórias efectuadas
pelos accionistas para as quais não existe prazo de reembolso ou remuneração.
b) Número de acções representativas do capital social
O número de acções representativas do capital social, são as indicadas no quadro seguinte:
2013
Valor
Quantidade
Acções emitidas
Acções ordinárias a 5€ cada
7 000 000,00
1 400 000
Acções incorporação DLS a 5€ cada
2 500 000,00
500 000
Acções incorporação TR a 5€ cada
1 500 000,00
300 000
11 000 000,00
2 200 000
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
149
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A.
150
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A.
16 – Benefícios dos Empregados
17.1 – Valores Globais de Esforço de Investigação & Desenvolvimento
16.1 – Gastos com o Pessoal
O detalhe dos Gastos com o Pessoal é o indicado no quadro seguinte:
2013
Remunerações do pessoal
Indemnizações
Encargos sobre remunerações
Seguros de acidentes trabalho e doenças
profissionais
Outros
Valores Globais de Esforço de I&D
Rubricas
2012
16 693 290,50
18 461 778,91
212 691,53
524 246,57
3 155 231,42
3 429 908,29
312 824,98
309 378,30
274 508,79
286 822,50
20 648 547,22
23 012 134,57
O número médio de colaboradores ao serviço da empresa no ano de 2013 foi de 886 (994
em 2012).
17 – Informações Exigidas por diplomas legais
Das informações legalmente exigidas noutros diplomas, designadamente nos artigos 66.º,
324.º, 397.º, 447.º e 448.º do Código das Sociedades Comerciais (CSC), das disposições
legais decorrentes do Decreto-Lei n.º 328/95, de 9 de Dezembro e das disposições referidas
no Decreto-Lei n.º 411/91, de 17 de Outubro, importa referir que:
i) Em obediência ao disposto no n.º 2 do artigo 324.º do CSC informa-se que a Empresa
não possui quaisquer acções próprias e nem efectuou até ao momento qualquer
negócio que envolvesse títulos desta natureza;
ii) Em obediência ao disposto no n.º 4 do artigo 397.º do CSC informa-se que, no
decorrer de 2013, não foram efectuados quaisquer negócios entre a Empresa e
membros dos seus órgãos sociais;
iii) Em obediência ao disposto no nº 1 do artigo 21º do Decreto-Lei nº 411/91, de 17
de Outubro, informa-se que a Empresa não é devedora em mora a qualquer caixa
de previdência, resultando os saldos contabilizados em 31 de Dezembro de 2013, da
retenção na fonte dos descontos e contribuições referentes ao mês de Dezembro, cujo
pagamento se efectuou em Janeiro de 2014, nos prazos legais.
2013
2012
Gastos Pessoal
599 816,92
647 181,89
Gastos Gerais
269 838,06
547 458,94
-
284 651,25
869 654,98
1 479 292,08
124 482 805,07
120 118 709,30
0,70%
1,23%
20 648 547,22
23 012 134,57
Activos fixos tangíveis
Total Investimento I&D
Volume Vendas
% Investimento I&D / Vendas
Custos C/Pessoal
Os valores apresentados no ano de 2013 referem-se a Despesas de Investigação e
Desenvolvimento relacionadas com: implementação de projectos de reengenharia de
processos ao nível operacional utilizando metodologias Lean, permitindo não só uma
diferenciação no serviço a cliente mas ainda um aumento da eficiência, nomeadamente
no desenvolvimento e implementação de um software de otimização de transporte e
de rotas, bem como otimizar o planeamento de cargas por viatura; na introdução de
novas funcionalidades na aplicação LSMobile; no projecto com o objectivo de criação de
metodologias de cálculo e acompanhamento do Nível de Serviço Online; no projecto com
o objectivo de redesenhar o formato de gestão do negócio; no projecto com o objectivo
de dotar os Semi-Reboques de localizadores de GPS.
17.2 – Dívidas em mora ao Estado
Conforme exigido legalmente, o Conselho de Administração declara que a Empresa não
apresenta dívidas ao Estado em situação de mora, e que a situação da Empresa perante
a Segurança Social se encontra regularizada, dentro dos prazos legalmente estipulados.
151
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A.
18 – Outras informações
18.1 – Diferimentos
Em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, as rubricas do activo corrente e do passivo corrente
“Diferimentos” apresentavam a seguinte composição:
2013
2012
Diferimentos activos
Custos Diferidos - Seguros
Custos Diferidos - Fornecimentos e Serviços Externos
77 499,24
56 873,97
148 462,99
306 114,57
225 962,23
362 988,54
-
31 311,62
74 574,25
88 317,56
74 574,25
119 629,18
Diferimentos passivos
Proveitos Diferidos - Leaseback
Outros Proveitos Diferidos
18.2 – Resultados e Outras variações nos Capitais Próprios
A rubrica de resultados e outras variações nos Capitais Próprios decompõe-se da forma
indicada no quadro seguinte:
Saldo em 1 de Janeiro de 2012
Excedentes de
Reservas
Outras
“Outras Variações
Resultados
Resultados
Revalorização
Legais
Reservas
Capital Próprio”
Transitados
Líquidos do Periodo
Total
1 223,38
905 012,41
1 167 367,95
27 502,48
(516 095,79)
1 271 053,45
2 856 063,88
Dividendos
-
-
-
-
-
(317 763,00)
(317 763,00)
Aplicação de resultados
-
63 552,67
-
-
889 737,78
(953 290,45)
0,00
Resultado do ano
-
-
-
-
-
561 778,65
561 778,65
(496,47)
-
-
-
496,47
-
-
726,91
968 565,08
1 167 367,95
27 502,48
374 138,46
561 778,65
3 100 079,53
Dividendos
-
-
-
-
-
-
-
Aplicação de resultados
-
28 088,93
-
-
533 689,72
(561 778,65)
-
Resultado do ano
-
-
-
-
-
(1 515 348,62)
(1 515 348,62)
(496,47)
-
-
-
496,47
-
-
-
-
-
(27 502,48)
27 502,48
-
-
230,44
996 654,01
1 167 367,95
-
935 827,13
(1 515 348,62)
1 584 730,91
Regularização do excedente de revalorização
Saldo em 31 de Dezembro de 2012
Regularização do excedente de revalorização
Outros
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A.
152
Os movimentos ocorridos nas reservas e outras rubricas de capital próprio em 31 de
2013
Dezembro de 2013 resultam de:
Activo
Por deliberação da Assembleia Geral de 28 de Março de 2013, o resultado líquido positivo
do período findo em 31 de Dezembro de 2012, no montante de 561.778,65 Euros teve a
seguinte aplicação:
28.088,93
533.689,72
Resultados transitados
Retenção da fonte
Passivo
9 822,26
-
9 822,26
-
-
259 151,46
-
226 324,75
IVA a Recuperar - Portugal
210 567,78
-
-
-
IVA a Recuperar - Espanha
604 074,46
-
713 295,99
-
69 108,99
-
34 468,24
-
2 007 206,89
-
1 307 216,18
-
11 872,79
-
7 912,02
-
Imposto sobre o valor acrescentado - a pagar
-
-
-
37 884,46
Contribuições para a Segurança Social
-
598 843,13
-
671 624,64
2 912 653,17
857 994,59
2 072 714,69
935 833,85
Imposto sobre o rendimento das pessoas singulares
IVA a Recuperar - outros países
IVA Reembolsos Pedidos - Espanha
b) Realização do excedente de revalorização:
O movimento do excedente de revalorização no exercício findo em 31 de Dezembro de
2013 foi conforme se segue:
Saldo no final do período
Activo
Imposto sobre o valor acrescentado - a recuperar
Reservas Legais:
Depreciações e imparidades
Passivo
Imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas
a) Aplicação de resultados
Saldo no início do período
2012
Excedente de
Excedente de
revalorização
revalorização
act. fixos tang.
total
726,91
726,91
(496,47)
(496,47)
230,44
230,44
IVA Reembolsos Pedidos - outros países
18.5 - Fornecimentos e serviços externos
A rubrica de “Fornecimentos e serviços externos” nos exercícios findos em 31 de Dezembro
de 2013 e em 2012, é detalhada conforme se segue:
2013
2012
A reserva legal não está ainda totalmente constituída nos termos da lei (20% do capital
social), pelo que um mínimo de 5% dos resultados é destinado à sua dotação. Esta reserva
Subcontratos
69 875 418,70
61 739 148,54
Combustíveis
8 921 574,52
10 358 854,14
só pode ser utilizada na cobertura de prejuízos ou no aumento de capital social.
Rendas
7 979 795,14
7 877 248,42
Trabalhos especializados
3 688 293,66
2 931 460,84
Conservação e Reparação
2 963 983,97
2 829 158,59
Portagens
1 605 011,97
1 538 437,27
783 960,40
18.3 – Dividendos Pagos
Durante o exercício de 2013 a Empresa não procedeu ao pagamento de dividendos
18.4 – Estado e Outros Entes Públicos
Em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, as rubricas de “Estado e outros entes públicos”
apresentavam a seguinte composição:
Electricidade
802 511,48
Vigilância e Segurança
658 243,45
628 301,56
Seguros
609 018,63
766 166,42
Limpeza, higiene e conforto
547 466,39
535 087,41
Outros
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A.
2 076 388,16
1 973 458,27
99 727 706,07
91 961 281,86
153
Os valores indicados no quadro acima incluem o montante de 12.445.512,94 Euros em 2013
e de 10.352.677,70 Euros em 2012 relativos a entidades relacionadas, conforme indicado
na nota 5.
Os valores indicados no quadro acima incluem o montante de 1.202.287,92 Euros em 2013
e de 1.694.255,27 Euros em 2012 relativos a entidades relacionadas, conforme indicado
na nota 5.
Os dispêndios reconhecidos como gastos de carácter ambiental nos exercícios findos em 31
de Dezembro de 2013 e 2012, são detalhados conforme se segue:
18.7 - Outros Gastos e Perdas
A decomposição da rubrica de “Outros gastos e perdas” nos exercícios findos em 31 de
Dezembro de 2013 e 2012, é conforme se segue:
2013
Recolha de resíduos
2012
81 602,53
86 460,85
81 602,53
86 460,85
2013
Impostos
2012
183 663,98
236 839,46
-
21 994,03
6 920,30
5 638,84
Donativos
31 944,58
37 215,66
Quotizações
13 215,92
10 133,84
315 169,30
525 355,24
Multas
35 802,83
37 119,93
Outros
6 788,18
1 332,11
593 505,09
875 629,11
Correcções relativas a exercícios anteriores
Perdas em activos fixos tangíveis
18.6 - Outros Rendimentos e Ganhos
A decomposição da rubrica de “Outros rendimentos e ganhos” nos exercícios findos em 31
de Dezembro de 2013 e 2012, é conforme se segue:
Sinistros
2013
2012
10 733 584,69
10 678 057,69
6 756,86
18 804,19
354 254,08
163 396,66
76 047,21
86 586,60
Resíduos Valorizados
122 805,43
115 928,11
Repartição Estrutura Comum
505 469,30
928 464,17
Outros rendimentos suplementares
451 926,44
504 069,45
Descontos de pronto pagamento obtidos
561 117,84
502 250,68
-
492,28
66 753,84
86 902,22
637 836,85
688 830,48
-
1 219 503,97
73 467,30
186 372,16
13 590 019,84
15 179 658,66
Rendimentos suplementares:
Cedência de gasóleo/adblue
Cedência de pessoal
Aluguer de Viaturas
Seguros
Recuperação de dívidas a receber
Indemnizações sinistros
Ganhos em activos fixos tangíveis
Subsidios para investimento
Outros
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
154
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A.
Os valores indicados no quadro acima incluem o montante de 115.184,42 Euros em 2013
e de 141.712,37 Euros em 2012 relativos a entidades relacionadas, conforme indicado na
nota 5.
18.8 – Depreciações
A decomposição da rubrica de “Gastos / reversões de depreciação e de amortização” nos
exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, é conforme se segue:
2013
Intangíveis (Nota 6)
Activos fixos tangíveis (Nota 7)
2012
325 075,18
306 984,18
3 886 529,23
3 962 069,15
4 211 604,41
4 269 053,33
18.9 – Juros e Rendimentos Similares Obtidos
A decomposição da rubrica de “Juros e Rendimentos Similares Obtidos” nos exercícios
findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, é conforme se segue:
2013
2012
Juros Obtidos
De financiamentos concedidos a emp. mãe
9 817,92
72 456,93
9 817,92
72 456,93
18.11 – Garantias Prestadas
Avalista
Montante
Entidade Beneficiária
Tipo de Garantia
Caixa Geral de Depósitos
1 219,94
Tribunal Trabalho de Loures
Depósito Obrigatório
Caixa Geral de Depósitos
24 373,96
CTT
Bancária
Caixa Geral de Depósitos
10 205,00
CTT
Bancária
Caixa Geral de Depósitos
2 500,00
Autoridade Tributária e
Aduaneira
Bancária
Caixa Geral de Depósitos
1 500 000,00
Repsol Portugal
Bancária
400 000,00
Repsol Portugal
Bancária
Santander
Adicionalmente, a Empresa apresentou livranças a terceiros como garantias de pagamento
de dívidas, que a 31 de Dezembro de 2013 ascendem a 5.376.278,04 Euros (10.995.897,45
Euros em 2012).
18.12 – Resultado por Acção
O resultado por acção dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2013 e 2012, foi
determinado conforme se segue:
2013
2012
Resultados:
18.10 – Juros e Gastos Similares Suportados
A decomposição da rubrica de “Juros e Gastos Similares Suportados” nos exercícios findos
em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, é conforme se segue:
2013
2012
De financiamentos obtidos - Empresa mãe
85 857,88
36 576,71
De descobertos bancários
19 675,29
133 062,86
De Locações Financeiras
167 531,91
311 074,20
De Factoring
98 482,49
122 264,89
De Confirming
83 473,43
80 947,70
211 403,76
143 754,73
666 424,76
827 681,09
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
(1 515 348,62)
561 778,65
2 200 000,00
2 200 000,00
(0,69)
0,26
Número de acções
Número médio ponderado de acções em circulação
Resultado por acção básico
Juros Suportados
Outros empréstimos bancários
Resultado líquido do período
18.13 – Acontecimentos após a data do Balanço
Não se registaram eventos subsequentes a 31 de Dezembro 2013 que pela sua relevância
e materialidade requeiram ajustamento ou divulgação, conforme descrito na Nota 3.20.5.
O Técnico Oficial de Contas
Cesaltina Maria Soares Gonçalves
A Administração
José Luís Soares Simões - Presidente
Leonel Fernando Soares Simões - Vogal
Jorge Manuel Soares Simões - Vogal
Maria Celeste Morgado Venancio dos Santos - Vogal
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A.
155
C| RELATÓRIO E PARECER DO FISCAL ÚNICO E CERTIFICAÇÃO LEGAL DE CONTAS
PricewaterhouseCoopers & Associados
Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda
Palácio Sottomayor, Rua Sousa Martins, 1 – 3º
1069-316 Lisboa, Portugal
Tel +351 213 599 000
Fax +351 231 599 999
www.pwc.com/pt
RELATÓRIO E PARECER DO FISCAL ÚNICO
5. Nestes termos, tendo em consideração as informações recebidas do Conselho de
Administração e Serviços e as conclusões constantes da Certificação Legal das Contas,
somos do parecer que:
i) seja aprovado o Relatório de gestão;
ii) sejam aprovadas as demonstrações financeiras;
iii) seja aprovada a proposta de aplicação de resultados.6. Finalmente, desejamos
expressar o nosso agradecimento ao Conselho de Administração e a todos os
colaboradores da Empresa com quem contactámos, pela valiosa colaboração recebida.
Senhores Accionistas,
1. Nos termos da lei e do mandato que nos conferiram, apresentamos o relatório sobre a
atividade fiscalizadora desenvolvida e damos parecer sobre o Relatório de gestão e as
demonstrações financeiras apresentados pelo Conselho de Administração de Luís Simões
Logística Integrada, S.A. relativamente ao exercício findo em 31 de dezembro de 2013.
2. No decurso do exercício acompanhámos, com a periodicidade e a extensão que
considerámos adequada, a atividade da Empresa. Verificámos a regularidade da
escrituração contabilística e da respetiva documentação bem como a eficácia do sistema
de controlo interno, apenas na medida em que os controlos sejam relevantes para o
controlo da atividade da Empresa e apresentação das demonstrações financeiras e
vigiámos também pela observância da lei e dos estatutos.
6. Finalmente, desejamos expressar o nosso agradecimento ao Conselho de Administração
e a todos os colaboradores da Empresa com quem contactámos, pela valiosa colaboração
recebida.
10 de julho de 2013
3. Como consequência do trabalho de revisão legal efetuado, emitimos a respetiva
Certificação Legal das Contas, em anexo.
PricewaterhouseCoopers & Associados
- Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda.
Representada por:
4. No âmbito das nossas funções verificámos que:
i) o Balanço, a Demonstração dos resultados por naturezas, a Demonstração das
alterações no capital próprio, a Demonstração de fluxos de caixa e o correspondente
Anexo permitem uma adequada compreensão da situação financeira da Empresa, dos
seus resultados, das alterações no capital próprio e dos fluxos de caixa;
ii) as políticas contabilísticas e os critérios valorimétricos adotados são adequados;
João Rui Fernandes Ramos, R.O.C
iii) o Relatório de gestão é suficientemente esclarecedor da evolução dos negócios e
da situação da Empresa evidenciando os aspetos mais significativos;
iv) a proposta de aplicação de resultados não contraria as disposições legais e
estatutárias aplicáveis.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
PricewaterhouseCoopers & Associados - Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda.
Sede: Palácio Sottomayor, Rua Sousa Martins, 1 – 3º, 1069-316 Lisboa, Portugal
Tel +351 213 599 000, Fax +351 231 599 999, www.pwc.com/pt
Matriculada na Conservatória do Registo Comercial sob o NUPC 506 628 752, Capital Social Euros 314.000
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A.
156
PricewaterhouseCoopers & Associados
Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda
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1069-316 Lisboa, Portugal
Tel +351 213 599 000
Fax +351 231 599 999
5. O nosso exame abrangeu também a verificação da concordância da informação
financeira constante do Relatório de gestão com as demonstrações financeiras.
6. Entendemos que o exame efetuado proporciona uma base aceitável para a
expressão da nossa opinião.
www.pwc.com/pt
Opinião
CERTIFICAÇÃO LEGAL DAS CONTAS
Introdução
1. Examinámos as demonstrações financeiras da Luís Simões Logística Integrada, S.A.,
as quais compreendem o Balanço em 31 de dezembro de 2013 (que evidencia um
total de 54.560.435,08 euros e um total de capital próprio de 15.688.630,91 euros,
incluindo um resultado líquido negativo de 1.515.348,62 euros), a Demonstração dos
resultados, a Demonstração das alterações no capital próprion e a Demonstração de
fluxos de caixa do exercício findo naquela data e o correspondente Anexo.
7. Em nossa opinião, as referidas demonstrações financeiras apresentam de forma
verdadeira e apropriada, em todos os aspetos materialmente relevantes, a posição
financeira da Luís Simões Logística Integrada, S.A. em 31 de dezembro de 2013, o
resultado das suas operações, as alterações no capital próprio e os fluxos de caixa
do exercício findo naquela data, em conformidade com os princípios contabilísticos
geralmente aceites em Portugal.
Relato sobre outros requisitos legais
8. É também nossa opinião que a informação financeira constante do Relatório de
gestão é concordante com as demonstrações financeiras do exercício.
Responsabilidades
2. É da responsabilidade do Conselho de Administração a preparação do Relatório
de gestão e de demonstrações financeiras que apresentem de forma verdadeira e
apropriada a posição financeira da Empresa, o resultado das suas operações, as
alterações no capital próprio e os fluxos de caixa, bem como a adoção de políticas
e critérios contabilísticos adequados e a manutenção de um sistema de controlo
interno apropriado.
10 de julho de 2014
PricewaterhouseCoopers & Associados
- Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda.
Representada por:
3. A nossa responsabilidade consiste em expressar uma opinião profissional e
independente, baseada no nosso exame daquelas demonstrações financeiras.
Âmbito
4. O exame a que procedemos foi efetuado de acordo com as Normas Técnicas e as
Diretrizes de Revisão/Auditoria da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, as quais
exigem que o mesmo seja planeado e executado com o objetivo de obter um grau
de segurança aceitável sobre se as demonstrações financeiras não contêm distorções
materialmente relevantes. Para tanto o referido exame incluiu: (i) a verificação,
numa base de amostragem, do suporte das quantias e divulgações constantes das
demonstrações financeiras e a avaliação das estimativas, baseadas em juízos e
critérios definidos pelo Conselho de Administração, utilizadas na sua preparação;
(ii) a apreciação sobre se são adequadas as políticas contabilísticas adotadas e a sua
divulgação, tendo em conta as circunstâncias; (iii) a verificação da aplicabilidade
do princípio da continuidade; e (iv) a apreciação sobre se é adequada, em termos
globais, a apresentação das demonstrações financeiras.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
João Rui Fernandes Ramos, R.O.C
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EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A.
Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedade Unipessoal)
A| BALANÇO NO FECHO DO EXERCÍCIO DE 2013
(Euros)
ATIVO
Notas do
Relatório
ATIVO NÃO CORRENTE
Imobilizado intangível.
9.795.779
6
78.035
117.117
78.035
117.117
5
6.890.911
8.715.302
6.890.911
8.623.808
Instalações técnicas e outro imobilizado tangível.
Imobilizado em curso e antecipação.
Investimentos financeiros a longo prazo.
8
Outros activos financeiros.
Activos por imposto diferido.
13
ATIVO CORRENTE
Existências
9
Matérias-primas e outros aprovisionamentos.
Devedores comerciais e outras contas a receber.
Clientes por vendas e prestações de serviços.
8
Clientes, empresas do grupo e associadas.
Devedores vários.
Pessoal.
2012
8.310.622
Aplicações informáticas.
Imobilizado tangível.
2013
-
91.494
720.129
802.835
720.129
802.835
621.547
160.525
26.873.882
23.871.777
10.273
-
10.273
-
26.396.776
23.525.994
25.381.004
22.915.094
8 & 15
431.747
53.297
8
494.534
491.914
8
-
156
Outros créditos com as Administrações Públicas.
13
89.491
65.533
Investimentos em empresas do grupo e associadas a curto prazo
8
1.056
-
Outros activos financeiros.
Investimentos financeiros a curto prazo.
8
Outros activos financeiros.
Periodificações a curto prazo.
Caixa e outros activos líquidos equivalentes.
10
Tesouraria.
TOTAL ACTIVO
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
1.056
-
-
30.150
-
30.150
144.845
258.026
320.932
57.607
320.932
57.607
35.184.504
33.667.556
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
158
BALANÇO NO FECHO DO EXERCÍCIO DE 2013
CAPITAIS PRÓPRIOS E PASSIVO
CAPITAIS PRÓPRIOS
(Euros)
Notas do
Relatório
2013
2012
9.932.735
10.390.662
9.932.735
10.390.662
6.000.000
6.000.000
6.000.000
6.000.000
1.390.662
1.323.320
Legais e estatutárias.
429.683
422.949
Outras reservas.
690.979
900.371
3.000.000
3.000.000
11
Fundos próprios.
Capital.
Capital escriturado.
Reservas.
Outras contribuições de sócios.
Resultado do exercício.
(457.927)
67.342
906.907
2.344.482
906.907
2.344.482
Dívidas com entidades de crédito.
457.937
1.055.847
Credores por locação financeira.
448.970
1.288.635
24.344.862
20.932.412
PASSIVO NÃO CORRENTE
8
Dívidas a longo prazo.
PASSIVO CORRENTE
Provisões a curto prazo.
Dívidas a curto prazo.
Dívidas com entidades de crédito.
8
Credores por locação financeira.
Outros passivos financeiros.
Dívidas em empresas do grupo e associadas a curto prazo.
Credores comerciais e outras contas a pagar.
8, 15
8
Fornecedores
Fornecedores, empresas do grupo e associadas.
15
Credores vários.
Pessoal (remunerações pendentes de pagamento).
Outras dívidas com as Administrações Públicas.
13
341.576
8.500
4.900.993
4.220.624
4.044.111
2.930.903
838.864
1.063.205
18.018
226.516
3.165
1.038.850
19.096.359
15.482.582
10.997.381
9.654.304
691.513
231.560
6.008.719
3.813.821
423.783
677.358
974.962
1.105.539
Periodificações a curto prazo.
2.770
181.856
TOTAL CAPITAIS PRÓPRIOS E PASSIVO
35.184.504
33.667.556
159
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
CONTA DE PERDAS E GANHOS
CONTA DE PERDAS E GANHOS CORRESPONDENTE AO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO
DE 2013
(Euros)
Nota
(Deve) Haver
(Deve) Haver
2013
2012
OPERAÇÕES CONTINUADAS
Volume de negócios líquido.
Prestações de serviços.
14
Aprovisionamentos.
Consumo de matérias-primas e outras matérias consumíveis.
14
Trabalhos realizados por outras empresas.
Outros proveitos de exploração.
Proveitos acessórios e outros de gestão corrente.
Custos com pessoal.
14
Salários e assimilados.
Encargos sociais.
Outros custos operacionais
Serviços externos.
14
Contribuições.
100.752.023
103.199.502
100.752.023
103.199.502
(66.773.569)
(64.177.059)
(249.531)
(229.049)
(66.524.038)
(63.948.010)
2.000.309
459.656
2.000.309
459.656
(16.613.509)
(17.878.503)
(12.915.572)
(13.964.624)
(3.697.937)
(3.913.879)
(18.105.224)
(18.904.003)
(16.808.599)
(18.129.491)
(261.656)
(105.581)
12
(508.821)
(208.894)
(526.148)
(460.037)
Amortização do imobilizado
5
(1.926.809)
(2.121.390)
Imparidade e resultado por alienações do imobilizado
5
(125.109)
(54.398)
(125.109)
(54.398)
Perdas, imparidade e variação de provisões por operações comerciais.
Outros gastos de gestão corrente
Resultados por alienações e outras.
RESULTADO DE EXPLORAÇÃO
Proveitos financeiros.
14
De títulos e outros instrumentos financeiros.
De empresas do grupo e associadas
De terceiros.
Custos financeiros.
14
Por dívidas com empresas do grupo e associadas.
(791.888)
523.805
257.134
258.341
257.134
258.341
1.056
-
256.078
258.341
(384.194)
(712.446)
(3.165)
(38.850)
(381.029)
(673.596)
RESULTADO FINANCEIRO
(127.060)
(454.105)
RESULTADO ANTES DE IMPOSTOS
(918.948)
69.700
461.021
(2.358)
RESULTADO DO EXERCÍCIO PROCEDENTE DE OPERAÇÕES CONTINUADAS
(457.927)
67.342
RESULTADO DO EXERCÍCIO
(457.927)
67.342
Por dívidas a terceiros.
Impostos sobre resultados.
13
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
160
ESTADO DE ALTERAÇÕES NOS CAPITAIS PRÓPRIOS
A) ESTADO DE PROVEITOS E CUSTOS RECONHECIDOS CORRESPONDENTE AO EXERCÍCIO
ANUAL FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013
(Euros)
Descrição
2013
Resultado da conta de perdas e ganhos
2012
(457.927)
67.342
Proveitos e custos imputados directamente aos capitais próprios
-
-
Transferências para a conta de perdas e ganhos
-
-
(457.927)
67.342
Total de proveitos e custos reconhecidos
B) ESTADO TOTAL DAS ALTERAÇÕES NOS CAPITAIS PRÓPRIOS CORRESPONDENTE AO
EXERCÍCIO ANUAL FINDO EM 31.12.13 E 2012
(Euros)
capital
Escriturado
SALDO, FINAL DO ANO 2011
Total de proveitos e custos reconhecidos.
Reserva legal
Não exigido
Outras reservas
Resultados
Outras
de exercícios
contribuições de
anteriores
sócios
Resultado do
TOTAL
exercício
6.000.000
-
401.516
707.479
-
-
214.325
7.323.320
-
-
-
-
-
-
67.342
67.342
Operações com sócios ou proprietários
-
Outras operações com sócios ou proprietários
-
-
Outras variações dos capitais próprios.
-
-
6.000.000
Total de proveitos e custos reconhecidos.
Outras variações dos capitais próprios.
SALDO, FINAL DO ANO 2012
SALDO, FINAL DO ANO 2013
-
-
3.000.000
-
3.000.000
21.433
192.892
-
-
(214.325)
-
-
422.949
900.371
-
3.000.000
67.342
10.390.662
-
-
-
-
-
-
(457.927)
(457.927)
-
-
6.734
60.608
-
-
(67.342)
-
6.000.000
-
429.683
960.979
-
3.000.000
(457.927)
9.932.735
161
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
ESTADO DOS FLUXOS DE CAIXA
ESTADO DOS FLUXOS DE CAIXA CORRESPONDENTE AO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE
DEZEMBRO DE 2013
(Euros)
Notas
2013
2012
FLUXOS DE CAIXA DAS ACTIVIDADES DE EXPLORAÇÃO
Resultado do exercício antes de impostos.
(918 948)
69 700
Ajustes do resultado.
2 538 655
2 838 179
1 926 809
2 121 390
175 745
109 635
183 931
98 650
125 109
54 398
Amortização do imobilizado (+).
5y6
Correcções de valor por imparidade (+/-).
Variação de provisões (+/-).
12
Resultados por baixas e alienações do imobilizado (+/-).
Proveitos financeiros (-).
14
(257 134)
(258 341)
Custos financeiros (+).
14
384 194
712 446
828 994
1 584 439
Alterações no capital corrente.
(10 273)
-
(3 147 942)
2 982 852
143 331
82 660
3 644 648
(1 566 693)
(179 086)
85 620
378 315
-
Outros fluxos de caixa das actividades de exploração.
(128 116)
(482 316)
Pagamentos de juros (-).
(384 194)
(712 446)
256 078
258 341
-
(28 210)
2 320 584
4 010 002
Existências (+/-).
Devedores e outras contas a receber (+/-).
Outros activos correntes (+/-).
Credores e outras contas a pagar (+/-).
8
Outros passivos correntes (+/-).
Outros ativos e passivos não correntes (+/-).
Cobrança de juros (+).
Cobranças (pagamentos) por imposto sobre resultados (+/-).
Fluxos de caixa das actividades de exploração
162
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
Pagamentos por investimentos (-).
Imobilizado intangível.
Imobilizado tangível.
Outros activos financeiros.
Cobranças por desinvestimentos (+).
Imobilizado tangível.
(704 999)
(1 278 586)
(20 217)
(110 414)
(796 584)
(1 135 473)
111 801
(32 699)
251 992
761 855
251 992
761 855
Fluxos de caixa das actividades de investimento
(453 007)
(516 731)
Cobranças e pagamentos por valores de capital.
-
3 000 000
Emissão de valores de capital (+).
-
3 000 000
(1 604 252)
(6 489 591)
2 306 477
500 000
-
1 000 000
Dívidas com entidades de crédito (-).
(2 702 231)
(7 989 591)
Dívidas com empresas do grupo e associadas (-).
(1 000 000)
-
(208 498)
-
(1 604 252)
(3 489 591)
263 325
3 680
Cobranças e pagamentos por instrumentos de passivo financeiro.
Dívidas com entidades de crédito (+).
Dívidas com empresas do grupo e associadas (+).
Outras dívidas (-).
Fluxos de caixa das actividades de financiamento
AUMENTO/DIMINUIÇÃO LÍQUIDA DE CAIXA OU EQUIVALENTES
Caixa ou equivalentes no início do exercício.
10
57 607
53 927
Caixa ou equivalentes no final do exercício.
10
320 932
57 607
163
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
RELATÓRIO
RELATÓRIO CORRESPONDENTE AO EXERCÍCIO FINDO EM
de todo o tipo de imóveis, bens móveis e veículos de todas as classes, comércio, tanto
nacional como de exportação e importação, de produtos de qualquer espécie, quer
próprios, quer de outras empresas, e outras actividades lícitas relacionadas, aprovadas
pelo Órgão de Administração.
31.12.13
A duração da Sociedade é por tempo indeterminado.
1. - ACTIVIDADE DA EMPRESA
A sociedade está integrada no grupo de empresas Luís Simões, com sede social em Portugal,
através do seu acionista único LS - Luís Simões, SGPS, S.A.
Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedade Unipessoal)
Parque Empresarial San Fernando, Avenida de Castilla, 2, Edificio Canadá, Escalera A,
Puerta 1ª
28830 San Fernando de Henares, Madrid
Esta empresa opera nos seguintes locais:
• 5 Centros de Operações de Transportes:
Madrid (Getafe), Barcelona (Parets del Vallés), Sevilha (Dos Hermanas), Valladolid e
Saragoça (Pinseque).
• 4 Centros de Operações de Transportes “In Plant”:
Madrid (Fuenlabrada e Meco), Barcelona (Martorelles), Saragoça (El Burgo de Ebro) e
Palencia (Dueñas).
• 15 Centros de Operações Logísticas:
Alicante, Alovera, Alovera III, Azuqueca de Henares, Barcelona, Bilbau, Cabanillas,
Cabanillas II, Ciempozuelos, Daganzo, Granada, Seseña, Sevilha, Valência I e Valência
II.
• 14 Plataformas de Cross-Docking:
Ávila, Burgos, Canárias, Ciudad Real, Corunha, Cuenca, Leão, Mérida, Málaga, Toledo,
Oviedo, Soria, Valladolid, Saragoça.
O objecto social consiste no armazenamento e distribuição, manipulação e logística de
mercadorias, incluindo a actividade de operador de transportes, operador logístico, gestão
aduaneira, transporte rodoviário de mercadorias, a nível nacional e internacional, bem
como intermediação nos transportes rodoviários e quaisquer outros meios de transporte,
e outras actividades de comissionista e auxiliares e complementares do transporte de
mercadorias, incluindo as de agência de transportes, tanto de carga completa como
de carga fraccionada, trânsito, subcontratação de transportes e aluguer de veículos
(expressamente excluído o leasing), publicidade de produtos ou serviços próprios ou de
terceiros nos seus veículos ou instalações, a construção, exploração e compra e venda
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
2. - BASES DE APRESENTAÇÃO DAS CONTAS ANUAIS
As Contas Anuais, das quais faz parte este Relatório, foram obtidas a partir dos registos
contabilísticos da Sociedade e são apresentadas de acordo com o Plano Geral de
Contabilidade aprovado pelo Real Decreto-Lei n.º 1514/2007, de 16 de Novembro, que foi
modificado pelo RD 1159/2010 de 17 de Setembro, assim como com a restante legislação
comercial em vigor.
As contas anuais foram elaboradas pelos Administradores da Sociedade para serem
submetidas à aprovação do Accionistas Único, devendo ser aprovadas sem qualquer
modificação.
a) Imagem Fiel
As Contas Anuais foram elaboradas a partir dos registos contabilísticos da Sociedade,
findos em 31.12.13, tendo sido aplicadas as disposições legais em vigor em matéria de
contabilidade, a fim de apresentar a imagem fiel do capital, da situação financeira e
dos resultados das suas operações, assim como da veracidade dos fluxos incorporados no
estado de fluxos de caixa.
b) Comparação da informação
De acordo com a legislação comercial, são apresentados, para efeitos comparativos, com
cada uma das rubricas do balanço de situação, da conta de perdas e ganhos, do estado
de fluxos de caixa, do estado de alterações nos capitais próprios, consolidados, e do
relatório, para além dos valores do exercício de 2013, os correspondentes ao exercício
anterior. O relatório também inclui informação quantitativa do exercício anterior, excepto
quando uma norma contabilística afirma especificamente que não é necessário.
c) Princípios contabilísticos obrigatórios
Não existe nenhum princípio contabilístico obrigatório que, tendo um efeito significativo
para a preparação das Contas Anuais, tenha deixado de ser aplicado.
d) Aspectos críticos da valorização e estimativa da incerteza
Na preparação das contas anuais foram utilizadas estimativas realizadas pelos
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
164
Administradores da Sociedade para valorizar alguns dos activos, passivos, proveitos,
gastos e compromissos que estão reflectidos nessas contas. Basicamente, estas estimativas
referem-se a:
• Vida útil dos activos tangíveis e intangíveis (consultar a Nota 4)
• Cálculo de provisões (consultar a Nota 12)
• Determinação do imposto corrente e diferido (consultar a Nota 13)
e) Agrupamento de rubricas
Determinadas rubricas do balanço, da conta de perdas e ganhos, do estado de alterações
nos capitais próprios e do estado dos fluxos de caixa são apresentadas de forma agrupada
para facilitar a sua compreensão mas, na medida em que seja significativa, foi incluída
informação desagregada nas respetivas notas do relatório.
f) Alteração na estimativa contabilística
Durante o exercício de 2012, a Direção modificou a vida útil dos seus elementos de
transporte de 10 anos para 8 anos. Esta decisão foi fundamentada na utilização dos
elementos de transporte e na experiência acumulada da Sociedade nos últimos exercícios.
Esta alteração ocorreu em 1 de janeiro de 2012 e resultou num aumento das depreciações
do exercício em 405 mil euros.
3. - DISTRIBUIÇÃO DE RESULTADOS
A proposta de distribuição de resultados elaborada pelos Administradores, sujeita à
aprovação do accionista único é a seguinte, expressa em euros:
2013
Base de divisão
Saldo da conta de perdas e ganhos (resultado)
Saldo da conta de perdas e ganhos (perda)
Total base de divisão
2012
4. - NORMAS DE REGISTO E VALORIZAÇÃO
As principais normas de valorização utilizadas na elaboração das Contas Anuais do
exercício de 2013, de acordo com as estabelecidas no Plano Geral de Contabilidade, foram
as seguintes:
a) Imobilizado intangível
Os activos intangíveis são reconhecidos inicialmente pelo seu custo de aquisição ou
produção e, posteriormente, são valorizados ao custo líquido da sua respectiva amortização
acumulada e da imparidade que, no seu caso, tenha ocorrido. Os activos intangíveis são
amortizados ao longo da sua vida útil, que, na maioria dos casos, é estimada em 3 anos.
b) Imobilizado tangível
Os activos tangíveis são reconhecidos inicialmente pelo seu custo de aquisição ou produção
e, posteriormente, são valorizados ao custo líquido da sua respectiva amortização
acumulada e da imparidade que, no seu caso, tenha ocorrido.
O imobilizado tangível é amortizado, distribuindo linearmente o custo dos diferentes
elementos que o compõem pelos anos de vida útil estimada que constituem o período em
que a sociedade espera utilizá-los.
Em seguida são apresentados os períodos de vida útil utilizados para a amortização dos
activos:
Descrição
Anos
Taxas
Anos
Camiões e tractores
12,5%
8
12,5%
8
Semi-reboques
12,5%
8
12,5%
8
10%
10
10%
10
12,5% - 14,5%
7-8
12,5% - 14,5%
7-8
Instalações
4% - 12,5%
8 - 25
4% - 12,5%
8 - 25
Maquinaria
5,5%
18
5,5%
18
Equipamento Informático
25%
4
25%
4
Elementos de Transporte:
-
67.342
(457.927)
-
(457.927)
67.342
2013
A reserva legal
A reservas voluntárias
Total aplicação
2012
Taxas
Mobiliário
Equipamento de Escritório
Aplicação
2013
2012
-
6.734
(457.927)
60.608
(457.927)
67.342
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
165
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
c) Locações financeiras
As locações são classificadas como financeiras quando o locador transfere substancialmente
todos os riscos e vantagens inerentes à propriedade do activo para o locatário.
Valorização inicial:
Os activos financeiros são inicialmente registados ao justo valor da contraprestação
entregue mais os custos da transacção que sejam diretamente atribuíveis.
Quando as instituições actuam como locatários de um bem em locação financeira, o
custo dos activos locados é apresentado no balanço, de acordo com a natureza do bem
objecto do contrato e, simultaneamente, é registado um passivo financeiro no balanço
pelo mesmo valor. Estes activos são amortizados de acordo com os critérios aplicados para
os restantes activos da mesma natureza ou no prazo da locação, se for inferior, desde que
não haja certeza razoável de que o locatário virá a obter a propriedade no final do prazo
da locação.
Valorização posterior:
Os empréstimos, rubricas a receber e investimentos mantidos até ao vencimento são
valorizados pelo seu custo.
Quando existe uma venda com locação financeira posterior, a operação (leasing) é
contabilizada como se fosse uma operação de financiamento. A sociedade não muda a
classificação do activo, nem reconhece ganhos ou perdas decorrentes desta transacção.
Adicionalmente, regista o valor recebido relativo a uma rubrica de passivo financeiro.
d) Locações operacionais
As locações, nas quais a propriedade do bem arrendado e substancialmente todos os riscos
e vantagens que recaem sobre o activo permanecem no locador, são classificadas como
operacionais.
Os custos derivados dos acordos de locação operacional são debitados à conta de conta de
perdas e ganhos no exercício em que vencem.
Em particular, no que diz respeito às correcções de valor relativas aos devedores
comerciais e outras contas a receber, o critério utilizado pela Sociedade para calcular
as respectivas correcções de valor, se for o caso, tem em consideração os vencimentos
de tais dívidas e a situação patrimonial específica de tais devedores.
A Sociedade dá baixa aos activos financeiros quando expiram ou são cedidos os direitos
sobre os fluxos de caixa do activo financeiro correspondente ou são transferidos
substancialmente os riscos e resultados inerentes à sua propriedade, tais como vendas
firmes de activos.
2. Passivos financeiros
Os passivos financeiros incluem débitos e rubricas a pagar, detidos pela Sociedade, e que
tenham origem na aquisição de bens e serviços por operações de tráfego da empresa,
ou também aqueles que, não tendo origem comercial, não podem ser considerados
instrumentos financeiros derivados.
Qualquer cobrança ou pagamento que pudesse ser realizado ao contratar uma locação
operacional será tratado como um adiantamento a ser imputado aos resultados ao longo
do prazo da locação, à medida que forem recebidos os resultados do activo locado.
Os débitos e rubricas a pagar são inicialmente valorizados ao justo valor da contraprestação
recebida, ajustada pelos custos da transacção diretamente atribuíveis.
e) Instrumentos financeiros
Os instrumentos financeiros derivados de passivo são valorizados pelo seu justo valor,
registando-se na conta de perdas e ganhos o resultado das variações em tal justo valor.
1. Ativos financeiros
A Sociedade classifica os seus activos financeiros, quer seja a longo ou a curto prazo, nas
seguintes categorias:
A Sociedade dá baixa aos passivos financeiros quando se extinguem as obrigações que
foram geradas.
• Empréstimos e rubricas a receber: são activos financeiros decorrentes da venda de
bens ou da prestação de serviços por operações de tráfego da empresa, ou os que, não
possuindo uma origem comercial, não são valores de capital nem derivados e cujas
cobranças são de quantia fixa ou determinável e não se negoceiam num mercado
activo.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
f) Classificação dos activos e passivos entre correntes e não correntes
No balanço em anexo a classificação dos saldos, tanto a receber como a pagar, é realizada
de acordo com o período entre a data de vencimento dos respectivos saldos e a data de
fecho das contas anuais. Como correntes classificam-se as contas para as quais o período
anterior não excede doze meses, assim como as dívidas vinculadas a promoções, cuja subrogação esteja prevista num prazo inferior a 12 meses, embora o seu vencimento seja a
longo prazo. Caso contrário, classificam-se como não correntes.
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
166
g) Imposto sobre resultados
O custo por imposto sobre sociedades do exercício é calculado como a soma do imposto
corrente da Sociedade resultante da aplicação da taxa de imposto sobre a base imposta
do exercício, uma vez aplicadas as deduções fiscalmente admissíveis, mais a variação
dos activos e passivos por impostos diferidos e créditos fiscais, tanto por bases impostas
negativas como por deduções. As diferenças entre o valor contabilístico dos activos e
passivos e a sua base fiscal geram saldos de impostos diferidos de activo ou de passivo,
calculados utilizando as taxas fiscais que deverão estar em vigor quando os activos e
passivos são realizados.
Os activos por impostos diferidos e créditos fiscais são reconhecidos somente quando é
provável que a Sociedade venha a ter no futuro ganhos fiscais suficientes para recuperar
as deduções por diferenças temporárias e tornar efectivos os créditos fiscais.
São reconhecidos passivos por impostos diferidos para todas as diferenças temporárias
impostas, excepto as derivadas do reconhecimento inicial de goodwill ou de outros
activos e passivos numa transacção que não afecta nem o resultado fiscal nem o
resultado contabilístico e não é uma combinação de negócios, bem como as associadas
a investimentos em empresas dependentes, associadas e negócios conjuntos, nos quais a
Sociedade pode controlar o momento da reversão, sendo provável que não revertam num
futuro previsível.
As deduções da quota decorrentes de factos económicos ocorridos durante o exercício
reduzem o custo apurado por imposto sobre as sociedades, a menos que haja dúvidas sobre
a sua realização, em cujo caso não são reconhecidas até à sua materialização efectiva.
Em cada fecho do exercício contabilístico são revistos os impostos diferidos, tanto activos
como passivos registados, com o objectivo de comprovar que se mantêm em vigor,
efectuando as correcções oportunas de acordo com os resultados dessa análise.
h) Rendimentos e gastos
Os proveitos e custos são imputados em função do critério de rendimento,
independentemente da data de cobrança ou de pagamento. O proveito corrente é
reconhecido quando é realizada a entrada bruta de benefícios económicos gerados
no decurso das actividades correntes da Sociedade durante o exercício, desde que tal
entrada de benefícios provoque um aumento nos capitais próprios relacionado com os
investimentos de proprietários desses capitais e esses benefícios possam ser valorizados
de forma fiável. Os proveitos correntes são valorizados pelo justo valor da contrapartida
recebida ou a receber, decorrente dos mesmos.
Apenas são reconhecidos proveitos correntes da prestação de serviços quando estes podem
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
ser estimados de forma fiável e dependendo do grau de realização da prestação de serviço
à data do balanço.
Os proveitos por juros são contabilizados, considerando a taxa de juro efectiva aplicável
ao capital a amortizar durante o período de rendimento correspondente.
i) Subvenções
As subvenções são classificadas como não-reembolsáveis quando satisfazem as condições
estabelecidas para a sua concessão, registando-se nesse momento directamente nos
capitais próprios, após a dedução do correspondente efeito impositivo.
As subvenções reembolsáveis são registadas como passivos da Sociedade até que adquiram
a condição de não-reembolsáveis, não sendo registado qualquer proveito até esse
momento.
As subvenções recebidas para financiar custos específicos são imputadas à conta de perdas
e ganhos do exercício, no qual vençam os custos que estão a financiar. As subvenções
recebidas para adquirir activos tangíveis são imputadas como proveitos do exercício em
proporção à sua amortização.
j) Provisões e contingências
As obrigações existentes na data do Balanço surgidas em consequência de acontecimentos
passados, dos quais podem derivar prejuízos patrimoniais de provável materialização para
a Sociedade, cujo valor e data de cancelamento são incertos, são registadas no Balanço
como provisões pelo valor actual do montante más provável que a Sociedade poderá ter de
pagar para cancelar a obrigação. As provisões são quantificadas tendo em conta a melhor
informação disponível à data da elaboração de contas sobre as consequências do facto
que lhes deu origem e são novamente estimadas em cada fecho contabilístico. Os passivos
contingentes não são reconhecidos nas contas anuais, mas há informação sobre estes nas
notas do relatório, na medida em que não são considerados remotos.
k) Transacções com empresas vinculadas
A Sociedade realiza as suas transacções com instituições vinculadas, de acordo com os
seguintes métodos:
• Prestação de serviços entre empresas do grupo: preço de custo das operações mais
uma margem.
• Serviços de Transporte, armazenamento e distribuição: preços de mercado.
• As contribuições não monetárias de um negócio para uma empresa do grupo são
valorizadas, em geral, pelo valor contabilístico dos elementos patrimoniais entregues
nas contas anuais consolidadas na data em que a operação é realizada.
• Nas operações de fusão e divisão de um negócio, os elementos adquiridos são
valorizados, em geral, pelo montante que lhes corresponde, uma vez realizada a
operação, nas contas anuais consolidadas. As diferenças que surgem são registadas
em reservas.
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
167
Os preços das transacções realizadas com partes vinculadas ocorrem a valores de
mercado, pelo que os Administradores da Sociedade consideram que não existem
riscos que poderiam originar passivos fiscais significativos.
l) Caixa e outros activos líquidos equivalentes
Nesta rubrica do balanço de situação regista-se o dinheiro em caixa, depósitos à vista e
outros investimentos a curto prazo de alta liquidez que são rapidamente convertidos em
dinheiro e que não têm risco de alteração do seu valor.
m) Imparidade de activos financeiros
Um activo financeiro ou grupo de activos financeiros está em imparidade e houve uma
perda por imparidade, se existir uma evidência objectiva da imparidade como resultado
de um ou mais eventos que tenham ocorrido após o reconhecimento inicial do activo e
se esse evento ou eventos causadores da perda tiverem um impacto sobre os fluxos de
caixa futuros estimados do activo ou grupo de activos financeiros que pode ser estimado
de forma fiável.
o) Elementos patrimoniais de natureza ambiental
Os custos relativos às actividades de descontaminação e restabelecimento de locais
contaminados, eliminação de resíduos e outros custos derivados do cumprimento da
legislação ambiental são registados como gastos no exercício em que são produzidos, a
menos que correspondam ao custo de aquisição de elementos que são incorporados no
capital da Sociedade, a fim de serem utilizados de forma duradoura, em cujo caso são
contabilizados nas rubricas correspondentes de “Imobilizado tangível”, sendo amortizados
com os mesmos critérios.
p) Derivados financeiros e cobertura contabilística
Os derivados financeiros são valorizados, tanto no momento inicial como em valorizações
posteriores, pelo seu justo valor. O método de reconhecimento das perdas ou ganhos
resultantes depende de o derivado ter sido ou não designado como instrumento de
cobertura e, se for o caso, do tipo de cobertura.
A Sociedade segue o critério de registar as oportunas correcções de valor por imparidade
de empréstimos e rubricas a receber e instrumentos de dívida, quando tenha ocorrido
uma redução ou atraso nos fluxos de caixa estimados futuros, motivados pela insolvência
do devedor.
n) Deterioração do valor dos activos não financeiros
Pelo menos no fecho do exercício, a Sociedade avalia se existem indícios de que algum
activo não corrente ou, eventualmente, alguma unidade geradora de caixa possa estar
em imparidade. Se existirem indícios e, em qualquer caso, para goodwill e para os activos
intangíveis com vida útil indefinida são estimados os seus valores recuperáveis.
O valor recuperável é o maior entre o justo valor menos os custos de venda e o valor
em uso. Quando o valor contabilístico é superior ao valor recuperável, existe uma perda
por imparidade. O valor em uso é o valor actual dos fluxos de caixa futuros esperados,
utilizando taxas de juro de mercado sem risco, ajustados pelos riscos específicos associados
ao activo. Para os activos que não geram fluxos de caixa, largamente, independentes dos
derivados de outros activos ou grupos de activos, o valor recuperável é determinado para
as unidades geradoras de caixa, às quais pertencem esses activos.
As correcções de valor por imparidade e a sua reversão são contabilizadas na conta
de perdas e ganhos. As correcções de valor por imparidade são revertidas quando as
circunstâncias que as motivaram deixam de existir, excepto as correspondentes a goodwill.
A reversão da imparidade está limitada ao valor contabilístico do activo que figuraria se a
correspondente imparidade do valor não tivesse sido previamente reconhecida.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
168
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
Os instrumentos de cobertura são valorizados e registados de acordo com a sua natureza
na medida em que não sejam, ou deixem de ser, coberturas eficazes.
No caso de derivados que não se qualificam para contabilidade de cobertura, as perdas e
ganhos ao justo valor dos mesmos são reconhecidos imediatamente na conta de perdas e
ganhos.
5. IMOBILIZADO TANGÍVEL
A composição e os movimentos do imobilizado tangível no exercício de 2013 foram os
seguintes:
(Euros)
Exercício de 2013
Saldo em 01.01.13
Admissões
Baixas
Transferências‫‏‬
Saldo em 31.12.13
Custo
Maquinaria
745 839
51 505
162 618
-
634 726
4 451 734
273 754
322 121
91 494
4 494 861
Mobiliário e equipamento de escritório
310 991
3 480
18 518
-
295 953
Equipamentos e processos de informação
717 379
73 171
21 277
-
769 272
8 573 208
-
262 087
-
8 311 122
479 167
350
36 261
-
443 257
91 494
-
-
(91 494)
-
15 369 812
402 260
822 881
-
14 949 191
369 328
71 367
111 171
-
329 524
2 170 657
416 982
195 360
-
2 392 279
Mobiliário e equipamento de escritório
159 175
28 957
13 081
-
175 051
Equipamentos e processos de informação
392 615
134 163
14 077
-
512 701
3 284 685
1 195 149
123 638
-
4 356 196
Outras instalações
Elementos de transporte
Outro imobilizado
Instalações técnicas (em curso)
Total
Amortização acumulada
Maquinaria
Outras instalações
Elementos de transporte
Outro imobilizado
278 051
24 255
9 777
-
292 529
Total
6 654 511
1 870 873
467 104
-
8 058 280
Valor líquido contabilístico
8 715 301
(1 468 614)
355 777
-
6 890 911
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
169
A composição e os movimentos do imobilizado tangível no exercício de 2012 foram os
seguintes:
(Euros)
Exercício de 2012
Saldo em 01.01.12
Admissões
Baixas
Transferências‫‏‬
Saldo em 31.12.12
Custo
Maquinaria
669 251
79 800
3 212
-
745 839
4 129 286
246 744
497
76 201
4 451 734
Mobiliário e equipamento de escritório
286 478
15 987
13 993
22 518
310 991
Equipamentos e processos de informação
490 983
226 396
-
-
717 379
9 466 751
43 038
1 076 180
139 600
8 573 208
470 108
9 059
-
-
479 167
98 719
91 494
-
(98 719)
91 494
139 600
-
-
(139 600)
-
15 751 176
712 518
1 093 882
-
15 369 812
293 837
76 604
1 113
-
369 328
1 692 200
478 901
444
-
2 170 657
Mobiliário e equipamento de escritório
140 102
30 716
11 643
-
159 175
Equipamentos e processos de informação
268 634
123 981
-
-
392 615
2 394 810
1 348 411
458 536
-
3 284 685
253 211
24 840
-
-
278 051
Total
5 042 794
2 083 453
471 737
-
6 654 510
Valor líquido contabilístico
10 708 382
(1 370 935)
622 145
-
8 715 302
Outras instalações
Elementos de transporte
Outro imobilizado
Instalações técnicas (em curso)
Elementos de transporte (em curso)
Total
Amortização acumulada
Maquinaria
Outras instalações
Elementos de transporte
Outro imobilizado
Principais aquisições do imobilizado tangível:
(Euros)
Descrição
2013
2012
-
43 038
Estantaria e outras instalações
273 754
336 352
Equipamentos e processos de informação
73 171
226 396
346 925
605 786
Tractores e semi-reboques (incluindo os elementos de montagem)
Total
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
170
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Detalhe dos Activos adquiridos a empresas do Grupo:
Principais transferências no imobilizado tangível:
(Euros)
Descrição
2013
Estantaria e outras instalações
(Euros)
2012
91 494
2013
Descrição
76 201
Mobiliário e equipamento de escritório
-
22 518
Elementos de transporte
-
139 600
Equipamentos e processos de
91 494
238 319
informação
Total
Custo
Outras instalações
Total
2012
Amortização
Amortização
Custo
acumulada
acumulada
6 080
63
-
-
-
-
814
126
6 080
63
814
126
Elementos do imobilizado tangível totalmente amortizados:
Principais baixas no imobilizado tangível correspondentes ao exercício de 2013:
(Euros)
Descrição
Maquinaria
Valor da aquisição
Amortização
Valor Líquido
acumulada
162 618
111 171
51 447
18 518
13 081
5 437
262 087
123 638
138 449
21 277
14 077
7 200
Outras instalações
322 121
195 360
126 761
Outro imobilizado
36 261
9 777
26 484
822 882
467 104
355 777
Mobiliário e equipamento de escritório
Tractores e semi-reboques
Equipamentos e processos de informação
Total
(Euros)
Maquinaria
Mobiliário e equipamento de escritório
Tractores e semi-reboques
Outras instalações
Total
Valor da aquisição
Amortização
Valor Líquido
acumulada
Maquinaria
Mobiliário e equipamento de escritório
Outras instalações
2013
2012
171 319
88 619
54 502
15 417
1 307 482
899 149
Tractores e semi-reboques
142 478
-
Equipamentos e processos de informação
217 044
177 996
Outro imobilizado
Total
183 266
198 598
2 076 091
1 379 780
Durante o exercício de 2013 foram alienados e dada baixa a elementos de imobilizado
tangível por um valor contabilístico líquido de 355.777 euros (622.145 euros em 2012),
tendo sido gerada uma perda líquida de 125.109 euros (54.398 de euros em 2012).
Principais baixas no imobilizado tangível correspondentes ao exercício de 2012:
Descrição
(Euros)
Descrição
3 212
1 113
2 099
13 993
11 643
2 350
1 076 180
458 536
617 644
497
444
53
1 093 882
471 737
622 145
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
A Sociedade possui apólices de seguros que cobrem os danos próprios que possam ocorrer
aos diversos elementos do imobilizado tangível da empresa com limites e coberturas
adequados aos tipos de risco. Deste modo, estão cobertas as possíveis reclamações que
possam ser apresentadas pelo exercício da sua actividade.
Detalhe dos Ativos por locações financeiras e leaseback:
171
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
(Euros)
Custo
Amortização
Saldo em
acumulada
31.12.13
Leasing
Estantaria
517 881
Tractores e semi-reboques
87 118
430 763
887 450
277 121
610 329
1 405 331
364 239
1 041 091
Leaseback
Estantaria
Tractores e semi-reboques
Total
332 738
59 736
273 002
2 099 004
774 946
1 324 058
2 431 742
834 682
1 597 060
3 837 073
1 198 921
2 638 152
(Euros)
Custo
Amortização
Saldo em
acumulada
31.12.12
Leasing
Estantaria
517 881
52 628
Tractores e semi-reboques
887 450
140 512
465 253
746 938
1 405 331
193 140
1 212 191
Leaseback
Estantaria
Tractores e semi-reboques
Total
332 738
37 575
295 163
2 099 004
412 797
1 686 207
2 431 742
450 372
1 981 371
3 837 073
643 512
3 193 562
Todos os contratos foram celebrados em 2011.
172
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
6. - IMOBILIZADO INTANGÍVEL
Elementos do imobilizado intangível totalmente amortizados:
As aplicações informáticas estão registadas ao custo de aquisição e são amortizadas pelo
método linear ao longo de um período de 3 anos.
(Euros)
Descrição
Aplicações informáticas
A composição e os movimentos do imobilizado intangível no exercício de 2013 foram os
seguintes:
Exercício de 2013
Saldo em
01.01.13
Admissões
Total
2013
2012
92 139
2 409
92 139
2 409
Saldo em
31.12.13
Custo
Aplicações informáticas
Total
202 553
16 853
219 406
202 553
16 853
219 406
85 436
55 935
141 371
85 436
55 935
141 371
117 117
(39 082)
78 035
Amortização acumulada
Aplicações informáticas
Total
Valor líquido contabilístico
A composição e os movimentos do imobilizado intangível no exercício de 2012 foram os
seguintes:
Exercício de 2012
Saldo em
01.01.12
Admissões
Saldo em
31.12.12
Custo
Aplicações informáticas
Total
92 139
110 414
202 553
92 139
110 414
202 553
47 499
37 937
85 436
47 499
37 937
85 436
44 640
72 477
117 117
Amortização acumulada
Aplicações informáticas
Total
Valor líquido contabilístico
173
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
7. - LOCAÇÕES E OUTRAS OPERAÇÕES DE NATUREZA SEMELHANTE
A conciliação entre o valor total dos pagamentos futuros mínimos por locação financeira e
o seu valor actual no fecho do exercício de 2013 e 2012 é a seguinte:
a) Locações financeiras
O detalhe dos acordos de locação financeira no fecho do exercício de 2013 é o seguinte:
Quotas pendentes
Pagamentos mínimos
Valor inicial do
Valor da opção de
Valor actual no fecho do
contrato
compra
exercício de 2013
Leasing
Exercício 2013
Exercício 2012
Exercício 2013
Exercício 2012
Até um ano
875 044
1 142 632
838 864
1 061 962
Entre um e cinco anos
465 966
1 344 361
448 970
1 289 878
-
-
-
-
1 341 010
2 486 993
1 287 834
2 351 840
53 176
135 153
1 287 834
2 351 840
Mais de cinco anos
Estantaria
517 881
8 490
263 185
Tractores e semi-reboques
946 320
17 827
479 998
1 464 201
26 317
743 183
Total dos pagamentos mínimos
Encargos financeiros
Valor actual dos pagamentos
mínimos
Leaseback
Estantaria
Tractores e semi-reboques
326 802
9 559
92 902
2 079 685
59 151
451 749
2 406 487
68 710
544 651
3 870 688
95 027
1 287 834
Valor actual
b) Descrição geral dos acordos significativos de locação financeira:
Os contratos de locação financeira referem-se a Estantaria, para o desenvolvimento
da actividade de Logística, e a Tractores e semi-reboques, para o desenvolvimento da
actividade de transporte.
Os contratos incluem opção de compra, conforme indicado.
Total
Não há restrições impostas à Sociedade no âmbito dos contratos de locação.
O detalhe dos acordos de locação financeira no fecho do exercício de 2012 é o seguinte:
Valor inicial do
Valor da opção de
Valor actual no fecho do
contrato
compra
exercício de 2012
c) Locações operacionais
O detalhe dos pagamentos futuros mínimos por locações operacionais não canceláveis no
fecho do exercício de 2013 é o seguinte:
Leasing
Estantaria
517 881
8 490
365 064
Tractores e semi-reboques
946 320
17 827
664 314
1 464 201
26 317
1 029 378
Leaseback
Locações operacionais:
informação do locatário
-Imóveis
Estantaria
Tractores e semi-reboques
326 802
9 559
200 201
2 079 685
60 860
1 122 261
2 406 487
70 419
1 322 462
-Aluguer de viaturas ligeiras
3 870 688
96 736
reconhecidos como
custos do exercício
Pagamentos futuros mínimos por
locações não canceláveis, dos quais:
Até 1 ano
1 - 5 anos
mais de
5 anos
3 614 881
3 199 867
2 022 237
-
211 225
143 631
177 144
-
-Aluguer de viaturas - outras
339 679
150 456
250 572
-
-Aluguer de empilhadores
601 021
464 738
319 640
-
4 766 806
3 958 692
2 769 593
-
Total
Total
Pagamentos
2 351 840
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
174
No fecho do exercício de 2012, o detalhe dos pagamentos futuros mínimos por locações
operacionais não canceláveis é o seguinte:
Pagamentos futuros mínimos por
Locações operacionais:
Pagamentos reconhecidos
informação do locatário
como custos do exercício
-Imóveis
locações não canceláveis, dos quais:
Até 1 ano
1 - 5 anos
mais de
5 anos
4 009 129
2 781 195
4 008 593
-
-Aluguer de viaturas ligeiras
171 134
128 794
81 479
-
-Aluguer de viaturas - outras
347 863
147 820
399 399
-
-Aluguer de empilhadores
Total
872 795
677 797
715 614
-
5 400 921
3 735 606
5 205 085
-
d) Descrição geral dos acordos significativos de locações operacionais:
Os contratos de locação de imóveis estão relacionados sobretudo com armazéns e
escritórios, onde a Sociedade desenvolve as suas actividades.
Os contratos assinados pela Sociedade têm definidos prazos entre um e oito anos. Se
existir por parte da Sociedade a intenção de não renovar algum contrato, é necessário
comunicar, com uma antecedência mínima de 1 mês, 3 meses, 6 meses ou 12 meses, a
intenção de não continuar.
Os contratos de locação operacional de veículos “renting” têm definidos prazos de 3 anos.
Os acordos de locação operacional de outros veículos (semi-reboques) têm prazos definidos
de 3 e de 5 anos.
Os contratos de locação operacional de empilhadores têm definidos prazos com duração
máxima de 5 anos.
Nenhum contrato inclui opção de compra.
As cláusulas de actualização de preços têm como referência o IPC, acrescentando, em
alguns casos, algum ponto ao índice de referência.
Não há restrições impostas à Sociedade no âmbito dos contratos de locação.
175
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
8. - INSTRUMENTOS FINANCEIROS
a) Activos Financeiros
O detalhe dos instrumentos financeiros da empresa no exercício de 2013 foi o seguinte:
Instrumentos financeiros a longo prazo
Categorias
Classes
Valores
Instrumentos de
representativos de
capital
dívida
Instrumentos financeiros a curto prazo
Créditos Derivados
Instrumentos de
Outros
capital
Valores
TOtal
Créditos Derivados
representativos de
Outros
dívida
Empréstimos e rubricas a receber
Clientes por vendas e prestações de serviços
-
-
-
-
-
25 381 004
25 381 004
Clientes, empresas do grupo e associadas
-
-
-
-
-
431 747
431 747
Devedores vários
-
-
-
-
-
494 534
494 534
Pessoal
-
-
-
-
-
-
-
Outros ativos financeiros
-
-
720 129
-
-
1 056
721 185
-
-
720 129
-
-
26 308 341
27 028 470
Total
O detalhe dos instrumentos financeiros da empresa no exercício de 2012 foi o seguinte:
Instrumentos financeiros a longo prazo
Categorias
Classes
Valores
Instrumentos de
representativos de
capital
dívida
Instrumentos financeiros a curto prazo
Créditos Derivados
Outros
Valores
representativos de
dívida
Créditos Derivados
Créditos Derivados
Outros
Otros
Empréstimos e rubricas a receber
Clientes por vendas e prestações de serviços
-
-
-
-
-
22 915 094
22 915 094
Clientes, empresas do grupo e associadas
-
-
-
-
-
53 297
53 297
Devedores vários
-
-
-
-
-
491 914
491 914
Pessoal
-
-
-
-
-
156
156
Outros ativos financeiros
-
-
802 835
-
-
30 150
832 985
-
-
802 835
-
-
23 490 612
24 293 447
Total
i) Activos financeiros não correntes
A rubrica “Créditos Derivados Outros” com o montante de 720.129 euros refere-se Fianças
constituídas a longo prazo referentes a locações operacionais e contratos de fornecimento
de energia eléctrica. A empresa espera apenas recuperar esses montantes em prazos
superiores a um ano (802.835 euros em 2012).
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
176
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
ii) Activos financeiros correntes
O detalhe dos activos financeiros correntes da empresa no exercício de 2013 foi o seguinte:
A empresa contratou uma linha de Factoring sem recurso, com o limite de 800.000 euros.
O montante utilizado em 31 de dezembro de 2013 é de 615.991 euros.
1) Créditos por operações comerciais e Investimentos financeiros a curto prazo
Instrumentos financeiros a curto prazo
Categorias
Classes
Instrumentos
de capital
Valores
Créditos
representativos
Derivados
de dívida
Outros
Descrição
Clientes por vendas e prestações de
-
Clientes, empresas do grupo e
-
25 381 004
25 381 004
-
-
431 747
431 747
Devedores vários
-
-
494 534
494 534
Pessoal
-
-
-
-
Outros ativos financeiros
-
-
1 056
1 056
-
-
26 308 341
26 308 341
associadas
Total
2012
Clientes:
Total
Empréstimos e rubricas a receber
serviços
2013
Clientes por vendas e prestações de serviços
25 529 015
23 031 514
Imparidade de valor de créditos por operações comerciais
(1 102 087)
(928 995)
Clientes de cobrança duvidosa
954 078
812 575
Clientes, empresas do grupo e associadas
431 747
53 297
25 812 753
22 968 391
40 300
37 763
137 064
180 793
12 347
165 388
-
(76 151)
Devedores com montantes a ajustar
130 954
98 577
Outros devedores
173 869
85 544
494 534
491 914
-
156
26 307 286
23 460 461
1 056
30 150
1 056
30 150
26 308 342
23 490 611
Devedores vários:
IVA a recuperar países comunitários (*)
Indemnizações a receber
Devedores alienações imobilizado tangível
Imparidade de valor de créditos por operações comerciais
A empresa contratou uma linha de Factoring sem recurso, com o limite de 800.000 euros.
O montante utilizado em 31 de dezembro de 2013 é de 260.595 euros.
O detalhe dos activos financeiros correntes da empresa no exercício de 2012 é o seguinte:
Pessoal:
Adiantamentos a pessoal
Instrumentos financeiros a curto prazo
Categorias
Classes
Instrumentos
de capital
Valores
Créditos
representativos
Derivados
de dívida
Outros
Total
Investimentos financeiros a curto prazo:
Outros ativos financeiros
Empréstimos e rubricas a receber
Clientes por vendas e prestações de
-
-
22 915 094
22 915 094
-
-
53 297
53 297
Devedores vários
-
-
491 914
491 914
Pessoal
-
-
156
156
Outros ativos financeiros
-
-
30 150
30 150
-
-
23 490 611
23 490 611
serviços
Clientes, empresas do grupo e
associadas
Total
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
Total
(*) IVA suportado em países da UE referente ao fornecimento de combustível, portagens e outros gastos.
177
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
Movimentos na conta de clientes de cobrança duvidosa durante o exercício de 2013
Saldo
Descrição
Aumentos
31.12.12
Clientes cobrança duvidosa
Aplicações e
Saldo
pagamentos
31.12.13
928.995
155.741
(78.804)
(85.151)
920.781
76.151
105.154
-
-
181.305
1.005.146
260.895
(78.804)
(85.151)
1.102.086
Devedores vários
Total
Excessos
Movimentos na conta de clientes de cobrança duvidosa durante o exercício de 2012
Saldo
Descrição
Aumentos
31.12.11
Clientes cobrança duvidosa
Aplicações e
Saldo
pagamentos
31.12.12
865.361
246.244
(167.759)
(14.851)
928.995
-
76.151
-
-
76.151
865.361
322.395
(167.759)
(14.851)
1.005.146
Devedores vários
Total
Excessos
b) Passivos Financeiros
O detalhe dos passivos financeiros da empresa no exercício de 2013 foi o seguinte:
Instrumentos financeiros a longo prazo
Categorias
Classes
Instrumentos financeiros a curto prazo
Dívidas com
entidades de
Derivados
Total
Dívidas com
Outros
entidades de crédito
crédito
Derivados
Outros
Débitos e rubricas a pagar:
Débitos por operações comerciais:
Fornecedores
-
-
-
10 997 381
10 997 381
Fornecedores, empresas do grupo e associadas
-
-
-
691 513
691 513
Credores vários
-
-
-
6 008 719
6 008 719
Pessoal
-
-
-
423 783
423 783
457 937
-
4 044 111
-
4 502 048
448 970
-
838 864
-
1 287 834
-
-
-
18 018
18 018
Dívidas com entidades de crédito
Credores por locação financeira
Passivos a justo valor com alterações em perdas e ganhos:
Outros
Derivados de cobertura
Total
906 907
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
-
4 882 975
18 139 414
23 929 296
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
178
O detalhe dos passivos financeiros da empresa no exercício de 2012 é o seguinte:
Instrumentos financeiros a longo prazo
Categorias
Classes
Instrumentos financeiros a curto prazo
Dívidas com
entidades de
Derivados
Total
Dívidas com
Outros
entidades de crédito
crédito
Derivados
Outros
Débitos e rubricas a pagar:
Débitos por operações comerciais:
Fornecedores
-
-
-
9 654 304
9 654 304
Fornecedores, empresas do grupo e associadas
-
-
-
231 560
231 560
Credores vários
-
-
-
3 813 821
3 813 821
Pessoal
-
-
-
677 358
677 358
1 055 847
-
2 930 903
-
3 986 750
1 288 635
-
1 063 205
-
2 351 840
-
-
-
226 516
226 516
Dívidas com entidades de crédito
Credores por locação financeira
Passivos a justo valor com alterações em perdas e ganhos:
Outros
Derivados de cobertura
-
Total
2 344 482
-
3 994 108
14 603 559
20 942 149
i) Passivos financeiros não correntes
O detalhe dos passivos financeiros não correntes da empresa no exercício de 2013 foi o
seguinte:
Instrumentos financeiros a longo prazo
Categorias
Classes
Dívidas com
entidades de
crédito
Obrigações e outros
valores negociáveis
Derivados outros
Total
Débitos e rubricas a pagar:
Dívidas com
entidades de crédito
Credores por locação
financeira
Total
457 937
-
-
457 937
448 970
-
-
448 970
906 907
-
-
906 907
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
179
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
O detalhe dos passivos financeiros não correntes da empresa no exercício de 2012 é o
seguinte:
2) Credores por locação financeira a Longo Prazo
O detalhe dos saldos mantidos por locação financeira em 31 de dezembro do exercício de
2013 e 2012 é o seguinte:
Instrumentos financeiros a longo prazo
Categorias
Classes
Dívidas com
entidades de
crédito
Obrigações e outros
valores negociáveis
Derivados outros
2013
Descrição
Total
2012
Credores por locação financeira (Nota 7)
Débitos e rubricas a pagar:
Dívidas com entidades de
crédito
Credores por locação
financeira
Total
Leasing
1 055 847
-
-
1 055 847
1 288 635
-
-
1 288 635
2 344 482
-
-
2 344 482
1) Dívidas com entidades de Crédito a Longo Prazo
O detalhe dos saldos mantidos com instituições de crédito em 31 de dezembro do exercício
de 2013 e 2012 é o seguinte:
2013
Descrição
457 937
1 055 847
Total
457 937
1 055 847
A separação por vencimentos dos empréstimos no final do exercício de 2013 é o seguinte:
Dívidas Longo Prazo
2015
2016
457 937
2017
-
Deudas Largo Plazo
2014
2015
-
597 743
458 104
2016
545 481
448 970
743 154
448 970
1 288 635
A separação por vencimentos das locações financeiras no final do exercício de 2013 é a
seguinte:
(Euros)
Credores por locação financeira
2015
302 779
2016
146 191
2017
Total
-
448 970
A separação por vencimentos das locações financeiras no final do exercício de 2012 é a
seguinte:
Total
457 937
A separação por vencimentos dos empréstimos no final do exercício de 2012 é o seguinte:
Descripción
Total
Descrição
2012
Apólices de empréstimo
Descrição
Leaseback
-
Descrição
Credores por locação financeira
2014
838 819
2015
305 144
2016
144 672
Total
1 288 635
Total
-
1 055 847
As taxas de juro pagas pela Sociedade durante os exercícios de 2013 e 2012 pelos
empréstimos e apólices de crédito subscritas com instituições de crédito encontram-se
principalmente referenciadas à Euribor acrescidas de um diferencial de mercado
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
180
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
As taxas de juro pagas pela Sociedade durante os exercícios de 2013 e 2012 pelas
locações financeiras subscritas com instituições de crédito encontram-se principalmente
referenciadas à Euribor acrescidas de um diferencial de mercado.
ii) Passivos financeiros correntes
O detalhe dos passivos financeiros correntes da empresa no exercício de 2013 foi o
seguinte:
Instrumentos financeiros a curto prazo
Categorias
Classes
Dívidas com
Derivados
entidades de
Total
outros
crédito
Débitos e rubricas a pagar:
Débitos por operações comerciais:
Instrumentos financeiros a curto prazo
Categorias
Classes
Dívidas com
Derivados
entidades de
Total
outros
crédito
Fornecedores
-
9 654 304
9 654 304
Fornecedores, empresas do grupo e associadas
-
231 560
231 560
Credores vários
-
3 813 821
3 813 821
Pessoal
-
677 358
677 358
2 930 903
-
2 930 903
1 063 205
-
1 063 205
Mantidos para negociar
-
-
-
Outros
-
226 516
226 516
3 994 108
14 603 559
18 597 667
Débitos e rubricas a pagar:
Débitos por operações comerciais:
Dívidas com entidades de crédito
Fornecedores
-
10 997 381
10 997 381
Fornecedores, empresas do grupo e associadas
-
691 513
691 513
Credores vários
-
6 008 719
6 008 719
Pessoal
-
423 783
423 783
Dívidas com entidades de crédito
4 044 111
-
4 044 111
838 864
-
838 864
Mantidos para negociar
-
-
-
Outros
-
18 018
18 018
4 882 975
18 139 414
23 022 390
Credores por locação financeira
Credores por locação financeira
Passivos a justo valor com alterações em perdas e
ganhos
Total
Passivos a justo valor com alterações em perdas e
ganhos
Total
O detalhe dos passivos financeiros correntes da empresa no exercício de 2012 é o seguinte:
181
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
1) Dívidas com entidades de Crédito a Curto prazo:
O detalhe dos saldos mantidos com instituições de crédito em 31 de dezembro do exercício
de 2013 é o seguinte:
2) Dívidas com locações financeiras a Curto prazo:
Descrição
Descrição
Montante Concedido
Parte disposta Curto prazo
(1)
Apólices de empréstimo
Contas de Crédito
Efeitos descontados
-
1 097 767
14 901 518
2 505 439
2 000 000
415 858
2013
2012
Credores por locação financeira
Leasing
294 212
286 224
Leaseback
544 652
776 981
838 864
1 063 205
Total
3) Débitos por operações comerciais
4 019 064
Juros Devidos Pendentes de Pagamento
Descrição
25 047
Total
-
4 044 111
2013
Credores comerciais e outras dívidas:
Fornecedores
(1) Apólices de Crédito em conta corrente a juros variáveis.
