PERFIL DOS INDIVÍDUOS COM DIAGNÓSTICO DE TUBERCULOSE, NOTIFICADOS NO HOSPITAL ESCOLA DR. HÉLVIO AUTO, ESTADO DE ALAGOAS, BRASIL. PROFILE OF INDIVIDUALS WITH DIAGNOSIS OF TUBERCULOSIS, NOTIFIED UNIVERSITY HOSPITAL DR. HÉLVIO AUTO, STATE OF ALAGOAS, BRAZIL. Ana Luiza Exel*; Roberta Márcia Torres**: Bianca Maria Silva Ferro***; Michelle Alcântara Santos da Silva***; Roxane Carnaúba Amorim***. RESUMO Introdução: A tuberculose é uma doença infecto-contagiosa de evolução crônica, mais comum em humanos, causada pelo agente Mycobacterium tuberculosis, com transmissão predominantemente por via aérea e está se transformando num problema de saúde dos mais relevantes. Objetivos: Identificar o perfil epidemiológico dos indivíduos portadores de tuberculose, notificados no Hospital Escola Dr. Hélvio Auto – Maceió – AL no intervalo de 2004 a 2008. Material e Métodos: Trata-se de um estudo retrospectivo, descritivo, de corte transversal, de natureza quantitativa e qualitativa, baseado na análise dos resultados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), ficha de notificação/investigação de tuberculose, dos indivíduos notificados no Hospital Escola Dr. Hélvio Auto. A amostra foi composta de 686 indivíduos em que foram analisadas as variáveis. Resultados: A prevalência encontrada de notificação de Tuberculose foi no ano de 2008 em homens na faixa etária de 31 a 40 anos. As regiões alagoanas mais atingidas foram o Leste Alagoano, com destaque na capital do estado e na zona urbana. A forma pulmonar da apresentação da doença foi a mais comum. Houve um número maior de casos associados a AIDS. A situação encerrada com maior freqüência foi de transferências para outras unidades hospitalares do Estado. Conclusões: A pesquisa possibilitou conhecer as características epidemiológicas do público estudado, e com isso possibilita propor uma política de prevenção ao serviço de saúde a fim de controlar esta doença que ainda é considerada um sério problema de saúde publica. Palavras–chave: Perfil epidemiológico, tuberculose e prevalência. ABSTRACT Background: Tuberculosis is an infectious disease of chronic evolution more common in humans, caused by Mycobacterium tuberculosis agent, with transmission predominantly by air and is becoming a health problem of the most relevant. Objectives: Identify the epidemiological profile of individuals with tuberculosis notified in the University Hospital Dr. Hélvio Auto - Maceió - AL in the range from 2004 to 2008. Material and Methods: This is a retrospective, descriptive cross-sectional quantitative and qualitative based on analysis of results of the Information System for Notification Diseases (SINAN), identification form reporting and investigation of tuberculosis of individuals reported in the University Hospital Dr. Hélvio Auto, diagnosed with tuberculosis. The sample consisted of 686 individuals which were variables measured. Results: The prevalence of notification of tuberculosis was in 2008 in men aged 31 to 40 years. Alagoas’ regions most affected were the Eastern Alagoas, especially in the state capital and the urban area. The pulmonary form of presentation of the disease was most common. There was a greater number of cases associated with AIDS. The situation ended with higher frequency that was transferred to other hospitals in the state. Conclusion: This research allowed us to know the epidemiological study of the public, and this enables to propose a policy of prevention in the health service for to control this disease is still considered a serious public health problem. Keywords: Epidemiological profile, tuberculosis and prevalence. Agradecimentos: Núcleo de Vigilância Epidemiológica (NVE) e SAME do Hospital Escola Dr. Hélvio Auto. *Fisioterapeuta Pós-Graduada em “Insuficiência Respiratória e Cardiovascular em UTI: Monitorização e Tratamento” pelo Hospital do Câncer – Fundação Antônio Prudente São Paulo – SP. **Especialização em Fisioterapia em UTI pela Faculdade Redentor. ***Graduandas do curso de Fisioterapia da Faculdade de Alagoas – FAL. Correspondência para: Ana Luiza Exel; Endereço: Rua José Correia Filho, nº 994, apto. 404B – Ponta Verde, CEP: 57035-130. Maceió – AL. Telefone: (82) 3032-2190; E-mail: [email protected] 2 INTRODUÇÃO A Tuberculose está se transformando num problema de saúde dos mais relevantes e, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), existem oito milhões de casosdoença no mundo atualmente. A cada ano é responsável pela morte de 170.000 crianças, e hoje, é a principal causa de morte, entre adultos, por doença infecciosa em todo o mundo, superando as mortes por AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), malária e outras doenças tropicais juntas. No ano de 1993, a OMS reconheceu a extensão que a tuberculose assumiu e classificou o fato como endemia global. Os casos de Tuberculose aumentaram acentuadamente com a epidemia de HIV/AIDS, até nos países de primeiro mundo, onde esta doença estava em declínio. No Brasil ocorrem cerca de 120.000 casos por ano. Mesmo conhecendo a fundo essa doença, seu controle é um desafio porque ela está relacionada às condições sócio-econômicas das populações e se encontra intimamente ligada à pobreza1. Trata-se de uma doença infecto-contagiosa de evolução crônica, mais comum em humanos, causada pelo agente Mycobacterium tuberculosis, também denominado bacilo de Koch, com transmissão predominantemente por via aérea2. O bacilo de Koch (BK) é uma espécie aeróbica estrita, necessitando de oxigênio para se desenvolver. Ao contrário das demais bactérias, que se multiplicam a cada duas horas, o BK se reproduz a cada 14 a 20 horas, explicando assim a evolução lenta da doença e a eficácia da medicação ministrada uma vez ao dia. O BK é capaz de diminuir seu metabolismo e sua multiplicação e permanecer latente por um longo período, caracterizando a reativação da doença1. Para que a doença possa ocorrer é necessário que haja condições adequadas tanto para o bacilo quanto para o hospedeiro. O bacilo é facilmente encontrado nas áreas de habitações improvisadas e precárias (favelas, áreas de invasão, cortiços e habitantes de rua) e onde 3 melhor se prolifera, pois encontra indivíduos perfeitamente fragilizados para sua proliferação3. Para diagnosticar a tuberculose são feitos exames como a baciloscopia e cultura. A baciloscopia é um método prático e eficaz que permite o diagnóstico quando no material colhido existir cerca de 5 a 10 mil germes no mínimo, por centímetro cúbico. Já a cultura é um método bastante sensível e específico que permite diagnóstico mesmo quando a amostra é pobre em bacilos2. O estudo radiológico convencional torácico é indicado como método auxiliar em alguns casos como: a suspeita de tuberculose extrapulmonar, indivíduos infectados pelo retrovírus do HIV ou com AIDS e/ou em pessoas com sintomas respiratórios negativos à baciloscopia do escarro espontâneo4. Estima-se que a infecção pelo M. tuberculosis é uma das três doenças mais comuns em pacientes com AIDS, sendo quase 500 vezes mais freqüente nesses indivíduos quando comparados à população geral. Dos pacientes que apresentam tuberculose e AIDS, 70% têm manifestações extrapulmonares. O envolvimento do sistema nervoso central é observado em 2 a 5% dos pacientes com tuberculose e em 10% dos pacientes com AIDS5. A Tuberculose pode assumir duas formas: 1) tuberculose primária, que comumente afeta crianças e pode ser assintomática (sem numa seqüela radiográfica) ou sintomática (pode manifestar-se como pneumonia); e 2) tuberculose