EDIÇÃO Nº 690 - DE 23/10/06 A 29/10/06 Edição 690 23/10/06 29/10/06 ASSEMBLÉIA HISTÓRICA! • Trabalhadores lotam o Sindicato e aprovam proposta. • Acordo é um dos melhores do país. Mesmo com a forte chuva que caiu durante toda a quinta-feira (19/10), os trabalhadores não faltaram com seu compromisso e lotaram o sindicato para avaliar a proposta construída na mesa de negociação. Por ampla maioria, os trabalhadores aprovaram a assinatura do acordo. Foi uma assembléia histórica como há anos não acontecia na nossa categoria. O acordo fechado é senão o melhor, um dos melhores do país, pois contempla reposição total da inflação e um aumento real superior até ao conquistado por categorias importantes como os metalúrgicos do ABC e os bancários de todo o Brasil. Conquistamos também aumento real nos pisos salariais e ainda, para os trabalhadores das empresas que não tem PLR, um abono único especial referente a 2006. Mas não é só isso. Fechamos a campanha salarial do ano passado com aumento real e os tra- balhadores que ficaram sem acordo, receberão uma indenização especial a titulo de pagamento de retroativo referente ao período 2005/06. Mas não pára por ai. Avançamos bastante na área social com a inclusão ou modificação de cláusulas que vão melhorar as condições de trabalho de todos os trabalhadores metalúrgicos. Portanto, leiam o jornal com bastante atenção e confiram todas nossas conquistas. Parabéns companheiros pela grande vitória. Confira as principais c EDIÇÃO Nº 690 - DE 23/10/06 A 29/10/06 Clausulas Econômicas AUMENTO SALARIAL Retroativo à 1º de outubro de 2004 nos termos e condições: A) As empresas com 01 à 50 trabalhadores: 11,55% até o limite salarial de R$ 3.225,00. Para os trabalhadores que em 1º de outubro de 2004 recebiam acima deste valor será concedido um valor único de R$ 372,49. B) As empresas com 51 à 400 trabalhadores: 12% até o limite salarial de R$ 3.225,00. Para os trabalhadores que em 1º de outubro de 2004 recebiam acima deste valor será concedido um valor único de R$ 387,00. C) As empresas acima de 400 trabalhadores: 12,40% até o limite salarial de R$ 3.225,00. Para os trabalhadores que em 1º de outubro de 2004 recebiam acima deste valor será concedido um valor único de R$ 399,90. OBS: As empresas que fizeram Acordo Coletivo de Trabalho ou antecipações salariais só poderão compensar até 7,5% dos percentuais aqui estipulados. INDENIZAÇÃO ESPECIAL RETROATIVO Á título de pagamento de retroativo referente ao período 2004/2005 será pago uma Indenização Especial no valor de 90% do salário em até 06 parcelas de 15% do salário corrigido. OBS: Os trabalhadores demitidos entre 01 de outubro de 2005 à 30 de setembro de 2006 deverão solicitar às empresas o pagamento desta Indenização/Retroativo até o dia 31 de dezembro de 2006. O valor será de 1/12 por mês ou fração de 15 dias trabalhados dentro deste período. Os trabalhadores afastados por qualquer motivo, exceto Acidente de Trabalho, receberão 1/12 por mês ou fração de 15 dias trabalhados dentro deste período. Na hipótese de rescisão contratual, a Indenização/Retroativo acima citada será paga de uma só vez juntamente com o acerto. Clausulas Sociais Novas e A PISO SALARIAL A) As empresas que em 30 de setembro de 2006 contavam com até 20 trabalhadores: R$ 376,20. B) As empresas que em 30 de setembro de 2006 contavam com de 21 à 50 trabalhadores: R$ 413,60. C) As empresas que em 30 de setembro de 2006 contavam com 51 à 400 trabalhadores: R$ 446,60. D) As empresas que em 30 de setembro de 2006 contavam com 401 à 1000 trabalhadores: R$ 488,40. E) As empresas que em 30 de setembro de 2006 contavam com mais de 1000 trabalhadores: R$ 607,20. ABONO ÚNICO ESPECIAL As empresas que não tiveram PLR e que em 30 de setembro de 2006 contavam: a) até 10 trabalhadores.