Quando ele pensava saber tudo,
encontrou o maior de todos os mistérios.
Notas da Crítica
Reações após a exibição no Festival de Gramado
Com uma história pronta para o mercado internacional e praticamente perfeito
tecnicamente, “Corpos Celestes”, dirigido por Marcos Jorge e Fernando Severo,
recebeu aplausos calorosos...
…é impossível não dar os parabéns a Jorge e Severo. O roteiro diferente, talvez
sem paralelo em nosso audiovisual pela temática, mostra que os realizadores
brasileiros estão, enfim, abrindo seu leque de opções e apostando em histórias
novas, cujo apelo universal e excelência na produção tem tudo para conquistar
plateias além fronteira.
Marco Tomazzoni - ultimosegundo.ig.com.br
Vou antecipar o que premiaria, se fosse jurado: melhor longa nacional, 'Canção
de Baal', de Helena Ignez, e de resto tentaria concentrar o maior número de
prêmios em 'Corpos Celestes', de Marcos Jorge e Fernando Severo.
Luiz Carlos Merten - O Estado de São Paulo
O prólogo da obra, os primeiros 40 minutos, é de uma beleza ímpar.
Corpos Celestes consegue manter um ritmo interessante e merece ser conferido.
Paulo Ricardo Kralik Angelini - Argumento.net
A história tem como protagonista um astrônomo (Dalton Vigh) e seu
distanciamento afetivo – só rompido pela figura anárquica de uma divertida
garota de programa (Carolina Holanda). Essa oposição entre o controle da
ciência e o rigor da mecânica celeste e a imponderabilidade dos sentimentos e
dos acasos que determinam a própria vida está na alma do enredo – que caminha
com as próprias pernas e, apesar de algumas incertezas aqui e ali, se sustenta
num filme íntegro e original. Corpos Celestes não é nada comum na
cinematografia brasileira recente. Aqui se procura algum caminho.
Neusa Barbosa - Cineweb
... destacam-se as atuações de ambos os atores que encarnam o protagonista
Francisco, principalmente o ator mirim Rodrigo Cornelsen – filmado
intimamente, ele estabelece uma belíssima relação com a câmera, que
transparece em pura poesia -, além da estreante Carolina Holanda, que escolhida
dentre mais de cem atrizes que fizeram o teste – mostra muita presença de tela.
Angélica Bito - Yahoo! Cinema
A exibição do ótimo Corpos Celestes, dos diretores Marcos Jorge e Fernando
Severo, marcou na noite desta sexta-feira o “fim” do Festival de Gramado 2009.
…a sessão de Corpos Celestes foi certamente a mais disputada. Muitos tiveram
que ficar em pé durante os 90 minutos da película. Foi, porém, um esforço que
valeu a pena. Calcado em uma intrigante intersecção entre o cinema e a
astronomia, o longa nos mostra uma simpática e catártica história de amor e
obstinação, em todos os sentidos. É, sobretudo, um daqueles filmes nos quais o
espectador se flagra torcendo pelo personagem principal.
Cine Aforismo
Corpos Celestes é um filme que tenta mostrar como o homem se preocupa com
toda a grandiosidade do universo, mas muitas vezes não volta os olhos para seu
interior em busca de seus próprios sentimentos. O filme que fecha a exibição da
mostra competitiva em Gramado ao final foi aplaudido calorosamente.
João Daniel Donadeli - Arte Sete
Com DALTON VIGH
CAROLINA HOLANDA
ANTAR ROHIT
e ALEXANDRE NERO
apresentando
RODRIGO CORNELSEN
As veredas de prazer, mágoa e incerteza que conduzem o astrônomo Francisco
(Dalton Vigh) a vedar os diques mais doloridos de sua subjetividade levaram
muitos olhos pela estrada do pranto na exibição do filme... Vale ressaltar que sua
beleza vem da química na relação de coautoria entre Jorge e Severo, que
compartilharam visões sobre narrativas audiovisuais na feitura de uma reflexão
sobre as represas que construímos para impedir o jorro da saudade e da dor.
Severo e Jorge evitam a obviedade na construção dos planos, criando uma
sensação de mistério e incerteza que pode conduzir a trama por eixos
inesperados. Embora a imagem tenha por vocação despir as vestes morais dos
inocentes, a recriação da década de 1970 a partir de um olhar infantil rende
passagens de um lirismo comovente, característico do cinema italiano dos anos
1960 e 1970, do qual Jorge é estudioso. (...) Essa competência justificaria um
prêmio de direção para uma dupla azeitada e sintonizada com os riscos da
emoção que ensaios melodramáticos oferecem.
Rodrigo Fonseca, O Globo
O pequeno Rodrigo Cornelsen fez uma interpretação madura e comovente em
“Corpos Celestes”, de Marcos Jorge e Fernando Severo. Na pele do protagonista
Francisco (Dalton Vigh) na infância, Rodrigo faz rir e chorar como o menino
apaixonado por astronomia.
Dolores Orosco - Globo.com
A película é uma mescla de estilos: alegoria e realismo são as vertentes
escolhidas pelos diretores na confecção desta obra. O prólogo, que é a parte mais
bacana do filme, encanta a plateia a partir do magnetismo, carisma e excelente
interpretação de Rodrigo Cornelsen, que vive Francisco em criança, mais adiante
interpretado por Dalton Vigh.