pós-primária ou reativação, em que se apresenta como tosse, calafrios, sudorese noturna e perda de peso6. A tuberculose pulmonar assume muitas formas. As lesões iniciais não afetam a função pulmonar, mas nas fases tardias da doença pode ocorrer grave comprometimento funcional, levando à insuficiência respiratória. Doença avançada é menos comum na atualidade em virtude da potencialidade das drogas antituberculosas. A extensão da infecção pode causar outras enfermidades pulmonares, a exemplo da pneumonia, infecção miliar, 4 cavitação, atelectasia lobar, ou derrame pleural e fibrose grave, com comprometimento restritivo da função7. Além dos pulmões, a Tuberculose pode afetar outros órgãos do corpo sendo assim denominada tuberculose extrapulmonar. Os principais sítios de implantação extrapulmonar são aqueles com maior suprimento sanguíneo. Incluem-se aqui a córtex renal, a córtex cerebral, as extremidades de crescimento dos ossos longos, vértebras e adrenais. Outras duas importantes localizações mais freqüentemente acometidas pela tuberculose são a pleura, e o sistema linfático, caminho natural do bacilo, após sua entrada no alvéolo pulmonar. Na infância, algumas localizações extrapulmonares da tuberculose são mais freqüentes, como gânglios periféricos, pleura, ossos e meninges8. A forma de tratar a tuberculose se faz pela abordagem com foco na doença com protocolos estabelecidos em todo o processo de atenção (diagnóstico, referência, tratamento e cura). Alguns serviços de saúde envolvidos nas ações da tuberculose no Brasil são: Urgência e Emergência, SADT (Serviço Auxiliar de Diagnóstico e Terapia), Centro de Saúde Especializado, Unidade Básica de Saúde, Programa de Saúde da Família, SINAN3. Por ser um problema de saúde pública, o presente trabalho tem por objetivo identificar o perfil epidemiológico dos indivíduos portadores de tuberculose, notificados no Hospital Escola Dr. Hélvio Auto – Maceió – AL no intervalo de 2004 a 2008. MATERIAL E MÉTODO Trata-se de um estudo retrospectivo, descritivo, de corte transversal, de natureza quantitativa e qualitativa, baseado na análise dos resultados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação dos indivíduos notificados no Hospital Escola Dr. Hélvio Auto, com diagnóstico de Tuberculose. 5 A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética da Faculdade de Alagoas, sob protocolo nº 017/09 e para sua realização foi requisitada a autorização do Hospital Escola Dr. Hélvio Auto. Os critérios de inclusão da pesquisa consistiam em indivíduos notificados no Hospital Escola Dr. Hélvio Auto, no período de janeiro de 2004 a dezembro de 2008, com diagnóstico de tuberculose, todas as idades e ambos os sexos. Foram excluídos aqueles que não atendiam aos critérios citados. A coleta baseou-se no emprego do levantamento dos dados presentes na ficha do SINAN, durante o período proposto. As variáveis analisadas foram: (1) Número de pacientes diagnosticados; (2) Idade; (3) Sexo; (4) Incidência nas três regiões de Alagoas; (5) Incidência entre as zonas; (6) As cinco principais cidades mais acometidas; (7) Tipo de entrada no hospital; (8) Resultado do exame de RX de tórax; (9) Resultado de teste tuberculínico; (10) Forma (pulmonar, extrapulmonar ou pulmonar + extrapulmonar); (11) Se extrapulmonar (pleural, glandular periférica, geniturinária, óssea, ocular, miliar, meningoencefálica, cutânea, laríngica e outras); (12) Agravos associados; (13) Baciloscopia de escarro; (14) Cultura; (15) HIV; (16) Indicado para tratamento supervisionado; (17) Doença relacionada ao trabalho; (18) Situação encerrada. RESULTADO E DISCUSSÕES A amostra foi composta de 686 indivíduos diagnosticados com tuberculose no Hospital Escola Dr. Hélvio Auto – Maceió – AL no intervalo de janeiro de 2004 a dezembro de 2008 distribuídos de acordo com a tabela 01. O ano de 2008 teve 184 casos, sendo a maior incidência, correspondendo 26,82% do total equivalente aos quatro anos. Seguido do ano de 2007 com 22,15%, 2005 com 20,84%, 2004 com 16,47% e 2006 com 13,70% dos casos. 