107 Operador Nacional do Sistema Elétrico Ano IX | Agosto 2007 Informativo mensal do ONS Boas previsões para o futuro da operação energética O ONS acaba de divulgar para o setor elétrico e para a sociedade o Plano Anual da Operação Energética para o horizonte 2007-2011. Os estudos levam a uma avaliação positiva de atendimento da demanda, desde que, para a garantia dos últimos três anos do ciclo, sejam cumpridos o cronograma de obras e o Termo de Compromisso firmado entre Petrobras e Aneel, referente à disponibilidade de gás natural. Pág. 4 e 5 Presença marcante no setor Profissionais do ONS participam de vários eventos técnicos, como Simpase e CBQEE. Pág. 6 anos movimentando um país que é pura energia Um brinde a quem faz o dia-a-dia do Operador Nacional: você! Pág. 3 Com sua licença Depois de nove anos de publicação ininterrupta e de passar por quatro reformulações em seus projetos gráfico e editorial, o jornal mensal Ligação está finalmente chegando às casas dos colaboradores do Operador Nacional. P ara celebrar esse marco, mais uma reforma no projeto gráfico e editorial, mais ambiciosa que uma simples “esticada” ou um botox. Quanto ao aspecto visual, mais cor, mais fotografias, mais liberdade para os títulos das matérias e impressão em papel reciclado, sinal dos tempos de maior consciência ambiental. No projeto editorial, continuamos desejando que as pessoas conheçam mais o Operador e se reconheçam em nosso jornal. Queremos divulgar os resultados mais importantes da organização, tornando-os conhecidos de todos, não apenas dos que estiveram diretamente envolvidos no esforço de sua realização. Sempre com o foco nas pessoas que os produziram e, de preferência, com espaço para que elas se vejam no jornal. Nossa ambição é “descomplicar” as atividades técnicas do Operador, naturalmente complexas mesmo para quem é do ramo, abordando-as em uma linguagem acessível a toParticipe! Envie sua sugestão de pauta ou proposta de texto de matéria para: [email protected] ONS | Ligação 107 | dos. Para ajudar, criamos a seção “Quer saber mais?”, onde um especialista do ONS traduz e simplifica algum conceito ou termo mais complicado. Estamos também abrindo espaço para articulistas eventuais, que queiram compartilhar a indicação de um livro, vídeo ou CD. ONS não é apenas o lugar onde se ganha o pão, mas onde o empregado cresce profissionalmente, se desenvolve como ser humano integral, merece cuidados com sua saúde física e mental. Apesar da presença em quatro cidades diferentes – Rio de Janeiro, Brasília, Recife e Florianópolis – preferimos não regionalizar as notícias, mas dar destaque ao que for mais importante, onde quer que tenha acontecido. Mas o grande marco desta nova etapa do Ligação é a entrega em casa. Com isso, queremos envolver os familiares dos colaboradores no dia-adia da organização, dividir as boas notícias, compartilhar as conquistas de uma trajetória marcada por muito trabalho e dedicação. Mostrar que o Ligação: Informativo do Operador Nacional do Sistema Elétrico | | Se a visão do ONS é tornar-se reconhecido por sua essencialidade para o atendimento de energia elétrica no país, nada mais justo que começar esse esforço de divulgação da organização pelas “famílias ONS”. Por isso, educadamente, o Ligação pede licença para entrar em sua casa e levar o ONS para mais perto da sua família. Impresso em papel reciclado | | Escritório Central: Rua da Quitanda, 196 Centro Rio de Janeiro RJ 20.091-005 Telefone (21) 2203 9400 Fax (21) 2203 9444 www.ons.org.br Edição: Assessoria de Comunicação e Marketing Comissão Editorial: Eneida Leão, Hermes Chipp e Tristão Araripe Fotos: Reynaldo Dias e arquivo Coordenação Editorial: Expressiva Comunicação e Educação (21) 2578-3148 www.expressivaonline.com.br Agosto 2007 | | | | | Filiado à Parabéns pra você! ONS comemora nove anos de conquistas e superação de desafios brindando à energia de seus colaboradores. O fim de tarde do dia 24 de agosto teve uma significação especial para a Diretoria e para os colaboradores do Operador Nacional. Pondo em prática o slogan “ONS: 9 anos movimentando um país que é pura energia”, a comemoração do aniversário da organização foi bem movimentada e com muita energia positiva. O evento, realizado no Escritório