-20% do salário corrigido com o mínimo de R$ 111,48 e o máximo de R$ 187,44. b) de 11 à 150 trabalhadores- 22% do salário corrigido com o mínimo de R$ 111,48 e o máximo de R$ 228,02. c) de 151 à 400 trabalhadores- 25% do salário corrigido com o mínimo de R$ 117,29 e o máximo de R$ 293,19. d) de 401 à 1000 trabalhadores- 30% do salário corrigido com o mínimo de R$ 162,89 e o máximo de R$ 407,22. e) com mais de 1000 trabalhadores35% do salário corrigido com o mínimo de R$ 219,90 e o máximo de R$ 548,92. IMPORTANTE: • As empresas com até 20 trabalhadores pagarão em até 4 parcelas iguais. • As empresas com 21 à 50 trabalhadores pagarão em até 3 parcelas iguais. • As empresas com acima de 50 trabalhadores em 2 parcelas iguais. • Todas as parcelas serão pagas a partir de 20 de dezembro de 2006. FÉRIAS PROPORCIONAIS O empregado que solicitar demissão do emprego, antes de completar 12 meses de serviço terá direito à remuneração relativa ao período incompleto de férias acrescidas de 1/3 de conformidade com o disposto no parágrafo único do artigo 146 da CLT. GARANTIA AO EMPREGADO EM VIAS DE APOSENTADORIA Ao trabalhador que estiver comprovadamente há 2 anos da aposentadoria será garantido o emprego ou pagamento ao INSS das parcelas restantes para se aposentar. GARANTIA DE EMPREGO À GESTANTE Às gestantes será garantida estabilidade no emprego desde a confirmação da gravidez até 6 meses após o parto. CRECHE Às trabalhadoras em empresas com mais de 1.000 trabalhadores e que não mantiverem uma creche será pago mensalmente à título de creche para seu filho a quantia de R$ 140,00 até o filho completar 2 anos de idade. CIPA (ALTERAÇÃO) As empresas informarão ao Sindicato dos Empregados, com antecedência mínima de 20 dias, o programa e a data de realização da SIPAT – Semana de Prevenção de Acidentes, incluindo também Programa de Prevenção à AIDS. ACIDENTE DE TRABALHO As empresas são obrigadas a manter equipamento necessário para prestação de primeiros socorros e transporte de acidentado no trabalho. RISCO GRAVE IMINENTE GARANTIA DE EMPREGO E SALÁRIO Será garantido o emprego e salário dos trabalhadores até 31 de dezembro de 2006. Qualquer representante da CIPA deverá comunicar ao SESMT da empresa (quando houver) ou a sua chefia imediata a existência de condição de risco grave e iminente de acidente no local de trabalho. conquistas do acordo EDIÇÃO Nº 690 - DE 23/10/06 A 29/10/06 Alteradas Conquista histórica Sindicalização no interior das fábricas Uma reivindicação histórica dos trabalhadores e dos movimentos sindicais é o de realizar o trabalho de sindicalização no interior das fábricas. Isso, na nossa categoria, nunca foi possível pela resistência patronal, que não quer o fortalecimento do Sindicato. Mas com a inclusão da cláusula ao lado essa situação muda, pois ela permite que uma vez ao ano, o sindicato realize o trabalho de sindicalização no interior das fábricas. Isso, com certeza, deverá aumentar consideravelmente o nosso quadro de sócios e fortalecer nossa entidade. Portanto, é, sem dúvida, uma grande conquis- ta. “As empresas, uma vez a cada ano, e desde que solicitado pelo Sindicato dos Trabalhadores, permitirão que o Sindicato Profissional realize campanha de sindicalização dentro de suas dependências, disponibilizando local e condições para este fim, mediante prévio entendimento com o Sindicato. Os períodos serão convencionados de comum acordo pelas partes, e a atividade será desenvolvida fora do ambiente de produção, e, de preferência nos intervalos de descanso da jornada normal de trabalho”. AGORA, DENTRO DA FÁBRICA! DESCONTO NEGOCIAL Será descontado dos salários corrigidos o percentual de 4,5%, à título de taxa negocial, sendo que 2,5% no salário de novembro de 2006 e 2% no salário de dezembro/06. Queremos deixar claro que o