MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
Universidade Federal de Alfenas . UNIFAL-MG
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LUISA BARBOSA MESSORA
PERFIL DOS IDOSOS EM INSTITUIÇÕES
ASILARES DE TRÊS MUNICÍPIOS DO SUL DE
MINAS GERAIS
ALFENAS-MG
2006
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS
UNIFAL/MG
PERFIL DOS IDOSOS EM INSTITUIÇÕES
ASILARES DE TRÊS MUNICÍPIOS DO SUL DE
MINAS GERAIS
LUISA BARBOSA MESSORA
Trabalho de Conclusão apresentado ao
Departamento
de
Farmácia
da
Universidade Federal de Alfenas, como
parte das exigências do curso de PósGraduação “Lato Sensu” em Atenção
Farmacêutica, para obtenção do título de
especialista.
Orientadora:
Profª. Luciene Alves Moreira Marques
ALFENAS-MG
2006
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS
UNIFAL-MG
PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO
A comissão examinadora, abaixo-assinado, aprova a monografia “PERFIL DOS IDOSOS
EM INSTITUIÇÕES ASILARES DE TRÊS MUNICÍPIOS DO SUL DE MINAS
GERAIS”, elaborada por Luisa Barbosa Messora, como requisito parcial para conclusão
do Curso de Especialização em Atenção Farmacêutica.
Banca examinadora:
___________________________________________
Prof.
___________________________________________
Prof...
___________________________________________
Prof...
Alfenas, ____ de novembro de 2006
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO
2. JUSTIFICATIVA
3. OBJETIVO
4. REVISAO DE LITERATURA
4.1 Violência contra Idosos
4.2 Política Nacional do Idoso
4.2.1 Estatuto do Idoso
4.3 Instituições Asilares Brasileiras ou Instituições de Longa
Permanência (ILP)
4.4 Principais patologias entre Idosos Institucionalizados
5. MATERIAIS E MÉTODOS
5.1 Local
5.2 Coleta de Informações
6. RESULTADOS E DISCUSSÃO
7. CONCLUSÃO
8. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
9. ANEXOS...................................................................................................
DEDICATÓRIA
Dedico este trabalho a todos os alunos e amigos;
a todos os que, de uma maneira ou de outra, nos
fazem
felizes
e
quando
precisamos,
nos
impulsionam a continuar...; e aos idosos das
Instituições pesquisadas, pelo ensino e carinho
oferecido a cada um de nós.
AGRADECIMENTOS
Primeiramente a Deus, pelo ar da vida e pela força de cada dia; aos alunos pelo
carinho e cuidado demonstrados; aos responsáveis pelas Instituições pesquisadas, pela
prestatividade e dedicação para que somente os fatos verdadeiros fossem retratados; a
minha orientadora pelo conhecimento oferecido, pela amizade e interesse em orientar-me.
RESUMO
O Relatório Nacional sobre o Envelhecimento da população Brasileira, mostra que
a proporção da população acima de 80 anos tem aumentado, alterando a composição etária
dentro do próprio grupo, o que significa que a população considerada idosa também está
envelhecendo. Este grupo representa o segmento populacional que mais cresce, embora
ainda seja um contingente pequeno: de 166 mil pessoas, em 1940, o grupo "mais idoso"
passou para quase 1,8 milhões em 2000. O relatório aponta que as mudanças ocorridas na
estrutura populacional está acarretando uma série de conseqüências sociais, culturais,
econômicas, políticas e epidemiológicas, para as quais o país não está ainda devidamente
preparado (COM CIENCIA, atualizado em 10/09/2002). O presente trabalho teve por
objetivo realizar o levantamento do perfil dos idosos institucionalizados, a fim de se
conhecer suas necessidades e verificar a qualidade de vida em Instituições de longa
permanência e o índice de abandono familiar dentro destas instituições, que muitas vezes
para os idosos, constitui a pior de todas as características da vida asilar. O trabalho foi
realizado em três instituições asilares para idosos nas cidades da região: Machado/MG,
Alfenas/MG e Carmo do Rio Claro/MG, sendo entrevistados todos os idosos pertencentes
a estes asilos, através de um questionário contendo oito perguntas, com questões que
abrangeram desde dados pessoas até os problemas sociais, econômicos e de saúde a que
esses indivíduos estão inseridos. Conclui-se que, apesar da falta que sentem os
entrevistados do contato com os familiares, das patologias em que são acometidos, a
grande maioria se diz feliz e satisfeita com o tratamento recebido, com os serviços
fornecidos pelas instituições, e que, continuarão, nestas instituições, independentemente da
presença de seus familiares, a luta pela vida.
1. INTRODUÇÃO
O idoso brasileiro, como qualquer outro, possui suas particularidades. Estas foram
levantadas a partir do Relatório Nacional sobre o Envelhecimento da População Brasileira,
que é um dos mais completos documentos já produzidos sobre o assunto, resultante de um
trabalho coordenado pelo Itamaraty, com ampla participação de órgãos do Estado e
entidades da sociedade civil. Nele, o envelhecimento da população brasileira se evidencia
por um aumento da participação do contingente de pessoas maiores de 60 anos de 4%, em
1940, para 9% em 2000. Além disso, a proporção da população acima de 80 anos tem
aumentado, alterando a composição etária dentro do próprio grupo, o que significa que a
população considerada idosa também está envelhecendo. Este grupo representa o segmento
populacional que mais cresce, embora ainda seja um contingente pequeno: de 166 mil
pessoas, em 1940, o grupo "mais idoso" passou para quase 1,8 milhões em 2000,
representando 12,6% da população idosa em 2000 e aproximadamente 1% da população
total.
