O que aconteceu no mundo em 1858?
na Bahia
Charles Darwin publicou o livro “A Origem das
Espécies” em 24 de
novembro de 1859.
Os 1.250 exemplares se esgotaram no
primeiro dia e expuseram as idéias de
Darwin sobre seleção
natural e a teoria da
evolução, se opondo
amplamente às teorias vigentes na época
– criacionismo e catastrofismo.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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BORGES, Sebastião Wenceslau. Memoriando, 3ed,
Editora São Paulo, 2003.
GRILO, Antonio Theodoro. Sindicato Rural de Passos,
Editora São Paulo, 2002.
GRILO, Antonio Theodoro. Câmara Municipal 150
anos, Editora São Paulo, 1998.
MAIA, Marcio Lemos Soares, org. Caminhos de Passos,
dicionário dos nomes das ruas, praças e avenidas de
Passos-MG, 2001.
NORONHA, Washington. História da cidade de Passos,
do Senhor Bom Jesus dos Passos, vol. 1 e 2.
NEGRAO, Helio. Registros, (Falta referência)
VASCONCELOS, Elpídio Lemos de. Álbum de Passos,
1920.
Darci Morais – Acervo de fotos e documentos.
EXPEDIENTE
Especial editado pelo Jornal Folha da Manhã e Fundação de
Ensino Superior de Passos - FESP
JORNAL FOLHA DA MANHÃ
Carlos Antônio Alonso Parreira - Diretor Jornalístico
Maria das Graças Lemos - Diretora Comercial
FESP/UEMG
Profº Fábio Pimenta Esper Kallas - Presidente do Conselho
Curador
Moeda com
brasão do
segundo império
e efígie de D.
Pedro II, no valor
de 10 mil réis,
de 1858
EDIÇÃO
EDIÇÃO:: Carlos Antônio Alonso Parreira/ Profª Selma Tomé
PESQUISA E REDAÇÃO: Profª Leila Maria Suhadolnik Oliveira Pádua Andrade
CONSUL
TORIA
CONSULT
ORIA:: Laboratório de História Fesp/Uemg e Profº
Antônio Theodoro Grilo
REVISÃO: Profº José dos Reis Santos
IMA
GENS E FO
TOGRAFIA
IMAGENS
FOT
OGRAFIA:: Profº Diego Vasconcelos
PROJET
O GRÁFICO/MONT
AGEM: Profª Heliza Faria
PROJETO
GRÁFICO/MONTA
Fascículo 03/10 - Maio de 2008
Em abril de 1858, nasceu Émile Durkheim (1858–1917). Considerado o pai
da sociologia moderna, ele estudou os fatos
sociais e seus conceitos.
No dia 29 de maio, o pintor alemão
Johann Moritz Rugendas faleceu. Rugendas
ficou famoso pintando aquarelas da vida cotidiana do Império Brasileiro. Através das
gravuras, podemos perceber cenas da vida
social, religiosa e política desse período da
História do Brasil.
As três Igrejas da cidade
Nessa época, além da Igreja do Senhor dos Passos,
existia a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e uma capelinha em louvor a Santo Antônio – esta fora construída
por um português de nome Sr. Antônio, dono de um comércio, quando o arraial ainda estava sendo formado. A
capelinha tinha a frente para a Barrinha e ficava na Rua
Santo Antônio. Defronte, foi construída a Igreja de Santo
Antônio, cuja obra começou em 1855.
Igreja do Rosário
Em março de 1852, o vigário da Matriz, padre Francisco de Assis Pinheiro Uchoa, e várias pessoas da Vila
Formosa resolveram erigir um templo em homenagem a
Nossa Senhora do Rosário. Antes disso, há indicações,
em 1836, de que uma capelinha existia no local, onde
“reis e rainhas e mais irmãos hão de servir à N. Sra do
Rosário” – uma clara referência aos festejos de Reisado e
Congadas que se concentravam no largo.
Em 1855, foi feito um contrato entre a Irmandade
Nossa Senhora do Rosário e Jacinto Salgado para efetivar
a construção da igreja. Passados alguns anos, Antônio
Correa da Paixão e Ecídio Martins Borges foram contratados para colocar os sinos e o envidraçamento das janelas.