Marcelo Brody - Argumento.net
É um filme, portanto, que nos desafia a descobri-lo, que pede um carinho
especial, uma generosidade que muito poucas vezes o cinema de ficção clássico
do Brasil hoje tem demandado com propriedade do espectador. Ele desafia essa
rotulação logo de cara quando cria um longuíssimo momento de introdução – há
um grande desapego pela idéia de precisão narrativa, de objetividade, o que
interessa é a completude de uma expressão que se desvencilha de seus modelos.
Trata-se – e isso se torna muito claro ao longo da projeção – de um filme antiobjetivo...
João Toledo - Filmes Polvo
Atrevido, Corpos Celestes devolve a um tipo de cinema popular brasileiro o
passivo da inconseqüência, uma screwball comedy existencial em que o pastelão
é substituído pelo verbo, a gag só existe pelo corte, e o palco não é mais o teatro
de revista, os estúdios da Atlântida ou (Deus nos livre) a Zona Sul carioca, mas
pura e simplesmente o universo inteiro.
E que este também seja o filme brasileiro que melhor soube lidar com os efeitos
especiais só contribui para que o final seja ainda mais impressionante: na falta de
redenção, de paz interior e acerto com o passado, na impossibilidade da
mudança, que esta gente pelo menos tenha o direito de habitar o lugar por elas
escolhido. A imensidão do mundo está presente até na menor de suas partículas,
no pedaço de vidro quebrado de um velho telescópio. Zoom-out no universo, ali
onde sentimos um prazer genuíno em sermos desimportantes, eis a idéia de
inferno pessoal que Corpos Celestes tem a nos dar. E é um inferno lindo.
Rodrigo de Oliveira - Revista Cinética
MELHOR DIREÇÃO
MELHOR ROTEIRO
5º Festival de Cinema dos Sertões
MELHOR FOTOGRAFIA
37º Festival de Cinema de Gramado
MELHOR TRILHA SONORA
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
MELHOR FOTOGRAFIA
ATOR REVELAÇÃO
5º Festival de Cinema de Goiânia
MELHOR FIGURINO
4º Festival da Lapa
Apresentação
Sinopse
Marcado por um fato em seu passado, ao qual deve sua prolífica
carreira, o astrônomo Francisco (Dalton Vigh), entre a
insignificância do homem e a imensidão do Cosmos, terá de
aprender a lidar com um surpreendente mistério: seus
sentimentos para com Diana (Carolina Holanda), uma moça bem
à vontade com seu lugar no Universo.
Ficha Técnica
Título Original: CORPOS CELESTES
Título em Inglês: THE SKY WE WERE BORN UNDER
Duração: 91 minutos
Janela: 35mm | Formato: 1:1,85 | Som: Dolby Digital
Ano de Produção: 2009
Empresa Produtora: ZENCRANE FILMES
Som Direto em PORTUGUÊS
direção
produzido por
roteiro
Marcos Jorge e Fernando Severo
Cláudia da Natividade
Carlos Eduardo Magalhães, Mário Lopes,
Fernando Severo e Marcos Jorge
argumento
Marcos Jorge
produção executiva Cláudia da Natividade
direção de fotografia Kátia Coelho
montagem
Caio Cobra e Mark Robin
direção de arte
Daniel Marques
figurinos
Zenor Ribas
música original
Ruriá Duprat
supervisão de som
Luiz Adelmo
direção de produção Max Leean
“CORPOS CELESTES” é a atualização poética e lírica do antigo embate entre duas
visões opostas do mundo: a filosófica e a pragmática. Enfoca, utilizando-se de
uma história de amor, o ancestral confronto entre o intelecto e a emoção, entre a
razão objetiva da ciência e a sensibilidade subjetiva da vida.
Os temas centrais do filme, a ASTRONOMIA e a COSMOLOGIA, embora
frequentes nos jornais e televisões, são praticamente inéditos no cinema
brasileiro e bem pouco comuns nas cinematografias estrangeiras, e configuram
um assunto bastante original para a história.
As filmagens aconteceram em 2006, a partir de prêmio de produção de filmes do
Governo do Paraná. O filme, contudo, só pôde ser finalizado em 2009/2010,
depois de vencer os editais de finalização e difusão do BNDES e da Petrobras.
CORPOS CELESTES foi filmado em 5 diferentes cidades: Curitiba, São Paulo,
Castro, Piraquara e Araucária, em mais de 20 diferentes locações. Conta, em seu
elenco, além dos protagonistas Dalton Vigh, Carolina Holanda, Anthar Rohit,
Alexandre Nero e o menino Rodrigo Cornelsen, com outros 18 atores e
aproximadamente 500 figurantes.
A estreia de Corpos Celestes aconteceu no 37° Festival de Cinema de Gramado,
onde o filme recebeu o prêmio de Melhor Fotografia. Além disso, foi exibido no
40th International Film Festival of Goa, na Índia, e no 5° Festival de Cinema de
Goiânia, onde recebeu os prêmios de Melhor Trilha Sonora, Melhor Direção de
Arte, Melhor Fotografia e Ator Revelação. No 4° Festival da Lapa, em 2010,
Corpos Celestes recebeu o prêmio de Melhor Figurino. Foi um dos 15 filmes
brasileiros incluídos na seleção “Brasil: el cine del siglo XXI” realizada por José
Carlos Avellar e Gianni Ottone na 55ª Semana Internacional de Cine de Valladolid,
na Espanha, em outubro de 2010. Em novembro o filme recebeu também os
prêmios de Melhor Direção e Melhor Roteiro no 5° Festival de Cinema dos
Sertões.
