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Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
ÍNDICE
4. Diagnóstico Socioambiental ...................................................................
1/314 4.1 - Meio Físico ...........................................................................................
1/314 4.1.1 - Clima ................................................................................
2/314 4.1.1.1 - Objetivos .......................................................................
4/314 4.1.1.2 - Métodos .........................................................................
4/314 4.1.1.3 - Resultados......................................................................
6/314 4.1.1.3.1 - Precipitação ...........................................................
6/314 4.1.1.3.2 - Temperatura ..........................................................
8/314 4.1.1.3.3 - Umidade relativa do ar ..............................................
9/314 4.1.1.3.4 - Nebulosidade ..........................................................
12/314 4.1.1.3.5 - Insolação ...............................................................
14/314 4.1.1.3.6 - Direção e velocidade dos ventos ...................................
15/314 4.1.1.3.7 - Evapotranspiração ....................................................
17/314 4.1.1.3.8 - Balanço Hídrico .......................................................
19/314 4.1.1.3.9 - Nível Ceráunico .......................................................
24/314 Recomendações ...............................................................
26/314 Geologia ............................................................................
27/314 4.1.2.1 - Objetivos .......................................................................
28/314 4.1.2.2 - Métodos .........................................................................
28/314 4.1.2.3 - Resultados......................................................................
29/314 4.1.1.4 - 4.1.2 - 4.1.2.3.1 - Contexto Geotectônico ..............................................
4.1.2.3.2 - Províncias Geotectônicas e suas Unidades
Litoestratigráficas ....................................................
Coordenador:
Índice
29/314 33/314 Técnico:
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4.1.2.4 - Faixa Brasília ..................................................................
4.1.2.4.2 - Unidades Litológicas .................................................
44/314 Recomendações ...............................................................
48/314 Geomorfologia .....................................................................
48/314 4.1.3.1 - Objetivos .......................................................................
49/314 4.1.3.2 - Métodos .........................................................................
49/314 4.1.2.5 - 4.1.3 - 4.1.3.2.1 - Resultados .............................................................
51/314 4.1.3.2.2 - Compartimentos Geomorfológicos .................................
53/314 Recomendações ...............................................................
70/314 Sismologia ..........................................................................
71/314 4.1.4.1 - Objetivos .......................................................................
71/314 4.1.4.2 - Métodos .........................................................................
71/314 4.1.4.3 - Resultados......................................................................
72/314 4.1.4.4 - Recomendações ...............................................................
78/314 Recursos Minerais .................................................................
78/314 4.1.5.1 - Objetivos .......................................................................
79/314 4.1.5.2 - Métodos .........................................................................
79/314 4.1.5.3 - Resultados......................................................................
80/314 4.1.5.4 - Recomendações ...............................................................
121/314 Pedologia ...........................................................................
121/314 4.1.6.1 - Objetivos .......................................................................
121/314 4.1.6.2 - Métodos .........................................................................
122/314 4.1.6.3 - Resultados......................................................................
127/314 4.1.3.3 - 4.1.4 - 4.1.5 - 4.1.6 - 4.1.6.3.1 - Descrição das Classes de Solos .....................................
Coordenador:
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35/314 130/314 Técnico:
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4.1.6.3.2 - Suscetibilidade à Erosão.............................................
143/314 4.1.6.3.3 - Aptidão Agrícola ......................................................
151/314 Recomendações ...............................................................
158/314 Espeleologia ........................................................................
159/314 4.1.7.1 - Objetivo ........................................................................
159/314 4.1.7.2 - Métodos .........................................................................
160/314 4.1.7.3 - Resultados......................................................................
161/314 4.1.7.4 - Recomendações ...............................................................
165/314 Recursos Hídricos ..................................................................
165/314 4.1.8.1 - Objetivos .......................................................................
166/314 4.1.8.2 - Métodos .........................................................................
167/314 4.1.6.4 - 4.1.7 - 4.1.8 - 4.1.8.2.1 - 4.1.8.3 - Uso dos Recursos Hídricos ...........................................
180/314 Usos Consuntivos ..............................................................
181/314 4.1.8.3.1 - Águas Subterrâneas ..................................................
181/314 4.1.8.3.2 - Abastecimento Urbano ..............................................
184/314 4.1.8.3.3 - Lavouras Irrigadas ....................................................
188/314 4.1.8.3.4 - Uso para Atividades Industriais.....................................
190/314 4.1.8.3.5 - Uso da Água como Recurso Mineral ................................
193/314 Usos Não Consuntivos ........................................................
198/314 4.1.8.4 - 4.1.8.4.1 - Uso para Geração de Energia .......................................
198/314 4.1.8.4.2 - Uso para Lançamento de Efluentes ................................
199/314 4.1.8.4.3 - Esgotamento Domiciliar .............................................
200/314 4.1.8.5 - Outros Usos ....................................................................
202/314 4.1.8.6 - Hidrogeologia ..................................................................
204/314 Coordenador:
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Técnico:
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4.1.8.7 - 4.1.9 - 4.1.9.1 - Recomendações ...............................................................
210/314 Qualidade das Águas e Limnologia ..............................................
212/314 Metodologia ....................................................................
214/314 4.1.9.1.1 - Malha Amostral .......................................................
214/314 4.1.9.1.2 - Variáveis Limnológicas...............................................
215/314 4.1.9.1.3 - Coleta, Conservação e Método de Análise ........................
216/314 4.1.9.1.4 - Análise dos Dados ....................................................
223/314 4.1.9.2 - Resultados......................................................................
225/314 4.1.9.3 - Discussão .......................................................................
308/314 4.1.9.4 - Considerações Finais .........................................................
311/314 4.1.9.5 - Recomendações ...............................................................
314/314 ANEXOS
Anexo 4.1-1
Acervo Fotográfico
1.
2.
3.
Coordenador:
4/4
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Legendas
Quadro 4.1-1 - Normais climatológicas, média anual de 1961 a 2011 nas estações próximas a
bacia hidrográfica do Rio Meia Ponte. ................................................................ 3/314 Quadro 4.1-2 - Estações meteorológicas utilizadas para análise do clima da bacia hidrográfica do
rio Meia Ponte. ........................................................................................... 5/314 Quadro 4.1-3 - Normal climatológica de precipitação média mensal e anual de 1961 a 2011 nas
estações próximas à bacia do rio Meia Ponte (valor em mm) ..................................... 6/314 Figura 4.1-1 - Normais climatológicas de precipitação média mensal de 1961 a 2011 nas estações
próximas à bacia do rio Meia Ponte. .................................................................. 7/314 Quadro 4.1-4 - Média mensal de chuvas máximas (mm) em 24 horas ................................................ 7/314 Quadro 4.1-5 - Normal climatológica de temperatura média mensal (ºC) de 1961 a 2011 nas
estações próximas a bacia do Meia Ponte ............................................................ 8/314 Figura 4.1-2 - Normal climatológica de temperatura média mensal de 1961 a 2011 nas estações
próximas a bacia do Meia Ponte. ...................................................................... 9/314 Quadro 4.1-6 - Normal climatológica de umidade relativa
do ar (mm) de 1961 a 1990 nas
estações próximas a bacia do Meia Ponte ........................................................... 10/314 Figura 4.1-3 – Cartograma da Normal climatológica da Umidade Relativa do Ar, média anual de
1961 a 1990 nas estações próximas e na bacia do Meia Ponte. .................................. 11/314 Quadro 4.1-7 - Normal climatológica de nebulosidade, de 1961 a 1990 nas estações próximas a
bacia do Meia Ponte Nebulosidade. (valores em Décimos do céu coberto) .................... 12/314 Figura 4.1-4 – Cartograma da normal climatológica de Nebulosidade Anual, de 1961 a 1990 nas
estações próximas e na bacia do Meia Ponte. (valores em Décimos do céu
coberto). ................................................................................................. 13/314 Quadro 4.1-8 - Normal climatológica de insolação (h), de 1961 a 2011 nas estações próximas a
bacia do Meia Ponte .................................................................................... 14/314 Figura 4.1-5 - Direção predominante dos ventos de 1993 a 2004 em Itumbiara – GO. ............................ 16/314 Coordenador:
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Figura 4.1-6 - Valores médios da intensidade dos ventos na região em estudo. ................................... 16/314 Quadro 4.1-9 - Normal climatológica de evapotranspiração (mm), de 1961 a 1990 nas estações
próximas a bacia do Meia Ponte. ..................................................................... 17/314 Figura 4.1-7 – Cartograma da normal climatológica de Evapotranspiração Anual, de 1961 a 1990
nas estações próximas a bacia do Meia Ponte. ..................................................... 18/314 Quadro 4.1-10 - Balanço hídrico (valor em mm) ......................................................................... 19/314 Figura 4.1-8 - Representação gráfica do Extrato do Balanço Hídrico (deficiência e excedente,
mm) para a estação Rio Verde. ....................................................................... 20/314 Figura 4.1-9 - Representação gráfica do Extrato do Balanço Hídrico (deficiência e excedente,
mm) para a estação Goiânia........................................................................... 20/314 Figura 4.1-10 - Representação gráfica do Extrato do Balanço Hídrico (deficiência e excedente,
mm) para a estação de Catalão. ...................................................................... 21/314 Figura 4.1-11 – Cartograma do Extrato do Déficit Hídrico Anual. Dados para a estação Rio Verde. ............ 22/314 Figura 4.1-12 – Cartograma do Extrato do Excedente Hídrico Anual. Dados para a estação Rio
Verde. ..................................................................................................... 23/314 Quadro 4.1-11 - Nível ceráunico, Ranking dos anos 2009 e 2010 dos municípios que fazem parte
da bacia hidrográfica do rio Meia Ponte. ............................................................ 25/314 Figura 4.1-13 - Províncias Estruturais do Brasil. ......................................................................... 30/314 Figura 4.1-14 - Arcabouço Tectono-Estratigráfico de Goiás com províncias geotectônicas da região
de estudo ................................................................................................. 32/314 Figura 4.1-15 - Afloramento de Ortognaisse melanocrático com textura
porfirítica e foliação
marcante nas coordenadas UTM E: 683106/N: 8062547. ......................................... 33/314 Figura 4.1-16 - Matacões de biotita-gnaisse nas coordenadas UTM E: 675525/N: 8033491. ...................... 34/314 Figura 4.1-17 - Campo de blocos de ortognaisse mesocrático nas coordenadas UTM E: 691057/N:
8032104. .................................................................................................. 34/314 Coordenador:
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Figura 4.1-18 - Metagabros sustentando pequeno morro
em um relevo suave ondulado.
Coordenadas UTM E: 670477/N: 8172409. .......................................................... 35/314 Figura 4.1-19 - Afloramento intemperizado de muscovita xisto, pertencente ao Grupo Araxá, nas
coordenadas UTM E: 700603/N: 8124217. ........................................................... 37/314 Figura 4.1-20 - Corte de estrada com muscovita-quartzo xisto,
nas coordenadas UTM E:
689064/N: 8110931. .................................................................................... 37/314 Figura 4.1-21 - Afloramento de xisto intemperizado do Grupo Araxá, nas coordenadas UTM E:
669218/N: 8036729. .................................................................................... 38/314 Figura 4.1-22 - Afloramento de biotita-gnaisse fraturado
nas coordenadas UTM E: 689319/N:
8076530. .................................................................................................. 38/314 Figura 4.1-23 - Afloramento de gnaisse/migmatito nas coordenadas UTM E: 687317/N: 8077560. ............ 39/314 Figura 4.1-24 - Afloramento de gnaisse com fraturas métricas nas coordenadas UTM E: 688603/N:
8074420. .................................................................................................. 39/314 Figura 4.1-25 - Blocos de granada-biotita gnaisse nas coordenadas UTM E: 665424/N: 8038475. ............... 40/314 Figura 4.1-26 - Afloramento de basalto na Bacia Sedimentar do Paraná. Coordenadas UTM E:
670578/N: 8013361. .................................................................................... 42/314 Figura 4.1-27 - Afloramento de basalto da Formação Serra Geral com fraturas centimétricas e
esfoliação esferoidal no topo da Serra dos Buritis. Coordenadas UTM E:
705415/N: 7980247 ..................................................................................... 42/314 Figura 4.1-28 - Corte de estrada com exposição dos basaltos da Formação Serra Geral. B) Detalhe
do afloramento. Coordenadas UTM E: 704228/N: 7976622. ...................................... 42/314 Figura 4.1-29 - Afloramento no chão de estrada vicinal expondo os basalto da Formação Serra
Geral. Coordenadas UTM E: 647764/N: 7970626. .................................................. 43/314 Figura 4.1-30 - Planície de inundação com depósitos
Quaternários nas coordenadas
UTM E: 696227/N: 8140560. ........................................................................... 43/314 Figura 4.1-31- Unidades lito-estratigráficas na Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte. ........................... 47/314 Coordenador:
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Figura 4.1-32 - Imagem SRT e Modelo Digital do Terreno .............................................................. 50/314 Figura 4.1-33 - Planto do Alto Meia Ponte ao fundo da imagem. UTM E: 707711/N: 8187960 ................... 53/314 Figura 4.1-34 - Visada do ambiente planáltico para a Depressão do Alto Meia Ponte, onde se
encontra a cidade de Goiânia. UTM E: 973964/N: 8169578 ...................................... 54/314 Figura 4.1-35 - Relevo suave ondulado da Depressão do Alto Meia Ponte. E: 683506/N: 8183997 ............. 54/314 Figura 4.1-36 - Reservatório no rio João Leite. E: 698112/ N: 8171379 ............................................. 55/314 Figura 4.1-37 - Topografia plana do Planalto Dissecado do Médio Meia Ponte. UTM E: 705354/N:
8082252 ................................................................................................... 55/314 Figura 4.1-38 - Morro residual no Planalto Dissecado do Média Meia Ponte. UTM E: 705964/N:
8082167 ................................................................................................... 56/314 Figura 4.1-39 - Relevo de baixa amplitude na Depressão do Médio Meia Ponte. UTM E: 696510/N:
8097880 ................................................................................................... 57/314 Figura 4.1-40 - Encosta convexa suave voltada para o vale do Rio Meia Ponte. UMT E: 681050/N:
8062797 ................................................................................................... 57/314 Figura 4.1-41 - Visada para o Rio Meia Ponte que segue em meio à mata ciliar. Detalhe para
plantação
de milho na vertente suave, típica da Depressão do Baixo Meia
Ponte. UTM E: 644708/N: 7958334 ................................................................... 58/314 Figura 4.1-42 - Vista da Depressão do Baixo Meia Ponte a partir do Planalto da Bacia Sedimentar
do Paraná. UTM E:639442/N:7987121................................................................ 59/314 Figura 4.1-43 - Aspecto plano do relevo no topo do Planalto da Bacia Sedimentar do Paraná. UTM
E: 650687/ N: 8003047 ................................................................................. 59/314 Figura 4.1-44 - Pequenos fragmentos florestais isolados nas reservas
legais das propriedades
rurais. UTM E: 670578/N: 8013361. .................................................................. 60/314 Figura 4.1-45 - Planalto da Bacia Sedimentar do Paraná sendo observado da Depressão do Baixo
Meia Ponte. UTM E: 662687/N: 8024331............................................................. 60/314 Coordenador:
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Figura 4.1-46 - Serra do Pari. UTM E: 694717/N: 8136493 ............................................................. 61/314 Figura 4.1-47 - Serra da Areia. UTM E: 685972/N: 8132083 ........................................................... 62/314 Figura 4.1-48 - Serras presentes na depressão do médio meia ponte. UTM E: 696510/N: 8097880 ............ 62/314 Figura 4.1-49 - Serra da Bocaina. UTM E: 697117/N: 8078823 ........................................................ 63/314 Figura 4.1-50 - Serra do Mota, sustentada por quartzitos. UTM E: 666786/N: 8056111 .......................... 63/314 Figura 4.1-51 - Serra Quartzítica nas coordenadas UTM E: 666768/ N: 8099929 ................................... 64/314 Figura 4.1-52 - Morro isolado nas coordenadas UTM E: 697076/N: 8157139 ........................................ 64/314 Figura 4.1-53 - Encostas suaves do Morro dois irmãos. UTM E: 677839/N: 8064175 ............................... 65/314 Figura 4.1-54 - Baixa amplitude do Relevo. UTM E: 673728/ N: 8034366 ........................................... 66/314 Figura 4.1-55 - Geometria de relevo das Colinas Dissecadas adjacentes à planície do rio Taboa.
E: 667332/N: 8053114 .................................................................................. 66/314 Figura 4.1-56 - Córrego cachoeira. Nota-se na imagem uma barra lateral sendo formada no leito
do rio em sua curva convexa, enquanto na vertente côncava, erosiva,
os
sedimentos fluviais são erodidos e expostos. UTM E: 667274/N: 8123397 ..................... 67/314 Figura 4.1-57 - Planície do Rio Meia Ponte com lavoura de milho. UTM E: 676660/N: 8172222 ................ 68/314 Figura 4.1-58 - Ponte sobre o Rio Meia Ponte com planície fluvial em seu trecho inicial. UTM E:
660968/N: 8192193 ..................................................................................... 68/314 Figura 4.1-59 - Pequena planície no Córrego Santo Antônio. UTM E: 695370/N: 8142623. Logo
abaixo dos sedimentos aluvionares é possível observar afloramento rochoso,
marcando um contato abrupto entre o depósito quaternário e o embasamento
cristalino. ................................................................................................ 69/314 Figura 4.1-60 - Margem esquerda do Rio Meia Ponte com perfil de Neossolo Flúvico. UTM E:
696391/N: 8140022 ..................................................................................... 69/314 Coordenador:
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Figura 4.1-61 - Planície Fluvial do Córrego dos Macacos. Na margem esquerda do rio é possível
observar o indício de ambiente redutor pela coloração cinza dos sedimentos.
UTM E: 668571/ N: 8037273 ........................................................................... 70/314 Figura 4.1-62 - Localização dos epicentros de sismos nas proximidades da Bacia Hidrográfica do
Rio Meia Ponte desde o ano de 1883 ................................................................. 73/314 Quadro 4.1-12 - Lista de Sismos Ocorridos no Estado de Goiás (2001 – 2011)....................................... 74/314 Figura 4.1-63 - Porcentagem das substâncias exploradas na bacia hidrográfica do Meia Ponte. ................ 80/314 Figura 4.1-64 - Exploração de areia às margens do rio Meia Ponte. UTM: 702672/8124835. ..................... 81/314 Figura 4.1-65 - Porcentagem da situação legal dos processos minerários junto ao DNPM ........................ 82/314 Figura 4.1-66 - Vista para área de exploração de Xisto, UTM: 694735/8142764. .................................. 82/314 Quadro 4.1-13 - Processos minerários inseridos na Bacia Hidrográfica do rio Meia Ponte. ....................... 83/314 Quadro 4.1-14 - Descrição das unidades de mapeamento
que ocorrem na área da bacia
Hidrográfica do Meia Ponte .......................................................................... 127/314 Figura 4.1-67 – a) Argissolo Vermelho, A moderado, textura argilosa, revelo suave ondulado,
vegetação Cerrado. UTM: 695832/8084748. (b) ambiente de ocorrência dos
Argissolos Vermelhos ................................................................................. 131/314 Figura 4.1-68 - (a) Argissolo Vermelho Amarelo distrófico, A moderado, textura média, relevo
suave ondulado. UTM: 691293/8053244. (b) Ambiente de ocorrência do Argissolo
Vermelho Amarelo .................................................................................... 132/314 Figura 4.1-69 - a) Perfil de Cambissolo Háplico Tb distrófico fase pedregosa, A moderado, textura
média, relevo ondulado. UTM: 674856/8064263. (b) Ambiente de ocorrência do
Cambissolo Háplico Tb distrófico ................................................................... 134/314 Figura 4.1-70 - a) Gleissolo Háplico Tb distrófico, A moderado, textura areno-argilosa, relevo
plano, vegetação mata ciliar. UTM: 677799/8167604. (b) Ambiente de
ocorrência do Gleissolo Háplico na parte rebaixada do relevo ............................... 135/314 Coordenador:
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Figura 4.1-71 - a) Perfil de Latossolo Vermelho distrocoeso, A moderado, textura areno-argilosa,
relevo suave ondulado. Apresenta fase cascalhenta nos primeiros 15 cm devido
à um veio de quartzo. UTM: 669378/8036538. (b) Ambiente de ocorrência dos
Latossolos Vermelhos ................................................................................. 136/314 Figura 4.1-72 - a) Perfil de Latossolo Vermelho Amarelo, A moderado, textura argilo arenosa,
relevo suave ondulado, vegetação Cerrado campo sujo. UTM: 705354/8082252.
(b) Ambiente de ocorrência dos Latossolos Vermelho Amarelos .............................. 138/314 Figura 4.1-73 - a) Perfil de Neossolo Flúvico Tb distrófico, A fraco, textura arenosa,
relevo
plano, vegetação Mata ciliar. UTM: 7020365/8125385. (b) Ambiente de
ocorrência dos Neossolos Flúvicos Tb distróficos ................................................ 139/314 Figura 4.1-74 - a) Perfil de Neossolo Litólico Tb distrófico, A fraco, textura média, fase
cascalhenta, relevo forte ondulado. UTM: 677619/8084782. (b) Visada para a
Serra do Potreiro, exemplo de ambiente de ocorrência dos Neossolos Litólicos ........... 140/314 Figura 4.1-75 - a) Perfil de Nitossolo Vermelho eutrófico, A moderado, textura muito argilosa,
relevo suave ondulado, vegetação capim gordura. UTM: 690260/7963721. (b)
Ambiente de ocorrência dos Nitossolos Vermelhos ............................................. 141/314 Figura 4.1-76 - a) Perfil de Plintossolo Háplico distrófico, A moderado, textura argilosa, relevo
suave ondulado. UTM: 689100/8157592. (b) Ambiente de ocorrência dos
Plintossolos Háplicos, com detalhe para o depósito quaternário ao fundo ................. 142/314 Quadro 4.1-15 - Avaliação da Suscetibilidade à erosão das Unidades de Mapeamento da Bacia
Hidrográfica do Meia Ponte e Área de Ocupação das Unidades ................................ 145/314 Figura 4.1-77 - Porcentagem das áreas de ocorrência de cada grau de suscetibilidade à erosão na
Bacia Hidrográfica do Meia Ponte .................................................................. 148/314 Figura 4.1-78 - Processos erosivos gerados em talude de corte de estrada. Processos erosivos de
pequenas extensões ocasionadas por obras de drenagem mal elaboradas. UTM:
684172/8009305 ....................................................................................... 149/314 Figura 4.1-79 - Exemplo de erosão por solapamento da base dos taludes marginais do córrego
Cachoeira. UTM: 667274/8123397 .................................................................. 150/314 Coordenador:
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Figura 4.1-80 - Erosão associada à rede drenagem e manejo inadequado do solo. Na imagem
também é possível observar a presença de processos erosivos de solapamento
da base de taludes marginais. UTM: 680536/8144218 .......................................... 150/314 Quadro 4.1-16 - Lista dos processos erosivos identificados a partir de imagem de satélite .................... 151/314 Quadro 4.1-17 - Simbologia correspondente a Aptidão Agrícola das Terras ....................................... 153/314 Quadro 4.1-18 - Avaliação da Aptidão Agrícola das Unidades
de Mapeamento da bacia
hidrográfica do Meia Ponte .......................................................................... 156/314 Figura 4.1-81 - Potencial para ocorrência de cavidades na Bacia do Meia Ponte. ............................... 162/314 Figura 4.1-82 - Bacia do Meia Ponte no contexto das Regiões Cársticas. .......................................... 163/314 Figura 4.1-83 - Cavidades naturais subterrâneas cadastradas no Estado de Goiás. .............................. 164/314 Figura 4.1-84 - Representação da RH do Paraná, localizando a bacia hidrográfica do rio Paranaíba
e bacia do rio Meia Ponte ............................................................................ 168/314 Figura 4.1-85 - Bacia hidrográfica do rio Meia Ponte ................................................................. 170/314 Figura 4.1-86 - Processo erosivo de solapamento das bases dos taludes marginais .............................. 171/314 Figura 4.1-87 - Esgotamento Sanitário in natura lançado diretamente no
rio Meio Ponte
identificado na campanha de campo .............................................................. 172/314 Quadro 4.1-19 - Série histórica de vazões (m3/s)
da estação fluviométrica da ANA Jusante
Goiânia no rio Meia Ponte ........................................................................... 173/314 Quadro 4.1-20 - Sumário estatístico da série histórica das vazões na estação fluviométrica da
ANA Jusante Goiânia no rio Meia Ponte. .......................................................... 174/314 Quadro 4.1-21 - Dados fluviométricos da bacia hidrográfica do rio Meia Ponte .................................. 175/314 Quadro 4.1-22 - Cursos d’água na bacia hidrográfica do rio Meia Ponte........................................... 177/314 Figura 4.1-88 - Tipos de Uso da água na bacia hidrográfica do rio Meia Ponte ................................... 178/314 Quadro 4.1-23 - Vazão disponível para abastecimento nas sub-bacias do Meia Ponte .......................... 180/314 Coordenador:
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Quadro 4.1-24 –Distribuição de poços, por tipo de uso, cadastrados no CPRM na área da Bacia
Hidrográfica do Rio Meia Ponte ..................................................................... 182/314 Figura 4.1-89 - Distribuição de poços, por tipo de uso, cadastrados no CPRM na área da Bacia
Hidrográfica do Rio Meia Ponte. .................................................................... 183/314 Quadro 4.1-25 –Diagnóstico dos Sistemas de Abastecimento Urbano de Água dos municípios
localizados na Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte ............................................ 185/314 Figura 4.1-90 - Avaliação de oferta/demanda de abastecimento de água das sedes urbanas da
Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte .............................................................. 187/314 Figura 4.1-91 - Poços cadastrados no CPRM para abastecimento
urbano na área da Bacia
Hidrográfica do Rio Meia Ponte ..................................................................... 188/314 Figura 4.1-92 - Número de estabelecimentos agropecuários com uso de irrigação nos municípios
da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte. ......................................................... 189/314 Figura 4.1-93 - Poços cadastrados no CPRM para irrigação na área da Bacia Hidrográfica do Rio
Meia Ponte ............................................................................................. 190/314 Quadro 4.1-26 –Distritos Industriais dos municípios localizados na região da Bacia Hidrográfica do
Rio Meia Ponte ......................................................................................... 191/314 Figura 4.1-94 - Número de poços cadastrados no CPRM para abastecimento industrial na área da
Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte .............................................................. 193/314 Figura 4.1-95 - Tipo de uso de água como recurso mineral identificado na Bacia Hidrográfica do
Rio Meia Ponte ......................................................................................... 194/314 Quadro 4.1-27 – Processos minerários inseridos na Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte ...................... 195/314 Quadro 4.1-28 - Empreendimentos de geração de energia na região da Bacia Hidrográfica do Rio
Paranaíba ............................................................................................... 198/314 Figura 4.1-96 - Cartograma dos tipos de esgotamento sanitário nos municípios da bacia do Rio
Meia Ponte. ............................................................................................ 201/314 Coordenador:
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Figura 4.1-97 - Área de Agricultura as margens do Rio Meia Ponte (à esquerda e abaixo), no
Município de Itumbiara, com destaque (pontos azuis) para barramentos no
tributário ............................................................................................... 202/314 Figura 4.1-98 - Nova proposta de divisão das sub-bacias do Rio Meia Ponte. ..................................... 205/314 Quadro 4.1-29 - Grupos de Aquíferos que ocorrem na Área de Localização do estudo e seus
respectivos domínios, sistema e formação litológica que se encontram na região
das sub-bacias do Rio Meia Ponte. ................................................................. 205/314 Figura 4.1-99 - Distribuição dos Sistemas Aquíferos Freáticos F2 (A) e F3 (B), respectivamente, no
Estado de Goiás. ...................................................................................... 208/314 Figura 4.1-100 - Distribuição dos Sistemas Aquíferos Profundos do Cristalino Sudeste (A) e Araxá
(B), respectivamente, no Estado de Goiás. ....................................................... 209/314 Quadro 4.1-30 - Estações de Monitoramento Limnológico, descrição e coordenas geográficas. ............... 214/314 Quadro 4.1-31 - Estações de Monitoramento de Qualidade da Água
subterrânea, descrição e
coordenas geográficas. ............................................................................... 215/314 Quadro 4.1-32 - Variáveis Limnológicas monitoradas na água superficial e subterrânea. ...................... 215/314 Quadro 4.1-33 - Volume, conservação e estocagem das amostras. ................................................. 220/314 Quadro 4.1-34 - Classificação do IQA. ................................................................................... 224/314 Quadro 4.1-35 - Classificação do Estado Trófico para reservatórios segundo Índice de Carlson
Modificado.............................................................................................. 225/314 Figura 4.1-101 - Valores de temperatura da água a montante de Goiânia, no período de 1976 a
2011. .................................................................................................... 226/314 Figura 4.1-102 - Valores de condutividade elétrica a montante de Goiânia, no período de 1976 a
2011. .................................................................................................... 227/314 Figura 4.1-103 - Valores de turbidez a montante de Goiânia, no período de 1976 a 2011. .................... 227/314 Figura 4.1-104 - Valores de pH a montante de Goiânia, no período de 1976 a 2011. ........................... 228/314 Coordenador:
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Figura 4.1-105 - Valores de oxigênio dissolvido a montante de Goiânia, no período de 1976 a
2011. .................................................................................................... 228/314 Figura 4.1-106 - Valores de temperatura da água a jusante de Goiânia, no período de 2002 a
2011. .................................................................................................... 229/314 Figura 4.1-107 - Valores de condutividade elétrica a jusante de Goiânia, no período de 2002 a
2011. .................................................................................................... 229/314 Figura 4.1-108 - Valores de turbidez a jusante de Goiânia, no período de 2002 a 2011. ....................... 230/314 Figura 4.1-109 - Valores de pH a jusante de Goiânia, no período de 2002 a 2011. .............................. 230/314 Figura 4.1-110 - Valores de oxigênio dissolvido a jusante de Goiânia, no período de 2002 a 2011. ........... 231/314 Figura 4.1-111 - Temperatura do ar e da nas estações de água superficial amostradas na região
do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .............................. 232/314 Figura 4.1-112 - Condutividade elétrica nas estações de água superficial amostradas na região do
rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .................................. 233/314 Figura 4.1-113 – Concentrações Sólidos totais dissolvidos com a condutividade na região do rio
Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................................... 233/314 Figura 4.1-114 - Concentração de sólidos totais dissolvidos nas estações de água
superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de
2012. .................................................................................................... 234/314 Figura 4.1-115 - Concentração de sólidos suspensos nas estações de água superficial amostradas
na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .................. 235/314 Figura 4.1-116 - Concentração de sólidos totais nas estações de água superficial amostradas na
região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 235/314 Figura 4.1-117 - Concentração de turbidez nas estações de água superficial amostradas na região
do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .............................. 236/314 Figura 4.1-118 - Concentração de cor nas estações de água superficial amostradas na região do
rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .................................. 237/314 Coordenador:
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Figura 4.1-119 - pH nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e
tributários, em fevereiro e junho de 2012. ....................................................... 238/314 Figura 4.1-120 - Alcalinidade total nas estações de água superficial amostradas na região do rio
Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................................... 239/314 Figura 4.1-121 - Dureza total nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia
Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ............................................. 240/314 Figura 4.1-122 - Concentração de cloretos nas estações de água superficial amostradas na região
do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .............................. 241/314 Figura 4.1-123 - Concentração de sulfato nas estações de água superficial amostradas na região
do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .............................. 241/314 Figura 4.1-124 - Concentração de oxigênio dissolvido nas estações de água superficial amostradas
na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .................. 242/314 Figura 4.1-125 - Concentração de DBO nas estações de água superficial amostradas na região do
rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .................................. 243/314 Figura 4.1-126 - Concentração de nitrato nas estações de água superficial amostradas na região
do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .............................. 244/314 Figura 4.1-127 - Concentração de nitrogênio amoniacal nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de
2012. .................................................................................................... 245/314 Figura 4.1-128 - Concentração de nitrito nas estações de água superficial amostradas na região
do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .............................. 245/314 Figura 4.1-129 - Concentração de nitrogênio inorgânico dissolvido nas estações de água
superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e
junho de 2012.......................................................................................... 246/314 Figura 4.1-130 - Concentração de nitrogênio orgânico total nas estações de água
superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de
2012. .................................................................................................... 246/314 Coordenador:
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Figura 4.1-131 - Concentração de nitrogênio total nas estações de água superficial amostradas na
região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 247/314 Figura 4.1-132 - Concentração de ortofosfato nas estações de água superficial amostradas na
região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 248/314 Figura 4.1-133 - Concentração de fósforo total nas estações de água superficial amostradas na
região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 248/314 Figura 4.1-134 - Concentração de alumínio dissolvido nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de
2012. .................................................................................................... 250/314 Figura 4.1-135 - Concentração de bário total nas estações de água superficial amostradas na
região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 251/314 Figura 4.1-136 - Concentração de chumbo total nas estações de água superficial amostradas na
região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 251/314 Figura 4.1-137 - Concentração de cromo total nas estações de água superficial amostradas na
região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 252/314 Figura 4.1-138 - Concentração de manganês total nas estações de água superficial amostradas na
região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 252/314 Figura 4.1-139 - Concentração de zinco total nas estações de água superficial amostradas na
região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 253/314 Figura 4.1-140 - Concentração de ferro dissolvido nas estações de água superficial amostradas na
região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 254/314 Figura 4.1-141 - Concentração de clorofila-a nas estações de água superficial amostradas na
região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 255/314 Figura 4.1-142 - Coliformes totais nas estações de água superficial amostradas na região do rio
Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................................... 256/314 Figura 4.1-143 - Coliformes termotolerantes nas estações de água superficial
amostradas na
região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 257/314 Coordenador:
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Quadro 4.1-36 - Índice de Qualidade da água (IQA) nas estações amostradas no rio Meia Ponte e
tributários, nos meses de fevereiro e junho de 2012............................................ 258/314 Quadro 4.1-37 - Índice de Estado Trófico (IET) nas estações amostradas no rio Meia Ponte e
tributários, nos meses de fevereiro e junho de 2012............................................ 258/314 Figura 4.1-144 - Análise de Componentes Principais dos resultados
obtidos em fevereiro
(estrelas) e junho (círculos) de 2012. .............................................................. 259/314 Quadro 4.1-38 - Composição fitoplanctônica total nas estações de água superficial amostradas na
região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ..................... 260/314 Figura 4.1-145 - Composição fitoplanctônica nas estações de água superficial
amostradas na
região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 260/314 Quadro 4.1-39 - Ocorrência dos táxons fitoplanctônicos nas estações monitorados, no rio Meia
Ponte e tributários, em fevereiro de 2012. ....................................................... 262/314 Figura 4.1-146 - Variação espacial da riqueza fitoplanctônica (número de táxons) nas estações de
água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em
fevereiro de 2012. .................................................................................... 263/314 Quadro 4.1-40 - Ocorrência dos táxons fitoplanctônicos nas estações monitorados, no rio Meia
Ponte e tributários, em junho de 2012. ........................................................... 264/314 Figura 4.1-147 - Variação espacial da riqueza fitoplanctônica (número de táxons) nas estações de
água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em junho
de 2012. ................................................................................................ 266/314 Quadro 4.1-41 - Valores de densidade do fitoplâncton nas estações monitorados, no rio Meia
Ponte e tributários, em fevereiro de 2012. ....................................................... 268/314 Figura 4.1-148 - Variação espacial da densidade fitoplanctônica nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro de 2012. .............. 269/314 Quadro 4.1-42 - Valores de densidade do fitoplâncton nas estaçõesmonitorados,
no rio Meia
Ponte e tributários, em junho de 2012. ........................................................... 270/314 Coordenador:
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Figura 4.1-149 - Variação espacial da densidade fitoplanctônica nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em junho de 2012. .................. 271/314 Quadro 4.1-43 - Biovolume do fitoplâncton nas estações de amostragem de água superficial do rio
Meia Ponte e tributários, em fevereiro de 2012. ................................................ 272/314 Figura 4.1-150 - Variação espacial do biovolume fitoplanctônico nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro de 2012. .............. 275/314 Quadro 4.1-44 – Biovolume do fitoplâncton nas estações de amostragem de água superficial do rio
Meia Ponte e tributários, em junho de 2012. ..................................................... 276/314 Figura 4.1-151 - Variação espacial do biovolume fitoplanctônico nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em junho de 2012. .................. 280/314 Quadro 4.1-45 - Composição zooplanctônica total nas estações de água superficial amostradas na
região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 280/314 Figura 4.1-152 - Composição zooplanctônica nas estações de água superficial
amostradas na
região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 281/314 Quadro 4.1-46 - Riqueza zooplanctônica nas estações de água superficial amostradas na região
do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro de 2012. ........................................ 282/314 Figura 4.1-153 - Variação espacial da riqueza zooplanctônica nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro de 2012. .............. 283/314 Quadro 4.1-47 - Riqueza zooplanctônica nas estações de água superficial amostradas na região
do rio Meia Ponte e tributários, em junho de 2012. ............................................. 284/314 Figura 4.1-154 - Variação espacial da riqueza zooplanctônica nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em junho de 2012. .................. 285/314 Quadro 4.1-48 - Densidade de espécies (ind.m-3) nas estações de amostragem
de água
superficial do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro de 2012. ........................... 287/314 Figura 4.1-155 - Variação espacial da densidade zooplanctônica nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de
2012. .................................................................................................... 289/314 Coordenador:
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Quadro 4.1-49 - Densidade de espécies (ind.m-3) nas estações de amostragem
de água
superficial do rio Meia Ponte e tributários, em junho de 2012. ............................... 289/314 Figura 4.1-156 - Variação espacial da densidade zooplanctônica nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de
2012. .................................................................................................... 290/314 Quadro 4.1-50 - Densidade (n°.ind./m²) e Riqueza Taxonômica, dos invertebrados bentônicos
registrados nas estações de amostragem de água superficial do rio Meia Ponte e
tributários, em fevereiro de 2012. ................................................................. 291/314 Quadro 4.1-51 - Densidade (n°.ind./m²) e Riqueza Taxonômica dos invertebrados bentônicos
registrados nas estações de amostragem de água superficial do rio Meia Ponte e
tributários, em junho de 2012. ..................................................................... 291/314 Figura 4.1-157 - Riqueza taxonômica dos invertebrados bentônicos nas estações de água
superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e
junho de 2012.......................................................................................... 294/314 Figura 4.1-158 - Densidade dos invertebrados bentônicos (n0 ind.m-2) nas estações de água
superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e
junho de 2012.......................................................................................... 295/314 Figura 4.1-159 - Temperatura do ar e da água nas estações de água subterrânea amostradas na
região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 296/314 Figura 4.1-160 - Condutividade elétrica nas estações de água subterrânea amostradas na região
do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .............................. 297/314 Figura 4.1-161 - Concentrações de nitrato nas estações de água subterrânea
amostradas na
região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 299/314 Figura 4.1-162 - Concentrações de nitrogênio amoniacal nas estações de água subterrânea
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de
2012. .................................................................................................... 299/314 Figura 4.1-163 - Concentrações de nitrito nas estações de água subterrânea amostradas na região
do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .............................. 300/314 Coordenador:
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Figura 4.1-164 - Concentrações de nitrogênio inorgânico dissolvido nas estações de água
subterrânea amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro
e junho de 2012. ...................................................................................... 300/314 Figura 4.1-165 - Concentrações de nitrogênio orgânico total nas estações de água subterrânea
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de
2012. .................................................................................................... 301/314 Figura 4.1-166 - Concentrações de nitrogênio total nas estações de água subterrânea amostradas
na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .................. 301/314 Figura 4.1-167 - Concentrações de ortofosfato nas estações de água subterrânea amostradas na
região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 302/314 Figura 4.1-168 - Concentrações de fósforo total nas estações de água subterrânea amostradas na
região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 303/314 Figura 4.1-169 - Concentrações de alumínio total nas estações de água subterrânea amostradas
na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .................. 304/314 Figura 4.1-170 - Concentrações de bário total nas estações de água subterrânea amostradas na
região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 305/314 Figura 4.1-171 - Concentrações de manganês total nas estações de água subterrânea amostradas
na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .................. 305/314 Figura 4.1-172 - Concentrações de ferro total nas estações de água subterrânea amostradas na
região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 306/314 Figura 4.1-173 - Valores de coliformes totais nas estações de água subterrânea amostradas na
região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 307/314 Figura 4.1-174 - Valores de coliformes termotolerantes nas estações de água subterrânea
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de
2012. .................................................................................................... 308/314 Coordenador:
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4.
DIAGNÓSTICO SOCIOAMBIENTAL
4.1 -
MEIO FÍSICO
Este item apresenta as características gerais do Meio Físico buscando identificar os principais
atributos físicos relacionados à implantação de aproveitamentos hidrelétricos na bacia do rio
Meia Ponte.
São identificados os aspectos do Clima (Item 4.1.1), relativos aos sistemas atmosféricos e
parâmetros meteorológicos; da Geologia (Item 4.1.2) descrevendo as principais características
da Plataforma Sul-Americana, assim como seus eventos geotectônicos; da Geomorfologia (Item
4.1.3) considerando os aspectos relacionados à topografia e à geometria de relevo e
morfodinâmica; das atividades sísmicas naturais (Item 4.1.4); dos os jazimentos minerais (Item
4.1.5) assim como sua situação legal junto ao Departamento Nacional de Produção Mineral –
DNPM; da Pedologia (Item 4.1.6) assim como aptidão agrícola dos solos, suas potencialidades e
fragilidades (suscetibilidade à erosão) para implementação de AHE ao longo deste rio;
espeleológicos (Item 4.1.7) elaborado com dados do Centro Nacional de Estudo, Proteção e
Manejo de Cavernas CECAV do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBIO,
dos Recursos Hídricos (Item 4.1.8), assim como aspectos das pressões sobre este e por fim,
resultados do monitoramento da qualidade da água superficial e subterrânea (Item 4.1.9).
São apresentados dados secundários, inclusive aqueles disponíveis nos principais órgãos de
referencias para os respectivos aspectos, como o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET)
CPRM, Secretaria de Indústria e Comércio/ Superintendência de Geologia e Mineração, Ministério
de Minas e Energia, Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, o qual encontrase no Sistema Estadual de Estatísticas e Informações Geográficas de Goiás (SIEG), SRTM (Shuttle
Radar Topography Mission Cartas Topográficas produzidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), Estações Sismográficas (UNB, IAG/USP), SIGMINE do Departamento Nacional de
Produção Mineral (DNPM), Sistema Brasileiro de Classificação dos Solos (EMBRAPA, 2006),
Levantamento do Patrimônio Espeleológico, expedido pelo CECAV/ICMBio, Sistema Nacional de
Informações de Saneamento e Agência Nacional de Águas, assim como também dados primários,
coletados através de sobrevoo, visita a campo e duas campanhas para coleta de águas em dez
pontos e dez poços.
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4.1.1 -
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Clima
Este item abordará as características climáticas da bacia hidrográfica do rio Meia Ponte, que está
localizada na região sul do Estado de Goiás e abrange 12.451 km². Para determinar o tipo
climático de uma região é necessário analisar fatores estáticos, como a latitude, o relevo, a
distância do mar, altitude, e fatores dinâmicos como a movimentação das massas de ar. O
presente diagnóstico faz parte do Estudo de Inventário do rio Meia Ponte, onde serão analisados,
de forma integrada, os aspectos físicos e os sistemas atmosféricos que modulam o clima da bacia
hidrográfica do rio Meia Ponte.
O clima na bacia hidrográfica do rio Meia Ponte é fortemente influenciado pelos sistemas
atmosféricos que atuam na região. Estes sistemas são provenientes, normalmente, da região
Amazônica, quando transportam grande quantidade de umidade e precipitação para a bacia, ou
da região sul do país (massas de ar polar fria e seca). A seguir são descritos esses sistemas:
ƒ Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS): a ZCAS é compreendida como uma “banda” de
nebulosidade e de precipitação, orientada no sentido noroeste-sudeste, que se estende do sul
da região Amazônica até o Atlântico sul central (QUADRO, 1995). Um episódio de ZCAS dura,
geralmente, 4 dias e é tipicamente no período de verão, entre os meses de dezembro e
março. Uma característica marcante dessa “banda de nebulosidade” é o incremento da
precipitação da região que atua. Como o período de chuvas na região da bacia em estudo
ocorre entre outubro e abril, em episódios de ZCAS pode haver precipitações mais intensas na
bacia.
ƒ Linhas de Instabilidade (LI): As LIs são, normalmente, formadas pelo encontro de uma massa
de ar úmido vindo do oceano, com uma massa de ar seco do continente (SANT'ANNA NETO,
2005). Geralmente as LIs podem anteceder a passagem de uma frente fria, e estão associadas
a fortes pancadas de chuva, granizo, descargas elétricas ou trovoadas (CPTEC, 2010). É
comum as Lis provocarem precipitações na região da bacia do Meia Ponte no período de
verão, podendo ocorrer também no inverno com menor frequência.
ƒ Massa de ar Polar (MP): as massas de ar vindas das latitudes altas da América do Sul atuam no
período de inverno (entre junho e agosto), favorecendo ocorrência de geadas nas regiões com
elevadas altitudes. Com o resfriamento do continente no período de inverno, os anticiclones
polares ficam mais fortes, favorecendo a chegada de frentes frias que provocam chuvas e
queda de temperatura. Entretanto, quando a massa de ar polar se desloca sobre a região em
estudo, deixa o tempo mais seco e com período de escassez de chuvas, exceto nas cotas mais
altas onde a umidade é elevada.
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ƒ Anticiclone Subtropical do Atlântico Sul (ASAS): O sistema atmosférico derivado da circulação
do Anticiclone do Atlântico Sul apresenta elevado grau de estabilidade sobre o continente,
embora podendo produzir instabilidade ao longo do litoral brasileiro ou sob a influência da
orografia. Na região em estudo, o relevo apresenta-se pouco expressivo, com ausência de
rugosidade suficiente para perturbar o fluxo das correntes estáveis do Anticiclone do Atlântico
Sul, que fluem na região através de ventos que sopram de Leste e Nordeste. Assim, sob a
influência do sistema de circulação do Anticiclone do Atlântico Sul e do Anticiclone Polar,
tem-se no inverno o tempo estável com tardes quentes e muito secas, em contraste com as
madrugadas frescas ou mesmo frio. O período seco, nos meses de maio a outubro, representa
cerca de 8% da soma anual.
Os dados meteorológicos das estações próximas à bacia também indicam as características
climáticas locais. No Quadro 4.1-1 podem ser visualizadas as médias anuais da precipitação,
temperatura, umidade relativa do ar, evapotranspiração, e nebulosidade.
Quadro 4.1-1 - Normais climatológicas, média anual de 1961 a 2011
nas estações próximas a bacia hidrográfica do Rio Meia Ponte.
P (mm)
Tméd (ºC)
UR (%)
Evap (mm)
Neb
( décimos )
Rio Verde
1.665,2
23,2
69
1.335
0,5
Jataí
1.634,6
23,0
69,1
1.968
-
Goiânia
1.620,9
22,8
65,7
1.569
0,5
Catalão
1.456,5
22,5
66,8
1.317
0,4
Goiás
1.786,0
25,3
66,3
1315,2
0,5
Ipameri
1.460,3
23,7
68,6
1631,0
0,4
Pirenópolis
1.655,9
23,1
68,9
1723,5
0,6
Capinópolis
1.545,7
24,0
73,6
1787,9
0,5
Estações
Fonte: INMET, 2012. *Exceto para os parâmetros evapotranspiração e nebulosidade
(1961 a 1990).
Os parâmetros meteorológicos se comportam tipicamente como clima Aw – tropical quente ou de
savana, segundo a classificação climática de KOPPEN (1948). As temperaturas médias são
superiores à 18ºC, com amplitudes térmicas inferiores a 5ºC. O período chuvoso ocorre entre
outubro e abril, e o período seco entre maio e setembro.
A região apresenta um período de deficiência hídrica no solo entre maio e setembro, e um
período de excedente hídrico entre os meses de outubro e março.
Com relação ao nível ceráunico na região da bacia, ou seja, a quantidade de raios incidentes por
km², a bacia apresenta entre 4,496 e 10,1164 raio/km². Esses valores são representativos,
tornando necessária a atenção para prevenção de descargas elétricas nos AHE.
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4.1.1.1 -
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Objetivos
O objetivo geral desse diagnóstico é identificar como os aproveitamentos hidrelétricos existentes
e propostos para a bacia do rio Meia Ponte podem interferir ou alterar os fatores climáticos dessa
região, indicando possíveis fatores de sensibilidade e fragilidade.
Os objetivos específicos desse relatório são: i) apresentar os efeitos e atuação dos sistemas
atmosféricos sobre a bacia do rio Meia Ponte; ii) avaliar a influência dessa dinâmica nos
aproveitamentos hidrelétricos existentes e propostos; iii) analisar os parâmetros meteorológicos
de forma que demostrem a sazonalidade climática local e, iv) avaliar a possibilidade de ocorrer
alguma alteração no clima da bacia devido às instalações dos aproveitamentos hidrelétricos
existentes e propostos.
4.1.1.2 -
Métodos
Este diagnóstico foi elaborado a partir dos dados de estações meteorológicas disponibilizados
pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), nas áreas próximas aos aproveitamentos. São
analisados os dados médios mensais de precipitação pluviométrica, temperatura, umidade
relativa do ar, direção e velocidade dos ventos, evapotranspiração, insolação e nebulosidade. O
período da coleta dos dados é de 1961 a 2011. É importante destacar que, as estações não
apresentaram uniformidade com relação ao período dos dados, onde algumas estações
apresentam séries até 1994. Os dados de nebulosidade, evapotranspiração e balanço hídrico não
estão disponíveis para o período posterior a 1991, sendo utilizada as normais climatológicas de
1961 a 1990. Os dados de ventos apresentados são da estação de Itumbiara, a única estação mais
próxima da bacia hidrográfica do rio Meia Ponte com uma série representativa (1993 a 2004). Os
dados de ventos das demais estações apresentam muitas falhas e período de registro inferior aos
de Itumbiara, considerados assim, inapropriados para a análise climática.
O Quadro 4.1-2 apresenta as informações sobre as estações meteorológicas que foram utilizadas
na análise climática. Os dados meteorológicos são apresentados em quadros e gráficos
elaborados no Excel. Os mapas dos parâmetros meteorológicos (precipitação, temperatura,
umidade relativa do ar, evapotranspiração, insolação, nebulosidade) foram confeccionados
através de técnicas geoestatísticas de interpolação dos dados em ambiente SIG e serão
apresentados no Caderno de Mapas.
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Quadro 4.1-2 - Estações meteorológicas utilizadas
para análise do clima da bacia hidrográfica do rio Meia Ponte.
Localização geográfica
( latitude/ longitude )
Altitude
Período dos dados
UF
Rio Verde / 83470
17°48'S/50°55'W
774
1961-1990
GO
Jataí/83464
Estação meteorológica/ código
17º53’S/51º43’W
662
1961-1990
GO
Goiânia /83423
16º40’S49º15’W
740
1961-1990
GO
Catalão/83526
18º11’S/47º57’W
840
1961-1990
GO
Goiás/83374
15°55'S/50°08'W
512,2
1961-1991
GO
Ipameri/83522
17°43'S/48°10'W
773,0
1961-1991
GO
Pirenópolis/83376
15°51'S/48°58'W
740,0
1961-1991
GO
Capinópolis/83514
18°43'S/49°33'W
620,6
1961-1991
MG
Fonte: INMET, 2012. •
Observações para o período dos dados: estação Rio Verde parâmetro temperatura
(1961 a 2006); estação Jataí parâmetro precipitação e temperatura (1961 a 2005); estação Goiânia parâmetro
umidade e insolação (1961 a 2000); estação Goiânia parâmetro umidade (1961 a 2000); estação Catalão parâmetro
Temperatura (1961 a 1997) umidade e insolação (1961 a 1994); estação Goiás parâmetro temperatura (1961 a
1999) e umidade e insolação (1961 a 2001); estação Ipameri parâmetro temperatura (1961 a 1994) e umidade e
insolação (1961 a 1994); estação Pirenópolis parâmetro temperatura (1961 a 1998) e umidade e insolação (1961 a
1996); estação Capinópolis parâmetro umidade e insolação (1961 a 1994).
Além da análise da sazonalidade apresentada pelos dados, serão considerados os aspectos sobre a
circulação atmosférica local, a densidade de raios na região (nível ceráunico), e o balanço hídrico
climatológico proposto por THORNTHWAITE-MATHER (1955). A pesquisa está embasada em
bibliografia específica e consultas aos relatórios pré-existentes sobre as características climáticas
na área da bacia hidrográfica do rio Meia Ponte como, por exemplo, a AAI da Bacia do Paranaíba
(EPE, 2007) e o componente ambiental do inventário do rio Meia Ponte (ECOLOGY, 2008).
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4.1.1.3 -
Resultados
4.1.1.3.1 -
Precipitação
Na série histórica de precipitação pluviométrica das estações utilizadas para este estudo pode-se
identificar
relativa
sazonalidade,
a
qual
também
se
aplica
aos
demais
parâmetros
meteorológicos. Há um período de sete meses, entre outubro e abril, com valores de chuva total
mensal acima de 100 mm em média, o que corresponde a aproximadamente 90% do total
pluviométrico anual. Destacam-se os meses de novembro a fevereiro, com precipitação média
mensal superior a 200 mm, coincidindo com o período de maiores excedentes hídricos no solo. A
estação seca corresponde aos meses de maio a setembro, com média entre 10,4 e 47,5 mm,
período no qual o solo encontra-se com déficit hídrico. O Quadro 4.1-3 mostra os valores médios
mensais de precipitação nas estações meteorológica próximas à bacia. Na Figura 4.1-1 está
representada a distribuição dessa precipitação em forma de gráfico, onde o resultado de cada
mês é a média mensal de todas as estações. A precipitação média anual apresenta uma variação
entorno de 326 mm. Em ambas as estações o comportamento segue o padrão de um período
chuvoso e outro mais seco, típico do clima do Brasil central. Os meses de junho e julho
apresentam as menores médias de chuvas durante o ano, enquanto em dezembro e janeiro são os
meses mais chuvosos. O mapa 2523-00-EIBH-MP-2002 - Mapa de Isoietas de Precipitação
apresenta as isoietas de precipitação para a bacia.
Quadro 4.1-3 - Normal climatológica de precipitação média mensal
e anual de 1961 a 2011 nas estações próximas à bacia do rio Meia Ponte (valor em mm)
Jataí
Goiás
Ipameri
Capinópolis
Pirenópolis
278,6
270,0
344,3
263,8
249,1
287,3
220,0
219,7
239,1
282,8
232,6
215,7
242,9
235,8
220,1
105,9
122,9
198,9
259,5
221,4
206,8
177,9
214,7
77,4
109,5
99,2
86,9
101,5
133,8
Mai
40,2
23,9
31,6
47,6
33,9
32,1
55,2
31,9
Jun
15,0
10,9
9,0
18,4
11,1
8,4
40,0
12,1
Jul
10,2
3,3
6,6
8,7
Ago
10,2
16,5
12,3
27,5
3,5
5,5
29,2
7,5
12,6
12,0
29,3
13,7
Set
53,8
63,8
38,7
59,3
49,4
40,2
62,4
48,0
Out
201,4
196,6
124,2
125,2
138,8
113,7
136,2
143,7
Nov
250,4
196,5
Dez
274,8
284,5
188,1
188,4
271,2
167,5
201,0
233,3
271,4
281,5
317,9
291,0
248,2
287,0
1665,2
1620,9
1456,5
1634,6
1786,0
1460,3
1545,7
1655,9
Rio Verde
Goiânia
Catalão
Jan
250,9
261,9
Fev
216,6
Mar
Abr
Anual
Fonte: INMET, 2012.
Coordenador:
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Fonte: INMET, 2012.
Figura 4.1-1 - Normais climatológicas de precipitação média mensal
de 1961 a 2011 nas estações próximas à bacia do rio Meia Ponte.
É importante destacar a análise integrada da perda de solos e erosão em decorrência de chuvas
intensas na região. O Quadro 4.1-4 apresenta a variação mensal das chuvas máximas de 24
horas. Observa-se que a região está sujeita à ocorrência de episódios de precipitação intensa no
período chuvoso, com valores mais elevados (149,9 mm em dezembro) na estação meteorológica
de Catalão (fora dos limites da bacia).
Quadro 4.1-4 - Média mensal de
chuvas máximas (mm) em 24 horas
Mês
Rio Verde
Goiânia
Catalão
Jan
132,4
124,2
102,1
Fev
95,6
102,4
74,6
Mar
92,4
97
90,5
Abr
74
81,6
83,4
Mai
71,2
79,1
76,3
Jun
29,2
47,1
25,6
Jul
35,5
28,1
18,4
Ago
50,2
27,4
63
Set
49
77,5
44,9
Out
95
107,4
74,7
Nov
87,8
93,2
108,3
Dez
116,9
134
149,9
Anual
1.324
1.340
1.490
Fonte: INMET, 2009
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A concentração de chuvas na bacia do período de verão está relacionada com a umidade vinda da
região Amazônica e à incidência de frentes frias aliada ao compartimento topográfico regional.
Já a subsidência atmosférica, muito influenciada pelo Anticiclone do Atlântico Sul, influencia no
período de estiagem da bacia.
4.1.1.3.2 -
Temperatura
Bem característico do clima tropical Aw, as temperaturas médias não variam muito na região em
estudo. As médias mensais são superiores a 18ºC e a amplitude térmica gira entorno de 5ºC.
As temperaturas podem variar entre 21,4 e 25,9ºC no período mais quente (verão), e, entre 19,3
e 25,8ºC no período mais frio (inverno). As temperaturas médias são um pouco maiores na
estação de Goiás, que também é a estação que apresenta a menor média mínima de chuvas
(junho 11,1 e julho 3,5mm). O mês mais quente é outubro, que corresponde ao início da
primavera. Considerando a pouca umidade no solo para ser evaporada, a maior parte da radiação
líquida é transformada em fluxo de calor sensível. Os meses mais frios são junho e julho, quando
a região recebe incursões de massas de ar polar.
No 2523-00-EIBH-DE-2001 - Mapa de Isoietas de Temperatura está representada a
espacialização das temperaturas médias na bacia do Meia Ponte.
Quadro 4.1-5 - Normal climatológica de temperatura média mensal (ºC)
de 1961 a 2011 nas estações próximas a bacia do Meia Ponte
Mês
Rio Verde
Goiânia
Catalão
Jataí
Goiás
Capinópolis
Pirenópolis
Ipameri
Jan
23,9
21,8
21,4
24,6
25,4
24,8
23,5
24,1
Fev
24,3
23,8
23,7
24,5
25,5
25,0
23,5
23,9
Mar
24,1
24,0
23,7
24,2
25,9
25,0
23,6
24,1
Abr
23,4
23,8
23,0
23,4
25,8
24,4
23,5
24,0
Mai
21,6
22,3
21,2
20,8
24,7
22,2
22,2
22,7
Jun
20,8
20,8
20,2
19,3
23,5
21,3
20,9
21,5
Jul
20,9
20,8
20,3
19,5
23,9
21,4
21,0
21,6
Ago
22,9
22,7
22,0
21,6
25,8
23,2
23,1
23,7
Set
24,0
21,5
23,3
23,4
27,3
25,1
24,5
25,2
Out
25,0
24,8
24,1
24,8
25,3
25,8
24,6
25,2
Nov
24,0
24,2
23,6
24,7
25,7
25,3
23,7
24,1
Dez
23,9
23,5
23,4
24,6
25,3
24,9
23,4
24,0
Anual
23,2
22,8
22,5
23,0
25,3
24,0
23,1
23,7
Fonte: INMET, 2012.
Coordenador:
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Técnico:
4.1 – Meio Físico
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Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Fonte: INMET, 2012.
Figura 4.1-2 - Normal climatológica de temperatura média mensal
de 1961 a 2011 nas estações próximas a bacia do Meia Ponte.
4.1.1.3.3 -
Umidade relativa do ar
O parâmetro de umidade relativa (UR) diz respeito à proximidade do ar ao estado de saturação,
e não à quantidade real de vapor d’água no ar, sendo a razão entre o conteúdo real de vapor
d’água (e) e o conteúdo que deveria ter para saturar (es) multiplicados por 100 que corresponde
a porcentagem, onde:
UR = e / es x 100
A umidade absoluta (UA) do ar – quantidade real de vapor d’água no ar - é definida como a massa
de vapor d’água (mv), por unidade de volume (V) em m³, onde:
UA = mv / V
É difícil medir diretamente a UA e por isso, usualmente, mede-se a UR. O aumento ou redução
da UR não quer dizer que ocorreu mudança na concentração de vapor d’água no ar, pois a
alteração na UR pode vir da alteração da temperatura ambiente, pois a umidade relativa do ar é
inversamente proporcional à temperatura do ar. Vale ressaltar que, a variação anual da UR
também estará relacionada às condições atmosféricas locais, e demais fatores como localização
das fontes e sumidouros de vapor d’água (VAREJÃO, 2006). É importante perceber que não é
apenas a evaporação a responsável pelo teor de umidade relativa do ar.
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4.1 – Meio Físico
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MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
A umidade relativa do ar, assim como outros parâmetros meteorológicos, pode ser associada aos
diferentes tipos de cobertura vegetal, a condições precipitações, e a condições favoráveis a
incêndios florestais em períodos mais secos. A UR é a medida mais utilizada para mensurar a
sensação térmica (conforto humano) em dias muito secos ou muito úmidos.
A umidade relativa média anual para as estações analisadas é entorno de 68%. No verão as
médias variam entre 84e 74%, representando os maiores valores durante o ano; já no inverno as
médias ficam entre 47 e 70%. Os meses que apresentam as maiores médias de umidade são
dezembro e janeiro, e as menores médias ocorrem em julho e agosto. O Quadro 4.1-6 apresenta
os valores médios mensais e a Figura 4.1-3 a representação da distribuição anual de umidade
relativa do ar nas estações em estudo.
Quadro 4.1-6 - Normal climatológica de umidade relativa
do ar (mm) de 1961 a 1990 nas estações próximas a bacia do Meia Ponte
Mês
Rio Verde
Goiania
Catalão
Jataí
Goiás
Ipameri
Capinópolis
Pirenópolis
Jan
78,5
75,0
76,9
76,7
78,2
77,7
84,7
79,6
Fev
77,5
76,0
75,7
77,3
78,4
75,8
84,6
79,8
75,7
81,3
79,1
Mar
79,0
74,0
74,8
77,7
77,0
Abr
74,6
71,0
71,7
70,7
71,1
73,0
78,3
76,0
Mai
70,7
65,0
66,2
74,1
66,2
69,8
72,2
69,3
Jun
64,9
60,0
61,2
65,0
60,1
65,8
70,2
64,0
59,6
63,7
55,0
Jul
57,7
53,0
55,5
61,6
52,4
Ago
50,7
47,0
51,2
47,2
47,0
53,6
59,3
49,2
Set
58,0
53,0
55,9
59,8
53,5
60,2
65,8
53,3
Out
65,9
65,0
63,8
65,3
63,2
63,1
68,3
65,9
71,7
72,5
74,9
Nov
72,7
73,0
71,0
74,4
70,4
Dez
78,0
76,0
77,3
79,3
78,4
77,2
82,0
80,5
Anual
69,0
65,7
66,8
69,1
66,3
68,6
73,6
68,9
Fonte: INMET, 2012.
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Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Fonte: INMET, 2009.
Figura 4.1-3 – Cartograma da Normal climatológica da Umidade Relativa do Ar,
média anual de 1961 a 1990 nas estações próximas e na bacia do Meia Ponte.
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Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
4.1.1.3.4 -
Nebulosidade
A nebulosidade representa a porção do céu (abóboda celeste) encoberta por nuvens. O interesse
de se conhecer o regime de nebulosidade de uma região pode estar relacionado às possíveis
interferências que a cobertura de nuvens pode causar ao recebimento/retenção de energia
radiativa, bem como às características das precipitações.
As normais climatológicas apontam uma variação sazonal de nebulosidade consoante às variações de
precipitação. Verifica-se que entre maio e setembro foram os meses de menor nebulosidade na
região, que apresenta também menor índice pluviométrico. De outubro a abril os valores de
nebulosidade são maiores, o que reflete em maior evaporação e também em forçamento dos
sistemas transientes na formação e manutenção de nuvens na região. O Quadro 4.1-7 apresenta os
valores de nebulosidade média mensal e a Figura 4.1-4 a distribuição anual nas estações analisadas.
Quadro 4.1-7 - Normal climatológica de nebulosidade, de 1961 a 1990 nas estações
próximas a bacia do Meia Ponte Nebulosidade. (valores em Décimos do céu coberto)
Mês
Rio Verde
Goiânia
Catalão
Goiás
Ipameri
Pirenópolis
Capinópolis
Jan
0,7
0,7
0,6
0,7
0,7
0,8
0,8
Fev
0,6
0,7
0,6
0,7
0,6
0,7
0,7
Mar
0,6
0,7
0,5
0,6
0,5
0,7
0,7
Abr
0,5
0,5
0,4
0,5
0,4
0,6
0,5
Mai
0,4
0,4
0,3
0,4
0,4
0,5
0,5
Jun
0,3
0,3
0,3
0,3
0,3
0,4
0,4
Jul
0,3
0,3
0,2
0,2
0,3
0,3
0,3
Ago
0,3
0,3
0,2
0,4
0,3
0,4
0,3
Set
0,4
0,4
0,3
0,6
0,4
0,6
0,4
Out
0,6
0,6
0,5
0,7
0,5
0,7
0,6
Nov
0,7
0,7
0,6
0,7
0,6
0,7
0,7
Dez
0,7
0,8
0,7
0,8
0,7
0,8
0,8
Fonte: INMET, 2009.
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Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Fonte: INMET, 2009.
Figura 4.1-4 – Cartograma da normal climatológica de Nebulosidade Anual, de 1961 a 1990
nas estações próximas e na bacia do Meia Ponte. (valores em Décimos do céu coberto).
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Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
4.1.1.3.5 -
Insolação
A radiação solar constitui-se como um parâmetro fundamental para a tipologia climática de uma
região (PORFIRIO et al., 2011). A insolação é a radiação solar recebida pela Terra, e sua medição
representa a quantidades de horas de brilho solar que uma superfície recebeu. Essa energia que
a Terra recebe é imprescindível para a ocorrência dos processos termodinâmicos, como o
aquecimento e resfriamento de uma parcela de ar. A energia solar tem sido relacionada às fontes
de energia limpa, e que pode ser aproveitada em muitos setores energéticos. Na região da bacia
hidrográfica do rio Meia Ponte foi contabilizada quantas horas em médias de radiação são
recebidas durante cada mês do ano, e o total dessas horas ao longo do ano. A média anual de
insolação nas estações analisadas é de 2.370 horas por ano. Nos meses entre abril e agosto ocorre
a maior incidência de insolação (entre 200 e 272 horas). Normalmente, o período mais seco e
com menor nebulosidade apresenta os maiores índices de insolação, pois as nuvens são como
“barreiras” para insolação direta na superfície. Ainda nesse período, ocorrem os menores índices
pluviométricos e menores temperaturas, pois trata-se de um período em que a atmosfera
encontra-se mais estável, sob influência de Altas Pressões. Entre novembro e fevereiro os dias
recebem menor quantidade horas de insolação direta (entre 130 e 214 horas), fato que pode ser
explicado pela instabilidade da atmosfera e grande quantidade de nuvens e sistemas
atmosféricos que penetram na região no período de verão. O Quadro 4.1-8 apresenta os valores
médios mensais de insolação nas estações próximas à bacia do rio Meia Ponte.
Quadro 4.1-8 - Normal climatológica de insolação (h), de 1961 a 2011
nas estações próximas a bacia do Meia Ponte
Rio Verde
Goiânia
Catalão
Jataí
Goiás
Ipameri
Pirenópolis
Capinópolis
Jan
151,2
154,0
Fev
155,0
162,1
149,5
130,7
142,8
156,4
151,4
196,0
146,1
151,2
194,6
188,9
138,9
Mar
175,4
180,3
163,5
155,0
161,5
190,3
190,2
167,8
175,4
Abr
Mai
213,1
212,8
236,7
245,5
210,5
200,8
204,9
242,2
201,5
213,1
217,3
217,4
240,8
263,8
247,3
Jun
230,8
236,7
246,6
222,7
234,3
244,3
264,3
249,3
Jul
230,8
260,9
263,3
243,9
236,2
261,9
272,0
271,4
260,9
Ago
254,2
248,0
205,3
241,9
232,0
254,8
257,5
254,2
Set
172,1
167,1
184,0
173,9
162,9
179,1
186,3
172,1
Out
187,4
163,5
190,8
189,2
186,1
221,6
189,7
187,4
Nov
164,9
182,8
167,3
153,2
187,4
214,9
148,2
164,9
Dez
156,9
153,6
144,6
135,0
150,0
174,0
118,6
156,9
2358,5
2379,5
2242,0
2230,3
2406,2
2661,5
2322,6
2358,5
Anual
Fonte: INMET, 2012.
A compreensão das melhores formas de aproveitamento da energia solar na região da bacia passa
pela análise da incidência dos raios que chegam à superfície. Para tanto, o estabelecimento de
um modelo matemático é imprescindível. Este modelo não faz parte do foco deste relatório,
sendo mencionada apenas como recomendação no caso de demandas mais específicas.
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4.1 – Meio Físico
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Novembro de 2012 Rev. nº 00
4.1.1.3.6 -
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Direção e velocidade dos ventos
As diferentes condições de pressão atmosférica fazem com que o ar seja deslocado de uma área
de maior pressão (Alta Pressão), para uma área de menor pressão (Baixa Pressão), e esse
movimento dá origem aos ventos (MUNHOZ & GARCIA, 2008). Os ventos também são
influenciados pelo movimento de rotação da Terra, pela topografia, consequentemente, pelo
atrito do ar com a superfície. A direção do vento também é muito variável no tempo e no
espaço, quando levado em consideração os aspectos geográficos do local como rugosidade do
terreno, a topografia, a vegetação, e a época do ano (sazonalidade).
Estudos sobre reservatórios, como de Barra Bonita (Lobo-Broa) e Tucuruí (MORAES et al., 2010,
apud SEBASTIEN, 2004), mostram que a direção e intensidade dos ventos podem influenciar na
proliferação de diferentes gêneros de algas. Esse aumento de algas no reservatório ocorreu
devido o aumento de nutrientes que chegaram à superfície em dias de ventos mais fortes. Alguns
tipos de algas possuem efeito tóxico, podendo comprometer o uso do reservatório para
abastecimento público (MORAES et al., 2010).
Outro aspecto importante dos ventos é o "Fetch", ou seja, a distância percorrida pelas ondas da
água do reservatório, após deixar a área de origem. O “Fetch” pode favorecer efeitos negativos
para um reservatório, como por exemplo, a erosão das margens, e consequentemente a turbidez
da água e o assoreamento (AZEVEDO & FRANCO, 2010).
A estação climatológica de Itumbiara é a única na região com registros extensos de velocidade do
vento, constando do período de 1993 a 2004. Os dados dessa estação mostram que nos meses de
dezembro, janeiro e fevereiro a predominância dos ventos na região é de NW (noroeste), e que
possui as seguintes frequências: 42,9% de frequência no mês de dezembro, 50% em janeiro e 33% em
fevereiro. Entre os meses de março e outubro a direção predominante passa a ser de E (leste), com
as seguintes frequências: 61,5% da frequência em março e abril, 46,1% em maio, 100% em junho, e
77,8% em julho (Figura 4.1-5). No período de dezembro a fevereiro a segunda predominância de
ventos vem das direções N e E, e entre março e outubro os ventos são de NE. Ventos dos quadrantes
SE, SW, W e S não apresentam valores significativos de ingressões nessa região.
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4.1 – Meio Físico
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Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
Fonte: Furnas 2004
Figura 4.1-5 - Direção predominante dos ventos de 1993 a 2004 em Itumbiara – GO.
Já a velocidade média dos ventos para o mesmo período (1993-2004), apresentam os maiores
valores entre junho e outubro, com médias superiores a 2m/s. Entre fevereiro e maio ocorrem os
menores valores de intensidade do vento. A Figura 4.1-6 apresenta os valores médios da
intensidade dos ventos na região em estudo.
De acordo com a escala Beaufort, os ventos na região em estudo são classificados como
“Bafagem e Aragem“, pois seus valores estão entre 0,3 e 1,5m/s, e 1,6 e 3,3 m/s
respectivamente. Como a intensidade dos ventos na região da bacia do Meia Ponte pode ser
considerada baixa, o efeito “Fetch” poderá não ser significativo.1
Figura 4.1-6 - Valores médios da intensidade dos ventos na região em estudo.
1
Os dados de ventos utilizados neste trabalho são da estação de Itumbiara, e não há série de dados em outro ponto próximo à bacia, dificultando
a interpolação de dados em ambiente SIG, desta forma, o mapa de perfil de ventos não será confeccionado devido à indisponibilidade de dados
próximos à bacia.
Coordenador:
16/313
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
4.1.1.3.7 -
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Evapotranspiração
A evapotranspiração acontece quando em uma superfície vegetada ocorrem simultaneamente os
processos de evaporação e transpiração. Na bacia do rio Meia Ponte a taxa de evapotranspiração
média anual varia entre 1.315 a 1.968 mm. O período que ocorre os maiores valores médios de
evaporação é entre maio e outubro nas estações de Rio Verde e Catalão, com valores entre 98,8
e 254,8 mm. Em Goiânia as médias ficam acima de 100 mm de março a novembro, e em Jataí os
valores estão acima de 100 mm durante todo o ano. No Quadro 4.1-9 estão representados os
valores médios mensais e a Figura 4.1-7 a distribuição anual de evapotranspiração na região da
bacia em estudo.
Quadro 4.1-9 - Normal climatológica de evapotranspiração (mm),
de 1961 a 1990 nas estações próximas a bacia do Meia Ponte.
Goiás
Ipameri
Pirenópolis
Capinópolis
120,3
66,0
104,0
100,4
88,0
103,4
63,5
102,1
94,3
90,2
82,5
112,2
69,0
114,9
98,3
94,1
110,3
85,0
123,5
83,8
111,2
119,3
105,0
98,8
125,5
100,9
143,2
108,0
121,5
145,4
142,0
119,0
141,8
111,4
159,7
123,1
126,8
158,2
161,9
153,5
170,3
138,9
212,8
162,3
166,8
193,2
212,1
Ago
195,4
203,7
176,9
258,8
198,2
203,8
235,0
254,8
Set
172,5
190,6
179,7
245,4
177,7
200,3
231,0
232,2
Out
136,4
147,9
131,0
209,6
123,1
164,0
183,3
159,0
Nov
88,1
105,7
94,1
154,4
78,7
122,8
128,5
104,4
Dez
71,7
94,8
70,1
125,2
61,8
92,8
101,0
79,8
1.335,8
1.569,4
1.317,4
1.968,5
1315,2
1631,0
1787,9
1723,5
Mês
Rio Verde
Goiânia
Catalão
Jan
72,6
91,1
74,8
Fev
74,2
85,9
72,1
Mar
73,1
101,8
Abr
80,5
Mai
Jun
Jul
Anual
Jataí
Fonte: INMET, 2009.
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
Técnico:
17/313
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
Fonte: INMET, 2009.
Figura 4.1-7 – Cartograma da normal climatológica de Evapotranspiração Anual,
de 1961 a 1990 nas estações próximas a bacia do Meia Ponte.
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18/313
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4.1 – Meio Físico
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Novembro de 2012 Rev. nº 00
4.1.1.3.8 -
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Balanço Hídrico
O balanço hídrico é o somatório da quantidade de água que entra e sai de uma determinada
unidade elementar de terreno ou volume de referência (solo, bacia hidrográfica, por exemplo) em
um intervalo de tempo. A quantidade de água líquida que fica disponível às plantas, é o resultado
desse balanço, quando o volume de referência venha a ser o solo (TOMASELLA & ROSSATO, 2005).
Um dos métodos para cálculo do balanço hídrico é proposto por THORNTHWAITE-MATHER (1955),
sendo utilizado como base para uma classificação climática. A aplicação do referido método
possibilita prever a variação temporal do armazenamento de água no solo da bacia. Para obter o
resultado desse balanço hídrico é necessário definir a capacidade de água disponível (CAD), ou
seja, a quantidade máxima que uma determinada porção do solo consegue armazenar. Com o
valor da CAD, do total de precipitação, e da evapotranspiração potencial, é possível obter os
valores de evapotranspiração real, deficiência hídrica, excedente hídrico e o total de água que é
retirada do solo em um período (PEREIRA, 2005).
A diferença entre a evapotranspiração potencial e a real indica uma deficiência hídrica no solo,
enquanto que, a diferença entre a precipitação e a evapotranspiração potencial, quando o solo
atinge a sua capacidade máxima de retenção de água, indica um excedente hídrico no solo
(CIIAGRO, 2009).
Para conhecer o comportamento da água no solo na bacia hidrográfica do rio Meia Ponte, será
descrito o balanço hídrico para cada estação em análise (Quadro 4.1-10), e a representação dos
seus valores nas Figura 4.1-8, Figura 4.1-9 e Figura 4.1-10.
Quadro 4.1-10 - Balanço hídrico (valor em mm)
Mês
Rio Verde
Goiânia
Catalão
148,6
152,3
153,7
Fev
96,1
106,5
114,0
Mar
149,7
103,0
62,3
Abr
34,1
25,8
-77,0
Mai
-29,6
-48,7
-46,3
Jun
-56,8
-69,8
-58,7
Jul
-68,6
-56,3
-72,1
Ago
-84,6
-87,1
-93,0
Set
-63,0
-89,8
-87,0
Out
30,7
30,4
14,2
Nov
152,6
92,6
88,4
Dez
192,2
133,8
166,5
Jan
Fonte: INMET, 2009.
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Figura 4.1-8 - Representação gráfica do Extrato do Balanço Hídrico
(deficiência e excedente, mm) para a estação Rio Verde.
Figura 4.1-9 - Representação gráfica do Extrato do Balanço Hídrico
(deficiência e excedente, mm) para a estação Goiânia.
