XXXV ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO
Perspectivas Globais para a Engenharia de Produção
Fortaleza, CE, Brasil, 13 a 16 de outubro de 2015.
USABILIDADE DE SISTEMA CONTRASTE ENTRE O MODO CLASSIC
E O DRAFTING E ANNOTATION NO
AUTOCAD 2014
TALISON FERNANDES COSTA (UFERSA)
[email protected]
Daniela de Freitas Lima (UFERSA)
[email protected]
ALAN BENTO DE OLIVEIRA (UFERSA)
[email protected]
ALMIR MARIANO DE SOUSA JUNIOR (UFERSA)
[email protected]
Usuários de computador estão sujeitos a sofrerem problemas de saúde
ou redução da produtividade laboral em decorrência de deficiências
ergonômicas. A usabilidade de sistemas, ou seja, a facilidade de
manuseio dos softwares, é um dos fatores preponderantes para que os
usuários de computadores tenham qualidade ergonômica. O intuito
deste trabalho é analisar dois ambientes de projeção da ferramenta
CAD, muito utilizada em universidades, institutos e escritórios de
Engenharia e Arquitetura: Drafting & Annotation e Modo Classic, de
forma a identificar qual deles apresenta melhor usabilidade. Para
avaliar os dois ambientes de desenho aplicou-se um questionário
fechado a discentes de Bacharelado em Ciência e Tecnologia de uma
Universidade do Rio Grande do Norte, que já cursaram a disciplina de
Projeto Auxiliado pelo Computador e que utilizam o software CAD há
mais de um ano. O questionário baseou-se em seis critérios: facilidade
de aprender, facilidade de relembrar, controle de erros, eficiência,
eficácia e satisfação. Verifica-se que o AutoCAD Classic é o ambiente
mais propício de utilização para os participantes da pesquisa. Vale
salientar que o sistema que parece ter maior usabilidade para uns não
é para outros, assim, cabe a cada usuário fazer uso da modalidade do
sistema que lhe apresente melhores condições de manuseio.
Palavras-chave: Usabilidade, Ergonomia, Ferramenta CAD, Drafting
& Annotation, AutoCAD Classic
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1. Introdução
A ergonomia, ou seja, a busca pelo ambiente laboral ajustado ao homem, é um dos fatores que
merece atenção pelas empresas e pelos próprios usuários de máquinas e equipamentos, pois é
através dela que várias doenças ocupacionais podem ser prevenidas e que o trabalho pode ser
otimizado.
Diretamente ligada à ergonomia, está a usabilidade de sistemas, que tem o intuito de facilitar
o uso dos softwares e seus respectivas ferramentas de modo a tornar harmônico, confortável e
agradável o ambiente de desenvolvimento de tarefas.
Um dos sistemas muito utilizados na elaboração de projetos arquitetônicos e de engenharia é
o AutoCAD, da empresa Autodesk. Esse software vem sendo aprimorado com o decorrer dos
anos e a partir de 2008 teve a inclusão do ambiente de desenho Drafting & Annotation.
Esse artigo tem como finalidade analisar os ambientes de projeção do AutoCAD 2014:
Drafting & Annotation e AutoCAD Classic e verificar qual deles apresenta melhor
usabilidade por meio da avaliação de questionário fechado realizado discentes de uma
universidade do Rio Grande do Norte.
Busca-se analisar a importância da ergonomia para a preservação a saúde do trabalhador,
avaliar a influência usabilidade para a obtenção das condições ergonomicamente corretas,
apresentar as diferenças entre os modos Drafting & Annotation e Classic do AutoCAD e
identificar qual dos ambientes se mostra mais favorável para a realização de tarefas.
2. Os impactos ergonômicos na saúde do usuário de sistemas
Para Iida (2005) Ergonomia é o estudo da adaptação do posto de trabalho ao homem. É a
análise do ambiente físico e organizacional laboral de todas as atividades que envolvem o
relacionamento do homem a uma atividade produtiva, preocupando-se com os processos que
antecedem, estão presentes e sucedem a realização das tarefas.
A Norma Regulamentadora (NR) que trata da Ergonomia é a NR 17. Ela aborda elementos
que visam estabelecer critérios para que o ambiente de trabalho seja adaptável aos
trabalhadores, proporcionando conforto, segurança e eficiência no desempenho das
atividades.