10 997 381
9 654 304
691 513
231 560
Credores por prestações de serviços
4 755 012
2 582 108
Acréscimos de custos
1 253 707
1 231 713
423 783
677 358
-
-
18 121 396
14 377 043
Fornecedores, empresas do grupo e associadas (Nota
O detalhe dos saldos mantidos com instituições de crédito em 31 de dezembro do exercício
de 2012 é o seguinte:
Descrição
Montante Concedido
(1)
Parte disposta Curto
prazo
15)
Credores vários:
Remunerações pendentes de pagamento
Apólices de empréstimo
Contas de Crédito
Efeitos descontados
-
1 183 270
14 401 518
698 963
3 000 000
870 670
2012
Outras dívidas com as administrações públicas.
Total
4) Outros passivos financeiros
2 752 903
Juros Devidos Pendentes de Pagamento
Total
178 000
-
2 930 903
O valor dos juros devidos pendentes de pagamento no exercício de 2013 é de 25.047 euros
(178.000 euros em 2012).
As taxas de juro pagas pela Sociedade durante os exercícios de 2013 e 2012 pelos
empréstimos e apólices de crédito subscritas com instituições de crédito encontram-se
principalmente referenciadas à Euribor acrescidas de um diferencial de mercado.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
Descrição
Fornecedores de imobilizado a curto prazo
Total
2013
2012
18 018
226 516
18 018
226 516
Os saldos a receber e a pagar em 31 de dezembro de 2013 e 2012 são em euros (não
incluem valores em moeda diferente do euro).
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
182
9. - EXISTÊNCIAS
d) Contribuições de sócios
Em 12 de novembro de 2012, o único accionista entregou um montante de 3.000.000 euros
de Prestações Acessórias, para melhorar a estrutura financeira da Sociedade.
Descrição
2013
2012
12. - PROVISÕES E OUTROS PASSIVOS CONTINGENTES
Materiais diversos
Materiais diversos de utilização nos armazéns
10 273
-
Total
10 273
-
10. - CAIXA E OUTROS ACTIVOS LÍQUIDOS EQUIVALENTES
Descrição
2013
Caixa
Contas correntes
Total tesouraria
2012
3 542
8 125
317 390
49 482
320 932
57 607
Não há restrições à disponibilidade destes saldos.
11. - CAPITAIS PRÓPRIOS E FUNDOS PRÓPRIOS
a) Capital social
O Capital Social da sociedade em 31 de dezembro de 2013 e 2012 é de 6.000.000 de euros
e é representado por 60.000 acções de 100 euros de valor nominal cada uma, totalmente
subscritas e desembolsadas.
Todas as acções são propriedade da empresa portuguesa LS-Luís Simões, SGPS, S.A.
b) Reserva legal
A reserva legal foi dotada em conformidade com o artigo 274 da Lei de Sociedades de
Capital, que estabelece que, em qualquer caso, um valor igual a 10% dos resultados do
exercício será destinado a esta até que atinja, pelo menos, 20% do capital social. Não
pode ser distribuída e se for utilizada para compensar perdas, caso não existam outras
reservas disponíveis suficientes para este fim, deve ser reposta com resultados futuros.
Os Administradores da Sociedade na formulação das contas anuais diferenciam entre:
• Provisões: saldos credores que cobrem obrigações actuais decorrentes de
acontecimentos passados, cujo cancelamento é provável que origine uma saída
de recursos, mas que são indeterminados quanto ao seu valor e/ou momento de
cancelamento.
• Passivos contingentes: obrigações possíveis surgidas em consequência de
acontecimentos passados, cuja materialização futura está condicionada a que ocorra,
ou não, um ou mais eventos futuros independentes da vontade da Sociedade.
As contas anuais agrupam todas as provisões em relação às quais se estima que a
probabilidade de ter de responder à obrigação é maior do que o contrário. Os passivos
contingentes não são reconhecidos nas contas anuais, mas há informação sobre estes nas
notas do relatório, na medida em que não são considerados remotos.
As provisões são valorizadas pela melhor estimativa possível do valor necessário para
cancelar ou transferir a obrigação, tendo em conta as informações disponíveis sobre o
acontecimento e suas consequências, e registando os ajustes que surjam pela actualização
de tais provisões como um gasto financeiro à medida que se vão gerando.
A compensação a receber de terceiros no momento da liquidação da obrigação, desde que
não haja dúvidas de que tal reembolso será recebido, é registada como activo, excepto se
existir um vínculo jurídico pelo qual tenha sido exteriorizada parte do risco, e pelo qual
a Sociedade não é responsável; nesta situação, a compensação será tida em consideração
para estimar o valor pelo qual, se for o caso, figurará a correspondente provisão.
Os movimentos da provisão durante o exercício de 2013 são os seguintes:
c) Outras reservas
O saldo desta rubrica do Balanço do exercício findo em 31 de dezembro de 2013, de
960.979 euros (900.371 euros em 2012) refere-se a reservas voluntárias.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
183
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
Descrição
Saldo
Aumentos
01.01.13
Aplicações
Descrição
Saldo
Diminuições
31.12.13
comerciais
8.500
-
-
341.576
89 491
65 533
-
-
IVA
(333 370)
(434 568)
Retenções praticadas
(242 317)
(252 357)
Segurança social
(352 758)
(418 431)
Passivos por impostos sobre os ganhos correntes
Administrações públicas credoras:
Provisões de outras respon-
-
-
--
-
-
8.500
333.076
-
-
341.576
sabilidades
Total
333.076
2012
Correntes:
Administrações públicas devedoras
Provisões outras op.
2013
Impostos Especiais
Os movimentos da provisão durante o exercício de 2012 são os seguintes:
(46 517)
(183)
(974 962)
(1 105 539)
621 547
160 525
-
-
621 547
160 525
(263 924)
(879 481)
Não Correntes:
Ativos por impostos diferidos
Descrição
Provisões outras op.
comerciais
Provisões de outras responsabilidades
Total
Saldo
31.12.11
Aumentos
Aplicações
Diminuições
Saldo
Passivos por impostos diferidos
31.12.12
Saldo
77.000
8.500
-
77.000
8.500
30.150
-
-
30.150
-
107.150
8.500
-
107.150-
8.500
13. - SITUAÇÃO FISCAL
De acordo com as disposições legais em vigor, as liquidações de impostos não podem
ser consideradas definitivas até que tenham sido inspeccionados pelas autoridades fiscais
ou caso já tenha passado o prazo de prescrição de 4 anos. Em 31.12.13, a Sociedade
tem por inspeccionar todos os impostos a que está sujeita pelos últimos quatro anos. Os
Administradores da Sociedade não esperam que, em caso de inspecção, surjam passivos
adicionais significativos.
a) Saldos com as administrações públicas
O detalhe dos saldos mantidos com administrações públicas em 31 de dezembro do
exercício de 2013 é o seguinte:
184
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
b) Imposto sobre resultados
A conciliação entre o valor líquido dos proveitos e custos do exercício e a base imposta
(resultado fiscal) do Imposto sobre Sociedades é a seguinte:
2013
Proveitos e custos imputados
Conta de Perdas e Ganhos
Aumentos/
2012
(Diminuições)
Aumentos/
Proveitos e custos imputados
Conta de Perdas e Ganhos
directamente aos capitais próprios
(Diminuições)
Aumentos/
(Diminuições)
Aumentos/
(Diminuições)
Saldo de proveitos e custos do exercício
(457 927)
Imposto sobre Sociedades
(461 021)
-
2 358
-
21 482
-
24 960
-
Diferenças permanentes
-
directamente aos capitais próprios
67 342
-
Diferenças temporárias:
- com origem no exercício
754 315
-
137 241
-
(268 542)
-
(260 973)
-
-
-
-
-
(411 692)
-
(29 072)
-
Quota integra
-
-
-
-
Deduções por dupla imposição
-
-
-
-
Quota integra ajustada positiva
-
-
-
-
Deduções
-
-
-
-
Quota líquida
-
-
-
-
- com origem em exercícios anteriores
Compensação de bases impostas negativas de exercícios
anteriores
Base imposta (resultado fiscal)
185
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
A conciliação entre o custo por imposto sobre resultados e o resultado da multiplicação das
taxas de impostos aplicáveis ao total de proveitos e custos reconhecidos, diferenciando o
saldo da conta de perdas e ganhos é a seguinte:
2013
Descrição
Encargo obrigatório teórico
Proveitos e custos imputados
directamente aos capitais próprios
Conta de Perdas e Ganhos
Resultado antes de impostos por operações continuadas
Taxa obrigatória aplicável
2012
(918 948)
30%
Conta de Perdas e Ganhos
-
30%
Proveitos e custos imputados
directamente aos capitais próprios
69 700
30%
30%
(275 684)
-
20 910
-
775 797
-
162 201
-
Deduções e outros
(268 542)
-
(260 973)
-
Custo obrigatório efectivo
(123 508)
-
(8 721)
-
Corrente
(123 508)
-
(8 721)
-
Diferido (1)
(337 513)
-
37 119
-
-
-
(26 040)
-
(461 021)
-
2 358
-
Efeito de:
Custos não dedutíveis
Detalhe:
Outros (2)
Custo obrigatório efectivo
(1) Este montante corresponde e inclui Benefícios Fiscais a compensar em exercícios futuros;
(2) Este montante corresponde à correção do imposto estimado no ano de 2011, por 42.651 euros, devido à
limitação da dedução de 50% de Bases Impostas Negativas e à retificação correspondente no Ativo por Imposto
Diferido por 68.691 euros.
As diferenças permanentes devem-se principalmente a custos não dedutíveis fiscalmente
correspondentes a sanções e multas.
As diferenças temporárias são devidas principalmente às geradas por dotações para
perdas e imparidade de dívidas de clientes e dotações para provisões de outras operações
comerciais e limitação das amortizações dedutíveis fiscalmente, em conformidade com o
artigo 7 da Lei 16/2012.
186
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
c) Impostos diferidos
Os impostos diferidos em 31 de dezembro do exercício de 2013 e 2012 são os seguintes:
Descrição
01/01/2012
Admissões
Baixas
31/12/2012
Ativos por impostos diferidos
Activos por Impostos Diferidos
2013
Créditos por Perdas a Compensar
2012
Dotações provisões contabilísticas não
Diferenças temporárias:
dedutíveis fiscalmente
Direitos para dedução e bonificação pendentes
191 781
-
55 433
83 113
173 413
-
Créditos por Perdas a Compensar
200 921
77 413
Total
621 548
160 525
Dotações provisões contabilísticas não dedutíveis fiscalmente
Depreciações e amortizações de imobilizado não dedutíveis (Lei
16/2012)
O movimento dos activos por impostos diferidos e dos passivos por impostos diferidos para
o exercício de 2013 é apresentado abaixo:
Descrição
01/01/2013
Admissões
Baixas
31/12/2013
Ativos por impostos diferidos
Direitos para dedução e bonificação
pendentes
Dotações provisões contabilísticas não
dedutíveis fiscalmente
Depreciações e amortizações de imobilizado
não dedutíveis (Lei 16/2012)
Créditos por Perdas a Compensar
Total
-
191 782
-
191 782
83 112
52 882
80 563
55 431
-
173 413
-
173 413
77 413
123 508
-
200 921
160 525
541 585
80 563
621 547
Total
-
77 413
-
77 413
120 232
41 172
78 292
83 112
120 232
118 585
78 292
160 525
Os activos por impostos diferidos referentes a créditos por perdas a compensar e prazos
de compensação em 31.12.13 são os seguintes:
Ano de Origem
Bases impostas
negativas
Até ao Ano
2003
228 971
2021
2012
29 071
2030
2013
411 692
2031
Taxa Imposto Sociedades
30%
Ajustes imposto s/ resultados
200 921
De acordo com a Lei 16/2012, de 27 de dezembro, pela qual são adotadas várias medidas
tributárias dirigidas à consolidação das finanças públicas e ao impulso da atividade
económica, é estabelecida a possibilidade de uma atualização voluntária de valores de
determinados activos (imobilizado tangível e investimentos imobiliários) no balanço das
empresas. Na data de formulação das presentes contas anuais não foi tomada qualquer
decisão de revalorização de nenhum elemento do ativo da sociedade.
O movimento dos activos por impostos diferidos e dos passivos por impostos diferidos para
o exercício de 2012 é apresentado abaixo:
187
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
14. - PROVEITOS E CUSTOS
c) Custos com pessoal
O detalhe dos custos com pessoal da Sociedade é o seguinte:
a) Volume de negócios líquido
A distribuição do volume de negócios líquido da Sociedade correspondente às suas
actividades correntes, por categorias de actividade e mercados geográficos, é a seguinte:
Descrição
Salários
Indemnizações
Descrição
2013
2012
Segurança social
Transporte
56 366 820
57 564 441
Logística
44 385 203
45 635 061
100 752 023
103 199 502
Mercado comunitário
Mercado extracomunitário
Total
90 445 834
94 402 200
9 567 802
8 778 621
738 387
18 681
100 752 023
103 199 502
Outros encargos sociais
Custos com pessoal
Descrição
Locações e taxas
2013
2012
Compras e outros aprovisionamentos
Mercado Nacional
249 531
229 049
Subcontratação de transporte:
Mercado Nacional
38 064 669
36 600 164
Mercado Comunitário
21 780 537
23 466 602
-
-
59 845 206
60 066 766
6 678 832
3 881 244
66 773 569
64 177 059
Outros Mercados
Outras subcontratações
Total
13 505 044
501 617
459 579
3 480 865
3 685 169
217 072
228 711
16 613 509
17 878 503
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
2013
2012
4 996 791
5 627 552
327 978
387 514
3 146 430
3 334 100
303 018
374 076
Trabalhos especializados
3 431 053
3 976 247
Reparações e conservação
1 222 526
1 095 260
Comunicações
374 909
358 003
Prémios de seguros
364 515
450 207
60 541
71 130
Limpeza, higiene e segurança
684 832
770 726
Consumíveis armazém
714 455
575 871
1 181 551
1 108 807
16 808 599
18 129 491
Cedência de pessoal
Combustíveis
Energia eléctrica
b) Compras
A separação de compras é a seguinte:
Descrição
12 413 955
d) Serviços externos
O detalhe dos Serviços externos da Sociedade para o exercício findo em 31 de dezembro
de 2013 e 2012 é o seguinte:
Segmentação por mercados geográficos:
Mercado interno
2012
Encargos sociais:
Segmentação por categorias de actividades:
Total
2013
Publicidade, propaganda e relações públicas
Outros fornecimentos e serviços
Total de Serviços externos
188
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
e) Proveitos financeiros
Descrição
2013
Proveitos financeiros correspondentes a pagamentos antecipados
254 570
257 894
2 564
447
257 134
258 341
Outros proveitos financeiros
Total de proveitos financeiros
2012
f) Encargos financeiros
Descrição
2013
2012
Juros sobre dívidas:
Empresas do grupo
Instituições de crédito
Outros custos financeiros
Total de encargos financeiros
3 165
38 850
373 946
520 394
7 083
153 202
384 194
712 446
A empresa contratou no ano de 2012 um derivado de cobertura de taxa de juro que não foi
reconhecido no ativo. Os seus efeitos estão registados em “Outros encargos financeiros”,
não sendo considerada a cobertura e o efeito no ano de 2013, no valor de 2.249 euros (629
euros em 2012).
Para os exercícios 2013 e 2012 não foram efectuadas transacções em outras moedas que
não o euro.
15. - OPERAÇÕES COM PARTES VINCULADAS
a) Sociedades vinculadas
As partes vinculadas com as quais a Sociedade manteve transacções durante os exercícios
de 2013 e 2012, assim como a natureza dessa vinculação, são as seguintes:
Nome
LS - Luís Simões, SGPS, SA
Natureza da vinculação
Accionista único
Luís Simões Logística Integrada, SA
Empresa do grupo
Reta - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, SA
Empresa do grupo
Diagonal - Corretores de Seguros, SA
Empresa do grupo
LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, SA
Empresa do grupo
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
189
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
b) Saldos entre sociedades vinculadas
Os saldos mantidos com as partes vinculadas detalhadas na tabela anterior em 31.12.13
são os seguintes:
Nome
LS - Luís Simões, SGPS, SA
Luís Simões Logistica Integrada, SA
Saldos devedores
1.056
3.165
430.445
574.480
490
4.046
-
7.118
813
105.869
432.803
694.678
Reta - Serviçoes Técnicos e Rent-a-Cargo, SA
Diagonal - Corretores de Seguros, SA
LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, SA
Total
Saldos credores
Os saldos mantidos com as partes vinculadas em 31.12.12 são os seguintes:
Nome
LS - Luís Simões, SGPS, SA
Saldos devedores
Saldos credores
-
-
53.162
174.441
Reta - Serviçoes Técnicos e Rent-a-Cargo, SA
-
16.478
Lusiseg, Lda
-
(50)
135
40.690
53.297
231.560
Luís Simões Logistica Integrada, SA
LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, SA
Total
c) Operações realizadas entre Sociedades vinculadas
As transacções entre sociedades vinculadas são realizadas a preços de mercado.
190
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
As transacções mantidas com as partes vinculadas detalhadas anteriormente para o
exercício 2013 são as seguintes:
Nome
Serviços Externos
Luís Simões Logística Integrada, SA (1)
Reta-Serviços Técnicos e Rent-A-Cargo, SA (2)
LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, SA (3)
Total
Prestações de Serviços
Outros Custos
Outros Proveitos
23.245.085
2.465.947
--
461.687
476.901
--
37.497
-
2.305.852
--
--
1.089.468
26.027.838
2.465.947
37.497
1.551.155
(1) Subcontratação de serviços de transporte rodoviário de mercadorias. Este montante está incluído na Conta de
P&G nos “Trabalhos realizados por outras empresas”;
(2) Serviços de manutenção de pneus e reparação de veículos;
(3) Serviços de administração, gestão e outros serviços partilhados;
Durante o exercício de 2013, a Sociedade adquiriu imobilizado relativo a instalações no
valor de 6.080 euros à sociedade do grupo Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Nota 5).
As transações mantidas com as partes vinculadas detalhadas anteriormente para o
exercício 2012 foram as seguintes:
Nome
Serviços Externos
Luís Simões Logística Integrada, SA (1)
Reta-Serviços Técnicos e Rent-A-Cargo, SA (2)
LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, SA (3)
Total
Prestações de Serviços
Outros Custos
Outros Proveitos
24.833.499
1.594.334
--
216.460
419.824
--
36.438
-
1.710.438
--
--
-
26.963.761
1.594.334
36.438
216.460
(1) Subcontratación de servicios de transporte de mercancías por carretera. Este importe está incluido en la
Cuenta de P&G en los “Trabajos realizados por otras empresas”;
(2) Servicios de mantenimiento de neumáticos y reparación de vehículos;
(3) Servicios de administración, gestión y otros servicios compartidos;
191
Durante el ejercicio 2012 la Sociedad adquirió inmovilizado material por un importe de
814 euros a la sociedad del grupo Luis Simões Logística Integrada, S.A. (Nota 5).
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
d) Administradores e alta direção
Remunerações e outras prestações:
i) Remuneração dos membros do Conselho de Administração durante os exercícios de 2013
e 2012:
Os membros do Conselho de Administração, durante os exercícios de 2013 e 2012, não
receberam qualquer remuneração.
Não existem antecipações, nem créditos concedidos ao conjunto dos membros do Conselho
de Administração da Sociedade, nem transações garantidas ou obrigações contraídas em
matéria de pensões e seguros de vida.
ii) Remuneração total dos membros de alta direção:
Na Sociedade não existe pessoal de alta direção que não corresponda aos membros do
conselho de administração.
Outras informações sobre o Conselho de Administração:
Em relação aos artigos 229 e 230 da Lei de Sociedades de Capital, os administradores
comunicaram que em 31.12.13 e de 2012 nem eles nem as pessoas a eles vinculadas possuem
situações de conflito com os interesses da Sociedade e que não detêm participações no
capital de outras sociedades diferentes das Empresas do Grupo com um tipo de atividade
igual, semelhante ou complementar ao objeto social Luís Simões Logística Integrada. S.A.
Para além disso, os administradores confirmaram o seguinte em relação ao exercício
de cargos ou funções em sociedades com um tipo de atividade igual, semelhante ou
complementar relativamente ao que constitui o objeto social da Sociedade, nem a
realização por conta própria, ou de outrem, de um tipo de atividade igual, semelhante ou
complementar ao que constitui o objeto social da Sociedade.
192
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
Administrador
José Luís Soares Simões
Participação direta
Participação indireta
Cargo/Função
0%
33,33%
Administrador
Sociedade
Luís Simões Logística Integrada, SA
José Luís Soares Simões
0%
33,33%
Administrador
Reta-Serviços Técnicos e Rent-A-Cargo, SA
Jorge Manuel Soares Simões
0%
33,33%
Administrador
Luís Simões Logística Integrada, SA
Jorge Manuel Soares Simões
0%
33,33%
Administrador
Reta-Serviços Técnicos e Rent-A
Leonel Fernando Soares Simões
0%
33,33%
Administrador
Luís Simões Logística Integrada, SA
Leonel Fernando Soares Simões
0%
33,33%
Administrador
Reta-Serviços Técnicos e Rent-A
Cônjuge e filhos de José Luís Soares Simões (cada um)
0%
0,000095%
-
Reta e Luís Simões Logística Integrada, SA
Cônjuge e filhos de Jorge Manuel Soares Simões (cada um)
0%
0,000095%
-
Reta e Luís Simões Logística Integrada, SA
Cônjuge e filhos de Leonel Fernando Soares Simões (cada um)
0%
0,000095%
-
Reta e Luís Simões Logística Integrada, SA
Maria Celeste Venâncio Santos
0%
0%
Administrador
Reta e Luís Simões Logística Integrada, SA
16. - OUTRAS INFORMAÇÕES
a) Número médio de pessoas empregadas durante o exercício:
No fim do exercício
Homens
Mulheres
Média do exercício
Total
Gestores, engenheiros e técnicos
56
19
75
79
Administrativos
62
76
138
149
199
32
231
243
Pessoal de Produção
Pessoal de distribuição e venda
Total
8
-
8
6
325
127
452
477
Estrutura do pessoal em 31.12.12::
No fim do exercício
Homens
Mulheres
Média do exercício
Total
Gestores, engenheiros e técnicos
61
21
82
77
Administrativos
62
98
160
161
231
25
256
273
3
-
3
3
357
144
501
514
Pessoal de Produção
Pessoal de distribuição e venda
Total
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
193
Valor dos honorários de auditoria de contas:
Em conformidade com o estabelecido na Disposição Adicional décima quarta da Lei
44/2002 de 22 de novembro sobre Medidas de Reforma do Sistema Financeiro, informa-se
que o total dos honorários recebidos pelos auditores de contas da sociedade no exercício
de 2013 foi de 20.000 euros (20.000 euros em 2012).
b) Informação sobre meio ambiente:
Devido à atividade a que se dedica a Sociedade, esta não tem responsabilidades, gastos,
ativos nem provisões ou contingências de natureza ambiental que possam ser significativos
em relação ao capital, à situação financeira e aos resultados da mesma. Por este motivo,
não são incluídas separações específicas no presente relatório das contas anuais em
relação à informação de questões ambientais.
O prazo legal de pagamento para efeitos da Lei 15/2010 é de 60 dias no ano de 2013 e de
75 dias no ano de 2012.
d) Informação sobre gastos de I&D:
Resume Gastos I&D
Rubricas
PPagamentos realizados e pendentes de pagamento
na data de fecho do balanço
2012
Valor
%
Dentro do prazo máximo legal
44.523.648
Restante
Total pagamentos do exercício
PMPE (dias) de pagamentos
Diferimentos que na data de fecho ultrapassam
o prazo máximo legal
2011
Valor
%
60%
63.349.910
29.815.173
40%
12.093.919
16%
74.338.821
100%
75.443.829
100%
20
22
5.946.723
1.580.179
84%
2012
719 000
Gastos gerais
113 175
39 206
Investimento
37 637
81 005
Total de gastos com I&D
Volume de negócios
a) Informação sobre o valor de saldo pendente de pagamento a fornecedores com
diferimento superior ao prazo legal de pagamento:
De acordo com a informação exigida pela Disposição Adicional terceira da Lei 15/2010,
informa-se que os pagamentos para operações comerciais realizados durante o exercício
e pendentes de pagamento no fecho em relação aos prazos máximos de pagamento legais
são os seguintes:
2013
Custos com pessoal
% Gastos de I&D / Volume de negócios
Custos com pessoal
771 537
869 812
891 748
100 752 023
103 199 502
0,86%
0,86%
16 613 509
17 878 503
Durante o exercício de 2013 a Sociedade incorreu em gastos custos com atividades de
investigação e desenvolvimento relativas ao seguinte: implementação de projetos de
reengenharia de processos ao nível operacional utilizando metodologias Lean, permitindo
não só uma diferenciação no serviço ao cliente como também um aumento da eficiência;
optimizador de rotas, implementação da melhoria do processo de distribuição e armazéns
para otimização de custos, desenvolvimento do portal LSNet, com novas funcionalidades
para processos de PLV/Marketing; melhoria de processos segundo a metodologia Lean,
em processos administrativos e processos operacionais; desenvolvimento do processo
multipicking para melhorar a operacionalidade especial de processos de picking.
e) Ativos contingentes:
A Sociedade reclamou o Imposto sobre as Vendas a retalho de determinados hidrocarbonetos
(IVMDH), tanto às Comunidades Autónomas pertinentes como à Administração Tributária,
dos exercícios fiscais de 2005 a 2012.
No IVMDH incumpre a normativa comunitária harmonizadora dos Impostos especiais e, em
concreto, o art. 3, capítulo 2, da Diretiva 92/12/CEE do Conselho, de 25 de fevereiro de
1992, relativa ao regime geral, propriedade, circulação e controlos dos produtos objeto
de Impostos Especiais. Com data de 27 de fevereiro de 2014, o tribunal de justiça da
união europeia declarou que o IVMDH é contrário à diretiva sobre os impostos especiais,
o que permite que essas sociedades podem reclamar o valor às respetivas administrações
públicas.
O montante total reclamado a 31 de dezembro de 2013 é de 2.551.582,66 euros mais juros
de mora que não se encontram registados contabilisticamente à data de fecho.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
194
17. - GARANTIAS
No fecho dos exercícios de 2013 e 2012, a empresa tinha apresentado a terceiros as
seguintes garantias:
Beneficiário
Objeto
Início
2013
2012
INBISA
Diversos
10/01/2008
-
573.326
SERVISA TARJETAS
Diversos
17/06/2010
25.000
25.000
COBEGA
Cliente
07/02/2011
1.960.000
1.960.000
BP OIL ESPAÑA
Diversos
19/08/2004
20.000
20.000
DIAGEO
Cliente
16/03/2011
60.000
60.000
Agência tributária
Depósito Fiscal
11/10/2011
30.000
30.000
Agência tributária
Depósito Fiscal
11/10/2011
28.800
28.800
SOLRED ESPANHA (Repsol)
Diversos
10/10/2011
200.000
200.000
SOLRED ESPANHA (Repsol)
Diversos
16/02/2012
600.000
600.000
Agência tributária
Depósito Fiscal
27/10/2011
15.000
15.000
Agência tributária
Depósito Fiscal
23/05/2012
33.500
33.500
Agência tributária
Depósito Fiscal
24/07/2012
33.300
33.300
Agência tributária
Depósito Fiscal
27/07/2012
8.000
8.000
Agência tributária
Depósito Fiscal
01/10/2012
300.000
300.000
Agência tributária
Depósito Fiscal
09/01/2013
30.000
-
Probuilding
Diversos
09/01/2013
1.000.000
-
SOLRED ESPANHA
Diversos
13/03/2013
800.000
-
Agência tributária
Depósito Fiscal
06/08/2013
60.000
-
5.203.600
3.886.926
18. - COMPROMISSOS NÃO REFLETIDOS NO BALANÇO
Em 31 de dezembro de 2013 e 2012, não existem compromissos não refletidos no balanço.
19. - INFORMAÇÃO SOBRE A NATUREZA E O NÍVEL DE RISCO
PROCEDENTE DE INSTRUMENTOS FINANCEIROS
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
195
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
A gestão dos riscos financeiros da Sociedade está centralizada na Direção Corporativa
Financeira, que estabeleceu os mecanismos necessários para controlar a exposição às
variações das taxas de juro, bem como aos riscos de crédito e liquidez. São indicados de
seguida os principais riscos financeiros que têm impacto na Sociedade:
San Fernando. 26 de março de 2014.
• Risco de crédito
Em geral, a Sociedade mantém a sua tesouraria e ativos líquidos equivalentes em
instituições financeiras de elevado nível de crédito.
Não existe uma concentração significativa do risco de crédito com terceiros. A exposição
mais relevante ao risco de crédito é em relação aos saldos devedores comerciais e outras
contas a receber. A política de gestão do risco de crédito foi concebida para minimizar
os possíveis impactos do não pagamento por parte dos seus clientes. Para além disso,
implementou uma política de vendas a clientes com limite de crédito, o que ajudou a
controlar a incapacidade de cobrança.
• Risco de liquidez
A Sociedade mantém uma política de liquidez consistente na contratação de linhas de
crédito e investimentos financeiros temporários no montante suficiente para suportar as
necessidades de financiamento com base nas expectativas de evolução dos negócios.
JOSÉ LUÍS SOARES SIMÕES
Presidente / Administrador Delegado
D. JORGE MANUEL SOARES SIMÕES
Secretário / Administrador Delegado
LEONEL FERNANDO SOARES SIMÕES
Vogal / Administrador Delegado
D.ª MARIA CELESTE MORGADO VENÂNCIO DOS SANTOS
Vogal / Administrador Delegado
A fim de assegurar a liquidez e poder cumprir todos os compromissos de pagamento
decorrentes da sua atividade, a Sociedade dispõe da tesouraria que apresenta o seu
balanço, bem como de linhas de crédito e financiamento, conforme detalhado nas Notas
8 b) e 10.
• Risco de mercado
Devido ao seu sector de atividade, a Sociedade está sujeita ao risco de mercado pela
flutuação do preço do petróleo e, consequentemente, do preço do gasóleo. Este risco é
reduzido devido à política de subcontratação de frota externa, que representa mais de
70% de toda a frota gerida.
20. - OCORRÊNCIAS POSTERIORES AO FECHO
Não ocorreram acontecimentos de importância significativa posteriores ao fecho do
exercício em 31.12.13 que possam afetar significativamente as demonstrações financeiras
aqui apresentadas.
196
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedade Unipessoal)
B |RELATÓRIO DE GESTÃO
ATIVIDADE NO EXERCÍCIO
Logística e Transporte definem-se cada vez mais como um processo estratégico que
acrescenta valor e que permite a diferença, criando vantagem competitiva. É, portanto,
cada vez menos, um negócio baseado em ativos físicos e cada vez mais num serviço
baseado no conhecimento avançado e em sofisticados sistemas de informação, visando os
mais altos níveis de serviço e de satisfação do cliente.
O setor do Transporte de mercadorias por estrada e de Logística na Península Ibérica
continua a ser um setor atividade muito cíclica, ou seja, um setor muito relacionado com
o desempenho económico de Espanha e Portugal. Depois dos crescimentos verificados
até 2007-2008, e com uma forte contração em 2009, este setor apresentou no período de
2010-2013 alguma estabilidade. O valor do mercado Ibérico em 2013 foi de aproximadamente 19-20 mil milhões de euros, o que significa uma redução de 3% a 5% em relação ao
ano de 2012.
Em relação aos diversos modos de transporte de mercadorias, o transporte por estrada
continua a ser o mais relevante na Península Ibérica, com mais de 70% de quota de
mercado. O transporte marítimo aumentou ligeiramente a sua importância, mas apenas
nos segmentos de produto com destino a pontos de venda, onde poderá ser uma opção,
tendo em conta os seus “lead-times” maiores que os do transporte por estrada.
As 20 primeiras empresas ao nível Ibérico poderão representar apenas 33% do mercado
total do Transporte de mercadorias por estrada e de Logística, com um volume de negócios total de cerca de 6 mil milhões de euros. Devido à conjuntura económica, as empresas apresentaram uma rentabilidade muito reduzida. (Em 2012 a margem do resultado
líquido do exercício foi ligeiramente superior a 0%).
Luís Simões Logística Integrada desenvolve a sua atividade em 2 áreas diferenciadas
mas complementares: a Área do Negócio de Transportes, que presta serviços de carga
completa a partir de Espanha em fluxos ibéricos nacionais e regionais, desde e para toda
a Península Ibérica.
Desenvolve a sua atividade em segmentos de mercado exigentes, como: bebidas, produtos alimentares, papel e cartão, embalagens e o sector automóvel.
Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
CIF: A79502357 | Inscrita en el Registro Mercantil de Guadalajara, en el Tomo 403, Libro 0, Folio 52, Hoja GU-4744, Inscripción 2
Capital: 6.000.000,00 Euros | Av. de la Industria n.º 5 | 19200 Azuqueca de Henares (Guadalajara)
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
Durante o ano de 2013, Espanha e o mercado ibérico continuaram a viver políticas de
austeridade, que começaram em 2012, pelo que o mercado continua contraído, sendo
de prever uma redução de 5,6% em relação ao ano anterior, com o consequente impacto
negativo nas duas economias, sendo que o défice de fluxos de Portugal para Espanha
força a redução dos preços, sem contrapartidas no sentido contrário, provocando um
grande desequilíbrio neste fluxos e o consequente impacto na rentabilidade do serviço
inter-regional.
A atividade da empresa foi ainda marcada por alguns acontecimentos, dos quais destacamos:
• Início de uma colaboração com o Grupo Portmann (França) e Primafrio (Espanha);
• Lançamento de vários projetos, dos quais se destacam:
 Georreferenciação – Localização de semirreboques por GPS;
 GO Inter – Gestão de fluxos na atividade inter-regional e local;
 Optimizador de rotas – programa informático que permite otimizar as cargas por
viagem e destino;
 Níveis de serviço - dotação das estruturas comerciais e operacionais de novos formatos e tecnologias que permitam o domínio do nível de serviço on-line e também
de KPIS (Key Performance Indicators) para relações comerciais com os clientes;
• Melhoria da rentabilidade da Frota Própria, beneficiando de um ano com preços de
combustíveis mais estáveis.
A Área de Negócio de Logística desenvolve a sua atividade no território espanhol,
identifica-se como um operador especializado no mercado de logística e distribuição de
produtos de grande consumo, e também desenvolve a sua atividade no setor de componentes de automóveis.
Durante 2013, foram desenvolvidas as seguintes ações:
• Diminuição relevante (5%) das vendas suportada pela saída de um grande cliente
em abril e pela baixa das taxas de clientes importantes. Como ponto positivo, a
entrada de novos clientes/operações. Continuamos com a redução das vendas de
clientes, consequência do clima de desaceleração económica semelhante ou pior
iniciada no ano de 2009.
• A Zona Centro foi reestruturada com o fecho das nossas instalação de Azuqueca e
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
197
Ciempozuelos. A saída de um grande cliente provocou um revés na faturação, que
não foi anulado pelas previsões de entradas de novos clientes de pneus.
•
A Delegação da Catalunha aumentou as suas vendas 61% em relação ao ano
anterior, apesar de a sua rentabilidade não ter sido acompanhada pelo know-how de
arranque das novas operações. A Delegação de Levante, pelo contrário, teve um ano
positivo, com uma diminuição de vendas de 11% mas conseguindo uma rentabilidade
de 2%.
• Andaluzia, com a saída de um cliente importante, foi muito afetada na faturação
e na rentabilidade. A entrada em operação de um cliente diminuiu os efeitos dessa
saída. A entrada de novos clientes deve continuar a ser procurada.
• O desenvolvimento das equipas de gestão de cada centro (gestores e quadros
médios) permitiram consolidar a gestão de clientes, assegurando níveis de serviço de
acordo com as suas exigências.
• Abertura do Depósito Fiscal em Cabanillas e Depósitos Aduaneiros em Alovera, o
que oferece valor acrescentado aos clientes.
ANÁLISE ECONÓMICA E FINANCEIRA
O Volume de Vendas da Luís Simões Logística Integrada em 2013 ascende a um valor de
100.752 Mil euros. Este desempenho foi conseguido num ano em que assistimos na Zona
Euro a um cenário de contração da economia (-0,4% do PIB), com destaque especial na
Península Ibérica, onde Espanha registou um crescimento negativo do PIB de -1,2%. As
taxas de desemprego em Espanha mantêm-se num nível muito elevado, tendo consequências muito negativas no consumo das famílias.
No seguimento do ano anterior, este cenário de desaceleração económica afetou a atividade dos clientes da Empresa, levando-os a procurar alternativas para reduzir custos.
Foi neste contexto que a empresa, através da sua equipa
de gestão, encontrou soluções
inovadoras que asseguraram
elevados níveis de serviço, indo
ao encontro das exigências dos
clientes, acabando estes por
reconhecer como diferenciadores, por sua vez, permitindo
o aumento da atividade em
alguns dos clientes estruturais,
bem como a conquista de novos
clientes em novos segmentos de
mercado.
No exercício de 2013, a empresa teve um Resultado Líquido negativo de 458 Mil euros,
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
bastante abaixo dos últimos anos, devido principalmente ao aumento do peso dos gastos
de subcontratação na estrutura de custos da empresa, que passou a representar mais 4%
do que no ano anterior. Por outro lado, a empresa conseguiu diminuir o peso de diversas
rubricas da estrutura de custos, ou seja, os custos com pessoal (-0,8%) e serviços externos (-1%), o que permite ter boas perspetivas para o futuro. Apesar deste desempenho
económico negativo, a empresa continua a ter uma estrutura financeira bastante sólida,
como se pode verificar no nível de Autonomia Financeira de 28%.
PERSPETIVAS PARA 2014
O ano de 2014 continua a ser um ano complicado e é considerado como um ano em
que se pode desenhar a luz ao fundo deste
túnel que afeta a economia há já 5 anos.
No final do terceiro trimestre do ano de
2013 verificou-se uma inversão da tendência, com sinais de retoma da economia. De
acordo com as previsões do FMI, a economia da zona euro vai crescer 1% no ano de
2014 e 1,4% no ano de 2015. Em relação à economia Espanhola, prevê-se um crescimento
de 0,6% no ano de 2014 e de 0,8% para o ano de 2015.
O Negócio de Transportes indica os seguintes pontos como grandes fatores que marcarão a sua estratégia para 2014;
• A nível de mercado, a aposta é o crescimento das vendas, sobretudo nos mercados
internacionais e inter-regionais;
• Continuar a racionalizar as estruturas administrativas e efetuar os trabalhos de
melhoria dos processos internos com visibilidade na redução de custos;
• Conclusão da última fase do projeto GO Inter com impacto e todas as formas de
gestão, tanto na atividade inter-regional como nas restantes atividades, a saber, a
local;
• Aproveitar a recetividade dos Clientes para aceitar melhores condições na otimização de recursos.
• Criar a Direção de Business Development (BD) com o objetivo de dar maior vitalidade à área comercial na Península Ibérica;
• Incrementar o modelo de gestão de fábricas, procurar novos setores e serviços,
tanto de uma forma isolada, como em projetos comuns de clientes;
• Focalização em segmentos de negócio complementares às bebidas, de forma que
suavizem os picos de atividade operacional, como, por exemplo: vestuário, calçado e
cargas de contentores;
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
198
• Foco no mercado de transporte de resíduos;
• Desenhar o serviço de cargas fracionadas através de operações no regime de “MilkRun”;
O Negócio de Logística destaca os seguintes aspetos para o ano de 2014:
• Continuar a desenvolver a área da Logística Promocional. Um mundo que estamos a explorar e que devemos aproveitar. Gerador de maior volume de negócios e
margens. Nomeação do Diretor Ibérico;
• Continuar com o desenvolvimento da Catalunha;
• Potenciar a Andaluzia e aproveitar a incorporação de um Diretor para ambos os
negócios;
• Conseguir mais clientes estruturais. Para 2014, a entrada de novos clientes garantem o crescimento da atividade.
• Maior atenção aos nossos clientes e ao nosso mercado: manutenção e fidelização
dos clientes atuais. Os concorrentes podem aproveitar a dura luta pela captação
de clientes, que aproveitam para solicitar reduções de tarifas ou para lançar
tenders.
• Reforço da equipa Comercial em várias frentes. Os Diretores Regionais devem
apoiar mais a entrada de novos negócios e de novos clientes;
• DIP deve continuar a reforçar o acompanhamento de Resultados em Operações
Internas nas várias Delegações;
• Manutenção das margens de Distribuição apesar dos possíveis protestos e reclamações de transportadores;
• Manter o investimento no desenvolvimento de tecnologias da informação, que
suportem um domínio estruturado de todos os processos logísticos e possibilitem
uma melhor gestão da informação. Neste contexto há que destacar:
• Implementação do projeto de Copacking para utilizar uma aplicação que faça a
gestão do negócio de CoPacking.
• Manutenção e implementação do modelo estruturado de acompanhamento da
produtividade individual das nossas operações logísticas;
• Optimizador de rotas;
• Faturação eletrónica;
INFORMAÇÃO SOBRE RISCOS
Incluímos na nota 19 do relatório a informação sobre a natureza e o nível de risco associado aos instrumentos financeiros.
EVENTOS POSTERIORES
Não ocorreram acontecimentos de importância significativa posteriores ao fecho do exercício em 31.12.13 que possam afetar significativamente as demonstrações financeiras
aqui apresentadas.
ÓRGÃOS SOCIAIS
Conselho de Administração
Luís Soares Simões
Presidente / Administrador Delegado
Leonel Fernando Soares Simões
Vogal / Administrador Delegado
Jorge Manuel Soares Simões
Secretário / Administrador Delegado
Maria Celeste Venâncio Santos
Vogal / Administrador Delegado
APLICAÇÃO DE RESULTADOS
A empresa Luís Simões Logística Integrada, S.A. terminou o exercício de 2013 com resultados líquidos negativos de 457.927 euros.
Em conformidade com as disposições legais e estatutárias aplicáveis, propõe-se a seguinte aplicação de resultados:
Reservas voluntárias
--
-457.927 Euros
ATIVIDADES EM MATÉRIA DE INVESTIGAÇÃO E DESENVOLVIMENTO
Durante o exercício de 2013 a Sociedade incorreu em custos com atividades de investigação e desenvolvimento de 869.812 euros: Esta informação pode ser consultada com
maior detalhe na nota 16 do relatório.
199
AQUISIÇÃO DE PARTICIPAÇÕES PRÓPRIAS
Na nossa sociedade não foram produzidas aquisições de participações próprias durante o
exercício de 2013.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
Madrid, 26 de março de 2014
JOSÉ LUÍS SOARES SIMÕES
Presidente / Administrador Delegado
D. JORGE MANUEL SOARES SIMÕES
Secretário / Administrador Delegado
LEONEL FERNANDO SOARES SIMÕES
Vogal / Administrador Delegado
D.ª MARIA CELESTE MORGADO VENÂNCIO DOS SANTOS
Vogal / Administrador Delegado
200
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
PricewaterhouseCoopers & Associados
Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda
Palácio Sottomayor, Rua Sousa Martins, 1 – 3º
1069-316 Lisboa, Portugal
Tel +351 213 599 000
Fax +351 231 599 999
www.pwc.com/pt
18 de julho de 2014
RELATÓRIO DE AUDITORIA DAS CONTAS ANUAIS
Ao Acionista Único da Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedade Unipessoal)
Auditámos as contas anuais da Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedade Unipessoal),
que incluem o balanço em 31 de dezembro de 2013, a conta de perdas e ganhos, o
estado das alterações sofridas pelo património líquido, o estado dos fluxos de caixa e o
anexo correspondentes ao exercício que findou naquela data. É da responsabilidade dos
Administradores a preparação das contas anuais da Empresa, em conformidade com os
princípios contabilísticos aplicáveis à entidade (que se identificam na Nota 2 em anexo) e,
em particular, com os princípios e critérios contabilísticos constantes do mesmo. A nossa
responsabilidade consiste em expressar uma opinião sobre as referidas contas anuais, no
seu todo, com base no exame que efectuámos de acordo com os princípios contabilísticos
vigentes em Espanha, que requer a verificação, através de amostragem, do suporte
justificativo das contas anuais, bem como a avaliação sobre se a sua apresentação, os
princípios e critérios financeiros adotados e as estimativas financeiras estão de acordo
com os princípios contabilísticos aplicáveis.
Em nossa opinião, as contas anuais relativas ao exercício de 2013 em anexo expressam, em
todos os aspetos relevantes, uma imagem fiel do património e da situação financeira da
Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedade Unipessoal), à data de 31 de dezembro de
2013, bem como os resultados das suas operações e dos seus fluxos de caixa correspondentes
ao exercício findo naquela mesma data, em conformidade com os princípios contabilísticos
aplicáveis e, em particular, com os princípios e critérios contabilísticos aí constantes.
PricewaterhouseCoopers Auditores, S.L.
Representada por:
Juan Manuel Díaz
Sócio — Auditor de Cuentas
PricewaterhouseCoopers & Associados - Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda.
Sede: Palácio Sottomayor, Rua Sousa Martins, 1 – 3º, 1069-316 Lisboa, Portugal
Tel +351 213 599 000, Fax +351 231 599 999, www.pwc.com/pt
Matriculada na Conservatória do Registo Comercial sob o NUPC 506 628 752, Capital Social Euros 314.000
O relatório de gestão anexo relativo ao exercício de 2013 inclui as explicações que
os Administradores consideram oportunas sobre a situação da Empresa, a evolução
dos seus negócios e outros assuntos, não fazendo parte integrante das contas anuais.
Verificámos que a informação contabilística constante do referido relatório de gestão está
em conformidade com as contas anuais do exercício de 2013. A nossa função enquanto
revisores oficiais de contas limita-se à verificação do relatório de gestão dentro do âmbito
mencionado neste parágrafo, não incluindo a verificação de qualquer outra informação
para além da obtida através dos registos contabilísticos da Empresa.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
201
EMPRESA | Luís Simões Logística Integrada, S.A. (Sociedad Unipersonal)
LS - Luís Simões SGPS, S.A.
A| RELATÓRIO DE GESTÃO
ACTIVIDADE NO EXERCÍCIO
A actividade da Empresa consiste na gestão das participações sociais do Grupo Luís Simões
e na negociação centralizada de financiamentos. Estes, são posteriormente canalizados
para as diversas empresas do grupo, de forma a satisfazer as suas necessidades de
tesouraria.
Durante o ano de 2013 a empresa procedeu à extinção das acções próprias detidas no valor
de 1.360 Mil Euros e em simultâneo ao aumento de capital por incorporação de Reservas, o
qual passou de 29.579 Mil Euros para 30.000 Mil Euros representado por 6.000.000 acções.
Na sequência da aquisição de uma carteira de seguros por parte a sua participada Diagonal
(antes denominada Lusiseg), a Empresa participou no aumento do Capital Social desta
sociedade, que passou de 49 Mil Euros para 200 Mil Euros. Posteriormente, e para reforço
da Estrutura Financeira desta participada, a Empresa entrou com Prestações Acessórias no
valor de 300 Mil Euros;
No final do presente exercício, foi formalizada a aquisição de uma quota correspondente
a 70% do capital da sociedade Espaçotrans – Gestão de Entrepostos Aduaneiros, Lda,
operação que se concretizou já em Janeiro de 2014.
ANÁLISE ECONÓMICA E FINANCEIRA
Tendo em consideração a actividade desenvolvida, nomeadamente como gestora de
participações sociais e como entidade financiadora das restantes empresas do grupo,
a Empresa apresenta essencialmente, gastos e rendimentos financeiros. No período
em análise, os Rendimentos Financeiros
ascenderam a 800 Mil Euros, valor um
pouco inferior ao verificado nos últimos
anos devido principalmente à redução do
endividamento das suas participadas e à
diminuição das taxas de juro médias.
desempenho das suas participadas com um impacto negativo de 984 Mil Euros, uma vez
que é aplicado o Método de Equivalência Patrimonial. A anulação de Pagamentos Especiais
por Conta (PEC’s) não recuperáveis também teve um impacto negativo de 154 Mil Euros.
A Empresa, apresenta uma estrutura financeira bastante sólida, com um rácio de
Autonomia Financeira de 69% e um Rácio de Solvabilidade de 220%.
PERSPECTIVAS PARA 2014
Em 2014 a Empresa pretende manter o papel de negociadora e angariadora corporativa
de financiamento para o Grupo Luis Simões, continuando a focalizar-se em garantir
as necessidades de financiamento das suas filiais, procurando minimizar os encargos
associados ao mesmo.
POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS
A política de gestão de riscos da Empresa é definida pelo Conselho de Administração,
sendo da responsabilidade de cada uma das áreas a sua aplicação prática.
A Empresa pretende que as Políticas de Gestão de Riscos, actualmente descentralizadas
pelas diversas áreas da sua estrutura, sejam no futuro consolidadas com o objectivo de
promover uma actuação integrada das diversas vertentes de gestão de risco.
A gestão de riscos de crédito, de taxa de juro, de tesouraria e dos restantes riscos
financeiros é da responsabilidade da Direcção Financeira do Grupo.
Adicionalmente, a Empresa aplica a gestão de riscos a outras áreas, nomeadamente:
seguros, ambiente, SSHT (saúde, segurança e higiene no trabalho) e tecnologias de
informação, cuja responsabilidade está actualmente descentralizada por cada uma dessas
áreas.
Em 2013, a Empresa apresentou um
Resultado Líquido negativo de 1.120
Mil Euros, resultante principalmente do
202
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | LS - Luís Simões SGPS, S.A.
ÓRGÃOS SOCIAIS
Conselho de Administração
José Luís Soares Simões
Presidente/Admin. Delegado
Leonel Fernando Soares Simões
Vogal
Jorge Manuel Soares Simões
Vogal
Maria Celeste Morgado Venâncio dos Santos
Vogal
Mesa da Assembleia Geral
Clara Maria Campos Monteiro Ribeiro
Presidente
Isabel Maria Blazquez Pereira Silva
Secretária
Fiscal Único
PriceWaterCoopers & Associados, SROC, Lda.
Efectivo
José Manuel Henriques Bernardo
Suplente
APLICAÇÃO DE RESULTADOS
A empresa LS - Luís Simões, SGPS, S.A., encerrou o exercício de 2013 com um Resultado
Líquido negativo no valor de 1.119.921,01 Euros.
Atendendo às disposições legais e estatutárias aplicáveis, é proposta a seguinte aplicação
de resultados:
Reserva Legal
-1.119.921,01 Euros
Moninhos, 26 de Março de 2014
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
José Luís Soares Simões - Presidente
Leonel Fernando Soares Simões - Vogal
Jorge Manuel Soares Simões - Vogal
Maria Celeste Morgado Venâncio dos Santos - Vogal
EMPRESA | LS - Luís Simões SGPS, S.A.
203
B| DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAs
BALANÇO
(Euros)
em 31 de Dezembro de 2013
Rubricas
Notas
Datas
2013
2012
ACTIVO NÃO CORRENTE
Participações financeiras - método da equivalência patrimonial
6
39 469 569,51
41 191 404,24
Participações financeiras - prestações acessórias
9
11 331 700,00
11 031 700,00
Participações financeiras - outros métodos
6
5 000,00
5 000,00
Outros activos financeiros
9
13 812 735,96
9 371 378,31
Activos por impostos diferidos
8
335 225,11
218 564,92
64 954 230,58
61 818 047,47
ACTIVO CORRENTE
Clientes
9
Estado e outros entes públicos
11.4
495,00
255,00
435 983,66
561 919,48
Accionistas / sócios
9
-
399 506,54
Outras contas a receber
9
1 251 888,19
865 357,38
Diferimentos
11.1
Outros activos financeiros
9
Caixa e depósitos bancários
4
Total do activo
2 184,48
-
583 023,37
1 000 000,00
922,70
69 792,79
2 274 497,40
2 896 831,19
67 228 727,98
64 714 878,66
CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO
CAPITAL PRÓPRIO
Capital realizado
9
30 000 000,00
29 578 950,00
Acções (quotas) próprias
9
-
(1 360 271,75)
9
6 830 400,00
6 830 400,00
Outros instrumentos de capital próprio
Reservas legais
11.2
68 088,82
926 679,63
Outras reservas
11.2
4 562 969,49
5 451 656,02
Resultados transitados
11.2
5 635 748,15
5 635 748,15
Ajustamentos em activos financeiros
11.2
268 414,41
268 414,41
47 365 620,87
47 331 576,46
Resultado líquido do período
(1 119 921,01)
680 888,12
Total do capital próprio
46 245 699,86
48 012 464,58
6 707 050,00
4 974 828,10
6 707 050,00
4 974 828,10
9
2 460,00
1 146,98
11.4
4 107,10
4 475,46
PASSIVO:
PASSIVO NÃO CORRENTE
Financiamentos obtidos
9
PASSIVO CORRENTE
Fornecedores
Estado e outros entes publicos
Accionistas / sócios
9
-
137 243,43
Financiamentos obtidos
9
13 696 685,85
11 449 193,76
Outras contas a pagar
9
572 725,17
135 526,35
14 275 978,12
11 727 585,98
Total do passivo
20 983 028,12
16 702 414,08
Total do capital próprio e do passivo
67 228 727,98
64 714 878,66
O Técnico Oficial de Contas
Vitor José Caetano de Sousa
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
A Administração - José Luís Soares Simões -Presidente | Leonel Fernando Soares Simões - Vogal |
Jorge Manuel Soares Simões - Vogal | Maria Celeste Morgado Venâncio dos Santos – Vogal
EMPRESA | LS - Luís Simões SGPS, S.A.
204
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS POR NATUREZAS
(Euros)
Período findo em 31 de Dezembro de 2013
Rubricas
Notas
Ganhos / perdas imputados de subsidiárias, associadas e empreendimentos conjuntos
Períodos
2013
2012
6
(984 627,82)
724 482,11
Fornecimentos e serviços externos
11.5
(67 431,33)
(29 909,72)
Outros rendimentos e ganhos
11.6
7 595,63
1 889,85
Outros gastos e perdas
11.7
(198 613,10)
(30 975,23)
Resultado antes de depreciações, gastos de financiamento e impostos
(1 243 076,62)
665 487,01
Resultado operacional (antes de gastos de financiamento e impostos)
(1 243 076,62)
665 487,01
Juros e rendimentos similares obtidos
11.8
800 012,59
869 128,37
Juros e gastos similares suportados
11.9
(650 787,67)
(779 418,66)
(1 093 851,70)
755 196,72
(26 069,31)
(74 308,60)
(1 119 921,01)
680 888,12
Resultado antes de impostos
Imposto sobre o rendimento do período
8
Resultado líquido do período
O Técnico Oficial de Contas
Vitor José Caetano de Sousa
A Administração
José Luís Soares Simões -Presidente
Leonel Fernando Soares Simões - Vogal
Jorge Manuel Soares Simões - Vogal
Maria Celeste Morgado Venâncio dos Santos – Vogal
205
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | LS - Luís Simões SGPS, S.A.
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA
(Euros)
Período findo em 31 de Dezembro de 2013
Rubricas
Notas
Períodos
2013
2012
Fluxos de caixa das actividades operacionais - método directo
Recebimentos de clientes
-
1 620,00
(6 874,46)
(24 129,72)
(6 874,46)
(22 509,72)
Pagamento/recebimento do imposto sobre o rendimento
110 757,54
(192 433,75)
Outros recebimentos/pagamentos
(71 138,37)
(60 242,69)
32 744,71
(275 186,16)
(340 081,64)
(3 840 000,00)
(94 333 178,32)
-
Pagamentos a fornecedores
Caixa gerada pelas operações
Fluxos de caixa das actividades operacionais (1)
Fluxos de caixa das actividades de investimento
Pagamentos respeitantes a:
Investimentos financeiros
Outros activos
Recebimentos provenientes de:
Outros activos
Juros e rendimentos similares
Dividendos
52 957 491,58
-
865 357,69
884 007,49
777 288,55
825 328,45
(40 073 122,14)
(2 130 664,06)
139 084 019,78
148 590 299,50
Financiamentos obtidos
(101 438 231,78)
(147 528 817,75)
Juros e gastos similares
(710 235,38)
(806 911,99)
Dividendos
(646 843,71)
(1 078 632,01)
36 288 708,91
(824 062,25)
(3 751 668,52)
(3 229 912,47)
Fluxos de caixa das actividades de investimento (2)
Fluxos de caixa das actividades de financiamento
Recebimentos provenientes de:
Financiamentos obtidos
Pagamentos respeitantes a:
Fluxos de caixa das actividades de financiamento (3)
Variação de caixa e seus equivalentes (1)+(2)+(3)
Caixa e seus equivalentes no início do período
4
(2 680 368,70)
549 543,77
Caixa e seus equivalentes no fim do período
4
(6 432 037,22)
(2 680 368,70)
O Técnico Oficial de Contas
Vitor José Caetano de Sousa
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
A Administração
José Luís Soares Simões -Presidente
Leonel Fernando Soares Simões - Vogal
Jorge Manuel Soares Simões - Vogal
Maria Celeste Morgado Venâncio dos Santos – Vogal
EMPRESA | LS - Luís Simões SGPS, S.A.
206
DEMONSTRAÇÃO DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO
(Euros)
No Período de 2012
Outros
Capital
Acções
Instrumentos
Reservas
Realizado
Próprias
de Capital
Legais
Resultados
Outras Reservas
Transitados
Próprio
Posição no início do período 2012
29 578 950,00
(1 360 271,75)
6 830 400,00
844 748,90
5 451 656,02
Ajustamentos
Resultado
em Activos
Líquido do
Financeiros
Período
5 157 696,35
268 414,41
Resultado líquido do período
Resultado integral
Total
1 638 614,53
48 410 208,46
680 888,12
680 888,12
2 319 502,65
49 091 096,58
Operações com detentores de capital no período
Aplicação dos resultados
-
-
-
81 930,73
-
478 051,80
-
(559 982,53)
-
-
-
-
-
-
-
-
(1 078 632,00)
(1 078 632,00)
29 578 950,00
(1 360 271,75)
6 830 400,00
926 679,63
5 451 656,02
5 635 748,15
268 414,41
680 888,12
48 012 464,58
Outras operações
Distribuição Dividendos
Posição no fim do período 2012
(Euros)
No Período de 2013
Posição no início do período 2013
Capital
Acções
Realizado
Próprias
29 578 950,00
Outros
Reservas
Instrumentos
de Capital Próprio
(1 360 271,75)
6 830 400,00
Outras Reservas
Legais
926 679,63
5 451 656,02
Resultados
Transitados
Ajustamentos
Resultado
em Activos
Líquido do
Financeiros
Período
5 635 748,15
268 414,41
Resultado líquido do período
Resultado integral
Total
680 888,12
48 012 464,58
(1 119 921,01)
(1 119 921,01)
(439 032,89)
46 892 543,57
(680 888,12)
(646 843,71)
Operações com detentores de capital no período
Aplicação dos resultados
-
-
(1 365 300,00)
1 365 300,00
-
34 044,41
-
-
-
Outras operações
Extinção de acções próprias
Regularização descontos e prémios
Aumento de capital
Posição no fim do período 2013
-
-
(5 028,25)
-
-
5 028,25
-
-
-
1 786 350,00
-
-
(892 635,22)
(893 714,78)
-
-
-
-
421 050
1 360 271,75
-
(858 590,81)
(888 686,53)
-
-
(680 888,12)
(646 843,71)
30 000 000,00
-
6 830 400,00
68 088,82
4 562 969,49
5 635 748,15
268 414,41
(1 119 921,01)
46 245 699,86
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | LS - Luís Simões SGPS, S.A.
-
207
ANEXO
2 - REFERENCIAL CONTABILÍSTICO DE PREPARAÇÃO DAS
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
1 – Identificação da Entidade
2.1. Base de Preparação
Estas demonstrações financeiras foram preparadas de acordo com as Normas Contabilísticas
e de Relato Financeiro (NCRF) em vigor, na presente data.
(Montantes expressos em Euros)
1.1. Designação da entidade:
A Empresa foi constituída em 5 de Agosto de 1996 com a denominação Social de LS – Luís
Simões, SGPS, S.A., com o NIF 503 717 789. Em 1 de Outubro de 2010, foi objecto de
uma fusão por incorporação, com efeitos a 1 de Janeiro de 2010, sendo a sociedade
incorporante da sociedade F.L. Simões, SGPS, S.A.
1.2. Sede:
A entidade tem a sua sede social na Rua Fernando Namora em Moninhos, concelho de
Loures.
1.3. Natureza da actividade:
A actividade da Empresa consiste na gestão de participações sociais.
1.4. Designação dos detentores de capital:
A empresa é detida pelas entidades descritas no quadro seguinte:
Nº Acções
% Direito
detidas
de Voto
Leonel Simões & Filhas, SGPS,S.A.
1.751.184
29,19%
29,19%
Varanda do Vale, SGPS, S.A.
1.751.184
29,19%
29,19%
Mira Serra, SGPS, S.A.
1.751.184
29,19%
29,19%
José Luís Simões
248.816
4,15%
4,15%
Leonel Fernando Simões
248.816
4,15%
4,15%
Jorge Manuel Simões
248.816
4,15%
4,15%
6.000.000
100%
100%
Accionistas
% Participação
A preparação das demonstrações financeiras em conformidade com o Sistema de
Normalização Contabilística (SNC) requer o uso de estimativas, pressupostos e julgamentos
críticos no processo da determinação das políticas contabilísticas a adoptar pela Empresa,
com impacto significativo no valor contabilístico dos activos e passivos, assim como nos
rendimentos e gastos do período de reporte.
Apesar de estas estimativas serem baseadas na melhor experiência do Conselho de
Administração e nas suas melhores expectativas em relação aos eventos e acções correntes
e futuras, os resultados actuais e futuros podem diferir destas estimativas. As áreas que
envolvem um maior grau de julgamento ou complexidade, ou áreas em que pressupostos
e estimativas sejam significativos para as demonstrações financeiras são apresentadas na
Nota 3.12.
2.2. Derrogação das disposições do SNC
Não existiram, no decorrer do exercício a que respeitam estas Demonstrações Financeiras,
quaisquer casos excepcionais que implicassem directamente a derrogação das disposições
prevista pelo SNC.
2.3. Comparabilidade das demonstrações financeiras
Os elementos constantes nas presentes Demonstrações Financeiras são, na sua totalidade,
comparáveis com os do exercício anterior.
3 - PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS
As principais políticas contabilísticas adoptadas na preparação das demonstrações
financeiras anexas são as descritas abaixo. Estas políticas foram consistentemente
aplicadas a todos os exercícios apresentados, salvo indicação contrária.
3.1- Conversão cambial
Estas demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração,
na reunião de 26 de Março de 2014. É opinião do Conselho de Administração que estas
demonstrações financeiras reflectem de forma verdadeira e apropriada as operações da
Empresa, bem como a sua posição e performance financeira e fluxos de caixa.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
3.1.1 - Moeda funcional e de apresentação
As demonstrações financeiras da Empresa e respectivas notas deste anexo são apresentadas
em Euros, salvo indicação explícita em contrário.
EMPRESA | LS - Luís Simões SGPS, S.A.
208
3.1.2 - Transacções e saldos
As transacções em moedas diferentes do euro são convertidas na moeda funcional
utilizando as taxas de câmbio à data das transacções. Os ganhos ou perdas cambiais
resultantes do pagamento/ recebimento das transacções bem como da conversão pela
taxa de câmbio à data do balanço, dos activos e dos passivos monetários denominados
em moeda estrangeira, são reconhecidos na demonstração dos resultados, na rubrica de
gastos de financiamento, se relacionadas com empréstimos ou em outros rendimentos ou
gastos operacionais, para todos os outros saldos/transacções.
3.2 – Participações Financeiras – método da equivalência patrimonial
Estão valorizados pelo método de equivalência patrimonial os investimentos em
Subsidiárias, definindo-se como tal as entidades que são controladas pela Empresa.
Entende-se por controlo a capacidade de decidir sobre as políticas financeiras ou
operacionais, a que normalmente está associado o controlo, directo ou indirecto, de mais
de metade dos direitos de voto.
O método da equivalência patrimonial foi utilizado a partir da data em que cada uma das
participadas se enquadrou como entidade subsidiária.
Na data da aquisição do investimento, a diferença entre o custo do investimento e a parte
do Grupo no justo valor líquido dos activos, passivos e passivos contingentes identificáveis
da adquirida é contabilizada de acordo com a NCRF 14 — Concentrações de Actividades
Empresariais. Desta forma:
Segundo o método da equivalência patrimonial, as demonstrações financeiras incluem
a quota-parte da Empresa no total de ganhos e perdas reconhecidas desde a data em
que o controlo começa até à data em que efectivamente termina. Ganhos ou perdas
são realizados em transacções entre as Empresas do Grupo, incluindo as associadas, são
eliminados os dividendos atribuídos pelas subsidiárias visto que são considerados reduções
do investimento detido.
Quando a quota-parte das perdas de uma subsidiária excede o valor de investimento,
a Empresa reconhece perdas adicionais no futuro, se tiver incorrido em obrigações, ou
tenha efectuado pagamentos em benefício da subsidiária.
As políticas contabilísticas aplicadas pelas subsidiárias são alteradas, sempre que
necessário, de forma a garantir,que as mesmas são aplicadas de forma consistente pela
Empresa e pelas suas subsidiárias. As entidades que se qualificam como subsidiárias e
associadas encontram-se listadas na Nota 5.
3.3 – Goodwill
O goodwill é registado sempre que existam indícios de eventual perda de valor, os valores
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
de goodwill são sujeitos a testes de imparidade. Qualquer perda de imparidade é registada
como gasto na demonstração dos resultados do exercício e não pode ser susceptível de
reversão posterior.
3.4 – Participações Financeiras – outros métodos
A Empresa utiliza o modelo do custo para o reconhecimento inicial das participações
financeiras em entidades em que não seja obrigatório a utilização do método da
equivalência patrimonial e nas quais não existam condições para a utilização do justo
valor, designadamente participações financeiras em empresas não cotadas.
De acordo com o modelo do custo as participações financeiras são reconhecidas inicialmente
pelo seu custo de aquisição, que inclui custos de transacção, sendo subsequentemente o
seu valor diminuído por perdas por imparidade, sempre que ocorram.
3.5 – Imposto sobre o rendimento
O imposto sobre o rendimento corresponde à soma dos impostos correntes com os impostos
diferidos. Os impostos correntes e os impostos diferidos são registados em resultados,
salvo quando se relacionam com itens registados directamente no capital próprio. Nestes
casos os impostos correntes e os impostos diferidos são igualmente registados no capital
próprio.
Imposto corrente: o imposto corrente a pagar é baseado no lucro tributável do exercício.
O lucro tributável difere do resultado contabilístico, uma vez que exclui diversos custos e
proveitos que apenas serão dedutíveis ou tributáveis noutros exercícios. O lucro tributável
exclui ainda custos e proveitos que nunca serão dedutíveis ou tributáveis.
Imposto diferido: os impostos diferidos referem-se às diferenças temporárias entre os
montantes dos activos e passivos para efeitos de relato contabilístico e os respectivos
montantes para efeitos de tributação.
Os activos e os passivos por impostos diferidos são mensurados utilizando as taxas de
tributação que se espera estarem em vigor à data da reversão das correspondentes
diferenças temporárias, com base nas taxas de tributação (e legislação fiscal) que esteja
formal ou substancialmente emitida na data de relato.
Os impostos diferidos activos são reconhecidos na medida em que seja provável que
existam lucros tributáveis futuros disponíveis para a utilização da diferença temporária.
Os impostos diferidos passivos são reconhecidos sobre todas as diferenças temporárias
tributáveis.
Os impostos diferidos activos são revistos anualmente e reduzidos sempre que deixe de ser
provável que possam ser utilizados.
EMPRESA | LS - Luís Simões SGPS, S.A.
209
3.6 – Activos e Passivos Financeiros
O Conselho de Administração determina a classificação dos activos e passivos financeiros,
na data do reconhecimento inicial de acordo com a NCRF 27 – Instrumentos financeiros.
Os activos e passivos financeiros podem ser classificados/mensurados como:
(a) Ao custo ou custo amortizado menos qualquer perda por imparidade; ou
(b) Ao justo valor com as alterações de justo valor a ser reconhecidas na demonstração
dos resultados.
A Empresa classifica e mensura ao custo ou ao custo amortizado, os activos e passivos
financeiros: i) que em termos de prazo sejam à vista ou tenham maturidade definida; ii)
cujo retorno seja de montante fixo, de taxa de juro fixa ou de taxa variável correspondente
a um indexante de mercado; e iii) que não possuam nenhuma cláusula contratual da qual
possa resultar a perda do valor nominal e do juro acumulado (no caso dos activos) ou
alteração à responsabilidade pelo reembolso do valor nominal e do juro acumulado a
pagar (no caso dos passivos).
Para os activos e passivos registados ao custo amortizado, os juros obtidos a reconhecer
em cada período são determinados de acordo com o método da taxa de juro efectiva,
que corresponde à taxa que desconta exactamente os recebimentos de caixa futuros
estimados durante a vida esperada do instrumento financeiro.