O relatório aponta que as mudanças ocorridas na estrutura populacional crescimento exponencial da população brasileira de 60 anos ou mais, longevidade e queda
da fecundidade - está acarretando uma série de conseqüências sociais, culturais,
econômicas, políticas e epidemiológicas, para as quais o país não está ainda devidamente
preparado. (COM CIENCIA, atualizado em 10/09/2002)
Quanto à saúde, o Suplemento especial da PNAD - Saúde (Pesquisa Nacional por
amostra de domicílios ) de 1998, constatou que 83% dos idosos entrevistados reportaram
seu estado de saúde como regular ou bom. Embora essa proporção diminua com a idade,
75% da população de 80 anos e mais consideravam seu estado de saúde como regular ou
bom. Ou seja, mesmos entre os mais idosos é relativamente elevada a proporção dos que
consideram seu estado de saúde regular ou bom.
Quanto à renda, percebe-se que esta depende, principalmente, dos benefícios
previdenciários. Já foi observado que a importância da renda proveniente da aposentadoria
cresce com a idade. Em 1997, para a população masculina, as aposentadorias contribuíram
com cerca de 46% da renda dos que tinham entre 60 e 64 anos e 82% dos rendimentos da
população maior de 80 anos nos dois anos (CAMARANO, 2002).
2. JUSTIFICATIVA
O processo de envelhecimento e sua conseqüência natural, a velhice é uma das
preocupações da humanidade desde os primórdios da civilização.
Os idosos são hoje 14,5 milhões de pessoas, 8,6% da população total do Brasil e
constitui a classe que mais cresce, devendo apresentar um crescimento de 91,7% em 2020,
com relação a 1960.
Assim, questões relativas ao envelhecimento humano têm sido tema de relevante
importância, uma vez que, nos países em desenvolvimento, como o Brasil, a estimativa de
vida das pessoas tem aumentado de forma significativa.
O envelhecimento da população é um fenômeno de amplitude mundial; a OMS
(Organização Mundial de Saúde) prevê que, em 2025, existirão 1,2 bilhões de pessoas com
mais de 60 anos, sendo que os muitos idosos (com 80 ou mais anos) constituem o grupo
etário de maior crescimento. No Brasil, estima-se que haverá cerca de 34 milhões de idosos
em 2025, o que levará o Brasil à 6ª posição entre os países mais envelhecidos do mundo.
Junto com esse crescimento percebe-se um aumento significativo das Instituições
de Longa Permanência, os tão conhecidos “asilos”. Os idosos internados em asilos estão
abandonados duplamente; primeiro, pela família; segundo, pela própria instituição.
Esse duplo esquecimento os condena a uma realidade quase sempre idêntica, não
raras vezes definida por eles mesmos como um cotidiano onde se "come e dorme". Assim,
os idosos vitimados por esse modelo asilar são submetidos ao sedentarismo, pois a eles não
são oferecidas atividades que possam proporcionar qualidade de vida.
3. OBJETIVO
O presente trabalho teve por objetivo realizar o levantamento do perfil dos idosos
institucionalizados, a fim de se conhecer suas necessidades e verificar a qualidade de vida
em Instituições de longa permanência e o índice de abandono familiar dentro destas
instituições, que muitas vezes para os idosos, constitui a pior de todas as características da
vida asilar.
Mostrar a qualidade dos serviços prestados pelas instituições asilares, avaliando o
concentimento destes idosos frente a estas instituições, visto que, em países desenvolvidos
e nos próximos anos, a estimativa de vida das pessoas irão aumentar de forma significativa.
4. REVISÃO DE LITERATURA
4.1. Violência contra idosos
Os idosos e as crianças estão entre as principais vítimas de violência doméstica e
raras vezes conseguem se livrar do agressor e recomeçar uma vida saudável. Os maustratos não são exclusividade de países pobres, e se tornam motivo de preocupação em todas
as sociedades. Nos Estados Unidos, cerca de 2 milhões de idosos acima de 65 anos
sofreram algum tipo de agressão.
Dados do Conselho Nacional de Pesquisa Norte-Americano revelam que os estados
não possuem profissionais capacitados para lidar com o assunto e faltam informações sobre
as causas de abusos contra velhos.
No seu artigo 3º, inciso IV, a Constituição Federal do Brasil determina que o
Estado deve promover o bem de todos, sem preconceito ou discriminação devido à idade.
O Decreto Federal 1.948, de 3 de julho de 1996, regulamenta a lei sobre a Política
Nacional do Idoso, pela qual "todo cidadão tem o dever de denunciar à autoridade
competente qualquer forma de negligência ou desrespeito ao idoso".
O impasse se encontra na aplicação das leis, em contraste com a realidade.
O Rio de Janeiro é o estado brasileiro onde morrem mais idosos vítimas de
violência, conforme pesquisa do Centro Latino-Americano de Estudos sobre Violência e
Saúde (CLAVES), pertencente à Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo
Cruz (Fiocruz). Estima-se que, num grupo de 100 mil habitantes com mais de 60 anos,
249,5 morrem por homicídios, atropelamentos, tombos dentro de casa, entre outros.
A coordenadora-executiva do CLAVES, Edinilsa Ramos de Souza, explica que
apesar de ter sido criada, em 2000, a Política Nacional de Controle e Redução dos
Acidentes e Violência, não saiu do papel. Ela informa que apenas alguns estados, como o
Pará, Minas Gerais, Paraná e Pernambuco fizeram encontros e começam a estabelecer
metas. Para ela, a notícia mais positiva é a mobilização de grupos de idosos que lutam por
descontos nos preços dos medicamentos, por lazer e criação de associações.
De acordo com Lan Hee Alves Castanha, coordenadora do Núcleo de Atendimento
às Vítimas de Violência (Navv) do Hospital Municipal Dr. Arthur Ribeiro de Sabóia,
situado na capital paulista, 32% das mortes registradas de idosos são em decorrência de
violência.
Na opinião da professora de Enfermagem da Universidade Federal da Bahia, Maria
do Rosário Menezes, ela resulta de um modelo cultural, em que a estética é
supervalorizada, em detrimento da velhice.
