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A IMPORTÂNCIA DA FORMAÇÃO DE POUPANÇA PARA A
REALIZAÇÃO DE INVESTIMENTOS: O COMPORTAMENTO
DOS UNIVERSITÁRIOS FRENTE AO PARADOXO DA
POUPANÇA E DO INVESTIMENTO1
GASQUEZ, Márcio Roberto Martinez2
A formação de poupança é uma das principais fontes de financiamento dos
investimentos, contribuindo para o crescimento e desenvolvimento econômico do país.
Sua expansão se deve ao aumento no numero de pessoas pretendendo ter um futuro
financeiro tranqüilo, acumulando dinheiro ao longo prazo garantindo a aposentadoria.
Com isso, é concedido o aumento do dinheiro no mercado financeiro (aos
intermediários), consequentemente tornando as taxas de juros mais baixas, facilitando a
capitação de recursos financeiros pelos agentes econômicos. Em especial as empresas,
indústrias e comércio fortalecem sua capacidade de produção com novos investimentos
em maquinas, tecnologia, treinamento e desenvolvimento dos colaboradores
minimizando a inflação ao longo prazo.
No Brasil, existem diversas aplicações financeiras disponíveis ao investidor, seja
em ações, renda fixa, referenciado DI, multimercado, CDBs, etc... e, quando aplicadas a
longo prazo, a rentabilidade é favorável permitindo gerar um bom futuro financeiro.
Atualmente, as aplicações que mais crescem são os planos de previdência privada
aberta, devido a redução da exposição a risco e, principalmente pela redução ou, até
mesmo, isenção e dedução do Imposto de Renda (IR) do contribuinte no ato da
declaração do ajuste de IR. A explicação para isto pode estar na educação financeira das
pessoas, na conscientização destas em consumir o necessário, em acumular dinheiro
gerando novas rendas. O indivíduo que não se familiarizou nas questões fundamentais
em lidar com o dinheiro desde pequeno, encontrará os planos de previdência como
sendo à essência para sua aposentadoria.
Sendo assim, é necessário que hajam mecanismos apropriados para que a
captação e multiplicação do dinheiro sejam executados de maneira organizada, segura
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e transparente aos poupadores e investidores, viabilizando tanto o consumo quanto
novos investimentos. Visto que nenhum país cresce sem a realização de investimentos, e
que estes não ocorrem sem formação de poupança o trabalho se propõe analisar o
comportamento dos universitários entrevistados em relação à poupança e sua respectiva
destinação. Enfatiza ainda, a importância da poupança e dos investimentos pessoais
como gerador de renda própria futura e, a relação entre a poupança e investimentos
como gerador de crescimento econômico da nação minimizando os problemas atuais.
Para isso, o trabalho foi dividido em 5 seções. Na primeira seção, foi
apresentada a fundamental importância da formação de poupança para realização de
investimentos e a forma como esta contribuindo para o crescimento e desenvolvimento
do país, e seus benefícios ao futuro financeiro das pessoas.
A segunda seção apresenta o Sistema Financeiro (SFN) como elemento essencial
a organização entre a captação (formação de poupança) e a destinação (consumo e
investimentos) dos recursos financeiros da economia. Aqui será definida sua função
mostrando a importância dos órgãos normativos destinados a criar normas,
regulamentos e fiscalizar todo o SFN e, por ultimo seus operadores, compreendidos
como os intermediários de recursos. Destaca-se ainda nesta seção, as definições e
importância dos principais órgãos executores das operações financeiras.
Na terceira seção foi apresentada a importância da formação de poupança para
viabilizar o consumo e os investimentos. Apresenta-se os efeitos da acumulação de
dinheiro a longo prazo e seus benefícios futuros, buscando conscientizar as pessoas
sobre a importância de aprender a lidar com assuntos financeiros desde criança. Para
melhor compreensão dos leitores os assuntos abordados são ilustrados com exemplos de
casos e formas simples de acumular pequenas quantias de dinheiro e fazer com que
estes cresçam ao longo do tempo, levando em conta a importância da família como
principal fonte do sucesso nas economias.
A quarta seção mostra os resultados sobre a analise de uma pesquisa de campo
realizada entre universitários das 4 (quatros) maiores faculdades de Presidente Prudente
visando apurar o comportamento atual destes, frente aos hábitos de consumo, poupança
e investimentos.
Por fim, na quinta e ultima seção, apresenta-se as conclusões que mostram as
tendências do futuro da nação. Destacando, os problemas atuais e poucas ou, até mesmo
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nenhuma, perspectiva de aumento das taxas de crescimento e de riquezas pessoais no
presente momento.
Quanto aos métodos utilizados no presente trabalho de conclusão de curso
consiste, em grande medida, em um método de estudo exploratório visando esclarecer o
problema em questão. As informações utilizadas provêm de pesquisas bibliográficas e
da pesquisa de campo. A população considerada foi estratificada em um grupo de
universitários, da região do Oeste Paulista. Os resultados obtidos servem de referencial
aos interessados no assunto.
Na preparação e escolha da pesquisa foram verificados todos os objetivos do
trabalho, resultando nos estudos e definições, em relação ao tema abordado, induzindo a
fazer análise que oferece vários aspectos com base nas teorias e, enfim, fomentada pela
pesquisa bibliográfica.
A pesquisa bibliográfica foi organizada através de dados obtidos em livros,
revistas, jornais e internet, referentes ao tema abordado. Além disso, foi realizada uma
pesquisa de campo de caráter quantitativo com questões fechadas e dicotômicas
(perguntas com apenas duas respostas possíveis) e questões de múltipla escolha
(perguntas com 4 (quatro) respostas possíveis). A população-alvo objeto da amostragem
referente a presente pesquisa foi selecionado entre universitários de 4 (quatro)
faculdades da região de Presidente Prudente, com a finalidade de obter informações
necessárias para a concretização do trabalho de curso.