CORPOS CELESTES foi realizado por dois diretores, Marcos Jorge e
Fernando Severo, amigos há mais de 20 anos. Marcos Jorge é o diretor do
consagrado “Estômago”, filme brasileiro mais premiado, nacional e
internacionalmente, no biênio 2008-09. Fernando Severo faz em Corpos Celestes
sua estreia em longas, depois de ter se destacado como um dos mais
importantes nomes da geração que renovou o curta-metragem brasileiro na
década de 80.
O roteiro de Corpos Celestes é de Carlos Eduardo de Magalhães, Mário Lopes,
Marcos Jorge e Fernando Severo. A produção é de Cláudia da Natividade.
Kátia Coelho, que assina a direção de fotografia, detém, entre vários outros, o
Prêmio Kodak Vision Award – Women in Film. A trilha sonora original foi
composta pelo maestro Ruriá Duprat, ganhador do Grammy em 2009 pela
produção e composição de arranjos do álbum “Randy in Brasil”, do trompetista
Randy Brecker.
Produzido pela Zencrane Filmes, também produtora do ‘Estômago’, CORPOS
CELESTES tem distribuição nacional da Panda Filmes.
Sobre os Diretores
MARCOS JORGE é diretor de filmes, roteirista e fotógrafo.
FERNANDO SEVERO é diretor de cinema e TV, roteirista e montador.
Estudou Jornalismo no Brasil e Cinema na Itália. Seus primeiros filmes, curtasmetragens e vídeos experimentais, realizados na década de 90, venceram mais
de 80 prêmios em festivais. Neste período, destacou-se como artista-plástico, e
suas videoinstalações foram expostas na França, Itália, Holanda e Japão.
Graduado em Comunicação Social (Publicidade e Propaganda) e pós-graduado
em Comunicação e Cultura.
Depois de mais de dez anos vivendo no exterior, no ano de 2001 voltou ao Brasil e
dedicou-se ao cinema. Realizou diversos curta-metragens premiados. Dirigiu o
documentário “O Ateliê de Luzia”, e foi autor do livro “Brasil Rupestre”, ambos
sobre arte pré-histórica no Brasil. Dirigiu centenas de filmes publicitários, para
empresas brasileiras e internacionais e venceu por duas vezes o Prêmio
Profissionais do Ano da Rede Globo.
Seu primeiro longa-metragem de ficção, “Estômago”, arrebatou 36 prêmios, 16
deles internacionais, e foi o filme brasileiro mais premiado do biênio 2008-2009.
Venceu o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro (da Academia Brasileira de
Cinema) em 5 categorias, incluindo Melhor Filme e Diretor, e também 4 Prêmios
da Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira no Brasil,
incluindo Melhor Filme e Diretor. Foi considerado pelos críticos do Jornal O
Globo como o Melhor Filme do ano de 2008 e como um dos dez melhores filmes
brasileiros da década.
A revista americana 'Variety' o considerou entre os diretores mais interessantes
da nova geração do cinema brasileiro e a brasileira 'Revista de Cinema' o colocou
entre os 10 cineastas brasileiros que mais se destacaram nesta década.
FILMOGRAFIA PRINCIPAL
2009 Corpos Celestes (ficção, longa-metragem)
2007 Estômago (ficção, longa-metragem);
2004 O Ateliê de Luzia – Arte Rupestre no Brasil (doc., longa-metragem);
2003 Infinitamente Maio (ficção, curta-metragem);
2002 O Encontro (ficção, curta-metragem);
2000 O Medo e Seu Contrário (exp., media-metragem);
1998 Paisagens (exp. curta-metragem);
1995 Vernichtung Baby (doc., media-metragem);
1994 Reflexões (exp., curta-metragem);
1993 Carta a Bertolucci (ficção, curta-metragem).
Realizador de diversos filmes de curta, média e longa-metragem, vencedores de
mais de 60 prêmios nacionais e internacionais e selecionados para importantes
festivais internacionais (como Locarno - Suíça, Clermont-Ferrand - França,
Oberhausen – Alemanha e Montecatini Terme – Itália), é considerado pela crítica
um dos expoentes da geração que renovou o curta-metragem brasileiro a partir
dos anos 80.
Realizador de diversos trabalhos como diretor e produtor de TV para as
emissoras RPC (Rede Globo), RICTV (Rede Record) e TV Paraná Educativa.
Foi vice-presidente e conselheiro da ABD-Associação Brasileira de
Documentaristas, membro do Conselho de Cinema do Ministério da Cultura, do
Conselho Estadual de Cultura do Paraná e da Comissão de Artes Plásticas da
Fundação Cultural de Curitiba.
Mantém extensa atividade didática, tendo ministrando aulas em diversas
instituições de ensino, entre as quais o Curso de Pós-Graduação em
Comunicação Audiovisual da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, a
Cinetvpr – Escola Superior Sul Americana de Cinema e TV, a Academia
Internacional de Cinema e o Curso de Cinema Digital do Centro Europeu, do qual
é supervisor acadêmico.
