DIÁRIO DO AÇO ESPECIAL A HISTÓRIA DAS PRIMEIRAS IGREJAS - Último Capítulo PRIMEIRA PARÓQUIA DE IPATINGA PARÓQUIA SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS “Decreto, de fato, a nova Paróquia do Cariru (Usiminas), desmembrada totalmente do território de Nossa Senhora da Esperança, da Usiminas. Servirá provisoriamente de Matriz, a Capela do Colégio São Francisco Xavier, da Companhia de Jesus, até que se possa erguer a Igreja Matriz do Sagrado Coração de Jesus.” Esse trecho do decreto, de 25 de julho de 1965, descreve a criação da “Paróquia Sagrado Coração de Jesus”, no bairro Cariru. À época, o padre Manuel Madruga, jesuíta e diretor do Colégio São Francisco Xavier, foi nomeado vigário interino. A Paróquia Sagrado Coração de Jesus é formada por três comunidades: Cariru / Castelo, Bela Vista / Bairro das Águas e Vila Ipanema / Contingente. PARÓQUIA NOSSA SENHORA APARECIDA Em 1999, torna-se necessária a criação de uma nova paróquia – a Nossa Senhora Aparecida, com sede no bairro Iguaçu, cuja direção foi assumida pelo padre Buião, em janeiro de 2000. PARÓQUIA CRISTO REI Em 2000, padre Carlos Jorge assumiu a Paróquia Cristo Capela do Colégio São Francisco Xavier, hoje Teatro Zélia Olguin Rei juntamente com o vigário, padre Rogério Baumann Hernandes. A paróquia teve que tomar novos rumos e seguir em frente. Padre Jorge contou com a colaboração das pastorais, movimentos e serviços existentes na paróquia e, de forma eficaz e notável, com a presença e ajuda do padre Rogério e padre Aguinaldo, se empenhou no grande volume de trabalhos e emergentes mudanças que a paróquia exigia. Padre Jorge ficou um ano e meio em Ipatinga e depois foi trabalhar na assessoria da Área de Liturgia, a pedido da dioce- 6 Domingo, 21 de julho de 2013 se; padre Rogério assumiu o Seminário Filosófico em Coronel Fabriciano. A paróquia passou a ser dirigida pelo padre Aguinaldo Luiz em dezembro de 2000. PARÓQUIA CRISTO LIBERTADOR Os primeiros freis franciscanos – Eduardo, Jaime e João José – chegaram à região no final de 1982, para fazer um trabalho inserido nas comunidades. Os franciscanos escolheram o bairro Bethânia como ponto de referência e trabalharam integrados à pa- róquia até o final de 1988. Posteriormente, foi criada a Paróquia Cristo Libertador, que abrange os bairros Bethânia, Canaã e Vila Celeste - esses lugares se tornaram “setor dos franciscanos” -, mas já havia um trabalho enorme deles na base, no movimento sindical, desde a década de 1980. Do trabalho dos franciscanos surgiu a “Pastoral Operária” e a “Pastoral de Favelas”, que foram setores novos, influenciados pelos franciscanos. Outras também foram criadas, como a “Pastoral Carcerária” e a “Pastoral da Mulher Marginalizada”. PERSONAGEM DA HISTÓRIA RAIMUNDO ANÍCIO ALVES Raimundo Anício Alves, filho de José Anício da Silva e Orodina Alves da Costa, nasceu no dia 7 de dezembro de 1919, em Hematita, distrito de Antônio Dias. Casou-se em 1943 com Ita Drumond Ataíde. Pai de quatro filhos: José Edélcio, Geraldo Eder, Raimundo Eustáquio e Edilar Anício. Comerciante e empreiteiro da Companhia Ferro Brasileiro, que fabricava carvão em Antônio Dias, mudou-se para Jaguaraçu em 1946 e trabalhou para a Belgo-Mineira em um lugar denominado Quilombo. Lá, além da fabricação de carvão, criava-se gado. Veio para Ipatinga em 1953. Descrevia