Na apuração dos resultados da pesquisa foi realizada uma comparação entre as
respostas obtidas, permitindo constatar que algumas informações obtidas contradizem
supostas respostas. Mesmo assim, a qualidade das informações e o tamanho da amostra
levantada fazem dos dados da pesquisa os mais convenientes para levar adiante a
analise.
De uma maneira geral, este trabalho ressalta que a percepção sobre a formação
de poupança e sua canalização a investimentos que gerem nova renda deve ser revista e
implantada pelo poupador. Os resultados da pesquisa mostram que são poucas as
pessoas que contribuem na construção de uma base sólida para a expansão sustentada da
formação de poupança e sua conseqüente reversão a investimentos que proporcionem o
crescimento da nação.
O panorama atual da formação de poupança e sua conseqüente reversão em
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investimentos ainda não é motivo de orgulho e estímulo para futuro, tanto para si
próprio quanto para os agentes econômicos. Posto que este contexto é um tanto
complexo, sua correção somente pode ocorrer a longo prazo se houver conscientização
das pessoas visando o bem estar tanto pessoal quanto da nação. Existem diversas formas
ou estratégias de poupar dinheiro e investir nas mais rentáveis aplicações disponíveis no
mercado financeiro brasileiro. Algumas de alto risco, mas quando ao longo prazo a
chances de perdas são poucas. Muito embora o objetivo maior não é focar a importância
da acumulação de capital sobre os mais ricos mas, esclarecer que as oportunidades
existem e podem ser aproveitadas por todos os que desejam o enriquecimento a longo
prazo. Basta que se aproveitem as oportunidades que o mercado financeiro oferece.
Assim, este trabalho buscou esclarecer a importância do SFN enquanto
organizador e intermediário ativo entre poupadores e investidores e, também como
exposto no terceiro capitulo, enfatizando a importância do conhecimento sobre
formação de poupança realizada através do sacrifício ao consumo presente e sua
destinação a investimento que gerem renda e aumentem a capacidade de consumo
futuro.
Por fim, as tendências originadas da análise dos resultados obtidos na pesquisa
de campo quanto a comportamento dos entrevistados em relação a poupança e
investimentos, mostram que, o acúmulo do dinheiro está em maior proporção destinado
ao consumo a curto prazo em detrimento dos investimentos a longo prazo. Uma vez que
a atual poupança privada não mostra perspectiva de crescimento é previsível que, os
problemas econômicos brasileiros continuarão a existir. Assim, as taxas de crescimento
não apresentarão melhorias, o nível de desemprego continuará à aumentar, a má
distribuição e baixa renda (pobreza) continuará a existir e, conseqüentemente a falta de
investimentos nas áreas de infra-estrutura, educação, saúde e ainda, por fim, melhorias
na qualidade de vida da sociedade brasileira certamente não existirão.
Por outro lado, um país que conquistou a estabilidade de preços em 1994 e que,
ao longo do tempo, conseguiu aumentar o volume de reservas internacionais para
aproximadamente 200bi/US$ mantendo saldos positivos nas contas correntes com o
exterior, e ainda, o nível de superávit primário melhorando todos os indicadores
macroeconômicos seja, ao mesmo tempo, incapaz de aumentar sua taxa de crescimento,
mantida em torno de 2,3% a.a no mesmo período, só pode ter um grave problema. Este
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problema se materializa nas altas taxas de juros pagas pelo governo brasileiro. Uma vez
que os juros correspondem ao preço do dinheiro no tempo, e, portanto, obedecem as
consagradas leis de oferta e demanda, estas são justificadas pela escassez de poupança
doméstica obrigando o governo brasileiro pagar uma das maiores taxas de juros do
mundo.
REFERÊNCIAS BILIOGRÁFICAS
ANDREZO, Andrea Fernandes, IRAN, Siqueira Lima. Mercado Financeiro: aspectos
históricos e conceituais. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2001.
BANCO CENTRAL DO BRASIL. Sistema financeiro nacional, 2007. Disponível em
<http://www.bcb.gov.br/>. Acesso em: 10 abr 2008.
BRASIL. Código Civil e Constituição Federal. 58. ed. São Paulo: Saraiva, 2007.
CAVALCANTE, Francisco; MISUMI, Jorge Yoshio. Mercado de Capitais. Rio de
Janeiro: Campus, 2001.
D’AGOSTO, Marcelo de Libero. Como escolher o melhor fundo de investimentos.
São Paulo: Letras & Lucros, 2004.
GIAMBIAGI, Fábio; MONTERO, Fernando. O ajuste da poupança doméstica no
Brasil – 1999-2004. Texto para discussão. Rio de Janeiro, n. 1119 set. 2005. Instituto
de pesquisa econômica aplicada. Disponivel em: <http:// www.ipea.gov.br/default.jsp>.
Acesso em: 10 jan 2008.
GREMAUD, Amaury Patrick; VASCONCELLOS, Marco Antonio Sandoval de;
JUNIOR, Rudinei Toneto. Economia Brasileira Comtemporânea. São Paulo: Editora
Atlas, 2007.
PINHEIRO, Juliano Lima. Mercado de Capitais: fundamentos e técnicas. São Paulo:
Atlas, 2007.
VASCONCELLOS, Marcos Antonio Sandoval. Economia Micro e Macro. São Paulo:
Atlas, 2002.
1
Síntese do trabalho apresentado como exigência parcial para conclusão do Curso de
Graduação em Administração de empresas da Faculdade de Presidente Prudente (UNIESP).
2
Graduado em Administração pela Faculdade de Presidente Prudente (UNIESP).
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