Universidade Candido Mendes PÓS-GRADUAÇÃO “LATU SENSU” PROJETO A VEZ DO MESTRE MOTIVAÇÃO DOS SERVIDORES EM UMA PREFEITURA Aluno: Danilo Pessoa dos Santos Orientadora: Maria Esther Niterói-RJ 27/01/2007 2 Universidade Candido Mendes PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU” PROJETO A VEZ DO MESTRE MOTIVAÇÃO DOS SERVIDORES EM UMA PREFEITURA Monografia apresentada à Universidade Cândido Mendes – Instituto A Vez do Mestre, como parte dos requisitos para obtenção do título de Pós-Graduação na área de Gestão de Recursos Humanos, pelo aluno Danilo Pessoa dos Santos, sob orientação da Prof. Maria Esther. 3 AGRADECIMENTOS Em especial agradeço à Deus por ter me dado inteligência e saúde. Aos meus pais pela educação recebida desde pequeno e pelo amor e união de nossa família. 4 DEDICATÓRIA Dedico esse trabalho especialmente aos meus avós Elias Mello, Vilma Soares e Jandira Vieira, por sempre estarem ao meu convívio. E aos servidores efetivos da Prefeitura de Iguaba que colaboraram para a realização dessa Monografia. 5 RESUMO Mediante uma sociedade, onde as organizações, independentemente de serem públicas ou privada, estão passando por grandes transformações, a questão motivar pessoas está em alta, ou seja, motivar é ter motivos. Ter motivos para trabalhar, para se dedicar, para se comprometer, para quem quer vencer, para querer aprender, para se dedicar àquilo que faz, em busca de resultados. Ciente deste contexto, a presente monografia, apresenta a motivação como fator para a melhoria do desempenho dos servidores públicos nos dias atuais, na busca de cada vez melhor desempenho, e cada vez melhor motivação individual e coletiva. O Administrador Público têm que saber que o servidor efetivo é uma peça chave pra um bom desenvolvimento de sua administração. Procurar motivá-lo de alguma forma, tanto intrinsicamente como extrinsicamente, buscar de uma melhor forma que ele se sinta valorizado em seu trabalho. 6 METODOLOGIA Este estudo terá ajuda de caráter exploratório com base em levantamentos bibliográficos, apresentando uma abordagem teórica sobre a motivação, com base descritiva e pesquisa de campo. Ao analisar mais profundamente esta fase da pesquisa-ação, verifica-se a grande importância de realizar ou elaborar um questionário para os servidores efetivos responder, assim dando a oportunidade de obter dados estatísticos mais precisos sobre a questão motivação. Participaram do estudo um total de os servidores efetivos, do prédio da Administração da Prefeitura Municipal de Iguaba Grande, localizada no Estado do Rio de Janeiro, com níveis escolares entre fundamental, médio e superior, subdivididas respectivamente. Essa pesquisa foi submetida aos servidores no período de 1 semana, onde o instrumento de coleta de dados utilizado foi por um questionário simples, em que refere a identificação dos motivos extrínsecos e extrínsecas na prefeitura, constituído por 9 perguntas onde serão analisadas por 5 respostas diferentes. Realizou-se a verificação quanto a concordância ou discordância de cada uma das 9 afirmativas, através da obtenção da média aritmética da pontuação atribuída às respostas, relacionadas a motivação dos servidores que fizeram tal atribuição, onde os valores menores que 3 são considerados como concordantes e, maiores que 3, como discordantes. 7 O cálculo será feito da seguinte maneira, o número referente a opção escolhida pelo servidor será multiplicado pela quantidade dos servidores que a escolheram, e depois dividida pelo total de servidores que participaram da pesquisa. O total da pesquisa será mostrada em 3 tabelas iguais, de forma com que cada nível escolar é analisado separadamente, para que se possa obter maior precisão e para que se melhor adquira os dados coletados. 8 SUMÁRIO INTRODUÇÃO............................................................................................. Pág. 9 Capítulo 1 – MOTIVAÇÃO........................................................................... Pág. 11 1.1 – Motivação: mitos e crenças.................................................. Pág. 14 1.2 - Estresse................................................................................ Pág. 17 1.3 - Qualidade de Vida no Trabalho no Órgão Público............... Pág. 18 Capítulo 2 – PRECISAMOS DO SERVIDOR PÚBLICO MOTIVADO.......... Pág. 22 Capítulo 3 - ANÁLISE DA MOTIVAÇÃO DOS SERVIDORES EFETIVOS DA PREFEITURA DE IGUABA GRANDE................................. Pág. 27 3.1- Apresentação e análise........................................................ Pág. 28 CONSIDERAÇÕES FINAIS......................................................................... Pág. 33 BIBLIOGRAFIA............................................................................................ Pág. 35 ANEXOS...................................................................................................... Pág. 37 9 INTRODUÇÃO Este trabalho tem como objetivo geral mostrar o grau de motivação dos servidores públicos efetivos de uma Prefeitura localizada no Estado do Rio de Janeiro. Identificando ainda de que forma a empresa contribui para a satisfação de seus servidores. A satisfação das necessidades caracterizadas como essenciais levam os indivíduos à busca da satisfação de outra necessidade. Desta forma, o indivíduo estará sendo motivado a agir de determinada maneira. Diversos autores dedicaram seus estudos a motivação, surgindo desta forma diversas teorias. Porém, as teorias às quais este estudo visa levantar dados de como os funcionários buscam encontrar motivos para contribuir com um ambiente organizacional favorável, quais os fatores que julgam necessários para se considerarem motivados, de que forma os superiores (Prefeito, Secretários, Diretores e Assessores) contribuem para a manutenção de um trabalho em equipe e qual o cenário ideal para sua completa motivação. A motivação abrange muitas formas complexas de comportamento humano. É o processo de mobilização de energia. Por isso a motivação refere-se ao desejo, aspirações e necessidades que influenciam a escolha de alternativas, determinando o comportamento do servidor. A pesquisa busca mostrar o pouco conhecimento dos indivíduos sobre o assunto, reafirmando, desta forma, diversos mitos e crenças relacionadas a motivação. Os indivíduos, em sua maioria, desconhecem os motivos que realmente os motiva, desconhecem até mesmo seus propósitos, seus objetivos. 10 Segundo Herzberg, os fatores considerados motivadores do trabalho são aqueles que se referem à tarefa e à sua execução, estabelecendo uma relação direta e uma dependência entre produtividade e motivação. Maslow considera que uma necessidade surge somente à medida que as demais são relativamente satisfeitas, necessidades estas subdivididas em uma pirâmide, denominada “Pirâmide das necessidades humanas”, na seguinte escala de necessidades: fisiológicas, segurança, afiliação e amor, estima, auto-realização e estéticas. Algumas Prefeituras pouco contribuem e se preocupam para um ambiente organizacional favorável, fazendo assim que o servidor sinta-se desmotivado para uma execução melhor de sua atividade. Acredito que o presente trabalho poderá contribuir para a realidade social no sentido de que, como verificamos, no cotidiano todo indivíduo emite comportamentos motivados. Dessa forma, o estudo da motivação se torna muito importante para nos aprofundarmos no conhecimento do ser humano em relação às suas necessidades, seus motivos e contribuir, de alguma forma, para o seu bem estar. 11 CAPÍTULO 1 MOTIVAÇÃO No século XX, a psicologia estuda os motivos como tópico importante. O autor que impulsionou tal estudo foi McDougall (1871-1938). Este cientista britânico chama os motivos de “instintos”, definindo-os como forças irracionais, compulsórias, herdadas, que davam forma ao que as pessoal fazem, sentem, percebem e pensam. Esta generalidade deixou muitos psicólogos satisfeitos. Porém, se puderem a estudar procurando identificar instintos específicos que correspondem a todas as ações humanas, como a curiosidade, a raiva, repulsa, agressão, fuga, fome, entre outros. Os motivos não podem ser medidos, por isso são muito difíceis de estudar ou generalizar. Cada indivíduo tem uma reação diferente e determinado estímulo ou situação, como podem estar inseridos no mesmo ambiente e despertarem diferentes necessidades. A integração e a produtividade do servidor são desafios difíceis e, aparentemente, até impossíveis de serem obtidos na conjuntura atual, em que o conflito entre o capital e o trabalho aumentou de maneira assustadora em todas as partes do mundo. A motivação no trabalho tem raízes no indivíduo, na organização, no ambiente externo e na própria situação do país e do mundo em determinado período de tempo. Há um consenso entre grande parte dos psiquiatras de que certos males, como hipertensão, enfarte e úlcera, não são problemas de fundo psíquico, mas de problemas econômicos, políticos e sociais. 12 Uma pessoa motivada ou desmotivada é produto do somatório de uma gama de fatores. Segundo Kwasnicka (1987, pág. 53), a motivação consiste nos seguintes elementos: “1- Cada indivíduo tem necessidades as quais variam em intensidade e persistência. 2- A satisfação dessas necessidades é o objetivo ou fim um torno do qual a motivação dirigida. 3- Quando definimos o objetivo, isso é traduzido em desejo. 