FACULDADE TECOMA Bacharel em Administração Elcimara Silveira Barbosa ORÇAMENTO FINANCEIRO: UMA FERRAMENTA PARA GESTÃO E CONTROLE DOS CUSTOS Paracatu 2012 Elcimara Silveira Barbosa ORÇAMENTO FINANCEIRO: UMA FERRAMENTA PARA GESTÃO E CONTROLE DOS CUSTOS Monografia apresentada a disciplina de Estágio Supervisionado II, sob orientação do professor Geraldo B. B. de Oliveira, como requisito parcial para obtenção do titulo de Bacharel em Administração, pela Faculdade Tecsoma. Orientador: Fernando Antunes Paracatu 2012 Barbosa, Elcimara Silveira Orçamento financeiro: Uma ferramenta para gestão e controle dos custos. Elcimara Silveira Barbosa. Paracatu, 2012. 118 f. Orientador: Fernando Antonio Antunes. Monografia (Graduação) – Faculdade Tecsoma – Programa de Graduação em Administração. 1. Princípios da Administração Financeira. 2. Definição de Administração Financeira. 3. Orçamento Financeiro. 4. Controle e Gestão e custo. I. Antunes, Fernando Antonio. II. Faculdade Tecsoma de Paracatu.III. Título. CDU 658.15 Elcimara Silveira Barbosa ORÇAMENTO FINANCEIRO: UMA FERRAMENTA PARA GESTÃO E CONTROLE DOS CUSTOS Monografia apresentada ao curso de Administração da Faculdade Tecsoma, como requisito parcial para obtenção do titulo de Bacharel em Administração. Fernando Antonio Antunes Orientador Teórico e Coordenador do Curso – TECSOMA Geraldo B.B. de Oliveira Orientador Metodológico – TECSOMA Professor Membro da Banca – TECSOMA Paracatu, _____ de Julho de 2012 Dedico este trabalho a Deus por me dar forças e ajudar na superação de todos os desafios enfrentados neste tempo. A todas as pessoas que me ajudaram durante estes quatro anos de muitas lutas e conquistas, de sorrisos, mas também de lágrimas, a conquistar meu objetivo profissional, tornando-me uma Administradora. AGRADECIMENTO Agradeço primeiramente a Deus que todos os dias me proporcionada tantas bênçãos para que eu possa continuar minha caminha na busca da realização de meus sonhos. Aos meus pais, Elsi e Sudário, que tanto me apoiam para que este meu sonho se concretize. As minhas Irmãs Elciane e Ildiane, que com pequenos gestos me ajudaram na minha caminhada durantes esses anos. Aos meus Tios Orlando e Patrícia e as pequenas Palloma, Eduarda e Helena, que sempre estiveram comigo, torcendo pelo meu sucesso. Ao meu namorado Wallyson José, que vem me acompanhando. Obrigada pelo carinho, compreensão, apoio e a confiança a mim depositada, acreditando sempre no meu sucesso. Aos meus amigos, em especial aos grandes amigos Ana Lúcia, Débora, Rangel, Cleber, Sandoval e todos aqueles que torcem todos os dias pelas minhas conquistas. Por todos os meus familiares, que acompanham essa minha caminhada, mesmo que um pouco distantes, mas nunca deixaram de apoiar e ajudar no que precisei e estiveram rezando por mim continuamente. Ao professor, coordenador e orientador Fernando Antunes, que com sua paciência e dedicação, me ajudou no que precisei para a conclusão de mais este trabalho. A todos, meus sinceros agradecimentos. O Planejamento é uma importante ferramenta para o sucesso de uma empresa. (SANVICENTE E SANTOS, 2002, p. 16). RESUMO A Administração financeira é um importante estudo para todas as empresas, seja está de pequeno ou grande porte. Sendo considerado sua importância, o presente estudo tem como seu principal foco mostrar a importância de se ter uma boa administração financeiras nas empresas, tomando como exemplo o estudo de caso da empresa FERGASAN e através dos resultados apresentados, mostrar os problemas que foram gerados devido a falta de uma boa administração financeira. Para a realização do estudo, fez-se necessário a pesquisa bibliográfica sendo esta uma forma de explicar na teoria, os motivos que levaram a empresa a chegar na situação atual. Após os estudos relacionados com a área financeira, foi feito a coleta de dados da empresa para entender na prática quais as causas que levaram a empresa aos problemas que foram identificados. Com a aplicação da pesquisa, pode-se concluir que na FERGASAN precisa se implantado o planejamento financeiro, programação de manutenções preventivas e controle de custos para que a mesma consiga alcançar implantar uma gestão financeira eficaz e capaz de reverter a situação que a empresa se encontra. PALAVRAS-CHAVES: Administração financeira, planejamento financeiro, programação de manutenção, manutenção preventiva, controle de custos, gestão financeira. ABSTRACT The Financial Management is an important study for all businesses, whether is small or large. Being considered its importance, this study has as its main focus to show the importance of having a good financial management in business, taking as example the case study company FERGASAN and through the results, we show the problems that were generated due to lack of good financial management. For the study, it was necessary to literature and this is one way to explain the theory, the reasons that led the company to reach the current situation. After the studies related to the financial district, was made to collect data from company to understand in practice what are the causes that led the company to the problems that were identified. With the application of research, one can conclude that the need to deploy FERGASAN financial planning, scheduling, preventive maintenance and cost control so that it can deploy to achieve effective financial management and able to reverse the situation that the company is . KEYWORDS: Financial management, financial planning, maintenance scheduling, preventive maintenance, cost control, financial management. LISTA DE ILUSTRAÇÕES FIGURA 1 – Organograma da Empresa .................................................................... 18 FIGURA 2 – Uma apresentação esquemática do orçamento de vendas .................... 61 FIGURA 3 – Gráfico de Custos Versus Nível de Manutenção ................................. 73 FIGURA 4 – Gráfico Lucro Versus Disponibilidade ................................................ 73 LISTA DE TABELAS TABELA 1 Cronograma de atividades ...................................................................... 22 TABELA 2 Recursos Materiais e Financeiros .......................................................... 24 TABELA 3 Principais instituições Financeiras ......................................................... 34 TABELA 4 Áreas de responsabilidade de uma empresa ........................................... 49 TABELA 5 Resultados periódicos de uma centro de investimento .......................... 50 TABELA 6 Plano de Contas de despesa por natureza ............................................... 51 TABELA 7 Empresa ABC: Plano de contas de despesas por centros de responsabilidade ........................................................................................................ 52 TABELA 8 Dados necessários para a projeção do balanço e fontes das estimativas correspondentes ......................................................................................................... 60 LISTA DE SIGLAS FERGASAN – Ferreira, Gama e Santiago MAMT – Mean Active Maintenence Time HH – Horas Extras ONU – Organização das Nações Unidas LTDA - Limitada EFD – Estoque Final Desejado VO – Vendas Orçadas EID – Estoque Inicial Desejado PO – Produção Orçada CNPJ – Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica NBR – Norma Brasileira SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO .................................................................................................... 15 2 PROJETO DE ESTÁGIO ................................................................................... 2.1 Dados da empresa ............................................................................................. 2.1.1 Razão Social .................................................................................................... 2.1.2 Nome Fantasia ................................................................................................ 2.1.3 Endereço .......................................................................................................... 2.1.4 CNPJ ................................................................................................................ 2.1.5 Inscrição Estadual .......................................................................................... 2.1.6 Quadro Societário ........................................................................................... 2.1.7 Capital Social .................................................................................................. 2.1.8 Organograma .................................................................................................. 2.2 Título........................................................................................................... 2.2.1 Tema ................................................................................................................ 2.3 Justificativa ................................................................................................ 2.4 Problematização ....................................................................................... 2.5 Hipótese .............................................................................................................. 2.6 Objetivos ............................................................................................................ 2.6.1 Objetivo Geral .................................................................................................. 2.6.2 Objetivos Específicos ....................................................................................... 2.7 Metodologia do Trabalho ................................................................................. 2.8 Resultados Esperados ....................................................................................... 2.9 Público alvo ........................................................................................................ 2.10 Cronograma de atividades ............................................................................. 2.11 Recursos ........................................................................................................... 2.11.1 Recursos Humanos ....................................................................................... 2.11.2 Recursos Materiais e Financeiros ................................................................ 2.12 Referencial Teórico ......................................................................................... 17 17 17 17 17 17 17 17 17 18 18 18 19 19 20 20 20 20 20 21 22 22 23 23 24 24 3 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA .................................................................. 3.1 Administração Financeira e sua Evolução ...................................................... 3.1.1 Principais Conceitos de Finanças e sua importância .................................... 3.1.2 Serviços financeiros ........................................................................................ 3.1.3 A administração financeira nas empresas ..................................................... 3.1.4 O estudo da administração financeira ........................................................... 3.2 Ambiente Operacional ...................................................................................... 3.2.1 Instituições financeiras ................................................................................... 3.2.2 Mercados financeiros ...................................................................................... 3.2.3 Relacionamento entre instituições e mercados .............................................. 3.2.4 Mercado Monetário ......................................................................................... 3.2.4.1 Funcionamento do mercado monetário .................................................... 28 28 30 31 31 32 33 33 35 36 36 37 4 ORÇAMENTO FINANCEIRO .......................................................................... 4.1 Orçamento e Controle ...................................................................................... 4.1.1 Vantagens e limitações do orçamento ......................................................... 4.2 Implantação e utilização do sistema Orçamentário .... 4.2.1 Princípios da boa utilização de orçamento .................................................. 4.2.2 Necessidade de criação de nova mentalidade .............................................. 4.3 Adequação do sistema Orçamentário á Estrutura Organizacional da 38 41 42 44 44 46 empresa .................................................................................................................... 4.3.1 Planos de contas por centro de responsabilidade ........................................ 4.4 Problema comportamentais encontrados na utilização de um sistema de orçamentos ............................................................................................................... 4.5 Preparação para o Orçamento Anual ............................................................. 4.5.1 Enquadramento do plano orçamentário anual em um esquema de planejamento a longo prazo ................................................................................... 4.5.2 O orçamento anual como componente do plano de longo prazo ............... 47 50 5 MANUTENÇÃO .................................................................................................. 5.1 Conceitos iniciais sobre manutenção ............................................................... 5.1.1 O que é a gerência de manutenção na empresa ............................................. 5.1.2 A finalidade da gerência de Manutenção ...................................................... 5.1.3 Conceituação de Mantenabilidade ................................................................. 5.1.4 Os tipos de Manutenção .................................................................................. 5.2 Custos de Manutenção em Geral ..................................................................... 5.2.1 O censo de 1968 dos Estados Unidos ............................................................. 5.2.2 Fatores adversos no custo e na eficiência da manutenção ........................... 5.3 Custos da falta de Manutenção ........................................................................ 63 63 65 65 66 69 69 70 71 72 6 ESTUDO DE CASO ............................................................................................. 6.1 Descrição da empresa ....................................................................................... 6.1.1 Produto que oferece ....................................................................................... 6.1.2 Mercado em que atua e Concorrentes ............................................................ 6.1.3 Logística e Transporte ..................................................................................... 6.2 Falta da Administração Financeira ................................................................. 6.3 A visão da empresa relacionado com finanças: “não-necessidade de Administração financeira” ..................................................................................... 6.4 A Concorrência ................................................................................................. 6.5 A falta de Planejamento ................................................................................... 6.6 A falta de orçamentos ....................................................................................... 6.7 Controle de custos e atividades ........................................................................ 6.8 Dificuldade de implantação do orçamento ..................................................... 6.9 A visão da empresa relacionado com Orçamento e Controle ....................... 6.10 Não realização de análises e comparativos de custos de equipamentos ..... 6.11 Inexistência do Plano de contas da empresa ................................................. 6.12 Falta de Planejamento par alongo prazo ...................................................... 6.13 Tipos de manutenção dentro da empresa ..................................................... 75 75 76 76 77 78 7 HIPOTESES E OBJETIVOS PROPOSTOS .................................................... 7.1 Apresentação das Hipóteses ............................................................................. 7.2 Apresentação dos Objetivos ............................................................................. 89 89 90 8 METODOLOGIA ................................................................................................ 9 ANÁLISE DE DADOS ........................................................................................ 9.1 Entrevista ........................................................................................................... 9.2 Objetivo do Estudo ............................................................................................ 9.3 Metodologia aplicada para solução do problema ........................................... 9.4 Limitações .......................................................................................................... 9.5 Discutindo resultados obtidos .......................................................................... 92 94 94 96 96 96 97 52 55 55 57 79 79 80 81 81 82 83 84 85 86 86 9.5.1 Entrevista aos gestores .................................................................................... 9.5.2 Fase de coleta de Dados .................................................................................. 9.5.3 Lançamentos das informações ....................................................................... 9.5.3.1 Planilha de lançamentos dos valores realizados de Julho de 2012 á junho de 2012 ........................................................................................................... 9.5.4Viabilidade Econômica da empresa ................................................................ 9.5.4.1VPL ................................................................................................................ 9.5.4.2 Payback......................................................................................................... 9.5.4.3 TIR ................................................................................................................ 9.5.5 Projeções financeiras ...................................................................................... 9.5.6 Reduções de custos das contas críticas ........................................................... 9.6 Conclusões Finais .............................................................................................. 9.6.1 Conclusões Operacionais ................................................................................ 9.6.2 Conclusões Financeiras .................................................................................. 97 98 99 100 101 102 103 103 104 104 107 108 108 CONCLUSÃO ......................................................................................................... 110 SUGESTÕES E PROPOSTAS .............................................................................. 111 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS .................................................................... 112 APÊNDICE .............................................................................................................. 114 15 1 INTRODUÇÃO O presente trabalho relaciona-se com a Administração Financeiras nas organizações, mostrando deste seu surgimento, bem como os principais pontos que devem ser considerados. Para este estudo, será tratado o caso da empresa FERGASAN, que passa por problemas financeiros na empresa em geral. A administração financeira surgiu por volta do ano de 1900, tendo como seu principal foco orientar as empresas que já existiam no mercado, bem como promover a legalização das mesmas, surgindo assim o primeiro objetivo que consistiu em levantar capital através da emissão de títulos. A empresa FERGASAN será estudada focando a sua área financeira e os principais itens que contribuíram para que a mesma chegasse na atual situação financeira. Dentro dos estudos da administração Financeira existem várias fases que devem ser bem estudadas e então implantadas nas organizações. O planejamento é umas dessas fases que se torna uma importante ferramenta para que uma empresa alcance o seu sucesso. E na FERGASAN pode-se identificar que não existe nenhum tipo de planejamento ou controle dos custos da empresa, bem como é desconhecido o objetivo de se ter um planejamento como uma forma de redução e controle dos custos da empresa. Conforme é mencionado por Sanvicente e Santos (2008, p. 16) “Planejar é estabelecer com tendências as ações a ser executadas, estimar os recursos a serem empregados e definir as correspondentes atribuições de responsabilidades em relação a um período futuro determinando”. Este método é uma forma de alcançar os objetivos que são propostos pelas empresas. Para que o planejamento financeiro tenha um resultado positivo dentro das empresas, é importe a utilização de uma ferramenta muito importante que é a implantação do orçamento financeiro que é uma forma de planejar e controlar as atividades da empresa. Devido à ausência dessa ferramenta de controle dentro da empresa FERGSAN, o estudo terá como seu principal assunto a ser abordado, a implantação de um orçamento anual na empresa, para que este seja uma forma para que ela possa controlar seus custos, verificar onde está sendo seus maiores gastos e tomar as devidas ações para que estes sejam reduzidos. A manutenção será também um tema abordado, dento em vista que os seus custos teve grande impacto no resultado que a FERGASAN apresenta no momento. Conforme é mencionado por Filho (2008), as máquinas que são utilizadas pelas 16 empresas, com o passar dos anos, precisam sofrer manutenções para garantir a sua disponibilidade na empresa, bem como a produtividade das mesmas, de forma que a empresa consiga alcançar suas metas. Hoje, a empresa passa praticamente por manutenções corretivas, que acabam gerando grandes custos para a empresa. Com o desenvolvimento deste a ideia é que seja implantado uma programação de manutenção preventivas como uma forma de controle de custos e disponibilidade de operações de suas máquinas. 17 2. PROJETO DE ESTÁGIO 2.1 Dados da empresa 2.1.1 Razão Social FERGASAN – TRANSPORTES E SERVIÇOS LTDA 2.1.2 Nome Fantasia FERGASAN 2.1.3 Endereço RUA JOÃO PINHO COSTA N° 110 – SALA 02 – CENTRO – PARACATU - MG 2.1.4 CNPJ 05.743.038/0001-78 2.1.5 Inscrição Estadual Isento 2.1.6 Quadro Societário NILTON GERALDO REGINALDO GAMA E ELI FERREIRA BARBOSA 2.1.7 Capital Social R$200.000,00 18 2.1.8 Organograma Figura 1: Organograma da Empresa Socio Diretor Geral Socio Diretor Operacional Analista Administrativo Estagiário Motorista Ajudante Fonte: Elaborada pela autora. 2.2 Título Orçamento Financeiro: Uma ferramenta para gestão e controle de Custos 2.2.1 Tema Orçamento Financeiro 19 2.3 Justificativa A Empresa FERGASAN enfrente grandes problema em relação aos seus custos devidos o planejamento financeiro não ser alinhado com as suas atividades diárias que a empresa exerce em relação as manutenções em suas máquinas. Para que a empresa tenha uma estabilidade financeira e consiga executar todas as suas atividades e atender os clientes, é muito importante que o planejamento financeiro seja feito para coordenar e controlar as ações propostas pela empresa. O planejamento financeiro é um dos aspectos importantes para funcionamento e sustentação de uma empresa, pois fornece roteiros para dirigir, coordenar e controlar suas ações na consecução de seus objetivos. Dois aspectos-chave do planejamento financeiro são o planejamento de caixa e de lucros. O primeiro envolve o planejamento do orçamento de caixa da empresa; por sua vez, o planejamento de lucros é normalmente realizado por meio de demonstrativos financeiros projetados, os quais são úteis para fins de planejamento financeiro interno, como também comumente exigido pelos credores atuais e futuros. (GITMAN, 1997, p. 588). O planejamento financeiro irá definir quais são as estratégias que serão utilizadas pela empresa para conseguir seguir o orçamento feito para cada uma de suas atividades de manutenção. Conseqüentemente, conseguindo seguir suas metas traçadas no planejamento, ela conseguirá alcançar os seus lucros esperados e este, também deve ser feito um planejamento dos seus lucros, para melhor administrar seus ganhos, saber qual a melhor forma de aplicar estes e conseguindo assim, atender seus clientes dentro do prazo esperado por cada um e manter-se em dia com seus fornecedores, para uma boa pareceria com os mesmos e credibilidade para ambas as partes. 2.4 Problematização A empresa FERGASAN passa por muitos problemas financeiros devido as frequentes manutenções corretivas que ocorrem de sem a devida programação tanto do tempo como dos custos com cada uma. Esse problema vem gerando despesas altas e acima do que é esperado para o mês, pois tais manutenções corretivas geram gastos acima do mercado, pois não tem a possibilidade de fazer as devidas cotações e obrigando seus patrões a pagarem o que o mercado está pedindo, umas vez que suas máquinas precisam sempre estar em operação. 20 2.5 Hipótese Para solucionar o problema da FERGASAN, precisa ser feito um estudo da mesma e entender como são suas atividades e como torná-las mais rápidas e com o menor custo. A criação de um planejamento financeiro e orçamentário irá proporcionar uma rotina de manutenções preventivas nas máquinas sendo uma forma de facilitar as atividades de controle dos custos. Estas intervenções serão feitas em todos os equipamentos com antecedência, prevenindo os mesmos de manutenções corretivas, gerando gastos mais altos e o não cumprimento de suas obrigações com seus associados. 2.6 Objetivos 2.6.1 Objetivo Geral a) Propor criação de orçamento financeiro para melhor controle dos custos da empresa. 2.6.2 Objetivos Específicos a) Verificar quais os maiores gastos com manutenções em máquinas; b) Orçar as manutenções preventivas programadas de cada um dos equipamentos; c) Controlar diariamente os gastos da empresa, justificando cada um para que se tenha um relatório mensal; d) Criar através dos relatórios, um memorial de calculo para fazer melhor os orçamentos nos próximos anos. 2.7 Metodologia do trabalho A metodologia para a elaboração do projeto será iniciada com um estudo da atual situação financeira em que a empresa se encontra, buscando informações nos 21 documentos da empresa, tais como balanço patrimonial e a demonstração de resultados, que irá indicar a situação atual da mesma. A partir destes dados coletados, será feito uma entrevista com os gestores da empresa para verificar quais os métodos que hoje são utilizados para a gestão de custos, com a finalidade de avaliar cada parte do processo e verificar as possibilidades de melhoria e mudanças na atual gestão. Após a coleta dos dados e do resultado da pesquisa, será iniciada a pesquisa bibliográfica referente o assunto, buscando na teoria as respostas e também meios para a melhoria da gestão financeira da empresa. Verificar os principais conceitos da gestão financeira, levantando dados gerais e específicos relacionados ao assunto. Para a realização desta etapa do projeto dar-se a busca de informações manuais em livros, revistas, jornais disponíveis na faculdade e nos livros particulares adquiridos relacionados ao assunto e também por consulta em meios eletrônicos, consultas em artigos e nas páginas de acesso relacionada ao assunto. Nessa fase, se fará as leituras relacionadas ao tema escolhido, juntamente com anotações de todas as pesquisas e leituras feitas. Anotações estas que serão arquivadas em pastas manuais e eletrônicas, onde posteriormente, dará o início na elaboração da monografia. Após coletadas todos os dados da empresa e também dados teóricos, será feito uma pesquisa eletrônica para verificar quais as principais causas da má gestão financeiras das empresas, fazendo um comparativo com a empresa FERGASAN, para assim, saber qual a melhor estratégia que será feita no projeto, onde irá melhorar a gestão financeira da empresa. Ao final será mostrando a importância da boa gestão financeira na empresa FERGASAN e os benefícios que serão percebidos com a implantação do mesmo. 2.8 Resultados esperados O projeto visa a melhor gestão da empresa FERGASAN, tendo como objetivo, alcançar os seguintes resultados: a) Ter total controle financeiro de todas as despesas e receitas da empresa, de forma que obtenha relatórios diários, semanais e mensais para controle de tudo; b) Ter um planejamento eficaz das manutenções feitas em toda a frota de caminhões; 22 c) Controlar as despesas da empresa para que todas as contas sejam pagas em dia e evitar custos desnecessários (multas); d) Reduzir os gastos com manutenção nos equipamentos; e) Funcionários capacitados para o trabalho; f) Ter uma gestão eficaz do planejamento da empresa, para que a mesma consiga ter eficiência no seu resultado final. 2.9 Público alvo Com a execução do projeto, pretende-se atingir primeiramente todos os envolvidos da empresa, mostrando os benefícios que o mesmo trará para a empresa e posteriormente, atingir também seus parceiros (fornecedores). 