Comunicações em Poster
(CP-1 a CP-25)
REVISTA PORTUGUESA DE COLOPROCTOLOGIA
CP - 01
TUMOR DE CÉLULAS GRANULARES MÚLTIPLO DO CÓLON
Soares J, Machado A, Ferreira A, Rolanda C, Gonçalves R
Serviço de Gastrenterologia do Hospital de Braga
JAGS, doente do sexo masculino, com 44 anos, previamente saudável, foi referenciado à consulta de Vigilância e Risco
em Junho/2007 na sequência de colonoscopia total (Setembro/2006) mostrando pólipos sésseis de 6 e 5 mm, nos
ângulos hepático e esplénico, respectivamente, realizada por história familiar de cancro colo-rectal (pai faleceu com
cancro colo-rectal aos 58 anos).
Em Agosto/2007, realizou colonoscopia total mostrando: tumorações submucosas no cego, ângulo hepático, transverso e descendente, cujas biopsias revelaram apenas mucosa normal; pólipo semipediculado no transverso 12 mm
removido com ansa de polipectomia e cuja histologia revelou, na submucosa, células com citoplasma granular e positividade para o marcador S100 - tumor de células granulares; pólipo semipediculado no descendente 8 mm
removido com ansa de polipectomia e cuja histologia revelou adenoma tubular com displasia de baixo grau.
Realizou endoscopia digestiva alta e enteroscopia por videocápsula que não mostraram lesões adicionais compatíveis com tumor de células granulares. O doente foi integrado num programa de vigilância anual.
Discute-se os aspectos clínicos, endoscópicos e histológicos deste caso de tumor de células granulares do cólon.
CP-02
“PLUG” SURGISIS COMO TRATAMENTO DE FÍSTULA RECTOVAGINAL - UM CASO CLÍNICO
Ferreira T, Sousa MR, Dias Pereira A, Soares A
Serviço de Cirurgia, Hospital de São Sebastião
Apesar de não ser uma patologia que põe em perigo a vida humana, a fístula rectovaginal é responsável por sintomas que são traumáticos para a doente, afectando aspectos da sua intimidade, relação social e bem estar. O tratamento desta patologia deve ter em conta não só o problema anatómico assim como estes aspectos.
A maioria das fístulas rectovaginais são resultantes de trauma obstétrico.
Este poster resume o caso clínico de uma mulher referenciada à consulta de cirurgia por fístula rectovaginal após
parto distócico com uso de fórceps.
Ao exame objectivo verificou-se a existência de trajecto fistuloso às 6H (“JK position”) abaixo da linha pectínea.
Na primeira abordagem cirúrgica foi realizado um retalho de avanço. Por recidiva do trajecto fistuloso foi efectuada
colostomia derivativa. Apesar destas medidas não se verificou encerramento do trajecto fistuloso, pelo que se decidiu tratar o orifício fistuloso com “Plug” de Surgisis® com sucesso clínico.
Existem várias abordagens terapêuticas no tratamento das fístulas rectovaginais dependendo da sua etiologia e
localização. Apesar de alguns estudos demonstrarem uma taxa de recidiva inferior com a utilização de “plugs”
biológicos a verdade é que os resultados apresentados não são ainda consensuais. Novas séries com mais doentes
são necessárias para podermos chegar a uma solução de consenso.
CP- 03
CONDILOMAS PERIANAIS - UMA QUESTÃO ESTÉTICA
Ferreira T, Dias Pereira A,Sousa MR, Soares A
Serviço de Cirurgia, Hospital de São Sebastião
Numa altura em que a cultura do corpo é quase uma exigência social o cirurgião deve ter em conta as consequências estéticas do seu trabalho e as possíveis implicações que estas poderão ter no bem estar do seu paciente.
O objectivo deste poster é mostrar o resultado estético após electrofulguração de uma lesão condilomatosa de
grandes dimensões numa doente jovem.
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REVISTA PORTUGUESA DE COLOPROCTOLOGIA
CP - 04
VOLVO DO CEGO: A PROPÓSITO DE 2 CASOS CLÍNICOS
Pinho P, Santos F, Dias R, Borges I, Fonseca A, Conceição L, Cecílio J, Matos A, Couceiro J, Almeida M, Melo M, Serrão C, Seabra A
Hospital Distrital da Figueira da Foz, EPE
O volvo do cego é uma causa incomum de oclusão intestinal, sendo responsável por <1% de todos os casos nos
Países Ocidentais.
No ano de 2008, curiosamente, registaram-se no Serviço de Cirurgia do HDFF dois casos de volvo do cego, separados
no tempo por apenas três meses e meio.
Tratava-se de dois indivíduos do sexo feminino, com idades de 33 e 84 anos, respectivamente. O tratamento cirúrgico, diferente em ambos os casos (pexia do cego versus hemicolectomia direita), não interferiu na evolução clínica das
doentes, que tiveram um pós-operatório sem complicações, com alta clínica ao 6º-7ºdia.
CP - 05
PÓLIPO CLOACOGÉNICO INFLAMATÓRIO - UMA CAUSA INCOMUM DE RECTORRAGIA
Saiote J, Quintela C, Bettencourt MJ
Serviço de Gastrenterologia, Hospital Santo António dos Capuchos - Director: A. David Marques
Introdução: Os pólipos cloacogénicos inflamatórios são lesões pouco frequentes, geralmente benignas, que têm
origem no epitélio da zona de transição ano-rectal. A forma de apresentação mais comum é a rectorragia. Esta entidade deve ser considerada no diagnóstico diferencial de outras lesões polipóides.
Caso Clínico: Doente do sexo masculino, 84 anos, caucasiano, observado na consulta de proctologia por episódios
de rectorragias de sangue vivo após as dejecções e prolapso, sem outra sintomatologia associada, nomeadamente
proctalgia, tenesmo, falsas vontades, alteração do padrão defecatório ou alteração do estado geral. A referir antecedentes de HTA, dislipidémia, (medicado com estatina e IECA). Sem antecedentes familiares de patologia colorectal.
O exame proctológico revelou lesão polipóide prolapsada na região perianal, com cerca de 20 mm, erosionada, de
consistência dura, indolor. Na anuscopia observou-se a base de implantação na região ano-rectal. Foi feita a excisão
da lesão. Realizou colonoscopia esquerda que não mostrou alterações.
O estudo histológico revelou tratar-se de um pólipo cloacogénico inflamatório.
Comentários: Os pólipos cloacogénicos inflamatórios foram descritos pela primeira vez em 1981. Estão incluídos no
espectro das alterações histopatológicas descritas no síndrome do prolapso mucoso, conceito proposto por du
Boulay et al em 1983 para descrever entidades em que o prolapso da mucosa é o mecanismo patogénico do seu
desenvolvimento, incluindo a úlcera rectal solitaria, o prolapso rectal, a intussuscepção e o rectocelo. No entanto, o
mecanismo patogénico subjacente não está totalmente estabelecido, embora a isquémia secundária ao prolapso da
mucosa pareça ser a causa mais provável.
Podem ocorrer em qualquer idade, no entanto 80% dos doentes têm menos de 50 anos, sem predomínio de género.
Têm origem no epitélio da zona de transição e apresentam-se como pólipos únicos ou múltiplos, maioritariamente
sesseis, podendo também ser pediculados, com dimensões entre 1 e 5 cm.
A rectorragia, tanto microscópica como visível, é o síntoma mais frequente; no entanto cerca de 20% dos pacientes
apresentam-se assintomáticos.
A polipectomia simples (por vía transanal) parece ser o tratamento de escolha.
