2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte ÍNDICE 4. Diagnóstico Socioambiental ................................................................... 1/314 4.1 - Meio Físico ........................................................................................... 1/314 4.1.1 - Clima ................................................................................ 2/314 4.1.1.1 - Objetivos ....................................................................... 4/314 4.1.1.2 - Métodos ......................................................................... 4/314 4.1.1.3 - Resultados...................................................................... 6/314 4.1.1.3.1 - Precipitação ........................................................... 6/314 4.1.1.3.2 - Temperatura .......................................................... 8/314 4.1.1.3.3 - Umidade relativa do ar .............................................. 9/314 4.1.1.3.4 - Nebulosidade .......................................................... 12/314 4.1.1.3.5 - Insolação ............................................................... 14/314 4.1.1.3.6 - Direção e velocidade dos ventos ................................... 15/314 4.1.1.3.7 - Evapotranspiração .................................................... 17/314 4.1.1.3.8 - Balanço Hídrico ....................................................... 19/314 4.1.1.3.9 - Nível Ceráunico ....................................................... 24/314 Recomendações ............................................................... 26/314 Geologia ............................................................................ 27/314 4.1.2.1 - Objetivos ....................................................................... 28/314 4.1.2.2 - Métodos ......................................................................... 28/314 4.1.2.3 - Resultados...................................................................... 29/314 4.1.1.4 - 4.1.2 - 4.1.2.3.1 - Contexto Geotectônico .............................................. 4.1.2.3.2 - Províncias Geotectônicas e suas Unidades Litoestratigráficas .................................................... Coordenador: Índice 29/314 33/314 Técnico: 1/4 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 4.1.2.4 - Faixa Brasília .................................................................. 4.1.2.4.2 - Unidades Litológicas ................................................. 44/314 Recomendações ............................................................... 48/314 Geomorfologia ..................................................................... 48/314 4.1.3.1 - Objetivos ....................................................................... 49/314 4.1.3.2 - Métodos ......................................................................... 49/314 4.1.2.5 - 4.1.3 - 4.1.3.2.1 - Resultados ............................................................. 51/314 4.1.3.2.2 - Compartimentos Geomorfológicos ................................. 53/314 Recomendações ............................................................... 70/314 Sismologia .......................................................................... 71/314 4.1.4.1 - Objetivos ....................................................................... 71/314 4.1.4.2 - Métodos ......................................................................... 71/314 4.1.4.3 - Resultados...................................................................... 72/314 4.1.4.4 - Recomendações ............................................................... 78/314 Recursos Minerais ................................................................. 78/314 4.1.5.1 - Objetivos ....................................................................... 79/314 4.1.5.2 - Métodos ......................................................................... 79/314 4.1.5.3 - Resultados...................................................................... 80/314 4.1.5.4 - Recomendações ............................................................... 121/314 Pedologia ........................................................................... 121/314 4.1.6.1 - Objetivos ....................................................................... 121/314 4.1.6.2 - Métodos ......................................................................... 122/314 4.1.6.3 - Resultados...................................................................... 127/314 4.1.3.3 - 4.1.4 - 4.1.5 - 4.1.6 - 4.1.6.3.1 - Descrição das Classes de Solos ..................................... Coordenador: 2/4 35/314 130/314 Técnico: Índice 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 4.1.6.3.2 - Suscetibilidade à Erosão............................................. 143/314 4.1.6.3.3 - Aptidão Agrícola ...................................................... 151/314 Recomendações ............................................................... 158/314 Espeleologia ........................................................................ 159/314 4.1.7.1 - Objetivo ........................................................................ 159/314 4.1.7.2 - Métodos ......................................................................... 160/314 4.1.7.3 - Resultados...................................................................... 161/314 4.1.7.4 - Recomendações ............................................................... 165/314 Recursos Hídricos .................................................................. 165/314 4.1.8.1 - Objetivos ....................................................................... 166/314 4.1.8.2 - Métodos ......................................................................... 167/314 4.1.6.4 - 4.1.7 - 4.1.8 - 4.1.8.2.1 - 4.1.8.3 - Uso dos Recursos Hídricos ........................................... 180/314 Usos Consuntivos .............................................................. 181/314 4.1.8.3.1 - Águas Subterrâneas .................................................. 181/314 4.1.8.3.2 - Abastecimento Urbano .............................................. 184/314 4.1.8.3.3 - Lavouras Irrigadas .................................................... 188/314 4.1.8.3.4 - Uso para Atividades Industriais..................................... 190/314 4.1.8.3.5 - Uso da Água como Recurso Mineral ................................ 193/314 Usos Não Consuntivos ........................................................ 198/314 4.1.8.4 - 4.1.8.4.1 - Uso para Geração de Energia ....................................... 198/314 4.1.8.4.2 - Uso para Lançamento de Efluentes ................................ 199/314 4.1.8.4.3 - Esgotamento Domiciliar ............................................. 200/314 4.1.8.5 - Outros Usos .................................................................... 202/314 4.1.8.6 - Hidrogeologia .................................................................. 204/314 Coordenador: Índice Técnico: 3/4 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 4.1.8.7 - 4.1.9 - 4.1.9.1 - Recomendações ............................................................... 210/314 Qualidade das Águas e Limnologia .............................................. 212/314 Metodologia .................................................................... 214/314 4.1.9.1.1 - Malha Amostral ....................................................... 214/314 4.1.9.1.2 - Variáveis Limnológicas............................................... 215/314 4.1.9.1.3 - Coleta, Conservação e Método de Análise ........................ 216/314 4.1.9.1.4 - Análise dos Dados .................................................... 223/314 4.1.9.2 - Resultados...................................................................... 225/314 4.1.9.3 - Discussão ....................................................................... 308/314 4.1.9.4 - Considerações Finais ......................................................... 311/314 4.1.9.5 - Recomendações ............................................................... 314/314 ANEXOS Anexo 4.1-1 Acervo Fotográfico 1. 2. 3. Coordenador: 4/4 Técnico: Índice 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Legendas Quadro 4.1-1 - Normais climatológicas, média anual de 1961 a 2011 nas estações próximas a bacia hidrográfica do Rio Meia Ponte. ................................................................ 3/314 Quadro 4.1-2 - Estações meteorológicas utilizadas para análise do clima da bacia hidrográfica do rio Meia Ponte. ........................................................................................... 5/314 Quadro 4.1-3 - Normal climatológica de precipitação média mensal e anual de 1961 a 2011 nas estações próximas à bacia do rio Meia Ponte (valor em mm) ..................................... 6/314 Figura 4.1-1 - Normais climatológicas de precipitação média mensal de 1961 a 2011 nas estações próximas à bacia do rio Meia Ponte. .................................................................. 7/314 Quadro 4.1-4 - Média mensal de chuvas máximas (mm) em 24 horas ................................................ 7/314 Quadro 4.1-5 - Normal climatológica de temperatura média mensal (ºC) de 1961 a 2011 nas estações próximas a bacia do Meia Ponte ............................................................ 8/314 Figura 4.1-2 - Normal climatológica de temperatura média mensal de 1961 a 2011 nas estações próximas a bacia do Meia Ponte. ...................................................................... 9/314 Quadro 4.1-6 - Normal climatológica de umidade relativa do ar (mm) de 1961 a 1990 nas estações próximas a bacia do Meia Ponte ........................................................... 10/314 Figura 4.1-3 – Cartograma da Normal climatológica da Umidade Relativa do Ar, média anual de 1961 a 1990 nas estações próximas e na bacia do Meia Ponte. .................................. 11/314 Quadro 4.1-7 - Normal climatológica de nebulosidade, de 1961 a 1990 nas estações próximas a bacia do Meia Ponte Nebulosidade. (valores em Décimos do céu coberto) .................... 12/314 Figura 4.1-4 – Cartograma da normal climatológica de Nebulosidade Anual, de 1961 a 1990 nas estações próximas e na bacia do Meia Ponte. (valores em Décimos do céu coberto). ................................................................................................. 13/314 Quadro 4.1-8 - Normal climatológica de insolação (h), de 1961 a 2011 nas estações próximas a bacia do Meia Ponte .................................................................................... 14/314 Figura 4.1-5 - Direção predominante dos ventos de 1993 a 2004 em Itumbiara – GO. ............................ 16/314 Coordenador: Índice das Legendas Técnico: 1/17 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-6 - Valores médios da intensidade dos ventos na região em estudo. ................................... 16/314 Quadro 4.1-9 - Normal climatológica de evapotranspiração (mm), de 1961 a 1990 nas estações próximas a bacia do Meia Ponte. ..................................................................... 17/314 Figura 4.1-7 – Cartograma da normal climatológica de Evapotranspiração Anual, de 1961 a 1990 nas estações próximas a bacia do Meia Ponte. ..................................................... 18/314 Quadro 4.1-10 - Balanço hídrico (valor em mm) ......................................................................... 19/314 Figura 4.1-8 - Representação gráfica do Extrato do Balanço Hídrico (deficiência e excedente, mm) para a estação Rio Verde. ....................................................................... 20/314 Figura 4.1-9 - Representação gráfica do Extrato do Balanço Hídrico (deficiência e excedente, mm) para a estação Goiânia........................................................................... 20/314 Figura 4.1-10 - Representação gráfica do Extrato do Balanço Hídrico (deficiência e excedente, mm) para a estação de Catalão. ...................................................................... 21/314 Figura 4.1-11 – Cartograma do Extrato do Déficit Hídrico Anual. Dados para a estação Rio Verde. ............ 22/314 Figura 4.1-12 – Cartograma do Extrato do Excedente Hídrico Anual. Dados para a estação Rio Verde. ..................................................................................................... 23/314 Quadro 4.1-11 - Nível ceráunico, Ranking dos anos 2009 e 2010 dos municípios que fazem parte da bacia hidrográfica do rio Meia Ponte. ............................................................ 25/314 Figura 4.1-13 - Províncias Estruturais do Brasil. ......................................................................... 30/314 Figura 4.1-14 - Arcabouço Tectono-Estratigráfico de Goiás com províncias geotectônicas da região de estudo ................................................................................................. 32/314 Figura 4.1-15 - Afloramento de Ortognaisse melanocrático com textura porfirítica e foliação marcante nas coordenadas UTM E: 683106/N: 8062547. ......................................... 33/314 Figura 4.1-16 - Matacões de biotita-gnaisse nas coordenadas UTM E: 675525/N: 8033491. ...................... 34/314 Figura 4.1-17 - Campo de blocos de ortognaisse mesocrático nas coordenadas UTM E: 691057/N: 8032104. .................................................................................................. 34/314 Coordenador: 2/17 Técnico: Índice das Legendas 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-18 - Metagabros sustentando pequeno morro em um relevo suave ondulado. Coordenadas UTM E: 670477/N: 8172409. .......................................................... 35/314 Figura 4.1-19 - Afloramento intemperizado de muscovita xisto, pertencente ao Grupo Araxá, nas coordenadas UTM E: 700603/N: 8124217. ........................................................... 37/314 Figura 4.1-20 - Corte de estrada com muscovita-quartzo xisto, nas coordenadas UTM E: 689064/N: 8110931. .................................................................................... 37/314 Figura 4.1-21 - Afloramento de xisto intemperizado do Grupo Araxá, nas coordenadas UTM E: 669218/N: 8036729. .................................................................................... 38/314 Figura 4.1-22 - Afloramento de biotita-gnaisse fraturado nas coordenadas UTM E: 689319/N: 8076530. .................................................................................................. 38/314 Figura 4.1-23 - Afloramento de gnaisse/migmatito nas coordenadas UTM E: 687317/N: 8077560. ............ 39/314 Figura 4.1-24 - Afloramento de gnaisse com fraturas métricas nas coordenadas UTM E: 688603/N: 8074420. .................................................................................................. 39/314 Figura 4.1-25 - Blocos de granada-biotita gnaisse nas coordenadas UTM E: 665424/N: 8038475. ............... 40/314 Figura 4.1-26 - Afloramento de basalto na Bacia Sedimentar do Paraná. Coordenadas UTM E: 670578/N: 8013361. .................................................................................... 42/314 Figura 4.1-27 - Afloramento de basalto da Formação Serra Geral com fraturas centimétricas e esfoliação esferoidal no topo da Serra dos Buritis. Coordenadas UTM E: 705415/N: 7980247 ..................................................................................... 42/314 Figura 4.1-28 - Corte de estrada com exposição dos basaltos da Formação Serra Geral. B) Detalhe do afloramento. Coordenadas UTM E: 704228/N: 7976622. ...................................... 42/314 Figura 4.1-29 - Afloramento no chão de estrada vicinal expondo os basalto da Formação Serra Geral. Coordenadas UTM E: 647764/N: 7970626. .................................................. 43/314 Figura 4.1-30 - Planície de inundação com depósitos Quaternários nas coordenadas UTM E: 696227/N: 8140560. ........................................................................... 43/314 Figura 4.1-31- Unidades lito-estratigráficas na Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte. ........................... 47/314 Coordenador: Índice das Legendas Técnico: 3/17 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-32 - Imagem SRT e Modelo Digital do Terreno .............................................................. 50/314 Figura 4.1-33 - Planto do Alto Meia Ponte ao fundo da imagem. UTM E: 707711/N: 8187960 ................... 53/314 Figura 4.1-34 - Visada do ambiente planáltico para a Depressão do Alto Meia Ponte, onde se encontra a cidade de Goiânia. UTM E: 973964/N: 8169578 ...................................... 54/314 Figura 4.1-35 - Relevo suave ondulado da Depressão do Alto Meia Ponte. E: 683506/N: 8183997 ............. 54/314 Figura 4.1-36 - Reservatório no rio João Leite. E: 698112/ N: 8171379 ............................................. 55/314 Figura 4.1-37 - Topografia plana do Planalto Dissecado do Médio Meia Ponte. UTM E: 705354/N: 8082252 ................................................................................................... 55/314 Figura 4.1-38 - Morro residual no Planalto Dissecado do Média Meia Ponte. UTM E: 705964/N: 8082167 ................................................................................................... 56/314 Figura 4.1-39 - Relevo de baixa amplitude na Depressão do Médio Meia Ponte. UTM E: 696510/N: 8097880 ................................................................................................... 57/314 Figura 4.1-40 - Encosta convexa suave voltada para o vale do Rio Meia Ponte. UMT E: 681050/N: 8062797 ................................................................................................... 57/314 Figura 4.1-41 - Visada para o Rio Meia Ponte que segue em meio à mata ciliar. Detalhe para plantação de milho na vertente suave, típica da Depressão do Baixo Meia Ponte. UTM E: 644708/N: 7958334 ................................................................... 58/314 Figura 4.1-42 - Vista da Depressão do Baixo Meia Ponte a partir do Planalto da Bacia Sedimentar do Paraná. UTM E:639442/N:7987121................................................................ 59/314 Figura 4.1-43 - Aspecto plano do relevo no topo do Planalto da Bacia Sedimentar do Paraná. UTM E: 650687/ N: 8003047 ................................................................................. 59/314 Figura 4.1-44 - Pequenos fragmentos florestais isolados nas reservas legais das propriedades rurais. UTM E: 670578/N: 8013361. .................................................................. 60/314 Figura 4.1-45 - Planalto da Bacia Sedimentar do Paraná sendo observado da Depressão do Baixo Meia Ponte. UTM E: 662687/N: 8024331............................................................. 60/314 Coordenador: 4/17 Técnico: Índice das Legendas 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-46 - Serra do Pari. UTM E: 694717/N: 8136493 ............................................................. 61/314 Figura 4.1-47 - Serra da Areia. UTM E: 685972/N: 8132083 ........................................................... 62/314 Figura 4.1-48 - Serras presentes na depressão do médio meia ponte. UTM E: 696510/N: 8097880 ............ 62/314 Figura 4.1-49 - Serra da Bocaina. UTM E: 697117/N: 8078823 ........................................................ 63/314 Figura 4.1-50 - Serra do Mota, sustentada por quartzitos. UTM E: 666786/N: 8056111 .......................... 63/314 Figura 4.1-51 - Serra Quartzítica nas coordenadas UTM E: 666768/ N: 8099929 ................................... 64/314 Figura 4.1-52 - Morro isolado nas coordenadas UTM E: 697076/N: 8157139 ........................................ 64/314 Figura 4.1-53 - Encostas suaves do Morro dois irmãos. UTM E: 677839/N: 8064175 ............................... 65/314 Figura 4.1-54 - Baixa amplitude do Relevo. UTM E: 673728/ N: 8034366 ........................................... 66/314 Figura 4.1-55 - Geometria de relevo das Colinas Dissecadas adjacentes à planície do rio Taboa. E: 667332/N: 8053114 .................................................................................. 66/314 Figura 4.1-56 - Córrego cachoeira. Nota-se na imagem uma barra lateral sendo formada no leito do rio em sua curva convexa, enquanto na vertente côncava, erosiva, os sedimentos fluviais são erodidos e expostos. UTM E: 667274/N: 8123397 ..................... 67/314 Figura 4.1-57 - Planície do Rio Meia Ponte com lavoura de milho. UTM E: 676660/N: 8172222 ................ 68/314 Figura 4.1-58 - Ponte sobre o Rio Meia Ponte com planície fluvial em seu trecho inicial. UTM E: 660968/N: 8192193 ..................................................................................... 68/314 Figura 4.1-59 - Pequena planície no Córrego Santo Antônio. UTM E: 695370/N: 8142623. Logo abaixo dos sedimentos aluvionares é possível observar afloramento rochoso, marcando um contato abrupto entre o depósito quaternário e o embasamento cristalino. ................................................................................................ 69/314 Figura 4.1-60 - Margem esquerda do Rio Meia Ponte com perfil de Neossolo Flúvico. UTM E: 696391/N: 8140022 ..................................................................................... 69/314 Coordenador: Índice das Legendas Técnico: 5/17 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-61 - Planície Fluvial do Córrego dos Macacos. Na margem esquerda do rio é possível observar o indício de ambiente redutor pela coloração cinza dos sedimentos. UTM E: 668571/ N: 8037273 ........................................................................... 70/314 Figura 4.1-62 - Localização dos epicentros de sismos nas proximidades da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte desde o ano de 1883 ................................................................. 73/314 Quadro 4.1-12 - Lista de Sismos Ocorridos no Estado de Goiás (2001 – 2011)....................................... 74/314 Figura 4.1-63 - Porcentagem das substâncias exploradas na bacia hidrográfica do Meia Ponte. ................ 80/314 Figura 4.1-64 - Exploração de areia às margens do rio Meia Ponte. UTM: 702672/8124835. ..................... 81/314 Figura 4.1-65 - Porcentagem da situação legal dos processos minerários junto ao DNPM ........................ 82/314 Figura 4.1-66 - Vista para área de exploração de Xisto, UTM: 694735/8142764. .................................. 82/314 Quadro 4.1-13 - Processos minerários inseridos na Bacia Hidrográfica do rio Meia Ponte. ....................... 83/314 Quadro 4.1-14 - Descrição das unidades de mapeamento que ocorrem na área da bacia Hidrográfica do Meia Ponte .......................................................................... 127/314 Figura 4.1-67 – a) Argissolo Vermelho, A moderado, textura argilosa, revelo suave ondulado, vegetação Cerrado. UTM: 695832/8084748. (b) ambiente de ocorrência dos Argissolos Vermelhos ................................................................................. 131/314 Figura 4.1-68 - (a) Argissolo Vermelho Amarelo distrófico, A moderado, textura média, relevo suave ondulado. UTM: 691293/8053244. (b) Ambiente de ocorrência do Argissolo Vermelho Amarelo .................................................................................... 132/314 Figura 4.1-69 - a) Perfil de Cambissolo Háplico Tb distrófico fase pedregosa, A moderado, textura média, relevo ondulado. UTM: 674856/8064263. (b) Ambiente de ocorrência do Cambissolo Háplico Tb distrófico ................................................................... 134/314 Figura 4.1-70 - a) Gleissolo Háplico Tb distrófico, A moderado, textura areno-argilosa, relevo plano, vegetação mata ciliar. UTM: 677799/8167604. (b) Ambiente de ocorrência do Gleissolo Háplico na parte rebaixada do relevo ............................... 135/314 Coordenador: 6/17 Técnico: Índice das Legendas 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-71 - a) Perfil de Latossolo Vermelho distrocoeso, A moderado, textura areno-argilosa, relevo suave ondulado. Apresenta fase cascalhenta nos primeiros 15 cm devido à um veio de quartzo. UTM: 669378/8036538. (b) Ambiente de ocorrência dos Latossolos Vermelhos ................................................................................. 136/314 Figura 4.1-72 - a) Perfil de Latossolo Vermelho Amarelo, A moderado, textura argilo arenosa, relevo suave ondulado, vegetação Cerrado campo sujo. UTM: 705354/8082252. (b) Ambiente de ocorrência dos Latossolos Vermelho Amarelos .............................. 138/314 Figura 4.1-73 - a) Perfil de Neossolo Flúvico Tb distrófico, A fraco, textura arenosa, relevo plano, vegetação Mata ciliar. UTM: 7020365/8125385. (b) Ambiente de ocorrência dos Neossolos Flúvicos Tb distróficos ................................................ 139/314 Figura 4.1-74 - a) Perfil de Neossolo Litólico Tb distrófico, A fraco, textura média, fase cascalhenta, relevo forte ondulado. UTM: 677619/8084782. (b) Visada para a Serra do Potreiro, exemplo de ambiente de ocorrência dos Neossolos Litólicos ........... 140/314 Figura 4.1-75 - a) Perfil de Nitossolo Vermelho eutrófico, A moderado, textura muito argilosa, relevo suave ondulado, vegetação capim gordura. UTM: 690260/7963721. (b) Ambiente de ocorrência dos Nitossolos Vermelhos ............................................. 141/314 Figura 4.1-76 - a) Perfil de Plintossolo Háplico distrófico, A moderado, textura argilosa, relevo suave ondulado. UTM: 689100/8157592. (b) Ambiente de ocorrência dos Plintossolos Háplicos, com detalhe para o depósito quaternário ao fundo ................. 142/314 Quadro 4.1-15 - Avaliação da Suscetibilidade à erosão das Unidades de Mapeamento da Bacia Hidrográfica do Meia Ponte e Área de Ocupação das Unidades ................................ 145/314 Figura 4.1-77 - Porcentagem das áreas de ocorrência de cada grau de suscetibilidade à erosão na Bacia Hidrográfica do Meia Ponte .................................................................. 148/314 Figura 4.1-78 - Processos erosivos gerados em talude de corte de estrada. Processos erosivos de pequenas extensões ocasionadas por obras de drenagem mal elaboradas. UTM: 684172/8009305 ....................................................................................... 149/314 Figura 4.1-79 - Exemplo de erosão por solapamento da base dos taludes marginais do córrego Cachoeira. UTM: 667274/8123397 .................................................................. 150/314 Coordenador: Índice das Legendas Técnico: 7/17 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-80 - Erosão associada à rede drenagem e manejo inadequado do solo. Na imagem também é possível observar a presença de processos erosivos de solapamento da base de taludes marginais. UTM: 680536/8144218 .......................................... 150/314 Quadro 4.1-16 - Lista dos processos erosivos identificados a partir de imagem de satélite .................... 151/314 Quadro 4.1-17 - Simbologia correspondente a Aptidão Agrícola das Terras ....................................... 153/314 Quadro 4.1-18 - Avaliação da Aptidão Agrícola das Unidades de Mapeamento da bacia hidrográfica do Meia Ponte .......................................................................... 156/314 Figura 4.1-81 - Potencial para ocorrência de cavidades na Bacia do Meia Ponte. ............................... 162/314 Figura 4.1-82 - Bacia do Meia Ponte no contexto das Regiões Cársticas. .......................................... 163/314 Figura 4.1-83 - Cavidades naturais subterrâneas cadastradas no Estado de Goiás. .............................. 164/314 Figura 4.1-84 - Representação da RH do Paraná, localizando a bacia hidrográfica do rio Paranaíba e bacia do rio Meia Ponte ............................................................................ 168/314 Figura 4.1-85 - Bacia hidrográfica do rio Meia Ponte ................................................................. 170/314 Figura 4.1-86 - Processo erosivo de solapamento das bases dos taludes marginais .............................. 171/314 Figura 4.1-87 - Esgotamento Sanitário in natura lançado diretamente no rio Meio Ponte identificado na campanha de campo .............................................................. 172/314 Quadro 4.1-19 - Série histórica de vazões (m3/s) da estação fluviométrica da ANA Jusante Goiânia no rio Meia Ponte ........................................................................... 173/314 Quadro 4.1-20 - Sumário estatístico da série histórica das vazões na estação fluviométrica da ANA Jusante Goiânia no rio Meia Ponte. .......................................................... 174/314 Quadro 4.1-21 - Dados fluviométricos da bacia hidrográfica do rio Meia Ponte .................................. 175/314 Quadro 4.1-22 - Cursos d’água na bacia hidrográfica do rio Meia Ponte........................................... 177/314 Figura 4.1-88 - Tipos de Uso da água na bacia hidrográfica do rio Meia Ponte ................................... 178/314 Quadro 4.1-23 - Vazão disponível para abastecimento nas sub-bacias do Meia Ponte .......................... 180/314 Coordenador: 8/17 Técnico: Índice das Legendas 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Quadro 4.1-24 –Distribuição de poços, por tipo de uso, cadastrados no CPRM na área da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte ..................................................................... 182/314 Figura 4.1-89 - Distribuição de poços, por tipo de uso, cadastrados no CPRM na área da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte. .................................................................... 183/314 Quadro 4.1-25 –Diagnóstico dos Sistemas de Abastecimento Urbano de Água dos municípios localizados na Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte ............................................ 185/314 Figura 4.1-90 - Avaliação de oferta/demanda de abastecimento de água das sedes urbanas da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte .............................................................. 187/314 Figura 4.1-91 - Poços cadastrados no CPRM para abastecimento urbano na área da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte ..................................................................... 188/314 Figura 4.1-92 - Número de estabelecimentos agropecuários com uso de irrigação nos municípios da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte. ......................................................... 189/314 Figura 4.1-93 - Poços cadastrados no CPRM para irrigação na área da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte ............................................................................................. 190/314 Quadro 4.1-26 –Distritos Industriais dos municípios localizados na região da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte ......................................................................................... 191/314 Figura 4.1-94 - Número de poços cadastrados no CPRM para abastecimento industrial na área da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte .............................................................. 193/314 Figura 4.1-95 - Tipo de uso de água como recurso mineral identificado na Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte ......................................................................................... 194/314 Quadro 4.1-27 – Processos minerários inseridos na Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte ...................... 195/314 Quadro 4.1-28 - Empreendimentos de geração de energia na região da Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba ............................................................................................... 198/314 Figura 4.1-96 - Cartograma dos tipos de esgotamento sanitário nos municípios da bacia do Rio Meia Ponte. ............................................................................................ 201/314 Coordenador: Índice das Legendas Técnico: 9/17 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-97 - Área de Agricultura as margens do Rio Meia Ponte (à esquerda e abaixo), no Município de Itumbiara, com destaque (pontos azuis) para barramentos no tributário ............................................................................................... 202/314 Figura 4.1-98 - Nova proposta de divisão das sub-bacias do Rio Meia Ponte. ..................................... 205/314 Quadro 4.1-29 - Grupos de Aquíferos que ocorrem na Área de Localização do estudo e seus respectivos domínios, sistema e formação litológica que se encontram na região das sub-bacias do Rio Meia Ponte. ................................................................. 205/314 Figura 4.1-99 - Distribuição dos Sistemas Aquíferos Freáticos F2 (A) e F3 (B), respectivamente, no Estado de Goiás. ...................................................................................... 208/314 Figura 4.1-100 - Distribuição dos Sistemas Aquíferos Profundos do Cristalino Sudeste (A) e Araxá (B), respectivamente, no Estado de Goiás. ....................................................... 209/314 Quadro 4.1-30 - Estações de Monitoramento Limnológico, descrição e coordenas geográficas. ............... 214/314 Quadro 4.1-31 - Estações de Monitoramento de Qualidade da Água subterrânea, descrição e coordenas geográficas. ............................................................................... 215/314 Quadro 4.1-32 - Variáveis Limnológicas monitoradas na água superficial e subterrânea. ...................... 215/314 Quadro 4.1-33 - Volume, conservação e estocagem das amostras. ................................................. 220/314 Quadro 4.1-34 - Classificação do IQA. ................................................................................... 224/314 Quadro 4.1-35 - Classificação do Estado Trófico para reservatórios segundo Índice de Carlson Modificado.............................................................................................. 225/314 Figura 4.1-101 - Valores de temperatura da água a montante de Goiânia, no período de 1976 a 2011. .................................................................................................... 226/314 Figura 4.1-102 - Valores de condutividade elétrica a montante de Goiânia, no período de 1976 a 2011. .................................................................................................... 227/314 Figura 4.1-103 - Valores de turbidez a montante de Goiânia, no período de 1976 a 2011. .................... 227/314 Figura 4.1-104 - Valores de pH a montante de Goiânia, no período de 1976 a 2011. ........................... 228/314 Coordenador: 10/17 Técnico: Índice das Legendas 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-105 - Valores de oxigênio dissolvido a montante de Goiânia, no período de 1976 a 2011. .................................................................................................... 228/314 Figura 4.1-106 - Valores de temperatura da água a jusante de Goiânia, no período de 2002 a 2011. .................................................................................................... 229/314 Figura 4.1-107 - Valores de condutividade elétrica a jusante de Goiânia, no período de 2002 a 2011. .................................................................................................... 229/314 Figura 4.1-108 - Valores de turbidez a jusante de Goiânia, no período de 2002 a 2011. ....................... 230/314 Figura 4.1-109 - Valores de pH a jusante de Goiânia, no período de 2002 a 2011. .............................. 230/314 Figura 4.1-110 - Valores de oxigênio dissolvido a jusante de Goiânia, no período de 2002 a 2011. ........... 231/314 Figura 4.1-111 - Temperatura do ar e da nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .............................. 232/314 Figura 4.1-112 - Condutividade elétrica nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .................................. 233/314 Figura 4.1-113 – Concentrações Sólidos totais dissolvidos com a condutividade na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................................... 233/314 Figura 4.1-114 - Concentração de sólidos totais dissolvidos nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .................................................................................................... 234/314 Figura 4.1-115 - Concentração de sólidos suspensos nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .................. 235/314 Figura 4.1-116 - Concentração de sólidos totais nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 235/314 Figura 4.1-117 - Concentração de turbidez nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .............................. 236/314 Figura 4.1-118 - Concentração de cor nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .................................. 237/314 Coordenador: Índice das Legendas Técnico: 11/17 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-119 - pH nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ....................................................... 238/314 Figura 4.1-120 - Alcalinidade total nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................................... 239/314 Figura 4.1-121 - Dureza total nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ............................................. 240/314 Figura 4.1-122 - Concentração de cloretos nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .............................. 241/314 Figura 4.1-123 - Concentração de sulfato nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .............................. 241/314 Figura 4.1-124 - Concentração de oxigênio dissolvido nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .................. 242/314 Figura 4.1-125 - Concentração de DBO nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .................................. 243/314 Figura 4.1-126 - Concentração de nitrato nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .............................. 244/314 Figura 4.1-127 - Concentração de nitrogênio amoniacal nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .................................................................................................... 245/314 Figura 4.1-128 - Concentração de nitrito nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .............................. 245/314 Figura 4.1-129 - Concentração de nitrogênio inorgânico dissolvido nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.......................................................................................... 246/314 Figura 4.1-130 - Concentração de nitrogênio orgânico total nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .................................................................................................... 246/314 Coordenador: 12/17 Técnico: Índice das Legendas 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-131 - Concentração de nitrogênio total nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 247/314 Figura 4.1-132 - Concentração de ortofosfato nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 248/314 Figura 4.1-133 - Concentração de fósforo total nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 248/314 Figura 4.1-134 - Concentração de alumínio dissolvido nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .................................................................................................... 250/314 Figura 4.1-135 - Concentração de bário total nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 251/314 Figura 4.1-136 - Concentração de chumbo total nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 251/314 Figura 4.1-137 - Concentração de cromo total nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 252/314 Figura 4.1-138 - Concentração de manganês total nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 252/314 Figura 4.1-139 - Concentração de zinco total nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 253/314 Figura 4.1-140 - Concentração de ferro dissolvido nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 254/314 Figura 4.1-141 - Concentração de clorofila-a nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 255/314 Figura 4.1-142 - Coliformes totais nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................................... 256/314 Figura 4.1-143 - Coliformes termotolerantes nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 257/314 Coordenador: Índice das Legendas Técnico: 13/17 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Quadro 4.1-36 - Índice de Qualidade da água (IQA) nas estações amostradas no rio Meia Ponte e tributários, nos meses de fevereiro e junho de 2012............................................ 258/314 Quadro 4.1-37 - Índice de Estado Trófico (IET) nas estações amostradas no rio Meia Ponte e tributários, nos meses de fevereiro e junho de 2012............................................ 258/314 Figura 4.1-144 - Análise de Componentes Principais dos resultados obtidos em fevereiro (estrelas) e junho (círculos) de 2012. .............................................................. 259/314 Quadro 4.1-38 - Composição fitoplanctônica total nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ..................... 260/314 Figura 4.1-145 - Composição fitoplanctônica nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 260/314 Quadro 4.1-39 - Ocorrência dos táxons fitoplanctônicos nas estações monitorados, no rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro de 2012. ....................................................... 262/314 Figura 4.1-146 - Variação espacial da riqueza fitoplanctônica (número de táxons) nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro de 2012. .................................................................................... 263/314 Quadro 4.1-40 - Ocorrência dos táxons fitoplanctônicos nas estações monitorados, no rio Meia Ponte e tributários, em junho de 2012. ........................................................... 264/314 Figura 4.1-147 - Variação espacial da riqueza fitoplanctônica (número de táxons) nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em junho de 2012. ................................................................................................ 266/314 Quadro 4.1-41 - Valores de densidade do fitoplâncton nas estações monitorados, no rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro de 2012. ....................................................... 268/314 Figura 4.1-148 - Variação espacial da densidade fitoplanctônica nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro de 2012. .............. 269/314 Quadro 4.1-42 - Valores de densidade do fitoplâncton nas estaçõesmonitorados, no rio Meia Ponte e tributários, em junho de 2012. ........................................................... 270/314 Coordenador: 14/17 Técnico: Índice das Legendas 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-149 - Variação espacial da densidade fitoplanctônica nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em junho de 2012. .................. 271/314 Quadro 4.1-43 - Biovolume do fitoplâncton nas estações de amostragem de água superficial do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro de 2012. ................................................ 272/314 Figura 4.1-150 - Variação espacial do biovolume fitoplanctônico nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro de 2012. .............. 275/314 Quadro 4.1-44 – Biovolume do fitoplâncton nas estações de amostragem de água superficial do rio Meia Ponte e tributários, em junho de 2012. ..................................................... 276/314 Figura 4.1-151 - Variação espacial do biovolume fitoplanctônico nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em junho de 2012. .................. 280/314 Quadro 4.1-45 - Composição zooplanctônica total nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 280/314 Figura 4.1-152 - Composição zooplanctônica nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 281/314 Quadro 4.1-46 - Riqueza zooplanctônica nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro de 2012. ........................................ 282/314 Figura 4.1-153 - Variação espacial da riqueza zooplanctônica nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro de 2012. .............. 283/314 Quadro 4.1-47 - Riqueza zooplanctônica nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em junho de 2012. ............................................. 284/314 Figura 4.1-154 - Variação espacial da riqueza zooplanctônica nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em junho de 2012. .................. 285/314 Quadro 4.1-48 - Densidade de espécies (ind.m-3) nas estações de amostragem de água superficial do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro de 2012. ........................... 287/314 Figura 4.1-155 - Variação espacial da densidade zooplanctônica nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .................................................................................................... 289/314 Coordenador: Índice das Legendas Técnico: 15/17 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Quadro 4.1-49 - Densidade de espécies (ind.m-3) nas estações de amostragem de água superficial do rio Meia Ponte e tributários, em junho de 2012. ............................... 289/314 Figura 4.1-156 - Variação espacial da densidade zooplanctônica nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .................................................................................................... 290/314 Quadro 4.1-50 - Densidade (n°.ind./m²) e Riqueza Taxonômica, dos invertebrados bentônicos registrados nas estações de amostragem de água superficial do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro de 2012. ................................................................. 291/314 Quadro 4.1-51 - Densidade (n°.ind./m²) e Riqueza Taxonômica dos invertebrados bentônicos registrados nas estações de amostragem de água superficial do rio Meia Ponte e tributários, em junho de 2012. ..................................................................... 291/314 Figura 4.1-157 - Riqueza taxonômica dos invertebrados bentônicos nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.......................................................................................... 294/314 Figura 4.1-158 - Densidade dos invertebrados bentônicos (n0 ind.m-2) nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012.......................................................................................... 295/314 Figura 4.1-159 - Temperatura do ar e da água nas estações de água subterrânea amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 296/314 Figura 4.1-160 - Condutividade elétrica nas estações de água subterrânea amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .............................. 297/314 Figura 4.1-161 - Concentrações de nitrato nas estações de água subterrânea amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 299/314 Figura 4.1-162 - Concentrações de nitrogênio amoniacal nas estações de água subterrânea amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .................................................................................................... 299/314 Figura 4.1-163 - Concentrações de nitrito nas estações de água subterrânea amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .............................. 300/314 Coordenador: 16/17 Técnico: Índice das Legendas 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-164 - Concentrações de nitrogênio inorgânico dissolvido nas estações de água subterrânea amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................................................................................... 300/314 Figura 4.1-165 - Concentrações de nitrogênio orgânico total nas estações de água subterrânea amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .................................................................................................... 301/314 Figura 4.1-166 - Concentrações de nitrogênio total nas estações de água subterrânea amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .................. 301/314 Figura 4.1-167 - Concentrações de ortofosfato nas estações de água subterrânea amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 302/314 Figura 4.1-168 - Concentrações de fósforo total nas estações de água subterrânea amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 303/314 Figura 4.1-169 - Concentrações de alumínio total nas estações de água subterrânea amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .................. 304/314 Figura 4.1-170 - Concentrações de bário total nas estações de água subterrânea amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 305/314 Figura 4.1-171 - Concentrações de manganês total nas estações de água subterrânea amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .................. 305/314 Figura 4.1-172 - Concentrações de ferro total nas estações de água subterrânea amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 306/314 Figura 4.1-173 - Valores de coliformes totais nas estações de água subterrânea amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. ...................... 307/314 Figura 4.1-174 - Valores de coliformes termotolerantes nas estações de água subterrânea amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. .................................................................................................... 308/314 Coordenador: Índice das Legendas Técnico: 17/17 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 4. DIAGNÓSTICO SOCIOAMBIENTAL 4.1 - MEIO FÍSICO Este item apresenta as características gerais do Meio Físico buscando identificar os principais atributos físicos relacionados à implantação de aproveitamentos hidrelétricos na bacia do rio Meia Ponte. São identificados os aspectos do Clima (Item 4.1.1), relativos aos sistemas atmosféricos e parâmetros meteorológicos; da Geologia (Item 4.1.2) descrevendo as principais características da Plataforma Sul-Americana, assim como seus eventos geotectônicos; da Geomorfologia (Item 4.1.3) considerando os aspectos relacionados à topografia e à geometria de relevo e morfodinâmica; das atividades sísmicas naturais (Item 4.1.4); dos os jazimentos minerais (Item 4.1.5) assim como sua situação legal junto ao Departamento Nacional de Produção Mineral – DNPM; da Pedologia (Item 4.1.6) assim como aptidão agrícola dos solos, suas potencialidades e fragilidades (suscetibilidade à erosão) para implementação de AHE ao longo deste rio; espeleológicos (Item 4.1.7) elaborado com dados do Centro Nacional de Estudo, Proteção e Manejo de Cavernas CECAV do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBIO, dos Recursos Hídricos (Item 4.1.8), assim como aspectos das pressões sobre este e por fim, resultados do monitoramento da qualidade da água superficial e subterrânea (Item 4.1.9). São apresentados dados secundários, inclusive aqueles disponíveis nos principais órgãos de referencias para os respectivos aspectos, como o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) CPRM, Secretaria de Indústria e Comércio/ Superintendência de Geologia e Mineração, Ministério de Minas e Energia, Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, o qual encontrase no Sistema Estadual de Estatísticas e Informações Geográficas de Goiás (SIEG), SRTM (Shuttle Radar Topography Mission Cartas Topográficas produzidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Estações Sismográficas (UNB, IAG/USP), SIGMINE do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Sistema Brasileiro de Classificação dos Solos (EMBRAPA, 2006), Levantamento do Patrimônio Espeleológico, expedido pelo CECAV/ICMBio, Sistema Nacional de Informações de Saneamento e Agência Nacional de Águas, assim como também dados primários, coletados através de sobrevoo, visita a campo e duas campanhas para coleta de águas em dez pontos e dez poços. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 1/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 4.1.1 - 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Clima Este item abordará as características climáticas da bacia hidrográfica do rio Meia Ponte, que está localizada na região sul do Estado de Goiás e abrange 12.451 km². Para determinar o tipo climático de uma região é necessário analisar fatores estáticos, como a latitude, o relevo, a distância do mar, altitude, e fatores dinâmicos como a movimentação das massas de ar. O presente diagnóstico faz parte do Estudo de Inventário do rio Meia Ponte, onde serão analisados, de forma integrada, os aspectos físicos e os sistemas atmosféricos que modulam o clima da bacia hidrográfica do rio Meia Ponte. O clima na bacia hidrográfica do rio Meia Ponte é fortemente influenciado pelos sistemas atmosféricos que atuam na região. Estes sistemas são provenientes, normalmente, da região Amazônica, quando transportam grande quantidade de umidade e precipitação para a bacia, ou da região sul do país (massas de ar polar fria e seca). A seguir são descritos esses sistemas: Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS): a ZCAS é compreendida como uma “banda” de nebulosidade e de precipitação, orientada no sentido noroeste-sudeste, que se estende do sul da região Amazônica até o Atlântico sul central (QUADRO, 1995). Um episódio de ZCAS dura, geralmente, 4 dias e é tipicamente no período de verão, entre os meses de dezembro e março. Uma característica marcante dessa “banda de nebulosidade” é o incremento da precipitação da região que atua. Como o período de chuvas na região da bacia em estudo ocorre entre outubro e abril, em episódios de ZCAS pode haver precipitações mais intensas na bacia. Linhas de Instabilidade (LI): As LIs são, normalmente, formadas pelo encontro de uma massa de ar úmido vindo do oceano, com uma massa de ar seco do continente (SANT'ANNA NETO, 2005). Geralmente as LIs podem anteceder a passagem de uma frente fria, e estão associadas a fortes pancadas de chuva, granizo, descargas elétricas ou trovoadas (CPTEC, 2010). É comum as Lis provocarem precipitações na região da bacia do Meia Ponte no período de verão, podendo ocorrer também no inverno com menor frequência. Massa de ar Polar (MP): as massas de ar vindas das latitudes altas da América do Sul atuam no período de inverno (entre junho e agosto), favorecendo ocorrência de geadas nas regiões com elevadas altitudes. Com o resfriamento do continente no período de inverno, os anticiclones polares ficam mais fortes, favorecendo a chegada de frentes frias que provocam chuvas e queda de temperatura. Entretanto, quando a massa de ar polar se desloca sobre a região em estudo, deixa o tempo mais seco e com período de escassez de chuvas, exceto nas cotas mais altas onde a umidade é elevada. Coordenador: 2/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Anticiclone Subtropical do Atlântico Sul (ASAS): O sistema atmosférico derivado da circulação do Anticiclone do Atlântico Sul apresenta elevado grau de estabilidade sobre o continente, embora podendo produzir instabilidade ao longo do litoral brasileiro ou sob a influência da orografia. Na região em estudo, o relevo apresenta-se pouco expressivo, com ausência de rugosidade suficiente para perturbar o fluxo das correntes estáveis do Anticiclone do Atlântico Sul, que fluem na região através de ventos que sopram de Leste e Nordeste. Assim, sob a influência do sistema de circulação do Anticiclone do Atlântico Sul e do Anticiclone Polar, tem-se no inverno o tempo estável com tardes quentes e muito secas, em contraste com as madrugadas frescas ou mesmo frio. O período seco, nos meses de maio a outubro, representa cerca de 8% da soma anual. Os dados meteorológicos das estações próximas à bacia também indicam as características climáticas locais. No Quadro 4.1-1 podem ser visualizadas as médias anuais da precipitação, temperatura, umidade relativa do ar, evapotranspiração, e nebulosidade. Quadro 4.1-1 - Normais climatológicas, média anual de 1961 a 2011 nas estações próximas a bacia hidrográfica do Rio Meia Ponte. P (mm) Tméd (ºC) UR (%) Evap (mm) Neb ( décimos ) Rio Verde 1.665,2 23,2 69 1.335 0,5 Jataí 1.634,6 23,0 69,1 1.968 - Goiânia 1.620,9 22,8 65,7 1.569 0,5 Catalão 1.456,5 22,5 66,8 1.317 0,4 Goiás 1.786,0 25,3 66,3 1315,2 0,5 Ipameri 1.460,3 23,7 68,6 1631,0 0,4 Pirenópolis 1.655,9 23,1 68,9 1723,5 0,6 Capinópolis 1.545,7 24,0 73,6 1787,9 0,5 Estações Fonte: INMET, 2012. *Exceto para os parâmetros evapotranspiração e nebulosidade (1961 a 1990). Os parâmetros meteorológicos se comportam tipicamente como clima Aw – tropical quente ou de savana, segundo a classificação climática de KOPPEN (1948). As temperaturas médias são superiores à 18ºC, com amplitudes térmicas inferiores a 5ºC. O período chuvoso ocorre entre outubro e abril, e o período seco entre maio e setembro. A região apresenta um período de deficiência hídrica no solo entre maio e setembro, e um período de excedente hídrico entre os meses de outubro e março. Com relação ao nível ceráunico na região da bacia, ou seja, a quantidade de raios incidentes por km², a bacia apresenta entre 4,496 e 10,1164 raio/km². Esses valores são representativos, tornando necessária a atenção para prevenção de descargas elétricas nos AHE. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 3/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 4.1.1.1 - 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Objetivos O objetivo geral desse diagnóstico é identificar como os aproveitamentos hidrelétricos existentes e propostos para a bacia do rio Meia Ponte podem interferir ou alterar os fatores climáticos dessa região, indicando possíveis fatores de sensibilidade e fragilidade. Os objetivos específicos desse relatório são: i) apresentar os efeitos e atuação dos sistemas atmosféricos sobre a bacia do rio Meia Ponte; ii) avaliar a influência dessa dinâmica nos aproveitamentos hidrelétricos existentes e propostos; iii) analisar os parâmetros meteorológicos de forma que demostrem a sazonalidade climática local e, iv) avaliar a possibilidade de ocorrer alguma alteração no clima da bacia devido às instalações dos aproveitamentos hidrelétricos existentes e propostos. 4.1.1.2 - Métodos Este diagnóstico foi elaborado a partir dos dados de estações meteorológicas disponibilizados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), nas áreas próximas aos aproveitamentos. São analisados os dados médios mensais de precipitação pluviométrica, temperatura, umidade relativa do ar, direção e velocidade dos ventos, evapotranspiração, insolação e nebulosidade. O período da coleta dos dados é de 1961 a 2011. É importante destacar que, as estações não apresentaram uniformidade com relação ao período dos dados, onde algumas estações apresentam séries até 1994. Os dados de nebulosidade, evapotranspiração e balanço hídrico não estão disponíveis para o período posterior a 1991, sendo utilizada as normais climatológicas de 1961 a 1990. Os dados de ventos apresentados são da estação de Itumbiara, a única estação mais próxima da bacia hidrográfica do rio Meia Ponte com uma série representativa (1993 a 2004). Os dados de ventos das demais estações apresentam muitas falhas e período de registro inferior aos de Itumbiara, considerados assim, inapropriados para a análise climática. O Quadro 4.1-2 apresenta as informações sobre as estações meteorológicas que foram utilizadas na análise climática. Os dados meteorológicos são apresentados em quadros e gráficos elaborados no Excel. Os mapas dos parâmetros meteorológicos (precipitação, temperatura, umidade relativa do ar, evapotranspiração, insolação, nebulosidade) foram confeccionados através de técnicas geoestatísticas de interpolação dos dados em ambiente SIG e serão apresentados no Caderno de Mapas. Coordenador: 4/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Quadro 4.1-2 - Estações meteorológicas utilizadas para análise do clima da bacia hidrográfica do rio Meia Ponte. Localização geográfica ( latitude/ longitude ) Altitude Período dos dados UF Rio Verde / 83470 17°48'S/50°55'W 774 1961-1990 GO Jataí/83464 Estação meteorológica/ código 17º53’S/51º43’W 662 1961-1990 GO Goiânia /83423 16º40’S49º15’W 740 1961-1990 GO Catalão/83526 18º11’S/47º57’W 840 1961-1990 GO Goiás/83374 15°55'S/50°08'W 512,2 1961-1991 GO Ipameri/83522 17°43'S/48°10'W 773,0 1961-1991 GO Pirenópolis/83376 15°51'S/48°58'W 740,0 1961-1991 GO Capinópolis/83514 18°43'S/49°33'W 620,6 1961-1991 MG Fonte: INMET, 2012. • Observações para o período dos dados: estação Rio Verde parâmetro temperatura (1961 a 2006); estação Jataí parâmetro precipitação e temperatura (1961 a 2005); estação Goiânia parâmetro umidade e insolação (1961 a 2000); estação Goiânia parâmetro umidade (1961 a 2000); estação Catalão parâmetro Temperatura (1961 a 1997) umidade e insolação (1961 a 1994); estação Goiás parâmetro temperatura (1961 a 1999) e umidade e insolação (1961 a 2001); estação Ipameri parâmetro temperatura (1961 a 1994) e umidade e insolação (1961 a 1994); estação Pirenópolis parâmetro temperatura (1961 a 1998) e umidade e insolação (1961 a 1996); estação Capinópolis parâmetro umidade e insolação (1961 a 1994). Além da análise da sazonalidade apresentada pelos dados, serão considerados os aspectos sobre a circulação atmosférica local, a densidade de raios na região (nível ceráunico), e o balanço hídrico climatológico proposto por THORNTHWAITE-MATHER (1955). A pesquisa está embasada em bibliografia específica e consultas aos relatórios pré-existentes sobre as características climáticas na área da bacia hidrográfica do rio Meia Ponte como, por exemplo, a AAI da Bacia do Paranaíba (EPE, 2007) e o componente ambiental do inventário do rio Meia Ponte (ECOLOGY, 2008). Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 5/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 4.1.1.3 - Resultados 4.1.1.3.1 - Precipitação Na série histórica de precipitação pluviométrica das estações utilizadas para este estudo pode-se identificar relativa sazonalidade, a qual também se aplica aos demais parâmetros meteorológicos. Há um período de sete meses, entre outubro e abril, com valores de chuva total mensal acima de 100 mm em média, o que corresponde a aproximadamente 90% do total pluviométrico anual. Destacam-se os meses de novembro a fevereiro, com precipitação média mensal superior a 200 mm, coincidindo com o período de maiores excedentes hídricos no solo. A estação seca corresponde aos meses de maio a setembro, com média entre 10,4 e 47,5 mm, período no qual o solo encontra-se com déficit hídrico. O Quadro 4.1-3 mostra os valores médios mensais de precipitação nas estações meteorológica próximas à bacia. Na Figura 4.1-1 está representada a distribuição dessa precipitação em forma de gráfico, onde o resultado de cada mês é a média mensal de todas as estações. A precipitação média anual apresenta uma variação entorno de 326 mm. Em ambas as estações o comportamento segue o padrão de um período chuvoso e outro mais seco, típico do clima do Brasil central. Os meses de junho e julho apresentam as menores médias de chuvas durante o ano, enquanto em dezembro e janeiro são os meses mais chuvosos. O mapa 2523-00-EIBH-MP-2002 - Mapa de Isoietas de Precipitação apresenta as isoietas de precipitação para a bacia. Quadro 4.1-3 - Normal climatológica de precipitação média mensal e anual de 1961 a 2011 nas estações próximas à bacia do rio Meia Ponte (valor em mm) Jataí Goiás Ipameri Capinópolis Pirenópolis 278,6 270,0 344,3 263,8 249,1 287,3 220,0 219,7 239,1 282,8 232,6 215,7 242,9 235,8 220,1 105,9 122,9 198,9 259,5 221,4 206,8 177,9 214,7 77,4 109,5 99,2 86,9 101,5 133,8 Mai 40,2 23,9 31,6 47,6 33,9 32,1 55,2 31,9 Jun 15,0 10,9 9,0 18,4 11,1 8,4 40,0 12,1 Jul 10,2 3,3 6,6 8,7 Ago 10,2 16,5 12,3 27,5 3,5 5,5 29,2 7,5 12,6 12,0 29,3 13,7 Set 53,8 63,8 38,7 59,3 49,4 40,2 62,4 48,0 Out 201,4 196,6 124,2 125,2 138,8 113,7 136,2 143,7 Nov 250,4 196,5 Dez 274,8 284,5 188,1 188,4 271,2 167,5 201,0 233,3 271,4 281,5 317,9 291,0 248,2 287,0 1665,2 1620,9 1456,5 1634,6 1786,0 1460,3 1545,7 1655,9 Rio Verde Goiânia Catalão Jan 250,9 261,9 Fev 216,6 Mar Abr Anual Fonte: INMET, 2012. Coordenador: 6/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Fonte: INMET, 2012. Figura 4.1-1 - Normais climatológicas de precipitação média mensal de 1961 a 2011 nas estações próximas à bacia do rio Meia Ponte. É importante destacar a análise integrada da perda de solos e erosão em decorrência de chuvas intensas na região. O Quadro 4.1-4 apresenta a variação mensal das chuvas máximas de 24 horas. Observa-se que a região está sujeita à ocorrência de episódios de precipitação intensa no período chuvoso, com valores mais elevados (149,9 mm em dezembro) na estação meteorológica de Catalão (fora dos limites da bacia). Quadro 4.1-4 - Média mensal de chuvas máximas (mm) em 24 horas Mês Rio Verde Goiânia Catalão Jan 132,4 124,2 102,1 Fev 95,6 102,4 74,6 Mar 92,4 97 90,5 Abr 74 81,6 83,4 Mai 71,2 79,1 76,3 Jun 29,2 47,1 25,6 Jul 35,5 28,1 18,4 Ago 50,2 27,4 63 Set 49 77,5 44,9 Out 95 107,4 74,7 Nov 87,8 93,2 108,3 Dez 116,9 134 149,9 Anual 1.324 1.340 1.490 Fonte: INMET, 2009 Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 7/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte A concentração de chuvas na bacia do período de verão está relacionada com a umidade vinda da região Amazônica e à incidência de frentes frias aliada ao compartimento topográfico regional. Já a subsidência atmosférica, muito influenciada pelo Anticiclone do Atlântico Sul, influencia no período de estiagem da bacia. 4.1.1.3.2 - Temperatura Bem característico do clima tropical Aw, as temperaturas médias não variam muito na região em estudo. As médias mensais são superiores a 18ºC e a amplitude térmica gira entorno de 5ºC. As temperaturas podem variar entre 21,4 e 25,9ºC no período mais quente (verão), e, entre 19,3 e 25,8ºC no período mais frio (inverno). As temperaturas médias são um pouco maiores na estação de Goiás, que também é a estação que apresenta a menor média mínima de chuvas (junho 11,1 e julho 3,5mm). O mês mais quente é outubro, que corresponde ao início da primavera. Considerando a pouca umidade no solo para ser evaporada, a maior parte da radiação líquida é transformada em fluxo de calor sensível. Os meses mais frios são junho e julho, quando a região recebe incursões de massas de ar polar. No 2523-00-EIBH-DE-2001 - Mapa de Isoietas de Temperatura está representada a espacialização das temperaturas médias na bacia do Meia Ponte. Quadro 4.1-5 - Normal climatológica de temperatura média mensal (ºC) de 1961 a 2011 nas estações próximas a bacia do Meia Ponte Mês Rio Verde Goiânia Catalão Jataí Goiás Capinópolis Pirenópolis Ipameri Jan 23,9 21,8 21,4 24,6 25,4 24,8 23,5 24,1 Fev 24,3 23,8 23,7 24,5 25,5 25,0 23,5 23,9 Mar 24,1 24,0 23,7 24,2 25,9 25,0 23,6 24,1 Abr 23,4 23,8 23,0 23,4 25,8 24,4 23,5 24,0 Mai 21,6 22,3 21,2 20,8 24,7 22,2 22,2 22,7 Jun 20,8 20,8 20,2 19,3 23,5 21,3 20,9 21,5 Jul 20,9 20,8 20,3 19,5 23,9 21,4 21,0 21,6 Ago 22,9 22,7 22,0 21,6 25,8 23,2 23,1 23,7 Set 24,0 21,5 23,3 23,4 27,3 25,1 24,5 25,2 Out 25,0 24,8 24,1 24,8 25,3 25,8 24,6 25,2 Nov 24,0 24,2 23,6 24,7 25,7 25,3 23,7 24,1 Dez 23,9 23,5 23,4 24,6 25,3 24,9 23,4 24,0 Anual 23,2 22,8 22,5 23,0 25,3 24,0 23,1 23,7 Fonte: INMET, 2012. Coordenador: 8/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Fonte: INMET, 2012. Figura 4.1-2 - Normal climatológica de temperatura média mensal de 1961 a 2011 nas estações próximas a bacia do Meia Ponte. 4.1.1.3.3 - Umidade relativa do ar O parâmetro de umidade relativa (UR) diz respeito à proximidade do ar ao estado de saturação, e não à quantidade real de vapor d’água no ar, sendo a razão entre o conteúdo real de vapor d’água (e) e o conteúdo que deveria ter para saturar (es) multiplicados por 100 que corresponde a porcentagem, onde: UR = e / es x 100 A umidade absoluta (UA) do ar – quantidade real de vapor d’água no ar - é definida como a massa de vapor d’água (mv), por unidade de volume (V) em m³, onde: UA = mv / V É difícil medir diretamente a UA e por isso, usualmente, mede-se a UR. O aumento ou redução da UR não quer dizer que ocorreu mudança na concentração de vapor d’água no ar, pois a alteração na UR pode vir da alteração da temperatura ambiente, pois a umidade relativa do ar é inversamente proporcional à temperatura do ar. Vale ressaltar que, a variação anual da UR também estará relacionada às condições atmosféricas locais, e demais fatores como localização das fontes e sumidouros de vapor d’água (VAREJÃO, 2006). É importante perceber que não é apenas a evaporação a responsável pelo teor de umidade relativa do ar. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 9/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte A umidade relativa do ar, assim como outros parâmetros meteorológicos, pode ser associada aos diferentes tipos de cobertura vegetal, a condições precipitações, e a condições favoráveis a incêndios florestais em períodos mais secos. A UR é a medida mais utilizada para mensurar a sensação térmica (conforto humano) em dias muito secos ou muito úmidos. A umidade relativa média anual para as estações analisadas é entorno de 68%. No verão as médias variam entre 84e 74%, representando os maiores valores durante o ano; já no inverno as médias ficam entre 47 e 70%. Os meses que apresentam as maiores médias de umidade são dezembro e janeiro, e as menores médias ocorrem em julho e agosto. O Quadro 4.1-6 apresenta os valores médios mensais e a Figura 4.1-3 a representação da distribuição anual de umidade relativa do ar nas estações em estudo. Quadro 4.1-6 - Normal climatológica de umidade relativa do ar (mm) de 1961 a 1990 nas estações próximas a bacia do Meia Ponte Mês Rio Verde Goiania Catalão Jataí Goiás Ipameri Capinópolis Pirenópolis Jan 78,5 75,0 76,9 76,7 78,2 77,7 84,7 79,6 Fev 77,5 76,0 75,7 77,3 78,4 75,8 84,6 79,8 75,7 81,3 79,1 Mar 79,0 74,0 74,8 77,7 77,0 Abr 74,6 71,0 71,7 70,7 71,1 73,0 78,3 76,0 Mai 70,7 65,0 66,2 74,1 66,2 69,8 72,2 69,3 Jun 64,9 60,0 61,2 65,0 60,1 65,8 70,2 64,0 59,6 63,7 55,0 Jul 57,7 53,0 55,5 61,6 52,4 Ago 50,7 47,0 51,2 47,2 47,0 53,6 59,3 49,2 Set 58,0 53,0 55,9 59,8 53,5 60,2 65,8 53,3 Out 65,9 65,0 63,8 65,3 63,2 63,1 68,3 65,9 71,7 72,5 74,9 Nov 72,7 73,0 71,0 74,4 70,4 Dez 78,0 76,0 77,3 79,3 78,4 77,2 82,0 80,5 Anual 69,0 65,7 66,8 69,1 66,3 68,6 73,6 68,9 Fonte: INMET, 2012. Coordenador: 10/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Fonte: INMET, 2009. Figura 4.1-3 – Cartograma da Normal climatológica da Umidade Relativa do Ar, média anual de 1961 a 1990 nas estações próximas e na bacia do Meia Ponte. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 11/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 4.1.1.3.4 - Nebulosidade A nebulosidade representa a porção do céu (abóboda celeste) encoberta por nuvens. O interesse de se conhecer o regime de nebulosidade de uma região pode estar relacionado às possíveis interferências que a cobertura de nuvens pode causar ao recebimento/retenção de energia radiativa, bem como às características das precipitações. As normais climatológicas apontam uma variação sazonal de nebulosidade consoante às variações de precipitação. Verifica-se que entre maio e setembro foram os meses de menor nebulosidade na região, que apresenta também menor índice pluviométrico. De outubro a abril os valores de nebulosidade são maiores, o que reflete em maior evaporação e também em forçamento dos sistemas transientes na formação e manutenção de nuvens na região. O Quadro 4.1-7 apresenta os valores de nebulosidade média mensal e a Figura 4.1-4 a distribuição anual nas estações analisadas. Quadro 4.1-7 - Normal climatológica de nebulosidade, de 1961 a 1990 nas estações próximas a bacia do Meia Ponte Nebulosidade. (valores em Décimos do céu coberto) Mês Rio Verde Goiânia Catalão Goiás Ipameri Pirenópolis Capinópolis Jan 0,7 0,7 0,6 0,7 0,7 0,8 0,8 Fev 0,6 0,7 0,6 0,7 0,6 0,7 0,7 Mar 0,6 0,7 0,5 0,6 0,5 0,7 0,7 Abr 0,5 0,5 0,4 0,5 0,4 0,6 0,5 Mai 0,4 0,4 0,3 0,4 0,4 0,5 0,5 Jun 0,3 0,3 0,3 0,3 0,3 0,4 0,4 Jul 0,3 0,3 0,2 0,2 0,3 0,3 0,3 Ago 0,3 0,3 0,2 0,4 0,3 0,4 0,3 Set 0,4 0,4 0,3 0,6 0,4 0,6 0,4 Out 0,6 0,6 0,5 0,7 0,5 0,7 0,6 Nov 0,7 0,7 0,6 0,7 0,6 0,7 0,7 Dez 0,7 0,8 0,7 0,8 0,7 0,8 0,8 Fonte: INMET, 2009. Coordenador: 12/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Fonte: INMET, 2009. Figura 4.1-4 – Cartograma da normal climatológica de Nebulosidade Anual, de 1961 a 1990 nas estações próximas e na bacia do Meia Ponte. (valores em Décimos do céu coberto). Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 13/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 4.1.1.3.5 - Insolação A radiação solar constitui-se como um parâmetro fundamental para a tipologia climática de uma região (PORFIRIO et al., 2011). A insolação é a radiação solar recebida pela Terra, e sua medição representa a quantidades de horas de brilho solar que uma superfície recebeu. Essa energia que a Terra recebe é imprescindível para a ocorrência dos processos termodinâmicos, como o aquecimento e resfriamento de uma parcela de ar. A energia solar tem sido relacionada às fontes de energia limpa, e que pode ser aproveitada em muitos setores energéticos. Na região da bacia hidrográfica do rio Meia Ponte foi contabilizada quantas horas em médias de radiação são recebidas durante cada mês do ano, e o total dessas horas ao longo do ano. A média anual de insolação nas estações analisadas é de 2.370 horas por ano. Nos meses entre abril e agosto ocorre a maior incidência de insolação (entre 200 e 272 horas). Normalmente, o período mais seco e com menor nebulosidade apresenta os maiores índices de insolação, pois as nuvens são como “barreiras” para insolação direta na superfície. Ainda nesse período, ocorrem os menores índices pluviométricos e menores temperaturas, pois trata-se de um período em que a atmosfera encontra-se mais estável, sob influência de Altas Pressões. Entre novembro e fevereiro os dias recebem menor quantidade horas de insolação direta (entre 130 e 214 horas), fato que pode ser explicado pela instabilidade da atmosfera e grande quantidade de nuvens e sistemas atmosféricos que penetram na região no período de verão. O Quadro 4.1-8 apresenta os valores médios mensais de insolação nas estações próximas à bacia do rio Meia Ponte. Quadro 4.1-8 - Normal climatológica de insolação (h), de 1961 a 2011 nas estações próximas a bacia do Meia Ponte Rio Verde Goiânia Catalão Jataí Goiás Ipameri Pirenópolis Capinópolis Jan 151,2 154,0 Fev 155,0 162,1 149,5 130,7 142,8 156,4 151,4 196,0 146,1 151,2 194,6 188,9 138,9 Mar 175,4 180,3 163,5 155,0 161,5 190,3 190,2 167,8 175,4 Abr Mai 213,1 212,8 236,7 245,5 210,5 200,8 204,9 242,2 201,5 213,1 217,3 217,4 240,8 263,8 247,3 Jun 230,8 236,7 246,6 222,7 234,3 244,3 264,3 249,3 Jul 230,8 260,9 263,3 243,9 236,2 261,9 272,0 271,4 260,9 Ago 254,2 248,0 205,3 241,9 232,0 254,8 257,5 254,2 Set 172,1 167,1 184,0 173,9 162,9 179,1 186,3 172,1 Out 187,4 163,5 190,8 189,2 186,1 221,6 189,7 187,4 Nov 164,9 182,8 167,3 153,2 187,4 214,9 148,2 164,9 Dez 156,9 153,6 144,6 135,0 150,0 174,0 118,6 156,9 2358,5 2379,5 2242,0 2230,3 2406,2 2661,5 2322,6 2358,5 Anual Fonte: INMET, 2012. A compreensão das melhores formas de aproveitamento da energia solar na região da bacia passa pela análise da incidência dos raios que chegam à superfície. Para tanto, o estabelecimento de um modelo matemático é imprescindível. Este modelo não faz parte do foco deste relatório, sendo mencionada apenas como recomendação no caso de demandas mais específicas. Coordenador: 14/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 4.1.1.3.6 - MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Direção e velocidade dos ventos As diferentes condições de pressão atmosférica fazem com que o ar seja deslocado de uma área de maior pressão (Alta Pressão), para uma área de menor pressão (Baixa Pressão), e esse movimento dá origem aos ventos (MUNHOZ & GARCIA, 2008). Os ventos também são influenciados pelo movimento de rotação da Terra, pela topografia, consequentemente, pelo atrito do ar com a superfície. A direção do vento também é muito variável no tempo e no espaço, quando levado em consideração os aspectos geográficos do local como rugosidade do terreno, a topografia, a vegetação, e a época do ano (sazonalidade). Estudos sobre reservatórios, como de Barra Bonita (Lobo-Broa) e Tucuruí (MORAES et al., 2010, apud SEBASTIEN, 2004), mostram que a direção e intensidade dos ventos podem influenciar na proliferação de diferentes gêneros de algas. Esse aumento de algas no reservatório ocorreu devido o aumento de nutrientes que chegaram à superfície em dias de ventos mais fortes. Alguns tipos de algas possuem efeito tóxico, podendo comprometer o uso do reservatório para abastecimento público (MORAES et al., 2010). Outro aspecto importante dos ventos é o "Fetch", ou seja, a distância percorrida pelas ondas da água do reservatório, após deixar a área de origem. O “Fetch” pode favorecer efeitos negativos para um reservatório, como por exemplo, a erosão das margens, e consequentemente a turbidez da água e o assoreamento (AZEVEDO & FRANCO, 2010). A estação climatológica de Itumbiara é a única na região com registros extensos de velocidade do vento, constando do período de 1993 a 2004. Os dados dessa estação mostram que nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro a predominância dos ventos na região é de NW (noroeste), e que possui as seguintes frequências: 42,9% de frequência no mês de dezembro, 50% em janeiro e 33% em fevereiro. Entre os meses de março e outubro a direção predominante passa a ser de E (leste), com as seguintes frequências: 61,5% da frequência em março e abril, 46,1% em maio, 100% em junho, e 77,8% em julho (Figura 4.1-5). No período de dezembro a fevereiro a segunda predominância de ventos vem das direções N e E, e entre março e outubro os ventos são de NE. Ventos dos quadrantes SE, SW, W e S não apresentam valores significativos de ingressões nessa região. