HEREDIA ZÁRATE NA; HEID DM; VIEIRA MC; GRACIANO JD; TORALES EP;
MECHI IA. 2011. Efeito do armazenamento das mudas antes do plantio na produção de
mandioquinha-salsa, com e sem amontoa. Horticultura Brasileira 29: S1672-S1678
Efeito do armazenamento das mudas antes do plantio na produção de
mandioquinha-salsa, com e sem amontoa
Néstor A. Heredia Zárate; Diego Menani Heid; Maria do Carmo Vieira; João
Dimas Graciano; Elissandra Pacito Torales; Ivan Arcanjo Mechi.
UFGD- FCA, Caixa Postal 533. 79804-970 Dourados-MS. E-mail: [email protected];
[email protected];
[email protected];
joã[email protected],
[email protected]; [email protected].
RESUMO
Os objetivos do trabalho foram o de
efetuou-se a colheita. As maiores
cultivar mandioquinha-salsa „Amarela
massas foram das plantas provenientes
de Carandaí‟ propagada com mudas
de mudas armazenadas por 64 dias, que
armazenadas por diferentes tempos
superaram em 21,88% e 29,41%;
antes do plantio e observar se há ou não
57,08% e 119,11% e 58,14% e 39,06%
vantagem de se fazer amontoa para
de rebentos, raízes comerciais e raízes
obter maior produtividade de matérias
não-comerciais,
frescas
plantas
e/ou
secas
dos
principais
respectivamente,
provenientes
de
às
mudas
componentes botânicos da planta. Os
armazenadas por 12 e 35 dias antes do
fatores em estudo foram dias de
plantio. Apesar de não ter havido
armazenamento das mudas antes do
diferenças significativas na produção de
plantio (12; 35 e 64 dias) e amontoa
folhas,
(sem e com amontoa aos 50 dias após o
comerciais observou-se que as plantas
plantio).
foram
cultivadas
x
2,
aumentos produtivos de 9,5%; 7,92% e
delineamento
11,45% de folhas, coroas e raízes
experimental de blocos casualizados,
comerciais em relação às cultivadas sem
com quatro repetições. O plantio foi
amontoa. As maiores produtividades de
feito
deixando
massa seca de raízes comerciais e não-
descobertos os ápices dos rebentos. A
comerciais, respectivamente, foram das
amontoa foi realizada aos 50 dias após o
plantas
plantio mediante a movimentação da
armazenadas por 64 dias antes do
terra do meio de duas fileiras até a base
plantio,
das plantas. Aos 276 dias após o plantio
134,38% e 54,29% e 42,11%, em
Os
provenientes
arranjados
tratamentos
do
fatorial
no
manualmente,
3
rebentos,
com
coroas
amontoa
provenientes
superando
Hortic. bras., v.29, n. 2 (Suplemento - CD ROM), julho 2011
e
em
de
raízes
tiveram
mudas
66,67%
e
S1672
HEREDIA ZÁRATE NA; HEID DM; VIEIRA MC; GRACIANO JD; TORALES EP;
MECHI IA. 2011. Efeito do armazenamento das mudas antes do plantio na produção de
mandioquinha-salsa, com e sem amontoa. Horticultura Brasileira 29: S1672-S1678
relação as provenientes de mudas
base of plants. On 276 days after
armazenadas por 12 e 35 dias antes do
planting harvest was done. The highest
plantio.
masses were plants from cuttings that
Palavras-chave:
xanthorrhiza,
Arracacia
tratos
culturais,
were stored by 64 days, which were
superior
in
21.88%
and
29.41%;
produtividade.
57.08% and 119.11% and 58.14% and
ABSTRACT
39.06 of shoots, commercial roots and
Effect of storage of cuttings before
non-commercial roots, respectively, that
planting on yield of Peruvian carrot,
plants from cuttings that were stored by
with or without hilling
12 and 35 days before planting.
The aims of this work were to cultivate
Although there were not significative
„Amarela de Carandaí‟ Peruvian carrot
differences for yield of leaves, shoots,
that were propagated with cuttings
crows and commercial roots, it was
stored by different times before planting
observed that plants cultivated with
and to observe if there is or not
hilling had increases of yield of 9.5%;
advantage for doing hilling in order to
7.92% and 11.45% of leaves, crows and
obtain a greater yield of fresh and/or
commercial roots in relation to those
dried
botanic
cultivated without hilling. The highest
compound of the plant. Studied factors
yields of dried mass of commercial and
were days of storage of cuttings before
non-commercial
planting (12; 35 and 64 days) and
were of plants from cuttings that were
hilling (with and without hilling on 50
stored by 64 days before planting,
days after planting). Treatments were
which were superior in 66.67% and
from 3 x 2 factorial scheme arranged in
134.38% and 54.29% and 42.11% in
randomized block experimental design,
relation to those from cuttings that were
with four replications. Planting was
stored by 12 and 35 days before
done manually and the apices of shoots
planting.