CP - 06
FÍSTULA URETRO-RECTAL APÓS PROSTATECTOMIA RADICAL - CASO CLÍNICO
Santos Silva T, Duarte A, Pimentel J
Serviço de Cirurgia I, Hospital da Universidade de Coimbra
As Fístulas Uretro-Rectais podem ser de etiologia congénita ou adquirida. Os casos adquiridos são de origem inflamatória, neoplásica, traumática ou iatrogénica. Aproximadamente 60% são causadas por lesões iatrogénicas
secundárias a procedimentos cirúrgicos.
As Fístulas Uretro-Rectais após prostatectomia radical são uma entidade rara, mas potencialmente devastadora,
aumentando as taxas de morbimortalidade e diminuindo a qualidade de vida destes doentes.
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REVISTA PORTUGUESA DE COLOPROCTOLOGIA
O diagnóstico é sugerido pela história clínica e exame físico do doente e confirmado por métodos radiológicos e/ou
endoscópicos.
A abordagem terapêutica depende da etiologia da fístula, da condição clínica do doente, da experiência do cirurgião
e da presença de patologia rectal e/ou urinária associada.
O tratamento cirúrgico objectiva o seu encerramento definitivo por via perineal, transrectal, sagital posterior, transesfincteriana ou endoscópica.
Apresenta-se um caso clínico de homem de 55 anos com Fístula Uretro-Rectal após Prostatectomia Radical, abordando-se os aspectos clínico-patológicos mais relevantes, estudo complementar de diagnóstico e opção terapêutica - Uretrorrafia + Retalho endorectal de deslizamento de parede total do recto, por via transrectal - com cura completa da lesão.
Faz-se uma breve revisão da literatura, salientando-se a importância da opção cirúrgica para a sua resolução definitiva.
CP - 07
CAUSA RARA DE COLITE ISQUÉMICA
Nunes A, Fernandes V, Fonseca C, Santos H, Freitas J
Serviço de Gastrenterologia - Hospital Garcia da Orta - Almada
A colite isquémica é uma doença frequente, sendo responsável por um elevado número de internamentos em indivíduos idosos. Embora nesta população a patologia cardiovascular, nomeadamente a aterosclerose, seja a causa subjacente mais habitual, justifica-se a investigação de outras etiologias.
Apresenta-se o caso clínico de uma doente do sexo feminino, 72 anos de idade, com antecedentes de osteoporose
e fractura de compressiva de D12 e com dois episódios de hematoquézias, na sequência dos quais é feito o diagnóstico endoscópico de colite isquémica, confirmado por histologia.
Internada por novo episódio de hematoquézias com repercussão hemodinâmica, associada a dispneia, cansaço fácil,
astenia e anorexia. Do exame objectivo salientava-se razoável estado geral, palidez mucocutânea, polipneia, fervores
crepitantes nas bases pulmonares e edemas dos membros inferiores. Analiticamente apresentava anemia normocítica com discreta macrocitose e VS elevada.
Durante o internamento constatou-se agravamento da anemia, hipoalbuminémia marcada, sem hipergamaglobulinémia, e hipercalcémia. Tinha elevação do Ca19.9 e do Ca125. A TAC abdominopélvica não mostrou outras lesões
para além do espessamento cólico e a cintigrafia óssea excluiu lesões líticas. Realizou mielograma que estabeleceu
o diagnóstico de mieloma múltiplo.
O mieloma múltiplo é uma causa pouco frequente de colite isquémica, mas deve ter sido em conta quando a etiologia da isquémia não é evidente.
CP - 08
CLOSTRIDIUM DIFFICILE E AGUDIZAÇÃO DA DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL
- AVALIAÇÃO DE UM ANO DE INTERNAMENTOS NUM SERVIÇO DE GASTRENTEROLOGIA
Saiote J, Ramos G, Santos L, Valente T, Bentes T, Ramos J
Serviço de Gastrenterologia, Hospital de Santo António dos Capuchos - Director: A. David Marques
Introdução: A infecção a Clostridium difficile (C. difficile) na doença inflamatória intestinal (DII) tem aumentado. Esta
pode imitar, precipitar uma agudização ou desencadear o surto inicial de DII. A doença associada a C. difficile (DACD)
pode ser difícil de distinguir da recaída da DII, devido à semelhança dos sintomas e ausência endoscópica e histológica das alterações características. A associação entre o C. difficile e DII pode ser devida a diversos de factores,
incluindo o uso de antibióticos, medicamentos imunossupressores e hospitalização frequente.
Objectivo: Procurou-se determinar a incidência DACD adquirida na comunidade em pacientes hospitalizados com
DII.
Material e Métodos: Análise retrospectiva dos internamentos hospitalares, num período de 12 meses (1 de Outubro
de 2008 e 1 de Outubro de 2009), de doentes (d.) com DII e diarreia à admissão. Foram avaliados factores predisponentes (terapêutica imunossupressora, antibioterapia e internamento hospitalar nos 3 meses precedentes) e feita
pesquisa de toxina A e B do C. difficile.
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REVISTA PORTUGUESA DE COLOPROCTOLOGIA
Resultados: No período compreendido, tiveram lugar 19 admissões por agudização de DII manifestada com diarreia, correspondendo a 16 doentes, sendo 10 mulheres (63%), com média de idades de 39 anos (mínimo 21, máximo
73). Tinham doença de Crohn 8 casos (n= 7 d.) (ileocólica: 2 d., cólica: 3 d.; ileo-colica e peri-anal: 2 d.) e 11 colite
ulcerosa (n= 9 d.) (pancolite 8 d., colite esquerda: 1d.). Encontravam-se sob corticoterapia 9 casos (47%), 5-ASA em 7
(37%), azatioprina em 3 (16%) e terapêutica biológica em 7 (37%). Nos 3 meses precedentes, tinham estado sob
antibioterapia 6 doentes (32%) e em internamento hospitalar 2 (11%).
A pesquisa da toxina A e B do C. difficile foi positiva em 1 doente (6%), correspondendo a um surto inicial de DII (DC
complicada de estenose), sem terapêutica prévia ou internamento hospitalar nos 3 meses precedentes.
Comentário: A nossa amostra, embora pequena, mostrou uma incidência de 6% de DACD à admissão. Sendo a
DACD capaz de imitar ou precipitar uma agudização de DII, é essencial a pesquisa sistemática nos doentes internados com diarreia, para a identificar e tratar precocemente.
CP - 09
COLITE POR CMV E ABCESSO HEPÁTICO
Ferreira A*, Soares J*, Pereira P*, Pardal F**, Falcão S***, Gonçalves R*, Macedo G*
Serviços de * Gastroenterologia, ** Anatomia Patológica e ***Cirurgia do Hospital São Marcos, Braga
Doente de sexo feminino, 70 anos, com antecedentes de litíase biliar, pancreatite aguda litiásica e colecistectomia,
sem medicação habitual recorre ao serviço de urgência por dor abdominal no hipocôndrio direito, anorexia, prostração e febre com 4 dias de evolução. Referia ainda diarreia (4-5 episódios por dia), não sanguinolenta desde há 2
semanas. Evidenciava-se ao exame físico: hipotensão, temperatura axilar 38,5ºC, dor à palpação no hipocôndrio direito com bordo hepático palpável 4 cm abaixo da grade costal.
Analiticamente: ureia 79 mg/dl, bilirrubina directa 1,20 mg/dl e total 1,37 mg/dl, TGO 67 U/L e TGP 70 U/L, amilase
normal, prot. C-reactiva 196,70 mg/L, lactatos 4,57 mmol/L, hemoglobina 11,3 g/dl, leucócitos 12,700x103/uL com
95.6% de neutrófilos e 97x103/uL plaquetas. TC abdominal revelou abcesso hepático no lobo direito com 13 cm de
maior diâmetro e derrame pleural direito. Colonoscopia total demonstrou mucosa com úlceras longitudinais e friabilidade desde o cólon transverso (60 cm) até ao cego, revelando o exame patológico células com inclusões
nucleares (Cowdry A) sugestivo de infecção por CMV confirmada no estudo imunocitoquímico.