Ficou constatado, ainda, que a maioria dos idosos não dependia financeiramente
dos seus agressores, tinham filhos, moravam em casa própria e ainda assim sofria maustratos até dos filhos que moravam fora. ( COM CIENCIA, atualizado em 10/02/2002).
Outro tipo de violência sofrida pelos idosos são os maus tratos. No Brasil, 65% dos
idosos consideravam-se maus-tratados pela sociedade em geral através da forma
preconceituosa como são visto, através das baixas aposentadorias, e a falta de leitos para
idosos em hospitais.
Entretanto, é muito difícil conhecer exatamente a extensão dos maus-tratos e
negligencia com idosos, uma vez que existe silêncio em torno da situação. Além disso, no
Brasil, os idosos não se sentem protegidos em denunciar, uma vez que são dependentes
físicos, emocional e muitas vezes financeiramente de sua família ou da instituição que
vivem. ( MACHADO E QUEIROZ, 2002).
4.2. Política Nacional do Idoso
O envelhecimento da população influencia o consumo, a transferência de capital e
propriedades, impostos, pensões, o mercado de trabalho, a saúde e assistência médica, a
composição e organização da família. É um processo normal, inevitável, irreversível e não
uma doença. Portanto, não deve ser tratado apenas com soluções médicas, mas também por
intervenções sociais, econômicas e ambientais.
A política pública de atenção ao idoso se relaciona com o desenvolvimento sócioeconômico e cultural, bem como com a ação reivindicatória dos movimentos sociais. Um
marco importante dessa trajetória foi a Constituição Federal de 1988, que introduziu em
suas disposições o conceito de Seguridade Social, fazendo com que a rede de proteção
social alterasse o seu enfoque estritamente assistencialista, passando a ter uma conotação
ampliada de cidadania.
A Política Nacional do Idoso, estabelecida em 1994 (Lei 8.842/94), criou normas
para os direitos sociais dos idosos, garantindo autonomia, integração e participação efetiva
como instrumento de cidadania. Ela objetiva criar condições para promover a longevidade
com qualidade de vida, colocando em prática ações voltadas, não apenas para os que estão
velhos, mas também para aqueles que vão envelhecer, bem como lista as competências das
várias áreas e seus respectivos órgãos. A implantação dessa lei estimulou a articulação dos
ministérios setoriais para o lançamento, em 1997, de um Plano de Ação Governamental
para Integração da Política Nacional do Idoso.
Entretanto, essa legislação não tem sido eficientemente aplicada.
De acordo com membros do Ministério Público, algumas deficiências da Política
Nacional do Idoso, são: a falta de especificação da lei que contribua para criminalizar a
discriminação, o preconceito, o desprezo e a injúria em relação ao idoso, assim como para
publicidades preconceituosas e outras condutas ofensivas; dificuldades em tipificar o
abandono do idoso em hospitais, clínicas, asilos e outras entidades assistenciais para a
punição de parentes das vítimas; falta de regulamentação criteriosa sobre o funcionamento
de asilos, sendo preciso que a lei especifique o que devem essas entidades disponibilizar
para a clientela, quem deverá fiscalizá-las, e qual a punição para os infratores.
Na relação do que compete às entidades públicas, encontram-se importantes
obrigações como estimular a criação de locais de atendimento aos idosos, centros de
convivência, casas-lares, oficinas de trabalho, atendimentos domiciliares e outros; apoiar a
criação de universidade aberta para a terceira idade e impedir a discriminação do idoso e
sua participação no mercado de trabalho. ( COM CIENCIA, atualizado em 2002).
4.2.1. Estatuto do Idoso
O distanciamento entre a lei e a realidade dos idosos no Brasil ainda é enorme.
Segundo os especialistas, para que esta situação se modifique, é preciso que ela continue a
ser debatida e reivindicada em todos os espaços possíveis, pois somente a mobilização
permanente da sociedade é capaz de configurar um novo olhar sobre o processo de
envelhecimento dos cidadãos brasileiros.
Concordando com essa perspectiva, tem emergido da sociedade civil organizada a
cobrança pela aprovação do Estatuto do Idoso, que está em tramitação no Congresso
Nacional. O Projeto de Lei 3.561/97, do Deputado Paulo Paim (PT/RS), cria o Estatuto do
Idoso acrescentando novos dispositivos à Política Nacional do Idoso. Esse projeto está
embasado na concepção da necessidade de aglutinação, em norma legal abrangente, das
postulações sobre idosos no país, exigindo um redirecionamento de prioridades das linhas
de ação das políticas públicas.
Para o relator do substitutivo deste projeto, deputado Silas Brasileiro (PMDB/MG),
consideráveis avanços já foram obtidos, com a edição da lei que instituiu a Política
Nacional do Idoso. Porém, ela cuida essencialmente da atuação do poder público na
promoção das políticas sociais básicas de atendimento ao idoso, enquanto o Estatuto do
Idoso consolida os direitos já assegurados na Constituição Federal, sobretudo tentando
proteger o idoso em situação de risco social. São novas exigências da sociedade brasileira
para o atendimento da população idosa. ( COM CIENCIA, atualizado em 2002).
4.3. Instituições Asilares Brasileiras ou Instituições de Longa Permanência (ILP)
A situação familiar do idoso no Brasil reflete o efeito cumulativo em eventos sócioeconômicos, demográficos e de saúde ao longo dos anos, demonstrando que o tamanho da
prole, as separações, o celibato, a mortalidade, a viuvez, os recasamentos e as migrações,
vão originando, no desenvolver das décadas, tipos de arranjos familiares e domésticos,
onde o morar sozinho, com parentes ou em asilos, pode ser o resultado desses desenlaces.