FILMOGRAFIA PRINCIPAL
2010 Xetá (documentário, curta-metragem)
2009 Corpos Celestes (ficção, longa-metragem)
2009 Helmuth Wagner – Alma da Imagem (documentário, média-metragem)
2008 Hóspede Secreto (ficção, curta-metragem)
2003 Paisagem de Meninos (ficção , media-metragem)
2002 Visionários (documentário, curta-metragem)
1991 Os Desertos Dias (ficção, curta-metragem)
1988 O Mundo Perdido de Kozák (documentário, curta-metragem)
fellinianos que aspiram transcender às limitações da província, mesmo
que não saibam exatamente como fazê-lo. A ambigüidade poética da
expressão científica “corpos celestes” surgiu naturalmente como um
título perfeito para o filme, notadamente em sintonia com a intensa
presença física da personagem Diana. Coincidentemente, acabamos
filmando as sequências da infância em Castro, cidade natal de Mário
Lopes. O Carlos Eduardo de Magalhães é um relevante escritor paulista,
autor de cinco romances elogiados pela crítica, que faz sua estréia como
roteirista neste projeto e incorporou ao filme a originalidade de sua criação
literária.
Entrevista com os Diretores
1. Como surgiu a ideia do filme?
[Marcos] Corpos Celestes tem origem em duas diferentes estórias que escrevi
enquanto vivia na Itália, na década de '90. A primeira delas contava a
história de um menino do interior do Brasil que tem sua vida mudada pela
amizade que desenvolve com um estrangeiro que vem morar nas
imediações de sua casa. Este estrangeiro (no argumento original, um
italiano), é um amante da música e da astronomia, e passa para o menino
estas suas paixões. Com esta estória escrevi um roteiro para curtametragem (intitulado O Telescópio) que chegou a receber um prêmio de
melhor roteiro num Festival. Paralelamente, e sem nenhuma relação com O
Telescópio, escrevi um argumento, intitulado O Astrônomo e a Prostituta,
que narrava uma trágica relação amorosa entre um professor de
astronomia e uma linda garota de programa, na cidade de Milão dos finais
dos anos '90. Como já disse, escrevi estas duas estórias separadamente, e
nunca as tinha relacionado até que o Fernando, numa conversa relativa a
um eventual filme que queríamos fazer juntos, sugeriu juntar as duas
histórias numa só, percebendo que seus protagonistas podiam muito bem
ser a mesma pessoa.
[Fernando] Quando li o roteiro de “O Telescópio” e posteriormente o argumento
para ”O Astrônomo e a Prostituta” percebi imediatamente que ambos
dialogariam muito bem se estivessem integrados numa mesma história.
Com a concordância do Marcos, passei a estabelecer possíveis conexões
entre o protagonista de ambas as histórias, e naturalmente emergiu um
fluxo narrativo que unificava suas principais características como o
mesmo personagem na infância e na idade adulta. Como o Paraná é um
estado onde é comum a etnia italiana, uma das formadoras de sua
população, achei que a mudança da nacionalidade do personagem que
transforma o destino do protagonista na infância seria um elemento que
provocaria maior impacto dramático. Recorri a anotações esparsas que
fazia para um possível argumento e delas extraí a nacionalidade americana
e a participação culposa no Vietnã, assim como os efeitos depressivos
causados pelos pesticidas usados nas lavouras da região nos anos 60.
Como passei minha infância no interior do Paraná nesse período, achei que
o menino do filme compartilharia comigo o encantamento causado pela
chegada do homem na Lua e o Tricampeonato da seleção brasileira, vistos
com uma dimensão mágica pelos olhos de uma criança.
2. Por que a astronomia?
[Marcos] Sou absolutamente fascinado pelo tema da astronomia e da
cosmologia e sempre li muitíssimo sobre este assunto. A cosmologia,
especialmente, por tratar das questões essenciais do Universo (como
surgiu, qual o seu futuro?) sempre me pareceu a ciência fundamental,
aquela que pode realmente nos ajudar nas perguntas básicas da filosofia:
de onde viemos e para onde vamos. Aliás, a astronomia e a cosmologia
estão muito presentes nos meios de comunicação e nas publicações, e
apesar disso são muito pouco abordadas nos filmes, coisa que sempre me
surpreendeu e que me levou a pensar no assunto como tema
cinematográfico.
[Fernando] Embora nunca tenha me aprofundado no tema anteriormente ao
filme, ele sempre me causou curiosidade, já que perpassa diversos livros e
filmes, tanto no campo da arte quanto do entretenimento. Sou de uma
geração que pirou com o “ 2001” de Kubrick, e graças a ele vislumbrou na
cosmologia a abertura de novas possibilidades de expansão da percepção
humana sobre o mundo que nos cerca e nosso destino sobre a terra. Tanto
Kubrick quanto o Tarkovski de “Solaris” acenaram também com as
belíssimas possibilidades imagéticas que o tema proporciona, um dos
fatores que sem dúvida sempre nos atraiu no projeto.
3. Como foi desenvolver o projeto e chegar ao roteiro?
[Marcos] No momento em que eu e o Fernando decidimos escrever um roteiro
novo, partindo dos dois argumentos que eu já havia escrito, surgiu
também a ideia de dividirmos este trabalho com mais alguém. Eu,
particularmente, gosto muito de companhia na hora de escrever. Aprecio
enormemente o exercício de confronto e colaboração que se estabelece
entre as minhas ideias e as do outro roteirista, e acredito que meus roteiros
crescem bastante graças a isso. Como estávamos, naquele momento,
morando em cidades diferentes (eu em São Paulo e Fernando em Curitiba)
também nos pareceu natural convidarmos “dois” roteiristas para trabalhar
conosco, um que estaria mais perto do Fernando e outro de mim. Foi assim
que o Carlos Eduardo de Magalhães e o Mário Lopes entraram no projeto.
