ATITUDES FRENTE À QUÍMICA ESCOLAR DOS ESTUDANTES DO
CURSO TÉCNICO INTEGRADO DO IFRN
Lucas Oliveira de Medeiros, Renê Airton Cunha Soares, Thaisa Vivianne Barbosa de Lucena,
José Araújo Amaral, Albino Oliveira Nunes
Instituto
Federal
do
Rio
Grande do Norte, Mossoró/RN. [email protected],
1
[email protected], [email protected], [email protected],
[email protected]
Resumo
O conhecimento é produzido e disseminado com velocidade nunca imaginada, mas vivemos
uma crise no ensino de ciências, tendo-se a emergência da necessidade de alfabetização
científica e tecnológica da população em geral, onde a Química é importante. O foco deste
trabalho são as atitudes científicas e atitudes frente à química dos alunos do 3º ano do Curso
Técnico de Mecânica do IFRN – Campus Mossoró em uma abordagem quali-quantitativa por
um questionário aberto, uma escala de Likert e uma escala de diferencial semântico. Nos
resultados percebe-se que os alunos mostram uma atitude científica positiva em relação à
química, entendendo a atuação do químico e da citada ciência como útil à sociedade. Porém
expõem uma atitude negativa frente à ciência química escolar, afirmando dificuldade nela e
demonstrando baixa autoestima quanto sua possibilidade efetiva de aprender esta ciência.
Abstract
The knowledge is produced and disseminated at speeds never imagined, but we live in a crisis
in science education, having been the emergence of the need for scientific and technological
literacy of the general population, where the chemistry is important. The focus of this work
are the scientific attitudes and attitudes to chemistry of students of 3rd year’s technical course
of Mechanics of IFRN - Campus Mossoró in an approach qualitative and quantitative in an
open questionnaire, a Likert scale and a scale of semantic differential. In the results it is clear
that students show a positive scientific attitude in relation to chemistry, understanding the role
of the chemical and cited science as useful to society. But expose a negative attitude against
the science of chemistry school, claiming it hard and showing low self-esteem and their
ability to learn this effective science.
Palavras-chave: Atitudes e Crenças, Ensino de Química, Ensino de Ciências.
Introdução
Estamos inseridos em uma sociedade pós-moderna (NUÑEZ e RAMALHO, 2004), em que os
efeitos da ciência e da tecnologia estão continuamente alterando nossas formas de
convivência com o planeta, com nosso semelhante e até mesmo alterando a nossa visão de
mundo. Nessa nova era o conhecimento é produzido e disseminado com velocidade nunca
imaginada, mas também os efeitos desta produção são sentidos quase que instantaneamente
em todas as partes do mundo.
Diante disso seria esperado que houvesse um crescente interesse pelos conhecimentos
relativos à ciência e à tecnologia, contudo como salienta Pozo e Gómez-Crespo (2009)
vivemos uma crise no ensino das ciências.
Esses autores afirmam que esta crise manifesta-se no fracasso dos estudantes frente à
expectativa dos docentes ou por aqueles manterem ideias e atitudes equivocadas sobre a
ciência mesmo depois de anos de estudo, com a persistência de crenças positivistas sobre a
natureza da ciência e da tecnologia, sobre sua interação com a sociedade.
Neste cenário, o conhecimento químico tem um importante papel no contexto da
sociedade pós-moderna, uma vez que diversas transformações sociais, ambientais e
tecnológicas vêm se processando em interação com a ciência química, como na busca de
novas fontes energéticas e na síntese de fármacos e cosméticos.
Desta forma, nosso objetivo é analisar as atitudes científicas e atitudes frente à
química dos alunos do terceiro ano do Curso Técnico Integrado em Mecânica do IFRN –
Campus Mossoró através de uma abordagem quali-quantitativa baseada em um questionário
aberto, uma escala de Likert e uma escala de diferencial semântico.
Metodologia
Há a presença marcante de dois paradigmas básicos na pesquisa social e por consequência no
Ensino de Ciências, sendo estes o qualitativo e o quantitativo, tendo cada qual suas limitações
e inclusive contradições (GRECCA, 2002). A abordagem qualitativa resulta no recolhimento
intensivo de dados permitindo uma análise mais profunda das questões propostas, enquanto a
abordagem quantitativa permite a quantificação dos resultados, estudados através de análise
estatística (COLL, DALGETY e SALTER, 2002). Com base nisto, neste trabalho foi
realizada uma pesquisa quali-quantitativa.
Os instrumentos utilizados nesta pesquisa foram um questionário com cinco questões
abertas, das quais foram utilizadas a questões 1, 4 e 5 e a adaptação de duas escalas do CAEQ
(Chemistry Attitudes and Experiences Questionnaire) (COLL, DALGETY e SALTER, 2002),
sendo a primeira uma escala de diferencial semântico com 22 comparações, cujos valores
variaram entre -3 (mais negativo) e +3 (mais positivo) e a segunda, uma escala de Likert com
30 afirmativas dividida em três blocos: aulas expositivas, de monitoria e de laboratório. Na
escala de Likert, foram utilizados os valores +2 para TA (totalmente de acordo), +1 para A
(de acordo), 0 para I (indeciso), -1 para D (desacordo) e -2 para TD (totalmente em
desacordo), sendo utilizadas as duas primeiras subescalas desta escala de Likert. Foi
empregado, na análise estatística, o cálculo da média aritmética e desvio padrão de cada
assertiva proposta.
Este trabalho focou a aplicação deste instrumento na turma do 3º ano do curso técnico
integrado em Mecânica do IFRN – Campus Mossoró do ano letivo de 2011.1.
Resultados e Discussão
Conforme explicitado na metodologia, foi feita uma análise qualitativa das respostas dos entrevistados
partindo dos seguintes questionamentos:

Você recebia alguma assistência extra classe para ajudar estudo da química? Como era?

Para você qual o papel do químico na nossa sociedade?

Você escolheria alguma profissão relacionada à química? Qual profissão você pretende
exercer no futuro?
A primeira questão tem o objetivo de analisar quais as percepções do aluno com o estudo da
Química fora da sala de aula, enfatizando quais meios são por ele utilizados para complementar seu
estudo. As respostas referentes a essa questão foram categorizadas e, posteriormente, tabuladas,
conforme gráfico A abaixo.
Gráfico A – Assistência extra classe no estudo da Química
Como é possível perceber, 34% dos estudantes utilizam-se dos meios oferecidos pelo IFRN
para complementar seu estudo de Química, como é o caso da assistência do professor através do CA,
conforme diz o estudante nº10: “A assistência que tínhamos era o CA (centro de aprendizagem), onde
podíamos tirar dúvidas, porém era pouco utilizado. O CA era feito nos horários inversos, facilitando
para os alunos.” bem como o acesso à monitoria do laboratório de Química da instituição, conforme o
estudante nº3: “Monitores encontram-se no laboratório dispostos a tirar dúvidas dos alunos.”.
Porém, mesmo apontando estas diversas maneiras de buscar assistência extra classe, muitos
dos estudantes confirmam que não utilizam-se deles, como pode-se ver na resposta do estudante nº18:
“Não [recebia assistência extra classe], apesar das instituições onde estudei oferecerem tal
assistência.”. Isso denota que os estudantes preferem estudar sozinhos ou em pequenos grupos de
amigos, deixando para tirar dúvidas somente na hora da aula e, sendo este tempo insuficiente para
todos os alunos tirarem suas dúvidas, o rendimento na disciplina não chega a um nível satisfatório.
Embora com todos estes recursos disponíveis, 59% dos entrevistados responderam que não
tinha ou não recebia assistência extra classe no estudo da Química. Podemos inferir a partir disto que a
maioria, mesmo tendo conhecimento de que dispunha de assistência, não sentia necessidade dela ou
mesmo por não dar a devida importância ao conteúdo ministrado e, com isso, não saber mesmo nem
quais são suas dúvidas ou ainda se as têm.
O segundo ponto analisado dá razão, na visão de cada entrevistado, a qual o papel do químico
na sociedade, cujas respostas foram categorizadas conforme o gráfico B abaixo.
Gráfico B – O papel do químico na nossa sociedade
Nota-se que, neste caso, os entrevistados têm diversas posições acerca do papel do químico na
nossa sociedade, partindo de sua contribuição como professor e aquela que ajuda a entender o mundo
até mesmo ao seu trabalho no desenvolvimento da indústria e da tecnologia. É importante notar, pois,
que a visão do químico apenas como professor atualmente já não é mais tão corrente, como
percebemos ao ver o gráfico que apenas 13% dos alunos questionados colocaram como o papel do
químico na sociedade alguém que leciona e/ou entende o mundo.
“O químico é importante/fundamental devido a sua atuação na sociedade”. Esta sentença
resume bem o que 22% dos entrevistados colocaram como o papel do químico na sociedade. Estes
estudantes foram mais gerais em suas respostas sem necessariamente justificar como se dá a atuação
do químico na sociedade ou, se o faz, não foi suficiente para posicionar as respostas dentro de uma das
categorias presentes no gráfico ou surgiu necessidade de criar-se uma nova categoria para contemplálas.
Por outro lado, 34% dos entrevistados apontaram prioritariamente os avanços na indústria e na
