1 PESQUISA ACERCA DA PERCEPÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS DA ÁREA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO DA SOFTPLAN/POLIGRAPH EM RELAÇÃO A IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA HOME OFFICE NO DESENVOLVIMENTO DE SUAS ATIVIDADES Bibiana Gomes Flores1 Monique Mallon2 Resumo Este estudo tem como propósito analisar a percepção dos funcionários de Tecnologia da Informação, na empresa Softplan, a respeito da adoção do Home Office como proposta para realização das atividades. Para tanto, foram estabelecidos como objetivos específicos identificar as vantagens e desvantagens da adoção do trabalho remoto, identificar o percentual de colaboradores interessados nesta adoção, e por fim identificar as possíveis barreiras físicas na adoção deste método de trabalho. Utilizando como ferramenta uma pesquisa descritiva, bibliográfica, exploratória, de campo e de caráter quantitativo. A pesquisa foi realizada dentre os colaboradores da empresa Softplan, na área de Tecnologia da Informação. Foram utilizados questionário com os colaboradores, e as informações foram analisadas através de tratamento estatístico. Palavras- Chave: Home-office. Teletrabalho. 1 INTRODUÇÃO Ao buscar novas estratégias com o intuito de maior competitividade e rentabilidade, algumas empresas passaram a adotar um novo sistema de trabalho, denominado Home Office. O trabalho Home Office significa trabalho profissional desenvolvido em ambientes diferenciados mas que compartilham a infraestrutura do ambiente doméstico. É possível trabalhar na modalidade Home Office a partir de três diferentes maneiras: sendo funcionário de uma empresa (modalidade chamada de teletrabalho), como freelancer 1 Aluno(a) do Curso de Administração. Artigo apresentado para a disciplina de TCC II. Faculdade de Ciências Sociais de Florianópolis, Complexo de Ensino Superior de Santa Catarina – CESUSC. Endereço eletrônico para contato: [[email protected]]. Artigo apresentado na data de 05/11/2014 na cidade de Florianópolis. 2 Professor(a) Orientador(a) [Mestre]. Faculdade de Ciências Sociais de Florianópolis, Complexo de Ensino Superior de Santa Catarina – CESUSC. Endereço eletrônico para contato: [[email protected]]. 2 (trabalhando em projetos avulsos), ou como empresário de uma empresa home based (que tem sua sede em uma residência). Este trabalho abordará a modalidade Home Office também conhecida como teletrabalho, na qual quem utiliza o Home Office como método de trabalho é funcionário de uma empresa. No trabalho será usado o termo Home Office para abordar o assunto e serão utilizados como sinônimos os termos teletrabralho e trabalho remoto. Através do conceito de Brik e Brik (2013), entende-se que não são todos colaboradores que se enquadram no perfil de trabalho Home Office. Assim, considera-se que as pessoas que precisam estar em contato com outras pessoas do grupo de trabalho, ou que precisam de treinamento e de supervisão direta para executar as tarefas, ou ainda que ganham prosperidade na interação com os companheiros de trabalho pois sofrem em um ambiente isolado quando trabalham sozinhos, não devem trabalhar fazendo uso desta prática. Para desempenhar este tipo de trabalho com eficiência, sem perder a qualidade do trabalho dentro da empresa, é necessário ser uma pessoa organizada, disciplinada e dedicada. Além da personalidade do trabalhador, outros fatores devem ser avaliados ao adotar o método Home Office, como o conjunto de atividades que serão desenvolvidas, pois considera-se que não é toda atividade que se enquadra neste método de trabalho. Somados a estes aspectos, deve-se avaliar também o contexto organizacional e o ambiente doméstico dos funcionários (casa e família). Antes de adotar o método Home Office, é necessário observar as vantagens e os desafios que o Home Office trará para a empresa e ao trabalhador. Entre as vantagens para as empresas estão a economia, a produtividade, a possibilidade de atração e retenção de talentos, a redução do absenteísmo, a expansão geográfica, a inclusão, a continuidade dos serviços e a sustentabilidade. Enquanto como desafios para a empresa verificam-se o medo gerencial, a realização específica do processo de recrutamento e seleção, o custo de implementação, a menor “credibilidade”, a incompatibilidade tecnológica e a abertura dos dados sigilosos. Já para o colaborador observam-se como vantagens a diminuição do trânsito, maior autonomia, a possibilidade de maior saúde e menor estresse, a motivação, o engajamento e produtividade, a presença na criação e educação dos filhos, maior segurança, economia, ambiente mais agradável para trabalhar. Contudo, verifica-se que os funcionários também possuem desafios, como as distrações e tentações, o isolamento, a procrastinação e “workaholismo”, a falta de suporte técnico, preconceito e a influência de ruídos domésticos. Este novo modelo empresarial está em expansão e pode ser adaptado em inúmeras atividades. Mas para isso é importante entender o que é o modelo Home Office e que nem 3 sempre todas as equipes podem se adequar a esta maneira de trabalho, pois é preciso maturidade, além de criteriosa avaliação acerca do tipo de atividade desempenhada. De acordo com pesquisas realizadas pela Top Employers o número de empresas brasileiras que utilizam o Home Office está crescendo. Assim, 15% das companhias do país instituíram a prática do modelo Home Office aos colaboradores. Este número ainda é baixo, mas está em evolução comparado a 2013, quando o índice era de apenas 6%. A empresa Softplan, localizada em Florianópolis/SC, atua há 23 anos no mercado de Tecnologia da Informação (T.I.), com um quadro atual de aproximadamente 1.500 funcionários. A partir de 2013, a empresa começou a visualizar a oportunidade em atuar na forma de teletrabalho, a fim de garantir maior qualidade de vida aos seus colaboradores na área de TI. Atualmente já existem dez colaboradores que aderiram ao teletrabalho, para avaliação prévia da adoção desta modalidade de trabalho e levantamento das vantagens e desvantagens para a empresa e o colaborador. A proposta é que dentro da empresa alguns colaboradores da área de TI possam aderir a esta nova forma de trabalho. Contudo, não se encaixam ao perfil de teletrabalho desenvolvido pela empresa os colaboradores das áreas corporativas (Administrativo, Financeiro, Recursos Humanos, Marketing, Qualidade, Infraestrutura e Pesquisa e Desenvolvimento), devido às características de suas atividades e funções desempenhadas. Dentre os colaboradores, apenas 430 encaixam-se no perfil proposto no momento para desempenhar suas atividades no modelo de trabalho Home Office da empresa. O perfil objetivado para desempenhar o teletrabalho são os colaboradores que possuem cargos de Analistas Implementadores, Analistas de Sistemas, os quais totalizam 400 funcionários, os demais são aqueles que fazem parte do quadro de colaboradores do departamento comercial da Unidade de Negócio da Indústria da Construção, que totalizam 30 colaboradores. Com base no contexto exposto, surge a pergunta de pesquisa deste estudo, definida como: Qual a percepção dos funcionários da área de Tecnologia da Informação da Softplan acerca da adoção do Home Office como proposta para a realização de suas atividades? A pergunta de pesquisa, deve atender ao objetivo geral do estudo, definido como: Identificar a percepção dos funcionários da área de Tecnologia da Informação da Softplan acerca da adoção do Home Office como proposta para a realização de suas atividades. Para atingir o objetivo geral proposto, tem-se como objetivos específicos: 4 a) b) c) d) e) Identificar vantagens e desvantagens da adoção do Home Office para elaboração de instrumento de coleta de dados; Avaliar o percentual de funcionários interessados em aderir ao modelo de Home Office e os motivos destes; Quantificar o percentual de funcionários que não possuem interesse em aderir ao modelo de Home Office e os motivos destes; Pontuar as vantagens e desvantagens percebidas pelos funcionários acerca da utilização deste modelo; Identificar as possíveis barreiras físicas para adoção deste modelo na percepção dos funcionários; Espera-se que por meio deste estudo a empresa obtenha informações acerca da percepção dos funcionários na aplicação desta modalidade de atividade. Tais informações deverão auxiliar a empresa na implementação deste modelo, para que sejam reduzidas as barreiras e a aplicação de recursos que gerem custos desnecessários, beneficiando os colaboradores, fomentando Qualidade de Vida no Trabalho. 