[Fernando] O Mário Lopes é um roteirista de destaque no Paraná, com quem eu
já havia desenvolvido alguns projetos, e compartilhava comigo a
experiência da infância interiorana, que julgávamos importante para
estabelecer os fundamentos emocionais do personagem principal do
filme. Nosso protagonista é uma criança que desafia um destino préestabelecido e compartilha o estado de espírito de alguns personagens
4.
Qual é o conceito que está na base da “mise-en-scène” do Corpos
Celestes? O que os levou a esta escolha?
[Marcos] O centro de Corpos Celestes é a profunda crise de seu protagonista,
dividido entre a admiração pela beleza, complexidade e imensidão do
Cosmos e o lamento pela aparente falta de um propósito para ele. Desde o
início do processo todo de concepção do filme, o que queríamos era
colocar na tela o antigo conflito entre o intelecto e a emoção, e para isso
fizemos uso de uma história de amor. O que buscávamos era um filme de
emoções fortes e ancestrais, e logo percebemos que estávamos fazendo
algo que se vinculava à tradição ocidental do melodrama (entendido como
gênero caracterizado pela impossibilidade amorosa) e ao mesmo tempo a
subvertia (já que o impedimento de nossa história não se deve a fatores
externos ou equívocos que se resolvem no final feliz). De um ponto de vista
narrativo, ficamos muito interessados em “experimentar” com este gênero
e, acredito, levamos às últimas consequências esta experiência. De fato,
não por acaso a música operística esteve presente em nosso projeto desde
o início (no amor que a ela devota Richard, o amigo americano de
Francisco, e no desejo um tanto cômico de ser cantor do personagem
Giovanni), já que é ela (a ópera ou teatro lírico) justamente a forma mais
conhecida e solidificada de melodrama na cultura ocidental.
[Fernando] Uma questão estabelecida desde a fase da criação do roteiro é a de
que não deveríamos nos ater somente a uma estética realista na realização.
Isso permitiu uma grande liberdade formal onde, sem abandonar os
conceitos da decupagem clássica, a expandimos e reinventamos sempre
que se chegou à conclusão de que isso seria um elemento que faria a
narrativa avançar e seduziria esteticamente o espectador. Nesse aspecto,
a maneira com que efeitos gráficos foram incorporados criativamente à
imagem me parece bem ilustrativa. E o estilo de montagem adotado
acentua essas escolhas, transitando entre um código mais transparente e
outro mais provocativo na escolha de planos e sucessão de seqüências.
5. Como foi a escolha do elenco?
[Fernando] Com exceção de Dalton Vigh, convidado para viver o personagem de
Francisco adulto em função de seu trabalho no teatro, principalmente com
o prestigioso Grupo Tapa, e na televisão, todos os demais atores (mais de
30) foram selecionados à partir de testes realizados em Curitiba, em São
Paulo e no Rio de Janeiro. Carolina Holanda, que vive Diana, por exemplo,
foi escolhida entre várias dezenas de atrizes contatadas durante a fase de
pré-produção do filme. Uma história interessante é a de como
descobrimos Antar Rohit, lá em Belém do Pará. Estávamos tendo
dificuldade em encontrar um ator para interpretar Richard, já que tínhamos
um perfil bem definido para o personagem e queríamos que ele fosse
realmente americano, mas que falasse português fluentemente. Depois de
algumas tentativas frustradas, disparamos um e-mail para produtores do
Brasil inteiro solicitando sugestões de atores para o personagem, e
recebemos lá de Belém um VHS com um teste feito por Rohit, filmado por
um seu amigo. Soubemos imediatamente que ele seria o personagem, e
sua vinda para Curitiba, para um teste mais específico, só fez confirmar
esta escolha.
[Marcos] Outra história interessante é a da escolha do Rodrigo Cornelsen, o
menino de oito anos que vive Francisco criança. Sabíamos que, para este
personagem, o que precisávamos era de uma criança inteligente e
talentosa, e que o processo de transformá-la em ator viria no decorrer da
preparação. Então, fizemos uma convocação, apoiados no suplemento
infantil do jornal de maior circulação no Paraná (a Gazeta do Povo),
convidando os meninos de 8 a 10 anos a enviarem fotos e vídeos. A partir
de um número enorme de inscrições, fizemos uma pré-seleção e
convocamos dezenas de candidatos para testes na produtora, e destes
testes separamos 5 finalistas, que foram convidados a fazer um workshop
com um preparador de atores. O mais engraçado é que Rodrigo, talvez por
ser o mais novo dos finalistas, foi o que recebeu do preparador o pior juízo,
a pior nota depois de seu trabalho. Mas ao vê-lo, num último e definitivo
teste, tive a intuição de que ele, com sua espontaneidade, poderia sim
interpretar Francisco satisfatoriamente. A incrível semelhança do menino
com algumas fotos de Dalton Vigh quando pequeno ajudou-nos a fechar a
questão e escolhê-lo, o que , acredito, foi uma grande felicidade para o
filme.
6. Como foi a preparação do filme, o período da pré-produção?
[Marcos] Tínhamos uma grande ambição produtiva neste filme (reconstruções
de época, muitas e variadas locações, cenas com bastante gente, efeitos
especiais) e pouquíssimo orçamento para conseguir isso. Sabíamos,
portanto, que tínhamos que ser muito eficazes e organizados nas
filmagens, e que deveríamos preparar o filme detalhadamente. A
preparação durou aproximadamente uns seis meses, aí incluídas as seis
semanas de ensaios com os atores, pouco antes do início das filmagens.