6 De acordo com a estimativa da OMS, cerca de cem milhões de pessoas são infectadas por tuberculose a cada ano e, nos países subdesenvolvidos, entre 30% e 60% dos adultos estão infectados9, número este que corrobora com este estudo, mostrando um aumento anual dos casos nos últimos dois anos (2007 e 2008). O Programa Nacional de Controle da Tuberculose – PNCT – Brasil 2009, estima que um terço da população mundial está infectada com o Mycobacterium tuberculosis, com o risco de desenvolver a enfermidade, onde acredita-se que o Brasil, 18º lugar mundial em relação ao número de casos e 108º país em incidência, estará fora dos 22 países de alta carga em 201510,11,12. A grave situação mundial da tuberculose está ligada diretamente ao aumento da pobreza, à má distribuição de renda e à urbanização acelerada. Do total de casos novos de tuberculose estimados pela OMS, menos da metade são notificados, situação que nos mostra a insuficiência das políticas de controle13. Neste trabalho houve uma queda no número de casos no intervalo de 2005 (20,84%) para 2006 (13,7%), fato este que pode ter ocorrido pela dificuldade na notificação. A diferença de número de casos reais e a porcentagem de casos notificados estimado pela OMS é enorme e acredita-se que a ausência de um modelo preciso acarreta uma dificuldade de estimar-se corretamente o número de casos. Se o controle da tuberculose não se efetivar de forma satisfatória e, diante da ausência de inovações terapêuticas e profiláticas, segundo as estimativas do Banco Mundial, em 2020 a tuberculose contribuirá com 55% das mortes observadas em adultos nos países em desenvolvimento13. Dos casos analisados no presente estudo, 67,78% eram do sexo masculino e 32,21% do sexo feminino, com faixa etária de 31 a 40 anos de idade, representando 26,82% da amostra. Segundo a FUNASA (Fundação Nacional de Saúde), os homens adoecem duas vezes mais que as mulheres e a tuberculose é uma doença que atinge principalmente as 7 pessoas na idade produtiva entre 15 e 59 anos (70%)8, corroborando com os achados neste estudo. Segundo Lopes et al (2007), a adolescência é o período em que mudanças endócrinometabólicas acontecem, aumentando a susceptibilidade do adolescente a desenvolver tuberculose, onde até mesmo efeitos endócrinos poderiam alterar a capacidade do organismo do adolescente em controlar o bacilo da tuberculose, mediante modificações observadas no sistema imune14. Neste trabalho, a faixa etária entre 11 e 20 anos representou apenas 7,58% dos casos. De acordo com o Centro de Ensino Unificado de Teresina LTDA, 2009, a infecção pelo bacilo da tuberculose pode ocorrer em qualquer idade, mas no Brasil geralmente acontece na infância, sabendo-se que nem todas as pessoas expostas ao bacilo da tuberculose se tornam infectadas15, divergindo deste estudo, onde a incidência entre 01 e 10 anos representou apenas 2,76% dos casos. A infecção tuberculosa, sem doença, significa que os bacilos estão no organismo, mas o sistema imune está mantendo-os sob controle. As reativações de infecções antigas e latentes explicam grande parte dos casos de doença em idosos12. Nestes resultados, a faixa etária acima de 60 anos representou apenas 5,68% dos casos. 