São registados ao custo ou custo amortizado: (i) os activos financeiros que constituem
empréstimos concedidos, contas a receber (clientes, outros devedores, etc.) e
instrumentos de capital próprio bem como quaisquer contratos derivados associados, que
não sejam negociados em mercado activo ou cujo justo valor não possa ser determinado de
forma fiável e (ii) os passivos financeiros que constituem financiamentos obtidos, contas
a pagar (fornecedores, outros credores, etc.) e instrumentos de capital próprio bem como
quaisquer contratos derivados associados, que não sejam negociados em mercado activo
ou cujo justo valor não possa ser determinado de forma fiável.
A Empresa classifica e mensura ao justo valor os activos financeiros que não cumpram com
as condições para ser mensurados ao custo ou custo amortizado, conforme descrito acima.
São registados ao justo valor os activos financeiros que constituem instrumentos de capital
próprio cotados em mercado activo, contratos derivados e activos financeiros detidos para
negociação. As variações de justo valor são registadas nos resultados de exercício, excepto
no que se refere aos instrumentos financeiros derivados que qualifiquem como relação de
cobertura de fluxos de caixa.
A Empresa avalia a cada data de relato financeiro a existência de indicadores de perda
de valor para os activos financeiros que não sejam mensurados ao justo valor através de
resultados. Se existir uma evidência objectiva de imparidade, a Empresa reconhece uma
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
perda por imparidade na demonstração de resultados.
Os activos financeiros são desreconhecidos quando os direitos ao recebimento dos fluxos
monetários originados por esses investimentos expiram ou são transferidos, assim como
todos os riscos e benefícios associados à sua posse. Uma entidade deve desreconhecer um
passivo financeiro (ou parte de um passivo financeiro) apenas quando este se extinguir,
isto é, quando a obrigação estabelecida no contrato seja liquidada, cancelada ou expire.
3.7- Caixa e equivalentes de caixa
Os montantes incluídos na rubrica de Caixa e Depósitos bancários correspondem aos valores
de depósitos bancários vencíveis a menos de três meses, e que possam ser imediatamente
mobilizáveis com risco insignificante de alteração de valor. Estes valores estão valorizados
ao custo.
Para efeitos da demonstração dos fluxos de caixa, a rubrica de ‘‘Caixa e equivalentes
de caixa’’ compreende, além da Caixa e Depósitos bancários, também os descobertos
bancários incluídos na rubrica de Financiamentos obtidos do Balanço.
3.8- Financiamentos obtidos
Os financiamentos obtidos são inicialmente reconhecidos ao justo valor, líquido de
custos de transacção e montagem incorridos. Os financiamentos são subsequentemente
apresentados ao custo amortizado sendo a diferença entre o valor nominal e o justo valor
inicial reconhecida na demonstração dos resultados consolidados ao longo do período do
empréstimo, utilizando o método da taxa de juro efectiva.
Os financiamentos obtidos são classificados no passivo corrente, excepto se a Empresa
possuir um direito incondicional de diferir o pagamento do passivo por, pelo menos, 12
meses após a data do balanço, sendo neste caso classificados no passivo não corrente.
3.9- Gastos e rendimentos
Os gastos e rendimentos são registados no período a que se referem, independentemente do
seu pagamento ou recebimento, de acordo com o princípio contabilístico da especialização
dos exercícios. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e os correspondentes
réditos e gastos são reconhecidos como activos ou passivos, se se qualificarem como tal.
3.10 – Activos e Passivos Contingentes
Um Activo Contingente é um possível activo proveniente de acontecimentos passados e
cuja existência só será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais acontecimentos
futuros incertos não totalmente sob o controlo da entidade.
Os Activos Contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras para não
resultarem no reconhecimento de rendimentos que podem nunca ser realizados. Contudo,
são divulgados quando for provável a existência de um influxo futuro.
EMPRESA | LS - Luís Simões SGPS, S.A.
210
Um Passivo Contingente é:
• Uma obrigação possível que provém de acontecimentos passados e cuja existência só
será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais acontecimentos futuros incertos
não totalmente sob o controlo da entidade,
ou
• Uma obrigação presente que decorra de acontecimentos passados mas que não é
reconhecida porque:
• Não é provável que uma saída de recursos seja exigida para liquidar a obrigação,
• A quantia da obrigação não pode ser mensurada com suficiente fiabilidade.
Os Passivos Contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras para não
resultarem no reconhecimento de gastos que podem nunca se tornar efectivos. Contudo,
são divulgados sempre que existe uma probabilidade de exfluxos futuros que não seja
remota.
3.11 – Capitais Próprios
a) Capital Social
As acções ordinárias são classificadas no capital próprio. Os custos directamente atribuíveis
à emissão de novas acções ou opções são apresentados no capital próprio como uma
dedução, líquida de impostos, ao montante emitido.
As acções próprias adquiridas através de contrato são reconhecidas no capital próprio,
em rubrica própria. De acordo com o código das sociedades Comerciais a Empresa tem
de garantir a cada momento a existência de reservas no Capital Próprio para cobertura
do valor das acções próprias, limitando o valor das reservas disponíveis para distribuição.
As acções próprias são registadas ao custo de aquisição, se a compra for efectuada à vista,
ou ao justo valor estimado se a compra for diferida.
b) Dividendos Antecipados
A distribuição de dividendos aos accionistas da Empresa é reconhecida como uma
responsabilidade nas demonstrações financeiras no período em que os dividendos são
aprovados pelos seus accionistas.
3.12 – Principais estimativas e julgamentos apresentados
As estimativas e julgamentos com impacto nas demonstrações financeiras da LS-Luís Simões
SGPS, S.A. são continuamente avaliados, representando à data de cada relato a melhor
estimativa da Administração, tendo em conta o desempenho histórico, a experiência
acumulada e as expectativas sobre eventos futuros que, nas circunstâncias em causa, se
acreditam serem razoáveis.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
A natureza intrínseca das estimativas pode levar a que o reflexo real das situações que
haviam sido alvo de estimativa possam, para efeitos de relato financeiro, vir a diferir
dos montantes estimados. As estimativas e os julgamentos que apresentam um risco
significativo de originar um ajustamento material no valor contabilístico de activos e
passivos no decurso do exercício seguinte são as que seguem:
3.12.1 - Imparidade
A determinação de uma eventual perda por imparidade pode ser despoletada pela
ocorrência de diversos eventos, muitos dos quais fora da esfera de influência da Empresa,
tais como: a disponibilidade futura de financiamento, o custo de capital ou quaisquer
outras alterações, quer internas, quer externas à Empresa.
A identificação dos indicadores de imparidade, a estimativa de fluxos de caixa futuros e
a determinação do justo valor de activos implicam um elevado grau de julgamento por
parte da Gerência no que respeita à identificação e avaliação dos diferentes indicadores
de imparidade, fluxos de caixa esperados, taxas de desconto aplicáveis, vidas úteis e
valores residuais.
Em particular, da análise efectuada periodicamente aos saldos a receber poderá surgir a
necessidade de registar perdas por imparidade, sendo estas determinadas com base na
informação disponível e em estimativas efectuadas pela Empresa dos fluxos de caixa que
se espera receber.
3.12.2 - Reconhecimento de activos por impostos diferidos
São reconhecidos activos por impostos diferidos apenas quando existe forte segurança
de que existirão lucros tributáveis futuros disponíveis para a utilização das diferenças
temporárias ou quando existam passivos por impostos diferidos cuja reversão seja
expectável no mesmo período em que os activos por impostos diferidos sejam revertidos.
A avaliação dos activos por impostos diferidos é efectuada pela Administração no final de
cada exercício, tendo em atenção a expectativa de desempenho no futuro.
3.12.3 – Acontecimentos subsequentes
Os acontecimentos após a data do balanço que proporcionem informação adicional
sobre condições que existiam à data do balanço “adjusting events” são reflectidos
nas demonstrações financeiras. Os eventos após a data do balanço que proporcionem
informação sobre condições que ocorram após a data do balanço “non adjusting events”
são divulgados nas demonstrações financeiras, se forem considerados materiais.
211
EMPRESA | LS - Luís Simões SGPS, S.A.
4 - FLUXOS DE CAIXA
5.2 - Remuneração do pessoal chave da gestão
No decurso dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012 não foram atribuídas
remunerações ao pessoal chave da gestão.
A rubrica de Caixa e seus equivalentes decompõem-se conforme se segue:
2013
Depósitos bancários imediatamente mobilizáveis
2012
69.792,79
considerados, de acordo com a NCRF 5, como sendo os únicos elementos “chave” da
922,70
69.792,79
gestão.
O saldo de Caixa e Equivalentes constante na Demonstração de Fluxos de Caixa decompõese da seguinte forma:
31.12.2013
Depositos à Ordem
922,70
Total de caixa e seus equivalentes a caixa
31.12.2012
(Serviços que a
922,70
69.792,79
empresa presta)
(6.432.959,92)
(2.750.161,49)
Leonel Simões & Filhas, SGPS,S.A.
Suprimentos
Dividendos
(6.432.959,92)
(2.680.368,79)
Varanda do Vale, SGPS, S.A.
Suprimentos
Dividendos
Mira Serra, SGPS, S.A.
Suprimentos
Dividendos
Outros accionistas
Suprimentos
Dividendos
5.1 - Identificação de partes relacionadas
A Empresa é detida pelas entidades indicadas no quadro seguinte:
detidas
Natureza do
relacionamento
recebe)
Para efeitos de apresentação destas demonstrações financeiras são considerados como
partes relacionadas todas as subsidiárias da LS – Luís Simões, SGPS, S.A. e elementos chave
na Gestão das mesmas.
Nº Acções
Natureza do
relacionamento
(Serviços que a empresa
5 - PARTES RELACIONADAS
Accionistas
5.3 - Transacções com partes relacionadas
a) Natureza do relacionamento com as partes relacionadas
69.792,79
Total de caixa e depositos bancários
Descobertos bancários
O Conselho de Administração da Empresa e a Direcção de Serviços Partilhados foram
922,70
Outras partes relacionadas:
Subsidiárias
Luís Simões Logística Integrada, S.A. - Espanha
Financiamentos e dividendos
Financiamentos
Luís Simões Logística Integrada, S.A. - Portugal
Financiamentos e dividendos
Financiamentos
Reta - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
Financiamentos e dividendos
Financiamentos
Diagonal - Corretores de Seguros, S.A.
Financiamentos e dividendos
Financiamentos
Financiamentos e dividendos
Financiamentos
Solmoninhos - Consultoria, Gestão e Execução
Imobiliária,Lda.
% Direito de Voto
% Participação
Leonel Simões & Filhas, SGPS,S.A.
1 751 184
29,19%
29,19%
Varanda do Vale, SGPS, S.A.
1 751 184
29,19%
29,19%
Mira Serra, SGPS, S.A.
1 751 184
29,19%
29,19%
José Luís Simões
248 816
4,15%
4,15%
Leonel Fernando Simões
248 816
4,15%
4,15%
Jorge Manuel Simões
248 816
4,15%
4,15%
6 000 000
100%
100%
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
Patrimundus - Investimentos Imobiliários, S.A.
Financiamentos e dividendos
Financiamentos
LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
Financiamentos e dividendos
Financiamentos
212
EMPRESA | LS - Luís Simões SGPS, S.A.
b) Quantias de transacções e saldos pendentes com partes relacionadas
A quantia das transacções e dos saldos pendentes com partes relacionadas são os
indicados no quadro seguinte:
Ano
Contas a Receber
Contas a Pagar
Suprimentos obtidos
Prestações Acessórias concedidas
Outras partes relacionadas:
Leonel Simões & Filhas, SGPS,S.A.
Varanda do Vale, SGPS, S.A.
Mira Serra, SGPS, S.A.
Outros
2012
-
-
-
-
2013
-
-
110 000,00
-
2012
-
-
-
-
2013
-
-
110 000,00
-
2012
-
-
-
-
2013
-
-
110 000,00
-
2012
-
-
3 440 936,77
-
2013
-
-
3 877 050,00
-
2012
-
126 574,16
-
3 103 900,00
2013
-
414 398,92
-
3 103 900,00
2012
-
-
-
3 000 000,00
2013
-
-
-
3 000 000,00
2012
-
25,29
-
2 299 700,00
2013
79 773,72
-
2 299 700,00
2012
-
-
-
840 000,00
2013
-
-
-
840 000,00
2012
-
-
-
-
2013
-
-
-
-
2012
399 506,54
-
-
1 788 100,00
2013
363 212,02
-
-
1 788 100,00
2012
-
10 643,98
-
-
2013
-
38 029,05
-
300 000,00
Subsidiárias:
Luís Simões Logística Integrada, S.A. - Portugal
Luís Simões Logística Integrada, S.A. - Espanha
Reta - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
Solmoninhos - Consultoria, Gestão e Execução Imobiliária, Lda
Patrimundus - Investimentos Imobiliários, S.A.
LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
Diagonal - Corretores de Seguros, S.A.
Total
2012
399 506,54
137 243,43
3 440 936,77
11 031 700,00
2013
442 985,74
452 427,97
4 207 050,00
11 331 700,00
Não existem ajustamentos de dívidas de cobranças duvidosas relacionados com a quantia
de saldos pendentes, nem gastos reconhecidos durante o período a respeito de dívidas
incobráveis ou de cobrança duvidosa de partes relacionadas.
213
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | LS - Luís Simões SGPS, S.A.
A quantia dos financiamentos a receber e a pagar de partes relacionadas bem como dos
rendimentos e gastos de juros são os indicados no quadro seguinte:
Ano
Financiamentos a receber
Financiamentos a pagar
Rendimentos de juros
Gastos de juros
Outras partes relacionadas:
Leonel Simões & Filhas, SGPS,S.A.
Varanda do Vale, SGPS, S.A.
Mira Serra, SGPS, S.A.
Outros
2012
-
-
-
6 541,68
2013
-
-
-
4 994,02
2012
-
-
-
6 541,68
2013
-
-
-
4 994,02
2012
-
-
-
6 541,68
2013
-
-
-
4 994,02
2012
-
-
-
181 260,80
2013
-
-
-
164 508,40
2012
-
2 430 597,75
36 576,71
72 456,93
2013
3 169 095,29
-
85 857,88
9 817,92
2012
1 000 000,00
-
38 850,19
-
2013
-
-
3 164,96
1 055,57
2012
-
1 048 632,98
58 095,31
10 232,10
2013
-
2 534 620,23
2012
60 445,64
-
91 850,12
-
2013
277 554,54
-
11 522,58
-
2012
1 089 883,04
-
62 861,00
-
2013
1 579 521,45
-
91 503,59
-
2012
8 221 049,63
-
579 035,78
-
2013
8 786 564,68
-
581 503,54
-
2012
-
14 958,48
630,01
11 465,60
2013
583 023,37
-
26 460,35
720,64
2012
10 371 378,31
3 494 189,21
867 899,12
295 040,47
2013
14 395 759,33
2 534 620,23
800 012,90
239 659,83
Subsidiárias:
Luís Simões Logística Integrada, S.A. - Portugal
Luís Simões Logística Integrada, S.A. - Espanha
Reta - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
Solmoninhos - Consultoria, Gestão e Execução Imobiliária, Lda
Patrimundus - Investimentos Imobiliários, S.A.
LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
Diagonal - Corretores de Seguros, S.A.
Total
48 575,24
214
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | LS - Luís Simões SGPS, S.A.
6 – INVESTIMENTOS EM SUBSIDIÁRIAS
Os investimentos em subsidiárias encontram-se discriminados no quadro seguinte:
2013
2012
Método da equivalência patrimonial
Luís Simões Logística Integrada, S.A. - Espanha
7 328 258,31
7 651 783,82
Luís Simões Logística Integrada, S.A. - Portugal
11 334 633,91
12 859 377,52
4 298 142,97
4 217 120,02
Diagonal - Corretores de Seguros, S.A.
13 447,58
161 059,36
Solmoninhos - Consultoria, Gestão e Execução Imobiliária, Lda
84 609,28
84 417,86
107 339,68
95 638,32
16 303 137,78
16 122 007,34
39 469 569,51
41 191 404,24
Reta - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
Patrimundus - Investimentos Imobiliários, S.A.
LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
215
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | LS - Luís Simões SGPS, S.A.
Em 31 de Dezembro de 2013 e de 2012 as participações financeiras em subsidiárias
registadas na rubrica Participações financeiras – método de equivalência patrimonial,
decompõem-se como se segue:
2013
2012
Sede
Activo
Capital Próprio
Resultado Líquido
% de Participação
Valor de balanço
% de Participação
Valor de balanço
Luís Simões Logística Integrada, S.A. - Portugal
Moninhos
54 560 435,08
15 688 630,91
(1 515 348,62)
100,00%
11 334 633,91
100,00%
12 859 377,52
Reta - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
Moninhos
12 868 007,43
5 715 787,84
839 064,39
100,00%
4 298 142,97
100,00%
4 217 120,02
Diagonal - Corretores de Seguros, S.A.
Moninhos
1 439 291,80
313 447,58
(186 552,42)
100,00%
13 447,58
100,00%
161 059,36
Solmoninhos - Consultoria, Gestão e Execução Imobiliária, Lda
Moninhos
2 112 590,84
1 812 916,98
(8 171,98)
11,51%
84 609,28
11,39%
84 417,86
Patrimundus - Investimentos Imobiliários, S.A.
Moninhos
4 475 352,05
912 378,47
99 385,03
11,76%
107 339,68
11,76%
95 638,32
LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
Moninhos
45 356 644,55
18 091 237,78
519 393,98
100,00%
16 303 137,78
100,00%
16 122 007,34
Madrid
35 184 505,29
9 932 735,83
(457 926,73)
100,00%
7 328 258,31
100,00%
7 651 783,82
Portuguesas:
Estrangeiras:
Luís Simões Logística Integrada, S.A. - Espanha
39 469 569,51
41 191 404,24
Os movimentos ocorridos durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2013 nas
subsidiárias mensuradas pelo método da equivalência patrimonial foi o indicado no quadro
seguinte:
Saldo em
01.01.2013
Dividendos
Aumento
Aumento
Resultado
de Capital
de participação
Líquido
Ajustamentos
Saldo em
intra-grupo
31.12.2013
Luís Simões Logística Integrada, S.A. - Espanha
7 651 783,82
-
-
-
(457 926,73)
134 401,22
7 328 258,31
Luís Simões Logística Integrada, S.A. - Portugal
12 859 377,52
-
-
-
(1 515 348,62)
(9 394,99)
11 334 633,91
4 217 120,02
(439 025,01)
-
-
839 064,39
(319 016,43)
4 298 142,97
161 059,36
-
38 940,64
-
(186 552,42)
-
13 447,58
Solmoninhos - Consultoria, Gestão e Execução Imobiliária, Lda
84 417,86
-
-
1 132,00
(940,58)
-
84 609,28
Patrimundus - Investimentos Imobiliários, S.A.
95 638,32
-
-
9,00
11 692,36
-
107 339,68
16 122 007,34
(338 263,54)
-
-
519 393,98
-
16 303 137,78
41 191 404,24
(777 288,55)
38 940,64
1 141,00
(790 617,62)
(194 010,20)
39 469 569,51
Reta - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
Diagonal - Corretores de Seguros, S.A.
LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | LS - Luís Simões SGPS, S.A.
216
Os movimentos ocorridos durante o ano nas subsidiárias mensuradas ao custo foi o indicado
no quadro seguinte:
2013
2012
Custo
PLIE-Guarda
5 000,00
5 000,00
5 000,00
5 000,00
7 – Acontecimentos após a data do balanço
7.1 – Autorização para emissão das Demonstrações Financeiras
As demonstrações financeiras foram autorizadas para emissão, pelo Conselho de
Administração, em 26 de Março de 2014.
8 - Impostos sobre o rendimento
A Empresa encontra-se sujeita a Imposto sobre os Rendimentos das Pessoas Colectivas
(IRC), sendo a taxa actual de 25% acrescida de Derrama à taxa máxima de 1,5% sobre o
lucro tributável, atingindo uma taxa de imposto agregada de 26,5%.
Nos termos do artigo 88º do CIRC, a Empresa está sujeita a tributação autónoma sobre um
conjunto de encargos às taxas aí previstas.
As empresas do Grupo abaixo indicadas, encontram-se desde o exercício de 2007,
englobadas no Regime Especial de Tributação de Grupos de Sociedades (“RETGS”), nos
termos do artigo 69º e seguintes do CIRC, liderado pela accionista LS – Luís Simões,
S.G.P.S., S.A., pelo que os impostos apurados individualmente estão reflectidos no saldo
da accionista incluído na rubrica de Accionistas/Sócios.
De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e
correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (cinco anos
para a Segurança Social), excepto quando tenham havido prejuízos fiscais, ou estejam
em curso inspecções, reclamações ou impugnações, casos estes em que, dependendo das
circunstâncias, os prazos são prolongados ou suspensos. Deste modo, as declarações fiscais
da Empresa relativas aos exercícios de 2010 a 2013 poderão vir ainda a estar sujeitas
a revisão e correcção. O Conselho de Administração entende que eventuais correcções
resultantes de revisões/inspecções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações
de impostos não terá um efeito limitativo nas demonstrações financeiras em análise.
Para os exercícios de 2013 e 2014 foram ainda alteradas as regras de dedução de prejuízos
fiscais reportáveis (PFR). O prazo de reporte dos PFR apurados em períodos de tributação
iniciados em ou após 1 de Janeiro de 2014 passou para doze períodos de tributação (este
prazo é de cinco anos para os PFR apurados nos períodos de tributação de 2012 e 2013, de
quatro anos para os PFR apurados nos períodos de tributação de 2010 e 2011 e de seis anos
para os períodos de tributação anteriores). Adicionalmente, a dedução dos PFR passou a
estar limitada a 70% do lucro tributável, sendo esta regra aplicável às deduções efectuadas
nos períodos de tributação iniciados em ou após 1 de Janeiro de 2014, independentemente
dos períodos de tributação em que tenham sido apurados (em 2013 este limite é de 75%).
As empresas incluídas no “RETGS” são apresentadas no quadro seguinte:
Empresa
Data início
LS - Luís Simões, SGPS, S.A.
01-01-2007
Luís Simões Logística Integrada, S.A. - Portugal
01-01-2007
Reta - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
01-01-2007
Diagonal- Corretores de Seguros, SA.
01-01-2007
LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
01-01-2011
A LS – Luís Simões SGPS, SA, como sociedade dominante, é responsável pelo cálculo do
lucro tributável do grupo, através da soma algébrica dos lucros tributáveis e dos prejuízos
fiscais apurados nas declarações de rendimentos de cada um das sociedades dominadas
pertencentes ao RETGS.
O encargo do ano com imposto a pagar é contabilizado em cada uma das empresas que
fazem parte do Grupo em função do respectivo lucro tributável. O eventual ganho ou
perda decorrente do RETGS é reconhecido em cada uma das empresas pertencentes ao
Grupo Fiscal.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
217
EMPRESA | LS - Luís Simões SGPS, S.A.
8.1 — Divulgação separada dos seguintes principais componentes de gasto (rendimento)
de impostos:
a) Gasto (rendimento) por impostos correntes;
O Gasto (rendimento) por impostos correntes é o indicado no quadro seguinte:
2013
2012
Imposto Corrente
IRC do ano
11 698,12
7 985,80
11 698,12
7 985,80
14 371,19
66 322,80
14 371,19
66 322,80
26 069,31
74 308,60
Imposto Diferido
Originados e objecto de reversão por
diferenças temporárias
b) Quantia de gasto (rendimento) por impostos diferidos relacionada com a origem e
reversão de diferenças temporárias;
A quantia de gasto (rendimento) por impostos diferidos relacionada com a origem e
reversão de diferenças temporárias encontra-se evidenciada no quadro apresentado na
alínea a) do presente parágrafo.
c) Quantia de gasto (rendimento) por impostos diferidos relacionada com alterações
nas taxas de tributação ou com o lançamento de novos impostos;
Foi registada a alteração da taxa de tributação do IRC de 25% para 23% a partir do exercício
de 2014. Esta alteração teve impacto nos Impostos Diferidos, pelo que a quantia de gasto
por impostos diferidos sofreu um impacto de 2.863,24 Euros.
218
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | LS - Luís Simões SGPS, S.A.
8.2 — Relacionamento entre gasto (rendimento) de impostos e lucro contabilístico (em
uma ou em ambas das seguintes formas);
A reconciliação numérica entre a taxa média efectiva de imposto e a taxa de imposto
aplicável é a indicada no quadro seguinte:
Base de Imposto
2013
Resultado antes de impostos
Taxa de imposto sobre o rendimento em Portugal
Imposto sobre o Rendimento à taxa nominal
Taxa de Imposto
2012
2013
(1 093 851,70)
755 196,72
26,50%
26,50%
(289 870,70)
198 564,63
1 370 150,73
2 738 356,23
1 370 150,73
2 738 356,23
2 354 778,55
2 013 874,12
154 216,63
-
2 508 995,18
2 013 874,12
44 992,75
30 714,61
25,00%
25,00%
1,00%
1,00%
11 248,19
7 678,65
2012
26,50%
26,50%
-1,03%
1,02%
Rendimentos não tributáveis
Anulação efeito do MEP
Gastos não dedutíveis para efeitos fiscais
Anulação efeito do MEP
IRC e outros impostos incidentes sobre os lucros
Lucro tributável/Prejuízo fiscal
Taxa de imposto sobre o rendimento em Portugal
Taxa da derrama
IRC Calculado
Derrama
Efeito do aumento / reversão de impostos diferidos
Imposto sobre o rendimento do período
449,93
307,15
14 371,19
66 322,80
14 821,12
66 629,95
(1,35%)
8,82%
26 069,31
74 308,60
(2,38%)
9,84%
219
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | LS - Luís Simões SGPS, S.A.
8.3 — Explicação de alterações na taxa de imposto aplicável comparada com
o período contabilístico anterior;
Não houve alterações na taxa de imposto aplicável comparada com o período contabilístico
anterior.
8.4 — Quantia (e a data de extinção, se houver) de diferenças temporárias
dedutíveis, perdas fiscais não usadas, e créditos por impostos não
usados relativamente aos quais nenhum activo por impostos diferidos foi
reconhecido no balanço;
A quantia e a data de extinção de diferenças temporárias dedutíveis, perdas fiscais não
usadas, e créditos por impostos não usados relativamente aos quais nenhum activo por
impostos diferidos foi reconhecido no balanço são as indicadas no quadro seguinte:
Demonstrações de
Balanço
2013
Resultados
2012
2013
2012
Activos por impostos diferidos
Outras
Prejuízos Fiscais-Constituições (*)
Benefícios Fiscais
139 369,24
22 709,05
116 660,19
(66 322,80)
139 369,24
22 709,05
116 660,19
(66 322,80)
195 855,87
195 855,87
335 225,11
218 564,92
116 660,19
(66 322,80)
335 225,11
218 564,92
116 660,19
(66 322,80)
Provisões não aceites fiscalmente:
Data de
extinção
2013
2012
Prejuízos Fiscais que a empresa considera não
recuperáveis:
Prejuízos Fiscais 2008
2014
1 407 870,27
-
Prejuízos Fiscais 2009
2015
1 575 379,73
-
2 983 250,00
-
(*) Parte destes valores não foram reconhecidos em resultados porque foram utilizados no Regime Especial de
Tributação do Grupo de Sociedades (RETGS).
À data de 31 de Dezembro de 2013, o montante dos prejuízos fiscais por deduzir originados
pelas empresas incluídas no RETGS e os anos limite para a sua dedução são os seguintes:
Ano do Prejuízo Fiscal
Benefícios fiscais:
SIFIDE 2007
2013
-
72 567,09
SIFIDE 2008
2014
839 650,18
839 650,18
839 650,18
912 217,27
Prejuízo Fiscal
Ano Limite para dedução
2009
1.902.665,24
2015
2011
2.248.854,77
2015
Os Prejuízos Fiscais que a Empresa considera não recuperáveis respeitam à sua participada
LSLI-PT, incluída no RETGS.
8.5 — Por cada tipo de diferença temporária e com respeito a cada tipo de
perdas por impostos não usadas e créditos por impostos não usados;
a) Quantia de activos e passivos por impostos diferidos reconhecidos no balanço para
cada período apresentado;
As quantias de activos e passivos por impostos diferidos reconhecidos no balanço para cada
período apresentado por cada tipo de diferença temporária e com respeito a cada tipo de
perdas por impostos não usadas e créditos por impostos não usados são as indicadas no
quadro seguinte:
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
220
EMPRESA | LS - Luís Simões SGPS, S.A.
9.2 – Activos financeiros mensurados ao custo
Os activos financeiros mensurados ao custo são os indicados no quadro seguinte:
9 - Instrumentos financeiros
9.1 – Rubricas de balanço abrangidas pelas divulgações da presente nota
As divulgações desta nota abrangem as seguintes rubricas do balanço:
Activos
2013
2012
Participações financeiras - método da equivalência patrimonial
11 331 700,00
11 031 700,00
5 000,00
5 000,00
13 812 735,96
9 371 378,31
Participações financeiras - prestações acessórias
Participações financeiras - Outros métodos - Outras empresas
11 031 700,00
11 031 700,00
5 000,00
5 000,00
13 812 735,96
9 371 378,31
Participações financeiras - outros métodos
Participações de capital em empresas não cotadas
Outras contas a receber - não corrente
Empréstimos concedidos subsidiárias
Outros activos financeiros
2012
Participações financeiras - prestações acessórias
Prestações acessórias
Não Corrente
Clientes c/c
Corrente
Clientes
495,00
255,00
-
399 506,54
1 251 888,19
865 357,38
583 023,37
1 000 000,00
Accionistas
Outras contas a receber
2013
Participações financeiras - método equivalência patrimonial
Outros activos financeiros
Caixa e bancos
922,70
69 792,79
26 985 765,22
22 742 990,02
Adiantamentos a fornecedores
Clientes
Accionistas
495,00
255,00
-
399 506,54
1 242 998,32
865 357,38
8 889,87
-
583 023,37
1 000 000,00
922,70
69 792,79
26 685 765,22
22 742 990,02
Outras contas a receber - Corrente
Devedores - Subsidiárias
Outros devedores
Activos não correntes detidos para venda
Outros activos financeiros - correntes
Empréstimos concedidos subsidiárias
Caixa e depósitos bancários
Passivos
2013
2012
Outros depósitos bancários
Não corrente
Financiamentos obtidos
6 707 050,00
4 974 828,10
2 460,00
1 146,98
-
137 243,43
13 696 685,85
11 449 193,76
572 725,17
135 526,35
20 978 921,02
16 697 938,62
Corrente
Fornecedores
Accionistas
Financiamentos obtidos
Outras contas a pagar
Instrumentos de Capital
Capital
Acções próprias
Outros instrumentos de capital
2013
2012
30 000 000,00
29 578 950,00
-
(1 360 271,75)
6 830 400,00
6 830 400,00
36 830 400,00
35 049 078,25
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
221
EMPRESA | LS - Luís Simões SGPS, S.A.
9.3 – Passivos financeiros mensurados ao custo
Os passivos financeiros mensurados ao custo ou custo amortizado são os indicados no
quadro seguinte:
2013
2 500 000,00
1 203 891,33
Participantes de Capital (Nota 5)
4 207 050,00
3 770 936,77
-
-
2 460,00
1 146,98
-
137 243,43
Adiantamento de clientes
Accionistas
Financiamentos obtidos - Correntes
Decobertos bancários
6 432 959,92
2 750 161,49
Empréstimos obtidos
4 729 105,70
5 204 851,30
Subsidiárias (Nota 5)
2 534 620,23
3 494 180,97
Outras contas a pagar
Credores - Subsidiárias
452 427,97
Acréscimo financiamentos bancários
42 766,37
20 169,30
Acréscimo partes relacionadas
75 151,42
113 779,67
2 349,41
1 202,38
30,00
375,00
20 978 921,02
16 697 938,62
Outros acréscimos de gasto
Outras contas a pagar
2012
Empréstimos bancários
A mais de 5 anos
Empréstimos obtidos
Fornecedores
2013
Entre 1 ano e 5 anos
2012
Financiamentos - Não correntes
Subsidiárias
A maturidade dos Financiamentos não correntes é a seguinte:
2 500 000,00
1 203 891,33
-
-
4 207 050,00
3 770 936,77
-
-
6 707 050,00
4 974 828,10
Participantes de capital
Entre 1 ano e 5 anos
A mais de 5 anos
No final do exercício de 2013, o valor das linhas de crédito contratadas era de 19.344.230,00
Euros (18.744.230,00 Euros em 2012), estando utilizados apenas 6.432.959,92 Euros
(2.750.161,49 Euros em 2012)
As linhas de crédito com movimento até 1 ano são renováveis de forma automática de
acordo com o definido contratualmente com as entidades de crédito.
Os juros pagos pela Empresa nos exercícios de 2013 e 2012 referentes a empréstimos e
linhas de crédito contratadas com entidades de crédito e empresas do grupo encontram-se
principalmente referenciados à Euribor, acrescida de diferencial de mercado.
9.4 – Situações em incumprimento para empréstimos contraídos reconhecidos
à data de balanço
Não existiram situações de incumprimento para empréstimos contraídos.
222
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | LS - Luís Simões SGPS, S.A.
9.5 – Ganhos líquidos e perdas líquidas reconhecidas
Em 31.12.2013 e em 31.12.2012 o capital subscrito é detido na sua totalidade pelas
entidades descritas no quadro seguinte e encontra-se totalmente realizado:
Rendimentos e gastos
Nos exercícios findos em 31.12.2013 e em 31.12.2012 os rendimentos, gastos, ganhos e
perdas relacionados com instrumentos financeiros são detalhados conforme se segue:
2013
Gastos
Rendimentos
Gastos
Activos financeiros ao custo:
Juros obtidos
800 012,59
-
869 128,37
-
800 012,59
-
869 128,37
-
-
650 787,67
-
779 418,66
800 012,59
650 787,67
869 128,37
779 418,66
Passivos financeiros ao custo:
Juros suportados
Leonel Simões & Filhas,
9.6 - Instrumentos de capital próprio
Nº Acções
detidas
Valor participação
% Participação
1 751 184
8 755 920,00
29,19%
Varanda do Vale, SGPS, S.A.
1 751 184
8 755 920,00
29,19%
Mira Serra, SGPS, S.A.
1 751 184
8 755 920,00
29,19%
José Luís Simões
248 816
1 244 080,00
4,15%
Leonel Fernando Simões
248 816
1 244 080,00
4,15%
Jorge Manuel Simões
248 816
1 244 080,00
4,15%
6 000 000
30 000 000,00
100,00%
SGPS,S.A.
2012
Rendimentos
Accionistas
c) Quantias e descrição de Outros Instrumentos de Capital Próprio
a) Quantia escriturada do capital próprio
A quantia escriturada do capital social emitido pela Empresa em 31.12.2013 e em
31.12.2012 é detalhada conforme se segue:
2013
2013
Outros Instrumentos de Capital Próprio
2012
Prestações Acessórias
Capital
Valor nominal
2012
6 830 400,00
6 830 400,00
6 830 400,00
6 830 400,00
30 000 000,00
29 578 950,00
30 000 000,00
29 578 950,00
Os outros instrumentos de capital próprio referem-se às prestações acessórias efectuadas
pelos accionistas para as quais não existe prazo de reembolso ou remuneração
Acções/quotas próprias
-
(1 365 300,00)
10 – Informações Exigidas por diplomas legais
Prémios / descontos
-
5 028,25
30 000 000,00
28 218 678,25
b) Número de acções representativas do capital social
O número de acções representativas do capital social, são as indicadas no quadro seguinte:
2013
Valor
2012
Quantidade
Valor
Quantidade
Acções emitidas
Acções ordinárias a 5€ cada
30 000 000,00
6 000 000
29 578 950,00
5 915 790
30 000 000,00
6 000 000
29 578 950,00
5 915 790
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
Das informações legalmente exigidas noutros diplomas, designadamente nos artigos 66.º,
324.º, 397.º, 447.º e 448.º do Código das Sociedades Comerciais (CSC), das disposições
legais decorrentes do Decreto-Lei n.º 328/95, de 9 de Dezembro e das disposições referidas
no Decreto-Lei n.º 411/91, de 17 de Outubro, importa referir que:
i) Em obediência ao disposto no n.º 2 do artigo 324.º do CSC informa-se que a Empresa
não possui quaisquer acções próprias e nem efectuou até ao momento qualquer
negócio que envolvesse títulos desta natureza;
ii) Em obediência ao disposto no n.º 4 do artigo 397.º do CSC informa-se que, no
decorrer de 2013, não foram efectuados quaisquer negócios entre a Empresa e
membros dos seus órgãos sociais;
iii) Em obediência ao disposto no nº 1 do artigo 21º do Decreto-Lei nº 411/91, de 17
EMPRESA | LS - Luís Simões SGPS, S.A.
223
de Outubro, informa-se que a Empresa não é devedora em mora a qualquer caixa
de previdência, resultando os saldos contabilizados em 31 de Dezembro de 2013, da
retenção na fonte dos descontos e contribuições referentes ao mês de Dezembro, cujo
pagamento se efectuou em Janeiro de 2014, nos prazos legais.
10.1 – Dívidas em mora ao Estado
Conforme exigido legalmente, o Conselho de Administração declara que a Empresa não
apresenta dívidas ao Estado em situação de mora, e que a situação da Empresa perante
a Segurança Social se encontra regularizada, dentro dos prazos legalmente estipulados.
11 – OUTRAS INFORMAÇÕES
11.1 – Diferimentos
Em 31.12.2013 e em 31.12.2012 a rubrica do activo corrente “Diferimentos” apresentava
a seguinte composição:
2013
2012
Diferimentos activos
Outros gastos a reconhecer
2 184,48
-
2 184,48
-
11.2 – RESERVAS, RESULTADOS E OUTRAS VARIAÇÕES NOS CAPITAIS PRÓPRIOS
A rubrica de reservas, de resultados e outras variações nos capitais decompõe-se da forma
indicada no quadro seguinte:
Reservas Legais
Saldos em 1 de Janeiro de 2013
Dividendos
Aplicação de resultados
Resultado do ano
Outros
Saldo em 31 de Dezembro de 2013
Outras Reservas
Resultados Transitados
Ajustamentos em activos financeiros
Resultados Líquidos do Periodo
Total
926 679,63
5 451 656,02
5 635 748,15
268 414,41
680 888,12
12 963 386,33
-
-
-
-
(646 843,71)
(646 843,71)
34 044,41
-
-
-
(34 044,41)
-
-
-
-
-
(1 119 921,01)
(1 119 921,01)
(892 635,22)
(888 686,53)
-
-
-
(1 781 321,75)
68 088,82
4 562 969,49
5 635 748,15
268 414,41
(1 119 921,01)
9 415 299,86
224
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | LS - Luís Simões SGPS, S.A.
Reservas Legais
Saldos em 1 de Janeiro de 2012
Dividendos
Aplicação de resultados
Resultado do ano
Saldo em 31 de Dezembro de 2012
Outras Reservas
Resultados Transitados
Total
5.451.656,02
5.157.696,36
268.414,41
1.638.614,52
13.361.130,21
-
-
-
-
(1.078.631,99)
(1.078.631,99)
81.930,73
-
478.051,80
-
(559.982,53)
-
-
-
-
-
680.888,12
680.888,12
926.679,63
5.451.656,02
5.635.748,16
268.414,41
680.888.12
12.963.386,34
a) Aplicação de resultados
Por deliberação da Assembleia Geral de 28 Maio de 2013, o resultado líquido positivo
do período findo em 31 de Dezembro de 2012, no montante de 680.888,12 Euros teve a
seguinte aplicação:
- Reservas Legais: - Dividendos:
Resultados Líquidos do Periodo
844.748,90
Os movimentos ocorridos nas reservas e outras rubricas de capital próprio em 31 de
Dezembro de 2013 resultam de:
Ajustamentos em activos financeiros
34.044,41
646.843,71
11.4 – ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
Em 31.12.2013 e em 31.12.2012 as rubricas de “Estado e outros entes públicos”
apresentavam a seguinte composição:
2013
Activo
b) Capital
Durante o ano de 2013 a empresa procedeu à extinção das acções próprias detidas no
valor de 1.360.000,00 Euros e em simultâneo ao aumento de capital por incorporação de
Reservas, o qual passou de 29.579.000,00 Euros para 30.000.000,00 Euros, representado
por 6.000.000 acções.
11.3 – DIVIDENDOS PAGOS
Durante o exercício de 2013 a Empresa procedeu ao pagamento de dividendos respeitantes
ao exercício de 2012 no valor total de 646.843,71 Euros.
Activo
Passivo
Imposto sobre o rendimento das pessoas
Pagamentos por conta e especial por conta
Retenção na Fonte
Imposto sobre o rendimento das pessoas
singulares
569 270,93
-
812 264,34
-
(135 354,15)
-
(252 057,08)
-
2 066,88
-
1 712,22
-
-
4 107,10
-
4 475,46
435 983,66
4 107,10
561 919,48
4 475,46
11.5 – FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS
A rubrica de “Fornecimentos e serviços externos” nos exercícios findos em 31.12.2013 e
em 31.12.2012 é detalhada conforme se segue:
2013
Trabalhos especializados
Comissões bancárias
Contencioso e notariado
Outros
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
Passivo
colectivas
Estimativa de imposto
A reserva legal não está ainda totalmente constituída nos termos da lei (20% do capital
social). Esta reserva só pode ser utilizada na cobertura de prejuízos ou o aumento do
capital social
2012
EMPRESA | LS - Luís Simões SGPS, S.A.
2012
9 356,91
5 406,21
56 699,17
23 927,91
1 375,25
425,60
-
150,00
67 431,33
29 909,72
225
11.6 – OUTROS RENDIMENTOS E GANHOS
A decomposição da rubrica de “Outros rendimentos e ganhos” nos exercícios findos em
31.12.2013 e em 31.12.2012 é conforme se segue:
2013
Restituição de impostos
2012
7 595,63
1 753,31
-
136,54
7 595,63
1 889,85
Outros não especificados
11.7 – OUTROS GASTOS E PERDAS
A decomposição da rubrica de “Outros gastos e perdas” nos exercícios findos em 31.12.2013
e em 31.12.2012 é conforme se segue:
2013
Impostos
Correcções relativas a exercícios anteriores
2012
44 392,95
30 466,06
154 216,63
-
Outros
3,52
509,17
198 613,10
30 975,23
11.8 – JUROS E GASTOS SIMILARES OBTIDOS
A decomposição da rubrica de “Juros e Gastos Similares Obtidos” nos exercícios findos em
31.12.2013 e em 31.12.2012 é conforme se segue:
2013
2012
Juros obtidos
De financiamentos concedidos - subsidiárias (nota 5)
De depósitos
2013
Juros suportados
De financiamentos obtidos
281 851,39
351 470,34
De financiamentos obtidos partes relacionadas (nota 5)
239 659,83
295 040,47
De descobertos bancários
129 276,45
132 907,85
650 787,67
779 418,66
11.10 – GARANTIAS PRESTADAS
A Empresa apresentou livranças a terceiros como garantias de pagamento de dívidas de
empresas do Grupo que, a 31 de Dezembro de 2013, ascendem a 9.328.732,32 Euros
(3.673.104,13 Euros em 2012).
Adicionalmente, a Empresa apresentou livranças a terceiros como garantias de pagamento
de dívidas de empresas do grupo, que, a 31 de Dezembro de 2013, ascendem a 3.940.056,94
Euros (2.048.930.80 Euros em 2012).
11.11 – RESULTADO POR ACÇÃO
O resultado por acção dos exercícios findos em 31.12.2013 e em 31.12.2012 foi determinado
conforme se segue:
2013
867 899,12
-
1 229,25
800 012,59
869 128,37
11.9 – JUROS E GASTOS SIMILARES SUPORTADOS
A decomposição da rubrica de “Juros e Gastos Similares Suportados” nos exercícios findos
em 31.12.2013 e em 31.12.2012 é conforme se segue:
Resultado líquido do período
(1 119 921,01)
680 888,12
6 000 000,00
5 915 790,00
(0,19)
0,12
Número de acções
Resultado por acção básico
11.12 – Acontecimentos após a data do Balanço
No final do presente exercício, foi formalizada a aquisição de uma quota correspondente
a 70% do capital da sociedade Espaçotrans – Gestão de Entrepostos Aduaneiros, Lda,
operação que se concretizou já em Janeiro de 2014.
Não se registaram quaisquer outros eventos subsequentes a 31.12.2013 que pela sua
relevância e materialidade requeiram ajustamento ou divulgação, conforme descrito na
Nota 3.12.
O Técnico Oficial de Contas
Vitor José Caetano de Sousa
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
2012
Resultados
Número médio ponderado de acções
800 012,59
2012
EMPRESA | LS - Luís Simões SGPS, S.A.
A Administração
José Luís Soares Simões -Presidente
Leonel Fernando Soares Simões - Vogal
Jorge Manuel Soares Simões - Vogal
Maria Celeste Morgado Venâncio dos Santos – Vogal
226
C| RELATÓRIO E PARECER DO FISCAL ÚNICO E CERTIFICAÇÃO LEGAL DE CONTAS
PricewaterhouseCoopers & Associados
Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda
Palácio Sottomayor, Rua Sousa Martins, 1 – 3º
1069-316 Lisboa, Portugal
Tel +351 213 599 000
Fax +351 231 599 999
www.pwc.com/pt
RELATÓRIO E PARECER DO FISCAL ÚNICO
5. Nestes termos, tendo em consideração as informações recebidas do Conselho de
Administração e Serviços e as conclusões constantes da Certificação Legal das Contas,
somos do parecer que:
i) seja aprovado o Relatório de gestão;
ii) sejam aprovadas as demonstrações financeiras;
iii) seja aprovada a proposta de aplicação de resultados
Senhores Accionistas,
1. Nos termos da lei e do mandato que nos conferiram, apresentamos o relatório sobre
a atividade fiscalizadora desenvolvida e damos parecer sobre o Relatório de gestão e
as demonstrações financeiras apresentados pelo Conselho de Administração de LS – Luís
Simões, SGPS, S.A. relativamente ao exercício findo em 31 de dezembro de 2013.
2. No decurso do exercício acompanhámos, com a periodicidade e a extensão que
considerámos adequada, a atividade da Empresa. Verificámos a regularidade da
escrituração contabilística e da respetiva documentação bem como a eficácia do sistema
de controlo interno, apenas na medida em que os controlos sejam relevantes para o
controlo da atividade da Empresa e apresentação das demonstrações financeiras e
vigiámos também pela observância da lei e dos estatutos.
6. Finalmente, desejamos expressar o nosso agradecimento ao Conselho de Administração
e a todos os colaboradores da Empresa com quem contactámos, pela valiosa colaboração
recebida.
18 de julho de 2014
PricewaterhouseCoopers & Associados
- Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda.
Representada por:
3. Como consequência do trabalho de revisão legal efetuado, emitimos a respetiva
Certificação Legal das Contas, em anexo.
4. No âmbito das nossas funções verificámos que:
i) o Balanço, a Demonstração dos resultados por naturezas, a Demonstração das
alterações no capital próprio, a Demonstração de fluxos de caixa e o correspondente
Anexo permitem uma adequada compreensão da situação financeira da Empresa, dos
seus resultados, das alterações no capital próprio e dos fluxos de caixa;
João Rui Fernandes Ramos, R.O.C
ii) as políticas contabilísticas e os critérios valorimétricos adotados são adequados;
iii) o Relatório de gestão é suficientemente esclarecedor da evolução dos negócios e
da situação da Empresa evidenciando os aspetos mais significativos;
iv) a proposta de aplicação de resultados não contraria as disposições legais e
estatutárias aplicáveis.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
PricewaterhouseCoopers & Associados - Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda.
Sede: Palácio Sottomayor, Rua Sousa Martins, 1 – 3º, 1069-316 Lisboa, Portugal
Tel +351 213 599 000, Fax +351 231 599 999, www.pwc.com/pt
Matriculada na Conservatória do Registo Comercial sob o NUPC 506 628 752, Capital Social Euros 314.000
EMPRESA | LS - Luís Simões SGPS, S.A.
227
PricewaterhouseCoopers & Associados
Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda
Palácio Sottomayor, Rua Sousa Martins, 1 – 3º
1069-316 Lisboa, Portugal
Tel +351 213 599 000
Fax +351 231 599 999
5. O nosso exame abrangeu ainda a verificação da concordância da informação
financeira constante do Relatório de gestão com as demonstrações financeiras.
6. Entendemos que o exame efetuado proporciona uma base aceitável para a
expressão da nossa opinião.
www.pwc.com/pt
Opinião
CERTIFICAÇÃO LEGAL DAS CONTAS
Introdução
1. Examinámos as demonstrações financeiras da LS – Luís Simões, SGPS, S.A., as
quais compreendem o Balanço em 31 de dezembro de 2013 (que evidencia um
total de 67.228.727,98 euros e um total de capital próprio de 46.245.699,86 euros,
incluindo um resultado líquido negativo de 1.119.921,01 euros), a Demonstração
dos resultados por naturezas, a Demonstração das alterações no capital próprio e a
Demonstração de fluxos de caixa do exercício findo naquela data e o correspondente
Anexo.
7. Em nossa opinião, as referidas demonstrações financeiras apresentam de forma
verdadeira e apropriada, em todos os aspetos materialmente relevantes, a posição
financeira da LS – Luís Simões SGPS, S.A. em 31 de dezembro de 2013, o resultado
das suas operações, as alterações no capital próprio e os fluxos de caixa do exercício
findo naquela data, em conformidade com os princípio contabilísticos geralmente
aceites em Portugal.
Relato sobre outros requisitos legais
8. É também nossa opinião que a informação financeira constante do Relatório de
gestão é concordante com as demonstrações financeiras do exercício.
Responsabilidades
2. É da responsabilidade do Conselho de Administração a preparação do Relatório
de gestão e de demonstrações financeiras que apresentem de forma verdadeira e
apropriada a posição financeira da Empresa, o resultado das suas operações, as
alterações no capital próprio e os fluxos de caixa, bem como a adoção de políticas
e critérios contabilísticos adequados e a manutenção de um sistema de controlo
interno apropriado.
18 de julho de 2014
PricewaterhouseCoopers & Associados
- Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda.
Representada por:
3. A nossa responsabilidade consiste em expressar uma opinião profissional e
independente, baseada no nosso exame daquelas demonstrações financeiras.
Âmbito
4. O exame a que procedemos foi efetuado de acordo com as Normas Técnicas e as
Diretrizes de Revisão/Auditoria da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, as quais
exigem que o mesmo seja planeado e executado com o objetivo de obter um grau
de segurança aceitável sobre se as demonstrações financeiras não contêm distorções
materialmente relevantes. Para tanto o referido exame incluiu: (i) a verificação,
numa base de amostragem, do suporte das quantias e divulgações constantes das
demonstrações financeiras e a avaliação das estimativas, baseadas em juízos e
critérios definidos pelo Conselho de Administração, utilizadas na sua preparação;
(ii) a apreciação sobre se são adequadas as políticas contabilísticas adotadas e a sua
divulgação, tendo em conta as circunstâncias; (iii) a verificação da aplicabilidade
do princípio da continuidade; e (iv) a apreciação sobre se é adequada, em termos
globais, a apresentação das demonstrações financeiras.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
João Rui Fernandes Ramos, R.O.C
PricewaterhouseCoopers & Associados - Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda.
Sede: Palácio Sottomayor, Rua Sousa Martins, 1 – 3º, 1069-316 Lisboa, Portugal
Tel +351 213 599 000, Fax +351 231 599 999, www.pwc.com/pt
Matriculada na Conservatória do Registo Comercial sob o NUPC 506 628 752, Capital Social Euros 314.000
228
EMPRESA | LS - Luís Simões SGPS, S.A.
RETA - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
A| RELATÓRIO DE GESTÃO
ACTIVIDADE NO EXERCÍCIO
A actividade da RETA está centrada no sector de operadores logísticos e transportes,
comercializando produtos e serviços relacionados com o mercado de viaturas pesadas,
com particular incidência no segmento de tractores e semi-reboques. Oferece aos seus
clientes um portfólio alargado de soluções, como a venda de semi-reboques novos e
usados, o aluguer semi-reboques e tractores, e serviços de manutenção e reparação a
viaturas pesadas.
O sector transportador e logístico continua a enfrentar dificuldades económicas e
financeiras em consequência da conjugação de vários factores desfavoráveis resultantes
da crise financeira surgida em finais de 2007, à qual se seguiu, em 2008, a crise económica,
e que perdura até aos dias de hoje.
Consequentemente, a realidade referida acima tem-se reflectido negativamente no sector
de actividade onde a Empresa se insere. Esse facto está consubstanciado na falência de
alguns concorrentes e na dificuldade económica e financeira de outros, decorrente de
uma menor procura pelos bens e serviços disponibilizados pelo sector (menos clientes,
redução de investimento e redução de frota em circulação).
A filosofia de gestão da RETA tem tido como princípios orientadores o foco no cliente, no
accionista e nas soluções. Estas orientações têm estado na base do sucesso da Empresa
permitindo ultrapassar as dificuldades decorrentes da actual conjuntura, aproveitando as
oportunidades que têm surgido.
Como já referido acima, neste exercício foram implementados projectos que contribuíram
para o crescimento da actividade, para o aumento da notoriedade da marca RETA, para
a fidelização dos clientes e para a sustentabilidade futura da Empresa. Alguns desses
projectos foram:
• Obtenção da representação da marca de tractores DAF (DAF Service Partner), como
agente autorizado no serviço pós-venda;
• Obtenção da representação da marca de semi-reboques Lecitrailer;
• Acordo com a Schmitz como oficina autorizada na reparação de caixas Ferroplast;
• Implementação da Casa da Fibra no Centro do Carregado, proporcionando melhores
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
condições de trabalho e de serviço ao cliente.
• Implementação e obtenção da Certificação Sistema Gestão Ambiental e Segurança
Alimentar, para além da renovação da Certificação em Qualidade; e
• Implementação parcial da telemática na frota, cujo projecto terminará em 2014.
ANÁLISE ECONÓMICA E FINANCEIRA
Durante o ano de 2013, Portugal teve como principal objectivo a consolidação orçamental
decorrente das exigências do resgate financeiro em que está envolvido. Este processo,
associado ao abrandamento do sector privado e à manutenção das condições desfavoráveis
no mercado de trabalho, levaram a uma contracção da actividade económica de -1,5%. A
quebra acumulada da economia desde 2011, cifra-se nos 6%.
Apesar desta conjuntura económica bastante
desfavorável, a Empresa fixou o seu Volume
de Vendas em , conseguindo um crescimento
de 5% face a 2012, destacando-se o forte
incremento das vendas do segmento da
Manutenção e Reparação que cresceu 29% face
ao ano anterior. Este crescimento foi bastante
influenciado pelo efeito induzido pela nova
representação do serviço pós-venda da DAF
e pela melhoria das condições operativas da
secção de fibra. O aumento das vendas reflecte
o sucesso dos projectos implementados, da boa dinâmica comercial e da fidelização dos
clientes.
À semelhança dos últimos anos, em 2013,
a Empresa registou uma performance
económico-financeira muito positiva, o
que contribuiu para a criação de 13 novos
postos de trabalho (+21% de colaboradores,
face a Dezembro de 2012).
No exercício de 2013 o EBITDA fixou-se nos
4.246 Mil euros, sendo que a adequada
gestão dos recursos humanos, físicos e
financeiros, se traduziu num aumento dos
EMPRESA | RETA - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
229
Resultados Antes de Impostos de 502 Mil Euros (+76%), tendo-se este fixado em 1.158 Mil
Euros, enquanto que o Resultado Liquido ascendeu a 839 Mil Euros.
Em 2013, as mais-valias líquidas obtidas com a
alienação de viaturas ascenderam a 2 Milhões de
euros, verificando-se um aumento de 11% face a
2012 cujo valor atingiu os 1.799 Mil euros.
Ao nível do Investimento bruto, concretizouse um forte aumento do mesmo, que ascendeu
a 5.459 Mil euros (1.577 Mil euros em 2012).
Este nível de investimento tem como objectivo
a reposição da frota alienada e fazer face ao
crescimento da actividade. Por outro lado, o
rigoroso controlo do investimento e da taxa de ocupação da frota têm permitido uma
maior rentabilização dos meios, mantendo o equilíbrio financeiro da Empresa com uma
Autonomia Financeira de 44%.
POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS
A política de gestão de riscos da Empresa é definida pelo Conselho de Administração,
sendo da responsabilidade de cada uma das áreas a sua aplicação prática.
A Empresa pretende que as Políticas de Gestão de Riscos, actualmente descentralizadas
pelas diversas áreas da sua estrutura, sejam no futuro consolidadas com o objectivo de
promover uma actuação integrada das diversas vertentes de gestão de risco.
A gestão de riscos de crédito, de taxa de juro, de tesouraria e restantes riscos financeiros
é da responsabilidade da Direcção Financeira do Grupo.
Adicionalmente, a Empresa aplica a gestão de riscos a outras áreas, nomeadamente:
de seguros, ambiente, SSHT (saúde, segurança e higiene no trabalho) e tecnologias de
informação, cuja responsabilidade está actualmente descentralizada por cada uma dessas
áreas.
PERSPECTIVAS PARA 2014
Não obstante a incerteza da evolução económica, financeira e social para 2014, a RETA
continuará a adaptar-se à actual realidade, de forma a aproveitar as oportunidades que
decorrem deste contexto e a implementar a estratégia definida em 2010 para o quinquénio
de 2011-2015.
Esta estratégia tem conduzido ao sucesso da organização e contribuído para cimentar
a solidez económico-financeira da Empresa, o que nos permite encarar o ano 2014 com
optimismo.
Assim, em 2014, vamos:
• Continuar a materializar a estratégia como reforço da nossa posição nos nossos
mercados preferenciais, onde somos líderes ou temos uma posição relevante;
• Continuar a formatar produtos e serviços que correspondam às necessidades dos
clientes;
• Continuar atentos às oportunidades que surjam, com o objectivo de incrementar
negócios e valor à organização;
• Apostar continuamente nos recursos humanos, quer através de formação, quer
através do reforço da equipa operacional e de suporte ao negócio, indispensável ao
crescimento perspectivado da organização.
230
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | RETA - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
ÓRGÃOS SOCIAIS
Conselho de Administração
Jorge Manuel Soares Simões
Presidente/Admin. Delegado
Fernando Soares Simões
Vogal
José Luís Soares Simões
Vogal
Maria Celeste Morgado Venancio dos SantosVogal
Vogal
Mesa da Assembleia Geral
Clara Maria Campos Monteiro Ribeiro
Presidente
Isabel Maria Blazquez Pereira Silva
Secretária
Fiscal Único
PriceWaterCoopers & Associados, SROC, Lda.
Efectivo
José Manuel Henriques Bernardo
Suplente
APLICAÇÃO DE RESULTADOS
A Reta – Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A., encerrou o exercício de 2013 com
Resultados Líquidos no valor de 839.064,39 Euros.
Atendendo às disposições legais e estatutárias aplicáveis, é proposta a seguinte aplicação
de resultados:
Reservas Legais
Dividendos
41.953,22 Euros
797.111,17 Euros
Moninhos, 26 de Março de 2014
Jorge Manuel Soares Simões
Presidente
Leonel Fernando Soares Simões
Vogal
José Luís Soares Simões
Vogal
Maria Celeste Morgado Venancio dos Santos
Vogal
231
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | RETA - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
B| DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAs
BALANÇO
Balanço em 31 de Dezembro de 2013
(Euros)
Rubricas
Notas
Datas
2013
2012
ACTIVO NÃO CORRENTE
Activos fixos tangiveis
7
7 179 575,82
5 614 678,86
Activos intangíveis
6
48 451,44
58 160,80
Participações financeiras - outros métodos
14
15 997,60
15 997,60
Outros activos financeiros
14
109,62
-
Activos por impostos diferidos
13
390 079,33
629 628,32
7 634 213,81
6 318 465,58
ACTIVO CORRENTE
Inventários
9
469 591,11
169 086,97
Clientes
14
1 679 372,97
1 677 502,20
Adiantamentos a fornecedores
14
48 308,84
1 763,12
Estado e outros entes públicos
17.3
Accionistas / sócios
Outras contas a receber
Diferimentos
Caixa e depósitos bancários
-
30 902,68
14
2 534 620,23
1 048 658,27
14
473 226,57
465 771,81
17.1
25 792,25
22 951,46
4
Total do activo
2 881,65
63 113,48
5 233 793,62
3 479 749,99
12 868 007,43
9 798 215,57
CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO
CAPITAL PRÓPRIO
Capital realizado
14
1 350 000,00
1 350 000,00
Outros instrumentos de capital próprio
14
2 299 700,00
2 299 700,00
Reservas legais
17.2
332 506,46
309 399,88
Outras reservas
17.2
888 884,71
888 884,71
Resultados transitados
17.2
5 632,28
5 632,28
4 876 723,45
4 853 616,87
Resultado líquido do período
Total do capital próprio
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
839 064,39
462 131,59
5 715 787,84
5 315 748,46
EMPRESA | RETA - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
232
PASSIVO:
PASSIVO NÃO CORRENTE
Financiamentos obtidos
14
623 383,10
1 024 375,72
623 383,10
1 024 375,72
2 772 911,35
1 571 674,63
171 410,99
144 285,59
PASSIVO CORRENTE
Fornecedores
14
Estado e outros entes publicos
17.3
Accionistas / sócios
14
79 773,72
-
Financiamentos obtidos
14
609 461,40
588 639,17
Outras contas a pagar
14
1 185 877,21
1 092 743,54
17.1
1 709 401,82
60 748,46
6 528 836,49
3 458 091,39
7 152 219,59
4 482 467,11
12 868 007,43
9 798 215,57
Diferimentos
Total do passivo
Total do capital próprio e do passivo
As notas anexas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras.
O Técnico Oficial de Contas
Cesaltina Maria Soares Gonçalves
A Administração
Jorge Manuel Soares Simões - Presidente
Leonel Fernando Soares Simõe - Vogal
José Luís Soares Simões - Vogal
Maria Celeste Morgado Venancio dos Santos – Vogal
233
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | RETA - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS POR NATUREZAS
Período findo em 31 de Dezembro de 2013
(Euros)
Rubricas
Notas
Períodos
2013
2012
Vendas e serviços prestados
10
10 652 324,91
10 144 502,04
Subsídios à exploração
11
21 280,28
28 163,44
Trabalhos para a própria entidade
17.4
283 322,03
68 831,86
9
(2 736 043,35)
(2 292 723,19)
17.5
(4 975 781,06)
(4 329 072,00)
Gastos com o pessoal
15
(1 759 135,45)
(1 436 640,60)
Imparidade de inventários (perdas / reversões)
9
18 255,90
(3 956,65)
Imparidade de dívidas a receber (perdas / reversões)
14.7
92 117,36
(283 606,72)
Outros rendimentos e ganhos
17.6
2 938 803,56
2 357 425,56
Outros gastos e perdas
17.7
(288 757,81)
(51 636,80)
4 246 386,37
4 201 286,94
(3 083 372,00)
(3 410 268,26)
1 163 014,37
791 018,68
Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas
Fornecimentos e serviços externos
Resultado antes de depreciações, gastos de financiamento e impostos
Gastos / reversões de depreciação e de amortização
17.8
Resultado operacional (antes de gastos de financiamento e impostos)
Juros e rendimentos similares obtidos
17.9
48 575,25
10 232,10
Juros e gastos similares suportados
17.10
(53 202,52)
(144 712,50)
1 158 387,10
656 538,28
(319 322,71)
(194 406,69)
839 064,39
462 131,59
Resultado antes de impostos
Imposto sobre o rendimento do período
13
Resultado líquido do período
As notas anexas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras.
O Técnico Oficial de Contas
Cesaltina Maria Soares Gonçalves
A Administração
Jorge Manuel Soares Simões - Presidente
Leonel Fernando Soares Simõe - Vogal
José Luís Soares Simões - Vogal
Maria Celeste Morgado Venancio dos Santos – Vogal
234
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | RETA - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA
Período findo em 31 de Dezembro de 2013
Rubricas
(Euros)
Notas
Períodos
2013
2012
Fluxos de caixa das actividades operacionais - método directo
Recebimentos de clientes
15 009 548,07
14 044 464,11
Pagamentos a fornecedores
(9 750 284,84)
(7 484 236,86)
Pagamentos ao pessoal
(1 090 221,00)
(1 001 480,02)
4 169 042,23
5 558 747,23
Caixa gerada pelas operações
Pagamento/recebimento do imposto sobre o rendimento
Outros recebimentos/pagamentos
Fluxos de caixa das actividades operacionais (1)
25,29
62 229,21
(1 416 330,77)
(3 426 347,94)
2 752 736,75
2 194 628,50
(2 782 597,70)
(1 947 480,79)
(22 494,67)
(23 211,36)
(12 074 288,47)
-
2 661 455,04
3 374 947,18
-
26 622,00
Fluxos de caixa das actividades de investimento
Pagamentos respeitantes a:
Activos fixos tangíveis
Activos intangíveis
Outros activos
Recebimentos provenientes de:
Activos fixos tangíveis
Activos intangíveis
Outros activos
Fluxos de caixa das actividades de investimento (2)
10 588 292,98
-
(1 629 632,82)
1 430 877,03
2 299 817,42
11 618 535,78
10 232,10
-
-
28 163,44
Fluxos de caixa das actividades de financiamento
Recebimentos provenientes de:
Financiamentos obtidos
Juros e rendimentos similares
Doações
Pagamentos respeitantes a:
Financiamentos obtidos
(2 633 155,76)
(12 954 595,83)
Juros e gastos similares
(102 513,42)
(202 650,44)
Dividendos
(439 025,01)
(471 742,54)
Outras operações de financiamento
(318 385,28)
(444 685,81)
(1 183 029,95)
(2 426 975,40)
Fluxos de caixa das actividades de financiamento (3)
Variação de caixa e seus equivalentes (1)+(2)+(3)
(59 926,02)
1 198 530,13
Caixa e seus equivalentes no início do período
4
60 831,66
(1 137 698,47)
Caixa e seus equivalentes no fim do período
4
905,64
60 831,66
As notas anexas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras.
O Técnico Oficial de Contas
Cesaltina Maria Soares Gonçalves
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
A Administração
Jorge Manuel Soares Simões - Presidente
Leonel Fernando Soares Simõe - Vogal
José Luís Soares Simões - Vogal
Maria Celeste Morgado Venancio dos Santos – Vogal
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235
DEMONSTRAÇÃO DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO
No Período de 2012
(Euros)
Outros Instrumentos de
Capital Realizado
Posição no início do período 2012
Capital Próprio
Reservas Legais
Outras Reservas
Resultados Transitados
1 350 000,00
2 299 700,00
284 571,33
888 884,71
5 632,28
1 350 000,00
2 299 700,00
284 571,33
888 884,71
5 632,28
Resultado Líquido do
Total
Período
496 571,09
5 325 359,41
496 571,09
5 325 359,41
Resultado líquido do período
462 131,59
462 131,59
Resultado integral
958 702,68
5 787 491,00
Operações com detentores de capital no período
Aplicação de resultados
-
-
24 828,55
-
471 742,54
(496 571,09)
-
-
-
-
-
(471 742,54)
-
(471 742,54)
-
-
24 828,55
-
-
(496 571,09)
(471 742,54)
1 350 000,00
2 299 700,00
309 399,88
888 884,71
5 632,28
462 131,59
5 315 748,46
Outras operações
Distribuição Dividendos
Posição no fim do período 2012
No Período de 2013
(Euros)
Outros Instrumentos de
Capital Realizado
Posição no início do período 2013
Capital Próprio
Reservas Legais
Outras Reservas
Resultados Transitados
Resultado Líquido do
Total
Período
1 350 000,00
2 299 700,00
309 399,88
888 884,71
5 632,28
462 131,59
5 315 748,46
1 350 000,00
2 299 700,00
309 399,88
888 884,71
5 632,28
462 131,59
5 315 748,46
Resultado líquido do período
Resultado integral
839 064,39
839 064,39
1 301 195,98
6 154 812,85
Operações com detentores de capital no período
Aplicação de resultados
-
-
23 106,58
-
439 025,01
(462 131,59)
-
-
-
-
-
(439 025,01)
-
(439 025,01)
-
-
23 106,58
-
-
(462 131,59)
(439 025,01)
1 350 000,00
2 299 700,00
332 506,46
888 884,71
5 632,28
839 064,39
5 715 787,84
Outras operações
Distribuição de dividendos
Posição no fim do período 2013
236
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | RETA - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO
DE 2013
(Informação em Euros)
1 – Identificação da Entidade
1.1. Designação da entidade:
A Empresa foi constituída em 26 de Agosto de 1991 com a denominação social de Reta
– Locação e Gestão de Frotas, SA, com o NIF 502 611 308. Em 1 de Outubro de 2010,
foi objecto de uma fusão por incorporação, com efeitos a 1 de Janeiro de 2010, sendo
a sociedade incorporante da sociedade Socar – Equipamentos de Transporte e Serviços
Técnicos S.A., tendo também alterado a sua denominação social para Reta – Serviços
Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A. (adiante designada por “Empresa”)
1.2. Sede:
A entidade tem a sua sede social na Rua Fernando Namora em Moninhos, concelho de
Loures.
1.3. Natureza da actividade:
A actividade da Empresa consiste em:
- aluguer de viaturas sem condutor;
- gestão de frotas de veículos e da respectiva documentação;
- importação, comercialização e montagem de viaturas
- importação, comercialização, fabrico, montagem, reparação e assistência de
carroçarias de carga;
- prestação de serviços de manutenção, reparação e assistência a veículos;
- comercialização e montagem de pneus;
1.4. Designação da empresa-mãe:
A empresa-mãe denomina-se LS – Luís Simões, SGPS, S.A. e participa em 100% na Reta –
Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
1.5. Sede da empresa-mãe:
A empresa-mãe tem sede social na Rua Fernando Namora em Moninhos, concelho de
Loures.
Estas demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração,
na reunião de 26 de Março de 2014. É opinião do Conselho de Administração que estas
demonstrações financeiras reflectem de forma verdadeira e apropriada as operações da
Empresa, bem como a sua posição e performance financeira e fluxos de caixa.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
2 – Referencial contabilístico de preparação das
Demonstrações Financeiras
2.1. Base de Preparação
Estas demonstrações financeiras foram preparadas de acordo com as Normas Contabilísticas
e de Relato Financeiro (NCRF) em vigor, na presente data.
A preparação das demonstrações financeiras em conformidade com o Sistema de
Normalização Contabilística (SNC) requer o uso de estimativas, pressupostos e julgamentos
críticos no processo da determinação das políticas contabilísticas a adoptar pela Empresa,
com impacto significativo no valor contabilístico dos activos e passivos, assim como nos
rendimentos e gastos do período de reporte.
Apesar de estas estimativas serem baseadas na melhor experiência do Conselho de
Administração e nas suas melhores expectativas em relação aos eventos e acções correntes
e futuras, os resultados actuais e futuros podem diferir destas estimativas. As áreas que
envolvem um maior grau de julgamento ou complexidade, ou áreas em que pressupostos
e estimativas sejam significativos para as demonstrações financeiras são apresentadas na
Nota 3.19.
2.2. Derrogação das disposições do SNC
Não existiram, no decorrer do exercício a que respeitam estas Demonstrações Financeiras,
quaisquer casos excepcionais que implicassem directamente a derrogação das disposições
prevista pelo SNC.
2.2. Comparabilidade das demonstrações financeiras
Os elementos constantes nas presentes Demonstrações Financeiras são, na sua totalidade,
comparáveis com os do exercício anterior.
3 – Principais políticas contabilísticas
As principais políticas contabilísticas adoptadas na preparação das demonstrações
financeiras anexas são as que abaixo se descrevem. Estas políticas foram consistentemente
aplicadas a todos os exercícios apresentados, salvo indicação contrária.
3.1- Conversão cambial
3.1.1 - Moeda funcional e de apresentação
As demonstrações financeiras da Empresa e respectivas notas deste anexo são apresentadas
em Euros, salvo indicação explícita em contrário.
EMPRESA | RETA - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
237
3.1.2 - Transacções e saldos
As transacções em moedas diferentes do Euro são convertidas na moeda funcional
utilizando as taxas de câmbio à data das transacções. Os ganhos ou perdas cambiais
resultantes do pagamento/ recebimento das transacções bem como da conversão pela
taxa de câmbio à data do balanço, dos activos e dos passivos monetários denominados
em moeda estrangeira, são reconhecidos na demonstração dos resultados, na rubrica de
gastos de financiamento, se relacionadas com empréstimos ou em outros rendimentos ou
gastos operacionais, para todos os outros saldos/transacções.
Os custos a suportar com o desmantelamento ou remoção de activos instalados em
propriedade de terceiros serão considerados como parte do custo inicial dos respectivos
activos quando se traduzam em montantes significativos.
As taxas de depreciação resultantes da determinação das vidas úteis estimadas para os
activos fixos tangíveis mais significativos são conforme segue:
Tipo de Bem
3.2 - Activos fixos tangíveis
Os activos tangíveis encontram-se valorizados ao custo deduzido das depreciações
acumuladas e eventuais perdas por imparidade. Este custo inclui o custo estimado à data
de transição para NCRF, e os custos de aquisição para activos obtidos após essa data.
O custo de aquisição inclui o preço de compra do activo, as despesas directamente
imputáveis à sua aquisição e os encargos suportados com a preparação do activo para que
se encontre na sua condição de utilização.
