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REDE DE TALHERES:
por um Maranhão com Fome Zero
Maria do Socorro Sousa de Araújo*
RESUMO
O texto aborda a proposta de mobilização social do Fome Zero,
especificamente a constituição e funcionamento da rede de talheres no
Maranhão visando identificar as estratégias para obtenção da participação da
sociedade civil na proposição de combate à fome e a pobreza.
Palavras-chave: Fome Zero; mobilização social no Maranhão; fome; pobreza.
ABSTRACTS
The text approaches the proposal of social mobilization of Hunger Zero,
specifically the constitution and functioning of the education proposal
(called Talher) in Maranhão aiming to identify the strategies for
attainment of participation of the civil society in the proposal of combat
to the hunger and the poverty.
Keywords: Hunger Zero; social mobilization in Maranhão; hunger; poverty.
1 INTRODUÇÃO
A constituição de uma rede de equipes de educação cidadã e mobilização social
no Brasil, configura-se como parte das estratégias de mobilização da sociedade civil no
mutirão de combate à fome e a pobreza propostas pelo “Programa” Fome Zero.
O Fome Zero, apesar de ser denominado como Programa é na verdade uma
estratégia que reúne um conjunto de políticas públicas e de programas com o objetivo de
combater à fome, a pobreza e assegurar o direito à segurança alimentar de qualidade no
Brasil, assumida pelo Governo de Luis Inácio Lula da Silva. As proposições do Fome Zero,
conforme destacado na Apresentação do projeto ”Uma Proposta de Política de Segurança
Alimentar: Projeto Fome Zero” estão expressas na indicação da articulação de conjunto de
Políticas Públicas de caráter estrutural e compensatória. (INSTITUTO DA CIDADANIA,
2001, p.5)
Conforme Moura (2004, p.20) o Fome Zero está alicerçado em três eixos:
Aplicação de políticas públicas (ações do governo); Construção participativa de políticas de
*
Assistente Social. Professora Assistente no Departamento de Serviço Social na UFMA. Mestre em Políticas
Públicas. Aluna do Curso de Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas/ UFMA
São Luís – MA, 23 a 26 de agosto 2005
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segurança alimentar e nutricional (CONSEA); e Mutirão contra a fome (mobilização da
sociedade e do Governo).
Como parte das estratégias de mobilização social com vistas à implantação de
um mutirão nacional contra a fome, o Governo de Luis Inácio Lula da Silva criou o setor de
mobilização social, inicialmente coordenado por Frei Betto e atualmente conduzido por
Selvino Heck1.
O setor de mobilização social criou uma estrutura de funcionamento configurada
em equipes em nível nacional, estadual e municipal, denominadas equipes de mobilização
social e educação cidadã, que deverão realizar um trabalho que envolva vários segmentos
da sociedade civil organizada, devendo chegar até as famílias ditas beneficiárias dos
programas abarcados pelo Fome Zero.
Com o objetivo de analisar a proposta de mobilização social do Fome Zero
realizei uma pesquisa durante o período de agosto a dezembro de 2004. Nesse sentido
pretendia identificar: Qual a concepção de mobilização social utilizada pelo setor de
mobilização social do Fome Zero? Quais as estratégias de mobilização social utilizadas pelo
setor de mobilização social do Fome Zero? No que diz respeito ao Maranhão: Quais as
atividades de mobilização social utilizadas? Quais os municípios priorizados nesse trabalho?
Quantas pessoas ou entidades foram mobilizadas? Instituiu-se de fato uma rede deTalheres
no Maranhão?
Essa pesquisa faz parte de um trabalho de investigação mais amplo onde
analiso as representações da solidariedade expressas na proposta de mobilização social do
Fome Zero2.
Para desenvolvimento do presente estudo,foram adotados os seguintes
procedimentos metodológicos: levantamento e análise de publicações, documentos e
relatórios,a nível nacional e local, sobre a proposta de mobilização social do Fome Zero;
realização de
observação participante nas reuniões, encontros estaduais e demais
atividades de mobilização social realizadas pelo do Talher Estadual durante o ano de 2004
no Maranhão; realização de observação participante atividades de mobilização social que
foram realizadas durante o ano de 2004 aleatoriamente em alguns municípios mobilizados;
aplicação de setenta (70) questionários aos cento e cinqüenta (150) participantes presentes
no Encontro Estadual das equipes de mobilização social, realizado no período de 25 a27 de
junho de 2004 em São Luis, perfazendo uma amostra de quarenta e cinco por cento (45%)
1
Frei Betto é Padre Dominicano. Passou dois anos no cargo de assessor especial da Presidência da República e
coordenador do setor de mobilização social do Fome Zero, cargos atualmente assumido por Selvino Heck,
educador, ex-membro da equipe nacional de educação cidadã do Fome Zero.
