ANÁLISE DO PERFIL SOCIOECONÔMICO DA AGRICULTURA FAMILIAR NO MUNICÍPIO DE DILERMANDO DE AGUIAR-RS1 ABBADE DA SILVA, R.2; GUSE, J. C.3; STRASSBURGER, R.4; FREITAS, L. A. R.5 1 A pesquisa teve o apoio do Governo Federal através do Ministério da Educação/Secretaria de Educação Superior Edital n° 04 – Programa de Extensão Universitária – PROEXT 2011. 2 Acadêmico do curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Santa Maria, RS, Brasil 3 Acadêmica do curso de Ciências Contábeis da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Santa Maria, RS, Brasil 4 Acadêmica do curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Santa Maria, RS, Brasil 5 Mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Brasil. Professor Adjunto do Departamento de Departamento de Ciências Contábeis da Universidade Federal de Santa Maria. E-mail: [email protected]; [email protected]; [email protected]; [email protected] RESUMO Examina o modo de gerenciamento de 42 agricultores familiares do município de Dilermando de Aguiar-RS. Objetiva verificar as técnicas gerenciais utilizadas para a contabilidade da atividade. As famílias foram entrevistadas in loco, fez-se o uso de questionários semiestruturado com perguntas abertas e fechadas pela oportunidade de não só obter respostas homogêneas más também respostas ímpares. Entre os problemas encontrados ressaltam o uso inadequado de ferramentas gerenciais e até mesmo a não utilização da mesma e o baixo nível de qualificação dos entrevistados. Por conseguinte, as atividades não geram o resultado esperado pela maioria dos produtores. Palavras-chave: Agricultura Familiar, Gerenciamento, Qualificação. 1. INTRODUÇÃO A agricultura brasileira tem evidenciado um pujante desempenho, com repetidos recordes de produção, com uma produtividade que se eleva continuamente e com investimentos. Com efeito, nesta última década, os recursos públicos para a produção agrícola e a pecuária mais que quintuplicaram, não só abastecendo o grande mercado brasileiro, mas também exportando para quase duas centenas de países crescentes (NAVARRO, 2010). Apenas na década de 1995 a 2005, o agronegócio familiar oscilou entre 9,0% e 10% do PIB brasileiro (GUILHOTO et al., 2007). Para continuar nos trilhos do desenvolvimento, os objetivos da política para a agricultura devem ser o aumento da produtividade e da eficiência, com a consequente redução de custos, o gerenciamento do risco inerente à atividade e a melhoria dos produtores; em suma, a produção da competitividade da agricultura brasileira (CUNHA, 1 2010). Porém qual pode ser um dos caminhos para alcançar essas metas propostas? No Brasil há aproximadamente 4.367.902 estabelecimentos de Agricultura familiar (IBGE, 2006), fato que denota o potencial de alavancagem de produção, pois a importância da agricultura familiar está no fato de ser quantitativa e por ainda não ser também qualitativa, no que tange a gestão e produtividade, o número de famílias é expressivamente alto e dispersadamente atomizado por todas as regiões do Brasil. Por isso, a agricultura familiar será fundamental para o crescimento e desenvolvimento da economia Brasileira. No município de Dilermando de Aguiar-RS, existe um número expressivo de propriedades rurais que desenvolvem atividades agrícolas diversas e contribuem para o desenvolvimento da região centro-oeste do Rio Grande do Sul, o qual se destaca principalmente na produção de arroz, soja, fumo, milho e mandioca (FEE, 2009). Acredita-se que os problemas desses agricultores familiares possam ser induzidos à situação de uma grande parcela de pequenos produtores por todo o Rio Grande do Sul: a falta de gerenciamento adequado da propriedade, como também é do Distrito de São Valentim-RS (Zen, 2011), o qual se encontra em diferente comarca. Quaisquer organizações, sejam elas pessoas jurídicas ou físicas, precisam de controle que abranja toda sua estrutura. É nesse contexto que as propriedades rurais se inserem, pois as atividades desenvolvidas são grandes responsáveis pela produção de alimentos e geração de renda. Seus processos produtivos demandam de consideráveis volumes e valores de insumos materiais, humanos e financeiros, que necessitam ser avaliados e controlados de forma a permitir melhor uso dos recursos financeiros envolvidos. Nesse enfoque, existe a necessidade de se investigar o potencial de produção destas propriedades e da forma de gestão, sabendo-se da enorme importância para a geração de renda familiar. Ney e Hoffmann (2008) chamam a atenção para a necessidade de se examinar o setor secundário e terciário nos estudos que buscam elucidar a desigualdade de renda no ambiente rural. Reforçam também, o efeito de variáveis como educação, riqueza, localização do domicílio, discriminação por gênero e cor na conformação da renda rural, considerando que todas as fontes de renda das famílias rurais precisam ser pesquisadas. Por isso, no presente trabalho objetiva-se analisar o perfil socioeconômico da agricultura familiar no município de Dilermando de Aguiar-RS, buscando identificar importantes aspectos socioeconômicos, como a principal fonte de renda, renda média, nível de escolaridade, idade em que começaram a trabalhar, qualidade da gestão entre outros, com maior ênfase em pontos críticos a serem aprimorados. Valendo-se de questionários semiestruturados aplicados no município. 