Os custos com substituições e grandes reparações são capitalizados sempre que aumentem
a vida útil do imobilizado a que respeitem e são amortizadas no período remanescente da
vida útil desse imobilizado ou no seu próprio período de vida útil, se inferior.
As despesas de manutenção e reparação (dispêndios subsequentes) que não são susceptíveis
de gerar benefícios económicos futuros são registadas como gastos no período em que são
incorridas.
Edifícios e Outras Construções
2013
10,00
Equipamento básico
8,33 - 33,33
Equipamento administrativo
10,00 - 25,00
Outros Activos Fixos Tangíveis
10.00 - 25.00
As depreciações são calculadas numa base duodecimal, após o momento em que o bem
se encontra em condições de ser utilizado, em conformidade com o período de vida útil
estimado para cada grupo de bens.
O gasto com depreciações é reconhecido na demonstração de resultados na rubrica
Gastos/Reversões de Depreciação e Amortização.
Sempre que existam indícios de perda de valor dos activos fixos tangíveis, são efectuados
testes de imparidade, de forma a estimar o valor recuperável do activo, e quando
necessário registar uma perda por imparidade. O valor recuperável é determinado como
o mais elevado de entre o preço de venda líquido e o valor de uso do activo, sendo
este último calculado com base no valor actual dos fluxos de caixa futuros estimados,
decorrentes do uso continuado e da alienação do activo no fim da sua vida útil.
As vidas úteis dos activos são revistas em cada período de relato financeiro, para que as
depreciações praticadas estejam em conformidade com os padrões de consumo esperados
dos activos. Alterações às vidas úteis são tratadas como uma alteração de estimativa
contabilística e são aplicadas prospectivamente, afectando os resultados do período.
O ganho (ou a perda) resultante da alienação ou abate de um activo fixo tangível é
determinado como a diferença entre o montante recebido na transacção e a quantia
escriturada do activo, sendo o ganho (ou a perda) reconhecido em resultados no período
em que ocorre a alienação.
238
Os Activos Fixos Tangíveis em Curso dizem respeito a bens que ainda se encontram em
fase de construção ou desenvolvimento e estão mensurados ao custo de aquisição sendo
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | RETA - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
somente depreciados quando se encontram disponíveis para uso.
3.3 – Locações
As locações financeiras são capitalizadas no início da locação pelo menor entre o justo
valor do activo locado e o valor presente dos pagamentos mínimos da locação, cada um
determinado à data de início do contrato. A dívida resultante de um contrato de locação
financeira é registada líquida de encargos financeiros, na rubrica de Financiamentos
obtidos. Os encargos financeiros incluídos na renda e a depreciação dos activos locados,
são reconhecidos na Demonstração dos resultados, no período a que dizem respeito, na
rubrica de juros e gastos similares suportados.
Os activos fixos tangíveis adquiridos através de locações financeiras são depreciados pelo
menor de entre o período de vida útil do activo e o período da locação, ou quando a
Empresa não tem opção de compra no final do contrato, ou pelo período de vida útil
estimado quando a Empresa tem a intenção de adquirir os activos no final do contrato.
Nas locações consideradas operacionais, as rendas a pagar são reconhecidas como custo na
demonstração dos resultados numa base linear, durante o período da locação.
3.4 - Intangíveis
• Activos intangíveis com vida útil finita
Os activos intangíveis com vida útil definida são amortizados numa base sistemática a
partir da data em que se encontram disponíveis para uso, durante a vida útil estimada.
• A Empresa não tem Activos intangíveis com vida útil indefinida.
O gasto com amortizações é reconhecido na demonstração de resultados na rubrica
Gastos/Reversões de Depreciação e Amortização.
As vidas úteis e método de amortização dos vários activos intangíveis são revistos
anualmente.
O efeito de alguma alteração a estas estimativas é reconhecido na demonstração dos
resultados prospectivamente.
As taxas de amortização resultantes da determinação das vidas úteis estimadas para os
activos intangíveis mais significativos são conforme segue:
Tipo de Bem
Programas de computador
Reconhecimento inicial
O custo dos activos intangíveis adquiridos separadamente reflecte, em geral, os benefícios
económicos futuros esperados e compreende:
• O preço de compra, incluindo custos com direitos intelectuais e os impostos sobre as
compras não reembolsáveis, após dedução dos descontos comerciais e abatimentos; e
• Qualquer custo directamente atribuível à preparação do activo, para o seu uso
pretendido.
Reconhecimento subsequente
A Empresa valoriza os seus activos intangíveis, após o reconhecimento inicial, pelo Modelo
do Custo, conforme definido pela NCRF 6 – Activos Intangíveis, que define que um activo
intangível deve ser escriturado pelo seu custo deduzido da amortização acumulada e
quaisquer perdas por imparidade acumuladas.
Amortização
A Empresa determina a vida útil e o método de amortização dos activos intangíveis com
base na estimativa de consumo dos benefícios económicos futuros associados ao activo.
2013
25,00 - 50,00
3.5 - Imparidade de activos
Em cada data de relato é efectuada uma revisão das quantias escrituradas dos activos
da Empresa com vista a determinar se existe algum indicador de que possam estar em
imparidade.
Sempre que a quantia escriturada do activo ou da unidade geradora de caixa for superior
à sua quantia recuperável, é reconhecida uma perda por imparidade. A perda por
imparidade é registada de imediato na demonstração dos resultados na rubrica de “Perdas
por imparidade”, salvo se tal perda compensar um excedente de revalorização registado
no capital próprio. Neste último caso, tal perda será tratada como um decréscimo de
revalorização. Nos casos em que a perda não é considerada permanente e definitiva,
a perda de imparidade não é reconhecida, sendo feita a divulgação das razões que
fundamentam essa conclusão.
O valor recuperável é o maior de entre o justo valor do activo deduzido dos custos de venda
e o seu valor de uso. Para a determinação da existência de imparidade, os activos são
alocados ao nível mais baixo para o qual existem fluxos de caixa separados identificáveis
(unidades geradoras de caixa).
Os Activos não financeiros, que não o goodwill, para os quais tenham sido reconhecidas
perdas por imparidade são avaliados, a cada data de relato, sobre a possível reversão das
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | RETA - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
239
perdas por imparidade.
A reversão de perdas por imparidade reconhecidas em exercícios anteriores é registada
quando há evidências de que as perdas por imparidade reconhecidas já não existem ou
diminuíram. A reversão das perdas por imparidade é reconhecida na demonstração dos
resultados na rubrica de “Reversões de perdas por imparidade”. A reversão da perda por
imparidade é efectuada até ao limite da quantia que estaria reconhecida (líquida de
amortizações) caso a perda não tivesse sido registada.
Os impostos diferidos activos são reconhecidos na medida em que seja provável que
existam lucros tributáveis futuros disponíveis para a utilização da diferença temporária.
Os impostos diferidos passivos são reconhecidos sobre todas as diferenças temporárias
tributáveis.
Os impostos diferidos activos são revistos anualmente e reduzidos sempre que deixe de ser
provável que possam ser utilizados.
3.8 – Inventários
Quando há lugar ao registo ou reversão de imparidade, a amortização e depreciação dos
activos são recalculadas prospectivamente de acordo com o valor recuperável.
Os inventários são registados ao custo de aquisição, sendo adoptado como método de
custeio das saídas dos inventários o custo médio ponderado.
3.6 – Participações Financeiras – outros métodos
A Empresa utiliza o modelo do custo para o reconhecimento inicial das participações
financeiras em entidades em que não seja obrigatório a utilização do método da
equivalência patrimonial e nas quais não existam condições para a utilização do justo
valor, designadamente participações financeiras em empresas não cotadas.
Sempre que o valor realizável líquido é inferior ao custo de aquisição ou de produção,
procede-se à redução de valor dos inventários, mediante o reconhecimento de uma perda
por imparidade, a qual é revertida quando deixam de existir os motivos que a originaram.
De acordo com o modelo do custo as participações financeiras são reconhecidas inicialmente
pelo seu custo de aquisição, que inclui custos de transacção, sendo subsequentemente o
seu valor diminuído por perdas por imparidade, sempre que ocorram.
3.7 – Imposto sobre o rendimento
O imposto sobre o rendimento compreende os impostos correntes e os impostos diferidos.
Os impostos correntes e os impostos diferidos são registados em resultados, salvo quando
se relacionam com itens registados directamente no capital próprio. Nestes casos os
impostos correntes e os impostos diferidos são igualmente registados no capital próprio.
Imposto corrente: o imposto corrente a pagar é baseado no lucro tributável do exercício.
O lucro tributável difere do resultado contabilístico, uma vez que exclui diversos custos e
proveitos que apenas serão dedutíveis ou tributáveis noutros exercícios. O lucro tributável
exclui ainda custos e proveitos que nunca serão dedutíveis ou tributáveis.
Imposto diferido: os impostos diferidos referem-se às diferenças temporárias entre os
montantes dos activos e passivos para efeitos de relato contabilístico e os respectivos
montantes para efeitos de tributação.
Os activos e os passivos por impostos diferidos são mensurados utilizando as taxas de
tributação que se espera estarem em vigor à data da reversão das correspondentes
diferenças temporárias, com base nas taxas de tributação (e legislação fiscal) que esteja
formal ou substancialmente emitida na data de relato.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
Para este efeito, o valor realizável líquido é o preço de venda estimado no decurso
ordinário da actividade empresarial menos os custos estimados de acabamento e os custos
necessários para efectuar a venda. As estimativas tomam em consideração as variações
relacionadas com acontecimentos ocorridos após o final do período na medida em que tais
acontecimentos confirmem condições existentes no fim do período.
3.9 – Activos e Passivos Financeiros
O Conselho de Administração determina a classificação dos activos e passivos financeiros,
na data do reconhecimento inicial de acordo com a NCRF 27 – Instrumentos financeiros.
Os activos e passivos financeiros podem ser classificados/mensurados como:
(a) Ao custo ou custo amortizado menos qualquer perda por imparidade; ou
(b) Ao justo valor com as alterações de justo valor a ser reconhecidas na demonstração
dos resultados.
A Empresa classifica e mensura ao custo ou ao custo amortizado, os activos e passivos
financeiros: i) que em termos de prazo sejam à vista ou tenham maturidade definida; ii)
cujo retorno seja de montante fixo, de taxa de juro fixa ou de taxa variável correspondente
a um indexante de mercado; e iii) que não possuam nenhuma cláusula contratual da qual
possa resultar a perda do valor nominal e do juro acumulado (no caso dos activos) ou
alteração à responsabilidade pelo reembolso do valor nominal e do juro acumulado a
pagar (no caso dos passivos).
Para os activos e passivos registados ao custo amortizado, os juros obtidos a reconhecer
em cada período são determinados de acordo com o método da taxa de juro efectiva,
que corresponde à taxa que desconta exactamente os recebimentos de caixa futuros
EMPRESA | RETA - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
240
estimados durante a vida esperada do instrumento financeiro.
São registados ao custo ou custo amortizado: (i) os activos financeiros que constituem
empréstimos concedidos, contas a receber (clientes, outros devedores, etc.) e
instrumentos de capital próprio bem como quaisquer contratos derivados associados, que
não sejam negociados em mercado activo ou cujo justo valor não possa ser determinado
de forma fiável e (ii) os passivos financeiros que constituem financiamentos obtidos, contas
a pagar (fornecedores, outros credores, etc.) e instrumentos de capital próprio bem como
quaisquer contratos derivados associados, que não sejam negociados em mercado activo
ou cujo justo valor não possa ser determinado de forma fiável.
A Empresa classifica e mensura ao justo valor os activos financeiros que não cumpram com
as condições para ser mensurados ao custo ou custo amortizado, conforme descrito acima.
São registados ao justo valor os activos financeiros que constituem instrumentos de capital
próprio cotados em mercado activo, contratos derivados e activos financeiros detidos para
negociação. As variações de justo valor são registadas nos resultados de exercício, excepto
no que se refere aos instrumentos financeiros derivados que qualifiquem como relação de
cobertura de fluxos de caixa.
A Empresa avalia a cada data de relato financeiro a existência de indicadores de perda
de valor para os activos financeiros que não sejam mensurados ao justo valor através de
resultados. Se existir uma evidência objectiva de imparidade, a Empresa reconhece uma
perda por imparidade na demonstração de resultados.
Os activos financeiros são desreconhecidos quando os direitos ao recebimento dos fluxos
monetários originados por esses investimentos expiram ou são transferidos, assim como
todos os riscos e benefícios associados à sua posse. Uma entidade deve desreconhecer um
passivo financeiro (ou parte de um passivo financeiro) apenas quando este se extinguir,
isto é, quando a obrigação estabelecida no contrato seja liquidada, cancelada ou expire.
3.10- Caixa e equivalentes de caixa
Os montantes incluídos na rubrica de Caixa e Depósitos bancários correspondem aos valores
de depósitos bancários vencíveis a menos de três meses, e que possam ser imediatamente
mobilizáveis com risco insignificante de alteração de valor. Estes activos estão valorizados
ao custo.
apresentados ao custo amortizado sendo a diferença entre o valor nominal e o justo valor
inicial reconhecida na demonstração dos resultados consolidados ao longo do período do
empréstimo, utilizando o método da taxa de juro efectiva.
Os financiamentos obtidos são classificados no passivo corrente, excepto se a Empresa
possuir um direito incondicional de diferir o pagamento do passivo por, pelo menos, 12
meses após a data do balanço, sendo neste caso classificados no passivo não corrente.
Os gastos com juros relativos a financiamentos obtidos são registados na rubrica de gastos
e perdas de financiamento em resultados do exercício.
3.12- Subsídios do Governo
Os subsídios do Governo apenas são reconhecidos quando existe uma certeza razoável de
que a Empresa irá cumprir com as condições de atribuição dos mesmos e de que os mesmos
irão ser recebidos.
Os subsídios do Governo associados à aquisição ou produção de activos não correntes
(Subsídios ao Investimento) são inicialmente reconhecidos no capital próprio, sendo
subsequentemente imputados numa base sistemática (proporcionalmente às amortizações
dos activos subjacentes) como rendimentos do exercício durante as vidas úteis dos activos
com os quais se relacionam.
Outros subsídios do Governo (Subsídios à Exploração) são, de uma forma geral, reconhecidos
como rendimentos de uma forma sistemática durante os períodos necessários para os
balancear com os gastos que é suposto compensarem. Subsídios do Governo que têm por
finalidade compensar perdas já incorridas ou que não têm custos futuros associados são
reconhecidos como rendimentos do período em que se tornam recebíveis.
Os apoios do Governo sob a forma de atribuição de financiamentos reembolsáveis a taxa
bonificada, devem ser descontados na data do reconhecimento inicial, constituindo o
valor do desconto o valor do subsídio a amortizar pelo período do financiamento.
Para efeitos da demonstração dos fluxos de caixa, a rubrica de ‘‘Caixa e equivalentes
de caixa’’ compreende, além da Caixa e Depósitos bancários, também os descobertos
bancários incluídos na rubrica de Financiamentos obtidos do Balanço.
241
3.11- Financiamentos obtidos
Os financiamentos obtidos são inicialmente reconhecidos ao justo valor, líquido de
custos de transacção e montagem incorridos. Os financiamentos são subsequentemente
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | RETA - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
3.13- Provisões
São reconhecidas provisões apenas quando a Empresa tem uma obrigação presente (legal
ou construtiva) resultante dum acontecimento passado, é mais provável do que não, para
a liquidação dessa obrigação ocorra uma saída de recursos e o montante da obrigação
possa ser razoavelmente estimado.
Empresa;
• Os custos incorridos ou a incorrer com a transacção podem ser mensurados com
fiabilidade;
• A fase de acabamento da transacção à data de relato pode ser mensurada com
fiabilidade.
O montante reconhecido das provisões, consiste no valor presente da melhor estimativa
na data de relato, dos recursos necessários para liquidar a obrigação. Tal estimativa
é determinada tendo em consideração os riscos e incertezas associados à obrigação
conhecidas e avaliadas pela gestão à data de relato.
3.16 – Activos e Passivos Contingentes
Um Activo Contingente é um possível activo proveniente de acontecimentos passados e
cuja existência só será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais acontecimentos
futuros incertos não totalmente sob o controlo da entidade.
3.14- Gastos e rendimentos
Os gastos e rendimentos são registados no período a que se referem, independentemente do
seu pagamento ou recebimento, de acordo com o princípio contabilístico da especialização
dos exercícios. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e os correspondentes
réditos e gastos são reconhecidos como activos ou passivos, se se qualificarem como tal,
nas rubricas de Balanço “Outras contas a receber e a pagar” e Diferimentos.
Os Activos Contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras para não
resultarem no reconhecimento de rendimentos que podem nunca ser realizados. Contudo,
são divulgados quando for provável a existência de um influxo futuro.
3.15- Rédito
O rédito é mensurado pelo justo valor da contraprestação recebida ou a receber. O
rédito a reconhecer é deduzido do montante estimado de devoluções, descontos e outros
abatimentos. O rédito reconhecido não inclui IVA e outros impostos liquidados relacionados
com a venda.
O rédito proveniente da venda de bens é reconhecido quando todas as seguintes condições
são satisfeitas:
• Todos os riscos e vantagens da propriedade dos bens foram transferidos para o
comprador;
• A Empresa não mantém qualquer controlo sobre os bens vendidos;
• O montante do rédito pode ser mensurado com fiabilidade;
• É provável que benefícios económicos futuros associados à transacção fluam para a
Empresa;
• Os custos incorridos ou a incorrer com a transacção podem ser mensurados com
fiabilidade.
O rédito proveniente da prestação de serviços é reconhecido com referência à fase de
acabamento da transacção à data de relato, desde que todas as seguintes condições sejam
satisfeitas:
• O montante do rédito pode ser mensurado com fiabilidade;
• É provável que benefícios económicos futuros associados à transacção fluam para a
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
Um Passivo Contingente é:
• Uma obrigação possível que provém de acontecimentos passados e cuja existência
só será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais acontecimentos futuros
incertos não totalmente sob o controlo da entidade,
ou
• Uma obrigação presente que decorra de acontecimentos passados mas que não é
reconhecida porque:
• Não é provável que uma saída de recursos seja exigida para liquidar a obrigação,
• A quantia da obrigação não pode ser mensurada com suficiente fiabilidade.
Os Passivos Contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras para não
resultarem no reconhecimento de gastos que podem nunca se tornar efectivos. Contudo,
são divulgados sempre que existe uma probabilidade de exfluxos futuros que não seja
remota.
3.17 – Capitais Próprios
a) Capital Social
As acções ordinárias são classificadas no capital próprio. Os custos directamente atribuíveis
à emissão de novas acções ou opções são apresentados no capital próprio como uma
dedução, líquida de impostos, ao montante emitido.
As acções próprias adquiridas através de contrato são reconhecidas no capital próprio,
em rubrica própria. De acordo com o código das sociedades Comerciais a Empresa tem
de garantir a cada momento a existência de reservas no Capital Próprio para cobertura
do valor das acções próprias, limitando o valor das reservas disponíveis para distribuição.
As acções próprias são registadas ao custo de aquisição, se a compra for efectuada à vista,
EMPRESA | RETA - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
242
ou ao justo valor estimado se a compra for diferida.
b) Distribuição de dividendos
A distribuição de dividendos a accionistas é reconhecida como passivo na data em que é
aprovada pelos mesmos
3.18 – Matérias ambientais
São reconhecidas provisões para matérias ambientais sempre que a Empresa tenha uma
obrigação legal ou construtiva, como resultado de acontecimentos passados, relativamente
à qual seja provável que uma saída de recursos se torne necessária para a liquidar e possa
ser efectuada uma estimativa fiável do montante dessa obrigação.
A Empresa incorre em dispêndios de carácter ambiental os quais, dependendo das suas
características, estão a ser capitalizados ou reconhecidos como um custo nos resultados
operacionais do período.
Assim, os dispêndios com equipamentos e técnicas operativas que assegurem o cumprimento
da legislação e dos regulamentos aplicáveis, bem como a redução dos impactos ambientais
para níveis que não excedam os correspondentes a uma aplicação viável das melhores
tecnologias disponíveis desde as referentes à minimização do consumo energético, das
emissões atmosféricas, da produção de resíduos e do ruído, são capitalizados quando
se destinem a servir de modo duradouro a actividade da Empresa e se relacionem com
benefícios económicos futuros, permitindo prolongar a vida útil, aumentar a capacidade
ou melhorar a segurança ou eficiência de outros activos detidos pela Empresa.
3.19 – Principais estimativas e julgamentos apresentados
As estimativas e julgamentos com impacto nas demonstrações financeiras da Reta – Serviços
Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A. são continuamente avaliados, representando à data de cada
relato a melhor estimativa da Administração, tendo em conta o desempenho histórico, a
experiência acumulada e as expectativas sobre eventos futuros que, nas circunstâncias em
causa, se acreditam serem razoáveis.
A natureza intrínseca das estimativas pode levar a que o reflexo real das situações que
haviam sido alvo de estimativa possam, para efeitos de relato financeiro, vir a diferir
dos montantes estimados. As estimativas e os julgamentos que apresentam um risco
significativo de originar um ajustamento material no valor contabilístico de activos e
passivos no decurso do exercício seguinte são as que seguem:
3.19.1 - Activos fixos tangíveis e intangíveis
A determinação das vidas úteis dos activos, bem como o método de depreciação/
amortização a aplicar é essencial para determinar o montante das depreciações/
amortizações a reconhecer na demonstração dos resultados de cada exercício.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
Estes dois parâmetros são definidos de acordo com o melhor julgamento da Administração
para os activos em questão, considerando sempre que possível, as práticas adoptadas por
empresas do sector.
3.19.2 – Perdas por imparidade de clientes e devedores
A determinação de uma eventual perda por imparidade pode ser despoletada pela
ocorrência de diversos eventos, muitos dos quais fora da esfera de influência da Empresa,
tais como: a disponibilidade futura de financiamento, o custo de capital ou quaisquer
outras alterações, quer internas, quer externas à Empresa.
A identificação dos indicadores de imparidade, a estimativa de fluxos de caixa futuros e a
determinação do justo valor de activos implicam um elevado grau de julgamento por parte
da Administração no que respeita à identificação e avaliação dos diferentes indicadores de
imparidade, fluxos de caixa esperados, taxas de desconto aplicáveis, vidas úteis e valores
residuais.
Em particular, da análise efectuada periodicamente aos saldos a receber poderá surgir a
necessidade de registar perdas por imparidade, sendo estas determinadas com base na
informação disponível e em estimativas efectuadas pela Empresa dos fluxos de caixa que
se espera receber.
3.19.3 - Impostos diferidos
São reconhecidos activos por impostos diferidos apenas quando existe forte segurança
de que existirão lucros tributáveis futuros disponíveis para a utilização das diferenças
temporárias ou quando existam passivos por impostos diferidos cuja reversão seja
expectável no mesmo período em que os activos por impostos diferidos sejam revertidos.
EMPRESA | RETA - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
243
A avaliação dos activos por impostos diferidos é efectuada pela Administração no final de
cada exercício, tendo em atenção a expectativa de desempenho no futuro.
3.19.4 - Acontecimentos subsequentes
Os acontecimentos após a data do balanço que proporcionem informação adicional
sobre condições que existiam à data do balanço “adjusting events” são reflectidos
nas demonstrações financeiras. Os eventos após a data do balanço que proporcionem
informação sobre condições que ocorram após a data do balanço “non adjusting events”
são divulgados nas demonstrações financeiras, se forem considerados materiais.
4 – Fluxos de Caixa
A rubrica de Caixa e depósitos bancários no Balanço decompõe-se da seguinte forma:
2013
Caixa
5.2 - Remuneração do pessoal chave da gestão
No decurso dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012 não existiram
remunerações atribuídas pela empresa ao pessoal chave da gestão.
O Conselho de Administração da Empresa e a Direcção de Serviços Partilhados foram
considerados, de acordo com a NCRF 5, como sendo os únicos elementos “chave” da
gestão.
5.3 - Transacções com partes relacionadas
a) Natureza do relacionamento com as partes relacionadas
2012
2 881,65
Depósitos à Ordem
5.1 - Identificação de partes relacionadas
A Empresa é detida em 100% pela entidade LS – Luís Simões, SGPS, S.A. sendo as suas
demonstrações financeiras consolidadas na referida entidade.
4 899,21
-
58 214,27
2 881,65
63 113,48
O saldo de Caixa e seus Equivalentes a Caixa constante na Demonstração de Fluxos de
Caixa decompõe-se da seguinte forma:
2013
2012
Depósitos à Ordem
Descobertos Bancários
2 881,65
4 899,21
-
58 214,27
2 881,65
63 113,48
(1 970,95)
(2 281,82)
910,70
60 831,66
Natureza do
relacionamento
(Serviços que recebe)
(Serviços que presta)
Financiamentos
Dividendos
Empresa-mãe:
LS - Luís Simões, SPGS, S.A.
Outras partes relacionadas:
Luís Simões Logística Integrada, S.A. Portugal
Luís Simões Logística Integrada, S.A. Espanha
LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
Caixa
Natureza do
relacionamento
Diagonal - Corretores de Seguros, S.A.
Patrimundus - Investimentos Imobiliários,
Cedência gasóleo
Serviços de Administração; Serviços Técnicos, Administrativos e de Gestão
Seguros
Aluguer semi reboques; Serviços de manutenção
Serviços de manutenção
Serviços Técnicos, Administrativos e de Gestão
Arrendamento Imóveis
-
Solmoninhos, Lda
n/a
n/a
Pessoal chave da gestão
n/a
n/a
S.A.
5 – Partes Relacionadas
Para efeitos de apresentação destas demonstrações financeiras são considerados como
partes relacionadas todas as subsidiárias da LS – Luís Simões, SGPS, S.A. e elementos chave
na Gestão das mesmas.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
244
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b) Quantias de transacções e saldos pendentes com partes relacionadas
A quantia das transacções e dos saldos pendentes de partes relacionadas são os indicados
no quadro seguinte:
Ano
Vendas e serviços
Fornecimentos e serviços externos
prestados
Outros Rendimentos e Ganhos
Outros Custos e Perdas
Outras partes relacionadas:
Luís Simões Logística Integrada, S.A. - Portugal
Luís Simões Logística Integrada, S.A. - Espanha
LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
Diagonal - Corretores de Seguros, S.A.
Patrimundus - Investimentos Imobiliários, S.A.
2012
2 381 535,20
402 485,90
144 314,76
-
2013
2 870 151,30
380 333,49
58 892,64
-
2012
430 313,71
-
25 947,72
-
2013
509 828,60
-
10 648,97
-
2012
-
551 534,53
-
-
2013
255,00
525 390,85
-
-
2012
-
-
43 413,36
-
2013
-
-
43 413,36
-
2012
-
496 728,00
-
-
2013
-
500 728,00
-
-
Ano
Empresa-mãe:
Luís Simões SPGS, S.A.
Clientes
Outras contas a receber
Fornecedores
Outras contas a pagar
2012
-
10 232,10
-
58 096,06
2013
-
48 575,25
-
109 156,33
2012
201 518,03
64 064,00
88 397,88
-
2013
199 165,45
127 623,96
57 963,37
-
2012
24 978,47
28 017,00
-
-
Outras partes relacionadas:
Luís Simões Logística Integrada, S.A. - Portugal
Luís Simões Logística Integrada, S.A. - Espanha
LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
Diagonal - Corretores de Seguros, S.A.
Patrimundus - Investimentos Imobiliários, S.A.
2013
7 544,21
27 913,80
-
-
2012
-
19 742,00
3 107,90
-
2013
-
-
29 344,82
-
2012
-
-
26 912,12
-
2013
203,98
-
-
-
2012
-
-
50 914,62
-
2013
-
-
-
-
Não existem ajustamentos de dívidas de cobranças duvidosas relacionados com a quantia
245
de saldos pendentes, nem gastos reconhecidos durante o período a respeito de dívidas
incobráveis ou de cobrança duvidosa de partes relacionadas.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
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6.2 —Activos Intangíveis com titularidade restringida, e dados como
garantias de passivos
Os Programas de Computador não são propriedade da empresa, a qual se limita a ter os
respectivos direitos de uso nos termos do contrato celebrado com o fornecedor.
A quantia dos financiamentos a receber e a pagar de partes relacionadas bem como dos
rendimentos e gastos de juros são os indicados no quadro seguinte:
Ano
Financiamentos
Rendimentos de
Gastos de
a receber
Juros
Juros
Empresa-mãe:
Luís Simões SPGS, S.A.
Não existem activos intangíveis dados como garantias de passivos.
2012
1 048 632,98
10 232,10
58 096,06
2013
2 534 620,23
48 575,25
-
6 – Activos Intangíveis
6.1 — Divulgações para cada classe de activos intangíveis, distinguindo entre
os activos intangíveis gerados internamente e outros activos intangíveis:
Todos os Activos Intangíveis da Empresa têm vida útil finita. A Empresa não possui no seu
património Activos intangíveis com vida útil indefinida.
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, o movimento ocorrido
na quantia escriturada dos activos intangíveis, bem como nas respectivas amortizações
acumuladas e perdas por imparidade, foi o seguinte:
:
Programas computador
Activos intangíveis em
Total
curso
Valores em 01.01.2012
-
Quantias brutas escrituradas
131 695,13
4 000,00
135 695,13
Amortizações e perdas por imparidade acumuladas
(70 978,66)
-
(70 978,66)
Quantias líquidas escrituradas
60 716,47
4 000,00
64 716,47
Adições
28 770,98
-
28 770,98
4 000,00
(4 000,00)
-
(35 326,65)
-
(35 326,65)
Transferências
Amortizações
Valores em 31.12.2012
Quantias brutas escrituradas
164 466,11
-
164 466,11
(106 305,31)
-
(106 305,31)
Quantias líquidas escrituradas
58 160,80
-
58 160,80
Adições
32 542,64
-
32 542,64
(42 252,00)
-
(42 252,00)
197 008,75
-
197 008,75
(148 557,31)
-
(148 557,31)
48 451,44
-
48 451,44
Amortizações e perdas por imparidade acumuladas
Amortizações
Valores em 31.12.2013
Quantias brutas escrituradas
Amortizações e perdas por imparidade acumuladas
Quantias líquidas escrituradas
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
246
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7– Activos Fixos Tangíveis
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, o movimento ocorrido
na quantia escriturada dos activos fixos tangíveis, bem como nas respectivas depreciações
acumuladas e perdas por imparidade, foi o seguinte:
Edifícios e outras construções
Equipamento básico
Equipamento administrativo
Outros activos fixos
Activos fixos tangíveis
tangíveis
em curso
Totais
Valores em 01.01.2012
Quantias brutas escrituradas
11 092,54
18 352 621,24
49 832,24
96 048,75
181 343,53
18 690 938,30
Depreciações e perdas por imparidade acumuladas
(3 235,33)
(10 224 185,11)
(27 377,62)
(29 929,32)
-
(10 284 727,38)
Quantias líquidas escrituradas
7 857,21
8 128 436,13
22 454,62
66 119,43
181 343,53
8 406 210,92
Adições
7 105,32
1 175 228,19
6 260,07
63,40
359 474,51
1 548 131,49
-
180 928,53
-
-
(180 928,53)
-
Quantias brutas escrituradas
-
(4 352 310,90)
-
-
-
(4 352 310,90)
Depreciações e perdas por imparidade acumuladas
-
3 388 003,96
-
-
-
3 388 003,96
-
-
-
-
(415,00)
(415,00)
(1 521,55)
(3 351 937,11)
(9 996,28)
(11 486,67)
-
(3 374 941,61)
Transferências
Alienações, sinistros e abates
Outras alterações
Depreciações
Valores em 31.12.2012
Quantias brutas escrituradas
18 197,84
15 356 467,06
56 092,31
96 112,15
359 474,51
15 886 343,87
Depreciações e perdas por imparidade acumuladas
(4 756,86)
(10 188 118,26)
(37 373,90)
(41 415,99)
-
(10 271 665,01)
Quantias líquidas escrituradas
13 440,98
5 168 348,80
18 718,41
54 696,16
359 474,51
5 614 678,86
Adições
-
5 133 769,29
17 714,20
3 677,95
271 663,60
5 426 825,04
Transferências
-
351 725,82
-
-
(351 725,82)
-
Quantias brutas escrituradas
-
(4 013 634,81)
-
-
-
(4 013 634,81)
Depreciações e perdas por imparidade acumuladas
-
3 200 575,42
-
-
-
3 200 575,42
Alienações, sinistros e abates
Outras alterações
-
-
-
-
(7 748,69)
(7 748,69)
(1 819,78)
(3 017 981,70)
(10 261,53)
(11 056,99)
-
(3 041 120,00)
Quantias brutas escrituradas
18 197,84
16 828 327,36
73 806,51
99 790,10
271 663,60
17 291 785,41
Depreciações e perdas por imparidade acumuladas
(6 576,64)
(10 005 524,54)
(47 635,43)
(52 472,98)
-
(10 112 209,59)
Quantias líquidas escrituradas
11 621,20
6 822 802,82
26 171,08
47 317,12
271 663,60
7 179 575,82
Depreciações
Valores em 31.12.2013
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
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247
7.1 —Titularidade de activos fixos tangíveis dados como garantia de passivos
Não existem activos tangíveis dados como garantias de passivos nos exercícios findos em
31 de Dezembro de 2013 e 2012.
7.2 — Dispêndios reconhecidos na quantia escriturada de cada um dos
seguintes itens do activo fixo tangível no decurso da sua construção
A quantia de dispêndios reconhecida no imobilizado tangível em curso decompõe-se da A
quantia de dispêndios reconhecida no activo fixo tangível em curso decompõe-se da forma
indicada no quadro seguinte.
Viaturas em Preparação
2013
2012
271 386,20
359 474,51
Outros
277,40
-
271 663,60
359 474,51
7.3 — Quantia incluída nos resultados, relativa a compensação de
terceiros por itens do activo fixo tangível com imparidade, perdidos
ou cedidos
Durante o exercício de 2013, foi reconhecido nos resultados o valor de 70.420,00 Euros
relativo a indemnizações a receber de seguradoras relativas a sinistros por perda total de
viatura.
7.4 — Compromissos futuros para aquisição de activos fixos tangíveis
Não existem compromissos futuros para aquisição de activos fixos tangíveis.
b) Pagamentos mínimos futuros da locação e o seu valor presente
Os pagamentos mínimos das locações financeiras em 31 de Dezembro de 2013 e 2012 são
detalhados conforme se segue:
2013
2012
Pagamentos
Valor Presente de
Pagamentos
Valor Presente de
Mínimos
Pagamentos
Mínimos
Pagamentos
Até 1 ano
277 583,96
274 157,11
253 333,21
253 024,00
Entre 1 ano e 5 anos
165 181,70
165 049,66
245 701,44
232 709,01
-
-
-
-
442 765,65
439 206,77
499 034,65
485 733,01
(3 558,88)
n/a
(13 301,64)
n/a
439 206,77
439 206,77
485 733,01
485 733,01
A mais de 5 anos
Total dos pagamentos
minimos
Encargos financeiros
Valor presente dos pagamentos mínimos
c) Descrição geral dos acordos de locação significativos:
A Empresa tem contratos de locação para itens de equipamento básico de transporte
(semi-reboques).
Os contratos referidos não prevêem rendas contingentes e incluem opção de compra.
Locações operacionais
8 – Locações
a) Pagamentos futuros mínimos
Os futuros pagamentos mínimos das locações operacionais em 31 de Dezembro de 2013 e
2012, são detalhados conforme se segue:
Locações financeiras
a) Quantia escriturada líquida à data do balanço
A quantia escriturada líquida dos bens em regime de locação financeira à data de balanço,
para cada categoria de activo, é a constante do quadro seguinte.
2013
Pagamentos futuros mínimos
Gasto do exercício
Alugueres Imóveis
Alugueres de Viaturas
2013
2012
Até 1 ano
1 ano e 5 anos
A mais de 5 anos
653 216,26
620 934,72
400,00
-
11 956,12
28 451,88
42 326,13
-
665 172,38
649 386,60
42 726,13
-
Activos Fixos Tangíveis
Equipamento básico
525 704,19
572 471,15
525 704,19
572 471,15
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
248
EMPRESA | RETA - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
2012
Mercadorias
Pagamentos futuros mínimos
Gasto do exercício
Alugueres Imóveis
Alugueres de Viaturas
Até 1 ano
1 ano e 5 anos
A mais de 5 anos
644 658,72
634 158,72
-
-
2 471,88
2 471,88
2 471,88
-
647 130,60
636 630,60
2 471,88
-
9 – Inventários
9.1 – Quantia total escriturada de inventários
Em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, os inventários da Empresa eram detalhados conforme
se segue:
Inventários em 1 de Janeiro de 2012
Compras
Inventários em 31 de Dezembro de 2012
Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas
Total
160 397,02
160 397,02
2 301 413,14
2 301 413,14
169 086,97
169 086,97
2 292 723,19
2 292 723,19
9.3 - Quantia de ajustamento de ajustamentos reconhecida como gasto do
período
A quantia de ajustamento de inventários reconhecida como um gasto do período encontra-se no quadro seguinte:
2013
2012
Perdas por Imparidade:
2013
Mercadorias
Mercadoria
2012
469 591,11
169 086,97
469 591,11
169 086,97
As Mercadorias incluem essencialmente peças adquiridas para reparações e manutenções
de viaturas.
9.2 – Quantia de inventários reconhecida como um gasto durante o período
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, as quantias de inventários
reconhecidas como gasto foram as seguintes:
-
3.956,65
Reversões de Perdas por Imparidade:
Matérias-Primas, subsidiárias e de consumo
18 255,90
-
18 255,90
3.956,65
10 – Rédito
O rédito reconhecido pela Empresa em 31.12.2012 e em 31.12.2011 é detalhado conforme
se segue:
Custo das mercadorias vendidas e matérias consumidas:
2013
2012
Venda de Mercadorias
Mercadorias
Inventários em 1 de Janeiro de 2013
Compras
Inventários em 31 de Dezembro de 2013
Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas
Total
169 086,97
169 086,97
3 036 547,49
3 036 547,49
469 591,11
469 591,11
2 736 043,35
2 736 043,35
Mercadorias
Produtos Acabados e Intermédios
Descontos e Abatimentos
2 342 103,63
-
690,45
(20 895,66)
(8 165,08)
1 939 148,62
2 334 629,00
8 765 468,85
7 839 304,98
Prestação de Serviços
Serviços
Descontos e Abatimentos
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
1 960 044,28
(52 292,56)
(29 431,94)
8 713 176,29
7 809 873,04
10 652 324,91
10 144 502,04
EMPRESA | RETA - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
249
A repartição do rédito apurado nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012,
é a seguinte:
2013
Não se registaram eventos subsequentes a 31 de Dezembro de 2013 que pela sua relevância
e materialidade requeiram ajustamento ou divulgação, conforme descrito na nota 3.19.4.
2012
Mercado Interno
10 003 950,61
9 610 721,76
Mercado Extreno
648 374,30
533 780,28
10 652 324,91
10 144 502,04
Os valores indicados nos quadros acima incluem o montante de 3.380.234,90 Euros em
2013 e de 2.811.848,91 Euros em 2012 relativos a entidades relacionadas, conforme
indicado na nota 5.
11 – Subsídios e Apoios do Governo
A natureza e extensão dos subsídios do governo reconhecidos nas demonstrações financeiras
a 31 de Dezembro de 2013 e 2012, encontram-se descriminados no quadro seguinte:
2013
Subsídios do Estado
12 – Acontecimentos após a data do balanço
2012
21 280,28
28 163,44
21 280,28
28 163,44
A Empresa em 2013 não beneficiou directamente de quaisquer outras formas de apoio do
Governo.
13 - Impostos sobre o rendimento
A Empresa encontra-se sujeita a Imposto sobre os Rendimentos das Pessoas Colectivas
(IRC), sendo a taxa actual de 25% acrescida de Derrama à taxa máxima de 1,5% sobre o
lucro tributável, atingindo uma taxa de imposto agregada de 26,5%.
Nos termos do artigo 88º do CIRC, a Empresa está sujeita a tributação autónoma sobre um
conjunto de encargos às taxas aí previstas.
As empresas do Grupo, encontram-se desde o exercício de 2007, englobadas no Regime
Especial de Tributação de Grupos de Sociedades (“RETGS”), nos termos do artigo 69º e
seguintes do CIRC, liderado pela accionista LS – Luís Simões, S.G.P.S., S.A., pelo que os
impostos apurados individualmente estão reflectidos no saldo da accionista incluído na
rubrica de Accionistas/Sócios.
O encargo do ano com imposto a pagar é contabilizado em cada uma das empresas que
fazem parte do Grupo em função do respectivo lucro tributável. O eventual ganho ou
perda decorrente do RETGS é reconhecido em cada uma das empresas pertencentes ao
Grupo Fiscal.
De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e
correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (cinco anos
para a Segurança Social), excepto quando tenham havido prejuízos fiscais, ou estejam
em curso inspecções, reclamações ou impugnações, casos estes em que, dependendo das
circunstâncias, os prazos são prolongados ou suspensos. Deste modo, as declarações fiscais
da Empresa relativas aos exercícios de 2010 a 2013 poderão vir ainda a estar sujeitas
a revisão e correcção. O Conselho de Administração entende que eventuais correcções
resultantes de revisões/inspecções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações
de impostos não terá um efeito limitativo nas demonstrações financeiras em análise.
Para os exercícios de 2013 e períodos subsequentes, foram ainda alteradas as regras de
dedução de prejuízos fiscais reportáveis (PFR). O prazo de reporte dos PFR apurados em
períodos de tributação iniciados em ou após 1 de Janeiro de 2014 passou para doze períodos
de tributação (este prazo é de cinco anos para os PFR apurados nos períodos de tributação
de 2012 e 2013, de quatro anos para os PFR apurados nos períodos de tributação de 2010 e
2011 e de seis anos para os períodos de tributação anteriores). Adicionalmente, a dedução
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | RETA - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
250
dos PFR passou a estar limitada a 70% do lucro tributável, sendo esta regra aplicável às
deduções efectuadas nos períodos de tributação iniciados em ou após 1 de Janeiro de
2014, independentemente dos períodos de tributação em que tenham sido apurados (em
2013 este limite é de 75%).
13.1 — Divulgação separada dos seguintes principais componentes de gasto
(rendimento) de impostos:
a) Gasto (rendimento) por impostos;
O Gasto (rendimento) por impostos no período é o indicado no quadro seguinte:
2013
79 773,72
60 864,71
79 773,72
60 864,71
Imposto Diferido
Originados e objecto de reversão por diferenças temporárias
e) Gasto por impostos diferidos provenientes de uma redução, ou reversão de uma
diminuição anterior, de um activo por impostos diferidos;
O efeito no Gasto por Impostos Diferidos de ajustamentos em contas de Impostos Diferidos
Activos é o indicado no quadro seguinte:
2012
Imposto Corrente
IRC do ano
d) Quantia de gasto (rendimento) por impostos diferidos relacionada com alterações
nas taxas de tributação ou com o lançamento de novos impostos;
Foi registada a alteração da taxa de tributação do IRC de 25% para 23% a partir do exercício
de 2014. Esta alteração teve impacto nos Impostos Diferidos, pelo que a quantia de gasto
por impostos diferidos sofreu um impacto de 28.977,91 euros.
239 548,99
133 541,98
239 548,99
133 541,98
2013
2012
Reversão de Ajustamentos e Provisões anteriores
109 967,62
60 635,32
Prejuízos fiscais utilizados no exercicio
185 139,29
231 438,05
1 211,46
1 126,46
296 318,37
293 199,83
Ajustamentos transição SNC
b) Ajustamentos reconhecidos no período de impostos correntes de períodos
anteriores;
No período findo em 31 de Dezembro de 2013 e 2012 não se verificaram ajustamentos
reconhecidos no período de impostos correntes de períodos anteriores
c) Quantia de gasto (rendimento) por impostos diferidos relacionada com a origem e
A quantia de gasto (rendimento) por impostos diferidos relacionada com a origem e
reversão de diferenças temporárias encontra-se evidenciada no quadro seguinte:
2013
2012
Activos por impostos diferidos:
Prejuízos fiscais
Provisões e ajustamentos
Beneficios fiscais SIFIDE
Ajustamentos transição SNC
185 139,29
170 548,05
53 198,24
(49 332,29)
-
11 199,77
1 211,46
1 126,46
239 548,99
133 541,99
239 548,99
133 541,99
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
251
EMPRESA | RETA - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
13.2 — Relacionamento entre gasto (rendimento) de impostos e lucro
contabilístico (em uma ou em ambas das seguintes formas):
A reconciliação numérica entre a taxa média efectiva de imposto e a taxa de imposto
aplicável é a indicada no quadro seguinte:
Base de Imposto
2013
Resultado antes de impostos
Taxa de imposto sobre o rendimento em Portugal
Imposto sobre o Rendimento à taxa nominal
Taxa de Imposto
2012
2013
1 158 387,10
26,50%
656 538,28
26,50%
306 972,58
172 420,14
414 972,15
20 014,61
2012
26,50%
26,50%
21,31%
32,41%
Rendimentos não tributáveis
Reversão de perdas de imparidade tributadas em anos anteriores
Reversão de provisões tributadas em anos anteriores
Mais Valias Contabilísticas
Beneficios Fiscais
Variações patrimoniais negativas
-
208 797,92
1 999 921,12
1 799 154,83
902,44
977,92
4 250,77
4 250,77
2 420 046,48
2 033 196,05
2 163,81
12 092,28
Gastos não dedutíveis para efeitos fiscais
Multas, coimas e juros compensatórios
Encargos não devidamente documentados
Mais Valias Fiscais
Registo de perdas de imparidade
Outros
Lucro tributável/Prejuízo fiscal
Taxa de imposto sobre o rendimento em Portugal
Taxa da derrama
IRC Calculado
Derrama
Tributação autónoma
Benefícios fiscais utilizados
Utilização prejuízos fiscais
Efeito do aumento / reversão de impostos diferidos
Imposto sobre o rendimento do período
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
24,10
-
2 011 097,26
1 797 468,78
231 245,18
414 972,15
4 538,57
3 224,76
2 249 068,92
2 227 757,97
987 409,54
851 100,20
25,00%
25,00%
1,50%
1,50%
246 852,39
212 775,05
14 811,14
12 766,50
9 420,79
6 104,22
(6 171,31)
(11 199,77)
(185 139,29)
(159 581,00)
239 548,99
133 541,69
72 470,32
(18 368,36)
6,26%
(2,80%)
319 322,71
194 406,69
27,57%
29,61%
EMPRESA | RETA - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
252
13.3 — Explicação de alterações na taxa de imposto aplicável comparada com
o período contabilístico anterior;
Não houve alterações na taxa de imposto aplicável comparada com o período contabilístico
anterior.
13.4 — Quantia (e a data de extinção, se houver) de diferenças temporárias
dedutíveis, perdas fiscais não usadas, e créditos por impostos não
usados relativamente aos quais nenhum activo por impostos diferidos foi
reconhecido no balanço;
A quantia e a data de extinção de diferenças temporárias dedutíveis, prejuízos fiscais não
usadas, e créditos por impostos não usados relativamente aos quais nenhum activo por
impostos diferidos foi reconhecido no balanço são as indicadas no quadro seguinte:
13.5 — Por cada tipo de diferença temporária e com respeito a cada tipo de
perdas por impostos não usadas e créditos por impostos não usados:
As quantias de activos e passivos por impostos diferidos reconhecidos no balanço para cada
período apresentado por cada tipo de diferença temporária e com respeito a cada tipo de
perdas por impostos não usadas e créditos por impostos não usados são as indicadas no
quadro seguinte:
Balanço
2013
2013
2012
Despesas de instalação
Pejuízos Fiscais - Utilização
Benefícios fiscais:
SIFIDE 2007
SIFIDE 2008
2013
2014
-
72 567,09
48 234,35
48 234,35
48 234,35
120 801,44
2012
2013
2012
Activos por impostos diferidos
Pejuízos Fiscais - Constituições
Data de extinção
Demonstração de Resultados
1 041,44
2 252,90
(1 211,46)
(1 126,46)
748 845,85
748 845,85
-
-
(416 577,33)
(231 438,04)
(185 139,29)
(231 438,04)
332 268,52
517 407,81
(185 139,29)
(231 438,04)
Benefícios Fiscais - SIFIDE
(11.199,77)
Provisões não aceites fiscalmente
Constituição de provisões não
aceites fiscalmente
Reversão de provisões não aceites
fiscalmente
337 640,02
280 870,64
56 769,38
109 967,62
(280 870,64)
(170 903,02)
(109 967,62)
(60 635,32)
56 769,38
109 967,62
(53 198,24)
49 332,29
390 079,33
629 628,32
(239 548,99)
(194 431,98)
390 079,33
629 628,32
(239 548,99)
(194 431,98)
À data de 31 de Dezembro de 2013 o montante dos prejuízos fiscais por deduzir e os anos
limite para a sua dedução são os seguintes:
Ano do Prejuízo Fiscal
Prejuízo Fiscal
Ano Limite para dedução
2009
645.358,04
2015
2011
799.287,69
2015
253
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | RETA - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
14 - Instrumentos financeiros
14.2 – Activos financeiros mensurados ao custo
Os activos financeiros mensurados ao custo são os indicados no quadro seguinte:
14.1 – Rubricas de balanço abrangidas pelas divulgações da presente nota
As divulgações desta nota abrangem as seguintes rubricas do balanço:
Activos
2013
2012
2013
2012
Participações financeiras - outros métodos
Participações de capital em empresas não cotadas
15 997,60
15 997,60
109,62
-
Outros activos financeiros
Não corrente
Participações financeiras - Outros métodos - Outras empresas
Outros activos financeiros
15 997,60
15 997,60
109,62
-
Corrente
Fundo de Compensação do Trabalho (FCT)
Clientes c/c
Clientes - entidades relacionadas (nota 5)
Clientes - outras entidades
Clientes
1 679 372,97
Adiantamentos a fornecedores
Accionistas
1 677 502,20
48 308,84
1 763,12
2 534 620,23
1 048 658,27
473 226,57
465 771,81
2 881,65
63 113,48
4 754 517,48
3 272 806,48
Outras contas a receber
Caixa e bancos
Adiantamentos a fornecedores
Accionistas
206 913,64
226 496,50
1 472 459,33
1 451 005,70
48 308,84
1 763,12
2 534 620,23
1 048 658,27
204 113,01
102 249,40
17 356,26
30 287,55
Outras contas a receber - Corrente
Devedores por acréscimo de rendimentos
Entidades relacionadas (nota 5)
Outras entidades
Pessoal
Outros devedores
1 210,80
2 944,67
250 546,50
330 290,19
Caixa e depósitos bancários
Caixa
Passivos
2013
2012
Não corrente
Financiamentos obtidos
623 383,10
1 024 375,72
2 772 911,35
1 571 674,63
79 773,72
-
609 461,40
588 639,17
1 185 877,21
1 092 743,54
5 271 406,78
4 277 433,06
Corrente
Fornecedores
Accionistas
Financiamentos obtidos
Outras contas a pagar
2013
4 899,21
-
58 214,27
4 754 517,48
3 272 806,48
14.3 – Activos financeiros mensurados ao custo para os quais foi reconhecida
imparidade
Os Activos Financeiros mensurados ao custo para os quais foi reconhecida imparidade
encontram-se descritos no quadro seguinte:
2013
2012
Capital
1 350 000,00
1 350 000,00
Outros instrumentos de capital
2 299 700,00
2 299 700,00
3 649 700,00
3 649 700,00
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
2012
Clientes
Quantia bruta
Imparidade acumulada
Instrumentos de Capital
2 881,65
Outros depósitos bancários
3 022 149,87
3 218 984,84
(1 342 776,90)
(1 541 482,64)
1 679 372,97
1 677 502,20
254
EMPRESA | RETA - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
A maturidade dos Financiamentos não correntes é a seguinte:
14.4 – Passivos financeiros mensurados ao custo
Os passivos financeiros mensurados ao custo são os indicados no quadro seguinte:
2013
2012
Empréstimos bancários:
2013
2012
Entre 1 ano e 5 anos
Financiamentos - Não correntes
Locações Financeiras
458.333,44
791.666,71
165.049,66
232.709,01
623.383,10
1.024.375,72
Locações financeiras:
165 049,66
232 709,01
Participantes de Capital (nota 5)
-
-
Fornecedores - outras entidades
2 685 603,16
1 402 342,11
79 773,72
-
No final do exercício de 2013, o valor das linhas de crédito contratadas era de 100.000,00
Euros, estando utilizados apenas 1.970,95 Euros.
Empréstimos bancários
333 333,34
333 333,35
As linhas de crédito com movimento até 1 ano são renováveis de forma automática de
acordo com o definido contratualmente com as entidades de crédito.
Descobertos bancários
1 970,95
2 281,82
274 157,11
253 024,00
Participantes de Capital (nota 5)
-
-
De outras Entidades
-
-
Factoring
-
-
Fornecedores de Investimentos
701 794,22
768 998,06
Acréscimo para férias e sub. férias
206 194,30
164 607,80
85 514,28
-
109 156,33
58 096,06
65 768,16
100 445,53
1 231,67
-
16 218,25
596,09
5 271 406,78
4 277 433,06
Accionistas
Entre 1 ano e 5 anos
Financiamentos obtidos - Correntes
Locações Financeiras
Outras contas a pagar - Correntes
Prémios e ajudas de custo
Outros Acréscimos de Gastos
Entidades relacionadas (nota 5)
Outras entidades
Pessoal
Outras contas a pagar
Os tipos de juros pagos pela Empresa nos exercícios de 2013 e 2012 referentes a empréstimos
e linhas de crédito contratadas com entidades de crédito encontram-se principalmente
referenciados Euribor, acrescida de diferencial de mercado.
14.5 – Situações em incumprimento para empréstimos contraídos reconhecidos
à data de balanço
Não existiram situações de incumprimento para empréstimos contraídos.
14.6 – Ganhos líquidos e perdas líquidas reconhecidas
Rendimentos e gastos
Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, os rendimentos, gastos, ganhos
e perdas relacionados com instrumentos financeiros são detalhados conforme se segue:
255
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | RETA - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
2013
Rendimentos
2012
Gastos
Rendimentos
Gastos
Activos financeiros ao custo:
Juros
48 575,25
-
10 232,10
-
-
110 604,24
-
315 124,98
202 721,60
-
31 518,24
-
251 296,85
110 604,24
41 750,34
315 124,98
-
53 202,52
-
144 712,50
Perdas por imparidade
Reversões de Perdas por Imparidade
Passivos financeiros ao custo:
Juros suportados
Desconto pronto pagamento obtidos
19 424,67
-
13 521,52
-
19 424,67
53 202,52
13 521,52
144 712,50
270 721,52
163 806,76
55 271,86
459 837,48
14.7 – Quantia de perda de imparidade reconhecida em cada uma das classes
de activos financeiros
A quantia de perdas por imparidade reconhecidas em cada uma das classes de activos
financeiros é a indicada nos quadros seguintes:
14.8 - Instrumentos de capital próprio
Ano de 2013
Saldo Inicial
Imparidade
Utilização
Reversão
Saldo Final
Activos financeiros men-
a) Quantia escriturada do capital próprio
A quantia escriturada do capital social emitido pela Empresa em 31 de Dezembro de 2013
e 2012, é detalhada conforme se segue:
surados ao custo menos
2013
imparidade
Clientes c/c
Ano de 2012
1 541 482,64
110 604,24
(106 588,37)
(202 721,60)
1 342 776,91
1 541 482,64
110 604,24
(106 588,37)
(202 721,60)
1 342 776,91
Imparidade
Utilização
Saldo Inicial
Reversão
2012
Capital
Valor nominal
Saldo Final
1.350.000,00
1.350.000,00
1.350.000,00
1.350.000,00
b) Número de acções representativas do capital social
O número de acções representativas do capital social, são as indicadas no quadro seguinte:
Activos financeiros mensurados ao custo menos
imparidade
Clientes c/c
1 498 972,40
315 124,98
(241 096,50)
(31 518,24)
1 541 482,64
1 498 972,40
315 124,98
(241 096,50)
(31 518,24)
1 541 482,64
2013
Valor
Quantidade
Valor
Quantidade
256
Acções emitidas
Acções ordinárias a 5€ cada
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
2012
1.350.000,00
270.000
1.350.000,00
270.000
1.350.000,00
270.000
1.350.000,00
270.000
EMPRESA | RETA - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
Em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, o capital subscrito é detido na sua totalidade pela
LS- Luís Simões, SGPS, S.A. e encontra-se totalmente realizado.
c) Quantias e descrição de Outros Instrumentos de Capital Próprio
2013
2012
Outros Instrumentos de Capital Próprio
Prestações acessórias
2.299.700,00
2.299.700,00
2.299.700,00
2.299.700,00
negócio que envolvesse títulos desta natureza;
ii) Em obediência ao disposto no n.º 4 do artigo 397.º do CSC informa-se que, no
decorrer de 2013, não foram efectuados quaisquer negócios entre a Empresa e
membros dos seus órgãos sociais;
iii) Em obediência ao disposto no nº 1 do artigo 21º do Decreto-Lei nº 411/91, de 17
de Outubro, informa-se que a Empresa não é devedora em mora a qualquer caixa
de previdência, resultando os saldos contabilizados em 31 de Dezembro de 2013, da
retenção na fonte dos descontos e contribuições referentes ao mês de Dezembro, cujo
pagamento se efectuou em Janeiro de 2014, nos prazos legais.
16.1- Valores Globais de Esforço de I&D
Os valores apresentados no ano de 2013 referem-se à implementação de projetos de
Os outros instrumentos de capital próprio referem-se às prestações acessórias efectuadas
pelos accionistas para as quais não existe prazo de reembolso ou remuneração.
Resumo Investimento I&D
15– Benefícios dos Empregados
Rubricas
O detalhe dos Gastos com o Pessoal é o indicado no quadro seguinte:
2013
Remunerações do pessoal
2012
1 388 822,75
1 088 143,79
2 468,89
26 111,34
282 075,90
239 666,40
Seguros de ac. trabalho e doenças prof.
22 140,25
17 489,47
Outros gastos com o Pessoal
63 627,66
65 229,60
Indemnizações
Encargos sobre remunerações
1 759 135,45
1 436 640,60
2013
2012
Gastos com Pessoal
89 321,18
97 287,35
Gastos Gerais
15 018,22
2 500,00
Consultoria
57 795,00
20 954,33
-
16 000,00
162 134,40
136 741,68
10 652 324,91
10 144 502,04
Activos fixos tangíveis
Total Investimento I&D
Volume Vendas
% Investimento I&D / Volume de Vendas
Custos c/ Pessoal
1,52%
1,35%
1 759 135,45
1 436 640,60
O número médio de colaboradores ao serviço da empresa no ano de 2013 e 2012 foi de 64
e 58, respectivamente.
16 – Informações Exigidas por diplomas legais
Das informações legalmente exigidas noutros diplomas, designadamente nos artigos 66.º,
324.º, 397.º, 447.º e 448.º do Código das Sociedades Comerciais (CSC), das disposições
legais decorrentes do Decreto-Lei n.º 328/95, de 9 de Dezembro e das disposições referidas
no Decreto-Lei n.º 411/91, de 17 de Outubro, importa referir que:
i) Em obediência ao disposto no n.º 2 do artigo 324.º do CSC informa-se que a Empresa
não possui quaisquer acções próprias e nem efectuou até ao momento qualquer
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
reengenharia de processos ao nível operacional, obtenção de certificação com o objetivo
de, não só permitir uma diferenciação no serviço ao cliente, mas ainda um aumento da
eficiência, nomeadamente:
i) Implementação e obtenção da Certificação de Gestão Ambiental e Alimentar;
ii) Implementação de telemática na frota;
iii) Novas instalações para o Serviço de Fibra no Carregado.
EMPRESA | RETA - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
257
16.2 - Dívidas em mora ao Estado
Conforme exigido legalmente, o Conselho de Administração declara que a Empresa não
apresenta dívidas ao Estado em situação de mora, e que a situação da Empresa perante
a Segurança Social se encontra regularizada, dentro dos prazos legalmente estipulados.
17 – Outras Informações
17.1 – Diferimentos
Em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, as rubricas do activo corrente e do passivo corrente
“Diferimentos” apresentavam a seguinte composição:
2013
2012
Diferimentos activos
Seguros
Fornecimentos e Serviços Externos
Outros custos diferidos
17 127,77
15 019,76
8 109,67
6 839,78
554,81
1 091,92
25 792,25
22 951,46
Diferimentos passivos
Protocolo Gestão de Frota
1 649 184,22
-
Outros Proveitos Diferidos
60 217,60
60 748,46
1 709 401,82
60 748,46
258
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | RETA - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
17.2 – Resultados e Outras variações nos Capitais Próprios
A rubrica de resultados e outras variações nos Capitais Próprios decompõe-se da forma
indicada no quadro seguinte:
Reservas Legais
Outras Reservas
Resultados Transitados
Resultados Líquidos do Periodo
Total
Saldos em 1 de Janeiro de 2012
284 571,33
888 884,71
5 632,28
496 571,09
1 675 659,41
Aplicação de resultados
24 828,55
-
-
(24 828,55)
-
Dividendos
-
-
-
(471 742,54)
(471 742,54)
Resultado do ano
-
-
-
462 131,59
462 131,59
Saldo em 31 de Dezembro de 2012
309 399,88
888 884,71
5 632,28
462 131,59
1 666 048,46
Saldos em 1 de Janeiro de 2013
309 399,88
888 884,71
5 632,28
462 131,59
1 666 048,46
Aplicação de resultados
23 106,58
-
-
(23 106,58)
-
Dividendos
-
-
-
(439 025,01)
(439 025,01)
Resultado do ano
-
-
-
839 064,39
839 064,39
332 506,46
888 884,71
5 632,28
839 064,39
2 066 087,84
Saldo em 31 de Dezembro de 2013
Os movimentos ocorridos nas reservas e outras rubricas de capital próprio em 31 de
Dezembro de 2013 resultam de:
17.3 – Estado e Outros Entes Públicos
Em 31 de Dezembro de 2013 e 2012 as rubricas de “Estado e outros entes públicos”
apresentavam a seguinte composição:
2013
a) Aplicação de resultados
Activo
Por deliberação da Assembleia Geral de 28 de Maio de 2013, o resultado líquido positivo
do período findo em 31 de Dezembro de 2012, no montante de 462.131,59 Euros teve a
seguinte aplicação:
- Reservas Legais:
- Dividendos: 23.106,58 Euros
439.025,01 Euros
A 31 de Dezembro de 2013 a reserva legal está totalmente constituída nos termos da lei
(20% do capital social). Esta reserva só pode ser utilizada para a cobertura de prejuízos ou
em aumentos de capital social.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
2012
Passivo
Activo
Passivo
Imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas
Retenção na Fonte
-
26 708,38
-
18 670,67
-
-
213,66
-
Imposto sobre o valor acrescentado - a pagar
-
87 967,49
-
79 892,51
Imposto sobre o valor acrescentado - a receber
-
-
30 689,02
-
Contribuições para a S.S.
-
56 616,61
-
45 722,41
-
118,51
-
-
-
171 410,99
30 902,68
144 285,59
Imposto sobre o valor acrescentado - a recuperar
IVA a recuperar - Espanha
EMPRESA | RETA - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
259
17.4 – Trabalhos para a própria entidade
Esta rubrica decompõe-se da forma indicada no quadro seguinte:
2013
2012
17.6 – Outros Rendimentos e Ganhos
A decomposição da rubrica de “Outros rendimentos e ganhos” nos exercícios findos em 31
de Dezembro de 2013 e 2012, é conforme se segue:
2013
Trabalhos para a Própria Entidade
Activos Fixos Tangíveis
283 322,03
68 831,86
Rendimentos suplementares:
283 322,03
68 831,86
Cedência de Pessoal
37 413,51
35 550,00
Cedência de Exploração
21 577,96
44 443,16
191 216,78
261 217,52
Outros rendimentos suplementares
48 224,79
62 144,16
Descontos de pronto pagamento obtidos
19 424,67
13 521,52
17.5 – Fornecimentos e Serviços Externos
A rubrica de “Fornecimentos e serviços externos” nos exercícios findos em 31 de Dezembro
de 2013 e 2012 é detalhada conforme se segue:
2013
Subcontratos
2012
2012
Conserv. e Reparação Viatura
1 863 045,98
1 607 490,25
Indemnizações sinistros
152 844,41
76 678,32
Trabalhos especializados
947 393,90
680 040,99
Ganhos em imobilizado
2 025 866,05
1 799 154,83
Rendas e Alugueres
734 947,97
719 658,83
Protocolo Gestão de Frota
366 065,78
-
Conservação e Reparação
308 239,02
341 727,03
Taxa Início Contrato Pneus
54 018,91
43 713,96
Combustíveis
297 038,48
315 853,92
Outros
22 150,70
21 002,09
Seguros
249 289,12
202 481,64
2 938 803,56
2 357 425,56
Deslocações e Estadas
151 557,28
107 195,00
Limpeza, higiene e conforto
78 462,96
76 226,50
Electricidade
66 517,12
52 534,34
Publicidade e Propaganda
51 896,38
39 099,48
227 392,85
186 764,02
4 975 781,06
4 329 072,00
Outros
Os valores indicados no quadro acima incluem o montante de 1.406.452,34 Euros em 2013
e de 1.450.748,43 Euros em 2012 relativos a entidades relacionadas, conforme indicado
na nota 5.
Os valores indicados no quadro acima incluem o montante de 112.954,97 Euros em 2013
e de 213.675,84 Euros em 2012 relativos a entidades relacionadas, conforme indicado na
nota 5.
17.7 – Outros Gastos e Perdas
A decomposição da rubrica de “Outros gastos e perdas” nos exercícios findos em 31 de
Dezembro de 2013 e 2012, é conforme se segue:
2013
26 755,61
Perdas em imobilizado
25 944,93
-
1 805,88
1 955,84
234 251,39
25 063,87
288 757,81
51 636,80
Quotizações
Os dispêndios reconhecidos como gastos de carácter ambiental nos exercícios findos em 31
de Dezembro de 2013 e 2012, são detalhados conforme se segue:
2013
Recolha de Resíduos
2012
Impostos e Taxas
Outros
2012
28 667,77
26 968,17
28 667,77
26 968,17
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
20 449,06
260
EMPRESA | RETA - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
17.8 – Depreciações/Amortizações
A decomposição da rubrica de “Gastos / reversões de depreciação e de amortização” nos
exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, é conforme se segue:
2013
Intangíveis (Nota 6)
Activos fixos tangíveis (Nota 7)
2012
42.252,00
35.326,65
3.041.120,00
3.374.941,61
3.083.372,00
3.410.268,26
17.9 – Juros e Rendimentos Similares Obtidos
A decomposição da rubrica de “Juros e Rendimentos Similares Obtidos” nos exercícios
findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, é conforme se segue:
2013
Com referência a 31 de Dezembro de 2012, não existiam garantias prestadas a entidades
externas.
Adicionalmente, a Empresa apresentou livranças a terceiros como garantias de pagamento
de dívidas, que a 31 de Dezembro de 2013 ascendem a 1.033.502,10 Euros (1.610.781,78
Euros a 31 de Dezembro de 2012).
17.12 – Resultado por Acção
O resultado por acção dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, foi
determinado conforme se segue:
2013
Resultados:
Resultado líquido do período
2012
2012
839 064,39
462 131,59
270 000,00
270 000,00
3,11
1,71
Número de acções
Juros Obtidos
De financiamentos concedidos à empresa mãe (Nota 5)
48 575,25
10 232,10
48 575,25
10 232,10
Número médio ponderado de acções em circulação
Resultado por acção básico
17.10 – Juros e Gastos Similares Suportados
A decomposição da rubrica de “Juros e Gastos Similares Suportados” nos exercícios findos
em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, é conforme se segue:
2013
2012
Juros Suportados
De financiamentos obtidos
35 828,94
56 374,75
-
58 096,06
De descobertos bancários
5 171,11
6 274,27
De Locações Financeiras
12 064,26
23 967,42
138,21
-
53 202,52
144 712,50
De financiamentos obtidos - Emp mãe
Outros
17.11 – Garantias Prestadas
No final do exercício de 31 de Dezembro de 2013, a Empresa apresentava as seguintes
garantias prestadas a entidades externas:
Avalista
Banco Espírito Santo
Montante
350.000,00
Entidade Beneficiária
Tipo de Garantia
DAF Truck
Bancária
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
O Técnico Oficial de Contas
Cesaltina Maria Soares Gonçalves
A Administração
Jorge Manuel Soares Simões - Presidente
Leonel Fernando Soares Simões - Vogal
José Luís Soares Simões - Vogal
Maria Celeste Morgado Venancio dos Santos - Vogal
EMPRESA | RETA - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
261
C| RELATÓRIO E PARECER DO FISCAL ÚNICO E CERTIFICAÇÃO LEGAL DE CONTAS
PricewaterhouseCoopers & Associados
Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda
Palácio Sottomayor, Rua Sousa Martins, 1 – 3º
1069-316 Lisboa, Portugal
Tel +351 213 599 000
Fax +351 231 599 999
www.pwc.com/pt
RELATÓRIO E PARECER DO FISCAL ÚNICO
5. Nestes termos, tendo em consideração as informações recebidas do Conselho de
Administração e Serviços e as conclusões constantes da Certificação Legal das Contas,
somos do parecer que:
i)seja aprovado o Relatório de gestão;
ii) sejam aprovadas as demonstrações financeiras;
iii) seja aprovada a proposta de aplicação de resultados.
Senhores Accionistas,
1. Nos termos da lei e do mandato que nos conferiram, apresentamos o relatório sobre
a atividade fiscalizadora desenvolvida e damos parecer sobre o Relatório de gestão e
as demonstrações financeiras apresentados pelo Conselho de Administração de RETA –
Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A. relativamente ao exercício findo em 31 de
dezembro de 2013.
2. No decurso do exercício acompanhámos, com a periodicidade e a extensão que
considerámos adequada, a atividade da Empresa. Verificámos a regularidade da
escrituração contabilística e da respetiva documentação bem como a eficácia do sistema
de controlo interno, apenas na medida em que os controlos sejam relevantes para o
controlo da atividade da Empresa e apresentação das demonstrações financeiras e
vigiámos também pela observância da lei e dos estatutos.
6. Finalmente, desejamos expressar o nosso agradecimento ao Conselho de Administração
e a todos os colaboradores da Empresa com quem contactámos, pela valiosa colaboração
recebida.
14 de julho de 2014
PricewaterhouseCoopers & Associados
- Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda.
Representada por:
3. Como consequência do trabalho de revisão legal efetuado, emitimos a respetiva
Certificação Legal das Contas, em anexo.
4. No âmbito das nossas funções verificámos que:
i) o Balanço, a Demonstração dos resultados por naturezas, a Demonstração
das alterações no capital próprio, a Demonstração de fluxos de caixa e o
correspondente Anexo permitem uma adequada compreensão da situação
financeira da Empresa, dos seus resultados, das alterações no capital próprio e
dos fluxos de caixa;
João Rui Fernandes Ramos, R.O.C
ii) as políticas contabilísticas e os critérios valorimétricos adotados são adequados;
iii) o Relatório de gestão é suficientemente esclarecedor da evolução dos negócios
e da situação da Empresa evidenciando os aspetos mais significativos;
iv) a proposta de aplicação de resultados não contraria as disposições legais e
estatutárias aplicáveis
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
PricewaterhouseCoopers & Associados - Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda.
Sede: Palácio Sottomayor, Rua Sousa Martins, 1 – 3º, 1069-316 Lisboa, Portugal
Tel +351 213 599 000, Fax +351 231 599 999, www.pwc.com/pt
Matriculada na Conservatória do Registo Comercial sob o NUPC 506 628 752, Capital Social Euros 314.000
EMPRESA | RETA - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
262
PricewaterhouseCoopers & Associados
Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda
Palácio Sottomayor, Rua Sousa Martins, 1 – 3º
1069-316 Lisboa, Portugal
Tel +351 213 599 000
Fax +351 231 599 999
5. O nosso exame abrangeu ainda a verificação da concordância da informação
financeira constante do Relatório de gestão com as demonstrações financeiras.
6. Entendemos que o exame efetuado proporciona uma base aceitável para a
expressão da nossa opinião.
www.pwc.com/pt
Opinião
CERTIFICAÇÃO LEGAL DAS CONTAS
Introdução
1. Examinámos as demonstrações financeiras da RETA – Serviços Técnicos e Renta-Cargo, S.A., as quais compreendem o Balanço em 31 de dezembro de 2013
(que evidencia um total de 12.868.007,43 euros e um total de capital próprio
de 5.715.787,84 euros, incluindo um resultado líquido de 839.064,39 euros), a
Demonstração dos resultados, a Demonstração das alterações no capital próprio e a
Demonstração de fluxos de caixa do exercício findo naquela data e o correspondente
Anexo.
7. Em nossa opinião, as referidas demonstrações financeiras apresentam de forma
verdadeira e apropriada, em todos os aspetos materialmente relevantes, a posição
financeira da RETA – Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A. em 31 de dezembro de
2013, o resultado das suas operações, as alterações no capital próprio e os fluxos
de caixa do exercício findo naquela data, em conformidade com os princípios
contabilísticos geralmente aceites em Portugal.
Relato sobre outros requisitos legais
8. É também nossa opinião que a informação financeira constante do Relatório de
gestão é concordante com as demonstrações financeiras do exercício.