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Figura 4.1-10 - Representação gráfica do Extrato do Balanço Hídrico
(deficiência e excedente, mm) para a estação de Catalão.
A Figura 4.1-8, Figura 4.1-9 e a Figura 4.1-10 mostram que para as 3 estações analisadas o
período de deficiência hídrica está situado entre abril e setembro, com valores entorno de -29 e
-98 mm (representados com sinal negativo por representar a retirada de água no solo). Já o
período de excedente hídrico ocorre entre outubro e março, com valores entre 14 e 192 mm. As
Figura 4.1-11 e Figura 4.1-12 mostram respectivamente a distribuição dos déficits e excedentes
de umidade para a estação de Rio Verde, única com monitoramento desse índice nas
proximidades da bacia do Rio Meia Ponte.
O armazenamento de água no solo está relacionado com o período de precipitação e sua
quantidade. Em todas as estações citadas, os meses mais chuvosos coincidem com os meses em
que se apresenta excedente de água. O solo predominante da região (latossolo vermelho), bem
como sua textura e porosidade, também influenciam na infiltração de água e seu
armazenamento.
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Figura 4.1-11 – Cartograma do Extrato do Déficit Hídrico Anual.
Dados para a estação Rio Verde.
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Figura 4.1-12 – Cartograma do Extrato do Excedente Hídrico Anual.
Dados para a estação Rio Verde.
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Nível Ceráunico
O Nível Ceráunico representa a contagem dos “dias de trovoadas por ano”, ou seja, são
registrados os números de dias no ano em que foi ouvido o trovão de ao menos uma descarga
(DIAS et al., 2009). Em períodos sazonais de maior temperatura atmosférica, a ascensão do ar
forma nuvens convectivas típicas de verão, quando o solo é aquecido mais rapidamente por
radiação solar, perdendo para a atmosfera, através da irradiação, o calor armazenado durante o
dia. O aumento de convecção está relacionado à formação de nuvens propícias às descargas
atmosféricas. Nas regiões tropicais é frequente a incidência de raios.
O Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) publicou um ranking da incidência de descargas
atmosféricas por município para os biênios 2009-2010. Foram criados rankings para cada estado
individualmente (indicando a posição de cada município em relação ao seu estado) e um ranking
geral para os 3.180 municípios que compõem a região centro-sul do Brasil. Os dados de descargas
atmosféricas foram obtidos pela Rede Brasileira de Detecção de Descargas Atmosféricas
(BrasilDAT), processados e corrigidos por um novo modelo de eficiência de detecção denominado
MED4, recém desenvolvido pelo Grupo ELAT (ELAT, 2012). O Quadro 4.1-11 apresenta a
densidade de ocorrência de raios por km2 nos municípios inseridos na bacia hidrográfica do rio
Meia Ponte.
A região da bacia hidrográfica do rio Meia ponte apresenta duas estações do ano bem definidas,
inverno seco e verão chuvoso, com período de entrada de água na bacia relacionado ao período
chuvoso (outubro a abril), e deficiência hídrica no período de escassez na bacia (maio a
setembro). A vazão dos rios, principalmente o Meia Ponte onde estão todas os AHE, tem seus
valores máximos no verão, e mínimos valores no inverno. Portanto, os aproveitamentos
hidrelétricos terão parte de sua eficiência modulada pelas condições de sazonalidade da região.
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Quadro 4.1-11 - Nível ceráunico, Ranking dos anos 2009 e 2010
dos municípios que fazem parte da bacia hidrográfica do rio Meia Ponte.
Ranking
Estadual
Ranking
Geral
Densidade
(raio/km²)
Abadia de Goiás
23
870
7,0758
Aloândia
96
1854
5,1967
Anápolis
Municípios
51
1291
6,1868
Aparecida de Goiânia
2
340
8,684
Aragoiânia
9
490
8,0513
33
1065
6,6057
Bela Vista de Goiás
Bom Jesus de Goiás
47
1273
6,2259
Bonfinópolis
109
1997
4,9361
Brazabrantes
193
2667
3,289
30
1014
6,7215
Cachoeira Dourada
Caldazinha
85
1734
5,3923
132
2251
4,4196
Cromínia
46
1251
6,2676
Damolândia
19
1782
5,3151
Goianápolis
87
1758
5,3444
Goiânia
14
577
7,8375
Goianira
128
2222
4,491
Goiatuba
48
1278
6,2184
Campo Limpo de Goiás
Hidrolândia
29
974
6,7941
Inhumas
133
2253
4,4156
Itauçu
102
1932
5,0561
Itumbiara
26
909
6,9772
Joviânia
78
1701
5,4544
Leopoldo de Bulhões
70
1567
5,6637
Mairipotaba
86
1753
5,3557
Morrinhos
49
1279
6,2166
Nerópolis
56
1354
6,0626
Nova Veneza
188
2656
3,3326
Ouro Verde de Goiás
110
1999
4,9315
Panamá
66
1513
5,791
Piracanjuba
60
1389
5,9975
Pontalina
79
1704
5,4519
Professor Jamil
28
956
6,8484
1
134
10,1164
Senador Canedo
53
1337
6,0984
Silvânia
94
1829
5,231
141
2301
4,3019
55
1353
6,0627
Santo Antônio de Goiás
Taquaral de Goiás
Terezópolis de Goiás
Fonte: ELAT, 2012.
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4.1.1.4 -
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Recomendações
As Pequenas Centrais Hidrelétricas apresentam impacto ambiental de pequena magnitude, a
julgar pelas dimensões de seus reservatórios (pequeno porte) e pelos tamanhos de suas áreas de
inundação (reduzidas). Porém, pode-se dizer que tanto os aproveitamentos hidrelétricos
existentes como os propostos na bacia hidrográfica do rio Meia Ponte poderão afetar o
microclima local. Os parâmetros meteorológicos mais sensíveis à formação dos reservatórios são:
evaporação, temperatura, umidade relativa do ar e precipitação. O espelho d’água formado
pelos reservatórios aumenta a superfície de evaporação, tornando o local mais úmido, e por
conta disso, pode haver o favorecimento à formação de nuvens e precipitações. No processo de
precipitação há sensível liberação de calor, podendo aumentar a temperatura no local. Essas
informações só podem ser mensuradas através de um monitoramento sistemático dos parâmetros
meteorológicos na bacia, e são válidas para todos os pontos dos aproveitamentos existente e
propostos.
Em relação aos aproveitamentos hidrelétricos considerados na Alternativa escolhida no Inventário
Hidrelétrico do Meia Ponte podem ser associados a algumas sensibilidades, que por sua vez estão
relacionados a própria sazonalidade climática. A região da bacia hidrográfica do rio Meia Ponte
apresenta duas estações do ano bem definidas, com verões chuvosos e invernos secos. Essa
sazonalidade pode implicar na decorrência de alguns aspectos que serão descritos a seguir:
Sensibilidade à erosão dos solos devido às precipitações intensas
Principalmente no período chuvoso (outubro a abril) pode ocorrer a deflagração de processos
erosivos ao longo das margens do rio Meia Ponte. Um fator favorável para esses processos erosivos
é a degradação e fragmentação das matas ciliares e de galeria, somadas às práticas agrícolas nas
margens dos rios, tornando–as instáveis e susceptíveis a alta produção de sedimentos. Os locais dos
aproveitamentos hidrelétricos mais sensíveis aos processos erosivos são:
ƒ Nas porções próximas ao município de Itumbiara, notadamente nas propriedades que
margeiam o rio Meia Ponte. Nessas áreas as práticas agrícolas são intensas, seja para
produção de gado e/ou para produção de grãos. Estas áreas coincidem com os
aproveitamentos da AHE Chapéu e demais AHE a jusante da AHE Chapéu.
ƒ Nas áreas que se encontram próximo às serras e locais com declividade acentuada, como por
exemplo, Serra do Paraíso, Serra da Felicidade, Serra do Potreiro, na porção média da bacia
do rio Meia Ponte. Esses locais possuem índices de precipitação considerável e solos com forte
susceptibilidade à erosão. Destacam-se nessa porção da bacia os aproveitamentos AHE
Rochedo II, AHE Meia Ponte e Aloândia.
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Sensibilidade aos conflitos da água devido ao período de deficiência hídrica
No período de estiagem, que ocorre normalmente entre maio e setembro, a deficiência hídrica
na região da bacia pode gerar conflitos em relação ao uso da água. Boa parte do uso da água na
bacia do Meia Ponte deve-se à irrigação (44%), seguido do uso para o abastecimento público
(38%). O uso da água para a geração de energia hidráulica (nas AHEs) pode implicar em conflitos
com os demais usos existentes. Vale destacar que o tipo de aproveitamento hidrelétrico proposto
(a fio d’água) permite minimizar tal conflito, quando comparado aos aproveitamentos por queda
d’água, uma vez que não há regularização de vazão nem deplecionamento do reservatório.
A disputa pelo uso na água, ou pela prioridade do seu uso, em um período de escassez é
gerenciada pelo próprio comitê da bacia, que, por definição e força da lei prioriza o uso para fins
de abastecimento público. A região dos AHE de Campo Limpo, Cachoeirinha do Meia Ponte, e
Goiatuba apresentam conflitos de uso (irrigação versus abastecimento público) nos períodos de
estiagem frente.
Para avaliar o impacto destes conflitos na disponibilidade para geração hidrelétrica, estão sendo
realizados estudo especifico para obtenção da Declaração da Reserva de Disponibilidade Hídrica
DRDH.
Sensibilidade dos AHE em relação ao nível ceráunico
Na região dos AHE de Vau das Pombas, Caldas Altas, e Pontal, há os maiores registros de
incidência de raios dentro da bacia. Portanto, é importante atentar para os procedimentos de
segurança contra as descargas elétricas da atmosfera nessa região.
4.1.2 -
Geologia
Consta nos objetivos do presente estudo uma breve descrição do contexto geotectônico da bacia
seguido de caracterizações das unidades geológicas, com suas respectivas descrições litológicas.
Concluído este diagnóstico, são discutidas as sensibilidades ambientais relacionadas ao arcabouço
geológico relacionadas aos futuros reservatórios na Bacia hidrográfica do rio Meia Ponte.
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4.1.2.1 -
Objetivos
O presente diagnóstico visa integrar observações sobre a geologia da bacia hidrográfica do rio
Meia Ponte. Ressalta-se desde já que a mesma encontra-se inserida em uma região de geologia
complexa, pertencente à Plataforma Sul-Americana, onde ocorreram diversos eventos
geotectônicos, registrados em uma sequência de unidades litoestratigráficas de idades variáveis,
que datam desde o Paleoproterozóico (1600-2500 Ma) até o Quaternário (2.588 Ma).
4.1.2.2 Os
dados
Métodos
aqui
apresentados
incluem
observações
secundárias,
obtidas
na
literatura
especializada, especialmente no que se refere à cartografia geológica desenvolvida para a
região, complementadas por observações primárias de campo. Como base foi adotado o Mapa
Geológico de Goiás 1:500.000 de 2008, elaborado pela CPRM, Secretaria de Industria e Comércio/
Superintendência de Geologia e Mineração, Ministério de Minas e Energia, Secretaria de
Geologia, Mineração e Transformação Mineral, o qual encontra-se no Sistema Estadual de
Estatísticas e Informações Geográficas de Goiás (SIEG).
Para realizar o mapeamento geológico da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte, os trabalhos
foram divididos em três etapas, sendo elas: (i) Compilação; (ii) Levantamento; e (iii)
Consolidação. Na primeira etapa foram compilados as informações geológicas existentes, por
meio da análise de mapas geológicos, teses, relatórios, artigos e outros trabalhos publicados. A
segunda etapa focou tanto sobre o trabalho de campo (realizado no período de 23 a 28 de abril
de 2012, com foco sobre os tipos litológicos existentes na bacia do rio Meia Ponte), quanto na
produção de dados obtidos a partir da fotointerpretação de imagens de satélites. A identificação
e delimitação das unidades litoestratigráficas, para detalhar o Mapa Geológico de Goiás, foi
realizada a partir dos dados do SRTM, utilizando o software Quantum GIS 1.7.4. Imagens do
sensor ETM do LANDSAT 7, com resolução espacial de 15 m, também foram utilizadas neste
processo (2523-00-EIBH-DE-1003 – Mapa de Localização dos Aproveitamentos Hidrelétricos e
2523-00-EIBH-DE-2004 - Mapa Altimétrico). A terceira etapa, por fim, recaiu no tratamento e
integração dos dados que serão apresentados no presente documento.
Todas as fotografias apresentadas neste relatório foram realizadas dentro da bacia hidrográfica
do Rio Meia Ponte e em seus arredores imediatos. As coordenadas UTM apresentadas nas
legendas das fotografias referem-se aos locais da referida observação, todas com referência ao
Datum SIRGAS 2000, na zona 22S.
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4.1.2.3 4.1.2.3.1 -
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Resultados
Contexto Geotectônico
Situada na porção centro-oeste do Brasil, a Bacia do Rio Meia Ponte engloba, do ponto de vista
de formação geológica e história tectônica, cinco províncias geotectônicas distintas. A Figura
4.1-13 mostra as faixas móveis e crátons do Brasil, resultantes do ciclo termo-tectônico
Brasiliano, ocorrido no final do Neoproterozóico até Cambriano, além das coberturas posteriores
(Fanerozóico) que recobrem o substrato geológico.
A Bacia do Rio Meia Ponte encontra-se majoritariamente na Província Estrutural Tocantins
(ALMEIDA et al.,1977), que localiza-se na região central do país, abrangendo os estados do Pará,
Tocantins e Goiás. A província Tocantins é uma entidade tectônica formada por um sistema de
orógenos essencialmente Neoproterozóicos, denominados Faixas Brasília, Paraguai e Araguaia, e
Arco Magmático de Goiás, cuja evolução se deu durante o Ciclo Orogênico Brasiliano/PanAfricano, a partir da convergência e colisão de blocos continentais: o Cráton Amazônico (a
oeste), o Cráton São Francisco (a leste) e o Cráton Paranapanema (a sudoeste, e encoberto por
rochas Fanerozóicas da Bacia do Paraná), durante a amalgamação do Gondwana Oriental
(DELGADO et al., 2003). Esta dinâmica tectônica explica a ocorrência de rochas ígneas e
metamórficas na região.
Já a porção meridional da bacia hidrográfica do rio Meia Ponte situa-se sobre a Bacia Sedimentar
do Paraná, que contém uma sucessão sedimentar-magmática com idades entre o NeoOrdoviciano e o Neocretáceo, numa área total que ultrapassa 1.500.000 km2. Na área de estudo
afloram os derrames vulcânicos originados na abertura do rift que fragmentou o megacontinente
Gondwana, separando a América do Sul e a África.
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Área de Estudo
Fonte: modificado de Lacerda Filho (2000).
Figura 4.1-13 - Províncias Estruturais do Brasil.
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A Figura 4.1-13 ilustra as cinco províncias geotectônicas presentes na Bacia do rio Meia Ponte
(polígono vermelho), sendo eles: Faixa Brasília (Zona Interna), Terrenos Granito-Greenstone
(Sequências Vulcano-Sedimentares e Complexo Granítico-Gnaissico), Rift Intracontinental
(Complexos Indiferenciados), Arco Magmático de Goiás (Sequências Vulcano-Sedimentares) e a
Bacia do Paraná.
Além desses cinco domínios, afloram, também, as seguintes unidades lito-estratigráficas na bacia
do rio Meia Ponte: intrusões de diques básicos mesozóicos (jurássico-cretácicos) e diversos
depósitos sedimentares cenozóicos (paleogênicos e neogênicos). Apesar de ocorrerem ao longo de
toda a bacia hidrográfica, devido à escala, estas unidades não são representadas na Figura 4.1-14.
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Área de Estudo
Fonte: modificado de Lacerda Filho (2000).
Figura 4.1-14 - Arcabouço Tectono-Estratigráfico de Goiás com províncias geotectônicas da região de estudo
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4.1.2.3.2 -
Províncias Geotectônicas e suas Unidades Litoestratigráficas
4.1.2.3.2.1 -
Terrenos Granito-Greenstone
Segundo LACERDA FILHO (2000) este domínio geotectônico é marcado por complexos
ortognáissicos, tonalítico-granodioríticos e graníticos, contendo faixas de rochas supracrustais
tipo greenstone belts e sequências vulcano-sedimentares similares a greenstone, compreendendo
parte do denominado Maciço Mediano de Goiás. Segundo ALMEIDA (1968); BRITO NEVES &
CORDANI (1991); FUCK et al. (1993) e FUCK (1994) apud LACERDA FILHO (2000), o Maciço
Mediano de Goiás tem sido avaliado como o embasamento cratônico ou um alto estrutural menos
afetado pela tectônica das faixas de dobramentos brasilianas.
Este domínio é confinado a oeste pelo Arco Magmático de Goiás, por meio de uma extensa zona
de cisalhamento, e a leste, por uma contundente descontinuidade crustal, caracterizada por
forte gradiente gravimétrico (PINHEIRO, 1994 apud LACERDA FILHO, 2000), que divide os
metassedimentos da Faixa Brasília dos terrenos de alto grau.
Os litotipos dos terrenos Granito-Greenstone na área de estudo são formados por um conjunto de
corpos máfico-ultramáficos isolados compostos, majoritariamente, por peridotitos, gabronoritos,
hornblenda piroxenitos, gabros, noritos e piroxenitos. Na Bacia do Rio Meia Ponte este domínio
geotectônico é representado tanto pela sequência metavulcano-sedimentar Anicuns-Itaberaí
(NPai e NPaiqt), que aflora próximo à cidade de Pontalina, quanto pelo complexo granito-gnáisso
representado pelos ortognaisses do Oeste de Goiás (NP1γ1gn) que ocorrem em uma faixa lesteoeste na porção sul da bacia (Figura 4.1-15, Figura 4.1-16 e Figura 4.1-17).
A
B
Figura 4.1-15 - Afloramento de Ortognaisse melanocrático com textura
porfirítica e foliação marcante nas coordenadas UTM E: 683106/N: 8062547.
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A
B
Figura 4.1-16 - Matacões de biotita-gnaisse nas coordenadas UTM E: 675525/N: 8033491.
A
B
Figura 4.1-17 - Campo de blocos de ortognaisse mesocrático nas coordenadas UTM E: 691057/N: 8032104.
4.1.2.3.2.2 -
Rift Intracontinental
Localizada predominantemente na porção setentrional da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte,
a
unidade
geotectônica
do
Rift
Intracontinental
é
caracterizada
por
complexos
máficos/ultramáficos indiferenciados, gerados durante uma fase distensiva. O processo de
rifteamento deste domínio evoluiu até que uma bacia extensional intracratônica fosse formada,
sendo preenchida por sedimentos associados a vulcanismo continental bimodal e granitogênese
(LACERDA FILHO, 2000).
Na área de estudo afloram os complexos indiferenciados como o Anápolis-Itauçu (NP2aio), que
apresenta as idades isocrônicas Rb-Sr 2,6 e 2,4Ga (IANHEZ et al., 1983; TASSINARI, 1988 apud
LACERDA FILHO, 2000) e idade de 630Ma, atribuída ao metamorfismo (FISCHEL et al.,1998 apud
LACERDA FILHO, 2000).
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Os conjuntos de ortogranulitos (NP2aio) dentro da bacia são individualizados por rochas
básicas/ultrabásicas, metabásicas (NP2aiomb), metagabros (NP2aiomgb – Figura 4.1-18),
metaultrabasitos (NP2aiomub) e seus derivados diaftoréticos, como talco-clorita xisto e
serpentinitos (NP2aiosp) e por uma suíte charno-enderbítica (charnockitos, enderbitos, charnoenderbitos). Os granulitos paraderivados (NP2ais) são caracterizados por gnaisses sílicoaluminosos e quartzo-feldspáticos, granada gnaisses, Ortognaisses de composição granítica
(PP2γ1j), rochas calcissilicáticas, diopsídio mármores, granada quartzitos (NP2aisqt) e gonditos,
associados com gnaisses graníticos, esses últimos associados ao processo de anatexia (BAÊTA JR.,
1994; RADAELLI,1994; ARAÚJO, 1994; MORETON, 1994; CUADROS JUSTO, 1994; LACERDA FILHO,
1994; OLIVEIRA, 1994; LACERDA FILHO & OLIVEIRA, 1995 apud LACERDA FILHO, 2000).
Figura 4.1-18 - Metagabros sustentando pequeno morro
em um relevo suave ondulado. Coordenadas UTM E: 670477/N: 8172409.
4.1.2.4 -
Faixa Brasília
A Faixa Brasília, de idade proterozóica, aglomera um conjunto de unidades estratigráficas
metassedimentares dobradas que foram metamorfizadas tanto no ciclo termotectônico
Uruaçuano quanto no Brasiliano (SCHOBBENHAUS,1984). Por sua vez, FUCK (1990) apud LACERDA
FILHO (2000), subsidiado pelos trabalhos de COSTA & ANGEIRAS (1971) e DARDENNE (1978 e
1981), propõe um único ciclo tectônico para explicar o conjunto de estruturas localizado a oeste
do Cráton do São Francisco.
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Segundo PIMENTEL et al. (2004), a gênese da Faixa Brasília está associada à um orógeno
neoproterozóico desenvolvido entre os crátons do São Francisco, Amazônico e um terceiro
continente, sobre o qual hoje são encontradas as coberturas sedimentares da Bacia do Paraná.
Uma das características marcantes da faixa Brasília é a associações de rochas metassedimentares
de margem passiva e metavulcanossedimentares, deformadas em etapas graduais durante o ciclo
Brasiliano (FREITAS-SILVA, 1996; FONSECA et al., 1995), com a geração de sistemas de
dobramentos, empurrões e imbricamentos com vergência para o Cráton São Francisco. Conforme
SCHOBBENHAUS (1984), os vários ciclos tectônicos afetaram as rochas da área de estudo, gerando
estruturas de diferentes idades, direções e estilos.
COSTA & ANGEIRAS (1971), DARDENNE (1978), FUCK et al. (1994; 1987) FUCK (1994), MARINI
(1981), LACERDA FILHO et al. (1999) apud CPRM (2003), proporam a compartimentação deste
cinturão com base na intensidade dos processos deformacionais e metamórficos que atuaram na
região, sugerindo a divisão da faixa móvel Brasília em dois domínios principais: a Zona Externa e
a Zona Interna; e áreas restritas de exposições do embasamento granitognáissico (NPγ1ag e
NPγ2rp).
A zona Interna, onde está inserida a Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte, é composta, em sua
maioria, pelas rochas do Grupo Araxá (NPaa, NPab, NPabaf e NPabqt), que é caracterizada pela
ocorrência de unidades alóctones de micaxistos e associações vulcanosedimentares . De acordo
com LACERDA FILHO (2000), os xistos são em grande parte derivados de sedimentos turbidíticos
associados a sedimentos com diversificada origem vulcânica.
Ocorre também dentro da bacia do Meia Ponte Metaultramafitos tipo Morro Feio (NP_mu_mf), que
constituem um grupo de corpos alóctones de rochas metaultramáficas, caracterizadas por
serpentinitos, clorita xistos e talco xistos (MELLO & BERBERT, 1969 apud LACERDA FILHO, 2000).
Estes corpos metaultramáficos, que afloram próximo as cidade de Hidrolândia, Pontalina,
Morrinhos e Caldas Novas, foram interpretados por DRAKE JR. (1980), STRIEDER & NILSON (1992a e
b), STRIEDER (1993) apud LACERDA FILHO (2000) como fragmentos tectônicos de melange
ofiolítica.
Entre as Figura 4.1-19 e Figura 4.1-25 estão ilustrados os afloramentos vistoriados em campo
dentro do domínio tectônico da Faixa Brasília na Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte.
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Figura 4.1-19 - Afloramento intemperizado de muscovita xisto,
pertencente ao Grupo Araxá, nas coordenadas UTM E: 700603/N: 8124217.
]
Figura 4.1-20 - Corte de estrada com muscovita-quartzo xisto,
nas coordenadas UTM E: 689064/N: 8110931.
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Figura 4.1-21 - Afloramento de xisto intemperizado do Grupo Araxá,
nas coordenadas UTM E: 669218/N: 8036729.
Figura 4.1-22 - Afloramento de biotita-gnaisse fraturado
nas coordenadas UTM E: 689319/N: 8076530.
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Figura 4.1-23 - Afloramento de gnaisse/migmatito
nas coordenadas UTM E: 687317/N: 8077560.
Figura 4.1-24 - Afloramento de gnaisse com fraturas
métricas nas coordenadas UTM E: 688603/N: 8074420.
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A
B
Figura 4.1-25 - Blocos de granada-biotita gnaisse nas coordenadas UTM E: 665424/N: 8038475.
4.1.2.4.1.1 -
Sequências Metavulcano-Sedimentares
Este domínio é composto por uma série de sequências metavulcano-sedimentares (PP2s) que
ocorrem na porção setentrional da bacia do rio Meia Ponte, nos arredores de Bonfinópolis e
Caldazinha. Apesar de estar inserida na Zona Interna da Faixa Brasília, o alto potencial nestas
sequências para depósitos auríferos e de sulfetos maciços contribuíram para a sua
individualização.
Trabalhados no ciclo termotectônico brasiliano, os litotipos dessas sequências são marcados por
associações de rochas vulcânicas na base, representadas por metabasaltos com intercalações de
metacherts e formações ferríferas bandadas, passando a rochas metavulcânicas félsicas e rochas
cálcio-silicatadas, na porção intermediária, e rochas metapelíticas, no topo (LACERDA FILHO, 2000).
4.1.2.4.1.2 -
Arco Magmático de Goiás
De acordo com PIMENTEL et al. (1996) apud LACERDA FILHO (2000), esta unidade geotectônica é
composta por litologias metaígneas e metassedimentares de idade neoproterozóica, marcadas
por estreitas faixas de sequências metavulcano-sedimentares que afloram entre ortognaisses de
composição diorítica a granítica e granitos milonitizados.
LACERDA FILHO (2000) define o Arco Magmático de Goiás como um segmento de crosta juvenil,
com idade Neoproterozóica, que se distribui espacialmente em uma faixa com características
geoquímicas e isotópicas semelhantes às de ambientes de arco magmático insular intraoceânicos
imaturos, que evoluiu para situações de arco maduro ou, eventualmente, de margem continental
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ativa durante o fechamento do paleo-oceano que separava os crátons Amazônico e do São
Francisco – Congo no Neoproterozóico (PIMENTEL, 1991; FUCK et al., 1993, PIMENTEL & FUCK,
1986, 1992; 1996, 1998 apud LACERDA FILHO, 2000).
Em associação ao arco ocorrem intrusões de corpos graníticos tardi a pós-tectônicos que datam
do Neoproterozóico ao Ordoviciano (Paleozóico), que segundo PIMENTEL & FUCK, (1987) apud
LACERDA FILHO (2000) são caracterizadas por dois tipos litológicos principais: I) Suíte
calcialcalina, pouco deformada e recristalizada. II) Suíte não deformada, mais jovem, rica em
álcalis.
A grande amplitude nas idades e na composição química e isotópica das rochas deste Arco
Magmático indica que o mesmo seja composto pelo amalgamamento de diversos sistemas de
arcos Neoproterozóicos, ficando preservado na porção interna da Província Tocantins após o
orógeno entre os continentes Amazônico, Paraná e São Francisco.
Na Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte este domínio geotectônico é representado por corpos
plutônicos de natureza básica a intermediária, compostos por litótipos gabróicos e dioríticos
(NPΔas) que afloram próximo ao povoado de Rancho Alegre, no município de Morrinhos.
4.1.2.4.1.3 -
Bacia Sedimentar do Paraná
Com ocorrência na porção sul da Bacia do Rio Meia Ponte, a bacia sedimentar do Paraná é
caracterizada por possuir um formato alongado na direção NNE-SSW, com aproximadamente 1750
km de comprimento e largura média de 900 km. A sua evolução está atrelada ao fechamento do
Oceano Adamastor e à aglutinação de massas continentais formadoras do supercontinente
Gondwana, no final do Neoproterozóico. As idades de seus depósitos sedimentares datam do
Paleozóico até o Mesozóico e correspondem aos de uma bacia sedimentar intracratônica do tipo
sinéclise, cujo interior desenvolveram-se sequências continentais em ambientes flúvio-lacustres
e eólicos, submetidas tardiamente a intensa atividade ígnea fissural com derrames de basaltos e
injeções de diabásios.
Durante todo o Paleozóico e o Mesozóico a bacia foi palco de intensa sedimentação, tendo
passado por diferentes condições climáticas, desde glaciações até extensos desertos sob
dinâmica de transporte sedimentar eólica. No Jurássico, um deserto de extensões saarianas se
desenvolveu na grande bacia intracontinental, formando campos de dunas eólicas e gerando os
arenitos da Formação Botucatu. Esse deserto deu lugar, no Cretáceo Inferior, a um enorme
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derramamento de lavas basálticas que atingem, aproximadamente, 1300 m de espessura, que
perdurou por longos 8 a 10 milhões de anos, segundo as datações radiométricas obtidas nas lavas
da Formação Serra Geral (K1Δsg – Figura 4.1-26 a Figura 4.1-29).
Os derramamentos basálticos continentais da Formação Serra Geral compõem uma das grandes
províncias ígneas do mundo (SAUNDERS et al., 1992), compreendendo uma sucessão de derrames
com cerca de 1.500 m de espessura junto ao depocentro da bacia, recobrindo uma área superior
a 1.200.000 km2. O produto deste magmatismo é constituído por seqüência toleiítica bimodal,
em que predominam basaltos a basalto andesitos (> 90% em volume), superpostos por riolitos e
riodacitos (4% em volume). Datações radiométricas Ar-Ar balizam seu início em 137,4 Ma e seu
encerramento em torno de 128,7 Ma, no período Cretáceo (TURNER et al., 1994).
Figura 4.1-26 - Afloramento de basalto na Bacia
Sedimentar do Paraná. Coordenadas
UTM E: 670578/N: 8013361.
Figura 4.1-27 - Afloramento de basalto da Formação
Serra Geral com fraturas centimétricas
e esfoliação esferoidal no topo da Serra dos Buritis.
Coordenadas UTM E: 705415/N: 7980247
A
B
Figura 4.1-28 - Corte de estrada com exposição dos basaltos da Formação Serra Geral.
B) Detalhe do afloramento. Coordenadas UTM E: 704228/N: 7976622.
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Figura 4.1-29 - Afloramento no chão de estrada vicinal expondo
os basalto da Formação Serra Geral. Coordenadas UTM E: 647764/N: 7970626.
4.1.2.4.1.4 -
Formações Superficiais
Esta unidade é composta por sedimentos aluvionares arenosos e areno-argilosos Quaternários
(Q2a) e por depósitos detrito-lateríticos Paleogênicos (N1dl), depositado, respectivamente, nas
planícies fluviais (Figura 4.1-20) dos rios presentes na bacia do rio Meia Ponte e nas depressões
associadas aos ciclos de aplainamento geomorfológicos.
Figura 4.1-30 - Planície de inundação com depósitos
Quaternários nas coordenadas UTM E: 696227/N: 8140560.
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4.1.2.4.2 -
Unidades Litológicas
As unidades que ocorrem na área de influência da bacia encontram-se representadas no 252300-EIBH-DE-2005 - Mapa de Geologia e são descritas a seguir. A descrição das respectivas
unidades será realizada em ordem cronológica, começando por aquelas de idade geológica mais
recente.
Cenozóico
Q2a - Depósitos aluvionares: Depósitos arenosos a argilo-arenosos, localmente com níveis de
cascalhos.
N1dl-
Coberturas
detrito-lateríticas
ferruginosas:
Sedimentos
aluviais
ou
coluviais
representado por conglomerados ou clastos de quartzito, além de lateritas autóctones com
carapaças ferruginosas.
Mesozóico
ƒ Grupo São Bento
K1Δsg- Formação Serra Geral: Basalto toleiítico, cinza-escuro a esverdeado, com intertrapes
de arenito fino a muito fino com estratificações cruzadas tangenciais de pequeno porte.
Neo-proterozóico
ƒ Complexo granulítico Anápolis-Itauçu
NP2aio - Associação Ortogranulitos: Gnaisse charnoquítico e enderbítico, serpentinito, talcoclorita xisto, metanorito, metapiroxenito, metagabro e hiperstênio tonalito com intercalações
de anfibolito.
NP2aiomb - Associação Ortogranulitos: Rochas metamórficas metabásica.
NP2aiomgb - Associação Ortogranulitos: Rochas metamórficas do tipo metagabro.
NP2aiomub - Associação Ortogranulitos: Rochas metamórficas ultrabásicas
NP2aiosp - Associação metamórfica de Ortogranulitos e Serpentinito.
NP2ais - Associação Supracrustais Granulitizadas: Rochas metamórficas do tipo Gnaisse
granadífero, silimanita gnaisse, gnaisse calcissilicático, mármore, granada quartzito, gondito e
subordinamente anfibolito.
NP2aisqt - Associação Supracrustais : Rochas metamórficas do tipo Quartzito.
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Suíte Gabro-Dioríticas
NPΔas- Suíte Anicuns-Santa Bárbara:
Rochas metamórficas básicas-ultrabásicas do tipo
Metagabro, metagabronorito, metagabro anortosítico, metanortosito gabróico grosseiro e
subordinadamente metapiroxenito, metanortosito pegmatóide, anfibolito, metadiorito
e
metaquartzo diorito.
Granitos Sintectônicos
NPγ1ag-
Granitos
tipo
Aragoiânia:
Granada-biotita-muscovita
metagranito,
biotita
metagranodiorito, biotita metagranodiorito, biotita metagranito, gnaisse e pegmatitos
associados.
NP1γ1gn - Unidade Ortognaisses do Oeste de Goiás: Biotita-gnaisses de composição granítica
a tonalítica, cor cinza a rósea e granulação média a grossa.
Granitóides Sin a Tarditectônicos
NPγ2rp - Suíte Granitos Tipo Rio Piracanjuba: Granito porfirítico, tonalito e granodiorito.
Metaultramafitos Tipo Morro Feio
NP_mu_mf -Metaultramáfica, serpentinito, talco-clorita xisto e talco xisto.
Grupo Araxá
NPaa- Unidade A: Rochas metamórficas do tipo Muscovita-clorita xisto às vezes com
cloritóide, biotita-muscovita-quartzo xisto, granada-muscovita-clorita xisto, clorita-quartzo
xisto, grafita xisto, sericita quartzito e hematita-sericita xisto.
NPab- Unidade B: Rochas metamórficas do tipo Calci-clorita-biotita xisto, calci-clorita-biotita
xisto feldspático, calci-granada-biotita-quartzo xisto feldspático, granada-clorita xisto,
hornblenda-granada xisto feldspático, grafita xisto, lentes de metacalcário.
NPabaf - Unidade B: Litofácies Anfibolito.
NPabqt - Unidade B: Litofácies Quartzito.
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Sequência Metavulcano Sedimentar
NPai - Anicuns-Itaberaí: Rochas metamórficas do tipo Clorita xisto com intercalações de
anfibolito, serpentinito, talco xisto, talco-clorita xisto, talco-tremolita xisto e actinolita xisto;
metassedimento químico exalativo e tufáceo; intercalado em quartzo-clorita xisto, formação
ferrífera, magnesita xisto e itabirito; metacalcário dolomítico e mármore.
NPaiqt - Anicuns-Itaberaí: Litofácies Quartzito.
Paleo-proterozóico
ƒ Associação Ortognáissica Migmatítica
PP2γ1j - Suíte Jurubatuba – Ortognaisse de composição granítica, tonalítica e granodiorítica,
com restitos de rochas granulíticas e anfibolíticas.
Sequência Metavulcano Sedimentar
PP2s – Silvânia: Rochas metamórficas do tipo Epidoto anfibolito, granada anfibolito,
metandesito, metadacito, talco xisto, clorita xisto, estaurolita-biotitaquartzo xisto, granadaclorita xisto, grafita xisto, clorita-actinolita xisto, sericita quartzito, quartzito ferruginoso e
mármore.
Para o melhor entendimento das ocorrências litológicas e de sua estratigrafia, o desenho
esquemático da Figura 4.1-31 organiza cronologicamente e por domínios geológicos todas as
litologias mapeadas na Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte.
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Fonte: CPRM (2008) e ICS (2009).
Figura 4.1-31- Unidades lito-estratigráficas na Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte.
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4.1.2.5 -
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Recomendações
Durante a vistoria de campo realizada foi possível confirmar a inexistência de camadas de rochas
susceptíveis à dissolução química, como os bancos de calcário. Esta constatação de campo
corrobora os mapeamentos geológicos e obliteram a possibilidade de ocorrerem cavidades
naturais e subsidências no relevo pelo processo de dissolução química.
Também não foram observadas em campo cicatrizes de movimentos de massa recentes,
tampouco sinais de processos associados à presença de solos problemáticos nos pontos vistoriados
no entorno do leito do Rio Meia Ponte, como trincas de ressecamento (típicas de solos
expansivos) ou mesmo recalques devido à presença de solos moles.
Durante a campanha de campo ainda foi possível observar que as transições da rocha sã para a
rocha alterada, altamente fraturada, e desta para o solo residual jovem se dão, de maneira
geral, de forma tênue. Entretanto, em função da presença de um grande número de fraturas na
área de estudo, bem como de juntas de alívio, há uma grande variação na espessura de cada
horizonte de intemperismo. Este fato demanda estudos geológico-geotécnicos de detalhe nos
locais previstos para a implantação das estruturas (barragem e casa de força), para que sejam
diagnosticadas as propriedades hidráulicas e de resistência dos materiais da fundação de cada
barramento.
4.1.3 -
Geomorfologia
O presente trabalho contempla os aspectos geomorfológicos da Bacia Hidrográfica do Rio Meia
Ponte e abordará a sua evolução e dinâmica de processos. Para tanto, foi realizada uma revisão
bibliográfica, bem como trabalho de campo, realizado entre 23 e 28 de abril de 2012, para o
registro e levantamento de dados locais sobre a área de estudo.
Sendo assim, consta neste estudo os objetivos, definição dos métodos utilizados (descrição das
técnicas de mapeamento empregadas sobre o modelo digital do terreno obtido a partir das
imagens de radar SRTM), caracterizações do contexto geomorfológico da Bacia (aspectos
fisiográficos e morfológicos), apresentação das unidades de mapeamento, para finalizar com a
descrição das sensibilidades geomorfológicas.
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4.1.3.1 -
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Objetivos
O diagnóstico de Geomorfologia objetiva identificar, caracterizar e mapear as unidades de relevo
presentes na Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte, considerando tanto os aspectos descritivos
das formas, relacionados à topografia e à geometria de relevo, quanto às características
morfodinâmicas dos atuais processos erosivos e deposicionais, considerando, de forma integrada, os
condicionantes geobiofísicos que contribuíram para a evolução do relevo ao longo do tempo geológico.
4.1.3.2 -
Métodos
As pesquisas apresentadas no presente estudo foram baseadas na caracterização dos
condicionantes lito-estruturais, oriunda dos processos tectônicos regionais, nas variações
climáticas e na dinâmica evolutiva dos processos erosivo-deposicionais, integrando-os à atual
dinâmica de uso e ocupação do solo e transformações oriundas dos processos socioeconômicos.
Sendo assim, para a realização do diagnóstico de geomorfologia foram consultadas as cartas
topográficas Itumbiara (Folha SE-22-Z-B-I), Joviânia (SE-22-X-C-VI), Morrinho (SE-22-X-D-IV),
Piracanjuba (SE-22-X-D-I) e Goiânia (SE-22-X-B-I) na escala 1:100.000 e as cartas topográficas São
José de Anauá (NA.20-Z-D), Rio Alalaú (SA.20-X-B) e Rio Curiuaú (SA.20-X-D) na escala 1:100.000
produzidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que serviram como base
para o diagnóstico, na medida em que apresentam as características topográficas de toda a área
da Bacia Hidrográfica do Rio Meia ponte.
Além disso, também foram consultados trabalhos locais e regionais desenvolvidos e publicados
pelo DNPM/MME, como bases bibliográficas e os estudos de solos, geologia, hidrogeologia,
geomorfologia do Projeto RADAMBRASIL volumes V.31 (Folha SE.22 GOIÂNIA) e do Zoneamento
Ecológico Econômico da Microrregião do Meia Ponte (SIC, 1999).
A partir da interpretação do conjunto de dados levantados pelas cartas topográficas, pela
bibliografia publicada, entre eles o mapa geomorfológico do projeto RADAMBRASIL, em conjunto
com as imagens do Shuttle Radar Topography Mission (SRTM) (Folhas SE-22-X-A, SE-22-X-B, SE-22X-C, SE-22-X-D, SE-22-Z-A, SE-22-Z-B) e da imagem de satélite LANDSAT 7 ETM disponibilizada
pelo SIEG, foi realizada uma análise mais detalhada, objetivando cruzar esses dados para realizar
um estudo dos processos evolutivos de dissecação do relevo (Figura 4.1-32).
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Figura 4.1-32 - Imagem SRT e Modelo Digital do Terreno
Dessa forma, para a realização deste estudo foi realizada uma compilação de informações contidas
em estudos acadêmicos, conforme bibliografia apresentada, nas cartas topográficas, no
detalhamento dos aspectos morfológicos e morfométricos a partir de imagens SRTM, na foto
interpretação das imagens LANDSAT e nas observações de campo, conforme os critérios instituídos
pela União Geográfica Internacional, que define quatro níveis de abordagem para a cartografia
geomorfológica: morfologia, morfometria, gênese e cronologia (RODRIGUES & BRITO, 2000).
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4.1.3.2.1 -
Resultados
4.1.3.2.1.1 -
Caracterização Geomorfológica
Com as cabeceiras localizadas no planalto que divide a bacia hidrográfica do Rio Paranaíba com o
Alto Tocantins, a bacia do Rio Meia Ponte é marcada por um relevo planáltico esculpido em
litologias Pré-Cambrianas diversas em sua porção setentrional e central – notadamente os
micaxistos e quartzitos do Grupo Araxá e os gnaisses e granitos do Complexo Goiano – e por
derrames vulcânicos Cretáceos na sua porção meridional. Esta topografia planáltica dissecada,
onde as vertentes são suaves e de baixa declividade, predomina na bacia do Rio Meia Ponte,
compondo parte do grande Planalto Central Brasileiro (2523-00-EIBH-DE-2004 - Mapa
Altimétrico e 2523-00-EIBH-MP-2007 – Mapa de Declividade).
As colinas presentes neste ambiente planáltico da bacia em estudo apresentam um caráter senil,
arrasado por processos intempéricos de longa data. Os modelados resultantes desse processo são
geralmente tabulares, com um predomínio de topos amplos que formam longos interflúvios,
chegando, em alguns casos, a mais de 4 km de extensão (como por exemplo, no interflúvio
presente entre o Rio Meia Ponte e o Rio Dourados). Estes interflúvios com vertentes convexizadas
são, em geral, recobertos por Latossolos e Argissolos Vermelhos sobre o embasamento cristalino
complexo e por Nitossolos nos derramamentos basálticos da Formação Serra Geral. Estes solos,
especialmente a partir da década de 1970, vêm sendo amplamente utilizados para a agricultura
comercial, através de monoculturas de lavouras nobres como milho, soja e trigo (AB’SABER, 2003).
Localmente, as resistências litológicas promovidas por intrusões ígneas e quartzitos sustentam
serras e morros isolados que apresentam perfis irregulares nas vertentes, com setores semiescarpados em que o processo de dissecação se dá através de ravinas. Por vezes as cristas de
quartzito têm formas alongadas e alinhadas, com dimensões que variam desde centenas de
metros a quilômetros de extensão. Nestas cristas, sustentadas em sua maioria pelos quartzitos do
Grupo Araxá, originaram-se solos rasos, com predomínio de Cambissolos e Neossolos Litólicos. O
manejo das terras nestas serras e morros isolados demanda extrema atenção, uma vez que o
frágil equilíbrio morfodinámico depende da tênue relação das rochas com as intempéries. O uso
do solo mal planejado nestes ambientes pode deflagrar processos erosivos acelerados, uma vez
que a susceptibilidade à erosão é alta nestes locais por conta das vertentes com alta declividade
e dos solos rasos que recobrem este relevo.
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A horizontalidade característica do ambiente planáltico das cabeceiras da Bacia do Rio Meia
Ponte corresponde a uma superfície de erosão bem definida e talhada na Faixa Móvel Brasília.
ALMEIDA (1959) apud MAMEDE et al. (1983) refere-se a esta topografia aplainada como “Superfície de
Pratinha”, por considerá-la testemunho de uma antiga superfície de aplainamento.
Com altimetria máxima de 1.240 m, a bacia hidrográfica do Rio Meia Ponte registra uma
amplitude de relevo média de 300 m, entre os topos dos interflúvios e os fundos de vale. De
maneira geral o Rio Meia Ponte apresenta o seu leito encaixado, formando barrancos íngremes
em suas margens. Pontualmente são observadas planícies de inundação com depósitos
aluvionares, depositados pela retenção de sedimentos promovida por níveis de base locais.
Destacam-se as planícies fluviais existentes no Rio Meia Ponte a montante de Goiânia e próximo à
sua desembocadura no rio Paranaíba, no momento em que divide politicamente os municípios de
Itumbiara, Bom Jesus de Goiás e Panamá.
Estes mesmos níveis de base locais (knickpoints), mantidos em resistências litológicas como os
basaltos e quartzitos, contribuem para a manutenção das baixas amplitudes de relevo dentro da
bacia, na medida em que definem uma superfície pela qual a drenagem não pode mais dissecar o
relevo. Este processo gera um ponto de partida à qual as vertentes das sub-bacias hidrográficas
irão se ajustar, mantendo as similaridades topográficas em relação ao relevo.
Dessa forma, apesar da extensividade promovida pelo ambiente planáltico da Bacia Hidrográfica
do Rio Meia Ponte, a aparente combinação homogênea de fatores físicos esconde a rica
diferenciação nos padrões de paisagens existentes na bacia. As diversidades de fatores litológicos
e estruturais contribuem para a ocorrência de relevos singulares que merecem destaque para sua
gênese. Em detalhe, as feições geomorfológicas são muito mais diversificadas, fato bem observado
pelo caráter diverso dos padrões de drenagem das sub-bacias hidrográficas do Meia Ponte.
Dentro da bacia, a rede de drenagem se estrutura em um padrão que varia do subparalelo a
ligeiramente dendrítico. Estes padrões ressaltam o forte controle lito-estrutural sobre a malha
hidrográfica da bacia, uma vez que é dendrítica sobre os micaxistos da Formação Araxá e
retangular nos trechos em que é controlado por fraturamentos e falhas. Apesar deste controle do
embasamento, o Rio Meia Ponte herda indícios de uma drenagem superimposta, na medida em
que seus traçados atravessam transversalmente as estruturas Pré-Cambrianas, indicando um
fluxo Cretácico, rumo à Bacia Sedimentar do Paraná.
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4.1.3.2.2 -
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Compartimentos Geomorfológicos
Em função dos processos evolutivos de dissecação deste relevo foram criados os seguintes
domínios geomorfológicos (2523-00-EIBH-MP-2006 - Mapa de Geomorfologia):
4.1.3.2.2.1 -
Planalto do Alto Meia Ponte
Com uma amplitude de relevo média de 100 metros, esta unidade geomorfológica marca as
cabeceiras de drenagem do Rio Meia Ponte. Os topos tabulares deste domínio por vezes são
alinhados, constituindo um relevo monótono em que predominam formas residuais, com
sedimentação de colúvios nas encostas que separam o Planalto do Alto Meia Ponte da depressão
adjacente. Estreitos alvéolos são observados nos fundos de vale que seguem encaixados com uma
alta energia de transporte. As vertentes desta unidade apresentam declividade média, são
convexas e predominantemente retilíneas.
Nos locais onde o relevo é mais movimentado há uma maior ocorrência de Argissolos Vernelhos e
Cambissolos, enquanto nas superfícies mais monótonas os Latossolos Vermelhos predominam. Os
Cambissolos, em função de seu perfil pouco profundo com horizontes cascalhentos, constituem
solos com uma médio/alto suscetibilidade erosiva, sobretudo quando estão associados a relevos
mais íngremes.
Figura 4.1-33 - Planto do Alto Meia Ponte ao fundo da imagem. UTM E: 707711/N: 8187960
Esta unidade marca o divisor de drenagem entre o Alto Tocantins e o Paranaíba, e sua topografia
marca o testemunho de uma antiga superfície de erosão. Além do próprio Rio Meia Ponte,
nascem nesta unidade seus tributários diretos de segunda e terceira ordem, como o Ribeirão
Cachoeira, Inhumas, Ribeirão dos Gonçalves e o Córrego Capoeirão. Neste ponto da bacia os
tributários drenam para sudoeste, enquanto o Meia Ponte segue na direção NW-SE.
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4.1.3.2.2.2 -
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Depressão do Alto Meia Ponte
Esta unidade geomorfológica compreende a depressão topográfica entre o Planalto do Alto Meia
Ponte e a Depressão do Médio Meia Ponte, com uma topografia caracterizada por um relevo de
colinas arredondadas de declividade suave (Figura 4.1-34 e Figura 4.1-35). A amplitude
topográfica varia de 50 a 100 metros, uma vez que este domínio também marca a frente de
dissecação que avança sobre o Planalto do Alto Tocantins- Paranaíba.
Goiânia
Figura 4.1-34 - Visada do ambiente planáltico para a Depressão do Alto Meia Ponte,
onde se encontra a cidade de Goiânia. UTM E: 973964/N: 8169578
Figura 4.1-35 - Relevo suave ondulado da Depressão
do Alto Meia Ponte. E: 683506/N: 8183997
Os afluentes e o próprio Rio Meia Ponte nascem no topo do Planalto do Alto TocantinsParanaíba, sobre um relevo de baixa amplitude. Ao descer do ambiente planáltico os rios
atravessam encostas com declividade e amplitude médias, até atingirem o domínio da Depressão
do Alto Meia Ponte, onde as drenagens diminuem sua energia de transporte em função do relevo
plano, divagando sobre alongadas planícies aluvionares, especialmente a montante de Goiânia.
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Quando represadas por barramentos, este ambiente de baixa energia com alvéolos são inundadas
pelos reservatórios dos aproveitamentos hidrelétricos (Figura 4.1-36).
Figura 4.1-36 - Reservatório no rio João Leite. E: 698112/ N: 8171379
4.1.3.2.2.3 -
Planalto Dissecado do Médio Meia Ponte
Com um relevo de baixa amplitude, o Planalto Dissecado do Médio Meia Ponte marca uma superfície
topograficamente elevada em relação à Depressão do Médio Meia Ponte (Figura 4.1-37). Com
cota máxima de 820 m, esta unidade é recoberta por Latossolos Vermelhos distróficos nos topos
e por Cambissolos nas vertentes que drenam para o Rio Meia Ponte. Desta unidade nascem
tributários, de primeira e segunda ordem, que drenam diretamente para o Rio Meia Ponte.
Figura 4.1-37 - Topografia plana do Planalto Dissecado
do Médio Meia Ponte. UTM E: 705354/N: 8082252
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Esta unidade, apesar de possuir uma topografa favorável à agricultura, não possui grandes áreas
cultivadas, sendo frequentemente utilizada para pastagem. Nesta unidade também é possível
observar a presença de pequenos morros residuais que se destacam na paisagem, sendo
originados, possivelmente, por resistências litológicas (Figura 4.1-38).
Figura 4.1-38 - Morro residual no Planalto Dissecado
do Média Meia Ponte. UTM E: 705964/N: 8082167
4.1.3.2.2.4 -
Depressão do Médio Meia Ponte
Nesta unidade geomorfológica predomina um ambiente de colinas e morros de vertentes amplas e
convexas dissecadas pelos rios Meia Ponte e Dourados. Este domínio marca a transição do relevo da
Depressão do Alto Meia Ponte para a Depressão do Baixo Meia Ponte. De maneira geral, a amplitude de
relevo neste domínio é de aproximadamente 60 metros, com encostas de declividades suaves,
apresentando topos abaulados e vertentes com geometria convexa (Figura 4.1-39 e Figura 4.1-40).
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Figura 4.1-39 - Relevo de baixa amplitude na Depressão
do Médio Meia Ponte. UTM E: 696510/N: 8097880
Figura 4.1-40 - Encosta convexa suave voltada para
o vale do Rio Meia Ponte. UMT E: 681050/N: 8062797
4.1.3.2.2.5 -
Planalto do Vale Suspenso do Rio Dourados
A principal drenagem deste compartimento é o Rio Dourados que possui um vale suspenso na cota
de 700 m e divisores nas cotas entre 840 e 920 m. Paralelo ao rio Meia Ponte, este vale suspenso
apresenta uma paisagem marcada pelo relevo de colinas com declividades suaves e topos
convexos. Em sua porção oeste estão as maiores altitudes, mas que, no entanto, revelam apenas
colinas mais elevadas e com maior comprimento de encostas.
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O Vale Suspenso do Rio Dourados é sustentado pelo nível de base local da Serra da Felicidade e
do Caxambu, que são formadas por quartizitos do Grupo Araxá. A resistência litológica promovida
pelos quartzitos segurou a montante destas serras pequenas feições deposicionais na forma de
alvéolos às margens do Córrego Bom Sucesso, do Corrego Santa Clara e do próprio Rio Dourados.
4.1.3.2.2.6 -
Depressão do Baixo Meia Ponte
Esta unidade corresponde ao último degrau topográfico do Rio Meia Ponte antes da confluência
com o Rio Paranaíba, caracterizando-se por um ambiente de degradação das vertentes e de
agradação nos fundos de vale, que recebem todo material transportado das serras e morros
isolados adjacentes, devido à ação erosiva remontante que expande a rede de drenagem.
As vertentes suaves drenam os tributários do Rio Meia Ponte de forma encaixada, com a calha
dos rios sendo limitadas pelos taludes dos interflúvios convexos, modelados sobre os
derramamentos Basálticos da Formação Serra Geral. Sobre estes basaltos a pedogêne originou
Nitossolos, que possuem boa fertilidade natural. A amplitude topográfica média é de apenas 50
metros nessa unidade, ressaltando o caráter pouco movimentado e senil do relevo (Figura 4.1-41
e Figura 4.1-42).
Figura 4.1-41 - Visada para o Rio Meia Ponte que segue em meio à mata ciliar. Detalhe para plantação
de milho na vertente suave, típica da Depressão do Baixo Meia Ponte. UTM E: 644708/N: 7958334
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Figura 4.1-42 - Vista da Depressão do Baixo Meia Ponte a partir do Planalto da Bacia
Sedimentar do Paraná. UTM E:639442/N:7987121
4.1.3.2.2.7 -
Planalto da Bacia Sedimentar do Paraná
A unidade Planalto da Bacia Sedimentar do Paraná marca os divisores da bacia do Rio Meia Ponte
em sua porção final, próximo ao seu encontro com o Rio Paranaíba. Neste planalto a topografia é
predominantemente plana, com pequenas ondulações promovidas pelos canais de primeira e
segunda ordem (Figura 4.1-43). Novamente o embasamento composto por rochas basálticas
Cretáceas da Formação Serra Geral, ao ser intemperizado, deu origem a solos férteis, com boa
aptidão agrícola (Nitossolos). Estes solos são altamente utilizados para fins agrícolas, restando
apenas pequenos fragmentos nas reservas legais das propriedades rurais (Figura 4.1-44).
Figura 4.1-43 - Aspecto plano do relevo no topo do Planalto
da Bacia Sedimentar do Paraná. UTM E: 650687/ N: 8003047
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Figura 4.1-44 - Pequenos fragmentos florestais isolados nas reservas
legais das propriedades rurais. UTM E: 670578/N: 8013361.
A diferença altimétrica entre o topo do Planalto da Bacia Sedimentar do Paraná e a Depressão do
Baixo Meia Ponte é superior a 160 metros, e forma, por vezes, escarpas onde os basaltos da
Formação Serra Geral afloram (Figura 4.1-45). Este desnivelamento topográfico origina uma
frente de dissecação que tenta ajustar o ambiente do Planalto da Bacia Sedimentar do Paraná ao
nível de base do Rio Meia Ponte.
Figura 4.1-45 - Planalto da Bacia Sedimentar do Paraná sendo observado
da Depressão do Baixo Meia Ponte. UTM E: 662687/N: 8024331
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4.1.3.2.2.8 -
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Serras
Nesta unidade geomorfológica está à maior amplitude de relevo da Bacia Hidrográfica do Rio
Meia Ponte. Esta característica define este domínio como o de maior energia de transporte de
material dentro da bacia, sendo, do ponto de vista dos processos erosivos, o relevo mais
suscetível à erosão. O equilíbrio morfodinâmico presente nesta unidade depende da tênue relação
entre o embasamento com as intempéries. O uso do solo mal planejado neste domínio pode originar
processos erosivos acelerados, uma vez que a susceptibilidade à erosão é alta nestas serras por conta
das encostas com alta declividade e dos solos residuais jovens que recobrem este relevo.
As encostas das diversas serras presentes na bacia do Meia Ponte apresentam cabeceiras
íngremes que as entalham até o nível de base dos rios que seguem em seus sopés encaixados.
Eventualmente apresentam durante seu percurso interrupções no perfil longitudinal de seus canais, na
forma de cachoeiras. Estas serras são sustentadas, predominantemente, por quartzitos do Grupo Araxá
e por intrusões ígneas na Faixa Móvel Brasília condicionando também à rede de drenagem um eventual
encaixe em planos de falhas ou de fraturas, conforme os alinhamentos tectônicos.
Ao longo da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte as Serras recebem diversos nomes locais, como
Serra do Pari, Areia, Bocaina, Mota, entre outros, ilustrando a quantidade de cristas de topos
alinhados presentes na área de estudo (Figura 4.1-46 a Figura 4.1-51).
Figura 4.1-46 - Serra do Pari. UTM E: 694717/N: 8136493
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Figura 4.1-47 - Serra da Areia. UTM E: 685972/N: 8132083
Figura 4.1-48 - Serras presentes na depressão
do médio meia ponte. UTM E: 696510/N: 8097880
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Figura 4.1-49 - Serra da Bocaina. UTM E: 697117/N: 8078823
Figura 4.1-50 - Serra do Mota, sustentada por quartzitos.
UTM E: 666786/N: 8056111
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Figura 4.1-51 - Serra Quartzítica nas coordenadas UTM E: 666768/ N: 8099929
4.1.3.2.2.9 -
Morros Isolados
Esta unidade é definida por um relevo de colinas convexas residuais altamente dissecadas, com
declividade pouco acentuada. Este relevo ocorre sobre o embasamento cristalino, onde existe
resistência litológica capaz de individualizar morros de média amplitude na paisagem (60 a
100 m). Estes morros são marcados por um intenso trabalho erosivo que garantiu o isolamento
dos mesmos (Figura 4.1-52).
Figura 4.1-52 - Morro isolado nas coordenadas UTM E: 697076/N: 8157139
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Em relação a processos erosivos esta unidade não apresenta condições para definir grande
energia de transporte, sobretudo porque as encostas possuem baixa declividade (Figura 4.1-53).
Mesmo assim, cabe destacar que o uso do solo mal planejado, com cortes de encostas para
construção de estradas e casas, demanda atenção em relação ao desenvolvimento de feições
erosivas aceleradas. Em oposição à unidade das Serras, que possuem solos rasos, os Morros
Isolados
possuem
mantos
de
intemperismo
mais
espessos,
que
podem
sofrer
com
voçorocamentos.
Figura 4.1-53 - Encostas suaves do Morro dois irmãos. UTM E: 677839/N: 8064175
4.1.3.2.2.10 -
Morro Isolado sobre Terreno Vulcano-Sedimentar
Esta unidade geomorfológica é formada pelo conjunto de morros dissecados que acompanham a
sequência metavulcanossedimentar Anicuns-Itaberaí, compostas por verdes, que afloram na
porção oeste da Bacia do Rio Meia Ponte, próximo à cidade de Piracanjuba.
Esta unidade registra uma maior amplitude do que a Depressão do Médio Meia Ponte que está
adjacente a esta unidade, podendo chegar até 180m, com encosta de declividade média a alta.
Esta condição de maior amplitude topográfica define uma frente erosiva mais intensa nas
vertentes destes morros, marcando maior suscetibilidade a processos erosivos intensos como
movimentos de massa.
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Colinas Dissecadas
Localizadas entre a Depressão do Médio Meia Ponte e a Depressão do Baixo Meia Ponte, esta
unidade conserva colinas com topo amplo, convexo e de baixa declividade. A unidade de Colinas
convexas compõe um compartimento de relevo arrasado, em que a amplitude de relevo é de 60
metros em média (Figura 4.1-54).
Figura 4.1-54 - Baixa amplitude do Relevo. UTM E: 673728/ N: 8034366
O relevo desta unidade, esculpido sobre gnaisses do Complexo Plutônico do Arco Magmático de
Goiás e sobre os micaxistos do Grupo Araxá, merece especial atenção nas cabeceiras côncavas
em forma de anfiteatro, uma vez que nelas concentram-se os processos erosivos de evolução das
vertentes. Apesar das colinas observadas em campo não apresentarem feições erosivas recentes,
suas formas côncavas são concentradoras de fluxo hídrico em superfície e subsuperfície,
induzindo ao processo de incisão dos canais, através de ravinas e voçorocas.
Figura 4.1-55 - Geometria de relevo das Colinas Dissecadas adjacentes
à planície do rio Taboa. E: 667332/N: 8053114
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4.1.3.2.2.12 -
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Planície Fluvial
Distribuindo-se pontualmente, de forma heterogênea, por toda a Bacia Hidrográfica do Rio Meia
Ponte, a unidade geomorfológica das planícies fluviais é composta por sedimentos Holocênicos
inconsolidados depositados pela rede de drenagem. Estes depósitos encontram-se nos fundos de
vale, sempre próximos aos eixos dos rios, variando conforme a topografia local (Figura 4.1-56 a
Figura 4.1-61). Os depósitos coluvionares por vezes se interdigitam ou se sobrepõem aos
depósitos aluviais, sendo eventualmente mapeados dentro da mesma unidade. A transição entre as
encostas convexas e os fundos de vale plano dos rios é de difícil percepção, especialmente na
época da cheia.
Apesar da grande maioria dos alvéolos não serem cartografados na escala 1:250.000, os principais
se destacam pelas suas dimensões, que podem alcançar mais de 20 quilômetros ao longo do calha
fluvial. Os principais alvéolos mapeados ao longo do traçado do LT encontram-se nas margens dos
rios Meia Ponte e do Ribeirão Boa Vista do Riacho.
Além de possuir normalmente o nível freático elevado, estas planícies estão altamente
susceptíveis à inundação durante as cheias provocadas pelas grandes precipitações concentradas
do verão.
Figura 4.1-56 - Córrego cachoeira. Nota-se na imagem uma barra lateral sendo formada
no leito do rio em sua curva convexa, enquanto na vertente côncava, erosiva,
os sedimentos fluviais são erodidos e expostos. UTM E: 667274/N: 8123397
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Figura 4.1-57 - Planície do Rio Meia Ponte com lavoura de milho.
UTM E: 676660/N: 8172222
Figura 4.1-58 - Ponte sobre o Rio Meia Ponte com planície fluvial
em seu trecho inicial. UTM E: 660968/N: 8192193
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Figura 4.1-59 - Pequena planície no Córrego Santo Antônio. UTM E: 695370/N: 8142623.
Logo abaixo dos sedimentos aluvionares é possível observar afloramento rochoso,
marcando um contato abrupto entre o depósito quaternário e o embasamento cristalino.
Figura 4.1-60 - Margem esquerda do Rio Meia Ponte com perfil de
Neossolo Flúvico. UTM E: 696391/N: 8140022
As planícies fluviais constituem uma paisagem topograficamente plana, sobre a qual predominam
solos com textura predominantemente arenosa, que constantemente sofre saturação por efeito
de variação na altura do lençol freático (Figura 4.1-61). Por vezes o relevo destas planícies pode
ser caracterizado como mal drenado, dificultando a percolação da água em subsuperfície, o que
pode dificultar a agricultura, apesar da sua topografia predominantemente plana.
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Figura 4.1-61 - Planície Fluvial do Córrego dos Macacos. Na margem esquerda
do rio é possível observar o indício de ambiente redutor pela coloração cinza
dos sedimentos. UTM E: 668571/ N: 8037273
4.1.3.3 -
Recomendações
Com vistas à instalação de AHE na Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte, são notáveis as
transições
topográficas
existentes
na
passagem
entre
as
unidades
geomorfológicas,
especialmente entre os Planaltos e as Depressões. Por vezes, nestes locais são formados
processos erosivos naturais em resposta a pulsos erosivos, criando feições como ravinas e
voçorocas. Em relação aos movimentos de massa, vale ressaltar que todas as serras presentes na
Bacia do Meia Ponte são locais potenciais para que este processo se desenvolva, sendo, de
maneira geral, deflagrados por descontinuidades hidráulicas do solo sobre rocha.
Somam-se aos processos naturais provenientes da própria evolução do relevo, os processos
erosivos provocados pelo mau uso do solo, que são capazes de detonar, em uma escala temporal
acelerada, ravinamentos e voçorocamentos nos cortes que deixam desnudas as encostas. Apesar
de ocorrerem pontualmente, os processos erosivos hoje existentes na Bacia Hidrográfica do Rio
Meia Ponte são relativos ao mau uso dos solos associado a pastagens, monoculturas, cortes de
estradas e antigas áreas de saibreiras.
Coordenador:
70/313
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Vale destacar também que a construção dos barramentos na bacia em questão poderá ocasionar
uma elevação geral do nível freático, com a correspondente subida do nível de base regional.
Este fenômeno poderá provocar tanto a diminuição do gradiente hidráulico, reduzindo assim os
processos erosivos superficiais, quanto o aumento da poro-pressão nas faces de exfiltração,
desencadeando processos erosivos subsuperficiais nas encostas (voçorocas). Estas considerações
ressaltam a importância de se implantar no Projeto Ambiental das AHEs, programas de
monitoramento de processos erosivos após a implantação dos reservatórios, principalmente em
relação às condições hidrossedimentológicas.
4.1.4 -
Sismologia
O levantamento sismológico da Bacia Hidrográfico do Rio Meia Ponte foi realizado visando à
caracterização da sismicidade e suas relações com o arcabouço geológico e tectônico, de forma a
obter a avaliação do potencial sísmico da região de estudo.
4.1.4.1 -
Objetivos
O objetivo do presente diagnóstico é caracterizar em nível regional as atividades sísmicas
naturais ocorrentes na Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte. Para tanto foram identificados e
catalogados os eventos sísmicos registrados no Estado de Goiás, gerando um banco de dados com
as informações sobre a ocorrência de sismos na bacia hidrográfica em questão.
4.1.4.2 -
Métodos
A análise dos aspectos sismológicos da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte foi realizada com
base no levantamento e na caracterização do histórico da sismicidade natural e induzida, a partir
dos dados dos observatórios e estações sismográficas existentes (UNB, IAG/USP), no período de
1820 a 2012.
Nesta lista, a hora local oficial é a brasileira (de Brasília). As coordenadas geográficas
apresentadas, que estão ajustadas ao Datum SIRGAS 2000, são as do epicentro, quando foi
possível determiná-lo. Nos locais menos povoados, apenas a localidade mais afetada, ou a
principal localidade envolvida são registradas. A margem de erro na determinação dos epicentros
adotada no presente estudo foi estimada de acordo com os dados macrossísmicos disponíveis,
considerando que o epicentro está na região de maior intensidade. A ausência de um valor para o
erro de epicentro aponta que não havia dados para a respectiva estimativa.
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
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Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
4.1.4.3 -
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Resultados
Apesar de ocorrerem ao redor de todo o globo, os terremotos são mais recorrentes ao longo das
estreitas faixas que dividem as placas litosféricas. Na margem destas placas, o acúmulo de
esforços originados pelo contato entre elas geram terremotos no momento em que a energia
ultrapassa o limite de ruptura das rochas. No interior das placas, por sua vez, os esforços
tectônicos não são capazes de gerar uma grande quantidade de terremotos.
Isto é o que ocorre, por exemplo, no Brasil, que se situa no meio da Placa Sul-Americana, que se
estende dos Andes (oeste) ao centro do oceano Atlântico (leste). Esta condição central, longe das
bordas, proporciona ao Brasil uma distância dos grandes terremotos, mas não descarta a
ocorrência de sismos em todo o país.
Os tremores no Brasil, em sua maioria, são reflexos de fortes terremotos originados na
Cordilheira dos Andes (processo de subducção da Placa de Nazca sob a Placa Sul Americana) e de
reativações/movimentações de antigas falhas geológicas. Nesse sentido, a probabilidade de o
Brasil ser afetado por um terremoto de grandes proporções é pequena, principalmente pelo fato
de grande parte dos sismos brasileiros serem de pequena magnitude, inferiores a 5mb
(HABERLEHNER, 1978).
O arcabouço estrutural da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte é complexo e envolve domínios
Pré-Cambrianos que foram retrabalhados em ciclos termotectônicos Neoproterozóicos, que
remobilizaram e rejuvenesceram as rochas pré-existentes por migmatização, granitização,
falhamentos e dobramentos. Soma-se a este arcabouço estrutural o processo de rifteamento que
fragmentou o supercontinente Gondwana, separando a África da América do Sul. Esse processo
foi marcado por fraturamentos e falhamentos que deslocaram blocos, abatendo e soerguendo o
substrato geológico, reativando falhas do Pré-Cambriano. As reativações dessa zona de fraqueza
da crosta fizeram-se presentes do Cretáceo Superior ao Paleógeno, no processo de Reativação
Atlântica (RICCOMINI, SANT’ANNA & FERRARI, 2004; FERRARI, 2001; ASMUS & FERRARI, 1978;
ASMUS & PONTE, 1978).
A Figura 4.1-62 ilustra os sismos na região de estudo, apresentando as áreas de ocorrência e
suas intensidades. Nela podemos observar zonas de concentração de sismos, sobretudo no
interior do estado de Goiás, a noroeste da Bacia Hidrográfica do rio Meia Ponte.
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4.1 – Meio Físico
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Fonte: IAG, Sismicidade do Brasil: Mapa Interativo. SisGIS. 2012
Figura 4.1-62 - Localização dos epicentros de sismos nas proximidades
da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte desde o ano de 1883
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Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
A localização do epicentro destes sismos, a noroeste da Bacia do rio Meia Ponte, evidencia um
padrão fortemente alinhado, possivelmente respeitando a estruturação do embasamento local,
que é marcado pela faixa sísmica Goiás-Tocantins. Nesta faixa há um paralelismo entre a
direção geral dos epicentros e a orientação dos lineamentos Transbrasiliano. Apesar desta
correlação os epicentros não coincidem diretamente com os lineamentos, indicando uma relação
indireta entre a sismicidade e a estrutura que originou os lineamentos (TEIXEIRA et al., 2004).
A Figura 4.1-62 também evidencia que não existem sismos registrados dentro da Bacia do Rio
Meia Ponte. Este fato pode estar relacionado à condição intraplaca da região de estudo,
distribuição irregular e incompleta da rede sismográfica brasileira e à densidade demográfica.
Listagem de Sismos em Goiás
A listagem apresentada no Quadro 4.1-12 é uma síntese de todas as informações relevantes de
cada evento sísmico ocorrido no estado de Goiás, reunidas e atualizadas por FRANCA &
ASSUMPÇÃO (2008) desde 1720 até 2011. A caracterização dos aspectos sismológicos foi realizada
com base no levantamento, análise e recopilação do histórico de sismicidade natural e induzida,
utilizando os dados dos principais observatórios e estações sismográficos existentes,
principalmente da UnB e do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da
Universidade de São Paulo – IAG/USP (Quadro 4.1-12).
Quadro 4.1-12 - Lista de Sismos Ocorridos no Estado de Goiás (2001 – 2011).
Ano
M/D
1948
5
H/M/S
LAT
LONG
--
-15.07
-49.97
ERRO
0
GO
UF
PROF
0
MAG
T
CA
INT
3
4
C
4
EMBIARA
LOCAL
1970
814
45901
-13.5
-49.1
50
GO
0
3
5
I
-
PORANGATU
1970
1120
235521
-13.5
-49.1
50
GO
0
3.6
5
I
-
PORANGATU
1971
716
195104
-13.5
-49.1
50
GO
0
3.5
5
I
-
PORANGATU
1972
129
33446
-16
-51
100
GO
0
3
5
I
-
SW DE GOIAS
1973
708
223830
-13.41
-49.05
50
GO
0
3.3
1
I
-
PORANGATU
1976
105
130658
-15.35
-50.46
15
GO
0
3.7
1
I
4
ITAPIRAPUAN
1978
1005
93844
-16.1
-51.27
50
GO
0
2.8
1
I
-
IPORA'
1979
822
230140
-15.26
-49.95
10
GO
0
3.5
1
B
4
RUBIATABA
1980
1024
214902
-14.41
-49.39
30
GO
0
3.1
1
I
-
PORANGATU
1983
902
162520
-14.9
-50.8
30
GO
0
2.8
1
I
-
ARUANAN
1983
912
1439
-18.5
-50.1
15
GO
0
2.1
1
I
-
QUIRINOPOLIS
1983
1005
222625
-15.7
-51.4
200
GO
0
2.7
1
I
-
BRITANIA
1984
317
230844
-16.5
-52.5
100
MT
0
3.2
1
I
-
B. DO GARCA
1984
626
203617
-14.43
-49.93
30
GO
0
3.1
1
I
-
S. TERESINHA
1984
1212
211847
-12.93
-48.84
20
GO
0
3.3
1
I
-
N. PORANGATU
1986
114
201426
-15.08
-50.32
20
GO
0
3.7
1
I
4
ARAGUAPAZ
1986
501
41556
-13.1
-49.9
80
GO
0
2.7
1
I
-
SAO MIGUEL
Coordenador:
74/313
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
H/M/S
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Ano
M/D
T
CA
INT
1986
1130
35724
LAT
-13.5
LONG
-48.75
ERRO
100
GO
UF
0
3.2
1
I
-
FORMOSO
1988
1229
214837
-14.08
-48.16
50
GO
0
2.4
1
I
-
NIQUELANDIA
1989
329
190104
-13.61
-49.6
20
GO
0
3.6
1
I
-
PORANGATU
1989
713
111659
-15.54
-51.07
100
MT
0
3
1
I
5
COCALINHO
1991
802
80345
-13.95
-49.95
80
GO
0
2.3
1
I
-
PORANGATU
1991
1213
23004
-13.44
-46.3
20
GO
0
3.2
1
I
-
SAO DOMINGOS
1991
1219
35656
-14.45
-49.96
10
GO
0
2.6
1
I
-
CRIXAS
1993
712
82901
-14.79
-51.03
10
GO
0
4.1
1
I
5
ARUANA
1994
324
84018
-16.35
-50.49
30
GO
0
2.3
1
I
-
SANCLERLAND.
1995
111
173706
-17.22
-48.62
20
GO
0
2.5
1
I
-
PIRES DO RIO
1995
314
204211
-13.75
-47.72
50
GO
0
2.4
1
I
-
CAVALCANTE
1995
327
23758
-13.43
-48.61
50
GO
0
2
1
I
-
S.T.DE GOIAS
1995
507
175716
-13.37
-49.03
30
GO
0
2
1
I
-
PORANGATU
1995
1004
65553
-14.89
-48.78
40
GO
0
2
1
I
-
DOIS IRMAOS
1995
1102
65551
-13.6
-48.95
30
GO
0
2.5
1
I
-
S.T.DE GOIAS
1995
1211
204947
-13.81
-48.85
40
GO
0
2.7
1
I
-
FORMOSO
1995
1229
135952
-13.82
-49.43
100
GO
0
2.4
1
I
-
MUTUNOPOLIS
1996
129
184722
-17.03
-49.81
30
GO
0
2.2
1
I
-
HIDROLANDIA
1996
510
24518
-15.79
-51.73
50
MT
0
2.7
1
I
-
ARAGUAIANA
1996
603
51829
-13.03
-50.35
50
GO
0
2.7
1
I
-
S.M.ARAGUAIA
1996
618
3859
-13.88
-48.14
70
GO
0
2.2
1
I
-
CAMPINACU
1996
618
3859
-13.78
-48.24
50
GO
0
2.2
1
I
-
CAMPINACU
1996
619
53014
-14.15
-48.68
80
GO
0
2.2
1
I
-
CAMPINACU
1996
621
4534
-14.21
-48.43
70
GO
0
2.1
1
I
-
CAMPINACU
1996
626
3344
-13.31
-48.45
60
GO
0
2.5
1
I
-
MINACU
1996
718
80911
-13.82
-48.31
40
GO
0
2.3
1
I
-
CAMPINACU
1996
802
83429
-13.98
-48.53
70
GO
0
2.2
1
I
-
CAMPINACU
1996
810
14713
-16.73
-51.79
30
MT
0
2.3
1
I
-
ARAGUAIANA
1996
824
174534
-15.73
-51.74
30
MT
0
2.3
1
I
-
ARAGUAIANA
1996
901
172659
-15.83
-51.93
30
MT
0
2.8
1
I
-
ARAGUAIANA
1996
1014
24845
-15.78
-51.82
50
MT
0
2.4
1
I
-
ARAGUAIANA
1996
1018
164217
-16.52
-52.32
60
GO
0
2.3
1
I
-
PIRANHAS
1996
1019
41902
-15.74
-51.69
50
MT
0
2.6
1
I
-
ARAGUAIANA
1996
1125
12442
-13.36
-49.19
80
GO
0
2.1
1
I
-
PORANGATU
1996
1125
155240
-13.23
-49.25
80
GO
0
2.4
1
I
-
PORANGATU
1997
527
200734
-13.52
-49.5
10
GO
0
3.5
1
I
-
PORANGATU
1997
711
191656
-17.98
-51.91
10
GO
0
2.8
1
I
-
JATAI
1997
806
13415
-13.08
-49.16
30
GO
0
2.1
1
I
-
ESTRELANORTE
1997
816
161106
-14.97
-50.58
10
GO
0
3
1
I
-
MOZARLANDIA
1998
920
200736
-15.03
-51.42
50
GO
0
3
1
I
-
ARUANA
1999
818
44358
-13.3
-49.2
80
GO
0
3.5
1
I
-
PORANGATU
1999
920
1101
-16.35
-51
20
GO
0
2.5
1
I
4
IPORÁ
2001
703
90038
-15.82
-51.45
30
GO
0
2.6
1
I
-
Jussara
2001
1027
184209
-15.18
-51.28
10
GO
0
2.7
1
I
2
Aruana
2002
826
22919
-14.88
-47.01
20
GO
0
3.3
1
I
-
Santa Rosa
2006
224
742
-14.15
-47.48
30
GO
0
2.6
1
I
4
Alto Paraiso
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
PROF
MAG
LOCAL
Técnico:
75/313
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Ano
H/M/S
LAT
LONG
T
CA
INT
LOCAL
2009
M/D
328
150158
-14.26
-48.78
ERRO
30
GO
UF
PROF
0
MAG
2.4
1
I
-
Campinorte
2009
730
160149
-13.71
-48.82
40
GO
10
2.7
1
I
-
Campinacu
2010
122
74808
-14.4
-47.81
10
GO
0
3.2
1
I
-
Colinas doSul
2010
1004
190719
-13.8
-49.99
10
GO
5
3.6
1
I
-
EstrelaNorte
2010
1008
201652
-13.79
-49.99
20
GO
8
5
1
I
-
EstrelaNorte
2010
1026
53418
-13.79
-49.99
20
MT
0
3.5
1
I
-
StaCruzXingu
2010
1209
212914
-13.4
-46.32
10
GO
5
3.7
1
I
-
Sao Domingos
2011
108
114925
-13.52
-48.84
10
GO
10
4
1
I
-
Trombas/Form.