Central e transmitido por videoconferência para todos os endereços do ONS, foi aberto pelo gerenteexecutivo de Comunicação e Marketing, Tristão Araripe, que anunciou a entrega do “Relatório Anual ONS 2006” pelo GAD`Design. Em seguida, passou a palavra para o diretor geral, Hermes Chipp, que agradeceu a presença de todos os colaboradores. “Gostaria também de agradecer o apoio do nosso Conselho de Administração, que está, cada vez mais, integrado aos desa- fios do ONS, em particular no que diz respeito à evolução dos processos de gestão corporativa, atuando como parceiro institucional na superação das dificuldades enfrentadas pela organização. Não poderia, em hipótese alguma, deixar de agradecer também aos ex-diretores do ONS, que tiveram a árdua tarefa de constituir a organização, e, nesse sentido, peço uma salva de palmas para os doutores Carlos Ribeiro, Heitor Gontijo e para o nosso querido Dr. Mario Santos.” Chipp enfatizou o papel relevante que o ONS vem desempenhando no Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, e o fato de que, pela primeira vez, o Operador Nacional teve a aprovação de seu orçamento com voto de louvor da Diretoria da Aneel, o que demonstra o compromisso de todos com a excelência e com a otimização dos recursos. Após enumerar diversos aspectos importantes, A alegria por fazer parte da história do Operador pôde ser vista no rosto dos trainees. Diretores e colaboradores brindaram ao ONS. vividos ao longo desses nove anos, tanto no que diz respeito aos projetos técnicos como de gestão corporativa, Hermes Chipp apontou os próximos desafios: a extensão do horizonte do planejamento estratégico corporativo para, pelo menos, cinco anos; o reconhecimento do Operador pelas ações de responsabilidade social; e a integração dos conceitos e valores que têm sido adotados no Programa de Desenvolvimento Gerencial aos Programas de Desenvolvimento Individuais. Por fim, agradeceu às “pessoas que fazem o dia-a-dia do ONS”. A programação prosseguiu com a estréia do novo vídeo institucional do ONS, que foi muito aplaudido. Encerrando a confraternização, Hermes Chipp ergueu um brinde ao Operador Nacional: “Convido a todos para a construção de um ano especial, pois em 2008 o ONS completará uma década. Pretendemos que essa ocasião seja marcada por conquistas e resultados significativos para todos nós.” Agosto 2007 | Ligação 107 | ONS Energia para os próxim O dia 10 de agosto pode ser lembrado como mais um exemplo da concretização da Missão e da Visão do ONS. Nesta data, tanto os agentes como a imprensa conheceram o Plano Anual da Operação Energética (PEN) para o horizonte 2007-2011. D epois de apresentar os resultados do Plano Anual da Operação Energética, em reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que teve a participação do presidente de República, o ONS ampliou a divulgação desses resultados de forma transparente. Os agentes receberam o documento no mesmo dia em que o diretor geral do Operador, Hermes Chipp, apresentou um resumo do PEN a um conjunto de jornalistas (foto abaixo), que representavam alguns dos maiores veículos de comunicação do país. “O objetivo dessa reunião é conceituar o PEN, que é o principal instrumento do ONS para o planejamento da operação energética, tendo como horizonte cinco anos à frente, apresentando as avaliações das condições de atendimento ao mercado nesse período”, iniciou Hermes Chipp. Entre as conclusões e recomendações apresentadas no documento, ressaltou: “O PEN considera os riscos de déficit com profundidade acima de 1% da carga, tendo em vista que os valores menores são evitados por meio de procedimentos operativos de curto prazo, como a elevação de intercâmbios entre subsistemas e a antecipação de geração térmica”. A avaliação para os dois primeiros ONS | Ligação 107 | Agosto 2007 anos do ciclo é positiva. “Estamos com bom nível de armazenamento nas principais usinas, com afluências em torno da média. No Sudeste tivemos uma boa surpresa, com afluências a 150% da média. Contudo, é de fundamental importância a aprovação da metodologia elaborada pelo ONS, pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), e, em seguida, sua regulamentação pela Aneel. Por meio de um dispositivo de segurança procede-se, quando