Responsabilidades
2. É da responsabilidade do Conselho de Administração a preparação do Relatório
de gestão e de demonstrações financeiras que apresentem de forma verdadeira e
apropriada a posição financeira da Empresa, o resultado das suas operações, as
alterações no capital próprio e os fluxos de caixa, bem como a adoção de políticas
e critérios contabilísticos adequados e a manutenção de um sistema de controlo
interno apropriado.
14 de julho de 2014
PricewaterhouseCoopers & Associados
- Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda.
Representada por:
3. A nossa responsabilidade consiste em expressar uma opinião profissional e
independente, baseada no nosso exame daquelas demonstrações financeiras.
Âmbito
4. O exame a que procedemos foi efetuado de acordo com as Normas Técnicas e as
Diretrizes de Revisão/Auditoria da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, as quais
exigem que o mesmo seja planeado e executado com o objetivo de obter um grau
de segurança aceitável sobre se as demonstrações financeiras não contêm distorções
materialmente relevantes. Para tanto o referido exame incluiu: (i) a verificação,
numa base de amostragem, do suporte das quantias e divulgações constantes das
demonstrações financeiras e a avaliação das estimativas, baseadas em juízos e
critérios definidos pelo Conselho de Administração, utilizadas na sua preparação;
(ii) a apreciação sobre se são adequadas as políticas contabilísticas adotadas e a sua
divulgação, tendo em conta as circunstâncias; (iii) a verificação da aplicabilidade
do princípio da continuidade; e (iv) a apreciação sobre se é adequada, em termos
globais, a apresentação das demonstrações financeiras.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
João Rui Fernandes Ramos, R.O.C
PricewaterhouseCoopers & Associados - Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda.
Sede: Palácio Sottomayor, Rua Sousa Martins, 1 – 3º, 1069-316 Lisboa, Portugal
Tel +351 213 599 000, Fax +351 231 599 999, www.pwc.com/pt
Matriculada na Conservatória do Registo Comercial sob o NUPC 506 628 752, Capital Social Euros 314.000
263
EMPRESA | RETA - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
Diagonal - Mediadores de Seguros, S.A
A| RELATÓRIO DE GESTÃO
ACTIVIDADE NO EXERCÍCIO
A Diagonal é um corretor de seguros cuja actividade é a intermediação de seguros nos
ramos Vida e, especialmente, nos ramos Não Vida, para empresas, particulares e entidades
públicas.
O ano 2013 fica marcado pela aquisição, por parte da Lusiseg, dos negócios da DiagonalCorretores de Seguros, S.A. e da SPM – Sociedade Portuguesa de Mediação de Seguros,
S.A., em Maio de 2013 e pela incorporação gradual desses mesmos negócios na Lusiseg,
que tiveram os seguintes impactos:
• Alteração da categoria da Lusiseg, de Agente de Seguros (vulgo mediador), para
Corretor de Seguros;
• Alteração da denominação social da Lusiseg para: Diagonal – Corretores de Seguros,
S.A., ou seja, adoptou-se a marca Diagonal em detrimento das marcas Lusiseg e SPM;
• Aumento do Capital Social de 49,9 m€ para 200 m€ e reforço adicional, através de
suplementos, em mais 300 m€;
• Aumento substancial da actividade do negócio da Lusiseg, actualmente Diagonal.
Importa salientar que, a Lusiseg não adquiriu as empresas, mas sim o negócio de
seguros dessas empresas, tendo integrado clientes, bens, equipamentos e recursos
humanos.
Assim, actualmente operamos no mercado sob a designação de Diagonal – Corretores de
Seguros, S.A. (NIF 502274085), com presença nacional, com escritórios próprios (Lisboa,
Porto, Faro, Carregado e Loures) e com uma rede de agentes disseminada por 30 concelhos.
Em 2013, no seguimento da integração dos 3 negócios, alargou-se o âmbito da certificação
ISO 9001:2008 a todos os escritórios, com o objectivo de continuarmos a melhorar os nossos
padrões de gestão do negócio e da relação com os clientes e parceiros e, simultaneamente,
reforçando a confiança e notoriedade da marca Diagonal junto do mercado em geral.
Esta aquisição teve um duplo objectivo:
• Permitir a diversificação do mercado alvo da Lusiseg (agora Diagonal),
tradicionalmente centrado no segmento de transportes, que representava cerca de
80% do seu negócio. Após a aquisição, reduziu-se a dependência e exposição a esse
segmento, que passou a representar 34%. A Diagonal detém actualmente uma carteira
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
diversificada, composta por: entidades públicas, empresas do sector de transportes,
construção civil, hoteleiro, pequenas e médias empresas em geral e particulares.
• Promover o crescimento acelerado do negócio, com base numa presença nacional no
mercado dos seguros e numa equipa profissionalizada, como forma de sustentação do
desenvolvimento do negócio.
Em termos macroeconómicos nacionais, o ano 2013, à semelhança dos anos anteriores,
continuou a caracterizar-se pelo esforço do Governo português em conseguir conter o
défice orçamental, pela pressão fiscal, pelo decrescimento da economia portuguesa (-1,4%
do PIB, face a 2012), pela incerteza e falta de confiança dos investidores e consumidores
e pela redução consecutiva do poder de compra das famílias e das empresas. Estes
factores, interligados e dependentes entre si, têm conduzido à retracção do consumo e
do investimento.
Esta realidade tem contribuído para a evolução desfavorável do mercado segurador. De
acordo com os dados provisórios do Instituto de Seguros de Portugal (ISP), as empresas
de seguro sob sua supervisão, deverão registar em 2013 uma retracção de 3,1% no ramo
Não Vida, face a 2012. Contudo, o mercado segurador deverá crescer 20,2% devido,
exclusivamente, ao segmento do ramo Vida (+33,6% face a 2012).
No segmento Não Vida, os ramos tradicionalmente mediados pela Diagonal, e seus
concorrentes, evidenciam decrescimentos, como são exemplos os ramos Acidentes
de Trabalho (-8,0%), Incêndio e Outros Danos (-0,8%), Automóvel (-5,8%), Mercadorias
Transportadas ( 1,1%) e Responsabilidade Civil (-6,6%).
Neste contexto, a Diagonal continuou a ser confrontada com a seguinte realidade:
• Dificuldade em efectuar novos seguros, devido ao decrescimento do mercado
segurador, em consequência da retracção do investimento em habitação, em novos
automóveis e em outros bens de investimento;
• Dificuldade na captação de novas subscrições, para além dos seguros obrigatórios,
devido à conjuntura económica desfavorável;
• Perda de clientes e redução da procura, devido à degradação da situação económica
e financeira desses clientes e, consequentemente, à falência de outros;
• Redução da actividade dos seus clientes e, consequentemente, dos prémios de
seguros.
EMPRESA | Diagonal - Correctores de Seguros, S.A
264
ANÁLISE ECONÓMICA E FINANCEIRA As demonstrações financeiras de 2013 da Diagonal reflectem as dificuldades inerentes
ao negócio e, sobretudo, da integração. A comparabilidade dos dados económicos
e financeiros perde visibilidade e ganha complexidade de análise devido à integração
gradual dos negócios adquiridos em Maio de 2013.
O facto de não se repetirem em 2014 custos relacionados com a integração e se terem
adoptado medidas de carácter mais imediato e urgente de redução e controlo de custos,
que não envolvem redução de recursos humanos, permitirá uma recuperação significativa
dos resultados.
Por outro lado, a intensificação da actividade comercial e a dinamização da rede de agentes,
contribuirá para uma evolução mais positiva do comissionamento e, consequentemente,
para a recuperação dos resultados.
O crescimento das comissões de 536
mil Euros, registados em 2012, para
897 mil Euros (+67%) registados em
2013, resulta dessa integração. Por
outro lado, o resultado líquido obtido
(-187 mil Euros) e o EBITDA (-117 mil
Euros) resultam do abrandamento da
actividade no conjunto dos 3 negócios,
das imparidades reconhecidas em 2013
e dos custos inerentes à integração.
POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS
A política de gestão de riscos da Empresa é definida pela Administração, sendo da
responsabilidade de cada uma das áreas a sua aplicação prática.
A Empresa pretende que as Políticas de Gestão de Riscos, actualmente descentralizadas
pelas diversas áreas da sua estrutura, sejam no futuro consolidadas com o objectivo de
promover uma actuação integrada das diversas vertentes de gestão de risco.
O investimento efectuado e o
aumento da actividade conduziram
a um aumento significativo do activo
total e do passivo total. Este facto, aliado aos resultados obtidos, e apesar do reforço dos
capitais próprios em 283 mil Euros (+131%), conduziram à redução da autonomia financeira
de 42,5%, em 2012, para 21,8%, em 2013.
A gestão de riscos de crédito, de taxa de juro, de tesouraria e restantes riscos financeiros
é da responsabilidade da Direcção Financeira do Grupo.
Adicionalmente, a Empresa aplica a gestão de riscos a outras áreas, nomeadamente:
de seguros, ambiente, SSHT (saúde, segurança e higiene no trabalho) e tecnologias de
informação, cuja responsabilidade está actualmente descentralizada por cada uma dessas
áreas.
PERSPECTIVAS PARA 2014
Os condicionalismos e as contrariedades são encarados pela Diagonal como desafios a
ultrapassar. A filosofia de gestão que rege a organização ajuda-a a focalizar-se no que é
realmente importante:
• O Cliente, ou seja, a procura constante de soluções que acrescentem valor aos
nossos clientes e que sejam percebidas por estes, num mercado onde o preço é muitas
vezes o factor único de decisão;
• O accionista, pois só a agregação de valor permite a rentabilização dos investimentos
efectuados e a sustentabilidade futura do negócio;
• As soluções, como meio de aproveitar as oportunidades e superar os constrangimentos
e adversidades induzidos pelos mercados e pelas conjunturas desfavoráveis.
Tendo por base esta orientação, continuaremos a dar seguimento aos objectivos
estratégicos definidos em 2010, para o período 2011-2015, razão pela qual efectuámos o
investimento na aquisição dos negócios referidos acima.
Terminada a integração, iniciada em 2013 e concluída durante o 1º trimestre de 2014, o
enfoque para 2014 consiste na inversão dos resultados desfavoráveis e no consequente
reforço da estrutura financeira.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
ÓRGÃOS SOCIAIS
Conselho de Administração
Jorge Manuel Soares Simões
Presidente
José Luís Soares Simões
Vogal
Leonel Fernando Soares SimõesVogal
Vogal
Rogério Paulo Farinha Henriques Morato
Vogal
Mesa da Assembleia Geral
Clara Maria Campos Monteiro Ribeiro
Presidente
Isabel Maria Blazquez Pereira Silva
Secretária
265
Fiscal Único
Francisco Baptista de Castro Torres
Efectivo
Joaquim Eduardo Pinto Ribeiro
Suplente
EMPRESA | Diagonal - Correctores de Seguros, S.A
APLICAÇÃO DE RESULTADOS
A empresa Diagonal – Corretores de Seguros, S.A., encerrou o exercício de 2013 com
Resultados Líquidos negativos no valor de 186.552,42 Euros.
Atendendo às disposições legais e estatutárias aplicáveis, é proposta a seguinte aplicação
de resultados:
Resultados Transitados
-186.552,42
Moninhos, 26 de Março de 2014
Jorge Manuel Soares Simões - Presidente
Leonel Fernando Soares Simões - Vogal
José Luís Soares Simões - Vogal
Rogério Paulo Farinha Henriques Morato - Vogal
266
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Diagonal - Correctores de Seguros, S.A
B| DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAs
BALANÇO Balanço em 31 de Dezembro de 2013
Rubricas
(Euros)
Notas
Datas
2013
2012
ACTIVO NÃO CORRENTE
Activos fixos tangiveis
7
51 984,55
5 251,59
Activos intangíveis
6
677 179,18
4 224,46
Outros activos financeiros
12
15 839,98
15 839,98
12
745 003,71
25 316,03
ACTIVO CORRENTE
Adiantamentos a fornecedores
12
405,63
110,00
Accionistas / sócios
12
38 029,05
25 602,46
51 960,11
Outras contas a receber
Diferimentos
Caixa e depósitos bancários
12
244 358,94
15,1
21 434,52
10 556,01
4
390 059,95
265 070,86
694 288,09
353 299,44
1 439 291,80
378 615,47
200 000,00
49 880,00
300 000,00
-
Total do activo
CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO
CAPITAL PRÓPRIO
Capital realizado
12
Outros instrumentos de capital próprio
Reservas legais
15.2
2 500,00
33 137,42
Outras reservas
15.2
52 558,68
133 100,62
Resultados transitados
15.2
(55 058,68)
(0,00)
500 000,00
216 118,04
(186 552,42)
(55 058,68)
313 447,58
161 059,36
39 823,94
36 748,91
Resultado líquido do período
11
Total do capital próprio
PASSIVO
PASSIVO NÃO CORRENTE
PASSIVO CORRENTE
Fornecedores
12
Adiantamentos de clientes
-
7 108,60
15.3
12
33 838,58
15 121,48
Financiamentos obtidos
12
583 079,85
-
Outras contas a pagar
12
Estado e outros entes publicos
469 101,85
158 577,12
1 125 844,22
217 556,11
Total do passivo
1 125 844,22
217 556,11
Total do capital próprio e do passivo
1 439 291,80
378 615,47
O Técnico Oficial de Contas
Vítor José Caetano Sousa
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
A Administração
Jorge Manuel Soares Simões - Presidente | José Luís Soares Simões - Vogal | Leonel Fernando Soares Simões - Vogal
| Rogério Paulo Farinha Henriques Morato - Vogal
EMPRESA | Diagonal - Correctores de Seguros, S.A
267
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS POR NATUREZAS
(Euros)
Período findo em 31 de Dezembro de 2013
Rubricas
Notas
Vendas e serviços prestados
9
Fornecimentos e serviços externos
Gastos com o pessoal
Períodos
2013
2012
897 269,65
536 416,68
15.4
(430 458,97)
(287 641,37)
13
(577 090,29)
(300 122,31)
Outros rendimentos e ganhos
15.5
4 820,68
2 574,83
Outros gastos e perdas
15.6
(12 499,79)
(19 653,63)
(117 958,72)
(68 425,80)
Resultado antes de depreciações, gastos de financiamento e impostos
Gastos / reversões de depreciação e de amortização
15.7
(32 897,56)
(6 756,87)
Imparidade de investimentos depreciáveis / amortizáveis (perdas / reversões)
6.2
(48 000,00)
-
(198 856,28)
(75 182,67)
742,42
11 465,60
Resultado operacional (antes de gastos de financiamento e impostos)
Juros e rendimentos similares obtidos
15.8
Juros e gastos similares suportados
15.9
Resultado antes de impostos
Imposto sobre o rendimento do período
11
Resultado líquido do período
(26 462,17)
(1 979,68)
(224 576,03)
(65 696,75)
38 023,61
10 638,07
(186 552,42)
(55 058,68)
As notas anexas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras
A Administração
Jorge Manuel Soares Simões - Presidente | José Luís Soares Simões - Vogal | Leonel Fernando Soares Simões Vogal | Rogério Paulo Farinha Henriques Morato - Vogal
© JEFF KINSEY/FOTOLIA
O Técnico Oficial de Contas
Vítor José Caetano Sousa
268
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Diagonal - Correctores de Seguros, S.A
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA
(Euros)
Período findo em 31 de Dezembro de 2013
Rubricas
Períodos
Notas
2013
2012
Fluxos de caixa das actividades operacionais - método directo
Recebimentos de clientes
Pagamentos a fornecedores
Pagamentos ao pessoal
Caixa gerada pelas operações
Pagamento/recebimento do imposto sobre o rendimento
Outros recebimentos/pagamentos
Fluxos de caixa das actividades operacionais (1)
715.892,92
857.519,58
(538.847,40)
(451.677,91)
(345.814,49)
(207.184,36)
(168.768,97)
198.657,31
13.077,26
(18.528,63)
(127.412,89)
(30.417,09)
(283.104,60)
149.711,59
Fluxos de caixa das actividades de investimento
Pagamentos respeitantes a:
Activos fixos tangíveis
Activos intangíveis
(86.262,00)
(4.274,07)
(450.476,12)
(4.717,52)
Recebimentos provenientes de:
Juros e rendimentos similares
11,481.94
16,016.54
(525,256.18)
(7,024.95)
1.496.496,59
946.656,68
338.940,64
-
Financiamentos obtidos
(898,514.74)
(743.187,33)
Juros e gastos similares
(3,629,10)
(4.691,98)
-
(35.822,91)
933,293.33
162.954,46
Fluxos de caixa das actividades de investimento (2)
Fluxos de caixa das actividades de financiamento
Recebimentos provenientes de:
Financiamentos obtidos
Realizações de capital e de outros instrumentos de capital próprio
Pagamentos respeitantes a:
Dividendos
Fluxos de caixa das actividades de financiamento (3)
Variação de caixa e seus equivalentes (1)+(2)+(3)
124.932,61
319.691,00
Caixa e seus equivalentes no início do período
4
265,070,86
(54.620,14)
Caixa e seus equivalentes no fim do período
4
390.003,47
265.070,86
As notas anexas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras
O Técnico Oficial de Contas
Vítor José Caetano Sousa
A Administração
Jorge Manuel Soares Simões - Presidente | José Luís Soares Simões - Vogal | Leonel Fernando Soares Simões Vogal | Rogério Paulo Farinha Henriques Morato - Vogal
269
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Diagonal - Correctores de Seguros, S.A
DEMONSTRAÇÃO DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO
(Euros)
No Período de 2012
Outros Instrumentos de
Capital Realizado
Reservas Legais
Capital Próprio
Outras Reservas
Resultados
Resultado Líquido do
Transitados
Período
Total
Posição no início do período 2012
49 880,00
-
30 872,86
133 100,62
(7 203,73)
45 291,20
251 940,95
Alterações no período:
49 880,00
-
30 872,86
133 100,62
(7 203,73)
45 291,20
251 940,95
(55 058,68)
(55 058,68)
(9 767,48)
196 882,27
7 203,73
(9 468,29)
-
Resultado líquido do período
Resultado integral
Operações com detentores de capital no período
Aplicação de resultados
-
2 264,56
-
Outras operações
Distribuição Dividendos
Posição no fim do período 2012
-
-
-
-
(35 822,91)
(35 822,91)
-
-
2 264,56
-
7 203,73
(45 291,20)
(35 822,91)
49 880,00
-
33 137,42
133 100,62
-
(55 058,68)
161 059,36
270
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Diagonal - Correctores de Seguros, S.A
(Euros)
No Período de 2013
Outros Instrumentos de
Capital Realizado
Reservas Legais
Capital Próprio
Outras Reservas
Resultados
Resultado Líquido do
Transitados
Período
Posição no início do período 2013
49 880,00
-
33 137,42
133 100,62
-
Alterações no período:
49 880,00
-
33 137,42
133 100,62
-
Resultado líquido do período
(55 058,68)
Total
161 059,36
(55 058,68)
161 059,36
(186 552,42)
(186 552,42)
(241 611,10)
(25 493,06)
Resultado integral
Operações com detentores de capital no período
Realizações de capital
Aplicação de resultados
150 120,00
-
Prestações Acessórias
Posição no fim do período 2013
(30 637,42)
(80 541,94)
-
38 940,64
(55 058,68)
55 058,68
300 000,00
300 000,00
150 120,00
300 000,00
(30 637,42)
(80 541,94)
(55 058,68)
55 058,68
338 940,64
200 000,00
300 000,00
2 500,00
52 558,68
(55 058,68)
(186 552,42)
313 447,58
271
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Diagonal - Correctores de Seguros, S.A
ANEXO
dos activos e passivos, assim como nos rendimentos e gastos do período de reporte.
(Montantes expressos em Euros)
Apesar de estas estimativas serem baseadas na melhor experiência do Conselho de
1 – IDENTIFICAÇÃO DA ENTIDADE
1.1. - Designação da entidade:
A empresa foi constituída em 23 de Novembro de 1989 com a denominação Social de
Lusiseg - Mediadores de Seguros, Lda., com o NIF 502 274 085. Em 1 de Agosto de 2013 a
empresa foi transformada em sociedade anónima e objecto de alteração de designação
social, passando a denominar-se Diagonal - Corretores de Seguros, S.A.
1.2. - Sede:
A entidade tem a sua sede social na Rua Fernando Namora em Moninhos, concelho de
Loures.
1.3. - Natureza da actividade:
A actividade da Empresa consiste na mediação de seguros.
Administração e nas suas melhores expectativas em relação aos eventos e acções correntes
e futuras, os resultados actuais e futuros podem diferir destas estimativas. As áreas que
envolvem um maior grau de julgamento ou complexidade, ou áreas em que pressupostos
e estimativas sejam significativos para as demonstrações financeiras são apresentadas na
Nota 3.15.
2.2. - Derrogação das disposições do SNC
Não existiram, no decorrer do exercício a que respeitam estas Demonstrações Financeiras,
quaisquer casos excepcionais que implicassem directamente a derrogação das disposições
prevista pelo SNC.
2.3. - Comparabilidade das demonstrações financeiras
Os elementos constantes nas presentes Demonstrações Financeiras são, na sua totalidade,
comparáveis com os do exercício anterior.
1.4. - Designação da empresa-mãe:
A empresa-mãe denomina-se LS – Luís Simões, SGPS, S.A. e participa em 100% na
Diagonal – Corretores de Seguros, S.A.
1.5. - Sede da empresa-mãe:
A empresa-mãe tem sede social na Rua Fernando Namora em Moninhos, concelho de
Loures.
Estas demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração, na
reunião de 26 de Março de 2014. É opinião do Conselho de Administração que estas
demonstrações financeiras reflectem de forma verdadeira e apropriada as operações da
Empresa, bem como a sua posição e performance financeira e fluxos de caixa.
2 - REFERENCIAL CONTABILÍSTICO DE PREPARAÇÃO DAS
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
2.1. - Base de Preparação
Estas demonstrações financeiras foram preparadas de acordo com as Normas Contabilísticas
e de Relato Financeiro (NCRF) em vigor, na presente data.
272
A preparação das demonstrações financeiras em conformidade com o SNC requer o uso de
estimativas, pressupostos e julgamentos críticos no processo da determinação das políticas
contabilísticas a adoptar pela Empresa, com impacto significativo no valor contabilístico
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Diagonal - Correctores de Seguros, S.A
3 - PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS
activos quando se traduzam em montantes significativos.
As principais políticas contabilísticas adoptadas na preparação das demonstrações
financeiras anexas são as que abaixo se descrevem. Estas políticas foram consistentemente
aplicadas a todos os exercícios apresentados, salvo indicação contrária.
As taxas de depreciação resultantes da determinação das vidas úteis estimadas para os
activos fixos tangíveis mais significativos são conforme segue:
Bem
2013
3.1 - Conversão cambial
3.1.1 - Moeda funcional e de apresentação
As demonstrações financeiras da Empresa e respectivas notas deste anexo são apresentadas
em euros, salvo indicação explícita em contrário.
3.1.2 - Transacções e saldos
As transacções em moedas diferentes do euro são convertidas na moeda funcional
utilizando as taxas de câmbio à data das transacções. Os ganhos ou perdas cambiais
resultantes do pagamento/ recebimento das transacções bem como da conversão pela
taxa de câmbio à data do balanço, dos activos e dos passivos monetários denominados
em moeda estrangeira, são reconhecidos na demonstração dos resultados, na rubrica de
gastos de financiamento, se relacionadas com empréstimos ou em outros rendimentos ou
gastos operacionais, para todos os outros saldos/transacções.
3.2 - Activos fixos tangíveis
Os activos fixos tangíveis encontram-se valorizados ao custo deduzido das depreciações
acumuladas e eventuais perdas por imparidade. Este custo inclui o custo estimado à data
de transição para NCRF, e os custos de aquisição para activos obtidos após essa data.
O custo de aquisição inclui o preço de compra do activo, as despesas directamente
imputáveis à sua aquisição e os encargos suportados com a preparação do activo para que
se encontre na sua condição de utilização.
Os custos com substituições e grandes reparações são capitalizados sempre que aumentem
a vida útil do imobilizado a que respeitem e são amortizadas no período remanescente da
vida útil desse imobilizado ou no seu próprio período de vida útil, se inferior.
As despesas de manutenção e reparação (dispêndios subsequentes) que não são susceptíveis
de gerar benefícios económicos futuros são registadas como gastos no período em que são
incorridas.
Os custos a suportar com o desmantelamento ou remoção de activos instalados em
propriedade de terceiros serão considerados como parte do custo inicial dos respectivos
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
Equipamento de transporte
Equipamento administrativo
Outros Activos Fixos Tangíveis
25,00
10,00 - 100,00
25,00
As depreciações são calculadas numa base duodecimal, após o momento em que o bem
se encontra em condições de ser utilizado, em conformidade com o período de vida útil
estimado para cada grupo de bens.
O gasto com depreciações é reconhecido na demonstração de resultados na rubrica
Gastos/Reversões de Depreciação e Amortização.
Sempre que existam indícios de perda de valor dos activos fixos tangíveis, são efectuados
testes de imparidade, de forma a estimar o valor recuperável do activo, e quando
necessário registar uma perda por imparidade. O valor recuperável é determinado como o
mais elevado entre o preço de venda líquido e o valor de uso do activo, sendo este último
calculado com base no valor actual dos fluxos de caixa futuros estimados, decorrentes do
uso continuado e da alienação do activo no fim da sua vida útil.
As vidas úteis dos activos são revistas em cada período de relato financeiro, para que
as depreciações praticadas estejam em conformidade com os padrões de consumo
dos activos. Alterações às vidas úteis são tratadas como uma alteração de estimativa
contabilística e são aplicadas prospectivamente.
O ganho (ou a perda) resultante da alienação ou abate de um activo fixo tangível é
determinado como a diferença entre o montante recebido na transacção e a quantia
escriturada do activo e é reconhecido em resultados no período em que ocorre a alienação.
Os Activos Fixos Tangíveis em Curso dizem respeito a bens que ainda se encontram em
fase de construção ou desenvolvimento e estão mensurados ao custo de aquisição sendo
somente amortizados quando se encontram disponíveis para uso.
3.3 - Locações
As locações financeiras são capitalizadas no início da locação pelo menor entre o justo
valor do activo locado e o valor presente dos pagamentos mínimos da locação, cada um
EMPRESA | Diagonal - Correctores de Seguros, S.A
273
determinado à data de início do contrato. A dívida resultante de um contrato de locação
financeira é registada líquida de encargos financeiros, na rubrica de Financiamentos
obtidos. Os encargos financeiros incluídos na renda e a depreciação dos activos locados,
são reconhecidos na Demonstração dos resultados, no período a que dizem respeito.
Os activos fixos tangíveis adquiridos através de locações financeiras são depreciados pelo
menor de entre o período de vida útil do activo e o período da locação quando a Empresa
não tem opção de compra no final do contrato, ou pelo período de vida útil estimado
quando a Empresa tem a intenção de adquirir os activos no final do contrato.
Nas locações consideradas operacionais, as rendas a pagar são reconhecidas como custo na
demonstração dos resultados numa base linear, durante o período da locação.
amortizados, estando sujeitos a testes de imparidade anuais ou sempre que os
mesmos apresentem sinais de imparidade.
O gasto com amortizações é reconhecido na demonstração de resultados na rubrica
Gastos/Reversões de Depreciação e Amortização.
As vidas úteis e método de amortização dos vários activos intangíveis são revistos
anualmente.
O efeito de alguma alteração a estas estimativas é reconhecido na demonstração dos
resultados prospectivamente.
As taxas de amortização resultantes da determinação das vidas úteis estimadas para os
activos intangíveis mais significativos são conforme segue:
3.4 - Intangíveis
Reconhecimento inicial
O custo dos activos intangíveis adquiridos separadamente reflecte, em geral, os benefícios
económicos futuros esperados e compreende:
• O preço de compra, incluindo custos com direitos intelectuais e os impostos sobre as
compras não reembolsáveis, após dedução dos descontos comerciais e abatimentos; e
• Qualquer custo directamente atribuível à preparação do activo, para o seu uso
pretendido.
Reconhecimento subsequente
A Empresa valoriza os seus activos intangíveis, após o reconhecimento inicial, pelo Modelo
do Custo, conforme definido pela NCRF 6 – Activos Intangíveis, que define que um activo
intangível deve ser escriturado pelo seu custo deduzido da amortização acumulada e
quaisquer perdas por imparidade acumuladas.
Tipo de Bem
Programas de computador
2013
2012
33,33
33,33
3.5 - Imparidade de activos
Os activos com vida útil indefinida não estão sujeitos a amortização, sendo objecto de
testes de imparidade anuais.
Em cada data de relato é efectuada uma revisão das quantias escrituradas dos activos
da Empresa com vista a determinar se existe algum indicador de que possam estar em
imparidade.
Amortização
A Empresa determina a vida útil e o método de amortização dos activos intangíveis com
base na estimativa de consumo dos benefícios económicos futuros associados ao activo.
Sempre que a quantia escriturada do activo ou da unidade geradora de caixa for superior
à sua quantia recuperável, é reconhecida uma perda por imparidade. A perda por
imparidade é registada de imediato na demonstração dos resultados na rubrica de “Perdas
por imparidade”, salvo se tal perda compensar um excedente de revalorização registado
no capital próprio. Neste último caso, tal perda será tratada como um decréscimo de
revalorização. Nos casos em que a perda não é considerada permanente e definitiva,
a perda de imparidade não é reconhecida, sendo feita a divulgação das razões que
fundamentam essa conclusão.
Activos intangíveis com vida útil finita
Os activos intangíveis com vida útil definida são amortizados numa base sistemática
a partir da data em que se encontram disponíveis para uso, durante a vida útil
estimada.
O valor recuperável é o maior de entre o justo valor do activo deduzido dos custos de venda
e o seu valor de uso. Para a determinação da existência de imparidade, os activos são
alocados ao nível mais baixo para o qual existem fluxos de caixa separados identificáveis
(unidades geradoras de caixa).
Activos intangíveis com vida útil indefinida
Os activos que pela sua natureza não possuam uma vida útil definida não são
A reversão de perdas por imparidade reconhecidas em exercícios anteriores é registada
quando há evidências de que as perdas por imparidade reconhecidas já não existem ou
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Diagonal - Correctores de Seguros, S.A
274
diminuíram. A reversão das perdas por imparidade é reconhecida na demonstração dos
resultados na rubrica de “Reversões de perdas por imparidade”. A reversão da perda por
imparidade é efectuada até ao limite da quantia que estaria reconhecida (líquida de
amortizações) caso a perda não tivesse sido registada.
Quando há lugar ao registo ou reversão de imparidade, a amortização e depreciação dos
activos são recalculadas prospectivamente de acordo com o valor recuperável.
3.6 - Imposto sobre o rendimento
O imposto sobre o rendimento corresponde à soma dos impostos correntes com os impostos
diferidos. Os impostos correntes e os impostos diferidos são registados em resultados,
salvo quando se relacionam com itens registados directamente no capital próprio. Nestes
casos os impostos correntes e os impostos diferidos são igualmente registados no capital
próprio.
Imposto corrente: o imposto corrente a pagar é baseado no lucro tributável do exercício.
O lucro tributável difere do resultado contabilístico, uma vez que exclui diversos custos e
proveitos que apenas serão dedutíveis ou tributáveis noutros exercícios. O lucro tributável
exclui ainda custos e proveitos que nunca serão dedutíveis ou tributáveis.
Imposto diferido: os impostos diferidos referem-se às diferenças temporárias entre os
montantes dos activos e passivos para efeitos de relato contabilístico e os respectivos
montantes para efeitos de tributação.
Os activos e os passivos por impostos diferidos são mensurados utilizando as taxas de
tributação que se espera estarem em vigor à data da reversão das correspondentes
diferenças temporárias, com base nas taxas de tributação (e legislação fiscal) que esteja
formal ou substancialmente emitida na data de relato.
Os impostos diferidos activos são reconhecidos na medida em que seja provável que
existam lucros tributáveis futuros disponíveis para a utilização da diferença temporária.
Os impostos diferidos passivos são reconhecidos sobre todas as diferenças temporárias
tributáveis.
Os impostos diferidos activos são revistos anualmente e reduzidos sempre que deixe de ser
provável que possam ser utilizados.
3.7 - Activos e Passivos Financeiros
O Conselho de Administração determina a classificação dos activos e passivos financeiros,
na data do reconhecimento inicial de acordo com a NCRF 27 – Instrumentos financeiros.
Os activos e passivos financeiros podem ser classificados/mensurados como:
(a) Ao custo ou custo amortizado menos qualquer perda por imparidade; ou
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
(b) Ao justo valor com as alterações de justo valor a ser reconhecidas na demonstração
dos resultados.
A Empresa classifica e mensura ao custo ou ao custo amortizado, os activos e passivos
financeiros: i) que em termos de prazo sejam à vista ou tenham maturidade definida;
ii) cujo retorno seja de montante fixo, de taxa de juro fixa ou de taxa variável
correspondente a um indexante de mercado; e iii) que não possuam nenhuma cláusula
contratual da qual possa resultar a perda do valor nominal e do juro acumulado (no caso
dos activos) ou alteração à responsabilidade pelo reembolso do valor nominal e do juro
acumulado a pagar (no caso dos passivos).
Para os activos e passivos registados ao custo amortizado, os juros obtidos a reconhecer
em cada período são determinados de acordo com o método da taxa de juro efectiva,
que corresponde à taxa que desconta exactamente os recebimentos de caixa futuros
estimados durante a vida esperada do instrumento financeiro.
São registados ao custo ou custo amortizado: (i) os activos financeiros que constituem
empréstimos concedidos, contas a receber (clientes, outros devedores, etc.) e
instrumentos de capital próprio bem como quaisquer contratos derivados associados, que
não sejam negociados em mercado activo ou cujo justo valor não possa ser determinado
de forma fiável e (ii) os passivos financeiros que constituem financiamentos obtidos,
contas a pagar (fornecedores, outros credores, etc.) e instrumentos de capital próprio
bem como quaisquer contratos derivados associados, que não sejam negociados em
mercado activo ou cujo justo valor não possa ser determinado de forma fiável.
A Empresa classifica e mensura ao justo valor os activos financeiros que não cumpram
com as condições para ser mensurados ao custo ou custo amortizado, conforme descrito
acima. São registados ao justo valor os activos financeiros que constituem instrumentos
de capital próprio cotados em mercado activo, contratos derivados e activos financeiros
detidos para negociação. As variações de justo valor são registadas nos resultados
de exercício, excepto no que se refere aos instrumentos financeiros derivados que
qualifiquem como relação de cobertura de fluxos de caixa.
A Empresa avalia a cada data de relato financeiro a existência de indicadores de perda
de valor para os activos financeiros que não sejam mensurados ao justo valor através de
resultados. Se existir uma evidência objectiva de imparidade, a Empresa reconhece uma
perda por imparidade na demonstração de resultados.
Os activos financeiros são desreconhecidos quando os direitos ao recebimento dos fluxos
monetários originados por esses investimentos expiram ou são transferidos, assim como
todos os riscos e benefícios associados à sua posse. Uma entidade deve desreconhecer
um passivo financeiro (ou parte de um passivo financeiro) apenas quando este se
EMPRESA | Diagonal - Correctores de Seguros, S.A
275
extinguir, isto é, quando a obrigação estabelecida no contrato seja liquidada, cancelada
ou expire.
3.8 - Caixa e equivalentes de caixa
Os montantes incluídos na rubrica de Caixa e Depósitos bancários correspondem aos valores
de depósitos bancários vencíveis a menos de três meses, e que possam ser imediatamente
mobilizáveis com risco insignificante de alteração de valor. Estes activos estão valorizados
ao custo.
Para efeitos da demonstração dos fluxos de caixa, a rubrica de ‘‘Caixa e equivalentes
de caixa’’ compreende, além da Caixa e Depósitos bancários, também os descobertos
bancários incluídos na rubrica de Financiamentos obtidos do Balanço.
3.9 - Financiamentos obtidos
Os financiamentos obtidos são inicialmente reconhecidos ao justo valor, líquido de
custos de transacção e montagem incorridos. Os financiamentos são subsequentemente
apresentados ao custo amortizado sendo a diferença entre o valor nominal e o justo valor
inicial reconhecida na demonstração dos resultados consolidados ao longo do período do
empréstimo, utilizando o método da taxa de juro efectiva.
Os financiamentos obtidos são classificados no passivo corrente, excepto se a Empresa
possuir um direito incondicional de diferir o pagamento do passivo por, pelo menos, 12
meses após a data do balanço, sendo neste caso classificados no passivo não corrente.
3.10 - Gastos e rendimentos
Os gastos e rendimentos são registados no período a que se referem, independentemente do
seu pagamento ou recebimento, de acordo com o princípio contabilístico da especialização
dos exercícios. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e os correspondentes
réditos e gastos são reconhecidos como activos ou passivos, se se qualificarem como tal.
3.11 - Rédito
O rédito é mensurado pelo justo valor da contraprestação recebida ou a receber. O
rédito a reconhecer é deduzido do montante estimado de devoluções, descontos e outros
abatimentos. O rédito reconhecido não inclui IVA e outros impostos liquidados relacionados
com a venda.
O rédito proveniente da venda de bens é reconhecido quando todas as seguintes condições
são satisfeitas:
• Todos os riscos e vantagens da propriedade dos bens foram transferidos para o
comprador;
• A Empresa não mantém qualquer controlo sobre os bens vendidos;
• O montante do rédito pode ser mensurado com fiabilidade;
• É provável que benefícios económicos futuros associados à transacção fluam para a
Empresa;
• Os custos incorridos ou a incorrer com a transacção podem ser mensurados com
fiabilidade.
O rédito proveniente da prestação de serviços é reconhecido com referência à fase de
acabamento da transacção à data de relato, desde que todas as seguintes condições sejam
satisfeitas:
• O montante do rédito pode ser mensurado com fiabilidade;
• É provável que benefícios económicos futuros associados à transacção fluam para a
Empresa;
• Os custos incorridos ou a incorrer com a transacção podem ser mensurados com
fiabilidade;
• A fase de acabamento da transacção à data de relato pode ser mensurada com
fiabilidade.
O rédito de juros é reconhecido utilizando o método do juro efectivo, desde que seja
provável que benefícios económicos fluam para a Empresa e o seu montante possa ser
mensurado com fiabilidade.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Diagonal - Correctores de Seguros, S.A
276
3.12 - Encargos financeiros com empréstimos obtidos
Os encargos financeiros relacionados com empréstimos obtidos são geralmente
reconhecidos como gastos à medida que são incorridos na rubrica juros e gastos similares.
3.13 - Activos e Passivos Contingentes
Um Activo Contingente é um possível activo proveniente de acontecimentos passados e
cuja existência só será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais acontecimentos
futuros incertos não totalmente sob o controlo da entidade.
Os Activos Contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras para não
resultarem no reconhecimento de rendimentos que podem nunca ser realizados. Contudo,
são divulgados quando for provável a existência de um influxo futuro.
Um Passivo Contingente é:
• Uma obrigação possível que provém de acontecimentos passados e cuja existência
só será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais acontecimentos futuros
incertos não totalmente sob o controlo da entidade,
ou
• Uma obrigação presente que decorra de acontecimentos passados mas que não é
reconhecida porque:
• Não é provável que uma saída de recursos seja exigida para liquidar a obrigação,
• A quantia da obrigação não pode ser mensurada com suficiente fiabilidade.
Os Passivos Contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras para não
resultarem no reconhecimento de gastos que podem nunca se tornar efectivos. Contudo,
são divulgados sempre que existe uma probabilidade de exfluxos futuros que não seja
remota.
3.14 - Capitais Próprios
a) Capital Social
As acções ordinárias são classificadas no capital próprio. Os custos directamente
atribuíveis à emissão de novas acções ou opções são apresentados no capital próprio como
uma dedução, líquida de impostos, ao montante emitido.
As acções próprias adquiridas através de contrato são reconhecidas no capital próprio,
em rubrica própria. De acordo com o código das sociedades Comerciais a Empresa tem
de garantir a cada momento a existência de reservas no Capital Próprio para cobertura
do valor das acções próprias, limitando o valor das reservas disponíveis para distribuição.
b) Dividendos Antecipados
A distribuição de dividendos aos sócios da Empresa é reconhecida como uma responsabilidade
nas demonstrações financeiras no período em que os dividendos são aprovados pelos seus
accionistas.
3.15 - Principais estimativas e julgamentos apresentados
As estimativas e julgamentos com impacto nas demonstrações financeiras da Diagonal –
Corretores de Seguros, S.A. são continuamente avaliados, representando à data de cada
relato a melhor estimativa do Conselho de Administração, tendo em conta o desempenho
histórico, a experiência acumulada e as expectativas sobre eventos futuros que, nas
circunstâncias em causa, se acreditam serem razoáveis.
A natureza intrínseca das estimativas pode levar a que o reflexo real das situações que
haviam sido alvo de estimativa possam, para efeitos de relato financeiro, vir a diferir
dos montantes estimados. As estimativas e os julgamentos que apresentam um risco
significativo de originar um ajustamento material no valor contabilístico de activos e
passivos no decurso do exercício seguinte são as que seguem:
3.15.1 - Activos fixos tangíveis e Activos intangíveis
A determinação das vidas úteis dos activos, bem como o método de depreciação/
amortização a aplicar é essencial para determinar o montante das depreciações/
amortizações a reconhecer na demonstração dos resultados de cada exercício.
Estes dois parâmetros são definidos de acordo com o melhor julgamento da Administração
para os activos em questão, considerando sempre que possível, as práticas adoptadas por
empresas do sector.
3.15.2 – Perdas por imparidade de clientes e devedores
A determinação de uma eventual perda por imparidade pode ser despoletada pela
ocorrência de diversos eventos, muitos dos quais fora da esfera de influência da
Empresa, tais como: a disponibilidade futura de financiamento, o custo de capital ou
quaisquer outras alterações, quer internas, quer externas à Empresa.
A identificação dos indicadores de imparidade, a estimativa de fluxos de caixa futuros
e a determinação do justo valor de activos implicam um elevado grau de julgamento
por parte da Administração no que respeita à identificação e avaliação dos diferentes
indicadores de imparidade, fluxos de caixa esperados, taxas de desconto aplicáveis,
vidas úteis e valores residuais.
277
As acções próprias são registadas ao custo de aquisição, se a compra for efectuada à vista,
ou ao justo valor estimado se a compra for diferida.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Diagonal - Correctores de Seguros, S.A
Em particular, da análise efectuada periodicamente aos saldos a receber poderá surgir a
necessidade de registar perdas por imparidade, sendo estas determinadas com base na
informação disponível e em estimativas efectuadas pela Empresa dos fluxos de caixa que
se espera receber.
3.15.3 - Impostos diferidos
São reconhecidos activos por impostos diferidos apenas quando existe forte segurança
de que existirão lucros tributáveis futuros disponíveis para a utilização das diferenças
temporárias ou quando existam passivos por impostos diferidos cuja reversão seja
expectável no mesmo período em que os activos por impostos diferidos sejam revertidos.
A avaliação dos activos por impostos diferidos é efectuada pela Administração no
final de cada exercício, tendo em atenção a expectativa de desempenho no futuro.
5.2 - Remuneração do pessoal chave da gestão
No decurso dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012 foram efectuadas as
seguintes remunerações ao pessoal chave da gestão:
31.12.2013
Benefícios de curto prazo dos empregados
LS - Luís Simões SPGS, S.A.
Total de caixa e depositos bancarios
Caixa
Depósitos à ordem
Total de caixa e depositos bancarios
Descobertos bancários
Total de caixa e seus equivalentes a caixa
2012
59 551,27
Serviço que a empresa
Serviço que a empresa
recebe
presta
Financiamentos
Dividendos
Cedência de Gasóleo
Mediador de Seguros
Cedência de Gasóleo
Mediador de Seguros
Outras partes relacionadas:
972,39
500,00
389 087,56
264 570,86
390 059,95
265 070,86
390 003,47
265 070,86
2013
66 776,34
Empresa-mãe:
A rubrica de Caixa e seus equivalentes decompõem-se conforme se segue:
Depósitos à ordem
59 551,27
a) Natureza do relacionamento com as partes relacionadas
Natureza do relacionamento
Caixa
66 776,34
5.3 - Transacções com partes relacionadas
4 - fluxos de caixa
2013
31.12.2012
2012
972,39
500,00
389.087,56
264.570,86
390.059,95
265.070,86
(56,48)
-
390.003,47
265.070,86
Luís Simões Logística Integrada, S.A.
Reta- Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo,
S.A.
LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
5.1 - Identificação de partes relacionadas
A Empresa é detida em 100% pela entidade LS – Luís Simões, SGPS, S.A. sendo as suas
demonstrações financeiras consolidadas na referida entidade.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
Mediador de Seguros
trativos e de Gestão
b) Quantias de transacções e saldos pendentes com partes relacionadas
A quantia das transacções e dos saldos pendentes de partes relacionadas são os indicados
no quadro seguinte:
Ano
Fornecimentos e Serviços
Externos
Outras partes relacionadas:
Solmoninhos - Consultoria, Gestão e Execução Imobiliária, Lda.
Reta - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
5 - PARTES RELACIONADAS
Serviços de Administração;
Serviços Técnicos, Adminis-
Luís Simões Logistica Integrada, S.A.
LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
2012
20 520,00
2013
20 520,00
2012
43 413,36
2013
43 413,36
2012
4 149,59
2013
4 523,85
2012
44 119,71
2013
50 650,90
EMPRESA | Diagonal - Correctores de Seguros, S.A
278
Ano
Outras contas a pagar
Clientes
Outras contas a receber
Accionistas
Empresa-mãe:
Luís Simões SPGS, S.A.
2012
630,01
-
11 465,60
2013
26 460,35
-
38 749,69
2012
-
64 570,07
2 532,00
2013
-
-
2012
-
363 494,25
-
-
2013
-
-
-
-
2012
-
(19 939,65)
-
-
25 602,46
Outras partes relacionadas:
LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
Luís Simões Logística Integrada, S.A.
Reta - Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
Solmoninhos - Consultoria, Gestão e Execução Imobiliária, Lda.
-
2013
-
-
-
-
2012
-
250,00
-
-
2013
-
-
-
-
Não existem ajustamentos de dívidas de cobranças duvidosas relacionados com a quantia
de saldos pendentes, nem gastos reconhecidos durante o período a respeito de dívidas
incobráveis ou de cobrança duvidosa de partes relacionadas.
A quantia dos financiamentos a receber e a pagar de partes relacionadas bem como dos
rendimentos e gastos de juros são os indicados no quadro seguinte:
Ano
Financiamentos a Receber
Financiamentos a Pagar
Rendimentos de juros
Gastos de Juros
Empresa-mãe:
LS - Luís Simões SPGS, S.A.
2012
2013
14 958,48
583 023,37
11 465,60
630,01
720,64
26 460,35
6 - ACTIVOS INTANGÍVEIS
6.1 - Divulgações para cada classe de activos intangíveis, distinguindo entre
os activos intangíveis gerados internamente e outros activos intangíveis:
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012 o movimento ocorrido
na quantia escriturada dos activos intangíveis, bem como nas respectivas amortizações
acumuladas e perdas por imparidade, foi o seguinte:
279
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Diagonal - Correctores de Seguros, S.A
Programas de
Outros activos
Computador
Intangíveis
Total
Valores em 01.01.2012
Quantias brutas escrituradas
49 039,46
-
49 039,46
(46 754,27)
-
(46 754,27)
Quantias líquidas escrituradas
2 285,19
-
Adições
4 717,53
Amortizações e perdas por imparidade acumuladas
Amortizações
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012 o movimento ocorrido na
quantia escriturada dos activos fixos tangíveis, bem como nas respectivas amortizações
acumuladas e perdas por imparidade, foi o seguinte:
2 285,19
4 717,53
(2 778,26)
(2 778,26)
Equipamento
Equipamento
Outros activos
de transporte
administrativo
fixos tangíveis
27 662,99
359,08
28 022,07
(19 185,55)
(359,08)
(19 544,63)
8 477,44
-
8 477,44
Totais
Valores em 01.01.2012
Valores em 31.12.2012
Quantias brutas escrituradas
Quantias brutas escrituradas
Amortizações e perdas por imparidade acumuladas
Quantias líquidas escrituradas
Adições
53 757,09
-
53 757,09
(49 532,63)
-
(49 532,63)
Amortizações
Depreciações e perdas por imparidade
acumuladas
4 224,46
-
4 224,46
40 846,99
690 476,12
731 323,11
Adições
(48 000,00)
(48 000,00)
Depreciações
Perdas por imparidade
(10 368,39)
(10 368,39)
Valores em 31.12.2013
Quantias líquidas escrituradas
752,76
-
752,76
(3 978,61)
-
(3 978,61)
-
28 415,75
359,08
28 774,83
-
(23 164,16)
(359,08)
(23 523,24)
-
5 251,59
-
5 251,59
Adições
36 500,00
32 382,13
380,00
69 262,13
Depreciações
(6 083,33)
(16 382,52)
(63,32)
(22 529,17)
36 500,00
60 797,88
739,08
98 036,96
(6 083,33)
(39 546,68)
(422,40)
(46 052,41)
30 416,67
21 251,20
316,68
51 984,55
Valores em 31.12.2012
Quantias brutas escrituradas
Quantias brutas escrituradas
Amortizações e perdas por imparidade acumuladas
Quantias líquidas escrituradas
7 - ACTIVOS FIXOS TANGÍVEIS
94 604,08
690 476,12
785 080,20
(59 901,02)
(48 000,00)
(107 901,02)
34 703,06
642 476,12
677 179,18
6.2. - Activos Intangíveis com vida útil indefinida
A empresa detém Activos Intangíveis com vida útil indefinida referentes à aquisição de
uma carteira de seguros pelo valor de 690.476,12 Euros. No final do período findo em 31
de Dezembro de 2013, a empresa procedeu a um teste de imparidade a este activo, tendo
como metodologia a projecção dos fluxos de caixa futuros, tendo determinado uma perda
por imparidade no valor de 48.000 Euros
6.3.- Activos Intangíveis com titularidade restringida, como garantias de
passivos e compromissos contratuais para aquisição dos mesmos
Os Programas de Computador não são propriedade da empresa, a qual se limita a ter os
respectivos direitos de uso nos termos do contrato celebrado com o fornecedor.
Depreciações e perdas por imparidade
acumuladas
Quantias líquidas escrituradas
Valores em 31.12.2013
Quantias brutas escrituradas
Depreciações e perdas por imparidade
acumuladas
Quantias líquidas escrituradas
Não existem activos intangíveis dados como garantias de passivos.
7.1. - Titularidade de activos fixos tangíveis dados como garantia de passivos
Não existem activos tangíveis dados como garantias de passivos nos exercícios de 2013 e
2012.
6.4.- Compromissos futuros para aquisição de activos intangíveis
Não existem compromissos futuros para aquisição de activos intangíveis.
7.2. - Compromissos futuros para aquisição de activos fixos tangíveis
Não existem compromissos futuros para aquisição de activos fixos tangíveis.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Diagonal - Correctores de Seguros, S.A
280
© MACEO/FOTOLIA
9 – Rédito
O rédito reconhecido pela Empresa em 31 de Dezembro de 2013 e 2012 é detalhado
conforme se segue: A repartição do rédito apurado nos exercícios findos em 31.12.2012 e
31.12.2011 é a seguinte:
2013
2012
Prestação de Serviços
Serviços
897.269,65
536.416,68
897.269,65
536.416,68
A repartição do rédito apurado nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012
é a seguinte:
2013
8 – LOCAÇÕES
Mercado Interno
Locações operacionais
a) Futuros pagamentos mínimos
Os futuros pagamentos mínimos das locações operacionais em 31 de Dezembro de 2013 e
2012 são detalhados conforme se segue:
2012
897.269,65
536.416,68
897.269,65
536.416,68
10 – Acontecimentos após a data do balanço
10.1 – Autorização para emissão das Demonstrações Financeiras
As demonstrações financeiras foram autorizadas para emissão, pelo Conselho de
Administração, em 26 de Março de 2014.
Pagamentos futuros mínimo
2013
Gasto do exercício
Até 1 ano
1 ano e 5
anos
A mais de 5
anos
Alugueres Imóveis
61 563,64
35 818,36
7 517,47
0,00
Alugueres Viaturas Turismo
18 941,01
14 192,72
13 270,50
0,00
80 504,65
50 011,08
20 787,97
0,00
10.2 - Acontecimentos após a data de balanço que originaram alterações nas
divulgações
Não ocorrerem quaisquer acontecimentos após a data do balanço que originem alterações
nas divulgações.
10.3 – Acontecimentos após a data de balanço que não deram lugar a
ajustamento
Não ocorrerem quaisquer acontecimentos após a data do balanço a referir.
Pagamentos futuros mínimo
2012
Gasto do exercício
Até 1 ano
1 ano e 5
anos
11 - Impostos sobre o rendimento
A mais de 5
anos
Alugueres Imóveis
24 937,91
24 321,84
0,00
0,00
Alugueres Viaturas Turismo
13 500,42
13 210,08
4 585,58
0,00
38 438,33
37 531,92
4 585,58
0,00
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
A Empresa encontra-se sujeita a Imposto sobre os Rendimentos das Pessoas Colectivas
(IRC), sendo a taxa actual de 25% acrescida de Derrama à taxa máxima de 1,5% sobre o
lucro tributável, atingindo uma taxa de imposto agregada de 26,5%.
EMPRESA | Diagonal - Correctores de Seguros, S.A
281
Nos termos do artigo 88º do CIRC, a Empresa está sujeita a tributação autónoma sobre um
conjunto de encargos às taxas aí previstas.
2013
2012
Imposto Corrente
As empresas do Grupo, encontram-se desde o exercício de 2007, englobadas no Regime
Especial de Tributação de Grupos de Sociedades (“RETGS”), nos termos do artigo 69º e
seguintes do CIRC, liderado pela accionista LS – Luís Simões, S.G.P.S., S.A., pelo que os
impostos apurados individualmente estão reflectidos no saldo da accionista incluído na
rubrica de Accionistas/Sócios.
O encargo do ano com imposto a pagar é contabilizado em cada uma das empresas que
fazem parte do Grupo em função do respectivo lucro tributável. O eventual ganho ou
perda decorrente do RETGS é reconhecido em cada uma das empresas pertencentes ao
Grupo Fiscal.
De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e
correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (cinco anos
para a Segurança Social), excepto quando tenham havido prejuízos fiscais, ou estejam
em curso inspecções, reclamações ou impugnações, casos estes em que, dependendo das
circunstâncias, os prazos são prolongados ou suspensos. Deste modo, as declarações fiscais
da Empresa relativas aos exercícios de 2010 a 2013 poderão vir ainda a estar sujeitas
a revisão e correcção. O Conselho de Administração entende que eventuais correcções
resultantes de revisões/inspecções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações
de impostos, não terá um efeito limitativo nas demonstrações financeiras em análise.
IRC do ano
6 210,42
5 901,20
6 210,42
5 901,20
(44 234,03)
(16 539,27)
(44 234,03)
(16 539,27)
(38 023,61)
(10 638,07)
Imposto Diferido
Originados e objecto de reversão por diferenças temporárias
b) Quantia de gasto (rendimento) por impostos diferidos relacionada com alterações
nas taxas de tributação ou com o lançamento de novos impostos;
Não houve alterações nas taxas de tributação nem lançamento de novos impostos pelo que
a quantia de gasto (rendimento) por impostos diferidos não sofreu quaisquer alterações
decorrentes de tais situações.
11.2 — Relacionamento entre gasto (rendimento) de impostos e lucro
contabilístico (em uma ou em ambas das seguintes formas):
A reconciliação numérica entre a taxa média efectiva de imposto e a taxa de imposto
aplicável é a indicada no quadro seguinte:
Para os exercícios iniciados em, ou após 1 de Janeiro de 2014 foram ainda alteradas as
regras de dedução de prejuízos fiscais reportáveis (PFR). O prazo de reporte dos PFR
apurados em períodos de tributação iniciados em ou após 1 de Janeiro de 2014 passou de
cinco para doze períodos de tributação (este prazo é de seis anos para PFR nos períodos de
tributação de 2012 e 2013, de quatro anos para os PFR apurados nos períodos de tributação
de 2010 e 2011, de seis anos para os períodos de tributação anteriores). Adicionalmente,
a dedução dos PFR está limitada a 75% do lucro tributável no exercício de 2013, passando
a dedução dos PFR a estar limitada a 70% do lucro tributável, sendo esta regra aplicável
às deduções efectuadas nos períodos de tributação iniciados em ou após 1 de Janeiro de
2014, independentemente dos períodos de tributação em que tenham sido apurados.
11.1 — Divulgação separada dos seguintes principais componentes de gasto
(rendimento) de impostos:
a) Gasto (rendimento) por impostos;
O Gasto (rendimento) por impostos no período é o indicado no quadro seguinte:
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
282
EMPRESA | Diagonal - Correctores de Seguros, S.A
Balanço
Taxa de Imposto
Resultado antes de impostos
Taxa de imposto sobre o rendimento em Portugal
2013
2012
(224 576,03)
(65 696,75)
26,50%
26,50%
2013
2013
2012
(59 512,65)
2012
2013
2012
Activos por impostos diferidos
26,50%
Prejuízos Fiscais - Constituições
26,50%
Prejuízos Fiscais - Utilização
Imposto sobre o Rendimento à taxa nominal
Demonstração de Resultados
60.773,30
16.539,27
44.234,03
16.539,27
(60.773,30)
(16.539,27)
(44.234,03)
(16.539,27)
(17 409,64)
12 - Instrumentos financeiros
Rendimentos não tributáveis
Benefícios Fiscais
572,49
560,00
572,49
560,00
12.1 – Rubricas de balanço abrangidas pelas divulgações da presente nota
As divulgações desta nota abrangem as seguintes rubricas do balanço:
Gastos não dedutíveis para efeitos fiscais
Depreciações e amortizações não aceites como custos
Donativos
48 000,00
Activos
-
212,40
100,00
48 212,40
100,00
2013
2012
Não Corrente
Outros activos financeiros
15 839,98
15 839,98
405,63
110,00
Corrente
Lucro tributável/Prejuízo fiscal
Taxa de imposto sobre o rendimento em Portugal
Taxa da derrama
Tributação autónoma
Efeito do aumento / reversão de impostos diferidos
Imposto sobre o rendimento do período
(176 936,12)
25,00%
1,50%
6 210,42
(66 156,75)
Adiantamentos a fornecedores
25,00%
Accionistas
38 029,05
25 602,46
1,50%
Outras contas a receber
244 358,94
51 960,11
Caixa e bancos
390 059,95
265 070,86
688 693,55
358 583,41
5 901,20
(44 234,03)
(16 539,27)
(38 023,61)
(10 638,07)
(38 023,61)
(10 638,07)
16,93%
16,93%
16,19%
16,19%
Passivos
Fornecedores
11.3 — Explicação de alterações na taxa de imposto aplicável comparada com
o período contabilístico anterior
Não houve alterações na taxa de imposto aplicável comparada com o período contabilístico
anterior.
11.4 — Por cada tipo de diferença temporária e com respeito a cada tipo de
perdas por impostos não usadas e créditos por impostos não usados:
As quantias de activos e passivos por impostos diferidos reconhecidos no balanço para cada
período apresentado por cada tipo de diferença temporária e com respeito a cada tipo de
perdas por impostos não usadas e créditos por impostos não usados são as indicadas no
quadro seguinte:
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
2013
2012
Corrente
39 823,94
36 748,91
Adiantamento de clientes
-
7 108,60
Accionistas
-
-
Financiamentos obtidos
583 079,85
-
Outras contas a pagar
469 101,85
158 577,12
1 092 005,64
202 434,63
Instrumentos de Capital
Capital
EMPRESA | Diagonal - Correctores de Seguros, S.A
2013
2012
200 000,00
49 880,00
300 000,00
-
500 000,00
49 880,00
283
12.2 – Activos financeiros mensurados ao custo
Os activos financeiros mensurados ao custo são os indicados no quadro seguinte:
12.4 – Situações em incumprimento para empréstimos contraídos reconhecidos
à data de balanço
Não existiram situações de incumprimento para empréstimos contraídos.
2013
2012
15 839,98
15 839,98
405,63
110,00
12.5 – Ganhos líquidos e perdas líquidas reconhecidas
Activos
Não corrente
Outros activos financeiros
Corrente
Adiantamentos a fornecedores
Accionistas
38 029,05
25 602,46
Outras contas a receber
241 231,70
38 295,31
Caixa e bancos
390.059,95
265.070,86
688 740,89
358 583,41
Rendimentos e gastos
Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012 os rendimentos, gastos, ganhos
e perdas relacionados com instrumentos financeiros são detalhados conforme se segue:
2013
Rendimentos
Fornecedores
Adiantamento de clientes
2013
Juros Obtidos
Participantes de Capital
39 823,94
36 748,91
-
7 108,60
56,48
-
583 023,37
-
93 854,82
38 543,14
3 244,20
226,26
Outras contas a pagar - Correntes
Acréscimo para férias e sub. férias
Pessoal
Outros acréscimos de gasto
Outras contas a pagar
Rendimentos
Gastos
742,42
-
13 664,80
-
742,42
-
13 664,80
-
-
26 462,17
-
1 979,68
-
26 462,17
-
1 979,68
742,42
26 462,17
13 664,80
1 979,68
Passivos financeiros ao custo:
2012
Juros suportados
Financiamentos obtidos - Correntes
Decobertos bancários
Gastos
Activos financeiros ao custo:
12.3 – Passivos financeiros mensurados ao custo
Os passivos financeiros mensurados ao custo são os indicados no quadro seguinte:
Passivos
2012
88 936,38
4 916,78
283 066,45
114 890,94
1 092 005,64
202 434,63
No final do exercício findo em 31 de Dezembro de 2013, o valor das linhas de crédito
contratadas era de 50.000,00 Euros, estando a ser utilizados 56,48 euros.
As linhas de crédito com movimento até um ano são renováveis de forma automática de
acordo com o definido contratualmente com as entidades de crédito.
Os tipos de juros pagos pela Empresa nos exercícios de 2013 e 2012 referentes a
empréstimos e linhas de crédito contratadas com a Empresa mãe e com instituições de
crédito encontram-se principalmente referenciados à Euribor, acrescida de diferencial de
mercado.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
12.6 - Instrumentos de capital próprio
a) Quantia escriturada do capital próprio
A quantia escriturada do capital social emitido pela Empresa em 31 de Dezembro de 2013
e 2012 é detalhada conforme se segue:
2013
2012
Capital
Valor nominal
200 000,00
49 880,00
200 000,00
49 880,00
b) Número de acções representativas do capital social
O número de acções representativas do capital social, são indicadas no quadro seguinte:
2013
Valor
Quantidade
284
Acções emitidas
Acções ordinárias a 5 euros cada
EMPRESA | Diagonal - Correctores de Seguros, S.A
200 000,00
40.000
200 000,00
40.000
Em 31 de Dezembro de 2013, o capital subscrito é detido na sua totalidade pela LS – Luis
Simões, SGPS, SA e encontra-se totalmente realizado.
c) Quantias e descrição de Outros Instrumentos de Capital Próprio
2013
2012
Outros Instrumentos de Capital Próprio
Prestações Acessórias
300 000,00
-
300 000,00
-
Os outros instrumentos de capital próprio referem-se às prestações acessórias efectuadas
pelo accionista para as quais não existe prazo de reembolso ou remuneração.
13– Benefícios dos Empregados
2012
463 274,11
236 857,03
Encargos sobre remunerações
103 716,42
54 900,25
4 228,00
2 042,21
Seguro saúde
Outros
14.1.1 – Políticas contabilísticas adoptadas para reconhecimento das remunerações
A empresa reconhece o rédito, remuneração de acordo com as normas em vigor, sendo que,
em particular e por regra no exercício da actividade de mediação de seguros, reconhece
contabilisticamente o rendimento aquando do pagamento, por parte do tomador, dos
prémios relativos aos contratos de seguros.
2013
Remunerações do pessoal
Seguros de ac. trabalho e doenças prof.
14.1 – Prestações do serviço de mediação de seguros
14.1.2 – Total das remunerações recebidas desagregadas por natureza e por tipo:
13.1 – Gastos com o Pessoal
O detalhe dos Gastos com o Pessoal é o indicado no quadro seguinte:
2013
decorrer de 2012, não foram efectuados quaisquer negócios entre a Empresa e
membros dos seus órgãos sociais;
iii) Em obediência ao disposto no nº 1 do artigo 21º do Decreto-Lei nº 411/91, de
17 de Outubro, informa-se que a Empresa não é devedora em mora a qualquer caixa
de previdência, resultando os saldos contabilizados em 31 de Dezembro de 2012, da
retenção na fonte dos descontos e contribuições referentes ao mês de Dezembro, cujo
pagamento se efectuou em Janeiro de 2013, nos prazos legais.
5 036,89
4 305,03
834,87
2 017,79
577 090,29
300 122,31
Numerário
Comissões
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
536.416,68
897.269,65
536.416,68
2012
897.269,65
536.416,68
897.269,65
536.416,68
14.1.3 – Total das remunerações relativas aos contratos de seguros desagregadas por
Ramos “Vida”, Fundos de Pensões e conjuntos dos ramos “Não Vida”, e por origem:
Ramo Vida
Das informações legalmente exigidas noutros diplomas, designadamente nos artigos 66.º,
324.º, 397.º, 447.º e 448.º do Código das Sociedades Comerciais (CSC), das disposições
legais decorrentes do Decreto-Lei n.º 328/95, de 9 de Dezembro e das disposições referidas
no Decreto-Lei n.º 411/91, de 17 de Outubro, importa referir que:
i) Em obediência ao disposto no n.º 2 do artigo 324.º do CSC informa-se que a Empresa
não possui quaisquer acções próprias e nem efectuou até ao momento qualquer
negócio que envolvesse títulos desta natureza;
ii) Em obediência ao disposto no n.º 4 do artigo 397.º do CSC informa-se que, no
897.269,65
2013
O número médio de colaboradores ao serviço da empresa no ano de 2013 e 2012 foi de 27
e 11 funcionários, respectivamente.
14 – INFORMAÇÕES EXIGIDAS POR DIPLOMAS LEGAIS
2012
2013
Ramo Não Vida
2012
2013
2012
4.941,08
683.728,42
498.948,74
Empresas de seguros
8.522,22
Outros mediadores
1.263,67
-
203.755,34
32.526,86
9.785,89
4.941,08
887.483,76
531.475,60
285
EMPRESA | Diagonal - Correctores de Seguros, S.A
14.1.4 – Níveis de concentração das remunerações auferidas pela carteira:
Ramo Vida
2013
Ramo Não Vida
2012
2013
2012
Empresas de seguros
87%
100%
77%
94%
Outros mediadores
13%
0%
23%
6%
100%
100%
100%
100%
14.1.5 – Valores das contas “clientes”:
2013
2012
Início exercício
(118.112,91)
19.753,55
Final exercício
129.150,86
(118.112,90)
4.710.733,27
3.565.061,08
(4.581.582,41)
(3.683.173,99)
129.150,86
(118.112,91)
Volume movimentado no exercício
A débito
A crédito
14.1.6 – Contas a receber e a pagar desagregadas por origem:
Contas a Receber
2013
Tomadores de seguro, segurados
ou beneficiários
Empresas de seguros
Contas a Pagar
2012
2013
2012
211.981,44
56.608,00
-
-
-
(62.550,77)
(156.253,84)
-
-
(176.528,08)
(21.467,06)
211.981,44
56.608,00
(239.078,85)
(177.720,90)
Empresas de reseguros
Outros mediadores
14.1.7 – Valores agregados incluídos nas contas a receber e a pagar:
Contas a Receber
2013
Fundos recebidos com vista a serem transferidos para as empresas de (res) seguros para pagamento de prémios de (res) seguros
Fundos em cobrança com vista a serem transferidos para as empresas de (res) seguros para pagamento de prémios de (res) seguro
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
Contas a Pagar
2012
2013
2012
211.981,44
59.608,00
-
-
-
-
(239.078,85)
(177.920,90)
211.981,44
59.608,00
(239.078,85)
(177.920,90)
EMPRESA | Diagonal - Correctores de Seguros, S.A
286
14.1.8 – Idade das contas a receber vencidas à data de relato:
Sem imparidade
2013
2012
De 0 a 6 meses
43 447,46
36 796,96
De 6 a 12 meses
17 562,65
736,30
De 12 a 18 meses
2 924,11
-
De 18 a 24 meses
255,36
429,01
Mais de 24 meses
1 869,80
333,04
66 059,38
38 295,31
14.1.9 – Indicação das empresas de seguros cujas remunerações pagas ao corretores de
seguros representem, cada uma, pelo menos 5% do total das remunerações auferidas
pela sua carteira
Comissões
Entidade
Peso
Axa
251 614,50
36,35%
Fidelidade
122 100,92
17,64%
Macif
65 346,46
9,44%
Açoreana
51 755,55
7,48%
Tranquilidade
44 424,79
6,42%
TT Club
39 718,52
5,74%
Lusitânia
38 544,23
5,57%
Allianz
37 108,58
5,36%
Outras Seguradoras
41 637,09
6,01%
692 250,64
100,00%
Total Seguradoras
15 – OUTRAS INFORMAÇÕES
15.1 – DIFERIMENTOS
Em 31 de Dezembro de 2013 e 2012 as rubricas do activo corrente e do passivo corrente
“Diferimentos” apresentavam a seguinte composição:
2013
2012
Diferimentos activos
Custos Diferidos - Seguros
Outros
12 770,31
5 485,08
8 664,21
5 070,93
21 434,52
10 556,01
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
287
EMPRESA | Diagonal - Correctores de Seguros, S.A
15.2 – RESERVAS, RESULTADOS E OUTRAS VARIAÇÕES NOS CAPITAIS PRÓPRIOS
A rubrica de reservas e de resultados decompõe-se da forma indicada no quadro seguinte:
Reservas Legais
Saldos em 1 de Janeiro de 2012
Outras Reservas
30 872,86
Dividendos
Aplicação de resultados
133 100,62
(7 203,73)
45 291,20
202 060,95
-
-
(35 822,91)
(35 822,91)
-
7 203,73
(9 468,29)
-
-
-
-
(55 058,68)
(55 058,68)
33 137,42
133 100,62
-
(55 058,68)
111 179,36
Outras Reservas
33 137,42
Aplicação de resultados
Resultados Transitados
Resultados Líquidos do Periodo
-
(55 058,68)
111 179,36
55 058,68
-
-
(55 058,68)
-
-
(30 637,42)
(80 541,94)
2 500,00
52 558,68
Saldo em 31 de Dezembro de 2013
Total
133 100,62
-
Resultado do ano
Outros
Total
-
Reservas Legais
Saldos em 1 de Janeiro de 2013
Resultados Líquidos do Periodo
2 264,56
Resultado do ano
Saldo em 31 de Dezembro de 2012
Resultados Transitados
(111 179,36)
(55 058,68)
-
0,00
a) Aplicação de resultados
Por deliberação da Assembleia Geral de 28 de Março de 2013, o resultado líquido negativo
do período findo em 31 de Dezembro de 2012, no montante de 55.058,68 euros teve a
seguinte aplicação:
Resultados Transitados:
55.058,68
15.3 – ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
Em 31 de Dezembro de 2013 e 2012 as rubricas de “Estado e outros entes públicos”
apresentavam a seguinte composição:
2013
2012
Passivo
Passivo
Imposto sobre o rendimento das pessoas singulares
11 369,70
4 046,72
Contribuições para a Segurança Social
22 468,88
11 074,76
33 838,58
15 121,48
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
© danimages/FOTOLIA
Os movimentos ocorridos nas reservas e outras rubricas de capital próprio em 31 de
Dezembro de 2013 resultam de:
288
EMPRESA | Diagonal - Correctores de Seguros, S.A
15.4 – FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS
A rubrica de “Fornecimentos e serviços externos” nos exercícios findos em 31 de Dezembro
de 2013 e em 2012 é detalhada conforme se segue:
2013
Impostos
11 085,52
11 206,17
1 144,97
1 120,00
212,40
-
56,90
7 327,46
12 499,79
19 653,63
Quotizações
2013
Trabalhos especializados
2012
Donativos
148 399,45
165 379,77
Publicidade
9 956,57
1 678,10
Comissões bancárias
1 478,43
2 393,24
19 645,25
8 012,05
5 032,92
2 918,97
Energia e fluidos
16 272,77
7 706,76
Deslocações e estadas
32 935,03
22 528,32
Rendas e alugueres
96 582,32
48 650,67
Comunicação
29 313,19
18 980,25
Seguros
3 284,76
3 430,28
Contencioso e notariado
1 940,61
85,00
Despesas de representação
2 651,12
1 275,84
Limpeza e higiene
7 406,82
3 327,63
55 559,73
1 274,49
430 458,97
287 641,37
Conservação e Reparação
Materiais
Outros
15.5 – OUTROS RENDIMENTOS E GANHOS
A decomposição da rubrica de “Outros rendimentos e ganhos” nos exercícios findos em 31
de Dezembro de 2013 e 2012 é conforme se segue:
2013
2012
Outros
15.7 – DEPRECIAÇÕES
A decomposição da rubrica de “Gastos / reversões de depreciação e de amortização” nos
exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012 é conforme se segue:
2013
10 368,40
2 778,26
Tangiveis
22 529,16
3 978,61
32 897,56
6 756,87
15.8 – JUROS E GASTOS SIMILARES SUPORTADOS
A decomposição da rubrica de “Juros e Gastos Similares Suportados” nos exercícios findos
em 31 de Dezembro de 2013 e 2012 é conforme se segue:
2013
Outros
-
4 660,21
2 754,83
4 820,68
2 754,83
15.6 – OUTROS GASTOS E PERDAS
A decomposição da rubrica de “Outros gastos e perdas” nos exercícios findos em 31 de
Dezembro de 2013 e 2012 é conforme se segue:
De financiamentos obtidos - Empresa Mãe
26 460,35
630,01
1,82
1 349,67
26 462,17
1 979,68
15.9 – JUROS E GASTOS SIMILARES OBTIDOS
A decomposição da rubrica de “Juros e Gastos Similares Obtidos” nos exercícios findos em
31 de Dezembro de 2013 e 2012 é conforme se segue:
2013
2012
Juros obtidos
De financiamentos concedidos - Outras partes relacionadas
Outros
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
2012
Juros suportados
De descobertos bancários
160,47
2012
Intangíveis
Rendimentos suplememtares:
Descontos e antecipação de pagamento
2012
EMPRESA | Diagonal - Correctores de Seguros, S.A
742,42
11 465,60
0,00
0,00
742,42
11 465,60
289
15.10 – Garantias Prestadas
Avalista
Banco Espirito Santo
Montante
18 760,00
Entidade Beneficiária
APROSE - Associação Portuguesa de Mediação Profissional de Seguros
Tipo de Garantia
Garantia
A empresa não apresentou livranças a terceiros como garantia de pagamento de dívidas a
31 de Dezembro de 2012 nem em 2013.
