1 RELATÓRIO DE PESQUISA ASSÉDIO MORAL NO TRABALHO: IMPACTOS SOBRE A SAÚDE DOS BANCÁRIOS E SUA RELAÇÃO COM GÊNERO E RAÇA Regina Heloisa Maciel Suzineide Rodrigues de Medeiros Luís Saraiva Neves Andréa da Hora Francisco Gonzaga Bitu Tereza Cristina Ferreira de Souza Sindicato dos Bancários de Pernambuco CONTRAF 2006 2 SUMÁRIO SUMÁRIO .......................................................................................................................... 2 Lista de Figuras................................................................................................................... 4 Lista de Tabelas ................................................................................................................ 12 1 Objetivos ................................................................................................................... 14 2 Método ...................................................................................................................... 14 3 2.1 População e Amostra ........................................................................................ 14 2.2 Questionário...................................................................................................... 22 2.3 Procedimento .................................................................................................... 23 Resultados ................................................................................................................. 24 3.1 Considerações Iniciais ...................................................................................... 24 3.2 Características da Amostra ............................................................................... 24 3.2.1 Diferenças de Gênero................................................................................ 30 3.2.2 Diferenças entre as Regiões ...................................................................... 36 3.2.3 Diferenças em Relação ao Tipo de Banco ................................................ 40 3.3 Situações Constrangedoras ............................................................................... 44 3.3.1 Duração das Agressões ............................................................................. 57 3.3.2 Freqüência das Agressões ......................................................................... 59 3.3.3 Agressores: tipo e número ........................................................................ 62 3.3.4 Acredita que o(a) agressor(a) tem consciência do que faz ....................... 77 3.3.5 Falou com alguém a respeito das agressões.............................................. 81 3.4 Assédio Sexual................................................................................................ 107 3.5 Organização do Trabalho e Fatores Psicossociais .......................................... 113 3.5.1 Controle sobre o trabalho........................................................................ 124 3.5.2 Aspectos Psicossociais e Clima Organizacional..................................... 128 3.5.3 Reestruturação na empresa ..................................................................... 134 3.6 Sintomas de Distúrbios Psicológicos (SRQ20)............................................... 136 3 4 5 3.6.1 Relação entre o SRQ20 e as situações constrangedoras ......................... 142 3.6.2 Relação entre o SRQ20 e Organização do Trabalho .............................. 145 Discussão ................................................................................................................ 149 4.1 Principais Diferenças de Gênero..................................................................... 150 4.2 Diferenças Relacionadas à Raça/Etnia............................................................ 152 4.3 Diferenças Relacionadas à Orientação Sexual................................................ 152 Conclusões .............................................................................................................. 154 ANEXO........................................................................................................................... 155 4 Lista de Figuras Figura 1: Distribuição de bancários(as) na população e amostra por região. ................................ 18 Figura 2: Porcentagem dos(as) participantes segundo o tipo de banco. ........................................ 25 Figura 3: Histograma das idades dos(as) participantes. ................................................................ 25 Figura 4: Porcentagem dos(as) participantes segundo a faixa etária............................................. 25 Figura 5: Porcentagem dos(as) participantes por sexo. ................................................................. 27 Figura 6: Porcentagem dos(as) participantes por escolaridade...................................................... 27 Figura 7: Porcentagem dos(as) participantes por estado civil. ...................................................... 27 Figura 8: Porcentagem dos(as) participantes quanto à orientação sexual. .................................... 28 Figura 9: Porcentagem dos(as) participantes quanto à raça/etnia.................................................. 29 Figura 10: Porcentagem dos(as) participantes quanto a ser ou não chefe de família. ................... 30 Figura 11: Porcentagem dos(as) participantes por sexo e região .................................................. 31 Figura 12: Porcentagem dos(as) participantes por sexo e tipo de banco....................................... 31 Figura 13: Porcentagem dos(as) participantes por sexo e idade.................................................... 32 Figura 14: Porcentagem dos(as) participantes por sexo e orientação sexual................................. 32 Figura 15: Porcentagem dos(as) participantes por sexo e raça/etnia............................................. 33 Figura 16: Porcentagem dos(as) participantes por sexo e raça/etnia, considerando apenas dois grupos ............................................................................................................................................ 33 Figura 17: Porcentagem dos(as) participantes por sexo e escolaridade. ....................................... 34 Figura 18: Porcentagem dos(as) participantes por sexo e estado civil. ......................................... 35 Figura 19: Porcentagem dos(as) participantes por sexo e ser/não ser chefe de família................. 35 Figura 20: Porcentagem dos(as) participantes por sexo, ser chefe de família e região ................. 36 Figura 21: Porcentagem dos(as) participantes por região e tipo de banco. ................................... 37 Figura 22: Porcentagem dos(as) participantes por região e faixa de idade ................................... 37 Figura 23: Porcentagem dos(as) participantes por região e raça/etnia. ......................................... 38 Figura 24: Porcentagem dos(as) participantes por região e escolaridade...................................... 39 Figura 25: Porcentagem dos(as) participantes por região e estado civil. ...................................... 39 Figura 26: Porcentagem dos(as) participantes por região e ser/não ser chefe de família.............. 40 Figura 27: Porcentagem dos(as) participantes por tipo de banco e faixa de idade........................ 41 Figura 28: Porcentagem dos(as) participantes por tipo de banco e raça/etnia............................... 41 5 Figura 29: Porcentagem dos(as) participantes por tipo de banco e raça/etnia, considerando apenas dois grupos. ................................................................................................................................... 42 Figura 30: Porcentagem dos(as) participantes por tipo de banco e escolaridade. ......................... 42 Figura 31: Porcentagem dos(as) participantes por tipo de banco e estado civil. ........................... 43 Figura 32: Porcentagem de respostas a cada uma das situações de constrangimento propostas no questionário ................................................................................................................................... 45 Figura 33: Média do número de situações constrangedoras relatadas por tipo de banco.............. 46 Figura 34: Média do número de situações constrangedoras relatadas por sexo. ........................... 46 Figura 35: Média do número de situações constrangedoras relatadas por sexo e estado civil. ..... 47 Figura 36: Porcentagem de escolhas de duas das situações constrangedoras por sexo................. 47 Figura 37: Média do número de situações constrangedoras relatadas por região ......................... 48 Figura 38: Porcentagem de escolhas de quatro das situações constrangedoras por região ........... 49 Figura 39: Média do número de situações constrangedoras relatadas por idade........................... 49 Figura 40: Porcentagem de escolhas de quatro das situações constrangedoras por idade............. 50 Figura 41: Média do número de situações constrangedoras relatadas por orientação sexual........ 51 Figura 42: Porcentagem de escolhas de quatro das situações constrangedoras por orientação sexual............................................................................................................................................. 51 Figura 43: Média do número de situações constrangedoras relatadas por raça/etnia.................... 52 Figura 44: Porcentagem de relatos de situações constrangedoras por raça/etnia, considerando apenas dois grupos......................................................................................................................... 53 Figura 45: Média do número de situações constrangedoras relatadas por escolaridade ............... 54 Figura 46: Porcentagem de escolhas de três das situações constrangedoras por escolaridade...... 54 Figura 47: Média do número de situações constrangedoras relatadas por estado civil ................. 55 Figura 48: Porcentagem de escolhas da situação “Seu chefe atribui a você erros imaginários” por estado civil..................................................................................................................................... 55 Figura 49: Média do número de situações constrangedoras relatadas por ser/não ser chefe de família............................................................................................................................................ 56 Figura 50: Porcentagem de escolhas de três das situações constrangedoras por ser/não ser chefe de família....................................................................................................................................... 56 Figura 51: Número de situações relatadas por duração das agressões .......................................... 57 Figura 52: Média da duração das agressões por idade .................................................................. 58 Figura 53: Média da duração das agressões por sexo.................................................................... 58 Figura 54: Porcentagem das respostas à pergunta sobre a freqüência de ocorrência das agressões ....................................................................................................................................................... 59 6 Figura 55: Porcentagem da freqüência de ocorrência das agressões por tipo de banco ................ 60 Figura 56: Porcentagem de escolhas de quatro das situações constrangedoras por freqüência das agressões........................................................................................................................................ 61 Figura 57: Média do número de situações constrangedoras relatadas por freqüência de ocorrência das agressões ................................................................................................................................. 61 Figura 58: Média da duração das agressões por sua freqüência.................................................... 62 Figura 59: Média do número de situações relatadas por ser agredido(a) por outras pessoas além do chefe ......................................................................................................................................... 63 Figura 60: Média da duração das agressões por ser agredido(a) por outras pessoas além do chefe ....................................................................................................................................................... 64 Figura 61: Média do número de situações relatadas pelo número de pessoas que agridem(a) ..... 64 Figura 62: Média da duração da agressão pelo número de pessoas que agridem.......................... 65 Figura 63: Porcentagem de escolhas de quatro das situações constrangedoras por “por quantas pessoas é agredido” ....................................................................................................................... 67 Figura 64: Porcentagem de respostas a “por quantas pessoas é agredido” por sexo ..................... 67 Figura 65: Porcentagem das respostas sobre quem é o(a) agressor(a) .......................................... 68 Figura 66: Porcentagem das respostas sobre o tipo de agressor.................................................... 68 Figura 67: Porcentagem das respostas ao tipo de agressor “superior hierárquico” por região...... 69 Figura 68: Porcentagem das respostas aos tipos de agressores “superior hierárquico” e “subordinados” por tipo de banco ................................................................................................. 70 Figura 69: Porcentagem das respostas ao tipo de agressor “conjunto de colegas” por orientação sexual............................................................................................................................................. 70 Figura 70: Porcentagem das respostas ao tipo de agressor “superior contra todos” por raça/etinia ....................................................................................................................................................... 71 Figura 71: Porcentagem das respostas ao tipo de agressor “subordinado” por escolaridade ........ 71 Figura 72: Porcentagem das respostas aos tipos de agressores “conjunto de colegas” e “superior contra todos” por estado civil ........................................................................................................ 72 Figura 73: Porcentagem das respostas ao tipo de agressor “subordinado” por ser/não ser chefe de família............................................................................................................................................ 72 Figura 74: Porcentagem das respostas sobre o tipo de agressor por sexo ..................................... 73 Figura 75: Porcentagem das respostas sobre o tipo de agressor por região................................... 73 Figura 76: Média do número de situações relatadas por tipo de agressor ..................................... 74 Figura 77: Porcentagem de escolhas de três das situações constrangedoras por tipo de agressor. 75 7 Figura 78: Porcentagem das respostas sobre o tipo de agressor por “é agredido por outros além do chefe”............................................................................................................................................. 75 Figura 79: Porcentagem das respostas sobre o tipo de agressor e “por quantas pessoas é agredido” ....................................................................................................................................................... 76 Figura 80: Porcentagem das respostas sobre o tipo de agressor por sexo do agressor .................. 76 Figura 81: Porcentagem das respostas sobre “acredita que o agressor tem consciência” ............. 77 Figura 82: Percentagem das respostas à “acredita que o agressor tem consciência do que faz”por escolaridade ................................................................................................................................... 78 Figura 83: Média de situações relatadas por “acredita que o agressor tem consciência do que faz” ....................................................................................................................................................... 78 Figura 84: Porcentagem de escolhas das situações constrangedoras por “acredita que o agressor tem consciência do que faz” .......................................................................................................... 80 Figura 85: Porcentagem das respostas sobre “acredita que o agressor tem consciência do que faz” na situação onde o(a) agressor(a) é identificado(a) com o(a) superior(a) hierárquico(a).............. 81 Figura 86: Porcentagem de respostas à pergunta com quem falou sobre a agressão..................... 82 Figura 87: Porcentagem de respostas a ter/não ter falado sobre a agressão com outras pessoas por sexo................................................................................................................................................ 82 Figura 88: Porcentagem de respostas “falou com a família sobre a agressão” por região ............ 83 Figura 89: Porcentagem de respostas a três das possibilidades de “com quem falou sobre a agressão” por tipo de banco........................................................................................................... 83 Figura 90: Porcentagem de respostas a três itens de “com quem falou sobre a agressão” por idade ....................................................................................................................................................... 84 Figura 91: Porcentagem de respostas “falou com o sindicato sobre a agressão” por escolaridade 84 Figura 92: Porcentagem de respostas aos itens de “com quem falou sobre a agressão” por estado civil................................................................................................................................................ 86 Figura 93: Porcentagem de respostas a itens de “com quem falou sobre a agressão” por ser/não ser chefe de família........................................................................................................................ 86 Figura 94: Porcentagem de respostas a “não falou sobre a agressão” por situações constrangedoras relatadas.............................................................................................................. 89 Figura 95: Porcentagem de respostas a “falou com a família sobre a agressão” por situações constrangedoras relatadas.............................................................................................................. 90 Figura 96: Porcentagem de respostas a “falou com os amigos sobre a agressão” por situações constrangedoras relatadas.............................................................................................................. 91 8 Figura 97: Porcentagem de respostas a “falou com pessoa da empresa sobre a agressão” por situações constrangedoras relatadas .............................................................................................. 92 Figura 98: Porcentagem de respostas a “falou com RH sobre a agressão” por situações constrangedoras relatadas.............................................................................................................. 93 Figura 99: Porcentagem de respostas a “falou com sindicato sobre a agressão” por situações constrangedoras relatadas.............................................................................................................. 94 Figura 100: Porcentagem de respostas a “falou com associação de funcionários sobre a agressão” por situações constrangedoras relatadas ........................................................................................ 95 Figura 101: Porcentagem de respostas a “falou com médico do trabalho sobre a agressão” por situações constrangedoras relatadas .............................................................................................. 96 Figura 102: Porcentagem de respostas a “falou com associação de assédio sobre a agressão” por situações constrangedoras relatadas .............................................................................................. 97 Figura 103: Média do número de situações relatadas por “com quem falou sobre as agressões”. 98 Figura 104: Porcentagem de respostas a “com quem falou sobre a agressão” por freqüência das agressões........................................................................................................................................ 98 Figura 105: Porcentagem de respostas a “com quem falou sobre a agressão” por ser agredido por outros além do chefe...................................................................................................................... 99 Figura 106: Porcentagem de respostas a “com quem falou sobre a agressão” por “por quantas pessoas é agredido” ..................................................................................................................... 100 Figura 107: Porcentagem de respostas a “com quem falou sobre a agressão” pelo tipo de agressor colega........................................................................................................................................... 102 Figura 108: Porcentagem de respostas a “com quem falou sobre a agressão” pelo tipo de agressor conjunto de colegas ..................................................................................................................... 102 Figura 109: Porcentagem de respostas a “com quem falou sobre a agressão” pelo tipo de agressor superior hierárquico..................................................................................................................... 103 Figura 110: Porcentagem de respostas a “com quem falou sobre a agressão” pelo tipo de agressor superior contra todos ................................................................................................................... 103 Figura 111: Porcentagem de respostas a “com quem falou sobre a agressão” pelo tipo de agressor subordinado ................................................................................................................................. 104 Figura 112: Porcentagem de respostas a “com quem falou sobre a agressão” pelo tipo de agressor conjunto de subordinados ............................................................................................................ 104 Figura 113: Porcentagem de respostas a “falou com RH sobre a agressão” pelo gênero do agressor........................................................................................................................................ 105 9 Figura 114: Porcentagem de respostas a “com quem falou sobre a agressão” por “o agressor tem consciência do que faz”. .............................................................................................................. 106 Figura 115: Porcentagem de respostas ao tipo de agressão sexual.............................................. 107 Figura 116: Porcentagem de respostas ao assédio sexual por sexo. ............................................ 108 Figura 117: Porcentagem de respostas positivas ao assédio sexual por tipo de banco................ 108 Figura 118: Média do número de relatos de situações constrangedoras e exposição a assédio sexual........................................................................................................................................... 109 Figura 119: Porcentagem de respostas positivas ao assédio sexual por situações constrangedoras relatadas....................................................................................................................................... 111 Figura 120: Porcentagem de respostas ao assédio sexual por tipo de agressor ........................... 112 Figura 121: Porcentagem de respostas ao assédio sexual por “acredita que o agressor tem consciência do que faz” ............................................................................................................... 112 Figura 122: Porcentagem de respostas positivas aos itens de dificuldades encontradas no trabalho ..................................................................................................................................................... 113 Figura 123: Porcentagem de respostas positivas aos itens relacionados à opinião sobre a chefia ..................................................................................................................................................... 114 Figura 124: Porcentagem de respostas positivas sobre o estilo da chefia. .................................. 