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M
NÚMERO
DO
DIA
OFERECIMENTO
R$ 7,950 mi
Q U A R TA - F E I R A , 2 D E D E Z E M B R O D E 2 0 1 5
receberá o campeão da Copa
do Brasil; o segundo colocado
ficará com R$ 5,950 milhões
EDIÇÃO • 393
Por título da Copa do Brasil,
Palmeiras ‘abre mão’ de R$ 5 mi
POR DUDA LOPES
O Palmeiras chegou à final da
Copa Sadia do Brasil e, com a
partida desta quarta-feira, deverá faturar alto com bilheteria no
Allianz Parque. No entanto, a decisão de abrir mão do Campeonato Brasileiro fez com que o clube
perdesse cerca de R$ 5 milhões,
uma conta que crescerá exponencialmente caso a vaga para a
Libertadores não seja obtida.
A soma envolve prováveis bilheterias e premiações. Até a 30ª
rodada, com a partida diante da
Ponte Preta, o Palmeiras mantinha
uma média de 32 mil pessoas no
Allianz Parque e uma bilheteria
de R$ 2,1 milhões por jogo. A
partida contra o time campineiro
teve quase 29 mil pagantes, com
receita superior a R$ 1 milhão.
Após esse jogo, o Palmeiras resolveu usar o time reserva em partidas do Brasileirão para priorizar
a Copa do Brasil. O momento da
equipe não era bom, mas, mesmo
assim, estava a um ponto da zona
de classificação para a Libertadores. Seria natural imaginar que a
luta pela vaga iria até o fim.
A empolgação da torcida caiu
após o descaso com o Brasileirão.
Nas últimas quatro partidas, a média de público foi para 20 mil pessoas, com R$ 927 mil de renda.
Contra o Coritiba, no último fim
de semana, apenas 15 mil pagantes estavam presentes no Allianz
Parque, o menor número do Palmeiras em seu novo estádio.
Caso a média fosse mantida, o
Palmeiras teria um ganho extra de
R$ 4,8 milhões. Além disso, com
1
a 11ª colocação no Campeonato
Brasileiro, o time levará somente
R$ 900 mil em premiação. O valor
poderia chegar a R$ 3,2 milhões
em caso de ida à Libertadores.
A opção do clube terá alívio
com a bilheteria de hoje. Se
repetir a final do Campeonato
Paulista, serão R$ 4 milhões de
faturamento. Na classificação para
a decisão da Copa do Brasil, o
Palmeiras também garantiu R$ 2
milhões, valor que pode ser dobrado se o time derrotar o Santos.
Prioridade entre campeonatos
mostra a dificuldade da CBF
POR DUDA LOPES
Diretor de Novos Negócios da Máquina do Esporte
Santos e Palmeiras, na busca da
Copa do Brasil, abriram mão de
conquistar vaga para a Libertadores
por meio do Campeonato Brasileiro.
E isso é péssimo para todos os lados.
O problema é que, por vezes, isso é
uma necessidade, algo que expõe algumas mazelas do futebol.
A preocupação, claro, é em preservar os atletas. Isso não seria necessário caso o calendário fosse mais
bem organizado, com mais espaços
entre as partidas. Caso a Copa do
Brasil tivesse intervalor maior entre
os jogos, o prejuízo seria menor.
Desnecessária a ressalva sobre os
Estaduais, que pouco atraem o público e tomam boa parte do calendário nacional. Até porque colocar
o time reserva em uma determinada
competição não é exclusividade do
Brasil; não é incomum, por exemplo, ver Barcelona e Real Madrid
fazerem isso na Copa Del Rey.
No Brasil, por outro lado, o problema é ainda maior pelas carências
de elenco. O próprio Palmeiras, que
fez grandes investimentos neste
ano, não conseguiu, com o time B,
superar o Coritiba em sua casa. A
equipe paranaense tenta não cair.
No fim das contas, todos sofrem.
Os clubes, especificamente, perdem
renda e ficam na dependência de um
resultado positivo num campeonato
eliminatório, em que o imponderável é maior. Já o campeonato perde
público e a força de grandes times.