Meses em que a produtora virou um depósito de objetos, de móveis
usados e até mesmo um brechó (praticamente todos os figurinos foram
comprados, baratíssimos, em brechós da cidade). Meses em que várias
equipes se revezaram na pesquisa de locações, na confecção de
embalagens históricas, na pesquisas de objetos, na preparação
propriamente dita.
7.
Em quanto tempo se deram as filmagens? Onde é que elas
aconteceram?
[Fernando] Para otimizar o potencial da equipe e aproveitar ao máximo os
recursos limitados diante de uma produção ambiciosa, estabelecemos,
juntamente com a produtora Cláudia da Natividade, um cronograma em
ordem decrescente de dificuldades. Dessa maneira iniciamos com duas
semanas de filmagem em Castro, no interior do Paraná, que incluíram
várias diárias numa antiga fazenda colonial inteiramente cenografada para
o filme. Em seguida nos concentramos em diversas cenas com
reconstituição de época detalhista e participação de muitos figurantes,
filmadas nas cidades de Araucária e Piraquara, nos arredores de Curitiba.
As semanas seguintes foram dedicadas às cenas que acontecem na
Curitiba contemporânea, em diversas locações internas e externas. Esse
período culminou com duas semanas de filmagens numa casa
especialmente preparada para funcionar com dinâmica de estúdio. Esse
período de oito semanas transcorreu entre setembro e novembro, e no mês
de janeiro seguinte filmamos duas diárias complementares no Planetário
do Carmo, em São Paulo.
8. Como foi dividir a direção?
[Marcos] Foi um processo muito tranquilo e harmônico. Primeiro, porque
conversávamos bastante antes de irmos ao set, e quando lá chegávamos
estávamos muito de acordo com o que faríamos (nos raros casos em que
este acordo não foi obtido, filmamos duas opções e escolhemos em
montagem). Segundo, porque eu e o Fernando somos diretores com
procedimentos um pouco diferentes no set de filmagem. Eu sou mais
físico, me posiciono junto aos atores e à equipe e, no caso do Corpos
Celestes, operei a câmera. O Fernando prefere a proximidade com o videoassist, com o qual obtém um distanciamento crítico que o leva a uma
atitude mais meditada. De certa forma, é possível dizer que nos
completávamos.
[Fernando] Acho que o processo de co-direção é mais proveitoso quando o filme
é pensado e preparado minuciosamente antes da filmagem, como foi o
caso de Corpos Celestes. Embora admita que alguns diretores obtenham
bons resultados improvisando no set, sou adepto do método
hitchcockiano de realização, onde a filmagem é a execução mais impecável
possível de uma criação previamente conceituada e desenvolvida pelo
diretor, elenco e equipe técnica. Embora logicamente eu não permaneça
somente em frente ao vídeo-assist, participando ativamente da dinâmica
do set, é através dele que me certifico de que o público vai ver na tela
exatamente aquilo que tínhamos em mente ao partir para a realização da
obra.
9.
Qual é o conceito da fotografia do filme, como se deu a escolha da
linguagem visual adotada?
[Fernando] Nossa colaboração com Kátia Coelho na definição do conceito
fotográfico do filme foi das mais produtivas, pois ela é uma profissional
que alia um domínio técnico impecável do meio com um conhecimento de
estética que engloba várias artes. Buscávamos uma unidade fotográfica
que mantivesse o mesmo estilo de iluminação natural e artificial nas duas
partes distintas da narrativa, sem necessariamente recorrer a soluções que
limitassem as possibilidades criativas que um bom diretor de fotografia
sempre oferece ao filme. Na primeira parte, Corpos Celestes tem um estilo
de câmera de fatura mais clássica e contemplativa, com a câmera sempre
fixada ao tripé e fazendo uso de travellings e gruas para traçar movimentos
poéticos. Na parte contemporânea, marcada pelos conflitos existenciais do
protagonista, a câmera traduz seus diferentes estados de espírito em
movimentos mais inquietos, resultantes dela estar quase sempre no
ombro do operador.
10. Um fato que chama a atenção no filme é que os créditos iniciais
aparecem lá pela metade dele, no final da parte da história que se passa
em 1970. Isso levou alguns críticos a definirem esta primeira parte
como “prólogo”. Isto estava previsto no roteiro ou foi definido em fase
de montagem?
[Fernando] O roteiro já previa uma nítida divisão da história em duas partes, a
que se passa em 1969-70 e a que se passa no presente. Não entendíamos,
no entanto, que a primeira parte se devesse constituir em uma espécie de
prólogo da segunda, mas fosse uma primeira metade do filme, uma
metade tão importante quanto a segunda. Isto, de fato, acontece, e embora
a primeira parte seja mais curta do que a segunda, ela prepara e antecipa
todas as questões que virão a seguir. E, o que é mais importante, emociona.
Acho mais correto imaginar esta primeira parte como um “primeiro ato”, a
que se seguirá um segundo e um terceiro.