114 Figura 125: Média de itens relatados de dificuldades no trabalho por situações constrangedoras relatadas....................................................................................................................................... 116 Figura 126: Média de situações constrangedoras relatadas e dificuldades no trabalho............... 116 Figura 127: Tomada de decisões por tipo de banco .................................................................... 117 Figura 128: Tomada de decisões por “seu chefe prejudica a sua saúde” .................................... 118 Figura 129: Tomada de decisões por média de situações constrangedoras relatadas.................. 118 Figura 130: Médias nos índices de estilos de chefia por tipo de banco....................................... 119 Figura 131: Médias nos índices de estilos de chefia por região .................................................. 120 Figura 132: Médias nos índices estilos de chefia por idade. ....................................................... 120 Figura 133: Médias nos índices de estilos de chefia por escolaridade. ....................................... 121 Figura 134: Médias nos índices estilos de chefia por ser/não ser chefe de família ..................... 122 Figura 135: Médias nas escalas estilos de chefia por cinco das situações constrangedoras relatadas ..................................................................................................................................................... 123 Figura 136: Número de situações constrangedoras relatadas e estilos de chefia......................... 124 Figura 137: Porcentagem das respostas sobre o controle do trabalho ......................................... 124 Figura 138: Porcentagem das respostas sobre o controle do trabalho por região........................ 125 Figura 139: Porcentagem das respostas sobre o controle do trabalho por tipo de banco ............ 126 10 Figura 140: Média do número de situações constrangedoras relatadas e controle sobre o trabalho ..................................................................................................................................................... 126 Figura 141: Média da duração das ocorrências de agressão e controle sobre o trabalho ............ 127 Figura 142: Porcentagem das respostas sobre o controle do trabalho e freqüência das agressões ..................................................................................................................................................... 127 Figura 143: Porcentagem das respostas sobre o controle do trabalho e ser agredido por outros além do chefe............................................................................................................................... 128 Figura 144: Porcentagem de respostas aos itens relacionados aos fatores psicossociais do trabalho ..................................................................................................................................................... 129 Figura 145: Média na escala “clima de trabalho” por tipo de banco........................................... 129 Figura 146: Média na escala “clima de trabalho” por seis das situações constrangedoras ......... 130 Figura 147: Média na escala “clima de trabalho” pela média do número de situações relatadas 131 Figura 148: Média na escala “clima de trabalho” por freqüência das agressões......................... 131 Figura 149: Média na escala “clima de trabalho” por “é agredido por outros além do chefe” ... 132 Figura 150: Média na escala “clima de trabalho” por “por quantas pessoas é agredido” ........... 132 Figura 151: Média na escala “clima de trabalho” por agressor ................................................... 133 Figura 152: Média na escala “clima de trabalho” por tipo de agressor ....................................... 133 Figura 153: Média na escala “clima de trabalho” por ter sido assediado sexualmente ............... 134 Figura 154: Média na escala “clima de trabalho” por percepção do controle sobre o trabalho .. 134 Figura 155: Porcentagens de respostas aos itens do questionário de sintomas psicológicos (SRQ20)....................................................................................................................................... 136 Figura 156: Porcentagem de bancários(as) com estresse segundo o SRQ20. ............................. 137 Figura 157: Pontuação no SRQ20 por sexo ................................................................................ 138 Figura 158: Porcentagem dos(as) participantes segundo estar/não estar estressado no SRQ20 por sexo.............................................................................................................................................. 138 Figura 159: Porcentagens de respostas aos itens do questionário de sintomas psicológicos (SRQ20) por sexo........................................................................................................................ 139 Figura 160: Pontuação no SRQ20 por região.............................................................................. 140 Figura 161: Porcentagem dos(as) participantes segundo estar/não estar estressado no SRQ20 por região ........................................................................................................................................... 140 Figura 162: Pontuação no SRQ20 por tipo de banco .................................................................. 141 Figura 163: Porcentagem dos(as) participantes segundo estar/não estar estressado no SRQ20 por tipo de banco ............................................................................................................................... 141 Figura 164: Pontuação no SRQ20 por idade ............................................................................... 141 11 Figura 165: Pontuação no SRQ20 por seis das situações constrangedoras ................................. 142 Figura 166: Número de situações constrangedoras relatadas por número de sintomas relatados no SRQ20 ......................................................................................................................................... 143 Figura 167: Média da duração das agressões por sintomas no SRQ20 ....................................... 143 Figura 168: Média do número de situações constrangedoras relatadas por condição de estresse144 Figura 169: Assédio sexual por sintomas no SRQ20 .................................................................. 144 Figura 170: Resultados no SRQ20 e dificuldades no trabalho. ................................................... 146 Figura 171: Resultados no SRQ20 e tomada de decisões. .......................................................... 146 Figura 172: Resultados no SRQ20 e estilo de chefia voltado para as pessoas. ........................... 147 Figura 173: Resultados no SRQ20 e estilo de chefia voltado para a produção. .......................... 147 Figura 174: Resultados no SRQ20 e escala do clima de trabalho. .............................................. 148 12 Lista de Tabelas Tabela 1: Distribuição dos(as) bancários(as) pelos estados e regiões do Brasil, subdivididos(as) em bancos públicos e privados (Fonte: Barella, 2004).................................................................. 16 Tabela 2: Freqüência e porcentagem de bancários(as) na amostra por unidade da federação e região do país................................................................................................................................. 17 Tabela 3: Bancos em que trabalham os participantes.................................................................... 19 Tabela 4: Cidades e freqüência de participantes na amostra. ........................................................ 20 Tabela 5: Freqüência e porcentagem dos(as) participantes por sexo, escolaridade e estado civil. 26 Tabela 6: Freqüência e porcentagem dos(as) participantes por orientação sexual. ....................... 28 Tabela 7: Freqüência e porcentagem dos(as) participantes quanto à raça/etnia. ........................... 29 Tabela 8: Freqüência e porcentagem dos(as) participantes quanto ser ou não chefe de família. .. 29 Tabela 9: Resultados dos testes de Qui-Quadrado em relação ao gênero ..................................... 30 Tabela 10: Resultados dos testes de Qui-Quadrado em relação à região ...................................... 36 Tabela 11: Resultados dos testes de Qui-Quadrado em relação ao tipo de banco......................... 40 Tabela 12: Freqüência e porcentagem das respostas quanto à freqüência das agressões. ............. 59 Tabela 13: Freqüência e porcentagem das respostas às perguntas ”É agredido por mais alguém além do chefe” e “Quantas pessoas o agridem”. ........................................................................... 63 Tabela 14: Distribuição das respostas às diferentes situações constrangedoras e à pergunta ”É agredido por mais alguém além do chefe” .................................................................................... 66 Tabela 15: Porcentagem das respostas a quem é o(a) agressor(a) por sexo. ................................. 69 Tabela 16: Porcentagem das respostas sobre o tipo de agressor ................................................... 76 Tabela 17: Porcentagem das respostas sobre se o agressor tem ou não consciência do que faz por situações constrangedoras relatadas. ............................................................................................. 79 Tabela 18: Resultados dos testes de Qui-Quadrado entre situações relatadas e “com quem falou sobre as agressões.......................................................................................................................... 87 Tabela 19: Resultados das análises de variância das diferenças entre as médias de situações constrangedoras relatadas e respostas a “com quem falou sobre as agressões” ............................ 97 Tabela 20: Resultados dos testes de Qui-Quadrado das respostas a “com quem falou sobre as agressões” com “ser agredido por outros além do chefe” ............................................................. 99 Tabela 21: Resultados dos testes de Qui-Quadrado de “com quem falou sobre as agressões” com as respostas a quem é o agressor ................................................................................................. 101 13 Tabela 22: Resultados dos testes de Qui-Quadrado de “com quem falou sobre as agressões” com as respostas a se o agressor tem consciência do que faz. ............................................................ 105 Tabela 23: Resultados dos testes de Qui-Quadrado entre ser assediado sexualmente e situações constrangedoras relatadas............................................................................................................ 110 Tabela 24: Matriz de correlação entre os sete itens da escala de dificuldades no trabalho. ........ 115 Tabela 25: Resultados da análise de variância das variáveis situações constrangedoras e a escala de clima de trabalho .................................................................................................................... 130 Tabela 26: Freqüência e porcentagem das respostas à pergunta sobre quando houve reestruturação na empresa................................................................................................................................... 135 Tabela 27: Freqüência e porcentagem dos(as) participantes segundo o SRQ20. ........................ 137 Tabela 28: Resultados das análises de variância das situações constrangedoras e a escala SRQ20 ..................................................................................................................................................... 142 Tabela 29: Correlações de Spearman entre as escalas utilizadas na análise................................ 145 14 1 Objetivos O principal objetivo deste trabalho foi verificar a ocorrência e freqüência de atos e atitudes negativas nos ambientes de trabalho da categoria bancária que podem ser percebidos como assédio moral. Relacionar os atos e atitudes à saúde do(a) trabalhador(a), a algumas características da organização do trabalho e fatores psicossociais, com especial atenção às questões relacionadas a gênero e raça/etnia. 2 Método O método consistiu na aplicação de um questionário sobre assédio moral em uma amostra da categoria bancária de 25 estados brasileiros. 2.1 População e Amostra A amostra foi composta por bancários(as) de todo o Brasil que se dispuseram a participar da pesquisa, respondendo a um questionário sobre assédio moral. Atualmente existem cerca de 400.000 bancários(as) no Brasil, distribuídos(as) por todo o território nacional (Barella, 2004)1. Segundo dados fornecidos pela Confederação Nacional dos Bancários –CNBCUT (2005), os(as) bancários(as) se dividem pelos estados brasileiros segundo a tabela 1, onde se pode perceber uma grande concentração na região sudeste do país. Participaram da pesquisa 2609 bancários(as) de 25 dos 27 Estados da Federação (incluindo o Distrito Federal), como mostra a tabela 2. A tabela 3 mostra a participação por banco. Nota-se pelas tabelas 2 e 3 que alguns estados tiveram participação reduzida e outros estão super-representados na amostra, assim como a proporção de participantes dos diferentes bancos também parece não estar perfeitamente de acordo com a distribuição da 1 Barella, M. Bancos privados já fecharam 3541 postos este ano. CNBCUT, 2004. Disponível em CNB- CUT <www.cnbcut.com.br>. Acesso em 02/2006. 15 população. Assim, não se trata de uma amostra estratificada e não se trata também de uma amostra representativa da população de bancários(as) brasileiros(as), devido ao tipo de procedimento adotado na coleta de dados, mas é, sem dúvida, uma amostra significativa para a verificação da ocorrência do fenômeno em estudo. Como mostra a tabela 2, a amostra corresponde a aproximadamente 0,66% da população total. A figura 1 mostra a distribuição de bancários(as) na amostra por região do Brasil e a tabela 4 as cidades de residência dos participantes. Não foram utilizados quaisquer procedimentos específicos para a inclusão dos participantes na amostra a não ser a decisão voluntária de responder o questionário. As características quanto ao sexo, idade, escolaridade e as outras informações pessoais são discutidas na seção resultados. 16 Tabela 1: Distribuição dos(as) bancários(as) pelos estados e regiões do Brasil, subdivididos(as) em bancos públicos e privados (Fonte: Barella, 2004). Privados Estado/Região Bancários Acre Amapa Amazonas Pará Rondonia Roraima Tocantins Sub-Total (N) 102 144 1,697 1,440 463 105 288 4,239 Alagoas Bahia Ceará Maranhão Paraíba Pernambuco Piauí Rio Grande do Norte Sergipe Sub-Total (NE) 507 6,926 2,284 588 740 3,924 290 537 342 16138 Distrito Federal Goias Mato Grosso Mato Grosso do Sul Sub-Total (C-O) 4,746 4,456 1,468 1,830 12,500 Espirito Santo Minas Gerais Rio de Janeiro São Paulo Sub-Total (SE) 1,496 16,378 25,731 127,366 170,971 Paraná Rio Grande do Sul Santa Catarina Sub-Total (S) Total Geral 15,079 8,040 3,821 26,940 230,788 Públicos (%) Bancários Norte 0.03 438 0.04 215 0.43 1,192 0.36 4,552 0.12 943 0.03 178 0.07 955 1.06 8,473 Nordeste 0.13 1,397 1.74 6,832 0.57 8,118 0.15 2,422 0.19 1,864 0.99 4,644 0.07 1,535 0.13 1,964 0.09 1,919 4.05 30695 Centro-Oeste 1.19 12,788 1.12 4,085 0.37 2,125 0.46 2,062 3.14 21,060 Sudeste 0.38 4,737 4.11 13,984 6.46 14,845 31.99 37,422 42.95 70,988 Sul 3.79 8,680 2.02 18,409 0.96 9,005 6.77 36,094 57.97 167,310 Total (%) Bancários (%) 0.11 0.05 0.30 1.14 0.24 0.04 0.24 2.13 540 359 2,889 5,992 1,406 283 1,243 12,712 0.14 0.09 0.73 1.51 0.35 0.07 0.31 3.19 0.35 1.72 2.04 0.61 0.47 1.17 0.39 0.49 0.48 7.71 1,904 13,758 10,402 3,010 2,604 8,568 1,825 2,501 2,261 46833 0.48 3.46 2.61 0.76 0.65 2.15 0.46 0.63 0.57 11.76 3.21 1.03 0.53 0.52 5.29 17,534 8,541 3,593 3,892 33,560 4.40 2.15 0.90 0.98 8.43 1.19 3.51 3.73 9.40 17.83 6,233 30,362 40,576 164,788 241,959 1.57 7.63 10.19 41.39 60.78 2.18 4.62 2.26 9.07 42,03 23,759 26,449 12,826 63,034 398,098 5.97 6.64 3.22 15.83 100 17 Tabela 2: Freqüência e porcentagem de bancários(as) na amostra por unidade da federação e região do país. Estado Freqüência na amostra AC AM AP PA RO RR TO Região N 0 1 3 45 49 19 1 117 AL BA CE MA PB PE PI RN SE Região NE 40 5 14 2 67 169 95 54 0 446 DF GO MS MT Região CO 288 31 77 1 398 ES MG RJ SP Região SE 3 94 226 790 1113 Porcentagem Porcentagem na amostra válida na amostra Norte 0.00 0.00 0.04 0.04 0.11 0.12 1.72 1.77 1.88 1.93 0.73 0.75 0.04 0.04 4.48 4.60 Nordeste 1.53 1.57 0.19 0.20 0.54 0.55 0.08 0.08 2.57 2.64 6.48 6.65 3.64 3.74 2.07 2.12 0.00 0.00 17.09 17.55 Centro-Oeste 11.04 11.33 1.19 1.22 2.95 3.03 0.04 0.04 15.25 15.66 Sudeste 0.11 0.12 3.60 3.70 8.66 8.89 30.28 31.08 42.66 43.78 Sul PR 148 5.67 5.82 RS 276 10.58 10.86 SC 44 1.69 1.73 Região S 468 17.94 18.41 Total 2542 97.43 100.00 S/R 67 2.57 Total 2609 100.00 (*) Porcentagem na amostra em relação ao total da população. Porcentagem na população 0.14 0.73 0.09 1.51 0.35 0.07 0.31 3.19 0.48 3.46 2.61 0.76 0.65 2.15 0.46 0.63 0.57 11.76 4.40 2.15 0.98 0.90 8.43 1.57 7.63 10.19 41.39 60.78 5.97 6.64 3.22 15.83 100.00 0,66* 18 Figura 1: Distribuição de bancários(as) na população e amostra por região. 19 Tabela 3: Bancos em que trabalham os participantes. Banco ABN Amro Real Banco da Amazônia Banco de Boston Banco de Brasília Banco de Pernambuco Banco do Brasil Banco do Estado de Santa Catarina Banco do Estado do Ceará Banco do Estado do Pará Banco do Estado do Piauí Banco do Estado do Rio Grande do Sul Banco do Nordeste Banco Itaú Banco Mercantil Banco Meridional Banco Rural Banco Safra BIC Banco Bradesco Caixa Econômica Federal Citibank HSBC Nossa Caixa Nosso Banco Santander Banespa SICRED Sudameris Unibanco S/R Total Freqüência 107 12 22 54 11 583 3 1 3 11 40 17 206 27 1 12 10 4 304 416 3 193 39 106 3 43 137 241 2609 Porcentagem (%) 4.10 0.46 0.84 2.07 0.42 22.35 0.11 0.04 0.11 0.42 1.53 0.65 7.90 1.03 0.04 0.46 0.38 0.15 11.65 15.94 0.11 7.40 1.49 4.06 0.11 1.65 5.25 9.24 100.00 20 Tabela 4: Cidades e freqüência de participantes na amostra. Cidade Abreu e Lima (PE) Amambaí (MS) Americana (SP) Ananindeua (PA) Angra dos Reis (RJ) Aparecida (SP) Apucarana (PR) Araçatuba (SP) Arapongas (PR) Araripina (PE) Arroio do Meio (RS) Assis Chateaubriand (PR) Bagé (RS) Bandeirantes (PR) Barra Bonita (SP) Barra do Piraí (RJ Barra Mansa (RJ) Barueri (SP) Belém (PA) Belo Horizonte (MG) Biriguí (SP) Boa Vista (RR) Bom Jardim (RJ) Botucatu (SP) Brasília (DF) Cabo (PE) Cabreuva (SP) Cachoeira do Sul (RS) Camaguá (RS) F 2 3 6 1 15 1 5 15 10 1 2 4 5 1 6 8 16 6 37 5 3 19 2 3 288 3 1 10 6 Cidade Coronel Fabriciano (MG) Crato (CE) Criciúma (SC) Crissiumal (RS) Cristalina (GO) Cruzeiro (SP) Cuiaba (MT) Curitiba (PR) Divinopolis (MG) Dourados (MS) Duque de Caxias (RJ) Encantado (RS) Estrela (RS) Floriano (PI) Florianópolis (SC) Fortaleza (CE) Gama (GO) Goiânia (GO) Goianinha (RN) Guaporé (RS) Guaratinguetá (SP) Guarulhos (SP) Ibateguara (AL) Igrejinha (RS) Indaiatuba (SP) Ipatinga (MG) Ipumirim (SC) Itapecerica da Serra (SP) Itaperuna (RJ) F 2 11 21 6 1 10 1 68 1 22 19 4 12 9 14 3 7 1 7 8 8 1 1 12 4 7 1 1 13 Cidade Macapá (AP) Macau (RN) Maceió (AL) Manaus (AM) Marabá (PA) Maraú (RS) Mendes (RJ) Mogi Guaçú (SP) Mogi Mirim (SP) Natal (RN) Naviraí (MS) Niteroi (RJ) Nova Cruz (RN) Nova Friburgo (RJ) Nova Odessa (SP) Oeiras (PI) Olinda (PE) Osasco (SP) Palmas (TO) Paracambí (RJ) Paracatu (MG) Parnaíba (PI) Parobé (RS) Patos de Minas (MG) Patrocínio (MG) Paulista (PE) Pedreira (SP) Pelotas (RS) Pendências (RN) F 3 1 39 1 2 4 1 2 3 39 9 46 1 12 1 3 3 29 1 1 8 7 7 46 4 4 1 42 1 Cidade Santarém (PA) Santo André (SP) Santo Antonio Platina (PR) Santo Cristo (RS) Santos (SP) São Bernardo do Campo (SP) São Borja (RS) São Francisco de Itabapoana (RJ) São Francisco de Paula (RS) São Gonçalo do Amarante (RN) São Gotardo (MG) São João do Meriti (RJ) São José (SC) São José do Campestre (RN) São José dos Campos (SP) São José dos Pinhais (PR) São Lourenço da Mata (PE) São Luis (MA) São Manuel (SP) São Paulo (SP) Serrinha (SP) Sobradinho (GO) Sorocaba (SP) Sumaré (SP) Taboão da Serra (SP) Taguatinga (GO) Taquara (RS) Teresina (PI) Timon (MA) F 1 2 1 3 1 3 11 2 5 1 7 5 2 1 23 9 1 1 2 537 4 11 1 3 9 6 11 61 1 21 Camaragibe (PE) Campina Grande (PB) Campinas (SP) Campo Grande (MS) Campo Maior (PI) Campos dos Goytacazes (RJ) Campos Novos (SC) Canguaretama (RN) Capanema (PA) Capão do Leão (RS) Carapicuiba (SP) Carazinho (RS) Castanhal (PA) Caxias do Sul (RS) Ceará Mirim (RN) Ceilândia (GO) Concórdia (SC) Cornélio Procópio (PR) 3 28 66 34 3 43 1 1 1 1 1 1 1 25 1 2 4 12 Itapetinga (BA) Itatiaia (RJ) Itatiba (SP) Ivinhema (MS) Jaboatão (PE) Jacareí (SP) Jacarezinho (PR) Jaú (SP) Joaçaba (SC) João Pessoa (PB) João Pinheiro (MG) Juiz de For a (MG) Lajeado (RS) Limeira (SP) Londrina (PR) Lorena (SP) Louveira (SP) Luziania (GO) 1 1 4 5 2 7 1 6 1 38 2 10 12 10 18 3 1 1 Petrópolis (RJ) Picos (PI) Piracicaba (SP) Piripiri (PI) Planaltina (GO) Pombal (PB) Ponta Porã (MS) Porto Alegre (RS) Porto Velho (RO) Recife (PE) Redenção (PA) Resende (RJ) Rio de Janeiro (RJ) Rolante (RS) Salvador (BA) Santa Cruz do Sul (RS) Santa Rosa (RS) Santana dos Matos (RN) 16 9 2 3 2 1 4 1 44 150 1 7 7 1 3 58 15 1 Timóteo (MG) Toledo (PR) Três Coroas (RS) Três de Maio (RS) Tuparendi (RS) Umuarama (PR) Valença (RJ) Valinhos (SP) Venâncio Aires (RS) Viçosa (MG) Vilhena (RO) Vinhedo (SP) Viseu (PA) Vitória (ES) Vitória da Conquista (BA) Volta Redonda (RJ) S/R Total: 2609 1 13 4 1 2 6 2 2 7 1 5 2 1 3 1 10 67 22 2.2 Questionário O questionário utilizado foi retirado do site Assédio Moral (www.assediomoral.org.br). Esse questionário foi elaborado por Barreto (2005)2 e encontra-se disponível no site para que pessoas que, de alguma forma, tenham sido ou se sintam assediadas moralmente possam respondê-lo. O questionário foi modificado para a utilização nesta pesquisa em função do tipo de aplicação adotada aqui. O questionário aplicado possui uma parte inicial onde são solicitados alguns dados demográficos dos(as) participantes, tais como sexo, escolaridade, estado civil, orientação sexual, raça/etnia e data do nascimento. Seguem-se perguntas sobre possíveis acontecimentos no local de trabalho em relação à chefia e outros colegas, em que o indivíduo deve apenas marcar as situações constrangedoras pelas quais já passou. Solicita-se também que ele indique a freqüência e duração do(s) acontecimento(s). Finalmente solicita-se que o(a) participante forneça sua opinião sobre dificuldades encontradas no trabalho, tomada de decisões, estilo de chefia e outras informações sobre aspectos psicossociais do trabalho. A esse questionário foi acrescentada uma versão do SRQ20 (Self Response Questionaire). O SRQ20 tem sido utilizado em pesquisas sobre distúrbios psicológicos em geral34. Esse questionário é composto de 20 perguntas fechadas, tipo sim ou não, versando sobre vários sintomas de saúde que se relacionam com distúrbios psicológicos e foi validado para a população brasileira. O instrumento completo aplicado pode ser visto no Anexo 1. 2 Barreto, M. Assédio Moral. Disponível em <www.assediomoral.org.br>. Acesso em 07/2005. Harpham, T.; Reichenheim, R.O.; Thomas, E.; Hamid, N.; Jaswal, S.; Ludermir, A. e Aidoo, M. Measuring mental health in a cost-effective manner. Health Policy and Planning, 18(3): 344–349, 2003. 4 D’Oliveira, A.F.P.L. e Schraiber, L.B. Violence against women in Brazil: overview, gaps and challenges. Expert Group Meeting, UN Division for the Advancement of Women and Economic Commission for Europe (ECE) and World Health Organization (WHO), Geneva, Switzerland, 11/14 April, 2005. Disponível em: http://www.un.org/womenwatch/daw/egm/vaw-stat-2005/docs/expertpapers/d_Oliveira.pdf. Acesso em 14/03/2006. 