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Operador Nacional
do Sistema Elétrico
Ano IX | Agosto 2007
Informativo mensal do ONS
Boas previsões
para o futuro
da operação
energética
O ONS acaba de divulgar para o setor
elétrico e para a sociedade o Plano
Anual da Operação Energética para o
horizonte 2007-2011. Os estudos levam
a uma avaliação positiva de atendimento
da demanda, desde que, para a garantia
dos últimos três anos do ciclo, sejam
cumpridos o cronograma de obras
e o Termo de Compromisso firmado
entre Petrobras e Aneel, referente à
disponibilidade de gás natural. Pág. 4 e 5
Presença marcante
no setor
Profissionais do ONS participam
de vários eventos técnicos, como
Simpase e CBQEE. Pág. 6
anos
movimentando
um país que é
pura energia
Um brinde a quem faz o dia-a-dia do
Operador Nacional: você! Pág. 3
Com sua licença
Depois de nove anos de publicação ininterrupta e de passar por quatro
reformulações em seus projetos gráfico e editorial, o jornal mensal Ligação está
finalmente chegando às casas dos colaboradores do Operador Nacional.
P
ara celebrar esse marco, mais
uma reforma no projeto gráfico
e editorial, mais ambiciosa que
uma simples “esticada” ou um botox.
Quanto ao aspecto visual, mais
cor, mais fotografias, mais liberdade para os títulos das matérias e
impressão em papel reciclado, sinal dos tempos de maior consciência ambiental. No projeto editorial,
continuamos desejando que as pessoas conheçam mais o Operador e
se reconheçam em nosso jornal.
Queremos divulgar os resultados
mais importantes da organização,
tornando-os conhecidos de todos,
não apenas dos que estiveram diretamente envolvidos no esforço de
sua realização. Sempre com o foco
nas pessoas que os produziram e,
de preferência, com espaço para que
elas se vejam no jornal.
Nossa ambição é “descomplicar” as
atividades técnicas do Operador,
naturalmente complexas mesmo
para quem é do ramo, abordando-as
em uma linguagem acessível a toParticipe!
Envie sua sugestão de pauta
ou proposta de texto de
matéria para:
[email protected]
ONS
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Ligação 107
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dos. Para ajudar, criamos a seção “Quer
saber mais?”, onde
um especialista do
ONS traduz e simplifica algum conceito
ou termo mais complicado. Estamos também
abrindo espaço para articulistas eventuais, que
queiram compartilhar a indicação de um livro, vídeo ou
CD.
ONS não é apenas
o lugar onde se
ganha o pão, mas
onde o empregado cresce profissionalmente,
se desenvolve
como ser humano integral,
merece cuidados
com sua saúde física e mental.
Apesar da presença em quatro cidades diferentes – Rio de Janeiro,
Brasília, Recife e Florianópolis –
preferimos não regionalizar as notícias, mas dar destaque ao que for
mais importante, onde quer que tenha acontecido.
Mas o grande marco desta nova etapa do Ligação é a entrega em casa.
Com isso, queremos envolver os familiares dos colaboradores no dia-adia da organização, dividir as boas
notícias, compartilhar as conquistas
de uma trajetória marcada por muito
trabalho e dedicação. Mostrar que o
Ligação: Informativo do Operador Nacional do Sistema Elétrico
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Se a visão do
ONS é tornar-se
reconhecido por
sua essencialidade para o atendimento de energia
elétrica no país,
nada mais justo que começar
esse esforço
de divulgação
da organização
pelas “famílias ONS”.
Por isso, educadamente, o Ligação
pede licença para entrar em sua casa
e levar o ONS para mais perto da
sua família.
Impresso em
papel reciclado
| |
Escritório Central: Rua da Quitanda, 196 Centro Rio de Janeiro RJ 20.091-005
Telefone (21) 2203 9400 Fax (21) 2203 9444 www.ons.org.br
Edição: Assessoria de Comunicação e Marketing
Comissão Editorial: Eneida Leão, Hermes Chipp e Tristão Araripe Fotos: Reynaldo Dias e arquivo
Coordenação Editorial: Expressiva Comunicação e Educação (21) 2578-3148 www.expressivaonline.com.br
Agosto 2007
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Filiado à
Parabéns
pra
você!
