Empresas Editora // Martha Imenes Segunda-feira, 23 de novembro de 2015 • Jornal do Commercio • B-3 BANCO PÚBLICO BANCO PRIVADO Caixa considera nível de provisões suficiente Ana Botín:’Não temos o tamanho que gostaríamos ‘ JUAN MANUEL SERRANO ARCE/GETTY IMAGES » ALINE BRONZATI DA AGÊNCIA ESTADO A presidente global do Santander, Ana Botín, afirmou que o banco espanhol não tem o tamanho que almeja no Brasil, mas que, antes de ser maior, precisar ser melhor no País. “Gostaríamos de ser maiores no Brasil, mas, sobretudo, melhores e queremos ser rentáveis”, afirmou. Ana destacou, porém, que o Santander Brasil é “suficientemente grande” para competir no País e atender todo tipo de cliente. Sobre o fato de o Brasil ter perdido o posto de líder na geração de resultados do grupo, a executiva disse que a operação local e o Reino Unido são os que mais contribuem com o resultado da instituição após a Espanha e que o câmbio explica o fato de o País não ter mais a liderança. Instituição informou ter apurado lucro líquido de R$ 3 bilhões no terceiro trimestre, acréscimo de 60% sobre igual período de 2015, embora a inadimplência tenha aumentado tuição alcançou 82,4 milhões de correntistas e poupadores em setembro de 2015, alta de 6,8% em 12 meses. A carteira de pessoas físicas atingiu 80,2 milhões, e a de pessoas jurídicas, 2,3 milhões, evoluções respectivas de 6,8% e 7 % em comparação ao mesmo período de 2014. As contratações da carteira de crédito habitacional somaram R$ 70,6 bilhões até setembro de 2015, dos quais R$ 37,9 bilhões com recursos do FGTS, incluindo subsídios, e R$ 32,1 bilhões com recursos do Caixa/SBPE, além de R$ 607 milhões contratados com outros recursos. A Caixa continua líder nesse segmento com participação no mercado de 67,5%. A carteira de crédito comercial atingiu R$ 197,8 bilhões de saldo e R$ 205,2 bilhões contratados até setembro de 2015, valores 5,7% e 8,1% superiores aos registrados em igual período de 2014, respectivamente. As operações com pessoas físicas atingiram saldo de R$ 103,7 bilhões, alta de 13,1% em 12 meses. O segmento de pessoa jurídica totalizou saldo de R$ 94 bilhões. O crédito consignado foi o principal destaque no segmento pessoa física com volume contratado de R$ 23,6 bilhões e saldo de R$ 58,3 bilhões, crescimento de 13,2% em 12 meses. A participação da Caixa no mercado de crédito consignado avançou 0,6 pontos percentuais no trimestre, alcançando 21,4% em setembro de 2015. DA REDAÇÃO Caixa Econômica Federal, responsável pelo maior número de financiamentos imobiliários no Brasil, está confortável com os níveis atuais de provisões para perdas com empréstimos duvidosos, mesmo com a pior recessão do País em 25 anos ameaçando turvar as perspectivas para os próximos trimestres, afirmaram executivos do banco estatal. “A Caixa usou o ganho decorrente do aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) no seu capital para aumentar suas provisões complementares em R$ 1,05 bilhão”, afirmou o vice-presidente de Finanças e Controladoria do banco, Márcio Percival. A Caixa está intensificando as