CLIPPING Nº 82 De 22 de outubro a 4 de novembro Comunicação – CONFEF ÍNDICE NOTA DA COORDENAÇÃO (Pág. 2) Emenda pode alterar projeto que obriga exame em estudantes (Piauí) (Pág. 2) Eficiência da corrida aumenta com um pouco de amortecimento, diz estudo (Pág. 6) Para mergulhar de cabeça (Pág. 6) Vídeo - Atividades esportivas podem ajudar o aluno no desempenho escolar (Pág. 2) Seguridade aprova atividade física como fator de saúde (Pág. 7) Senado analisará Plano Nacional de Educação, com metas para os próximos 10 anos (Pág. 2) Atividade física melhora funções cognitivas (Pág. 7) Professores da rede municipal lançam livro didático de educação física (Pág. 3) Atividade física na terceira idade pode prevenir encolhimento do cérebro (Pág. 3) Seduc reúne professores de educação física nesta quinta (Rondônia) (Pág. 4) Escolas públicas deixam de formar atletas e Amazonas padece sem novos talentos (Pág. 4) Estudo aponta papel da escola para evitar obesidade infantil (Pág. 4) Atividade física ajuda no desenvolvimento de crianças autistas (Pág. 5) Pesquisadores debatem a importância da competição entre crianças (Pág. 5) Espermatozoides de homens que fazem atividade física nadam mais rápido (Pág. 8) Barrigudos com os dias contados na Polícia Militar (Pág. 8) Alunos do Projeto Criança Ativa cultivam horta própria (Ipeúna/SP) (Pág. 9) Aulas de educação física sob o sol podem causar sérios danos à saúde (Pág. 9) Sedentarismo já ameaça reduzir expectativa de vida (Pág. 10) Pais dão exemplo e filhos praticam esporte (Pág. 10) Exercício deve fazer parte da rotina, diz especialista (Pág. 10) CONFEF 2 CLIPPING 82 NOTA DA COORDENAÇÃO: o Clipping CONFEF exibe apenas os primeiros parágrafos das matérias. Para lê-las na íntegra, basta clicar, no nome do veículo (em “Fonte”), no final de cada matéria / reportagem. Só não será possível acessar a matéria original quando esta for retirada de um impresso e não existir a versão dela na web. Neste caso, o nome do veículo estará apenas em negrito (em “Fonte”) e a matéria estará disponível aqui na íntegra. As únicas inserções do CONFEF nos textos das matérias abaixo são os números do registro profissional após a citação de um Profissional de Educação Física e a correção no uso do termo “educador físico”. Emenda pode alterar projeto que obriga exame em estudantes [Piauí] Proposta original obriga exame médico a estudantes antes das aulas de educação física. O deputado estadual Gessivaldo Isaias (PRB) apresentou uma emenda ao projeto da deputada Rejane Dias (PT), que prevê a obrigatoriedade de exames médicos dos estudantes antes de se iniciar a prática de educação física nas escolas. A proposta do parlamentar é iniciar a cobrança somente a partir da 5ª Série do Ensino Fundamental. O projeto original, apresentado em fevereiro deste ano, prevê a realização dos exames no início do período letivo, sempre na rede pública de saúde, e com o encaminhamento a um hospital público caso seja detectado algum problema com o estudante da rede estadual de ensino. Já Gessivaldo Isaias sugeriu que o exame só seja exigido a partir da 5ª Série e com a obrigatoriedade de anexar o mesmo no histórico escolar de cada estudante, seja da rede pública ou privada. A exigência de exame médico para prática de atividade física não é exigida por lei, mas há recomendação de médicos e educadores físicos [Nota CONFEF: o termo correto é Profissional de Educação Física] em todo o país para que as aulas não sejam iniciadas sem uma avaliação da saúde da pessoa. Algumas academias de ginástica só matriculam novos alunos com o exame. Fonte: Cidade Verde Vídeo - Atividades esportivas podem ajudar o aluno no desempenho escolar Fonte: TV Globo Senado analisará Plano Nacional de Educação, com metas para os próximos 10 anos Nos próximos dias, o Senado deverá dar início ao exame do Plano Nacional de Educação (PNE), que irá destinar 10% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional para as políticas do setor. Atualmente, a União, os estados e os municípios aplicam, no total, cerca de 5% do PIB (R$ 207 bilhões) no setor. Como em 2011 o PIB brasileiro somou R$ 4,143 trilhões, se a lei vigorasse este ano, o ensino receberia R$ 414 bilhões. CONFEF 3 CLIPPING 82 A votação do plano, referente ao decênio 2011-2020, foi