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Vale salientar que as condições de trabalho que a NR 17 busca obter referem-se ao
levantamento, transporte e descargas de materiais, a disposição dos móveis e equipamentos,
às condições dos postos de trabalho e à organização do trabalho.
Por se tratar de uma interação homem-máquina que resulta em produtos, o uso do computador
e seus respectivos softwares também são objeto de estudo da ergonomia. Muitas são as
consequências ergonômicas que podem ser ocasionadas para os usuários que utilizam o
computador de maneira incorreta, eles vão de queda de produtividade, alterações
psicofisiológicas a doenças e lesões musculares e oculares.
Uma pesquisa sobre ergonomia encomendada pela Intel e realizada pela Universidade Federal
do Rio de Janeiro (UFRJ) em 2009, mostrou que dentre todos os riscos causados pelo mal uso
do computador, estão: queda de produtividade; problema de visão; lesão por esforços
repetitivos; distúrbios osteomusculares, aspectos relacionados diretamente a falhas no
ambiente de trabalho, como: iluminação; ruído e temperatura, e, principalmente as interfaces
dos programas.
Assim, é importante que a ambientação dos locais de trabalho, seja em aspectos físicos, seja
nos softwares, atenda às condições ergonomicamente corretas para que as atividades sejam
realizadas com uma menor probabilidade de ocorrência de prejuízos aos trabalhadores e às
empresas, ou seja, com otimização do desempenho produtivo e redução a possibilidade de
ocorrência de doenças advindas de deficiências ergonômicas.
3. A influência da usabilidade na ergonomia do usuário de sistemas
Um dos fatores que influenciam diretamente na ergonomia é a usabilidade, que tem como
objetivo principal facilitar o uso dos sistemas para que as atividades nele realizadas tenham
seu desempenho otimizado.
De acordo com Iida (2005), a Ergonomia surgiu com a necessidade de tornar ágil e eficiente o
manuseio de ferramentas indispensáveis para o sucesso utilizadas na Segunda Guerra
Mundial.
Com a usabilidade não foi diferente: após a Guerra iniciou-se a preocupação ergonômica com
os equipamentos do dia-a-dia e na década de 70 a Ergonomia passou a contribuir com os
sistemas interativos, criando metodologias que identificassem problemas relativos ao contexto
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de software, esse conjunto de métodos ficou conhecido como Engenharia de Usabilidade ou
simplesmente Usabilidade.
A usabilidade é um campo de estudo que engloba diversas abordagens e vários pesquisadores
desenvolvem seus conceitos e estabelecem métricas para avaliar o quão usual é o sistema. Na
tentativa de reunir as ideias propostas por vários estudiosos, foram criadas algumas normas,
que estabelecem um padrão internacional para mensurar a usabilidade de um sistema. Dentre
elas destaca-se a ISO 9241 (Requisitos Ergonômicos para Trabalho de Escritório com
Computadores), que busca orientar a usabilidade.
A ISO 9241 define usabilidade como a medida na qual um produto pode ser utilizado por
usuários específicos para alcançar objetivos específicos com eficácia, eficiência e satisfação
em um contexto específico de uso.
A usabilidade dos computadores também é enfatizada pela ISO 9241 como dependente do
contexto de uso e que o seu nível dependerá das circunstâncias nas quais o produto é usado. A
situação de uso consiste de usuários, tarefas, equipamentos (hardware, software e materiais), e
do ambiente físico e social, pois todos esses podem influenciar a usabilidade de um produto
dentro de um sistema de trabalho.
A interação homem-computador de forma harmônica contribui para que o uso dos softwares
seja eficiente e, consequentemente haja bons resultados produtivos através da utilização
satisfatória e confortável dos sistemas.
Além da questão física, a elaboração de programas sem uma interface que facilite ao usuário
realizar suas tarefas contribui para o seu desgaste emocional e mental. (UFRJ, 2009).
A interface é o elemento que estabelece o diálogo entre o usuário e o sistema. É através dela
que a usabilidade atua, possibilitando ajuste de fatores como, por exemplo, tamanho de letras
e disposição de cores.
Segundo Oliveira et al. (2008) o usuário de programas sem usabilidade e, obviamente, sem
uma interface interativa, está sujeito a aborrecimentos, frustações, psicopatologia, o que afeta
diretamente a produtividade e efetividade das atividades.