4- A atividade proposta resulta da aplicação de um incentivo ou estímulo para atingir objetivos.” As pessoas aumentam os questionamentos sobre tudo e, principalmente, quanto ao seu trabalho. Buscar a motivação das pessoas com discursos ideológicos sobre a nobreza do trabalho, já não surtem os mesmos efeitos do início do século, ainda mais em um setor público. Por isso o papel da administração de RH é definir políticas que dão suporte a manutenção, aquisição e difusão do conhecimento no órgão onde trabalha, assim pode-se valer de algumas iniciativas como atrair e reter talentos, estimular comportamentos através de um plano de carreira, mapeamento das competências, treinamentos e contatos externos, ou então, com políticas de remuneração através da extensão dos salários por meio de benefícios gerais e flexíveis e pela valorização as competências individuais e ao desempenho da equipe. Os dois fatores de Herzberg procuram mostrar que não basta criar boas políticas higiênicas ou de manutenção se não houver uma valorização e confiança efetiva do trabalhador. O ser humano no seu cotidiano emite comportamentos motivados. Desta forma, o estudo da motivação se torna muito importante para nos aprofundarmos 13 no conhecimento do ser humano em relação às suas necessidades, seus motivos e contribuir, de alguma forma, para o seu bem estar. “A motivação é um conceito que nos ajuda a compreendermos os gestos dos que nos rodeiam. Dada a sua importância, todo o campo de análise sobre o comportamento organizacional está cheio de teorias que visam explicar o que motiva os seres humanos para compreendermos como suas necessidades e seus desejos os conduzem a agir desta forma ou daquela forma. O grande interesse da questão reside evidentemente na hipótese de que, se compreendemos o que leva as pessoas a agir, nós podemos influir sobre o seu rendimento” . Tôrres (1996, pág. 68) A hierarquia das necessidades de Maslow, que, procurando explicar mais profundamente a motivação individual, identificou uma completa configuração de necessidades: realização. psicológicas, segurança, reconhecimento social, estima e auto- Procurou ainda estabelecer uma hierarquia dessas necessidades, considerando que os indivíduos procuram satisfazer uma necessidade de cada vez, iniciando pela psicológica até a auto-realização. Com a motivação de crescimento, no qual o indivíduo recebe o estímulo como algo desejado e desfrutável, passa a ser vista não apenas como satisfação contínua e gradativa das necessidades, mas também como forma de motivações específicas para o próprio desenvolvimento, tais como: a pessoa passa a ser mais criativa; descobre talentos especiais; desenvolve potencialidades, por ter adquirido mais auto confiança. melhor suas 14 As boas relações interpessoais, condições físicas satisfatórias, os desafios, reconhecimento, são apenas alguns fatores que colaboram o desempenho e o proveito positivo que é buscado dentro do servidor. O desenvolvimento de uma equipe é uma dimensão básica do estilo de gestão participativa. O “chefe” eficaz é um líder que trabalha para desenvolver uma equipe que conjuntamente são responsáveis para garantir o sucesso da execução do trabalho. 1.1 – Motivação: mitos e crenças Através de observações pode se considerar que as pessoas possuem incorreta compreensão dos fatores que realmente as motivam, que as impulsionam a agir de determinada maneira. Em um contexto amplo pode se considerar que um motivador e um fator de satisfação, ao invés de serem a mesma coisa, na realidade são a antítese um do outro; um motivador é um motivo, por definição; um fator de satisfação é uma coisa que satisfará uma necessidade. Uma das principais razões para a não compreensão real destes termos e a inevitável propagação deste “mito”, dá-se ao fato de que o que satisfaz uma necessidade humana comumente é observado como sendo a própria necessidade. DRUCKER (1986, pág. 7) diz: “As premissas mais importantes nas quais tanto a teoria quanto a prática de administração se têm baseado nestes últimos 50 anos estão-se tornando rapidamente inadequadas.” 15 Caso os fatores de satisfação sejam erroneamente identificados como motivadores, desta forma, poderia ser considerado que os motivadores teriam origem no ambiente, sendo assim, conseqüentemente a seqüência natural dessas crenças seria o falso pressuposto de que uma pessoa tem o poder de motivar a outra. A tendência de perceber aquilo que satisfaz a necessidade como sendo a própria necessidade em si mesma também leva a crença que uma pessoa pode criar a necessidade dentro de outra pessoa. O que pode se fazer é satisfazer ou contra-satisfazer uma pessoa dentro de suas necessidades. Todas as necessidades são consideradas intrínsecas ao indivíduo, ou seja, são originadas dentro do indivíduo, estas podem estar latentes ou ativadas. As necessidades vão surgindo conforme o indivíduo se encontra, dependendo de qual estágio o indivíduo estiver, o ambiente organizacional contribuirá para o surgimento de