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PROPOSTAS PRÁTICAS PARA O ENSINO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Mariuza Figuerêdo1
Rosana de Oliveira Nunes Neto2
RESUMO
Atualmente o modelo clássico de formação docente tem sido revisto, discutindo-se a necessidade de um processo
que permita maior participação do professor, como profissional e como pessoa. Nesse sentido, técnicas
projetivas podem se constituir em um procedimento útil a ser empregado nas propostas de ensino. Considerando
a falta de tempo dos professores, que muitas vezes são sobrecarregados de horas/aula, e a dificuldade de
adquirirem livros de atualização, este trabalho apresenta propostas de atividades que podem ser desenvolvidas
em sala de aula de modo mais interessante, e talvez mais proveitoso que as aulas tradicionais, sem se desviar dos
conteúdos do currículo. Para tanto, a pesquisa pode ser classificada como exploratória e bibliográfica,
apresentando como resultado uma lista de 20 dinâmicas que podem ser utilizadas no ensino de Educação
Ambiental. Em se tratando de Educação Ambiental, sob a perspectiva apresentada no trabalho, deve se observar
que para utilizar recursos técnicos pedagógicos facilitadores da aprendizagem há de se considerar suas vantagens
e desvantagens, procurando ponderar essas possibilidades em relação a situação grupal que trabalha. Espera-se
que o trabalho possa contribuir para a formação pedagógica de professores e facilitar o processo de ensinoaprendizagem em Educação Ambiental aos educandos.
Palavras-chave: Práticas, Ensino, Educação Ambiental
ABSTRACT
Currently the classic model of teaching formation has been coats , arguing it necessity of a process that allowed
to more participation of the teacher as professional and as person. In this direction to project techniques can
consist in a useful procedure to be overloaded of hours / lesson, and the difficulty of acquires update books, this
work presents proposals of activities that can be developed in classroom in more interesting way , and perhaps
beneficial may that the traditional lessons without if deviating from the contents of the summary . For in such a
way, the research can be classified as explore and bibliographical, presenting as resulted one list of 20 dynamic
that can be used in the education of Ambient Education , under the perspective presented in the work must be
observed to use pedagogical resources technical make easy of the learning has of if considering its advantages
and disadvantage, looking for to ponder these possibilities in relation the group situation that works. One expects
that the work can contribute for the pedagogical formation of teachers and make easy the process of teachlearning in Ambient Education of the students.
Word-key: Practices, teaching, education, ambient.
INTRODUÇÃO
A concepção de que o trabalho com a questão ambiental deve estar voltado para a
realidade de estudantes e comunidades de forma coletiva, enfrentando e construindo
alternativas às problemáticas socioambientais locais, através da construção de Teia de
Formação Permanente em Educação Ambiental.
_________________________________________________________________________
2
Graduanda do Curso de Ciências Biológicas da Faculdade de Ciências Biomédicas de Cacoal – E-mail:
[email protected]
3
Docente do Curso de Ciências Biológicas da Faculdade de Ciências Biomédicas de Cacoal. Coordenadora
Pedagógica da FACIMED.
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Essa teia, segundo Silva et al. (2004, p. 29), é concebida na totalidade da educação
básica, na constituição do ecocidadão planetário, capaz de posicionar-se criticamente e de
construir uma nova ética, onde a Terra seja percebida como única comunidade.
De acordo com informações de Boff (1995, p. 14), a atual crise ambiental vem trazer
uma crítica ao modelo de desenvolvimento e, também, ao modelo epistemológico. O desafio,
segundo o autor, está em repensar a educação em sua totalidade, enfrentando a fragmentação
do conhecimento. Educar ambientalmente pressupõe investigar e refletir sobre as complexas
relações socioambientais existentes e possíveis, à luz da realidade concreta e presente.
Pressupõe, portanto, uma intervenção integradora exigindo dos próprios educadores uma
postura dialógica, tanto entre seus pares, no exercício da interdisciplinaridade, como com os
educandos e comunidade, no diálogo entre os diversos saberes.
A educação, na perspectiva da totalidade, procura superar a fragmentação do
conhecimento, podendo recuperar o sentido deste na escola, não se limitando à transmissão de
determinados conteúdos culturais. O conhecimento, na perspectiva da totalidade, não significa
conhecer todos os objetos, mas conhecer qualquer objeto. O desafio é conhecer a essência de
determinados objetos considerados mais significativos (SILVA et al., 2004, p. 32).
No ensino tradicional, é comum a visão de que se deve ir “da parte para o todo”, logo,
o objeto retirado de seu contexto perde o sentido. Sem uma perspectiva de totalidade o
conhecimento carece de sentido para o educando.
É importante considerar o saber que o educando tem e não aquele que o educador
considera que ele deveria ter. Cabe aos educandos e ao educador, juntos, desvelarem os
próprios níveis de compreensão da realidade. Portanto, para organizar o currículo da escola,
Silva e colaboradores (2004) destaca que é importante: ter a realidade local contextualizada
pelos sujeitos (pesquisa participativa socioambiental); ter a dialogicidade como metodologia
de construção das práticas (diálogo entre os diferentes saberes); selecionar os conteúdos
significativos, nas áreas do conhecimento, necessários para a compreensão e a transformação
desta realidade (interdisciplinaridade).
Na escola, a educação não se dá só na sala de aula, não só através dos conteúdos, mas
também as estruturas, as formas de organização, os relacionamentos são fatores educativos.
Segundo Telles et al. (2002, p. 25), para o educador cabe passar uma mensagem para
que certa parte de toda a vertiginosa fase de descobertas e invenções interfira de maneira
menos catastrófica em nossas vidas e na vida de nosso Planeta Vivo, e, não existe maneira
melhor de fazer isso do que brincando através da prática. Partindo disso, o objetivo do
presente trabalho é apresentar aos educadores propostas de práticas ambientais que podem ser
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desenvolvidas no processo de ensino de Educação Ambiental, aproveitando o conhecimento
prévio da turma e relacionadas com as realidades de cada escola.