Portanto, ergonomia é um dos aspectos preponderantes para que haja prevenção da saúde do
trabalhador, especialmente aqueles que utilizam o computador com intensidade, e discutir a
usabilidade de sistemas é fator indispensável para se que busque atender às condições
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ergonomicamente favoráveis ao usuário e consequentemente haja qualidade e conforto na
realização de tarefas que envolvem a relação homem-máquina.
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4. Ferramentas CAD
A criação do computador impactou em todas as áreas de atuação humana, permitindo maior
agilidade na execução das tarefas e até mesmo modificando a forma como são realizadas. Isso
ocorreu devido o desenvolvimento de diversas ferramentas de trabalho que até então não
existiam.
Nas engenharias o surgimento da ferramenta Computed-Aided Design ou Desenho Assistido
por Computador (CAD), modificou significativamente o modo como os projetos são
realizados, já que antes eles eram obtidos manualmente e passaram a ser confeccionados com
um computador através deste instrumento.
O primeiro software CAD foi criado na década de 60 do século XX, por Ivan Sutherland
durante se curso de pós-doutorado no MIT. O sistema foi chamado de “Sketchpad”, no editor
era possível criar e modificar objetos em 2D. A grande novidade era a interação direta do
usuário e o computador através de uma espécie de caneta luminosa usada diretamente na tela
para realizar o desenho.
Segundo Amaral e Pina Filho (2010), em 1982 foi criado o primeiro programa CAD para
Computadores Pessoais (PC’s), o AutoCad release 1, pela empresa Autodesk. Em 1985 é
lançada uma segunda versão do CATIA. Na década de 90, em 1995 a empresa SolidWorks
lança o SolidWorks 95 3D CAD, revolucionando o mercado de sistema computacional
Windows NT. As ferramentas continuaram sendo melhoradas, e hoje diversas empresas
ofertam tais softwares. Com a difusão da internet no final da década de 90, os softwares CAD
se tornaram cada vez mais acessíveis.
Com o intuito de dinamizar o processo de interação usuário-máquina, o AutoCAD, software
comumente utilizado, vem sofrendo alterações constantes. Desde que foi lançado, em 1982, o
AutoCAD sofreu diversas alterações. A maior mudança ocorreu em 2008, quando a Autodesk
incluiu no software uma nova forma de visualizar seus comandos e funções, o modo Drafting
& Annotation. A partir de então as novas versões incluíam dois ambientes de desenho: o
AutoCAD Classic e o Drafting & Annotation. Essa modificação atingiu tanto o ambiente de
desenho 2D quanto o 3D. No modo Classic os ícones são dispostos em barras de tarefas, e nas
laterais, as outras funcionalidades são encontradas em forma de menus, tais como: inserir;
ferramentas; dimensão. No Drafting & Annotation foram incorporadas guias, em que as
ferramentas do software são agrupadas pelo critério de uso, nesse modo além dos ícones, há a
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nomenclatura dos ícones. A Figura 1. a) apresenta a interface do AutoCAD Classic e a Figura
1. b) mostra a interface do Drafting & Annotation.
Figura 1 – Interfaces do AutoCAD Classic e do Drafting & Annotation
a) Interface do AutoCAD Classic
b) Interface do Drafting & Annotation
Fonte: AutoCAD (2014)
No AutoCAD Classic, geralmente os usuários trabalham com comandos no teclado, enquanto
no ambiente Drafting & Annotation os usuários trabalham com mais frequência utilizando o
mouse. Em ambos os ambientes os usuários dispõem de um histórico de suas ações a partir da
linha de comandos do software localizado na parte inferior da interface gráfica, nele o usuário
é informado sobre as funcionalidades de cada comando selecionado bem como os erros que
foram cometidos.
A partir de 2008 todas as atualizações mantêm os dois modos para atender aos dois grupos de
usuários: os que preferem o AutoCAD Classic e os que optam pelo Dafting & Annotation.
Essa versatilidade da Autodesk permitiu que o AutoCAD continuasse sendo a ferramenta
mais usada nas Universidades, Institutos e Escritórios de Arquitetura e Engenharia.
Dessa forma, por ser intensamente utilizado por várias pessoas, apresentar usabilidade é um
dos requisitos fundamentais que os dois ambientes de desenho do AutoCAD citados
(AutoCAD Classic e Dafting & Annotation) devem ter, possibilitando que as atividades nele
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realizadas sejam efetivas e que seus usuários possuam uma interatividade que facilite o
desempenho de suas tarefas.