2
A esse respeito ver: ARAÚJO, Maria do Socorro Sousa de. Fome Zero: “O Brasil que come ajudando o
Brasil que tem fome” - a solidariedade como estratégia de combate à fome e a pobreza pelo Estado brasileiro.
Projeto de pesquisa apresentado ao Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas como requisito para
elaboração de Tese de Doutoramento. São Luis. Universidade Federal do Maranhão, 2004.
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do total. Os questionários foram aplicados aleatoriamente. As informações aqui
contempladas são referentes ao ano de 2004.
2 REDE DE TALHERES: a mobilização social no Maranhão
A estrutura de constituição do setor de mobilização social foi elaborada a partir
de elementos simbólicos relacionados à alimentação – Talher, Copo, Prato, Sal
3
-visando
obter a adesão do maior número de pessoas, como bem nos aponta Moura (2004, p.21).
A proposta de mobilização social do Fome está centrada na realização de uma
prática denominada de Educação Cidadã inspirada na metodologia da educação popular,
visando fomentar uma consciência crítica sobre o direito humano á alimentação, e
particularmente, envolver as famílias contempladas pelas ações do Fome Zero em um
processo de geração de trabalho e renda que lhes propiciem sair da situação de
insegurança alimentar. (ANDRADE, 2004)
Nesses termos a equipe de educação cidadã denomina-se Talher, conforme Frei
Betto (2003) porque:
Talher é um instrumento de alimentação, mas também a ressonância do espanhol
taller, oficina, capacitação. A equipe do talher capacita [...] porque não basta saciar a
fome de pão, é preciso saciar também a fome de beleza [...] se não trabalharmos a
subjetividade dos beneficiários, o programa corre o risco de fracassar [...]. Se não
trouxermos as pessoas para uma consciência de cidadania, o programa corre o risco
de ficar nome ro assistencialismo.
Visando desenvolver o trabalho de educação cidadã em todo o país o setor de
mobilização social criou uma equipe de educação cidadã – Talher - em nível nacional,
composta inicialmente por sete (07) educadores populares. Um dos objetivos do Talher
Nacional seria consoante Andrade (2004, p.63):
Favorecer a erradicação na fome no Brasil, despertando na população uma
consciência crítica sobre o direito humano à alimentação, aliando políticas
emergenciais, específicas e locais, a políticas estruturais de inclusão social, a um
3
A estrutura composta pelo Copo, Prato, Talher e Sal foi mantida mesmo após a extinção do MESA- Ministério de Segurança
Alimentar, que foi incorporado pelo MDS- Ministério de Desenvolvimento Social. Copo: Conselho Operativo do Fome Zero. É
formado em qualquer entidade, instituição, ONG ou esfera pública [...] o Copo pode ajudar a credenciar as entidades e as
famílias que serão beneficiadas, estabelecer parcerias com instituições, empresas privadas e voluntárias; Prato: Programa de
Ação Todos pela Fome Zero. Seriam formados por voluntários organizados pelo local de trabalho, bairros, igrejas, escolas [...]
ou grupos de pessoas que decidem se unir e executar uma ação concreta [...] tal como organizar coleta e doação de alimentos
[...], ou promover a alfabetização de adultos de uma determinada comunidade, etc, utilizando-se de uma metodologia
educativa, favorecendo a progressiva inclusão social dos beneficiados; Sal: Agentes de Segurança Alimentar. São todas as
pessoas voluntárias que se engajam no grande mutirão de combate à fome e à pobreza;Talher: É uma palavra inspirada no
espanhol, “taller”, que significa capacitação. O Talher deve ser formado por educadores populares com o objetivo de promover
a mobilização da sociedade e a capacitação dos ’agentes’ do PFZ e das ‘famílias’ beneficiadas com base numa educação
cidadã multiplicadora. (MOURA,2004, p. 22).
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amplo processo de mobilização social baseada na solidariedade envolvendo todos
os segmentos sociais sensíveis à convocação ético-política do Fome Zero”.
A equipe do Talher Nacional, por sua vez, desenvolveu uma proposta de
formação multiplicadora da educação cidadã, visando alcançar todos os municípios
brasileiros através da constituição de rede de movimentos sociais, para potencialização das
ações. Nesse sentido, Andrade (2004, p.66) destaca que a proposta de formação
multiplicadora e mobilização social é:
[....] irradiadora de um trabalho de massificação da ação político-pedagógico dos
Movimentos. Essa multiplicação só é possível se articula os movimentos sociais
populares, dentro da estrutura de ação em rede. O desafio dessa multiplicação é
chegar em cada município desse país com a discussão do Fome Zero, envolvendo
as famílias beneficiadas em atividades educativas e de organização sócio-políticoeconômico-cultural.