concluída no último dia 16 na Câmara, onde a matéria (PL 8.035/2010), a ser encaminhada ao Senado, foi relatada pelo deputado Ângelo Vanhoni (PT-PR). Pelo texto aprovado, o governo se compromete a investir pelo menos 7% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional nos primeiros cinco anos de vigência do plano, e 10% ao final de dez anos. Atualmente, União, estados e municípios aplicam juntos cerca de 5% do PIB no setor. Fonte: Agência Senado Professores da rede municipal lançam livro didático de educação física A Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), por meio da Secretaria de Educação e Cultura (Sedec), lança nesta terça-feira (23), às 19h, no Salão Panorâmico da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, o “Livro Didático Público de Educação Física”. O livro foi formulado por um grupo de professores formadores do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Educação Física, Esporte e Lazer da Paraíba (Lepel/PB), professores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e 36 professores da rede de ensino de João Pessoa. (...) De acordo com Fernando José de Paula Cunha [CREF 000405-G/PE], professor da UFPB que participou da criação do livro, o objetivo é socializar a produção do conhecimento sistematizado dos professores da rede, garantir o acesso ao conhecimento da cultura corporal aos estudantes do Ensino Fundamental e também o conhecimento de que a educação física não é uma atividade solta. “O livro é uma síntese da forma de trabalho na formação continuada em educação física nos últimos cinco anos”, disse. Fonte: Paraíba.com.br Atividade física na terceira idade pode prevenir encolhimento do cérebro A atividade física regular na terceira idade pode ajudar a evitar o encolhimento do cérebro e outros sinais associados à demência, revela um novo estudo. A pesquisa foi feita pela Universidade de Edimburgo, na Escócia, e analisou dados de 638 pessoas com 70 anos que foram submetidas a exames cerebrais. Os resultados mostraram que aqueles que eram fisicamente mais ativos tiveram menor retração do cérebro do que os que não se exercitavam. Por outro lado, os que realizavam atividades de estimulação mental e intelectual, como fazer palavras cruzadas, ler um livro ou socializar com os amigos, não tiveram efeitos benéficos em relação ao tamanho do cérebro, constatou o estudo, publicado na revista Neurology. Fonte: Terra CONFEF 4 CLIPPING 82 Seduc reúne professores de educação física nesta quinta Acontece nesta quinta-feira (25), às 16h, no Rondon Palace Hotel, a solenidade de assinatura do termo de cooperação interinstitucional entre a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e a Conselho Regional de Educação Física da 8ª Região (CREF8). Os professores de educação física da rede escolar estadual lotados na circunscrição da Coordenação Regional de Educação de Porto Velho que abrange Itapoã do Oeste e Candeias do Jamari estão convocados a participar do evento. Por iniciativa da secretária da Seduc, Isabel Luz [CREF 000853-G/RO], está sendo firmado um compromisso que deverá facilitar o credenciamento dos professores junto à seccional rondoniense do CREF8. A meta é que a partir de janeiro de 2013 todos os profissionais de educação física que atuam na educação estadual estejam credenciados, inaugurando-se uma situação ímpar no cenário educacional brasileiro, já que em outras unidades da Federação, em vez da iniciativa governamental nesse sentido, ocorrem demandas judiciais do Conselho Federal de Educação Física para assegurar o cumprimento da legislação. Fonte: Rondônia Dinâmica Escolas públicas deixam de formar atletas e Amazonas padece sem novos talentos Celeiro dos maiores talentos no passado, as escolas públicas deixaram de lado os esportes e pararam de formar atletas. Exceções dependem da ajuda de professores. Manaus - Dependente da solidariedade de profissionais da Educação Física, a prática de esportes nas escolas públicas praticamente não revela potenciais talentos. É que, por iniciativa própria, os professores organizam equipes para disputar torneios regionais sem a obrigação de formar atletas ou fundar clubes esportivos. Esse é o caso do Campeonato Amazonense de Basquete Adulto, no qual disputam apenas times formados por