2011
226
225212
-13.78
-49.21
20
GO
0
3.4
1
I
-
Estrela Norte
2011
304
70000
-13.78
-49.21
20
GO
0
3.7
1
I
-
Estrela Norte
2011
304
70207
-13.78
-49.21
20
GO
0
2.8
1
I
-
Estrela Norte
2011
304
70535
-13.78
-49.21
20
GO
0
3.1
1
I
-
Estrela Norte
2011
703
50411
-13.77
-49.11
10
GO
0
2.4
1
I
-
Estrela Norte
Fonte: Informação obtida do geólogo Assumpção (2008). – Legenda: M/D – Mês/Dia; H/M/S – Hora/Minuto/Segundo; LAT – Latitude;
LONG – Longitude; ERR – Erro; UF – Unidade de Federação; PROF. – Profundidade; MAG – Magnitude; T – Tipo do método; CAT –
Categoria; INT – Intensidade (Mercalli Modificada).
A coluna M/D informa o mês e o dia de ocorrência do sismo. A coluna HMS informa a hora o
minuto e o segundo da ocorrência do abalo sísmico. As coordenadas geográficas (colunas LAT e
LONG) são as do epicentro, quando foi possível determiná-lo, ou da localidade mais afetada, ou
da principal localidade onde o sismo foi sentido. O erro (coluna ERRO) na determinação dos
epicentros foi estimado de acordo com os dados macrossísmicos disponíveis, levando-se em conta
que o epicentro está na região de maior intensidade. A ausência de um valor para o erro de
epicentro indica que não existiam dados para tal estimativa.
As magnitudes mb (coluna MAG) foram calculadas ou estimadas por um dos seguintes métodos
(Tipo T):
Tipo
Método
0:
mb telessísmico;
1:
mR, estimativa de mb com estações regionais;
2:
média de valores de mb e mR;
3:
mb estimado pela área afetada;
4:
estimativa aproximada de mb pela Intensidade Máxima (INT), supondo que INT
corresponda à maior intensidade observada, e supondo profundidade focal de poucos
quilômetros: mb = 1,21 + 0,45 INT (ASSUMPÇÃO & BURTON, 1982).
Coordenador:
76/313
Técnico:
4.1 – Meio Físico
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Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
A magnitude é uma escala que mede “tamanhos” relativos dos sismos e está relacionada à
energia total das vibrações emitidas pelo foco sísmico. Tal escala foi desenvolvida pelo sismólogo
americano – Richter em 1935. A magnitude não deve ser confundida com escala de intensidade,
usada para expressar a violência das vibrações em um determinado lugar.
Os eventos sísmicos foram classificados em cinco categorias (CAT), dependendo da quantidade e
qualidade das informações disponíveis:
A) Sismo com dados macrossísmicos que permitem construir mapa de isossistas e determinar o
epicentro com boa precisão;
B) Sismo com dados que permitem determinar a área afetada, avaliar intensidades e determinar
um epicentro aproximado;
C) Sismo com informações certas sobre suas ocorrências, permitindo às vezes avaliar
intensidades. A área afetada e o epicentro podem não estar bem determinados;
D) Evento sísmico duvidoso, isto é, há dúvidas quanto ao local, data ou mesmo sobre a
confiabilidade da fonte utilizada;
E) Dado
instrumental,
quando
só
são
disponíveis
registros
sismográficos
sem
dados
macrossísmicos.
A coluna INT é a intensidade do sismo na escala Mercalli Modificada (MM) correspondente à maior
intensidade observada de que se tem notícia.
A intensidade sísmica é uma simples classificação dos efeitos causados pelas vibrações sísmicas,
como sensações causadas nas pessoas, danos em construções. A escala mais usada de intensidade
é de Mercalli Modificada de doze graus (mm).
Muitas vezes os dados e informações obtidos historicamente não foram registrados por
instrumentos e sim por narrativas de moradores. Nesse caso emprega-se a escala de intensidade.
A intensidade sísmica é uma classificação dos efeitos causados pelas vibrações sísmicas, como
sensações causadas nas pessoas, danos nas construções e mudanças permanentes no terreno. O
sismo de intensidade 4 é sentido por quase todos, produzindo vibrações parecidas com as da
passagem de caminhões pesados, em que janelas, louças e portas são sacudidas. Em relação ao
sismo de intensidade 5, as pessoas acordam; pequenos objetos tombam e caem das prateleiras;
venezianas e quadros movem-se; objetos suspensos oscilam bastante e podem ocorrer eventuais
danos em construções comuns de má qualidade.
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
Técnico:
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Com base nos dados disponíveis apresentados, é possível considerar uma média da sismicidade
natural no Estado de Goiás de 3 mm, podendo chegar, eventualmente, a intensidades máximas
de 5 mm. Os dados históricos não indicam a ocorrência de sismos dentro da Bacia Hidrográfica do
Rio Meia Ponte, entretanto, a região adjacente apresenta sismos que são, em sua maioria, de
baixa magnitude, com valores entre 2 e 3.5. Estes dados possibilitam associar a gênese dos
tremores a eventos pontuais, envolvendo pequenas movimentações e reajustes de blocos
crustais. Nesse sentido, a atividade sísmica que historicamente atinge a região em questão indica
um controle estrutural na ocorrência dos sismos, através da liberação de energia sísmica,
especialmente nas áreas marcadas por falhamentos ou convergência de estruturas.
4.1.4.4 -
Recomendações
Conforme foi apresentado no presente diagnóstico, as características sismotectônicas da região
da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte indicam que o maior potencial sísmico está associado
com a Faixa Sísmica Goiás – Tocantins. Apesar de não haver registro de sismos na Bacia do Rio
Meia Ponte, pode-se considerar, com as informações disponíveis, que a média da sismicidade
natural na região possui intensidade sísmica entre 4 e 5 mm. Segundo dados disponibilizados pelo
IAG, desde 1883 não foram registrados sismos na região.
Considerando as características do ambiente sismo-tectônico da região de estudo, não é
esperado ocorrência de sismos induzidos por reservatórios (SIR) em futuras barragens a serem
construídos na Bacia do Rio Meia Ponte.
4.1.5 -
Recursos Minerais
Com o intuito de descrever os recursos minerais inseridos na bacia hidrográfica do Meia Ponte,
foi realizado levantamento junto ao SIGMINE do Departamento Nacional de Produção Mineral
(DNPM) dos requerimentos de lavra para a área em questão. Foram identificados 559 processos
minerários requeridos com destaque para a exploração de areia (154) e de minério de ouro (113).
Em relação à situação legal, boa parte dos processos encontram-se em fase de autorização de
pesquisa (199).
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Técnico:
4.1 – Meio Físico
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4.1.5.1 -
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Objetivos
Neste item serão abordados os jazimentos minerais que estão localizados na bacia hidrográfica
do rio Meia Ponte assim como sua respectiva situação legal junto ao Departamento Nacional de
Produção Mineral – DNPM. Tais jazimentos serão descritos do ponto de vista factual, ou seja, a
partir da análise e divulgação das informações registradas em termos de indícios, ocorrências,
jazidas e minas.
Quanto à situação legal dos processos minerários, será apresentada uma quantificação dos títulos
minerários relacionando-os com as fases em que se encontram os processos. Serão
correlacionadas também as substâncias requeridas com o quantitativo de títulos minerários, e
listado o último evento legal ocorrido em cada processo minerário.
Prescreve-se, portanto, no presente relatório, o exame dos casos inseridos na bacia hidrográfica
do Meia Ponte que, porventura, venham a apresentar potencial restrição à construção e/ou
operação das AHE do rio Meia Ponte e respectivos aproveitamentos.
4.1.5.2 -
Métodos
Para caracterização das atividades minerárias foi feita consulta recente (julho de 2012) ao banco
de dados do Sistema de Informações Geográficas da Mineração (SIGMINE) do DNPM, para
obtenção das informações dos
processos em
cadastro
e
em
documentação vetorial
correspondente à Bacia Hidrográfica do rio Meia Ponte. A espacialização dos polígonos das
jazidas minerais está representada no 2523-00-EIBH-DE-2011 - Mapa de Processos Minerários.
O levantamento de dados secundários inclui a consulta e interpretação de mapas e imagens de
satélite, e das listagens mais recentes dos processos inseridos na área de estudo.
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
Técnico:
79/313
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4.1.5.3 -
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Resultados
Ao todo, dentro dos limites da bacia do Meia Ponte, foram identificados 559 (quinhentos e
cinquenta e nove) processos minerários requeridos junto ao DNPM. A Figura 4.1-63 apresenta as
informações dos processos ativos conforme registrados no banco de dados do SIGMINE-DNPM.
De acordo com o levantamento foram encontradas as seguintes substâncias requeridas ou
concedidas para exploração na respectiva bacia: água mineral, água potável de mesa, areia,
arenito, argila, basalto, bentonita, calcário, cascalho, fosfato, gnaisse, granito, granito para
revestimento, granulito, ilmenita, micaxisto, minério de cobre, minério de cromo, minério de
ferro, minério de manganês, minério de ouro, minério de platina, minério de níquel, minério de
titânio, quartzo, quartzito, rutilo, saibro, talco e xisto. Além disso, 7 (sete) requerimentos não
apresentam dados cadastrados referentes à substância.
A Figura 4.1-63 demonstra a proporção entre as substâncias entre os 559 processos registrados
no DNPM em julho de 2012 e listados no 2523-00-EIBH-DE-2011 - Mapa de Processos
Minerários.
Figura 4.1-63 - Porcentagem das substâncias exploradas na bacia hidrográfica do Meia Ponte.
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Técnico:
4.1 – Meio Físico
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De acordo com o gráfico, pode-se perceber que dentre as 30 substâncias exploradas, destacamse a exploração de areia, argila e minério de ouro somando aproximadamente 63% do total,
sendo a areia a substância mais explorada com 27,5%. Em relação à atividades destinadas para
fontes termais, apenas um requerimento junto ao DNPM foi identificado para o uso de
balneoterapia em fase de autorização de pesquisa, tendo suas atividades iniciadas em
28/02/2012.
Na campanha de campo, foi possível identificar uma mineração de exploração de areia que se
encontra às margens do rio Meia Ponte Figura 4.1-64.
Figura 4.1-64 - Exploração de areia às margens do rio Meia Ponte. UTM: 702672/8124835.
De acordo com o Departamento Nacional de Produção Mineral do total de processos levantados
foram encontrados: (i) 199 em fase de autorização de pesquisa, (ii) 68 em fase de requerimento
de pesquisa, (iii) 34 em fase de concessão de lavra, (iv) 120 em licenciamento, (v) 45 em
disponibilidade, (vi) 23 fase de requerimento de lavra e (vii) 70 em fase de requerimento de
licenciamento Figura 4.1-65).
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4.1 – Meio Físico
Técnico:
81/313
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Figura 4.1-65 - Porcentagem da situação legal dos processos minerários junto ao DNPM
Observa-se que 48% dos processos encontram-se tramitando no DNPM como autorização de
pesquisa e requerimento de pesquisa, e 6% possuem concessão de lavra. Destaca-se para a fase
de autoriazação e requerimento de pesquisa a substância de minério de ouro. Na camanha de
campo, foi possível identificar alguns requerimentos com a fase concessão de lavra em atividade
(Figura 4.1-66).
Figura 4.1-66 - Vista para área de exploração de Xisto, UTM: 694735/8142764.
Coordenador:
82/313
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
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Quadro 4.1-13 - Processos minerários inseridos na Bacia Hidrográfica do rio Meia Ponte.
PROCESSO
AREA_HA
FASE
ULTIMO EVENTO
NOME
SUBSTÂNCIA
USO
UF
861779/2010
49.66
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
209 - AUT PESQ/INICIO DE PESQUISA
COMUNICADO EM 28/02/2012
Idelcides Batista Camilo
ÁGUA MINERAL
BALNEOTERAPIA
DADO NÃO
CADASTRADO
861036/2009
49.63
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
318 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ NÃO
APV ART 30 II CM PUB EM 13/04/2012
EDIFICA PARTICIPAÇÕES LTDA
ÁGUA MINERAL
ENGARRAFAMENTO
GO
860368/2011
4.78
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
207 - AUT PESQ/OFICIO AO JUIZ
ENVIADO EM 29/02/2012
Antônio Carlos do Carmo
ÁGUA MINERAL
ENGARRAFAMENTO
GO
860550/2011
49.78
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 11/07/2011
Mineração Batalha e
Participações Ltda.
ÁGUA MINERAL
ENGARRAFAMENTO
GO
860599/2011
49.35
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
224 - AUT PESQ/AUTO INFRAÇÃO MULTA
PUBLICADA EM 12/01/2012
Raio do Sol Mineração Ltda Me
ÁGUA MINERAL
ENGARRAFAMENTO
GO
860598/2011
49.08
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 28/07/2011
Raio do Sol Mineração Ltda Me
ÁGUA MINERAL
ENGARRAFAMENTO
GO
861213/2010
43.32
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
325 - AUT PESQ/PRORROGAÇÃO PRAZO
02 ANOS PUB EM 13/04/2012
Associação Beneficente
Manancial
ÁGUA MINERAL
ENGARRAFAMENTO
GO
861147/2010
49.82
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 31/01/2012
Margareth Maria Alves Rezende
ÁGUA MINERAL
ENGARRAFAMENTO
GO
860124/2011
49.83
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
236 - AUT PESQ/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 19/01/2012
Margarete Sieiro Conde
ÁGUA MINERAL
ENGARRAFAMENTO
DADO NÃO
CADASTRADO
861545/2011
49.91
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 20/03/2012
Joaquim Vieira de Farias
ÁGUA MINERAL
ENGARRAFAMENTO
GO
861462/2011
12
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
322 - AUT PESQ/ALVARÁ DE PESQUISA 02
ANOS PUBL EM 10/04/2012
Wagner de Barros
ÁGUA MINERAL
ENGARRAFAMENTO
GO
860837/2010
49.4
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
1397 - AUT PESQ/LICENÇA AMBIENTAL
PROTOCOLIZADA EM 30/05/2012
Luiz Antonio Lisita
ÁGUA MINERAL
ENGARRAFAMENTO
GO
862289/2011
48.67
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 11/06/2012
Edmar Jose da Silva
ÁGUA MINERAL
ENGARRAFAMENTO
GO
860160/1978
48
CONCESSÃO DE LAVRA
472 - CONC LAV/PRORROGAÇÃO PRAZO
EXIGÊNCIA SOLICITADO EM 04/12/2009
INDAIÁ BRASIL ÁGUAS MINERAIS
LTDA
ÁGUA MINERAL
NÃO INFORMADO
GO
805525/1977
28
CONCESSÃO DE LAVRA
667 - PARCELAMENTO MULTA QUITADO
EM 28/03/2012
Primavera Industria de Agua
Mineral Ltda
ÁGUA MINERAL
NÃO INFORMADO
GO
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
Técnico:
83/313
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
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PROCESSO
AREA_HA
FASE
802696/1978
20
CONCESSÃO DE LAVRA
471 - CONC LAV/PRORROGAÇÃO PRAZO
EXIGÊNCIA CONCEDIDO EM 26/02/2010
INDAIÁ BRASIL ÁGUAS MINERAIS
LTDA
ÁGUA MINERAL
NÃO INFORMADO
GO
862008/1995
24
CONCESSÃO DE LAVRA
473 - CONC LAV/CUMPRIMENTO
EXIGÊNCIA PROTOCOLI EM 16/05/2012
IPÊ INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE
ÁGUA MINERAL E REFRIGERANTE
LTDA
ÁGUA MINERAL
NÃO INFORMADO
GO
860517/1998
49
CONCESSÃO DE LAVRA
436 - CONC LAV/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 16/04/2012
Raio do Sol Mineração Ltda Me
ÁGUA MINERAL
NÃO INFORMADO
GO
860874/1999
29.01
CONCESSÃO DE LAVRA
440 - CONC LAV/ROTULO ÁGUA MINERAL
APROVADO PUB EM 29/06/2012
TEMPUS ALIMENTOS E LAZER
LTDA
ÁGUA MINERAL
NÃO INFORMADO
GO
860228/1998
50
CONCESSÃO DE LAVRA
662 - NOTIFICAÇÃO ADM PGTO DÉBITO
MULTA EM 04/06/2012
CARMO MINERAÇÃO INDÚSTRIA E
COMÉRCIO LTDA
ÁGUA MINERAL
NÃO INFORMADO
GO
860388/2000
50
CONCESSÃO DE LAVRA
1713 - CONC LAV/RAL MULTA APLICADA
EM 18/05/2012
CARMO MINERAÇÃO INDÚSTRIA E
COMÉRCIO LTDA
ÁGUA MINERAL
INDUSTRIAL
GO
861155/2003
50
CONCESSÃO DE LAVRA
436 - CONC LAV/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 29/06/2012
MARIZA ÁGUAS MINERAIS LTDA
ÁGUA MINERAL
INDUSTRIAL
GO
860910/2004
50
CONCESSÃO DE LAVRA
403 - CONC LAV/IMISSÃO DE POSSE
REQUERIDA EM 24/06/2009
Agropecuária Limírio Gonçalves
Ltda.
ÁGUA MINERAL
ENGARRAFAMENTO
GO
806201/1976
14.1
CONCESSÃO DE LAVRA
1074 - CONC LAV/ANÁLISE LAMIN
PROTOCOLIZADO EM 18/06/2012
SAÚDE INDÚSTRIA E COMÉRCIO
DE ÁGUA MINERAL LTDA.
ÁGUA MINERAL
NÃO INFORMADO
GO
860694/2004
50
REQUERIMENTO DE
LAVRA
362 - REQ LAV/PRORROGAÇÃO PRAZO
EXIGÊNCIA SOLICITADO EM 02/07/2012
San Sebastian Empreendimentos
Gerais Ltda
ÁGUA MINERAL
INDUSTRIAL
GO
861110/2002
6.67
REQUERIMENTO DE
LAVRA
336 - REQ LAV/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 29/07/2011
INDÚSTRIA E COMÉRCIO
CANTAREIRA LTDA.
ÁGUA MINERAL
INDUSTRIAL
GO
860406/2007
11.72
REQUERIMENTO DE
LAVRA
336 - REQ LAV/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 27/01/2012
São Luis Indústria e Comércio de
Água Mineral Ltda
ÁGUA MINERAL
ENGARRAFAMENTO
GO
861491/2011
43.54
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
22/07/2011
Marilda Soares de Carvalho
Arruda
ÁGUA MINERAL
ENGARRAFAMENTO
GO
860112/2012
49.84
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
20/01/2012
Shiguero Fujioka
ÁGUA MINERAL
ENGARRAFAMENTO
GO
861131/2012
50
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
12/06/2012
Luiz Fernando Martins
ÁGUA MINERAL
ENGARRAFAMENTO
GO
Coordenador:
84/313
ULTIMO EVENTO
NOME
SUBSTÂNCIA
USO
UF
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
PROCESSO
AREA_HA
FASE
ULTIMO EVENTO
860090/2012
48.87
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
16/01/2012
Jose Cesar Pedroso
ÁGUA MINERAL
ENGARRAFAMENTO
GO
861831/2007
47.78
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
240 - AUT PESQ/DEFESA APRESENTADA
EM 20/03/2012
REFRESCOS BANDEIRANTES
INDUSTRIA E COMÉRCIO LTDA
ÁGUA POTÁVEL DE
MESA
ENGARRAFAMENTO
GO
860069/2008
45.7
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
644 - AUT PESQ/MULTA APLICADARELATÓRIO PESQUISA EM 19/06/2012
REFRESCOS BANDEIRANTES
INDUSTRIA E COMÉRCIO LTDA
ÁGUA POTÁVEL DE
MESA
ENGARRAFAMENTO
GO
860239/1993
50
CONCESSÃO DE LAVRA
667 - PARCELAMENTO MULTA QUITADO
EM 27/09/2010
D'vida Águas Minerais Ltda.
ÁGUA POTÁVEL DE
MESA
ENGARRAFAMENTO
GO
860002/2002
49.96
CONCESSÃO DE LAVRA
470 - CONC LAV/EXIGÊNCIA PUBLICADA
EM 25/06/2012
Rochas Empreendimentos
Imobiliários Ltda Me
ÁGUA POTÁVEL DE
MESA
INDUSTRIAL
GO
860540/2001
50
CONCESSÃO DE LAVRA
694 - PAGAMENTO VISTORIA
FISCALIZAÇÃO EFETUADO EM 29/06/2011
Água Mineral Flora Ltda Me
ÁGUA POTÁVEL DE
MESA
INDUSTRIAL
GO
861285/1995
50
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
2 - DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 21/06/2005
FARIDE LUIZ DA SILVA - FI
AREIA
NÃO INFORMADO
GO
860116/1994
50
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
2 - DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 21/06/2005
FARIDE LUIZ DA SILVA - FI
AREIA
NÃO INFORMADO
GO
861284/1995
49.82
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
662 - NOTIFICAÇÃO ADM PGTO DÉBITO
MULTA EM 05/07/2005
FARIDE LUIZ DA SILVA - FI
AREIA
NÃO INFORMADO
GO
861944/2005
19.99
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
349 - AUT PESQ/PRORROGAÇÃO PRAZO
01 ANO REQ LAVRA PUB EM 23/04/2012
Emerson Pinheiro Rosa Me
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860916/2006
50
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
236 - AUT PESQ/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 09/05/2012
WALDOMIRO DE SOUSA
FERNANDES
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
862840/2008
136.73
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
1273 - AUT PESQ/REDUÇÃO DE ÁREA
PROTOCOLIZADO EM 22/05/2012
ALMEIDA E BARBOSA DE
OLIVEIRA
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860331/2009
49.79
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
318 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ NÃO
APV ART 30 II CM PUB EM 02/07/2012
Construtora Jad Ltda
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
862794/2008
667.59
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
1273 - AUT PESQ/REDUÇÃO DE ÁREA
PROTOCOLIZADO EM 27/03/2012
ALMEIDA E BARBOSA DE
OLIVEIRA
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860289/2010
48.17
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 29/07/2011
Luiz Cruvinel Lourenço
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860844/2010
293.9
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
642 - AUT PESQ/PAGAMENTO MULTA
EFETUADO-TAH EM 27/04/2012
Empresa Brasileira de Agregados
Minerais Ltda
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
NOME
SUBSTÂNCIA
USO
UF
Técnico:
85/313
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
PROCESSO
AREA_HA
860326/2003
33.64
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
196 - AUT PESQ/TORNA S/EFEITO DESP
APROV REL PUB EM 12/05/2010
Mineraçâo e Transportes
Corumbá Ltda
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861080/2010
49.83
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 31/01/2012
Maria de Loudes da Silva Pires
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860935/2006
24.85
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
662 - NOTIFICAÇÃO ADM PGTO DÉBITO
MULTA EM 17/11/2011
Areial Eldorado Ltda
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860983/2010
972.47
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 24/01/2012
Roberto Hisayoshi Sameshima
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860208/2011
48.9
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 29/07/2011
Bl Extração de Areia Ltda Me
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
DADO NÃO
CADASTRADO
860705/2011
27.9
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 30/01/2012
Eudivalter Alves de Morais
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861919/2005
31.55
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
291 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ APROV
C/REDUC ÁREA PUB EM 10/08/2011
Mucio Oliveira Diniz
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860209/2011
48.28
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 29/07/2011
Bl Extração de Areia Ltda Me
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
DADO NÃO
CADASTRADO
860207/2011
49.79
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 29/07/2011
Bl Extração de Areia Ltda Me
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
DADO NÃO
CADASTRADO
860577/2011
44.58
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
207 - AUT PESQ/OFICIO AO JUIZ
ENVIADO EM 04/10/2011
Bl Extração de Areia Ltda Me
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860210/2011
49.25
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 29/07/2011
Bl Extração de Areia Ltda Me
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
DADO NÃO
CADASTRADO
862138/2011
604.41
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
207 - AUT PESQ/OFICIO AO JUIZ
ENVIADO EM 10/05/2012
Marcos Antonio Machado Filho
AREIA
INDUSTRIAL
GO
861610/2011
32.84
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
255 - AUT PESQ/CUMPRIMENTO
EXIGÊNCIA PROTOCOLI EM 11/05/2012
Armazem da Areia Ltda
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
862162/2011
49.22
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
207 - AUT PESQ/OFICIO AO JUIZ
ENVIADO EM 24/04/2012
Tatiane Maria da Costa
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
862281/2011
14.52
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
322 - AUT PESQ/ALVARÁ DE PESQUISA 02
ANOS PUBL EM 09/04/2012
Nilton César da Silva
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860156/2012
30.46
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
209 - AUT PESQ/INICIO DE PESQUISA
COMUNICADO EM 11/06/2012
Augusto Zacharias Gontijo
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
Coordenador:
86/313
FASE
ULTIMO EVENTO
NOME
SUBSTÂNCIA
USO
UF
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
PROCESSO
AREA_HA
FASE
ULTIMO EVENTO
862547/2011
396.54
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
209 - AUT PESQ/INICIO DE PESQUISA
COMUNICADO EM 30/04/2012
José Leomar e Iracimar Ltda
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
862270/2011
35.07
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
209 - AUT PESQ/INICIO DE PESQUISA
COMUNICADO EM 23/05/2012
TARCAL TRANSPORTES E
MATERIAL DE CONSTRUÇÃO
LTDA
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
862271/2011
48.99
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
209 - AUT PESQ/INICIO DE PESQUISA
COMUNICADO EM 23/05/2012
TARCAL TRANSPORTES E
MATERIAL DE CONSTRUÇÃO
LTDA
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861391/2010
10
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
322 - AUT PESQ/ALVARÁ DE PESQUISA 02
ANOS PUBL EM 09/04/2012
Wesley Victor de Faria
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861578/1995
50
CONCESSÃO DE LAVRA
667 - PARCELAMENTO MULTA QUITADO
EM 18/06/2012
Bl Extração de Areia Ltda Me
AREIA
NÃO INFORMADO
GO
861576/1995
50
CONCESSÃO DE LAVRA
667 - PARCELAMENTO MULTA QUITADO
EM 18/06/2012
Bl Extração de Areia Ltda Me
AREIA
NÃO INFORMADO
GO
860007/1999
7.93
CONCESSÃO DE LAVRA
452 - CONC LAV/TRANSF DIREITOS CESSÃO TOTAL EFETIVADA EM
23/12/2010
Bl Extração de Areia Ltda Me
AREIA
NÃO INFORMADO
GO
860337/1998
50
CONCESSÃO DE LAVRA
667 - PARCELAMENTO MULTA QUITADO
EM 18/06/2012
Bl Extração de Areia Ltda Me
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861575/1995
50
CONCESSÃO DE LAVRA
667 - PARCELAMENTO MULTA QUITADO
EM 18/06/2012
Bl Extração de Areia Ltda Me
AREIA
NÃO INFORMADO
GO
861579/1995
50
CONCESSÃO DE LAVRA
667 - PARCELAMENTO MULTA QUITADO
EM 18/06/2012
Bl Extração de Areia Ltda Me
AREIA
NÃO INFORMADO
GO
860336/1998
30.8
CONCESSÃO DE LAVRA
667 - PARCELAMENTO MULTA QUITADO
EM 18/06/2012
Bl Extração de Areia Ltda Me
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861580/1995
50
CONCESSÃO DE LAVRA
667 - PARCELAMENTO MULTA QUITADO
EM 18/06/2012
Bl Extração de Areia Ltda Me
AREIA
NÃO INFORMADO
GO
861581/1995
50
CONCESSÃO DE LAVRA
667 - PARCELAMENTO MULTA QUITADO
EM 18/06/2012
Bl Extração de Areia Ltda Me
AREIA
NÃO INFORMADO
GO
862865/2008
48.94
DISPONIBILIDADE
99 - DISPONIB/ÁREA S/PRETEN PROC
ARQ ÁREA LIVRE EM 22/06/2010
Germina Mineração Consultoria
Importação e Exportação Ltda
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861614/2007
31.07
DISPONIBILIDADE
1803 - DISPONIB/JULGAMENTO
HABILITAÇÃO PUBLICADO EM 07/05/2012
Pedro Sebastião da Silva
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
NOME
SUBSTÂNCIA
USO
UF
Técnico:
87/313
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
PROCESSO
AREA_HA
860947/2006
38.09
DISPONIBILIDADE
1343 - LICEN/ÁREA DISPONIBILIDADE
PARA PESQUISA - EDITAL EM 16/05/2012
TATIANA JOSÉ RODRIGUES
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861227/2011
24.09
DISPONIBILIDADE
1342 - REQ LICEN/ÁREA DISPONIBILIDADE
PARA PESQUISA - EDITAL EM 25/04/2012
Aguinaldo Divino Alves Barbosa
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860150/2011
30.92
DISPONIBILIDADE
1342 - REQ LICEN/ÁREA DISPONIBILIDADE
PARA PESQUISA - EDITAL EM 25/04/2012
LEANDRO HENRIQUE MENDONÇA
DE OLIVEIRA
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
DADO NÃO
CADASTRADO
860522/2004
50
DISPONIBILIDADE
1341 - AUT PESQ/ÁREA DISPONIBILIDADE
PARA PESQUISA - EDITAL EM 20/04/2012
WALDOMIRO DE SOUSA
FERNANDES
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861783/2010
1.64
DISPONIBILIDADE
1342 - REQ LICEN/ÁREA DISPONIBILIDADE
PARA PESQUISA - EDITAL EM 25/04/2012
Mauro Vilarinho Prudêncio
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
DADO NÃO
CADASTRADO
861242/2003
14.66
LICENCIAMENTO
1401 - LICEN/LICENÇA AMBIENTAL
PROTOCOLIZADA EM 02/09/2011
Adão Luiz Pereira
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860049/2005
50
LICENCIAMENTO
718 - LICEN/EXIGÊNCIA PUBLICADA EM
25/06/2012
Cícero José Gomes
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861072/2005
40
LICENCIAMENTO
736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 10/04/2012
Cesar Claudio Carneiro
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861376/2006
22.33
LICENCIAMENTO
736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 16/12/2010
Euripedes Barsanulfo Bueno
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861750/2007
32.21
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 25/02/2009
WALTER PIRES ALVES
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861563/2007
49.68
LICENCIAMENTO
719 - LICEN/PRORROGAÇÃO PRAZO
EXIGÊNCIA SOLICITADO EM 05/07/2012
Eduardo Antonio Fonseca
Cardoso
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861497/2007
49.16
LICENCIAMENTO
719 - LICEN/PRORROGAÇÃO PRAZO
EXIGÊNCIA SOLICITADO EM 05/07/2012
Eduardo Antonio Fonseca
Cardoso
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861499/2007
49.95
LICENCIAMENTO
736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 04/07/2011
Eduardo Antonio Fonseca
Cardoso
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861498/2007
49.94
LICENCIAMENTO
719 - LICEN/PRORROGAÇÃO PRAZO
EXIGÊNCIA SOLICITADO EM 05/07/2012
Eduardo Antonio Fonseca
Cardoso
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861622/2007
49.95
LICENCIAMENTO
736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 06/06/2012
OSMAR SEBASTIÄO DE REZENDE
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860921/2007
2
LICENCIAMENTO
736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 17/02/2011
Jair José Felipe
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
Coordenador:
88/313
FASE
ULTIMO EVENTO
NOME
SUBSTÂNCIA
USO
UF
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
PROCESSO
AREA_HA
FASE
ULTIMO EVENTO
860043/2006
7.17
LICENCIAMENTO
736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 19/04/2012
CONSTRUTORA O & S LTDA
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861611/2008
42.08
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 03/09/2010
ANA MARIA CEZARIA CALZADA
MACHADO
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861597/2008
12.23
LICENCIAMENTO
705 - LICEN/BAIXA LICENÇA ESGOTADO
PRAZO EM 29/07/2010
Maria Nunes Rosa
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861941/2008
39.25
LICENCIAMENTO
736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 10/10/2011
Antão Silvestre de Oliveira Neto
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861612/2008
39.44
LICENCIAMENTO
736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 22/06/2012
SEBASTIÃO MÁRCIO MARIANO
SOUSA CALZADA
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
862604/2008
13.19
LICENCIAMENTO
736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 11/02/2011
TEREZA RODRIGUES DE
ANDRADE
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860131/2009
49.94
LICENCIAMENTO
1401 - LICEN/LICENÇA AMBIENTAL
PROTOCOLIZADA EM 11/05/2011
Wesley da Silva Leão
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860521/2008
13.12
LICENCIAMENTO
719 - LICEN/PRORROGAÇÃO PRAZO
EXIGÊNCIA SOLICITADO EM 05/07/2012
BERNARDINO APARECIDO
BARBOSA
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
862787/2008
1.85
LICENCIAMENTO
742 - LICEN/PRORROGAÇÃO REGISTRO
LICENÇA AUTORIZADA EM 24/04/2012
CARLOS FERNANDO CARDOSO
DOS SANTOS
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860525/2009
49.87
LICENCIAMENTO
742 - LICEN/PRORROGAÇÃO REGISTRO
LICENÇA AUTORIZADA EM 16/03/2012
Julio Antonio de Oliveira Junior
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860882/2009
10
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 06/05/2010
Ubiratã Vieira de Souza
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861134/2009
49.95
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 22/06/2010
Miramar Ferreira Canedo
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860559/2009
7.88
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 23/09/2010
Miramar Ferreira Canedo
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861537/2009
20.67
LICENCIAMENTO
736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 18/04/2012
José Alves de Faria
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860566/2009
9.18
LICENCIAMENTO
595 - LICEN/TRANSF DIREITOS -CESSÃO
TOTAL EFETIVADA EM 05/07/2011
Maia e Reis Ltda
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860967/2009
44.11
LICENCIAMENTO
736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 10/04/2012
Maria Helena Martins de
Mendonça
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
NOME
SUBSTÂNCIA
USO
UF
Técnico:
89/313
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
PROCESSO
AREA_HA
860125/2010
26.78
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 03/09/2010
J.g Pereira e Cia Ltda
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861370/2009
15.26
LICENCIAMENTO
736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 21/03/2012
Lucélia Ferreira Pimenta de
Andrade
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860135/2010
15.92
LICENCIAMENTO
742 - LICEN/PRORROGAÇÃO REGISTRO
LICENÇA AUTORIZADA EM 16/03/2012
Eudivalter Alves de Morais
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860671/2009
25
LICENCIAMENTO
1401 - LICEN/LICENÇA AMBIENTAL
PROTOCOLIZADA EM 30/03/2012
Fabio Luiz Borges Cruvinel Me
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860581/2009
31.12
LICENCIAMENTO
736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 16/04/2012
Clovis Tavares de Souza
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860858/2009
47.29
LICENCIAMENTO
736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 24/02/2012
Euripedes Barsanulfo Bueno
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860761/2010
13.75
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 23/02/2011
Márcio Alves Júnior
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861497/2009
29.19
LICENCIAMENTO
1401 - LICEN/LICENÇA AMBIENTAL
PROTOCOLIZADA EM 10/05/2012
Romeu da Silva Pinheiro
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860935/2010
8.09
LICENCIAMENTO
736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 29/06/2012
Jair José Felipe
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860805/2010
47.61
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 30/12/2010
Luciley Alves Rosa
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861606/2009
10.64
LICENCIAMENTO
1401 - LICEN/LICENÇA AMBIENTAL
PROTOCOLIZADA EM 10/04/2012
Nilton César da Silva
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861647/2009
29.18
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 25/03/2010
José Gonçalves da Silva
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860841/2010
31.24
LICENCIAMENTO
755 - LICEN/PRORROGAÇÃO REGISTRO
LICENÇA PROTOCOLIZADO EM
29/06/2012
Gercina Maria Pinheiro
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860973/2010
48.17
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 23/03/2012
Luiz Cruvinel Lourenço
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860317/2010
28.99
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 29/09/2011
Hugo Leonardo Gonzaga e
Oliveira Daher
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860399/2011
14.46
LICENCIAMENTO
1401 - LICEN/LICENÇA AMBIENTAL
PROTOCOLIZADA EM 27/02/2012
Maria Nunes Rosa
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
Coordenador:
90/313
FASE
ULTIMO EVENTO
NOME
SUBSTÂNCIA
USO
UF
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
PROCESSO
AREA_HA
FASE
ULTIMO EVENTO
861392/2010
18.19
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 04/06/2012
Lindolfo Neto da Silva
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860586/2010
2.74
LICENCIAMENTO
736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 30/05/2012
Vilmar Gonzaga
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860484/2011
26.32
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 07/05/2012
Ademir Alves Barbosa
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861006/2011
14.23
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 09/05/2012
Carlito Teixeira Macedo
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861415/2011
12.68
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 23/04/2012
Fernando Lopes Pereira
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861799/2011
21.89
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 23/12/2011
Flávio Leandro Palmerston
Abrantes
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861521/2011
4.75
LICENCIAMENTO
1401 - LICEN/LICENÇA AMBIENTAL
PROTOCOLIZADA EM 18/05/2012
Elio Basilio de Siqueira
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861330/2011
32.04
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 05/03/2012
Gilberto Nazareno de Sant'ana
Roriz
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860634/2011
27.64
LICENCIAMENTO
736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 09/04/2012
Jorge Carlos da Silva Filho
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860237/2011
49.96
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 29/09/2011
Carlos Bauer Rodrigues
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
DADO NÃO
CADASTRADO
862213/2011
4.54
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 03/04/2012
Jair Teodoro Silva
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860142/2011
49.09
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 07/10/2011
Paulo Antônio Silva
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
DADO NÃO
CADASTRADO
862521/2011
27.9
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 03/04/2012
Eudivalter Alves de Morais
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861541/2010
17.63
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 06/10/2011
Nilton César da Silva
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
DADO NÃO
CADASTRADO
861793/2011
11.44
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 20/04/2012
Ercecilia de Oliveira Netto
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
862287/2011
1.71
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 20/04/2012
Luciley Alves Rosa
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
NOME
SUBSTÂNCIA
USO
UF
Técnico:
91/313
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
PROCESSO
AREA_HA
861747/2007
33.45
LICENCIAMENTO
1207 - LICEN/REDUÇÃO DE AREA
APROVADA EM 15/02/2012
Francisco Calzada Machado
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
862537/2011
30.65
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 23/04/2012
Rodrigues Lacerda Mineração
Ltda
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
862506/2011
1.01
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 04/06/2012
Emerson Pinheiro Rosa Me
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860395/2012
48.99
LICENCIAMENTO
1401 - LICEN/LICENÇA AMBIENTAL
PROTOCOLIZADA EM 20/06/2012
TARCAL TRANSPORTES E
MATERIAL DE CONSTRUÇÃO
LTDA
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861380/2011
48.08
LICENCIAMENTO
755 - LICEN/PRORROGAÇÃO REGISTRO
LICENÇA PROTOCOLIZADO EM
01/06/2012
Gilberto Barbosa de Avelar
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861382/2011
1
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 08/03/2012
Eduardo Antonio Fonseca
Cardoso
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860205/2012
24.66
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 13/06/2012
Cesar Claudio Carneiro
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860528/2011
23.34
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 22/12/2011
Aguia Transporte e Serviços
Ltda
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861201/2009
10
LICENCIAMENTO
736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 07/05/2012
Wesley Victor de Faria
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861792/2011
27.35
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 20/04/2012
Otaniel Vieira da Silva
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860338/2005
50
REQUERIMENTO DE
LAVRA
225 - AUT PESQ/MULTA APLICADA
PUBLICADA EM 21/12/2010
Cícero José Gomes
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860153/2007
49.21
REQUERIMENTO DE
LAVRA
336 - REQ LAV/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 03/01/2012
NOVA VENEZA MINERAÇÃO LTDA
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860149/2007
49.91
REQUERIMENTO DE
LAVRA
336 - REQ LAV/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 04/05/2012
NOVA VENEZA MINERAÇÃO LTDA
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860148/2007
49.62
REQUERIMENTO DE
LAVRA
364 - REQ LAV/PRORROGAÇÃO PRAZO
EXIGÊNCIA CONCEDIDO EM 30/04/2012
NOVA VENEZA MINERAÇÃO LTDA
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
862124/2007
6.6
REQUERIMENTO DE
LAVRA
336 - REQ LAV/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 27/01/2012
Dragagem Vargem do Moinho
Ltda
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
Coordenador:
92/313
FASE
ULTIMO EVENTO
NOME
SUBSTÂNCIA
USO
UF
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
PROCESSO
AREA_HA
FASE
ULTIMO EVENTO
860147/2007
49.98
REQUERIMENTO DE
LAVRA
364 - REQ LAV/PRORROGAÇÃO PRAZO
EXIGÊNCIA CONCEDIDO EM 22/03/2012
NOVA VENEZA MINERAÇÃO LTDA
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860150/2007
49.91
REQUERIMENTO DE
LAVRA
336 - REQ LAV/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 03/01/2012
NOVA VENEZA MINERAÇÃO LTDA
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860175/2000
50
REQUERIMENTO DE
LAVRA
364 - REQ LAV/PRORROGAÇÃO PRAZO
EXIGÊNCIA CONCEDIDO EM 22/03/2012
Sida Sociedade Itumbiarense de
Dragagem e Areia Ltda.
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860323/2009
14.87
REQUERIMENTO DE
LAVRA
1401 - LICEN/LICENÇA AMBIENTAL
PROTOCOLIZADA EM 21/06/2011
Nilton César da Silva
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861391/2008
49.6
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1281 - REQ LICEN/INDEFERIMENTO SEM
ONERAÇÃO PORT 266/2008 EM
09/10/2008
Lucimar Velasco Correia
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861283/2010
0.01
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO
AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM
02/04/2012
Augusto Zacharias Gontijo
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861283/2010
2.39
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO
AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM
02/04/2012
Augusto Zacharias Gontijo
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861283/2010
0.04
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO
AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM
02/04/2012
Augusto Zacharias Gontijo
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860721/2011
26.08
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1400 - REQ LICEN/LICENÇA AMBIENTAL
PROTOCOLIZADA EM 05/07/2012
Luiz Dalmo Vieira
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861018/2011
5.84
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1157 - REQ LICEN/OPÇÃO REGIME
AUTORIZAÇÃO PESQ INDEFERIDA EM
06/10/2011
Candenor Godoi do Nascimento
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861418/2011
14.72
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO
AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM
03/04/2012
Wesley Victor de Faria
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860890/2011
20.29
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1400 - REQ LICEN/LICENÇA AMBIENTAL
PROTOCOLIZADA EM 13/03/2012
Volmir Bampi
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861398/2011
39.92
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1154 - REQ LICEN/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 12/09/2011
Aguinaldo Divino Alves Barbosa
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
NOME
SUBSTÂNCIA
USO
UF
Técnico:
93/313
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
PROCESSO
AREA_HA
862058/2011
20.33
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO
AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM
13/01/2012
Lindomar Mendes da Silva
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
862443/2011
20.85
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO
AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM
09/04/2012
Leonardo Nunes da Silva
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
862159/2011
48.38
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO
AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM
22/05/2012
Vinícius Stival Veneziano
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
862861/2011
9.28
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1400 - REQ LICEN/LICENÇA AMBIENTAL
PROTOCOLIZADA EM 28/06/2012
Cesar Claudio Carneiro
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860442/2012
37.44
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1400 - REQ LICEN/LICENÇA AMBIENTAL
PROTOCOLIZADA EM 22/06/2012
Hugo Leonardo Gonzaga e
Oliveira Daher
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860350/2012
10.28
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1154 - REQ LICEN/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 06/06/2012
Luizmar Machado do Silva
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860454/2012
23.07
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1154 - REQ LICEN/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 14/06/2012
Marília Nize Mattoso Cardozo
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860834/2012
4.65
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1154 - REQ LICEN/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 18/06/2012
Guilherme Manzanomacedo
Santos
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860770/2012
40.04
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1155 - REQ LICEN/EXIGÊNCIA PUBLICADA
EM 31/05/2012
Eurípedes Erasto Sant'ana
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861032/2012
14.75
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
700 - REQ LICEN/REQUERIMENTO
LICENCIAMENTO PROTOCO EM
25/05/2012
Constantino Kaial Filho
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860770/2008
21.48
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
136 - REQ PESQ/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 20/01/2010
Luiz Roberto Martins da Costa
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860587/2010
335.41
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
07/05/2010
Empresa Brasileira de Agregados
Minerais Ltda
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860643/2012
48.08
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
03/04/2012
Gilberto Barbosa de Avelar
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
Coordenador:
94/313
FASE
ULTIMO EVENTO
NOME
SUBSTÂNCIA
USO
UF
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
PROCESSO
AREA_HA
FASE
ULTIMO EVENTO
860348/2012
682.78
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
27/02/2012
Hp Mineração e Meio Ambiente
Lltda.
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860501/2012
2.9
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
136 - REQ PESQ/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 21/03/2012
NASSIM MAMED JÚNIOR
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860824/2012
349.99
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
27/04/2012
Hp Mineração e Meio Ambiente
Lltda.
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860360/2012
50
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
28/02/2012
Centro Oeste Mineração e
Comercio Ltda
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860740/2012
48.94
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
136 - REQ PESQ/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 26/06/2012
Nelson Luiz Cabral França
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860749/2012
277.36
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
12/04/2012
Thiago Martins Borges de Moura
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860194/2011
5.84
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
162 - REQ PESQ/OPÇÃO REGIME
LICENCIAMENTO PROTOCOLIZADO EM
20/05/2011
Candenor Godoi do Nascimento
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
DADO NÃO
CADASTRADO
861011/2012
45.79
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
22/05/2012
Itamar Luiz Meireles Sachetto
AREIA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861499/2011
49.93
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 19/03/2012
G4 Mineração Ltda
ARENITO
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861263/2010
49.63
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 18/01/2012
Laerte Simão
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
861262/2010
3.88
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 17/01/2012
Laerte Simão
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
861401/2010
10.06
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
225 - AUT PESQ/MULTA APLICADA
PUBLICADA EM 09/12/2011
Ildo Aniceto Ferreira
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
861653/2010
50
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
662 - NOTIFICAÇÃO ADM PGTO DÉBITO
MULTA EM 11/05/2012
EDMUNDO DE SOUZA RIBEIRO
NETO
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
DADO NÃO
CADASTRADO
860982/2011
27.64
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
198 - AUT PESQ/OPÇÃO REGIME
LICENCIAMENTO PROT EM 12/06/2012
Eliane Aparecida Beze
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
NOME
SUBSTÂNCIA
USO
UF
Técnico:
95/313
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
PROCESSO
AREA_HA
862929/2011
255.38
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
323 - AUT PESQ/ALVARÁ DE PESQUISA 03
ANOS PUBL EM 10/05/2012
AD BRAS MINERADORA LTDA
ARGILA
INDUSTRIAL
GO
861780/1993
19.95
CONCESSÃO DE LAVRA
436 - CONC LAV/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 25/08/2011
Cecrisa Revestimentos
Cerâmicos S/A
ARGILA
NÃO INFORMADO
GO
861308/2008
3
DISPONIBILIDADE
99 - DISPONIB/ÁREA S/PRETEN PROC
ARQ ÁREA LIVRE EM 02/02/2010
Alexandre Tadeu Guimaraes
Elias
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
860807/2006
9.99
DISPONIBILIDADE
315 - DISPONIB/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 27/09/2010
Baltazar José Gomes
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
861951/2008
10
DISPONIBILIDADE
99 - DISPONIB/ÁREA S/PRETEN PROC
ARQ ÁREA LIVRE EM 14/09/2010
JOÃO MENDES DE GODOI
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
860334/2010
1.17
DISPONIBILIDADE
1342 - REQ LICEN/ÁREA DISPONIBILIDADE
PARA PESQUISA - EDITAL EM 25/04/2012
Mauro Loures de Araujo
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
860367/2010
0.96
DISPONIBILIDADE
1342 - REQ LICEN/ÁREA DISPONIBILIDADE
PARA PESQUISA - EDITAL EM 25/04/2012
Selmo Bonifácio Vieira
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
861791/2011
26.29
DISPONIBILIDADE
1342 - REQ LICEN/ÁREA DISPONIBILIDADE
PARA PESQUISA - EDITAL EM 23/04/2012
José Tadeu Oiano e Cia Ltda Me
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
861482/2011
2.48
DISPONIBILIDADE
1342 - REQ LICEN/ÁREA DISPONIBILIDADE
PARA PESQUISA - EDITAL EM 25/04/2012
Deise Lúcia Belarmino da Silva
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
861638/2011
45.4
DISPONIBILIDADE
1342 - REQ LICEN/ÁREA DISPONIBILIDADE
PARA PESQUISA - EDITAL EM 25/04/2012
Iris Rosa Silva
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
861229/2011
50
DISPONIBILIDADE
1342 - REQ LICEN/ÁREA DISPONIBILIDADE
PARA PESQUISA - EDITAL EM 24/05/2012
Paula Roberta de Freitas
Lourenço
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
861500/2011
17.49
DISPONIBILIDADE
1342 - REQ LICEN/ÁREA DISPONIBILIDADE
PARA PESQUISA - EDITAL EM 14/06/2012
Eduardo Paiva Fagundes
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
862500/2011
43.8
DISPONIBILIDADE
1342 - REQ LICEN/ÁREA DISPONIBILIDADE
PARA PESQUISA - EDITAL EM 23/04/2012
Orlando Inácio Correa
ARGILA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860000/2000
50
LICENCIAMENTO
736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 12/09/2008
EURICO EMIDIO VELASCO
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
860298/2004
40.98
LICENCIAMENTO
742 - LICEN/PRORROGAÇÃO REGISTRO
LICENÇA AUTORIZADA EM 05/07/2011
Olaria Triunfo Ltda
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
861022/2004
1.79
LICENCIAMENTO
2 - DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 29/08/2007
Ribeiro e Haun Ltda
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
Coordenador:
96/313
FASE
ULTIMO EVENTO
NOME
SUBSTÂNCIA
USO
UF
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
PROCESSO
AREA_HA
FASE
ULTIMO EVENTO
860791/2004
1
LICENCIAMENTO
718 - LICEN/EXIGÊNCIA PUBLICADA EM
02/07/2007
MARIA PEREIRA DE JESUS
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
862210/2005
3.56
LICENCIAMENTO
2 - DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 02/04/2007
GRACIELE MARTA DO
NASCIMENTO
ARGILA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860834/2006
10
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 13/07/2010
VILMACI GOMES DE OLIVEIRA
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
860798/2006
46.14
LICENCIAMENTO
736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 04/08/2011
RONALDO SOUSA CASTRO
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
862162/2007
50
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 18/06/2009
Agropecuaria Sao Domingos Ltda
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
861109/2008
3
LICENCIAMENTO
755 - LICEN/PRORROGAÇÃO REGISTRO
LICENÇA PROTOCOLIZADO EM
28/04/2010
ZICO MILTON MIRANDA DE MELO
ARGILA
INDUSTRIAL
GO
860448/2008
5.14
LICENCIAMENTO
719 - LICEN/PRORROGAÇÃO PRAZO
EXIGÊNCIA SOLICITADO EM 28/07/2011
REGINA CAETANO DA COSTA
SOUSA ME
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
862943/2008
28.81
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 06/07/2009
Benjamim Rodrigues dos Santos
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
860395/2009
5.78
LICENCIAMENTO
736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 23/04/2012
Ceramica Braza Ltda Me
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
860603/2009
5.96
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 25/11/2009
Ribeiro e Haun Ltda
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
861638/2009
11.92
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 22/12/2011
Ailto Antonio Pinto
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
860297/2010
14.67
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 22/07/2010
Eliane Aparecida Beze
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
860561/2010
1.4
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 14/06/2012
Marli Rosa Crispim
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
860605/2010
5.74
LICENCIAMENTO
736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 10/04/2012
Fabiano Jorge Crisostomo de
Paula
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
860401/2011
48.97
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 18/01/2012
Antônio Domingos Gonçalves
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
862678/2008
24.63
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 06/04/2009
Júlio Maria Reis Pereira
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
NOME
SUBSTÂNCIA
USO
UF
Técnico:
97/313
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
PROCESSO
AREA_HA
860883/2010
0.79
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 06/05/2011
Darli Loures de Araujo e Sousa
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
860735/2011
19.77
LICENCIAMENTO
742 - LICEN/PRORROGAÇÃO REGISTRO
LICENÇA AUTORIZADA EM 27/04/2012
Luiz Fernando de Oliveira Castro
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
861038/2011
35.27
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 22/12/2011
Fouze Mustafa Mahmud Zenate
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
862853/2008
8.47
LICENCIAMENTO
736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 08/03/2012
CERÂMICA MORADA NOVA LTDA
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
861066/2011
5
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 07/05/2012
Ceramica Portobelo Ltda
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
861489/2011
0.65
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 29/06/2012
Luis Augusto de Oliveira
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
862173/2011
37.41
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 14/06/2012
Eliane Aparecida Beze
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
860423/2012
21.77
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 29/06/2012
Nazira Beze Souza
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
862174/2011
10.06
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 07/05/2012
Ildo Aniceto Ferreira
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
862723/2011
25.93
LICENCIAMENTO
755 - LICEN/PRORROGAÇÃO REGISTRO
LICENÇA PROTOCOLIZADO EM
15/06/2012
Baltazar José Gomes
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
862216/2011
24.58
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 29/06/2012
Jonisvaldo de Resende
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
861347/2011
47.58
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 29/03/2012
Armindo Viana dos Reis
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
862879/2011
10.11
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 23/04/2012
Marcelo Candiotto Guimarães
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
862034/2011
9.12
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 20/04/2012
Marilda Helena Cascão de Paula
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
862904/2011
48.86
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 23/04/2012
Olaria Triunfo Ltda
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
860253/2012
0.99
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 14/06/2012
Cetal Ceramica e Escavações
Tapuia Ltda.
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
Coordenador:
98/313
FASE
ULTIMO EVENTO
NOME
SUBSTÂNCIA
USO
UF
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
PROCESSO
AREA_HA
860254/2012
2.15
861311/2008
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
FASE
ULTIMO EVENTO
NOME
SUBSTÂNCIA
USO
UF
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 14/06/2012
Cetal Ceramica e Escavações
Tapuia Ltda.
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
40
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1281 - REQ LICEN/INDEFERIMENTO SEM
ONERAÇÃO PORT 266/2008 EM
15/10/2008
ANTÔNIO LIBÉRIO DA ROCHA
JUNIOR
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
860552/2009
12.1
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1154 - REQ LICEN/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 13/06/2011
Celionita Rodrigues
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
860741/2010
7.28
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
700 - REQ LICEN/REQUERIMENTO
LICENCIAMENTO PROTOCO EM
04/06/2010
Heliton Pedro de Oliveira
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
860637/2011
3.88
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO
AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM
26/10/2011
Laerte Simão
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
860299/2011
47.66
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1149 - REQ LICEN/CUMPRIMENTO
EXIGÊNCIA PROTOCOLIZAD EM
16/09/2011
João Bento Pereira Neto
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
DADO NÃO
CADASTRADO
860638/2011
49.63
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO
AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM
08/12/2011
Laerte Simão
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
861416/2011
26.11
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1400 - REQ LICEN/LICENÇA AMBIENTAL
PROTOCOLIZADA EM 22/06/2012
Nilva Lopes Pereira
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
861328/2011
0.98
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1154 - REQ LICEN/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 30/05/2012
Jandira Maria dos Santos
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
861326/2011
8
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1149 - REQ LICEN/CUMPRIMENTO
EXIGÊNCIA PROTOCOLIZAD EM
19/10/2011
Ceramica Santa Fé de Morrinhos
Ltda
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
861790/2011
23.01
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO
AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM
03/04/2012
Reginaldo Mendes Pirett
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
861314/2011
9.41
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO
AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM
09/11/2011
Antonio Jose Garcia
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
861315/2011
15.74
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO
AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM
09/11/2011
Luciano Augusto Garcia Fitz
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
Técnico:
99/313
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
PROCESSO
AREA_HA
861637/2011
12.78
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO
AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM
02/12/2011
Lídia Maria Garcia
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
862447/2011
48.14
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1154 - REQ LICEN/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 06/01/2012
Eli Baieta de Melo
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
861468/2011
7
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO
AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM
03/02/2012
Jesus Candido de Assunção
ARGILA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861469/2011
9.86
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO
AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM
03/02/2012
Jesus Candido de Assunção
ARGILA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861714/2011
9.49
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO
AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM
02/04/2012
Rodrigo Miguel de Araujo
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
862880/2011
22.28
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
700 - REQ LICEN/REQUERIMENTO
LICENCIAMENTO PROTOCO EM
02/07/2012
Jovelino Sabino Rodrigues
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
861137/2012
27.64
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
700 - REQ LICEN/REQUERIMENTO
LICENCIAMENTO PROTOCO EM
12/06/2012
Eliane Aparecida Beze
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
860247/2012
14.18
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO
AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM
30/03/2012
Anísio Sanches D'abadia
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
860793/2012
48.51
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1149 - REQ LICEN/CUMPRIMENTO
EXIGÊNCIA PROTOCOLIZAD EM
06/06/2012
José Tadeu Oiano e Cia Ltda Me
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
860443/2012
30.13
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO
AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM
31/05/2012
Juscelino Alves Pereira
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
860359/2012
36.04
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1149 - REQ LICEN/CUMPRIMENTO
EXIGÊNCIA PROTOCOLIZAD EM
25/04/2012
Albertino de Deus Passos
ARGILA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860941/2012
5.62
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
700 - REQ LICEN/REQUERIMENTO
LICENCIAMENTO PROTOCO EM
15/05/2012
Heliton Pedro de Oliveira
ARGILA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
Coordenador:
100/313
FASE
ULTIMO EVENTO
NOME
SUBSTÂNCIA
USO
UF
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
PROCESSO
AREA_HA
FASE
ULTIMO EVENTO
861166/2012
1.26
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
700 - REQ LICEN/REQUERIMENTO
LICENCIAMENTO PROTOCO EM
15/06/2012
Eder Barbosa da Costa
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
861231/2012
9.61
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
700 - REQ LICEN/REQUERIMENTO
LICENCIAMENTO PROTOCO EM
21/06/2012
Marcio Gaião Lino
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
860109/2012
9.2
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1400 - REQ LICEN/LICENÇA AMBIENTAL
PROTOCOLIZADA EM 27/06/2012
Geraldo Rodrigues da Costa
ARGILA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860088/2012
46.52
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
700 - REQ LICEN/REQUERIMENTO
LICENCIAMENTO PROTOCO EM
16/01/2012
EDSON PEREIRA DOS SANTOS
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
860939/2012
28.85
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
700 - REQ LICEN/REQUERIMENTO
LICENCIAMENTO PROTOCO EM
14/05/2012
Cerâmica Saleiro Ltda
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
860249/2012
1.94
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO
AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM
30/03/2012
Anísio Sanches D'abadia
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
860307/2012
29.99
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
700 - REQ LICEN/REQUERIMENTO
LICENCIAMENTO PROTOCO EM
22/02/2012
Wallison Pereira Duarte
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
860110/2012
2.12
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1400 - REQ LICEN/LICENÇA AMBIENTAL
PROTOCOLIZADA EM 27/06/2012
Iris Martins Loures
ARGILA
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860139/2012
19.93
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO
AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM
11/04/2012
Luis Antonio Toledo da Silveira
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
862662/2011
579.44
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
132 - REQ PESQ/PRORROGAÇÃO PRAZO
EXIGÊNCIA SOLICITADO EM 25/05/2012
Indalecio José de Queiroz
ARGILA
INDUSTRIAL
GO
860985/2012
47.32
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
18/05/2012
Iria Marta Bandeira
ARGILA
CERÂMICA
VERMELHA
GO
861354/2010
24.47
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 29/07/2011
RUBENS MARTINS MOURÃO
BASALTO
BRITA
GO
860892/2005
50
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 24/10/2006
Via Engenharia S.a.
BASALTO
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
NOME
SUBSTÂNCIA
USO
UF
Técnico:
101/313
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
PROCESSO
AREA_HA
860600/2009
44.21
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
20/05/2009
Ampara Ferreira de Barros Paiva
BASALTO
BRITA
GO
860209/2010
342.09
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 25/07/2011
Mineração Brasil Central Ltda
BENTONITA
INDUSTRIAL
GO
860688/2007
926.23
DISPONIBILIDADE
1340 - REQ PESQ/ÁREA DISPONIBILIDADE
PARA PESQUISA - EDITAL EM 14/06/2012
EPASA - ENGENHARIA
PAVIMENTAÇÃO E SANEAMENTO
LTDA
BENTONITA
INDUSTRIAL
GO
860726/2010
714.22
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 31/01/2012
Natanael Rodrigues da Silva
CALCÁRIO
FABRICAÇÃO DE
CIMENTO
GO
860368/2010
50
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 28/07/2011
Derli José da Costa
CASCALHO
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861025/2011
48.59
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 31/01/2012
Augusto Zacharias Gontijo
CASCALHO
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861689/2010
356.61
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 20/06/2012
JOSÉ ALFREDO GUIMARÃES DE
SÁ
CASCALHO
CONSTRUÇÃO CIVIL
DADO NÃO
CADASTRADO
861329/2008
49.8
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
694 - PAGAMENTO VISTORIA
FISCALIZAÇÃO EFETUADO EM 04/05/2012
Jt Mineração Ltda
CASCALHO
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860226/2007
2.6
DISPONIBILIDADE
99 - DISPONIB/ÁREA S/PRETEN PROC
ARQ ÁREA LIVRE EM 14/04/2009
PAVIENGE ENGENHARIA LTDA
CASCALHO
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861166/2008
34
DISPONIBILIDADE
99 - DISPONIB/ÁREA S/PRETEN PROC
ARQ ÁREA LIVRE EM 02/02/2010
Maria Tereza da Silva
CASCALHO
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861601/2011
15.98
DISPONIBILIDADE
1342 - REQ LICEN/ÁREA DISPONIBILIDADE
PARA PESQUISA - EDITAL EM 25/04/2012
Luiz Fernando de Oliveira Castro
CASCALHO
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861794/2011
6.76
DISPONIBILIDADE
1342 - REQ LICEN/ÁREA DISPONIBILIDADE
PARA PESQUISA - EDITAL EM 25/04/2012
Inácio Braz de Oliveira
CASCALHO
BRITA
GO
860507/2002
10
LICENCIAMENTO
742 - LICEN/PRORROGAÇÃO REGISTRO
LICENÇA AUTORIZADA EM 06/09/2004
SELVY AUGUSTO QUINTA
CASCALHO
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860652/2004
50
LICENCIAMENTO
705 - LICEN/BAIXA LICENÇA ESGOTADO
PRAZO EM 01/06/2010
JAYME FERREIRA DE ARAÚJO
CASCALHO
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860841/2006
50
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 19/04/2007
FARIA & CURY LTDA
CASCALHO
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
Coordenador:
102/313
FASE
ULTIMO EVENTO
NOME
SUBSTÂNCIA
USO
UF
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
PROCESSO
AREA_HA
FASE
ULTIMO EVENTO
861488/2007
30
LICENCIAMENTO
736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 04/08/2010
Cândida Rosa de Jesus
CASCALHO
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860597/2010
8.82
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 27/08/2010
Joso Batista Cintra
CASCALHO
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860485/2010
48.73
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 27/08/2010
Gesner Teodoro Leão
CASCALHO
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860439/2010
9.78
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 18/05/2012
Oswaldo Rosa Junior
CASCALHO
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860333/2011
14.4
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 15/06/2011
Ernane Assunção Fernandes
CASCALHO
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861350/2011
44.63
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 23/12/2011
EGESA ENGENHARIA S.A.
CASCALHO
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861875/2010
47.32
LICENCIAMENTO
742 - LICEN/PRORROGAÇÃO REGISTRO
LICENÇA AUTORIZADA EM 20/09/2011
Maria Alves Queiroz dos Santos
CASCALHO
CONSTRUÇÃO CIVIL
DADO NÃO
CADASTRADO
860167/2012
48.73
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 13/06/2012
Cândida Rosa de Jesus
CASCALHO
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861844/2005
21.06
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
2 - DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 06/02/2006
MARIA INES SILVA VON
MUHLENEN
CASCALHO
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860635/2010
8.9
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1154 - REQ LICEN/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 14/10/2010
Herói Souza Ramos
CASCALHO
BRITA
GO
861436/2010
14
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1154 - REQ LICEN/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 03/02/2011
Luiz Fernando de Oliveira Castro
CASCALHO
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861204/2011
11.32
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO
AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM
22/11/2011
Aredio Pereira de Oliveira
CASCALHO
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
862161/2011
49.14
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1149 - REQ LICEN/CUMPRIMENTO
EXIGÊNCIA PROTOCOLIZAD EM
16/12/2011
Ricardo Maia da Rocha
CASCALHO
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861611/2011
48.59
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1154 - REQ LICEN/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 21/11/2011
Augusto Zacharias Gontijo
CASCALHO
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861467/2011
1.12
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO
AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM
03/02/2012
Valdir Cesário da Silva
CASCALHO
BRITA
GO
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
NOME
SUBSTÂNCIA
USO
UF
Técnico:
103/313
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
PROCESSO
AREA_HA
861355/2011
5.83
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO
AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM
23/09/2011
Jeone Pinto Pereira
CASCALHO
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860598/2012
34
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1155 - REQ LICEN/EXIGÊNCIA PUBLICADA
EM 09/05/2012
Maria Tereza da Silva
CASCALHO
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860825/2012
45.42
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1400 - REQ LICEN/LICENÇA AMBIENTAL
PROTOCOLIZADA EM 22/06/2012
Livertino Batista da Silva
CASCALHO
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860808/2012
8.53
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1154 - REQ LICEN/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 14/05/2012
Sidney Mariano Borges
CASCALHO
BRITA
GO
860469/2012
7.13
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
700 - REQ LICEN/REQUERIMENTO
LICENCIAMENTO PROTOCO EM
06/06/2012
José Virley Marques Vieira
CASCALHO
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860761/2012
17.3
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1149 - REQ LICEN/CUMPRIMENTO
EXIGÊNCIA PROTOCOLIZAD EM
22/06/2012
Miguel Silverio de Barcelos
CASCALHO
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860876/2012
48.44
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
1400 - REQ LICEN/LICENÇA AMBIENTAL
PROTOCOLIZADA EM 21/06/2012
Paulo Alves Fortes Junior
CASCALHO
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860977/2012
49.14
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
700 - REQ LICEN/REQUERIMENTO
LICENCIAMENTO PROTOCO EM
17/05/2012
Sebastiao de Passos Ferreira
CASCALHO
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
300909/2009
1122.72
DISPONIBILIDADE
360 - DISPONIB/RECURSO
PROTOCOLIZADO EM 27/04/2012
DADO NÃO CADASTRADO
DADO NÃO
CADASTRADO
DADO NÃO
CADASTRADO
DADO NÃO
CADASTRADO
300908/2009
130.91
DISPONIBILIDADE
360 - DISPONIB/RECURSO
PROTOCOLIZADO EM 27/04/2012
DADO NÃO CADASTRADO
DADO NÃO
CADASTRADO
DADO NÃO
CADASTRADO
DADO NÃO
CADASTRADO
300770/2011
308.18
DISPONIBILIDADE
312 - DISPONIB/HABILIT EDITAL
DISPONIBI P/PESQ EM 02/05/2012
DADO NÃO CADASTRADO
DADO NÃO
CADASTRADO
DADO NÃO
CADASTRADO
DADO NÃO
CADASTRADO
301031/2010
845.06
DISPONIBILIDADE
1803 - DISPONIB/JULGAMENTO
HABILITAÇÃO PUBLICADO EM 09/05/2012
DADO NÃO CADASTRADO
DADO NÃO
CADASTRADO
DADO NÃO
CADASTRADO
DADO NÃO
CADASTRADO
300763/2011
11.57
DISPONIBILIDADE
1802 - DISPONIB/ÁREA DESCARTADA
DISPONIB P/ PESQUISA - EDITAL EM
14/06/2012
DADO NÃO CADASTRADO
DADO NÃO
CADASTRADO
DADO NÃO
CADASTRADO
DADO NÃO
CADASTRADO
300056/2012
41.36
DISPONIBILIDADE
1802 - DISPONIB/ÁREA DESCARTADA
DISPONIB P/ PESQUISA - EDITAL EM
14/06/2012
DADO NÃO CADASTRADO
DADO NÃO
CADASTRADO
DADO NÃO
CADASTRADO
DADO NÃO
CADASTRADO
Coordenador:
104/313
FASE
ULTIMO EVENTO
NOME
SUBSTÂNCIA
USO
UF
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
PROCESSO
AREA_HA
FASE
ULTIMO EVENTO
300090/2012
30.77
DISPONIBILIDADE
1802 - DISPONIB/ÁREA DESCARTADA
DISPONIB P/ PESQUISA - EDITAL EM
14/06/2012
DADO NÃO CADASTRADO
DADO NÃO
CADASTRADO
DADO NÃO
CADASTRADO
DADO NÃO
CADASTRADO
860679/2008
2000
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
318 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ NÃO
APV ART 30 II CM PUB EM 02/07/2012
Mineral Ventures Participações
Ltda.
FOSFATO
FERTILIZANTES
GO
860666/2008
2000
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
318 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ NÃO
APV ART 30 II CM PUB EM 02/07/2012
Mineral Ventures Participações
Ltda.
FOSFATO
FERTILIZANTES
GO
860671/2008
2000
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
318 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ NÃO
APV ART 30 II CM PUB EM 02/07/2012
Mineral Ventures Participações
Ltda.
FOSFATO
FERTILIZANTES
GO
860676/2008
1108.06
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
318 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ NÃO
APV ART 30 II CM PUB EM 02/07/2012
Mineral Ventures Participações
Ltda.
FOSFATO
FERTILIZANTES
GO
860670/2008
2000
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
318 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ NÃO
APV ART 30 II CM PUB EM 02/07/2012
Mineral Ventures Participações
Ltda.
FOSFATO
FERTILIZANTES
GO
860667/2008
2000
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
318 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ NÃO
APV ART 30 II CM PUB EM 02/07/2012
Mineral Ventures Participações
Ltda.
FOSFATO
FERTILIZANTES
GO
860668/2008
2000
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
318 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ NÃO
APV ART 30 II CM PUB EM 02/07/2012
Mineral Ventures Participações
Ltda.
FOSFATO
FERTILIZANTES
GO
862112/2008
437.69
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
318 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ NÃO
APV ART 30 II CM PUB EM 02/07/2012
Mineral Ventures Participações
Ltda.
FOSFATO
FERTILIZANTES
GO
860199/2002
12.98
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
169 - AUT PESQ/ÁREA BLOQUEADA ART
42 CM PUB EM 23/07/2007
CONSTRUTORA OAS LTDA
GNAISSE
NÃO INFORMADO
GO
861203/1994
50
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
794 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ
POSITIVO APRESENTADO EM 03/04/2000
DMG INDÚSTRIA E COMÉRCIO
LTDA
GNAISSE
NÃO INFORMADO
GO
861223/2011
15.29
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
225 - AUT PESQ/MULTA APLICADA
PUBLICADA EM 09/05/2012
Custodio Rosa Faleiros
GNAISSE
BRITA
GO
861745/2011
261.94
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 25/01/2012
Eunisse Leles dos Santos
GNAISSE
REVESTIMENTO
GO
861796/2011
469.78
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 31/01/2012
Ernane Assunção Fernandes
GNAISSE
REVESTIMENTO
GO
861623/2011
507.78
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 30/01/2012
Itamar Luiz Meireles Sachetto
GNAISSE
REVESTIMENTO
GO
861082/2000
14.12
CONCESSÃO DE LAVRA
473 - CONC LAV/CUMPRIMENTO
EXIGÊNCIA PROTOCOLI EM 13/03/2012
Britagran Britas e Granitos
Mineradora Ltda.
GNAISSE
NÃO INFORMADO
GO
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
NOME
SUBSTÂNCIA
USO
UF
Técnico:
105/313
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
PROCESSO
AREA_HA
FASE
860237/2001
49.1
CONCESSÃO DE LAVRA
473 - CONC LAV/CUMPRIMENTO
EXIGÊNCIA PROTOCOLI EM 13/03/2012
Britagran Britas e Granitos
Mineradora Ltda.
GNAISSE
NÃO INFORMADO
GO
860088/1998
50
REQUERIMENTO DE
LAVRA
336 - REQ LAV/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 21/09/2009
BRACAL BRASÍLIA CALCÁRIO
AGRÍCOLA LTDA
GNAISSE
NÃO INFORMADO
GO
860048/2002
50
REQUERIMENTO DE
LAVRA
362 - REQ LAV/PRORROGAÇÃO PRAZO
EXIGÊNCIA SOLICITADO EM 19/03/2012
RS MIDAS MINERAÇÃO LTDA
GNAISSE
NÃO INFORMADO
GO
860872/2009
56.16
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
136 - REQ PESQ/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 14/09/2011
PEDREIRA IZAÍRA INDÚSTRIA E
COMÉRCIO LTDA
GNAISSE
BRITA
GO
860838/1988
1000
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
236 - AUT PESQ/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 26/12/2011
MINERAÇÃO BEIRA RIO LTDA
GRANITO
NÃO INFORMADO
GO
861577/2010
172.06
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
224 - AUT PESQ/AUTO INFRAÇÃO MULTA
PUBLICADA EM 15/09/2011
Natanael Rodrigues da Silva
GRANITO
REVESTIMENTO
DADO NÃO
CADASTRADO
860839/1988
1000
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
236 - AUT PESQ/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 26/12/2011
MINERAÇÃO BEIRA RIO LTDA
GRANITO
NÃO INFORMADO
GO
860163/1998
49.99
CONCESSÃO DE LAVRA
461 - CONC LAV/PAGAMENTO MULTA
EFETUADO EM 08/12/2010
Transpel Transporte e Britagem
de Pedras Ltda
GRANITO
NÃO INFORMADO
GO
861005/2002
40.38
DISPONIBILIDADE
307 - DISPONIB/HABILIT EDITAL
DISPONIB P/LAVRA EM 22/02/2012
PEDREIRA IZAÍRA INDÚSTRIA E
COMÉRCIO LTDA
GRANITO
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860466/1998
23.75
DISPONIBILIDADE
1664 - REQ LAV/ÁREA DISPONIBILIDADE
PARA LAVRA - EDITAL EM 10/10/2011
PEDREIRA IZAÍRA INDÚSTRIA E
COMÉRCIO LTDA
GRANITO
NÃO INFORMADO
GO
860730/2009
49.98
LICENCIAMENTO
736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 30/04/2012
Pedreira Campo Limpo Ltda
GRANITO
BRITA
GO
861004/2002
40.38
REQUERIMENTO DE
LAVRA
391 - REQ LAV/PEDIDO RECONSIDERAÇÃO
PROTOCOLIZ EM 25/08/2011
PEDREIRA IZAÍRA INDÚSTRIA E
COMÉRCIO LTDA
GRANITO
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860460/2003
50
REQUERIMENTO DE
LAVRA
365 - REQ LAV/CUMPRIMENTO EXIGÊNCIA
PROTOCOLIZ EM 13/03/2012
Britagran Britas e Granitos
Mineradora Ltda.
GRANITO P/
REVESTIMENTO
REVESTIMENTO
GO
862846/2011
49.67
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
207 - AUT PESQ/OFICIO AO JUIZ
ENVIADO EM 04/06/2012
Fabricio Rady Daud
GRANULITO
BRITA
GO
861887/1994
50
CONCESSÃO DE LAVRA
470 - CONC LAV/EXIGÊNCIA PUBLICADA
EM 28/06/2012
Pedra Britada Indústria e
Comércio Ltda
GRANULITO
NÃO INFORMADO
GO
860499/2000
50
DISPONIBILIDADE
309 - DISPONIB/CONSID PRIORITARIOEDITAL LAVRA PUBL EM 27/06/2012
ORCA CONSTRUTORA LTDA
GRANULITO
NÃO INFORMADO
GO
Coordenador:
106/313
ULTIMO EVENTO
NOME
SUBSTÂNCIA
USO
UF
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
PROCESSO
AREA_HA
861263/2012
50
861167/2008
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
FASE
ULTIMO EVENTO
NOME
SUBSTÂNCIA
USO
UF
REQUERIMENTO DE
LAVRA
350 - REQ LAV/REQUERIMENTO LAVRA
PROTOCOLIZADO EM 27/06/2012
Hs Empreendimentos e
Participações Ltda
GRANULITO
NÃO INFORMADO
DADO NÃO
CADASTRADO
1956.91
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
265 - AUT PESQ/PRORROGAÇÃO PRAZO
ALVARÁ SOLICITADO EM 02/03/2012
Amazônia Mineração Ltda.