ONS comemora nove anos de conquistas e superação
de desafios brindando à energia de seus colaboradores.
O
fim de tarde do dia 24 de
agosto teve uma significação especial para a Diretoria
e para os colaboradores do Operador Nacional. Pondo em prática o
slogan “ONS: 9 anos movimentando um país que é pura energia”, a
comemoração do aniversário da organização foi bem movimentada e
com muita energia positiva.
O evento, realizado no Escritório
Central e transmitido por videoconferência para todos os endereços
do ONS, foi aberto pelo gerenteexecutivo de Comunicação e Marketing, Tristão Araripe, que anunciou
a entrega do “Relatório Anual ONS
2006” pelo GAD`Design. Em seguida, passou a palavra para o diretor geral, Hermes Chipp, que
agradeceu a presença de todos os
colaboradores. “Gostaria também
de agradecer o apoio do nosso Conselho de Administração, que está,
cada vez mais, integrado aos desa-
fios do ONS, em particular no que
diz respeito à evolução dos processos de gestão corporativa, atuando
como parceiro institucional na superação das dificuldades enfrentadas pela organização. Não poderia, em hipótese alguma, deixar de
agradecer também aos ex-diretores
do ONS, que tiveram a árdua tarefa
de constituir a organização, e, nesse sentido, peço uma salva de palmas para os doutores Carlos Ribeiro, Heitor Gontijo e para o nosso
querido Dr. Mario Santos.”
Chipp enfatizou o papel relevante
que o ONS vem desempenhando no
Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, e o fato de que, pela primeira vez, o Operador Nacional teve
a aprovação de seu orçamento com
voto de louvor da Diretoria da Aneel, o que demonstra o compromisso
de todos com a excelência e com a
otimização dos recursos. Após enumerar diversos aspectos importantes,
A alegria por fazer
parte da história do
Operador pôde ser
vista no rosto dos
trainees.
Diretores e colaboradores brindaram ao ONS.
vividos ao longo desses nove anos,
tanto no que diz respeito aos projetos
técnicos como de gestão corporativa,
Hermes Chipp apontou os próximos
desafios: a extensão do horizonte do
planejamento estratégico corporativo
para, pelo menos, cinco anos; o reconhecimento do Operador pelas ações
de responsabilidade social; e a integração dos conceitos e valores que
têm sido adotados no Programa de
Desenvolvimento Gerencial aos Programas de Desenvolvimento Individuais. Por fim, agradeceu às “pessoas que fazem o dia-a-dia do ONS”.
A programação prosseguiu com a estréia do novo vídeo institucional do
ONS, que foi muito aplaudido.
Encerrando a confraternização, Hermes Chipp ergueu um brinde ao
Operador Nacional: “Convido a todos
para a construção de um ano especial,
pois em 2008 o ONS completará uma
década. Pretendemos que essa ocasião
seja marcada por conquistas e resultados significativos para todos nós.”
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ONS
Energia para os próxim
O dia 10 de agosto pode ser lembrado como mais um exemplo da concretização
da Missão e da Visão do ONS. Nesta data, tanto os agentes como a imprensa
conheceram o Plano Anual da Operação Energética (PEN) para o horizonte 2007-2011.
D
epois de apresentar os resultados do Plano Anual da Operação Energética, em reunião
do Conselho Nacional de Política
Energética (CNPE) que teve a participação do presidente de República, o ONS ampliou a divulgação
desses resultados de forma transparente. Os agentes receberam o documento no mesmo dia em que o
diretor geral do Operador, Hermes
Chipp, apresentou um resumo do
PEN a um conjunto de jornalistas
(foto abaixo), que representavam alguns dos maiores veículos de comunicação do país. “O objetivo dessa
reunião é conceituar o PEN, que é o
principal instrumento do ONS para
o planejamento da operação energética, tendo como horizonte cinco
anos à frente, apresentando as avaliações das condições de atendimento ao mercado nesse período”, iniciou Hermes Chipp.