5. Metodologia
Foi feita uma análise da usabilidade de dois ambientes de trabalho da ferramenta CAD 2014:
Drafting & Annotation e AutoCAD Classic. A avaliação baseou-se no fundamento de Santos
(2007), que afirma que o diagnóstico de usabilidade de sistemas deve seguir quatro etapas,
conforme mostra a Figura 2.
Figura 2 – Etapas de análise de usabilidade de sistema
Fonte: Adaptado de Santos (2007)
Dessa forma, selecionou-se o sistema: AutoCAD 2014. Verificou-se que é utilizado nas
Universidades, Institutos de Ensino e Escritórios de Engenharia e Arquitetura para elaboração
de projetos e edição de objetos. Após a conclusão dessas etapas, aplicou-se um questionário
fechado, contendo 30 questões, extraído da dissertação de mestrado de Santos (2007) que
elenca os seis critérios de interesse do trabalho: facilidade em aprender, facilidade de
relembrar, controle de erros, eficiência, eficácia e satisfação. O contexto é descrito pelos
elementos especificados na ISO 9241: usuário, tarefa, equipamento e ambiente. E para atingir
o objetivo da pesquisa, realizou-se a análise da usabilidade dos dois ambientes de trabalho
CAD em estudo: Drafting & Annotation e AutoCAD Classic.
O questionário foi aplicado a 20 discentes do curso de Bacharelado em Ciência e Tecnologia
de uma Universidade do Rio Grande do Norte, que cursaram a disciplina Projeto Auxiliado
pelo Computador (utiliza a ferramenta CAD para criação de projetos de engenharia e
arquitetura) com média igual ou superior a 7,0, que são usuários de computador de no mínimo
de oito anos e que possuíam experiência de uso do AutoCAD há mais de um ano.
As perguntas do questionário abordaram os seis critérios em estudo e estão distribuídas
conforme mostra a Tabela 1.
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Tabela 1 – Avaliação dos Critérios de Usabilidade de Sistemas
Critérios de Avaliação
Questões
Total de questões
Facilidade de aprender
1, 2, 3, 4, 7, 8, 9, 10, 11 e 12
10
Facilidade de Relembrar
13, 14 e 15
03
Controle de erros
16, 17, 18, 19, 20, 21, e 29
07
Eficiência
22, 23, 24 e 25
04
Eficácia
26, 27 e 28
03
Satisfação
5, 6 e 30
03
Total
30
Fonte: Adaptado de Santos (2007)
Na perspectiva de promover um exercício para que a partir dele fosse preenchido o formulário
de perguntas, foi proposto aos participantes da pesquisa que o desenho do Apêndice A fosse
reproduzido no AutoCAD Classic e no Drafting & Annotation, induzindo o uso das
ferramentas básicas disponíveis no AutoCAD tais como: copiar, espelhar, mover, cortar,
estender, cotas, layers, escala, impressão, linhas, espessura, polígono e unidades.
Os participantes da pesquisa utilizaram para a reprodução do objeto sugerido o AutoCAD
2014, instalado em notebooks, com processadores, em geral com 2,5 e 3,0 GHz, 3 GB de
RAM, 500 GB de HD e sistema operacional Windows 7.
6. Resultados e discussões
A escolha do tamanho da amostra (20 alunos) foi feita seguindo a lógica de Fuzzi, que afirma
que valores acima de 20 geram resultados constantes. Para que se obtivessem melhores
resultados, a pesquisa foi dividida em duas fases: reprodução de peça mecânico 2D,
apresentado no Apêndice A, e resolução do questionário.
Dos entrevistados, 90% são do sexo masculino e 10% do sexo feminino.
A reprodução do desenho ocorreu em ambiente com iluminação e acústica adequadas. No
entanto, as cadeiras não eram adaptativas, gerando desconforto na coluna, de acordo com
relatos dos participantes.
Já que as questões apresentavam cinco alternativas de resposta, tendo sempre a primeira
opção contendo o maior grau de insatisfação, essas alternativas foram numeradas de 1 a 5
para facilitar a tabulação de dados, de modo que o número 1 corresponde à maior intensidade
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insatisfação (clareza do sistema, grau de dificuldade em realizar tarefa, por exemplo) e o
número 5 a de maior satisfação.