ILMENITA
INDUSTRIAL
GO
860412/2010
100
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 29/07/2011
NASSIM MAMED JÚNIOR
ILMENITA
INDUSTRIAL
GO
860392/2010
1433.17
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 29/07/2011
Domingos Donizete de Carvalho
ILMENITA
INDUSTRIAL
GO
860768/2010
45.65
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 31/01/2012
Pedreira Campo Limpo Ltda
ILMENITA
INDUSTRIAL
GO
861334/2010
1748.13
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 31/01/2012
NASSIM MAMED JÚNIOR
ILMENITA
INDUSTRIAL
GO
860999/2011
106.33
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
207 - AUT PESQ/OFICIO AO JUIZ
ENVIADO EM 23/03/2012
Cláudio Roberto Bueno da
Fonseca Junior
ILMENITA
INDUSTRIAL
GO
861630/2011
177.11
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 31/01/2012
NASSIM MAMED JÚNIOR
ILMENITA
INDUSTRIAL
GO
861703/2011
542.22
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
1397 - AUT PESQ/LICENÇA AMBIENTAL
PROTOCOLIZADA EM 01/06/2012
Eliana Aparecida dos Santos
ILMENITA
INDUSTRIAL
GO
861629/2011
880.46
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 31/01/2012
NASSIM MAMED JÚNIOR
ILMENITA
INDUSTRIAL
GO
861631/2011
1199.76
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 31/01/2012
NASSIM MAMED JÚNIOR
ILMENITA
INDUSTRIAL
GO
861628/2011
985.29
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 31/01/2012
NASSIM MAMED JÚNIOR
ILMENITA
INDUSTRIAL
GO
862309/2011
217.28
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
18/10/2011
MARIA LUIZA GUIMARÃES
ILMENITA
INDUSTRIAL
GO
862578/2011
284.44
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
18/11/2011
NASSIM MAMED JÚNIOR
ILMENITA
INDUSTRIAL
GO
861147/2012
1870.85
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
13/06/2012
Eterg Empresa de
Terraplenagem e Rental de
Goiás Ltda
ILMENITA
INDUSTRIAL
GO
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
Técnico:
107/313
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
PROCESSO
AREA_HA
862554/2011
444.83
860155/1991
FASE
ULTIMO EVENTO
NOME
SUBSTÂNCIA
USO
UF
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
17/11/2011
NASSIM MAMED JÚNIOR
ILMENITA
INDUSTRIAL
GO
19.9
CONCESSÃO DE LAVRA
436 - CONC LAV/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 21/10/2011
Pedreira Hvb Ltda
MICAXISTO
NÃO INFORMADO
GO
862117/1994
35
CONCESSÃO DE LAVRA
436 - CONC LAV/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 01/03/2012
BRITENG BRITAGEM E
CONSTRUÇÕES LTDA
MICAXISTO
NÃO INFORMADO
GO
813473/1973
35.07
CONCESSÃO DE LAVRA
472 - CONC LAV/PRORROGAÇÃO PRAZO
EXIGÊNCIA SOLICITADO EM 25/07/2008
Julio Cesar Camelo Parrode
MICAXISTO
NÃO INFORMADO
GO
862138/1980
42
LICENCIAMENTO
1401 - LICEN/LICENÇA AMBIENTAL
PROTOCOLIZADA EM 04/07/2012
Agencia Municipal de Obras
MICAXISTO
NÃO INFORMADO
GO
813474/1973
56.16
REQUERIMENTO DE
LAVRA
365 - REQ LAV/CUMPRIMENTO EXIGÊNCIA
PROTOCOLIZ EM 26/02/2010
PEDREIRA IZAÍRA INDÚSTRIA E
COMÉRCIO LTDA
MICAXISTO
NÃO INFORMADO
GO
860632/1997
24.25
REQUERIMENTO DE
LAVRA
2 - DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 21/09/2007
PEDREIRA IZAÍRA INDÚSTRIA E
COMÉRCIO LTDA
MICAXISTO
NÃO INFORMADO
GO
860388/1994
50
REQUERIMENTO DE
LAVRA
363 - REQ LAV/PRORROGAÇÃO PRAZO
EXIGÊNCIA NEGADO EM 11/07/2011
GENOVEVA CARNEIRO CARRERA
MICAXISTO
NÃO INFORMADO
GO
860145/2004
20
REQUERIMENTO DE
LAVRA
364 - REQ LAV/PRORROGAÇÃO PRAZO
EXIGÊNCIA CONCEDIDO EM 22/03/2012
PEDREIRA IZAÍRA INDÚSTRIA E
COMÉRCIO LTDA
MICAXISTO
INDUSTRIAL
GO
860569/2008
1957.39
DISPONIBILIDADE
99 - DISPONIB/ÁREA S/PRETEN PROC
ARQ ÁREA LIVRE EM 05/04/2010
Los Andes Mineração Ltda
MINÉRIO DE
COBRE
INDUSTRIAL
GO
860690/2007
3.13
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 31/01/2012
EPASA - ENGENHARIA
PAVIMENTAÇÃO E SANEAMENTO
LTDA
MINÉRIO DE
CROMO
INDUSTRIAL
GO
860409/2007
985.96
DISPONIBILIDADE
1803 - DISPONIB/JULGAMENTO
HABILITAÇÃO PUBLICADO EM 07/05/2012
Lithos Processamento de Dados
Ltda Me
MINÉRIO DE
CROMO
INDUSTRIAL
GO
860902/2012
998.99
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
09/05/2012
Mineração Brasil Central Ltda
MINÉRIO DE
CROMO
INDUSTRIAL
GO
860592/2010
1039.77
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 30/01/2012
Mineração Brasil Central Ltda
MINÉRIO DE FERRO
INDUSTRIAL
GO
860293/2010
894.71
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
236 - AUT PESQ/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 07/02/2012
Brom S A
MINÉRIO DE FERRO
INDUSTRIAL
GO
Coordenador:
108/313
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
PROCESSO
AREA_HA
FASE
ULTIMO EVENTO
861824/2011
1988.23
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 31/01/2012
GRANIBLOCK IMPORTAÇÃO E
EXPORTAÇÃO LTDA
MINÉRIO DE FERRO
INDUSTRIAL
GO
861886/2011
1997.27
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 31/01/2012
Geotron Importação e
Exportação Ltda
MINÉRIO DE FERRO
INDUSTRIAL
GO
861894/2011
1997.69
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 31/01/2012
Geotron Importação e
Exportação Ltda
MINÉRIO DE FERRO
INDUSTRIAL
GO
860292/2010
974.22
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
236 - AUT PESQ/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 09/03/2012
Brom S A
MINÉRIO DE FERRO
INDUSTRIAL
GO
861877/2011
1872.05
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 31/01/2012
Geotron Importação e
Exportação Ltda
MINÉRIO DE FERRO
INDUSTRIAL
GO
861875/2011
1989.36
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 31/01/2012
GRANIBLOCK IMPORTAÇÃO E
EXPORTAÇÃO LTDA
MINÉRIO DE FERRO
INDUSTRIAL
GO
861861/2011
1970.44
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
136 - REQ PESQ/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 11/11/2011
GRANIBLOCK IMPORTAÇÃO E
EXPORTAÇÃO LTDA
MINÉRIO DE FERRO
INDUSTRIAL
GO
861858/2011
1970.58
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
136 - REQ PESQ/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 11/11/2011
GRANIBLOCK IMPORTAÇÃO E
EXPORTAÇÃO LTDA
MINÉRIO DE FERRO
INDUSTRIAL
GO
860697/2010
608.26
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 25/01/2012
Edson Antonio Gomes
MINÉRIO DE
MANGANÊS
INDUSTRIAL
GO
861373/2011
995.47
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
207 - AUT PESQ/OFICIO AO JUIZ
ENVIADO EM 19/04/2012
Edson Antonio Gomes
MINÉRIO DE
MANGANÊS
INDUSTRIAL
GO
861658/2009
755.61
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
236 - AUT PESQ/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 30/08/2011
Edson Antonio Gomes
MINÉRIO DE
MANGANÊS
INDUSTRIAL
GO
861462/2008
2000
DISPONIBILIDADE
99 - DISPONIB/ÁREA S/PRETEN PROC
ARQ ÁREA LIVRE EM 23/11/2010
INGO GUSTAV WENDER
MINÉRIO DE
MANGANÊS
INDUSTRIAL
GO
860109/2008
977.99
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
225 - AUT PESQ/MULTA APLICADA
PUBLICADA EM 04/06/2012
Germina Mineração Consultoria
Importação e Exportação Ltda
MINÉRIO DE
NÍQUEL
INDUSTRIAL
GO
860977/2010
892.45
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 31/01/2012
Natanael Rodrigues da Silva
MINÉRIO DE
NÍQUEL
INDUSTRIAL
GO
861153/2011
963.55
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
635 - AUT PESQ/AUTO INFRAÇÃO
MULTA-TAH EM 23/05/2012
Pedreira Bela Vista Ltda
MINÉRIO DE
NÍQUEL
INDUSTRIAL
GO
861154/2011
1998.23
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
635 - AUT PESQ/AUTO INFRAÇÃO
MULTA-TAH EM 23/05/2012
Pedreira Bela Vista Ltda
MINÉRIO DE
NÍQUEL
INDUSTRIAL
GO
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
NOME
SUBSTÂNCIA
USO
UF
Técnico:
109/313
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
PROCESSO
AREA_HA
861419/2010
1242.64
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 31/01/2012
Natanael Rodrigues da Silva
MINÉRIO DE
NÍQUEL
INDUSTRIAL
GO
860440/2007
1887.35
DISPONIBILIDADE
99 - DISPONIB/ÁREA S/PRETEN PROC
ARQ ÁREA LIVRE EM 12/08/2008
Inv Mineração Ltda
MINÉRIO DE
NÍQUEL
INDUSTRIAL
GO
860442/2007
1317.71
DISPONIBILIDADE
99 - DISPONIB/ÁREA S/PRETEN PROC
ARQ ÁREA LIVRE EM 12/08/2008
Inv Mineração Ltda
MINÉRIO DE
NÍQUEL
INDUSTRIAL
GO
862311/2011
1820.51
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
18/10/2011
Hm do Brasil Mineração Ltda
MINÉRIO DE
NÍQUEL
INDUSTRIAL
GO
862456/2011
1999.79
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
01/11/2011
Pma Geoquímica Pesquisa
Mineral e Ambiental Ltda
MINÉRIO DE
NÍQUEL
INDUSTRIAL
GO
862313/2011
587.61
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
18/10/2011
Hm do Brasil Mineração Ltda
MINÉRIO DE
NÍQUEL
INDUSTRIAL
GO
862312/2011
606.84
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
18/10/2011
Hm do Brasil Mineração Ltda
MINÉRIO DE
NÍQUEL
INDUSTRIAL
GO
860124/2012
1386.58
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
24/01/2012
Renato Abadia de Souza
MINÉRIO DE
NÍQUEL
INDUSTRIAL
GO
860366/2002
299
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
236 - AUT PESQ/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 08/05/2009
Luiza Catarina Lobo de Godoi
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860873/2001
1080.84
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
236 - AUT PESQ/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 01/08/2011
RS MIDAS MINERAÇÃO LTDA
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
861600/2008
2000
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
1273 - AUT PESQ/REDUÇÃO DE ÁREA
PROTOCOLIZADO EM 17/10/2011
Roberto Rassi
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860758/2009
1892.16
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
250 - AUT PESQ/EXIGÊNCIA PUBLICADA
EM 02/07/2012
Vrm Geologia e Mineração Ltda.
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860757/2009
1897.31
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
250 - AUT PESQ/EXIGÊNCIA PUBLICADA
EM 02/07/2012
Vrm Geologia e Mineração Ltda.
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860760/2009
1885.1
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
250 - AUT PESQ/EXIGÊNCIA PUBLICADA
EM 02/07/2012
Vrm Geologia e Mineração Ltda.
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
Coordenador:
110/313
FASE
ULTIMO EVENTO
NOME
SUBSTÂNCIA
USO
UF
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
PROCESSO
AREA_HA
FASE
ULTIMO EVENTO
861004/2007
823.13
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 31/01/2012
Gildeon Rodrigues da Silva,
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860737/2009
618.43
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 26/01/2012
Vrm Geologia e Mineração Ltda.
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860164/2009
1669.23
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 29/07/2011
Belo Verde Empreendimentos
Imobiliários Ltda.
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860763/2009
1964.18
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
250 - AUT PESQ/EXIGÊNCIA PUBLICADA
EM 02/07/2012
Vrm Geologia e Mineração Ltda.
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860761/2009
1943.71
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
250 - AUT PESQ/EXIGÊNCIA PUBLICADA
EM 02/07/2012
Vrm Geologia e Mineração Ltda.
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860762/2009
1955.9
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
250 - AUT PESQ/EXIGÊNCIA PUBLICADA
EM 02/07/2012
Vrm Geologia e Mineração Ltda.
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860626/2009
1898.66
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 24/01/2012
Construtora Jad Ltda
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860764/2009
1694.43
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
250 - AUT PESQ/EXIGÊNCIA PUBLICADA
EM 02/07/2012
Mineração Itabira Indústria e
Comércio Ltda
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860766/2009
1764.97
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
250 - AUT PESQ/EXIGÊNCIA PUBLICADA
EM 02/07/2012
Mineração Itabira Indústria e
Comércio Ltda
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
861392/2009
49.99
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 29/07/2011
Centro Oeste Mineração e
Comercio Ltda
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
861429/2009
100
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 29/07/2011
Eleonora Camilo Pieruccetti
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860759/2009
996.97
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 29/07/2011
Vrm Geologia e Mineração Ltda.
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860165/2009
1368.2
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 29/07/2011
Belo Verde Empreendimentos
Imobiliários Ltda.
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
861278/2009
1032.41
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 29/07/2011
Vrm Geologia e Mineração Ltda.
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860166/2009
380.12
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 29/07/2011
Belo Verde Empreendimentos
Imobiliários Ltda.
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
861467/2009
24.48
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
227 - AUT PESQ/PAGAMENTO MULTA
EFETUADO EM 14/09/2011
Centro Oeste Mineração e
Comercio Ltda
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
NOME
SUBSTÂNCIA
USO
UF
Técnico:
111/313
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
PROCESSO
AREA_HA
NOME
SUBSTÂNCIA
860580/2010
94.8
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 31/01/2012
Domingos Donizete de Carvalho
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
861437/2009
713.27
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 29/07/2011
Vrm Geologia e Mineração Ltda.
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860569/2009
25
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 27/12/2011
Henrique Fleury da Motta
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860655/2010
79.01
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
1397 - AUT PESQ/LICENÇA AMBIENTAL
PROTOCOLIZADA EM 05/07/2012
José Alves de Faria
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860794/2010
226.36
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
209 - AUT PESQ/INICIO DE PESQUISA
COMUNICADO EM 28/02/2012
Luciley Alves Rosa
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860694/2010
617.42
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
1397 - AUT PESQ/LICENÇA AMBIENTAL
PROTOCOLIZADA EM 17/05/2012
Flávio Leandro Palmerston
Abrantes
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
861414/2010
499.95
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 24/01/2012
Borges e Hori Mineração Ltda
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
861675/2010
217.82
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
1397 - AUT PESQ/LICENÇA AMBIENTAL
PROTOCOLIZADA EM 13/02/2012
Vitor Cardoso da Silva
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
DADO NÃO
CADASTRADO
860727/2009
49.84
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 25/01/2012
Julia Alves Resende
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
861910/2010
594.53
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 29/07/2011
TARCAL TRANSPORTES E
MATERIAL DE CONSTRUÇÃO
LTDA
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
DADO NÃO
CADASTRADO
860255/2010
178.61
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
318 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ NÃO
APV ART 30 II CM PUB EM 29/06/2012
Titanio Goiás Mineração Ind. e
Com. Ltda
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860738/2009
769.99
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 26/01/2012
Vrm Geologia e Mineração Ltda.
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
861898/2010
1435.69
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
667 - PARCELAMENTO MULTA QUITADO
EM 21/12/2011
Luiz Antonio Lisita
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
DADO NÃO
CADASTRADO
860307/2011
1421.93
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
654 - AUT PESQ/PARCELAMENTO TAH
QUITADO EM 25/04/2012
Walcio José da Rocha Lima
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
DADO NÃO
CADASTRADO
860421/2011
454.28
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
224 - AUT PESQ/AUTO INFRAÇÃO MULTA
PUBLICADA EM 05/10/2011
THOMAZ ZUZARTE ADORNO
NETO
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860611/2011
389.13
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
1397 - AUT PESQ/LICENÇA AMBIENTAL
PROTOCOLIZADA EM 29/06/2012
Ibrahim Rassi
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
Coordenador:
112/313
FASE
ULTIMO EVENTO
USO
UF
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
PROCESSO
AREA_HA
FASE
ULTIMO EVENTO
860363/2011
1045.07
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
224 - AUT PESQ/AUTO INFRAÇÃO MULTA
PUBLICADA EM 05/10/2011
RUBENS MARTINS MOURÃO
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860444/2010
1308.27
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
285 - AUT PESQ/GUIA UTILIZAÇÃO
AUTORIZADA PUBLICADA EM 29/06/2012
Fabricio de Siqueira Mendonça
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860846/2011
1977.04
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
207 - AUT PESQ/OFICIO AO JUIZ
ENVIADO EM 15/03/2012
Asa Mineração Industria e
Comercio Ltda Me
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
861792/2010
218.17
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
227 - AUT PESQ/PAGAMENTO MULTA
EFETUADO EM 02/05/2012
Lucélia Ferreira Pimenta de
Andrade
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
DADO NÃO
CADASTRADO
860847/2011
1984.56
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
207 - AUT PESQ/OFICIO AO JUIZ
ENVIADO EM 26/03/2012
Asa Mineração Industria e
Comercio Ltda Me
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860848/2011
1848.38
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
207 - AUT PESQ/OFICIO AO JUIZ
ENVIADO EM 14/03/2012
Asa Mineração Industria e
Comercio Ltda Me
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
861292/2011
1678
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
207 - AUT PESQ/OFICIO AO JUIZ
ENVIADO EM 02/02/2012
Mineração e Consultoria Minafer
Ltda.
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
861525/2011
460.27
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 31/01/2012
JACKSON LUCAS BEZERRA
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
861308/2011
893.99
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
207 - AUT PESQ/OFICIO AO JUIZ
ENVIADO EM 20/04/2012
Tatiane Maria da Costa
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
861299/2009
52.33
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 16/01/2012
Areia Goiás Mineração Ltda
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860546/2011
1993.41
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
225 - AUT PESQ/MULTA APLICADA
PUBLICADA EM 02/05/2012
Mineração Nova Esperança Ltda
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
861318/2011
1132.05
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 31/01/2012
Mb Comercio e Transporte de
Areia Ltda Mem
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
861023/2011
1176.44
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
207 - AUT PESQ/OFICIO AO JUIZ
ENVIADO EM 14/05/2012
Walcio José da Rocha Lima
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
861290/2011
1989.53
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
224 - AUT PESQ/AUTO INFRAÇÃO MULTA
PUBLICADA EM 15/02/2012
Mineração e Consultoria Minafer
Ltda.
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
861264/2011
149.48
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
642 - AUT PESQ/PAGAMENTO MULTA
EFETUADO-TAH EM 30/04/2012
Guiomar de Araujo Azevedo
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
861291/2011
1826.01
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
224 - AUT PESQ/AUTO INFRAÇÃO MULTA
PUBLICADA EM 15/02/2012
Mineração e Consultoria Minafer
Ltda.
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
NOME
SUBSTÂNCIA
USO
UF
Técnico:
113/313
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
PROCESSO
AREA_HA
861986/2011
98.32
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 31/01/2012
Centro Oeste Mineração e
Comercio Ltda
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860467/2011
1904.98
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
225 - AUT PESQ/MULTA APLICADA
PUBLICADA EM 02/05/2012
Gilberto Martins da Costa
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860242/2011
50
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
291 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ APROV
C/REDUC ÁREA PUB EM 29/06/2012
Rtm Mineração Ltda
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
DADO NÃO
CADASTRADO
860249/2011
49.98
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 16/01/2012
Rtm Mineração Ltda
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
DADO NÃO
CADASTRADO
860250/2011
49.98
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 16/01/2012
Rtm Mineração Ltda
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
DADO NÃO
CADASTRADO
861665/2011
473
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 31/01/2012
JACKSON LUCAS BEZERRA
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860174/2010
1502.67
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 29/07/2011
Luiz Humberto de Oliveira Filho
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
861289/2011
1698.53
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
207 - AUT PESQ/OFICIO AO JUIZ
ENVIADO EM 02/02/2012
Mineração e Consultoria Minafer
Ltda.
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
861415/2010
333.45
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 24/01/2012
Borges e Hori Mineração Ltda
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860246/2011
49.99
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
291 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ APROV
C/REDUC ÁREA PUB EM 29/06/2012
Rtm Mineração Ltda
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
DADO NÃO
CADASTRADO
860245/2011
49.99
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
291 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ APROV
C/REDUC ÁREA PUB EM 29/06/2012
Rtm Mineração Ltda
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
DADO NÃO
CADASTRADO
860243/2011
50
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
291 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ APROV
C/REDUC ÁREA PUB EM 29/06/2012
Rtm Mineração Ltda
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
DADO NÃO
CADASTRADO
860247/2011
49.99
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
291 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ APROV
C/REDUC ÁREA PUB EM 29/06/2012
Rtm Mineração Ltda
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
DADO NÃO
CADASTRADO
860240/2011
49.99
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
291 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ APROV
C/REDUC ÁREA PUB EM 29/06/2012
Rtm Mineração Ltda
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
DADO NÃO
CADASTRADO
860244/2011
49.99
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
291 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ APROV
C/REDUC ÁREA PUB EM 29/06/2012
Rtm Mineração Ltda
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
DADO NÃO
CADASTRADO
860241/2011
50
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
291 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ APROV
C/REDUC ÁREA PUB EM 02/07/2012
Rtm Mineração Ltda
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
DADO NÃO
CADASTRADO
Coordenador:
114/313
FASE
ULTIMO EVENTO
NOME
SUBSTÂNCIA
USO
UF
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
PROCESSO
AREA_HA
FASE
ULTIMO EVENTO
860248/2011
49.99
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
291 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ APROV
C/REDUC ÁREA PUB EM 29/06/2012
Rtm Mineração Ltda
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
DADO NÃO
CADASTRADO
860849/2011
1944.47
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
224 - AUT PESQ/AUTO INFRAÇÃO MULTA
PUBLICADA EM 15/03/2012
Asa Mineração Industria e
Comercio Ltda Me
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860251/2011
49.99
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 16/01/2012
Rtm Mineração Ltda
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
DADO NÃO
CADASTRADO
860850/2011
1863.61
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
327 - AUT PESQ/DESPACHO RETIFICACAO
ALVARÁ PUB EM 28/06/2012
Asa Mineração Industria e
Comercio Ltda Me
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
861705/2011
168.71
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
207 - AUT PESQ/OFICIO AO JUIZ
ENVIADO EM 25/04/2012
Mineração Jd Ltda
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
861706/2011
503.22
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
207 - AUT PESQ/OFICIO AO JUIZ
ENVIADO EM 30/04/2012
Construtora Jad Ltda
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
861704/2011
976.96
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
207 - AUT PESQ/OFICIO AO JUIZ
ENVIADO EM 25/04/2012
Mineração Jd Ltda
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860950/2011
260.23
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
207 - AUT PESQ/OFICIO AO JUIZ
ENVIADO EM 23/03/2012
José Carlos Borges da Silva
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
862950/2011
48.68
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
198 - AUT PESQ/OPÇÃO REGIME
LICENCIAMENTO PROT EM 21/06/2012
Areia Brasil Mineração Indústria
e Comércio Ltda.
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
DADO NÃO
CADASTRADO
860765/2009
1883
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
250 - AUT PESQ/EXIGÊNCIA PUBLICADA
EM 02/07/2012
Mineração Itabira Indústria e
Comércio Ltda
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860914/2009
226.36
DISPONIBILIDADE
279 - AUT PESQ/ARQUIVAMENTO
PROCESSO PUBLICADO EM 18/06/2010
Bs Areia e Cascalho Ltda
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
862325/2007
542.67
DISPONIBILIDADE
1803 - DISPONIB/JULGAMENTO
HABILITAÇÃO PUBLICADO EM 07/05/2012
Valtair Ferreira dos Santos
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
861152/2010
332.38
REQUERIMENTO DE
LAVRA
624 - REQ LAV/GUIA UTILIZAÇÃO
REQUERIMENTO PROTOC EM 22/06/2012
Fernando Lopes Pereira
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
861373/2006
47.68
REQUERIMENTO DE
LAVRA
361 - REQ LAV/EXIGÊNCIA PUBLICADA EM
28/06/2012
Areia Goiás Mineração Ltda
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860421/2007
23.53
REQUERIMENTO DE
LAVRA
1054 - REQ LAV/EXIGÊNCIA LICENÇA
AMBIENTAL PUB EM 14/06/2012
F. G. Mineradora Ltda
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
861234/2012
48.68
REQUERIMENTO DE
LICENCIAMENTO
700 - REQ LICEN/REQUERIMENTO
LICENCIAMENTO PROTOCO EM
21/06/2012
Areia Brasil Mineração Indústria
e Comércio Ltda.
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
NOME
SUBSTÂNCIA
USO
UF
Técnico:
115/313
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
PROCESSO
AREA_HA
NOME
SUBSTÂNCIA
860547/2011
1937.39
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
28/03/2011
Mineração Nova Esperança Ltda
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
861737/2011
253.97
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
24/08/2011
Fernando Lopes Pereira
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
862123/2011
100.18
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
136 - REQ PESQ/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 08/11/2011
Antão Silvestre de Oliveira Neto
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
862036/2011
1155.65
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
16/09/2011
Centro Oeste Mineração e
Comercio Ltda
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
862278/2011
1956.31
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
13/10/2011
Waltecy José das Dores
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
862363/2011
1263.84
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
136 - REQ PESQ/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 24/01/2012
Gilberto Dias da Silva
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
862283/2011
331.75
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
13/10/2011
Nilton César da Silva
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
862255/2011
367.74
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
10/10/2011
Adauto Celso Medeiros
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
861007/2012
543.77
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
22/05/2012
Leandro da Cunha Moraes
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
862558/2011
339.5
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
17/11/2011
Edieliton Gonzaga de Oliveira
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
861088/2012
1916.01
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
31/05/2012
Daniel Ferreira Rodrigues
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860843/2012
297.69
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
03/05/2012
Centro Oeste Mineração e
Comercio Ltda
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
Coordenador:
116/313
FASE
ULTIMO EVENTO
USO
UF
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
PROCESSO
AREA_HA
FASE
ULTIMO EVENTO
862841/2011
76.18
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
07/12/2011
Flávio Leandro Palmerston
Abrantes
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860329/2012
176.74
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
24/02/2012
Areia Brasil Mineração Indústria
e Comércio Ltda.
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
861881/2010
197.65
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
17/12/2010
Aguinaldo Divino Alves Barbosa
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
DADO NÃO
CADASTRADO
861233/2012
149.82
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
21/06/2012
Leonardo Nunes da Silva
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
861030/2012
1666.5
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
23/05/2012
TARCAL TRANSPORTES E
MATERIAL DE CONSTRUÇÃO
LTDA
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
861987/2011
2.9
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
13/09/2011
Centro Oeste Mineração e
Comercio Ltda
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860096/2012
463.97
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
17/01/2012
Ricardo Padilha da Siqueira Me
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
862840/2011
92.86
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
07/12/2011
Flávio Leandro Palmerston
Abrantes
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860410/2012
1976.61
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
06/03/2012
Marcos Antonio Machado Filho
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
862759/2011
246.8
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
135 - REQ PESQ/CUMPRIMENTO
EXIGÊNCIA PROTOCOLI EM 02/05/2012
Walcio José da Rocha Lima
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860294/2012
99.11
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
17/02/2012
Francisco Francimar Furtado
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860089/2012
781.2
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
16/01/2012
Borges e Hori Mineração Ltda
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
NOME
SUBSTÂNCIA
USO
UF
Técnico:
117/313
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
PROCESSO
AREA_HA
862759/2011
1085.07
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
135 - REQ PESQ/CUMPRIMENTO
EXIGÊNCIA PROTOCOLI EM 02/05/2012
Walcio José da Rocha Lima
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860143/2012
1782.12
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
30/01/2012
Marcos Antonio Machado Filho
MINÉRIO DE OURO
INDUSTRIAL
GO
860333/2006
1000
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
15/03/2006
CIRLEY ANTÔNIO ROSA DA SILVA
MINÉRIO DE
PLATINA
INDUSTRIAL
GO
861234/2005
1839.51
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
645 - AUT PESQ/PAGAMENTO MULTA
EFETUADO-REL PESQ EM 01/12/2008
PENERY MINERAÇÃO LTDA
MINÉRIO DE
TITÂNIO
INDUSTRIAL
GO
861235/2005
2000
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
645 - AUT PESQ/PAGAMENTO MULTA
EFETUADO-REL PESQ EM 01/12/2008
PENERY MINERAÇÃO LTDA
MINÉRIO DE
TITÂNIO
INDUSTRIAL
GO
861233/2005
999.96
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
645 - AUT PESQ/PAGAMENTO MULTA
EFETUADO-REL PESQ EM 01/12/2008
PENERY MINERAÇÃO LTDA
MINÉRIO DE
TITÂNIO
INDUSTRIAL
GO
861238/2005
2000
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
645 - AUT PESQ/PAGAMENTO MULTA
EFETUADO-REL PESQ EM 01/12/2008
PENERY MINERAÇÃO LTDA
MINÉRIO DE
TITÂNIO
INDUSTRIAL
GO
861568/2005
56
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
227 - AUT PESQ/PAGAMENTO MULTA
EFETUADO EM 13/04/2009
Vcb Participacoes Pesq e Exp de
Minerios Ltda
MINÉRIO DE
TITÂNIO
INDUSTRIAL
GO
861237/2005
2000
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
645 - AUT PESQ/PAGAMENTO MULTA
EFETUADO-REL PESQ EM 01/12/2008
PENERY MINERAÇÃO LTDA
MINÉRIO DE
TITÂNIO
INDUSTRIAL
GO
860256/2010
984.46
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 29/07/2011
Gotabri Transporte Ltda
MINÉRIO DE
TITÂNIO
INDUSTRIAL
GO
860097/2004
78.93
DISPONIBILIDADE
307 - DISPONIB/HABILIT EDITAL
DISPONIB P/LAVRA EM 22/02/2012
NASSIM MAMED JÚNIOR
MINÉRIO DE
TITÂNIO
INDUSTRIAL
GO
860166/2004
15.99
DISPONIBILIDADE
307 - DISPONIB/HABILIT EDITAL
DISPONIB P/LAVRA EM 22/02/2012
NASSIM MAMED JÚNIOR
MINÉRIO DE
TITÂNIO
INDUSTRIAL
GO
862711/2011
1999.65
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
25/11/2011
João Clevis Filho
MINÉRIO DE
TITÂNIO
INDUSTRIAL
GO
861648/2009
45.76
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
255 - AUT PESQ/CUMPRIMENTO
EXIGÊNCIA PROTOCOLI EM 11/05/2012
Armazem da Areia Ltda
QUARTZITO
INDUSTRIAL
GO
861638/2010
49.98
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 29/07/2011
Titanio Goiás Mineração Ind. e
Com. Ltda
QUARTZITO
INDUSTRIAL
DADO NÃO
CADASTRADO
Coordenador:
118/313
FASE
ULTIMO EVENTO
NOME
SUBSTÂNCIA
USO
UF
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
PROCESSO
AREA_HA
FASE
ULTIMO EVENTO
860197/2011
500.87
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 22/07/2011
Rio Granito Ltda
QUARTZITO
BRITA
DADO NÃO
CADASTRADO
861125/2010
49.98
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 31/01/2012
Titanio Goiás Mineração Ind. e
Com. Ltda
QUARTZITO
INDUSTRIAL
GO
860220/2011
972.13
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 29/07/2011
Titanio Goiás Mineração Ind. e
Com. Ltda
QUARTZITO
INDUSTRIAL
DADO NÃO
CADASTRADO
860355/2011
128.4
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 29/07/2011
Titanio Goiás Mineração Ind. e
Com. Ltda
QUARTZITO
INDUSTRIAL
GO
861843/2010
104.72
DISPONIBILIDADE
1341 - AUT PESQ/ÁREA DISPONIBILIDADE
PARA PESQUISA - EDITAL EM 20/04/2012
Titanio Goiás Mineração Ind. e
Com. Ltda
QUARTZITO
REVESTIMENTO
DADO NÃO
CADASTRADO
860301/2007
49.7
DISPONIBILIDADE
1341 - AUT PESQ/ÁREA DISPONIBILIDADE
PARA PESQUISA - EDITAL EM 31/05/2012
Centro Oeste Mineração e
Comercio Ltda
QUARTZITO
INDUSTRIAL
GO
860759/2012
983.94
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
17/04/2012
CRISMÁRIA ALVES VELOSO DA
SILVA
QUARTZITO
REVESTIMENTO
GO
861024/2012
9.1
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
23/05/2012
Areia Brasil Mineração Indústria
e Comércio Ltda.
QUARTZITO
INDUSTRIAL
GO
861025/2012
98.98
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
23/05/2012
Areia Brasil Mineração Indústria
e Comércio Ltda.
QUARTZITO
INDUSTRIAL
GO
861167/2012
612.71
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
15/06/2012
L & D Construtora e
Incorporadora Ltda
QUARTZO
INDUSTRIAL
GO
861126/2012
125.16
REQUERIMENTO DE
PESQUISA
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO
PESQUISA PROTOCOLIZADO EM
11/06/2012
Augusto Zacharias Gontijo
RUTILO
INDUSTRIAL
GO
861687/2011
11.87
LICENCIAMENTO
730 - LICEN/LICENCIAMENTO
AUTORIZADO PUBLICADO EM 01/03/2012
Eduardo Paiva Fagundes
SAIBRO
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
861905/2010
484.23
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
255 - AUT PESQ/CUMPRIMENTO
EXIGÊNCIA PROTOCOLI EM 30/01/2012
Cecrisa Revestimentos
Cerâmicos S/A
TALCO
INDUSTRIAL
DADO NÃO
CADASTRADO
861906/2010
322.35
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH
EFETUADO EM 29/07/2011
Cecrisa Revestimentos
Cerâmicos S/A
TALCO
INDUSTRIAL
DADO NÃO
CADASTRADO
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
NOME
SUBSTÂNCIA
USO
UF
Técnico:
119/313
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
PROCESSO
AREA_HA
860692/2005
24
860123/2001
FASE
ULTIMO EVENTO
NOME
SUBSTÂNCIA
USO
UF
REQUERIMENTO DE
LAVRA
1054 - REQ LAV/EXIGÊNCIA LICENÇA
AMBIENTAL PUB EM 14/06/2012
Klace S A Pisos e Azulejos
TALCO
INDUSTRIAL
GO
14.17
AUTORIZAÇÃO DE
PESQUISA
227 - AUT PESQ/PAGAMENTO MULTA
EFETUADO EM 11/04/2007
PEDREIRA ITAÚNA LTDA
XISTO
CONSTRUÇÃO CIVIL
GO
860159/1989
771.52
CONCESSÃO DE LAVRA
1399 - CONC LAV/LICENÇA AMBIENTAL
PROTOCOLIZADA EM 17/05/2012
Afranio Roberto de Souza Firma
Individual
XISTO
BRITA
GO
860430/1997
49.84
CONCESSÃO DE LAVRA
694 - PAGAMENTO VISTORIA
FISCALIZAÇÃO EFETUADO EM 17/10/2011
PEDREIRA IZAÍRA INDÚSTRIA E
COMÉRCIO LTDA
XISTO
NÃO INFORMADO
GO
860017/2001
38.69
CONCESSÃO DE LAVRA
473 - CONC LAV/CUMPRIMENTO
EXIGÊNCIA PROTOCOLI EM 26/08/2011
PEDREIRA ITAÚNA LTDA
XISTO
BRITA
GO
860771/2002
16
DISPONIBILIDADE
307 - DISPONIB/HABILIT EDITAL
DISPONIB P/LAVRA EM 22/02/2012
BRITENG BRITAGEM E
CONSTRUÇÕES LTDA
XISTO
BRITA
GO
862614/2008
49
LICENCIAMENTO
742 - LICEN/PRORROGAÇÃO REGISTRO
LICENÇA AUTORIZADA EM 16/03/2012
Via Engenharia S.a.
XISTO
BRITA
GO
861475/2009
8.63
REQUERIMENTO DE
LAVRA
336 - REQ LAV/DOCUMENTO DIVERSO
PROTOCOLIZADO EM 27/06/2012
Mineração Jd Ltda
XISTO
BRITA
GO
Coordenador:
120/313
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
4.1.5.4 -
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Recomendações
As atividades minerárias relacionadas no quadro acima poderão sofrer interferências e/ou
alterações com a implantação do empreendimento. Da mesma forma, quaisquer outras
atividades de mineração futuras são passíveis de restrições ou impedimentos com o início da
implantação/operação dos AHE do rio Meia Ponte e aproveitamentos associados.
Destaca-se que as atividades que poderão ser impactadas pelos AHE são os requerimentos que se
situam na área dos reservatórios. e, Dentre esses requerimentos, sobressaem os de exploração de
areia no eixo principal do Meia Ponte.
Assim sendo, para os casos em que não for possível a convivências da atividade mineral com a
atividade de geração de energia, devem ser realizadas tratativa com o DNPM nas fases seguintes
dos estudos, para que seja buscar soluções conjuntas.
4.1.6 -
Pedologia
O levantamento pedológico da Bacia Hidrográfica do rio Meia Ponte tem por objetivo descrever
as potencialidades e fragilidades pedológicas para implementação de AHE ao longo deste rio.
Para tanto, foi realizada campanha de campo para caracterização pedológica da área
mencionada, visando identificar e dimensionar as ocorrências das classes de solos e os limites das
unidades de mapeamento. Foram utilizadas bases cartográficas já existentes e a nomenclatura
das unidades seguiu o padrão estabelecido pelo Sistema Brasileiro de Classificação dos Solos
(EMBRAPA, 2006). Foram identificadas 10 classes de solos, distribuídas em 38 unidades de
mapeamento, com destaque para os Latossolos Vermelhos. De maneira geral, os solos
apresentam suscetibilidade à erosão moderada e forte e aptidão agrícola regular para lavoura. As
sensibilidades estão relacionadas à possível deflagração de processos erosivos com o enchimento
dos reservatórios.
4.1.6.1 -
Objetivos
Neste item será apresentado o estudo do levantamento das classes de solo, avaliação da
susceptibilidade à erosão dos solos e Aptidão Agrícola das terras que ocorrem na Bacia Hidrográfica
do Meia Ponte, para subsídio ao Estudo de Inventário de Bacia Hidrográfica do Meia Ponte. Este
estudo tem como objetivo, portanto, a identificação, caracterização e delimitação cartográfica dos
solos na área de inserção deste empreendimento e, além disso, serão indicadas as sensibilidades
pedológicas dos possíveis aproveitamentos hidrelétricos das AHE os AHE do rio Meia Ponte.
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
Técnico:
121/313
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
4.1.6.2 -
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
Métodos
A metodologia do trabalho, bem como os critérios para identificação das classes de solos, serão
descritos a seguir. Informações mais pormenorizadas sobre os procedimentos de classificação
poderão ser obtidas nas seguintes publicações da EMBRAPA: Critérios para distinção de classes de
solos e de fases de unidades de mapeamento - Normas em uso pelo Centro Nacional de Pesquisa
de Solos - EMBRAPA (EMBRAPA, 1988a); Procedimentos Normativos de Levantamentos de Solos
(EMBRAPA, 1995); Manual de Descrição e Coleta de Solo no Campo (SANTOS et al., 2005) e;
Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (EMBRAPA, 2006).
A Área de estudo foi definida pela bacia de drenagem do Rio Meia Ponte, uma vez que a bacia de
drenagem constitui uma importante unidade de análise da paisagem, pois, caracteriza-se como
um sistema hidrogeomorfológico (COELHO NETTO, 2007). O trabalho resultou na identificação,
classificação e descrição das classes de solos bem como na confecção do Mapa de Solos (Caderno
de Mapas - 2523-00-EIBH-DE-2008) na escala de 1:250.000, que corresponde ao nível de
reconhecimento de média intensidade e tem como objetivo gerar uma estimativa dos recursos
potenciais dos solos a partir das associações de unidades simples com grandes grupos de solos. As
unidades de mapeamento neste nível de reconhecimento podem ser constituídas por unidades
simples ou por associações de até quatro componentes de grandes grupos de solos.
Com base nos levantamentos já existentes, tais como o Mapa Exploratório de Solos do Projeto
RADAMBRASIL v. 31 – Goiânia (1983) e o Mapa de Solos do Zoneamento Ecológico Econômico da
Microrregião Meia Ponte (1999) foram realizadas padronizações das nomenclaturas das classes de
solo, de acordo com o atual Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (Embrapa, 2006). Além disso,
melhorias na delimitação das unidades de mapeamento através dos dados amostrados em campo,
além da compatibilização dos próprios estudos existentes. Pôde-se, ainda, determinar as relações do
solo com a geologia, relevo, vegetação, clima e o uso atual, importantes para este diagnóstico.
A campanha de campo para a área de estudo da Bacia hidrográfica do Rio Meia Ponte ocorreu
entre os dias 23 e 28 de abril de 2012. A área foi percorrida, visando identificar e dimensionar as
ocorrências das classes de solos e os limites das unidades de mapeamento, bem como a visita nos
locais dos possíveis aproveitamentos e o detalhamento dessas características na área do futuro
reservatórios. Nesse sentido, foram utilizados os conceitos para reconhecimento e classificação
de horizontes diagnósticos, grupamentos de textura e de fases das unidades de mapeamento de
solos (relevo, pedregosidade, rochosidade, drenagem e vegetação), de acordo com EMBRAPA
(1988a). O sistema taxonômico de classificação dos solos encontra-se completo para o 1º nível
categórico (ordens), 2º nível categórico (subordens) e, quando possível, 3º nível categórico
(grandes grupos).
Coordenador:
122/313
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Nestes estudos, procurou-se direcionar o diagnóstico dos solos relacionando-o às unidades de
mapeamento, visando facilitar o processo de hierarquização das fragilidades e a definição de
prioridades, quando fosse o caso. Essa forma de organizar o diagnóstico facilitou a classificação da
suscetibilidade dos solos à erosão e Aptidão Agrícola das Terras. A seguir são apresentados os principais
atributos diagnósticos, conceitos e fases usados para o mapeamento dos solos da área de estudo.
Atributos Diagnósticos
Horizontes Diagnósticos Superficiais
ƒ Horizonte A moderado: é um horizonte superficial que apresenta teores de carbono orgânico
variáveis, espessura e/ou cor que não satisfaçam as condições requeridas para caracterizar
um horizonte A chernozêmico ou proeminente.
ƒ Horizonte A fraco: é um horizonte superficial que apresenta teores de carbono orgânico
inferiores a 5,8 g/kg, cores muito claras, com estrutura fracamente desenvolvida.
ƒ Horizonte A proeminente: constitui horizonte superficial relativamente espesso (pelo menos
18 cm
de
espessura)
com
estrutura
suficientemente
desenvolvida
para
não
ser
simultaneamente maciço e duro, ou mais coeso, quando seco, ou constituído por prismas
maiores que 30 cm. É um horizonte de cor escura (croma úmido inferior a 3,5 e valores mais
escuros que 3,5, quando úmido, e que 5,5, quando seco) com saturação por bases (V) inferior
a 65% e conteúdo de carbono igual ou superior a 6,0 g/kg.
Horizontes Diagnósticos Subsuperficiais
ƒ Horizonte B textural: é um horizonte mineral subsuperficial no qual há evidências de
acumulação, por iluviação, de argila silicatada. O horizonte B textural possui um acréscimo de
argila em comparação com o horizonte sobrejacente eluvial e, usualmente, apresenta
cerosidade.
ƒ Horizonte B Latossólico: é um horizonte mineral subsuperficial, cujos constituintes
evidenciam avançado estágio de intemperização, que pode ser evidenciada pela alteração
quase completa dos minerais primários e ausência de minerais de argila 2:1. Apresenta
intensa lixiviação de bases e concentração residual de sesquióxidos, além de quantidades
variáveis de óxidos de ferro e de alumínio. Deve ter no mínimo 50 cm de espessura, textura
franco arenosa mais fina, não podendo haver mais de 4% de minerais primários alteráveis.
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
Técnico:
123/313
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
ƒ Horizonte B incipiente: o horizonte incipiente caracteriza-se como horizonte subsuperficial,
subjacente ao horizonte A, Ap (antropizado) ou AB (transição do horizonte A para o horizonte
B), que sofreu baixa alteração física e química mas que possibilitou o desenvolvimento de cor
e unidades estruturais. Em relação à espessura, este horizonte deve apresentar no mínimo
10 cm e, em geral, apresenta cores brunadas, amareladas e avermelhadas.
ƒ Horizonte B nítico: horizonte mineral subsuperficial de textura argilosa ou muito argilosa,
sem incremento de argila do horizonte superficial para o subsuperficial. Apresenta superfícies
normalmente reluzentes dos agregados, característica esta descrita no campo como
cerosidade de quantidade e grau de desenvolvimento no mínimo comum e moderada.
Apresentam transição gradual ou difusa entre os subhorizontes do horizonte B.
Grupamentos de Classes de Textura
A textura, em ciência do solo, corresponde à composição granulométrica da terra fina seca ao ar
(TFSA), obtida em laboratório.
Foram consideradas as seguintes classes de textura, conforme os teores de argila, areia e silte
determinados em laboratório:
ƒ Textura muito argilosa: identifica solos com mais de 600 g de argila/kg;
ƒ Textura argilosa: quando o solo tem entre 350 e 600 g de argila/kg;
ƒ Textura média: quando o solo contém 350 g de argila e mais de 150 g de areia/kg, excluídas
as classes texturais areia e areia-franca;
ƒ Textura arenosa: refere-se às classes texturais areia e areia-franca.
Para as classes de solos com significativa variação textural entre horizontes superficiais e
subsuperficiais, a textura é expressa em forma de fração, por exemplo, textura média/argilosa.
A caracterização efetuada em função da proporção de cascalhos (diâmetro de 2 a 20 mm) em
relação à terra fina (fração menor que 2 mm) separa solos através das seguintes classes:
ƒ Textura muito cascalhenta: quanto existe mais de 50% de cascalho na composição
granulométrica do horizonte;
ƒ Textura cascalhenta: quando esse valor oscila entre 15 e 50% de cascalho; e
Coordenador:
124/313
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
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MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
ƒ Textura com cascalho: quando as quantidades de cascalho variam entre 8 e 15%.
Grupamentos de Classes de drenagem
Referem-se à quantidade e velocidade com que a água recebida pelo solo infiltra e/ou escoa,
afetando as condições hídricas do solo (período em que permanece seco, úmido, molhado ou
encharcado).
ƒ Fortemente drenado: a água é removida rapidamente do perfil; os solos com esta classe de
drenagem são muito porosos, de textura arenosa média e muito permeáveis.
ƒ Bem drenado: a água é removida do solo com facilidade, porém, não rapidamente; os solos
com esta classe de drenagem comumente apresentam textura argilosa ou média, não
ocorrendo normalmente mosqueados devido à processos de oxidação e redução, entretanto,
quando presente, o mosqueado ocorre em profundidade, localizando-se a mais de 150 cm da
superfície e/ou a mais de 30 cm do topo do horizonte B ou C.
ƒ Moderadamente drenado: a água é removida do solo um tanto lentamente de modo que o
perfil permanece molhado por uma pequena, porém, significativa parte do tempo. Estes solos
geralmente apresentam uma camada de permeabilidade lenta no solum com o lençol freático
encontrando-se abaixo deste. Podem apresentar mosqueado na parte inferior do horizonte B.
ƒ Mal drenado: a água é removida do perfil tão lentamente que este permanece molhado por
uma grande parte do ano. O lençol freático comumente está à superfície ou próximo dela. É
frequente a ocorrência de mosqueado no perfil e características de gleização.
ƒ Muito mal drenado: a água é removida tão lentamente que o lençol freático permanece à
superfície durante a maior parte do ano. Estes solos ocupam áreas planas e/ou depressões
onde há estagnação da água. São comuns características de gleização e/ou acúmulo
superficial de matéria orgânica.
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
Técnico:
125/313
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
Fases
O critério de fases tem como objetivo fornecer informações adicionais sobre as condições
ambientais. São comumente empregadas fases pedregosidade e rochosidade:
ƒ Pedregosidade: utilizam-se os termos fase pedregosa ou fase muito pedregosa para
caracterizar solos com quantidades de calhaus e matacões, na parte superficial ou
subsuperficial do solo, suficientes para impedir ou restringir o uso de implementos agrícolas.
ƒ Rochosidade: denominam-se solos pela fase rochosa quando há presença de matacões com
diâmetro maior do que 100 cm à superfície do solo ou para designar a presença de lajes de
rochas com uma camada ou um horizonte de solo (A) à superfície.
Relevo
O nome da fase de relevo acompanha a descrição da unidade de solos com o intuito de serem
fornecidos subsídios ao estabelecimento de limitações com relação ao emprego de implementos
agrícolas e, mediante avaliação da declividade e comprimento das pendentes, auxiliar na
determinação da susceptibilidade à erosão. As formas de relevo que acompanham a designação
da unidade de solos são as seguintes:
ƒ Relevo plano: corresponde a superfícies de topografia esbatida ou horizontal, onde os
desnivelamentos são muito pequenos, com declividades variáveis entre 0 e 3%.
ƒ Relevo suave ondulado: caracteriza superfícies de topografia pouco movimentada,
constituída por conjuntos de colinas (elevações de altitudes relativas até 100 m),
apresentando declives suaves, entre 3 e 8%.
ƒ Relevo ondulado: designa superfícies de topografia pouco movimentada, constituídas por
conjunto de colinas, com declives moderados, entre 8 e 20%.
ƒ Relevo forte ondulado: corresponde a superfícies de topografia movimentada, formadas por
morros (elevações de 100 a 200 m de altitudes relativas) e, raramente, colinas, com declives
fortes, predominantemente variáveis de 20 a 45%.
ƒ Relevo montanhoso: caracteriza superfícies com topografia vigorosa, com predomínio de
formas acidentadas, usualmente constituídas por morros, montanhas e maciços montanhosos,
apresentando desnivelamentos relativamente grandes (superiores a 200 m) e declives fortes
ou muito fortes, predominantemente variáveis de 45 a 75%.
Coordenador:
126/313
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
4.1.6.3 -
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Resultados
Neste item, serão descritas as principais classes de solos que ocorrem na área de estudo,
identificadas no trabalho de campo, seja como componentes dominantes ou como componentes
co-dominantes associados por inclusão em unidades de mapeamento. Foram identificadas 10
classes de solos distribuídas em 38 unidades de mapeamento (Quadro 4.1-14).
As unidades de mapeamento constituem um conjunto de áreas de solos, com posições e relações
definidas na paisagem. As unidades de mapeamento são constituídas por diferentes classes de
solo, que estão inseridas em um contexto espacial semelhante. São dividas em unidades simples
(compostas por um único componente) ou por associação de solos que consistem de combinações
de duas ou mais classes distintas, ocorrendo em padrões semelhantes da paisagem.
Quadro 4.1-14 - Descrição das unidades de mapeamento
que ocorrem na área da bacia Hidrográfica do Meia Ponte
Área de
Ocupação das
Unidades
Porcentagem
de Ocorrência
CXbd1
CAMBISSOLO HÁPLICO álico textura argilosa relevo suave ondulado +
CAMBISSOLO HÁPLICO distófico ou álico textura média cascalhenta relevo
suave ondulado e ondulado, ambos Tb + LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO
distrófico textura argilosa relevo plano e suave ondulado
34.641
1,27
CXbd2
CAMBISSOLO HÁPLICO álico textura argilosa relevo suave ondulado +
CAMBISSOLO HÁPLICO distrófico textura média cascalhenta relevo suave
ondulado e ondulado, ambos Tb + LATOSSOLO VERMELHO distrófico textura
argilosa relevo plano e suave ondulado
6.397
0,24
CXbd3
CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura
média e argilosa relevo suave ondulado e ondulado + ARGISSOLO VERMELHO
AMARELO distrófico não cascalhento e cascalhento e moderadamente
pedregoso textura média/argilosa + NEOSSOLOS LITÓLICOS distróficos típicos
cascalhentos e pedregosos textura média relevo ondulado e forte ondulado
73.392
2,70
CXbd4
CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura
média relevo suave ondulado e ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb
distrófico típico textura média e argilosa relevo suave ondulado + ARGISSOLO
VERMELHO AMARELO distrófico cascalhento e pedregoso textura
média/argilosa relevo suave ondulado e ondulado
18.108
0,67
CXbd5
CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura
média relevo ondulado e forte ondulado + ARGISSOLO VERMELHO AMARELO
distrófico cascalhento e moderadamente pedregoso textura média/argilosa
relevo ondulado + NEOSSOLO LITÓLICO distroficos típicos cascalhentos e
pedregosos textura média relevo forte ondulado
15.667
0,58
GXbd1
GLEISSOLO HÁPLICO Tb ou Ta eutrófico textura argilosa relevo plano +
PLINTOSSOLO HÁPLICO Tb distrófico textura argilosa ou média/argilosa
relevo plano e suave ondulado + NEOSSOLO FLÚVICO Tb eutrófico textura
média relevo plano
7.874
0,29
LVd1
LATOSSOLO VERMELHO textura argilosa relevo plano e suave ondulado +
LATOSSOLO VERMELHO, ambos distróficos A moderado textura argilosa ou
muito argilosa relevo plano e suave ondulado
102.817
8,40
Unidade
Descrição
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
Técnico:
127/313
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Unidade
Descrição
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
Área de
Ocupação das
Unidades
Porcentagem
de Ocorrência
LVd2
LATOSSOLO VERMELHO textura argilosa relevo plano e suave ondulado +
ARGISSOLO VERMELHO latossólico ou não latossólico textura média/argilosa
ou argilosa relevo suave ondulado, ambos distróficos A moderado
8.974
0,73
LVd3
LATOSSOLO VERMELHO distrófico textura argilosa relevo plano e suave
ondulado + ARGISSOLO VERMELHO-AMARELO distrófico ou eutrófico Tb
textura média/argilosa relevo suave ondulado, ambos A moderado
11.079
0,90
LVd4
LATOSSOLO VERMELHO distrófico textura argilosa relevo plano e suave
ondulado + LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO, ambos distróficos A moderado
textura argilosa relevo suave ondulado e plano
34.087
2,78
LVd5
LATOSSOLO VERMELHO distrófico textura argilosa relevo plano e suave
ondulado + LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO, ambos distróficos textura
argilosa relevo suave ondulado e plano + CAMBISSOLO HÁPLICO distrófico ou
álico Tb textura argilosa cascalhenta ou média cascalhenta relevo ondulado e
142.584
11,64
LVdf1
LATOSSOLO VERMELHO distrófico férrico A moderado e proeminente textura
muito argilosa e argilosa relevo suave ondulado e plano
7.206
0,59
LVdf2
LATOSSOLO VERMELHO distrófico e eutrófico férrico respectivamente A
proeminente e chernozênico ambos textura argilosa e muito argilosa relevo
plano e suave ondulado + NITOSSOLO HÁPLICO eutrófico férrico latossólico A
chernozênico textura argilosa relevo suave ondulado e ondulado
47.514
3,88
LVdf3
LATOSSOLO VERMELHO distrófico férrico textura argilosa relevo plano a suave
ondulado + LATOSSOLO VEMELHO distrófico mesoférrico textura argilosa
9.440
0,77
LVdm1
LATOSSOLO VERMELHO distrófico mesoférrico textura argilosa relevo plano e
suave ondulado + LATOSSOLO VERMELHO AMARELO distrófico perférrico
textura argilosa
22.283
1,82
LVdm2
LATOSSOLOS VERMELHO distrófico mesoférrico textura argilosa relevo plano e
suave ondulado + LATOSSOLO VERMELHO distrófico férrico textura argilosa
3.144
0,26
LVdm3
LATOSSOLOS VERMELHO distrófico perférrico textura média relevo plano e
suave ondulado + LATOSSOLO VERMELHO AMARELO distrófico perférrico
textura média
17.330
1,42
LVdm4
LATOSSOLO VERMELHO distrófico mesoférrico textura argilosa relevo plano e
suave ondulado + LATOSSOLO VERMELHO AMARELO distrófico perférrico
textura argilosa + ARGISSOLO VERMELHO-AMARELO distrófico textura
média/argilosa relevo suave ondulado
12.604
1,03
LVdm5
VERMELHO distrófico mesoférrico textura argilosa relevo plano e suave
ondulado + LATOSSOLO VERMELHO AMARELO distrófico perférrico textura
argilosa + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e
moderadamente pedregoso textura argilosa e média relevo suave ondulado
128.606
10,50
LVdm6
LATOSSOLO VERMELHO distrófico mesoférrico textura argilosa relevo plano e
suave ondulado + LATOSSOLO VERMELHO AMARELO distrófico perférrico
textura argilosa + LATOSSOLO VERMELHO AMARELO distrófico mesofférico
com petroplintita textura argilosa
9.266
0,76
LVAd1
LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO textura muito argilosa relevo plano e suave
ondulado + PLINTOSSOLO HÁPLICO textura muito argilosa cascalhenta fase
pedregosa ou endopedregosa relevo suave ondulado e plano, ambos
distróficos A moderado
197
0,01
LVAd2
LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO distrófico textura argilosa ou muito argilosa
relevo plano + LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO petroplintico textura argilosa
cascalhenta ou argilosa/muito argilosa cascalhenta relevo plano e suave
1.802
0,07
Coordenador:
128/313
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Descrição
Área de
Ocupação das
Unidades
Porcentagem
de Ocorrência
LVAd3
LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO textura argilosa + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb
textura média cascalhenta/argilosa cascalhenta fase endopedregosa ou
pedregosa, ambos distróficos A moderado relevo ondulado
149
0,01
NVe1
NITOSSOLO VERMELHO eutrófico férrico A moderado e chernozênico não
rochoso e ligeiramente rochoso textura argilosa relevo ondulado e suave
ondulado + NEOSSOLOS LITÓLICOS eutrófico típicos textura argilosa relevo
ondulado
134.745
11,00
NVe2
NITOSSOLO VERMELHO eutrófico férrico A moderado e chernozênico textura
argilosa relevo ondulado + NITOSSOLO VERMELHO eutrófico férrico
ligeiramente rochoso textura argilosa + NEOSSOLOS LITÓLICOS eutrófico
textura argilosa relevo forte ondulado
15.969
1,30
NVe3
NITOSSOLO VERMELHO eutrófico férrico A moderado e chernozênico textura
argilosa relevo ondulado e forte ondulado + NEOSSOLOS LITÓLICOS eutrófico
com alta saturação por bases A chernozênico textura argilosa relevo forte
ondulado + LATOSSOLO VERMELHO eutrófico férrico textura muita argilosa
relevo suave ondulado
3.622
0,30
PVe1
ARGISSOLO VERMELHO eutrófico não cascalhento e cascalhento e
moderadamente pedregoso A moderado e chernozênico textura
média/argilosa relevo ondulado e suave ondulado + ARGISSOLO VERMELHO
AMARELO distrófico cascalhento e moderadamente pedregoso textura
média/argilosa + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e
pedregoso textura média relevo ondulado e forte ondulado
135.411
11,06
PVe2
ARGISSOLO VERMELHO eutrófico não cascalhento e cascalhento e
moderadamente pedregoso A moderado e chernozênico textura
média/argilosa relevo ondulado e suave ondulado + ARGISSOLO VERMELHO
AMARELO distrófico cascalhento e moderadamente pedregoso textura
média/argilosa + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e
pedregoso textura indiscriminada relevo ondulado e forte ondulado +
NEOSSOLOS LITÓLICOS Tb distrófico típicos cascalhentos e pedregosos
textura indiscriminada relevo forte ondulado
31.129
2,54
PVd1
ARGISSOLO VERMELHO distrófico latossólico textura média/argilosa relevo
ondulado + ARGISSOLO VERMELHO eutrófico não cascalhento e cascalhento e
moderadamente pedregoso A moderado e chernozênico textura
média/argilosa relevo ondulado e suave ondulado + ARGISSOLO VERMELHO
AMARELO distrófico A proeminente e moderado textura média/argilosa +
LATOSSOLO VERMELHO distrófico mesoférrico textura argilosa relevo plano
118.208
9,65
PVAd1
ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico A proeminente e moderado
textura média e média/argilosa relevo suave ondulado e ondulado +
ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico cascalhento e moderadamente
pedregoso textura média e média/argilosa + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb
distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média relevo ondulado
7.822
0,64
PVAd2
ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico não cascalhento e cascalhento e
moderadamente pedregoso textura média/argilosa relevo ondulado +
CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura
média relevo ondulado e forte ondulado + ARGISSOLO VERMELHO eutrófico
não cascalhento e cascalhento e moderadamente pedregoso A moderado e
chernozênico textura média/argilosa relevo suave ondulado e ondulado
16.502
1,35
PVAe1
ARGISSOLO VERMELHO-AMARELO eutrófico Tb A chernozemico textura
média/argilosa relevo ondulado e suave ondulado
624
0,05
Unidade
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
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129/313
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Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Unidade
Descrição
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Área de
Ocupação das
Unidades
Porcentagem
de Ocorrência
PVAe2
ARGISSOLO VERMELHO-AMARELO eutrófico A moderado ou A chernozemico
textura média/argilosa ou média cascalhenta/argilosa cascalhenta +
ARGISSOLO VERMELHO-AMARELO DISTROFICO A moderado textura média
cascalhenta/argilosa cascalhento
16.502
1,35
RLd1
NEOSSOLOS LITÓLICOS Tb distrófico típico com petroplintita textura argilosa
relevo suave ondulado.
2.207
0,18
RLd2
NEOSSOLOS LITÓLICOS Tb distrófico típicos cascalhentos e pedregosos
textura média relevo forte ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico
léptico cascalhento e pedregoso textura média relevo ondulado e forte
ondulado + ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico cascalhento e
moderadamente pedregoso textura média/argilosa relevo ondulado.
9.648
0,79
RLd3
NEOSSOLOS LITÓLICOS Tb distróficos típicos cascalhentos e pedregos textura
média relevo forte ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico
cascalhento e pedregoso textura média relevo ondulado e forte ondulado +
AFLORAMENTOS ROCHOSOS relevo forte ondulado e escarpado
5.008
0,41
RLd4
NEOSSOLOS LITÓLICOS Tb distróficos e eutróficos típicos ambos cascalhentos
e pedregosos textura média relevo forte ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb
distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média relevo ondulado +
ARGISSOLO VERMELHO eutrófico não cascalhento e cascalhento e
moderadamente pedregoso A moderado e chernozênico textura
média/argilosa relevo ondulado
6.182
0,50
RLd5
NEOSSOO LITÓLICOS relevo forte ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb relevo
ondulado e forte ondulado, ambos distróficos A moderado textura média
cascalhenta fase pedregosa
5.790
0,47
4.1.6.3.1 -
Descrição das Classes de Solos
Argissolo Vermelho (PV)
Correspondem a solos constituídos por material mineral, tendo como principal característica a
presença de um horizonte B textural (Bt) originado pela translocação de argila do horizonte
superficial para os horizontes subsuperficiais, promovendo gradiente textural abrupto entre os
horizontes. Apresentam coloração 2,5YR ou mais vermelho ou com matiz 5YR e valores e cromas
iguais ou menores que 4, nos primeiros 100 cm do solo.
De maneira geral, apresentam horizonte A moderado, textura média e argilosa e ocorrem sobre
relevo suave ondulado e ondulado (Figura 4.1-67). Na área de estudo, foram identificados
Argissolos Vermelhos distróficos (PVd) que possuem baixa saturação por bases, e Argissolos
Vermelhos eutróficos (PVe) que são considerados solos com boa fertilidade. Podem apresentar
fase cascalhenta ou não, e localizam-se no sopé das encostas e nos morros e sob vegetação de
Cerrado. Em relação à geomorfologia pode-se dizer que situam-se, principalmente, na unidade
da Depressão do Médio Meia Ponte.
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130/313
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Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Figura 4.1-67 – a) Argissolo Vermelho, A moderado, textura argilosa, revelo suave ondulado,
vegetação Cerrado. UTM: 695832/8084748. (b) ambiente de ocorrência dos Argissolos Vermelhos
A gênese desta classe de solo pode estar associada também aos derramamentos basálticos que
ocorreram na região, que ao serem intemperizados, promovem a formação de solos profundos
bastante avermelhados (pela presença de óxidos de ferro). No que tange ao comportamento
hidrológico, o gradiente textural que caracteriza esta classes de solos, impõe uma resposta
diferencial entre os horizontes superficial e subsuperficial (diagnóstico), favorecendo a
ocorrência de processos erosivos, quando em condições de declive acentuado aliada a ausência
de cobertura vegetal. O Argissolo Vermelho é componente dominante nas unidades PVd1, PVe1 e
PVe2, e estão em associação nas unidades LVd2 e RLd4.
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Argissolo Vermelho Amarelo (PVA)
Esta classe é constituída por solos minerais, não hidromórficos, bem intemperizados, bastante
evoluídos, apresentando horizonte B textural abaixo do A ou E, com argila de atividade baixa ou
com argila de atividade alta conjugada com saturação por bases baixa. O horizonte B textural é
formado pela acumulação de argila com sequência de horizontes A, Bt, C. São solos que têm
nítida diferenciação textural entre os horizontes A e B. Têm cores mais amarelas do que o matiz
2,5YR e mais vermelhas do que o matiz 7,5YR, na maior parte dos primeiros 100 cm do horizonte
B (inclusive BA).
Na área de estudo, os Argissolos Vermelho Amarelos apresentam horizonte A moderado, textura
média/argilosa, relevo ondulado e podem ter fase cascalhenta e/ou pedregosa (Figura 4.1-68).
Foram identificados Argissolos Vermelho Amarelos distróficos e eutróficos na área de estudo, na
área de transição do relevo entre a Depressão do Alto Meia Ponte e Colinas Dissecadas e situamse, principalmente, sobre as unidades geológicas do Complexo Plutônico do Arco Magmático de
Goiás e do Grupo Araxá. Analogamente à classe dos Argissolos Vermelhos, esta classe também
apresenta o comportamento diferencial entre os horizontes superficial e subsuperficial frente aos
processos hidrológicos, uma vez que a infiltração da água no solo é facilitada em superfície
sofrendo retenções em subsuperfície, devido ao aumento no teor de argila, que caracteriza o
horizonte diagnóstico B textural. Sendo assim estes solos apresentação susceptibilidade à
ocorrência de processos erosivos (erosão laminar, sulcos e voçorocas).
Figura 4.1-68 - (a) Argissolo Vermelho Amarelo distrófico, A moderado, textura média, relevo
suave ondulado. UTM: 691293/8053244. (b) Ambiente de ocorrência do Argissolo Vermelho Amarelo
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Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
O Argissolo Vermelho Amarelo é componente dominante das unidades PVAd1, PVAd2, PVAe1 e
PVAe2 e surge como associação nas unidades CXbd3, CXbd4, CXbd5, LVd3, LVdm4, RLd2,
PVe1 e PVe2.
Cambissolo Háplico (CX)
Compreende solos minerais pouco desenvolvidos, em estágio incipiente de evolução, que
apresentam sequência de horizontes A-Bi-C. Esta classe de solo possui geralmente perfil raso ou
pouco profundo, em relevo ondulado a forte ondulado e montanhoso. São solos não
hidromórficos, moderado a acentuadamente drenados, apresentando na maioria dos casos
saturação em bases baixa, textura média arenosa ou argilosa, com argila de atividade baixa e por
vezes fase cascalhente e pedregosa. A presença de minerais primários que se decompõem
facilmente indica o baixo grau de intemperismo atuante nos perfis de solo.
Na área de estudo os Cambissolos Háplicos normalmente apresentam horizonte A fraco à
moderado, textura média ou argilosa, relevo ondulado e forte ondulado, vegetação típica de
Cerrado (Figura 4.1-69). Possuem argila de baixa atividade, o que lhes atribuí caráter distrófico,
caracterizando solos de baixa fertilidade natural. Esta classe de solo ocorrem nas porções do
relevo mais acidentadas ou de maiores altitudes onde não há a formação de solos espessos
devido geralmente aos processos erosivos, e pelo baixo grau de intemperismo do material
parental. Ainda assim, não apresentam relação entre sua gênese e uma unidade geológica
específica na área de estudo. Esta classe de solo, caracterizada pelo baixo grau de evolução
pedogenética (incipiente), de uma forma geral, não possui relação direta com a hidrografia,
podendo apresentar comportamento distinto em função da localização e posição na paisagem.
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
Técnico:
133/313
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Novembro de 2012 Rev. nº 00
Figura 4.1-69 - a) Perfil de Cambissolo Háplico Tb distrófico fase pedregosa, A moderado, textura média,
relevo ondulado. UTM: 674856/8064263. (b) Ambiente de ocorrência do Cambissolo Háplico Tb distrófico
O Cambissolo Háplico é componente dominante nas unidades de mapeamento CXbd1, CXbd2,
CXbd3, CXbd4 e CXbd5 e surge como componente co-dominante nas unidades LVd5, LVdm5,
LVAd3, RLd2, RLd3, RLd4, RLd5, PVe1, PVe2, PVAd1 e PVAd2.
Gleissolo Háplico (GX)
São solos característicos de ambientes alagados ou sujeitos a alagamento como margens de rios,
apresentando horizonte A (mineral) ou H (orgânico), acima de horizonte glei de coloração
cinzento-olivácea, esverdeado ou azulado, resultado de modificações sofridas pelo óxidos de
ferro no solo em condições de encharcamento (ambiente redutor). Portanto, estão em condições
de encharcamento durante o ano todo ou parte dele e, por isso, são mal drenados, podendo
apresentar textura bastante variável ao longo do perfil, contudo, o horizonte glei caracteriza-se
por um horizonte argiloso. Os Gleissolos são saturados por água durante quase todo o ano, ao
menos que tenha sido drenado artificialmente. Sendo assim, no que tange à hidrografia, estes
solos tem influência direta do lençol freático como fator de formação, evidenciado pelo
ambiente redutor que condiciona o desenvolvimento do processo pedogenético de Gleização.
Desta forma, apresentam limitações quanto ao cultivo agrícola, diante da restrição por excesso
de água (falta de oxigênio) e impedimento à mecanização, embora encontrem-se geralmente em
condições de relevo favoráveis á utilização de maquinário agrícola.
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4.1 – Meio Físico
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Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Na bacia Hidrográfica do Meia Ponte esta classe de solo foi mapeada à noroeste de Goiânia, em
direção à cidade de Inhúmas, associada a um depósito quaternário nas margens do rio Meia
Ponte. Apenas nesta planície aluvionar foi identificado o Gleissolo Háplico, com horizonte A
moderado, textura areno-argilosa, relevo plano (Figura 4.1-70). O canal principal do rio Meia
Ponte apresenta outras planícies de inundação, apesar disso, não foi identificada esta classe de
solo nestes locais.
Figura 4.1-70 - a) Gleissolo Háplico Tb distrófico, A moderado, textura areno-argilosa, relevo plano,
vegetação mata ciliar. UTM: 677799/8167604. (b) Ambiente de ocorrência do Gleissolo Háplico
na parte rebaixada do relevo
O Gleissolo Háplico é componente dominante da unidade GXbd1 e não ocorre como componente
co-dominante em nenhuma outra unidade pedológica.
Latossolo Vermelho (LV)
Os Latossolos Vermelhos correspondem a solos constituídos de material mineral, bem
desenvolvidos, bastante intemperizados, geralmente profundos e bem drenados. São homogêneos
ao longo do perfil, e a mineralogia da fração argila predominantemente é a caulinítica ou
caulinítica-oxídica, refletindo assim, na ausência de minerais primários de fácil intemperização.
Apresentam horizonte B latossólico subjacente de qualquer tipo de horizonte A, dentro de
200 cm da superfície do solo. São solos de coloração com matiz 2,5YR ou mais vermelho na maior
parte dos primeiros 100 cm do horizonte B. Geralmente são de grande profundidade,
homogêneos, bem drenados. De uma forma geral, este solos sofreram intenso intemperismo,
principalmente químico, diante das condições favoráveis à movimentação da água no perfil,
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4.1 – Meio Físico
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conforme pode se observado pela coloração do solo. No que concerne ao comportamento hídrico,
esta classe não apresenta limitações quanto ao excesso de água devido à boa estrutura dos
agregados e a uniformidade entre os horizontes subsuperficiais, que possuem boas condições de
infiltração, podendo em alguns casos serem classificados como excessivamente drenados.
Ocorrem em boa parte da Bacia Hidrográfica do rio Meia Ponte, associados de maneira geral aos
derramamentos basálticos que ocorreram na região que lhes atribuem a coloração avermelhada.
Ocupam os planaltos da região, bem como as áreas de depressão do Meia Ponte e são solos
bastante utilizados para a produção agrícola, principalmente de grãos devido ao seu fácil manejo
e agregação da fração argila. Possuem caráter distrófico e eutrófico, contudo, os Latossolos
Vermelhos distróficos, apresentam baixa fertilidade natural necessitando de correção química
através de adubagem para o plantio. Além disso, há a presença de Latossolos Vermelhos
mesoférricos (teores de óxido de ferro de 80 a < 180g.kg-¹) e férricos (teores de óxido de ferro
entre 180 e < 360g.kg-1).
Comumente possuem horizonte A moderado a proeminente, textura argilosa, relevo suave
ondulado a ondulado, cascalhento ou não. Horizonte B latossólico argiloso, vegetação Cerrado
campo sujo (Figura 4.1-71).
Figura 4.1-71 - a) Perfil de Latossolo Vermelho distrocoeso, A moderado, textura areno-argilosa,
relevo suave ondulado. Apresenta fase cascalhenta nos primeiros 15 cm devido à um veio de quartzo.
UTM: 669378/8036538. (b) Ambiente de ocorrência dos Latossolos Vermelhos
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Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Os Latossolos Vermelhos são componentes dominantes das unidades LVd1, LVd2, LVd3, LVd4,
LVd5, LVdf1, LVdf2, LVdf3, LVdm1, LVdm2, LVdm3, LVdm4, LVdm5 e LVdm6, sendo componentes
co-dominantes nas unidades NVe3 e PVd1.
Latossolo Vermelho Amarelo (LVA)
Esta classe de solos compreende solos minerais, não hidromórficos, com B latossólico
imediatamente abaixo de qualquer tipo de horizonte A, dentro de 200 cm da superfície do solo
ou dentro de 300 cm, se o horizonte A apresenta mais que 150 cm de espessura. Os Latossolos
são visivelmente destituídos de minerais primários ou secundários menos resistentes ao
intemperismo, e tem capacidade de troca de cátions da fração argila baixa.
Já o Latossolo Vermelho-Amarelo (LVA) corresponde à solos profundos e muito profundos com
horizonte B latossólico imediatamente abaixo do horizonte A. Apresentam cores com matiz 5YR
ou mais vermelhos e mais amarelos que 2,5YR na maior parte dos primeiros 100 cm do no
horizonte B (inclusive BA). São solos em avançado estágio de intemperização, muito evoluídos,
como resultado de enérgicas transformações no material constitutivo. De maneira análoga aos
Latossolos Vermelhos, esta classe também não apresenta problemas quanto à drenagem, uma vez
que o comportamento homogêno dos horizontes ao longo do perfil favorece a infiltração. Em
síntese, tais solos possuem boas condições físicas, não apresentando limitações ao manejo, sendo
amplamente utilizados para agricultura em todas as regiões do País.
A diferença entre o Latossolo Vermelho Amarelo e o Latossolo Vermelho é basicamente a cor,
que se diferencia pela quantidade de óxidos de ferro ao longo do perfil. Apesar disso, são
bastante semelhantes em termos físico-químicos e o LVA também é utilizado na agricultura, com
algumas práticas de manejo, sejam elas mecânicas ou de adubação. Apresentam horizonte A
moderado, fase cascalhenta ou não, textura argilo-arenosa, relevo suave ondulado (Figura 4.1-72).
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4.1 – Meio Físico
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Figura 4.1-72 - a) Perfil de Latossolo Vermelho Amarelo, A moderado, textura argilo arenosa,
relevo suave ondulado, vegetação Cerrado campo sujo. UTM: 705354/8082252. (b) Ambiente
de ocorrência dos Latossolos Vermelho Amarelos
Surgem como componentes dominantes nas unidades de mapeamento LVAd1, LVAd2 e LVAd3,
sendo componentes de associação nas unidades LVd4, LVd5, LVdm1, LVdm3, LVdm4 e LVdm5.
Neossolo Flúvico (RY)
São solos minerais que possuem características muito variáveis, dependendo da natureza e da
forma de distribuição dos depósitos dos sedimentos originários. Podem apresentar, portanto,
perfis profundos ou não, estratificados em algumas camadas ou compostos por somente dois
horizontes distintos, não havendo necessariamente relação pedogenética entre si. Outra
característica marcante dos Neossolos Flúvicos é a sua variação textural e de carbono em
profundidade. Essa estratificação reflete, portanto, a dinâmica de deposições e transportes
gravitacionais e aluviais que apresentam espessuras e granulometrias variáveis. A variação
textural em profundidade, por sua vez, tem implicação direta sobre o fluxo vertical da água e,
consequentemente, sobre o estabelecimento e o comportamento dos sistemas de drenagem que
resultam em características estruturais diversas nos solos. Conceitualmente, a ocorrência destes
solos está intimamente ligada à condição de proximidade da malha hidrográfica, que promove a
deposição de material aluvial nos terraços e nas partes mais baixas da paisagem. O
comportamento hídrico dos horizontes é condicionado pela natureza do material depositado,
podendo apresentar variação errática ao longo do perfil.
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Geralmente, constituem os diques marginais do leito dos rios e os sedimentos depositados nas
margens dos cursos d’água (planícies fluviais), além dos transportados da média encosta para o
fundo de vale (várzeas). Quase sempre estão cobertos por vegetação florestal (Mata Ciliar), pelo
menos quando não estão degradados e/ou ocupados irregularmente, pois, de acordo com a
legislação ambiental as faixas marginais constituem as áreas de preservação permanente (APP) e
dependendo da largura do leito do rio e da faixa marginal, possuem trechos de solo que não
podem ser usados e ocupados.