Os asilos, geralmente, são casas inapropriadas e inadequadas às necessidades do
idoso, as quais não lhes oferecem assistência social, cuidados básicos de higiene e
alimentação. Ademais, esses locais vêm também dificultar as relações interpessoais no
contexto comunitário, indispensáveis à manutenção do idoso pela vida e pela construção de
sua cidadania. Constituem, também, a modalidade mais antiga e universal de atendimento
ao idoso, fora do seu convívio familiar, tendo como, inconveniente, favorecer seu
isolamento, sua inatividade física e mental , tendo, dessa forma, conseqüências negativas à
sua qualidade de vida.
No entanto, o Decreto n.º 1.948 de 03 de julho de 1996, frisa, no artigo 3º, que a
instituição asilar tem, por finalidade, atender, em regime de internato, o idoso sem vínculo
familiar ou sem condições de prover a própria subsistência, de modo a satisfazer suas
necessidades de moradia, alimentação, saúde e convivência social.
Prioriza, também, a Lei 8.842, de janeiro de 1994, no artigo 4º, parágrafo III,
atendimento ao idoso pelas famílias, ao invés do asilar. Porém, com a existência de vários
fatores, tais como os demográficos, sociais e de saúde, conduzem ao aumento da demanda
pela institucionalização.
Na maioria das vezes, os asilos costumam surgir, espontaneamente, das
necessidades sociais da comunidade, ocorrendo, nesse caso, problemas na qualidade de
vida que os residentes lá encontram. Dessa forma, os principais serviços existentes
oferecidos a essa população dirigem-se à saúde, sendo comum, em grande parte das
capitais do país, instituições asilares privadas ou filantrópicas direcionadas ao idoso, e,
com raras exceções, aquelas mantidas pelo Estado.
Quanto às características das instituições asilares dirigidas ao idoso, normalmente
são locais com espaço e áreas físicas semelhantes a grandes alojamentos. Raras são as que
mantêm pessoal especializado para assistência social e à saúde ou que possuam uma
proposta de trabalho voltada para manter o idoso independente e autônomo. Eles vivem, na
maioria das vezes, como se estivessem em reformatórios ou internatos, com regras de
entradas e saídas, poucas possibilidades de vida social, afetiva e sexual ativa. Na realidade,
muitas vezes o que se encontra são depósitos de pessoas, que, fundamentados na idéia de
amor ao próximo e amparo aos desabrigados, consideram que os abrigos, juntamente com
os cuidados a eles prestados, são suficientes às pessoas que estejam em seus últimos dias
de vida. (DAVIM et al., 2004).
É difícil saber quantos são os idosos institucionalizados no Brasil. Pelos dados do
governo, existem hoje em torno de 19 mil idosos atendidos em instituições asilares. O
número pode ser muito maior se levarmos em conta que muitas das instituições do tipo não
estão cadastradas e outras tantas funcionam, efetivamente, na clandestinidade (ROLIM,
2002).
Dentre as principais causas que levam idosos a instalarem nas instituições,
destacam-se:
•
Problemas familiares;
•
Problemas de saúde;
•
Limitação das atividades da vida diária;
•
Situação Mental;
•
Etnia;
•
Ausência de suportes sociais;
•
Pobreza, entre outros (BORN e BOECHAT, 2002).
Contudo, vale ressaltar que a maioria desses idosos foi levada às instituições por
familiares e que alguns se dirigiram por iniciativa própria. (ROLIM, 2002).
Nota-se que devido a internação dos idosos em Instituições de longa permanência
(Asilos ), mudanças os acometem frente a características psicológicas. São elas:
Depressão no idoso
Segundo Gordilho ( 2002, p. 204) “ a depressão é um distúrbio da área afetiva ou
do humor, com forte impacto funcional em qualquer faixa etária, envolvendo inúmeros
aspectos de ordem biológica, psicológica e social”.
Vários fatores são identificados como proeminentes à depressão na fase tardia da
vida. Entre eles estão a fragilidade na saúde, pobreza, viuvez, institucionalização e solidão.
Em idosos institucionalizados, as taxas encontradas na literatura costumam ser
altas, tanto para sintomas depressivos, entre 10% e 30%, quanto para a Depressão Maior,
entre 5% e 12% ( GORDILHO, 2002 ).
Ansiedade
A ansiedade é uma emoção normal frente às circunstâncias ameaçadoras e é
considerada positiva na evolução humana, na luta pela sobrevivência.
O Transtorno da Ansiedade é considerada uma má adaptação das funções cerebrais
que desencadeiam uma série de reações como o medo, apreensão, tensão muscular,
sudorese, tremores, entre outros, sem um perigo iminente real.
O estudo Epidemiologic Catchment Área (ECA) avaliou taxas para o pânico, fobia
e TOC ( Transtorno obsessivo-compulsivo). Entre todos os pacientes acima de 65 anos,
6,8% das mulheres e 3,6% dos homens enquadraram-se nos critérios estabelecidos para um
dos três transtornos. A fobia, no entanto, parece ser o tipo de ansiedade mais comum em
adultos idosos, em 4,8% dos indivíduos idosos; o TOC foi encontrado em 0,8% e o
Transtorno do pânico, em 0,1% dos idosos (GORDILHO, 2002).
4.4. Principais patologias entre idosos institucionalizados
Os Idosos são mais susceptíveis a algumas doenças que indivíduos mais jovens. A
fragilidade da saúde, muitas vezes devido ao cansaço do organismo, leva os idosos a
adquirirem algumas patologias, já conhecidas como comuns a essa fase da vida.
Dentro deste tópico serão apontadas duas das mais comuns: a Hipertensão Arterial
e a Diabetes Mellitus.
Hipertensão Arterial
A Hipertensão Arterial é uma doença altamente comum em indivíduos idosos,
tornando-se um fator determinante na morbidade e mortalidade elevadas dessa população.