2 MATERIAL E MÉTODOS
Para tanto, a pesquisa pode ser classificada como exploratória e bibliográfica, pois
segundo dados de Gil (1995), exploratória é toda aquela pesquisa com objetivo de
proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito ou a
construir hipóteses. A pesquisa bibliográfica envolve a busca por informações a partir de um
material que já fora elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos.
Utilizou-se da busca por práticas em Educação Ambiental baseado em livros, artigos e
sites. As práticas são listadas nos resultados, onde se estabelece o objetivo da prática e os
procedimentos de como desenvolve-la em sala.
3. PRÁTICAS EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL
3.1 ASPECTOS PEDAGÓGICOS DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL
As diretrizes metodológicas existentes em Educação Ambiental são muito
diversificadas e estão muitas vezes distantes das reais necessidades das comunidades com as
quais se pretende desenvolver um projeto de trabalho.
As tendências existentes em Educação Ambiental no Brasil podem ser distinguidas em
cinco categorias básicas, a saber: Educação Ambiental Conservacionista (excursões, lutas
conservacionistas, preservação da fauna e flora, para conservação da biodiversidade),
Educação Ambiental Biológica é aquela que dá ênfase na biologia e ciências nos livros
didáticos, cadeias alimentares e aspectos da biosfera; Educação Ambiental Comemorativa,
que destaca campanhas temporárias, como Comemoração da Semana do Meio Ambiente,
entre outros; Educação Ambiental Política que está vinculada a questões de natureza política,
em detrimento dos aspectos naturais e, Educação Ambiental crítica para sociedades
sustentáveis, que visa o entendimento das origens, causas e conseqüências da degradação
ambiental, por meio de uma metodologia interdisciplinar, visando a uma nova forma de vida
coletiva (CPRH, 1994).
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A experiência adquirida no exercício da Educação Ambiental leva a construir uma
metodologia que nasce da nossa realidade de trabalho e é adequada aos interesses e demandas
que podem fortalecer o exercício da cidadania (TELLES et al., 2002, p. 42).
Segundo Dias (1993), em sua obra Educação Ambiental: princípios e práticas, a
aprendizagem será mais significativa se a atividade estiver adaptada concretamente às
situações da vida real da cidade, ou do meio, do aluno e do professor.
Para Piletti (apud TELLES et al., 2002), quando lidamos com experiências diretas, a
aprendizagem é mais eficaz, pois é conhecido que aprendemos através dos nossos sentidos
(83% através da visão; 11% através da audição; 3,5% através da olfação; 1,5% através do
tato; e 1% através da gustação) e que retemos apenas 10% do que lemos, 20% do que
ouvimos, 30% do que vemos, 50% do que vemos e executamos, 70% do que ouvimos e logo
abordamos e 90% do que ouvimos e logo realizamos.
Concomitante a isso, Dale (apud TELLES et al., 2002), enfatiza que o ensino
puramente teórico (simbólico-abstrato) deve ser evitado. O imediatamente vivencial permite
uma aprendizagem mais efetiva.
Portanto, os objetivos, as metas da Educação Ambiental e os enfoques de ensino
constituem um todo. Nesse entrelaçamento de componentes, o final desejado é um
compromisso de ação orientado por comportamentos adequados em busca da melhoria e
elevação da qualidade de vida e, consequentemente, da qualidade da experiência humana.
O currículo escolar atual aborda vários aspectos de ecologia e biologia que são
importantes para o desenvolvimento social, cultural e intelectual dos alunos. No entanto esses
conteúdos são abordados de forma fragmentada, sem relação com a realidade dos alunos e de
maneira pouco interessante, não havendo uma sensibilização com relação às questões
ambientais, dando ênfase as questões de nomenclatura, levando-os a terem como preocupação
principal a aprovação. As estratégias utilizadas para atingir os objetivos da Educação
Ambiental são muito variadas, cabendo a cada educador, dentro da sua realidade, a escola
daquela mais indicada.
Assim com diz Santos (1997), sabemos que a Educação Ambiental não resolve os
agudos e complexos problemas do mundo contemporâneo, entretanto, experiências têm
demonstrado que, em muitas ocasiões, as políticas, as legislações e as atividades
empreendidas em favor da conservação, preservação e melhoria do meio ambiente não têm
dado os resultados esperados, entre outras razões, pela falta de processos educativos
vinculados, fundamentalmente aos projetos.
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As propostas práticas sempre auxiliam no processo de ensino-aprendizagem e pode ser
um segredinho do professor na hora de passar seu conteúdo programático, já que só teoria
acaba ficando na linguagem dos alunos, algo chato e cansativo. Visando não ficar tão chato
assim, são apresentadas abaixo propostas práticas de se trabalhar com Educação Ambiental.
3.2 PROPOSTAS PRÁTICAS PARA O ENSINO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Segundo Freire (1983), ensinar exige compreender que a Educação é uma forma de
intervenção no mundo. Exige também a convicção de que a mudança é possível. Ensinar
exige liberdade e autoridade. Em nossa prática educativa, a realidade apresenta-se tal qual foi
determinada, colocando-nos em situações de dificuldades educacionais nas quais somos
desafiados a supera-las. Ao refletirmos sobre esta realidade, podemos oscilar entre aceita-la
apenas ou transforma-la.
É nas práticas pedagógicas cotidianas que a Educação Ambiental poderá oferecer uma
possibilidade de reflexão sobre alternativas e intervenções sociais, nas quais a vida seja
constantemente valorizada e os atos de deslealdade, injustiça e crueldade possam ser
repudiados. Segundo Reigota (1998), a Educação Ambiental aponta para propostas
pedagógicas centradas na conscientização, mudança de comportamento, desenvolvimento de
competências, capacidade de avaliação e participação dos educandos.
