MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO ACREDITAÇÃO DE QUALIDADE ACADÊMICA MERCOSUL DE CURSOS UNIVERSITÁRIOS SISTEMA ARCU-SUL REDE DE AGÊNCIAS NACIONAIS DE ACREDITAÇÃO (RANA) ACREDITAÇÃO N° CURSO INSTITUIÇÃO 96892 Medicina Veterinária Universidade Federal de Campina Grande – UFCG A Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior – CONAES, após avaliação coordenada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP, no âmbito do “Acordo sobre a criação e implementação de um sistema de acreditação de cursos de graduação para o reconhecimento regional da qualidade acadêmica das respectivas titulações no MERCOSUL e Estados Associados”, recebeu os dados do processo de avaliação realizado para a acreditação regional do curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Campina Grande – UFCG. TENDO PRESENTE QUE: 1. O curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Campina Grande – UFCG, oferecido na cidade de Patos - PB, participou voluntariamente do processo de acreditação do Sistema de Acreditação Regional de Cursos de Graduação (Sistema ARCU-SUL) do Setor Educacional do MERCOSUL, administrado no Brasil pela Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior – CONAES e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP. 2. Este Sistema conta com normas específicas para a acreditação de cursos contidas nos seguintes documentos: a) Manual do Sistema ARCU-SUL, que fixa as bases para o desenvolvimento de processos de acreditação de cursos universitários do MERCOSUL; b) Edital de Convocação para os cursos de graduação no marco do Sistema ARCU-SUL; c) Documento das dimensões, componentes, critérios e indicadores para cursos do Sistema ARCU-SUL; d) Guia de Autoavaliação do Sistema ARCU-SUL; e) Guia de Pares do Sistema ARCU-SUL. 3. A Universidade Federal de Campina Grande apresentou o informe de autoavaliação com o formulário de coleta de dados e informações realizado pelo curso, de acordo com as diretrizes do Sistema ARCU-SUL, além do Projeto Pedagógico do Curso e do Plano de Desenvolvimento Institucional. 4. Um Comitê de Pares Avaliadores do Sistema ARCU-SUL, designado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP, integrado por um avaliador brasileiro e dois estrangeiros, acompanhados por um responsável técnico do INEP, realizou avaliação preliminar do curso com base na documentação apresentada. 1 5. No período de 11/8/2014 a 15/8/2014 o curso foi visitado pelo citado Comitê de Pares, que foi devidamente capacitado para o Sistema. 6. Ao final da visita o Comitê de Pares Avaliadores apresentou um informe que assinala as principais características do curso, tendo como parâmetros de avaliação as dimensões, componentes, critérios e indicadores elaborados no marco do Sistema ARCU-SUL. 7. Os critérios e indicadores desse informe foram enviados à instituição para seu conhecimento. 8. A coordenação do curso avaliado comunicou ao Comitê de Pares e ao INEP seus comentários a respeito do informe elaborado pelos avaliadores. 9. A Comissão Técnica de Acompanhamento da Avaliação - CTAA, instância eleita pelo governo nacional para analisar o processo de avaliação, em sua reunião 93/2015 de 03/03/2015 emitiu parecer após verificar relatório preliminar, relatório de visita e documentação do curso, apresentando voto com sugestão de homologação do resultado. CONSIDERANDO QUE: O processo de avaliação demonstrou que o curso tem as seguintes características: A. Contextualização A Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) foi criada pela Lei n. 10.419 de 09/04/2002, a partir do desmembramento da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), sendo uma IES de natureza jurídica autárquica, vinculada ao Ministério da Educação, com sede e foro na cidade de Campina Grande e âmbito de atuação no Estado da Paraíba. Desde sua criação, a UFCG conta com a estrutura multicampi. A cidade de Campina Grande, sede da Reitoria, conta com o Centro de Humanidades (CH), o Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), Centro de Engenharia Elétrica e Informática (CEEI), Centro de Tecnologia e Recursos Naturais (CTRN) e Centro de Ciências Tecnológicas (CCT). No município de Cajazeiras situa-se o Centro de Formação de Professores (CFP), em Sousa o Centro de Ciências