Aproximadamente 50 milhões de mortes/ano ocorrem no mundo, e destes, 30%, ou
seja, 15 milhões, são causados por doenças cardiovasculares como a hipertensão.
O mecanismo que explica o aumento progressivo da pressão sistólica observado
com a idade é a perda da distensibilidade e elasticidade dos vasos de grande capacitância.
Os indivíduos idosos com aumento da pressão sistólica tem menor débito cardíaco,
enquanto nos indivíduos mais jovens o débito cardíaco encontra-se elevado com pouca
alteração na resistências vascular periférica (BRANDAO et al., 2002).
Diabetes Mellitus
Diabetes mellitus é uma alteração do metabolismo associada a deficiência da
insulina.
Nos últimos anos, um grande número de estudos epidemiógicos foram feitos
avaliando a incidência da diabetes mellitus na população idosa. Embora estes tenham
variação na sua metodologia, todos demonstraram um aumento consistente da incidência e
prevalência desta patologia. Na população idosa brasileira a incidência é de 17,4% ( 60 a
65 anos), cerca de 6,4 vezes mais do que na população entre 30 e 39 anos ( NASRI, 2002).
5. MATERIAL E MÉTODOS
5.1 Local
O presente trabalho foi realizado em três instituições asilares para idosos nas
cidades da região: Machado/MG, Alfenas/MG e Carmo do Rio Claro/MG, buscando-se
compreender o contexto social, econômico e de saúde a que esses indivíduos estão
inseridos.
A Instituição de Machado/MG conta com 39 idosos, a de Alfenas com 70 idosos e a
Instituição de Carmo do Rio Claro/MG com 42 idosos. As Instituições tem sua renda
adquirida por meio de doações das Secretarias Municipal e Estadual, da população (70%
do total) e dos próprios idosos, que contribuem com 70% de suas aposentadorias. Contudo,
a contribuição não é um critério para a entrada nas instituições e sim, a necessidade de
assistência asilar.
5.2. Coleta das Informações
A coleta de informações teve seu início após consentimento livre e esclarecido dos
participantes (Anexo 1). O trabalho foi realizado com a população do Lar São Vicente de
Paulo de Machado/MG e de Alfenas/MG, e do Lar do Idoso Frederico Osanan em Carmo
do Rio Claro/MG, utilizando-se, para isso, um questionário estruturado, e tendo-se, como
técnica, a entrevista.
Além disso, foram coletados dados já armazenados nas Instituições, referentes à
saúde dos Idosos.
As entrevistas foram realizadas nas próprias Instituições, observando-se os aspectos
éticos e legais no que se refere ao anonimato dos entrevistados.
1. Quantos anos o Sr.(a) tem?
(
)60 a 70 anos
(
) mais de 70
2. Há quanto tempo o Sr.(a) está nesta instituição?
(
)1 a 5 anos
( )6 a 10 anos
( )mais de 10 anos
3. O Sr.(a) gosta de morar aqui?
(
)Sim
(
)Não
4. Com que freqüência seus familiares o visitam?
(
)Nunca/raramente
5.
O Sr.(a) possui assistência médica quando necessário?
( )Sim
(
( )Não
(
)Ás vezes
(
)Sempre
)Ás vezes
6. Os medicamentos que o Sr.(a) necessita são fornecidos gratuitamente?
(
)Sim
(
)Não
7. Quais das doenças abaixo o Sr.(a) possui?
(
)Hipertensão (
)Diabetes ( )Nenhuma (
)Outra _________________
8. Os funcionários tratam o Sr.(a) com o respeito devido?
(
)Sempre
( )Ás vezes
(
)Nunca
6. RESULTADOS E DISCUSSÃO
No presente tópico serão apresentados os resultados do questionário aplicado aos
idosos, das três instituições de Longa Permanência retro citadas.
Buscou-se, com as respostas, o levantamento do perfil dos idosos ali internados,
e, conseqüentemente, estabelecer parâmetros que possam efetivamente auxiliar o leitor a
formação de uma postura tuteladora dos direitos dos mesmos.
Tabela 1- Faixa etária dos idosos entrevistados no Lar São Vicente de Paulo de
Machado/MG, de Alfenas/MG, e do Lar do Idoso Frederico Osanan de Carmo do Rio
Claro/MG, durante o mês de outubro de 2006.
MACHADO/MG
60 a 70 ANOS
MAIS DE 70
ANOS
TOTAL
67%
CARMO
DO
CLARO/MG
69%
RIO
ALFENAS/MG
90%
33%
31%
10%
100%
100%
100%
GRÁFICO 1.1
FAIXA ETÁRIA DOS IDOSOS ENTREVISTADOS NO LAR SÃO
VICENTE DE PAULO DE MACHADO/MG
33%
60 A 70 ANOS
MAIS DE 70 ANOS
67%
GRÁFICO 1.2
FAIXA ETÁRIA DOS IDOSOS ENTREVISTADOS NO LAR DE IDOSOS
FREDERICO OSANAN DE CARMO DO RIO CLARO/MG
31%
69%
60 a 70 ANOS
MAIS DE 70 ANOS
GRÁFICO 1.3
FAIXA ETÁRIA DOS IDOSOS ENTREVISTADOS NO LAR SÃO
VICENTE DE PAULO DE ALFENAS/MG
10%
60 A 70 ANOS
MAIS DE 70 ANOS
90%
O Lar São Vicente de Paulo de Machado/MG, de Alfenas/MG, e o Lar do Idoso
Frederico Osanan de Carmo do Rio Claro possuem a maioria dos seus idosos com idade
entre 60 e 70 anos, sendo, portanto, os idosos com mais de 70 anos a minoria.
Tabela 2- Tempo de moradia dos idosos entrevistados nas instituições pesquisadas.