2 DESCRIÇÃO DA ORGANIZAÇÃO A Softplan Planejamento e Sistemas Ltda, conhecida pelo nome fantasia: Softplan, inscrita no CNPJ: 82.845.322/0001-04, está localizada em Florianópolis, no ParqTec Alfa, no bairro João Paulo, Rod. SC 401 - Km 1 - Florianópolis. Todas as informações necessárias sobre a empresa, assim como acontecimentos ou mudanças, são visualizadas e obtidas no site interno da Softplan, incluindo a execução das atividades, processos e fluxo destas. A Softplan é uma das maiores empresas de Sistemas de Gestão do Brasil. Atuando no Mercado desde 1990, com mais de 1.600 clientes no Brasil e no Exterior, desenvolve soluções corporativas para segmentos específicos de negócios, com foco em cinco áreas de atuação: indústria da construção, administração pública, projetos cofinanciados por organismos internacionais, departamentos de infraestrutura, transportes e obras e judiciário, Ministério Público e Procuradorias. A empresa agrupa seus clientes de forma planejada, corrigindo erros, prospectando novos clientes, analisando novos mercados, por licitações (projetos públicos), por meio de melhorias solicitadas pelos clientes, realizando melhorias para os próximos clientes e melhorias nos outros projetos. Ademais, a empresa busca manter a comunicação com os clientes por meio de um canal de comunicação formal que visa arquivar as sugestões de melhorias e obter as reclamações, além de gerar respostas imediatas. Conforme avaliação, houve um decréscimo no volume de reclamações dos clientes, percebendo-se melhoria nos processos e maior alinhamento. Porém, como o índice de 5 satisfação não é controlado, fica difícil mensurar se a baixa de reclamações e a satisfação dos clientes estão totalmente interligadas, atendendo às expectativas de cada cliente A Softplan mantém alianças com os mais respeitados fornecedores mundiais de tecnologia e convênios com diversas universidades, laboratórios e instituições de pesquisa, resultando no desenvolvimento de soluções e tecnologias inéditas, como a virtualização de diversos processos de gestão com total segurança e validade jurídica. Estas soluções são continuamente incorporadas à linha de produtos da Softplan, gerando valor agregado e diferencial competitivo para os clientes. Seus fornecedores são selecionados com critérios e é feita uma avaliação durante o processo de compra. Assim, aqueles que não se enquadram no perfil da empresa, não cumprindo algo que foi formalizado, é avisado por meio de uma carta que não está dento do padrão Softplan de fornecedores. A experiência em desenvolvimento de sistemas e o domínio da tecnologia permitiram à Softplan o aprimoramento de uma metodologia própria de trabalho, que garante agilidade, segurança e confiabilidade ao processo de produção. A empresa possui como visão a seguinte definição: “20 anos em 5”. Sua missão é prover soluções nas quais a tecnologia, a inovação e o conhecimento especializado contribuam para a gestão corporativa. Ambas são do conhecimento de todos e são consideradas de fácil acesso aos colaboradores. Para alcançar esta visão são traçadas estratégias, metas e objetivos em um planejamento anual, com uma reunião durante o ano, que avalia se as metas estão sendo atingidas, por meio de indicadores, disseminadas pelas coordenações e debatidos nas reuniões mensais. Nestas, cada projeto possui uma pessoa responsável pelo acompanhamento das metas e um padrinho que acompanha o desenvolvimento do projeto. A Softplan possui 50% dos seus processos desenhados e busca atingir o desenho de 100% dos processos. Assim, a execução das principais atividades desenvolve-se de acordo com padrões documentados. Além disto, estas atividades são controladas por um sistema próprio de apontamento de horas e algumas atividades são controladas por indicadores e metas. No final do ano é realizado um planejamento financeiro orçamentário para o ano seguinte, com uma revisão na metade do ano. A receita anual da Softplan aumenta a cada ano, apesar de não terem sidos disponibilizados os valores. Porém, considera-se possível ter esta percepção analisando o aumento dos clientes, projetos e colaboradores. Além das receitas, a 6 empresa possui um controle de despesas, que também não foi disponibilizado em virtude da necessidade de sigilo das informações. A organização possui mais de 1.500 colaboradores, divididos em quatro unidades de negócio, Unidade da Indústria da Construção (UNIC), Unidade de Justiça (UNJ), Unidade de Gestão Municipal (UNGM) e Unidade de Gestão Pública (UNGP), e cinco unidades corporativas, Administrativo Financeiro (ADM), Desenvolvimento Humano e Organizacional (DHO), Infraestrutura de TI (INFRA), Marketing (MKT) e Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). Conforme apresentado na figura 1. Figura 1 - Organograma da empresa Fonte: Colabore (2014). As funções e responsabilidades de cada colaborador são conhecidas por eles e documentadas, mas por questões estratégicas não estão totalmente detalhadas. Já as 7 contratações ocorrem através de padrões definidos, levando em conta as necessidades do cargo. Ao buscar a melhoria do atendimento às necessidades dos colaboradores para que estes possuam uma alta motivação e desempenho, a empresa realiza pesquisas para avaliar e medir a satisfação destes. Contudo, são identificados pontos fracos acerca da Gestão de Pessoas, pois verifica-se que quando ocorre determinada tomada de decisões sem a realização de prévia pesquisa com os colaboradores, estes se sentem “traídos”, reclamando e ficando insatisfeitos com a posição tomada pela empresa. A empresa considera que investir continuamente em capacitação é a chave para manter a excelência em tecnologia. Assim, a Softplan implantou uma política para a constante atualização de seus profissionais, por meio de treinamentos externos e internos, dentro de um planejamento anual e de acordo com a necessidade de cada equipe. As metas de capacitação estão definidas no Sistema de Qualidade e são auditadas anualmente. Tal prática, garante aos profissionais acesso contínuo às oportunidades de aprendizagem acerca das tecnologias mais modernas e recentes. A Softplan controla o número de contratações e rotatividade anual, sendo possível observar o baixo número de rotatividade e o constante crescimento no número de contratações. A maioria das causas de desligamento de funcionários ocorre por iniciativa do colaborador. Verifica-se também que durante os anos de vida da empresa não ocorreram acidentes de trabalho. Além de um Técnico de Segurança do Trabalho, existe uma parceria com uma clínica de medicina do trabalho, que cuida de todos os exames dos colaboradores, além do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) e o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) da empresa. O único risco apresentado dentro da empresa é o ergonômico. A Softplan realiza algumas ações de responsabilidade social, como a coleta seletiva de lixo e lixo digital. Porém, após esta ação é desconhecido o destino destes resíduos, tornando este um ponto negativo para a empresa. Além deste aspecto, considera-se que a falta de atualização das exigências legais figura-se como outro ponto negativo. A partir dos aspectos ressaltados acerca do perfil organizacional da empresa, será detalhado a seguir o referencial teórico que será utilizado para embasar esta pesquisa. 