Foram identificados perfis de Neossolos Flúvicos Tb distrófico em alguns pontos nas margens do
canal principal do rio Meia Ponte. Em sua maioria, possuem horizonte A fraco a moderado,
textura arenosa, relevo plano e vegetação de Mata ciliar (Figura 4.1-73). Em alguns perfis,
observou-se o incremento da fração mineral argila nos horizonte subsuperficiais, porém, não
caracterizam horizonte B textural.
Figura 4.1-73 - a) Perfil de Neossolo Flúvico Tb distrófico, A fraco, textura arenosa,
relevo plano, vegetação Mata ciliar. UTM: 7020365/8125385. (b) Ambiente de ocorrência
dos Neossolos Flúvicos Tb distróficos
Esta classe de solo é bastante restrita na área de estudo, por estar associada somente aos
taludes marginais do eixo principal do Meia Ponte. Devido a isso, não ocorre como componente
dominante em nenhuma das unidades e surge como associação na unidade GXbd1.
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Neossolo Litólico (RL)
São solos minerais não hidromórficos, rasos ou muito rasos, com sequência típica de horizontes
A-C ou A sobre rocha. Trata-se, portanto, de solo jovem com franja de intemperismo pouco
desenvolvido e evoluído de forma que o contato litólico é abrupto. Possuem textura variável,
frequentemente média ou argilosa, e também são heterogêneos quanto às propriedades
químicas. Vale ressaltar que as características de estrutura e consistência encontradas
usualmente para a classe Neossolo Litólico são estrutura fraca granular muito pequena para o
horizonte A e maciça para o horizonte C; consistência úmida friável no horizonte A e muito
friável no C. Por apresentarem pouca profundidade e ausência de expressão de processos
pedogenéticos, devido a sequencia de horizontes A–C ou A-R, estes solos comumente possuem
baixa capacidade de retençâo de água, e apresentam elevada susceptibilidade à erosão quando
saturados, podendo em alguns casos ocasionar deslizamento de massa.
Esta classe de solo é bastante restrita na Bacia Hidrográfica do Meia Ponte, ocorrendo
principalmente sobre as litofácies de quartzitos do grupo Araxá, nas porções de relevo abrupto,
com declividades acentuadas. Encontram-se, portanto, nas serras isoladas que se sobressaem na
paisagem da área de estudo, como por exemplo, a Serra da Felicidade, Serra do Proteiro e Serra
do Paraíso. De maneira geral, na área de estudo, possuem horizonte A fraco, textura argiloarenosa, distróficos ou eutróficos, fase cascalhenta ou não, relevo forte ondulado a montanhoso,
vegetação Cerrado (Figura 4.1-74).
Figura 4.1-74 - a) Perfil de Neossolo Litólico Tb distrófico, A fraco, textura média, fase cascalhenta,
relevo forte ondulado. UTM: 677619/8084782. (b) Visada para a Serra do Potreiro, exemplo
de ambiente de ocorrência dos Neossolos Litólicos
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Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Os Neossolos Litólitos ocorrem componentes dominantes nas unidades de mapeamento RLd1,
RLd2, RLd3, RLd4 e RLd5 e em associação nas unidades CXbd3, CXbd5, NVe1, NVe2 e PVe2.
Nitossolo Vermelho (NV)
Caracteriza-se pela presença do horizonte B nítico, que é um horizonte subsuperficial com
desenvolvimento estrutural do tipo prismas ou blocos e com superfícies de agregados reluzentes,
relacionadas à cerosidade. São solos com matiz 2,5 YR ou mais vermelhos na maior parte dos
100 cm. Possuem textura argilosa ou muito argilosa e podem apresentar saturação por bases
baixa ou alta. Quanto ao comportamento hídrico estes solos possuem, de uma forma geral, alta
capacidade de retenção de umidade, diante do teor de argila elevado. Entretanto, este fator não
representa limitações do ponto de vista agrícola e/ou geotécnico. O conjunto de propriedades
físico-quimicas confere a estes solos uma boa qualidade para cultivo.
Na área de estudo, estão relacionados à ocorrência de basaltos na região, são solos profundos de
fácil manejo e fertéis, por apresentarem alta saturação por bases. Devido a essas características,
as áreas com ocorrência de Nitossolos Vermelhos são destinados à produção agrícola,
principalmente para a produção de grãos. Este classe de solo concentra-se na porção sul da bacia
hidrográfica do Meia Ponte, próximo à cidade de Itumbiara (Figura 4.1-75), a mudança na
paisagem em relação ao uso do solo nesta região é marcante, pois, esta região é marcada pela
alta produção agrícola.
Figura 4.1-75 - a) Perfil de Nitossolo Vermelho eutrófico, A moderado, textura muito argilosa,
relevo suave ondulado, vegetação capim gordura. UTM: 690260/7963721. (b) Ambiente de
ocorrência dos Nitossolos Vermelhos
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São componentes dominantes nas unidades NVe1, NVe2 e NVe3 e não ocorrem como
componentes co-dominantes em nenhuma unidade.
Plintossolo Háplico (FX)
Compreendem solos minerais formados sob condições de restrições à percolação da água, atual
ou pretérita, estando sujeito aos efeitos temporários da umidade, de maneira geral
imperfeitamente ou mal drenados, que se caracterizam pela plintização. Apresentam horizonte
plíntico dentro de 200 cm quando imediatamente abaixo de horizonte A ou E, ou subjacente a
horizontes que apresentam coloração pálida ou variegada.
Pode-se dizer que a gênese desta classe de solo está diretamente relacionada a alternância de
ciclos de secagem e umedecimento, que promove a oxi-redução dos componentes ferruginosos
presentes no solo, ocasionando a formação da plintita. Em alguns casos, pode ocorrer a formação
de cangas lateritas extensas. Sendo assim estes solos possuem comportamento hidrológico
variável sazonalmente, apresentando lençol freático pouco profundo em algumas épocas do ano.
Na área de estudo, esta classe de solo foi identificada em apenas um ponto (Figura 4.1-76), no
extenso depósito quaternário a noroeste de Goiânia, porém, ocorre próximo aos sopés das encostas,
que são influenciadas oscilações dos níveis do lençol freático.
Figura 4.1-76 - a) Perfil de Plintossolo Háplico distrófico, A moderado, textura argilosa,
relevo suave ondulado. UTM: 689100/8157592. (b) Ambiente de ocorrência dos Plintossolos
Háplicos, com detalhe para o depósito quaternário ao fundo
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4.1.6.3.2 -
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Suscetibilidade à Erosão
Este item trata da maior ou menor resistência dos solos à ação dos agentes erosivos e pretende
estabelecer a hierarquização dos diversos solos encontrados na área de estudo no que se refere a
esta característica consultar, também, o Mapa de Susceptibilidade à Erosão (2523-00-EIBH-DE2010). Para tal, esta avaliação foi efetuada com base nas propriedades físicas dos solos, nas
condições do relevo regional em que ocorrem, além de outras características como drenagem,
fases de rochosidade e pedregosidade, cobertura vegetal e condições climáticas (pluviosidade).
Trata-se por fim da relação de tais variáveis com a fragilidade das terras em função das
atividades antrópicas como uso e ocupação do solo para fins agropecuários, obras de engenharia,
atividades turísticas, dentre outros.
Portanto, para a determinação dos graus de susceptibilidade à erosão de cada uma das unidades
de mapeamento consideram-se como fatores determinantes na velocidade e atuação dos
processos erosivos as seguintes condicionantes descritas:
ƒ Distribuição das precipitações pluviométricas - a análise das chuvas é importante, pois, são
elas as causadoras dos maiores efeitos erosivos sobre as terras;
ƒ Cobertura vegetal – o tipo de cobertura vegetal determina a maior ou menor proteção contra
o impacto e a remoção das partículas de solo pela água;
ƒ Características do solo – espessura do solum (que compreende os horizontes A e B), transição
entre horizontes, gradiente textural, estrutura, pedregosidade, rochosidade, drenagem
interna e permeabilidade;
ƒ Lençol freático - a profundidade do lençol freático no perfil é fator decisivo, por exemplo,
para o desenvolvimento de processos de voçorocamento;
ƒ Topografia – maiores declividades determinam maiores velocidades de escoamento das águas,
aumentando sua capacidade erosiva. O comprimento da pendente também configura variável
importante para se estimar o período de escoamento. Se os declives são acentuados e
extensos, maior será o efeito erosivo;
ƒ Uso e manejo do solo – a indução ou a redução da erosão depende do tipo de cultura e do
manejo dos solos adotados. A adoção de práticas conservacionistas como, cultivos respeitando
as curvas de nível, plantio direto e sistemas agroflorestais reduzem consideravelmente os
efeitos dos processos erosivos.
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Classes de Suscetibilidade à Erosão
ƒ Nula – Relevo plano ou quase plano (declive <3%) e boa permeabilidade. Erosão insignificante
após 10 a 20 anos de cultivo, controlada com práticas conservacionistas simples.
ƒ Ligeira – Relevo suave ondulado (declives entre 3 e 8%) e boas propriedades físicas. Após 10 a
20 anos de cultivo pode ocorrer perda de 25% do horizonte superficial que pode ser prevenida
com práticas conservacionistas ainda simples.
ƒ Moderado - Relevo em geral ondulado, ou seja, com declives entre 8 e 20%, que podem variar
para mais ou para menos conforme as condições físicas do solo. Necessidade de práticas
intensivas de controle à erosão desde o início da utilização.
ƒ Forte - Relevo em geral forte ondulado, ou seja, com declives entre 20 e 45%, que podem
variar conforme as condições físicas do solo. Prevenção à erosão é difícil e dispendiosa,
podendo ser antieconômica.
ƒ Muito Forte - Relevo montanhoso ou escarpado (declive >45%), que podem variar conforme as
condições físicas do solo, não sendo recomendável o uso agrícola, com sérios riscos de danos
por erosão em poucos anos.
No Quadro 4.1-15 estão relacionadas as unidades de mapeamento e a avaliação da
susceptibilidade dos solos à erosão na área da Bacia Hidrófica do Meia Ponte.
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Quadro 4.1-15 - Avaliação da Suscetibilidade à erosão das Unidades de
Mapeamento da Bacia Hidrográfica do Meia Ponte e Área de Ocupação das Unidades
Suscetibilidade
Área
(ha)
CXbd1
CAMBISSOLO HÁPLICO álico textura argilosa relevo suave ondulado + CAMBISSOLO
HÁPLICO distófico ou álico textura média cascalhenta relevo suave ondulado e
ondulado, ambos Tb + LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO distrófico textura argilosa
relevo plano e suave ondulado
Mo/Fo
34641,5
CXbd2
CAMBISSOLO HÁPLICO álico textura argilosa relevo suave ondulado + CAMBISSOLO
HÁPLICO distrófico textura média cascalhenta relevo suave ondulado e ondulado,
ambos Tb + LATOSSOLO VERMELHO distrófico textura argilosa relevo plano e suave
ondulado
Mo/Fo
6397,9
CXbd3
CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média e
argilosa relevo suave ondulado e ondulado + ARGISSOLO VERMELHO AMARELO
distrófico não cascalhento e cascalhento e moderadamente pedregoso textura
média/argilosa + NEOSSOLOS LITÓLICOS distróficos típicos cascalhentos e
pedregosos textura média relevo ondulado e forte ondulado
Fo/MF
73392,6
CXbd4
CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média
relevo suave ondulado e ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico típico
textura média e argilosa relevo suave ondulado + ARGISSOLO VERMELHO AMARELO
distrófico cascalhento e pedregoso textura média/argilosa relevo suave ondulado e
ondulado
Fo
18108,8
CXbd5
CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média
relevo ondulado e forte ondulado + ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico
cascalhento e moderadamente pedregoso textura média/argilosa relevo ondulado +
NEOSSOLO LITÓLICO distroficos típicos cascalhentos e pedregosos textura média
relevo forte ondulado
Fo/MF
15667,9
GXbd1
GLEISSOLO HÁPLICO Tb ou Ta eutrófico textura argilosa relevo plano + PLINTOSSOLO
HÁPLICO Tb distrófico textura argilosa ou média/argilosa relevo plano e suave
ondulado + NEOSSOLO FLÚVICO Tb eutrófico textura média relevo plano
Li/Mo
7874,8
LVAd1
LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO textura muito argilosa relevo plano e suave
ondulado + PLINTOSSOLO HÁPLICO textura muito argilosa cascalhenta fase
pedregosa ou endopedregosa relevo suave ondulado e plano, ambos distróficos A
moderado
Mo
197,3
LVAd2
LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO distrófico textura argilosa ou muito argilosa relevo
plano + LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO petroplintico textura argilosa cascalhenta
ou argilosa/muito argilosa cascalhenta relevo plano e suave
Li/Mo
1802,1
LVAd3
LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO textura argilosa + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb textura
média cascalhenta/argilosa cascalhenta fase endopedregosa ou pedregosa, ambos
distróficos A moderado relevo ondulado
Fo
149,4
LVd1
LATOSSOLO VERMELHO textura argilosa relevo plano e suave ondulado + LATOSSOLO
VERMELHO, ambos distróficos A moderado textura argilosa ou muito argilosa relevo
plano e suave ondulado
Mo
102817,9
LVd2
LATOSSOLO VERMELHO textura argilosa relevo plano e suave ondulado + ARGISSOLO
VERMELHO latossólico ou não latossólico textura média/argilosa ou argilosa relevo
suave ondulado, ambos distróficos A moderado
Mo/Fo
8974,6
LVd3
LATOSSOLO VERMELHO distrófico textura argilosa relevo plano e suave ondulado +
ARGISSOLO VERMELHO-AMARELO distrófico ou eutrófico Tb textura média/argilosa
relevo suave ondulado, ambos A moderado
Mo/Fo
11079,1
LVd4
LATOSSOLO VERMELHO distrófico textura argilosa relevo plano e suave ondulado +
LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO, ambos distróficos A moderado textura argilosa
relevo suave ondulado e plano
Mo
34087,7
LVd5
LATOSSOLO VERMELHO distrófico textura argilosa relevo plano e suave ondulado +
LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO, ambos distróficos textura argilosa relevo suave
ondulado e plano + CAMBISSOLO HÁPLICO distrófico ou álico Tb textura argilosa
cascalhenta ou média cascalhenta relevo ondulado
Mo/Fo
142584,2
LVdf1
LATOSSOLO VERMELHO distrófico férrico A moderado e proeminente textura muito
argilosa e argilosa relevo suave ondulado e plano
Li/Mo
7206,7
Unidade
Descrição das Unidades de Mapeamento
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Unidade
Descrição das Unidades de Mapeamento
Suscetibilidade
Área
(ha)
LVdf2
LATOSSOLO VERMELHO distrófico e eutrófico férrico respectivamente A
proeminente e chernozênico ambos textura argilosa e muito argilosa relevo plano e
suave ondulado + NITOSSOLO HÁPLICO eutrófico férrico latossólico A chernozênico
textura argilosa relevo suave ondulado e ondulado
Mo
47514,8
LVdf3
LATOSSOLO VERMELHO distrófico férrico textura argilosa relevo plano a suave
ondulado + LATOSSOLO VEMELHO distrófico mesoférrico textura argilosa
Mo
9440,4
LVdm1
LATOSSOLO VERMELHO distrófico mesoférrico textura argilosa relevo plano e suave
ondulado + LATOSSOLO VERMELHO AMARELO distrófico perférrico textura argilosa
Li/Mo
22283,3
LVdm2
LATOSSOLOS VERMELHO distrófico mesoférrico textura argilosa relevo plano e suave
ondulado + LATOSSOLO VERMELHO distrófico férrico textura argilosa
Mo
3144,7
LVdm3
LATOSSOLOS VERMELHO distrófico perférrico textura média relevo plano e suave
ondulado + LATOSSOLO VERMELHO AMARELO distrófico perférrico textura média
Mo
17330,9
LVdm4
LATOSSOLO VERMELHO distrófico mesoférrico textura argilosa relevo plano e suave
ondulado + LATOSSOLO VERMELHO AMARELO distrófico perférrico textura argilosa +
ARGISSOLO VERMELHO-AMARELO distrófico textura média/argilosa relevo suave
ondulado
Mo/Fo
12604,3
LVdm5
VERMELHO distrófico mesoférrico textura argilosa relevo plano e suave ondulado +
LATOSSOLO VERMELHO AMARELO distrófico perférrico textura argilosa +
CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e moderadamente
pedregoso textura argilosa e média relevo suave ondulado
Mo/Fo
128606,3
LVdm6
LATOSSOLO VERMELHO distrófico mesoférrico textura argilosa relevo plano e suave
ondulado + LATOSSOLO VERMELHO AMARELO distrófico perférrico textura argilosa +
LATOSSOLO VERMELHO AMARELO distrófico mesofférico com petroplintita textura
argilosa
Mo
9266,1
NVe1
NITOSSOLO VERMELHO eutrófico férrico A moderado e chernozênico não rochoso e
ligeiramente rochoso textura argilosa relevo ondulado e suave ondulado +
NEOSSOLOS LITÓLICOS eutrófico típicos textura argilosa relevo ondulado
Fo
134745,3
NVe2
NITOSSOLO VERMELHO eutrófico férrico A moderado e chernozênico textura argilosa
relevo ondulado + NITOSSOLO VERMELHO eutrófico férrico ligeiramente rochoso
textura argilosa + NEOSSOLOS LITÓLICOS eutrófico textura argilosa relevo forte
ondulado
Fo
15969,8
NVe3
NITOSSOLO VERMELHO eutrófico férrico A moderado e chernozênico textura argilosa
relevo ondulado e forte ondulado + NEOSSOLOS LITÓLICOS eutrófico com alta
saturação por bases A chernozênico textura argilosa relevo forte ondulado +
LATOSSOLO VERMELHO eutrófico férrico textura muita argilosa relevo suave
ondulado
Fo/MF
3622,6
PVAd1
ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico A proeminente e moderado textura
média e média/argilosa relevo suave ondulado e ondulado + ARGISSOLO VERMELHO
AMARELO distrófico cascalhento e moderadamente pedregoso textura média e
média/argilosa + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e
pedregoso textura média relevo ondulado
Fo
7822,9
PVAd2
ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico não cascalhento e cascalhento e
moderadamente pedregoso textura média/argilosa relevo ondulado + CAMBISSOLO
HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média relevo
ondulado e forte ondulado + ARGISSOLO VERMELHO eutrófico não cascalhento e
cascalhento e moderadamente pedregoso A moderado e chernozênico textura
média/argilosa relevo suave ondulado e ondulado
Fo
16502,1
PVAe1
ARGISSOLO VERMELHO-AMARELO eutrófico Tb A chernozemico textura
média/argilosa relevo ondulado e suave ondulado
Mo/Fo
624,0
PVAe2
ARGISSOLO VERMELHO-AMARELO eutrófico A moderado ou A chernozemico textura
média/argilosa ou média cascalhenta/argilosa cascalhenta + ARGISSOLO VERMELHOAMARELO DISTROFICO A moderado textura média cascalhenta/argilosa cascalhento
Mo/Fo
16502,1
PVd1
ARGISSOLO VERMELHO distrófico latossólico textura média/argilosa relevo ondulado
+ ARGISSOLO VERMELHO eutrófico não cascalhento e cascalhento e moderadamente
pedregoso A moderado e chernozênico textura média/argilosa relevo ondulado e
suave ondulado + ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico A proeminente e
moderado textura média/argilosa + LATOSSOLO VERMELHO distrófico mesoférrico
textura argilosa relevo plano
Fo/MF
118208,0
Coordenador:
146/313
Técnico:
4.1 – Meio Físico
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Suscetibilidade
Área
(ha)
PVe1
ARGISSOLO VERMELHO eutrófico não cascalhento e cascalhento e moderadamente
pedregoso A moderado e chernozênico textura média/argilosa relevo ondulado e
suave ondulado + ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico cascalhento e
moderadamente pedregoso textura média/argilosa + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb
distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média relevo ondulado e forte
ondulado
Fo
135411,7
PVe2
ARGISSOLO VERMELHO eutrófico não cascalhento e cascalhento e moderadamente
pedregoso A moderado e chernozênico textura média/argilosa relevo ondulado e
suave ondulado + ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico cascalhento e
moderadamente pedregoso textura média/argilosa + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb
distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura indiscriminada relevo ondulado e
forte ondulado + NEOSSOLOS LITÓLICOS Tb distrófico típicos cascalhentos e
pedregosos textura indiscriminada relevo forte ondulado
MF
31129,6
RLd1
NEOSSOLOS LITÓLICOS Tb distrófico típico com petroplintita textura argilosa relevo
suave ondulado.
Fo
2207,3
RLd2
NEOSSOLOS LITÓLICOS Tb distrófico típicos cascalhentos e pedregosos textura
média relevo forte ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico
cascalhento e pedregoso textura média relevo ondulado e forte ondulado +
ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico cascalhento e moderadamente pedregoso
textura média/argilosa relevo ondulado.
Fo/MF
9648,6
RLd3
NEOSSOLOS LITÓLICOS Tb distróficos típicos cascalhentos e pedregos textura média
relevo forte ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e
pedregoso textura média relevo ondulado e forte ondulado + AFLORAMENTOS
ROCHOSOS relevo forte ondulado e escarpado
MF
5008,8
RLd4
NEOSSOLOS LITÓLICOS Tb distróficos e eutróficos típicos ambos cascalhentos e
pedregosos textura média relevo forte ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb
distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média relevo ondulado +
ARGISSOLO VERMELHO eutrófico não cascalhento e cascalhento e moderadamente
pedregoso A moderado e chernozênico textura média/argilosa relevo ondulado
Fo/MF
6182,1
RLd5
NEOSSOO LITÓLICOS relevo forte ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb relevo
ondulado e forte ondulado, ambos distróficos A moderado textura média
cascalhenta fase pedregos
Fo
5790,2
Unidade
Descrição das Unidades de Mapeamento
NOTAS: Graus de suscetibilidade à erosão: Nu - Nula; Li - Ligeira; Mo - Moderada; Fo - Forte; MF - Muito Forte;
Em relação à suscetibilidade à erosão, pode-se dizer que boa parte das unidades de mapeamento
apresentam grau de suscetibilidade moderada à forte (Figura 4.1-77), além disso, destacam-se
solos com forte grau. Esta característica pode ser explicada pela presença da fase cascalhenta
e/ou pedregosa e pelo relevo acidentado, que intensificam a sensibilidade dos solos aos
processos erosivos. Contudo, não foram encontrados processos erosivos de grande magnitude já
instalados na área de estudo.
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
Técnico:
147/313
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Figura 4.1-77 - Porcentagem das áreas de ocorrência de cada grau
de suscetibilidade à erosão na Bacia Hidrográfica do Meia Ponte
O alto grau de suscetibilidade à erosão foi conferido para as unidades de mapeamento que
apresentam declividades consideráveis e/ou as unidades de mapeamento que possuem classes de
solo com características morfológicas que contribuem para a formação de processos erosivos.
Dentre eles, destacam-se os Neossolos Litólicos, que possuem maior potencial de ocorrência de
movimentos de massa, devido à pouca profundidade do perfil, estrutura maciça e contato
abrupto solo-rocha, que lhes conferem uma baixa capacidade de armazenamento de água e uma
redução da sua resistência ao cisalhamento. Somam-se à isso, a ocorrência de fase pedregosa ou
cascalhenta nestas classes de solo, como no caso das unidades RLd2, RLd3 e RLd4.
Outras unidades de mapeamento também apresentam elevado grau de suscetibilidade à erosão,
como no caso das unidades que possuem o grupamento dos Argissolos como componentes
dominantes. Os Argissolos têm como característica principal a presença de um horizonte
textural, originado pela translocação de argila do horizonte superficial para um subsuperficial
gerando gradiente de textura entre ambos. Este gradiente de textura, em algumas situações,
pode provocar uma descontinuidade hidráulica no solo e promover a subida da poro-pressão do
mesmo. Quando negativa, a poropressão é chamada sucção, que mantém a coesão aparente do
solo. Quando positiva esta pressão provoca o processo inverso, provocando a separação do
material e alterando sua coesão. Esta pressão que age nos póros causa variações na tensão
efetiva, principal causadora de deformações e variações na resistência ao cisalhamento dos solos
(JORGE et al., 1998).
Coordenador:
148/313
Técnico:
4.1 – Meio Físico
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Os solos que apresentam suscetibilidade à erosão com o índice moderado, caracterizam-se por
solos profundos, como os Latossolos, por exemplo, em ambientes de relevo suave ondulado e
ondulado, que são mais suscetíveis na ocorrência de processos erosivos lentos do tipo
voçorocamento e ravinamentos. Estas feições são formadas pela concentração de fluxos hídricos
em determinado ponto, promovendo o transporte de material. Diferem quanto ao tamanho e ao
processo de origem. De maneira geral, as ravinas são formados pela concentração de fluxo
superficial, enquanto que as voçorocas geralmente são formadas por fluxos subsuperficiais
(GUERRA, 2007). Podem ser intensificados por eventos de chuvas intensas, ou por manejo inadequado
do solo, tanto para uso agrícola, quando para construção de infraestrutura (Figura 4.1-78).
Figura 4.1-78 - Processos erosivos gerados em talude de corte de estrada. Processos erosivos
de pequenas extensões ocasionadas por obras de drenagem mal elaboradas. UTM: 684172/8009305
Em relação aos solos com ligeira suscetibilidade como as unidades LVAd2, LVdf1 e LVdm1, apesar
das classes de solo que compõem estas unidades serem considerados solos profundos, estas
unidades ocorrem em ambiente com relevo predominantemente plano e suave ondulado, sem a
presença de horizontes com fase cascalhenta, atribuindo assim baixo grau de suscetibilidade. A
unidade GXbd1, também ocorre sobre ambiente plano e suave ondulado e localiza-se nas
margens do rio Meia Ponte, estes solos caracterizam-se pela ocorrência de processos erosivos de
solapamento da base dos taludes marginas (Figura 4.1-79).
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
Técnico:
149/313
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Figura 4.1-79 - Exemplo de erosão por solapamento da base dos
taludes marginais do córrego Cachoeira. UTM: 667274/8123397
Outros processos erosivos que ocorrem na região estão associados à rede de drenagem, que além
de solapar a base dos taludes marginais promovem incisões na superfície formando novos eixos
de canais de drenagem (Figura 4.1-80). O estágio avançado em que se encontram os processos
erosivos próximos aos drenos, podem ter sido agravados diante do manejo inadequado dos solos
das margens ocasionando solapamento em alguns pontos da calha, e consequentemente,
assoreamento do leito do rio.
Figura 4.1-80 - Erosão associada à rede drenagem e manejo inadequado do solo. Na imagem
também é possível observar a presença de processos erosivos de solapamento da base
de taludes marginais. UTM: 680536/8144218
Coordenador:
150/313
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4.1 – Meio Físico
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Abaixo segue a lista das coordenadas UTM dos processos erosivos identificados a partir de
imagem de satélite.
Quadro 4.1-16 - Lista dos processos erosivos identificados a partir de imagem de satélite
Número
Coordenada X
Coordenada Y
1
690532
8146587
2
690330
8146255
3
690267
8147083
4
679443
8140447
5
683844
8139555
6
682799
8139816
7
687177
8141076
8
682589
8142104
9
680548
8144296
10
678472
8144700
11
679106
8144184
12
682433
8145068
13
684156
8147401
14
677544
8138106
15
678256
8136717
Apesar dos atributos apresentados para a suscetibilidade à erosão dos solos na Bacia Hidrográfica
do Meia Ponte, não foram identificados processos erosivos de grandes extensões na área de
estudo. Apesar disso, com o intuito de mitigar os impactos que possam acontecer, deve-se ter
atenção aos processos erosivos já existentes e os que possam vir a ser instalados durante a
operação das AHEs.
4.1.6.3.3 -
Aptidão Agrícola
A aptidão agrícola das terras consiste em classificar as terras em grupos, baseados na
interpretação dos dados fornecidos pelo levantamento pedológico e considerando práticas
agrícolas em três níveis de manejo tecnológico: baixo, médio e alto. Essa interpretação é
realizada visando um planejamento agrícola, através da avaliação das condições de cada unidade
de mapeamento, não só para lavouras como também para pastagens, silvicultura e áreas
destinadas à preservação da flora e da fauna. Tal mapeamento está apresentado no 2523-00EIBH-MP-2009 - Mapa de Aptidão Agrícola. A metodologia de avaliação baseou-se em Ramalho
FILHO & BEEK (1995).
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A metodologia em questão procura atender a uma relação custo/benefício favorável. Procura-se
atentar para a realidade que represente a média das possibilidades dos agricultores numa tendência
econômica de longo prazo, sem perder de vista o nível tecnológico a ser adotado. De acordo com os
níveis de manejo obtêm-se a aptidão em função do grau limitativo mais forte, referente a qualquer
um dos fatores que influenciam a sua utilização agrícola: deficiência de fertilidade, deficiência de
água, excesso de água, susceptibilidade à erosão e impedimentos à mecanização.
Os níveis tecnológicos de manejo considerados têm como ponto de vista as práticas agrícolas que
abrangem a maioria dos agricultores num contexto específico, técnico, social e econômico. A
avaliação visa, portanto, diagnosticar o comportamento das terras em diferentes níveis
tecnológicos. Sua indicação é expressa através das letras A, B e C, as quais podem aparecer na
simbologia da classificação escritas de diferentes formas. O Quadro 4.1-17 resume então a
simbologia correspondente às classes de aptidão agrícola das terras avaliadas.
O nível de manejo A é baseado em práticas agrícolas que refletem um baixo nível tecnológico.
Praticamente não há grande aplicação de capital para manejo. As práticas agrícolas dependem
do trabalho braçal, podendo ser utilizada alguma tração animal, com implementos agrícolas
simples que condicionam melhorias à conservação das terras e das lavouras.
No nível de manejo B, as práticas de manejo estão condicionadas a um nível tecnológico
intermediário, com alguma aplicação de capital. As práticas de manejo neste nível incluem
calagem e adubação, mecanização com base na tração animal ou na tração motorizada,
principalmente para o preparo inicial do solo.
As práticas agrícolas no nível de manejo C estão condicionadas a um alto nível de aporte
tecnológico. Caracteriza-se pela aplicação intensiva de capital. As práticas de manejo são
conduzidas com auxílio de maquinaria agrícola e atividades operacionais capazes de elevar a
capacidade produtiva. Incluem-se, nas práticas de manejo, trabalhos intensivos de drenagem, medidas
de controle de erosão, tratos fitossanitários, rotação de culturas com plantio de sementes melhoradas,
calagem e fertilizantes em nível econômico indicado através de pesquisa e mecanização.
Foram admitidos 6 grupos de aptidão para avaliar as condições agrícolas de cada classe de solo,
não só para lavouras, como para pastagem plantada, pastagem natural e silvicultura, devendo as
áreas inaptas serem indicadas para preservação da flora e da fauna, ou outra atividade não
ligada a agricultura. Em outras palavras, as terras consideradas inaptas para lavoura são
analisadas de acordo com os fatores básicos limitantes e classificadas segundo sua aptidão para
usos menos intensos.
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Sendo assim, os grupos 1, 2 e 3 identificam terras cujo tipo de utilização é a lavoura. O grupo 4 é
constituído de terras em que o tipo de utilização de maior intensidade é a pastagem plantada,
enquanto o grupo 5 engloba subgrupos que identificam terras nas quais os tipos mais aptos são
silvicultura e/ou pastagem natural. O grupo 6 refere-se às terras impróprias para quaisquer tipos de
utilização mencionada, sendo geralmente utilizadas apenas para preservação da flora e da fauna.
Quadro 4.1-17 - Simbologia correspondente a Aptidão Agrícola das Terras
Tipos de utilização (grupos)
Classe de aptidão
agrícola
Boa
Lavouras
(1,2,3)
Nível de manejo
A
B
C
A
B
C
Pastagem plantada
(4)
Silvicultura
(5)
Pastagem natural
(5)
Inaptas
(6)
Nível de manejo B
Nível de manejo B
Nível de manejo A
-
P
S
N
-
Regular
a
b
c
p
s
n
-
Restrita
(a)
(b)
(c)
(p)
(s)
(n)
-
-
-
-
-
-
-
-
Inapta
Símbolos Adicionais
5s
Linha contínua sob o símbolo indica associação de terras, em que o 2º componente tem aptidão melhor
que o 1º componente.
3(bc)
Linha tracejada sob o símbolo indica associação de terras, em que o 2º componente tem aptidão pior
que o 1º componente.
FONTE: Ramalho Filho & Beek, 1995.
Conforme o quadro acima observa-se que as classes de aptidão agrícola das terras para um
determinado tipo de utilização são definidas como Boa, Regular, Restrita e Inapta. As letras que
expressam a aptidão das terras (A, B, C, P, S, N) podem ser maiúsculas, minúsculas ou minúsculas
entre parênteses, conforme a classe de aptidão seja, respectivamente, Boa, Regular ou Restrita.
A classe Inapta não é representada por símbolos. Sua interpretação é feita pela ausência das
letras no tipo de utilização. Abaixo são descritas as classes de aptidão:
ƒ Classe Boa
Terra sem limitações significativas para a produção sustentada de um determinado tipo de uso,
observando condições do manejo considerado. Há um mínimo de restrições que não reduz a
produtividade ou benefícios e não aumenta os insumos acima de um nível aceitável.
ƒ Classe Regular
Terras que apresentam limitações moderadas para a produção sustentada de um determinado
tipo de utilização, observando as condições de manejo considerado. As limitações podem reduzir
a produtividade ou os benefícios.
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ƒ Classe Restrita
Terras que apresentam limitações para a produção sustentada de um determinado tipo de uso,
observando as condições do manejo considerado. Essas limitações reduzem a produtividade ou os
benefícios.
ƒ Classe Inapta
Terras que apresentam condições que dificultam e/ou impossibilitam a produção, observando as
condições do manejo considerado, e que, portanto, sugere-se que sejam destinadas à preservação.
Outro aspecto importante para a análise das condições agrícolas das terras é a utilização hipotética
de um solo referência, ou seja, um solo que não apresente problemas de fertilidade, deficiência de
água e oxigênio, que não seja susceptível à erosão e nem ofereça impedimentos à mecanização.
Como, normalmente, as condições das terras fogem a um ou vários desses aspectos,
estabeleceram-se diferentes graus de limitação em relação ao solo de referência para indicar a
intensidade dessa variação. Os cinco fatores tomados tradicionalmente para avaliar as condições
agrícolas das terras são aqui considerados: deficiência de fertilidade, deficiência de água, excesso
de água ou deficiência de oxigênio, suscetibilidade à erosão e impedimentos à mecanização.
ƒ Deficiência de Fertilidade
A
fertilidade
está
na
dependência,
principalmente,
da
disponibilidade
de
macro
e
micronutrientes, incluindo também a presença ou ausência de certas substâncias tóxicas,
solúveis, como alumínio e manganês, que diminuem a disponibilidade de alguns minerais importantes
para as plantas, bem como a presença ou ausência de sais solúveis, especialmente sódio.
ƒ Deficiência da Água
É definida pela quantidade de água armazenada no solo, possível de ser aproveitada pelas
plantas e que depende de condições climáticas (especialmente precipitação e evapotranspiração)
e edáficas (capacidade de retenção de água). Por sua vez, a capacidade de armazenamento de
água disponível é decorrente de características inerentes ao solo, como textura, tipo de argila,
teor de matéria orgânica, quantidade de sais e profundidade efetiva. Além dos fatores
mencionados, a duração do período de estiagem, distribuição anual da precipitação,
características da cobertura vegetal e comportamento das culturas são também utilizados para
determinar os graus de limitação por deficiência de água.
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ƒ Excesso de Água ou Deficiência de Oxigênio
Normalmente, relaciona-se com a classe de drenagem natural do solo que, por sua vez, é
resultante da interação de vários fatores (precipitação, evapotranspiração, relevo local e
propriedades do solo). Estão incluídos na análise desse aspecto os riscos, frequência e duração
das inundações a que pode estar sujeita a área.
ƒ Susceptibilidade à Erosão
Diz respeito ao desgaste que a superfície do solo poderá sofrer quando submetida a qualquer uso,
sem utilização de práticas conservacionistas. Esta classificação depende das condições climáticas
(especialmente do regime pluviométrico), das características do solo, do relevo (declividade,
extensão da pendente) e da cobertura vegetal.
ƒ Impedimentos à Mecanização
Este fator é relevante no nível de manejo C, ou seja, o tecnologicamente mais avançado, no qual
está previsto o uso de máquinas e implementos agrícolas nas diversas fases da operação agrícola.
Além das características inerentes ao solo implícitas nesses cinco fatores, tais como textura,
estrutura, profundidade efetiva, capacidade de permuta de cátions, saturação de bases, teor de
matéria orgânica e pH, outros fatores ecológicos (temperatura, umidade, pluviosidade,
luminosidade, topografia e cobertura vegetal) são considerados na avaliação da aptidão agrícola.
Em fase posterior devem ser considerados fatores socioeconômicos e culturais numa análise de
adequação do uso e ocupação do solo. De modo geral, a avaliação das condições agrícolas das
terras é efetuada em relação a vários fatores, muito embora alguns deles atuem de forma mais
determinante, como a declividade, pedregosidade ou profundidade que, por si só, já restringem
certos tipos de utilização, mesmo com aporte tecnológico significativo.
O Quadro 4.1-18 apresenta os resultados da avaliação da Aptidão Agrícola das unidades de
mapeamento de solos levantadas na área da bacia hidrográfica do Meia Ponte e que levou às
classes utilizadas e apresentadas no 2523-00-EIBH-MP-2009 - Mapa de Aptidão Agrícola.
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Quadro 4.1-18 - Avaliação da Aptidão Agrícola das Unidades
de Mapeamento da bacia hidrográfica do Meia Ponte
Unidade
Aptidão
Agrícola
Descrição das Unidades de Mapeamento
CXbd1
CAMBISSOLO HÁPLICO álico textura argilosa relevo suave ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO distófico
ou álico textura média cascalhenta relevo suave ondulado e ondulado, ambos Tb + LATOSSOLO
VERMELHO-AMARELO distrófico textura argilosa relevo plano e suave ondulado
4(p)+
CXbd2
CAMBISSOLO HÁPLICO álico textura argilosa relevo suave ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO distrófico
textura média cascalhenta relevo suave ondulado e ondulado, ambos Tb + LATOSSOLO VERMELHO
distrófico textura argilosa relevo plano e suave ondulado
4(p)+
CXbd3
CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média e argilosa relevo
suave ondulado e ondulado + ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico não cascalhento e
cascalhento e moderadamente pedregoso textura média/argilosa + NEOSSOLOS LITÓLICOS distróficos
típicos cascalhentos e pedregosos textura média relevo ondulado e forte ondulado
3(bc)-
CXbd4
CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média relevo suave
ondulado e ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico típico textura média e argilosa relevo
suave ondulado + ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico cascalhento e pedregoso textura
média/argilosa relevo suave ondulado e ondulado
3(bc)-
CXbd5
CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média relevo ondulado e
forte ondulado + ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico cascalhento e moderadamente
pedregoso textura média/argilosa relevo ondulado + NEOSSOLO LITÓLICO distroficos típicos
cascalhentos e pedregosos textura média relevo forte ondulado
4p
GXbd1
GLEISSOLO HÁPLICO Tb ou Ta eutrófico textura argilosa relevo plano + PLINTOSSOLO HÁPLICO Tb
distrófico textura argilosa ou média/argilosa relevo plano e suave ondulado + NEOSSOLO FLÚVICO Tb
eutrófico textura média relevo plano
6
LVAd1
LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO textura muito argilosa relevo plano e suave ondulado +
PLINTOSSOLO HÁPLICO textura muito argilosa cascalhenta fase pedregosa ou endopedregosa relevo
suave ondulado e plano, ambos distróficos A moderado
LVAd2
LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO distrófico textura argilosa ou muito argilosa relevo plano +
LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO petroplintico textura argilosa cascalhenta ou argilosa/muito
argilosa cascalhenta relevo plano e suave
LVAd3
LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO textura argilosa + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb textura média
cascalhenta/argilosa cascalhenta fase endopedregosa ou pedregosa, ambos distróficos A moderado
relevo ondulado
3(b)c
LVd1
LATOSSOLO VERMELHO textura argilosa relevo plano e suave ondulado + LATOSSOLO VERMELHO,
ambos distróficos A moderado textura argilosa ou muito argilosa relevo plano e suave ondulado
2(b)c
LVd2
LATOSSOLO VERMELHO textura argilosa relevo plano e suave ondulado + ARGISSOLO VERMELHO
latossólico ou não latossólico textura média/argilosa ou argilosa relevo suave ondulado, ambos
distróficos A moderado
2(b)c+
LVd3
LATOSSOLO VERMELHO distrófico textura argilosa relevo plano e suave ondulado + ARGISSOLO
VERMELHO-AMARELO distrófico ou eutrófico Tb textura média/argilosa relevo suave ondulado, ambos
A moderado
2(b)c+
LVd4
LATOSSOLO VERMELHO distrófico textura argilosa relevo plano e suave ondulado + LATOSSOLO
VERMELHO-AMARELO, ambos distróficos A moderado textura argilosa relevo suave ondulado e plano
2(b)c
LVd5
LATOSSOLO VERMELHO distrófico textura argilosa relevo plano e suave ondulado + LATOSSOLO
VERMELHO-AMARELO, ambos distróficos textura argilosa relevo suave ondulado e plano +
CAMBISSOLO HÁPLICO distrófico ou álico Tb textura argilosa cascalhenta ou média cascalhenta relevo
ondulado e
2(b)c-
LVdf1
LATOSSOLO VERMELHO distrófico férrico A moderado e proeminente textura muito argilosa e argilosa
relevo suave ondulado e plano
2(b)c
LVdf2
LATOSSOLO VERMELHO distrófico e eutrófico férrico respectivamente A proeminente e chernozênico
ambos textura argilosa e muito argilosa relevo plano e suave ondulado + NITOSSOLO HÁPLICO
eutrófico férrico latossólico A chernozênico textura argilosa relevo suave ondulado e ondulado
2(a)bc+
LVdf3
LATOSSOLO VERMELHO distrófico férrico textura argilosa relevo plano a suave ondulado + LATOSSOLO
VEMELHO distrófico mesoférrico textura argilosa
2(b)c
LVdm1
LATOSSOLO VERMELHO distrófico mesoférrico textura argilosa relevo plano e suave ondulado +
LATOSSOLO VERMELHO AMARELO distrófico perférrico textura argilosa
2(b)c
Coordenador:
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2(a)bc
2bc
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Unidade
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Aptidão
Agrícola
Descrição das Unidades de Mapeamento
LVdm2
LATOSSOLOS VERMELHO distrófico mesoférrico textura argilosa relevo plano e suave ondulado +
LATOSSOLO VERMELHO distrófico férrico textura argilosa
2(b)c
LVdm3
LATOSSOLOS VERMELHO distrófico perférrico textura média relevo plano e suave ondulado +
LATOSSOLO VERMELHO AMARELO distrófico perférrico textura média
2(b)c
LVdm4
LATOSSOLO VERMELHO distrófico mesoférrico textura argilosa relevo plano e suave ondulado +
LATOSSOLO VERMELHO AMARELO distrófico perférrico textura argilosa + ARGISSOLO VERMELHOAMARELO distrófico textura média/argilosa relevo suave ondulado
2(b)c
LVdm5
VERMELHO distrófico mesoférrico textura argilosa relevo plano e suave ondulado + LATOSSOLO
VERMELHO AMARELO distrófico perférrico textura argilosa + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico
léptico cascalhento e moderadamente pedregoso textura argilosa e média relevo suave ondulado
2(b)c
LVdm6
LATOSSOLO VERMELHO distrófico mesoférrico textura argilosa relevo plano e suave ondulado +
LATOSSOLO VERMELHO AMARELO distrófico perférrico textura argilosa + LATOSSOLO VERMELHO
AMARELO distrófico mesofférico com petroplintita textura argilosa
2(b)c
NVe1
NITOSSOLO VERMELHO eutrófico férrico A moderado e chernozênico não rochoso e ligeiramente
rochoso textura argilosa relevo ondulado e suave ondulado + NEOSSOLOS LITÓLICOS eutrófico típicos
textura argilosa relevo ondulado
2(b)c
NVe2
NITOSSOLO VERMELHO eutrófico férrico A moderado e chernozênico textura argilosa relevo ondulado
+ NITOSSOLO VERMELHO eutrófico férrico ligeiramente rochoso textura argilosa + NEOSSOLOS
LITÓLICOS eutrófico textura argilosa relevo forte ondulado
2ab(c)
NVe3
NITOSSOLO VERMELHO eutrófico férrico A moderado e chernozênico textura argilosa relevo ondulado
e forte ondulado + NEOSSOLOS LITÓLICOS eutrófico com alta saturação por bases A chernozênico
textura argilosa relevo forte ondulado + LATOSSOLO VERMELHO eutrófico férrico textura muita
argilosa relevo suave ondulado
2ab(c)
PVAd1
ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico A proeminente e moderado textura média e
média/argilosa relevo suave ondulado e ondulado + ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico
cascalhento e moderadamente pedregoso textura média e média/argilosa + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb
distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média relevo ondulado
2(b)c-
PVAd2
ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico não cascalhento e cascalhento e moderadamente
pedregoso textura média/argilosa relevo ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico
cascalhento e pedregoso textura média relevo ondulado e forte ondulado + ARGISSOLO VERMELHO
eutrófico não cascalhento e cascalhento e moderadamente pedregoso A moderado e chernozênico
textura média/argilosa relevo suave ondulado e ondulado
2(b)c-
PVAe1
ARGISSOLO VERMELHO-AMARELO eutrófico Tb A chernozemico textura média/argilosa relevo
ondulado e suave ondulado
2(b)c-
PVAe2
ARGISSOLO VERMELHO-AMARELO eutrófico A moderado ou A chernozemico textura média/argilosa ou
média cascalhenta/argilosa cascalhenta + ARGISSOLO VERMELHO-AMARELO DISTROFICO A moderado
textura média cascalhenta/argilosa cascalhento
2(b)c-
PVd1
ARGISSOLO VERMELHO distrófico latossólico textura média/argilosa relevo ondulado + ARGISSOLO
VERMELHO eutrófico não cascalhento e cascalhento e moderadamente pedregoso A moderado e
chernozênico textura média/argilosa relevo ondulado e suave ondulado + ARGISSOLO VERMELHO
AMARELO distrófico A proeminente e moderado textura média/argilosa + LATOSSOLO VERMELHO
distrófico mesoférrico textura argilosa relevo plano.
2(b)c-
PVe1
ARGISSOLO VERMELHO eutrófico não cascalhento e cascalhento e moderadamente pedregoso A
moderado e chernozênico textura média/argilosa relevo ondulado e suave ondulado + ARGISSOLO
VERMELHO AMARELO distrófico cascalhento e moderadamente pedregoso textura média/argilosa +
CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média relevo ondulado e
forte ondulado
2ab(c)
PVe2
ARGISSOLO VERMELHO eutrófico não cascalhento e cascalhento e moderadamente pedregoso A
moderado e chernozênico textura média/argilosa relevo ondulado e suave ondulado + ARGISSOLO
VERMELHO AMARELO distrófico cascalhento e moderadamente pedregoso textura média/argilosa +
CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura indiscriminada relevo
ondulado e forte ondulado + NEOSSOLOS LITÓLICOS Tb distrófico típicos cascalhentos e pedregosos
textura indiscriminada relevo forte ondulado
2ab(c)
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Unidade
Descrição das Unidades de Mapeamento
Aptidão
Agrícola
RLd1
NEOSSOLOS LITÓLICOS Tb distrófico típico com petroplintita textura argilosa relevo suave ondulado.
6
RLd2
NEOSSOLOS LITÓLICOS Tb distrófico típicos cascalhentos e pedregosos textura média relevo forte
ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média relevo
ondulado e forte ondulado + ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico cascalhento e
moderadamente pedregoso textura média/argilosa relevo ondulado.
6
RLd3
NEOSSOLOS LITÓLICOS Tb distróficos típicos cascalhentos e pedregos textura média relevo forte
ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média relevo
ondulado e forte ondulado + AFLORAMENTOS ROCHOSOS relevo forte ondulado e escarpado
6
RLd4
NEOSSOLOS LITÓLICOS Tb distróficos e eutróficos típicos ambos cascalhentos e pedregosos textura
média relevo forte ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso
textura média relevo ondulado + ARGISSOLO VERMELHO eutrófico não cascalhento e cascalhento e
moderadamente pedregoso A moderado e chernozênico textura média/argilosa relevo ondulado
6
RLd5
NEOSSOO LITÓLICOS relevo forte ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb relevo ondulado e forte
ondulado, ambos distróficos A moderado textura média cascalhenta fase pedregosa
6
Boa parte das unidades de mapeamento apresentam aptidão agrícola terras com aptidão regular
para lavoura no nível C, e restrita para o nível B. As unidades com o Neossolo Litólico possuem
aptidão agrícola destinada à preservação pelo fato desta classe de solo ser tipicamente pouco
profundo, dificultando o crescimento e estabelecimento das raízes, além disso, apresentam
relevo acidentado que além de dificultar o uso de máquinas agrícolas, apresentam alta
suscetibilidade à erosão. A unidade GXbd1, também recebeu aptidão 6 (terras destinadas à
preservação) pelo fato de constituírem as margens de rio sendo consideradas, portanto, como
áreas de proteção permanente (APP). O Mapa 2523-00-EIBH-MP-2009 – Mapa de Aptidão
Agrícola apresenta as unidades de mapeamento.
4.1.6.4 -
Recomendações
Diante do exposto, não há nenhuma característica latente à construção dos AHEs e dos futuros
aproveitamentos da área de estudo, porém, programas de monitoramento devem ser
estabelecidos durante a instalação e operação dos AHEs com o intuito de controlar os processos
erosivos existentes na área de estudo, bem como, os que possam ser desencadeados com a
implementação do empreendimento.
As sensibilidades pedológicas da bacia hidrográfica do Meia Ponte para o empreendimento estão
diretamente relacionadas à subida do nível d’água no solo pelo enchimento dos reservatórios e o
desencadeamento de processos erosivos. Estas alterações do nível do lençol freático,
principalmente naqueles que se encontrarão nos taludes marginais, podem promover alterações
físicas, como mudanças na coesão dos agregados do solo e elevação da poropressão.
Coordenador:
158/313
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4.1 – Meio Físico
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A deflagração de processos erosivos nestas áreas pode promover o carreamento de sedimentos
para a área dos reservatórios. Este mecanismo culminará no entulhamento de sedimentos nos
mesmos, o que aumentará a turbidez da água.
As unidades pedológicas que apresentam altos índices de suscetibilidade à erosão, são as mais
propícias à deflagração de movimentos de massa e processos erosivos, destacando-se as unidades
que encontram-se na AHE Entre Pontes, AHE Mota Jusante, AHE Aloândia, AHE Volta Grande e
AHE Chapéu.
4.1.7 -
Espeleologia
Considerando-se a importância dos sistemas cársticos e das cavernas para a biodiversidade e para
os estudos ambientais, foi realizado o estudo do patrimônio espeleológico dentro da Bacia do Rio
Meia Ponte. Constatou-se que na área de estudo não existe nenhuma área cárstica reconhecida,
portanto para caracterização espeleológica foram utilizados dados secundários, conforme
sugerido no Termo de Referência elaborado pela SEMARH do Estado de Goiás para o Estudo
Integrado de Bacias Hidrográficas– EIBH.
4.1.7.1 -
Objetivo
O presente estudo objetiva apresentar os dados espeleológicos da Bacia do Rio Meia Ponte,
atendendo ao Termo de Referência estabelecido pela SEMARH, em paralelo às orientações
básicas para realização de estudos espeleológicos elaborado pelo Centro Nacional de Estudo,
Proteção e Manejo de Cavernas CECAV do Instituto Chico Mendes de Conservação da
Biodiversidade – ICMBIO de acordo com o decreto federal 6.640/2008 e à instrução normativa
MMA 002/2009.
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4.1 – Meio Físico
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4.1.7.2 -
Métodos
Para a caracterização espeleológica da área foram utilizados dados secundários publicados, tais
como:
ƒ Núcleo de geoprocessamento do CECAV/ICMBio;
ƒ CANIE (Cadastro de cavernas georreferenciado) do CECAV/ICMBio;
ƒ CNC (Cadastro Nacional de Cavernas) da SBE;
ƒ CODEX (Cadastro de Cavernas) da Redespeleo Brasil;
ƒ CPRM – Mapa geológico do estado de Goiás, 2008.
Para realizar o mapeamento do potencial de ocorrência de cavernas na Bacia Hidrográfica do Rio
Meia Ponte foram cruzadas as informações do banco de dados georreferenciado do CECAV/ICMBio
– Potencial para ocorrência de cavernas e Províncias Espeleológicas (2012) com as litologias
mapeadas pelo CPRM (2008), as imagens orbitais SRTM e LANDSAT (ETM-7) e os aspectos do
relevo obtidos a partir do projeto RADAMBRASIL v.31 (1983). Estes dados foram cruzados através
de diversos planos vetoriais em ambiente SIG, para que fosse possível estabelecer uma avaliação
do potencial espeleológico na área de estudo, integrando em uma mesma análise as
características geológicas da região com as unidades de relevo locais.
Com relação ao relevo, foram buscadas nos mapeamentos feições que pudessem indicar a
existência de cavidades, a exemplo de afloramentos rochosos (que concentram blocos tombados
em suas bases, podendo existir cavernas por empilhamento), depressões fechadas (típicas da
formação de dolinas), morros residuais (testemunhos), além de aspectos anômalos da rede de
drenagem, como sumidouros.
Em relação à geologia, a abordagem utilizada no presente diagnóstico fundamentou-se na
concepção desenvolvida por JANSEN (2011), que atribui uma estimativa de potencial espeleógico
à
litologia.
Dessa
predominantemente
forma,
datam
as
do
litologias
Eon
relativas
Proterozóico,
ao
embasamento
foram
designadas
cristalino,
como
de
que
baixa
potencialidade. A inexistência de formações sedimentares, sobretudo carbonáticas, na bacia do
Rio Meia Ponte eliminou a ocorrência das classes com médio e alto potencial. Por fim, os
depósitos cenozóicos inconsolidados foram definidos como de improvável ocorrência de
cavidades. A Tabela a seguir resumi as classificações de potencialidades com relação à litologias:
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Potencialidade
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Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Litologia associada
Muito Alta
Calcário, Dolomito, Evaporito, Formação ferrífera bandada, Itabirito e Jaspilito.
Alta
Calcrete, Carbonatito, Mármore, Metacalcário e Marga.
Média
Arenito, Conglomerado, Filito, Folhelho, Fosforito, Grauvaca, Metaconglomerado, Metapelito, Metassiltito,
Micaxisto, Milonito, Quartzito, Pelito, Riolito, Ritmito, Rocha calci-silicática, Siltito e Xisto.
Baixa
Demais litotipos (Anortosito, Arcâseo, Augengnaisse, Basalto, Charnockito, Diabasio, Diamictito, Enderbito,
Gabro, Gnaisse, Granito, Granitóide, Granodiorito, Hornfels, Kinzigito, Komatito, Laterita, Metachert,
Migmatito, Monzogranito, Oliva gabro, Ortoanfibolito, Sienito, Sienogranito, Tonalito, Trondhjemito, entre
outros)
Improvável
Aluvião, Areia, Argila, Cascalho, Lamito, Linhito, Demais sedimentos, Turfa e Tufo.
4.1.7.3 -
Resultados
Sabe-se que algumas rochas são mais suscetíveis à carstificação ou à dissolução da rocha do que
outras. Por exemplo, temos aquelas rochas classificadas como sendo do grupo dos carbonatos,
tendo alto teor de dissolução. As litologias existentes na Bacia do Meia Ponte podem ser
resumidas a basaltos, granitóides, rochas máficas, meta-sedimentares, ortognaisses e
paragnaisses, que são marcados por intenso metamorfismo e deformação. O mapa de potencial
para ocorrência de cavidades na área em estudo pode ser visualizado na Figura 4.1-81.
Os basaltos e os granitos-gnaisses são rochas com pouca probabilidade de carstificação. Só existe
uma caverna cadastrada no Brasil no basalto, sendo esta no Paraná, nas áreas dos extensos
derrames basálticos que recobrem boa parte do sul do Brasil. No granito-gnaisse não existe
nenhuma ocorrência cadastrada ou publicada, reafirmando o baixo potencial de carstificação
dessas rochas.
A Unidade B do Grupo Araxá, descrita na literatura, pode conter rochas de pequeno teor calci,
como as calci-clorita-biotita, que são rochas classificadas como calci-silicáticas. Apesar de essas
ocorrências serem esparsas e não mapeadas em detalhe, essa característica confere um médio
potencial para ocorrência de cavernas na unidade geológica em questão.
Em áreas de litologia quartzítica, com foliação xistosa, o processo de formação das cavernas se
dá pela ação de percolação/infiltração das águas pluviais ou pela ação das águas fluviais e de
afloramento do lençol freático, moldando formas nos substratos rochosos. Apesar de não terem
sido identificadas nem relatas durante a campanha de campo realizada em abril de 2012, não se
pode descarta a possibilidade de ocorrência de cavidades naturais nos quartzitos (Grupo Araxá)
dentro da Bacia do Meia Ponte, sobretudo nos sopés das serranias quartzíticas.
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Figura 4.1-81 - Potencial para ocorrência de cavidades na Bacia do Meia Ponte.
A partir do mapa de potencialidade para ocorrência de cavernas do estado de Goiás,
disponibilizado pelo CECAV/ICMBio, constata-se que não existe nenhuma área da Bacia do Rio
Meia Ponte com potencialidade Alto ou Muito Alto. Percebe-se que a Bacia do Rio Meia Ponte
tem potencial baixo e médio para a ocorrência de cavernas. Essas duas classificações
correspondem ao baixo potencial das rochas basálticas e granitos-gnaisses, que predominam a
porção sul da bacia, e ao médio potencial da Unidade B do Grupo Araxá e litologias em menor
escala, que predominam na porção norte da bacia.
Outro cruzamento de dados que é feito para a caracterização espeleológica é verificar se área
pertence a alguma região espeleológica. O mapa das regiões cársticas utilizado, disponibilizado
também pelo Núcleo de geoprocessamento do CECAV/ICMBio, foi organizado com base nas
informações constantes no livro “As Grandes Cavernas do Brasil (AULER et al., 2001), nos dados
do Mapa Geológico do Brasil (CPRM, 2003) e em dados de litoestratigrafia do Geobank (banco de
dados relacional Oracle da CPRM) e na base de dados do CECAV/ICMBio.
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Quando cruzamos a localização das regiões cársticas com a localização da Bacia do Rio Meia
Ponte (Figura 4.1-82) constata-se que a área em estudo não corresponde á nenhuma delas já
pré-estabelecida. Esse dado condiz com o baixo potencial espeleológico da área já demonstrado,
que classifica a área em baixo e médio potencial.
Figura 4.1-82 - Bacia do Meia Ponte no contexto das Regiões Cársticas.
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Para completar a caracterização espeleológica da bacia, foram consultados os seguintes
cadastros nacionais de cavernas:
ƒ CANIE (Cadastro de cavernas georreferenciado) do CECAV/ICMBio;
ƒ CNC (Cadastro Nacional de Cavernas) da SBE;
ƒ CODEX (Cadastro de Cavernas) da Redespeleo Brasil;
O cadastro mais completo desses é o CANIE, pois utiliza os dados dos outros dois cadastros das
entidades, somado dos dados de consultoria que chegam ao órgão. Foi constatado que não existe
nenhuma caverna cadastrada na Bacia do Rio Meia Ponte, conforme é apresentado na Figura
4.1-83.
Figura 4.1-83 - Cavidades naturais subterrâneas cadastradas no Estado de Goiás.
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4.1.7.4 -
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Recomendações
A consulta aos dados secundários forneceu a informação da não existência de cavidades naturais na
região de estudo, corroborando com a informação de baixo e médio potencial da Bacia do Meia
Ponte. Ainda assim, apesar deste fato, não se pode eliminar de todo a possibilidade de ocorrência
de cavidades naturais na Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte, até porque as mesmas podem
originar-se pelo tombamento de grandes blocos em regiões de rochas fraturadas, por exemplo.
Neste caso sua detecção somente se faz possível através de caminhamento espeleológico de
detalhe, os quais irão ocorrer à época dos licenciamentos individuais de cada PCH.
Desta forma, havendo a existência de cavidades naturais ou mesmo de natureza espeleológica na
área de influência dos aproveitamentos hidrelétricos, conforme ditames para prospecção
espeleológica exocárstica emitido pelo CECAV/ICMBio, deverão ser tomadas as providências
cabíveis para o atendimento legal com vistas à proteção do patrimônio espeleológico e natural da
região sob influência das PCHs
4.1.8 -
Recursos Hídricos
A bacia hidrográfica do rio Meia Ponte está localizada na porção sudeste do estado de Goiás, na
região central do Brasil. A área de drenagem dessa bacia é de 12.180 Km², desde suas nascentes
localizadas no município de Itauçu, até seu deságue no município de Cachoeira Dourada. O
principal rio da bacia é o rio Meia Ponte, que nasce na Serra dos Brandões e percorre 415 km até
desaguar no rio Paranaíba no município de Cachoeira Dourada.
A bacia do rio Meia Ponte é uma sub-bacia do rio Paranaíba, e está inserida dentro da Região
Hidrográfica do Paraná. Compreende 38 municípios onde habitam 2,5 milhões de goianos,
portanto, mais de 40% da população do Estado (Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte,
2003). O Rio Meia Ponte se constitui em um importante recurso natural do estado de Goiás, mas
a qualidade de suas águas vem sendo comprometidas pela poluição, principalmente nos trechos
próximo a cidade de Goiânia.
A disponibilidade hídrica na bacia em estudo indica vazões específicas médias superiores a
12 l/s/km² e vazões específicas com permanência de 95% na faixa de 3,0 l/s/km², revelando um
índice de regularização natural bem diferenciado: o índice Q95%/QMLT varia entre 0,25 e 0,44. A
região do Meia Ponte é caracterizada como a de menor produção hídrica da bacia hidrográfica do
rio Paranaíba, porém, essa situação é amenizada devido ao elevado grau de regularização natural
dos afluentes.
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De acordo com o Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH), a bacia do Meia Ponte é uma das
Unidades Hidrográficas de Referência (UHR) do Rio Paranaíba. A bacia do Meia Ponte foi dividida
em 5 sub-bacias, permitindo evidenciar as diferentes características que ocorrem nos distintos
pontos da bacia hidrográfica. As sub-bacias são: sub-bacia do Alto Meia Ponte, sub-bacia do rio
João Leite, sub-bacia do rio Caldas, sub-bacia do rio Dourados, e sub-bacia do baixo Meia Ponte
(2523-00-EIBH-MP-2003 - Mapa de Unidades Hidrográficas).
O período de cheia na bacia ocorre nos meses de outubro a abril, enquanto a vazante ocorre
entre maio e setembro. A drenagem dessa bacia apresenta rios com fluxo permanente, mesmo no
período de vazante, diminuindo apenas o volume caudal.
O uso da água na bacia é predominantemente do setor de irrigação, seguido pelo abastecimento
público, uso industrial e lazer, beneficiando de forma direta a quase dois milhões de pessoas. Os
recursos hídricos dessa região vêm sendo comprometidos pela poluição, principalmente o setor
de abastecimento público de água, como nos trechos ao redor de Goiânia (2523-00-EIBH-MP2012 – Mapa de Uso da Água).
Na região em estudo vem ocorrendo conflitos entre o uso da água para consumo humano e a
poluição das águas, principalmente na região metropolitana de Goiânia.
O estudo sobre a influência dos aproveitamentos hidrelétricos nos recursos hídricos da bacia
hidrográfica do rio Meia Ponte foi realizado com base nos aspectos físicos e geográficos da
mesma, com a finalidade potencializar positivamente os efeitos dos AHEs na região.
4.1.8.1 -
Objetivos
Os Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte serão descritos através das
características físicas da região hidrográfica no qual está inserida o seu entorno, bem como das
bacias da qual fazem parte. Este diagnóstico também visa identificar a rede hidrográfica e seu
regime hidrológico, bem como a disponibilidade hídrica. É importante ainda a caracterização dos
principais usos da água na região, considerando os usos consuntivos, não consuntivos, e possíveis
potenciais de conflitos. Os processos de outorga de uso da água dentro da bacia foram analisados
com a finalidade de se conhecer o tipo de demanda dos usuários da água.
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4.1.8.2 -
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Métodos
Para alcançar os objetivos do EIBH dos aproveitamentos hidrelétricos da bacia do Meia Ponte foi
realizada uma pesquisa em bibliografia específica, baseada e dados secundários disponibilizados
pela Agência Nacional das Águas (ANA), pelo Sistema Nacional de Informações sobre Recursos
Hídricos (SNIRH), e Sistema de Meteorologia e Hidrologia do Estado de Goiás (SIMEHGO). Os dados
sobre disponibilidade hídrica e vazão, foram consultados no inventário elaborado pela EPE (2005).
Resultados
Região Hidrográfica do Paraná
A área de estudo que compreende a bacia do Meia Ponte está inserida na Região Hidrográfica do
Paraná (RH). Essa RH engloba bacias hidrográficas importantes como as bacias dos rios
Paranapanema, Tietê e Paranaíba. A RH do Paraná abrange partes dos estados de São Paulo
(25%), Minas Gerais (18%), Paraná (21%), Goiás (14%), Mato Grosso do Sul (20%), Distrito Federal
(0,5%) e Santa Catarina (1,5%). Possui uma área de drenagem de 1.237.000 km², com vazão
média anual de 15.620 m³/s e um volume médio anual de 495 km³. O clima nessa RH é bem
diversificado, apresentando Tropical Aw, Cwa, e Cwb, de acordo com a classificação de Koppen.
Os principais rios da RH do Paraná são os rios Paraná, Tietê, Paranaíba, e Rio Grande.
Bacia Hidrográfica do Paranaíba
A bacia hidrográfica do rio Paranaíba possui uma área de 222.767 km², dividida entre os estados
de Goiás (65%), Distrito Federal (3%), Minas Gerais (30%), e Mato Grosso do Sul (2%).
O rio Paranaíba é o principal rio dessa bacia e tem sua nascente situada na serra da Mata do
Corda, no estado de Minas Gerais, nas proximidades da cidade de Rio Paranaíba e da cabeceira
do rio Abaeté, tributário do rio São Francisco.
O período de cheia na bacia ocorre entre outubro e março, com vazante entre maio e setembro.
A vazão específica na bacia do rio Paranaíba é de 7,65 l/s/km². Segundo o Monitoramento da
Qualidade das Águas superficiais na Bacia do rio Paranaíba (2009), essa região apresenta um
expressivo potencial hidroelétrico, contendo muitos represamentos artificiais (Emborcação,
Miranda, Nova Ponte, Itumbiara, etc).
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A maior parte dos rios da bacia do Paranaíba apresenta índice de excelente a confortável, com
relação à demanda e disponibilidade hídrica.
A bacia hidrográfica do rio Paranaíba pode ser dividida em Unidades Hidrográficas de Referência
(UHR), que são: Alto Paranaíba, Araguari, Corumbá, Médio Paranaíba, e Sudoeste Goiano, onde a
bacia do Meia Ponte está localizada no médio Paranaíba.
Na Figura 4.1-84 está representada a RH do Paraná que engloba a bacia do Paranaíba e bacia do
rio Meia Ponte.
Fonte: MMA, 2003.
Figura 4.1-84 - Representação da RH do Paraná, localizando a
bacia hidrográfica do rio Paranaíba e bacia do rio Meia Ponte
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Características físicas
A bacia hidrográfica do rio Meia ponte (Figura 4.1-85, 2523-00-EIBH-MP-2013 Mapa da Rede
Hidrográfica) é uma sub-bacia do rio Paranaíba, e é uma das regiões de maior concentração
populacional do Paranaíba. Os aproveitamentos hidrelétricos existentes e propostos, foco deste
estudo, estão distribuídos ao longo do rio Meia Ponte. Os principais rios da bacia do rio Meia
Ponte são os rios Santo Antônio, São Domingos, João Leite, Anicuns, Dourados, Caldas, Água
Branca, Palmito, e o rio homônimo à bacia. No Anexo 4.1-1 é apresenta um acervo fotográfico
contendo fotos do rio Meia Ponte em distintos pontos, seus tributários e, também, alguns
aspectos físicos observados em campo.
O rio Meia Ponte nasce na serra dos Brandões, nas proximidades de Itauçu, em cotas de
aproximadamente 1.000 m. O rio Meia Ponte tem 415 km de extensão desde a nascente até sua
foz no rio Paranaíba. O rio João Leite e o rio Caldas encontram o rio Meia Ponte pela margem
esquerda, e são considerados importantes afluentes por constituírem um manancial de
abastecimento público de Goiânia. Pela margem direita o principal afluente do rio Meia Ponte é
o rio Dourados.
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Fonte: MMA, 2003
Figura 4.1-85 - Bacia hidrográfica do rio Meia Ponte
As maiores vazões na bacia do Meia Ponte ocorrem entre os meses de outubro a abril, e as
menores entre maio e setembro. O rio Meia Ponte corre em sua maior parte por áreas de relevo
de baixa amplitude, com serras isoladas e planaltos residuais limitando a bacia, assim, o corpo
dos AHEs tende a alagar áreas maiores. Seus solos, de maneira geral, apresentam suscetibilidade
à erosão moderada. Nas margens dos rios, porém, são visíveis os processos erosivos devido,
principalmente, à falta de cobertura vegetal e ao forte solapamento sofrido pelas margens
(Figura 4.1-86).
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Figura 4.1-86 - Processo erosivo de solapamento das bases dos taludes marginais
O clima da bacia é o tropical de savana (Aw), com períodos de chuvas entre outubro e abril,
sendo este o período das cheias dos rios, e períodos mais secos de maio a setembro, quando
ocorre a vazante dos rios.
A bacia do Meia Ponte é dividida em 5 sub-bacias: a sub-bacia do Alto Meia Ponte, sub-bacia do
rio João Leite, sub-bacia do rio Caldas, sub-bacia do rio Dourados, e sub-bacia do baixo Meia
Ponte. As sub-bacias dos rios Caldas e João Leite são as drenagens que apresentam maior
disponibilidade hídrica.
O rio Meia Ponte vem recebendo grande quantidade de dejetos de origem urbana e rural
causando poluição de suas águas, sendo que este rio tem um papel importante não só para
abastecimento urbano e rural, mas também para a geração de energia elétrica de cidades
importantes do estado de Goiás (Figura 4.1-87).
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Figura 4.1-87 - Esgotamento Sanitário in natura lançado diretamente no
rio Meio Ponte identificado na campanha de campo
As alterações nos cursos hídricos em decorrência do lançamento de dejetos do uso do solo em
áreas urbanas e rurais, somadas ao regime hidrológico, refletem no comportamento das séries de
vazões aumentando ou reduzindo a descarga d’água quando observadas ao longo de anos ou
décadas.
As variações na vazão de uma secção fluvial tem implicações diretas na restrição e/ou
disponibilidade dos recursos hídricos para os seus usos consuntivos e não-consuntivos. Portanto,
em estudos ambientais para implantação de empreendimentos hidrelétricos torna-se relevante a
examinar as séries de vazões e sua compatibilidade com os usos previstos na bacia hidrográfica.
Nas últimas 10 décadas, o crescimento urbano nas áreas marginais do Rio Meia Ponte, sobretudo
no município de Goiânia, tem provocado impermeabilização do solo devido a criação de novos
bairros, pavimentação de ruas e avenidas, bem como outras construções, afetando o escoamento
das águas pluviais para os rios e refletindo no seu regime de vazões ao longo destes anos (CUNHA
et al., 2007).
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Em seguida são demonstradas as série de vazões à jusante de Goiânia, e sua relação com o uso
do solo e o regime hidrológico.
Série de vazões do Rio Meia Ponte à Jusante de Goiânia
Para a avaliação da série de vazões do Rio Meia Ponte foram utilizados dados secundários
disponibilizados em artigos científicos e relatórios técnicos.
Em CUNHA et al. (2007), foi obtida a série histórica de vazões desde 1979 até 2005, a partir de
dados da estação fluviométrica da ANA, cujo código é 60650000, localizada no Rio Meia Ponte a
jusante de Goiânia, cuja área de drenagem é de 2.970 km2. Além dos dados de vazão foram
verificados os picos de cheia e dados de precipitação para comparatividade. Através da
comparatividade pode-se estimar o quanto a variabilidade das vazões em um dado período devese ao regime de chuvas ou a fatores de outra natureza, como aqueles relacionados ao uso do solo
na bacia contribuinte. O Quadro 4.1-19 mostra a série de vazões entre 1979 e 2005 para o Rio
Meia Ponte à Jusante de Goiânia.
Quadro 4.1-19 - Série histórica de vazões (m3/s)
da estação fluviométrica da ANA Jusante Goiânia no rio Meia Ponte
Ano
Média
Máxima
1979
48,7
192
19
1980
51,4
257
16,8
1981
41,6
206
14,6
1982
63,9
251
27,4
1983
59,7
313
24,4
1984
39,1
135
15
1985
50,6
236
18,6
1986
37,8
117
14,6
1987
39,9
121
12,9
1988
61,1
303
20,9
1989
38,9
207
13,6
1990
39,5
135
16,8
1991
37
137
13,2
1992
58,1
194
20,9
1993
37,3
128
14,3
1994
47,5
201
13,6
1995
43,3
217
12,9
Coordenador:
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Mínima
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Ano
Média
Máxima
Mínima
1996
36,1
157
8,34
1997
47,4
257
13,2
1998
30,3
206
4,92
1999
19,6
193
1,05
2000
45,8
194
7,78
2001
41
170
10,7
2002
40,7
218
6,95
2003
41,5
134
7,57
2004
52,4
270
13,2
2005
38
320
9,22
Média
44
203
13,8
Fonte: Cunha Et Al. (2007)
Observa-se que o menor valor médio, máximo e mínimo da série de vazões foi registrado no ano
de 1999, sendo associado ao aumento da expansão urbana da cidade de Goiânia, com atenção
para o valor mínimo de vazão neste ano que foi de 1,05 m3/s. Ao longo dos anos, entretanto,
observou-se ampla variação no valor médio da série de vazões.
CUNHA et al. (2007) mostraram o sumário estatístico de série de vazões no Rio Meia Ponte, no
Quadro 4.1-20, a partir do qual foi possível observar a tendência de variação na distribuição das
vazões em intervalos anuais.
Quadro 4.1-20 - Sumário estatístico da série histórica das vazões
na estação fluviométrica da ANA Jusante Goiânia no rio Meia Ponte.
Série
Quant.Anos
Média
DP
Coef. Variação
1979 – 2005
27
44
9,78
0,222
1979 – 1998
20
45,5
9,49
0,209
1979 – 1988
10
49,4
9,72
0,197
1989 – 1998
10
41,5
7,84
0,189
1999 – 2005
7
39,9
10,09
0,253
Fonte: CUNHA et al. (2007)
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4.1 – Meio Físico
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Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
O coeficiente de variação, que revela a amplitude de variação dos dados se aproximando de 0
quando houver baixa variabilidade e se aproximando de 1 quando a variabilidade for elevada,
mostrou maior variação nas vazões entre 1979 e 1998 (20 anos) e entre 1979 e 1998 (10 anos),
revelando alta variabilidade nos dados de vazões nestes intervalos. Por outro lado, o menor
coeficiente de variação esteve entre 1989 e 1998, mostrando maior baixa variabilidade nas
vazões neste período.
CUNHA et al. (2007) atribuiram a ampla variação das vazões do Rio Meia Ponte às mudanças no
uso do solo e à impermeabilização deste na região à jusante de Goiânia, uma vez que os valores
de precipitação para estes períodos, de 1979 a 1998 e 1999 a 2005, mantiveram-se relativamente
homogêneos, com variação exígua nos valores médios de precipitação que alcançou 1.511 mm e
1.536 mm, respectivamente.
Regime Hidrológico e Identificação da rede hidrográfica
O regime hidrológico de um rio pode ser determinado pela variação da precipitação. Na bacia do
Meia Ponte os cursos d’água acompanham o regime pluviométrico, estando diretamente
relacionados com o período de maior ocorrência de chuvas (cheias), e o de menor precipitação
(vazante). O período de cheias ocorre entre outubro e abril, quando ocorrem as maiores vazões
nos rios da bacia. Já o período de vazante, quando diminui o volume caudal dos rios, ocorre
entre maio e setembro, e está associado às vazões mínimas dos rios.
No Quadro 4.1-21 estão descritas as vazões dos pontos de cada aproveitamento hidrelétrico ao
longo do rio Meia Ponte.
Quadro 4.1-21 - Dados fluviométricos da bacia hidrográfica do rio Meia Ponte
Identificação dos Aproveitamentos
Nome do
Aproveitamento
COORD. UTM
Rio
Vazão
E
N
Distância
da Foz
(Km)
Área de
drenagem
(km²)
Média de
Longo
Termo –
MLT
Q Mín
Média
Mensal
(m3/s)
Q Máx
Turbinada
(m³/s)
VAU DAS
POMBAS
MEIA PONTE
697116
8149330
389,20
2985
42,8
6,7
60,4
CALDAS
MEIA PONTE
698150
8131750
355,00
3461
48,7
7,4
70,2
PONTAL
MEIA PONTE
704451
8118692
330,85
5110
69,4
9,4
99,9
AREIAS
MEIA PONTE
700300
8107100
306,49
5435
73,3
9,7
104,1
SALTADOR
MEIA PONTE
693100
8087500
268,91
5905
79,0
10,1
112,2
ROCHEDO II
MEIA PONTE
688150
8070550
232,04
6203
82,6
10,3
116,8
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Identificação dos Aproveitamentos
COORD. UTM
Nome do
Aproveitamento
Rio
Vazão
E
N
Distância
da Foz
(Km)
Área de
drenagem
(km²)
Média de
Longo
Termo –
MLT
Q Mín
Média
Mensal
(m3/s)
Q Máx
Turbinada
(m³/s)
ENTRE PONTES
MEIA PONTE
681200
8063350
217,63
8014
104,4
11,7
143,3
MOTA
MEIA PONTE
676050
8055000
198,08
8885
115,0
12,3
155,8
CHAPÉU
MEIA PONTE
668650
8046950
183,05
9287,39
124,8
21,5
153,6
ALOÂNDIA
MEIA PONTE
666300
8038500
168,87
9439
121,6
12,7
163,9
VOLTA GRANDE
MEIA PONTE
665397
8030342
139,61
10189
129,7
13,3
174,3
JACARÉ
MEIA PONTE
663000
8017400
120,79
10350
130,0
13,6
172,6
GOIATUBA
MEIA PONTE
659700
8001000
98,85
10757
135,7
13,8
183,2
CACH. DO MEIA
PONTE
MEIA PONTE
656476.68
7990944.54
75,81
11039,7
148,4
25,5
174,4
CAMPO LIMPO
MEIA PONTE
649500
7977792
51,28
11409
142,5
14,3
187,4
MEIA PONTE
MEIA PONTE
646750
7964850
29,59
11657,88
156,6
27,0
179,1
SANTA ROSA II
MEIA PONTE
646500
7957175
12,69
12.271,26
164,9
28,4
191,7
TABOCAS
MEIA PONTE
647600
7951950
4,58
12337
152,2
15,0
207,1
Fonte: Inventário EPE, 2005.