Jurídicas e Sociais (CCJS), em Patos o Centro de Saúde e Tecnologia Rural (CSTR), e mais recentemente foram criados em Pombal o Centro de Ciência e Tecnologia Agroalimentar, em Cuité o Centro de Educação e Saúde, e em Sumé o Centro de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido. A UFCG é mantida com recursos federais, mas, ano a ano, vem crescendo em importância a participação de recursos próprios e os oriundos de convênios no total dos recursos orçamentários executados pela instituição. A sua missão é promover a educação continuada, crítica e profissional do Homem; manter interação com a sociedade, com suas diversas organizações e com o mundo do trabalho; estabelecer formas de cooperação com os Poderes Públicos, Instituições Federais de Ensino, órgãos científicos, culturais e educacionais brasileiros ou estrangeiros; promover a paz, a solidariedade, a defesa dos direitos humanos e a preservação do meio ambiente; Ministrar o ensino, visando à formação de pessoas capacitadas ao exercício da investigação, do magistério e demais campos do trabalho, incluindo-se as áreas políticas e sociais; desenvolver e difundir, de modo teórico e prático, o conhecimento resultante do ensino, da pesquisa e da extensão, nas suas múltiplas áreas; gerar, transmitir e disseminar o conhecimento em padrões elevados de qualidade; ampliar o acesso da população à Educação Superior e formar profissionais nas diversas áreas do conhecimento; prestar assistência acadêmica através da extensão e desempenhar outras atividades na área de sua competência; envidar esforços para que o conhecimento produzido na Instituição seja capaz de se transformar em políticas públicas de superação das desigualdades. 2 O CSTR, onde se desenvolve o curso em questão, conta atualmente com cinco cursos de graduação (Medicina Veterinária, Engenharia Florestal, Ciências Biológicas Diurno, Ciências Biológicas Noturno e Odontologia), totalizando aproximadamente 1.300 alunos, três programas de Mestrado (Ciências Florestais, Medicina Veterinária e Zootecnia) e um de Doutorado em Medicina Veterinária. O curso de Medicina Veterinária da UFCG em Patos foi criado em 06 de Dezembro de 1979, mediante a resolução 381/79 do CONSUNI. O curso foi criado com o objetivo de formar profissionais que pudessem contribuir com o desenvolvimento regional através do exercício de atividades ligadas às diversas áreas de abrangência da profissão, tais como: produção e reprodução animal, clínica médica e cirúrgica, Medicina Veterinária preventiva, saúde pública, tecnologia e controle de produtos de origem animal, planejamento, extensão e administração rural. Em 1980, a resolução nº 53 do CONSEPE aprovou a estrutura curricular do curso, regulamentada pela resolução nº 10 do Conselho Federal de Educação (CFE), sendo o mesmo reconhecido inicialmente pela portaria do MEC nº 146/85 e atualmente com Renovação de Reconhecimento através da Portaria MEC/SESu - 728 de 23/10/2008. Ressalta-se que em 2002 houve o desmembramento da UFPB, passando o curso então a fazer parte da nova UFCG. Em setembro de 2007 o curso foi avaliado por uma comissão da avaliação do INEP, que observou inconsistência na resolução acima citada, pois embora já estivesse sido elaborada com base nas diretrizes curriculares nacionais (utilizando a minuta da resolução), a mesma só havia sido aprovada em 2003. Também foi observado que a carga horária total do currículo (3.960 horas) estava em desacordo com a Resolução do Conselho Nacional de Educação, que estabelece carga horária mínima e procedimentos relativos à integralização e duração dos cursos de graduação, bacharelados, na modalidade presencial (Resolução 02/2007). Desta forma o colegiado de curso, após realizar seminário de avaliação do PPC elaborou uma nova estrutura curricular, corrigindo estas distorções e já adequando a estrutura curricular as reivindicações da comunidade acadêmica. Esta nova versão foi reencaminhada ao colegiado para outras reformulações e atualmente foi submetido novamente as esferas deliberativas da IES, tendo previsão de implantação para 2015. São ofertadas 100 vagas anuais, com ingresso dividido de 50 alunos a cada semestre do ano, em regime de tempo integral. A coordenação de ensino do curso é desempenhada pelo Prof. Danilo