necessário, à elevação de intercâmbios de energia e à antecipação de geração térmica, para que o nível-meta de armazenamento ao final do período seco de cada ano seja atingido. Com isso, espera-se enfrentar com mais tranqüilidade as situações de afluências desfavoráveis no período úmido do ano subseqüente. “Dessa forma, nos preparamos para as estiagens e nos tornamos menos dependentes dos períodos úmidos”, enfatizou o diretor geral. “Para os últimos três anos, o PEN também aponta para condições satisfatórias de atendimento da demanda, desde que o Termo de Compromisso firmado entre Petrobras e Aneel, referente à disponibilidade de gás natural, seja cumprido, assim como o cronograma de obras, com destaque para as hidrelétricas Foz do Chapecó, Serra do Facão, São Salvador, Estreito, Dardanelos, Mauá e Simplício”, concluiu. Detalhes do PEN O Plano Anual da Operação Energética avalia as condições de atendimento a curto prazo, para os dois primeiros anos, e a médio prazo, para os últimos três anos. A curto prazo tem como foco o aumento da segurança por meio de estratégias especiais de operação e, a médio prazo, sua ênfase está na avaliação da expansão da geração e da transmissão, podendo recomendar às instâncias governamentais antecipações de obras; necessidade de novas obras em adição ao programa de expansão definido pelo CMSE; ou mesmo a constituição de uma Reserva de Geração adicional à oferta programada. “Trata-se de um documento estratégico, que dá uma visão dos próximos cinco anos e alerta aos ór- mos cinco anos Os “gurus” do planejamento energético (da esq. para a dir.): Hermes Trigo, Manoel Vieira Júnior, Roger Willians Mendonça, Alessandra Zancope, Marcele Medeiros, Paulo Roberto da Silva, Bruno Beloti, Paula Bouzon, Paulo Gerson Loureiro, Nathalie Vera Mouron, Wellington Anastácio da Silva, Mario Jorge Daher e José Carlos Sili Salomão. gãos competentes sobre as providências necessárias para aumentar a margem de segurança operativa do SIN”, avalia Sili Salomão, gerente-executivo de Planejamento da Operação. Para que conclusões, avaliações e recomendações de tamanha importância para a sociedade sejam elaboradas, é preciso muita dedicação dos profissionais da Gerência de Planejamento Energético da Operação (GPO-2). “A nossa equipe é composta por treze engenheiros eletricistas, dos quais três são mestrandos e os demais já são mestres ou com cursos de especialização em planejamento da operação energética e um técnico em informática que recentemente concluiu o curso de engenharia. Além disso, para o desenvolvimento do PEN, rece- Acesso on-line: bemos informações imprescindíveis, oriundas: da GPO-1, sobre limites de transmissão que levam em conta os resultados do Plano de Ampliações e Reforços na Rede Básica, elaborado pela Diretoria de Administração dos Serviços de Transmissão; da GMC, em conjunto com a EPE, que nos fornece a demanda de energia elétrica; da GPD, da qual utilizamos os dados físicos das usinas e o histórico das vazões afluentes; e dos agentes, nossos principais provedores de informação. A partir da finalização da revisão do submódulo 7.2 dos Procedimentos de Rede, as revisões do PEN, que eram quadrimestrais, passarão a ser feitas a cada leilão de energia nova ou fato relevante que cause impacto sobre a oferta ou a demanda”, finaliza Mario Daher, gerente da GPO-2. O Sumário Executivo do PEN - Ciclo 2007 está disponível no site www.ons.org.br, em Avaliação das Condições Futuras da Operação/Planejamento da Operação Energética. Quer saber mais? Alberto Sérgio Kligerman, gerente de Modelos (GMC-2), explica a diferença entre risco de déficit e de racionamento. Risco de déficit é um parâmetro estatístico obtido em estudos da operação do sistema para um grande número de cenários hidrológicos futuros. Significa o percentual de cenários em que a oferta de energia do sistema foi insuficiente para o atendimento do mercado. Nesses estudos, a operação segue uma estratégia ótima, calculada por modelos computacionais que minimizam o custo total de operação. Esses modelos levam em conta os custos de geração das térmicas e o “custo do déficit”, que é definido pela Aneel. No Brasil, considera-se um risco de até 5% por região e por ano como aceitável para o