Ano 13 - nº 74
Congresso - 2012
Confira a programação
completa do 21º Congresso
e da Expo-Abinam'2012
Embalagens
Saiba o que o setor de água
mineral está fazendo pela
nova legislação ambiental
Aumenta coleta
seletiva de
garrafas de vidro
de água mineral
Principais eventos de águas
minerais do país aliam lazer
e atualização profissional
na bela Florianópolis
Ícone de Santa Catarina,
água mineral Imperatriz
tem história centenária
editorial
A vitória é a arte de prosseguir
onde os outros desistem
Até parece obra dos deuses, ou santos, que sempre foram homenageados na nominação
de nossas fontes. O fato é que 2012 será marcado como o mais importante ano da história recente da água mineral do Brasil. O primeiro marco de 2012 para o setor é a realização, em Florianópolis, do 21º Congresso Brasileiro da Indústria de Águas Minerais.
A escolha da capital catarinense como sede do evento não poderia ser mais acertada.
Afinal, Santa Catarina é o berço da água mineral brasileira. Foi no estado, mais precisamente em 18 de março de 1818,
que foi decretada, pelo Rei D. João VI, a criação da primeira estância termal do país.
No Congresso de 2003, também realizado em Santa Catarina, no mesmo resort Costão do Santinho, fiz um discurso
tendo como base uma fábula chinesa, que apregoa a necessidade de mudanças. Passados 9 anos, muitas mudanças
positivas ocorreram no setor de águas minerais. As boas notícias são tantas que este espaço não é suficiente para
enumerá-las. Mas há duas que não posso deixar de mencionar:
1. A volta da Comissão Permanente de Crenologia.
2. Portaria do Garrafão 387, de 19/09/2008.
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Todos reconhecem a importância da normatização do nosso setor e o que ela representa para o desenvolvimento da
água mineral brasileira. Em futuro não muito distante, será um marco nas exportações brasileiras. Como geólogo,
considero a água mineral natural muito mais importante do que as reservas de petróleo do pré-sal, podem acreditar!
Fazendo jus à importância de Santa Catarina na história das águas minerais do Brasil, o atual governador, João Raimundo Colombo, passou a incluir corretamente a água mineral na cesta básica do estado. Colocada em prática pelo
Decreto 364, de 11 de julho de 2011, a medida permitiu que este produto nobre, 100% natural, sem conservantes, passasse a ser consumido pela população de baixa renda. Mais uma vez Santa Catarina deu exemplo ao Brasil.
Em reconhecimento às conquistas do setor de água mineral dentro do estado, há um ano Santa Catarina foi escolhido
para sediar o 21º Congresso Brasileiro da Indústria de Águas Minerais. Isto não foi só o início, mas o prenúncio de
uma grande cruzada que o setor empreende contra a alta, pesada e injustificada carga tributária. Cruzada, aliás, que
se estende a todos os estados da federação e, inclusive, à própria federação.
Essa luta remete à história bíblica de Davi, um pastor de ovelhas franzino, sempre alerta para evitar que algum bicho
atacasse seu rebanho. Eis que aconteceu uma guerra terrível, onde havia um inimigo muito poderoso: o gigante Golias! Confiando que o apoio de seu AMIGO iria lhe dar a vitória - pois a vitória é a arte de prosseguir onde os outros
desistem -, Davi acabou vitorioso. Como uma espécie de Davi, o setor de água mineral vem iniciar e coroar este 21º
Congresso com a importante conquista da redução para alíquota zero do PIS/PASEP e da COFINS incidentes na venda de águas minerais naturais. Fruto de muita luta, essa conquista se deu através da Lei nº 12.715 art. 76 e contribuiu
para corrigir um erro histórico de enquadramento tributário que onerou o setor por mais de duas décadas. Finalmente
a água mineral voltou a ser reconhecida como alimento essencial e mineral não-metálico de grande importância social.
Mais uma vez deixamos nossos agradecimentos a todos que contribuíram para que essa conquista histórica fosse realizada. Nossa batalha continua. Ainda temos que fazer com que todos os estados sigam o exemplo de Santa Catarina.
Tenho certeza de que posso contar com os associados e colaboradores para prosseguir neste caminho de adequação
da carga tributária, dentre outros gigantes que ainda temos que enfrentar!
Um bom Congresso a todos!
Carlos Alberto Lancia
Geólogo e Presidente
Desde 1975
Presidente
1º Vice-Presidente
2º Vice-Presidente
Diretor Secretário
Diretor Tesoureiro
Diretora Social
Diretor Regional
Conselho fiscal efetivo
Suplentes
12
06
26
Advogado da Abinam/Sindinam, Carlos Pedroza de Andrade
explica as metas de coleta seletiva, logística reversa e
reciclagem de embalagens que o setor de água mineral
precisará atingir para obedecer a nova legislação ambiental do
Brasil
Com 57,1% de reaproveitamento das embalagens pós-consumo,
Brasil consolida-se entre os maiores recicladores de garrafas de
PET do mundo
12
08
Roberto Gentil Ferreira da Silva
Ceará
Superintendente: Francisco Ferreira Sales
[email protected]
Superintendentes Regionais
Rio Grande do Sul
Superintendente: Jairo Zandoná
[email protected]
São José do Rio Preto (SP)
Superintendente: José Carlos Gleriano
[email protected]
Região Norte
Césa José Perón – RO
Fernanda de Souza e Silva – TO
Francisco Gervásio Gomes Pascoal – PA
Luiz Cruz – AM
Região Nordeste
Rodrigo Lima Neto – SE
Francisco Ferreira Sales – CE
Djalma Barbosa da Cunha Jr. – RN
Felix Oiticica Berard – AL
José Carlos Cunha Lima – PB
Marcos Edilton Cintra Santos – BA
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Região Centro-Oeste
Murilo Tebet Thomé – MS
Wilmar José Franzner – MT
Luiz Cesar Albuquerque – GO
Região Sudeste
José Ângelo Rambalducci – ES
Robson Fortes de Araújo – MG
Jocimar Coelho Lima – RJ
Região Sul
Augusto Mocellin Neto – PR
Jairo Sarandi – RS
Assessoria Científica
26
Assessoria Jurídica
Assessoria de Imprensa
Secretaria Executiva
Petra S. Sanchez
Pedroza de Andrade Advogados
Márcia de Azevedo
Paulo de Souza (Assessor da Diretoria)
Silvia Santos (Secretária Administrativa)
Rua Pedroso Alvarenga,
584 - 4º andar
Cep: 04531-001 – São Paulo – SP
Tel.: 11 3167-2008 | Fax: 11 3167-2542
e-mail: [email protected]
site: www.abinam.com.br
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Um dos ícones de Santa Catarina, Água Mineral Imperatriz está
entre as marcas mais tradicionais do país
Editora
Sub-editor
Conselho Editorial da Abinam
Mercado
Carlos Alberto Lancia
Amílcar Augusto Lopes Jr.
Wilmar José Franzner
César Dib
Ricardo Signorelli
Olívia Augusta A. Macedo Costa
Sucursais
Coordenação Editorial
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José Angelo M. Rambalducci
Silvana Orlando
Wellington Morgado
José Angelo M. Rambalducci
Paulo Ferraz Nogueira
Wellington Morgado
Maior fabricante de resina PET do mundo opera cinco unidades
industriais no país. Na de Porto de Suape (PE), uma única linha
tem capacidade de 550 mil toneladas/ano
Ao substituir filmes encolhíveis por tiras plásticas em suas
embalagens múltiplas, água italiana economiza energia e
resina
Roberto Gentil Ferreira da Silva
Suplentes
Esta edição da revista Água & Vida traz um encarte especial
sobre os equívocos do projeto de lei 1014/03, que traz
de volta a antiga discussão da denominação de "água
mineralizada"
Anunciada em setembro de 2012, alíquota zero do PIS, PASEP
e da COFINS sobre águas minerais corrige erros tributários
iniciados com a Constituição de 1988
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Conselho fiscal efetivo
Conheça as principais opções de lazer que o resort Costão
do Santinho e Florianópolis reservam aos participantes do
Congresso e da Expo-Abinam deste ano
Confirma a programação do 21º Congresso Brasileiro
de Águas Minerais e da Expo Abinam 2012, que trazem
as principais novidades das empresas do setor, além de
palestras, workshops e seminários apresentados por experts
e pesquisadores de universidades do Brasil e do exterior
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Sindinam
Presidente
1º Vice-Presidente
2º Vice-Presidente
Diretor Secretário
Diretor Tesoureiro
Diretora Social
Carlos Alberto Lancia
César Dib
Márcio Leite Carvalho
Ricardo Altgauzen
Ricardo Signorelli
Olívia Augusta A. Macedo Costa
Hamilton Luiz Guido
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Colaborou nesta edição
Diagramadora
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A revista Água&Vida e a Abinam não têm responsabilidade sobre as informações contidas nos anúncios.