3 REVISÃO TEÓRICA 8 Segundo Sartor e Rizzatti (2001) pessoas que trabalham em casa estão propensas a criar e produzir mais, não tornando-se desmotivadas em decorrência dos procedimentos rotineiros e habituais, além de não ficarem suscetíveis aos controles rígidos observados nas grandes organizações. Por este motivo, o Home Office tornou-se uma alternativa eficaz para trabalhos que exigem criatividade como diferencial competitivo, além de permitir ao funcionário realizar uma auto avaliação, sem um chefe direto ordenando constantemente o que fazer. Contudo, observa-se que ainda existe muita discussão acerca desta modalidade de trabalho, não existindo uma concordância entre os autores acerca da definição do que caracteriza a atividade no modelo Home Office. Para Brik e Brik (2013) Home Office é um termo genérico utilizado para definir o trabalho remoto (também chamado de teletrabalho ou trabalho a distância). O autor considera que o que ocorre usualmente é a execução desta modalidade de trabalho, por duas ou três vezes por semana. Assim, o funcionário pode executar seu trabalho, tanto de um escritório em casa, como de um hotel, aeroporto, transporte público. Com outra percepção acerca do tema, Kasprzak e Schirigatti (2007) definem o teletrabalho como uma visão equivocada de Home Office, pois no modelo de teletrabalho o colaborador faz parte da estrutura empresarial e recebe insumos e equipamentos necessários para realizar as atividades. E o termo Home Office designa a atividade de um terceiro que não faz parte do quadro de colaboradores da empresa. Neste trabalho define-se como Home Office o ato de trabalhar remoto, diante de um acordo ou contrato entre a empresa e o colaborador. O trabalho remoto pode ser realizado todos os dias e o funcionário só precisaria ir para a empresa no caso da realização de reuniões presenciais e repasses. Assim, o Home Office refere-se ao trabalho realizado na residência do funcionário, ou conforme a necessidade em ambientes externos à empresa, como: aeroportos, hotéis, lan houses, entre outros ambientes. Para Sartor e Rizztti (2001), o Home Office surgiu como alternativa no processo de mudanças na estrutura da organização. Os autores consideram que trabalhar em casa pode aumentar a produtividade, a praticidade e a minimização dos custos. Tais vantagens propiciaram que este novo sistema de trabalho se expandisse. Para que o teletrabalho aconteça, é necessário que os gerentes mudem sua maneira de gerenciar, pois a adoção deste modelo exige mudanças na administração, nos procedimentos em relação ao local, horário de funcionamento, legislação trabalhista e previdenciária. Assim, 9 estas transformações relacionadas ao local de trabalho requerem flexibilidade no modo de organizar o próprio trabalho. Considera-se, portanto, que a melhor forma de avaliar a produção do colaborador é o resultado. Diante dos aspectos apresentados, entende-se que no trabalho remoto é necessária confiança mútua entre gerente e subordinado. O trabalho remoto não pode ser considerado uma prática tão atual e recente quando analisamos seu histórico. Evidencia-se que já em 1969 houve um seminário em Roma, organizado pelo sociólogo Italiano Domenico de Masi, abordando este tema. Contudo, devido aos altos custos de telefonia na época, a ideia não teve seguimento. (BRIK; BRIK, 2013) Em 1970 nos Estados Unidos, o teletrabalho foi iniciado, novamente sem sucesso, por falta de ferramentas que possibilitassem a adoção desta forma de trabalho pelas empresas. (BRIK; BRIK, 2013) Para Fuchter (1999), a nova concepção do Home Office, iniciou na década de 80, quando as mulheres americanas, que trabalhavam fora há mais de uma década, procuraram adaptar suas necessidades pessoais, incluindo o cuidado das crianças no desenvolvimento de sua atividade profissional. Contudo, Carvalho e Barreirinhas (2011) concordam que não é possível medir a origem do teletrabalho. Para os autores, as primeiras ocorrências de trabalho remoto datam de 1857, quando J. Thampson utilizou o telégrafo para gerenciar divisões remotas em sua empresa de estradas de ferro, descentralizando suas operações. Outra experiência aconteceu na Inglaterra em 1962, quando foi criado, por Stephane Shirleu, um pequeno negócio que escrevia programas de computador para empresas, gerados no ambiente doméstico. Em 1998 seu negócio tornou-se o F.I Group PLC, com mil e cem teletrabahadores. (CARVALHO E BARREIRINHAS, 2011) Porém, o método de teletrabalho só foi se expandir em 1990, quando os recursos disponíveis já forneciam uma possível estrutura de trabalho e a internet possibilitou o desenvolvimento de um trabalho de qualidade. (BRIK; BRIK, 2013) Por conta do déficit, no Brasil, de uma estrutura aeroportuária defasada, estradas em condições precárias de tráfego, pessoas morando cada vez mais longe do trabalho e alguns dos metros quadrados comerciais mais caros do mundo, cresce a modalidade de teletrabalho. Tal afirmação, pode ser atestada pela pesquisa Robert Haft Recrutamento, que afirma que atualmente o Brasil é o 3º país que mais cresce com trabalhadores aderindo ao teletrabalho. (BRIK; BRIK, 2013) A atividade é tão relevante e real no cenário brasileiro, que já houve até mesmo alterações na legislação trabalhista em virtude desta nova modalidade de trabalho. Assim, em 10 2011, o Código de Leis Trabalhista passou por alterações, em virtude da Lei 12.551/11, e se adaptou a esta forma de trabalho, para garantir direitos iguais aos trabalhadores remotos. (BRIK; BRIK, 2013) Considera-se que este novo cenário, com a presença de empresas utilizando trabalhadores remotos possui diversas vantagens, como economia, redução do espaço físico do escritório e otimizando do espaço disponível para os trabalhadores in loco. Ademais, acrescenta-se a economia no aluguel ou na compra de mais espaço físico e do mobiliário. (BRIK; BRIK, 2013) Brik e Brik (2013), afirmam que trabalhar remotamente confere maior motivação aos colaboradores, reduzindo as interrupções que ocorrem no escritório decorrente das relações sociais profissionais. Ademais, esta prática permite um maior contato do funcionário com a sua família nas horas de lazer, decorrente do menor tempo dispendido no trânsito, o que pode gerar maior produtividade. A atração e retenção de talentos, segundo pesquisas, demonstram que a opção de trabalhar em casa tem 33% maior aceitação do que de um aumento salarial, e que 45% dos entrevistados pediriam demissão se tivessem a opção do teletrabalho. (BRIK; BRIK, 2013) Outra vantagem para as empresas é a redução do absenteísmo, pois um funcionário que realiza o Home Office, consegue desenvolver pelo menos parte do seu trabalho, mesmo quando está doente, quando necessita cuidar de uma criança ou idoso, ou sofre problemas climáticos. (BRIK; BRIK, 2013) Além dos aspectos já citados, os autores Brik e Brik (2013) consideram que utilizando o modelo de trabalho Home Office, a empresa pode realizar uma expansão geográfica com maior facilidade, em decorrência da possibilidade em se contratar mão de obra qualificada e especializada de qualquer lugar do mundo. Para Brik e Brik (2013) ao analisar os aspectos sociais e legais, observa-se como vantagem a possibilidade na redução do consumo de energia e de emissão de gases do efeito estufa, preservando o meio ambiente e a ideia de sustentabilidade. Ademais, a inclusão, junto à Lei 8.213/1991 estabelecendo cotas obrigatórias de contratação de pessoas com deficiência, é vantajoso para as empresas, dando oportunidade em contratar qualquer tipo de portador de deficiência, sem precisar ter um ambiente adequado às necessidades destes indivíduos. Compartilhando da mesma concepção, Carvalho e Barreirinhas (2011), enxergam um ponto de grande importância o fato do teletrabalho apresentar um mundo novo de oportunidades aos deficientes físicos. Impedidos de se deslocarem por possuírem mobilidade reduzida, o deficiente encontra dificuldade para integração socioeconômica, possuem dificuldade ao 11 acesso a estabelecimentos e meios de transporte. Desta forma, o trabalho remoto derruba obstáculos em sua deficiência, onde