Procedeu-se a drenagem do abcesso hepático por via percutânea com apoio ecográfico sendo identificados E. coli e
S. anginosus, também isolados em hemoculturas. Procedeu-se a internamento com antibioterapia dirigida e ganciclovir para tratamento de colite por CMV durante 21 dias, mantendo-se monitorização imagiológica. Houve boa
resposta à terapêutica instituída com resolução do abcesso hepático e remissão da sintomatologia.
Dois meses após resolução do quadro a doente foi readmitida por processo suboclusivo resultante de formação de
estenose no cólon ascendente e transverso proximal. Procedeu-se a colectomia direita com anastomose ileo-cólica
primária. O exame patológico da peça cirúrgica demonstrou alterações de carácter cicatricial com fibrose extensa da
parede cólica e infiltrado inflamatório inespecífico. O estudo imunocitoquímico para CMV foi negativo. Actualmente
a doente encontra-se assintomática, mantendo seguimento em consulta de cirurgia.
CP-10
CAUSA RARA DE OCLUSÃO INTESTINAL
Silva S, Nunes S, Azenha N, Sérgio M, Pena J, Martinho F
Serviço de Cirurgia II dos Hospitais da Universidade de Coimbra
Os autores descrevem o caso de um doente do sexo masculino, de 55 anos de idade, que recorreu ao serviço de
urgência por quadro de dor abdominal e diarreia arrastada. Ao exame apresentava um abdómen globalmente
doloroso e com defesa. O toque rectal foi inconclusivo por má colaboração do doente. Realizou radiografia do abdómen em pé, que mostrou níveis hidroaéreos e imagens nodulares no trajecto do cólon e recto. Faz TAC abdominal
para esclarecimento diagnóstico, no entanto sem informação adicional. Realizado esvaziamento manual da ampola
rectal sob sedação, com saída de grande quantidade de caroços de cereja. Ao 7º dia de internamento mantinha
quadro oclusivo com agravamento do estado geral, febre e abcesso perianal com fístula escrotal. O doente é levado
ao bloco operatório, feita laparotomia exploradora e realizada colostomia lateral.
Evolução favorável, com alta para o domicílio no 23º dia de pós-operatório.
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REVISTA PORTUGUESA DE COLOPROCTOLOGIA
CP -11
MASSA ABDOMINAL EM DOENTE TRATADA COM METOTREXATO - CASO CLÍNICO
Nunes A, Borralho P, Freitas J
Serviço de Gastrenterologia, Hospital Garcia da Orta, Almada
O contexto de imunossupressão na doença de Crohn obriga a considerar hipóteses adicionais na marcha diagnóstica das complicações.
Caso Clínico: Mulher de 69 anos, com antecedentes de carcinoma do endométrio operado e Artrite Reumatóide,
medicada há vários anos com metotrexato e prednisolona. Iniciou dor abdominal incaracterística, com astenia e
emagrecimento, acompanhada de anemia normocítica e normocrómica; a colonoscopia total era normal e a endoscopia alta mostrava "duodenite".
Apresentou-se na consulta com dor localizada na fossa ilíaca direita, sem alterações do trânsito intestinal e com dor
na palpação da fossa ilíaca direita. Repetiu colonoscopia que mostrou ulcerações no cego e no íleon terminal, com
biópsias sugestivas de doença de Crohn. Manteve medicação com prednisolona e metotrexato e iniciou 5ASA oral
com melhoria sintomática nos meses seguintes. Mais tarde, recorrem as queixas dolorosas com intensidade variável
e detecta-se massa palpável na fossa ilíaca direita. A RMN sugeriu processo inflamatório sendo a massa interpretada
como correspondendo a espessamento do íleon distal. Um ano depois verifica-se agravamento importante, com
vómitos e dois episódios sugestivos de sub-oclusão. A perda ponderal e a astenia agravaram-se e surgiu trombose
venosa profunda do membro inferior direito. Por aumento do volume da massa abdominal, fez-se entero-RMN que
mostrou espessamento marcado e assimétrico do íleon, colocando-se a hipótese de neoformação. A colonoscopia
foi repetida e mostrou grande úlcera no cólon transverso e exuberante aspecto inflamatório estenosante no cego e
ascendente. As biopsias revelaram infiltração por linfoma não-Hodgkin B, difuso, de grandes células.
Não sendo o metotrexato um dos imunossupressores mais frequentemente associados ao aparecimento de linfomas, o seu uso prolongado deve fazer incluir essa possibilidade no diagnóstico diferencial.
CP -12
GANGLIONEUROMATOSE INTESTINAL ESPORÁDICA NUM JOVEM ADULTO
Moreira T*, Villas Boas G**, Lima O***
*Serviço de Gastrenterologia, Hospital de Santo António; **Serviço de Gastrenterologia, Hospital Pedro Hispano;
***Serviço de Anatomia Patológica, Hospital de Santo António
Introdução: A ganglioneuromatose intestinal é uma patologia rara do sistema nervosa entérico, caraterizada por
hiperplasia difusa nos plexos neuronais da parede intestinal. Apresenta-se habitualmente num contexto sindrómico,
associada à síndrome de Neoplasias Endócrinas Múltiplas tipo 2b (NEM 2b) ou à Neurofibromatose tipo 1 (NF1),
podendo mais raramente apresentar-se de forma esporádica. A maioria dos casos descritos surge em crianças, sendo
um achado raro em adultos.
Caso Clínico: Doente do sexo masculino, de raça caucasiana, com 25 anos de idade. Sem história pessoal ou familiar
de patologia oncológica. Orientado para a consulta externa de gastrenterologia por queixas de dor abdominal tipo
cólica e diarreia, com um ano de evolução. O exame físico e o estudo analítico inicial, não apresentavam alterações
relevantes. Foi realizada colonoscopia total que revelou a presença de múltiplos pólipos (entre 50 a 100), de
tamanhos entre os 2 e os 5 mm, por toda a mucosa cólica, em maior número no recto e sigmóide. Foram obtidas
biopsias de vários destes pólipos, observando-se ao exame histológico uma proliferação no córion, de ninhos de
células ganglionares, separadas por feixes de células fusiformes. O estudo imunohistoquimico mostrou imunorreactividade das células fusiformes e ganglionares para a proteina S100, o que permitiu fazer o diagnóstico de ganglioneuromas do cólon.
A avaliação do restante tubo digestivo com endoscopia digestiva alta e enteroscopia por cápsula foi normal. A posterior avaliação clínica detalhada e rastreio bioquímico não revelaram caracteristicas do síndrome NEM2b ou NF1, e
o estudo genético para detecção de mutações do proto-oncogene Ret foi negativo. Foi oferecido ao doente followup clínico e endoscópico.
Conclusões: Este caso relata uma forma esporádica de ganglioneuromatose isolada do cólon. Tratando-se duma
entidade rara, são ainda desconhecidos diversos aspectos relacionados com a patogenia e história natural da ganglioneuromatose intestinal, nomeadamente a possível associação a um risco aumentado de neoplasia.
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REVISTA PORTUGUESA DE COLOPROCTOLOGIA
CP -13
ADENOCARCINOMA DO ILEON - UMA NEOPLASIA RARA
Santos Sousa H, Bouça Machado T, Lencastre L, Barbosa E, Barreto F, Malheiro L, Correia da Silva P, Pimenta A
Serviço de Cirurgia Geral, Hospital São João EPE / Faculdade de Medicina do Porto
Introdução: Apesar do intestino delgado corresponder a 75% do comprimento e 90% da área absortiva do sistema
gastro-intestinal, apenas 2% da incidência anual de neoplasias do sistema digestivo ocorrem neste segmento.