Segundo Santos e Júnior (2009), é preciso dar ênfase que superar essas diferenças
culturais não é, de maneira alguma, impor um comportamento frente aos conhecimentos de
Educação Ambiental. É, pois, criar condições e oportunidades para que essa lacuna do
conhecimento sobre o “cuidar do ambiente” seja preenchida de forma a facilitar a mudança de
hábitos com relação ao ambiente dentro da escola e, que, à partir daí se transponha os seus
muros por uma sociedade mais compromissada com tal questão.
Com o intuito de obter solução, as questões apresentadas abaixo estabelece alguns
pontos chaves para reflexão, conforme Santos e Júnior (2009):
* O professor deve ter claro para si a importância da Educação Ambiental,
especialmente nas séries iniciai do ensino fundamental. Assim, é relevante considerar sob
quais pontos de vista podemos encara-las e suas conseqüências, bem como sua historicidade.
* Os princípios metodológicas específicos de um trabalho com Educação Ambiental
podem derivar de princípios gerais de qualquer disciplina do currículo básico, porém devem
ser compatíveis com as suas características do conhecimento ambiental e, para isso se faz
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necessário esclarecer que existem metodologias que podem ser mais adequadas ou indicadas
ao seu ensino.
* O processo de ensino-aprendizagem não está colado à avaliação. Ela é apenas um
instrumento de mediação desse processo, no qual as mudanças de atitudes é fundamental. Para
tanto, é preciso repensar sobre avaliação para melhor entende-la e usa-la.
O professor/educador, consciente de seu papel mediador entre o mundo e o ser
humano, buscando o seu desenvolvimento, certamente encontrará na Metodologia da
Problematização, pois como afirma Dimestein (1997), “o papel do educador é estimular a
administrar a curiosidade. E porque, na era da informação, o aprendiz do futuro é o aprendiz
permanente”.
Abaixo são listadas as atividades práticas sugeridas de acordo com os autores listados,
bem como os seus objetivos.
Marins et al. (2004)
1. Jogo sobre os seres vivos
Objetivo: Reconhecer a importância dos seres vivos.
Levar fichas contendo diferentes representantes dos seres vivos (uma ficha para cada aluno),
para que os alunos façam representações livres (teatro, painel, mímica, desenho, produção escrita) em
grupo ou individual e para que adivinhem o que está sendo representado por eles.
Sugestão: O professor pode usar esta dinâmica para trabalhar os conteúdos: os seres visos e a
relação entre os seres vivos nas séries iniciais, despertando nas crianças a criatividade e o gosto pelo
trabalho em grupo.
2. Jogo sobre Ecossistema
Objetivo: Compreender a importância de cada espécie para o equilíbrio do ecossistema.
Montar um ecossistema onde cada aluno é um ser vivo e tem um balão. Num primeiro
momento, cada ser vivo ficará encarregado de impedir que o seu balão caia no chão, à medida que o
tempo passa algumas espécies vão se extinguindo (o professor designará que espécies – alunos – serão
extintos – e os mesmos deverão sentar-se). Caberá às espécies remanescentes impedir que os balões
alheios caiam no chão. Chegará um momento em que não será possível a manutenção de todos os
balões – quando o primeiro balão cair no chão a brincadeira termina. Esse jogo representa um
ecossistema, mostrando que, ao se extinguirem espécies, o ecossistema se altera, salientando assim a
importância de todos os seus componentes.
Sugestão: trabalhar conteúdos sobre o ecossistema e cadeia alimentar
Telles et al. (2002)
3. Árvores e Morcegos
Objetivo: Desenvolver a concentração e estimular o trabalho em grupo.
Peça ao grupo que forme um corredor de árvores. Escolha um ou mais membros do grupo para
serem os morcegos e peça a eles que venham para perto de você a fim de serem vendados. Escolha
mais um membro do grupo para ser a caverna; os demais serão árvores. Os morcegos terão de passar
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pelos vãos das árvores sem toca-las até chegar a caverna. Sempre que os morcegos gritarem:
morcego!, a árvores mais próxima do morcego irá responder: árvore! O grito do morcego vai de
encontro aos participantes (árvores) que respondem, para que esse sinal volte ao morcego na forma de
radar. Dessa forma, ele percebe que as árvores estão próximas, e ele está pronto para desviar delas.
Para ser um morcego bem-sucedido, é necessário muita concentração. É um jogo muito bom para
desenvolver a concentração, principalmente de adolescentes. Quanto mais morcegos, mais emoção. A
atividade termina quando os morcegos conseguirem chegar na caverna.
Sugestão de conteúdo: interação com o meio ambiente.
4. A sementinha
Objetivo: Representar a germinação de sementes e nascimento de uma árvore.