2.10 Cronograma de atividades Tabela 1: Cronograma de atividades Atividades 2011 - elaboração do projeto Elaboração e formulação do tema, objetivos gerais e específicos. Verificar o real problema da empresa. Levantamentos de dados bibliográficos, resumos e anotações para consultas futuras. Coleta dos dados e informações gerais da empresa. Levantar possíveis hipóteses para o problema e justificativas para a elaboração do projeto. Verificar os resultados esperados com a implantação do projeto. Elaborar a metodologia do projeto e o cronograma das atividades. Elaboração do projeto. Redação final do projeto com as principais informações adquiridas/coletadas. Orientação final teórica e metodologica e correções necessárias. (continua) 8/11 9/11 10/11 11/11 12/11 1/12 2/12 X X X X X X X X X X X X X X X X 23 Atividades 2011 - elaboração do projeto Apresentação do Projeto. Atividades 2012 - execução do projeto Pesquisas bibliográficas, anotações e consultas as anotações feitas. Verificar na empresa os dados específicos em relação ao assunto. Entrevista com os gestores da empresa para a coleta de informações referente a atual gestão financeira. Desenvolvimento do projeto com orientação teórica e metodológica. Estudo de caso da empresa FERGASAN e finalização do projeto. Revisão gramatical e teórica. Correção e finalização do projeto. Entrega final e apresentação. (conclusão) 8/11 9/11 10/11 11/11 12/11 1/12 2/12 1/12 2/12 3/12 X X 4/12 X 5/12 X X X X X X X 6/12 7/12 X X X X X X Fonte: Elaborada pela autora. 2.11 Recursos Para que seja possível a realização do projeto, faz-se necessários alguns recursos que deveram compor junto com os envolvidos no processo, para que este seja bem elaborado e seja alcançado os objetivos propostos. 2.11.1 Recursos humanos Para a Elaboração do projeto serão necessários os recursos humanos que são todas as pessoas que estarão apoiando na elaboração do mesmo. São elas: a) Sócio Diretor Geral da Empresa; b) Sócio Diretor Operacional da empresa; c) Assistente Administrativo; d) Estagiário; e) Orientador Teórico; f) Orientador Metodológico. 24 2.11.2 Recursos materiais e financeiros Tabela 2: Recursos Materiais e Financeiros Descrição Recarga Cartucho Combustível Computador novo Papel 4 Canetas Borracha Lápis Calculadora Financeira HP12C Atividade Quantidade 4 Valor Unitário R$10,00 Valor Total R$40,00 Impressão de relatórios e documentos diversos necessários Locomoção durante as etapas de elaboração do Projeto Melhor Eficiência do Controle de Custos (Sistemas e planilhas) Impressão de documentos necessários Uso Geral Uso Geral Uso nas analises financeiras (cálculos) TOTAL: 10 R$2,95 R$29,50 1 R$2.000,00 R$2.000,00 2 R$14,50 R$29,00 3 8 1 R$0,45 R$0,25 R$280,00 R$1,35 R$2,00 R$280,00 R$2.381,85 Fonte: Elaborada pela autora. 2.12 Referencial Teórico De acordo com Hoji (2009), dentro dos estudos de administração financeira, trata-se o objetivo das empresas sendo a maximização do seu valor no mercado, forma pela qual estará aumentando as riquezas dos proprietários. Estes esperam que todos os seus investimentos produzam um retorno que seja compatível com o risco que elas assumem, por meio de gerações de resultados financeiros e econômicos (caixa e lucro) que são adequados por longo prazo ou indefinidamente, isso porque o investimento é feito em caráter permanente. O lucro é importante tanto para as empresas privadas como para as empresas públicas. Nas empresas públicas o lucro será reinvestido para executar planos de melhoria para a comunidade. A geração permanente de lucro para a empresa é muito importante, pois o bom investimento destes fará com ela cumpra suas obrigações financeiras e tenha valor para investir na própria empresa, conforme descrito pelo autor Hoji (2009, p. 03): 25 A geração permanente de lucro e caixa contribui para que uma empresa moderna cumpra suas funções sociais por meio de geração e pagamento de impostos, treinamento e remuneração e pagamento adequada dos empregados investimentos em melhoria ambiental. Uma empresa pode ser visualizada como um sistema que gera lucro e faz com que ela aumente os recursos investidos. A empresa é representada pelos seus gestores e funcionários, e é a interação destes com os agentes econômicos onde ela esta inserida que fará com que a mesma gere resultados financeiros e econômicos, capazes de remunerar os empregados com salário justos e também seus acionistas/gestores, sendo ainda possível realizar investimentos para o crescimento da empresa. Para que as empresas tenham um bom desenvolvimento financeiro, é importante o conhecimento do planejamento financeiro, quais são suas diretrizes de mudança nas empresas e os benefícios que o bom planejamento traz para as organizações. Dentre as diretrizes do planejamento devem incluir uma identificação das metas financeiras das empresas, uma análise das diferenças entre tais metas e a interação financeira corrente da empresa e um pronunciamento quanto ás providencias necessárias para que a empresa atinja suas metas financeiras. Ou seja, o planejamento financeiro e um processo que ajuda a empresa a evitar tropeçar no futuro caminhando para traz. Para Ross Westerfield, dentro da política do planejamento financeiro, existem elementos básicos importantes para as empresas. São eles, as oportunidades de investimento que a empresa decide aproveitar, o grau de endividamento que a empresa decide adotar e o montante de dinheiro que a empresa julga ser necessário e apropriado distribuir aos acionistas. Essas políticas que as empresas precisam escolher, visando o seu crescimento próprio e a rentabilidade da empresa. Quando fala se em planejamento financeiro, vemos que este estabelece o método pelos quais as empresas eram conseguir atingir seus objetivos financeiros. Estes métodos possuem duas dimensões: prazo e nível de agregação. Como todo objetivo ou estratégia que as empresas utilizam, o planejamento financeiro é uma demonstração do que será feito num período futuro. Este plano pode ser feito a curto e longo prazo, dependendo do ramo de negócio que a empresa irá seguir, pois assim como diz Ross Westerfiela, “quase todas as decisões envolvem períodos longos de implantação” (2010, p. 589). Quando a empresa deseja algo a ser realizado dentro dos primeiros 12 meses, é um planejamento financeiro a curto prazo e de 2 á 5 anos, planejamento a longo prazo. 26 Como base para a elaboração dos planos financeiros, deve ser feito uma análise de orçamento de capital de cada um dos projetos da empresa. Conforme citado por Ross Westerfield, todas as propostas de investimentos da parte operacional das empresas são tratadas e somadas como um grande projeto, processo pelo qual o autor denomina como agregação. Conforme mencionado por Ross Westerfield, todo planejamento financeiro deve envolver um conjunto de alternativas para os próximos 3 anos, em relação a possível situação que a empresa estaria no decorrer do período. Isso é feito através de uma divisão que devem preparar três planos de negócios alternativos: para o pior cenário da empresa, para o cenário normal ou melhor cenário, ou seja, deve-se criar nos planos alternativos que possivelmente serão adotadas nos próximos três anos. No primeiro cenário, são alternativas para retirar a empresa de uma possível condição que está passando; na segunda são alternativas que visam manter um bom cenário que a empresa está vivendo; e no terceiro são alternativas com base em hipóteses otimistas que a empresa possa viver, resultados acima do esperado, hipóteses estas visando manter ou melhorar ainda mais os resultados. Mas para que as empresas consigam atingir seus objetivos e fazer os melhores planejamentos financeiros, é preciso ter um administrador financeiro que irá focar todo seu trabalho na elaboração e acompanhamento dos projetos da empresa na qual ele trabalha. Segundo Hoji (2009, p. 07), a função do administrador financeiro é exercida por pessoas ou até mesmo por um grupo de pessoas que podem ter diferentes denominações: A administração financeira de uma empresa é exercida por pessoas de grupos de pessoas que podem ter diferentes denominações, como: vice-presidente de finanças, diretor financeiro, controller e gerente financeiro. (HOJI, 2009, p. 07). Na sua bibliografia, o autor denomina o administrador financeiro como “administrador financeiro”. Ao contrário que se possa imaginar, as atividades de operações das empresas existem em função do negócio da empresa e não da competência do administrador financeiro determinar como esta devem ser conduzidas. O que acontece é que este, através de seus conhecimentos técnicos e de sua visão global em relação ao negócio da 27 empresa, ele pode contribuir decisivamente quanto a melhor forma de conduzir as atividades operacionais. O foco de toda empresa é a atenção de lucros, com isso todas as suas atividades devem ser conduzidas para este fim. Para isso, existem as funções típicas do administrador financeiro das empresas: análise, planejamento e controle financeiro; tomadas de decisões de investimentos; e tomadas de decisões de financiamentos. E para que este administrador consiga exercer corretamente e com eficiência, ele deve receber o apoio técnico de profissionais especializados em Tesouraria e controladoria. Estes darão ao administrador financeiro, todo apoio para que todas as decisões a serem tomadas sejam eficazes e favoráveis para a empresa. Consequentemente com tal apoio, o planejamento financeiro será mais eficaz e favorável para a empresa. É muito importante que todas as empresas conheçam quais são os objetivos que são adquiridos quando é implantado uma ma boa administração financeira na empresa, porem sabendo exatamente quais são estes objetivos que elas devem focar. E para que esse planejamento seja bem feito, deve ter um bom administrador financeiro que irá tomar conta dessa parte, tendo esta atividade como seu foco principal. 28 3 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA Quando se trata da parte de Administração Financeira dentro da Administração, trata-se de uma área muito ampla conforme e várias oportunidades de carreira, explica Gitman. Esta afeta a vida de todas as pessoas e organizações sejam elas com fins lucrativos ou não, privadas ou públicas, financeiras ou não financeiras. Gitman define finanças como “(...) a arte e a ciência de administrar fundos” (GITMAN, 2002, p. 4), isso porque qualquer individuo ou organização que obtêm através de seus suas atividades profissionais qualquer tipo de receita que serão utilizados para suprir as necessidades de si próprio ou ainda investir para que possa aumentar esta receita. A área de finanças pode ser visualizada por revisão das oportunidade de carreira nesse campo, estas podem ser divididas em dois grandes grupos para melhor serem entendidos: primeiro a parte de serviços financeiros e depois a Administração Financeira. 3.1 A administração financeira e sua evolução De acordo com Brigham citado por Menon e Ianesko (2007), o primeiro momento que surgiu a administração financeira foi por volta do ano de 1.900. O início destes estudos começou com o foco de orientas as empresas que já iniciaram suas atividades no mercado, porém não conseguiram legalizar as mesmas. Com isso, surgiu um dos seus primeiros objetivos, levantar capital através da emissão de vários destes títulos. A administração financeira como um campo separado surgiu por volta de 1.900, seu estudo baseou-se em orientar e legalizar empresas que estavam iniciando no mercado, com o objetivo de levantar capital através da emissão de títulos de vários tipos. (BRIGHAM Apud MENON; IANESKO, 2007, p.1). Nos anos 30, devido a depressão, a administração financeira voltou para a reorganização, liquidez das empresas e para a regulamentação dos mercados e títulos. Já nas décadas de 40 e 50, o este estudo ainda continuou a ser ensinado, como uma matérias descritiva, mas somente para os estudantes da época e não para a os altos administradores, que seriam de fato, os que mais precisavam da “Administração Financeira”, porém não tinham como ter contato com a mesma. 29 Esse critério começou a ser mudado ainda na década de 50, onde a maioria das empresa já começaram em querer sempre mais aumentar seus lucros, escolher quais os tipos de clientes cada um queria atingir com a inclusão de seus produtos no mercado, e ainda aprender qual a melhor forma de utilizar o seu capital de giro de forma que não se perca nada do mesmo, pelo contrário, para aumentar suas receitas. Nesta etapa, pode se dizer que foi o momento em que começaram a surgir grandes oportunidades para as empresas, onde foi considerada uma era de tomada de decisões, sobre, financiamentos, empréstimos e até mesmo investimentos. Esse conceito foi se mantendo constante no decorrer dos anos. Á na década de 90, o objetivo principal das empresas e organizações no geral, passou a ser então a maximização de suas receitas, ou seja, aumentar cada vez mais seus lucros, de forma a reduzir então suas despesas de operação. Com esse critério, observou que era necessário uma remuneração (bônus) maior aos gestores (gerentes) das empresas para que cada um destes, independente da área ou departamento que atuam, trabalhassem da melhor forma em favor da empresa, para que este possa trazer resultados positivos para as empresas, ou seja, os lucros que são esperados pelos empresários, donos de seu próprio negócio. Todo esse processo, foi uma forma muito nova que foi criada, com certeza para trazer melhorias para as empresas. Porém foi necessário mudar a visão dos acionistas em relação a nova forma de administrar; e ainda provocou o aumento de gestores de carteiras de fundos de pensão e fundos mútuos. Esses gestores, propuseram compra de uma quantidade de ações de grandes empresas. Estes pressionaram essas ações para beneficiarem os acionistas. Todas essas negociações tinham um objetivo em comum: a melhoria contínua nos ganhos da empresa. Essa definição de que os administradores financeiros e a alta administração. Tinham como o principal objetivo o lucro, foi até a década de 90. Pode-se afirmar que até hoje, este conceito ainda é muito importante e indispensável, porém existe outros pontos que tem a mesma importância, como a maximização da riqueza da empresa e, consequentemente, de seus proprietários, visando um controle de caixa, estabilidade para investimentos futuros. Para que esses objetivos sejam alcançados nas organizações, devem-se se tomar algumas medidas de mudança. Isso pode em um primeiro momento, reduzir os lucros das empresas, porém vão aprimorar seus conhecimentos e as tomadas de decisões serão votadas as melhorias tecnológicas e nos processos produtivos, o que futuramente trará o 30 retorno perdido, caso este seja o caso (queda nos lucros devido as mudanças no processos). Para que essa nova visão seja bem sucedida, muitos administradores financeiros estão contratando profissionais em estudos de produção, que tenham uma visão empreendedora de negócios, especialistas em custos de oportunidade (ou seja, custos que hoje são alocados como despesas, mas que futuramente será revertido e lucros ainda maiores que o que foi investido para a empresa). Outro ponto importante que está sendo bem valorizado é a parte de informação, que é um dos itens importantes para que as empresas possam estar sempre acompanhando as mudanças no mercado e ainda de certa forma, ficar focado no que os clientes estão em busca. 3.1.1 Principais conceitos de finanças e sua importância De acordo com Brigham sendo citado por Menon e Ianesko (2007), pode-se definir que a finança dentro da empresas, interessa-se pela aquisição e uso eficiente dos fundos que são exigidos por essas. Também se cita a administração do dinheiro bem como das revindicações monetárias. Ou seja, isso torna a sua finalidade como sendo administrar e dirigir os itens que são estudados para algum objetivo a favor da empresa, como sendo um campo de aplicação prática na empresa. Existem algumas funções principais e indispensáveis da administração financeira dentro das empresas, que são: a) Aquisição de itens que são essenciais para que a empresa consiga operar; b) A boa distribuição de cada um dos itens adquiridos dentro da empresa, de forma a atender cada uma das demandas dentro da empresa; c) Verificar se há fundos suficientes que estejam disponíveis dentro da empresa e que estes estejam liberados para que possam ser empregados em projetos na organização, que tem como principal objeito o lucro para a mesma. È indiscutível que a área de finanças é indispensável dentro de uma organização, pois é esta única área que irá mostrar qual a real situação da empresa, ou seja, é este conceito que quando aplicado nas empresas, ajudará as mesmas no seu sucesso e ou também no seu fracasso. A administração financeira não é utilizada e recomendada somente em empresas ou organização, é também muito utilizada por pessoas, profissionais dessas mesmas empresa onde é utilizada, seja em suas vidas profissionais bem como em suas vidas particulares (familiar). 31 Brigham sendo citado por Menon e Ianesko (2007), menciona que as funções relacionadas com a administração financeira que são desempenhadas nas empresas, tem como principal objetivo, a riqueza, ou seja, o aumento contínuo de seus lucros, exercendo de certa uma função muito importante dentro das organizações. Utiliza-se destes estudos para se tomar várias decisões com o intuito de trazer cada vez resultados satisfatórios para as organizações. 3.1.2 Serviços financeiros Esta área está voltada para a concepção e prestação de serviços de acessória, como também a entrega de produtos financeiros quanto para indivíduos, como para empresa e governo. Gitman (2002) enxerga várias oportunidades relacionadas com esta área: Isso envolve uma amplitude de interessantes oportunidades de carreira na área de bancos e instituições correlatadas, de planejamento de finanças pessoais, de investimentos, de bens de imóveis e de seguros (GITMAN, 2002, p. 4). Dessa forma, o autor enxerga uma amplitude de oportunidades quando se trata de serviços financeiros, uma vez que toda a área de finanças envolve atividades que são executadas por bancos e grandes instituições financeiras, como na área de planejamento, que uma das mais importantes nas organizações. 3.1.3 A administração financeira nas empresas Quando se trata de Administração de empresas, trata-se de todas as responsabilidades financeiras que um administrador terá dentro de uma empresa, independente se esta é com ou sem fins lucrativos, de pequeno ou grande porte, ou seja, trata-se das pessoas que estarão trabalhando diretamente com todas as questões financeiras dentro da empresa de forma ativa. Os administradores financeiros desempenham várias tarefas que irão contribuir para que o financeiro da empresa seja o esperado e planejado. Gitman afirma que algumas dessas atividades devem ser bem executadas pelo Administrador, evitando assim problemas futuros da empresa. São elas: orçamentos, previsões financeiras, administração de caixa, administração do crédito, 32 análise de investimentos e capacitação de fundos. Nos últimos anos, com todos os avanços e leis que devem ser cumpridas, elevam a complexibilidade e importância das responsabilidades do administrador financeiro. Isso porque as empresas vêm crescendo cada vês mais e estes profissionais capacidatados, devem ficar atentos nestes pontos dentro da organização, citando o ainda que muitos dos bons resultados de administradores em grandes empresas provém de altos executivos e do governo. A globalização também é considerada uma grande tendência para que muitas empresas adotem a figura do administrador financeiro. Este é capaz de administrar fluxo de caixa nomeado em vários tipos de moedas, protege de certa forma as empresas dos riscos políticos e cambial e apesar dessas necessidades tornarem as funções do administrador mais exigente e complexa, estas podem propiciar carreiras recompensadoras e interessantes. Para comprovar, Gitmam (1997) cita exemplos de empresas norte-americanas que aumentaram suas vendas e investimentos em outros países, enquanto empresas estrangeiras têm aumentado também suas vendas e investimentos diretos dos Estados Unidos. 3.1.4 O estudo da administração financeira Gitmam (1997), ressalva que por mais que muitos estudos mostrem e foquem em empresas com fins lucrativos, o estudo da Administração Financeira pode e dever ser aplicado em empresas sem fins lucrativos e ainda na vida pessoal. As várias áreas em que as pessoas podem se especializar, todas podem servir de base para novos desafios e aprendizados a respeito de finanças. Cada empresa, mesmo que já existam outras do mesmo ramo de atividade, há alguns pontos que diferem a mesma de outras no que diz respeito a administração financeira da empresa. Existem algumas atividades que exigem constantes inovações que precisam de investimentos financeiros, ou seja, precisam de verbas para serem executadas. E para isso a empresa precisa se preparar para tais gastos. Já Sanvicente e Santos (2008, p. 16) mencionada em sua obra Orçamento na Administração de Empresas, que além de todas as fases do no estudo da administração financeira, “o Planejamento é uma importante ferramenta para o sucesso de uma empresa”. Diz ainda: 33 “Planejar é estabelecer com tendências as ações a serem executadas, estimar os recursos a serem empregados e definir as correspondentes atribuições de responsabilidades em relação a um período futuro determinando, para que sejam alcançados satisfatoriamente os objetivos porventura fixados para uma empresa e suas diversas unidades”. (SANVICENTE E SANTOS, 2008, p. 16). Com isso o autor vem mostrar que as ações que serão executadas nas empresas, estas devem ter inicialmente um planejamento de como será feito todo o processo, bem como estimar todos os gastos e os recursos que serão necessário para que a mesma seja executada dentro o período que é pré determinando. O planejamento bem feito estará ajudando a empresa a alcançar satisfatoriamente os objetivos que foram propostos por uma empresa em qualquer de suas unidades. 3.2 Ambiente operacional Para iniciar este tópico, Gitmam (1997, p. 30), apresenta três formas para as empresas que necessitam de fundos de fontes externas possam obtê-los: A primeira PE através de “instituições financeiras que captam poupanças e as transferem para que para aqueles que precisam de fundos. Outra é através de mercados financeiros, foros organizados onde fornecedores e tomadores de vários tipos de fundos podem realizar transações. E uma terceira é através da colocação privada. Devido à natureza não estruturada das colocações privadas. Com essa afirmação, o autor da ênfase primeiramente as instituições financeiras, devido à natureza não estruturada das colocações privadas. 3.2.1 Instituições financeiras Iniciando o estudo dessas instituições, primeiro Gitmam (1997, p. 30) define que “As instituições financeiras são intermediários que canalizam as poupanças de indivíduos, empresas e governos para empréstimos ou investimentos”. Com isso, muitas instituições financeiras, direta ou indiretamente, juros sobre os fundos depositados, já outras prestam serviços que são cobrados de seus depositantes, como exemplo cita-se a taxa de serviços incidentes sobre contas correntes. Ainda assim, algumas instituições financeiras captam poupanças e empresas esses fundos aos seus clientes e outras, por sua vez, investem as poupanças de seus clientes em ativos rentáveis, tais como bens 34 imóveis ou ações e títulos de dívida. Também, existem outras que tanto emprestam fundos quanto investem as poupanças. O governo querer que as instituições financeiras operem dentro de determinadas diretrizes regulamentares. Para exemplificar, em sua obra, Gitmam (1997) cita as principais intituições financeiras na economia americana que são os bancos comerciais, os bancos de poupança, as associações de poupança e empréstimos, as cooperativas de crédito, companhias de seguro de vida, fundos de pensai e fundos mútuos. Essas, atraem fundos dos indivíduos, empresas e governos, combinam-nos e prestam determinados serviços de forma a tornar atraentes os empréstimos colocados a disposição de indivíduos e empresas. Estas, também podem dispor de parte desses fundos para atender a várias demandas governamentais. A tabela 3 mostra uma breve descrição sobre as principais instituições financeiras citadas. Tabela 3 - Principais instituições financeiras (continua) Instituições Banco Comercial Banco de Poupança: Associação de poupança e empréstimo Cooperativa de crédito Companhia de seguros de vida Descrição Aceita tanto depósito à vista (conta corrente) como depósito a prazo (poupança). Também oferece contas com pedido de resgate negociáveis (NOW), que são contas de poupança que rendem juros e sobre as quais se pode emitir cheques. Além disso, oferece contas de depósito no mercado monetário, o qual paga juros a taxas competitivas em relação aos demais instrumentos de investimento a curto prazo. Concede empréstimos diretamente aos tomadores de fundos ou através dos mercados financeiros. Similar aos bancos comerciais, exceto que eles não mantém depósitos à vista (conta corrente). Capta fundos de poupanças, de contas NOW e das contas de depósito do mercado monetário. Geralmente, empresta ou investe fundos através dos mercados financeiros, apesar de alguns empréstimos imobiliários serem feitos a indivíduos. Os bancos de poupança estão localizados principalmente nos Estados de Nova Iorque, Nova Jersy e Nova Inglaterra. Similar ao banco de poupança, no sentido de oferecer depósitos de poupança, contas NOW e contas de depósito do mercado monetário. Além disso, obtém capital através da venda de títulos nos mercados financeiros. Empresta fundos, principalmente a indivíduos e empresas, na forma de empréstimos hipotecários de bens e imóveis. Alguns fundos são canalizados para investimentos nos mercados financeiros. Intermediário financeiro que lida basicamente com as transferências de fundos entre os consumidores. Para associar-se à cooperativa de crédito é necessário, geralmente, um vínculo comum, tal como trabalhar para determinado empregador. A cooperativa de crédito aceita, de seus associados, depósitos de poupança, contas NOW e contas de depósito do mercado monetário e empresta a maioria desses fundos a outros associados, tipicamente para financiar compras de automóvel, eletrodomésticos ou benfeitorias de imóveis . É o maior tipo de intermediário financeiro que lida com poupanças de indivíduos. Recebe pagamentos de prêmios que são destinados a empréstimos ou investimentos, acumulando fundos para, no futuro, cobrir os pagamentos de benefícios. 35 (conclusão) Instituições Descrição Fundo mútuo Um tipo de intermediário financeiro que reúne fundos dos poupadores e os torna disponíveis às empresas e governo que os demandam. Obtém fundos através da venda de quotas e usa esses recursos para adquirir títulos de dívida e ações emitidas por várias empresas e unidades de governo. Cria uma carteira diversificada de títulos e a administra profissionalmente, com vistas a atingir um objetivo de investimento específico, tal como liquidez com alto retorno. Existem centenas de fundos, com uma variedade de objetivos de investimento. Os fundos mútuos do mercado monetário, que provêem retornos competitivos e elevada liquidez, são bastante populares, especialmente quando as taxas de juros de curto prazo estão altas. Fonte: Adaptado de Gitman (1997, p. 32) 3.2.2 Mercados financeiros Os mercados financeiros fornecem um foro no qual fornecedores de fundos, tomadores de empréstimos e investidores podem negociar diretamente. Enquanto os empréstimos e os investimentos das instituições são feitos sem o conhecimento direto de fornecedores dos fundos (poupadores), no mercado financeiro os fornecedores sabem onde seus fundos estão sendo emprestados ou investidos. Os dois mercados financeiros básicos são: o mercado monetário e o mercado de capitais. As transações com instrumento de divida de curto prazo ou com valores mobiliários negociáveis realizam-se no mercado monetário. Os títulos de longo prazo são negociados no mercado de capitais. Todos os títulos, seja no mercado monetário ou no mercado de capitais, são inicialmente emitidos no mercado primário. Este é o único mercado no qual o emissor – as sociedades anônimas ou o governo – é diretamente envolvido na transação e recebe os benefícios diretos dessa emissão – ou seja, a empresa efetivamente recebe pela venda de títulos. Quando os títulos começam a ser negociados entre indivíduos, empresas, governos ou instituições financeiras, poupadores e investidores, tornam-se parte do mercado secundário. O mercado primário é aquele no qual os “novos” títulos são vendidos; o mercado secundário pode ser visto como um mercado de títulos “usados” ou “possuídos anteriormente”. (GITMAN, 2002, p. 33). Uma palavra chave, citada pelo autor, mostra que no mercado monetário ou no mercado de capitais, o emissor é diretamente envolvido na transação, consequentemente recebe os benefícios diretos desse emissão: “mercado primário”. 36 3.2.3 Relacionamento entre instituições e mercados Gitmam (1997) afirma que as instituições financeiras participam ativamente do mercado monetário e do mercado de capitais, tanto como fornecedoras quanto como tomadoras de fundos. Os indivíduos, empresas e governos que fornecem e demandam fundos podem ser nacionais ou estrangeiros. Em alguns casos, poderá haver restrições legais às operações de certas instituições no mercado financeiro. Encerramos esta seção com uma breve descrição do mercado monetário, incluindo seu equivalente internacional – o mercado euromoeda. A seção seguinte é dirigida à discussão do mercado de capitais, devido à sua grande importância para as empresas. 