ANALISE DO PERFIL DOS IDOSOS NA CLÍNICA DE FISIOTERAPIA DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ (UNIOESTE). Jhenifer karvat1, Caroline de Castilho Junges², Fernanda Michelon³, Ivandro Ferrari de Lara4, José Fernando Baumgartner Maciel5, Patrícia Duarte6, Vanessa Simon7. Introdução: Segundo a Lei N.8.842, de 4 de janeiro de 1994 no artigo 2, considera-se idoso, a pessoa maior de sessenta anos de idade. E essa população vem crescendo de modo acelerado desde a segunda metade do século passado em números absolutos e relativos. Papaleo Netto e Borgonovi (2000), afirmam que o envelhecimento é caracterizado como um processo dinâmico e progressivo, no qual há modificações morfológicas, funcionais, bioquímicas e psicológicas, que levam à perda da capacidade de adaptação do individuo ao meio ambiente, ocasionando maior vulnerabilidade e maior incidências de doenças podendo levá-lo a morte. O fato da ocorrência de várias doenças crônicas estarem acometendo a saúde da população idosa relaciona-se, direta ou indiretamente, aos hábitos de vida e ao ambiente em que está inserida, que podem gerar incapacidades, dependências na vida diária e perda da autonomia. sendo que estas afecções não têm diagnóstico de rápida resolutividade e absorve grandes quantidades de recursos materiais e de formação profissional entre eles a fisioterapia. Objetivo: Assim, o presente trabalho teve como objetivo, analisar o perfil dos idosos na Clínica de Fisioterapia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE). Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo descritivo transversal, constituído por uma amostra de idosos, com idade igual ou superior a 60 anos, de ambos os gêneros, cadastrados na Clínica de Fisioterapia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), Cascavel-PR. Os dados foram coletados nos dias 20 e 27 de maio de 2010, na referida clínica. A coleta foi realizada por meio de um questionário, aplicado na forma de entrevista aos 26 sujeitos participantes da pesquisa. O questionário compreendia questões previamente elaboradas pelos pesquisadores focalizando dados de identificação e aspectos específicos relacionados à pesquisa, totalizando treze questões. Nas questões de dados de identificação foram contemplados indicadores tais como nome, idade, gênero e profissão em que trabalhava. Os indicadores de saúde, compreendidos pelas demais perguntas do questionário, foram motivo da procura pela fisioterapia, tempo e frequência à clínica, prática de exercício 1 Acadêmica do 2º ano do curso de Fisioterapia. Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE). [email protected]. Fone: (45)9941-6973. ² Acadêmica do 2º ano do curso de Fisioterapia. Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE) ³ Acadêmica do 2º ano do curso de Fisioterapia. Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE) 4 Acadêmico do 2º ano do curso de Fisioterapia. Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE) 5 Acadêmico do 2º ano do curso de Fisioterapia. Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE) 6 Acadêmica do 2º ano do curso de Fisioterapia. Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE) 7 Acadêmica do 2º ano do curso de Fisioterapia. Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE) físico, a interferência do problema nas atividades diárias, necessidade de ajuda para suas atividades, outros tipos de doença, presença de algum vício, ocorrência de queda e ocorrência de fratura. As perguntas do questionário eram do tipo abertas e fechadas, possibilitando aos informantes fornecerem os dados conforme suas lembranças. A aplicação do questionário ocorreu da seguinte forma: o documentador lia as perguntas em voz alta, certificando-se de que os entrevistados haviam compreendido as mesmas. As observações/respostas fornecidas pelos informantes foram transcritas fielmente, e na presença dos mesmos, pelo documentador. O tempo médio de aplicação do questionário foi de aproximadamente vinte minutos para cada entrevistado. Observaram-se dificuldades de compreensão por parte dos informantes em relação às perguntas do questionário, o que justificou a preocupação do documentador em esclarecer o conteúdo das mesmas. Resultados e Discussão: A amostra da presente pesquisa compreendeu inicialmente 26 indivíduos participantes das entrevistas. Desse número de entrevistados, 8 foram excluídos, por não atenderem ao requisito de idade mínima (60 anos) para compor a categoria denominada “idoso”, segundo a Lei N.8.842, de 4 de janeiro de 1994 no artigo 2. Desta maneira, a amostra final, foi composta de 18 idosos que freqüentam a Clínica de Fisioterapia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), CascavelPR. Nos dados que caracterizam o perfil de gênero, faixa etária e profissão observou-se que, o grupo de idosos