Caso Clínico: Sexo feminino, 53 anos, antecedentes pessoais de osteoporose e colecistectomia há 6 anos por litíase
vesicular. Internada no serviço de gastrenterologia por fadiga, perda de peso (10Kg) e anemia ferropénica grave, com
1 ano de evolução. À data do internamento a doente negava perdas hemáticas visíveis ou alterações do trânsito gastro-intestinal. Ao exame objectivo apenas revelava palidez da pele e mucosas. Analiticamente destacava-se uma anemia ferropénica. Realizou EDA e colonoscopia que foram normais. Realizou videocápsula endoscópica que revelou
um tumor ileal junto à válvula ileo-cecal. Repetiu posteriormente colonoscopia com ileoscopia que mostrou uma
neoplasia do ileon terminal. Na TC abdomino-pélvica era evidente uma lesão constituída por várias ansas ileais com
fistulização entre elas, sem planos de clivagem evidentes com o útero e a parede antero-superior da bexiga.
Em reunião de grupo oncológico colo-rectal, foi decidido intervenção cirúrgica. Intra-operatóriamente constatou-se
aglomerado de ansas ileais intimamente aderentes entre si, com invasão da bexiga e da trompa direita. Procedeu-se
a uma ileo-colectomia segmentar com cistectomia parcial e salpingectomia direita.
No exame anatomo-patológico do segmento de intestino delgado indentificavam-se 4 neoplasias úlcero-infiltrativas e perfuradas, que se situavam a 9cm, 23cm, 34cm e 39cm de um dos topos cirúrgicos. Tratava-se de adenocarcinomas mucinosos pouco diferenciados síncronos (4), com metastases ganglionares (2/19) pT4(4), N1, Mx, R0.
O pós-operatório decorreu sem intercorrências.
A doente foi novamente apresentada em reunião de grupo oncológico tendo-se decidido fazer quimioterapia adjuvante.
Conclusão: Apesar da incidência de adenocarcinoma do ileon ser de 0,9:1.000.000 a sua existência deve ser considerada. A sincronicidade das lesões, a idade da doente e as características anatomo-patológicas apontam para uma
neoplasia hereditária mesmo na ausência de história familiar. Estas neoplasias não são, contudo, comuns no
Sindroma de Lynch.
CP-14
FASCEÍTE NECROTIZANTE SECUNDÁRIA A APENDICITE AGUDA PERFURADA
Santos Sousa H, Bouça Machado T, Lencastre L, Barbosa E, Bessa de Melo R, Preto J, Pimenta A
Serviço de Cirurgia Geral, Hospital São João EPE / Faculdade de Medicina do Porto
Introdução: A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas mais frequentes. O atraso no diagnóstico e no
tratamento aumenta a probabilidade de complicações, nomeadamente a perfuração.
Caso Clínico: Doente do sexo feminino, 60 anos, antecedentes de carcinoma do colo do útero submetida a quimio
e radioterapia, recorreu ao serviço de urgência por sinais inflamatórios na face interna da coxa direita com 2 dias de
evolução. Ao exame objectivo apresentava taquicardia e taquipneia. O estudo analítico revelava aumento da proteína C reactiva e alteração da função renal. A gasimetria arterial mostrava hipoxemia e hipocapnia. Foram realizados
ecodoppler e TC torácico que excluíram trombose venosa profunda e tromboembolismo pulmonar. Foi iniciada
antibioterapia dirigida para o tratamento de erisipela. Devido ao agravamento do estado clínico da doente, foi realizada ecografia abdominal que mostrou fasceíte necrotizante da parede abdominal (flanco direito) e da coxa direita. Foi submetida a laparotomia exploradora com desbridamento cirúrgico da fasceíte, tendo-se identificado fístula
enterocutânea com origem na base apendicular, pelo que foi realizada ileocolectomia segmentar com ileostomia
terminal.
Conclusão: A apendicite aguda complicada com fasceíte necrotizante é uma entidade rara mas potencialmente
letal, podendo ser confundida com celulite, o que leva ao atraso no tratamento agressivo a que esta complicação
obriga. Este caso mostra a importância de considerar apendicite aguda como causa de infecções necrotizantes dos
tecidos moles da região abdominal e da coxa.
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REVISTA PORTUGUESA DE COLOPROCTOLOGIA
CP-15
FASCEÍTE NECROTIZANTE SECUNDÁRIA A DIVERTICULITE AGUDA PERFURADA
Bouça Machado T, Santos Sousa S, Lencastre L, Bessa de Melo R, Barbosa E, Taveira Gomes A, Correia da Silva P, Pimenta A
Serviço de Cirurgia Geral, Hospital São João EPE / Faculdade de Medicina do Porto
Introdução: A diverticulite aguda é uma entidade comum, cujas complicações levam a cirurgia em diversas
ocasiões. A diverticulite aguda perfurada raramente se apresenta como uma sépsis superficial.
Caso Clínico: Doente do sexo masculino, 54 anos, antecedentes de depressão, recorreu ao serviço de urgência por
quadro de dor abdominal no quadrante inferior esquerdo (QIE) com 15 dias de evolução, astenia, anorexia e perda
de peso. Ao exame objectivo, apresentava sinais inflamatórios associados a edema da parede abdominal no QIE. O
estudo analítico mostrava leucocitose com aumento da proteína C reactiva. Desenvolveu um quadro de cetoacidose
diabética. Realizou TC abdominal que confirmou a presença de fasceíte necrotizante com abcesso associado.
Foi submetido a cirurgia com desbridamento e drenagem. Foi necessário novo desbridamento cirúrgico às 48 horas.
Ao sexto dia pós-operatório foi detectada contaminação fecal da ferida operatória, pelo que foi realizada nova
laparotomia exploradora com identificação de uma massa inflamatória do cólon sigmóide adjacente ao orifício
externo da fístula. Foi realizada colectomia segmentar do sigmóide tipo Hartmann. O exame histológico confirmou
o diagnóstico de diverticulite perfurada. No pós-operatório desenvolveu síndrome de resposta inflamatória sistémica complicado por pneumonia necrotizante à direita, que necessitou de múltiplos esquemas antibióticos e descorticação pulmonar. Faleceu ao 54º dia de internamento.
Conclusão: A fasceíte necrotizante secundária a diverticulite perfurada é uma entidade pouco comum, mas potencialmente letal, pelo que requer intervenção cirúrgica imediata. Perante uma fasceíte necrotizante da parede
abdominal, é necessário um elevado índice de suspeição para a identificação de uma diverticulite complicada com
causa desta situação.
CP -16
MEGACÓLON SECUNDÁRIO A IMPACTAÇÃO FECAL EM DOENTE PSIQUIÁTRICO
Bouça Machado T, Santos Sousa H, Lencastre L, Sacchetti M, Barbosa E, Pimenta A
Serviço de Cirurgia Geral, Hospital São João EPE / Faculdade de Medicina do Porto
Introdução: A impactação fecal é particularmente frequente nas crianças, nos doentes idosos e nos doentes com
certas patologias psiquiátricas ou patologias médicas que predispõem para a obstipação.