Entre as conclusões e recomendações apresentadas no documento,
ressaltou: “O PEN considera os riscos de déficit com profundidade acima de 1% da carga, tendo em vista
que os valores menores são evitados
por meio de procedimentos operativos de curto prazo, como a elevação
de intercâmbios entre subsistemas e
a antecipação de geração térmica”.
A avaliação para os dois primeiros
ONS
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anos do ciclo é positiva. “Estamos
com bom nível de armazenamento
nas principais usinas, com afluências em torno da média. No Sudeste tivemos uma boa surpresa, com
afluências a 150% da média. Contudo, é de fundamental importância a aprovação da metodologia elaborada pelo ONS, pelo Comitê de
Monitoramento do Setor Elétrico
(CMSE), e, em seguida, sua regulamentação pela Aneel. Por meio de
um dispositivo de segurança procede-se, quando necessário, à elevação de intercâmbios de energia
e à antecipação de geração térmica, para que o nível-meta de armazenamento ao final do período seco
de cada ano seja atingido. Com isso,
espera-se enfrentar com mais tranqüilidade as situações de afluências
desfavoráveis no período úmido do
ano subseqüente. “Dessa forma, nos
preparamos para as estiagens e nos
tornamos menos dependentes dos
períodos úmidos”, enfatizou o diretor geral. “Para os últimos
três anos, o PEN também
aponta para condições satisfatórias de atendimento da demanda, desde que
o Termo de Compromisso
firmado entre Petrobras e
Aneel, referente à disponibilidade de gás natural,
seja cumprido, assim como
o cronograma de obras, com destaque para as hidrelétricas Foz do
Chapecó, Serra do Facão, São Salvador, Estreito, Dardanelos, Mauá
e Simplício”, concluiu.
Detalhes do PEN
O Plano Anual da Operação Energética avalia as condições de atendimento a curto prazo, para os dois primeiros anos, e a médio prazo, para os
últimos três anos. A curto prazo tem
como foco o aumento da segurança
por meio de estratégias especiais de
operação e, a médio prazo, sua ênfase
está na avaliação da expansão da geração e da transmissão, podendo recomendar às instâncias governamentais
antecipações de obras; necessidade de
novas obras em adição ao programa
de expansão definido pelo CMSE; ou
mesmo a constituição de uma Reserva de Geração adicional à oferta programada. “Trata-se de um documento estratégico, que dá uma visão dos
próximos cinco anos e alerta aos ór-
mos cinco anos
Os “gurus” do planejamento
energético (da esq. para a
dir.): Hermes Trigo, Manoel
Vieira Júnior, Roger Willians
Mendonça, Alessandra
Zancope, Marcele Medeiros,
Paulo Roberto da Silva,
Bruno Beloti, Paula Bouzon,
Paulo Gerson Loureiro,
Nathalie Vera Mouron,
Wellington Anastácio da
Silva, Mario Jorge Daher e
José Carlos Sili Salomão.
gãos competentes sobre as providências necessárias para aumentar a margem de segurança operativa do SIN”,
avalia Sili Salomão, gerente-executivo de Planejamento da Operação.
Para que conclusões, avaliações e recomendações de tamanha importância para a sociedade sejam elaboradas,
é preciso muita dedicação dos profissionais da Gerência de Planejamento Energético da Operação (GPO-2).