33%
23%
CARMO DO RIO
CLARO/MG
59%
17%
44%
24%
20%
100%
100%
100%
MACHADO/MG
1 a 5 ANOS
6 a 10 ANOS
MAIS
DE
ANOS
TOTAL
10
ALFENAS/MG
10%
70%
GRÁFICO 2.1
TEMPO DE MORADIA DOS IDOSOS ENTREVISTADOS DO LAR SÃO
VICENTE DE PAULO DE MACHADO/MG
33%
1 A 5 ANOS
44%
6 A 10 ANOS
MAIS DE 10
ANOS
23%
GRÁFICO 2.2
TEMPO DE MORADIA DOS IDOSOS ENTREVISTADOS NO LAR SÃO
VICENTE DE PAULO DE ALFENAS/MG
20%
10%
1 A 5 ANOS
6 A 10 ANOS
MAIS DE 10
ANOS
70%
GRÁFICO 2.3
TEMPO DE MORADIA DOS IDOSOS ENTREVISTADOS DO LAR
FREDERICO OSANAN DE CARMO DO RIO CLARO/MG
24%
1 A 5 ANOS
6 A 10 ANOS
17%
59%
MAIS DE 10 ANOS
O período de permanência dos idosos nas instituições pesquisado foi agrupado em
três faixas de tempo: de 1 a 5 anos, 6 a 10 anos e mais de 10 anos.
Verifica-se que, o período de permanência varia de uma cidade para outra, sendo
que no Lar São Vicente de Paulo de Machado/MG, a maioria dos idosos moram há mais de
10 anos; e, na instituição de Alfenas/MG, a maioria moram de 6 a 10 anos, diferentemente da
instituição do Carmo do Rio Claro/MG, em que a maioria dos seus idosos moram no asilo
num período de 1 a 5 anos.
Tabela 3 – Porcentagem de idosos entrevistados que estão satisfeitos em morar nas
Instituições.
SIM
NÃO
TOTAL
MACHADO/MG
72%
28%
100%
CARMO DO RIO CLARO/MG
62%
38%
100%
ALFENAS/MG
96%
4%
100%
GRÁFICO 3.1
PORCENTAGEM DE IDOSOS DO LAR SÃO VICENTE DE PAULO DE
MACHADO/M G SATISFEITOS COM A INSTITUIÇÃO
28%
SIM
NÃO
72%
GRÁFICO 3.2
PORCENTAGEM DE IDOSOS DO LAR FREDERICO OSANAN
DE CARMO DO RIO CLARO/MG SATISFEITOS COM A
INSTITUIÇÃO
38%
SIM
NÃO
62%
GRÁFICO 3.3
PORCENTAGEM DE IDOSOS DO LAR SÃO VICENTE DE PAULO DE
ALFENAS/MG SATISFEITOS COM A INSTITUIÇÃO
4%
SIM
NÃO
96%
Para que fosse possível o levantamento do perfil dos idosos das três instituições
pesquisadas, supra citadas, fez-se necessário o conhecimento a respeito da satisfação do
idoso em relação à moradia dentro das instituições de Machado/MG, Carmo do Rio
Claro/MG e Alfenas/MG, explanada na tabela 3.
Torna-se relevante ressaltar que a maioria dos idosos entrevistados relatou a
satisfação em morar nas Instituições.
Tabela 4 – Freqüência de visitas dos familiares dos idosos entrevistados no Lar São Vicente
de Paulo de Machado/MG e de Alfenas/MG e do Lar de Idosos Frederico Osanan de Carmo
do Rio Claro/MG.
MACHADO/MG
NUNCA/RARAMENTE
ÀS VEZES
SEMPRE
TOTAL
54%
28%
18%
100%
CARMO DO RIO
CLARO/MG
46%
40%
14%
100%
ALFENAS/MG
90%
10%
0%
100%
GRÁFICO 4.1
FREQUÊNCIA DE VISITAS DOS FAMILIARES DOS IDOSOS
ENTREVISTADOS NO LAR SÃO VICENTE DE PAULO DE
MACHADO/MG
18%
NUNCA/RARAMENTE
AS VEZES
54%
28%
SEMPRE
GRÁFICO 4.2
FREQUÊNCIA DE VISITAS DE FAMILIARES DOS IDOSOS
ENTREVISTADOS NO LAR SÃO VICENTE DE PAULO DE
ALFENAS/MG
10%
0%
NUNCA/RARAMENTE
AS VEZES
SEMPRE
90%
GRÁFICO 4.3
FREQUÊNCIA DE VISITAS DOS FAMILIARES DOS IDOSOS
ENTREVISTADOS NO LAR FREDERICO OSANAN DE CARMO DO
RIO CLARO/MG
14%
46%
NUNCA/RARAMENTE
AS VEZES
SEMPRE
40%
Assim, em continuidade ao trabalho, levantou-se com qual freqüência os idosos
institucionalizados recebiam visitas de seus familiares, informação esta, fundamental ao
sucesso do trabalho e ao alcance do objetivo do mesmo.
Ficou constatado, através dos dados estatísticos acima demonstrados, que os idosos
institucionalizados recebem poucas visitas de seus familiares.
Em todas as instituições percebe-se que a maioria dos idosos nunca ou raramente
recebem visitas de seus consangüíneos.
Observou-se, ainda, que os idosos da instituição Lar São Vicente de Paulo de
Alfenas/MG, não recebem visitas de seus familiares - a maioria nunca ou raramente recebem
visitas.
Tabela 5 – Porcentagem de idosos entrevistados que possuem assistência médica gratuita
nas Instituições em que estão internados.