Caso Clínico: Doente do sexo masculino, 47 anos, antecedentes de esquizofrenia e alcoolismo, internado no serviço
de psiquiatria. Apresentava quadro de obstipação com distensão abdominal, mas sem sinais de irritação peritoneal,
com 7 dias de evolução. Foi realizado TC abdominal que mostrou distensão exuberante do cólon sigmóide com 16
cm de maior diâmetro, sem causa obstrutiva identificável para além de um fecaloma de grandes dimensões. Foi tentado tratamento conservador com estimulação, mas devido ao agravamento do estado clínico do doente, foi
submetido a laparotomia exploradora que revelou megacólon devido a impactação fecal com áreas de necrose da
parede do cólon ascendente, mas sem perfuração. Foi realizada colectomia total com ileostomia terminal. O exame
anatomopatológico revelou cólon com 30 cm de maior diâmetro, sem identificação de qualquer lesão orgânica.
Conclusão: As doenças psiquiátricas e neurológicas estão frequentemente associadas a alterações na motilidade
intestinal. A cirurgia deverá ser reservada para os casos de perfuração iminente ou evidente, ou nos casos em que o
tratamento médico foi ineficaz. Uma intervenção cirúrgica atempada nos casos de impactação fecal prolongada
pode evitar a perfuração intestinal que está associada a elevada mortalidade nestes doentes.
CP-17
TORÇÃO DO APÊNDICE: UMA ENTIDADE RARA
Lencastre L, Santos Sousa H, Bouça Machado T, Moreira H, Lima da Costa E, Barbosa E, Taveira Gomes A, Pimenta A
Serviço de Cirurgia Geral, Hospital São João EPE / Faculdade de Medicina do Porto
Introdução: A torção do apêndice é uma entidade rara, que causa sintomas abdominais idênticos aos da apendicite
aguda, e é normalmente diagnosticada durante a realização da cirurgia de urgência por suspeita de apendicite
aguda.
Caso Clínico: Doente do sexo masculino, 39 anos, sem antecedentes patológicos relevantes. Recorreu ao serviço de
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urgência por dor abdominal com 3 dias de evolução, localizada inicialmente no epigastro e posteriormente na fossa
ilíaca direita (FID) e hipogastro, com anorexia e disúria associadas. Negava febre, náuseas, vómitos, alterações do trânsito intestinal e polaquiúria. Ao exame objectivo, apresentava-se apirético, hemodinamicamente estável, com abdómen doloroso à palpação profunda da FID, com Blumberg e Rovsing positivos. O estudo analítico apresentava um
aumento dos marcadores inflamatórios (leucocitose marcada e aumento ligeiro da proteína C reactiva), desidrogenase láctica no limite superior do normal, mioglobina e creatinaquinase normais. Realizou ecografia abdominal que
revelou colecção cística na FID estendendo-se para a escavação pélvica, com contéudo espesso heterogéneo na vertente superior, medindo aproximadamente 9 por 4 cm, com Blumberg ecográfico positivo, compatível com colecção
peri-apendicular. Foi submetido a cirurgia de urgência (incisão de McBurney), tendo-se constatado, intra-operatoriamente, a presença de torção do apêndice com distensão (cerca de 12 cm), congestão e necrose, associada a pequena quantidade de líquido livre serohemático. Foi realizada apendicectomia após lavagem peritoneal e exploração da
cavidade pélvica. O exame anatomopatológico confirmou a presença de congestão vascular e infiltração hemorrágica de todo o apêndice, achados consistentes com as alterações isquémicas devidas à torsão. O pós-operatório
decorreu sem complicações e o doente teve alta ao 3º dia de internamento.
Conclusão: É apresentado um caso de torção primária do apêndice, estando apenas 25 casos descritos na literatura. Nestes casos, a dilatação e as alterações isquémicas do apêndice deveram-se a uma torção sem qualquer lesão
primária associada.
CP-18
TUBERCULOSE APENDICULAR COM APRESENTAÇÃO CLÍNICA DE APENDICITE AGUDA
Santos Sousa H, Bouça Machado T, Lencastre L, Eloy C, Barbosa E, Taveira Gomes A, Pimenta A
Serviço de Cirurgia Geral, Hospital São João EPE / Faculdade de Medicina do Porto
Introdução: A tuberculose do apêndice é uma entidade rara, apesar da incidência da tuberculose intestinal.
Apresentamos um caso clínico compatível com apendicite aguda submetida a cirurgia e cujo exame histológico revelou tratar-se de tuberculose apendicular.
Caso Clínico: Doente do sexo masculino, 20 anos, sem antecedentes pessoais, recorreu ao serviço de urgência por
quadro de dor abdominal na fossa ilíaca direita com uma semana de evolução. Ao exame objectivo apresentava sinal
de Blumberg positivo. O estudo analítico apresentava elevação da proteína C reactiva. A ecografia abdominal revelou apêndice de 14mm de diâmetro com espessamento do cego e presença de adenopatias. Foi submetido a cirurgia (incisão de McBurney), tendo sido realizada hemicolectomia direita devido ao aspecto macroscópico do
apêndice associado a espessamento do cego e presença de múltiplas adenopatias. O exame histopatológico revelou tuberculose apendicular sem envolvimento de outros segmentos intestinais.
Conclusão: Apesar da região ileocecal ser o segmento intestinal mais atingido na tuberculose intestinal, o envolvimento do apêndice é raro, ocorrendo apenas em 1,5 a 3% dos casos. A tuberculose do apêndice com apresentação
clínica idêntica à da apendicite aguda é uma entidade ainda mais rara.
CP-19
VÓLVULO CECAL NO CONTEXTO DE PARALISIA CEREBRAL
Lencastre L, Santos Sousa H, Bouça Machado T, Romero I, Barbosa E, Moreira H, Pimenta A
Serviço de Cirurgia Geral, Hospital São João EPE / Faculdade de Medicina do Porto
Introdução: O vólvulo cecal é responsável apenas por 1 a 1,5% dos casos de oclusão intestinal nos adultos, no entanto é uma causa frequente nos doentes com paralisia cerebral. A cirurgia nestes doentes está associada a elevadas
taxas de morbilidade e mortalidade.
Caso Clínico: Sexo feminino, 26 anos, antecedentes de paralisia cerebral (acamada, sem comunicação verbal, dependente nas actividades da vida diária), cifoescoliose grave e obstipação. Recorre ao SU por quadro de vómitos alimentares pós-prandiais, recusa alimentar e obstipação. Ao exame objectivo, apresentava-se hemodinamicamente
estável, apirética, com abdómen distendido, tenso, doloroso difusamente à palpação e com ausência de ruídos
hidroaéreos. O estudo analítico apresentava elevação dos marcadores inflamatórios e hipocaliémica ligeira. Realizou
Rx abdominal que mostrou distensão cólica, mas sem níveis hidroaéreos evidentes. A ecografia abdominal confirmou a presença de acentuada distensão gasosa intestinal, com várias ansas paréticas. Efectuou endoscopia digestiva baixa sem lesões, com progressão impossível a partir dos 60 cm por fezes. Foi internada com diagnóstico de pseu-
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do-oclusão intestinal. No primeiro dia de internamento, devido ao agravamento do estado clínico da doente com
aparecimento de sinais de irritação peritoneal evidentes, foi submetida a laparotomia exploradora de urgência,
tendo-se constatado a presença de vólvulo do cego com isquemia a montante e distensão do cólon transverso e
descendente por impactação fecal.Realizou-se colectomia subtotal com ileostomia e fístula mucosa de cólon sigmóide.
Conclusão: O vólvulo cecal deve ser considerado nos diagnósticos diferenciais de oclusão intestinal no caso dos
doentes com paralisia cerebral. Por um lado, os achados clínicos são idênticos aos da impactação fecal ou do íleo paralítico secundário às infecções do tracto urinário que são frequentes nos doentes com paralisia cerebral. Por outro,
as alterações neurológicas destes doentes mascaram os sintomas de abdómen agudo. Assim, um elevado índice de
suspeição, a realização precoce de cirurgia e um seguimento peri-operatório cuidado são recomendados para
reduzir a morbilidade e a mortalidade nestes doentes.