A Copa do Brasil se fortaleceu com
a volta dos participantes da Libertadores e com uma tabela que abrange
toda a temporada. Mas a final deste ano deixa claro que a CBF ainda
tem trabalho para manter seus dois
principais produtos em paralelo.
Final da Copa do Brasil motiva ativações
para sócios e torcedores dos times
POR REDAÇÃO
A final da Copa do Brasil motivou algumas ativações de empresas e clubes com torcedores.
Mais uma vez, o Movimento por um Futebol
Melhor preparou ação especial com os torcedores dos dois times para incentivar vendas. Até o
dia da partida, membros dos programas Avanti
(Palmeiras) ou Sócio Rei (Santos) ganharão um
pack de Brahma (369 ml, 350 ml ou 473 ml) na
compra de outros dois. Para isso, o MFM se associou à rede Carrefour no Estado de São Paulo.
Em franca ascensão desde 2013, o Avanti foi o
recordista de novas adesões em 2014, registrando 28.988 no último ano. Em 2015, por sua vez, o
total de novos associados é de 62.456. O programa alviverde, com 126.903 membros, é o terceiro
maior no ranking do Torcedômetro, atrás apenas
de Internacional (147.803) e Corinthians (136.733).
O Sócio Rei é o oitavo colocado (61.759 sócios).
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Já o Santos preparou uma festa especial para
quem não for ao jogo decisivo no Allianz Parque.
Um telão será colocado no salão de mármore do
clube, onde poderão entrar conselheiros e sócios. O
número de vagas é
limitado a 600 pessoas, com entrada
gratuita desde 18h.
O placar do estádio também transmitirá a decisão,
com entrada gratuita. O clube, porém, proíbe a
entrada com bebidas alcoólicas e artefatos.
O Palmeiras também usou a final para abrir
uma nova propriedade de patrocínio. O clube vai
expor a marca do Avanti nos meiões (foto).
Aniversário de topo do ranking
de Guga vira “Dia do Tênis”
POR PRISCILA BERTOZZI
Amanhã, dia 3 de dezembro,
Gustavo Kuerten vai comemorar
15 anos da chegada ao topo do
ranking da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP).
A efeméride motivou a Confederação Brasileira de Tenis (CBT)
a criar uma série de ações para
reviver o feito de Guga e transformar o dia numa celebração.
Na quinta-feira, o catarinense
estará na Marquês de Sapucaí,
no Rio de Janeiro, para uma ação
com 200 crianças de projetos sociais da cidade e alunos da Escolinha Guga. Os jovens participarão
de pequenas clínicas e terão a
oportunidade de interagir com o
ídolo durante todo o evento.
“A Marquês de Sapucaí vai
centralizar as ações porque é o
símbolo da alegria do povo bra-
sileiro e também é um lugar
que foge do mundo do tênis”, disse Luciano Faustino,
diretor-comercial do Grupo
Guga Kuerten, lembrando
que a estrutura do Carnaval
será transformada em mini
quadras para as crianças.
A ideia é fazer da data
uma efeméride anual: dia 3
de dezembro será a partir
de agora o Dia Nacional do Tênis.
“Foi um feito histórico para o
país e nada mais justo do que celebrar o esporte no dia em que o
Brasil dominou o tênis mundial”,
complementou Faustino.
A Escolinha Guga, parte do instituto que leva o nome do ex-tenista, irá ceder professores para
participar do projeto. Ao final, as
crianças participantes irão rece-
Corinthians desiste de festa
ber um brinde dado por Guga.
Em São Paulo, o Centro de
Formação de Tênis, projeto da
Federação Paulista com o governo do estado, abrirá as quadras
do ginásio do Ibirapuera para a
participação gratuita do público.
A ideia é usar também a data
para divulgar mais o centro, inaugurado pela FPT recentemente e
que dá aulas gratuitas de tênis.
Allianz Parque terá casamentos
O Corinthians não deverá mais fazer uma
festa para seus torcedores no domingo, após
a última partida do Campeonato Brasileiro.
