DOI: 10.4025/4cih.pphuem.694 ESPORTE-LAZER E HANSENÍASE: FOTOGRAFIAS DAS COLÔNIAS DE ISOLAMENTO COMPULSÓRIO Gabriel de Lara (UEPG) [email protected] INTRUDUÇÃO Este texto traz a discussão alguns resultados de dois trabalhos. Um deles já concluído, o projeto Imagem e Violência Simbólica: o esporte e o lazer nas representações fotográficas das colônias de hansenianos no Brasil, vinculado ao Programa de Iniciação Cientifica/ PIBIC da Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2008-2009. O outro é o trabalho de conclusão de curso, em andamento, da minha graduação, o qual aborda a mesma temática. Ambos os trabalhos1 são reflexões teóricas e metodológicas acerca das relações entre imagem e história a partir do tema saúde-doença-poder. Empreendeu-se uma análise das práticas de esporte-lazer e política de saúde para os chamados “leprosos” no Brasil entre meados da década de 1920 e o final da década de 1940. A pesquisa imagética foi realizada em cima do segundo volume do livro História da Lepra no Brasil, 1948 (parte de outros dois volumes, 1946 e 1956), do médico Heraclides Cesar de Souza-Araújo. O livro de 1948 é um álbum de fotografias sobre diversos aspectos da hanseníase no país. Uma boa parte desse volume traz imagens do período do isolamento compulsório para os portadores da doença, época em que a política nacional de saúde realizava, sob força de lei, o isolamento dos doentes considerados portadores de formas clínicas contagiantes em colônias apartadas da sociedade dita saudável. SOUZA-ARAÚJO, HANSENÍASE E FOTOGRAFIAS Os três volumes que compõem a obra História da Lepra no Brasil, do médico paranaense de Imbituva (1886-1962) são considerados referências obrigatórias para quaisquer pesquisadores interessados na história da hanseníase no país. Ela não foi a única contribuição relevante do esculápio para com a saúde pública e, particularmente para a hanseníase. Souza-Araújo envolveu-se com saúde pública e trabalhou para o governo do Paraná em pesquisas que resultaram em uma espécie de relatório de suas andanças pelo território 2144 paranaense, sua primeira obra patrocinada pelo Estado, A Profilaxia Rural no Paraná, de 1919. Neste trabalho, uma incursão genérica sobre o ambiente da pobreza no mundo litorâneo, do primeiro e segundo planaltos - com destaque para doenças parasitárias - já é perceptível a valorização da temática da então chamada lepra, presente em várias páginas no interior da obra. Ao longo da sua vida, Souza-Araújo dedicou-se quase que integralmente ao estudo da lepra, suas implicações, transmissibilidade e profilaxia. Após ter se formado, em 1912, pela Escola de Farmácia de Ouro Preto, iniciou em Minas Gerais o curso de Medicina na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, concluindo-o em 1915. No Instituto Oswaldo Cruz (IOC), com a tese ‘Estudo Sobre o Granuloma Venéreo’, obteve doutoramento. A partir daí sempre esteve ligado ao Instituto, no qual centrou suas ações profissionais na área da leprologia. Sua formação foi concluída com os cursos de Saúde Pública na John Hopkins University, nos Estados Unidos, em 1926, e de Dermatologia, entre 1930 e 1931, na London School of Dermatology. O envolvimento de Souza-Araújo com a hanseníase parece ter se tornado definitivo na década de 1920, pois ele foi indicado para ser o organizador da primeira colônia de leprosos isolados compulsoriamente no Brasil, o Lazarópolis do Prata, inaugurado em 1924. Esta experiência o esculápio deixaria relatada na obra Lazarópolis do Prata: a primeira colônia agrícola de leprosos fundada no Brasil, de 1924. Durante a Era Vargas, Souza-Araújo continuou com “carta branca” do governo para a elaboração de diversos planos de profilaxia da doença, levados a cabo em diversas partes do território nacional. Uma das colônias de isolamento compulsório criadas no período varguista foi, inclusive, batizada com o seu nome, Lazareto Souza-Araújo, próximo a Rio Branco, no então território do Acre (SOUZA-ARAUJO, 1948. p. 10). Entre a década de 1920 e sua morte, ocorrida em 1962, Souza-Araújo publicou um total de 250 trabalhos sobre a hanseníase. Alguns são freqüentemente utilizados em trabalhos acadêmicos sobre história da saúde pública relacionada à hanseníase: A Lepra em 40 Países, de 1929; A lepra e as organizações antileprosas no Brasil, de 1936; A Lepra no Espírito Santo e Sua Profilaxia – A Colônia Itanhenga – Leprosário Modelo, de 1937. Outra questão relevante sobre a trajetória do médico, relacionada à doença, diz respeito ao fato de que ele foi o fundador do Laboratório de Leprologia do Instituto Oswaldo