“A nossa equipe é composta por treze engenheiros eletricistas, dos quais
três são mestrandos e os demais já são
mestres ou com cursos de especialização em planejamento da operação
energética e um técnico em informática que recentemente concluiu o curso de engenharia. Além disso, para
o desenvolvimento do PEN, rece-
Acesso on-line:
bemos informações imprescindíveis,
oriundas: da GPO-1, sobre limites de
transmissão que levam em conta os
resultados do Plano de Ampliações e
Reforços na Rede Básica, elaborado
pela Diretoria de Administração dos
Serviços de Transmissão; da GMC,
em conjunto com a EPE, que nos fornece a demanda de energia elétrica; da
GPD, da qual utilizamos os dados físicos das usinas e o histórico das vazões afluentes; e dos agentes, nossos
principais provedores de informação.
A partir da finalização da revisão do
submódulo 7.2 dos Procedimentos de
Rede, as revisões do PEN, que eram
quadrimestrais, passarão a ser feitas
a cada leilão de energia nova ou fato
relevante que cause impacto sobre a
oferta ou a demanda”, finaliza Mario
Daher, gerente da GPO-2.
O Sumário Executivo do PEN - Ciclo 2007 está disponível no site www.ons.org.br, em
Avaliação das Condições Futuras da Operação/Planejamento da Operação Energética.
Quer saber mais?
Alberto Sérgio Kligerman,
gerente de Modelos (GMC-2),
explica a diferença entre risco
de déficit e de racionamento.
Risco de déficit é um parâmetro estatístico obtido
em estudos da operação do sistema para um grande
número de cenários hidrológicos futuros. Significa o
percentual de cenários em que a oferta de energia
do sistema foi insuficiente para o atendimento do
mercado. Nesses estudos, a operação segue uma
estratégia ótima, calculada por modelos computacionais que minimizam o custo total de operação.
Esses modelos levam em conta os custos de geração
das térmicas e o “custo do déficit”, que é definido
pela Aneel.
No Brasil, considera-se um risco de até 5% por região e por ano como aceitável para o equilíbrio
entre oferta e demanda. Os riscos de déficit podem
ser classificados pelo montante da carga que não é
atendido. Assim, podemos avaliar o risco de déficit
maior que 1%, ou outro percentual, do mercado de
energia. Um risco elevado no futuro é um indicativo de que algumas medidas precisam ser tomadas para garantir o abastecimento, como adiantar
obras, construir novas linhas de transmissão ou
reforçar interligações existentes.
Mesmo um risco de déficit alto não é certeza de
racionamento. A decretação de um racionamento
envolve aspectos técnicos, econômicos e sóciopolíticos. Por isso, as condições de abastecimento no
Sistema Interligado Nacional são permanentemente
avaliadas pelo Comitê de Monitoramento do Setor
Elétrico, com base em indicadores e procedimentos
de segurança propostos pelo ONS. Assim, em eventuais situações de escassez, são tomadas decisões
para reverter antecipadamente as condições que
podem originar um indesejado déficit, tais como:
alteração do fluxo nas interligações, acionamento
de geração térmica suplementar, reprogramação de
manutenções, obras emergenciais de reforço que
minimizem as restrições elétricas e antecipação de
obras. Na prática, tanto o ONS quanto as demais
instituições envolvidas procuram tornar o risco de
racionamento próximo a zero.
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ONS
ONS no VII Simpase
E
ntre os dias 5 e 10 de agosto foi
realizada, em Salvador, a sétima edição do Simpósio de Automação de Sistemas Elétricos (VII
Simpase). Promovido pelo Cigré Brasil e organizado pela Companhia
de Eletricidade do Estado da Bahia,
o encontro bianual reuniu cerca de
500 profissionais da área, permitindo o intercâmbio de informações e
experiências técnicas e gerenciais.
Merecem destaque os colaboradores do ONS Ylani Freitas, do Centro Nacional de Operações do Sistema, que apresentou o trabalho
“Aspectos a serem considerados na
modernização de salas de controle”, e Hiram Toledo, da Assessoria
de Supervisão e Controle, que ministrou a palestra “Plano diretor de
evolução dos sistemas de supervisão
e controle do ONS”. Além de palestras e painéis, o Simpase promoveu
uma exposição que contou com a participação de 22 empresas, dentre elas
o ONS, onde foram exibidos os equipamentos e sistemas disponíveis no
setor elétrico brasileiro. Na ocasião,
o Operador Nacional exibiu, em seu
estande, apresentações institucionais,
explicando os Sistemas de Supervisão
e Controle e o Projeto do Sistema de
Medição Fasorial.