José Ayres de Menezes, doutor, contratado em regime de jornada completa, sendo o mesmo assessorado por uma coordenação administrativa, uma coordenação de pós-graduação e uma de pesquisa e extensão. B. Contexto institucional Foi observado pelos avaliadores que o ambiente no qual o curso se desenvolve é de criação intelectual, onde se realiza docência, pesquisa e extensão, especialmente pela estreita relação estabelecida entre a graduação em Medicina Veterinária e os programas de pós-graduação stricto sensu desenvolvidos no CSTR. Verificou-se que a missão e objetivos institucionais são coerentes com o desenvolvimento do curso de Medicina Veterinária; essas informações encontram-se disponíveis no portal internet institucional. Nas reuniões realizadas com docentes, técnicos e discentes foi verificado que a comunidade participa da reinterpretação e desenvolvimento dos planos. Nota-se que estes são construídos de maneira coletiva, em discussões colegiadas, buscando atender às demandas da região, bem como às exigências do governo federal para obter recursos como os do Programa REUNI. Como exemplo, foram encontradas várias obras de infraestrutura em andamento, as quais haviam sido solicitadas pela comunidade. As ações estratégicas estão adequadas com o desenvolvimento do curso, tendo sido observadas diversas linhas temáticas de extensão em execução (educação ambiental, atenção à saúde animal e organização e capacitação tecnológica) como, por exemplo, o projeto intitulado “Programa de Assistência Permanente a criadores de aves em assentamentos rurais no Sertão da Paraíba”, e “Melhoria nas práticas agropecuárias visando uma melhor qualidade do leite de cabra 3 produzido pela agricultura familiar com associação a tratamentos homeopáticos e/ou fitoterápicos”, entre outros que se vinculam ao meio produtivo. Tal adequação também é observada no âmbito da pesquisa. Essas ações contam com apoio de acordos interinstitucionais como os oferecidos pelo Banco do Nordeste, Ministério do Desenvolvimento Agrário e CNPq. O curso de Medicina Veterinária com sede no Centro de Saúde e Tecnologia Rural (CSTR) é regido pela estrutura administrativa e legislação da UFCG, apresentada em seu Estatuto. A Coordenação do curso é composta por quatro docentes, um coordenador de ensino, um administrativo, um de pesquisa e extensão e um de pós-graduação. Durante a visita ficou evidente que existe um ativo processo de comunicação com a comunidade exercida através do portal institucional e redes sociais. Os mecanismos de composição dos diferentes cargos da Universidade estão claramente descritos em seu estatuto e são coerentes com o desenvolvimento do curso. Todas as despesas relacionadas com o funcionamento do curso de Medicina Veterinária são provenientes de recursos do Tesouro Nacional repassados à UFCG pelo Governo. As atividades acadêmicas são respaldadas por dotação orçamentária própria alocada pela administração central da UFCG e gerenciadas pela administração local do CSTR. Além das verbas definidas recebidas do Governo Federal, as atividades da IES ainda são financiadas por projetos encaminhados aos órgãos de fomento à pesquisa, educação e extensão existentes no país. Verificou-se que um plano financeiro de desenvolvimento apresentado em 2011 está sendo executado atualmente, com diversas obras de infraestrutura que atenderão às necessidades do curso. Entretanto, verifica-se que os processos burocráticos para obtenção das verbas são morosos e as demandas são superiores aos recursos investidos. Durante a visita foram confirmados os relatos da realização de seminários em forma de assembleias, para a coleta de informações junto à comunidade acadêmica, com a finalidade de subsidiar os processos decisórios. Ainda, verificou-se que em 2009 foi implementado um Programa Permanente de Avaliação desempenhado pela Comissão Própria de Avaliação (CPA). Entretanto, o Programa realizou a avaliação formal por todos os setores da comunidade apenas até o ano de 2011, sendo que nos anos posteriores não houve coleta regular de informações, encontrando-se neste momento a CPA em processo de reestruturação. Nota-se que existem mecanismos pontuais e informais de avaliação da gestão do curso, os quais têm guiado o planejamento do curso; entretanto, o