alunos de colégios particulares. A menos de quatro anos para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, o Amazonas não tem atletas com potencial competitivo para garantir vaga no evento, apesar do Estado ter referências olímpicas. (...) O coordenador do curso de licenciatura em Educação Física da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Ivan de Jesus Ferreira [CREF 000520-G/AM], atribui a revelação de potenciais atletas na década de 80 à importância da Educação Física nas escolas. “A Educação Física era forte na época e o resultado foi o surgimento desses talentos. Hoje, a maioria das escolas públicas tem um professor de Educação Física para 20 turmas e a atividade se resume a uma bola de futebol em espaços a céu aberto, pois nem todas as escolas têm áreas para esportes”, criticou. Fonte: D24AM Estudo aponta papel da escola para evitar obesidade infantil Pesquisadores da Universidade de Indiana acompanharam por 18 meses alunos de escolas americanas que participam de um programa para evitar a obesidade infantil e concluíram que o consumo de refrigerantes, a frequência das refeições e quantidade de tempo em frente da TV CONFEF 5 CLIPPING 82 ou de computadores influenciam no peso dos alunos. De acordo com o estudo, a escola tem um papel decisivo para evitar a obesidade entre crianças e adolescentes. "As escolas e as famílias podem ser capazes de conseguir concentrar-se nesses fatores de risco modificáveis, diminuindo o fardo da obesidade infantil", disse Dong-Chul Seo, professor adjunto na Escola de Saúde Pública UI-Bloomington. Segundo ele, uma das principais iniciativas para ajudar a garantir um peso saudável é a prática de esportes dentro das escolas, evitando que as crianças fiquem por muito tempo sentadas em frente ao computador ou à TV. O programa implementado pelas escolas dos estados de Illinois, Indiana e Kentucky tem como finalidade estimular a educação física, controlar a alimentação oferecida - sem ingestão de refrigerantes e alimentos gordurosos - com novos programas nutricionais, além de envolver os funcionários e a comunidade escolar na redução dos fatores de risco para a obesidade. De acordo com os pesquisadores que acompanharam o programa, foi possível observar resultados concretos em 18 meses. Fonte: Terra Atividade física ajuda no desenvolvimento de crianças autistas Natação tem sido opção mais procurada por pais de crianças com autismo. Atividades podem ajudar nas questões de sociabilidade e comunicação. A prática de natação tem contribuído no desenvolvimento de crianças autistas na capital. Rodrigo e Leonardo são crianças autistas. Eles têm três anos de idade e começaram a nadar a menos de seis meses. Por isso fazem as aulas com as mães do lado e seguindo as atividades aplicadas pelo professor. (No vídeo é entrevistada a profissional Denise Martins de Araújo [CREF 000080-G/MA]) Fonte: G1 Pesquisadores debatem a importância da competição entre crianças Logo antes da hora de dormir, meus dois filhos pequenos foram ao banheiro escovar os dentes. No caminho, o de quatro anos disse à sua irmãzinha: "Eu vou ganhar!". Ele falava da escovação dos dentes. Ele tem espírito competitivo. Quando Milo e eu jogamos beisebol, ele me diz: "Eu vou ser os Yankees e você pode ser um time que eles derrotaram". É melhor ensinar às crianças difíceis lições de vida, como a de que a emoção de vencer é mais doce se você já conheceu o sofrimento da derrota? Ou é melhor deixar a criança vencer, deixando que a vitória seja parte da diversão? "As evidências sugerem de modo avassalador que a competição é destrutiva, especialmente, mas não exclusivamente, para as crianças", disse o autor e palestrante Alfie Kohn. "É uma maneira tóxica de criar filhos." Kohn suscita controvérsia, o que não surpreende. É difícil conciliar suas ideias com a realidade da vida moderna. CONFEF 6 CLIPPING 82 Mas fiquei surpreso com o grau em que muitos pesquisadores concordam com aspectos da ideia de Kohn de que a competição do tipo vale-tudo, que eu sempre vi como algo que faz parte da vida moderna, pode promover a ansiedade, prejudicar a autoestima e levar ao isolamento emocional. Fonte: Folha de S. Paulo Eficiência da corrida aumenta com um pouco de amortecimento, diz estudo Existe um jeito certo de