o portador de deficiência não estará mais limitado a noção de espaço, tornando-se um profissional completo como os demais. Na visão da sociedade, também é possível perceber vantagens em relação ao teletrabalho, como maior potencialização de tecnologias futuras, contribuição para um melhor sistema de transporte, acesso facilitado a pessoas que apresentam dificuldades de locomoção, incorporação de incapacitados, mais emprego para trabalhadores rurais, menos poluição atmosférica e redução no consumo de energia (CARVALHO; BARREIRINHAS, 2011). O modelo Home Office não traz apenas vantagens para as empresas, mas também para os colaboradores que trabalharão remotamente, resultando este trabalho em motivação, flexibilidade, inspiração, e – o mais importante – Qualidade de Vida. Ao trabalhar no modelo Home Office, o colaborador diminui o tempo despendido no trânsito e evita o estresse por este causado. Considera-se que reduzindo o tempo e o estresse, o dia torna-se mais produtivo, evitase o risco de doenças, pode-se reverter este tempo perdido em esporte e lazer, trazendo benefícios direta e indiretamente para saúde. O trabalho Home Office dá a sensação de maior autonomia, maior controle na agenda e o colaborador passa a enxergar o trabalho remoto como um crédito de confiança, retribuindo com maior engajamento (BRIK; BRIK, 2013). Afirma-se também, que os colaboradores que possuem filhos tem a oportunidade de ficarem mais próximos de suas famílias, ensinando valores e conhecimentos que outras pessoas não podem transmitir, aumentando a qualidade familiar. Ao trabalhar remotamente os colaboradores sentem-se mais seguros, somando pontos em sua qualidade de vida. (BRIK; BRIK, 2013) Também é possível customizar o ambiente de trabalho, tornando-o mais agradável possível. O funcionário economiza, reduzindo gastos como transporte, combustível, lanches, refeições e até gastos com roupas e acessórios para trabalhar. Entre tantos benefícios, observase também, a motivação, o engajamento e a produtividade. Sentindo-se prestigiado, o colaborador começa a valorizar mais a empresa e seu trabalho, produz mais e por não estar próximo ao escritório, se esforça para estar sempre conectado, otimizando o contato com os colegas (BRIK; BRIK, 2013). Contudo, apesar das vantagens, observam-se desafios a serem vencidos na adoção do modelo Home Office. Isto porque, por ser um modelo novo, ainda existe um olhar de desconfiança e insegurança dos gestores acerca da adoção deste modelo (BRIK; BRIK, 2013). 12 Considera-se que com a participação dos profissionais certos e uso de ferramentas adequadas estes desafios podem ser solucionados logo no inicio da implementação. Porém, estudos mostram que o principal problema Home Office é o medo gerencial, pois os gerentes temem que os teletrabalhadores desapareçam, a produtividade caia e o espírito de equipe seja destruído. Além deste fatores, os gerentes possuem receio quanto à legislação e ações trabalhistas e temem que os colaboradores do escritório, não submetidos a tal forma de trabalho, fiquem com ressentimentos (BRIK; BRIK, 2013). Por isso o processo de recrutamento e seleção de pessoas que irão trabalhar na modalidade de Home Office é uma tarefa bastante desafiadora. Uma pesquisa da Mobile Work Exchange demonstra que o retorno sobre o investimento da implementação de um programa Home Office é de 138%. Porém, por ser um modelo novo de trabalho, o custo de sua implementação demanda investimento em tecnologia, capacitações, além de um planejamento detalhado e escolhas acertadas (BRIK; BRIK, 2013). Ademais, a credibilidade diante dos clientes é um desafio a ser vencido, pois com uma equipe mais enxuta no escritório, aos olhos dos outros, pode parecer que a empresa não está bem financeiramente. Outros clientes temem e consideram que em virtude dos funcionários estarem longe da empresa, seus dados sigilosos podem ser vazados e utilizados em computadores não protegidos, com redes desconhecidas, deixando seus dados expostos (BRIK; BRIK, 2013). Assim como para as empresas, os teletrabalhadores também precisam passar por alguns desafios para que o modelo Home Office seja implementado. No modelo de trabalho Home Office não se tem apenas um aumento da autonomia, mas também ocorre um acréscimo de responsabilidade. Um colaborador remoto deve ter ou desenvolver alguns atributos, tais como: disciplina, compromisso, planejamento, atitude e organização de tempo e espaço. É necessário manter o foco no trabalho e concentração, evitando distrações e tentações, para isso é necessário avisar os filhos, amigos e família que se está trabalhando (BRIK; BRIK, 2013). Alguns teletrabalhadores podem sentir-se isolados, longe dos colegas e das mudanças políticas da empresa, além daqueles que longe da supervisão demoram mais para desempenhar as suas atividades por preguiça. Já os profissionais com perfil workaholic esquecem a hora de parar de trabalhar. Ademais, problemas técnicos também são um desafio para quem trabalha remoto, pois nem todos colaboradores conseguem gerenciar os eventuais problemas, ficando carentes do suporte técnico (BRIK; BRIK, 2013). 13 Neste sentido, para o trabalho Home Office é preciso organização, comprometimento com a manutenção do espaço, manter um local para arquivo, fazer limpezas sistemáticas e periódicas (BRIK; BRIK, 2013). Cada empresa e seus segmentos tem suas particularidades, nem todas são iguais, por este motivo não existe um plano definido para implementar o programa de teletrabalho. Para iniciar a implementação do modelo Home Office é preciso estabelecer os contornos do programa, realizar a seleção dos profissionais que participarão, decidir os rumos dos programas, formalizá-los e regulamentá-los em documentos. Por fim capacitam-se os envolvidos e lança-se o programa dentro da empresa. Quando o modelo Home Office já tiver em andamento deve haver gerenciamento das rotinas e avaliação dos resultados (BRIK; BRIK, 2013). Nas considerações iniciais da implementação do modelo Home Office é necessário verificar se a empresa precisa do teletrabalho, se será feito um piloto antes, se será instituído um comitê interno ou será contratada uma consultoria externa. Além destes elementos, devese definir quem irá organizar e dar o suporte, quanto irá custar, qual expectativa da empresa, se a empresa possui vocação para esta forma de trabalho e finalmente qual o alcance do trabalho (BRIK; BRIK, 2013). Após validar as considerações iniciais, inicia-se o recrutamento e seleção dos candidatos para o trabalho remoto. Neste sentido, primeiro deve-se avaliar se é melhor fazer uma seleção interna ou uma seleção externa. Na seleção é necessário analisar se o candidato ao trabalho Home Office possui características especificas no seu perfil. Para Brik e Brik (2013), colaborador para se enquadrar na modalidade Home Office deve possuir as seguintes características, disciplina, organização, comunicação, perfil sistemático, perfeccionista, compromisso, instrução, competência, ser flexível, socializador moderado, concentração, equilíbrio, autossuficiência, automotivação, resiliência, perfil tecnófilo. Colaboradores que precisam de interação com os colegas, que não conseguem trabalhar sem supervisão, que necessitam de constantes feedbacks ou que não possuem disciplina para manter uma rotina, devem ser mantidos no escritório tradicional. Após verificar a necessidade do Home Office na empresa e o perfil de cada um, define-se as atividades que podem ser realizadas remotamente. (BRIK; BRIK, 2013) Também é preciso analisar o ambiente de trabalho, diagnosticando e eliminando elementos que causam baixa produtividade, como acidentes ou falhas na proteção das informações sigilosas da empresa (BRIK; BRIK, 2013). 