Durante as celebrações da Semana Santa, quando a
cidade enchia-se de gente, a tradicional procissão do encontro descia da Igreja do Rosário em direção à Rua Direita (hoje, Rua Antônio Carlos) integrando os dois largos da
Matriz e do Rosário, como ainda hoje denominamos o
centro da cidade.
Igreja de Santo
Antônio
Em 1855, o Tenente Vasconcelos, Joaquim
Rodrigues de Vasconcelos, foi nomeado
como zelador da capelinha de Santo Antônio,
que estava em péssimas
condições de conservação. Graças à iniciativa
dele e do entalhador
Nicolau Paraíso, foi iniciada a construção. Em
1875, a obra já estava
concluída. Portanto,
quando Passos foi elevada a cidade, a igreja
estava em construção.
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Os limites do município
Os limites da antiga Vila
foram relatados pela Câmara
ao Governo da Província de
Minas Gerais, em 1854.
Nesse documento, podemos
ter a noção de como eram os
limites da cidade 150 anos
atrás, já que pouca coisa deve
ter mudado em quatro anos.
Ele atesta que havia
quatro freguesias rurais, onde
estavam localizadas 50
fazendas, as quais se
dedicavam à engorda de gado,
carneiros e porcos. Existiam
três engenhos de cana, uma
fábrica de cal e quatro
engenhos de serra.
Os limites geográficos foram assim
relatados: “Principia na Barra do Rio São
João no Rio Grande, seguindo por aquele
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Em 1858, ainda era
utilizado no Brasil o
Daguerreótipo (foto acima) - um dos primeiros tipos de câmera fotográfica, que a partir
desse ano, caiu em desuso e deu lugar à
“Câmera de Bertsch”
(foto abaixo).
acima até a Barra do Rio Santana, e por
este acima até frontear o espigão do
Morro Catas Altas e por este até o
mesmo Rio São João, até frontear o
Morro da Mumbuca, acima
da Fazenda do Vira, e pelo
mesmo espigão até o alto do
Morro do Bom Descanso;
seguindo o espigão que
divide as águas do
Conquistinha do Bocaina;
daí, rumo direito ao alto da
serra, atravessando esta, à
procura da cabeceira do
córrego das Areias e
seguindo o dito espigão
acima do açude da água que
serve na mesma fazenda das
Areias e seguindo o dito
espigão até o alto da serra,
e por esta, procurando
atravessar o Conquistinha até a barra do
mesmo Rio Grande, e descendo por este
até a barra do Rio São João, onde começa
esta divisa.”
Do pavor a um surto de bexigas
nasceu a Santa Casa de Misericórdia
Durante este surto de varíola que assustou a população e,
após pressão das autoridades
políticas, a Assembléia Provincial
de Minas Gerais baixou a Lei nº
1151 de16 de outubro de 1861
sob o nome Carta de Lei que cria
na cidade de Passos uma Casa
de Caridade e contém outras disposições. A lei tem 6 artigos.
O artigo 3ºdiz que: “O dispositivo na presente lei só terá
efeito, depois que o cidadão Jerônimo Pereira de Melo e Souza
tiver realizado sua promessa de
doar um edifício adaptado aos
fins da instituição, e com os precisos móveis e utensílios no valor
de doze contos de reis e bem assim dotar o mesmo estabelecimento com um fundo de oito contos
de réis que serão postos a prêmio em benefício da casa.”
O artigo 5º dispôs que o Fundador do hospital seria o seu provedor perpétuo e poderia designar em testamento seu sucessor.
Cumprindo a promessa referida
no artigo 3º, o Barão de Passos adquiriu uma casa na esquina do Beco
do Padre Cintra, com a Rua das Flores, hoje é a esquina que abriga o
Grupo Escolar Francina de Andrade.
Em 1865, foi inaugurada a
Casa de Caridade sob a coordenação da Irmandade Nossa Senhora das Dores.
O hospital permaneceu nesse local até 1904.