8 Variáveis Analisadas N Casos notificados % Ano 2004 2005 2006 2007 2008 113 143 94 152 184 16,47 20,84 13,7 22,15 26,82 Sexo Masculino Feminino 465 221 67,78 32,21 Faixa Etária De 01 a 10 De 11 á 20 De 21 á 30 De 31 á 40 De 41 á 50 De 51 á 60 De 61 á 70 De 71 á 80 Acima de 81 19 52 172 184 139 76 32 7 3 2,76 7,58 25,07 26,82 20,26 11,07 4,66 1,02 0,43 . Tabela 01 – Variáveis (ano, sexo e idade) analisadas e número de notificações. Fonte: Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN); Hospital Escola Dr. Hélvio Auto. No presente estudo, quanto à divisão de casos por áreas demográficas alagoanas, foi detectado que no Leste Alagoano houve uma maior prevalência do número de casos com 616 (89,79%) notificações. Nesta mesma região, se encontram as cinco cidades com maior número de casos: Maceió com 61,22% dos casos, Satuba e Rio Largo com 2,04% cada, Pilar com 1,89% e Porto Calvo com 1,6%. Com relação à incidência entre as zonas esta se deu da seguinte forma: zona urbana com 88,04% acometimentos, a rural com 10,34% e a periurbana com 0,29% (Tabela 02), fato este que corrobora com o estudo de Mascarenhas et al(2005), mostrando que o maior acometimento no estado do Piauí foi na zona urbana, atingindo a proporção de 79,3%9. A justificativa mais evidente para o maior acometimento no Leste Alagoano assim como na região urbana dar-se-ia pelo fato da localização mais próxima do Hospital Escola referido em nosso estudo. 9 Áreas Demográficas N Casos notificados % Regiões Sertão Alagoano Agreste Alagoano Leste Alagoano 37 30 616 5,39 4,37 89,79 Cidades Maceió Satuba Rio Largo Pilar Porto Calvo 420 14 14 13 11 61,22 2,04 2,04 1,89 1,60 . 604 88,04 Zonas Urbana 71 10,34 Rural 2 0,29 Periurbana Tabela 02- Número de notificações por área demográfica de Alagoas. Fonte: Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN); Hospital Escola Dr. Hélvio Auto. Na tabela 3, as entradas no Hospital Escola Doutor Hélvio Auto foram registradas da seguinte forma: Casos novos com 76,38%, recidiva 3,64%, reingresso após abandono 14,57%, não sabe 0% e transferências 5,39%. A presença de registros indevidamente repetidos em um sistema de informação de saúde prejudica a correta interpretação dos dados de vigilância epidemiológica. Para doenças crônicas como a tuberculose, a geração de notificações repetidas pode decorrer de erros na entrada ou no processamento dos dados. Também, um paciente pode ser notificado repetidas vezes por unidades de saúde diferentes devido a transferências oficiais ou espontâneas entre elas durante o tratamento, ou em tratamentos distintos por recidiva após cura ou reingresso após abandono. Em Alagoas, a margem de registro único obteve uma porcentagem de 78,2%16. No presente estudo, não houve a possibilidade de detectar a margem de erro em relação aos casos notificados, visto que a coleta foi feita em um único centro de referência do Estado. 10 Tipo de Entrada Casos notificados . N % Caso novo 524 76,38 Recidiva 25 3,64 Reingresso após abandono 100 14,57 Não sabe 0 0,00 Transferência 37 5,39 Tabela 03 – Número de notificações por tipo de entrada. Fonte: Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN); Hospital Escola Dr. Hélvio Auto. A Tabela 4 mostra o número e proporção de casos de TB, segundo método utilizado para diagnóstico. Os exames clínicos para confirmação e/ou diagnóstico da tuberculose foram: a radiografia de tórax em 596 casos, o teste tuberculínico em 281 casos, a baciloscopia de escarro em 459 casos e a cultura de outros materiais, em 43 casos. A prevalência entre os dados colhidos nas radiografias de tórax foi de 81,63% suspeitos, 10,78% não realizados, 2,91% outras patologias e 2,33% normal. Já no exame do teste tuberculínico os valores encontrados foram: 37,31% não realizado, 23,9% não reator, 15,16% reator forte e 1,89% reator fraco. No exame de baciloscopia de escarro, 66,9% realizaram a primeira amostra dentre os quais, 39,22% foram positivos para Tuberculose e 27,69% negativos e 33,09% pacientes não realizaram o exame. As pessoas