correr, que use menos energia e seja mais veloz? Alguns estudos mostram que os corredores mais velozes de média distância --entre 750 e 1.500 metros-- pousam seus pés na parte do meio ou frontal. Mas, para eles, a economia de energia não é um problema, já que a corrida é muito curta. (...) Mas outro pesquisador de biomecânica, Rodger Kram, da Universidade do Colorado, descobriu que os mais velozes corredores de distância pousam nos calcanhares. Resta ainda a importância do peso e do amortecimento dos tênis usados pelo corredor. Num estudo publicado este ano, Kram constatou que corredores que usam tênis muito leves são mais eficientes que os que correm descalços. Os corredores que usaram calçados gastaram entre 3% e 4% menos energia para percorrer a mesma distância à mesma velocidade. Kram se perguntou o porquê disso. Seu experimento seguinte incluiu apenas uma variável: a quantidade de amortecimento para os pés dos corredores. Todos os corredores que ele estudou pousavam no chão com a parte mediana do pé. Eles correram sobre três superfícies diferentes (enquanto a equipe de Kram media quanta energia seu esforço exigia): uma esteira ergométrica, a esteira coberta com material amortecedor com dez milímetros de espessura, como o que é usado em calçados, e a esteira coberta com material amortecedor com 20 milímetros. O material amortecedor de dez milímetros foi a melhor opção: o corredor médio no experimento usou cerca de 2% menos energia para percorrer a mesma distância, na mesma velocidade, do que usaria com nenhum amortecimento. Fonte: Folha de S. Paulo Para mergulhar de cabeça Exercícios na piscina são tão bons quanto os realizados fora d’água e apresentam desgaste menor Um estudo apresentado nesta terça-feira (30) no Congresso Cardiovascular Canadense mostrou que os exercícios feitos dentro de piscinas têm os mesmos benefícios aeróbicos e provocam menos desgaste do que as atividades praticadas fora d’água. CONFEF 7 CLIPPING 82 Para a pesquisa, pessoas saudáveis fizerem testes em bicicletas ergométricas dentro e fora da água. As pessoas que usaram uma bicicleta ergométrica imersa numa piscina tiveram um treino equivalente às que praticaram o mesmo exercício fora da água. — Se você não pode treinar em terra, pode treinar na água tendo os mesmos benefícios aeróbicos — garante o Dr. Martin Juneau, diretor de prevenção do Instituto do Coração de Montreal. De acordo com Dr. Juneau, o mito de que os exercícios dentro d’água fazem menos efeitos do que os praticados fora dela foi por ralo abaixo. Ele relata que o consumo máximo de oxigênio, indicador de um bom treino, foi praticamente o mesmo nas duas atividades. Fonte: O Globo Seguridade aprova atividade física como fator de saúde A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou, nesta quarta-feira, proposta da deputada Sueli Vidigal (PDT-ES) que inclui na Lei orgânica da Saúde (8.080/90) a atividade física e o transporte como fator determinante da sanidade. O transporte já consta na lei, mas havia sido retirado do texto quando da aprovação do projeto (PL 1266/07) original pela Câmara. O relator, deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE), no entanto, acolheu também o substitutivo do Senado que reinclui esse fator na legislação. Para o deputado, “a situação de transporte de um país, estado ou região é determinante para a saúde da população”. Qualidade de vida Paulo Rubem Santiago argumenta ainda que “está consolidada a noção da importância da atividade física” para a redução da gravidade e para a prevenção, por exemplo, de problemas cardíacos, de coluna, osteoporose e obesidade. “A atividade física ainda proporciona melhor qualidade de vida ao liberar substâncias que trazem bem-estar e tornam o sono mais reparador”, acrescenta. Fonte: Agência Câmara Atividade física melhora funções cognitivas Academia mental Uma rotina regular de exercícios físicos pode deixar você mais em forma do que nunca mentalmente falando. É o que demonstra um estudo realizado pelo Dr. Martin Juneau, do Instituto do Coração de Montreal (Canadá). Adultos previamente sedentários foram submetidos a quatro meses de treinamentos físicos típicos do que se faz em uma academia. Ao final, suas funções cognitivas - a capacidade de pensar, recordar e tomar