Para organizar a brincadeira, o professor deverá explicar para o grupo que: um deles
representará o sol, outro a chuva, outro um animal e os demais serão sementinhas. Com todos sentados
em círculo, o professor fala: “agora todos vocês são sementinhas ... Vocês estão no meio de uma
floresta, cheia de árvores e plantas fortes e cheia de folhas bem verdinhas. As sementinhas começam a
se mexer de um lado para outro, empurrando a terra para fixar suas primeiras raízes. Está um dia frio e
começa a chover sobre a floresta. A chuva cai sobre cada uma das sementinhas, deixando-as molhadas
e afundando-as um pouco mais na terra”. O participante que representa a chuva, deverá caminhar até
cada participante (sementinha) passando-lhe a mão sobre a cabeça, como se fosse a chuva caindo
sobre elas. “O tempo passa... Alguns dias depois, uma cotia que vive passeando por ali, pisa sobre as
sementinhas, afundando-as ainda mais”. A criança que representa o animal deverá caminhar até cada
criança (sementinha), passando-lhe a mão sobre a cabeça representando o afundamento da semente no
solo. “As raízes começam a crescer mais rapidamente. Surgem as primeiras folhinhas. Hoje é um dia
de sol muito agradável”. O participante que representa o sol deverá caminhar em direção aos
participantes (sementinhas), dando-lhes um abraço. O sol que batel sobre elas ajuda-as a crescer
(estica uma perninha, agora a outra, o corpinho vai ficando em pé, bem devagarinho). “Começa a
chover novamente ... agora, a sementinha já é uma plantinha que com as gotas de chuva fica mais
„retinha‟ e começam a nascer os galhinhos que ficam cada vez mais esticadinhos... E assim... a
plantinha cresce e se transforma numa árvore bem bonita! Imaginem agora, que árvore cada um
gostaria de ser” (ninguém fala, só imagina). Agora as árvores vão bem devagarinho voltando a ser
criança, e sentada em círculo (como no início da brincadeira) cada criança conta como foi sua
experiência em ser sementinha e que árvore imaginou ser.
5. Copiando as Árvores
Objetivo: estimular a curiosidade e conhecer a importância das plantas para os seres vivos.
Proceder meticulosa observação nas plantas para evidenciar detalhes que não seriamos capazes
de perceber num exame sem compromisso, como a textura dos troncos, suas raízes aparentes, as
nervuras das folhas, etc. Esta atividade pode ser desenvolvida em vários locais, sendo necessários
papel sulfite e giz de cera. Podemos realiza-la utilizando o tronco de uma árvore, uma folha, uma flor,
etc. dependendo do que for nosso tema no momento – basta coletar o material, colocar o papel sulfite
sobre ele e passar o giz de cera deitado para que se evidenciem as características que nos interessam,
como textura das folhas e do tronco, nervuras das folhas, tamanho, forma etc. Após a realização da
atividade, poderemos discutir a importância das plantas para os seres vivos e que, como nós, cada um
tem uma característica diferente e portanto deve ser estudada e preservada.
Sugestão de conteúdo: características anatômicas das plantas.
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Inácio et al. (2004)
6. O lixo nosso de cada dia
Objetivo: desenvolver o gosto pela reciclagem e entender o mal que os resíduos gerados
causam no planeta.
Jogo 1: Através da atividade de recortar coisas (figuras) de encartes de supermercado, o
professor deve solicitar que os participantes recortem tudo aquilo que responde à pergunta: “o que
você gostaria de comer, beber ou ganhar de presente entre todas essas figuras?” Cada aluno deverá
recortar um número “x” de produtos. Depois disso o professor dirá que agora que todos comeram,
beberam, etc., irão se questionar: “sobrou alguma coisa? O que sobrou?” E aí explicar que há coisas
como lata de refrigerante, saco plástico de salgadinho, papel de chocolate, que podem ser usadas
novamente pelo ser humano, enquanto outras (semente de laranja, casca de banana) podem também
ser utilizadas de novo, só que pela natureza, na decomposição e formação de novos nutrientes para o
desenvolvimento dos solos e dos vegetais.
Jogo 2: Ainda usando os recortes de encartes, só que agora previamente recortados e
espalhados aos montes numa mesa principal, o professor fará a introdução do jogo: “quem não sonhou
em ficar preso num shopping center para poder comer e beber tudo de graça? Faz de conta que vocês
ganharam uma promoção onde o prêmio é poder pegar um número “x” de mercadorias sem precisar
pagar nada”. Após eles escolherem o que mais lhe agrada, o professor novamente intervém dizendo
que, após terem consumido aquilo tudo, foram gerados resíduos, e agora formará cinco grupos que
receberão um tema da reciclagem (grupo Papel, grupo Plástico, grupo Metal, grupo Vidro e grupo
Orgânico). Perguntar: “agora o que temos?” Dentro de cada grupo, teremos os alunos trazendo consigo
vários resíduos gerados do que eles consumiram que, vendo na figura e até associando o produto ao
seu cotidiano, terão que selecionar os que pertencem a sua temática, e depois irão nos outros grupos
atrás de mais coisas, fazendo permutas com as que não pertencem ao tema de seu grupo. No final,
cada grupo monta um cartaz com seus produtos e mostra para o grande grupo.
Sugestão de conteúdo: ecologia, o problema do lixo, os impostos sobre a vida.
Guarim (2002)
7. Desenvolvimento de uma planta
Objetivo: conhecer e acompanhar o desenvolvimento de uma planta.
Procedimento: Fure, em vários lugares, o fundo de um potinho de margarina. Coloque
pedrinhas no fundo para não deixar a terra encharcada. Coloque terra preta em cima das pedrinhas.
Coloque três a quatro sementes da plantinha no potinho, cobrindo-as de leve com a terra. Mantenha
sempre úmida a terra. Acompanhe junto aos alunos o desenvolvimento das plantas, explicando.
Sugestão de conteúdo: fisiologia, crescimento e desenvolvimento das plantas.
Dib-Ferreira (2009)
8. Corrida de Animais
Objetivo: desenvolver a criatividade e a curiosidade pelo mundo animal.
Irá precisar de fichas com fotos ou desenhos de animais terrestres. Procedimento:
primeiramente mostram-se as fichas com os animais, que as crianças devem reconhece-los; pergunte:
como se movem estes animais? Diante das diversas respostas que darão, convide-os para uma corrida;
Distribua uma ficha para cada criança aleatoriamente; Peça para andarem pelo espaço como se fossem
o animal; Após o “treino”, inicie a “corrida”. Esta brincadeira dará lugar a diversos e divertidos tipos
de deslocamentos. Lembre-os de que não é uma corrida de verdade, mas sim uma brincadeira entre
diversos “animais”.