processo de avaliação não está periodicamente sistematizado, o que pode gerar um certo prejuízo ao desenvolvimento do curso. Nota-se que a autoavaliação é realizada gerando planos de desenvolvimento sempre em busca da melhoria do curso, entretanto, tais ações não estão contempladas no PDI, que se encontra defasado, datado de 2011. Um dos pontos a se destacar é a atuação observada no CSTR quanto às políticas e programas de bem estar institucional. Nota-se que existe uma intensa preocupação com as questões sociais, especialmente no tocante ao apoio às necessidades dos discentes. As ações são coordenadas pela Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários, através da Coordenação de Apoio Estudantil (CAE). Notou-se que a assistência estudantil prestada pela UFCG no campus de Patos é reconhecida por todos os setores da comunidade acadêmica. Existem diversos programas coordenados pela CAE e Assistência Social que identificam as necessidades dos alunos e oferecem moradias internas (existem blocos de apartamentos que abrigam 77 alunos), bem como externas (residências alugadas que abrigam 37 alunos); alimentação em restaurantes internos que servem três refeições diárias gratuitas, bem como algumas bolsas de auxílio financeiro aos alunos carentes. Todos os alunos possuem assistência médico-odontológica no posto HUAC no campus de Campina Grande. O campus conta com um ginásio e um campo de futebol para prática de esportes. Ainda, os alunos do curso de Medicina Veterinária da UFCG podem se candidatar a diversos tipos de programas de bolsas institucionais de assistência estudantil e de desenvolvimento tais como programas de bolsas de iniciação científica (PIBIC), programa de discentes voluntários em pesquisa (PIVIC) no âmbito da pesquisa científica, bem como o programa de extensão (PROBEX) e o Programa de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI). A instituição também oferece programa de monitoria e tutoria. Na nova proposta de projeto pedagógico do curso de Medicina Veterinária está prevista a criação do Núcleo de Apoio Pedagógico e a implantação do programa de tutoria. 4 C. Projeto acadêmico A estrutura curricular vigente contempla todas as áreas das ciências veterinárias, entretanto, parece não corresponder totalmente com o perfil do egresso definido nos documentos oficiais. Acredita-se que para dar apoio a diversos projetos de pesquisa e extensão relacionados com a solução de problemas da região do semiárido, uma distribuição melhor do conteúdo referente à temática da produção animal, especialmente de grandes e pequenos ruminantes, deva ser considerada. Os planos de aulas apresentados e analisados estão satisfatoriamente adequados e apresentam grau distinto de aprofundamento e detalhamento, especificamente no tocante ao conteúdo programático descrito. As disciplinas estão organizadas em blocos temáticos em cada período, o que promove a correlação dos temas através das diferentes disciplinas. Ainda, um ponto altamente positivo é a inserção de uma atividade denominada oficina interdisciplinar, na qual são ministradas atividades que integram conhecimentos complementares abordados em distintas disciplinas de maneira transversal. Verificou-se que o Projeto Pedagógico, apresentado nos documentos preliminares, ainda não se encontra implementado, sendo vigente o Projeto com 3.960 horas, não atingindo as exigências do ARCU-SUL. No entanto, em ata de reunião colegiado do curso apresentada, evidencia-se que um novo projeto está sendo atualmente (2014) encaminhado às esferas de deliberação da universidade com o objetivo de homologação e consequente atendimento das exigências. Além da carga horária obrigatória, são ofertadas 49 disciplinas optativas que contemplam diversos assuntos pertinentes ao desenvolvimento do Médico Veterinário, entretanto, não foi observada a existência de disciplina dedicada a caprino e ovinocultura. Foi observado que existe coerência entre os objetivos, conteúdos, metodologias e bibliografia em cada uma das atividades curriculares e encontram-se disponíveis aos alunos. Ressalta-se a relevante utilização do binômio teoria-prática e da interdisciplinaridade observada nas atividades. No âmbito do curso constatou-se que existe plena articulação entre as áreas acadêmica e