Entre os resultados do evento, vale
destacar a necessidade de uma revisão nos Procedimentos de Rede face
Referência
no setor elétrico
O número de profissionais interessados em conhecer as atividades
desenvolvidas pelo Operador Nacional vem crescendo a cada dia.
No mês de agosto, os Centros Nacional de Operações do Sistema
e Regional de Operação Norte / Centro-Oeste (CNOS e COSRNCO) receberam 113 visitantes, incluindo as comitivas da Embaixada da Holanda e de autoridades da Nigéria; um grupo técnico composto por representantes de todos os Centros Integrados de
Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo e por profissionais do
Ministério de Minas e Energia e de empresas como Chesf, Furnas,
Eletrosul e Eletronorte. Também foi recebida uma equipe com 20
operadores de instalações de Furnas, em fase de treinamento para
operar a região Centro-Oeste; um grupo de técnicos da Câmara
de Comercialização de Energia Elétrica; além de representantes
da Eletrobrás e agentes setoriais participantes do fórum de discussão da interligação Acre-Rondônia. Até o momento, o CNOS e o
COSR-NCO já contabilizaram 348 visitas neste ano.
ONS
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Agosto 2007
Da esq para a dir.: Ricardo José B. de Lima, Jorge
Miguel Ordacgi, Lilian Rangel e Assis Brasil de Macedo.
ao emprego da norma IEC-61850, no
contexto nacional, e de criação de novas formas de treinamento e capacitação de pessoal técnico das empresas,
considerando que os conhecimentos
das áreas de TI e Telecomunicações
tornam-se imprescindíveis.
Qualidade de
energia em debate
A VII Conferência Brasileira sobre Qualidade de Energia Elétrica (CBQEE) foi realizada em Santos, de 5 a 8 de agosto.
Promovido pela Sociedade Brasileira sobre Qualidade de
Energia Elétrica e organizado pela Enerq/USP, o evento reuniu representantes dos diversos segmentos do setor elétrico,
incluindo agentes de distribuição, transmissão, geração, consumidores livres, universidades, centros de pesquisa e fabricantes de instrumentos para medição e mitigação de problemas relacionados à qualidade. O ONS marcou presença com
um estande e teve uma ativa participação em debates e na
apresentação de artigos técnicos. Dentre os presentes: Roberto Gomes, Dalton de Oliveira Camponês do Brasil, Delmo
de Macedo Correia, Andréia Maia Monteiro, Sergio Cordeiro
Sobral (DAT); Ailton Andrade (DOP), e, Alécio Barreto Fernandes (DGL). Participaram também os consultores externos
José Roberto Medeiros e Dalva Araújo.
Notas
Conhecimentos multiplicados
O primeiro dos sete cursos a serem ministrados
pelo Núcleo Norte-Nordeste (NNNE) já tem data
marcada. De 24 a 26 de setembro, o curso
“Estabilidade de Tensão em Sistemas Elétricos Análise de Segurança”, com o engenheiro sênior
Frederico Vasconcelos, abre a programação. O
pacote inclui mais cinco cursos na área de Transitórios Eletromagnéticos, com o engenheiro especialista Alécio Fernandes, e o treinamento de
Integração de Centrais Eólicas ao SIN, com Fábio
Medeiros e Otaciano Accioly, engenheiros especialistas do NNNE e COSR-NE, respectivamente.
Interligação
Acre-Rondônia ao SIN
Nos dias 16 e 17 de agosto, foi realizada, no Centro Nacional de Operações do Sistema, a 1a Reunião de Integração com os Agentes para a Interligação dos Sistemas Isolados Acre-Rondônia ao
SIN. O encontro contou com a participação de 60
técnicos, representando Eletronorte, Eletrobrás,
Eletroacre, Ceron, UTE Termonorte e Aneel. A
interligação está prevista para outubro de 2008,
quando entrará em operação a LT 230 kV JauruSamuel, ligando o Mato Grosso a Rondônia.