vendas de carteiras de crédito ruins, limpando seu balanço e diminuindo quaisquer requisitos adicionais de capital, disse o vice-presidente de Riscos do banco, Roberto Derziê. Na sexta-feira, a instituição informou ter apurado lucro líquido de R$ 3 bilhões no terceiro trimestre, acréscimo de 60% sobre igual período do ano passado, embora a inadimplência tenha aumentado significativamente. Com um avanço de 15,5% na carteira de crédito ampla em 12 meses, para R$ 666,1 bilhões, a Caixa registrou índice de inadimplência acima de 90 dias de 3,26%, influencia- A A Caixa usou o ganho decorrente do aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido no seu capital para aumentar suas provisões complementares em R$ 1,05 bilhão.” Márcio Percival Vice-presidente de Finanças e Controladoria da Caixa do pelas operações comerciais a pessoa física e a micro e pequenas empresas. A desaceleração da atividade econômica, conforme o banco estatal, foi o pano de fundo deste quadro. No trimestre anterior, o índice de inadimplência tinha sido de aproximadamente 2,9% da carteira de crédito. Em nota, a Caixa assinalou que o retorno sobre o patrimônio líquido médio nos últimos 12 meses atingiu 13,2% no final de setembro. As operações comerciais com pessoas físicas e pessoas jurídicas totalizaram R$ 197,8 bilhões, alta de 5,7% em 12 meses e de 0,9% no trimestre. Já as operações de saneamento e infraestrutura apresentaram, ao final de setembro de 2015, saldo de R$ 68,4 bilhões e crescimento de 33,3% em relação a setembro de 2014 e de 8,1% no trimestre. As captações totais da Caixa alcançaram saldo de R$ 903 bilhões em setembro, com crescimento de 13,6 % em 12 meses e de 1,2% nos últimos três meses, e em volume suficiente para cobrir 135,6% da carteira de crédito. Os principais destaques do período foram as Letras de Crédito Imobiliário (LCI), com saldo de R$ 107,4 bilhões, e Certificados de Depósitos Bancários (CDB), com volume de R$ 109 bilhões. Essas captações aumentaram, respectivamente, 40,9% e 25,4% em 12 meses. Em setembro, a Caixa era responsável pela gestão de quase R$ 2 trilhões em ativos, aumento de 12,9% em 12 meses, impulsionado principalmente pelos ativos próprios, que chegaram a R$ 1,2 trilhão, avanço de 13,5%. Em nove meses, a instituição injetou R$ 546,4 bilhões na economia brasileira por meio de contratações de crédito, distribuição de benefícios sociais, investimentos em infraestrutura própria, remuneração de pessoal, destinação social das loterias, dentre outros. A base de clientes da Insti- Investimento Em relação à cr ise no País, a presidente mundial do Santander afirmou que o banco está no Brasil a longo prazo. “Investimos na nossa operação no ano passado. Há momentos melhores e piores, mas acreditamos que o Brasil vai crescer de maneira sustentável. Estamos tranquilos”, afirmou. O Santander Brasil tem potencial de crescer de forma orgânica no Brasil, segundo ela, mas assim como disputou o HSBC, adquirido pelo Bradesco, também segue aberto para avaliar novas opor tunidades de aquisições. Ana acrescentou, porém, que qualquer