O progresso da vila e
sua elevação a cidade
Em 09 de outubro de 1848, o
Dr. Bernardino
José de Queiroz
sancionou a Lei
Provincial nº 386,
que elevou à categoria de Vilas as
freguesias do Bom
Jesus dos Passos
e Patafúfio, determinando que os
habitantes dos
municípios deveriam arcar com as despesas de construção dos edifícios necessários para o funcionamento da Câmara, da Justiça e da
Cadeia Pública.
26
A primeira eleição para compor a
Câmara da Vila foi realizada em 04 de
agosto de 1850. No dia 07 de setembro
do mesmo ano, aconteceu a primeira sessão,
A festa de instalação
A sessão de instalação aconteceu em clima de festa, com muitos visitantes
das vilas vizinhas apinhados na casa do Coronel Manoel José Lemos, na esquina
da Praça da Matriz, onde foi o Café Globo. Do lado de fora, nosso primeiro
fabricante de fogos de artifício o Sr. Antônio Caetano de Faria Loulou preparou e
soltou o foguetório, fato este que virou uma tradição passense. Nada como uma
queima de fogos para marcar uma comemoração, principalmente se for política.
A ORGANIZAÇÃO DA VILA
que foi presidida pelo Coronel José Caetano Machado, o vereador mais
votado. As primeiras
sessões ocorreram na
residência do Coronel
Manoel José Lemos até
que fossem construídas a sede da Câmara
e da Cadeia Pública. O
coronel José Caetano
Machado e os vereadores esforçaram-se trabalhando gratuitamente
e fazendo contribuições em dinheiro
para iniciar os trabalhos da instituição.
Cada vereador contribuiu inicialmente
com vinte mil réis.
Devido ao exemplo de cidadania e desprendimento desses primeiros políticos, é importante citar os seus nomes:
José Caetano Machado
Jerônimo Pereira de Mello e Souza
Manuel Cardoso Osório
Manoel José Lemos
Camilo Antônio Pereira de Carvalho
Padre Fortunato José da Costa
Fidelis Rodrigues de Faria
Os vereadores da Câmara Municipal iniciaram os trabalhos cotidianos com o objetivo de organizá-la e torná-la funcional; demarcaram os limites
da vila, criaram a agência dos Correios em 1851 e providenciaram para reparar pontes, consertar ruas e conceder terrenos para as construções que
estavam aumentando. Essas construções eram casas grandes, com muitas janelas na frente, hortas enormes, pastinho para animais, chiqueiros e
galinheiros.
A vila compreendia três concentrações de povoamento: a mais antiga margeando o Ribeirão São Francisco e o Córrego dos Boiadeiros na
Barrinha, onde se situava a praça mais antiga da cidade, que hoje leva o nome de Blandina de Andrade; um ajuntamento de casas no alto,
compreendendo o Largo de Santa Rita margeando o Caminho do Desemboque e passando pela árvore de Santa Bárbara; e o núcleo mais
importante, que era o do Largo da Matriz, onde se concentravam as melhores casas das famílias mais ricas.
Em 1851, a criação de gado começava a mostrar as suas benéficas conseqüências. Boa parte dos fazendeiros e camponeses passou a exercer a
atividade da pecuária de engorda, implantando invernadas por todos os lados. A possibilidade de riqueza continuou atraindo famílias de outros lugares,
como Candeias, Lavras, Oliveira, Ouro Preto, Três Pontas, Rio de Janeiro, Tamanduá, Rio Preto e Turvo.
As primeiras décadas pós a emancipação
30
A partir de
1859, a região começou a ser assaltada por um surto
de catapora chamada pela população
de “bexiga”. A população da jovem
cidade ficou alarmada. Para amenizar a situação, a
Câmara Municipal
tomou algumas
providências: recomendou que os habitantes mantivessem limpos os terrenos e as casas,
evitassem contágio com doentes e
conser vassem a
saúde. Quando, em
1862, os casos aumentaram, a Câmara
formou uma comissão e providenciou o
isolamento dos bexigosos, retirando os
contaminados – especialmente os mais
pobres – do centro da cidade e internando-os nas casas de caridade localizadas na periferia. Assim, a elite estaria
preservada do contágio.