14 A análise das considerações tecnológicas é outro aspecto importante, pois estes itens variam de acordo com a atividade que será realizada no trabalho Home Office. Para implementar o Home Office é preciso ter um planejamento, e dentro deste deve ser desenvolvido um plano de comunicação. No plano comunicação define-se a forma, a frequência e os canais de comunicação (BRIK; BRIK, 2013). Insere-se ainda no planejamento um plano de trabalho remoto e um calendário de trabalho remoto. Outro item importante na implementação do Home Office é a redação de documentos, evitando dúvidas e possíveis questionamentos dos colaboradores que trabalharão desta forma (BRIK; BRIK, 2013). Para que haja continuidade, do programa Home Office, dentro da empresa, é vital a capacitação para todos os envolvidos, estas capacitações podem ser presencias ou a distância, feitas pelo Recursos Humanos da empresa, uma consultoria externa ou uma combinação dos dois (BRIK; BRIK, 2013). Ao concluir estes passos e iniciar o programa, o trabalho de gerenciamento está apenas em seu início. O gerenciamento à distância requer os mesmos processos básicos da Gestão de Pessoas, porém sem o benefício da proximidade física, exigindo maior disciplina para que a comunicação tenha eficiência. Com o programa Home Office implantado na empresa, deve-se avaliar se a prática desta modalidade está sendo satisfatória tanto para a empresa como para os colaboradores (BRIK; BRIK, 2013). O modelo de Home Office pode ter um custo considerável, o retorno do investimento tende a demorar em torno de 15 a 18 meses. Por isto o planejamento do investimento é tão importante para garantir o sucesso e para que possa ser obtido o retorno em um prazo mais curto (BRIK; BRIK, 2013). De acordo com Brik e Brik (2013), existem três custos que devem ser considerados no orçamento do programa, estes são definidos como custos de implantação inicial, de capacitação e os custos fixos. O custo de implantação inicial, refere-se aos equipamentos, aplicativos e mobiliários necessários. O custo de capacitação para os envolvidos deve incluir colaboradores, gestores, secretárias. Por fim, os custos fixos envolvem as contas telefônicas, internet, equipamentos, softwares, sistemas de proteção de dados e antivírus. Ao definir os custos, é preciso definir o que será pago pela empresa e o que será dividido com o colaborador (BRIK; BRIK, 2013). De acordo Carvalho e Barreirinhas (2011) os custos envolvidos no processo são menores do que muitos funcionários supõem. Os custos para manter um teletrabalhador e de 15 se equipar, vai depender do tipo de trabalho executado, o número de dias fora do escritório, se o funcionário já possui um computador pessoal, entre outros fatores. As expectativas de vida e de trabalho no momento atual buscam construir um novo paradigma que integra o homem à natureza, contribuindo com a redução na circulação de veículos nas cidades, diminuindo a poluição e o congestionamento. Independentemente do local físico, empresas globais têm a opção de escolher a mão de obra desejada, estarem espalhadas por diversos locais geográficos e funcionando 24 horas por dia (CARVALHO; BARREIRINHAS, 2011). Com base no exposto, considera-se que entre as vantagens e desafios apresentados. O modelo Home Office proporciona outra alternativa na maneira de se trabalhar, trazendo benefícios não só aos colaboradores e aos empresários, mas também à sociedade. Considerase portanto que este modelo pode possibilitar maior Qualidade de Vida aos trabalhadores, menores custos e maior produtividade. Com um modelo bem estruturado de Home Office e com as pessoas certas, as empresas podem dispor de um novo método de trabalho que traga sucesso e economia. 4 METODOLOGIA Este item objetiva definir os procedimentos metodológicos que serão adotados para que o objetivo da pesquisa seja atingido. Primeiramente será apresentada a caracterização da pesquisa, em seguida serão apresentadas a definição do universo e amostra, a forma de coleta de dados, apresentação do método que foi utilizado para análise destes dados, finalizando com apresentação dos dados analisados. 4.1 DELINEAMENTO DA PESQUISA Retomando o objetivo geral da pesquisa, que é definido como: Identificar a percepção dos colaboradores na área de Tecnologia da Informação da empresa Softplan acerca da adoção do Home Office como proposta para realização de suas atividades, pode-se caracterizar a pesquisa como descritiva, bibliográfica, exploratória, de campo, e de caráter quantitativo. Quanto aos fins, utilizando a tipologia proposta por Vergara (2009), a pesquisa é considerada descritiva, pois expõe as características de determinada população, visando 16 descrever a percepção e expectativas dos colaboradores na área de Tecnologia da Informação da Softplan acerca da viabilidade de utilização do modelo Home Office. A pesquisa em questão, para Gil (2002), é considerada bibliográfica, pois foi elaborada a partir de material já publicado com base em livros e artigos escritos sobre o tema. É considerada também exploratória, segundo Vergara (2009), porque está sendo analisado algo que ainda não foi pesquisado na empresa, explorando maiores informações sobre o assunto em questão. Utilizando ainda a tipologia definida por Vergara (2009), entende-se que quanto aos meios de investigação a pesquisa é considerada de campo, pois a investigação e a coleta de dados, ocorreram por meio de aplicação de questionários com os possíveis funcionários que serão envolvidos na implementação do modelo Home Office. A pesquisa é de caráter quantitativo, pesquisas de caráter quantitativo transformam os dados alcançados em ilustrações como tabelas, quadros, gráficos ou figuras, mensurando algumas variáveis (SANTOS E CANDELORO, 2006). 4.2 DEFINIÇÃO DO UNIVERSO E AMOSTRA E DOS SUJEITOS DE PESQUISA Entende-se por população amostral uma parte do universo (população) escolhido segundo algum critério que represente a população de interesse. (VERGARA, 2009) A população definida para esta pesquisa são os colaboradores na área de Tecnologia da Informação, dentre os cargos de Analistas Implementadores e Analistas de Sistemas, que se encontram no quadro de funcionários da empresa no ano de 2014, e que trabalham na sede da organização, o que constitui um universo de 400 pessoas. Devido à grande quantidade de colaboradores na sede da empresa, a pesquisa foi feita por meio de amostra não probabilística, por tipicidade. Amostra não probabilística por tipicidade é uma amostra não baseada em procedimentos estatísticos e constituída por colaboradores representando o público alvo. A tipicidade escolhida para pesquisa, são os cargos de Analistas Implementadores e Analistas de Sistemas. O número de pessoas para aplicação do questionário são 400 colaboradores. O número de Analistas Implementadores (265) compões o dobro dos Analistas de Sistemas (135). Dentre a amostra foram respondidos 127 questionários, o que representa 31,75% da população amostral. 17 4.3 TÉCNICAS E INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS As técnicas utilizadas no estudo em questão foram: aplicação de questionário semiestruturado. O questionário caracteriza-se por uma série de questões apresentadas ao respondente por escrito. No questionário semiestruturado, o respondente fez as escolhas, ou ponderou, diante das alternativas apresentadas. O questionário semiestruturado, foi disponibilizado no formato físico. Ele foi elaborado com base nos critérios de vantagens e desvantagens na implementação do modelo Home Office como forma de realizar as atividades, identificados no referencial teórico deste estudo, conforme sumarização no quadro 1. Quadro 1: Vantagens e Desvantagens na implementação do modelo Home Office Vantagens Desvantagens Redução no trânsito Distrações Maior Autonomia Baixa Produtividade Qualidade de Vida Isolamento Produtividade Procrastinação/Workaholismo Motivação Falta de Suporte Técnico Lazer/Família Preconceito Segurança Desorganização Economia Ambiente desfavorável Ambiente Favorável Fonte: Adaptado de Brik e Brik (2013). 