2. REFERENCIAL TEÓRICO 2 Wanderley (1996) a categoria agricultura familiar assume uma grande diversidade de formas sociais, em que estão incluídos o campesinato tradicional e as formas da agricultura familiar nas sociedades modernas, em que o campesinato, mesmo tendo perdido a significação e a importância que tinha, continua a se reproduzir nas sociedades atuais integradas ao mundo moderno. Para Mota, Schmitz e Freitas (2007), há a inter-relação entre a produção e o consumo, não apenas sendo a família produtora e consumidora, mas também o estabelecimento familiar corresponde a uma unidade de produção, em que a propriedade e o trabalho estão ligados à família. Os estudos realizados por Lênin (1992) no século XX apresentavam como ideia central que o campesinato se desintegraria, isto é, o campesinato se subdividiria em dois eixos: de um lado o camponês rico, aquele que teria os meios de produção e, portanto, se enquadraria na classe burguesa; do outro lado, aquele camponês que não possuiria mais os meios de produção e que para sua a sobrevivência venderia sua força de trabalho em troca de salário, enquadrando-se na classe do proletariado. Assim, haveria a diferenciação social, existiria a separação de classes em burguesia e proletariado, qualquer outra forma intermediária deixaria de existir, como exemplo a eliminação dos camponeses médios, haveria a intensificação dos extremos. Contudo, tender-se-ia naturalmente ao êxodo rural, conforme LÊNIN apud MARX (1992, p.15): A natureza do modo de produção capitalista implica uma constante diminuição da população agrícola em relação à não-agrícola, tendo em vista que na indústria (em sentido estrito) o crescimento do capital constante frente ao capital variável conecta-se ao crescimento absoluto deste último, apesar de sua redução relativa, ao passo que na agricultura o capital variável necessário à exploração de um pedaço de terra determinado diminui de forma absoluta; por conseguinte ele só pode crescer quando novas terras são exploradas, o que mais uma vez pressupõe um crescimento ainda maior da população não-agrícola. Não deixa de ser intrigante o fato de que o êxodo rural ainda é um problema presente e é impulsionado pelos mesmos males que perduram há três séculos no mundo. Porém, com um toque contemporâneo da alta tecnologia industrial em seus diferentes níveis em cada país. Mesmo que o setor agropecuário familiar seja lembrado por sua importância mais nas funções de caráter social do que as econômicas, devido sua menor produtividade e incorporação tecnológica, é preciso destacar assim que, a produção familiar, além de fator que reduz o êxodo rural e ser fonte de recursos para as famílias com menor renda, também contribui expressivamente para a geração de riqueza do próprio País (PIB da Agricultura, 2007). Portanto, pode-se afirmar que a agricultura familiar não é uma categoria social 3 recente, ou seja, a utilização que lhe tem sido atribuída nos últimos anos assume uma postura diferenciada. Fala-se de uma agricultura familiar como um novo personagem, diferente do camponês tradicional, que teria assumido sua posição de produtor moderno (WANDERLEY, 1999), mesmo que ainda pela definição por lei, os pequenos e médios estejam fora da definição de agricultura familiar (IBGE, 2009). Segundo os princípios que orientam a reprodução social da agricultura familiar, a classificação proposta por Carneiro (2000, p. 144-145) define três categorias de famílias: 1. Família agrícola de caráter empresarial, com produção voltada para o mercado; 2. Família camponesa, cuja lógica é a manutenção da propriedade familiar e da exploração agrícola; 3. Família agrícola “rurbana”, que orienta a produção agrícola à melhoria da qualidade de vida e busca outras fontes de renda. Além destas, a autora define mais dois tipos de agricultores familiares: o agricultor familiar neo-rural de caráter essencialmente mercantil, assumindo o papel de administrador da produção; e o agricultor familiar recém-assentado rural de origem urbana, como alternativa