CP -20
DOENÇA DE CROHN - CAUSA DIRECTA RARA DE PANCREATITE
Marques H, Martins S, Lamelas J, Rodrigues M
Serviço de Cirurgia (Director: Dr. Mesquita Rodrigues), Hospital São Marcos, Braga
A Doença de Crohn a nível gastro-duodenal é pouco frequente, ocorrendo em 0,5-4% dos pacientes com atingimento ileo-cólico associado, sendo ainda mais rara como lesão isolada.
De acordo com alguns trabalhos publicados, o seu tratamento médico ou cirúrgico é complexo e difícil.
A Pancreatite, no contexto da Doença de Crohn, é mais frequentemente causada pelos fármacos usados no seu tratamento. Outras causas incluem o atingimento duodenal da doença, litíase ou colangite esclerosante primária.
A pancreatite aguda relacionada com as lesões duodenais desta doença inflamatória intestinal carece ainda de melhor compreensão.
Os autores reportam um caso clínico de pancreatite aguda secundário a atingimento da ampola de Vater pela
Doença de Crohn.
CP-21
OCLUSÃO INTESTINAL ALTA - UM CASO RARO POR METÁSTASE DE CARCINOMA DO ENDOMÉTRIO
Marques H, Martins S, Lamelas J, Rodrigues M
Serviço de Cirurgia (Director: Dr. Mesquita Rodrigues), Hospital São Marcos, Braga
O carcinoma do endométrio é a quarta neoplasia maligna mais comum no sexo feminino.
Metastiza preferencialmente para o pulmão por via hematogénea, podendo também ter disseminação linfática para
gânglios extra-pélvicos e cavidade peritoneal.
As metástases gastro-intestinais são raras.
Os autores apresentam o caso clínico de uma mulher admitida no Serviço de Urgência por oclusão intestinal, com
antecedente de carcinoma do endométrio.
Os exames complementares de diagnóstico evidenciaram uma lesão metastática na segunda porção do duodeno.
A doente foi submetida a laparotomia exploradora tendo-se efectuado um bypass gastro-jejunal.
CP -22
VOLVO DO CÓLON: CASUÍSTICA DO SERVIÇO DE CIRURGIA DO HDFF NOS ÚLTIMOS 6 ANOS
Santos F, Pinho J, Dias R, Borges I, Fonseca A, Conceição L, Cecílio J, Matos A, Couceiro J, Almeida M, Melo M,
Serrão C, Seabra A
Hospital Distrital da Figueira da Foz, EPE
O volvo do cólon é uma causa incomum de oclusão intestinal, sendo responsável por 2-5% de todos os casos nos
Países Ocidentais, sendo o cólon sigmóide o segmento mais frequentemente envolvido, em cerca de 70% dos casos.
Nos últimos 6 anos (2004-2009), registaram-se no Serviço de Cirurgia do HDFF 12 casos de volvo do cólon, dos quais
2 envolvendo o cego, e os restantes, o sigmóide.
Houve um ligeiro predomínio do sexo feminino nos casos registados (7 doentes, contra 5 do sexo masculino), com
idades que se distribuíram entre os 33 e os 93 anos, com uma média de idades de 68 anos.
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O tratamento cirúrgico variou entre a cirurgia conservadora e a ressecção intestinal, tendo-se registado diferentes
tipos de evolução clínica, que variaram desde a ausência de complicações, até à morte de 3 pacientes.
Com este trabalho, os Autores pretendem alertar para esta forma pouco comum de oclusão intestinal que, curiosamente, no nosso Serviço tem vindo a surgir com alguma frequência.
CP-23
RESSECÇÃO INTERESFINCTÉRICA NO CANCRO DO RECTO
- PODE CONSIDERAR-SE UMA INTERVENÇÃO SEGURA?
Leite JS, Manso A, Martins S, Carvalho C, Monteiro A, Portela I, Oliveira J, Castro Sousa F
Serviço de Cirurgia III, Hospitais da Universidade de Coimbra
Introdução: Considera-se que a ressecção interesfinctérica é o último recurso da cirurgia conservadora do esfíncter
nos tumores baixos do recto. O objectivo deste estudo consistiu na avaliação dos resultados funcionais e da segurança oncológica desta intervenção.
Métodos: Foram analisados todos os processos dos doentes operados por tumor rectal localizado 0-3 cm da linha
dentada com ressecção intersesfinctérica, entre 1994 e 2008. Avaliou-se o exame histopatológico, a morbilidade, os
resultados funcionais com o score de incontinência de Wexner e a eventual recidiva local ou à distância. Todos
cumpriram o plano de consultas de revisão clínica periódica.
Resultados: Foram operados 15 doentes (8 homens), sendo a idade média de 61 anos (limites 38-76), verificando-se
ter existido por tumor rectal localizado 0-3 cm da linha dentada ressecção intersesfinctérica parcial (n=12) ou total
(n=3) do esfíncter interno. Em 12 associou-se bolsa cólica em J e coloplastia em três. Doze foram submetidos a radioquimioterapia pré-operatória, com regressão histológica completa em dois. A margem de ressecção circunferencial
média foi de 8,1 mm (0-25 mm) e a margem de ressecção distal de 11 mm (2-20 mm). Dois doentes tiveram fístula
anastomótica com cicatrização espontânea. Em quatro homens surgiu estenose da anastomose: dois ficaram com
ileostomia permanente e nos outros dois realizou-se plastia da estenose e dilatações digitais. O score de Wexner foi
de 3 (0-8). Com o follow-up médio de 58 meses (7-150 meses) não surgiram recidivas locais; um doente teve metástase cerebral aos 19 meses e outro metástases pulmonares aos 40 meses.
Conclusão: Os resultados preliminares deste estudo sugerem que a ressecção interesfinctérica é oncologicamente
segura, tendo existido contudo risco de obstrução defecatória nos homens por estenose da anastomose.
CP-24
VANTAGENS DA UTILIZAÇÃO DE UMA SOLUÇÃO DE HAEMACELL COM AZUL DE METILENO NAS
MUCOSECTOMIAS PARA EXÉRESE DE PÓLIPOS COLO-RECTAIS
Costa Dias V, Pinho R, Castro Poças F, Mascarenha Saraiva M
ManopH, Instituto CUF, Porto
A infiltração submucosa com soro fisiológico é correntemente utilizada para a realização de mucosectomias e para
aumentar a segurança na remoção de pólipos sésseis, com o objectivo de diminuir o risco de perfuração, particularmente elevado no cólon.
Tem sido descrita a vantagem de uma melhor diferenciação dos tecidos mediante a adição de um corante, como o
azul de metileno, à solução usada para esta finalidade. Também é descrita a vantagem da utilização de glicerol, ou
de colóides "substitutos do sangue", como o Haemacell, volpex, com o objectivo de diminuir a absorção do fluído
injectado e, deste modo, perpetuar o efeito de dissecção da submucosa obtido pela injecção.
Na nossa prática endoscópica, temos usado a técnica de injecção de solução de Haemacell "tingida" com azul de
metileno, nas mucosectomias e nas exéreses de pólipos sésseis. Demonstra-se por iconografia a utilidade desta técnica.
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CP- 25
SCHISTOSSOMÍASE CRÓNICA: UMA ABORDAGEM DIAGNÓSTICA ALTERNATIVA
Ferreira A, Pereira P, Macedo G
Serviço de Gastroenterologia do Hospital de São Marcos, Braga
Doente de sexo masculino, 59 anos, com antecedentes de DM tipo 2 mal controlada (HbA1c 15.8%), gastrite crónica
associada a H.pylori e com história de permanência em serviço militar na Guiné-bissau há cerca de 35 anos; medicado habitualmente com metformina, omeprazol e glibenclamida, é enviado para a consulta de hepatologia, pelo
médico assistente, por alteração persistente das provas de função hepática (GGT - 707 U/L, AST 81 U/L e ALT 205 U/L).