o lugar na época e as condições de vida dos novos habitantes que vieram construir a Usiminas: “O lugarejo chamava-se Arraial de Ipatinga e pertencia a Coronel Fabriciano. Havia mais ou menos cem casas. Grande parte dos moradores eram trabalhadores da Companhia Belgo-Mineira e o restante era comerciante. No mesmo ano de 1953, fui convidado por Raimundo Nonato Vieira, Jair Gonçalves e José Anatólio Barbosa para fazer parte de uma comissão para a criação do distrito de Ipatinga. Fui convidado, porque ficaram sabendo da minha relação política. Trabalhei para Magalhães Pinto, na campanha para deputado. Então, fomos a Belo Horizonte para discutirmos a criação do distrito e procu- ramos o governador. Ele exigiu vários documentos, que foram providenciados. Nessa época, eu fornecia luz elétrica a motor. Forneci durante doze anos, para sessenta casas. Tinha muita dificuldade para receber o fornecimento. Com a chegada da Usiminas, aumentou muito o número de eleitores no distrito. Em 1960, fundei a UDN em Ipatinga. Candidatei-me a vereador pela UDN, e João Cipriano, pelo PTB. O engenheiro da Usiminas Maurício de Barros, pelo PSD, e José Anatólio Barbosa, pela UDN do distrito de Barra Alegre. Eleito, fui vereador de 1962 a 1964.” Raimundo Anício teve participação em quase todos os eventos históricos de Ipatinga, como a criação do distrito, emancipação da cidade, criação da comarca, fundação da Aciapi, Lions, entre outros. Faleceu no dia 16 de julho de 2013. Raimundo Anício Alves CAUSOS E CURIOSIDADES O BRASÃO DO MUNICÍPIO A Lei nº 88, de 6 de setembro de 1967, instituiu como símbolo do município o brasão (foto) criado e elaborado pelo mineiro Waldemar Lacerda. Interpretação: O brasão: a cor azul representa a atividade principal da região, siderurgia, além de expressar as origens da cidade. O globo terrestre: em preto, no centro do escudo, entre duas pessoas humanas, de cor preta, simboliza a união dos povos e das raças. A corda mural: apresenta cinco torres, em ouro, sobrepujando o escudo que, além de solidez e autonomia, é símbolo da cidade. A estrela: de prata, ao centro da coroa mural, representa o único distrito do município – Barra Alegre. Os lauréis: ao natural, que enlaçam o escudo, significam o triunfo de uma cidade livre. O dístico triplo: as três palavras, em vermelho, representam o mérito, a intrepidez, a coragem e o ânimo valoroso. O HINO DE IPATINGA Autora - Dona Bizuca (foto) Eu amo as manhãs doiradas, / As manhãs cheias de luz, As noites enluaradas / Sob as bênçãos de uma cruz. As campinas verdejantes, / Os ventos a soluçar... O rio soberbo, gigante, / Pelas várzeas a serpejar. Salve, cidade ditosa, / Salve, terra senhoril, Joia rara, preciosa, / No coração do Brasil. Eu amo as largas estradas, / Serpente a rastejar, Os outeiros, as chapadas, / Florestas a murmurar. A gente brava que guarda / Pensamento senhoril Do índio, do bandeirante, / Para a glória do Brasil. Amo o colosso gigante, / Desperto no seio de Minas, Erguido em massa possante / Na grandiosa Usiminas. Amo teu nome, Ipatinga, / Transportado do Oriente, Levado da nossa história, / Ao País do Sol Nascente! Do progresso subiremos, / Esta imensa espiral; Com orgulho ostentaremos, / Um nobre e puro ideal! Salve, terra dadivosa, / Voltada aos céus divinais; Estrela rara, formosa, / Fulgindo em Minas Gerais!