limite máximo de desconto em cada parcela será de R$ 50,00. O trabalhador que não concordar com o desconto negocial, terá cinco dias de prazo para apresentar a cartinha de oposição ao pagamento dessa taxa (do dia 23 ao 27/10). Atenção! A apresentação da cartinha de oposição deverá ser protocolada na sede do Sindicato (Rua da Bahia, 570, 5o andar-Centro de BH) e a mesma tem de ser escrita de próprio punho (não podem ser datilografadas ou redigidas por computador). Obs: Os sócios do Sindicato serão anistiados da mensalidade sindical nos meses de novembro e dezembro/06. Veja dois exemplos de desconto: Lembrete: O acordo mantém as demais cláusulas da última Convenção Coletiva. Salário de R$ 1.000,00 4,5% de desconto = R$ 45,00 (sendo R$ 25,00 em novembro e R$ 20,00 em dezembro de 2006) Salário de R$ 500,00 4,5% de desconto= R$ 22,50 (sendo R$ 12,50 em novembro e R$ 10,00 em dezembro de 2006) EDIÇÃO Nº 690 - DE 23/10/06 A 29/10/06 PÁGINA 4 Eleição Presidencial Oito anos de governo tucano. Você quer isso de volta? Quem não se lembra? Durante o governo FHC empresas públicas foram privatizadas. A Vale do Rio Doce, Embratel, Telebrás, Usiminas, etc. O patrimônio do povo brasileiro, cujos lucros engordavam os cofres do estado, foram vendidas a preço de banana, e os lucros passaram a ser embolsados por empresas privadas, muitas delas multinacionais. Com isso o Estado deixou de produzir dinheiro e o que aconteceu então? Sobrou pra nós. Foram criados um monte de impostos que nós cidadãos somos obrigados a pagar para sustentar o Estado. No governo FHC as políticas sociais eram tímidas. O comunidade Solidária era uma iniciativa nanica comparada a grandiosidade do Bolsa família, que hoje distribui renda para mais 40 milhões de pessoas. Graças a isso de cada 100 brasileiros que viviam na miséria, nos últimos 4 anos, 19 passaram á classe média. Com FHC o dinheiro público foi usado para socorrer bancos privados: o Proer. O Banco Econômico recebeu R$ 9,8 bilhões. Instalou-se uma CPI que, controlada pelo planalto, justificou a maracutaia e nunca investigou a Pasta Rosa, que continha os nomes de 25 deputados federais subornados pelo Econômico. Houve ainda os casos dos precatórios; da compra de votos para aprovar a emenda constitucional que permitiu a reeleição de FHC; do socorro aos bancos Marka e FonteCidam no valor de R$ 1,6 bilhão (os tucanos impediram a instalação de CPI para investigar o caso); as falcatruas na Sudam, onde nada foi apurado porque o procurador geral da república de então engavetou os 242 processos contra o governo. Então companheiros, vocês querem isso de volta? Fonte: Carta aberta os leitores cristãos do Frei Betto. O PSDB e a privatização da Petrobrás O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso abriu a boca em entrevista à CBN, e entregou o jogo ao reafirmar que o objetivo tucano é mesmo a privatização da Petrobrás. Nada mais óbvio para quem coroou o processo de entrega de 121 empresas estatais, arrebatadas a preço de banana pelo capital estrangeiro com dinheiro público via BNDES. O que Geraldo Alckmin tenta esconder do país é que ele representa mais do mesmo FHC. O candidato tucano fala hoje que é contra a entrega do patrimônio público, mas foi exatamente o que fez às vésperas de sua saída do governo do Estado de São Paulo, ao leiloar a linha 4 do Metrô e a Com- panhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP). Esta última, avaliada em R$ 16 bilhões, foi arrematada pelos norte-americanos por apenas R$ 1,193 bilhão e ainda com R$ 600 milhões em caixa. E o que dizer da privatização com o aumento descomunal dos pedágios nas rodovias? E a Nossa Caixa Seguros? Basta consultar o site do candidato tucano para conferir que entre os elaboradores do seu programa de governo estão diversos ex-ministros