Cruz, em 1927 (LIMA, 1990. p 94). Souza-Araújo – entre outros médicos que defenderam o isolamento compulsório como, por exemplo: Eunice Weaver; Francisco Salles Gomes Júnior; Orestes Diniz; José 2145 Mariano – foi um médico de expressão no estudo e na aplicação dos planos de combate a doença em todo o Brasil. Foi cotado, durante o governo de Vargas, como o responsável pela a elaboração de boa parte das medidas profiláticas. Segundo Poorman, dando suporte às medidas de exclusão de determinados grupos de doentes nesse período. A idéia das colônias para isolamento dos hansenianos era atraente a Getúlio, visto que existia uma forte correlação entre sua ditadura e essa profilaxia exclusora. As pessoas que “... apoiavam tanto Vargas quanto as colônias, acreditavam na necessidade de sacrificar a autonomia individual pelo bem comum. Quando o regime de Vargas se tornou mais opressivo, elas racionalizaram as políticas do período como necessárias para a melhoria da população” (POORMAN, 2006. p.75). Desde as suas primeiras publicações, como A Profilaxia Rural no Estado do Paraná, de 1919, Heraclides Cesar de Souza-Araújo utilizou-se de imagens fotográficas para auxiliar, de forma ilustrativa, o seu discurso médico científico. Em 1948, esse recurso imagético da fotografia foi levado ao paroxismo com a publicação do álbum sobre as organizações antileprosas, o segundo volume da História da Lepra no Brasil. O álbum é composto por 380 pranchas fotográficas, muitas delas sobre as instituições (colônias) do período do isolamento compulsório. HANSENÍASE E FOTOGRAFIA: O ÁLBUM DE 1948 Uma boa parte do segundo volume da obra História da Lepra no Brasil revela imagens do período do isolamento compulsório. O conjunto visual ali reunido totaliza mais de mil fotografias, distribuídas em 380 estampas (pranchas fotográficas). Souza-Araujo em seu prefácio explicitou que as imagens dividiam-se em: “... A fase precursora da moderna profilaxia (1900 a 1920), a fase da inspetoria de profilaxia da lepra do D.N.S.P. (1921-1930) e a fase getuliana (1931-1945)” (SOUZA-ARAUJO, 1948. P. 5). Esta última fase é considerada pelo autor como um período de intensificação da profilaxia. As fotografias do II volume da História da Lepra no Brasil já foram utilizadas em muitas pesquisas relacionadas à saúde pública brasileira do início do século XX. Porém, muitas dessas pesquisas fizeram uso das imagens com fins ilustrativos, deixando de explorar o riquíssimo lado desconhecido e quase intocável dessas imagens fotográficas, se pensadas como um conjunto visual próprio. A proposta desse trabalho buscou ir além do entendimento das imagens como meras testemunhas do período segregacionista da história da saúde pública brasileira. A pesquisa refletiu sobre o conjunto imagético como um todo, com sua 2146 especificidade enquanto uma reunião de fotografias que divulgaram vários aspectos sobre a lepra no Brasil e, mais especificamente, sobre as colônias de isolamento compulsório para os hansenianos. O interesse maior foi analisar essas imagens como um campo complexo de significados, destacando os aspectos de representação das atividades de esporte-lazer dos hansenianos isolados compulsoriamente entre meados da década de 1920 e o final da década de 1940. Dessa forma, a pesquisa das pranchas fotográficas foi realizada tendo como parâmetro que, além de fontes para a reconstrução do passado, as imagens cumprem papel de representação do passado, e como representações revelam algo para além do indício. Assim, segundo Burke (2004, p. 37), a arte da representação é quase sempre menos realista do que parece e distorce a realidade social, de tal forma que devemos levar em conta a variedade de intenções de quem às produz. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Num primeiro contato com a fonte, foram coletadas digitalmente 105 pranchas fotográficas, valorizando imagens que retrataram evidentes reuniões grupais dos internos das colônias. A partir daí foi realizada uma seleção, a fim de direcionar o foco da pesquisa para os retratos de atividades de esporte-lazer, as quais somaram 30 estampas/pranchas e um total de 43 fotos. Em termos metodológicos, foram criadas fichas descritivas para cada imagem, seguindo o conselho de Boris Kossoy, que aponta para uma metodologia a qual leve ao desmonte do signo fotográfico dentro da reunião de imagens. Isso, a partir de dois caminhos, a análise iconográfica e a interpretação iconológica. A primeira, debruçando-se sobre o lugar e a época da elaboração da imagem e identificando os “detalhes icônicos que compõem seu conteúdo” (KOSSOY, 