O padrão das drenagens na bacia do Meia Ponte é predominantemente dendrítico, gerado em
virtude do arcabouço geológico aflorante e do padrão e densidade de lineamentos estruturais,
grande variação de direções das falhas e fraturas, enquanto os sistemas de drenagem não
retilíneos são marcados pelo padrão meandrante em zonas de baixa energia e mais espessa
cobertura de sedimentos aluvionares e detríticas. O rio Meia Ponte apresenta vazão mínima
superior a 10m³/s no período seco, enquanto os demais cursos d’água são de baixa vazão com
descarga inferior a 1m³/s na maior parte do ano. Apesar das baixas vazões, a maior parte da
rede de drenagem é perene (RODRIGUES et al., 2005). Mesmo no período de estiagem os
aproveitamentos hidrelétricos podem operar com a vazão mínima. No Quadro 4.1-22 são
apresentados os rios que drenam a bacia do rio Meia Ponte e que foram identificados em
ambiente SIG na escala 1:1.000.000.
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Quadro 4.1-22 - Cursos d’água na bacia hidrográfica do rio Meia Ponte
Nome do Curso d’água
-
CORREGO BALSSAMO
-
CORREGO DO LAUDELINO
-
CORREGO DO BEBEDOURO
-
CORREGO SANTA ROSA
-
CORREGO DO BARREIRO
-
DORREGO DO SAPÉ
-
CORREGO DAS PALMEIRAS
Permanente
CORREGO DO CAMPO ALEGRE
Permanente
CORREGO DO QUILOMBO
Permanente
CORREGO DO CASTELO
Permanente
CORREGO DA DIVISA
Permanente
CORREDO DA MOTULA DAS NEVES
Permanente
CORREGO SANTANA
-
CORREGO DO BEBE
-
CORREGO DO CAVALO MORTO
Permanente
CORREGO DA SAFADA
Permanente
RIBEIRAO SÃO DOMINGOS
Permanente
CORREGO DA CANJICA
Permanente
CORREGO DA CATINGUEIRA
Permanente
CÓRREGO FUNDO
Permanente
CÓRREGO DO MUTUM
Permanente
CÓRREGO DA C. DA VERTENTE RICA
Permanente
CÓRREGO DOS MACACOS
Permanente
CÓRREGO DAS POSSES DO RANCHO
Permanente
CÓRREGO DO COQUEIRO
Permanente
CÓRREGO DOS DOIS IRMAOS
Permanente
CÓRREGO DO MATEIRA
Permanente
CÓRREGO DO RIACHO
Permanente
RIBEIRÃO DA SERRA
Permanente
RIBEIRÃO DA FORMIGA
Permanente
RIBEIRÃO PARAÍSO
Permanente
RIO DOURADOS
Permanente
CÓRREGO DA BATATINHA
Permanente
RIBEIRÃO SÃO PEDRO
Permanente
CÓRREGO DA SAMAMBAIA
Permanente
CÓRREGO DO CAPÃO BONITO BARULHO
Permanente
RIBEIRÃO DA SERRA NEGRA
Permanente
CÓRREGO BONITO DE CIMA
Permanente
CÓRREGO BONITO DO MEIO
Permanente
RIO CALDAS
Permanente
CÓRREGO MATO GRANDE
Permanente
RIO SOZINHO
Permanente
CÓRREGO DO JATAÍ
Permanente
RIBEIRÃO ABORRECIDO
Permanente
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Fluxo do curso d’água
RIBEIRÃO DA BOA VEREDA
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Nome do Curso d’água
Fluxo do curso d’água
RIBEIRÃO BOMSUCESSO
Permanente
RIO JOÃO LEITE
Permanente
RIO INHUMAS
Permanente
RIBEIRÃO DOS GONÇALVES
Permanente
CÓRREGO CAPOEIRÃO
Permanente
RIO DA CACHOEIRA
Permanente
Fonte: MMA, 2003/ Plano de Trabalho EIBH Meia Ponte, 2011.
Uso da água e disponibilidade hídrica
Os usos da água podem ser definidos como consuntivos e não consuntivos. Uso consuntivo pode
ser entendido como o tipo de uso que retira dos mananciais uma quantidade de água disponível
e, depois de sua utilização, a água retorna ao ambiente em uma menor quantidade e/ou com
uma qualidade inferior (por exemplo: irrigação e abastecimento público). Desta maneira, parte
da água retirada é consumida durante o seu uso (DAEE, 2011). Já o uso não consuntivo da água é
aquele que, no aproveitamento dos recursos hídricos, não há qualquer consumo ou perda de água
durante o processo de utilização do mesmo (lazer, pesca, geração de energia).
Os principais tipos de uso consuntivos dos recursos hídricos na bacia hidrográfica do Meia Ponte
são: irrigação (44%), abastecimento público (38%), indústria (11%), outros usos (Figura 4.1-88).
Fonte: Associação Ambiental Pró-Águas do Cerrado, 2008.
Figura 4.1-88 - Tipos de Uso da água na bacia hidrográfica do rio Meia Ponte
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A utilização da água para irrigação ocorre disseminada em toda a bacia do Meia Ponte, mas a
concentração de extensas áreas irrigadas está localizada nos municípios de Morrinhos, Itumbiara,
Pontalina, Goiatuba e Bom Jesus de Goiás (aproximadamente 50% da área irrigada da bacia).
Nessa região estão os aproveitamentos Entre Pontes, Mota, Aloândia, Jacaré, Goiatuba, Campo
Limpo, e Meia Ponte. Como 50% do uso da água nessa região abastece a irrigação de lavouras,
deve-se atentar para a contaminação dos recursos hídricos devido ao uso de agrotóxicos e
insumos agrícolas, atingindo também os aproveitamentos. Entretanto, como pode ser observado
no item 4.1.9 - Qualidade das Águas e Limnologia, no presente estudo, os pesticidas
organoclorados e organofosforados foram encontrados abaixo do limite de quantificação do
método analítico. Dessa forma, verifica-se que água superficial não sofreu contaminação por
parte destes compostos. A presença de biocidas na água geralmente está associada à utilização
de agrotóxicos nas culturas agrícolas.
O abastecimento público na bacia utiliza águas superficiais e subterrâneas. Em geral, os
municípios da bacia do Meia Ponte possuem mais de 90% da população atendida pelo
abastecimento público. No Município de Itumbiara, mesmo com alto valor de vazão disponível
para captação e uma demanda de aproximadamente 64 mil habitantes, 86% da população é
atendida pelo abastecimento público (SEMARH – GO, 1999).
As atividades industriais estão concentradas nos municípios de Morrinhos, Itumbiara, Goiânia e
Goiatuba. Os principais problemas desse uso da água para os recursos hídricos da bacia estão
relacionados com a deficiência dos tratamentos de efluentes despejados pelas indústrias,
poluindo as águas dos rios.
Os usos não consuntivos na bacia do Meia Ponte são a piscicultura, lazer, mineração, e geração de
energia. A piscicultura é comum em grande parte das bacias hidrográficas do Estado de Goiás, com
aumento do número dos locais de pague e pesque. A utilização da água para o lazer ocorre,
principalmente, nos pontos turísticos de Caldas Novas e Rio Quente, onde as águas termais naturais
atraem os turistas, além dos lagos formados pelas hidrelétricas. A atividade minerária é pouco
desenvolvida dentro da bacia em estudo, muito embora verifica-se com destaque a extração de
areia, principalmente no município de Itumbiara. A geração de energia elétrica é, nitidamente, o
uso não consuntivo mais importante tanto na bacia hidrográfica do rio Meia Ponte, quanto na bacia
do Paranaíba, onde foram instaladas dezenas de AHE (SEMARH – GO, 1999).
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Com relação à disponibilidade hídrica na bacia do Meia Ponte, se constata que apenas nas subbacias dos rios Caldas, João Leite e Dourados, a vazão disponível para abastecimento pode ser
considerada razoável (entre 5,3 e 6,72 m³/s). Nas demais sub-bacias a disponibilidade é bem
menor (Quadro 4.1-23).
Quadro 4.1-23 - Vazão disponível para
abastecimento nas sub-bacias do Meia Ponte
Sub-bacias do rio Meia Ponte
Vazão (m³/s)
Rio Caldas
Rio João Leite
6,72
6
Ribeirão Cachoeira
2,54
Rio Capivara
1,23
Rio Capoeirão
1,11
Rio Inhumas
1,04
Rio Dourados
5,3
Fonte: SEMARH, 2003; Pasqualleto, 2004.
Os aproveitamentos de Caldas, Pontal, Vau Das Pombas, Areias, Saltador, Rochedo II e Entre
Pontes, estão relativamente próximos aos rios onde a disponibilidade hídrica é maior,
coincidindo, contudo, com a região de maior demanda hídrica e conflitos de uso da água.
4.1.8.2.1 -
Uso dos Recursos Hídricos
A partir dos levantamentos de campo identificou-se como uma das principais fontes de conflito
entre os atores sociais locais, as sobreposições no uso dos recursos hídricos na Bacia do Rio Meia
Ponte, diante das prioridades diferenciadas como consumo humano, diluição de efluentes
urbanos e industriais, conservação ambiental e irrigação.
Para o detalhamento e completo entendimento desses usos, foi construída uma base dados
primários e secundários, bem como um mapeamento específico. De posse dessa base de dados,
foi possível identificar e avaliar os conflitos (potenciais e existentes) relacionados ao uso de
recursos hídricos na Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte.
A distribuição dos diferentes usos é apresentada no 2523-00-EIBH-MP-2012 - Mapa de Uso da
Água.
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Nos itens a seguir é apresentada a metodologia para desenvolvimento da base de dados, um resumo
do panorama identificado na região, e, na sequência, as respectivas avaliações de conflitos.
Para comparação espacial dos usos da água, foi feito um levantamento sistemático dos
barramentos artificiais em corpos hídricos na Bacia do rio Meia Ponte. Para tal, os pontos foram
tomados em imageamento remoto de alta resolução de disponibilidade pública (Google Earth),
com imagens tomadas entre 2009 e 2011, com distanciamento de 4 km. Cada ponto foi
classificado como:
(i)
açudes (corpos hídricos de barramentos simples de curso hídrico);
(ii)
tanques (tanques isolados em terra);
(iii)
reservatórios (referente a PCH Rochedo e o Reservatório da SANEAGO); ou
(iv)
outros (outras formas distintas).
4.1.8.3 4.1.8.3.1 -
Usos Consuntivos
Águas Subterrâneas
Em levantamento realizado nos poços de águas subterrâneas cadastrados no Sistema de
Informações de Águas Subterrâneas (SIAGAS) do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), para os
municípios que abrangem a Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte, foram identificados 976
cadastros. Desses, 759 poços (78% do total) estão inseridos dentro dos limites da Bacia
Hidrográfica, distribuídos em 18 dos 38 municípios desta Bacia.
Dentre os 19 municípios restantes, seis possuem poços registrados no CPRM fora da área da bacia
(Bom Jesus de Goiás, Itauçu, Itumbiara, Morrinhos, Panamá e Silvânia), enquanto os outros 13
não possuem poços registrados no CPRM (Aloândia, Aragoiânia, Cromínia, Damolândia, Joviânia,
Leopoldo de Bulhões, Mairipotaba, Nerópolis, Ouro Verde de Goiás, Piracanjuba, Pontalina,
Professor Jamil e Santo Antônio de Goiás). O Quadro 4.1-24 e a Figura 4.1-89, a seguir,
apresentam o número de poços, por tipo de uso, registrados dentro do limite da área da Bacia
Hidrográfica do Rio Meia Ponte.
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Quadro 4.1-24 –Distribuição de poços, por tipo de uso, cadastrados no CPRM na área da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte
Tipos de Uso (1)
Municípios (1)
Abadia de Goiás
Irrigação
Abastecimento
Doméstico/
irrigação
Abastecimento
Doméstico/
animal
Sem
Informação
1
1
1
3
Anápolis
Abastecimento
Doméstico
Sem
uso
Abastecimento
Urbano
1
Bela Vista de
Goiás
2
1
1
8
2
43
14
27
150
2
4
1
1
11
21
2
1
1
Cachoeira
Dourada
1
2
Caldazinha
4
2
1
3
1
Goianápolis
3
4
Campo Limpo de
Goiás
1
2
1
12
4
1
Goianira
105
133
11
2
Goiatuba
1
54
9
37
96
5
1
1
10
6
Inhumas
1
Senador Canedo
1
4
2
3
Nova Veneza
1
7
4
4
16
1
5
3
2
4
2
1
12
6
2
20
9
5
43
1
1
Terezópolis de
Goiás
16
461
20
1
Hidrolândia
TOTAL
61
Brazabrantes
TOTAL POR
TIPO DE USO
Outros
6
Bonfinópolis
Goiânia
Abastecimento
Múltiplo
6
2
Aparecida de
Goiânia
Abastecimento
industrial
208
153
54
85
74
148
10
759
Dados do SIAGAS (CPRM, [2012]).
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Figura 4.1-89 - Distribuição de poços, por tipo de uso, cadastrados no CPRM na área da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte.
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É possível observar, no Figura 4.1-26 e na Figura 4.1-11, que a maior parte dos poços está
localizada em área urbana, na Região Metropolitana de Goiânia. Aproximadamente 80% do total
dos poços estão localizados em Goiânia (461 poços) e Aparecida de Goiânia (150 poços).
Também é possível observar, a partir dos dados do SIAGAS, que grande parte dos poços
cadastrados (aproximadamente 27% dos 759 poços), localizados em 13 dos 37 municípios, não
possui informação do tipo de uso. Aproximadamente 20% dos poços cadastrados estão localizados
em 10 dos 37 municípios e são para abastecimento doméstico e aproximadamente 19% para
abastecimento múltiplo, em 10 dos 37 municípios da Bacia do Rio Meia Ponte.
4.1.8.3.2 -
Abastecimento Urbano
A Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte abrange 37 municípios, parte dos quais compõem a Região
Metropolitana (RM) de Goiânia. A RM de Goiânia é atendida pelos sistemas de abastecimento
integrados Meia Ponte e João Leite, os quais têm como principais mananciais, respectivamente,
o Rio Meia Ponte e o Ribeirão João Leite. Somam-se a estes sistemas integrados, sistemas
isolados de mananciais superficiais/mistos e de poços. O sistema da Barragem do Ribeirão João
Leite (composto pela barragem, novas adutoras e Estação de Tratamento de Água – ETA), está em
operação e abastece a Região Metropolitana de Goiânia (ANA, 2010).
De acordo com o Atlas de Abastecimento Urbano de Água, do total de sedes urbanas de todo o
Estado de Goiás, 62% têm seu abastecimento associado a mananciais superficiais. Essas sedes
geralmente são de municípios de grande ou médio porte, enquanto nas cidades com menos de 50
mil habitantes predominam os sistemas de abastecimento vinculados à exploração de águas
subterrâneas. Os sistemas isolados de abastecimento de água são responsáveis pelo atendimento
de 97% das sedes urbanas dessa Bacia (ANA, 2010).
Apresenta-se, a seguir, no Quadro 4.1-25, a avaliação de oferta/demanda de abastecimento de
água das sedes urbanas da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte, considerando o horizonte de
2025. Cabe ressaltar que, embora todos os municípios apresentados neste quadro estejam
localizados, total ou parcialmente, na área da bacia, alguns desses municípios utilizam
mananciais para abastecimento urbano de outras bacias.
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Quadro 4.1-25 –Diagnóstico dos Sistemas de Abastecimento Urbano de Água dos municípios localizados na Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte
Municípios
Manancial
Sistema
Demanda Média (L/s)
2005
2015
2025
Morrinhos**
Córrego Pipoca; Poços Morrinhos
Isolado Morrinhos; Poços Morrinhos
82
91
100
Silvânia**
Córrego Caidor
Isolado Silvânia
27
42
47
Anápolis**
Ribeirão Caldas; Ribeirão Rio Piancó; Poços Anápolis
ETA Anápolis_Base Aérea; ETA DAIA; ETA Piancó;
Poços Anápolis
1.188
1.557
1.930
Bela Vista de Goiás**
Rio Piracanjuba
Isolado Bela Vista de Goiás
35
44
52
Bom Jesus de Goiás**
Ribeirão Bom Jesus
Isolado Bom Jesus de Goiás
43
58
67
Bonfinópolis
Córrego Barro Preto; Poços Bonfinópolis
Isolado Bonfinópolis; Poços Bonfinópolis
14
18
20
Brazabrantes
Ribeirão Cachoeirinha
Isolado Brazabrantes
5
6
7
Caldazinha
Córrego Milho Inteiro
Isolado Caldazinha
4
6
8
Campo Limpo de Goiás
Ribeirão João Leite
Isolado Campo Limpo de Goiás
10
14
16
Goianápolis
Córrego Sozinha; Poços Goianápolis
ETA Goianápolis; Poços Goianápolis
24
26
27
Hidrolândia
Córrego Grimpas/Canoas; Poços Hidrolândia
ETA Hidrolândia; Poços Hidrolândia
18
25
30
Inhumas
Rio Meia Ponte
Isolado Inhumas
117
128
134
Leopoldo de Bulhões**
Rio dos Bois
Isolado Leopoldo de Bulhões
12
13
14
Nerópolis
Córrego Pedra Branca/Café; Poços Nerópolis
ETA Nerópolis; Poços Nerópolis
44
48
54
Senador Canedo
Córrego Matinha; Poços Senador Canedo; Ribeirão Bom Sucesso
ETA Senador Canedo_Matinha; Poços Senador Canedo;
Sistema Bom Sucesso
214
299
350
Goianira
Poços Goianira
Poços Goianira
48
64
73
Aparecida de Goiânia
Córrego Lajes; Poços Aparecida; Ribeirão João Leite;
Rio Meia Ponte
ETA Lajes; Poços Aparecida; Sistema João Leite;
Sistema Meia Ponte
996
1.341
1.512
Goiânia
Ribeirão Samambaia; Poços Goiânia; Ribeirão João Leite;
Rio Meia Ponte
ETA Samambaia; Poços Goiânia; Sistema João Leite;
Sistema Meia Ponte
3.373
3.836
4.123
Abadia de Goiás
Ribeirão Dourados; Poços Abadia de Goiás
ETA Abadia de Goiás; Poços Abadia de Goiás
8
13
17
Aloândia
Córrego da Onça
Isolado Aloândia
4
4
5
Aragoiânia
Córrego Veredas
ETA Aragoiania
9
12
15
Cachoeira Dourada**
Rio Paranaíba
Isolado Cachoeira Dourada (Goiás)
11
14
14
Cromínia
Córrego Água Limpa
Isolado Cromínia
6
6
7
Damolândia
Córrego Capoeirão
Isolado Damolândia
5
6
6
Goiatuba
Córrego Lajeado; Poços Goiatuba
Isolado Goiatuba; Poços Goiatuba
71
74
76
Itauçu
Rio Meia Ponte
Isolado Itauçu
16
17
17
Itumbiara
Ribeirão Santa Maria; Poços Itumbiara
Isolado Itumbiara; Poços Itumbiara
228
251
268
Joviânia**
Córrego Santa Bárbara
Isolado Joviânia
15
16
16
Mairipotaba**
Córrego Lageado; Poços Maripotaba
Isolado Mairipotaba; Poços Mairipotaba
4
5
5
Nova Veneza
Poços Nova Veneza
Poços Nova Veneza
14
16
18
Ouro Verde de Goiás
Córrego dos Gonçalves
Isolado Ouro Verde de Goiás
6
8
9
Panamá
Córrego Panamá; Poços Panamá
Isolado de Panamá; Poços Panamá
5
5
5
Piracanjuba**
Rio Piracanjuba
Isolado de Piracanjuba
42
45
48
Pontalina
Ribeirão da Boa Vista
Isolado Pontalina
33
33
33
Professor Jamil
Rio dos Dourados
Isolado Professor Jamil
5
6
7
Santo Antônio de Goiás
Poços Santo Antônio
Poços Santo Antônio de Goias
6
8
9
Terezópolis de Goiás
Córrego dos Macacos
Isolado Terezópolis
11
14
15
Tipo de Sistema
existente
Manancial atual /
Tipo de Manancial
Isolado
Superficial/misto*
Isolado
Solução adotada
Adoção de novo
manancial
Superficial/misto*
Adequação de sistema
existente
Subterrâneo
Integrado
Superficial/misto*
Satisfatórios
* A denominação Superficial/misto refere-se a utilização de mananciais superficiais e subterrâneos.
** representa os mananciais que não estão na Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte.
Fonte: Adaptado de ANA (2010).
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
Técnico:
185/313
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Conforme observado no quadro acima, do total dos 37 municípios localizados na Bacia
Hidrográfica do Rio Meia Ponte, somente 27 utilizam mananciais dessa Bacia para seu
abastecimento urbano (Quadro 4.1-25). Para garantia do abastecimento de água desses 27
municípios, será necessária a adequação do sistema existente em 12 deles (equivalendo a
aproximadamente 44,44% do total dos 27 municípios). Em 15 municípios, i.e., em
aproximadamente 55,56% desses 27 municípios, o abastecimento de água é classificado como
satisfatório (Figura 4.1-90).
Figura 4.1-90 - Avaliação de oferta/demanda de abastecimento de
água das sedes urbanas da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte
Conforme apresentado anteriormente, encontra-se em operação o sistema produtor da Barragem
do Ribeirão João Leite (composto pela barragem, novas adutoras e Estação de Tratamento de
Água – ETA), a montante da Região Metropolitana de Goiânia. O lago do seu barramento bordeja
os municípios de Goiânia, Goianápolis, Nerópolis e Terezópolis de Goiás. Essa barragem tem
como função primordial o abastecimento público d’água, e, quando plenamente cheio, conta
com uma área de 14,66 km2 e uma extensão longitudinal de 18 km (ANA, 2010; SEGPLAN, 2011).
O SIAGAS possui 85 registros de poços para abastecimento urbano na área da Bacia Hidrográfica
do Rio Meia Ponte, distribuídos em oito municípios, de acordo com os dados apresentados no
Quadro 4.1-29.
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
Técnico:
187/313
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
Figura 4.1-91 - Poços cadastrados no CPRM para abastecimento
urbano na área da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte
Conforme pode ser observado na Figura 4.1-91, dos 18 municípios com cadastro de poços na
área da Bacia do Rio Meia Ponte, somente oito apresentam registro de poços para abastecimento
urbano. Destaca-se o município de Aparecida de Goiânia, que apresenta o maior número de
poços cadastrados (43), seguido de Senador Canedo, com 20 poços cadastrados.
4.1.8.3.3 -
Lavouras Irrigadas
Partindo do total de 1.871 estabelecimentos com uso de irrigação localizados nos municípios da
região da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte, conforme Censo Demográfico de 2010 do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), destaca-se o município de Anápolis, no qual
foi registrado o maior número de estabelecimentos (238), correspondendo a 12,72% do total
registrado. Juntamente com Anápolis, os municípios de Bela Vista de Goiás (168), Leopoldo de
Bulhões (154), Goiânia (130) e Morrinhos (109), somam um percentual de 42,70% do total dos
estabelecimentos com irrigação registrados para os 37 municípios. Com exceção de Morrinhos, os
quatro outros municípios estão localizados na região mais ao norte da Bacia, representando
36,88% do total de estabelecimentos registrados (Figura 4.1-92).
Coordenador:
188/313
Técnico:
4.1 – Meio Físico
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Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Fonte: IBGE (2010).
Figura 4.1-92 - Número de estabelecimentos agropecuários com uso de irrigação nos municípios da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte.
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
Técnico:
189/313
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Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
Cabe ressaltar dentre esses estabelecimentos o uso muito difundido na região, de pivôs de
irrigação. Esses dispositivos têm elevado consumo de água e representam um investimento
significativo para o setor.
Ainda no que tange ao uso da água para irrigação, dos 38 municípios localizados na área da
Bacia, foram identificados 16 poços cadastrados no SIAGAS, em quatro municípios: Abadia de
Goiás (1); Aparecida de Goiânia (1); Bela Vista de Goiás (2); e Goiânia (12) (Figura 4.1-93).
Figura 4.1-93 - Poços cadastrados no CPRM para irrigação na área
da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte
4.1.8.3.4 -
Uso para Atividades Industriais
Segundo dados da SEGPLAN (2011), as atividades industriais no Estado de Goiás concentram-se no
beneficiamento e transformação de bens primários da agroindústria, além da indústria de
mineração. Destacam-se ainda, dentre as atividades industriais, as destilarias em implantação ou
operação e produção de cana de açúcar, etanol e açúcar, nos municípios localizados na região da
Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte. Segundo dados da SEGPLAN (2011), foram identificadas
oito destilarias em seis desses municípios, sendo que seis dessas indústrias já estão em operação.
Além do uso da água para abastecimento, os principais problemas que estas atividades causam na
utilização das águas estão relacionados à disposição e tratamento dos efluentes industriais.
Diversos municípios localizados na região da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte possuem
distrito industrial. Apresenta-se, a seguir, no Quadro 4.1-26, as principais informações desses
distritos.
Coordenador:
190/313
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
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Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Quadro 4.1-26 –Distritos Industriais dos municípios localizados na região da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte
Municípios
Distrito
Área
(ha)
Número de
empresas
Obras de Infraestrutura
Setor de Atividade
125
Pavimentação asfáltica com drenagem, sistema de água e ETA,
sistema de esgoto e ETE, rede de energia elétrica, rede
telefônica, sede administrativa, urbanização, posto de correio,
posto bancário, AGENFA, plano de Gestão Ambiental, registrado
em cartório, posto da polícia rodoviária, condomínio
tecnológico e ciclovia.
Farmacêuticos e químicos; montadora de veículos;
alimentícios; vestuário, higiene e cuidados pessoais;
adubos e fertilizantes; geração de energia elétrica;
formulação de combustíveis; artefatos para indústria
da construção; plástico, papel e papelão; artefatos
de madeira e mobiliário; indústria mineral.
Pavimentação asfáltica com meio fio, sistema de água
(Captação, rede, reservatório e ETA), rede de energia elétrica –
Redes de Distribuição Urbana (R.D.U.) em AT. e BT, rede
telefônica, sede Administrativa, rede de água pluvial, EIA /
RIMA aprovado – licença ambiental, registrado em Cartório.
Adubos e fertilizantes; material metálico e
esquadrias; alimentícios; plásticos; artefatos diversos
de madeira, higiene e cuidados pessoais; artefatos
para construção; produtos petroquímicos básicos e
químicos; tintas, vernizes, esmaltes e lacas; roupas
de proteção e segurança e resistentes a fogo.
Pavimentação asfáltica, rede de energia, elétrica (R.D.U em
AT.), sede Administrativa, EIA / RIMA aprovado – licença
ambiental, cerca de arame liso, registrado em Cartório.
-
Pavimentação asfáltica, rede de energia elétrica, sede
administrativa, rede de Esgoto – ETE, rede de água,
reservatório, poço artesiano, rede de água pluvial, pólo
calçadista com de 16 galpões, registro em cartório, EIA/RIMA.
Calçados de couro; curtimento e preparações de
couro; artefatos de couro; produtos químicos;
artefatos de cimento para construção; metalurgia
(artefatos de metal); estruturas metálicas; laticínios;
usinagem asfáltica, alimentícios, reciclagem,
ecartelados.
Pavimentação asfáltica, rede de energia elétrica, sede
administrativa, EIA/RIMA
-
Anápolis
Distrito Agroindustrial de
Anápolis – DAIA (Pólo
farmoquímico)
Aparecida
de Goiânia
Distrito Agroindustrial de
Aparecida de Goiânia –
DAIAG (Pólo Tecnológico e
Metalúrgico)
117,58
40
Bela Vista
de Goiás
Distrito Agroindustrial de
Bela Vista de Goiás –
DAIBV
32,67
Não
disponível
949,75
Goianira
Distrito Agroindustrial de
Goianira – DAG
41,43
26
Goiatuba
Distrito Agroindustrial de
Goiatuba – DIAGO
96,8
-
Inhumas
Distrito Agroindustrial de
Inhumas – DAÍ
45,68
Não
disponível
Pavimentação asfáltica, EIA/RIMA aprovado – licença ambiental,
registrado em cartório, rede de energia elétrica, rede
telefônica, poço artesiano
-
Itumbiara
Distrito Agroindustrial de
Itumbiara – DIAGRI
107
Não
disponível
Pavimentação asfáltica, sistema de água (captação, adução,
tratamento e distribuição), rede de esgoto para efluente
tratado, rede de energia elétrica, rede telefônica, sede
administrativa, registrado em cartório, EIA/RIMA aprovado licença ambiental
Adubos e fertilizantes, máquinas e equipamentos,
laticínios, artefatos e produtos de concreto,
alimentícios, embalagens metálicas, máquinas e
equipamentos agrícolas; metalúrgica
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
Técnico:
191/313
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Municípios
Distrito
Área
(ha)
Número de
empresas
Setor de Atividade
Pavimentação asfáltica, rede de energia elétrica, sede
administrativa, EIA/RIMA aprovado – licença ambiental,
registrado em cartório
Alimentos; laticínios; plásticos; produtos da carne;
artefatos para construção civil
Não
disponível
Condomínio industrial, EIA / RIMA e galpão industrial 800,00 m2
-
Não
disponível
Pavimentação asfáltica, sistema de água (poço profundo), rede
de energia elétrica, rede telefônica, sede administrativa e
condomínio industrial tipo A.
-
Morrinhos
Distrito Agroindustrial de
Morrinhos – DIAM
146,66
6
Piracanjuba
Distrito Agroindustrial de
Piracanjuba
16,69
Pontalina
Distrito Agroindustrial de
Pontalina – DAP
8,33
Senador
Canedo
Obras de Infraestrutura
Distrito Agroindustrial de
Senador Canedo (Pólo
Coureiro)
103,64
18
Pavimentação asfáltica com meio fio, rede de energia elétrica,
água bruta, sistema de esgoto (ETE), EIA/RIMA aprovado –
licença ambiental, registrado em cartório e sede
administrativa.
Distrito Agroindustrial de
Senador Canedo (Pólo
Confeccionista)
17,63
8
Pavimentação asfáltica, rede de energia elétrica, condomínio
industrial tipo A e registrado em cartório.
Cosméticos e higiene pessoal, estruturas metálicas;
produtos químicos; móveis; adubos e fertilizantes;
tintas e vernizes; papel; alimentos; mármores e
granitos; metalúrgica.
Fonte: SEGPLAN (2011).
Coordenador:
192/313
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Para usuários cadastrados como abastecimento industrial, segundo o SIAGAS, 74 poços servem a
este fim na área da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte, estando distribuídos em 10 dos 38
municípios (Figura 4.1-94).
Figura 4.1-94 - Número de poços cadastrados no CPRM para abastecimento
industrial na área da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte
Destaque é dado ao município de Goiânia que apresenta cerca de 50% do total de poços
cadastrados para abastecimento industrial, seguido de Aparecida de Goiânia, com cerca de 19%.
4.1.8.3.5 -
Uso da Água como Recurso Mineral
No que concerne ao uso de água como recurso mineral, dos 36 processos minerários identificados
na região da Bacia, 58% (21 processos) são para engarrafamento, 17% (6 processos) são para uso
industrial, 3% (1 processo) é para balneoterapia e 22% (8 processos) não foram informados
(Figura 4.1-95). No Quadro 4.1-27, a seguir, é apresentada a listagem dos processos registrados
no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) até julho de 2012, na região da bacia
hidrográfica da bacia do rio Meia Ponte para uso da água como recurso natural. Nesse quadro é
possível observar os processos que estão em fase de lavra (com efetiva operação) e aqueles em
estágios ainda iniciais.
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
Técnico:
193/313
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
Figura 4.1-95 - Tipo de uso de água como recurso
mineral identificado na Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte
Coordenador:
194/313
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Quadro 4.1-27 – Processos minerários inseridos na Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte
PROCESSO
AREA
(HA)
FASE
ÚLTIMO EVENTO
860160/1978
48
Concessão de lavra
472 - conc lav/prorrogação prazo exigência
solicitado em 04/12/2009
INDAIÁ BRASIL ÁGUAS MINERAIS LTDA
água mineral
não informado
GO
805525/1977
28
Concessão de lavra
667 - parcelamento multa quitado em
28/03/2012
Primavera Industria de Agua Mineral Ltda
água mineral
não informado
GO
802696/1978
20
Concessão de lavra
471 - conc lav/prorrogação prazo exigência
concedido em 26/02/2010
INDAIÁ BRASIL ÁGUAS MINERAIS LTDA
água mineral
não informado
GO
862008/1995
24
Concessão de lavra
473 - conc lav/cumprimento exigência
protocoli em 16/05/2012
IPÊ INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ÁGUA
MINERAL E REFRIGERANTE LTDA
água mineral
não informado
GO
860517/1998
49
Concessão de lavra
436 - conc lav/documento diverso
protocolizado em 16/04/2012
Raio do Sol Mineração Ltda Me
água mineral
não informado
GO
860239/1993
50
Concessão de lavra
667 - parcelamento multa quitado em
27/09/2010
D'vida Águas Minerais Ltda.
água potável
de mesa
engarrafamento
GO
860874/1999
29,01
Concessão de lavra
440 - conc lav/rotulo água mineral
aprovado pub em 29/06/2012
TEMPUS ALIMENTOS E LAZER LTDA
água mineral
não informado
GO
860002/2002
49,96
concessão de lavra
470 - conc lav/exigência publicada em
25/06/2012
Rochas Empreendimentos Imobiliários
Ltda Me
água potável
de mesa
industrial
GO
860228/1998
50
Concessão de lavra
662 - notificação adm pgto débito multa em
04/06/2012
CARMO MINERAÇÃO INDÚSTRIA E
COMÉRCIO LTDA
água mineral
não informado
GO
860694/2004
50
Requerimento de
lavra
362 - req lav/prorrogação prazo exigência
solicitado em 02/07/2012
San Sebastian Empreendimentos Gerais
Ltda
água mineral
industrial
GO
860540/2001
50
Concessão de lavra
694 - pagamento vistoria fiscalização
efetuado em 29/06/2011
Água Mineral Flora Ltda Me
água potável
de mesa
industrial
GO
861831/2007
47,78
Autorização de
pesquisa
240 - aut pesq/defesa apresentada em
20/03/2012
REFRESCOS BANDEIRANTES INDUSTRIA E
COMÉRCIO LTDA
água potável
de mesa
engarrafamento
GO
860388/2000
50
Concessão de lavra
1713 - conc lav/ral multa aplicada em
18/05/2012
CARMO MINERAÇÃO INDÚSTRIA E
COMÉRCIO LTDA
água mineral
industrial
GO
861155/2003
50
Concessão de lavra
436 - conc lav/documento diverso
protocolizado em 29/06/2012
MARIZA ÁGUAS MINERAIS LTDA
água mineral
industrial
GO
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
NOME
SUBSTÂNCIA
USO
UF
Técnico:
195/313
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
PROCESSO
AREA
(HA)
FASE
860910/2004
50
Concessão de lavra
403 - conc lav/imissão de posse requerida
em 24/06/2009
861110/2002
6,67
Requerimento de
lavra
861779/2010
49,66
861036/2009
SUBSTÂNCIA
USO
UF
Agropecuária Limírio Gonçalves Ltda.
água mineral
engarrafamento
GO
336 - req lav/documento diverso
protocolizado em 29/07/2011
INDÚSTRIA E COMÉRCIO CANTAREIRA
LTDA.
água mineral
industrial
GO
Autorização de
pesquisa
209 - aut pesq/inicio de pesquisa
comunicado em 28/02/2012
Idelcides Batista Camilo
água mineral
balneoterapia
49,63
Autorização de
pesquisa
318 - aut pesq/relatorio pesq não apv art
30 ii cm pub em 13/04/2012
EDIFICA PARTICIPAÇÕES LTDA
água mineral
engarrafamento
GO
860368/2011
4,78
Autorização de
pesquisa
207 - aut pesq/oficio ao juiz enviado em
29/02/2012
Antônio Carlos do Carmo
água mineral
engarrafamento
GO
860550/2011
49,78
Autorização de
pesquisa
264 - aut pesq/pagamento tah efetuado em
11/07/2011
Mineração Batalha e Participações Ltda.
água mineral
engarrafamento
GO
860599/2011
49,35
Autorização de
pesquisa
224 - aut pesq/auto infração multa
publicada em 12/01/2012
Raio do Sol Mineração Ltda Me
água mineral
engarrafamento
GO
860598/2011
49,08
Autorização de
pesquisa
264 - aut pesq/pagamento tah efetuado em
28/07/2011
Raio do Sol Mineração Ltda Me
água mineral
engarrafamento
GO
861213/2010
43,32
Autorização de
pesquisa
325 - aut pesq/prorrogação prazo 02 anos
pub em 13/04/2012
Associação Beneficente Manancial
água mineral
engarrafamento
GO
861491/2011
43,54
Requerimento de
pesquisa
100 - req pesq/requerimento pesquisa
protocolizado em 22/07/2011
Marilda Soares de Carvalho Arruda
água mineral
engarrafamento
GO
861147/2010
49,82
Autorização de
pesquisa
264 - aut pesq/pagamento tah efetuado em
31/01/2012
Margareth Maria Alves Rezende
água mineral
engarrafamento
GO
860124/2011
49,83
Autorização de
pesquisa
236 - aut pesq/documento diverso
protocolizado em 19/01/2012
Margarete Sieiro Conde
água mineral
engarrafamento
DADO NÃO
CADASTRADO
861545/2011
49,91
Autorização de
pesquisa
264 - aut pesq/pagamento tah efetuado em
20/03/2012
Joaquim Vieira de Farias
água mineral
engarrafamento
GO
806201/1976
14,1
Concessão de lavra
1074 - conc lav/análise lamin protocolizado
em 18/06/2012
SAÚDE INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ÁGUA
MINERAL LTDA.
água mineral
não informado
GO
860112/2012
49,84
Requerimento de
pesquisa
100 - req pesq/requerimento pesquisa
protocolizado em 20/01/2012
Shiguero Fujioka
água mineral
engarrafamento
GO
861462/2011
12
Autorização de
pesquisa
322 - aut pesq/alvará de pesquisa 02 anos
publ em 10/04/2012
Wagner de Barros
água mineral
engarrafamento
GO
Coordenador:
196/313
ÚLTIMO EVENTO
NOME
DADO NÃO
CADASTRADO
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
PROCESSO
AREA
(HA)
860837/2010
49,4
Autorização de
pesquisa
1397 - aut pesq/licença ambiental
protocolizada em 30/05/2012
860406/2007
11,72
Requerimento de
lavra
862289/2011
48,67
861131/2012
FASE
ÚLTIMO EVENTO
SUBSTÂNCIA
USO
UF
Luiz Antonio Lisita
água mineral
engarrafamento
GO
336 - req lav/documento diverso
protocolizado em 27/01/2012
São Luis Indústria e Comércio de Água
Mineral Ltda
água mineral
engarrafamento
GO
Autorização de
pesquisa
264 - aut pesq/pagamento tah efetuado em
11/06/2012
Edmar Jose da Silva
água mineral
engarrafamento
GO
50
Requerimento de
pesquisa
100 - req pesq/requerimento pesquisa
protocolizado em 12/06/2012
Luiz Fernando Martins
água mineral
engarrafamento
GO
860090/2012
48,87
Requerimento de
pesquisa
100 - req pesq/requerimento pesquisa
protocolizado em 16/01/2012
Jose Cesar Pedroso
água mineral
engarrafamento
GO
860069/2008
45,7
Autorização de
pesquisa
644 - aut pesq/multa aplicada-relatório
pesquisa em 19/06/2012
REFRESCOS BANDEIRANTES INDUSTRIA E
COMÉRCIO LTDA
água potável
de mesa
engarrafamento
GO
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
NOME
Técnico:
197/313
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
4.1.8.4 -
Usos Não Consuntivos
4.1.8.4.1 -
Uso para Geração de Energia
Em termos do uso de recursos hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte para geração de
energia, foi identificada somente a PCH Rochedo, no Município de Piracanjuba. O lago do
represamento ocupa uma área aproximada de 6,8 km2, tendo como função primordial a geração
de energia elétrica (SEGPLAN, 2011).
Apresentam-se, a seguir, no Quadro 4.1-28, os empreendimentos localizados na região da Bacia
Hidrográfica do Rio Paranaíba.
Quadro 4.1-28 - Empreendimentos de geração de energia na região da Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba
Tipo de
Empreendimento
Usina UHE (Potência >
30 MW)
Usina PCH (1 MW <
Potência ≤ 30 MW)
Usina CGH (Potência ≤
1 MW)
Nome do
Empreendimento
Potência
(kW)
Rio
Município
Cachoeira Dourada
658.000
Paranaíba
Cachoeira Dourada (MG);
Itumbiara
Corumbá I
375.300
Corumbá
Caldas Novas; Corumbaíba
Corumbá III
127.000
Corumbá
Luziânia
Corumbá IV
95.520
Corumbá
Luziânia
Emborcação
1.192.000
Paranaíba
Cascalho Rico (MG); Catalão
Espora
32.010
Corrente
Aporé; Serranópolis
Itumbiara
2.080.500
Paranaíba
Arapoã (MG); Itumbiara
Quimado
105.450
Preto
Cristalina; Unaí (MG)
São Simão
1.710.000
Paranaíba
Santa Vitória (MG); São Simão
Irara
30.000
Doce
Rio Verde
Jataí
30.000
Claro
Jataí
Lago Azul
3.992
Rib.
Castelhano
Cristalina; Ipameri
Planalto
17.000
Aporé
Aporé; Cassilândia
Retiro Velho
18.000
Prata
Aporé
Rochedo
4.000
Meia Ponte
Piracanjuba
Agropecuária Rio Paraíso
302
Paranaíba
Jataí
Aporé
808
Aporé
Chapadão do Céu; Chapadão do
Sul (MS)
Eletrocéu
296
Formoso
Chapadão do Céu
Fazenda Jotobá
64
Rego D’Água
Rio Verde
PG2
288
Rib. das Éguas
Ipameri
Saia Velha
360
Saia Velha
Valparaíso de Goiás
São Bento
622
São Bento
Catalão
Fonte: Adaptado de SEINFRA (2010).
Coordenador:
198/313
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
4.1.8.4.2 -
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Uso para Lançamento de Efluentes
Além do uso da água para abastecimento, como uso consuntivo das atividades industriais,
destaca-se ainda o uso não consuntivo do lançamento de efluentes industriais nos cursos d’água,
que é o principal problema associado às atividades industriais, uma vez que deve ser garantida a
eficiência do tratamento do efluente antes do lançamento no curso d’água. A listagem dos
distritos industriais identificados para a região da Bacia do Rio Meia Ponte foi apresentada no
item 4.5.2.2.3 - Uso para Atividades Industriais. Neste quadro, é possível identificar que, além
das ETEs supracitadas, podem existir outras instalações dentro da Bacia Hidrográfica gerenciadas
por outros órgãos que não o SANEAGO, como é o caso das ETEs identificadas nos distritos
industriais de Anápolis, Goianira e Senador Canedo.
Conforme dados disponibilizados pela SANEAGO, empresa de saneamento do Estado de Goiás
responsável pelo abastecimento de água tratada e coleta e tratamento de esgotos, o qual
concentra 224 dos 246 municípios do Estado, somente 10 estações de tratamento de esgoto (ETE)
estaduais são computadas nos municípios localizados na região da Bacia do Rio Meia Ponte.
Destas, somente três apresentam pontos de lançamento em cursos d’água localizados dentro da
bacia hidrográfica, a saber: ETE de Pontalina; ETE de Inhumas; e ETE de Itauçu. Ainda,
encontram-se outras três ETE em operação no município de Goiânia sendo estas a ETE Aruanã,
ETE Parque Atheneu e ETE Dr. Hélio Seixo de Brito, também conhecida como ETE Goiânia. As três
ETEs recebem contribuição de cerca de 700.000 habitantes, sendo a terceira a maior, com uma
vazão média de 1.100 l/s de acordo com informações da SANEAGo (2012).
A ETE Aruanã, que recebe 31 l/s, apresenta eficiência 85% no tratamento de esfluentes,
comportanto duas (02) lagoas facultativas aeradas em série. As ETEs Parque Atheneu, que recebe
70 l/s, e a ETE Goiânia, apresentam, respectivamente 90% e 60% no processo de tratamento. Na
ETE Parque Atheneu utiliza uma lagoa aneróbia e duas lagoas facultativas em série enquanto a
ETE Goiânia, que recebe maior vazão de efluentes, consiste em tratamento primário baseado no
uso de insumos químicos.
De acordo com informações disponibilizadas na SANEAGO (2012) outras estações de tratamento
estão sendo planejadas para implantação nas regiões norte e sudeste de Goiânia para atingir a
meta do índice de tratamento de esgoto de 100% em Goiânia.
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
Técnico:
199/313
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
4.1.8.4.3 -
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
Esgotamento Domiciliar
Em consequência à ocupação do espaço físico dos municípios que margem seu leito, o Rio Meia
Ponte recebido cargas de poluição de origem urbana e rural. A poluição urbana deve-se,
sobretudo, às atividades industriais e pelos efluentes domésticos sem tratamento. A poluição
rural, por outro lado, se deve as atividades de pecuária (suinocultura, piscicultura, bovinocultura
e agroindústrias) e de extração mineral.
Em Goiânia, foi criada em 2004 a Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) de Goiânia com
capacidade para tratar 75% dos esgotos coletados da população da capital, devolvendo vida ao
Rio Meia Ponte, sendo a única no município.
Com base em dados do IBGE (2012), foi possível identificar os tipos predominantes de coleta de
esgotamento domiciliar nos municípios da bacia do Rio Meia Ponte que se resumem em: rede
geral; fossa séptica; rede coletora, outras vias de esgotamento domiciliar e não tinham
esgotamento domiciliar.
A Figura 4.1-96 mostra os tipos e percentual das vias de esgotamento sanitário nos 37 municípios
da área de estudo.
Coordenador:
200/313
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Figura 4.1-96 - Cartograma dos tipos de esgotamento sanitário nos municípios da bacia do Rio Meia Ponte.
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
Técnico:
201/313
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
Observamos que a grande maioria dos municípios, incluindo Goiânia, têm suas vias de
esgotamento na classe “outras vias” (conforme definido pelo IBGE) e que apenas os municípios
de Cachoeira Dourada, Piracanjuba, Professor Jamil e Bela vista de Goiás tem maior contribuição
de rede geral para o esgotamento sanitário. Já os municípios de Silvânia, Pontalina e Panamá o
esgotamento sanitário é predominantemente via fossa séptica.
Este cenário, de modo geral, revela uma deficiência nas práticas de esgotamento sanitário nos
municípios que pertencem à bacia do Rio Meia Ponte.
4.1.8.5 -
Outros Usos
O levantamento sistemático para os barramento artificiais em corpos hídricos, visíveis em
imageamento remoto de alta resolução de disponibilidade pública, para sensoriamento tomado
entre 2009 e 2011, registrou 1435 pontos, dentre os quais 1337 são açudes, 93 tanques de
piscicultura e 5 de outros usos. Esses corpos hídricos artificiais pontuais estão homogeneamente
distribuídos em toda bacia, sendo exceção as unidades de conservação e a RM de Goiânia.
Dentre os municípios estudados, aqueles com maior número de barramentos dentro da bacia
foram Morrinhos, Hidrolândia de Itumbiara, com 132, 126 e 103 pontos, respectivamente.
Nota-se, com base nesta observação, a prática comum de barramento de rios para formação de
açudes e armazenamento de água, fazendo marcante a interrupção dos tributários do Rio Meia
Ponte em diversos e sucessivos pontos, exemplificado na Figura 4.1-97.
Fonte: Geoeye 2008. Disponível em Google Earth
Figura 4.1-97 - Área de Agricultura as margens do Rio Meia Ponte (à esquerda e abaixo),
no Município de Itumbiara, com destaque (pontos azuis) para barramentos no tributário
Coordenador:
202/313
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
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MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Dentre os dados oficiais disponibilizados pelos órgãos federais e estaduais, não foram
identificados registros de barramentos e/ou aquicultura na Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte.
A ausência de registros oficiais nesta bacia se opõe ao número de barramentos classificados como
tanque (93 pontos dentro da bacia do Meia Ponte) no levantamento espacial dos usos da água.
Dentre os dados de outorga disponibilizados no sítio eletrônico da ANA, há somente um (1)
registro de outorga de aquicultura, no município de Itumbiara, que não se encontra na área da
Bacia do Rio Meia Ponte.
SEGPLAN (2011) aponta diversos lagos formados pelo barramento artificial dos rios para geração
de energia elétrica ou abastecimento público, no Estado de Goiás, que são utilizados
secundariamente para turismo e lazer. O Lago das Brisas, formado pela represa de Itumbiara,
limite sul da Bacia do Rio Meia Ponte, é um exemplo deste tipo de uso secundário.
Em relação às águas subterrâneas, do total dos 759 poços cadastrados no SIAGAS (CPRM) na área
da Bacia, foram identificados somente 10 poços no município de Goiânia, cujo uso foi classificado
como “Outros”, no qual se inclui a atividade de lazer
Conflitos do uso da água
Quanto a conflitos de uso da água, há áreas de conflito potencial na cabeceira da bacia do rio
Meia Ponte. Os conflitos de uso podem estar relacionados à pressão exercida pela expansão
urbana da região vizinha a Goiânia e Anápolis, que eleva as demandas hídricas e degrada a
qualidade da água. Contudo esses conflitos caracterizam-se por deteriorar a qualidade da água,
principalmente para o consumo humano nas proximidades de Goiânia. Além disso, a crescente
utilização da água para agricultura, em especial em pivôs de irrigação, vem exercendo também grande
pressão sobre os recursos hídricos da bacia (Associação Ambiental Pró-Águas do Cerrado, 2008).
Os aproveitamentos hidrelétricos que merecem atenção por estarem próximos a esses conflitos
de uso da água são os AHE de Mota, Entre Pontes, Volta Grande, Aloândia, Pontal, Caldas, e Vau
Das Pombas.
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
Técnico:
203/313
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
4.1.8.6 -
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Hidrogeologia
A caracterização hidrogeológica da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte foi fundamentada em
dados secundários do mapa hidrogeológico do Brasil (CPRM, 2011), do Zoneamento Ecológico
Econômico da Microrregião Meia Ponte (1999) e no estudo de Hidrogeologia do Estado de Goiás,
do Sistema de Informação Estatística e Geográfica (SIEG), da Superintendência da Secretaria de
Indústria e Comércio.
De acordo com o exposto no Estudo de Hidrogeologia do Estado de Goiás (2006), que se baseou
na integração de dados geomorfológicos, pedológicos, climáticos e geológicos, foram
identificados dois grupos de aquíferos no estado. São estes, os Grupos de Aquíferos Rasos ou
Freáticos e os Grupos de Aquíferos Profundos.
Os Domínios dos Grupos de Aquíferos (Freáticos e Profundos) são definidos em função do tipo de
porosidade predominante na região (SIEG, 2006), sendo estas: Intergranular; Fraturado; Dupla
Porosidade; Físsuro-Cárstico e Cárstico. Todos os subsistemas de Aquíferos Freáticos pertencem
ao Domínio Intergranular, enquanto que o Grupo de Aquíferos Profundos, no estado de Goiás,
encontra-se em todos os domínios supracitados desde Intergranular à Cárstico.
Ainda, com base na litologia predominante, os Aquíferos Freáticos se distinguem em sistemas
Freático I (F1), Freático II (F2) e Freático III (F3). Já os Aquíferos Profundos se distinguem em 30
sistemas, conforme proposto no Estudo de Hidrogeologia do Estado de Goiás do SIEG (2006),
dentre os quais apenas um ocorre na área de abrangência do estudo.
Na Área de Localização do Estudo são mostrados aquelas tipologias que se encontram sobrepostas
às regiões das novas sub-bacias do Rio Meia Ponte de acordo com o Instituto Biosfera (2006),
destacados na Figura 4.1-98, à saber: Metropolitana; Médio Meia Ponte; Baixo Meia Ponte; Rio
Caldas; João Leite; Rio Dourados.
Coordenador:
204/313
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
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Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Fonte: Instituto Biosfera (2006)
Figura 4.1-98 - Nova proposta de divisão das sub-bacias do Rio Meia Ponte.
Na região das sub-bacias do Rio Meia Ponte foram identificados os Grupos de Aquíferos Freáticos
e Profundos, seus Domínios, e respectivas formações litológicas, conforme exposto no Quadro
4.1-29.
Quadro 4.1-29 - Grupos de Aquíferos que ocorrem na Área de Localização do estudo e seus respectivos
domínios, sistema e formação litológica que se encontram na região das sub-bacias do Rio Meia Ponte.
Grupo de Aquífero
Aquífero Freático
Aquífero Profundo
Domínio
Intergranular
Fraturado
Sistema Aquífero
Formação Litológica
F2
Latossolos
F3
Argissolos e Nitossolos
Cristalino Sudeste
Granulitos
Araxá
Xistos
Fonte: Estudo de Hidrgeologia do Estado de Goiás (SIEG, 2006).
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
Técnico:
205/313
2523-00-ETB-RL-0001-00
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MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Na área de Localização das sub-bacias do rio Meia Ponte foram encontrados os Sistemas de
Aquíferos Freáticos F2 e F3, de Domínio Intergranular, e Sistemas Aquíferos Profundos do
Cristalino Sudeste e Araxá em Domínio Fraturado (2523-00-EIBH-MP-2014 - Mapa de Aquíferos
Porosos Freáticos e Pontos de Captação de Água Subterrânea e 2523-00-EIBH-MP-2015 - Mapa
de Aquíferos Fraturados Profundos e Pontos de Captação de Água Subterrânea).
Os Sistemas Aquíferos F2 incluem todas as classes de latossolos, sendo estes os de maior
representatividade no Estado de Goiás. Em geral, associam-se às Superfícies Regionais de
Aplainamento - SRA com padrão de relevo suave de ondulado a plano. A formação F2 é marcante
por exibir estruturas granulares ou grumosas que fazem com que todos os latossolos,
independente de sua textura (argilosa, siltosa, etc.), apresentem funcionamento hídrico
semelhante, com elevada condutividade hidráulica e elevada porosidade efetiva (não inferior a
8%). Em latossolos do sistemas de aquíferos F2, os valores da condutividade hidráulica ocorrem
na ordem de grandeza de 10-7 a 10-4 m/s, na superfície, e entre 10-9 a 10-4 m/s em profundidade,
cujos valores médios variam de 3,3 x 10-5 m/s em superfície e 4,0 x 10-6 m/s em profundidade. A
porosidade total pode ser superior a 20% e a porosidade efetiva é estimada entre 7 a 9%,
dependendo da variação textural. Constituem aquíferos contínuos, livres de grande distribuição
lateral, e são importantes por sua eficiência em funções de recarga, filtro e reguladora.
Os Sistemas aquíferos F3 incluem os solos de horizonte diagnóstico B textural e nítico de
argissolos e nitossolos, cujas espessuras médias, em geral, são inferiores a 15 metros. Nestas
formações, os valores de condutividade hidráulica vertical variam entre 1,0 x 10-7 e 2,0 x 10-4
m/s na superfície, enquanto que em profundidade variam entre 4,1 x 10-9 e 9,4 x 10-5 m/s, com
valores médios de 1,4 x 10-5 m/s na superfície e 2,5 x 10-6 m/s em profundidade. A diminuição da
condutividade hidráulica em maiores profundidade dificulta a recarga dos sistemas profundos
fraturados nas camadas inferiores. A espessura saturada deste sistema intergranular é de 10
metros, em média, com uma espessura total de 20 metros. Considerando que a condutividade
hidráulica da zona saturada seja igual à média da zona de aeração (ou zona vadosa), a
transmissividade é da ordem de 2,5 x 10-5 m2/s. Nestes sistemas (composto por nitossolos e
argissolos) o comportamento da porosidade é considerado como sendo semelhante ao dos
latossolos, ainda que, neste caso, a porosidade efetiva sofra redução nos horizontes que recebem
a argila translocada a partir dos horizontes mais rasos. Este sistema aqüífero, em geral, sobrepõe
sistemas fraturados representados por rochas básicas e ultrabásicas e mais raramente
carbonatos. Está distribuído sobre relevo ondulado até fortemente ondulado ou sobre os rebordos
de chapadas. Quando os solos apresentam-se ricos em fragmentos rochosos (rochosidade e/ou
pedregosidade),
a
condutividade
hidráulica
pode
ser
incrementada,
melhorando
as
características gerais deste sistema aqüífero raso. O Sistema F3 constitui aqüíferos
Coordenador:
206/313
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
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Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
intergranulares, livres, descontínuos e com distribuição lateral ampla. Apresenta pequena
importância hidrogeológica relativa à função reservatório, sendo aproveitado, principalmente,
para abastecimento de pequenas propriedades rurais. Do ponto de vista das funções recarga,
filtro e reguladora, apresenta elevada importância hidrogeológica, uma vez que os horizontes
mais ricos em argila funcionam como depuradores de cargas contaminantes e retardam o fluxo,
ampliando a possibilidade de regular as descargas de base e interfluxo.
Dentre os sistemas de Domínio Fraturado de Aquíferos Profundos, o Cristalino Sudeste engloba
rochas associadas ao Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu, bem como granitóides, granitos e
gnaisses situados a sul da Sintaxe dos Pirineus até o extremo sudeste do estado. Em termos de
parâmetros hidrodinâmicos a condutividade hidráulica (K) média é de 8,8 x 10-7 m/s e a
transmissividade média é de 1,3 x 10-4 m2/s. A vazão mínima é zero, a média é de 6 m3/h, a
vazão máxima é de 132 m3/h, com moda de 2 m3/h e a vazão específica média é de 0,183
m3/h/m. A comparação de dados de vazões indica um contraste entre as vazões de poços. O
Sistema Araxá é caracterizado por sua condutividade e temperatura terrenos granulíticos e
granito-gnáissicos, com variação média de cerca de 100% (as vazões médias dos granulitos é de 3
m3/h e as vazões dos granitos e gnaisses fica em torno de 7,3 m3/h). Este fato é atribuído ao
controle da tectônica de alívio a qual cada conjunto foi submetido. Os terrenos granulíticos
estiveram sob alta pressão de confinamento e foram posicionados de forma rápida em porção
crustal rasa. Esta rápida ascensão impediu o surgimento de fraturas de alívio, fundamentais para
a interconexão de fraturas verticais e subverticais. Nestes terrenos observam-se, nas exposições
e em pedreiras, grandes fraturas abertas, porém de baixa densidade. Os terrenos granitognáissicos, via de regra, são expostos em fácies xisto verde o que indica uma permanência em
posição crustal mais rasa por um maior intervalo de tempo. Este quadro permite maior
desenvolvimento de tectônica de alívio com maior abertura e densidade das descontinuidades
secundárias e, portanto, maior produtividade média dos poços.
O Sistema Aquífero do Araxá compreende o conjunto litológico do Grupo Araxá, associado às
Seqüências Vulcano-Sedimentares situadas ao sul da Sintaxe dos Pirineus, juntamente com as
supracrustais dos arcos de ilha situadas no sudeste do estado e ao Grupo Cuiabá. Esta associação
de unidades e tipos petrográficos é justificada em função da similaridade reológico2-estrutural
que estes materiais apresentam, e por se tratar predominantemente de micaxistos, com menor
contribuição de quartzitos, anfibolitos e rochas ultramáficas. Em função da pequena porosidade
observada nos tipos litológicos metapelíticos, que predominam e do baixo ângulo de mergulho da
foliação, este sistema possui baixa vocação hidrogeológica, com média de vazões de 3,5 m3/h e
elevada ocorrência de poços secos ou de vazão muito baixa. Se consideradas as vazões anômalas
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4.1 – Meio Físico
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207/313
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em pontos isolados a média eleva-se para 6,5 m3/h, entretanto este valor médio é condicionado
pela presença de poços de vazões superiores a 80 m3/h associados a lentes de mármores que
ocorrem de forma restrita na área de distribuição do Grupo Araxá ou um sistema de fraturas
abertas e, portanto, mais produtivas. O valor da moda das vazões é de 2 m3/h (a estatística de
vazões apresentadas é vinculada a uma população de mais de 900 poços).
Outras condições favoráveis deste sistema estão relacionadas aos quartzitos e quartzo xistos, os
quais resultam em aqüíferos com maior transmissividade e coeficiente de armazenamento, onde
as médias de vazão superam 10 m3/h, como é o caso da Serra da Areia em Aparecida de Goiânia
(onde um poço registra vazão de 99 m³/h) e alguns poços na região de Pirenópolis.
Nas Figura 4.1-99 e Figura 4.1-100, são mostrados os mapas de distribuição dos sistemas
aquíferos.
A
B
Figura 4.1-99 - Distribuição dos Sistemas Aquíferos Freáticos
F2 (A) e F3 (B), respectivamente, no Estado de Goiás.
Coordenador:
208/313
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
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Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
A
B
Figura 4.1-100 - Distribuição dos Sistemas Aquíferos Profundos
do Cristalino Sudeste (A) e Araxá (B), respectivamente, no Estado de Goiás.
As litologias distribuídas pela Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte possuem uma variada
cronologia de idades e estão associados a diversos processos de formação, guardando
características particulares em cada terreno tectônico, que são descritas no diagnóstico de
geologia. De norte para sul, a Bacia do Rio Meia Ponte apresenta unidades litológicas
correspondentes ao domínio tectônico do Rift Intracontinental, ao Arco Magmático de Goiás, à
Faixa Brasília, aos Terrenos Granito-Greenstone e à Bacia Sedimentar do Paraná.
Este embasamento geológico define a ocorrência de sistemas de aqüíferos cristalino nos
metassedimentos xistosos do Grupo Araxá (Faixa Brasília), nos terrenos Granito-Greenstone, no
Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu e nos granitos sin a tarditectônicos do Arco Magmático de
Goiás, e fraturados nos derramamentos basálticos da Bacia Sedimentar do Paraná.
No Sistema do Aqüífero Cristalino, as estruturas geológicas, como falhas e fraturas definem as
zonas favoráveis à explotação de água subterrânea. Esta característica permite classificar este
tipo de aqüífero como fraturados, na medida em que a infiltração nestas rochas está
intimamente relacionada à presença das estruturas rúpteis tais como fraturas e falhas.
De acordo com o ZEE da Microrregião do Meia Ponte (1999) os poços perfurados nestes domínios
apresentam profundidades médias de 80 a 120 metros, possuindo vazões de 4 a 25m³/h, com
uma vazão média geral de 6 m³/h.
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
Técnico:
209/313
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Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Já na porção da Bacia Sedimentar do Paraná abrangida pela Bacia do Meia Ponte, o sistema de
aqüífero é do tipo fraturado, representado pelos derramamentos basálticos da Formação Serra
Geral. Neste domínio os poços perfurados possuem profundidade em torno de 100 metros,
atingindo eventualmente profundidades entre 150 e 200 metros. As vazões médias dos poços nos
basaltos são de aproximadamente 15m³/h.
Em várias cidades goianas, parte do abastecimento público se dá por captação em poços
tubulares profundos, como por exemplo, São Simão, Águas Lindas de Goiás, Aparecida de Goiânia
(onde a água subterrânea é o manancial mais importante) ou Luziânia, Valparaíso de Goiás,
Pedregal e Novo Gama (onde a água subterrânea é o manancial complementar).
Em virtude da importância do Sistema Aquífero Guarani, conforme informações da Conjuntura
dos Recursos Hídricos no Brasil (ANA, 2009), vale destacar que este não atravessa as regiões da
BH do Rio Meia Ponte. O Sistema Guarani cobre em quase sua totalidade (90%) a Região
Hidrográfica do Paraná, alcançando o Rio Paranaíba e o município de Cachoeira Dourada.
O Estudo de Hidrogeologia do Estado de Goiás (2006) destaca que, neste município, o termalismo
é uma fator importante, sendo aproveitado através da extração de água quente e salgada em
poços de 320 a 420 metros de profundidade. Este estudo, entretanto, não revela se os poços de
captação de água termal em Cachoeira Dourada se encontram na porção do município que se
insere na BH do Rio Meia Ponte. Conforme exposto no Estudo Hidrogeológico do Estado de Goiás,
acredita-se que as águas termais advém das águas subterrâneas do Aquífero Guarani e a
característica salgada deve-se à contaminação por outros aquíferos.
4.1.8.7 -
Recomendações
Ao longo do Rio Meia Ponte as áreas correspondentes aos reservatórios são de baixa sensibilidade
socioambiental. Apesar das reduzidas dimensões e impactos localizados, deve-se atentar que um
grande número de AHE em sequência em um determinado trecho de curso d’água, por menor que
seja a área alagada, pode apresentar efeitos cumulativos e sinérgicos.
É
relevante
destacar
possíveis
sensibilidades
dos
recursos
hídricos
relacionados
aos
aproveitamentos: i) conflitos de uso da água; ii) modificação no regime fluvial; ii) Mudança no
comportamento sedimentológico nos rios.
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i)
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Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
As áreas consideradas de alta sensibilidade para os recursos hídricos são, na maior parte,
em regiões com alto índice de ocupação humana. Como já abordado neste relatório, os conflitos
de uso da água na bacia do Meia Ponte podem ser mais sensíveis nas proximidades dos
aproveitamentos de Mota, Entre Pontes, Volta Grande, Aloândia, Pontal, Caldas, e Vau Das
Pombas.
Nessas regiões concentram grandes populações, centros urbanos, além de grandes
áreas de irrigação, com pivôs de irrigação, que também tem sido alvo de conflitos. Junto à
concentração urbana, vem o problema sobre a qualidade da água dos rios da bacia, que tem no
município de Goiânia o principal foco de degradação da qualidade da água. O aproveitamento de
Vau Das Pombas é o mais próximo dessa região, onde apresenta graves problemas nos recursos
hídricos superficiais. Não há estudos aprofundados sobre a disponibilidade hídrica vesus demanda
hídrica das províncias hidrogeológicas da bacia do Meia Ponte. Mesmo com essa deficiência de
informações são visíveis os problemas relacionados à disponibilidade/distribuição, frente ao
crescente consumo em alguns municípios da bacia. Vale destacar que o tipo de aproveitamento
hidrelétrico (a fio d’água), pouco altera o volume total concentrado, pemitindo minimizar os
conflitos de uso no que tange à destinação da água para irrigação de lavouras.
ii)
Uma característica importante das pequenas barragens e reservatórios, assim como os
aproveitamentos existentes e propostos, é o fato de serem projetadas para operar a fio d’água
(run off), isto é, os volumes totais afluentes são iguais aos volumes totais defluentes. Como
resultado, a modificação no regime fluvial do curso d’água fica minimizada, não havendo
modificação non nível da água. Esta situação é semelhante para todos os aproveitamentos.
iii)
Os aproveitamentos hidrelétricos existentes e propostos podem, em geral, interferir no
comportamento sedimentológico da bacia, pois uma parte dos sedimentos em trânsito pelo curso
d’água acaba sendo retida no reservatório. Esta situação pode se mais problemática nos
reservatórios à jusante da bacia do Meia Ponte, onde parte dos sedimentos não conseguem
chegar, devido aos barramentos à montante.
Os recursos hídricos exercem um grande papel na dinâmica socioambiental, estando integrado ao
abastecimento público, rural, e atividades econômicas importantes como a geração de energia
elétrica. Contudo, deve-se atentar para que os atores sociais atuem mantendo a qualidade
desses recursos.
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4.1.9 -
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Qualidade das Águas e Limnologia
A transformação de ambientes fluviais em lacustres para a construção de reservatórios podem
provocar diversas modificações, como alterações do perfil térmico e químico da água, além das
interferências nas comunidades biológicas como a sucessão de espécies (TUNDISI, 1999). Dessa
forma, reservatórios são considerados ecossistemas complexos, o que representa um desafio aos
estudos ambientais (ESPÍNDOLA et al., 2004; NOGUEIRA et al., 2006).
Reservatórios são sistemas artificiais e de usos múltiplos, como os hidrelétricos, os quais
apresentam características específicas atreladas ao projeto, como: área, profundidade, tempo
de retenção, especificidades da bacia de drenagem (tipo de rochas e cobertura vegetal),
variáveis climatológicas e morfometria. As características de projeto influenciam de forma direta
e indireta na qualidade da água, somada às atividades socioeconômicas desenvolvidas no
entorno. Assim, a composição química da água rica em nutrientes pode estar associada ao
lançamento de efluentes domésticos sem tratamento, ou ser uma característica natural, a
exemplo, as altas concentrações de fósforo presentes no rio Madeira, RO (ALMEIDA et al., 2011;
ALMEIDA et al., 2012 e ECOLOGY, 2011).
No caso de morfometrias dendríticas a composição da biota e química da água pode ser
diversificada (CARDOSO, 2009). Nestes ambientes, em locais de baixa circulação da água também
é comum o deplecionamento das concentrações de oxigênio dissolvido em função da
decomposição de material orgânico (TUNDISI & MATSUMURA-TUNDISI, 2008), principalmente nas
camadas mais profundas próximas ao sedimento (ESTEVES, 1998). Sendo assim, o tempo de
retenção ou residência pode ser bastante variável em reservatórios com elevado IDM (Índice de
Desenvolvimento de Margem). Outro fator é a relação profundidade e área, a qual juntamente
com o vento fundamenta o padrão de mistura em reservatórios, de modo que as variáveis
meteorológicas, como vento, radiação solar, precipitação e temperatura do ar são importantes
na avaliação da dinâmica destes ambientes.
Em reservatórios estratificados, a energia solar aquece a região superficial e delimita o epilímnio
(ARMENGOL et al., 2004), que é separado do hipolímnio por uma camada intermediária intitulada
de metalímnio (HAN et al., 2000). Esta região possui um decréscimo gradual na temperatura que
é representado pela termoclina, a qual se estabiliza com a limitação de calor, formando o
hipolímnio - uma massa de água fria, homogênea e mais profunda. Eventos de mistura de massas
d’água são comumente influenciados pela velocidade e direção do vento, contudo a entrada de
águas com diferentes densidades também podem romper a termoclina.
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Eventos de mistura e estratificação térmica influenciam na composição química e biológica,
tanto no perfil horizontal, quanto vertical. Por isso, para entender o comportamento da biota
nestes ambientes é necessário um estudo multidisciplinar. Dessa forma, programas de
monitoramento também atuam como uma base de dados para o estudo da ecologia e limnologia
desses ambientes artificiais, contribuindo para o entendimento de questões básicas como os
efeitos do pulso natural e artificial nos ecossistemas aquáticos e na biota, eutrofização, sucessão
de espécies e a interação das variáveis físico-química e a biota.
De forma a manter comparativos, avaliar e mitigar os impactos advindos da construção de
reservatórios é preciso o desenvolvimento de estudos ao longo de todas as etapas do
licenciamento. Atualmente são realizadas diversas pesquisas para otimizar os danos ambientais
causados pela construção e operação de reservatórios, uma vez que dados de monitoramento
limnológico robustos se prestam a uma ferramenta de análise, conhecimento e gerenciamento.
De acordo com Tundisi & Matsumura-Tundisi (2008) a qualidade das águas de reservatórios
hidrelétricos deve ser monitorada para previsão de futuros impactos e permanentemente para
compreensão dos processos integrados à bacia de drenagem, à conservação do ambiente ou à
degradação da qualidade da água. Dessa forma, programas de monitoramento limnológico que
incluem as principais assembleias biológicas (comunidades planctônicas: fitoplâncton e
zooplâncton e comunidades bentônica) são primordiais para a identificação e avaliação dos
impactos ambientais. As séries de dados obtidas antes das intervenções antrópicas permitem
estabelecer uma linha de base para avaliar as modificações advindas da construção, enchimento
e operação de reservatórios hidrelétricos. Além disso, as séries obtidas também são essenciais
para verificar a eficiência ou não de medidas de manejo, como o controle de fontes pontuais e
difusas de nutrientes.
Assim, o objetivo desse estudo é apresentar os resultados obtidos no do rio Meia Ponte,
tributários, poços e cisternas, em campanhas realizadas em fevereiro e junho de 2012, a fim de
obter uma caracterização de variáveis físicas, químicas e biológicas destes corpos d’água, de
forma integrada para a bacia hidrográfica.
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Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
4.1.9.1 4.1.9.1.1 -
Metodologia
Malha Amostral
A malha amostral para o Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas (EIBH) contemplou 7 (sete)
estações no rio Meia Ponte e 3 (três) estações em tributários, sendo 2 (dois) na margem direita e
1 (um) na margem esquerda (Quadro 4.1-30, 2523-00-EIBH-MP-3010 - Mapa das Estações de
Amostragem da Limnologia). Adicionalmente, também foram realizadas amostragens da água
subterrânea em poços e cisternas na região do rio Meia Ponte e tributários avaliados, em locais
próximos das estações de monitoramento da qualidade da água superficial. O Quadro 4.1-31
apresenta o mapa das estações de avaliação da água superficial e subterrânea.
As amostragens contemplaram um período chuvoso e um seco. Dessa forma, as campanhas de
campo foram realizadas nos meses de fevereiro e junho de 2012, entre os dias 15 e 16/02/2012 e
26 e 27/06/2012. O Quadro 4.1-30 apresenta o Relatório Fotográfico, com informações sobre
cada estação de amostragem no rio Meia Ponte e tributários nos dois meses estudados.
Quadro 4.1-30 - Estações de Monitoramento Limnológico, descrição e coordenas geográficas.
Descrição
Estações
Coordenadas (UTM)
Latitude
Longitude
8164922
680923
Montante da área urbana de Goiânia
P1
Rio Meia Ponte, próximo ao residencial Vila Brisa
Jusante da área urbana de Goiânia
P2
Rio Meia Ponte, próximo a ponte na estrada Velha Bela Vista
8142662
696222
P3
Rio Meia Ponte, próximo a GO 217
8097390
700045
P4
Rio Meia Ponte, próximo a BR 153
8070172
687888
P5
Rio Meia Ponte, ponte a GO 215
8038219
666293
P6
Rio Meia Ponte, próximo ao acesso pela GO 040
7994920
657775
P7
Rio Meia Ponte, próximo a Foz
7956454
646199
T1
Ribeirão Dourado, tributário da margem direita do rio Meia Ponte
8071449
680386
T2
Ribeirão Boa Vista do Riacho, tributário da margem direita do rio Meia Ponte.
8050643
668068
T3
Ribeirão da Boa Vereda, tributário da margem esquerda do rio Meia Ponte
7959734
647386
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Quadro 4.1-31 - Estações de Monitoramento de Qualidade da Água
subterrânea, descrição e coordenas geográficas.
Estações
Coordenadas (UTM)
Descrição
Latitude
Longitude
8164900
680406
Montante da área urbana de Goiânia
PS1
Cisterna, localizada na Chácara Caveira
Jusante da área urbana de Goiânia
PS2
Cisterna com tampa de tábua, localizada no Residencial Morumbi
8142546
696908
PS3
Poço artesiano lacrado, coleta em torneira. Localizado na Fazenda Palmito
8096892
700395
PS4
Poço artesiano, coleta em torneira. Localizada na Fazenda Maria Bonita
8070840
687710
PS5
Cisterna, coleta em torneira. Localizada na Chácara Salmo 91
8038133
665894
PS6
Poço artesiano, localizado na Fazenda Beira Rio
7995310
655591
PS7
Poço artesiano, localizado na Fazenda Boa Vereda
7956008
646381
TS1
Cisterna, coleta em torneira. Localizado na Fazenda ADN
8071042
679644
TS2
Cisterna, localizada na Fazenda São Lourenço
8050547
667951
TS3
Poço artesiano, localizado na Fazenda Cipó
7959708
646730
4.1.9.1.2 -
Variáveis Limnológicas
Para caracterização da qualidade da água superficial e subterrânea foram selecionadas as
variáveis físicas, físico-químicas, químicas e biológicas descritas no Quadro 4.1-32.
Quadro 4.1-32 - Variáveis Limnológicas monitoradas na água superficial e subterrânea.