15.11 – Resultado por acção
O resultado por acção do exercício findo em 31 de Dezembro de 2013, foi determinado
como se segue:
2013
Resultados:
Resultado líquido do período
-186 552,42
Número de acções:
Número médio ponderado de acções em circulação
Resultado por acção básico
40 000,00
-4,66
15.12 – Acontecimentos após a data do Balanço
Não se registaram eventos subsequentes a 31 de Dezembro de 2013 que pela sua relevância
e materialidade requeiram ajustamento ou divulgação, conforme descrito na Nota 3.15.
O Técnico Oficial de Contas
Vítor José Caetano Sousa
Gerência
Jorge Manuel Soares Simões - Presidente
José Luís Soares Simões - Vogal
Leonel Fernando Soares Simões - Vogal
Rogério Paulo Farinha Henriques Morato - Vogal
290
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Diagonal - Correctores de Seguros, S.A
C| ) relatório e parecer do fiscal único e certificação legal de contas
Rua Julieta Ferrão, 12 - Sala 903 - Torre A
1600 - 131 LISBOA
PORTUGAL
Tel.: +351 217 910 701 • Fax: +351 217 910 685
[email protected]
Francisco Baptista de Castro Torres
Revisor Oficial de Contas
LISBOA, 28 de Março de 2014
relatório e parecer do fiscal único
Senhores Accionistas,
Nos termos da lei e dos estatutos, cumpre-me submeter à apreciação de V. Exas. o nosso
relatório e parecer sobre o relatório e contas da sociedade DIAGONAL-CORRETORES DE
SEGUROS, SA., referente ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2013.
No desempenho das minhas funções, acompanhei com regularidade a actividade e a gestão
da Empresa, com base na analise da informação contabilística e através de esclarecimentos
solicitados à Administração e aos Serviços, de quem obtive toda a colaboração solicitada.
Procedi, ainda, à realização dos actos de verificação e comprovação que considerei
adequados para o cumprimento das minhas obrigações de fiscalização.
FRANCISCO BAPTISTA DE CASTRO TORRES
Revisor Oficial de Contas
Relativamente à apreciaçãodo relatório de gestão apresentado pela Administração, sou
de opinião que o mesmo obedece às disposições legais aplicáveis e que refere os aspectos
mais relevantes que caracterizam a actividade da Empresa.
Procedi, ainda, à revisão legal das contas do exercício e emiti a respectiva Certificação
Legal das Contas cujo conteúdo e conclusões se dão como reproduzidos neste relatório.
Como resultado das acções de fiscalização e das conclusões extraídas, sou de parecer:
a) Que seja aprovado o Relatório de Gestão e as Contas apresentadas pela
Administração;
b) Que seja aprovada a Proposta de APlicação de Resultados.
Rua Julieta Ferrão, 12 - Sala 903 - Torre A
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Inscrito en la O. R. O. C. (Colegio de Contables Jurados) con el n. º 1019 * NIF 136860141
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291
Francisco Baptista de Castro Torres
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Certificação legal das contas
Introdução
1. Examinámos as demonstrações financeiras da DIAGONAL- CORRETORES DE
SEGUROS, SA., as quais compreendem o Balanço em 31 de Dezembro de 2013,(que
evidencia um total de balanço de 1.439.291,80€ e um total de capital próprio
de 313.447,58€, incluindo um resultado líquido negativo de 186.552,42 €), a
Demonstração de Resultados por naturezas, a Demonstração dos fluxos de caixa e a
Demonstração das alterações no capital própri, do exercicio findo naquela data, e
o correspondente Anexo
Responsabilidades
2. É da responsabilidade do Conselho de Administração a preparação de demonstrações
financeiras que apresentem de forma verdadeira e apropriada a posição financeira
da Empresa e o resultado das suas operações, bem como a adopção de políticas
e critérios contabilísticos adequados e a manutenção de um sistema de controlo
interno apropriado.
− a apreciação sobre se é adequada, em termos globais, a apresentação das
demonstrações financeiras.
5. O nosso exame abrangeu também a verificação da concordância do relatório de
gestão com as demonstrações financeiras.
6. Entendemos que o exame efectuado proporciona uma base aceitável para
expressão da nossa opinião.
Opinião
7. Em nossa opinião,as demonstrações financeiras referidas apresentam de forma
verdadeira e apropriada, em todos os aspectos materialmente relevantes, a posição
financeira da DIAGONAL- CORRETORES DE SEGUROS, SA., a 31 de Dezembro de 2013,
o resultado das suas operações e os fluxos de caixa no exercício findo naquela data,
em conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal.
relato sobre outros requisitos legais
8. 8. É também nossa opinião que a informação constante no relatório de gestão é
concordante com as demonstrações financeiras do período.
LISBOA, 28 de Março de 2014
3. A nossa responsabilidade consiste em expressar uma opinião profissionale
independente, baseada no nosso exame daquelas demonstrações financeiras..
Ámbito
4. O exame a que procedemos foi efectuado de acordo com as Normas Técnicas e
as Directrizes de Revisão/Auditoria da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, as
quais exigem que o mesmo seja planeado e executado com o objectivo de obter um
grau de segurança aceitável sobre se as demonstrações financeiras estão isentas de
distorções materialmente relevantes. Para tanto o referido exame inclui:
FRANCISCO BAPTISTA DE CASTRO TORRES
Revisor Oficial de Contas
− a verificação, numa base deamostragem, do suporte das quantias e divulgações
constantes das demonstrações financeiras e a avaliação das estimativas, baseadas
em juízos e critérios definidos pelos princípios contabilisticos geralmente aceites em
Portugal, utilizadas na sua preparação;
− a apreciação sobre se são adequadas as políticas contabilísticas adoptadas e a sua
divulgaçao, tendo em conta as circunstâncias;
− a verificação da aplicabilidade do proncipio da continuidade; e
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292
LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
A| RELATÓRIO DE GESTÃO
ACTIVIDADE NO EXERCÍCIO
O enquadramento de empresas e negócios do Grupo Luís Simões (LS), engloba uma estrutura
que congrega todas as operações de suporte aos negócios, centrada na empresa LS – Gestão
Empresarial e Imobiliária, S.A. (LSG), e as empresas vocacionadas, exclusivamente, para a
exploração das diversas áreas de negócio em que o Grupo se encontra posicionado.
Esta Organização tem perseguido os seguintes objectivos:
• Permitir que cada empresa se focalize unicamente no negócio, concentrando-se
no acompanhamento dos clientes, na conquista de novos e maiores mercados e na
optimização da gestão operacional do negócio;
• Profissionalizar a gestão de todos os serviços de apoio aos negócios, funcionando
como elemento agregador de conhecimento e com faculdade de transferir esse
conhecimento entre as empresas LS;
• Aumentar a competência dos serviços que não constituem o Core Business do Grupo
Luís Simões, garantindo aumento de produtividade e capacidade para absorver novas
actividades, negócios ou empresas;
• Concentrar, optimizar e flexibilizar a utilização dos recursos disponíveis, que se
encontravam dispersos pelas diversas empresas do Grupo;
Adicionalmente a empresa detém e gere uma parte significativa do património
industrial Imobiliário do Grupo Luís Simões que se encontra afecto às actividades
operacionais.
Relativamente à actividade desenvolvida durante o ano de 2013, salienta-se:
• A consolidação das condições para o desenvolvimento das actividades logísticas a
Norte de Portugal com a assinatura e demais actividades tendentes à instalação da LS
em novas instalações logísticas no horizonte 2014;
• A conclusão do projecto específico da alteração da iluminação no centro do Carregado
que traduziu uma redução de custo de exploração do cliente deste edifício;
• Foi acompanhada adicionalmente a gestão dos activos na óptica do proprietário,
tendo sido efectuadas as acções de gestão da sua competência e responsabilidade
nomeadamente quanto à manutenção, licenciamentos e apoio na resolução de
situações específicas decorrentes da sua exploração.
ANÁLISE ECONÓMICA E FINANCEIRA
A Empresa presta os seus serviços exclusivamente às empresas do Grupo, pelo que as
suas vendas resultam de projectos com o
envolvimento de recursos corporativos
e a locação de instalações utilizadas
no desenvolvimento das actividades
principais do Grupo. Em 2013, o Volume
de Vendas da Empresa registou uma
evolução positiva de 11%, fixando-se em
9.427 Mil Euros.
O EBITDA, que ascendeu a 3.642
Mil Euros, foi inferior ao verificado
no ano anterior, em grande medida,
influenciado negativamente pela redução
de algumas rendas.
O Resultado Liquido da Empresa atingiu
o montante de 519 Mil Euros, tendo-se
verificado um aumento de 41% face ao
exercício anterior. Este aumento ficou a
dever-se principalmente devido à alteração
da taxa de imposto a considerar para efeitos
de registo dos impostos diferidos, a qual
teve um impacto negativo de 247 Mil Euros.
O rácio de Autonomia Financeira manteve a tendência de crescimento, tendo no presente
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
293
exercício ascendido a 40%, verificando-se uma melhoria de 2 p.p. face ao ano anterior. Ao
nível da Solvabilidade, a Empresa atingiu um rácio de 66%, mais 5 p.p. do que no ano de
2012. Estes indicadores evidenciam a boa solidez financeira da empresa.
PERSPECTIVAS PARA 2014
No ano de 2014, a LSG pretende implementar diversos projectos com o objectivo de
aumentar a produtividade das áreas corporativas e, consequentemente, a das empresas
do Grupo a quem presta os seus serviços.
Quanto à actividade Imobiliária, a perspectiva para 2014 centra-se nos seguintes pontos;
• Continuação dos trabalhos desenvolvidos de apoio no que concerne às novas
instalações das actividades logísticas a Norte do país;
• Aprovação do Plano de Pormenor que permita a conclusão das obras do Terminal de
Transportes da Azambuja;
• Investimentos em projectos específicos que traduzam reduções de custos de
exploração ou aumento de receitas dos nossos clientes de edifícios, nomeadamente
em Gaia;
• Gestão corrente do património existente.
Quanto às restantes actividades:
Desenvolvimentos de projectos de optimização e simplificação nas áreas administrativa e
financeira, enquadrados no contexto de centralização Ibérica em 2014 dos processos de
Controlo de Gestão e Facturação e Cobranças dos Negócios de Transportes e Logística.
As áreas a privilegiar serão as de Digitalização de Documentos, Controlo de Gestão e
Reporting, Cobranças, Facturação Electrónica a Clientes.
Implementação pela Direcção de Sistemas de Informação dos projectos:
• Localizadores de Semirreboques;
• Nova aplicação de Compras;
• Continuação de melhorias e implementação das aplicações:
o LSnet - Portal para clientes e fornecedores, plataforma que disponibiliza toda a
informação de serviço, permitindo track&trace das encomendas, gestão de stock,
resolução online de incidências, facturação, entre outras funcionalidades;
o LSMobile - solução de seguimento online de estado e confirmação de entregas;
o Aplicação de copacking que permite o controlo de produção dos produtos
manipulados, com enfoque na optimização de processos e rastreabilidade completa
da actividade.
294
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS
A política de gestão de riscos da Empresa é definida pelo Conselho de Administração,
sendo da responsabilidade de cada uma das áreas a sua aplicação prática.
A Empresa pretende que as Políticas de Gestão de Riscos, actualmente descentralizadas
pelas diversas áreas da sua estrutura, sejam no futuro consolidadas com o objectivo de
promover uma actuação integrada das diversas vertentes de gestão de risco.
A gestão de riscos de crédito, de taxa de juro, de tesouraria e restantes riscos financeiros
é da responsabilidade da Direcção Financeira do Grupo.
Adicionalmente, a Empresa aplica a gestão de riscos a outras áreas, nomeadamente:
de seguros, ambiente, SSHT (saúde, segurança e higiene no trabalho) e tecnologias de
informação, cuja responsabilidade está actualmente descentralizada por cada uma dessas
áreas.
APLICAÇÃO DE RESULTADOS
A Empresa LS – Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A., encerrou o exercício de 2013 com
Resultados Líquidos de 519.393,98 Euros.
Atendendo às disposições legais e estatutárias aplicáveis, é proposta a seguinte aplicação
de resultados:
Reserva legal
25.969,70 Euros
Dividendos
493.424,28 Euros
Moninhos, 26 de Março de 2014.
ÓRGÃOS SOCIAIS
Conselho de Administração
José Luís Soares Simões
Presidente/Admin. Delegado
Leonel Fernando Soares Simões
Vogal
Jorge Manuel Soares Simões
Vogal
Maria Celeste Morgado Venancio dos Santos
Vogal
Mesa da Assembleia Geral
José Luís Soares Simões - Presidente
Jorge Manuel Soares Simões - Vogal
Clara Maria Campos Monteiro Ribeiro
Presidente
Isabel Maria Blazquez Pereira Silva
Secretária
Leonel Fernando Soares Simões - Vogal
Maria Celeste Morgado Venancio dos Santos - Vogal
Fiscal Único
PriceWaterHouseCoopers & Associados, SROC, Lda.
Efectivo
José Manuel Henriques Bernardo
Suplente
295
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
B| DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAs
BALANÇO Balanço em 31 de Dezembro de 2013
Rubricas
Notas
(Euros)
Datas
2013
2012
ACTIVO NÃO CORRENTE
Activos fixos tangiveis
7
5 241 751,99
5 209 459,57
Propriedades de investimento
8
39 447 785,40
41 426 602,89
Activos intangíveis
6
59 091,00
145 788,55
Participações financeiras - outros métodos
15
15 000,00
16 065,00
Outros activos financeiros
15
13,10
-
44 763 641,49
46 797 916,01
ACTIVO CORRENTE
Inventários
10
-
202 023,39
Clientes
15
448 838,36
225 590,35
Adiantamentos a fornecedores
15
453,40
19 243,39
Estado e outros entes públicos
18.3
3 021,47
4 064,08
15
9 665,82
18 695,60
18.1
119 000,52
162 928,25
4
12 023,49
10 315,02
593 003,06
642 860,08
45 356 644,55
47 440 776,09
Outras contas a receber
Diferimentos
Caixa e depósitos bancários
Total do activo
CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO
CAPITAL PRÓPRIO
Capital realizado
15
500 000,00
500 000,00
Outros instrumentos de capital próprio
15
1 788 100,00
1 788 100,00
234 891,60
Reservas legais
18.2
253 357,29
Outras reservas
18.2
416 998,15
416 998,15
Resultados transitados
18.2
14 613 388,36
14 600 803,81
17 571 843,80
17 540 793,56
Resultado líquido do período
Total do capital próprio
519 393,98
369 313,78
18 091 237,78
17 910 107,34
21 402 310,71
PASSIVO:
PASSIVO NÃO CORRENTE
Financiamentos obtidos
15
19 913 465,98
Passivos por impostos diferidos
14
3 017 135,37
3 561 361,17
22 930 601,35
24 963 671,88
PASSIVO CORRENTE
Fornecedores
15
373 578,73
477 330,09
18.3
325 743,67
310 264,86
Accionistas / sócios
15
363 212,02
399 506,54
Financiamentos obtidos
15
2 014 547,85
1 985 250,11
Outras contas a pagar
15
1 257 723,15
1 394 645,27
4 334 805,42
4 566 996,87
27 265 406,77
29 530 668,75
Estado e outros entes publicos
Total do passivo
Total do capital próprio e do passivo
O Técnico Oficial de Contas
Vitor José Caetano de Sousa
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
45 356 644,55
47 440 776,09
A Administração
José Luís Soares Simões -Presidente| Leonel Fernando Soares Simões - Vogal | Jorge Manuel Soares Simões Vogal | Maria Celeste Morgado Venancio dos Santos - Vogal
EMPRESA | LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
296
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS POR NATUREZAS
Período findo em 31 de Dezembro de 2013
(Euros)
Rubricas
Notas
Períodos
2013
2012
Vendas e serviços prestados
11
9 427 442,25
8 521 082,89
Subsídios à exploração
12
10 334,79
3 939,34
18.4
(2 658 510,50)
(1 477 700,38)
16
(3 069 320,23)
(3 061 239,11)
23 047,06
14 537,40
Fornecimentos e serviços externos
Gastos com o pessoal
Outros rendimentos e ganhos
18.5
Outros gastos e perdas
18.6
Resultado antes de depreciações, gastos de financiamento e impostos
Gastos / reversões de depreciação e de amortização
18.7
Resultado operacional (antes de gastos de financiamento e impostos)
Juros e gastos similares suportados
18.8
Resultado antes de impostos
Imposto sobre o rendimento do período
Resultado líquido do período
(91 381,59)
(76 707,43)
3 641 611,78
3 923 912,71
(2 495 374,24)
(2 519 952,52)
1 146 237,54
1 403 960,19
(805 795,90)
(940 078,89)
340 441,64
463 881,30
178 952,34
(94 567,52)
519 393,98
369 313,78
As notas anexas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras.
O Técnico Oficial de Contas
Vitor José Caetano de Sousa
A Administração
José Luís Soares Simões -Presidente| Leonel Fernando Soares Simões - Vogal | Jorge Manuel Soares Simões - Vogal |
Maria Celeste Morgado Venancio dos Santos - Vogal
297
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA
LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
Período findo em 31 de Dezembro de 2013
(Euros)
Rubricas
Notas
Períodos
2013
2012
Fluxos de caixa das actividades operacionais - método directo
Recebimentos de clientes
10 827 066,45
9 964 533,57
Pagamentos a fornecedores
(2 782 877,45)
(1 961 193,13)
Pagamentos ao pessoal
(1 834 579,98)
(1 929 795,04)
6 209 609,02
6 073 545,40
Caixa gerada pelas operações
Pagamento/recebimento do imposto sobre o rendimento
(399 506,54)
(235 538,67)
(2 539 154,78)
(2 280 539,46)
3 270 947,70
3 557 467,27
(289 391,52)
(996 926,22)
(30 921,65)
(166 816,25)
1 141,00
-
(319 172,17)
(1 163 742,47)
10 217 685,01
13 492 670,77
-
3 939,34
(10 270 393,35)
(10 930 277,10)
Juros e gastos similares
(815 673,38)
(1 045 912,26)
Dividendos
(338 263,58)
-
(1 741 461,61)
(1 676 221,62)
(2 948 106,91)
(155 800,87)
3 668,62
2 237 923,93
Outros recebimentos/pagamentos
Fluxos de caixa das actividades operacionais (1)
Fluxos de caixa das actividades de investimento
Pagamentos respeitantes a:
Activos fixos tangíveis
Activos intangíveis
Recebimentos provenientes de:
Investimentos financeiros
Fluxos de caixa das actividades de investimento (2)
Fluxos de caixa das actividades de financiamento
Recebimentos provenientes de:
Financiamentos obtidos
Doações
Pagamentos respeitantes a:
Financiamentos obtidos
Outras operações de financiamento
Fluxos de caixa das actividades de financiamento (3)
Variação de caixa e seus equivalentes (1)+(2)+(3)
Caixa e seus equivalentes no início do período
4
8 354,87
(2 229 569,06)
Caixa e seus equivalentes no fim do período
4
12 023,49
8 354,87
As notas anexas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras.
O Técnico Oficial de Contas
Vitor José Caetano de Sousa
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
A Administração
José Luís Soares Simões -Presidente| Leonel Fernando Soares Simões - Vogal | Jorge Manuel Soares Simões - Vogal |
Maria Celeste Morgado Venancio dos Santos - Vogal
EMPRESA | LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
298
DEMONSTRAÇÃO DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO
(Euros)
No Período de 2012
Outros
Capital
Instrumentos
Reservas
Outras
Resultados
Realizado
de Capital
Legais
Reservas
Transitados
Próprio
Posição no início do período 2012
500 000,00
Outras variações
Resultado
no capital
Líquido do
Próprio
Período
Total
1 788 100,00
234 891,60
416 998,15
14 637 487,59
23 765,68
(60 449,46)
17 540 793,56
-
-
-
23 765,68
(23 765,68)
-
-
1 788 100,00
234 891,60
416 998,15
14 661 253,27
-
(60 449,46)
17 540 793,56
Resultado líquido do período
369 313,78
369 313,78
Resultado integral
308 864,32
17 910 107,34
Alterações no período:
Transferências
500 000,00
Operações com detentores de capital no período
Aplicação de resultados
Posição no fim do período 2012
-
-
-
-
(60 449,46)
-
60 449,46
-
-
-
-
-
(60 449,46)
-
60 449,46
-
1 788 100,00
234 891,60
416 998,15
14 600 803,81
-
369 313,78
17 910 107,34
500 000,00
299
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
(Euros)
No Período de 2013
Outros
Capital
Instrumentos
Reservas
Outras
Resultados
Realizado
de Capital
Legais
Reservas
Transitados
Próprio
Posição no início do período 2013
Outras variações
Resultado
no capital
Líquido do
Próprio
Período
Total
500 000,00
1 788 100,00
234 891,60
416 998,15
14 600 803,81
-
369 313,78
17 910 107,34
500 000,00
1 788 100,00
234 891,60
416 998,15
14 600 803,81
-
369 313,78
17 910 107,34
Resultado líquido do período
519 393,98
519 393,98
Resultado integral
888 707,76
18 429 501,32
Operações com detentores de capital no período
Aplicação de resultados
-
-
18 465,69
Outras operações
-
-
-
-
-
18 465,69
1 788 100,00
253 357,29
Distribuição Dividendos
Posição no fim do período 2013
500 000,00
-
350 848,09
-
(369 313,78)
-
(338 263,54)
-
-
(338 263,54)
-
12 584,55
-
(369 313,78)
(338 263,54)
416 998,15
14 613 388,36
-
519 393,98
18 091 237,78
300
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
ANEXO
(Montantes expressos em Euros)
1. - identificação DA ENTIDADE
1.1. Designação da entidade:
A Empresa foi constituída em 17 de Setembro de 1991 com a denominação Social de LS –
Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A., adiante designada por “Empresa”, com o NIF 502
626 976.
1.2. - Sede:
A entidade tem a sua sede social na Rua Fernando Namora em Moninhos, concelho de
Loures.
1.3. - Natureza da actividade:
A actividade da Empresa consiste na prestação de serviços administrativos e financeiros de
suporte à exploração das diversas áreas de negócios do Grupo.
1.4. - Designação da empresa-mãe:
A empresa-mãe denomina-se LS – Luís Simões, SGPS, S.A. e participa em 100% na LS –
Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
1.5. - Sede da empresa-mãe:
A empresa-mãe tem sede social na Rua Fernando Namora em Moninhos, concelho de
Loures.
Estas demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração,
na reunião de 26 de Março de 2014. É opinião do Conselho de Administração que estas
demonstrações financeiras reflectem de forma verdadeira e apropriada as operações da
Empresa, bem como a sua posição e performance financeira e fluxos de caixa.
2.- REFERENCIAL CONTABILÍSTICO DE PREPARAÇÃO DAS
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
2.1. - Base de Preparação
Estas demonstrações financeiras foram preparadas de acordo com as Normas Contabilísticas
e de Relato Financeiro (NCRF) em vigor, na presente data.
A preparação das demonstrações financeiras em conformidade com o Sistema de
Normalização Contabilística (SNC) requer o uso de estimativas, pressupostos e julgamentos
críticos no processo da determinação das políticas contabilísticas a adoptar pela Empresa,
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
com impacto significativo no valor contabilístico dos activos e passivos, assim como nos
rendimentos e gastos do período de reporte.
Apesar de estas estimativas serem baseadas na melhor experiência do Conselho de
Administração e nas suas melhores expectativas em relação aos eventos e acções correntes
e futuras, os resultados actuais e futuros podem diferir destas estimativas. As áreas que
envolvem um maior grau de julgamento ou complexidade, ou áreas em que pressupostos
e estimativas sejam significativos para as demonstrações financeiras são apresentadas na
Nota 3.20.
2.2. - Derrogação das disposições do Sistema de Normalização Contabilística
(SNC)
Não existiram, no decorrer do exercício a que respeitam estas Demonstrações Financeiras,
quaisquer casos excepcionais que implicassem directamente a derrogação das disposições
prevista pelo SNC.
2.3. - Comparabilidade das demonstrações financeiras
Os elementos constantes nas presentes Demonstrações Financeiras são, na sua totalidade,
comparáveis com os do exercício anterior.
3. - PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS
As principais políticas contabilísticas adoptadas na preparação das demonstrações
financeiras anexas são as que abaixo se descrevem. Estas políticas foram consistentemente
aplicadas a todos os exercícios apresentados, salvo indicação contrária.
EMPRESA | LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
301
3.1. - Conversão cambial
Tipo de Bem
2013
3.1.1 - Moeda funcional e de apresentação
As demonstrações financeiras da Empresa e respectivas notas deste anexo são apresentadas
em euros, salvo indicação explícita em contrário.
Edifícios e Outras Construções
2,00 - 25,00
Equipamento básico
5,00 - 25,00
Equipamento de transporte
25,00 - 33,00
3.1.2 - Transacções e saldos
As transacções em moedas diferentes do euro são convertidas na moeda funcional
utilizando as taxas de câmbio à data das transacções. Os ganhos ou perdas cambiais
resultantes do pagamento/ recebimento das transacções bem como da conversão pela
taxa de câmbio à data do balanço, dos activos e dos passivos monetários denominados
em moeda estrangeira, são reconhecidos na demonstração dos resultados, na rubrica de
gastos de financiamento, se relacionadas com empréstimos ou em outros rendimentos ou
gastos operacionais, para todos os outros saldos/transacções.
Equipamento administrativo
10,00 - 33,33
3.2. - Activos fixos tangíveis
Os activos fixos tangíveis encontram-se valorizados ao custo deduzido das depreciações
acumuladas e eventuais perdas por imparidade. Este custo inclui o custo estimado à data
de transição para NCRF, e os custos de aquisição para activos obtidos após essa data.
O custo de aquisição inclui o preço de compra do activo, as despesas directamente
imputáveis à sua aquisição e os encargos suportados com a preparação do activo para que
se encontre na sua condição de utilização.
Os custos com substituições e grandes reparações são capitalizados sempre que aumentem
a vida útil do imobilizado a que respeitem e são depreciados no período remanescente da
vida útil desse activo ou no seu próprio período de vida útil, se inferior.
As despesas de manutenção e reparação (dispêndios subsequentes) que não são susceptíveis
de gerar benefícios económicos futuros são registadas como gastos no período em que são
incorridas.
Os custos a suportar com o desmantelamento ou remoção de activos instalados em
propriedade de terceiros serão considerados como parte do custo inicial dos respectivos
activos quando se traduzam em montantes significativos.
As taxas de depreciação resultantes da determinação das vidas úteis estimadas para os
activos fixos tangíveis mais significativos são conforme segue:
Outros Activos Fixos Tangíveis
1,50 - 50,00
As depreciações são calculadas numa base duodecimal, após o momento em que o bem
se encontra em condições de ser utilizado, em conformidade com o período de vida útil
estimado para cada grupo de bens.
O gasto com depreciação é reconhecido na demonstração de resultados na rubrica Gastos/
Reversões de Depreciação e Amortização.
Sempre que existam indícios de perda de valor dos activos fixos tangíveis, são efectuados
testes de imparidade, de forma a estimar o valor recuperável do activo, e quando
necessário registar uma perda por imparidade. O valor recuperável é determinado como
o mais elevado de entre o preço de venda líquido e o valor de uso do activo, sendo
este último calculado com base no valor actual dos fluxos de caixa futuros estimados,
decorrentes do uso continuado e da alienação do activo no fim da sua vida útil.
As vidas úteis dos activos são revistas em cada período de relato financeiro, para que as
depreciações praticadas estejam em conformidade com os padrões de consumo esperado
dos activos. Alterações às vidas úteis são tratadas como uma alteração de estimativa
contabilística e são aplicadas prospectivamente, afectando os resultados do período.
O ganho (ou a perda) resultante da alienação ou abate de um activo fixo tangível é
determinado como a diferença entre o montante recebido na transacção e a quantia
escriturada do activo, sendo o ganho (ou a perda), reconhecido em resultados no período
em que ocorre a alienação.
Os Activos Fixos Tangíveis em Curso dizem respeito a bens que ainda se encontram em
fase de construção ou desenvolvimento e estão mensurados ao custo de aquisição sendo
somente depreciados quando se encontram disponíveis para uso.
3.3. - Locações
As locações financeiras são capitalizadas no início da locação pelo menor de entre o justo
valor do activo locado e o valor presente dos pagamentos mínimos da locação, cada um
determinado à data de início do contrato. A dívida resultante de um contrato de locação
financeira é registada líquida de encargos financeiros, na rubrica de Financiamentos
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
302
obtidos. Os encargos financeiros incluídos na renda e a depreciação dos activos locados,
são reconhecidos na Demonstração dos resultados, no período a que dizem respeito, na
rubrica juros e gastos similares suportados.
Os activos fixos tangíveis adquiridos através de locações financeiras são depreciados pelo
menor valor entre o período de vida útil do activo e o período da locação quando a
Empresa não tem opção de compra no final do contrato, ou pelo período de vida útil
estimado quando a Empresa tem a intenção de adquirir os activos no final do contrato.
anualmente.
O efeito de alguma alteração a estas estimativas é reconhecido na demonstração dos
resultados prospectivamente.
As taxas de amortização resultantes da determinação das vidas úteis estimadas para os
activos intangíveis mais significativos são conforme segue:
Tipo de Bem
Nas locações consideradas operacionais, as rendas a pagar são reconhecidas como custo na
demonstração dos resultados numa base linear, durante o período da locação.
3.4. Intangíveis
Reconhecimento inicial
O custo dos activos intangíveis adquiridos separadamente reflecte, em geral, os benefícios
económicos futuros esperados e compreende:
• O preço de compra, incluindo custos com direitos intelectuais e os impostos sobre as
compras não reembolsáveis, após dedução dos descontos comerciais e abatimentos; e
• Qualquer custo directamente atribuível à preparação do activo, para o seu uso
pretendido.
Reconhecimento subsequente
A Empresa valoriza os seus activos intangíveis, após o reconhecimento inicial, pelo Modelo
do Custo, conforme definido pela NCRF 6 – Activos Intangíveis, que define que um activo
intangível deve ser escriturado pelo seu custo deduzido da amortização acumulada e
quaisquer perdas por imparidade acumuladas.
Amortização
A Empresa determina a vida útil e o método de amortização dos activos intangíveis com
base na estimativa de consumo dos benefícios económicos futuros associados ao activo.
Activos intangíveis com vida útil finita:
Os activos intangíveis com vida útil definida são amortizados numa base sistemática a
partir da data em que se encontram disponíveis para uso, durante a vida útil estimada.
Programas de computador
2013
12,5 - 33,33
3.5. - Propriedades de Investimento
As propriedades de investimento são imóveis (terrenos, edifícios ou partes de edifícios)
detidos com o objectivo de valorização do capital, obtenção de rendas, ou ambas. As
propriedades de investimento foram valorizadas ao justo valor na data de transição para o
SNC, sendo valorizadas subsequentemente de acordo com o modelo do custo depreciado,
o qual é aplicado a todos os activos classificados como propriedades de investimento.
Justo Valor
De acordo com os normativos contabilísticos adoptados, e no caso particular do critério
de valorização de acordo com o modelo do custo depreciado, é requerida a divulgação do
justo valor das propriedades de investimento nas demonstrações financeiras completas.
O justo valor dos outros terrenos e exercícios são determinados com base em avaliações
efectuadas por avaliadores externos tendo em conta as condições da sua utilização ou o
melhor uso, consoante se arrendado ou não.
3.6. - Imparidade de activos
Em cada data de relato é efectuada uma revisão das quantias escrituradas dos activos
da Empresa com vista a determinar se existe algum indicador de que possam estar em
imparidade.
O gasto com amortizações é reconhecido na demonstração de resultados na rubrica
Gastos/Reversões de Depreciação e Amortização.
Sempre que a quantia escriturada do activo ou da unidade geradora de caixa for superior à
sua quantia recuperável, é reconhecida uma perda por imparidade. A perda por imparidade
é registada de imediato na demonstração dos resultados na rubrica de “Imparidade
de Investimentos depreciáveis (perdas/reversões)”, salvo se tal perda compensar um
excedente de revalorização registado no capital próprio. Neste último caso, tal perda
será tratada como um decréscimo de revalorização. Nos casos em que a perda não é
considerada permanente e definitiva, a perda de imparidade não é reconhecida, sendo
feita a divulgação das razões que fundamentam essa conclusão.
As vidas úteis e método de amortização dos vários activos intangíveis são revistos
O valor recuperável é o maior de entre o justo valor do activo deduzido dos custos de venda
A Empresa não tem Activos intangíveis com vida útil indefinida.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
303
e o seu valor de uso. Para a determinação da existência de imparidade, os activos são
alocados ao nível mais baixo para o qual existem fluxos de caixa separados identificáveis
(unidades geradoras de caixa).
A reversão de perdas por imparidade reconhecidas em exercícios anteriores é registada
quando há evidências de que as perdas por imparidade reconhecidas já não existem ou
diminuíram. A reversão das perdas por imparidade é reconhecida na demonstração dos
resultados na rubrica de “Imparidade de Investimentos depreciáveis (perdas/reversões)”.
A reversão da perda por imparidade é efectuada até ao limite da quantia que estaria
reconhecida (líquida de depreciações/amortizações) caso a perda não tivesse sido
registada.
Quando há lugar ao registo ou reversão de imparidade, a amortização e depreciação dos
activos são recalculadas prospectivamente de acordo com o valor recuperável.
3.7. - Participações Financeiras – outros métodos
A Empresa utiliza o modelo do custo para o reconhecimento inicial das participações
financeiras em entidades em que não seja obrigatório a utilização do método da
equivalência patrimonial e nas quais não existam condições para a utilização do justo
valor, designadamente participações financeiras em empresas não cotadas.
De acordo com o modelo do custo as participações financeiras são reconhecidas inicialmente
pelo seu custo de aquisição, que inclui custos de transacção, sendo subsequentemente o
seu valor diminuído por perdas por imparidade, sempre que ocorram.
3.8. - Imposto sobre o rendimento
O imposto sobre o rendimento corresponde à soma dos impostos correntes com os impostos
diferidos. Os impostos correntes e os impostos diferidos são registados em resultados,
salvo quando se relacionam com itens registados directamente no capital próprio. Nestes
casos os impostos correntes e os impostos diferidos são igualmente registados no capital
próprio.
Imposto corrente: o imposto corrente a pagar é baseado no lucro tributável do exercício.
O lucro tributável difere do resultado contabilístico, uma vez que exclui diversos custos e
proveitos que apenas serão dedutíveis ou tributáveis noutros exercícios. O lucro tributável
exclui ainda custos e proveitos que nunca serão dedutíveis ou tributáveis.
Imposto diferido: os impostos diferidos referem-se a diferenças temporárias entre os
montantes dos activos e passivos para efeitos de relato contabilístico e os respectivos
montantes para efeitos de tributação.
Os activos e passivos por impostos diferidos são mensurados utilizando as taxas de
tributação que se espera estarem em vigor à data da reversão das correspondentes
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
diferenças temporárias, com base nas taxas de tributação (e legislação fiscal) que esteja
formal ou substancialmente emitida na data de relato.
Os impostos diferidos activos são reconhecidos na medida em que seja provável que
existam lucros tributáveis futuros disponíveis para a utilização da diferença temporária.
Os impostos diferidos passivos são reconhecidos sobre todas as diferenças temporárias
tributáveis.
Os impostos diferidos activos são revistos anualmente e reduzidos sempre que deixe de ser
provável que possam ser utilizados.
3.9. - Inventários
Os inventários são registados ao custo de aquisição, sendo adoptado como método de
custeio das saídas dos inventários o custo específico.
Sempre que o valor realizável líquido é inferior ao custo de aquisição ou de produção,
procede-se à redução de valor dos inventários, mediante o reconhecimento de uma perda
por imparidade, a qual é revertida quando deixam de existir os motivos que a originaram.
Para este efeito, o valor realizável líquido é o preço de venda estimado no decurso
ordinário da actividade empresarial menos os custos estimados de acabamento e os custos
necessários para efectuar a venda. As estimativas tomam em consideração as variações
relacionadas com acontecimentos ocorridos após o final do período na medida em que tais
acontecimentos confirmem condições existentes no fim do período.
3.10. - Activos e Passivos Financeiros
O Conselho de Administração determina a classificação dos activos e passivos financeiros,
na data do reconhecimento inicial de acordo com a NCRF 27 – Instrumentos financeiros.
Os activos e passivos financeiros podem ser classificados/mensurados como:
(a) Ao custo ou custo amortizado menos qualquer perda por imparidade; ou
(b) Ao justo valor com as alterações de justo valor a ser reconhecidas na demonstração
dos resultados.
A Empresa classifica e mensura ao custo ou ao custo amortizado, os activos e passivos
financeiros: i) que em termos de prazo sejam à vista ou tenham maturidade definida; ii)
cujo retorno seja de montante fixo, de taxa de juro fixa ou de taxa variável correspondente
a um indexante de mercado; e iii) que não possuam nenhuma cláusula contratual da qual
possa resultar a perda do valor nominal e do juro acumulado (no caso dos activos) ou
alteração à responsabilidade pelo reembolso do valor nominal e do juro acumulado a
pagar (no caso dos passivos).
Para os activos e passivos registados ao custo amortizado, os juros obtidos a reconhecer
EMPRESA | LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
304
em cada período são determinados de acordo com o método da taxa de juro efectiva,
que corresponde à taxa que desconta exactamente os recebimentos de caixa futuros
estimados durante a vida esperada do instrumento financeiro.
São registados ao custo ou custo amortizado: (i) os activos financeiros que constituem
empréstimos concedidos, contas a receber (clientes, outros devedores, etc.) e
instrumentos de capital próprio bem como quaisquer contratos derivados associados, que
não sejam negociados em mercado activo ou cujo justo valor não possa ser determinado
de forma fiável e (ii) os passivos financeiros que constituem financiamentos obtidos, contas
a pagar (fornecedores, outros credores, etc.) e instrumentos de capital próprio bem como
quaisquer contratos derivados associados, que não sejam negociados em mercado activo
ou cujo justo valor não possa ser determinado de forma fiável.
A Empresa classifica e mensura ao justo valor os activos financeiros que não cumpram com
as condições para serem mensurados ao custo ou custo amortizado, conforme descrito
acima. São registados ao justo valor os activos financeiros que constituem instrumentos
de capital próprio cotados em mercado activo, contratos derivados e activos financeiros
detidos para negociação. As variações de justo valor são registadas nos resultados de
exercício, excepto no que se refere aos instrumentos financeiros derivados que qualifiquem
como relação de cobertura de fluxos de caixa.
A Empresa avalia a cada data de relato financeiro a existência de indicadores de perda
de valor para os activos financeiros que não sejam mensurados ao justo valor através de
resultados. Se existir uma evidência objectiva de imparidade, a Empresa reconhece uma
perda por imparidade na demonstração de resultados.
Os activos financeiros são desreconhecidos quando os direitos ao recebimento dos fluxos
monetários originados por esses investimentos expiram ou são transferidos, assim como
todos os riscos e benefícios associados à sua posse. Uma entidade deve desreconhecer um
passivo financeiro (ou parte de um passivo financeiro) apenas quando este se extinguir,
isto é, quando a obrigação estabelecida no contrato seja liquidada, cancelada ou expire.
3.12. - Financiamentos obtidos
Os financiamentos obtidos são inicialmente reconhecidos ao justo valor, líquido de
custos de transacção e montagem incorridos. Os financiamentos são subsequentemente
apresentados ao custo amortizado sendo a diferença entre o valor nominal e o justo valor
inicial reconhecida na demonstração dos resultados consolidados ao longo do período do
empréstimo, utilizando o método da taxa de juro efectiva.
Os financiamentos obtidos são classificados no passivo corrente, excepto se a Empresa
possuir um direito incondicional de diferir o pagamento do passivo por, pelo menos, 12
meses após a data do balanço, sendo neste caso classificados no passivo não corrente.
3.13. - Subsídios do Governo
Os subsídios do Governo apenas são reconhecidos quando existe uma certeza razoável de
que a Empresa irá cumprir com as condições de atribuição dos mesmos e de que os mesmos
irão ser recebidos.
Os subsídios do Governo associados à aquisição ou produção de activos não correntes
(Subsídios ao Investimento) são inicialmente reconhecidos no capital próprio, sendo
subsequentemente imputados numa base sistemática (proporcionalmente às amortizações
dos activos subjacentes) como rendimentos do exercício durante as vidas úteis dos activos
com os quais se relacionam.
Outros subsídios do Governo (Subsídios à Exploração) são, de uma forma geral, reconhecidos
como rendimentos de uma forma sistemática durante os períodos necessários para os
balancear com os gastos que é suposto compensarem. Subsídios do Governo que têm por
finalidade compensar perdas já incorridas ou que não têm custos futuros associados são
reconhecidos como rendimentos do período em que se tornam recebíveis.
Os apoios do Governo sob a forma de atribuição de financiamentos reembolsáveis a taxa
bonificada, devem ser descontados na data do reconhecimento inicial, constituindo o
valor do desconto o valor do subsídio a amortizar pelo período do financiamento.
3.11. - Caixa e equivalentes de caixa
Os montantes incluídos na rubrica de Caixa e Depósitos bancários correspondem aos valores
de depósitos bancários vencíveis a menos de três meses, e que possam ser imediatamente
mobilizáveis com risco insignificante de alteração de valor. Estes activos estão valorizados
ao custo.
3.14. - Gastos e rendimentos
Os gastos e rendimentos são registados no período a que se referem, independentemente do
seu pagamento ou recebimento, de acordo com o princípio contabilístico da especialização
dos exercícios. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e os correspondentes
réditos e gastos são reconhecidos como activos ou passivos, se se qualificarem como tal.
Para efeitos da demonstração dos fluxos de caixa, a rubrica de ‘‘Caixa e equivalentes
de caixa’’ compreende, além da Caixa e Depósitos bancários, também os descobertos
bancários incluídos na rubrica de Financiamentos Obtidos do Balanço.
3.15. - Rédito
O rédito é mensurado pelo justo valor da contraprestação recebida ou a receber. O
rédito a reconhecer é deduzido do montante estimado de devoluções, descontos e outros
abatimentos. O rédito reconhecido não inclui IVA e outros impostos liquidados relacionados
com a venda.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
305
O rédito proveniente da venda de bens é reconhecido quando todas as seguintes condições
são satisfeitas:
• Todos os riscos e vantagens da propriedade dos bens foram transferidos para o comprador;
• A Empresa não mantém qualquer controlo sobre os bens vendidos;
• O montante do rédito pode ser mensurado com fiabilidade;
• É provável que benefícios económicos futuros associados à transacção fluam para a
Empresa;
• Os custos incorridos ou a incorrer com a transacção podem ser mensurados com
fiabilidade.
O rédito proveniente da prestação de serviços é reconhecido com referência à fase de
acabamento da transacção à data de relato, desde que todas as seguintes condições sejam
satisfeitas:
• O montante do rédito pode ser mensurado com fiabilidade;
• É provável que benefícios económicos futuros associados à transacção fluam para a
Empresa;
• Os custos incorridos ou a incorrer com a transacção podem ser mensurados com
fiabilidade;
• A fase de acabamento da transacção à data de relato pode ser mensurada com fiabilidade.
O rédito de juros é reconhecido utilizando o método do juro efectivo, desde que seja
provável que benefícios económicos fluam para a Empresa e o seu montante possa ser
mensurado com fiabilidade.
3.16. - Encargos financeiros com empréstimos obtidos
Os encargos financeiros relacionados com empréstimos obtidos são geralmente
reconhecidos como gastos à medida que são incorridos na rubrica juros e gastos similares
suportados.
3.17. - Activos e Passivos Contingentes
Um Activo Contingente é um possível activo proveniente de acontecimentos passados e
cuja existência só será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais acontecimentos
futuros incertos não totalmente sob o controlo da entidade.
Os Activos Contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras para não
resultarem no reconhecimento de rendimentos que podem nunca ser realizados. Contudo,
são divulgados quando for provável a existência de um influxo futuro.
Um Passivo Contingente é:
• Uma obrigação possível que provém de acontecimentos passados e cuja existência
só será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais acontecimentos futuros
incertos não totalmente sob o controlo da entidade,
ou
• Uma obrigação presente que decorra de acontecimentos passados mas que não é
reconhecida porque:
• Não é provável que uma saída de recursos seja exigida para liquidar a obrigação,
• A quantia da obrigação não pode ser mensurada com suficiente fiabilidade.
Os Passivos Contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras para não
resultarem no reconhecimento de gastos que podem nunca se tornar efectivos. Contudo,
são divulgados sempre que existe uma probabilidade de exfluxos futuros que não seja
remota.
3.18. Capitais Próprios
a) Capital Social
As acções ordinárias são classificadas no capital próprio. Os custos directamente atribuíveis
à emissão de novas acções ou opções são apresentados no capital próprio como uma
dedução, líquida de impostos, ao montante emitido.
As acções próprias adquiridas através de contrato são reconhecidas no capital próprio,
em rubrica própria. De acordo com o código das sociedades Comerciais a Empresa tem
de garantir a cada momento a existência de reservas no Capital Próprio para cobertura
do valor das acções próprias, limitando o valor das reservas disponíveis para distribuição.
As acções próprias são registadas ao custo de aquisição, se a compra for efectuada à vista,
ou ao justo valor estimado se a compra for diferida.
b) Distribuição de Dividendos
A distribuição de dividendos a accionistas é reconhecida como um passivo na data em que
é aprovada pelos mesmos.
3.19. -Matérias ambientais
São reconhecidas provisões para matérias ambientais sempre que a Empresa tenha uma
obrigação legal ou construtiva, como resultado de acontecimentos passados, relativamente
à qual seja provável que uma saída de recursos se torne necessária para a liquidar e possa
ser efectuada uma estimativa fiável do montante dessa obrigação.
A Empresa incorre em dispêndios de carácter ambiental os quais, dependendo das suas
características, estão a ser capitalizados ou reconhecidos como um custo nos resultados
operacionais do período.
Assim, os dispêndios com equipamentos e técnicas operativas que assegurem o cumprimento
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
306
da legislação e dos regulamentos aplicáveis, bem como a redução dos impactos ambientais
para níveis que não excedam os correspondentes a uma aplicação viável das melhores
tecnologias disponíveis desde as referentes à minimização do consumo energético, das
emissões atmosféricas, da produção de resíduos e do ruído, são capitalizados quando
se destinem a servir de modo duradouro a actividade da Empresa e se relacionem com
benefícios económicos futuros, permitindo prolongar a vida útil, aumentar a capacidade
ou melhorar a segurança ou eficiência de outros activos detidos pela Empresa.
3.20. - Principais estimativas e julgamentos apresentados
As estimativas e julgamentos com impacto nas demonstrações financeiras da Empresa são
continuamente avaliados, representando à data de cada relato a melhor estimativa da
Administração, tendo em conta o desempenho histórico, a experiência acumulada e as
expectativas sobre eventos futuros que, nas circunstâncias em causa, se acreditam serem
razoáveis.
A natureza intrínseca das estimativas pode levar a que o reflexo real das situações que
haviam sido alvo de estimativa possam, para efeitos de relato financeiro, vir a diferir
dos montantes estimados. As estimativas e os julgamentos que apresentam um risco
significativo de originar um ajustamento material no valor contabilístico de activos e
passivos no decurso do exercício seguinte são as que seguem:
3.20.1 - Activos fixos tangíveis e Activos intangíveis
A determinação das vidas úteis dos activos, bem como o método de depreciação/
amortização a aplicar é essencial para determinar o montante das depreciações/
amortizações a reconhecer na demonstração dos resultados de cada exercício.
Estes dois parâmetros são definidos de acordo com o melhor julgamento da Administração
para os activos em questão, considerando sempre que possível, as práticas adoptadas por
empresas do sector.
3.20.2 – Propriedades de Investimento
O cálculo do justo valor das propriedades de investimento à data da transição para o SNC
foi efectuado de acordo com a natureza de cada activo. Os aspectos considerados na
determinação do justo valor foram os seguintes:
• Avaliações independentes efectuadas por avaliadores certificados relativamente aos
terrenos e edifícios
Os pressupostos considerados em cada avaliação correspondem à melhor estimativa do
Conselho de Administração para os referidos activos.
ocorrência de diversos eventos, muitos dos quais fora da esfera de influência da Empresa,
tais como: a disponibilidade futura de financiamento, o custo de capital ou quaisquer
outras alterações, quer internas, quer externas à Empresa.
A identificação dos indicadores de imparidade, a estimativa de fluxos de caixa futuros e a
determinação do justo valor de activos implicam um elevado grau de julgamento por parte
da Administração no que respeita à identificação e avaliação dos diferentes indicadores de
imparidade, fluxos de caixa esperados, taxas de desconto aplicáveis, vidas úteis e valores
residuais.
Em particular, da análise efectuada periodicamente aos saldos a receber poderá surgir a
necessidade de registar perdas por imparidade, sendo estas determinadas com base na
informação disponível e em estimativas efectuadas pela Luis Simões dos fluxos de caixa
que se espera receber.
3.20.4 - Reconhecimento de activos por impostos diferidos
São reconhecidos activos por impostos diferidos apenas quando existe forte segurança
de que existirão lucros tributáveis futuros disponíveis para a utilização das diferenças
temporárias ou quando existam passivos por impostos diferidos cuja reversão seja
expectável no mesmo período em que os activos por impostos diferidos sejam revertidos.
A avaliação dos activos por impostos diferidos é efectuada pela Administração no final de
cada exercício, tendo em atenção a expectativa de desempenho no futuro.
3.20.5 – Acontecimentos subsequentes
Os acontecimentos após a data do balanço que proporcionem informação adicional
sobre condições que existiam à data do balanço “adjusting events” são reflectidos
nas demonstrações financeiras. Os eventos após a data do balanço que proporcionem
informação sobre condições que ocorram após a data do balanço “non adjusting events”
são divulgados nas demonstrações financeiras, se forem considerados materiais.
4 - FLUXOS DE CAIXA
A rubrica de Caixa e depósitos bancários no Balanço decompõem-se conforme se segue:
2013
Caixa
Depósitos bancários imediatamente mobilizáveis
10 312,48
10 244,89
1 711,01
70,13
12 023,49
10 315,02
307
3.20.3 – Perdas por Imparidade de clientes e devedores
A determinação de uma eventual perda por imparidade pode ser despoletada pela
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
2012
EMPRESA | LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
O saldo de Caixa e seus Equivalentes constante na Demonstração de Fluxos de Caixa
decompõe-se da seguinte forma:
2013
Caixa
Depósitos bancários imediatamente mobilizáveis
2012
10 312,48
10 244,89
1 711,01
70,13
12 023,49
10 315,02
-
(1 960,15)
12 023,49
8 354,87
Descobertos bancários
5 - PARTES RELACIONADAS
Para efeitos de apresentação destas demonstrações financeiras, são consideradas como
partes relacionadas todas as subsidiárias da LS – Luis Simões, SGPS, S.A. e elementos
chaves na gestão das mesmas.
5.1 - Identificação de partes relacionadas
A Empresa é detida em 100% pela entidade LS – Luís Simões, SGPS, S.A. sendo as suas
demonstrações financeiras consolidadas na referida entidade.
5.2 - Remuneração do pessoal chave da gestão
No decurso dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012 foram atribuídas
as seguintes remunerações ao pessoal chave da gestão:O Concelho de Administração da
Remuneração
2013
Benefícios de curto prazo dos empregados
2012
686 391,13
329 484,11
686 391,13
329 484,11
O Concelho de Administração da Empresa e a Direcção de Serviços Partilhados foram
considerados de acordo com a NCRF 5, como sendo os únicos elementos “chave” da gestão.
5.3 - Transacções com partes relacionadas
a) Natureza do relacionamento com as partes relacionada
308
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
Natureza do relacionamento
Natureza do relacionamento
(Serviços que a Empresa recebe)
(Serviços que a Empresa presta)
Financiamentos
Dividendos
Luís Simões Logística Integrada, S.A. - Espanha
Cedência de Gasóleo
Serviços Administrativos e Financeiros
Luís Simões Logística Integrada, S.A. - Portugal
n/a
Serviços Administrativos e Financeiros
Cedência de Gasóleo
Serviços Administrativos e Financeiros
Diagonal - Corretores de Seguros, S.A.
n/a
Serviços Administrativos e Financeiros
Solmoninhos - Consultoria, Gestão e Execução Imobiliária,Lda.
n/a
Serviços Administrativos e Financeiros
Patrimundus - Investimentos Imobiliários, S.A.
n/a
Serviços Administrativos e Financeiros
Serviços de Administração
Benefícios de empregados
Empresa-mãe:
LS-Luís Simões, SPGS, S.A.
Outras partes relacionadas:
Reta, S.A.
Pessoal chave da gestão
b) Quantias de transacções e saldos pendentes com partes relacionadas
A quantia das transacções e dos saldos pendentes de partes relacionadas são os indicados
no quadro seguinte:
Ano
Vendas e serviços prestados
Fornecimentos e serviços externos
Outras partes relacionadas:
Luís Simões Logística Integrada, S.A. - Portugal
Luís Simões Logística Integrada, S.A. - Espanha
Reta, S.A.
Diagonal - Corretores de Seguros, S.A.
Solmoninhos - Consultoria, Gestão e Execução Imobiliária,Lda.
Patrimundus - Investimentos Imobiliários, S.A.
2012
6 157 745,70
84 974,76
2013
6 531 888,38
88 966,27
2012
1 710 438,26
-
2013
2 305 852,11
1 089 468,00
2012
551 534,53
-
2013
525 390,85
255,00
2012
44 119,71
-
2013
50 650,90
-
2012
11 026,46
4 363,66
2013
9 806,88
-
2012
1 873,70
-
2013
1 796,96
-
309
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
Ano
Clientes
Fornecedores
Outras contas a pagar
Accionistas
Empresa-mãe:
LS-Luís Simões, SPGS, S.A.
2012
-
-
579 035,78
399 506,54
2013
-
-
581 503,54
363 212,02
Outras partes relacionadas:
Luís Simões Logística Integrada, S.A. - Portugal
Luís Simões Logística Integrada, S.A. - Espanha
Reta, S.A.
Diagonal - Corretores de Seguros, S.A.
Solmoninhos - Consultoria, Gestão e Execução Imobiliária,Lda.
Patrimundus - Investimentos Imobiliários, S.A.
2012
177 014,47
13 130,07
131 150,68
-
2013
292 946,73
12 503,64
-
-
2012
40 690,17
135,00
96 270,00
-
2013
105 868,61
812,53
-
-
2012
3 107,90
-
19 742,00
-
2013
29 344,82
-
-
-
2012
717,78
54 880,32
2 532,00
-
2013
982,21
-
-
-
2012
3 846,80
250,00
-
-
2013
2 265,71
-
-
-
2012
(61,30)
-
-
-
2013
190,04
-
-
-
Não existem ajustamentos de dívidas de cobranças duvidosas relacionados com a quantia
de saldos pendentes, nem gastos reconhecidos durante o período a respeito de dívidas
incobráveis ou de cobrança duvidosa de partes relacionadas.
A quantia dos financiamentos a receber e a pagar de partes relacionadas bem como dos
rendimentos e gastos de juros são os indicados no quadro seguinte:
Remuneração
Ano
Financiamentos a Pagar
Gastos de Juros
2012
8 221 049,63
579 035,78
2013
8 786 564,68
581 503,54
Empresa - mãe
Luís Simões SPGS, S.A.
6 – ACTIVOS INTANGÍVEIS
6.1. Divulgações para cada classe de activos intangíveis, distinguindo entre
os activos intangíveis gerados internamente e outros activos intangíveis:
Todos os Activos Intangíveis da Empresa têm vida útil finita. A Empresa não possui no seu
património Activos Intangíveis com vida útil indefinida.
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, o movimento ocorrido
na quantia escriturada dos activos intangíveis, bem como nas respectivas amortizações
acumuladas e perdas por imparidade, foi o seguinte:
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
310
EMPRESA | LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
Programas de
computador
Activos
Intangíveis
Total
em curso
Valores em 01.01.2012
Quantias brutas escrituradas
Amortizações e perdas por imparidade acumuladas
Quantias líquidas escrituradas
Adições
Amortizações
1 191 952,52
-
1 191 952,52
(1 010 587,06)
-
(1 010 587,06)
181 365,46
-
181 365,46
46 892,86
21 700,00
68 592,86
(104 169,77)
-
(104 169,77)
1 238 845,38
21 700,00
1 260 545,38
(1 114 756,83)
-
(1 114 756,83)
124 088,55
21 700,00
145 788,55
3 439,55
-
3 439,55
21 700,00
(21 700,00)
-
(90 246,80)
-
(90 246,80)
109,70
-
109,70
Valores em 31.12.2012
Quantias brutas escrituradas
Amortizações e perdas por imparidade acumuladas
Quantias líquidas escrituradas
Adições
Transferências
Amortizações
Reversões
Valores em 31.12.2013
Quantias brutas escrituradas
Amortizações e perdas por imparidade acumuladas
Quatias liquidas escrituradas
1 263 984,93
-
1 263 984,93
(1 204 893,93)
-
(1 204 893,93)
59 091,00
-
59 091,00
6.2. - Activos Intangíveis com titularidade restringida, como garantias de
passivos e compromissos contratuais para aquisição dos mesmos
Os Programas de Computador não são propriedade da empresa, a qual se limita a ter os
respectivos direitos de uso nos termos do contrato celebrado com o fornecedor.
Não existem activos intangíveis dados como garantias de passivos.
6.3.- Compromissos futuros para aquisição de activos intangíveis
Não existem compromissos futuros para aquisição de activos intangíveis.
7 - ACTIVOS FIXOS TANGÍVEIS
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, o movimento ocorrido
na quantia escriturada dos activos fixos tangíveis, bem como nas respectivas depreciações
acumuladas e perdas por imparidade, foi o seguinte:
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
311
EMPRESA | LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
(Euros)
Terrenos e recursos
Edifícios e outras
Equipamento
Equipamento de
Equipamento
Outros activos
Activos fixos tangíveis
naturais
construções
básico
transporte
administrativo
fixos tangíveis
em curso
Totais
Valores em 01.01.2012
Quantias brutas escrituradas
Depreciações e perdas por imparidade acumuladas
Quantias líquidas escrituradas
Adições
389 865,93
6 859 939,76
753 812,02
357 847,06
2 724 919,06
290 043,30
2 094 874,59
13 471 301,72
-
(5 332 726,52)
(701 835,11)
(329 470,52)
(2 458 503,62)
(201 021,97)
-
(9 023 557,74)
389 865,93
1 527 213,24
51 976,91
28 376,54
266 415,44
89 021,33
2 094 874,59
4 447 743,98
-
26 258,06
1 135,14
-
114 436,02
32,44
854 795,80
996 657,46
Alienações, sinistros e abates
Quantias brutas escrituradas
-
-
(1 490,56)
-
(1 122,30)
-
-
(2 612,86)
Amortizações e perdas por imparidade acumuladas
-
-
1 490,56
-
1 122,30
-
-
2 612,86
Quantias brutas escrituradas
-
-
-
-
-
-
-
-
-
(70 333,67)
(21 083,69)
(12 086,64)
(122 113,05)
(9 324,82)
-
(234 941,87)
Depreciações
Valores em 31.12.2012
Quantias brutas escrituradas
Depreciações e perdas por imparidade acumuladas
Quantias líquidas escrituradas
389 865,93
6 886 197,82
753 456,60
357 847,06
2 838 232,78
290 075,74
2 949 670,39
14 465 346,32
-
(5 403 060,19)
(721 428,24)
(341 557,16)
(2 579 494,37)
(210 346,79)
-
(9 255 886,75)
389 865,93
1 483 137,63
32 028,36
16 289,90
258 738,41
79 728,95
2 949 670,39
5 209 459,57
Adições
-
207 421,69
-
-
41 106,02
159,90
17 138,87
265 826,48
Transferências
-
26 627,42
-
-
2 123,40
-
(28 750,82)
-
Quantias brutas escrituradas
-
-
-
-
(5 667,91)
-
-
(5 667,91)
Amortizações e perdas por imparidade acumuladas
Alienações, sinistros e abates
-
-
-
-
5 372,65
-
-
5 372,65
Depreciações
-
(76 229,88)
(20 055,45)
(12 086,64)
(106 947,23)
(9 218,82)
-
(224 538,02)
Reversões
-
141,76
-
-
-
-
-
141,76
Outras variações
-
-
-
-
-
-
(8 842,54)
(8 842,54)
389 865,93
7 120 246,93
753 456,60
357 847,06
2 875 794,29
290 235,64
2 929 215,90
14 716 662,35
-
(5 479 148,31)
(741 483,69)
(353 643,80)
(2 681 068,95)
(219 565,61)
-
(9 474 910,36)
389 865,93
1 641 098,62
11 972,91
4 203,26
194 725,34
70 670,03
2 929 215,90
5 241 751,99
Valores em 31.12.2013
Quantias brutas escrituradas
Depreciações e perdas por imparidade acumuladas
Quantias líquidas escrituradas
7.1. - Titularidade de activos fixos tangíveis dados como garantia de
passivos
Não existem activos tangíveis dados como garantias de passivos nos exercícios findos em
31 de Dezembro de 2013 e 2012.
7.2. - Dispêndios reconhecidos na quantia escriturada de cada um dos
seguintes itens do activo fixo tangível no decurso da sua construção
A quantia de dispêndios reconhecida no activo fixo tangível em curso decompõe-se da
forma indicada no quadro seguinte:
2013
Terminal Azambuja
Outros
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
2012
2 920 565,02
2 945 954,48
8 650,88
3 715,91
2 929 215,90
2 949 670,39
EMPRESA | LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
312
7.3. - Compromissos futuros para aquisição de activos fixos tangíveis
Não existem compromissos futuros para aquisição de activos fixos tangíveis.
2013
Rendas
8 - PROPRIEDADES DE INVESTIMENTO
As propriedades de investimento compostas por terrenos e edifícios não afectos à
actividade da Empresa, apresentam a seguinte evolução:
2013
Depreciações acumuladas
Valor líquido
Transferências de Inventários
Depreciações
61 699 735,76
61 699 735,76
(20 273 132,87)
(18 092 291,99)
41 426 602,89
43 607 443,77
202 023,39
-
(2 180 840,88)
(2 180 840,88)
A 31 de Dezembro
Valor bruto
Depreciações acumuladas
Valor líquido
61 901 759,15
Rendas
Gastos Directos
Propriedades de Investimento
3 720 695,40
2 301 803,47
3 827 417,04
2 309 397,47
Total
3 720 695,40
2 301 803,47
3 827 417,04
2 309 397,47
9 - LOCAÇÕES
Locações financeiras
2012
A 1 de Janeiro
Valor bruto
2012
Gastos Directos
61 699 735,76
(22 453 973,75)
(20 273 132,87)
39 447 785,40
41 426 602,89
As propriedades de investimento têm como finalidade a cedência de exploração às
empresas do Grupo.
a) Quantia escriturada líquida à data do balanço
A quantia escriturada líquida dos bens em regime de locação financeira à data de balanço,
para cada categoria de activo, é a constante do quadro seguinte.
2013
Propriedades de Investimento
2 196 421,11
2 196 421,11
Edifícios e outras construções
10 773 704,08
11 203 905,52
12 970 125,19
13 400 326,63
b) Pagamentos mínimos futuros da locação e o seu valor presente
Os pagamentos mínimos das locações financeiras em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, são
detalhados conforme se segue:
2013
Em 31 de Dezembro de 2013, não existiam obrigações contratuais significativas de compra,
construção ou desenvolvimento de propriedades de investimento.
2012
Pagamentos
Valor Presente
Pagamentos
Valor Presente
Mínimos
de Pagamentos
Mínimos
de Pagamentos
Até um ano
1 447 051,61
1 383 475,98
1 449 177,22
1 358 256,03
Entre 1 ano e 5 anos
7 719 240,15
7 590 969,26
7 471 476,31
7 179 076,67
-
-
1 853 524,11
1 841 991,04
9 166 291,76
8 974 445,24
10 774 177,64
10 379 323,74
(191 846,53)
n/a
(394 853,90)
n/a
8 974 445,23
8 974 445,24
10 379 323,74
10 379 323,74
A mais de 5 anos
Em 31 de Dezembro de 2013, não existiam propriedades de investimento apresentadas
como garantias a terceiros.
Propriedades de Investimento
Terrenos e recursos naturais
O justo valor dos activos à data do balanço não diverge significativamente dos valores
apresentados nas demonstrações financeiras da Empresa a essa data.
A avaliação destas propriedades de investimento foi efectuada por um avaliador
independente de acordo com três métodos de avaliação: o método dos múltiplos do
rendimento, o método comparativo de mercado e o método do valor residual.
2012
Total dos pagamentos
minimos
Encargos financeiros
Valor presente dos pagamentos
mínimos
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, os rendimentos e gastos
operacionais directos associados às propriedades de investimento, tinham a seguinte
composição:
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
313
EMPRESA | LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
c) Descrição geral dos acordos de locação significativos:
A Empresa tem um contrato de locação financeira afecto ao terreno e edifício do Carregado.
O contrato referido não prevê rendas contingentes e inclui opção de compra.
Locações operacionais
a) Pagamentos futuros mínimos
Os pagamentos futuros mínimos das locações operacionais em 31 de Dezembro de 2013 e
2012, são detalhados conforme se segue:
2013
Pagamentos futuros minimos
Aluguer Imóveis
Aluguer Viaturas Turismo
1 ano e
A mais
5 anos
de 5 anos
-
-
-
16 047,26
20 168,76
38 571,18
-
16 047,26
20 168,76
38 571,18
-
Gastos do exercício
Até 1 ano
-
2012
Pagamentos futuros minimos
Gastos do exercício
Até 1 ano
1 ano e
A mais
5 anos
de 5 anos
Aluguer Imóveis
3 000,00
3 000,00
-
-
Aluguer Viaturas Turismo
13 343,00
11 878,76
11 735,13
-
16 343,00
14 878,76
11 735,13
-
314
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
10 - INVENTÁRIOS
10.1. - Quantia total escriturada de inventários
Em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, os inventários da Empresa eram detalhados conforme
se segue:
Produtos acabados e intermédios
2013
2012
-
202 023,39
-
202 023,39
Atendendo à sua natureza e finalidade, a empresa procedeu à reclassificação dos
inventários, relativos a um activo que se encontra actualmente arrendado, para
propriedades de investimento.
10.2. - Quantia de inventários reconhecida como um gasto durante o período
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, não existiu quantias de
inventários reconhecidas como gasto.
10.3. - Quantia de ajustamento e reversão de ajustamentos reconhecida
como gasto do período
Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, não existem ajustamentos nem
reversões dos mesmos relativos a inventários.
10.4. - Quantia escriturada de inventários dados como penhor de garantia
a passivos
Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, não existem penhores sobre os
inventários.
315
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
11 - Rédito
O rédito reconhecido pela Empresa em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, é detalhado
conforme se segue:
2013
2012
9 427 442,25
8 521 082,89
9 427 442,25
8 521 082,89
Prestação de Serviços
Serviços
A repartição do rédito apurado nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012,
é a seguinte:
2013
2012
Mercado Interno
7 120 895,34
6 810 644,63
Mercado Externo
2 306 546,91
1 710 438,26
9 427 442,25
8 521 082,89
Os valores indicados nos quadros acima incluem o montante de 9.425.386,08 Euros em
2013 e de 8.476.738,36 Euros em 2012 relativos a entidades relacionadas, conforme
indicado na nota 5.
12 - Subsídios e Apoios do Governo
A natureza e extensão dos subsídios do governo reconhecidos nas demonstrações financeiras
encontram-se descriminados no quadro seguinte:
Reconhecidos em Capital Próprio:
2013
V. Bruto
Reconhecidos em Resultados no ano:
2012
V. líquido
V. Bruto
2013
V. líquido
Saldo inicial
-
-
23 765,68
23 765,68
Recebidos durante o ano
-
-
-
-
-
-
(23 765,68)
(23 765,68)
-
-
-
-
Transferidos para resultados
transitados
Saldo final
Subsidios do Estado
2012
10 334,79
3 939,34
10 334,79
3 939,34
A Empresa não beneficiou directamente de quaisquer outras formas de apoio do Governo.
316
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
13 - Acontecimentos após a data do balanço
Não se verificaram eventos subsequentes a 31 de Dezembro de 2013 que pela sua relevância
e materialidade requeiram ajustamento ou divulgação, conforme descrito na Nota 3.20.5.
14. - Impostos sobre o rendimento
A Empresa encontra-se sujeita a Imposto sobre os Rendimentos das Pessoas Colectivas
(IRC), sendo a taxa actual de 25% acrescida de Derrama à taxa máxima de 1,5% sobre o
lucro tributável, atingindo uma taxa de imposto agregada de 26,5%.
O Gasto (rendimento) por impostos correntes é o indicado no quadro seguinte:
2013
Imposto Corrente
IRC do ano
O encargo do ano com imposto a pagar é contabilizado em cada uma das empresas que
fazem parte do Grupo em função do respectivo lucro tributável. O eventual ganho ou
perda decorrente do RETGS é reconhecido em cada uma das empresas pertencentes ao
Grupo Fiscal.
De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e
correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (cinco anos
para a Segurança Social), excepto quando tenham havido prejuízos fiscais, ou estejam
em curso inspecções, reclamações ou impugnações, casos estes em que, dependendo das
circunstâncias, os prazos são prolongados ou suspensos. Deste modo, as declarações fiscais
da Empresa relativas aos exercícios de 2010 a 2013 poderão vir ainda a estar sujeitas
a revisão e correcção. O Conselho de Administração entende que eventuais correcções
resultantes de revisões/inspecções por parte das autoridades fiscais aquelas declarações
de impostos não terá um efeito limitativo nas demonstrações financeiras em análise.
14.1. - Divulgação separada dos seguintes principais componentes de gasto
(rendimento) de impostos:
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
365 273,46
400 937,88
365 273,46
400 937,88
(544 225,80)
(306 370,36)
(544 225,80)
(306 370,36)
(178 952,34)
94 567,52
Imposto Diferido
Originados e objecto de reversão por diferenças temporárias
Nos termos do artigo 88º do CIRC, a Empresa está sujeita a tributação autónoma sobre um
conjunto de encargos às taxas aí previstas.
As empresas do Grupo, encontram-se desde o exercício de 2007, englobadas no Regime
Especial de Tributação de Grupos de Sociedades (“RETGS”), nos termos do artigo 69º
e seguintes do CIRC, liderado pela accionista LS – Luís Simões, S.G.P.S., S.A., pelo que
os impostos apurados individualmente estão reflectidos no saldo da accionista incluído
na rubrica de Accionistas/Sócios. A Empresa apenas foi englobada no RETGS a partir do
exercício de 2011.
2012
b) Ajustamentos reconhecidos no período de impostos correntes de períodos anteriores:
Não se verificaram ajustamentos reconhecidos no período de impostos correntes de
períodos anteriores;
c) Quantia de gasto (rendimento) por impostos diferidos relacionada com a origem e
reversão de diferenças temporárias;
A quantia de gasto (rendimento) por impostos diferidos relacionada com a origem e
reversão de diferenças temporárias encontra-se evidenciada no quadro seguinte:
2013
2012
Relocação de imóvel
(22 318,70)
(13 307,79)
Reservas de Reavaliação realizadas no período
(521 907,10)
(293 062,57)
(544 225,80)
(306 370,36)
Passivos por impostos diferidos
d) Quantia de gasto (rendimento) por impostos diferidos relacionada com alterações
nas taxas de tributação ou com o lançamento de novos impostos;
Foi registada a alteração da taxa de tributação do IRC de 25% para 23% a partir do exercício
de 2014. Esta alteração teve impacto nos Impostos Diferidos, pelo que a quantia de gasto
por impostos diferidos sofreu um impacto de 247.336 Euros.