[Marcos] Sabíamos também que no início do assim definido “segundo ato”
teríamos um momento de pausa dramática, um momento em que a
história se torna um pouco mais lenta e que se apresentam uma série de
novos personagens. Além disso, nesta segunda parte precisamos mostrar
a profunda transformação do protagonista, que passa de um garoto cheio
de vida a um adulto em crise e desiludido, desilusão provocada pela sua
própria paixão pela astronomia. Acho que este arco dramático acentua no
expectador a impressão de que começa uma nova história, mas queríamos
que isso acontecesse. Claro que, colocando os créditos nesta transição (e
isso foi algo que definimos na montagem), acentuamos esta impressão.
11. O final, que obviamente não vamos contar, desconcerta o expectador e
certamente fará discutir o público. Como vocês chegaram até ele?
[Fernando] Acho que o maior desafio na realização de um filme é encontrar uma
forma de encerrá-lo de maneira satisfatória para o espectador e ao mesmo
tempo fiel às concepções artísticas que motivaram sua realização. No caso
de uma história complexa e não convencional como a do Corpos Celestes,
fruto do trabalho conjunto de quatro roteiristas, é natural que várias
soluções narrativas fossem propostas para o final. Esse foi o único ponto
relevante em que eu e o Marcos discordamos, ele a favor de um final mais
aberto e enigmático, e eu preferindo uma cena que desse ao público mais
elementos para entender a atitude radical do protagonista. Na versão
cinematográfica foi adotada a solução de Marcos, mas um dos atrativos do
DVD do filme será a inclusão do final alternativo de minha preferência, que
chegou a ser filmado e montado.
12. E a trilha sonora? Como foi concebida e realizada?
[Marcos] A trilha sonora do Corpos Celestes é particularmente rica, praticamente
uma obra em si, e joga um papel decisivo no filme. E não poderia ser
diferente em uma proposta artística que experimenta com a forma do
melodrama, e flerta com a estrutura da ópera. De fato, podemos dizer que
Corpos Celestes é “quase” um musical e usa muita música em sua
narrativa. A começar pelo uso, dentro da própria história, de fragmentos de
duas óperas. A ária “E Lucevan Le Stelle” (da Tosca, de Puccini), é uma das
preferidas do personagem Richard, na primeira parte do filme, e vai
despertar os sentimentos de Francisco ao ser cantada na segunda parte; e a
“Madamina, il Catalogo è Questo” (do Don Giovanni, de Mozart), é ouvida
no rádio do táxi em que iniciam os problemas de Francisco com Diana.
Estas árias estavam presentes no roteiro, e as cenas foram filmadas em
função disso. Muitas outras músicas do repertório clássico são utilizadas
na trilha, e a escolha delas se deu em função do grande amor que eu e o
Fernando temos a este tipo de música. Mas uma parte consistente da trilha
é “original” e foi composta pelo maestro Ruriá Duprat a partir de variadas
referências cinematográficas e musicais. A música tema da Diana, por
exemplo, é inspirada no Tropicalismo (do qual o tio de Ruriá, o Rogério
Duprat, foi um grande expoente). Em resumo, a música é uma parte
importantíssima do filme e vale ser conferida.
13. O filme é cheio de efeitos e imagens gráficas obtidas em pós-produção,
coisa bastante rara no cinema brasileiro. Como foi conciliar esta
necessidade com o baixo orçamento que vocês tinham para fazer o
filme?
[Marcos] Foi justamente em função da necessidade de termos estes efeitos
especiais para contarmos nossa história que demoramos a finalizar o
filme. De fato, assim que acabamos de filmar e montamos o filme,
percebemos que a história só apareceria em sua plenitude se
conseguíssemos realizar, com qualidade, os efeitos gráficos que estavam
previstos no roteiro. Mas estes efeitos, naquela ocasião, estavam fora do
alcance do nosso orçamento. Esperamos algum tempo e, ajudados pelo
avanço da tecnologia e pelo Edital do BNDES, conseguimos viabilizar, se
bem que com enorme esforço, os efeitos que queríamos. Digo enorme
esforço porque os muitos efeitos presentes no filme deram grande
trabalho à uma equipe pequena mas muito dedicada, composta pelos
gráficos da Sala 12 e pelos técnicos dedicados da Teleimage, a quem
agradecemos a parceria. Ficamos especialmente felizes quando um crítico
considerou Corpos Celestes o filme brasileiro que melhor fez uso dos
efeitos especiais.
Sobre o Elenco
Dalton Vigh (Francisco)
Com uma sólida carreira nos teatros, que se iniciou
junto ao prestigioso grupo TAPA – acrônimo de
Teatro Amador Produções Artísticas, Dalton atuou
em peças como As Viúvas, de Arthur de Azevedo, e
Camila Baker, comédia musical em que interpretava
5 personagens. Participou nas montagens Os Sete
Gatinhos, de Nelson Rodrigues, e A Importância de
Ser Fiel, de Oscar Wilde, e esteve também em
Medeia, peça dirigida por Bia Lessa em 2004. Em
2009, voltou a trabalhar com o grupo TAPA na
montagem Cloaca, da holandesa Maria Goos. Na
televisão, Dalton iniciou sua carreira em 1995, na telenovela Tocaia Grande, na
extinta TV Manchete. Desde então atuou em novelas de diversas emissoras,
tendo grande reconhecimento do público em várias delas. Sua estréia no cinema
foi em 1999, em Por Trás do Pano, de Luiz Vilhaça. Também trabalhou em Mais
Uma Vez Amor, de Rosane Svartman, em Vida de Menina, de Helena Soldberg e
Mulheres do Brasil, de Malu di Martino.