Sugestão de conteúdo: características dos seres vivos.
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9. Imagem e Informação
Objetivo: conhecer através de recortes o que ocorre no meio ambiente.
Providenciar imagens coladas em uma cartolina e recortadas como quebra-cabeças. Estas
imagens podem ser, por exemplo, folhas de revistas ou jornais, que mostrem cenas relativas ao meio
ambiente, tanto saudável quando degradado. Construa um pequeno texto relativo a cada imagem, feito
pela própria professora, passando uma mensagem. Como procedimento, divida as crianças em grupos
de cinco a seis; Dê para cada grupo uma imagem e um texto que não corresponda à imagem; Após
armarem a imagem, verão que o texto não corresponde à mesma; Peça então que um grupo leia seu
texto em voz alta, e aquele que está com a imagem correspondente se apresente e leia o seu texto, e
assim sucessivamente, até todos estarem com a imagem montada e o texto correspondente; Após
terem feito isso, todos terão escutado os textos uns dos outros. Peça para verem a imagem dos outros
grupos; Pode-se então, fazer uma pequena discussão sobre o que foi visto e ouvido por todos. Para
crianças de menor idade, ou que não saibam ler, os quebra-cabeças deverão ser fáceis, assim como os
textos, que a própria professora pode ler, um a um.
Sugestão de conteúdo: o ser humano no ambiente.
10. Jogo dos Órfãos
Objetivo: conhecer as conseqüências dos impactos causados ao meio ambiente.
Material: Cartões com nomes de animais (um para cada participante). Cada participante deverá
receber um cartão com um nome de animal de modo que se possam ter fêmeas e filhotes da mesma
espécie. Para o jogo funcionar tome o cuidado de colocar alguns cartões de animais que não sejam
encontrados em outros cartões. Por exemplo, coloque em um cartão a mamãe macaco e em outros dois
cartões coloque filhinho macaco em cada um. Para os indivíduos que não vão formar grupos faça o
seguinte: em um cartão escreva mamãe onça ( mas não coloque nenhum cartão). Diga para cada um ler
seu cartão reservadamente e não comentar o seu conteúdo com os demais. Diga-lhes que ao inicio do
jogo deverão imitar as vocalizações dos seus animais e assim formar grupos de indivíduos da mesma
espécie. Alguns participantes não formarão grupo, como a mamãe onça, por exemplo; outros não
encontrarão a sua mãe, como os filhinhos arara. Pergunte aos participantes o que sentiram ao encontrar
os da sua espécie; pergunte aos que não formaram grupos o que sentiram também. Trabalhe com eles o
que será que o animal deve sentir quando não encontra a sua mãe e o que a mãe deve sentir quando
não encontra o seu filhote; Se um filhote não encontra a sua mãe o que será que pode acontecer com
ele? Ele pode morrer de fome ou virar presa de algum outro animal; Se as fêmeas morrerem o que
acontecerá? A taxa de reprodução/natalidade daquela espécie pode diminuir e ela entrar em extinção.
Sugestões: Para exemplificar o jogo conte uma história de que houve um desmatamento, queimada ou
presença de caçadores na região, por exemplo, e só então peça para que os participantes comecem a
vocalizar. Para crianças menores pode-se trabalhar com fotos e, se necessário, vá de uma a uma
explicando que animal a criança representa. Nos processos de degradação ambiental diretamente
relacionados à vida silvestre pode haver interferências na reprodução das espécies. Isto se dá a partir
do instante em que se observa a morte de fêmeas ou de filhotes.
Sugestão de conteúdo: o ser humano no ambiente, interações biológicas na comunidade.
11. Que Animal Sou Eu?
Objetivo: reconhecer os animais através de suas características listadas pelos participantes.
Material: figuras de animais. Procedimento: Prenda com um alfinete a figura de um animal nas
costas de uma das crianças do grupo. Não deixe que ela veja a figura. Peça-lhe que fique de costas
para o grupo de forma que todos possam ver em que animal ela se transformou. Em seguida, ela deve
fazer perguntas para descobrir quem é. As outras crianças só podem responder sim, não e talvez.
Considerações e sugestões: Estabeleça um número de perguntas ou tempo para descobrir o
animal. Se a criança não descobrir com as perguntas, peça para que a turma imite o animal para que
descubra.
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12. Caçar Bugigangas
Objetivo: encontrar materiais espalhados que ter relação com o meio ambiente.
Material: Uma lista de objetos relativos à natureza a serem procurados. Procure escolher
somente elementos que possam ser recolocados com segurança e que não causam danos ao ambiente.
Uma sacola plástica para cada criança. Procedimento: Reúna seus alunos em um lugar onde eles
possam achar as coisas da lista, como em um jardim ou parque. Dê a cada um uma cópia da lista e
uma sacola. Especifique o tempo para o término. Após esgotado o tempo, reúna todos e vejam, item
por item, o que eles acharam.
Lista de bugigangas (exemplo)
Uma pena
Um pedaço de pele de animal
Uma semente espalhada pelo vento
Cinco amostra de algo artificial
Exatamente cem amostras de alguma coisa
Algo que seja completamente reto
Uma folha de pua-ferro (outra qualquer da região)
Algo que seja bonito
Um espinho
Algo que não tenha utilidade na natureza
Um osso
Uma folha mascada ( não por você)
Três tipos diferentes de sementes
Algo que faça barulho
Um animal ou inseto camuflado
Algo que seja branco
Algo que seja redondo
Algo que seja importante na natureza
Parte de um ovo
Algo que lembre você mesmo
Algo que seja felpudo
Algo que seja macio
Algo que seja pontiagudo
Um painel solar
*Tudo que existe na natureza tem uma função. **Tudo na natureza é importante. ***Painel solar pode
ser qualquer coisa que capte o calor do sol (água, pedras, plantas, animais). Considerações e
Sugestões: Esta brincadeira foi adaptada para encontrar objetos relativos à natureza. Você deverá
especificar objetos que estimule a criatividade da criança ou que ela tenha de procurar com atenção.