14.2. - Imposto diferido e corrente agregado relacionado com itens
debitados ou creditados ao capital próprio
O Imposto diferido e corrente agregado relacionado com itens debitados ou creditados ao
capital próprio é o indicado no quadro seguinte:
EMPRESA | LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
317
2013
2012
2 906 750,69
3 428 657,79
2 906 750,69
3 428 657,79
14.3.- Relacionamento entre gasto (rendimento) de impostos e lucro
contabilístico:
A reconciliação numérica entre a taxa média efectiva de imposto e a taxa de imposto
aplicável é a indicada no quadro seguinte:
Base de Imposto
Ganhos líquidos na revalorização de activos fixos tangíveis
Reconhecidos em Reservas de Revalorização
2013
Resultado antes de impostos
Taxa de imposto sobre o rendimento em Portugal
Imposto sobre o Rendimento à taxa nominal
Taxa de Imposto
2012
340 441,64
2013
2012
463 881,30
26,50%
26,50%
90 217,03
121 366,04
4 409,38
-
6 011,22
2 520,85
10 420,60
2 520,85
975 298,86
975 298,86
26,50%
26,50%
97,26%
78,74%
(52,56%)
20,39%
Proveitos não tributáveis
Restituição de Impostos não dedutíveis e excesso da
estimativa para impostos
Benefícios Fiscais
Gastos não dedutíveis para efeitos fiscais
Depreciações e amortizações não aceites como custos
Donativos
Multas, coimas e juros compensatórios
Encargos não devidamente documentados
Outros
Lucro tributável/Prejuízo fiscal
Taxa de imposto sobre o rendimento em Portugal
Taxa da derrama
IRC Calculado
Derrama
Tributação autónoma
Efeito do aumento / reversão de impostos diferidos
Imposto sobre o rendimento
500,00
-
32,50
7 557,27
300,00
-
18 335,10
16 795,63
994 466,46
999 651,76
1 324 487,50
1 461 012,22
25,00%
25,00%
1,50%
1,50%
331 121,88
365 253,05
19 867,31
21 915,18
14 284,27
13 769,65
(544 225,80)
(306 370,36)
(178 952,34)
94 567,52
318
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
14.4. - Explicação de alterações na taxa de imposto aplicável comparada com
o período contabilístico anterior
Não houve alterações na taxa de imposto aplicável comparada com o período contabilístico
anterior.
14.5. - Por cada tipo de diferença temporária e com respeito a cada tipo de
perdas por impostos não usadas e créditos por impostos não usados:
a) Quantia de activos e passivos por impostos diferidos reconhecidos no balanço para
cada período apresentado;
As quantias de activos e passivos por impostos diferidos reconhecidos no balanço para cada
período apresentado por cada tipo de diferença temporária e com respeito a cada tipo de
perdas por impostos não usadas e créditos por impostos não usados são as indicadas no
quadro seguinte:
15. - Instrumentos financeiros
15.1. - Rubricas de balanço abrangidas pelas divulgações da presente nota
As divulgações desta nota abrangem as seguintes rubricas do balanço:
Activos
2013
Não Corrente
Participações financeiras - Outros métodos - Outras empresas
15 000,00
16 065,00
13,10
-
448 838,36
225 590,35
453,40
19 243,39
9 665,82
18 695,60
12 023,49
10 315,02
485 994,17
289 909,36
Outros activos financeiros
Corrente
Clientes
Adiantamentos a fornecedores
Contas Balanço
2013
2012
Contas Dem. Resultados
2013
2012
Passivos por Impostos Diferidos
Outras contas a receber
Caixa e bancos
Diferenças temporárias:
Relocação Financeira-Amortizações
não aceites
110 384,68
132 703,38
(22 318,70)
(13 307,79)
tangíveis
Passivos
2013
2012
Não Corrente
Outras
Revalorização de activos fixos
2012
Financiamentos obtidos
2 906 750,69
3 428 657,79
(521 907,10)
(293 062,57)
3 017 135,37
3 561 361,17
(544 225,80)
(306 370,36)
19 913 465,98
21 402 310,71
373 578,73
477 330,09
Corrente
Fornecedores
Accionistas
363 212,02
399 506,54
Financiamentos obtidos
2 014 547,85
1 985 250,11
Outras contas a pagar
1 257 723,15
1 394 645,27
23 922 527,73
25 659 042,72
Instrumentos de Capital
Capital
Outros instrumentos de capital
2013
2012
500 000,00
500 000,00
1 788 100,00
1 788 100,00
2 288 100,00
2 288 100,00
319
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
15.2. - Activos financeiros mensurados ao custo
Os activos financeiros mensurados ao custo são os indicados no quadro seguinte:
2013
15.3. - Passivos financeiros mensurados ao custo
Os passivos financeiros mensurados ao custo ou ao custo amortizado são os indicados no
quadro seguinte:
2012
2013
Participações financeiras - outros métodos
2012
Financiamentos - Não correntes
Participações de capital em empresas não cotadas
15 000,00
16 065,00
13,10
-
Outros activos financeiros
Fundo de Compensação Trabalho (FCT)
Empréstimo bancários
3 535 932,04
4 160 193,36
Locações Financeiras
7 590 969,26
9 021 067,72
Participantes de Capital (Nota 5)
8 786 564,68
8 221 049,63
13 316,17
13 515,07
360 262,56
463 815,02
363 212,02
399 506,54
Empréstimo bancários
631 071,87
625 033,94
Decobertos bancários
-
1 960,15
1 383 475,98
1 358 256,02
386 427,66
375 575,72
Fornecedores
Clientes c/c
Clientes - entidades relacionadas (nota 5)
Clientes - outras entidades
Adiantamentos a fornecedores
431 598,12
225 315,82
17 240,24
274,53
453,40
-
Fornecedores - entidades relacionadas (nota 5)
Fornecedores - outras entidades
Accionistas (Nota 5)
Financiamentos obtidos - Correntes
Outras contas a receber - Corrente
Devedores diversos
6 331,88
8 614,23
Pessoal
1 400,26
1 180,80
Outros
1 933,68
8 900,57
Activos não correntes detidos para venda
Locações
Outras contas a pagar - Correntes
Acréscimo para férias e sub. férias
Caixa e depósitos bancários
Pessoal
Caixa
Outros depósitos bancários
10 312,48
10 244,89
1 711,01
70,13
485 994,17
270 665,97
95,17
1 080,13
Acréscimo partes relacionadas ( nota 5)
581 503,54
579 035,78
Outros acréscimos de gasto
278 543,14
182 581,17
11 153,64
256 372,47
23 922 527,73
25 659 042,72
Outras contas a pagar
Não existem imparidades registadas relativas a estes activos.
A maturidade dos Financiamentos não correntes é a seguinte:
2013
2012
Empréstimos bancários
Entre 1 ano e 5 anos
2 232 177,24
2 807 432,10
A mais de 5 anos
1 303 754,80
1 352 761,26
7 590 969,26
7 192 473,85
-
1 828 593,87
8 786 564,68
8 221 049,63
19 913 465,98
21 402 310,71
Locações financeiras
Entre 1 ano e 5 anos
A mais de 5 anos
Participantes de Capital
Entre 1 ano e 5 anos
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
320
No final do exercício de 2013, o valor das linhas de crédito contratadas era de
200.000,00 Euros (2.500.000,00 Euros em 2012), não tendo as mesmas sido utilizadas
(em 2012 o montante utilizado foi de 1.960,15 Euros).
b) Número de acções representativas do capital social
O número de acções representativas do capital social, são as indicadas no quadro seguinte:
2013
As linhas de crédito com movimento até 1 ano são renováveis de forma automática de
acordo com o definido contratualmente com as entidades de crédito.
Valor
2012
Quantidade
Valor
Quantidade
Acções emitidas
Os tipos de juros pagos pela Empresa nos exercícios de 2013 e 2012 referentes a
empréstimos e linhas de crédito contratadas com a Empresa mãe e com instituições de
crédito encontram-se principalmente referenciados à Euribor, acrescida de diferencial
de mercado.
Acções ordinárias a 5€ cada
15.4. - Situações em incumprimento para empréstimos contraídos reconhecidos
à data de balanço
Não existiram situações de incumprimento para empréstimos contraídos.
15.5. - Ganhos líquidos e perdas líquidas reconhecidas
2013
Rendimentos
Desconto por antecipação de
pagamento
100.000
500.000,00
100.000
500.000,00
100.000
Em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, o capital subscrito é detido na sua totalidade pela
LS- Luís Simões, SGPS, S.A. e encontra-se totalmente realizado.
c) Quantias e descrição de Outros Instrumentos de Capital Próprio
2013
2012
Prestações Acessórias
1.788.100,00
1.788.100,00
1.788.100,00
1.788.100,00
Gastos
Passivos financeiros ao custo:
Juros suportados
500.000,00
Os outros instrumentos de capital próprio referem-se às prestações acessórias efectuadas
pelo accionista para as quais não existe prazo de reembolso ou remuneração.
2012
Gastos
100.000
Outros Instrumentos de Capital Próprio
Rendimentos e gastos
Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, os rendimentos, gastos, ganhos
e perdas relacionados com instrumentos financeiros são detalhados conforme se segue:
Rendimentos
500.000,00
-
805 795,90
-
940 078,89
894,89
-
702,28
-
894,89
805 795,90
702,28
940 078,89
d) Excedentes de revalorização
O movimento do excedente de revalorização (rubrica “Excedentes de revalorização de
activos fixos tangíveis e intangíveis”) no exercício findo em 31 de Dezembro de 2013 e
2012 foi conforme se segue:
Excedente de revalorização activos fixos tangíveis
15.6. - Instrumentos de capital próprio
2013
a) Quantia escriturada do capital próprio
A quantia escriturada do capital social emitido pela Empresa em 31 de Dezembro de 2013
e 2012 é detalhada conforme se segue:
Saldo no início do período
Amortizações e imparidades
Impostos Diferidos
Saldo no final do período
2013,
12 634 756,49
13 319 007,56
(929 397,45)
(929 397,45)
521 907,10
245 146,38
12 227 266,14
12 634 756,49
2012
Capital
Valor nominal
2012
500.000,00
500.000,00
500.000,00
500.000,00
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
O valor do excedente de revalorização encontra-se reflectido na rubrica “Resultados
Transitados”.
EMPRESA | LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
321
16. - Benefícios dos Empregados
17.1. - Valores Globais de Esforço de I&D
O detalhe dos Gastos com o Pessoal é o indicado no quadro seguinte:
Resumo Investimento I&D
Rubricas
2013
Remunerações do pessoal
2012
2 364 844,25
2 309 634,10
40 180,40
59 698,10
509 920,86
493 379,31
27 954,62
25 295,02
2013
Gastos com Pessoal
346 871,00
249 316,27
Gastos Gerais
147 446,00
88 083,73
66 034,71
-
Activos Fixos Tangíveis
Participação Capital
Indemnizações
Encargos sobre remunerações
Total Investimento em I&D
Volume de Vendas
Seguros de ac. trabalho e doenças prof.
Outros
126 420,10
173 232,58
3 069 320,23
3 061 239,11
O número médio de colaboradores ao serviço da empresa no ano de 2013 e 2012 foi de
67 e 66 colaboradores, respectivamente.
17. -Informações Exigidas por diplomas legais
Das informações legalmente exigidas noutros diplomas, designadamente nos artigos 66.º,
324.º, 397.º, 447.º e 448.º do Código das Sociedades Comerciais (CSC), das disposições
legais decorrentes do Decreto-Lei n.º 328/95, de 9 de Dezembro e das disposições
referidas no Decreto-Lei n.º 411/91, de 17 de Outubro, importa referir que:
i) Em obediência ao disposto no n.º 2 do artigo 324.º do CSC informa-se que a
Empresa não possui quaisquer acções próprias e nem efectuou até ao momento
qualquer negócio que envolvesse títulos desta natureza;
ii) Em obediência ao disposto no n.º 4 do artigo 397.º do CSC informa-se que, no
decorrer de 2013, não foram efectuados quaisquer negócios entre a Empresa e
membros dos seus órgãos sociais;
iii) Em obediência ao disposto no nº 1 do artigo 21º do Decreto-Lei nº 411/91, de 17
de Outubro, informa-se que a Empresa não é devedora em mora a qualquer caixa
de previdência, resultando os saldos contabilizados em 31 de Dezembro de 2013, da
retenção na fonte dos descontos e contribuições referentes ao mês de Dezembro,
cujo pagamento se efectuou em Janeiro de 2014, nos prazos legais.
2012
-
-
560 351,71
337 400,00
9 427 442,25
8 521 082,89
% Investimento I&D / Volume de Vendas
Gastos com Pessoal
5,94%
3,96%
3 069 320,23
3 061 239,11
Os valores apresentados em 2013 referem-se a despesas de investigação e desenvolvimento
relacionadas com a equipa da Direcção de Sistemas de Informação, no apoio de vários
projectos do grupo.
A equipa a 100% em projectos de I&DT fazem parte da Direcção de Sistemas de
Informação, equipa de uma empresa com larga experiência em desenvolvimentos, gestão
e acompanhamento de projectos na área da tecnologia. O Director desta equipa é o
responsável por toda a vertente tecnológica dos diversos projectos da Luís Simões. Equipa
responsável por todos os sistemas de informação da Luís Simões, com a mais valia de
também terem muita experiência nos vários negócios do Grupo. A destacar os seguintes
projectos:
• Diversos projectos no âmbito dos recursos da LS no sentido de optimizar e flexibilizar
(a destacar Diversos desenvolvimentos no ERP – BAAN, Desenvolvimentos de diversas
aplicações, em Lotus Notes, Diversos desenvolvimentos no Portal LSnet)
• Participação em diversos projectos no âmbito da empresa: Projecto com metodologia
Lean; Go Inter; GesFleet; LSNet entre outros.
17.2. - Dívidas em mora ao Estado
Conforme exigido legalmente, o Conselho de Administração declara que a Empresa não
apresenta dívidas ao Estado em situação de mora.
322
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
18. - OUTRAS INFORMAÇÕES
18.1. - DIFERIMENTOS
Em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, as rubricas do activo corrente e do passivo corrente
“Diferimentos” apresentavam a seguinte composição:
2013
2012
Diferimentos activos
Seguros
74 991,73
Fornecimentos e Serviços Externos
44 008,79
90 073,97
72 854,28
119 000,52
162 928,25
18.2. - RESULTADOS E OUTRAS VARIAÇÕES NOS CAPITAIS PRÓPRIOS
A rubrica de resultados e outras variações nos capitais próprios decompõe-se da forma
indicada no quadro seguinte:
Saldos em 1 de Janeiro de 2012
Reservas Legais
Outras Reservas
Resultados Transitados
234 891,60
416 998,15
14 637 487,59
Aplicação de resultados
Resultado do ano
Reclassificação
Saldo em 31 de Dezembro de 2012
Saldos em 1 de Janeiro de 2013
Dividendos
Aplicação de resultados
Resultado do ano
Saldo em 31 de Dezembro de 2013
-
-
Outras variações no Capital Próprio
23 765,68
(60 449,46)
-
Resultados Líquidos do Periodo
(60 449,46)
-
Total
15 252 693,56
60 449,46
369 313,78
369 313,78
-
-
23 765,68
(23 765,68)
-
-
234 891,60
416 998,15
14 600 803,81
-
369 313,78
15 622 007,34
Reservas Legais
Outras Reservas
Resultados Transitados
234 891,60
416 998,15
14 600 803,81
-
369 313,78
15 622 007,34
-
-
-
-
(338 263,54)
(338 263,54)
18 465,69
-
12 584,55
-
(31 050,24)
-
-
-
-
-
519 393,98
519 393,98
253 357,29
416 998,15
14 613 388,36
-
519 393,98
15 803 137,78
Outras variações no Capital Próprio
Resultados Líquidos do Periodo
Total
Os movimentos ocorridos nas reservas e outras rubricas de capital próprio em 31 de
Dezembro de 2013 resultam de:
a) Aplicação de resultados
323
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
18.4. - FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS
A rubrica de “Fornecimentos e serviços externos” nos exercícios findos em 31 de Dezembro
de 2013 e 2012, é detalhada conforme se segue:
Por deliberação da Assembleia Geral de 28 de Maio de 2013, o resultado líquido positivo
do período findo em 31 de Dezembro de 2012, no montante de 369.313,78 Euros teve a
seguinte aplicação:
2013
- Resultados Transitados:
12.584,55 Euros
- Reserva Legal:
18.465,69 Euros
- Dividendos:338.263,54 Euros
Trabalhos especializados
18.3. - ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
Em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, as rubricas de “Estado e outros entes públicos”
apresentavam a seguinte composição:
2013
Activo
Imposto sobre o rendimento das pessoas singulares
2012
Passivo
Activo
Passivo
1 490 888,48
346 192,33
Deslocações e estadas
329 736,76
329 276,32
Comunicação
288 667,72
244 107,85
Conservação e Reparação
180 496,62
162 123,43
Rendas e alugueres
83 723,62
82 418,60
Seguros
77 210,38
89 969,94
Honorários
57 828,08
55 218,60
Publicidade e propaganda
45 050,79
46 904,35
Combustiveis
25 826,65
26 048,69
Limpeza e higiene
21 408,98
21 625,15
Electricidade
16 822,91
16 118,89
5 550,18
5 034,62
35 299,33
52 661,61
2 658 510,50
1 477 700,38
-
75 256,20
-
70 056,91
3 021,47
-
4 064,08
-
Imposto sobre o valor acrescentado - a pagar
-
156 144,86
-
138 975,78
Material de escritório
Contribuições para a Segurança Social
-
94 328,45
-
101 232,17
Outros
Outros Impostos
-
14,16
-
-
3 021,47
325 743,67
4 064,08
310 264,86
Imposto sobre o valor acrescentado - a recuperar
2012
Os valores indicados no quadro acima incluem o montante de 1.178.689,27 Euros em 2013
e de 89.338,42 Euros em 2012 relativos a entidades relacionadas, conforme indicado na
nota 5.
Os dispêndios reconhecidos como gastos de carácter ambiental nos exercícios findos em 31
de Dezembro de 2013 e em 2012, são detalhados conforme se segue:
Recolha de Resíduos
2013
2012
448,94
915,11
448,94
915,11
324
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
18.5. - OUTROS RENDIMENTOS E GANHOS
A decomposição da rubrica de “Outros rendimentos e ganhos” nos exercícios findos em 31
de Dezembro de 2013 e em 2012, é conforme se segue:
2013
2013
2012
2012
Juros suportados
Rendimentos suplementares:
Outros rendimentos suplementares
8 246,04
7 819,71
894,89
702,28
13 906,13
6 015,41
23 047,06
14 537,40
Descontos antecipação de pagamento
Outros
18.8. - JUROS E GASTOS SIMILARES SUPORTADOS
A decomposição da rubrica de “Juros e Gastos Similares Suportados” nos exercícios findos
em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, é conforme se segue:
De financiamentos obtidos
167 072,42
219 167,06
De financiamentos obtidos - Empresa Mãe (Nota 5)
581 503,54
579 035,78
391,52
11 376,12
56 828,42
125 224,45
-
5 275,48
805 795,90
940 078,89
De descobertos bancários
De locações financeiras
Outros
18.6. - OUTROS GASTOS E PERDAS
A decomposição da rubrica de “Outros gastos e perdas” nos exercícios findos em 31 de
Dezembro de 2013 e 2012, é conforme se segue:
2013
Impostos
18.9 - GARANTIAS PRESTADAS
2012
76 570,94
69 377,43
295,26
-
1 250,00
-
11 572,43
5 041,69
300,00
-
Multas
32,50
2 281,79
Outros
1 360,46
6,52
91 381,59
76 707,43
Perdas em activos tangíveis e intangíveis
Donativos
Quotizações
Despesas não documentadas
Instituição Financeira
CGD
Montante
Entidade beneficiária
30.851,63
Câmara Municipal da Azambuja
Tipo de Garantia
Bancária
Adicionalmente, a Empresa apresentou livranças a terceiros como garantias de
pagamento de dívidas, que a 31 de Dezembro de 2013 ascendem a 8.974.633,
9 1
Euros (15.167.231,82 Euros em 2012).
18.7. - DEPRECIAÇÕES
A decomposição da rubrica de “Gastos / reversões de depreciação e de amortização” nos
exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, é conforme se segue:1
2013
Intangíveis (Nota 6)
Activos fixos tangíveis (Nota 7)
Propriedades de investimento (Nota 8)
2012
90 137,10
104 169,77
224 396,26
234 941,87
2 180 840,88
2 180 840,88
2 495 374,24
2 519 952,52
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
325
EMPRESA | LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
18.10. - RESULTADO POR ACÇÃO
O resultado por acção dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, foi
determinado conforme se segue:
2013
2012
Resultados:
Resultado líquido do período
519 393,98
369 313,78
100 000,00
100 000,00
5,19
3,69
Número de acções
Número médio ponderado de acções em circulação
Resultado por acção básico
18.11. - Acontecimentos após a data do balanço
Não se registaram eventos subsequentes a 31 de Dezembro de 2013. que pela sua relevância
e materialidade requeiram ajustamento ou divulgação, conforme descrito na Nota 3.20.5.
O Técnico Oficial de Contas
Vítor José Caetano de Sousa
A Administração
José Luís Soares Simões - Presidente
Leonel Fernando Soares Simões - Vogal
Jorge Manuel Soares Simões - Vogal
Maria Celeste Morgado Venancio dos Santos - Vogal
326
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
C| RELATÓRIO E PARECER DO FISCAL ÚNICO E CERTIFICAÇÃO LEGAL DE CONTAS
PricewaterhouseCoopers & Associados
Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda
Palácio Sottomayor, Rua Sousa Martins, 1 – 3º
1069-316 Lisboa, Portugal
Tel +351 213 599 000
Fax +351 231 599 999
www.pwc.com/pt
RELATÓRIO E PARECER DO FISCAL ÚNICO
5. Nestes termos, tendo em consideração as informações recebidas do Conselho de
Administração e Serviços e as conclusões constantes da Certificação Legal das Contas,
somos do parecer que:
i) seja aprovado o Relatório de gestão;
ii) sejam aprovadas as demonstrações financeiras
iii) seja aprovada a proposta de aplicação de resultados.;
Senhores Accionistas,
1. Nos termos da lei e do mandato que nos conferiram, apresentamos o relatório sobre a
atividade fiscalizadora desenvolvida e damos parecer sobre o Relatório de gestão e as
demonstrações financeiras apresentados pelo Conselho de Administração de LS – Gestão
Empresarial e Imobiliária, S.A. relativamente ao exercício findo em 31 de dezembro de
2013.
2. No decurso do exercício acompanhámos, com a periodicidade e a extensão que
considerámos adequada, a atividade da Empresa. Verificámos a regularidade da
escrituração contabilística e da respetiva documentação bem como a eficácia do sistema
de controlo interno, apenas na medida em que os controlos sejam relevantes para o
controlo da atividade da Empresa e apresentação das demonstrações financeiras e
vigiámos também pela observância da lei e dos estatutos.
6. Finalmente, desejamos expressar o nosso agradecimento ao Conselho de Administração,
e a todos os colaboradores da Empresa com quem contactámos, pela valiosa colaboração
recebida.
10 de julho de 2014
PricewaterhouseCoopers & Associados
- Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda.
Representada por:
3. Como consequência do trabalho de revisão legal efetuado, emitimos a respetiva
Certificação Legal das Contas, em anexo.
4. No âmbito das nossas funções verificámos que:
i) o Balanço, a Demonstração dos resultados por naturezas, a Demonstração
das alterações no capital próprio, a Demonstração de fluxos de caixa e o
correspondente Anexo permitem uma adequada compreensão da situação
financeira da Empresa, dos seus resultados, das alterações no capital próprio e
dos fluxos de caixa;
João Rui Fernandes Ramos, R.O.C
ii) as políticas contabilísticas e os critérios valorimétricos adotados são adequados;
iii) o Relatório de gestão é suficientemente esclarecedor da evolução dos negócios
e da situação da Empresa evidenciando os aspetos mais significativos;
iv) a proposta de aplicação de resultados não contraria as disposições legais e
estatutárias aplicáveis.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
PricewaterhouseCoopers & Associados - Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda.
Sede: Palácio Sottomayor, Rua Sousa Martins, 1 – 3º, 1069-316 Lisboa, Portugal
Tel +351 213 599 000, Fax +351 231 599 999, www.pwc.com/pt
Matriculada na Conservatória do Registo Comercial sob o NUPC 506 628 752, Capital Social Euros 314.000
EMPRESA | LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
327
PricewaterhouseCoopers & Associados
Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda
Palácio Sottomayor, Rua Sousa Martins, 1 – 3º
1069-316 Lisboa, Portugal
Tel +351 213 599 000
Fax +351 231 599 999
5. O nosso exame abrangeu ainda a verificação da concordância da informação
financeira constante do Relatório de gestão com as demonstrações financeiras.
6. Entendemos que o exame efetuado proporciona uma base aceitável para a
expressão da nossa opinião.
www.pwc.com/pt
Opinião
CERTIFICAÇÃO LEGAL DAS CONTAS
Introdução
1.Examinámos as demonstrações financeiras da LS – Gestão Empresarial e Imobiliária,
S.A., as quais compreendem o Balanço em 31 de dezembro de 2013 (que evidencia
um total de 45.356.644,55 euros e um total de capital próprio de 18.091.237,78
euros, incluindo um resultado líquido de 519.393,98 euros), a Demonstração dos
resultados por naturezas, a Demonstração das alterações no capital próprio e a
Demonstração de fluxos de caixa do exercício findo naquela data e o correspondente
Anexo.
7. Em nossa opinião, as referidas demonstrações financeiras apresentam de forma
verdadeira e apropriada, em todos os aspetos materialmente relevantes, a posição
financeira da LS – Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A em 31 de dezembro de 2013,
o resultado das suas operações, as alterações no capital próprio e os fluxos de caixa
do exercício findo naquela data, em conformidade com os princípios contabilísticos
geralmente aceites em Portugal.
Relato sobre outros requisitos legais
8. É também nossa opinião que a informação financeira constante do Relatório de
gestão é concordante com as demonstrações financeiras do exercício.
Responsabilidades
2. É da responsabilidade do Conselho de Administração a preparação do Relatório
de gestão e de demonstrações financeiras que apresentem de forma verdadeira e
apropriada a posição financeira da Empresa, o resultado das suas operações, as
alterações no capital próprio e os fluxos de caixa, bem como a adoção de políticas
e critérios contabilísticos adequados e a manutenção de um sistema de controlo
interno apropriado.
10 de julho de 2014
PricewaterhouseCoopers & Associados
- Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda.
Representada por:
3. A nossa responsabilidade consiste em expressar uma opinião profissional e
independente, baseada no nosso exame daquelas demonstrações financeiras.
Âmbito
4. O exame a que procedemos foi efetuado de acordo com as Normas Técnicas e as
Diretrizes de Revisão/Auditoria da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, as quais
exigem que o mesmo seja planeado e executado com o objetivo de obter um grau
de segurança aceitável sobre se as demonstrações financeiras não contêm distorções
materialmente relevantes. Para tanto o referido exame incluiu: (i) a verificação,
numa base de amostragem, do suporte das quantias e divulgações constantes das
demonstrações financeiras e a avaliação das estimativas, baseadas em juízos e
critérios definidos pelo Conselho de Administração, utilizadas na sua preparação;
(ii) a apreciação sobre se são adequadas as políticas contabilísticas adotadas e a sua
divulgação, tendo em conta as circunstâncias; (iii) a verificação da aplicabilidade
do princípio da continuidade; e (iv) a apreciação sobre se é adequada, em termos
globais, a apresentação das demonstrações financeiras.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
João Rui Fernandes Ramos, R.O.C
PricewaterhouseCoopers & Associados - Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda.
Sede: Palácio Sottomayor, Rua Sousa Martins, 1 – 3º, 1069-316 Lisboa, Portugal
Tel +351 213 599 000, Fax +351 231 599 999, www.pwc.com/pt
Matriculada na Conservatória do Registo Comercial sob o NUPC 506 628 752, Capital Social Euros 314.000
328
EMPRESA | LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
Solmoninhos - Consultoria, Gestão e Execução Imobiliária, Lda
A| RELATÓRIO DE GESTÃO
ACTIVIDADE NO EXERCÍCIO
A actividade da empresa durante o ano de 2013 desenvolveu-se em torno da gestão
corrente do património existente num quadro particularmente adverso para a actividade
imobiliária em geral.
Não obstante este enquadramento, foram desenvolvidas várias actividades sendo de
destacar a conclusão das obras necessárias ao processo de aquisição da Vila Morangueiro,
e obtida a respectiva licença de utilização.
Desta forma, relativamente à globalidade dos activos detidos, a Empresa pretende manter
um ritmo de trabalho estável, em linha com os objectivos e estratégia delineada, não se
equacionando investimentos significativos durante o ano de 2014.
Quanto ao património habitacional serão realizadas obras que irão permitir a actualização
e adequação das redes de abastecimento de agua, electricidade e coberturas, verificandose também, alguma pressão nos recebimentos de rendas dado o enquadramento
macroeconómico que ainda subsiste.
Quanto ao terreno K16, foi iniciado o processo de regularização de áreas e consequente
preparação de elementos para a escritura de partilha, entre Solmoninhos e restantes coproprietários, estando prevista a conclusão do mesmo para o primeiro trimestre de 2014.
POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS
Por fim, e no que diz respeito aos restantes projectos de investimento, nomeadamente
aqueles centrados em novas urbanizações residenciais, o verificado na alteração dos
hábitos de consumo presente na tipologia e qualidade dos empreendimentos, a excessiva
oferta patente no corredor Norte/Oeste e as dificuldades inerentes a um mercado com
uma procura limitada, implicaram a continuidade da estratégia conservadora, efectuandose exclusivamente o necessário para a resolução das questões de licenciamento em aberto
e na procura de soluções mais adequadas ao perfil da procura.
A Empresa pretende que as Políticas de Gestão de Riscos, actualmente descentralizadas
pelas diversas áreas da sua estrutura, sejam no futuro consolidadas com o objectivo de
promover uma actuação integrada das diversas vertentes de gestão de risco.
ANÁLISE ECONÓMICA E FINANCEIRA
No presente exercício de 2013, a Empresa atingiu um EBITDA de 9.231 euros e um
Resultado Líquido negativo de 8.171,98 euros. O Resultado Líquido foi bastante penalizado
pelos encargos financeiros suportados, no entanto a Empresa mantém uma situação
financeira bastante equilibrada, apresentando um rácio de Autonomia Financeira de 85%.
A política de gestão de riscos da Empresa é definida pelo Conselho de Administração,
sendo da responsabilidade de cada uma das áreas a sua aplicação prática.
A gestão de riscos de crédito, de taxa de juro, de tesouraria e restantes riscos financeiros
é da responsabilidade da Direcção Financeira do Grupo.
Adicionalmente, a Empresa aplica a gestão de riscos a outras áreas, nomeadamente:
de seguros, ambiente, SSHT (saúde, segurança e higiene no trabalho) e tecnologias de
informação, cuja responsabilidade está actualmente descentralizada por cada uma dessas
áreas.
ORGÃOS SOCIAIS
Gerência
PERSPEcTIVAS PARA 2014
A quantidade e qualidade relativa dos activos na posse da empresa a par do momento
particularmente difícil do mercado, continuam a não permitir o desenvolvimento de
investimentos cujo risco de mercado e rentabilidade associadas não se enquadrem no
perfil da Empresa.
Relatório e Contas 2012 | PORTUGUÊS
Jorge Manuel Soares Simões
Gerente
José Luís Soares Simões
Gerente
Leonel Fernando Soares Simões
Gerente
Mesa da Assembleia Geral
Clara Maria Campos Monteiro Ribeiro
Presidente
Isabel Maria Blazquez Pereira Silva
Secretária
EMPRESA | Solmoninhos - Consultoria, Gestão e Execução Imobiliária, Lda
329
APLICAÇÃO DE RESULTADOS
A empresa Solmoninhos – Consultoria, Gestão e Execução Imobiliária, Lda., encerrou o
exercício de 2013 com Resultados Líquidos negativos no valor de 8.171,98 Euros.
Atendendo às disposições legais e estatutárias aplicáveis, é proposta a seguinte aplicação
de resultados:
Resultados Transitados
8.171,98 Euros
Moninhos, 26 de Março de 2014
Jorge Manuel Soares Simões - Gerente
José Luís Soares Simões - Gerente
Leonel Fernando Soares Simões - Gerente
330
Relatório e Contas 2012 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Solmoninhos - Consultoria, Gestão e Execução Imobiliária, Lda
B| DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAs
BALANÇO
(Euros)
Balanço em 31 de Dezembro de 2013
Rubricas
Notas
Datas
2013
2012
ACTIVO NÃO CORRENTE
Propriedades de investimento
7
364 645,82
400 305,58
Activos por impostos diferidos
11
10 128,28
8 579,84
374 774,10
408 885,42
ACTIVO CORRENTE
Inventários
8
1 610 143,05
1 610 143,05
Clientes
12
113 290,76
4 357,22
Estado e outros entes públicos
13.3
14 175,45
2 521,65
Diferimentos
13.1
207,48
240,01
1 737 816,74
1 617 261,93
2 112 590,84
2 026 147,35
Total do activo
CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO
CAPITAL PRÓPRIO
Capital realizado
12
921 000,00
921 000,00
Outros instrumentos de capital próprio
12
840 000,00
840 000,00
Reservas legais
13.2
10 348,06
1 001,79
Outras reservas
13.2
4 894,26
4 894,26
Resultados transitados
13.2
44 846,64
(132 732,55)
1 821 088,96
1 634 163,50
(8 171,98)
186 925,46
1 812 916,98
1 821 088,96
Resultado líquido do período
Total do capital próprio
331
Relatório e Contas 2012 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Solmoninhos - Consultoria, Gestão e Execução Imobiliária, Lda
PASSIVO:
PASSIVO NÃO CORRENTE
Financiamentos obtidos
12
277 554,54
60 445,64
277 554,54
60 445,64
7 568,91
33 851,61
13.3
-
15 263,43
12
-
264,43
12
13 475,41
94 158,28
13.1
1 075,00
1 075,00
22 119,32
144 612,75
PASSIVO CORRENTE
Fornecedores
12
Estado e outros entes publicos
Financiamentos obtidos
Outras contas a pagar
Diferimentos
Total do passivo
Total do capital próprio e do passivo
299 673,86
205 058,39
2 112 590,84
2 026 147,35
As notas anexas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras.
O Técnico Oficial de Contas
Vítor José Caetano de Sousa
A Gerência
Jorge Manuel Soares Simões - Gerente
José Luís Soares Simões - Gerente
Leonel Fernando Soares Simões - Gerente
332
Relatório e Contas 2012 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Solmoninhos - Consultoria, Gestão e Execução Imobiliária, Lda
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS POR NATUREZAS
(Euros)
Período findo em 31 de Dezembro de 2013
Rubricas
Notas
Vendas e serviços prestados
9
Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas
8
Fornecimentos e serviços externos
13.4
Imparidade de dívidas a receber (perdas / reversões)
12
Períodos
2013
2012
88 668,25
660 000,00
-
(333 148,67)
(115 022,86)
(33 202,55)
(5 244,20)
(2 400,00)
Outros rendimentos e ganhos
13.5
42 876,84
45 911,10
Outros gastos e perdas
13.6
(2 046,36)
(2 070,84)
9 231,67
335 089,04
(7 428,51)
(7 418,23)
1 803,16
327 670,81
(11 523,58)
(92 113,65)
(9 720,42)
235 557,16
1 548,44
(48 631,70)
(8 171,98)
186 925,46
Resultado antes de depreciações, gastos de financiamento e impostos
Gastos / reversões de depreciação e de amortização
13.7
Resultado operacional (antes de gastos de financiamento e impostos)
Juros e gastos similares suportados
13.8
Resultado antes de impostos
Imposto sobre o rendimento do período
11
Resultado líquido do período
As notas anexas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras.
O Técnico Oficial de Contas
Vítor José Caetano de Sousa
A Gerência
Jorge Manuel Soares Simões - Gerente
José Luís Soares Simões - Gerente
Leonel Fernando Soares Simões - Gerente
333
Relatório e Contas 2012 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Solmoninhos - Consultoria, Gestão e Execução Imobiliária, Lda
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA
(Euros)
Demonstração Individual de fluxos de caixa do período findo em 31.12.2013
Rubricas
Notas
Períodos
2013
2012
Fluxos de caixa das actividades operacionais - método directo
Recebimentos de clientes
Pagamentos a fornecedores
Pagamentos ao pessoal
Caixa gerada pelas operações
Pagamento/recebimento do imposto sobre o rendimento
Outros recebimentos/pagamentos
Fluxos de caixa das actividades operacionais (1)
33 403,03
701 312,21
(146 072,10)
(69 574,64)
(75,00)
(460,57)
(112 744,07)
631 277,00
(10 113,71)
(2 250,00)
(2 341,64)
(2 523,19)
(125 199,42)
626 503,81
499,37
584,37
Fluxos de caixa das actividades de investimento
Recebimentos provenientes de:
Investimentos financeiros
Juros e rendimentos similares
-
340,76
499,37
925,13
242 043,89
297 799,36
-
840 000,00
Financiamentos obtidos
(24 934,99)
(1 531 068,68)
Juros e gastos similares
(92 144,42)
(80 493,88)
124 964,48
(473 763,20)
264,43
153 665,74
Fluxos de caixa das actividades de investimento (2)
Fluxos de caixa das actividades de financiamento
Recebimentos provenientes de:
Financiamentos obtidos
Realizações de capital e de outros instrumentos de capital próprio
Pagamentos respeitantes a:
Fluxos de caixa das actividades de financiamento (3)
Variação de caixa e seus equivalentes (1)+(2)+(3)
Caixa e seus equivalentes no início do período
4
(264,43)
(153 930,17)
Caixa e seus equivalentes no fim do período
4
(0,00)
(264,43)
As notas anexas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras.
O Técnico Oficial de Contas
Vítor José Caetano de Sousa
Relatório e Contas 2012 | PORTUGUÊS
A Gerência
Jorge Manuel Soares Simões - Gerente
José Luís Soares Simões - Gerente
Leonel Fernando Soares Simões - Gerente
EMPRESA | Solmoninhos - Consultoria, Gestão e Execução Imobiliária, Lda
334
DEMONSTRAÇÃO DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO
(Euros)
No Período de 2012
Outros instrumentos de
Capital Realizado
Posição no início do período 2012
capital próprio
Reservas Legais
Outras Reservas
Resultados Transitados
Resultado Líquido do
Período
Total
921 000,00
-
1 001,79
4 894,26
(69 396,56)
(63 335,99)
794 163,50
921 000,00
-
1 001,79
4 894,26
(69 396,56)
(63 335,99)
794 163,50
Resultado líquido do período
186 925,46
186 925,46
Resultado integral
123 589,47
981 088,96
Operações com detentores de capital no período
Aplicação de resultados
-
-
-
-
(63 335,99)
63 335,99
-
-
840 000,00
-
-
-
-
840 000,00
-
840 000,00
-
-
(63 335,99)
63 335,99
840 000,00
921 000,00
840 000,00
1 001,79
4 894,26
(132 732,55)
186 925,46
1 821 088,96
Prestações Suplementares
Posição no fim do período 2012
(Euros)
No Período de 2013
Outros instrumentos de
Capital Realizado
Posição no início do período 2013
capital próprio
Reservas Legais
Outras Reservas
Resultados Transitados
Resultado Líquido do
Período
Total
921 000,00
840 000,00
1 001,79
4 894,26
(132 732,55)
186 925,46
1 821 088,96
921 000,00
840 000,00
1 001,79
4 894,26
(132 732,55)
186 925,46
1 821 088,96
(8 171,98)
(8 171,98)
178 753,48
1 812 916,98
Resultado líquido do período
Resultado integral
Operações com detentores de capital no período
Aplicação de resultados
Posição no fim do período 2013
-
-
9 346,27
-
177 579,19
(186 925,46)
-
-
-
9 346,27
-
177 579,19
(186 925,46)
-
921 000,00
840 000,00
10 348,06
4 894,26
44 846,64
(8 171,98)
1 812 916,98
335
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ANEXO
(Montantes expressos em Euros)
Normalização Contabilística requer o uso de estimativas, pressupostos e julgamentos
críticos no processo da determinação das políticas contabilísticas a adoptar pela Empresa,
com impacto significativo no valor contabilístico dos activos e passivos, assim como nos
rendimentos e gastos do período de reporte.
1 – Identificação da Entidade
1.1.- Designação da entidade:
A empresa foi constituída em 23 de Fevereiro de 2000 com a denominação Social de
Solmoninhos – Consultoria, Gestão e Execução Imobiliária, Lda., com o NIF 504 862 332.
1.2. - Sede:
A entidade tem a sua sede social na Rua Fernando Namora em Moninhos, concelho de
Loures.
1.3. - Natureza da actividade:
A actividade da Empresa consiste na compra, venda e revenda de bens imóveis.
1.4. - Designação dos detentores de capital:
A empresa é detida pelos seguintes detentores de capital descritos no quadro seguinte:
Entidades
V. Quotas
% Participação
LS - Luís Simões, SGPS, S.A.
106 005
11,50%
José Luís Simões
271 665
29,50%
Leonel Simões
271 665
29,50%
Jorge Simões
271 665
29,50%
Apesar de estas estimativas serem baseadas na melhor experiência do Conselho de
Administração e nas suas melhores expectativas em relação aos eventos e acções correntes
e futuras, os resultados actuais e futuros podem diferir destas estimativas. As áreas que
envolvem um maior grau de julgamento ou complexidade, ou áreas em que pressupostos
e estimativas sejam significativos para as demonstrações financeiras são apresentadas na
Nota 3.15.
2.2. - Derrogação das disposições do SNC
Não existiram, no decorrer do exercício a que respeitam estas Demonstrações Financeiras,
quaisquer casos excepcionais que implicassem directamente a derrogação das disposições
prevista pelo Sistema de Normalização Contabilística.
2.3. - Comparabilidade das demonstrações financeiras
Os elementos constantes nas presentes Demonstrações Financeiras são, na sua totalidade,
comparáveis com os do exercício anterior.
Estas demonstrações financeiras foram aprovadas pela Gerência, na reunião de 26 de
Março de 2014. É opinião da Gerência que estas demonstrações financeiras reflectem
de forma verdadeira e apropriada as operações da Empresa, bem como a sua posição e
performance financeira e fluxos de caixa.
2 - REFERENCIAL CONTABILÍSTICO DE PREPARAÇÃO DAS
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
2.1. - Base de Preparação
Estas demonstrações financeiras foram preparadas de acordo com as Normas Contabilísticas
e de Relato Financeiro (NCRF) em vigor, na presente data.
336
A preparação das demonstrações financeiras em conformidade com o Sistema de
Relatório e Contas 2012 | PORTUGUÊS
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3 - PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICA
As principais políticas contabilísticas adoptadas na preparação das demonstrações
financeiras anexas são as que abaixo se descrevem. Estas políticas foram consistentemente
aplicadas a todos os exercícios apresentados, salvo indicação contrária.
3.1- Conversão cambial
3.1.1 - Moeda funcional e de apresentação
As demonstrações financeiras da Empresa e respectivas notas deste anexo são apresentadas
em euros, salvo indicação explícita em contrário.
3.1.2 - Transacções e saldos
As transacções em moedas diferentes do euro são convertidas na moeda funcional
utilizando as taxas de câmbio à data das transacções. Os ganhos ou perdas cambiais
resultantes do pagamento/ recebimento das transacções bem como da conversão pela
taxa de câmbio à data do balanço, dos activos e dos passivos monetários denominados
em moeda estrangeira, são reconhecidos na demonstração dos resultados, na rubrica de
gastos de financiamento, se relacionadas com empréstimos ou em outros rendimentos ou
gastos operacionais, para todos os outros saldos/transacções.
3.2 – Propriedades de Investimento
As propriedades de investimento são imóveis (terrenos, edifícios ou partes de edifícios)
detidos com o objectivo de valorização do capital, obtenção de rendas, ou ambas. As
propriedades de investimento foram valorizadas ao custo na data da transição para o
Sistema de Normalização Contabilística, sendo valorizadas subsequentemente de acordo
com o modelo do custo depreciado, o qual é aplicado a todos os activos classificados como
propriedades de investimento.
3.3 - Locações
As locações financeiras são capitalizadas no início da locação pelo menor entre o justo
valor do activo locado e o valor presente dos pagamentos mínimos da locação, cada um
determinado à data de início do contrato. A dívida resultante de um contrato de locação
financeira é registada líquida de encargos financeiros, na rubrica de Financiamentos
obtidos. Os encargos financeiros incluídos na renda e a depreciação dos activos locados,
são reconhecidos na Demonstração dos resultados, no período a que dizem respeito.
Os activos tangíveis adquiridos através de locações financeiras são depreciados pelo menor
entre o período de vida útil do activo e o período da locação quando a Empresa não tem
opção de compra no final do contrato, ou pelo período de vida útil estimado quando a
Empresa tem a intenção de adquirir os activos no final do contrato.
Relatório e Contas 2012 | PORTUGUÊS
Nas locações consideradas operacionais, as rendas a pagar são reconhecidas como gasto na
demonstração dos resultados numa base linear, durante o período da locação.
3.4 – Imposto sobre o rendimento
O imposto sobre o rendimento compreende os impostos correntes e os impostos diferidos.
Os impostos correntes e os impostos diferidos são registados em resultados, salvo quando
se relacionam com itens registados directamente no capital próprio. Nestes casos os
impostos correntes e os impostos diferidos são igualmente registados no capital próprio.
Imposto corrente: o imposto corrente a pagar é baseado no lucro tributável do exercício.
O lucro tributável difere do resultado contabilístico, uma vez que exclui diversos custos e
proveitos que apenas serão dedutíveis ou tributáveis noutros exercícios. O lucro tributável
exclui ainda custos e proveitos que nunca serão dedutíveis ou tributáveis.
Imposto diferido: os impostos diferidos referem-se às diferenças temporárias entre os
montantes dos activos e passivos para efeitos de relato contabilístico e os respectivos
montantes para efeitos de tributação.
Os activos e os passivos por impostos diferidos são mensurados utilizando as taxas de
tributação que se espera estarem em vigor à data da reversão das correspondentes
diferenças temporárias, com base nas taxas de tributação (e legislação fiscal) que esteja
formal ou substancialmente emitida na data de relato.
Os impostos diferidos activos são reconhecidos na medida em que seja provável que
existam lucros tributáveis futuros disponíveis para a utilização da diferença temporária.
Os impostos diferidos passivos são reconhecidos sobre todas as diferenças temporárias
tributáveis.
Os impostos diferidos activos são revistos anualmente e reduzidos sempre que deixe de ser
provável que possam ser utilizados.
3.5 - Inventários
Os inventários são registados ao custo de aquisição, sendo adoptado como método de
custeio das saídas dos inventários o custo especifico.
Sempre que o valor realizável líquido é inferior ao custo de aquisição ou de produção,
procede-se à redução de valor dos inventários, mediante o reconhecimento de uma perda
por imparidade, a qual é revertida quando deixam de existir os motivos que a originaram.
Para este efeito, o valor realizável líquido é o preço de venda estimado no decurso
ordinário da actividade empresarial menos os custos estimados de acabamento e os custos
necessários para efectuar a venda. As estimativas tomam em consideração as variações
relacionadas com acontecimentos ocorridos após o final do período na medida em que tais
EMPRESA | Solmoninhos - Consultoria, Gestão e Execução Imobiliária, Lda
337
acontecimentos confirmem condições existentes no fim do período.
3.6 – Activos e Passivos Financeiros
A Gerência determina a classificação dos activos e passivos financeiros, na data do
reconhecimento inicial de acordo com a NCRF 27 – Instrumentos financeiros.
Os activos e passivos financeiros podem ser classificados/mensurados como:
(a) Ao custo ou custo amortizado menos qualquer perda por imparidade; ou
(b) Ao justo valor com as alterações de justo valor a ser reconhecidas na demonstração
dos resultados.
A Empresa classifica e mensura ao custo ou ao custo amortizado, os activos e passivos
financeiros: i) que em termos de prazo sejam à vista ou tenham maturidade definida; ii)
cujo retorno seja de montante fixo, de taxa de juro fixa ou de taxa variável correspondente
a um indexante de mercado; e iii) que não possuam nenhuma cláusula contratual da qual
possa resultar a perda do valor nominal e do juro acumulado (no caso dos activos) ou
alteração à responsabilidade pelo reembolso do valor nominal e do juro acumulado a
pagar (no caso dos passivos).
Para os activos e passivos registados ao custo amortizado, os juros obtidos a reconhecer
em cada período são determinados de acordo com o método da taxa de juro efectiva,
que corresponde à taxa que desconta exactamente os recebimentos de caixa futuros
estimados durante a vida esperada do instrumento financeiro.
São registados ao custo ou custo amortizado: (i) os activos financeiros que constituem
empréstimos concedidos, contas a receber (clientes, outros devedores, etc.) e
instrumentos de capital próprio bem como quaisquer contratos derivados associados, que
não sejam negociados em mercado activo ou cujo justo valor não possa ser determinado
de forma fiável e (ii) os passivos financeiros que constituem financiamentos obtidos, contas
a pagar (fornecedores, outros credores, etc.) e instrumentos de capital próprio bem como
quaisquer contratos derivados associados, que não sejam negociados em mercado activo
ou cujo justo valor não possa ser determinado de forma fiável.
A Empresa classifica e mensura ao justo valor os activos financeiros que não cumpram com
as condições para ser mensurados ao custo ou custo amortizado, conforme descrito acima.
São registados ao justo valor os activos financeiros que constituem instrumentos de capital
próprio cotados em mercado activo, contratos derivados e activos financeiros detidos para
negociação. As variações de justo valor são registadas nos resultados de exercício, excepto
no que se refere aos instrumentos financeiros derivados que qualifiquem como relação de
cobertura de fluxos de caixa.
Relatório e Contas 2012 | PORTUGUÊS
A Empresa avalia a cada data de relato financeiro a existência de indicadores de perda
de valor para os activos financeiros que não sejam mensurados ao justo valor através de
resultados. Se existir uma evidência objectiva de imparidade, a Empresa reconhece uma
perda por imparidade na demonstração de resultados.
Os activos financeiros são desreconhecidos quando os direitos ao recebimento dos fluxos
monetários originados por esses investimentos expiram ou são transferidos, assim como
todos os riscos e benefícios associados à sua posse. Uma entidade deve desreconhecer um
passivo financeiro (ou parte de um passivo financeiro) apenas quando este se extinguir,
isto é, quando a obrigação estabelecida no contrato seja liquidada, cancelada ou expire.
3.7 - Caixa e equivalentes de caixa
Os montantes incluídos na rubrica de Caixa e depósitos bancários correspondem aos valores
de depósitos bancários vencíveis a menos de três meses, e que possam ser imediatamente
mobilizáveis com risco insignificante de alteração de valor. Estes valores estão valorizados
ao custo.
Para efeitos da demonstração dos fluxos de caixa, a rubrica de ‘‘Caixa e equivalentes
de caixa’’ compreende, além da Caixa e depósitos bancários, também os descobertos
bancários incluídos na rubrica de Financiamentos Obtidos do Balanço.
3.8 - Financiamentos obtidos
Os financiamentos obtidos são inicialmente reconhecidos ao justo valor, líquido de
custos de transacção e montagem incorridos. Os financiamentos são subsequentemente
apresentados ao custo amortizado sendo a diferença entre o valor nominal e o justo valor
inicial reconhecida na demonstração dos resultados consolidados ao longo do período do
empréstimo, utilizando o método da taxa de juro efectiva.
Os financiamentos obtidos são classificados no passivo corrente, excepto se a Empresa
possuir um direito incondicional de diferir o pagamento do passivo por, pelo menos, 12
meses após a data do balanço, sendo neste caso classificados no passivo não corrente.
3.9 - Provisões
São reconhecidas provisões apenas quando a Empresa tem uma obrigação presente (legal
ou construtiva) resultante dum acontecimento passado, é provável que para a liquidação
dessa obrigação ocorra uma saída de recursos e o montante da obrigação possa ser
razoavelmente estimado.
O montante reconhecido das provisões consiste no valor presente da melhor estimativa
na data de relato dos recursos necessários para liquidar a obrigação. Tal estimativa é
determinada tendo em consideração os riscos e incertezas associados à obrigação.
EMPRESA | Solmoninhos - Consultoria, Gestão e Execução Imobiliária, Lda
338
3.10 - Gastos e rendimentos
Os gastos e rendimentos são registados no período a que se referem, independentemente do
seu pagamento ou recebimento, de acordo com o princípio contabilístico da especialização
dos exercícios. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e os correspondentes
réditos e gastos são reconhecidos como activos ou passivos, se qualificarem como tal.
3.11 - Rédito
O rédito é mensurado pelo justo valor da contraprestação recebida ou a receber. O
rédito a reconhecer é deduzido do montante estimado de devoluções, descontos e outros
abatimentos. O rédito reconhecido não inclui IVA e outros impostos liquidados relacionados
com a venda.
O rédito proveniente da venda de bens é reconhecido quando todas as seguintes condições
são satisfeitas:
• Todos os riscos e vantagens da propriedade dos bens foram transferidos para o
comprador;
• A Empresa não mantém qualquer controlo sobre os bens vendidos;
• O montante do rédito pode ser mensurado com fiabilidade;
• É provável que benefícios económicos futuros associados à transacção fluam para a
Empresa;
• Os custos incorridos ou a incorrer com a transacção podem ser mensurados com
fiabilidade.
cuja existência só será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais acontecimentos
futuros incertos não totalmente sob o controlo da entidade.
Os Activos Contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras para não
resultarem no reconhecimento de rendimentos que podem nunca ser realizados. Contudo,
são divulgados quando for provável a existência de um influxo futuro.
Um Passivo Contingente é:
• Uma obrigação possível que provém de acontecimentos passados e cuja existência
só será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais acontecimentos futuros
incertos não totalmente sob o controlo da entidade,
ou
• Uma obrigação presente que decorra de acontecimentos passados mas que não é
reconhecida porque:
• Não é provável que uma saída de recursos seja exigida para liquidar a obrigação,
•, A quantia da obrigação não pode ser mensurada com suficiente fiabilidade.
Os Passivos Contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras para não
resultarem no reconhecimento de gastos que podem nunca se tornar efectivos. Contudo,
são divulgados sempre que existe uma probabilidade de exfluxos futuros que não seja
remota.
3.14 – Principais estimativas e julgamentos apresentados
O rédito proveniente da prestação de serviços é reconhecido com referência à fase de
acabamento da transacção à data de relato, desde que todas as seguintes condições sejam
satisfeitas:
As estimativas e julgamentos com impacto nas demonstrações financeiras da Empresa
são continuamente avaliados, representando à data de cada relato a melhor estimativa
da Gerência, tendo em conta o desempenho histórico, a experiência acumulada e as
expectativas sobre eventos futuros que, nas circunstâncias em causa, se acreditam serem
razoáveis.
• O montante do rédito pode ser mensurado com fiabilidade;
• É provável que benefícios económicos futuros associados à transacção fluam para a
Empresa;
• Os custos incorridos ou a incorrer com a transacção podem ser mensurados com
fiabilidade;
• A fase de acabamento da transacção à data de relato pode ser mensurada com
fiabilidade.
A natureza intrínseca das estimativas pode levar a que o reflexo real das situações que
haviam sido alvo de estimativa possam, para efeitos de relato financeiro, vir a diferir
dos montantes estimados. As estimativas e os julgamentos que apresentam um risco
significativo de originar um ajustamento material no valor contabilístico de activos e
passivos no decurso do exercício seguinte são as que seguem:
3.12 - Encargos financeiros com empréstimos obtidos
Os encargos financeiros relacionados com empréstimos obtidos são geralmente
reconhecidos como gastos à medida que são incorridos.
3.14.1 - Imparidade
A determinação de uma eventual perda por imparidade pode ser despoletada pela
ocorrência de diversos eventos, muitos dos quais fora da esfera de influência da Empresa,
tais como: a disponibilidade futura de financiamento, o custo de capital ou quaisquer
outras alterações, quer internas, quer externas à Empresa.
3.13 – Activos e Passivos Contingentes
Um Activo Contingente é um possível activo proveniente de acontecimentos passados e
Relatório e Contas 2012 | PORTUGUÊS
A identificação dos indicadores de imparidade, a estimativa de fluxos de caixa futuros e
EMPRESA | Solmoninhos - Consultoria, Gestão e Execução Imobiliária, Lda
339
a determinação do justo valor de activos implicam um elevado grau de julgamento por
parte da Gerência no que respeita à identificação e avaliação dos diferentes indicadores
de imparidade, fluxos de caixa esperados, taxas de desconto aplicáveis, vidas úteis e
valores residuais.
Em particular, da análise efectuada periodicamente aos saldos a receber poderá surgir a
necessidade de registar perdas por imparidade, sendo estas determinadas com base na
informação disponível e em estimativas efectuadas pela Empresa dos fluxos de caixa que
se espera receber.
3.14.2 - Provisões
A Empresa analisa de forma periódica eventuais obrigações que resultem de eventos
passados e que devam ser objecto de reconhecimento ou divulgação.
A subjectividade inerente à determinação da probabilidade e montante de recursos
necessários para o pagamento das obrigações poderá conduzir a ajustamentos dos valores
registados, nomeadamente, no que se refere aos processos em curso e às contingências.
3.14.3 - Reconhecimento de activos por impostos diferidos
São reconhecidos activos por impostos diferidos apenas quando existe forte segurança
de que existirão lucros tributáveis futuros disponíveis para a utilização das diferenças
temporárias ou quando existam passivos por impostos diferidos cuja reversão seja
expectável no mesmo período em que os activos por impostos diferidos sejam revertidos.
A avaliação dos activos por impostos diferidos é efectuada pela Gerência no final de cada
exercício, tendo em atenção a expectativa de desempenho no futuro.
5 - PARTES RELACIONADAS
5.1 - Identificação de partes relacionadas
A Empresa é detida pelos detentores de capitais descriminados no quadro seguinte:
Entidades
V. Quotas
% Participação
LS - Luís Simões, SGPS, S.A.
106 005
11,50%
José Luís Simões
271 665
29,50%
Leonel Simões
271 665
29,50%
Jorge Simões
271 665
29,50%
5.2 - Remuneração do pessoal chave da gestão
No decurso dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012 não existiram
remunerações atribuídas pela empresa ao pessoal chave da gestão.
A Gerência da Empresa foi considerada, de acordo com a NCRF 5, como sendo o único
elemento “chave” da gestão.
5.3 - Transacções com partes relacionadas
a) Natureza do relacionamento com as partes relacionadas
4 - FLUXOS DE CAIXA
A rubrica de Caixa e seus equivalentes decompõem-se conforme se segue:
Descobertos bancários
Natureza do
relacionamento
(Serviços que presta)
(Serviços que recebe)
Financiamentos
Dividendos
n/a
Aluguer prop. Investimento
Outras partes relacionadas:
LS - Luis Simões, SPGS, S.A.
2013
Natureza do
relacionamento
2012
-
(264,43)
-
(264,43)
Diagonal - Corretores de Seguros, S.A.
LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
Serviços de Gestão e
Administrativos
Venda Terrenos
340
Relatório e Contas 2012 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Solmoninhos - Consultoria, Gestão e Execução Imobiliária, Lda
b) Quantias de transacções e saldos pendentes com partes relacionadas
A quantia das transacções e dos saldos pendentes de partes relacionadas são os indicados
no quadro seguinte:
Vendas /
Ano
Outros
Fornecimentos e
Prest Ser-
Rendimentos e
Serviços externos
viços
Ganhos
6 - LOCAÇÕES
Locações operacionais
a) Futuros pagamentos mínimos
Os futuros pagamentos mínimos das locações operacionais em 31.12.2013 e 31.12.2012
são detalhados conforme se segue:
Outras partes relacionadas:
Diagonal - Corretores de Seguros, SA.
LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
2012
-
-
20 520,00
2013
-
-
20 520,00
2012
660 000,00
11 026,46
4 363,66
2013
-
9 806,88
-
2013
Pagamentos futuros mínimos
Gasto do exercício
Alugueres Imóveis
Até 1 ano
1 ano e 5 anos
A mais de 5 anos
1 164,54
1 436,64
-
-
1 164,54
1 436,64
-
-
Alugueres Viaturas Turismo
Vendas /
Ano
Prest Serviços
Contas a
Contas a
Receber
Pagar
Outros
Custos e
Perdas
2012
Outras partes relacionadas:
Pagamentos futuros mínimos
Diagonal - Corretores de
2012
Seguros, SA.
2013
-
1 710,00
-
LS - Gestão Empresarial e
2012
-
250,00
3 846,80
Imobiliária, S.A.
2013
-
-
2 265,71
-
1 710,00
-
Gasto do exercício
Alugueres Imóveis
6 073,91
Até 1 ano
1 656,48
Alugueres Viaturas Turismo
6 073,91
1 656,48
1 ano e
A mais de
5 anos
5 anos
-
-
-
-
-
-
Não existem ajustamentos de dívidas de cobranças duvidosas relacionados com a quantia
de saldos pendentes, nem gastos reconhecidos durante o período a respeito de dívidas
incobráveis ou de cobrança duvidosa de partes relacionadas.
A quantia dos financiamentos a receber e a pagar de partes relacionadas bem como dos
rendimentos e gastos de juros são os indicados no quadro seguinte:
Ano
Financiamentos
Financiamentos
Rendimentos
Gastos de
a Receber
a Pagar
de Juros
Juros
Outras partes relacionadas:
LS - Luís Simões SPGS,
2012
60 445,64
91 850,12
S.A.
2013
277 554,54
11 522,58
Relatório e Contas 2012 | PORTUGUÊS
341
EMPRESA | Solmoninhos - Consultoria, Gestão e Execução Imobiliária, Lda
7 - PROPRIEDADES DE INVESTIMENTO
8 – Inventários
As propriedades de investimento compostas por terrenos e edifícios não afectos à
actividade da Empresa, apresenta a seguinte evolução:
8.1 – Quantia total escriturada de inventários
Em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, os inventários da Empresa eram detalhados conforme
se segue:
2013
2013
2012
Mercadorias
A 1 de Janeiro
Matérias-Primas, subsidiárias e de consumo
2012
1 001 608,77
1 001 608,77
608 534,28
608 534,28
1 610 143,05
1 610 143,05
Valor bruto
422 560,15
393 655,16
Depreciações acumuladas
(22 254,57)
(14 836,34)
Valor líquido
400 305,58
378 818,82
-
28 904,99
8.2 – Quantia de inventários reconhecida como um gasto durante o período
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, as quantias de inventários
reconhecidas como gasto foram as seguintes:
(7 428,51)
(7 418,23)
Custo da Mercadoria Vendida e Consumida:
Valor bruto
394 328,90
422 560,15
Depreciações acumuladas
(29 683,08)
(22 254,57)
Valor líquido
364 645,82
400 305,58
Adições
Transferências para gasto
(28 231,25)
Depreciações
A 31 de Dezembro
As propriedades de investimento têm como finalidade a cedência de exploração às
empresas do Grupo e a entidades externas.
Em 31 de Dezembro de 2013 e em 31 de Dezembro de 2012 não existiam propriedades de
investimento apresentadas como garantias a terceiros.
Em 31 de Dezembro de 2013 e em 31 de Dezembro de 2012 não existiam obrigações
contratuais significativas de compra, construção ou desenvolvimento de propriedades de
investimento.
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, os rendimentos e gastos
operacionais directos associados às propriedades de investimento, tinham a seguinte
composição:
2013
Rendas
Propriedades de Investimento
2012
Gastos Directos
Rendas
Gastos Directos
37 495,32
15 202,33
40 712,21
9 101,81
37 495,32
15 202,33
40 712,21
9 101,81
Relatório e Contas 2012 | PORTUGUÊS
MP, subsid.
Mercadorias
Existências em 1 de Janeiro de 2012
Compras
Existências em 31 de Dezembro de 2012
Custo das merc. vendidas e das mat. consumidas
Existências em 1 de Janeiro de 2013
Compras
Existências em 31 de Dezembro de 2013
Custo das merc. vendidas e das mat. consumidas
Total
consumo
990 866,41
939 150,32
1 930 016,73
10 742,36
2 532,63
13 274,99
1 001 608,77
608 534,28
1 610 143,05
-
333 148,67
333 148,67
1 001 608,77
608 534,28
1 610 143,05
-
-
-
1 001 608,77
608 534,28
1 610 143,05
-
-
-
8.3 – Quantia de ajustamento e reversão de ajustamentos reconhecida como
gasto do período
Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012 não existem ajustamentos nem
reversões dos mesmos relativos a inventários
8.4 – Quantia escriturada de inventários dados como penhor de garantia a
passivos
Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012 não existem penhores sobre os
inventários.
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342
9 – Rédito
lucro tributável, atingindo uma taxa de imposto agregada de 26,5%.
O rédito reconhecido pela Empresa em 31 de Dezembro de 2013 e 2012 é detalhado
conforme se segue:
Nos termos do artigo 88º do CIRC, a Empresa está sujeita a tributação autónoma sobre um
conjunto de encargos às taxas aí previstas.
De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e
correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (cinco anos
para a Segurança Social), excepto quando tenham havido prejuízos fiscais, ou estejam
em curso inspecções, reclamações ou impugnações, casos estes em que, dependendo das
circunstâncias, os prazos são prolongados ou suspensos. Deste modo, as declarações fiscais
da Empresa relativas aos exercícios de 2010 a 2013 poderão vir ainda a estar sujeitas
a revisão e correcção. O Conselho de Administração entende que, eventuais correcções
resultantes de revisões/inspecções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações
de impostos, não terá um efeito limitativo nas demonstrações financeiras em análise.
2013
2012
Vendas
Mercadorias
88.668,25
660.000,00
88.668,25
660.000,00
A repartição do rédito apurado nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012
é a seguinte:
2013
2012
88.668,25
660.000,00
88.668,25
660.000,00
Mercado Interno
Os valores indicados nos quadros acima incluem o montante de 660.000,00 euros em 2012
relativos a entidades relacionadas, conforme indicado na nota 5.
10 – Acontecimentos após a data do balanço
10.1– Autorização para emissão das Demonstrações Financeiras
As demonstrações financeiras foram autorizadas para emissão, pela Gerência, em 26 de
Março de 2014.
10.2 – Acontecimentos após a data de balanço que originaram alterações nas
divulgações
Não ocorrerem quaisquer acontecimentos após a data do balanço que originem alterações
nas divulgações.
Para os exercícios de 2013 e subsequentes, foram ainda alteradas as regras de dedução
de prejuízos fiscais reportáveis (PFR). O prazo de reporte dos PFR apurados em períodos
de tributação iniciados em ou após 1 de Janeiro de 2014 passou para doze períodos de
tributação (este prazo é de cinco anos para os PFR apurados nos períodos de tributação de
2012 e 2013, de quatro anos para os PFR apurados nos períodos de tributação de 2010 e
2011 e de seis anos para os períodos de tributação anteriores). Adicionalmente, a dedução
dos PFR passou a estar limitada a 70% do lucro tributável, sendo esta regra aplicável às
deduções efectuadas nos períodos de tributação iniciados em ou após 1 de Janeiro de
2014, independentemente dos períodos de tributação em que tenham sido apurados (em
2013 este limite é de 75%).
11.1 — Divulgação separada dos seguintes principais componentes de gasto
(rendimento) de impostos:
a) Gasto (rendimento) por impostos;
O Gasto (rendimento) por impostos no período é o indicado no quadro seguinte:
2012
IRC do ano
10.3– Acontecimentos após a data de balanço que não deram lugar a
ajustamento
Não ocorrerem quaisquer acontecimentos após a data do balanço a referir.
11 - Impostos sobre o rendimento
A Empresa encontra-se sujeita a Imposto sobre os Rendimentos das Pessoas Colectivas
(IRC), sendo a taxa actual de 25% acrescida de Derrama à taxa máxima de 1,5% sobre o
Relatório e Contas 2012 | PORTUGUÊS
2011
Imposto Corrente
-
18 263,43
-
18 263,43
(1 548,44)
30 368,27
(1 548,44)
30 368,27
(1 548,44)
48 631,70
Imposto Diferido
Originados e objecto de reversão por diferenças temporárias
EMPRESA | Solmoninhos - Consultoria, Gestão e Execução Imobiliária, Lda
343
b) Ajustamentos reconhecidos no período de impostos correntes de períodos anteriores;
A quantia de gasto (rendimento) por impostos diferidos relacionada com a origem e
reversão de diferenças temporárias encontra-se evidenciada no quadro seguinte:
2012
2011
11.2 — Relacionamento entre gasto (rendimento) de impostos e lucro
contabilístico (em uma ou em ambas das seguintes formas):
a) Reconciliação numérica entre a taxa média efectiva de imposto e a taxa de imposto
aplicável, e indicação da base pela qual é calculada a taxa de imposto aplicável.
A reconciliação numérica entre a taxa média efectiva de imposto e a taxa de imposto
aplicável é a indicada no quadro seguinte:
Activos por impostos diferidos:
Prejuízos fiscais
Provisões e ajustamentos
(1 685,36)
30 394,77
136,92
(26,50)
(1 548,44)
30 368,27
(1 548,44)
30 368,27
c) Quantia de gasto (rendimento) por impostos diferidos relacionada com a origem e
reversão de diferenças temporárias;
Foi registada a alteração da taxa de tributação do IRC de 25% para 23% a partir do exercício
de 2014. Esta alteração teve impacto nos Impostos Diferidos, pelo que a quantia de gasto
(rendimento) por impostos diferidos sofreu um impacto de 620,67 euros.
Base de Imposto
2013
Resultado antes de impostos
Taxa de imposto sobre o rendimento em Portugal
Taxa de Imposto
2012
(9 720,42)
26,50%
26,50%
(2 575,91)
62 422,65
3 100,00
3 000,00
3 100,00
3 000,00
2 794,20
3 100,00
2 794,20
3 100,00
(10 026,22)
235 657,16
25,00%
25,00%
1,50%
1,50%
IRC Calculado
-
58 914,29
Derrama
-
3 534,86
Imposto sobre o Rendimento à taxa nominal
2013
2012
26,50%
26,50%
0,00%
25,01%
235 557,16
Rendimentos não tributáveis
Reversão de provisões tributadas em anos anteriores
Gastos não dedutíveis para efeitos fiscais
Registo de perdas de imparidade
Lucro tributável/Prejuízo fiscal
Taxa de imposto sobre o rendimento em Portugal
Taxa da derrama
Utilização de prejuízos fiscais
Efeito do aumento / reversão de impostos diferidos
Imposto sobre o rendimento
-
(44 185,72)
(1 548,44)
30 368,27
(1 548,44)
(10 282,59)
15,93%
(1 548,44)
48 631,70
15,93%
(4,37%)
20,65%
344
Relatório e Contas 2012 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Solmoninhos - Consultoria, Gestão e Execução Imobiliária, Lda
11.3 — Explicação de alterações na taxa de imposto aplicável comparada com
o período contabilístico anterior;
Não houve alterações na taxa de imposto aplicável comparada com o período contabilístico
anterior.
Activos
Clientes
Passivos
113 290,76
4 357,22
113 290,76
4 357,22
2013
Balanço
Financiamentos obtidos
277 554,54
60 445,64
7 568,91
33 851,61
-
264,43
13 475,41
94 158,28
298 598,86
188 719,96
Corrente
2013
Financiamentos obtidos
Resultados
2012
2013
Outras contas a pagar
2012
Activos por impostos diferidos
Prejuízos Fiscais - Constituições
Prejuízos Fiscais - Utilização
Constituição de provisões não
aceites fiscalmente
Reversão de Provisões não aceites
fiscalmente
39 838,47
38 153,11
1 685,36
-
(30 394,77)
(30 394,77)
-
(30 394,77)
9 443,70
7 758,34
1 685,36
(30 394,77)
2 301,08
1 616,50
684,58
821,50
(1 616,50)
(795,00)
(821,50)
(795,00)
684,58
821,50
(136,92)
26,50
10 128,28
8 579,84
1 548,44
(30 368,27)
10 128,28
8 579,84
1 548,44
(30 368,27)
2012
Não Corrente
Fornecedores
Demonstração de
2012
Corrente
11.4 — Por cada tipo de diferença temporária e com respeito a cada tipo de
perdas por impostos não usadas e créditos por impostos não usados:
a) Quantia de activos e passivos por impostos diferidos reconhecidos no balanço para cada
período apresentado;
As quantias de activos e passivos por impostos diferidos reconhecidos no balanço para cada
período apresentado por cada tipo de diferença temporária e com respeito a cada tipo de
perdas por impostos não usadas e créditos por impostos não usados são as indicadas no
quadro seguinte:
2013
Instrumentos de Capital
2013
2012
Capital
921 000,00
921 000,00
Outros instrumentos de capital
840 000,00
840 000,00
1 761 000,00
1 761 000,00
12 - Instrumentos financeiros
12.1 – Rubricas de balanço abrangidas pelas divulgações da presente nota
As divulgações desta nota abrangem as seguintes rubricas do balanço:
345
Relatório e Contas 2012 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Solmoninhos - Consultoria, Gestão e Execução Imobiliária, Lda
12.2 – Activos financeiros mensurados ao custo
Os activos financeiros mensurados ao custo são os indicados no quadro seguinte:
2013
12.4 – Situações em incumprimento para empréstimos contraídos reconhecidos
à data de balanço
Todos os incumprimentos ocorridos durante o período que permitiam ao credor exigir o
pagamento acelerado foram sanados ou os termos do compromisso renegociados, até à
data de balanço.