4.4 PLANO DE TRATAMENTO DOS DADOS A análise de dados foi feita de forma quantitativa e os dados foram tratados de forma não probabilística, com tabulação das respostas obtidas por meio do programa Excel. A análise de dados quantitativos se deu através de programas estatísticos. Em geral o melhor instrumento para levantar estes tipos de dados é o questionário. Os programas estatísticos realizarão a tabulação das respostas (SANTOS E CANDELORO, 2006). 18 Quadro 2: Relação entre os objetivos da pesquisa, com as técnicas de coleta e análise de dados. Objetivo Específico Identificar vantagens e desvantagens da adoção do Home Office para elaboração de instrumento de coleta de dados; Identificar o percentual de funcionários interessados em aderir ao modelo de Home Office e os motivos destes Identificar o percentual de funcionários que não possuem interesse em aderir ao modelo de Home Office e os motivos destes Identificar as vantagens e desvantagens percebidas pelos funcionários acerca da utilização deste modelo Identificar as possíveis barreiras para adoção deste modelo na percepção dos funcionários Coleta de Dados Consulta em livros, artigos e bibliografia pertinente ao tema Questionário estruturado e fechado Análise de dados Análise de conteúdo com foco nas vantagens e desvantagens apresentadas pelos autores Quantitativa – programa Excel. Questionário estruturado e fechado Quantitativa – programa Excel. Questionário estruturado e fechado Quantitativa – programa Excel. Questionário estruturado e fechado Quantitativa – programa Excel. Fonte: Elaborado pela autora (2014) A partir das técnicas apresentadas, foi esperado que os procedimentos metodológicos definidos permitam o pleno alcance dos objetivos do estudo, conforme prevê o quadro 2 que apresenta a relação entre os objetivos da pesquisa, com as técnicas de coleta e análise de dados. 5 ANÁLISE DOS DADOS E INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS Neste capítulo serão apresentados e analisados os resultados obtidos de maneira que se possa responder aos objetivos da pesquisa. 5.1 DIAGNÓSTICO DOS PROBLEMAS DE DESEMPENHO Afim de identificar a percepção dos funcionários de Tecnologia da Informação, na empresa Softplan, na adoção do Home Office como proposta para realizar suas atividades, foram realizados questionários no mês de outubro/2014, com 400 colaboradores, nas funções de Analista Implementador e Analista de Sistemas. No Apêndice A consta o questionário aplicado. O questionário em estudo apresentou 30 questões referentes a percepção dos colaboradores quanto as vantagens e desvantagens do modo de trabalho Home Office, sendo essas perguntas abertas e fechadas. Dentre os entrevistados a idade média foi de 18 a 40 anos, sendo eles 97 homens e 30 mulheres, 64,57% dos entrevistados ocupam o cargo de Analista Implementador, os demais 35,43% são Analista de Sistemas. Entre os 127 questionários respondidos, 30,71% fazem 19 parte do quadro de funcionários da Softplan entre dois a cinco anos, acima de dez anos é a minoria somando apenas 7,09%. Após realização da pesquisa, através dos critérios de vantagens e desvantagens da percepção dos colaboradores acerca da adoção do modelo Home Office, foi possível observar as médias de interesse e desinteresse em trabalhar nesta modalidade. A partir dos critérios, estas médias foram transcritas em gráficos, como veremos a seguir: Figura 2 – Critério trânsito 100,00 68,90 % 26,77 4,33 Interesse Sem interesse Sem opinião/Não se aplica TOTAL Fonte: Elaborado pela autora (2014) Ao avaliar o critério trânsito, é demonstrado um grande interesse na adoção do Home Office como forma para trabalhar, 68,90% dos colaboradores entrevistados tem interesse na adoção, concordando que o trânsito gera situações de stress e sem este empecilho a produtividade no trabalho poderá ser maior. Em contra partida, 26,77% dos entrevistados não consideram o trânsito um fator de empecilho para desenvolver suas atividades dentro da empresa. Figura 3 – Critério produtividade 120,00 100,00 100,00 80,00 72,44 60,00 40,00 23,23 20,00 4,33 0,00 Interesse Sem interesse Sem opinião/Não se aplica TOTAL 20 Fonte: Elaborado pela autora (2014) Ao trabalhar remotamente, 72,44% dos colaboradores tem interesse nesta modalidade, concordando que a produtividade aumentaria, sem as interferências diárias dentro da empresa. Este fator não é relevante e não altera a produção para 23,23% dos colaboradores. Figura 4 – Critério Segurança 120,00 100,00 100,00 80,00 63,78 60,00 40,00 23,62 12,60 20,00 0,00 % Interesse Sem interesse Sem opinião/Não se aplica TOTAL Fonte: Elaborado pela autora (2014) Sem a necessidade de se deslocar até o ambiente empresarial, o colaborador sente-se mais seguro, além de estar no ambiente doméstico, não estará exposto a violência da rua, nem aos acidentes de trânsito. O critério segurança, faz com que 63,78% dos colaboradores sintam o interesse em trabalhar em casa, enquanto 23,62% discorda que ao sair de casa para trabalhar diminui sua segurança. Figura 5 – Critério Suporte técnico Interesse 100,00 Sem interesse 80,00 Sem opinião/Não se aplica 60,00 40,00 TOTAL TOTAL 20,00 0,00 Interesse Fonte: Elaborado pela autora (2014) No critério, Suporte Técnico existe uma igualdade entre o interesse e o não interesse em trabalhar Home Office. Enquanto 47,64% dos colaboradores entrevistados demonstram 21 interesse no trabalho remoto, não percebendo a falta do suporte técnico in loco como um fator de problemas, 48,03% não tem interesse em trabalhar remoto, pois não saberiam lidar com problemas técnicos. Figura 6 – Critério Desorganização Título do Eixo TOTAL 100,00 Sem opinião/Não se aplica 6,30 Sem interesse 13,39 Interesse 80,31 0,00 20,00 40,00 60,00 80,00 100,00 120,00 Título do Eixo Fonte: Elaborado pela autora (2014) O trabalho Home Office, pode gerar conflitos para o colaborador, além de desorganização, pode-se misturar os documentos da empresa com os utensílios da casa, misturar também os assuntos empresariais com os assuntos familiares. Na percepção de 80,31% dos colaboradores trabalhar em ambiente familiar não gera desorganização, havendo interesse no trabalho remoto. Os demais acreditam que o trabalho no ambiente familiar causa desorganização, somando um percentual de 13,39% dos entrevistados, que não demonstram interesse no trabalho Home Office. Figura 7 – Critério Ambiente 120,00 100,00 100,00 80,00 65,75 60,00 40,00 29,53 20,00 4,72 0,00 Interesse Fonte: Elaborado pela autora (2014) Sem interesse Sem opinião/Não se aplica TOTAL 22 O ambiente doméstico não é desfavorável, além de ser preferido trabalhar em casa do que se deslocar até o trabalho, causando interesse em 65,75% dos colaboradores no trabalho Home Office. Para 29,53% dos entrevistados o ambiente doméstico é desfavorável para o trabalho, não causando interesse na adoção desta modalidade. Como descrito anteriormente o ambiente familiar pode-se misturar ao ambiente empresarial, e é preciso disciplina para realização das atividades, pois nem sempre o ambiente é favorável. Figura 8 – Critério autonomia 120,00 100,00 100,00 80,00 68,11 60,00 40,00 26,77 20,00 5,12 0,00 % Interesse Sem interesse Sem opinião/Não se aplica TOTAL Fonte: Elaborado pela autora (2014) Analisando o trabalho dentro das empresas, percebe-se o quanto alguns colaboradores precisam da presença de um líder, apoiando nas dúvidas, erros, e até mesmo no trabalho diário. Enquanto grande parte consegue desenvolver seu trabalho com facilidade, precisando de um líder apenas para resolução de problemas que cabem a função deste solucionar. Ao ter autonomia para realizar as atividades, 68,11% dos entrevistados tem o interesse de aderir a modalidade de trabalho Home Office. Enquanto 26,77% dos entrevistados sentem-se inseguros sem a presença de um líder ou apenas não visualizam diferença no seu aproveitamento, não demonstrando interesse em adotar o Home Office como método de trabalho. Figura 9 – Critério Economia 23 100,00 TOTAL Sem opinião/Não se aplica Sem interesse Interesse 50,00 0,00 % Interesse Sem interesse Sem opinião/Não se aplica TOTAL Fonte: Elaborado pela autora (2014) Segundo Brik e Brik (2013) o trabalho Home Office pode ser uma forma de economia, já