equilíbrio entre oferta e demanda. Os riscos de déficit podem ser classificados pelo montante da carga que não é atendido. Assim, podemos avaliar o risco de déficit maior que 1%, ou outro percentual, do mercado de energia. Um risco elevado no futuro é um indicativo de que algumas medidas precisam ser tomadas para garantir o abastecimento, como adiantar obras, construir novas linhas de transmissão ou reforçar interligações existentes. Mesmo um risco de déficit alto não é certeza de racionamento. A decretação de um racionamento envolve aspectos técnicos, econômicos e sóciopolíticos. Por isso, as condições de abastecimento no Sistema Interligado Nacional são permanentemente avaliadas pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, com base em indicadores e procedimentos de segurança propostos pelo ONS. Assim, em eventuais situações de escassez, são tomadas decisões para reverter antecipadamente as condições que podem originar um indesejado déficit, tais como: alteração do fluxo nas interligações, acionamento de geração térmica suplementar, reprogramação de manutenções, obras emergenciais de reforço que minimizem as restrições elétricas e antecipação de obras. Na prática, tanto o ONS quanto as demais instituições envolvidas procuram tornar o risco de racionamento próximo a zero. Agosto 2007 | Ligação 107 | ONS ONS no VII Simpase E ntre os dias 5 e 10 de agosto foi realizada, em Salvador, a sétima edição do Simpósio de Automação de Sistemas Elétricos (VII Simpase). Promovido pelo Cigré Brasil e organizado pela Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia, o encontro bianual reuniu cerca de 500 profissionais da área, permitindo o intercâmbio de informações e experiências técnicas e gerenciais. Merecem destaque os colaboradores do ONS Ylani Freitas, do Centro Nacional de Operações do Sistema, que apresentou o trabalho “Aspectos a serem considerados na modernização de salas de controle”, e Hiram Toledo, da Assessoria de Supervisão e Controle, que ministrou a palestra “Plano diretor de evolução dos sistemas de supervisão e controle do ONS”. Além de palestras e painéis, o Simpase promoveu uma exposição que contou com a participação de 22 empresas, dentre elas o ONS, onde foram exibidos os equipamentos e sistemas disponíveis no setor elétrico brasileiro. Na ocasião, o Operador Nacional exibiu, em seu estande, apresentações institucionais, explicando os Sistemas de Supervisão e Controle e o Projeto do Sistema de Medição Fasorial. Entre os resultados do evento, vale destacar a necessidade de uma revisão nos Procedimentos de Rede face Referência no setor elétrico O número de profissionais interessados em conhecer as atividades desenvolvidas pelo Operador Nacional vem crescendo a cada dia. No mês de agosto, os Centros Nacional de Operações do Sistema e Regional de Operação Norte / Centro-Oeste (CNOS e COSRNCO) receberam 113 visitantes, incluindo as comitivas da Embaixada da Holanda e de autoridades da Nigéria; um grupo técnico composto por representantes de todos os Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo e por profissionais do Ministério de Minas e Energia e de empresas como Chesf, Furnas, Eletrosul e Eletronorte. Também foi recebida uma equipe com 20 operadores de instalações de Furnas, em fase de treinamento para operar a região Centro-Oeste; um grupo de técnicos da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica; além de representantes da Eletrobrás e agentes setoriais participantes do fórum de discussão da interligação Acre-Rondônia. Até o momento, o CNOS e o COSR-NCO já contabilizaram 348 visitas neste ano. ONS | Ligação 107 | Agosto 2007 Da esq para a dir.: Ricardo José B. de Lima, Jorge Miguel Ordacgi, Lilian Rangel e Assis Brasil de Macedo. ao emprego da norma IEC-61850, no contexto nacional, e de criação de novas formas de treinamento e capacitação de pessoal técnico das empresas, considerando que os conhecimentos das áreas de TI e Telecomunicações tornam-se imprescindíveis. Qualidade de energia em debate A VII Conferência Brasileira sobre Qualidade de Energia Elétrica (CBQEE) foi realizada em Santos, de 5 a 8 de agosto. Promovido pela Sociedade Brasileira sobre Qualidade de Energia Elétrica e organizado pela Enerq/USP, o evento reuniu