Antar Rohit (Richard)
Swami Antar Rohit nasceu em Los Angeles em
1960, mas mudou-se para Belém, no Pará, aos 5
anos de idade.
Foi artista plástico e Doutor em Psicologia, formado
na Holanda. Sua carreira artística se iniciou aos 19
anos, quando realizou sua primeira exposição
individual na Galeria Ângelus do Teatro da Paz, em
Belém. No mesmo ano, voltou aos Estados Unidos
para estudar teatro e então ganhou o mundo. Além
do Brasil, Estados Unidos e Holanda, morou
também na Índia, sempre expondo suas pinturas
que retratavam as belezas brasileiras.
Rohit faleceu em novembro de 2007, em Porto Alegre, vítima de câncer. Quase
um ano após sua morte, foi fundada em Belém a Casa Antar Rohit, espaço
cultural onde ficam expostas hoje suas obras mais significativas e que tem como
objetivo despertar o público para as práticas artísticas e de auto-conhecimento
através de cursos e oficinas.
Carolina Holanda (Diana)
Pernambucana de Recife, Carolina Holanda
começou como modelo em sua cidade natal, ainda
muito jovem. Aos 17 anos transferiu-se para São
Paulo, onde participou de campanhas publicitárias,
desfiles e editoriais de moda das principais
publicações nacionais. Fez cursos de cinema em
São Paulo, mas foi em workshops de interpretação
em Nova Iorque que optou por seguir a carreira de
atriz. Desde então, atuou em telenovelas e séries de
TV, como Amazônia e Mandrake, além de curtasmetragens e peças teatrais. Corpos Celestes é sua
estreia em longas-metragens.
Alexandre Nero (Giovanni)
Como músico e ator, Alexandre Nero fez vários
trabalhos em espetáculos de música, teatro,
dança, cinema e tv. Em 2004, idealizou e fundou a
Associação dos Compositores da Cidade de
Curitiba. Participou de várias peças com as
principais companhias teatrais do Paraná,
incluindo o espetáculo Os Leões, que em 2006
ganhou o Prêmio da Crítica no Festival de Teatro de
Curitiba. Em 2010, gravou seu novo CD, Vendo
amor, em suas mais variadas formas, tamanhos e
posições,
Rodrigo Cornelsen (Chiquinho)
Rodrigo Cornelsen, inicia sua carreira no cinema
com Corpos Celestes. Desde então, participou de
vários curtas-metragens e séries para televisão.
Recentemente, participou como ator protagonista
do longa-metragem Minha Estação de Mar,
também de Fernando Severo, que encontra-se em
processo de finalização. Pelo papel de Chiquinho,
recebeu Menção Honrosa de Ator Revelação no
FestCine Goiânia, em 2009.
Sobre a Produtora
ZENCRANE FILMES
Criada no ano de 2000 por Cláudia da Natividade e Marcos Jorge, como
escritório de criação e produtora de filmes.
Desde então produziu diversos filmes de ficção e documentários, com os
quais recebeu mais de 90 prêmios, em festivais cinematográficos no Brasil e
no exterior.
No ano de 2007 transformou-se também em editora, a Zencrane Livros,
lançando o livro “Brasil Rupestre – Arte Pré-Histórica Brasileira”, referência na
documentação da arte rupestre em nosso país.
CLÁUDIA DA NATIVIDADE - Produtora Executiva
É produtora de filmes, editora de livros e consultora de projetos culturais. É
formada em Filosofia e Mestre em Ciências Sociais.
Em 2008, a Zencrane Filmes lançou o longa-metragem de ficção “Estômago”,
grande sucesso de crítica e público, distribuído para mais de 20 países.
“Estômago” foi o filme brasileiro mais premiado do biênio 2008-2009.
Venceu o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro (da Academia Brasileira de
Cinema) em 5 categorias, incluindo Melhor Filme e Diretor, e também 4 Prêmios
da Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira no
Brasil, incluindo Melhor Filme e Diretor. Foi considerado pelos críticos
do Jornal O Globo como o Melhor Filme do ano de 2008 e como um dos dez
melhores filmes brasileiros da década.
No início dos anos ’90 trabalhou como coordenadora de atividades de suporte
para lançamento de produtos industriais e como coordenadora de
merchandising promocional para diversas empresas brasileiras. Em 1993,
transferiu-se para a Itália, onde fez especialização em História e na área de
Cooperação Internacional ao Desenvolvimento. Entre 1995 e 1999 trabalhou
com projetos e divulgação de projetos sociais em organizações nãogovernamentais e multilaterais. Voltou ao Brasil no ano de 2000, quando criou a
Zencrane Filmes, voltada à produção de filmes de ficção, documentários e
livros de arte.
Para mais informações, visite o site
www.corposcelestes.com.br
Distribuição: PANDA FILMES
Produção: ZENCRANE FILMES
Cláudia da Natividade
Tel. (+55) 41 3023 3126
41 9917 0796
Fax: (+55) 41 3023 3289
Curitiba / PR / Brasil
[email protected]
www.zencrane.com
Audrey Pereira
Tel. (+55) 51 3019 4881
Porto Alegre / RS / Brasil
[email protected]
www.pandafilmes.com.br
Distribuição Internacional: TROPICALSTORM
Helder Dacosta
Tel. (+31) 20 4896257
64 5027075
(+55) 21 8822 4884
[email protected]
www.tropicalstorment.com
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