tecnologia como o papel do químico na sociedade, conforme vemos nas respostas dos estudantes nº16:
“Criar, desenvolver e melhorar substâncias que serão necessárias às pessoas, tanto para consumo como
para as diversas utilizações e aplicações.”.
Houve também, aqueles que fizeram referência direta aos benefícios ao meio ambiente e à
sociedade como papel do químico na sociedade (22% dos entrevistados). Alguns poderiam dizer que
as duas últimas categorias se complementam e deveriam estar unificadas em apenas uma, mas vale
ressaltar que analisamos o teor de cada resposta individualmente e as classificamos de acordo c om a
ênfase dada em cada um dos pontos categorizados. Assim, podemos ter uma prova da diferenciação
destas duas categorias observando o exemplo aplicado no parágrafo acima e a resposta do estudante
nº6, que diz que “Ele [o químico] é muito importante para compreendermos melhor os eventos da
natureza e para que nós possamos nos adaptar ou superar certos problemas enfrentados, como doenças,
erosões, chuva ácida etc. E ainda é mais necessário nos dias de hoje em que estamos passando por
diversas desventuras ambientais. A química é necessária para o avanço e sustentabilidade da
sociedade.
A última análise qualitativa neste trabalho trazia o seguinte questionamento: “Você escolheria
alguma profissão relacionada à química? Qual profissão você pretende exercer no futuro?”. Essa
questão tem como objetivo enxergar quais são as ligações que o estudante faz entre a Química e as
diversas carreiras disponíveis no mercado e se ele tem conhecimento de que aquela profissão que ele
pretende seguir faz uso desta ciência ou não. Os dados desta questão foram divididos em dois grandes
grupos: estudantes que escolheriam alguma profissão relacionada à química e estudantes que não
escolheriam alguma profissão relacionada à química, sendo cada qual categorizada de acordo com as
áreas de trabalho citadas pelos estudantes.
Observando o gráfico C abaixo, pode-se ver que, dos 20 estudantes que disseram poder
escolher alguma carreira ligada à química, a maioria dentre eles (38%) optou pela Engenharia
Mecânica, resultado já esperado, uma vez que é uma graduação relacionada também ao curso técnico
de Mecânica, do qual os entrevistados fazem parte. É importante notar que 14% destes entrevistados
citaram outras engenharias, como a engenharia de petróleo e a engenharia química.
Gráfico C – Estudantes que escolheriam alguma profissão relacionada à química
Nota-se que boa parte dos entrevistados nesta categoria (33% dentre estes) colocou carreiras
da saúde como opção de vida, como medicina e nutrição, além de que 5% destes citaram profissões
dentro de outras ciências biológicas, como a biotecnologia. Mesmo assim, 10% dos entrevistados que
afirmaram poder escolher uma profissão ligada à química não mencionaram a profissão que seguirão.
Além destes, outros 9 estudantes disseram que não escolheriam uma profissão relacionada à
química. Notou-se novamente a aparição da carreira “Engenharia Mecânica” entre os citados (45%
destes entrevistados). Isso mostra que, mesmo cursando o terceiro ano do curso técnico de mecânica,
alguns entrevistados ainda não têm ideia da dimensão da química no universo das engenharias. Outros
22% destes entrevistados afirmaram querer seguir alguma profissão enquadrada nas ciências humanas,
como é o caso de Direito. Ainda assim, mesmo entre estes estudantes, 33% não explicitaram a
profissão que desejam seguir.
Neste momento, serão analisados os dados da primeira escala de diferencial semântico do
instrumento, dividida cinco subescalas:

Atitude frente a químicos (1 a 9)

Habilidades dos químicos (10 a 13)

Atitudes frente à química na sociedade (14 e 15)

Interesse em carreiras na química (16 a 20)

Interesse de lazer na química (21 e 22)
Abaixo, segue o gráfico E com as médias referentes à escala analisada.
Gráfico E – Percepções sobre química e tópicos relacionados
Percebe-se que de maneira geral os entrevistados apresentaram médias positivas no que se
refere a esta escala. Porém, em todas as afirmações, obteve-se um desvio padrão alto (com média de
1,41), o que significa nas afirmações de média próxima a zero não houve consenso entre os estudantes,
tendo uma parte avaliado a assertiva positivamente e outra parte avaliado negativamente enquanto
uma terceira parte demonstrou indecisão na afirmação.
Com relação à primeira subescala, nota-se, porém, uma média negativa, na assertiva 1, onde o
estudante colocava-se quanto à importância que os químicos dão às atividades físicas. Nota-se também
médias positivas consideráveis nas assertivas 2 e 3 (consciência social e ambiental do químico) e na
assertiva 8 (químicos são questionadores).
Na subescala de habilidades dos químicos, obteve-se a maior média da escala (2,31), na
assertiva 10, em que o grupo entrevistado colocou que a pesquisa em química ajuda as pessoas.
Já a terceira subescala apresentou médias positivas próximas do eixo das abcissas, ou seja, a
turma entrevistada não tem uma opinião geral sobre o quão chatos ou interessantes/divertidos são os
web sites de química e os documentários científicos.
Para o interesse em carreiras na química, obtiveram-se médias positivas razoáveis, sendo que a
maior delas (assertiva 16) diz respeito ao quão desafiadores são estas carreiras. Já a assertiva 20 teve
uma média baixa, mostrando que há indecisão quando se pergunta se estas carreiras são excitantes ou
tediosas.
A última subescala, que contém duas assertivas, apresentou média negativa na primeira (que
trata do quão fascinante é falar de química com os amigos) e média positiva razoável na segunda (que
demonstra o interesse em filmes de ficção científica).
Já na escala de Likert, serão analisadas as subescalas de aulas expositivas e aulas de monitoria,
a primeira com 10 assertivas e a segunda com 8, cujas médias observa-se no gráfico F a seguir.
Gráfico F – Sobre as aulas expositivas e de monitoria
Também nesta escala predomina assertivas cuja média revelou-se abaixo de zero, sendo que
das médias positivas, a grande maioria é infimamente expressiva e somente uma alcançou um valor
um pouco maior.
Esta afirmação é a primeira da escala (cujo desvio padrão não foi tão alto em relação à média),
em que os alunos mostraram-se de acordo com o material da aula como relevante aos objetivos do
ensino médio.
Ainda na subescala de aulas expositivas, encontra-se a afirmativa 5, de média 0, em que o
grupo entrevistado não obteve uma opinião similar em relação ao interesse dos tópicos/temas
apresentados em aula. Nesta subescala, a média de maior expressividade negativa pertence à assertiva
6, onde os alunos mostraram-se em desacordo sobre o quanto os professores de química fizeram sentir
que o estudante tinha a habilidade para continuar na ciência.
Na subescala de aulas de monitoria, verifica-se uma visão negativa acerca das assertivas
colocadas. A menor média da escala encontra-se neste grupo de questões, mais precisamente a
assertiva 18, em que os alunos demonstraram não comparecer à monitoria de química para eventuais
dúvidas. A média de menor expressão nesta subescala está na afirmação 14, positiva, porém quase
nula, em que os estudantes mostraram-se indecisos quanto à facilidade de encontrar-se um monitor
para discutir um problema, mas como o desvio padrão não só desta assertiva como de toda a escala
apresentou altos valores, conclui-se que alguns alunos conseguiam encontrar monitoria facilmente
enquanto outros não conseguiam.
Conclusão
Diante dos dados expostos, percebe-se que os estudantes apresentaram uma atitude científica
positiva quanto à química enquanto ciência transformadora do mundo, colocando-a também
como peça importante de seu futuro profissional. Eles entendem o quanto a química é
fundamental para a manutenção da sociedade e o quanto ela está difundida em nosso meio.
Essa atitude científica positiva contrasta com a atitude frente à química enquanto
ciência escolar, esta bastante negativa. Os estudantes mantêm a ideia de que a química é uma
ciência difícil de aprender, em que não existe o devido acompanhamento escolar ou um
incentivo suficiente por parte dos professores e monitores.
Sabe-se, contudo, que estes recursos estão disponíveis para o alunado, dependendo
apenas do seu interesse para utilizá-los. Este interesse dificilmente partirá apenas do próprio
aluno, sendo o professor o primeiro a agir nesta tarefa de conscientização do aluno (e mesmo
de fazer uma autoavaliação de como anda sua metodologia de ensino), a fim de que este
"medo" da química desapareça lentamente e o rendimento dos estudantes venha no nível
desejado.
Referências
ACEVEDO, J. A. D. A.; ALONSO, Á. V.; MASSANERO, M. A. Progresos en la
evaluación de actitudes relacionadas con la ciencia mediante el cuestionario de opiniones
CTS. Disponível em <http://www.campus–oei.org/salactsi/acevedo.htm>. Acesso em 20 jan.
2010.
COLL, R. K., DALGETY, J., SALTER, D. The development of the chemistry attitudes and
experiences questionnaire (CAEQ). Chemistry education: Research and practice in Europe.
n 1, v. 3, 2002, p.19-32 .
GRECCA, I. M. Discutindo aspectos metodológicos da pesquisa em ensino de ciências:
algumas questões para refletir. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências.
n. 2, v.1, p. 73-82, 2002.
NUÑEZ. I. B.; RAMALHO, B. L. Fundamentos do ensino-aprendizagem das ciências
naturais e da matemática: o novo ensino médio. Porto Alegre: Sulina, 2004.
POZO, J. I.; GÓMEZ CRESPO, M.A. A aprendizagem e o ensino de ciencias: do
conhecimento cotidiano ao conhecimento científico. Porto Alegre: Artmed, 2009.
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atitudes frente a quimica escolar dos estudantes do curso