administrativa, especialmente pela gestão colegiada do curso, refletindo de maneira positiva no processo de ensino aprendizagem. Entretanto, dificuldades são encontradas na relação da gestão acadêmica do curso com as esferas administrativas superiores da instituição. A disciplina intitulada Oficina Interdisciplinar pretende avaliar de maneira transversal os conteúdos abordados em diferentes disciplinas com o objetivo de mensurar o grau de desempenho acadêmico frente aos conhecimentos essenciais de cada etapa da formação profissional, constituindo-se, assim, numa ferramenta de análise quali-quantitativa da aprendizagem. Os requisitos necessários para obtenção do grau de Bacharel em Medicina Veterinária estão devidamente definidos no Regulamento da Graduação aprovado pela Resolução 26/2007. Os alunos devem atingir um mínimo de 75% de frequência com média final mínima de 5,0. Todas as informações necessárias aos alunos para o bom desenvolvimento de sua formação encontram-se neste documento, presente na página oficial da IES na internet. As metodologias utilizadas são adequadas para se atingir o perfil proposto, e são coerentes com o perfil do egresso, explorando as oportunidades de relacionar a teoria com a prática e buscando utilizar as possibilidades das TICs, como data-shows interativos e produção de mídia de apoio didático. A autoavaliação do curso é conduzida através da realização de seminários, reuniões colegiadas e semanas de planejamento com a participação da comunidade de forma periódica. Um dos exemplos que comprovam a participação dos dirigentes, docentes e estudantes na avaliação do processo ensino aprendizagem foi o desenvolvimento da disciplina Oficina Interdisciplinar, uma proposta inovadora que gerou resultados positivos e permitiu à comunidade estabelecer uma forma integrada de avaliar o conhecimento do aluno. Os instrumentos de avaliação utilizados apresentam coerência com os objetivos e conteúdos das disciplinas, sendo utilizadas provas teóricas e/ou práticas, 5 dependendo da necessidade e metodologia utilizada em cada disciplina. Portanto, considera-se que estas são adequadas. A comunidade acadêmica é previamente informada sobre a metodologia a ser utilizada. Todos os registros de avaliações do processo ensino aprendizagem são feitos através de um sistema eletrônico que demonstra segurança e confiabilidade. Os resultados das avaliações do desempenho do acadêmico são inseridos neste sistema, que é acessado facilmente pelos alunos. Um ponto positivo relevante é a pertinência das atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico. Muitos docentes apresentam intensa atividade de pesquisa em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Medicina Veterinária sendo consultores e revisores de revistas científicas, bem como participam de associações promotoras de eventos científicos de alta qualidade. As pesquisas realizadas no âmbito do curso parecem ser relevantes para o contexto regional, tendo sido observados diversos projetos tais como: caprinocultura de leite, plantas tóxicas, análise de qualidade de leite, reprodução de asininos e diagnóstico de doenças por Elisa e PCR. Nas reuniões com discentes e nas análises documentais verificou-se que os mesmos estão intensamente envolvidos com a pesquisa, contando com bolsas de apoio oficias ou voluntárias, estimulando assim de maneira positiva o espírito crítico dos estudantes e a capacidade de trabalho em equipe. Em média, foi verificada uma participação de 15 alunos de Medicina Veterinária por ano. As atividades de pesquisa no âmbito do curso de Medicina Veterinária vêm sendo desenvolvidas seja através da realização de projetos financiados pelas agências de fomento tais como CNPq, Banco do Nordeste e Ministério do Desenvolvimento Agrário e, também, de maneira voluntária. Constatou-se que dentre as publicações dos docentes do curso há também participação dos alunos como coautores. Os projetos de extensão desenvolvidos pelo curso de Medicina Veterinária estão alinhados com a missão institucional e com as necessidades do meio e são regulamentados por intermédio de documentos institucionais oficiais. Verificou-se que são desenvolvidos em média seis projetos de extensão por ano sob a responsabilidade de Medicina Veterinária. Dentre