COMUNICADO DE IMPRENSA
Portugal em 7º lugar no ranking dos países desenvolvidos com
índice de incumprimento de crédito mais elevado
• Chipre, Grécia e Irlanda lideram a lista de acordo com um estudo realizado pela
Oliver Wyman e a Intrum Justitia
• O mercado Europeu da concessão de crédito a particulares e PME’s está em
transformação. Os Bancos Europeus terão de enfrentar novos desafios;
Regulamentação, Novos canais digitais, Novos concorrentes e a gestão por terceiros
do crédito em incumprimento são tendencias que alterarão este mercado nos
próximos anos.
Chipre, Grécia e Irlanda são dos países desenvolvidos ( PIB > 150 000 milhões), os que
apresentam os maiores indíces de incumprimento, enquanto Portugal está em sétimo lugar
no ranking, de acordo com um estudo divulgado hoje e elaborado pela consultora
estratégica Oliver Wyman e a Intrum Justitia, grupo especializado em serviço de Gestão de
Crédito.
O Estudo analisa a situação do crédito dividindo-o em hipotecário; pessoal e PME, em 28
países europeus e faz uma previsão da sua evolução nos próximos 3 anos.
Algumas das conclusões do estudo da Oliver Wyman e da Intrum Justitia mostram que
existem grandes variações nos índices de incumprimento de crédito nos vários produtos
analisados, registando-se o maior incumprimento no sul da Europa e nos empréstimos às
PME.
Nos países ” sob observação” (Portugal, Espanha, Itália, Áustria, Eslovénia, Hungria,
Grécia, Malta, Chipre e Rússia), a banca vai ter de lidar com o fardo do crédito mal parado
nos próximos anos. A aprendizagem da situação vivida, vai influenciar a performance
financeira no futuro. As condições de mercado irão melhorar mas os bancos nestes países
devem concentrar-se no desenvolvimento de modelos de negócio e fazê-lo de forma
eficiente.
As entidades financeiras nos países com maior risco de deterioração nos mercados de
crédito devem assumir parte da dívida. O êxito destes países dependerá das ferramentas e
processos que usarem para reduzir o incumprimento.
Nos mercados estáveis (Dinamarca, Finlândia, Irlanda, Luxemburgo, Noruega, Suécia,
Suíça e Reino Unido) espera-se um crescimento lento. As entidades financeiras irão
enfrentar um aumento da concorrência e terão mais dificuldades para ganhar quota de
mercado. O crédito hipotecário continuará a aumentar, enquanto que o crédito pessoal e
para as PME diminuirá.
As entidades que concedem crédito, nos países considerados no estudo como estáveis,
devem utilizar novas fontes de big data para fazerem com uma melhor avaliação dos riscos
de crédito e assim aumentarem a taxa de aprovação, sem perder margens.
Nos países emergentes (República Checa, Estonia, Polónia, Eslovénia e Turquia), a
prioridade é evitar os erros cometidos pelas entidades bancárias dos países em
observação, como Portugal e investir na análise do risco de crédito que inclua a gestão e
recuperação de crédito.
Na maioria dos mercados, o crédito ao consumo continurá a ser um dos segmentos mais
atrativos e na maioria dos mercados maduros (Austria, Belgica, França, Alemanha e
Holanda) haverá uma intensa competição entre as empresas.
Segundo o relatório, hoje apresentado, todos os países devem investir em tecnologia,
nomeadamente no segmento digital para crescerem. Esta estratégia possibilitará o contato
permanente com os clientes sem aumentar os custos operacionais. Contudo, poderão
enfrentar alguns riscos relacionados com a excessiva exposição.
De uma forma geral, todos os países terão de adaptar-se rapidamente às novas
regulamentações, alterar a estrutura dos produtos de crédito, a análise de risco e a
comunicação com o cliente para conseguirem preservar a rentabilidade financeira.
Assim, relatório identifica quatro desafios fundamentais para as empresas de créditos nos
próximos anos:
1. Novas Regulamentações: as novas normas contabilísticas, a proteção dos
consumidores, as novas estruturas empresariais e os testes de stress vão gerar
mais custos para as empresas.
2. Inovação Digital: os canais digitais oferecem novas oportunidades para as
entidades bancárias na hora de comunicar com os seus clientes.
3. Novos concorrentes: o surgimento de novas empresas do mercado financeiro ou
não financeiro vão exigir que as entidades financeiras tenham mais preocupações
no que respeita aos seus clientes.
4. A utilização de serviços de terceiros para gerir o crédito em Incumprimento,
permite que os bancos dêem mais valor aos seus portfólios, especialmente em
mercados com maiores dificuldades.
Para Luis Salvaterra, Diretor Geral da Intrum Justitia, “Desde 2008, o crédito ao retalho e
as PME, em toda a Europa, foi afetado pela crise da dívida tanto dos bancos como dos
governos, o que provocou uma estagnação dos níveis de crescimento.
O responsável reforça que “As novas barreiras reguladoras criam alguns constrangimentos
no imediato, mas a longo prazo contribuirão para uma maior solidez do sistema financeiro
bem como das familias e empresas.”
Sobre a Intrum Justitia
A Intrum Justitia é a maior consultora europeia de serviços de gestão de crédito e
cobranças (CMS), oferece um vasto leque de serviços incluindo a compra de créditos e que
tem como missão melhorar o cash flow e a rentabilidade a longo prazo dos seus clientes.
Fundada em 1923, a Intrum Justitia tem 3,800 empregados em 20 países. A faturação
consolidada em 2014 foi de 530 milhões de euros. Intrum Justitia AB está cotada na bolsa
Nasdaq de Estocolmo desde 2002. Para mais informações, por favor visite:
www.intrum.com
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Portugal em 7º lugar no ranking dos países