positivas ao exame direto do escarro são os principais doentes envolvidos com a transmissão da doença, dependendo particularmente da intensidade do contato com o outro susceptível8. Quanto à cultura de outros materiais, 89,50% corresponde ao maior número de casos os quais não realizaram o exame, 4,08% com resultado negativo, 1,60% em andamento e 0,58% positivo para TB. Na cidade de Salvador, na década de 90, com relação aos procedimentos utilizados para o diagnóstico da tuberculose, constatou-se que, além da baciloscopia realizada em 72,1% dos casos, a radiografia foi realizada em 62,4% dos doentes, apresentando resultado suspeito em 93,2%. A cultura foi realizada em 17,3% dos pacientes e o resultado positivo foi confirmado em 9,3% deles; em 85,6% desses, o resultado não foi registrado no momento da notificação, por estar o exame em andamento. Possivelmente, significando que devido ao 11 tempo para o seu resultado e a difícil acessibilidade, ela termina sendo desprezada como recurso diagnóstico17. Neste estudo não apresentou discrepância nos resultados obtidos por 17 Xavier & Barreto, 2007 . Método utilizado para diagnóstico Resultados dos exames N % Radiograma de Tórax Suspeito de Tb Normal Outra patologia Não realizado 560 16 20 74 81,63 2,33 2,91 10,78 Teste Tuberculínico Não Reator Reator Fraco Reator Forte Não Realizado 164 13 104 256 23,90 1,89 15,16 37,31 Baciloscopia (1º amostra) Positivo Negativo Não realizado 269 190 227 39,22 27,69 33,09 . Cultura de outro material Positivo 4 0,58 Negativo 28 4,08 Em andamento 11 1,60 Não realizado 614 89,50 Tabela 04 – Número e proporção de casos de TB, segundo método utilizado para diagnóstico. Fonte: Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN); Hospital Escola Dr. Hélvio Auto. A tabela 05 apresenta a distribuição dos casos notificados segundo a forma clínica da tuberculose. A forma pulmonar esteve presente na maioria dos casos com 82,06%, enquanto os restantes apresentaram as formas extrapulmonares da doença com 12,97% e a pulmonar associados à extrapulmonar com 4,95%. Dentre os 123 casos relacionados à apresentação da forma extrapulmonar os mais expressivos foram: 26,01% casos eram pleural, 24,39% ganglionar periférica, 22,76% meningoencefálica e 14,63% miliar. Comparativamente com o ano 2000, o Brasil mostrou 60,7% de casos pulmonares com baciloscopia positiva, 24,9% de pulmonares sem confirmação bacteriológica e 14,4% de extrapulmonares13. 12 Na cidade de Salvador, no período de 1990 a 2000, a forma pulmonar foi a mais freqüente em meio aos casos de tuberculose ocorridos (85,3%), corroborando com os achados desta pesquisa (82,06% dos casos). Dentre as ocorrências de tuberculose da forma pulmonar, com baciloscopia positiva, representou 65,7% dos casos. Entre as formas extrapulmonares, registrou-se com maior freqüência a forma pleural (53,4%), seguido da forma ganglionar com 20,1% dos casos; as formas miliares e a meningite tuberculosa contribuíram com 3,5% e 3,6% dos casos extrapulmonares, respectivamente17. Forma Clínica N 563 89 34 Casos notificados % 82,06 12,97 4,95 . Pulmonar Extrepulmonar Pulmonar + Extrapulmonar Se extrapulmonar Pleural 32 26,01 Gânglios periféricos 30 24,39 Geniturinário 2 1,62 Ósseo 3 2,43 Ocular 0 0,00 Miliar 18 14,63 Meningoencefálico 28 22,76 Cutâneo 0 0,00 Laríngea 1 0,81 Outros 9 7,31 TOTAL 123 100,00 Tabela 05 - Distribuição dos casos notificados segundo a forma clínica da tuberculose. Fonte: Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN); Hospital Escola Dr. Hélvio Auto. Sabe-se que entre os infectados, a probabilidade de adoecer aumenta na presença de infecção pelo vírus da imuno-deficiência humana (HIV) e outras formas de imunodepressão como: presença de desnutrição, silicose, diabetes, doenças mentais, álcool e em usuários de drogas endovenosas15. A Tabela 6 mostra o percentual de casos de tuberculose associados à outro agravos. A co-infecção AIDS/tuberculose obteve os maiores resultados com 25,36% dos casos. A associação com o álcool foi de 23,9% das notificações, 4,66% relacionados ao diabetes e 3,35% a doenças mentais. 