3 23 2.3 Procedimento Para a coleta dos dados foram utilizados dois procedimentos distintos. No primeiro utilizou-se a Internet como ferramenta. O questionário foi colocado no site da CNBCUT e SEEC-PE (Confederação Nacional dos Bancários/Central Única dos Trabalhadores e Sindicato dos Bancários de Pernambuco) e foram enviadas cartas e e-mails para que os(as) bancários(as) acessassem o site e respondessem o questionário. Foram também colocadas notas nos jornais da categoria enfatizando a importância da pesquisa e solicitando a colaboração dos(as) bancários(as). Esse procedimento, no entanto, não surtiu o efeito esperado, sendo que em três meses de disponibilidade, apenas uns poucos questionários haviam sido respondidos. O segundo procedimento consistiu na distribuição e solicitação de retorno do questionário respondido pelos diversos sindicatos da categoria. Nos dois casos os questionários foram acompanhados de uma carta de esclarecimento sobre a pesquisa e instruções de como ele deveria ser respondido. Além disso, informavase aos participantes que eles(as) não deveriam se identificar, a fim de manter o sigilo sobre as informações, respeitando-se, portanto, os preceitos éticos de proteção do anonimato dos(as) participantes. Para evitar possíveis duplicações de dados, principalmente em relação à Internet, e evitar que não bancários(as) fossem considerados(as) na amostra, alguns cuidados foram tomados. O principal foi a solicitação das iniciais do(a) participante, juntamente com a data de nascimento, nome do banco em que trabalha e o código numérico do banco. Uma checagem dessas informações permite verificar, em parte, a duplicação de dados. A amostra inicial possuía 2839 respondentes, utilizando-se o procedimento de checagem, decidiu-se eliminar 230 casos, considerados possíveis duplicações ou que apresentavam inconsistências. Os dados coletados foram digitados em tabelas do programa Excell e posteriormente analisados através do programa SPSS. 24 3 Resultados 3.1 Considerações Iniciais O total de participantes na pesquisa foi de 2609 bancários(as) e as distribuições por estado e região do país podem ser vistas nas tabelas 1 e 2 e na figura 1. Uma vez que os dados sobre a população (tabela 1) especifica as sub-populações de bancos públicos e privados e essa característica ser provavelmente importante para o fenômeno em estudo, essa variável foi considerada na análise. Todas as outras variáveis demográficas foram utilizadas na análise. Quanto à variável idade, esta foi obtida através da transformação da variável data de nascimento, considerando o mês de dezembro de 2005 como base, e dividindo-se a amostra em quatro categorias: “até 24 anos”, “25 a 34 anos”, “35 a 44 anos”, “mais de 44 anos”. Para a análise dos dados de freqüência foram utilizados testes de Qui-Quadrado e para a comparação entre as médias a análise de variância (ANOVA). Em alguns casos foi verificada a confiabilidade de escalas compostas de uma sub-série de questões através da análise de confiabilidade com a estatística “alfa” de Cronbach e foram calculadas as correlações de Spearman entre elas. Dado o tamanho da amostra do estudo, consideramos como significativas, em todas as análises, as diferenças com um nível p<=0,01 (1%). 3.2 Características da Amostra A figura 2 mostra a distribuição dos(as) participantes por tipo de banco. Dos bancos públicos o total de participantes foi 1140 e dos privados foi 1228 (N=2368). A idade média dos respondentes foi de 35,75 anos (DP=9,11; N=1722). A idade mínima foi de 18 e a máxima de 59 anos, a moda 26 e a mediana 36. O histograma das idades dos respondentes pode ser visto na figura 3 e a figura 4 apresenta a distribuição por faixas etárias. 25 Públicos 48.14% Privados 51.86% Figura 2: Porcentagem dos(as) participantes segundo o tipo de banco (N=2368). Figura 3: Histograma das idades dos(as) participantes (N=1722). Mais de 44 anos 21.43% 35 a 44 anos 32.81% Até 24 anos 12.20% 25 a 34 anos 33.57% Figura 4: Porcentagem dos(as) participantes segundo a faixa etária (N=1722). 26 As distribuições da amostra por sexo, escolaridade e estado civil podem ser vistas na tabela 5. A amostra é composta por 51,94% de homens e 48,06% mulheres (N=2547) (figura5). Quanto à escolaridade, 88,13% dos(as) participantes possuem curso superior completo ou incompleto, sendo que 11,99% desses possuem pós-graduação (N=2569) (figura 6), tratando-se, portanto, de uma população altamente educada, bem acima da média da população brasileira. Quanto ao estado civil, 50,49% são casados(as) (N=2569) (figura 7). Tabela 5: Freqüência e porcentagem dos(as) participantes por sexo, escolaridade e estado civil. Sexo Masculino Feminino NR* Total Escolaridade Básico Completo ou Incompleto Médio Completo ou Incompleto Superior Incompleto Superior Completo Pós Graduação NR Total Estado Civil Solteiro Casado Separado Parceria Divorciado Viúvo NR Total (*) NR= Não respondeu. Freqüência 1323 1224 62 2609 Porcentagem (%) 50.71 46.91 2.38 100.00 Porcentagem válida (%) 51.94 48.06 100.00 67 2.57 2.61 238 9.12 9.26 812 1144 308 40 2609 31.12 43.85 11.81 1.53 100.00 31.61 44.53 11.99 100.00 951 1297 95 92 121 13 40 2609 36.45 49.71 3.64 3.53 4.64 0.50 1.53 100.00 37.02 50.49 3.70 3.58 4.71 0.51 100.00 27 Feminino 48.06% Masculino 51.94% Figura 5: Porcentagem dos(as) participantes por sexo (N=2547). Pós Graduação 11.99% Básico Completo ou Incompleto 2.61% Médio Completo ou Incompleto 9.26% Superior Incompleto 31.61% Superior Completo 44.53% Figura 6: Porcentagem dos(as) participantes por escolaridade (N=2569). Parceria 3.58% Separado 3.70% Divorciado 4.71% Viuvo 0.51% Solteiro 37.02% Casado 50.49% Figura 7: Porcentagem dos(as) participantes por estado civil (N=2569). 28 Três questões merecem destaque no que se refere aos dados demográficos solicitados: orientação sexual, raça ou etnia e se é ou não chefe de família. Essas três questões se referem a aspectos individuais que podem levar a discriminações. Quanto à orientação sexual, 97,5% dos(as) que responderam a essa questão se declarou heterossexual, 2,01% se declarou homossexual e 0,48%, bissexual (N=2484). Esses dados podem ser vistos na tabela 6 e figura 8. A tabela 7 e figura 9 mostram a distribuição das respostas quanto à classificação racial/étnica declarada pelos(as) participantes. 72,21% se declararam “brancos” e 23,50% “pardos ou pretos” (N=2567). Tabela 6: Freqüência e porcentagem dos(as) participantes por orientação sexual. Freqüência Heterossexual Homossexual Bissexual NR Total 2422 50 12 125 2609 Homossexual 2.01% Porcentagem (%) 92.8 1.9 0.5 4.8 100.0 Porcentagem válida (%) 97.5 2.0 0.5 Bissexual 0.48% Heterossexual 97.50% Figura 8: Porcentagem dos(as) participantes quanto à orientação sexual (N=2484). 29 Tabela 7: Freqüência e porcentagem dos(as) participantes quanto à raça/etnia. Raça/Etnia Freqüência Branca Preta Indigena Parda Amarela NR Total 1884 127 10 486 60 42 2609 Indigena 0.39% Parda 18.93% Porcentagem (%) 72.21 4.87 0.38 18.63 2.30 1.61 100.00 Porcentagem válida (%) 73.39 4.95 0.39 18.93 2.34 100.00 Amarela 2.34% Preta 4.95% Branca 73.39% Figura 9: Porcentagem dos(as) participantes quanto à raça/etnia (N=2567). No que se refere à questão sobre ser ou não chefe de família, a distribuição da amostra pode ser vista na tabela 8 e figura 10. A porcentagem dos(as) que se declararam chefes de família é ligeiramente maior (54,35%) que a dos(as) que não se declararam enquanto tal (43,65%) (N=2529). Tabela 8: Freqüência e porcentagem dos(as) participantes quanto ser ou não chefe de família. Freqüência Sim Não Total NR Total 1425 1104 2529 80 2609 Porcentagem (%) 54.62 42.32 96.93 3,15 100,00 Porcentagem válida (%) 56.35 43.65 100.00 30 Não 43.65% Sim 56.35% Figura 10: Porcentagem dos(as) participantes quanto a ser ou não chefe de família (N=2529). 3.2.1 Diferenças de Gênero As sub-amostras por gênero apresentaram-se diferentes no que se refere à distribuição por região, por bancos e às outras variáveis demográficas, exceto em relação à orientação sexual, como pode ser visto na tabela 9. Tabela 9: Resultados dos testes de Qui-Quadrado em relação ao gênero Variável Região Tipo de Banco Idade Orientação sexual Raça/etnia Escolaridade Estado civil Chefe de família Qui-Quadrado GL 35.141 22.733 20.076 6.645 21.865 52.234 39.585 233.176 4 1 3 1 4 4 5 1 Nível de significância (p) .000 .000 .000 .010 .000 .000 .000 .000 Significância S S S NS S S S S A figura 11 mostra a distribuição por sexo e região. Na região sul há uma divisão eqüitativa entre os gêneros e na região sudeste há um maior número de mulheres bancárias. Nas outras regiões a freqüência de homens bancários é maior. 31 70 60 50 40 % 30 20 10 0 Norte Nordeste CentroOeste Sudeste Sul Masculino 58.77 60.45 56.62 45.75 52.49 Feminino 41.23 39.55 43.38 54.25 47.51 Figura 11: Porcentagem dos(as) participantes por sexo e região (N=2493) A figura 12 mostra a distribuição por sexo e tipo de banco. Nos bancos privados há um maior número de bancárias do que nos bancos púbicos. 60 50 40 % 30 20 10 0 Privados Públicos Masculino 47.59 57.49 Feminino 52.41 42.51 Figura 12: Porcentagem dos(as) participantes por sexo e tipo de banco (N=2319) Na figura 13 é apresentada a distribuição por sexo e por idade. A faixa etária das mulheres é menor que a dos homens: há uma predominância de mulheres entre 18 e 34 anos e uma predominância de homens entre os(as) que possuem mais de 34 anos. 32 70 60 50 % 40 30 20 10 0 Até 24 anos 25 a 34 anos 35 a 44 Mais de anos 44 anos Masculino 46.12 50.79 54.50 63.26 Feminino 53.88 49.21 45.50 36.74 Figura 13: Porcentagem dos(as) participantes por sexo e idade (N=1695) A porcentagem de mulheres que se declararam homo ou bissexuais é bem menor que a porcentagem de homens que se declararam com essa orientação sexual, como pode ser visto na figura 14. 70 60 50 40 % 30 20 10 0 Heterossexual Homo e Bissexual Masculino 51.85 68.97 Feminino 48.15 31.03 Figura 14: Porcentagem dos(as) participantes por sexo e orientação sexual (N=2432) Em relação à raça/etnia há uma predominância de homens pardos, negros e indígenas em relação às mulheres de mesma raça/etnia e as pessoas brancas e amarelas aparecem com freqüência igual (figura 15). 33 70 60 50 40 % 30 20 10 0 Branca Preta Indigena Parda Amarela Masculino 49.35 60.80 66.67 59.92 51.67 Feminino 50.65 39.20 33.33 40.08 48.33 Figura 15: Porcentagem dos(as) participantes por sexo e raça/etnia (N=2511) Em relação à raça/etnia, dividimos a amostra em dois grupos, sendo o primeiro formado por pessoas que se declararam brancas e amarelas e o segundo por pessoas pardas, negras e indígenas. A figura 16 mostra a porcentagem dessa divisão por sexo. A diferença entre a porcentagem de homens e mulheres de diferentes etnias se mostrou significativa pelo teste de Qui-Quadrado (QQ=21,556; gl=1; p=0.000), sendo que há uma freqüência menor de mulheres pardas, negras e indígenas entre os participantes do que homens de mesma raça/etnia. 70 60 50 % 40 30 20 10 0 Branca e amarela Parda, negra e indígena Masculino 49.42 60.20 Feminino 50.58 39.80 Figura 16: Porcentagem dos(as) participantes por sexo e raça/etnia, considerando apenas dois grupos (N=2511) 34 A figura 17 mostra a distribuição por sexo e escolaridade. Nota-se que há predominância de mulheres entre os(as) que possuem curso superior completo e básico, mas há predominância de homens entre os(as) que possuem pós-graduação. Os homens também predominam entre os(as) que possuem nível médio ou estão cursando uma faculdade. 70 60 50 40 % 30 20 10 0 Médio Básico Superior Completo ou Completo ou Incompleto Incompleto Incompleto Superior Completo Pós Graduação Masculino 48.48 68.83 56.66 45.53 51.82 Feminino 51.52 31.17 43.34 54.47 48.18 Figura 17: Porcentagem dos(as) participantes por sexo e escolaridade (N=2514). Quanto ao estado civil, há mais bancárias solteiras trabalhando do que homens, em compensação, entre os(as) casados(as) há mais homens do que mulheres. Por outro lado, há mais mulheres bancárias separadas, vivendo em parceria e divorciadas (figura 18). 35 70 60 50 40 % 30 20 10 0 Solteiro Casado Separado Parceria Divorciado Viuvo Masculino 46.20 58.07 48.42 47.19 39.83 53.85 Feminino 53.80 41.93 51.58 52.81 60.17 46.15 Figura 18: Porcentagem dos(as) participantes por sexo e estado civil (N=2512). A figura 19 mostra a distribuição por sexo e ser/não ser chefe de família. Cerca de um pouco mais de um terço das bancárias da amostra são chefes de família. 70 60 50 % 40 30 20 10 0 Sim Não Masculino 65.33 34.38 Feminino 34.67 65.62 Figura 19: Porcentagem dos(as) participantes por sexo e ser/não ser chefe de família (N=2472) A figura 20 mostra a porcentagem de homens e mulheres chefes de família em cada uma das regiões. Observa-se que, embora a grande maioria de chefes de família na categoria sejam homens em todas as regiões, na região sudeste e norte há uma maior porcentagem de bancárias chefes de família. 36 80 70 60 50 % 40 30 20 10 0 Norte Nordeste CentroOeste Sudeste Sul Masculino 60.87 73.13 68.57 59.17 69.08 Feminino 39.13 26.87 31.43 40.83 30.92 Figura 20: Porcentagem dos(as) participantes por sexo, ser chefe de família e região (N=2419) 3.2.2 Diferenças entre as Regiões As sub-amostras de cada região mostraram-se significativamente diferentes em quase todas as variáveis demográficas pelo teste de Qui-Quadrado, exceto na variável orientação sexual (tabela 10). A primeira diferença refere-se à distribuição por tipo de banco, mostrada na figura 21, sendo que na região sudeste predomina os bancos privados e, na região sul, o número de bancos privados se aproxima do de bancos públicos. Já nas regiões norte, nordeste e centro-oeste predominam os bancos públicos. Tabela 10: Resultados dos testes de Qui-Quadrado em relação à região Variável Tipo de Banco Idade Sexo Orientação sexual Raça/etnia Escolaridade Estado civil Chefe de família Qui-Quadrado GL 330.015 88.434 35.141 4.461 275.327 36.179 110.053 21.887 4 12 4 4 16 16 20 4 Obs.: A variável sexo já foi discutida na seção anterior. Nível de significância (p) .000 .000 .000 .347 .000 .003 .000 .000 Significância S S S NS S S S S 37 80 70 60 50 % 40 30 20 10 0 Norte Nordeste CentroOeste Sudeste Sul Privados 33.93 34.12 26.56 72.02 47.07 Públicos 66.07 65.88 73.44 27.98 52.93 Figura 21: Porcentagem dos(as) participantes por região e tipo de banco (N=2321). No que se refere à idade, as sub-amostras por região também apresentaram diferenças significativas, como mostra a figura 22. As regiões norte, centro-oeste e sudeste apresentam uma freqüência maior de bancários(as) na faixa de 25 a 34 anos, enquanto nas regiões sul e nordeste predomina a faixa de 35 a 44 anos. 50 45 40 35 30 % 25 20 15 10 5 0 Norte Nordeste CentroOeste Sudeste Sul Até 24 anos 15.79 7.89 14.90 13.55 10.65 25 a 34 anos 49.47 25.73 38.43 38.66 22.26 35 a 44 anos 20.00 34.80 27.45 31.81 42.26 Mais de 44 anos 14.74 31.58 19.22 15.98 24.84 Figura 22: Porcentagem dos(as) participantes por região e faixa de idade (N=1703). 38 Uma outra diferença significativa entre as regiões tem a ver com raça/etnia, como mostra a figura 23. Nota-se a nítida inversão no número de pardos(as) e brancos(as), sendo que a região sul é a que apresenta o maior número de pessoas brancas, enquanto a região norte apresenta o maior número de pardas. 100 90 80 70 60 % 50 40 30 20 10 0 Norte Nordeste CentroOeste Sudeste Sul Branca 46.96 56.33 62.09 79.51 92.44 Preta 6.09 6.56 7.12 3.93 3.02 Indigena 0.87 1.13 0.51 0.18 0.00 Parda 44.35 33.71 27.99 13.54 3.02 Amarela 1.74 2.26 2.29 2.84 1.51 Figura 23: Porcentagem dos(as) participantes por região e raça/etnia (N=2506). A distribuição da amostra por região e escolaridade apresentou-se diferente, sendo que nas regiões nordeste e sul o número de bancários(as) com nível superior completo é proporcionalmente maior que nas outras regiões (figura 24). As diferenças relativas à distribuição por estado civil também se mostraram estatisticamente significativas (vide figura 25). A principal diferença está relacionada à maior quantidade de bancários(as) solteiros(as) na região centro-oeste em relação às outras regiões, principalmente em relação às regiões nordeste e sul, que apresentam uma freqüência maior de bancários(as) casados(as). Em relação a ser ou não chefe de família também foram encontradas diferenças significativas entre as regiões, como mostra a figura 26, sendo que em todas as regiões há uma porcentagem maior de bancários(as) chefes de família, exceto na região sudeste, em que a amostra se dividiu igualmente entre ser/não ser chefe de família. 39 50 40 30 % 20 10 0 CentroOeste Norte Nordeste Sudeste Sul Básico Completo ou Incompleto 0.88 1.81 0.76 4.31 0.65 Médio Completo ou Incompleto 7.89 9.28 11.93 8.62 8.82 Superior Incompleto 36.84 30.32 31.47 31.65 30.75 Superior Completo 42.98 47.29 42.89 43.03 47.74 Pós Graduação 11.40 11.31 12.94 12.39 12.04 Figura 24: Porcentagem dos(as) participantes por região e escolaridade (N=2505). 60 50 40 % 30 20 10 0 Norte Nordeste CentroOeste Sudeste Sul Solteiro 37.61 28.41 46.19 41.78 25.81 Casado 43.59 59.32 39.59 48.67 57.42 Separado 6.84 4.09 4.06 2.39 5.38 Parceria 8.55 1.82 6.09 2.11 5.59 Divorciado 3.42 5.68 3.30 4.68 5.38 Viuvo 0.00 0.68 0.76 0.37 0.43 Figura 25: Porcentagem dos(as) participantes por região e estado civil (N=2505). 40 70 60 50 % 40 30 20 10 0 Norte Nordeste CentroOeste Sudeste Sul Sim 62.50 64.00 56.10 51.88 58.90 Não 37.50 36.00 43.90 48.12 41.10 Figura 26: Porcentagem dos(as) participantes por região e ser/não ser chefe de família (N=2466). 3.2.3 Diferenças em Relação ao Tipo de Banco Na comparação entre os tipos de banco foram encontradas diferenças significativas de idade, sexo, escolaridade, raça/etnia e estado civil, mas não em relação à orientação sexual e a ser ou não chefe de família, como mostra a tabela 11. Tabela 11: Resultados dos testes de Qui-Quadrado em relação ao tipo de banco Variável Região Idade Sexo Orientação sexual Raça/etnia Escolaridade Estado civil Chefe de família Qui-Quadrado GL 330.015 116.905 27.733 2.717 15.459 22.607 15.302 3.576 4 3 1 1 4 4 5 1 Nível de significância (p) .000 .000 .000 .099 .004 .000 .009 .059 Significância S S S NS S S S NS Obs.: As variáveis destacadas já foram discutidas na seção anterior. Quanto à idade, nos bancos privados os(as) bancários(as) estão em uma faixa etária menor quando comparados com os públicos (figura 27). Nos bancos públicos há, proporcionalmente, mais pessoas que se declararam pardas, negras e indígenas (figuras 28 e 29) do que nos privados. Além disso, como mostra a figura 30, nos públicos há uma maior proporção de pessoal qualificado, com superior incompleto ou completo e pós- 41 graduação do que nos privados. Quanto ao estado civil, nos bancos públicos há um maior número de casados(as) do que solteiros(as) (figura 31) em comparação com os privados. 80 70 60 50 % 40 30 20 10 0 Até 24 anos 25 a 34 anos 35 a 44 anos Mais de 44 anos Privados 61.46 57.70 52.00 24.79 Públicos 38.54 42.30 48.00 75.21 Figura 27: Porcentagem dos(as) participantes por tipo de banco e faixa de idade (N=1683). 60 50 40 % 30 20 10 0 Branca Preta Indigena Parda Amarela Privados 54.04 50.89 40.00 44.94 40.00 Públicos 45.96 49.11 60.00 55.06 60.00 Figura 28: Porcentagem dos(as) participantes por tipo de banco e raça/etnia (N=2332). 42 54 52 50 % 48 46 44 42 Branca e amarela Parda, negra e indígena Privados 53.60 46.03 Públicos 46.40 53.97 Figura 29: Porcentagem dos(as) participantes por tipo de banco e raça/etnia, considerando apenas dois grupos (N=2332). 80 70 60 50 % 40 30 20 10 0 Básico Médio Superior Completo ou Completo ou Incompleto Incompleto Incompleto Superior Completo Pós Graduação Privados 70.69 54.21 55.62 49.95 43.40 Públicos 29.31 45.79 44.38 50.05 56.60 Figura 30: Porcentagem dos(as) participantes por tipo de banco e escolaridade (N=2335). 43 70 60 50 40 % 30 20 10 0 Solteiro Casado Separado Parceria Divorciado Viuvo Privados 54.64 50.85 40.74 37.21 55.96 53.85 Públicos 45.36 49.15 59.26 62.79 44.04 46.15 Figura 31: Porcentagem dos(as) participantes por tipo de banco e estado civil (N=2336). 44 3.3 Situações Constrangedoras 61,1% dos(as) bancários(as) da amostra não relataram ter passado por situações constrangedoras no trabalho, contra 38,9% que relataram ter passado por uma ou mais situações desse tipo, o que pode ser considerada uma porcentagem elevada. A figura 32 mostra a porcentagem de respostas em relação ao total de participantes (N=2609) para cada uma das 20 possíveis situações de constrangimento no trabalho apresentadas no questionário. Nota-se que a situação que ocorre com maior freqüência é “Seu chefe o enche de trabalho” (19,66%), seguida da constatação de que o “chefe prejudica a saúde” (12,73%) e de que o chefe “dá instruções confusas e imprecisas” (10,35%). Considerando-se a série de 20 situações como um índice de assédio, obtém-se um coeficiente de confiabilidade bastante aceitável (Alfa de Cronbach = 0,859). Em média, foram relatadas 1,347 situações constrangedoras (DP=2,603). As médias do índice de assédio (somatória das situações relatadas) foram comparadas por análises de variância, verificando-se os efeitos principais de sexo, região, tipo de banco, raça/etnia, orientação sexual, estado civil, escolaridade e idade. A análise mostrou que apenas o tipo de banco é um preditor da ocorrência das situações constrangedoras (F=9,401; gl=1; p=.002). A média de ocorrências nos bancos privados é de 1,620 contra 1,053 nos públicos, como mostra a figura 33. A figura 34 mostra as médias de situações relatadas por homens e mulheres. Apesar da diferença não ser significativa, há uma tendência de um maior número de relatos pelas mulheres (Média Feminino = 1,416; DP=2,710 e Média Masculino = 1,258, DP=2,430). As mulheres separadas e solteiras são as que mais relatam ter passado por situações constrangedoras, como mostra a figura 35, embora essa diferença não seja significativa pela análise de variância. 45 Chefe não lhe cumprimenta mais e não fala mais com você 5.40 8.89 Chefe atribui a você erros imaginários Chefe bloqueia o andamento dos seus trabalhos Chefe manda cartas de advertência protocoladas 8.89 1.69 7.82 Chefe impõe horários injustificados 19.66 Chefe o enche de trabalho Chefe pede trabalhos urgentes sem nenhuma necessidade 9.51 10.35 Chefe dá instruções confusas e imprecisas Chefe ignora sua presença na frente dos outros 7.97 5.48 Chefe fala mal de você em público Chefe manda você executar tarefas sem interesse 6.78 Chefe faz circular maldades e calúnias sobre você 4.56 5.56 Chefe transfere você do setor para lhe isolar Chefe não lhe dá qualquer ocupação; não lhe passa as tarefas :Chefe retira seus instrumentos de trabalho telefone, fax, computador, mesa Chefe proíbe seus colegas de falar/almoçar com você 2.26 3.18 2.53 Chefe agride você somente quando você está a sós com ele 3.56 Chefe insinua e faz correr o boato de que você está com problema mental ou familiar 3.41 Chefe força você a pedir demissão 3.41 Chefe prejudica sua saúde 12.73 Figura 32: Porcentagem de respostas a cada uma das situações de constrangimento propostas no questionário (N=2609). 46 1.62 Nº de Situações Relatadas 1.80 1.60 1.05 1.40 1.20 1.00 0.80 0.60 0.40 0.20 0.00 Privados Públicos Tipo de Banco Figura 33: Média do número de situações constrangedoras relatadas por tipo de banco (Sig; N=2368). 1.42 Nº de Situações Relatadas 1.45 1.40 1.35 1.30 1.26 1.25 1.20 1.15 Masculino Feminino Gênero Figura 34: Média do número de situações constrangedoras relatadas por sexo (NSig., N=2547). 47 Nº de Situações Relatadas 2.50 2.00 1.50 1.00 0.50 0.00 Solteiro Casado Separado Parceria Divorciado Viuvo M 0.97 1.36 1.30 2.02 1.64 1.43 F 1.36 1.43 2.06 1.79 0.83 1.67 Estado Civil Figura 35: Média do número de situações constrangedoras relatadas por sexo e estado civil (NSig.; N=2512). As bancárias relatam significativamente mais situações do tipo “Seu chefe não lhe dá qualquer ocupação; não lhe passa as tarefas” (QQ = 8,751; gl=1; p=.003) e “Seu chefe insinua e faz correr o boato de que você está com problema mental ou familiar” (QQ = 12,286; gl=1; p=.000) em comparação com os homens (figura 36). Essas mesmas situações são as mais relatadas pelas bancárias solteiras (diferenças significativas por Qui-Quadrado: QQ = 9,610; gl=1; p=.002; QQ = 10,773; gl=1; .001, respectivamente). % 0 1 2 Seu chefe insinua e faz correr o boato de que você está com problema mental ou familiar Seu chefe não lhe dá qualquer ocupação; não lhe passa as tarefas 3 4 5 6 2.27 4.82 M F 1.44 3.19 Figura 36: Porcentagem de escolhas de duas das situações constrangedoras por sexo (Sig.; N=2547). 48 Em termos das regiões, a região sudeste é a que apresenta o maior índice de relatos e a região nordeste o menor, como mostra a figura 37 (F=5,206; gl=4; p=.000). Na região sudeste há uma maior freqüência de relatos de “Seu chefe não lhe cumprimenta mais e não fala mais com você” (QQ = 21,324; gl=4; p=.000), “Seu chefe impõe horários injustificados” (QQ = 22,7296; gl=4; p=.000), “Seu chefe o enche de trabalho” (QQ = 33,9284; gl=4; p=.000) e “Seu chefe pede trabalhos urgentes sem nenhuma necessidade” (QQ = 13,632; gl=4; p=.001), como mostra a figura 38. As faixas etárias entre 25 e 34 anos e 35 a 45 anos são as que apresentaram um maior número de relatos de agressões (figura 39), embora essas diferenças não sejam significativas pela análise de variância. As diferenças significativas de acordo com o teste de Qui-Quadrado foram: “Seu chefe o enche de trabalho” (QQ=12,552; gl=3; p=.006), “Seu chefe pede trabalhos urgentes sem nenhuma necessidade” (QQ=13,628; gl=3; p=.003), “Seu chefe dá instruções confusas e imprecisas” (QQ=11,532; gl=3; p=.009) e “Seu chefe prejudica sua saúde” (QQ=16,275; gl=3; p=.001) (figura 40). 