Variáveis
Água
Físicas
Cor
superficial
Sólidos suspensos
superficial
Sólidos totais
superficial
Sólidos totais dissolvidos
superficial
Temperatura da água
superficial e subterrânea
Turbidez
superficial e subterrânea
Físico-Químicas
Alcalinidade total
superficial
Condutividade elétrica
Superficial e subterrânea
pH
superficial
Químicas
Alumínio total
superficial e subterrânea
Arsênio total
superficial e subterrânea
Bário total
superficial e subterrânea
Cádmio total
superficial e subterrânea
Carbono total
subterrânea
Chumbo total
superficial e subterrânea
Cloretos
superficial
Cobalto total
superficial
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Variáveis
Água
Cobre total
subterrânea
Cobre dissolvido
superficial
Compostos orgânicos: biocidas
superficial e subterrânea
Cromo total
superficial e subterrânea
DBO
superficial
Dureza total
superficial
Ferro dissolvido
superficial
Ferro total
subterrânea
Fósforo total
superficial e subterrânea
Manganês total
superficial e subterrânea
Mercúrio total
superficial e subterrânea
Níquel total
superficial
Nitrato
superficial e subterrânea
Nitrito
superficial e subterrânea
Nitrogênio inorgânico dissolvido
superficial e subterrânea
Nitrogênio orgânico
superficial e subterrânea
Nitrogênio total Kjeldahl
superficial e subterrânea
Ortofosfato
superficial e subterrânea
Oxigênio dissolvido - concentração
superficial
Selênio total
superficial e subterrânea
Sulfato
superficial
Zinco total
superficial
Biológicas
4.1.9.1.3 -
Clorofila-a
superficial
Coliformes termotolerantes
superficial e subterrânea
Coliformes totais
superficial e subterrânea
Fitoplâncton
superficial
Invertebrados bentônicos
superficial
Zooplâncton
superficial
Coleta, Conservação e Método de Análise
Amostras de água foram coletadas na subsuperfície da coluna d’água (aproximadamente 20 cm) e
em cada estação foram feitas anotações a respeito do ambiente de entorno e da área de
drenagem das estações amostradas. Em campo, foram obtidos os valores de temperatura do ar,
pH, condutividade elétrica, sólidos totais dissolvidos (STD), oxigênio dissolvido e temperatura da
água com uma sonda multiparâmetros modelo YSI 556. Para determinação dos demais grupos de
variáveis, as amostras de água foram coletadas, preservadas e enviadas para análise no
laboratório. As amostras foram transportadas em frascos de polietileno ou vidro e devidamente
preservadas até o momento da análise seguindo os procedimentos descritos no Quadro 4.1-32.
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As amostras dos poços artesianos e cisternas, em quase todos os casos, foram coletadas nas
torneiras, onde foi feita uma esterilização previa com álcool 70% e flambagem com fogo.
Somente nas cisternas PS1 e PS2 houve coleta direta com o auxílio de corda. A empresa
responsável pelo trabalho de campo e análises laboratoriais foi a “Life – Projetos Limnológicos”,
em Goiânia.
4.1.9.1.3.1 -
Variáveis Abióticas
Os métodos de análise contemplaram protocolos analíticos mundialmente reconhecidos,
preferencialmente as determinações contidas no “STANDARD METHODS FOR THE EXAMINATION OF
WATER AND WASTEWATER” da APHA (2005). As variáveis limnológicas foram determinadas
utilizando os seguintes métodos e equipamentos:
ƒ Alcalinidade: titulação com ácido sulfúrico 0,02N;
ƒ Cloreto: determinado através do método de cromato de potássio e espectrofotômetro
(Método 4500-Cl- B, Standard Methods, 2005);
ƒ Clorofila-a: extração com acetona (90%) e leitura em espectrofotômetro a 663 nm, aplicandose correção para outros compostos dissolvidos e turbidez, resultante da leitura a 750 nm
(GOLTERMAN et al., 1978);
ƒ Coliformes totais, termotolerantes e E. coli (somente para a água para consumo humano):
método dos tubos múltiplos;
ƒ Cor: espectrofotômetro (Método 2120, Standard Methods, 2005);
ƒ Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO5): consumo de oxigênio nas amostras durante uma
incubação de 5 (cinco) dias, a uma temperatura constante de 20 oC (Método 5210, Standard
Methods, 2005);
ƒ Ferro dissolvido: método da ortofenotrolina (Método 3500, Standard Methods, 2005);
ƒ Fósforo total: determinado diretamente nas amostras não filtradas, sendo quantificado após a
adição de reagente misto (molibdato de amônia, tartarato de antimônio e potássio e ácido
ascórbico) e leitura em espectrofotômetro (882 nm);
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ƒ Ortofosfato (fosfato solúvel reativo): determinado diretamente nas amostras filtradas, sendo
quantificado após a adição de reagente misto (molibdato de amônia, tartarato de antimônio e
potássio e ácido ascórbico) e leitura em espectrofotômetro (882 nm);
ƒ Nitrato: método de redução do cádmio e leitura em espectrofotômetro a 400 nm (Método
4500-NO3-E, Standard Methods, 2005);
►
Nitrito: método colorimétrico onde o nitrito reage com o ácido sulfanílico, formando um
composto que é determinado em espectrofotômetro a 507 nm (Método 4500-NO2-B,
Standard Methods, 2005);
►
Nitrogênio amoniacal: método fenol, e posterior leitura em espectrofotômetro a 655 nm
(Método 4500-NH3 F, Standard Methods, 2005);
►
Nitrogênio total Kjeldahl e nitrogênio orgânico: quantificado com amostras não filtradas
que sofreram digestão em meio ácido e com elevada temperatura. Após a digestão, as
amostras foram destiladas em aparelho Kjeldahl e, posteriormente, o destilado foi titulado
com ácido clorídrico 0,01 N (MACKERETH et al., 1978). A concentração de nitrogênio
orgânico corresponde ao decréscimo da concentração de nitrogênio total Kjeldahl e
nitrogênio amoniacal.
►
Sólidos totais: estimado por gravimetria (Método 2540 B, Standard Methods, 2005);
►
Sólidos totais suspensos: estimado por gravimetria, onde a amostra é filtrada, e o filtro
seco em estufa até atingir peso seco constante (Wetzel e Linkens, 2000);
►
Sulfato: determinados através de espectrofotometria (Método 4500, Standard Methods,
2005).
Elementos Traços
Para determinação da presença de elementos-traço, foram analisadas na água superficial os
elementos Al, Ba, Cd, Co, Cr, Cu, Hg, Ni, Pb, Se e Zn. Na água subterrânea foram analisados Al,
As, Ba, Cd, Cr, Cu, Pb e Se. Para a análise, em cada estação foram coletados 500 mL de amostra
em frascos de polietileno. Para a preservação foi adicionado ácido nítrico concentrado PA até
atingir pH inferior a 2. As análises foram feitas por Espectrofotometria de absorção atômica por
chama (AA-400 Perkin Elmer) e Espectrometria de Massa com Fonte de Plasma Indutivamente
Acoplado (ICP/MS) de acordo com SMWW 3125 B.
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Compostos Orgânicos (Biocidas)
Em todas as estações de amostragem no rio Meia Ponte, tributários, poços e cisternas foram
tomadas amostras de água para análise de biocidas organoclorados e organofosforados, a saber:
Alaclor, Aldrin e Dieldrin; Atrazina; Clordano (cis e trans); 2,4-D; Demeton (Demeton-O e
Demeton-S); 2,4 - DDT (p,p´-DDT, p,p´-DDE e p,p'-DDD); Dodecacloropentaciclodecano;
Endossulfan (a, b e sulfato); Endrin; Heptacloro e Heptacloro Epóxido; Lindano (g-HCH);
Malation; Metoxicloro; Metolacloro; Paration; Simazina; 2,4,5-T; 2,4,5-TP; Trifluralina e
Hexaclorobenzeno). Os biocidas foram analisados de acordo com a metodologia SMWW 6410 B.
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Quadro 4.1-33 - Volume, conservação e estocagem das amostras.
Determinação
Frasco
Volume
amostra (ml)
Temperatura
imediatamente
pH
imediatamente
Condutividade elétrica
Alcalinidade
P,V
200
P,V
50
Saturação de oxigênio
Cloreto
Estocagem máxima
recomendada
Preservação
Tolerável
Refrigerar a 4+2 ºC caso não seja medido imediatamente
imediatamente
28 dias
Refrigerar a 4+2 ºC.
24h
14 dias
imediatamente
imediatamente
0.25h
Refrigerar a 4+2 ºC
N.R.
28 dias
Não filtrada – 24-48horas
Filtrada – 28dias
28 dias
Clorofila a
P,V
500
Não filtrada - escuro à 4 ºC;
Filtrada - escuro a – 20 ºC
Coliformes Totais e
termotolerantes
P, P(B)
125 mL
Refrigerar a 4+2 ºC e analisar o mais rápido possível
6h
24h
Cor
P,V
500
Refrigerar a 4+2 ºC
48h
48h
DBO
V(B)
300
Adicionar sulfito de sódio quando a amostra apresentar cloro residual –
manter refrigerada a 4+2 ºC.
6h
48h
Ferro dissolvido
P,V
1000
Adicionar HNO3, refrigerar a 4+2 ºC
6 meses
6 meses
Fósforo total, orto-fosfato
P,V
100
H2SO4 até pH<2. Refrigerar a 4+2 ºC
28dias
N.R.
48h
48h (28 dias para
amostra clorada)
Nitrato
P,V
100
Analisar o mais breve possível; refrigerar a 4+2 ºC;
Para preservar por períodos mais longos, ajustar o pH da amostra para 2
ou menos com ácido sulfúrico, ACS 2,0 mL/L
Nitrito
P,V
100
Analisar o mais breve possível; refrigerar a 4+2 ºC
nenhuma
48h
7dias
28 dias
Nitrogênio Amoniacal
P,V
500
Analisar o mais breve possível e adicionar H2SO4 até pH<2; Refrigerar a
4+2 ºC
Nitrogênio total Kjeldahl
P,V
500
H2SO4 até pH<2. Refrigerar a 4+2 ºC
7dias
28 dias
Oxigênio Dissolvido –
Winkler
V, frasco
para DBO
300
Fixar com 1 mL de sulfato manganoso e 1 mL de álcali-iodeto. Refrigerar
a 4+2 ºC
8horas
8 horas
Sólidos
P,V
200
Refrigerar a 4+2 ºC
7dias
2-7dias
Sulfato
P,V
100
Refrigerar a 4+2 ºC
28dias
28 dias
100
Analisar no mesmo dia: estocar no escuro após 24h; Refrigerar a 4+2 ºC
24h
48h
Turbidez
P,V
Legenda: P = Plástico; V(B) = vidro borosilicato; V = vidro; N.R. = não referenciado.
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Variáveis Bióticas
Fitoplâncton
As amostras da comunidade fitoplanctônica foram coletadas na subsuperfície, utilizando-se
frascos de vidro. As amostras para o estudo quantitativo da comunidade fitoplanctônica foram
fixadas com solução de lugol acético e guardadas no escuro até o momento da identificação e
contagem dos organismos. Paralelamente, foram realizadas coletas com rede de plâncton de 15
micrômetros de abertura de malha, para auxiliar no estudo qualitativo, sendo estas amostras
fixadas com solução de Transeau, segundo Bicudo e Menezes (2006).
O estudo taxonômico e quantitativo do fitoplâncton foi efetuado através de microscópio
invertido, com aumento de 400X. A densidade fitoplanctônica foi estimada segundo o método de
UTERMÖHL (1958) com prévia sedimentação da amostra. A densidade fitoplanctônica foi
calculada de acordo com APHA (2005) e o resultado foi expresso em indivíduos (células,
cenóbios, colônias ou filamentos) por mililitro.
Analisou-se a presença de cianobactérias visando atender a Resolução CONAMA n0 357/2005. Para
a contagem do número de células de cianobactérias utilizou-se o retículo de Whipple,
normalmente empregado para contagem de Unidade Padrão de Área (UPA). As colônias intactas
foram sobrepostas ao quadrado e contou-se o número de células. O retículo foi calibrado e as
contagens foram realizadas utilizando câmaras de Utermöhl ou Sedgwick Rafter.
A biomassa fitoplanctônica foi estimada através do biovolume, multiplicando-se o volume pela
densidade de cada táxon. O volume de cada célula foi calculado a partir de modelos geométricos
aproximados à forma das células, como esferas, cilindros, cones, paralelepípedos, pirâmides,
elipses e outros (Sun e Liu, 2003). A identificação da comunidade fitoplanctônica foi realizada
através de bibliografia especializada (BOURRELLY, 1966; BICUDO & BICUDO, 1970; LEITE, 1974;
KOMÁREK & FOTT, 1983; SANT’ANNA, 1984; SANT’ANNA et al., 1989, 2006; KOMÁREK &
ANAGNOSTIDIS, 1989, 1998, 2005; KOSTIKOV et al., 2002; KOMÁREK, 2003; BICUDO & MENEZES,
2006).
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Zooplâncton
As amostras de zooplâncton foram obtidas logo abaixo da superfície utilizando-se uma motobomba. Por amostra, 1000 litros de água foram filtrados em uma rede de plâncton de 68 μm de
abertura de malha. O material coletado foi acondicionado em frascos de polietileno e fixado em
solução de formaldeído a 4%, tamponada com carbonato de cálcio.
Previamente às análises, as amostras de zooplâncton foram coradas com rosa de bengala, a fim
de aprimorar a visualização dos organismos nas amostras. Em seguida, foram concentradas em
um volume conhecido e variável (75 a 600 mL), considerando a quantidade de organismos e,
principalmente, a quantidade de material em suspensão na amostra, a qual pode dificultar a
visualização dos espécimes.
A composição zooplanctônica foi avaliada utilizando-se lâminas e lamínulas comuns e
microscópio óptico. A abundância da comunidade foi estimada através da contagem, em câmaras
de Sedgwick-Rafter, de 05 (cinco) subamostras, de 1,5 ml (total de 7,5 ml), obtidas com pipeta
do tipo Hensen-Stempell, sendo os resultados de densidade final apresentados em indivíduos por
m³. Visto que o método de subamostragem não é suficiente para fornecer resultados satisfatórios
de riqueza de espécies, após as contagens das subamostras, procedeu-se uma análise qualitativa
das mesmas. Como riqueza de espécies, considerou-se o número de espécies presentes em cada
unidade amostral (ponto de amostragem).
A identificação do material foi realizada através da bibliografia especializada para protozoários
testáceos (VUCETICH, 1973; VELHO et al., 1996; VELHO & LANSACTOHA, 1996; DEFLANDRE, 1928;
DEFLANDRE, 1929; OGDEN & HEDLEY, 1980; GAUTHIER-LIEVRE & THOMAS, 1958), Rotíferos
(SEGERS, 1995; KOSTE, 1972, 1978; NOGRADY et al., 1993), CLADÓCEROS (PAGGI, 1973, 1979,
1995; SMIRNOV, 1974; ELMOOR-LOUREIRO, 1997), e Copépodes (SENDACZ & KUBO, 1982; REID,
1985; DUSSART & FRUTOS, 1985).
Invertebrados Bentônicos
A amostragem qualitativa e quantitativa dos organismos bentônicos foi realizada com uma draga
de Petersen em todos os pontos de coleta. O material coletado foi levado ao laboratório e
processado utilizando uma série de peneiras com diferentes aberturas de malhas, para facilitar o
processo de triagem. Em seguida foi acondicionado em frascos plásticos e fixado com álcool 80%.
A análise desse material (triagem, identificação e contagem dos táxons encontrados) foi
realizada com estereomicroscópio. Foram utilizadas as seguintes referências bibliográficas para
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auxílio nas identificações dos táxons: EDMONDSON (1959), WIGGINS (1977), EDMUNDS Jr. et al.
(1979), WIEDERHOLM (1983), PÉREZ (1987), MCCAFFERTY (1988), PECKARSKY et al. (1990),
THORP & COVICH (1991), EPLER (1992), TRIVINHO-STRIXINO & STRIXINO (1995), MERRIT &
CUMMINS (1996), ROSEMBERG & RESH, (1996) PES et al. (2005) e MUGNAI et al. (2010). A
densidade numérica dos invertebrados bentônicos foi calculada pela área do amostrador Petersen
e o resultado expresso em indivíduos por metro quadrado.
4.1.9.1.4 -
Análise dos Dados
Os resultados de todos os parâmetros físicos, químicos e biológicos analisados foram
apresentados na forma de gráficos, textos e tabelas. Foram feitas discussões em torno da
variação espaço-temporal das estações do rio Meia Ponte, dos tributários e dos poços e cisternas.
Além disso, foi feita a média e o desvio padrão para cada variável nessas três categorias de
ambientes, e, quando cabível, todos os parâmetros foram comparados com seus respectivos
limites estabelecidos pela Resolução CONAMA nº 357/2005, para água doce superficiais de Classe
2 e Portaria m.S. n0 2914/2004 para água de consumo humano, destacando as estações que
apresentaram valores fora dos previstos nesta resolução.
Na água superficial foram calculados dois índices: Índice de Qualidade de Água (IQA) e Índice de
Estado Tróficos (IET). Adicionalmente, os resultados obtidos foram avaliados estatisticamente
por Análise de Componentes Principais (ACP) e testes de correlação.
Índice de Qualidade de Água (IQA)
Índices de qualidade da água (IQA) são bastante úteis para facilitar a comunicação entre público
geral e corpo técnico, para avaliar tendências temporais da qualidade da água e permitir uma
comparação entre diferentes cursos d'água. Normalmente, um índice de qualidade de água varia
entre 0 (zero) e 100 (cem), sendo que quanto maior o seu valor, melhor é a qualidade da água.
O IQA pode ser determinado pelo produto ponderado das qualidades de água correspondentes aos
parâmetros: oxigênio dissolvido (OD), demanda bioquímica de oxigênio (DBO5), coliformes fecais,
temperatura,
pH,
nitrogênio
total,
fósforo
total,
turbidez
e
resíduo
total
(http://www.cetesb.sp.gov.br/Agua/rios/indice_iap_iqa.asp). A seguinte fórmula foi utilizada:
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onde:
IQA =
Índice de qualidade da água. Um número entre 0 e 100;
qi =
qualidade do parâmetro i. Um número entre 0 e 100, obtido do respectivo gráfico
de qualidade, em função de sua concentração ou medida (resultado da análise);
wi =
peso correspondente ao parâmetro i fixado em função da sua importância para a
conformação global da qualidade, isto é, um número entre 0 e 1, de forma que:
Sendo:
n=
o número de parâmetros que entram no cálculo do IQA.
A qualidade das águas interiores, indicada pelo IQA em uma escala de 0 a 100, pode ser
classificada em categorias narrativas de acordo com o Quadro 4.1-34.
Quadro 4.1-34 - Classificação do IQA.
IQA
QUALIDADE
80 – 100 Qualidade Ótima
52 – 79 Qualidade Boa
37 – 51 Qualidade Aceitável
20 – 36 Qualidade Ruim
0 –19
Qualidade Péssima
Índice de Estado Trófico
O Índice do Estado Trófico (IET) tem por finalidade classificar corpos d’água em diferentes graus
de trofia, ou seja, avalia a qualidade da água quanto ao enriquecimento por nutrientes e seu
efeito relacionado ao crescimento excessivo das algas ou ao aumento da infestação de macrófitas
aquáticas.
Uma das formas de avaliar a qualidade das águas superficiais envolve a utilização do Índice do
Estado Trófico. Para a área estudada, o método utilizado para o cálculo do IET foi aquele
proposto por CARLSON (1977) e modificado por LAMPARELLI (2004), baseado na determinação dos
parâmetros clorofila-a (CL) e fósforo total (P). Assim, o estado trófico de um ambiente pode ser
classificado de acordo com o Quadro 4.1-35.
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Quadro 4.1-35 - Classificação do Estado Trófico
para reservatórios segundo Índice de Carlson Modificado.
Estado trófico
Ultraoligotrófico
Ponderação
P-total (µg/L)
Clorofila-a (µg/L)
IET ≤ 47
P≤8
CL ≤ 1,17
Oligotrófico
47 < IET ≤ 52
8< P ≤ 19
1,17 < CL ≤ 3,24
Mesotrófico
52 < IET ≤ 59
19 < P ≤52
3,24 < CL ≤ 11,03
Eutrófico
59 < IET ≤ 63
52< P ≤120
11,03 < CL ≤ 30,55
Supereutrófico
63 < IET ≤ 67
120 < P ≤233
30,55 < CL ≤ 69,05
Hipereutrófico
IET> 67
233 < P
69,05 < CL
4.1.9.1.4.1 -
Análises Biológicas
Todos os organismos coletados, zooplâncton, fitoplâncton e bentos foram objeto das análises
descritas a seguir.
4.1.9.1.4.2 -
Riqueza de Espécies
Foi considerada a riqueza simples (S), ou seja, o número de taxa por campanha por estação de coleta.
4.1.9.1.4.3 -
Densidade de organismos
As densidades de organismos foram calculadas em relação ao volume (fitoplâncton – ind/mL;
zooplâncton – ind/L) ou área (invertebrados bentônicos e macrófitas - ind/m²) nas estações de coleta.
4.1.9.2 4.1.9.2.1.1 -
Resultados
Dados Secundários
São apresentados os resultados de qualidade de água com os dados obtidos na Agência Nacional
das Águas (Hidroweb/ANA, acessado em 2012) para os anos de 1976 a 2011 da estação 60640000
(montante de Goiânia). Para a estação 60650000 (jusante de Goiânia) serão apresentados os
resultados monitorados no período de 2002 a 2011. No rio Meia Ponte existem outras duas
estações da ANA, sendo a 60635000 (município de Inhumas) e 60680000 (município de Itumbiara).
Os resultados dessas estações não foram apresentados nesta caracterização da qualidade da
água, uma vez que não estão localizadas nas proximidades dos futuros reservatórios
contemplados por este EIBH.
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Montante de Goiânia
A montante de Goiânia a média da temperatura da água foi de 22,6 ± 2,64 °C (média ± DP)
(Figura 4.1-101). A condutividade elétrica oscilou entre 23,2 µS/cm (2005) e 234 µS/cm (1984),
com média de 121,5 ± 41,84 µS/cm (média ± DP) (Figura 4.1-102). Não foram realizadas
medições de turbidez no período de 1976 a 1984 e 1997 a 2005. Nos anos monitorados, a turbidez
média foi de 56,6 ± 71,8 NTU (média ± DP) (Figura 4.1-103), em poucos casos, os valores obtidos
ultrapassaram o limite de 100 NTU preconizado pela Resolução CONAMA 357/05. O pH este acima
do intervalo de 6 a 9 estabelecido pela legislação competente em quase todos os anos
amostrados, em poucos casos foram observados pH ácido. A média do pH foi de 6,9 ± 0,8 (média
± DP) (Figura 4.1-104). Em alguns anos o oxigênio dissolvido não foi medido. As concentrações
variaram de 4,58 mg/L (2009) a 10,1 mg/L (1978), sendo que somente em 2009 foi registrado
valor de oxigênio inferior ao limite de 5 mg/L estabelecido pela Resolução CONAMA 357/05. A
média para o período foi de 6,52 ± 1,06 mg/L (média ± DP) (Figura 4.1-105).
Figura 4.1-101 - Valores de temperatura da água a montante de Goiânia, no período de 1976 a 2011.
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Figura 4.1-102 - Valores de condutividade elétrica a montante de Goiânia, no período de 1976 a 2011.
Figura 4.1-103 - Valores de turbidez a montante de Goiânia, no período de 1976 a 2011.
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Figura 4.1-104 - Valores de pH a montante de Goiânia, no período de 1976 a 2011.
Figura 4.1-105 - Valores de oxigênio dissolvido a montante de Goiânia, no período de 1976 a 2011.
Jusante de Goiânia
A jusante de Goiânia a temperatura da água foi muito semelhante nos meses e anos avaliados,
com média de 24,08 ± 2,02 ºC (média ± DP) (Figura 4.1-106). A condutividade elétrica variou de
1,75 µS/cm a 176,8 µS/cm, com média de 117,3 ± 81,5 ºC (média ± DP) Figura 4.1-107). Os
valores de turbidez também oscilaram bastante e, em algumas ocasiões, foram observados
valores acima do limite de 100 NTU preconizado pela Resolução CONAMA 357/05 (Figura
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4.1-108). Nos anos de 2002, 2004 e 2005 não foram realizadas medições desta variável. O pH
atendeu o intervalo de 6 a 9 estabelecido pela legislação competente, com exceção do ano de
2002 (Figura 4.1-110). Neste ano, também foram observadas as menores concentrações de
oxigênio dissolvido (0, 3 mg/L). A média do OD foi de 2,45 ± 2,1 mg/L (média ± DP) (Figura
4.1-111). Em todas as medições, os valores foram inferiores a 5 mg/L, valor preconizado pela
Resolução CONAMA 357/05 para águas de Classe 2, como é o caso.
Figura 4.1-106 - Valores de temperatura da água a jusante de Goiânia, no período de 2002 a 2011.
Figura 4.1-107 - Valores de condutividade elétrica a jusante de Goiânia, no período de 2002 a 2011.
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Figura 4.1-108 - Valores de turbidez a jusante de Goiânia, no período de 2002 a 2011.
Figura 4.1-109 - Valores de pH a jusante de Goiânia, no período de 2002 a 2011.
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Figura 4.1-110 - Valores de oxigênio dissolvido a jusante de Goiânia, no período de 2002 a 2011.
Com os resultados observados verifica-se que a qualidade da água apresenta melhor qualidade a
montante, com altos valores de oxigênio dissolvido e menores valores de turbidez. A jusante, o
OD medido foi muito baixo. Contudo, há de observar que o N amostral foi inferior para a estação
localizada a jusante de Goiânia (N=8); montante (N=82).
4.1.9.2.1.2 -
Dados primários - Água Superficial
4.1.9.2.1.2.1 -
Abióticos
Temperatura do ar e da água
A temperatura da água é fundamental para o equilíbrio das comunidades biológicas, uma vez que
cada organismo está adaptado a uma faixa específica e apresentam diferentes reações à
mudança deste fator (ESTEVES, 1998).
No rio Meia Ponte e tributários avaliados a temperatura média da água foi de 24,96 ± 1,24 ºC
(média ± DP) em fevereiro de 2012 e de 23,66 ± 1,7 ºC (média ± DP) em junho de 2012. Os
valores variaram de 21 ºC (T2 e T3) em junho de 2012 a 27,5 ºC (T2) em fevereiro de 2012 (252300-EIBH-MP-3010 - Mapa das Estações de Amostragem da Limnologia). A temperatura do ar
variou de 25 ºC (P1 em junho de 2012) a 29 ºC (P3 em junho de 2012), com média de 26,4 ± 0,7
ºC (média ± DP) em fevereiro de 2012 e de 26,9 ± 1,1 ºC (média ± DP) em junho de 2012 (Figura
4.1-111).
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Figura 4.1-111 - Temperatura do ar e da nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
Condutividade Elétrica
A condutividade elétrica da água é a capacidade da água em conduzir corrente elétrica. A água
pura é um péssimo condutor de eletricidade, entretanto, quando existem substâncias dissolvidas,
especialmente substâncias iônicas (cátions e ânions), estas servem como condutoras de corrente
elétrica. Os principais cátions presentes nas águas naturais são: sódio, cálcio, magnésio, potássio; e
os principais ânions são: cloreto, sulfato, bicarbonato e nitrato (ESTEVES, 1998). Elevada
condutividade (alta concentração de sais dissolvidos) representa inconveniente para o uso da água,
intensificando processos de corrosão e comprometendo a irrigação de culturas vegetais.
Nos meses avaliados a condutividade variou de 29 µS/cm (T1 em fevereiro de 2012) a 189 µS/cm
(P2 em junho de 2012). A média registrada foi de 65,2 ± 21,98 µS/cm (média ± DP) em fevereiro
de 2012 e de 94,6 ± 45,7 µS/cm (média ± DP) em junho de 2012 (Figura 4.1-112). A regressão
dos valores de sólidos totais dissolvidos com a condutividade mostra a associação entre essas
variáveis, uma vez que o coeficiente de determinação foi de 0,9971 (Figura 4.1-114).
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Figura 4.1-112 - Condutividade elétrica nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
Figura 4.1-113 – Concentrações Sólidos totais dissolvidos com a condutividade
na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
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Sólidos
A concentração de sólidos totais dissolvidos variou de 14 mg/L (T1) em fevereiro de 2012 a 97
mg/L (P2) em junho de 2012, com média de 32,4 ± 10,9 mg/L (média ± DP) em fevereiro de 2012
e de 50,2 ± 23,9 mg/L (média ± DP) em junho de 2012 (Figura 4.1-115). Os valores encontrados
estiveram de acordo com o limite de 500 mg/L preconizado pela Resolução CONAMA 357/05 para
águas de Classe 2, como é o caso. Os sólidos suspensos, diferente da fração dissolvida,
apresentou a maior média em fevereiro de 2012, com 125,3 ± 60,8 mg/L (média ± DP). Em junho
de 2012 a média foi bem menor, com 18,6 ± 18,7 mg/L (média ± DP), sendo que os valores
variaram de 5 mg/L (T2) em junho de 2012 a 238 mg/L (T1) em fevereiro de 2012 (Figura
4.1-116). Apesar da alta concentração observada no ribeirão Dourado (T1), no geral, os
tributários apresentaram as menores concentrações de sólidos suspensos. Os sólidos totais foram
compostos em maior proporção pela fração particulada. As concentrações variaram de 34 mg/L
(T3) em junho de 2012 a 251 mg/L (T1) em fevereiro de 2012, com média de 157,7 ± 54,1 mg/L
(média ± DP) em fevereiro de 2012 e de 68,8 ± 30,74 mg/L (média ± DP) em junho de 2012
(Figura 4.1-117). Maiores concentrações de sólidos no mês de fevereiro de 2012 podem estar
associadas com o período chuvoso na região, uma vez que ocorre a entrada de material
proveniente da bacia de drenagem, com o escoamento superficial da água da chuva.
Figura 4.1-114 - Concentração de sólidos totais dissolvidos nas estações de água
superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
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Figura 4.1-115 - Concentração de sólidos suspensos nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
Figura 4.1-116 - Concentração de sólidos totais nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
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Turbidez
A turbidez da água pode ser influenciada pela presença de material em suspensão e dissolvido na
água, como: a fração inorgânica formada por argilas e frações orgânicas representada por
microorganismos, algas e vegetais em decomposição. A turbidez modifica as condições de
iluminação da água, influenciando na entrada de luz (DIELH et al., 2002) e consequentemente
nos processos fotossintéticos. O aumento da turbidez em corpos d’água está associado com maior
escoamento superficial, proveniente de precipitação.
Nos rios e tributários estudados a turbidez variou de 4,21 NTU (T2) em junho de 2012 a 243 NTU
(T1) em fevereiro de 2012, com média de 183 ± 70,2 NTU (média ± DP) em fevereiro de 2012 e de
20,27 ± 12,8 NTU (média ± DP) em junho de 2012 (Figura 4.1-117). As maiores concentrações de
turbidez observadas no mês de fevereiro coadunam com os maiores valores de sólidos totais
encontrados para esse mesmo período. Adicionalmente, verifica-se que todas as estações no mês
de fevereiro, com exceção de P1 e T2, ultrapassaram o limite de 100 NTU estabelecido pela
Resolução CONAMA 357/05 pra águas de Classe 2, como é o caso. Contudo, verifica-se que essa é
uma condição natural, associada ao período do ciclo hidrológico.
Figura 4.1-117 - Concentração de turbidez nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
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Cor
A cor da água está associada com a presença de metais dissolvidos como o ferro e o manganês e,
principalmente, com as substâncias húmicas provenientes da decomposição da matéria orgânica.
A matéria orgânica é representada em grande parte pelo carbono orgânico dissolvido (COD). A
origem do COD pode ser alóctone e autóctone (PACE & COLE, 2002). O COD alóctone é
proveniente da bacia de drenagem, enquanto o autóctone está relacionado com os processos
internos de decomposição de organismos mortos. A cor da água não confere risco à saúde
humana e constitui-se em um padrão de estética dos corpos d’água, sendo águas coloridas
esteticamente rejeitadas para fins de abastecimento público.
Os valores de cor variaram de 22 mg Pt/L (P7) em junho de 2012 a 497 mg Pt/L (P5) em fevereiro
de 2012, com média 303,2 ± 122,4 mg Pt/L (média ± DP) em fevereiro de 2012 e de 39,3 ± 11,13
mg Pt/L (média ± DP) em junho de 2012 (Figura 4.1-118). A maior média registrada no mês de
fevereiro pode estar associada com os maiores índices pluviométricos e a consequente entrada
de material orgânico nos ambientes monitorados, por essa razão, os valores obtidos neste
período foram superiores ao limite de 75 mg Pt/L estabelecido pela Resolução CONAMA 357/05.
Figura 4.1-118 - Concentração de cor nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
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pH
O pH das águas naturais oscila entre 6 e 9 e são compatíveis à maioria dos seres vivos. Valores de
pH acima ou abaixo destes limites são prejudiciais ou letais a maioria dos organismos vivos,
especialmente aos peixes. Em pH acima de 9 ocorre excessiva formação de amônia, que é tóxica
para o ictioplâncton. Ecossistemas com pH ácido podem apresentar alta decomposição da
matéria orgânica.
Em relação aos ambientes estudados os valores de pH estiveram de acordo com o intervalo de 6 a
9 preconizado pela Resolução CONAMA 357/05 para águas de Classe 2, como é o caso. No rio Meia
Ponte e tributários o pH variou de 6,4 (P3) em fevereiro de 2012 a 8,15 (P7) em junho de 2012,
com média de 7,36 ± 0,4 (média ± DP) em fevereiro de 2012 e de 7,7 ± 0,3 (média ± DP) em
junho de 2012. Os valores de pH obtidos foram um pouco maiores em junho, mas sem um padrão
definido (Figura 4.1-119).
Figura 4.1-119 - pH nas estações de água superficial amostradas
na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
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Alcalinidade Total
A alcalinidade da água é a sua capacidade de tamponar ácidos e constitui-se no principal
regulador do pH das águas naturais, através de reações que envolvem o gás carbônico, o ácido
carbônico e o bicarbonato (ESTEVES, 1998). Nas águas doces naturais a alcalinidade é devida a
presença das espécies CaCO3- e CO32-, as quais são capazes de receber H+, mantendo o pH
relativamente constante. Entretanto, a acidez é definida como a capacidade da água em resistir
à elevação do pH quando adiciona-se uma base forte. Nas águas doces naturais, as espécies que
conferem acidez à água são: H2CO3 e HCO3-.
A alcalinidade variou de 13 mg/L (T1) em fevereiro de 2012 a 63 mg/L (P2) em junho de 2012,
com médias de 23,5 ± 7,5 mg/L (média ± DP) em fevereiro de 2012 e de 37,6 ± 14,2 mg/L (média
± DP) em junho de 2012 (Figura 4.1-120). Durantes os meses avaliados, quanto à distribuição
espacial, não foi observado um padrão definido.
Figura 4.1-120 - Alcalinidade total nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
Dureza Total
A dureza total da água é consequência de cátions como o magnésio e cálcio. A dureza total do rio
Meia Ponte e tributários oscilou entre 14 mg/L (T1) em fevereiro de 2012 a 44 mg/L (P2) em
junho de 2012, com concentração média de 27,4 ± 8,8 mg/L (média ± DP) em fevereiro de 2012 e
de 31 ± 9,4 mg/L (média ± DP) em junho de 2012 (Figura 4.1-121).
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Figura 4.1-121 - Dureza total nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
Observa-se no P2, que em fevereiro de 2012 (período de chva) os valores de dureza foram
notavelmente mais elevados que em junho de 2012 (estiagem). Tal resultado provavelmente se
deve ao efeito dos níveis de precipitação mais elevadosem fevereiro de 2012, carreando material
para o corpo hídrico e aumentando, portanto,a concentração de íons na água, conforme se
observa para íons cloreto e sulfato a seguir.
Íons (Cl- e SO4-2)
A composição iônica de rios e lagos é regida pelos quatro principais cátions (cálcio, magnésio,
sódio e potássio) e pelos quatro principais ânions (bicarbonato, carbonato, cloreto e sulfato)
(WETZEL, 2001). Os ecossistemas de água doce são marcados por possuírem baixa concentração
iônica. A precipitação atmosférica e a composição das rochas da bacia de drenagem são as
principais variáveis que determinam a concentração iônica do ambiente aquático (ESTEVES,
1998).
Nos ambientes monitorados foram obtidos valores de cloreto que variaram de < 0,5 mg/L
(limite de quantificação do método analítico) nos tributários a 9,5 mg/L (P2) em junho de
2012. No geral, maiores valores deste íon estiveram presentes no mês de junho de 2012,
período de estiagem na região, de modo que as concentrações médias foram de 1,85 ± 1,1
mg/L (média ± DP) em fevereiro de 2012 e de 3,55 ± 2,75 mg/L (média ± DP) em junho de
2012 (Figura 4.1-122).
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Diferente do cloreto, o íon sulfato não apresentou uma variação temporal com médias de 1,4 ± 1
mg/L (media ± DP) em fevereiro de 2012 e 1,5 ± 1,6 mg/L (media ± DP) em junho de 2012. Nos
dois meses estudados as maiores concentrações medidas foram na estação P2. Com isso, os
valores encontrados oscilaram entre < 1 mg/L (limite de quantificação do método analítico) em
P5, P6, P7, T1 e T2 em fevereiro de 2012; P1, P3, P5, P6, P7, T1, T2 e T3 em junho de 2012 a 6
mg/L (P2) em junho de 2012 (Figura 4.1-123).
Figura 4.1-122 - Concentração de cloretos nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
Figura 4.1-123 - Concentração de sulfato nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
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Oxigênio Dissolvido (OD)
O oxigênio dissolvido é um gás de grande importância à biota, na coluna d’água este gás
participa de inúmeras reações químicas. As principais fontes de oxigênio para ecossistemas
aquáticos são a atmosfera e a fotossíntese realizada por algas e macrófitas. No caso de rios, a
atmosfera recebe maior destaque, uma vez que a dinâmica fluvial é caracterizada por elevada
turbulência e constante troca de gases na interface água-atmosfera (WETZEL, 2001).
A concentração média de OD em fevereiro e junho de 2012 foram idênticas, com 6,5 ± 1 mg/L (média
± DP). Contudo, os valores oscilaram entre 5 mg/L (P1) e 8 mg/L (P4) no mês de fevereiro de 2012,
sem um padrão definido. Os valores de oxigênio dissolvido estiveram de acordo com o limite de 5
mg/L preconizado pela Resolução CONAMA 357/05 para águas de Classe 2 (Figura 4.1-124).
Figura 4.1-124 - Concentração de oxigênio dissolvido nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO)
A demanda bioquímica de oxigênio é uma medida da quantidade de oxigênio consumido por
bactérias aeróbias ao longo de 5 dias. Nos ecossistemas avaliados a concentração média de DBO
foi de 2,71 ± 1,7 mg/L (média ± DP) em fevereiro de 2012 e de 2,3 ± 1,4 mg/L (média ± DP) em
junho de 2012. Os valores encontrado variaram de 0,6 mg/L (P1) a 6,1 mg/L (P7) no mês de
fevereiro de 2012. Dessa forma, as concentrações foram acima do limite de 5 mg/L preconizado
pela Resolução CONAMA 357/05 em P7 (fevereiro de 2012) e P2 (junho de 2012) (Figura
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4.1-125). Quanto à variação espacial, no geral, os maiores registros de DBO foram medidos na
estação P2, localizada logo a jusante da cidade de Goiânia. Este fato mostra que a carga de
efluentes lançada pelo município é capaz de alterar a qualidade da água nessa região, trazendo
impactos negativos.
Figura 4.1-125 - Concentração de DBO nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
Conteúdo Nutricional: Nitrogênio (Nitrogênio amoniacal, Nitrito, Nitrato, Nitrogênio
inorgânico dissolvido, Nitrogênio orgânico)
O nitrogênio é um elemento importante para assegurar a produtividade de ambientes aquáticos
e, em baixas concentrações, pode tornar-se um fator limitante (ESTEVES, 1998). O nitrogênio
amoniacal (amônia), o nitrato e o nitrito constituem as principais formas inorgânicas de
nitrogênio presentes na água.
Nos ecossistemas estudados o nitrato contribuiu com a maior fração do total de nitrogênio
inorgânico dissolvido (NID). A média registrada foi de 1100 ± 359 µg/L (média ± DP) em fevereiro de
2012 e de 1330 ± 416,5 µg/L (média ± DP) em junho de 2012. As concentrações de nitrato variaram
de 500 µg/L (T3) a 1900 µg/L (P3) no mês de junho de 2012 (Figura 4.1-126). No geral, no mês de
junho foram observadas concentrações um pouco mais elevadas. O nitrogênio amoniacal foi a
segunda fração que mais contribuiu para o NID, com média de 338 ± 327,4 µg/L (média ± DP) em
fevereiro de 2012 e de 352 ± 677,3 µg/L (média ± DP) em junho de 2012. O menor e o maior valor
registrado foram no mês de junho, respectivamente na estação T1 (50 µg/L) e P2 (2240 µg/L)
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(Figura 4.1-127). As concentrações de nitrito oscilaram de < 1 µg/L (limite de quantificação do
método analítico) em P1, P7 e T3 (junho de 2012) a 66 µg/L (P2), também em junho de 2012. As
médias encontradas foram semelhantes para os dois meses amostrados, com 14,3 ± 10,7 µg/L
(média ± DP) em fevereiro de 2012 e 20,1 ± 27 µg/L (média ± DP) em junho de 2012 (Figura
4.1-130). O total de NID variou de 581 µg/L (T3, junho de 2012) a 3606 (P2, junho de 2012), com
média de 1452,3 ± 418,1 µg/L (média ± DP) em fevereiro de 2012 e de 1702,1 ± 847,6 µg/L (média
± DP) (Figura 4.1-131). A fração orgânica do nitrogênio apresentou média de 200 ± 81,6 µg/L
(média ± DP) em fevereiro de 2012 e de 150 ± 70,7 µg/L (média ± DP) em junho de 2012. As
concentrações variaram entre < 100 µg/L (limite de quantificação do método analítico) em T2 e T3
no mês de junho de 2012 a 300 µg/L (P1, P3 e P4 em fevereiro de 2012; P2 em junho de 2012)
(Figura 4.1-132). Maiores valores de nitrogênio orgânico em fevereiro podem estar associados com
a entrada compostos orgânicos provenientes da bacia de drenagem. O nitrogênio total oscilou entre
681 µg/L (T3 em junho de 2012) e 3906 (P2 em junho de 2012), com média 1652,3 ± 425,8 µg/L
(média ± DP) em junho de 2012 e 1852,1 ± 905,1 µg/L (média ± DP) em junho de 2012 (Figura
4.1-133). Os maiores valores obtios para a estação P2 podem estar associados com o lançamento
de efluentes provenientes da cidade de Goiânia.
Figura 4.1-126 - Concentração de nitrato nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
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Figura 4.1-127 - Concentração de nitrogênio amoniacal nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
Figura 4.1-128 - Concentração de nitrito nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
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Figura 4.1-129 - Concentração de nitrogênio inorgânico dissolvido nas estações de água
superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
Figura 4.1-130 - Concentração de nitrogênio orgânico total nas estações de água
superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
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Figura 4.1-131 - Concentração de nitrogênio total nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
Conteúdo Nutricional: Fósforo (Ortofosfato e Fósforo total)
O fósforo é indispensável para a produção primária em ambientes aquáticos e, devido às baixas
concentrações em que geralmente é encontrado, pode tornar-se um fator limitante para a
produtividade primária (ESTEVES, 1998).
A concentração de ortofosfato, fração utilizada pelos produtores primários, oscilou entre <
1 µg/L (limite de quantificação do método analítico) em P1, P3 e T2 e 46 µg/L, no mês de
fevereiro de 2012, com média de 300 ± 14 µg/L (média ± DP) em fevereiro de 2012 e de 7,9
± 6,3 µg/L (média ± DP) em junho de 2012 (Figura 4.1-134). As maiores médias registradas em
fevereiro podem estar associadas com o período chuvoso na região, que influencia na dissolução
do fósforo aprisionado nas rochas. O fósforo total também foi maior no mês de fevereiro, com
média de 300 ± 60,2 µg/L (média ± DP). Em junho a média foi bastante inferior, com 59,6
± 65,08 µg/L (média ± DP). As concentrações de fósforo variaram entre 10 µg/L (T2, junho de
2012) a 219 µg/L (P2, junho de 2012) (Figura 4.1-135). Grande parte das amostras em fevereiro
apresentaram concentrações de fósforo total acima do limite de 100 µg/L preconizado pela
Resolução CONAMA 357/05, à exceção das estações P1, P3 e T2. Em junho, o limite da legislação
ambiental não foi respeitado nas estações P2 e P3. Altas concentrações de fósforo total e
ortofosfato observadas na estação P2 estão associadas com o lançamento de efluentes
provenientes da cidade de Goiânia, localizada a montante desta estação de amostragem.
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Figura 4.1-132 - Concentração de ortofosfato nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
Figura 4.1-133 - Concentração de fósforo total nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
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Elementos-traço
Alguns elementos-traço, como o manganês, o cobre, o zinco e o cobalto, tomam parte de vários
processos no metabolismo de ecossistemas aquáticos. Em contrapartida, outros elementos, como
mercúrio, chumbo, níquel, cádmio, cromo e estanho, não têm função biológica conhecida,
entretanto são tóxicos a uma vasta gama de organismos (ESTEVES, 1998). Apesar disso, mesmo os
elementos-traço importantes para processos metabólicos podem ser tóxicos se encontrados em altas
concentrações. Suas concentrações são influenciadas pelo intemperismo de rochas e erosão do solo
da bacia de drenagem. Além disso, as ativididades humanas, a destacar as atividades industriais, são
responsáveis pelo aporte de elementos-traço em ecosisstemas aquáticos (ESTEVES, 1998).
Os elementos cádmio total, cobalto total, mercúrio total, níquel total e selênio não foram
detectados em nehuma das estações de coleta e nos meses avaliados. O cobre dissolvido, só foi
detectado na estação T1 (1,9 µg/L) em fevereiro de 2012.
No rio Meia Ponte e tributários as concentrações de alumínio total variaram entre 0,1 µg/L (limite
de quantificação do método analítico) (P3 e P4 em fevereiro de 2012; P3, P4 e T1 em junho de
2012). A média foi de 48,35 ± 66,9 µg/L (média ± DP) em fevereiro de 2012 e de 35,24 ± 36,6 µg/L
(média ± DP) em junho de 2012. A estação P7, no mês de fevereiro, apresentou uma concentração
de alumínio (218,4 µg/L) superior ao limite de 100 µg/L estabelecido pela Resolução CONAMA
357/05 (Figura 4.1-136). Nos meses avaliados, não foi observado um padrão definido, tanto
temporalmente quanto espacialmente. O bário apresentou baixas concentrações nos períodos
avaliados, sendo que todos os valores atenderam o limite preconizado de 700 µg/L estabelecido
pela legislação ambiental. A média do bário total para fevereiro e junho de 2012 foram
semelhantes, sendo respectivamente de 44,3 ± 7,1 µg/L (média ± DP) e 44,95 ± 7 µg/L (média
± DP) (Figura 4.1-137). O chumbo total, diferente do bário, mostrou um padrão definido, com
concentrações detectáveis em P5, P6 e T3 nos dois meses avaliados e, em T1 em fevereiro de 2012;
valores abaixo de 0,5 µg/L (limite de quantificação do método analítico) foram encontrados nas
demais estações do rio Meia Ponte e no ribeirão Boa Vista do Riacho (T2), além do ribeirão Dourado
em junho de 2012. A média de chumbo foi semelhante nos meses amostrados, com 1,09 ± 0,9 µg/L
(média ± DP) em fevereiro de 2012 e 1 ± 0,7 µg/L (média ± DP) em junho de 2012 (Figura
4.1-138). As concentrações de chumbo estiveram de acordo com o padrão de 10 µg/L definido
pela Resolução CONAMA 357/05 para águas de Classe 2, como é o caso.
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A concentração média de cromo total foi de 8,09 ± 5,6 µg/L (média ± DP) em fevereiro de 2012 e
de 20 ± 2 µg/L (média ± DP) em junho de 2012. As concentrações oscilaram entre 0,1 µg/L (limite
de quantificação do método analítico) (T2 em fevereiro de 2012; P1 e T2 em junho de 2012) a
69,7 µg/L (P5 em junho de 2012). Nessa estação, o cromo excedeu o limite de 50 µg/L preconizado
pela legislação ambiental (Figura 4.1-139). O manganês total variou de 46,1 µg/L (P3, fevereiro de
2012) a 193,1 µg/L (T3, junho de 2012), com média de 99,5 ± 37,3 µg/L (média ± DP) em fevereiro
de 2012 e de 98,2 ± 42,3 µg/L (média ± DP) em junho de 2012 (Figura 4.1-140). As concentrações
de manganês estiveram acima do limite de 100 µg/L estabelecido pela Resolução CONAMA 357/05
nas estações P6, T1 e T3 (fevereiro de 2012) e T1 e T3 (junho de 2012). Diferente do manganês, o
zinco total não apresentou concentrações elevadas, uma vez que nenhuma estação excedeu o valor
de 180 µg/L preconizado pela legislação competente. A média do zinco foi de 28,7 ± 9,5 µg/L
(média ± DP) e de 31,55 ± 11,1 µg/L (média ± DP) (Figura 4.1-141).
Figura 4.1-134 - Concentração de alumínio dissolvido nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
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Figura 4.1-135 - Concentração de bário total nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
Figura 4.1-136 - Concentração de chumbo total nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
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Figura 4.1-137 - Concentração de cromo total nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
Figura 4.1-138 - Concentração de manganês total nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
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252/313
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Figura 4.1-139 - Concentração de zinco total nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
Ferro Dissolvido
No rio Meia Ponte e tributários o ferro dissolvido (Fe) apresentou maiores concentrações no mês
de fevereiro de 2012, com média de 882 ± 174 µg/L (média ± DP) em fevereiro de 2012 e de 324
± 143,5 µg/L (média ± DP) em junho de 2012 (Figura 4.1-140). As concentrações variaram de
140 µg/L (P6 em junho de 2012) a 1170 µg/L (P1 em fevereiro de 2012) e foram maiores que o
limite de 300 µg/L estabelecido pela Resolução CONAMA 35/05 em todas as estações no mês de
fevereiro e em P1, P2, T1, T2 e T3 em junho de 2012. Todavia, as altas concentrações de ferro
encontradas são naturais e os maiores valores registrados em fevereiro estão relacionados com o
aporte da bacia de drenagem, deviso ao escoamento superficial.
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4.1 – Meio Físico
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Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
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Figura 4.1-140 - Concentração de ferro dissolvido nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
Compostos Orgânicos (Biocidas)
No presente estudo, os pesticidas organoclorados e organofosforados foram encontrados abaixo
do limite de quantificação do método analítico. Dessa forma, verifica-se que água superficial não
sofreu contaminação por parte destes compostos. A presença de biocidas na água, geralmente,
está associada com a utilização de agrotóxicos nas culturas agrícolas.
Clorofila-a
A clorofila-a apresentou baixas concentrações no rio Meia Ponte e tributários, de modo que os
valores obtidos estiveram abaixo do limite de 30 µg/L etabelecido pela Resolução CONAMA
357/05 para águas de Classe 3, como é o caso. A média no mês de fevereiro de 2012 foi de 1,7
± 1,6 µg/L (média ± DP) e em junho de 2012 foi de 0,74 ± 0,7 µg/L (média ± DP). Os valores
oscilaram entre < 0,01 µg/L (limite de quantificação do método analítico) (P1 e P5 em fevereiro
de 2012 e P3 e T3 em junho de 2012) a 4,96 µg/L (T1) em junho de 2012 (Figura 4.1-141).
A relação entre a clorofila-a e o fósforo total foi testada por análise de regressão. O resultado da
análise mostrou que no rio Meia Ponte e tributários, a clorofila-a não respondeu aos elevados
inputs da concentração de fósforo, mostrando que o aumento deste elemento não está
influenciando no crescimento do fitoplâncton, de modo que o R2=0,2687. Contudo, isto pode
estar associado ao baixo número amostral (N=10). A continuidade do monitoramento, para
futuros estudos, pode mostrar uma dinâmica diferente entre essas variáveis.
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Figura 4.1-141 - Concentração de clorofila-a nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
Coliformes Totais e Coliformes Termotolerantes
Os coliformes pertencem a um grupo de bactérias Gram-negativas, que apresentam forma de
bastonetes, não esporogêneos, aeróbios ou anaeróbio facultativos.
Os Coliformes totais são capazes de fermentar a lactose com formação de gás entre 24 – 48 horas a
35 ºC. São bactérias decompositoras de vida livre ou não, que podem ser encontradas em todos os
ambientes. Apresenta-se cerca de 20 espécies, dentre as quais encontram-se tanto bactérias
originárias do trato intestinal de humanos e de outros animais de sangue quente (GEUS & LIMA,
2006). As espécies que hospedam o trato intestinal são denominadas de Coliformes fecais ou
Coliformes termotolerantes, representadas comumente pela Eschechia coli do gênero Escherechia.
Outros dois gêneros que compõe os coliformes fecais são o Enterobacter e a Klebsiella, cepas de
origem não fecal. Tais cepas são incluídas dentro do grupo dos Coliformes fecais por serem capazes
de fermentar a lactose comprodução de gás a 44,5 - 45 ºC. As cepas de E. coli, quando encontradas
na água, são indicativas de contaminação fecal. SOUZA et al. (1983) já comentava que os
coliformes são úteis para medir o grau de poluião fecal desde décadas passadas.
No rio Meia Ponte e tributários avaliados os valores de coliformes totais oscilaram entre 460
NMP/100 mL (P6, jnho de 2012) e > 16000 NMP/100 mL (P1, P2, P3, P4, P5, P7, T1 e T3 em
fevereiro de 2012; P2, P3 e P5 em junho de 2012). Maiores concentrações foram observadas em
fevereiro, mês que registrou uma média de 14830 ± 3699,9 NMP/100 mL (média ± DP), porém,
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em junho o valor médio foi inferior, com 6850 ± 6785,1 NMP/100 mL (média ± DP) (Figura
4.1-142). Os coliformes termotolerantes, ou coliformes fecais, oscilaram entre < 1.8 NMP/100
mL (P4, junho de 2012) a > 1600 NMP/100 mL (P1, P2, P3, P4, P5, P7, T1 e T3 em fevereiro de
2012; P2 em junho de 2012) (Figura 4.1-143). Os coliformes termotolerantes também foram
maiores em fevereiro de 2012, onde todas as estações violaram o limite de 1000 NMP/100 mL
estabelecido pela Resolução CONAMA 357/05. No mês de junho, o limite supracitado só foi
ultrapassado nas estações P2 e P3. As altas concentrações de coliformes e nutrientes na estação
P2 indicam que essa estação ainda sofre influência da carga orgânica lançada pelo município de
Goiânia. Adicionalmente, maiores valores encontrados em fevereiro estão associados com o
escoamento superficial.
Figura 4.1-142 - Coliformes totais nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
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Figura 4.1-143 - Coliformes termotolerantes nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
Índice de Qualidade da Água (IQA)
Em fevereiro de 2012, o trecho monitorado do rio Meia Ponte e tributários apresentou valores de
IQA que variaram entre 38,011 (P2) e 53,107 (T2). Conforme pode ser verificado no Quadro
4.1-36 de maneira geral, a maior parte dos pontos monitorados foram classificados como
apresentando águas “aceitáveis”. Somente a estação T2 apresentou água “boa”. Em junho de
2012 o IQA variou de 33,6 (P2- “água ruim”) a 54,8 (P5 – “água boa”). Assim como no mês de
fevereiro, em junho, em grande parte dos dados o IQA classificou as águas como “aceitáveis”
(Quadro 4.1-36). Esses baixos valores de IQA refletem, principalmente, as elevadas densidades
de coliformes termotolerantes e as concentrações de fósforo total no trecho monitorado, com
exceção somente do tributário T2 em fevereiro de 2012 e da estação P4 em junho de 2012.
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4.1 – Meio Físico
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Quadro 4.1-36 - Índice de Qualidade da água (IQA) nas estações amostradas
no rio Meia Ponte e tributários, nos meses de fevereiro e junho de 2012.
Estações
IQA
Fevereiro
Qualidade
Fevereiro
P1
45,7
Aceitável
45,5
Aceitável
P2
38,0
Aceitável
33,6
Ruim
P3
41,1
Aceitável
39,0
Aceitável
P4
45,0
Aceitável
42,9
Aceitável
P5
49,2
Aceitável
54,8
Boa
P6
43,8
Aceitável
50,2
Aceitável
P7
42,5
Aceitável
48,4
Aceitável
T1
43,5
Aceitável
44,9
Aceitável
T2
53,1
Boa
43,4
Aceitável
T3
45,3
Aceitável
46,4
Aceitável
IQA Junho
Qualidade Junho
Índice de Estado Trófico (IET)
No período monitorado as águas foram classificadas entre ultraoligotróficas e eutróficas (Quadro
4.1-37). A maior parte dos pontos de coleta foram classificados como mesotróficos (4 locais) em
fevereiro de 2012 e ultraoligotróficos em junho de 2012 (5 locais). Somente a estação P2 foi
classificada como eutrófica neste mês. Os locais que foram classificados como eutróficos
apresentaram elevada concentração de fósforo total e as maiores concentrações de clorofila-a.
No entanto, ressalta-se que mesmo considerando essas maiores concentrações de clorofila, estas
foram significativamente inferiores ao limite máximo preconizado pela Resolução CONAMA no
357/2005 (30 µg/L).
Quadro 4.1-37 - Índice de Estado Trófico (IET) nas estações amostradas
no rio Meia Ponte e tributários, nos meses de fevereiro e junho de 2012.
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Classificação do Estado
Trófico - fevereiro
IET junho
Classificação do
Estado Trófico - junho
Estações
IET fevereiro
P1
32,3
Ultraoligotrófico
51,6
Oligotrófico
P2
56,5
Mesotrófico
59,2
Eutrófico
P3
51,5
Oligotrófico
34,6
Ultraoligotrófico
P4
59,5
Mesotrófico
45,9
Ultraoligotrófico
P5
35,1
Ultraoligotrófico
50,0
Oligotrófico
P6
57,4
Mesotrófico
50,0
Oligotrófico
P7
60,3
Eutrófico
53,5
Mesotrófico
T1
62,4
Eutrófico
44,8
Ultraoligotrófico
T2
48,6
Oligotrófico
47,1
Ultraoligotrófico
T3
55,0
Mesotrófico
29,1
Ultraoligotrófico
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Ordenação Espacial das Variáveis Limnológicas
Foi utilizada a Análise de Componente Principal (ACP) para caracterizar e identificar os meses de
coleta de acordo com as variáveis limnológicas.
Os dois primeiros eixos da ACP explicaram 85% da variabilidade dos dados. As variáveis limnológicas
turbidez, fósforo total, sólidos totais, ferro dissolvido, oxigênio dissolvido, clorofila-a e nitrogênio
total foram agrupadas no mês de fevereiro de 2012, no segundo e terceiro quadrantes, enquanto
que o mês de junho foi agrupado com a condutividade elétrica da água. O pH da água foi separado
no quarto quadrante e agrupado com os meses de fevereiro e junho de 2012.
TURB, turbidez; Cond, condutividade; NT, nitrogênio total; DBO, demanda bioquímica de oxigênio; TA, temperatura da água; Clor,
clorofila-a; OD, oxigênio dissolvido; FT, fósforo total; ST, sólidos totais; Fe, ferro dissolvido.
Figura 4.1-144 - Análise de Componentes Principais dos resultados
obtidos em fevereiro (estrelas) e junho (círculos) de 2012.
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4.1 – Meio Físico
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4.1.9.2.1.2.2 -
Biológicos
Fitoplâncton
ƒ Composição e Riqueza
A partir da análise das amostras qualitativas e quantitativas da comunidade fitoplanctônica
coletadas em fevereiro e junho de 2012, no rio Meia Ponte e tributários foi verificada baixa
riqueza, sendo registrados 53 táxons em fevereiro de 2012 e 62 em junho de 2012 (Quadro
4.1-38),
que
estiveram
distribuídos
entre
dez
grupos
taxonômicos.
Bacillariophyceae
(diatomáceas) foi o grupo mais especioso, seguido de Cyanobacteria e Chlorophyceae em fevereiro
de 2012 e Bacillariophyceae, Chlorophyceae e Cyanobacteria em junho de 2012 (Figura 4.1-145).
Quadro 4.1-38 - Composição fitoplanctônica total nas estações de
água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte
e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
Grupos
fev/12
jun/12
Bacillariophyceae
21
20
Cyanobacteria
13
10
Chlorophyceae
11
17
Chrysophyceae
3
3
Euglenophyceae
1
5
Cryptophyceae
2
3
Zygnemaphyceae
1
2
Dinophyceae
1
0
OEDOGONIOPHYCEAE
0
1
XANTHOPHYCEAE
0
1
53
62
Total
fev/12
jun/12
Bacillariophyceae
Bacillariophyceae
Cyanobacteria
Cyanobacteria
Chlorophyceae
Chlorophyceae
Chrysophyceae
Chrysophyceae
Euglenophyceae
Euglenophyceae
Cryptophyceae
Cryptophyceae
Zygnemaphyceae
Zygnemaphyceae
Oedogoniophyceae
Dinophyceae
Xanthophyceae
Figura 4.1-145 - Composição fitoplanctônica nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
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260/313
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A ocorrência de Bacillariophyceae é comum em sistemas com maior velocidade de fluxo da água
e alta turbulência, como nos sistemas lóticos monitorados, o que promove a liberação desses
táxons epipélicos ou epifíticos dos substratos onde ficam aderidos ou associados. O
desenvolvimento das diatomáceas está estreitamente relacionado com o regime de mistura da
coluna de água (REYNOLDS et al., 2002) e por isso constituem componentes comuns do
potamoplâncton de rios e reservatórios brasileiros (BORGES et al., 2003; RODRIGUES et al., 2005;
TRAIN & RODRIGUES, 2004; TRAIN et al., 2005).
As cianobactérias constituem componentes naturais do fitoplâncton, contudo são reconhecidas
como um crítico problema no mundo todo por apresentarem táxons toxigênicos que podem
desenvolver florações em condições de disponibilidade de nutrientes (em especial nitrogênio e
fósforo), estabilidade da coluna d’ água e altas temperaturas (KÜIPER-GOODMAN et al., 1999,
CODD et al., 2005).
As clorofíceas são favorecidas por apresentarem alta variabilidade morfométrica, podendo se
desenvolver em diversos hábitats, desenvolvendo expressivas populações em condições de alta
disponibilidade de luz, fósforo solúvel reativo e mistura da coluna d’ água (HAPPEY-WOOD,
1988). Os demais grupos taxonômicos apresentaram baixa contribuição à biodiversidade
fitoplanctônica.
Os valores de riqueza de espécies (número de táxons por amostra) foram baixos em todas as
estações avaliadas no rio Meia Ponte e também em seus tributários, nos meses de fevereiro e
junho de 2012. O maior valor registrado em fevereiro foi em P2 (23 táxons) e nenhuma espécie
foi verificada em P4 (Quadro 4.1-39 e Figura 4.1-146). Assim como em fevereiro, em junho de
2012 o maior valor encontrado foi na estação P2 (43 táxons) (Quadro 4.1-40 e Figura 4.1-147).
Assim como verificado para a composição do fitoplâncton, os grupos com maior contribuição para
a
riqueza
de
espécies
dessa
comunidade
foram
Bacillariophyceae,
Cyanobacteria
e
Chlorophyceae em fevereiro de 2012. Em junho, a maior contribuição de riqueza de espécies foi
de Bacillariophyceae, Chlorophyceae e Cyanobacteria.
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
Técnico:
261/313
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Quadro 4.1-39 - Ocorrência dos táxons fitoplanctônicos nas estações monitorados,
no rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro de 2012.
Táxons
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
T1
T2
T3
BACILLARIOPHYCEAE
Achnanthidium minutissimum (Kütz.) Czarn.
x
Amphipleura sp.
x
Aulacoseira granulata var. granulata (Ehrenb.) Sim.
x
Discostella stelligera (Cleve e Grunow) Holk e Klee
x
x
x
x
x
Cyclotella sp.
x
Cymbella sp.
x
Eunotia sp.
x
Fragilaria sp.
x
Fragilaria sp1
x
Gyrosigma sp.
x
Gomphonema gracile Ehrenb.
x
Gomphonema sp.
x
Melosira varians Agard.
x
x
x
Navicula cryptocephala Kütz.
x
Nitzschia palea (Kütz.) W. Smith
x
x
Pinnularia sp.
x
x
x
Surirella sp.
x
x
Ulnaria ulna (Nitzsch.) Comp.
x
Urosolenia eriensis (H. L. Sm.) Round e Craw.
Pennales não identificada
x
x
x
Pennales não identificada 1
x
x
x
x
x
CYANOBACTERIA
Aphanizomenon sp.
x
Chroococcus sp.
x
Cyanodyction cf. imperfectum Cronberg e Weib.
Cylindrospermopsis sp.
x
x
Merismopedia tenuissima Lemmerm.
x
Microcystis sp.
x
Phormidium sp.
x
Planktolyngbya limnetica (Lemmerm.) Komárek-Legn. e Cronberg
x
Planktothrix agardhii (Gomont) Anagnost. & Komárek
x
Planktothrix sp.
x
Pseudanabaena moniliformis J.Komárek & H.Kling
Cyanobacteria não identificada
x
Phormidiaceae não identificada
Coordenador:
262/313
x
x
x
x
x
x
x
x
Técnico:
4.1 – Meio Físico
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Novembro de 2012 Rev. nº 00
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Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Táxons
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
T1
T2
T3
CHLOROPHYCEAE
Chlamydomonas sp.
x
Coelastrum reticulatum (Dang.) Senn.
x
Coelastrum sp.
x
Desmodesmus denticulatus (Lagerh.) An, T. Friedl, E. Hegew.
x
Dictyosphaerium elegans Bachm.
x
Dictyosphaerium pulchellum Wood
x
Micractinium pusillum Fres.
x
x
Monoraphidium komarkovae Nygaard
x
x
x
Monoraphidium minutum (Naegeli) Komárk. - Legn.
Monoraphidium tortile (W. e G.S. West) Komárk. - Legn.
x
x
x
Chlorococcales não identificada
x
CHRYSOPHYCEAE
Dinobryon divergens O. E. Imhof
x
Mallomonas sp.
x
Chrysophyceae não identificada
x
EUGLENOPHYCEAE
Phacus sp.
x
CRYPTOPHYCEAE
Cryptomonas marssonii Skuja
x
x
Cryptomonas sp.
x
x
x
ZYGNEMAPHYCEAE
Cosmarium sp.
x
DINOPHYCEAE
Peridinium sp.
x
RIQUEZA TOTAL
10
23
9
0
14
2
6
x
x
9
8
2
Figura 4.1-146 - Variação espacial da riqueza fitoplanctônica (número de táxons) nas estações
de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro de 2012.
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4.1 – Meio Físico
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Quadro 4.1-40 - Ocorrência dos táxons fitoplanctônicos nas estações monitorados,
no rio Meia Ponte e tributários, em junho de 2012.
Táxons
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
x
x
T1
T2
T3
BACILLARIOPHYCEAE
Achnanthes sp.
x
Achnanthidium minutissimum (Kütz.) Czarn.
x
Amphipleura lindheimeri Grunow
Aulacoseira ambigua var. ambigua fa. spiralis (Grunow) Sim.
x
Aulacoseira distans (Ehrenb.) Sim.
x
x
Aulacoseira granulata var. angustissima (O. Müller) Sim.
Aulacoseira granulata var. granulata (Ehrenb.) Sim.
x
Aulacoseira herzogii (Lemmerm.) Sim.
x
Aulacoseira sp.
x
x
x
x
x
x
x
x
Discostella stelligera (Cleve e Grunow) Holk e Klee
x
Discostella sp.
x
x
Cyclotella meneghiniana Kütz.
x
Cymbella sp.
x
Fragilaria capuccina Desm.
x
x
Fragilaria sp.
x
x
x
x
Frustulia sp.
x
Gyrosigma sp.
x
Gomphonema augur Ehrenb.
x
Gomphonema parvulum (Kütz.) Kütz.
x
Gomphonema sp.
x
x
Hydrosera whampoensis A.F.Schwarz.
Melosira varians Agard.
x
x
x
x
x
Navicula viridula (Kütz.) Ehrenb.
x
Navicula sp.
x
Navicula sp1
x
Nitzschia palea (Kütz.) W. Smith
x
x
x
x
x
x
x
x
Nitzschia tubicola Grunow
x
x
x
x
x
Pleurosira laevis
x
x
Synedra goulardii Bréb.
x
Synedra sp.
x
x
Surirella sp.
x
x
x
x
x
Surirela sp2
x
Surirela sp4
x
Terpsinoe musica C. G. Ehrenb.
x
x
Ulnaria ulna (Nitzsch.) Comp.
x
Pennales não identificada
264/313
x
x
Surirela sp3
Coordenador:
x
x
x
x
x
x
x
x
Técnico:
4.1 – Meio Físico
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Táxons
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
T1
T2
T3
CYANOBACTERIA
Chroococcus sp.
x
Cyanodiction sp.
x
Cyanodyction cf. imperfectum. Cronberg & Weib.
x
x
Cyanogranis ferruginea (Waw.) Hindák
x
Cylindrospermopsis raciborskii (Wolosz.) Seenayya & Subba Raju
x
Dolichospermum planctonicum (Brunnth.) Wacklin et al.
x
Komvophoron sp.
x
Merismopedia tenuissima Lemmerm.
x
x
Oscillatoria sp.
x
Planktolyngbya limnetica (Lemmerm.) Komárek-Legn. & Cronberg
x
Planktothrix agardhii (Gomont) Anagnost. & Komárek
x
Pseudanabaena limnetica (Lemmerm.) Komárek
x
Pseudoanabaena sp.
x
Oscillatoriales não identificada
x
x
CHLOROPHYCEAE
Actinastrum hantzschii. Lagerh.
x
Chlamydomonas sp.
x
Chlamydomonas sp1
x
x
x
x
x
x
x
Coelastrum indicum Turn.
x
Crucigenia tetrapedia (Kirch.) W. & G.S. West
x
Desmodesmus communis (E. Hegew.) E. Hegew.
x
Desmodesmus armatus (R.Chodat) E.Hegewald
x
Desmodesmus spinosus (Chodat) E.Hegewald
x
x
Dictyosphaerium pulchellum Wood
x
Dimorphococcus cordatus Wol. sensu Chodat
x
Eudorina elegans C. G. Ehrenb.
x
Eutetramorus fottii (Hindák) Komárek sensu Komárek
x
x
x
x
x
x
x
Hidrodiction sp.
x
Kirchneriella obesa (W. West) Schmid.
x
Kirchneriella sp.
x
Monoraphidium arcuatum (Korshikov) Hindák
x
Monoraphidium contortum (Thur.) Komárk. - Legn.
x
x
x
x
Nephrocytium lunatum W. West
x
x
Nephrocytium sp.
x
Oocystis solitaria Wittrock
x
Pediastrum simplex Mey. var. simplex
x
Scenedesmus acuminatus (Lagerh.) Chodat
x
Scenedesmus sp.
x
Tetrastrum sp.
x
Ulotrix sp.
x
CHRYSOPHYCEAE
Dinobryon bavaricum Imhof
x
Dinobryon divergens O. E. Imhof
x
Mallomonas sp.
x
Mallomonas sp1
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
x
x
Técnico:
265/313
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Táxons
P1
P2
P3
Euglena sp.
x
x
Euglena sp1
x
P4
P5
P6
P7
T1
T2
T3
EUGLENOPHYCEAE
x
Euglena acus Ehrenb.
x
Lepocinclis ovum (Ehrenb.) Lemmerm.
x
Phacus sp.
x
Trachelomonas cilyndrica Ehrenb.
x
Trachelomonas volvocinopsis Swir.
x
Trachelomonas sculpta Balech
x
x
Trachelomonas sp.
x
CRYPTOPHYCEAE
Cryptomonas curvata Ehrenb. Emend. Pen.
Cryptomonas marssonii Skuja
x
x
x
Cryptomonas sp.
x
x
x
x
x
x
x
ZYGNEMAPHYCEAE
Closterium lineatum Ehrenb. ex Ralfs
x
Closterium sp.
Cosmarium sp.
x
x
11
5
x
Cosmarium sp1
x
Spyrogira sp.
x
OEDOGONIOPHYCEAE
Oedogonium sp.
x
x
28
13
XANTHOPHYCEAE
Tetraedriella regularis (Kütz.) Fott
x
RIQUEZA TOTAL
13
43
14
20
8
20
Figura 4.1-147 - Variação espacial da riqueza fitoplanctônica (número de táxons) nas estações
de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em junho de 2012.
Coordenador:
266/313
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Densidade e Biovolume
Foram registrados baixos valores de densidade e biovolume do fitoplâncton nas estações
avaliadas no rio Meia Ponte e tributários, durante o período de estudo, os quais foram inferiores
a 300 ind.mL-1 e 0,5 mm³.L-1 em fevereiro de 2012 (Quadro 4.1-41 e Figura 4.1-148), exceto
quanto a densidade registrada em P2 (894 ind.mL-1). Em fevereiro de 2012, os valores médios de
densidade e biovolume foram 267,3 ± 303,6 ind.mL-1 (média ± DP) e 0,28 ± 0,28 mm³.L-1(média
± DP), respectivamente, e para ambos os atributos, os maiores valores foram registrados em P2
Figura 4.1-148 e Figura 4.1-151). Em junho de 2012, os valores de densidade e biovolume
foram menores, quando comparados com o mês de fevereiro de 2012. O maior valor de densidade
foi encontrado na estação T2 (628 ind.mL-1), seguido pela estação P2 (508 ind.mL-1) (Quadro
4.1-42 e Figura 4.1-150). Diferente do mês de fevereiro, não foram encontradas densidade do
fitoplâncton na estação T3. Em P4 foi observada uma densidade de 90 ind.mL-1 em junho de 2012
e 0 ind.mL-1 em fevereiro de 2012. O biovolume do fitoplâncton em junho de 2012 foi
apresentado no Quadro 4.1-41. Os valores também foram baixos e variaram de 0 mm³.L-1 (T3) a
0,3 mm³.L-1 (P2) (Figura 4.1-151). A média da densidade e do biovolume neste mês foi de 360
± 427 ind.mL-1 (média ± DP) e 0,12 ± 0,17 mm³.L-1(média ± DP).
Os baixos valores de densidade e biovolume obtidos neste estudo são, geralmente, verificados
em sistemas lóticos, devido ao fato da comunidade fitoplanctônica ser fortemente limitada pela
vazão e outras variáveis relacionadas à velocidade de fluxo da água, especialmente o transporte
de sólidos suspensos e a atenuação da luz (REYNOLDS, 1995; SALMASO & ZIGNIN, 2011,
RODRIGUES et al., 2009; BORGES et al., 2003; TRAIN & RODRIGUES, 2004).
Quanto a caracterização trófica utilizando-se os critérios propostos por Vollenweider (1968, apud
LIND et al., 1993) através do biovolume fitoplanctônico, os pontos monitorados no rio Meia Ponte
e tributários em fevereiro e junho de 2012, podem ser enquadrados como oligotróficos, com
valores de biovolume fitoplanctônico abaixo de 1 mm³.L-1.
Cyanobacteria foi o grupo que apresentou o maior valor de densidade (P2) em fevereiro de 2012
e
esteve
representado
principalmente
pelas
espécies
Pseudanabaena
moniliformis,
Planktolyngbya limnetica, Cyanodyction cf. imperfectum e Merismopedia tenuissima. A
ocorrência de espécies deste grupo em qualquer corpo hídrico é preocupante, pois as florações
destas algas têm aumentado nos sistemas aquáticos brasileiros, como resultado da eutrofização,
acarretando prejuízos ecológicos, econômicos e sanitários (MCGREGOR & FABBRO, 2005). No
entanto, ressalta-se que tais valores foram inferiores ao limite preconizado pela Resolução
CONAMA no 357/2005 para águas de Classe 2, como é o caso. Em junho de 2012, as densidades de
cianobactáerias também atenderam a Resolução CONAMA no 357/2005, contudo, os maiores
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
Técnico:
267/313
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
valores de densidade registrados em P2 foi de Clorophyceae. Neste mês, maiores valores de
densidade de cianobactérias foram obtidos no ribeirão Boa Vista do Riacho (T2), sendo
representado unicamente pela espécie Cyanodyction sp.
As bacilariofíceas, componentes comuns do plâncton de rios, as quais possuem adaptações para
se desenvolverem em sistemas lóticos e turvos (REYNOLDS et al., 2002; PADISÁK et al., 2009;
RODRIGUES et al., 2009) apresentaram importante contribuição aos valores de densidade e
biovolume do fitoplâncton no rio Meia Ponte, especialmente em P1, P5, P6 e P7 e nos tributários
T1 e T3 em fevereiro de 2012. No mês de junho de 2012 as bacilariofíceas contribuíram,
principalmente, para os valores de densidade e biovolume nas estações P1, P2, P4, P5, P6 e P7,
localizadas no rio Meia Ponte e T1 no encontro do rio Dourados com o rio Meia Ponte.
Quadro 4.1-41 - Valores de densidade do fitoplâncton nas estações monitorados,
no rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro de 2012.
Táxons
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
27
27
T1
T2
T3
BACILLARIOPHYCEAE
Achnanthidium minutissimum (Kütz.) Czarn.
27
Aulacoseira granulata var. granulata (Ehrenb.) Sim.
Discostella stelligera (Cleve e Grunow) Holk e Klee
28
Cyclotella sp.
1
Fragilaria sp.
9
Gomphonema gracile Ehrenb.
9
Gomphonema sp.
9
27
Navicula cryptocephala Kütz.
18
Nitzschia palea (Kütz.) W. Smith
54
27
Pinnularia sp.
27
1
1
Surirella sp.
27
Urosolenia eriensis (H. L. Sm.) Round e Craw.
Pennales não identificada
27
63
Pennales não identificada 1
28
1
9
27
27
CYANOBACTERIA
Aphanizomenon sp.
28
Cyanodyction cf. imperfectum Cronberg e Weib.
111
Cylindrospermopsis sp.
9
Merismopedia tenuissima Lemmerm.
55
Microcystis sp.
1
Phormidium sp.
45
Planktolyngbya limnetica (Lemmerm.) Komárek-Legn. e
Cronberg
111
Planktothrix agardhii (Gomont) Anagnost. & Komárek
1
Planktothrix sp.
27
Pseudanabaena moniliformis J.Komárek & H.Kling
Cyanobacteria não identificada
Coordenador:
268/313
18
277
27
28
27
27
27
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Táxons
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
T1
T2
T3
CHLOROPHYCEAE
Chlamydomonas sp.
28
Coelastrum sp.
1
Desmodesmus denticulatus (Lagerh.) An, T. Friedl, E. Hegew.
1
Dictyosphaerium elegans Bachm.
55
Dictyosphaerium pulchellum Wood
27
Micractinium pusillum Fres.