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 15/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Fonte: Furnas 2004 Figura 4.1-5 - Direção predominante dos ventos de 1993 a 2004 em Itumbiara – GO. Já a velocidade média dos ventos para o mesmo período (1993-2004), apresentam os maiores valores entre junho e outubro, com médias superiores a 2m/s. Entre fevereiro e maio ocorrem os menores valores de intensidade do vento. A Figura 4.1-6 apresenta os valores médios da intensidade dos ventos na região em estudo. De acordo com a escala Beaufort, os ventos na região em estudo são classificados como “Bafagem e Aragem“, pois seus valores estão entre 0,3 e 1,5m/s, e 1,6 e 3,3 m/s respectivamente. Como a intensidade dos ventos na região da bacia do Meia Ponte pode ser considerada baixa, o efeito “Fetch” poderá não ser significativo.1 Figura 4.1-6 - Valores médios da intensidade dos ventos na região em estudo. 1 Os dados de ventos utilizados neste trabalho são da estação de Itumbiara, e não há série de dados em outro ponto próximo à bacia, dificultando a interpolação de dados em ambiente SIG, desta forma, o mapa de perfil de ventos não será confeccionado devido à indisponibilidade de dados próximos à bacia. Coordenador: 16/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 4.1.1.3.7 - MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Evapotranspiração A evapotranspiração acontece quando em uma superfície vegetada ocorrem simultaneamente os processos de evaporação e transpiração. Na bacia do rio Meia Ponte a taxa de evapotranspiração média anual varia entre 1.315 a 1.968 mm. O período que ocorre os maiores valores médios de evaporação é entre maio e outubro nas estações de Rio Verde e Catalão, com valores entre 98,8 e 254,8 mm. Em Goiânia as médias ficam acima de 100 mm de março a novembro, e em Jataí os valores estão acima de 100 mm durante todo o ano. No Quadro 4.1-9 estão representados os valores médios mensais e a Figura 4.1-7 a distribuição anual de evapotranspiração na região da bacia em estudo. Quadro 4.1-9 - Normal climatológica de evapotranspiração (mm), de 1961 a 1990 nas estações próximas a bacia do Meia Ponte. Goiás Ipameri Pirenópolis Capinópolis 120,3 66,0 104,0 100,4 88,0 103,4 63,5 102,1 94,3 90,2 82,5 112,2 69,0 114,9 98,3 94,1 110,3 85,0 123,5 83,8 111,2 119,3 105,0 98,8 125,5 100,9 143,2 108,0 121,5 145,4 142,0 119,0 141,8 111,4 159,7 123,1 126,8 158,2 161,9 153,5 170,3 138,9 212,8 162,3 166,8 193,2 212,1 Ago 195,4 203,7 176,9 258,8 198,2 203,8 235,0 254,8 Set 172,5 190,6 179,7 245,4 177,7 200,3 231,0 232,2 Out 136,4 147,9 131,0 209,6 123,1 164,0 183,3 159,0 Nov 88,1 105,7 94,1 154,4 78,7 122,8 128,5 104,4 Dez 71,7 94,8 70,1 125,2 61,8 92,8 101,0 79,8 1.335,8 1.569,4 1.317,4 1.968,5 1315,2 1631,0 1787,9 1723,5 Mês Rio Verde Goiânia Catalão Jan 72,6 91,1 74,8 Fev 74,2 85,9 72,1 Mar 73,1 101,8 Abr 80,5 Mai Jun Jul Anual Jataí Fonte: INMET, 2009. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 17/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Fonte: INMET, 2009. Figura 4.1-7 – Cartograma da normal climatológica de Evapotranspiração Anual, de 1961 a 1990 nas estações próximas a bacia do Meia Ponte. Coordenador: 18/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 4.1.1.3.8 - MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Balanço Hídrico O balanço hídrico é o somatório da quantidade de água que entra e sai de uma determinada unidade elementar de terreno ou volume de referência (solo, bacia hidrográfica, por exemplo) em um intervalo de tempo. A quantidade de água líquida que fica disponível às plantas, é o resultado desse balanço, quando o volume de referência venha a ser o solo (TOMASELLA & ROSSATO, 2005). Um dos métodos para cálculo do balanço hídrico é proposto por THORNTHWAITE-MATHER (1955), sendo utilizado como base para uma classificação climática. A aplicação do referido método possibilita prever a variação temporal do armazenamento de água no solo da bacia. Para obter o resultado desse balanço hídrico é necessário definir a capacidade de água disponível (CAD), ou seja, a quantidade máxima que uma determinada porção do solo consegue armazenar. Com o valor da CAD, do total de precipitação, e da evapotranspiração potencial, é possível obter os valores de evapotranspiração real, deficiência hídrica, excedente hídrico e o total de água que é retirada do solo em um período (PEREIRA, 2005). A diferença entre a evapotranspiração potencial e a real indica uma deficiência hídrica no solo, enquanto que, a diferença entre a precipitação e a evapotranspiração potencial, quando o solo atinge a sua capacidade máxima de retenção de água, indica um excedente hídrico no solo (CIIAGRO, 2009). Para conhecer o comportamento da água no solo na bacia hidrográfica do rio Meia Ponte, será descrito o balanço hídrico para cada estação em análise (Quadro 4.1-10), e a representação dos seus valores nas Figura 4.1-8, Figura 4.1-9 e Figura 4.1-10. Quadro 4.1-10 - Balanço hídrico (valor em mm) Mês Rio Verde Goiânia Catalão 148,6 152,3 153,7 Fev 96,1 106,5 114,0 Mar 149,7 103,0 62,3 Abr 34,1 25,8 -77,0 Mai -29,6 -48,7 -46,3 Jun -56,8 -69,8 -58,7 Jul -68,6 -56,3 -72,1 Ago -84,6 -87,1 -93,0 Set -63,0 -89,8 -87,0 Out 30,7 30,4 14,2 Nov 152,6 92,6 88,4 Dez 192,2 133,8 166,5 Jan Fonte: INMET, 2009. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 19/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Figura 4.1-8 - Representação gráfica do Extrato do Balanço Hídrico (deficiência e excedente, mm) para a estação Rio Verde. Figura 4.1-9 - Representação gráfica do Extrato do Balanço Hídrico (deficiência e excedente, mm) para a estação Goiânia. Coordenador: 20/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-10 - Representação gráfica do Extrato do Balanço Hídrico (deficiência e excedente, mm) para a estação de Catalão. A Figura 4.1-8, Figura 4.1-9 e a Figura 4.1-10 mostram que para as 3 estações analisadas o período de deficiência hídrica está situado entre abril e setembro, com valores entorno de -29 e -98 mm (representados com sinal negativo por representar a retirada de água no solo). Já o período de excedente hídrico ocorre entre outubro e março, com valores entre 14 e 192 mm. As Figura 4.1-11 e Figura 4.1-12 mostram respectivamente a distribuição dos déficits e excedentes de umidade para a estação de Rio Verde, única com monitoramento desse índice nas proximidades da bacia do Rio Meia Ponte. O armazenamento de água no solo está relacionado com o período de precipitação e sua quantidade. Em todas as estações citadas, os meses mais chuvosos coincidem com os meses em que se apresenta excedente de água. O solo predominante da região (latossolo vermelho), bem como sua textura e porosidade, também influenciam na infiltração de água e seu armazenamento. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 21/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Figura 4.1-11 – Cartograma do Extrato do Déficit Hídrico Anual. Dados para a estação Rio Verde. Coordenador: 22/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-12 – Cartograma do Extrato do Excedente Hídrico Anual. Dados para a estação Rio Verde. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 23/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 4.1.1.3.9 - 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Nível Ceráunico O Nível Ceráunico representa a contagem dos “dias de trovoadas por ano”, ou seja, são registrados os números de dias no ano em que foi ouvido o trovão de ao menos uma descarga (DIAS et al., 2009). Em períodos sazonais de maior temperatura atmosférica, a ascensão do ar forma nuvens convectivas típicas de verão, quando o solo é aquecido mais rapidamente por radiação solar, perdendo para a atmosfera, através da irradiação, o calor armazenado durante o dia. O aumento de convecção está relacionado à formação de nuvens propícias às descargas atmosféricas. Nas regiões tropicais é frequente a incidência de raios. O Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) publicou um ranking da incidência de descargas atmosféricas por município para os biênios 2009-2010. Foram criados rankings para cada estado individualmente (indicando a posição de cada município em relação ao seu estado) e um ranking geral para os 3.180 municípios que compõem a região centro-sul do Brasil. Os dados de descargas atmosféricas foram obtidos pela Rede Brasileira de Detecção de Descargas Atmosféricas (BrasilDAT), processados e corrigidos por um novo modelo de eficiência de detecção denominado MED4, recém desenvolvido pelo Grupo ELAT (ELAT, 2012). O Quadro 4.1-11 apresenta a densidade de ocorrência de raios por km2 nos municípios inseridos na bacia hidrográfica do rio Meia Ponte. A região da bacia hidrográfica do rio Meia ponte apresenta duas estações do ano bem definidas, inverno seco e verão chuvoso, com período de entrada de água na bacia relacionado ao período chuvoso (outubro a abril), e deficiência hídrica no período de escassez na bacia (maio a setembro). A vazão dos rios, principalmente o Meia Ponte onde estão todas os AHE, tem seus valores máximos no verão, e mínimos valores no inverno. Portanto, os aproveitamentos hidrelétricos terão parte de sua eficiência modulada pelas condições de sazonalidade da região. Coordenador: 24/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Quadro 4.1-11 - Nível ceráunico, Ranking dos anos 2009 e 2010 dos municípios que fazem parte da bacia hidrográfica do rio Meia Ponte. Ranking Estadual Ranking Geral Densidade (raio/km²) Abadia de Goiás 23 870 7,0758 Aloândia 96 1854 5,1967 Anápolis Municípios 51 1291 6,1868 Aparecida de Goiânia 2 340 8,684 Aragoiânia 9 490 8,0513 33 1065 6,6057 Bela Vista de Goiás Bom Jesus de Goiás 47 1273 6,2259 Bonfinópolis 109 1997 4,9361 Brazabrantes 193 2667 3,289 30 1014 6,7215 Cachoeira Dourada Caldazinha 85 1734 5,3923 132 2251 4,4196 Cromínia 46 1251 6,2676 Damolândia 19 1782 5,3151 Goianápolis 87 1758 5,3444 Goiânia 14 577 7,8375 Goianira 128 2222 4,491 Goiatuba 48 1278 6,2184 Campo Limpo de Goiás Hidrolândia 29 974 6,7941 Inhumas 133 2253 4,4156 Itauçu 102 1932 5,0561 Itumbiara 26 909 6,9772 Joviânia 78 1701 5,4544 Leopoldo de Bulhões 70 1567 5,6637 Mairipotaba 86 1753 5,3557 Morrinhos 49 1279 6,2166 Nerópolis 56 1354 6,0626 Nova Veneza 188 2656 3,3326 Ouro Verde de Goiás 110 1999 4,9315 Panamá 66 1513 5,791 Piracanjuba 60 1389 5,9975 Pontalina 79 1704 5,4519 Professor Jamil 28 956 6,8484 1 134 10,1164 Senador Canedo 53 1337 6,0984 Silvânia 94 1829 5,231 141 2301 4,3019 55 1353 6,0627 Santo Antônio de Goiás Taquaral de Goiás Terezópolis de Goiás Fonte: ELAT, 2012. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 25/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 4.1.1.4 - 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Recomendações As Pequenas Centrais Hidrelétricas apresentam impacto ambiental de pequena magnitude, a julgar pelas dimensões de seus reservatórios (pequeno porte) e pelos tamanhos de suas áreas de inundação (reduzidas). Porém, pode-se dizer que tanto os aproveitamentos hidrelétricos existentes como os propostos na bacia hidrográfica do rio Meia Ponte poderão afetar o microclima local. Os parâmetros meteorológicos mais sensíveis à formação dos reservatórios são: evaporação, temperatura, umidade relativa do ar e precipitação. O espelho d’água formado pelos reservatórios aumenta a superfície de evaporação, tornando o local mais úmido, e por conta disso, pode haver o favorecimento à formação de nuvens e precipitações. No processo de precipitação há sensível liberação de calor, podendo aumentar a temperatura no local. Essas informações só podem ser mensuradas através de um monitoramento sistemático dos parâmetros meteorológicos na bacia, e são válidas para todos os pontos dos aproveitamentos existente e propostos. Em relação aos aproveitamentos hidrelétricos considerados na Alternativa escolhida no Inventário Hidrelétrico do Meia Ponte podem ser associados a algumas sensibilidades, que por sua vez estão relacionados a própria sazonalidade climática. A região da bacia hidrográfica do rio Meia Ponte apresenta duas estações do ano bem definidas, com verões chuvosos e invernos secos. Essa sazonalidade pode implicar na decorrência de alguns aspectos que serão descritos a seguir: Sensibilidade à erosão dos solos devido às precipitações intensas Principalmente no período chuvoso (outubro a abril) pode ocorrer a deflagração de processos erosivos ao longo das margens do rio Meia Ponte. Um fator favorável para esses processos erosivos é a degradação e fragmentação das matas ciliares e de galeria, somadas às práticas agrícolas nas margens dos rios, tornando–as instáveis e susceptíveis a alta produção de sedimentos. Os locais dos aproveitamentos hidrelétricos mais sensíveis aos processos erosivos são: Nas porções próximas ao município de Itumbiara, notadamente nas propriedades que margeiam o rio Meia Ponte. Nessas áreas as práticas agrícolas são intensas, seja para produção de gado e/ou para produção de grãos. Estas áreas coincidem com os aproveitamentos da AHE Chapéu e demais AHE a jusante da AHE Chapéu. Nas áreas que se encontram próximo às serras e locais com declividade acentuada, como por exemplo, Serra do Paraíso, Serra da Felicidade, Serra do Potreiro, na porção média da bacia do rio Meia Ponte. Esses locais possuem índices de precipitação considerável e solos com forte susceptibilidade à erosão. Destacam-se nessa porção da bacia os aproveitamentos AHE Rochedo II, AHE Meia Ponte e Aloândia. Coordenador: 26/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Sensibilidade aos conflitos da água devido ao período de deficiência hídrica No período de estiagem, que ocorre normalmente entre maio e setembro, a deficiência hídrica na região da bacia pode gerar conflitos em relação ao uso da água. Boa parte do uso da água na bacia do Meia Ponte deve-se à irrigação (44%), seguido do uso para o abastecimento público (38%). O uso da água para a geração de energia hidráulica (nas AHEs) pode implicar em conflitos com os demais usos existentes. Vale destacar que o tipo de aproveitamento hidrelétrico proposto (a fio d’água) permite minimizar tal conflito, quando comparado aos aproveitamentos por queda d’água, uma vez que não há regularização de vazão nem deplecionamento do reservatório. A disputa pelo uso na água, ou pela prioridade do seu uso, em um período de escassez é gerenciada pelo próprio comitê da bacia, que, por definição e força da lei prioriza o uso para fins de abastecimento público. A região dos AHE de Campo Limpo, Cachoeirinha do Meia Ponte, e Goiatuba apresentam conflitos de uso (irrigação versus abastecimento público) nos períodos de estiagem frente. Para avaliar o impacto destes conflitos na disponibilidade para geração hidrelétrica, estão sendo realizados estudo especifico para obtenção da Declaração da Reserva de Disponibilidade Hídrica DRDH. Sensibilidade dos AHE em relação ao nível ceráunico Na região dos AHE de Vau das Pombas, Caldas Altas, e Pontal, há os maiores registros de incidência de raios dentro da bacia. Portanto, é importante atentar para os procedimentos de segurança contra as descargas elétricas da atmosfera nessa região. 4.1.2 - Geologia Consta nos objetivos do presente estudo uma breve descrição do contexto geotectônico da bacia seguido de caracterizações das unidades geológicas, com suas respectivas descrições litológicas. Concluído este diagnóstico, são discutidas as sensibilidades ambientais relacionadas ao arcabouço geológico relacionadas aos futuros reservatórios na Bacia hidrográfica do rio Meia Ponte. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 27/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 4.1.2.1 - Objetivos O presente diagnóstico visa integrar observações sobre a geologia da bacia hidrográfica do rio Meia Ponte. Ressalta-se desde já que a mesma encontra-se inserida em uma região de geologia complexa, pertencente à Plataforma Sul-Americana, onde ocorreram diversos eventos geotectônicos, registrados em uma sequência de unidades litoestratigráficas de idades variáveis, que datam desde o Paleoproterozóico (1600-2500 Ma) até o Quaternário (2.588 Ma). 4.1.2.2 Os dados Métodos aqui apresentados incluem observações secundárias, obtidas na literatura especializada, especialmente no que se refere à cartografia geológica desenvolvida para a região, complementadas por observações primárias de campo. Como base foi adotado o Mapa Geológico de Goiás 1:500.000 de 2008, elaborado pela CPRM, Secretaria de Industria e Comércio/ Superintendência de Geologia e Mineração, Ministério de Minas e Energia, Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, o qual encontra-se no Sistema Estadual de Estatísticas e Informações Geográficas de Goiás (SIEG). Para realizar o mapeamento geológico da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte, os trabalhos foram divididos em três etapas, sendo elas: (i) Compilação; (ii) Levantamento; e (iii) Consolidação. Na primeira etapa foram compilados as informações geológicas existentes, por meio da análise de mapas geológicos, teses, relatórios, artigos e outros trabalhos publicados. A segunda etapa focou tanto sobre o trabalho de campo (realizado no período de 23 a 28 de abril de 2012, com foco sobre os tipos litológicos existentes na bacia do rio Meia Ponte), quanto na produção de dados obtidos a partir da fotointerpretação de imagens de satélites. A identificação e delimitação das unidades litoestratigráficas, para detalhar o Mapa Geológico de Goiás, foi realizada a partir dos dados do SRTM, utilizando o software Quantum GIS 1.7.4. Imagens do sensor ETM do LANDSAT 7, com resolução espacial de 15 m, também foram utilizadas neste processo (2523-00-EIBH-DE-1003 – Mapa de Localização dos Aproveitamentos Hidrelétricos e 2523-00-EIBH-DE-2004 - Mapa Altimétrico). A terceira etapa, por fim, recaiu no tratamento e integração dos dados que serão apresentados no presente documento. Todas as fotografias apresentadas neste relatório foram realizadas dentro da bacia hidrográfica do Rio Meia Ponte e em seus arredores imediatos. As coordenadas UTM apresentadas nas legendas das fotografias referem-se aos locais da referida observação, todas com referência ao Datum SIRGAS 2000, na zona 22S. Coordenador: 28/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 4.1.2.3 4.1.2.3.1 - MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Resultados Contexto Geotectônico Situada na porção centro-oeste do Brasil, a Bacia do Rio Meia Ponte engloba, do ponto de vista de formação geológica e história tectônica, cinco províncias geotectônicas distintas. A Figura 4.1-13 mostra as faixas móveis e crátons do Brasil, resultantes do ciclo termo-tectônico Brasiliano, ocorrido no final do Neoproterozóico até Cambriano, além das coberturas posteriores (Fanerozóico) que recobrem o substrato geológico. A Bacia do Rio Meia Ponte encontra-se majoritariamente na Província Estrutural Tocantins (ALMEIDA et al.,1977), que localiza-se na região central do país, abrangendo os estados do Pará, Tocantins e Goiás. A província Tocantins é uma entidade tectônica formada por um sistema de orógenos essencialmente Neoproterozóicos, denominados Faixas Brasília, Paraguai e Araguaia, e Arco Magmático de Goiás, cuja evolução se deu durante o Ciclo Orogênico Brasiliano/PanAfricano, a partir da convergência e colisão de blocos continentais: o Cráton Amazônico (a oeste), o Cráton São Francisco (a leste) e o Cráton Paranapanema (a sudoeste, e encoberto por rochas Fanerozóicas da Bacia do Paraná), durante a amalgamação do Gondwana Oriental (DELGADO et al., 2003). Esta dinâmica tectônica explica a ocorrência de rochas ígneas e metamórficas na região. Já a porção meridional da bacia hidrográfica do rio Meia Ponte situa-se sobre a Bacia Sedimentar do Paraná, que contém uma sucessão sedimentar-magmática com idades entre o NeoOrdoviciano e o Neocretáceo, numa área total que ultrapassa 1.500.000 km2. Na área de estudo afloram os derrames vulcânicos originados na abertura do rift que fragmentou o megacontinente Gondwana, separando a América do Sul e a África. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 29/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Área de Estudo Fonte: modificado de Lacerda Filho (2000). Figura 4.1-13 - Províncias Estruturais do Brasil. Coordenador: 30/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte A Figura 4.1-13 ilustra as cinco províncias geotectônicas presentes na Bacia do rio Meia Ponte (polígono vermelho), sendo eles: Faixa Brasília (Zona Interna), Terrenos Granito-Greenstone (Sequências Vulcano-Sedimentares e Complexo Granítico-Gnaissico), Rift Intracontinental (Complexos Indiferenciados), Arco Magmático de Goiás (Sequências Vulcano-Sedimentares) e a Bacia do Paraná. Além desses cinco domínios, afloram, também, as seguintes unidades lito-estratigráficas na bacia do rio Meia Ponte: intrusões de diques básicos mesozóicos (jurássico-cretácicos) e diversos depósitos sedimentares cenozóicos (paleogênicos e neogênicos). Apesar de ocorrerem ao longo de toda a bacia hidrográfica, devido à escala, estas unidades não são representadas na Figura 4.1-14. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 31/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Área de Estudo Fonte: modificado de Lacerda Filho (2000). Figura 4.1-14 - Arcabouço Tectono-Estratigráfico de Goiás com províncias geotectônicas da região de estudo Coordenador: 32/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 4.1.2.3.2 - Províncias Geotectônicas e suas Unidades Litoestratigráficas 4.1.2.3.2.1 - Terrenos Granito-Greenstone Segundo LACERDA FILHO (2000) este domínio geotectônico é marcado por complexos ortognáissicos, tonalítico-granodioríticos e graníticos, contendo faixas de rochas supracrustais tipo greenstone belts e sequências vulcano-sedimentares similares a greenstone, compreendendo parte do denominado Maciço Mediano de Goiás. Segundo ALMEIDA (1968); BRITO NEVES & CORDANI (1991); FUCK et al. (1993) e FUCK (1994) apud LACERDA FILHO (2000), o Maciço Mediano de Goiás tem sido avaliado como o embasamento cratônico ou um alto estrutural menos afetado pela tectônica das faixas de dobramentos brasilianas. Este domínio é confinado a oeste pelo Arco Magmático de Goiás, por meio de uma extensa zona de cisalhamento, e a leste, por uma contundente descontinuidade crustal, caracterizada por forte gradiente gravimétrico (PINHEIRO, 1994 apud LACERDA FILHO, 2000), que divide os metassedimentos da Faixa Brasília dos terrenos de alto grau. Os litotipos dos terrenos Granito-Greenstone na área de estudo são formados por um conjunto de corpos máfico-ultramáficos isolados compostos, majoritariamente, por peridotitos, gabronoritos, hornblenda piroxenitos, gabros, noritos e piroxenitos. Na Bacia do Rio Meia Ponte este domínio geotectônico é representado tanto pela sequência metavulcano-sedimentar Anicuns-Itaberaí (NPai e NPaiqt), que aflora próximo à cidade de Pontalina, quanto pelo complexo granito-gnáisso representado pelos ortognaisses do Oeste de Goiás (NP1γ1gn) que ocorrem em uma faixa lesteoeste na porção sul da bacia (Figura 4.1-15, Figura 4.1-16 e Figura 4.1-17). A B Figura 4.1-15 - Afloramento de Ortognaisse melanocrático com textura porfirítica e foliação marcante nas coordenadas UTM E: 683106/N: 8062547. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 33/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte A B Figura 4.1-16 - Matacões de biotita-gnaisse nas coordenadas UTM E: 675525/N: 8033491. A B Figura 4.1-17 - Campo de blocos de ortognaisse mesocrático nas coordenadas UTM E: 691057/N: 8032104. 4.1.2.3.2.2 - Rift Intracontinental Localizada predominantemente na porção setentrional da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte, a unidade geotectônica do Rift Intracontinental é caracterizada por complexos máficos/ultramáficos indiferenciados, gerados durante uma fase distensiva. O processo de rifteamento deste domínio evoluiu até que uma bacia extensional intracratônica fosse formada, sendo preenchida por sedimentos associados a vulcanismo continental bimodal e granitogênese (LACERDA FILHO, 2000). Na área de estudo afloram os complexos indiferenciados como o Anápolis-Itauçu (NP2aio), que apresenta as idades isocrônicas Rb-Sr 2,6 e 2,4Ga (IANHEZ et al., 1983; TASSINARI, 1988 apud LACERDA FILHO, 2000) e idade de 630Ma, atribuída ao metamorfismo (FISCHEL et al.,1998 apud LACERDA FILHO, 2000). Coordenador: 34/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Os conjuntos de ortogranulitos (NP2aio) dentro da bacia são individualizados por rochas básicas/ultrabásicas, metabásicas (NP2aiomb), metagabros (NP2aiomgb – Figura 4.1-18), metaultrabasitos (NP2aiomub) e seus derivados diaftoréticos, como talco-clorita xisto e serpentinitos (NP2aiosp) e por uma suíte charno-enderbítica (charnockitos, enderbitos, charnoenderbitos). Os granulitos paraderivados (NP2ais) são caracterizados por gnaisses sílicoaluminosos e quartzo-feldspáticos, granada gnaisses, Ortognaisses de composição granítica (PP2γ1j), rochas calcissilicáticas, diopsídio mármores, granada quartzitos (NP2aisqt) e gonditos, associados com gnaisses graníticos, esses últimos associados ao processo de anatexia (BAÊTA JR., 1994; RADAELLI,1994; ARAÚJO, 1994; MORETON, 1994; CUADROS JUSTO, 1994; LACERDA FILHO, 1994; OLIVEIRA, 1994; LACERDA FILHO & OLIVEIRA, 1995 apud LACERDA FILHO, 2000). Figura 4.1-18 - Metagabros sustentando pequeno morro em um relevo suave ondulado. Coordenadas UTM E: 670477/N: 8172409. 4.1.2.4 - Faixa Brasília A Faixa Brasília, de idade proterozóica, aglomera um conjunto de unidades estratigráficas metassedimentares dobradas que foram metamorfizadas tanto no ciclo termotectônico Uruaçuano quanto no Brasiliano (SCHOBBENHAUS,1984). Por sua vez, FUCK (1990) apud LACERDA FILHO (2000), subsidiado pelos trabalhos de COSTA & ANGEIRAS (1971) e DARDENNE (1978 e 1981), propõe um único ciclo tectônico para explicar o conjunto de estruturas localizado a oeste do Cráton do São Francisco. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 35/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Segundo PIMENTEL et al. (2004), a gênese da Faixa Brasília está associada à um orógeno neoproterozóico desenvolvido entre os crátons do São Francisco, Amazônico e um terceiro continente, sobre o qual hoje são encontradas as coberturas sedimentares da Bacia do Paraná. Uma das características marcantes da faixa Brasília é a associações de rochas metassedimentares de margem passiva e metavulcanossedimentares, deformadas em etapas graduais durante o ciclo Brasiliano (FREITAS-SILVA, 1996; FONSECA et al., 1995), com a geração de sistemas de dobramentos, empurrões e imbricamentos com vergência para o Cráton São Francisco. Conforme SCHOBBENHAUS (1984), os vários ciclos tectônicos afetaram as rochas da área de estudo, gerando estruturas de diferentes idades, direções e estilos. COSTA & ANGEIRAS (1971), DARDENNE (1978), FUCK et al. (1994; 1987) FUCK (1994), MARINI (1981), LACERDA FILHO et al. (1999) apud CPRM (2003), proporam a compartimentação deste cinturão com base na intensidade dos processos deformacionais e metamórficos que atuaram na região, sugerindo a divisão da faixa móvel Brasília em dois domínios principais: a Zona Externa e a Zona Interna; e áreas restritas de exposições do embasamento granitognáissico (NPγ1ag e NPγ2rp). A zona Interna, onde está inserida a Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte, é composta, em sua maioria, pelas rochas do Grupo Araxá (NPaa, NPab, NPabaf e NPabqt), que é caracterizada pela ocorrência de unidades alóctones de micaxistos e associações vulcanosedimentares . De acordo com LACERDA FILHO (2000), os xistos são em grande parte derivados de sedimentos turbidíticos associados a sedimentos com diversificada origem vulcânica. Ocorre também dentro da bacia do Meia Ponte Metaultramafitos tipo Morro Feio (NP_mu_mf), que constituem um grupo de corpos alóctones de rochas metaultramáficas, caracterizadas por serpentinitos, clorita xistos e talco xistos (MELLO & BERBERT, 1969 apud LACERDA FILHO, 2000). Estes corpos metaultramáficos, que afloram próximo as cidade de Hidrolândia, Pontalina, Morrinhos e Caldas Novas, foram interpretados por DRAKE JR. (1980), STRIEDER & NILSON (1992a e b), STRIEDER (1993) apud LACERDA FILHO (2000) como fragmentos tectônicos de melange ofiolítica. Entre as Figura 4.1-19 e Figura 4.1-25 estão ilustrados os afloramentos vistoriados em campo dentro do domínio tectônico da Faixa Brasília na Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte. Coordenador: 36/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-19 - Afloramento intemperizado de muscovita xisto, pertencente ao Grupo Araxá, nas coordenadas UTM E: 700603/N: 8124217. ] Figura 4.1-20 - Corte de estrada com muscovita-quartzo xisto, nas coordenadas UTM E: 689064/N: 8110931. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 37/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Figura 4.1-21 - Afloramento de xisto intemperizado do Grupo Araxá, nas coordenadas UTM E: 669218/N: 8036729. Figura 4.1-22 - Afloramento de biotita-gnaisse fraturado nas coordenadas UTM E: 689319/N: 8076530. Coordenador: 38/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-23 - Afloramento de gnaisse/migmatito nas coordenadas UTM E: 687317/N: 8077560. Figura 4.1-24 - Afloramento de gnaisse com fraturas métricas nas coordenadas UTM E: 688603/N: 8074420. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 39/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte A B Figura 4.1-25 - Blocos de granada-biotita gnaisse nas coordenadas UTM E: 665424/N: 8038475. 4.1.2.4.1.1 - Sequências Metavulcano-Sedimentares Este domínio é composto por uma série de sequências metavulcano-sedimentares (PP2s) que ocorrem na porção setentrional da bacia do rio Meia Ponte, nos arredores de Bonfinópolis e Caldazinha. Apesar de estar inserida na Zona Interna da Faixa Brasília, o alto potencial nestas sequências para depósitos auríferos e de sulfetos maciços contribuíram para a sua individualização. Trabalhados no ciclo termotectônico brasiliano, os litotipos dessas sequências são marcados por associações de rochas vulcânicas na base, representadas por metabasaltos com intercalações de metacherts e formações ferríferas bandadas, passando a rochas metavulcânicas félsicas e rochas cálcio-silicatadas, na porção intermediária, e rochas metapelíticas, no topo (LACERDA FILHO, 2000). 4.1.2.4.1.2 - Arco Magmático de Goiás De acordo com PIMENTEL et al. (1996) apud LACERDA FILHO (2000), esta unidade geotectônica é composta por litologias metaígneas e metassedimentares de idade neoproterozóica, marcadas por estreitas faixas de sequências metavulcano-sedimentares que afloram entre ortognaisses de composição diorítica a granítica e granitos milonitizados. LACERDA FILHO (2000) define o Arco Magmático de Goiás como um segmento de crosta juvenil, com idade Neoproterozóica, que se distribui espacialmente em uma faixa com características geoquímicas e isotópicas semelhantes às de ambientes de arco magmático insular intraoceânicos imaturos, que evoluiu para situações de arco maduro ou, eventualmente, de margem continental Coordenador: 40/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte ativa durante o fechamento do paleo-oceano que separava os crátons Amazônico e do São Francisco – Congo no Neoproterozóico (PIMENTEL, 1991; FUCK et al., 1993, PIMENTEL & FUCK, 1986, 1992; 1996, 1998 apud LACERDA FILHO, 2000). Em associação ao arco ocorrem intrusões de corpos graníticos tardi a pós-tectônicos que datam do Neoproterozóico ao Ordoviciano (Paleozóico), que segundo PIMENTEL & FUCK, (1987) apud LACERDA FILHO (2000) são caracterizadas por dois tipos litológicos principais: I) Suíte calcialcalina, pouco deformada e recristalizada. II) Suíte não deformada, mais jovem, rica em álcalis. A grande amplitude nas idades e na composição química e isotópica das rochas deste Arco Magmático indica que o mesmo seja composto pelo amalgamamento de diversos sistemas de arcos Neoproterozóicos, ficando preservado na porção interna da Província Tocantins após o orógeno entre os continentes Amazônico, Paraná e São Francisco. Na Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte este domínio geotectônico é representado por corpos plutônicos de natureza básica a intermediária, compostos por litótipos gabróicos e dioríticos (NPΔas) que afloram próximo ao povoado de Rancho Alegre, no município de Morrinhos. 4.1.2.4.1.3 - Bacia Sedimentar do Paraná Com ocorrência na porção sul da Bacia do Rio Meia Ponte, a bacia sedimentar do Paraná é caracterizada por possuir um formato alongado na direção NNE-SSW, com aproximadamente 1750 km de comprimento e largura média de 900 km. A sua evolução está atrelada ao fechamento do Oceano Adamastor e à aglutinação de massas continentais formadoras do supercontinente Gondwana, no final do Neoproterozóico. As idades de seus depósitos sedimentares datam do Paleozóico até o Mesozóico e correspondem aos de uma bacia sedimentar intracratônica do tipo sinéclise, cujo interior desenvolveram-se sequências continentais em ambientes flúvio-lacustres e eólicos, submetidas tardiamente a intensa atividade ígnea fissural com derrames de basaltos e injeções de diabásios. Durante todo o Paleozóico e o Mesozóico a bacia foi palco de intensa sedimentação, tendo passado por diferentes condições climáticas, desde glaciações até extensos desertos sob dinâmica de transporte sedimentar eólica. No Jurássico, um deserto de extensões saarianas se desenvolveu na grande bacia intracontinental, formando campos de dunas eólicas e gerando os arenitos da Formação Botucatu. Esse deserto deu lugar, no Cretáceo Inferior, a um enorme Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 41/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte derramamento de lavas basálticas que atingem, aproximadamente, 1300 m de espessura, que perdurou por longos 8 a 10 milhões de anos, segundo as datações radiométricas obtidas nas lavas da Formação Serra Geral (K1Δsg – Figura 4.1-26 a Figura 4.1-29). Os derramamentos basálticos continentais da Formação Serra Geral compõem uma das grandes províncias ígneas do mundo (SAUNDERS et al., 1992), compreendendo uma sucessão de derrames com cerca de 1.500 m de espessura junto ao depocentro da bacia, recobrindo uma área superior a 1.200.000 km2. O produto deste magmatismo é constituído por seqüência toleiítica bimodal, em que predominam basaltos a basalto andesitos (> 90% em volume), superpostos por riolitos e riodacitos (4% em volume). Datações radiométricas Ar-Ar balizam seu início em 137,4 Ma e seu encerramento em torno de 128,7 Ma, no período Cretáceo (TURNER et al., 1994). Figura 4.1-26 - Afloramento de basalto na Bacia Sedimentar do Paraná. Coordenadas UTM E: 670578/N: 8013361. Figura 4.1-27 - Afloramento de basalto da Formação Serra Geral com fraturas centimétricas e esfoliação esferoidal no topo da Serra dos Buritis. Coordenadas UTM E: 705415/N: 7980247 A B Figura 4.1-28 - Corte de estrada com exposição dos basaltos da Formação Serra Geral. B) Detalhe do afloramento. Coordenadas UTM E: 704228/N: 7976622. Coordenador: 42/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-29 - Afloramento no chão de estrada vicinal expondo os basalto da Formação Serra Geral. Coordenadas UTM E: 647764/N: 7970626. 4.1.2.4.1.4 - Formações Superficiais Esta unidade é composta por sedimentos aluvionares arenosos e areno-argilosos Quaternários (Q2a) e por depósitos detrito-lateríticos Paleogênicos (N1dl), depositado, respectivamente, nas planícies fluviais (Figura 4.1-20) dos rios presentes na bacia do rio Meia Ponte e nas depressões associadas aos ciclos de aplainamento geomorfológicos. Figura 4.1-30 - Planície de inundação com depósitos Quaternários nas coordenadas UTM E: 696227/N: 8140560. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 43/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 4.1.2.4.2 - Unidades Litológicas As unidades que ocorrem na área de influência da bacia encontram-se representadas no 252300-EIBH-DE-2005 - Mapa de Geologia e são descritas a seguir. A descrição das respectivas unidades será realizada em ordem cronológica, começando por aquelas de idade geológica mais recente. Cenozóico Q2a - Depósitos aluvionares: Depósitos arenosos a argilo-arenosos, localmente com níveis de cascalhos. N1dl- Coberturas detrito-lateríticas ferruginosas: Sedimentos aluviais ou coluviais representado por conglomerados ou clastos de quartzito, além de lateritas autóctones com carapaças ferruginosas. Mesozóico Grupo São Bento K1Δsg- Formação Serra Geral: Basalto toleiítico, cinza-escuro a esverdeado, com intertrapes de arenito fino a muito fino com estratificações cruzadas tangenciais de pequeno porte. Neo-proterozóico Complexo granulítico Anápolis-Itauçu NP2aio - Associação Ortogranulitos: Gnaisse charnoquítico e enderbítico, serpentinito, talcoclorita xisto, metanorito, metapiroxenito, metagabro e hiperstênio tonalito com intercalações de anfibolito. NP2aiomb - Associação Ortogranulitos: Rochas metamórficas metabásica. NP2aiomgb - Associação Ortogranulitos: Rochas metamórficas do tipo metagabro. NP2aiomub - Associação Ortogranulitos: Rochas metamórficas ultrabásicas NP2aiosp - Associação metamórfica de Ortogranulitos e Serpentinito. NP2ais - Associação Supracrustais Granulitizadas: Rochas metamórficas do tipo Gnaisse granadífero, silimanita gnaisse, gnaisse calcissilicático, mármore, granada quartzito, gondito e subordinamente anfibolito. NP2aisqt - Associação Supracrustais : Rochas metamórficas do tipo Quartzito. Coordenador: 44/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Suíte Gabro-Dioríticas NPΔas- Suíte Anicuns-Santa Bárbara: Rochas metamórficas básicas-ultrabásicas do tipo Metagabro, metagabronorito, metagabro anortosítico, metanortosito gabróico grosseiro e subordinadamente metapiroxenito, metanortosito pegmatóide, anfibolito, metadiorito e metaquartzo diorito. Granitos Sintectônicos NPγ1ag- Granitos tipo Aragoiânia: Granada-biotita-muscovita metagranito, biotita metagranodiorito, biotita metagranodiorito, biotita metagranito, gnaisse e pegmatitos associados. NP1γ1gn - Unidade Ortognaisses do Oeste de Goiás: Biotita-gnaisses de composição granítica a tonalítica, cor cinza a rósea e granulação média a grossa. Granitóides Sin a Tarditectônicos NPγ2rp - Suíte Granitos Tipo Rio Piracanjuba: Granito porfirítico, tonalito e granodiorito. Metaultramafitos Tipo Morro Feio NP_mu_mf -Metaultramáfica, serpentinito, talco-clorita xisto e talco xisto. Grupo Araxá NPaa- Unidade A: Rochas metamórficas do tipo Muscovita-clorita xisto às vezes com cloritóide, biotita-muscovita-quartzo xisto, granada-muscovita-clorita xisto, clorita-quartzo xisto, grafita xisto, sericita quartzito e hematita-sericita xisto. NPab- Unidade B: Rochas metamórficas do tipo Calci-clorita-biotita xisto, calci-clorita-biotita xisto feldspático, calci-granada-biotita-quartzo xisto feldspático, granada-clorita xisto, hornblenda-granada xisto feldspático, grafita xisto, lentes de metacalcário. NPabaf - Unidade B: Litofácies Anfibolito. NPabqt - Unidade B: Litofácies Quartzito. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 45/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Sequência Metavulcano Sedimentar NPai - Anicuns-Itaberaí: Rochas metamórficas do tipo Clorita xisto com intercalações de anfibolito, serpentinito, talco xisto, talco-clorita xisto, talco-tremolita xisto e actinolita xisto; metassedimento químico exalativo e tufáceo; intercalado em quartzo-clorita xisto, formação ferrífera, magnesita xisto e itabirito; metacalcário dolomítico e mármore. NPaiqt - Anicuns-Itaberaí: Litofácies Quartzito. Paleo-proterozóico Associação Ortognáissica Migmatítica PP2γ1j - Suíte Jurubatuba – Ortognaisse de composição granítica, tonalítica e granodiorítica, com restitos de rochas granulíticas e anfibolíticas. Sequência Metavulcano Sedimentar PP2s – Silvânia: Rochas metamórficas do tipo Epidoto anfibolito, granada anfibolito, metandesito, metadacito, talco xisto, clorita xisto, estaurolita-biotitaquartzo xisto, granadaclorita xisto, grafita xisto, clorita-actinolita xisto, sericita quartzito, quartzito ferruginoso e mármore. Para o melhor entendimento das ocorrências litológicas e de sua estratigrafia, o desenho esquemático da Figura 4.1-31 organiza cronologicamente e por domínios geológicos todas as litologias mapeadas na Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte. Coordenador: 46/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Fonte: CPRM (2008) e ICS (2009). Figura 4.1-31- Unidades lito-estratigráficas na Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 47/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 4.1.2.5 - 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Recomendações Durante a vistoria de campo realizada foi possível confirmar a inexistência de camadas de rochas susceptíveis à dissolução química, como os bancos de calcário. Esta constatação de campo corrobora os mapeamentos geológicos e obliteram a possibilidade de ocorrerem cavidades naturais e subsidências no relevo pelo processo de dissolução química. Também não foram observadas em campo cicatrizes de movimentos de massa recentes, tampouco sinais de processos associados à presença de solos problemáticos nos pontos vistoriados no entorno do leito do Rio Meia Ponte, como trincas de ressecamento (típicas de solos expansivos) ou mesmo recalques devido à presença de solos moles. Durante a campanha de campo ainda foi possível observar que as transições da rocha sã para a rocha alterada, altamente fraturada, e desta para o solo residual jovem se dão, de maneira geral, de forma tênue. Entretanto, em função da presença de um grande número de fraturas na área de estudo, bem como de juntas de alívio, há uma grande variação na espessura de cada horizonte de intemperismo. Este fato demanda estudos geológico-geotécnicos de detalhe nos locais previstos para a implantação das estruturas (barragem e casa de força), para que sejam diagnosticadas as propriedades hidráulicas e de resistência dos materiais da fundação de cada barramento. 4.1.3 - Geomorfologia O presente trabalho contempla os aspectos geomorfológicos da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte e abordará a sua evolução e dinâmica de processos. Para tanto, foi realizada uma revisão bibliográfica, bem como trabalho de campo, realizado entre 23 e 28 de abril de 2012, para o registro e levantamento de dados locais sobre a área de estudo. Sendo assim, consta neste estudo os objetivos, definição dos métodos utilizados (descrição das técnicas de mapeamento empregadas sobre o modelo digital do terreno obtido a partir das imagens de radar SRTM), caracterizações do contexto geomorfológico da Bacia (aspectos fisiográficos e morfológicos), apresentação das unidades de mapeamento, para finalizar com a descrição das sensibilidades geomorfológicas. Coordenador: 48/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 4.1.3.1 - MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Objetivos O diagnóstico de Geomorfologia objetiva identificar, caracterizar e mapear as unidades de relevo presentes na Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte, considerando tanto os aspectos descritivos das formas, relacionados à topografia e à geometria de relevo, quanto às características morfodinâmicas dos atuais processos erosivos e deposicionais, considerando, de forma integrada, os condicionantes geobiofísicos que contribuíram para a evolução do relevo ao longo do tempo geológico. 4.1.3.2 - Métodos As pesquisas apresentadas no presente estudo foram baseadas na caracterização dos condicionantes lito-estruturais, oriunda dos processos tectônicos regionais, nas variações climáticas e na dinâmica evolutiva dos processos erosivo-deposicionais, integrando-os à atual dinâmica de uso e ocupação do solo e transformações oriundas dos processos socioeconômicos. Sendo assim, para a realização do diagnóstico de geomorfologia foram consultadas as cartas topográficas Itumbiara (Folha SE-22-Z-B-I), Joviânia (SE-22-X-C-VI), Morrinho (SE-22-X-D-IV), Piracanjuba (SE-22-X-D-I) e Goiânia (SE-22-X-B-I) na escala 1:100.000 e as cartas topográficas São José de Anauá (NA.20-Z-D), Rio Alalaú (SA.20-X-B) e Rio Curiuaú (SA.20-X-D) na escala 1:100.000 produzidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que serviram como base para o diagnóstico, na medida em que apresentam as características topográficas de toda a área da Bacia Hidrográfica do Rio Meia ponte. Além disso, também foram consultados trabalhos locais e regionais desenvolvidos e publicados pelo DNPM/MME, como bases bibliográficas e os estudos de solos, geologia, hidrogeologia, geomorfologia do Projeto RADAMBRASIL volumes V.31 (Folha SE.22 GOIÂNIA) e do Zoneamento Ecológico Econômico da Microrregião do Meia Ponte (SIC, 1999). A partir da interpretação do conjunto de dados levantados pelas cartas topográficas, pela bibliografia publicada, entre eles o mapa geomorfológico do projeto RADAMBRASIL, em conjunto com as imagens do Shuttle Radar Topography Mission (SRTM) (Folhas SE-22-X-A, SE-22-X-B, SE-22X-C, SE-22-X-D, SE-22-Z-A, SE-22-Z-B) e da imagem de satélite LANDSAT 7 ETM disponibilizada pelo SIEG, foi realizada uma análise mais detalhada, objetivando cruzar esses dados para realizar um estudo dos processos evolutivos de dissecação do relevo (Figura 4.1-32). Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 49/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Figura 4.1-32 - Imagem SRT e Modelo Digital do Terreno Dessa forma, para a realização deste estudo foi realizada uma compilação de informações contidas em estudos acadêmicos, conforme bibliografia apresentada, nas cartas topográficas, no detalhamento dos aspectos morfológicos e morfométricos a partir de imagens SRTM, na foto interpretação das imagens LANDSAT e nas observações de campo, conforme os critérios instituídos pela União Geográfica Internacional, que define quatro níveis de abordagem para a cartografia geomorfológica: morfologia, morfometria, gênese e cronologia (RODRIGUES & BRITO, 2000). Coordenador: 50/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 4.1.3.2.1 - Resultados 4.1.3.2.1.1 - Caracterização Geomorfológica Com as cabeceiras localizadas no planalto que divide a bacia hidrográfica do Rio Paranaíba com o Alto Tocantins, a bacia do Rio Meia Ponte é marcada por um relevo planáltico esculpido em litologias Pré-Cambrianas diversas em sua porção setentrional e central – notadamente os micaxistos e quartzitos do Grupo Araxá e os gnaisses e granitos do Complexo Goiano – e por derrames vulcânicos Cretáceos na sua porção meridional. Esta topografia planáltica dissecada, onde as vertentes são suaves e de baixa declividade, predomina na bacia do Rio Meia Ponte, compondo parte do grande Planalto Central Brasileiro (2523-00-EIBH-DE-2004 - Mapa Altimétrico e 2523-00-EIBH-MP-2007 – Mapa de Declividade). As colinas presentes neste ambiente planáltico da bacia em estudo apresentam um caráter senil, arrasado por processos intempéricos de longa data. Os modelados resultantes desse processo são geralmente tabulares, com um predomínio de topos amplos que formam longos interflúvios, chegando, em alguns casos, a mais de 4 km de extensão (como por exemplo, no interflúvio presente entre o Rio Meia Ponte e o Rio Dourados). Estes interflúvios com vertentes convexizadas são, em geral, recobertos por Latossolos e Argissolos Vermelhos sobre o embasamento cristalino complexo e por Nitossolos nos derramamentos basálticos da Formação Serra Geral. Estes solos, especialmente a partir da década de 1970, vêm sendo amplamente utilizados para a agricultura comercial, através de monoculturas de lavouras nobres como milho, soja e trigo (AB’SABER, 2003). Localmente, as resistências litológicas promovidas por intrusões ígneas e quartzitos sustentam serras e morros isolados que apresentam perfis irregulares nas vertentes, com setores semiescarpados em que o processo de dissecação se dá através de ravinas. Por vezes as cristas de quartzito têm formas alongadas e alinhadas, com dimensões que variam desde centenas de metros a quilômetros de extensão. Nestas cristas, sustentadas em sua maioria pelos quartzitos do Grupo Araxá, originaram-se solos rasos, com predomínio de Cambissolos e Neossolos Litólicos. O manejo das terras nestas serras e morros isolados demanda extrema atenção, uma vez que o frágil equilíbrio morfodinámico depende da tênue relação das rochas com as intempéries. O uso do solo mal planejado nestes ambientes pode deflagrar processos erosivos acelerados, uma vez que a susceptibilidade à erosão é alta nestes locais por conta das vertentes com alta declividade e dos solos rasos que recobrem este relevo. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 51/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 A horizontalidade característica do ambiente planáltico das cabeceiras da Bacia do Rio Meia Ponte corresponde a uma superfície de erosão bem definida e talhada na Faixa Móvel Brasília. ALMEIDA (1959) apud MAMEDE et al. (1983) refere-se a esta topografia aplainada como “Superfície de Pratinha”, por considerá-la testemunho de uma antiga superfície de aplainamento. Com altimetria máxima de 1.240 m, a bacia hidrográfica do Rio Meia Ponte registra uma amplitude de relevo média de 300 m, entre os topos dos interflúvios e os fundos de vale. De maneira geral o Rio Meia Ponte apresenta o seu leito encaixado, formando barrancos íngremes em suas margens. Pontualmente são observadas planícies de inundação com depósitos aluvionares, depositados pela retenção de sedimentos promovida por níveis de base locais. Destacam-se as planícies fluviais existentes no Rio Meia Ponte a montante de Goiânia e próximo à sua desembocadura no rio Paranaíba, no momento em que divide politicamente os municípios de Itumbiara, Bom Jesus de Goiás e Panamá. Estes mesmos níveis de base locais (knickpoints), mantidos em resistências litológicas como os basaltos e quartzitos, contribuem para a manutenção das baixas amplitudes de relevo dentro da bacia, na medida em que definem uma superfície pela qual a drenagem não pode mais dissecar o relevo. Este processo gera um ponto de partida à qual as vertentes das sub-bacias hidrográficas irão se ajustar, mantendo as similaridades topográficas em relação ao relevo. Dessa forma, apesar da extensividade promovida pelo ambiente planáltico da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte, a aparente combinação homogênea de fatores físicos esconde a rica diferenciação nos padrões de paisagens existentes na bacia. As diversidades de fatores litológicos e estruturais contribuem para a ocorrência de relevos singulares que merecem destaque para sua gênese. Em detalhe, as feições geomorfológicas são muito mais diversificadas, fato bem observado pelo caráter diverso dos padrões de drenagem das sub-bacias hidrográficas do Meia Ponte. Dentro da bacia, a rede de drenagem se estrutura em um padrão que varia do subparalelo a ligeiramente dendrítico. Estes padrões ressaltam o forte controle lito-estrutural sobre a malha hidrográfica da bacia, uma vez que é dendrítica sobre os micaxistos da Formação Araxá e retangular nos trechos em que é controlado por fraturamentos e falhas. Apesar deste controle do embasamento, o Rio Meia Ponte herda indícios de uma drenagem superimposta, na medida em que seus traçados atravessam transversalmente as estruturas Pré-Cambrianas, indicando um fluxo Cretácico, rumo à Bacia Sedimentar do Paraná. Coordenador: 52/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 4.1.3.2.2 - MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Compartimentos Geomorfológicos Em função dos processos evolutivos de dissecação deste relevo foram criados os seguintes domínios geomorfológicos (2523-00-EIBH-MP-2006 - Mapa de Geomorfologia): 4.1.3.2.2.1 - Planalto do Alto Meia Ponte Com uma amplitude de relevo média de 100 metros, esta unidade geomorfológica marca as cabeceiras de drenagem do Rio Meia Ponte. Os topos tabulares deste domínio por vezes são alinhados, constituindo um relevo monótono em que predominam formas residuais, com sedimentação de colúvios nas encostas que separam o Planalto do Alto Meia Ponte da depressão adjacente. Estreitos alvéolos são observados nos fundos de vale que seguem encaixados com uma alta energia de transporte. As vertentes desta unidade apresentam declividade média, são convexas e predominantemente retilíneas. Nos locais onde o relevo é mais movimentado há uma maior ocorrência de Argissolos Vernelhos e Cambissolos, enquanto nas superfícies mais monótonas os Latossolos Vermelhos predominam. Os Cambissolos, em função de seu perfil pouco profundo com horizontes cascalhentos, constituem solos com uma médio/alto suscetibilidade erosiva, sobretudo quando estão associados a relevos mais íngremes. Figura 4.1-33 - Planto do Alto Meia Ponte ao fundo da imagem. UTM E: 707711/N: 8187960 Esta unidade marca o divisor de drenagem entre o Alto Tocantins e o Paranaíba, e sua topografia marca o testemunho de uma antiga superfície de erosão. Além do próprio Rio Meia Ponte, nascem nesta unidade seus tributários diretos de segunda e terceira ordem, como o Ribeirão Cachoeira, Inhumas, Ribeirão dos Gonçalves e o Córrego Capoeirão. Neste ponto da bacia os tributários drenam para sudoeste, enquanto o Meia Ponte segue na direção NW-SE. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 53/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 4.1.3.2.2.2 - 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Depressão do Alto Meia Ponte Esta unidade geomorfológica compreende a depressão topográfica entre o Planalto do Alto Meia Ponte e a Depressão do Médio Meia Ponte, com uma topografia caracterizada por um relevo de colinas arredondadas de declividade suave (Figura 4.1-34 e Figura 4.1-35). A amplitude topográfica varia de 50 a 100 metros, uma vez que este domínio também marca a frente de dissecação que avança sobre o Planalto do Alto Tocantins- Paranaíba. Goiânia Figura 4.1-34 - Visada do ambiente planáltico para a Depressão do Alto Meia Ponte, onde se encontra a cidade de Goiânia. UTM E: 973964/N: 8169578 Figura 4.1-35 - Relevo suave ondulado da Depressão do Alto Meia Ponte. E: 683506/N: 8183997 Os afluentes e o próprio Rio Meia Ponte nascem no topo do Planalto do Alto TocantinsParanaíba, sobre um relevo de baixa amplitude. Ao descer do ambiente planáltico os rios atravessam encostas com declividade e amplitude médias, até atingirem o domínio da Depressão do Alto Meia Ponte, onde as drenagens diminuem sua energia de transporte em função do relevo plano, divagando sobre alongadas planícies aluvionares, especialmente a montante de Goiânia. Coordenador: 54/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Quando represadas por barramentos, este ambiente de baixa energia com alvéolos são inundadas pelos reservatórios dos aproveitamentos hidrelétricos (Figura 4.1-36). Figura 4.1-36 - Reservatório no rio João Leite. E: 698112/ N: 8171379 4.1.3.2.2.3 - Planalto Dissecado do Médio Meia Ponte Com um relevo de baixa amplitude, o Planalto Dissecado do Médio Meia Ponte marca uma superfície topograficamente elevada em relação à Depressão do Médio Meia Ponte (Figura 4.1-37). Com cota máxima de 820 m, esta unidade é recoberta por Latossolos Vermelhos distróficos nos topos e por Cambissolos nas vertentes que drenam para o Rio Meia Ponte. Desta unidade nascem tributários, de primeira e segunda ordem, que drenam diretamente para o Rio Meia Ponte. Figura 4.1-37 - Topografia plana do Planalto Dissecado do Médio Meia Ponte. UTM E: 705354/N: 8082252 Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 55/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Esta unidade, apesar de possuir uma topografa favorável à agricultura, não possui grandes áreas cultivadas, sendo frequentemente utilizada para pastagem. Nesta unidade também é possível observar a presença de pequenos morros residuais que se destacam na paisagem, sendo originados, possivelmente, por resistências litológicas (Figura 4.1-38). Figura 4.1-38 - Morro residual no Planalto Dissecado do Média Meia Ponte. UTM E: 705964/N: 8082167 4.1.3.2.2.4 - Depressão do Médio Meia Ponte Nesta unidade geomorfológica predomina um ambiente de colinas e morros de vertentes amplas e convexas dissecadas pelos rios Meia Ponte e Dourados. Este domínio marca a transição do relevo da Depressão do Alto Meia Ponte para a Depressão do Baixo Meia Ponte. De maneira geral, a amplitude de relevo neste domínio é de aproximadamente 60 metros, com encostas de declividades suaves, apresentando topos abaulados e vertentes com geometria convexa (Figura 4.1-39 e Figura 4.1-40). Coordenador: 56/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-39 - Relevo de baixa amplitude na Depressão do Médio Meia Ponte. UTM E: 696510/N: 8097880 Figura 4.1-40 - Encosta convexa suave voltada para o vale do Rio Meia Ponte. UMT E: 681050/N: 8062797 4.1.3.2.2.5 - Planalto do Vale Suspenso do Rio Dourados A principal drenagem deste compartimento é o Rio Dourados que possui um vale suspenso na cota de 700 m e divisores nas cotas entre 840 e 920 m. Paralelo ao rio Meia Ponte, este vale suspenso apresenta uma paisagem marcada pelo relevo de colinas com declividades suaves e topos convexos. Em sua porção oeste estão as maiores altitudes, mas que, no entanto, revelam apenas colinas mais elevadas e com maior comprimento de encostas. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 57/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 O Vale Suspenso do Rio Dourados é sustentado pelo nível de base local da Serra da Felicidade e do Caxambu, que são formadas por quartizitos do Grupo Araxá. A resistência litológica promovida pelos quartzitos segurou a montante destas serras pequenas feições deposicionais na forma de alvéolos às margens do Córrego Bom Sucesso, do Corrego Santa Clara e do próprio Rio Dourados. 4.1.3.2.2.6 - Depressão do Baixo Meia Ponte Esta unidade corresponde ao último degrau topográfico do Rio Meia Ponte antes da confluência com o Rio Paranaíba, caracterizando-se por um ambiente de degradação das vertentes e de agradação nos fundos de vale, que recebem todo material transportado das serras e morros isolados adjacentes, devido à ação erosiva remontante que expande a rede de drenagem. As vertentes suaves drenam os tributários do Rio Meia Ponte de forma encaixada, com a calha dos rios sendo limitadas pelos taludes dos interflúvios convexos, modelados sobre os derramamentos Basálticos da Formação Serra Geral. Sobre estes basaltos a pedogêne originou Nitossolos, que possuem boa fertilidade natural. A amplitude topográfica média é de apenas 50 metros nessa unidade, ressaltando o caráter pouco movimentado e senil do relevo (Figura 4.1-41 e Figura 4.1-42). Figura 4.1-41 - Visada para o Rio Meia Ponte que segue em meio à mata ciliar. Detalhe para plantação de milho na vertente suave, típica da Depressão do Baixo Meia Ponte. UTM E: 644708/N: 7958334 Coordenador: 58/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-42 - Vista da Depressão do Baixo Meia Ponte a partir do Planalto da Bacia Sedimentar do Paraná. UTM E:639442/N:7987121 4.1.3.2.2.7 - Planalto da Bacia Sedimentar do Paraná A unidade Planalto da Bacia Sedimentar do Paraná marca os divisores da bacia do Rio Meia Ponte em sua porção final, próximo ao seu encontro com o Rio Paranaíba. Neste planalto a topografia é predominantemente plana, com pequenas ondulações promovidas pelos canais de primeira e segunda ordem (Figura 4.1-43). Novamente o embasamento composto por rochas basálticas Cretáceas da Formação Serra Geral, ao ser intemperizado, deu origem a solos férteis, com boa aptidão agrícola (Nitossolos). Estes solos são altamente utilizados para fins agrícolas, restando apenas pequenos fragmentos nas reservas legais das propriedades rurais (Figura 4.1-44). Figura 4.1-43 - Aspecto plano do relevo no topo do Planalto da Bacia Sedimentar do Paraná. UTM E: 650687/ N: 8003047 Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 59/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Figura 4.1-44 - Pequenos fragmentos florestais isolados nas reservas legais das propriedades rurais. UTM E: 670578/N: 8013361. A diferença altimétrica entre o topo do Planalto da Bacia Sedimentar do Paraná e a Depressão do Baixo Meia Ponte é superior a 160 metros, e forma, por vezes, escarpas onde os basaltos da Formação Serra Geral afloram (Figura 4.1-45). Este desnivelamento topográfico origina uma frente de dissecação que tenta ajustar o ambiente do Planalto da Bacia Sedimentar do Paraná ao nível de base do Rio Meia Ponte. Figura 4.1-45 - Planalto da Bacia Sedimentar do Paraná sendo observado da Depressão do Baixo Meia Ponte. UTM E: 662687/N: 8024331 Coordenador: 60/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 4.1.3.2.2.8 - MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Serras Nesta unidade geomorfológica está à maior amplitude de relevo da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte. Esta característica define este domínio como o de maior energia de transporte de material dentro da bacia, sendo, do ponto de vista dos processos erosivos, o relevo mais suscetível à erosão. O equilíbrio morfodinâmico presente nesta unidade depende da tênue relação entre o embasamento com as intempéries. O uso do solo mal planejado neste domínio pode originar processos erosivos acelerados, uma vez que a susceptibilidade à erosão é alta nestas serras por conta das encostas com alta declividade e dos solos residuais jovens que recobrem este relevo. As encostas das diversas serras presentes na bacia do Meia Ponte apresentam cabeceiras íngremes que as entalham até o nível de base dos rios que seguem em seus sopés encaixados. Eventualmente apresentam durante seu percurso interrupções no perfil longitudinal de seus canais, na forma de cachoeiras. Estas serras são sustentadas, predominantemente, por quartzitos do Grupo Araxá e por intrusões ígneas na Faixa Móvel Brasília condicionando também à rede de drenagem um eventual encaixe em planos de falhas ou de fraturas, conforme os alinhamentos tectônicos. Ao longo da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte as Serras recebem diversos nomes locais, como Serra do Pari, Areia, Bocaina, Mota, entre outros, ilustrando a quantidade de cristas de topos alinhados presentes na área de estudo (Figura 4.1-46 a Figura 4.1-51). Figura 4.1-46 - Serra do Pari. UTM E: 694717/N: 8136493 Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 61/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Figura 4.1-47 - Serra da Areia. UTM E: 685972/N: 8132083 Figura 4.1-48 - Serras presentes na depressão do médio meia ponte. UTM E: 696510/N: 8097880 Coordenador: 62/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-49 - Serra da Bocaina. UTM E: 697117/N: 8078823 Figura 4.1-50 - Serra do Mota, sustentada por quartzitos. UTM E: 666786/N: 8056111 Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 63/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Figura 4.1-51 - Serra Quartzítica nas coordenadas UTM E: 666768/ N: 8099929 4.1.3.2.2.9 - Morros Isolados Esta unidade é definida por um relevo de colinas convexas residuais altamente dissecadas, com declividade pouco acentuada. Este relevo ocorre sobre o embasamento cristalino, onde existe resistência litológica capaz de individualizar morros de média amplitude na paisagem (60 a 100 m). Estes morros são marcados por um intenso trabalho erosivo que garantiu o isolamento dos mesmos (Figura 4.1-52). Figura 4.1-52 - Morro isolado nas coordenadas UTM E: 697076/N: 8157139 Coordenador: 64/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Em relação a processos erosivos esta unidade não apresenta condições para definir grande energia de transporte, sobretudo porque as encostas possuem baixa declividade (Figura 4.1-53). Mesmo assim, cabe destacar que o uso do solo mal planejado, com cortes de encostas para construção de estradas e casas, demanda atenção em relação ao desenvolvimento de feições erosivas aceleradas. Em oposição à unidade das Serras, que possuem solos rasos, os Morros Isolados possuem mantos de intemperismo mais espessos, que podem sofrer com voçorocamentos. Figura 4.1-53 - Encostas suaves do Morro dois irmãos. UTM E: 677839/N: 8064175 4.1.3.2.2.10 - Morro Isolado sobre Terreno Vulcano-Sedimentar Esta unidade geomorfológica é formada pelo conjunto de morros dissecados que acompanham a sequência metavulcanossedimentar Anicuns-Itaberaí, compostas por verdes, que afloram na porção oeste da Bacia do Rio Meia Ponte, próximo à cidade de Piracanjuba. Esta unidade registra uma maior amplitude do que a Depressão do Médio Meia Ponte que está adjacente a esta unidade, podendo chegar até 180m, com encosta de declividade média a alta. Esta condição de maior amplitude topográfica define uma frente erosiva mais intensa nas vertentes destes morros, marcando maior suscetibilidade a processos erosivos intensos como movimentos de massa. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 65/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 4.1.3.2.2.11 - 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Colinas Dissecadas Localizadas entre a Depressão do Médio Meia Ponte e a Depressão do Baixo Meia Ponte, esta unidade conserva colinas com topo amplo, convexo e de baixa declividade. A unidade de Colinas convexas compõe um compartimento de relevo arrasado, em que a amplitude de relevo é de 60 metros em média (Figura 4.1-54). Figura 4.1-54 - Baixa amplitude do Relevo. UTM E: 673728/ N: 8034366 O relevo desta unidade, esculpido sobre gnaisses do Complexo Plutônico do Arco Magmático de Goiás e sobre os micaxistos do Grupo Araxá, merece especial atenção nas cabeceiras côncavas em forma de anfiteatro, uma vez que nelas concentram-se os processos erosivos de evolução das vertentes. Apesar das colinas observadas em campo não apresentarem feições erosivas recentes, suas formas côncavas são concentradoras de fluxo hídrico em superfície e subsuperfície, induzindo ao processo de incisão dos canais, através de ravinas e voçorocas. Figura 4.1-55 - Geometria de relevo das Colinas Dissecadas adjacentes à planície do rio Taboa. E: 667332/N: 8053114 Coordenador: 66/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 4.1.3.2.2.12 - MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Planície Fluvial Distribuindo-se pontualmente, de forma heterogênea, por toda a Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte, a unidade geomorfológica das planícies fluviais é composta por sedimentos Holocênicos inconsolidados depositados pela rede de drenagem. Estes depósitos encontram-se nos fundos de vale, sempre próximos aos eixos dos rios, variando conforme a topografia local (Figura 4.1-56 a Figura 4.1-61). Os depósitos coluvionares por vezes se interdigitam ou se sobrepõem aos depósitos aluviais, sendo eventualmente mapeados dentro da mesma unidade. A transição entre as encostas convexas e os fundos de vale plano dos rios é de difícil percepção, especialmente na época da cheia. Apesar da grande maioria dos alvéolos não serem cartografados na escala 1:250.000, os principais se destacam pelas suas dimensões, que podem alcançar mais de 20 quilômetros ao longo do calha fluvial. Os principais alvéolos mapeados ao longo do traçado do LT encontram-se nas margens dos rios Meia Ponte e do Ribeirão Boa Vista do Riacho. Além de possuir normalmente o nível freático elevado, estas planícies estão altamente susceptíveis à inundação durante as cheias provocadas pelas grandes precipitações concentradas do verão. Figura 4.1-56 - Córrego cachoeira. Nota-se na imagem uma barra lateral sendo formada no leito do rio em sua curva convexa, enquanto na vertente côncava, erosiva, os sedimentos fluviais são erodidos e expostos. UTM E: 667274/N: 8123397 Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 67/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Figura 4.1-57 - Planície do Rio Meia Ponte com lavoura de milho. UTM E: 676660/N: 8172222 Figura 4.1-58 - Ponte sobre o Rio Meia Ponte com planície fluvial em seu trecho inicial. UTM E: 660968/N: 8192193 Coordenador: 68/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-59 - Pequena planície no Córrego Santo Antônio. UTM E: 695370/N: 8142623. Logo abaixo dos sedimentos aluvionares é possível observar afloramento rochoso, marcando um contato abrupto entre o depósito quaternário e o embasamento cristalino. Figura 4.1-60 - Margem esquerda do Rio Meia Ponte com perfil de Neossolo Flúvico. UTM E: 696391/N: 8140022 As planícies fluviais constituem uma paisagem topograficamente plana, sobre a qual predominam solos com textura predominantemente arenosa, que constantemente sofre saturação por efeito de variação na altura do lençol freático (Figura 4.1-61). Por vezes o relevo destas planícies pode ser caracterizado como mal drenado, dificultando a percolação da água em subsuperfície, o que pode dificultar a agricultura, apesar da sua topografia predominantemente plana. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 69/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-61 - Planície Fluvial do Córrego dos Macacos. Na margem esquerda do rio é possível observar o indício de ambiente redutor pela coloração cinza dos sedimentos. UTM E: 668571/ N: 8037273 4.1.3.3 - Recomendações Com vistas à instalação de AHE na Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte, são notáveis as transições topográficas existentes na passagem entre as unidades geomorfológicas, especialmente entre os Planaltos e as Depressões. Por vezes, nestes locais são formados processos erosivos naturais em resposta a pulsos erosivos, criando feições como ravinas e voçorocas. Em relação aos movimentos de massa, vale ressaltar que todas as serras presentes na Bacia do Meia Ponte são locais potenciais para que este processo se desenvolva, sendo, de maneira geral, deflagrados por descontinuidades hidráulicas do solo sobre rocha. Somam-se aos processos naturais provenientes da própria evolução do relevo, os processos erosivos provocados pelo mau uso do solo, que são capazes de detonar, em uma escala temporal acelerada, ravinamentos e voçorocamentos nos cortes que deixam desnudas as encostas. Apesar de ocorrerem pontualmente, os processos erosivos hoje existentes na Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte são relativos ao mau uso dos solos associado a pastagens, monoculturas, cortes de estradas e antigas áreas de saibreiras. Coordenador: 70/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Vale destacar também que a construção dos barramentos na bacia em questão poderá ocasionar uma elevação geral do nível freático, com a correspondente subida do nível de base regional. Este fenômeno poderá provocar tanto a diminuição do gradiente hidráulico, reduzindo assim os processos erosivos superficiais, quanto o aumento da poro-pressão nas faces de exfiltração, desencadeando processos erosivos subsuperficiais nas encostas (voçorocas). Estas considerações ressaltam a importância de se implantar no Projeto Ambiental das AHEs, programas de monitoramento de processos erosivos após a implantação dos reservatórios, principalmente em relação às condições hidrossedimentológicas. 4.1.4 - Sismologia O levantamento sismológico da Bacia Hidrográfico do Rio Meia Ponte foi realizado visando à caracterização da sismicidade e suas relações com o arcabouço geológico e tectônico, de forma a obter a avaliação do potencial sísmico da região de estudo. 4.1.4.1 - Objetivos O objetivo do presente diagnóstico é caracterizar em nível regional as atividades sísmicas naturais ocorrentes na Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte. Para tanto foram identificados e catalogados os eventos sísmicos registrados no Estado de Goiás, gerando um banco de dados com as informações sobre a ocorrência de sismos na bacia hidrográfica em questão. 4.1.4.2 - Métodos A análise dos aspectos sismológicos da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte foi realizada com base no levantamento e na caracterização do histórico da sismicidade natural e induzida, a partir dos dados dos observatórios e estações sismográficas existentes (UNB, IAG/USP), no período de 1820 a 2012. Nesta lista, a hora local oficial é a brasileira (de Brasília). As coordenadas geográficas apresentadas, que estão ajustadas ao Datum SIRGAS 2000, são as do epicentro, quando foi possível determiná-lo. Nos locais menos povoados, apenas a localidade mais afetada, ou a principal localidade envolvida são registradas. A margem de erro na determinação dos epicentros adotada no presente estudo foi estimada de acordo com os dados macrossísmicos disponíveis, considerando que o epicentro está na região de maior intensidade. A ausência de um valor para o erro de epicentro aponta que não havia dados para a respectiva estimativa. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 71/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 4.1.4.3 - 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Resultados Apesar de ocorrerem ao redor de todo o globo, os terremotos são mais recorrentes ao longo das estreitas faixas que dividem as placas litosféricas. Na margem destas placas, o acúmulo de esforços originados pelo contato entre elas geram terremotos no momento em que a energia ultrapassa o limite de ruptura das rochas. No interior das placas, por sua vez, os esforços tectônicos não são capazes de gerar uma grande quantidade de terremotos. Isto é o que ocorre, por exemplo, no Brasil, que se situa no meio da Placa Sul-Americana, que se estende dos Andes (oeste) ao centro do oceano Atlântico (leste). Esta condição central, longe das bordas, proporciona ao Brasil uma distância dos grandes terremotos, mas não descarta a ocorrência de sismos em todo o país. Os tremores no Brasil, em sua maioria, são reflexos de fortes terremotos originados na Cordilheira dos Andes (processo de subducção da Placa de Nazca sob a Placa Sul Americana) e de reativações/movimentações de antigas falhas geológicas. Nesse sentido, a probabilidade de o Brasil ser afetado por um terremoto de grandes proporções é pequena, principalmente pelo fato de grande parte dos sismos brasileiros serem de pequena magnitude, inferiores a 5mb (HABERLEHNER, 1978). O arcabouço estrutural da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte é complexo e envolve domínios Pré-Cambrianos que foram retrabalhados em ciclos termotectônicos Neoproterozóicos, que remobilizaram e rejuvenesceram as rochas pré-existentes por migmatização, granitização, falhamentos e dobramentos. Soma-se a este arcabouço estrutural o processo de rifteamento que fragmentou o supercontinente Gondwana, separando a África da América do Sul. Esse processo foi marcado por fraturamentos e falhamentos que deslocaram blocos, abatendo e soerguendo o substrato geológico, reativando falhas do Pré-Cambriano. As reativações dessa zona de fraqueza da crosta fizeram-se presentes do Cretáceo Superior ao Paleógeno, no processo de Reativação Atlântica (RICCOMINI, SANT’ANNA & FERRARI, 2004; FERRARI, 2001; ASMUS & FERRARI, 1978; ASMUS & PONTE, 1978). A Figura 4.1-62 ilustra os sismos na região de estudo, apresentando as áreas de ocorrência e suas intensidades. Nela podemos observar zonas de concentração de sismos, sobretudo no interior do estado de Goiás, a noroeste da Bacia Hidrográfica do rio Meia Ponte. Coordenador: 72/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Fonte: IAG, Sismicidade do Brasil: Mapa Interativo. SisGIS. 