13 A Tabela 7 mostra a co-relação da tuberculose com o vírus HIV e os resultados colhidos foram de 27,84% positivos, 34,54% negativo, 0,29% em andamento e 37,31% não realizados. Agravos Associados Casos com associação à outros agravos (%) . Sim Não Ignorado AIDS 25,36 30,75 10,05 Álcool 23,90 33,23 9,91 Diabetes 4,66 44,46 9,32 Doenças Mentais 3,35 44,60 9,32 Tabela 06 – Percentual de casos de Tb associados à outro agravos. Fonte: Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN); Hospital Escola Dr. Hélvio Auto. Resultado Número de casos com HIV . N % Positivo 191 27,84 Negativo 237 34,54 Em andamento 2 0,29 Não realizado 256 37,31 Tabela 07 – Teste de HIV. Fonte: Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN); Hospital Escola Dr. Hélvio Auto. Segundo os dados da OMS, 1997, a Tuberculose e a AIDS juntas constituem, hoje, uma calamidade sem precedentes na história. No Brasil, houve uma expansão da epidemia de AIDS, o que acabou refletindo no número de casos da TB16. A co-infecção pelo bacilo de Kock e pelo HIV pode elevar em 25 vezes o risco de desenvolver a TB ativa, que por sua vez também é possível que o agente causador da TB ative a replicação do HIV, acelerando a progressão do quadro clínico da AIDS18. No Brasil, cujo programa de controle da AIDS é amplamente reconhecido, o impacto da terapia anti-retroviral na co-infecção AIDS/TB parece ser positivo, já que entre os casos de AIDS a ocorrência de tuberculose vem diminuindo, e também com um porcentual de cura e diminuição de mortes com TB associada13. A tuberculose é uma doença grave, porém curável em praticamente 100% dos casos novos, desde que obedecidos os princípios da moderna quimioterapia. Antes desta prática, 14 50% dos doentes não tratados morriam, 25% tornavam-se crônicos e 25% curavam-se espontaneamente19. A Tabela 8 mostra número e percentual de casos de Tuberculose com tratamento supervisionado, sendo a prevalência de 62,39% casos não supervisionados, seguida de 25,36% pacientes com supervisão do tratamento e 12,24% ignorado. Casos notificados e tratados ou não . N % Sim 174 25,36 Não 428 62,39 Ignorado 84 12,24 Tabela 08 – Número e percentual de casos de Tuberculose com tratamento supervisionado. Fonte: Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN); Hospital Escola Dr. Hélvio Auto. Os modernos tratamentos com quimioterápicos têm uma eficácia de cura muito altos, atingindo quase a totalidade dos pacientes. A duração de um tratamento completo, com cura e sem recidiva, é de, no mínimo, seis meses e por isso a equipe de saúde fica dedicada ao paciente durante todo esse período8. A associação medicamentosa adequada, as doses corretas, e o uso por tempo suficiente, com supervisão da tomada dos medicamentos são os meios para evitar a persistência bacteriana e o desenvolvimento de resistência às drogas, assegurando, assim, a cura do paciente. Compete aos serviços de saúde prover os meios necessários para garantir que todo indivíduo com diagnóstico de tuberculose venha a ser, sem atraso, adequadamente tratado19. Na presente pesquisa, prevaleceu o tratamento não supervisionado (62,39% dos casos). Isso implica uma maior necessidade de assistência por parte do governo com relação ao tratamento dos pacientes diagnosticados com a tuberculose. A Tabela 09 descreve as causas da tuberculose em relação com o material e o ambiente de trabalho. Houve apenas 0,29% de casos com essa relação. Em contra