Para que pudéssemos realizar uma análise dos fatores e critérios de usabilidade de cada um
dos modos de utilização do AutoCAD em estudo (Drafting & Anntation e AutoCAD Classic),
fizemos uma tabulação de dados por questão e outra por grupo (facilidade em aprender,
facilidade de relembrar, controle de erros, eficiência, eficácia e satisfação).
A mensuração dos dados foi feita com a aplicação da média de opinião dos entrevistados por
questão e por ambiente de trabalho (Drafting & Anntation e AutoCAD Classic). Os graus de
satisfação do Drafting & Annotation e AutoCAD Classic dos participantes por questão estão
relacionados na Tabela 2.
Tabela 2 – Grau de Satisfação do Modo Drafting & Annotation e AutoCAD Classic
Nº da
Questão
Fatores
Drafting &
AutoCAD
Annotation
Classic
1
Facilidade para realização de tarefa pela primeira vez
3,70
3,20
2
Primeira impressão do sistema
3,50
4,40
3
Grau de tentativas para aprender a concluir uma tarefa
3,60
3,50
4
Tempo para aprender uma tarefa
3,00
3,50
5
Interação da interface
3,80
4,10
6
Clareza das mensagens para realizar tarefas
3,00
3,70
7
Facilidade em aprender uma tarefa
3,30
3,70
8
Diversidade de maneiras para realizar tarefas
3,80
3,60
9
Ganho de produtividade
4,00
3,90
10
Exibilidade das ferramentas
3,80
3,90
11
Guia de execução de tarefas
2,60
3,20
12
Tempo para realização de tarefa
3,00
3,30
13
Capacidade de relembrar execução de tarefa
3,30
2,90
14
Conforto de relembrar utilização do software
3,40
3,50
15
Tempo para relembrar utilização do software
3,10
2,80
16
Quantidade de erros gerada pelo sistema
3,80
3,70
17
Retomada do funcionamento quando ocorre erro
3,10
2,70
18
Satisfação em relação à quantidade de erros do sistema
3,20
2,90
3,80
3,60
ocorre erro
3,60
2,40
Recuperação do erro por parte do sistema
3,40
3,30
19
20
21
Perda de Informação ou retrabalho em decorrência de
erros do sistema
Tempo gasto para retomar à execução da tarefa quando
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22
Performance
3,00
3,60
23
Velocidade para realização de tarefas
3,00
3,60
24
Produtividade do sistema
3,50
4,00
25
Controle do software
3,40
3,90
26
Quantidade de passos para realização de tarefas
3,50
3,30
27
Rapidez para realizar tarefa
3,10
3,60
realização de tarefas
3,70
3,20
29
Clareza de mensagens de erros
2,70
3,40
30
Satisfação geral de uso do sistema
3,80
4,00
Média Geral dos Fatores em Avaliação
3,38
3,48
28
Satisfação em relação à quantidade de passos para
Fonte: Autoria Própria (2014)
Por meio da dos dados apresentados na Tabela 2, é possível perceber que nenhum dos
aspectos analisados apresenta grau máximo de satisfação para os usuários dos dois modos de
utilização do CAD. Porém, nenhum detém o pior índice de contentamento com o programa.
Verificamos que o aspecto que gera maior insatisfação para o nos usuários ambiente de
desenho Drafting & Annotation é a guia de execução de tarefas e o que implica maior
conforto é o ganho de produtividade.
Na média geral, o AutoCAD Classic se sobressaiu em relação ao Drafting & Annotation em
2,96%, o que significa que para a amostra utilizada, o modo Classic apresenta maior
usabilidade. Os usuários do AutoCAD Classic apresentam o maior índice de satisfação no
item ganho de produtividade e atribuem a maior deficiência desse ambiente ao tempo gasto
para retomar a execução da tarefa quando ocorre erro.
A Figura 3 mostra a sobreposição de resultados da pesquisa dos dois modos de trabalho do
AutoCAD 2014.
Figura 3 – Superposição de Dados Drafting Annotation e AutoCAD Classic
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Fonte: Autoria Própria (2014)
Por meio da análise da Tabela 2 e da Figura 03, identificamos que os fatores elencados
nas questões 2, 4, 5, 6, 7, 10, 11, 12, 14, 22, 23, 24, 25, 27, 29 e 30 apresentam um maior grau
de satisfação pelos usuários no ambiente de trabalho AutoCAD Classic, enquanto as
perguntas 1, 3, 8, 9, 13, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 26 e 28 obtiveram os melhores resultados
de para o Drafting & Annotation.