were left uncovered. Hilling was done
Keywords:
on 50 days after planting by moving
culture treats, productivity.
matter
from
main
roots,
Arracacia
respectively,
xanthorrhiza;
earth from the middle of two rows up to
Hortic. bras., v.29, n. 2 (Suplemento - CD ROM), julho 2011
S1673
HEREDIA ZÁRATE NA; HEID DM; VIEIRA MC; GRACIANO JD; TORALES EP;
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mandioquinha-salsa, com e sem amontoa. Horticultura Brasileira 29: S1672-S1678
INTRODUÇÃO
No Brasil, a mandioquinha-salsa (Arracacia xanthorrhiza Bancroft) é cultivada
principalmente nas regiões Sudeste e Sul, em pequenas áreas, com pouco uso de
insumos e bastante mão-de-obra familiar. A área de plantio de mandioquinha-salsa é de
aproximadamente 16.000 ha, sendo o Paraná e Minas Gerais os principais Estados
produtores, com 7.633 ha e 6.000 ha, respectivamente. Embora São Paulo contribua
com apenas 750 ha, o maior volume de mandioquinha-salsa é comercializado no
entreposto da CEAGESP (Bueno, 2004).
Segundo Vieira et al. (2002), vários autores relatam que um dos fatores que tem
limitado a expansão da cultura de mandioquinha-salsa, é a falta de material de plantio e,
por isso, é recomendado o bom aproveitamento das mudas. A importância de se
conhecer bem o tipo, o tamanho e a forma como a muda deve ser plantada está
principalmente no fato do ciclo da cultura ser longo e, portanto, ser necessário
estabelecer o mais rápido a população final desejada. O preparo correto das mudas de
mandioquinha-salsa é fundamental para o enraizamento e a emergência uniforme das
plantas no campo (Granate et al, 2007). Sobre a conservação das mudas, entre a colheita
e o plantio, não foram encontradas referências sobre trabalhos científicos.
Em relação à amontoa, Heredia Zárate e Vieira (2005) citam que as vantagens são,
dentre outras, cobrir adubos colocados em cobertura; eliminar plantas infestantes;
formação de sulco que permita a distribuição mais localizada e em profundidade da
água; induzir o aumento do sistema radicular absorvente; aumento da resistência ao
tombamento e/ou à quebra dos caules e evitar a insolação direta nas raízes e caules
comestíveis de algumas plantas.
Em função do exposto, os objetivos do trabalho foram o de cultivar a mandioquinhasalsa „Amarela de Carandaí‟ propagada por meio de mudas provenientes de diferentes
tempos de armazenamento antes do plantio e observar se há ou não vantagem de se
fazer amontoa para obter maior produtividade de matérias frescas e/ou secas dos
principais componentes botânicos da planta.
MATERIAL E MÉTODOS
O trabalho experimental foi conduzido no Horto de Plantas Medicinais da Faculdade de
Ciências Agrárias-FCA, da Universidade Federal da Grande Dourados-UFGD, em
Hortic. bras., v.29, n. 2 (Suplemento - CD ROM), julho 2011
S1674
HEREDIA ZÁRATE NA; HEID DM; VIEIRA MC; GRACIANO JD; TORALES EP;
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mandioquinha-salsa, com e sem amontoa. Horticultura Brasileira 29: S1672-S1678
Dourados-MS. O solo da área de cultivo é do tipo Latossolo Vermelho Distroférrico de
textura muito argilosa, com as seguintes características químicas: 5,9 de pH em H2O;
28,9 g dm-3 de M.O.; 38,0 mg dm-3 de P; 0,0; 3,5; 46,0; 22,0; 53,0; 71,5 e 124,5 mmolc
dm-3 de Al+3, K, Ca, Mg, H+Al, SB e CTC, respectivamente e 57,0 % de saturação por
bases. Na parte física, os resultados da análise granulométrica mostraram que o solo era
composto por 8% de areia grossa, 13% de areia fina, 16% de silte e 63% de argila.
Os fatores em estudo foram dias de armazenamento das mudas antes do plantio (12; 35
e 64 dias) e amontoa (sem e com amontoa aos 45 dias após a brotação). Os tratamentos
foram provenientes do fatorial 3 x 2, arranjados no delineamento experimental de
blocos casualizados, com quatro repetições. As parcelas tiveram área total de 3,0 m2
(1,5 m de largura por 2,0 m de comprimento), sendo que a largura efetiva do canteiro
foi de 1,0 m, contendo três fileiras espaçadas de 33,3 cm e de 25 cm entre plantas,
perfazendo a densidade de 79.200 plantas ha-1.