2002. p.58); a segunda, debruçando-se sobre o significado da imagem, buscando sua face oculta, refletindo sobre “o processo de criação que resultou na representação em estudo” (Idem). RESULTADOS E DISCUSSÕES Foi possível constatar, nas fotografias do álbum de 1948, que nos espaços de segregação para hansenianos ocorriam atividades esportivizadas (futebol, voleibol, 2147 basquetebol, entre outras). Ainda, as fotografias descortinam os enfermos em práticas de lazer, rotineiras ou não – aqui entendidas a partir do espectro de tempo livre de Elias e Dunning (2003. P. 20-21) – como, por exemplo, reunidos para assistir representações teatrais, integrando bandas de jazz, dançando em bailes no interior de clubes, brincando em carnavais de rua, exercitando-se ao ar livre, praticando o footing, participando de cerimônias religiosas. O foco da pesquisa imagética foi a temática do esporte-lazer, representadas nas fotografias selecionadas, por compreender que tais atividades expõem a intenção de “gerenciamento” do tempo livre dos habitantes dessas Colônias. Ou seja, construiu-se, portanto, um mundo para os hansenianos no qual a infra-estrutura existente trazia inúmeras possibilidades de práticas de lazer e de esporte. Essas práticas, incentivadas pelos administradores das colônias, agiram também como inibidoras de possíveis fugas e violência por parte dos internos; ao mesmo tempo, forneciam para o mundo exterior uma imagem moderna e “humanista” das políticas públicas em relação ao tratamento baseado no isolamento compulsório. Ao representar aspectos de esporte-lazer dos internos das colônias de isolamento compulsório para hansenianos, as imagens fotográficas transmitem a idéia de normalidade corrente no interior das instituições asilares. Com isso podemos dizer que as fotografias representam a vida social dentro do enclausuramento a partir do modelo da pretensa normalidade que ocorre na vida social externamente à colônia. Vale aqui descrever duas imagens. Suas características icônicas principais relacionamse à mobilidade dos internos em situações propiciadas pelos momentos de lazer vivenciados e também a realização de atividade social. A primeira imagem (foto 1) é de um grupo de internos em uma aula de Educação Física no Asilo-Colônia Santo Ângelo em Mogi da Cruzes, São Paulo, década de 1930. Punge-nos, quanto ao seu conteúdo imediato, em um plano geral, não apenas pela quantidade de enfermos reunidos, mas também pela simetria exibida. Trata-se de um grande número de mulheres em primeiro plano, praticamente incontável. Em segundo plano percebe-se alguns homens, em grande número, equilibrando-se nos postes das barras de exercícios. Ao fundo já em último plano percebemos, junto ao horizonte, as dependências da colônia e fechando a imagem, nota-se colinas bem distantes da colônia. Todos, no momento da foto, uniformizados e alinhados na formação de ginástica rítmica, revelam organização e disciplina, em uma mostra de saúde do corpo. 2148 Foto 1 – Grande grupo de enfermos em uma aula de Educação Física no Asilo-Colônia Santo Ângelo em Mogi das Cruzes São Paulo, década de 1930. (fonte: SOUZA-ARAUJO, H. C. História da Lepra no Brasil Vol. II. RJ: Imprensa Nacional, 1948, p. 217). A próxima imagem (foto 2) retratou um casamento de internos do Leprosário D. Rodrigo José de Menezes em Salvador - Bahia, em 1945. No centro da foto vemos os noivos sentados atrás de uma mesa decorada, ao lado direito ainda em primeiro plano a banda posicionada para tocar, com uma bateria, violão e cavaquinho. Nesta estampa fotográfica temos uma festa de casamento com vários convidados trajados socialmente e também banda para animar a cerimônia. A foto nos revela uma festa de casamento que a exemplo de outras colônias só ocorria com a autorização da administração, pois havia uma série de leis que controlavam esses espaços institucionais (BORGES, 2007. p. 115), não dependendo apenas da vontade do casal para realização da união. 