O clube não informou os motivos para se
abdicar da festa, que seria na área de estacionamento da Arena Corinthians, com trio
elétrico e outras atrações para os torcedores.
Segundo a “Folha de S.Paulo”, o problema
foi com a conta que a celebração geraria. A
princípio, a Ambev, patrocinadora do clube,
arcaria com as despesas. No entanto, o valor
teria sido considerado demasiado alto, o que
teria demovido a empresa da ideia.
O Allianz Parque irá abrir o espaço da arena
para realizar casamentos. No dia 26, o estádio fez evento para mostrar o local a noivos.
O casamento modelo aconteceu em um
dos mais de dez espaços existentes na arena
para a realização de eventos sociais. Entre as
áreas disponíveis há salões sem vista para o
gramado, até o anfiteatro, à beira do campo.
A administração do estádio programou preço
especial para quem fizer negócio até dia 18.
Entre os noivos interessados em conhecer o
espaço estavam os ex-BBBs Kamilla e Eliéser,
que confirmaram festa na arena em 2016.
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Com vinda de Super Bowl ao
país, Visa inicia ativação da NFL
POR ERICH BETING
A Visa dará início à ativação do
patrocínio global à NFL, a liga de
futebol americano, com a vinda
da taça do Super Bowl ao país
pela primeira vez na história.
Entre os próximos dias 4 e 5 de
dezembro (sexta-feira e sábado),
o troféu ficará exposto no Shopping Eldorado, em São Paulo,
à disposição para o público tirar
foto e conhecer a taça mais cobiçada dos esportes americanos.
A ação é a primeira do gênero
feita pela NFL, que já levou a taça
para México, Panamá e, agora,
Brasil. Em todos os países, o Trophy Tour é apresentado pela Visa.
“Essa é nossa ação de entrada ao patrocínio global da NFL.
Mesmo tendo um ano com Olimpíadas pela frente, consideramos
que era preciso marcar presença para realizar a ação”, disse
Rodrigo Bochicchio, gerente de
marketing da Visa no Brasil em
entrevista à Máquina do Esporte.
A ação de ativação é feita em
parceria com o Esporte Interativo, que no Brasil transmite a NFL
junto com a ESPN. No domingo,
o troféu irá para a redação do EI.
“Além do canal de TV, eles são
fortes nas redes sociais, com muito engajamento dos fãs. Mesmo
a NFL sendo um esporte nichado,
a ação para nós é importante”.
Segundo Bochicchio, as ações
da Visa com a NFL no Brasil vão
aumentar nos próximos anos, em
que a liga será o principal patrocínio esportivo a ser explorado.
“A ação de agora serve para
reforçar o conceito de que só a
Visa te leva aos grandes eventos esportivos do mundo, como
Copa do Mundo, Olimpíadas e o
Super Bowl”, disse o executivo.
A ação desta semana traz esse
conceito com o uso da expressão
#eupossoNFL50, que remete à
edição 50 do Super Bowl, que
ocorrerá em San Francisco. Além
da foto com o troféu, as duas
melhores respostas que os fãs
derem vão concorrer a um par de
ingressos e viagem para assistir à
decisão do futebol americano.
Em breve, a ideia é ampliar as
ações com parceiros de bancos.
Chineses compram 13% do grupo do Manchester City
O grupo China Media Capital (CMC Holdings)
e o fundo de investimento CITIC Capital anunciaram a compra de 13% do City Football Group
(CFG) por US$ 400 milhões. O negócio é mais um
indício de que o City terá um time na liga chinesa.
O sócio majoritário do empreendimento, que
inclui o Manchester City, continua sendo o xeque
Mansour bin Zayed Al Nahyan, com 87% da empresa. O CFG tem times na Austrália (Melbourne
City), Japão (Yokohama Marinos) e EUA (New York
City). Com os novos investidores, o grupo disse
que terá recursos para “financiar o crescimento na
China, ampliar a expansão internacional e impulsionar o desenvolvimento de infraestrutura”.
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