diversas necessidades que poderiam estar no indivíduo, porém ainda não haviam despertado. Bergamini (1991, pág. 38) postula “A motivação é uma força que se encontra no interior de cada pessoa e que pode estar ligada a um desejo. Uma pessoa não pode jamais motivar outra, o que ela pode é estimular a outra, aa probabilidade de uma pessoa siga uma orientação desejável está diretamente ligada a força de um desejo.” A criação de um mito poderia ser evitada caso houvesse uma verdadeira compreensão da natureza da motivação, desta forma seria possível mostrar aos administradores que eles não podem induzir seus empregados a comportamentos positivos através de fatores de motivação, pois os verdadeiros determinantes do 16 comportamento humano, positivo ou negativo, são os fatores de satisfação e de contra-satisfação. Segundo Aguiar (1992), padrões organizacionais podem ser considerados também instrumentos psicológicos, buscando tornar um indivíduo um meio para a busca dos fins estipulados pela organização. Desta forma, as organizações têm a característica de induzir o indivíduo a adotar padrões de comportamento, para que assim, possa se atingir a eficiência e o funcionamento desejados. “Fica explícito o deslocamento de desejos individuais para a satisfação das necessidades da organização”. Aguiar (1992, pág. 43) Algumas organizações acham que a padronização é uma estratégia das organizações para transformar os indivíduos em tipos padronizados; por um lado facilita o controle, por outro impede o desenvolvimento mental ou diminui, o desenvolvimento da consciência crítica e a responsabilidade do indivíduo com ele próprio. Em Aguiar (1992, pág. 107) “...se ele se manifesta de maneira autêntica e com autonomia, fica exposto às sanções do sistema.” Muitas organizações consideradas modernas retomam os princípios de Taylor, estando fundamentadas no pressuposto do indivíduo como ser condicionado, onde a produtividade é garantida através de recompensas e punições. 17 1.2 – Estresse As pessoas, a cada dia, preocupam-se com diversas tarefas que precisam ser realizadas em um curto espaço de tempo, necessitam deste tempo para administrar sua vida cotidiana, onde estão inseridos familiares, trabalho, sua individualidade, entre outros fatores. A sobre carga de tarefas causa um desgaste físico e/ou mental que pode ser considerado estresse. O estresse em nível elevado afeta de forma generalizada todo o corpo; muitos servidores percebem que estão realmente em níveis consideráveis de estresse quando apresentam algumas reações, tais como: dores de cabeça, pressão alta, desmaios, palpitações, falta de apetite (inclusive sexual), perturbações do sono, entre outros fatores. Como cada indivíduo reage de maneira diferente a cada ação, pode também apresentar mais de uma reação ao mesmo tempo. O responsável pelos servidores precisa ter percepção do comportamento deles, desta forma será mais fácil identificar, administrar e motivar sua equipe, favorecendo um ambiente organizacional saudável, criativo e aberto às críticas. A insatisfação ou desmotivação de um servidor pode comprometer todo o ambiente de trabalho. As pessoas têm necessidades e tendem a procurar satisfaze-las, conforme afirma Maslow em sua teoria de hierarquização das necessidades. Caso estas necessidades não consigam ser satisfeitas, poderá ocasionar frustração e pressão, neste contexto surgirá o estresse. O estresse hoje é visto de uma forma tão importante entre as pessoas, que “gerenciar” o estresse é conhecer cada passo de seu servidor, suas reações e 18 suas expectativas, criando um relacionamento interpessoal favorável a conversas, críticas e criatividade. “Se nós analisarmos nossas vidas como um todo teremos uma chance melhor de preencher nosso potencial geral e manter um equilíbrio de atividade que pode nos manter ajustados ao stress.” Warren (1998, pág. 99) Cada indivíduo tem necessidade ao estresse. O que pode estar sendo muito animador, estimulante ou desafiador pra um, poderá não ser para outro. Nossas necessidades de estresse refletirão nosso perfil pessoal, podendo ser satisfeitas a partir do nosso trabalho ou de outros aspectos de nossas vidas. 1.3 – Qualidade de Vida no Trabalho no Órgão Público A busca pela qualidade de vida no trabalho tem sido uma questão muito debatida entre as organizações. Nos dias de hoje muitas empresas privadas investem em aulas de ginástica laboral, ergonomia, melhoria do ambiente físico, estímulo à realização de check-ups periódicos, combate ao tabagismo e ao alcoolismo, dentre muito outras ações. No setor público, a precarização do emprego público refletida nos baixos salários, na terceirização, na falta de condições de trabalho e o descaso dos dirigentes prejudicam a qualidade de vida no trabalho. 