às restrições do mercado de trabalho urbano. Quanto à ocupação, as famílias foram classificadas por Del Grossi e Graziano da Silva (1998, 2002b, p. 25-26) em: a) Empregador: famílias com pelo menos um membro na posição de empregador. Esta categoria subdivide-se em empregador com até dois assalariados permanentes e empregador com três ou mais assalariados permanentes; b) Conta-própria: família sem nenhum empregador, mas com um membro com negócio próprio, contando com a ajuda dos membros da família; c) Assalariados: famílias sem nenhum empregador ou conta-própria, com pelo menos um membro trabalhando como empregado; d) Não-ocupados: famílias sem empregador, conta-própria ou assalariados, cujos membros não tiveram nenhuma atividade produtiva na semana de referência. 3. METODOLOGIA O itinerário metodológico partiu do mapeamento relativo à população total que reside no município de Dilermando de Aguiar-RS, com a identificação dos produtores rurais, sendo esses dados fornecidos pela secretaria de agricultura do município. Essas informações foram relevantes para a formação da população total a ser considerada nesta pesquisa, 4 formada por 625 produtores agropecuários (IBGE, 2006), com uma amostra de 42 produtores entrevistados, obtida por método não probabilístico com amostragem por quotas de classificação populacional em termos de agricultora familiar, conforme FONSECA (2010). Na coleta de dados foi utilizado um questionário semiestruturado desenvolvido com perguntas fechadas e abertas, relativas ao perfil dos produtores, direcionando-as também às informações socioeconômicas, com a finalidade de permitir respostas simples, porém, que também possibilitem retratar a real situação da agricultura familiar na região. Além disso, fez-se um levantamento de informações contábil, gerencial e florestal da propriedade. O questionário semiestruturado garante que as questões que não estavam previstas, mas que são úteis durante a pesquisa, possam ser acrescentadas ao mesmo. Pretende-se com isso buscar a padronização das informações dos empreendimentos agroindustriais de forma a agrupar as respostas comuns. Os dados foram tabulados, sendo feito o posterior agrupamento das informações similares, com análise de frequência e formação de quadros demonstrativos a partir da utilização de ferramentas de estatística básica. 4. RESULTADOS E DISCUSSÕES A análise dos resultados partiu da reunião de um conjunto de indicadores sobre a realidade socioeconômica dos produtores agropecuários do município de Dilermando de Aguiar-RS, abrangendo informações relativas à educação, trabalho e rendimento, reinvestimento, famílias, entre outros aspectos. 4.1 Níveis de escolaridade dos produtores Os dados mostram que quanto maior o número de entrevistados, menor é o nível de escolaridade. Ainda, que 6 em 42 dos produtores com maior grau de escolaridade (Ensino Médio completo e incompleto e Ensino Superior) realizam controle dos custos de produção de maneira mais apurada, conhecendo melhor as ferramentas gerenciais necessárias para maior eficiência no andamento da atividade. Porém, esse não é um padrão que possa ser estabelecido, uma vez que 36 em 42 dos produtores com qualificação necessária para fazer um controle maior dentro das propriedades não se utilizam de suas ferramentas, e controlam de forma superficial o gerenciamento das mesmas. Este é o caso de um produtor que possui ensino superior completo, o que o diferencia da maioria que está abaixo da linha de tendência, conforme a Figura 1. 5 valores da amostra Linear (valores da amostra) 6 níveis de escolaridade¹ 5 4 3 2 1 0 0 5 10 15 20 25 30 agricultores familiares 1. Os níveis de escolaridade foram subdivididos em seis, sendo 1 para analfabeto, 2 para ensino fundamental incompleto, 3 para ensino fundamental completo, 4 para ensino médio incompleto, 5 para ensino médio completo, 6 para ensino superior completo. Figura 1: Nível de escolaridade dos produtores rurais familiares. Fonte: Elaborado pelos autores a partir de dados primários da pesquisa. Também se faz necessário salientar, um caso em particular, um produtor que possui ensino fundamental incompleto, com menor quantidade de terra alcança rendimentos que ultrapassam o rendimento de produtores com até três vezes mais a sua quantidade de terra. Denotando que não é apenas produtores com maior grau de escolaridade que podem administrar bem o seu negócio, maximizar os lucros e minimizar os prejuízos, embora seja apenas uma exceção. Pois, em particular, o maior grau de escolaridade está diretamente associado ao maior interesse e flexibilidade do produtor na busca por aprimoramento, cursos de aprendizagem, como cursos de boas práticas, controle sanitário e qualidade. Todavia, os produtores com ensino fundamental e médio incompletos, também em casos particulares, apresentaram conhecimento e acesso a cursos de treinamento. O ponto crítico é que em 57% dos casos que realizaram algum tipo de treinamento comprovam que há uma péssima distribuição nas áreas. Observou-se que, a maioria, realizou treinamento de boas praticas, um número razoável, gerenciamento e, uma pequena parcela equilibrada, que realizou treinamento de qualidade e controle sanitário. Raro são os casos que realizaram mais de dois tipos de cursos. 