MACHADO/MG
SIM
NÃO
ÀS VEZES
TOTAL
87%
5%
8%
100%
CARMO DO RIO
CLARO/MG
38%
29%
33%
100%
ALFENAS/MG
100%
0%
0%
100%
GRÁFICO 5.1
PORCENTAGEM DE IDOSOS DO LAR SÃO VICENTE DE PAULO DE
M ACHADO/MG QUE POSSUEM ASSISTÊNCIA MÉDICA GRATUITA
5%
8%
SIM
NÃO
AS VEZES
87%
GRÁFICO 5.2
PORCENTAGEM DE IDOSOS DO LAR SÃO VICENTE DE PAULO DE
ALFENAS/MG QUE POSSUEM ASSISTÊNCIA MÉDICA GRATUITA
0%
0%
SIM
NÃO
AS VEZES
100%
GRÁFICO 5.3
PORCENTAGEM DE IDOSOS DO LAR FREDERICO OSANAN QUE
POSSUEM ASSISTÊNCIA MÉDICA GRATUITA
33%
38%
SIM
NÃO
AS VEZES
29%
Outra característica pesquisada neste trabalho foi se os idosos institucionalizados
possuíam assistência médica gratuita quando necessário.
Percebe-se através dos resultados obtidos que, a maioria dos idosos das três
instituições asilares possuem assistência médica gratuita quando necessário. Contudo, vale
ressaltar que o Lar do Idoso Frederico Osanan em Carmo do Rio Claro/MG demonstrou um
equilíbrio entre a porcentagem de idosos que sempre possuem assistência médica gratuita
quando necessário, e os que esporadicamente recebem. Vale ressaltar a presença periódica de
médicos voluntários no asilo da cidade de AlfenasM/G.
Tabela 6 – Porcentagem de idosos entrevistados que recebem os medicamentos
necessários gratuitamente.
SIM
NÃO
TOTAL
MACHADO/MG CARMO DO RIO CLARO/MG
95%
69%
5%
31%
100%
100%
ALFENAS/MG
100%
0%
100%
GRÁFICO 6.1
PORCENTAGEM DE IDOSOS DO LAR SÃO VICENTE DE PAULO DE
MACHADO/MG QUE RECEBEM OS MEDICAMENTOS NECESSÁRIOS
GRATUITAMENTE
5%
SIM
NÃO
95%
GRÁFICO 6.2
PORCENTAGEM DE IDOSOS DO LAR FREDERICO OSANAN DE
CARMO DO RIO CLARO/MG QUE RECEBEM OS MEDICAMENTOS
NECESSÁRIOS GRATUITAMENTE
31%
SIM
NÃO
69%
GRÁFICO 6.3
PORCENTAGEM DE IDOSOS DO LAR SÃO VICENTE DE PAULO
DE ALFENAS/MG QUE RECEBEM OS MEDICAMENTOS
NECESSÁRIOS GRATUITAMENTE
0%
SIM
NÃO
100%
Avaliou-se, ainda, se os medicamentos necessários à manutenção da saúde dos
idosos eram fornecidos gratuitamente pelas instituições.
Os dados dos questionários aplicados revelaram que a maioria dos idosos recebem
medicamentos gratuitos das instituições, não necessitando desembolsar nenhum valor para a
obtenção dos mesmos, exceto em Machado e Carmo do Rio Claro cujo resultado não
alcançou 100%.
Tabela 7 – Condições de saúde dos idosos entrevistados.
MACHADO/MG
CARMO DO RIO
CLARO/MG
ALFENAS/MG
DIABETES MELLITUS
5%
2%
10%
HIPERTENSÃO
ARTERIAL
18%
24%
45%
NENHUMA
18%
29%
0%
OUTRAS
59%
45%
45%
TOTAL
100%
100%
100%
GRAFICO 7.1
PORCENTAGEM DE IDOSOS DO LAR SÃO VICENTE DE PAULO DE MACHADO/MG COM
HIPERTENSÃO ARTERIAL, DIABETES MELLITUS, NENHUMA E OUTRAS DOENÇAS
59%
0,6
0,5
0,4
0,3
18%
18%
0,2
5%
0,1
0
HIPERTENSÃO
ARTERIAL
DIABETES
MELLITUS
NENHUMA
OUTRAS
GRÁFICO 7.2
PORCENTAGEM DE IDOSOS DO LAR DO IDOSO FREDERICO OSANAN DE CARMO
DO RIO CLARO/MG COM HIPERTENSÃO ARTERIAL, DIABETES MELLITUS, NENHUMA
E OUTRAS DOENÇAS
45%
0,5
0,4
0,3
29%
24%
0,2
2%
0,1
0
HIPERTENSÃO
ARTERIAL
DIABETES
MELLITUS
NENHUMA
OUTRAS
GRÁFICO 7.3
PORCENTAGEM DE IDOSOS DO LAR SÃO VICENTE DE PAULO DE ALFENAS M/G
COM HIPERTENSÃO ARTERIAL, DIABETES MELLITUS, NENHUMA E OUTRAS
DOENÇAS
45%
0,45
0,4
0,35
0,3
0,25
0,2
0,15
0,1
0,05
0
45%
10%
0%
HIPERTENSÃO
ARTERIAL
DIABETES
MELLITUS
NENHUMA
OUTRAS
Com relação à saúde dos idosos entrevistados nas três instituições, foi levantado à
porcentagem de idosos que sofriam de Hipertensão arterial e Diabetes Mellitus, doenças
comuns a esse grupo populacional. Contudo, observou-se que não são essas as patologias
mais comuns aos idosos entrevistados, percebendo que existem outras mais comuns.
Dentre estas destacam-se Mal de Azheimer, Mal de Parkinson, Depressão e Distúrbios
Psicóticos, dentre outras. Ressalta-se ainda a alta porcentagem de idosos entrevistados no
Lar do Idoso Frederico Osanan de Carmo do Rio Claro/MG que não possuíam nenhum
tipo de patologia, o que sugere que a causa da internação não foi por problemas de saúde.
Tabela 8 – Freqüência com que os funcionários dos asilos tratam os idosos
respeitosamente.