representantes dos diversos segmentos do setor elétrico, incluindo agentes de distribuição, transmissão, geração, consumidores livres, universidades, centros de pesquisa e fabricantes de instrumentos para medição e mitigação de problemas relacionados à qualidade. O ONS marcou presença com um estande e teve uma ativa participação em debates e na apresentação de artigos técnicos. Dentre os presentes: Roberto Gomes, Dalton de Oliveira Camponês do Brasil, Delmo de Macedo Correia, Andréia Maia Monteiro, Sergio Cordeiro Sobral (DAT); Ailton Andrade (DOP), e, Alécio Barreto Fernandes (DGL). Participaram também os consultores externos José Roberto Medeiros e Dalva Araújo. Notas Conhecimentos multiplicados O primeiro dos sete cursos a serem ministrados pelo Núcleo Norte-Nordeste (NNNE) já tem data marcada. De 24 a 26 de setembro, o curso “Estabilidade de Tensão em Sistemas Elétricos Análise de Segurança”, com o engenheiro sênior Frederico Vasconcelos, abre a programação. O pacote inclui mais cinco cursos na área de Transitórios Eletromagnéticos, com o engenheiro especialista Alécio Fernandes, e o treinamento de Integração de Centrais Eólicas ao SIN, com Fábio Medeiros e Otaciano Accioly, engenheiros especialistas do NNNE e COSR-NE, respectivamente. Interligação Acre-Rondônia ao SIN Nos dias 16 e 17 de agosto, foi realizada, no Centro Nacional de Operações do Sistema, a 1a Reunião de Integração com os Agentes para a Interligação dos Sistemas Isolados Acre-Rondônia ao SIN. O encontro contou com a participação de 60 técnicos, representando Eletronorte, Eletrobrás, Eletroacre, Ceron, UTE Termonorte e Aneel. A interligação está prevista para outubro de 2008, quando entrará em operação a LT 230 kV JauruSamuel, ligando o Mato Grosso a Rondônia. PAR 2009-2011 já começou! Sob a coordenação de Conceição Alcoforado, do NNNE, as reuniões realizadas com os agentes, nos dias 31 de julho e 7 de agosto, em Recife e Florianópolis, deram início ao processo de consolidação das previsões de carga para os estudos do Plano de Ampliações e Reforços na Rede Básica (PAR) 2009-2011 e do Planejamento da Operação Elétrica de Curto Prazo do 1º Quadrimestre de 2008. Atendendo à demanda dos agentes, foi promovido ainda um treinamento para utilização do “Aplicativo de Análise, Caracterização, Previsão e Consolidação da Carga - CPNE? Utilities, versão 6.3”, pelo economista Luiz Antonio Weschenfelder, do Núcleo Sul. Circuito interno Victor Mothé Pereira Nunes Novo gerente de Orçamento e Controladoria do ONS, formado em Estatística e Ciências Contábeis pela UERJ e Direito pela UFRJ, é mestre em Administração de Empresas pela PUC-Rio. Casado, tem dois filhos: Eduardo, de 23 anos, e Jéssica, de 16. Sempre que pode, viaja para a Região dos Lagos ou para Campos dos Goytacazes, onde tem familiares. Sua característica mais marcante: “Sou introvertido, mas tenho bom humor”. Como foi a sua trajetória profissional até o ONS? Estou há quase 25 anos atuando na área de Finanças, Planejamento e Controle. Comecei como estagiário da Companhia Internacional de Seguros e, depois de formado em Estatística, continuei na empresa como auxiliar técnico financeiro. Depois disso, assumi a Gerência de Planejamento da Sul América Seguros, onde pude trabalhar com planejamento estratégico, dando suporte à Diretoria Executiva. Da Sul América fui ser gerente Financeiro da Sapasso, posteriormente, gerente de Finanças e Controle da Gestetner do Brasil e gerente de Controladoria do Grupo Arbi. Além disso, lecionei durante um ano na Cândido Mendes de Campos para turmas de graduação em Administração de Empresas e Ciências Contábeis e, há cerca de cinco meses, venho escrevendo para o jornal Monitor Campista. Eu assino uma coluna semanal sobre finanças pessoais. Por que você estudou Estatística e depois Ciências Contábeis e Direito? No segundo grau, eu gostava muito de Matemática; então, procurava uma carreira em Ciências Exatas. Na época, fiquei em dúvida entre Estatística e Informática, que ainda era um ramo da Matemática, e acabei optando pela Estatística. Quando me formei, conversei com alguns professores e profissionais com os quais trabalhava, que me aconselharam a complementar minha formação com o mestrado em Administração, o que me