1.57 Nº de Situações Relatadas 1.60 1.40 1.35 1.23 1.20 1.21 0.94 1.00 0.80 0.60 0.40 0.20 0.00 Norte Nordeste CentroOeste Sudeste Sul Regiões Figura 37: Média do número de situações constrangedoras relatadas por região (Dif.Sig.: NordestexSudeste; N=1722). 49 % 0 5 10 15 20 25 6.84 Seu chefe não lhe cumprimenta mais e não fala mais com você 3.59 3.02 7.73 3.85 6.84 Seu chefe impõe horários injustificados 4.93 9.05 9.97 Norte Nordeste 4.06 Centro-Oeste 14.53 Sudeste 10.99 Seu chefe o enche de trabalho Sul 18.59 23.09 22.44 5.13 Seu chefe pede trabalhos urgentes sem nenhuma necessidade 6.95 13.07 10.24 8.12 Figura 38: Porcentagem de escolhas de quatro das situações constrangedoras por região (Sig.; N=2542). 1.62 Nº de Situações Relatadas 1.80 1.45 1.60 1.19 1.40 1.20 1.02 1.00 0.80 0.60 0.40 0.20 0.00 Até 24 anos 25 a 34 anos 35 a 44 anos Mais de 44 anos Idade Figura 39: Média do número de situações constrangedoras relatadas por idade (NSig.; N=1722). 50 % 0 5 10 15 20 25 13.81 21.11 22.30 Seu chefe o enche de trabalho 15.18 Seu chefe pede trabalhos urgentes sem nenhuma necessidade Seu chefe dá instruções confusas e imprecisas 7.14 12.46 10.27 5.69 Até 24 anos 25 a 34 anos 35 a 44 anos 9.52 14.36 9.56 8.13 Mais de 44 anos 5.24 Seu chefe prejudica sua saúde 15.57 15.93 13.82 Figura 40: Porcentagem de escolhas de quatro das situações constrangedoras por idade (Sig.; N=1722). A orientação sexual também leva a diferenças na freqüência de relatos das situações constrangedoras, sendo que os(as) homossexuais e bissexuais, considerados(as) conjuntamente, relatam uma proporção maior de situações como mostra a figura 41, especialmente as situações: “Seu chefe ignora sua presença na frente dos outros” (QQ=14,485; gl=1; p=.000), “Seu chefe manda você executar tarefas sem interesse” (QQ=8,012; gl=1; p=.005), “Seu chefe agride você quando você está a sós com ele” (QQ=16,304; gl=1; p=.000) e “Seu chefe força você a pedir demissão” (QQ=7,349; gl=1; p=.007) (figura 42). 51 2.16 Nº de Situações Relatadas 2.50 2.00 1.32 1.50 1.00 0.50 0.00 Heterossexual Homo e Bissexual Orientação Sexual Figura 41: Média do número de situações constrangedoras relatadas por orientação sexual (NSig.; N=2484). % 0 5 10 15 20 25 7.68 Seu chefe ignora sua presença na frente dos outros 20.97 6.81 Seu chefe manda você executar tarefas sem interesse 16.13 Heterossexual Homo e Bissexual Seu chefe agride você somente quando você está a sós com ele 3.30 Seu chefe força você a pedir demissão 3.30 12.90 9.68 Figura 42: Porcentagem de escolhas de quatro das situações constrangedoras por orientação sexual (Sig.; N=2422). As pessoas que se declararam indígenas relataram um maior número de ocorrências do que as pessoas das outras raças (figura 43), embora essa diferença não seja significativa e nenhuma situação constrangedora tenha sido relatada em especial. Quando se considera apenas dois grupos de raça/etnia (brancos e amarelos x negros, pardos e indígenas) 52 também não foram encontradas diferenças significativas na freqüência de relatos de situações constrangedoras como mostra a figura 44. 2.30 Nº de Situações Relatadas 2.50 2.00 1.35 1.30 1.25 1.50 1.10 1.00 0.50 0.00 Branca Preta Indigena Parda Amarela Raça/Etnia Figura 43: Média do número de situações constrangedoras relatadas por raça/etnia (NSig.; N=2567). 53 Seu chefe não lhe cumprimenta mais e não fala mais com você 5.56 4.98 "Seu chefe atribui a você "erros imaginários 8.59 8.99 Seu chefe bloqueia o andamento dos seus trabalhos 8.80 8.99 Seu chefe manda cartas de advertência protocoladas 1.59 1.93 7.82 7.38 Seu chefe impõe horários injustificados 19.86 18.62 Seu chefe o enche de trabalho Seu chefe pede trabalhos urgentes sem nenhuma necessidade 9.36 9.79 10.39 10.11 Seu chefe dá instruções confusas e imprecisas 8.44 Seu chefe ignora sua presença na frente dos outros 6.58 5.40 5.46 Seu chefe fala mal de você em público Seu chefe manda você executar tarefas sem interesse Seu chefe faz circular maldades e calúnias sobre você 4.48 4.49 Seu chefe transfere você do setor para lhe isolar 4.33 Seu chefe não lhe dá qualquer ocupação; não lhe passa as tarefas :Seu chefe retira seus instrumentos de trabalho ...telefone, fax, computador, mesa Seu chefe proíbe seus colegas de falar/almoçar com você Seu chefe agride você somente quando você está a sós com ele Seu chefe insinua e faz correr o boato de que você está com problema mental ou familiar Seu chefe força você a pedir demissão 6.74 6.74 5.92 2.01 3.05 3.14 3.53 2.57 2.41 Branca e amarela Parda, negra e indígena 3.60 3.53 3.81 2.25 3.34 3.69 Seu chefe prejudica sua saúde 12.45 13.64 Figura 44: Porcentagem de relatos de situações constrangedoras por raça/etnia, considerando apenas dois grupos (NSig.; N=2567). Os(as) bancários(as) com escolaridade média apresentam um índice maior de queixas (figura 45), principalmente as do tipo: “Seu chefe não lhe cumprimenta mais e não fala mais com você” (QQ=16,725; gl=4; p=.002), “Seu chefe ignora sua presença na frente dos outros” (QQ=26,245; gl=4; p=.000) e “Seu chefe prejudica sua saúde” (QQ=16,092; gl=4; p=.003) (figura 46). 54 1.76 Nº de Situações Relatadas 1.80 1.60 1.40 1.25 1.27 Superior Incompleto Superior Completo 1.36 1.10 1.20 1.00 0.80 0.60 0.40 0.20 0.00 Básico Médio Completo ou Completo ou Incompleto Incompleto Pós Graduação Escolaridade Figura 45: Média do número de situações constrangedoras relatadas por escolaridade (NSig.; N=2569). % 0 Seu chefe não lhe cumprimenta mais e não fala mais com você Seu chefe ignora sua presença na frente dos outros Seu chefe prejudica sua saúde 5 10 15 20 8.96 10.50 25 Básico Completo ou Incompleto Médio Completo ou Incompleto Superior Incompleto 4.93 4.37 5.19 4.48 15.97 Superior Completo 8.13 6.47 6.82 Pós Graduação 7.46 20.17 11.58 11.54 12.99 Figura 46: Porcentagem de escolhas de três das situações constrangedoras por escolaridade (Sig.; N=2569). A figura 47 mostra o número de relatos por estado civil, nota-se que as pessoas divorciadas e que vivem com parceiros(as) apresentam um maior número de relatos (diferença não significativa), sendo que essas apresentam proporcionalmente uma maior 55 freqüência de relatos de “seu chefe atribui a você ‘erros imaginários’” (QQ=17,022; gl=5; p=.004) (figura 48). 1.86 Nº de Situações Relatadas 2.00 1.69 1.80 1.54 1.37 1.60 1.21 1.40 1.17 1.20 1.00 0.80 0.60 0.40 0.20 0.00 Solteiro Casado Separado Parceria Divorciado Viuvo Estado Civil Figura 47: Média do número de situações constrangedoras relatadas por estado civil (NSig.; N=2569). % "seu chefe lhe atribui erros imaginários" 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Solteiro Casado Separado Parceria Divorciado Viuvo Sim 8.94 7.86 14.74 18.48 6.61 7.69 Não 91.06 92.14 85.26 81.52 93.39 92.31 Figura 48: Porcentagem de escolhas da situação “Seu chefe atribui a você erros imaginários” por estado civil (Sig.; N=2569). Os(as) que são chefes de família relatam um número maior de situações constrangedoras (figura 49) (F=7,434; gl=1; p=.006), especialmente “Seu chefe ignora sua presença na frente dos outros” (QQ=7,870; gl=1; p=.005), “Seu chefe transfere você do setor para lhe 56 isolar” (QQ=13,832; gl=1; p=.000) e “Seu chefe força você a pedir demissão” (QQ=9,454; gl=1; p=.002) (figura 50). 1.47 Nº de Situações Relatadas 1.60 1.19 1.40 1.20 1.00 0.80 0.60 0.40 0.20 0.00 Sim Não É chefe de família? Figura 49: Média do número de situações constrangedoras relatadas por ser/não ser chefe de família (Sig.; N=2529). % 0 2 4 6 10 Sim Seu chefe ignora sua presença na frente dos outros 9.40 Não 6.34 Seu chefe transfere você do setor para lhe isolar Seu chefe força você a pedir demissão 8 7.16 3.71 4.42 2.17 Figura 50: Porcentagem de escolhas de três das situações constrangedoras por ser/não ser chefe de família (Sig.; N=2529). 57 3.3.1 Duração das Agressões Quanto à duração da agressão, ela é extremamente variável e dura em média 11,13 meses (DP=10,308), segundo relataram 374 participantes. O número de situações vivenciadas se correlaciona positivamente com a duração das agressões (Índice de correlação de Spearman = .217; p=.000). Isto significa que quanto maior é o número de situações vivenciadas maior é a duração das agressões, como mostra a figura 51. Os resultados da análise de variância mostraram que somente as médias de duração das agressões por idade apresentam-se diferentes (F=7,073; gl=3, p=.000). Como mostra a figura 52, as pessoas de mais de 44 anos relatam uma duração média das agressões maior que as pessoas de 18 a 34 anos. As mulheres relatam uma maior duração média das agressões, no entanto essa diferença não é significativa (figura 53). Média de Duração das Agressões (meses) 40.00 35.00 30.00 25.00 20.00 15.00 10.00 5.00 0.00 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 16 18 20 Número de Situações Relatadas Figura 51: Número de situações relatadas por duração das agressões (N=374). 58 15.93 Média de Duração das Agressões (meses) 16.00 14.00 11.62 12.00 9.33 7.88 10.00 8.00 6.00 4.00 2.00 0.00 Até 24 anos 25 a 34 anos 35 a 44 anos Mais de 44 anos Idade Figura 52: Média da duração das agressões por idade (N=255). 11.99 Média de Duração das agressões (meses) 12.00 11.50 11.00 10.28 10.50 10.00 9.50 9.00 Masculino Feminino Gênero Figura 53: Média da duração das agressões por sexo (N=368). 59 3.3.2 Freqüência das Agressões A tabela 12 e figura 54 mostram a freqüência de ocorrência das agressões ou situações constrangedoras: 51,49% dos(as) 804 participantes que responderam a essa questão relatam que as agressões ocorrem várias vezes por semana. Tabela 12: Freqüência e porcentagem das respostas quanto à freqüência das agressões. Freqüência da agressão Freqüência Porcentagem (%) Porcentagem válida (%) uma vez por mês uma vez por semana várias vezes por semana Total NR Total 166 224 6.36 8.59 20.65 27.86 414 15.87 51.49 804 1805 2609 30.82 69.18 100.00 100.00 uma vez por mês 20.65% várias vezes por semana 51.49% uma vez por semana 27.86% Figura 54: Porcentagem das respostas à pergunta sobre a freqüência de ocorrência das agressões (N=804). A freqüência das agressões não varia entre os sexos e entre as regiões, mas sim com o tipo de banco, sendo que nos privados essa freqüência é maior que nos públicos (figura 55) (QQ=17,097; gl=2; p=.000). A freqüência das agressões não apresenta diferenças significativas em relação às outras variáveis sócio-demográficas. 60 60 50 40 % 30 20 10 0 uma vez por uma vez por várias vezes mês semana por semana Privados 15.96 26.97 57.08 Públicos 27.50 28.57 43.93 Figura 55: Porcentagem da freqüência de ocorrência das agressões por tipo de banco (Sig.; N=725). As situações que se apresentaram com diferenças significativas quanto à freqüência de ocorrência foram: “Seu chefe bloqueia o andamento dos seus trabalhos” (QQ=16,308; gl=2; p=.000), “Seu chefe impõe horários injustificados” (QQ=11,238; gl=2; p=.004), “Seu chefe o enche de trabalho” (QQ=13,030; gl=2; p=.001) e “Seu chefe pede trabalhos urgentes sem nenhuma necessidade” (QQ=17,017; gl=2; p=.000). Essas situações foram relatadas como tendo uma constância maior: várias vezes por semana ou pelo menos uma vez por semana, como mostra a figura 56. 61 % 0 Seu chefe bloqueia o andamento dos seus trabalhos 10 20 30 40 50 60 13.86 uma vez por mês 27.23 29.95 uma vez por semana 13.25 várias vezes por semana 22.32 26.09 Seu chefe impõe horários injustificados 37.95 52.68 54.11 Seu chefe o enche de trabalho Seu chefe pede trabalhos urgentes sem nenhuma necessidade 14.46 32.59 27.78 Figura 56: Porcentagem de escolhas de quatro das situações constrangedoras por freqüência das agressões (Sig.; N=804). Há uma relação entre o número de situações relatadas e a freqüência das agressões (F=12,160; gl=2, p=.000), como mostra a figura 57. Quanto maior o número de agressões relatadas, maior é a freqüência dessas agressões. A figura 58 mostra que há uma tendência semelhante em relação à duração das agressões, mas essa diferença não é significativa. 3.98 4.50 4.24 Nº de Situações Relatadas 4.00 3.50 2.77 3.00 2.50 2.00 1.50 1.00 0.50 0.00 uma vez por uma vez por várias vezes mês semana por semana Freqüência das Agressões Figura 57: Média do número de situações constrangedoras relatadas por freqüência de ocorrência das agressões (Sig.; N=804). Média de Duração das Agressões (meses) 62 12.06 14.00 12.00 9.72 10.48 10.00 8.00 6.00 4.00 2.00 0.00 uma vez por mês uma vez por semana várias vezes por semana Freqüência das Agressões Figura 58: Média da duração das agressões por sua freqüência (NSig.; N=804). 3.3.3 Agressores: tipo e número Quando perguntados(as) se eram agredidos(as) por outras pessoas além do chefe, 18,50% dos que responderam à questão (N=1508) disseram que sim, contra 81,50% que responderam negativamente. Na questão seguinte sobre por quantas outras pessoas o(a) bancário(a) se considerava agredido(a), 59,55% responderam que eram agredidos(as) por uma pessoa e 33,83% por “de 2 a 4 pessoas” (N=665). Essas distribuições podem ser vistas na tabela 13. Não foram encontradas diferenças significativas nas freqüências dessas respostas em relação às variáveis sócio-demográficas. No entanto, existe uma relação entre o número de situações relatadas e a duração da agressão por ser/não ser agredido(a) por outras pessoas além do chefe (figuras 59 e 60, respectivamente) (F=134,512; gl=1; p=.000 e F=7,361, gl=1, p=.007). Quanto maior o número de agressões e quanto maior a sua duração, a probabilidade dessas agressões se originarem de outras pessoas além do chefe aumenta. 63 Tabela 13: Freqüência e porcentagem das respostas às perguntas ”É agredido por mais alguém além do chefe” e “Quantas pessoas o agridem”. É agredido por outros além do chefe? Sim Não NR Total Quantas pessoas o agridem além do chefe? uma pessoa de 2 a 4 pessoas mais de 4 pessoas NR Total Freqüência 279 1229 1101 2609 Freqüência Porcentagem (%) 10.69 47.11 42.20 100.00 Porcentagem 396 225 44 1944 2609 15.18 8.62 1.69 74.51 100.00 Porcentagem válida (%) 18.50 81.50 100.00 Porcentagem válida 59.55 33.83 6.62 100.00 4.00 Nº de Situações Relatadas 4.00 3.50 3.00 2.50 1.74 2.00 1.50 1.00 0.50 0.00 Sim Não É agredido por outros além do chefe? Figura 59: Média do número de situações relatadas por ser agredido(a) por outras pessoas além do chefe (N=1508). 64 Média de Duração das Agressões (meses) 13.30 14.00 10.20 12.00 10.00 8.00 6.00 4.00 2.00 0.00 Sim Não É agredido por outros além do chefe? Figura 60: Média da duração das agressões por ser agredido(a) por outras pessoas além do chefe (N=363). Quanto à questão por quantas pessoas é agredido, há uma diferença significativa entre as médias das classes e o número de situações relatadas, bem como a duração da agressão (figuras 61 e 62) (F=4,936; gl=2; p=.007 e F=10,812; gl=2; p=.000). Quanto maior o número de situações relatadas e quanto maior a duração média da agressão, maior o número de pessoas que agridem. Nº de Situações Relatadas 6.00 5.02 5.00 4.00 4.34 3.66 3.00 2.00 1.00 0.00 uma pessoa de 2 a 4 pessoas mais de 4 pessoas Por quantas pessoas? Figura 61: Média do número de situações relatadas pelo número de pessoas que agridem(a) (N=301). 65 22.44 Média da Duração das agressões (meses) 25.00 20.00 12.48 15.00 10.23 10.00 5.00 0.00 uma pessoa de 2 a 4 pessoas mais de 4 pessoas Por quantas pessoas? Figura 62: Média da duração da agressão pelo número de pessoas que agridem (N=665). A tabela 14 mostra a relação entre a porcentagem de respostas às diferentes situações apresentadas no questionário e as respostas à questão “É agredido por mais alguém além do chefe”, com o resultado do teste de Qui-Quadrado realizado e o nível de significância para cada uma delas. Quanto maior a freqüência de respostas positivas a ter sido agredido(a) por outras pessoas além do chefe, maior a freqüência de relatos das situações (N=1508). A figura 63 mostra as situações relatadas em que há diferenças quanto ao número de pessoas que agridem. Nas situações “Seu chefe transfere você do setor para lhe isolar” e “Seu chefe retira seus instrumentos de trabalho: telefone, fax, computador, mesa” há uma freqüência maior de respostas “de 2 a 4 pessoas” e “mais de 4 pessoas” (QQ=10,666; gl=2; p=.005 e QQ=9,716; gl=2; p=.008, respectivamente). Na situação “Seu chefe insinua e faz correr o boato de que você está com problema mental ou familiar”, há uma maior freqüência de respostas “mais de 4 pessoas” (QQ=9,757; gl=2; p=.008) e na situação “Seu chefe prejudica sua saúde”, há uma maior freqüência de respostas “de 2 a 4 pessoas” (QQ=11,033; gl=2; p=.004). 66 Tabela 14: Distribuição das respostas às diferentes situações constrangedoras e à pergunta ”É agredido por mais alguém além do chefe” (N=1508). Situações Seu chefe não lhe cumprimenta mais e não fala mais com você Seu chefe atribui a você "erros imaginários" Seu chefe bloqueia o andamento dos seus trabalhos Seu chefe manda cartas de advertência protocoladas Seu chefe impõe horários injustificados Seu chefe o enche de trabalho Seu chefe pede trabalhos urgentes sem nenhuma necessidade Seu chefe dá instruções confusas e imprecisas Seu chefe ignora sua presença na frente dos outros Seu chefe fala mal de você em público Seu chefe manda você executar tarefas sem interesse Seu chefe faz circular maldades e calúnias sobre você Seu chefe transfere você do setor para lhe isolar Seu chefe não lhe dá qualquer ocupação; não lhe passa as tarefas Seu chefe retira seus instrumentos de trabalho: telefone, fax, computador, mesa... Seu chefe proíbe seus colegas de falar/almoçar com você Seu chefe agride você somente quando você está a sós com ele Seu chefe insinua e faz correr o boato de que você está com problema mental ou familiar Seu chefe força você a pedir demissão Seu chefe prejudica sua saúde É agredido por outros além do chefe? Sim (%) Não (%) QQ (gl=1) p 18.28 7.00 35.041 0.000 31.54 24.73 10.66 11.72 79.875 31.751 0.000 0.000 6.81 1.63 24.243 0.000 19.71 39.43 21.86 11.07 27.99 13.26 15.371 14.133 13.300 0.000 0.000 0.000 28.32 27.24 13.75 9.93 35.101 59.756 0.000 0.000 18.64 18.28 6.83 9.36 38.607 18.478 0.000 0.000 18.64 5.13 58.930 0.000 19.71 6.45 6.92 2.93 44.214 8.171 0.000 0.004 12.19 3.82 31.281 0.000 8.24 3.25 14.138 0.000 12.19 4.56 23.587 0.000 12.90 4.23 31.120 0.000 12.90 41.94 4.23 16.11 31.120 91.766 0.000 0.000 67 % 0 10 20 40 50 60 13.64 Seu chefe transfere você do setor para lhe isolar Seu chefe retira seus instrumentos de trabalho: telefone, fax, computador, mesa... 30 23.11 25.00 uma pessoa de 2 a 4 pessoas 6.82 Seu chefe insinua e faz correr o boato de que você está com problema mental ou familiar 14.22 13.64 mais de 4 pessoas 11.11 11.56 27.27 36.87 50.22 Seu chefe prejudica sua saúde 36.36 Figura 63: Porcentagem de escolhas de quatro das situações constrangedoras por “por quantas pessoas é agredido” (Sig.; N=665). A figura 64 mostra a porcentagem de respostas à questão “por quantas pessoas é agredido” por sexo. As mulheres relatam agressões por “mais de 4 pessoas” com uma maior freqüência do que os homens e os homens relatam serem agredidos por “de 1 a 4 pessoas” com uma freqüência maior do que as mulheres, embora essas diferenças não sejam significativas. A comparação com as outras variáveis sócio-demográficas também não mostrou diferenças significativas. 60 50 40 % 30 20 10 0 uma pessoa de 2 a 4 pessoas mais de 4 pessoas Masculino 54.81 53.60 40.91 Feminino 45.19 46.40 59.09 Figura 64: Porcentagem de respostas a “por quantas pessoas é agredido” por sexo (NSig.; N=651). 68 Quanto a quem é o(a) agressor(a), a distribuição das respostas dos 733 participantes que responderam a essa questão pode ser vista na figura 65. Nota-se que, em geral, o(a) agressor(a) é um(a) superior(a) hierárquico(a) (63,71%), mas também há agressão por parte de colegas (17,60%). 17.60 Colega Conjunto de colegas 10.78 Superior hierárquico 63.71 Superior contra todos 16.37 Subordinado 3.00 Conjunto de subordinados 2.46 Figura 65: Porcentagem das respostas sobre quem é o(a) agressor(a) (N=733). Como mostra a figura 66, em geral, o agressor é do gênero masculino (50,96%), seguido dos dois (26,25%) e por último das mulheres isoladamente (22,79%). 60 50.96 50 40 22.79 % 30 26.25 20 10 0 homem(s) mulher(es) os dois Tipo de Agressor Figura 66: Porcentagem das respostas sobre o tipo de agressor (N=781). 69 A distribuição das respostas a quem é o(a) agressor(a) não apresentou diferenças significativas em relação ao gênero do respondente, embora haja uma tendência das mulheres identificarem como agressores(a) os(as) colegas com maior freqüência do que os homens e dos homens identificarem os(as) superiores(as) com maior freqüência que as mulheres (tabela 15). Tabela 15: Porcentagem das respostas a quem é o(a) agressor(a) por sexo (NSig.). Masculino (%) 4.69 2.87 18.29 4.76 0.98 0.60 Colega Conjunto de colegas Superior hierárquico Superior contra todos Subordinado Conjunto de subordinados Feminino (%) 5.15 3.27 17.32 4.49 0.74 0.82 N 125 78 454 118 22 18 Na região sudeste há uma maior tendência do(a) agressor(a) ser identificado(a) como o(a) superior(a) hierárquico(a) em relação às outras regiões (QQ=30.241, gl=4, p=.000), como mostra a figura 67. % "Superior hierárquico 0 5 10 15 20 25 17.95 Norte 12.56 Nordeste 16.83 Centro-Oeste 22.46 Sudeste 13.68 Sul Figura 67: Porcentagem das respostas ao tipo de agressor “superior hierárquico” por região (Sig., N=2542). 70 Nos bancos privados há uma maior freqüência de identificação de agressores(as) dentre os(as) superiores(as) hierárquicos(as) e subordinados(as) em relação aos bancos públicos, como mostra a figura 68 (QQ= 23,349, gl=1, p=.000 e QQ= 6,399, gl=1, p=.011, respectivamente). Públicos Subordinado 13.68 Superior hierárquico Privados 21.25 0 5 10 % 15 20 25 Figura 68: Porcentagem das respostas aos tipos de agressores “superior hierárquico” e “subordinados” por tipo de banco (Sig., N=2368). Os(as) participantes homo e bissexuais identificam o conjunto de colegas como agressores com uma maior freqüência do que os heterossexuais (QQ=8,717, gl=1, p=.003) (figura 69). Os(as) de raça/etnia “preta” identificam o “superior contra todos” com maior freqüência que os(as) outros(as) participantes (QQ=15,100, gl=4, p=.004) (figura 70). Homo e Bissexual 9.68 Heterossexual 3.01 0 2 4 6 8 10 12 % "conjunto de colegas" Figura 69: Porcentagem das respostas ao tipo de agressor “conjunto de colegas” por orientação sexual (Sig., N=2484). 71 Amarela 1.67 Parda 3.50 Indigena 0.00 Preta 11.02 4.51 Branca 0 2 4 6 8 10 12 % "superior contra todos" Figura 70: Porcentagem das respostas ao tipo de agressor “superior contra todos” por raça/etinia (Sig., N=2542). Os(as) bancários(as) com nível de escolaridade básico tendem a identificar os(as) subordinados(as) com agressores(as) com uma freqüência maior que os(as) bancários(as) de outros níveis de escolaridade (QQ=15,670, gl=4, p=.003) (figura 71). Pós Graduação 1.95 Superior Completo 0.44 Superior Incompleto 0.37 Médio Completo ou Incompleto 1.68 Básico Completo ou Incompleto 2.99 0 1 2 3 4 % "subordinados" Figura 71: Porcentagem das respostas ao tipo de agressor “subordinado” por escolaridade (Sig., N=2569). Do mesmo modo, os(as) participantes que vivem com parceiros(as) identificam o conjunto de colegas como assediadores com maior freqüência que os(as) outros(as) participantes (QQ=15.643, gl=5, p=.008) e os(as) participantes separados(as), divorciados(as) e viúvos(as) identificam como agressor o “superior hierárquico contra 72 todos” com uma freqüência maior que os solteiros(as) e casados(as) (QQ=23,697, gl=1, p=.000) (figura 72). % 0 5 Solteiro 10 15 20 Conjunto de colegas 4.31 Casado 3.86 Superior contra todos Separado 13.68 Parceria 5.43 Divorciado 5.79 Viuvo 15.38 Figura 72: Porcentagem das respostas aos tipos de agressores “conjunto de colegas” e “superior contra todos” por estado civil (Sig., N=2484). Os(as) chefes de família também apresentam uma tendência a identificarem os subordinados(as) como agressores(as) em comparação com os(as) que não são chefes de Chefe de Família família (QQ=7,425, gl=1, p=.006) (figura 73). Não 0.27 Sim 1.26 0 1 2 % "subordinados" Figura 73: Porcentagem das respostas ao tipo de agressor “subordinado” por ser/não ser chefe de família (Sig., N=2529). É interessante notar que as mulheres tendem a apontar as mulheres como agressoras com maior freqüência que os homens, como mostra a figura 74 (QQ=29,143, gl=3, p=.000). 73 70 60 50 40 % 30 20 10 0 homem(s) mulher(es) os dois Masculino 62.53 38.95 48.76 Feminino 37.47 61.05 51.24 Figura 74: Porcentagem das respostas sobre o tipo de agressor por sexo (N=760). Na região sudeste há uma tendência às mulheres serem apontadas como agressoras com maior freqüência que os homens ou que os dois (figura 75) (QQ = 26,251; gl=8; p=.001). As outras variáveis sócio-demográficas não apresentaram diferenças significativas em relação a essa questão. 