Assinaturas e Publicidade
IMK Relações Públicas
Márcia de Azevedo
Leandro Haberli
Carlos Alberto Lancia
Carlos Pedroza de Andrade
Dra. Petra S. Sanchez
Ricardo Signorelli
Carlos Alberto Lancia
Lucimara Miyoshi Pecegueiro
Juliana Prado
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cep: 01452-000 | São Paulo | SP
Tel.: 11 3813-1300 | Fax: 11 3814-2924
e-mail: [email protected]
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Sustentabilidade
Acordo setorial
vai definir obrigações
dos envasadores
Advogado da Abinam/Sindinam, Carlos Pedroza de Andrade explica as
metas de coleta seletiva, logística reversa e reciclagem de embalagens que
o setor de água mineral precisará atingir para obedecer a nova legislação
ambiental do Brasil
A
implantação da Política Nacional de Resíduos
Sólidos (PNRS) trouxe grandes desafios para
os envasadores de águas minerais. Toda a cadeia
produtiva será responsável pela eliminação de
embalagens pós-consumo dos aterros sanitários,
reciclando ao máximo esse material. Para não ser
penalizado, o setor produtivo precisará investir em
coleta seletiva, reciclagem e logística reversa.
A partir de iniciativas organizadas pela Abinam/
Sindinam, a indústria de águas minerais está se movimentando para cumprir a PNRS. Buscando soluções sob o binômio eficiência e custo, a Abinam integrou um Acordo Setorial que inclui 27 entidades
de classe, representativas de inúmeros segmentos
produtivos brasileiros.
Um dos principais representantes da Abinam
nessa negociação, o advogado Carlos Pedroza de
Andrade explica na entrevista a seguir os desafios
e avanços desse projeto. Responsável pelos aspectos jurídicos na defesa dos interesses do setor de
água mineral, Pedroza conta como estão sendo
elaboradas, para cada setor, as metas de coleta
seletiva, logística reversa e reciclagem de embalagens pós-consumo.
Revista Água&Vida - Para a cadeia produtiva
de águas minerais, investir em reciclagem e logística reversa de embalagens é hoje uma mera
questão de imagem?
Carlos Pedroza de Andrade - Não, absolutamente. Os envasadores de águas minerais serão penalizados se desrespeitarem ou ignorarem a nova
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legislação ambiental, da qual decorre a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). No lado econômico, a legislação prevê penalidade de até R$ 50
milhões. Além disso, as empresas de água mineral
podem perder a licença operacional. Isso engessa
completamente o negócio.
Água&Vida – O que a Abinam está fazendo
para que o setor de água mineral não seja penalizado pela nova legislação ambiental?
Pedroza – A Abinam se uniu a um grupo formado por 27 entidades representativas. Batizado
de Coalizão Empresarial e reunido pelo Cempre
(Compromisso Empresarial pela Reciclagem),
esse grupo vai formar um acordo setorial que
estabelecerá plano de investimentos e metas de
reciclagem e logística reversa de diferentes resíduos, incluindo embalagens de água mineral pós-consumo. Como advogado da Abinam/Sindinam, tenho participado de muitas reuniões com
o grupo Coalizão Empresarial.
com a maior parte da responsabilidade e dos custos
da nova legislação ambiental.
Água&Vida – O dinheiro para cumprimento
do plano de metas vai ser dado ao governo? Isso
não significa a criação de um novo imposto?
Pedroza – Não. O dinheiro vai ser gerido por
cada uma das 27 entidades representativas que
compõem o grupo Coalizão Empresarial. Não haverá a criação de um novo imposto.
Água&Vida – Quando o acordo setorial será
apresentado ao governo?
Pedroza – Acredito que no final deste ano, provavelmente em dezembro. O projeto inicial que será
proposto ao Ministério do Meio Ambiente (MMA)
traz um plano de metas com maior ênfase nas 14
cidades que sediarão a Copa do Mundo. A maior
parte dessas metas precisa ser atingida em 4 anos.
Água&Vida – Como estão sendo definidas as
responsabilidades de cada um dos 27 setores
produtivos que compõem o grupo Coalizão Empresarial na reciclagem e logística reversa dos resíduos e embalagens?
Pedroza – Eu diria que temos uma divisão harmônica entre os setores. Todos estão sendo bem representados, sem riscos de favorecimentos ou injustiças.
Nossa intenção é blindar mecanismos que atrelem
obrigações de reciclagem e logística a volumes de resíduos produzidos e descartados. As reuniões são densas. Estamos formulando critérios justos e equânimes.
Água&Vida – Qual o princípio jurídico por
trás da PNRS?
Pedroza - O da precaução, que é muito difundido
no direito ambiental como um todo. A lógica é simples: não dá para esperar o problema, para só então
tomar uma atitude. Parte-se do princípio de que,
uma vez devastado, nem sempre é possível recuperar um ecossistema, muito menos espécies extintas
pela ação do homem.
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Água&Vida – O que acontecerá quando o acordo setorial do grupo Coalizão Empresarial for
aprovado pelo governo?
Pedroza - O plano de metas do acordo setorial
precisará sair do papel. Para que isso aconteça, boa
parte dos investimentos precisará ser feita pelo setor produtivo. Sabe-se que a PNRS prevê responsabilidade compartilhada entre empresas, governos
e cidadãos na gestão dos resíduos sólidos urbanos.
Mas tudo indica que as empresas vão ter que arcar
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Reciclagem
2011
294 mil toneladas
de embalagens de
PET reciclados
R
esponsáveis por acondicionar
a maior parte da produção da
indústria global de águas envasadas, as garrafas feitas de resina
PET subiram mais alguns degraus
no ranking de reciclagem de embalagens no Brasil. No ano passado,
294 mil toneladas de embalagens
de PET pós-consumo foram recicladas no país, ou 57,1% de todas
as embalagens descartadas pelos
consumidores brasileiros. A título
de comparação, em 2010 o índice
de reciclagem de embalagens longa vida pós-consumo atingiu 24,5%
Sem
exportar
o problema
Destinação
correta
Com 57,1% de
reaproveitamento
das embalagens pósconsumo, Brasil
consolida-se entre os
maiores recicladores
de garrafas de PET
do mundo
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do total de caixinhas produzidas
no Brasil.
No caso das embalagens de PET,
o volume total reciclado em 2011
avançou 4,25% em relação a 2010,
quando 55% das embalagens feitas
do material foram reaproveitadas.
O crescimento registrado na produção brasileira de novas embalagens de PET foi de 2% no mesmo
período. Movimentando R$ 1,2
bilhão, o negócio de reciclagem
responde por mais de um terço de
todo o faturamento da indústria do
PET no Brasil.
Auri Marçon, presidente da Abipet
Diferenciando-se de algumas nações desenvolvidas, que têm bons sistemas
de coleta, mas enviam seus resíduos sólidos urbanos para países em desenvolvimento,
o Brasil coleta, recicla e aplica o material reciclado em seu próprio território.
Isso inclui as garrafas de PET de águas minerais
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Reciclagem
“Apesar das dificuldades em relação à coleta seletiva, o trabalho
da indústria de gerar demanda para o PET reciclado contribui fortemente para o desenvolvimento da atividade”, afirma o presidente da
Abipet, Auri Marçon.
O mercado têxtil continua sendo o principal destino de todo PET reciclado no Brasil. O setor responde pelo uso de aproximadamente 40%
de todo o material. O segundo lugar, com 18% cada um, é dividido entre
os setores de embalagens e o de aplicações químicas. “A indústria têxtil
continua sendo a grande aposta. Mas chama atenção o fantástico crescimento da utilização do PET reciclado na fabricação de outras embalagens. Chamada de bottle-to-bottle, essa aplicação teve vários projetos
lançados nos últimos dois anos”, destaca Marçon.
Na indústria têxtil, o uso de PET reciclado começou no segmento
corporativo, principalmente em uniformes de empresas. Mas agora alcança grandes grifes, que se renderam às propriedades da fibra. Duas
garrafas de dois litros de PET reciclado são suficientes para produzir
uma camiseta. Quatro dão para uma calça comprida. Atenta ao nicho
de mercado dos consumidores ecologicamente corretos e também às
propriedades do fio de poliéster produzido a partir dessas embalagens,
a Hering tem um grupo de produtos de malhas composto por PET reciclado. Marcas como Oskler, Brookfield e a Mizuno também se renderam a esse tipo de fibra.
Geralmente associado ao algodão, o fio de poliéster confere estabilidade dimensional ao tecido, impedindo encolha ou entorte, além de
solidez na cor, resistência e durabilidade com mais qualidade durante
muito tempo. O uso desse tipo de poliéster também diminui a gramatura do tecido, porque o fio fica mais fino, tornando-o mais desencorpado. O resultado é um tecido mais suave, mais leve.
Ideal para pijamas e na moda íntima, o PET reciclado está chegando ao universo masculino. A D’Uomo, uma das maiores fabricantes
de cuecas brasileiras, está lançando um modelo feito com poliéster
originário de garrafas PET recicladas.