3.2.4 Mercado Monetário Gitman (2002), ressalta que o Marcado Monetário origina-se do relacionamento financeiro entre fornecedores e tomadores de fundos de curto prazo, os quais têm vencimentos de um ano ou menos. O mercado monetário não é uma organização real instalada em algum ponto central, embora a maioria das transações realizadas nesse mercado ocorra nas grandes cidades, como Nova Iorque. A maioria das transações do mercado monetário é feita com valores mobiliários negociáveis – que são instrumentos de dívida de curto prazo tais como Letras do Tesouro, Commercial Paper e certificados de depósito negociáveis emitidos pelo governo, empresas e instituições financeiras, respectivamente. O mercado monetário existe porque certos indivíduos, empresas, governos e instituições financeiras possuem, temporariamente, fundos ociosos que desejam aplicar em algum tipo de ativo líquido ou de curto prazo que renda juros. Por outro lado, outros indivíduos, empresas, governos e instituições financeiras encontram-se em situações em que precisam de financiamento sazonal ou temporário. (Gitmam, 1997, p. 34). Desse modo, o mercado monetário possibilita o encontro entre fornecedores e tomadores de fundos líquidos de curto prazo. 37 3.2.4.1 Funcionamento do mercado monetário Para iniciar o estudo de como é o funcionamento do mercado monetário, Gitmam (1997, p. 34), inicia este estudo com uma pergunta importante que deve ser considerada: “Como os fornecedores e os tomadores de fundos de curto prazo estabelecem contato no mercado monetário?” Para explicar , ele menciona que geralmente, eles entram em contato através de grande bancos, por intermediário dos dealers de títulos governamentais ou do Federal Reserve. O Federal Reserve envolve-se somente em empréstimos de um banco comercial a outro; esses empréstimos são conhecidos por transações em fundos federais. Inúmeras corretoras de valores adquirem vários instrumentos do mercado monetário para revenda aos clientes. Se uma corretora não dispuser de um instrumento solicitado pelo cliente, ela tentará adquiri-lo. Adicionalmente, instituições financeiras, tais como bancos e fundos mútuos, compram instrumentos de mercado monetário para suas carteiras a fim de proporcionar retornos atraentes aos seus depositantes e cotistas. A maioria das operações no mercado monetário é realizada por telefone. Um empresa que deseja comprar um determinado valor mobiliário negociável pode ligar para seu banco e este tentará comprar o título contactando um banco conhecido por “manter ofertas firmes de compra e venda”, ou procurará negociar o título em questão. O banco ou a empresa poderá também acessar diretamente um dealer de títulos governamentais, ou seja, uma instituição que compra vários títulos governamentais e outros instrumentos do mercado monetário para revenda. Não importa se uma empresa ou governo está emitindo um instrumento de mercado monetário (demandando fundos de curto prazo) ou adquirindo um instrumento de mercado monetário (fornecendo fundos de curto prazo); uma das partes interessadas deve procurar diretamente a outra ou usar um intermediário, tal como um banco comercial, um dealer de títulos governamentais, ou uma empresa corretora, para fazer a transação. (GITMAM, 1997, p. 34). Os indivíduos que desejam comprar valores mobiliários negociáveis, geralmente devem fazê-lo através de uma empresa dealer. O mercado secundário (ou de revenda) para valores mobiliários negociáveis não difere do mercado primário (ou de emissão inicial), no que se refere às transações básicas realizadas. 38 4 ORÇAMENTO FINANCEIRO Para iniciar os estudos sobre orçamento financeiro, Sanvicente e Santos (2008), ressalta a importância do orçamento financeiro dentro das grandes empresas. Orçamento deve ser utilizado como instrumento de planejamento e controle das atividades de uma empresa. Porém, o autor, deixa esclarecido que para que o orçamento seja bem feito deve se levar em contas dois determinados itens que são de muita relevância para o sucesso do mesmo: “planejamento e controle”. De uma forma, as empresas planejam e controlam todas as suas atividades, com a finalidade de seguir uma linha que fará com que a mesma tenha sucesso nas suas atividades. A implantação de um orçamento nas empresas faz com que essas tarefas sejam formalizadas e sistematizadas. Essa implantação sem dúvidas, tem muitas vantagens tanto para seus gestores como cada um de seus funcionários, pois irá melhorar todos os controles da empresa. Citados por Menon e Ianesko (2006), Figueiredo e Caggiano, diz que o orçamento é um instrumento que irá dar a direção a empresas para que as mesmas possam alcançar os objetivos propostos no planejamento. Ou seja, considera-se que no orçamento constam os planos específicos, isto relacionado nos itens como datas, custos, planejamento, visando orientar a administração das mesmas para que se atinja seus objetivos empresariais. Sanvicente e Santos (2008, p. 16), explica também, com clareza, o conceito: Na verdade a formalização e a sistematização do planejamento e do controle administrativos através de orçamentos criam condições para que se progrida no sentido da otimização da ação administrativa, documentando-se planos e programas e permitindo uma aferição mais objetiva do desempenho dos diversos setores da empresa. Em sua obra”Orçamento na Administração de Empresas” Sanvicente e Santos (2008) ressaltam que na implantação de orçamento nas organizações, a primeira reação das equipes é que os gestores possam estar tentando controlar as atividades que estão sendo desempenhadas por cada colaborador dentro da empresa, porém o mesmo traz uma nova visão a respeito do assunto: “(...) ele é um instrumento de participação no planejamento das atividades da empresa, especialmente daquelas atividades pelas quais cada funcionários é responsável”. 39 Também com o mesmo pensamento, Bressan (2006, p. 102) enfatiza a importância da implantação da sistematização do orçamento dentro das empresas, passando de um capricho, mas sim, uma necessidade das grandes organizações em manter um controle que consiga controlar todas as atividades da empresa através do orçamento: A utilização de sistemas informatizados para o gerenciamento financeiro é uma necessidade recorrente nas empresas modernas, envolvendo desde sistemas simples, baseados em planilhas eletrônicas, a sistemas especialistas, configurados para necessidades específicas de processos de tomada de decisão. (BRESSAN, 2006, p. 102). Com o objetivo de trazer uma visão mais ampla relacionada ao orçamento nas empresas Frezatti (2005), em seu artigo “Inovação ou resgate de antigos conceitos de administração empresarial”, cita que existem pensamentos diferentes sobre este assuntos, mas que fazem com que cada uma deles se fundamente com o objetivo geral que a empresa deseja alcançar. De acordo com Frezatti (2005) na respectiva obra, analisam o orçamento do ponto de vista da pesquisa, onde percebeu que as tendências do orçamento pode ser agrupadas em abordagens mutuamente excludentes, ou seja, vários itens que são implantados dentro da empresa podem ser agrupados dentro de um mesmo sistema para melhor gerir cada um deles. Em seu artigo, Frezatti (2005, p. 4), mostra duas abordagens relacionadas ao orçamento: A primeira abordagem está relacionada ao grupo que defende a melhoria do processo orçamentário. Esse grupo considera que o activitybased budgeting deve ser a ferramenta que pode proporcionar esse benefício necessário para revitalizar o processo, a partir de foco no plano operacional. A segunda abordagem está relacionada ao grupo que defende o abandono do orçamento e, como seqüência, que seja desenvolvida uma radical descentralização da entidade. A abordagem desse grupo ficou conhecida como beyond budgeting. No sentido de melhorar os processos dentro das organizações recomenda-se que seja feito revisões de seus orçamento para que possam gerir melhor seus objetivos, focando tais itens nos custos variáveis e não nos fixos, pois são eles que poderão se tornar imprevisíveis e causar danos as empresas. A sugestão é que seja utilizado inclusive utilizando o rolling-budgeting, incentivos à utilização do activity-based budgeting. 40 Conforme citado por Frezatti (2005) deve reconhecer que o orçamento quando instalados nas organizações tem grande impacto sobre o desenvolvimento da carreira, tanto nas premiações como nas promoções dos executivos. Dessa maneira, o orçamento pode ter pontos positivos e pontos negativos: a) Pode-se considerá-los como positivos, quando os interesses dos colaboradores estão alinhados com os objetivos que as empresas esperam de seus funcionários, ou seja, com o objetivo que a empresa deseja chegar com o trabalho de cada colaborador dentro da organização. b) Ao contrário, negativamente, quando há certa divergência entre os objetivos estipulados pela empresa com os do colaborador, o que denominado congruência de objetivos. Quando o orçamento é mal administrado, essas reações ocorrem das mais variadas formas, o que irá resultar em comportamento disfuncional, pois a empresa não consegue se adequar com as ideias do colaborador e vice-versa. Ainda relacionado ao ponto negativo, Frezatti (2005, p.4) diz: Os problemas mais críticos são as definições de metas muito altas ou muito baixas. Metas desafiadoras mas exeqüíveis são um desafio permanente e saudável para os gestores. Outra dificuldade é superestimar custos ou subestimar receitas, criando reservas no orçamento, o que torna a exigência por desempenho menos objetiva. Ainda temos o problema de uma pseudoparticipação, caracterizada pela superficialidade, e que objetiva apenas ter a adesão formal dos subordinados às metas. Ademais, podemos encontrar ações que reduzem ou minimizam tais disfunções, como realimentação sobre o desempenho, incentivos monetários e não monetários, participação, padrões realísticos, controlabilidade de custos e múltiplas medidas de desempenho. De acordo com o que foi citado por Frezatti (2005), mesmo com as vantagens que o orçamento tradicional proporciona, este ainda possui algumas imperfeições que podem causar problemas para a organização. Dentre essas imperfeições, existe uma que tem grande potencial: “o foco na redução de custos e não na criação de valor”, onde a maioria das empresas procuram primeiramente a reduções dos custos a que preço for, porém repassa que a empresa deve sim pensar na redução de seus custos, pois os mesmos devem ser controlados, porém deve-se se focar na melhoria contínua do seu produto, para fazer com que o mesmo consiga o valor necessário no mercado para a venda do seu produto. Ainda assim, Frezatti afirma que existe perda de tempo nas empresas pelos fatos das mesmas perderem tempo se preocupando com as coisas que estão no passado: “(...) 41 os pontos frágeis do processo tradicional podem ser descritos como perda de tempo, já que as pessoas gastam tempo no acompanhamento orçamentário falando sobre o passado” (FISCHER, 2002 apud FREZATTI 2005), ou seja, muitas vezes as empresas se preocupam com o que aconteceu comparando-se com o que foi planejado para determinada atividade, sendo um dos pontos mais importantes, a discussão para o futuro, pois na mesma será discutido o que será feito para melhorar cada um dos itens que foram levantados pela empresa. Evidentemente o autor desconsidera que o processo de acompanhamento orçamentário pretende exatamente o compromisso quanto ao futuro. O que deve deixar claro é que o processo orçamentário não encoraja as pessoas ao desempenho, mas ao desempenho do orçamento, e, finalmente, a revisão do orçamento é demorada e as empresas não conseguem fazê-lo rapidamente. 4.1 Orçamento e Controle Se tratando de orçamento existem vários pontos que devem ser abordados e levados em conta para que este seja bem feito. A implantação e utilização do orçamento, é uma ferramenta importante dentro do processo administrativo para que o mesmo se torne mais amplo e deve ser usado como instrumento de controle, conforme citado por Sanvicente e Santos (2008, p.22). Esse controle deve ser entendido e executado durante a execução do projeto, pois é ele que irá mostrar em qualquer momento do projeto como está o andamento do mesmo, quando relacionado ao planejamento e também no que esteja relacionado com os custos que estão sendo empregados para que o projeto seja bem sucedido. Assim ele ainda ressalva: Evidentemente, a função de controle não se esgota no acompanhamento puro e simples, como também envolve a geração informação para a tomada de decisões de avaliação e eventual correção do desempenho alcançado, proporcionalmente ao seu afastamento em relação ao tido como desejável. (SANVICENTE E SANTOS, 2008, p.22). O orçamento irá predeterminar as unidades que serão responsáveis por cada parte do processo dentro da empresa, como receitas, despesas, volumes de atividades, qualidade de atuação e tudo isso dentro do período que é pré-estabelecido no projeto. Porém de nada adiante você planejar todo o projeto atravéz do orçamento e não controlar o mesmo, mas saber como está o andamento das atividades que foram 42 estipuladas no planejamento, ou seja, precisa ser verificado sempre se as responsabilidades que foram designadas a cada um estão sendo cumpridas conforme o que foi planejado. 4.1.1 Vantagens e limitações do orçamento Nos orçamento também temos algumas vantagens e limitações que devem ser consideradas, conforme menciona Sanvicente e Santos (2008; p. 23): A utilização de um sistema orçamentário, entendido como um plano abrangendo todo o conjunto das operações anuais de uma empresa, através da formalização do desempenho dessas importantes funções administrativas gerais, oferece inúmeras vantagens que decorrem diretamente dessa formalização. Dentre as principais vantagens existem algumas que são citadas por Sanvicente e Santos (2008), que pode-se mencionar para que se esclareça essa questão. Dentre elas cita-se: a) A existência e a utilização do sistema exige que sejam concretamente fixados objetivos e políticas para a empresa e suas unidades. Através da sistematização dos processos de planejamento e controle através da criação dos orçamentos, faz com que as empresas façam um exame prévio e cuidadoso de todos os itens que estão relacionados ao orçamento da empresa, antes da tomada de decisão importantes dentro da organização. Esse controle ainda obriga a administração das empresas a dar a devida atenção adequada e oportuna aos efeitos que podem surgir devidos as novas condições externas que eventualmente surgem durante o processo. b) A segunda está relacionada com a integração de uma área da empresa com as demais inclusive com as filiais, ou seja, um orçamento global que fará com que os demais membros da administração, participem e conheçam as demais áreas do orçamento. A participação de todos é de suma importante para que uns consigam entender como é o processo em demais áreas e o que ele pdoe fazer para ajudar a empresa a atingir seus objetivos. c) Obriga os administradores a quantificarem e datarem todas as atividades pelas quais serão responsáveis, ao invés de limitarem a compromissos com metas e alvos vagos e imprecisos. 43 d) Através da delegação de poderes e de autoridades, que se refletem de certa forma nos orçamentos da empresa, reduz o envolvimento dos altos administradores nas áreas operacionais da empresa. e) Identifica os pontos eficientes e os pontos ineficientes no desempenho das unidades da empresa, permitindo assim acompanhar como estão cada um dos processos, se estão sendo executados conforme o que foi planejado. f) Por fim, a preparação de todo o orçamento anual que é feito na maioria das empresa, ajuda a melhorar a utilização de todos os recursos que foram levantados no momento da elaboração do projeto, mantendo sempre um controle sobre cada um dos itens para assim, ter eficiência. Além das mais variadas vantagens e contribuições que o sistema de planejamento controle pode proporcionar aos administradores e todos os envolvidos, Sanvicente e Santos (2008, p. 24) que essas não são as respostas para todos os males que podem surgir na empresa: “(...) ele não é a resposta para todos os males, pois para ser bem aplicado numa empresa, requer atitudes apropriadas e o conhecimentos da técnica envolvida na sua utilização”. Saindo da regra, a utilidade deste sistema esbarra com os seguintes obstáculos que podem ser entendidas como limitações: a) Os dados contidos no orçamento são estimativas que podem estar sujeitas a erros tanto para mais quanto para menos, dependendo da sofisticação do processo em que o mesmo estará fazendo parte. A finalidade é planejar, com isso fica impossível eliminar todas as possibilidades de erros dentro do processo. Sanvicente e Santos (2008, p.24) ainda afirma que é “melhor planejar com a consciência do erro que possa estar sendo cometido, do que simplesmente admitir o futuro como inserto demais”. b) O Custo do sistema é um item que também deve ser avaliado. Muitas empresas ainda de pequeno porte, não tem a capacidade de contratar pessoas especializadas capazes de implantar e supervisionar em suas respectivas empresas o sistema de orçamento, bem como fica inviável liberar colaboradores de suas áreas para se dedicarem inteiramente na implantação do sistema de orçamento. 44 Entretanto os benefícios já foram mencionados e parecem claros. Tudo dependeria da comparação dos benefícios do planejamento e do controle formais a esses custos. Por outro lado há variações de complexidade no sistema orçamentário empregado, o que leva a níveis distintos de custo. (SANVICENTE E SANTOS, 2008, p. 24). c) O uso do sistema de orçamento é recomendável para determinados estilos de administração que talvez não seja aceitável em determinadas empresas. Aquelas que são mais autoritárias, são mais difíceis de aceitar devido a responsabilidade e controle que já existem nas mesmas. Planejar e controlar é sempre bom, mas sem a delegação de responsabilidade para que uma colaborador da empresa fique responsável pelo sistema, esta pratica nas empresas se tornará um exercício dispendioso do que em uma forma de administrar mais racionalmente os recursos da empresa. É desejável que toda empresa faça uma avaliação relacionado a este ponto antes que o sistema seja instalado na mesma, para que assim ele possa contribuir para o crescimento da empresa. 4.2 Implantação e utilização do sistema orçamentário Para iniciar este estudo, Sanvicente e Santos (2008) ressalta que para a implantação e utilização do sistema orçamentário dentro de uma organização é preciso que as partes interessadas da empresa estejam sempre atentas ao que pretendem atingir mantendo-se em operação, de forma que suas áreas possam seguir o que foi estabelecido no sistema orçamentário. 4.2.1 Princípios da boa utilização de orçamento Tanto na introdução de um sistema orçamentário em uma empresa que até então não o utilizava quanto a sua utilização regular durante anos seguidos requerem, para um aproveitamento adequado das vantagens existentes bem como para a superação das limitações que foram citadas anteriormente. Para que a utilização do orçamento seja eficaz, Sanvicente e Santos (2008, p. 26), cita alguns princípios que ele menciona como “Condições Fundamentais” para que este seja bem sucedido dentro das empresas, conforme abaixo: 45 a) Inicialmente é indispensável que se aprove a implantação do sistema orçamentário na mesma, principalmente a alta cúpula administrativa da empresa, em seus vários aspectos. Desse modo, espera-se que a alta administração entenda a natureza e os elementos básicos da elaboração de orçamento, esteja convencida de sua utilidade para a empresa, pois trata-se da formalização dos procedimentos de planejamento e controle das operações anuais da empresa, mostrando-se disposta a empregar toda a sua atenção e os recursos da empresa para o bom andamento de suas tarefas relacionadas ao Orçamento financeiro da empresa. b) Para o processo de implantação do orçamento financeiro, é preciso que o sistema preveja, através de um calendário (roteiro) apropriado para a mesma, o envolvimento deliberado dos administradores do processo de planejamento. Isso começa pela sua atenção ao fornecimento de dados para a montagem dos diversos orçamentos parciais, dados esses que devem refletir os seus conhecimentos e estudos apropriados dos segmentos das operações pelas quais são responsáveis. Essa participação que se espera dos indivíduos que são afetados no processo de elaboração do orçamento, visa diminuir o impacto negativo arbitrárias de cima para baixo, bem como aumentar o interesse e o envolvimento de cada administrador na condução das atividades de cuja supervisão está encarregado. c) Por ultimo, é indispensável que o sistema, particularmente ma sai fase de acompanhamento e controle, gere informações que deem destaque apenas ás diferenças significativas entre o desempenho planejado e o desempenho afetivo, como elemento para decisões posteriores pelos destinatários das informações. Se isso não for feito, boa parte das vantagens das informações inerentes ao uso de orçamentos estarão perdidas, pois os executivos que receberem todas as informações de controle não poderão diminuir o seu envolvimento com as decisões do dia-a-dia, e o seu tempo não estará empregado a medida do seus custo para a empresa. Citado na obra de Sanvicente e Santos (2008), Welsch denomina este princípio como “Administração por exceção”, insistindo que é preciso fazer com que os executivos se ocupem com os aspectos incomuns da comparação entre realizado e planejado. 46 Para confirmar, ainda assim afim que o incomum é significativo ou relevante, ou seja, para que uma obediência correta a este princípio também é necessário haver critérios para que se possa dier quando uma variação ou diferenã entre o realizado e o planejado é digna de maior atenção e de medidas subsequentes. Para exemplificar, Sanvicente e Santos (2008, p. 27) cita-se: Em uma empresa, 10% de diferença entre o realizado e o planejado podem ser significativos e em outra não. Isto dependerá, principalmente, do grau da incerteza com que a empresa faz suas estimativas orçamentárias, o que por sua vez está relacionado a dois aspectos: (1) a satisfação ou refinamento dos procedimentos de estimação e (2) a instabilidade do ambiente externo á empresa. Dessa forma é melhor que uma porcentagem, em lugar de valores absolutos, para medir essas diferenças, e calculá-las através de um confronto entre realizado e o que foi planejado par ao mesmo período, do que entre o realizado no período em estudo e o realizado em outro período, como exemplo o ano anterior, pois o comportamento efetivo em dois períodos distintos pode estar sujeito a influências externas diferentes, além de se perder de vista a noção fundamental do que seria tido eficiente ou desejável, sem falar em ajustes em consequências de inflação ocorrida entre as duas datas. 4.2.2 Necessidade de criação de nova mentalidade Para que o orçamento tenha sucesso dentro de uma organização, é preciso que a mesma, ou seja, seus gestores passem por um processo de educação orçamentária, ou de criação, dentro da empresa, de uma atitude apropriada ao aproveitamento das vantagens do sistema, como afirma Sanvicente e Santos (2008). Pode-se entender por “Educação Orçamentária”, um programa de comunicação aos administradores já envolvidos ou eu virão a se envolver com o uso do sistema orçamentário, de seus benefícios, tanto para a empresa como para o melhor desempenho de suas tarefas específicas na organização. Ainda sendo citado por Sanvicente e Santos (2008), Welsch chama tal programa como “trabalho de relações públicas” e indica que o melhor procedimento consistiria em fazer com que o pessoal de supervisão tomasse parte ativa no grupo encarregado por elaborar Orçamentos. Já Tung citado também por Sanvicente e Santos (2008), identifica dois grupos diferentes de utilização: os entusiastas e os indiferentes, e “até contrários a qualquer tipo 47 de alteração do sistema de trabalho que já lhes é familiar”. È recomendado que seja feito com o segundo grupo um treinamento, cuja principal preocupação seja mostrar o trabalho a ser feito e os benefícios que dele advirão. A percepção desses benefícios é vista como a fonte de motivação desses executivos, e disso decorre maior aceitação para o sistema. Por fim, nesse processo de mudança na mentalidade dois pontos táticos são importantes para melhorar a disposição apresentada pelos administradores para usar o sistema orçamentário: no primeiro trata-se da fase de implantação onde é aconselhável iniciar pelas áreas em que estejam concentrados os “entusiastas”, para que os resultados satisfatórios facilitem a aceitação pelas demais. Em segundo ponto, é interessante que seja programado contato direto com os administradores de linha e o gerente de orçamento, para que este compreenda melhor as realidades operacionais da empresa e não acabe projetando um sistema orçamentário que não condiga com a situação em que a empresa atua, além de poder cercear a liberdade de ação dos administradores, ou seja, a empresa acabará sendo muito bem controlada que ficará afogada em relatórios, podendo assim até mesmo vir a perder oportunidades legítimas de lucro. 