Ana Botín, do Santander negócio será avaliado seguindo “critérios restritos” não só no Brasil como no mundo. Sem citar números, a executiva afirmou ainda que o banco, que encerrou setembro com R$ 702,4 bilhões em ativos e patrimônio líquido de quase R$ 53 bilhões, vai seguir investindo em tecnologia, atendimento e serviços para servir seus 15 milhões de clientes no Brasil. Ana Botín ainda afirmou que o Brasil é de enor me importância para o banco e também para ela. “Foi uma honra liderar, nos anos 90, as primeiras coisas que fizemos no Brasil, quando pude comprovar os importantíssimos avanços do País no plano econômico, institucional e social. Não tenho nenhuma dúvida desse processo”, disse ela. Fatos relevantes na página B-6 » Indicadores econômicos / 20 de novembro de 2015 Juros O MERCADO 30 dias Alta de Queda de 1,48% 0,02% Principais ações (19/nov.) Dólar comercial VALE PNA VALE ON PETROBRAS PN PETROBRAS ON USIMINAS PNA ITAÚ UNIBANCO PN GERDAU PN CIA SIDERURGICA NACIONAL ON BRADESCO PN BM&FBOVESPA ON 1,51% 0,34% 0,26% -0,11% -6,38% 2,73% -0,49% 1,74% 3,17% -1,53% Maiores altas (19/nov.) Gerdau PN Smiles ON Banco do Brasil ON Braskem PNA Santander Unit Gol Linhas Aéreas PN Tim Participações ON CCR ON Bradesco PN Eletrobras ON 9,16% 7,20% 5,58% 5,29% 4,88% 4,03% 3,45% 3,31% 3,17% 3,11% Compra Venda 3,696 R$ 3,697 Queda de 0,86% Dólar Ptax Venda R$ 3,70 R$ 3,701 Dólar Turismo (19/Nov.) R$ 3,797 R$ 3,897 ao ano ao ano HOT MONEY CAPITAL DE GIRO Ao mês: Ao ano: OVER CDI Ao ano: Ao ano: 1,75% 16,09% 14,15% 14,14% Título da Dívida Externa Global 40 112,32 Euro Compra Comercial R$ 3,942 Turismo (19/Nov.) R$ 4,05 60 dias 14,17% 14,19% R$ Compra Dia CDB Dow Jones Ibovespa (19/nov.) Venda Estável R$ 4,15 Com aplicação Até 3/5/12 A partir de 4/5/12 20/Nov./15 0,7257% 0,7257% 21/Nov. 0,7053% 0,7053% 22/Nov. 0,6930% 0,6930% 23/Nov. 0,6257% 0,6257% 24/Nov. 0,6283% 0,6283% 25/Nov. 0,6677% 0,6677% 26/Nov. 0,7002% 0,7002% 27/Nov. 0,6950% 0,6950% 28/Nov. 0,7300% 0,7300% 29/Nov. 0,6303% 0,6303% 30/Nov. 0,6303% 0,6303% 1º/Dez. 0,6303% 0,6303% 2/Dez. 0,6594% 0,6594% 3/Dez. 0,7176% 0,7176% 4/Dez. 0,7295% 0,7295% 5/Dez. 0,7057% 0,7057% 6/Dez. 0,6569% 0,6569% 7/Dez. 0,6319% 0,6319% 8/Dez. 0,6616% 0,6616% 9/Dez. 0,7066% 0,7066% 10/Dez. 0,7297% 0,7297% 11/Dez. 0,7253% 0,7253% 12/Dez. 0,7075% 0,7075% 13/Dez. 0,6883% 0,6883% 14/Dez. 0,6578% 0,6578% 15/Dez. 0,6864% 0,6864% 16/Dez. 0,7228% 0,7228% 17/Dez. 0,7137% 0,7137% 18/Dez. 0,7211% 0,7211% 19/Dez. 0,6868% 0,6868% TBF / TR TBF UFIR-RJ/2015 Maiores baixas (19/nov.) Usiminas PNA Natura ON BR Malls Participações ON Marfrig ON Fibria Celulose ON Suzano Papel e Celulose PNA BM&FBovespa ON Oi BR ON Cetip ON CPFL Energia ON -6,38% -2,64% -2,47% -2,31% -1,87% -1,55% -1,53% -1,52% -1,40% -1,20% Reajuste do Aluguel INSS 1,0835 1,1009 IGP-DI (FGV) 1,0931 1,1058 Contribuinte individual e facultativos IPCA (IBGE) INPC (IBGE) 1,0949 1,0990 1,0993 1,1033 Até 1.903,98 De 1.903,99 até 2.826,65 De 2.826,66 até 3.751,05 De 3.751,06 até 4.664,68 Acima de 4.664,68 Alíquota (%) 7,5 15 22,5 27,5 Salário de contribuição