decisões rápidas melhoraram significativamente. Fonte: Diário da Saúde CONFEF 8 CLIPPING 82 Espermatozoides de homens que fazem atividade física nadam mais rápido Segundo estudo, exercícios promovem níveis saudáveis de hormônios que criam um ambiente melhor para a produção de espermatozoides Pesquisa foi feita por pesquisadores da Universidade de Córdoba, na Espanha Homens que desejam ter filhos no futuro deveriam começar a pensar em fazer atividade física. Um estudo descobriu que exercícios podem ajudar não apenas o homem, mas também seus espermatozoides. Segundo o site do jornal Daily Mail, pesquisadores concluíram que espermatozoides de homens que fazem atividade física nadam mais rápido quando comparados com aqueles de homens que são sedentários. A pesquisa, realizada na Universidade de Córdoba, na Espanha, sugere que o exercício promove níveis saudáveis de hormônios que criam um ambiente melhor para a produção de espermatozoides. A descoberta se faz importante porque, de acordo com especialistas, a qualidade do sêmen caiu de modo geral nos últimos 50 anos. Dentre os fatores que podem ter relação com isso estão o aumento do consumo de bebida alcoólica, o tabagismo e maiores níveis de obesidade. Fonte: R7 Barrigudos com os dias contados na Polícia Militar Meta é fazer diagnóstico rigoroso e encaminhar todos os 45 mil militares na ativa para atividades adequadas até o fim de 2013 Rio - A imagem de policiais fora de forma ou sem preparo físico para subir morros durante incursões vai ficar no passado. A Polícia Militar do Rio começou programa de condicionamento físico para seus agentes. É um trabalho inédito na corporação, já que até então a prática de exercícios físicos regulares ficava por conta de cada policial. A meta é que, até o fim de 2013, todos os 45 mil militares na ativa tenham passado por rigoroso diagnóstico e sejam encaminhados para atividades adequadas às suas condições de saúde. Dados da Diretoria Geral de Saúde da PM mostram que os principais males que afetam a saúde dos policiais e geram afastamento são ortopédicos e cardiovasculares, gerados sobretudo pelo excesso de peso, sedentarismo e tabagismo. Só no segundo trimestre deste ano, 4.001 policiais apresentaram problemas ortopédicos e 1.458 tiveram doenças do aparelho circulatório. (...) Um instrutor por batalhão Outra novidade do programa é que cada batalhão terá à disposição da tropa um PM formado em Educação Física que atuará como instrutor físico. A partir dos testes e exames de cada agente, o treinador vai montar o programa de atividades para os policiais praticarem dentro das unidades e em locais públicos, como praças e praias. O objetivo é incentivar o treinamento, para recondicionar a parte física e prevenir problemas de saúde. A cada três meses, os policiais passarão por novas avaliações para acompanhar a evolução de seu quadro de saúde. CONFEF 9 CLIPPING 82 Preparador tem policiais como alunos Pós-graduado em Fisiologia do Exercício e Ciência do Treinamento Desportivo, o preparador físico Fernando Béja [CREF 000996-G/RJ] tem diversos policiais como alunos. Ele aprova a iniciativa do programa de prevenção e acredita que pode trazer benefícios até para a imagem da corporação. “Vai melhorar a saúde, a qualidade do trabalho do policial e a relação com a população. A polícia vai ser bem vista, como uma corporação que se preocupa com seus agentes. Para ser um bom policial, tem que ser completo. Precisa ter velocidade, força, equilíbrio e resistência para encarar as operações”, avalia o professor, ressaltando os benefícios da atividade física diária. Fonte: O Dia Alunos do Projeto Criança Ativa cultivam horta própria [Ipeúna/SP] Com o objetivo de incentivar a alimentação saudável e o consumo de hortaliças e verduras, o Projeto Criança Ativa vem desenvolvendo uma horta, cultivada pelos próprios alunos, na EMEF “Dr. Ulysses Guimarães” em Ipeúna. A informação é do coordenador do Projeto, o professor de Educação Física Valter Lopes [CREF 058136-G/SP]. “A iniciativa nos permite também ensiná-los como cuidar da natureza e preservar o meio ambiente, colocando em prática conhecimentos aprendidos em sala de aula”, explica. Divididos em turmas de oito a dez alunos, dos períodos matutinos e vespertinos, eles se revezam nos