que trabalhando em casa diminui o gasto com alimentação, transporte, vestimentas e acessórios. Compartilhando desta percepção, 75,98% dos colaboradores sentem interesse em trabalhar remoto, visando um menor custo. Para 22,05% dos colaboradores, este custo não influenciaria e até aumentaria trabalhando Home Office, não demonstrando interesse na adoção desta modalidade. Figura 10 – Critério Distrações 100,00 100,00 65,75 80,00 60,00 28,74 40,00 5,51 20,00 0,00 % Interesse Sem interesse Sem opinião/Não se aplica TOTAL Fonte: Elaborado pela autora (2014) Ao trabalhar Home Office, 28,74% dos entrevistados visualizam o ambiente doméstico como distração, desviando atenção para situações mais atrativas, tendo dificuldade em administrar o tempo. Enquanto 65,75% dos colaboradores entrevistados não tem esta mesma percepção, demonstrando interesse na adoção do teletrabalho. Figura 11 – Critério Isolamento 24 100,00 4,46 % 35,17 60,37 0,00 20,00 TOTAL 40,00 60,00 Sem opinião/Não se aplica 80,00 100,00 Sem interesse 120,00 Interesse Fonte: Elaborado pela autora (2014) Conforme descrito no trabalho, não é qualquer pessoa que se enquadra no perfil de trabalho Home Office, alguns colaboradores sentem-se isolados longe do ambiente corporativo, causando inclusive insatisfação com o trabalho. Por este motivo, 35,17% dos entrevistados não tem interesse no trabalho remoto. Enquanto 60,37% dos colaboradores entrevistados demonstram interesse na modalidade Home Office, pois discordam da sensação de solidão ao trabalhar fora do ambiente corporativo. Figura 12 – Critério Desorganização 100,00 3,94 % 21,65 74,41 0,00 20,00 TOTAL 40,00 60,00 Sem opinião/Não se aplica 80,00 100,00 Sem interesse 120,00 Interesse Fonte: Elaborado pela autora (2014) Um percentual de 21,65% dos colaboradores não demonstra interesse no trabalho remoto, já que distante do ambiente corporativo pode haver desorganização, perdendo prazos, cometendo maiores erros, ou até misturando a vida profissional com a vida pessoal. Em contrapartida, 74,41% dos colaboradores entrevistados tem interesse do trabalho Home Office, enquanto a desorganização não será um problema para desempenhar suas atividades e cumprir os prazos. Figura 13 – Critério Preconceito 25 % % Interesse Sem interesse 66,93 25,98 Sem opinião/Nã o se aplica 7,09 TOTAL 100,00 Fonte: Elaborado pela autora (2014) O trabalho Home Office, crescente no ambiente corporativo, visto como um modelo novo de trabalho, ainda gera preconceito diante os envolvidos neste ambiente. Entre os entrevistados, 66,93% não tem como percepção que trabalhando nesta modalidade exista falta de interesse ou preguiça de trabalhar, e demonstram o interesse na adoção desta modalidade de trabalho. A minoria, 25,98% dos entrevistados concordam que na visão dos clientes é estranho o colaborador não fazer parte do ambiente corporativo, não demonstrando interesse na adoção desta modalidade de trabalho. Figura 14 – Critério Workaholismo 120,00 100,00 100,00 80,00 56,30 60,00 38,19 40,00 20,00 5,51 0,00 % Interesse Sem interesse Sem opinião/Não se aplica TOTAL Fonte: Elaborado pela autora (2014) Trabalhar em casa, com maior foco, o colaborador tende a perder a noção do tempo e trabalhar mais do que a carga horária para o qual foi contratado, por este motivo 38,19% dos colaboradores entrevistados não tem interesse no trabalho remoto. Enquanto 56,30% dos entrevistados concordam que ao trabalhar em casa não trabalhariam mais que o contratado, sabendo parar no momento certo. Figura 15 – Critério Qualidade de vida 26 120,00 100,00 100,00 80,00 74,80 60,00 40,00 18,90 20,00 6,30 0,00 Interesse Sem interesse Sem opinião/Não se aplica TOTAL Fonte: Elaborado pela autora (2014) Em busca de Qualidade de Vida, 74,80% dos entrevistados tem o interesse no trabalho Home Office. Enquanto 18,90% dos colaboradores entrevistados não restringem sua Qualidade de Vida ao trabalho no ambiente doméstico. Figura 16 – Critérios Pontos positivos 24,15% 19,07% 100% 13,56% 12,29% 16,53% 3,81% 5,93% 4,66% Redução no Trânsito Qualidade de Vida Economia Flexibilidade de Horário Foco / Concentração / Produtividade Autonomia Tempo Ambiente Favorável TOTAL Fonte: Elaborado pela autora (2014) Ao questionar os colaboradores entrevistados sobre dois pontos positivos em trabalhar no modelo Home Office, foi ressaltado por 24,15% dos colaboradores a redução no trânsito. 19,07% dos colaboradores citaram a Qualidade de Vida, 13,56% dos colaboradores citaram a economia em trabalhar na modalidade Home Office, e 12,29% acreditam que a flexibilidade de horário é um fator positivo do teletrabalho. Figura 17 – Critério Pontos negativos 27 33,04 17,62 100 10,57 10,13 5,73 4,85 5,73 6,17 6,17 Relacionamento / Isolamento Comunicação Distrações Suporte técnico in loco Equipamentos / Estrutura Desorganização / Disciplina Ambiente desfavorável Autonomia Visibilidade TOTAL Fonte: Elaborado pela autora (2014) Quanto aos pontos negativos na adoção do modelo Home Office para trabalhar, a maioria dos entrevistados (33,04%) citaram a falta de convívio com os colegas e sensação de isolamento, 17,62% dos colaboradores entrevistados acreditam que a comunicação, com a chegada de informações mais lentas é um ponto negativo, 10,57% ressaltaram as distrações como um ponto negativo e 10,13% tem como percepção negativa a falta do suporte in loco. Figura 18 – Critério Percentual Home Office 10,24% 16,54% 44,09% 100% 25,20% 3,94% 0 - 20% 21 - 40 % 41 - 60% 61 - 80% 81 - 100% TOTAL Fonte: Elaborado pela autora (2014) Ao questionar os colaboradores entrevistados quanto ao percentual de horas semanais que eles consideram viável trabalhar na modalidade Home Office, obteve-se uma média de 44,09% dos colaboradores que concordam que deve-se trabalhar remoto de 41 a 60% das horas semanais, 25,20% dos colaboradores entrevistados percebem que o ideal para trabalhar Home Office é de 61 a 80% das horas semanais. 28 Através desta pesquisa pode-se observar a avaliação dos colaboradores acerca da adoção do Home Office como proposta para realização de suas atividades. Dentre os critérios citados, a maioria dos colaboradores demonstram interesse na adoção do Home Office, portanto quando questionados sobre o percentual de horas semanais que deve-se adotar o trabalho remoto, a maioria dos colaboradores entrevistados concordam que entre 40 a 80% é o ideal. 6 CONCLUSÃO Em expansão, o novo sistema de trabalho, denominado Home Office, está fazendo com que muitas empresas insiram este método de trabalho em seu atual contexto. As empresas buscam este sistema de trabalho afim de novas estratégias com o intuito de maior competitividade e rentabilidade. Para adequar o Home Office como nova forma de realização das atividades, é necessário perceber as necessidades da empresa, qual o perfil do trabalho a ser desenvolvido e dos colaboradores que irão realizá-lo, das vantagens e desafios que a empresa e os teletrabalhadores irão enfrentar. Em busca de uma percepção dos colaboradores a respeito da adoção do Home Office como forma de realização das atividades, o presente trabalho trouxe como objetivo geral identificar a percepção dos funcionários da área de Tecnologia da Informação da Softplan acerca da adoção do Home Office como proposta para a realização de suas atividades. Para esta identificação, foram estabelecidos cinco objetivos específicos, bem como a metodologia necessária para obtenção dos dados e realização dos resultados. Os cinco objetivos específicos estão conectados, e por este motivo, para identificá-los foram realizadas entrevistas com os colaboradores da empresa, obteve-se como resposta um interesse da grande maioria dos entrevistados na adoção do Home Office como proposta para realização de suas atividades, os motivos do interesse dos colaboradores para adoção deste método de trabalho foram diversos. Os principais motivos de interesse, e compartilhados entre a maioria dos colaboradores entrevistados, foram a redução do trânsito e a busca de maior Qualidade de Vida. Apesar da demonstração de interesse entre a maioria na adoção do trabalho Home Office, houve uma percepção de que a ideia dos colaboradores não é de um trabalho remoto em tempo integral, dividindo algumas horas da semana para o trabalho no ambiente corporativo. 