4.3 Adequação do sistema de orçamentos á estrutura organizacional da empresa Neste estudo, duas palavras importantes são citadas, estas que são duas referências que devem ser bem definidas e seguidas para que o processo de adequação do orçamento nas empresas: o Planejamento e Controle. Sanvicente e Santos (2008, p. 28) ainda mencionam: Planejamento e controle, as atividades administrativas particularmente favorecidas pelo uso de um sistema orçamentário, pressupõem também a designação de níveis de autoridade, e de responsabilidade pelas decisões, além de medidas necessárias para que sejam alcançadas os objetivos da empresa. Qualquer que seja o critério adotado para a designação de autoridade e responsabilidade dentro das organizações, é chamado de estrutura Organizacional da empresa, o que irá definir as pessoas chaves e suas respectivas atividades que cada uma é responsável. O orçamento bem elaborado dentro de uma organização, após ser feito o planejamento, este servirá melhor como um instrumento de administração se for 48 elaborado segundo as linhas dessa estrutura, visualmente, o orçamento global das empresa estará estruturado com o organograma da mesma. O orçamento ideal deve ser preparado para os diversos níveis e unidades da organização. Estes orçamentos devem indicar o máximo de informações para que o mesmo seja uma ferramenta que ajudará a empresa a alcançar devidamente todos os objetivos propostos pela mesma. Tais informações devem conter: o que deve ser feito, como e quando, e também identificar indivíduos específicos que possam posteriormente ser responsabilizados ou que prestem contas de desempenhos efetivos considerados satisfatórios ou não. Para finalizar, Sanvicente e Santos (2008), reforça que a elaboração do orçamento por unidade de negócio, ou seja, por área de atuação, contribui para a formalização do processo: É necessário dizer que, assim como a montagem de uma estrutura de autoridade e de responsabilidade visa estabelecer um arcabouço para permitir a execução de operações correntes com um mínimo de direção superior, a elaboração de orçamentos por unidade de responsabilidade também contribui para formalizar o processo esperando de consecução dos objetivos numéricos da empresa durante o período em questão. (SANVICENTE E SANTOS, 2008, p. 28). Quando mencionado a tarefa de controle, para execução desta, é muito importante que tenha linhas definidas de responsabilidade, onde cada um sabe qual o seu papel na empresa. Para isso, precisa-se de uma fonte de dados para o controle, está é a contabilidade. Mas neste caso, trata-se de uma contabilidade por responsabilidade, ou seja, cada área dentro da empresa deverá fazer seus controles de forma que o orçamento se torne a ferramentas de controle eficaz para a organização. Com outras palavras, Sanvicente e Santos (2008, p. 29) ressalva: O plano de contas adotado para a função de controle deverá ser capaz de permitir que os dados reais para o necessário acompanhamento e a avaliação do desempenho sigam as linhas da elaboração do orçamento, o que, segundo o que propomos, deve ser feito por reais de autoridades e responsabilidade sobre partes das operações da empresa. Para isso, pode-se definir três áreas de responsabilidade dentro da empresa, sendo eles: a) Centros de resultados; b) Centro de Custos; 49 c) Centros de investimentos. Estes três tipos podem ser bem definidos conforme mostra o quadro abaixo: Tabela 4: Áreas de responsabilidade de uma empresa Permite que o desempenho do Administrador de um segmento operacional de uma empresa seja aferido com base na maneira pela qual o resultado CENTRO DE planejado é atingido (ficou acima ou abaixo do que foi planejado). É de uso mais apropriado em uma situação de divisões de produtos ou serviços, RESULTADOS ou seja, em caso em que esse segmento de operações possui responsabilidade diretas pela geração de receitas externas. Seria o exemplo de uma empresa descentralizada, ou poderia ser perfeitamente aplicado a empresas do tipo holding, tornando cada uma das subsidiárias industriais ou comerciais em um centro de resultado do grupo. O mesmo conceito também é aplicado em situações em que não existe uma transferência externa que gere receitas, mas sim, interna; nesse caso, é preciso atribuir um valor á produção transferida a outros ponto da mesma empresa. Isto se faz através da fixação de preços de transferência , o que sempre envolve alguns problemas inerentes a determinação de valores mais ou menos arbitrários. Na situação em que o administrador de um segmento operacional não pode CENTRO DE exercer controle sobre o investimento ou a receita (e o resultado, portanto), CUSTO mas pode controlar com afetividade o volume de despesas na realização de níveis de produção, o centro de custo será o conceito mais apropriado para a avaliação do seu desempenho á frente desse segmento. Esta alternativa parecer ser a mais apropriada para uma situação em que se pretende reduzir os custos através do controle mais rígido, acoplado a um sistema de avaliação de desempenho e eficiência de diversos níveis administrativos, sem que hajas condições para uma descentralização como a que estaria associada á capacidade de gerar receita ou exercer controle sobre seus níveis de recursos (investimentos) usados pela unidade. Consiste na mesma subdivisão da empresa em que unidades geradoras de CENTRO DE resultado, acrescentando-se uma medida do ativo, ou patrimônio a elas INVESTIMENTO disponíveis para gerar este resultado. Neste caso, o desempenho médico com bases na taxas de retorno (resultado/investimento), mas o aspecto de fixação arbitrária de valores se acentua, já que além do preço de transferência interna, é preciso fazer uma atribuição da parcela do investimento total da empresa colocada a disposição de cada centro. Como ratear, por exemplo, os montantes gastos em pesquisias, aperfeiçoamento de produtos, recrutamento e remuneração dos altos administradores da unidade central? Umas das maneiras de contornar tal problema, consiste em levar em conta apenas o investimento diretamente resultante da implantação e do funcionamento do centro, considerando ainda uma parcela, não propriamente de resultado, mas sim de excedente líquido como contribuição para cobrir os custos indiretos da empresa. Um relatório de resultado periódico de um centro de investimentos poderia ter a forma apresentada na tabela 1. Fonte: Adaptado de SANVICENTE E SANTOS (2008, p. 30) 50 Tabela 5: Resultados periódicos de um centro de investimento MÊS DE ABRIL DE 1977 Centro de investimento – Escritório Belo Horizonte Valores mensais Valores Reais Receitas de vendas - Vendas canceladas Receitas líquidas Custo dos produto vencidos Planejados Reais acumulados Planejados $97.964 1.821 96.146 44.644 $91.400 2.700 89.700 43.600 $387.441 9.155 378.286 181.884 $391.000 6.700 384.300 190.200 Lucro Bruto 51.499 46.100 196.402 194.100 Publicidade Des com pessoal Ocupação Utilidades Despesas Gerais 2.788 9.445 12.817 8.475 8.871 2.690 8.200 11.700 7.950 7.100 10.816 37.913 46.448 35.745 28.692 11.000 31.900 49.100 33.000 29.200 Custos do centro de investimento Resultado líquido Despesas administrativas 42.396 9.103 3.897 37.640 8.460 3.660 159.614 36.788 15.498 170.200 39.900 15.600 5.206 4.800 21.290 24.300 112.000 100.000 105.350 4,65% 4,80% 20,21 Fonte: SANVICENTE E SANTOS (2008, p. 31) 100.000 24,30% Excedente Ativos do Centro (A) Taxa de retorno (L/A) 4.3.1 Planos de contas por centro de responsabilidade De acordo com Sanvicente e Santos (2008), o “perfeito e desejado relacionamento entre planejamento e controle é através de orçamentos”, trata-se de informações a respeito da execução dos planos, de modo a permitir a comparação entre os valores planejados e valores efetivos. Com isso é muito importante que tanto os planos que são elaborados como os relatórios de controle devem estar sempre obedecendo a um mesmo critério de geração e apresentação das informações, o que é feito principalmente pela área de contabilidade. Após serem definidos os responsáveis os centros de responsabilidade e autoridade, devem se implantar, mas acima de tudo, utilizar um plano de contas que atenda satisfatoriamente as necessidades de informações para fins de planejamento e controle. Neste sentido sabemos que há despesas e atividades que sua natureza irá verificar nos mais diferentes pontos da empresa. Como exemplo, é citado gastos de luz e força. Este tipo de despesa é utilizado em várias áreas dentro da empresa, tanto na área administrativa como na ara operacional da empresa. Porém caso o plano de contas 51 apresente apenas a expressão “Luz e força” fica complicado de se definir qual a área que é responsável pelo gasto. Ora, isso será impossível se o plano de contas apenas apresentar um item com o título “Luz e força”, Seria recomendável que essa conta definida pela natureza do gasto, pudesse ser complementada com dados sobre centro de responsabilidade correspondente: Administração Geral, Departamento de Manutenção, Seção de Laminação, Grupo de máquinas n° 10, etc. (SANVICENTE E SANTOS, 2008, p. 31). Para melhor apresentar o que pretende-se dizer em relação ás deficiências de planos de contas por natureza e ás vantagens dos planos por responsabilidade, veja a tabela 6. Tabela 6 - Plano de contas de despesa por natureza Código 00301 00302 00303 00304 00305 Despesas Luz e força Água Telefone, Telex e telegrama Correio e malotes Transporte do pessoal Fonte: SANVICENTE E SANTOS (2008, p. 31) Com esse modelo, caso estes gastos sejam efetuados por vários departamentos dentro das empresas, ou seja, caso este valha por toda a empresa, fica difícil identificar qual foi o setor que é responsável pelos gastos, o que diminui muito a possibilidade de qualquer tipo de controle sobre tais despesas. Ou seja, dessa forma fica inviável que os gastos efetuados pela empresa seja controlados por planejamento e orçamentos, a não ser que este controle seja para a empresa como um todo. Dessa forma é apenas um exercício para a alta administração no sentido, já que de tal forma não á a possibilidade de submeter aos níveis hierárquicos inferiores as medidas necessárias para a consecução de objetivos que nem mesmo conheceriam. No âmbito dos respectivos setores. Dessa forma, Sanvicente e Santos (2008), afirma que seria imprescindível segregar os setores da empresa em áreas de responsabilidade, mesmo que as despesas tivessem a mesma natureza. A tabela 7 mostra essa distribuição de centros de custos de forma a definir os gastos de cada departamento. 52 Tabela 7 - Empresa ABC: Plano de contas de Despesas por Centro de responsabilidade Código Despesas Luz e força – Total Luz e força – Departamento de Produção Luz e força – Departamento de Manutenção 00301 0030101 0030102 : : etc etc : : Luz e força – departamento de Transporte Água – Total Água – Departamento de Produção Água - Departamento de Manutenção 0030109 00302 0030202 0030202 : : etc etc : : 0030209 Água - Departamento de Transporte Fonte: SANVICENTE E SANTOS (2008, p. 32) Com este modelo, ainda pode ser mais detalhado para os subsetores de cada departamento com a simples adição dos algarismos necessários à direita dos códigos. E dessa forma é possível que cada área dentro da empresa planeje seus próprios gastos a partir do planejamento e ainda controlem cada um desses gastos de acordo com tais dados que foram planejados: “É através de um esquema de ordem que a contabilidade pode funcionar mais adequadamente como fonte de informações para o sistema de planejamento e controle orçamentário”. (SANVICENTE E SANTOS, 2008, p. 32). 4.4 Problemas comportamentais encontrados na utilização de um sistema de orçamentos Conforme citado por Sanvicente e Santos (2008), dentre as várias vantagens do sistema orçamentário que foram citadas, está o maior envolvimento ou comprometimento dos colaboradores da empresa com o bom andamento das operações da empresa. A participação desses indivíduos dentro do processo de elaboração do orçamento e um pré-requisito muito importante para o êxito na sua utilização. 53 Nas organizações em o espírito com o qual a alta administração dirige as suas atividades é o da delegação de poderes e autoridade a níveis inferiores, e os componentes desses níveis estão preparados para tomas as iniciativas daí resultantes, a utilização de um sistema orçamentário tenderá a elevar esse sentido de participação, de colaboração e de domínio do próprio destino de cada um, sendo assim uma forma de aumentar a satisfação dos colaboradores pelo seu trabalho. Isso porque, uma vez que os colaboradores da empresa são chamados a participar de um processo novo para a bisca de melhores resultados, para cada um destes trabalhadores, a participação é uma forma de aprender coisas novas dentro da empresa e ainda entender como funciona cada processo dentro da empresa, acompanhando assim, o objetivo geral que a empresa deseja alcançar com cada um de seus sistemas. Porém existe o outro lado, dentro do processo de implantação do sistema orçamentário, conforme menciona Sanvicente e Santos (2008). Por outro lado, devido ao alcance que se deseja dar ao acompanhamento das atividades da empresa por meio de um sistema orçamentário global, atribuindo-se ainda a um setor administrativo da empresa e responsabilidade de fazer funcionar esse sistema (o departamento de controle, orçamentos, etc., na administração financeira), existem possibilidades de atrito entre esse setor e os demais, porque o primeiro, principalmente na etapa de controle, até certo ponto deverá justificar sua existência na razão direta da identificação de falhas cometidas nos outros setores da empresa. Isso significa que mesmo que o sistema orçamentário no alcance das pessoas seja um ponto positivo, este pode vir a ter alguns atritos entre os demais departamentos por o primeiro deverá justificar sua existência em relação as falhas ocorridas antes da implantação do orçamento, fazendo com que os demais departamentos da empresas que estão participando do processo, possam questionar algo mesmo que não interessantes no momento, causando assim, problemas para que se cheguem ao comum acordo. O setor de controle orçamentário surge como um agente de normas que irá de certa forma investigar como está sendo o comprometimento de todos em relação a criação e implantação do sistema orçamentário. Sanvicente e Santos (2008, p.33), mencionam que qualquer que seja o título dado ao supervisor do processo, este é recomendável dentro do processo para que possa avaliar o andamento do processo. Nesse sentido, são desejáveis as seguintes atitudes por parte de todos os envolvidos: 54 a) Fazer do sistema orçamentário um meio de fixar padrões de desempenho, medindo resultados reais e orientando toda a administração para uma atuação satisfatória. Sendo que não deve recorrer ao orçamento como um instrumento de pressão sobre as pessoas em buscar de maior esforço. b) Substituir planos por orçamentos não poderá acontecer, já que estes são apenas representações numéricas dos planos da empresa. A elaboração de orçamento deve ser apoiada numa clara e inequívoca aceitação do valor do planejamento formal para o êxito da empresa. c) Com a participação dos diferentes administradores na elaboração de orçamento, bem como nas discussões dos valores orçados com os níveis superiores da administração, fazer com que cada indivíduo acabe utilizando o orçamento como instrumento de auto controle das tarefas de que se deve desincumbir no seu setor. d) Insistir em uma definição clara da estrutura organizacional ( de linhas e níveis de autoridade e responsabilidade). Ela é indispensável para vários aspectos da administração da empresa, inclusive para que a eficácia do instrumento orçamentário seja plenamente atingida, pois permite saber claramente quem deve atingir que níveis de desempenho, e a quem deve prestar contas disso. e) Os formulários e relatórios do sistema devem basear-se mais nos aspectos operacionais da empresa do que no procedimento de escrituração dos livros contábeis. Este aspecto é importante até mesmo para o esclarecimento dos inevitáveis conflitos a respeito da inclusão de itens não controláveis por um setor ou centro de responsabilidade sob a jurisdição desse mesmo setor, acabando assim por ser avaliado com base em algo que não pode influenciar. f) A tarefa da controladoria é implantar, manter e coordenar o funcionamento de um sistema orçamentário, não emitir ordens aos setores operacionais diretos. A equipe é exclusivamente de assessoria, eo seu supervisor manterá a confiança dos demais setores da empresa á medida que evitar a tomada de decisões operacionais. 55 4.5 Preparação para o orçamento anual Conforme é mencionado por Sanvicente e Santos (2008), para que o orçamento anual seja bem elaborado, deverá antes, fazer uma preparação, de modo que se entenda quais são as suas principais atribuições e como ele deve ser realizado, de forma a trazer os benefícios que a empresa espera. 4.5.1 Enquadramento do plano orçamentário anual em um esquema de planejamento a longo prazo A sequência de atividades através das quais a administração de uma empresa executa a tarefa de elaboração do orçamento para todo período anual não passa de uma parte do esforço permanente pelo qual os dirigentes dessa empresa estabelecem diretrizes ara aquilo que a organização deve fazer e certo número de anos, conforme mencionado por Sanvicente e Santos (2008). Mais específico, o orçamento é aquela parte de um plano de longo prazo que é mais detalhamento referente a um determinado período. O planejamento de longo prazo pode não existir formalmente, embora a conclusão normativa lógica de nossas recomendações quanto a um plano de um ano seja no sentindo dessa formalização. Mesmo que este seja inexistente, a administração das empresas nunca deixa de ter implícitas suas atitudes e determinações, nem que seja apenas uma ideia quanto ao caminho desejável da empresa para um período superior a ao plano orçamentário de apenas um ano. Para os fins de planejamento orçamentário, esse ideia de orçamento anual é fornecer as orientações básicas para se dar inicio ao planejamento para os próximos doze meses seguintes. Essas premissas decorrem de um acompanhamento, seja este formalizado ou não, das condições externas mais relevantes ás operações da empresa, no sentindo de dar viabilidade a algum plano mais especifico, bem como os objetivos a longo prazo e anuais estabelecidos como índices desejáveis de desempenho pela empresa como um todo e por seus diversos setores. Sanvicente e Santos (2008, p. 28), ressaltam: 56 Em síntese, o inicio do processo de preparação do orçamento anual é o resultado da conjugação de uma análise dessas condições (oportunidades, recursos e ameaça em potencial ou reias para a empresa) com os objetivos explícitos da administração da empresa. Dessa forma, para que seja dado o início no processo de preparação para a elaboração do orçamento anual, é preciso que os diversos executivos funcionais, todos os responsáveis por cada departamento da empresa (chefes de departamento) recebam da alta administração, um documento com instruções para o inicio efetivo da elaboração do plano, enumerando as linhas gerais dos resultados que se consideram desejáveis, para o ano, nas áreas de mercado, produtos, pessoal, relações publicas, finanças, produção, e assim por diante, refletidos por sua vez em valores ou intervalos de valores numéricos em termos de taxas de retornos, taxas de crescimento, participação no mercado, ou mesmo lucro total em valor absoluto. Da mesma forma, Vatter citado por Sanvicente e Santos (2008, p. 38), sob o título “O manifesto do orçamento” explica muito bem resumido o que foi mencionado anteriormente: “A necessidade de compreender as metas e a posição da empresa frequentemente é satisfeita quando se inicia o processo orçamentário com um manifesto geral do presidente a seus subordinados. Este manifesto baseia-se em um exame completo das perspectivas para a economia nacional e a indústria, desenvolvimentos e situações políticas, tendências a atividades sociais, tudo em relação aos objetivos e diretrizes da empresa. O manifesto pode indicar que, por resultado deste exame, o executivo principal acredita que está na época de expandir, de desenvolver novos produtos, de acrescentar novos cais de distribuição, ou prosseguir em programas de expansão ou diversificação. Ou, sob outras circunstâncias, pode indicar a necessidade de economizar, de haver tratamento mais cuidadoso dos recursos, de seguir menos rigorosamente novas maneiras de expandir as operações. A finalidade do manifesto é criar o tom e a amplitude geral do programa da empresa... essas propostas são distribuídas aos níveis organizacionais mais baixos, tornando-se mais pormenorizadas e especificas a cada novo degrau. Este fluxo de informação e debate serve para relacionar o ponto de vista global da empresa pás operações das várias divisões, departamento e outras as unidades. Cada administrador deve iniciar seu próprio planejamento com uma ideia do programa global do qual seu plano será parte.” A expressão em destaque é uma expressão muito feliz da maneira pela qual o orçamento já se mostra como um instrumento de coordenação, mesma que seja na fase inicial do orçamento. 57 4.5.2 O orçamento anual como componente do plano de longo prazo Ainda em sua obra “orçamento na administração de empresas”, Sanvicente e Santos (2008), a elaboração de um orçamento empresarial a cada período de doze meses ou outro período de tempo pré-determinado pela mesma, é o detalhamento das políticas, metas e condições esperadas de atividades neste período de doze meses, nos seus aspectos de operações e movimento de caixa, além da parcela correspondente dos projetos de investimento ou abono de ativos imobilizados. Quando o orçamento for feito acompanhando o ano civil, ou seja, o prazo pelo qual é feito todo o orçamento vai de 1° de Janeiro até 31 de Dezembro do ano determinado, é muito importante que todo o orçamento seja elaborado com prazo de antecedência ao período em que o mesmo servirá de base, prazo este que varia de três a quatro meses antes, ou seja, para o ano civil a elaboração do orçamento deve iniciar em setembro ou outubro. Quanto mais tempo para que o mesmo seja elaborado, melhor será feito o trabalho, pois cada detalhe será bem trabalhado e analisado para que o orçamento seja o mais preciso possível. Para melhor elaboração do orçamento anual, existem oito pontos importantes a serem seguidos, conforme mencionado por Sanvicente e santos (2008), que levarão a empresa a terem sucesso no seu orçamento. a) Inicialmente deve ser feito uma previsão de venda, já que os níveis de estoque e de produção (e os seus custos, por conseguinte), em geral estão ligados ao volume físico de vendas. Alternativamente, quando a capacidade de produção é a restrição principal, e não a absorção do volume de produção pelo mercado (ou seja, a procura), o programa de produção é que deverá ser o ponto de partida. b) A seguir dispondo de informações sobre o que estava a vender, dadas as perspectivas do mercado (procura total e a parcela a ser atendida pelos produtos e serviços da empresa), elabora-se o orçamento de produção, que é uma programação das atividades exigidas para a geração das unidades físicas a serem vendidas ou estocadas, para a ampliação do inventário ou reposição de unidades vendidas previamente. Assim pode se definir que a produção orçada será dada por: EFD + VO – EID = PO 58 Como pode-se observar as vendas orçadas e a produção programada não precisam oscilar exatamente da mesma forma durante o ano, pois as diferenças eventuais entre elas ou não absorvidas ou se refletem em variações de estoque. “Portanto o estoque serve de elo de coordenação entre a produção e vendas, funcionando como um amortecedor que atende as necessidades de produtos da área comercial quando a procura é extraordinariamente intensa, e também atende as exigências da produção, no sentido da utilização regular de operários, máquinas a instalações. a) Consequentemente, não como terceira etapa, mas como complemento da coordenação entre orçamento de vendas e orçamento de produção, teremos a confecção de previsões de estoques de produtos acabados. b) A conclusão do orçamento de produção terá assim estabelecido as condições para que, por sua vez, sejam elaboradas as seguintes previsões: Consumo de matérias prima e compras; o primeiro depende da produção física programada (item 2), e o segundo está relacionado também ao que deseja manter em termos de estoque de matéria prima e produtos de elaboração (há aqui o mesmo elo de coordenação – entre compras e produtos – que apontamos para vendas, estoque de produtos acabados de produção); Utilização de mão-de-obra direta produtiva e custos correspondentes, à taxa prevista de remuneração para cada categoria de operário; Custos indiretos ou de produção, envolvendo gastos necessários para a realização da produção, mas não diretamente incorporados ao produto ou serviço final, como acontece com a materia-prima. Estão aqui incluídos itens tais como: luz e força, manutenção, depreciação de máquinas e equipamentos, salários de supervisão da produção, seguros e alugueis de máquinas, ferramentas e instaçãoes, além de outros gastos indiretos. Os elementos que estão contidos nos itens a, b e c, devem em seguida, ser acumulados, correspondendo em valor monetário total, ao custo de produtos vendidos, que deduzido das receitas de vendas orçadas nos dará o resultado bruto conseguido pela empresa em suas operações. c) Finalmente conclui-se o processo de elaboração de uma projeção da demonstração do resultado do exercício com provisões a respeito das despesas administrativas e de vendas da empresa como um todo. A diferença 59 entre o resultado bruto e o total destas despesas será o resultado operacional revisto arqa a empresa no período seguinte. Assim sendo, a conjugação de todas as previsões feitas até este ponto, além de ter gerado os quadros de estoques projetados de matéria-prima e produtos acabados, terá proporcionado, no processo de planejamento, uma previsão do resultado liquido a ser conseguido nas operações da empresa. Tería-se assim concluído a preparação do rolamento de desempenho da empresa, esquematizado conforme pode observar na ilustração 2. a) Dando sequencia no processo, seria iniciado a confecção do orçamento de recursos, cujo final de refletiria num balanço projetado para cada subperíodo do plano, bem como para a data de seu encerramento. O primeiro ingrediente já resultou das projeções de estoques (item 3); acrescentam aqui as projeções de saldos de contas a receber, que decorrem das vendas orçadas e da política de credito e cobrança adotada pela empresa. A conclusão deste orçamento de recursos ocorrerá com a elaboração do orçamento de caixa e das previsões de financiamento. b) Antes dos dois últimos, porém ainda complementando o conjunto de aplicações de numerário da empresa, será preciso elaborar o orçamento de gastos com ativos imobilizados, ou seja, incluir a parcela anual de projetos de expansão física ou novas incorporações de máquinas, equipamentos e veículos que venham a ocorrer durante o ano. Essas operações envolvem pagamentos ou até recebimentos em caso de liquidação ou venda de ativos imobilizados pertencentes à empresa. c) Quanto tiverem sido efetuadas todas as projeções relacionadas à aplicação de numerário pela empresa e esta tiver em mãos os dados relativos aos recebimentos de vendas efetuadas, será possível elaborar o orçamento de caixa, que não passa de um reflexo, em termos de saldos de caixa e depósitos bancário à vista, dos níveis de operações fixados ou programados em todos os orçamentos anteriores. Para melhor apresentar este conceito, a tabela 4 esquematiza tal afirmação. 60 Tabela 8 - Dados necessários para a projeção do balanço e fontes das estimativas correspondentes. CONTAS DADOS NECESSÁRIOS FONTES (ITENS) Caixa, depósitos bancários à vista, Aplicação de liquidez imediata, Contas a receber, Estoques, Ativo imobilizado, Passivo exigível, (circulante e a longo prazo), Patrimônio líquido (Capital + reservas) Lucro acumulado Saldo inicial, entradas e saídas, Item 8 Excedentes temporários de caixa Vendas e política de crédito, Produção, vendas e compras Aquisição, liquidações e depreciação Entradas, saídas e saldos de caixa e política relativa à estrutura de capital Item 8 Item 1 e 6 Item 1, 2 e 4a Itens 7 e 4c Política relativa à estrutura de capital Item 8 Política de dividendos e resultado do exercício, Fonte: SANVICENTE E SANTOS (2008, p. 42) Itens 8, 4a, 4b e 4c Item 5 61 Ilustração 2 - Uma representação esquemática do orçamento de vendas ORÇAMENTO DE DESEMPENHO especificando Objetivo de resultado Orçamentos de vendas (por região, produto, serviço, período ou cliente) Orçamentos de outras receitas (juros, ganhos eventuais, etc.) MAIS MENOS custos e despesas, detalhados em: Orçamento de produção (unidade) Resultado em: Orçamento de consumo de matéria prima MAIS Orçamento de mão-deobra direta MAIS Orçamento de custos indiretos de produção Orçamento de Orçamentos de Orçamento de outras despesas de despesas despesas (juros, vendas administrativas perdas eventuais etc.) Resultado em: Projeção da Demonstração do resultado do Exercício Fonte: SANVICENTE E SANTOS (2008, p. 41) 62 Ainda sob o conceito de orçamento definido por Sanvicente e Santos (2008), conforme mencionado pelos autores, o orçamento de caixa é um instrumento útil dentro das organizações para que se possa evitar todos os gastos desnecessários e elevados quanto identificar os momentos em que um financiamento adicional ou também outra medida financeira é viável e deverá ser feito para eliminar uma situação de insuficiência numérica, ou seja, problemas financeiros que a empresa esteja enfrentando. Sanvicente e Santos (2008, p. 42) menciona alguns itens que contém no orçamento de caixa: 1. 2. 3. 4. 5. 6. O saldo inicial no período; As entradas previstas, por natureza; As saídas de caixas previstas, por natureza; Um resultado intermediário, igual a (1) + (2) – (3), que indicará a necessidade de um financiamento temporário, caso seja resultado seja negativo ou interferir a um nível mínimo considerado desejável, ou a existência de excedentes desnecessários e aplicáveis de algum outro modo rentável que não as operações básicas da empresa. As previsões de cobertura dos difíceis ou de aplicação dos excedentes; e O saldo final de caixa. Dessa maneira, como o objetivo do orçamento de recursos era chegar à projeção do balanço da empresa, já teremos todos os elementos necessários, que terão sido obtidos na realização das estimativas contidas nos diferentes orçamentos até agora mencionados. 63 5 MANUTENÇÃO Dentro de qualquer empresa que trabalha com as mais diversas máquinas. Conforme é mencionado por Filho (2008), estas com o passar dos anos precisam passar por manutenção para garantir a produtividade da máquina. Para que seja implantado a manutenção das máquinas nas próprias empresas, é necessário primeiro entender os conceitos, quais os tipos e os benefícios que estas podem trazer para a empresa. 5.1 Conceitos iniciais sobre manutenção De acordo com os conceitos apresentados por Filho (2008), inicia-se um estudo dobre os diversos tipos de organizações de manutenção, levando-se em consideração do ponto de vista administrativo e físico. Como no mundo atual, tudo giram em torno das finanças de uma empresa, trata-se ainda neste capítulo sobre os custos da manutenção das mais diversas formas que variam de acordo com as empresas e com o ramo em que as mesmas atuam no mercado. Filho (2008) menciona que com o passar dos anos as empresas crescem muito em um espaço de tempo pequeno, possibilitando uma atuação empírica reduzida. Ou seja, essas grandes mudanças que ocorrem nas empresas reduz a quantidade de pessoas que acreditam que o conhecimento vem da experiência e da observação, o conhecimento sendo originado pelo conhecimento. Para que a manutenção ocorra de forma favorável dentro da empresa, é de muita importância que nos diversos escalões da empresa existam pessoas com conhecimentos para prever, organizar, planejar, estabelecer prioridades, reunir os recursos necessários no momento oportuno e na quantidade adequada e medir os diversos custos resultantes dos diversos fatores e decidir pelo melhor. Dentro desta observação, Filho (2008, p. 3), menciona algo importante sobre o planejamento dentro da manutenção: “planejar com uma visão total é uma tarefa da qual depende a produtividade da empresa como um todo, e a manutenção é uma das responsáveis na obtenção deste objetivo”. Significa dizer que a produção no geral é responsável pelo bom desempenho do planejamento para a mesma e a manutenção é uma etapa muito importante para que todo o processo de produção seja eficaz. Isso porque para que as empresas possam produzir, elas precisam que todos os seus equipamentos e máquinas estejam em condições de operações e com isso, ela faz com 64 que as empresas mantenham seus objetivos sempre a frente de forma a alcançar todos os que foram propostos dentro do planejamento da mesma. Filho (2008, p. 3) ainda cita os vários tipos de pessoas que se encontra nas empresas que se posicionam das mais variadas formas dentro das organizações, no que se diz respeito ao assunto Manutenção: O homem de manutenção prudente antevê as dificuldades e se prepara para elas; o simplório vai ao encontro delas cegamente e a empresa sofre as consequências. O homem sábio vê longe. O tolo tenta enganar a si próprio, não enfrenta a realidade. Dentro da manutenção, existem vários desafios que devem ser enfrentados e consequentemente decisões a serem tomadas para minorar as consequências do inevitável, isto é, o desgaste dos equipamentos e falhas que podem acontecer no decorrer das atividades. Este desafios mencionados é para que minimizar o máximo possível estas falhas e com a finalidade de aumentar cada vez mais a produtividade das empresas. Pode-se dizer que a manutenção existe porque todos os equipamentos e máquinas de uma empresa devem ser reparados, ou seja, deve existir os serviços de manutenção para todos os equipamentos existente dentro das empresas. Tais serviços devem ser eficaz, produtivo, eficiente e ordenada. Filho (2008), quando mencionada que a manutenção deve ser ordenada, explica que a forma ordenada é para garantir que os prestadores dos serviços de manutenção saibam onde eles irão realizar a manutenção, em qual equipamento ou máquinas irá realizar a atividade, saber o que a esperar da equipe e o que, por sua vez, a equipe espera. Ordenada de forma que a equipe de operação saiba o que esperar das máquinas, saiba quando as máquinas irão para para manutenção e quando retornarão disponíveis para operação e como as mesma irão retornar para as atividades. Porém, para que isso aconteça, é necessário uma equipe capacitada, tanto relacionada a treinamentos quanto no que se diz respeito a ferramental adequado para que possa executar todas as atividades da melhor forma possível, com planejamento, controle e participação de todos os envolvidos no processo. A Manutenção deve prestar seus serviços com qualidade. Um ponto importante é a análise que deve ser feito previamente, redigidas, aprovados para então ser seguidas, 65 isto é, serem executadas da melhor forma pela equipe da manutenção, de forma a garantir. 