partida, 80,17% não tinha relação com a ocupação e 10,05% foi ignorado e 9,47% espaços em branco. Os 0,29% de acometimento relacionado à ocupação não nos forneceram dados 15 significativos nem em proporção numérica, tal pouco em relação a profissão desempenhada, visto que a informação é muito vaga para apontarmos dentro desses dados as profissões de maior risco. Segundo Severo & Leite (2005), as profissões declaradas foram: ajudante geral, aposentado, comerciante, desempregado, do lar, estudante/menores, lavrador, mecânico, motorista, músico, operário, pedreiro e outras, concluindo que é possível que tenha ocorrido a transmissão intradomiciliar do bacilo da tuberculose, sendo está a justificativa viável20. Associação com o trabalho Sim Não Ignorado Espaços não preenchidos Casos notificados N % 2 0,29 550 80,17 69 10,05 65 9,47 . Tabela 09 – Número de casos com associação da TB com o trabalho (ocupação). Fonte: Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN); Hospital Escola Dr. Hélvio Auto. Quanto à condição de saída dos pacientes (situação encerrada) de todos os casos de tuberculose notificados do presente estudo, a taxa de cura foi de 13,26% dos casos. A transferência para outras unidades hospitalares prevaleceu com 57,14%. Houve óbito em 19,53% dos pacientes, 7,87% de abandono, 1,45% óbitos por outras causas, 0,29% mudança de diagnóstico e 0,14% de TB muito resistente (Tabela 10). Segundo Nogueira (2001), as possíveis causas de transferência e abandono são devido à baixa quantidade de leitos e à distância da residência do paciente ao hospital, respectivamente21, sendo possível aplicar estes fatos ao presente estudo. Situação encerrada Casos notificados . N % Cura 91 13,26 Abandono 54 7,87 Óbito por tuberculose 134 19,53 10 1,45 Óbito por outras causas 392 57,14 Transferência Mudança de diagnóstico 2 0,29 Tb muito resistente 1 0,14 Tabela 10 – Condição de saída dos pacientes de todos os casos de tuberculose notificados. Fonte: Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN); Hospital Escola Dr. Hélvio Auto. 16 CONSIDERAÇÕES FINAIS Como resultado da nossa pesquisa podemos traçar o perfil dos indivíduos notificados com tuberculose na dada instituição, em que a prevalência foi no ano de 2008 em homens na faixa etária de 31 a 40 anos. O Leste Alagoano foi a região mais atingida, destacando-se a capital do estado e a zona urbana. Houve um maior número de novos casos registrados, sendo a forma pulmonar a mais comum, e uma maior incidência de casos associados a AIDS. Para o diagnóstico da doença, os exames mais realizados foram: radiograma de tórax e baciloscopia. Foi constatado um maior número de casos com tratamento sem supervisão. A etiologia, na maioria dos casos, não está associada ao trabalho e a situação encerrada com maior freqüência foi de transferências para outras unidades hospitalares do Estado. Contudo, foi possível constatar que a literatura a respeito da tuberculose é vasta e globalizada propiciando informações valiosas aos profissionais de saúde e a população. Porém, houve dificuldade de encontrar estudos referentes ao nosso estado para uma melhor comparação dos dados. A pesquisa possibilitou conhecer as características epidemiológicas do público estudado, e com isso possibilita propor uma política de prevenção ao serviço de saúde a fim de controlar esta doença que ainda é considerada um sério problema de saúde publica. Tornou-se evidente entender de forma ampla um conjunto de ações que proporcionam o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos. 17 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA 1. SILVEIRA, I.C. O Pulmão na Prática Médica. 4. ed. Rio de Janeiro: Publicações Médicas, 2000, vol. 01. 2. 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