19 Mas hoje já é realidade onde empresas públicas também têm apresentado preocupação com a qualidade de vida de seus servidores. A desmotivação no setor público tem levado a uma prestação de serviço deficiente, por isso, transformou-se em fator de preocupação por parte dos gestores. São muitos casos de profissionais que adoecem no serviço público, devido à falta de sentido do trabalho e das más condições dos postos onde os funcionários exercem suas atividades. Para a qualidade de vida no trabalho inevitavelmente requer a construção de um espaço organizacional que valorize a subjetividade, considerando os profissionais sujeitos do seu trabalho e não objetos de produção. É importante que exista uma cultura organizacional voltada para o desvendar do potencial criativo de seus empregados, oportunizando a eles a participação nas decisões que afetam diretamente suas vidas no ambiente corporativo. “... os indivíduos possuem objetivos que desejam alcançar e agem intencionalmente de acordo com suas percepções da realidade. A motivação se desenvolve somente depois de se ter um objetivo a concretizar. O objetivo é que dá impulso, ou seja, mobiliza a energia do indivíduo e gera a intenção de se concretizar algo. (...) A intencionalidade do indivíduo é sempre associada à sua expectativa de realização.” Motta (1991, pág. 49) E hoje a prática de qualidade de vida no trabalho dos servidores públicos é pouco praticado no Brasil, por falta de uma gestão eficaz. O que ocorre, na realidade, é que os investimentos financeiros no serviço público são mal direcionados. Existe uma cultura de que o servidor público não faz nada e, por essa razão não precisa receber investimentos. E paradoxalmente, é exigido deles um desempenho como no setor privado. Assim, o servidor público sempre fica mal, ou porque é considerado um privilegiado ou porque é tratado como no setor privado, sem as devidas condições. 20 A cultura do órgão público e a falta de recursos são fatores que inibem o investimento na qualidade de vida dos profissionais, pois fica em segundo plano. Hoje, não ter qualidade de vida no trabalho já demonstra a precarização do emprego público. Todos, principalmente daqueles que integram o poder Executivo, precisam melhorar a qualidade de vida no trabalho e, para isso, é preciso presença de verbas. É necessário investir na melhoria dos postos de trabalho, nos salários e na modernização da gestão. Para Chiavenato (1999, pág. 391) a qualidade de vida no trabalho envolve: “1. A satisfação como o trabalho executado 2. As possibilidades de futuro na organização 3. O reconhecimento pelos resultados alcançados 4. O salário percebido 5. Os benefícios auferidos 6. O relacionamento humano dentro do grupo e da organização 7. O ambiente psicológico e físico de trabalho 8. A liberdade e responsabilidade de decidir 9. As possibilidades de participar.” A falta de investimento na qualidade de vida no trabalho tem gerado no setor público o aumento da desmotivação e, com isso, a negligência dos serviços prestados. Destaca-se ainda, outras conseqüências como a presença de doenças ocupacionais, problemas psicossomáticos como obesidade, hipertensão e, até mesmo, casos de depressão. Mas para se adotar qualquer programa de qualidade de vida no trabalho, o órgão deve pesquisar, saber quais as reais necessidades dos servidores. Se a qualidade de vida no trabalho for boa, conduzirá a um clima de confiança e respeito mútuo, no qual o indivíduo tenderá a aumentar suas contribuições e 21 elevar suas oportunidades de êxito psicológico e a administração tenderá a reduzir mecanismos rígidos de controle social. “A QVT envolve os aspectos intrínsecos (conteúdo) e extrínsecos (contexto) do cargo. Ela afeta atitudes pessoais e comportamentos relevantes para a produtividade individual e grupal, tais como: motivação para o trabalho, adaptabilidade a mudanças no ambiente de trabalho, criatividade e vontade de inovar ou aceitar mudanças.” Chiavenato (1999, pág. 391) 22 CAPÍTULO 2 PRECISAMOS DO SERVIDOR PÚBLICO MOTIVADO No Brasil a sociedade perdeu a fé no serviço público e condenou, indiscriminadamente, os seus servidores ao desprezo. Atrás dessa visão está a visão de que essa atividade é sinônimo de má qualidade e de cabide de empregos e que o servidor não passa de um sujeito acomodado. A bem da verdade, regra geral, esse funcionário, hoje em dia, é um ser desmotivado pelas más condições de trabalho e pela falta de perspectivas. No mundo inteiro, o serviço público anda atrás do dinamismo da iniciativa privada. No Brasil, entretanto, a distância é alarmante e já compromete a vida do cidadão e o crescimento do próprio país. A recuperação depende muito da gente competente e motivada. Para isso, faz-se necessário um novo modelo que resgate a auto-estima, tarefa difícil que demanda