A partir dessa estratégia de formação multiplicadora foram constituídos então
vinte e seis (26) Talheres Estaduais no país. O Talher nacional acompanha os Talheres
Estaduais, que por sua vez, criam e acompanham os Talheres Municipais, constituindo-se
redes de movimentos sociais.
No Maranhão o Talher Estadual é constituído por representantes de sete
instituições da sociedade civil, quais sejam: Articulação no Semi-Árido - ASA, Cáritas
Brasileira Regional do Maranhão, Rede de Políticas Públicas - RIPP, Sociedade
Maranhense dos Direitos Humanos - SMDM, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem
Terra - MST, Instituto de Desenvolvimento Social e Ambiental - Idesa, Pastoral da Juventude
- PJ de Santa Quitéria e Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde de São Luis –
SINDACS e a Organização Não-Governamental Terra Preto.
Essa estratégia de formação dos Talheres a partir de representantes de
entidades dos movimentos sociais populares implementada pela equipe do Talher, constituise um diferencial em relação ao trabalho das demais equipes estaduais de educação cidadã
do Fome Zero no Brasil. Enquanto que parte das demais equipes realizou trabalhos de
mobilização de educadores populares individualmente, o Maranhão mobilizou entidades da
sociedade civil organizada. A exemplo da própria equipe estadual que é constituída por
representantes de entidades da sociedade civil, os quarenta e quatro (44) Talheres
Municipais constituídos no estado, foram formados através dessa mesma estratégia.
Os resultados da pesquisa apontam que dentre os setentas integrantes da rede
de Talheres no Maranhão presentes no IV Encontro Estadual, 23 deles são representantes
de grupos da Igreja Católica, correspondendo a um percentual de 32,08%; e 15 deles são
representantes dos sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, correspondendo a
um percentual de 21,42%; 05 deles representam Igrejas denominadas Evangélicas,
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correspondendo a um percentual de 7,14%, e os demais representam Associações dos mais
variados tipos. Esses dados revelam uma forte presença de grupos oriundos da Igreja
Católica e dos STTR nos municípios maranhenses mobilizados.
Dos setenta integrantes, 35 são do sexo feminino, correspondendo a 50% da
composição das equipes, o que demonstra uma preocupação na formação de lideranças do
sexo feminino na constituição dos Talheres Municipais.
No que diz respeito aos grupos os quais as mulheres representam na
composição dos Talheres, a pesquisa revela que dentre as 35 mulheres, 13 delas
representam grupos oriundos da Igreja Católica, correspondendo a um percentual de
37,14% do total; 06 delas integram STTR; 03 são ligadas a entidades de proteção ao meio
ambiente; 02 pertencem a Igrejas Evangélicas e as demais pertencem a sindicatos outros e
associações de moradores. Quanto aos homens, a maioria 28,57% também está ligada à
Igreja Católica; 22,85% integram o STTR; 11,42% estão ligados a outros sindicatos; 8,57%
são oriundos de grupos das Igrejas Evangélicas; e os demais são provenientes de
associações de variados tipos. Essa composição dos Talheres revela que as equipes foram
constituídas de fato a partir de representantes de entidades organizativas, diferentemente da
composição implantada em alguns municípios dos demais estados brasileiros nos quais as
equipes são compostas por educadores populares individualmente, independente do fato de
representarem entidades ligadas aos movimentos sociais populares.
O trabalho de mobilização no Maranhão iniciou-se em São Luis, e expandiu-se
para o interior do estado principalmente através da realização do Projeto Vale Mobilização e
Educação Cidadã. Esse projeto, financiado pela Fundação da Companhia Vale do Rio Doce,
é executado pelas equipes dos Talheres Estaduais do Pará e do Maranhão e possui como
objetivo:
realizar a mobilização social da sociedade brasileira para construção de uma política
nacional de segurança alimentar e nutricional, desencadeando um processo
educativo onde os beneficiados do Programa Fome Zero – de forma particular [...]
nos Estados do Maranhão e Pará – alcancem a cidadania e inclusão social com uma
nova consciência de seus direitos e deveres e se empenhem na geração da própria
renda. (EQUIPE NACIONAL DE EDUCAÇÃO CIDADÃ – Programa Fome Zero, p.1).
O financiamento das atividades de mobilização social pela Fundação Vale do Rio
Doce revela uma resposta ao apelo do estabelecimento de denominadas parcerias entre
governo e sociedade civil, nesse caso específico, a empresa Companhia Vale do Rio Doce.
Ou seja, é uma expressão da proposta de mobilização do Fome Zero.
Através do Projeto Vale mobilização social e educação cidadã o Talher do
Maranhão em 2004 atuou em trinta e seis (36) municípios,entre os quais: quatorze (14)
estão localizados ao longo da Ferrovia Carajás; vinte quatro (24) foram priorizados devido o
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baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Além desses, foram incluídos seis (06)
outros municípios, por serem circunvizinhos, podendo assim ser mobilizados no mesmo
roteiro de viagens daqueles inicialmente previstos, ampliando o trabalho de mobilização.