os projetos recentemente aprovados para 2014 estão: Programa de capacitação para avicultores em assentamentos rurais na região do sertão paraibano e Projeto Carroceiro. Ainda, como ponto forte da prestação de serviços à comunidade, nota-se a atuação do Hospital Veterinário com um total de 11.701 animais de pequeno e grande porte atendidos no setor de cirurgia do Hospital no período de 2011 a 2014, por exemplo. São oferecidos cursos de capacitação à comunidade em parceria com órgãos do setor público e privado como: Estudo da anatomia macroscópica nas escolas públicas de ensino fundamental e médio do Município de Patos e, ainda, Cinoterapia com idosos institucionalizados atendidos pelo CRAS Município de Patos. Nos últimos três anos, verificou-se que foram desenvolvidos em média seis projetos de extensão por ano pelo curso de Medicina Veterinária junto à comunidade, via PROBEX. Ainda, ressalta-se a atuação do Hospital Veterinário como atividade de extensão permanente, atuando de maneira intensa junto à comunidade. Em todos estes projetos de extensão desenvolvidos verificou-se a participação ativa dos estudantes, com atividades pertinentes de diversas disciplinas. Existem programas de capacitação docente e discente regulamentados pelo Programa de Capacitação conforme disciplina estabelecida nas Resoluções da Câmara Superior de Pós-Graduação do Conselho Universitário (CSPG-CONSUNI) de números: 13/2008, que trata da Política de Capacitação da UFCG, e 06/2006, parcialmente modificada pela 07/2007, que dispõe sobre o Programa Institucional de Bolsas de Qualificação. A capacitação docente compreende a realização de pós-graduação stricto sensu e lato sensu, atividades de atualização e desenvolvimento e, além disso, participação em eventos de caráter científico ou cultural que poderão ocorrer dentro ou fora da instituição, em sistema de rodízio, por áreas aplicadas. O Plano de Capacitação Docente tem por objetivo promover a melhoria da qualidade das funções de ensino, pesquisa, extensão e gestão da Universidade Federal de Campina Grande e existem claras evidências de que as atividades de intercâmbio de recursos humanos, utilização de instalações e equipamentos existem e que estão amparadas por convênios interinstitucionais. 6 D. Comunidade Universitária De acordo com as normas estabelecidas pela UFCG em seu regulamento da Graduação (Resolução 26/2007 da CSE) a forma de ingresso no curso de Medicina Veterinária se dá através das modalidades: vestibular/ENEM realizado a cada ano, reopção de curso, Processo de transferência voluntária (PSTV) e ingresso de graduados, garantindo a ausência de discriminação de qualquer natureza, sendo que tais informações são conhecidas pelo público e apresentam coerência com o projeto pedagógico e o perfil proposto. São oferecidas 100 vagas anuais, divididas em dois ingressos, no primeiro e no segundo semestre, resultando em turmas de 50 alunos, o que parece ser um número razoável de vagas. Entretanto, torna-se necessário um incremento no contingente de recursos humanos dedicados ao desenvolvimento do curso. Existem diversos tipos de programas de bolsas institucionais de desenvolvimento, tais como programas de bolsas de iniciação científica, de extensão, de inovação e desenvolvimento tecnológico e de monitoria. Existem diversos programas coordenados pela CAE e Assistência Social que identificam as necessidades dos alunos e oferecem moradias internas e externas, alimentação em restaurantes internos que servem três refeições diárias gratuitas, bem como algumas bolsas de auxílio financeiro aos alunos carentes. O regulamento da Graduação aprovado em 2007 e o Regimento Geral da UFCG estabelecem os deveres e direitos do corpo discente e está disponível na internet. Observou-se que foram realizadas viagens para apresentação de trabalhos em congressos, entre outras atividades extracurriculares desenvolvidas. Foi verificado que existe representação discente nos órgãos colegiados, bem como Centro de Estudantes, com espaço físico e alguns recursos destinados para o mesmo. Como exemplo da autonomia para realização de empreendimentos cita-se a organização da Semana Acadêmica realizada anualmente no mês de setembro. Todo o evento é organizado pelos acadêmicos orientados pelos professores, e