a reformulação de um sistema pobre e jurássico, incluindo mudança de leis. De foram geral, o servidor público vê-se obrigado a desenvolver sua carreira navegando por anos a fio num mar de condicionantes desfavoráveis caracterizado pela ausência de reconhecimento por mérito o progressão de carreira, falta de treinamento a altura das necessidades e, o pior, condições de trabalho precárias que vão da falta das coisas simples como, por exemplo, papel para imprimir até equipamento e softwares adequados. No âmbito organizacional, é obrigado a conviver com processos e procedimentos ultrapassados, excesso de burocracia que castra sua criatividade e com falta de seqüência nos planos de ações decorrente das constantes trocas de chefias. 23 Às vezes o estímulo não é suficiente para levar o resultado esperado e pode criar frustração. Assim, o servidor é levado a preencher esse vazio com mecanismos de defesa. Os servidores satisfeitos consigo mesmos são mais motivados, produtivos e criativos, envolvem-se mais no trabalho, aproveitam as oportunidades e tem maior facilidade para trabalhar em equipe. “Assim, o homem passou a ser um animal dotado de necessidades que se alternam ou se sucedem conjunta ou isoladamente. Satisfeita um necessidade, surge outra em seu lugar, e, assim por diante, contínua e infinitamente. As necessidades motivam o comportamento humano dando-lhe direção e conteúdo.” Chiavenato ( 1999, pág. 161). A motivação de crescimento, no qual o indivíduo recebe o estímulo como algo desejado e desfrutável, passa a ser vista não apenas como satisfação contínua e gradativa das necessidades, mas também como forma de motivações específicas para o próprio desenvolvimento, tais como: a pessoa passa a ser mais criativa; descobre talentos especiais; desenvolve melhor suas potencialidades por ter adquirido mais auto confiança. Muitos são vítimas do jogo do poder político, que pode comprometer para sempre suas carreiras e todos têm que pagar junto a sociedade o preço da desconfiança, criado em razão de uma minoria de maus profissionais, aqueles que existem em todas as profissões, que coloca o servidor na situação constrangedora de ter de provar todos os dias que é honesto. Os dirigentes da administração pública, de todas as esferas, precisam urgentemente, com o apoio do poder legislativo, reinventar um novo padrão de gestão de seus talentos. 24 Com isso deverá conter soluções, começando pela revisão de diretrizes orçamentárias que garanta recursos para boas condições de trabalho e completando com adoção de políticas e prática de gestão de pessoas, inspiradas nas teorias de motivação humana, como: sistemas de avaliação de desempenho; políticas de promoções por mérito; práticas de feedbacks; revisão dos quadros; trocando quantidade por qualidade; programas de estímulo a geração de idéias e a criatividade; programas de melhorias contínuas de processos; estudo de clima organizacional; planos de premiação por produtividade e resultados; planos de treinamento baseados nas necessidades dos cargos, e outros. Visibilidade é uma das formas de poder relacionadas com as recompensas que os profissionais buscam. A visibilidade significa ser reconhecido profissionalmente pelos outros, pelo trabalho bem-feito. Dado seu potencial motivador, o órgão público tem que despertar a visibilidade dos seus servidores efetivos como profissionais, para que eles possam com isso obter para um relacionamento com a população. A motivação sempre foi e continuará sendo sintoma de vida psíquica que se move em busca de algo. Considerando o comportamento humano em circunstâncias motivacionais. Um novo modelo deve contemplar, ainda, a formação de líderes gestores e educação e conscientização de todo servidor de que o cidadão é um cliente e que a sociedade em geral é o grande mercado a ser conquistado. “A vida organizacional é freqüentemente rotinizada com a precisão exigida de um relógio. Espera-se que as pessoas cheguem ao trabalho em determinada hora, desempenhe um conjunto predeterminado de 25 atividades, descansem em horas marcadas e então retomem as suas atividades até que o trabalho termine. Freqüentemente o trabalho é muito mecânico e repetitivo. Elas são planejadas à imagem das máquinas, sendo esperado que seus empregados se comportem essencialmente como se fossem partes de máquinas.” Morgan (1996, pág. 22) Essa referência de Morgan sobre a vida organizacional não difere em nada do que vem acontecendo atualmente em algumas empresas públicas. A administração de uma prefeitura (órgão público) deve basear-se no incentivo à formação crítica do indivíduo, seja ele um jovem ou um adulto. Com isso deve-se entender que a história da administração tem levado muitos administradores à adequação da sua postura de gerente as novas tendências do