Entre o período de março a dezembro de 2004 destacam-se as seguintes
atividades realizadas, conforme relatório da equipe estadual: Atividades de mobilização em
sessenta e sete (67) municípios, tendo sido realizado conferências de segurança alimentar
em 23 municípios; e implementado o Projeto Vale Mobilização (Talher-FVRD)
em 44
municípios, tendo sido 3.304 pessoas contactadas e envolvidas: 44 reuniões de
sensibilização; 44 oficinas de criação de talheres municipais; 01 Encontro Estadual, com 150
participantes de 48 municípios; 01 passeata Tambores contra a Fome até o Ministério
Público Federal; 01 pesquisa de identificação do perfil das famílias beneficiadas e de ações
estruturantes junto a 2.622 famílias de 44 municípios; 44 reuniões de acompanhamento da
pesquisa e discussão sobre formação de Conselhos de Segurança Alimentar nos
municípios.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Um dos eixos de ação proposto pelo Fome Zero é a realização de um mutirão
contra a fome, que deve ser protagonizado pelo governo e sociedade civil. Com vistas à
mobilização da sociedade civil, o governo criou o setor de mobilização social, que apesar de
ligado à Presidência da República possui uma estrutura própria.
A mobilização social é considerada uma prática de educação cidadã, orientada
pela educação popular. Assim, visando multiplicar o trabalho o setor de mobilização social
compôs uma equipe nacional de educação cidadã, que por sua vez deveria constituir
equipes estaduais, que conseqüentemente, devem organizar equipes em todos os
municípios do país, constituindo uma rede de Talheres em todo o país.
Portanto, no Maranhão, a mobilização social do Fome Zero está sendo realizada
pela equipe estadual de educação cidadã através da metodologia multiplicadora, visando
potencializar as ações e alcançar os 217 municípios do estado .
Nessa perspectiva, no ano de 2004 o Talher Estadual executou o Projeto Vale
mobilização e educação cidadã, financiado pela Companhia Vale do Rio Doce, através da
Fundação Vale do Rio Doce.
A partir da equipe do Talher Estadual sediada em São Luis, composta por
representantes de
07 entidades estaduais, foram constituídos 44 Talheres Municipais,
envolvendo um total de 219 entidades. Foram mobilizadas mais de 3.304 pessoas nas
atividades desenvolvidas.
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Essa estratégia de mobilização de entidades tem como objetivo o fortalecimento
dos movimentos sociais, o que, segundo o Talher Estadual já estaria de fato acontecendo. O
principal exemplo dar-se-ia na atuação junto ao Fórum Maranhense de Segurança
Alimentar, pois por meio dele foi garantida a participação crítica, autônoma e independente
das entidades no Conselho de Segurança Alimentar e na fiscalização do Programa Bolsa
Família.
Outro exemplo teria sido a articulação realizada pelas
219 entidades locais
componentes dos Talheres municipais na promoção da semana de mobilização contra a
fome, quando coletaram assinaturas para a Carta Aberta ao Ministro Patrus Ananias e
Waldir Pires e articularam as denúncias em torno do Programa Bolsa Família, recebendo-as,
registrando-as e encaminhando ao Talher Estadual para levá-las ao Fórum de Segurança
Alimentar, este ao Conselho Estadual de Segurança Alimentar - MA e este, por conseguinte,
representando junto ao Ministério Público e à Assembléia Legislativa do Estado.
Conforme a Equipe Estadual de Mobilização Social e Educação Cidadã – Talher
-, no Maranhão constituiu-se, de fato, uma rede estadual de educação cidadã.
REFERÊNCIAS
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tem fome - a solidariedade como estratégia de combate à fome e a pobreza pelo Estado
brasileiro. Projeto de pesquisa apresentado ao Programa de Pós-Graduação em Políticas
Públicas como requisito para elaboração de Tese de Doutoramento. São Luis. Universidade
Federal do Maranhão, 2004.
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BETTO, Frei. Cartilha popular da mobilização social: vamos todos combater a fome:
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_________ . In: ANDRADE, Flávio Lyra de. Rede de talheres: uma identidade em
construção. In: Equipe Nacional de Educação Cidadã. Educação Cidadã: novos atores, nova
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DOUGLAS, Frank. “Um passo atrás e dois na frente e já não estamos no mesmo lugar”: a
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educação cidadã: “Vamos lá fazer o que será”. Cartilha. Impressão: Gráfica América,2004.
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MOURA, Marlene Castro Ossami de. Programa Fome Zero: uma convocação ao exercício
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