2012 Figura 4.1-62 - Localização dos epicentros de sismos nas proximidades da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte desde o ano de 1883 Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 73/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte A localização do epicentro destes sismos, a noroeste da Bacia do rio Meia Ponte, evidencia um padrão fortemente alinhado, possivelmente respeitando a estruturação do embasamento local, que é marcado pela faixa sísmica Goiás-Tocantins. Nesta faixa há um paralelismo entre a direção geral dos epicentros e a orientação dos lineamentos Transbrasiliano. Apesar desta correlação os epicentros não coincidem diretamente com os lineamentos, indicando uma relação indireta entre a sismicidade e a estrutura que originou os lineamentos (TEIXEIRA et al., 2004). A Figura 4.1-62 também evidencia que não existem sismos registrados dentro da Bacia do Rio Meia Ponte. Este fato pode estar relacionado à condição intraplaca da região de estudo, distribuição irregular e incompleta da rede sismográfica brasileira e à densidade demográfica. Listagem de Sismos em Goiás A listagem apresentada no Quadro 4.1-12 é uma síntese de todas as informações relevantes de cada evento sísmico ocorrido no estado de Goiás, reunidas e atualizadas por FRANCA & ASSUMPÇÃO (2008) desde 1720 até 2011. A caracterização dos aspectos sismológicos foi realizada com base no levantamento, análise e recopilação do histórico de sismicidade natural e induzida, utilizando os dados dos principais observatórios e estações sismográficos existentes, principalmente da UnB e do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo – IAG/USP (Quadro 4.1-12). Quadro 4.1-12 - Lista de Sismos Ocorridos no Estado de Goiás (2001 – 2011). Ano M/D 1948 5 H/M/S LAT LONG -- -15.07 -49.97 ERRO 0 GO UF PROF 0 MAG T CA INT 3 4 C 4 EMBIARA LOCAL 1970 814 45901 -13.5 -49.1 50 GO 0 3 5 I - PORANGATU 1970 1120 235521 -13.5 -49.1 50 GO 0 3.6 5 I - PORANGATU 1971 716 195104 -13.5 -49.1 50 GO 0 3.5 5 I - PORANGATU 1972 129 33446 -16 -51 100 GO 0 3 5 I - SW DE GOIAS 1973 708 223830 -13.41 -49.05 50 GO 0 3.3 1 I - PORANGATU 1976 105 130658 -15.35 -50.46 15 GO 0 3.7 1 I 4 ITAPIRAPUAN 1978 1005 93844 -16.1 -51.27 50 GO 0 2.8 1 I - IPORA' 1979 822 230140 -15.26 -49.95 10 GO 0 3.5 1 B 4 RUBIATABA 1980 1024 214902 -14.41 -49.39 30 GO 0 3.1 1 I - PORANGATU 1983 902 162520 -14.9 -50.8 30 GO 0 2.8 1 I - ARUANAN 1983 912 1439 -18.5 -50.1 15 GO 0 2.1 1 I - QUIRINOPOLIS 1983 1005 222625 -15.7 -51.4 200 GO 0 2.7 1 I - BRITANIA 1984 317 230844 -16.5 -52.5 100 MT 0 3.2 1 I - B. DO GARCA 1984 626 203617 -14.43 -49.93 30 GO 0 3.1 1 I - S. TERESINHA 1984 1212 211847 -12.93 -48.84 20 GO 0 3.3 1 I - N. PORANGATU 1986 114 201426 -15.08 -50.32 20 GO 0 3.7 1 I 4 ARAGUAPAZ 1986 501 41556 -13.1 -49.9 80 GO 0 2.7 1 I - SAO MIGUEL Coordenador: 74/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 H/M/S MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Ano M/D T CA INT 1986 1130 35724 LAT -13.5 LONG -48.75 ERRO 100 GO UF 0 3.2 1 I - FORMOSO 1988 1229 214837 -14.08 -48.16 50 GO 0 2.4 1 I - NIQUELANDIA 1989 329 190104 -13.61 -49.6 20 GO 0 3.6 1 I - PORANGATU 1989 713 111659 -15.54 -51.07 100 MT 0 3 1 I 5 COCALINHO 1991 802 80345 -13.95 -49.95 80 GO 0 2.3 1 I - PORANGATU 1991 1213 23004 -13.44 -46.3 20 GO 0 3.2 1 I - SAO DOMINGOS 1991 1219 35656 -14.45 -49.96 10 GO 0 2.6 1 I - CRIXAS 1993 712 82901 -14.79 -51.03 10 GO 0 4.1 1 I 5 ARUANA 1994 324 84018 -16.35 -50.49 30 GO 0 2.3 1 I - SANCLERLAND. 1995 111 173706 -17.22 -48.62 20 GO 0 2.5 1 I - PIRES DO RIO 1995 314 204211 -13.75 -47.72 50 GO 0 2.4 1 I - CAVALCANTE 1995 327 23758 -13.43 -48.61 50 GO 0 2 1 I - S.T.DE GOIAS 1995 507 175716 -13.37 -49.03 30 GO 0 2 1 I - PORANGATU 1995 1004 65553 -14.89 -48.78 40 GO 0 2 1 I - DOIS IRMAOS 1995 1102 65551 -13.6 -48.95 30 GO 0 2.5 1 I - S.T.DE GOIAS 1995 1211 204947 -13.81 -48.85 40 GO 0 2.7 1 I - FORMOSO 1995 1229 135952 -13.82 -49.43 100 GO 0 2.4 1 I - MUTUNOPOLIS 1996 129 184722 -17.03 -49.81 30 GO 0 2.2 1 I - HIDROLANDIA 1996 510 24518 -15.79 -51.73 50 MT 0 2.7 1 I - ARAGUAIANA 1996 603 51829 -13.03 -50.35 50 GO 0 2.7 1 I - S.M.ARAGUAIA 1996 618 3859 -13.88 -48.14 70 GO 0 2.2 1 I - CAMPINACU 1996 618 3859 -13.78 -48.24 50 GO 0 2.2 1 I - CAMPINACU 1996 619 53014 -14.15 -48.68 80 GO 0 2.2 1 I - CAMPINACU 1996 621 4534 -14.21 -48.43 70 GO 0 2.1 1 I - CAMPINACU 1996 626 3344 -13.31 -48.45 60 GO 0 2.5 1 I - MINACU 1996 718 80911 -13.82 -48.31 40 GO 0 2.3 1 I - CAMPINACU 1996 802 83429 -13.98 -48.53 70 GO 0 2.2 1 I - CAMPINACU 1996 810 14713 -16.73 -51.79 30 MT 0 2.3 1 I - ARAGUAIANA 1996 824 174534 -15.73 -51.74 30 MT 0 2.3 1 I - ARAGUAIANA 1996 901 172659 -15.83 -51.93 30 MT 0 2.8 1 I - ARAGUAIANA 1996 1014 24845 -15.78 -51.82 50 MT 0 2.4 1 I - ARAGUAIANA 1996 1018 164217 -16.52 -52.32 60 GO 0 2.3 1 I - PIRANHAS 1996 1019 41902 -15.74 -51.69 50 MT 0 2.6 1 I - ARAGUAIANA 1996 1125 12442 -13.36 -49.19 80 GO 0 2.1 1 I - PORANGATU 1996 1125 155240 -13.23 -49.25 80 GO 0 2.4 1 I - PORANGATU 1997 527 200734 -13.52 -49.5 10 GO 0 3.5 1 I - PORANGATU 1997 711 191656 -17.98 -51.91 10 GO 0 2.8 1 I - JATAI 1997 806 13415 -13.08 -49.16 30 GO 0 2.1 1 I - ESTRELANORTE 1997 816 161106 -14.97 -50.58 10 GO 0 3 1 I - MOZARLANDIA 1998 920 200736 -15.03 -51.42 50 GO 0 3 1 I - ARUANA 1999 818 44358 -13.3 -49.2 80 GO 0 3.5 1 I - PORANGATU 1999 920 1101 -16.35 -51 20 GO 0 2.5 1 I 4 IPORÁ 2001 703 90038 -15.82 -51.45 30 GO 0 2.6 1 I - Jussara 2001 1027 184209 -15.18 -51.28 10 GO 0 2.7 1 I 2 Aruana 2002 826 22919 -14.88 -47.01 20 GO 0 3.3 1 I - Santa Rosa 2006 224 742 -14.15 -47.48 30 GO 0 2.6 1 I 4 Alto Paraiso Coordenador: 4.1 – Meio Físico PROF MAG LOCAL Técnico: 75/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Ano H/M/S LAT LONG T CA INT LOCAL 2009 M/D 328 150158 -14.26 -48.78 ERRO 30 GO UF PROF 0 MAG 2.4 1 I - Campinorte 2009 730 160149 -13.71 -48.82 40 GO 10 2.7 1 I - Campinacu 2010 122 74808 -14.4 -47.81 10 GO 0 3.2 1 I - Colinas doSul 2010 1004 190719 -13.8 -49.99 10 GO 5 3.6 1 I - EstrelaNorte 2010 1008 201652 -13.79 -49.99 20 GO 8 5 1 I - EstrelaNorte 2010 1026 53418 -13.79 -49.99 20 MT 0 3.5 1 I - StaCruzXingu 2010 1209 212914 -13.4 -46.32 10 GO 5 3.7 1 I - Sao Domingos 2011 108 114925 -13.52 -48.84 10 GO 10 4 1 I - Trombas/Form. 2011 226 225212 -13.78 -49.21 20 GO 0 3.4 1 I - Estrela Norte 2011 304 70000 -13.78 -49.21 20 GO 0 3.7 1 I - Estrela Norte 2011 304 70207 -13.78 -49.21 20 GO 0 2.8 1 I - Estrela Norte 2011 304 70535 -13.78 -49.21 20 GO 0 3.1 1 I - Estrela Norte 2011 703 50411 -13.77 -49.11 10 GO 0 2.4 1 I - Estrela Norte Fonte: Informação obtida do geólogo Assumpção (2008). – Legenda: M/D – Mês/Dia; H/M/S – Hora/Minuto/Segundo; LAT – Latitude; LONG – Longitude; ERR – Erro; UF – Unidade de Federação; PROF. – Profundidade; MAG – Magnitude; T – Tipo do método; CAT – Categoria; INT – Intensidade (Mercalli Modificada). A coluna M/D informa o mês e o dia de ocorrência do sismo. A coluna HMS informa a hora o minuto e o segundo da ocorrência do abalo sísmico. As coordenadas geográficas (colunas LAT e LONG) são as do epicentro, quando foi possível determiná-lo, ou da localidade mais afetada, ou da principal localidade onde o sismo foi sentido. O erro (coluna ERRO) na determinação dos epicentros foi estimado de acordo com os dados macrossísmicos disponíveis, levando-se em conta que o epicentro está na região de maior intensidade. A ausência de um valor para o erro de epicentro indica que não existiam dados para tal estimativa. As magnitudes mb (coluna MAG) foram calculadas ou estimadas por um dos seguintes métodos (Tipo T): Tipo Método 0: mb telessísmico; 1: mR, estimativa de mb com estações regionais; 2: média de valores de mb e mR; 3: mb estimado pela área afetada; 4: estimativa aproximada de mb pela Intensidade Máxima (INT), supondo que INT corresponda à maior intensidade observada, e supondo profundidade focal de poucos quilômetros: mb = 1,21 + 0,45 INT (ASSUMPÇÃO & BURTON, 1982). Coordenador: 76/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte A magnitude é uma escala que mede “tamanhos” relativos dos sismos e está relacionada à energia total das vibrações emitidas pelo foco sísmico. Tal escala foi desenvolvida pelo sismólogo americano – Richter em 1935. A magnitude não deve ser confundida com escala de intensidade, usada para expressar a violência das vibrações em um determinado lugar. Os eventos sísmicos foram classificados em cinco categorias (CAT), dependendo da quantidade e qualidade das informações disponíveis: A) Sismo com dados macrossísmicos que permitem construir mapa de isossistas e determinar o epicentro com boa precisão; B) Sismo com dados que permitem determinar a área afetada, avaliar intensidades e determinar um epicentro aproximado; C) Sismo com informações certas sobre suas ocorrências, permitindo às vezes avaliar intensidades. A área afetada e o epicentro podem não estar bem determinados; D) Evento sísmico duvidoso, isto é, há dúvidas quanto ao local, data ou mesmo sobre a confiabilidade da fonte utilizada; E) Dado instrumental, quando só são disponíveis registros sismográficos sem dados macrossísmicos. A coluna INT é a intensidade do sismo na escala Mercalli Modificada (MM) correspondente à maior intensidade observada de que se tem notícia. A intensidade sísmica é uma simples classificação dos efeitos causados pelas vibrações sísmicas, como sensações causadas nas pessoas, danos em construções. A escala mais usada de intensidade é de Mercalli Modificada de doze graus (mm). Muitas vezes os dados e informações obtidos historicamente não foram registrados por instrumentos e sim por narrativas de moradores. Nesse caso emprega-se a escala de intensidade. A intensidade sísmica é uma classificação dos efeitos causados pelas vibrações sísmicas, como sensações causadas nas pessoas, danos nas construções e mudanças permanentes no terreno. O sismo de intensidade 4 é sentido por quase todos, produzindo vibrações parecidas com as da passagem de caminhões pesados, em que janelas, louças e portas são sacudidas. Em relação ao sismo de intensidade 5, as pessoas acordam; pequenos objetos tombam e caem das prateleiras; venezianas e quadros movem-se; objetos suspensos oscilam bastante e podem ocorrer eventuais danos em construções comuns de má qualidade. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 77/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Com base nos dados disponíveis apresentados, é possível considerar uma média da sismicidade natural no Estado de Goiás de 3 mm, podendo chegar, eventualmente, a intensidades máximas de 5 mm. Os dados históricos não indicam a ocorrência de sismos dentro da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte, entretanto, a região adjacente apresenta sismos que são, em sua maioria, de baixa magnitude, com valores entre 2 e 3.5. Estes dados possibilitam associar a gênese dos tremores a eventos pontuais, envolvendo pequenas movimentações e reajustes de blocos crustais. Nesse sentido, a atividade sísmica que historicamente atinge a região em questão indica um controle estrutural na ocorrência dos sismos, através da liberação de energia sísmica, especialmente nas áreas marcadas por falhamentos ou convergência de estruturas. 4.1.4.4 - Recomendações Conforme foi apresentado no presente diagnóstico, as características sismotectônicas da região da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte indicam que o maior potencial sísmico está associado com a Faixa Sísmica Goiás – Tocantins. Apesar de não haver registro de sismos na Bacia do Rio Meia Ponte, pode-se considerar, com as informações disponíveis, que a média da sismicidade natural na região possui intensidade sísmica entre 4 e 5 mm. Segundo dados disponibilizados pelo IAG, desde 1883 não foram registrados sismos na região. Considerando as características do ambiente sismo-tectônico da região de estudo, não é esperado ocorrência de sismos induzidos por reservatórios (SIR) em futuras barragens a serem construídos na Bacia do Rio Meia Ponte. 4.1.5 - Recursos Minerais Com o intuito de descrever os recursos minerais inseridos na bacia hidrográfica do Meia Ponte, foi realizado levantamento junto ao SIGMINE do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) dos requerimentos de lavra para a área em questão. Foram identificados 559 processos minerários requeridos com destaque para a exploração de areia (154) e de minério de ouro (113). Em relação à situação legal, boa parte dos processos encontram-se em fase de autorização de pesquisa (199). Coordenador: 78/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 4.1.5.1 - MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Objetivos Neste item serão abordados os jazimentos minerais que estão localizados na bacia hidrográfica do rio Meia Ponte assim como sua respectiva situação legal junto ao Departamento Nacional de Produção Mineral – DNPM. Tais jazimentos serão descritos do ponto de vista factual, ou seja, a partir da análise e divulgação das informações registradas em termos de indícios, ocorrências, jazidas e minas. Quanto à situação legal dos processos minerários, será apresentada uma quantificação dos títulos minerários relacionando-os com as fases em que se encontram os processos. Serão correlacionadas também as substâncias requeridas com o quantitativo de títulos minerários, e listado o último evento legal ocorrido em cada processo minerário. Prescreve-se, portanto, no presente relatório, o exame dos casos inseridos na bacia hidrográfica do Meia Ponte que, porventura, venham a apresentar potencial restrição à construção e/ou operação das AHE do rio Meia Ponte e respectivos aproveitamentos. 4.1.5.2 - Métodos Para caracterização das atividades minerárias foi feita consulta recente (julho de 2012) ao banco de dados do Sistema de Informações Geográficas da Mineração (SIGMINE) do DNPM, para obtenção das informações dos processos em cadastro e em documentação vetorial correspondente à Bacia Hidrográfica do rio Meia Ponte. A espacialização dos polígonos das jazidas minerais está representada no 2523-00-EIBH-DE-2011 - Mapa de Processos Minerários. O levantamento de dados secundários inclui a consulta e interpretação de mapas e imagens de satélite, e das listagens mais recentes dos processos inseridos na área de estudo. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 79/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 4.1.5.3 - 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Resultados Ao todo, dentro dos limites da bacia do Meia Ponte, foram identificados 559 (quinhentos e cinquenta e nove) processos minerários requeridos junto ao DNPM. A Figura 4.1-63 apresenta as informações dos processos ativos conforme registrados no banco de dados do SIGMINE-DNPM. De acordo com o levantamento foram encontradas as seguintes substâncias requeridas ou concedidas para exploração na respectiva bacia: água mineral, água potável de mesa, areia, arenito, argila, basalto, bentonita, calcário, cascalho, fosfato, gnaisse, granito, granito para revestimento, granulito, ilmenita, micaxisto, minério de cobre, minério de cromo, minério de ferro, minério de manganês, minério de ouro, minério de platina, minério de níquel, minério de titânio, quartzo, quartzito, rutilo, saibro, talco e xisto. Além disso, 7 (sete) requerimentos não apresentam dados cadastrados referentes à substância. A Figura 4.1-63 demonstra a proporção entre as substâncias entre os 559 processos registrados no DNPM em julho de 2012 e listados no 2523-00-EIBH-DE-2011 - Mapa de Processos Minerários. Figura 4.1-63 - Porcentagem das substâncias exploradas na bacia hidrográfica do Meia Ponte. Coordenador: 80/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte De acordo com o gráfico, pode-se perceber que dentre as 30 substâncias exploradas, destacamse a exploração de areia, argila e minério de ouro somando aproximadamente 63% do total, sendo a areia a substância mais explorada com 27,5%. Em relação à atividades destinadas para fontes termais, apenas um requerimento junto ao DNPM foi identificado para o uso de balneoterapia em fase de autorização de pesquisa, tendo suas atividades iniciadas em 28/02/2012. Na campanha de campo, foi possível identificar uma mineração de exploração de areia que se encontra às margens do rio Meia Ponte Figura 4.1-64. Figura 4.1-64 - Exploração de areia às margens do rio Meia Ponte. UTM: 702672/8124835. De acordo com o Departamento Nacional de Produção Mineral do total de processos levantados foram encontrados: (i) 199 em fase de autorização de pesquisa, (ii) 68 em fase de requerimento de pesquisa, (iii) 34 em fase de concessão de lavra, (iv) 120 em licenciamento, (v) 45 em disponibilidade, (vi) 23 fase de requerimento de lavra e (vii) 70 em fase de requerimento de licenciamento Figura 4.1-65). Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 81/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Figura 4.1-65 - Porcentagem da situação legal dos processos minerários junto ao DNPM Observa-se que 48% dos processos encontram-se tramitando no DNPM como autorização de pesquisa e requerimento de pesquisa, e 6% possuem concessão de lavra. Destaca-se para a fase de autoriazação e requerimento de pesquisa a substância de minério de ouro. Na camanha de campo, foi possível identificar alguns requerimentos com a fase concessão de lavra em atividade (Figura 4.1-66). Figura 4.1-66 - Vista para área de exploração de Xisto, UTM: 694735/8142764. Coordenador: 82/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Quadro 4.1-13 - Processos minerários inseridos na Bacia Hidrográfica do rio Meia Ponte. PROCESSO AREA_HA FASE ULTIMO EVENTO NOME SUBSTÂNCIA USO UF 861779/2010 49.66 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 209 - AUT PESQ/INICIO DE PESQUISA COMUNICADO EM 28/02/2012 Idelcides Batista Camilo ÁGUA MINERAL BALNEOTERAPIA DADO NÃO CADASTRADO 861036/2009 49.63 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 318 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ NÃO APV ART 30 II CM PUB EM 13/04/2012 EDIFICA PARTICIPAÇÕES LTDA ÁGUA MINERAL ENGARRAFAMENTO GO 860368/2011 4.78 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 207 - AUT PESQ/OFICIO AO JUIZ ENVIADO EM 29/02/2012 Antônio Carlos do Carmo ÁGUA MINERAL ENGARRAFAMENTO GO 860550/2011 49.78 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 11/07/2011 Mineração Batalha e Participações Ltda. ÁGUA MINERAL ENGARRAFAMENTO GO 860599/2011 49.35 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 224 - AUT PESQ/AUTO INFRAÇÃO MULTA PUBLICADA EM 12/01/2012 Raio do Sol Mineração Ltda Me ÁGUA MINERAL ENGARRAFAMENTO GO 860598/2011 49.08 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 28/07/2011 Raio do Sol Mineração Ltda Me ÁGUA MINERAL ENGARRAFAMENTO GO 861213/2010 43.32 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 325 - AUT PESQ/PRORROGAÇÃO PRAZO 02 ANOS PUB EM 13/04/2012 Associação Beneficente Manancial ÁGUA MINERAL ENGARRAFAMENTO GO 861147/2010 49.82 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 31/01/2012 Margareth Maria Alves Rezende ÁGUA MINERAL ENGARRAFAMENTO GO 860124/2011 49.83 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 236 - AUT PESQ/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 19/01/2012 Margarete Sieiro Conde ÁGUA MINERAL ENGARRAFAMENTO DADO NÃO CADASTRADO 861545/2011 49.91 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 20/03/2012 Joaquim Vieira de Farias ÁGUA MINERAL ENGARRAFAMENTO GO 861462/2011 12 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 322 - AUT PESQ/ALVARÁ DE PESQUISA 02 ANOS PUBL EM 10/04/2012 Wagner de Barros ÁGUA MINERAL ENGARRAFAMENTO GO 860837/2010 49.4 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 1397 - AUT PESQ/LICENÇA AMBIENTAL PROTOCOLIZADA EM 30/05/2012 Luiz Antonio Lisita ÁGUA MINERAL ENGARRAFAMENTO GO 862289/2011 48.67 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 11/06/2012 Edmar Jose da Silva ÁGUA MINERAL ENGARRAFAMENTO GO 860160/1978 48 CONCESSÃO DE LAVRA 472 - CONC LAV/PRORROGAÇÃO PRAZO EXIGÊNCIA SOLICITADO EM 04/12/2009 INDAIÁ BRASIL ÁGUAS MINERAIS LTDA ÁGUA MINERAL NÃO INFORMADO GO 805525/1977 28 CONCESSÃO DE LAVRA 667 - PARCELAMENTO MULTA QUITADO EM 28/03/2012 Primavera Industria de Agua Mineral Ltda ÁGUA MINERAL NÃO INFORMADO GO Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 83/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte PROCESSO AREA_HA FASE 802696/1978 20 CONCESSÃO DE LAVRA 471 - CONC LAV/PRORROGAÇÃO PRAZO EXIGÊNCIA CONCEDIDO EM 26/02/2010 INDAIÁ BRASIL ÁGUAS MINERAIS LTDA ÁGUA MINERAL NÃO INFORMADO GO 862008/1995 24 CONCESSÃO DE LAVRA 473 - CONC LAV/CUMPRIMENTO EXIGÊNCIA PROTOCOLI EM 16/05/2012 IPÊ INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ÁGUA MINERAL E REFRIGERANTE LTDA ÁGUA MINERAL NÃO INFORMADO GO 860517/1998 49 CONCESSÃO DE LAVRA 436 - CONC LAV/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 16/04/2012 Raio do Sol Mineração Ltda Me ÁGUA MINERAL NÃO INFORMADO GO 860874/1999 29.01 CONCESSÃO DE LAVRA 440 - CONC LAV/ROTULO ÁGUA MINERAL APROVADO PUB EM 29/06/2012 TEMPUS ALIMENTOS E LAZER LTDA ÁGUA MINERAL NÃO INFORMADO GO 860228/1998 50 CONCESSÃO DE LAVRA 662 - NOTIFICAÇÃO ADM PGTO DÉBITO MULTA EM 04/06/2012 CARMO MINERAÇÃO INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA ÁGUA MINERAL NÃO INFORMADO GO 860388/2000 50 CONCESSÃO DE LAVRA 1713 - CONC LAV/RAL MULTA APLICADA EM 18/05/2012 CARMO MINERAÇÃO INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA ÁGUA MINERAL INDUSTRIAL GO 861155/2003 50 CONCESSÃO DE LAVRA 436 - CONC LAV/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 29/06/2012 MARIZA ÁGUAS MINERAIS LTDA ÁGUA MINERAL INDUSTRIAL GO 860910/2004 50 CONCESSÃO DE LAVRA 403 - CONC LAV/IMISSÃO DE POSSE REQUERIDA EM 24/06/2009 Agropecuária Limírio Gonçalves Ltda. ÁGUA MINERAL ENGARRAFAMENTO GO 806201/1976 14.1 CONCESSÃO DE LAVRA 1074 - CONC LAV/ANÁLISE LAMIN PROTOCOLIZADO EM 18/06/2012 SAÚDE INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ÁGUA MINERAL LTDA. ÁGUA MINERAL NÃO INFORMADO GO 860694/2004 50 REQUERIMENTO DE LAVRA 362 - REQ LAV/PRORROGAÇÃO PRAZO EXIGÊNCIA SOLICITADO EM 02/07/2012 San Sebastian Empreendimentos Gerais Ltda ÁGUA MINERAL INDUSTRIAL GO 861110/2002 6.67 REQUERIMENTO DE LAVRA 336 - REQ LAV/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 29/07/2011 INDÚSTRIA E COMÉRCIO CANTAREIRA LTDA. ÁGUA MINERAL INDUSTRIAL GO 860406/2007 11.72 REQUERIMENTO DE LAVRA 336 - REQ LAV/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 27/01/2012 São Luis Indústria e Comércio de Água Mineral Ltda ÁGUA MINERAL ENGARRAFAMENTO GO 861491/2011 43.54 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 22/07/2011 Marilda Soares de Carvalho Arruda ÁGUA MINERAL ENGARRAFAMENTO GO 860112/2012 49.84 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 20/01/2012 Shiguero Fujioka ÁGUA MINERAL ENGARRAFAMENTO GO 861131/2012 50 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 12/06/2012 Luiz Fernando Martins ÁGUA MINERAL ENGARRAFAMENTO GO Coordenador: 84/313 ULTIMO EVENTO NOME SUBSTÂNCIA USO UF Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte PROCESSO AREA_HA FASE ULTIMO EVENTO 860090/2012 48.87 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 16/01/2012 Jose Cesar Pedroso ÁGUA MINERAL ENGARRAFAMENTO GO 861831/2007 47.78 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 240 - AUT PESQ/DEFESA APRESENTADA EM 20/03/2012 REFRESCOS BANDEIRANTES INDUSTRIA E COMÉRCIO LTDA ÁGUA POTÁVEL DE MESA ENGARRAFAMENTO GO 860069/2008 45.7 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 644 - AUT PESQ/MULTA APLICADARELATÓRIO PESQUISA EM 19/06/2012 REFRESCOS BANDEIRANTES INDUSTRIA E COMÉRCIO LTDA ÁGUA POTÁVEL DE MESA ENGARRAFAMENTO GO 860239/1993 50 CONCESSÃO DE LAVRA 667 - PARCELAMENTO MULTA QUITADO EM 27/09/2010 D'vida Águas Minerais Ltda. ÁGUA POTÁVEL DE MESA ENGARRAFAMENTO GO 860002/2002 49.96 CONCESSÃO DE LAVRA 470 - CONC LAV/EXIGÊNCIA PUBLICADA EM 25/06/2012 Rochas Empreendimentos Imobiliários Ltda Me ÁGUA POTÁVEL DE MESA INDUSTRIAL GO 860540/2001 50 CONCESSÃO DE LAVRA 694 - PAGAMENTO VISTORIA FISCALIZAÇÃO EFETUADO EM 29/06/2011 Água Mineral Flora Ltda Me ÁGUA POTÁVEL DE MESA INDUSTRIAL GO 861285/1995 50 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 2 - DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 21/06/2005 FARIDE LUIZ DA SILVA - FI AREIA NÃO INFORMADO GO 860116/1994 50 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 2 - DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 21/06/2005 FARIDE LUIZ DA SILVA - FI AREIA NÃO INFORMADO GO 861284/1995 49.82 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 662 - NOTIFICAÇÃO ADM PGTO DÉBITO MULTA EM 05/07/2005 FARIDE LUIZ DA SILVA - FI AREIA NÃO INFORMADO GO 861944/2005 19.99 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 349 - AUT PESQ/PRORROGAÇÃO PRAZO 01 ANO REQ LAVRA PUB EM 23/04/2012 Emerson Pinheiro Rosa Me AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860916/2006 50 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 236 - AUT PESQ/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 09/05/2012 WALDOMIRO DE SOUSA FERNANDES AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 862840/2008 136.73 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 1273 - AUT PESQ/REDUÇÃO DE ÁREA PROTOCOLIZADO EM 22/05/2012 ALMEIDA E BARBOSA DE OLIVEIRA AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860331/2009 49.79 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 318 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ NÃO APV ART 30 II CM PUB EM 02/07/2012 Construtora Jad Ltda AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 862794/2008 667.59 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 1273 - AUT PESQ/REDUÇÃO DE ÁREA PROTOCOLIZADO EM 27/03/2012 ALMEIDA E BARBOSA DE OLIVEIRA AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860289/2010 48.17 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 29/07/2011 Luiz Cruvinel Lourenço AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860844/2010 293.9 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 642 - AUT PESQ/PAGAMENTO MULTA EFETUADO-TAH EM 27/04/2012 Empresa Brasileira de Agregados Minerais Ltda AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO Coordenador: 4.1 – Meio Físico NOME SUBSTÂNCIA USO UF Técnico: 85/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte PROCESSO AREA_HA 860326/2003 33.64 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 196 - AUT PESQ/TORNA S/EFEITO DESP APROV REL PUB EM 12/05/2010 Mineraçâo e Transportes Corumbá Ltda AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861080/2010 49.83 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 31/01/2012 Maria de Loudes da Silva Pires AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860935/2006 24.85 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 662 - NOTIFICAÇÃO ADM PGTO DÉBITO MULTA EM 17/11/2011 Areial Eldorado Ltda AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860983/2010 972.47 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 24/01/2012 Roberto Hisayoshi Sameshima AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860208/2011 48.9 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 29/07/2011 Bl Extração de Areia Ltda Me AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL DADO NÃO CADASTRADO 860705/2011 27.9 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 30/01/2012 Eudivalter Alves de Morais AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861919/2005 31.55 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 291 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ APROV C/REDUC ÁREA PUB EM 10/08/2011 Mucio Oliveira Diniz AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860209/2011 48.28 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 29/07/2011 Bl Extração de Areia Ltda Me AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL DADO NÃO CADASTRADO 860207/2011 49.79 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 29/07/2011 Bl Extração de Areia Ltda Me AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL DADO NÃO CADASTRADO 860577/2011 44.58 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 207 - AUT PESQ/OFICIO AO JUIZ ENVIADO EM 04/10/2011 Bl Extração de Areia Ltda Me AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860210/2011 49.25 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 29/07/2011 Bl Extração de Areia Ltda Me AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL DADO NÃO CADASTRADO 862138/2011 604.41 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 207 - AUT PESQ/OFICIO AO JUIZ ENVIADO EM 10/05/2012 Marcos Antonio Machado Filho AREIA INDUSTRIAL GO 861610/2011 32.84 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 255 - AUT PESQ/CUMPRIMENTO EXIGÊNCIA PROTOCOLI EM 11/05/2012 Armazem da Areia Ltda AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 862162/2011 49.22 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 207 - AUT PESQ/OFICIO AO JUIZ ENVIADO EM 24/04/2012 Tatiane Maria da Costa AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 862281/2011 14.52 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 322 - AUT PESQ/ALVARÁ DE PESQUISA 02 ANOS PUBL EM 09/04/2012 Nilton César da Silva AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860156/2012 30.46 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 209 - AUT PESQ/INICIO DE PESQUISA COMUNICADO EM 11/06/2012 Augusto Zacharias Gontijo AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO Coordenador: 86/313 FASE ULTIMO EVENTO NOME SUBSTÂNCIA USO UF Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte PROCESSO AREA_HA FASE ULTIMO EVENTO 862547/2011 396.54 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 209 - AUT PESQ/INICIO DE PESQUISA COMUNICADO EM 30/04/2012 José Leomar e Iracimar Ltda AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 862270/2011 35.07 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 209 - AUT PESQ/INICIO DE PESQUISA COMUNICADO EM 23/05/2012 TARCAL TRANSPORTES E MATERIAL DE CONSTRUÇÃO LTDA AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 862271/2011 48.99 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 209 - AUT PESQ/INICIO DE PESQUISA COMUNICADO EM 23/05/2012 TARCAL TRANSPORTES E MATERIAL DE CONSTRUÇÃO LTDA AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861391/2010 10 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 322 - AUT PESQ/ALVARÁ DE PESQUISA 02 ANOS PUBL EM 09/04/2012 Wesley Victor de Faria AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861578/1995 50 CONCESSÃO DE LAVRA 667 - PARCELAMENTO MULTA QUITADO EM 18/06/2012 Bl Extração de Areia Ltda Me AREIA NÃO INFORMADO GO 861576/1995 50 CONCESSÃO DE LAVRA 667 - PARCELAMENTO MULTA QUITADO EM 18/06/2012 Bl Extração de Areia Ltda Me AREIA NÃO INFORMADO GO 860007/1999 7.93 CONCESSÃO DE LAVRA 452 - CONC LAV/TRANSF DIREITOS CESSÃO TOTAL EFETIVADA EM 23/12/2010 Bl Extração de Areia Ltda Me AREIA NÃO INFORMADO GO 860337/1998 50 CONCESSÃO DE LAVRA 667 - PARCELAMENTO MULTA QUITADO EM 18/06/2012 Bl Extração de Areia Ltda Me AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861575/1995 50 CONCESSÃO DE LAVRA 667 - PARCELAMENTO MULTA QUITADO EM 18/06/2012 Bl Extração de Areia Ltda Me AREIA NÃO INFORMADO GO 861579/1995 50 CONCESSÃO DE LAVRA 667 - PARCELAMENTO MULTA QUITADO EM 18/06/2012 Bl Extração de Areia Ltda Me AREIA NÃO INFORMADO GO 860336/1998 30.8 CONCESSÃO DE LAVRA 667 - PARCELAMENTO MULTA QUITADO EM 18/06/2012 Bl Extração de Areia Ltda Me AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861580/1995 50 CONCESSÃO DE LAVRA 667 - PARCELAMENTO MULTA QUITADO EM 18/06/2012 Bl Extração de Areia Ltda Me AREIA NÃO INFORMADO GO 861581/1995 50 CONCESSÃO DE LAVRA 667 - PARCELAMENTO MULTA QUITADO EM 18/06/2012 Bl Extração de Areia Ltda Me AREIA NÃO INFORMADO GO 862865/2008 48.94 DISPONIBILIDADE 99 - DISPONIB/ÁREA S/PRETEN PROC ARQ ÁREA LIVRE EM 22/06/2010 Germina Mineração Consultoria Importação e Exportação Ltda AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861614/2007 31.07 DISPONIBILIDADE 1803 - DISPONIB/JULGAMENTO HABILITAÇÃO PUBLICADO EM 07/05/2012 Pedro Sebastião da Silva AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO Coordenador: 4.1 – Meio Físico NOME SUBSTÂNCIA USO UF Técnico: 87/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte PROCESSO AREA_HA 860947/2006 38.09 DISPONIBILIDADE 1343 - LICEN/ÁREA DISPONIBILIDADE PARA PESQUISA - EDITAL EM 16/05/2012 TATIANA JOSÉ RODRIGUES AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861227/2011 24.09 DISPONIBILIDADE 1342 - REQ LICEN/ÁREA DISPONIBILIDADE PARA PESQUISA - EDITAL EM 25/04/2012 Aguinaldo Divino Alves Barbosa AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860150/2011 30.92 DISPONIBILIDADE 1342 - REQ LICEN/ÁREA DISPONIBILIDADE PARA PESQUISA - EDITAL EM 25/04/2012 LEANDRO HENRIQUE MENDONÇA DE OLIVEIRA AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL DADO NÃO CADASTRADO 860522/2004 50 DISPONIBILIDADE 1341 - AUT PESQ/ÁREA DISPONIBILIDADE PARA PESQUISA - EDITAL EM 20/04/2012 WALDOMIRO DE SOUSA FERNANDES AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861783/2010 1.64 DISPONIBILIDADE 1342 - REQ LICEN/ÁREA DISPONIBILIDADE PARA PESQUISA - EDITAL EM 25/04/2012 Mauro Vilarinho Prudêncio AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL DADO NÃO CADASTRADO 861242/2003 14.66 LICENCIAMENTO 1401 - LICEN/LICENÇA AMBIENTAL PROTOCOLIZADA EM 02/09/2011 Adão Luiz Pereira AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860049/2005 50 LICENCIAMENTO 718 - LICEN/EXIGÊNCIA PUBLICADA EM 25/06/2012 Cícero José Gomes AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861072/2005 40 LICENCIAMENTO 736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 10/04/2012 Cesar Claudio Carneiro AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861376/2006 22.33 LICENCIAMENTO 736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 16/12/2010 Euripedes Barsanulfo Bueno AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861750/2007 32.21 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 25/02/2009 WALTER PIRES ALVES AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861563/2007 49.68 LICENCIAMENTO 719 - LICEN/PRORROGAÇÃO PRAZO EXIGÊNCIA SOLICITADO EM 05/07/2012 Eduardo Antonio Fonseca Cardoso AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861497/2007 49.16 LICENCIAMENTO 719 - LICEN/PRORROGAÇÃO PRAZO EXIGÊNCIA SOLICITADO EM 05/07/2012 Eduardo Antonio Fonseca Cardoso AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861499/2007 49.95 LICENCIAMENTO 736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 04/07/2011 Eduardo Antonio Fonseca Cardoso AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861498/2007 49.94 LICENCIAMENTO 719 - LICEN/PRORROGAÇÃO PRAZO EXIGÊNCIA SOLICITADO EM 05/07/2012 Eduardo Antonio Fonseca Cardoso AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861622/2007 49.95 LICENCIAMENTO 736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 06/06/2012 OSMAR SEBASTIÄO DE REZENDE AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860921/2007 2 LICENCIAMENTO 736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 17/02/2011 Jair José Felipe AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO Coordenador: 88/313 FASE ULTIMO EVENTO NOME SUBSTÂNCIA USO UF Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte PROCESSO AREA_HA FASE ULTIMO EVENTO 860043/2006 7.17 LICENCIAMENTO 736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 19/04/2012 CONSTRUTORA O & S LTDA AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861611/2008 42.08 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 03/09/2010 ANA MARIA CEZARIA CALZADA MACHADO AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861597/2008 12.23 LICENCIAMENTO 705 - LICEN/BAIXA LICENÇA ESGOTADO PRAZO EM 29/07/2010 Maria Nunes Rosa AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861941/2008 39.25 LICENCIAMENTO 736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 10/10/2011 Antão Silvestre de Oliveira Neto AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861612/2008 39.44 LICENCIAMENTO 736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 22/06/2012 SEBASTIÃO MÁRCIO MARIANO SOUSA CALZADA AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 862604/2008 13.19 LICENCIAMENTO 736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 11/02/2011 TEREZA RODRIGUES DE ANDRADE AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860131/2009 49.94 LICENCIAMENTO 1401 - LICEN/LICENÇA AMBIENTAL PROTOCOLIZADA EM 11/05/2011 Wesley da Silva Leão AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860521/2008 13.12 LICENCIAMENTO 719 - LICEN/PRORROGAÇÃO PRAZO EXIGÊNCIA SOLICITADO EM 05/07/2012 BERNARDINO APARECIDO BARBOSA AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 862787/2008 1.85 LICENCIAMENTO 742 - LICEN/PRORROGAÇÃO REGISTRO LICENÇA AUTORIZADA EM 24/04/2012 CARLOS FERNANDO CARDOSO DOS SANTOS AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860525/2009 49.87 LICENCIAMENTO 742 - LICEN/PRORROGAÇÃO REGISTRO LICENÇA AUTORIZADA EM 16/03/2012 Julio Antonio de Oliveira Junior AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860882/2009 10 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 06/05/2010 Ubiratã Vieira de Souza AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861134/2009 49.95 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 22/06/2010 Miramar Ferreira Canedo AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860559/2009 7.88 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 23/09/2010 Miramar Ferreira Canedo AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861537/2009 20.67 LICENCIAMENTO 736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 18/04/2012 José Alves de Faria AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860566/2009 9.18 LICENCIAMENTO 595 - LICEN/TRANSF DIREITOS -CESSÃO TOTAL EFETIVADA EM 05/07/2011 Maia e Reis Ltda AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860967/2009 44.11 LICENCIAMENTO 736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 10/04/2012 Maria Helena Martins de Mendonça AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO Coordenador: 4.1 – Meio Físico NOME SUBSTÂNCIA USO UF Técnico: 89/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte PROCESSO AREA_HA 860125/2010 26.78 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 03/09/2010 J.g Pereira e Cia Ltda AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861370/2009 15.26 LICENCIAMENTO 736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 21/03/2012 Lucélia Ferreira Pimenta de Andrade AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860135/2010 15.92 LICENCIAMENTO 742 - LICEN/PRORROGAÇÃO REGISTRO LICENÇA AUTORIZADA EM 16/03/2012 Eudivalter Alves de Morais AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860671/2009 25 LICENCIAMENTO 1401 - LICEN/LICENÇA AMBIENTAL PROTOCOLIZADA EM 30/03/2012 Fabio Luiz Borges Cruvinel Me AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860581/2009 31.12 LICENCIAMENTO 736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 16/04/2012 Clovis Tavares de Souza AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860858/2009 47.29 LICENCIAMENTO 736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 24/02/2012 Euripedes Barsanulfo Bueno AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860761/2010 13.75 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 23/02/2011 Márcio Alves Júnior AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861497/2009 29.19 LICENCIAMENTO 1401 - LICEN/LICENÇA AMBIENTAL PROTOCOLIZADA EM 10/05/2012 Romeu da Silva Pinheiro AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860935/2010 8.09 LICENCIAMENTO 736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 29/06/2012 Jair José Felipe AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860805/2010 47.61 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 30/12/2010 Luciley Alves Rosa AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861606/2009 10.64 LICENCIAMENTO 1401 - LICEN/LICENÇA AMBIENTAL PROTOCOLIZADA EM 10/04/2012 Nilton César da Silva AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861647/2009 29.18 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 25/03/2010 José Gonçalves da Silva AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860841/2010 31.24 LICENCIAMENTO 755 - LICEN/PRORROGAÇÃO REGISTRO LICENÇA PROTOCOLIZADO EM 29/06/2012 Gercina Maria Pinheiro AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860973/2010 48.17 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 23/03/2012 Luiz Cruvinel Lourenço AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860317/2010 28.99 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 29/09/2011 Hugo Leonardo Gonzaga e Oliveira Daher AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860399/2011 14.46 LICENCIAMENTO 1401 - LICEN/LICENÇA AMBIENTAL PROTOCOLIZADA EM 27/02/2012 Maria Nunes Rosa AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO Coordenador: 90/313 FASE ULTIMO EVENTO NOME SUBSTÂNCIA USO UF Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte PROCESSO AREA_HA FASE ULTIMO EVENTO 861392/2010 18.19 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 04/06/2012 Lindolfo Neto da Silva AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860586/2010 2.74 LICENCIAMENTO 736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 30/05/2012 Vilmar Gonzaga AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860484/2011 26.32 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 07/05/2012 Ademir Alves Barbosa AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861006/2011 14.23 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 09/05/2012 Carlito Teixeira Macedo AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861415/2011 12.68 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 23/04/2012 Fernando Lopes Pereira AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861799/2011 21.89 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 23/12/2011 Flávio Leandro Palmerston Abrantes AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861521/2011 4.75 LICENCIAMENTO 1401 - LICEN/LICENÇA AMBIENTAL PROTOCOLIZADA EM 18/05/2012 Elio Basilio de Siqueira AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861330/2011 32.04 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 05/03/2012 Gilberto Nazareno de Sant'ana Roriz AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860634/2011 27.64 LICENCIAMENTO 736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 09/04/2012 Jorge Carlos da Silva Filho AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860237/2011 49.96 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 29/09/2011 Carlos Bauer Rodrigues AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL DADO NÃO CADASTRADO 862213/2011 4.54 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 03/04/2012 Jair Teodoro Silva AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860142/2011 49.09 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 07/10/2011 Paulo Antônio Silva AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL DADO NÃO CADASTRADO 862521/2011 27.9 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 03/04/2012 Eudivalter Alves de Morais AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861541/2010 17.63 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 06/10/2011 Nilton César da Silva AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL DADO NÃO CADASTRADO 861793/2011 11.44 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 20/04/2012 Ercecilia de Oliveira Netto AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 862287/2011 1.71 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 20/04/2012 Luciley Alves Rosa AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO Coordenador: 4.1 – Meio Físico NOME SUBSTÂNCIA USO UF Técnico: 91/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte PROCESSO AREA_HA 861747/2007 33.45 LICENCIAMENTO 1207 - LICEN/REDUÇÃO DE AREA APROVADA EM 15/02/2012 Francisco Calzada Machado AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 862537/2011 30.65 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 23/04/2012 Rodrigues Lacerda Mineração Ltda AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 862506/2011 1.01 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 04/06/2012 Emerson Pinheiro Rosa Me AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860395/2012 48.99 LICENCIAMENTO 1401 - LICEN/LICENÇA AMBIENTAL PROTOCOLIZADA EM 20/06/2012 TARCAL TRANSPORTES E MATERIAL DE CONSTRUÇÃO LTDA AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861380/2011 48.08 LICENCIAMENTO 755 - LICEN/PRORROGAÇÃO REGISTRO LICENÇA PROTOCOLIZADO EM 01/06/2012 Gilberto Barbosa de Avelar AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861382/2011 1 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 08/03/2012 Eduardo Antonio Fonseca Cardoso AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860205/2012 24.66 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 13/06/2012 Cesar Claudio Carneiro AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860528/2011 23.34 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 22/12/2011 Aguia Transporte e Serviços Ltda AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861201/2009 10 LICENCIAMENTO 736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 07/05/2012 Wesley Victor de Faria AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861792/2011 27.35 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 20/04/2012 Otaniel Vieira da Silva AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860338/2005 50 REQUERIMENTO DE LAVRA 225 - AUT PESQ/MULTA APLICADA PUBLICADA EM 21/12/2010 Cícero José Gomes AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860153/2007 49.21 REQUERIMENTO DE LAVRA 336 - REQ LAV/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 03/01/2012 NOVA VENEZA MINERAÇÃO LTDA AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860149/2007 49.91 REQUERIMENTO DE LAVRA 336 - REQ LAV/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 04/05/2012 NOVA VENEZA MINERAÇÃO LTDA AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860148/2007 49.62 REQUERIMENTO DE LAVRA 364 - REQ LAV/PRORROGAÇÃO PRAZO EXIGÊNCIA CONCEDIDO EM 30/04/2012 NOVA VENEZA MINERAÇÃO LTDA AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 862124/2007 6.6 REQUERIMENTO DE LAVRA 336 - REQ LAV/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 27/01/2012 Dragagem Vargem do Moinho Ltda AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO Coordenador: 92/313 FASE ULTIMO EVENTO NOME SUBSTÂNCIA USO UF Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte PROCESSO AREA_HA FASE ULTIMO EVENTO 860147/2007 49.98 REQUERIMENTO DE LAVRA 364 - REQ LAV/PRORROGAÇÃO PRAZO EXIGÊNCIA CONCEDIDO EM 22/03/2012 NOVA VENEZA MINERAÇÃO LTDA AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860150/2007 49.91 REQUERIMENTO DE LAVRA 336 - REQ LAV/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 03/01/2012 NOVA VENEZA MINERAÇÃO LTDA AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860175/2000 50 REQUERIMENTO DE LAVRA 364 - REQ LAV/PRORROGAÇÃO PRAZO EXIGÊNCIA CONCEDIDO EM 22/03/2012 Sida Sociedade Itumbiarense de Dragagem e Areia Ltda. AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860323/2009 14.87 REQUERIMENTO DE LAVRA 1401 - LICEN/LICENÇA AMBIENTAL PROTOCOLIZADA EM 21/06/2011 Nilton César da Silva AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861391/2008 49.6 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1281 - REQ LICEN/INDEFERIMENTO SEM ONERAÇÃO PORT 266/2008 EM 09/10/2008 Lucimar Velasco Correia AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861283/2010 0.01 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM 02/04/2012 Augusto Zacharias Gontijo AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861283/2010 2.39 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM 02/04/2012 Augusto Zacharias Gontijo AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861283/2010 0.04 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM 02/04/2012 Augusto Zacharias Gontijo AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860721/2011 26.08 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1400 - REQ LICEN/LICENÇA AMBIENTAL PROTOCOLIZADA EM 05/07/2012 Luiz Dalmo Vieira AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861018/2011 5.84 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1157 - REQ LICEN/OPÇÃO REGIME AUTORIZAÇÃO PESQ INDEFERIDA EM 06/10/2011 Candenor Godoi do Nascimento AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861418/2011 14.72 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM 03/04/2012 Wesley Victor de Faria AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860890/2011 20.29 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1400 - REQ LICEN/LICENÇA AMBIENTAL PROTOCOLIZADA EM 13/03/2012 Volmir Bampi AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861398/2011 39.92 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1154 - REQ LICEN/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 12/09/2011 Aguinaldo Divino Alves Barbosa AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO Coordenador: 4.1 – Meio Físico NOME SUBSTÂNCIA USO UF Técnico: 93/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte PROCESSO AREA_HA 862058/2011 20.33 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM 13/01/2012 Lindomar Mendes da Silva AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 862443/2011 20.85 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM 09/04/2012 Leonardo Nunes da Silva AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 862159/2011 48.38 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM 22/05/2012 Vinícius Stival Veneziano AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 862861/2011 9.28 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1400 - REQ LICEN/LICENÇA AMBIENTAL PROTOCOLIZADA EM 28/06/2012 Cesar Claudio Carneiro AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860442/2012 37.44 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1400 - REQ LICEN/LICENÇA AMBIENTAL PROTOCOLIZADA EM 22/06/2012 Hugo Leonardo Gonzaga e Oliveira Daher AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860350/2012 10.28 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1154 - REQ LICEN/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 06/06/2012 Luizmar Machado do Silva AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860454/2012 23.07 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1154 - REQ LICEN/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 14/06/2012 Marília Nize Mattoso Cardozo AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860834/2012 4.65 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1154 - REQ LICEN/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 18/06/2012 Guilherme Manzanomacedo Santos AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860770/2012 40.04 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1155 - REQ LICEN/EXIGÊNCIA PUBLICADA EM 31/05/2012 Eurípedes Erasto Sant'ana AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861032/2012 14.75 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 700 - REQ LICEN/REQUERIMENTO LICENCIAMENTO PROTOCO EM 25/05/2012 Constantino Kaial Filho AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860770/2008 21.48 REQUERIMENTO DE PESQUISA 136 - REQ PESQ/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 20/01/2010 Luiz Roberto Martins da Costa AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860587/2010 335.41 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 07/05/2010 Empresa Brasileira de Agregados Minerais Ltda AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860643/2012 48.08 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 03/04/2012 Gilberto Barbosa de Avelar AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO Coordenador: 94/313 FASE ULTIMO EVENTO NOME SUBSTÂNCIA USO UF Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte PROCESSO AREA_HA FASE ULTIMO EVENTO 860348/2012 682.78 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 27/02/2012 Hp Mineração e Meio Ambiente Lltda. AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860501/2012 2.9 REQUERIMENTO DE PESQUISA 136 - REQ PESQ/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 21/03/2012 NASSIM MAMED JÚNIOR AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860824/2012 349.99 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 27/04/2012 Hp Mineração e Meio Ambiente Lltda. AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860360/2012 50 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 28/02/2012 Centro Oeste Mineração e Comercio Ltda AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860740/2012 48.94 REQUERIMENTO DE PESQUISA 136 - REQ PESQ/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 26/06/2012 Nelson Luiz Cabral França AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860749/2012 277.36 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 12/04/2012 Thiago Martins Borges de Moura AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860194/2011 5.84 REQUERIMENTO DE PESQUISA 162 - REQ PESQ/OPÇÃO REGIME LICENCIAMENTO PROTOCOLIZADO EM 20/05/2011 Candenor Godoi do Nascimento AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL DADO NÃO CADASTRADO 861011/2012 45.79 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 22/05/2012 Itamar Luiz Meireles Sachetto AREIA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861499/2011 49.93 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 19/03/2012 G4 Mineração Ltda ARENITO CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861263/2010 49.63 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 18/01/2012 Laerte Simão ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 861262/2010 3.88 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 17/01/2012 Laerte Simão ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 861401/2010 10.06 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 225 - AUT PESQ/MULTA APLICADA PUBLICADA EM 09/12/2011 Ildo Aniceto Ferreira ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 861653/2010 50 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 662 - NOTIFICAÇÃO ADM PGTO DÉBITO MULTA EM 11/05/2012 EDMUNDO DE SOUZA RIBEIRO NETO ARGILA CERÂMICA VERMELHA DADO NÃO CADASTRADO 860982/2011 27.64 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 198 - AUT PESQ/OPÇÃO REGIME LICENCIAMENTO PROT EM 12/06/2012 Eliane Aparecida Beze ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO Coordenador: 4.1 – Meio Físico NOME SUBSTÂNCIA USO UF Técnico: 95/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte PROCESSO AREA_HA 862929/2011 255.38 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 323 - AUT PESQ/ALVARÁ DE PESQUISA 03 ANOS PUBL EM 10/05/2012 AD BRAS MINERADORA LTDA ARGILA INDUSTRIAL GO 861780/1993 19.95 CONCESSÃO DE LAVRA 436 - CONC LAV/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 25/08/2011 Cecrisa Revestimentos Cerâmicos S/A ARGILA NÃO INFORMADO GO 861308/2008 3 DISPONIBILIDADE 99 - DISPONIB/ÁREA S/PRETEN PROC ARQ ÁREA LIVRE EM 02/02/2010 Alexandre Tadeu Guimaraes Elias ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 860807/2006 9.99 DISPONIBILIDADE 315 - DISPONIB/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 27/09/2010 Baltazar José Gomes ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 861951/2008 10 DISPONIBILIDADE 99 - DISPONIB/ÁREA S/PRETEN PROC ARQ ÁREA LIVRE EM 14/09/2010 JOÃO MENDES DE GODOI ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 860334/2010 1.17 DISPONIBILIDADE 1342 - REQ LICEN/ÁREA DISPONIBILIDADE PARA PESQUISA - EDITAL EM 25/04/2012 Mauro Loures de Araujo ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 860367/2010 0.96 DISPONIBILIDADE 1342 - REQ LICEN/ÁREA DISPONIBILIDADE PARA PESQUISA - EDITAL EM 25/04/2012 Selmo Bonifácio Vieira ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 861791/2011 26.29 DISPONIBILIDADE 1342 - REQ LICEN/ÁREA DISPONIBILIDADE PARA PESQUISA - EDITAL EM 23/04/2012 José Tadeu Oiano e Cia Ltda Me ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 861482/2011 2.48 DISPONIBILIDADE 1342 - REQ LICEN/ÁREA DISPONIBILIDADE PARA PESQUISA - EDITAL EM 25/04/2012 Deise Lúcia Belarmino da Silva ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 861638/2011 45.4 DISPONIBILIDADE 1342 - REQ LICEN/ÁREA DISPONIBILIDADE PARA PESQUISA - EDITAL EM 25/04/2012 Iris Rosa Silva ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 861229/2011 50 DISPONIBILIDADE 1342 - REQ LICEN/ÁREA DISPONIBILIDADE PARA PESQUISA - EDITAL EM 24/05/2012 Paula Roberta de Freitas Lourenço ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 861500/2011 17.49 DISPONIBILIDADE 1342 - REQ LICEN/ÁREA DISPONIBILIDADE PARA PESQUISA - EDITAL EM 14/06/2012 Eduardo Paiva Fagundes ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 862500/2011 43.8 DISPONIBILIDADE 1342 - REQ LICEN/ÁREA DISPONIBILIDADE PARA PESQUISA - EDITAL EM 23/04/2012 Orlando Inácio Correa ARGILA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860000/2000 50 LICENCIAMENTO 736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 12/09/2008 EURICO EMIDIO VELASCO ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 860298/2004 40.98 LICENCIAMENTO 742 - LICEN/PRORROGAÇÃO REGISTRO LICENÇA AUTORIZADA EM 05/07/2011 Olaria Triunfo Ltda ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 861022/2004 1.79 LICENCIAMENTO 2 - DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 29/08/2007 Ribeiro e Haun Ltda ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO Coordenador: 96/313 FASE ULTIMO EVENTO NOME SUBSTÂNCIA USO UF Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte PROCESSO AREA_HA FASE ULTIMO EVENTO 860791/2004 1 LICENCIAMENTO 718 - LICEN/EXIGÊNCIA PUBLICADA EM 02/07/2007 MARIA PEREIRA DE JESUS ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 862210/2005 3.56 LICENCIAMENTO 2 - DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 02/04/2007 GRACIELE MARTA DO NASCIMENTO ARGILA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860834/2006 10 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 13/07/2010 VILMACI GOMES DE OLIVEIRA ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 860798/2006 46.14 LICENCIAMENTO 736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 04/08/2011 RONALDO SOUSA CASTRO ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 862162/2007 50 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 18/06/2009 Agropecuaria Sao Domingos Ltda ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 861109/2008 3 LICENCIAMENTO 755 - LICEN/PRORROGAÇÃO REGISTRO LICENÇA PROTOCOLIZADO EM 28/04/2010 ZICO MILTON MIRANDA DE MELO ARGILA INDUSTRIAL GO 860448/2008 5.14 LICENCIAMENTO 719 - LICEN/PRORROGAÇÃO PRAZO EXIGÊNCIA SOLICITADO EM 28/07/2011 REGINA CAETANO DA COSTA SOUSA ME ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 862943/2008 28.81 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 06/07/2009 Benjamim Rodrigues dos Santos ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 860395/2009 5.78 LICENCIAMENTO 736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 23/04/2012 Ceramica Braza Ltda Me ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 860603/2009 5.96 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 25/11/2009 Ribeiro e Haun Ltda ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 861638/2009 11.92 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 22/12/2011 Ailto Antonio Pinto ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 860297/2010 14.67 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 22/07/2010 Eliane Aparecida Beze ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 860561/2010 1.4 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 14/06/2012 Marli Rosa Crispim ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 860605/2010 5.74 LICENCIAMENTO 736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 10/04/2012 Fabiano Jorge Crisostomo de Paula ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 860401/2011 48.97 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 18/01/2012 Antônio Domingos Gonçalves ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 862678/2008 24.63 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 06/04/2009 Júlio Maria Reis Pereira ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO Coordenador: 4.1 – Meio Físico NOME SUBSTÂNCIA USO UF Técnico: 97/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte PROCESSO AREA_HA 860883/2010 0.79 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 06/05/2011 Darli Loures de Araujo e Sousa ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 860735/2011 19.77 LICENCIAMENTO 742 - LICEN/PRORROGAÇÃO REGISTRO LICENÇA AUTORIZADA EM 27/04/2012 Luiz Fernando de Oliveira Castro ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 861038/2011 35.27 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 22/12/2011 Fouze Mustafa Mahmud Zenate ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 862853/2008 8.47 LICENCIAMENTO 736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 08/03/2012 CERÂMICA MORADA NOVA LTDA ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 861066/2011 5 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 07/05/2012 Ceramica Portobelo Ltda ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 861489/2011 0.65 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 29/06/2012 Luis Augusto de Oliveira ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 862173/2011 37.41 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 14/06/2012 Eliane Aparecida Beze ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 860423/2012 21.77 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 29/06/2012 Nazira Beze Souza ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 862174/2011 10.06 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 07/05/2012 Ildo Aniceto Ferreira ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 862723/2011 25.93 LICENCIAMENTO 755 - LICEN/PRORROGAÇÃO REGISTRO LICENÇA PROTOCOLIZADO EM 15/06/2012 Baltazar José Gomes ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 862216/2011 24.58 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 29/06/2012 Jonisvaldo de Resende ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 861347/2011 47.58 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 29/03/2012 Armindo Viana dos Reis ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 862879/2011 10.11 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 23/04/2012 Marcelo Candiotto Guimarães ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 862034/2011 9.12 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 20/04/2012 Marilda Helena Cascão de Paula ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 862904/2011 48.86 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 23/04/2012 Olaria Triunfo Ltda ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 860253/2012 0.99 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 14/06/2012 Cetal Ceramica e Escavações Tapuia Ltda. ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO Coordenador: 98/313 FASE ULTIMO EVENTO NOME SUBSTÂNCIA USO UF Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 PROCESSO AREA_HA 860254/2012 2.15 861311/2008 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte FASE ULTIMO EVENTO NOME SUBSTÂNCIA USO UF LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 14/06/2012 Cetal Ceramica e Escavações Tapuia Ltda. ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 40 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1281 - REQ LICEN/INDEFERIMENTO SEM ONERAÇÃO PORT 266/2008 EM 15/10/2008 ANTÔNIO LIBÉRIO DA ROCHA JUNIOR ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 860552/2009 12.1 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1154 - REQ LICEN/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 13/06/2011 Celionita Rodrigues ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 860741/2010 7.28 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 700 - REQ LICEN/REQUERIMENTO LICENCIAMENTO PROTOCO EM 04/06/2010 Heliton Pedro de Oliveira ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 860637/2011 3.88 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM 26/10/2011 Laerte Simão ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 860299/2011 47.66 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1149 - REQ LICEN/CUMPRIMENTO EXIGÊNCIA PROTOCOLIZAD EM 16/09/2011 João Bento Pereira Neto ARGILA CERÂMICA VERMELHA DADO NÃO CADASTRADO 860638/2011 49.63 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM 08/12/2011 Laerte Simão ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 861416/2011 26.11 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1400 - REQ LICEN/LICENÇA AMBIENTAL PROTOCOLIZADA EM 22/06/2012 Nilva Lopes Pereira ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 861328/2011 0.98 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1154 - REQ LICEN/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 30/05/2012 Jandira Maria dos Santos ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 861326/2011 8 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1149 - REQ LICEN/CUMPRIMENTO EXIGÊNCIA PROTOCOLIZAD EM 19/10/2011 Ceramica Santa Fé de Morrinhos Ltda ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 861790/2011 23.01 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM 03/04/2012 Reginaldo Mendes Pirett ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 861314/2011 9.41 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM 09/11/2011 Antonio Jose Garcia ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 861315/2011 15.74 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM 09/11/2011 Luciano Augusto Garcia Fitz ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 99/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte PROCESSO AREA_HA 861637/2011 12.78 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM 02/12/2011 Lídia Maria Garcia ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 862447/2011 48.14 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1154 - REQ LICEN/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 06/01/2012 Eli Baieta de Melo ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 861468/2011 7 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM 03/02/2012 Jesus Candido de Assunção ARGILA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861469/2011 9.86 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM 03/02/2012 Jesus Candido de Assunção ARGILA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861714/2011 9.49 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM 02/04/2012 Rodrigo Miguel de Araujo ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 862880/2011 22.28 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 700 - REQ LICEN/REQUERIMENTO LICENCIAMENTO PROTOCO EM 02/07/2012 Jovelino Sabino Rodrigues ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 861137/2012 27.64 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 700 - REQ LICEN/REQUERIMENTO LICENCIAMENTO PROTOCO EM 12/06/2012 Eliane Aparecida Beze ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 860247/2012 14.18 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM 30/03/2012 Anísio Sanches D'abadia ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 860793/2012 48.51 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1149 - REQ LICEN/CUMPRIMENTO EXIGÊNCIA PROTOCOLIZAD EM 06/06/2012 José Tadeu Oiano e Cia Ltda Me ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 860443/2012 30.13 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM 31/05/2012 Juscelino Alves Pereira ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 860359/2012 36.04 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1149 - REQ LICEN/CUMPRIMENTO EXIGÊNCIA PROTOCOLIZAD EM 25/04/2012 Albertino de Deus Passos ARGILA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860941/2012 5.62 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 700 - REQ LICEN/REQUERIMENTO LICENCIAMENTO PROTOCO EM 15/05/2012 Heliton Pedro de Oliveira ARGILA CONSTRUÇÃO CIVIL GO Coordenador: 100/313 FASE ULTIMO EVENTO NOME SUBSTÂNCIA USO UF Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte PROCESSO AREA_HA FASE ULTIMO EVENTO 861166/2012 1.26 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 700 - REQ LICEN/REQUERIMENTO LICENCIAMENTO PROTOCO EM 15/06/2012 Eder Barbosa da Costa ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 861231/2012 9.61 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 700 - REQ LICEN/REQUERIMENTO LICENCIAMENTO PROTOCO EM 21/06/2012 Marcio Gaião Lino ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 860109/2012 9.2 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1400 - REQ LICEN/LICENÇA AMBIENTAL PROTOCOLIZADA EM 27/06/2012 Geraldo Rodrigues da Costa ARGILA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860088/2012 46.52 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 700 - REQ LICEN/REQUERIMENTO LICENCIAMENTO PROTOCO EM 16/01/2012 EDSON PEREIRA DOS SANTOS ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 860939/2012 28.85 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 700 - REQ LICEN/REQUERIMENTO LICENCIAMENTO PROTOCO EM 14/05/2012 Cerâmica Saleiro Ltda ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 860249/2012 1.94 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM 30/03/2012 Anísio Sanches D'abadia ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 860307/2012 29.99 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 700 - REQ LICEN/REQUERIMENTO LICENCIAMENTO PROTOCO EM 22/02/2012 Wallison Pereira Duarte ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 860110/2012 2.12 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1400 - REQ LICEN/LICENÇA AMBIENTAL PROTOCOLIZADA EM 27/06/2012 Iris Martins Loures ARGILA CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860139/2012 19.93 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM 11/04/2012 Luis Antonio Toledo da Silveira ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 862662/2011 579.44 REQUERIMENTO DE PESQUISA 132 - REQ PESQ/PRORROGAÇÃO PRAZO EXIGÊNCIA SOLICITADO EM 25/05/2012 Indalecio José de Queiroz ARGILA INDUSTRIAL GO 860985/2012 47.32 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 18/05/2012 Iria Marta Bandeira ARGILA CERÂMICA VERMELHA GO 861354/2010 24.47 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 29/07/2011 RUBENS MARTINS MOURÃO BASALTO BRITA GO 860892/2005 50 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 24/10/2006 Via Engenharia S.a. BASALTO CONSTRUÇÃO CIVIL GO Coordenador: 4.1 – Meio Físico NOME SUBSTÂNCIA USO UF Técnico: 101/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte PROCESSO AREA_HA 860600/2009 44.21 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 20/05/2009 Ampara Ferreira de Barros Paiva BASALTO BRITA GO 860209/2010 342.09 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 25/07/2011 Mineração Brasil Central Ltda BENTONITA INDUSTRIAL GO 860688/2007 926.23 DISPONIBILIDADE 1340 - REQ PESQ/ÁREA DISPONIBILIDADE PARA PESQUISA - EDITAL EM 14/06/2012 EPASA - ENGENHARIA PAVIMENTAÇÃO E SANEAMENTO LTDA BENTONITA INDUSTRIAL GO 860726/2010 714.22 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 31/01/2012 Natanael Rodrigues da Silva CALCÁRIO FABRICAÇÃO DE CIMENTO GO 860368/2010 50 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 28/07/2011 Derli José da Costa CASCALHO CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861025/2011 48.59 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 31/01/2012 Augusto Zacharias Gontijo CASCALHO CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861689/2010 356.61 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 20/06/2012 JOSÉ ALFREDO GUIMARÃES DE SÁ CASCALHO CONSTRUÇÃO CIVIL DADO NÃO CADASTRADO 861329/2008 49.8 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 694 - PAGAMENTO VISTORIA FISCALIZAÇÃO EFETUADO EM 04/05/2012 Jt Mineração Ltda CASCALHO CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860226/2007 2.6 DISPONIBILIDADE 99 - DISPONIB/ÁREA S/PRETEN PROC ARQ ÁREA LIVRE EM 14/04/2009 PAVIENGE ENGENHARIA LTDA CASCALHO CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861166/2008 34 DISPONIBILIDADE 99 - DISPONIB/ÁREA S/PRETEN PROC ARQ ÁREA LIVRE EM 02/02/2010 Maria Tereza da Silva CASCALHO CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861601/2011 15.98 DISPONIBILIDADE 1342 - REQ LICEN/ÁREA DISPONIBILIDADE PARA PESQUISA - EDITAL EM 25/04/2012 Luiz Fernando de Oliveira Castro CASCALHO CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861794/2011 6.76 DISPONIBILIDADE 1342 - REQ LICEN/ÁREA DISPONIBILIDADE PARA PESQUISA - EDITAL EM 25/04/2012 Inácio Braz de Oliveira CASCALHO BRITA GO 860507/2002 10 LICENCIAMENTO 742 - LICEN/PRORROGAÇÃO REGISTRO LICENÇA AUTORIZADA EM 06/09/2004 SELVY AUGUSTO QUINTA CASCALHO CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860652/2004 50 LICENCIAMENTO 705 - LICEN/BAIXA LICENÇA ESGOTADO PRAZO EM 01/06/2010 JAYME FERREIRA DE ARAÚJO CASCALHO CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860841/2006 50 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 19/04/2007 FARIA & CURY LTDA CASCALHO CONSTRUÇÃO CIVIL GO Coordenador: 102/313 FASE ULTIMO EVENTO NOME SUBSTÂNCIA USO UF Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte PROCESSO AREA_HA FASE ULTIMO EVENTO 861488/2007 30 LICENCIAMENTO 736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 04/08/2010 Cândida Rosa de Jesus CASCALHO CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860597/2010 8.82 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 27/08/2010 Joso Batista Cintra CASCALHO CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860485/2010 48.73 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 27/08/2010 Gesner Teodoro Leão CASCALHO CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860439/2010 9.78 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 18/05/2012 Oswaldo Rosa Junior CASCALHO CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860333/2011 14.4 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 15/06/2011 Ernane Assunção Fernandes CASCALHO CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861350/2011 44.63 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 23/12/2011 EGESA ENGENHARIA S.A. CASCALHO CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861875/2010 47.32 LICENCIAMENTO 742 - LICEN/PRORROGAÇÃO REGISTRO LICENÇA AUTORIZADA EM 20/09/2011 Maria Alves Queiroz dos Santos CASCALHO CONSTRUÇÃO CIVIL DADO NÃO CADASTRADO 860167/2012 48.73 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 13/06/2012 Cândida Rosa de Jesus CASCALHO CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861844/2005 21.06 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 2 - DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 06/02/2006 MARIA INES SILVA VON MUHLENEN CASCALHO CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860635/2010 8.9 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1154 - REQ LICEN/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 14/10/2010 Herói Souza Ramos CASCALHO BRITA GO 861436/2010 14 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1154 - REQ LICEN/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 03/02/2011 Luiz Fernando de Oliveira Castro CASCALHO CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861204/2011 