PAR 2009-2011 já começou!
Sob a coordenação de Conceição Alcoforado,
do NNNE, as reuniões realizadas com os agentes, nos dias 31 de julho e 7 de agosto, em
Recife e Florianópolis, deram início ao processo
de consolidação das previsões de carga para
os estudos do Plano de Ampliações e Reforços
na Rede Básica (PAR) 2009-2011 e do Planejamento da Operação Elétrica de Curto Prazo
do 1º Quadrimestre de 2008. Atendendo à
demanda dos agentes, foi promovido ainda
um treinamento para utilização do “Aplicativo
de Análise, Caracterização, Previsão e Consolidação da Carga - CPNE? Utilities, versão 6.3”,
pelo economista Luiz Antonio Weschenfelder,
do Núcleo Sul.
Circuito interno
Victor Mothé Pereira Nunes
Novo gerente de Orçamento e Controladoria do ONS, formado em Estatística e Ciências
Contábeis pela UERJ e Direito pela UFRJ, é mestre em Administração de Empresas pela
PUC-Rio. Casado, tem dois filhos: Eduardo, de 23 anos, e Jéssica, de 16. Sempre que
pode, viaja para a Região dos Lagos ou para Campos dos Goytacazes, onde tem familiares. Sua característica mais marcante: “Sou introvertido, mas tenho bom humor”.
Como foi a sua trajetória
profissional até o ONS?
Estou há quase 25 anos atuando
na área de Finanças, Planejamento e Controle. Comecei como estagiário da Companhia Internacional de Seguros e, depois de formado
em Estatística, continuei na empresa como auxiliar técnico financeiro. Depois disso, assumi a Gerência de Planejamento da Sul América
Seguros, onde pude trabalhar com
planejamento estratégico, dando suporte à Diretoria Executiva. Da Sul
América fui ser gerente Financeiro
da Sapasso, posteriormente, gerente
de Finanças e Controle da Gestetner do Brasil e gerente de Controladoria do Grupo Arbi. Além disso,
lecionei durante um ano na Cândido Mendes de Campos para turmas
de graduação em Administração de
Empresas e Ciências Contábeis e, há
cerca de cinco meses, venho escrevendo para o jornal Monitor Campista. Eu assino uma coluna semanal sobre finanças pessoais.
Por que você estudou Estatística e
depois Ciências Contábeis e Direito?
No segundo grau, eu gostava muito de Matemática; então, procurava uma carreira em Ciências Exatas.
Na época, fiquei em dúvida entre
Estatística e Informática, que ainda
era um ramo da Matemática, e acabei optando pela Estatística. Quando me formei, conversei com alguns
professores e profissionais com os
quais trabalhava, que me aconselharam a complementar minha formação com o mestrado em Administração, o que me daria uma visão mais
gerencial. No mestrado, tive também
o primeiro contato acadêmico com a
contabilidade gerencial, que já vinha
utilizando no dia-a-dia de trabalho.
Em função disso, resolvi ingressar
em Ciências Contábeis. O interesse pelo Direito também acabou surgindo por uma questão profissional,
porque dentro da Contabilidade lidava muito com questões legais, não
só tributárias, mas societárias, trabalhistas e previdenciárias.
Qual a sua expectativa no ONS?
Embora seja recém-chegado à organização, já pude perceber o interesse do Operador Nacional em
ampliar os conhecimentos na área
de orçamento e controle, em promover uma melhoria nos processos e em desenvolver os instrumentos. Comecei o meu primeiro dia de
trabalho participando do Programa
de Desenvolvimento Gerencial! Fui
muito bem recebido e estou ansioso
para poder colaborar.