Para crianças pequenas, faça uma dinâmica diferente. Diga em voz alta um, dois ou três itens por vez,
por exemplo. Tenha o cuidado para não especificar coisas que as crianças tenham que destruir algo ou
se machuquem.
13. Animais! Animais!
Objetivo: reconhecer os animais através da mímica ou sons.
Materiais: Fichas com fotos ou desenhos de animais. Procedimento: Distribua os cartões com
figuras de animais (um para cada criança) e diga que deverão manter a identidade de “seus” animais
em segredo. Depois de distribuir os cartões, peça que os participantes representem o comportamento
típico de seu animal, um “ator” por vez, sem falar, apenas representando. O participante poderá, se
desejar, emitir um som do animal, seja cantando, seja zurrando, e assim por diante. Antes de cada
representação, peça ao participante que lhe entregue o cartão, de modo que você saiba qual é o animal
e possa ajudar o restante do grupo com alguns palpites se necessário. Os companheiros tentarão
adivinhar o nome do animal. É muito importante que o “ator” termine seu “ato” antes que os colegas
digam em voz alta o nome do animal. Para que não fiquem muito ansiosos, diga-lhes que você acenará
com o braço no momento certo de começar a adivinhação. Podem ser fornecidas pistas, porém você
ficará surpreso ao constatar as excelentes imitações que surgirão. Haverá sempre alguém que
adivinhará rapidamente o nome do animal.
Considerações e sugestões: Na maioria das brincadeiras que necessitam de representação, é
mais divertido definir um local como “palco” e pedir que o participante venha à frente para realizar
sua imitação do que deixá-lo no lugar em que está. Os animais deverão ser de fácil identificação, com
características físicas e movimentos bastante conhecidos. Os sempre preferidos são: morcegos,
pingüim macaco, tartaruga, coruja, onça e garça. Aproveite a ocasião e procure colocar animais da
fauna brasileira. Será ótima oportunidade para falar de alguns deles, seus hábitos, onde vivem, de que
se alimentam, etc. Esta versão pode ser realizada com todos os tipos de variações engraçadas. Ela
aproxima o grupo de forma divertida e cria oportunidades para discussões espontâneas sobre os
conceitos do mundo natural.
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14. Unidos Venceremos
Objetivo: verificar o grau de relacionamento do grupo baseado em temas ambientais.
Material: Cinco palavras de cinco letras recortadas por grupo ( uma para cada criança do
grupo). As letras em quadrados iguais, de cartolina. Para cada grupo as cartolinas deverão ser de cor
diferente; Uma mesa para cada grupo. Procedimento: formar grupos de 5 em volta de cada mesa.
Embaralhar as letras ( da mesma cor – não misturar cores) e ir distribuindo cinco letras para cada
participante, de preferência colocar 5 em frente da pessoa, com as letras voltadas para baixo e pedir
para que não virem até você falar ( prestar atenção porque em cada mesa só poderá haver letras da
mesma cor). Solicitar silêncio absoluto. Não podem se comunicar verbalmente durante toda a
brincadeira. O coordenador dirá apenas: “A partir deste momento, vocês deverão formar palavras”.
Observar as atitudes. a) Quem avança para apanhar as letras dos parceiros. b) Quem esconde as suas.
c) Quem tenta trocar ou oferece ajuda ao outro. d) Quem forma sua palavra e cruza os braços em
atitude de superioridade. Prestar atenção se o grupo onde trabalharam juntos terminou primeiro.
Deverá ser feito um planário, discutindo as atitudes dos participantes.
Considerações e sugestões: Em todo trabalho, quando há troca o rendimento é melhor e os
participantes criam mais laços de fraternidade e de amizade. Aproveite e tente colocar palavras sobre
assuntos ligados à natureza, meio ambiente, etc.
15. Microexcursão
Objetivo: despertar a curiosidade pelo mundo animal.
Material: Pedaços de barbantes iguais ( de 1 a 2 metros). Lupas de mão ( ideal, mas não
essencial). Procedimento: Comece pedindo que estendam os barbantes sobre a parte do solo mais
interessante que puderem encontrar. Forneça a cada criança uma lupa mágica, de modo que, ao
observar uma formiga, sinta-se do tamanho dela. Você poderá fazer perguntas que estimulem a
imaginação das crianças:”Que mundo você está percorrendo neste momento? Quem são seus vizinhos
mais próximos? Eles são amigos? Estão trabalhando muito? Que tal ser aquele besouro verdemetálico? Como ele passa o dia? Os “excursionistas”, deitados de bruços, analisam cada centímetro da
trilha, examinando pequenas maravilhas da natureza, tais como uma folha de grama dobrada, besouros
coloridos salpicados de pólen das flores, aranhas de mandíbulas enormes e com oito olhos, pedrinhas
minúsculas. Como as crianças pequenas gostam especialmente de objetos minúsculos, sua intensa
absorção no mundo da floresta em miniatura será surpreendente.
Considerações e sugestões: No inicio diga as crianças que seus olhos não devem ficar mais do
que vinte ou trinta centímetros distante da solo. Peça para contarem para os colegas o que viram em
sua “excursão”. Podem também fazer um relato em desenho. Uma boa forma é fazer uma colagem
com o barbante em uma cartolina e deixar que cada um desenhe o que viu ao longo do barbante
colado.
16. Ecossistema
Objetivos: perceber como a interferência ao meio ambiente pode destruí-lo.