há ciclos de palestras e cursos de temas específicos da área da Medicina Veterinária. A seção IV do regulamento da graduação prevê as formas de mobilidade acadêmica instituída pela UFCG em conjunto com outras instituições de ensino superior. Foram encontradas evidências de que as políticas de mobilidade estudantil estão implementadas principalmente na forma de programas de estágio, inclusive com a existência de convênios. Não estão estabelecidos mecanismos oficiais de acompanhamento dos egressos nos documentos da universidade. No entanto, a coordenação de ensino do curso vem, nos últimos anos, estabelecendo comunicação com os mesmos através de um fórum contido página internet da coordenação do curso, bem em sites de relacionamento. Há um Encontro de Egressos realizado anualmente durante a Semana Acadêmica. Observou-se que esta comunicação atinge níveis satisfatórios, e permitiu a construção de um relatório apresentado com informações sobre a inserção dos alunos no mercado de trabalho. Foi possível verificar que os resultados do êxito nos estudos foi positivo na trajetória acadêmica dos egressos. Notadamente existe um expressivo número de alunos da graduação que progride aos programas de pós-graduação da IES, outros são aprovados em concursos públicos da área da vigilância sanitária e defesa agropecuária, e outros ocupam cargos de responsabilidade no Estado, como, por exemplo, o Presidente do CRMV-PB. Existem mecanismos para atualização profissional, e formação continuada dos egressos, sendo que o destaque é o Programa de PósGraduação em Medicina Veterinária da IES. Não foram observadas formas de incorporação da opinião dos egressos no projeto pedagógico, entretanto apurou-se que os mesmos acreditam que o perfil do egresso atende as necessidades do meio de maneira satisfatória, especialmente quando se analisa a inserção dos egressos no meio de trabalho e a satisfação dos empregadores. O corpo docente que atua no curso é formado por um total de 44 professores, todos com pósgraduação stricto sensu e contratados em regime de jornada completa, com experiência e conhecimento na área das disciplinas que ministram. Analisando estes dados verifica-se que o corpo docente é um dos pontos fortes do curso, com grande capacidade de desempenhar o ensino, a 7 pesquisa e a extensão. No entanto, ressalta-se que para o número de alunos torna-se necessário um maior número de docentes. Nota-se que nos últimos cinco anos quase todos os docentes participaram de programas de tutoria, apresentaram uma expressiva quantidade de publicações em revistas indexadas, com participações em congresso, e produziram publicações didáticas coerentes com o projeto pedagógico, bem como livros e capítulos de livros. Os docentes do curso também se encontram envolvidos na orientação dos trabalhos de conclusão de curso, monografias e teses, bem como em atividades de desenvolvimento curricular. A Política de Capacitação Docente encontra-se regulamentada pelas Resoluções da Câmara Superior de Pós-Graduação do Conselho Universitário (CSPG-CONSUNI). O Plano de Capacitação Docente tem por objetivo promover a melhoria da qualidade das funções de ensino, pesquisa, extensão e gestão da Universidade Federal de Campina Grande, por meio de cursos e programas de pós-graduação, graduação, treinamento e atualização profissional, ofertado aos seus professores. A forma como são contratados os docentes na UFCG segue em geral o que estabelece o governo federal, através de concurso público. Para fins de progressão funcional o mecanismo estabelecido na UFCG dispõe que após concurso e contratação o docente terá progressão funcional a cada dois anos. Existem programas do governo federal brasileiro que atendem as necessidades de mobilidade e intercâmbio de docentes com outras instituições nacionais e estrangeiras. O número de servidores que prestam serviço ao CSTR deveria ser maior para atender as demandas dos cursos já instalados, entretanto ficou evidente que o número de funcionários permite um funcionamento essencial dos serviços. Todos os mecanismos de seleção, promoção, avaliação e desvinculação do pessoal técnico-administrativo estão regulamentados de acordo com documentos oficias da instituição, e são de conhecimento público na internet. Existe um