O experimento foi iniciado em 21 de março de 2009. O terreno foi preparado com
aração, gradagem e levantamento de canteiros com rotoencanteirador. Não foi efetuada
correção da fertilidade do solo nem da acidez, porque os resultados da análise do solo
demonstraram que não existia essa necessidade.
Para o plantio foram obtidos rebentos de plantas produzidas na área da FCA-UFGD. Os
rebentos foram destacados da planta-mãe com antecedência de um dia e selecionados e
classificados pela massa, para ter plantio uniforme em cada repetição. No dia do plantio,
as mudas foram preparadas com o corte da parte aérea, deixando-se cerca de 2,0 cm de
pecíolo, e com o corte da parte basal, transversalmente. O plantio foi feito
manualmente, deixando descobertos os ápices dos rebentos (Heredia Zárate et al.,
2009). A amontoa foi realizada aos 50 dias após o plantio mediante a movimentação da
terra do meio de duas fileiras até a base das plantas.
As irrigações foram feitas utilizando o sistema de aspersão, sendo que na fase inicial,
até que as plantas apresentavam entre 15 a 20 cm de altura, os turnos de rega foram a
cada dois dias, até os 180 dias, os turnos de rega foram a cada três a quatro dias e até os
276 dias, quando foi feita a colheita, as regas foram feitas uma vez por semana. Durante
o ciclo da cultura fora feitas capinas com enxada entre os canteiros e manualmente
dentro dos canteiros, quando as plantas infestantes se apresentavam com ± 5,0 cm de
altura. Não houve “ataques” de pragas ou fitopatógenos.
Hortic. bras., v.29, n. 2 (Suplemento - CD ROM), julho 2011
S1675
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mandioquinha-salsa, com e sem amontoa. Horticultura Brasileira 29: S1672-S1678
Aos 276 dias após o plantio efetuou-se a colheita quando foram determinadas as massas
frescas e secas de folhas, rebentos, coroas, raízes comercializáveis (peso acima de 30 g)
e não comercializáveis (peso abaixo de 30 g, doentes e rachadas).
Os dados foram submetidos à análise de variância e quando se detectaram diferenças
pelo teste F, as médias para dias de armazenamento das mudas antes do plantio foram
testadas por Tukey, a 5% de probabilidade.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
As massas frescas de rebentos e de raízes comerciais e não-comerciais foram
influenciadas significativamente pelos dias de armazenamento das mudas antes do
plantio (Tabela 1). As maiores massas foram das plantas provenientes de mudas
armazenadas por 64 dias, que superaram em 21,88% e 29,41%; 57,08% e 119,11% e
58,14% e 39,06% de rebentos, raízes comerciais e raízes não-comerciais,
respectivamente, às plantas provenientes de mudas armazenadas por 12 e 35 dias antes
do plantio.
Em relação à amontoa, observou-se aumento significativo de 35,20% (0,63 t ha-1) das
raízes não-comerciais de plantas cultivadas sem amontoa em relação às com amontoa.
Apesar de não ter havido diferenças significativas na produção de folhas, rebentos,
coroas e raízes comerciais observou-se que as plantas cultivadas com amontoa tiveram
aumentos produtivos de 9,5%; 7,92% e 11,45% de folhas, coroas e raízes comerciais em
relação às cultivadas sem amontoa.
As produtividades de massa seca de folhas, rebentos e coroas não foram influenciadas
pelos dias mas, as massas secas de raízes comerciais e não-comerciais foram
influenciadas significativamente pelos dias de armazenamento das mudas antes do
plantio (Tabela 2). Esses resultados concordam com Sediyama & Casali (1997), quando
relatam que, no crescimento e desenvolvimento das plantas de mandioquinha-salsa, há
crescimento inicial apenas da parte foliar e depois das estruturas caulinares (rebentos e
coroas), até iniciar-se a transformação das raízes principais nos principais órgãos
armazenadores e drenos desses assimilados.
As maiores produtividades de massa seca de raízes comerciais e não-comerciais,
respectivamente, foram das plantas provenientes de mudas armazenadas por 64 dias
antes do plantio, superando em 66,67% e 134,38% e 54,29% e 42,11%, em relação as
provenientes de mudas armazenadas por 12 e 35 dias antes do plantio. Quanto à
Hortic. bras., v.29, n. 2 (Suplemento - CD ROM), julho 2011
S1676
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MECHI IA. 2011. Efeito do armazenamento das mudas antes do plantio na produção de
mandioquinha-salsa, com e sem amontoa. Horticultura Brasileira 29: S1672-S1678
amontoa, as respostas produtivas seguiram a mesma tendência que o observado para
massa fresca (Tabela 1).