70 60 50 40 % 30 20 10 0 Norte Nordeste CentroOeste Sudeste Sul homem(s) 5.40 11.05 16.71 46.79 20.05 mulher(es) 3.41 11.36 10.80 65.34 9.09 os dois 5.58 13.20 20.30 43.65 17.26 Figura 75: Porcentagem das respostas sobre o tipo de agressor por região (N=762). 74 Os(as) bancários(as) que relataram um maior número de agressões também indicaram que sofrem agressões de homens e mulheres com maior freqüência do que só de homens Nº de Situações Relatadas ou só de mulheres (figura 76) (F=6,665. gl=2; p=.001). 5.00 4.50 4.00 3.50 3.00 2.50 2.00 1.50 1.00 0.50 0.00 4.59 3.65 homem(s) 3.48 mulher(es) os dois Tipo de Agressor Figura 76: Média do número de situações relatadas por tipo de agressor (N=781). Nas situações “Seu chefe transfere você do setor para lhe isolar”, “Seu chefe retira seus instrumentos de trabalho: telefone, fax, computador, mesa” e “Seu chefe força você a pedir demissão” os dois (homens e mulheres) são identificados como agressores com maior freqüência do que só homens ou só mulheres (QQ = 10,685; gl=2; p=.005; QQ = 10,219; gl=2; p=.006; QQ=10,713; gl=2; p=.005, respectivamente) (figura 77). Aqueles(as) que relataram terem sido agredidos(as) por outros além do chefe também indicaram que foram agredidos(as) por homens e mulheres (QQ = 109,177; gl=2; p=.001) (figura 78). Assim também os(as) que se declararam agredidos(as) por mais de uma pessoa tendem a indicar os dois sexos como agressores (figura 79) (QQ = 224,616; gl=4; p=.000). 75 % 0 5 10 20 25 30 17.09 Seu chefe transfere você do setor para lhe isolar Seu chefe retira seus instrumentos de trabalho: telefone, fax, computador, mesa... 15 11.24 23.90 homem(s) 8.54 6.74 mulher(es) 15.61 os dois 10.80 Seu chefe força você a pedir demissão 5.62 16.10 Figura 77: Porcentagem de escolhas de três das situações constrangedoras por tipo de agressor (Sig.; N=781). % "'E agredido por outros" 80 70 60 50 40 30 20 10 0 homem(s) mulher(es) os dois Sim 23.66 30.59 67.53 Não 76.34 69.41 32.47 Figura 78: Porcentagem das respostas sobre o tipo de agressor por “é agredido por outros além do chefe” (N=736). A tabela 16 e figura 80 mostram a distribuição das respostas sobre o tipo de agressor e os resultados dos testes de Qui-Quadrado. É interessante notar que quando o agressor é um(a) colega há uma maior freqüência de identificação de mulheres como agressoras. 76 80 70 60 50 % 40 30 20 10 0 homem(s) mulher(es) os dois uma pessoa 75.08 79.87 12.07 de 2 a 4 pessoas 20.87 19.48 71.26 mais de 4 pessoas 4.05 0.65 16.67 Figura 79: Porcentagem das respostas sobre o tipo de agressor e “por quantas pessoas é agredido” (N=649). Tabela 16: Porcentagem das respostas sobre o tipo de agressor (N=781) homem(s (%)) 13.07 3.52 64.32 0.75 0.75 Colega Conjunto de colegas Superior hierárquico Subordinado Conjunto de subordinados mulher(es) (%) 23.60 4.49 56.74 3.37 0.56 os dois (%) 16.10 27.80 48.78 6.34 6.34 QQ (gl=2) 10.021 95.795 13.761 5.149 15.690 p 0.007 0.000 0.001 0.076 0.000 70 60 50 40 % 30 20 10 0 Colega Conjunto de colegas Superior hierárquico Subordinado Conjunto de subordinados homem(s) 13.07 3.52 64.32 0.75 0.75 mulher(es) 23.60 4.49 56.74 3.37 0.56 os dois 16.10 27.80 48.78 6.34 6.34 Figura 80: Porcentagem das respostas sobre o tipo de agressor por sexo do agressor (N=781). 77 3.3.4 Acredita que o(a) agressor(a) tem consciência do que faz Quando perguntados(as) se achavam que o(a) agressor(a) tinha consciência do que fazia, dos 848 que responderam essa questão, 49,41% responderam afirmativamente, 17,10% negativamente e 33,49% responderam que não sabiam (figura 81). 49.41 50 33.49 40 30 17.10 % 20 10 0 Sim Não Não sei Acredita que o agressor tem consciência? Figura 81: Porcentagem das respostas sobre “acredita que o agressor tem consciência” (N=848). As respostas a essa questão não mostraram diferenças significativas quanto à variável sexo e às outras variáveis sócio-demográficas, excetuando-se a variável escolaridade (figura 82). Os bancários com escolaridade média responderam com maior freqüência que achavam que o(a) agressor(a) sabia o que estava fazendo em comparação com as outras classes de escolaridade (QQ = 20,535; gl=8; p=.008). As diferenças entre as médias de situações relatadas segundo as respostas à pergunta “acredita que o agressor tem consciência do que faz” também se mostraram significativas, como mostra a figura 83 (F=19,773; gl=2; p=.000). 78 50 45 40 35 30 % 25 20 15 10 5 0 Básico Completo ou Incompleto Médio Completo ou Incompleto Superior Incompleto Superior Completo Pós Graduação Sim 2.67 15.78 28.64 39.81 13.11 Não 2.78 8.33 40.97 37.50 10.42 Não sei 2.91 6.91 31.27 45.09 13.82 Figura 82: Percentagem das respostas à “acredita que o agressor tem consciência do que faz”por escolaridade (N=831). Nº de Situações Relatadas 4.26 4.50 3.32 4.00 3.50 2.34 3.00 2.50 2.00 1.50 1.00 0.50 0.00 Sim Não Não sei Acredita que o agressor tem consciência? Figura 83: Média de situações relatadas por “acredita que o agressor tem consciência do que faz” (N=848). Em relação à maioria das situações constrangedoras relatadas há diferenças significativas na freqüência das respostas sobre se o agressor tem ou não consciência do que faz, como pode ser visto na figura 84. As porcentagens de respostas e os resultados dos testes de Qui-Quadrado são apresentados na tabela 17. 79 Tabela 17: Porcentagem das respostas sobre se o agressor tem ou não consciência do que faz por situações constrangedoras relatadas (N=848). Acredita que o agressor tem consciência do que faz Seu chefe não lhe cumprimenta mais e não fala mais com você Seu chefe atribui a você "erros imaginários" Seu chefe bloqueia o andamento dos seus trabalhos Seu chefe manda cartas de advertência protocoladas Seu chefe impõe horários injustificados Seu chefe o enche de trabalho Seu chefe pede trabalhos urgentes sem nenhuma necessidade Seu chefe dá instruções confusas e imprecisas Seu chefe ignora sua presença na frente dos outros Seu chefe fala mal de você em público Seu chefe manda você executar tarefas sem interesse Seu chefe faz circular maldades e calúnias sobre você Seu chefe transfere você do setor para lhe isolar Seu chefe não lhe dá qualquer ocupação; não lhe passa as tarefas Seu chefe retira seus instrumentos de trabalho: telefone, fax, computador, mesa... Seu chefe proíbe seus colegas de falar/almoçar com você Seu chefe agride você somente quando você está a sós com ele Seu chefe insinua e faz correr o boato de que você está com problema mental ou familiar Seu chefe força você a pedir demissão Seu chefe prejudica sua saúde Não (%) 6.21 93.79 22.76 77.24 17.93 82.07 0.69 99.31 14.48 85.52 40.69 59.31 14.48 85.52 Não sei (%) 13.03 86.97 22.54 77.46 21.48 78.52 5.99 94.01 18.31 81.69 44.37 55.63 24.65 75.35 QQ (gl=2) 17.032 p Sig Sim Não Sim Não Sim Não Sim Não Sim Não Sim Não Sim Não Sim (%) 19.81 80.19 27.92 72.08 29.12 70.88 5.49 94.51 23.39 76.61 46.30 53.70 27.92 72.08 0.000 S 3.174 0.205 NS 9.564 0.008 S 6.623 0.036 NS 6.221 0.045 NS 1.391 0.499 NS 10.516 0.005 S Sim Não Sim Não Sim Não Sim Não Sim Não Sim Não Sim Não 27.68 72.32 27.45 72.55 18.85 81.15 21.72 78.28 18.14 81.86 21.48 78.52 6.21 93.79 17.93 82.07 14.48 85.52 6.90 93.10 12.41 87.59 4.83 95.17 8.97 91.03 4.14 95.86 27.46 72.54 20.07 79.93 15.49 84.51 16.90 83.10 10.92 89.08 12.68 87.32 8.80 91.20 5.849 0.054 NS 12.054 0.002 S 11.660 0.003 S 6.918 0.031 NS 18.747 0.000 S 16.611 0.000 S 3.684 0.159 NS Sim Não 11.69 88.31 2.76 97.24 8.80 91.20 10.379 0.006 S Sim Não Sim Não Sim Não 8.35 91.65 14.56 85.44 13.84 86.16 4.83 95.17 6.90 93.10 4.14 95.86 4.58 95.42 6.69 93.31 8.45 91.55 4.772 0.092 NS 13.593 0.001 S 12.612 0.002 S Sim Não Sim Não 13.37 86.63 42.48 57.52 6.21 93.79 22.76 77.24 7.39 92.61 33.80 66.20 9.593 0.008 S 19.209 0.000 S 80 % 0 Seu chefe não lhe cumprimenta mais e não fala mais com você 5 10 15 20 25 40 45 13.03 29.12 17.93 21.48 Seu chefe pede trabalhos urgentes sem nenhuma necessidade 14.48 Seu chefe ignora sua presença na frente dos outros 14.48 Seu chefe faz circular maldades e calúnias sobre você 35 19.81 6.21 Seu chefe bloqueia o andamento dos seus trabalhos Seu chefe fala mal de você em público 30 27.92 24.65 27.45 20.07 18.85 6.90 15.49 18.14 4.83 Sim 10.92 Não Seu chefe transfere você do setor para lhe isolar Seu chefe retira seus instrumentos de trabalho: telefone, fax, computador, mesa... 8.97 12.68 21.48 Não sei 11.69 2.76 8.80 14.56 Seu chefe agride você somente quando você está a sós com ele 6.90 6.69 Seu chefe insinua e faz correr o boato de que você está com problema mental ou familiar 4.14 8.45 13.84 13.37 Seu chefe força você a pedir demissão Seu chefe prejudica sua saúde 6.21 7.39 42.48 22.76 33.80 Figura 84: Porcentagem de escolhas das situações constrangedoras por “acredita que o agressor tem consciência do que faz” (Sig.; N=848) Quando o agressor é o(a) superior(a) hierárquico(a), há uma tendência das pessoas acreditarem, com uma maior freqüência, que ele(a) sabe o que faz (QQ=13,428; gl=2; p=.001) (figura 85). 81 % "superior hierárquico" 0 20 40 60 80 59.43 Sim 42.07 Não 52.82 Não sei Figura 85: Porcentagem das respostas sobre “acredita que o agressor tem consciência do que faz” na situação onde o(a) agressor(a) é identificado(a) com o(a) superior(a) hierárquico(a) (Sig.; N=848). 3.3.5 Falou com alguém a respeito das agressões Quando perguntados(as) se haviam conversado com alguém a respeito das agressões que sofrem ou sofreram, 870 bancários(as) responderam a essa questão. Desses(as), 15,63% afirmaram não ter falado com ninguém, os(as) restantes afirmaram ter falado com familiares e pessoas de diversas instituições. A distribuição de respostas a com quem falaram pode ser vista na figura 86. Percebe-se que a maioria busca apoio na família e amigos, 59,43% e 44,48%, respectivamente, e alguns ainda buscam esse apoio em algum colega da empresa (32,64%) ou no Sindicato (19,54%). A figura 87 mostra a diferença entre quem falou ou não sobre as agressões por sexo. Observa-se que as mulheres apresentam uma tendência a não falar sobre as agressões quando comparadas aos homens (QQ=8,367; gl=1; p=.004). A figura 88 mostra a porcentagem das respostas a com quem falou sobre a agressão por região. Na região sudeste os bancários tendem a falar mais com a família, proporcionalmente, do que nas outras regiões (QQ = 36,452; gl=4; p=.000). Como pode ser visto na figura 89, os bancários dos bancos privados tendem a falar mais, proporcionalmente, com a família (QQ=38,449, gl=1; p=.000), com os amigos 82 (QQ=8,185; gl=1; p=.004) e com o sindicato (QQ=8,725; gl=1; p=.003) do que os dos bancos públicos. Outros 5.29 15.63 Não falou 59.43 Falou com a família 44.48 Falou com amigos 32.64 Falou com pessoa da empresa Falou com Rh 4.37 19.54 Falou com o Sindicato Falou com associação de funcionários 0.92 9.89 Falou com o médico do trabalho Falou com associação de assédio 0.46 Figura 86: Porcentagem de respostas à pergunta com quem falou sobre a agressão (N=870). % 0 2 4 6 8 6.27 Não falou 3.76 Masculino Feminino Figura 87: Porcentagem de respostas a ter/não ter falado sobre a agressão com outras pessoas por sexo (Sig., N=2547). 83 16.88 24.80 Falou com a família Sul 18.09 Sudeste 12.33 Centro-Oeste Nordeste 18.80 Norte 0 5 10 15 20 25 30 % Figura 88: Porcentagem de respostas “falou com a família sobre a agressão” por região (Sig., N=2542). Falou com o Sindicato 5.18 8.22 Públicos Falou com amigos 12.46 Privados 16.61 Falou com a família 14.65 24.84 0 5 10 15 20 25 30 % Figura 89: Porcentagem de respostas a três das possibilidades de “com quem falou sobre a agressão” por tipo de banco (Sig., N=2368). As pessoas entre 18 e 34 anos tendem a não falar sobre as agressões (QQ=20,555, gl=3, p=.000). As que têm entre 35 e 44 anos tendem a se apoiar mais nos seus sindicatos do que os das outras faixas etárias (QQ=14,329; gl=3; p=.003) e as que têm entre 25 e 44 anos nos seus amigos (QQ=21,909; gl=3; p=.000) (figura 90). 84 8.67 Falou com o Sindicato 10.44 5.71 1.43 Mais de 44 anos 15.45 16.64 17.13 Falou com amigos 35 a 44 anos 25 a 34 anos 6.67 Até 24 anos 2.44 2.83 Não falou 7.27 7.62 0 5 10 15 20 % Figura 90: Porcentagem de respostas a três itens de “com quem falou sobre a agressão” por idade (Sig., N=1722). Os(as) bancários(as) de escolaridade média tendem a falar mais com o sindicato do que os(as) bancários(as) de outras faixas de escolaridade (QQ=28,193; gl=4; p=.000) (figura 91). Pós Graduação 8.44 Superior Completo 5.16 Falou com o Sindicato Superior Incompleto 5.67 13.03 0.00 0 Médio Completo ou Incompleto Básico Completo ou Incompleto 5 10 15 % Figura 91: Porcentagem de respostas “falou com o sindicato sobre a agressão” por escolaridade (Sig., N=2569). A figura 92 mostra a porcentagem de “com quem falou sobre a agressão” por estado civil. Os(as) solteiros(as) tendem a não comentar as agressões (QQ=16,514,gl=5, p=.006); 85 os(as) que vivem em parceria tendem a falar mais com a família (QQ=15,445; gl=5; p=.009) e os viúvos(as) a falar com alguma pessoa da empresa ou com outros (QQ=18,305; gl=5; p=.003 e QQ=17,883; gl=5; p=.003). Aqueles(as) que são chefes de família tendem a falar com seus familiares e com o sindicato sobre o problema (QQ=13,633; gl=1; p=.000 e QQ=19,660; gl=1; p=.000) (figura 93). A tabela 18 mostra os resultados dos testes de Qui-Quadrado na comparação das respostas de “com quem falou a respeito das agressões” e o tipo de situação relatada. Considerando-se o total da amostra, a maioria das situações relatadas apresenta-se diferente quanto a com quem falou sobre a agressão, o que significa que dependendo da situação relatada, os(as) bancários(as) escolhem um(a) interlocutor(a) diferente. Assim, a figura 94 mostra a relação entre a resposta “não falou” com as situações constrangedoras. Observa-se que as pessoas tendem a não falar com ninguém quando a situação se refere à atribuição de “erros imaginários”. 86 0 5 15 % 20 10 25 30 35 7.36 3.86 3.16 3.26 4.13 Não falou Solteiro Casado Separado 0.00 Parceria Divorciado 16.30 Viuvo 21.36 23.16 Falou com a família 29.35 19.01 23.08 11.46 9.41 Falou com pessoa da empresa 14.74 21.74 9.09 23.08 Outros 1.89 1.31 3.16 3.26 2.48 15.38 Figura 92: Porcentagem de respostas aos itens de “com quem falou sobre a agressão” por estado civil (Sig., N=2569). 3.99 Falou com o Sindicato 8.35 Não Sim 16.49 Falou com a família 22.39 0 5 10 15 20 25 % "'E chefe de família" Figura 93: Porcentagem de respostas a itens de “com quem falou sobre a agressão” por ser/não ser chefe de família (Sig., N=2529). 87 Tabela 18: Resultados dos testes de Qui-Quadrado entre situações relatadas e “com quem falou sobre as agressões (N=2609) Seu chefe não lhe cumprimenta mais e não fala mais com você Seu chefe atribui a você "erros imaginários" Seu chefe bloqueia o andamento dos seus trabalhos Seu chefe manda cartas de advertência protocoladas Seu chefe impõe horários injustificados Seu chefe o enche de trabalho Seu chefe pede trabalhos urgentes sem nenhuma necessidade Seu chefe dá instruções confusas e imprecisas Seu chefe ignora sua presença na frente dos outros Seu chefe fala mal de você em público Seu chefe manda você executar tarefas sem interesse Seu chefe faz circular maldades e calúnias sobre você Não falou Família Amigos Rh Sindicat o 120.634 0.000 Pessoa da empresa 26.887 0.000 Médico do Trabalho 62.892 0.000 Ass. de Assédio Outros 88.486 0.000 Ass. Funcionários 0.790 0.374 QQ Sig. 3.281 0.070 205.909 0.000 18.470 0.000 3.009 0.083 31.377 0.000 QQ Sig. QQ Sig. 34.227 0.000 3.340 0.068 252.163 0.000 303.897 0.000 261.653 0.000 161.095 0.000 174.092 0.000 210.815 0.000 30.511 0.000 19.144 0.000 89.168 0.000 94.509 0.000 8.106 0.004 2.570 0.109 80.940 0.000 103.071 0.000 1.283 0.257 8.356 0.004 32.510 0.000 21.683 0.000 QQ Sig. QQ Sig. QQ Sig. QQ Sig. 3.427 0.064 7.533 0.006 51.103 0.000 15.411 0.000 59.842 0.000 186.129 0.000 340.593 0.000 206.712 0.000 76.702 0.000 145.242 0.000 219.511 0.000 189.061 0.000 29.949 0.000 82.501 0.000 152.798 0.000 206.223 0.000 46.258 0.000 18.304 0.000 18.738 0.000 16.945 0.000 25.103 0.000 93.393 0.000 110.099 0.000 65.137 0.000 26.306 0.000 19.809 0.000 4.675 0.031 7.311 0.007 31.110 0.000 82.779 0.000 68.920 0.000 30.723 0.000 0.069 0.793 1.641 0.200 2.334 0.127 1.118 0.290 0.067 0.796 21.680 0.000 16.813 0.000 23.845 0.000 QQ Sig. QQ Sig. 8.237 0.004 8.867 0.003 267.843 0.000 320.831 0.000 241.583 0.000 246.120 0.000 151.327 0.000 96.628 0.000 10.596 0.001 36.184 0.000 47.294 0.000 185.020 0.000 6.376 0.012 0.224 0.636 42.459 0.000 73.268 0.000 0.927 0.336 1.583 0.208 25.008 0.000 16.218 0.000 QQ Sig. QQ Sig. 3.094 0.079 26.772 0.000 188.719 0.000 127.990 0.000 182.275 0.000 113.997 0.000 112.663 0.000 103.665 0.000 24.664 0.000 23.262 0.000 129.735 0.000 86.396 0.000 5.901 0.015 0.584 0.445 29.565 0.000 38.154 0.000 0.232 0.630 11.831 0.001 5.169 0.023 21.725 0.000 QQ Sig. 0.575 0.448 202.288 0.000 143.333 0.000 138.387 0.000 92.310 0.000 169.526 0.000 7.701 0.006 47.239 0.000 3.845 0.050 24.216 0.000 88 Seu chefe transfere você do setor para lhe isolar Seu chefe não lhe dá qualquer ocupação; não lhe passa as tarefas Seu chefe retira seus instrumentos de trabalho: telefone, fax, computador, mesa... Seu chefe proíbe seus colegas de falar/almoçar com você Seu chefe agride você somente quando você está a sós com ele Seu chefe insinua e faz correr o boato de que você está com problema mental ou familiar Seu chefe força você a pedir demissão Seu chefe prejudica sua saúde Não falou Família Amigos Rh Sindicat o 191.060 0.000 87.507 0.000 Pessoa da empresa 83.056 0.000 10.265 0.001 QQ Sig. QQ Sig. 13.175 0.000 8.511 0.004 183.955 0.000 69.906 0.000 49.745 0.000 11.918 0.001 QQ Sig. 0.705 0.401 135.225 0.000 118.529 0.000 41.403 0.000 QQ Sig. 2.061 0.151 93.540 0.000 97.923 0.000 QQ Sig. 1.045 0.307 139.407 0.000 QQ Sig. 0.096 0.756 QQ Sig. QQ Sig. 6.766 0.009 0.507 0.477 Médico do Trabalho 103.158 0.000 13.902 0.000 Ass. de Assédio Outros 151.523 0.000 35.429 0.000 Ass. Funcionários 15.599 0.000 3.806 0.051 0.236 0.627 9.372 0.002 12.493 0.000 0.922 0.337 39.986 0.000 95.242 0.000 2.262 0.133 49.532 0.000 6.192 0.013 8.986 0.003 45.312 0.000 39.494 0.000 47.894 0.000 0.208 0.648 7.133 0.008 0.104 0.747 0.628 0.428 164.757 0.000 102.600 0.000 124.226 0.000 96.330 0.000 26.883 0.000 67.919 0.000 25.129 0.000 7.269 0.007 193.149 0.000 131.560 0.000 117.574 0.000 36.423 0.000 85.838 0.000 2.012 0.156 146.944 0.000 5.667 0.017 7.905 0.005 164.237 0.000 543.677 0.000 145.850 0.000 404.976 0.000 65.170 0.000 256.207 0.000 76.317 0.000 79.338 0.000 121.283 0.000 234.741 0.000 11.351 0.001 10.039 0.002 82.838 0.000 239.741 0.000 26.390 0.000 13.989 0.000 13.185 0.000 39.876 0.000 89 % "Não falou" 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 22.79 Seu chefe atribui a você "erros imaginários" 13.97 Seu chefe impõe horários injustificados 43.38 Seu chefe o enche de trabalho Seu chefe pede trabalhos urgentes sem nenhuma necessidade 19.12 17.65 Seu chefe dá instruções confusas e imprecisas Seu chefe ignora sua presença na frente dos outros 14.71 Seu chefe manda você executar tarefas sem interesse 17.65 12.50 Seu chefe transfere você do setor para lhe isolar Seu chefe não lhe dá qualquer ocupação; não lhe passa as tarefas Seu chefe força você a pedir demissão 5.88 7.35 Figura 94: Porcentagem de respostas a “não falou sobre a agressão” por situações constrangedoras relatadas (Sig., N=2609). A figura 95 mostra a relação entre as respostas “falar com a família” e as situações relatadas. Nota-se aqui que as pessoas tendem a falar com a família a respeito do prejuízo à saúde e o mesmo ocorre com relação aos amigos (figura 96). 90 % "Falou com a família" 0 10 20 Seu chefe não lhe cumprimenta mais e não fala mais com você 30 28.43 5.61 22.24 48.55 Seu chefe o enche de trabalho Seu chefe pede trabalhos urgentes sem nenhuma necessidade Seu chefe dá instruções confusas e imprecisas Seu chefe ignora sua presença na frente dos outros 26.11 29.98 27.08 17.79 Seu chefe fala mal de você em público Seu chefe força você a pedir demissão 60 26.69 Seu chefe impõe horários injustificados Seu chefe manda você executar tarefas sem interesse Seu chefe faz circular maldades e calúnias sobre você Seu chefe transfere você do setor para lhe isolar Seu chefe não lhe dá qualquer ocupação; não lhe passa as tarefas Seu chefe retira seus instrumentos de trabalho: telefone, fax, computador, mesa... Seu chefe proíbe seus colegas de falar/almoçar com você Seu chefe agride você somente quando você está a sós com ele Seu chefe insinua e faz correr o boato de que você está com problema mental ou familiar 50 18.18 Seu chefe atribui a você "erros imaginários" Seu chefe bloqueia o andamento dos seus trabalhos Seu chefe manda cartas de advertência protocoladas 40 17.99 16.25 17.79 7.16 11.22 8.51 12.19 13.35 12.57 Seu chefe prejudica sua saúde 43.33 Figura 95: Porcentagem de respostas a “falou com a família sobre a agressão” por situações constrangedoras relatadas (Sig., N=2609). 91 % "Falou com amigos" 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 Seu chefe não lhe cumprimenta mais e não fala mais com você 17.05 30.49 Seu chefe atribui a você "erros imaginários" Seu chefe bloqueia o andamento dos seus trabalhos Seu chefe manda cartas de advertência protocoladas 25.84 6.98 23.00 Seu chefe impõe horários injustificados 47.29 Seu chefe o enche de trabalho Seu chefe pede trabalhos urgentes sem nenhuma necessidade Seu chefe dá instruções confusas e imprecisas Seu chefe ignora sua presença na frente dos outros 28.42 32.56 27.91 19.90 Seu chefe fala mal de você em público Seu chefe manda você executar tarefas sem interesse Seu chefe faz circular maldades e calúnias sobre você Seu chefe transfere você do setor para lhe isolar Seu chefe não lhe dá qualquer ocupação; não lhe passa as tarefas Seu chefe retira seus instrumentos de trabalho: telefone, fax, computador, mesa... Seu chefe proíbe seus colegas de falar/almoçar com você Seu chefe agride você somente quando você está a sós com ele Seu chefe insinua e faz correr o boato de que você está com problema mental ou familiar Seu chefe força você a pedir demissão 19.38 16.28 20.41 8.79 12.14 9.82 14.73 13.18 13.70 Seu chefe prejudica sua saúde 44.19 Figura 96: Porcentagem de respostas a “falou com os amigos sobre a agressão” por situações constrangedoras relatadas (Sig., N=2609). As figuras 97 e 98 mostram as comparações entre as respostas “falou com pessoa da empresa” e “falou com RH”. Aqui, nota-se que falar com pessoa da empresa possui uma distribuição similar a falar com amigos. Já em relação a falar com o RH da empresa há uma tendência a relatar o prejuízo à saúde. 92 % "Falou com pessoa da empresa" 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 Seu chefe não lhe cumprimenta mais e não fala mais com você 11.97 29.93 Seu chefe atribui a você "erros imaginários" Seu chefe bloqueia o andamento dos seus trabalhos Seu chefe manda cartas de advertência protocoladas 32.04 5.63 21.48 Seu chefe impõe horários injustificados 47.18 Seu chefe o enche de trabalho Seu chefe pede trabalhos urgentes sem nenhuma necessidade Seu chefe dá instruções confusas e imprecisas Seu chefe ignora sua presença na frente dos outros 33.10 31.34 22.89 19.01 Seu chefe fala mal de você em público Seu chefe manda você executar tarefas sem interesse Seu chefe faz circular maldades e calúnias sobre você Seu chefe transfere você do setor para lhe isolar Seu chefe não lhe dá qualquer ocupação; não lhe passa as tarefas Seu chefe retira seus instrumentos de trabalho: telefone, fax, computador, mesa... Seu chefe proíbe seus colegas de falar/almoçar com você Seu chefe agride você somente quando você está a sós com ele Seu chefe insinua e faz correr o boato de que você está com problema mental ou familiar Seu chefe força você a pedir demissão 21.13 18.31 17.25 4.93 9.51 8.45 14.08 14.44 11.62 Seu chefe prejudica sua saúde 42.61 Figura 97: Porcentagem de respostas a “falou com pessoa da empresa sobre a agressão” por situações constrangedoras relatadas (Sig., N=2609). 