5.1.1 O que é a gerência de manutenção na empresa A gerência de Manutenção é uma parte integrada da empresa, que atua na mesma com a finalidade de gerir a manutenção no sentindo mais amplo possível da palavra. Mencionado por Filho (2008), Aurélio define a palavra Gerenciar como sendo o ato de gerir, e gerir por sua vez é o ato de dirigir, de administrar e governar. Ou se seja, é a forma que os administradores e gestores da empresa utilizam para dirigir as suas respectivas organizações de forma a junto com a empresa, alcançar os objetivos traçados, as metas. Com tudo, a Gerência de Manutenção pode se dizer que nada mais é, um conjunto de normas, atos e procedimentos pertinentes a um sistema de manutenção, que dá o objetivo para a equipe de Manutenção como um todo e para as organizações que ele serve. 5.1.2 A finalidade da gerência de Manutenção Filho (2008, p.3), explica que a gerência de manutenção tem sua finalidade dentro das empresas, assim como cada departamento da mesma tem sua finalidade, neste caso, define-se a finalidade da Gerencia da Manutenção: “definir as metas e normas de procedimento e de trabalho para que se obtenha um melhor aproveitamento de pessoal e máquinas”. O autor citado acima, ainda afirma que são raras as empresas que conseguem manter suas atividades em operação fora dos pontos ótimos nos dias de hoje, isso porque a maioria das empresas para se manter no mercado, precisam estar acima de tudo na melhor faze, não conseguem passar por momentos não tão bons como as que elas desejam. Isso faz com que muitas empresas não tenham sucesso em suas operações, devido nas primeiras dificuldades, preferem fechar seus negócios e seguir outra atividade. E para que as metas das empresas sejam alcançadas e muito importantes que todos os pontos mencionados sejam bem definidos entre toda a organização, sendo indispensável a existência de uma estrutura adequada, e que exista uma equipe com 66 alguns requisitos adequados, requisitos estes que são das mais diversas formas, porém com um mesmo propósito, alcançar junto com a empresas os desafios e metas que forma propostos. Para finalizar o que realmente se espera que a Gerência de Manutenção faça dentro das empresa, Filho (2008, p. 4), define: Compete a Gerência de Manutenção: definir suas estratégias (como resolvemos os problemas de Manutenção); compete a ela, Gerência de Manutenção, definir as compertências mínimas de seus colaboradores bem como a quantidade e especialidades; definir o treinamento e o retreinamentos de seus colaboradores; definir as necessidades materiais e financeiras para suas tarefas, definir o que será controlado e como será controlado; compete a Gerência definir quem deverá agir e quando, sempre que os resultados não foram adequados ao momento da empresa. Ainda dentro do assunto e conceito de manutenção, Lafraia (2001) afirma que a maioria dos sistema de uma empresa sofre algum tipo de manutenção, seja este sistema físico ou eletrônico. Isto siginifica que todos os equipamentos e sistema de uma empresa são reparados quando falham, alpemd e sofrer outras atividades para mantê-los operando. A facilidade com que se efetuam reparos e outras atividades de manutenção determina a MANTENABILIDADE de um sistema ou equipamento. 5.1.3 Conceituação de Mantenabilidade Lafraia (2001), em sua obra Manual de Confiabilidade, Mantenabilidade e Disponibilidade, define do ponto de vista matemático “tem-se MANTENABILIDADE é a probabilidade di equipamento ser recolocado em condições de operação dentro de um período de tempo quando a ação de manutenção é executada de acordo com os procedimentos prescritos”. Mencionada por Lafraia (2001, p. 161), a NBR 5462 que trata da Terminologia para a Confiabilidade (Termilogia), dá a seguinte definição: Facilidade de um item de ser mantindo ou recolocado no estado no qual pode executar suas funções requeridas, sob condições de uso especificadas, quando a manutenção é executada sob condições determinadas e mediante procedimentos e mediante procedimentos a meios prescritos. Isso significa que a Mantenabilidade é capacidade que um item tem de se manter operando no estado em que o mesmo possa executar suas funções, sob boas condições 67 de uso para que seja garantido a boa funcionalidade de todos os itens e processos dentro da empresa. Lafraia (2001) ainda ressalva que para outros, mantenabilidade “é a característica de projeto de u item que é expresso pela probabilidade de que o tempo de Manutenção não ultrapassará um dado valor, quando o item é operado e mantido por pessoas e procedimentos prescritos”. O que é importante e lembrado pelo autor acima, é não confundir mantenabilidade com manutenção. O mesmo ainda cita: O termo Manutenção pode ser definido como: “Conjunto das ações destinadas a manter ou recolocar um item num estado no qual pode executar sua função requerida”. A Mantenabilidade é uma característica de projeto que define a facilidade de manutenção, e tempo de manutenção, os custos e as funções que o item executa. (LAFRAIA, 2001, p. 161). Lafraia (2001) cita os inicialmente os dois tipos de manutenção, a corretia e a preditiva, onde ressalva que o tempo de manutenção corretiva (reparo) encerra diversas atividades, geralmente, divididas em dois grupos: a) Tempo de Manutenção: isolar a falha, realização efetiva da manutenção, testar; b) Tempo administrativo: Planejar a intervenção, localizar pessoal, deslocamento, obtenção do ferramental e equipamentos testes, etc. Esses dois tipos de tempo dentro da manutenção irão definir a melhor forma de atuar sempre quando houver falhar inesperadas dentro do processo. O primeiro irá contar deste o momento de identificação da falha que resultará no isolamento do equipamento e a realização efetiva da manutenção indo até o momento de testar o mesmo, após a finalização das atividades de manutenção. O segundo tempo irá contar desde o planejamento para a intervenção das equipes de manutenção, localizando todo o pessoal treinado e capacitado para a execução da atividade, descolamento dos mesmos (muitas vezes os colaboradores da empresa nem estão na empresa), busca de todo o ferramental que será utilizado para corrigir a falha, bem como os equipamentos que serão utilizados para testes. O tempo de Manutenção ativa, conforme explica Lafraia (2001), incluiu o tempo de estudos de diagramas de manutenção, etc.; antes de realizar a tarefa propriamente dita, bem como o tempo de verificação da realização do trabalho. Pode incluir também, o tempo necessário para a documentação, pós-execução, da tarefa, quando isto deve ser 68 completado ates do equipamento se tornar disponível, como em aeronaves. A Mantenabilidade é frequentemente especificada através do tempo médio de manutenção ativa (MAMT – Mean Active Maintenence Time), pois este tempo que o projetista do equipamento pode influenciar durante a fase do projeto. Ainda definindo conceitos de Mantenabilidade Lafraia (2001, p. 162), cita o escopo de Mantenabilidade que se resume em: a) Tempo médio entre manutenção; b) Tempo médio entre substituições; c) Tempo para manutenção; d) HH de manutenção/horas de operação; e) Custos de manutenção/hora de operações. Com este escopo o autor ainda define os itens que estão inclusos nos objetivos da mantenabilidade: a) Otimização dos tempos e custos de manutenção já no projeto; b) Estimar os tempos para manutenção em função da disponibilidade requerida se necessário; acrescentar redundância; c) Estimar a dispobilidade; d) Estimar os recursos requeridos para a execução da manutenção. Após os objetivos serem traçados na mantenabilidade, citado por Lafraia (2001, p. 162), existem etapas de um programa de mantenabilidade, geralmente, incluir as seguintes etapas ou atividades: a) Plano do Programa de Mantenabilidade; b) Monitorar/Controlar Fornecedores/Contratos; c) Revisão do programa; d) Coleta de dados, análise e ações Corretivas; e) Modelagem de Mantenabilidade; f) Alocação da Mantenabilidade; g) Previsão da Mantenabilidade; h) FMEA para Mantenabilidade; i) Análise da Mantenabilidade; j) Critério do projeto de Mantenabilidade; k) Plano de Manutenção e Análise de Logística; l) Demonstração de Mantenabilidade. 69 5.1.4 Os tipos de Manutenção Lafraia (2001), explica que a manutenção pode ser classificada basicamente em dois tipos: Corretiva e preventiva. Para melhor explorar o assunto ele menciona que a manutenção corretiva incluir todas as ações que são tomadas para retornar um sistema do estado falho para o estado operacional ou disponível, ou seja, é o mesmo que dizer que e fazer com que um equipamento parou suas atividades devido a falhas apresentadas que não permitem a continuidade de suas operações. Após verificadas as falhas e a correção das mesmas, o equipamento deve estar em boas condições de iniciar novamente as suas atividades. A frequência de manutenção corretiva é determinada ela confiabilidade do equipamento. A ação da manutenção corretiva, não pode ser planejada, ela normalmente ocorre quando não se deseja. Já a manutenção preventiva procurar reter o sistema em estado operacional ou disponível através da prevenção de ocorrência de falhas. Isto pode ser efetuado por meio de inspeção, controles e serviços como: limpeza, lubrificação, calibração, detecção de defeitos (falhas incipientes), etc... Lafraia (2001, p. 174), explica que: Se a manutenção é executada antes da falha de um equipamento mas somente quando suas condições, determinadas através de um monitoramento contínuo, indiquem que a falha é iminente, tem-se então a chamada manutenção preventiva-preditiva ou simplesmente manutenção preditiva ou sob condições. Isso significa que a manutenção deve ocorrer antes que a falha aconteça, de forma para programar a parada do equipamento para a realização da manutenção preventiva, com isso os custos serão reduzidos e o tempo também será reduzido, uma vez que a manutenção não será realizada devido a falhas, mas sim, através de dados e levantamentos feitos, por exemplo, com relatórios de inspeção feitas nos mesmos. 5.2 Custos de Manutenção em Geral Filho (2008) menciona a formação da empresa como um importante conceito relacionado aos custos de manutenção. 70 Uma empresa para ser formada precisa de capital (dinheiro) para se instalar, para adquiri máquinas, e uma área física. Tudo que é gastos nas instalações de uma fábrica divide-se basicamente em três, parcelas: as despesas de instalação, o equipamento instalado e a tecnologia ou o conhecimento adequado para fazer o equipamento operar de modo correto. (FILHO, 2001, p. 17). Todo empreendedor, administrador que for abrir um negócio ele precisa de ter um capital inicial para ser investido na sua empresa, tanto nas máquinas e instalações, bem como principalmente uma instalação física adequada que possa ser capaz de suportar todos os equipamentos que serão necessários para a execução das atividades da empresa. Após estes itens terem cido tratados, existem outros itens, tão importe quanto, que não podem ficar de forma alguma de fora do planejamento e do projeto da abertura da empresa. São eles: os funcionários capacitados e treinados para as atividades e a matéria-prima que será utilizada no processo. Mas para a empresa permanecer em funcionamento ela precisará de mais matéria-prima e de máquinas funcionando, e para isso, tem-se a manutenção. Nesta etapa, Filho (2008), trata de custo de manutenção, ou seja, quanto uma manutenção pode onerar uma empresa ou ser um fator de melhoria de produção, de redução de despesas, de perda de matéria-prima como rejeito (refugo ou sucata). Para isso ele utiliza de várias pesquisas feitas pelo mundo que mostram na prática os custos de manutenção. 5.2.1 O censo de 1968 dos Estados Unidos Filho (2008), cita que o censo de 1968 nos Estados Unidos fez um estudo em 20 grandes grupos industriais e encontrou que o valor médio, gastos em manutenção era cerca de 8% do valor contábil do ativo fixo. Ainda com o mesmo estudo foi possível verificar que a distribuição era bem concentrada emtorno deste valor, ou seja: a) 16 entre os vinte grupos estavam entre 6% e 10%; b) 12 entre os vinte grupos estavam entre 7% e 9%. Para explicar ainda estes números, Filho (2008, p. 18), ressalva que “a relação entre as despesas com o pessoal de manutenção e o material gasto em manutenção era 71 da ordem de 53% em mão-de-obra e de 47% em material”. E para se tratar dobre dados do Brasil, ressalva: Os dados do Brasil são de 50% para a mão-de-obra e 50% para material, conforme o Documento Nacional editado bienalmente pela Abraman, chegando, em alguns casos, ais 70% de mão de ora e 30% de material. ( FILHO, 2008, P. 18). Já na Inglaterra conforme mencionado por Filho (2008), a ONU e alguns outros livros a partir daquela publicação, as despesas em manutenção em milhões de libras por ano, foram conforme mencionado abaixo: Custos de engenharia de Manutenção em todas as indústrias britânicas .................................................................................................................. 1.100 Custo de tida a Manutenção em todas as industrias Britânicas .................................................................................................................. 4.000 Economias estimadas em custos diretos de manutenção (mão-de-obra e material) que seriam possíveis, se um planejamento e um controle adequado de manutenção fossem introduzidos, sem perda ou prejuízos de produção ............................................................................................................200 a 250 Economias possíveis em custos indiretos, como perda de produção, etc ........................................................................................................... 200 a 300 Melhorias possíveis em produtividade dos departamentos de Manutenção, liberando pessoas para trabalhos de produção, ou para projetos de capital .................................................................................................................... 60% 5.2.2 Fatores adversos no custo e na eficiência da manutenção Filho (2008, p. 19), ainda usando dados fornecidos pelo documento da ONU que relaciona sete fatores que influenciam negativamente na eficiência e nos custos da Manutenção. São eles: a) Pesquisa inadequada na confiabilidade e no equipamento vida do durante a fase da instalação, ou de aquisição de novos equipamentos; b) Procura da proposta mais barata, na aquisição, sem dar ênfase aos custos de manutenção durante a vida do equipamento; c) Procura sem detalhamento das esoecificaç~ies e sem reforçar a necessidade de suporte adequado á manutenção como manuais, Lisats de sobressalentes, desenhos, auxilio em treinamento, programas de Manutenção sugeridas pelo fabricante, Orientação em como melhorar instalar o equipamento, etc.; 72 d) Deficiências Gerências na avaliação correta do trabalho da manutenção e de sua importância no futuro das instalações; e) Treinamento inadequado para o pessoal de manutenção, que deve ser fornecido em complemento ás habilidades básicas; f) Treinamentos insuficientes para o gerente de Manutenção. 5.3 Custos da falta de Manutenção Conforme mencionado por Marcorin e Lima (2003), Mirshawa & Olmedo mencionam que os custos gerados pela função manutenção são apenas o início, apenas aquilo que pode ser visível, comparando como a ponta de um iceberg. Essa ponta que visível corresponde aos custos que pode-se observar já no primeiro instante e identifica-se como: mão-de-obra, ferramentas e instrumentos, material aplicado nos reparos, custo com subcontratação e outros referentes à instalação ocupada pela equipe de manutenção. Abaixo dessa parte visível do iceberg, estão os maiores custos, invisíveis, que são os decorrentes da indisponibilidade do equipamento, ou seja, são aqueles gastos que só serão possíveis ser percebidos quando iniciar de fato a manutenção, pois no momento da realização da atividade e da análise do que deve ser feito é que será possível definir o que será necessário para que a manutenção aconteça de forma eficaz e com a qualidade esperada. Ainda sendo mencionados por Marcorin e Lima (2003), Mirshawa & Olmedo ressalvam que o custo da indisponibilidade concentra-se naqueles decorrentes da perda de produção, da não-qualidade dos produtos, da recomposição da produção e das penalidades comerciais, com possíveis consequências sobre a imagem da empresa. Complementando o que foi expresso acima, Cattini citado também por Marcorin e Lima (2203), aponta que os custos são ligados à indisponibilidade e deterioração dos equipamentos como consequência da falta de manutenção, pois quando não há a manutenção adequada o equipamento e com qualidade, o mesmo vai desgastando mais rápido. Mostra-se que nem sempre manter um equipamento operando para garantir disponibilidadeé uma atitude viável. Para Marcorin e Lima (2003), partindo do principio da manutenção como premissa para a redução dos custos da produção, deve-se definir a melhor política ou forma que deverá ser adotada pela empresa para a otimização dos custos. Assim, para melhor ilustrar a afirmação, esta análise pode ser observada no gráfico clássico, 73 mostrado na figura 3 criado por Mirshawa e Olmedo sendo citado por Marcorin e Lima (2003), que ilustra a relação entre o custo com manutenção preventiva e o custo da falha. Defini-se que entre os custos decorrentes da falha estão, basicamente, as peças e a mão-de-obra necessária ao reparo e bem como o custo da indisponibilidade do equipamento. Figura 3: Gráfico de Custos Versus Nível de Manutenção Fonte: MARCORIN E LIMA (2003, p. 38) Já um outro exemplo ainda sendo citado por Marcorin e Lima (2003) e formulado por Marty e naikan, mostra que a busca por falha zero (100% de disponibilidade) requer gastos cada vez maiores com manutenção, o que acarreta uma conseqüente redução do lucro da operação. Figura 4: Gráfico Lucro Versus Disponibilidade Fonte: MARCORIN E LIMA (2003, p. 38) 74 É importante encontrar o melhor ponto de disponibilidade, em que o custo da manutenção proporciona um nível de disponibilidade capaz de gerar máximo lucro à operação, é o grande desafio na gestão da manutenção. Cabrita sendo citada por Marcorin e Lima (2003), explica que a manutenção deve garantir a produtividade e o lucro dos negócios da empresa com o menor custo possível. É muito importante observar que a política de manutenção a ser adotada deve levar em consideração alguns aspectos: É muito importante observar, na busca do ponto ótimo, que a política de manutenção a ser adotada deve levar em consideração aspectos como a importância do equipamento para o processo, o custo do equipamento e de sua reposição, as consequências da falha do equipamento no processo, o ritmo de produção e outros fatores que indicam que a política de manutenção não pode ser a mesma para todos os equipamentos, mas deve ser diferenciada para cada um deles, na busca do ponto ótimo entre disponibilidade e custo. MARCORIN E LIMA (2002, p. 38). Estes aspectos mostram que cada equipamento deve ter seu próprio planejamento para que seja feito as manutenções, de forma que este atenda todas as expectativas relacionadas com o custos das manutenções e a disponibilidade das máquinas. 75 6 ESTUDO DE CASO Inicia-se aqui a fase de estudo caso da empresa FERGASAN Transportes e Serviços LTDA nos itens que estão ligados a Administração financeira da empresa, bem como qual a real situação da mesma, tomando como base os dados realizados nos últimos 12 meses. 6.1 Descrição da empresa A empresa FERGASAN e hoje uma das mais antigas empresas credenciadas da cidade no transporte de leite das fazendas da região para a Cooperativa agropecuária de Paracatu – Coopervap. Além do transporte de leite, a mesma ainda conta com máquina que fica locada para a Prefeitura Municipal de Vazante. A ideia de abrir o negócio partiu dos três sócios que tiveram no ano de 2005, a vontade de abrir a empresa de transporte de leite. Devido cada um deles em sua fase inicial conhecer as dificuldades que os fazendeiros da região tinham em fazer o transporte de leite, os mesmos resolveram concorrer a licitação que foi proposta pela Coopervap de Paracatu, onde a mesma apresentou propostas viáveis para a cooperativa, ganhando a mesma a licitação para o transporte de leite, das fazendas para a cooperativa. Inicialmente os sócios compraram uma linha de caminhões que foram adequados conforme a norma imposta pela Coopervap. Uma grande vantagem da parceria que foi considerada antes de entrar na licitação está relacionada com os tanques que deveriam ser adaptados em cada equipamento. Porém estes ficam por conta do cliente, ou seja, da empresa que irá receber (Coopervap). Inicialmente, foi necessário disponibilizar um escritório central para que fosse feito todo o processo de contratação de funcionários, pagamentos, atendimentos a novos clientes, bem como toda a parte burocrática da empresa, para que a mesma pudesse iniciar suas atividades. Após aproximadamente três anos após inciar suas atividades, um dos sócios resolveu vender sua parte aos demais sócios. Hoje a empresa conta com apenas estes dois sócios que continuam administrando a empresa. O Sócio Sr. Nilton Geraldo Reginaldo Gama atua como Gestor Administrativo da empresa, onde sua responsabilidade tem foco maior no que se relaciona a parte administrativa, como 76 pagamentos, recebimentos, documentações, etc. O Sócio Sr. Eli Ferreira Barbosa atua como Gestor Operacional, onde o mesmo é responsável por toda a parte de funcionamento dos equipamentos, auxiliar os motoristas em eventuais problemas com as máquinas, cobrir ausências de funcionários, testes com novos funcionários, etc. Hoje a empresa fica situada Rua João Pinho Costa n° 110 – sala 02 – Centro – Paracatu – MG. Conta com quatro máquinas principais para o transporte de leite, juntamente com uma única máquina que está sendo locada para a Prefeitura Municipal de Vazante, onde seu principal objetivo é o auxílio nas estradas da cidade e zona rural. O seu principal cliente ainda fica sendo a Coopervap em Paracatu, porém a ideia dos gestores e que possam ampliar a mesma e investir em máquinas que geram um lucro maior e com menos problemas relacionados com a manutenção dos mesmos, devido as melhores condições de operações destas. 6.1.1 Produto que oferece A empresa FERGASAN tem hoje como sua principal atividade no mercado o serviço de transporte de leite em tanques específicos e a locação de máquinas pesadas para determinados tipos de atividades 6.1.2 Mercado em que atua e Concorrentes O mercado que a empresa atua hoje é praticamente voltada para apenas um cliente: a Coopervap, cooperativa dos produtores de Paracatu. O mercado ficou mais fácil pela facilidade de abrir uma empresa hoje. Com isso, surgiu vários concorrentes que propunham preços e condições melhores para ganhar as licitações. Porém, para que uma empresa seja credenciada, além das questões relacionadas com os preços, existem várias outras questões relacionadas, por exemplo, com o segurança no transporte, qualificação nos motoristas, qualidade do leite, que são todas consideradas na hora da licitação. Devido à forma de classificação das empresas, a FERGASAN vem mantendo seu lugar. Porém devido a redução de seus equipamentos e o cliente precisar dos serviços, a Coopervap precisou contratar mais caminhões, o que acabou abrindo lugar para os concorrentes. 77 6.1.3 Logística e Transporte A empresa FERGASAN atua no transporte de leite das fazendas da região de Paracatu. Tais pecuaristas são credenciados na cooperativa da cidade, onde os caminhões da empresa são direcionados a buscar o leite e entregar na sede da empresa na cidade. Os motoristas são revezados, onde cada um trabalha um dia e folga o outro (sendo um dia sim e outro não). Eles são direcionados para as empresas de acordo com as linhas que são passadas pela própria cooperativa de forma que o leite não perca qualidade devido o prazo de entrega do mesmo na cooperativa. Como exemplo, cita-se a linha que abrange as fazendas pertencentes ao município de Vazante, para estas é direcionado um caminhão que fará todo o trajeto da linha, passando em todas as fazendas em horário acordados com os pecuaristas, para que os mesmos cheguem no local e todo o leite já esteja nos tanques para serem analisados e após aprovados no teste inicial, transferidos para o caminhão para serem trazidos para a cooperativa. Esse transporte não pode sofrer nenhum tipo de alteração no percurso, para que não corra o risco de perder todo o produto e garantir que todo o produto que o pecuarista retirou na sua propriedade será validado, dando o retorno que ele espera. A empresa FERGASAN, também é avaliada mensalmente de acordo com a qualidade dos serviços prestados. Ou seja, quanto melhor for o produto que ela entregar na cooperativa, maior será seu premio de qualidade que é pago mensalmente como um incentivo da própria cooperativa para as empresas que fazem todo o transporte de leite para a sua fabrica, tendo em vista que a mesma reconhece que toda qualidade de seus produtos dependem da qualidade da matéria prima que chega na mesma. Se o leite, que é a sua principal matéria prima, não chega com a qualidade que a mesma espera nos seus produtos, consequentemente, fazendo com que seus clientes tenham um produto de qualidade e que atenda as suas necessidades. Para a FERGASAN, é muito importante que a mesma consiga fazer todo o transporte do leite de qualidade, pois a garantia da mesma de que as linhas a elas destinadas serão mantidas para os próximos anos e com certeza, além da mesma ter que atender a cooperativa, os pecuarista também são seus clientes e os mesmos também devem ser tratados de forma que seus produtos sejam valorizados pelos clientes finais. 78 6.2 Falta da Administração Financeira A empresa FERGASAN atua a mais de 8 anos na cidade de Paracatu em Minas Gerais. No ramo de transporte de leite e aluguel de máquinas pesadas, seu principal cliente atualmente é a empresa Coopervap, situada também em Paracatu, onde a mesma é responsável pelo recolhimento de leite das fazendas do município e região. Atualmente a empresa conta com cinco máquinas no seu total, sendo uma delas locada para a Prefeitura Municipal de Vazante. Mesmo com alguns anos de experiência, a mesma ainda encontra falhas no que se relaciona com as questões de administração financeira. Conforme mencionado por Brigham apud Menon e Ianesko (2006), a administração financeira surgiu a anos, como sendo um forma de orientas as empresas para que as mesmas possam fornecer duas atividades dentro do que exige a lei. A administração financeira como um campo separado surgiu por volta de 1.900, seu estudo baseou-se em orientar e legalizar empresas que estavam iniciando no mercado, com o objetivo de levantar capital através da emissão de títulos de vários tipos. (BRIGHAM Apud MENON; IANESKO, 2006, p.1). A FERGASAN é classificada como uma empresa de pequeno porte, onde na mesma identifica-se como o principal problema, os itens em que se referem a Administração Financeira. Conforme mencionado por Brigham quando citado por Menon e Ianesko (2007), a parte de finanças na empresa é a que irá se interessar pela aquisição de bens bem como o uso eficiente dos bens que a mesma possui. Esta também irá administrar o dinheiro da empresa, de forma que a mesma possa aumentas suas receitas e diminuir suas despesas. Concluindo, sua finalidade de resume em administrar e dirigir todos os itens que são estudados e administrados para que seja alcançado algum dos objetivos da empresa. Devido à falta de uma boa administração financeira dentro da empresa, a mesma possui vários indícios de desorganização relacionados aos dados financeiros, fazendo com que não seja possível identificar qual a sua real situação financeira. De acordo Gitmam (1997), a área de finanças dentro das empresas, independente se a mesma é de grande, médio ou pequeno porte, sendo indispensável este área dentro de qualquer tipo de organização. É a área de finanças que irá mostrar, através de números, qual a situação em que a empresa se encontra. Sendo assim, os estudo e 79 aplicação de finanças na empresa, irá mostrar se a mesma esta obtendo sucesso com suas atividades ou se a mesma está tendo prejuízos. 