mundo empresarial. Muito se tem falado em competitividade, mudança, criatividade, liderança, mas o que se vê em um órgão público é que muito se tem a fazer e a mudar. E essa mudança muitas vezes a mudança não depende do administrador nem dos servidores. Nesse sentido, deve-se ressaltar que apesar de considerarmos que os servidores poderiam inserir mudanças no desenvolvimento de seus atividades, devemos observar que o Estado, bem como os seus órgãos, neste caso a Prefeitura, é regido por um Estatuto, Regimento e Regulamento Internos nos quais são estabelecidos os procedimento administrativos que devem ser adotados pelo corpo de servidores. O servidor quando assumi um cargo ele aceita o papel a ser desempenhado na organização, composto de tarefas, missões e atividades. Todos têm uma responsabilidade pelo desempenho de um cargo. Mas a 26 responsabilidade não pode ser delegada. Autoridade, poder responsabilidade, e lealdade, em cada posição pode obter um perfeito equilíbrio. O Brasil precisa de qualidade no serviço público e o servidor de motivação. Há inteligência dentro dos próprios quadros dos talentos públicos e recursos no País para fazer uma revolução nessa área. A grande parcela de servidores é composta de pessoas competentes e batalhadoras que devem ignorar tudo que conspira contra e lutam sempre para o fazer o melhor mesmo sem esperar reconhecimento. 27 CAPÍTULO 3 ANÁLISE DA MOTIVAÇÃO DOS SERVIDORES EFETIVOS DA PREFEITURA DE IGUABA GRANDE Conforme informado na metodologia, que seria analisado uma pesquisaação dos servidores efetivos da Prefeitura Municipal de Iguaba Grande, onde participaram um total de 49 servidores, sendo: - 28 efetivos para o nível fundamental escolar; - 17 efetivos para o nível médio escolar; - 04 efetivos para o nível superior escolar. A pesquisa foi realizada com um questionário de 9 perguntas de igual teor para todos níveis escolares, sendo que devidamente subdivididas, para uma melhor análise de suas repostas. A pesquisa-ação, foi realizado em 1 semana no mês de janeiro de 2007, para ser mais preciso na segunda semana, apenas para os servidores efetivos que trabalham na Sede da Prefeitura Municipal e em um anexo da Prefeitura que fica o Departamento de Dívida Ativa do Município. Cada pergunta é analisada por 5 respostas diferentes, quanto a concordância ou discordância de cada uma das 9 perguntas, e onde a aritmética será o seguinte: ð Concordo muito vale “1” ð Concordo vale “2” 28 ð Estou em dúvida vale “3” ð Discordo vale “4” ð Discordo muito “5” Com esses valores das respostas, será multiplicado pelo total das respostas correspondestes e dividido pelo total da quantidade dos servidores por seu nível escolar, com isso será encontrada a média. 3.1 – APRESENTAÇÃO E ANÁLISE As perguntas foram elaboradas de forma com que seja possível ter uma posição de como o servidor efetivo da Prefeitura está realmente sendo motivado de alguma forma. Diz kwasnicka (1987, pág. 55) que “Fatores de satisfação ou motivação são: percepção de oportunidade; reconhecimento; o trabalho por si mesmo; responsabilidade; progresso.” As perguntas foram: 1) A localidade do seu trabalho é boa? 2) O seu setor é bem estruturado para a execução do seu trabalho? 3) Sua equipe de trabalho é unida? 4) O seu superior é adequado? 5) Você tem liberdade de expressão? 6) Você está satisfeito com o seu salário? 7) Você está satisfeito com seus benefícios? 8) Você acha que a Administração procura te motivar de alguma forma? 9) O seu superior é tem boa comunicação com você? 29 Tabela 1: Itens e resultados que se referem a motivação dos Servidores Efetivos de Nível Fundamental. Quantidade de Servidores: 28 (vinte e oito) QUESTÃO Perguntas sobre o trabalho NÚMERO DA FREQUENCIA DOS SUJEITOS PERGUNTA 1 2 3 4 5 M 01 5 23 0 0 0 1,82 02 0 7 3 15 3 3,50 03 3 10 6 7 2 3,17 04 8 14 1 5 0 2,10 05 5 14 4 3 2 2.39 06 1 5 1 7 14 4,00 07 0 0 2 8 18 4,42 08 0 3 1 11 13 4,21 09 6 16 2 1 3 2,25 Conforme a tabela 1, verifica-se que das 9 perguntas, 5 foram totalizadas de forma negativa, sendo: a estrutura no setor de trabalho; a união da equipe de trabalho; o salário; a falta de benefícios; e a falta de motivação da administração sobre os servidores. Os servidores de nível fundamental, acham que se sentem mais motivados pela localidade do trabalho, vindo em seguida a adequação do seu superior, depois a boa comunicação entre ele e o seu superior, e por último a sua liberdade de expressão em seu trabalho. O que mais desmotiva o servidor de nível fundamental, é a falta de benefícios, onde o índice de desmotivação está muito elevado conforme tabela 1. 