93 % "Falou com RH" 0 10 20 Seu chefe não lhe cumprimenta mais e não fala mais com você 30 40 28.95 15.79 26.32 47.37 Seu chefe o enche de trabalho Seu chefe pede trabalhos urgentes sem nenhuma necessidade Seu chefe dá instruções confusas e imprecisas Seu chefe ignora sua presença na frente dos outros 28.95 26.32 34.21 23.68 Seu chefe fala mal de você em público Seu chefe força você a pedir demissão 70 34.21 Seu chefe impõe horários injustificados Seu chefe manda você executar tarefas sem interesse Seu chefe faz circular maldades e calúnias sobre você Seu chefe transfere você do setor para lhe isolar Seu chefe não lhe dá qualquer ocupação; não lhe passa as tarefas Seu chefe retira seus instrumentos de trabalho: telefone, fax, computador, mesa... Seu chefe proíbe seus colegas de falar/almoçar com você Seu chefe agride você somente quando você está a sós com ele Seu chefe insinua e faz correr o boato de que você está com problema mental ou familiar 60 21.05 Seu chefe atribui a você "erros imaginários" Seu chefe bloqueia o andamento dos seus trabalhos Seu chefe manda cartas de advertência protocoladas 50 26.32 36.84 31.58 10.53 21.05 18.42 36.84 21.05 28.95 Seu chefe prejudica sua saúde 60.53 Figura 98: Porcentagem de respostas a “falou com RH sobre a agressão” por situações constrangedoras relatadas (Sig., N=2609). Com o seu sindicato as pessoas tendem a falar sobre a carga de trabalho e exigências (seu chefe o enche de trabalho) e sobre o prejuízo à saúde (figura 99). O mesmo parece ocorrer em relação a falar com associação de funcionários (figura 100). 94 % "Falou com Sindicato" 0 10 20 Seu chefe não lhe cumprimenta mais e não fala mais com você 30 29.41 6.47 27.06 Seu chefe o enche de trabalho 50.59 Seu chefe pede trabalhos urgentes sem nenhuma necessidade Seu chefe dá instruções confusas e imprecisas Seu chefe ignora sua presença na frente dos outros 27.06 25.88 35.29 Seu chefe fala mal de você em público Seu chefe força você a pedir demissão 60 28.82 Seu chefe impõe horários injustificados Seu chefe manda você executar tarefas sem interesse Seu chefe faz circular maldades e calúnias sobre você Seu chefe transfere você do setor para lhe isolar Seu chefe não lhe dá qualquer ocupação; não lhe passa as tarefas Seu chefe retira seus instrumentos de trabalho: telefone, fax, computador, mesa... Seu chefe proíbe seus colegas de falar/almoçar com você Seu chefe agride você somente quando você está a sós com ele Seu chefe insinua e faz correr o boato de que você está com problema mental ou familiar 50 21.18 Seu chefe atribui a você "erros imaginários" Seu chefe bloqueia o andamento dos seus trabalhos Seu chefe manda cartas de advertência protocoladas 40 24.71 24.12 24.71 26.47 8.82 15.88 10.59 17.06 15.88 18.24 Seu chefe prejudica sua saúde 50.59 Figura 99: Porcentagem de respostas a “falou com sindicato sobre a agressão” por situações constrangedoras relatadas (Sig., N=2609). 95 % "Falou com Associação de Funcionários" 0 10 20 30 40 50 60 Seu chefe atribui a você "erros imaginários" Seu chefe manda cartas de advertência protocoladas 37.50 25.00 Seu chefe impõe horários injustificados 50.00 Seu chefe pede trabalhos urgentes sem nenhuma necessidade Seu chefe faz circular maldades e calúnias sobre você 37.50 25.00 Seu chefe transfere você do setor para lhe isolar 37.50 Seu chefe agride você somente quando você está a sós com ele 37.50 Seu chefe força você a pedir demissão Seu chefe prejudica sua saúde 25.00 50.00 Figura 100: Porcentagem de respostas a “falou com associação de funcionários sobre a agressão” por situações constrangedoras relatadas (Sig., N=2609). Já ao falar com o médico do trabalho os(as) bancários(as) tendem a estressar o prejuízo à saúde (figura 101) e o mesmo ocorre ao falar com associação de assédio (figura 102). 96 % "Falou com Médico do Trabalho" 0 10 20 Seu chefe não lhe cumprimenta mais e não fala mais com você 30 40 80 39.53 9.30 33.72 54.65 Seu chefe o enche de trabalho Seu chefe pede trabalhos urgentes sem nenhuma necessidade 26.74 31.40 Seu chefe dá instruções confusas e imprecisas Seu chefe ignora sua presença na frente dos outros 32.56 18.60 Seu chefe fala mal de você em público Seu chefe força você a pedir demissão 70 36.05 Seu chefe impõe horários injustificados Seu chefe manda você executar tarefas sem interesse Seu chefe faz circular maldades e calúnias sobre você Seu chefe transfere você do setor para lhe isolar Seu chefe não lhe dá qualquer ocupação; não lhe passa as tarefas Seu chefe retira seus instrumentos de trabalho: telefone, fax, computador, mesa... Seu chefe proíbe seus colegas de falar/almoçar com você Seu chefe agride você somente quando você está a sós com ele Seu chefe insinua e faz correr o boato de que você está com problema mental ou familiar 60 24.42 Seu chefe atribui a você "erros imaginários" Seu chefe bloqueia o andamento dos seus trabalhos Seu chefe manda cartas de advertência protocoladas 50 23.26 19.77 30.23 8.14 16.28 6.98 19.77 26.74 20.93 Seu chefe prejudica sua saúde 67.44 Figura 101: Porcentagem de respostas a “falou com médico do trabalho sobre a agressão” por situações constrangedoras relatadas (Sig., N=2609). 97 % "Falou com Associação de Assédio" 0 10 20 30 40 50 60 70 80 Seu chefe bloqueia o andamento dos seus trabalhos 50.00 Seu chefe manda você executar tarefas sem interesse 50.00 Seu chefe não lhe dá qualquer ocupação; não lhe passa as tarefas 25.00 Seu chefe agride você somente quando você está a sós com ele 50.00 Seu chefe força você a pedir demissão 50.00 Seu chefe prejudica sua saúde 75.00 Figura 102: Porcentagem de respostas a “falou com associação de assédio sobre a agressão” por situações constrangedoras relatadas (Sig., N=2609). As médias do número de situações relatadas variam de acordo com as respostas fornecidas à questão “com quem falou sobre as agressões” (tabela 19), sendo que aqueles(as) que relatam um maior número de situações tendem a falar com o setor de Recursos Humanos da empresa, associação de assédio, médico do trabalho e associação de funcionários (figura 103). Tabela 19: Resultados das análises de variância das diferenças entre as médias de situações constrangedoras relatadas e respostas a “com quem falou sobre as agressões”.(N=2609, gl=1) Não falou Falou com a família Falou com amigos Falou com pessoa da empresa Falou com Rh Falou com o Sindicato Falou com associação de funcionários Falou com o médico do trabalho Falou com associação de assédio Outros F 28.265 1056.204 801.554 455.069 121.253 401.081 18.757 251.891 11.878 57.493 Sig 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.001 0.000 98 Nº de Situações Relatadas 0.00 1.00 2.00 Não falou 3.00 4.00 5.00 6.00 7.00 2.47 4.11 Falou com a família Falou com amigos 4.32 Falou com pesso da empresa 4.17 Falou com Rh 5.79 Falou com o Sindicato 4.89 5.25 Falou com associação de funcionários 5.47 Falou com o médico do trabalho 5.75 Falou com associação de assédio 4.15 Outros Figura 103: Média do número de situações relatadas por “com quem falou sobre as agressões” (N=2609). Na figura 104 é apresentada a comparação entre as respostas à freqüência das agressões com as respostas à pergunta “com quem falou a respeito das agressões”. Observa-se que quando a freqüência é menor tende-se a falar com a família (QQ=10,533; gl=2, p=.005) e com o sindicato (QQ=16,380; gl=2, p=.000), mas quando ela aumenta procura-se falar com o médico do trabalho (QQ=15,018; gl=2, p=.001). 80 70 60 50 % 40 30 20 10 0 Falou com a família Falou com o Sindicato Falou com o médico do trabalho uma vez por mês 17.78 14.74 12.66 uma vez por semana 25.78 19.23 15.19 várias vezes por semana 56.44 66.03 72.15 Figura 104: Porcentagem de respostas a “com quem falou sobre a agressão” por freqüência das agressões (Sig., N=804). 99 Quem é agredido(a) por outros além do chefe tende a procurar as associações de assédio e o setor de recursos humanos da empresa, como mostra a figura 105. A tabela 20 mostra os resultados dos testes de Qui-Quadrado da comparação entre as respostas às duas questões. Tabela 20: Resultados dos testes de Qui-Quadrado das respostas a “com quem falou sobre as agressões” com “ser agredido por outros além do chefe” (N=1508). QuiQuadrado 0.038 122.767 114.033 86.720 42.200 54.866 2.767 54.138 13.241 24.403 Não falou Falou com a família Falou com amigos Falou com pessoa da empresa Falou com Rh Falou com o Sindicato Falou com associação de funcionários Falou com o médico do trabalho Falou com associação de assédio Outros Outros gl Sig. 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 0.845 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.096 0.000 0.000 0.000 46.67 Falou com associação de assédio 100.00 Falou com o médico do trabalho 49.38 Falou com o Sindicato 40.00 Falou com Rh 59.46 Falou com pesso da empresa 38.58 Falou com amigos 37.60 Falou com a família 34.57 0 20 40 60 80 100 % "É agredido por outros além do chefe" Figura 105: Porcentagem de respostas a “com quem falou sobre a agressão” por ser agredido por outros além do chefe (Sig., N=1508). 100 A figura 106 mostra a relação entre as respostas às questões “por quantas pessoas é agredido” e “com quem falou sobre a agressão”. Quando a agressão é de uma só pessoa há uma tendência a não falar sobre ela (QQ=12,555, gl=, p=.002) ou a falar com o médico do trabalho (QQ=12,686, gl=2, p=.002); quando a agressão é por “de 2 a 4 pessoas” há uma tendência a falar com o RH da empresa (QQ=10,842, gl=2, p=.004). Falou com o médico do trabalho 35.53 48.68 mais de 4 pessoas Falou com Rh 45.71 37.14 de 2 a 4 pessoas uma pessoa 16.18 Não falou 79.41 0 20 40 60 80 100 % "Por quantas pessoas é agredido" Figura 106: Porcentagem de respostas a “com quem falou sobre a agressão” por “por quantas pessoas é agredido” (Sig., N=665). A comparação pelo teste de Qui-Quadrado mostrou diferenças significativas entre as respostas de “com quem falou sobre a agressão” e o tipo de agressor, como mostra a tabela 21. As figuras 107 a 112 mostram graficamente as diferenças significativas encontradas. Quando o agressor é um(a) colega, os(as) bancários(as) tendem a procurar a associação de funcionários; quando os(as) agressores(as) são o conjunto de colegas ou de subordinados, há uma tendência a procurar uma associação de assédio; quando o(a) agressor(a) é o(a) superior(a) hierárquico(a) a amplitude do apoio aumenta, mas há uma tendência a procurar o sindicato e quando o(a) agressor(a) é o(a) superior(a) contra todos ou um(a) subordinado(a), há uma tendência a falar com o RH da empresa. 101 Tabela 21: Resultados dos testes de Qui-Quadrado de “com quem falou sobre as agressões” com as respostas a quem é o agressor (N=2609). colega Não falou Falou com a família Falou com amigos Falou com pessoa da empresa Falou com Rh Falou com o Sindicato Falou com associação de funcionários Falou com o médico do trabalho Falou com associação de assédio Outros QQ 43.721 101.350 92.556 80.571 Sig. .000 .000 .000 .000 conjunto de colegas QQ Sig. 0.330 .566 140.435 .000 82.648 .000 61.629 .000 superior hierárquico QQ Sig. 32.091 .000 692.923 .000 481.584 .000 401.273 .000 superior contra todos QQ Sig. 2.479 .115 144.230 .000 203.124 .000 60.580 .000 21.289 21.236 18.096 .000 .000 .000 31.118 5.046 13.194 .000 .025 .000 53.748 382.947 5.627 .000 .000 .018 32.009 33.048 7.611 24.310 .000 44.257 .000 103.735 .000 0.208 .648 30.103 .000 2.809 21.298 .000 5.123 .024 32.833 subordinado QQ 3.186 61.839 27.698 6.142 Sig. .074 .000 .000 .013 conjunto de subordinados QQ Sig. 0.997 .318 38.323 .000 23.792 .000 5.332 .021 .000 .000 .006 22.932 9.573 0.068 .000 .002 .794 29.215 13.451 16.336 .000 .000 .000 62.023 .000 7.442 .006 10.165 .001 .094 3.800 .051 0.034 .854 142.169 .000 .000 17.462 .000 0.398 .528 1.505 .220 102 Agressor: colega 16.91 Não falou Falou com a família 13.54 14.73 Falou com amigos 15.85 Falou com pessoa da empresa 21.05 Falou com Rh Falou com o Sindicato 12.35 37.50 Falou com associação de funcionários 16.28 Falou com o médico do trabalho 19.57 Outros Figura 107: Porcentagem de respostas a “com quem falou sobre a agressão” pelo tipo de agressor colega (Sig., N=2609). Agressor: conjunto de colegas Falou com a família 11.03 Falou com amigos 10.34 Falou com pessoa da empresa 10.56 Falou com Rh 18.42 Falou com associação de funcionários Falou com o médico do trabalho 25.00 15.12 Falou com associação de assédio 50.00 Figura 108: Porcentagem de respostas a “com quem falou sobre a agressão” pelo tipo de agressor conjunto de colegas (Sig., N=2609). 103 Agressor: superior hierárquico Não falou 36.03 Falou com a família 57.64 Falou com amigos 57.36 60.92 Falou com pessoa da empresa Falou com Rh 63.16 73.53 Falou com o Sindicato 59.30 Falou com o médico do trabalho Outros 50.00 Figura 109: Porcentagem de respostas a “com quem falou sobre a agressão” pelo tipo de agressor superior hierárquico (Sig., N=2609). Agressor: superior contra todos Falou com a família 14.51 18.60 Falou com amigos Falou com pessoa da empresa 13.73 23.68 Falou com Rh Falou com o Sindicato 13.53 22.09 Falou com o médico do trabalho Outros 17.39 Figura 110: Porcentagem de respostas a “com quem falou sobre a agressão” pelo tipo de agressor superior contra todos (Sig., N=2609). 104 Agressor: subordinado 3.68 Falou com a família 3.10 Falou com amigos 7.89 Falou com Rh 2.94 Falou com o Sindicato Falou com o médico do trabalho 3.49 Figura 111: Porcentagem de respostas a “com quem falou sobre a agressão” pelo tipo de agressor subordinado (Sig., N=2609). Agressor: conjunto de subordinados Falou com a família 2.71 Falou com amigos 2.58 Falou com Rh Falou com o Sindicato 7.89 2.94 Falou com associação de funcionários Falou com o médico do trabalho 12.50 3.49 Falou com associação de assédio 50.00 Figura 112: Porcentagem de respostas a “com quem falou sobre a agressão” pelo tipo de agressor conjunto de subordinados (Sig., N=2609). Quanto ao gênero do(a) agressor(a) e sua relação com a questão “com quem falou sobre a agressão” há uma diferença significativa entre a freqüência das respostas no caso de falar com o RH da empresa. Há uma tendência a falar com o RH quando o agressor é homem(s) ou quando são os dois, como mostra a figura 113 (QQ=9,896, gl=2, p=.007). 105 Falou com Rh 40.00 homem mulher 11.43 48.57 os dois Figura 113: Porcentagem de respostas a “falou com RH sobre a agressão” pelo gênero do agressor (Sig., N=781). A distribuição das respostas à questão sobre se o(a) agressor(a) tem consciência do que faz também se mostrou significativamente diferente em relação às respostas “com quem falou sobre a agressão”. As diferenças significativas são apresentadas na figura 114 e os resultados dos testes de Qui-Quadrado na tabela 22. Tabela 22: Resultados dos testes de Qui-Quadrado de “com quem falou sobre as agressões” com as respostas a se o agressor tem consciência do que faz (N=848). Não falou Falou com a família Falou com amigos Falou com pessoa da empresa Falou com Rh Falou com o Sindicato Falou com associação de funcionários Falou com o médico do trabalho Falou com associação de assédio Outros QQ 18.469 13.215 10.910 9.965 7.145 50.043 8.269 14.389 2.025 1.447 Sig. 0.000 0.001 0.004 0.007 0.028 0.000 0.016 0.001 0.363 0.485 106 35.85 31.13 33.02 Não falou 52.77 Falou com a família 13.14 Falou com amigos 12.40 Falou com pessoa da empresa Falou com o Sindicato Falou com o médico do trabalho 34.09 53.99 Sim 33.61 Não 54.98 Não sei 11.44 33.58 73.33 4.85 21.82 69.05 10.71 20.24 Figura 114: Porcentagem de respostas a “com quem falou sobre a agressão” por “o agressor tem consciência do que faz” (Sig., N=848). 107 3.4 Assédio Sexual Dos 2140 bancários(as) que responderam à questão sobre ter sido assediado sexualmente, 3,87% (101) responderam afirmativamente à pergunta. A maior parte foi vítima de palavras obscenas ou degradantes (52,63%), ou ainda de proximidade e propostas verbais (36,84%), como mostra a figura 115. Foram relatados ainda outros tipos de agressões, tais como convites insistentes, pressão psicológica e outros. De acordo com o esperado, considerando-se a amostra como um todo, foram encontradas diferenças significativas de relatos de ocorrência de assédio sexual entre os sexos. O grupo feminino relata 67,35% de ocorrências, enquanto o masculino relata apenas 32,65% (figura 116) (QQ=14,477; gl=1; p=.000). No que se refere ao assédio sexual não há diferenças entre as regiões, mas sim entre os tipos de bancos. O assédio sexual é relatado com maior freqüência nos bancos privados em comparação com os públicos (figura 117) (QQ=8,244; gl=1; p=.004). Não foram encontradas diferenças significativas entre a freqüência de assédio e as outras variáveis sócio-demográficas. % 0 10 20 30 40 Palavras obscenas ou degradantes Outros 60 52.63 Ficar próximo ou fazer proposta verbal Agredir fisicamente 50 36.84 12.63 26.32 Figura 115: Porcentagem de respostas ao tipo de agressão sexual (N=95). 108 70 60 50 40 % 30 20 10 0 Sim Não Masculino 32.65 52.33 Feminino 67.35 47.67 Figura 116: Porcentagem de respostas ao assédio sexual por sexo(Sig., N=2095). 70 60 50 40 % 30 20 10 0 Sim Não Privados 67.03 51.64 Públicos 32.97 48.36 Figura 117: Porcentagem de respostas positivas ao assédio sexual por tipo de banco (Sig., N=1954). Em relação ao número de relatos de situações constrangedoras também há uma associação positiva com a exposição ao assédio sexual, sendo que aqueles(as) que relatam um maior número de ocorrências de constrangimentos também relatam terem sido assediados(as) sexualmente (figura 118) (F=89,628; gl=1; p=.000). A tabela 23 mostra os resultados dos testes de Qui-Quadrado relacionando as repostas quanto a ser assediado sexualmente e as situações constrangedoras relatadas. 109 Excetuando-se as situações “Seu chefe retira seus instrumentos de trabalho: telefone, fax, computador, mesa” e “Seu chefe proíbe seus colegas de falar/almoçar com você”, todas as outras situações apresentaram distribuições significativamente diferentes (N=2140). A figura 119 mostra essas comparações. É interessante notar que quem é assediado(a) sexualmente tende a relatar que o(a) chefe prejudica a saúde com uma freqüência maior que os(as) que não são. Quando o(a) respondente relata que foi exposto(a) a assédio sexual, há uma tendência a relatar que o(a) agressor(a) é o(a) superior(a) hierárquico(a) (QQ=38,159, gl=1, p=.000), colega (QQ=15,647, gl=1, p=.000), conjunto de colegas (QQ=30,836, gl=1, p=.000) e conjunto de subordinados (QQ=12,366, gl=1, p=.000) com maior freqüência do que aqueles(as) que não são assediados(as), como mostra a figura 120. 4.04 Nº de Situações Relatadas 4.50 4.00 3.50 3.00 2.50 1.44 2.00 1.50 1.00 0.50 0.00 Sim Não Foi exposto(a) a assédio sexual Figura 118: Média do número de relatos de situações constrangedoras e exposição a assédio sexual (Sig., N=2140). 110 Tabela 23: Resultados dos testes de Qui-Quadrado entre ser assediado sexualmente e situações constrangedoras relatadas (N=2140). Seu chefe não lhe cumprimenta mais e não fala mais com você Seu chefe atribui a você "erros imaginários" Seu chefe bloqueia o andamento dos seus trabalhos Seu chefe manda cartas de advertência protocoladas Seu chefe impõe horários injustificados Seu chefe o enche de trabalho Seu chefe pede trabalhos urgentes sem nenhuma necessidade Seu chefe dá instruções confusas e imprecisas Seu chefe ignora sua presença na frente dos outros Seu chefe fala mal de você em público Seu chefe manda você executar tarefas sem interesse Seu chefe faz circular maldades e calúnias sobre você Seu chefe transfere você do setor para lhe isolar Seu chefe não lhe dá qualquer ocupação; não lhe passa as tarefas Seu chefe retira seus instrumentos de trabalho: telefone, fax, computador, mesa... Seu chefe proíbe seus colegas de falar/almoçar com você Seu chefe agride você somente quando você está a sós com ele Seu chefe insinua e faz correr o boato de que você está com problema mental ou familiar Seu chefe força você a pedir demissão Seu chefe prejudica sua saúde QQ 61.0113 32.4427 33.6788 7.9428 25.2928 12.5913 8.3168 14.3340 33.2974 12.4068 31.8725 37.6439 34.7450 10.5428 gl 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 Sig. 0.0000 0.0000 0.0000 0.0048 0.0000 0.0004 0.0039 0.0002 0.0000 0.0004 0.0000 0.0000 0.0000 0.0012 1.2793 1 0.2580 5.4557 47.9387 27.1805 1 1 1 0.0195 0.0000 0.0000 68.4607 50.3289 1 1 0.0000 0.0000 111 % 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 Seu chefe não lhe cumprimenta mais e não fala mais com você 24.75 27.72 Seu chefe atribui a você "erros imaginários" Seu chefe bloqueia o andamento dos seus trabalhos Seu chefe manda cartas de advertência protocoladas 27.72 5.94 22.77 Seu chefe impõe horários injustificados 36.63 Seu chefe o enche de trabalho Seu chefe pede trabalhos urgentes sem nenhuma necessidade 19.80 23.76 Seu chefe dá instruções confusas e imprecisas Seu chefe ignora sua presença na frente dos outros 25.74 14.85 Seu chefe fala mal de você em público Seu chefe manda você executar tarefas sem interesse Seu chefe faz circular maldades e calúnias sobre você 22.77 18.81 20.79 Seu chefe transfere você do setor para lhe isolar Seu chefe não lhe dá qualquer ocupação; não lhe passa as tarefas Seu chefe agride você somente quando você está a sós com ele Seu chefe insinua e faz correr o boato de que você está com problema mental ou familiar 7.92 Seu chefe força você a pedir demissão Seu chefe prejudica sua saúde 17.82 13.86 19.80 39.60 Figura 119: Porcentagem de respostas positivas ao assédio sexual por situações constrangedoras relatadas (Sig., N=2140). 112 :Agressor colega :Agressor conjunto de colegas 14.85 Foi exposto(a) a assédio sexual Sim 5.39 3.19 :Agressor superior hierárquico :Agressor conjunto de subordinados Foi exposto(a) a assédio sexual Não 13.86 45.54 19.86 3.96 0.69 Figura 120: Porcentagem de respostas ao assédio sexual por tipo de agressor (Sig., N=2140). Quem relata ter sido exposto(a) a assédio sexual também relata acreditar que o(a) agressor(a) tem consciência do que faz com maior freqüência do que os(as) que não são assediados(as) (QQ=12,339, gl=2, p=.002) (figura 121). 67.47 Sim 47.13 Foi exposto(a) a assédio sexual Sim 10.84 Não Foi exposto(a) a assédio sexual Não 17.49 21.69 Não sei 35.38 Figura 121: Porcentagem de respostas ao assédio sexual por “acredita que o agressor tem consciência do que faz” (Sig., N=815). 113 3.5 Organização do Trabalho e Fatores Psicossociais O questionário contém algumas questões sobre a organização do trabalho e fatores psicossociais. A primeira dessas perguntas se refere às dificuldades que as pessoas encontram no trabalho. A porcentagem de respostas a cada um dos itens pode ser vista na figura 122. Observa-se que a principal dificuldade relatada diz respeito à falta de pessoal (50,52%). Em seguida estão: a carga excessiva de trabalho (38,90%), a competição entre as pessoas (24,26%) e o não respeito aos horários (19,47%). Solicitou-se também aos bancários(as) que indicassem as principais características da sua chefia. A figura 123 mostra a porcentagem de respostas para cada um dos itens apresentados aos bancários(as). Uma grande parte (28,90%) acha que o(a) chefe decide sem consultar os(as) subordinados(as). No entanto, também é relativamente elevada a porcentagem dos(as) que acreditam que o(a) chefe toma decisões conjuntas (20.81%) e dos(as) que acreditam que possuem liberdade de escolha na situação de trabalho (18,47%). Objetivos pouco claros 12.61 Carga de trabalho excessiva 38.90 Subutilização de métodos modernos 17.13 Mudanças frequentes 17.29 Falta de pessoal Grande competição Horários não respeitados 50.52 24.26 19.47 Figura 122: Porcentagem de respostas positivas aos itens de dificuldades encontradas no trabalho (N=2609). 114 28.90 Decide sem consultar 13.07 Delega decisões sem significado Decide após consulta aos subordinados 11.04 20.81 Decisão tomada conjuntamente 18.47 Temos liberdade de escolha Figura 123: Porcentagem de respostas positivas aos itens relacionados à opinião sobre a chefia (N=2609). Uma outra questão solicitava que os bancários expressassem sua opinião sobre o estilo da chefia segundo as avaliações na teoria do GRID gerencial de Blake e Mouton. A figura 124 mostra a porcentagem de respostas positivas a cada um dos itens apresentados. As respostas se dividiram entre o estilo ideal de chefia “máximo interesse pela produção e pelos trabalhadores” (32,50%) e o estilo autoritário “dar muita importância para a produção” (32,50%). Importância para a produção Importância para o indivíduo Mínimo interesse produção e trabalhadores 32.50 1.42 2.76 Máximo interesse produção e trabalhadores Regular interesse produção e trabalhadores 32.50 17.98 Figura 124: Porcentagem de respostas positivas sobre o estilo da chefia (N=2609). 115 Considerando-se a primeira questão como uma escala (dificuldades no trabalho) obtém-se um índice de confiabilidade (Alfa de Cronbach) de 0,698. Apesar do índice não ser muito elevado, a análise das correlações entre os itens indica uma certa confiabilidade na direção correta (tabela 24). Por exemplo, as correlações mais altas dizem respeito a “carga excessiva de trabalho” com “horários não respeitados” (R=.400) e “falta de pessoal” (R=.394). Os resultados obtidos na escala de dificuldades do trabalho foram submetidos a análises de variância. A primeira considerou apenas as variáveis sócio-demográficas, incluindo as regiões e o tipo de banco e não foram encontradas diferenças significativas (p>.01), de tal forma que é válida a afirmação de que as dificuldades vividas pelos(as) bancários(as) no seu trabalho são praticamente as mesmas, independente da região do Brasil e do tipo de banco. A segunda considerou as situações constrangedoras relatadas e as que apresentaram diferenças significativas são mostradas na figura 125 (p<.01). Uma terceira análise considerou o número de situações constrangedoras relatadas, duração e freqüência das agressões, tipo de agressor, consciência do agressor, ser agredido por outros além do chefe e as outras variáveis relacionadas ao agressor e atitudes da vítima e assédio sexual. O resultado dessa análise mostrou que a variável número de situações relatadas se correlaciona com a escala de dificuldades no trabalho (F=2,827, gl=17, p=.000). As duas escalas se correlacionam positivamente (R=.525, p=.000), como pode ser visto na figura 126. Tabela 24: Matriz de correlação entre os sete itens da escala de dificuldades no trabalho. 