Em 1868, dez anos depois da
emancipação, foi fundada em Passos
a Corporação Musical Nossa Senhora das Dores, que abrilhantava as co-
memorações cívicas e religiosas. Seus
fundadores foram: Alferes Isaías Pedroso de Barros, Major Joaquim Calimério Nestor dos Santos e Alferes
Vicente Rodrigues Trindade. Em
1890, a Corporação passou por uma
reorganização, inclusive com a elaboração de estatutos. Nessa época,
era regida por Antenor Lopes. Desde a formação da cidade, podemos
observar que a música acompanha os
passenses.
Mais de 200 anos?
A nossa história, na verdade, tem mais de 200 anos. Cidades
históricas como São Paulo e Rio de Janeiro comemoram suas idades a
partir da fundação e não da elevação à condição de cidade, como aqui
em Passos.
No caso de São Paulo, padres jesuítas escolheram um local, no
Vale do Anhangabaú, para construírem um colégio. A missa celebrada
no local, em 25 de janeiro de 1554, é o marco fundador da vila que iria
se formar. São Paulo comemorou 454 anos em 2008, contando sua
existência a partir dessa data.
No Rio de Janeiro, Estácio de Sá construiu um forte na baía protegida
para dar início à expulsão de franceses protestantes que resolveram
invadir a colônia portuguesa. Conseguiu expulsá-los no dia 1º de março
de 1565; do forte foi se desenvolvendo a cidade. Assim, os cariocas
comemoram 443 anos da Cidade Maravilhosa a partir desse marco.
Aqui em Passos, tradicionalmente comemoramos o Dia da Cidade
em 14 de maio, tomando como marco a elevação da vila a cidade.
Mas, estaríamos contabilizando mais de 200 anos se contássemos a
partir da visita da expedição oficial, que atestou o povoamento na região.
Criação de um
grupo de teatro
Em 1858, chegou a Passos um
português chamado José Antonio da Silva
Porto, vindo de Três Pontas, onde
negociava com gado.
Sua casa transformou-se em ponto
de encontro social, de reuniões da
intelectualidade passense, entre eles
Antônio Celestino.
Destes encontros nasceu a idéia de
criar um grupo de teatro amador, que
encenou várias peças – a primeira foi o
drama “Lágrimas de Maria”.
O que aconteceu no Brasil em 1858?
Em 1858, Dom Pedro II concedeu ao britânico Frederick Hamilton
Southorth a concessão
“para extrair material betuminoso das margens
dos rios Maraú e Acaraí,
na Bahia”.
Esta é a primeira referência histórica ao petróleo brasileiro.
Em janeiro de 1858,
aconteceu a primeira greve no Brasil – dos tipógrafos de três jornais do
Rio de Janeiro.
Desta época também é a Lei de Terras,
como ficou conhecida a
Lei nº 601, de 18 de setembro de 1850, que
atendia à necessidade
de organizar a situação
dos registros de terras
doadas desde o período
colonial e legalizar as
ocupadas sem autorização, para depois reconhecer as chamadas terras devolutas, pertencentes ao Estado.
Efetivamente, ela tirou do negro – após liberto – a oportunidade
de acesso à terra, bem
como do imigrante, que
foi impedido de apossarse ou ganhar terras. Ele
só podia comprá-las e
para isso precisava trabalhar duro nas fazendas dos senhores.
Francisco Adolfo de Varnhagen lançou em 1854 o primeiro livro de História
do Brasil intitulado “História Geral do
Brasil”. É considerado um dos fundadores da historiografia brasileira.
Nasceu em São Paulo em 1816. Com
um conceito de história tradicional priorizou, nas suas análises, os aspectos político-administrativos da corte, eventos, nomes e datas isolados, feitos “grandiosos”
em indivíduos virtuosos: o “enérgico Tomé
de Souza”, o “benemérito Mem de Sá”, o
“ilustre padre Bartolomeu”, o “bom, religioso e justo D. João IV”.
29/03 - Inauguração do primeiro trecho da Estrada de Ferro Dom Pedro II pelo
empresário Irineu Evangelista de Souza,
o Barão de Mauá, no trecho entre a Corte
e Queimados, com extensão de 47,2 km
em bitola de 1600 mm. Foi a terceira
ferrovia do país a ser inaugurada. Nessa
ocasião, estavam em tráfego 10 locomotivas de fabricação inglesa, 40 carros de
passageiros e 100 vagões.