4.2 Caracterização das máquinas e equipamentos utilizados em serviço dos produtores familiares 6 No geral, os produtores possuem pequeno número de equipamentos, não passando de três em 81% dos casos. Apenas 8 em 42 possuem mais de três máquinas na agricultura e/ou pecuária. O efeito disso é refletido na grande quantidade de produtores que utiliza animais para ajudar no serviço, fato que somado ao interesse dos produtores em reinvestir os ganhos auferidos em máquinas e equipamentos sofisticados, em torno de 62%, demonstra que a qualidade de vida dos agricultores familiares não esta somente relacionada a educação, renda e saúde, mas pode também estar relacionada a quantidade e qualidade das máquinas e equipamentos utilizados na produção e outros fatores. 4.3 Cursos e qualificação dos produtores familiares A maioria das propriedades é considerada de pequeno porte, sendo que o conhecimento de cursos e a qualificação dos produtores podem ser considerados como fatores falhos, uma vez que apenas 20% dos proprietários possui curso de qualidade, 20% possui curso de controle sanitário, 35% possui curso de boas práticas e 25% possui curso de gerenciamento, conforme a Figura 2. Esse baixo nível de especialização da mão-de-obra dentro das propriedades familiares pode ser considerado como fator que contribui para a falta de acesso desses produtores às técnicas que estão sendo desenvolvidas para a gestão de seus empreendimentos, que, geralmente, não são devidamente direcionadas para o público na forma de políticas de extensão. Qualidade Controle sanitário Boas práticas Gerenciamento Possuem cursos Não Possuem cursos 25% 20% 43% 20% 57% 35% Figura 2 – Participação dos produtores em cursos de qualificação. Fonte: Elaborado pelos autores a partir de dados primários da pesquisa. 7 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS Dentre os produtores do município de Dilermando de Aguiar-RS, a maioria, possui baixo nível escolaridade e apresentam dificuldade no controle e registro dos custos de produção. Uma grande parcela dos produtores utiliza animais para ajudar no serviço, devido ao baixo rendimento por eles obtido torna-se difícil adquirir equipamentos modernos e sofisticados. Este fator está associado também a grande disposição dos produtores de adquirir novos equipamentos para a produção. Por conseguinte, fica suprimido o desempenho mais eficiente do processo produtivo e dos rendimentos da atividade desenvolvida. O conhecimento de padrões e conceitos dentro das propriedades ainda é bastante disperso, porquanto não possui uma relação direta com o dia-a-dia dos produtores rurais, uma vez que a maioria deles desconhece o seu significado. Grande parte dos produtores considera muito importante o nível de higienização dos estabelecimentos, a segurança dos alimentos, a rastreabilidade dos produtos e a sua certificação. Em contra partida os padrões instituídos dentro dos estabelecimentos ainda são bastante escassos, uma vez que eles não se encontram totalmente inseridos em uma cadeia produtiva logisticamente organizada, onde eles são considerados imprescindíveis. O perfil dos produtores familiares do município de Dilermando de Aguiar-RS esta de acordo com as principais transformações ocorridas ao longo do tempo na quantidade e qualidade de máquinas utilizadas para o serviço. Cita-se o aumento do número de atividades em que sua renda é pautada, que também representam a assimetria no acesso a cursos de especialização. REFERÊNCIAS CARNEIRO, M. J. Política de desenvolvimento e o “novo rural”. In: CAMPANHOLA, C. GRAZIANO DA SILVA, J. O novo rural brasileiro: políticas públicas. Jaguariúna: EMBRAPA Meio Ambiente, 2000. p. 117-150. CUNHA, S. A. Uma nova agricultura para todos os brasileiros. Política Agrícola, Brasília-DF, ano XIX, p. 4-8, jul. 2010. DEL GROSSI, M. E.; GRAZIANO DA SILVA, J. A pluriatividade na agropecuária brasileira em 1995. Estudos Sociedade e Agricultura, n.11, p.26-52, 1998. DEL GROSSI, M. E.; GRAZIANO DA SILVA, J. Novo rural: uma abordagem ilustrativa. Londrina: IAPAR, vol. 2, 2002b. 8 FEE. 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