daria uma visão mais gerencial. No mestrado, tive também o primeiro contato acadêmico com a contabilidade gerencial, que já vinha utilizando no dia-a-dia de trabalho. Em função disso, resolvi ingressar em Ciências Contábeis. O interesse pelo Direito também acabou surgindo por uma questão profissional, porque dentro da Contabilidade lidava muito com questões legais, não só tributárias, mas societárias, trabalhistas e previdenciárias. Qual a sua expectativa no ONS? Embora seja recém-chegado à organização, já pude perceber o interesse do Operador Nacional em ampliar os conhecimentos na área de orçamento e controle, em promover uma melhoria nos processos e em desenvolver os instrumentos. Comecei o meu primeiro dia de trabalho participando do Programa de Desenvolvimento Gerencial! Fui muito bem recebido e estou ansioso para poder colaborar. Agosto 2007 | Ligação 107 | ONS ONS para universitários Dicas Marcos de Almeida, assessor da Diretoria Geral, inaugura esta seção com uma superdica musical. No segundo módulo do PDG, logo no início dos trabalhos, o consultor Paulo Vieira nos apresentou uma nova versão de uma obra-prima de Jacob do Bandolim chamada Doce de coco, interpretada magistralmente pelo violoncelista Yo-Yo Ma, acompanhada pelo clarinete de Paquito D’Rivera e pelo violão de Romero Lubambo. A idéia era mostrar que, mesmo sendo linda, uma música poderia ficar melhor, se fosse mais bem “trabalhada”. Este foi o “fio condutor” e/ou motivador para o treinamento que se seguiu por mais dois dias. Mas voltando à música, “Doce de coco” fazia parte do CD “Appassionato – Yo-Yo Ma”, que não demorei muito a comprar, e a achar outras duas maravilhas (por enquanto). Uma de George Gershwin - “Three Preludes”, e outra de Ennio Morricone - “Tema de Cinema Paradiso”. As outras são muito boas também, mas o CD vale pelas três. O talento apresentado na combinação dos três instrumentos, na interpretação de Doce de Coco e os arranjos: só piano e violoncelo na de Gershwin e violoncelo e uma “Sinfonietta” em Cinema Paradiso, nos mostra que sempre é possível melhorar o que se faz, quando se coloca paixão. Sem dúvida, o título do CD não poderia ser melhor. Título do CD: Appassionato Artista: Yo-Yo Ma Gravadora: Sony & BMG Ano: 2007 Participe também! Mande suas dicas para o Ligação: [email protected] D e 21 a 24 de agosto, foi apresentado um verdadeiro panorama do ONS aos milhares de jovens que estiveram na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. A XI Mostra PUCRio, que neste ano abordou as relações internacionais de trabalho e o meio ambiente, reuniu mais de 20 mil estudantes só na sua abertura. No primeiro dia do evento, Tristão Araripe e Fernanda Roitman, gerentes-executivos de Comunicação e Marketing e de Serviços de Recursos Humanos, falaram aos universitários sobre o ONS, enfatizado o desenvolvimento profissional associado à responsabilidade social. tro dias da Mostra, mais de 200 jovens assistiram às exposições dos profissionais do ONS sobre otimização dos recursos hidroenergéticos. Entre os palestrantes: Maria Aparecida Martinez e Vagner dos Santos Begni (GPD-1), Paulo Roberto da Silva, Nathalie Vera Mouron, Paulo Gerson Cayres Louteiro e Bruno Beloti de Souza (GPO-2), Paulo Diniz de Oliveira e Angela de Oliveira Girard (GPD-3) e Joari Paulo da Costa e Carlos Eduardo Vilas Boas (GMC-2). O estande do Operador Nacional contou com uma programação intensa de pequenas palestras, com duração de 15 a 20 minutos cada. Nos qua- Quem estava lá Paulo Roberto da Silva, engenheiro sênior 2 da GPO-2, foi um dos palestrantes a falar sobre a otimização dos recursos hidroenergéticos, dando maior ênfase aos aspectos ambientais. “Os estudantes das áreas de engenharia e meio ambiente se interessaram sobre o assunto. No próximo ano, acho importante a gente apresentar também o novo vídeo institucional, lançado no aniversário do ONS.” Joana Magda Vaz da Silva Reis, trainee da GPE-1, participou do evento fornecendo informações aos estudantes que visitaram o estande do ONS. “Foi um trabalho muito proveitoso tanto para a captação de possíveis estagiários e trainees, como para o Operador divulgar o seu papel para a sociedade. Os visitantes se interessaram muito pelo trabalho desenvolvido por nós.”