6.3 A visão da empresa relacionado com finanças: “não-necessidade de Administração financeira” A FERGASAN acredita que por ser uma empresa de pequeno porte, a mesma não precisa ter uma gestão financeira, ou seja, usar das ferramentas de controle financeiro para que a mesma possa obter sucesso. Diferente do pensamento que é apresentado por Gitmam (1997), onde o mesmo cita que a administração financeira não é utilizada e recomendada somente em empresas ou organização, é também muito utilizada por pessoas, profissionais dessas mesmas empresas onde é utilizada, seja em suas vidas profissionais bem como em suas vidas particulares (familiar). Sendo assim, a empresa, por menor que seja, é importante que ela tenha uma boa administração financeira, pois desta forma ela irá mostrar qual o momento certo de investir, como investir, de forma que a mesma aumente sua receita e consiga ganhar o mercado onde atua, sem que a mesma tenha aumento das despesas, bem como despesas não esperadas. Ainda relacionado com o problema mencionado acima, Gitmam (1997), mostra que em muitas casos, encontram-se estudos que mostram e focam somente o estudo da administração financeira em empresa cujo o principal foco de suas atividades é a geração de lucros (empresas com fins lucrativos), mostrando que o estudo da Administração financeira pode, é e deve ser aplicado também em empresas que o foco não é a geração de lucro, exemplificando mais uma vez, que este estudo deve ser aplicado também na vida pessoal. Existem dentro do estudo de finanças várias áreas em que as pessoas possam se especializar, áreas estas que servem como base para novos desafios e aprendizados diferentes. 6.4 A Concorrência Na cidade onde a FERGASAN atua, existe concorrentes que atuam no mesmo ramo de atividade, porém nenhuma empresa é igual à outra. Conforme ainda mencionado por Gitmam (1997), existe pontos importantes que as diferenciam uma das outras, no que diz respeito à administração financeira de empresas. 80 A FERGASAN passa por licitações que acontecem nas empresas que contratam seus serviços, onde nestas, ela precisa apresentar toda a sua empresa, desde a forma que a mesma pretende trabalhar, bem como o valor que será cobrado pela prestação de seus serviços. Para isso, Gitmam (1997), ainda contribuiu mencionado que, devido a grandes inovações que acontecem no mercado, as empresa devem e precisam também inovar. Para que seja possível realizar investimentos e inovar, é preciso de investimentos financeiros, ou seja, precisa-se de um capital para investir. Porém é importante que as empresas estejam preparadas para tais gastos, caso o contrário, a tentativa de crescer e investir, trará ao invés do crescimento desejado, maiores problemas financeiros, prejudicando ainda mais a situação da empresa. 6.5 A falta de Planejamento SANVICENTE E SANTOS (2008) também mencionada que além de todas as fases do no estudo da administração financeira existe outra área importante e que deve estar sempre em comunhão com a área de finanças: o Planejamento, ferramenta esta que é fundamental para o sucesso das organizações, independente da posição que a mesma representa (levando-se em conta o seu capital social). Planejar é estabelecer com tendências as ações a serem executadas, estimar os recursos a serem empregados e definir as correspondentes atribuições de responsabilidades em relação a um período futuro determinando, para que sejam alcançados satisfatoriamente os objetivos porventura fixados para uma empresa e suas diversas unidades. (SANVICENTE E SANTOS, 2002, p. 16). A FERGASAN trabalha todos os dias da semana, onde necessita que toda a sua frota de caminhões e máquinas, esteja sempre em condições de operação, pois os seus clientes – os produtores rurais - dependem do serviço da empresa para que seu produto chegue na Coopervap com a qualidade esperada e dentro do prazo, para que os produtos que serão fabricados a partir deste produto esteja dentro dos padrões de saúde estabelecidos. A falta de planejamento em relacionado com as atividades de manutenção na empresa, faz com que muitas máquinas gerem problemas que impossibilitam a operação das mesmas, trazendo assim, prejuízos tanto para os produtores como também para a própria empresa, que também é cobrada pelos produtores e pelo seu cliente, por não conseguir entregar seu produto. 81 6.6 A falta de orçamentos Devido essa necessidade de operação das maquinas na empresa, a mesma não faz nenhum tipo de orçamento para que seja feito as manutenções preventivas nas máquinas, de forma a manter cada uma delas em boas condições de operação. Conforme pensamento exposto por Sanvicente e Santos (2008), o orçamento financeiro é muito importante dentro das empresas. Este pode e deve ser utilizado, como um instrumento de planejamento e controle das atividades de uma empresa. Porém, o autor deixa muito bem esclarecido que, para que o orçamento seja bem feito, deve se levar em conta dois determinados itens que são de muita relevância para o sucesso do mesmo: “planejamento e controle”. 6.7 Controle de custos e atividades Hoje a empresa FERGASAN não tem nenhum tipo de planejamento e controle de suas atividades, bem como o controle do que pode ser gastos (controle de custos) com cada um de seus equipamentos, não possuindo assim, um controle que poderá ajudar a empresa a identificar em qual momento que determinado equipamento deverá passar por uma manutenção, seja esta uma pequena revisão ou uma manutenção em determinada peça do equipamento. De uma forma, Sanvicente e Santos (2008) menciona que as empresas devem planejar e controlar todas as suas atividades, com a finalidade de seguir uma linha que fará com que a mesma tenha sucesso nas suas atividades. A implantação de um orçamento nas empresas faz com que essas tarefas sejam formalizadas e sistematizadas, ou seja, fará com que a empresa tenha um planejamento de como deverá se programar para que seus equipamentos tenham a devida condição de operação, porém com o mínimo de gastos possível, sendo este, sempre dentro do valor que a empresa planeja gastar com a manutenção em cada equipamento. A implantação deste método, para Sanvicente e Santos (2008), sem dúvidas, tem muitas vantagens tanto para seus gestores como cada um de seus funcionários, pois irá melhorar todos os controles da empresa. Com isso, os funcionários da empresa saberão quando será feito a manutenção no equipamento que o mesmo trabalha, podendo observar durantes as atividades, os principais problemas existente na máquina, passando as informações para os gestores 82 para que os mesmos possam programar o dia da manutenção (caso o problema possa ser resolvido após o planejamento), orçando cada peça que será gasta no mesmo. Na verdade a formalização e a sistematização do planejamento e do controle administrativos através de orçamentos criam condições para que se progrida no sentido da otimização da ação administrativa, documentando-se planos e programas e permitindo uma aferição mais objetiva do desempenho dos diversos setores da empresa. (SANVICENTE E SANTOS, 2008, p. 16). Devido essa falta de programação na empresa, sempre que tem a necessidade de uma manutenção em suas máquinas, é devido à mesma estar operando e o problema impossibilitar que a mesma continue suas atividades. Como manter a máquina parada, além de prejuízo para a empresa, ainda acarreta prejuízos aos fornecedores devido as condições, por exemplo, do armazenamento do leite nas fazendas que na maioria delas, não consegue guardar uma quantidade muita acima do que é produzido no mês, ela precisa comprar as peças e contratar os serviços imediato, impossibilitando a empresa de fazer mais de um orçamento, podendo ela pagar mais caro tanto pelas peças quanto pelos serviços de manutenção. Isso acontece devido muitas vezes, por exemplo, os problemas ocorrerem de madrugada ou em finais de semana, onde os custos são maiores por causa do horário de atendimento e formas de pagamento que são de imediato. Citados por Menon e Ianesko (2006), Figueiredo e Caggiano, enfatizam mais ainda que o orçamento é um instrumento que irá dar a direção a empresas para que as mesmas possam alcançar os objetivos propostos no planejamento. Ou seja, considera-se que no orçamento constam os planos específicos, isto relacionado nos itens como datas, custos, planejamento, visando orientar a administração das mesmas para que se atinja seus objetivos empresariais. 6.8 Dificuldade de implantação do orçamento Nenhum destes itens é utilizado hoje pela FERGASAN. O grande índice de problemas nas maquinas que podem ser identificados e a necessidade de manter a mesma em operação, muitas vezes faz com que os serviços e equipamentos que são utilizados na manutenção das maquinas não sejam de qualidade, aumentando ainda mais as chances dos problemas voltarem a acontecer e ainda com maiores prejuízos. Na empresa, um dos motivos que a mesma não obteve sucesso na implantação do orçamento, quando o mesmo foi iniciado, porém sem sucesso, é a dificuldade e 83 aceitação dos funcionários. Muitos acreditam que fazer orçamento do que serão gastos em um determinado período de tempo, é uma desconfiança apresentada perante aos demais funcionários da mesma. Esse problema, é bem mencionado por Sanvicente e Santos (2008) onde os mesmos ressaltam que, na implantação de orçamento nas organizações, tem como a primeira reação das equipes (funcionários operacionais e de outros setores da empresa) o pensamento de que os gestores possam estar tentando controlar as atividades que estão sendo desempenhadas por cada colaborador dentro da empresa, porém o mesmo apresenta uma nova visão a respeito do assunto, onde o orçamento é um instrumento de participação no planejamento das atividades da empresa, especialmente daquelas atividades pelas quais todos os funcionários são responsáveis. Isso deve ser apresentado de uma forma com que os funcionários da empresa possam se sentir também responsáveis pela empresa, pois é da mesma quem vem à remuneração de cada um. A visão que deve ser apresentada é uma forma de mostrar aos funcionários, que eles são peças importantes dentro do planejamento de atividades na empresa. Isso porque, como cada um trabalha em um determinado equipamento, ele tem a visão dos problemas mais frequentes que a mesma apresenta, bem como poderá identificar o que melhor pode ser feito para que estes sejam resolvidos. Por parte dos funcionários podem surgir muitas ideias que poderão ainda ajudar a empresa além de diminuir os problemas nas máquinas, consequentemente irá ajudar a empresa a reduzir os custos de manutenção, resultando assim, no aumento de suas receitas. 6.9 A visão da empresa relacionado com Orçamento e Controle Devido à empresa não trabalhar com nenhum tipo de orçamento e planejamento de suas atividades, muitos itens que podem ajudar a empresa a diminuir os seus custos ficam deixados de lado. A mesma acredita que o controle de custos e a gestão Financeira, é apenas uma forma de colocar no “papel” tudo que entre e que sai da empresa, no que se diz respeito a dinheiro propriamente dito, não sendo assim, necessário qualquer tipo de planejamento, orçamento ou controle antecipado do que poderá ser gastos. Contradizendo a ideia da empresa, Sanvicente e Santos (2008), menciona que quando se tratado de orçamento, existem vários outros pontos que devem ser bem abordados, para que a implantação do orçamento seja bem feito e traga os resultados esperados por ela. 84 A implantação e utilização do orçamento é uma ferramenta importante dentro do processo administrativo e financeiro da empresa, para que o mesmo se torne mais amplo, este deve ser usado como instrumento de controle, conforme citado por Sanvicente e Santos (2008), pois desta forma a mesma saberá onde está sendo gasto cada uma de suas despesas. Esse controle deve ser entendido e executado durante toda a existência da empresa, pois é ele que irá mostrar em qualquer momento do projeto como está o andamento da empresa, quando relacionado ao planejamento e execução de suas atividades e também no que esteja relacionado com os custos que estão sendo empregados para que sua atividade no mercado seja bem sucedida. Evidentemente, a função de controle não se esgota no acompanhamento puro e simples, como também envolve a geração informação para a tomada de decisões de avaliação e eventual correção do desempenho alcançado, proporcionalmente ao seu afastamento em relação ao tido como desejável. (SANVICENTE E SANTOS, 2008, p.22). Ao contrário do que é apresentado e defendido pela empresa, de que a forma de controlar os gastos é fazer um simples acompanhamento do que esta sendo gastos. Conforme citado por Sanvicente e Santos (2008), este item é apenas o início do processo, pois existem outros itens que são de grande importância, como as tomadas de decisões. 6.10 Não realização de análises e comparativos de custos de equipamentos Hoje, dentro da FERGASAN é possível identificar em qual área e equipamento foi gasto um determinado material ou serviço na empresa, pois todo o material que é consumido é inserido em uma pequena planilha do equipamento no mês. Não é feito um comparativo do que vem sendo gasto em cada um destes equipamentos, impossibilitando uma visualização rápida do que mais está sendo gastos em cada equipamento. Conforme o que é mencionado por Sanvicente e Santos (2008), essas informações trata-se de informações a respeito do que está sendo feito pela empresa, servindo como forma de comparar os valores que são planejados com o que está sendo executado. Porém, devido também a falta de orçamento impossibilita essa comparação. Outro fator que impossibilita esta comparação na empresa é a falta de um responsável especifico e definido como responsável por determinada área, que terá a missão de verificar tudo o que esta sendo gasto na empresa. 85 Conforme ainda mencionado por Sanvicente e Santos (2008), é muito importante que a empresa tanto nos planos que são elaborados como os relatórios de controle devem estar sempre obedecendo a um mesmo critério de geração e apresentação das informações, o que é feito principalmente pela área de contabilidade. Portanto, tantos os planos elaborados quanto os relatórios de controle devem obedecer a um mesmo esquema de geração e apresentação de informações, o que faz principalmente através da contabilidade. (SANVICENTE E SANTOS, 2008, p. 31). Após serem definidos os responsáveis por cada área, deve-se implantar os centros de responsabilidade e autoridade, mas acima de tudo, utilizar um plano de contas que atenda satisfatoriamente as necessidades de informações para fins de planejamento e controle. 6.11 Inexistência do Plano de contas da empresa Hoje a empresa não utiliza um plano de contas para controle, o que dificulta ainda mais qualquer tipo de organização financeiro e comparação entre gastos de equipamentos, gastos mensais e atual situação da empresa. Não efeito na empresa nenhuma previsão de revisão mensal ou anual em seus equipamentos, bem como em novas instalações de suas máquinas, melhorias. Neste contexto, conforme mencionado por Sanvicente e Santos (2008), a sequência de atividades através das quais a administração de uma empresa executa a tarefa de elaboração do orçamento para todo período anual, não passa de uma parte do esforço permanente pelo qual os dirigentes dessa empresa estabelecem diretrizes para aquilo que a organização deve fazer em certo número de anos. A sequência de atividades através das quais a administração de uma empresa executa a tarefa de elaboração do orçamento para dado período anual, não passa de maneira formal ou informal, de uma parte do esforço permanente pelo qual os dirigentes dessa empresa estabelecem diretrizes para aquilo que a organização deve fazer em certo número de anos. (SANVICENTE E SANTOS, 2008, p. 37). Mais específico, o orçamento é aquela parte de um plano de longo prazo que é mais detalhamento referente a um determinado período. 86 6.12 Falta de Planejamento par alongo prazo Ainda mencionado Sanvicente e Santos (2008), o planejamento de longo prazo pode não existir formalmente, embora a conclusão normativa lógica de nossas recomendações quanto a um plano de um ano seja no sentindo dessa formalização. Mesmo que este seja inexistente, a administração das empresas nunca deixa de ter implícitas suas atitudes e determinações, nem que seja apenas uma ideia quanto ao desejo e objetivos da empresa. Mesmo inexistindo um plano de longo alcance, contudo a administração não deixa jamais de ter, implícitas em suas atitudes e determinações, pelo menos alguma ideia quanto ao caminho desejável da empresa para um período superior ao do plano orçamentário de um ano apenas. (SANVICENTE E SANTOS 2008, p. 37). Indo contra o que é citado acima pelos autores, a FERGASAN não procura fazer planejamentos de seus custos em um determinado prazo de tempo, podendo ser considerado um orçamento à longo prazo. Deste forma, na empresa não é feito nenhum tipo de planejamento a longo prazo, como sendo um projeto de crescimento e melhoria para a empresa. 6.13 Tipos de manutenção dentro da empresa A FERGASAN precisa frequentemente, executar manutenções em suas máquinas para que estas sejam capazes de operar conforma a demanda da empresa. Quando a manutenção é bem feita, a empresa tem uma disponibilidade maior da máquina conseguindo atender da melhor forma possível. Neste assunto, Lafraia (2001), bem mostrar que a manutenção tem sua definição, esta quando é elaborada da melhor maneira, consegue ter uma matenabilidade. Porém são dois itens diferentes e que devem ser bem definidos. O termo Manutenção pode ser definido como: “Conjunto das ações destinadas a manter ou recolocar um item num estado no qual pode executar sua função requerida”. A Mantenabilidade é uma característica de projeto que define a facilidade de manutenção, e tempo de manutenção, os custos e as funções que o item executa. (LAFRAIA, 2001, p. 161). 87 É possível identificar na empresa que a mesma apenas atua em manutenções corretivas, ou seja, ela apenas executa a manutenção quando ocorre falha que impossibilita a operação do equipamento. Muitas vezes o equipamento ainda consegue operar porém apresentando falhas, mas devido a necessidade de operação dos mesmos, a empresa para o equipamento apenas em corretiva. Conforme mencionado por Lafraia (2001), existem dois tipos de manutenção: a corretiva e a preditiva, onde a manutenção corretiva é a que é feita sem nenhum tipo de programação, planejamento e orçamento, sendo esta a formão inadequada, pois gera prejuízos por equipamento parado e a falta de orçamento, eleva os custos com a manutenção. Já no caso da manutenção corretiva, esta é feita de maneira programada, com um planejamento prévio de como será feito e qual o custo com a manutenção, sendo muitas vezes uma forma de diminuir os números de paradas do equipamento por qualquer tipo de falha. Para melhor explorar o assunto o autor menciona que a manutenção corretiva incluir todas as ações que são tomadas para retornar um sistema do estado falho para o estado operacional ou disponível, ou seja, é o mesmo que dizer que e fazer com que um equipamento parou suas atividades devido a falhas apresentadas que não permitem a continuidade de suas operações. Após verificadas as falhas e a correção das mesmas, o equipamento deve estar em boas condições de iniciar novamente as suas atividades. A frequência de manutenção corretiva é determinada ela confiabilidade do equipamento. A ação da manutenção corretiva, não pode ser planejada, ela normalmente ocorre quando não se deseja. Já a manutenção preventiva procurar reter o sistema em estado operacional ou disponível através da prevenção de ocorrência de falhas. Isto pode ser efetuado por meio de inspeção, controles e serviços como: limpeza, lubrificação, calibração, detecção de defeitos (falhas incipientes), etc... Ainda assim, ressalva Lafraia (2001) que o tempo de manutenção corretiva (reparo) encerra diversas atividades, geralmente, divididas em dois grupos: Tempo de Manutenção: isolar a falha, realização efetiva da manutenção, testar; Tempo administrativo: Planejar a intervenção, localizar pessoal, deslocamento, obtenção do ferramental e equipamentos testes, etc. São esses dois tipos de tempo dentro da manutenção irão definir a melhor forma de atuar sempre quando houver falhas inesperadas dentro do processo. O primeiro irá contar deste o momento de identificação da falha que resultará no isolamento do 88 equipamento e a realização efetiva da manutenção indo até o momento de testar o mesmo, após a finalização das atividades de manutenção. O segundo tempo irá contar desde o planejamento para a intervenção das equipes de manutenção, localizando todo o pessoal treinado e capacitado para a execução da atividade, descolamento dos mesmos (muitas vezes os colaboradores da empresa nem estão na empresa), busca de todo o ferramental que será utilizado para corrigir a falha, bem como os equipamentos que serão utilizados para testes. Porém, conforme é mencionado por Lafraia (2001), o ideal é que as manutenções sejam feitas preventivamente, ou seja, antes da falha acontecer. Se a manutenção é executada antes da falha de um equipamento mas somente quando suas condições, determinadas através de um monitoramento contínuo, indiquem que a falha é iminente, tem-se então a chamada manutenção preventiva-preditiva ou simplesmente manutenção preditiva ou sob condições. (LAFRAIA, 2001, p. 174). E para que isso seja feito de forma eficaz, quando houver a necessidade de parar um equipamento, a empresa precisa ter pessoas direcionadas para que possam programar e planejar todas as atividades. Pode-se evidenciar na empresa que os dois gestores tem tarefas distintas (administrativo e operacional), porem ambos não tem nenhum tipo de planejamento relacionado com a manutenção nos equipamentos, não possuindo assim, qualquer tipo de controle sobre tais manutenções e custos das mesmas. Ainda sendo mencionado por Lafraia (2001), o mesmo aborda que sempre deve ser feito análises das falhas nos equipamentos, principalmente quando os mesmos começam apresentar consequentes problemas em uma mesma peça. Para isso, o mesmo apresenta um escopo de Mantenabilidade, onde o mesmo se resume: tempo médio entre manutenção, tempo médio entre substituição, tempo gasto para ser feito a manutenção, horas homem necessárias para a execução das atividades e os custos de manutenção. Na empresa FERGASAN este escopo não é apresentado, fazendo com que não se tenha um histórico numérico das falhas que vem constantemente impossibilitando a operações das máquinas da empresa. 89 7 HIPOTESES E OBJETIVOS PROPOSTOS Inicialmente foram feitos algumas hipóteses que seriam possíveis para melhor entender o que se passa na empresa, bem como ajudar na descoberta dos objetivos propostos para serem implantados na empresa. 7.1 Apresentação das hipóteses A partir dos problemas que foram possíveis ser identificados na fase de estágio dentro da empresa FERGASA, o primeiro passo que se pode destacar é o estudo da empresa, sendo está a forma utilizada para entender como funciona atualmente cada departamento dentro da empresa, descobrir como é feito cada etapa do processo. Este estudo tem como finalidade, verificar o que pode ser feito na empresa para que esta possa fazer suas atividades de manutenção nas máquinas com o menor tempo possível, evitando que a mesma fique por muito tempo parada para tais manutenções. Com isso, será possível também identificar os pontos onde poderá trabalhar na redução dos custos. Para que esse controle, tanto das manutenções como em relação aos custos da empresa, o ideal seria a criação do planejamento financeiro, com a finalidade de criar uma rotina de manutenções para toda a linha de caminhões da empresa, ou seja, criar uma escala de manutenções preventivas nas máquinas, pois desta maneira será possível prever o que deverá ser feito no equipamento, cotar a peça e/ou o serviço a ser executado, podendo assim, ter descontos consideráveis em relação aos gastos com estas atividades. Com a elaboração do planejamento financeiro, será possível informar aos seus clientes previamente o dia e por quanto tempo a máquina ficará parada, sendo impossível o atendimento. Porém, o seu principal cliente, a Coopervap, irá providenciar a liberação para que seja contratada uma linha extra para cobrir essas “faltas” das máquinas. Mesmo dessa maneira, irá diminuir consideravelmente o tempo de parada dos equipamentos, uma vez que sendo feitas as manutenções previamente, os possíveis problemas que poderão ser apresentados, já serão tratados, dando pelas condições das máquinas operarem com boas condições, satisfazendo as necessidades de seus associados. 90 A aplicação dessa processo, resultará na redução dos custos gerais da empresa, conseguindo assim, fazer com que a empresa apresente resultados positivos financeiramente. 7.2 Apresentação dos objetivos O objetivo geral apresentado para a empresa, é propor para a mesma a criação do orçamento financeiro, tendo em vista que este irá trazer vários benefícios, sendo esta uma das melhores formas de fazer realmente a gestão dos custos dentro da empresa e não ser uma forma de acompanhamento das despesas, como é feito hoje dentro da organização. Com a criação do orçamento, será possível identificar quais são os maiores gastos que a empresa tem hoje, gastos estes sendo consideradas todas aquelas atividades que de qualquer forma, geram custos para a empresa. Para que esse orçamento seja eficiente, este precisa ser trabalhando junto com o planejamento das manutenções preventivas, que também e proposto dentro do projeto. È preciso saber qual a forma que será utilizada para a realização destas manutenções, bem como o que será necessários quais os recursos, para que o orçamento seja baseado conforme as manutenções. Após a elaboração tanto do planejamento de Manutenção como do Orçamento financeiro, precisa ser feito um controle diário dos dois itens, com o foco principal em verificar o que está sendo cumprido e o que não está, quais as dificuldades que estão sendo verificadas, de forma a resolver todos os problemas para que estes não atrapalhem no andamento do processo. Em relação aos gastos diários que surge na empresa, a proposta é que estes precisam ser todos justificados, como uma forma de buscar formar para reduzir ou ainda melhor, eliminar o gasto que foi apresentado. Isso em forma de relatórios que irão servir como uma base de calculo para a elaboração dos próximos planejamentos de manutenção bem como para o orçamento financeiro dos próximos anos. Estes relatórios serão sempre revisados, a medida que os problemas forem acontecendo e assim, estes deverão ser avaliados para que seja tomada medidas preventivas para que estes itens não sejam frequentes. Porém, existem os custos fixos que deverão ser trabalhos de formar a minimizar, porem, sabe-se que não tem como a 91 empresa sobreviver sem estes, como por exemplo, os salários dos funcionários, combustível, lubrificantes, etc. Desde maneira, será possível atingir o objetivo geral que se espera com a execução do projeto dentro da empresa, ou seja, reduzir os custos a partir da criação do planejamento e orçamento financeiro da empresa. 92 8 METODOLOGIA Inicialmente foi necessário, conhecer a empresa de forma a entender tudo o que se passa na mesma, e qual a forma de trabalho e postura dos gestores. Dentro da FERGASAN, mesmo com as evidências de seus problemas, observou-se que muitas informações estavam arquivadas e precisavam ser esclarecidas para o melhor entendimento do que fazer para a resolução do problema. Na FERGASAN, conforme identificado, observa-se que a empresa passa por problemas financeiros. Á falta de orçamento está gerando autos custos com as manutenções corretivas, concluindo que realmente a mesma passa por problemas relacionados com a administração financeira no geral. Á falta do orçamento para a realização das atividades na empresa, faz com que a mesma gaste muito em consequência dos grandes problemas corretivos que ocorrem em suas máquinas. Para que seja feito um completo entendimento da empresa, foi necessária uma entrevista bem elaborada, com a finalidade de obter informações importantes, que não foram possíveis de identificar apenas com o acompanhamento das atividades na empresa. Conforme Citado por Gil (1996), para que se possam levantar dados que são importantes dentro do processo de pesquisa, precisa utilizar dos métodos voltados para a interrogação e a partir destas é que surgirão as respostas que irão mostrar a natureza do problema. Dentre elas, o autor cita como técnicas para essa metodologia a aplicação a entrevistas com perguntas voltadas para as questões relacionadas com a empresa. Porém, o autor ainda reforça que a pessoa que está na elaboração do projeto, deve conhecer do assunto, de forma a mostrar as formas de melhoria para a empresa. Desde forma, dentro da pesquisa realizada na empresa FERGASAN optou-se pela fonte de coleta de dados a partir de uma entrevista feita com os gestores da empresa, nos quais estes são os maiores responsáveis pelas atividades da empresa. Essa modalidade foi selecionada devido a sua flexibilidade, sendo que pode ser aplicada de diversas formas dentro da empresa, com a finalidade de colher os dados mais importantes e necessários para a resolução do problema. A entrevista foi realizada separadamente com cada um dos gestores da FERGASAN, tendo um resultado positivo em relação ao que se esperava, uma vez que a entrevista feita seguiu o principal assunto a ser abordado no projeto, relacionado com a administração financeira e falta de orçamentos da empresa. 