Agosto 2007
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Ligação 107
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ONS
ONS para universitários
Dicas
Marcos de Almeida,
assessor da Diretoria Geral,
inaugura esta seção com uma
superdica musical.
No segundo módulo do PDG, logo no início dos trabalhos, o consultor Paulo Vieira nos apresentou uma nova
versão de uma obra-prima de Jacob do Bandolim chamada Doce de coco, interpretada magistralmente pelo
violoncelista Yo-Yo Ma, acompanhada pelo clarinete de
Paquito D’Rivera e pelo violão de Romero Lubambo.
A idéia era mostrar que, mesmo sendo linda, uma música
poderia ficar melhor, se fosse mais bem “trabalhada”.
Este foi o “fio condutor” e/ou motivador para o treinamento que se seguiu por mais dois dias.
Mas voltando à música, “Doce de coco” fazia parte
do CD “Appassionato – Yo-Yo Ma”, que não demorei
muito a comprar, e a achar outras duas maravilhas
(por enquanto). Uma de George Gershwin - “Three
Preludes”, e outra de Ennio Morricone - “Tema de
Cinema Paradiso”. As outras são muito boas também,
mas o CD vale pelas três.
O talento apresentado na combinação dos três instrumentos, na interpretação de Doce de Coco e os
arranjos: só piano e violoncelo na de Gershwin e
violoncelo e uma “Sinfonietta” em Cinema Paradiso,
nos mostra que sempre é possível melhorar o que se
faz, quando se coloca paixão.
Sem dúvida, o título do CD não poderia ser melhor.
Título do CD: Appassionato
Artista: Yo-Yo Ma
Gravadora: Sony & BMG
Ano: 2007
Participe também!
Mande suas dicas para o Ligação:
[email protected]
D
e 21 a 24 de agosto, foi apresentado um verdadeiro panorama do ONS aos milhares
de jovens que estiveram na Pontifícia Universidade Católica do Rio
de Janeiro. A XI Mostra PUCRio, que neste ano abordou as relações internacionais de trabalho e o
meio ambiente, reuniu mais de 20
mil estudantes só na sua abertura.
No primeiro dia do evento, Tristão Araripe e Fernanda Roitman,
gerentes-executivos de Comunicação e Marketing e de Serviços
de Recursos Humanos,
falaram aos universitários
sobre o ONS, enfatizado
o desenvolvimento profissional associado à responsabilidade social.
tro dias da Mostra, mais de 200
jovens assistiram às exposições
dos profissionais do ONS sobre
otimização dos recursos hidroenergéticos. Entre os palestrantes:
Maria Aparecida Martinez e Vagner dos Santos Begni (GPD-1),
Paulo Roberto da Silva, Nathalie Vera Mouron, Paulo Gerson
Cayres Louteiro e Bruno Beloti
de Souza (GPO-2), Paulo Diniz
de Oliveira e Angela de Oliveira Girard (GPD-3) e Joari Paulo
da Costa e Carlos Eduardo Vilas
Boas (GMC-2).
O estande do Operador Nacional contou com
uma programação intensa de pequenas palestras,
com duração de 15 a 20
minutos cada. Nos qua-
Quem estava lá
Paulo Roberto da Silva, engenheiro sênior 2 da GPO-2, foi
um dos palestrantes a falar sobre a otimização dos recursos
hidroenergéticos, dando maior ênfase aos aspectos ambientais.
“Os estudantes das áreas de engenharia e meio ambiente se
interessaram sobre o assunto. No próximo ano, acho importante a
gente apresentar também o novo vídeo institucional, lançado no
aniversário do ONS.”
Joana Magda Vaz da Silva Reis, trainee da GPE-1, participou do
evento fornecendo informações aos estudantes que visitaram o estande do ONS. “Foi um trabalho muito proveitoso tanto para a captação
de possíveis estagiários e trainees, como para o Operador divulgar o
seu papel para a sociedade. Os visitantes se interessaram muito pelo
trabalho desenvolvido por nós.”
Download

para o futuro da operação energética