R$ % Valor mínimo 788,00* 11 ou 20 Valor máximo De 788,00 até 4.663,75 20 *Quem optar pela alíquota de 11% só pode se aposentar por idade Imposto de Renda Base de Cálculo (R$) R$ 2,7119 Setembro/15 IGP-M (FGV) Deduzir (R$) Isento 142,80 354,80 636,13 869,36 Deduções: R$ 189,59 por dependente; pensão alimentícia integral; contribuição ao INSS. Aposentado com 65 anos ou mais tem direito a uma dedução extra de R$ 1.903,98 no benefício recebido da previdência. Segurados de empregos, inclusive domésticos e trabalhadores avulsos Salário de contribuições (R$) Alíquotas (%) Até 1.399,12 8% De 1.399,13 até 2.331,88 9% De 2.331,89 até 4.663,75 Valores em % Índice Obs.: De acordo com norma do Banco Central, os rendimentos dos dias 29, 30 e 31 correspondem ao dia 1º do mês subsequente. Fonte: Banco Central do Brasil. do valor de face R$ 3,947 Inflação Poupança Correção 11% 20/Out./15 21/Out. 22/Out. 23/Out. 24/Out. 25/Out. 26/Out. 27/Out. 28/Out. 29/Out. 30/Out. 31/Out. 1º/Nov. 2/Nov. 3/Nov. 4/Nov. 5/Nov. 6/Nov. 7/Nov. 8/Nov. 9/Nov. 10/Nov. 11/Nov. 12/Nov. 13/Nov. 14/Nov. 15/Nov. 16/Nov. 17/Nov. 18/Nov. 1,0665% 1,0961% 1,0236% 0,9862% 0,9888% 1,0384% 1,0910% 1,0156% 1,0708% 1,0219% 0,9999% 0,9808% 0,9808% 1,0300% 1,0583% 1,0703% 1,1065% 1,0275% 0,9923% 1,0422% 1,1075% 1,0705% 1,0661% 1,1084% 1,0190% 0,9683% 1,0170% 1,0636% 1,1145% 1,0618% Mês INPC IBGE INCC (IGP-DI/FGV) IGP-DI FGV IGP-M FGV IPCA IBGE JUN./14 JUL. AGO. SET. OUT. NOV. DEZ. JAN./15 FEV. MAR. ABR. MAI. JUN. JUL. AGO. SET. OUT. NO ANO 12 MESES 0,26 0,13 0,18 0,49 0,38 0,53 0,62 1,48 1,16 1,51 0,71 0,99 0,77 0,58 0,25 0,51 0,77 9,07 10,33 0,66 0,75 0,08 0,15 0,17 0,44 0,08 0,92 0,31 0,62 0,46 0,95 1,84 0,55 0,59 0,22 0,36 7,01 7,57 -0,63 -0,55 0,06 0,02 0,59 1,14 0,38 0,67 0,53 1,21 0,92 0,40 0,68 0,58 0,40 1,42 1,76 8,91 10,58 -0,74 -0,61 -0,27 0,2 0,28 0,98 0,62 0,76 0,27 0,98 1,17 0,41 0,67 0,69 0,28 0,95 1,89 8,35 10,09 0,4 0,01 0,25 0,57 0,42 0,51 0,78 1,24 1,22 1,32 0,71 0,74 0,79 0,62 0,22 0,54 0,82 8,52 9,93 Salário Mínimo e UPC TR 0,2246% 0,2043% 0,1920% 0,1251% 0,1277% 0,1669% 0,1992% 0,1940% 0,2289% 0,1903% 0,1387% 0,1297% 0,1297% 0,1586% 0,2165% 0,2284% 0,2047% 0,1561% 0,1312% 0,1608% 0,2056% 0,2286% 0,2242% 0,2065% 0,1874% 0,1570% 0,1855% 0,2217% 0,2126% 0,2200% Mês Taxa Selic Salário mínimo UPC Vigência NOV./14 724,00 22,49 DEZ./14 724,00 22,55 JAN./15 788,00 22,55 FEV./15 788,00 22,55 MAR./15 788,00 22,60 ABR./15 788,00 22,60 MAI./15 788,00 22,60 JUN./15 788,00 22,69 29/8/13 10/10/13 28/11/13 17/1/14 27/2/14 03/4/14 29/5/14 17/7/14 4/9/14 30/10/14 4/12/14 22/1/15 5/3/15 29/4/15 4/6/15 30/7/15 3/9/15 22/10/15 JUL./15 788,00 22,69 AGO./15 788,00 22,69 SET./15 788,00 22,83 OUT./15 788,00 22,83 NOV./15 788,00 22,83 Valores em R$ Salário Família Valores 9% 9,5% 10% 10,5% 10,75% 11% 11% 11% 11% 11,25% 11,75% 12,25% 12,75% 13,25% 13,75% 14,25% 14,25% 14,25% TJLP Salário até R$ 725,02 R$ 37,18 Janeiro a março / 2015 Abril a Junho/2015 Salário de R$ 725,03 a R$ 1.089,72 R$ 26,20 Julho a setembro/2015 Outubro a dezembro/2015 5,5% ao ano 6% ao ano 6,5% ao ano 7% ao ano