Em 1850, pressionado pela Inglaterra, o Império sancionou a Lei Eusébio de Queiroz, que extinguiu o tráfico
de escravos no Brasil. As maiores conseqüências da Lei foram o aumento imediato do preço dos escravos e uma transferência de população escrava do Nordeste para o Sudeste, onde estava iniciando a agricultura cafeeira.
José de Alencar lançou em 1857 “O
Guarani” título que significa “o indígena brasileiro”. “O Guarani” foi publicado, inicialmente, sob a forma de
“folhetim”, fazendo grande sucesso
na época. Além de “O Guarani”,
Alencar publicou diversos outros romances, sendo, até hoje, um dos autores mais lidos da literatura brasileira. De toda sua obra, destacamse entre os mais procurados os
livros: “A Viuvinha“, “Diva“, “Lucíola“, “Senhora“, etc. cujo cenário é a corte do Rio de Janeiro; “As
Minas de Prata” e “Guerra
dos Mascates”; “O Gaúcho”, “O Sertanejo”, “O
Tronco do Ipê”, “Iracema” e “Ubirajara”.
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Depois do esforço, a elevação à cidade
Dez anos depois da criação da Vila e 18 anos
após a instalação da Paróquia do Senhor dos Passos, em 14 de maio de 1858, por meio da Lei nº
854, a vila foi elevada à categoria de cidade como
resultado do progresso que experimentara e devido às pressões de uma elite influente e organizada. É o que comemoramos em 2008: a vila
deixou de ser Formosa no nome e passou a ser
simplesmente Passos.
Os sete vereadores da época, como parece
ser um costume, bancaram as despesas dos festejos comemorativos da elevação da vila a cidade, o que ocorreu alguns meses mais tarde,
em dezembro de 1858.
Como era a cidade em 1858?
A cidade apresentava-se em grande crescimento. Além das ruas já citadas e dos largos,
que envolviam as igrejas da Matriz, Rosário e
Santo Antônio, estavam sendo formadas as Chapadas (a primeira e a segunda), os largos das
Candeias, do Cemitério e da Trindade, os becos de ligação entre os largos e seu entorno.
Assim que a cidade foi oficializada, houve
empenho em abrir ruas, construir e reformar
sarjetas, pontes e estradas. Devido ao aumento de casas, um número maior de famílias passou a usar os regos d’água, o que gerou problemas. Por isso, os vereadores tiveram que
determinar algumas regras para o uso dos regos d’água, além de estabelecerem outras
posturas.
Agora Jacuí é que
pertence a Passos
Em 15 de março de 1852, pelo Decreto 934 do
Imperador Pedro II, Jacuí passa a fazer parte da Vila Formosa do Senhor dos Passos. Essa inversão política – já
que do povoamento à criação da Vila, pertencíamos à
Vila de São Carlos do Jacuí – é um atestado do progresso da recém criada vila.
Em 1852, durante a realização das Missões religiosas (pregações intensas feitas pelos padres redentoristas), iniciou-se a construção do novo cemitério de
Santa Rita, que se localizava onde é hoje a Escola Estadual Júlia Kubitschek.
A Cadeia funcionou, provisoriamente, em uma casa
da Rua Formosa. Em 16 de julho de 1853, é inaugurado
um prédio conjunto da cadeia (térreo) e da Câmara Municipal (no segundo andar), na Praça do Rosário.
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O que era moda em 1858?
No Brasil as mulheres percorriam as
ruas com suas saias
amplas e longas que
lhes cobriam as pernas
ou com vestidos com
saia-balão. Xales de
seda da Índia e chapés
pequenos e corpete
faziam parte do figurino. Na corte - Rio de
Janeiro, se encontravam as mais finas lojas de moda, comandadas por costureiras de nomes estrangeiros. A regra que valia era a de quanto mais
saias sobrepostas, maior poder econômico. Algumas mulheres chegavam a usar até
18 saias sobrepostas.
Por aqui, as mulheres usavam no dia-a-dia, saia, avental e blusa, abdicando-se do
corpete, do xale e da touca, que era substituída por um lenço de proteção contra o sol.
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fasciculo nº3 - a nova cidade