Referia diarreia (3-4 dejecções de fezes líquidas) com alguns anos de evolução, episódica, alternando com períodos
de obstipação. Ao exame físico evidenciava-se acantose nigricans e aspecto emagrecido (IMC 17).
Analiticamente persistiam alterações das provas de função hepática e uma ecografia abdominal mostrou vários
focos ecogénicos, provavelmente calcificações, no segmento VI do fígado. Serologias para VHA, VHB e VHC foram
negativas, não se verificaram mutações do gene HFE e o nível de alfa1-antitripsina era normal, assim como a ceruloplasmina.
Foi realizada biopsia hepática percutânea que demonstrou fibrose dos espaços porta e discreto infiltrado inflamatório mononucleado. Observava-se um granuloma epitelióide com vários eosinófilos na periferia, e no centro do
granuloma identificava-se ovo de parasita. O exame parasitológico de fezes e urina foi negativo. Devido às características morfológicas do ovo identificado foi pedida serologia para Schistosoma mansoni que foi positiva. O
restante estudo serológico para parasitoses foi negativo. Foi efectuada endoscopia digestiva baixa (padrão pseudopolipóide do recto com infiltração inflamatória de predomínio eosinófílico na lâmina própria e hiperplasia glandular). O doente foi medicado com praziquantel e mantém seguimento em consulta de hepatologia, encontrando-se
assintomático.
A Schistossomíase é uma parasitose causada por tremátodes helmintas (Schistosoma) que residem na rede venosa
abdominal dos hospedeiros vertebrados definitivos. Na Schistossomíase crónica as manifestações clínicas resultam
da resposta imune à deposição de ovos do parasita e formação de granulomas provocada pela estimulação
antigénica. A diarreia é comum e pode alternar com obstipação. O diagnóstico serológico é útil e definitivo quando
se associa a uma história típica e ausência de isolamento de ovos de parasita nas fezes.
ÌNDICE DE AUTORES (por ordem alfabética do último nome)
Autor
Comunicação (CO - Comunicação Oral /CV - Comunicação em Vídeo /CP - Comunicação em Poster)
Alberto, Sara F.
Albuquerque, O.
Almeida, J.C. Mendes
Almeida, Martinho
Almeida, N.
Almeida, V.
Alves, F.
Amaro, P.
Andrade, Paulo
Arroja, Bruno
Azenha, Nuno
Barbosa, Elisabete
CO-03 (pág. 21)
CO-10 (pág. 25)
CO-16 (pág. 28)
CP-04 (pág. 21), CP-22 (pág. 44)
CO-13 (pág. 26)
CV- 03 (pág. 21)
CO-12 (pág. 26)
CO-10 (pág. 25), CO-11(pág. 26), CO-12 (pág 26)
CO-11(pág. 25)
CO-09(pág. 24)
CP-10 (pág. 39)
CO-04(pág. 21), CO -15 (pág. 27), CP-13 (pág. 41), CP-14 (pág. 41), CP-15 (pág. 42),
CP-16 (pág. 42), CP-17 (pág. 42), CP-18 ( pág. 43), CP-19 (pág. 43)
CO-14 (pág. 27)
CP-13 (pág. 41)
CP-08 (pág. 38)
CP- 05 (pág. 37)
CP-12 (pág. 40)
CP-04 (pág. 37), CP-22 (pág. 44)
CP-11 (pág. 40)
CO-09 (pág. 24)
CO-02(pág. 20), CO-10 (pág. 25), CP-23 (pág. 45)
CO-14 (pág. 27)
CO-17 (pág. 28), CO-18 (pág. 29)
CP-04 (pág. 37), CP-22 (pág. 44)
CV-02 (pág. 30)
Barbosa, Miguel
Barreto, Filomena
Bentes, Teresa
Bettencourt, M. João
Boas, Germano Villas
Borges, Isabel
Borralho, Paula
Canhoto, Manuela
Carvalho, C.
Carvalho, Isabel
Castelo, H. Bicha
Cecílio, José
Cerqueira, Rute
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REVISTA PORTUGUESA DE COLOPROCTOLOGIA
Conceição, Lucília
Correia, Jorge
Costa, Eduardo Lima da
Costa, Jorge
Cotrim, Isabel
Couceiro, José
Deus, João de
Dias, H. de Vasconcelos
Dias, Raquel
Dias, Vera Costa
Donato, Maria Manuel
Duarte, A.
Duque, Gabriela
Eloy, Catarina
Falcão, S.
Félix, Julieta
Fernandes, Vítor
Ferreira, Aníbal
Ferreira, F.
Ferreira, Manuela
Ferreira, Tiago
Figueiredo, Pedro
Fonseca, Alice
Fonseca, Cristina
Freire, Paulo
Freitas, João
Giraldo, Jesus
Gomes, António Taveira
Gonçalves, Cláudia
Gonçalves, Gil
Gonçalves, Raquel
Gouveia, Hermano
Graça, B.
Iria, Isabel
Lamelas, Javier
Leitão, M. C.
Leite, J. S.
Lencastre, Luís
Lima, Margarida
Lima, Olinda
Limbert, Manuel
Luna, Rogélio Andrés
Macedo, G.
Machado, Artur
Machado, Tiago Bouça
Magro, F.
Malheiro, Luís
Manso, A
Marques, Helena
Martinho, Fernando
Martins, Alexandra
Martins, M.
Martins, S.
Martins, Sandra
Matos, Amândio
Melo, Max
Melo, Renato Bessa de
Monteiro, A.
Moreira, Herculano
Moreira, Teresa
Moura, P.