1 2 3 4 5 6 Objetivos pouco claros (1) 1.000 Carga de trabalho excessiva (2) .133 1.000 Subutilização de métodos modernos (3) Mudanças freqüentes (4) .284 .198 1.000 .318 .232 .298 1.000 Falta de pessoal (5) .127 .394 .200 .193 1.000 Grande competição (6) .224 .209 .194 .302 .242 1.000 Horários não respeitados (7) .201 .400 .198 .274 .291 .295 7 1.000 116 1.55 Seu chefe prejudica sua saúde 3.54 1.72 Seu chefe força você a pedir demissão 4.25 1.60 Seu chefe dá instruções confusas e imprecisas 3.59 Não 1.45 Sim Seu chefe o enche de trabalho 3.23 Seu chefe impõe horários injustificados 1.65 Seu chefe atribui a você "erros imaginários" 1.63 3.60 3.60 0.00 1.00 2.00 3.00 4.00 5.00 Média Dificuldades do Trabalho Figura 125: Média de itens relatados de dificuldades no trabalho por situações constrangedoras relatadas (Sig., N=2609). 9 Média de situações relatadas 8 7 6 5 4 3 2 1 0 0 1 2 3 4 5 6 7 Dificuldades no Trabalho Figura 126: Média de situações constrangedoras relatadas e dificuldades no trabalho (N=2609). Os itens sobre decisões da chefia foram analisados considerando-se os cinco itens como uma escala de tomada de decisões de autoritária (1) a democrática (12), obtida através da pontuação das respostas nos cinco itens. O índice obtido foi comparado através de análises de variância. A primeira comparou as médias da tomada de decisões com as 117 variáveis sócio-demográficas, tipo de banco e regiões. Os resultados dessa análise mostraram que o tipo de banco apresenta diferenças significativas em relação à tomada de decisões, como pode ser visto na figura 127, sendo que nos bancos públicos as decisões são tomadas mais democraticamente que nos bancos privados (F=12.168, gl=1, p=.000, N=2367). Média escala de tomada de decisões 2.90 2.80 2.70 2.60 2.50 2.40 2.30 Privados Públicos Tipo de Banco Figura 127: Tomada de decisões por tipo de banco (N=2367). A segunda análise comparou as médias na escala de tomada de decisões e a freqüência de relatos das situações constrangedoras. Apenas na situação “Seu chefe prejudica a sua saúde” é que as médias na escala de tomada de decisões apresentaram diferenças significativas (figura 128) (F=45,988, gl=1, p=.000, N=2609), sendo que os(as) que acham que o(a) chefe prejudica a saúde apresentam uma percepção de tomada de decisões mais autoritárias pela chefia. 118 Média escala de tomada de decisões 3.00 2.50 2.00 1.50 1.00 0.50 0.00 Sim Não Seu chefe prejudica a sua saúde Figura 128: Tomada de decisões por “seu chefe prejudica a sua saúde” (N=2609). O número de situações constrangedoras relatadas se correlaciona com o tipo de tomada de decisão (F=64,499, gl=1, p=.000, N=2292) (figura 129), sendo que os que relataram um maior número de situações constrangedoras também percebem a tomada de decisões como mais autoritária. Média de Situações Relatadas 3.50 3.00 2.50 2.00 1.50 1.00 0.50 0.00 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Escala de Tomada de Decisões Figura 129: Tomada de decisões por média de situações constrangedoras relatadas (N=2292). A terceira questão sobre a organização do trabalho refere-se ao estilo da chefia. Segundo o modelo do GRID gerencial, os itens podem ser considerados como duas dimensões diferentes: a dimensão produção (o quanto a chefia é preocupada com as questões da 119 produção) e a dimensão pessoas (o quanto a chefia é preocupada com as questões dos trabalhadores). Assim, consideramos na análise as duas dimensões separadamente, criando-se dois índices: o índice “produção” e o índice “pessoas”, obtidos através da combinação dos cinco itens com pesos diferentes. As médias no índice “pessoas” (EstPess) apresentaram diferenças significativas em relação ao tipo de banco (F=8,187, gl=1, p=.004), mas não no índice “produção” (EstProd), como mostra a figura 130. Nos bancos privados as chefias estão menos preocupadas com os(as) trabalhadores(as) do que nos públicos. Por outro lado, nos dois tipos de bancos as chefias estão preocupadas com a produção, com uma tendência de nos bancos públicos essa preocupação ser um pouco menor, mas não significativa. 7.63 7.23 8.00 7.00 Média 6.00 5.00 4.58 4.05 4.00 EstProd 3.00 EstPess 2.00 1.00 0.00 Privados Públicos Tipo de Banco Figura 130: Médias nos índices de estilos de chefia por tipo de banco (N=2368). Além disso, as médias no índice “produção” apresentaram diferenças significativas em relação às regiões (F=3,427, gl=4, p=.008) (figura 131), indicando que na região sudeste as chefias são percebidas como mais preocupadas com a produção do que nas outras regiões. Embora as diferenças das médias no índice “pessoas” não tenham apresentado diferenças significativas, há uma tendência de uma maior preocupação das chefias com as pessoas na região nordeste e uma menor preocupação nas regiões centro-oeste e norte, segundo a percepção dos(as) participantes. 120 8.00 7.73 7.44 7.06 7.37 7.04 7.00 6.00 Médias 5.00 4.10 4.46 4.34 4.34 3.99 4.00 EstProd 3.00 EstPess 2.00 1.00 0.00 Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul Regiões Figura 131: Médias nos índices de estilos de chefia por região (N=2541). Há diferenças na percepção do estilo das chefias no índice “pessoas” dependendo da idade do(a) respondente (F=7,815, gl=3, p=.000), como mostra a figura 132. Os(as) bancários(as) de menos de 25 anos percebem as chefias como mais preocupadas com as “pessoas” do que nas outras faixas etárias. Embora não significativa, as diferenças entre as médias indica que os(as) jovens até 24 anos também acreditam que as chefias estão mais preocupadas com a produção que as outras faixas etárias. 9.00 8.02 7.00 7.50 7.47 8.00 7.03 5.74 Médias 6.00 4.18 5.00 4.07 4.35 EstProd 4.00 EstPess 3.00 2.00 1.00 0.00 Até 24 anos 25 a 34 anos 35 a 44 anos Mais de 44 anos Idade Figura 132: Médias nos índices estilos de chefia por idade (N=1721). 121 Ainda em relação ao estilo da chefia, a figura 133 mostra as diferenças nas médias dos índices por nível de escolaridade. Em geral, os(as) bancários(as) de escolaridade mais baixa (nível básico e médio) percebem as chefias como menos preocupadas com as pessoas (F=3,394, gl=4, p=.009). Embora não significativas, as diferenças no índice “produção” indicam que os(as) de menor escolaridade também percebem suas chefias como menos preocupadas com a produção. 7.57 8.00 7.00 7.71 7.33 7.12 6.12 6.00 4.54 Médias 5.00 4.35 4.37 3.63 4.00 2.99 EstProd 3.00 EstPess 2.00 1.00 0.00 Básico Médio Superior Completo ou Completo ou Incompleto Incompleto Incompleto Superior Completo Pós Graduação Escolaridade Figura 133: Médias nos índices de estilos de chefia por escolaridade (N=2568). É interessante notar que há uma diferença nas médias do índice “pessoas” quanto a ser ou não chefe de família, os(as) chefes de família percebem suas chefias como menos preocupadas com as pessoas que os(as) não chefes de família (F=8,926, gl=1, p=.003) e menos preocupadas com a produção (diferença não significativa) (figura 134). 122 8.00 7.50 7.33 7.00 6.00 4.60 4.06 Médias 5.00 4.00 EstProd 3.00 EstPess 2.00 1.00 0.00 Sim Não Chefe de Família Figura 134: Médias nos índices estilos de chefia por ser/não ser chefe de família (N=2528). As médias nos índices de estilo de chefia se mostraram diferentes em relação a determinados tipos de situações constrangedoras (figura 135). No índice “pessoas” as situações “Seu chefe manda cartas de advertência protocoladas” (F=9,596, gl=1, p=.002), “Seu chefe o enche de trabalho” (F=27,746, gl=1, p=.000), “Seu chefe dá instruções confusas e imprecisas” (F=17,794, gl=1, p=.000), “Seu chefe força você a pedir demissão” (F=7,798, gl=1, p=.005) e “Seu chefe prejudica sua saúde” (F=40,478, gl=1, p=.000) apresentaram médias diferentes, sendo que aqueles(as) que relatam ter vivenciado essas situações percebem a chefia como menos preocupada com as pessoas (média baixa na escala) do que os(as) que não relatam essas situações. Já no índice “produção”, foram significativas as diferenças nas situações “Seu chefe o enche de trabalho” (F=11,009, gl=1, p=.000), sendo que quem não relata essa situação percebe a chefia como menos preocupada com a produção, e “Seu chefe força você a pedir demissão” (F=11,446, gl=1, p=.000), sendo que quem relata essa situação percebe a chefia como muito preocupada com a produção. 123 12.00 11.18 11.25 10.00 9.19 8.65 8.62 8.00 7.33 7.26 7.10 7.27 7.14 6.00 4.75 4.58 4.31 4.00 4.69 4.34 3.30 EstProd EstPess 2.87 2.42 1.80 1.54 2.00 0.00 S N Seu chefe manda c artas de advertênc ia protocoladas S N Seu c hefe o enc he de trabalho S N Seu c hefe dá instruções c onfusas e imprecisas S N Seu c hefe forç a voc ê a pedir demissão S N Seu c hefe prejudic a sua saúde Figura 135: Médias nas escalas estilos de chefia por cinco das situações constrangedoras relatadas (N=2609). Há uma associação entre os resultados nos índices de estilo de chefia e o número de situações relatadas. No índice produção a média aumenta na medida em que aumenta o relato das situações, isto é, a chefia é considerada mais preocupada com a produção (F=934,398, gl=1, p=.000). No índice pessoas, conforme aumenta o número de situações relatadas a média diminui, mostrando uma chefia menos preocupada com as pessoas (F=64,579, gl=1, p=.000) (figura 136). 124 20.00 18.00 EstProd 16.00 EstPess 14.00 Média 12.00 10.00 8.00 6.00 4.00 2.00 0.00 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Número de Situações Relatadas Figura 136: Número de situações constrangedoras relatadas e estilos de chefia. 3.5.1 Controle sobre o trabalho A figura 137 mostra a porcentagem de respostas à pergunta sobre o controle do trabalho. Dos(as) 2414 que responderam essa questão, a maioria considera o controle sobre seu trabalho como normal (58,74%), mas também há uma grande porcentagem que considera o controle permanente (31,73%). fraco 7.91% nulo 1.62% permanente 31.73% normal 58.74% Figura 137: Porcentagem das respostas sobre o controle do trabalho (N=2414). 125 Não foram encontradas diferenças significativas nas freqüências de respostas em relação ao sexo e as demais varáveis sócio-demográficas, excetuando-se as diferenças entre as regiões e o tipo de banco. Como mostra a figura 138, na região sudeste há a percepção de um controle mais permanente sobre o trabalho em relação às outras regiões (QQ=38,573; gl=12; p=.000). O mesmo acontece em relação aos bancos privados (QQ=33,921; gl=3; p=.000) (figura 139). 50 45 40 35 30 % 25 20 15 10 5 0 permanente normal fraco nulo Norte 4.27 4.19 6.38 10.53 Nordeste 14.00 19.52 16.49 10.53 Centro-Oeste 13.47 15.91 25.00 10.53 Sudeste 49.73 42.01 36.70 44.74 Sul 18.53 18.37 15.43 23.68 Figura 138: Porcentagem das respostas sobre o controle do trabalho por região (N=2359). 126 70 60 50 % 40 30 20 10 0 permanente normal fraco nulo Privados 60.46 47.32 46.29 57.14 Públicos 39.54 52.68 53.71 42.86 Figura 139: Porcentagem das respostas sobre o controle do trabalho por tipo de banco (N=2220). As respostas sobre o controle sobre o trabalho mostraram uma associação com o número de situações relatadas, sendo que quando o controle é considerado “permanente”, “nulo” ou “fraco”, há uma freqüência maior de ocorrências do que quando ele é considerado normal (figura 140) (F=160,325, gl=4, p=.000). Há também uma associação do controle do trabalho e a duração média das agressões (F=108,747, gl=4, p=.000) (figura 141): quando o controle é normal a média da duração das agressões é mais baixa. 3.00 2.86 2.79 2.61 2.50 Médias 2.00 1.40 1.50 1.00 0.51 0.50 0.00 permanente normal fraco nulo Total Controle sobre o trabalho Figura 140: Média do número de situações constrangedoras relatadas e controle sobre o trabalho (N=366). 127 11.95 11.56 12.00 9.75 10.00 8.51 Médias 8.00 6.00 4.00 2.00 0.00 permanente normal fraco nulo Controle sobre o trabalho Figura 141: Média da duração das ocorrências de agressão e controle sobre o trabalho (N=366). As respostas sobre o controle sobre o trabalho apresentaram diferenças quanto à freqüência das agressões (QQ=55,421, gl=6, p=.000): quando a as agressões são constantes, o controle sobre o trabalho é nulo ou permanente (figura 142). 80 70 60 50 % 40 30 20 10 0 permanente normal fraco nulo uma vez por mês 14.52 34.27 23.28 7.41 uma vez por semana 25.76 32.86 27.59 18.52 várias vezes por semana 59.72 32.86 49.14 74.07 Figura 142: Porcentagem das respostas sobre o controle do trabalho e freqüência das agressões (N=783). 128 A figura 143 mostra a relação entre o controle sobre o trabalho e ser agredido(a) por outros além do chefe (QQ=33,555, gl=3, p=.000). Quando o controle sobre o trabalho é normal, não há relatos de ser agredido(a) por outros. 100 80 60 % 40 20 0 permanente normal fraco nulo Sim 25.13 12.74 23.42 21.43 Não 74.87 87.26 76.58 78.57 É agredido por outros além do chefe Figura 143: Porcentagem das respostas sobre o controle do trabalho e ser agredido por outros além do chefe (N=1438). 3.5.2 Aspectos Psicossociais e Clima Organizacional A figura 144 mostra a porcentagem de respostas aos itens relacionados aos aspectos psicossociais do trabalho. As opiniões, em geral, refletem um clima negativo de trabalho em termos de comunicação (existem boatos que geram insegurança, pessoas que não passam informações e que impedem o contato com as chefias), mas há um clima positivo em relação às chefias e às equipes de trabalho. Esses seis itens foram analisados considerando-se o conjunto como uma escala dos aspectos psicossociais do trabalho ou do clima no ambiente de trabalho, computando-se adequadamente as questões positivas e negativas. A escala, aqui chamada de clima, possui um índice de confiabilidade (Alfa de Cronbach) de 0,762. Não foram encontradas diferenças significativas entre as regiões, mas sim entre os tipos de bancos e os índices na escala de clima. Em geral, como mostra a figura 145, nos bancos públicos o clima de trabalho é considerado melhor (F=26,107, gl=1, p=.000). 129 Chefe toma consciência atitudes 62.67 Existem boatos 52.89 Pessoas que não informam 66.84 Pessoas que impedem o contato 44.85 Ajuda entre as equipes 52.23 62.03 Entrosamento Figura 144: Porcentagem de respostas aos itens relacionados aos fatores psicossociais do trabalho (N=2609). 9.21 9.30 9.20 9.10 Médias 9.00 8.90 8.80 8.68 8.70 8.60 8.50 8.40 Privados Públicos Figura 145: Média na escala “clima de trabalho” por tipo de banco (N=1501). Quando as situações constrangedoras mostradas na figura 146 são relatadas com maior freqüência, a escala de clima apresenta uma média menor, significando que quando o clima de trabalho é melhor, há um menor número de relatos de situações constrangedoras. A tabela 26 apresenta o resultado da análise de variância. 130 10.00 9.12 9.04 9.28 9.14 9.23 9.14 9.00 8.00 7.79 7.40 7.25 7.49 7.31 7.37 Médias 7.00 6.00 5.00 4.00 3.00 2.00 1.00 0.00 S N S N S N Seu chefe Seu chefe Seu chefe o não lhe atribui a você enche de cumprimenta "erros trabalho mais e não imaginários" S N Seu chefe pede trabalhos urgentes S N S N Seu chefe dá Seu chefe instruções prejudica sua confusas e saúde imprecisas Figura 146: Média na escala “clima de trabalho” por seis das situações constrangedoras (N=1648). Tabela 25: Resultados da análise de variância das variáveis situações constrangedoras e a escala de clima de trabalho (N=1648). Seu chefe não lhe cumprimenta mais e não fala mais com você Seu chefe atribui a você "erros imaginários" Seu chefe o enche de trabalho Seu chefe pede trabalhos urgentes sem nenhuma necessidade Seu chefe dá instruções confusas e imprecisas Seu chefe prejudica sua saúde F 10.3315 gl 1 Sig 0.0013 7.9861 40.5986 10.9304 1 1 1 0.0048 0.0000 0.0010 14.4525 34.0923 1 1 0.0001 0.0000 Comparando-se o clima de trabalho com o número de situações relatadas, observa-se que o julgamento do clima fica pior à medida que aumenta o número de situações relatadas como mostra a figura 147 (F=47,865, gl=17, p=.000). 131 Média clima de trabalho 12.00 10.00 8.00 6.00 4.00 2.00 0.00 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 16 18 20 Número de Situações Relatadas Figura 147: Média na escala “clima de trabalho” pela média do número de situações relatadas (N=1648). A figura 148 mostra as médias na escala de clima por freqüência das agressões. Observase que quando a freqüência das agressões é maior a avaliação do clima é pior (F=6,966, gl=2, p=.001). A média na escala de clima é mais baixa quando o(a) participante relata que é agredido por outros além do chefe (F=84,889, gl=1, p=.000) (figura 149). A escala de clima também se relaciona com as respostas à questão de por quantas pessoas é agredido, como mostra a figura 150 (F=13,946, gl=2, p=.000). 8.10 8.01 8.00 7.90 7.70 Médias 7.80 7.70 7.47 7.60 7.50 7.40 7.30 7.20 7.10 uma vez por mês uma vez por semana várias vezes por semana Figura 148: Média na escala “clima de trabalho” por freqüência das agressões (N=662). 132 Médias 8.76 8.80 8.60 8.40 8.20 8.00 7.80 7.60 7.40 7.20 7.00 6.80 7.52 Sim Não É agredido por outros Figura 149: Média na escala “clima de trabalho” por “é agredido por outros além do chefe” (N=1086). 7.85 8.00 7.80 Médias 7.60 7.26 7.40 7.20 6.95 7.00 6.80 6.60 6.40 uma pessoa de 2 a 4 pessoas mais de 4 pessoas Figura 150: Média na escala “clima de trabalho” por “por quantas pessoas é agredido” (N=557). A escala de clima apresenta diferenças entre as médias dependendo do tipo de agressor(a) (figura 151) (colega: F=44,676, gl=1, p=.000; conjunto de colegas: F=93,191, gl=1, p=.000; superior hierárquico: F=333,548, gl=1, p=.000; superior contra todos: F=60,364, gl=1, p=.000). É interessante notar que quando o(a) agressor(a) é o conjunto de colegas a média na escala de clima é bem mais baixa, significando, como o esperado, a percepção de um clima de trabalho precário. 133 7.85 6.97 Médias 8.00 9.34 9.01 8.99 10.00 7.54 9.00 7.66 6.00 S 4.00 N 2.00 0.00 colega conjunto de superior superior colegas hierárquico contra todos Figura 151: Média na escala “clima de trabalho” por agressor (N=1648). Dependendo do tipo de agressor (se homem, mulher ou os dois) há diferenças significativas nas médias da escala de clima (figura 152) (F=8,264, gl=1, p=.000). Quando o(s) agressor(es) é homem(s) o clima é percebido como melhor. Quando a agressora é mulher a percepção do clima piora. O mesmo ocorre quando há relatos de assédio sexual: os(as) que relatam ter sido assediados(as) relatam um clima de trabalho pior (F=60,960, gl=1, p=.000) (figura 153). A percepção do controle sobre o trabalho também leva a diferenças nas médias da escala de clima como mostra a figura 154 (F=92,142, gl=3, p=.000). 8.00 7.81 Médias 7.80 7.57 7.60 7.26 7.40 7.20 7.00 6.80 homem(s) mulher(es) os dois Figura 152: Média na escala “clima de trabalho” por tipo de agressor (N=653). 134 8.94 9.00 7.26 8.00 7.00 Médias 6.00 5.00 4.00 3.00 2.00 1.00 0.00 Sim Não Foi exposto a assédio sexual? Figura 153: Média na escala “clima de trabalho” por ter sido assediado sexualmente (N=1461). 9.58 10.00 9.00 8.26 7.64 8.00 7.45 Médias 7.00 6.00 5.00 4.00 3.00 2.00 1.00 0.00 permanente normal fraco nulo Controle sobre o trabalho Figura 154: Média na escala “clima de trabalho” por percepção do controle sobre o trabalho (N=1613). 3.5.3 Reestruturação na empresa Quando perguntados(as) sobre a ocorrência de reestruturação na empresa, 69,4% dos(as) que responderam a essa questão (N=2264) responderam positivamente, sendo que na maioria dos bancos dos(as) investigados(as) essa reestruturação vem ocorrendo nos últimos 2 anos (40,5%, N=1625), como mostra a tabela 26. 135 Tabela 26: Freqüência e porcentagem das respostas à pergunta sobre quando houve reestruturação na empresa. Quando ocorreu a reestruturação? mais de 5 anos 4 a 2 anos 2 anos a hoje vai ser posta em prática NR Total Freqüência Porcentagem 475 350 658 142 984 2609 18.2 13.4 25.2 5.4 37.7 100.00 Porcentagem válida 29.2 21.5 40.5 8.7 100.00 136 3.6 Sintomas de Distúrbios Psicológicos (SRQ20) As respostas fornecidas em relação aos sintomas de distúrbios psicológicos podem ser vistas na figura 155. Chama atenção a alta porcentagem de respostas ao item “Sente-se nervoso, tenso e preocupado” (60,72%) e no item “Dorme mal” (42,14%), que são indicativos de estresse psicológico e que podem ser decorrentes do trabalho. O índice de sintomas psicológicos do SRQ20 é obtido somando-se as respostas positivas nos 20 itens. O coeficiente de confiabilidade do teste para a nossa amostra foi de 0,898 (Alfa de Cronbach; N=2156). As respostas dos participantes variaram de 0 a 20 sintomas, a média foi de 5,39 pontos (DP=4,96). 37.37 Tem dores de cabeça constantemente 17.15 Tem falta de apetite 42.14 Dorme mal 28.59 Assusta-se com facilidade 21.20 Tem tremores nas mãos 60.72 Sente-se nervoso, tenso ou preocupado 31.87 Tem má digestão 26.10 Tem dificuldade de pensar com clareza 37.86 Tem-se sentido triste ultimamente 19.10 Tem chorado mais que de costume Tem dificuldade para realizar com satisfação suas atividades 36.55 Tem dificuldade para tomar decisão Tem dificuldade no serviço É incapaz de desempenhar um papel útil em sua vida 23.88 21.83 9.37 26.23 Tem perdido o interesse pelas coisas Você se sente uma pessoa inútil, sem préstimo Tem tido a idéia de acabar com a vida Sente-se cansado o tempo todo Tem sensações desagradáveis no estômago Você se cansa com facilidade 9.72 4.37 36.36 33.40 38.76 Figura 155: Porcentagens de respostas aos itens do questionário de sintomas psicológicos (SRQ20). 137 Considerando-se a pontuação indicativa de estresse em relação à população brasileira, 7/8 pontos (Harpham et al, 2003), a amostra estudada aqui se divide segundo mostra a tabela 27 e figura 156: 30,52% dos(as) bancários(as) que responderam ao SRQ20 demonstram estar com sintomas de estresse e, considerando a amostra como um todo, 25,22% podem ser considerados(as) como apresentando estresse. Tabela 27: Freqüência e porcentagem dos(as) participantes segundo o SRQ20. Freqüência Não estresse Estresse NR Total 1498 658 453 2609 Porcentagem (%) 57.42 25.22 17.36 100.00 Porcentagem Válida (%) 69.48 30.52 100.00 Estresse 30.52% Não estresse 69.48% Figura 156: Porcentagem de bancários(as) com estresse segundo o SRQ20 (N=2156). Analisando-se o resultado no SRQ20 através de uma análise de variância, verifica-se que os efeitos principais de sexo, regiões, tipo de banco e idade são significativos. O sexo feminino é o que apresenta o maior índice de estresse como mostram as figuras 157 (F=31,094, gl=1, p=.000) e 158 (QQ=11,278; gl=1; p=.001), quando comparado ao sexo masculino. A figura 159 mostra as principais diferenças nos 20 itens da escala em relação ao gênero do respondente. As mulheres se queixam mais de dores de cabeça, de assustarem-se com facilidade, de ter má digestão e sensações desagradáveis no estômago, de chorarem com maior freqüência, de cansaço e de se cansarem com mais facilidade. 138 6.03 7.00 6.00 4.83 Médias 5.00 4.00 3.00 2.00 1.00 0.00 Masculino Feminino Figura 157: Pontuação no SRQ20 por sexo( N=2114). 56 54 52 50 % 48 46 44 42 40 Masculino Feminino Não estresse 54.37 45.63 Estresse 46.45 53.55 Figura 158: Porcentagem dos(as) participantes segundo estar/não estar estressado no SRQ20 por sexo (N=2114). 139 28.38 *Tem dores de cabeça constantemente 46.72 15.37 18.81 Tem falta de apetite 41.17 43.04 Dorme mal 18.99 *Assusta-se com facilidade 38.67 19.17 23.65 Tem tremores nas mãos 57.91 64.13 Sente-se nervoso, tenso ou preocupado 28.55 35.91 *Tem má digestão 24.13 28.49 Tem dificuldade de pensar com clareza 9.78 29.01 Tem dificuldade para realizar com satisfação suas atividades 37.26 36.16 Tem dificuldade para tomar decisão 22.81 25.21 Tem dificuldade no serviço 23.76 20.07 É incapaz de desempenhar um papel útil em sua vida 9.40 9.49 25.78 26.56 Tem perdido o interesse pelas coisas Você se sente uma pessoa inútil, sem préstimo Tem tido a idéia de acabar com a vida *Sente-se cansado o tempo todo *Tem sensações desagradáveis no estômago *Você se cansa com facilidade Feminino 35.21 40.93 Tem-se sentido triste ultimamente *Tem chorado mais que de costume Masculino 8.07 11.59 3.59 5.15 32.35 40.93 30.10 36.98 34.83 43.18 (*) Diferenças significativas p<0.01 Figura 159: Porcentagens de respostas aos itens do questionário de sintomas psicológicos (SRQ20) por sexo. Os(as) bancários(as) da região nordeste foram os(as) que apresentaram o menor índice de estresse (figura 160) em relação às outras regiões (F=9,396, gl=4, p=.000) e são menos estressados de acordo com a classificação adotada (QQ=27,744; gl=4; p=.000) (figura 161). 