As aplicações do PET reciclado também crescem na indústria de
calçados. A maioria dos tênis e sapatos traz em sua estrutura uma espécie de tela, um não-tecido, no qual se espalma o produto. Integrando a maioria dos lançamentos sustentáveis do setor, o PET reciclado
foi o destaque de um tênis da Via Uno formado em 35% pelo material.
Volta às
origens
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Utilização do
PET reciclado
Indústria Têxtil
40%
Embalagens
18%
Aplicações Químicas
18%
Outros
24%
A resina PET, ou Poli (Tereftalato de Etileno), foi desenvolvida por químicos ingleses no final da Segunda
Guerra Mundial. A ideia inicial era usar o poliéster na produção de fibras têxteis, que tiveram grande expansão na década de 60. A partir dos anos 70, o PET foi posicionado como matéria-prima alternativa para ser
usada em mistura com algodão. Nesse período, o material também passou por modificações em sua estrutura
química, que permitiram sua transformação em plástico rígido e embalagens. Ante a crescente preocupação
ambiental, a partir do final da década de 90, garrafas de PET descartadas começaram a ser transformadas novamente em fibra. Misturada com algodão, essa fibra torna-se um tecido. Ou seja, a ideia inicial dos químicos
ingleses que desenvolveram a resina quase 70 anos atrás está novamente na crista da onda.
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Congresso
D
Dicas para aproveitar
a Ilha da Magia
Conheça as principais opções de lazer que o resort Costão do Santinho e Florianópolis
reservam aos participantes do Congresso e da Expo-Abinam deste ano
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A região Norte de Florianópolis é onde fica o resort
Costão do Santinho. Durante a alta temporada, também é a área mais populosa da cidade, pois possui ótima infraestrutura de serviços e oferece atrações turísticas variadas. As praias têm águas mais quentes e
calmas do que em outras partes da ilha.
u
Destino certo de modelos e celebridades, Jurerê
Internacional é um bairro localizado no lado esquerdo da praia de Jurerê. Por ali, o alto nível das
baladas chama atenção de quem é de fora. Não é
raro encontrar mulheres super produzidas e festas diurnas (day parties) exclusivissímas.
entro da já tradicional proposta
de aliar atualização profissional
a uma atmosfera de lazer e bem-estar, o Congresso e a Expo-Abinam deste ano vão proporcionar a
seus participantes muitas opções de
entretenimento e descontração. A
começar pelas que o resort Costão
do Santinho, onde os eventos serão
realizados entre os dias 3 e 5 de outubro de 2012, oferece.
Contando com estrutura completa de golf e SPA, o famoso
resort de Florianópolis fica na
exuberante praia do Santinho, na
parte norte da capital catarinense. Permeado por dunas, costões,
trilhas e sítios arqueológicos, o
empreendimento tem 750 mil
metros quadradas de Mata Atlântica preservada e mais de 200 mil
metros quadrados de área construída. A ideia é proporcionar aos
hóspedes atendimento de padrão
internacional, alta gastronomia e
lazer diversificado.
Para quem tiver pique de pegar
o carro, vale a pena considerar
alguns dos muitos roteiros turísticos de Florianópolis. Entre os
destinos mais visitados do Brasil, a cidade é uma ilha costeira
de 400 mil habitantes que parece
destinada a evocar os prazeres
da vida. Além das belas praias e
atrativos naturais, Florianópolis
é reconhecida pela vida noturna
agitada e por oferecer comida farta e de alta qualidade para os mais
variados gostos. Para completar, a
cidade ostenta um dos mais altos
Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do país. Fica difícil,
diante de tais evidências, contestar o apelido desse pedaço incrível do Brasil: Ilha da Magia.
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Congresso
Campeche
Lagoa do Peri
Joaquina
Praia Mole
Centro
Cacupé
Santo Antônio de Lisboa
Barra da Lagoa
Ratones
Moçambique
Sambaqui
Anhatomirim
Ca na sv
Praia dos Ingleses
Também na região Norte, as
praias dos Ingleses, Brava e
Santinho seduzem os surfistas com boas ondas.
Praia Brava
u
Lagoinha
Praia dos Ingleses
Praia Brava
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Além das belíssimas opções do Roteiro
Norte, Florianópolis reserva praias para todos os gostos em suas demais regiões, das
agitadas às quase desertas. As praias do
Leste, como Mole, Moçambique, Joaquina e Campeche, são redutos de surfistas.
No litoral Sul, comunidades de pescadores
e praias mais tranquilas são uma boa pedida para quem não se importar com o trajeto
de carro até lá.
Os passeios de barco também valem a pena.
Entre outros locais, eles têm saídas regulares da Barra da Lagoa, da Lagoa da Conceição, da Avenida Beira-mar Norte e
também das praias de Canasvieiras, Campeche e Armação. Florianópolis também
possui dezenas de trilhas, com diferentes
graus de dificuldade. Muitas têm como destino final praias da própria cidade, como
Naufragados, Lagoinha do Leste, Saquinho, Costa da Lagoa e Lagoa do Peri.
ieir a s
Em Cacupé, Sambaqui e Praia do Forte encontram-se restaurantes típicos com moluscos frescos e com
arquitetura açoriana. Para quem gosta de história, a
comunidade de Santo Antônio de Lisboa e as fortalezas construídas por portugueses no século XVIII merecem uma visita. Uma fica na praia do Forte. Outras
duas podem ser visitadas nas ilhas de Anhatomirim
e Ratones. Fazer um passeio de escuna e desvendar os
mistérios das fortalezas é sempre interessante.
u
Campeche
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Forte
Santinho
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Congresso
Ponte Hercílio Luz
Avenida Beira-mar Norte
Quem visita Florianópolis quase que obrigatoriamente conhece a Beira-mar Norte, extensa avenida que margeia a baía
Norte e uma área de manguezal. A Beira-mar Norte começa
na Ponte Hercílio Luz, o cartão-postal da cidade, e vai até
a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), passando
pelo Centro Integrado de Cultura (CIC). A paisagem é inconfundível: edifícios altos, um ao lado do outro; seis pistas separadas por um largo canteiro central e uma pista de jogging
e ciclismo sempre movimentada. Vale a pena curtir o pôr-do-sol caminhando na Avenida Beira-mar Norte. Para quem
gosta de compras, em suas vias marginais ficam dois dos principais shoppings da cidade, além de centros comerciais, lojas,
restaurantes e bares.
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Lagoa da Conceição
AnUnCiE aqui!
u Lagoa da Conceição
Junto com a Avenida Beira-mar Norte, a Lagoa da Conceição concentra a movimentação noturna da cidade. A região conhecida como “centrinho da Lagoa” reúne a maioria dos bares, restaurantes, lojas e cafés
da Lagoa. Próximo do centrinho, em direção à estrada que leva à trilha da Costa da Lagoa, fica o Santuário
de Nossa Senhora da Conceição (1750), igreja que guarda os sinos doados por D. Pedro II em 1847, ano
em que visitou o local. Na Avenida das Rendeiras, que margeia a lagoa desde a ponte de pedra até o acesso
às praias do Leste da Ilha, há mais bares e restaurantes, além de lojas que vendem renda de bilro, característica do artesanato local. Na Costa da Lagoa, o visitante encontra restaurantes sobre a água e mirantes
com vista da região. A travessia para a Costa é feita por barcos que saem do terminal ao lado da ponte de
pedra, no início da Avenida das Rendeiras, ou por trilha (caminhada de duas horas).
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Congresso
Praça XV de Novembro
Mercado Público Municipal
Catedral Metropolitana
Praça XV de Novembro
Roteiro Central
A maioria dos pontos turísticos não naturais de Florianópolis está no centro,
conhecido no passado colonial como
Vila de Nossa Senhora do Desterro.
Foi dessa vila que nasceu a capital catarinense. Acessíveis da região central,
a Ponte Hercílio Luz, o Mercado Público Municipal e a Praça XV de
Novembro são visitas obrigatórias de
quem visita a cidade pela primeira vez.
A Catedral Metropolitana e a Capela do Menino Deus possuem um
grande acervo de arte sacra, enquanto
os museus do centro oferecem obras
representativas da memória política
da região. As feiras de artesanato da
Alfândega e do Largo da Catedral
podem garantir boas lembranças. No
centro de Florianópolis também há
muita vida noturna. Em meio à arquitetura açoriana e portuguesa dos
séculos XVII e XVIII, há vários bares
alternativos, incluindo alguns voltados
ao público GLS. Para apreciar um belo
visual, vale a pena subir até o Mirante
do Morro da Cruz.