cuidados da horta, tirando o mato e as pedras, sempre acompanhados por um monitor da escola. “Todos querem fazer um pouco de cada coisa. Uns têm interesse em plantar, outros gostam mais de regar, outros de fazer a limpeza dos canteiros e vasos. Fonte: Jornal Cidade Aulas de educação física sob o sol podem causar sérios danos à saúde Com a exceção das crianças que usam como motivo para não se exercitarem a boa e velha preguiça, alguma vez você já procurou saber por que seu filho (ou sobrinho) não gosta de praticar educação física na escola? Na maioria das vezes, o horário indevido e espaços inadequados são apontados pelos próprios alunos como o grande vilão para a evasão de certas atividades escolares. Insolação, desidratação, melasmas (manchas em tom marrom, causadas pela exposição ao sol) são apenas algumas das doenças causadas pela exposição da pele ao sol sem a proteção adequada. E assim como faz mal para quem precisa encarar o forte sol para exercer uma atividade física ou trabalhar, também colabora para o abandono da “matéria” educação física por parte de alguns alunos. Fonte: Em Tempo CONFEF 10 CLIPPING 82 Sedentarismo já ameaça reduzir expectativa de vida Estudo internacional que inclui o Brasil mostra que inatividade física está criando primeira geração de jovens que viverá menos que seus pais Um estudo que analisa dados de Brasil, Estados Unidos, Grã-Bretanha, China e Índia alerta que o crescente sedentarismo nestes países ameaça formar a primeira geração de jovens que viverá menos que seus pais. O trabalho, que tem o American College of Sports Medicine como coautor, conclui que em 2030 a inatividade física pode abreviar em até cinco anos a expectativa de vida, caso seja mantido o ritmo atual. As projeções, que tiveram a participação de 70 especialistas ligados às áreas de saúde e educação física, indicam que em 18 anos o Brasil terá diminuído em cerca de 34% os níveis de atividade física desde o começo da década passada. Somente entre 2002 e 2007, a queda foi de 6%. (...) No Estado de São Paulo, de 2004 até este ano, o Núcleo de Estudos da Obesidade da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) fez um trabalho com 300 adolescentes obesos e concluiu que metade deles tinha tendência à diabete e 32% sofriam de síndrome metabólica (pressão alta, diabete e colesterol elevado). "Esses adolescentes têm fortes fatores de riscos mórbidos. Ou seja: têm grande chances de morrer cedo", afirma Ana Dâmaso [CREF 000834G/SP], coordenadora do Núcleo. Fonte: O Estado de S. Paulo Pais dão exemplo e filhos praticam esporte Mesmo grávida de Lucas, a superintendente comercial Regiane Tsamtsis manteve as aulas de spinning. Hoje com 8 anos, o filho pratica futebol society, dança contemporânea e ainda acompanha a mãe em algumas corridas, fazendo provas curtas de até 1,5km. A disposição comum dos dois por atividades físicas, segundo o estudo, é muito mais questão de incentivo familiar do que obra da genética. Um dos pontos principais da pesquisa [veja matéria acima] mostra que crianças que têm fortes experiências até os 10 anos em esportes e atividades físicas normalmente assumem o comportamento pelo resto da vida - filhos com pais ativos têm duas vezes mais chances de serem ativos na vida adulta. Por outro lado, pais sedentários têm 60% mais chances de criarem filhos sedentários. Fonte: O Estado de S. Paulo Exercício deve fazer parte da rotina, diz especialista A incorporação de atividades físicas ao cotidiano, o chamado exercício incidental, é apontado pelos especialistas como a forma mais eficaz de combater o sedentarismo. Há 17 anos, o Programa Agita São Paulo propõe que cada pessoa adicione 30 minutos por dia de atividade física, em ações simples como trocar o elevador pela escada ou descer do ônibus uma parada antes para completar o trajeto pé. CONFEF 11 CLIPPING 82 "O que o programa aprendeu é que a população tende a mudar de estilo de vida assim. Quando começamos, a preocupação com isso era entendida como coisa de rico e era associada a esporte, mas isso mudou", afirma Timóteo Araújo [CREF 006432-G/SP], um dos coordenadores do projeto. "Aos poucos, as pessoas estão vendo que o sedentarismo tem se tornado a principal ameaça ao aumento da expectativa de vida." Fonte: O Estado de S. Paulo