Material: Um rolo de barbante, pedaços de papel e um hidrocor. Procedimento: As crianças
formam um currículo. O líder coloca-se dentro da circulo, próximo da margem, segurando um rolo de
barbante, e então pergunta:”Quem pode me dizer o nome de uma planta que cresce nessa
área?...cenoura...ótimo! Venha aqui, Srta. Cenoura, e segure a ponta do barbante. Há um animal por
aqui que gosta de comer cenouras?...Coelho!...Ah, uma bela refeição! Sr. Coelho, segure aqui neste
barbante; você esta ligado à srta. Cenoura porque depende dela para se alimentar. Agora, quem se
alimenta de coelho?” Continue ligando as crianças por meio do barbante à medida que vão surgindo
relacionamentos com o restante do grupo. Introduza novos elementos e considerações, tais como
outros animais, solo, água, ar e assim por diante até que todas as crianças do circulo estejam
interligadas, formando uma teia, como um símbolo do entrelaçamento da vida. Vocês acabaram de
criar seu próprio ecossistema. Para demonstrar como cada elemento é importante para uma
comunidade, imagine um motivo plausível para retirar um elemento do conjunto. Por exemplo, o fogo
ou alguém que destrói uma árvore. Quando uma arvore cai, arrasta consigo o barbante que está
235
segurando; qualquer um que sinta um puxão em seu barbante foi, de alguma forma, afetado pela morte
da árvore. Agora todos os que sentiram um puxão por causa da árvore também devem fazer o mesmo.
O processo continua até que cada elemento demonstre ter sido afetado pela destruição da árvore.
Considerações e sugestões: Esta é uma brincadeira que torna bastante evidente os interrelacionamentos essenciais entre todos os membros de uma comunidade natural. O encadeamento
retrata com clareza como o ar, as pedras, as plantas e os animais trabalham juntos na equilibrada teia
da vida. Pode-se escrever ( ou desenhar) os animais, plantas e outros em um pedaço de papel e colar
na camisa de cada um para não esquecerem. Ao invés de puxar o barbante para o colega sentir, podese soltá-lo e assim afrouxar a teia, de modo que com alguns elementos ora do “ecossistema”, a teia
fique sem sustentação.
17. Tocar, Sentir, Representar
Objetivo: compreender as relações existentes na natureza.
Materiais: Diversos objetos naturais, papel, lápis de cor ou giz de cera, aparelho de som.
Procedimento: Solicitar aos participantes, posicionados em círculo, para fecharem os olhos. O
orientador coloca uma música calma ao fundo, e dispõe na frente de cada participante um elemento
componente da natureza ( ex.: pedras, folhas, galhos, etc.). Os participantes, então, exploram ao
máximo o objeto, utilizando o tato, olfato e audição. Em seguida, o orientador recolhe os elementos e
pede para que cada participante represente, através de desenhos, o objeto que teve nas mãos ou o que
imaginou que fosse. Feito o desenho, devolve-se o objeto para cada participante, para efeitos de
comparação. O orientador, então, discute com as pessoas as suas impressões e o seu nível de
percepção.
Considerações e sugestões: Para entendermos verdadeiramente a natureza e as inter-relações
existentes entre os seus diversos elementos, é necessário desenvolver a nossa capacidade perceptiva,
que nos permite enxergar além do que os olhos vêem. Esta atividade permite sensibilizar os
participantes a respeito da importância de todos os elementos existentes em um ecossistema, aguçando
os sentidos do tato, olfato e audição e refletir sobre a diferença entre o tocar, o sentir e a realidade.
18. Recolhendo sua Folha
Objetivo: reconhecer as folhas de acordo com suas características.
Materiais: Um saco plástico e folhas de uma mesma árvore. Procedimento: Posicionados em
circulo, cada participante recebe uma folha de uma mesma árvore. O orientador solicita às pessoas que
observem bem a sua folha (manchas, coloração, sinais individuais), passando, assim, a conhecê-la
muito bem. Em seguida, cada participante deve mostrar a sua folha à pessoa que se encontra ao seu
lado, ressaltando as características específicas que encontrou. O orientador recolhe, então, todas as
folhas, colocando-as em um saco plástico e embaralhando-as muito bem. As folhas, em seguida, são
esparramadas pelo chão, pedindo-se que cada participante encontre a sua.
Considerações e sugestões: Todos os elementos existentes no meio ambiente são importantes e
merecedores de respeito. Embora muitos elementos possam parecer insignificantes, cada um deles
possui a sua função dentro do sistema e é de fundamental importância para a manutenção do
equilíbrio. Nesta atividade, demonstra-se que, embora muito parecida com as outras da mesma árvore
e fazendo parte de um único objeto, cada folha tem características próprias que a fazem única. Além
disso, cada uma delas possui a sua função. Contribuindo com a sua parcela de fotossíntese pára manter
a vida da árvore.
19. Cuidando da Vida
Objetivo: Fazer com que o aluno compreenda a importância da natureza.
Material: Um pôster grande, bonito e significativo, fita e letra de música “como uma onda”
(Lulu Santos). Procedimento: Disponha os participantes em circulo, sentados no chão, o coordenador
deverá passar a gravura por todos os participantes para que examinem o pôster. A seguir, peça que
alguém rasgue o pôster. Normalmente, há uma resistência. Insista e vá passando até que alguém
comece, se ninguém começar, o próprio dirigente tomará a iniciativa. Após o 1º pedaço, outros
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deverão rasgar também. Coloque as partes no centro do círculo e tente junto com eles arrumar
novamente a figura. Questione ( de acordo com as atitudes): a) Porque alguns (ou todos) se negaram a
rasgar o pôster? ( era apenas um papel pintado!) . b) O que é mais importante este papel ou a vida de
vocês? c) Vocês tem esse cuidado com ela? Mostre como não é possível o pôster voltar a ser como
antes. Assim também atitudes impensadas podem deixar marcas difíceis de retirar. A vida está ai para
ser vivida. Não deixemos que os bons momentos passem. Cada momento é único e não volta.