29 Portanto, através dos dados obtidos nota-se ser possível à implementação do método Home Office como forma de trabalho na empresa Softplan, um método de interesse tanto da empresa, como de alguns de seus colaboradores. É necessário realizar uma avaliação dos colaboradores com maior maturidade profissional, avaliar as necessidades da empresa e destes colaboradores. Recomenda-se que a empresa realize um projeto piloto com determinada equipe, através deste projeto é possível ter uma percepção dos resultados, custos, vantagens e desafios. É importante também realizar um treinamento para todos os possíveis gestores dos teletrabalhadores, a comunicação e forma de liderança é um fator de grande importância para o andamento e continuidade do trabalho. O trabalho Home Office, além de se ser uma alternativa para suprir necessidades da empresa, colabora com a Qualidade de Vida de seus colaboradores, ganhando funcionários produtivos e motivados. 30 REFERÊNCIAS BRIK, Marina Sell; BRIK, André. Trabalho portátil: produtividade, economia e qualidade de vida no home Office das empresas. Curitiba: Edição do autor, 2013. CARVALHO, Ricardo Motta Vaz de; BARREIRINHAS, Andreia Lopes. Teletrabalho: o Trabalho na era digital. E-Gov. 2011 Disponível em: <http://www.egov.ufsc.br/portal/conteudo/teletrabalho-o-trabalho-na-era-digital>. Acesso em 15 abr 2014. COLABORE [site institucional]. <www.colabore.softplan.com.br> FUCHTER, Simone Keller. O trabalho em casa. Disponível em: <http://www.eps.ufsc.br/disserta99/keller/cap2.htm> . Acesso em: 22 abr. 2014 GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2002. KASPRZAK, Luis Fernando Fonseca; SCHIRIGATTI, Elisangela Lobo. Home Office: origem, conceito e inferências sobre o significado social do Novo modelo de trabalho Flexível. Gestão – Revista Cientifica de Administração, v. 8, n. 8, jan/jun, 2007. Disponível em: <http://www.faculdadeexpoente.edu.br/upload/noticiasarquivos/1208992587.PDF>. Acesso em: 10 maio 2014. SANTOS, Vanice dos; CANDELORO, Rosana J. Trabalhos acadêmicos: uma orientação para a pesquisa e normas técnicas. Porto Alegre: AGE, 2006. SARTOR, Vicente Volnei de Bona; RIZZATTI, Gerson. O Home-Office e a criatividade. Spell. Disponível em: < http://www.spell.org.br/documentos/ver/24767/o-home-office-e-acriatividade/i/en>. Acesso em: 22 abr 2014-06-03 VERGARA, Sylvia. Projetos e relatórios de pesquisa em administração.10. ed. São Paulo: Atlas, 2009. 31 APÊNDICE A – QUESTIONÁRIO Prezado Colaborador, Este questionário é integrante da pesquisa realizada como Trabalho de Conclusão de Curso da acadêmica Bibiana Gomes Flores, graduanda do curso de Administração do CESUSC. A pesquisa realizada tem por objetivo analisar as vantagens e desvantagens da prática de trabalho Home Office, considerando a percepção dos atuais colaboradores da empresa Softplan/Poligraph. Ressalta-se que os resultados obtidos nesta pesquisa, não geram nenhum vínculo com as práticas gerenciais adotadas pela empresa, sendo os resultados de uso exclusivo acadêmico. Será mantido total sigilo sobre todas as suas respostas. Sua única finalidade é atender aos objetivos da pesquisa. 1. Sexo: ( ) Feminino ( ) Masculino 2. Idade: ( ) De 18 a 30 anos de idade ( ) De 31 a 40 anos de idade ( ) De 41 a 50 anos de idade ( ) Acima de 51 anos de idade 3. Função na empresa: ( ) Analista Implementador ( ) Analista de Sistemas 4. Tempo de trabalho na empresa: ( ) Menos de um ano ( ) De um a dois anos ( ) De dois a cinco anos ( ) De cinco a dez anos ( ) Acima de dez anos 1. O deslocamento da minha casa para o trabalho gera situações que me levam ao stress. 2. Trabalhando em casa minha produtividade diminuiria. 3. Trabalhar em casa gera maior segurança. 4. Sem um suporte técnico in loco, no caso de problemas técnicos, meu trabalho não renderia o esperado. 5. Trabalhar em um ambiente familiar, causa desorganização e baixo rendimento. 6. A falta de informações rápidas e equipamentos específicos, tornam o trabalho em casa desfavorável. 7. A tomada de decisões perante a falta de um líder direto em determinadas situações, me deixam inseguro em realizar algo incorreto. 8. Trabalhando em casa, sem a pressão diária do ambiente de trabalho, barulhos paralelos e outros fatores que afetam a minha concentração, a minha produtividade seria maior. 9. É preferível deslocar-se diariamente do que desenvolver minhas atividades em casa, sujeito a interferências familiares. 10. O ambiente corporativo faz com que eu tenha gastos adicionais. 11. Tenho dificuldades em administrar o meu tempo trabalhando em casa. 12. Sem comunicação presencial com outras pessoas eu me tornaria isolado e insatisfeito. 13. Longe do ambiente corporativo, eu poderia perder prazos e cometer maiores erros. 14. Ao precisar contato com os clientes, estes achariam estranho se eu não estivesse presente no ambiente corporativo. Não se Aplica Não tenho opinião Concordo Plenamente Concordo Discordo As questões a seguir são afirmativas que dizem respeito a sua percepção como colaborador sobre a prática do modelo de trabalho Home Office. Por favor diga o quanto você concorda ou não com as frases. Discordo Plenamente 32 15. Realizar as atividades de casa daria maior foco, fazendo com que eu trabalhasse até mais tarde. 16. Sem a necessidade de se deslocar da sua casa até o trabalho, eu irei produzir melhor. 17. Minhas atividades diárias podem ser melhores aproveitadas caso eu tenha autonomia para planejar minhas tarefas e definir o local que desejo exerce-las. 18. Minhas atividades realizadas somente em casa transmitirá a sensação de solidão. 19. Realizando as atividades de casa, eu ficaria sem noção do tempo e acabaria trabalhando demais. 20. Fatores como falta de internet, telefone que não funciona, entre outros, se tornariam um empecilho para desenvolver minha atividades no ambiente doméstico, sem um suporte in loco. 21. O fato de não ter a convivência com outros colaboradores, me deixariam com dificuldades de desenvolver minhas atividades. 22. O ambiente de minha casa, poderia se tornar atrativo para atividades que envolvam televisão, vídeos, atividades familiares e outros meios que desviariam minha atenção. 23. Trabalhando em casa eu acabaria misturando minha vida pessoal com minha vida profissional, não conseguindo manter um certo distanciamento entre ambas, gerando conflitos internos. 24. O modelo Home Office gera preconceitos, atribuindo as pessoas que realizam essa atividade a algo semelhante a falta de interesse ou preguiça por trabalhar em casa. 25. Minha atividade atual prejudica minha qualidade de vida. 26. Realizar minha atividades em casa geraria melhor qualidade de vida. Não se Aplica Não tenho opinião Concordo Plenamente Concordo Discordo As questões a seguir são afirmativas que dizem respeito a sua percepção como colaborador sobre a prática do modelo de trabalho Home Office. Por favor diga o quanto você concorda ou não com as frases. Discordo Plenamente 33 34 27. Desempenhar suas atividades no ambiente doméstico iria gerar aumento, diminuição ou sua despesa se manteria igual? ( ) Aumento ( ) Diminuiria ( ) Igual 28. Cite dois pontos positivos em trabalhar no modelo Home Office. 1. ______________________________________________________ 2. ______________________________________________________ 29. Citar dois pontos negativos em trabalhar no modelo Home Office. 1. ______________________________________________________ 2. ______________________________________________________ 30. Se você tivesse que dividir o trabalho Home Office com o trabalho presencial na empresa, qual percentual de horas semanais você considera viável trabalhar em cada modalidade? Home Office: ___________________ Trabalho presencial: _____________ OBRIGADA PELA SUA COLABORAÇÃO!!!