2149 Foto 2 – Casamento de internos do Leprosário D. Rodrigo José de Menezes, Salvador - Bahia, 1945. (fonte: SOUZAARAUJO, H. C. História da Lepra no Brasil Vol. II. RJ: Imprensa Nacional, 1948, p. 151). Destaca-se, nessas fotografias, assim como na maioria das imagens que representaram os internos em práticas de esporte-lazer, o fato de que o receptor, ao olhá-las, terá dificuldades em associar os indivíduos ali presentes como portadores de hanseníase. Este desaparecimento da doença se dá pelo destaque que as imagens conferem à mobilidade dos indivíduos retratados em uma atividade de Educação Física ou na realização de uma atividade social. O caráter de negação visual da doença foi perseguido por Souza-Araújo quando ele selecionou as imagens que representam o universo das colônias de isolamento compulsório (modernas). Essas imagens estão em contraposição aos períodos anteriores (pré-modernos), também presentes no álbum de 1948, em que se vêem várias imagens de indivíduos sequelados, usando roupas rasgadas em instalações precárias. Uma vez nas modernas colônias de isolamento, a doença, pelo menos do ponto de vista da representação fotográfica, desaparece enquanto uma entidade reconhecível. Partindo de Bourdieu, podemos afirmar que as imagens fotográficas que retrataram a vida cotidiana das colônias de hansenianos auxiliaram na moldagem de uma violência simbólica no campo das políticas de saúde. Isso porque, para o autor, a violência simbólica realiza-se segundo “formas”: “Dar forma significa dar a uma ação ou a um discurso a forma que é reconhecida como conveniente, legítima, aprovada, vale dizer, uma forma tal que pode ser produzida publicamente, diante de todos, uma vontade ou uma prática que, apresentada de outro modo, seria inaceitável...” (BOURDIEU, 2004, p. 106). 2150 Ao ser publicado em 1948, o segundo volume da História da Lepra no Brasil reiterou, “diante de todos”, valores que buscavam a legitimação das colônias de hansenianos como locais apartados da sociedade “saudável”. O álbum, com suas diversas imagens e, particularmente, com as imagens de esporte-lazer, oculta o “caráter prisional” dos espaços de enclausuramento dos doentes de hanseníase. Ao retratar os internos com grande mobilidade em atividades esportivizadas – e em algumas atividades de lazer que também remetem à mobilidade, como footing e danças de salão, por exemplo – as fotografias sugerem que os hansenianos possuíam, naquele momento, liberdade para ir a qualquer lugar. Ao agregar o atributo de liberdade aos internos das colônias de isolamento compulsório para hansenianos no Brasil, as imagens do álbum de Souza-Araújo cumpriram o papel de dar formas de legitimação para uma política pública excludente e segregacionista para determinados grupos de doentes, particularmente os chamados leprosos. CONSIDERAÇÕES FINAIS O álbum publicado por Souza-Araújo, em 1948, reuniu imagens que procuraram transmitir a idéia de felicidade, harmonia, organização, disciplina entre os internos das colônias de isolamento compulsório, criadas no Brasil a partir de 1924. Sobretudo o álbum valorizou imagens das colônias criadas na Era Vargas, época na qual Souza-Araújo teve a incumbência de elaborar os planos de profilaxia da doença. O historiador Ítalo Tronca, ao refletir sobre a lepra no período, cunhou a expressão “pitoresca” para algumas imagens presentes no referido álbum que, segundo ele, seriam agradáveis aos sentidos do receptor (TRONCA, 2000, p.101). Com ele é possível concordar. Mas, indo além, é possível dizer que, aos olhos do poder, os internos são captados em imagens fotográficas “pitorescas” que sugerem a (inexistente) liberdade. Assim, o conjunto de fotografias de atividades de esporte-lazer em colônias de hansenianos deve ser entendido como uma arma eficaz de reprodução de um discurso oficial que reiterava a necessidade de exclusão dos chamados leprosos. NOTA: 1 Tanto o projeto de iniciação cientifica, vinculado ao PIBIC-UEPG, quanto o trabalho de conclusão de curso, foram orientados pelo professor José Augusto Leandro do Departamento de História da Universidade Estadual de Ponta Grossa/ UEPG. Doutor em História Cultural. 2151 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BORGES, Viviane Trindade. Casamento, maternidade e viuvez: memórias de mulheres hansenianas. In: Revista Brasileira de História. São Paulo, v. 27, nº 54, p. 109-125 - 2007 BOURDIEU, P. A codificação. In: Coisas Ditas. São Paulo: Brasiliense, 2004. BURKE, P. Testemunha Ocular: história e imagem. Bauru: Edusc, 2004. DUNNING, E. Sobre problemas de identidade e emoções no esporte e no lazer: comentários críticos e contra críticos sobre as sociologias convencionais e configuracional de esporte e lazer. In: História Questões e Debates, Curitiba, n. 39, p. 11-40, Editora UFPR, 2003. KOSSOY, B. Realidades e Ficções na Trama Fotográfica. Cotia: Ateliê Editorial, 2002. LIMA, Eduardo Corrêa. 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Maguinhos, RJ. P. 5. SOUZA-ARAÚJO, Heraclídes Cesar de. Lazarópolis do Prata: a primeira colônia agrícola de leprosos fundada no Brasil. Belém: Empreza Graphica Amazônia. 1924. TRONCA, Italo. As máscaras do medo: lepra e aids. Campinas: Editora da Unicamp, 2000.