Aproveitar os bons momentos e se afastar de situações que não sejam compatíveis com os nossos
valores. Cante com eles “como uma onda” (Lulu Santos), ou outra musica de sua preferência.
Nada do que foi será
de novo do jeito que já foi um dia:
tudo passa, tudo sempre passará.
A vida vem em ondas como um mar
num indo e vindo infinito.
Tudo que se vê não é
igual ao que a gente viu há um segundo:
tudo muda o tempo todo no mundo.
Não adianta fugir nem mentir
pra si mesmo
Agora há tanta vida lá fora
(aqui dentro)
Sempre
como uma onda no mar
como uma onda no mar
como uma onda no mar.”
Considerações e sugestões: Esta dinâmica pode servir para unir um grupo, ou fechar alguma atividade
que
tenham feito.
20. A arca de Noé
Objetivo: verificar a interação entre os grupos animais.
Material: Papel (cartolina) e/ou figuras de bichos. Inicie contando o número de participantes.
Depois faça uma lista com nomes de bichos, cujo número deve ser a metade do número de
participantes. Escreva o nome de cada bicho em duas fichas pequenas (de 3,5 cm) de cartolina.
Quando você terminar, deverá haver tantas fichas em mãos quanto forem os participantes – uma ficha
para cada participante. Se o número de crianças for ímpar, escreva o nome de um dos bichos em três
fichas, formando uma trinca para acomodar o participante extra. Embaralhe as fichas e distribua-as.
Cada criança deverá ler sua ficha e guardar segredo. Recolha as fichas. A um sinal, os participantes
começam a se transformar no bicho cujo nome lá está, representando sons, formas e movimentos
típicos do bicho com que foi sorteado, na tentativa de atrair seus parceiros. A atividade torna-se
engraçada quando os bichos começam a latir, coaxar, chiar, zumbir, andar de modo pomposo,
balançar, saltar e fazer pose. As crianças poderão fazer qualquer ruído que desejarem, mas é proibido
falar (cada bicho deve atrais seu parceiro somente por meio da autenticidade de suas representações).
Esta brincadeira termina com uma feliz confraternização e muitas gargalhadas. Para crianças que não
sabem ler, prepare antecipadamente fichas com fotos ou desenhos dos animais, não se esquecendo de
que são em dupla.
As atividades práticas são importantes na construção do conhecimento, pois permite
ao aluno viver a situação em questão, tirando delas suas conclusões e fixando melhor as
informações passadas pelo professor.
237
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diante dos desafios que todo processo de mudança representa, a experiência de
formação de professores deve ser realizada de forma acolhedora e significativa, para que a
atração pelas novas experiências e práticas pedagógicas possa servir de contraponto às
incertezas e dificuldades que eles experimentam.
Em se tratando de Educação Ambiental, sob a perspectiva apresentada no trabalho,
deve se observar que para utilizar recursos técnicos pedagógicos facilitadores da
aprendizagem há de se considerar suas vantagens e desvantagens, procurando ponderar essas
possibilidades em relação a situação grupal que trabalha.
Espera-se que o trabalho possa contribuir para a formação pedagógica de professores e
facilitar o processo de ensino-aprendizagem em Educação Ambiental aos educandos.
REFERÊNCIAS
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CPRH. Fazendo Educação Ambiental. Governo do Estado de Pernambuco, Recife, 1994.
DIAS, Genebaldo Freire. Educação Ambiental: Princípios e Práticas. 2.ed. São Paulo: Gaia, 1993.
DIB-FERREIRA, Declev Reynier. Dicas para práticas em Educação Ambiental. Disponível em:
http://diariodoprofessor.com/2007/11/20/dicas-de-praticas-para-educacao-ambiental Acesso em 21 de
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DIMESTEIN, Gilberto. Aprendiz do futuro: cidadania hoje e amanhã. São Paulo: Ática, 1997.
FREIRE, Paulo. A pedagogia do oprimido. 13. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983.
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GUARIM, Vera Lucia Monteiro dos Santos. Barranco Alto: uma experiência em Educação
Ambiental. Cuiabá: UFMT, 2002. 134 p.
INÁCIO, Camila Dellanhese et al. O lixo nosso de cada dia: o que fazer? In: KINDEL, Eunice Aita
Isaia; SILVA, Fabiano Weber e SAMMARCO, Yanina Micaela (org). Educação Ambiental: vários
olhares e várias práticas. Porto Alegre: Mediação, 2004. p. 85 – 88.
MARINS, Alessandra et al. Propostas de Atividades integradas no Ensino Fundamental. In:
KINDEL, Eunice Aita Isaia; SILVA, Fabiano Weber e SAMMARCO, Yanina Micaela (org).
Educação Ambiental: vários olhares e várias práticas. Porto Alegre: Mediação, 2004. p. 79-84.
238
REIGOTA, M. Desafios à educação ambiental escolar. In: JACOBI, P. et al. (orgs.). Educação, meio
ambiente e cidadania: reflexões e experiências. São Paulo: SMA, 1998. p. 27-32.
SANTOS, Ivani Cristina Turini dos, JÚNIOR, Álvaro Lorencini. Metodologia da prolematização: um
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Ambiental
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SILVA, Eliane Simões et al. Política pública de Educação Ambiental da Secretaria de Estado de
Educação do Rio Grande do Sul. In: KINDEL, Eunice Aita Isaia; SILVA, Fabiano Weber e
SAMMARCO, Yanina Micaela (org). Educação Ambiental: vários olhares e várias práticas. Porto
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TELLES, Marcelo de Queiroz; ROCHA, Mário Borges da; PEDROSO, Mylene Lyra e MACHADO,
Silvia Maria de Campos. Vivências Integradas com o Meio Ambiente. São Paulo: Sá Editora, 2002.
144p.
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