Nogueira, Fernanda
CP-04 (pág. 37), CP-22(pág. 44)
CO-17 (pág. 28), CO-18 (pág. 29)
CP-17 (pág. 42)
CV- 02 (pág. 30), CV- 04 (pág. 31)
CO - 09 (pág. 24)
CP- 04 (pág. 37), CP-22 (pág. 44)
CO - 03(pág. 21)
CO -17 (pág. 28), CO -18 (pág. 29)
CP - 04 (pág. 37), CP-22 (pág. 44)
CO- 06 (pág. 22), CP-24 (pág. 45)
CO -11 (pág. 25)
CP- 06 (pág.37)
CO-12 (pág. 26), CO -13 (pág. 26)
CP-18 (pág. 43)
CP- 09 (pág. 39)
CO-03 (pág. 21)
CP-07 (pág. 38)
CP-01 (pág. 36), CP-09 (pág. 39), CP-25 (pág.46)
CO- 01 (pág. 20)
CO -11 (pág. 25), CO -12 (pág. 26), CO -13 (pág. 26)
CP- 02 (pág. 36), CP-03 (pág. 36)
CO -11 (pág. 25), CO-13 (pág. 26)
CP- 04 (pág. 37), CP-22 (pág. 44)
CP-07 (pág. 38)
CO -11 (pág. 25), CO-12 (pág. 26), CO-13 (pág. 26)
CP - 07 (pág. 38), CP-11 (pág. 40)
CO-17 (pág. 28), CO -18 (pág. 29)
CP-15 (pág. 42), CP-17 (pág. 42), CP-18 (pág. 43)
CO - 09(pág. 24)
CO - 05(pág. 22), CO - 08 (pág. 23), CV-04 (pág. 31)
CP-01 (pág. 36), CP- 09 (pág. 39)
CO -11 (pág. 25), CO -12 (pág. 26), CO-13 (pág. 26)
CO -12 (pág. 26)
CO -17 (pág. 28), CO -18 (pág. 29)
CO - 07(pág. 23), CP-20 (pág. 44), CP-21(pág.44)
CO -11 (pág. 25), CO -13 (pág.26)
CO- 02 (pág. 20), CO -10 (pág. 25), CP-23 (pág. 45), CV- 03 (pág. 30), CV- 05 (pág.31)
CO - 04 (pág. 21), CO-14 (pág. 27), CP-13 (pág. 41), CP-14 (pág. 41), CP-15 (pág. 42), CP-16 (pág. 42),
CP-17 (pág. 42), CP-18 (pág. 43), CP-19 (pág. 43)
CO-15 (pág. 27)
CP-12 (pág. 40)
CO-16 (pág. 27)
CO-17 (pág. 28), CO-18 (pág.29)
CO- 01 (pág. 20), CP- 09 (pág. 39), CP-25 (pág. 46)
CP - 01 (pág. 36)
CO - 04 (pág. 21), CO-14 (pág. 27), CP-13 (pág. 41), CP-14 (pág. 41), CP-15 (pág. 42),
CP-16 (pág. 42), CP-17 (pág. 42), CP-18 (pág. 43), CP-19 (pág. 43)
CO-01 (pág. 20)
CP-13 (pág. 41)
CO-02 (pág. 20), CO -10 (pág. 25), CP-23 (pág. 45)
CP-20 (pág. 44), CP-21(pág. 44)
CP-10 (pág. 39)
CO-03 (pág. 21)
CO-02 (pág. 20), CV- 03 (pág. 30), CV- 05 (pág. 31)
CO-02 (pág. 20), CO -10 (pág. 25), CP-23 (pág. 45)
CO-07 (pág. 23), CP-20 (pág. 44), CP-21(pág. 44)
CP- 04 (pág. 37), CP-22 (pág. 44)
CP- 04 (pág. 37), CP-22 (pág. 44)
CP-14 (pág. 41), CP-15 (pág. 42)
CO-02 (pág. 20), CP-23 (pág. 45)
CO-04 (pág. 21), CP-17 (pág. 42), CP-19 (pág. 43)
CP-12 (pág. 40)
CV-03 (pág. 30)
CO-07 (pág. 23)
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REVISTA PORTUGUESA DE COLOPROCTOLOGIA
Nora, Mário
Nunes, Ana
Nunes, Sofia
Oliveira, Eduardo
Oliveira, J.
Pardal, F.
Paulino, C.
Pena, José
Pereira, Américo Dias
Pereira, P.
Pimenta,Amadeu
Pimentel, João
Pinho, João
Pinho, Rolando
Pires, Eduardo
Poças, F. Castro
Portela, Francisco
Portela, I.
Preto, John
Quintela, Cátia
Ramos, Gonçalo
Ramos, Jaime
Reis, António José
Resende, Vera
Ricardo, Leonel
Rodrigues, Catarina Graça
Rodrigues, Mesquita
Rolanda, Carla
Romero, Inês
Sá, Anabela
Sacchetti, Mariana
Saiote, Joana
Santos, A. Almeida
Santos, Filipa
Santos, Henrique
Santos, Liliana
Santos-Sousa, Hugo
Saraiva, Miguel Mascarenhas
Sarmento, Cristina
Seabra, Alberto
Sérgio, Mário
Serrão, Costa
Silva, Diva
Silva, Filipe
Silva, Pedro Correia
Silva, Soraia
Silva, T. Santos
Soares, António
Soares, Carlos
Soares, J.
Soares, João
Sofia, Carlos
Sousa, Adriana
Sousa, F. Castro
Sousa, João Pinto de
Sousa, Maria Rosa
Teixeira, Tânia
Valente, Teresinha
Vasconcelos, Helena
Vieira, João
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CO-05 (pág. 22), CO-08 (pág. 23), CV-02 (pág. 30), CV-04 (pág. 31)
CP-07 (pág.38), CP-11(pág. 40)
CP-10 (pág. 39)
CV-01 (pág. 30)
CO-02 (pág. 20), CP-23 (pág. 45)
CP-09 (pág. 39)
CO-12 (pág. 26)
CP-10 (pág. 39)
CO-05 (pág. 22), CO-08 (pág. 23), CP-02 (pág. 36), CP-03 (pág. 36), CV-02 (pág. 30), CV-04 (pág. 31)
CP- 09 (pág. 39), CP-25 (pág. 46)
CO-04 (pág. 21), CO -14 (pág. 27), CO -15 (pág. 27), CP -13 (pág. 41), CP -14 (pág. 41),
CP -15 (pág. 42), CP -16 (pág. 42), CP-17 (pág. 42), CP-18 (pág. 43), CP-19 (pág. 43)
CP- 06 (pág. 37)
CP-04 (pág. 37), CP-22 (pág. 44)
CP-24 (pág. 45), CV-01 (pág. 30)
CO- 03 (pág. 21)
CO-06 (pág. 22), CP-24 (pág. 45)
CO-11 (pág. 25)
CP-23 (pág. 45)
CP-14 (pág. 41)
CP- 05 (pág. 37)
CP-08 (pág. 38)
CP-08 (pág. 38)
CV-04 (pág. 31)
CO-05 (pág. 22), CO -08 (pág. 23)
CO-03 (pág. 21)
CO-03 (pág. 21)
CO-07 (pág. 23), CP-20 (pág. 44), CP-21 (pág. 44)
CP- 01 (pág. 36)
CP-19 (pág. 43)
CO-11 (pág. 25)
CP-16 (pág. 42)
CP-05 (pág. 37), CP - 08 (pág. 38)
CO-10 (pág. 25)
CP- 04 (pág. 37), CP-22 (pág. 44)
CP- 07 (pág. 38)
CP- 08 (pág. 38)
CO-04 (pág. 21), CO -14(pág. 27), CP-13 (pág. 41), CP-14 (pág. 41), CP-15 (pág. 42),
CP -16 (pág. 42), CP-17 (pág. 42), CP-18 (pág. 43), CP-19 (pág. 43)
CO-06 (pág. 22), CP-24 (pág. 45), CV-01(pág. 30)
CO -15 (pág. 27)
CP- 04 (pág. 37), CP-22 (pág. 44)
CP-10 (pág. 39)
CP- 04 (pág. 37), CP-22 (pág. 44)
CO - 05(pág. 22), CO- 08 (pág. 23), CV- 02 (pág. 30), CV-04 (pág. 31)
CO-09 (pág. 24)
CO -14 (pág. 27), CO -15 (pág. 27), CP -13 (pág. 41), CP-15(pág. 42)
CP-10 (pág. 39)
CP- 06 (pág. 37)
CP- 02 (pág. 36), CP - 03 (pág. 36), CV- 02 (pág. 30)
CO -15 (pág. 27)
CP- 09 (pág. 39)
CP- 01 (pág. 36)
CO -11 (pág. 25), CO -12 (pág. 26), CO -13 (pág. 26)
CO-05 (pág. 22), CV-04 (pág. 31)
CO-02 (pág. 20), CO -10 (pág. 25),CP-23 (pág. 45), CV- 03 (pág.30)
CO -15 (pág. 27)
CO -05 (pág. 22), CO -08 (pág. 23), CP- 02 (pág. 36), CP- 03 (pág. 36), CV- 04 (pág. 31)
CV- 04 (pág. 31)
CP- 08 (pág. 38)
CO-09 (pág. 24)
CO -17 (pág. 28), CO-18 (pág. 29)
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Comunicações em Poster - Sociedade Portuguesa de Coloproctologia