55
27
Monoraphidium komarkovae Nygaard
1
27
27
Monoraphidium minutum (Naegeli) Komárk. - Legn.
27
Monoraphidium tortile (W. e G.S. West) Komárk. - Legn.
27
9
CHRYSOPHYCEAE
Dinobryon divergens O. E. Imhof
28
Mallomonas sp.
18
Chrysophyceae não identificada
28
EUGLENOPHYCEAE
Phacus sp.
18
CRYPTOPHYCEAE
Cryptomonas marssonii Skuja
54
28
Cryptomonas sp.
54
108
27
ZYGNEMAPHYCEAE
Cosmarium sp.
1
DINOPHYCEAE
Peridinium sp.
DENSIDADE TOTAL
297
894
190
0
245
54
108
27
9
162
72
10
Figura 4.1-148 - Variação espacial da densidade fitoplanctônica nas estações
de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro de 2012.
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
Técnico:
269/313
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Quadro 4.1-42 - Valores de densidade do fitoplâncton nas estaçõesmonitorados,
no rio Meia Ponte e tributários, em junho de 2012.
Táxons
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
T1
T2
T3
BACILLARIOPHYCEAE
Achnanthes sp.
9
Achnanthidium minutissimum (Kütz.) Czarn.
9
Aulacoseira distans (Ehrenb.) Sim.
18
Aulacoseira granulata var. granulata (Ehrenb.) Sim.
9
Aulacoseira herzogii (Lemmerm.) Sim.
18
9
Aulacoseira sp.
1
1
Discostella stelligera (Cleve e Grunow) Holk e Klee
9
Discostella sp.
9
36
Cymbella sp.
9
Fragilaria sp.
1
9
Gomphonema parvulum (Kütz.) Kütz.
9
Gomphonema sp.
9
Navicula viridula (Kütz.) Ehrenb.
18
9
Navicula sp.
9
9
Navicula sp1
9
18
9
1
9
Nitzschia palea (Kütz.) W. Smith
9
Synedra goulardii Bréb.
9
27
9
1
Synedra sp.
9
Surirela sp3
1
Pennales não identificada
18
9
9
9
18
CYANOBACTERIA
Chroococcus sp.
9
Cyanodiction sp.
627
Cyanodyction cf. imperfectum Cronberg e Weib.
1
9
Cyanogranis ferruginea (Waw.) Hindák
9
Cylindrospermopsis raciborskii (Wolosz.) Seenayya & Subba Raju
9
Merismopedia tenuissima Lemmerm.
9
45
Planktolyngbya limnetica (Lemmerm.) Komárek-Legn. e Cronberg
9
Pseudanabaena limnetica (Lemmerm.) Komárek
18
Pseudoanabaena sp.
27
Oscillatoriales não identificada
9
9
CHLOROPHYCEAE
Actinastrum hantzschii Lagerh.
9
Chlamydomonas sp.
63
Chlamydomonas sp1
1
Crucigenia tetrapedia (Kirch.) W. e G.S. West
27
Desmodesmus communis (E. Hegew.) E. Hegew.
Desmodesmus spinosus (Chodat) E.Hegewald
18
36
9
9
9
9
9
9
Eudorina elegans C. G. Ehrenb.
9
Eutetramorus fottii (Hindák) Komárek sensu Komárek
9
Kirchneriella sp.
36
Monoraphidium arcuatum (Korshikov) Hindák
270/313
9
9
Dictyosphaerium pulchellum Wood
Coordenador:
9
18
9
9
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Táxons
Monoraphidium contortum (Thur.) Komárk. - Legn.
P1
P2
9
9
P3
P4
P5
P6
P7
9
9
Nephrocytium lunatum W. West
T1
T2
T3
9
Nephrocytium sp.
9
Scenedesmus acuminatus (Lagerh.) Chodat
1
Scenedesmus sp.
9
Tetrastrum sp.
9
CHRYSOPHYCEAE
Dinobryon bavaricum Imhof
9
Dinobryon divergens O. E. Imhof
9
Mallomonas sp.
9
EUGLENOPHYCEAE
Euglena sp.
27
Lepocinclis ovum (Ehrenb.) Lemmerm.
9
Phacus sp.
9
1
Trachelomonas volvocinopsis Swir.
9
Trachelomonas sculpta Balech
1
CRYPTOPHYCEAE
Cryptomonas curvata Ehrenb. Emend. Pen.
9
Cryptomonas marssonii Skuja
9
9
Cryptomonas sp.
18
9
18
28
27
9
9
ZYGNEMAPHYCEAE
Closterium sp.
1
Cosmarium sp.
1
DENSIDADE TOTAL
83
508
93
90
63
100
172
55
638
0
Figura 4.1-149 - Variação espacial da densidade fitoplanctônica nas estações
de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em junho de 2012.
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
Técnico:
271/313
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Quadro 4.1-43 - Biovolume do fitoplâncton nas estações de amostragem de água superficial do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro de 2012.
Táxons
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
T1
T2
T3
Achnanthes sp.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Achnanthidium minutissimum (Kütz.) Czarn.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.002
0.000
0.000
Aulacoseira distans (Ehrenb.) Sim.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Aulacoseira granulata var. granulata (Ehrenb.) Sim.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.118
0.118
0.000
0.000
0.000
Aulacoseira herzogii (Lemmerm.) Sim.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Aulacoseira sp.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Discostella stelligera (Cleve e Grunow) Holk e Klee
0.000
0.006
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Discostella sp.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Cyclotella sp.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Cymbella sp.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Fragilaria sp.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.014
Gomphonema gracile Ehrenb.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.002
0.000
Gomphonema parvulum (Kütz.) Kütz.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Gomphonema sp.
0.002
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.006
0.000
0.000
Navicula cryptocephala Kütz.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.004
0.000
Navicula viridula (Kütz.) Ehrenb.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Navicula sp.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Nitzschia palea (Kütz.) W. Smith
0.006
0.000
0.003
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.003
0.000
Pinnularia sp.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.001
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Synedra goulardii Bréb.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Synedra sp.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Surirella sp.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.098
0.000
0.000
Urosolenia eriensis (H. L. Sm.) Round e Craw.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.054
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Pennales não identificada
0.011
0.005
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.002
0.000
Pennales não identificada 1
0.000
0.000
0.010
0.000
0.000
0.010
0.000
0.000
0.000
0.000
BACILLARIOPHYCEAE
Coordenador:
272/313
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
T1
T2
T3
CYANOBACTERIA
Táxons
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Aphanizomenon sp.
0.000
0.076
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Chroococcus sp.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Cyanodiction sp.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Cyanodyction cf. imperfectum Cronberg e Weib.
0.000
0.056
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Cyanogranis ferruginea (Waw.) Hindák
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Cylindrospermopsis raciborskii (Wolosz.) Seenayya & Subba Raju
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Cylindrospermopsis sp.
0.023
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Merismopedia tenuissima Lemmerm.
0.000
0.007
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Microcystis sp.
0.000
0.001
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Planktolyngbya limnetica (Lemmerm.) Komárek-Legn. e Cronberg
0.000
0.023
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Planktothrix agardhii (Gomont) Anagnost. & Komárek
0.000
0.003
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Planktothrix sp.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.059
0.000
0.059
0.000
0.000
0.000
Pseudanabaena limnetica (Lemmerm.) Komárek
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Pseudanabaena moniliformis J.Komárek & H.Kling
0.000
0.144
0.000
0.000
0.014
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Pseudoanabaena sp.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Cyanobacteria não identificada
0.003
0.004
0.000
0.000
0.004
0.000
0.004
0.000
0.000
0.000
Oscillatoriales não identificada
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
CHLOROPHYCEAE
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Actinastrum hantzschii Lagerh.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Chlamydomonas sp.
0.000
0.002
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Chlamydomonas sp1
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Coelastrum sp.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Crucigenia tetrapedia (Kirch.) W. e G.S. West
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Desmodesmus communis (E. Hegew.) E. Hegew.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Desmodesmus denticulatus (Lagerh.) An, T. Friedl, E. Hegew.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Desmodesmus spinosus (Chodat) E.Hegewald
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Dictyosphaerium elegans Bachm.
0.000
0.047
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Dictyosphaerium pulchellum Wood
0.000
0.000
0.042
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
Técnico:
273/313
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Táxons
Coordenador:
274/313
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
T1
T2
T3
Eudorina elegans C. G. Ehrenb.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Eutetramorus fottii (Hindák) Komárek sensu Komárek
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Micractinium pusillum Fres.
0.000
0.035
0.017
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Monoraphidium arcuatum (Korshikov) Hindák
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Monoraphidium contortum (Thur.) Komárk. - Legn.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Monoraphidium komarkovae Nygaard
0.000
0.000
0.002
0.000
0.000
0.000
0.000
0.002
0.000
0.000
Monoraphidium minutum (Naegeli) Komárk. - Legn.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.001
0.000
0.001
0.000
0.000
0.000
Monoraphidium tortile (W. e G.S. West) Komárk. - Legn.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Nephrocytium lunatum W. West
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Nephrocytium sp.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Scenedesmus acuminatus (Lagerh.) Chodat
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Scenedesmus sp.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
CHRYSOPHYCEAE
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Dinobryon divergens O. E. Imhof
0.000
0.043
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Mallomonas sp.
0.010
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Chrysophyceae não identificada
0.000
0.027
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
EUGLENOPHYCEAE
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Euglena sp.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Lepocinclis ovum (Ehrenb.) Lemmerm.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Phacus sp.
0.011
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Trachelomonas volvocinopsis Swir.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Trachelomonas sculpta Balech
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
CRYPTOPHYCEAE
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Cryptomonas curvata Ehrenb. Emend. Pen.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Cryptomonas marssonii Skuja
0.011
0.006
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Cryptomonas sp.
0.000
0.000
0.019
0.000
0.038
0.000
0.000
0.010
0.000
0.000
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
T1
T2
T3
ZYGNEMAPHYCEAE
Táxons
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Closterium sp.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Cosmarium sp.
0.000
0.005
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
DINOPHYCEAE
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Peridinium sp.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.188
0.063
0.000
BIOVOLUME TOTAL
0.08
0.49
0.09
0.00
0.17
0.13
0.18
0.31
0.07
0.01
Figura 4.1-150 - Variação espacial do biovolume fitoplanctônico nas estações
de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro de 2012.
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
Técnico:
275/313
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Quadro 4.1-44 – Biovolume do fitoplâncton nas estações de amostragem de água superficial do rio Meia Ponte e tributários, em junho de 2012.
Táxons
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
T1
T2
T3
Achnanthes sp.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Achnanthidium minutissimum (Kütz.) Czarn.
0.000
0.000
0.001
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Aulacoseira distans (Ehrenb.) Sim.
0.000
0.002
0.000
0.002
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Aulacoseira granulata var. granulata (Ehrenb.) Sim.
0.000
0.039
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Aulacoseira herzogii (Lemmerm.) Sim.
0.000
0.005
0.000
0.000
0.000
0.000
0.001
0.000
0.000
0.000
Aulacoseira sp.
0.001
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Discostella stelligera (Cleve e Grunow) Holk e Klee
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.002
0.002
0.000
0.000
0.000
Discostella sp.
0.000
0.003
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Cyclotella sp.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Cymbella sp.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.003
0.000
0.000
Fragilaria sp.
0.000
0.002
0.000
0.000
0.000
0.014
0.000
0.000
0.000
0.000
Gomphonema gracile Ehrenb.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Gomphonema parvulum (Kütz.) Kütz.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.002
0.000
0.000
0.000
Gomphonema sp.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.002
0.004
0.000
0.000
Navicula cryptocephala Kütz.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Navicula viridula (Kütz.) Ehrenb.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.003
0.000
0.000
0.000
Navicula sp.
0.003
0.003
0.000
0.000
0.003
0.000
0.005
0.003
0.000
0.000
Nitzschia palea (Kütz.) W. Smith
0.000
0.001
0.000
0.001
0.000
0.000
0.003
0.000
0.001
0.000
Pinnularia sp.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Synedra goulardii Bréb.
0.000
0.000
0.003
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Synedra sp.
0.027
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Surirella sp.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Urosolenia eriensis (H. L. Sm.) Round e Craw.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Pennales não identificada
0.003
0.002
0.002
0.002
0.000
0.000
0.003
0.000
0.000
0.000
Pennales não identificada 1
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
BACILLARIOPHYCEAE
Coordenador:
276/313
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
T1
T2
T3
CYANOBACTERIA
Táxons
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Aphanizomenon sp.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Chroococcus sp.
0.000
0.000
0.000
0.002
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Cyanodiction sp.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.023
0.000
Cyanodyction cf. imperfectum Cronberg e Weib.
0.001
0.005
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Cyanogranis ferruginea (Waw.) Hindák
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Cylindrospermopsis raciborskii (Wolosz.) Seenayya & Subba Raju
0.000
0.023
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Cylindrospermopsis sp.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Merismopedia tenuissima Lemmerm.
0.001
0.006
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Microcystis sp.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Planktolyngbya limnetica (Lemmerm.) Komárek-Legn. e Cronberg
0.000
0.000
0.002
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Planktothrix agardhii (Gomont) Anagnost. & Komárek
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Planktothrix sp.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Pseudanabaena limnetica (Lemmerm.) Komárek
0.000
0.009
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Pseudanabaena moniliformis J.Komárek & H.Kling
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Pseudoanabaena sp.
0.000
0.014
0.005
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Cyanobacteria não identificada
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Oscillatoriales não identificada
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
CHLOROPHYCEAE
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Actinastrum hantzschii Lagerh.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Chlamydomonas sp.
0.000
0.005
0.001
0.000
0.003
0.001
0.001
0.001
0.000
0.000
Chlamydomonas sp1
0.000
0.000
0.000
0.001
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Coelastrum sp.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Crucigenia tetrapedia (Kirch.) W. e G.S. West
0.000
0.005
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Desmodesmus communis (E. Hegew.) E. Hegew.
0.001
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Desmodesmus denticulatus (Lagerh.) An, T. Friedl, E. Hegew.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Desmodesmus spinosus (Chodat) E.Hegewald
0.000
0.004
0.000
0.000
0.000
0.004
0.000
0.000
0.000
0.000
Dictyosphaerium elegans Bachm.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
Técnico:
277/313
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Táxons
Coordenador:
278/313
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
T1
T2
T3
Dictyosphaerium pulchellum Wood
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.014
0.014
0.000
0.000
Eudorina elegans C. G. Ehrenb.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.049
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Eutetramorus fottii (Hindák) Komárek sensu Komárek
0.000
0.006
0.011
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Micractinium pusillum Fres.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Monoraphidium arcuatum (Korshikov) Hindák
0.000
0.000
0.001
0.000
0.000
0.001
0.000
0.000
0.000
0.000
Monoraphidium contortum (Thur.) Komárk. - Legn.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Monoraphidium komarkovae Nygaard
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Monoraphidium minutum (Naegeli) Komárk. - Legn.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Monoraphidium tortile (W. e G.S. West) Komárk. - Legn.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Nephrocytium lunatum W. West
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.005
0.000
0.000
0.000
Nephrocytium sp.
0.000
0.005
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Scenedesmus acuminatus (Lagerh.) Chodat
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Scenedesmus sp.
0.000
0.001
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
CHRYSOPHYCEAE
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Dinobryon divergens O. E. Imhof
0.000
0.014
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Mallomonas sp.
0.000
0.000
0.000
0.005
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Chrysophyceae não identificada
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
EUGLENOPHYCEAE
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Euglena sp.
0.000
0.028
0.001
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Lepocinclis ovum (Ehrenb.) Lemmerm.
0.000
0.070
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Phacus sp.
0.000
0.006
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Trachelomonas volvocinopsis Swir.
0.000
0.000
0.000
0.017
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Trachelomonas sculpta Balech
0.000
0.000
0.002
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
CRYPTOPHYCEAE
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Cryptomonas curvata Ehrenb. Emend. Pen.
0.000
0.032
0.000
0.000
0.000
0.032
0.000
0.000
0.000
0.000
Cryptomonas marssonii Skuja
0.002
0.000
0.000
0.004
0.002
0.006
0.006
0.000
0.000
0.000
Cryptomonas sp.
0.000
0.006
0.000
0.000
0.000
0.003
0.003
0.000
0.000
0.000
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
T1
T2
T3
ZYGNEMAPHYCEAE
Táxons
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Closterium sp.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.004
0.000
Cosmarium sp.
0.000
0.005
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
DINOPHYCEAE
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
Peridinium sp.
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
0.000
BIOVOLUME TOTAL
0.04
0.30
0.03
0.03
0.06
0.06
0.05
0.02
0.03
0.00
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
Técnico:
279/313
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Figura 4.1-151 - Variação espacial do biovolume fitoplanctônico nas estações
de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em junho de 2012.
Zooplâncton
ƒ Riqueza
A análise qualitativa das amostras zooplanctônicas, tomadas em fevereiro de 2012, na área do
EIBH Meia Ponte, revelou a ocorrência de 49 espécies. Entre os quatro grupos considerados,
destacaram-se os rotíferos e protozoários testáceos, com 20 espécies cada, seguidos por
cladóceros com 7 espécies e copépodes com 2 espécies. No mês de junho ocorreram 32 espécies,
sendo que se destacaram os grupos de rotíferos e protozoários testáceos, com 15 e 12 espécies,
respectivamente, seguidos por 3 espécies de copépodes e 2 de cladóceros (Quadro 4.1-44 e
Figura 4.1-152).
Quadro 4.1-45 - Composição zooplanctônica total nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
Grupos
280/314
jun/12
Testáceos
20
15
Rotíferos
20
12
Cladóceros
7
2
Copépodos
2
3
49
32
Total
Coordenador:
fev/12
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
fev/12
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
jun/12
Testáceos
Rotíferos
Cladóceros
Copépodos
Figura 4.1-152 - Composição zooplanctônica nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
Em reservatórios observa-se, em geral, o predomínio de rotíferos, tanto em termos de riqueza de
espécies como abundância (LOPES et al., 1997; LANSAC-TÔHA et al., 1999, 2005; NOGUEIRA,
2001; SAMPAIO et al., 2002; VELHO et al., 2005). No entanto, em estudos realizados em
ambientes lóticos, ou aqueles que incluem as áreas lóticas de montante e jusante do
reservatório, bem como seus tributários, a participação de protozoários testáceos na estrutura
da comunidade zooplanctônica pode ser muito mais expressiva, tanto em termos de número de
espécies como de abundância (LANSAC-TÔHA et al., 1999, 2005; VELHO et al., 2005).
Nas amostras tomadas no primeiro período de amostragem (fevereiro de 2012), os protozoários
testáceos, ou tecamebas, estiveram representados por 6 famílias, destacando-se as famílias
Arcellidae (8 espécies), Centropyxidae (5 espécies) e Difflugiidae (3 espécies) Quadro 4.1-46 e
Figura 4.1-153). No segundo período (junho de 2012), assim como em fevereiro de 2012, os
protozoários testáceos, ou tecamebas, estiveram representados por 6 famílias, destacando-se as
famílias Arcellidae (4 espécies), Centropyxidae (5 espécies) e Difflugiidae (3 espécies) (Quadro
4.1-47 e Figura 4.1-154). O predomínio destas famílias, em termos de número de táxons, tem
sido observado como um padrão recorrente em diferentes ambientes aquáticos dulcícolas, tanto
no plâncton, sedimento e vegetação litorânea de diferentes ambientes como lagos, rios e
reservatórios (VELHO et al., 1999; LANSAC-TÔHA et al., 2004).
Entre os rotíferos, foram registradas 9 famílias em fevereiro e junho de 2012, sendo as mais
representativas as famílias Brachionidae e Lecanidae (Quadro 4.1-46), famílias estas
frequentemente registrada entre as mais especiosas entre os rotíferos, em ambientes dulcícolas
tropicais (LANSAC-TÔHA et al.,2004).
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
Técnico:
281/314
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Entre os microcrustáceos, os cladóceros estiveram representados por 4 famílias em fevereiro de
2012, sendo 3 delas amplamente planctônicas, enquanto que uma, a mais especiosa, é
constituída por espécies preferencialmente litorâneas e bentônicas, a família Chydoridae. Em
junho de 2012 os cladóceros foram representados por 2 famílias, sendo a Bosminidae
amplamente planctônica. Os copépodes estiveram representados pelas famílias Cyclopidae e
Diaptomidae, ambas representadas por apenas uma espécie nos dois meses avaliados.
Quadro 4.1-46 - Riqueza zooplanctônica nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro de 2012.
Grupo
Testaceos
Família
Arcellidae
Espécies/Pontos
Arcella arenaria
P1
P2
X
X
Arcella catinus
P3
P4
X
P5
P6
P7
X
X
T1
T2
X
Arcella costata
X
Arcella dentata
Arcella discoides
X
X
X
X
X
X
Arcella hemisphaerica
X
Arcella megastoma
Centropyxidae
Arcella mitrata
X
Centropyxis aculeata
X
X
Centropyxis constricta
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
Centropyxis hirsuta
Difflugiidae
X
X
Centropyxis discoides
Centropyxis ecornis
X
X
X
X
X
X
X
X
X
Difflugia acuminata
X
Difflugia corona
X
Protocucurbitella coroniformis
X
Lesquereusiidae
Lesquereusia spiralis
Plagiopyxidae
Hoogenraadia sp.
X
X
Plagiopyxis callida
Rotíferos
Trigonopyxidae
Cyclopyxis kAhli
Brachionidae
Brachionus angularis
X
X
X
X
Brachionus mirus
X
Keratella tropica
X
X
X
Plationus patulus patulus
X
Platyias quadricornis quadricornis
X
Lecane bulla
Lecane cf. unguitata
Coordenador:
282/314
X
X
X
X
X
X
X
X
Lecane luna
Lecane quadridentata
X
X
Plationus patulus macrachantus
Lecanidae
X
X
Brachionus falcatus
Euchlanis dilatata
X
X
Brachionus dolabratus
Euchlanidae
T3
X
X
X
X
X
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
Grupo
Família
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Espécies/Pontos
P1
Lepadellidae
Colurella sp.
X
Notomatidae
Cephalodella sp.
X
Philodinidae
Bdelloidea
X
Testudinellidae
Testudinella patina patina
X
Trochosphaeridae
Filinia longiseta
Trichotriidae
Macrochaetus sericus
P2
P3
X
X
X
Bosminidae
P6
X
X
P7
T1
T2
X
X
X
Bosmina hagmanni
X
X
Alona cf. eximia
X
Alonella sp.
X
X
Chydorus sp.
Copépodes
X
Daphniidae
Ceriodaphnia cornuta
Moinidae
Moina minuta
Cyclopidae
Náuplio de Cyclopoida
X
X
X
Copepodito de Cyclopoida
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
Náuplio de Calanoida
X
Copepodito de Calanoida
X
Notodiaptomus sp.
X
X
14
13
RIQUEZA TOTAL
X
X
Thermocyclops decipiens
Diaptomidae
T3
X
Bosminopsis deitersi
Chydoridae
P5
X
Trichotria tetractis
Cladóceros
P4
19
X
X
19
16
X
10
10
7
7
13
Figura 4.1-153 - Variação espacial da riqueza zooplanctônica nas estações de água
superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro de 2012.
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
Técnico:
283/314
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Quadro 4.1-47 - Riqueza zooplanctônica nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em junho de 2012.
Grupo
Testaceos
Família
Arcellidae
Espécies / Pontos
P1
P2
P3
P4
P5
Arcella artocrea
P6
P7
X
T1
X
Arcella dentata
Arcella discoides
X
X
X
X
X
X
X
X
Centropyxis aculeata
X
X
Centropyxis discoides
X
X
Centropyxis ecornis
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
Difflugia echinulata
X
Difflugia gramen
X
Difflugia sp.
X
Plagiopyxidae
Plagiopyxis sp.
X
Phryganellidae
Phryganella dissimulatoris
X
Trigonopyxidae
Cyclopyxis kAhli
Brachionidae
Brachionus caudatus
X
X
X
X
X
X
X
X
X
Dicranophoridae
Dicranophorus sp.
X
Epiphanidae
Epiphanis sp.
X
Lecanidae
Lecane cornuta
X
X
Lecane lunaris
X
Lecane papuana
Cladóceros
Copépodes
X
Lepadellidae
Lepadella ovalis
Mytillinidae
Mytillina cf. ventralis
Notomatidae
Cephalodella sp.
X
Notommata sp.
X
Philodinidae
Bdelloidea
X
Sinchaetidae
Sinchaeta pectinata
Bosminidae
Bosmina hagmanni
Chydoridae
Niczmirnovilus fitizpaltricki
Cyclopidae
náuplio de Cyclopoida
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
Coordenador:
284/314
X
X
X
X
X
náuplio de Calanoida
X
copepodito de Calanoida
X
Notodiaptomus amazonicus
X
RIQUEZA TOTAL
X
X
Eucyclops sp.
Diaptomidae
X
X
X
copepodito de Cyclopoida
Thermocyclops minutus
X
X
Brachionus dolabratus
Platyias quadricornis quadricornis
X
X
Centropyxis spinosa
Rotíferos
X
X
Centropyxis platystoma
Difflugiidae
T3
X
Arcella hemisphaerica
Centropyxidae
T2
11
14
X
7
12
11
7
8
5
16
9
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
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Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Figura 4.1-154 - Variação espacial da riqueza zooplanctônica nas estações de água
superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em junho de 2012.
Densidade
Em relação à densidade do zooplâncton, os valores registrados no primeiro período de
amostragem, foram reduzidos e bastante variáveis, flutuando entre 203 (T2) e 1970 (P1)
indivíduos/m³, com média de 962 ± 668,3 indivíduos/m³ (média ± DP) para a área de estudo
(Quadro 4.1-46 e Quadro 4.1-47). Em junho de 2012, os valores de densidade oscilaram entre
41 (T1) e 2564 (P2) indivíduos/m³, com média de 363 ± 776,7 indivíduos/m³ (média ± DP)
(Quadro 4.1-49 e Figura 4.1-156). No geral, maiores valores de densidade estiveram presentes
no mês de fevereiro, mas o alto valor encontrado em P2 sobrepujou a média do mês de junho.
Maiores valores de densidade em fevereiro foram registrados em estações localizadas no rio Meia
Ponte, sendo observado um decréscimo longitudinal nos valores de densidade desde o ponto P1
até o ponto P7, de forma que as estações P6 e P7, juntamente com as estações localizadas nos
tributários, apresentaram os menores valores de densidade (Figura 4.1-155). No mês de junho,
os valores de densidade foram semelhantes em todas as estações de coleta (< 500
indivíduos/m³), com exceção da estação P2, que apresentou o maior valor (Figura 4.1-156).
Com isso, verifica-se um padrão diferente para as estações P1, P3, P4 e P5 em relação ao mês de
fevereiro.
Os
resultados
de
fevereiro
podem
evidenciar
uma
forte
heterogeneidade
hidrodinâmica no rio Meia Ponte, além disso, a maior densidade do zooplâncton em P2 pode
estar associada aos maiores valores de densidade fitoplanctônica. A velocidade de corrente é um
dos principais fatores limitantes da densidade do zooplâncton, tendo em vista que, sob condições
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
Técnico:
285/314
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Novembro de 2012 Rev. nº 00
de elevado fluxo, a taxa de exportação dos organismos, rio abaixo, é mais elevada que a entrada
de indivíduos na população, existindo assim uma relação significativa e negativa entre a
velocidade de corrente e a densidade do zooplâncton (LAYR & REYES-MARCHANT, 1997).
A contribuição dos diferentes grupos para a densidade total do zooplâncton foi também bem
variável, de forma que os protozoários testáceos foram os mais abundantes na maioria dos pontos
de amostragem nos dois períodos, mas rotíferos predominaram nos pontos P1 em fevereiro, P2
em fevereiro e junho e P4 em junho de 2012. Copépodes foram os mais abundantes no ponto P4
em fevereiro.
A dominância dos diferentes grupos no zooplâncton fornece, em geral, uma boa ideia das
condições hidrodinâmicas vigentes nas áreas amostradas. Assim, estudos têm evidenciado que a
dominância de microcrustáceos, especialmente grandes cladóceros e copépodes diaptomídeos,
organismos com ciclos de vida mais longos, caracterizam ambientes com elevado tempo de
residência da água, enquanto que a dominância de rotíferos, que apresentam, em geral, curto
ciclo de vida, é um indicativo de um maior tempo de renovação da água (LAYR & REYESMARCHANT, 1997; KOBAYASHI et al., 1998; HENRY & NOGUEIRA,1999; BARANYI et al. 2002;
LANSAC-TÔHA et al., 2005). O predomino de protozoários testáceos na coluna de água,
organismos típicos da região litorânea e sedimento, evidenciam, por outro lado, uma elevada
velocidade de corrente na região amostrada, condição esta que limita o desenvolvimento de
populações planctônicas e introduzem um grande número de espécies de outros compartimentos
para o compartimento planctônico (LANSAC-TÔHA et al., 2005; VELHO et al., 2005). Em relação à
contribuição das diferentes espécies para a densidade do zooplâncton, os protozoários testáceos,
predominantes na maioria dos pontos de amostragem, estiveram representados especialmente
pelas espécies Centropyxis aculeata, C. ecornis, Arcella discoides e Cyclopyxis kAhli em
fevereiro e por Centropyxis aculeata em junho.
Entre os rotíferos, especialmente abundantes nos pontos P1 e P2, destacaram-se as espécies
Testudinella patina e Lecane quadridentata, essencialmente no ponto P1, e especialmente os
bdelóideos, muito abundantes nos pontos P1 e P2 em fevereiro de 2012. Em junho, na estação P2
os bdelóideos também foram muito abundantes.
Os cladóceros estiveram melhor representados nos pontos P1 e P4 em fevereiro de 2012, com
destaque para as espécies planctônicas Bosminopsis deitersi e Moina minuta, apesar das
reduzidas densidades e, portanto, reduzidas diferenças de abundância entre as espécies. Em
junho, os cladóceros foram melhor representados pela espécie Niczmirnovilus fitizpaltricki nas
estações P5 e T3, apesar da reduzida densidade.
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286/314
Técnico:
4.1 – Meio Físico
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Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Entre os copépodes constatou-se o predomínio de suas formas jovens (náuplios e copepoditos),
principalmente da família Cyclopidae nos dois meses estudados. A dominância de náuplios e
copepoditos em relação aos adultos é frequentemente registrada em reservatórios brasileiros
(CABIANCA & SENDACZ, 1985; LANSAC-TÔHA et al., 1999; SERAFIM JR, 2002; LANSAC-TÔHA et al.,
2005, VELHO et al., 2005). A produção de um grande número de formas larvais pode ser
considerada como uma estratégia reprodutiva do grupo (CABIANCA & SENDACZ, 1985).
Entre os adultos, destacaram-se também os ciclopídeos, sendo observada a ocorrência de apenas
uma espécie, Thermocyclops decipiens, e apenas no ponto P4 em fevereiro. T. decipiens tem sido
considerada uma espécie típica de ambientes enriquecidos com nutrientes (SAMPAIO et al., 2002).
Quadro 4.1-48 - Densidade de espécies (ind.m-3) nas estações de amostragem
de água superficial do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro de 2012.
Família
Espécies/Pontos
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
T1
T2
T3
Arcella arenaria
80
1
0
0
0
40
40
0
0
0
Arcella catinus
0
0
40
0
40
0
0
0
0
0
Arcella costata
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1
Gruopo: Testaceos
Arcellidae
Arcella dentata
0
0
0
0
0
0
0
0
0
80
160
40
0
0
0
0
1
40
0
40
Arcella hemisphaerica
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1
Arcella megastoma
0
0
40
1
1
0
1
0
0
0
Arcella discoides
Centropyxidae
Difflugiidae
Arcella mitrata
40
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Centropyxis aculeata
40
240
640
200
480
40
200
40
40
160
Centropyxis constricta
0
0
40
0
0
0
40
0
1
1
Centropyxis discoides
0
0
0
0
40
0
40
0
0
0
Centropyxis ecornis
120
80
360
0
80
0
0
120
0
0
Centropyxis hirsuta
0
0
0
80
1
0
0
0
0
0
Difflugia acuminata
0
0
0
0
0
0
0
0
0
40
Difflugia corona
0
0
0
40
0
0
0
0
0
0
Protocucurbitella coroniformis
0
0
0
1
0
0
0
0
0
0
Lesquereusiidae
Lesquereusia spiralis
0
0
0
0
0
0
1
0
0
0
Plagiopyxidae
Hoogenraadia sp.
0
0
0
0
0
0
0
0
0
40
Plagiopyxis callida
0
0
0
0
0
0
0
0
0
40
Cyclopyxis kAhli
0
0
80
0
40
120
1
0
0
120
440
361
1200
322
682
200
324
200
41
523
Trigonopyxidae
TOTAL TESTÁCEOS
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
Técnico:
287/314
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Família
Espécies/Pontos
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
T1
T2
T3
Brachionus angularis
0
0
0
40
0
0
0
0
0
0
Brachionus dolabratus
0
0
0
3
0
0
0
0
0
0
Brachionus falcatus
0
0
1
0
0
0
0
0
40
0
Brachionus mirus
0
0
2
0
0
40
0
0
0
0
Keratella tropica
0
0
0
1
0
0
0
0
0
0
Plationus patulus macrachantus
0
0
0
0
0
1
0
0
0
0
40
1
0
0
0
0
0
0
0
0
Platyias quadricornis quadricornis
1
0
0
0
40
40
0
0
0
0
Euchlanidae
Euchlanis dilatata
0
0
0
2
0
0
0
0
0
0
Lecanidae
Lecane bulla
0
0
1
1
0
1
0
0
0
0
Lecane cf. unguitata
1
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Lecane luna
0
0
0
1
1
0
2
1
0
0
160
0
0
0
0
0
0
0
0
0
80
0
0
0
0
0
0
0
0
0
3
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1280
200
0
2
80
0
80
40
0
Gruopo: Rotíferos
Brachionidae
Plationus patulus patulus
Lecane quadridentata
Lepadellidae
Colurella sp.
Notomatidae
Cephalodella sp.
Philodinidae
Bdelloidea
680
Testudinellidae
Testudinella patina patina
400
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Trochosphaeridae
Filinia longiseta
0
120
0
0
1
0
0
0
0
0
Trichotriidae
Macrochaetus sericus
3
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Trichotria tetractis
0
0
0
40
0
0
0
0
0
0
1368
1401
204
88
44
162
2
81
80
0
Bosmina hagmanni
0
1
0
0
0
0
0
0
0
0
Bosminopsis deitersi
0
0
0
80
0
0
0
0
0
0
Alona cf. eximia
40
0
0
1
0
0
0
0
0
0
Alonella sp.
40
0
0
0
0
0
0
0
0
0
TOTAL ROTÍFEROS
Gruopo: Cladóceros
Bosminidae
Chydoridae
Chydorus sp.
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1
40
1
0
0
1
1
0
0
0
0
0
40
0
80
0
0
0
0
0
0
120
42
0
161
1
1
0
0
0
1
40
1
1
600
40
40
40
80
1
1
Copepodito de Cyclopoida
2
2
40
80
120
0
0
80
80
1
Thermocyclops decipiens
0
0
0
80
0
0
0
0
0
0
Náuplio de Calanoida
0
0
0
40
40
0
0
0
0
0
Copepodito de Calanoida
0
80
0
0
40
0
0
0
1
0
Daphniidae
Ceriodaphnia cornuta
Moinidae
Moina minuta
TOTAL CLADÓCEROS
Gruopo: Copépodes
Cyclopidae
Diaptomidae
Náuplio de Cyclopoida
Notodiaptomus sp.
TOTAL COPÉPODES
DENSIDADE TOTAL
Coordenador:
288/314
0
1
40
0
0
0
0
0
0
0
42
84
81
800
240
40
40
160
82
2
1970
1888
1485
1371
967
403
366
441
203
526
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Figura 4.1-155 - Variação espacial da densidade zooplanctônica nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
Quadro 4.1-49 - Densidade de espécies (ind.m-3) nas estações de amostragem
de água superficial do rio Meia Ponte e tributários, em junho de 2012.
Grupo
Testaceos
Família
Arcellidae
Espécies / Pontos
P1
P2
P3
P4
P5
Arcella artocrea
P6
P7
10
T1
1
Arcella dentata
20
20
10
10
1
1
10
2
Arcella hemisphaerica
Centropyxis aculeata
100
60
Centropyxis discoides
10
1
Centropyxis ecornis
10
20
20
10
20
10
40
20
10
30
10
40
1
1
10
20
10
1
40
10
2
Difflugia echinulata
1
Difflugia gramen
1
Difflugia sp.
1
Plagiopyxidae
Plagiopyxis sp.
20
Phryganellidae
Phryganella dissimulatoris
10
Trigonopyxidae
Cyclopyxis kAhli
10
TOTAL TESTÁCEOS
Brachionidae
150
142
40
40
101
Brachionus caudatus
10
1
10
32
43
10
10
31
106
91
1
Brachionus dolabratus
40
Platyias quadricornis quadricornis
1
Dicranophorus sp.
40
Epiphanidae
Epiphanis sp.
60
Coordenador:
10
1
Dicranophoridae
4.1 – Meio Físico
60
10
Centropyxis spinosa
Rotíferos
1
10
Centropyxis platystoma
Difflugiidae
T3
20
Arcella discoides
Centropyxidae
T2
10
Técnico:
289/314
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Grupo
Família
Lecanidae
Espécies / Pontos
P1
P2
P3
P4
P5
P6
Lecane cornuta
P7
T1
1
Lecane papuana
Cladóceros
Copépodes
1
Lepadellidae
Lepadella ovalis
Mytillinidae
Mytillina cf. ventralis
Notomatidae
Cephalodella sp.
2
Notommata sp.
1
Philodinidae
Bdelloidea
10
Sinchaetidae
Sinchaeta pectinata
Bosmina hagmanni
Chydoridae
Niczmirnovilus fitizpaltricki
Cyclopidae
1
1
1
2240
30
10
10
10
1
10
10
1
1
20
1
11
10
14
1
160
14
Bosminidae
2380
31
183
1
1
2
10
10
TOTAL CLADÓCEROS
0
0
1
0
11
0
0
náuplio de Cyclopoida
10
20
1
30
10
10
10
copepodito de Cyclopoida
Thermocyclops minutus
0
10
10
1
10
1
copepodito de Calanoida
1
Notodiaptomus amazonicus
20
DENSIDADE TOTAL
12
1
náuplio de Calanoida
TOTAL COPÉPODES
0
10
Eucyclops sp.
Diaptomidae
T3
1
Lecane lunaris
TOTAL ROTÍFEROS
T2
10
20
42
1
50
10
10
10
0
21
1
184
2564
73
273
142
43
64
41
141
105
Figura 4.1-156 - Variação espacial da densidade zooplanctônica nas estações de água
superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
Coordenador:
290/314
Técnico:
4.1 – Meio Físico
2523-00-ETB-RL-0001-00
Novembro de 2012 Rev. nº 00
MINAS PCH
Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Invertebrados Bentônicos
ƒ Riqueza
Na área estudada do rio Meia Ponte e tributários, foram identificados 12 táxons de
macroinvertebrados bentônicos em fevereiro de 2012, entre insetos, anelídeos, microcrustáceos,
nemertíneos e nematóides (Quadro 4.1-50). Em junho de 2012 foram econtrados um total de 17
táxons, entre insetos, anelídeos, aracnídeos, microcrustáceos, nemertíneos e nematóides
(Quadro 4.1-51).
Quadro 4.1-50 - Densidade (n°.ind./m²) e Riqueza Taxonômica, dos invertebrados bentônicos registrados
nas estações de amostragem de água superficial do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro de 2012.
Táxons
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
T1
T2
T3
Chironomidae
Chironomidae
60
80
120
140
120
6500
200
20
0
0
Empididae
Empididae
0
0
0
0
0
160
0
0
0
0
Trichoptera
Hydroptilidae
Dicaminus
0
0
0
0
0
0
0
20
0
0
Ephemeroptera
Baetidae
Cloeodes
0
0
0
0
0
0
0
20
0
0
Heteroptera
Naucoridae
Naucoridae
0
0
0
0
0
0
0
0
20
0
Odonata
Gomphidae
Gomphidae
0
0
0
0
0
0
20
0
0
0
Oligochaeta
Oligochaeta
40
40
60
180
0
1560
0
0
40
440
Diptera
Annelida
Hirudinea
Hirudinea
0
0
20
0
0
400
0
0
0
0
Microcrustacea
Ostracoda
Ostracoda
0
20
20
0
0
0
0
0
0
0
Mollusca
Bivalvia
Bivalvia
0
0
0
0
0
0
0
0
50
40
Nemertea
Nemertea
Nemertea
0
0
0
40
0
0
0
0
0
0
Nematoda (Filo)
Nematoda
Nematoda
40
20
60
0
0
0
0
0
0
20
140
160
280
360
120
8620
220
60
110
500
3
4
5
3
1
4
2
3
3
3
Abundância total
Riqueza taxonômica
Quadro 4.1-51 - Densidade (n°.ind./m²) e Riqueza Taxonômica dos invertebrados bentônicos registrados
nas estações de amostragem de água superficial do rio Meia Ponte e tributários, em junho de 2012.
Táxons
Diptera
Trichoptera
P1
Chironomidae
Chironomidae
Ceratopogonidae
Ceratopogonidae
Empididae
Hydroptilidae
Hydropsychidae
Baetidae
P4
P5
P6
P7
T1
T2
T3
60
240
60
80
9360
420
80
0
20
40
0
40
20
0
40
20
20
40
0
Empididae
0
40
20
0
0
280
0
0
0
40
Dicaminus
20
0
0
20
0
0
0
60
0
20
Smicridea
0
20
20
0
0
0
0
20
20
0
Leptonema
0
40
0
0
0
0
0
0
0
0
40
0
0
40
0
0
0
40
0
20
Camelobaetidius
0
0
0
0
0
0
0
0
20
0
Baetodes
0
0
0
20
0
0
0
0
0
40
Thraulodes
0
0
0
0
0
0
0
40
0
0
Coordenador:
4.1 – Meio Físico
P3
120
Cloeodes
Ephemeroptera
P2
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Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Táxons
Heteroptera
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
T1
T2
T3
Naucoridae
Naucoridae
0
20
40
0
20
0
40
0
20
0
Gomphidae
Gomphidae
20
0
0
0
0
0
80
0
0
0
Libellulidae
Libellulidae
0
40
20
0
40
0
0
40
0
0
Hidracharina
Hidracharina
0
0
0
20
0
0
0
0
40
0
Oligochaeta
Oligochaeta
160
120
100
240
20
3000
0
20
20
240
Hirudinea
Hirudinea
80
20
60
40
0
600
0
0
20
0
Ostracoda
Ostracoda
40
40
40
0
80
0
0
0
0
20
Bivalvia
Bivalvia
0
0
0
0
0
0
0
0
0
20
Gastropoda
Biomphalaria
0
20
0
0
20
0
0
20
0
0
Nemertea
Nemertea
Nemertea
0
0
0
0
0
0
20
0
20
0
Nematoda (Filo)
Nematoda
Nematoda
0
0
80
0
20
0
0
0
0
60
520
420
660
460
280
13280
580
340
200
480
8
10
10
8
7
5
5
9
8
9
Odonata
Aracnida
Annelida
Microcrustacea
Mollusca
Abundância total
Riqueza taxonômica
De maneira geral foi registrada uma baixa riqueza taxonômica para os meses estudados, podendo
ser reflexo das alterações advindas do período chuvoso em fevereiro de 2012 e da antropização
que ocorre nesta bacia nos dois meses estudados. Pôde ser verificada a presença especialmente
de táxons resistentes, com destaque para Chironomidae e Oligochaeta, principalmente no rio
Meia Ponte (P1 a P7) em fevereiro de 2012. Em junho de 2012, também se destacaram os
Chironomidae (P1 a P7) e Oligochaeta (P1 a P6). Nos tributários, Chironomidae foi notado apenas
no ponto T1 em fevereiro de 2012, o que possivelmente indica melhores condições que o
registrado no rio Meia Ponte. Contudo, em junho de 2012 estes só foram ausentes em T2. Dessa
forma, verifica-se que a estação T2 pode ter melhores condições de qualidade de água, quando
comparadas com os tributários T1 (ribeirão Dourado) e T3 (ribeirão Panamá). Os Chironomidae
são excelentes bioindicadores, pois em ambientes muito poluídos por matéria orgânica e com
pouco oxigênio dissolvido, as larvas de Chironomidae podem ser as únicas encontradas. Todavia,
as concentrações de OD foram satisfatórias em todas as estações amostradas.
A maior riqueza taxonômica foi registrada no ponto P3 (5 táxons) em fevereiro de 2012 e em P2 e
P3 (10 táxons) em junho de 2012 (Figura 4.1-157), embora ainda muito baixas, quando
comparadas com trabalhos realizados em rios e córregos do cerrado, onde são registrados até 30
táxons (BISPO & OLIVEIRA, 1998). SILVEIRA (2003), estudando a bacia do rio Meia Ponte (34
pontos de coleta), registrou resultados similares, com o predomínio de Chironomidae e
Oligochaeta em todos os locais estudados.
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Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
O ponto T1, tributário do rio Meia Ponte, registrou a presença de um gênero de Trichoptera e um
de Ephemeroptera em fevereiro de 2012, indicando melhores condições do que as demais
estações. Em junho de 2012, foram observados 3 gêneros de Tricoptera e 4 de Ephemeroptera, o
que mostra que a qualidade da água nessa estação manteve boas condições. Representantes
detes gêneros também foram encontrados nas estações P1, P2, P3, P4, T2 e T3. É importante
destacar a grande quantidade de matéria orgânica e areia nas amostras. A composição e
distribuição dos sedimentos são fatores importantes na determinação dos padrões de distribuição
de organismos e estrutura de comunidades de macroinvertebrados bentônicos (CALLISTO &
ESTEVES, 1996), constituindo suas frações de variáveis explicativas consideradas, algumas vezes,
mais eficientes que as físico-químicas, tradicionalmente utilizadas pelos limnólogos (WARD,
1992). Segundo HYNES (1970), substratos pedregosos são mais diversificados (com maior
quantidade de microhabitats e refúgios) e possuem maior estabilidade, logo, abrigam uma fauna
mais rica em relação àqueles formados por materiais inconsolidados. Por outro lado, nos
substratos arenosos o espaço intersticial é reduzido, o que limita sua utilização por taxa de
pequeno porte, reduzindo a diversidade da comunidade (MONTEIRO et al., 2007), além de ser
afetado mais facilmente por uma perturbação, como uma enchente, por exemplo.
Todos os locais estudados apresentaram um baixo índice de diversidade, devido aos baixos
valores de riqueza. A estrutura da comunidade bentônica pode ser determinada por uma série de
fatores, como a morfologia do ecossistema, quantidade e tipo de detritos orgânicos, presença de
vegetação aquática, presença e extensão de mata ciliar e, indiretamente afetada por
modificações nas concentrações de nutrientes e mudanças na produtividade primária, contudo,
principalmente pelo tipo de substrato (WARD et al., 1995; GALDEAN et al., 2000).
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Figura 4.1-157 - Riqueza taxonômica dos invertebrados bentônicos nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
É importante destacar o ponto 6, localizado no rio Meia Ponte, que registrou uma densidade
extremamente alta de Chironomidae e Oligochaeta em fevereiro e junho de 2012, indicando
baixa uniformidade ambiental, possivelmente devido a efluentes, estes não identificados em
campo (Figura 4.1-158). A densidade média para os ambientes monitorados foi de 1057 ± 2661
ind. m-2 (média ± DP) em fevereiro de 2012 e de 1722 ± 4063 ind. m-2 (média ± DP), de modo que
os valores obtidos para P6 sobrepujaram as médias dos meses avaliados.
Em termos de abundância, Chironomidae e Oligochaeta foram predominantes. Esses táxons foram
também os mais frequentes. Os Chironomidae constituem mais da metade do número total de
espécies de macroinvertebrados presentes em diversos ambientes aquáticos e também são o
grupo de insetos com a maior distribuição geográfica, tendo se adaptado à quase todos os tipos
de ambientes aquáticos e semi-aquáticos (MUGNAI et al., 2010). Os Oligochaeta são detritívoros
e se alimentam de matéria orgânica. Considerando que o substrato do rio Meia Ponte é formado
especialmente po’r matéria orgânica, os Oligochaeta foram os mais abundantes, depois de
Chironomidae nos dois meses avaliados.
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É importante considerar a influência do período chuvoso sob a qualidade da água e do
sedimento, devido ao escoamento do ambiente terrestre ao aquático, o que provoca alteração na
abundância e estrutura da comunidade bentônica, contudo no período seco também ocorreram
maiores densidades de Oligochaeta e Chironomidae. No período chuvoso ocorre a diminuição da
riqueza e densidade dos táxons, o que foi observado neste trabalho, devido ao soterramento e ao
arraste de muitos grupos provocado pelo aumento do volume de água e escoamento do ambiente
terrestre ao aquático. Apesar disso, percebe-se que a comunidade bentônica presente nos locais
estudados é extremamente resistente.
Figura 4.1-158 - Densidade dos invertebrados bentônicos (n0 ind.m-2) nas estações de água superficial
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
Diversos autores demonstram a forte influência da variação sazonal sobre a comunidade
bentônica para a região central do Brasil (BISPO & OLIVEIRA, 1998). Tal influência é causada,
principalmente, pela precipitação pluviométrica, que aumenta a velocidade e vazão dos cursos
hídricos, contribuindo para o arraste dos organismos, bem como aumenta o transporte de sólidos,
o que possui um efeito abrasivo sobre os invertebrados, além de exercer um fator dispersor, uma
vez que se aumenta a superfície de água disponível para a colonização da comunidade.
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4.1.9.2.1.3 -
Dados primários Água Subterrânea
4.1.9.2.1.3.1 -
Abióticos
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Os laudos de análises das variáveis físico-químicas realizadas nos poços e cisternas são
apresentados no Quadro 4.1-31.
Temperatura do Ar e da Água
No período avaliado a temperatura do ar variou de 21 ºC (PS1) a 29 ºC (PS6) em junho de 2012 e
fevereiro de 2012, tendo temperatura média de 26,8 ± 2,2 ºC (média ± DP) e 25 ± 0 ºC (média
± DP), respectivamente.. A temperatura da água para as estações avaliadas apresentou média de
27 ± 1,85 ºC (média ± DP) em fevereiro de 2012 e de 24,38 ± 2,5 ºC (média ± DP) em junho de 2012,
com máxima de 31,1 ºC (PS3) no mês de fevereiro e mínima de 21 ºC (TS1) em junho (Figura
4.1-159). Menores valores de temperatura da água registradas em junho estão associados com
menores temperaturas atmosféricas, uma vez que este período caracteriza o inverno na região.
Figura 4.1-159 - Temperatura do ar e da água nas estações de água subterrânea
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
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Condutividade Elétrica
Nas estações estudas foram encontrados valores de condutividade que variaram de 35 µS/cm
(PS2) em fevereiro de 2012 a 589 µS/cm (TS3) em junho de 2012. No geral os maiores valores
médios foram registrados para nos poços localizados próximos aos tributários, sendo de 230
± 81,5 µS/cm (média ± DP) em fevereiro e de 276,6 ± 270,65 µS/cm (média ± DP) em junho de
2012. Nos poços e cisternas localizados próximos ao rio Meia Ponte a média 118,1 ± 132,3 µS/cm
(média ± DP) em fevereiro e de 123,8 ± 65,1 µS/cm (média ± DP) em junho de 2012 (Figura
4.1-160).
Figura 4.1-160 - Condutividade elétrica nas estações de água subterrânea
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
Conteúdo Nutricional: Nitrogênio (Nitrogênio amoniacal, Nitrito, Nitrato, Nitrogênio
inorgânico dissolvido, Nitrogênio orgânico)
Nos poços e cisternas avaliados o nitrato foi a fração que mais contribuiu para a composição total
do nitrogênio inorgânico dissolvido (NID). As concentrações de nitrato variaram de 200 µg/L (TS3)
em fevereiro de 2012 a 8600 µg/L (PS2) em junho de 2012. Os valores médios obtidos foram
menores para o mês de fevereiro com 1380 ± 1115,34 µg/L (média ± DP) e maiores para o mês de
junho com 2070 ± 2849,2 µg/L (média ± DP) (Figura 4.1-161). O nitrogênio amoniacal foi a
segunda fração que mais contribuiu para a composição do nitrogênio inorgânico dissolvido, com
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média de 33 ± 20,02 µg/L (média ± DP) em fevereiro de 2012 e 34 ± 24,6 µg/L (média ± DP) em
junho de 2012 (Figura 4.1-162). Com isso, verifica-se que esta fração não variou muito entre os
meses estudados. O nitrogênio amoniacal foi abaixo do limite de detecção do método utilizado
de 10 µg/L nas estações PS7 e TS3 em fevereiro e PS6, PS7 e TS3 em junho.
O nitrito foi a fração que menos contribuiu para a composição do nitrogênio inorgânico
dissolvido. O registro de baixas concentrações deste nutriente é comum. Nas estações avaliadas o
nitrito variou de 2 µg/L em TS3 em fevereiro de 2012 e PS2, PS7 e TS2 em junho de 2012 a
28 µg/L (PS1) em junho de 2012. Os valores médios obtidos para o nitrito foram de 3,7
± 0,94 µg/L (média ± DP) em fevereiro e de 6,1 ± 7,93 µg/L (média ± DP) em junho de 2012
(Figura 4.1-163). O total de nitrogênio inorgânico dissolvido observado para os poços e cisternas
avaliados variaram de 212 µg/L (TS3) em fevereiro de 2012 a 8652 µg/L (PS2) em junho de 2012.
O NID foi regulado principalmente pela variação do nitrato, que foi sua principal fração, por isso,
os valores médios registrados também foram menores em fevereiro de 2012 (1416,7
± 1128,23 µg/L; média ± DP) e maiores em junho de 2012 (2110,1 ± 2863,13 µg/L; média ± DP)
(Figura 4.1-164). O nitrogênio orgânico só foi registrado em fevereiro de 2012. Dessa forma, a
média para este período foi de 240 ± 84,32 µg/L (média ± DP), enquanto em junho de 2012 o
nitrogênio orgânico dissolvido esteve abaixo do limite de detecção de 100 µg/L em todas as
estações avaliadas em poços e cisternas. Em fevereiro as concentrações variaram de 100 µg/L
(PS3) a 400 (PS2) (Figura 4.1-166). Baixas concnetrações de nitrogênio nestes ambientes são
indicativos que a água para consumo humano não está sofrendo contaminação.
O nitrogênio total oscilou de 316 µg/L (PS6 em junho de 2012) a 8752 (PS2 em junho de 2012),
com média de 1656,7 ± 1133,2 µg/L (média ± DP) em fevereiro de 2012 e 2210,1 ± 2863,1 µg/L
(média ± DP) em junho de 2012. Os altos valores registrados em PS1 e PS2 em junho foram
responsáveis por elevar a média desse período (Figura 4.1-167).
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Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte
Figura 4.1-161 - Concentrações de nitrato nas estações de água subterrânea
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
Figura 4.1-162 - Concentrações de nitrogênio amoniacal nas estações de água subterrânea
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
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4.1 – Meio Físico
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Figura 4.1-163 - Concentrações de nitrito nas estações de água subterrânea
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
Figura 4.1-164 - Concentrações de nitrogênio inorgânico dissolvido nas estações de água
subterrânea amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
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Figura 4.1-165 - Concentrações de nitrogênio orgânico total nas estações de água subterrânea
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
Figura 4.1-166 - Concentrações de nitrogênio total nas estações de água subterrânea
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
Os valores de nitrato, nitrito e nitrogênio amoniacal (amônia) estiveram de acordo com os
limites de 10000 µg/L (nitrato), 1000 µg/L (nitrito) e 1500 (amônia) preconizados pela
Portaria M.S. 2914/11.
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Conteúdo Nutricional: Fósforo (Ortofosfato e Fósforo total)
O ortofosfato, fração importantíssima do ponto de vista biológico, apresentou concentrações
mais elevadas no mês de junho de 2012, quando foram registrados valores médios superiores ao
mês de fevereiro de 2012, sendo respectivamente de 29,3 ± 39,5 µg/L (média ± DP) e 17
± 34,5 µg/L (média ± DP). As concentrações estiveram abaixo do limite de detecção de 1 µg/L
nas estações PS1, PS2, PS4, PS5, PS6, PS7 e TS2 em fevereiro de 2012 e em PS4 e PS6 em junho
de 2012 (Figura 4.1-167). Nos poços localizados próximos aos tributários foram obtidos os
maiores valores de ortofosfato, sendo TS3 em fevereiro e TS1 em junho.
O fósforo total também foi abaixo do limite de detecção do método analítico em muitas das
estações de coleta no rio Meio Ponte, sendo PS2, PS4, PS6 e TS2 em fevereiro de 2012 e PS4 em
junho de 2012. A média foi de 33,1 ± 47,4 µg/L (média ± DP) (fevereiro de 2012) e de 45,3
± 51,4 µg/L (média ± DP) (junho de 2012) (Figura 4.1-168).
No geral, as baixas concentrações de fósforo total encontradas indicam que as águas dos poços e
cisternas avaliados não estão sofrendo contaminação, com isso, não caracterizam uma fonte de
nutrientes suceptível ao crescimento da comunidade fitoplanctônica.
Figura 4.1-167 - Concentrações de ortofosfato nas estações de água subterrânea
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
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Figura 4.1-168 - Concentrações de fósforo total nas estações de água subterrânea
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
Carbono
O carbono avaliado, nas estações de coleta localizadas nos poços e cisternas próximos ao rio Meia
Ponte e tributários, foram abaixo do limite de quantificação do método analítico.
Elementos-traço
Os elementos-traço arsênio total, cádmio total, chumbo total e selênio estiveram abaixo do
limite de detecção do método analítico utilizado em todas as estações de coleta em fevereiro e
junho de 2012. Os elementos cobre dissolvido e cromo total só foram detectados,
respectivamente em TS1 (0,9 µg/L) e PS3 (0,6 µg/L) em fevereiro de 2012.
O alumínio total apresentou média de 30,9 ± 15 µg/L (média ± DP) em fevereiro de 2012 e 33,5
± 15,52 µg/L (média ± DP) em junho de 2012. A mínima registrada foi na estação PS4 (7,3 µg/L)
em fevereiro de 2012 e a máxima na estação PS4 em (64,1 µg/L) em junho de 2012 (Figura
4.1-169). Os valores encontrados estiveram abaixo do limite de 200 µg/L estabelecido pela
Portaria M.S. 2914/11.
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As concentrações de bário total variaram de < 0,5 µg/L (limite de quantificação do método
analítico) na estação TS3 em fevereiro e junho de 2012 a 134,9 µg/L em TS2, em junho de 2012.
A média registrada foi de 45,64 ± 45,74 µg/L (média ± DP) (fevereiro de 2012) e de 44,44
± 43,71 µg/L (média ± DP) (junho de 2012) (Figura 4.1-170). Os valores encontrados estiveram
abaixo do limite de 700 µg/L estabelecido pela Portaria M.S. 2914/11.
O manganês apresentou baixas concentrações nos dois meses monitorados, com valores inferiores
ao limite de 100 µg/L preconizado pela Portaria M.S. 2914/11. As concentrações variaram de <
0,1 µg/L (limite de quantificação do método analítico) em PS4, PS6, PS7 e TS1 em fevereiro de
2012; PS6 e PS7 em junho de 2012 a 39,8 em PS1 em junho de 2012. A média registrada nos
meses estudados foi muito semelhante, sendo de 12,43 ± 15,7 µg/L (média ± DP) (fevereiro de
2012) e 11,09 ± 13,43 µg/L (média ± DP) (junho de 2012) (Figura 4.1-171).
Figura 4.1-169 - Concentrações de alumínio total nas estações de água subterrânea
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
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Figura 4.1-170 - Concentrações de bário total nas estações de água subterrânea
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
Figura 4.1-171 - Concentrações de manganês total nas estações de água subterrânea
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
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Ferro total
O ferro total apresentou maiores concnetrações em junho de 2012, com média de
169 ± 228,93 µg/L (média ± DP) e máxima de 690 µg/L (OS4). Em fevereiro de 2012 a média
encontrada foi de 20 ± 9,42 µg/L (média ± DP), período onde também foi encontrado o menor
valor registrado de < 10 µg/L (limite de detecção do método analítico) em PS3, PS6 e TS2 (Figura
4.1-172). Em junho de 2012 os valores de ferro total estiveram acima do limite de 300 µg/L
estabelecido pela Portaria M.S. 2914/11 nas estações PS4 e TS2.
Figura 4.1-172 - Concentrações de ferro total nas estações de água subterrânea
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
Compostos Orgânicos (Biocidas)
No presente estudo, os pesticidas organoclorados e organofosforados foram encontrados abaixo
do limite de quantificação do método analítico. Dessa forma, verifica-se que água subterrânea
não sofreu contaminação por parte destes compostos.
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Coliformes totais e Coliformes termotolerantes
Os coliformes totais variaram de < 1,1 NMP/100 mL (TS3) em fevereiro de 2012 a > 16000
NMP/100 mL (PS2 e TS1 em junho de 2012). Valores de 16000 NMP/100 mL foram obtidos em TS2
– fevereiro de 2012 e PS1 – junho de 2012. A média registrada foi maior em junho de 2012, com
5011,68 ± 7587,6 NMP/100 mL (média ± DP). Os altos valores encontrados em PS1, PS2 e TS1
foram responsáveis por elevar a média. Em fevereiro de 2012, a concentração média foi baixa,
com registro de 189,81 ± 315,1 NMP/100 mL (média ± DP) (Figura 4.1-173).
Os coliformes termotolerantes apresentaram baixas concnetrações ao longo dos meses
estudados, variando de < 1,1 NMP/100 mL (TS3) a < 1600 NMP/100 mL (TS2) em fevereiro de
2012. A média registrada foi de 222,49 ± 495,15 NMP/100 mL (média ± DP) em fevereiro de 2012
e de 27,14 ± 40,9 NMP/100 mL (média ± DP) em junho de 2012 (Figura 4.1-174). Os valores
encontrados estiveram abaixo do limite de 1000 NMP/100 mL estabelecido pela Portaria m.S.
2914/11, com exceção da estação TS2 em fevereiro de 2012.
A detecção de coliformes totais e, principalmente termotolerantes nas estações, podem estar
associadas com poços e cisternas com deficiência no vedamento. Em alguns casos, detectou-se
que a tampa era de madeira ou estava ausente. Outras fontes de contaminação, podem ser a
presença de lixo e animais mortos.
Figura 4.1-173 - Valores de coliformes totais nas estações de água subterrânea
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
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Figura 4.1-174 - Valores de coliformes termotolerantes nas estações de água subterrânea
amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.
4.1.9.3 -
Discussão
Água Superficial
No rio Meia Ponte e tributários a temperatura da água foi maior em fevereiro de 2012, período
chuvoso, no qual ocorrem os maiores valores de temperatura atmosférica em ambientes de clima
tropical. Verificou-se uma forte influência da pluviosidade nas variáveis sólidos totais e
suspensos, turbidez, cor, ferro dissolvido, nutrientes e coliformes, de modo que maiores
concentrações destas variáveis estiveram presentes no mês de fevereiro de 2012. Maiores
concentrações de sólidos e turbidez neste período estão associados com a entrada de material
inorgânico e orgânico, em função do escoamento superfial. A turbidez modifica as condições de
iluminação da água, influenciando na entrada de luz (DIELH et al., 2002) e consequentemente
nos processos fotossintéticos. Apesar de maiores valores de turbidez registrados em fevereiro de
2012, a densidade fitoplanctônica também foi um pouco maior neste mês, de forma que maiores
intensidades luminosas são comuns nesse período. Em relação à cor e ao nitrogênio, as maiores
concentrações são provenientes da entrada de matéria orgânica da bacia de drenagem. No caso
do nitrogênio e do fósforo, o aumento dessas variáveis também podem estar ligadas com o
lançamento de esgoto doméstico, rico em compostos orgânicos. Todavia, a principal entrada de
fósforo nos ecossistemas aquáticos é pela dissolução de rochas, como a apatita (ESTEVES, 1998).
O ferro é outro elemento químico que também depende da composição do solo da bacia de
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drenagem. O Cerrado, de forma particular, possui em sua mineralogia alta composição de óxidos
de ferro e alumínio (VENDRAME et al., 2011). Dessa forma, maiores concentrações em fevereiro
de 2012 também são influenciadas pelo regime de chuvas. Maiores valores de coliformes nos
ecossistemas aquáticos também estão associados com o escoamento superficial, uma vez que
permite que essas bactérias alcancem esses ambientes. No entorno da região avaliada ocorre
pastagem, o que constitui uma fonte de coliformes fecais para a água. Adicionalmente, o esgoto
na bacia de drenagem do rio Meia Ponte é lançado in natura e, em algumas estações de
amostragem, detectou-se muito lixo. Em fevereiro de 2012, todas as estações contabilizaram
coliformes termotolerantes acima do limite 1000 NMP/100 mL estabelecido pela Resolução
CONAMA 357/05 para águas de Classe 2, como é o caso. Os maiores valores observados na
estação P2, em todos os meses, mostraram que esse local, primeira estação avaliada a jusante
de Goiânia, apresentou os maiores valores de coliformes. Em P2, também foram observados os
maiores valores de DBO, o que indica que ocorre maior demanda de oxigênio nesse local. A DBO,
há tempos, constitui em um dos principais parâmetros para avaliar a qualidade de uma água
(LIMA et al., 2006), com isso, os altos valores de DBO, coliformes termotolerantes e fósforo total
registrados em P2 constituem em maior perda de qualidade da água. Os índices calculados para
P2 mostraram que a água é “ruim”, no que diz respeito ao IQA e o estado de trofia é eutrófico
pelo IET. A eutrofização artificial se dá em função da elevação nas concentrações de nutrientes
em ecossistemas aquáticos, de forma que pode favorecer um maior crescimento do fitoplâncton,
principalmente de espécies de cianobactérias. Contudo, no rio Meia Ponte e tributários a
densidade de cianobactérias foram muito baixas. Apesar da intensa atividade de agricultura
desenvolvida na bacia os pesticidas organoclorados e organofosforados não foram detectados,
além disso, foram observadas baixas concentrações de elementos traços, com exceção do cromo
total em junho de 2012 na estação P5, que foi acima do limite de 50 µg/L da Reolução CONAMA
357/05. Os dados sencundários avaliados, também mostraram que a qualidade da água tende a
decrescer a jusante de Goiânia.
Em relação à biota, a comunidade fitoplanctônica foi representada, principalmente, pelas
bacilariofíceas, clorofíceas e cianobactérias. A ocorrência de Bacillariophyceae é comum em
sistemas com maior velocidade de fluxo da água e alta turbulência, como nos sistemas lóticos
monitorados, o que promove a liberação desses táxons epipélicos ou epifíticos dos substratos
onde ficam aderidos ou associados. O desenvolvimento das diatomáceas está estreitamente
relacionado com o regime de mistura da coluna de água (REYNOLDS et al., 2002) e por isso
constituem componentes comuns do potamoplâncton de rios e reservatórios brasileiros (BORGES
et al., 2003; RODRIGUES et al., 2005; TRAIN & RODRIGUES, 2004; TRAIN et al., 2005). As
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cianobactérias constituem componentes naturais do fitoplâncton, contudo são reconhecidas
como um crítico problema no mundo todo por apresentarem táxons toxigênicos que podem
desenvolver florações em condições de disponibilidade de nutrientes (em especial nitrogênio e
fósforo), estabilidade da coluna d’ água e altas temperaturas (KÜIPER-GOODMAN et al., 1999,
CODD et al., 2005). As clorofíceas são favorecidas por apresentarem alta variabilidade
morfométrica, podendo se desenvolver em diversos hábitats, desenvolvendo expressivas
populações em condições de alta disponibilidade de luz, fósforo solúvel reativo e mistura da
coluna d’ água (HAPPEY-WOOD, 1988). Os demais grupos taxonômicos apresentaram baixa
contribuição à biodiversidade fitoplanctônica. No geral, foram vistas baixos valores de riqueza e
densidade, que provavelmente estão ligados com o regime turbulento, que impede o
estabelecimento de assembleias fitoplanctônicas.
Os organismos zooplanctônicos, assim como o fitoplâncton apresentou baixa densidade e riqueza,
com predomínio de protozoários testáceos e rotíferos. Em reservatórios observa-se, em geral, o
predomínio de rotíferos, tanto em termos de riqueza de espécies como abundância (LOPES et al.,
1997; LANSAC-TÔHA et al., 1999, 2005; NOGUEIRA, 2001; SAMPAIO et al., 2002; VELHO et al.,
2005). No entanto, em estudos realizados em ambientes lóticos, ou aqueles que incluem as áreas
lóticas de montante e jusante do reservatório, bem como seus tributários, a participação de
protozoários testáceos na estrutura da comunidade zooplanctônica pode ser muito mais
expressiva, tanto em termos de número de espécies como de abundância (LANSAC-TÔHA et al.,
1999, 2005; VELHO et al., 2005). No rio Meia Ponte e tributários os testáceos foram os que mais
contribuíram para a riqueza total do zooplâncton. A velocidade de corrente é um dos principais
fatores limitantes da densidade do zooplâncton, tendo em vista que, sob condições de elevado
fluxo, a taxa de exportação dos organismos, rio abaixo, é mais elevada que a entrada de
indivíduos na população, existindo assim uma relação significativa e negativa entre a velocidade
de corrente e a densidade do zooplâncton (LAYR & REYES-MARCHANT, 1997).
A composição e distribuição dos sedimentos são fatores importantes na determinação dos
padrões de distribuição de organismos e estrutura de comunidades de macroinvertebrados
bentônicos (CALLISTO & ESTEVES, 1996), constituindo suas frações de variáveis explicativas
consideradas, algumas vezes, mais eficientes que as físico-químicas, tradicionalmente utilizadas
pelos limnólogos (WARD, 1992). Segundo HYNES (1970), substratos pedregosos são mais
diversificados (com maior quantidade de microhabitats e refúgios) e possuem maior estabilidade,
logo, abrigam uma fauna mais rica em relação àqueles formados por materiais inconsolidados.
Por outro lado, nos substratos arenosos o espaço intersticial é reduzido, o que limita sua
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utilização por taxa de pequeno porte, reduzindo a diversidade da comunidade (MONTEIRO et al.,
2007), além de ser afetado mais facilmente por uma perturbação, como uma enchente, por
exemplo. De maneira geral, foi registrada uma baixa riqueza taxonômica, com a presença de
táxons resistentes, com destaque para Chironomidae e Oligochaeta no rio Meia Ponte. A baixa
riqueza pode estar associada com a precipitação e asatividades antrópicas desenvolvidas na bacia
de drenagem. Os Chironomidae podem indicar um estado de degradação da qualidade da água,
uma vez que toleram ambientes com alto índice de poluição.
Água Subterrânea
As coletas realizadas nos poços e cisternas mostraram que as águas desses reservatórios
apresentaram boa qualidade, com ausência de biocidas, baixas concentrações de elementostraço, quando detectados e, carbono abaixo do limite de quantificação. Os nutrientes foram
encontrados em concentraçãoes satisfatórias, contudo os valores de nitrato, nitrito e nitrogênio
amoniacal (amônia) estiveram de acordo com a Portaria MS 2914/2011. Somente a detecção de
coliformes totais e termotolerantes constui um fator que deve ser avaliado, uma vez que estes
organismos devem estar ausentes na água para consumo humano, de acordo com a legislação
competente. Em alguns casos, foi observado que os reservatórios de água encontravam-se
abertos ou com tampa de madeira, o que pode permitir a contaminação da água. Além disso, a
presença de lixo e animais mortos também são outros agravantes.
4.1.9.4 -
Considerações Finais
Para os dados primários, resultante da amostragem das águas superficiais rio Meia Ponte e
tributários apresentaram boa oxigenação, baixos valores de sólidos totais dissolvidos,
inexistência de pesticidas organoclorados e organofosforados, baixas ou ausentes concentrações
de elementos-traço e pH dentro do intervalo de 6 a 9, estabelecido pela Resolução CONAMA
357/05. Em relação às variáveis: turbidez, sólidos totais e suspensos e cor da água foram
encontradas maiores concentrações em fevereiro de 2012, padrão também observado para o
fósforo total. Os valores de fósforo total foram superiores ao limite de 100 µ/L da legislação
ambiental, em todas as estações em fevereiro de 2012 e nas estações P2 e P3 em junho de 2012.
Apesar das altas concentrações de fósforo total, a clorofila-a foi bastante baixa. O nitrogênio
inorgânico dissolvido foi baixo. O nitrito, a menor fração desta variável nos ambientes
monitorados foi maior em P2 nos dois meses, assim como o nitrogênio amoniacal, porém, o
nitrato foi maior em P3. Os valores de nitrato, nitrito e nitrogênio amoniacal estiveram de
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acordo com o estabelecido pela Resolução CONAMA 357/05. Diferente do nitrogênio, a DBO
ultrapassou o limite de 5 mg/L em P7 (fevereiro de 2012) e P2 (junho de 2012). Os coliformes
termotolerantes foram maiores que o limite 1000 NMP/100 mL em todas as estações em fevereiro
de 2012 e nas estações P2, P3 e T3 em junho de 2012.
O IQA mostrou que a água variou de “boa” a “ruim”, mas em quase todas as amostras a água
foi classificada como “aceitável” para o abastecimento humano. IQA ruim foi obtido para a
estação P2 em junho de 2012. Neste mesmo período, esta estação foi classificada como
eutrófica pelo IET.
Alto valor de DBO, fósforo total, maiores concentrações de nitrogênio e coliformes
termotolerantes, IQA “ruim” e IET eutrófico em P2 devem ser continuamente avaliados, uma vez
que indica uma perda da qualidade da água nessa estação, que está localizada logo a jusante do
município de Goiânia.
Verificou-se que a água dos tributários apresentou boa qualidade, à exceção dos coliformes
termotolerantes. Em síntese, a qualidade da água tende a ser melhor a montante de Goiânia
(P1), sendo mais degradada em P2 e P3. Estes resultados estão corroborados pelos dados
secundários, obtidos das estações de monitoramento da ANA, as quais apresentam maiores
valores de oxigênio dissolvido nas estações à montante de Goiânia.
Fitoplâncton
A avaliação da comunidade fitoplanctônica mostrou que no rio Meia Ponte e tributários, a
composição de espécies foi, principalmente, dominadas por diatomáceas, cianobactérias e
clorofíceas (fevereiro de 2012) e, diatomáceas, clorofíceas e cianobactérias (junho de 2012). No
geral, foram observados baixos valores de riqueza e densidade fitoplanctônica, nos dois meses
avaliados. Em relação às estações, maiores densidade foram observadas em P2 (fevereiro de
2012) e T2 e P2 (junho de 2012). Cianobactérias foram encontradas em baixas densidades, dessa
forma, o limite de 50000 cels/mL da Resolução CONAMA 357/05 para águas de Classe 2 foi
atendido.
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Zooplâncton
Os organismos zooplanctônicos foram representados, principalmente, por rotíferos e protozoários
testáceos nos dois meses avaliados, sendo encontrados no total de 49 táxons em fevereiro de
2012 e 32 em junho de 2012. Os cladóceros estiveram representados por 4 famílias em fevereiro
de 2012, sendo 3 delas amplamente planctônicas, enquanto que uma, a mais especiosa, foi
constituída por espécies preferencialmente litorâneas e bentônicas, a família Chydoridae. No que
diz respeito à densidade, foram encontrados maiores valores médios em fevereiro de 2012, sendo
que as densidades decresceram de P1 a P7, no rio Meia Ponte. Em fevereiro, as estações que
apresentaram maior densidade foram P1 e P2, enquanto em junho de 2012 maiores densidades só
foram observadas em P2.
Invertebrados Bentônicos
Os invertebrados bentônicos foram representados por 12 táxons em fevereiro de 2012 e 17 táxons
em junho de 2012, com representantes de insetos, anelídeos, microcrustáceos, nemertíneos e
nematoides. A maior riqueza taxonômica foi registrada no ponto P3 em fevereiro de 2012 e em
P2 e P3 em junho de 2012. Nos ambientes avaliados pôde ser verificada a presença de táxons
resistentes, com destaque para Chironomidae e Oligochaeta, principalmente no rio Meia Ponte. A
presença destes táxons pode indicar degradação da qualidade da água. Contudo, no ponto T1,
registrou a presença de um gênero de Trichoptera e um de Ephemeroptera em fevereiro de 2012,
indicando melhores condições de qualidade da água do que as demais estações. Em junho de
2012, foram observados 3 gêneros de Tricoptera e 4 de Ephemeroptera, o que mostra que a
qualidade da água nessa estação manteve boas condições. Representantes detes gêneros também
foram encontrados nas estações P1, P2, P3, P4, T2 e T3 em junho. Todos os locais estudados
apresentaram um baixo índice de diversidade, devido aos baixos valores de riqueza. É importante
destacar o ponto 6, localizado no rio Meia Ponte, que registrou a maior densidade e uma
densidade extremamente alta de Chironomidae e Oligochaeta, em fevereiro e junho de 2012. No
geral, foram registrados baixos valores de densidade para os ambientes estudados.
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Água Subterrânea
Abióticos
Verifica-se que água subterrânea apresentou boa qualidade, com baixas concentrações de
nutrientes e metais, além da ausência de pesticidas organoclorados e organofosforados. Todavia,
foram registrados quantitativos de coliformes totais e termotolerantes, os quais devem estar
ausentes em águas destinadas ao abastecimento humano.
4.1.9.5 -
Recomendações
Na continuidade dos estudos, para implantação de Aproveitamentos Hidrelétricos (AHEs) no rio
Meia Ponte, como o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e avaliação da limnologia e qualidade da
água nas fases de obra, enchimento e operação recomenda o monitoramento continuado, com
foco nos principais problemas destacados por esse estudo (altos valores de DBO, eutrofia, altos
índices de coliformes termotolerantes e fósforo total), principalmente, na estação P2. Além
disso, deverá ser foco o monitoramento dos coliformes totais e termotolerantes dos poços e
cisternas avaliados, buscando avaliar a sua origem, contaminação, profilaxia e mitigação, de
forma a garantir a saúde da população.
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4. diagnóstico socioambiental - Sistema de Gerenciamento de