Nas condições em que foi desenvolvido o experimento concluiu-se que para a
propagação da mandioquinha salsa deve-se utilizar mudas armazenadas por 64 dias
antes do plantio e que pode utilizar-se amontoa.
AGRADECIMENTOS
Ao CNPq, pela bolsa de Iniciação Científica concedida e à Fundect-MS, pelo apoio
financeiro.
REFERÊNCIAS
BUENO SCS. 2004. Produção de mandioquinha-salsa (Arracacia xanthorrhiza B.)
utilizando diferentes tipos de propágulos. 93 f. Tese (Doutorado em Produção Vegetal).
Universidade de São Paulo. Piracicaba
GRANATE MJ; SEDIYAMA MAN; PUIATTI M. 2007. Batata-baroa ou
mandioquinha-salsa (Arracacia xanthorrhiza Banc.). In: PAULA JÚNIOR, TJ;
VENZON M (Coord.). 101 culturas: manual de tecnologias agrícolas. Belo Horizonte:
EPAMIG, p. 137–142.
HEREDIA ZÁRATE, NA; VIEIRA MC. 2005. Produção da araruta „Comum‟
proveniente de três tipos de propágulos. Ciência e Agrotecnologia 29: 995-1000.
HEREDIA ZÁRATE NA; VIEIRA MC. 2005. Hortas: conhecimento básicos.
Dourados: UFMS. 61 p.
VIEIRA MC; HEREDIA ZÁRATE NA; GOMES HE. 2002. Produção de
mandioquinha-salsa em função da desinfecção de mudas e da cobertura do solo com
cama de frango semidecomposta. Ciência e Agrotecnologia, Edição Especial:14651470.
Hortic. bras., v.29, n. 2 (Suplemento - CD ROM), julho 2011
S1677
HEREDIA ZÁRATE NA; HEID DM; VIEIRA MC; GRACIANO JD; TORALES EP;
MECHI IA. 2011. Efeito do armazenamento das mudas antes do plantio na produção de
mandioquinha-salsa, com e sem amontoa. Horticultura Brasileira 29: S1672-S1678
Tabela 1. Massas frescas de folhas, rebentos, coroas e raízes comerciais e não
comerciais (Table 1. Fresh masses of leaves, shoots, crows and commercial and noncommercial roots). UFGD, Dourados, 2009-2010
Fator em
Massa fresca (t ha-1)
estudo
Folhas
Rebentos
Coroas
Raiz
Comercial
Não Comercial
Dias antes do plantio
64
2,30 a
4,40 a
2,86 a
3,44 a
2,67 a
35
1,98 a
3,40 b
2,87 a
1,57 b
1,92 b
12
2,00 a
3,61 b
3,10 a
2,19 b
1,72 b
Amontoa
Sem
2,00 a
3,66 a
2,85 a
2,27 a
2,42 a
Com
2,19 a
3,95 a
3,04 a
2,53 a
1,79 b
C.V.
15,61
15,66
13,37
33,66
16,81
Médias seguidas pelas mesmas letras, nas colunas, não diferem entre si pelo teste de Tukey, para dias
antes do plantio e pelo teste F, para amontoa, a 5% de probabilidade (Average followed by same letters,
in columns, did not differ among each other by Tukey test, for days before planting and by F test, for
hilling, at 5% of probability.).
Tabela 2. Massas secas de folhas, rebentos, coroas e raízes comerciais e não comerciais
(Table 2. Dried masses of leaves, shoots, crows and commercial and non-commercial
roots.). UFGD, Dourados, 2009-2010
Fator em
estudo
Folhas
Dias antes do plantio
64
0,35 a
35
0,30 a
12
0,31 a
Amontoa
Sem
0,31 a
Com
0,33 a
C.V.
12,76
Rebentos
Massa seca (t ha-1)
Coroas
Raiz
Comercial
Não Comercial
0,77 a
0,50 a
0,65 a
0,56 a
0,56 a
0,61 a
0,75 a
0,32 b
0,45 b
0,54 a
0,38 b
0,35 b
0,66 a
0,68 a
27,11
0,56 a
0,59 a
15,42
0,46 a
0,56 a
37,38
0,48 a
0,37 b
15,06
Médias seguidas pelas mesmas letras, nas colunas, não diferem entre si pelo teste de Tukey, para dias
antes do plantio e pelo teste F, para amontoa, a 5% de probabilidade (Average followed by same letters,
in columns, did not differ among each other by Tukey test, for days before planting and by F test, for
hilling, at 5% of probability.).
Hortic. bras., v.29, n. 2 (Suplemento - CD ROM), julho 2011
S1678
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