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Mercado Público Municipal
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Programa
Congresso
Dia 02 de outubro – Terça-feira
14h00 às 18h00 - Recepção/Credenciamento/Entrega
de Materiais
20h30 às 23h00 - Coquetel de Boas Vindas
Programa
Dia 3 de Outubro – Quarta-feira
completo
Confirma a programação do 21º Congresso Brasileiro de Águas Minerais e da Expo-Abinam'2012,
que trazem as principais novidades das empresas do setor, além de palestras, workshops e seminários apresentados
por experts e pesquisadores de universidades do Brasil e do exterior
A
contecendo no resort Costão do Santinho, entre os dias 3 e 5 de outubro, os dois maiores
eventos de águas minerais do país. Acompanhe
nas páginas seguintes a programação. Pensados
em todos os detalhes para permitir a troca de experiências e a atualização sobre os temas de destaque dos mercados nacional e internacional de
águas minerais, a Expo-Abinam'2012 e o 21º Congresso Brasileiro da Indústria de Águas Minerais
foram recheados de palestras, workshops e seminários. Contando com a participação de profissionais e experts do setor, incluindo pesquisadores
de universidades de todo o Brasil e do exterior, os
eventos deste ano destacam três temas relevantes
para o setor de águas minerais: logística, inovação
e sustentabilidade. A Expo-Abinam'2012 também
contará com a participação de empresas fornecedoras de produtos e serviços, além de órgãos
reguladores, que apresentarão inovações de interesse de toda a cadeia de valor de águas minerais.
Em suma, será uma oportunidade para a troca
de conhecimento e a propagação de experiências
bem-sucedidas. Confira a seguir a programação
completa dos eventos.
Expositores
Zegla.......................................................................................
IG Máquinas.........................................................................
Mesal......................................................................................
Nutrevi...................................................................................
Kitlabor..................................................................................
Water Bag Brasil..................................................................
Bericap....................................................................................
Ricefer.....................................................................................
NSF Do Brasil.......................................................................
Milainox.................................................................................
Theodosio Randon...............................................................
Sandriplast............................................................................
Jopemar/Paulinox................................................................
McPack...................................................................................
Ozoxi......................................................................................
Maqnágua..............................................................................
Plastamp................................................................................
Fortpack/Taimak/JPJ..........................................................
Plast Venâncio Aires...........................................................
CBM Máquinas....................................................................
Capsnap Equipament..........................................................
Crystal Moutain...................................................................
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B07 e B10
B04 e B05
B21
B12
B13
B16
B11
A02
A01
B19
A16
A12
B20
B14
A08
B03 e B06
A18
A09 e A10
A05
B02
A04
A03
Arbras.....................................................................................
Flex do Brasil........................................................................
ENGEPACK..........................................................................
Grupo Construserv.............................................................
Mecalor..................................................................................
Selolac.....................................................................................
Garboni..................................................................................
Ravibras..................................................................................
Packpet...................................................................................
SP Plásticos...........................................................................
Qualiterme............................................................................
Plasnox...................................................................................
Eldorado Indústrias Plásticas
Owens Illinois.......................................................................
Plastilider...............................................................................
Equiplast................................................................................
Aptar.......................................................................................
Tecnomoldes .......................................................................
DNPM....................................................................................
Cobra Correntes...................................................................
Revista Água&Vida.............................................................
HMR Comércio e Representações................................................
B15
A29 e A30
B18
A34
A31
A26
A25
A35
A19
A17
A07
A23
B17
A32 e A33
A06
A13
A36 e A37
A14
B08 e B09
A15
BO1
A11
Painel de Abertura
10h00 - Novo Marco Regulatório da Mineração e o Futuro das Águas Minerais nesse Contexto
Palestrante: Dr. Edison Lobão (a confirmar)
Ministro de Minas e Energia – Brasília/DF
10h30 - Ações do DNPM para 2013 e 2014 para os Setores de Águas Minerais
Palestrante: Dr. Sérgio Augusto Dâmaso de Sousa
Diretor Geral do Departamento Nacional de Produção
Mineral – DNPM – Brasília/DF
11h00 - Interpretando a Portaria nº 374 de 1 de Outubro
de 2009
Palestrante: Dr. Walter Lins Arcoverde
Diretor da Diretoria de Fiscalização da Atividade Mineraria do DNPM – Brasília/DF
11h30 - Perguntas e Discussões
12h00 - Abertura Oficial da Expo-ABINAM’2012 e
Bar de Águas
13h00 - Almoço
Sessão 1: Inovação
Moderador: Marcelo Marques
Gerente Executivo Técnica e Produção da Nestlé Waters Brasil
14h00 - A Certificação INMETRO Assegurando ao Consumidor Qualidade e Proteção à Saúde e Segurança do Cidadão
Palestrante: Leonardo Machado Rocha
Chefe Substituto da Divisão de Programas de
Avaliação da Conformidade do INMETRO – Brasil
14h30 - Últimas Inovações no Mercado Mundial e Desenvolvimento das Indústrias Líderes
Palestrante: Richard Hall
Presidente da Zenith International – Reino Unido
15h00 - O PET Reciclado é tão bom quanto o PET Virgem?
Palestrante: Christopher D. Dunn
Gerente Geral de Qualidade de Bebidas NSF International – Estados Unidos
AnUnCiE aqui!
08h30 - Recepção/Credenciamento/Entrega de Materiais
09h00 - Solenidade Oficial de Abertura
Dr. Neuto De Conto
Presidente do Congresso
Dr. Carlos Alberto Lancia
Presidente Abinam/Sindinam
Congresso
15h30 - Avanço Tecnológico do Gruppo M&G em
Resinas com Propriedades de Barreira e BioPET
Palestrante: Cécile Bourland
Gerente de Marketing e Desenvolvimento de Negócios para Especialidades em Resina PET do Gruppo
M&G – Itália
16h00 - Perguntas e Discussões
16h30 às 18h30 - Expo-ABINAM’2012 e
Visita ao Bar de Águas
Dia 4 de Outubro – Quinta-feira
Sessão 2: Mercado/Saúde Pública
Moderador: Amílcar Augusto Lopes Jr.
Presidente da Empresa de Águas Petrópolis Paulista
09h00 - Água Mineral como Agente de Saúde Pública
Palestrante: Dra. Nélida Amélia Fontana
Sociedade Brasileira de Termalismo – SBT
09h30 - O Impacto no Mercado de Bebidas Sport
em Eventos Esportivos no Brasil: Copa do Mundo e
Olimpíadas
Palestrante: Paulo Pazinotto
Presidente Comercial da Aptar Food Beverage – Brasil
10h00 - Como Aprender com o Mercado Premium:
O Paradoxo da Excelência – já não basta ser excelente
Palestrante: Carlos Ferrerinha
Presidente da MCF Consultoria e Conhecimento Owens-Illinois do Brasil Ind. e Comércio S.A – Brasil
10h30 - Perguntas e Discussões
12h00 às 18h30 - Visitação à Expo-ABINAM e
Bar de Águas
13h00 - Almoço
14h30 - Garrafão Retornável de 20 Litros Matriz
SWOT (Pontos Fortes, Pontos Fracos, Oportunidades
e Ameaças)
Palestrante: Ricardo Pastore
Professor e Coordenador de Pós-Graduação na Escola
Superior de Propaganda e Marketing – ESPM – SP
20h00 às 24h00 - Jantar de Confraternização
Local: Tenda/Salão Tupi Guarani
Cerimônia de Homenagens e Premiações
Comenda Dr. Benedictus Mário Mourão
A distinção honorífica destina-se a homenagear
22
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personalidades que se destacaram em promover a
valorização dos vários segmentos das águas minerais,
crenologia e termalismo.
Prêmio Waldemar Junqueira Ferreira Filho para
Envasadores e Fornecedores
O prêmio é destinado a homenagear as empresas
que contribuem para a promoção da Água Mineral,
desenvolvendo atividades de propaganda e marketing
dos seus produtos.
Prêmio Fraterno Vieira de Jornalismo
O prêmio, criado este ano, tem por objetivo reconhecer matérias jornalísticas que tratem sobre a
água mineral em veículos impressos ou eletrônicos.
Premiação de Qualidade NSF
O prêmio é destinado as empresas de águas minerais,
que obtiveram a certificação NSF
Dia 5 de Outubro – Sexta-feira
Sessão 3: Resíduos Sólidos, Sustentabilidade e
Marco Regulatório
Moderador: Dr. Carlos Alberto Lancia
Presidente Abinam/Sindinam
09h30 - Embalagem de PET e Sustentabilidade
Palestrante: Dr. Auri Marçon
Presidente da Associação Brasileira da Indústria do
PET – ABIPET – São Paulo
10h00 - Educação no Contexto da Política Nacional
de Resíduos Sólidos Brasileira
Palestrante: Profa. Dra. Petra Sanchez Sanchez
Universidade Presbiteriana Mackenzie – São Paulo/SP
Presidente do Comitê Científico da Abinam
10h30 - A Gestão de Resíduos Sólidos no Setor de
Águas Minerais
Palestrante: Ernesto Promenzio Rodrigues
Presidente da Empresa Água Mogiana – São Paulo
11h00 - Implicações Jurídicas da Nova Política
Nacional de Resíduos Sólidos
Palestrante: Dr. Carlos Pedroza de Andrade
Advogado da Abinam/Sindinam
11h30 - Perguntas e Discussões
12h00 às 18h00 - Visitação à Expo’ABINAM e
Bar de Águas
13h00 às 14h00 - Almoço
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Legislação
A favor do
consumidor e do setor
Esta edição da revista Água&Vida traz um encarte especial sobre os equívocos do projeto de lei 1014/03, que
traz de volta a antiga discussão da denominação de "água mineralizada"
D
e autoria do falecido deputado Ricardo Izar (PSD-SP), o projeto de
lei (PL) 1014/03 nasceu com o louvável
propósito de diferenciar água mineral
da água adicionada de sais. Infelizmente, porém, essa proposta original
está sendo distorcida. No primeiro semestre deste ano, a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara
dos Deputados aprovou emendas ao
projeto, abrindo caminho para a criação de uma nova categoria de produto, a "água adicionada de vitaminas e
minerais". Trata-se de mudança que
vai confundir o consumidor, essa categoria é uma bebida não-alcoólica e
não é água. O objetivo do PL 1014 era
estabelecer uma quantidade mínima
de sais minerais necessária e suficiente para a boa saúde.