MACHADO//MG
SEMPRE
ÀS VEZES
NUNCA
TOTAL
82%
15%
3%
100%
CARMO DO RIO
CLARO/MG
52%
48%
0%
100%
ALFENAS/MG
100%
0%
0%
100%
GRÁFICO 8.1
FREQUÊNCIA COM QUE OS FUNCIONÁRIOS DO LAR SÃO
VICENTE DE PAULO DE MACHADO/MG TRATAM OS IDOSOS
ENTREVISTADOS RESPEITOSAMENTE
15%
3%
SEMPRE
AS VEZES
NUNCA
82%
GRÁFICO 8.2
FREQUÊNCIA COM QUE OS FUNCIONÁRIOS DO LAR DO IDOSO
FREDERICO OSANAN DE CARMO DO RIO CLARO/MG TRATAM OS
IDOSOS ENTREVISTADOS RESPEITOSAMENTE
0%
SEMPRE
AS VEZES
48%
NUNCA
52%
GRÁFICO 8.3
FREQUÊNCIA COM QUE OS FUNCIONÁRIOS DO LAR SÃO VICENTE
DE PAULO DE ALFENAS/MG TRATAM OS IDOSOS ENTREVISTADOS
RESPEITOSAMENTE
0%
0%
SEMPRE
AS VEZES
NUNCA
100%
Como último item avaliado está a freqüência com que os funcionários das
Instituições Lar São Vicente de Paulo de Machado/MG e de Alfenas/MG e do Lar do Idoso
Frederico Osanan de Carmo do Rio Claro tratam respeitosamente os idosos entrevistados.
Felizmente, os dados analisados concluíram que, na maioria das vezes, os funcionários
tratam os idosos com o respeito devido, sendo que, somente uma minoria, do Lar São
Vicente de Paulo de Machado/MG, revelou que nunca eram tratados respeitosamente. A
população do Lar São Vicente de Paulo de Alfenas/MG, revelou que não existem situações
em que são tratados desrespeitosamente.
7. CONCLUSÃO
Em vista do aumento crescente da população idosa no Brasil, e conseqüentemente, do
aumento das Instituições de Longa Permanência, popularmente conhecidas como “asilos”,
surgiu uma preocupação em relação a qualidade de vida dos idosos dentro destas
Instituições, observando-se as características gerais da vida asilar, bem como o perfil dos
mesmos.
Muitas vezes, as famílias não possuem a renda ou o tempo suficiente para manter
aqueles, cuja idade, muitas vezes, não lhes permite a auto-suficiência, e a garantia da
satisfação de suas necessidades, levando assim, a escolha da internação destes em
instituições de Longa Permanência.
Verificou-se, ao desenvolver o presente trabalho, que as famílias dos idosos
institucionalizados, na maioria das vezes, são ausentes no que se refere à relação com os
idosos, o que tem, na maioria das vezes, levado-os à depressão, distúrbios da ansiedade,
entre outros. Notou-se que, na maioria das Instituições, os idosos são carentes
afetivamente, posto que, raramente recebem visitas de familiares.
Embora a ausência familiar seja marcante na vida de cada entrevistado, observou-se
que esta lacuna é parcialmente preenchida pelo trato recebido dos funcionários destas
instituições.
O aparecimento de doenças, tais como diabetes mellitus, hipertensão arterial,
depressão, distúrbios psicóticos, AVC, entre outras, que normalmente são fatores
preponderantes na debilitação da pessoa humana com idade avançada, atrelado às
condições econômicas dos mesmos, pode levá-los a buscar abrigo em instituições como as
citadas, onde, a assistência médica e o fornecimento de medicamentos são gratuitos, lhes
assegurando uma qualidade de vida melhor do que teriam com os seus consangüíneos,
verificados pelas respostas obtidas no quesito: gratuidade assistencial.
Destarte, conclui-se que, apesar da falta que sentem os entrevistados do contato
com os familiares, das patologias em que são acometidos, ora pela idade, ora por outros
fatores externos, a grande maioria se diz feliz e satisfeita com o tratamento recebido, com
os serviços fornecidos pelas instituições, e que, continuarão, nestas instituições,
independentemente da presença de seus familiares, a luta pela vida.
8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Institucionalizado. In: FRETAS, Elizabete, et al. Tratado de Geriatria e Gerontologia. 1ª
ed., Rio de Janeiro: Guanabara Koogan , 2002, v. único, c. 93, p. 768 - 777.
BRANDÃO, Ayrton Pires, et al. Hipertensão Arterial no Idoso. In: FRETAS, Elizabete, et
al. Tratado de Geriatria e Gerontologia. 1ª ed., Rio de Janeiro: Guanabara Koogan ,
2002, v. único, c. 30, p. 249 – 262.
CAMARANO, Ana Amélia. Envelhecimento da População Brasileira: uma Contribuição
Demográfica. In: FRETAS, Elizabete, et al. Tratado de Geriatria e Gerontologia. 1ª ed.,
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan , 2002, v. único, c. 6, p. 58 – 70.
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DAVIM, Rejane Marie Barbosa, TORRES, Gilson de Vasconcelos, DANTAS, Susana
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2004,
vol.12,
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Disponível
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GORDILHO, Adriano. Depressão, Ansiedade, outros Distúrbios Afetivos e Suicídio. In:
FRETAS, Elizabete, et al. Tratado de Geriatria e Gerontologia. 1ª ed., Rio de Janeiro:
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MACHADO, Laura e QUEIROZ, Zally V. Negligência e Maus-tratos. In: FRETAS,
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Geriatria e Gerontologia. 1ª ed., Rio de Janeiro: Guanabara Koogan , 2002, v. único, c.
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ROLIM,
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Entre
o
silencio
e
a
morte.
Disponível
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<
http://www.rolim.com.br/2002/modules.php?name=Sections&sop=viewarticle&artid=48>
criado em Março de 2002, acessado em 10/09/2005.
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perfil dos idosos em instituições asilares de três - Unifal-MG