93 Para a realização da entrevista foi necessário primeiramente definir quais os dados que se pretendia obter com a mesma e a partir dessas informações, elaborar da melhor maneira as perguntas a serem feitas aos gestores. Essa forma fundamenta-se no pensamento de Gil (1996, p. 93), quando menciona que “a estratégia para a realização de entrevistas em levantamentos deve considerar duas etapas fundamentais: a especificação dos dados que se pretende obter e a escolha e formulação das perguntas”. A entrevista seguiu o modelo padronizado, conforme define Marconi e Lakatos (2005): “é aquela em que o entrevistador segue um roteiro previamente estabelecido”, onde foram feitas perguntas direcionadas aos problemas financeiros e suas principais causas. Tais perguntas seguiram um roteiro previamente definido, direcionadas somente para os gestores da empresa. O objetivo a ser alcançado com a entrevista, foi obtenção de informações relacionadas com a administração financeira e a atual forma de trabalho da empresa em relação aos métodos utilizados para os controles de custos, e a falta deste roteiro pré-definido, poderia sair do que se espera com a entrevista. A entrevista foi realizada separadamente com cada um dos gestores da empresa, para que as respostas pudessem ser conforme o pensando de cada um deles e ao final, comparar as informações que foram passadas pelos mesmos, para que pudesse enxergar com está a maior causa do problema encontrado. De acordo com a necessidade da área e as fontes de pesquisas disponíveis, foi realizada a pesquisa qualitativa, com a finalidade de descrever os fenômenos que ocorrem na empresa, que geram problemas encontrados para a mesma. Conforme mencionado por Neves sendo mencionado por Gil (1996), a pesquisa qualitativa “compreende um conjunto de diferentes técnicas interpretativas que visam a descrever e a decodificar os componentes de um sistema complexo de significados”. Dessa forma, foi utilizado a própria empresa FERGASAN como a principal fonte de dados para a obtenção de informações importantes para a realização da pesquisa, sendo o autor da pesquisa, o principal instrumento para a elaboração da mesma. A mesma foi feita conforme a entrevista realizada, sendo sua principal característica, a forma descritiva, devido toda a parte de obtenção de informações terem sido elaboradas através dos estágios presenciais, das consultas aos funcionários e entrevista feira com os gestores da empresa. Para essa metodologia adota de pesquisa qualitativa, foi necessário um tempo maior a ser dedicado na empresa, com o intuito de adquirir o maior numero de informações possíveis, para chegar as principais causas dos problemas encontrados na empresa. 94 9 ANÁLISE DE DADOS Nessa fase, será feito a análise dos resultados que foram obtidos com o estudo em questão, de forma a verificar se será viável ou não para a FERGASAN a implantação do orçamento anual na empresa. 9.1 Entrevista A partir das informações que foram possíveis de analisar com a entrevista, fica evidente que a empresa FERGASAN Transportes e Serviços não é feito o a gestão ou controle de custos na empresa. O que pode ser verificado é que a mesma apenas faz um acompanhamento de todas as receitas e despesas da empresa, justificando cada uma de suas despesas, separando por cada uma de suas frotas. Justificando os gestores, que devido as constantes atividades da empresa e sendo apenas os dois gestores os responsáveis por todos os setores da empresa, nunca foi observado que a mesma precisaria de uma gestão financeiro, ainda mencionado que devido à empresa ser de pequeno porte não tem a necessidade de fazer qualquer tipo de plano de contas, DRE, etc. Apenas no final do ano, é feito um pequeno relatório (não sendo exatamente um balanço), de forma a verificar como foi o ano da empresa. Sendo questionados sobre o tipo de manutenção que hoje é realizado na empresa, os mesmos mencionaram que devido as suas frotas não poderem parar para fazer manutenção, estas hoje são feitas apenas em corretivas, ou seja, quando a máquina fica sem condições de rodar, eles levam a mesma para a manutenção que muitas das vezes são feitas por pessoas terceiras da empresa, gerando um custo muito alto, uma vez que muitas desses problemas que são apresentados acontecem a noite, finais de semana, etc. Devido a necessidade de colocar novamente a máquina em operação, a mesma não tem a possibilidade de fazer uma cotação de preços bem feita de forma a pagar o melhor preço com qualidade. Com isso, verifica-se que a participação dos funcionários no momento de decidir se o equipamento vai parar para manutenção ou não, é basicamente quando os mesmos percebem que os equipamentos podem trazer riscos para os mesmos, pois estas informações geralmente são passadas quando o problema já está impossibilitando a mesma de operar. Porém, é justificado que em alguns desses casos que as máquinas quebram ou apresentam qualquer tipo de falha, é devido as estradas com más condições de trafego e 95 as chuvas que provocam atolamento das maquinas, principalmente quando estão carregadas. Estes custos que são gerados após estas manutenções, são passadas para os funcionários apenas quando são os próprios funcionários precisam levar as máquinas para manutenção. Isso ocorre geralmente quando as máquinas apresentam problemas fora da cidade de Paracatu e os próprios motoristas precisam procurar ajuda nas cidades mais próximas do local onde houve o problema ou ainda quando os gestores da FERGASAN não estão na cidade e as máquinas precisam fazer manutenção, uma vez que nessas condições geralmente são os próprios funcionários que assinam as notas de entrega dos serviços. Sendo questionados os gestores da FERGASAN sobre a realização de um planejamento financeiro a longo prazo, os mesmos mencionaram que essa ideia foi levantada no primeiro ano da empresa, porém não foi possível a realização devido as atividades da empresa e os próprio gestores trabalharem em outras empresas. Na visão dos mesmos, a ideia da implantação do planejamento financeiro é sim uma forma mais eficaz de controlar os custos da empresa, mas acreditam que esse processo, caso seja implantado na empresa, pode inicialmente gerar mais custos para a empresa, e no momento eles sabem que não podem ter gastos extras, porém sabem que no futuro os benefícios podem ser maiores que os custos iniciais. Os gestores da empresa mostraram que a maior dificuldade que os mesmos encontram em implantar o planejamento financeiro é a questão dos custos, mencionada acima que pode gerar e que inicialmente teria que ser feito uma dedicação maior dos dois gestores para que este fosse bem elaborado, e os mesmo não mostram confiança em deixar a parte operação (gestão das manutenções – parte operacional) para um de seus funcionários, uma vez que isso se faria necessário para que os dois pudessem dedicar na elaboração do planejamento financeiro. A parte administrativa ainda poderia ser feito pelos mesmos, uma vez que eles estariam trabalhando apenas com essa parte. Com essa falta de planejamento e controle financeiro que não é feito na empresa, eles observam que não seria possível de imediato mostrar no papel qual a real situação da empresa, não podendo ainda ser avaliado uma forma de investimento para a empresa. Apenas eles mencionam que é verificado mensal o lucro de cada frota e o lucro ou prejuízo de cada uma. 96 9.2 Objetivo do Estudo O estudo em questão tem como seu principal objetivo analisar qual a situação da FERGASAN bem como propor a elaboração do orçamento financeiro para que a mesma possa controlar realmente seus custos, com a finalidade de aumentar sua receita. 9.3 Metodologia aplicada para solução do problema O Trabalho foi desenvolvido dentro da empresa FERGASAN junto com o analista administrativo da empresa e com os gestores da empresa. O mesmo iniciou-se em fevereiro de 2012 a junho do mesmo ano, onde pode se identificado três fases distintas que colaboraram para que fosse possível a realização do mesmo. No primeiro momento pode-se destacar a fase da observação e entrevista, onde a mesma consistiu na observação de todo o ambiente administrativo da empresa, bem como entrevistas que foram realizadas com os gestores da empresa, com a finalidade de entender os procedimentos hoje utilizados na empresa e que levaram a empresa a chegar na atual situação em que a mesma se encontra. Em seguida, a fase de coleta de dados, onde foi solicitado aos gestores da empresa que fornecesse os dados financeiros para que fosse possível realizar a análise de todas as informações. Informações solicitadas: fluxo de caixa, plano de contas, DRE, etc. Por fim, com posse das informações que foram passadas pelos gestores da empresa, inicia a fase de lançamento de informações que neste caso foi feito um relatório do que foi possível verificar com a entrevista feita com os gestores e os valores, foram lançados em uma planilha eletrônica para que fosse possível fazer uma análise com a finalidade de verificar qual a real situação da empresa. 9.4 Limitações Para que o projeto pudesse ser elaborado de maneira a alcançar o seu objetivo, seria necessário fazer uma análise financeira da empresa, tomando como base informações que constam geralmente em documentos contábeis. Porém na FERGASAN, a parte contábil da empresa é feita pelo gestor Administrativo da empresa. Dessa forma, foi possível identificar a ausência de informações importantes. Conforme citado anteriormente, a empresa não possui plano de contas e DRE. 97 Outro item que foi encontrado que dificulta muito as análises está relacionado com as saídas de caixas mencionadas nos custos realizados da empresa, onde pode-se verificar que o valor é alto, para que ela não consiga justificar onde foram gastos tais valores. E ainda, leva-se em consideração que os gestores da empresa, todo mês, contam com o valor estipulado no Pró-labore. 9.5 Discutindo resultados obtidos Após a realização das três fases mencionadas acima, precisa ser verificado os resultados que foram obtidos em cada fase. 9.5.1 Entrevista aos gestores Com a entrevista pode se constatado que a empresa, realmente, passa por problemas financeiros, devido à falta de planejamento da mesma, bem como falhas dos próprios gestores da empresa, que afirmam não fazer nenhum tipo de método para controle dos custos, bem como fazer um planejamento financeiro dos possíveis gastos da empresa, para entender e agir nos itens mais críticos, ou seja, nos itens que geram mais gastos para a empresa. Observa-se que os gestores estão à disposição para novas ideias que foram dadas para a melhoria da empresa. A entrevista mostrou alguns pontos importantes de falhas da empresa, que de certo modo, contribuíram para que a empresa chegasse na situação atual: a) Falta de comprometimento dos gestores da empresa: isso porque pode ser observado que a empresa procura sempre manter suas máquinas em operação, porém não focam e se não se comprometem em dar melhores condições para que os funcionários possam trabalhar com segurança e qualidade. Os mesmos não se mostraram comprometidos com a sua própria empresa, no que se relaciona com a parte financeira da empresa. Pode ser observado que o foco dos gestores é a operação de suas máquinas, esquecendo os mesmos que um bom planejamento financeiro e de manutenção irão melhorar os controles de custos da empresa (que hoje não possuem na empresa. b) Falta de consulta nos “números da empresa”: a empresa FERGASAN, não faz nenhum tipo de consulta financeira no momento em que precisa ser 98 comprada uma peça, ferramenta, equipamento para a empresa. Isso faz com que a empresa fique totalmente fora do que ela possui para gastar e onde estão os maiores gastos da empresa. Isso gerou a falta de controle dos custos da empresa, fazendo com que a mesma não consiga atacar nos pontos fortes onde mais estão sendo os gastos. c) Falta de programação de manutenção e planejamento financeiro: devido a necessidade de operação das máquinas, a empresa precisa sempre mantê-las em condições de operar. Porém ela não trabalha com uma programação de manutenções preventivas, como uma forma de evitar com que esses problemas frequentes que vem acontecendo com as máquinas na empresa sejam eliminados. Essa falta de programação também impede que a mesma faça um planejamento financeiro para um determinado período, de forma a prever os possíveis gastos da empresa, bem como uma forma de fazer com que a empresa tenha uma mantenabilidade maior de suas máquinas, para que assim consiga também aumentar suas receitas. Para isso, ela precisa manter suas máquinas em operação e em boas condições para transportar o leite. A mesma é medida pela qualidade dos serviços prestados. 9.5.2 Fase de coleta de Dados A Fase de coleta de dados é a fase mais importante dentro do processo e essa importância foi reforçada com os gestores da empresa para que os mesmos pudessem fornecer todos os dados necessários para o estudo, bem como entender qual a necessidade de tais dados para o projeto. Inicialmente foi solicitado as documentações básicas da empresa e de todos os contratos que ela tem para saber quais os custos que a mesma tem a longo prazo. Além desses, foram solicitados os seguintes documentos: a) Plano de contas Gerencial da empresa; b) Balanço patrimonial e DRE dos últimos três anos; c) Relação do faturamento da empresa nos últimos 12 meses; d) Relação de financiamentos em andamento da empresa; e) Relação de contas a pagar da empresa; f) Relação de contas a receber da empresa; g) Valores gastos com manutenção nas maquinas; 99 h) Relação de empresas que prestam serviços de manutenção para a empresa. Dentre os dados que foram solicitados para os gestores da empresa, a maioria deles a mesma não conseguiu apresentar para que estes fosse inseridos nas análise de dados. Um dos pontos mais graves que pode ser verificado, está relacionada coma falta do plano de contas da empresa e a DRE, umas vez que a empresa já atua a muito tempo no mercado e nunca teve a preocupação de fazer um plano de contas, para que este se fosse uma forma de controlar os seus custos. 9.5.3 Lançamentos das informações O lançamento das informações foi feito em duas fazes pré-determinadas: a) Na primeira fase foi feito um relatório com as informações que foram possíveis de identificar através da entrevista feita com os gestores da empresa. Neste processo foi relatado as ideias de cada um dos gestores que foram passadas através de um escopo de entrevista que foi pré-definido antes da mesma acontecer, sendo uma forma de focar a “conversa” nos assuntos relacionados com a situação financeira da empresa no momento, bem como a percepção de cada um dos gestores quando relacionado com os conhecimentos da administração financeira e sua importância em qualquer que seja o ramo e tamanho da empresa. Com a entrevista foi possível identificar causas que levaram a empresa a chegar na situação em que as mesmas se encontram. b) Na segunda etapa, foi elaborado a planilha com os dados numéricos que foram possíveis levantar na fase de coleta de dados da empresa. Sendo destacado que a maioria dos relatórios que foi solicitado aos gestores da empresa, estes não foram apresentados, justificando os mesmos que a empresa por ser de pequeno porte, não precisa de plano de contas, DRE e relatórios financeiros, geralmente utilizados em qualquer empresa. Foi feito três planilhas (conforme anexo) de forma a identificar na mesma os itens que seriam necessários: a) Os primeiros dados que foram necessários serem levantados e que seriam a base para o projeto, foram os valores realizados da empresa nos últimos 12 meses, onde com os valores encontrados, foi possível fazer uma média de gastos mensal de cada item, bem como um levantamento geral de todos os custos da empresa, e a mesma média mensal 100 de gastos da empresa. Esses dados foram utilizados para a elaboração da planilha de Projeção, ou seja, esta foi utilizada como um memorial de calculo que foi utilizado para a elaboração do orçamento anual que foi proposto para os próximos 12 meses; b) Foi elaborado uma planilha de análise dos fatores financeiros e com estes lançamentos foi possível verificar a viabilidade econômica da empresa atualmente e na projeção feita para o próximo ano, sendo considerado o período de Julho de 2012 a Junho de 2013; c) Por fim foi elaborada uma planilha compondo a projeção de caixa da empresa para o período mencionado acima, considerando a correção de valores que foram considerados inadequados ou exorbitantes comparando-se com o tamanho da empresa. 9.5.3.1 Planilha de lançamentos dos valores realizados de Julho de 2012 á junho de 2012 Nessa etapa de elaboração da planilha de custos realizados da empresa, foi possível identificar algumas contas com números preocupantes que impactaram negativamente na empresa, fazendo com que a empresa tivesse além de um resultado final negativo, a média mensal também ficou negativa. Dentre estas contas, pode-se destacar: a) Impostos de veículos; b) Salários; c) Combustível; d) Lubrificantes e filtros; e) Manutenção (serviços e materiais); f) Fornecedores; g) Seguros; h) Cartão de Crédito; i) Retiradas extras. Pode ser verificado na planilha que o período em que a empresa ficou com seu saldo negativo, foi no mês de novembro, onde pode ser destacado que é também o inicio do período chuvoso e nesta época do ano, é ainda mais necessários que as máquinas estejam em bodas condições de operação, uma vez que boa parte das estradas são de terra, o que dificulta ainda mais o transporte. 101 Neste período, acontece vários problemas com as maquinas devido a falta da programação preventiva nas máquinas, o que acaba gerando problemas nas máquinas que as impossibilita de operar. Quando estes problemas acontece nas estradas, o socorro ainda fica mais complicado e mais critico, dependendo do local. Com isso, os funcionários atrasam a sua entrega, gera muitas horas extras, que consequentemente gera um custo maior para empresa, umas vez que tais horas extras são mais caras que as horas normais. Outra conta muito preocupante esta relacionado com as retiradas de caixas que tem um valor considerável, quando mencionado que estes valores estão descriminados nesta conta devido não terem qualquer tipo de comprovante ou relação de onde foram aplicados. Só é identificado os gastos quando os gestores da empresa, fazem o relatório constando o lucro gerado pela máquina, menos as despesas que foram necessárias com cada uma delas. A diferença de valor que não é identificado onde foi gasto é lançado neste conta. Dessa forma, dificulta ainda mais o controle dos custos da empresa, pois entende-se que está sendo feito retiradas da empresa para custear possíveis custos particulares dos gestores da empresa. 9.5.4Viabilidade Econômica da empresa A partir dos estudos realizados na empresa, foi possível identificar junto com os gestores que seria possível reduzir 10% das despesas da empresa e aumentar a receita em 10%. O aumento seria focado na operação das máquinas, ou seja, fazer com que as máquinas operem com qualidade dentro do prezo, sem problemas de forma a reduzir nos custos com manutenção. Porém deixando esclarecido para que esse processo fosse realizado, preciso seguir a programação de manutenções preventivas nas maquinas, o que irá diminuir as manutenções corretivas, consequentemente uma redução no tempo de parada da mesma, onde esta terá boas condições de se manter em operação, os funcionários cumprirão sua jornada de trabalho sem a necessidade de horas extras, diminuindo assim, os custos de salários. Em relação a redução do custo de manutenção, estas teria seus custos reduzidos tanto no que diz respeito com materiais de reposição das máquinas, bem como na prestação de serviços de terceiros para executar a manutenção. A redução nos materiais teria seu foco principal na cotação de preços com fornecedores para identificar aquele que possui o melhor preço, peça de qualidade, 102 prazo de pagamento, tempo de entrega da peça, dentre outros itens. Quando é feito a cotação de preços é possível identificar aquele que melhor atenderá a demanda da empresa e com qualidade. Quando ocorre a manutenção corretiva e é necessário a compra de uma peça, devido a mesma não poder ficar sem operar, o primeiro fornecedor em que é encontrado a peça é aquele em que a empresa compra, pois não tem a disponibilidade de ficar procurando o melhor preço. O mesmo acontece com a prestação de serviços. Alguns problemas são identificados pelos próprios funcionários e pelo gestor operacional da empresa, porém este deve ser tratado antes que o equipamento pare corretivamente. Nestes casos em que a máquina parou porque problema impede que a mesma continue com suas atividades, na maioria dos casos os funcionários já não mais conseguem efetuar a manutenção. Com isso é necessário levar o caminhão em oficinas ou ainda contratar o serviços de mecânicos para fazer. Estes imprevistos não tem horário de acontecerem e quanto mais fora do horário comercial, maior é o valor cobrado e na empresa. Praticamente os problemas são todos foram do horário comercial, o que gera um custo muito alto na prestação de serviços que pode ser reduzido com a programação das manutenções preventivas na empresa. 9.5.4.1VPL O valor presente líquido tem como sua principal função trazer para os valores presentes os valores que foram investidos na empresa, ou seja, apresentar as previsões de resultados financeiros da empresa um determinado espaço de tempo. O índice deverá ficar acima de zero, o que irá significar que o negócio pode ser viável. Seguindo este conceito foi feito duas análises para a FERGASAN, uma compreendendo o valor realizado de Julho de 2011 até junho de 2012 e outra no período de Junho de 2012 até junho de 2013, com uma previsão de aumento no faturamento de 10% devido ás reduções que foram feitas nos custos e a melhor qualidade de operação das máquinas que gera uma qualidade melhor nos serviços prestados pela empresa. Nos dois períodos que foram analisadas, os resultados obtidos foram favoráveis para a empresa. Considerando os valores realizados pela empresa, o VPL teve o resultado de R$9.879, 07 e considerando os valores projetados o VPL foi de R$9.456,65. 103 9.5.4.2 Payback O Payback é calculado de forma a apresentar o prazo de retorno do investimento, ou seja, em quanto tempo o valor que foi investido na empresa será pago e a empresa começará a dar lucros. Para a obtenção deste resultado foi considerada a média de faturamento mês dos valores realizados e projetados. Tomando com base os resultados apresentados no período que foi realizado, o valor não foi bom, onde o mesmo apresentou 160 meses (pouco mais de 13 anos), para que a empresa tenha o retorno do capital que foi investido. Este resultado justifica-se devido aos grandes números negativos que a empresa realizou no período de Julho de 2011 á Junho de 2012. Caso não seja tomada uma decisão no sentido de reverter a situação da empresa, esta poderá perder mais ainda e até mesmo fechar. Porém, pode-se observar que é possível reverter a situação da empresa, considerando o crescimento de 10% devido a reduções das despesas, no primeiro ano. Considerando a mesma forma de calcular o payback para o período projetado de Junho de 2012 até Junho de 2013, o indicado caiu para apenas 2 meses, o que mostra uma redução considerável e muito favorável para a empresa. Considerando as análises feitas, conclui-se que o cliente deverá ser rigoroso no cumprimento dos índices projetados, para que a mesma consiga reverter a sua situação negativa. 9.5.4.3 TIR A taxa interna de retorno mede o valor da remuneração básica do capital investido no negócio, tendo referência para serem utilizadas para cálculos, os valores investidos na abertura do negócio e as projeções e realizações financeiras da empresa em um período. Sendo analisados os valores realizados pela empresa no período de Junho de 2011 até Junho de 2012, sendo considerado o valor total de investimento R$280.000,00 a TIR não pode ser calculada, devido os seus consecutivos números negativos. Já considerando o período de Julho de 2012 até Junho de 2013, onde todos os seus valores foram positivos, a TIR foi de 38,69%, concluindo assim que somente com um programa reestrutura financeira da empresa é que será possível reverter a situação da empresa, 104 sendo assim, o capital investido no negócio um retorno atrativo para os sócios da empresa. 9.5.5 Projeções financeiras Analisando os dados da realizados da empresa no período de Junho de 2012 á junho de 2012, observa-se a necessidade de redução de custo que deverá ser feita para que a empresa consiga alcançar seus objetivos. Para isso, algumas medidas devem ser tomadas para que a FERGASAN consiga alcançar saldo positivo mensal, sem que prejudique a qualidade dos seus serviços. Inicialmente foi considerado um aumento aproximado de 10% das receitas da empresa, que seriam geradas devido as boas condições das máquinas da empresa, ficando maior tempo disponível para a prestação dos serviços. Esses valores que podem ser observados na planilha, tiveram como base os valores que foram realizados pela empresa nos últimos 12 meses. Essas médias também foram estudadas com a finalidade de se entender quais das despesas poderiam sofrer redução, sem que prejudique a qualidade dos serviços, para se conseguir um resultado positivo na projeção para os próximos 12 meses. Após ser apresentada a projeção, pode ser observado que os próprios gestores da empresa, acreditam que a empresa tem um grande potencial para continuar suas atividades por um período ainda maior de tempo. Com os dados apresentados e sendo mostrados de forma clara e com números, os gestores puderam entender que para empresa ter redução dos custos, o primeiro passo deverá partir dos próprios gestores da empresa, uma vez que eles são os responsáveis pelo sucesso ou fracasso da empresa. 9.5.6 Reduções de custos das contas críticas Após a coleta dos dados realizados do período de Julho de 2012 a junho de 2012, verificou-se que as contas citadas acima como as mais criticas deveriam ser o foco para a redução dos custos. Tendo em vista que muitas delas tem custos desnecessários e custos que não conseguem identificar onde foram gastos, estes somente são identificados, quando é feito o levantamento das receitas e das despesas, e percebe-se que estão faltando valores. Alguns ações foram propostas para que as reduções fosse possíveis. 105 a) Impostos de Veículos: neste campo pode ser verificado que os valores altos são devidos os impostos dos veículos que são pagos em atrasos, e acabam gerando multas. Fazer com que a empresa quite todas as despesas com os veículos dentro do prazo para evitar que se paguem multas. b) Salários: a redução nas contas de salário dar-se devido as máquinas estarem em boas condições de operação, os motoristas irão cumprir suas rotas com dentro do horário previstos, não gerando assim horas extras. Devido a estes grandes problemas com as máquinas e muitos dos motoristas dobrarem, o motorista que hoje é contratado para ajudar, poderá ser dispensado, reduzindo os custos com salários e encargos trabalhistas. c) Combustível: este é um dos itens mais complicados que foram identificados para ser reduzido. Todos os caminhões precisam estar abastecidos para que não fiquem parados nas estradas por falta de combustível. A redução neste caso dar-se na mudança do local credenciado pela empresa para efetuar o abastecimento. Desde o início das operações da empresa, ele abastece no mesmo estabelecimento, isso faz com que o fornecedor não se importante e proporcionar benefícios para a empresa, por serem a tanto tempo clientes da empresa. Foi verificado que outros estabelecimentos possuem condições mais favoráveis, com a mesma qualidade e que trará uma redução nos custos desta conta. d) Lubrificantes e filtros: com as manutenções preventivas que serão feitas nas máquinas, os desgastes dos filtros e lubrificantes, irão atender o que é proposto pelo fabricante, ter a duração que realmente eles suportam e ainda a mudança para outro fornecedor melhores preços. e) Manutenção (gastos com materiais e serviços): este é um dos itens que geram mais desgastes na empresa. Devido as manutenções acontecerem somente em corretivas, as peças tem um desgaste muito grande e precisam ser trocadas imediatamente. Com isso não tem a possibilidade de se fazer as cotações de preços. Com as manutenção preventivas, essas peças irão poder ser compradas antecipadas, após uma inspeção feita antecipada. Isso acontece também com a questão da prestação de serviços que é feito nas manutenções. A antecipação dos serviços, irá gerar um custo menor, pois o problema está mais simples de ser resolvido. 