programa de capacitação do pessoal técnico-administrativo que fornece as ferramentas necessárias ao desenvolvimento do projeto acadêmico como cursos de informática, inglês, atendimento ao público entre outros, bem como verificou-se a presença de técnicos que possuem formação em nível de mestrado e doutorado. E. Infraestrutura Neste momento, diversas dependências onde se desenvolvem as atividades do curso encontram-se em reforma e ou construção. Os aportes de recursos federais foram destinados e atualmente as obras estão em andamento, entretanto verificou-se que as atividades de ensino, pesquisa e extensão têm sido desenvolvidas de maneira satisfatória. Nos diversos laboratórios foram observados mecanismos de registro das atividades desenvolvidas. As salas de informática são novas, existem espaços de convivência estudantil bem como um ginásio de esportes e um campo de futebol, e o transporte público coletivo acessa o campus. Para alimentação, existem duas cantinas e o restaurante que fornece alimentação aos bolsistas. A biblioteca permanece aberta em período adequado ao desenvolvimento do curso, permitindo o acesso à bibliografia de maneira satisfatória. A consulta ao acervo é informatizada e todas as regras da biblioteca são de conhecimento da comunidade acadêmica. Os serviços de catalogação da biblioteca estão a cargo de duas bibliotecárias, com formação adequada ao exercício, sendo que a IES oferece programas de atualização e capacitação adequados. A estrutura física das instalações especiais e laboratórios tem recebido maior atenção nos últimos anos, quando os campi do interior passaram a receber maior dotação orçamentária para manutenção da sua infraestrutura e foram incluídos nos editais de grandes projetos de infraestrutura a exemplo de FINEP/ CT -INFRA entre outros projetos de obtenção de recursos. Entretanto, as atividades básicas para o desenvolvimento do ensino, pesquisa e extensão são normalmente realizadas, salvo em algumas situações de necessidade de compras ou manutenção imediatas, quando então entraves burocráticos chegam a impedir a sua realização. Uma preocupação existe quanto à biossegurança, pois deveriam haver mais informações afixadas nos diversos laboratórios sobre instruções para uso de equipamentos, e equipamento de proteção individual, bem como orientações em caso de emergências, especialmente nos laboratórios de maior risco à saúde. 8 Todos os equipamentos são novos, obtidos com recursos recentes e deverão atender de maneira satisfatória a necessidade dos alunos. Assim como outras instalações, as dependências do Hospital Veterinário estão sendo expandidas e melhoradas, como a construção de um novo prédio para atendimento de animais de companhia e um novo bloco de salas de aula. Atualmente, as instalações do Hospital atendem de maneira satisfatória aos objetivos do curso. Novamente ressalta-se a necessidade de uma melhoria nas informações de prevenção e segurança para uso das instalações, como, por exemplo, na sala de raio-X. Os planos de expansão e manutenção encontram-se em andamento, de acordo com planejamento proposto até 2015. As fazendas experimentais são adequadas para o desenvolvimento das atividades do curso. Nestes espaços foram encontradas evidências das atividades de ensino, pesquisa e extensão. As instalações atuais das fazendas atendem de maneira satisfatória ao desenvolvimento destas atividades, no entanto os planos de manutenção e expansão encontram-se estagnados, e somente recursos de alguns projetos como os de avicultura estão sendo destinados. DECIDE-SE: A Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior – CONAES resolve, por unanimidade de seus membros: 1. Acreditar o curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Campina Grande – UFCG, oferecido na cidade de Patos – PB, pelo período de seis anos, contados a partir da publicação em ata da Rede de Agências Nacionais de Acreditação - RANA, por cumprir os critérios definidos para a acreditação do Sistema ARCU-SUL. 2. Elevar a presente Resolução à Rede de Agências Nacionais de Acreditação do Setor Educacional do MERCOSUL, para seu conhecimento e difusão. …………………………………………….. …………………………………………….. JOÃO CARLOS PEREIRA DA SILVA Presidente da CONAES CLAUDIA MAFFINI GRIBOSKI Diretora da DAES/INEP 9