Para ajudar a indústria de água mineral a entender esse problema, esta
edição especial da revista Água &
Vida traz um encarte produzido em
parceria com o departamento jurídico da Abinam. O material destaca
todos os problemas do PL 104/03 e
tudo o que desde o inicio a Abinam
tem feito até o momento.
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tributos
Conquista
histórica
Anunciada em setembro de
2012, redução para alíquota
zero do PIS/PASEP e da
COFINS sobreáguas minerais
corrige erros tributários
iniciados com a Constituição de
1988
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O
21º Congresso Brasileiro da Indústria de Águas
Minerais será lembrado por uma conquista
histórica. Em setembro de 2012, poucos dias antes
da realização do evento, o setor de águas minerais
do país puderam comemorar a redução para alíquota zero do PIS/PASEP e da COFINS incidentes na venda de águas minerais naturais. Essa tão
26
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aguardada desoneração fiscal se concretizou graças à Lei nº 12.715 art. 76.
"Parabenizamos o governo federal por ter feito
essa correção histórica”, sublinha Carlos Alberto
Lancia, presidente da Abinam. O próximo passo
da entidade será solicitar audiência com o presidente do Confaz (Conselho Nacional de Política
Fazendária). “Vamos solicitar, a nível nacional, a
inclusão da água mineral na cesta básica, para que
o ICMS passe a ser de 7%, a exemplo do que foi
feito em Santa Catarina no ano passado", complementa Lancia.
A tributação excessiva que castiga toda a cadeia
de valor de águas minerais, dificultando o acesso
desse alimento básico para a vida entre as camadas
da população mais carentes, que muitas vezes são
desprovidas de saneamento básico e de abastecimento público de água, começou com a Constituição de 1988, incluiu a incidência do ICMS, PIS/PASEP e CONFINS para os bens minerais. Com isso,
a carga de impostos saiu da média nacional de 6,8%
sobre o valor cobrado do consumidor, chegando a
inacreditáveis 46%.
Felizmente esse panorama de distorção tributária está perto do fim. Fruto de uma longa luta da
Abinam, essa conquista não é importante apenas
para engarrafadores e distribuidores de água mineral. Num país em que mais de 65% das internações
hospitalares decorrem do consumo de água contaminada, e onde quase metade da população não
tem acesso a água encanada, esse avanço pode beneficiar toda a sociedade, a começar pelo sistema
público de saúde.
Levando em conta os royalties de exploração
mineral cobrados pelo governo federal via CFEM
(Compensação Financeira Sobre Exploração Mineral) e os impostos embutidos em custos de produção, pessoal, transporte, captação, industrialização
e embalagem, a tributação no setor de água mineral
superava os 45% do valor final do produto. Para ajudar os leitores a entender a origem desse problema,
resumimos a seguir a sequência de equívocos que
levaram a esse exagero.
Principais erros que levaram à
tributação excessiva das águas
minerais no Brasil
1988
A Constituição Brasileira de 1988 permitiu que
os bens minerais passassem a ter incidência
do ICMS, PIS/PASEP
e Cofins. Até aquela
data, o setor só recolhia
o IUM, Imposto Único sobre Minerais, cuja
média era de 6,8%
1992
A água mineral deixa de
ser classificada pela Receita Federal como mineral
não-metálico e passa a
ser tributada como bebida, da mesma forma que
refrigerantes e cervejas.
Com isso, a carga de impostos chegou a 46%. A
única diferença tributária
em relação a cervejas e
refrigerantes é que sobre
água mineral não incide o
IPI, porque é imune pela
Constituição. Na Europa,
todos os impostos incidentes na água mineral
somam 6%. Há países,
como o México, onde a
água mineral é totalmente isenta de tributos
27
tributos
O que a Abinam tem feito para desatar o nó fiscal
1
A Abinam tem dialogado com parlamentares no Congresso para zerar a tributação sobre garrafões de 20 litros, que favorecem alternativa de abastecimento em núcleos urbanos sem acesso
a água tratada e com serviços públicos precários. Em suma, desonerar a indústria de água mineral significa beneficiar a vida e a saúde.
2
A Abinam tem trabalhado para incluir a categoria de água mineral envasada na cesta básica
de cada estado. No ano passado, essa medida foi adotada pioneiramente em SantaCatarina (ver
mais no quadro "O exemplo de Santa Catarina"), reduzindo o peso dos impostos e aumentando
o acesso da população a esse alimento essencial para a vida.
3
A Abinam luta contra a forma como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) trata
as águas envasadas e a água das companhias de abastecimento público. Enquanto a presença de
bactérias é tolerada em 5% nas amostras de água de torneira, aságuas minerais envasadas têm
de apresentar total ausência de micro-organismos.
4
A Abinam está provando para a classe política e a população em geral que águas minerais
envasadas apresentam índice virtualmente zero de perdas na produção, ao contrário dos
vazamentos e roubos das redes de abastecimento no país, que levam ao desperdício médio
de 37% da água tratada, além de elevar os riscos de contaminação. Enquanto o reuso de um
garrafão de água mineral gasta dois litros na lavagem, a produção de um litro de refrigerante
pode empregar até 30 litros de água comum.
5
Em São Paulo, a recente criação da Subsecretaria de Mineração dá fôlego extra para a Abinam
em sua luta contra a tributação excessiva sobre a indústria de águas minerais.
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O exemplo de Santa Catarina
Com apoio do ex-senador Neuto de Conto de Conto, em 2011 a Abinam conseguiu incluir a água mineral na cesta básica de Santa Catarina.
A medida reduziu a alíquota de ICMS para 7%, ajudando a popularizar o
consumo da água mineral no estado.
Com 45 litros/ano, o consumo per capta de água mineral no Brasil ainda
está muito aquém do de países como México (232l/ano) e Itália (185l/ano).
Para reverter essa situação, a demanda deve ser estimulada via redução de
preços. E isso só é possível por meio da desoneração de impostos, como
mostra o exemplo catarinense. A água mineral envasada naquele estado
ficou 15% mais barato após sua inclusão na cesta básica.
Para que esse benefício seja conquistado por outros estados, é preciso
haver envolvimento da indústria, de políticos e dos governos de estado.
Afinal, o ICMS é um imposto estadual e pode ser definido por meio de um
decreto dos governadores. A indústria deágua mineral representa apenas
1% do total arrecadado pelo governo com bebidas. Se a classe política tiver
interesse, a inclusão da água mineral na cesta básica pode acontecer em
outros estados.
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Embalagens
M&G celebra
10 anos de Brasil
Maior fabricante de resina PET do mundo opera cinco unidades industriais no país. Na de Porto de Suape
(PE), uma única linha tem capacidade de 550 mil toneladas/ano
A
o completar 10 anos, a operação brasileira da
M&G – Gruppo Mossi & Ghisolfi reproduz no
mercado nacional uma história de sucesso internacional. Criada em 1953, em Tortona, no norte
da Itália, como fabricante de embalagens para detergentes e higiene pessoal, a empresa tornou-se a
maior fabricante mundial de embalagens plásticas,
graças a uma estratégia baseada em dois princípios:
investimentos em novas tecnologias e aquisição de
empresas de renome mundial.
O ingresso da Mossi & Ghisolfi no segmento de
produtos de PET ocorreu na década de 70, a partir
do desenvolvimento de novas aplicações e da tecnologia que viria a ser adotada mundialmente. A
consolidação da empresa no mercado mundial de
polímeros, no entanto, teve início quase duas décadas depois, com a criação de grandes joint ventures,
primeiro com a Shell, em 1992, e em seguida com a
Pepsi-Cola, em 1998.
Em 2000, com a aquisição do negócio do PET
da Shell, a Mossi & Ghisolfi consagrou-se mundialmente. E, com grande aporte de investimentos,
marcou presença em novos continentes. No Brasil,
sua chegada ocorreu em 2002, com a aquisição dos
negócios da Rhodia-ster. Um ano depois, a empresa
lançou uma nova planta industrial no México que
produziu o maior volume em linha única na época.