de FHC, entre eles Mendonça de Barros, que também disse com todas as letras que privatizaria a Petrobrás. Nota oficial da CUT Vamos comparar? Lula (1o mandato) Operações da Policia Federal contra a corrupção e contra o crime organizado FHC (em 2 mandatos) 183 20 6 milhões 700 mil Divida paga 14,7 bilhões Inflação 2,8% 12,53% Crescimento industrial 3,77% 1,94% 2,3 cestas básica 1,3 cestas básicas Criação de empregos Divida com o FMI (em dólares) Salário Mínimo Você sabia que Alckmin já votou contra a redução da jornada? É isso mesmo.Durante a discussão e votação da nova Constituição (1988), deputados federais eleitos debateram sobre vários temas que mexiam com a vida, o bolso e os direitos dos trabalhadores e de toda a população. Naquele então, Lula e Alckmin eram membros do congresso e participaram dessa discussão. Um trabalho de levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) revelou que Alckmin votou a favor de alguns direitos sociais, mas foi contra a estabilidade no emprego, redução da jornada de trabalho e ainda votou contra o monopólio estatal do petróleo. Lula, ao contrario, defendeu todos esses pontos. Pois é gente. O passado de uma pessoa reflete o caminho que ela vai seguir no futuro.Se Alckmin pensava assim 1988, vocês acham que ele agora mudou de opinião? Vamos votar com consciência Companheiro, dia 29 de outubro será realizado em todo Brasil o segundo turno da eleição para presidente da república. Dois projetos totalmente diferentes e que já governaram nosso país estarão se enfrentando nas urnas. Portanto, você tem subsídios suficientes para escolher o Brasil que você quer para os próximos 4 anos. Vote naquele candidato que já mostrou compromisso com a classe trabalhadora. Compareçam as urnas e votem com consciência. Setor de Serralheria e Reparação de Veículos Os trabalhadores dos setores de Serralheria e Reparação de Veículos, em assembléia realizada na sede do Sindicato dia 18/10, rejeitaram a proposta apresentada pela patronal. Diante dessa situação foi agendada uma nova reunião de negociação entre as partes para o dia 23/10/06, às 08:00 horas. Retífica Argentina O Sindicato dos Metalúrgicos vêm tentando há alguns meses uma reunião com a direção da empresa para resolver questões pertinentes aos direitos dos trabalhadores como insalubridade, equipamentos de EPI e salários. A empresa paga uma parte do salário fora da folha de pagamento para reduzir seus encargos trabalhistas (férias, 13o, etc). Registra, por exemplo, um salário de R$ 500,00 na carteira e paga o restante por fora. Além disso, não paga a porcentagem certa sobre as horas extras realizadas pelos trabalhadores, conforme estabelece nossa Convenção Coletiva. Por culpa da intransigência e falta de respeito da direção desta empresa a reunião ainda não foi realizada. Voltamos a repetir o que já dissemos na edição 688 de O Metalúrgico, se a patronal mantiver essa posição intransigente, vamos denunciar essa situação ao Ministério Público do Trabalho e pedir a fiscalização dessa empresa. Nota de falecimento È com enorme pesar que comunicamos o falecimento do Sr. Dimas Ferreira de Almeida, pai da companheira Célia (secretaria geral do sindicato), ocorrida no último dia 19/10. Diretores e funcionários do Sindicato dos Metalúrgicos de BH/Contagem lamentam tão irreparável perda e se solidarizam com a dor dos seus familiares. Sind. Metalúrgicos de BH, Contagem, Ibirité, Sarzedo, Rib. das Neves, Nova Lima, Raposos e Rio Acima - R. Camilo Flamarion, 55 - J. Industrial - CEP: 32215310 - Contagem - Tel: 3369.0510 - Fax: 3333.4893 - e-mail: [email protected] - Dir. Resp: Adair Marques, Adilson Pereira e Wilton Gonçalves Redação: César Dauzacker (MG07687-JP) - Diagramação: Viveiros Edições (8872.6080) - Tiragem: 15.000 exemplares - Impressão: Fumarc