30 Tabela 2: Itens e resultados que se referem a motivação dos Servidores Efetivos de Nível Médio. Quantidade de Servidores: 17 (dezessete) QUESTÃO NÚMERO DA FREQUENCIA DOS SUJEITOS PERGUNTA 1 2 3 4 5 M 01 1 12 2 2 0 2,29 02 0 0 8 5 4 3,76 03 4 5 5 3 0 2,41 04 1 12 2 2 0 2,29 05 1 12 3 0 1 2,29 06 0 1 2 4 10 4,35 07 0 1 2 4 10 4,35 08 0 4 0 5 8 4,00 09 6 9 2 0 0 1,76 Perguntas sobre o Trabalho Já na tabela 2, comparando com a tabela 1, das 5 perguntas que ficaram com índice negativo, a pergunta sobre a equipe de trabalho ficou com o índice positivo, mostrando um índice a menos de desmotivação. A maioria dos servidores de nível médio, estão mais motivados pela boa comunicação dele com o seu superior, em seguida empatados a localidade do trabalho, a adequação de seu superior e a liberdade de expressão no trabalho. Por último uma boa união entre a equipe de trabalho. Ficam empatados também, só que no índice negativo, sobre o salário e a falta de benefícios (novamente). 31 Tabela 3: Itens e resultados que se referem a motivação dos Servidores Efetivos de Nível Superior. Quantidade de Servidores: 4 (quatro) QUESTÃO Perguntas sobre o trabalho NÚMERO DA FREQUENCIA DOS SUJEITOS PERGUNTA 1 2 3 4 5 M 01 3 1 0 0 0 1,25 02 0 1 1 2 0 3,25 03 0 3 0 0 1 1,75 04 1 2 0 0 1 2,50 05 0 3 0 0 1 1,75 06 0 0 0 3 1 4,25 07 0 0 0 0 4 5,00 08 0 0 0 1 3 4,00 09 2 1 0 0 1 2,75 Na pesquisa para o nível superior conforme tabela 3, participaram apenas 4 servidores, onde os índices negativos e positivos estão iguais ao do nível médio. O índice de melhor resultado dos positivos, foi conforme o nível fundamental a localidade do trabalho, depois empatando a equipe de trabalho e a liberdade de expressão no trabalho, em seguida sobre a adequação do seu superior e a sua comunicação com ele. E o índice de 5,00 (extremamente negativo) para pergunta sobre os benefícios, mostra como a falta principalmente de benefícios é uma realidade hoje da desmotivação na Prefeitura de Iguaba. 32 Analisando-se quantativamente as três tabelas, verifica-se que há maior predominância sobre as questões benefícios e salário. Os servidores dos 3 níveis escolares reclamam muito sobre a falta de benefício como vale-transporte, valealimentação, gratificações, bônus, etc. e o salário que já se encontra defasado comparado com o valor que era no começo, nos anos de 1999/2000. 33 CONSIDERAÇÕES FINAIS Analisando as teorias de motivação que este trabalho contempla, tornam-se pertinentes que o servidor efetivo é a peça chave que o órgão público tem que movimentar para um melhor desenvolvimento e interesse deles no trabalho. É obvio que a relação administração/servidor é fundamental. O administrador público empenhado em buscar motivar servidor de alguma forma é essencial para execução de um trabalho competente e bem feito. Sabendo a complexidade do ser humanos, não é fácil satisfazê-los, porém é necessário que se use a diversidade para tentar dar a motivação que o servidor precisa. O órgão público precisa oferecer condições básicas para o bem estar do servidor, seja no âmbito pessoal (relacionamento) ou estrutural. O emocional também é fundamental para o desempenho do servido. Segurança e confiança são itens básicos para a formação do ser humano. Qualificar o servidor público é de uma necessidade imprescindível, pois muitos dão oportunidades apenas para os de cargo comissionado, sendo que o servidor que vai continuar para outros anos, outras administrações é apenas o efetivo. A falta de benefícios é também uma grande forma de desmotivação, onde no contra-cheque é encontrado apenas o seu salário. Claro que benefício não é uma coisa barata de se aplicar, mas um dos essenciais e mais comum, o valetransporte, que é também descontado uma porcentagem do servidor, deveria ser indiscutivelmente pago para o servidor. 34 Para terminar, cheguei a conclusão que a faceta motivacional constitui um trunfo essencial no ambiente de trabalho sadio e produtivo. Saber que o servidor público efetivo é um ser humano como os outros, então merece também oportunidade, crescimento, valorização, respeito e além de tudo responsabilidade. 35 BIBLIOGRAFIA AGUIAR, Maria Aparecida Ferreira de. Psicologia Aplicada à Administração: teoria crítica e questão ética nas organizações. São Paulo: Editora Excellus, 1992. BERGAMINI, Cecília Whitaker. Psicologia Aplicada à Administração de Empresas. 3ª Edição. São Paulo: Editora Atlas, 1982. BERGAMINI, Cecília Whitaker. Motivação. 3ª Edição. São Paulo: Editora Atlas, 1991. CHIAVENATO, Idalberto. Administração nos Novos tempos. 2ª Edição. 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São Paulo: Editora Atlas, 1996. WARREN, Eve. Como dominar seu stress: como indivíduos, equipes e organizações podem equilibrar pressão e performance. Rio de Janeiro: Infobook, 1998. 37 ANEXOS Segue em anexo o questionário com as perguntas elaboradas por mim, onde os servidores efetivos da Prefeitura de Iguaba Grande responderam separadamente.