140 5.94 6.00 5.80 5.37 5.35 5.00 4.05 Médias 4.00 3.00 2.00 1.00 0.00 Norte Nordeste CentroOeste Sudeste Sul Figura 160: Pontuação no SRQ20 por região (N=2103). 80 70 60 50 % 40 30 20 10 0 Norte Nordeste CentroOeste Sudeste Sul Não estresse 67.07 80.00 65.12 66.04 70.94 Estresse 32.93 20.00 34.88 33.96 29.06 Figura 161: Porcentagem dos(as) participantes segundo estar/não estar estressado no SRQ20 por região (N=2103). Em relação ao tipo de banco, os(as) bancários(as) dos bancos privados apresentaram um maior índice de sintomas quando comparados(as) aos dos bancos públicos, como mostram as figuras 162 e 163 (F=45,119, gl=1, p=.000 e QQ=33,690, gl=1, p=.000). No que se refere à idade, os(as) participantes entre 25 e 34 anos são os(as) que apresentam o maior índice de sintomas (figura 164) (F=6,171, gl=3, p=.000), mas não há diferenças significativas quando se compara os grupos com/sem estresse e classes de idade. 141 6.15 7.00 6.00 4.65 Médias 5.00 4.00 3.00 2.00 1.00 0.00 Privados Públicos Figura 162: Pontuação no SRQ20 por tipo de banco (N=1968). 80 70 60 50 % 40 30 20 10 0 Privados Públicos Não estresse 63.41 75.51 Estresse 36.59 24.49 Figura 163: Porcentagem dos(as) participantes segundo estar/não estar estressado no SRQ20 por tipo de banco (N=1968). 6.18 7.00 5.55 6.00 Médias 5.00 4.96 4.54 4.00 3.00 2.00 1.00 0.00 Até 24 anos 25 a 34 anos 35 a 44 anos Mais de 44 anos Figura 164: Pontuação no SRQ20 por idade (N=1433). 142 3.6.1 Relação entre o SRQ20 e as situações constrangedoras A freqüência de respostas a algumas das situações constrangedoras apresentou médias diferentes no SRQ20 como mostra a figura 165 (a tabela 28 mostra os resultados das análises de variância correspondentes). É interessante notar que a maior pontuação no SRQ20 corresponde à situação “seu chefe insinua ou faz correr boato de que você está com problema mental ou familiar”. 13.29 14 12 11.30 10.89 10.63 9.60 10 8.93 8 % 6 4.91 5.13 4.94 4.92 4.54 4.57 4 2 Seu chefe atribui Seu chefe o a você "erros enche de trabalho imaginários" Seu chefe dá instruções confusas e imprecisas Seu chefe ignora Seu chefe insinua sua presença na e faz correr o frente dos outros boato de que você está com problema mental N S N S N S N S N S N S 0 Seu chefe prejudica sua saúde Figura 165: Pontuação no SRQ20 por seis das situações constrangedoras (N=2156). Tabela 28: Resultados das análises de variância das situações constrangedoras e a escala SRQ20 (N=2156). Seu chefe atribui a você "erros imaginários" Seu chefe o enche de trabalho Seu chefe dá instruções confusas e imprecisas Seu chefe ignora sua presença na frente dos outros Seu chefe insinua e faz correr o boato de que você está com problema mental ou familiar Seu chefe prejudica sua saúde F 11.043 72.513 7.851 9.025 8.326 gl 1 1 1 1 1 Sig 0.001 0.000 0.005 0.003 0.004 103.035 1 0.000 143 Há uma correlação positiva entre o resultado no SRQ20 e o número de situações constrangedoras relatadas (R=.514; p=.000) e com a duração das agressões (R=.169, p=.000), essas relações podem ser vistas nas figuras 166 e 167. A figura 168 mostra a relação entre o índice de estresse e o número de situações relatadas (F=529,287, gl=1, p=.000). 18.00 Resultado no SRQ20 16.00 14.00 12.00 10.00 8.00 6.00 4.00 2.00 0.00 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 Número de Situações Relatadas Figura 166: Número de situações constrangedoras relatadas por número de sintomas relatados no SRQ20 (N=2156). 20.00 18.00 Resultado no SRQ20 16.00 14.00 12.00 10.00 8.00 6.00 4.00 2.00 0.00 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 Duração das Agressões Figura 167: Média da duração das agressões por sintomas no SRQ20 (N=313). 144 2.95 Número de situações relatadas 3.00 2.50 2.00 1.50 0.53 1.00 0.50 0.00 Não estresse Estresse Figura 168: Média do número de situações constrangedoras relatadas por condição de estresse (N=2156). Há uma associação positiva entre os resultados no SRQ20 e ter ou não sido exposto(a) a assédio sexual como mostra a figura 169 (F=80,795, gl=1, p=.000). Resultado no SRQ20 12.00 10.52 10.00 8.00 5.48 6.00 4.00 2.00 0.00 Sim Não Foi exposto a assédio sexual Figura 169: Assédio sexual por sintomas no SRQ20 (N=1802). 145 3.6.2 Relação entre o SRQ20 e Organização do Trabalho A tabela 29 mostra as correlações obtidas entre as escalas sobre a organização do trabalho e a escala de sintomas psicológicos. Nota-se que excetuando a correlação entre a escala tomada de decisões e dificuldades no trabalho, todas as outras escalas se correlacionam de acordo com o esperado. A escala de sintomas psicológicos se correlaciona positivamente com a média do número de situações relatadas e com o índice de dificuldades no trabalho; negativamente com a escala sobre tomada de decisão (nessa escala o nível mais baixo representa decisões autoritárias e o nível mais alto decisões democráticas); positivamente com o índice de estilo de chefia “preocupado com a produção”; negativamente com o índice de estilo de chefia “voltado para as pessoas” e com a escala de clima organizacional (quanto maior o valor, mais positivo é o clima de trabalho). Tabela 29: Correlações de Spearman entre as escalas utilizadas na análise. SRQ20 SRQ20 Número de situações vivenciadas Dificuldades no trabalho Tomada de Decisão Estilo de chefia "Produção" Estilo de chefia "Pessoas" Clima Corr. Sig N 0.5553 0.0000 2156 0.5135 0.0000 2156 -0.1548 0.0000 2156 0.1120 0.0000 2156 -0.3135 0.0000 2156 -0.5224 0.0000 1406 Número de situações vivenciadas 1 . 2609 0.5077 0.0000 2609 -0.1936 0.0000 2609 0.2037 0.0000 2609 -0.3923 0.0000 2609 -0.5759 0.0000 1648 Dificuldades no trabalho 1 . 2609 0.0076 0.6990 2609 0.1977 0.0000 2609 -0.2482 0.0000 2609 -0.5167 0.0000 1648 Tomada de Decisão Estilo de chefia "Produção" Estilo de chefia "Pessoas" 1 . 2609 0.2046 0.0000 2609 0.4493 0.0000 2609 0.3318 0.0000 1648 1 . 2609 0.2855 0.0000 2609 -0.0757 0.0021 1648 1 . 2609 0.4933 0.0000 1648 Clima Corr. Sig. N 146 A correlação positiva entre os resultados no SRQ20 e a escala de dificuldades no trabalho (R=.514) pode ser vista na figura 170, conforme as dificuldades no trabalho aumentam, aumenta a quantidade de sintomas relatados no SRQ20. 14.00 Res ultado no S RQ20 12.00 10.00 8.00 6.00 4.00 2.00 0.00 1 2 3 4 5 6 7 8 Escala de Dificuldades no Trabalho Figura 170: Resultados no SRQ20 e dificuldades no trabalho. A figura 171 mostra a relação entre os resultados no SRQ20 e a escala de tomada de decisão (R=-.155), sendo que nesta última um valor alto significa decisões mais democráticas. O que se pode notar é que conforme as decisões são consideradas mais autoritárias, maior é o número de sintomas relatados. Resultado no S RQ20 12.00 10.00 8.00 6.00 4.00 2.00 0.00 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 Escala Tomada de Decisão Figura 171: Resultados no SRQ20 e tomada de decisões. 147 Nas figuras 172 e 173 são apresentados os resultados no SRQ20 comparados com os resultados nos índices de estilos de chefia. Nota-se que quando o estilo de chefia não leva em consideração aspectos do indivíduo, há um aumento no relato de sintomas psicológicos e quando o estilo de chefia é mais voltado para a produção, também há um aumento no número de sintomas relatados. 9.00 Resultado no SRQ20 8.00 7.00 6.00 5.00 4.00 3.00 2.00 1.00 0.00 1 2 3 4 5 Escala Estilo de Chefia "pessoas" Figura 172: Resultados no SRQ20 e estilo de chefia voltado para as pessoas. 16.00 Resultado no SRQ20 14.00 12.00 10.00 8.00 6.00 4.00 2.00 0.00 1 2 3 4 5 Escala Estilo de Chefia "produção" Figura 173: Resultados no SRQ20 e estilo de chefia voltado para a produção. Segundo a escala do clima de trabalho, quanto mais elevada melhor é o clima entre as pessoas e as equipes de trabalho. Assim, na figura 174, observa-se que quanto melhor o clima de trabalho menor a quantidade de sintomas psicológicos relatados. 148 Resultado no SRQ20 12.00 10.00 8.00 6.00 4.00 2.00 0.00 1 2 3 4 5 6 7 Escala do Clima de Trabalho Figura 174: Resultados no SRQ20 e escala do clima de trabalho. 149 4 Discussão O objetivo principal deste trabalho foi verificar, em uma amostra de bancários(as), a ocorrência de situações constrangedoras, caracterizando os(as) agressores(as) e as atitudes dos(as) agredidos(as). Buscou-se investigar também as características da organização do trabalho que podem concorrer para a ocorrência das situações constrangedoras. Além disso, a análise dos dados obtidos levou em consideração as regiões do país e o tipo de banco (se público ou privado) onde os bancários(as) trabalham e algumas características pessoais, tais como sexo, idade, orientação sexual, raça/etnia, escolaridade, estado civil e ser ou não chefe de família. A amostra total de 2609 bancários(as) corresponde a 0,66% da população de bancários(as) brasileiros(as) de 25 dos 27 estados do país. Os resultados obtidos demonstram que a amostra estudada é composta, principalmente, por homens em uma faixa etária de 25 a 44 anos, na sua grande maioria. Os(as) participantes possuem curso superior completo ou incompleto, são casados(as), heterossexuais e brancos(as). Trata-se, portanto, de uma população com uma idade relativamente elevada e, sem dúvida, uma população altamente educada, bem acima da média nacional. Além disso, a maioria dos bancários(as) da amostra trabalham em bancos públicos e residem na região sudeste. Dos 2609 bancários(as) investigados(as), 38,9% relatam terem passado por ocorrências constrangedoras no trabalho, sendo que as mais freqüentes são: “seu chefe o enche de trabalho” e “seu chefe prejudica a sua saúde”. Em média, foram relatadas 1,347 situações constrangedoras (DP=2,603), com uma duração média de 11,13 meses. Isto é, os bancários(as) têm uma possibilidade de, aproximadamente, 40% de passarem por pelo menos uma situação constrangedora que perdura um pouco menos de um ano. Além disso, esses atos negativos se repetem várias vezes por semana e o agressor é o superior hierárquico (homem). Em geral, as vítimas não acreditam ou não sabem se o agressor tem consciência do que faz. As vítimas das agressões costumam conversar com as suas famílias e com os amigos a respeito do assunto. 150 Do total da amostra, 3,87% já passou por situações de assédio sexual, na sua grande maioria, mulheres de bancos privados. Nesses casos, o agressor pode ser o superior hierárquico, mas também um colega ou o conjunto de colegas. Os(as) bancários(as) da amostra relatam que no seus locais de trabalho há falta de pessoal, uma carga excessiva de trabalho e grande competição entre os colegas. Em relação às chefias, a maioria relata que as decisões são autoritárias e que os gerentes estão mais preocupados com a produção do que com as pessoas. No entanto, em uma escala de 1 a 12, o clima de trabalho é considerado como de 8,9 pontos, pois há entrosamento e ajuda entre as equipes de trabalho. Na escala de sintomas de distúrbios psicológicos, a maioria afirma se sentir nervoso, tenso e preocupado. Na comparação da amostra com a população brasileira, ser bancário(a) implica em uma probabilidade de ¼ de estar com sintomas de estresse. 4.1 Principais Diferenças de Gênero Na composição da amostra há um certo equilíbrio entre bancários e bancárias (50,71% e 46,91%, respectivamente). De acordo com os dados obtidos, há proporcionalmente mais bancárias na região sudeste do que nas outras regiões do país e a quantidade de bancárias também é maior, proporcionalmente, nos bancos privados. De uma certa maneira, estes dados mostram que a região sudeste do país, onde há mais bancos privados, possui um contingente mais feminino de trabalhadores e essas mulheres estão em uma faixa etária menor que a dos homens. No entanto, é de certa forma paradoxal o fato das mulheres terem uma escolaridade mais alta que os homens, pois a maioria das bancárias possui curso superior completo e, algumas, pós-graduação. As mulheres solteiras, divorciadas e separadas aparecem em maior número do que os homens com esses estados civis e as mulheres chefes de família também estão em menor número na amostra. Os homens, por sua vez, predominam nos bancos públicos e nas regiões norte, nordeste e centro-oeste. Proporcionalmente há mais homens na faixa etária acima de 44 anos do que mulheres. Assim também mais homens se declararam homo e bissexuais. Há mais 151 bancários pretos, pardos e indígenas do que mulheres dessas raças. Os homens da amostra possuem, comparados com as mulheres, escolaridade de nível médio ou curso superior incompleto, são casados ou viúvos e chefes de família. Dentre os(as) que afirmaram ter passado por situações constrangedoras, a maioria é do sexo feminino, apesar dessa diferença não ser muito grande (não significativa). As bancárias que passaram por situações constrangedoras são solteiras, separadas e viúvas em maior número. Dentre as situações vivenciadas pelas mulheres as de maior freqüência são o “chefe insinuar problema mental ou familiar” e o chefe “não lhes dar qualquer ocupação, não lhes passar tarefas” e essas situações são mais relatadas pelas solteiras. As mulheres relatam também que a agressão é mais duradoura. Quanto aos agressores, as mulheres mais freqüentemente afirmam terem sido agredidas por mais de 4 pessoas, mas essa diferença não é significativa. Um fato interessante é que as mulheres, mais do que os homens, indicam o colega como agressor. As bancárias também imputam as agressões, com maior freqüência que os homens, a outras mulheres e tendem a falar menos sobre as agressões do que os homens. Isto pode ser decorrente de uma característica cultural do grupo feminino que tende a se expor menos que os homens e a ser mais conformista. Cerca de dois terços dos que relataram assédio sexual são mulheres. As mulheres percebem suas condições de trabalho da mesma forma que os homens, isto é, relatam as mesmas dificuldades no trabalho e as mesmas características das chefias e de clima de trabalho. Na escala de sintomas psicológicos, as bancárias apresentam uma média maior de sintomas do que os homens (6,03 e 4,83 pontos, respectivamente) e cerca de 46,45% delas podem ser consideradas estressadas na comparação com a média nacional. O tipo de sintoma relatado também varia com o gênero, as mulheres tendem a relatar com maior freqüência dores de cabeça, de assustarem-se com facilidade, de ter má digestão e sensações desagradáveis no estômago, de chorarem com maior freqüência, de cansaço e de se cansarem com mais facilidade. 152 4.2 Diferenças Relacionadas à Raça/Etnia A porcentagem de bancários(as) de diferentes raças/etnias varia com a região do país. Nas regiões norte, nordeste e centro-oeste há uma maior porcentagem de pessoas que se declararam pretas e pardas, na região sudeste essa porcentagem é mais equilibrada e na região sul há uma maior quantidade de pessoas que se declararam brancas. Este fato simplesmente reflete diferenças regionais já conhecidas. O que é interessante é que em termos de idade e escolaridade as diferentes raças/etnias não apresentaram diferenças significativas. De fato, entre brancos(as) e pretos(as) há uma mesma quantidade de pósgraduados(as), por exemplo. Nos bancos públicos há, na comparação com os privados, um maior número de pessoas de outras raças/etnias que não os brancos. Os(as) bancários(as) de etnia indígena relatam um maior número de situações constrangedoras em geral. Seria interessante investigar se esta diferença não decorre de diferenças culturais quanto à percepção das situações propostas no questionário. Não apareceram diferenças no índice de relatos de situações constrangedoras quando se compara o grupo de branco(as) e amarelos(as) contra o grupo de negros(as), pardos(as) e indígenas. Quanto à duração e freqüência das agressões, não foram encontradas diferenças significativas entre as pessoas de diferentes raças/etnias. No entanto, as pessoas que se declararam pretas identificam como agressor, mais freqüentemente, o superior contra todos os subordinados. 4.3 Diferenças Relacionadas à Orientação Sexual No que se refere à orientação sexual, o número de pessoas que se declararam homossexuais e bissexuais na amostra foi bastante reduzido (2,01% e 0,48%, respectivamente), o que dificulta as comparações combinadas com as outras características em estudo. Dos que se declararam homo e bissexuais, a maioria é do sexo masculino e a maioria é solteiro(a) ou vive em parceria. Das situações propostas no questionário, os homo e bissexuais relataram com maior freqüência que o “chefe ignora a presença”, “agride o funcionário quando a sós com ele”, 153 “o obriga a realizar tarefas sem interesse” e “o força a pedir demissão”, situações características de relacionamentos interpessoais conflituosos. Embora essas diferenças não sejam significativas, elas são indicativas de um tipo de assédio diferente do relatado pelos heterossexuais, mais relacionado com as questões do trabalho propriamente dito, e mereceriam uma investigação mais minuciosa. Outro ponto importante relacionado às diferenças quanto à orientação sexual é que os homo e bissexuais tendem a identificar como agressores o “conjunto de colegas” com maior freqüência que os heterossexuais, o que pode ser um indicativo de preconceitos. 154 5 Conclusões O que se pode deduzir dos resultados encontrados é que a categoria bancária apresenta desigualdades regionais na sua composição decorrentes das desigualdades regionais do país. Assim, a região sudeste apresenta-se diferente quanto às características dos trabalhadores, com uma maior porcentagem de mulheres e de jovens que trabalham em bancos privados. Os(as) trabalhadores(as) dos bancos privados, por sua vez, são os(as) que mais relatam a vivência de situações constrangedoras, principalmente as relacionadas com o próprio trabalho como, por exemplo, “seu chefe o enche de trabalho”. Na descrição da organização do trabalho os bancários(as) da amostra relataram dificuldades no trabalho, chefias autoritárias e preocupadas apenas com a produção. Essa percepção pode ser a explicação de porque os(as) bancários(as), com uma alta porcentagem, declaram que o “chefe prejudica a saúde” e apresentam um índice de estresse baseado nas afirmações de sentir-se nervoso, dormir mal, cansar com facilidade e sentir-se triste. 155 ANEXO 156 Questionário CATEGORIA BANCÁRIA Este questionário visa obter informações sobre a sua vida no trabalho. Todas as informações serão mantidas em sigilo. Com as informações fornecidas será elaborado um relatório ao qual você terá acesso através do seu Sindicato. Suas INICIAIS:_______________ Data de Nascimento:__________ Informações gerais 1. Estado onde mora atualmente (UF): ________________________ 8. Escolaridade: 2. Cidade onde mora atualmente: F Básico Incompleto ou Completo ________________________ F Médio Incompleto ou Completo 3. Estado onde nasceu (UF): F Superior Incompleto ________________________ F Superior Completo 4. Idade: _______________ anos F Pós-Graduação 5. Sexo: F Feminino F Masculino 9. Banco em que trabalha:_________ 6. Estado civil:_______________ Número:_____________________ 7. Etnia/raça:_________________ 10. Marque as situações pelas quais você está passando. Atualmente, seu/sua chefe: F F F F F F F F F F F Não lhe cumprimenta mais e não fala mais com você Atribui a você "erros imaginários" Bloqueia o andamento dos seus trabalhos Manda cartas de advertência protocolada Impõe horários injustificados Enche de trabalho Pede trabalhos urgentes sem nenhuma necessidade Dá instruções confusas e imprecisas Ignora sua presença na frente dos outros Fala mal de você em público Manda você executar tarefas sem interesse F F F F F F F F F Faz circular maldades e calúnias sobre você Transfere você do setor para lhe isolar Não lhe dá qualquer ocupação; não lhe passa as tarefas Retira seus instrumentos de trabalho: telefone, fax, computador, mesa... Proíbe seus colegas de falar/almoçar com você Agride você somente quando você está a sós com ele Insinua e faz correr o boato de que você está com problema mental ou familiar Força você a pedir demissão Prejudica sua saúde 157 11. Duração da agressão (número de meses)__________________________ 18. Por que você acha que ele(a) tem essa atitude com você? 12. Freqüência dos comportamentos: F uma vez por mês F uma vez por semana 19. Qual a opinião de seus colegas sobre F várias vezes por semana o(a) agressor(a)? 13. Você é agredido(a) por outras pessoas além do seu/sua chefe? F Sim 14. Por F Não quantas 20. Já falou desta situação com alguém? pessoas você é F Não F com minha família agredido(a)? F uma pessoa F com meus amigos F de 2 a 4 pessoas F a uma pessoa da empresa F mais de 4 pessoas F ao setor de recursos humanos 15. Quem é ou quem são os(as) F ao sindicato agressores(as)? F a associação de funcionários F um colega F ao meu médico do trabalho F o conjunto de colegas F a uma associação especializada em F seu superior hierárquico F seu superior contra você e seus assédio moral F empresa, especificar: colegas F um subordinado F o conjunto de subordinados 16. Seu(s) agressor(es/as) é(são): F homem(s) F mulher(es) 21. Você é exposto(a) a formas de assédio sexual? F Sim consciência do mal que ele lhe faz? F Não 22. Se você respondeu sim, quais? F F os dois 17. Você acredita que o(a) agressor(a) tem outros. Se for a uma pessoa da utilizar palavras ou degradantes F ficar muito próximo ou fazer uma proposta verbal de relação sexual F Sim F agredir fisicamente F Não F outros (especificar) F Não sei obcenas 158 Sobre a organização do seu trabalho atual 23. Você encontra muitas vezes nas suas atividades as dificuldades aqui apontadas? F objetivos pouco claros F carga de trabalho excessiva F utilização insuficiente de métodos de trabalho mais modernos F mudanças freqüentes da organização de trabalho F falta de pessoal F uma competição grande entre as pessoas F horários não respeitados 24. Como o(a) seu/sua chefe toma as decisões? F decide sem consultar os(as) subordinados(as) F somente algumas decisões sem significado são transferidas para outras pessoas F ele(a) somente decide após consultar os(as) subordinados(as) F a decisão é tomada conjuntamente pelo(a) chefe e subordinados(as) F meu/minha chefe dá liberdade para escolhermos, contanto que respeitemos as limitações existentes 25. Qual o estilo do(a) seu/sua chefe? F ele(a) dá muita importância para a produção e demonstra um interesse mínimo pelo indivíduo F ele(a) dá muita importância para o indivíduo e um interesse mínimo pela produção F ele(a) tem um interesse mínimo pelo trabalhador e pela produção F ele(a) tem um interesse máximo pelo trabalhador e pela produção F ele(a) demonstra um interesse regular pelo indivíduo e pela produção 26. Você julga que o controle do seu trabalho pelo seu/sua chefe é: F permanente F fraco F normal F nulo 27. Seu/sua chefe toma consciência e atitudes em relação à ocorrência de agressões no ambiente de trabalho? F Sim F Não 28. Você acha que existem muitos boatos na empresa que geram insegurança? F Sim F Não 29. Existem pessoas que guardam as informações que recebem, e não passam adiante? F Sim F Não 30. Existem pessoas que impedem o encaminhamento das idéias e sugestões para a diretoria? F Sim F Não 31. Você acha que os grupos ou as equipes dentro da empresa se ajudam mutuamente? F Sim F Não 32. A sua empresa passou por um período de reestruturação? F Sim F Não 33. Este período de reestruturação aconteceu: F há mais de 5 anos F de 4 a 2 anos F de 2 anos a hoje F vai ser posto em prática 34. Você acha que o entrosamento entre as pessoas na agência é satisfatório? F Sim F Não 159 35. Por favor, assinale na coluna se você sente ou não os seguintes sintomas: SIM 1. Tem dores de cabeça constantemente? 2. Tem falta de apetite? 3. Dorme mal? 4. Assusta-se com facilidade? 5. Tem tremores nas mãos? 6. Sente-se nervoso, tenso ou preocupado? 7. Tem má digestão? 8. Tem dificuldade de pensar com clareza? 9. Tem-se sentido triste ultimamente? 10. Tem chorado mais que de costume? 11. Tem dificuldade para realizar com satisfação suas atividades? 12. Tem dificuldade para tomar decisão? 13. Tem dificuldade no serviço? 14. É incapaz de desempenhar um papel útil em sua vida? 15. Tem perdido o interesse pelas coisas? 16. Você se sente uma pessoa inútil, sem préstimo? 17. Tem tido a idéia de acabar com a vida? 18. Sente-se cansado o tempo todo? 19. Tem sensações desagradáveis no estômago? 20. Você se cansa com facilidade? MUITO OBRIGADA POR SUA COOPERAÇÃO! NÃO