2012
Clientes c/c
clientes - entidades relacionadas (Nota 5)
clientes - outras entidades
1 710,00
1 960,00
111 580,76
2 397,22
113 290,76
4 357,22
12.5 – Ganhos líquidos e perdas líquidas reconhecidas
Rendimentos e gastos
Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012 os rendimentos, gastos, ganhos
e perdas relacionados com instrumentos financeiros são detalhados conforme se segue:
12.3 – Passivos financeiros mensurados ao custo
2013
Os passivos financeiros mensurados ao custo são os indicados no quadro seguinte:
Rendimentos
2012
Gastos
Rendimentos
Gastos
Passivos financeiros ao custo:
2013
2012
Juros suportados
Financiamentos - Não correntes
Participantes de Capital
277 554,54
Fornecedores - entidades relacionadas (Nota 5)
1 977,13
3 846,80
Fornecedores - outras entidades
5 591,78
30 004,81
-
-
Financiamentos obtidos - Correntes
Descobertos bancários
IMI
Outros Acréscimos de Gastos
-
92 113,65
-
11 523,58
-
92 113,65
12.6 – Quantia de perda de imparidade reconhecida em cada uma das classes
de activos financeiros
A quantia de perdas por imparidade reconhecidas em cada uma das classes de activos
financeiros é a indicada nos quadros seguintes:
2013
Saldo Inicial
Imparidade
Saldo Final
Activos financeiros mensurados ao custo menos
-
264,43
11 522,58
91 850,12
1 777,83
1 721,60
175,00
586,56
298 598,86
188 719,96
imparidade
Clientes c/c
Outras contas a pagar - Correntes
Acréscimo - partes relacionadas
11 523,58
60 445,64
Fornecedores
Accionistas
-
2012
7.200,00
5.244,20
12.444,20
7.200,00
5.244,20
12.444,20
Saldo Inicial
Imparidade
Saldo Final
Activos financeiros mensurados ao custo menos
imparidade
Clientes c/c
4.800,00
2.400,00
7.200,00
4.800,00
2.400,00
7.200,00
346
Relatório e Contas 2012 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Solmoninhos - Consultoria, Gestão e Execução Imobiliária, Lda
12.7- Instrumentos de capital próprio
a) Quantia escriturada do capital próprio
A quantia escriturada do capital social emitido pela Empresa em 31 de Dezembro de 2012
e 2011 é detalhada conforme se segue:
2013
2012
840 000,00
840 000,00
840 000,00
840 000,00
Outros Instrumentos de Capital Próprio
Prestações Suplementares
b) Quotas representativas do capital social
As quotas representativas do capital social, são as indicadas no quadro seguinte:
Entidades
V. Quotas
% Participação
Luís Simões, SGPS, S.A.
106 005
11,50%
José Luís Simões
271 665
29,50%
Leonel Simões
271 665
29,50%
Jorge Simões
271 665
29,50%
13 – OUTRAS INFORMAÇÕES
13.1 – DIFERIMENTOSEm 31 de Dezembro de 2013 e 2012 as rubricas do activo corrente e
do passivo corrente “Diferimentos” apresentavam a seguinte composição:
2013
2012
Diferimentos activos
Custos Diferidos - Seguros
207,48
240,01
207,48
240,01
1 075,00
1 075,00
1 075,00
1 075,00
Diferimentos passivos
Outros Proveitos Diferidos
Relatório e Contas 2012 | PORTUGUÊS
347
EMPRESA | Solmoninhos - Consultoria, Gestão e Execução Imobiliária, Lda
13.2 – RESERVAS, RESULTADOS E OUTRAS VARIAÇÕES NOS CAPITAIS PRÓPRIOS
A rubrica de reservas e de resultados decompõe-se da forma indicada no quadro seguinte:
Reservas Legais
Saldos em 1 de Janeiro de 2012
Outras Reservas
Resultados Transitados
Resultados Líquidos do Periodo
Total
1.001,79
4.894,26
(69.396,56)
(63.335,99)
Aplicação de resultados
-
-
(63.335,99)
63.335,99
-
Resultado do ano
-
-
-
186.925,46
186.925,46
1.001,79
4.894,26
(132.732,55)
186.925,46
60.088,96
Saldo em 31 de Dezembro de 2012
Reservas Legais
Outras Reservas
Resultados Transitados
Resultados Líquidos do Periodo
(126.836,50)
Total
Saldos em 1 de Janeiro de 2013
1 001,79
4 894,26
(132 732,55)
186 925,46
Aplicação de resultados
9 346,27
-
177 579,19
(186 925,46)
-
-
-
-
(8 171,98)
(8 171,98)
10 348,06
4 894,26
44 846,64
(8 171,98)
51 916,98
Resultado do ano
Saldo em 31 de Dezembro de 2013
13.3 – ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
Em 31 de Dezembro de 2013 e 2012 as rubricas de “Estado e outros entes públicos”
apresentavam a seguinte composição:
2013
Activo
Activo
2013
Passivo
Imposto sobre o rendimento das pessoas
colectivas
Pagamentos por conta
11 292,00
Estimativa de imposto
-
Retenção na Fonte
Imposto sobre o valor acrescentado - a
recuperar
13.4 – FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS
A rubrica de “Fornecimentos e serviços externos” nos exercícios findos em 31 de Dezembro
de 2013 e 2012 é detalhada conforme se segue:
2012
Passivo
-
3 000,00
-
-
(18 263,43)
450,00
-
222,75
-
2 433,45
-
2 298,90
-
14 175,45
-
2 521,65
(15 263,43)
2012
Subcontratos
88 668,25
-
Trabalhos especializados
10 857,26
14 118,17
266,79
850,19
6 019,62
5 811,72
304,43
-
Electricidade
5 193,78
1 946,09
Rendas e alugueres
1 251,49
6 175,03
594,95
663,43
95,00
413,75
1 476,00
90,77
295,29
3 133,40
115 022,86
33 202,55
Comissões bancárias
Conservação e Reparação
Material de economato
Seguros
Contencioso e notariado
Limpeza e higiene
Outros
Relatório e Contas 2012 | PORTUGUÊS
60 088,96
EMPRESA | Solmoninhos - Consultoria, Gestão e Execução Imobiliária, Lda
348
13.5 – OUTROS RENDIMENTOS E GANHOS
A decomposição da rubrica de “Outros rendimentos e ganhos” nos exercícios findos em 31
de Dezembro de 2013 e 2012 é conforme se segue:
2013
13.7 – DEPRECIAÇÕES
A decomposição da rubrica de “Gastos / reversões de depreciação e de amortização” nos
exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012 é conforme se segue:
2012
2012
Rendimentos suplementares:
Outros
Descontos antecipação de pagamento
Rendas propriedades investimento
Correcções relativas a exercícios anteriores
2 151,14
4 857,83
2 052,08
340,76
37 495,32
40 712,21
1 178,29
-
0,01
0,30
42 876,84
45 911,10
Outros
Propriedades de Investimento
2011
7.428,51
7.418,16
7.428,51
7.418,16
13.8 – JUROS E GASTOS SIMILARES SUPORTADOS
A decomposição da rubrica de “Juros e Gastos Similares Suportados” nos exercícios findos
em 31 de Dezembro de 2013 e 2012 é conforme se segue:
2013
2012
Juros suportados
13.6 – OUTROS GASTOS E PERDAS
A decomposição da rubrica de “Outros gastos e perdas” nos exercícios findos em 31 de
Dezembro de 2013 e 2012 é conforme se segue:
2013
Impostos
Outros
De financiamentos obtidos - Empresa Mãe
De descobertos bancários
11 522,58
91 850,12
1,00
263,53
11 523,58
92 113,65
2012
2 046,32
2 068,38
0,04
2,46
2 046,36
2 070,84
13.9 – GARANTIAS
A empresa apresentou livranças a terceiros como garantia de pagamento de dívidas, que a
31 de Dezembro de 2012 ascendem a 264,43 euros. A 31 de Dezembro de 2013 não existiam
quaisquer livranças a terceiros.
O Técnico Oficial de Contas
Vítor José Caetano de Sousa
A Gerência
Jorge Manuel Soares Simões - Gerente
José Luís Soares Simões - Gerente
Leonel Fernando Soares Simões - Gerente
349
Relatório e Contas 2012 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Solmoninhos - Consultoria, Gestão e Execução Imobiliária, Lda
Patrimundus - Investimentos Imobiliários, S.A.
A| RELATÓRIO DE GESTÃO
ACTIVIDADE NO EXERCÍCIO
de melhores condições para a realização da sua actividade.
Em 2013 o património detido pela Patrimundus composto pelo Centro de Assistência
Técnica (CAT) localizado no Carregado, gerou resultados positivos, mantendo a tendência
do ano anterior, contribuindo de forma decisiva na redução do endividamento necessário
à aquisição e construção do imóvel.
A Empresa encontra-se no mercado à procura de soluções e a acompanhar o processo de
expansão do cessionário estudando, conjuntamente, as melhores formas de concretização
dos investimentos.
A pedido da entidade exploradora do edifício, foram desenvolvidos estudos com vista à
deslocalização da actividade de reparação de fibras, retirando-a do interior do edifício
principal, tendo os trabalhos sido executados e concluídos com sucesso na segunda metade
do ano.
Durante o ano de 2014, conforme previsto em orçamento, a Empresa continuará a
desenvolver a sua actividade no quadro explicitado, sendo expectável a manutenção de
um nível de resultados positivo em linha com o verificado em 2013.
POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS
ANÁLISE ECONÓMICA E FINANCEIRA
A política de gestão de riscos da Empresa é definida pelo Conselho de Administração,
sendo da responsabilidade de cada uma das áreas a sua aplicação prática.
A exploração do imóvel, efectuada pela
cessionária teve o desenvolvimento
esperado, à semelhança de anos
anteriores, verificando-se que o valor dos
rendimentos obtidos pela Empresa durante
o ano foi suficiente para a cobertura dos
gastos incorridos, gerando um EBITDA de
cerca de 477 Mil Euros.
A Empresa pretende que as Políticas de Gestão de Riscos, actualmente descentralizadas
pelas diversas áreas da sua estrutura, sejam no futuro consolidadas com o objectivo de
promover uma actuação integrada das diversas vertentes de gestão de risco.
A gestão de riscos de crédito, de taxa de juro, de tesouraria e restantes riscos financeiros
é da responsabilidade da Direcção Financeira do Grupo.
O Resultado Operacional fixou-se em
cerca de 279 Mil Euros, enquanto que o
Resultado Líquido ascendeu a cerca de 99 Mil Euros.
Adicionalmente, a Empresa aplica a gestão de riscos a outras áreas, nomeadamente:
de seguros, ambiente, SSHT (saúde, segurança e higiene no trabalho) e tecnologias de
informação, cuja responsabilidade está actualmente descentralizada por cada uma dessas
áreas.
O nível de endividamento da Empresa tem dado continuidade à tendência de redução
verificada nos últimos exercícios.
O rácio de Autonomia Financeira atingiu os 20%, enquanto que o rácio de Solvabilidade
ascendeu a 26%. Estes indicadores têm mantido a tendência de melhoria iniciada há vários
anos.
PERSPECTIVAS PARA 2014
A concretização dos processos de expansão das actividades no CAT nomeadamente a
remodelação da zona da recepção e lubrificantes, de modo a dotar a entidade exploradora
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
350
EMPRESA | Patrimundus - Investimentos Imobiliários, S.A.
ÓRGÃOS SOCIAIS
Conselho de Administração
José Luís Soares Simões
Presidente
Leonel Fernando Soares Simões
Vogal
Jorge Manuel Soares Simões
Vogal
Maria Celeste Morgado Venancio dos Santos
Vogal
Mesa da Assembleia Geral
Clara Maria Campos Monteiro Ribeiro
Presidente
Isabel Maria Blazquez Pereira Silva
Secretária
Fiscal Único
PriceWaterCoopers & Associados, SROC, Lda.
Efectivo
José Manuel Henriques Bernardo
Suplente
APLICAÇÃO DE RESULTADOS
A Empresa Patrimundus – Investimentos Imobiliários, S.A., encerrou o exercício de 2013
com Resultados Líquidos no valor de 99.385,03 Euros.
Atendendo às disposições legais e estatutárias aplicáveis, é proposta a seguinte aplicação
de resultados:
Reserva Legal
Resultados Transitados
4.969,25 Euros
94.415,78 Euros
Moninhos, 26 de Março de 2014
José Luís Soares Simões - Presidente
Jorge Manuel Soares Simões - Vogal
Leonel Fernando Soares Simões - Vogal
Maria Celeste Morgado Venancio dos Santos - Vogal
351
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Patrimundus - Investimentos Imobiliários, S.A.
B| DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Balanço
BALANÇO A 31 DE DEZEMBRO DE 2013
(Euros)
RUBRICAS
NOTAS
DATAS
2013
2012
ACTIVO NÃO CORRENTE
Activos fixos tangiveis
6
38 916,18
67 156,98
Propriedades de investimento
8
4 389 985,20
4 418 292,43
Participações financeiras - outros métodos
12
12 500,00
12 500,00
4 441 401,38
4 497 949,41
50 914,62
ACTIVO CORRENTE
Clientes
12
-
Adiantamentos a fornecedores
12
-
61,30
Estado e outros entes públicos
14.3
22 238,13
21 182,91
Diferimentos
14.1
9 137,13
12 463,32
4
2 575,41
6,24
33 950,67
84 628,39
4 475 352,05
4 582 577,80
Caixa e depósitos bancários
Total do activo
CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO
CAPITAL PRÓPRIO
12
510 000,00
510 000,00
Reservas legais
Capital realizado
14.2
21 794,24
16 951,45
Outras reservas
14.2
97 428,65
97 428,65
Resultados transitados
14.2
183 770,55
91 757,62
812 993,44
716 137,72
Resultado líquido do período
14.2
99 385,03
96 855,72
912 378,47
812 993,44
2 709 343,18
2 956 426,80
2 709 343,18
2 956 426,80
12
3 953,92
4 476,59
14.3
9 474,71
7 236,78
721 167,88
Total do capital próprio
PASSIVO:
PASSIVO NÃO CORRENTE
Financiamentos obtidos
12
PASSIVO CORRENTE
Fornecedores
Estado e outros entes publicos
Financiamentos obtidos
12
732 020,00
Outras contas a pagar
12
108 181,77
80 276,31
853 630,40
813 157,56
Total do passivo
3 562 973,58
3 769 584,36
Total do capital próprio e do passivo
4 475 352,05
4 582 577,80
As notas anexas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras.
O Técnico Oficial de Contas
Vítor José Caetano de Sousa
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
O Técnico Oficial de Contas
José Luís Soares Simões - Presidente | Jorge Manuel Soares Simões - Vogal | Leonel Fernando Soares Simões - Vogal
| Maria Celeste Morgado Venancio dos Santos – Vogal
EMPRESA | Patrimundus - Investimentos Imobiliários, S.A.
352
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS POR NATUREZAS
(Euros)
PERÍODO FINDO A 31 DE DEZEMBRO DE 2013
RUBRICAS
NOTAS
Vendas e serviços prestados
PERIODOS
2013
2012
9
500 728,00
496 728,00
Fornecimentos e serviços externos
14.4
(14 740,69)
(14 692,03)
Outros rendimentos e ganhos
14.5
4 248,58
12 976,47
Outros gastos e perdas
14.6
(13 183,14)
(13 522,81)
477 052,75
481 489,63
(198 381,89)
(195 228,45)
278 670,86
286 261,18
(143 453,12)
(154 484,68)
135 217,74
131 776,50
(35 832,71)
(34 920,78)
99 385,03
96 855,72
Resultado antes de depreciações, gastos de financiamento e impostos
Gastos / reversões de depreciação e de amortização
14.7
Resultado operacional (antes de gastos de financiamento e impostos)
Juros e gastos similares suportados
14.8
Resultado antes de impostos
Imposto sobre o rendimento do período
11
Resultado líquido do período
As notas anexas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras.
O Técnico Oficial de Contas
Vítor José Caetano de Sousa
A Administração
José Luís Soares Simões - Presidente
Jorge Manuel Soares Simões - Vogal
Leonel Fernando Soares Simões - Vogal
Maria Celeste Morgado Venancio dos Santos – Vogal
353
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Patrimundus - Investimentos Imobiliários, S.A.
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA
(Euros)
PERÍODO FINALIZADO A 31 DE DEZEMBRO DE 2013
RUBRICAS
NOTAS
Períodos
2013
2012
Fluxos de caixa das actividades operacionais - método directo
Recebimentos de clientes
667 732,56
613 575,19
(8 868,40)
(21 686,57)
658 864,16
591 888,62
Pagamento/recebimento do imposto sobre o rendimento
(31 618,12)
(27 131,03)
Outros recebimentos/pagamentos
(11 739,79)
(11 152,91)
615 506,25
553 604,68
(146 378,95)
-
(146 378,95)
-
1 158 459,44
1 266 236,34
Pagamentos a fornecedores
Caixa gerada pelas operações
Fluxos de caixa das actividades operacionais (1)
Fluxos de caixa das actividades de investimento
Pagamentos respeitantes a:
Outros activos
Fluxos de caixa das actividades de investimento (2)
Fluxos de caixa das actividades de financiamento
Recebimentos provenientes de:
Financiamentos obtidos
Pagamentos respeitantes a:
Financiamentos obtidos
(918 821,03)
(884 126,48)
Juros e gastos similares
(120 895,08)
(162 867,16)
Outras operações de financiamento
(585 220,91)
(571 759,02)
(466 477,58)
(352 516,32)
2 649,72
201 088,36
Fluxos de caixa das actividades de financiamento (3)
Variação de caixa e seus equivalentes (1)+(2)+(3)
Caixa e seus equivalentes no início do período
4
(74,31)
(201 162,67)
Caixa e seus equivalentes no fim do período
4
2 575,41
(74,31)
As notas anexas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras.
O Técnico Oficial de Contas
Vítor José Caetano de Sousa
A Administração
José Luís Soares Simões - Presidente
Jorge Manuel Soares Simões - Vogal
Leonel Fernando Soares Simões - Vogal
Maria Celeste Morgado Venancio dos Santos – Vogal
354
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Patrimundus - Investimentos Imobiliários, S.A.
DEMONSTRAÇÃO DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO
(Euros)
NO PERIODO 2012
Notas
Posição no início do período 2012
Capital
Reservas
Outras
Resultados
Resultado Líquido
Realizado
Legais
Reservas
Transitados
do Período
Total
510.000,00
12.122,10
97.428,65
-
96.586,97
716.137,72
510.000,00
12.122,10
97.428,65
-
96.586,97
716.137,72
Alterações no período
-
Resultado líquido do período
Resultado integral
96.855,72
96.855,72
193.442,69
812.993,44
Operações com detentores de capital no período
Aplicação de resultados
Posição no fim do período 2012
-
4.829,35
-
91.757,62
(96.586,97)
-
-
4.829,35
-
91.757,62
(96.586,97)
-
510.000,00
16.951,45
97.428,65
91.757,62
96.855,72
812.993,44
As notas anexas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras.
(Euros)
NO PERIODO 2013
Notas
Posição no início do período 2011
Capital
Reservas
Outras
Resultados
Resultado Líquido
Realizado
Legais
Reservas
Transitados
do Período
Total
510 000,00
16 951,45
97 428,65
91 757,62
96 855,72
812 993,44
510 000,00
16 951,45
97 428,65
91 757,62
96 855,72
812 993,44
Alterações no período
-
Resultado líquido do período
Resultado integral
99 385,03
99 385,03
196 240,75
912 378,47
Operações com detentores de capital no período
Aplicação de resultados
Posição no fim do período 2011
-
4 842,79
-
92 012,93
(96 855,72)
-
-
4 842,79
-
92 012,93
(96 855,72)
-
510 000,00
21 794,24
97 428,65
183 770,55
99 385,03
912 378,47
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Patrimundus - Investimentos Imobiliários, S.A.
355
ANEXO
2 – Referencial contabilístico de preparação das
Demonstrações Financeiras
1 – IDENTIFICAÇÃO DA ENTIDADE
2.1. Base de Preparação
Estas demonstrações financeiras foram preparadas de acordo com as Normas Contabilísticas
e de Relato Financeiro (NCRF) em vigor, na presente data.
(Montantes expressos em euros)
1.1. Designação da entidade:
A Empresa foi constituída em 20 de Abril de 2004 com a denominação Social de
Patrimundus – Investimentos Imobiliários, S.A. com o NIF 506 861 341 (adiante designada
por “Empresa”).
1.2. Sede:
A entidade tem a sua sede social na Rua Fernando Namora em Moninhos, concelho de
Loures.
1.3. Natureza da actividade:
A actividade da Empresa consiste na compra e venda de imóveis e revenda de imóveis
adquiridos para esse fim; gestão, administração e exploração de propriedades para fins
habitacionais, comerciais, industriais ou turísticos; construção civil.
1.4. Designação dos detentores de capital:
A Empresa é detida pelas entidades descriminados no quadro seguinte::
Entidades
% Participação
Nº Acções
José Luís Soares Simões
29.41%
30,000
Jorge Manuel Soares Simões
29.41%
30,000
Leonel Fernando Soares Simões
29.41%
30,000
LS - Luís Simões, SGPS, S.A.
11.76%
11,999
LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
0.01%
1
100.00%
102,000
A preparação das demonstrações financeiras em conformidade com o SNC requer o uso de
estimativas, pressupostos e julgamentos críticos no processo da determinação das políticas
contabilísticas a adoptar pela Empresa, com impacto significativo no valor contabilístico
dos activos e passivos, assim como nos rendimentos e gastos do período de reporte.
Apesar de estas estimativas serem baseadas na melhor experiência do Conselho de
Administração e nas suas melhores expectativas em relação aos eventos e acções correntes
e futuras, os resultados actuais e futuros podem diferir destas estimativas. As áreas que
envolvem um maior grau de julgamento ou complexidade, ou áreas em que pressupostos
e estimativas sejam significativos para as demonstrações financeiras são apresentadas na
Nota 3.16.
2.2. Derrogação das disposições do SNC
Não existiram, no decorrer do exercício a que respeitam estas Demonstrações Financeiras,
quaisquer casos excepcionais que implicassem directamente a derrogação das disposições
prevista pelo SNC.
2.3. Comparabilidade das demonstrações financeiras
Os elementos constantes nas presentes Demonstrações Financeiras são, na sua totalidade,
comparáveis com os do exercício anterior.
Estas demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração, na
reunião de 26 de Março de 2014. É opinião do Conselho de Administração que estas
demonstrações financeiras reflectem de forma verdadeira e apropriada as operações da
Empresa, bem como a sua posição e performance financeira e fluxos de caixa.
356
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Patrimundus - Investimentos Imobiliários, S.A.
3 - PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS
Bem
Equipamento Básico
As principais políticas contabilísticas adoptadas na preparação das demonstrações
financeiras anexas são as que abaixo se descrevem. Estas políticas foram consistentemente
aplicadas a todos os exercícios apresentados, salvo indicação contrária.
3.1- Conversão cambial
3.1.1 - Moeda funcional e de apresentação
As demonstrações financeiras da Empresa e respectivas notas deste anexo são apresentadas
em euros, salvo indicação explícita em contrário.
3.1.2 - Transacções e saldos
As transacções em moedas diferentes do euro são convertidas na moeda funcional
utilizando as taxas de câmbio à data das transacções. Os ganhos ou perdas cambiais
resultantes do pagamento/ recebimento das transacções bem como da conversão pela
taxa de câmbio à data do balanço, dos activos e dos passivos monetários denominados
em moeda estrangeira, são reconhecidos na demonstração dos resultados, na rubrica de
gastos de financiamento, se relacionadas com empréstimos ou em outros rendimentos ou
gastos operacionais, para todos os outros saldos/transacções.
3.2 - Activos fixos tangíveis
Os activos fixos tangíveis encontram-se valorizados ao custo deduzido das depreciações
acumuladas e eventuais perdas por imparidade. Este custo inclui o custo estimado à data
de transição para o Sistema de Normalização Contabilistica (SNC), e os custos de aquisição
para activos obtidos após essa data.
O custo de aquisição inclui o preço de compra do activo, as despesas directamente
imputáveis à sua aquisição e os encargos suportados com a preparação do activo para que
se encontre na sua condição de utilização.
Os custos com substituições e grandes reparações são capitalizados sempre que aumentem
a vida útil do imobilizado a que respeitem e são amortizadas no período remanescente da
vida útil desse imobilizado ou no seu próprio período de vida útil, se inferior.
As despesas de manutenção e reparação (dispêndios subsequentes) que não são susceptíveis
de gerar benefícios económicos futuros são registadas como gastos no período em que são
incorridas.
As taxas de depreciação resultantes da determinação das vidas úteis estimadas para os
activos fixos tangíveis mais significativos são conforme segue:
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
Outros Activos Fixos tangíveis
2013
10,00 - 25,00
25,00
As depreciações são calculadas numa base duodecimal, após o momento em que o bem
se encontra em condições de ser utilizado, em conformidade com o período de vida útil
estimado para cada grupo de bens.
O gasto com depreciações é reconhecido na demonstração de resultados na rubrica
Gastos/Reversões de Depreciação e Amortização.
Sempre que existam indícios de perda de valor dos activos fixos tangíveis, são efectuados
testes de imparidade, de forma a estimar o valor recuperável do activo, e quando
necessário registar uma perda por imparidade. O valor recuperável é determinado como o
mais elevado entre o preço de venda líquido e o valor de uso do activo, sendo este último
calculado com base no valor actual dos fluxos de caixa futuros estimados, decorrentes do
uso continuado e da alienação do activo no fim da sua vida útil.
As vidas úteis dos activos são revistas em cada período de relato financeiro, para que
as depreciações praticadas estejam em conformidade com os padrões de consumo
dos activos. Alterações às vidas úteis são tratadas como uma alteração de estimativa
contabilística e são aplicadas prospectivamente.
O ganho (ou a perda) resultante da alienação ou abate de um activo fixo tangível é
determinado como a diferença entre o montante recebido na transacção e a quantia
escriturada do activo e é reconhecido em resultados no período em que ocorre a alienação.
Os Activos Fixos Tangíveis em Curso dizem respeito a bens que ainda se encontram em
fase de construção ou desenvolvimento e estão mensurados ao custo de aquisição sendo
somente depreciados quando se encontram disponíveis para uso.
3.3 - Locações
As locações financeiras são capitalizadas no início da locação pelo menor entre o justo
valor do activo locado e o valor presente dos pagamentos mínimos da locação, cada um
determinado à data de início do contrato. A dívida resultante de um contrato de locação
financeira é registada líquida de encargos financeiros, na rubrica de Financiamentos
obtidos. Os encargos financeiros incluídos na renda e a depreciação dos activos locados,
são reconhecidos na Demonstração dos resultados, no período a que dizem respeito.
Os activos fixos tangíveis adquiridos através de locações financeiras são depreciados pelo
EMPRESA | Patrimundus - Investimentos Imobiliários, S.A.
357
menor entre o período de vida útil do activo e o período da locação quando a Empresa não
tem opção de compra no final do contrato, ou pelo período de vida útil estimado quando
a Empresa tem a intenção de adquirir os activos no final do contrato.
Nas locações consideradas operacionais, as rendas a pagar são reconhecidas como custo na
demonstração dos resultados numa base linear, durante o período da locação.
3.4 – Propriedades de Investimento
As propriedades de investimento são imóveis (terrenos, edifícios ou partes de edifícios)
detidos com o objectivo de valorização do capital, obtenção de rendas, ou ambas. As
propriedades de investimento foram valorizadas ao custo na data da transição para o SNC,
sendo valorizadas subsequentemente de acordo com o modelo do custo depreciado, o qual
é aplicado a todos os activos classificados como propriedades de investimento.
3.5 - Imparidade de activos fixos
Em cada data de relato é efectuada uma revisão das quantias escrituradas dos activos
da Empresa com vista a determinar se existe algum indicador de que possam estar em
imparidade.
Sempre que a quantia escriturada do activo ou da unidade geradora de caixa for superior
à sua quantia recuperável, é reconhecida uma perda por imparidade. A perda por
imparidade é registada de imediato na demonstração dos resultados na rubrica de “Perdas
por imparidade”, salvo se tal perda compensar um excedente de revalorização registado
no capital próprio. Neste último caso, tal perda será tratada como um decréscimo de
revalorização. Nos casos em que a perda não é considerada permanente e definitiva,
a perda de imparidade não é reconhecida, sendo feita a divulgação das razões que
fundamentam essa conclusão.
O valor recuperável é o maior entre o justo valor do activo deduzido dos custos de venda
e o seu valor de uso. Para a determinação da existência de imparidade, os activos são
alocados ao nível mais baixo para o qual existem fluxos de caixa separados identificáveis
(unidades geradoras de caixa).
Os Activos não financeiros, que não o goodwill, para os quais tenham sido reconhecidas
perdas por imparidade são avaliados, a cada data de relato, sobre a possível reversão das
perdas por imparidade.
A reversão de perdas por imparidade reconhecidas em exercícios anteriores é registada
quando há evidências de que as perdas por imparidade reconhecidas já não existem ou
diminuíram. A reversão das perdas por imparidade é reconhecida na demonstração dos
resultados na rubrica de “Reversões de perdas por imparidade”. A reversão da perda por
imparidade é efectuada até ao limite da quantia que estaria reconhecida (líquida de
amortizações) caso a perda não tivesse sido registada.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
Quando há lugar ao registo ou reversão de imparidade, a amortização e depreciação dos
activos são recalculadas prospectivamente de acordo com o valor recuperável.
3.6 – Participações Financeiras – outros métodos
A Empresa utiliza o modelo do custo para o reconhecimento inicial das participações
financeiras em entidades em que não seja obrigatório a utilização do método da
equivalência patrimonial e nas quais não existam condições para a utilização do justo
valor, designadamente participações financeiras em empresas não cotadas.
De acordo com o modelo do custo as participações financeiras são reconhecidas inicialmente
pelo seu custo de aquisição, que inclui custos de transacção, sendo subsequentemente o
seu valor diminuído por perdas por imparidade, sempre que ocorram.
3.7 – Imposto sobre o rendimento
O imposto sobre o rendimento corresponde à soma dos impostos correntes com os impostos
diferidos. Os impostos correntes e os impostos diferidos são registados em resultados,
salvo quando se relacionam com itens registados directamente no capital próprio. Nestes
casos os impostos correntes e os impostos diferidos são igualmente registados no capital
próprio.
Imposto corrente: o imposto corrente a pagar é baseado no lucro tributável do exercício.
O lucro tributável difere do resultado contabilístico, uma vez que exclui diversos custos e
proveitos que apenas serão dedutíveis ou tributáveis noutros exercícios. O lucro tributável
exclui ainda custos e proveitos que nunca serão dedutíveis ou tributáveis.
Imposto diferido: os impostos diferidos referem-se a diferenças temporárias entre os
montantes dos activos e passivos para efeitos de relato contabilístico e os respectivos
montantes para efeitos de tributação.
Os activos e passivos por impostos diferidos são mensurados utilizando as taxas de
tributação que se espera estarem em vigor à data da reversão das correspondentes
diferenças temporárias, com base nas taxas de tributação (e legislação fiscal) que esteja
formal ou substancialmente emitida na data de relato.
Os impostos diferidos activos são reconhecidos na medida em que seja provável que
existam lucros tributáveis futuros disponíveis para a utilização da diferença temporária.
Os impostos diferidos passivos são reconhecidos sobre todas as diferenças temporárias
tributáveis.
Os impostos diferidos activos são revistos anualmente e reduzidos sempre que deixe de ser
provável que possam ser utilizados.
EMPRESA | Patrimundus - Investimentos Imobiliários, S.A.
358
3.8 – Activos e Passivos Financeiros
O Conselho de Administração determina a classificação dos activos e passivos financeiros,
na data do reconhecimento inicial de acordo com a NCRF 27 – Instrumentos financeiros.
Os activos e passivos financeiros podem ser classificados/mensurados como:
(a) Ao custo ou custo amortizado menos qualquer perda por imparidade; ou
(b) Ao justo valor com as alterações de justo valor a ser reconhecidas na demonstração
dos resultados.
A Empresa classifica e mensura ao custo ou ao custo amortizado, os activos e passivos
financeiros: i) que em termos de prazo sejam à vista ou tenham maturidade definida; ii)
cujo retorno seja de montante fixo, de taxa de juro fixa ou de taxa variável correspondente
a um indexante de mercado; e iii) que não possuam nenhuma cláusula contratual da qual
possa resultar a perda do valor nominal e do juro acumulado (no caso dos activos) ou
alteração à responsabilidade pelo reembolso do valor nominal e do juro acumulado a
pagar (no caso dos passivos).
Os activos financeiros são desreconhecidos quando os direitos ao recebimento dos fluxos
monetários originados por esses investimentos expiram ou são transferidos, assim como
todos os riscos e benefícios associados à sua posse. Uma entidade deve desreconhecer um
passivo financeiro (ou parte de um passivo financeiro) apenas quando este se extinguir,
isto é, quando a obrigação estabelecida no contrato seja liquidada, cancelada ou expire.
3.9- Caixa e equivalentes de caixa
Os montantes incluídos na rubrica de Caixa e Depósitos bancários correspondem aos valores
de depósitos bancários vencíveis a menos de três meses, e que possam ser imediatamente
mobilizáveis com risco insignificante de alteração de valor. Estes valores estão valorizados
ao custo.
Para efeitos da demonstração dos fluxos de caixa, a rubrica de ‘‘Caixa e equivalentes
de caixa’’ compreende, além da Caixa e Depósitos bancários, também os descobertos
bancários incluídos na rubrica de Financiamentos Obtidos do Balanço.
3.10- Financiamentos obtidos
Para os activos e passivos registados ao custo amortizado, os juros obtidos a reconhecer
em cada período são determinados de acordo com o método da taxa de juro efectiva,
que corresponde à taxa que desconta exactamente os recebimentos de caixa futuros
estimados durante a vida esperada do instrumento financeiro.
São registados ao custo ou custo amortizado: (i) os activos financeiros que constituem
empréstimos concedidos, contas a receber (clientes, outros devedores, etc.) e
instrumentos de capital próprio bem como quaisquer contratos derivados associados, que
não sejam negociados em mercado activo ou cujo justo valor não possa ser determinado
de forma fiável e (ii) os passivos financeiros que constituem financiamentos obtidos, contas
a pagar (fornecedores, outros credores, etc.) e instrumentos de capital próprio bem como
quaisquer contratos derivados associados, que não sejam negociados em mercado activo
ou cujo justo valor não possa ser determinado de forma fiável.
A Empresa classifica e mensura ao justo valor os activos financeiros que não cumpram com
as condições para ser mensurados ao custo ou custo amortizado, conforme descrito acima.
São registados ao justo valor os activos financeiros que constituem instrumentos de capital
próprio cotados em mercado activo, contratos derivados e activos financeiros detidos para
negociação. As variações de justo valor são registadas nos resultados de exercício, excepto
no que se refere aos instrumentos financeiros derivados que qualifiquem como relação de
cobertura de fluxos de caixa.
A Empresa avalia a cada data de relato financeiro a existência de indicadores de perda
de valor para os activos financeiros que não sejam mensurados ao justo valor através de
resultados. Se existir uma evidência objectiva de imparidade, a Empresa reconhece uma
perda por imparidade na demonstração de resultados.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
Os financiamentos obtidos são inicialmente reconhecidos ao justo valor, líquido de
custos de transacção e montagem incorridos. Os financiamentos são subsequentemente
apresentados ao custo amortizado sendo a diferença entre o valor nominal e o justo valor
inicial reconhecida na demonstração dos resultados consolidados ao longo do período do
empréstimo, utilizando o método da taxa de juro efectiva.
Os financiamentos obtidos são classificados no passivo corrente, excepto se a Empresa
possuir um direito incondicional de diferir o pagamento do passivo por, pelo menos, 12
meses após a data do balanço, sendo neste caso classificados no passivo não corrente.
3.11- Gastos e rendimentos
Os gastos e rendimentos são registados no período a que se referem, independentemente do
seu pagamento ou recebimento, de acordo com o princípio contabilístico da especialização
dos exercícios. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e os correspondentes
réditos e gastos são reconhecidos como activos ou passivos, se qualificarem como tal.
3.12- Rédito
O rédito é mensurado pelo justo valor da contraprestação recebida ou a receber. O
rédito a reconhecer é deduzido do montante estimado de devoluções, descontos e outros
abatimentos. O rédito reconhecido não inclui IVA e outros impostos liquidados relacionados
com a venda.
O rédito proveniente da venda de bens é reconhecido quando todas as seguintes condições
são satisfeitas:
EMPRESA | Patrimundus - Investimentos Imobiliários, S.A.
359
• Todos os riscos e vantagens da propriedade dos bens foram transferidos para o
comprador;
• A Empresa não mantém qualquer controlo sobre os bens vendidos;
• O montante do rédito pode ser mensurado com fiabilidade;
• É provável que benefícios económicos futuros associados à transacção fluam para a
Empresa;
• Os custos incorridos ou a incorrer com a transacção podem ser mensurados com
fiabilidade.
O rédito proveniente da prestação de serviços é reconhecido com referência à fase de
acabamento da transacção à data de relato, desde que todas as seguintes condições sejam
satisfeitas:
• O montante do rédito pode ser mensurado com fiabilidade;
• É provável que benefícios económicos futuros associados à transacção fluam para a
Empresa;
• Os custos incorridos ou a incorrer com a transacção podem ser mensurados com
fiabilidade;
• A fase de acabamento da transacção à data de relato pode ser mensurada com
fiabilidade.
3.13 - Encargos financeiros com empréstimos obtidos
Os encargos financeiros relacionados com empréstimos obtidos são geralmente
reconhecidos como gastos à medida que são incorridos.
3.14 – Activos e Passivos Contingentes
Um Activo Contingente é um possível activo proveniente de acontecimentos passados e
cuja existência só será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais acontecimentos
futuros incertos não totalmente sob o controlo da entidade.
Os Activos Contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras para não
resultarem no reconhecimento de rendimentos que podem nunca ser realizados. Contudo,
são divulgados quando for provável a existência de um influxo futuro.
Um Passivo Contingente é:
• Uma obrigação possível que provém de acontecimentos passados e cuja existência
só será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais acontecimentos futuros
incertos não totalmente sob o controlo da entidade,
ou
• Uma obrigação presente que decorra de acontecimentos passados mas que não é
reconhecida porque:
• Não é provável que uma saída de recursos seja exigida para liquidar a obrigação,
• A quantia da obrigação não pode ser mensurada com suficiente fiabilidade.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
Os Passivos Contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras para não
resultarem no reconhecimento de gastos que podem nunca se tornar efectivos. Contudo,
são divulgados sempre que existe uma probabilidade de exfluxos futuros que não seja
remota.
3.15 – Capitais Próprios
a) Capital Social
As acções ordinárias são classificadas no capital próprio. Os custos directamente
atribuíveis à emissão de novas acções ou opções são apresentados no capital próprio como
uma dedução, líquida de impostos, ao montante emitido.
b) Distribuição de Dividendos
A distribuição de dividendos a accionistas é reconhecida como um passivo na data em que
é aprovada pelos mesmos.
3.16 – Principais estimativas e julgamentos apresentados
As estimativas e julgamentos com impacto nas demonstrações financeiras da Patrimundus
- Investimentos Imobiliários, S.A. são continuamente avaliados, representando à data
de cada relato a melhor estimativa da Administração, tendo em conta o desempenho
histórico, a experiência acumulada e as expectativas sobre eventos futuros que, nas
circunstâncias em causa, se acreditam serem razoáveis.
A natureza intrínseca das estimativas pode levar a que o reflexo real das situações que
haviam sido alvo de estimativa possam, para efeitos de relato financeiro, vir a diferir
dos montantes estimados. As estimativas e os julgamentos que apresentam um risco
significativo de originar um ajustamento material no valor contabilístico de activos e
passivos no decurso do exercício seguinte são as que seguem:
3.16.1 - Activos fixos tangíveis
A determinação das vidas úteis dos activos, bem como o método de depreciação a aplicar
é essencial para determinar o montante das depreciações a reconhecer na demonstração
dos resultados de cada exercício.
Estes dois parâmetros são definidos de acordo com o melhor julgamento da Administração
para os activos em questão, considerando sempre que possível, as práticas adoptadas por
empresas do sector.
3.16.2 – Imparidade de Clientes
A determinação de uma eventual perda por imparidade pode ser despoletada pela
ocorrência de diversos eventos, muitos dos quais fora da esfera de influência da Empresa,
tais como: a disponibilidade futura de financiamento, o custo de capital ou quaisquer
outras alterações, quer internas, quer externas à Empresa.
EMPRESA | Patrimundus - Investimentos Imobiliários, S.A.
360
A identificação dos indicadores de imparidade, a estimativa de fluxos de caixa futuros e a
determinação do justo valor de activos implicam um elevado grau de julgamento por parte
da Administração no que respeita à identificação e avaliação dos diferentes indicadores de
imparidade, fluxos de caixa esperados, taxas de desconto aplicáveis, vidas úteis e valores
residuais.
Em particular, da análise efectuada periodicamente aos saldos a receber poderá surgir a
necessidade de registar perdas por imparidade, sendo estas determinadas com base na
informação disponível e em estimativas efectuadas pela Luis Simões dos fluxos de caixa
que se espera receber.
3.16.3 – Acontecimentos subsequentes
Os acontecimentos após a data do balanço que proporcionem informação adicional
sobre condições que existiam à data do balanço “adjusting events” são reflectidos
nas demonstrações financeiras. Os eventos após a data do balanço que proporcionem
informação sobre condições que ocorram após a data do balanço “non adjusting events”
são divulgados nas demonstrações financeiras, se forem considerados materiais.
4 - FLUXOS DE CAIXA
A rubrica de Caixa e depósitos bancários no Balanço decompõe-se da seguinte
forma:
2013
Depósitos à ordem
Depósitos bancários imediatamente mobilizáveis
2012
-
-
2 575,41
6,24
2 575,41
6,24
5 - PARTES RELACIONADAS
Para efeitos de apresentação destas demonstrações financeiras, são consideradas como
partes relacionadas todas as subsidiárias da LS – Luis Simões, SGPS, S.A. e elementos chave
na gestão das mesmas.
5.1 - Identificação de partes relacionadas
A Empresa é detida pelas entidades descriminadas no quadro seguinte:
Entidades
% Participação
José Luís Soares Simões
29.41%
Jorge Manuel Soares Simões
29.41%
Leonel Fernando Soares Simões
29.41%
LS - Luís Simões, SGPS, S.A.
11.76%
LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
0.01%
100.00%
5.2 - Remuneração do pessoal chave da gestão
No decurso dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012 não existiram
remunerações atribuídas pela empresa ao pessoal chave da gestão.
O Conselho de Administração da Empresa e a Direcção de Serviços Partilhados foram
considerados de acordo com a NCRF 5, como sendo os únicos elementos “chave” da gestão.
5.3 - Transacções com partes relacionadas
a) Natureza do relacionamento com as partes relacionadas
Natureza do
O saldo de Caixa e Equivalentes constante na Demonstração de Fluxos de Caixa decompõese da seguinte forma:
relacionamento
(Serviços que a Empresa recebe)
Natureza do
relacionamento
(Serviços que a
Empresa presta)
Empresa-mãe:
2013
Depósitos bancários imediatamente mobilizáveis
Descobertos bancários
2012
Luís Simões SPGS, S.A.
2 575,41
6,24
2 575,41
6,24
-
(80,55)
2 575,41
(74,31)
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
Financiamentos
Dividendos
n/a
Aluguer imóveis
Serviços Administrativos e Financeiros
n/a
Outras partes relacionadas:
Reta, S.A.
LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
361
EMPRESA | Patrimundus - Investimentos Imobiliários, S.A.
b) Quantias de transacções e saldos pendentes com partes relacionadas
A quantia das transacções e dos saldos pendentes de partes relacionadas são os indicados
no quadro seguinte:
Ano
Vendas /Prestações
Fornecimentos e
de Serviços
serviços externos
12 - Instrumentos financeiros
Outras partes relacionadas:
Reta, S.A.
LS - Gestão Empresarial e Imobiliária, S.A.
2012
496 728,00
-
2013
500 728,00
-
2012
-
1 873,70
2013
-
1 796,96
Ano
Clientes
Fornecedores
Outras partes relacionadas:
LS - Gestão Empresarial e Imobiliária,
S.A.
Reta, S.A.
2012
-
(61,30)
2013
-
190,04
2012
50 914,62
-
2013
-
-
Não existem ajustamentos de dívidas de cobranças duvidosas relacionados com a quantia
de saldos pendentes, nem gastos reconhecidos durante o período a respeito de dívidas
incobráveis ou de cobrança duvidosa de partes relacionadas.
A quantia dos financiamentos a receber e a pagar de partes relacionadas bem como dos
rendimentos e gastos de juros são os indicados no quadro seguinte:
Ano
Financiamentos a
Financiamentos
Rendimentos
Gastos de
Receber
a Pagar
de Juros
Juros
Empresa-mãe:
Luís Simões SPGS, S.A.
2012
(1 089 883,04)
62 861,00
2013
(1 579 521,45)
(91 503,59)
362
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Patrimundus - Investimentos Imobiliários, S.A.
6 - ACTIVOS FIXOS TANGÍVEIS
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e em 31 de Dezembro de 2012 o
movimento ocorrido na quantia escriturada dos activos fixos tangíveis, bem como nas
respectivas depreciações acumuladas e perdas por imparidade, foi o seguinte:
Equipamento básico
Outros activos fixos tangíveis
Activos fixos tangíveis em curso
Totais
Valores em 01.01.2012
Quantias brutas escrituradas
Depreciações e perdas por imparidade acumuladas
Quantias líquidas escrituradas
Adições
Depreciações
282 606,94
-
-
282 606,94
(199 512,84)
-
-
(199 512,84)
83 094,10
-
-
83 094,10
-
-
7 325,51
7 325,51
(23 262,63)
-
-
(23 262,63)
282 606,94
-
7 325,51
289 932,45
Valores em 31.12.2012
Quantias brutas escrituradas
Depreciações e perdas por imparidade acumuladas
Quantias líquidas escrituradas
Adições
(222 775,47)
-
-
(222 775,47)
59 831,47
-
7 325,51
67 156,98
778,42
2 380,42
(7 325,51)
(7 325,51)
-
(23 295,71)
-
1 602,00
-
-
Reclassificações para propriedades de investimento
Quantias brutas escrituradas
Depreciações
-
(23 262,33)
(33,38)
282 606,94
1 602,00
Valores em 31.12.2013
Quantias brutas escrituradas
Depreciações e perdas por imparidade acumuladas
Quantias líquidas escrituradas
(246 037,80)
36 569,14
6.1 —Titularidade de activos fixos tangíveis dados como garantia de passivos
Não existem activos tangíveis dados como garantias de passivos nos exercícios de 2013 e
2012.
6.2 — Compromissos futuros para aquisição de activos fixos tangíveis
Não existem compromissos futuros para aquisição de activos fixos tangíveis.
7 – LOCAÇÕES
778,42
284 987,36
-
(246 071,18)
778,42
38 916,18
(33,38)
1 568,62
A quantia escriturada líquida dos bens em regime de locação financeira à data de balanço,
para cada categoria de activo, é a constante do quadro seguinte:
2013
2012
Propriedades de inves-
Propriedades de inves-
timento
timento
Terrenos e recursos naturais
2.010.766,70
2.010.766,70
Edifícios e outras construções
2.379.218,50
2.407.525,73
4.389.985,20
4.418.292,43
Locações financeiras
363
a) Quantia escriturada líquida à data do balanço
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Patrimundus - Investimentos Imobiliários, S.A.
b) Pagamentos mínimos futuros da locação e o seu valor presente
Os pagamentos mínimos das locações financeiras em 31 de Dezembro de 2013 e 31 de
Dezembro de 2012 são detalhados conforme se segue:
2013
Pagamentos Mínimos
2012
Valor Presente de Pagamentos
Pagamentos Mínimos
Valor Presente de Pagamentos
Até 1 ano
490 357,42
482 020,00
496 359,61
471 087,33
Entre 1 ano e 5 anos
558 430,32
554 821,73
1 070 055,23
1 041 543,76
1 048 787,74
1 036 841,73
1 566 414,84
1 512 631,09
(11 946,01)
n/a
(53 783,75)
n/a
1 036 841,73
1 036 841,73
1 512 631,09
1 512 631,09
Total dos pagamentos minimos
Encargos financeiros
Valor presente dos pagamentos mínimos
c) Descrição geral dos acordos de locação significativos:
A Empresa tem um contrato de locação financeira afecto ao terreno e edifício do Centro
de Assistência Técnica localizado no Carregado. O contrato referido não prevê rendas
contingentes e inclui opção de compra.
8 – Propriedades de Investimento
As propriedades de investimento compostas por terrenos e edifícios não afectos à
actividade da Empresa, apresenta a seguinte evolução:
2013
Depreciações acumuladas
Valor líquido
Em 31 de Dezembro de 2013 e em 31 de Dezembro de 2012 não existiam propriedades de
investimento apresentadas como garantias a terceiros.
Em 31 de Dezembro de 2013 e em 31 de Dezembro de 2012 não existiam obrigações
contratuais significativas de compra, construção ou desenvolvimento de propriedades de
investimento.
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, os rendimentos e gastos
operacionais directos associados às propriedades de investimento, tinham a seguinte
composição:
2012
A 1 de Janeiro
Valor bruto
As propriedades de investimento têm como finalidade a cedência de exploração à empresa
do Grupo, Reta – Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A.
5 450 089,10
5 450 089,10
(1 031 796,68)
(859 830,60)
4 418 292,43
4 590 258,50
2013
Propriedades de Investimento
Adições
139 453,44
2012
Rendas
Gastos Directos
Rendas
Gastos Directos
500.728,00
194.877,70
496.728,00
190.813,12
500.728,00
194.877,70
496.728,00
190.813,12
Transferências de activo fixo tangível
Quantia bruta
Depreciações
7 325,51
-
(175 086,18)
(171 966,08)
A 31 de Dezembro
Valor bruto
Depreciações acumuladas
Valor líquido
5 596 868,05
5 450 089,10
(1 206 882,86)
(1 031 796,68)
4 389 985,20
4 418 292,43
9 - Rédito
O rédito reconhecido pela Empresa em 31 de Dezembro de 2013 e em 31 de Dezembro de
2012 é detalhado conforme se segue: :
2013
Serviços
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
2012
364
Prestação de Serviços
500 728,00
496 728,00
500 728,00
496 728,00
EMPRESA | Patrimundus - Investimentos Imobiliários, S.A.
A repartição do rédito apurado nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 31 de
Dezembro de 2012 é a seguinte:
Mercado Interno
2013
2012
500 728,00
496 728,00
500 728,00
496 728,00
Os valores indicados nos quadros acima incluem o montante de 496.728 euros em 2012 e
de 500.728 euros em 2013 relativos a entidades relacionadas, conforme indicado na nota
5.
10 – Acontecimentos após a data do balanço
10.1 – Autorização para emissão das Demonstrações Financeiras
As demonstrações financeiras foram autorizadas para emissão, pelo Conselho de
Administração, em 26 de Março de 2014.
10.2 - Acontecimentos após a data de balanço que originaram alterações
nas divulgações
Não ocorrerem quaisquer acontecimentos após a data do balanço que originem
alterações nas divulgações.
10.3 – Acontecimentos após a data de balanço que não deram lugar a
ajustamento
Não ocorrerem quaisquer acontecimentos após a data do balanço a referir.
11 - Impostos sobre o rendimento
A Empresa encontra-se sujeita a Imposto sobre os Rendimentos das Pessoas Colectivas
(IRC), sendo a taxa actual de 25% acrescida de Derrama à taxa máxima de 1,5% sobre o
lucro tributável, atingindo uma taxa de imposto agregada de 26,5%.
Nos termos do artigo 88º do CIRC, a Empresa está sujeita a tributação autónoma sobre um
conjunto de encargos às taxas aí previstas.
De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e
correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (cinco anos
para a Segurança Social), excepto quando tenham havido prejuízos fiscais, ou estejam
em curso inspecções, reclamações ou impugnações, casos estes em que, dependendo das
circunstâncias, os prazos são prolongados ou suspensos. Deste modo, as declarações fiscais
da Empresa relativas aos exercícios de 2010 a 2013 poderão vir ainda a estar sujeitas
a revisão e correcção. O Conselho de Administração entende que eventuais correcções
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
resultantes de revisões/inspecções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações
de impostos não terá um efeito limitativo nas demonstrações financeiras em análise.
11.1 — Divulgação separada dos seguintes principais componentes de gasto
(rendimento) de impostos:
a) Gasto (rendimento) por impostos;
O Gasto (rendimento) por impostos no período é o indicado no quadro seguinte:
2013
2012
35 832,71
34 920,78
35 832,71
34 920,78
35 832,71
34 920,78
Imposto Corrente
IRC do ano
EMPRESA | Patrimundus - Investimentos Imobiliários, S.A.
365
11.2 — Relacionamento entre gasto (rendimento) de impostos e lucro
contabilístico:
A reconciliação numérica entre a taxa média efectiva de imposto e a taxa de imposto
aplicável é a indicada no quadro seguinte:
Base de Imposto
2013
Resultado antes de impostos
135 217,74
Taxa de imposto sobre o rendimento em Portugal
Imposto sobre o Rendimento à taxa nominal
Taxa de Imposto
2012
2013
2012
131 776,50
26,50%
26,50%
35 832,70
33 358,27
135 217,74
131 776,50
25,00%
25,00%
1,50%
1,50%
33 804,44
32 944,13
2 028,27
1 976,65
26,50%
26,50%
25,00%
25,00%
Rendimentos não tributáveis
Gastos não dedutíveis para efeitos fiscais
Lucro tributável/Prejuízo fiscal
Taxa de imposto sobre o rendimento em Portugal
Taxa da derrama
IRC Calculado
Derrama
Imposto sobre o rendimento do periodo
2 028,27
1 976,65
1,50%
1,50%
35 832,71
34 920,78
26,50%
26,50%
11.3 — Explicação de alterações na taxa de imposto aplicável comparada com
o período contabilístico anterior
Não houve alterações na taxa de imposto aplicável comparada com o período contabilístico
anterior.
366
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Patrimundus - Investimentos Imobiliários, S.A.
12 - Instrumentos financeiros
12.2 – Activos financeiros mensurados ao custo
Os activos financeiros mensurados ao custo são os indicados no quadro seguinte:
12.1 – Rubricas de balanço abrangidas pelas divulgações da presente nota
As divulgações desta nota abrangem as seguintes rubricas do balanço:
2013
Participações financeiras - outros métodos
Participações de capital em empresas não cotadas
Activos:
2012
-
Adiantamentos a fornecedores
12 500,00
50 914,62
-
61,30
2 575,41
6,24
15 075,41
63 482,16
Passivos:
2013
2012
Não Corrente
-
61,30
Fornecedores - empresas relacionadas (Nota 5)
Outros depósitos bancários
2 575,41
6,24
15 075,41
63 482,16
Não existem imparidades registadas relativas a estes activos.
12.3 – Passivos financeiros mensurados ao custo
Os passivos financeiros mensurados ao custo ou ao custo amortizado são os indicados no
quadro seguinte:
Passivos
2 709 343,18
2013
2 956 426,80
2012
Passivo não corrente
Corrente
3 953,92
4 476,59
Financiamentos obtidos
732 020,00
721 167,88
Outras contas a pagar
108 181,77
80 276,31
3 553 498,87
3 762 347,58
Financiamentos - Não correntes
Empréstimos bancários
575 000,00
825 000,00
Locações Financeiras (nota 7)
554 821,73
1 041 543,76
1 579 521,45
1 089 883,04
2 709 343,18
2 956 426,80
Participantes de Capital (nota 5)
Passivo corrente
Fornecedores
Instrumentos de Capital:
Fornecedores - entidades relacionadas (nota 5 )
2013
Capital
50 914,62
Caixa e depósitos bancários
Clientes
Fornecedores
-
Adiantamento a fornecedores
12 500,00
Corrente
Financiamentos obtidos
12 500,00
Clientes - empresas relacionadas (Nota 5)
Não Corrente
Caixa e bancos
12 500,00
Clientes c/c
2013
Participações financeiras - Outros métodos
2012
2012
510 000,00
510 000,00
510 000,00
510 000,00
Fornecedores - outras entidades
190,04
-
3 763,88
4 476,49
250 000,00
250 000,00
Financiamentos obtidos - Correntes
Empréstimos bancários
Descobertos bancários (nota 4)
Locações Financeiras (nota 7)
-
80,55
482 020,00
471 087,33
Outras contas a pagar
IMI
10 866,30
10 542,44
Acréscimo juros partes relacionadas (nota 5)
91 503,59
62 861,00
5 131,92
6 722,87
Acréscimo juros outras entidades
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Patrimundus - Investimentos Imobiliários, S.A.
367
679,96
150,00
844 155,69
805 920,68
3 553 498,87
3 762 347,48
Outros acréscimos de gasto
A maturidade dos Financiamentos não correntes é a seguinte:
2013
12.5 – Ganhos líquidos e perdas líquidas reconhecidas
Rendimentos e gastos
Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e em 31 de Dezembro de 2012 os
rendimentos, gastos, ganhos e perdas relacionados com instrumentos financeiros são
detalhados conforme se segue:
2012
2013
Empréstimos bancários
Entre 1 e 5 anos
575 000,00
554 821,73
1 041 543,76
Juros suportados
Participantes de capital
Entre 1 e 5 anos
Gastos
Gastos
Rendimentos
Passivos financeiros ao custo
Locações Financeiras
Entre 1 e 5 anos
Rendimentos
825 000,00
2012
1 579 521,45
1 089 883,04
2 709 343,18
2 956 426,80
Não existiam linhas de crédito contratadas pela Empresa no final do exercício de 2013.
No final do exercício de 2012, o valor das linhas de crédito contratadas era de 250.000,00
euros, estando utilizados apenas 80,55 euros.
143 453,12
-
154 484,68
-
143 453,12
-
154 484,68
-
143 453,12
-
154 484,68
12.6 - Instrumentos de capital próprio
a) Quantia escriturada do capital próprio
A quantia escriturada do capital social emitido pela Empresa em 31 de Dezembro de 2013
e em 31 de Dezembro de 2012 é detalhada conforme se segue:
As linhas de crédito com movimento até 1 ano são renováveis de forma automática de
acordo com o definido contratualmente com as entidades de crédito.
Os juros pagos pela Empresa nos exercícios de 2013 e 2012 referentes a empréstimos e
linhas de crédito contratadas com a Empresa mãe e com instituições de crédito encontramse principalmente referenciados à Euribor, acrescida de diferencial de mercado.
-
2013
2012
510 000,00
510 000,00
510 000,00
510 000,00
Capital
Valor nominal
12.4 – Situações em incumprimento para empréstimos contraídos reconhecidos
à data de balanço
Não existiram situações de incumprimento para empréstimos contraídos.
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368
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Patrimundus - Investimentos Imobiliários, S.A.
b) Número de acções representativas do capital social
O número de acções representativas do capital social, são as indicadas no quadro seguinte:
2013
Valor
2012
Quantidade
Valor
Quantidade
Acções emitidas
Acções ordinárias a 5€ cada
510 000,00
102 000
510 000,00
102 000
510 000,00
102 000
510 000,00
102 000
Em 31 de Dezembro de 2013 e 31 de Dezembro de 2012 o capital subscrito é detido pelas
entidades identificadas na nota 1.4 e encontra-se totalmente realizado.
13 – Informações Exigidas por diplomas legais
13.1 - Dívidas em mora ao Estado
Conforme exigido legalmente, o Conselho de Administração declara que a Empresa não
apresenta dívidas ao Estado em situação de mora.
14 – OUTRAS INFORMAÇÕES
14.1 – DIFERIMENTOS
Em 31 de Dezembro de 2013 e em 31 de Dezembro de 2012 as rubricas do activo
corrente e do passivo corrente “Diferimentos” apresentavam a seguinte composição:
2013
2012
Diferimentos activos
Custos Diferidos - Seguros
7 287,72
9 558,40
Custos Diferidos - Juros
1 849,41
2 904,92
9 137,13
12 463,32
369
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14.2 – RESERVAS, RESULTADOS E OUTRAS VARIAÇÕES NOS CAPITAIS PRÓPRIOS
A rubrica de reservas, resultados e outras variações nos capitais próprios decompõe-se da
forma indicada no quadro seguinte:
Saldo em 1 de Janeiro de 2013
Reservas
Outras
Resultados
Resultados
Legais
Reservas
Transitados
Líquidos do Periodo
16 951,45
97 428,65
91 757,62
96 855,72
302 993,44
4 842,79
-
92 012,93
(96 855,72)
-
-
-
-
99 385,03
99 385,03
21 794,24
97 428,65
183 770,55
99 385,03
402 378,47
Aplicação de resultados
Resultado do ano
Saldo em 31 de Dezembro de 2013
Saldo em 1 de Janeiro de 2012
Aplicação de resultados
Reservas
Outras
Resultados
Resultados
Legais
Reservas
Transitados
Líquidos do Periodo
Total
12 122,10
97 428,65
-
96 586,97
206 137,72
4 829,35
-
91 757,62
(96 586,97)
-
-
-
-
96 855,72
96 855,72
16 951,45
97 428,65
91 757,62
96 855,72
302 993,44
Resultado do ano
Saldo em 31 de Dezembro de 2012
Total
Os movimentos ocorridos nas reservas e outras rubricas de capital próprio em 31 de
Dezembro de 2013 resultam de:
a) Aplicação de resultados
Por deliberação da Assembleia Geral de 28 de Maio de 2013, o resultado líquido positivo
do período findo em 31 de Dezembro de 2012, no montante de 96.855,72 euros teve a
seguinte aplicação:
- Reserva Legal:
- Resultados Transitados:
4.842,79 Euros
92.012,93 Euros
A reserva legal não está ainda totalmente constituída nos termos da lei (20% do capital
social), pelo que um mínimo de 5% dos resultados é destinado à sua dotação. Esta reserva
só pode ser utilizada na cobertura de prejuízos ou no aumento de capital social.
14.3 – ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
Em 31 de Dezembro de 2013 e em 31 de Dezembro de 2012 as rubricas de “Estado e outros
entes públicos” apresentavam a seguinte composição:
2013
Activo
2012
Passivo
Activo
Passivo
Imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas
Pagamentos por conta
-
26 358,00
-
27 684,00
Estimativa de imposto
-
(35 832,71)
-
(34 920,78)
22 238,13
-
21 182,91
-
22 238,13
(9 474,71)
21 182,91
(7 236,78)
Imposto sobre o valor acrescentado - a recuperar
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Patrimundus - Investimentos Imobiliários, S.A.
370
14.4 – FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS
A rubrica de “Fornecimentos e serviços externos” nos exercícios findos em 31 de Dezembro
de 2013 e em 31 de Dezembro de 2012 é detalhada conforme se segue:
2013
Trabalhos especializados
2012
3 273,99
3 296,27
Comissões
701,21
1 287,38
Honorários
1 250,00
-
318,75
-
8 601,39
8 831,72
577,50
1 147,50
17,85
129,16
Material de escritório
Seguros
Contencioso e notariado
Outros
14 740,69
14 692,03
Os valores indicados no quadro acima incluem o montante de 1.796,96 euros em 2013 e de
1.873,70 euros em 2012 relativos a entidades relacionadas, conforme indicado na nota 5.
14.5 – OUTROS RENDIMENTOS E GANHOS
A decomposição da rubrica de “Outros rendimentos e ganhos” nos exercícios findos em 31
de Dezembro de 2013 e em 31 de Dezembro de 2012 é conforme se segue:
14.7 – DEPRECIAÇÕES
A decomposição da rubrica de “Gastos / reversões de depreciação e de amortização” nos
exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e em 31 de Dezembro de 2012 é conforme
se segue:
2013
Activos fixos tangíveis (Nota 6)
Propriedades de Investimento (Nota 8)
2013
-
-
12 975,70
1 976,66
-
Correcções relativas a exercícios anteriores
Excesso de estimativa para impostos
Outros
0,03
-
4 248,58
12 975,70
14.6 – OUTROS GASTOS E PERDAS
A decomposição da rubrica de “Outros gastos e perdas” nos exercícios findos em 31 de
Dezembro de 2013 e em 31 de Dezembro de 2012 é conforme se segue:
23.262,33
175.086,18
171.966,12
198.381,89
195.228,45
14.8 – JUROS E GASTOS SIMILARES SUPORTADOS
2013
2012
De financiamentos obtidos
38 056,76
53 706,09
De financiamentos obtidos - entidades relacionadas (Nota 5)
91 503,59
62 861,00
8,93
2 516,22
Juros suportados
De descobertos bancários
2012
2 271,89
23.295,71
A decomposição da rubrica de “Juros e Gastos Similares Suportados” nos exercícios findos
31 de Dezembro de 2013 e em 31 de Dezembro de 2012 é conforme se segue:
De locações financeiras
Descontos de pronto pagamento obtidos
2012
13 883,84
35 401,37
143 453,12
154 484,68
14.9 – GARANTIAS PRESTADAS
A Empresa apresentou livranças a terceiros como garantia de pagamento de dívidas, que
a 31 de Dezembro de 2013 ascendem a 1.861.841,73 euros (2.587.711,64 euros em 2012).
14.10 – RESULTADO POR ACÇÃO
O resultado por acção dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e em 31 de
Dezembro de 2012 foi determinado conforme se segue:
2013
2012
99 385,03
96 855,72
102 000,00
102 000,00
0,97
0,95
Resultados:
2013
Impostos
Outros
Resultado líquido do período
2012
13 183,14
13 522,58
-
0,23
13 183,14
13 522,81
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
Número de acções
Número médio ponderado de acções em circulação
Resultado por acção básico
EMPRESA | Patrimundus - Investimentos Imobiliários, S.A.
371
14.11 – ACONTECIMENTOS APÓS A DATA DO BALANÇO
Não se registaram eventos subsequentes a 31 de Dezembro de 2013 que pela sua relevância
e materialidade requeiram ajustamento ou divulgação, conforme descrito na Nota 3.16.
O Técnico Oficial de Contas
Vítor José Caetano de Sousa
A Administração
José Luís Soares Simões - Presidente
Jorge Manuel Soares Simões - Vogal
Leonel Fernando Soares Simões - Vogal
Maria Celeste Morgado Venancio dos Santos - Vogal
372
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
EMPRESA | Patrimundus - Investimentos Imobiliários, S.A.
C| RELATÓRIO E PARECER DO FISCAL ÚNICO E CERTIFICAÇÃO LEGAL DE CONTAS
PricewaterhouseCoopers & Associados
Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda
Palácio Sottomayor, Rua Sousa Martins, 1 – 3º
1069-316 Lisboa, Portugal
Tel +351 213 599 000
Fax +351 231 599 999
www.pwc.com/pt
RELATÓRIO E PARECER DO FISCAL ÚNICO
5. Nestes termos, tendo em consideração as informações recebidas do Conselho de
Administração e Serviços e as conclusões constantes da Certificação Legal das Contas,
somos do parecer que:
i) seja aprovado o Relatório de gestão;
ii) sejam aprovadas as demonstrações financeiras
iii) seja aprovada a proposta de aplicação de resultados.;
Senhores Accionistas,
1. Nos termos da lei e do mandato que nos conferiram, apresentamos o relatório sobre a
atividade fiscalizadora desenvolvida e damos parecer sobre o Relatório de gestão e as
demonstrações financeiras apresentados pelo Conselho de Administração de Patrimundus
– Investimentos Imobiliários, S.A. relativamente ao exercício findo em 31 de dezembro de
2013.
2. No decurso do exercício acompanhámos, com a periodicidade e a extensão que
considerámos adequada, a atividade da Empresa. Verificámos a regularidade da
escrituração contabilística e da respetiva documentação bem como a eficácia do sistema
de controlo interno, apenas na medida em que os controlos sejam relevantes para o
controlo da atividade da Empresa e apresentação das demonstrações financeiras e
vigiámos também pela observância da lei e dos estatutos.
6. Finalmente, desejamos expressar o nosso agradecimento ao Conselho de Administração
e a todos os colaboradores da Empresa com quem contactámos, pela valiosa colaboração
recebida.
10 de julho de 2014
PricewaterhouseCoopers & Associados
- Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda.
Representada por:
3. Como consequência do trabalho de revisão legal efetuado, emitimos a respetiva
Certificação Legal das Contas, em anexo.
4. No âmbito das nossas funções verificámos que:
i) o Balanço, a Demonstração dos resultados por naturezas, a Demonstração
das alterações no capital próprio, a Demonstração de fluxos de caixa e o
correspondente Anexo permitem uma adequada compreensão da situação
financeira da Empresa, dos seus resultados, das alterações no capital próprio e
dos fluxos de caixa;
João Rui Fernandes Ramos, R.O.C
ii) as políticas contabilísticas e os critérios valorimétricos adotados são adequados;
iii) o Relatório de gestão é suficientemente esclarecedor da evolução dos negócios
e da situação da Empresa evidenciando os aspetos mais significativos;
iv) a proposta de aplicação de resultados não contraria as disposições legais e
estatutárias aplicáveis.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
PricewaterhouseCoopers & Associados - Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda.
Sede: Palácio Sottomayor, Rua Sousa Martins, 1 – 3º, 1069-316 Lisboa, Portugal
Tel +351 213 599 000, Fax +351 231 599 999, www.pwc.com/pt
Matriculada na Conservatória do Registo Comercial sob o NUPC 506 628 752, Capital Social Euros 314.000
EMPRESA | Patrimundus - Investimentos Imobiliários, S.A.
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PricewaterhouseCoopers & Associados
Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda
Palácio Sottomayor, Rua Sousa Martins, 1 – 3º
1069-316 Lisboa, Portugal
Tel +351 213 599 000
Fax +351 231 599 999
5. O nosso exame abrangeu também a verificação da concordância da informação
financeira constante do Relatório de gestão com as demonstrações financeiras.
6. Entendemos que o exame efetuado proporciona uma base aceitável para a
expressão da nossa opinião.
www.pwc.com/pt
Opinião
CERTIFICAÇÃO LEGAL DAS CONTAS
Introdução
1. Examinámos as demonstrações financeiras da Patrimundus – Investimentos
Imobiliários, S.A., as quais compreendem o Balanço em 31 de dezembro de 2013 (que
evidencia um total de 4.475.352,05 euros e um total de capital próprio de 912.378,47
euros, incluindo um resultado líquido de 99.385,03 euros), a Demonstração dos
resultados, a Demonstração das alterações no capital próprio e a Demonstração de
fluxos de caixa do exercício findo naquela data e o correspondente Anexo.
7. Em nossa opinião, as referidas demonstrações financeiras apresentam de forma
verdadeira e apropriada, em todos os aspetos materialmente relevantes, a posição
financeira da Patrimundus – Investimentos Imobiliários, S.A. em 31 de dezembro
de 2013, o resultado das suas operações, as alterações no capital próprio e os
fluxos de caixa do exercício findo naquela data, em conformidade com os princípios
contabilísticos geralmente aceites em Portugal.
Relato sobre outros requisitos legais
8. É também nossa opinião que a informação financeira constante do Relatório de
gestão é concordante com as demonstrações financeiras do exercício.
Responsabilidades
2. É da responsabilidade do Conselho de Administração a preparação do Relatório
de gestão e de demonstrações financeiras que apresentem de forma verdadeira e
apropriada a posição financeira da Empresa, o resultado das suas operações, as
alterações no capital próprio e os fluxos de caixa, bem como a adoção de políticas
e critérios contabilísticos adequados e a manutenção de um sistema de controlo
interno apropriado.
10 de julho de 2014
PricewaterhouseCoopers & Associados
- Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda.
Representada por:
3. A nossa responsabilidade consiste em expressar uma opinião profissional e
independente, baseada no nosso exame daquelas demonstrações financeiras.
Âmbito
4. O exame a que procedemos foi efetuado de acordo com as Normas Técnicas e as
Diretrizes de Revisão/Auditoria da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, as quais
exigem que o mesmo seja planeado e executado com o objetivo de obter um grau
de segurança aceitável sobre se as demonstrações financeiras não contêm distorções
materialmente relevantes. Para tanto o referido exame incluiu: (i) a verificação,
numa base de amostragem, do suporte das quantias e divulgações constantes das
demonstrações financeiras e a avaliação das estimativas, baseadas em juízos e
critérios definidos pelo Conselho de Administração, utilizadas na sua preparação;
(ii) a apreciação sobre se são adequadas as políticas contabilísticas adotadas e a sua
divulgação, tendo em conta as circunstâncias; (iii) a verificação da aplicabilidade
do princípio da continuidade; e (iv) a apreciação sobre se é adequada, em termos
globais, a apresentação das demonstrações financeiras.
Relatório e Contas 2013 | PORTUGUÊS
João Rui Fernandes Ramos, R.O.C
PricewaterhouseCoopers & Associados - Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda.
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Ficha Técnica
Título| Relatório Anual da Luís Simões 2013
Propriedade| Luís Simões SGPS, S.A.
Direção| Gabinete de Comunicação
Design| Complementar Consultoria em Marketing, Lda.
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Português - Luís Simões