No que se refere aos critérios, a Figura 4 mostra as médias de cada um dos grupos para
os dois modos do AutoCAD em estudo.
Figura 4 – Média dos Critérios de Avaliação de Usabilidade
Fonte: Autoria Própria (2014)
O AutoCAD Classic apresenta resultados mais favoráveis que o Drafting & Annotation nas
métricas: facilidade de aprender, eficiência e satisfação, enquanto o Drafting & Annotation
supera o AutoCAD Classic em: facilidade de relembrar, controle de erros e eficácia. No
entanto, ao realizar a média dos seis critérios, o AutoCAD Classic apresenta o valor de 3,48 e
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o Drafting & Annotation 3,38, ou seja, há uma diferença, pequena, que favorece ao modo
Classic.
Dessa forma, para a amostra selecionada para realização da pesquisa o ambiente mais usual é
o AutoCAD Classic, pois apresenta a maior média para os critérios utilizados para a avaliação
de usabilidade.
5. Conclusão
O Drafting & Annotation foi introduzido ao CAD pela Autodesk com o objetivo de dinamizar
o processo de projetar e modificar objetos, ou seja, através da preocupação ergonômica e
interativa da interface do produto.
Neste trabalho, verificou-se que a modalidade clássica do programa é considerada mais usual
para os entrevistados. No entanto, essa percepção pode não ser a mesma para outros usuários,
que optam por utilizar o Drafting & Annotation.
Percebe-se que ambos os ambientes de manuseio do AutoCAD não apresentam, em geral,
insatisfação ou superação das expectativas. Os usuários do CAD estão satisfeitos com a
usabilidade presente nesses ambientes de trabalho. Porém, o contínuo processo de mudança
que busque implementar a interface de modo a aprimorar os índices de satisfação nos seis
critérios avaliados (facilidade em aprender, facilidade de relembrar, controle de erros,
eficiência, eficácia e satisfação) é uma maneira de buscar otimizar a qualidade das atividades
desenvolvidas no AutoCAD.
Assim, a análise da usabilidade em softwares deve ser uma prática adotada para as empresas,
institutos educacionais, universidades e as próprias criadoras, pois ter um sistema usual é
sinônimo de possuir um espaço computacional interativo que resultará em melhores
resultados produtivos, econômicos, psicofisiológicos, ou seja, na saúde laboral e ambiental
dos integrantes de uma organização.
6. Referências Bibliográficas
AMARAL, R. D. C.; PINA FILHO, A. C. A evolução do CAD e sua aplicação em projetos de Engenharia.
Simpósio de Mecânica Computacional - São João Del-Rei: 2010.
AUTODESK. AutoCAD. Disponível em: <http://www.autodesk.com.br/products/autocad/ overview>. Acesso
em: 15 dez 2014.
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IIDA, I. ERGONOMIA: Projeto e Produção. São Paulo: Edgard Blücher, 2005.
Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 9241-11: Requisitos Ergonômicos para Trabalho de
Escritórios com Computadores. Parte 11: Orientações sobre Usabilidade. Rio de Janeiro: ABNT, 2002.
OLIVEIRA, A. C. C., et al. Processo analítico do impacto de fatores ergonômicos no serviço público: a
usabilidade como critério chave para a melhoria da qualidade em processos produtivos e informacionais.
XXVIII ENEGEP – Rio de Janeiro: out. 2008.
Ministério do Trabalho e Emprego. Norma Regulamentadora 17. Disponível em: <>. Acesso em: 15 dez 2014.
SANTOS, R. C. Desenvolvimento de uma metodologia para avaliação de Usabilidade de Sistemas
utilizando a lógica Fuzzi baseado na ISO. 115 f. Dissertação (Mestrado Profissionalizante em Administração)
– Faculdade de Economia e Finanças IBMEC. IBMEC: Rio de janeiro, 2007.
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ausência de Ergonomia prejudica usuários de computador.
2009. Disponível em: <http://www.olharvital.ufrj.br/2006/?id_edicao=164&codigo=9>. Acesso em: 15 dez
2014.
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Apêndice A – Desenho proposto
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