106 f) Fornecedores: A consequência dos itens levantados acima é que irá proporcionar um custo menor com os fornecedores, pois as cotações serão fechadas com aqueles que possuem os menores preços. Outro item que foi identificado, foi o pagamento em atraso de alguns boletos de fornecedores que geram altos custos com os juros. Estas devem ser negociadas os prazos para que a empresa consiga cumprir com suas obrigações e não peguem multas por atrasos. g) Seguros: os seguros deverão ser revisados, pois existem outras seguradores que possuem melhores preços e são focadas no ramo de máquinas da FERGASAN. Hoje a atual seguradora tem como seu principal foco, os carros de empresas utilizados no dia-a-dia. Isso faz com que ela não oferece tantos benefícios com as seguradores do ramos de máquinas como as que compõe a empresa em questão. h) Retiradas Extras: Foi identificado um grande custos que foi alocado na conta de retiradas extras devido estes não terem seu destino justificado, ou seja, são custos retirados do caixa da empresa que não são possíveis de identificar seu destino. Dentro de uma empresa, isso não pode acontecer, pois gera a dúvida em qual local foi gasto determinado valor. Com isso, foi mencionado no orçamento que a empresa não terá nenhum gasto extra que não seja possível identificar a sua natureza. Desta forma, será possível identificar com precisão qual a conta que está tendo o maior gasto e como pode ser trabalhado para que estes custos sejam reduzidos. i) Tarifas de Cartão: Foi identificado que muitos itens são adquiridos em duas forma, sendo alocados em duas contas. Um exemplo é o caso de combustível, que foi identificado que o mesmo é feito no fornecedor credenciado e também são abastecido em outros postos e foram pagos as despesas no cartão. Com isso, faz com que não seja preciso o valor da conta de combustível. Os cartões devem ser utilizados para a compra de pequenos itens que não são viáveis ser pagos com um prazo maior ou ainda compras que oferecem descontos em compras parceladas no cartão. Seja qual for o valor, as boletas deverão ser pagas até o vencimento, para que não seja gerado os juros que atualmente a empresa vem pagando devido aos atrasos de pagamento das boletas. 107 j) Contas de telefone: mesmo não sendo um valor que impacta tanto, foi identificado que os valores que atualmente pagos estão altos. A proposta e a firmação de um plano que inclua os gastos de Telefone Fixo, internet e celular, que oferecem descontos com uma franquia que consiga atender a demanda que a empresa precisa. Deste forma, os funcionários terão maiores condições de ter um produto de qualidade, que atende e gera apenas uma boleta para pagamento. Outro ponto importante é a questão do uso os telefones da empresa para fins particulares. Isso, gera um certo constrangimento aos demais funcionários, pois uns utilizam grande valor com ligações particulares e outros não tem o direito de fazer uso de ligações, muitas vezes para questões de trabalho. 9.6 Conclusões Finais Dentro da empresa FERGASAN, pode-se verificar que a mesma possui duas áreas definidas que devem manter um contato maior: área operacional e administrativa financeira, que geram alguns aspectos importantes que deve ser observado. O foco principal é a redução dos custos da empresa. Conseguindo fazer uma redução dos custos da empresa, verifica-se que esta poderá aumentar sua receita, isso devido à implantação das manutenções preventivas nas máquinas, elas não terão que parar por problemas (manutenção corretiva), assim conseguirão atender dentro dos prazos a rotas. Quanto mais eficiente e qualidade dos serviços prestados pela empresa, maior será a participação da mesma no item de “Prêmio de Qualidade”, aumentando assim a receita da empresa. Deverá ser feito uma mudança em todo o processo financeiro da empresa para que esta consiga cumprir o que foi proposto no orçamento anual elaborado. A FERGASAN precisa cumprir todas as manutenções preventivas nas máquinas para que estas possam operar com eficiência e atender a demanda de seus clientes. As manutenções preventivas é uma forma que a empresa terá para manter suas máquinas em boas condições de operar e ainda uma forma de reduzir os custos das peças e serviços prestados, pois a empresa teria condições de fazer cotações e pesquisar o melhor preço oferecido e com a qualidade que a empresa precisa. 108 9.6.1 Conclusões Operacionais Nessa etapa do processo, observa-se alguns itens que são identificados como possíveis causas para que a empresa chegasse na condição financeira atual. A falta de programação de manutenção preventivas nos equipamentos, pode ser mencionada com uma das causas principais para a empresa chegar a situação financeira em que ela se encontra. Devido a ausência das mesmas, as manutenções corretivas, acontecem diariamente prejudicando os trabalhos dos funcionários da empresa, bem como impactando nos custos, pois gera autos valores gastos com manutenção e ainda prestação de serviços de terceiros nas maquinas, porque devido à falta de programação, os fornecedores cobram mais caro da empresa, por ela necessitar que o serviço seja executado da melhor maneira, porém com agilidade pois suas máquinas não podem ficar parada esperando fazer cotações de preços, compra de peças mais baratas, prestadores de serviços com disponibilidade e preço baixo. Observa-se também certa “correria” no dia-a-dia dos gestores da empresa, tendo em vista que um deles fica por conta da parte operacional sozinho e o outro além de tomar conta de toda a parte administrativa da empresa, este ainda tem trabalho fixo em outra entidade, não sendo possível uma total doação para a empresa FERGASA. Devido a esse problema, a empresa nunca conseguiu implantar um sistema que pudesse apresentar sempre que necessário, a situação da empresa através de números. Isso é evidenciado pela falta do plano de contas, DRE, fluxo de caixa, etc. Dessa forma, deverá ser feito pela gerência da empresa, um sistema informatizado que seja confiável e que possa ser consultado todas as vezes que for decidir qualquer item relacionado a finanças, como por exemplo: compras. 9.6.2 Conclusões Financeiras A partir da análise dos valores que foram apurados e lançados na planilha de análise financeira, é possível identificar que a empresa se encontra em situação de comprometimento de liquidez. Ou seja, pode-se se afirmar que caso não seja tomado providencias para a correção dos valores, a mesma pode encaminhar para a falência, pois de acordo com os valores apurados, a tendência é que esses números aumentem negativamente. 109 Pode se afirmar a informação acima tomando com base os valores que foram apresentados no lançamento do realizado da empresa, que fez com que a empresa obtivesse consecutivos resultados negativos no período de 12 meses que foi considerado os valores realizados (Julho de 2011 á Junho de 2012). Outro fator importante foram os índices financeiros que foram apresentados, onde a TIR neste período foi nula, devido aos valores negativos que a empresa apresentou, em determinados meses do ano; o payback apurado foi muito perigoso, tendo em vista que o resultado foi de 160 meses, o que conclui-se e torna o investimento inviável. Quando feito a análise considerando o aumento da receita de 10% gerado através das reduções de custos realizadas pela empresa considerados e projetados no para o período de Julho de 2012 até Junho de 2012, os resultados apresentados foram mais precisos e favoráveis para a empresa, sendo a TIR de 38,69% e o payback de apenas 2 meses. Com esses resultados apresentados, acredita-se que as projeções que foram apresentadas a empresa são realizáveis, uma vez que em valores reais, pede-se um aumento anual de venda de R$112.339,07, o que representa um valor de R$9.361,59, sendo considerado apenas o aumento que a empresa terá nas suas receitas, não levando em consideração os valores obtidos com a redução das despesas. Porém, para que estes resultados sejam favoráveis para a empresa, precisa de um esforço considerável por partes dos gestores da empresa, para que os métodos apresentados para a redução dos custos seja realmente aplicados dentro da empresa e esta consiga reduzir os custos e o mais importante, que ela consiga controlar realmente todas as suas receitas e despesas, de modo a fazer com que a empresa alcance o resultado esperado. 110 CONCLUSÃO Conclui-se que as empresas, independente do seu tamanho, precisam da administração financeira para conseguir controlar toda as suas receitas e despesas. Empresa ainda que trabalham com máquinas e precisam que estas estejam sempre em operação, precisam realizar manutenções preventivas para garantir a operação das mesmas. Para que essa manutenção preventiva seja eficaz, é preciso que seja implantado o a programação de manutenção e o planejamento financeiro, que tem o orçamento como seu maior aliado. Isso foi proposto na empresa FERGASAN. Na mesma foi identificada os problemas financeiros que na sua maioria, foram gerados devido as manutenções corretivas que não acontecem na empresa, bem como a inexistência da Administração financeira (ausência de plano de contas, DRE). O planejamento financeiro proposto, irá fazer com que a empresa trabalhe com foco na gestão de custo, procurando sempre seguir o que foi proposto no seu orçamento de forma a garantir a qualidade na prestação de seus serviços. Um fator muito importante é a gestão e controle eficaz dos custos, pois essa redução de custos, fará com que a empresa trabalhe com qualidade, aumentando assim sua receita, no item relacionada na qualidade dos serviços. A gerência da empresa é a maior responsável pelos resultados da empresa, sejam estes negativos ou positivos, pois são os gestores da empresa que a compõem e devem gerenciar a empresa de forma que a mesma alcance os objetivos esperados. Para a empresa FERGASAN, um dos itens importantes e que a gestão da empresa deverá sempre buscar e a mantenabilidade, que irá medir a disponibilidade de operação das máquinas após feita uma manutenção. Isso significa que a empresa passará por uma manutenção preventiva, seguindo o que foi proposto no orçamento e de forma que a máquina consiga se manter em operação durante todo a sua rota, sem que ocorra prejuízos para ambas as partes. 111 SUGESTÕES E PROPOSTAS A partir dos resultados apresentados na análise de dados realizados e dados projetados da empresa FERGASAN, podemos citar algumas propostas de melhoria que, após implantadas na empresa, terão grande participação no sucesso da mesma. São elas: a) Implantar o orçamento financeiro, de forma a prever os possíveis gastos da empresa relacionados com suas atividades de modo geral; b) O ideal é que o orçamento seja feito detalhadamente em um período anual, de forma que seja mais preciso todos os valores que serão orçado para cada atividade; c) Implantar sistema para gestão e controle de custos na empresa de forma que a mesma consiga seguir totalmente o que foi programado no orçamento, evitando assim surpresas desagradáveis, como os custos acima do esperado pela empresa; d) Ter um memorial de caçulo que seja capaz de dar uma direção para que a cada ano os orçamentos sejam os mais eficazes possíveis, de forma a apresentar resultados positivos para a empresa; e) A sugestão para a criação de programação de manutenção nas máquinas, fará com que a empresa tenha um caminho que ela deverá percorrer para fechar o seu orçamento anual, conforme proposto. 112 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS BRESSAN, Aureliano Angel. Princípios e práticas do orçamento Empresarial. Belo Horizonte, 2006. Disponível em: <http://rae.fgv.br/sites/rae.fgv.br/files/artigos/10.1590_S003475902006000000012.pdf>. Acesso em: 29 mar. 2012. FILHO, Gil Branco. A organização, o planejamento e o controle da manutenção. Rio de Janeiro: Editora Ciência Moderna Ltda, 2008. FREZATTI, Fábio. Beyond budgeting: inovação ou resgate de antigos conceitos do orçamento empresarial?.São Paulo, v. 45, n.2. 2005 Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S003475902005000200003&script=sci_abstract&tlng=pt>. Acesso em: 04 mai. 2012. GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 3. ed. São Paulo: Editora Atlas S.A., 1996. GITMAN, Lawrence. Princípios da administração financeira. 12. Ed. São Paulo: Habra, 1997. HOJI, Masakazu. Administração Financeira Orçamentária. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2009. JAFFE, Ross Westerfielf. Administração Financeira. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2010. LAFRAIA, João Ricardo Barusso. 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Como é feito a escala de manutenção nos equipamentos operacionais? 5. Os funcionários da empresa tem conhecimento dos custos da empresa? 6. Qual a participação dos funcionários na programação das atividades a serem executadas? 7. É feito um balanço mensal da empresa? 8. É possível fazer hoje uma análise financeira da empresa? De que forma? 9. Qual a dificuldade existente para realizar o planejamento financeiro? 115 APÊNDICE B – CUSTOS REALIZADOS (continua) Receitas Saldo Anterior Caminhoes Leite Reto-escavadeira Aluguel/Frete Extra Premio Qualidade Sub-Total 01 jul/11 78.285,00 16.000,00 9.428,50 1.565,70 105.279,20 ago/11 7.676,15 79.345,58 16.000,00 9.334,56 1.546,91 113.903,20 set/11 17.164,47 73.478,30 16.000,00 8.947,83 1.469,57 117.060,17 out/11 23.282,84 69.804,39 16.000,00 8.580,44 1.396,09 119.063,76 nov/11 23.936,92 63.314,17 16.000,00 7.931,42 1.266,28 112.448,79 dez/11 19.302,40 60.998,46 16.000,00 7.699,85 1.219,97 105.220,67 jan/12 (10.445,49) 55.848,54 17.600,00 7.344,85 1.116,97 71.464,87 fev/12 (21.061,08) 56.856,11 17.600,00 7.445,61 1.137,12 61.977,76 Custos Fixos Agua Energia Telefone Fixo Celular Aluguel Internet Materiais de Consumo Impostos/Seguros Veículos Salários Pro-Labore Encargos Trabalhistas Sub-Total 02 jul/11 78,43 198,00 342,21 797,00 550,00 164,90 98,90 1.056,00 18.980,00 2.500,00 1.518,40 26.283,84 ago/11 94,76 149,70 353,62 626,90 568,33 164,90 102,20 1.176,00 19.612,67 2.500,00 1.569,01 26.918,09 set/11 98,68 152,69 365,40 757,79 550,00 164,90 112,42 1.296,00 20.004,92 2.500,00 1.600,39 27.603,20 out/11 103,42 155,75 377,58 589,72 550,00 164,90 73,65 1.416,00 20.405,02 2.500,00 1.632,40 27.968,44 nov/11 108,35 158,86 390,17 722,71 550,00 164,90 136,02 1.536,00 20.813,12 2.500,00 1.665,05 28.745,19 dez/11 113,52 162,04 403,17 556,80 550,00 164,90 49,62 1.656,00 42.458,76 2.500,00 1.698,35 50.313,17 jan/12 118,94 155,28 446,61 546,02 650,00 164,90 82,17 1.776,00 21.653,97 2.500,00 1.732,32 29.826,20 fev/12 124,62 168,58 330,50 564,22 650,00 164,90 56,52 1.696,00 22.087,05 2.500,00 1.766,96 30.109,35 Custos Variáveis Combustivel Frete Lubrificantes / Filtros Manutenção (Material) Manutenção (Serviços) Fornecedores Correios Uniformes Financiamentos Seguros Assistência Médica Despesas Viagens Sub-Total 03 jul/11 23.834,05 1.058,50 9.515,24 5.883,41 1.441,70 4.914,25 144,17 1.350,00 ago/11 22.524,04 1.138,47 8.422,93 8.552,40 2.276,20 5.867,28 127,62 set/11 21.247,84 765,31 8.001,79 2.424,78 1.212,39 5.673,92 121,24 out/11 26.035,45 969,10 7.601,70 6.303,54 2.151,77 3.490,22 115,18 nov/11 21.893,67 1.771,12 6.894,91 9.089,36 2.044,68 4.965,71 204,47 dez/11 16.129,49 1.862,20 6.642,73 8.012,94 3.006,47 4.949,92 300,65 jan/12 18.430,02 3.865,85 6.081,91 8.843,09 5.921,55 3.792,43 292,15 1.530,00 fev/12 19.762,52 2.148,47 6.191,63 8.876,29 4.438,14 2.842,81 243,81 5.479,95 475,00 259,51 54.096,26 5.414,19 475,00 229,72 54.798,14 7.800,00 5.143,48 475,00 218,23 52.865,74 4.886,31 475,00 207,32 52.028,26 4.431,99 475,00 188,04 51.770,92 7.800,00 4.269,89 475,00 181,17 53.449,30 3.909,40 522,50 165,87 53.188,89 3.979,93 522,50 168,86 49.006,09 Despesas Tarifas Bancárias Tarifas de Cartão Despesas de Cartório Despesas de Escritório Material de Limpeza Brindes e Doações Manutenção e Conservação Multas Retiradas Extras Despesas com Funcionários Sub-Total 04 jul/11 63,17 2.105,58 106,29 216,26 72,09 2.000,00 1.319,99 1.162,53 10.177,05 610,62 17.222,95 ago/11 62,54 2.084,54 109,83 191,43 63,81 set/11 59,94 1.997,91 112,03 181,86 60,62 out/11 57,47 1.915,62 614,27 172,77 57,59 nov/11 53,11 1.770,24 116,55 306,70 102,23 jan/12 49,15 1.638,21 121,26 438,23 146,08 1.306,84 1.148,58 10.054,93 603,30 15.022,49 1.252,70 1.091,15 8.552,18 573,13 13.308,39 1.201,26 2.036,60 9.074,57 544,47 15.130,14 1.110,40 940,22 8.230,84 493,85 12.630,29 dez/11 51,55 1.718,37 118,88 450,97 150,32 1.500,00 1.077,98 1.905,83 4.929,80 475,79 11.903,70 fev/12 49,82 1.660,78 123,69 365,72 121,91 600,00 1.042,39 844,31 4.391,29 443,48 9.199,91 105.279,20 54.096,26 51.182,94 26.283,84 17.222,95 7.676,15 54.063,75 48,62% 113.903,20 54.798,14 59.105,05 26.918,09 15.022,49 17.164,47 51.874,69 51,89% 117.060,17 52.865,74 64.194,43 27.603,20 13.308,39 23.282,84 50.335,13 54,84% 119.063,76 52.028,26 67.035,50 27.968,44 15.130,14 23.936,92 49.675,58 56,30% 112.448,79 51.770,92 60.677,87 28.745,19 12.630,29 19.302,40 53.270,85 53,96% 105.220,67 53.449,30 51.771,38 50.313,17 11.903,70 (10.445,49) 102.256,99 49,20% 71.464,87 53.188,89 18.275,99 29.826,20 9.510,86 (21.061,08) 116.629,87 25,57% Total Receitas Total de Custos Variáveis Margem de Contribuição Total de Custos Fixos Despesas Gerais SALDO TOTAL PONTO DE EQUILÍBRIO %MC Fonte: Elaborada pela Autora. 1.028,28 829,35 5.260,31 435,62 9.510,86 61.977,76 49.006,09 12.971,67 30.109,35 9.199,91 (26.337,59) 143.860,46 20,93% 116 (conclusão) Receitas Saldo Anterior Caminhoes Leite Reto-escavadeira Aluguel/Frete Extra Premio Qualidade Sub-Total 01 mar/12 (26.337,59) 69.013,30 17.600,00 8.161,33 1.280,27 69.717,31 abr/12 (21.425,96) 69.312,63 17.600,00 8.691,26 1.386,25 75.564,19 mai/12 (17.473,32) 63.747,00 17.600,00 8.134,70 1.274,94 73.283,32 jun/12 (13.883,88) 66.309,65 17.600,00 7.890,97 1.226,19 79.142,92 TOTAIS (19.264,54) 806.313,12 201.600,00 99.591,31 15.886,26 1.104.126,15 Custos Fixos Agua Energia Telefone Fixo Celular Aluguel Internet Materiais de Consumo Impostos/Seguros Veículos Salários Pro-Labore Encargos Trabalhistas Sub-Total 02 mar/12 130,57 171,90 434,85 583,02 650,00 164,90 53,20 1.416,00 19.169,80 2.500,00 1.533,58 26.807,82 abr/12 121,87 175,39 429,68 602,46 650,00 164,90 82,08 1.936,00 19.808,79 2.500,00 1.584,70 28.055,87 mai/12 109,30 178,99 453,98 622,54 650,00 164,90 92,72 1.256,00 20.204,97 2.500,00 1.616,40 27.849,79 jun/12 98,90 152,48 390,83 643,29 650,00 164,90 75,20 1.376,00 20.609,07 2.500,00 1.648,73 28.309,39 TOTAIS 1.301,37 1.979,66 4.718,60 7.612,45 7.218,33 1.978,80 1.014,70 17.592,00 265.808,13 30.000,00 19.566,30 358.790,34 MÉDIAS 108,45 164,97 393,22 634,37 601,53 164,90 84,56 1.466,00 22.150,68 2.500,00 1.630,53 29.899,19 0,12% 0,18% 0,43% 0,69% 0,65% 0,18% 0,09% 1,59% 24,07% 2,72% 1,77% Custos Variáveis Combustivel Frete Lubrificantes / Filtros Manutenção (Material) Manutenção (Serviços) Fornecedores Correios Uniformes Financiamentos Seguros Assistência Médica Despesas Viagens Sub-Total 03 mar/12 19.124,39 1.352,40 6.971,05 5.112,44 3.056,21 3.200,67 105,62 abr/12 23.873,17 780,61 7.548,15 6.287,32 1.943,65 5.465,63 114,37 mai/12 25.036,51 540,35 6.942,05 4.103,65 2.051,82 3.187,35 105,18 jun/12 20.232,18 649,80 6.676,62 3.023,22 4.011,60 3.065,48 101,16 7.800,00 4.480,93 522,50 190,12 51.726,21 4.851,88 522,50 205,86 51.387,27 4.462,29 522,50 189,33 46.951,70 7.800,00 4.291,68 522,50 182,09 50.374,24 TOTAIS 258.123,33 16.902,17 87.490,70 76.512,44 33.556,18 51.415,66 1.975,62 2.880,00 31.200,00 55.601,92 5.985,00 5.985,00 621.643,02 MÉDIAS 21.510,28 1.408,51 7.290,89 6.376,04 2.796,35 4.284,64 164,64 240,00 2.600,00 4.633,49 498,75 498,75 51.803,59 23,38% 1,53% 7,92% 6,93% 3,04% 4,66% 0,18% 0,26% 2,83% 5,04% 0,54% 0,54% mar/12 54,63 1.821,10 107,35 158,43 52,81 abr/12 58,19 1.939,80 110,93 171,55 57,18 mai/12 54,45 1.815,13 113,15 157,77 52,59 1.142,59 950,60 8.321,73 499,30 12.609,24 1.216,78 1.029,29 9.010,64 540,64 13.594,37 1.138,86 746,64 8.287,11 497,23 12.365,71 jun/12 52,82 1.760,54 115,41 151,74 50,58 1.800,00 1.104,74 910,45 7.970,25 478,22 13.916,52 TOTAIS 666,83 22.227,81 1.869,64 2.963,43 987,81 5.900,00 13.942,78 13.595,55 94.260,71 6.195,64 156.414,57 MÉDIAS 55,57 1.852,32 155,80 246,95 82,32 491,67 1.161,90 1.132,96 7.855,06 516,30 13.034,55 0,06% 2,01% 0,17% 0,27% 0,09% 0,53% 1,26% 1,23% 8,54% 0,56% 69.717,31 51.726,21 17.991,10 26.807,82 12.609,24 (21.425,96) 103.882,97 25,81% 75.564,19 51.387,27 24.176,92 28.055,87 13.594,37 (17.473,32) 87.687,74 32,00% 73.283,32 46.951,70 26.331,62 27.849,79 12.365,71 (13.883,88) 77.508,53 35,93% 79.142,92 50.374,24 28.768,68 28.309,39 13.916,52 (13.457,24) 77.879,42 36,35% 1.104.126,15 621.643,02 482.483,13 358.790,34 156.414,57 (32.721,78) 821.064,55 43,70% Despesas Tarifas Bancárias Tarifas de Cartão Despesas de Cartório Despesas de Escritório Material de Limpeza Brindes e Doações Manutenção e Conservação Multas Retiradas Extras Despesas com Funcionários Sub-Total 04 Total Receitas Total de Custos Variáveis Margem de Contribuição Total de Custos Fixos Despesas Gerais SALDO TOTAL PONTO DE EQUILÍBRIO %MC Fonte: Elaborada pela Autora. MÉDIAS (1.605,38) 67.192,76 Análise 16.800,00 Vertical 8.299,28 1.323,86 92.010,51 92.010,51 51.803,59 40.206,93 29.899,19 13.034,55 (2.726,81) 68.422,05 43,70% 117 APÊNDICE C – CUSTOS PROJETADOS (continua) Receitas Saldo Anterior Sub-Total 01 Custos Fixos Agua Energia Telefone Fixo Celular Aluguel Internet Materiais de Consumo Impostos Salários Pro-Labore Encargos Trabalhistas Sub-Total 02 Custos Variáveis Combustivel Frete Lubrificantes / Filtros Manutenção (Material) Manutenção (Serviços) Fornecedores Correios Uniformes Financiamento Seguros Assistência Médica Despesas Viagens Sub-Total 03 Despesas Tarifas Bancárias Tarifas de Cartão Despesas de Cartório Despesas de Escritório Material de Limpeza Brindes e Doações Manutenção e Conservação Multas Retiradas Extras Despesas com Funcionários Sub-Total 04 Total Receitas Total de Custos Variáveis Margem de Contribuição Total de Custos Fixos Despesas Gerais SALDO TOTAL PONTO DE EQUILÍBRIO jul/12 110.543,16 110.543,16 jul/12 50,00 130,00 159,00 200,00 550,00 54,90 40,00 ago/12 36.749,80 148.288,21 111.538,40 ago/12 50,00 130,00 159,00 200,00 550,00 54,90 40,00 set/12 68.701,94 173.592,42 104.890,48 set/12 50,00 130,00 159,00 200,00 550,00 54,90 40,00 out/12 101.746,56 202.316,51 100.569,96 out/12 50,00 130,00 159,00 200,00 550,00 54,90 40,00 nov/12 130.030,88 222.968,34 92.937,46 nov/12 50,00 130,00 159,00 200,00 550,00 54,90 40,00 dez/12 150.274,78 240.488,97 90.214,19 dez/12 50,00 130,00 159,00 200,00 550,00 54,90 40,00 19.500,00 3.000,00 1.400,00 25.083,90 19.500,00 3.000,00 1.400,00 25.083,90 19.500,00 3.000,00 1.400,00 25.083,90 19.500,00 3.000,00 1.400,00 25.083,90 19.500,00 3.000,00 1.400,00 25.083,90 19.500,00 3.000,00 1.400,00 25.083,90 jul/12 22.000,00 650,00 5.000,00 3.500,00 1.000,00 5.000,00 85,00 950,00 6.000,00 ago/12 22.000,00 650,00 5.000,00 3.500,00 1.000,00 5.000,00 85,00 set/12 22.000,00 650,00 5.000,00 3.500,00 1.000,00 5.000,00 85,00 out/12 22.000,00 650,00 5.000,00 3.500,00 1.000,00 5.000,00 85,00 nov/12 19.500,00 1.000,00 6.500,00 4.000,00 1.500,00 5.000,00 85,00 dez/12 19.500,00 1.000,00 6.500,00 4.000,00 1.500,00 5.000,00 85,00 13.800,00 6.000,00 6.000,00 6.000,00 6.000,00 425,00 120,00 44.730,00 425,00 120,00 51.580,00 425,00 120,00 43.780,00 425,00 120,00 43.780,00 425,00 120,00 44.130,00 425,00 120,00 44.130,00 jul/12 63,17 1.000,00 106,29 150,00 60,00 1.000,00 1.200,00 400,00 3.979,46 ago/12 62,54 1.000,00 109,83 150,00 set/12 59,94 1.000,00 112,03 150,00 60,00 out/12 57,47 1.000,00 614,27 150,00 nov/12 53,11 1.500,00 116,55 150,00 60,00 dez/12 51,55 1.500,00 118,88 150,00 1.200,00 400,00 2.922,37 1.200,00 400,00 2.981,96 1.200,00 400,00 3.421,74 1.200,00 400,00 3.479,66 1.500,00 1.200,00 400,00 4.920,44 110.543,16 44.730,00 65.813,16 25.083,90 3.979,46 36.749,80 42.132,21 148.288,21 51.580,00 96.708,21 25.083,90 2.922,37 68.701,94 38.462,57 173.592,42 43.780,00 129.812,42 25.083,90 2.981,96 101.746,56 33.543,59 202.316,51 43.780,00 158.536,51 25.083,90 3.421,74 130.030,88 32.010,84 222.968,34 44.130,00 178.838,34 25.083,90 3.479,66 150.274,78 31.273,58 240.488,97 44.130,00 196.358,97 25.083,90 4.920,44 166.354,63 30.721,29 Fonte: Elaborada pela Autora. 118 (conclusão) Receitas Saldo Anterior Sub-Total 01 Custos Fixos Agua Energia Telefone Fixo Celular Aluguel Internet Materiais de Consumo Impostos Salários Pro-Labore Encargos Trabalhistas Sub-Total 02 jan/13 195.435,28 285.536,68 90.101,40 jan/13 50,00 130,00 159,00 200,00 550,00 54,90 40,00 12.000,00 19.500,00 3.000,00 1.400,00 37.083,90 fev/13 179.574,54 270.917,26 91.342,73 fev/13 50,00 130,00 159,00 200,00 550,00 54,90 40,00 mar/13 177.062,02 282.722,41 105.660,39 mar/13 50,00 130,00 159,00 200,00 550,00 54,90 40,00 abr/13 190.668,70 297.357,86 106.689,16 abr/13 50,00 130,00 159,00 200,00 550,00 54,90 40,00 mai/13 225.539,84 325.372,14 99.832,30 mai/13 50,00 130,00 159,00 200,00 550,00 54,90 40,00 jun/13 253.495,64 355.825,13 102.329,49 jun/13 50,00 130,00 159,00 200,00 550,00 54,90 40,00 19.500,00 3.000,00 1.400,00 25.083,90 19.500,00 3.000,00 1.400,00 25.083,90 19.500,00 3.000,00 1.400,00 25.083,90 19.500,00 3.000,00 1.400,00 25.083,90 19.500,00 3.000,00 1.400,00 25.083,90 Custos Variáveis Combustivel Frete Lubrificantes / Filtros Manutenção (Material) Manutenção (Serviços) Fornecedores Correios Uniformes Financiamento Seguros Assistência Médica Despesas Viagens Sub-Total 03 jan/13 19.500,00 1.000,00 6.500,00 4.000,00 1.500,00 5.000,00 85,00 1.050,00 6.000,00 20.182,83 460,00 120,00 65.397,83 fev/13 19.500,00 1.000,00 6.500,00 4.000,00 1.500,00 5.000,00 85,00 mar/13 22.000,00 650,00 5.000,00 3.500,00 1.000,00 5.000,00 85,00 abr/13 22.000,00 650,00 5.000,00 3.500,00 1.000,00 5.000,00 85,00 mai/13 22.000,00 650,00 5.000,00 3.500,00 1.000,00 5.000,00 85,00 jun/13 22.000,00 650,00 5.000,00 3.500,00 1.000,00 5.000,00 85,00 6.000,00 20.182,83 460,00 120,00 64.347,83 6.000,00 20.182,83 460,00 120,00 63.997,83 6.000,00 6.000,00 6.000,00 460,00 120,00 43.815,00 460,00 120,00 43.815,00 460,00 120,00 43.815,00 jan/13 49,15 1.500,00 121,26 150,00 60,00 fev/13 49,82 1.500,00 123,69 150,00 mar/13 54,63 1.000,00 107,35 150,00 60,00 abr/13 58,19 1.000,00 110,93 150,00 mai/13 54,45 1.000,00 113,15 150,00 60,00 jun/13 52,82 1.000,00 115,41 150,00 Despesas Tarifas Bancárias Tarifas de Cartão Despesas de Cartório Despesas de Escritório Material de Limpeza Brindes e Doações Manutenção e Conservação Multas Retiradas Extras Despesas com Funcionários Sub-Total 04 Total Receitas Total de Custos Variáveis Margem de Contribuição Total de Custos Fixos Despesas Gerais SALDO TOTAL PONTO DE EQUILÍBRIO TOTAL 1.785.833,23 3.021.562,99 1.235.729,76 600,00 1.560,00 1.908,00 2.400,00 6.600,00 658,80 480,00 12.000,00 234.000,00 36.000,00 16.800,00 313.006,80 254.000,00 9.200,00 66.000,00 44.000,00 14.000,00 60.000,00 1.020,00 2.000,00 79.800,00 60.548,49 5.310,00 1.440,00 597.318,49 1.200,00 400,00 3.480,41 1.000,00 1.200,00 400,00 4.423,51 1.200,00 400,00 2.971,98 1.200,00 400,00 2.919,12 1.200,00 400,00 2.977,60 1.200,00 400,00 2.918,23 666,83 14.000,00 1.869,64 1.800,00 360,00 3.500,00 14.400,00 4.800,00 41.396,47 285.536,68 65.397,83 220.138,85 37.083,90 3.480,41 179.574,54 48.100,61 270.917,26 64.347,83 206.569,43 25.083,90 4.423,51 177.062,02 32.897,71 282.722,41 63.997,83 218.724,58 25.083,90 2.971,98 190.668,70 32.423,34 297.357,86 43.815,00 253.542,86 25.083,90 2.919,12 225.539,84 29.418,67 325.372,14 43.815,00 281.557,14 25.083,90 2.977,60 253.495,64 28.987,37 355.825,13 43.815,00 312.010,13 25.083,90 2.918,23 284.008,00 28.606,39 3.021.562,99 597.318,49 2.424.244,50 313.006,80 41.396,47 2.069.841,23 390.129,69 Fonte: Elaborada pela Autora. 119 APÊNDICE D - GRÁFICOS Receitas Realizadas x Orçadas R$ 140.000,00 R$ 120.000,00 R$ 100.000,00 R$ 80.000,00 Realizado R$ 60.000,00 Orçado R$ 40.000,00 R$ 20.000,00 R$ jul-12 ago-12 set-12 out-12 nov-12 dez-12 jan-13 fev-13 mar-13 abr-13 mai-13 jun-13 Fonte: Elaborada pela Autora. Custos Realizados x Orçados R$ 120.000,00 R$ 100.000,00 R$ 80.000,00 Realizado R$ 60.000,00 Orçado R$ 40.000,00 R$ 20.000,00 R$ jul-12 set-12 nov-12 jan-13 mar-13 Fonte: Elaborada pela Autora. mai-13 120 APÊNDICE D – CUSTOS PROJETADOS Média de Faturamento Invest. Inicial R$ (280.000,00) R$ (280.000,00) Média de Venda Saldo Final Proj. Faturamento Saldo Final Proj. jul/10 R$ 105.279,20 9,37% R$ 115.807,12 42.013,76 ago/10 R$ 106.227,05 9,46% 7.676,15 R$ 116.849,75 79.277,25 set/10 R$ 99.895,70 8,89% 17.164,47 R$ 109.885,27 117.316,65 out/10 R$ 95.780,91 8,53% 23.282,84 R$ 105.359,00 150.390,02 nov/10 R$ 88.511,87 7,88% 23.936,92 R$ 97.363,05 175.059,52 dez/10 R$ 85.918,27 7,65% 19.302,40 R$ 94.510,10 195.435,28 jan/11 R$ 81.910,36 7,29% (10.445,49) R$ 90.101,40 179.574,54 fev/11 R$ 83.038,84 7,39% (21.061,08) R$ 91.342,73 177.062,02 mar/11 R$ 96.054,90 8,55% (26.337,59) R$ 105.660,39 190.668,70 abr/11 R$ 96.990,15 8,63% (21.425,96) R$ 106.689,16 225.539,84 mai/11 R$ 90.756,64 8,08% (17.473,32) R$ 99.832,30 253.495,64 jun/11 R$ 93.026,81 8,28% (13.883,88) R$ 102.329,49 284.008,00 R$ 1.123.390,69 100% R$ 1.235.729,76 Média Fatur. R$ 93.615,89 Média de saldo (1.751,32) 172.486,77 Crescimento em 10% R$ 1.235.729,76 Equivale a R$ 112.339,07 no ano R$ 9.361,59 ao mês VPL TIR PAYBACK Situação Atual * R$9.879,07 #NÚM! 160 Situação Projetada ** R$9.456,65 38,69% (2) * taxa média de juros em 2011 segundo BC (12,5%) ** taxa média de juros em 30/05/2012 segundo BC (9,0%) Fonte: Elaborada pela Autora. 121