Com a incorporação da Chemtex International,
de origem norte-americana, em 2004, passou a
operar não só nos Estados Unidos, mas na Índia e
China, com um negócio praticamente inédito: desenvolvimento de projetos do setor químico, atuando na área de engenharia, suprimentos e gerenciamento de materiais na construção. Em 2012, fruto
30
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da atuação da Chemtex, o Gruppo Mossi & Ghisolfi
firmou contrato com o grupo Graal para a construção da maior planta de bioetanol do País, a partir da
palha e do bagaço da cana de açúcar.
As operações da Mossi & Ghisolfi no mercado
brasileiro demonstram a grande vitalidade e a excelência de um grupo que ainda mantém seu perfil
familiar. Administrada pelos irmãos Marco e Guido, filhos do fundador Vittorio Ghisolfi, a empresa
desembarcou no Brasil em outubro de 2002 com a
compra da Rhodia-ster, que na época tinha capacidade para produzir 200 mil toneladas/ano de PET,
em sua planta em Poços de Caldas (MG).
A M&G opera cinco unidades industriais no país,
distribuídas em três estados brasileiros – São Paulo,
Minas Gerais e Pernambuco. Inaugurada em 2007,
a unidade de Porto de Suape (PE) tem capacidade
para produzir, em uma única linha, 550 mil toneladas/ano de PET – o que a torna a maior fábrica de
resinas PET no mundo.
Caracterizada pela inovação, desenvolvimento de novas aplicações, e empenhada em oferecer satisfação constante aos seus clientes com
produtos de excelência e elevada performance,
o Gruppo Mossi & Ghisolfi se destaca também
pelo respeito ao meio ambiente. A M&G faz do
compromisso socioambiental uma dimensão essencial no desenvolvimento de suas atividades.
A M&G mantém também a operação do negócio Recipet, empresa de revalorização do PET.
Isso demonstra que, embora invista pesado em
seu crescimento, a empresa faz do compromisso
socioambiental uma dimensão essencial para desenvolver suas atividades.
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Sustentabilidade
Alternativa ao shrink
Ao substituir filmes encolhíveis por tiras plásticas em suas embalagens
múltiplas, água italiana economiza energia e resina
Tiras que agrupam seis garrafas PET de 1,5
litro da água mineral Presolana pesam 3
gramas, contra 28 gramas dos filmes shrink
convencionais
U
ma tira plástica que economiza recursos ao
substituir filmes encolhíveis (shrink) em embalagens múltiplas de bebidas. Assim pode ser definido o novo sistema de embalagem secundária que a
Krones, fornecedora de soluções de embalagem e
envase para a indústria global de bebidas, está oferecendo no mercado brasileiro de águas minerais.
Batizada de LitePac, a tecnologia foi adotada pioneiramente na Europa, pela envasadora italiana de
água mineral Bracca. Segundo a Krones, o sistema
aumentou em mais de 30% o faturamento da empresa, exatamente pela economia gerada com a eliminação dos shrinks das linhas de produção. Para
alcançar esse resultado, a Bracca estreou em 2011 a
embaladora EvoLite, da Krones, utilizando a novidade nas embalagens da marca Presolana.
A tira que fica ao redor das garrafas é integrada a
32
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uma alça para transporte. O projeto só saiu do papel
graças a uma parceria entre as duas empresas. “Foi
uma grande demonstração de confiança da Krones”,
comemora Gianfranco Morandi, diretor-geral da
Bracca, acrescentando que a aceitação dos consumidores foi imediata.
A embaladora EvoLite foi integrada a uma linha
PET da Bracca com velocidade de 24 mil garrafas
por hora. A economia com energia cravou 12,4%,
enquanto o uso de material plástico foi reduzido
em 14,8%. A economia total de custos teria chegado a 8%. Cada tira pesa entre 2 e 3 gramas, contra
quase 30 gramas de um filme shrink convencional.
A Bracca usa a nova tecnologia em multipacks que
agrupam seis garrafas de 1,5 litro. A embaladora
EvoLite pode ser adaptada para funcionar com garrafas PET de diferentes tamanhos.
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História
Longa trajetória
de sucesso
Um dos ícones de Santa Catarina, Água Mineral Imperatriz
está entre as marcas mais tradicionais do país
M
arca de água mineral mais lembrada pelos
consumidores catarinenses no prêmio Top of
Mind e ganhadora do Troféu Waldemar Junqueira
em 2006, a Água Mineral Imperatriz deve seu prestígio não apenas à alta qualidade de sua fonte. Sua
história secular também conta pontos a favor dessa
longa trajetória de sucesso.
Desde 1997 sob responsabilidade da JAN Envasadora de Águas Minerais, a marca foi batizada em
homenagem à imperatriz Tereza Cristina, esposa
de d. Pedro II. Em 1845, consta que o casal imperial
visitou a região de Caldas do Cubatão, na cidade de
Santo Amaro da Imperatriz, Grande Florianópolis,
onde até hoje a Água Mineral Imperatriz é captada. Foi construído na ocasião um prédio com infra-estrutura completa para banhos termais. A grande
novidade da época foi celebrada com homenagens
à imperatriz Tereza Cristina. Além da criação da
Água Mineral Imperatriz, Caldas do Cubatão foi rebatizada como Caldas da Imperatriz.
Um dos grandes ícones do município de Santo
Amaro da Imperatriz, que é cortado pelo rio Cuba-
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tão, a água mineral Imperatriz tem propriedades
medicinais que ganharam fama bem antes da visita imperial à região. Em 1812, foram levadas para
a corte do rei d. João VI algumas garrafas de água
mineral da Fonte Caldas da Imperatriz. Impressionado com o poder de cura da água, d. João VI quis
proteger sua fonte, decretando em 1818 a construção de um hospital em Santo Amaro da Imperatriz.
Para muitos, foi a primeira lei para criar uma estância termal no Brasil. O hospital funcionou até 1920,
tendo sido posteriormente transformado em hotel.
Quando isso aconteceu, iniciaram-se o engarrafamento da Água Mineral Imperatriz e sua distribuição em Florianópolis.
Segundo especialistas, a água de Santo Amaro da
Imperatriz só perde em qualidade para as fontes da
cidade francesa de Vichi, ficando em segundo lugar no ranking mundial. Em 2005, a Água Mineral
Imperatriz tornou-se a primeira – e ainda única
– marca brasileira com licença do uso do selo de
conformidade INMETRO, concedido pelo IFBQ –
Instituto Falcão Bauer da Qualidade.
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Saúde, design e beleza
Designer belga assina nova
edição limitada da água Evian
Sempre presente nas páginas de Água & Vida com edições especiais bonitas e criativas, dessa vez a água mineral Evian encomendou à designer de moda belga Diane von Furstenberg o desenho da garrafa 2013, que estará disponível em novembro aos
consumidores europeus. Desde 2008, a Evian vem anualmente
criando frascos novos com estilistas badalados. Já desfilaram pelas passarelas da marca nomes como Issey Miyake, Paul Smith,
Jean Paul Gaultier, Christian Lacroix e Courreges.
Britney Spears toma
três banhos diários
com água mineral
Em fase de preparação para seu casamento
com o empresário Jason Trawick, planejado
para dezembro, a cantora Britney Spears andou revelando alguns de seus segredos de
beleza. Segundo tablóides, o pacote de cuidados inclui três banhos diários com água
mineral Evian. Além dos banhos com a água
francesa, a princesinha do pop realiza tratamento facial em que rubis e diamantes são
usados para polir a pele. Britney também
está investindo num cardápio balanceado.
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Revitalização das
estâncias mineiras
O Balneário de Cambuquira, que estava fechado há
20 anos, acaba de ser reaberto. Moradores e turistas
que visitam a cidade de pouco mais de 13 mil habitantes, que integra o Circuito das Águas de Minas Gerais,
voltaram a aproveitar tratamentos termais como banho com hidromassagem, sauna a vapor e relaxamento. A reinauguração do Balneário de Cambuquira foi
feita pela Copasa Águas Minerais de Minas, que vem
investindo na revitalização de estâncias hidrominerais e no relançamento de tradicionais marcas de água
mineral do estado. Neste caso, além da Cambuquira, a
Copasa é responsável pelas águas minerais das fontes
das cidades de Araxá, Caxambu e Lambari. As quatro
fábricas de envase de água mineral da Copasa têm capacidade de 86,7 milhões de litros e um faturamento
da ordem de R$ 140 milhões.
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Mercado
Apoio à gestão de pequenos envasadores
A Água Mineral Cristalina de Natal aderiu ao Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação do Rio Grande do Norte
(NAGI-RN). Djalma Barbosa da Cunha Júnior assinou o termo de adesão em nome da envasadora. O NAGI/RN foi
oficialmente instalado em junho de 2011. O Núcleo desenvolve ações para motivar pequenas e micro-empresas a
investir em capacitação, gestão, pesquisa e desenvolvimento. Além da Água Mineral Cristalina, o NAGI-RN é constituído pelas seguintes instituições FIERN (gestora), SENAI/RN, SESI/RN, IEL-RN, SEBRAE, SEDEC, FAPERN,
UFRN, UERN, UFERSA, IFRN.