entrevistados era composto por dois homens (12%) e por dezesseis mulheres (88%). A idade dos entrevistados variou de 60 a 79 anos e a faixa etária com maior número de indivíduos foi a de 60 a 65 anos, correspondendo a 50% do total de participantes. Referente à profissão dos entrevistados, constatou-se que a profissão de agricultor predominou sobre as demais, correspondendo a 41% dos idosos participantes da pesquisa. Em relação aos indicadores de saúde dos idosos, constatou que o principal motivo pela procura da fisioterapia foi artrose, correspondendo 23,8% dos entrevistados. Em relação ao tempo de tratamento, considerou que 27,77% dos idosos fazem fisioterapia em menos de um ano ou a 3 anos. Já em relação à freqüência da fisioterapia, 94,45% dos entrevistados relataram fazer 2 vezes por semana. De acordo com a prática de atividade física, 62% dos entrevistados disseram não exercerem qualquer tipo de atividade. Em relação, as dificuldades de realizar tarefas, metade dos entrevistados (50%) disseram que não haviam nenhuma dificuldade e os outros 50% disseram que haviam dificuldade. Entretanto, no que se refere à necessidade de ajuda de terceiros para realizarem atividades diárias 78% dos entrevistados forneceram a informação que não precisam de ajuda para suas atividades. A respeito do índice predominante de outras doenças que acomete os idosos constatou-se que é a Hipertensão arterial sistêmica com 52% dos entrevistados. Já a categoria sobre o vicio, 100% dos entrevistados não possuíam nenhum. De acordo com as quedas, 62% relataram que já caíram, entretanto 55% disseram que não tiveram nenhuma fratura. Contudo, muitos estudos vêm sendo realizados em países desenvolvidos e em desenvolvimento, com o intuito de propiciar informações que possam subsidiar ações de promoção preventiva. Em nosso estudo verificamos a prevalência máxima de 23 doenças, tendo como a mais encontrada a hipertensão arterial sistêmica com 52% dos entrevistados, entretanto o fator predominante para a procura pela fisioterapia foi a artrose (23,8%), e este resultado é concordante com o de Ramos (2003) que demonstra que a maioria dos idosos, referiu ao menos uma doença crônica. Em relação às atividades de vida diárias (AVD`S), 50% dos entrevistados relataram não ter dificuldades em executar mostrando-se totalmente independentes e com autonomia para decisões. Entretanto, um aspecto importante a ser ressaltado é o percentual de quedas referidas (62%), que pode comprometer a capacidade funcional e autonomia, caso as causas não forem detectadas. Mediante a esta realidade tornase necessário contextualizar os profissionais aos novos paradigmas de saúde, e adequar os serviços de saúde para uma efetiva implantação de políticas publicas voltada aos idosos. Bem como, conscientizar a sociedade sobre a importância da constituição de um novo olhar destinado à orientação, educação, apoio aos idosos e às famílias, de modo, a prepará-la para ações preventivas e enfrentamento da situação crônica da saúde. Conclusão: Após a realização deste estudo, percebeu-se que a fisioterapia tem um papel fundamental no dia a dia dos idosos. Para eles, este momento trás um grande bem estar tanto físico quanto psicológico, diminuindo suas dores, fazendo com que adquiram mais independência, o que lhes causa uma grande satisfação, afetando diretamente na qualidade de vida dos mesmos. Nos resultados obtidos, observou-se que o número de mulheres que participam do grupo de idosos, é superior ao numero de homens, isso se dá, talvez, pelo fato de que as mulheres preocupam-se muito mais com sua saúde e seu bem estar. Outro fato importante a ser citado, é que a maioria dos entrevistados, são totalmente independentes em suas AVD`S, o que aumenta sua autoconfiança. Ao final do trabalho, concluímos que estudos aplicados sobre o perfil dos idosos, são de grande valia, pois nos ajudam a conhecer e entender melhor a realidade de nossos pacientes. Palavras–chaves: idosos; perfil; fisioterapia. Referências 1. Netto MP, Borgonovi N. Biologia e teorias do envelhecimento. In: Netto, MP. Gerontologia: a velhice e o envelhecimento em visão globalizada. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 2002. 2. Política nacional do idoso - Lei Nº 8842, de 4 de janeiro de 1994. Disponível em: <http://www.ufrgs.br/3idade/Legisla%C3%A7%C3%A3o/lei8842.html> 3. Ramos, LR. Fatores determinantes do envelhecimento saudável em idosos residentes em centro urbano: Projeto Epidoso, São Paulo. Cad. Saúde Pública. 2003; 19: 793-797. 4. Veras, RP. País jovem de cabelos brancos: a saúde do idoso no Brasil. 2 ed. Rio de Janeiro: Relume Dumará, UERJ, 1994. 5. Yuaso RD, Sguizzatto TG. Fisioterapia em pacientes idosos. In: Netto, MP. Gerontologia: a velhice e o envelhecimento em visão globalizada. São Paulo: Atheneu, 2002.