Terra de muitas estâncias hidrominerais
Com território de 95,4 mil km², Santa Catarina apresenta diversidade de fontes hidrominerais surpreendente. Uma viagem de carro é suficiente para experimentar
diferentes estâncias, além de mudanças radicais no clima, na paisagem, nos sotaques e culturas. Há oito estâncias hidrominerais em Santa Catarina. Além de dezenas
de parques ecológicos municipais, o estado conta com 14
áreas federais e 5 estaduais de proteção ambiental.
Além da vocação verde, Santa Catarina fica bem no
centro geográfico das regiões de maior desempenho econômico do país (sul e sudeste), em uma posição estraté-
gica no Mercosul. O estado faz fronteira com a Argentina
na região oeste. Florianópolis, a Capital, está a 1.850 km
de Buenos Aires, 705 km de São Paulo, 1.144 km do Rio
de Janeiro e 1.673 km de Brasília. O clima proporciona
temperaturas agradáveis, variando de 13 a 25° C, com
chuvas distribuídas durante todo o ano.
Ao contrário da maior parte do território brasileiro,
em Santa Catarina as quatro estações são bem definidas. Os verões são quentes, ensolarados. No Planalto
Serrano, com altitudes que atingem 1.820 metros, há a
maior ocorrência de neve no Brasil.
Economia de espaço no chão de fábrica
Conhecida por seus equipamentos para a indústria de bebidas, a Zegla está investindo no segmento de enchedoras para linhas de envase de águas minerais. Um dos destaques da empresa nesse mercado é a Rinser-Enchedora-Roscadora, modelo RZ-RET 12/12/4 GR. Blocada, a máquina é voltada a garrafões de 5 litros, possibilitando a
instalação de linhas de envase compactas, que minimizam a área utilizada no chão de fábrica. Construída
em aço inoxidável padrão sanitário,
a enchedora Rinser possui sistema de
transmissão por engrenagens helicoidais suspensas, acionadas por moto
redutor comandado por variador de
frequência, rinser rotativo com pinças
pegadoras de garrafões e enxágue com
válvula de duplo estágio. Segundo a
Zegla, importantes envasadores, como
Danone (unidades industriais do Brasil
e do Uruguai) e Grupo Vonpar (Fonte
Ijuí), já estão operando suas linhas de
água mineral com essa tecnologia.
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Mercado
Minalba promove pedaladas
em Campos do Jordão
A Minalba fez uma ação de marketing criativa e sustentável durante o Festival de Inverno 2012 de Campos
do Jordão, no interior paulista. A empresa patrocinou dois bicicletários com cem bikes. As magrelas puderam
ser utilizadas gratuitamente pelos turistas interessados em conhecer, na base do pedal, as principais atrações
de Campos do Jordão, cidade onde fica a fonte de água mineral da empresa. A iniciativa representou o ponta-pé-inicial de uma campanha que a Minalba está iniciando em todo país para divulgar a baixíssima quantidade
de sódio de sua linha de águas. Contando em seu portfólio com a água mineral Indaiá, líder nas regiões norte
e nordeste, a Minalba pertence ao grupo cearense Edson Queiroz.
Estímulo à coleta seletiva de garrafas de vidro
Estimular a coleta seletiva de embalagens de vidro - incluindo garrafas de água mineral - em bares, restaurantes
e hotéis. Com esse objetivo, a ação Menu Sustentável já
começou a recolher gratuitamente garrafas de vidro em
estabelecimentos da cidade de São Paulo. O programa é
organizado pela Verallia, do Grupo Saint-Gobain, em parceria com a Associação Técnica Brasileira das Indústrias
Automáticas de Vidro (Abividro) e a GMS Entulhos.
“Esperamos que a separação de utensílios de vidro para
a reciclagem se torne um hábito. Estamos trabalhando
cada vez mais para evitar que esses materiais 100% recicláveis sejam inadequadamente descartados em lixões
e aterros”, explica Wagner Sabatini, chefe de desenvolvimento e reciclagem da Verallia e um dos idealizadores
do projeto. Utilizando veículo identificado com o logo do
programa, funcionários credenciados retiram as embalagens nos locais previamente cadastrados. Os funcionários dos bares, restaurantes e hotéis que participam do
programa recebem orientações sobre a forma correta de
descarte das embalagens de vidro.
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Depois de recolhidas, as embalagens são quebradas e
encaminhadas ao forno para a produção de novas garrafas de vidro, totalmente esterilizadas para envase. Os restaurantes participantes do projeto recebem da Verallia e
da Abividro um prato decorativo simbolizando sua preocupação com o ambiente. Para cadastrar estabelecimentos e participar do projeto, basta entrar em contato com
Wagner Sabatini: [email protected] ou
(11) 97584-0009.
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Mercado
Puríssima adota
embalagens com braile
e 15% menos PET
Criada em janeiro de 1999 pela empresa Vitória
Régia Água Mineral Ltda, a marca Puríssima tem se
destacado no mercado de águas minerais por atender a todos os padrões internacionais de qualidade,
superando as exigências solicitadas pelos órgãos de
fiscalização. Lançada para ser um produto diferenciado no mercado, a água Puríssima possui um sistema de qualidade de alto nível. Localizada no Vale do
Rio São Lourenço, na cidade de Dom Aquino (MT),
distante 162 Km da capital Cuiabá, a indústria é privilegiada na sua área de preservação, pois está dentro
do Parque do Vale do Rio São Lourenço, protegido
por lei. A estrutura de distribuição cobre os estados do Centro-Oeste, Pará e parte da fronteira com
a Bolívia. Nas embalagens, destaque para a recente
redução de peso de 15% das garrafas PET, além da
utilização de linguagem braile nas apresentações de
500 ml. “As mudanças integram plano de reposicionamento e modernização da marca”, conta o diretor
da Puríssima, Wilmar Franzner.
Envasadora inglesa adota
bolsa plástica feita de PET
Em vez de uma garrafa PET convencional, que tal envasar água
mineral e outras bebidas não carbonatadas em uma embalagem feita do mesmo material, mas que pesa apenas 3 gramas quando vazia? Essa é a proposta do sistema AquaFlexCan, que foi desenvolvido pela Amcor, multinacional de origem australiana especializada
em tecnologia de embalagem. O novo invólucro tem o formato de
uma bolsa flexível e pode ser aberto de forma simples. Além de
dispensar o uso de objetos cortantes, a nova embalagem permite
que os consumidores controlem o fluxo de saída da bebida, dispensando também o uso de canudos. Já disponível no Brasil, onde
a Amcor tem uma subsidiária, a embalagem AquaFlexCan estreou
no mercado global de águas minerais pelas mãos da Iconiq Drinks,
da Inglaterra. Com 250 mililitros, a nova água já foi distribuída em
três maratonas realizadas recentemente na Inglaterra.
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Mercado
Nova fábrica da Spaipa
fortalece Sistema
Coca-Cola Brasil
Fabricante e distribuidora Coca-Cola no Paraná e
interior de São Paulo e envasadora da água mineral
Crystal/Vittalev, a Spaipa inaugurou no fim de agosto
de 2012 sua nova fábrica em Maringá (PR). Com investimentos de R$ 150 milhões, a unidade aumentou
em 24% a capacidade de produção da empresa, que
também conta com plantas em Curitiba (PR) e Marília
(SP). Segundo comunicado oficial, a fábrica de Maringá é uma das mais modernas e sustentáveis do Sistema
Coca-Cola Brasil, tendo sido projetada com o intuito
de aproveitar os recursos naturais. O índice de uso
de água da Coca-Cola Brasil já caiu pela metade nos
últimos anos, cravando 1,91 litro de água para cada
litro de bebida produzida. Com cerca de 4 mil e 500
colaboradores, a Spaipa tem mais de 124 mil clientes
cadastrados. O Sistema Coca-Cola Brasil atua em sete
segmentos do setor de bebidas não alcoólicas - águas,
chás, refrigerantes, sucos, energéticos, isotônicos e
lácteos. São mais de 150 produtos. Formado pela Coca-Cola Brasil e 16 grupos fabricantes brasileiros, o
Sistema Coca-Cola emprega diretamente 60 mil funcionários. Os investimentos para 2012 são de R$ 2,8
bilhões. No período 2012-2016, o total investido será
de R$ 14,1 bilhões.
Menor inflação
entre as capitais
Florianópolis é a capital brasileira com menor inflação na cesta básica. Segundo o Dieese, a alta em
2012 foi de 1,5% até agosto. A pesquisa considera 13
produtos que compõem a cesta básica de Florianópolis. Santa Catarina foi o primeiro estado do país
a incluir água mineral envasada em sua cesta básica. Obtida em 2011, a conquista reduziu a alíquota
de ICMS incidente sobre águas minerais no estado
para 7%. Ainda não há números conclusivos, mas
estima-se que, no varejo, a queda de preço das águas
minerais vendidas em Santa Catarina chegue a 15%.
Entre todas as capitais do Brasil, Florianópolis
também apresenta o menor reajuste na cesta básica dos últimos12 meses, 4,53%. Quem mora na
cidade precisa desembolsar R$ 266,38 para comprar os 13 itens da cesta básica. Em julho a capital
catarinense ficou com a quinta
menor inflação
entre as capitais do país:
2,41%.
Envasadores de Roraima aprovam
entrada da Venezuela no Mercosul
A formalização da entrada da Venezuela no Mercosul pode beneficiar as indústrias de água mineral de Roraima, estado do norte do Brasil que faz fronteira com
o país vizinho. É o que disse o deputado federal Raul
Lima (PSD-RR), em entrevista recente ao jornal Folha
de Boa Vista (FBV).
Segundo o parlamentar, os envasadores de água mineral do estado enfrentavam até então barreiras para
obter registros sanitários de seus produtos perante autoridades venezuelanas. Além de demorados, os processos administrativos dos órgãos venezuelanos, em
Caracas, eram caríssimos. Com a uniformização da le-
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gislação, a queda dos impedimentos e a expectativa de
aumento das vendas para o país vizinho, a indústria de
água mineral de Roraima deve aumentar seu volume de
negócios, tornando-se ainda mais promissora e gerando cada vez mais empregos e riquezas.
O deputado federal Paulo César Quartiero (DEM-RR) também vê com bons olhos a entrada da Venezuela no Mercosul. “Será uma oportunidade de
ouro para Roraima, pois a Venezuela importa mais
de R$ 5 bilhões de dólares em produtos. Praticamente toda a alimentação do país é importada”,
lembra o parlamentar.
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Mercado
Danone divulga balanço
A companhia francesa de laticínios e água mineral Danone
teve lucro líquido de 881 milhões de euros no primeiro
semestre de 2012, cravando crescimento de 1,8% em relação
ao mesmo período de 2011. O lucro operacional cresceu
3,1%, para 1,451 bilhão de euros. A empresa informou que o
crescimento das vendas desacelerou no sul da Europa, com
os clientes se voltando para marcas mais baratas. Por sua
vez, os negócios na Ásia seguem em alta de dois dígitos. No
segundo trimestre do ano, as vendas da Danone cresceram
5% em relação ao mesmo período de 2011, para 5,359 bilhões
de euros. Nos primeiros três meses de 2012, o crescimento
havia sido de 6,9%. A companhia, que detém marcas como
Evian e Bonafont, registrou aumento das vendas de 4,6% na
divisão de água mineral, entre abril e junho de 2012.
Fonte: Agência Estado
Abinam investe em capacitação profissional
Em agosto e setembro, o Programa de Educação Continuada da Abinam teve novas etapas. Contando com a participação
de profissionais da Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo, o
programa promoveu na capital paulista, na sede da Abinam, o Curso de Capacitação Profissional para Industrialização e
Comercialização de Água Mineral Natural. A programação de ensino e capacitação teve como docentes a profa. dra. Petra
Sanchez Sanchez, o químico João Ruocco Junior e o engenheiro químico Silvério Catureba da Silva Filho. Com com carga de
40 horas, o curso foi realizado em dois
módulos, totalizando quatro tópicos:
Fundamentos de Microbiologia
Aplicada a Indústria de Água Mineral;
Boas Práticas de Fabricação (BPF) na
Indústria de Águas Minerais; Sistema
de Análise de Perigos e Pontos Críticos
de Controle – APPCC e Legislação
Nacional e Internacional de Águas
Minerais. Para 2013, estão sendo
programados vários outros cursos.
Avaí e Figueirense lançam rótulos
próprios de água mineral
Principais times de futebol de Santa Catarina, Avaí e Figueirense lançaram linhas de água mineral para seus torcedores. No caso da Avaí, a novidade foi batizada como Água
Mineral do Leão da Ilha. O produto é fruto de uma parceria
entre o clube e a GolStore, empresa responsável pela gestão
das lojas oficiais do time. A nova água é comercializada em
embalagens de 500ml, 1,5 litro e 5 litros. Sua captação é feita
em Santo Amaro da Imperatriz (SC), cidade da Grande Florianópolis cujas fontes de água mineral estão posicionadas
entre as melhores do mundo.
Captada na Font Life, em Quintandinha (PR), a água mineral Figueirense também ganhou as gôndolas recentemente. Ela está sendo comercializada nas versões com e sem gás,
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em embalagens de 500 e 1,5 litro. Também licenciada pela
GolStore, a água mineral Figueirense será comercializada
nos supermercados Rosa e nas grandes redes de supermercados da grande Florianópolis. Antes de chegar ao varejo, o
produto foi consumido pela imprensa que cobre os treinos
da equipe no estádio Orlando Scarpelli.
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Mercado
Bicicletas dobráveis na compra de água
Coca-Cola está sorteando bicicletas dobráveis entre
os consumidores da marca de água mineral Crystal.
Batizada de “Torça por um futuro melhor com Crystal”, a ação vai até 26 de setembro de 2012. Para concorrer é necessário comprar três ou mais embalagens
de Crystal em um supermercado Pão de Açúcar e cadastrar a nota fiscal da compra no site da ação (www.
torcacrystal.com.br). A iniciativa é válida apenas para
lojas Pão de Açúcar localizadas na Grande São Paulo,
Campinas e litoral paulista.
“Já temos cases de sucesso no desenvolvimento de
programas e produtos com enfoque sustentável. Essa
promoção atinge nossos consumidores de forma muito
positiva, incentivando a qualidade de vida e o uso de um
meio de transporte mais saudável, além de preservar o
meio ambiente”, analisa Dorian Jose Cruz Guerra, diretor de marketing da Coca-Cola FEMSA Brasil.
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Toma posse novo comitê da Bacia do Rio Grande
A Abinam e o setor de águas
minerais estão representados no
novo Comitê Interestadual da
Bacia Hidrográfica do Rio Grande (BHRG), que tomou posse em
agosto de 2012, em Poços de Caldas. A nova plenária é composta
por 65 membros, que passam a
decidir as políticas de exploração e
preservação da BHRG, situada na
região hidrográfica Paraná e que
conta com mais de 143 mil km² de
extensão. Essa área equivale a 23%
do território de São Paulo e 14,7%
de Minas Gerais. A BHRG possui
vegetação de cerrado, áreas montanhosas e Mata Atlântica. Em seus
393 municípios, sendo 214 mineiros e 179 paulistas, vivem cerca de
nove milhões de habitantes. Com
Produto Interno Bruto (PIB) estimado em cerca de R$ 150 bilhões,
maior do que o de estados como
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Goiás e Santa Catarina, a região é
uma das que mais exploram os recursos de água mineral do Brasil.
A principal fonte de renda, porém,
é o turismo. Campos do Jordão,
Santo Antonio do Pinhal, Águas
de Lindóia, Serra Negra e Socorro
em São Paulo; e Poços de Caldas
e São João Del Rei, em Minas, são
exemplos de cidades que integram
o circuito turístico da região.
Além disso, a Bacia concentra 7,8
% da capacidade de produção de
energia hidroelétrica do País, dos
quais cerca de 60% se encontram
em trecho de divisa entre os dois estados. Isso reforça a necessidade da
gestão compartilhada dos recursos
hídricos, conforme preconiza a Lei
9.433/97, conhecida como Lei das
Águas, para garantir administração
de conflitos pelo uso da água.
Os domínios dos cursos d’água
da Bacia do Grande estão divididos
entre a União (12,37%), Minas Gerais (51,40%) e São Paulo (36,23%).
Já foram instalados Comitês de Bacias Hidrográficas em todas as bacias afluentes, sendo seis comitês
na porção paulista e oito em Minas.
No entanto, a presença de um comitê interestadual é extremamente
importante, pois possibilita a gestão integrada das águas.
A solenidade de posse do novo
comitê foi realizada no Teatro da
Urca, na Praça Getúlio Vargas, e
contou com a presença do diretor
presidente da Agência Nacional de
Águas (ANA), Vicente Andreu, do
secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimeto Sustentável de Minas
Gerais, Adriano Magalhães Chaves, e do secretário de Saneamento
e Recursos Hídricos de São Paulo,
Edson Giriboni.
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Mercado
A Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia
(Coelba) está ampliando o projeto Vale Luz, que prevê a troca de resíduos sólidos recicláveis por descontos na conta de energia. A ação já está percorrendo
12 bairros de Salvador (BA). Usando um caminhão
identificado com o logo da ação, colaboradores passam pelas casas recolhendo garrafas PET, latinhas,
caixas longa vida, papel, papelão e plásticos. O quilograma dos recicláveis varia de R$ 0,10 (jornais e
revistas) a R$ 1,60 (latinha de alumínio). O caminhão fica estacionado nos bairros das 9h às 15h30.
Mediante apresentação da última conta de energia
paga, os consumidores também podem trocar gratuitamente lâmpadas incandescentes por até duas
lâmpadas fluorescentes econômicas.
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Reciclagem dá desconto
na conta de luz
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