11.32 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM 22/11/2011 Aredio Pereira de Oliveira CASCALHO CONSTRUÇÃO CIVIL GO 862161/2011 49.14 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1149 - REQ LICEN/CUMPRIMENTO EXIGÊNCIA PROTOCOLIZAD EM 16/12/2011 Ricardo Maia da Rocha CASCALHO CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861611/2011 48.59 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1154 - REQ LICEN/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 21/11/2011 Augusto Zacharias Gontijo CASCALHO CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861467/2011 1.12 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM 03/02/2012 Valdir Cesário da Silva CASCALHO BRITA GO Coordenador: 4.1 – Meio Físico NOME SUBSTÂNCIA USO UF Técnico: 103/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte PROCESSO AREA_HA 861355/2011 5.83 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1167 - REQ LICEN/PROTOCOLO ÓRGÃO AMBIENTAL PROTOCOLIZADO EM 23/09/2011 Jeone Pinto Pereira CASCALHO CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860598/2012 34 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1155 - REQ LICEN/EXIGÊNCIA PUBLICADA EM 09/05/2012 Maria Tereza da Silva CASCALHO CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860825/2012 45.42 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1400 - REQ LICEN/LICENÇA AMBIENTAL PROTOCOLIZADA EM 22/06/2012 Livertino Batista da Silva CASCALHO CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860808/2012 8.53 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1154 - REQ LICEN/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 14/05/2012 Sidney Mariano Borges CASCALHO BRITA GO 860469/2012 7.13 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 700 - REQ LICEN/REQUERIMENTO LICENCIAMENTO PROTOCO EM 06/06/2012 José Virley Marques Vieira CASCALHO CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860761/2012 17.3 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1149 - REQ LICEN/CUMPRIMENTO EXIGÊNCIA PROTOCOLIZAD EM 22/06/2012 Miguel Silverio de Barcelos CASCALHO CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860876/2012 48.44 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 1400 - REQ LICEN/LICENÇA AMBIENTAL PROTOCOLIZADA EM 21/06/2012 Paulo Alves Fortes Junior CASCALHO CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860977/2012 49.14 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 700 - REQ LICEN/REQUERIMENTO LICENCIAMENTO PROTOCO EM 17/05/2012 Sebastiao de Passos Ferreira CASCALHO CONSTRUÇÃO CIVIL GO 300909/2009 1122.72 DISPONIBILIDADE 360 - DISPONIB/RECURSO PROTOCOLIZADO EM 27/04/2012 DADO NÃO CADASTRADO DADO NÃO CADASTRADO DADO NÃO CADASTRADO DADO NÃO CADASTRADO 300908/2009 130.91 DISPONIBILIDADE 360 - DISPONIB/RECURSO PROTOCOLIZADO EM 27/04/2012 DADO NÃO CADASTRADO DADO NÃO CADASTRADO DADO NÃO CADASTRADO DADO NÃO CADASTRADO 300770/2011 308.18 DISPONIBILIDADE 312 - DISPONIB/HABILIT EDITAL DISPONIBI P/PESQ EM 02/05/2012 DADO NÃO CADASTRADO DADO NÃO CADASTRADO DADO NÃO CADASTRADO DADO NÃO CADASTRADO 301031/2010 845.06 DISPONIBILIDADE 1803 - DISPONIB/JULGAMENTO HABILITAÇÃO PUBLICADO EM 09/05/2012 DADO NÃO CADASTRADO DADO NÃO CADASTRADO DADO NÃO CADASTRADO DADO NÃO CADASTRADO 300763/2011 11.57 DISPONIBILIDADE 1802 - DISPONIB/ÁREA DESCARTADA DISPONIB P/ PESQUISA - EDITAL EM 14/06/2012 DADO NÃO CADASTRADO DADO NÃO CADASTRADO DADO NÃO CADASTRADO DADO NÃO CADASTRADO 300056/2012 41.36 DISPONIBILIDADE 1802 - DISPONIB/ÁREA DESCARTADA DISPONIB P/ PESQUISA - EDITAL EM 14/06/2012 DADO NÃO CADASTRADO DADO NÃO CADASTRADO DADO NÃO CADASTRADO DADO NÃO CADASTRADO Coordenador: 104/313 FASE ULTIMO EVENTO NOME SUBSTÂNCIA USO UF Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte PROCESSO AREA_HA FASE ULTIMO EVENTO 300090/2012 30.77 DISPONIBILIDADE 1802 - DISPONIB/ÁREA DESCARTADA DISPONIB P/ PESQUISA - EDITAL EM 14/06/2012 DADO NÃO CADASTRADO DADO NÃO CADASTRADO DADO NÃO CADASTRADO DADO NÃO CADASTRADO 860679/2008 2000 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 318 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ NÃO APV ART 30 II CM PUB EM 02/07/2012 Mineral Ventures Participações Ltda. FOSFATO FERTILIZANTES GO 860666/2008 2000 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 318 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ NÃO APV ART 30 II CM PUB EM 02/07/2012 Mineral Ventures Participações Ltda. FOSFATO FERTILIZANTES GO 860671/2008 2000 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 318 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ NÃO APV ART 30 II CM PUB EM 02/07/2012 Mineral Ventures Participações Ltda. FOSFATO FERTILIZANTES GO 860676/2008 1108.06 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 318 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ NÃO APV ART 30 II CM PUB EM 02/07/2012 Mineral Ventures Participações Ltda. FOSFATO FERTILIZANTES GO 860670/2008 2000 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 318 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ NÃO APV ART 30 II CM PUB EM 02/07/2012 Mineral Ventures Participações Ltda. FOSFATO FERTILIZANTES GO 860667/2008 2000 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 318 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ NÃO APV ART 30 II CM PUB EM 02/07/2012 Mineral Ventures Participações Ltda. FOSFATO FERTILIZANTES GO 860668/2008 2000 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 318 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ NÃO APV ART 30 II CM PUB EM 02/07/2012 Mineral Ventures Participações Ltda. FOSFATO FERTILIZANTES GO 862112/2008 437.69 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 318 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ NÃO APV ART 30 II CM PUB EM 02/07/2012 Mineral Ventures Participações Ltda. FOSFATO FERTILIZANTES GO 860199/2002 12.98 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 169 - AUT PESQ/ÁREA BLOQUEADA ART 42 CM PUB EM 23/07/2007 CONSTRUTORA OAS LTDA GNAISSE NÃO INFORMADO GO 861203/1994 50 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 794 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ POSITIVO APRESENTADO EM 03/04/2000 DMG INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA GNAISSE NÃO INFORMADO GO 861223/2011 15.29 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 225 - AUT PESQ/MULTA APLICADA PUBLICADA EM 09/05/2012 Custodio Rosa Faleiros GNAISSE BRITA GO 861745/2011 261.94 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 25/01/2012 Eunisse Leles dos Santos GNAISSE REVESTIMENTO GO 861796/2011 469.78 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 31/01/2012 Ernane Assunção Fernandes GNAISSE REVESTIMENTO GO 861623/2011 507.78 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 30/01/2012 Itamar Luiz Meireles Sachetto GNAISSE REVESTIMENTO GO 861082/2000 14.12 CONCESSÃO DE LAVRA 473 - CONC LAV/CUMPRIMENTO EXIGÊNCIA PROTOCOLI EM 13/03/2012 Britagran Britas e Granitos Mineradora Ltda. GNAISSE NÃO INFORMADO GO Coordenador: 4.1 – Meio Físico NOME SUBSTÂNCIA USO UF Técnico: 105/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte PROCESSO AREA_HA FASE 860237/2001 49.1 CONCESSÃO DE LAVRA 473 - CONC LAV/CUMPRIMENTO EXIGÊNCIA PROTOCOLI EM 13/03/2012 Britagran Britas e Granitos Mineradora Ltda. GNAISSE NÃO INFORMADO GO 860088/1998 50 REQUERIMENTO DE LAVRA 336 - REQ LAV/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 21/09/2009 BRACAL BRASÍLIA CALCÁRIO AGRÍCOLA LTDA GNAISSE NÃO INFORMADO GO 860048/2002 50 REQUERIMENTO DE LAVRA 362 - REQ LAV/PRORROGAÇÃO PRAZO EXIGÊNCIA SOLICITADO EM 19/03/2012 RS MIDAS MINERAÇÃO LTDA GNAISSE NÃO INFORMADO GO 860872/2009 56.16 REQUERIMENTO DE PESQUISA 136 - REQ PESQ/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 14/09/2011 PEDREIRA IZAÍRA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA GNAISSE BRITA GO 860838/1988 1000 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 236 - AUT PESQ/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 26/12/2011 MINERAÇÃO BEIRA RIO LTDA GRANITO NÃO INFORMADO GO 861577/2010 172.06 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 224 - AUT PESQ/AUTO INFRAÇÃO MULTA PUBLICADA EM 15/09/2011 Natanael Rodrigues da Silva GRANITO REVESTIMENTO DADO NÃO CADASTRADO 860839/1988 1000 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 236 - AUT PESQ/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 26/12/2011 MINERAÇÃO BEIRA RIO LTDA GRANITO NÃO INFORMADO GO 860163/1998 49.99 CONCESSÃO DE LAVRA 461 - CONC LAV/PAGAMENTO MULTA EFETUADO EM 08/12/2010 Transpel Transporte e Britagem de Pedras Ltda GRANITO NÃO INFORMADO GO 861005/2002 40.38 DISPONIBILIDADE 307 - DISPONIB/HABILIT EDITAL DISPONIB P/LAVRA EM 22/02/2012 PEDREIRA IZAÍRA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA GRANITO CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860466/1998 23.75 DISPONIBILIDADE 1664 - REQ LAV/ÁREA DISPONIBILIDADE PARA LAVRA - EDITAL EM 10/10/2011 PEDREIRA IZAÍRA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA GRANITO NÃO INFORMADO GO 860730/2009 49.98 LICENCIAMENTO 736 - LICEN/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 30/04/2012 Pedreira Campo Limpo Ltda GRANITO BRITA GO 861004/2002 40.38 REQUERIMENTO DE LAVRA 391 - REQ LAV/PEDIDO RECONSIDERAÇÃO PROTOCOLIZ EM 25/08/2011 PEDREIRA IZAÍRA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA GRANITO CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860460/2003 50 REQUERIMENTO DE LAVRA 365 - REQ LAV/CUMPRIMENTO EXIGÊNCIA PROTOCOLIZ EM 13/03/2012 Britagran Britas e Granitos Mineradora Ltda. GRANITO P/ REVESTIMENTO REVESTIMENTO GO 862846/2011 49.67 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 207 - AUT PESQ/OFICIO AO JUIZ ENVIADO EM 04/06/2012 Fabricio Rady Daud GRANULITO BRITA GO 861887/1994 50 CONCESSÃO DE LAVRA 470 - CONC LAV/EXIGÊNCIA PUBLICADA EM 28/06/2012 Pedra Britada Indústria e Comércio Ltda GRANULITO NÃO INFORMADO GO 860499/2000 50 DISPONIBILIDADE 309 - DISPONIB/CONSID PRIORITARIOEDITAL LAVRA PUBL EM 27/06/2012 ORCA CONSTRUTORA LTDA GRANULITO NÃO INFORMADO GO Coordenador: 106/313 ULTIMO EVENTO NOME SUBSTÂNCIA USO UF Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 PROCESSO AREA_HA 861263/2012 50 861167/2008 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte FASE ULTIMO EVENTO NOME SUBSTÂNCIA USO UF REQUERIMENTO DE LAVRA 350 - REQ LAV/REQUERIMENTO LAVRA PROTOCOLIZADO EM 27/06/2012 Hs Empreendimentos e Participações Ltda GRANULITO NÃO INFORMADO DADO NÃO CADASTRADO 1956.91 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 265 - AUT PESQ/PRORROGAÇÃO PRAZO ALVARÁ SOLICITADO EM 02/03/2012 Amazônia Mineração Ltda. ILMENITA INDUSTRIAL GO 860412/2010 100 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 29/07/2011 NASSIM MAMED JÚNIOR ILMENITA INDUSTRIAL GO 860392/2010 1433.17 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 29/07/2011 Domingos Donizete de Carvalho ILMENITA INDUSTRIAL GO 860768/2010 45.65 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 31/01/2012 Pedreira Campo Limpo Ltda ILMENITA INDUSTRIAL GO 861334/2010 1748.13 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 31/01/2012 NASSIM MAMED JÚNIOR ILMENITA INDUSTRIAL GO 860999/2011 106.33 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 207 - AUT PESQ/OFICIO AO JUIZ ENVIADO EM 23/03/2012 Cláudio Roberto Bueno da Fonseca Junior ILMENITA INDUSTRIAL GO 861630/2011 177.11 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 31/01/2012 NASSIM MAMED JÚNIOR ILMENITA INDUSTRIAL GO 861703/2011 542.22 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 1397 - AUT PESQ/LICENÇA AMBIENTAL PROTOCOLIZADA EM 01/06/2012 Eliana Aparecida dos Santos ILMENITA INDUSTRIAL GO 861629/2011 880.46 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 31/01/2012 NASSIM MAMED JÚNIOR ILMENITA INDUSTRIAL GO 861631/2011 1199.76 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 31/01/2012 NASSIM MAMED JÚNIOR ILMENITA INDUSTRIAL GO 861628/2011 985.29 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 31/01/2012 NASSIM MAMED JÚNIOR ILMENITA INDUSTRIAL GO 862309/2011 217.28 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 18/10/2011 MARIA LUIZA GUIMARÃES ILMENITA INDUSTRIAL GO 862578/2011 284.44 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 18/11/2011 NASSIM MAMED JÚNIOR ILMENITA INDUSTRIAL GO 861147/2012 1870.85 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 13/06/2012 Eterg Empresa de Terraplenagem e Rental de Goiás Ltda ILMENITA INDUSTRIAL GO Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 107/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte PROCESSO AREA_HA 862554/2011 444.83 860155/1991 FASE ULTIMO EVENTO NOME SUBSTÂNCIA USO UF REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 17/11/2011 NASSIM MAMED JÚNIOR ILMENITA INDUSTRIAL GO 19.9 CONCESSÃO DE LAVRA 436 - CONC LAV/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 21/10/2011 Pedreira Hvb Ltda MICAXISTO NÃO INFORMADO GO 862117/1994 35 CONCESSÃO DE LAVRA 436 - CONC LAV/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 01/03/2012 BRITENG BRITAGEM E CONSTRUÇÕES LTDA MICAXISTO NÃO INFORMADO GO 813473/1973 35.07 CONCESSÃO DE LAVRA 472 - CONC LAV/PRORROGAÇÃO PRAZO EXIGÊNCIA SOLICITADO EM 25/07/2008 Julio Cesar Camelo Parrode MICAXISTO NÃO INFORMADO GO 862138/1980 42 LICENCIAMENTO 1401 - LICEN/LICENÇA AMBIENTAL PROTOCOLIZADA EM 04/07/2012 Agencia Municipal de Obras MICAXISTO NÃO INFORMADO GO 813474/1973 56.16 REQUERIMENTO DE LAVRA 365 - REQ LAV/CUMPRIMENTO EXIGÊNCIA PROTOCOLIZ EM 26/02/2010 PEDREIRA IZAÍRA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA MICAXISTO NÃO INFORMADO GO 860632/1997 24.25 REQUERIMENTO DE LAVRA 2 - DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 21/09/2007 PEDREIRA IZAÍRA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA MICAXISTO NÃO INFORMADO GO 860388/1994 50 REQUERIMENTO DE LAVRA 363 - REQ LAV/PRORROGAÇÃO PRAZO EXIGÊNCIA NEGADO EM 11/07/2011 GENOVEVA CARNEIRO CARRERA MICAXISTO NÃO INFORMADO GO 860145/2004 20 REQUERIMENTO DE LAVRA 364 - REQ LAV/PRORROGAÇÃO PRAZO EXIGÊNCIA CONCEDIDO EM 22/03/2012 PEDREIRA IZAÍRA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA MICAXISTO INDUSTRIAL GO 860569/2008 1957.39 DISPONIBILIDADE 99 - DISPONIB/ÁREA S/PRETEN PROC ARQ ÁREA LIVRE EM 05/04/2010 Los Andes Mineração Ltda MINÉRIO DE COBRE INDUSTRIAL GO 860690/2007 3.13 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 31/01/2012 EPASA - ENGENHARIA PAVIMENTAÇÃO E SANEAMENTO LTDA MINÉRIO DE CROMO INDUSTRIAL GO 860409/2007 985.96 DISPONIBILIDADE 1803 - DISPONIB/JULGAMENTO HABILITAÇÃO PUBLICADO EM 07/05/2012 Lithos Processamento de Dados Ltda Me MINÉRIO DE CROMO INDUSTRIAL GO 860902/2012 998.99 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 09/05/2012 Mineração Brasil Central Ltda MINÉRIO DE CROMO INDUSTRIAL GO 860592/2010 1039.77 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 30/01/2012 Mineração Brasil Central Ltda MINÉRIO DE FERRO INDUSTRIAL GO 860293/2010 894.71 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 236 - AUT PESQ/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 07/02/2012 Brom S A MINÉRIO DE FERRO INDUSTRIAL GO Coordenador: 108/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte PROCESSO AREA_HA FASE ULTIMO EVENTO 861824/2011 1988.23 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 31/01/2012 GRANIBLOCK IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA MINÉRIO DE FERRO INDUSTRIAL GO 861886/2011 1997.27 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 31/01/2012 Geotron Importação e Exportação Ltda MINÉRIO DE FERRO INDUSTRIAL GO 861894/2011 1997.69 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 31/01/2012 Geotron Importação e Exportação Ltda MINÉRIO DE FERRO INDUSTRIAL GO 860292/2010 974.22 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 236 - AUT PESQ/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 09/03/2012 Brom S A MINÉRIO DE FERRO INDUSTRIAL GO 861877/2011 1872.05 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 31/01/2012 Geotron Importação e Exportação Ltda MINÉRIO DE FERRO INDUSTRIAL GO 861875/2011 1989.36 REQUERIMENTO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 31/01/2012 GRANIBLOCK IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA MINÉRIO DE FERRO INDUSTRIAL GO 861861/2011 1970.44 REQUERIMENTO DE PESQUISA 136 - REQ PESQ/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 11/11/2011 GRANIBLOCK IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA MINÉRIO DE FERRO INDUSTRIAL GO 861858/2011 1970.58 REQUERIMENTO DE PESQUISA 136 - REQ PESQ/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 11/11/2011 GRANIBLOCK IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA MINÉRIO DE FERRO INDUSTRIAL GO 860697/2010 608.26 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 25/01/2012 Edson Antonio Gomes MINÉRIO DE MANGANÊS INDUSTRIAL GO 861373/2011 995.47 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 207 - AUT PESQ/OFICIO AO JUIZ ENVIADO EM 19/04/2012 Edson Antonio Gomes MINÉRIO DE MANGANÊS INDUSTRIAL GO 861658/2009 755.61 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 236 - AUT PESQ/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 30/08/2011 Edson Antonio Gomes MINÉRIO DE MANGANÊS INDUSTRIAL GO 861462/2008 2000 DISPONIBILIDADE 99 - DISPONIB/ÁREA S/PRETEN PROC ARQ ÁREA LIVRE EM 23/11/2010 INGO GUSTAV WENDER MINÉRIO DE MANGANÊS INDUSTRIAL GO 860109/2008 977.99 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 225 - AUT PESQ/MULTA APLICADA PUBLICADA EM 04/06/2012 Germina Mineração Consultoria Importação e Exportação Ltda MINÉRIO DE NÍQUEL INDUSTRIAL GO 860977/2010 892.45 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 31/01/2012 Natanael Rodrigues da Silva MINÉRIO DE NÍQUEL INDUSTRIAL GO 861153/2011 963.55 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 635 - AUT PESQ/AUTO INFRAÇÃO MULTA-TAH EM 23/05/2012 Pedreira Bela Vista Ltda MINÉRIO DE NÍQUEL INDUSTRIAL GO 861154/2011 1998.23 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 635 - AUT PESQ/AUTO INFRAÇÃO MULTA-TAH EM 23/05/2012 Pedreira Bela Vista Ltda MINÉRIO DE NÍQUEL INDUSTRIAL GO Coordenador: 4.1 – Meio Físico NOME SUBSTÂNCIA USO UF Técnico: 109/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte PROCESSO AREA_HA 861419/2010 1242.64 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 31/01/2012 Natanael Rodrigues da Silva MINÉRIO DE NÍQUEL INDUSTRIAL GO 860440/2007 1887.35 DISPONIBILIDADE 99 - DISPONIB/ÁREA S/PRETEN PROC ARQ ÁREA LIVRE EM 12/08/2008 Inv Mineração Ltda MINÉRIO DE NÍQUEL INDUSTRIAL GO 860442/2007 1317.71 DISPONIBILIDADE 99 - DISPONIB/ÁREA S/PRETEN PROC ARQ ÁREA LIVRE EM 12/08/2008 Inv Mineração Ltda MINÉRIO DE NÍQUEL INDUSTRIAL GO 862311/2011 1820.51 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 18/10/2011 Hm do Brasil Mineração Ltda MINÉRIO DE NÍQUEL INDUSTRIAL GO 862456/2011 1999.79 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 01/11/2011 Pma Geoquímica Pesquisa Mineral e Ambiental Ltda MINÉRIO DE NÍQUEL INDUSTRIAL GO 862313/2011 587.61 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 18/10/2011 Hm do Brasil Mineração Ltda MINÉRIO DE NÍQUEL INDUSTRIAL GO 862312/2011 606.84 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 18/10/2011 Hm do Brasil Mineração Ltda MINÉRIO DE NÍQUEL INDUSTRIAL GO 860124/2012 1386.58 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 24/01/2012 Renato Abadia de Souza MINÉRIO DE NÍQUEL INDUSTRIAL GO 860366/2002 299 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 236 - AUT PESQ/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 08/05/2009 Luiza Catarina Lobo de Godoi MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860873/2001 1080.84 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 236 - AUT PESQ/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 01/08/2011 RS MIDAS MINERAÇÃO LTDA MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 861600/2008 2000 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 1273 - AUT PESQ/REDUÇÃO DE ÁREA PROTOCOLIZADO EM 17/10/2011 Roberto Rassi MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860758/2009 1892.16 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 250 - AUT PESQ/EXIGÊNCIA PUBLICADA EM 02/07/2012 Vrm Geologia e Mineração Ltda. MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860757/2009 1897.31 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 250 - AUT PESQ/EXIGÊNCIA PUBLICADA EM 02/07/2012 Vrm Geologia e Mineração Ltda. MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860760/2009 1885.1 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 250 - AUT PESQ/EXIGÊNCIA PUBLICADA EM 02/07/2012 Vrm Geologia e Mineração Ltda. MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO Coordenador: 110/313 FASE ULTIMO EVENTO NOME SUBSTÂNCIA USO UF Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte PROCESSO AREA_HA FASE ULTIMO EVENTO 861004/2007 823.13 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 31/01/2012 Gildeon Rodrigues da Silva, MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860737/2009 618.43 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 26/01/2012 Vrm Geologia e Mineração Ltda. MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860164/2009 1669.23 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 29/07/2011 Belo Verde Empreendimentos Imobiliários Ltda. MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860763/2009 1964.18 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 250 - AUT PESQ/EXIGÊNCIA PUBLICADA EM 02/07/2012 Vrm Geologia e Mineração Ltda. MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860761/2009 1943.71 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 250 - AUT PESQ/EXIGÊNCIA PUBLICADA EM 02/07/2012 Vrm Geologia e Mineração Ltda. MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860762/2009 1955.9 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 250 - AUT PESQ/EXIGÊNCIA PUBLICADA EM 02/07/2012 Vrm Geologia e Mineração Ltda. MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860626/2009 1898.66 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 24/01/2012 Construtora Jad Ltda MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860764/2009 1694.43 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 250 - AUT PESQ/EXIGÊNCIA PUBLICADA EM 02/07/2012 Mineração Itabira Indústria e Comércio Ltda MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860766/2009 1764.97 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 250 - AUT PESQ/EXIGÊNCIA PUBLICADA EM 02/07/2012 Mineração Itabira Indústria e Comércio Ltda MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 861392/2009 49.99 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 29/07/2011 Centro Oeste Mineração e Comercio Ltda MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 861429/2009 100 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 29/07/2011 Eleonora Camilo Pieruccetti MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860759/2009 996.97 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 29/07/2011 Vrm Geologia e Mineração Ltda. MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860165/2009 1368.2 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 29/07/2011 Belo Verde Empreendimentos Imobiliários Ltda. MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 861278/2009 1032.41 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 29/07/2011 Vrm Geologia e Mineração Ltda. MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860166/2009 380.12 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 29/07/2011 Belo Verde Empreendimentos Imobiliários Ltda. MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 861467/2009 24.48 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 227 - AUT PESQ/PAGAMENTO MULTA EFETUADO EM 14/09/2011 Centro Oeste Mineração e Comercio Ltda MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO Coordenador: 4.1 – Meio Físico NOME SUBSTÂNCIA USO UF Técnico: 111/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte PROCESSO AREA_HA NOME SUBSTÂNCIA 860580/2010 94.8 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 31/01/2012 Domingos Donizete de Carvalho MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 861437/2009 713.27 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 29/07/2011 Vrm Geologia e Mineração Ltda. MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860569/2009 25 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 27/12/2011 Henrique Fleury da Motta MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860655/2010 79.01 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 1397 - AUT PESQ/LICENÇA AMBIENTAL PROTOCOLIZADA EM 05/07/2012 José Alves de Faria MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860794/2010 226.36 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 209 - AUT PESQ/INICIO DE PESQUISA COMUNICADO EM 28/02/2012 Luciley Alves Rosa MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860694/2010 617.42 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 1397 - AUT PESQ/LICENÇA AMBIENTAL PROTOCOLIZADA EM 17/05/2012 Flávio Leandro Palmerston Abrantes MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 861414/2010 499.95 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 24/01/2012 Borges e Hori Mineração Ltda MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 861675/2010 217.82 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 1397 - AUT PESQ/LICENÇA AMBIENTAL PROTOCOLIZADA EM 13/02/2012 Vitor Cardoso da Silva MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL DADO NÃO CADASTRADO 860727/2009 49.84 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 25/01/2012 Julia Alves Resende MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 861910/2010 594.53 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 29/07/2011 TARCAL TRANSPORTES E MATERIAL DE CONSTRUÇÃO LTDA MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL DADO NÃO CADASTRADO 860255/2010 178.61 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 318 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ NÃO APV ART 30 II CM PUB EM 29/06/2012 Titanio Goiás Mineração Ind. e Com. Ltda MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860738/2009 769.99 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 26/01/2012 Vrm Geologia e Mineração Ltda. MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 861898/2010 1435.69 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 667 - PARCELAMENTO MULTA QUITADO EM 21/12/2011 Luiz Antonio Lisita MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL DADO NÃO CADASTRADO 860307/2011 1421.93 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 654 - AUT PESQ/PARCELAMENTO TAH QUITADO EM 25/04/2012 Walcio José da Rocha Lima MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL DADO NÃO CADASTRADO 860421/2011 454.28 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 224 - AUT PESQ/AUTO INFRAÇÃO MULTA PUBLICADA EM 05/10/2011 THOMAZ ZUZARTE ADORNO NETO MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860611/2011 389.13 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 1397 - AUT PESQ/LICENÇA AMBIENTAL PROTOCOLIZADA EM 29/06/2012 Ibrahim Rassi MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO Coordenador: 112/313 FASE ULTIMO EVENTO USO UF Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte PROCESSO AREA_HA FASE ULTIMO EVENTO 860363/2011 1045.07 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 224 - AUT PESQ/AUTO INFRAÇÃO MULTA PUBLICADA EM 05/10/2011 RUBENS MARTINS MOURÃO MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860444/2010 1308.27 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 285 - AUT PESQ/GUIA UTILIZAÇÃO AUTORIZADA PUBLICADA EM 29/06/2012 Fabricio de Siqueira Mendonça MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860846/2011 1977.04 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 207 - AUT PESQ/OFICIO AO JUIZ ENVIADO EM 15/03/2012 Asa Mineração Industria e Comercio Ltda Me MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 861792/2010 218.17 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 227 - AUT PESQ/PAGAMENTO MULTA EFETUADO EM 02/05/2012 Lucélia Ferreira Pimenta de Andrade MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL DADO NÃO CADASTRADO 860847/2011 1984.56 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 207 - AUT PESQ/OFICIO AO JUIZ ENVIADO EM 26/03/2012 Asa Mineração Industria e Comercio Ltda Me MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860848/2011 1848.38 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 207 - AUT PESQ/OFICIO AO JUIZ ENVIADO EM 14/03/2012 Asa Mineração Industria e Comercio Ltda Me MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 861292/2011 1678 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 207 - AUT PESQ/OFICIO AO JUIZ ENVIADO EM 02/02/2012 Mineração e Consultoria Minafer Ltda. MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 861525/2011 460.27 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 31/01/2012 JACKSON LUCAS BEZERRA MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 861308/2011 893.99 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 207 - AUT PESQ/OFICIO AO JUIZ ENVIADO EM 20/04/2012 Tatiane Maria da Costa MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 861299/2009 52.33 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 16/01/2012 Areia Goiás Mineração Ltda MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860546/2011 1993.41 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 225 - AUT PESQ/MULTA APLICADA PUBLICADA EM 02/05/2012 Mineração Nova Esperança Ltda MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 861318/2011 1132.05 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 31/01/2012 Mb Comercio e Transporte de Areia Ltda Mem MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 861023/2011 1176.44 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 207 - AUT PESQ/OFICIO AO JUIZ ENVIADO EM 14/05/2012 Walcio José da Rocha Lima MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 861290/2011 1989.53 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 224 - AUT PESQ/AUTO INFRAÇÃO MULTA PUBLICADA EM 15/02/2012 Mineração e Consultoria Minafer Ltda. MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 861264/2011 149.48 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 642 - AUT PESQ/PAGAMENTO MULTA EFETUADO-TAH EM 30/04/2012 Guiomar de Araujo Azevedo MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 861291/2011 1826.01 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 224 - AUT PESQ/AUTO INFRAÇÃO MULTA PUBLICADA EM 15/02/2012 Mineração e Consultoria Minafer Ltda. MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO Coordenador: 4.1 – Meio Físico NOME SUBSTÂNCIA USO UF Técnico: 113/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte PROCESSO AREA_HA 861986/2011 98.32 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 31/01/2012 Centro Oeste Mineração e Comercio Ltda MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860467/2011 1904.98 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 225 - AUT PESQ/MULTA APLICADA PUBLICADA EM 02/05/2012 Gilberto Martins da Costa MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860242/2011 50 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 291 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ APROV C/REDUC ÁREA PUB EM 29/06/2012 Rtm Mineração Ltda MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL DADO NÃO CADASTRADO 860249/2011 49.98 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 16/01/2012 Rtm Mineração Ltda MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL DADO NÃO CADASTRADO 860250/2011 49.98 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 16/01/2012 Rtm Mineração Ltda MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL DADO NÃO CADASTRADO 861665/2011 473 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 31/01/2012 JACKSON LUCAS BEZERRA MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860174/2010 1502.67 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 29/07/2011 Luiz Humberto de Oliveira Filho MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 861289/2011 1698.53 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 207 - AUT PESQ/OFICIO AO JUIZ ENVIADO EM 02/02/2012 Mineração e Consultoria Minafer Ltda. MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 861415/2010 333.45 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 24/01/2012 Borges e Hori Mineração Ltda MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860246/2011 49.99 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 291 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ APROV C/REDUC ÁREA PUB EM 29/06/2012 Rtm Mineração Ltda MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL DADO NÃO CADASTRADO 860245/2011 49.99 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 291 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ APROV C/REDUC ÁREA PUB EM 29/06/2012 Rtm Mineração Ltda MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL DADO NÃO CADASTRADO 860243/2011 50 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 291 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ APROV C/REDUC ÁREA PUB EM 29/06/2012 Rtm Mineração Ltda MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL DADO NÃO CADASTRADO 860247/2011 49.99 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 291 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ APROV C/REDUC ÁREA PUB EM 29/06/2012 Rtm Mineração Ltda MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL DADO NÃO CADASTRADO 860240/2011 49.99 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 291 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ APROV C/REDUC ÁREA PUB EM 29/06/2012 Rtm Mineração Ltda MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL DADO NÃO CADASTRADO 860244/2011 49.99 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 291 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ APROV C/REDUC ÁREA PUB EM 29/06/2012 Rtm Mineração Ltda MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL DADO NÃO CADASTRADO 860241/2011 50 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 291 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ APROV C/REDUC ÁREA PUB EM 02/07/2012 Rtm Mineração Ltda MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL DADO NÃO CADASTRADO Coordenador: 114/313 FASE ULTIMO EVENTO NOME SUBSTÂNCIA USO UF Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte PROCESSO AREA_HA FASE ULTIMO EVENTO 860248/2011 49.99 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 291 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ APROV C/REDUC ÁREA PUB EM 29/06/2012 Rtm Mineração Ltda MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL DADO NÃO CADASTRADO 860849/2011 1944.47 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 224 - AUT PESQ/AUTO INFRAÇÃO MULTA PUBLICADA EM 15/03/2012 Asa Mineração Industria e Comercio Ltda Me MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860251/2011 49.99 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 16/01/2012 Rtm Mineração Ltda MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL DADO NÃO CADASTRADO 860850/2011 1863.61 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 327 - AUT PESQ/DESPACHO RETIFICACAO ALVARÁ PUB EM 28/06/2012 Asa Mineração Industria e Comercio Ltda Me MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 861705/2011 168.71 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 207 - AUT PESQ/OFICIO AO JUIZ ENVIADO EM 25/04/2012 Mineração Jd Ltda MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 861706/2011 503.22 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 207 - AUT PESQ/OFICIO AO JUIZ ENVIADO EM 30/04/2012 Construtora Jad Ltda MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 861704/2011 976.96 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 207 - AUT PESQ/OFICIO AO JUIZ ENVIADO EM 25/04/2012 Mineração Jd Ltda MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860950/2011 260.23 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 207 - AUT PESQ/OFICIO AO JUIZ ENVIADO EM 23/03/2012 José Carlos Borges da Silva MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 862950/2011 48.68 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 198 - AUT PESQ/OPÇÃO REGIME LICENCIAMENTO PROT EM 21/06/2012 Areia Brasil Mineração Indústria e Comércio Ltda. MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL DADO NÃO CADASTRADO 860765/2009 1883 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 250 - AUT PESQ/EXIGÊNCIA PUBLICADA EM 02/07/2012 Mineração Itabira Indústria e Comércio Ltda MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860914/2009 226.36 DISPONIBILIDADE 279 - AUT PESQ/ARQUIVAMENTO PROCESSO PUBLICADO EM 18/06/2010 Bs Areia e Cascalho Ltda MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 862325/2007 542.67 DISPONIBILIDADE 1803 - DISPONIB/JULGAMENTO HABILITAÇÃO PUBLICADO EM 07/05/2012 Valtair Ferreira dos Santos MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 861152/2010 332.38 REQUERIMENTO DE LAVRA 624 - REQ LAV/GUIA UTILIZAÇÃO REQUERIMENTO PROTOC EM 22/06/2012 Fernando Lopes Pereira MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 861373/2006 47.68 REQUERIMENTO DE LAVRA 361 - REQ LAV/EXIGÊNCIA PUBLICADA EM 28/06/2012 Areia Goiás Mineração Ltda MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860421/2007 23.53 REQUERIMENTO DE LAVRA 1054 - REQ LAV/EXIGÊNCIA LICENÇA AMBIENTAL PUB EM 14/06/2012 F. G. Mineradora Ltda MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 861234/2012 48.68 REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO 700 - REQ LICEN/REQUERIMENTO LICENCIAMENTO PROTOCO EM 21/06/2012 Areia Brasil Mineração Indústria e Comércio Ltda. MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO Coordenador: 4.1 – Meio Físico NOME SUBSTÂNCIA USO UF Técnico: 115/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte PROCESSO AREA_HA NOME SUBSTÂNCIA 860547/2011 1937.39 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 28/03/2011 Mineração Nova Esperança Ltda MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 861737/2011 253.97 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 24/08/2011 Fernando Lopes Pereira MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 862123/2011 100.18 REQUERIMENTO DE PESQUISA 136 - REQ PESQ/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 08/11/2011 Antão Silvestre de Oliveira Neto MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 862036/2011 1155.65 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 16/09/2011 Centro Oeste Mineração e Comercio Ltda MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 862278/2011 1956.31 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 13/10/2011 Waltecy José das Dores MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 862363/2011 1263.84 REQUERIMENTO DE PESQUISA 136 - REQ PESQ/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 24/01/2012 Gilberto Dias da Silva MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 862283/2011 331.75 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 13/10/2011 Nilton César da Silva MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 862255/2011 367.74 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 10/10/2011 Adauto Celso Medeiros MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 861007/2012 543.77 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 22/05/2012 Leandro da Cunha Moraes MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 862558/2011 339.5 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 17/11/2011 Edieliton Gonzaga de Oliveira MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 861088/2012 1916.01 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 31/05/2012 Daniel Ferreira Rodrigues MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860843/2012 297.69 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 03/05/2012 Centro Oeste Mineração e Comercio Ltda MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO Coordenador: 116/313 FASE ULTIMO EVENTO USO UF Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte PROCESSO AREA_HA FASE ULTIMO EVENTO 862841/2011 76.18 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 07/12/2011 Flávio Leandro Palmerston Abrantes MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860329/2012 176.74 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 24/02/2012 Areia Brasil Mineração Indústria e Comércio Ltda. MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 861881/2010 197.65 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 17/12/2010 Aguinaldo Divino Alves Barbosa MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL DADO NÃO CADASTRADO 861233/2012 149.82 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 21/06/2012 Leonardo Nunes da Silva MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 861030/2012 1666.5 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 23/05/2012 TARCAL TRANSPORTES E MATERIAL DE CONSTRUÇÃO LTDA MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 861987/2011 2.9 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 13/09/2011 Centro Oeste Mineração e Comercio Ltda MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860096/2012 463.97 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 17/01/2012 Ricardo Padilha da Siqueira Me MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 862840/2011 92.86 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 07/12/2011 Flávio Leandro Palmerston Abrantes MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860410/2012 1976.61 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 06/03/2012 Marcos Antonio Machado Filho MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 862759/2011 246.8 REQUERIMENTO DE PESQUISA 135 - REQ PESQ/CUMPRIMENTO EXIGÊNCIA PROTOCOLI EM 02/05/2012 Walcio José da Rocha Lima MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860294/2012 99.11 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 17/02/2012 Francisco Francimar Furtado MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860089/2012 781.2 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 16/01/2012 Borges e Hori Mineração Ltda MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO Coordenador: 4.1 – Meio Físico NOME SUBSTÂNCIA USO UF Técnico: 117/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte PROCESSO AREA_HA 862759/2011 1085.07 REQUERIMENTO DE PESQUISA 135 - REQ PESQ/CUMPRIMENTO EXIGÊNCIA PROTOCOLI EM 02/05/2012 Walcio José da Rocha Lima MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860143/2012 1782.12 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 30/01/2012 Marcos Antonio Machado Filho MINÉRIO DE OURO INDUSTRIAL GO 860333/2006 1000 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 15/03/2006 CIRLEY ANTÔNIO ROSA DA SILVA MINÉRIO DE PLATINA INDUSTRIAL GO 861234/2005 1839.51 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 645 - AUT PESQ/PAGAMENTO MULTA EFETUADO-REL PESQ EM 01/12/2008 PENERY MINERAÇÃO LTDA MINÉRIO DE TITÂNIO INDUSTRIAL GO 861235/2005 2000 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 645 - AUT PESQ/PAGAMENTO MULTA EFETUADO-REL PESQ EM 01/12/2008 PENERY MINERAÇÃO LTDA MINÉRIO DE TITÂNIO INDUSTRIAL GO 861233/2005 999.96 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 645 - AUT PESQ/PAGAMENTO MULTA EFETUADO-REL PESQ EM 01/12/2008 PENERY MINERAÇÃO LTDA MINÉRIO DE TITÂNIO INDUSTRIAL GO 861238/2005 2000 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 645 - AUT PESQ/PAGAMENTO MULTA EFETUADO-REL PESQ EM 01/12/2008 PENERY MINERAÇÃO LTDA MINÉRIO DE TITÂNIO INDUSTRIAL GO 861568/2005 56 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 227 - AUT PESQ/PAGAMENTO MULTA EFETUADO EM 13/04/2009 Vcb Participacoes Pesq e Exp de Minerios Ltda MINÉRIO DE TITÂNIO INDUSTRIAL GO 861237/2005 2000 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 645 - AUT PESQ/PAGAMENTO MULTA EFETUADO-REL PESQ EM 01/12/2008 PENERY MINERAÇÃO LTDA MINÉRIO DE TITÂNIO INDUSTRIAL GO 860256/2010 984.46 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 29/07/2011 Gotabri Transporte Ltda MINÉRIO DE TITÂNIO INDUSTRIAL GO 860097/2004 78.93 DISPONIBILIDADE 307 - DISPONIB/HABILIT EDITAL DISPONIB P/LAVRA EM 22/02/2012 NASSIM MAMED JÚNIOR MINÉRIO DE TITÂNIO INDUSTRIAL GO 860166/2004 15.99 DISPONIBILIDADE 307 - DISPONIB/HABILIT EDITAL DISPONIB P/LAVRA EM 22/02/2012 NASSIM MAMED JÚNIOR MINÉRIO DE TITÂNIO INDUSTRIAL GO 862711/2011 1999.65 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 25/11/2011 João Clevis Filho MINÉRIO DE TITÂNIO INDUSTRIAL GO 861648/2009 45.76 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 255 - AUT PESQ/CUMPRIMENTO EXIGÊNCIA PROTOCOLI EM 11/05/2012 Armazem da Areia Ltda QUARTZITO INDUSTRIAL GO 861638/2010 49.98 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 29/07/2011 Titanio Goiás Mineração Ind. e Com. Ltda QUARTZITO INDUSTRIAL DADO NÃO CADASTRADO Coordenador: 118/313 FASE ULTIMO EVENTO NOME SUBSTÂNCIA USO UF Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte PROCESSO AREA_HA FASE ULTIMO EVENTO 860197/2011 500.87 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 22/07/2011 Rio Granito Ltda QUARTZITO BRITA DADO NÃO CADASTRADO 861125/2010 49.98 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 31/01/2012 Titanio Goiás Mineração Ind. e Com. Ltda QUARTZITO INDUSTRIAL GO 860220/2011 972.13 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 29/07/2011 Titanio Goiás Mineração Ind. e Com. Ltda QUARTZITO INDUSTRIAL DADO NÃO CADASTRADO 860355/2011 128.4 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 29/07/2011 Titanio Goiás Mineração Ind. e Com. Ltda QUARTZITO INDUSTRIAL GO 861843/2010 104.72 DISPONIBILIDADE 1341 - AUT PESQ/ÁREA DISPONIBILIDADE PARA PESQUISA - EDITAL EM 20/04/2012 Titanio Goiás Mineração Ind. e Com. Ltda QUARTZITO REVESTIMENTO DADO NÃO CADASTRADO 860301/2007 49.7 DISPONIBILIDADE 1341 - AUT PESQ/ÁREA DISPONIBILIDADE PARA PESQUISA - EDITAL EM 31/05/2012 Centro Oeste Mineração e Comercio Ltda QUARTZITO INDUSTRIAL GO 860759/2012 983.94 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 17/04/2012 CRISMÁRIA ALVES VELOSO DA SILVA QUARTZITO REVESTIMENTO GO 861024/2012 9.1 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 23/05/2012 Areia Brasil Mineração Indústria e Comércio Ltda. QUARTZITO INDUSTRIAL GO 861025/2012 98.98 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 23/05/2012 Areia Brasil Mineração Indústria e Comércio Ltda. QUARTZITO INDUSTRIAL GO 861167/2012 612.71 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 15/06/2012 L & D Construtora e Incorporadora Ltda QUARTZO INDUSTRIAL GO 861126/2012 125.16 REQUERIMENTO DE PESQUISA 100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO EM 11/06/2012 Augusto Zacharias Gontijo RUTILO INDUSTRIAL GO 861687/2011 11.87 LICENCIAMENTO 730 - LICEN/LICENCIAMENTO AUTORIZADO PUBLICADO EM 01/03/2012 Eduardo Paiva Fagundes SAIBRO CONSTRUÇÃO CIVIL GO 861905/2010 484.23 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 255 - AUT PESQ/CUMPRIMENTO EXIGÊNCIA PROTOCOLI EM 30/01/2012 Cecrisa Revestimentos Cerâmicos S/A TALCO INDUSTRIAL DADO NÃO CADASTRADO 861906/2010 322.35 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO EM 29/07/2011 Cecrisa Revestimentos Cerâmicos S/A TALCO INDUSTRIAL DADO NÃO CADASTRADO Coordenador: 4.1 – Meio Físico NOME SUBSTÂNCIA USO UF Técnico: 119/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte PROCESSO AREA_HA 860692/2005 24 860123/2001 FASE ULTIMO EVENTO NOME SUBSTÂNCIA USO UF REQUERIMENTO DE LAVRA 1054 - REQ LAV/EXIGÊNCIA LICENÇA AMBIENTAL PUB EM 14/06/2012 Klace S A Pisos e Azulejos TALCO INDUSTRIAL GO 14.17 AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 227 - AUT PESQ/PAGAMENTO MULTA EFETUADO EM 11/04/2007 PEDREIRA ITAÚNA LTDA XISTO CONSTRUÇÃO CIVIL GO 860159/1989 771.52 CONCESSÃO DE LAVRA 1399 - CONC LAV/LICENÇA AMBIENTAL PROTOCOLIZADA EM 17/05/2012 Afranio Roberto de Souza Firma Individual XISTO BRITA GO 860430/1997 49.84 CONCESSÃO DE LAVRA 694 - PAGAMENTO VISTORIA FISCALIZAÇÃO EFETUADO EM 17/10/2011 PEDREIRA IZAÍRA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA XISTO NÃO INFORMADO GO 860017/2001 38.69 CONCESSÃO DE LAVRA 473 - CONC LAV/CUMPRIMENTO EXIGÊNCIA PROTOCOLI EM 26/08/2011 PEDREIRA ITAÚNA LTDA XISTO BRITA GO 860771/2002 16 DISPONIBILIDADE 307 - DISPONIB/HABILIT EDITAL DISPONIB P/LAVRA EM 22/02/2012 BRITENG BRITAGEM E CONSTRUÇÕES LTDA XISTO BRITA GO 862614/2008 49 LICENCIAMENTO 742 - LICEN/PRORROGAÇÃO REGISTRO LICENÇA AUTORIZADA EM 16/03/2012 Via Engenharia S.a. XISTO BRITA GO 861475/2009 8.63 REQUERIMENTO DE LAVRA 336 - REQ LAV/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO EM 27/06/2012 Mineração Jd Ltda XISTO BRITA GO Coordenador: 120/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 4.1.5.4 - MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Recomendações As atividades minerárias relacionadas no quadro acima poderão sofrer interferências e/ou alterações com a implantação do empreendimento. Da mesma forma, quaisquer outras atividades de mineração futuras são passíveis de restrições ou impedimentos com o início da implantação/operação dos AHE do rio Meia Ponte e aproveitamentos associados. Destaca-se que as atividades que poderão ser impactadas pelos AHE são os requerimentos que se situam na área dos reservatórios. e, Dentre esses requerimentos, sobressaem os de exploração de areia no eixo principal do Meia Ponte. Assim sendo, para os casos em que não for possível a convivências da atividade mineral com a atividade de geração de energia, devem ser realizadas tratativa com o DNPM nas fases seguintes dos estudos, para que seja buscar soluções conjuntas. 4.1.6 - Pedologia O levantamento pedológico da Bacia Hidrográfica do rio Meia Ponte tem por objetivo descrever as potencialidades e fragilidades pedológicas para implementação de AHE ao longo deste rio. Para tanto, foi realizada campanha de campo para caracterização pedológica da área mencionada, visando identificar e dimensionar as ocorrências das classes de solos e os limites das unidades de mapeamento. Foram utilizadas bases cartográficas já existentes e a nomenclatura das unidades seguiu o padrão estabelecido pelo Sistema Brasileiro de Classificação dos Solos (EMBRAPA, 2006). Foram identificadas 10 classes de solos, distribuídas em 38 unidades de mapeamento, com destaque para os Latossolos Vermelhos. De maneira geral, os solos apresentam suscetibilidade à erosão moderada e forte e aptidão agrícola regular para lavoura. As sensibilidades estão relacionadas à possível deflagração de processos erosivos com o enchimento dos reservatórios. 4.1.6.1 - Objetivos Neste item será apresentado o estudo do levantamento das classes de solo, avaliação da susceptibilidade à erosão dos solos e Aptidão Agrícola das terras que ocorrem na Bacia Hidrográfica do Meia Ponte, para subsídio ao Estudo de Inventário de Bacia Hidrográfica do Meia Ponte. Este estudo tem como objetivo, portanto, a identificação, caracterização e delimitação cartográfica dos solos na área de inserção deste empreendimento e, além disso, serão indicadas as sensibilidades pedológicas dos possíveis aproveitamentos hidrelétricos das AHE os AHE do rio Meia Ponte. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 121/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 4.1.6.2 - 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Métodos A metodologia do trabalho, bem como os critérios para identificação das classes de solos, serão descritos a seguir. Informações mais pormenorizadas sobre os procedimentos de classificação poderão ser obtidas nas seguintes publicações da EMBRAPA: Critérios para distinção de classes de solos e de fases de unidades de mapeamento - Normas em uso pelo Centro Nacional de Pesquisa de Solos - EMBRAPA (EMBRAPA, 1988a); Procedimentos Normativos de Levantamentos de Solos (EMBRAPA, 1995); Manual de Descrição e Coleta de Solo no Campo (SANTOS et al., 2005) e; Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (EMBRAPA, 2006). A Área de estudo foi definida pela bacia de drenagem do Rio Meia Ponte, uma vez que a bacia de drenagem constitui uma importante unidade de análise da paisagem, pois, caracteriza-se como um sistema hidrogeomorfológico (COELHO NETTO, 2007). O trabalho resultou na identificação, classificação e descrição das classes de solos bem como na confecção do Mapa de Solos (Caderno de Mapas - 2523-00-EIBH-DE-2008) na escala de 1:250.000, que corresponde ao nível de reconhecimento de média intensidade e tem como objetivo gerar uma estimativa dos recursos potenciais dos solos a partir das associações de unidades simples com grandes grupos de solos. As unidades de mapeamento neste nível de reconhecimento podem ser constituídas por unidades simples ou por associações de até quatro componentes de grandes grupos de solos. Com base nos levantamentos já existentes, tais como o Mapa Exploratório de Solos do Projeto RADAMBRASIL v. 31 – Goiânia (1983) e o Mapa de Solos do Zoneamento Ecológico Econômico da Microrregião Meia Ponte (1999) foram realizadas padronizações das nomenclaturas das classes de solo, de acordo com o atual Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (Embrapa, 2006). Além disso, melhorias na delimitação das unidades de mapeamento através dos dados amostrados em campo, além da compatibilização dos próprios estudos existentes. Pôde-se, ainda, determinar as relações do solo com a geologia, relevo, vegetação, clima e o uso atual, importantes para este diagnóstico. A campanha de campo para a área de estudo da Bacia hidrográfica do Rio Meia Ponte ocorreu entre os dias 23 e 28 de abril de 2012. A área foi percorrida, visando identificar e dimensionar as ocorrências das classes de solos e os limites das unidades de mapeamento, bem como a visita nos locais dos possíveis aproveitamentos e o detalhamento dessas características na área do futuro reservatórios. Nesse sentido, foram utilizados os conceitos para reconhecimento e classificação de horizontes diagnósticos, grupamentos de textura e de fases das unidades de mapeamento de solos (relevo, pedregosidade, rochosidade, drenagem e vegetação), de acordo com EMBRAPA (1988a). O sistema taxonômico de classificação dos solos encontra-se completo para o 1º nível categórico (ordens), 2º nível categórico (subordens) e, quando possível, 3º nível categórico (grandes grupos). Coordenador: 122/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Nestes estudos, procurou-se direcionar o diagnóstico dos solos relacionando-o às unidades de mapeamento, visando facilitar o processo de hierarquização das fragilidades e a definição de prioridades, quando fosse o caso. Essa forma de organizar o diagnóstico facilitou a classificação da suscetibilidade dos solos à erosão e Aptidão Agrícola das Terras. A seguir são apresentados os principais atributos diagnósticos, conceitos e fases usados para o mapeamento dos solos da área de estudo. Atributos Diagnósticos Horizontes Diagnósticos Superficiais Horizonte A moderado: é um horizonte superficial que apresenta teores de carbono orgânico variáveis, espessura e/ou cor que não satisfaçam as condições requeridas para caracterizar um horizonte A chernozêmico ou proeminente. Horizonte A fraco: é um horizonte superficial que apresenta teores de carbono orgânico inferiores a 5,8 g/kg, cores muito claras, com estrutura fracamente desenvolvida. Horizonte A proeminente: constitui horizonte superficial relativamente espesso (pelo menos 18 cm de espessura) com estrutura suficientemente desenvolvida para não ser simultaneamente maciço e duro, ou mais coeso, quando seco, ou constituído por prismas maiores que 30 cm. É um horizonte de cor escura (croma úmido inferior a 3,5 e valores mais escuros que 3,5, quando úmido, e que 5,5, quando seco) com saturação por bases (V) inferior a 65% e conteúdo de carbono igual ou superior a 6,0 g/kg. Horizontes Diagnósticos Subsuperficiais Horizonte B textural: é um horizonte mineral subsuperficial no qual há evidências de acumulação, por iluviação, de argila silicatada. O horizonte B textural possui um acréscimo de argila em comparação com o horizonte sobrejacente eluvial e, usualmente, apresenta cerosidade. Horizonte B Latossólico: é um horizonte mineral subsuperficial, cujos constituintes evidenciam avançado estágio de intemperização, que pode ser evidenciada pela alteração quase completa dos minerais primários e ausência de minerais de argila 2:1. Apresenta intensa lixiviação de bases e concentração residual de sesquióxidos, além de quantidades variáveis de óxidos de ferro e de alumínio. Deve ter no mínimo 50 cm de espessura, textura franco arenosa mais fina, não podendo haver mais de 4% de minerais primários alteráveis. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 123/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Horizonte B incipiente: o horizonte incipiente caracteriza-se como horizonte subsuperficial, subjacente ao horizonte A, Ap (antropizado) ou AB (transição do horizonte A para o horizonte B), que sofreu baixa alteração física e química mas que possibilitou o desenvolvimento de cor e unidades estruturais. Em relação à espessura, este horizonte deve apresentar no mínimo 10 cm e, em geral, apresenta cores brunadas, amareladas e avermelhadas. Horizonte B nítico: horizonte mineral subsuperficial de textura argilosa ou muito argilosa, sem incremento de argila do horizonte superficial para o subsuperficial. Apresenta superfícies normalmente reluzentes dos agregados, característica esta descrita no campo como cerosidade de quantidade e grau de desenvolvimento no mínimo comum e moderada. Apresentam transição gradual ou difusa entre os subhorizontes do horizonte B. Grupamentos de Classes de Textura A textura, em ciência do solo, corresponde à composição granulométrica da terra fina seca ao ar (TFSA), obtida em laboratório. Foram consideradas as seguintes classes de textura, conforme os teores de argila, areia e silte determinados em laboratório: Textura muito argilosa: identifica solos com mais de 600 g de argila/kg; Textura argilosa: quando o solo tem entre 350 e 600 g de argila/kg; Textura média: quando o solo contém 350 g de argila e mais de 150 g de areia/kg, excluídas as classes texturais areia e areia-franca; Textura arenosa: refere-se às classes texturais areia e areia-franca. Para as classes de solos com significativa variação textural entre horizontes superficiais e subsuperficiais, a textura é expressa em forma de fração, por exemplo, textura média/argilosa. A caracterização efetuada em função da proporção de cascalhos (diâmetro de 2 a 20 mm) em relação à terra fina (fração menor que 2 mm) separa solos através das seguintes classes: Textura muito cascalhenta: quanto existe mais de 50% de cascalho na composição granulométrica do horizonte; Textura cascalhenta: quando esse valor oscila entre 15 e 50% de cascalho; e Coordenador: 124/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Textura com cascalho: quando as quantidades de cascalho variam entre 8 e 15%. Grupamentos de Classes de drenagem Referem-se à quantidade e velocidade com que a água recebida pelo solo infiltra e/ou escoa, afetando as condições hídricas do solo (período em que permanece seco, úmido, molhado ou encharcado). Fortemente drenado: a água é removida rapidamente do perfil; os solos com esta classe de drenagem são muito porosos, de textura arenosa média e muito permeáveis. Bem drenado: a água é removida do solo com facilidade, porém, não rapidamente; os solos com esta classe de drenagem comumente apresentam textura argilosa ou média, não ocorrendo normalmente mosqueados devido à processos de oxidação e redução, entretanto, quando presente, o mosqueado ocorre em profundidade, localizando-se a mais de 150 cm da superfície e/ou a mais de 30 cm do topo do horizonte B ou C. Moderadamente drenado: a água é removida do solo um tanto lentamente de modo que o perfil permanece molhado por uma pequena, porém, significativa parte do tempo. Estes solos geralmente apresentam uma camada de permeabilidade lenta no solum com o lençol freático encontrando-se abaixo deste. Podem apresentar mosqueado na parte inferior do horizonte B. Mal drenado: a água é removida do perfil tão lentamente que este permanece molhado por uma grande parte do ano. O lençol freático comumente está à superfície ou próximo dela. É frequente a ocorrência de mosqueado no perfil e características de gleização. Muito mal drenado: a água é removida tão lentamente que o lençol freático permanece à superfície durante a maior parte do ano. Estes solos ocupam áreas planas e/ou depressões onde há estagnação da água. São comuns características de gleização e/ou acúmulo superficial de matéria orgânica. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 125/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Fases O critério de fases tem como objetivo fornecer informações adicionais sobre as condições ambientais. São comumente empregadas fases pedregosidade e rochosidade: Pedregosidade: utilizam-se os termos fase pedregosa ou fase muito pedregosa para caracterizar solos com quantidades de calhaus e matacões, na parte superficial ou subsuperficial do solo, suficientes para impedir ou restringir o uso de implementos agrícolas. Rochosidade: denominam-se solos pela fase rochosa quando há presença de matacões com diâmetro maior do que 100 cm à superfície do solo ou para designar a presença de lajes de rochas com uma camada ou um horizonte de solo (A) à superfície. Relevo O nome da fase de relevo acompanha a descrição da unidade de solos com o intuito de serem fornecidos subsídios ao estabelecimento de limitações com relação ao emprego de implementos agrícolas e, mediante avaliação da declividade e comprimento das pendentes, auxiliar na determinação da susceptibilidade à erosão. As formas de relevo que acompanham a designação da unidade de solos são as seguintes: Relevo plano: corresponde a superfícies de topografia esbatida ou horizontal, onde os desnivelamentos são muito pequenos, com declividades variáveis entre 0 e 3%. Relevo suave ondulado: caracteriza superfícies de topografia pouco movimentada, constituída por conjuntos de colinas (elevações de altitudes relativas até 100 m), apresentando declives suaves, entre 3 e 8%. Relevo ondulado: designa superfícies de topografia pouco movimentada, constituídas por conjunto de colinas, com declives moderados, entre 8 e 20%. Relevo forte ondulado: corresponde a superfícies de topografia movimentada, formadas por morros (elevações de 100 a 200 m de altitudes relativas) e, raramente, colinas, com declives fortes, predominantemente variáveis de 20 a 45%. Relevo montanhoso: caracteriza superfícies com topografia vigorosa, com predomínio de formas acidentadas, usualmente constituídas por morros, montanhas e maciços montanhosos, apresentando desnivelamentos relativamente grandes (superiores a 200 m) e declives fortes ou muito fortes, predominantemente variáveis de 45 a 75%. Coordenador: 126/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 4.1.6.3 - MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Resultados Neste item, serão descritas as principais classes de solos que ocorrem na área de estudo, identificadas no trabalho de campo, seja como componentes dominantes ou como componentes co-dominantes associados por inclusão em unidades de mapeamento. Foram identificadas 10 classes de solos distribuídas em 38 unidades de mapeamento (Quadro 4.1-14). As unidades de mapeamento constituem um conjunto de áreas de solos, com posições e relações definidas na paisagem. As unidades de mapeamento são constituídas por diferentes classes de solo, que estão inseridas em um contexto espacial semelhante. São dividas em unidades simples (compostas por um único componente) ou por associação de solos que consistem de combinações de duas ou mais classes distintas, ocorrendo em padrões semelhantes da paisagem. Quadro 4.1-14 - Descrição das unidades de mapeamento que ocorrem na área da bacia Hidrográfica do Meia Ponte Área de Ocupação das Unidades Porcentagem de Ocorrência CXbd1 CAMBISSOLO HÁPLICO álico textura argilosa relevo suave ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO distófico ou álico textura média cascalhenta relevo suave ondulado e ondulado, ambos Tb + LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO distrófico textura argilosa relevo plano e suave ondulado 34.641 1,27 CXbd2 CAMBISSOLO HÁPLICO álico textura argilosa relevo suave ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO distrófico textura média cascalhenta relevo suave ondulado e ondulado, ambos Tb + LATOSSOLO VERMELHO distrófico textura argilosa relevo plano e suave ondulado 6.397 0,24 CXbd3 CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média e argilosa relevo suave ondulado e ondulado + ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico não cascalhento e cascalhento e moderadamente pedregoso textura média/argilosa + NEOSSOLOS LITÓLICOS distróficos típicos cascalhentos e pedregosos textura média relevo ondulado e forte ondulado 73.392 2,70 CXbd4 CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média relevo suave ondulado e ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico típico textura média e argilosa relevo suave ondulado + ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico cascalhento e pedregoso textura média/argilosa relevo suave ondulado e ondulado 18.108 0,67 CXbd5 CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média relevo ondulado e forte ondulado + ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico cascalhento e moderadamente pedregoso textura média/argilosa relevo ondulado + NEOSSOLO LITÓLICO distroficos típicos cascalhentos e pedregosos textura média relevo forte ondulado 15.667 0,58 GXbd1 GLEISSOLO HÁPLICO Tb ou Ta eutrófico textura argilosa relevo plano + PLINTOSSOLO HÁPLICO Tb distrófico textura argilosa ou média/argilosa relevo plano e suave ondulado + NEOSSOLO FLÚVICO Tb eutrófico textura média relevo plano 7.874 0,29 LVd1 LATOSSOLO VERMELHO textura argilosa relevo plano e suave ondulado + LATOSSOLO VERMELHO, ambos distróficos A moderado textura argilosa ou muito argilosa relevo plano e suave ondulado 102.817 8,40 Unidade Descrição Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 127/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Unidade Descrição 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Área de Ocupação das Unidades Porcentagem de Ocorrência LVd2 LATOSSOLO VERMELHO textura argilosa relevo plano e suave ondulado + ARGISSOLO VERMELHO latossólico ou não latossólico textura média/argilosa ou argilosa relevo suave ondulado, ambos distróficos A moderado 8.974 0,73 LVd3 LATOSSOLO VERMELHO distrófico textura argilosa relevo plano e suave ondulado + ARGISSOLO VERMELHO-AMARELO distrófico ou eutrófico Tb textura média/argilosa relevo suave ondulado, ambos A moderado 11.079 0,90 LVd4 LATOSSOLO VERMELHO distrófico textura argilosa relevo plano e suave ondulado + LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO, ambos distróficos A moderado textura argilosa relevo suave ondulado e plano 34.087 2,78 LVd5 LATOSSOLO VERMELHO distrófico textura argilosa relevo plano e suave ondulado + LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO, ambos distróficos textura argilosa relevo suave ondulado e plano + CAMBISSOLO HÁPLICO distrófico ou álico Tb textura argilosa cascalhenta ou média cascalhenta relevo ondulado e 142.584 11,64 LVdf1 LATOSSOLO VERMELHO distrófico férrico A moderado e proeminente textura muito argilosa e argilosa relevo suave ondulado e plano 7.206 0,59 LVdf2 LATOSSOLO VERMELHO distrófico e eutrófico férrico respectivamente A proeminente e chernozênico ambos textura argilosa e muito argilosa relevo plano e suave ondulado + NITOSSOLO HÁPLICO eutrófico férrico latossólico A chernozênico textura argilosa relevo suave ondulado e ondulado 47.514 3,88 LVdf3 LATOSSOLO VERMELHO distrófico férrico textura argilosa relevo plano a suave ondulado + LATOSSOLO VEMELHO distrófico mesoférrico textura argilosa 9.440 0,77 LVdm1 LATOSSOLO VERMELHO distrófico mesoférrico textura argilosa relevo plano e suave ondulado + LATOSSOLO VERMELHO AMARELO distrófico perférrico textura argilosa 22.283 1,82 LVdm2 LATOSSOLOS VERMELHO distrófico mesoférrico textura argilosa relevo plano e suave ondulado + LATOSSOLO VERMELHO distrófico férrico textura argilosa 3.144 0,26 LVdm3 LATOSSOLOS VERMELHO distrófico perférrico textura média relevo plano e suave ondulado + LATOSSOLO VERMELHO AMARELO distrófico perférrico textura média 17.330 1,42 LVdm4 LATOSSOLO VERMELHO distrófico mesoférrico textura argilosa relevo plano e suave ondulado + LATOSSOLO VERMELHO AMARELO distrófico perférrico textura argilosa + ARGISSOLO VERMELHO-AMARELO distrófico textura média/argilosa relevo suave ondulado 12.604 1,03 LVdm5 VERMELHO distrófico mesoférrico textura argilosa relevo plano e suave ondulado + LATOSSOLO VERMELHO AMARELO distrófico perférrico textura argilosa + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e moderadamente pedregoso textura argilosa e média relevo suave ondulado 128.606 10,50 LVdm6 LATOSSOLO VERMELHO distrófico mesoférrico textura argilosa relevo plano e suave ondulado + LATOSSOLO VERMELHO AMARELO distrófico perférrico textura argilosa + LATOSSOLO VERMELHO AMARELO distrófico mesofférico com petroplintita textura argilosa 9.266 0,76 LVAd1 LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO textura muito argilosa relevo plano e suave ondulado + PLINTOSSOLO HÁPLICO textura muito argilosa cascalhenta fase pedregosa ou endopedregosa relevo suave ondulado e plano, ambos distróficos A moderado 197 0,01 LVAd2 LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO distrófico textura argilosa ou muito argilosa relevo plano + LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO petroplintico textura argilosa cascalhenta ou argilosa/muito argilosa cascalhenta relevo plano e suave 1.802 0,07 Coordenador: 128/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Descrição Área de Ocupação das Unidades Porcentagem de Ocorrência LVAd3 LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO textura argilosa + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb textura média cascalhenta/argilosa cascalhenta fase endopedregosa ou pedregosa, ambos distróficos A moderado relevo ondulado 149 0,01 NVe1 NITOSSOLO VERMELHO eutrófico férrico A moderado e chernozênico não rochoso e ligeiramente rochoso textura argilosa relevo ondulado e suave ondulado + NEOSSOLOS LITÓLICOS eutrófico típicos textura argilosa relevo ondulado 134.745 11,00 NVe2 NITOSSOLO VERMELHO eutrófico férrico A moderado e chernozênico textura argilosa relevo ondulado + NITOSSOLO VERMELHO eutrófico férrico ligeiramente rochoso textura argilosa + NEOSSOLOS LITÓLICOS eutrófico textura argilosa relevo forte ondulado 15.969 1,30 NVe3 NITOSSOLO VERMELHO eutrófico férrico A moderado e chernozênico textura argilosa relevo ondulado e forte ondulado + NEOSSOLOS LITÓLICOS eutrófico com alta saturação por bases A chernozênico textura argilosa relevo forte ondulado + LATOSSOLO VERMELHO eutrófico férrico textura muita argilosa relevo suave ondulado 3.622 0,30 PVe1 ARGISSOLO VERMELHO eutrófico não cascalhento e cascalhento e moderadamente pedregoso A moderado e chernozênico textura média/argilosa relevo ondulado e suave ondulado + ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico cascalhento e moderadamente pedregoso textura média/argilosa + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média relevo ondulado e forte ondulado 135.411 11,06 PVe2 ARGISSOLO VERMELHO eutrófico não cascalhento e cascalhento e moderadamente pedregoso A moderado e chernozênico textura média/argilosa relevo ondulado e suave ondulado + ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico cascalhento e moderadamente pedregoso textura média/argilosa + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura indiscriminada relevo ondulado e forte ondulado + NEOSSOLOS LITÓLICOS Tb distrófico típicos cascalhentos e pedregosos textura indiscriminada relevo forte ondulado 31.129 2,54 PVd1 ARGISSOLO VERMELHO distrófico latossólico textura média/argilosa relevo ondulado + ARGISSOLO VERMELHO eutrófico não cascalhento e cascalhento e moderadamente pedregoso A moderado e chernozênico textura média/argilosa relevo ondulado e suave ondulado + ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico A proeminente e moderado textura média/argilosa + LATOSSOLO VERMELHO distrófico mesoférrico textura argilosa relevo plano 118.208 9,65 PVAd1 ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico A proeminente e moderado textura média e média/argilosa relevo suave ondulado e ondulado + ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico cascalhento e moderadamente pedregoso textura média e média/argilosa + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média relevo ondulado 7.822 0,64 PVAd2 ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico não cascalhento e cascalhento e moderadamente pedregoso textura média/argilosa relevo ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média relevo ondulado e forte ondulado + ARGISSOLO VERMELHO eutrófico não cascalhento e cascalhento e moderadamente pedregoso A moderado e chernozênico textura média/argilosa relevo suave ondulado e ondulado 16.502 1,35 PVAe1 ARGISSOLO VERMELHO-AMARELO eutrófico Tb A chernozemico textura média/argilosa relevo ondulado e suave ondulado 624 0,05 Unidade Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 129/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Unidade Descrição 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Área de Ocupação das Unidades Porcentagem de Ocorrência PVAe2 ARGISSOLO VERMELHO-AMARELO eutrófico A moderado ou A chernozemico textura média/argilosa ou média cascalhenta/argilosa cascalhenta + ARGISSOLO VERMELHO-AMARELO DISTROFICO A moderado textura média cascalhenta/argilosa cascalhento 16.502 1,35 RLd1 NEOSSOLOS LITÓLICOS Tb distrófico típico com petroplintita textura argilosa relevo suave ondulado. 2.207 0,18 RLd2 NEOSSOLOS LITÓLICOS Tb distrófico típicos cascalhentos e pedregosos textura média relevo forte ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média relevo ondulado e forte ondulado + ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico cascalhento e moderadamente pedregoso textura média/argilosa relevo ondulado. 9.648 0,79 RLd3 NEOSSOLOS LITÓLICOS Tb distróficos típicos cascalhentos e pedregos textura média relevo forte ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média relevo ondulado e forte ondulado + AFLORAMENTOS ROCHOSOS relevo forte ondulado e escarpado 5.008 0,41 RLd4 NEOSSOLOS LITÓLICOS Tb distróficos e eutróficos típicos ambos cascalhentos e pedregosos textura média relevo forte ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média relevo ondulado + ARGISSOLO VERMELHO eutrófico não cascalhento e cascalhento e moderadamente pedregoso A moderado e chernozênico textura média/argilosa relevo ondulado 6.182 0,50 RLd5 NEOSSOO LITÓLICOS relevo forte ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb relevo ondulado e forte ondulado, ambos distróficos A moderado textura média cascalhenta fase pedregosa 5.790 0,47 4.1.6.3.1 - Descrição das Classes de Solos Argissolo Vermelho (PV) Correspondem a solos constituídos por material mineral, tendo como principal característica a presença de um horizonte B textural (Bt) originado pela translocação de argila do horizonte superficial para os horizontes subsuperficiais, promovendo gradiente textural abrupto entre os horizontes. Apresentam coloração 2,5YR ou mais vermelho ou com matiz 5YR e valores e cromas iguais ou menores que 4, nos primeiros 100 cm do solo. De maneira geral, apresentam horizonte A moderado, textura média e argilosa e ocorrem sobre relevo suave ondulado e ondulado (Figura 4.1-67). Na área de estudo, foram identificados Argissolos Vermelhos distróficos (PVd) que possuem baixa saturação por bases, e Argissolos Vermelhos eutróficos (PVe) que são considerados solos com boa fertilidade. Podem apresentar fase cascalhenta ou não, e localizam-se no sopé das encostas e nos morros e sob vegetação de Cerrado. Em relação à geomorfologia pode-se dizer que situam-se, principalmente, na unidade da Depressão do Médio Meia Ponte. Coordenador: 130/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-67 – a) Argissolo Vermelho, A moderado, textura argilosa, revelo suave ondulado, vegetação Cerrado. UTM: 695832/8084748. (b) ambiente de ocorrência dos Argissolos Vermelhos A gênese desta classe de solo pode estar associada também aos derramamentos basálticos que ocorreram na região, que ao serem intemperizados, promovem a formação de solos profundos bastante avermelhados (pela presença de óxidos de ferro). No que tange ao comportamento hidrológico, o gradiente textural que caracteriza esta classes de solos, impõe uma resposta diferencial entre os horizontes superficial e subsuperficial (diagnóstico), favorecendo a ocorrência de processos erosivos, quando em condições de declive acentuado aliada a ausência de cobertura vegetal. O Argissolo Vermelho é componente dominante nas unidades PVd1, PVe1 e PVe2, e estão em associação nas unidades LVd2 e RLd4. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 131/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Argissolo Vermelho Amarelo (PVA) Esta classe é constituída por solos minerais, não hidromórficos, bem intemperizados, bastante evoluídos, apresentando horizonte B textural abaixo do A ou E, com argila de atividade baixa ou com argila de atividade alta conjugada com saturação por bases baixa. O horizonte B textural é formado pela acumulação de argila com sequência de horizontes A, Bt, C. São solos que têm nítida diferenciação textural entre os horizontes A e B. Têm cores mais amarelas do que o matiz 2,5YR e mais vermelhas do que o matiz 7,5YR, na maior parte dos primeiros 100 cm do horizonte B (inclusive BA). Na área de estudo, os Argissolos Vermelho Amarelos apresentam horizonte A moderado, textura média/argilosa, relevo ondulado e podem ter fase cascalhenta e/ou pedregosa (Figura 4.1-68). Foram identificados Argissolos Vermelho Amarelos distróficos e eutróficos na área de estudo, na área de transição do relevo entre a Depressão do Alto Meia Ponte e Colinas Dissecadas e situamse, principalmente, sobre as unidades geológicas do Complexo Plutônico do Arco Magmático de Goiás e do Grupo Araxá. Analogamente à classe dos Argissolos Vermelhos, esta classe também apresenta o comportamento diferencial entre os horizontes superficial e subsuperficial frente aos processos hidrológicos, uma vez que a infiltração da água no solo é facilitada em superfície sofrendo retenções em subsuperfície, devido ao aumento no teor de argila, que caracteriza o horizonte diagnóstico B textural. Sendo assim estes solos apresentação susceptibilidade à ocorrência de processos erosivos (erosão laminar, sulcos e voçorocas). Figura 4.1-68 - (a) Argissolo Vermelho Amarelo distrófico, A moderado, textura média, relevo suave ondulado. UTM: 691293/8053244. (b) Ambiente de ocorrência do Argissolo Vermelho Amarelo Coordenador: 132/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte O Argissolo Vermelho Amarelo é componente dominante das unidades PVAd1, PVAd2, PVAe1 e PVAe2 e surge como associação nas unidades CXbd3, CXbd4, CXbd5, LVd3, LVdm4, RLd2, PVe1 e PVe2. Cambissolo Háplico (CX) Compreende solos minerais pouco desenvolvidos, em estágio incipiente de evolução, que apresentam sequência de horizontes A-Bi-C. Esta classe de solo possui geralmente perfil raso ou pouco profundo, em relevo ondulado a forte ondulado e montanhoso. São solos não hidromórficos, moderado a acentuadamente drenados, apresentando na maioria dos casos saturação em bases baixa, textura média arenosa ou argilosa, com argila de atividade baixa e por vezes fase cascalhente e pedregosa. A presença de minerais primários que se decompõem facilmente indica o baixo grau de intemperismo atuante nos perfis de solo. Na área de estudo os Cambissolos Háplicos normalmente apresentam horizonte A fraco à moderado, textura média ou argilosa, relevo ondulado e forte ondulado, vegetação típica de Cerrado (Figura 4.1-69). Possuem argila de baixa atividade, o que lhes atribuí caráter distrófico, caracterizando solos de baixa fertilidade natural. Esta classe de solo ocorrem nas porções do relevo mais acidentadas ou de maiores altitudes onde não há a formação de solos espessos devido geralmente aos processos erosivos, e pelo baixo grau de intemperismo do material parental. Ainda assim, não apresentam relação entre sua gênese e uma unidade geológica específica na área de estudo. Esta classe de solo, caracterizada pelo baixo grau de evolução pedogenética (incipiente), de uma forma geral, não possui relação direta com a hidrografia, podendo apresentar comportamento distinto em função da localização e posição na paisagem. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 133/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Figura 4.1-69 - a) Perfil de Cambissolo Háplico Tb distrófico fase pedregosa, A moderado, textura média, relevo ondulado. UTM: 674856/8064263. (b) Ambiente de ocorrência do Cambissolo Háplico Tb distrófico O Cambissolo Háplico é componente dominante nas unidades de mapeamento CXbd1, CXbd2, CXbd3, CXbd4 e CXbd5 e surge como componente co-dominante nas unidades LVd5, LVdm5, LVAd3, RLd2, RLd3, RLd4, RLd5, PVe1, PVe2, PVAd1 e PVAd2. Gleissolo Háplico (GX) São solos característicos de ambientes alagados ou sujeitos a alagamento como margens de rios, apresentando horizonte A (mineral) ou H (orgânico), acima de horizonte glei de coloração cinzento-olivácea, esverdeado ou azulado, resultado de modificações sofridas pelo óxidos de ferro no solo em condições de encharcamento (ambiente redutor). Portanto, estão em condições de encharcamento durante o ano todo ou parte dele e, por isso, são mal drenados, podendo apresentar textura bastante variável ao longo do perfil, contudo, o horizonte glei caracteriza-se por um horizonte argiloso. Os Gleissolos são saturados por água durante quase todo o ano, ao menos que tenha sido drenado artificialmente. Sendo assim, no que tange à hidrografia, estes solos tem influência direta do lençol freático como fator de formação, evidenciado pelo ambiente redutor que condiciona o desenvolvimento do processo pedogenético de Gleização. Desta forma, apresentam limitações quanto ao cultivo agrícola, diante da restrição por excesso de água (falta de oxigênio) e impedimento à mecanização, embora encontrem-se geralmente em condições de relevo favoráveis á utilização de maquinário agrícola. Coordenador: 134/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Na bacia Hidrográfica do Meia Ponte esta classe de solo foi mapeada à noroeste de Goiânia, em direção à cidade de Inhúmas, associada a um depósito quaternário nas margens do rio Meia Ponte. Apenas nesta planície aluvionar foi identificado o Gleissolo Háplico, com horizonte A moderado, textura areno-argilosa, relevo plano (Figura 4.1-70). O canal principal do rio Meia Ponte apresenta outras planícies de inundação, apesar disso, não foi identificada esta classe de solo nestes locais. Figura 4.1-70 - a) Gleissolo Háplico Tb distrófico, A moderado, textura areno-argilosa, relevo plano, vegetação mata ciliar. UTM: 677799/8167604. (b) Ambiente de ocorrência do Gleissolo Háplico na parte rebaixada do relevo O Gleissolo Háplico é componente dominante da unidade GXbd1 e não ocorre como componente co-dominante em nenhuma outra unidade pedológica. Latossolo Vermelho (LV) Os Latossolos Vermelhos correspondem a solos constituídos de material mineral, bem desenvolvidos, bastante intemperizados, geralmente profundos e bem drenados. São homogêneos ao longo do perfil, e a mineralogia da fração argila predominantemente é a caulinítica ou caulinítica-oxídica, refletindo assim, na ausência de minerais primários de fácil intemperização. Apresentam horizonte B latossólico subjacente de qualquer tipo de horizonte A, dentro de 200 cm da superfície do solo. São solos de coloração com matiz 2,5YR ou mais vermelho na maior parte dos primeiros 100 cm do horizonte B. Geralmente são de grande profundidade, homogêneos, bem drenados. De uma forma geral, este solos sofreram intenso intemperismo, principalmente químico, diante das condições favoráveis à movimentação da água no perfil, Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 135/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 conforme pode se observado pela coloração do solo. No que concerne ao comportamento hídrico, esta classe não apresenta limitações quanto ao excesso de água devido à boa estrutura dos agregados e a uniformidade entre os horizontes subsuperficiais, que possuem boas condições de infiltração, podendo em alguns casos serem classificados como excessivamente drenados. Ocorrem em boa parte da Bacia Hidrográfica do rio Meia Ponte, associados de maneira geral aos derramamentos basálticos que ocorreram na região que lhes atribuem a coloração avermelhada. Ocupam os planaltos da região, bem como as áreas de depressão do Meia Ponte e são solos bastante utilizados para a produção agrícola, principalmente de grãos devido ao seu fácil manejo e agregação da fração argila. Possuem caráter distrófico e eutrófico, contudo, os Latossolos Vermelhos distróficos, apresentam baixa fertilidade natural necessitando de correção química através de adubagem para o plantio. Além disso, há a presença de Latossolos Vermelhos mesoférricos (teores de óxido de ferro de 80 a < 180g.kg-¹) e férricos (teores de óxido de ferro entre 180 e < 360g.kg-1). Comumente possuem horizonte A moderado a proeminente, textura argilosa, relevo suave ondulado a ondulado, cascalhento ou não. Horizonte B latossólico argiloso, vegetação Cerrado campo sujo (Figura 4.1-71). Figura 4.1-71 - a) Perfil de Latossolo Vermelho distrocoeso, A moderado, textura areno-argilosa, relevo suave ondulado. Apresenta fase cascalhenta nos primeiros 15 cm devido à um veio de quartzo. UTM: 669378/8036538. (b) Ambiente de ocorrência dos Latossolos Vermelhos Coordenador: 136/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Os Latossolos Vermelhos são componentes dominantes das unidades LVd1, LVd2, LVd3, LVd4, LVd5, LVdf1, LVdf2, LVdf3, LVdm1, LVdm2, LVdm3, LVdm4, LVdm5 e LVdm6, sendo componentes co-dominantes nas unidades NVe3 e PVd1. Latossolo Vermelho Amarelo (LVA) Esta classe de solos compreende solos minerais, não hidromórficos, com B latossólico imediatamente abaixo de qualquer tipo de horizonte A, dentro de 200 cm da superfície do solo ou dentro de 300 cm, se o horizonte A apresenta mais que 150 cm de espessura. Os Latossolos são visivelmente destituídos de minerais primários ou secundários menos resistentes ao intemperismo, e tem capacidade de troca de cátions da fração argila baixa. Já o Latossolo Vermelho-Amarelo (LVA) corresponde à solos profundos e muito profundos com horizonte B latossólico imediatamente abaixo do horizonte A. Apresentam cores com matiz 5YR ou mais vermelhos e mais amarelos que 2,5YR na maior parte dos primeiros 100 cm do no horizonte B (inclusive BA). São solos em avançado estágio de intemperização, muito evoluídos, como resultado de enérgicas transformações no material constitutivo. De maneira análoga aos Latossolos Vermelhos, esta classe também não apresenta problemas quanto à drenagem, uma vez que o comportamento homogêno dos horizontes ao longo do perfil favorece a infiltração. Em síntese, tais solos possuem boas condições físicas, não apresentando limitações ao manejo, sendo amplamente utilizados para agricultura em todas as regiões do País. A diferença entre o Latossolo Vermelho Amarelo e o Latossolo Vermelho é basicamente a cor, que se diferencia pela quantidade de óxidos de ferro ao longo do perfil. Apesar disso, são bastante semelhantes em termos físico-químicos e o LVA também é utilizado na agricultura, com algumas práticas de manejo, sejam elas mecânicas ou de adubação. Apresentam horizonte A moderado, fase cascalhenta ou não, textura argilo-arenosa, relevo suave ondulado (Figura 4.1-72). Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 137/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Figura 4.1-72 - a) Perfil de Latossolo Vermelho Amarelo, A moderado, textura argilo arenosa, relevo suave ondulado, vegetação Cerrado campo sujo. UTM: 705354/8082252. (b) Ambiente de ocorrência dos Latossolos Vermelho Amarelos Surgem como componentes dominantes nas unidades de mapeamento LVAd1, LVAd2 e LVAd3, sendo componentes de associação nas unidades LVd4, LVd5, LVdm1, LVdm3, LVdm4 e LVdm5. Neossolo Flúvico (RY) São solos minerais que possuem características muito variáveis, dependendo da natureza e da forma de distribuição dos depósitos dos sedimentos originários. Podem apresentar, portanto, perfis profundos ou não, estratificados em algumas camadas ou compostos por somente dois horizontes distintos, não havendo necessariamente relação pedogenética entre si. Outra característica marcante dos Neossolos Flúvicos é a sua variação textural e de carbono em profundidade. Essa estratificação reflete, portanto, a dinâmica de deposições e transportes gravitacionais e aluviais que apresentam espessuras e granulometrias variáveis. A variação textural em profundidade, por sua vez, tem implicação direta sobre o fluxo vertical da água e, consequentemente, sobre o estabelecimento e o comportamento dos sistemas de drenagem que resultam em características estruturais diversas nos solos. Conceitualmente, a ocorrência destes solos está intimamente ligada à condição de proximidade da malha hidrográfica, que promove a deposição de material aluvial nos terraços e nas partes mais baixas da paisagem. O comportamento hídrico dos horizontes é condicionado pela natureza do material depositado, podendo apresentar variação errática ao longo do perfil. Coordenador: 138/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Geralmente, constituem os diques marginais do leito dos rios e os sedimentos depositados nas margens dos cursos d’água (planícies fluviais), além dos transportados da média encosta para o fundo de vale (várzeas). Quase sempre estão cobertos por vegetação florestal (Mata Ciliar), pelo menos quando não estão degradados e/ou ocupados irregularmente, pois, de acordo com a legislação ambiental as faixas marginais constituem as áreas de preservação permanente (APP) e dependendo da largura do leito do rio e da faixa marginal, possuem trechos de solo que não podem ser usados e ocupados. Foram identificados perfis de Neossolos Flúvicos Tb distrófico em alguns pontos nas margens do canal principal do rio Meia Ponte. Em sua maioria, possuem horizonte A fraco a moderado, textura arenosa, relevo plano e vegetação de Mata ciliar (Figura 4.1-73). Em alguns perfis, observou-se o incremento da fração mineral argila nos horizonte subsuperficiais, porém, não caracterizam horizonte B textural. Figura 4.1-73 - a) Perfil de Neossolo Flúvico Tb distrófico, A fraco, textura arenosa, relevo plano, vegetação Mata ciliar. UTM: 7020365/8125385. (b) Ambiente de ocorrência dos Neossolos Flúvicos Tb distróficos Esta classe de solo é bastante restrita na área de estudo, por estar associada somente aos taludes marginais do eixo principal do Meia Ponte. Devido a isso, não ocorre como componente dominante em nenhuma das unidades e surge como associação na unidade GXbd1. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 139/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Neossolo Litólico (RL) São solos minerais não hidromórficos, rasos ou muito rasos, com sequência típica de horizontes A-C ou A sobre rocha. Trata-se, portanto, de solo jovem com franja de intemperismo pouco desenvolvido e evoluído de forma que o contato litólico é abrupto. Possuem textura variável, frequentemente média ou argilosa, e também são heterogêneos quanto às propriedades químicas. Vale ressaltar que as características de estrutura e consistência encontradas usualmente para a classe Neossolo Litólico são estrutura fraca granular muito pequena para o horizonte A e maciça para o horizonte C; consistência úmida friável no horizonte A e muito friável no C. Por apresentarem pouca profundidade e ausência de expressão de processos pedogenéticos, devido a sequencia de horizontes A–C ou A-R, estes solos comumente possuem baixa capacidade de retençâo de água, e apresentam elevada susceptibilidade à erosão quando saturados, podendo em alguns casos ocasionar deslizamento de massa. Esta classe de solo é bastante restrita na Bacia Hidrográfica do Meia Ponte, ocorrendo principalmente sobre as litofácies de quartzitos do grupo Araxá, nas porções de relevo abrupto, com declividades acentuadas. Encontram-se, portanto, nas serras isoladas que se sobressaem na paisagem da área de estudo, como por exemplo, a Serra da Felicidade, Serra do Proteiro e Serra do Paraíso. De maneira geral, na área de estudo, possuem horizonte A fraco, textura argiloarenosa, distróficos ou eutróficos, fase cascalhenta ou não, relevo forte ondulado a montanhoso, vegetação Cerrado (Figura 4.1-74). Figura 4.1-74 - a) Perfil de Neossolo Litólico Tb distrófico, A fraco, textura média, fase cascalhenta, relevo forte ondulado. UTM: 677619/8084782. (b) Visada para a Serra do Potreiro, exemplo de ambiente de ocorrência dos Neossolos Litólicos Coordenador: 140/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Os Neossolos Litólitos ocorrem componentes dominantes nas unidades de mapeamento RLd1, RLd2, RLd3, RLd4 e RLd5 e em associação nas unidades CXbd3, CXbd5, NVe1, NVe2 e PVe2. Nitossolo Vermelho (NV) Caracteriza-se pela presença do horizonte B nítico, que é um horizonte subsuperficial com desenvolvimento estrutural do tipo prismas ou blocos e com superfícies de agregados reluzentes, relacionadas à cerosidade. São solos com matiz 2,5 YR ou mais vermelhos na maior parte dos 100 cm. Possuem textura argilosa ou muito argilosa e podem apresentar saturação por bases baixa ou alta. Quanto ao comportamento hídrico estes solos possuem, de uma forma geral, alta capacidade de retenção de umidade, diante do teor de argila elevado. Entretanto, este fator não representa limitações do ponto de vista agrícola e/ou geotécnico. O conjunto de propriedades físico-quimicas confere a estes solos uma boa qualidade para cultivo. Na área de estudo, estão relacionados à ocorrência de basaltos na região, são solos profundos de fácil manejo e fertéis, por apresentarem alta saturação por bases. Devido a essas características, as áreas com ocorrência de Nitossolos Vermelhos são destinados à produção agrícola, principalmente para a produção de grãos. Este classe de solo concentra-se na porção sul da bacia hidrográfica do Meia Ponte, próximo à cidade de Itumbiara (Figura 4.1-75), a mudança na paisagem em relação ao uso do solo nesta região é marcante, pois, esta região é marcada pela alta produção agrícola. Figura 4.1-75 - a) Perfil de Nitossolo Vermelho eutrófico, A moderado, textura muito argilosa, relevo suave ondulado, vegetação capim gordura. UTM: 690260/7963721. (b) Ambiente de ocorrência dos Nitossolos Vermelhos Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 141/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 São componentes dominantes nas unidades NVe1, NVe2 e NVe3 e não ocorrem como componentes co-dominantes em nenhuma unidade. Plintossolo Háplico (FX) Compreendem solos minerais formados sob condições de restrições à percolação da água, atual ou pretérita, estando sujeito aos efeitos temporários da umidade, de maneira geral imperfeitamente ou mal drenados, que se caracterizam pela plintização. Apresentam horizonte plíntico dentro de 200 cm quando imediatamente abaixo de horizonte A ou E, ou subjacente a horizontes que apresentam coloração pálida ou variegada. Pode-se dizer que a gênese desta classe de solo está diretamente relacionada a alternância de ciclos de secagem e umedecimento, que promove a oxi-redução dos componentes ferruginosos presentes no solo, ocasionando a formação da plintita. Em alguns casos, pode ocorrer a formação de cangas lateritas extensas. Sendo assim estes solos possuem comportamento hidrológico variável sazonalmente, apresentando lençol freático pouco profundo em algumas épocas do ano. Na área de estudo, esta classe de solo foi identificada em apenas um ponto (Figura 4.1-76), no extenso depósito quaternário a noroeste de Goiânia, porém, ocorre próximo aos sopés das encostas, que são influenciadas oscilações dos níveis do lençol freático. Figura 4.1-76 - a) Perfil de Plintossolo Háplico distrófico, A moderado, textura argilosa, relevo suave ondulado. UTM: 689100/8157592. (b) Ambiente de ocorrência dos Plintossolos Háplicos, com detalhe para o depósito quaternário ao fundo Coordenador: 142/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 4.1.6.3.2 - MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Suscetibilidade à Erosão Este item trata da maior ou menor resistência dos solos à ação dos agentes erosivos e pretende estabelecer a hierarquização dos diversos solos encontrados na área de estudo no que se refere a esta característica consultar, também, o Mapa de Susceptibilidade à Erosão (2523-00-EIBH-DE2010). Para tal, esta avaliação foi efetuada com base nas propriedades físicas dos solos, nas condições do relevo regional em que ocorrem, além de outras características como drenagem, fases de rochosidade e pedregosidade, cobertura vegetal e condições climáticas (pluviosidade). Trata-se por fim da relação de tais variáveis com a fragilidade das terras em função das atividades antrópicas como uso e ocupação do solo para fins agropecuários, obras de engenharia, atividades turísticas, dentre outros. Portanto, para a determinação dos graus de susceptibilidade à erosão de cada uma das unidades de mapeamento consideram-se como fatores determinantes na velocidade e atuação dos processos erosivos as seguintes condicionantes descritas: Distribuição das precipitações pluviométricas - a análise das chuvas é importante, pois, são elas as causadoras dos maiores efeitos erosivos sobre as terras; Cobertura vegetal – o tipo de cobertura vegetal determina a maior ou menor proteção contra o impacto e a remoção das partículas de solo pela água; Características do solo – espessura do solum (que compreende os horizontes A e B), transição entre horizontes, gradiente textural, estrutura, pedregosidade, rochosidade, drenagem interna e permeabilidade; Lençol freático - a profundidade do lençol freático no perfil é fator decisivo, por exemplo, para o desenvolvimento de processos de voçorocamento; Topografia – maiores declividades determinam maiores velocidades de escoamento das águas, aumentando sua capacidade erosiva. O comprimento da pendente também configura variável importante para se estimar o período de escoamento. Se os declives são acentuados e extensos, maior será o efeito erosivo; Uso e manejo do solo – a indução ou a redução da erosão depende do tipo de cultura e do manejo dos solos adotados. A adoção de práticas conservacionistas como, cultivos respeitando as curvas de nível, plantio direto e sistemas agroflorestais reduzem consideravelmente os efeitos dos processos erosivos. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 143/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Classes de Suscetibilidade à Erosão Nula – Relevo plano ou quase plano (declive <3%) e boa permeabilidade. Erosão insignificante após 10 a 20 anos de cultivo, controlada com práticas conservacionistas simples. Ligeira – Relevo suave ondulado (declives entre 3 e 8%) e boas propriedades físicas. Após 10 a 20 anos de cultivo pode ocorrer perda de 25% do horizonte superficial que pode ser prevenida com práticas conservacionistas ainda simples. Moderado - Relevo em geral ondulado, ou seja, com declives entre 8 e 20%, que podem variar para mais ou para menos conforme as condições físicas do solo. Necessidade de práticas intensivas de controle à erosão desde o início da utilização. Forte - Relevo em geral forte ondulado, ou seja, com declives entre 20 e 45%, que podem variar conforme as condições físicas do solo. Prevenção à erosão é difícil e dispendiosa, podendo ser antieconômica. Muito Forte - Relevo montanhoso ou escarpado (declive >45%), que podem variar conforme as condições físicas do solo, não sendo recomendável o uso agrícola, com sérios riscos de danos por erosão em poucos anos. No Quadro 4.1-15 estão relacionadas as unidades de mapeamento e a avaliação da susceptibilidade dos solos à erosão na área da Bacia Hidrófica do Meia Ponte. Coordenador: 144/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Quadro 4.1-15 - Avaliação da Suscetibilidade à erosão das Unidades de Mapeamento da Bacia Hidrográfica do Meia Ponte e Área de Ocupação das Unidades Suscetibilidade Área (ha) CXbd1 CAMBISSOLO HÁPLICO álico textura argilosa relevo suave ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO distófico ou álico textura média cascalhenta relevo suave ondulado e ondulado, ambos Tb + LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO distrófico textura argilosa relevo plano e suave ondulado Mo/Fo 34641,5 CXbd2 CAMBISSOLO HÁPLICO álico textura argilosa relevo suave ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO distrófico textura média cascalhenta relevo suave ondulado e ondulado, ambos Tb + LATOSSOLO VERMELHO distrófico textura argilosa relevo plano e suave ondulado Mo/Fo 6397,9 CXbd3 CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média e argilosa relevo suave ondulado e ondulado + ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico não cascalhento e cascalhento e moderadamente pedregoso textura média/argilosa + NEOSSOLOS LITÓLICOS distróficos típicos cascalhentos e pedregosos textura média relevo ondulado e forte ondulado Fo/MF 73392,6 CXbd4 CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média relevo suave ondulado e ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico típico textura média e argilosa relevo suave ondulado + ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico cascalhento e pedregoso textura média/argilosa relevo suave ondulado e ondulado Fo 18108,8 CXbd5 CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média relevo ondulado e forte ondulado + ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico cascalhento e moderadamente pedregoso textura média/argilosa relevo ondulado + NEOSSOLO LITÓLICO distroficos típicos cascalhentos e pedregosos textura média relevo forte ondulado Fo/MF 15667,9 GXbd1 GLEISSOLO HÁPLICO Tb ou Ta eutrófico textura argilosa relevo plano + PLINTOSSOLO HÁPLICO Tb distrófico textura argilosa ou média/argilosa relevo plano e suave ondulado + NEOSSOLO FLÚVICO Tb eutrófico textura média relevo plano Li/Mo 7874,8 LVAd1 LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO textura muito argilosa relevo plano e suave ondulado + PLINTOSSOLO HÁPLICO textura muito argilosa cascalhenta fase pedregosa ou endopedregosa relevo suave ondulado e plano, ambos distróficos A moderado Mo 197,3 LVAd2 LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO distrófico textura argilosa ou muito argilosa relevo plano + LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO petroplintico textura argilosa cascalhenta ou argilosa/muito argilosa cascalhenta relevo plano e suave Li/Mo 1802,1 LVAd3 LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO textura argilosa + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb textura média cascalhenta/argilosa cascalhenta fase endopedregosa ou pedregosa, ambos distróficos A moderado relevo ondulado Fo 149,4 LVd1 LATOSSOLO VERMELHO textura argilosa relevo plano e suave ondulado + LATOSSOLO VERMELHO, ambos distróficos A moderado textura argilosa ou muito argilosa relevo plano e suave ondulado Mo 102817,9 LVd2 LATOSSOLO VERMELHO textura argilosa relevo plano e suave ondulado + ARGISSOLO VERMELHO latossólico ou não latossólico textura média/argilosa ou argilosa relevo suave ondulado, ambos distróficos A moderado Mo/Fo 8974,6 LVd3 LATOSSOLO VERMELHO distrófico textura argilosa relevo plano e suave ondulado + ARGISSOLO VERMELHO-AMARELO distrófico ou eutrófico Tb textura média/argilosa relevo suave ondulado, ambos A moderado Mo/Fo 11079,1 LVd4 LATOSSOLO VERMELHO distrófico textura argilosa relevo plano e suave ondulado + LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO, ambos distróficos A moderado textura argilosa relevo suave ondulado e plano Mo 34087,7 LVd5 LATOSSOLO VERMELHO distrófico textura argilosa relevo plano e suave ondulado + LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO, ambos distróficos textura argilosa relevo suave ondulado e plano + CAMBISSOLO HÁPLICO distrófico ou álico Tb textura argilosa cascalhenta ou média cascalhenta relevo ondulado Mo/Fo 142584,2 LVdf1 LATOSSOLO VERMELHO distrófico férrico A moderado e proeminente textura muito argilosa e argilosa relevo suave ondulado e plano Li/Mo 7206,7 Unidade Descrição das Unidades de Mapeamento Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 145/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Unidade Descrição das Unidades de Mapeamento Suscetibilidade Área (ha) LVdf2 LATOSSOLO VERMELHO distrófico e eutrófico férrico respectivamente A proeminente e chernozênico ambos textura argilosa e muito argilosa relevo plano e suave ondulado + NITOSSOLO HÁPLICO eutrófico férrico latossólico A chernozênico textura argilosa relevo suave ondulado e ondulado Mo 47514,8 LVdf3 LATOSSOLO VERMELHO distrófico férrico textura argilosa relevo plano a suave ondulado + LATOSSOLO VEMELHO distrófico mesoférrico textura argilosa Mo 9440,4 LVdm1 LATOSSOLO VERMELHO distrófico mesoférrico textura argilosa relevo plano e suave ondulado + LATOSSOLO VERMELHO AMARELO distrófico perférrico textura argilosa Li/Mo 22283,3 LVdm2 LATOSSOLOS VERMELHO distrófico mesoférrico textura argilosa relevo plano e suave ondulado + LATOSSOLO VERMELHO distrófico férrico textura argilosa Mo 3144,7 LVdm3 LATOSSOLOS VERMELHO distrófico perférrico textura média relevo plano e suave ondulado + LATOSSOLO VERMELHO AMARELO distrófico perférrico textura média Mo 17330,9 LVdm4 LATOSSOLO VERMELHO distrófico mesoférrico textura argilosa relevo plano e suave ondulado + LATOSSOLO VERMELHO AMARELO distrófico perférrico textura argilosa + ARGISSOLO VERMELHO-AMARELO distrófico textura média/argilosa relevo suave ondulado Mo/Fo 12604,3 LVdm5 VERMELHO distrófico mesoférrico textura argilosa relevo plano e suave ondulado + LATOSSOLO VERMELHO AMARELO distrófico perférrico textura argilosa + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e moderadamente pedregoso textura argilosa e média relevo suave ondulado Mo/Fo 128606,3 LVdm6 LATOSSOLO VERMELHO distrófico mesoférrico textura argilosa relevo plano e suave ondulado + LATOSSOLO VERMELHO AMARELO distrófico perférrico textura argilosa + LATOSSOLO VERMELHO AMARELO distrófico mesofférico com petroplintita textura argilosa Mo 9266,1 NVe1 NITOSSOLO VERMELHO eutrófico férrico A moderado e chernozênico não rochoso e ligeiramente rochoso textura argilosa relevo ondulado e suave ondulado + NEOSSOLOS LITÓLICOS eutrófico típicos textura argilosa relevo ondulado Fo 134745,3 NVe2 NITOSSOLO VERMELHO eutrófico férrico A moderado e chernozênico textura argilosa relevo ondulado + NITOSSOLO VERMELHO eutrófico férrico ligeiramente rochoso textura argilosa + NEOSSOLOS LITÓLICOS eutrófico textura argilosa relevo forte ondulado Fo 15969,8 NVe3 NITOSSOLO VERMELHO eutrófico férrico A moderado e chernozênico textura argilosa relevo ondulado e forte ondulado + NEOSSOLOS LITÓLICOS eutrófico com alta saturação por bases A chernozênico textura argilosa relevo forte ondulado + LATOSSOLO VERMELHO eutrófico férrico textura muita argilosa relevo suave ondulado Fo/MF 3622,6 PVAd1 ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico A proeminente e moderado textura média e média/argilosa relevo suave ondulado e ondulado + ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico cascalhento e moderadamente pedregoso textura média e média/argilosa + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média relevo ondulado Fo 7822,9 PVAd2 ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico não cascalhento e cascalhento e moderadamente pedregoso textura média/argilosa relevo ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média relevo ondulado e forte ondulado + ARGISSOLO VERMELHO eutrófico não cascalhento e cascalhento e moderadamente pedregoso A moderado e chernozênico textura média/argilosa relevo suave ondulado e ondulado Fo 16502,1 PVAe1 ARGISSOLO VERMELHO-AMARELO eutrófico Tb A chernozemico textura média/argilosa relevo ondulado e suave ondulado Mo/Fo 624,0 PVAe2 ARGISSOLO VERMELHO-AMARELO eutrófico A moderado ou A chernozemico textura média/argilosa ou média cascalhenta/argilosa cascalhenta + ARGISSOLO VERMELHOAMARELO DISTROFICO A moderado textura média cascalhenta/argilosa cascalhento Mo/Fo 16502,1 PVd1 ARGISSOLO VERMELHO distrófico latossólico textura média/argilosa relevo ondulado + ARGISSOLO VERMELHO eutrófico não cascalhento e cascalhento e moderadamente pedregoso A moderado e chernozênico textura média/argilosa relevo ondulado e suave ondulado + ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico A proeminente e moderado textura média/argilosa + LATOSSOLO VERMELHO distrófico mesoférrico textura argilosa relevo plano Fo/MF 118208,0 Coordenador: 146/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Suscetibilidade Área (ha) PVe1 ARGISSOLO VERMELHO eutrófico não cascalhento e cascalhento e moderadamente pedregoso A moderado e chernozênico textura média/argilosa relevo ondulado e suave ondulado + ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico cascalhento e moderadamente pedregoso textura média/argilosa + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média relevo ondulado e forte ondulado Fo 135411,7 PVe2 ARGISSOLO VERMELHO eutrófico não cascalhento e cascalhento e moderadamente pedregoso A moderado e chernozênico textura média/argilosa relevo ondulado e suave ondulado + ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico cascalhento e moderadamente pedregoso textura média/argilosa + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura indiscriminada relevo ondulado e forte ondulado + NEOSSOLOS LITÓLICOS Tb distrófico típicos cascalhentos e pedregosos textura indiscriminada relevo forte ondulado MF 31129,6 RLd1 NEOSSOLOS LITÓLICOS Tb distrófico típico com petroplintita textura argilosa relevo suave ondulado. Fo 2207,3 RLd2 NEOSSOLOS LITÓLICOS Tb distrófico típicos cascalhentos e pedregosos textura média relevo forte ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média relevo ondulado e forte ondulado + ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico cascalhento e moderadamente pedregoso textura média/argilosa relevo ondulado. Fo/MF 9648,6 RLd3 NEOSSOLOS LITÓLICOS Tb distróficos típicos cascalhentos e pedregos textura média relevo forte ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média relevo ondulado e forte ondulado + AFLORAMENTOS ROCHOSOS relevo forte ondulado e escarpado MF 5008,8 RLd4 NEOSSOLOS LITÓLICOS Tb distróficos e eutróficos típicos ambos cascalhentos e pedregosos textura média relevo forte ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média relevo ondulado + ARGISSOLO VERMELHO eutrófico não cascalhento e cascalhento e moderadamente pedregoso A moderado e chernozênico textura média/argilosa relevo ondulado Fo/MF 6182,1 RLd5 NEOSSOO LITÓLICOS relevo forte ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb relevo ondulado e forte ondulado, ambos distróficos A moderado textura média cascalhenta fase pedregos Fo 5790,2 Unidade Descrição das Unidades de Mapeamento NOTAS: Graus de suscetibilidade à erosão: Nu - Nula; Li - Ligeira; Mo - Moderada; Fo - Forte; MF - Muito Forte; Em relação à suscetibilidade à erosão, pode-se dizer que boa parte das unidades de mapeamento apresentam grau de suscetibilidade moderada à forte (Figura 4.1-77), além disso, destacam-se solos com forte grau. Esta característica pode ser explicada pela presença da fase cascalhenta e/ou pedregosa e pelo relevo acidentado, que intensificam a sensibilidade dos solos aos processos erosivos. Contudo, não foram encontrados processos erosivos de grande magnitude já instalados na área de estudo. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 147/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Figura 4.1-77 - Porcentagem das áreas de ocorrência de cada grau de suscetibilidade à erosão na Bacia Hidrográfica do Meia Ponte O alto grau de suscetibilidade à erosão foi conferido para as unidades de mapeamento que apresentam declividades consideráveis e/ou as unidades de mapeamento que possuem classes de solo com características morfológicas que contribuem para a formação de processos erosivos. Dentre eles, destacam-se os Neossolos Litólicos, que possuem maior potencial de ocorrência de movimentos de massa, devido à pouca profundidade do perfil, estrutura maciça e contato abrupto solo-rocha, que lhes conferem uma baixa capacidade de armazenamento de água e uma redução da sua resistência ao cisalhamento. Somam-se à isso, a ocorrência de fase pedregosa ou cascalhenta nestas classes de solo, como no caso das unidades RLd2, RLd3 e RLd4. Outras unidades de mapeamento também apresentam elevado grau de suscetibilidade à erosão, como no caso das unidades que possuem o grupamento dos Argissolos como componentes dominantes. Os Argissolos têm como característica principal a presença de um horizonte textural, originado pela translocação de argila do horizonte superficial para um subsuperficial gerando gradiente de textura entre ambos. Este gradiente de textura, em algumas situações, pode provocar uma descontinuidade hidráulica no solo e promover a subida da poro-pressão do mesmo. Quando negativa, a poropressão é chamada sucção, que mantém a coesão aparente do solo. Quando positiva esta pressão provoca o processo inverso, provocando a separação do material e alterando sua coesão. Esta pressão que age nos póros causa variações na tensão efetiva, principal causadora de deformações e variações na resistência ao cisalhamento dos solos (JORGE et al., 1998). Coordenador: 148/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Os solos que apresentam suscetibilidade à erosão com o índice moderado, caracterizam-se por solos profundos, como os Latossolos, por exemplo, em ambientes de relevo suave ondulado e ondulado, que são mais suscetíveis na ocorrência de processos erosivos lentos do tipo voçorocamento e ravinamentos. Estas feições são formadas pela concentração de fluxos hídricos em determinado ponto, promovendo o transporte de material. Diferem quanto ao tamanho e ao processo de origem. De maneira geral, as ravinas são formados pela concentração de fluxo superficial, enquanto que as voçorocas geralmente são formadas por fluxos subsuperficiais (GUERRA, 2007). Podem ser intensificados por eventos de chuvas intensas, ou por manejo inadequado do solo, tanto para uso agrícola, quando para construção de infraestrutura (Figura 4.1-78). Figura 4.1-78 - Processos erosivos gerados em talude de corte de estrada. Processos erosivos de pequenas extensões ocasionadas por obras de drenagem mal elaboradas. UTM: 684172/8009305 Em relação aos solos com ligeira suscetibilidade como as unidades LVAd2, LVdf1 e LVdm1, apesar das classes de solo que compõem estas unidades serem considerados solos profundos, estas unidades ocorrem em ambiente com relevo predominantemente plano e suave ondulado, sem a presença de horizontes com fase cascalhenta, atribuindo assim baixo grau de suscetibilidade. A unidade GXbd1, também ocorre sobre ambiente plano e suave ondulado e localiza-se nas margens do rio Meia Ponte, estes solos caracterizam-se pela ocorrência de processos erosivos de solapamento da base dos taludes marginas (Figura 4.1-79). Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 149/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Figura 4.1-79 - Exemplo de erosão por solapamento da base dos taludes marginais do córrego Cachoeira. UTM: 667274/8123397 Outros processos erosivos que ocorrem na região estão associados à rede de drenagem, que além de solapar a base dos taludes marginais promovem incisões na superfície formando novos eixos de canais de drenagem (Figura 4.1-80). O estágio avançado em que se encontram os processos erosivos próximos aos drenos, podem ter sido agravados diante do manejo inadequado dos solos das margens ocasionando solapamento em alguns pontos da calha, e consequentemente, assoreamento do leito do rio. Figura 4.1-80 - Erosão associada à rede drenagem e manejo inadequado do solo. Na imagem também é possível observar a presença de processos erosivos de solapamento da base de taludes marginais. UTM: 680536/8144218 Coordenador: 150/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Abaixo segue a lista das coordenadas UTM dos processos erosivos identificados a partir de imagem de satélite. Quadro 4.1-16 - Lista dos processos erosivos identificados a partir de imagem de satélite Número Coordenada X Coordenada Y 1 690532 8146587 2 690330 8146255 3 690267 8147083 4 679443 8140447 5 683844 8139555 6 682799 8139816 7 687177 8141076 8 682589 8142104 9 680548 8144296 10 678472 8144700 11 679106 8144184 12 682433 8145068 13 684156 8147401 14 677544 8138106 15 678256 8136717 Apesar dos atributos apresentados para a suscetibilidade à erosão dos solos na Bacia Hidrográfica do Meia Ponte, não foram identificados processos erosivos de grandes extensões na área de estudo. Apesar disso, com o intuito de mitigar os impactos que possam acontecer, deve-se ter atenção aos processos erosivos já existentes e os que possam vir a ser instalados durante a operação das AHEs. 4.1.6.3.3 - Aptidão Agrícola A aptidão agrícola das terras consiste em classificar as terras em grupos, baseados na interpretação dos dados fornecidos pelo levantamento pedológico e considerando práticas agrícolas em três níveis de manejo tecnológico: baixo, médio e alto. Essa interpretação é realizada visando um planejamento agrícola, através da avaliação das condições de cada unidade de mapeamento, não só para lavouras como também para pastagens, silvicultura e áreas destinadas à preservação da flora e da fauna. Tal mapeamento está apresentado no 2523-00EIBH-MP-2009 - Mapa de Aptidão Agrícola. A metodologia de avaliação baseou-se em Ramalho FILHO & BEEK (1995). Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 151/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 A metodologia em questão procura atender a uma relação custo/benefício favorável. Procura-se atentar para a realidade que represente a média das possibilidades dos agricultores numa tendência econômica de longo prazo, sem perder de vista o nível tecnológico a ser adotado. De acordo com os níveis de manejo obtêm-se a aptidão em função do grau limitativo mais forte, referente a qualquer um dos fatores que influenciam a sua utilização agrícola: deficiência de fertilidade, deficiência de água, excesso de água, susceptibilidade à erosão e impedimentos à mecanização. Os níveis tecnológicos de manejo considerados têm como ponto de vista as práticas agrícolas que abrangem a maioria dos agricultores num contexto específico, técnico, social e econômico. A avaliação visa, portanto, diagnosticar o comportamento das terras em diferentes níveis tecnológicos. Sua indicação é expressa através das letras A, B e C, as quais podem aparecer na simbologia da classificação escritas de diferentes formas. O Quadro 4.1-17 resume então a simbologia correspondente às classes de aptidão agrícola das terras avaliadas. O nível de manejo A é baseado em práticas agrícolas que refletem um baixo nível tecnológico. Praticamente não há grande aplicação de capital para manejo. As práticas agrícolas dependem do trabalho braçal, podendo ser utilizada alguma tração animal, com implementos agrícolas simples que condicionam melhorias à conservação das terras e das lavouras. No nível de manejo B, as práticas de manejo estão condicionadas a um nível tecnológico intermediário, com alguma aplicação de capital. As práticas de manejo neste nível incluem calagem e adubação, mecanização com base na tração animal ou na tração motorizada, principalmente para o preparo inicial do solo. As práticas agrícolas no nível de manejo C estão condicionadas a um alto nível de aporte tecnológico. Caracteriza-se pela aplicação intensiva de capital. As práticas de manejo são conduzidas com auxílio de maquinaria agrícola e atividades operacionais capazes de elevar a capacidade produtiva. Incluem-se, nas práticas de manejo, trabalhos intensivos de drenagem, medidas de controle de erosão, tratos fitossanitários, rotação de culturas com plantio de sementes melhoradas, calagem e fertilizantes em nível econômico indicado através de pesquisa e mecanização. Foram admitidos 6 grupos de aptidão para avaliar as condições agrícolas de cada classe de solo, não só para lavouras, como para pastagem plantada, pastagem natural e silvicultura, devendo as áreas inaptas serem indicadas para preservação da flora e da fauna, ou outra atividade não ligada a agricultura. Em outras palavras, as terras consideradas inaptas para lavoura são analisadas de acordo com os fatores básicos limitantes e classificadas segundo sua aptidão para usos menos intensos. Coordenador: 152/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Sendo assim, os grupos 1, 2 e 3 identificam terras cujo tipo de utilização é a lavoura. O grupo 4 é constituído de terras em que o tipo de utilização de maior intensidade é a pastagem plantada, enquanto o grupo 5 engloba subgrupos que identificam terras nas quais os tipos mais aptos são silvicultura e/ou pastagem natural. O grupo 6 refere-se às terras impróprias para quaisquer tipos de utilização mencionada, sendo geralmente utilizadas apenas para preservação da flora e da fauna. Quadro 4.1-17 - Simbologia correspondente a Aptidão Agrícola das Terras Tipos de utilização (grupos) Classe de aptidão agrícola Boa Lavouras (1,2,3) Nível de manejo A B C A B C Pastagem plantada (4) Silvicultura (5) Pastagem natural (5) Inaptas (6) Nível de manejo B Nível de manejo B Nível de manejo A - P S N - Regular a b c p s n - Restrita (a) (b) (c) (p) (s) (n) - - - - - - - - Inapta Símbolos Adicionais 5s Linha contínua sob o símbolo indica associação de terras, em que o 2º componente tem aptidão melhor que o 1º componente. 3(bc) Linha tracejada sob o símbolo indica associação de terras, em que o 2º componente tem aptidão pior que o 1º componente. FONTE: Ramalho Filho & Beek, 1995. Conforme o quadro acima observa-se que as classes de aptidão agrícola das terras para um determinado tipo de utilização são definidas como Boa, Regular, Restrita e Inapta. As letras que expressam a aptidão das terras (A, B, C, P, S, N) podem ser maiúsculas, minúsculas ou minúsculas entre parênteses, conforme a classe de aptidão seja, respectivamente, Boa, Regular ou Restrita. A classe Inapta não é representada por símbolos. Sua interpretação é feita pela ausência das letras no tipo de utilização. Abaixo são descritas as classes de aptidão: Classe Boa Terra sem limitações significativas para a produção sustentada de um determinado tipo de uso, observando condições do manejo considerado. Há um mínimo de restrições que não reduz a produtividade ou benefícios e não aumenta os insumos acima de um nível aceitável. Classe Regular Terras que apresentam limitações moderadas para a produção sustentada de um determinado tipo de utilização, observando as condições de manejo considerado. As limitações podem reduzir a produtividade ou os benefícios. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 153/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Classe Restrita Terras que apresentam limitações para a produção sustentada de um determinado tipo de uso, observando as condições do manejo considerado. Essas limitações reduzem a produtividade ou os benefícios. Classe Inapta Terras que apresentam condições que dificultam e/ou impossibilitam a produção, observando as condições do manejo considerado, e que, portanto, sugere-se que sejam destinadas à preservação. Outro aspecto importante para a análise das condições agrícolas das terras é a utilização hipotética de um solo referência, ou seja, um solo que não apresente problemas de fertilidade, deficiência de água e oxigênio, que não seja susceptível à erosão e nem ofereça impedimentos à mecanização. Como, normalmente, as condições das terras fogem a um ou vários desses aspectos, estabeleceram-se diferentes graus de limitação em relação ao solo de referência para indicar a intensidade dessa variação. Os cinco fatores tomados tradicionalmente para avaliar as condições agrícolas das terras são aqui considerados: deficiência de fertilidade, deficiência de água, excesso de água ou deficiência de oxigênio, suscetibilidade à erosão e impedimentos à mecanização. Deficiência de Fertilidade A fertilidade está na dependência, principalmente, da disponibilidade de macro e micronutrientes, incluindo também a presença ou ausência de certas substâncias tóxicas, solúveis, como alumínio e manganês, que diminuem a disponibilidade de alguns minerais importantes para as plantas, bem como a presença ou ausência de sais solúveis, especialmente sódio. Deficiência da Água É definida pela quantidade de água armazenada no solo, possível de ser aproveitada pelas plantas e que depende de condições climáticas (especialmente precipitação e evapotranspiração) e edáficas (capacidade de retenção de água). Por sua vez, a capacidade de armazenamento de água disponível é decorrente de características inerentes ao solo, como textura, tipo de argila, teor de matéria orgânica, quantidade de sais e profundidade efetiva. Além dos fatores mencionados, a duração do período de estiagem, distribuição anual da precipitação, características da cobertura vegetal e comportamento das culturas são também utilizados para determinar os graus de limitação por deficiência de água. Coordenador: 154/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Excesso de Água ou Deficiência de Oxigênio Normalmente, relaciona-se com a classe de drenagem natural do solo que, por sua vez, é resultante da interação de vários fatores (precipitação, evapotranspiração, relevo local e propriedades do solo). Estão incluídos na análise desse aspecto os riscos, frequência e duração das inundações a que pode estar sujeita a área. Susceptibilidade à Erosão Diz respeito ao desgaste que a superfície do solo poderá sofrer quando submetida a qualquer uso, sem utilização de práticas conservacionistas. Esta classificação depende das condições climáticas (especialmente do regime pluviométrico), das características do solo, do relevo (declividade, extensão da pendente) e da cobertura vegetal. Impedimentos à Mecanização Este fator é relevante no nível de manejo C, ou seja, o tecnologicamente mais avançado, no qual está previsto o uso de máquinas e implementos agrícolas nas diversas fases da operação agrícola. Além das características inerentes ao solo implícitas nesses cinco fatores, tais como textura, estrutura, profundidade efetiva, capacidade de permuta de cátions, saturação de bases, teor de matéria orgânica e pH, outros fatores ecológicos (temperatura, umidade, pluviosidade, luminosidade, topografia e cobertura vegetal) são considerados na avaliação da aptidão agrícola. Em fase posterior devem ser considerados fatores socioeconômicos e culturais numa análise de adequação do uso e ocupação do solo. De modo geral, a avaliação das condições agrícolas das terras é efetuada em relação a vários fatores, muito embora alguns deles atuem de forma mais determinante, como a declividade, pedregosidade ou profundidade que, por si só, já restringem certos tipos de utilização, mesmo com aporte tecnológico significativo. O Quadro 4.1-18 apresenta os resultados da avaliação da Aptidão Agrícola das unidades de mapeamento de solos levantadas na área da bacia hidrográfica do Meia Ponte e que levou às classes utilizadas e apresentadas no 2523-00-EIBH-MP-2009 - Mapa de Aptidão Agrícola. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 155/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Quadro 4.1-18 - Avaliação da Aptidão Agrícola das Unidades de Mapeamento da bacia hidrográfica do Meia Ponte Unidade Aptidão Agrícola Descrição das Unidades de Mapeamento CXbd1 CAMBISSOLO HÁPLICO álico textura argilosa relevo suave ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO distófico ou álico textura média cascalhenta relevo suave ondulado e ondulado, ambos Tb + LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO distrófico textura argilosa relevo plano e suave ondulado 4(p)+ CXbd2 CAMBISSOLO HÁPLICO álico textura argilosa relevo suave ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO distrófico textura média cascalhenta relevo suave ondulado e ondulado, ambos Tb + LATOSSOLO VERMELHO distrófico textura argilosa relevo plano e suave ondulado 4(p)+ CXbd3 CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média e argilosa relevo suave ondulado e ondulado + ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico não cascalhento e cascalhento e moderadamente pedregoso textura média/argilosa + NEOSSOLOS LITÓLICOS distróficos típicos cascalhentos e pedregosos textura média relevo ondulado e forte ondulado 3(bc)- CXbd4 CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média relevo suave ondulado e ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico típico textura média e argilosa relevo suave ondulado + ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico cascalhento e pedregoso textura média/argilosa relevo suave ondulado e ondulado 3(bc)- CXbd5 CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média relevo ondulado e forte ondulado + ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico cascalhento e moderadamente pedregoso textura média/argilosa relevo ondulado + NEOSSOLO LITÓLICO distroficos típicos cascalhentos e pedregosos textura média relevo forte ondulado 4p GXbd1 GLEISSOLO HÁPLICO Tb ou Ta eutrófico textura argilosa relevo plano + PLINTOSSOLO HÁPLICO Tb distrófico textura argilosa ou média/argilosa relevo plano e suave ondulado + NEOSSOLO FLÚVICO Tb eutrófico textura média relevo plano 6 LVAd1 LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO textura muito argilosa relevo plano e suave ondulado + PLINTOSSOLO HÁPLICO textura muito argilosa cascalhenta fase pedregosa ou endopedregosa relevo suave ondulado e plano, ambos distróficos A moderado LVAd2 LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO distrófico textura argilosa ou muito argilosa relevo plano + LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO petroplintico textura argilosa cascalhenta ou argilosa/muito argilosa cascalhenta relevo plano e suave LVAd3 LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO textura argilosa + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb textura média cascalhenta/argilosa cascalhenta fase endopedregosa ou pedregosa, ambos distróficos A moderado relevo ondulado 3(b)c LVd1 LATOSSOLO VERMELHO textura argilosa relevo plano e suave ondulado + LATOSSOLO VERMELHO, ambos distróficos A moderado textura argilosa ou muito argilosa relevo plano e suave ondulado 2(b)c LVd2 LATOSSOLO VERMELHO textura argilosa relevo plano e suave ondulado + ARGISSOLO VERMELHO latossólico ou não latossólico textura média/argilosa ou argilosa relevo suave ondulado, ambos distróficos A moderado 2(b)c+ LVd3 LATOSSOLO VERMELHO distrófico textura argilosa relevo plano e suave ondulado + ARGISSOLO VERMELHO-AMARELO distrófico ou eutrófico Tb textura média/argilosa relevo suave ondulado, ambos A moderado 2(b)c+ LVd4 LATOSSOLO VERMELHO distrófico textura argilosa relevo plano e suave ondulado + LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO, ambos distróficos A moderado textura argilosa relevo suave ondulado e plano 2(b)c LVd5 LATOSSOLO VERMELHO distrófico textura argilosa relevo plano e suave ondulado + LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO, ambos distróficos textura argilosa relevo suave ondulado e plano + CAMBISSOLO HÁPLICO distrófico ou álico Tb textura argilosa cascalhenta ou média cascalhenta relevo ondulado e 2(b)c- LVdf1 LATOSSOLO VERMELHO distrófico férrico A moderado e proeminente textura muito argilosa e argilosa relevo suave ondulado e plano 2(b)c LVdf2 LATOSSOLO VERMELHO distrófico e eutrófico férrico respectivamente A proeminente e chernozênico ambos textura argilosa e muito argilosa relevo plano e suave ondulado + NITOSSOLO HÁPLICO eutrófico férrico latossólico A chernozênico textura argilosa relevo suave ondulado e ondulado 2(a)bc+ LVdf3 LATOSSOLO VERMELHO distrófico férrico textura argilosa relevo plano a suave ondulado + LATOSSOLO VEMELHO distrófico mesoférrico textura argilosa 2(b)c LVdm1 LATOSSOLO VERMELHO distrófico mesoférrico textura argilosa relevo plano e suave ondulado + LATOSSOLO VERMELHO AMARELO distrófico perférrico textura argilosa 2(b)c Coordenador: 156/313 2(a)bc 2bc Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Unidade MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Aptidão Agrícola Descrição das Unidades de Mapeamento LVdm2 LATOSSOLOS VERMELHO distrófico mesoférrico textura argilosa relevo plano e suave ondulado + LATOSSOLO VERMELHO distrófico férrico textura argilosa 2(b)c LVdm3 LATOSSOLOS VERMELHO distrófico perférrico textura média relevo plano e suave ondulado + LATOSSOLO VERMELHO AMARELO distrófico perférrico textura média 2(b)c LVdm4 LATOSSOLO VERMELHO distrófico mesoférrico textura argilosa relevo plano e suave ondulado + LATOSSOLO VERMELHO AMARELO distrófico perférrico textura argilosa + ARGISSOLO VERMELHOAMARELO distrófico textura média/argilosa relevo suave ondulado 2(b)c LVdm5 VERMELHO distrófico mesoférrico textura argilosa relevo plano e suave ondulado + LATOSSOLO VERMELHO AMARELO distrófico perférrico textura argilosa + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e moderadamente pedregoso textura argilosa e média relevo suave ondulado 2(b)c LVdm6 LATOSSOLO VERMELHO distrófico mesoférrico textura argilosa relevo plano e suave ondulado + LATOSSOLO VERMELHO AMARELO distrófico perférrico textura argilosa + LATOSSOLO VERMELHO AMARELO distrófico mesofférico com petroplintita textura argilosa 2(b)c NVe1 NITOSSOLO VERMELHO eutrófico férrico A moderado e chernozênico não rochoso e ligeiramente rochoso textura argilosa relevo ondulado e suave ondulado + NEOSSOLOS LITÓLICOS eutrófico típicos textura argilosa relevo ondulado 2(b)c NVe2 NITOSSOLO VERMELHO eutrófico férrico A moderado e chernozênico textura argilosa relevo ondulado + NITOSSOLO VERMELHO eutrófico férrico ligeiramente rochoso textura argilosa + NEOSSOLOS LITÓLICOS eutrófico textura argilosa relevo forte ondulado 2ab(c) NVe3 NITOSSOLO VERMELHO eutrófico férrico A moderado e chernozênico textura argilosa relevo ondulado e forte ondulado + NEOSSOLOS LITÓLICOS eutrófico com alta saturação por bases A chernozênico textura argilosa relevo forte ondulado + LATOSSOLO VERMELHO eutrófico férrico textura muita argilosa relevo suave ondulado 2ab(c) PVAd1 ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico A proeminente e moderado textura média e média/argilosa relevo suave ondulado e ondulado + ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico cascalhento e moderadamente pedregoso textura média e média/argilosa + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média relevo ondulado 2(b)c- PVAd2 ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico não cascalhento e cascalhento e moderadamente pedregoso textura média/argilosa relevo ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média relevo ondulado e forte ondulado + ARGISSOLO VERMELHO eutrófico não cascalhento e cascalhento e moderadamente pedregoso A moderado e chernozênico textura média/argilosa relevo suave ondulado e ondulado 2(b)c- PVAe1 ARGISSOLO VERMELHO-AMARELO eutrófico Tb A chernozemico textura média/argilosa relevo ondulado e suave ondulado 2(b)c- PVAe2 ARGISSOLO VERMELHO-AMARELO eutrófico A moderado ou A chernozemico textura média/argilosa ou média cascalhenta/argilosa cascalhenta + ARGISSOLO VERMELHO-AMARELO DISTROFICO A moderado textura média cascalhenta/argilosa cascalhento 2(b)c- PVd1 ARGISSOLO VERMELHO distrófico latossólico textura média/argilosa relevo ondulado + ARGISSOLO VERMELHO eutrófico não cascalhento e cascalhento e moderadamente pedregoso A moderado e chernozênico textura média/argilosa relevo ondulado e suave ondulado + ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico A proeminente e moderado textura média/argilosa + LATOSSOLO VERMELHO distrófico mesoférrico textura argilosa relevo plano. 2(b)c- PVe1 ARGISSOLO VERMELHO eutrófico não cascalhento e cascalhento e moderadamente pedregoso A moderado e chernozênico textura média/argilosa relevo ondulado e suave ondulado + ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico cascalhento e moderadamente pedregoso textura média/argilosa + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média relevo ondulado e forte ondulado 2ab(c) PVe2 ARGISSOLO VERMELHO eutrófico não cascalhento e cascalhento e moderadamente pedregoso A moderado e chernozênico textura média/argilosa relevo ondulado e suave ondulado + ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico cascalhento e moderadamente pedregoso textura média/argilosa + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura indiscriminada relevo ondulado e forte ondulado + NEOSSOLOS LITÓLICOS Tb distrófico típicos cascalhentos e pedregosos textura indiscriminada relevo forte ondulado 2ab(c) Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 157/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Unidade Descrição das Unidades de Mapeamento Aptidão Agrícola RLd1 NEOSSOLOS LITÓLICOS Tb distrófico típico com petroplintita textura argilosa relevo suave ondulado. 6 RLd2 NEOSSOLOS LITÓLICOS Tb distrófico típicos cascalhentos e pedregosos textura média relevo forte ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média relevo ondulado e forte ondulado + ARGISSOLO VERMELHO AMARELO distrófico cascalhento e moderadamente pedregoso textura média/argilosa relevo ondulado. 6 RLd3 NEOSSOLOS LITÓLICOS Tb distróficos típicos cascalhentos e pedregos textura média relevo forte ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média relevo ondulado e forte ondulado + AFLORAMENTOS ROCHOSOS relevo forte ondulado e escarpado 6 RLd4 NEOSSOLOS LITÓLICOS Tb distróficos e eutróficos típicos ambos cascalhentos e pedregosos textura média relevo forte ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb distrófico léptico cascalhento e pedregoso textura média relevo ondulado + ARGISSOLO VERMELHO eutrófico não cascalhento e cascalhento e moderadamente pedregoso A moderado e chernozênico textura média/argilosa relevo ondulado 6 RLd5 NEOSSOO LITÓLICOS relevo forte ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb relevo ondulado e forte ondulado, ambos distróficos A moderado textura média cascalhenta fase pedregosa 6 Boa parte das unidades de mapeamento apresentam aptidão agrícola terras com aptidão regular para lavoura no nível C, e restrita para o nível B. As unidades com o Neossolo Litólico possuem aptidão agrícola destinada à preservação pelo fato desta classe de solo ser tipicamente pouco profundo, dificultando o crescimento e estabelecimento das raízes, além disso, apresentam relevo acidentado que além de dificultar o uso de máquinas agrícolas, apresentam alta suscetibilidade à erosão. A unidade GXbd1, também recebeu aptidão 6 (terras destinadas à preservação) pelo fato de constituírem as margens de rio sendo consideradas, portanto, como áreas de proteção permanente (APP). O Mapa 2523-00-EIBH-MP-2009 – Mapa de Aptidão Agrícola apresenta as unidades de mapeamento. 4.1.6.4 - Recomendações Diante do exposto, não há nenhuma característica latente à construção dos AHEs e dos futuros aproveitamentos da área de estudo, porém, programas de monitoramento devem ser estabelecidos durante a instalação e operação dos AHEs com o intuito de controlar os processos erosivos existentes na área de estudo, bem como, os que possam ser desencadeados com a implementação do empreendimento. As sensibilidades pedológicas da bacia hidrográfica do Meia Ponte para o empreendimento estão diretamente relacionadas à subida do nível d’água no solo pelo enchimento dos reservatórios e o desencadeamento de processos erosivos. Estas alterações do nível do lençol freático, principalmente naqueles que se encontrarão nos taludes marginais, podem promover alterações físicas, como mudanças na coesão dos agregados do solo e elevação da poropressão. Coordenador: 158/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte A deflagração de processos erosivos nestas áreas pode promover o carreamento de sedimentos para a área dos reservatórios. Este mecanismo culminará no entulhamento de sedimentos nos mesmos, o que aumentará a turbidez da água. As unidades pedológicas que apresentam altos índices de suscetibilidade à erosão, são as mais propícias à deflagração de movimentos de massa e processos erosivos, destacando-se as unidades que encontram-se na AHE Entre Pontes, AHE Mota Jusante, AHE Aloândia, AHE Volta Grande e AHE Chapéu. 4.1.7 - Espeleologia Considerando-se a importância dos sistemas cársticos e das cavernas para a biodiversidade e para os estudos ambientais, foi realizado o estudo do patrimônio espeleológico dentro da Bacia do Rio Meia Ponte. Constatou-se que na área de estudo não existe nenhuma área cárstica reconhecida, portanto para caracterização espeleológica foram utilizados dados secundários, conforme sugerido no Termo de Referência elaborado pela SEMARH do Estado de Goiás para o Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas– EIBH. 4.1.7.1 - Objetivo O presente estudo objetiva apresentar os dados espeleológicos da Bacia do Rio Meia Ponte, atendendo ao Termo de Referência estabelecido pela SEMARH, em paralelo às orientações básicas para realização de estudos espeleológicos elaborado pelo Centro Nacional de Estudo, Proteção e Manejo de Cavernas CECAV do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBIO de acordo com o decreto federal 6.640/2008 e à instrução normativa MMA 002/2009. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 159/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 4.1.7.2 - Métodos Para a caracterização espeleológica da área foram utilizados dados secundários publicados, tais como: Núcleo de geoprocessamento do CECAV/ICMBio; CANIE (Cadastro de cavernas georreferenciado) do CECAV/ICMBio; CNC (Cadastro Nacional de Cavernas) da SBE; CODEX (Cadastro de Cavernas) da Redespeleo Brasil; CPRM – Mapa geológico do estado de Goiás, 2008. Para realizar o mapeamento do potencial de ocorrência de cavernas na Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte foram cruzadas as informações do banco de dados georreferenciado do CECAV/ICMBio – Potencial para ocorrência de cavernas e Províncias Espeleológicas (2012) com as litologias mapeadas pelo CPRM (2008), as imagens orbitais SRTM e LANDSAT (ETM-7) e os aspectos do relevo obtidos a partir do projeto RADAMBRASIL v.31 (1983). Estes dados foram cruzados através de diversos planos vetoriais em ambiente SIG, para que fosse possível estabelecer uma avaliação do potencial espeleológico na área de estudo, integrando em uma mesma análise as características geológicas da região com as unidades de relevo locais. Com relação ao relevo, foram buscadas nos mapeamentos feições que pudessem indicar a existência de cavidades, a exemplo de afloramentos rochosos (que concentram blocos tombados em suas bases, podendo existir cavernas por empilhamento), depressões fechadas (típicas da formação de dolinas), morros residuais (testemunhos), além de aspectos anômalos da rede de drenagem, como sumidouros. Em relação à geologia, a abordagem utilizada no presente diagnóstico fundamentou-se na concepção desenvolvida por JANSEN (2011), que atribui uma estimativa de potencial espeleógico à litologia. Dessa predominantemente forma, datam as do litologias Eon relativas Proterozóico, ao embasamento foram designadas cristalino, como de que baixa potencialidade. A inexistência de formações sedimentares, sobretudo carbonáticas, na bacia do Rio Meia Ponte eliminou a ocorrência das classes com médio e alto potencial. Por fim, os depósitos cenozóicos inconsolidados foram definidos como de improvável ocorrência de cavidades. A Tabela a seguir resumi as classificações de potencialidades com relação à litologias: Coordenador: 160/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Potencialidade MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Litologia associada Muito Alta Calcário, Dolomito, Evaporito, Formação ferrífera bandada, Itabirito e Jaspilito. Alta Calcrete, Carbonatito, Mármore, Metacalcário e Marga. Média Arenito, Conglomerado, Filito, Folhelho, Fosforito, Grauvaca, Metaconglomerado, Metapelito, Metassiltito, Micaxisto, Milonito, Quartzito, Pelito, Riolito, Ritmito, Rocha calci-silicática, Siltito e Xisto. Baixa Demais litotipos (Anortosito, Arcâseo, Augengnaisse, Basalto, Charnockito, Diabasio, Diamictito, Enderbito, Gabro, Gnaisse, Granito, Granitóide, Granodiorito, Hornfels, Kinzigito, Komatito, Laterita, Metachert, Migmatito, Monzogranito, Oliva gabro, Ortoanfibolito, Sienito, Sienogranito, Tonalito, Trondhjemito, entre outros) Improvável Aluvião, Areia, Argila, Cascalho, Lamito, Linhito, Demais sedimentos, Turfa e Tufo. 4.1.7.3 - Resultados Sabe-se que algumas rochas são mais suscetíveis à carstificação ou à dissolução da rocha do que outras. Por exemplo, temos aquelas rochas classificadas como sendo do grupo dos carbonatos, tendo alto teor de dissolução. As litologias existentes na Bacia do Meia Ponte podem ser resumidas a basaltos, granitóides, rochas máficas, meta-sedimentares, ortognaisses e paragnaisses, que são marcados por intenso metamorfismo e deformação. O mapa de potencial para ocorrência de cavidades na área em estudo pode ser visualizado na Figura 4.1-81. Os basaltos e os granitos-gnaisses são rochas com pouca probabilidade de carstificação. Só existe uma caverna cadastrada no Brasil no basalto, sendo esta no Paraná, nas áreas dos extensos derrames basálticos que recobrem boa parte do sul do Brasil. No granito-gnaisse não existe nenhuma ocorrência cadastrada ou publicada, reafirmando o baixo potencial de carstificação dessas rochas. A Unidade B do Grupo Araxá, descrita na literatura, pode conter rochas de pequeno teor calci, como as calci-clorita-biotita, que são rochas classificadas como calci-silicáticas. Apesar de essas ocorrências serem esparsas e não mapeadas em detalhe, essa característica confere um médio potencial para ocorrência de cavernas na unidade geológica em questão. Em áreas de litologia quartzítica, com foliação xistosa, o processo de formação das cavernas se dá pela ação de percolação/infiltração das águas pluviais ou pela ação das águas fluviais e de afloramento do lençol freático, moldando formas nos substratos rochosos. Apesar de não terem sido identificadas nem relatas durante a campanha de campo realizada em abril de 2012, não se pode descarta a possibilidade de ocorrência de cavidades naturais nos quartzitos (Grupo Araxá) dentro da Bacia do Meia Ponte, sobretudo nos sopés das serranias quartzíticas. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 161/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Figura 4.1-81 - Potencial para ocorrência de cavidades na Bacia do Meia Ponte. A partir do mapa de potencialidade para ocorrência de cavernas do estado de Goiás, disponibilizado pelo CECAV/ICMBio, constata-se que não existe nenhuma área da Bacia do Rio Meia Ponte com potencialidade Alto ou Muito Alto. Percebe-se que a Bacia do Rio Meia Ponte tem potencial baixo e médio para a ocorrência de cavernas. Essas duas classificações correspondem ao baixo potencial das rochas basálticas e granitos-gnaisses, que predominam a porção sul da bacia, e ao médio potencial da Unidade B do Grupo Araxá e litologias em menor escala, que predominam na porção norte da bacia. Outro cruzamento de dados que é feito para a caracterização espeleológica é verificar se área pertence a alguma região espeleológica. O mapa das regiões cársticas utilizado, disponibilizado também pelo Núcleo de geoprocessamento do CECAV/ICMBio, foi organizado com base nas informações constantes no livro “As Grandes Cavernas do Brasil (AULER et al., 2001), nos dados do Mapa Geológico do Brasil (CPRM, 2003) e em dados de litoestratigrafia do Geobank (banco de dados relacional Oracle da CPRM) e na base de dados do CECAV/ICMBio. Coordenador: 162/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Quando cruzamos a localização das regiões cársticas com a localização da Bacia do Rio Meia Ponte (Figura 4.1-82) constata-se que a área em estudo não corresponde á nenhuma delas já pré-estabelecida. Esse dado condiz com o baixo potencial espeleológico da área já demonstrado, que classifica a área em baixo e médio potencial. Figura 4.1-82 - Bacia do Meia Ponte no contexto das Regiões Cársticas. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 163/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Para completar a caracterização espeleológica da bacia, foram consultados os seguintes cadastros nacionais de cavernas: CANIE (Cadastro de cavernas georreferenciado) do CECAV/ICMBio; CNC (Cadastro Nacional de Cavernas) da SBE; CODEX (Cadastro de Cavernas) da Redespeleo Brasil; O cadastro mais completo desses é o CANIE, pois utiliza os dados dos outros dois cadastros das entidades, somado dos dados de consultoria que chegam ao órgão. Foi constatado que não existe nenhuma caverna cadastrada na Bacia do Rio Meia Ponte, conforme é apresentado na Figura 4.1-83. Figura 4.1-83 - Cavidades naturais subterrâneas cadastradas no Estado de Goiás. Coordenador: 164/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 4.1.7.4 - MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Recomendações A consulta aos dados secundários forneceu a informação da não existência de cavidades naturais na região de estudo, corroborando com a informação de baixo e médio potencial da Bacia do Meia Ponte. Ainda assim, apesar deste fato, não se pode eliminar de todo a possibilidade de ocorrência de cavidades naturais na Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte, até porque as mesmas podem originar-se pelo tombamento de grandes blocos em regiões de rochas fraturadas, por exemplo. Neste caso sua detecção somente se faz possível através de caminhamento espeleológico de detalhe, os quais irão ocorrer à época dos licenciamentos individuais de cada PCH. Desta forma, havendo a existência de cavidades naturais ou mesmo de natureza espeleológica na área de influência dos aproveitamentos hidrelétricos, conforme ditames para prospecção espeleológica exocárstica emitido pelo CECAV/ICMBio, deverão ser tomadas as providências cabíveis para o atendimento legal com vistas à proteção do patrimônio espeleológico e natural da região sob influência das PCHs 4.1.8 - Recursos Hídricos A bacia hidrográfica do rio Meia Ponte está localizada na porção sudeste do estado de Goiás, na região central do Brasil. A área de drenagem dessa bacia é de 12.180 Km², desde suas nascentes localizadas no município de Itauçu, até seu deságue no município de Cachoeira Dourada. O principal rio da bacia é o rio Meia Ponte, que nasce na Serra dos Brandões e percorre 415 km até desaguar no rio Paranaíba no município de Cachoeira Dourada. A bacia do rio Meia Ponte é uma sub-bacia do rio Paranaíba, e está inserida dentro da Região Hidrográfica do Paraná. Compreende 38 municípios onde habitam 2,5 milhões de goianos, portanto, mais de 40% da população do Estado (Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte, 2003). O Rio Meia Ponte se constitui em um importante recurso natural do estado de Goiás, mas a qualidade de suas águas vem sendo comprometidas pela poluição, principalmente nos trechos próximo a cidade de Goiânia. A disponibilidade hídrica na bacia em estudo indica vazões específicas médias superiores a 12 l/s/km² e vazões específicas com permanência de 95% na faixa de 3,0 l/s/km², revelando um índice de regularização natural bem diferenciado: o índice Q95%/QMLT varia entre 0,25 e 0,44. A região do Meia Ponte é caracterizada como a de menor produção hídrica da bacia hidrográfica do rio Paranaíba, porém, essa situação é amenizada devido ao elevado grau de regularização natural dos afluentes. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 165/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 De acordo com o Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH), a bacia do Meia Ponte é uma das Unidades Hidrográficas de Referência (UHR) do Rio Paranaíba. A bacia do Meia Ponte foi dividida em 5 sub-bacias, permitindo evidenciar as diferentes características que ocorrem nos distintos pontos da bacia hidrográfica. As sub-bacias são: sub-bacia do Alto Meia Ponte, sub-bacia do rio João Leite, sub-bacia do rio Caldas, sub-bacia do rio Dourados, e sub-bacia do baixo Meia Ponte (2523-00-EIBH-MP-2003 - Mapa de Unidades Hidrográficas). O período de cheia na bacia ocorre nos meses de outubro a abril, enquanto a vazante ocorre entre maio e setembro. A drenagem dessa bacia apresenta rios com fluxo permanente, mesmo no período de vazante, diminuindo apenas o volume caudal. O uso da água na bacia é predominantemente do setor de irrigação, seguido pelo abastecimento público, uso industrial e lazer, beneficiando de forma direta a quase dois milhões de pessoas. Os recursos hídricos dessa região vêm sendo comprometidos pela poluição, principalmente o setor de abastecimento público de água, como nos trechos ao redor de Goiânia (2523-00-EIBH-MP2012 – Mapa de Uso da Água). Na região em estudo vem ocorrendo conflitos entre o uso da água para consumo humano e a poluição das águas, principalmente na região metropolitana de Goiânia. O estudo sobre a influência dos aproveitamentos hidrelétricos nos recursos hídricos da bacia hidrográfica do rio Meia Ponte foi realizado com base nos aspectos físicos e geográficos da mesma, com a finalidade potencializar positivamente os efeitos dos AHEs na região. 4.1.8.1 - Objetivos Os Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte serão descritos através das características físicas da região hidrográfica no qual está inserida o seu entorno, bem como das bacias da qual fazem parte. Este diagnóstico também visa identificar a rede hidrográfica e seu regime hidrológico, bem como a disponibilidade hídrica. É importante ainda a caracterização dos principais usos da água na região, considerando os usos consuntivos, não consuntivos, e possíveis potenciais de conflitos. Os processos de outorga de uso da água dentro da bacia foram analisados com a finalidade de se conhecer o tipo de demanda dos usuários da água. Coordenador: 166/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 4.1.8.2 - MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Métodos Para alcançar os objetivos do EIBH dos aproveitamentos hidrelétricos da bacia do Meia Ponte foi realizada uma pesquisa em bibliografia específica, baseada e dados secundários disponibilizados pela Agência Nacional das Águas (ANA), pelo Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos (SNIRH), e Sistema de Meteorologia e Hidrologia do Estado de Goiás (SIMEHGO). Os dados sobre disponibilidade hídrica e vazão, foram consultados no inventário elaborado pela EPE (2005). Resultados Região Hidrográfica do Paraná A área de estudo que compreende a bacia do Meia Ponte está inserida na Região Hidrográfica do Paraná (RH). Essa RH engloba bacias hidrográficas importantes como as bacias dos rios Paranapanema, Tietê e Paranaíba. A RH do Paraná abrange partes dos estados de São Paulo (25%), Minas Gerais (18%), Paraná (21%), Goiás (14%), Mato Grosso do Sul (20%), Distrito Federal (0,5%) e Santa Catarina (1,5%). Possui uma área de drenagem de 1.237.000 km², com vazão média anual de 15.620 m³/s e um volume médio anual de 495 km³. O clima nessa RH é bem diversificado, apresentando Tropical Aw, Cwa, e Cwb, de acordo com a classificação de Koppen. Os principais rios da RH do Paraná são os rios Paraná, Tietê, Paranaíba, e Rio Grande. Bacia Hidrográfica do Paranaíba A bacia hidrográfica do rio Paranaíba possui uma área de 222.767 km², dividida entre os estados de Goiás (65%), Distrito Federal (3%), Minas Gerais (30%), e Mato Grosso do Sul (2%). O rio Paranaíba é o principal rio dessa bacia e tem sua nascente situada na serra da Mata do Corda, no estado de Minas Gerais, nas proximidades da cidade de Rio Paranaíba e da cabeceira do rio Abaeté, tributário do rio São Francisco. O período de cheia na bacia ocorre entre outubro e março, com vazante entre maio e setembro. A vazão específica na bacia do rio Paranaíba é de 7,65 l/s/km². Segundo o Monitoramento da Qualidade das Águas superficiais na Bacia do rio Paranaíba (2009), essa região apresenta um expressivo potencial hidroelétrico, contendo muitos represamentos artificiais (Emborcação, Miranda, Nova Ponte, Itumbiara, etc). Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 167/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 A maior parte dos rios da bacia do Paranaíba apresenta índice de excelente a confortável, com relação à demanda e disponibilidade hídrica. A bacia hidrográfica do rio Paranaíba pode ser dividida em Unidades Hidrográficas de Referência (UHR), que são: Alto Paranaíba, Araguari, Corumbá, Médio Paranaíba, e Sudoeste Goiano, onde a bacia do Meia Ponte está localizada no médio Paranaíba. Na Figura 4.1-84 está representada a RH do Paraná que engloba a bacia do Paranaíba e bacia do rio Meia Ponte. Fonte: MMA, 2003. Figura 4.1-84 - Representação da RH do Paraná, localizando a bacia hidrográfica do rio Paranaíba e bacia do rio Meia Ponte Coordenador: 168/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Características físicas A bacia hidrográfica do rio Meia ponte (Figura 4.1-85, 2523-00-EIBH-MP-2013 Mapa da Rede Hidrográfica) é uma sub-bacia do rio Paranaíba, e é uma das regiões de maior concentração populacional do Paranaíba. Os aproveitamentos hidrelétricos existentes e propostos, foco deste estudo, estão distribuídos ao longo do rio Meia Ponte. Os principais rios da bacia do rio Meia Ponte são os rios Santo Antônio, São Domingos, João Leite, Anicuns, Dourados, Caldas, Água Branca, Palmito, e o rio homônimo à bacia. No Anexo 4.1-1 é apresenta um acervo fotográfico contendo fotos do rio Meia Ponte em distintos pontos, seus tributários e, também, alguns aspectos físicos observados em campo. O rio Meia Ponte nasce na serra dos Brandões, nas proximidades de Itauçu, em cotas de aproximadamente 1.000 m. O rio Meia Ponte tem 415 km de extensão desde a nascente até sua foz no rio Paranaíba. O rio João Leite e o rio Caldas encontram o rio Meia Ponte pela margem esquerda, e são considerados importantes afluentes por constituírem um manancial de abastecimento público de Goiânia. Pela margem direita o principal afluente do rio Meia Ponte é o rio Dourados. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 169/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Fonte: MMA, 2003 Figura 4.1-85 - Bacia hidrográfica do rio Meia Ponte As maiores vazões na bacia do Meia Ponte ocorrem entre os meses de outubro a abril, e as menores entre maio e setembro. O rio Meia Ponte corre em sua maior parte por áreas de relevo de baixa amplitude, com serras isoladas e planaltos residuais limitando a bacia, assim, o corpo dos AHEs tende a alagar áreas maiores. Seus solos, de maneira geral, apresentam suscetibilidade à erosão moderada. Nas margens dos rios, porém, são visíveis os processos erosivos devido, principalmente, à falta de cobertura vegetal e ao forte solapamento sofrido pelas margens (Figura 4.1-86). Coordenador: 170/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-86 - Processo erosivo de solapamento das bases dos taludes marginais O clima da bacia é o tropical de savana (Aw), com períodos de chuvas entre outubro e abril, sendo este o período das cheias dos rios, e períodos mais secos de maio a setembro, quando ocorre a vazante dos rios. A bacia do Meia Ponte é dividida em 5 sub-bacias: a sub-bacia do Alto Meia Ponte, sub-bacia do rio João Leite, sub-bacia do rio Caldas, sub-bacia do rio Dourados, e sub-bacia do baixo Meia Ponte. As sub-bacias dos rios Caldas e João Leite são as drenagens que apresentam maior disponibilidade hídrica. O rio Meia Ponte vem recebendo grande quantidade de dejetos de origem urbana e rural causando poluição de suas águas, sendo que este rio tem um papel importante não só para abastecimento urbano e rural, mas também para a geração de energia elétrica de cidades importantes do estado de Goiás (Figura 4.1-87). Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 171/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Figura 4.1-87 - Esgotamento Sanitário in natura lançado diretamente no rio Meio Ponte identificado na campanha de campo As alterações nos cursos hídricos em decorrência do lançamento de dejetos do uso do solo em áreas urbanas e rurais, somadas ao regime hidrológico, refletem no comportamento das séries de vazões aumentando ou reduzindo a descarga d’água quando observadas ao longo de anos ou décadas. As variações na vazão de uma secção fluvial tem implicações diretas na restrição e/ou disponibilidade dos recursos hídricos para os seus usos consuntivos e não-consuntivos. Portanto, em estudos ambientais para implantação de empreendimentos hidrelétricos torna-se relevante a examinar as séries de vazões e sua compatibilidade com os usos previstos na bacia hidrográfica. Nas últimas 10 décadas, o crescimento urbano nas áreas marginais do Rio Meia Ponte, sobretudo no município de Goiânia, tem provocado impermeabilização do solo devido a criação de novos bairros, pavimentação de ruas e avenidas, bem como outras construções, afetando o escoamento das águas pluviais para os rios e refletindo no seu regime de vazões ao longo destes anos (CUNHA et al., 2007). Coordenador: 172/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Em seguida são demonstradas as série de vazões à jusante de Goiânia, e sua relação com o uso do solo e o regime hidrológico. Série de vazões do Rio Meia Ponte à Jusante de Goiânia Para a avaliação da série de vazões do Rio Meia Ponte foram utilizados dados secundários disponibilizados em artigos científicos e relatórios técnicos. Em CUNHA et al. (2007), foi obtida a série histórica de vazões desde 1979 até 2005, a partir de dados da estação fluviométrica da ANA, cujo código é 60650000, localizada no Rio Meia Ponte a jusante de Goiânia, cuja área de drenagem é de 2.970 km2. Além dos dados de vazão foram verificados os picos de cheia e dados de precipitação para comparatividade. Através da comparatividade pode-se estimar o quanto a variabilidade das vazões em um dado período devese ao regime de chuvas ou a fatores de outra natureza, como aqueles relacionados ao uso do solo na bacia contribuinte. O Quadro 4.1-19 mostra a série de vazões entre 1979 e 2005 para o Rio Meia Ponte à Jusante de Goiânia. Quadro 4.1-19 - Série histórica de vazões (m3/s) da estação fluviométrica da ANA Jusante Goiânia no rio Meia Ponte Ano Média Máxima 1979 48,7 192 19 1980 51,4 257 16,8 1981 41,6 206 14,6 1982 63,9 251 27,4 1983 59,7 313 24,4 1984 39,1 135 15 1985 50,6 236 18,6 1986 37,8 117 14,6 1987 39,9 121 12,9 1988 61,1 303 20,9 1989 38,9 207 13,6 1990 39,5 135 16,8 1991 37 137 13,2 1992 58,1 194 20,9 1993 37,3 128 14,3 1994 47,5 201 13,6 1995 43,3 217 12,9 Coordenador: 4.1 – Meio Físico Mínima Técnico: 173/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Ano Média Máxima Mínima 1996 36,1 157 8,34 1997 47,4 257 13,2 1998 30,3 206 4,92 1999 19,6 193 1,05 2000 45,8 194 7,78 2001 41 170 10,7 2002 40,7 218 6,95 2003 41,5 134 7,57 2004 52,4 270 13,2 2005 38 320 9,22 Média 44 203 13,8 Fonte: Cunha Et Al. (2007) Observa-se que o menor valor médio, máximo e mínimo da série de vazões foi registrado no ano de 1999, sendo associado ao aumento da expansão urbana da cidade de Goiânia, com atenção para o valor mínimo de vazão neste ano que foi de 1,05 m3/s. Ao longo dos anos, entretanto, observou-se ampla variação no valor médio da série de vazões. CUNHA et al. (2007) mostraram o sumário estatístico de série de vazões no Rio Meia Ponte, no Quadro 4.1-20, a partir do qual foi possível observar a tendência de variação na distribuição das vazões em intervalos anuais. Quadro 4.1-20 - Sumário estatístico da série histórica das vazões na estação fluviométrica da ANA Jusante Goiânia no rio Meia Ponte. Série Quant.Anos Média DP Coef. Variação 1979 – 2005 27 44 9,78 0,222 1979 – 1998 20 45,5 9,49 0,209 1979 – 1988 10 49,4 9,72 0,197 1989 – 1998 10 41,5 7,84 0,189 1999 – 2005 7 39,9 10,09 0,253 Fonte: CUNHA et al. (2007) Coordenador: 174/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte O coeficiente de variação, que revela a amplitude de variação dos dados se aproximando de 0 quando houver baixa variabilidade e se aproximando de 1 quando a variabilidade for elevada, mostrou maior variação nas vazões entre 1979 e 1998 (20 anos) e entre 1979 e 1998 (10 anos), revelando alta variabilidade nos dados de vazões nestes intervalos. Por outro lado, o menor coeficiente de variação esteve entre 1989 e 1998, mostrando maior baixa variabilidade nas vazões neste período. CUNHA et al. (2007) atribuiram a ampla variação das vazões do Rio Meia Ponte às mudanças no uso do solo e à impermeabilização deste na região à jusante de Goiânia, uma vez que os valores de precipitação para estes períodos, de 1979 a 1998 e 1999 a 2005, mantiveram-se relativamente homogêneos, com variação exígua nos valores médios de precipitação que alcançou 1.511 mm e 1.536 mm, respectivamente. Regime Hidrológico e Identificação da rede hidrográfica O regime hidrológico de um rio pode ser determinado pela variação da precipitação. Na bacia do Meia Ponte os cursos d’água acompanham o regime pluviométrico, estando diretamente relacionados com o período de maior ocorrência de chuvas (cheias), e o de menor precipitação (vazante). O período de cheias ocorre entre outubro e abril, quando ocorrem as maiores vazões nos rios da bacia. Já o período de vazante, quando diminui o volume caudal dos rios, ocorre entre maio e setembro, e está associado às vazões mínimas dos rios. No Quadro 4.1-21 estão descritas as vazões dos pontos de cada aproveitamento hidrelétrico ao longo do rio Meia Ponte. Quadro 4.1-21 - Dados fluviométricos da bacia hidrográfica do rio Meia Ponte Identificação dos Aproveitamentos Nome do Aproveitamento COORD. UTM Rio Vazão E N Distância da Foz (Km) Área de drenagem (km²) Média de Longo Termo – MLT Q Mín Média Mensal (m3/s) Q Máx Turbinada (m³/s) VAU DAS POMBAS MEIA PONTE 697116 8149330 389,20 2985 42,8 6,7 60,4 CALDAS MEIA PONTE 698150 8131750 355,00 3461 48,7 7,4 70,2 PONTAL MEIA PONTE 704451 8118692 330,85 5110 69,4 9,4 99,9 AREIAS MEIA PONTE 700300 8107100 306,49 5435 73,3 9,7 104,1 SALTADOR MEIA PONTE 693100 8087500 268,91 5905 79,0 10,1 112,2 ROCHEDO II MEIA PONTE 688150 8070550 232,04 6203 82,6 10,3 116,8 Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 175/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Identificação dos Aproveitamentos COORD. UTM Nome do Aproveitamento Rio Vazão E N Distância da Foz (Km) Área de drenagem (km²) Média de Longo Termo – MLT Q Mín Média Mensal (m3/s) Q Máx Turbinada (m³/s) ENTRE PONTES MEIA PONTE 681200 8063350 217,63 8014 104,4 11,7 143,3 MOTA MEIA PONTE 676050 8055000 198,08 8885 115,0 12,3 155,8 CHAPÉU MEIA PONTE 668650 8046950 183,05 9287,39 124,8 21,5 153,6 ALOÂNDIA MEIA PONTE 666300 8038500 168,87 9439 121,6 12,7 163,9 VOLTA GRANDE MEIA PONTE 665397 8030342 139,61 10189 129,7 13,3 174,3 JACARÉ MEIA PONTE 663000 8017400 120,79 10350 130,0 13,6 172,6 GOIATUBA MEIA PONTE 659700 8001000 98,85 10757 135,7 13,8 183,2 CACH. DO MEIA PONTE MEIA PONTE 656476.68 7990944.54 75,81 11039,7 148,4 25,5 174,4 CAMPO LIMPO MEIA PONTE 649500 7977792 51,28 11409 142,5 14,3 187,4 MEIA PONTE MEIA PONTE 646750 7964850 29,59 11657,88 156,6 27,0 179,1 SANTA ROSA II MEIA PONTE 646500 7957175 12,69 12.271,26 164,9 28,4 191,7 TABOCAS MEIA PONTE 647600 7951950 4,58 12337 152,2 15,0 207,1 Fonte: Inventário EPE, 2005. O padrão das drenagens na bacia do Meia Ponte é predominantemente dendrítico, gerado em virtude do arcabouço geológico aflorante e do padrão e densidade de lineamentos estruturais, grande variação de direções das falhas e fraturas, enquanto os sistemas de drenagem não retilíneos são marcados pelo padrão meandrante em zonas de baixa energia e mais espessa cobertura de sedimentos aluvionares e detríticas. O rio Meia Ponte apresenta vazão mínima superior a 10m³/s no período seco, enquanto os demais cursos d’água são de baixa vazão com descarga inferior a 1m³/s na maior parte do ano. Apesar das baixas vazões, a maior parte da rede de drenagem é perene (RODRIGUES et al., 2005). Mesmo no período de estiagem os aproveitamentos hidrelétricos podem operar com a vazão mínima. No Quadro 4.1-22 são apresentados os rios que drenam a bacia do rio Meia Ponte e que foram identificados em ambiente SIG na escala 1:1.000.000. Coordenador: 176/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Quadro 4.1-22 - Cursos d’água na bacia hidrográfica do rio Meia Ponte Nome do Curso d’água - CORREGO BALSSAMO - CORREGO DO LAUDELINO - CORREGO DO BEBEDOURO - CORREGO SANTA ROSA - CORREGO DO BARREIRO - DORREGO DO SAPÉ - CORREGO DAS PALMEIRAS Permanente CORREGO DO CAMPO ALEGRE Permanente CORREGO DO QUILOMBO Permanente CORREGO DO CASTELO Permanente CORREGO DA DIVISA Permanente CORREDO DA MOTULA DAS NEVES Permanente CORREGO SANTANA - CORREGO DO BEBE - CORREGO DO CAVALO MORTO Permanente CORREGO DA SAFADA Permanente RIBEIRAO SÃO DOMINGOS Permanente CORREGO DA CANJICA Permanente CORREGO DA CATINGUEIRA Permanente CÓRREGO FUNDO Permanente CÓRREGO DO MUTUM Permanente CÓRREGO DA C. DA VERTENTE RICA Permanente CÓRREGO DOS MACACOS Permanente CÓRREGO DAS POSSES DO RANCHO Permanente CÓRREGO DO COQUEIRO Permanente CÓRREGO DOS DOIS IRMAOS Permanente CÓRREGO DO MATEIRA Permanente CÓRREGO DO RIACHO Permanente RIBEIRÃO DA SERRA Permanente RIBEIRÃO DA FORMIGA Permanente RIBEIRÃO PARAÍSO Permanente RIO DOURADOS Permanente CÓRREGO DA BATATINHA Permanente RIBEIRÃO SÃO PEDRO Permanente CÓRREGO DA SAMAMBAIA Permanente CÓRREGO DO CAPÃO BONITO BARULHO Permanente RIBEIRÃO DA SERRA NEGRA Permanente CÓRREGO BONITO DE CIMA Permanente CÓRREGO BONITO DO MEIO Permanente RIO CALDAS Permanente CÓRREGO MATO GRANDE Permanente RIO SOZINHO Permanente CÓRREGO DO JATAÍ Permanente RIBEIRÃO ABORRECIDO Permanente Coordenador: 4.1 – Meio Físico Fluxo do curso d’água RIBEIRÃO DA BOA VEREDA Técnico: 177/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Nome do Curso d’água Fluxo do curso d’água RIBEIRÃO BOMSUCESSO Permanente RIO JOÃO LEITE Permanente RIO INHUMAS Permanente RIBEIRÃO DOS GONÇALVES Permanente CÓRREGO CAPOEIRÃO Permanente RIO DA CACHOEIRA Permanente Fonte: MMA, 2003/ Plano de Trabalho EIBH Meia Ponte, 2011. Uso da água e disponibilidade hídrica Os usos da água podem ser definidos como consuntivos e não consuntivos. Uso consuntivo pode ser entendido como o tipo de uso que retira dos mananciais uma quantidade de água disponível e, depois de sua utilização, a água retorna ao ambiente em uma menor quantidade e/ou com uma qualidade inferior (por exemplo: irrigação e abastecimento público). Desta maneira, parte da água retirada é consumida durante o seu uso (DAEE, 2011). Já o uso não consuntivo da água é aquele que, no aproveitamento dos recursos hídricos, não há qualquer consumo ou perda de água durante o processo de utilização do mesmo (lazer, pesca, geração de energia). Os principais tipos de uso consuntivos dos recursos hídricos na bacia hidrográfica do Meia Ponte são: irrigação (44%), abastecimento público (38%), indústria (11%), outros usos (Figura 4.1-88). Fonte: Associação Ambiental Pró-Águas do Cerrado, 2008. Figura 4.1-88 - Tipos de Uso da água na bacia hidrográfica do rio Meia Ponte Coordenador: 178/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte A utilização da água para irrigação ocorre disseminada em toda a bacia do Meia Ponte, mas a concentração de extensas áreas irrigadas está localizada nos municípios de Morrinhos, Itumbiara, Pontalina, Goiatuba e Bom Jesus de Goiás (aproximadamente 50% da área irrigada da bacia). Nessa região estão os aproveitamentos Entre Pontes, Mota, Aloândia, Jacaré, Goiatuba, Campo Limpo, e Meia Ponte. Como 50% do uso da água nessa região abastece a irrigação de lavouras, deve-se atentar para a contaminação dos recursos hídricos devido ao uso de agrotóxicos e insumos agrícolas, atingindo também os aproveitamentos. Entretanto, como pode ser observado no item 4.1.9 - Qualidade das Águas e Limnologia, no presente estudo, os pesticidas organoclorados e organofosforados foram encontrados abaixo do limite de quantificação do método analítico. Dessa forma, verifica-se que água superficial não sofreu contaminação por parte destes compostos. A presença de biocidas na água geralmente está associada à utilização de agrotóxicos nas culturas agrícolas. O abastecimento público na bacia utiliza águas superficiais e subterrâneas. Em geral, os municípios da bacia do Meia Ponte possuem mais de 90% da população atendida pelo abastecimento público. No Município de Itumbiara, mesmo com alto valor de vazão disponível para captação e uma demanda de aproximadamente 64 mil habitantes, 86% da população é atendida pelo abastecimento público (SEMARH – GO, 1999). As atividades industriais estão concentradas nos municípios de Morrinhos, Itumbiara, Goiânia e Goiatuba. Os principais problemas desse uso da água para os recursos hídricos da bacia estão relacionados com a deficiência dos tratamentos de efluentes despejados pelas indústrias, poluindo as águas dos rios. Os usos não consuntivos na bacia do Meia Ponte são a piscicultura, lazer, mineração, e geração de energia. A piscicultura é comum em grande parte das bacias hidrográficas do Estado de Goiás, com aumento do número dos locais de pague e pesque. A utilização da água para o lazer ocorre, principalmente, nos pontos turísticos de Caldas Novas e Rio Quente, onde as águas termais naturais atraem os turistas, além dos lagos formados pelas hidrelétricas. A atividade minerária é pouco desenvolvida dentro da bacia em estudo, muito embora verifica-se com destaque a extração de areia, principalmente no município de Itumbiara. A geração de energia elétrica é, nitidamente, o uso não consuntivo mais importante tanto na bacia hidrográfica do rio Meia Ponte, quanto na bacia do Paranaíba, onde foram instaladas dezenas de AHE (SEMARH – GO, 1999). Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 179/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Com relação à disponibilidade hídrica na bacia do Meia Ponte, se constata que apenas nas subbacias dos rios Caldas, João Leite e Dourados, a vazão disponível para abastecimento pode ser considerada razoável (entre 5,3 e 6,72 m³/s). Nas demais sub-bacias a disponibilidade é bem menor (Quadro 4.1-23). Quadro 4.1-23 - Vazão disponível para abastecimento nas sub-bacias do Meia Ponte Sub-bacias do rio Meia Ponte Vazão (m³/s) Rio Caldas Rio João Leite 6,72 6 Ribeirão Cachoeira 2,54 Rio Capivara 1,23 Rio Capoeirão 1,11 Rio Inhumas 1,04 Rio Dourados 5,3 Fonte: SEMARH, 2003; Pasqualleto, 2004. Os aproveitamentos de Caldas, Pontal, Vau Das Pombas, Areias, Saltador, Rochedo II e Entre Pontes, estão relativamente próximos aos rios onde a disponibilidade hídrica é maior, coincidindo, contudo, com a região de maior demanda hídrica e conflitos de uso da água. 4.1.8.2.1 - Uso dos Recursos Hídricos A partir dos levantamentos de campo identificou-se como uma das principais fontes de conflito entre os atores sociais locais, as sobreposições no uso dos recursos hídricos na Bacia do Rio Meia Ponte, diante das prioridades diferenciadas como consumo humano, diluição de efluentes urbanos e industriais, conservação ambiental e irrigação. Para o detalhamento e completo entendimento desses usos, foi construída uma base dados primários e secundários, bem como um mapeamento específico. De posse dessa base de dados, foi possível identificar e avaliar os conflitos (potenciais e existentes) relacionados ao uso de recursos hídricos na Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte. A distribuição dos diferentes usos é apresentada no 2523-00-EIBH-MP-2012 - Mapa de Uso da Água. Coordenador: 180/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Nos itens a seguir é apresentada a metodologia para desenvolvimento da base de dados, um resumo do panorama identificado na região, e, na sequência, as respectivas avaliações de conflitos. Para comparação espacial dos usos da água, foi feito um levantamento sistemático dos barramentos artificiais em corpos hídricos na Bacia do rio Meia Ponte. Para tal, os pontos foram tomados em imageamento remoto de alta resolução de disponibilidade pública (Google Earth), com imagens tomadas entre 2009 e 2011, com distanciamento de 4 km. Cada ponto foi classificado como: (i) açudes (corpos hídricos de barramentos simples de curso hídrico); (ii) tanques (tanques isolados em terra); (iii) reservatórios (referente a PCH Rochedo e o Reservatório da SANEAGO); ou (iv) outros (outras formas distintas). 4.1.8.3 4.1.8.3.1 - Usos Consuntivos Águas Subterrâneas Em levantamento realizado nos poços de águas subterrâneas cadastrados no Sistema de Informações de Águas Subterrâneas (SIAGAS) do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), para os municípios que abrangem a Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte, foram identificados 976 cadastros. Desses, 759 poços (78% do total) estão inseridos dentro dos limites da Bacia Hidrográfica, distribuídos em 18 dos 38 municípios desta Bacia. Dentre os 19 municípios restantes, seis possuem poços registrados no CPRM fora da área da bacia (Bom Jesus de Goiás, Itauçu, Itumbiara, Morrinhos, Panamá e Silvânia), enquanto os outros 13 não possuem poços registrados no CPRM (Aloândia, Aragoiânia, Cromínia, Damolândia, Joviânia, Leopoldo de Bulhões, Mairipotaba, Nerópolis, Ouro Verde de Goiás, Piracanjuba, Pontalina, Professor Jamil e Santo Antônio de Goiás). O Quadro 4.1-24 e a Figura 4.1-89, a seguir, apresentam o número de poços, por tipo de uso, registrados dentro do limite da área da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 181/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Quadro 4.1-24 –Distribuição de poços, por tipo de uso, cadastrados no CPRM na área da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte Tipos de Uso (1) Municípios (1) Abadia de Goiás Irrigação Abastecimento Doméstico/ irrigação Abastecimento Doméstico/ animal Sem Informação 1 1 1 3 Anápolis Abastecimento Doméstico Sem uso Abastecimento Urbano 1 Bela Vista de Goiás 2 1 1 8 2 43 14 27 150 2 4 1 1 11 21 2 1 1 Cachoeira Dourada 1 2 Caldazinha 4 2 1 3 1 Goianápolis 3 4 Campo Limpo de Goiás 1 2 1 12 4 1 Goianira 105 133 11 2 Goiatuba 1 54 9 37 96 5 1 1 10 6 Inhumas 1 Senador Canedo 1 4 2 3 Nova Veneza 1 7 4 4 16 1 5 3 2 4 2 1 12 6 2 20 9 5 43 1 1 Terezópolis de Goiás 16 461 20 1 Hidrolândia TOTAL 61 Brazabrantes TOTAL POR TIPO DE USO Outros 6 Bonfinópolis Goiânia Abastecimento Múltiplo 6 2 Aparecida de Goiânia Abastecimento industrial 208 153 54 85 74 148 10 759 Dados do SIAGAS (CPRM, [2012]). Coordenador: 182/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-89 - Distribuição de poços, por tipo de uso, cadastrados no CPRM na área da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 183/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 É possível observar, no Figura 4.1-26 e na Figura 4.1-11, que a maior parte dos poços está localizada em área urbana, na Região Metropolitana de Goiânia. Aproximadamente 80% do total dos poços estão localizados em Goiânia (461 poços) e Aparecida de Goiânia (150 poços). Também é possível observar, a partir dos dados do SIAGAS, que grande parte dos poços cadastrados (aproximadamente 27% dos 759 poços), localizados em 13 dos 37 municípios, não possui informação do tipo de uso. Aproximadamente 20% dos poços cadastrados estão localizados em 10 dos 37 municípios e são para abastecimento doméstico e aproximadamente 19% para abastecimento múltiplo, em 10 dos 37 municípios da Bacia do Rio Meia Ponte. 4.1.8.3.2 - Abastecimento Urbano A Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte abrange 37 municípios, parte dos quais compõem a Região Metropolitana (RM) de Goiânia. A RM de Goiânia é atendida pelos sistemas de abastecimento integrados Meia Ponte e João Leite, os quais têm como principais mananciais, respectivamente, o Rio Meia Ponte e o Ribeirão João Leite. Somam-se a estes sistemas integrados, sistemas isolados de mananciais superficiais/mistos e de poços. O sistema da Barragem do Ribeirão João Leite (composto pela barragem, novas adutoras e Estação de Tratamento de Água – ETA), está em operação e abastece a Região Metropolitana de Goiânia (ANA, 2010). De acordo com o Atlas de Abastecimento Urbano de Água, do total de sedes urbanas de todo o Estado de Goiás, 62% têm seu abastecimento associado a mananciais superficiais. Essas sedes geralmente são de municípios de grande ou médio porte, enquanto nas cidades com menos de 50 mil habitantes predominam os sistemas de abastecimento vinculados à exploração de águas subterrâneas. Os sistemas isolados de abastecimento de água são responsáveis pelo atendimento de 97% das sedes urbanas dessa Bacia (ANA, 2010). Apresenta-se, a seguir, no Quadro 4.1-25, a avaliação de oferta/demanda de abastecimento de água das sedes urbanas da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte, considerando o horizonte de 2025. Cabe ressaltar que, embora todos os municípios apresentados neste quadro estejam localizados, total ou parcialmente, na área da bacia, alguns desses municípios utilizam mananciais para abastecimento urbano de outras bacias. Coordenador: 184/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Quadro 4.1-25 –Diagnóstico dos Sistemas de Abastecimento Urbano de Água dos municípios localizados na Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte Municípios Manancial Sistema Demanda Média (L/s) 2005 2015 2025 Morrinhos** Córrego Pipoca; Poços Morrinhos Isolado Morrinhos; Poços Morrinhos 82 91 100 Silvânia** Córrego Caidor Isolado Silvânia 27 42 47 Anápolis** Ribeirão Caldas; Ribeirão Rio Piancó; Poços Anápolis ETA Anápolis_Base Aérea; ETA DAIA; ETA Piancó; Poços Anápolis 1.188 1.557 1.930 Bela Vista de Goiás** Rio Piracanjuba Isolado Bela Vista de Goiás 35 44 52 Bom Jesus de Goiás** Ribeirão Bom Jesus Isolado Bom Jesus de Goiás 43 58 67 Bonfinópolis Córrego Barro Preto; Poços Bonfinópolis Isolado Bonfinópolis; Poços Bonfinópolis 14 18 20 Brazabrantes Ribeirão Cachoeirinha Isolado Brazabrantes 5 6 7 Caldazinha Córrego Milho Inteiro Isolado Caldazinha 4 6 8 Campo Limpo de Goiás Ribeirão João Leite Isolado Campo Limpo de Goiás 10 14 16 Goianápolis Córrego Sozinha; Poços Goianápolis ETA Goianápolis; Poços Goianápolis 24 26 27 Hidrolândia Córrego Grimpas/Canoas; Poços Hidrolândia ETA Hidrolândia; Poços Hidrolândia 18 25 30 Inhumas Rio Meia Ponte Isolado Inhumas 117 128 134 Leopoldo de Bulhões** Rio dos Bois Isolado Leopoldo de Bulhões 12 13 14 Nerópolis Córrego Pedra Branca/Café; Poços Nerópolis ETA Nerópolis; Poços Nerópolis 44 48 54 Senador Canedo Córrego Matinha; Poços Senador Canedo; Ribeirão Bom Sucesso ETA Senador Canedo_Matinha; Poços Senador Canedo; Sistema Bom Sucesso 214 299 350 Goianira Poços Goianira Poços Goianira 48 64 73 Aparecida de Goiânia Córrego Lajes; Poços Aparecida; Ribeirão João Leite; Rio Meia Ponte ETA Lajes; Poços Aparecida; Sistema João Leite; Sistema Meia Ponte 996 1.341 1.512 Goiânia Ribeirão Samambaia; Poços Goiânia; Ribeirão João Leite; Rio Meia Ponte ETA Samambaia; Poços Goiânia; Sistema João Leite; Sistema Meia Ponte 3.373 3.836 4.123 Abadia de Goiás Ribeirão Dourados; Poços Abadia de Goiás ETA Abadia de Goiás; Poços Abadia de Goiás 8 13 17 Aloândia Córrego da Onça Isolado Aloândia 4 4 5 Aragoiânia Córrego Veredas ETA Aragoiania 9 12 15 Cachoeira Dourada** Rio Paranaíba Isolado Cachoeira Dourada (Goiás) 11 14 14 Cromínia Córrego Água Limpa Isolado Cromínia 6 6 7 Damolândia Córrego Capoeirão Isolado Damolândia 5 6 6 Goiatuba Córrego Lajeado; Poços Goiatuba Isolado Goiatuba; Poços Goiatuba 71 74 76 Itauçu Rio Meia Ponte Isolado Itauçu 16 17 17 Itumbiara Ribeirão Santa Maria; Poços Itumbiara Isolado Itumbiara; Poços Itumbiara 228 251 268 Joviânia** Córrego Santa Bárbara Isolado Joviânia 15 16 16 Mairipotaba** Córrego Lageado; Poços Maripotaba Isolado Mairipotaba; Poços Mairipotaba 4 5 5 Nova Veneza Poços Nova Veneza Poços Nova Veneza 14 16 18 Ouro Verde de Goiás Córrego dos Gonçalves Isolado Ouro Verde de Goiás 6 8 9 Panamá Córrego Panamá; Poços Panamá Isolado de Panamá; Poços Panamá 5 5 5 Piracanjuba** Rio Piracanjuba Isolado de Piracanjuba 42 45 48 Pontalina Ribeirão da Boa Vista Isolado Pontalina 33 33 33 Professor Jamil Rio dos Dourados Isolado Professor Jamil 5 6 7 Santo Antônio de Goiás Poços Santo Antônio Poços Santo Antônio de Goias 6 8 9 Terezópolis de Goiás Córrego dos Macacos Isolado Terezópolis 11 14 15 Tipo de Sistema existente Manancial atual / Tipo de Manancial Isolado Superficial/misto* Isolado Solução adotada Adoção de novo manancial Superficial/misto* Adequação de sistema existente Subterrâneo Integrado Superficial/misto* Satisfatórios * A denominação Superficial/misto refere-se a utilização de mananciais superficiais e subterrâneos. ** representa os mananciais que não estão na Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte. Fonte: Adaptado de ANA (2010). Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 185/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Conforme observado no quadro acima, do total dos 37 municípios localizados na Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte, somente 27 utilizam mananciais dessa Bacia para seu abastecimento urbano (Quadro 4.1-25). Para garantia do abastecimento de água desses 27 municípios, será necessária a adequação do sistema existente em 12 deles (equivalendo a aproximadamente 44,44% do total dos 27 municípios). Em 15 municípios, i.e., em aproximadamente 55,56% desses 27 municípios, o abastecimento de água é classificado como satisfatório (Figura 4.1-90). Figura 4.1-90 - Avaliação de oferta/demanda de abastecimento de água das sedes urbanas da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte Conforme apresentado anteriormente, encontra-se em operação o sistema produtor da Barragem do Ribeirão João Leite (composto pela barragem, novas adutoras e Estação de Tratamento de Água – ETA), a montante da Região Metropolitana de Goiânia. O lago do seu barramento bordeja os municípios de Goiânia, Goianápolis, Nerópolis e Terezópolis de Goiás. Essa barragem tem como função primordial o abastecimento público d’água, e, quando plenamente cheio, conta com uma área de 14,66 km2 e uma extensão longitudinal de 18 km (ANA, 2010; SEGPLAN, 2011). O SIAGAS possui 85 registros de poços para abastecimento urbano na área da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte, distribuídos em oito municípios, de acordo com os dados apresentados no Quadro 4.1-29. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 187/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Figura 4.1-91 - Poços cadastrados no CPRM para abastecimento urbano na área da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte Conforme pode ser observado na Figura 4.1-91, dos 18 municípios com cadastro de poços na área da Bacia do Rio Meia Ponte, somente oito apresentam registro de poços para abastecimento urbano. Destaca-se o município de Aparecida de Goiânia, que apresenta o maior número de poços cadastrados (43), seguido de Senador Canedo, com 20 poços cadastrados. 4.1.8.3.3 - Lavouras Irrigadas Partindo do total de 1.871 estabelecimentos com uso de irrigação localizados nos municípios da região da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte, conforme Censo Demográfico de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), destaca-se o município de Anápolis, no qual foi registrado o maior número de estabelecimentos (238), correspondendo a 12,72% do total registrado. Juntamente com Anápolis, os municípios de Bela Vista de Goiás (168), Leopoldo de Bulhões (154), Goiânia (130) e Morrinhos (109), somam um percentual de 42,70% do total dos estabelecimentos com irrigação registrados para os 37 municípios. Com exceção de Morrinhos, os quatro outros municípios estão localizados na região mais ao norte da Bacia, representando 36,88% do total de estabelecimentos registrados (Figura 4.1-92). Coordenador: 188/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Fonte: IBGE (2010). Figura 4.1-92 - Número de estabelecimentos agropecuários com uso de irrigação nos municípios da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 189/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Cabe ressaltar dentre esses estabelecimentos o uso muito difundido na região, de pivôs de irrigação. Esses dispositivos têm elevado consumo de água e representam um investimento significativo para o setor. Ainda no que tange ao uso da água para irrigação, dos 38 municípios localizados na área da Bacia, foram identificados 16 poços cadastrados no SIAGAS, em quatro municípios: Abadia de Goiás (1); Aparecida de Goiânia (1); Bela Vista de Goiás (2); e Goiânia (12) (Figura 4.1-93). Figura 4.1-93 - Poços cadastrados no CPRM para irrigação na área da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte 4.1.8.3.4 - Uso para Atividades Industriais Segundo dados da SEGPLAN (2011), as atividades industriais no Estado de Goiás concentram-se no beneficiamento e transformação de bens primários da agroindústria, além da indústria de mineração. Destacam-se ainda, dentre as atividades industriais, as destilarias em implantação ou operação e produção de cana de açúcar, etanol e açúcar, nos municípios localizados na região da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte. Segundo dados da SEGPLAN (2011), foram identificadas oito destilarias em seis desses municípios, sendo que seis dessas indústrias já estão em operação. Além do uso da água para abastecimento, os principais problemas que estas atividades causam na utilização das águas estão relacionados à disposição e tratamento dos efluentes industriais. Diversos municípios localizados na região da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte possuem distrito industrial. Apresenta-se, a seguir, no Quadro 4.1-26, as principais informações desses distritos. Coordenador: 190/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Quadro 4.1-26 –Distritos Industriais dos municípios localizados na região da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte Municípios Distrito Área (ha) Número de empresas Obras de Infraestrutura Setor de Atividade 125 Pavimentação asfáltica com drenagem, sistema de água e ETA, sistema de esgoto e ETE, rede de energia elétrica, rede telefônica, sede administrativa, urbanização, posto de correio, posto bancário, AGENFA, plano de Gestão Ambiental, registrado em cartório, posto da polícia rodoviária, condomínio tecnológico e ciclovia. Farmacêuticos e químicos; montadora de veículos; alimentícios; vestuário, higiene e cuidados pessoais; adubos e fertilizantes; geração de energia elétrica; formulação de combustíveis; artefatos para indústria da construção; plástico, papel e papelão; artefatos de madeira e mobiliário; indústria mineral. Pavimentação asfáltica com meio fio, sistema de água (Captação, rede, reservatório e ETA), rede de energia elétrica – Redes de Distribuição Urbana (R.D.U.) em AT. e BT, rede telefônica, sede Administrativa, rede de água pluvial, EIA / RIMA aprovado – licença ambiental, registrado em Cartório. Adubos e fertilizantes; material metálico e esquadrias; alimentícios; plásticos; artefatos diversos de madeira, higiene e cuidados pessoais; artefatos para construção; produtos petroquímicos básicos e químicos; tintas, vernizes, esmaltes e lacas; roupas de proteção e segurança e resistentes a fogo. Pavimentação asfáltica, rede de energia, elétrica (R.D.U em AT.), sede Administrativa, EIA / RIMA aprovado – licença ambiental, cerca de arame liso, registrado em Cartório. - Pavimentação asfáltica, rede de energia elétrica, sede administrativa, rede de Esgoto – ETE, rede de água, reservatório, poço artesiano, rede de água pluvial, pólo calçadista com de 16 galpões, registro em cartório, EIA/RIMA. Calçados de couro; curtimento e preparações de couro; artefatos de couro; produtos químicos; artefatos de cimento para construção; metalurgia (artefatos de metal); estruturas metálicas; laticínios; usinagem asfáltica, alimentícios, reciclagem, ecartelados. Pavimentação asfáltica, rede de energia elétrica, sede administrativa, EIA/RIMA - Anápolis Distrito Agroindustrial de Anápolis – DAIA (Pólo farmoquímico) Aparecida de Goiânia Distrito Agroindustrial de Aparecida de Goiânia – DAIAG (Pólo Tecnológico e Metalúrgico) 117,58 40 Bela Vista de Goiás Distrito Agroindustrial de Bela Vista de Goiás – DAIBV 32,67 Não disponível 949,75 Goianira Distrito Agroindustrial de Goianira – DAG 41,43 26 Goiatuba Distrito Agroindustrial de Goiatuba – DIAGO 96,8 - Inhumas Distrito Agroindustrial de Inhumas – DAÍ 45,68 Não disponível Pavimentação asfáltica, EIA/RIMA aprovado – licença ambiental, registrado em cartório, rede de energia elétrica, rede telefônica, poço artesiano - Itumbiara Distrito Agroindustrial de Itumbiara – DIAGRI 107 Não disponível Pavimentação asfáltica, sistema de água (captação, adução, tratamento e distribuição), rede de esgoto para efluente tratado, rede de energia elétrica, rede telefônica, sede administrativa, registrado em cartório, EIA/RIMA aprovado licença ambiental Adubos e fertilizantes, máquinas e equipamentos, laticínios, artefatos e produtos de concreto, alimentícios, embalagens metálicas, máquinas e equipamentos agrícolas; metalúrgica Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 191/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Municípios Distrito Área (ha) Número de empresas Setor de Atividade Pavimentação asfáltica, rede de energia elétrica, sede administrativa, EIA/RIMA aprovado – licença ambiental, registrado em cartório Alimentos; laticínios; plásticos; produtos da carne; artefatos para construção civil Não disponível Condomínio industrial, EIA / RIMA e galpão industrial 800,00 m2 - Não disponível Pavimentação asfáltica, sistema de água (poço profundo), rede de energia elétrica, rede telefônica, sede administrativa e condomínio industrial tipo A. - Morrinhos Distrito Agroindustrial de Morrinhos – DIAM 146,66 6 Piracanjuba Distrito Agroindustrial de Piracanjuba 16,69 Pontalina Distrito Agroindustrial de Pontalina – DAP 8,33 Senador Canedo Obras de Infraestrutura Distrito Agroindustrial de Senador Canedo (Pólo Coureiro) 103,64 18 Pavimentação asfáltica com meio fio, rede de energia elétrica, água bruta, sistema de esgoto (ETE), EIA/RIMA aprovado – licença ambiental, registrado em cartório e sede administrativa. Distrito Agroindustrial de Senador Canedo (Pólo Confeccionista) 17,63 8 Pavimentação asfáltica, rede de energia elétrica, condomínio industrial tipo A e registrado em cartório. Cosméticos e higiene pessoal, estruturas metálicas; produtos químicos; móveis; adubos e fertilizantes; tintas e vernizes; papel; alimentos; mármores e granitos; metalúrgica. Fonte: SEGPLAN (2011). Coordenador: 192/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Para usuários cadastrados como abastecimento industrial, segundo o SIAGAS, 74 poços servem a este fim na área da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte, estando distribuídos em 10 dos 38 municípios (Figura 4.1-94). Figura 4.1-94 - Número de poços cadastrados no CPRM para abastecimento industrial na área da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte Destaque é dado ao município de Goiânia que apresenta cerca de 50% do total de poços cadastrados para abastecimento industrial, seguido de Aparecida de Goiânia, com cerca de 19%. 4.1.8.3.5 - Uso da Água como Recurso Mineral No que concerne ao uso de água como recurso mineral, dos 36 processos minerários identificados na região da Bacia, 58% (21 processos) são para engarrafamento, 17% (6 processos) são para uso industrial, 3% (1 processo) é para balneoterapia e 22% (8 processos) não foram informados (Figura 4.1-95). No Quadro 4.1-27, a seguir, é apresentada a listagem dos processos registrados no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) até julho de 2012, na região da bacia hidrográfica da bacia do rio Meia Ponte para uso da água como recurso natural. Nesse quadro é possível observar os processos que estão em fase de lavra (com efetiva operação) e aqueles em estágios ainda iniciais. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 193/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Figura 4.1-95 - Tipo de uso de água como recurso mineral identificado na Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte Coordenador: 194/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Quadro 4.1-27 – Processos minerários inseridos na Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte PROCESSO AREA (HA) FASE ÚLTIMO EVENTO 860160/1978 48 Concessão de lavra 472 - conc lav/prorrogação prazo exigência solicitado em 04/12/2009 INDAIÁ BRASIL ÁGUAS MINERAIS LTDA água mineral não informado GO 805525/1977 28 Concessão de lavra 667 - parcelamento multa quitado em 28/03/2012 Primavera Industria de Agua Mineral Ltda água mineral não informado GO 802696/1978 20 Concessão de lavra 471 - conc lav/prorrogação prazo exigência concedido em 26/02/2010 INDAIÁ BRASIL ÁGUAS MINERAIS LTDA água mineral não informado GO 862008/1995 24 Concessão de lavra 473 - conc lav/cumprimento exigência protocoli em 16/05/2012 IPÊ INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ÁGUA MINERAL E REFRIGERANTE LTDA água mineral não informado GO 860517/1998 49 Concessão de lavra 436 - conc lav/documento diverso protocolizado em 16/04/2012 Raio do Sol Mineração Ltda Me água mineral não informado GO 860239/1993 50 Concessão de lavra 667 - parcelamento multa quitado em 27/09/2010 D'vida Águas Minerais Ltda. água potável de mesa engarrafamento GO 860874/1999 29,01 Concessão de lavra 440 - conc lav/rotulo água mineral aprovado pub em 29/06/2012 TEMPUS ALIMENTOS E LAZER LTDA água mineral não informado GO 860002/2002 49,96 concessão de lavra 470 - conc lav/exigência publicada em 25/06/2012 Rochas Empreendimentos Imobiliários Ltda Me água potável de mesa industrial GO 860228/1998 50 Concessão de lavra 662 - notificação adm pgto débito multa em 04/06/2012 CARMO MINERAÇÃO INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA água mineral não informado GO 860694/2004 50 Requerimento de lavra 362 - req lav/prorrogação prazo exigência solicitado em 02/07/2012 San Sebastian Empreendimentos Gerais Ltda água mineral industrial GO 860540/2001 50 Concessão de lavra 694 - pagamento vistoria fiscalização efetuado em 29/06/2011 Água Mineral Flora Ltda Me água potável de mesa industrial GO 861831/2007 47,78 Autorização de pesquisa 240 - aut pesq/defesa apresentada em 20/03/2012 REFRESCOS BANDEIRANTES INDUSTRIA E COMÉRCIO LTDA água potável de mesa engarrafamento GO 860388/2000 50 Concessão de lavra 1713 - conc lav/ral multa aplicada em 18/05/2012 CARMO MINERAÇÃO INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA água mineral industrial GO 861155/2003 50 Concessão de lavra 436 - conc lav/documento diverso protocolizado em 29/06/2012 MARIZA ÁGUAS MINERAIS LTDA água mineral industrial GO Coordenador: 4.1 – Meio Físico NOME SUBSTÂNCIA USO UF Técnico: 195/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte PROCESSO AREA (HA) FASE 860910/2004 50 Concessão de lavra 403 - conc lav/imissão de posse requerida em 24/06/2009 861110/2002 6,67 Requerimento de lavra 861779/2010 49,66 861036/2009 SUBSTÂNCIA USO UF Agropecuária Limírio Gonçalves Ltda. água mineral engarrafamento GO 336 - req lav/documento diverso protocolizado em 29/07/2011 INDÚSTRIA E COMÉRCIO CANTAREIRA LTDA. água mineral industrial GO Autorização de pesquisa 209 - aut pesq/inicio de pesquisa comunicado em 28/02/2012 Idelcides Batista Camilo água mineral balneoterapia 49,63 Autorização de pesquisa 318 - aut pesq/relatorio pesq não apv art 30 ii cm pub em 13/04/2012 EDIFICA PARTICIPAÇÕES LTDA água mineral engarrafamento GO 860368/2011 4,78 Autorização de pesquisa 207 - aut pesq/oficio ao juiz enviado em 29/02/2012 Antônio Carlos do Carmo água mineral engarrafamento GO 860550/2011 49,78 Autorização de pesquisa 264 - aut pesq/pagamento tah efetuado em 11/07/2011 Mineração Batalha e Participações Ltda. água mineral engarrafamento GO 860599/2011 49,35 Autorização de pesquisa 224 - aut pesq/auto infração multa publicada em 12/01/2012 Raio do Sol Mineração Ltda Me água mineral engarrafamento GO 860598/2011 49,08 Autorização de pesquisa 264 - aut pesq/pagamento tah efetuado em 28/07/2011 Raio do Sol Mineração Ltda Me água mineral engarrafamento GO 861213/2010 43,32 Autorização de pesquisa 325 - aut pesq/prorrogação prazo 02 anos pub em 13/04/2012 Associação Beneficente Manancial água mineral engarrafamento GO 861491/2011 43,54 Requerimento de pesquisa 100 - req pesq/requerimento pesquisa protocolizado em 22/07/2011 Marilda Soares de Carvalho Arruda água mineral engarrafamento GO 861147/2010 49,82 Autorização de pesquisa 264 - aut pesq/pagamento tah efetuado em 31/01/2012 Margareth Maria Alves Rezende água mineral engarrafamento GO 860124/2011 49,83 Autorização de pesquisa 236 - aut pesq/documento diverso protocolizado em 19/01/2012 Margarete Sieiro Conde água mineral engarrafamento DADO NÃO CADASTRADO 861545/2011 49,91 Autorização de pesquisa 264 - aut pesq/pagamento tah efetuado em 20/03/2012 Joaquim Vieira de Farias água mineral engarrafamento GO 806201/1976 14,1 Concessão de lavra 1074 - conc lav/análise lamin protocolizado em 18/06/2012 SAÚDE INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ÁGUA MINERAL LTDA. água mineral não informado GO 860112/2012 49,84 Requerimento de pesquisa 100 - req pesq/requerimento pesquisa protocolizado em 20/01/2012 Shiguero Fujioka água mineral engarrafamento GO 861462/2011 12 Autorização de pesquisa 322 - aut pesq/alvará de pesquisa 02 anos publ em 10/04/2012 Wagner de Barros água mineral engarrafamento GO Coordenador: 196/313 ÚLTIMO EVENTO NOME DADO NÃO CADASTRADO Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte PROCESSO AREA (HA) 860837/2010 49,4 Autorização de pesquisa 1397 - aut pesq/licença ambiental protocolizada em 30/05/2012 860406/2007 11,72 Requerimento de lavra 862289/2011 48,67 861131/2012 FASE ÚLTIMO EVENTO SUBSTÂNCIA USO UF Luiz Antonio Lisita água mineral engarrafamento GO 336 - req lav/documento diverso protocolizado em 27/01/2012 São Luis Indústria e Comércio de Água Mineral Ltda água mineral engarrafamento GO Autorização de pesquisa 264 - aut pesq/pagamento tah efetuado em 11/06/2012 Edmar Jose da Silva água mineral engarrafamento GO 50 Requerimento de pesquisa 100 - req pesq/requerimento pesquisa protocolizado em 12/06/2012 Luiz Fernando Martins água mineral engarrafamento GO 860090/2012 48,87 Requerimento de pesquisa 100 - req pesq/requerimento pesquisa protocolizado em 16/01/2012 Jose Cesar Pedroso água mineral engarrafamento GO 860069/2008 45,7 Autorização de pesquisa 644 - aut pesq/multa aplicada-relatório pesquisa em 19/06/2012 REFRESCOS BANDEIRANTES INDUSTRIA E COMÉRCIO LTDA água potável de mesa engarrafamento GO Coordenador: 4.1 – Meio Físico NOME Técnico: 197/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 4.1.8.4 - Usos Não Consuntivos 4.1.8.4.1 - Uso para Geração de Energia Em termos do uso de recursos hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte para geração de energia, foi identificada somente a PCH Rochedo, no Município de Piracanjuba. O lago do represamento ocupa uma área aproximada de 6,8 km2, tendo como função primordial a geração de energia elétrica (SEGPLAN, 2011). Apresentam-se, a seguir, no Quadro 4.1-28, os empreendimentos localizados na região da Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba. Quadro 4.1-28 - Empreendimentos de geração de energia na região da Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba Tipo de Empreendimento Usina UHE (Potência > 30 MW) Usina PCH (1 MW < Potência ≤ 30 MW) Usina CGH (Potência ≤ 1 MW) Nome do Empreendimento Potência (kW) Rio Município Cachoeira Dourada 658.000 Paranaíba Cachoeira Dourada (MG); Itumbiara Corumbá I 375.300 Corumbá Caldas Novas; Corumbaíba Corumbá III 127.000 Corumbá Luziânia Corumbá IV 95.520 Corumbá Luziânia Emborcação 1.192.000 Paranaíba Cascalho Rico (MG); Catalão Espora 32.010 Corrente Aporé; Serranópolis Itumbiara 2.080.500 Paranaíba Arapoã (MG); Itumbiara Quimado 105.450 Preto Cristalina; Unaí (MG) São Simão 1.710.000 Paranaíba Santa Vitória (MG); São Simão Irara 30.000 Doce Rio Verde Jataí 30.000 Claro Jataí Lago Azul 3.992 Rib. Castelhano Cristalina; Ipameri Planalto 17.000 Aporé Aporé; Cassilândia Retiro Velho 18.000 Prata Aporé Rochedo 4.000 Meia Ponte Piracanjuba Agropecuária Rio Paraíso 302 Paranaíba Jataí Aporé 808 Aporé Chapadão do Céu; Chapadão do Sul (MS) Eletrocéu 296 Formoso Chapadão do Céu Fazenda Jotobá 64 Rego D’Água Rio Verde PG2 288 Rib. das Éguas Ipameri Saia Velha 360 Saia Velha Valparaíso de Goiás São Bento 622 São Bento Catalão Fonte: Adaptado de SEINFRA (2010). Coordenador: 198/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 4.1.8.4.2 - MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Uso para Lançamento de Efluentes Além do uso da água para abastecimento, como uso consuntivo das atividades industriais, destaca-se ainda o uso não consuntivo do lançamento de efluentes industriais nos cursos d’água, que é o principal problema associado às atividades industriais, uma vez que deve ser garantida a eficiência do tratamento do efluente antes do lançamento no curso d’água. A listagem dos distritos industriais identificados para a região da Bacia do Rio Meia Ponte foi apresentada no item 4.5.2.2.3 - Uso para Atividades Industriais. Neste quadro, é possível identificar que, além das ETEs supracitadas, podem existir outras instalações dentro da Bacia Hidrográfica gerenciadas por outros órgãos que não o SANEAGO, como é o caso das ETEs identificadas nos distritos industriais de Anápolis, Goianira e Senador Canedo. Conforme dados disponibilizados pela SANEAGO, empresa de saneamento do Estado de Goiás responsável pelo abastecimento de água tratada e coleta e tratamento de esgotos, o qual concentra 224 dos 246 municípios do Estado, somente 10 estações de tratamento de esgoto (ETE) estaduais são computadas nos municípios localizados na região da Bacia do Rio Meia Ponte. Destas, somente três apresentam pontos de lançamento em cursos d’água localizados dentro da bacia hidrográfica, a saber: ETE de Pontalina; ETE de Inhumas; e ETE de Itauçu. Ainda, encontram-se outras três ETE em operação no município de Goiânia sendo estas a ETE Aruanã, ETE Parque Atheneu e ETE Dr. Hélio Seixo de Brito, também conhecida como ETE Goiânia. As três ETEs recebem contribuição de cerca de 700.000 habitantes, sendo a terceira a maior, com uma vazão média de 1.100 l/s de acordo com informações da SANEAGo (2012). A ETE Aruanã, que recebe 31 l/s, apresenta eficiência 85% no tratamento de esfluentes, comportanto duas (02) lagoas facultativas aeradas em série. As ETEs Parque Atheneu, que recebe 70 l/s, e a ETE Goiânia, apresentam, respectivamente 90% e 60% no processo de tratamento. Na ETE Parque Atheneu utiliza uma lagoa aneróbia e duas lagoas facultativas em série enquanto a ETE Goiânia, que recebe maior vazão de efluentes, consiste em tratamento primário baseado no uso de insumos químicos. De acordo com informações disponibilizadas na SANEAGO (2012) outras estações de tratamento estão sendo planejadas para implantação nas regiões norte e sudeste de Goiânia para atingir a meta do índice de tratamento de esgoto de 100% em Goiânia. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 199/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 4.1.8.4.3 - 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Esgotamento Domiciliar Em consequência à ocupação do espaço físico dos municípios que margem seu leito, o Rio Meia Ponte recebido cargas de poluição de origem urbana e rural. A poluição urbana deve-se, sobretudo, às atividades industriais e pelos efluentes domésticos sem tratamento. A poluição rural, por outro lado, se deve as atividades de pecuária (suinocultura, piscicultura, bovinocultura e agroindústrias) e de extração mineral. Em Goiânia, foi criada em 2004 a Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) de Goiânia com capacidade para tratar 75% dos esgotos coletados da população da capital, devolvendo vida ao Rio Meia Ponte, sendo a única no município. Com base em dados do IBGE (2012), foi possível identificar os tipos predominantes de coleta de esgotamento domiciliar nos municípios da bacia do Rio Meia Ponte que se resumem em: rede geral; fossa séptica; rede coletora, outras vias de esgotamento domiciliar e não tinham esgotamento domiciliar. A Figura 4.1-96 mostra os tipos e percentual das vias de esgotamento sanitário nos 37 municípios da área de estudo. Coordenador: 200/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-96 - Cartograma dos tipos de esgotamento sanitário nos municípios da bacia do Rio Meia Ponte. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 201/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Observamos que a grande maioria dos municípios, incluindo Goiânia, têm suas vias de esgotamento na classe “outras vias” (conforme definido pelo IBGE) e que apenas os municípios de Cachoeira Dourada, Piracanjuba, Professor Jamil e Bela vista de Goiás tem maior contribuição de rede geral para o esgotamento sanitário. Já os municípios de Silvânia, Pontalina e Panamá o esgotamento sanitário é predominantemente via fossa séptica. Este cenário, de modo geral, revela uma deficiência nas práticas de esgotamento sanitário nos municípios que pertencem à bacia do Rio Meia Ponte. 4.1.8.5 - Outros Usos O levantamento sistemático para os barramento artificiais em corpos hídricos, visíveis em imageamento remoto de alta resolução de disponibilidade pública, para sensoriamento tomado entre 2009 e 2011, registrou 1435 pontos, dentre os quais 1337 são açudes, 93 tanques de piscicultura e 5 de outros usos. Esses corpos hídricos artificiais pontuais estão homogeneamente distribuídos em toda bacia, sendo exceção as unidades de conservação e a RM de Goiânia. Dentre os municípios estudados, aqueles com maior número de barramentos dentro da bacia foram Morrinhos, Hidrolândia de Itumbiara, com 132, 126 e 103 pontos, respectivamente. Nota-se, com base nesta observação, a prática comum de barramento de rios para formação de açudes e armazenamento de água, fazendo marcante a interrupção dos tributários do Rio Meia Ponte em diversos e sucessivos pontos, exemplificado na Figura 4.1-97. Fonte: Geoeye 2008. Disponível em Google Earth Figura 4.1-97 - Área de Agricultura as margens do Rio Meia Ponte (à esquerda e abaixo), no Município de Itumbiara, com destaque (pontos azuis) para barramentos no tributário Coordenador: 202/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Dentre os dados oficiais disponibilizados pelos órgãos federais e estaduais, não foram identificados registros de barramentos e/ou aquicultura na Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte. A ausência de registros oficiais nesta bacia se opõe ao número de barramentos classificados como tanque (93 pontos dentro da bacia do Meia Ponte) no levantamento espacial dos usos da água. Dentre os dados de outorga disponibilizados no sítio eletrônico da ANA, há somente um (1) registro de outorga de aquicultura, no município de Itumbiara, que não se encontra na área da Bacia do Rio Meia Ponte. SEGPLAN (2011) aponta diversos lagos formados pelo barramento artificial dos rios para geração de energia elétrica ou abastecimento público, no Estado de Goiás, que são utilizados secundariamente para turismo e lazer. O Lago das Brisas, formado pela represa de Itumbiara, limite sul da Bacia do Rio Meia Ponte, é um exemplo deste tipo de uso secundário. Em relação às águas subterrâneas, do total dos 759 poços cadastrados no SIAGAS (CPRM) na área da Bacia, foram identificados somente 10 poços no município de Goiânia, cujo uso foi classificado como “Outros”, no qual se inclui a atividade de lazer Conflitos do uso da água Quanto a conflitos de uso da água, há áreas de conflito potencial na cabeceira da bacia do rio Meia Ponte. Os conflitos de uso podem estar relacionados à pressão exercida pela expansão urbana da região vizinha a Goiânia e Anápolis, que eleva as demandas hídricas e degrada a qualidade da água. Contudo esses conflitos caracterizam-se por deteriorar a qualidade da água, principalmente para o consumo humano nas proximidades de Goiânia. Além disso, a crescente utilização da água para agricultura, em especial em pivôs de irrigação, vem exercendo também grande pressão sobre os recursos hídricos da bacia (Associação Ambiental Pró-Águas do Cerrado, 2008). Os aproveitamentos hidrelétricos que merecem atenção por estarem próximos a esses conflitos de uso da água são os AHE de Mota, Entre Pontes, Volta Grande, Aloândia, Pontal, Caldas, e Vau Das Pombas. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 203/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 4.1.8.6 - 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Hidrogeologia A caracterização hidrogeológica da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte foi fundamentada em dados secundários do mapa hidrogeológico do Brasil (CPRM, 2011), do Zoneamento Ecológico Econômico da Microrregião Meia Ponte (1999) e no estudo de Hidrogeologia do Estado de Goiás, do Sistema de Informação Estatística e Geográfica (SIEG), da Superintendência da Secretaria de Indústria e Comércio. De acordo com o exposto no Estudo de Hidrogeologia do Estado de Goiás (2006), que se baseou na integração de dados geomorfológicos, pedológicos, climáticos e geológicos, foram identificados dois grupos de aquíferos no estado. São estes, os Grupos de Aquíferos Rasos ou Freáticos e os Grupos de Aquíferos Profundos. Os Domínios dos Grupos de Aquíferos (Freáticos e Profundos) são definidos em função do tipo de porosidade predominante na região (SIEG, 2006), sendo estas: Intergranular; Fraturado; Dupla Porosidade; Físsuro-Cárstico e Cárstico. Todos os subsistemas de Aquíferos Freáticos pertencem ao Domínio Intergranular, enquanto que o Grupo de Aquíferos Profundos, no estado de Goiás, encontra-se em todos os domínios supracitados desde Intergranular à Cárstico. Ainda, com base na litologia predominante, os Aquíferos Freáticos se distinguem em sistemas Freático I (F1), Freático II (F2) e Freático III (F3). Já os Aquíferos Profundos se distinguem em 30 sistemas, conforme proposto no Estudo de Hidrogeologia do Estado de Goiás do SIEG (2006), dentre os quais apenas um ocorre na área de abrangência do estudo. Na Área de Localização do Estudo são mostrados aquelas tipologias que se encontram sobrepostas às regiões das novas sub-bacias do Rio Meia Ponte de acordo com o Instituto Biosfera (2006), destacados na Figura 4.1-98, à saber: Metropolitana; Médio Meia Ponte; Baixo Meia Ponte; Rio Caldas; João Leite; Rio Dourados. Coordenador: 204/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Fonte: Instituto Biosfera (2006) Figura 4.1-98 - Nova proposta de divisão das sub-bacias do Rio Meia Ponte. Na região das sub-bacias do Rio Meia Ponte foram identificados os Grupos de Aquíferos Freáticos e Profundos, seus Domínios, e respectivas formações litológicas, conforme exposto no Quadro 4.1-29. Quadro 4.1-29 - Grupos de Aquíferos que ocorrem na Área de Localização do estudo e seus respectivos domínios, sistema e formação litológica que se encontram na região das sub-bacias do Rio Meia Ponte. Grupo de Aquífero Aquífero Freático Aquífero Profundo Domínio Intergranular Fraturado Sistema Aquífero Formação Litológica F2 Latossolos F3 Argissolos e Nitossolos Cristalino Sudeste Granulitos Araxá Xistos Fonte: Estudo de Hidrgeologia do Estado de Goiás (SIEG, 2006). Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 205/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Na área de Localização das sub-bacias do rio Meia Ponte foram encontrados os Sistemas de Aquíferos Freáticos F2 e F3, de Domínio Intergranular, e Sistemas Aquíferos Profundos do Cristalino Sudeste e Araxá em Domínio Fraturado (2523-00-EIBH-MP-2014 - Mapa de Aquíferos Porosos Freáticos e Pontos de Captação de Água Subterrânea e 2523-00-EIBH-MP-2015 - Mapa de Aquíferos Fraturados Profundos e Pontos de Captação de Água Subterrânea). Os Sistemas Aquíferos F2 incluem todas as classes de latossolos, sendo estes os de maior representatividade no Estado de Goiás. Em geral, associam-se às Superfícies Regionais de Aplainamento - SRA com padrão de relevo suave de ondulado a plano. A formação F2 é marcante por exibir estruturas granulares ou grumosas que fazem com que todos os latossolos, independente de sua textura (argilosa, siltosa, etc.), apresentem funcionamento hídrico semelhante, com elevada condutividade hidráulica e elevada porosidade efetiva (não inferior a 8%). Em latossolos do sistemas de aquíferos F2, os valores da condutividade hidráulica ocorrem na ordem de grandeza de 10-7 a 10-4 m/s, na superfície, e entre 10-9 a 10-4 m/s em profundidade, cujos valores médios variam de 3,3 x 10-5 m/s em superfície e 4,0 x 10-6 m/s em profundidade. A porosidade total pode ser superior a 20% e a porosidade efetiva é estimada entre 7 a 9%, dependendo da variação textural. Constituem aquíferos contínuos, livres de grande distribuição lateral, e são importantes por sua eficiência em funções de recarga, filtro e reguladora. Os Sistemas aquíferos F3 incluem os solos de horizonte diagnóstico B textural e nítico de argissolos e nitossolos, cujas espessuras médias, em geral, são inferiores a 15 metros. Nestas formações, os valores de condutividade hidráulica vertical variam entre 1,0 x 10-7 e 2,0 x 10-4 m/s na superfície, enquanto que em profundidade variam entre 4,1 x 10-9 e 9,4 x 10-5 m/s, com valores médios de 1,4 x 10-5 m/s na superfície e 2,5 x 10-6 m/s em profundidade. A diminuição da condutividade hidráulica em maiores profundidade dificulta a recarga dos sistemas profundos fraturados nas camadas inferiores. A espessura saturada deste sistema intergranular é de 10 metros, em média, com uma espessura total de 20 metros. Considerando que a condutividade hidráulica da zona saturada seja igual à média da zona de aeração (ou zona vadosa), a transmissividade é da ordem de 2,5 x 10-5 m2/s. Nestes sistemas (composto por nitossolos e argissolos) o comportamento da porosidade é considerado como sendo semelhante ao dos latossolos, ainda que, neste caso, a porosidade efetiva sofra redução nos horizontes que recebem a argila translocada a partir dos horizontes mais rasos. Este sistema aqüífero, em geral, sobrepõe sistemas fraturados representados por rochas básicas e ultrabásicas e mais raramente carbonatos. Está distribuído sobre relevo ondulado até fortemente ondulado ou sobre os rebordos de chapadas. Quando os solos apresentam-se ricos em fragmentos rochosos (rochosidade e/ou pedregosidade), a condutividade hidráulica pode ser incrementada, melhorando as características gerais deste sistema aqüífero raso. O Sistema F3 constitui aqüíferos Coordenador: 206/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte intergranulares, livres, descontínuos e com distribuição lateral ampla. Apresenta pequena importância hidrogeológica relativa à função reservatório, sendo aproveitado, principalmente, para abastecimento de pequenas propriedades rurais. Do ponto de vista das funções recarga, filtro e reguladora, apresenta elevada importância hidrogeológica, uma vez que os horizontes mais ricos em argila funcionam como depuradores de cargas contaminantes e retardam o fluxo, ampliando a possibilidade de regular as descargas de base e interfluxo. Dentre os sistemas de Domínio Fraturado de Aquíferos Profundos, o Cristalino Sudeste engloba rochas associadas ao Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu, bem como granitóides, granitos e gnaisses situados a sul da Sintaxe dos Pirineus até o extremo sudeste do estado. Em termos de parâmetros hidrodinâmicos a condutividade hidráulica (K) média é de 8,8 x 10-7 m/s e a transmissividade média é de 1,3 x 10-4 m2/s. A vazão mínima é zero, a média é de 6 m3/h, a vazão máxima é de 132 m3/h, com moda de 2 m3/h e a vazão específica média é de 0,183 m3/h/m. A comparação de dados de vazões indica um contraste entre as vazões de poços. O Sistema Araxá é caracterizado por sua condutividade e temperatura terrenos granulíticos e granito-gnáissicos, com variação média de cerca de 100% (as vazões médias dos granulitos é de 3 m3/h e as vazões dos granitos e gnaisses fica em torno de 7,3 m3/h). Este fato é atribuído ao controle da tectônica de alívio a qual cada conjunto foi submetido. Os terrenos granulíticos estiveram sob alta pressão de confinamento e foram posicionados de forma rápida em porção crustal rasa. Esta rápida ascensão impediu o surgimento de fraturas de alívio, fundamentais para a interconexão de fraturas verticais e subverticais. Nestes terrenos observam-se, nas exposições e em pedreiras, grandes fraturas abertas, porém de baixa densidade. Os terrenos granitognáissicos, via de regra, são expostos em fácies xisto verde o que indica uma permanência em posição crustal mais rasa por um maior intervalo de tempo. Este quadro permite maior desenvolvimento de tectônica de alívio com maior abertura e densidade das descontinuidades secundárias e, portanto, maior produtividade média dos poços. O Sistema Aquífero do Araxá compreende o conjunto litológico do Grupo Araxá, associado às Seqüências Vulcano-Sedimentares situadas ao sul da Sintaxe dos Pirineus, juntamente com as supracrustais dos arcos de ilha situadas no sudeste do estado e ao Grupo Cuiabá. Esta associação de unidades e tipos petrográficos é justificada em função da similaridade reológico2-estrutural que estes materiais apresentam, e por se tratar predominantemente de micaxistos, com menor contribuição de quartzitos, anfibolitos e rochas ultramáficas. Em função da pequena porosidade observada nos tipos litológicos metapelíticos, que predominam e do baixo ângulo de mergulho da foliação, este sistema possui baixa vocação hidrogeológica, com média de vazões de 3,5 m3/h e elevada ocorrência de poços secos ou de vazão muito baixa. Se consideradas as vazões anômalas Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 207/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte em pontos isolados a média eleva-se para 6,5 m3/h, entretanto este valor médio é condicionado pela presença de poços de vazões superiores a 80 m3/h associados a lentes de mármores que ocorrem de forma restrita na área de distribuição do Grupo Araxá ou um sistema de fraturas abertas e, portanto, mais produtivas. O valor da moda das vazões é de 2 m3/h (a estatística de vazões apresentadas é vinculada a uma população de mais de 900 poços). Outras condições favoráveis deste sistema estão relacionadas aos quartzitos e quartzo xistos, os quais resultam em aqüíferos com maior transmissividade e coeficiente de armazenamento, onde as médias de vazão superam 10 m3/h, como é o caso da Serra da Areia em Aparecida de Goiânia (onde um poço registra vazão de 99 m³/h) e alguns poços na região de Pirenópolis. Nas Figura 4.1-99 e Figura 4.1-100, são mostrados os mapas de distribuição dos sistemas aquíferos. A B Figura 4.1-99 - Distribuição dos Sistemas Aquíferos Freáticos F2 (A) e F3 (B), respectivamente, no Estado de Goiás. Coordenador: 208/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte A B Figura 4.1-100 - Distribuição dos Sistemas Aquíferos Profundos do Cristalino Sudeste (A) e Araxá (B), respectivamente, no Estado de Goiás. As litologias distribuídas pela Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte possuem uma variada cronologia de idades e estão associados a diversos processos de formação, guardando características particulares em cada terreno tectônico, que são descritas no diagnóstico de geologia. De norte para sul, a Bacia do Rio Meia Ponte apresenta unidades litológicas correspondentes ao domínio tectônico do Rift Intracontinental, ao Arco Magmático de Goiás, à Faixa Brasília, aos Terrenos Granito-Greenstone e à Bacia Sedimentar do Paraná. Este embasamento geológico define a ocorrência de sistemas de aqüíferos cristalino nos metassedimentos xistosos do Grupo Araxá (Faixa Brasília), nos terrenos Granito-Greenstone, no Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu e nos granitos sin a tarditectônicos do Arco Magmático de Goiás, e fraturados nos derramamentos basálticos da Bacia Sedimentar do Paraná. No Sistema do Aqüífero Cristalino, as estruturas geológicas, como falhas e fraturas definem as zonas favoráveis à explotação de água subterrânea. Esta característica permite classificar este tipo de aqüífero como fraturados, na medida em que a infiltração nestas rochas está intimamente relacionada à presença das estruturas rúpteis tais como fraturas e falhas. De acordo com o ZEE da Microrregião do Meia Ponte (1999) os poços perfurados nestes domínios apresentam profundidades médias de 80 a 120 metros, possuindo vazões de 4 a 25m³/h, com uma vazão média geral de 6 m³/h. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 209/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Já na porção da Bacia Sedimentar do Paraná abrangida pela Bacia do Meia Ponte, o sistema de aqüífero é do tipo fraturado, representado pelos derramamentos basálticos da Formação Serra Geral. Neste domínio os poços perfurados possuem profundidade em torno de 100 metros, atingindo eventualmente profundidades entre 150 e 200 metros. As vazões médias dos poços nos basaltos são de aproximadamente 15m³/h. Em várias cidades goianas, parte do abastecimento público se dá por captação em poços tubulares profundos, como por exemplo, São Simão, Águas Lindas de Goiás, Aparecida de Goiânia (onde a água subterrânea é o manancial mais importante) ou Luziânia, Valparaíso de Goiás, Pedregal e Novo Gama (onde a água subterrânea é o manancial complementar). Em virtude da importância do Sistema Aquífero Guarani, conforme informações da Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil (ANA, 2009), vale destacar que este não atravessa as regiões da BH do Rio Meia Ponte. O Sistema Guarani cobre em quase sua totalidade (90%) a Região Hidrográfica do Paraná, alcançando o Rio Paranaíba e o município de Cachoeira Dourada. O Estudo de Hidrogeologia do Estado de Goiás (2006) destaca que, neste município, o termalismo é uma fator importante, sendo aproveitado através da extração de água quente e salgada em poços de 320 a 420 metros de profundidade. Este estudo, entretanto, não revela se os poços de captação de água termal em Cachoeira Dourada se encontram na porção do município que se insere na BH do Rio Meia Ponte. Conforme exposto no Estudo Hidrogeológico do Estado de Goiás, acredita-se que as águas termais advém das águas subterrâneas do Aquífero Guarani e a característica salgada deve-se à contaminação por outros aquíferos. 4.1.8.7 - Recomendações Ao longo do Rio Meia Ponte as áreas correspondentes aos reservatórios são de baixa sensibilidade socioambiental. Apesar das reduzidas dimensões e impactos localizados, deve-se atentar que um grande número de AHE em sequência em um determinado trecho de curso d’água, por menor que seja a área alagada, pode apresentar efeitos cumulativos e sinérgicos. É relevante destacar possíveis sensibilidades dos recursos hídricos relacionados aos aproveitamentos: i) conflitos de uso da água; ii) modificação no regime fluvial; ii) Mudança no comportamento sedimentológico nos rios. Coordenador: 210/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 i) MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte As áreas consideradas de alta sensibilidade para os recursos hídricos são, na maior parte, em regiões com alto índice de ocupação humana. Como já abordado neste relatório, os conflitos de uso da água na bacia do Meia Ponte podem ser mais sensíveis nas proximidades dos aproveitamentos de Mota, Entre Pontes, Volta Grande, Aloândia, Pontal, Caldas, e Vau Das Pombas. Nessas regiões concentram grandes populações, centros urbanos, além de grandes áreas de irrigação, com pivôs de irrigação, que também tem sido alvo de conflitos. Junto à concentração urbana, vem o problema sobre a qualidade da água dos rios da bacia, que tem no município de Goiânia o principal foco de degradação da qualidade da água. O aproveitamento de Vau Das Pombas é o mais próximo dessa região, onde apresenta graves problemas nos recursos hídricos superficiais. Não há estudos aprofundados sobre a disponibilidade hídrica vesus demanda hídrica das províncias hidrogeológicas da bacia do Meia Ponte. Mesmo com essa deficiência de informações são visíveis os problemas relacionados à disponibilidade/distribuição, frente ao crescente consumo em alguns municípios da bacia. Vale destacar que o tipo de aproveitamento hidrelétrico (a fio d’água), pouco altera o volume total concentrado, pemitindo minimizar os conflitos de uso no que tange à destinação da água para irrigação de lavouras. ii) Uma característica importante das pequenas barragens e reservatórios, assim como os aproveitamentos existentes e propostos, é o fato de serem projetadas para operar a fio d’água (run off), isto é, os volumes totais afluentes são iguais aos volumes totais defluentes. Como resultado, a modificação no regime fluvial do curso d’água fica minimizada, não havendo modificação non nível da água. Esta situação é semelhante para todos os aproveitamentos. iii) Os aproveitamentos hidrelétricos existentes e propostos podem, em geral, interferir no comportamento sedimentológico da bacia, pois uma parte dos sedimentos em trânsito pelo curso d’água acaba sendo retida no reservatório. Esta situação pode se mais problemática nos reservatórios à jusante da bacia do Meia Ponte, onde parte dos sedimentos não conseguem chegar, devido aos barramentos à montante. Os recursos hídricos exercem um grande papel na dinâmica socioambiental, estando integrado ao abastecimento público, rural, e atividades econômicas importantes como a geração de energia elétrica. Contudo, deve-se atentar para que os atores sociais atuem mantendo a qualidade desses recursos. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 211/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 4.1.9 - 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Qualidade das Águas e Limnologia A transformação de ambientes fluviais em lacustres para a construção de reservatórios podem provocar diversas modificações, como alterações do perfil térmico e químico da água, além das interferências nas comunidades biológicas como a sucessão de espécies (TUNDISI, 1999). Dessa forma, reservatórios são considerados ecossistemas complexos, o que representa um desafio aos estudos ambientais (ESPÍNDOLA et al., 2004; NOGUEIRA et al., 2006). Reservatórios são sistemas artificiais e de usos múltiplos, como os hidrelétricos, os quais apresentam características específicas atreladas ao projeto, como: área, profundidade, tempo de retenção, especificidades da bacia de drenagem (tipo de rochas e cobertura vegetal), variáveis climatológicas e morfometria. As características de projeto influenciam de forma direta e indireta na qualidade da água, somada às atividades socioeconômicas desenvolvidas no entorno. Assim, a composição química da água rica em nutrientes pode estar associada ao lançamento de efluentes domésticos sem tratamento, ou ser uma característica natural, a exemplo, as altas concentrações de fósforo presentes no rio Madeira, RO (ALMEIDA et al., 2011; ALMEIDA et al., 2012 e ECOLOGY, 2011). No caso de morfometrias dendríticas a composição da biota e química da água pode ser diversificada (CARDOSO, 2009). Nestes ambientes, em locais de baixa circulação da água também é comum o deplecionamento das concentrações de oxigênio dissolvido em função da decomposição de material orgânico (TUNDISI & MATSUMURA-TUNDISI, 2008), principalmente nas camadas mais profundas próximas ao sedimento (ESTEVES, 1998). Sendo assim, o tempo de retenção ou residência pode ser bastante variável em reservatórios com elevado IDM (Índice de Desenvolvimento de Margem). Outro fator é a relação profundidade e área, a qual juntamente com o vento fundamenta o padrão de mistura em reservatórios, de modo que as variáveis meteorológicas, como vento, radiação solar, precipitação e temperatura do ar são importantes na avaliação da dinâmica destes ambientes. Em reservatórios estratificados, a energia solar aquece a região superficial e delimita o epilímnio (ARMENGOL et al., 2004), que é separado do hipolímnio por uma camada intermediária intitulada de metalímnio (HAN et al., 2000). Esta região possui um decréscimo gradual na temperatura que é representado pela termoclina, a qual se estabiliza com a limitação de calor, formando o hipolímnio - uma massa de água fria, homogênea e mais profunda. Eventos de mistura de massas d’água são comumente influenciados pela velocidade e direção do vento, contudo a entrada de águas com diferentes densidades também podem romper a termoclina. Coordenador: 212/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Eventos de mistura e estratificação térmica influenciam na composição química e biológica, tanto no perfil horizontal, quanto vertical. Por isso, para entender o comportamento da biota nestes ambientes é necessário um estudo multidisciplinar. Dessa forma, programas de monitoramento também atuam como uma base de dados para o estudo da ecologia e limnologia desses ambientes artificiais, contribuindo para o entendimento de questões básicas como os efeitos do pulso natural e artificial nos ecossistemas aquáticos e na biota, eutrofização, sucessão de espécies e a interação das variáveis físico-química e a biota. De forma a manter comparativos, avaliar e mitigar os impactos advindos da construção de reservatórios é preciso o desenvolvimento de estudos ao longo de todas as etapas do licenciamento. Atualmente são realizadas diversas pesquisas para otimizar os danos ambientais causados pela construção e operação de reservatórios, uma vez que dados de monitoramento limnológico robustos se prestam a uma ferramenta de análise, conhecimento e gerenciamento. De acordo com Tundisi & Matsumura-Tundisi (2008) a qualidade das águas de reservatórios hidrelétricos deve ser monitorada para previsão de futuros impactos e permanentemente para compreensão dos processos integrados à bacia de drenagem, à conservação do ambiente ou à degradação da qualidade da água. Dessa forma, programas de monitoramento limnológico que incluem as principais assembleias biológicas (comunidades planctônicas: fitoplâncton e zooplâncton e comunidades bentônica) são primordiais para a identificação e avaliação dos impactos ambientais. As séries de dados obtidas antes das intervenções antrópicas permitem estabelecer uma linha de base para avaliar as modificações advindas da construção, enchimento e operação de reservatórios hidrelétricos. Além disso, as séries obtidas também são essenciais para verificar a eficiência ou não de medidas de manejo, como o controle de fontes pontuais e difusas de nutrientes. Assim, o objetivo desse estudo é apresentar os resultados obtidos no do rio Meia Ponte, tributários, poços e cisternas, em campanhas realizadas em fevereiro e junho de 2012, a fim de obter uma caracterização de variáveis físicas, químicas e biológicas destes corpos d’água, de forma integrada para a bacia hidrográfica. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 213/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 4.1.9.1 4.1.9.1.1 - Metodologia Malha Amostral A malha amostral para o Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas (EIBH) contemplou 7 (sete) estações no rio Meia Ponte e 3 (três) estações em tributários, sendo 2 (dois) na margem direita e 1 (um) na margem esquerda (Quadro 4.1-30, 2523-00-EIBH-MP-3010 - Mapa das Estações de Amostragem da Limnologia). Adicionalmente, também foram realizadas amostragens da água subterrânea em poços e cisternas na região do rio Meia Ponte e tributários avaliados, em locais próximos das estações de monitoramento da qualidade da água superficial. O Quadro 4.1-31 apresenta o mapa das estações de avaliação da água superficial e subterrânea. As amostragens contemplaram um período chuvoso e um seco. Dessa forma, as campanhas de campo foram realizadas nos meses de fevereiro e junho de 2012, entre os dias 15 e 16/02/2012 e 26 e 27/06/2012. O Quadro 4.1-30 apresenta o Relatório Fotográfico, com informações sobre cada estação de amostragem no rio Meia Ponte e tributários nos dois meses estudados. Quadro 4.1-30 - Estações de Monitoramento Limnológico, descrição e coordenas geográficas. Descrição Estações Coordenadas (UTM) Latitude Longitude 8164922 680923 Montante da área urbana de Goiânia P1 Rio Meia Ponte, próximo ao residencial Vila Brisa Jusante da área urbana de Goiânia P2 Rio Meia Ponte, próximo a ponte na estrada Velha Bela Vista 8142662 696222 P3 Rio Meia Ponte, próximo a GO 217 8097390 700045 P4 Rio Meia Ponte, próximo a BR 153 8070172 687888 P5 Rio Meia Ponte, ponte a GO 215 8038219 666293 P6 Rio Meia Ponte, próximo ao acesso pela GO 040 7994920 657775 P7 Rio Meia Ponte, próximo a Foz 7956454 646199 T1 Ribeirão Dourado, tributário da margem direita do rio Meia Ponte 8071449 680386 T2 Ribeirão Boa Vista do Riacho, tributário da margem direita do rio Meia Ponte. 8050643 668068 T3 Ribeirão da Boa Vereda, tributário da margem esquerda do rio Meia Ponte 7959734 647386 Coordenador: 214/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Quadro 4.1-31 - Estações de Monitoramento de Qualidade da Água subterrânea, descrição e coordenas geográficas. Estações Coordenadas (UTM) Descrição Latitude Longitude 8164900 680406 Montante da área urbana de Goiânia PS1 Cisterna, localizada na Chácara Caveira Jusante da área urbana de Goiânia PS2 Cisterna com tampa de tábua, localizada no Residencial Morumbi 8142546 696908 PS3 Poço artesiano lacrado, coleta em torneira. Localizado na Fazenda Palmito 8096892 700395 PS4 Poço artesiano, coleta em torneira. Localizada na Fazenda Maria Bonita 8070840 687710 PS5 Cisterna, coleta em torneira. Localizada na Chácara Salmo 91 8038133 665894 PS6 Poço artesiano, localizado na Fazenda Beira Rio 7995310 655591 PS7 Poço artesiano, localizado na Fazenda Boa Vereda 7956008 646381 TS1 Cisterna, coleta em torneira. Localizado na Fazenda ADN 8071042 679644 TS2 Cisterna, localizada na Fazenda São Lourenço 8050547 667951 TS3 Poço artesiano, localizado na Fazenda Cipó 7959708 646730 4.1.9.1.2 - Variáveis Limnológicas Para caracterização da qualidade da água superficial e subterrânea foram selecionadas as variáveis físicas, físico-químicas, químicas e biológicas descritas no Quadro 4.1-32. Quadro 4.1-32 - Variáveis Limnológicas monitoradas na água superficial e subterrânea. Variáveis Água Físicas Cor superficial Sólidos suspensos superficial Sólidos totais superficial Sólidos totais dissolvidos superficial Temperatura da água superficial e subterrânea Turbidez superficial e subterrânea Físico-Químicas Alcalinidade total superficial Condutividade elétrica Superficial e subterrânea pH superficial Químicas Alumínio total superficial e subterrânea Arsênio total superficial e subterrânea Bário total superficial e subterrânea Cádmio total superficial e subterrânea Carbono total subterrânea Chumbo total superficial e subterrânea Cloretos superficial Cobalto total superficial Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 215/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Variáveis Água Cobre total subterrânea Cobre dissolvido superficial Compostos orgânicos: biocidas superficial e subterrânea Cromo total superficial e subterrânea DBO superficial Dureza total superficial Ferro dissolvido superficial Ferro total subterrânea Fósforo total superficial e subterrânea Manganês total superficial e subterrânea Mercúrio total superficial e subterrânea Níquel total superficial Nitrato superficial e subterrânea Nitrito superficial e subterrânea Nitrogênio inorgânico dissolvido superficial e subterrânea Nitrogênio orgânico superficial e subterrânea Nitrogênio total Kjeldahl superficial e subterrânea Ortofosfato superficial e subterrânea Oxigênio dissolvido - concentração superficial Selênio total superficial e subterrânea Sulfato superficial Zinco total superficial Biológicas 4.1.9.1.3 - Clorofila-a superficial Coliformes termotolerantes superficial e subterrânea Coliformes totais superficial e subterrânea Fitoplâncton superficial Invertebrados bentônicos superficial Zooplâncton superficial Coleta, Conservação e Método de Análise Amostras de água foram coletadas na subsuperfície da coluna d’água (aproximadamente 20 cm) e em cada estação foram feitas anotações a respeito do ambiente de entorno e da área de drenagem das estações amostradas. Em campo, foram obtidos os valores de temperatura do ar, pH, condutividade elétrica, sólidos totais dissolvidos (STD), oxigênio dissolvido e temperatura da água com uma sonda multiparâmetros modelo YSI 556. Para determinação dos demais grupos de variáveis, as amostras de água foram coletadas, preservadas e enviadas para análise no laboratório. As amostras foram transportadas em frascos de polietileno ou vidro e devidamente preservadas até o momento da análise seguindo os procedimentos descritos no Quadro 4.1-32. Coordenador: 216/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte As amostras dos poços artesianos e cisternas, em quase todos os casos, foram coletadas nas torneiras, onde foi feita uma esterilização previa com álcool 70% e flambagem com fogo. Somente nas cisternas PS1 e PS2 houve coleta direta com o auxílio de corda. A empresa responsável pelo trabalho de campo e análises laboratoriais foi a “Life – Projetos Limnológicos”, em Goiânia. 4.1.9.1.3.1 - Variáveis Abióticas Os métodos de análise contemplaram protocolos analíticos mundialmente reconhecidos, preferencialmente as determinações contidas no “STANDARD METHODS FOR THE EXAMINATION OF WATER AND WASTEWATER” da APHA (2005). As variáveis limnológicas foram determinadas utilizando os seguintes métodos e equipamentos: Alcalinidade: titulação com ácido sulfúrico 0,02N; Cloreto: determinado através do método de cromato de potássio e espectrofotômetro (Método 4500-Cl- B, Standard Methods, 2005); Clorofila-a: extração com acetona (90%) e leitura em espectrofotômetro a 663 nm, aplicandose correção para outros compostos dissolvidos e turbidez, resultante da leitura a 750 nm (GOLTERMAN et al., 1978); Coliformes totais, termotolerantes e E. coli (somente para a água para consumo humano): método dos tubos múltiplos; Cor: espectrofotômetro (Método 2120, Standard Methods, 2005); Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO5): consumo de oxigênio nas amostras durante uma incubação de 5 (cinco) dias, a uma temperatura constante de 20 oC (Método 5210, Standard Methods, 2005); Ferro dissolvido: método da ortofenotrolina (Método 3500, Standard Methods, 2005); Fósforo total: determinado diretamente nas amostras não filtradas, sendo quantificado após a adição de reagente misto (molibdato de amônia, tartarato de antimônio e potássio e ácido ascórbico) e leitura em espectrofotômetro (882 nm); Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 217/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Ortofosfato (fosfato solúvel reativo): determinado diretamente nas amostras filtradas, sendo quantificado após a adição de reagente misto (molibdato de amônia, tartarato de antimônio e potássio e ácido ascórbico) e leitura em espectrofotômetro (882 nm); Nitrato: método de redução do cádmio e leitura em espectrofotômetro a 400 nm (Método 4500-NO3-E, Standard Methods, 2005); ► Nitrito: método colorimétrico onde o nitrito reage com o ácido sulfanílico, formando um composto que é determinado em espectrofotômetro a 507 nm (Método 4500-NO2-B, Standard Methods, 2005); ► Nitrogênio amoniacal: método fenol, e posterior leitura em espectrofotômetro a 655 nm (Método 4500-NH3 F, Standard Methods, 2005); ► Nitrogênio total Kjeldahl e nitrogênio orgânico: quantificado com amostras não filtradas que sofreram digestão em meio ácido e com elevada temperatura. Após a digestão, as amostras foram destiladas em aparelho Kjeldahl e, posteriormente, o destilado foi titulado com ácido clorídrico 0,01 N (MACKERETH et al., 1978). A concentração de nitrogênio orgânico corresponde ao decréscimo da concentração de nitrogênio total Kjeldahl e nitrogênio amoniacal. ► Sólidos totais: estimado por gravimetria (Método 2540 B, Standard Methods, 2005); ► Sólidos totais suspensos: estimado por gravimetria, onde a amostra é filtrada, e o filtro seco em estufa até atingir peso seco constante (Wetzel e Linkens, 2000); ► Sulfato: determinados através de espectrofotometria (Método 4500, Standard Methods, 2005). Elementos Traços Para determinação da presença de elementos-traço, foram analisadas na água superficial os elementos Al, Ba, Cd, Co, Cr, Cu, Hg, Ni, Pb, Se e Zn. Na água subterrânea foram analisados Al, As, Ba, Cd, Cr, Cu, Pb e Se. Para a análise, em cada estação foram coletados 500 mL de amostra em frascos de polietileno. Para a preservação foi adicionado ácido nítrico concentrado PA até atingir pH inferior a 2. As análises foram feitas por Espectrofotometria de absorção atômica por chama (AA-400 Perkin Elmer) e Espectrometria de Massa com Fonte de Plasma Indutivamente Acoplado (ICP/MS) de acordo com SMWW 3125 B. Coordenador: 218/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Compostos Orgânicos (Biocidas) Em todas as estações de amostragem no rio Meia Ponte, tributários, poços e cisternas foram tomadas amostras de água para análise de biocidas organoclorados e organofosforados, a saber: Alaclor, Aldrin e Dieldrin; Atrazina; Clordano (cis e trans); 2,4-D; Demeton (Demeton-O e Demeton-S); 2,4 - DDT (p,p´-DDT, p,p´-DDE e p,p'-DDD); Dodecacloropentaciclodecano; Endossulfan (a, b e sulfato); Endrin; Heptacloro e Heptacloro Epóxido; Lindano (g-HCH); Malation; Metoxicloro; Metolacloro; Paration; Simazina; 2,4,5-T; 2,4,5-TP; Trifluralina e Hexaclorobenzeno). Os biocidas foram analisados de acordo com a metodologia SMWW 6410 B. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 219/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Quadro 4.1-33 - Volume, conservação e estocagem das amostras. Determinação Frasco Volume amostra (ml) Temperatura imediatamente pH imediatamente Condutividade elétrica Alcalinidade P,V 200 P,V 50 Saturação de oxigênio Cloreto Estocagem máxima recomendada Preservação Tolerável Refrigerar a 4+2 ºC caso não seja medido imediatamente imediatamente 28 dias Refrigerar a 4+2 ºC. 24h 14 dias imediatamente imediatamente 0.25h Refrigerar a 4+2 ºC N.R. 28 dias Não filtrada – 24-48horas Filtrada – 28dias 28 dias Clorofila a P,V 500 Não filtrada - escuro à 4 ºC; Filtrada - escuro a – 20 ºC Coliformes Totais e termotolerantes P, P(B) 125 mL Refrigerar a 4+2 ºC e analisar o mais rápido possível 6h 24h Cor P,V 500 Refrigerar a 4+2 ºC 48h 48h DBO V(B) 300 Adicionar sulfito de sódio quando a amostra apresentar cloro residual – manter refrigerada a 4+2 ºC. 6h 48h Ferro dissolvido P,V 1000 Adicionar HNO3, refrigerar a 4+2 ºC 6 meses 6 meses Fósforo total, orto-fosfato P,V 100 H2SO4 até pH<2. Refrigerar a 4+2 ºC 28dias N.R. 48h 48h (28 dias para amostra clorada) Nitrato P,V 100 Analisar o mais breve possível; refrigerar a 4+2 ºC; Para preservar por períodos mais longos, ajustar o pH da amostra para 2 ou menos com ácido sulfúrico, ACS 2,0 mL/L Nitrito P,V 100 Analisar o mais breve possível; refrigerar a 4+2 ºC nenhuma 48h 7dias 28 dias Nitrogênio Amoniacal P,V 500 Analisar o mais breve possível e adicionar H2SO4 até pH<2; Refrigerar a 4+2 ºC Nitrogênio total Kjeldahl P,V 500 H2SO4 até pH<2. Refrigerar a 4+2 ºC 7dias 28 dias Oxigênio Dissolvido – Winkler V, frasco para DBO 300 Fixar com 1 mL de sulfato manganoso e 1 mL de álcali-iodeto. Refrigerar a 4+2 ºC 8horas 8 horas Sólidos P,V 200 Refrigerar a 4+2 ºC 7dias 2-7dias Sulfato P,V 100 Refrigerar a 4+2 ºC 28dias 28 dias 100 Analisar no mesmo dia: estocar no escuro após 24h; Refrigerar a 4+2 ºC 24h 48h Turbidez P,V Legenda: P = Plástico; V(B) = vidro borosilicato; V = vidro; N.R. = não referenciado. Coordenador: 220/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 4.1.9.1.3.2 - MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Variáveis Bióticas Fitoplâncton As amostras da comunidade fitoplanctônica foram coletadas na subsuperfície, utilizando-se frascos de vidro. As amostras para o estudo quantitativo da comunidade fitoplanctônica foram fixadas com solução de lugol acético e guardadas no escuro até o momento da identificação e contagem dos organismos. Paralelamente, foram realizadas coletas com rede de plâncton de 15 micrômetros de abertura de malha, para auxiliar no estudo qualitativo, sendo estas amostras fixadas com solução de Transeau, segundo Bicudo e Menezes (2006). O estudo taxonômico e quantitativo do fitoplâncton foi efetuado através de microscópio invertido, com aumento de 400X. A densidade fitoplanctônica foi estimada segundo o método de UTERMÖHL (1958) com prévia sedimentação da amostra. A densidade fitoplanctônica foi calculada de acordo com APHA (2005) e o resultado foi expresso em indivíduos (células, cenóbios, colônias ou filamentos) por mililitro. Analisou-se a presença de cianobactérias visando atender a Resolução CONAMA n0 357/2005. Para a contagem do número de células de cianobactérias utilizou-se o retículo de Whipple, normalmente empregado para contagem de Unidade Padrão de Área (UPA). As colônias intactas foram sobrepostas ao quadrado e contou-se o número de células. O retículo foi calibrado e as contagens foram realizadas utilizando câmaras de Utermöhl ou Sedgwick Rafter. A biomassa fitoplanctônica foi estimada através do biovolume, multiplicando-se o volume pela densidade de cada táxon. O volume de cada célula foi calculado a partir de modelos geométricos aproximados à forma das células, como esferas, cilindros, cones, paralelepípedos, pirâmides, elipses e outros (Sun e Liu, 2003). A identificação da comunidade fitoplanctônica foi realizada através de bibliografia especializada (BOURRELLY, 1966; BICUDO & BICUDO, 1970; LEITE, 1974; KOMÁREK & FOTT, 1983; SANT’ANNA, 1984; SANT’ANNA et al., 1989, 2006; KOMÁREK & ANAGNOSTIDIS, 1989, 1998, 2005; KOSTIKOV et al., 2002; KOMÁREK, 2003; BICUDO & MENEZES, 2006). Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 221/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Zooplâncton As amostras de zooplâncton foram obtidas logo abaixo da superfície utilizando-se uma motobomba. Por amostra, 1000 litros de água foram filtrados em uma rede de plâncton de 68 μm de abertura de malha. O material coletado foi acondicionado em frascos de polietileno e fixado em solução de formaldeído a 4%, tamponada com carbonato de cálcio. Previamente às análises, as amostras de zooplâncton foram coradas com rosa de bengala, a fim de aprimorar a visualização dos organismos nas amostras. Em seguida, foram concentradas em um volume conhecido e variável (75 a 600 mL), considerando a quantidade de organismos e, principalmente, a quantidade de material em suspensão na amostra, a qual pode dificultar a visualização dos espécimes. A composição zooplanctônica foi avaliada utilizando-se lâminas e lamínulas comuns e microscópio óptico. A abundância da comunidade foi estimada através da contagem, em câmaras de Sedgwick-Rafter, de 05 (cinco) subamostras, de 1,5 ml (total de 7,5 ml), obtidas com pipeta do tipo Hensen-Stempell, sendo os resultados de densidade final apresentados em indivíduos por m³. Visto que o método de subamostragem não é suficiente para fornecer resultados satisfatórios de riqueza de espécies, após as contagens das subamostras, procedeu-se uma análise qualitativa das mesmas. Como riqueza de espécies, considerou-se o número de espécies presentes em cada unidade amostral (ponto de amostragem). A identificação do material foi realizada através da bibliografia especializada para protozoários testáceos (VUCETICH, 1973; VELHO et al., 1996; VELHO & LANSACTOHA, 1996; DEFLANDRE, 1928; DEFLANDRE, 1929; OGDEN & HEDLEY, 1980; GAUTHIER-LIEVRE & THOMAS, 1958), Rotíferos (SEGERS, 1995; KOSTE, 1972, 1978; NOGRADY et al., 1993), CLADÓCEROS (PAGGI, 1973, 1979, 1995; SMIRNOV, 1974; ELMOOR-LOUREIRO, 1997), e Copépodes (SENDACZ & KUBO, 1982; REID, 1985; DUSSART & FRUTOS, 1985). Invertebrados Bentônicos A amostragem qualitativa e quantitativa dos organismos bentônicos foi realizada com uma draga de Petersen em todos os pontos de coleta. O material coletado foi levado ao laboratório e processado utilizando uma série de peneiras com diferentes aberturas de malhas, para facilitar o processo de triagem. Em seguida foi acondicionado em frascos plásticos e fixado com álcool 80%. A análise desse material (triagem, identificação e contagem dos táxons encontrados) foi realizada com estereomicroscópio. Foram utilizadas as seguintes referências bibliográficas para Coordenador: 222/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte auxílio nas identificações dos táxons: EDMONDSON (1959), WIGGINS (1977), EDMUNDS Jr. et al. (1979), WIEDERHOLM (1983), PÉREZ (1987), MCCAFFERTY (1988), PECKARSKY et al. (1990), THORP & COVICH (1991), EPLER (1992), TRIVINHO-STRIXINO & STRIXINO (1995), MERRIT & CUMMINS (1996), ROSEMBERG & RESH, (1996) PES et al. (2005) e MUGNAI et al. (2010). A densidade numérica dos invertebrados bentônicos foi calculada pela área do amostrador Petersen e o resultado expresso em indivíduos por metro quadrado. 4.1.9.1.4 - Análise dos Dados Os resultados de todos os parâmetros físicos, químicos e biológicos analisados foram apresentados na forma de gráficos, textos e tabelas. Foram feitas discussões em torno da variação espaço-temporal das estações do rio Meia Ponte, dos tributários e dos poços e cisternas. Além disso, foi feita a média e o desvio padrão para cada variável nessas três categorias de ambientes, e, quando cabível, todos os parâmetros foram comparados com seus respectivos limites estabelecidos pela Resolução CONAMA nº 357/2005, para água doce superficiais de Classe 2 e Portaria m.S. n0 2914/2004 para água de consumo humano, destacando as estações que apresentaram valores fora dos previstos nesta resolução. Na água superficial foram calculados dois índices: Índice de Qualidade de Água (IQA) e Índice de Estado Tróficos (IET). Adicionalmente, os resultados obtidos foram avaliados estatisticamente por Análise de Componentes Principais (ACP) e testes de correlação. Índice de Qualidade de Água (IQA) Índices de qualidade da água (IQA) são bastante úteis para facilitar a comunicação entre público geral e corpo técnico, para avaliar tendências temporais da qualidade da água e permitir uma comparação entre diferentes cursos d'água. Normalmente, um índice de qualidade de água varia entre 0 (zero) e 100 (cem), sendo que quanto maior o seu valor, melhor é a qualidade da água. O IQA pode ser determinado pelo produto ponderado das qualidades de água correspondentes aos parâmetros: oxigênio dissolvido (OD), demanda bioquímica de oxigênio (DBO5), coliformes fecais, temperatura, pH, nitrogênio total, fósforo total, turbidez e resíduo total (http://www.cetesb.sp.gov.br/Agua/rios/indice_iap_iqa.asp). A seguinte fórmula foi utilizada: Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 223/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte onde: IQA = Índice de qualidade da água. Um número entre 0 e 100; qi = qualidade do parâmetro i. Um número entre 0 e 100, obtido do respectivo gráfico de qualidade, em função de sua concentração ou medida (resultado da análise); wi = peso correspondente ao parâmetro i fixado em função da sua importância para a conformação global da qualidade, isto é, um número entre 0 e 1, de forma que: Sendo: n= o número de parâmetros que entram no cálculo do IQA. A qualidade das águas interiores, indicada pelo IQA em uma escala de 0 a 100, pode ser classificada em categorias narrativas de acordo com o Quadro 4.1-34. Quadro 4.1-34 - Classificação do IQA. IQA QUALIDADE 80 – 100 Qualidade Ótima 52 – 79 Qualidade Boa 37 – 51 Qualidade Aceitável 20 – 36 Qualidade Ruim 0 –19 Qualidade Péssima Índice de Estado Trófico O Índice do Estado Trófico (IET) tem por finalidade classificar corpos d’água em diferentes graus de trofia, ou seja, avalia a qualidade da água quanto ao enriquecimento por nutrientes e seu efeito relacionado ao crescimento excessivo das algas ou ao aumento da infestação de macrófitas aquáticas. Uma das formas de avaliar a qualidade das águas superficiais envolve a utilização do Índice do Estado Trófico. Para a área estudada, o método utilizado para o cálculo do IET foi aquele proposto por CARLSON (1977) e modificado por LAMPARELLI (2004), baseado na determinação dos parâmetros clorofila-a (CL) e fósforo total (P). Assim, o estado trófico de um ambiente pode ser classificado de acordo com o Quadro 4.1-35. Coordenador: 224/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Quadro 4.1-35 - Classificação do Estado Trófico para reservatórios segundo Índice de Carlson Modificado. Estado trófico Ultraoligotrófico Ponderação P-total (µg/L) Clorofila-a (µg/L) IET ≤ 47 P≤8 CL ≤ 1,17 Oligotrófico 47 < IET ≤ 52 8< P ≤ 19 1,17 < CL ≤ 3,24 Mesotrófico 52 < IET ≤ 59 19 < P ≤52 3,24 < CL ≤ 11,03 Eutrófico 59 < IET ≤ 63 52< P ≤120 11,03 < CL ≤ 30,55 Supereutrófico 63 < IET ≤ 67 120 < P ≤233 30,55 < CL ≤ 69,05 Hipereutrófico IET> 67 233 < P 69,05 < CL 4.1.9.1.4.1 - Análises Biológicas Todos os organismos coletados, zooplâncton, fitoplâncton e bentos foram objeto das análises descritas a seguir. 4.1.9.1.4.2 - Riqueza de Espécies Foi considerada a riqueza simples (S), ou seja, o número de taxa por campanha por estação de coleta. 4.1.9.1.4.3 - Densidade de organismos As densidades de organismos foram calculadas em relação ao volume (fitoplâncton – ind/mL; zooplâncton – ind/L) ou área (invertebrados bentônicos e macrófitas - ind/m²) nas estações de coleta. 4.1.9.2 4.1.9.2.1.1 - Resultados Dados Secundários São apresentados os resultados de qualidade de água com os dados obtidos na Agência Nacional das Águas (Hidroweb/ANA, acessado em 2012) para os anos de 1976 a 2011 da estação 60640000 (montante de Goiânia). Para a estação 60650000 (jusante de Goiânia) serão apresentados os resultados monitorados no período de 2002 a 2011. No rio Meia Ponte existem outras duas estações da ANA, sendo a 60635000 (município de Inhumas) e 60680000 (município de Itumbiara). Os resultados dessas estações não foram apresentados nesta caracterização da qualidade da água, uma vez que não estão localizadas nas proximidades dos futuros reservatórios contemplados por este EIBH. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 225/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Montante de Goiânia A montante de Goiânia a média da temperatura da água foi de 22,6 ± 2,64 °C (média ± DP) (Figura 4.1-101). A condutividade elétrica oscilou entre 23,2 µS/cm (2005) e 234 µS/cm (1984), com média de 121,5 ± 41,84 µS/cm (média ± DP) (Figura 4.1-102). Não foram realizadas medições de turbidez no período de 1976 a 1984 e 1997 a 2005. Nos anos monitorados, a turbidez média foi de 56,6 ± 71,8 NTU (média ± DP) (Figura 4.1-103), em poucos casos, os valores obtidos ultrapassaram o limite de 100 NTU preconizado pela Resolução CONAMA 357/05. O pH este acima do intervalo de 6 a 9 estabelecido pela legislação competente em quase todos os anos amostrados, em poucos casos foram observados pH ácido. A média do pH foi de 6,9 ± 0,8 (média ± DP) (Figura 4.1-104). Em alguns anos o oxigênio dissolvido não foi medido. As concentrações variaram de 4,58 mg/L (2009) a 10,1 mg/L (1978), sendo que somente em 2009 foi registrado valor de oxigênio inferior ao limite de 5 mg/L estabelecido pela Resolução CONAMA 357/05. A média para o período foi de 6,52 ± 1,06 mg/L (média ± DP) (Figura 4.1-105). Figura 4.1-101 - Valores de temperatura da água a montante de Goiânia, no período de 1976 a 2011. Coordenador: 226/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-102 - Valores de condutividade elétrica a montante de Goiânia, no período de 1976 a 2011. Figura 4.1-103 - Valores de turbidez a montante de Goiânia, no período de 1976 a 2011. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 227/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Figura 4.1-104 - Valores de pH a montante de Goiânia, no período de 1976 a 2011. Figura 4.1-105 - Valores de oxigênio dissolvido a montante de Goiânia, no período de 1976 a 2011. Jusante de Goiânia A jusante de Goiânia a temperatura da água foi muito semelhante nos meses e anos avaliados, com média de 24,08 ± 2,02 ºC (média ± DP) (Figura 4.1-106). A condutividade elétrica variou de 1,75 µS/cm a 176,8 µS/cm, com média de 117,3 ± 81,5 ºC (média ± DP) Figura 4.1-107). Os valores de turbidez também oscilaram bastante e, em algumas ocasiões, foram observados valores acima do limite de 100 NTU preconizado pela Resolução CONAMA 357/05 (Figura Coordenador: 228/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 4.1-108). Nos anos de 2002, 2004 e 2005 não foram realizadas medições desta variável. O pH atendeu o intervalo de 6 a 9 estabelecido pela legislação competente, com exceção do ano de 2002 (Figura 4.1-110). Neste ano, também foram observadas as menores concentrações de oxigênio dissolvido (0, 3 mg/L). A média do OD foi de 2,45 ± 2,1 mg/L (média ± DP) (Figura 4.1-111). Em todas as medições, os valores foram inferiores a 5 mg/L, valor preconizado pela Resolução CONAMA 357/05 para águas de Classe 2, como é o caso. Figura 4.1-106 - Valores de temperatura da água a jusante de Goiânia, no período de 2002 a 2011. Figura 4.1-107 - Valores de condutividade elétrica a jusante de Goiânia, no período de 2002 a 2011. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 229/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Figura 4.1-108 - Valores de turbidez a jusante de Goiânia, no período de 2002 a 2011. Figura 4.1-109 - Valores de pH a jusante de Goiânia, no período de 2002 a 2011. Coordenador: 230/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-110 - Valores de oxigênio dissolvido a jusante de Goiânia, no período de 2002 a 2011. Com os resultados observados verifica-se que a qualidade da água apresenta melhor qualidade a montante, com altos valores de oxigênio dissolvido e menores valores de turbidez. A jusante, o OD medido foi muito baixo. Contudo, há de observar que o N amostral foi inferior para a estação localizada a jusante de Goiânia (N=8); montante (N=82). 4.1.9.2.1.2 - Dados primários - Água Superficial 4.1.9.2.1.2.1 - Abióticos Temperatura do ar e da água A temperatura da água é fundamental para o equilíbrio das comunidades biológicas, uma vez que cada organismo está adaptado a uma faixa específica e apresentam diferentes reações à mudança deste fator (ESTEVES, 1998). No rio Meia Ponte e tributários avaliados a temperatura média da água foi de 24,96 ± 1,24 ºC (média ± DP) em fevereiro de 2012 e de 23,66 ± 1,7 ºC (média ± DP) em junho de 2012. Os valores variaram de 21 ºC (T2 e T3) em junho de 2012 a 27,5 ºC (T2) em fevereiro de 2012 (252300-EIBH-MP-3010 - Mapa das Estações de Amostragem da Limnologia). A temperatura do ar variou de 25 ºC (P1 em junho de 2012) a 29 ºC (P3 em junho de 2012), com média de 26,4 ± 0,7 ºC (média ± DP) em fevereiro de 2012 e de 26,9 ± 1,1 ºC (média ± DP) em junho de 2012 (Figura 4.1-111). Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 231/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Figura 4.1-111 - Temperatura do ar e da nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Condutividade Elétrica A condutividade elétrica da água é a capacidade da água em conduzir corrente elétrica. A água pura é um péssimo condutor de eletricidade, entretanto, quando existem substâncias dissolvidas, especialmente substâncias iônicas (cátions e ânions), estas servem como condutoras de corrente elétrica. Os principais cátions presentes nas águas naturais são: sódio, cálcio, magnésio, potássio; e os principais ânions são: cloreto, sulfato, bicarbonato e nitrato (ESTEVES, 1998). Elevada condutividade (alta concentração de sais dissolvidos) representa inconveniente para o uso da água, intensificando processos de corrosão e comprometendo a irrigação de culturas vegetais. Nos meses avaliados a condutividade variou de 29 µS/cm (T1 em fevereiro de 2012) a 189 µS/cm (P2 em junho de 2012). A média registrada foi de 65,2 ± 21,98 µS/cm (média ± DP) em fevereiro de 2012 e de 94,6 ± 45,7 µS/cm (média ± DP) em junho de 2012 (Figura 4.1-112). A regressão dos valores de sólidos totais dissolvidos com a condutividade mostra a associação entre essas variáveis, uma vez que o coeficiente de determinação foi de 0,9971 (Figura 4.1-114). Coordenador: 232/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-112 - Condutividade elétrica nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Figura 4.1-113 – Concentrações Sólidos totais dissolvidos com a condutividade na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 233/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Sólidos A concentração de sólidos totais dissolvidos variou de 14 mg/L (T1) em fevereiro de 2012 a 97 mg/L (P2) em junho de 2012, com média de 32,4 ± 10,9 mg/L (média ± DP) em fevereiro de 2012 e de 50,2 ± 23,9 mg/L (média ± DP) em junho de 2012 (Figura 4.1-115). Os valores encontrados estiveram de acordo com o limite de 500 mg/L preconizado pela Resolução CONAMA 357/05 para águas de Classe 2, como é o caso. Os sólidos suspensos, diferente da fração dissolvida, apresentou a maior média em fevereiro de 2012, com 125,3 ± 60,8 mg/L (média ± DP). Em junho de 2012 a média foi bem menor, com 18,6 ± 18,7 mg/L (média ± DP), sendo que os valores variaram de 5 mg/L (T2) em junho de 2012 a 238 mg/L (T1) em fevereiro de 2012 (Figura 4.1-116). Apesar da alta concentração observada no ribeirão Dourado (T1), no geral, os tributários apresentaram as menores concentrações de sólidos suspensos. Os sólidos totais foram compostos em maior proporção pela fração particulada. As concentrações variaram de 34 mg/L (T3) em junho de 2012 a 251 mg/L (T1) em fevereiro de 2012, com média de 157,7 ± 54,1 mg/L (média ± DP) em fevereiro de 2012 e de 68,8 ± 30,74 mg/L (média ± DP) em junho de 2012 (Figura 4.1-117). Maiores concentrações de sólidos no mês de fevereiro de 2012 podem estar associadas com o período chuvoso na região, uma vez que ocorre a entrada de material proveniente da bacia de drenagem, com o escoamento superficial da água da chuva. Figura 4.1-114 - Concentração de sólidos totais dissolvidos nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Coordenador: 234/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-115 - Concentração de sólidos suspensos nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Figura 4.1-116 - Concentração de sólidos totais nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 235/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Turbidez A turbidez da água pode ser influenciada pela presença de material em suspensão e dissolvido na água, como: a fração inorgânica formada por argilas e frações orgânicas representada por microorganismos, algas e vegetais em decomposição. A turbidez modifica as condições de iluminação da água, influenciando na entrada de luz (DIELH et al., 2002) e consequentemente nos processos fotossintéticos. O aumento da turbidez em corpos d’água está associado com maior escoamento superficial, proveniente de precipitação. Nos rios e tributários estudados a turbidez variou de 4,21 NTU (T2) em junho de 2012 a 243 NTU (T1) em fevereiro de 2012, com média de 183 ± 70,2 NTU (média ± DP) em fevereiro de 2012 e de 20,27 ± 12,8 NTU (média ± DP) em junho de 2012 (Figura 4.1-117). As maiores concentrações de turbidez observadas no mês de fevereiro coadunam com os maiores valores de sólidos totais encontrados para esse mesmo período. Adicionalmente, verifica-se que todas as estações no mês de fevereiro, com exceção de P1 e T2, ultrapassaram o limite de 100 NTU estabelecido pela Resolução CONAMA 357/05 pra águas de Classe 2, como é o caso. Contudo, verifica-se que essa é uma condição natural, associada ao período do ciclo hidrológico. Figura 4.1-117 - Concentração de turbidez nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Coordenador: 236/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Cor A cor da água está associada com a presença de metais dissolvidos como o ferro e o manganês e, principalmente, com as substâncias húmicas provenientes da decomposição da matéria orgânica. A matéria orgânica é representada em grande parte pelo carbono orgânico dissolvido (COD). A origem do COD pode ser alóctone e autóctone (PACE & COLE, 2002). O COD alóctone é proveniente da bacia de drenagem, enquanto o autóctone está relacionado com os processos internos de decomposição de organismos mortos. A cor da água não confere risco à saúde humana e constitui-se em um padrão de estética dos corpos d’água, sendo águas coloridas esteticamente rejeitadas para fins de abastecimento público. Os valores de cor variaram de 22 mg Pt/L (P7) em junho de 2012 a 497 mg Pt/L (P5) em fevereiro de 2012, com média 303,2 ± 122,4 mg Pt/L (média ± DP) em fevereiro de 2012 e de 39,3 ± 11,13 mg Pt/L (média ± DP) em junho de 2012 (Figura 4.1-118). A maior média registrada no mês de fevereiro pode estar associada com os maiores índices pluviométricos e a consequente entrada de material orgânico nos ambientes monitorados, por essa razão, os valores obtidos neste período foram superiores ao limite de 75 mg Pt/L estabelecido pela Resolução CONAMA 357/05. Figura 4.1-118 - Concentração de cor nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 237/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 pH O pH das águas naturais oscila entre 6 e 9 e são compatíveis à maioria dos seres vivos. Valores de pH acima ou abaixo destes limites são prejudiciais ou letais a maioria dos organismos vivos, especialmente aos peixes. Em pH acima de 9 ocorre excessiva formação de amônia, que é tóxica para o ictioplâncton. Ecossistemas com pH ácido podem apresentar alta decomposição da matéria orgânica. Em relação aos ambientes estudados os valores de pH estiveram de acordo com o intervalo de 6 a 9 preconizado pela Resolução CONAMA 357/05 para águas de Classe 2, como é o caso. No rio Meia Ponte e tributários o pH variou de 6,4 (P3) em fevereiro de 2012 a 8,15 (P7) em junho de 2012, com média de 7,36 ± 0,4 (média ± DP) em fevereiro de 2012 e de 7,7 ± 0,3 (média ± DP) em junho de 2012. Os valores de pH obtidos foram um pouco maiores em junho, mas sem um padrão definido (Figura 4.1-119). Figura 4.1-119 - pH nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Coordenador: 238/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Alcalinidade Total A alcalinidade da água é a sua capacidade de tamponar ácidos e constitui-se no principal regulador do pH das águas naturais, através de reações que envolvem o gás carbônico, o ácido carbônico e o bicarbonato (ESTEVES, 1998). Nas águas doces naturais a alcalinidade é devida a presença das espécies CaCO3- e CO32-, as quais são capazes de receber H+, mantendo o pH relativamente constante. Entretanto, a acidez é definida como a capacidade da água em resistir à elevação do pH quando adiciona-se uma base forte. Nas águas doces naturais, as espécies que conferem acidez à água são: H2CO3 e HCO3-. A alcalinidade variou de 13 mg/L (T1) em fevereiro de 2012 a 63 mg/L (P2) em junho de 2012, com médias de 23,5 ± 7,5 mg/L (média ± DP) em fevereiro de 2012 e de 37,6 ± 14,2 mg/L (média ± DP) em junho de 2012 (Figura 4.1-120). Durantes os meses avaliados, quanto à distribuição espacial, não foi observado um padrão definido. Figura 4.1-120 - Alcalinidade total nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Dureza Total A dureza total da água é consequência de cátions como o magnésio e cálcio. A dureza total do rio Meia Ponte e tributários oscilou entre 14 mg/L (T1) em fevereiro de 2012 a 44 mg/L (P2) em junho de 2012, com concentração média de 27,4 ± 8,8 mg/L (média ± DP) em fevereiro de 2012 e de 31 ± 9,4 mg/L (média ± DP) em junho de 2012 (Figura 4.1-121). Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 239/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Figura 4.1-121 - Dureza total nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Observa-se no P2, que em fevereiro de 2012 (período de chva) os valores de dureza foram notavelmente mais elevados que em junho de 2012 (estiagem). Tal resultado provavelmente se deve ao efeito dos níveis de precipitação mais elevadosem fevereiro de 2012, carreando material para o corpo hídrico e aumentando, portanto,a concentração de íons na água, conforme se observa para íons cloreto e sulfato a seguir. Íons (Cl- e SO4-2) A composição iônica de rios e lagos é regida pelos quatro principais cátions (cálcio, magnésio, sódio e potássio) e pelos quatro principais ânions (bicarbonato, carbonato, cloreto e sulfato) (WETZEL, 2001). Os ecossistemas de água doce são marcados por possuírem baixa concentração iônica. A precipitação atmosférica e a composição das rochas da bacia de drenagem são as principais variáveis que determinam a concentração iônica do ambiente aquático (ESTEVES, 1998). Nos ambientes monitorados foram obtidos valores de cloreto que variaram de < 0,5 mg/L (limite de quantificação do método analítico) nos tributários a 9,5 mg/L (P2) em junho de 2012. No geral, maiores valores deste íon estiveram presentes no mês de junho de 2012, período de estiagem na região, de modo que as concentrações médias foram de 1,85 ± 1,1 mg/L (média ± DP) em fevereiro de 2012 e de 3,55 ± 2,75 mg/L (média ± DP) em junho de 2012 (Figura 4.1-122). Coordenador: 240/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Diferente do cloreto, o íon sulfato não apresentou uma variação temporal com médias de 1,4 ± 1 mg/L (media ± DP) em fevereiro de 2012 e 1,5 ± 1,6 mg/L (media ± DP) em junho de 2012. Nos dois meses estudados as maiores concentrações medidas foram na estação P2. Com isso, os valores encontrados oscilaram entre < 1 mg/L (limite de quantificação do método analítico) em P5, P6, P7, T1 e T2 em fevereiro de 2012; P1, P3, P5, P6, P7, T1, T2 e T3 em junho de 2012 a 6 mg/L (P2) em junho de 2012 (Figura 4.1-123). Figura 4.1-122 - Concentração de cloretos nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Figura 4.1-123 - Concentração de sulfato nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 241/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Oxigênio Dissolvido (OD) O oxigênio dissolvido é um gás de grande importância à biota, na coluna d’água este gás participa de inúmeras reações químicas. As principais fontes de oxigênio para ecossistemas aquáticos são a atmosfera e a fotossíntese realizada por algas e macrófitas. No caso de rios, a atmosfera recebe maior destaque, uma vez que a dinâmica fluvial é caracterizada por elevada turbulência e constante troca de gases na interface água-atmosfera (WETZEL, 2001). A concentração média de OD em fevereiro e junho de 2012 foram idênticas, com 6,5 ± 1 mg/L (média ± DP). Contudo, os valores oscilaram entre 5 mg/L (P1) e 8 mg/L (P4) no mês de fevereiro de 2012, sem um padrão definido. Os valores de oxigênio dissolvido estiveram de acordo com o limite de 5 mg/L preconizado pela Resolução CONAMA 357/05 para águas de Classe 2 (Figura 4.1-124). Figura 4.1-124 - Concentração de oxigênio dissolvido nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) A demanda bioquímica de oxigênio é uma medida da quantidade de oxigênio consumido por bactérias aeróbias ao longo de 5 dias. Nos ecossistemas avaliados a concentração média de DBO foi de 2,71 ± 1,7 mg/L (média ± DP) em fevereiro de 2012 e de 2,3 ± 1,4 mg/L (média ± DP) em junho de 2012. Os valores encontrado variaram de 0,6 mg/L (P1) a 6,1 mg/L (P7) no mês de fevereiro de 2012. Dessa forma, as concentrações foram acima do limite de 5 mg/L preconizado pela Resolução CONAMA 357/05 em P7 (fevereiro de 2012) e P2 (junho de 2012) (Figura Coordenador: 242/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 4.1-125). Quanto à variação espacial, no geral, os maiores registros de DBO foram medidos na estação P2, localizada logo a jusante da cidade de Goiânia. Este fato mostra que a carga de efluentes lançada pelo município é capaz de alterar a qualidade da água nessa região, trazendo impactos negativos. Figura 4.1-125 - Concentração de DBO nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Conteúdo Nutricional: Nitrogênio (Nitrogênio amoniacal, Nitrito, Nitrato, Nitrogênio inorgânico dissolvido, Nitrogênio orgânico) O nitrogênio é um elemento importante para assegurar a produtividade de ambientes aquáticos e, em baixas concentrações, pode tornar-se um fator limitante (ESTEVES, 1998). O nitrogênio amoniacal (amônia), o nitrato e o nitrito constituem as principais formas inorgânicas de nitrogênio presentes na água. Nos ecossistemas estudados o nitrato contribuiu com a maior fração do total de nitrogênio inorgânico dissolvido (NID). A média registrada foi de 1100 ± 359 µg/L (média ± DP) em fevereiro de 2012 e de 1330 ± 416,5 µg/L (média ± DP) em junho de 2012. As concentrações de nitrato variaram de 500 µg/L (T3) a 1900 µg/L (P3) no mês de junho de 2012 (Figura 4.1-126). No geral, no mês de junho foram observadas concentrações um pouco mais elevadas. O nitrogênio amoniacal foi a segunda fração que mais contribuiu para o NID, com média de 338 ± 327,4 µg/L (média ± DP) em fevereiro de 2012 e de 352 ± 677,3 µg/L (média ± DP) em junho de 2012. O menor e o maior valor registrado foram no mês de junho, respectivamente na estação T1 (50 µg/L) e P2 (2240 µg/L) Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 243/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 (Figura 4.1-127). As concentrações de nitrito oscilaram de < 1 µg/L (limite de quantificação do método analítico) em P1, P7 e T3 (junho de 2012) a 66 µg/L (P2), também em junho de 2012. As médias encontradas foram semelhantes para os dois meses amostrados, com 14,3 ± 10,7 µg/L (média ± DP) em fevereiro de 2012 e 20,1 ± 27 µg/L (média ± DP) em junho de 2012 (Figura 4.1-130). O total de NID variou de 581 µg/L (T3, junho de 2012) a 3606 (P2, junho de 2012), com média de 1452,3 ± 418,1 µg/L (média ± DP) em fevereiro de 2012 e de 1702,1 ± 847,6 µg/L (média ± DP) (Figura 4.1-131). A fração orgânica do nitrogênio apresentou média de 200 ± 81,6 µg/L (média ± DP) em fevereiro de 2012 e de 150 ± 70,7 µg/L (média ± DP) em junho de 2012. As concentrações variaram entre < 100 µg/L (limite de quantificação do método analítico) em T2 e T3 no mês de junho de 2012 a 300 µg/L (P1, P3 e P4 em fevereiro de 2012; P2 em junho de 2012) (Figura 4.1-132). Maiores valores de nitrogênio orgânico em fevereiro podem estar associados com a entrada compostos orgânicos provenientes da bacia de drenagem. O nitrogênio total oscilou entre 681 µg/L (T3 em junho de 2012) e 3906 (P2 em junho de 2012), com média 1652,3 ± 425,8 µg/L (média ± DP) em junho de 2012 e 1852,1 ± 905,1 µg/L (média ± DP) em junho de 2012 (Figura 4.1-133). Os maiores valores obtios para a estação P2 podem estar associados com o lançamento de efluentes provenientes da cidade de Goiânia. Figura 4.1-126 - Concentração de nitrato nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Coordenador: 244/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-127 - Concentração de nitrogênio amoniacal nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Figura 4.1-128 - Concentração de nitrito nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 245/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Figura 4.1-129 - Concentração de nitrogênio inorgânico dissolvido nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Figura 4.1-130 - Concentração de nitrogênio orgânico total nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Coordenador: 246/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-131 - Concentração de nitrogênio total nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Conteúdo Nutricional: Fósforo (Ortofosfato e Fósforo total) O fósforo é indispensável para a produção primária em ambientes aquáticos e, devido às baixas concentrações em que geralmente é encontrado, pode tornar-se um fator limitante para a produtividade primária (ESTEVES, 1998). A concentração de ortofosfato, fração utilizada pelos produtores primários, oscilou entre < 1 µg/L (limite de quantificação do método analítico) em P1, P3 e T2 e 46 µg/L, no mês de fevereiro de 2012, com média de 300 ± 14 µg/L (média ± DP) em fevereiro de 2012 e de 7,9 ± 6,3 µg/L (média ± DP) em junho de 2012 (Figura 4.1-134). As maiores médias registradas em fevereiro podem estar associadas com o período chuvoso na região, que influencia na dissolução do fósforo aprisionado nas rochas. O fósforo total também foi maior no mês de fevereiro, com média de 300 ± 60,2 µg/L (média ± DP). Em junho a média foi bastante inferior, com 59,6 ± 65,08 µg/L (média ± DP). As concentrações de fósforo variaram entre 10 µg/L (T2, junho de 2012) a 219 µg/L (P2, junho de 2012) (Figura 4.1-135). Grande parte das amostras em fevereiro apresentaram concentrações de fósforo total acima do limite de 100 µg/L preconizado pela Resolução CONAMA 357/05, à exceção das estações P1, P3 e T2. Em junho, o limite da legislação ambiental não foi respeitado nas estações P2 e P3. Altas concentrações de fósforo total e ortofosfato observadas na estação P2 estão associadas com o lançamento de efluentes provenientes da cidade de Goiânia, localizada a montante desta estação de amostragem. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 247/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Figura 4.1-132 - Concentração de ortofosfato nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Figura 4.1-133 - Concentração de fósforo total nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Coordenador: 248/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Elementos-traço Alguns elementos-traço, como o manganês, o cobre, o zinco e o cobalto, tomam parte de vários processos no metabolismo de ecossistemas aquáticos. Em contrapartida, outros elementos, como mercúrio, chumbo, níquel, cádmio, cromo e estanho, não têm função biológica conhecida, entretanto são tóxicos a uma vasta gama de organismos (ESTEVES, 1998). Apesar disso, mesmo os elementos-traço importantes para processos metabólicos podem ser tóxicos se encontrados em altas concentrações. Suas concentrações são influenciadas pelo intemperismo de rochas e erosão do solo da bacia de drenagem. Além disso, as ativididades humanas, a destacar as atividades industriais, são responsáveis pelo aporte de elementos-traço em ecosisstemas aquáticos (ESTEVES, 1998). Os elementos cádmio total, cobalto total, mercúrio total, níquel total e selênio não foram detectados em nehuma das estações de coleta e nos meses avaliados. O cobre dissolvido, só foi detectado na estação T1 (1,9 µg/L) em fevereiro de 2012. No rio Meia Ponte e tributários as concentrações de alumínio total variaram entre 0,1 µg/L (limite de quantificação do método analítico) (P3 e P4 em fevereiro de 2012; P3, P4 e T1 em junho de 2012). A média foi de 48,35 ± 66,9 µg/L (média ± DP) em fevereiro de 2012 e de 35,24 ± 36,6 µg/L (média ± DP) em junho de 2012. A estação P7, no mês de fevereiro, apresentou uma concentração de alumínio (218,4 µg/L) superior ao limite de 100 µg/L estabelecido pela Resolução CONAMA 357/05 (Figura 4.1-136). Nos meses avaliados, não foi observado um padrão definido, tanto temporalmente quanto espacialmente. O bário apresentou baixas concentrações nos períodos avaliados, sendo que todos os valores atenderam o limite preconizado de 700 µg/L estabelecido pela legislação ambiental. A média do bário total para fevereiro e junho de 2012 foram semelhantes, sendo respectivamente de 44,3 ± 7,1 µg/L (média ± DP) e 44,95 ± 7 µg/L (média ± DP) (Figura 4.1-137). O chumbo total, diferente do bário, mostrou um padrão definido, com concentrações detectáveis em P5, P6 e T3 nos dois meses avaliados e, em T1 em fevereiro de 2012; valores abaixo de 0,5 µg/L (limite de quantificação do método analítico) foram encontrados nas demais estações do rio Meia Ponte e no ribeirão Boa Vista do Riacho (T2), além do ribeirão Dourado em junho de 2012. A média de chumbo foi semelhante nos meses amostrados, com 1,09 ± 0,9 µg/L (média ± DP) em fevereiro de 2012 e 1 ± 0,7 µg/L (média ± DP) em junho de 2012 (Figura 4.1-138). As concentrações de chumbo estiveram de acordo com o padrão de 10 µg/L definido pela Resolução CONAMA 357/05 para águas de Classe 2, como é o caso. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 249/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 A concentração média de cromo total foi de 8,09 ± 5,6 µg/L (média ± DP) em fevereiro de 2012 e de 20 ± 2 µg/L (média ± DP) em junho de 2012. As concentrações oscilaram entre 0,1 µg/L (limite de quantificação do método analítico) (T2 em fevereiro de 2012; P1 e T2 em junho de 2012) a 69,7 µg/L (P5 em junho de 2012). Nessa estação, o cromo excedeu o limite de 50 µg/L preconizado pela legislação ambiental (Figura 4.1-139). O manganês total variou de 46,1 µg/L (P3, fevereiro de 2012) a 193,1 µg/L (T3, junho de 2012), com média de 99,5 ± 37,3 µg/L (média ± DP) em fevereiro de 2012 e de 98,2 ± 42,3 µg/L (média ± DP) em junho de 2012 (Figura 4.1-140). As concentrações de manganês estiveram acima do limite de 100 µg/L estabelecido pela Resolução CONAMA 357/05 nas estações P6, T1 e T3 (fevereiro de 2012) e T1 e T3 (junho de 2012). Diferente do manganês, o zinco total não apresentou concentrações elevadas, uma vez que nenhuma estação excedeu o valor de 180 µg/L preconizado pela legislação competente. A média do zinco foi de 28,7 ± 9,5 µg/L (média ± DP) e de 31,55 ± 11,1 µg/L (média ± DP) (Figura 4.1-141). Figura 4.1-134 - Concentração de alumínio dissolvido nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Coordenador: 250/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-135 - Concentração de bário total nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Figura 4.1-136 - Concentração de chumbo total nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 251/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Figura 4.1-137 - Concentração de cromo total nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Figura 4.1-138 - Concentração de manganês total nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Coordenador: 252/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-139 - Concentração de zinco total nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Ferro Dissolvido No rio Meia Ponte e tributários o ferro dissolvido (Fe) apresentou maiores concentrações no mês de fevereiro de 2012, com média de 882 ± 174 µg/L (média ± DP) em fevereiro de 2012 e de 324 ± 143,5 µg/L (média ± DP) em junho de 2012 (Figura 4.1-140). As concentrações variaram de 140 µg/L (P6 em junho de 2012) a 1170 µg/L (P1 em fevereiro de 2012) e foram maiores que o limite de 300 µg/L estabelecido pela Resolução CONAMA 35/05 em todas as estações no mês de fevereiro e em P1, P2, T1, T2 e T3 em junho de 2012. Todavia, as altas concentrações de ferro encontradas são naturais e os maiores valores registrados em fevereiro estão relacionados com o aporte da bacia de drenagem, deviso ao escoamento superficial. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 253/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Figura 4.1-140 - Concentração de ferro dissolvido nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Compostos Orgânicos (Biocidas) No presente estudo, os pesticidas organoclorados e organofosforados foram encontrados abaixo do limite de quantificação do método analítico. Dessa forma, verifica-se que água superficial não sofreu contaminação por parte destes compostos. A presença de biocidas na água, geralmente, está associada com a utilização de agrotóxicos nas culturas agrícolas. Clorofila-a A clorofila-a apresentou baixas concentrações no rio Meia Ponte e tributários, de modo que os valores obtidos estiveram abaixo do limite de 30 µg/L etabelecido pela Resolução CONAMA 357/05 para águas de Classe 3, como é o caso. A média no mês de fevereiro de 2012 foi de 1,7 ± 1,6 µg/L (média ± DP) e em junho de 2012 foi de 0,74 ± 0,7 µg/L (média ± DP). Os valores oscilaram entre < 0,01 µg/L (limite de quantificação do método analítico) (P1 e P5 em fevereiro de 2012 e P3 e T3 em junho de 2012) a 4,96 µg/L (T1) em junho de 2012 (Figura 4.1-141). A relação entre a clorofila-a e o fósforo total foi testada por análise de regressão. O resultado da análise mostrou que no rio Meia Ponte e tributários, a clorofila-a não respondeu aos elevados inputs da concentração de fósforo, mostrando que o aumento deste elemento não está influenciando no crescimento do fitoplâncton, de modo que o R2=0,2687. Contudo, isto pode estar associado ao baixo número amostral (N=10). A continuidade do monitoramento, para futuros estudos, pode mostrar uma dinâmica diferente entre essas variáveis. Coordenador: 254/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-141 - Concentração de clorofila-a nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Coliformes Totais e Coliformes Termotolerantes Os coliformes pertencem a um grupo de bactérias Gram-negativas, que apresentam forma de bastonetes, não esporogêneos, aeróbios ou anaeróbio facultativos. Os Coliformes totais são capazes de fermentar a lactose com formação de gás entre 24 – 48 horas a 35 ºC. São bactérias decompositoras de vida livre ou não, que podem ser encontradas em todos os ambientes. Apresenta-se cerca de 20 espécies, dentre as quais encontram-se tanto bactérias originárias do trato intestinal de humanos e de outros animais de sangue quente (GEUS & LIMA, 2006). As espécies que hospedam o trato intestinal são denominadas de Coliformes fecais ou Coliformes termotolerantes, representadas comumente pela Eschechia coli do gênero Escherechia. Outros dois gêneros que compõe os coliformes fecais são o Enterobacter e a Klebsiella, cepas de origem não fecal. Tais cepas são incluídas dentro do grupo dos Coliformes fecais por serem capazes de fermentar a lactose comprodução de gás a 44,5 - 45 ºC. As cepas de E. coli, quando encontradas na água, são indicativas de contaminação fecal. SOUZA et al. (1983) já comentava que os coliformes são úteis para medir o grau de poluião fecal desde décadas passadas. No rio Meia Ponte e tributários avaliados os valores de coliformes totais oscilaram entre 460 NMP/100 mL (P6, jnho de 2012) e > 16000 NMP/100 mL (P1, P2, P3, P4, P5, P7, T1 e T3 em fevereiro de 2012; P2, P3 e P5 em junho de 2012). Maiores concentrações foram observadas em fevereiro, mês que registrou uma média de 14830 ± 3699,9 NMP/100 mL (média ± DP), porém, Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 255/313 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 em junho o valor médio foi inferior, com 6850 ± 6785,1 NMP/100 mL (média ± DP) (Figura 4.1-142). Os coliformes termotolerantes, ou coliformes fecais, oscilaram entre < 1.8 NMP/100 mL (P4, junho de 2012) a > 1600 NMP/100 mL (P1, P2, P3, P4, P5, P7, T1 e T3 em fevereiro de 2012; P2 em junho de 2012) (Figura 4.1-143). Os coliformes termotolerantes também foram maiores em fevereiro de 2012, onde todas as estações violaram o limite de 1000 NMP/100 mL estabelecido pela Resolução CONAMA 357/05. No mês de junho, o limite supracitado só foi ultrapassado nas estações P2 e P3. As altas concentrações de coliformes e nutrientes na estação P2 indicam que essa estação ainda sofre influência da carga orgânica lançada pelo município de Goiânia. Adicionalmente, maiores valores encontrados em fevereiro estão associados com o escoamento superficial. Figura 4.1-142 - Coliformes totais nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Coordenador: 256/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-143 - Coliformes termotolerantes nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Índice de Qualidade da Água (IQA) Em fevereiro de 2012, o trecho monitorado do rio Meia Ponte e tributários apresentou valores de IQA que variaram entre 38,011 (P2) e 53,107 (T2). Conforme pode ser verificado no Quadro 4.1-36 de maneira geral, a maior parte dos pontos monitorados foram classificados como apresentando águas “aceitáveis”. Somente a estação T2 apresentou água “boa”. Em junho de 2012 o IQA variou de 33,6 (P2- “água ruim”) a 54,8 (P5 – “água boa”). Assim como no mês de fevereiro, em junho, em grande parte dos dados o IQA classificou as águas como “aceitáveis” (Quadro 4.1-36). Esses baixos valores de IQA refletem, principalmente, as elevadas densidades de coliformes termotolerantes e as concentrações de fósforo total no trecho monitorado, com exceção somente do tributário T2 em fevereiro de 2012 e da estação P4 em junho de 2012. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 257/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Quadro 4.1-36 - Índice de Qualidade da água (IQA) nas estações amostradas no rio Meia Ponte e tributários, nos meses de fevereiro e junho de 2012. Estações IQA Fevereiro Qualidade Fevereiro P1 45,7 Aceitável 45,5 Aceitável P2 38,0 Aceitável 33,6 Ruim P3 41,1 Aceitável 39,0 Aceitável P4 45,0 Aceitável 42,9 Aceitável P5 49,2 Aceitável 54,8 Boa P6 43,8 Aceitável 50,2 Aceitável P7 42,5 Aceitável 48,4 Aceitável T1 43,5 Aceitável 44,9 Aceitável T2 53,1 Boa 43,4 Aceitável T3 45,3 Aceitável 46,4 Aceitável IQA Junho Qualidade Junho Índice de Estado Trófico (IET) No período monitorado as águas foram classificadas entre ultraoligotróficas e eutróficas (Quadro 4.1-37). A maior parte dos pontos de coleta foram classificados como mesotróficos (4 locais) em fevereiro de 2012 e ultraoligotróficos em junho de 2012 (5 locais). Somente a estação P2 foi classificada como eutrófica neste mês. Os locais que foram classificados como eutróficos apresentaram elevada concentração de fósforo total e as maiores concentrações de clorofila-a. No entanto, ressalta-se que mesmo considerando essas maiores concentrações de clorofila, estas foram significativamente inferiores ao limite máximo preconizado pela Resolução CONAMA no 357/2005 (30 µg/L). Quadro 4.1-37 - Índice de Estado Trófico (IET) nas estações amostradas no rio Meia Ponte e tributários, nos meses de fevereiro e junho de 2012. Coordenador: 258/313 Classificação do Estado Trófico - fevereiro IET junho Classificação do Estado Trófico - junho Estações IET fevereiro P1 32,3 Ultraoligotrófico 51,6 Oligotrófico P2 56,5 Mesotrófico 59,2 Eutrófico P3 51,5 Oligotrófico 34,6 Ultraoligotrófico P4 59,5 Mesotrófico 45,9 Ultraoligotrófico P5 35,1 Ultraoligotrófico 50,0 Oligotrófico P6 57,4 Mesotrófico 50,0 Oligotrófico P7 60,3 Eutrófico 53,5 Mesotrófico T1 62,4 Eutrófico 44,8 Ultraoligotrófico T2 48,6 Oligotrófico 47,1 Ultraoligotrófico T3 55,0 Mesotrófico 29,1 Ultraoligotrófico Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Ordenação Espacial das Variáveis Limnológicas Foi utilizada a Análise de Componente Principal (ACP) para caracterizar e identificar os meses de coleta de acordo com as variáveis limnológicas. Os dois primeiros eixos da ACP explicaram 85% da variabilidade dos dados. As variáveis limnológicas turbidez, fósforo total, sólidos totais, ferro dissolvido, oxigênio dissolvido, clorofila-a e nitrogênio total foram agrupadas no mês de fevereiro de 2012, no segundo e terceiro quadrantes, enquanto que o mês de junho foi agrupado com a condutividade elétrica da água. O pH da água foi separado no quarto quadrante e agrupado com os meses de fevereiro e junho de 2012. TURB, turbidez; Cond, condutividade; NT, nitrogênio total; DBO, demanda bioquímica de oxigênio; TA, temperatura da água; Clor, clorofila-a; OD, oxigênio dissolvido; FT, fósforo total; ST, sólidos totais; Fe, ferro dissolvido. Figura 4.1-144 - Análise de Componentes Principais dos resultados obtidos em fevereiro (estrelas) e junho (círculos) de 2012. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 259/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 4.1.9.2.1.2.2 - Biológicos Fitoplâncton Composição e Riqueza A partir da análise das amostras qualitativas e quantitativas da comunidade fitoplanctônica coletadas em fevereiro e junho de 2012, no rio Meia Ponte e tributários foi verificada baixa riqueza, sendo registrados 53 táxons em fevereiro de 2012 e 62 em junho de 2012 (Quadro 4.1-38), que estiveram distribuídos entre dez grupos taxonômicos. Bacillariophyceae (diatomáceas) foi o grupo mais especioso, seguido de Cyanobacteria e Chlorophyceae em fevereiro de 2012 e Bacillariophyceae, Chlorophyceae e Cyanobacteria em junho de 2012 (Figura 4.1-145). Quadro 4.1-38 - Composição fitoplanctônica total nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Grupos fev/12 jun/12 Bacillariophyceae 21 20 Cyanobacteria 13 10 Chlorophyceae 11 17 Chrysophyceae 3 3 Euglenophyceae 1 5 Cryptophyceae 2 3 Zygnemaphyceae 1 2 Dinophyceae 1 0 OEDOGONIOPHYCEAE 0 1 XANTHOPHYCEAE 0 1 53 62 Total fev/12 jun/12 Bacillariophyceae Bacillariophyceae Cyanobacteria Cyanobacteria Chlorophyceae Chlorophyceae Chrysophyceae Chrysophyceae Euglenophyceae Euglenophyceae Cryptophyceae Cryptophyceae Zygnemaphyceae Zygnemaphyceae Oedogoniophyceae Dinophyceae Xanthophyceae Figura 4.1-145 - Composição fitoplanctônica nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Coordenador: 260/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte A ocorrência de Bacillariophyceae é comum em sistemas com maior velocidade de fluxo da água e alta turbulência, como nos sistemas lóticos monitorados, o que promove a liberação desses táxons epipélicos ou epifíticos dos substratos onde ficam aderidos ou associados. O desenvolvimento das diatomáceas está estreitamente relacionado com o regime de mistura da coluna de água (REYNOLDS et al., 2002) e por isso constituem componentes comuns do potamoplâncton de rios e reservatórios brasileiros (BORGES et al., 2003; RODRIGUES et al., 2005; TRAIN & RODRIGUES, 2004; TRAIN et al., 2005). As cianobactérias constituem componentes naturais do fitoplâncton, contudo são reconhecidas como um crítico problema no mundo todo por apresentarem táxons toxigênicos que podem desenvolver florações em condições de disponibilidade de nutrientes (em especial nitrogênio e fósforo), estabilidade da coluna d’ água e altas temperaturas (KÜIPER-GOODMAN et al., 1999, CODD et al., 2005). As clorofíceas são favorecidas por apresentarem alta variabilidade morfométrica, podendo se desenvolver em diversos hábitats, desenvolvendo expressivas populações em condições de alta disponibilidade de luz, fósforo solúvel reativo e mistura da coluna d’ água (HAPPEY-WOOD, 1988). Os demais grupos taxonômicos apresentaram baixa contribuição à biodiversidade fitoplanctônica. Os valores de riqueza de espécies (número de táxons por amostra) foram baixos em todas as estações avaliadas no rio Meia Ponte e também em seus tributários, nos meses de fevereiro e junho de 2012. O maior valor registrado em fevereiro foi em P2 (23 táxons) e nenhuma espécie foi verificada em P4 (Quadro 4.1-39 e Figura 4.1-146). Assim como em fevereiro, em junho de 2012 o maior valor encontrado foi na estação P2 (43 táxons) (Quadro 4.1-40 e Figura 4.1-147). Assim como verificado para a composição do fitoplâncton, os grupos com maior contribuição para a riqueza de espécies dessa comunidade foram Bacillariophyceae, Cyanobacteria e Chlorophyceae em fevereiro de 2012. Em junho, a maior contribuição de riqueza de espécies foi de Bacillariophyceae, Chlorophyceae e Cyanobacteria. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 261/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Quadro 4.1-39 - Ocorrência dos táxons fitoplanctônicos nas estações monitorados, no rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro de 2012. Táxons P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 T1 T2 T3 BACILLARIOPHYCEAE Achnanthidium minutissimum (Kütz.) Czarn. x Amphipleura sp. x Aulacoseira granulata var. granulata (Ehrenb.) Sim. x Discostella stelligera (Cleve e Grunow) Holk e Klee x x x x x Cyclotella sp. x Cymbella sp. x Eunotia sp. x Fragilaria sp. x Fragilaria sp1 x Gyrosigma sp. x Gomphonema gracile Ehrenb. x Gomphonema sp. x Melosira varians Agard. x x x Navicula cryptocephala Kütz. x Nitzschia palea (Kütz.) W. Smith x x Pinnularia sp. x x x Surirella sp. x x Ulnaria ulna (Nitzsch.) Comp. x Urosolenia eriensis (H. L. Sm.) Round e Craw. Pennales não identificada x x x Pennales não identificada 1 x x x x x CYANOBACTERIA Aphanizomenon sp. x Chroococcus sp. x Cyanodyction cf. imperfectum Cronberg e Weib. Cylindrospermopsis sp. x x Merismopedia tenuissima Lemmerm. x Microcystis sp. x Phormidium sp. x Planktolyngbya limnetica (Lemmerm.) Komárek-Legn. e Cronberg x Planktothrix agardhii (Gomont) Anagnost. & Komárek x Planktothrix sp. x Pseudanabaena moniliformis J.Komárek & H.Kling Cyanobacteria não identificada x Phormidiaceae não identificada Coordenador: 262/313 x x x x x x x x Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Táxons P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 T1 T2 T3 CHLOROPHYCEAE Chlamydomonas sp. x Coelastrum reticulatum (Dang.) Senn. x Coelastrum sp. x Desmodesmus denticulatus (Lagerh.) An, T. Friedl, E. Hegew. x Dictyosphaerium elegans Bachm. x Dictyosphaerium pulchellum Wood x Micractinium pusillum Fres. x x Monoraphidium komarkovae Nygaard x x x Monoraphidium minutum (Naegeli) Komárk. - Legn. Monoraphidium tortile (W. e G.S. West) Komárk. - Legn. x x x Chlorococcales não identificada x CHRYSOPHYCEAE Dinobryon divergens O. E. Imhof x Mallomonas sp. x Chrysophyceae não identificada x EUGLENOPHYCEAE Phacus sp. x CRYPTOPHYCEAE Cryptomonas marssonii Skuja x x Cryptomonas sp. x x x ZYGNEMAPHYCEAE Cosmarium sp. x DINOPHYCEAE Peridinium sp. x RIQUEZA TOTAL 10 23 9 0 14 2 6 x x 9 8 2 Figura 4.1-146 - Variação espacial da riqueza fitoplanctônica (número de táxons) nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro de 2012. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 263/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Quadro 4.1-40 - Ocorrência dos táxons fitoplanctônicos nas estações monitorados, no rio Meia Ponte e tributários, em junho de 2012. Táxons P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 x x T1 T2 T3 BACILLARIOPHYCEAE Achnanthes sp. x Achnanthidium minutissimum (Kütz.) Czarn. x Amphipleura lindheimeri Grunow Aulacoseira ambigua var. ambigua fa. spiralis (Grunow) Sim. x Aulacoseira distans (Ehrenb.) Sim. x x Aulacoseira granulata var. angustissima (O. Müller) Sim. Aulacoseira granulata var. granulata (Ehrenb.) Sim. x Aulacoseira herzogii (Lemmerm.) Sim. x Aulacoseira sp. x x x x x x x x Discostella stelligera (Cleve e Grunow) Holk e Klee x Discostella sp. x x Cyclotella meneghiniana Kütz. x Cymbella sp. x Fragilaria capuccina Desm. x x Fragilaria sp. x x x x Frustulia sp. x Gyrosigma sp. x Gomphonema augur Ehrenb. x Gomphonema parvulum (Kütz.) Kütz. x Gomphonema sp. x x Hydrosera whampoensis A.F.Schwarz. Melosira varians Agard. x x x x x Navicula viridula (Kütz.) Ehrenb. x Navicula sp. x Navicula sp1 x Nitzschia palea (Kütz.) W. Smith x x x x x x x x Nitzschia tubicola Grunow x x x x x Pleurosira laevis x x Synedra goulardii Bréb. x Synedra sp. x x Surirella sp. x x x x x Surirela sp2 x Surirela sp4 x Terpsinoe musica C. G. Ehrenb. x x Ulnaria ulna (Nitzsch.) Comp. x Pennales não identificada 264/313 x x Surirela sp3 Coordenador: x x x x x x x x Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Táxons P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 T1 T2 T3 CYANOBACTERIA Chroococcus sp. x Cyanodiction sp. x Cyanodyction cf. imperfectum. Cronberg & Weib. x x Cyanogranis ferruginea (Waw.) Hindák x Cylindrospermopsis raciborskii (Wolosz.) Seenayya & Subba Raju x Dolichospermum planctonicum (Brunnth.) Wacklin et al. x Komvophoron sp. x Merismopedia tenuissima Lemmerm. x x Oscillatoria sp. x Planktolyngbya limnetica (Lemmerm.) Komárek-Legn. & Cronberg x Planktothrix agardhii (Gomont) Anagnost. & Komárek x Pseudanabaena limnetica (Lemmerm.) Komárek x Pseudoanabaena sp. x Oscillatoriales não identificada x x CHLOROPHYCEAE Actinastrum hantzschii. Lagerh. x Chlamydomonas sp. x Chlamydomonas sp1 x x x x x x x Coelastrum indicum Turn. x Crucigenia tetrapedia (Kirch.) W. & G.S. West x Desmodesmus communis (E. Hegew.) E. Hegew. x Desmodesmus armatus (R.Chodat) E.Hegewald x Desmodesmus spinosus (Chodat) E.Hegewald x x Dictyosphaerium pulchellum Wood x Dimorphococcus cordatus Wol. sensu Chodat x Eudorina elegans C. G. Ehrenb. x Eutetramorus fottii (Hindák) Komárek sensu Komárek x x x x x x x Hidrodiction sp. x Kirchneriella obesa (W. West) Schmid. x Kirchneriella sp. x Monoraphidium arcuatum (Korshikov) Hindák x Monoraphidium contortum (Thur.) Komárk. - Legn. x x x x Nephrocytium lunatum W. West x x Nephrocytium sp. x Oocystis solitaria Wittrock x Pediastrum simplex Mey. var. simplex x Scenedesmus acuminatus (Lagerh.) Chodat x Scenedesmus sp. x Tetrastrum sp. x Ulotrix sp. x CHRYSOPHYCEAE Dinobryon bavaricum Imhof x Dinobryon divergens O. E. Imhof x Mallomonas sp. x Mallomonas sp1 Coordenador: 4.1 – Meio Físico x x Técnico: 265/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Táxons P1 P2 P3 Euglena sp. x x Euglena sp1 x P4 P5 P6 P7 T1 T2 T3 EUGLENOPHYCEAE x Euglena acus Ehrenb. x Lepocinclis ovum (Ehrenb.) Lemmerm. x Phacus sp. x Trachelomonas cilyndrica Ehrenb. x Trachelomonas volvocinopsis Swir. x Trachelomonas sculpta Balech x x Trachelomonas sp. x CRYPTOPHYCEAE Cryptomonas curvata Ehrenb. Emend. Pen. Cryptomonas marssonii Skuja x x x Cryptomonas sp. x x x x x x x ZYGNEMAPHYCEAE Closterium lineatum Ehrenb. ex Ralfs x Closterium sp. Cosmarium sp. x x 11 5 x Cosmarium sp1 x Spyrogira sp. x OEDOGONIOPHYCEAE Oedogonium sp. x x 28 13 XANTHOPHYCEAE Tetraedriella regularis (Kütz.) Fott x RIQUEZA TOTAL 13 43 14 20 8 20 Figura 4.1-147 - Variação espacial da riqueza fitoplanctônica (número de táxons) nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em junho de 2012. Coordenador: 266/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Densidade e Biovolume Foram registrados baixos valores de densidade e biovolume do fitoplâncton nas estações avaliadas no rio Meia Ponte e tributários, durante o período de estudo, os quais foram inferiores a 300 ind.mL-1 e 0,5 mm³.L-1 em fevereiro de 2012 (Quadro 4.1-41 e Figura 4.1-148), exceto quanto a densidade registrada em P2 (894 ind.mL-1). Em fevereiro de 2012, os valores médios de densidade e biovolume foram 267,3 ± 303,6 ind.mL-1 (média ± DP) e 0,28 ± 0,28 mm³.L-1(média ± DP), respectivamente, e para ambos os atributos, os maiores valores foram registrados em P2 Figura 4.1-148 e Figura 4.1-151). Em junho de 2012, os valores de densidade e biovolume foram menores, quando comparados com o mês de fevereiro de 2012. O maior valor de densidade foi encontrado na estação T2 (628 ind.mL-1), seguido pela estação P2 (508 ind.mL-1) (Quadro 4.1-42 e Figura 4.1-150). Diferente do mês de fevereiro, não foram encontradas densidade do fitoplâncton na estação T3. Em P4 foi observada uma densidade de 90 ind.mL-1 em junho de 2012 e 0 ind.mL-1 em fevereiro de 2012. O biovolume do fitoplâncton em junho de 2012 foi apresentado no Quadro 4.1-41. Os valores também foram baixos e variaram de 0 mm³.L-1 (T3) a 0,3 mm³.L-1 (P2) (Figura 4.1-151). A média da densidade e do biovolume neste mês foi de 360 ± 427 ind.mL-1 (média ± DP) e 0,12 ± 0,17 mm³.L-1(média ± DP). Os baixos valores de densidade e biovolume obtidos neste estudo são, geralmente, verificados em sistemas lóticos, devido ao fato da comunidade fitoplanctônica ser fortemente limitada pela vazão e outras variáveis relacionadas à velocidade de fluxo da água, especialmente o transporte de sólidos suspensos e a atenuação da luz (REYNOLDS, 1995; SALMASO & ZIGNIN, 2011, RODRIGUES et al., 2009; BORGES et al., 2003; TRAIN & RODRIGUES, 2004). Quanto a caracterização trófica utilizando-se os critérios propostos por Vollenweider (1968, apud LIND et al., 1993) através do biovolume fitoplanctônico, os pontos monitorados no rio Meia Ponte e tributários em fevereiro e junho de 2012, podem ser enquadrados como oligotróficos, com valores de biovolume fitoplanctônico abaixo de 1 mm³.L-1. Cyanobacteria foi o grupo que apresentou o maior valor de densidade (P2) em fevereiro de 2012 e esteve representado principalmente pelas espécies Pseudanabaena moniliformis, Planktolyngbya limnetica, Cyanodyction cf. imperfectum e Merismopedia tenuissima. A ocorrência de espécies deste grupo em qualquer corpo hídrico é preocupante, pois as florações destas algas têm aumentado nos sistemas aquáticos brasileiros, como resultado da eutrofização, acarretando prejuízos ecológicos, econômicos e sanitários (MCGREGOR & FABBRO, 2005). No entanto, ressalta-se que tais valores foram inferiores ao limite preconizado pela Resolução CONAMA no 357/2005 para águas de Classe 2, como é o caso. Em junho de 2012, as densidades de cianobactáerias também atenderam a Resolução CONAMA no 357/2005, contudo, os maiores Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 267/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte valores de densidade registrados em P2 foi de Clorophyceae. Neste mês, maiores valores de densidade de cianobactérias foram obtidos no ribeirão Boa Vista do Riacho (T2), sendo representado unicamente pela espécie Cyanodyction sp. As bacilariofíceas, componentes comuns do plâncton de rios, as quais possuem adaptações para se desenvolverem em sistemas lóticos e turvos (REYNOLDS et al., 2002; PADISÁK et al., 2009; RODRIGUES et al., 2009) apresentaram importante contribuição aos valores de densidade e biovolume do fitoplâncton no rio Meia Ponte, especialmente em P1, P5, P6 e P7 e nos tributários T1 e T3 em fevereiro de 2012. No mês de junho de 2012 as bacilariofíceas contribuíram, principalmente, para os valores de densidade e biovolume nas estações P1, P2, P4, P5, P6 e P7, localizadas no rio Meia Ponte e T1 no encontro do rio Dourados com o rio Meia Ponte. Quadro 4.1-41 - Valores de densidade do fitoplâncton nas estações monitorados, no rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro de 2012. Táxons P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 27 27 T1 T2 T3 BACILLARIOPHYCEAE Achnanthidium minutissimum (Kütz.) Czarn. 27 Aulacoseira granulata var. granulata (Ehrenb.) Sim. Discostella stelligera (Cleve e Grunow) Holk e Klee 28 Cyclotella sp. 1 Fragilaria sp. 9 Gomphonema gracile Ehrenb. 9 Gomphonema sp. 9 27 Navicula cryptocephala Kütz. 18 Nitzschia palea (Kütz.) W. Smith 54 27 Pinnularia sp. 27 1 1 Surirella sp. 27 Urosolenia eriensis (H. L. Sm.) Round e Craw. Pennales não identificada 27 63 Pennales não identificada 1 28 1 9 27 27 CYANOBACTERIA Aphanizomenon sp. 28 Cyanodyction cf. imperfectum Cronberg e Weib. 111 Cylindrospermopsis sp. 9 Merismopedia tenuissima Lemmerm. 55 Microcystis sp. 1 Phormidium sp. 45 Planktolyngbya limnetica (Lemmerm.) Komárek-Legn. e Cronberg 111 Planktothrix agardhii (Gomont) Anagnost. & Komárek 1 Planktothrix sp. 27 Pseudanabaena moniliformis J.Komárek & H.Kling Cyanobacteria não identificada Coordenador: 268/313 18 277 27 28 27 27 27 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Táxons P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 T1 T2 T3 CHLOROPHYCEAE Chlamydomonas sp. 28 Coelastrum sp. 1 Desmodesmus denticulatus (Lagerh.) An, T. Friedl, E. Hegew. 1 Dictyosphaerium elegans Bachm. 55 Dictyosphaerium pulchellum Wood 27 Micractinium pusillum Fres. 55 27 Monoraphidium komarkovae Nygaard 1 27 27 Monoraphidium minutum (Naegeli) Komárk. - Legn. 27 Monoraphidium tortile (W. e G.S. West) Komárk. - Legn. 27 9 CHRYSOPHYCEAE Dinobryon divergens O. E. Imhof 28 Mallomonas sp. 18 Chrysophyceae não identificada 28 EUGLENOPHYCEAE Phacus sp. 18 CRYPTOPHYCEAE Cryptomonas marssonii Skuja 54 28 Cryptomonas sp. 54 108 27 ZYGNEMAPHYCEAE Cosmarium sp. 1 DINOPHYCEAE Peridinium sp. DENSIDADE TOTAL 297 894 190 0 245 54 108 27 9 162 72 10 Figura 4.1-148 - Variação espacial da densidade fitoplanctônica nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro de 2012. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 269/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Quadro 4.1-42 - Valores de densidade do fitoplâncton nas estaçõesmonitorados, no rio Meia Ponte e tributários, em junho de 2012. Táxons P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 T1 T2 T3 BACILLARIOPHYCEAE Achnanthes sp. 9 Achnanthidium minutissimum (Kütz.) Czarn. 9 Aulacoseira distans (Ehrenb.) Sim. 18 Aulacoseira granulata var. granulata (Ehrenb.) Sim. 9 Aulacoseira herzogii (Lemmerm.) Sim. 18 9 Aulacoseira sp. 1 1 Discostella stelligera (Cleve e Grunow) Holk e Klee 9 Discostella sp. 9 36 Cymbella sp. 9 Fragilaria sp. 1 9 Gomphonema parvulum (Kütz.) Kütz. 9 Gomphonema sp. 9 Navicula viridula (Kütz.) Ehrenb. 18 9 Navicula sp. 9 9 Navicula sp1 9 18 9 1 9 Nitzschia palea (Kütz.) W. Smith 9 Synedra goulardii Bréb. 9 27 9 1 Synedra sp. 9 Surirela sp3 1 Pennales não identificada 18 9 9 9 18 CYANOBACTERIA Chroococcus sp. 9 Cyanodiction sp. 627 Cyanodyction cf. imperfectum Cronberg e Weib. 1 9 Cyanogranis ferruginea (Waw.) Hindák 9 Cylindrospermopsis raciborskii (Wolosz.) Seenayya & Subba Raju 9 Merismopedia tenuissima Lemmerm. 9 45 Planktolyngbya limnetica (Lemmerm.) Komárek-Legn. e Cronberg 9 Pseudanabaena limnetica (Lemmerm.) Komárek 18 Pseudoanabaena sp. 27 Oscillatoriales não identificada 9 9 CHLOROPHYCEAE Actinastrum hantzschii Lagerh. 9 Chlamydomonas sp. 63 Chlamydomonas sp1 1 Crucigenia tetrapedia (Kirch.) W. e G.S. West 27 Desmodesmus communis (E. Hegew.) E. Hegew. Desmodesmus spinosus (Chodat) E.Hegewald 18 36 9 9 9 9 9 9 Eudorina elegans C. G. Ehrenb. 9 Eutetramorus fottii (Hindák) Komárek sensu Komárek 9 Kirchneriella sp. 36 Monoraphidium arcuatum (Korshikov) Hindák 270/313 9 9 Dictyosphaerium pulchellum Wood Coordenador: 9 18 9 9 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Táxons Monoraphidium contortum (Thur.) Komárk. - Legn. P1 P2 9 9 P3 P4 P5 P6 P7 9 9 Nephrocytium lunatum W. West T1 T2 T3 9 Nephrocytium sp. 9 Scenedesmus acuminatus (Lagerh.) Chodat 1 Scenedesmus sp. 9 Tetrastrum sp. 9 CHRYSOPHYCEAE Dinobryon bavaricum Imhof 9 Dinobryon divergens O. E. Imhof 9 Mallomonas sp. 9 EUGLENOPHYCEAE Euglena sp. 27 Lepocinclis ovum (Ehrenb.) Lemmerm. 9 Phacus sp. 9 1 Trachelomonas volvocinopsis Swir. 9 Trachelomonas sculpta Balech 1 CRYPTOPHYCEAE Cryptomonas curvata Ehrenb. Emend. Pen. 9 Cryptomonas marssonii Skuja 9 9 Cryptomonas sp. 18 9 18 28 27 9 9 ZYGNEMAPHYCEAE Closterium sp. 1 Cosmarium sp. 1 DENSIDADE TOTAL 83 508 93 90 63 100 172 55 638 0 Figura 4.1-149 - Variação espacial da densidade fitoplanctônica nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em junho de 2012. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 271/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Quadro 4.1-43 - Biovolume do fitoplâncton nas estações de amostragem de água superficial do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro de 2012. Táxons P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 T1 T2 T3 Achnanthes sp. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Achnanthidium minutissimum (Kütz.) Czarn. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.002 0.000 0.000 Aulacoseira distans (Ehrenb.) Sim. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Aulacoseira granulata var. granulata (Ehrenb.) Sim. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.118 0.118 0.000 0.000 0.000 Aulacoseira herzogii (Lemmerm.) Sim. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Aulacoseira sp. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Discostella stelligera (Cleve e Grunow) Holk e Klee 0.000 0.006 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Discostella sp. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Cyclotella sp. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Cymbella sp. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Fragilaria sp. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.014 Gomphonema gracile Ehrenb. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.002 0.000 Gomphonema parvulum (Kütz.) Kütz. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Gomphonema sp. 0.002 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.006 0.000 0.000 Navicula cryptocephala Kütz. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.004 0.000 Navicula viridula (Kütz.) Ehrenb. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Navicula sp. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Nitzschia palea (Kütz.) W. Smith 0.006 0.000 0.003 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.003 0.000 Pinnularia sp. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.001 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Synedra goulardii Bréb. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Synedra sp. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Surirella sp. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.098 0.000 0.000 Urosolenia eriensis (H. L. Sm.) Round e Craw. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.054 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Pennales não identificada 0.011 0.005 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.002 0.000 Pennales não identificada 1 0.000 0.000 0.010 0.000 0.000 0.010 0.000 0.000 0.000 0.000 BACILLARIOPHYCEAE Coordenador: 272/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 T1 T2 T3 CYANOBACTERIA Táxons 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Aphanizomenon sp. 0.000 0.076 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Chroococcus sp. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Cyanodiction sp. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Cyanodyction cf. imperfectum Cronberg e Weib. 0.000 0.056 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Cyanogranis ferruginea (Waw.) Hindák 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Cylindrospermopsis raciborskii (Wolosz.) Seenayya & Subba Raju 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Cylindrospermopsis sp. 0.023 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Merismopedia tenuissima Lemmerm. 0.000 0.007 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Microcystis sp. 0.000 0.001 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Planktolyngbya limnetica (Lemmerm.) Komárek-Legn. e Cronberg 0.000 0.023 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Planktothrix agardhii (Gomont) Anagnost. & Komárek 0.000 0.003 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Planktothrix sp. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.059 0.000 0.059 0.000 0.000 0.000 Pseudanabaena limnetica (Lemmerm.) Komárek 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Pseudanabaena moniliformis J.Komárek & H.Kling 0.000 0.144 0.000 0.000 0.014 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Pseudoanabaena sp. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Cyanobacteria não identificada 0.003 0.004 0.000 0.000 0.004 0.000 0.004 0.000 0.000 0.000 Oscillatoriales não identificada 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 CHLOROPHYCEAE 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Actinastrum hantzschii Lagerh. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Chlamydomonas sp. 0.000 0.002 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Chlamydomonas sp1 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Coelastrum sp. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Crucigenia tetrapedia (Kirch.) W. e G.S. West 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Desmodesmus communis (E. Hegew.) E. Hegew. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Desmodesmus denticulatus (Lagerh.) An, T. Friedl, E. Hegew. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Desmodesmus spinosus (Chodat) E.Hegewald 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Dictyosphaerium elegans Bachm. 0.000 0.047 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Dictyosphaerium pulchellum Wood 0.000 0.000 0.042 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 273/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Táxons Coordenador: 274/313 P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 T1 T2 T3 Eudorina elegans C. G. Ehrenb. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Eutetramorus fottii (Hindák) Komárek sensu Komárek 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Micractinium pusillum Fres. 0.000 0.035 0.017 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Monoraphidium arcuatum (Korshikov) Hindák 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Monoraphidium contortum (Thur.) Komárk. - Legn. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Monoraphidium komarkovae Nygaard 0.000 0.000 0.002 0.000 0.000 0.000 0.000 0.002 0.000 0.000 Monoraphidium minutum (Naegeli) Komárk. - Legn. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.001 0.000 0.001 0.000 0.000 0.000 Monoraphidium tortile (W. e G.S. West) Komárk. - Legn. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Nephrocytium lunatum W. West 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Nephrocytium sp. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Scenedesmus acuminatus (Lagerh.) Chodat 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Scenedesmus sp. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 CHRYSOPHYCEAE 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Dinobryon divergens O. E. Imhof 0.000 0.043 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Mallomonas sp. 0.010 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Chrysophyceae não identificada 0.000 0.027 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 EUGLENOPHYCEAE 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Euglena sp. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Lepocinclis ovum (Ehrenb.) Lemmerm. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Phacus sp. 0.011 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Trachelomonas volvocinopsis Swir. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Trachelomonas sculpta Balech 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 CRYPTOPHYCEAE 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Cryptomonas curvata Ehrenb. Emend. Pen. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Cryptomonas marssonii Skuja 0.011 0.006 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Cryptomonas sp. 0.000 0.000 0.019 0.000 0.038 0.000 0.000 0.010 0.000 0.000 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 T1 T2 T3 ZYGNEMAPHYCEAE Táxons 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Closterium sp. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Cosmarium sp. 0.000 0.005 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 DINOPHYCEAE 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Peridinium sp. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.188 0.063 0.000 BIOVOLUME TOTAL 0.08 0.49 0.09 0.00 0.17 0.13 0.18 0.31 0.07 0.01 Figura 4.1-150 - Variação espacial do biovolume fitoplanctônico nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro de 2012. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 275/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Quadro 4.1-44 – Biovolume do fitoplâncton nas estações de amostragem de água superficial do rio Meia Ponte e tributários, em junho de 2012. Táxons P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 T1 T2 T3 Achnanthes sp. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Achnanthidium minutissimum (Kütz.) Czarn. 0.000 0.000 0.001 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Aulacoseira distans (Ehrenb.) Sim. 0.000 0.002 0.000 0.002 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Aulacoseira granulata var. granulata (Ehrenb.) Sim. 0.000 0.039 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Aulacoseira herzogii (Lemmerm.) Sim. 0.000 0.005 0.000 0.000 0.000 0.000 0.001 0.000 0.000 0.000 Aulacoseira sp. 0.001 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Discostella stelligera (Cleve e Grunow) Holk e Klee 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.002 0.002 0.000 0.000 0.000 Discostella sp. 0.000 0.003 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Cyclotella sp. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Cymbella sp. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.003 0.000 0.000 Fragilaria sp. 0.000 0.002 0.000 0.000 0.000 0.014 0.000 0.000 0.000 0.000 Gomphonema gracile Ehrenb. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Gomphonema parvulum (Kütz.) Kütz. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.002 0.000 0.000 0.000 Gomphonema sp. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.002 0.004 0.000 0.000 Navicula cryptocephala Kütz. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Navicula viridula (Kütz.) Ehrenb. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.003 0.000 0.000 0.000 Navicula sp. 0.003 0.003 0.000 0.000 0.003 0.000 0.005 0.003 0.000 0.000 Nitzschia palea (Kütz.) W. Smith 0.000 0.001 0.000 0.001 0.000 0.000 0.003 0.000 0.001 0.000 Pinnularia sp. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Synedra goulardii Bréb. 0.000 0.000 0.003 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Synedra sp. 0.027 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Surirella sp. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Urosolenia eriensis (H. L. Sm.) Round e Craw. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Pennales não identificada 0.003 0.002 0.002 0.002 0.000 0.000 0.003 0.000 0.000 0.000 Pennales não identificada 1 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 BACILLARIOPHYCEAE Coordenador: 276/313 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 T1 T2 T3 CYANOBACTERIA Táxons 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Aphanizomenon sp. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Chroococcus sp. 0.000 0.000 0.000 0.002 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Cyanodiction sp. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.023 0.000 Cyanodyction cf. imperfectum Cronberg e Weib. 0.001 0.005 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Cyanogranis ferruginea (Waw.) Hindák 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Cylindrospermopsis raciborskii (Wolosz.) Seenayya & Subba Raju 0.000 0.023 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Cylindrospermopsis sp. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Merismopedia tenuissima Lemmerm. 0.001 0.006 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Microcystis sp. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Planktolyngbya limnetica (Lemmerm.) Komárek-Legn. e Cronberg 0.000 0.000 0.002 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Planktothrix agardhii (Gomont) Anagnost. & Komárek 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Planktothrix sp. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Pseudanabaena limnetica (Lemmerm.) Komárek 0.000 0.009 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Pseudanabaena moniliformis J.Komárek & H.Kling 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Pseudoanabaena sp. 0.000 0.014 0.005 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Cyanobacteria não identificada 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Oscillatoriales não identificada 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 CHLOROPHYCEAE 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Actinastrum hantzschii Lagerh. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Chlamydomonas sp. 0.000 0.005 0.001 0.000 0.003 0.001 0.001 0.001 0.000 0.000 Chlamydomonas sp1 0.000 0.000 0.000 0.001 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Coelastrum sp. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Crucigenia tetrapedia (Kirch.) W. e G.S. West 0.000 0.005 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Desmodesmus communis (E. Hegew.) E. Hegew. 0.001 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Desmodesmus denticulatus (Lagerh.) An, T. Friedl, E. Hegew. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Desmodesmus spinosus (Chodat) E.Hegewald 0.000 0.004 0.000 0.000 0.000 0.004 0.000 0.000 0.000 0.000 Dictyosphaerium elegans Bachm. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 277/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Táxons Coordenador: 278/313 P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 T1 T2 T3 Dictyosphaerium pulchellum Wood 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.014 0.014 0.000 0.000 Eudorina elegans C. G. Ehrenb. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.049 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Eutetramorus fottii (Hindák) Komárek sensu Komárek 0.000 0.006 0.011 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Micractinium pusillum Fres. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Monoraphidium arcuatum (Korshikov) Hindák 0.000 0.000 0.001 0.000 0.000 0.001 0.000 0.000 0.000 0.000 Monoraphidium contortum (Thur.) Komárk. - Legn. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Monoraphidium komarkovae Nygaard 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Monoraphidium minutum (Naegeli) Komárk. - Legn. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Monoraphidium tortile (W. e G.S. West) Komárk. - Legn. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Nephrocytium lunatum W. West 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.005 0.000 0.000 0.000 Nephrocytium sp. 0.000 0.005 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Scenedesmus acuminatus (Lagerh.) Chodat 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Scenedesmus sp. 0.000 0.001 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 CHRYSOPHYCEAE 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Dinobryon divergens O. E. Imhof 0.000 0.014 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Mallomonas sp. 0.000 0.000 0.000 0.005 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Chrysophyceae não identificada 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 EUGLENOPHYCEAE 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Euglena sp. 0.000 0.028 0.001 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Lepocinclis ovum (Ehrenb.) Lemmerm. 0.000 0.070 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Phacus sp. 0.000 0.006 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Trachelomonas volvocinopsis Swir. 0.000 0.000 0.000 0.017 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Trachelomonas sculpta Balech 0.000 0.000 0.002 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 CRYPTOPHYCEAE 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Cryptomonas curvata Ehrenb. Emend. Pen. 0.000 0.032 0.000 0.000 0.000 0.032 0.000 0.000 0.000 0.000 Cryptomonas marssonii Skuja 0.002 0.000 0.000 0.004 0.002 0.006 0.006 0.000 0.000 0.000 Cryptomonas sp. 0.000 0.006 0.000 0.000 0.000 0.003 0.003 0.000 0.000 0.000 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 T1 T2 T3 ZYGNEMAPHYCEAE Táxons 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Closterium sp. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.004 0.000 Cosmarium sp. 0.000 0.005 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 DINOPHYCEAE 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 Peridinium sp. 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 BIOVOLUME TOTAL 0.04 0.30 0.03 0.03 0.06 0.06 0.05 0.02 0.03 0.00 Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 279/313 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-151 - Variação espacial do biovolume fitoplanctônico nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em junho de 2012. Zooplâncton Riqueza A análise qualitativa das amostras zooplanctônicas, tomadas em fevereiro de 2012, na área do EIBH Meia Ponte, revelou a ocorrência de 49 espécies. Entre os quatro grupos considerados, destacaram-se os rotíferos e protozoários testáceos, com 20 espécies cada, seguidos por cladóceros com 7 espécies e copépodes com 2 espécies. No mês de junho ocorreram 32 espécies, sendo que se destacaram os grupos de rotíferos e protozoários testáceos, com 15 e 12 espécies, respectivamente, seguidos por 3 espécies de copépodes e 2 de cladóceros (Quadro 4.1-44 e Figura 4.1-152). Quadro 4.1-45 - Composição zooplanctônica total nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Grupos 280/314 jun/12 Testáceos 20 15 Rotíferos 20 12 Cladóceros 7 2 Copépodos 2 3 49 32 Total Coordenador: fev/12 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 fev/12 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte jun/12 Testáceos Rotíferos Cladóceros Copépodos Figura 4.1-152 - Composição zooplanctônica nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Em reservatórios observa-se, em geral, o predomínio de rotíferos, tanto em termos de riqueza de espécies como abundância (LOPES et al., 1997; LANSAC-TÔHA et al., 1999, 2005; NOGUEIRA, 2001; SAMPAIO et al., 2002; VELHO et al., 2005). No entanto, em estudos realizados em ambientes lóticos, ou aqueles que incluem as áreas lóticas de montante e jusante do reservatório, bem como seus tributários, a participação de protozoários testáceos na estrutura da comunidade zooplanctônica pode ser muito mais expressiva, tanto em termos de número de espécies como de abundância (LANSAC-TÔHA et al., 1999, 2005; VELHO et al., 2005). Nas amostras tomadas no primeiro período de amostragem (fevereiro de 2012), os protozoários testáceos, ou tecamebas, estiveram representados por 6 famílias, destacando-se as famílias Arcellidae (8 espécies), Centropyxidae (5 espécies) e Difflugiidae (3 espécies) Quadro 4.1-46 e Figura 4.1-153). No segundo período (junho de 2012), assim como em fevereiro de 2012, os protozoários testáceos, ou tecamebas, estiveram representados por 6 famílias, destacando-se as famílias Arcellidae (4 espécies), Centropyxidae (5 espécies) e Difflugiidae (3 espécies) (Quadro 4.1-47 e Figura 4.1-154). O predomínio destas famílias, em termos de número de táxons, tem sido observado como um padrão recorrente em diferentes ambientes aquáticos dulcícolas, tanto no plâncton, sedimento e vegetação litorânea de diferentes ambientes como lagos, rios e reservatórios (VELHO et al., 1999; LANSAC-TÔHA et al., 2004). Entre os rotíferos, foram registradas 9 famílias em fevereiro e junho de 2012, sendo as mais representativas as famílias Brachionidae e Lecanidae (Quadro 4.1-46), famílias estas frequentemente registrada entre as mais especiosas entre os rotíferos, em ambientes dulcícolas tropicais (LANSAC-TÔHA et al.,2004). Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 281/314 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Entre os microcrustáceos, os cladóceros estiveram representados por 4 famílias em fevereiro de 2012, sendo 3 delas amplamente planctônicas, enquanto que uma, a mais especiosa, é constituída por espécies preferencialmente litorâneas e bentônicas, a família Chydoridae. Em junho de 2012 os cladóceros foram representados por 2 famílias, sendo a Bosminidae amplamente planctônica. Os copépodes estiveram representados pelas famílias Cyclopidae e Diaptomidae, ambas representadas por apenas uma espécie nos dois meses avaliados. Quadro 4.1-46 - Riqueza zooplanctônica nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro de 2012. Grupo Testaceos Família Arcellidae Espécies/Pontos Arcella arenaria P1 P2 X X Arcella catinus P3 P4 X P5 P6 P7 X X T1 T2 X Arcella costata X Arcella dentata Arcella discoides X X X X X X Arcella hemisphaerica X Arcella megastoma Centropyxidae Arcella mitrata X Centropyxis aculeata X X Centropyxis constricta X X X X X X X X X X X X X X Centropyxis hirsuta Difflugiidae X X Centropyxis discoides Centropyxis ecornis X X X X X X X X X Difflugia acuminata X Difflugia corona X Protocucurbitella coroniformis X Lesquereusiidae Lesquereusia spiralis Plagiopyxidae Hoogenraadia sp. X X Plagiopyxis callida Rotíferos Trigonopyxidae Cyclopyxis kAhli Brachionidae Brachionus angularis X X X X Brachionus mirus X Keratella tropica X X X Plationus patulus patulus X Platyias quadricornis quadricornis X Lecane bulla Lecane cf. unguitata Coordenador: 282/314 X X X X X X X X Lecane luna Lecane quadridentata X X Plationus patulus macrachantus Lecanidae X X Brachionus falcatus Euchlanis dilatata X X Brachionus dolabratus Euchlanidae T3 X X X X X Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Grupo Família MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Espécies/Pontos P1 Lepadellidae Colurella sp. X Notomatidae Cephalodella sp. X Philodinidae Bdelloidea X Testudinellidae Testudinella patina patina X Trochosphaeridae Filinia longiseta Trichotriidae Macrochaetus sericus P2 P3 X X X Bosminidae P6 X X P7 T1 T2 X X X Bosmina hagmanni X X Alona cf. eximia X Alonella sp. X X Chydorus sp. Copépodes X Daphniidae Ceriodaphnia cornuta Moinidae Moina minuta Cyclopidae Náuplio de Cyclopoida X X X Copepodito de Cyclopoida X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X Náuplio de Calanoida X Copepodito de Calanoida X Notodiaptomus sp. X X 14 13 RIQUEZA TOTAL X X Thermocyclops decipiens Diaptomidae T3 X Bosminopsis deitersi Chydoridae P5 X Trichotria tetractis Cladóceros P4 19 X X 19 16 X 10 10 7 7 13 Figura 4.1-153 - Variação espacial da riqueza zooplanctônica nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro de 2012. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 283/314 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Quadro 4.1-47 - Riqueza zooplanctônica nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em junho de 2012. Grupo Testaceos Família Arcellidae Espécies / Pontos P1 P2 P3 P4 P5 Arcella artocrea P6 P7 X T1 X Arcella dentata Arcella discoides X X X X X X X X Centropyxis aculeata X X Centropyxis discoides X X Centropyxis ecornis X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X Difflugia echinulata X Difflugia gramen X Difflugia sp. X Plagiopyxidae Plagiopyxis sp. X Phryganellidae Phryganella dissimulatoris X Trigonopyxidae Cyclopyxis kAhli Brachionidae Brachionus caudatus X X X X X X X X X Dicranophoridae Dicranophorus sp. X Epiphanidae Epiphanis sp. X Lecanidae Lecane cornuta X X Lecane lunaris X Lecane papuana Cladóceros Copépodes X Lepadellidae Lepadella ovalis Mytillinidae Mytillina cf. ventralis Notomatidae Cephalodella sp. X Notommata sp. X Philodinidae Bdelloidea X Sinchaetidae Sinchaeta pectinata Bosminidae Bosmina hagmanni Chydoridae Niczmirnovilus fitizpaltricki Cyclopidae náuplio de Cyclopoida X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X Coordenador: 284/314 X X X X X náuplio de Calanoida X copepodito de Calanoida X Notodiaptomus amazonicus X RIQUEZA TOTAL X X Eucyclops sp. Diaptomidae X X X copepodito de Cyclopoida Thermocyclops minutus X X Brachionus dolabratus Platyias quadricornis quadricornis X X Centropyxis spinosa Rotíferos X X Centropyxis platystoma Difflugiidae T3 X Arcella hemisphaerica Centropyxidae T2 11 14 X 7 12 11 7 8 5 16 9 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-154 - Variação espacial da riqueza zooplanctônica nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em junho de 2012. Densidade Em relação à densidade do zooplâncton, os valores registrados no primeiro período de amostragem, foram reduzidos e bastante variáveis, flutuando entre 203 (T2) e 1970 (P1) indivíduos/m³, com média de 962 ± 668,3 indivíduos/m³ (média ± DP) para a área de estudo (Quadro 4.1-46 e Quadro 4.1-47). Em junho de 2012, os valores de densidade oscilaram entre 41 (T1) e 2564 (P2) indivíduos/m³, com média de 363 ± 776,7 indivíduos/m³ (média ± DP) (Quadro 4.1-49 e Figura 4.1-156). No geral, maiores valores de densidade estiveram presentes no mês de fevereiro, mas o alto valor encontrado em P2 sobrepujou a média do mês de junho. Maiores valores de densidade em fevereiro foram registrados em estações localizadas no rio Meia Ponte, sendo observado um decréscimo longitudinal nos valores de densidade desde o ponto P1 até o ponto P7, de forma que as estações P6 e P7, juntamente com as estações localizadas nos tributários, apresentaram os menores valores de densidade (Figura 4.1-155). No mês de junho, os valores de densidade foram semelhantes em todas as estações de coleta (< 500 indivíduos/m³), com exceção da estação P2, que apresentou o maior valor (Figura 4.1-156). Com isso, verifica-se um padrão diferente para as estações P1, P3, P4 e P5 em relação ao mês de fevereiro. Os resultados de fevereiro podem evidenciar uma forte heterogeneidade hidrodinâmica no rio Meia Ponte, além disso, a maior densidade do zooplâncton em P2 pode estar associada aos maiores valores de densidade fitoplanctônica. A velocidade de corrente é um dos principais fatores limitantes da densidade do zooplâncton, tendo em vista que, sob condições Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 285/314 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 de elevado fluxo, a taxa de exportação dos organismos, rio abaixo, é mais elevada que a entrada de indivíduos na população, existindo assim uma relação significativa e negativa entre a velocidade de corrente e a densidade do zooplâncton (LAYR & REYES-MARCHANT, 1997). A contribuição dos diferentes grupos para a densidade total do zooplâncton foi também bem variável, de forma que os protozoários testáceos foram os mais abundantes na maioria dos pontos de amostragem nos dois períodos, mas rotíferos predominaram nos pontos P1 em fevereiro, P2 em fevereiro e junho e P4 em junho de 2012. Copépodes foram os mais abundantes no ponto P4 em fevereiro. A dominância dos diferentes grupos no zooplâncton fornece, em geral, uma boa ideia das condições hidrodinâmicas vigentes nas áreas amostradas. Assim, estudos têm evidenciado que a dominância de microcrustáceos, especialmente grandes cladóceros e copépodes diaptomídeos, organismos com ciclos de vida mais longos, caracterizam ambientes com elevado tempo de residência da água, enquanto que a dominância de rotíferos, que apresentam, em geral, curto ciclo de vida, é um indicativo de um maior tempo de renovação da água (LAYR & REYESMARCHANT, 1997; KOBAYASHI et al., 1998; HENRY & NOGUEIRA,1999; BARANYI et al. 2002; LANSAC-TÔHA et al., 2005). O predomino de protozoários testáceos na coluna de água, organismos típicos da região litorânea e sedimento, evidenciam, por outro lado, uma elevada velocidade de corrente na região amostrada, condição esta que limita o desenvolvimento de populações planctônicas e introduzem um grande número de espécies de outros compartimentos para o compartimento planctônico (LANSAC-TÔHA et al., 2005; VELHO et al., 2005). Em relação à contribuição das diferentes espécies para a densidade do zooplâncton, os protozoários testáceos, predominantes na maioria dos pontos de amostragem, estiveram representados especialmente pelas espécies Centropyxis aculeata, C. ecornis, Arcella discoides e Cyclopyxis kAhli em fevereiro e por Centropyxis aculeata em junho. Entre os rotíferos, especialmente abundantes nos pontos P1 e P2, destacaram-se as espécies Testudinella patina e Lecane quadridentata, essencialmente no ponto P1, e especialmente os bdelóideos, muito abundantes nos pontos P1 e P2 em fevereiro de 2012. Em junho, na estação P2 os bdelóideos também foram muito abundantes. Os cladóceros estiveram melhor representados nos pontos P1 e P4 em fevereiro de 2012, com destaque para as espécies planctônicas Bosminopsis deitersi e Moina minuta, apesar das reduzidas densidades e, portanto, reduzidas diferenças de abundância entre as espécies. Em junho, os cladóceros foram melhor representados pela espécie Niczmirnovilus fitizpaltricki nas estações P5 e T3, apesar da reduzida densidade. Coordenador: 286/314 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Entre os copépodes constatou-se o predomínio de suas formas jovens (náuplios e copepoditos), principalmente da família Cyclopidae nos dois meses estudados. A dominância de náuplios e copepoditos em relação aos adultos é frequentemente registrada em reservatórios brasileiros (CABIANCA & SENDACZ, 1985; LANSAC-TÔHA et al., 1999; SERAFIM JR, 2002; LANSAC-TÔHA et al., 2005, VELHO et al., 2005). A produção de um grande número de formas larvais pode ser considerada como uma estratégia reprodutiva do grupo (CABIANCA & SENDACZ, 1985). Entre os adultos, destacaram-se também os ciclopídeos, sendo observada a ocorrência de apenas uma espécie, Thermocyclops decipiens, e apenas no ponto P4 em fevereiro. T. decipiens tem sido considerada uma espécie típica de ambientes enriquecidos com nutrientes (SAMPAIO et al., 2002). Quadro 4.1-48 - Densidade de espécies (ind.m-3) nas estações de amostragem de água superficial do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro de 2012. Família Espécies/Pontos P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 T1 T2 T3 Arcella arenaria 80 1 0 0 0 40 40 0 0 0 Arcella catinus 0 0 40 0 40 0 0 0 0 0 Arcella costata 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 Gruopo: Testaceos Arcellidae Arcella dentata 0 0 0 0 0 0 0 0 0 80 160 40 0 0 0 0 1 40 0 40 Arcella hemisphaerica 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 Arcella megastoma 0 0 40 1 1 0 1 0 0 0 Arcella discoides Centropyxidae Difflugiidae Arcella mitrata 40 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Centropyxis aculeata 40 240 640 200 480 40 200 40 40 160 Centropyxis constricta 0 0 40 0 0 0 40 0 1 1 Centropyxis discoides 0 0 0 0 40 0 40 0 0 0 Centropyxis ecornis 120 80 360 0 80 0 0 120 0 0 Centropyxis hirsuta 0 0 0 80 1 0 0 0 0 0 Difflugia acuminata 0 0 0 0 0 0 0 0 0 40 Difflugia corona 0 0 0 40 0 0 0 0 0 0 Protocucurbitella coroniformis 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 Lesquereusiidae Lesquereusia spiralis 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 Plagiopyxidae Hoogenraadia sp. 0 0 0 0 0 0 0 0 0 40 Plagiopyxis callida 0 0 0 0 0 0 0 0 0 40 Cyclopyxis kAhli 0 0 80 0 40 120 1 0 0 120 440 361 1200 322 682 200 324 200 41 523 Trigonopyxidae TOTAL TESTÁCEOS Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 287/314 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Família Espécies/Pontos P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 T1 T2 T3 Brachionus angularis 0 0 0 40 0 0 0 0 0 0 Brachionus dolabratus 0 0 0 3 0 0 0 0 0 0 Brachionus falcatus 0 0 1 0 0 0 0 0 40 0 Brachionus mirus 0 0 2 0 0 40 0 0 0 0 Keratella tropica 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 Plationus patulus macrachantus 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 40 1 0 0 0 0 0 0 0 0 Platyias quadricornis quadricornis 1 0 0 0 40 40 0 0 0 0 Euchlanidae Euchlanis dilatata 0 0 0 2 0 0 0 0 0 0 Lecanidae Lecane bulla 0 0 1 1 0 1 0 0 0 0 Lecane cf. unguitata 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Lecane luna 0 0 0 1 1 0 2 1 0 0 160 0 0 0 0 0 0 0 0 0 80 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1280 200 0 2 80 0 80 40 0 Gruopo: Rotíferos Brachionidae Plationus patulus patulus Lecane quadridentata Lepadellidae Colurella sp. Notomatidae Cephalodella sp. Philodinidae Bdelloidea 680 Testudinellidae Testudinella patina patina 400 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Trochosphaeridae Filinia longiseta 0 120 0 0 1 0 0 0 0 0 Trichotriidae Macrochaetus sericus 3 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Trichotria tetractis 0 0 0 40 0 0 0 0 0 0 1368 1401 204 88 44 162 2 81 80 0 Bosmina hagmanni 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 Bosminopsis deitersi 0 0 0 80 0 0 0 0 0 0 Alona cf. eximia 40 0 0 1 0 0 0 0 0 0 Alonella sp. 40 0 0 0 0 0 0 0 0 0 TOTAL ROTÍFEROS Gruopo: Cladóceros Bosminidae Chydoridae Chydorus sp. 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 40 1 0 0 1 1 0 0 0 0 0 40 0 80 0 0 0 0 0 0 120 42 0 161 1 1 0 0 0 1 40 1 1 600 40 40 40 80 1 1 Copepodito de Cyclopoida 2 2 40 80 120 0 0 80 80 1 Thermocyclops decipiens 0 0 0 80 0 0 0 0 0 0 Náuplio de Calanoida 0 0 0 40 40 0 0 0 0 0 Copepodito de Calanoida 0 80 0 0 40 0 0 0 1 0 Daphniidae Ceriodaphnia cornuta Moinidae Moina minuta TOTAL CLADÓCEROS Gruopo: Copépodes Cyclopidae Diaptomidae Náuplio de Cyclopoida Notodiaptomus sp. TOTAL COPÉPODES DENSIDADE TOTAL Coordenador: 288/314 0 1 40 0 0 0 0 0 0 0 42 84 81 800 240 40 40 160 82 2 1970 1888 1485 1371 967 403 366 441 203 526 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-155 - Variação espacial da densidade zooplanctônica nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Quadro 4.1-49 - Densidade de espécies (ind.m-3) nas estações de amostragem de água superficial do rio Meia Ponte e tributários, em junho de 2012. Grupo Testaceos Família Arcellidae Espécies / Pontos P1 P2 P3 P4 P5 Arcella artocrea P6 P7 10 T1 1 Arcella dentata 20 20 10 10 1 1 10 2 Arcella hemisphaerica Centropyxis aculeata 100 60 Centropyxis discoides 10 1 Centropyxis ecornis 10 20 20 10 20 10 40 20 10 30 10 40 1 1 10 20 10 1 40 10 2 Difflugia echinulata 1 Difflugia gramen 1 Difflugia sp. 1 Plagiopyxidae Plagiopyxis sp. 20 Phryganellidae Phryganella dissimulatoris 10 Trigonopyxidae Cyclopyxis kAhli 10 TOTAL TESTÁCEOS Brachionidae 150 142 40 40 101 Brachionus caudatus 10 1 10 32 43 10 10 31 106 91 1 Brachionus dolabratus 40 Platyias quadricornis quadricornis 1 Dicranophorus sp. 40 Epiphanidae Epiphanis sp. 60 Coordenador: 10 1 Dicranophoridae 4.1 – Meio Físico 60 10 Centropyxis spinosa Rotíferos 1 10 Centropyxis platystoma Difflugiidae T3 20 Arcella discoides Centropyxidae T2 10 Técnico: 289/314 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Grupo Família Lecanidae Espécies / Pontos P1 P2 P3 P4 P5 P6 Lecane cornuta P7 T1 1 Lecane papuana Cladóceros Copépodes 1 Lepadellidae Lepadella ovalis Mytillinidae Mytillina cf. ventralis Notomatidae Cephalodella sp. 2 Notommata sp. 1 Philodinidae Bdelloidea 10 Sinchaetidae Sinchaeta pectinata Bosmina hagmanni Chydoridae Niczmirnovilus fitizpaltricki Cyclopidae 1 1 1 2240 30 10 10 10 1 10 10 1 1 20 1 11 10 14 1 160 14 Bosminidae 2380 31 183 1 1 2 10 10 TOTAL CLADÓCEROS 0 0 1 0 11 0 0 náuplio de Cyclopoida 10 20 1 30 10 10 10 copepodito de Cyclopoida Thermocyclops minutus 0 10 10 1 10 1 copepodito de Calanoida 1 Notodiaptomus amazonicus 20 DENSIDADE TOTAL 12 1 náuplio de Calanoida TOTAL COPÉPODES 0 10 Eucyclops sp. Diaptomidae T3 1 Lecane lunaris TOTAL ROTÍFEROS T2 10 20 42 1 50 10 10 10 0 21 1 184 2564 73 273 142 43 64 41 141 105 Figura 4.1-156 - Variação espacial da densidade zooplanctônica nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Coordenador: 290/314 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Invertebrados Bentônicos Riqueza Na área estudada do rio Meia Ponte e tributários, foram identificados 12 táxons de macroinvertebrados bentônicos em fevereiro de 2012, entre insetos, anelídeos, microcrustáceos, nemertíneos e nematóides (Quadro 4.1-50). Em junho de 2012 foram econtrados um total de 17 táxons, entre insetos, anelídeos, aracnídeos, microcrustáceos, nemertíneos e nematóides (Quadro 4.1-51). Quadro 4.1-50 - Densidade (n°.ind./m²) e Riqueza Taxonômica, dos invertebrados bentônicos registrados nas estações de amostragem de água superficial do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro de 2012. Táxons P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 T1 T2 T3 Chironomidae Chironomidae 60 80 120 140 120 6500 200 20 0 0 Empididae Empididae 0 0 0 0 0 160 0 0 0 0 Trichoptera Hydroptilidae Dicaminus 0 0 0 0 0 0 0 20 0 0 Ephemeroptera Baetidae Cloeodes 0 0 0 0 0 0 0 20 0 0 Heteroptera Naucoridae Naucoridae 0 0 0 0 0 0 0 0 20 0 Odonata Gomphidae Gomphidae 0 0 0 0 0 0 20 0 0 0 Oligochaeta Oligochaeta 40 40 60 180 0 1560 0 0 40 440 Diptera Annelida Hirudinea Hirudinea 0 0 20 0 0 400 0 0 0 0 Microcrustacea Ostracoda Ostracoda 0 20 20 0 0 0 0 0 0 0 Mollusca Bivalvia Bivalvia 0 0 0 0 0 0 0 0 50 40 Nemertea Nemertea Nemertea 0 0 0 40 0 0 0 0 0 0 Nematoda (Filo) Nematoda Nematoda 40 20 60 0 0 0 0 0 0 20 140 160 280 360 120 8620 220 60 110 500 3 4 5 3 1 4 2 3 3 3 Abundância total Riqueza taxonômica Quadro 4.1-51 - Densidade (n°.ind./m²) e Riqueza Taxonômica dos invertebrados bentônicos registrados nas estações de amostragem de água superficial do rio Meia Ponte e tributários, em junho de 2012. Táxons Diptera Trichoptera P1 Chironomidae Chironomidae Ceratopogonidae Ceratopogonidae Empididae Hydroptilidae Hydropsychidae Baetidae P4 P5 P6 P7 T1 T2 T3 60 240 60 80 9360 420 80 0 20 40 0 40 20 0 40 20 20 40 0 Empididae 0 40 20 0 0 280 0 0 0 40 Dicaminus 20 0 0 20 0 0 0 60 0 20 Smicridea 0 20 20 0 0 0 0 20 20 0 Leptonema 0 40 0 0 0 0 0 0 0 0 40 0 0 40 0 0 0 40 0 20 Camelobaetidius 0 0 0 0 0 0 0 0 20 0 Baetodes 0 0 0 20 0 0 0 0 0 40 Thraulodes 0 0 0 0 0 0 0 40 0 0 Coordenador: 4.1 – Meio Físico P3 120 Cloeodes Ephemeroptera P2 Técnico: 291/314 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Táxons Heteroptera P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 T1 T2 T3 Naucoridae Naucoridae 0 20 40 0 20 0 40 0 20 0 Gomphidae Gomphidae 20 0 0 0 0 0 80 0 0 0 Libellulidae Libellulidae 0 40 20 0 40 0 0 40 0 0 Hidracharina Hidracharina 0 0 0 20 0 0 0 0 40 0 Oligochaeta Oligochaeta 160 120 100 240 20 3000 0 20 20 240 Hirudinea Hirudinea 80 20 60 40 0 600 0 0 20 0 Ostracoda Ostracoda 40 40 40 0 80 0 0 0 0 20 Bivalvia Bivalvia 0 0 0 0 0 0 0 0 0 20 Gastropoda Biomphalaria 0 20 0 0 20 0 0 20 0 0 Nemertea Nemertea Nemertea 0 0 0 0 0 0 20 0 20 0 Nematoda (Filo) Nematoda Nematoda 0 0 80 0 20 0 0 0 0 60 520 420 660 460 280 13280 580 340 200 480 8 10 10 8 7 5 5 9 8 9 Odonata Aracnida Annelida Microcrustacea Mollusca Abundância total Riqueza taxonômica De maneira geral foi registrada uma baixa riqueza taxonômica para os meses estudados, podendo ser reflexo das alterações advindas do período chuvoso em fevereiro de 2012 e da antropização que ocorre nesta bacia nos dois meses estudados. Pôde ser verificada a presença especialmente de táxons resistentes, com destaque para Chironomidae e Oligochaeta, principalmente no rio Meia Ponte (P1 a P7) em fevereiro de 2012. Em junho de 2012, também se destacaram os Chironomidae (P1 a P7) e Oligochaeta (P1 a P6). Nos tributários, Chironomidae foi notado apenas no ponto T1 em fevereiro de 2012, o que possivelmente indica melhores condições que o registrado no rio Meia Ponte. Contudo, em junho de 2012 estes só foram ausentes em T2. Dessa forma, verifica-se que a estação T2 pode ter melhores condições de qualidade de água, quando comparadas com os tributários T1 (ribeirão Dourado) e T3 (ribeirão Panamá). Os Chironomidae são excelentes bioindicadores, pois em ambientes muito poluídos por matéria orgânica e com pouco oxigênio dissolvido, as larvas de Chironomidae podem ser as únicas encontradas. Todavia, as concentrações de OD foram satisfatórias em todas as estações amostradas. A maior riqueza taxonômica foi registrada no ponto P3 (5 táxons) em fevereiro de 2012 e em P2 e P3 (10 táxons) em junho de 2012 (Figura 4.1-157), embora ainda muito baixas, quando comparadas com trabalhos realizados em rios e córregos do cerrado, onde são registrados até 30 táxons (BISPO & OLIVEIRA, 1998). SILVEIRA (2003), estudando a bacia do rio Meia Ponte (34 pontos de coleta), registrou resultados similares, com o predomínio de Chironomidae e Oligochaeta em todos os locais estudados. Coordenador: 292/314 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte O ponto T1, tributário do rio Meia Ponte, registrou a presença de um gênero de Trichoptera e um de Ephemeroptera em fevereiro de 2012, indicando melhores condições do que as demais estações. Em junho de 2012, foram observados 3 gêneros de Tricoptera e 4 de Ephemeroptera, o que mostra que a qualidade da água nessa estação manteve boas condições. Representantes detes gêneros também foram encontrados nas estações P1, P2, P3, P4, T2 e T3. É importante destacar a grande quantidade de matéria orgânica e areia nas amostras. A composição e distribuição dos sedimentos são fatores importantes na determinação dos padrões de distribuição de organismos e estrutura de comunidades de macroinvertebrados bentônicos (CALLISTO & ESTEVES, 1996), constituindo suas frações de variáveis explicativas consideradas, algumas vezes, mais eficientes que as físico-químicas, tradicionalmente utilizadas pelos limnólogos (WARD, 1992). Segundo HYNES (1970), substratos pedregosos são mais diversificados (com maior quantidade de microhabitats e refúgios) e possuem maior estabilidade, logo, abrigam uma fauna mais rica em relação àqueles formados por materiais inconsolidados. Por outro lado, nos substratos arenosos o espaço intersticial é reduzido, o que limita sua utilização por taxa de pequeno porte, reduzindo a diversidade da comunidade (MONTEIRO et al., 2007), além de ser afetado mais facilmente por uma perturbação, como uma enchente, por exemplo. Todos os locais estudados apresentaram um baixo índice de diversidade, devido aos baixos valores de riqueza. A estrutura da comunidade bentônica pode ser determinada por uma série de fatores, como a morfologia do ecossistema, quantidade e tipo de detritos orgânicos, presença de vegetação aquática, presença e extensão de mata ciliar e, indiretamente afetada por modificações nas concentrações de nutrientes e mudanças na produtividade primária, contudo, principalmente pelo tipo de substrato (WARD et al., 1995; GALDEAN et al., 2000). Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 293/314 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Figura 4.1-157 - Riqueza taxonômica dos invertebrados bentônicos nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. É importante destacar o ponto 6, localizado no rio Meia Ponte, que registrou uma densidade extremamente alta de Chironomidae e Oligochaeta em fevereiro e junho de 2012, indicando baixa uniformidade ambiental, possivelmente devido a efluentes, estes não identificados em campo (Figura 4.1-158). A densidade média para os ambientes monitorados foi de 1057 ± 2661 ind. m-2 (média ± DP) em fevereiro de 2012 e de 1722 ± 4063 ind. m-2 (média ± DP), de modo que os valores obtidos para P6 sobrepujaram as médias dos meses avaliados. Em termos de abundância, Chironomidae e Oligochaeta foram predominantes. Esses táxons foram também os mais frequentes. Os Chironomidae constituem mais da metade do número total de espécies de macroinvertebrados presentes em diversos ambientes aquáticos e também são o grupo de insetos com a maior distribuição geográfica, tendo se adaptado à quase todos os tipos de ambientes aquáticos e semi-aquáticos (MUGNAI et al., 2010). Os Oligochaeta são detritívoros e se alimentam de matéria orgânica. Considerando que o substrato do rio Meia Ponte é formado especialmente po’r matéria orgânica, os Oligochaeta foram os mais abundantes, depois de Chironomidae nos dois meses avaliados. Coordenador: 294/314 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte É importante considerar a influência do período chuvoso sob a qualidade da água e do sedimento, devido ao escoamento do ambiente terrestre ao aquático, o que provoca alteração na abundância e estrutura da comunidade bentônica, contudo no período seco também ocorreram maiores densidades de Oligochaeta e Chironomidae. No período chuvoso ocorre a diminuição da riqueza e densidade dos táxons, o que foi observado neste trabalho, devido ao soterramento e ao arraste de muitos grupos provocado pelo aumento do volume de água e escoamento do ambiente terrestre ao aquático. Apesar disso, percebe-se que a comunidade bentônica presente nos locais estudados é extremamente resistente. Figura 4.1-158 - Densidade dos invertebrados bentônicos (n0 ind.m-2) nas estações de água superficial amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Diversos autores demonstram a forte influência da variação sazonal sobre a comunidade bentônica para a região central do Brasil (BISPO & OLIVEIRA, 1998). Tal influência é causada, principalmente, pela precipitação pluviométrica, que aumenta a velocidade e vazão dos cursos hídricos, contribuindo para o arraste dos organismos, bem como aumenta o transporte de sólidos, o que possui um efeito abrasivo sobre os invertebrados, além de exercer um fator dispersor, uma vez que se aumenta a superfície de água disponível para a colonização da comunidade. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 295/314 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 4.1.9.2.1.3 - Dados primários Água Subterrânea 4.1.9.2.1.3.1 - Abióticos 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Os laudos de análises das variáveis físico-químicas realizadas nos poços e cisternas são apresentados no Quadro 4.1-31. Temperatura do Ar e da Água No período avaliado a temperatura do ar variou de 21 ºC (PS1) a 29 ºC (PS6) em junho de 2012 e fevereiro de 2012, tendo temperatura média de 26,8 ± 2,2 ºC (média ± DP) e 25 ± 0 ºC (média ± DP), respectivamente.. A temperatura da água para as estações avaliadas apresentou média de 27 ± 1,85 ºC (média ± DP) em fevereiro de 2012 e de 24,38 ± 2,5 ºC (média ± DP) em junho de 2012, com máxima de 31,1 ºC (PS3) no mês de fevereiro e mínima de 21 ºC (TS1) em junho (Figura 4.1-159). Menores valores de temperatura da água registradas em junho estão associados com menores temperaturas atmosféricas, uma vez que este período caracteriza o inverno na região. Figura 4.1-159 - Temperatura do ar e da água nas estações de água subterrânea amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Coordenador: 296/314 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Condutividade Elétrica Nas estações estudas foram encontrados valores de condutividade que variaram de 35 µS/cm (PS2) em fevereiro de 2012 a 589 µS/cm (TS3) em junho de 2012. No geral os maiores valores médios foram registrados para nos poços localizados próximos aos tributários, sendo de 230 ± 81,5 µS/cm (média ± DP) em fevereiro e de 276,6 ± 270,65 µS/cm (média ± DP) em junho de 2012. Nos poços e cisternas localizados próximos ao rio Meia Ponte a média 118,1 ± 132,3 µS/cm (média ± DP) em fevereiro e de 123,8 ± 65,1 µS/cm (média ± DP) em junho de 2012 (Figura 4.1-160). Figura 4.1-160 - Condutividade elétrica nas estações de água subterrânea amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Conteúdo Nutricional: Nitrogênio (Nitrogênio amoniacal, Nitrito, Nitrato, Nitrogênio inorgânico dissolvido, Nitrogênio orgânico) Nos poços e cisternas avaliados o nitrato foi a fração que mais contribuiu para a composição total do nitrogênio inorgânico dissolvido (NID). As concentrações de nitrato variaram de 200 µg/L (TS3) em fevereiro de 2012 a 8600 µg/L (PS2) em junho de 2012. Os valores médios obtidos foram menores para o mês de fevereiro com 1380 ± 1115,34 µg/L (média ± DP) e maiores para o mês de junho com 2070 ± 2849,2 µg/L (média ± DP) (Figura 4.1-161). O nitrogênio amoniacal foi a segunda fração que mais contribuiu para a composição do nitrogênio inorgânico dissolvido, com Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 297/314 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 média de 33 ± 20,02 µg/L (média ± DP) em fevereiro de 2012 e 34 ± 24,6 µg/L (média ± DP) em junho de 2012 (Figura 4.1-162). Com isso, verifica-se que esta fração não variou muito entre os meses estudados. O nitrogênio amoniacal foi abaixo do limite de detecção do método utilizado de 10 µg/L nas estações PS7 e TS3 em fevereiro e PS6, PS7 e TS3 em junho. O nitrito foi a fração que menos contribuiu para a composição do nitrogênio inorgânico dissolvido. O registro de baixas concentrações deste nutriente é comum. Nas estações avaliadas o nitrito variou de 2 µg/L em TS3 em fevereiro de 2012 e PS2, PS7 e TS2 em junho de 2012 a 28 µg/L (PS1) em junho de 2012. Os valores médios obtidos para o nitrito foram de 3,7 ± 0,94 µg/L (média ± DP) em fevereiro e de 6,1 ± 7,93 µg/L (média ± DP) em junho de 2012 (Figura 4.1-163). O total de nitrogênio inorgânico dissolvido observado para os poços e cisternas avaliados variaram de 212 µg/L (TS3) em fevereiro de 2012 a 8652 µg/L (PS2) em junho de 2012. O NID foi regulado principalmente pela variação do nitrato, que foi sua principal fração, por isso, os valores médios registrados também foram menores em fevereiro de 2012 (1416,7 ± 1128,23 µg/L; média ± DP) e maiores em junho de 2012 (2110,1 ± 2863,13 µg/L; média ± DP) (Figura 4.1-164). O nitrogênio orgânico só foi registrado em fevereiro de 2012. Dessa forma, a média para este período foi de 240 ± 84,32 µg/L (média ± DP), enquanto em junho de 2012 o nitrogênio orgânico dissolvido esteve abaixo do limite de detecção de 100 µg/L em todas as estações avaliadas em poços e cisternas. Em fevereiro as concentrações variaram de 100 µg/L (PS3) a 400 (PS2) (Figura 4.1-166). Baixas concnetrações de nitrogênio nestes ambientes são indicativos que a água para consumo humano não está sofrendo contaminação. O nitrogênio total oscilou de 316 µg/L (PS6 em junho de 2012) a 8752 (PS2 em junho de 2012), com média de 1656,7 ± 1133,2 µg/L (média ± DP) em fevereiro de 2012 e 2210,1 ± 2863,1 µg/L (média ± DP) em junho de 2012. Os altos valores registrados em PS1 e PS2 em junho foram responsáveis por elevar a média desse período (Figura 4.1-167). Coordenador: 298/314 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-161 - Concentrações de nitrato nas estações de água subterrânea amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Figura 4.1-162 - Concentrações de nitrogênio amoniacal nas estações de água subterrânea amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 299/314 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Figura 4.1-163 - Concentrações de nitrito nas estações de água subterrânea amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Figura 4.1-164 - Concentrações de nitrogênio inorgânico dissolvido nas estações de água subterrânea amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Coordenador: 300/314 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-165 - Concentrações de nitrogênio orgânico total nas estações de água subterrânea amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Figura 4.1-166 - Concentrações de nitrogênio total nas estações de água subterrânea amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Os valores de nitrato, nitrito e nitrogênio amoniacal (amônia) estiveram de acordo com os limites de 10000 µg/L (nitrato), 1000 µg/L (nitrito) e 1500 (amônia) preconizados pela Portaria M.S. 2914/11. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 301/314 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Conteúdo Nutricional: Fósforo (Ortofosfato e Fósforo total) O ortofosfato, fração importantíssima do ponto de vista biológico, apresentou concentrações mais elevadas no mês de junho de 2012, quando foram registrados valores médios superiores ao mês de fevereiro de 2012, sendo respectivamente de 29,3 ± 39,5 µg/L (média ± DP) e 17 ± 34,5 µg/L (média ± DP). As concentrações estiveram abaixo do limite de detecção de 1 µg/L nas estações PS1, PS2, PS4, PS5, PS6, PS7 e TS2 em fevereiro de 2012 e em PS4 e PS6 em junho de 2012 (Figura 4.1-167). Nos poços localizados próximos aos tributários foram obtidos os maiores valores de ortofosfato, sendo TS3 em fevereiro e TS1 em junho. O fósforo total também foi abaixo do limite de detecção do método analítico em muitas das estações de coleta no rio Meio Ponte, sendo PS2, PS4, PS6 e TS2 em fevereiro de 2012 e PS4 em junho de 2012. A média foi de 33,1 ± 47,4 µg/L (média ± DP) (fevereiro de 2012) e de 45,3 ± 51,4 µg/L (média ± DP) (junho de 2012) (Figura 4.1-168). No geral, as baixas concentrações de fósforo total encontradas indicam que as águas dos poços e cisternas avaliados não estão sofrendo contaminação, com isso, não caracterizam uma fonte de nutrientes suceptível ao crescimento da comunidade fitoplanctônica. Figura 4.1-167 - Concentrações de ortofosfato nas estações de água subterrânea amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Coordenador: 302/314 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-168 - Concentrações de fósforo total nas estações de água subterrânea amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Carbono O carbono avaliado, nas estações de coleta localizadas nos poços e cisternas próximos ao rio Meia Ponte e tributários, foram abaixo do limite de quantificação do método analítico. Elementos-traço Os elementos-traço arsênio total, cádmio total, chumbo total e selênio estiveram abaixo do limite de detecção do método analítico utilizado em todas as estações de coleta em fevereiro e junho de 2012. Os elementos cobre dissolvido e cromo total só foram detectados, respectivamente em TS1 (0,9 µg/L) e PS3 (0,6 µg/L) em fevereiro de 2012. O alumínio total apresentou média de 30,9 ± 15 µg/L (média ± DP) em fevereiro de 2012 e 33,5 ± 15,52 µg/L (média ± DP) em junho de 2012. A mínima registrada foi na estação PS4 (7,3 µg/L) em fevereiro de 2012 e a máxima na estação PS4 em (64,1 µg/L) em junho de 2012 (Figura 4.1-169). Os valores encontrados estiveram abaixo do limite de 200 µg/L estabelecido pela Portaria M.S. 2914/11. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 303/314 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 As concentrações de bário total variaram de < 0,5 µg/L (limite de quantificação do método analítico) na estação TS3 em fevereiro e junho de 2012 a 134,9 µg/L em TS2, em junho de 2012. A média registrada foi de 45,64 ± 45,74 µg/L (média ± DP) (fevereiro de 2012) e de 44,44 ± 43,71 µg/L (média ± DP) (junho de 2012) (Figura 4.1-170). Os valores encontrados estiveram abaixo do limite de 700 µg/L estabelecido pela Portaria M.S. 2914/11. O manganês apresentou baixas concentrações nos dois meses monitorados, com valores inferiores ao limite de 100 µg/L preconizado pela Portaria M.S. 2914/11. As concentrações variaram de < 0,1 µg/L (limite de quantificação do método analítico) em PS4, PS6, PS7 e TS1 em fevereiro de 2012; PS6 e PS7 em junho de 2012 a 39,8 em PS1 em junho de 2012. A média registrada nos meses estudados foi muito semelhante, sendo de 12,43 ± 15,7 µg/L (média ± DP) (fevereiro de 2012) e 11,09 ± 13,43 µg/L (média ± DP) (junho de 2012) (Figura 4.1-171). Figura 4.1-169 - Concentrações de alumínio total nas estações de água subterrânea amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Coordenador: 304/314 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Figura 4.1-170 - Concentrações de bário total nas estações de água subterrânea amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Figura 4.1-171 - Concentrações de manganês total nas estações de água subterrânea amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 305/314 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Ferro total O ferro total apresentou maiores concnetrações em junho de 2012, com média de 169 ± 228,93 µg/L (média ± DP) e máxima de 690 µg/L (OS4). Em fevereiro de 2012 a média encontrada foi de 20 ± 9,42 µg/L (média ± DP), período onde também foi encontrado o menor valor registrado de < 10 µg/L (limite de detecção do método analítico) em PS3, PS6 e TS2 (Figura 4.1-172). Em junho de 2012 os valores de ferro total estiveram acima do limite de 300 µg/L estabelecido pela Portaria M.S. 2914/11 nas estações PS4 e TS2. Figura 4.1-172 - Concentrações de ferro total nas estações de água subterrânea amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Compostos Orgânicos (Biocidas) No presente estudo, os pesticidas organoclorados e organofosforados foram encontrados abaixo do limite de quantificação do método analítico. Dessa forma, verifica-se que água subterrânea não sofreu contaminação por parte destes compostos. Coordenador: 306/314 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Coliformes totais e Coliformes termotolerantes Os coliformes totais variaram de < 1,1 NMP/100 mL (TS3) em fevereiro de 2012 a > 16000 NMP/100 mL (PS2 e TS1 em junho de 2012). Valores de 16000 NMP/100 mL foram obtidos em TS2 – fevereiro de 2012 e PS1 – junho de 2012. A média registrada foi maior em junho de 2012, com 5011,68 ± 7587,6 NMP/100 mL (média ± DP). Os altos valores encontrados em PS1, PS2 e TS1 foram responsáveis por elevar a média. Em fevereiro de 2012, a concentração média foi baixa, com registro de 189,81 ± 315,1 NMP/100 mL (média ± DP) (Figura 4.1-173). Os coliformes termotolerantes apresentaram baixas concnetrações ao longo dos meses estudados, variando de < 1,1 NMP/100 mL (TS3) a < 1600 NMP/100 mL (TS2) em fevereiro de 2012. A média registrada foi de 222,49 ± 495,15 NMP/100 mL (média ± DP) em fevereiro de 2012 e de 27,14 ± 40,9 NMP/100 mL (média ± DP) em junho de 2012 (Figura 4.1-174). Os valores encontrados estiveram abaixo do limite de 1000 NMP/100 mL estabelecido pela Portaria m.S. 2914/11, com exceção da estação TS2 em fevereiro de 2012. A detecção de coliformes totais e, principalmente termotolerantes nas estações, podem estar associadas com poços e cisternas com deficiência no vedamento. Em alguns casos, detectou-se que a tampa era de madeira ou estava ausente. Outras fontes de contaminação, podem ser a presença de lixo e animais mortos. Figura 4.1-173 - Valores de coliformes totais nas estações de água subterrânea amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 307/314 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Figura 4.1-174 - Valores de coliformes termotolerantes nas estações de água subterrânea amostradas na região do rio Meia Ponte e tributários, em fevereiro e junho de 2012. 4.1.9.3 - Discussão Água Superficial No rio Meia Ponte e tributários a temperatura da água foi maior em fevereiro de 2012, período chuvoso, no qual ocorrem os maiores valores de temperatura atmosférica em ambientes de clima tropical. Verificou-se uma forte influência da pluviosidade nas variáveis sólidos totais e suspensos, turbidez, cor, ferro dissolvido, nutrientes e coliformes, de modo que maiores concentrações destas variáveis estiveram presentes no mês de fevereiro de 2012. Maiores concentrações de sólidos e turbidez neste período estão associados com a entrada de material inorgânico e orgânico, em função do escoamento superfial. A turbidez modifica as condições de iluminação da água, influenciando na entrada de luz (DIELH et al., 2002) e consequentemente nos processos fotossintéticos. Apesar de maiores valores de turbidez registrados em fevereiro de 2012, a densidade fitoplanctônica também foi um pouco maior neste mês, de forma que maiores intensidades luminosas são comuns nesse período. Em relação à cor e ao nitrogênio, as maiores concentrações são provenientes da entrada de matéria orgânica da bacia de drenagem. No caso do nitrogênio e do fósforo, o aumento dessas variáveis também podem estar ligadas com o lançamento de esgoto doméstico, rico em compostos orgânicos. Todavia, a principal entrada de fósforo nos ecossistemas aquáticos é pela dissolução de rochas, como a apatita (ESTEVES, 1998). O ferro é outro elemento químico que também depende da composição do solo da bacia de Coordenador: 308/314 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte drenagem. O Cerrado, de forma particular, possui em sua mineralogia alta composição de óxidos de ferro e alumínio (VENDRAME et al., 2011). Dessa forma, maiores concentrações em fevereiro de 2012 também são influenciadas pelo regime de chuvas. Maiores valores de coliformes nos ecossistemas aquáticos também estão associados com o escoamento superficial, uma vez que permite que essas bactérias alcancem esses ambientes. No entorno da região avaliada ocorre pastagem, o que constitui uma fonte de coliformes fecais para a água. Adicionalmente, o esgoto na bacia de drenagem do rio Meia Ponte é lançado in natura e, em algumas estações de amostragem, detectou-se muito lixo. Em fevereiro de 2012, todas as estações contabilizaram coliformes termotolerantes acima do limite 1000 NMP/100 mL estabelecido pela Resolução CONAMA 357/05 para águas de Classe 2, como é o caso. Os maiores valores observados na estação P2, em todos os meses, mostraram que esse local, primeira estação avaliada a jusante de Goiânia, apresentou os maiores valores de coliformes. Em P2, também foram observados os maiores valores de DBO, o que indica que ocorre maior demanda de oxigênio nesse local. A DBO, há tempos, constitui em um dos principais parâmetros para avaliar a qualidade de uma água (LIMA et al., 2006), com isso, os altos valores de DBO, coliformes termotolerantes e fósforo total registrados em P2 constituem em maior perda de qualidade da água. Os índices calculados para P2 mostraram que a água é “ruim”, no que diz respeito ao IQA e o estado de trofia é eutrófico pelo IET. A eutrofização artificial se dá em função da elevação nas concentrações de nutrientes em ecossistemas aquáticos, de forma que pode favorecer um maior crescimento do fitoplâncton, principalmente de espécies de cianobactérias. Contudo, no rio Meia Ponte e tributários a densidade de cianobactérias foram muito baixas. Apesar da intensa atividade de agricultura desenvolvida na bacia os pesticidas organoclorados e organofosforados não foram detectados, além disso, foram observadas baixas concentrações de elementos traços, com exceção do cromo total em junho de 2012 na estação P5, que foi acima do limite de 50 µg/L da Reolução CONAMA 357/05. Os dados sencundários avaliados, também mostraram que a qualidade da água tende a decrescer a jusante de Goiânia. Em relação à biota, a comunidade fitoplanctônica foi representada, principalmente, pelas bacilariofíceas, clorofíceas e cianobactérias. A ocorrência de Bacillariophyceae é comum em sistemas com maior velocidade de fluxo da água e alta turbulência, como nos sistemas lóticos monitorados, o que promove a liberação desses táxons epipélicos ou epifíticos dos substratos onde ficam aderidos ou associados. O desenvolvimento das diatomáceas está estreitamente relacionado com o regime de mistura da coluna de água (REYNOLDS et al., 2002) e por isso constituem componentes comuns do potamoplâncton de rios e reservatórios brasileiros (BORGES et al., 2003; RODRIGUES et al., 2005; TRAIN & RODRIGUES, 2004; TRAIN et al., 2005). As Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 309/314 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 cianobactérias constituem componentes naturais do fitoplâncton, contudo são reconhecidas como um crítico problema no mundo todo por apresentarem táxons toxigênicos que podem desenvolver florações em condições de disponibilidade de nutrientes (em especial nitrogênio e fósforo), estabilidade da coluna d’ água e altas temperaturas (KÜIPER-GOODMAN et al., 1999, CODD et al., 2005). As clorofíceas são favorecidas por apresentarem alta variabilidade morfométrica, podendo se desenvolver em diversos hábitats, desenvolvendo expressivas populações em condições de alta disponibilidade de luz, fósforo solúvel reativo e mistura da coluna d’ água (HAPPEY-WOOD, 1988). Os demais grupos taxonômicos apresentaram baixa contribuição à biodiversidade fitoplanctônica. No geral, foram vistas baixos valores de riqueza e densidade, que provavelmente estão ligados com o regime turbulento, que impede o estabelecimento de assembleias fitoplanctônicas. Os organismos zooplanctônicos, assim como o fitoplâncton apresentou baixa densidade e riqueza, com predomínio de protozoários testáceos e rotíferos. Em reservatórios observa-se, em geral, o predomínio de rotíferos, tanto em termos de riqueza de espécies como abundância (LOPES et al., 1997; LANSAC-TÔHA et al., 1999, 2005; NOGUEIRA, 2001; SAMPAIO et al., 2002; VELHO et al., 2005). No entanto, em estudos realizados em ambientes lóticos, ou aqueles que incluem as áreas lóticas de montante e jusante do reservatório, bem como seus tributários, a participação de protozoários testáceos na estrutura da comunidade zooplanctônica pode ser muito mais expressiva, tanto em termos de número de espécies como de abundância (LANSAC-TÔHA et al., 1999, 2005; VELHO et al., 2005). No rio Meia Ponte e tributários os testáceos foram os que mais contribuíram para a riqueza total do zooplâncton. A velocidade de corrente é um dos principais fatores limitantes da densidade do zooplâncton, tendo em vista que, sob condições de elevado fluxo, a taxa de exportação dos organismos, rio abaixo, é mais elevada que a entrada de indivíduos na população, existindo assim uma relação significativa e negativa entre a velocidade de corrente e a densidade do zooplâncton (LAYR & REYES-MARCHANT, 1997). A composição e distribuição dos sedimentos são fatores importantes na determinação dos padrões de distribuição de organismos e estrutura de comunidades de macroinvertebrados bentônicos (CALLISTO & ESTEVES, 1996), constituindo suas frações de variáveis explicativas consideradas, algumas vezes, mais eficientes que as físico-químicas, tradicionalmente utilizadas pelos limnólogos (WARD, 1992). Segundo HYNES (1970), substratos pedregosos são mais diversificados (com maior quantidade de microhabitats e refúgios) e possuem maior estabilidade, logo, abrigam uma fauna mais rica em relação àqueles formados por materiais inconsolidados. Por outro lado, nos substratos arenosos o espaço intersticial é reduzido, o que limita sua Coordenador: 310/314 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte utilização por taxa de pequeno porte, reduzindo a diversidade da comunidade (MONTEIRO et al., 2007), além de ser afetado mais facilmente por uma perturbação, como uma enchente, por exemplo. De maneira geral, foi registrada uma baixa riqueza taxonômica, com a presença de táxons resistentes, com destaque para Chironomidae e Oligochaeta no rio Meia Ponte. A baixa riqueza pode estar associada com a precipitação e asatividades antrópicas desenvolvidas na bacia de drenagem. Os Chironomidae podem indicar um estado de degradação da qualidade da água, uma vez que toleram ambientes com alto índice de poluição. Água Subterrânea As coletas realizadas nos poços e cisternas mostraram que as águas desses reservatórios apresentaram boa qualidade, com ausência de biocidas, baixas concentrações de elementostraço, quando detectados e, carbono abaixo do limite de quantificação. Os nutrientes foram encontrados em concentraçãoes satisfatórias, contudo os valores de nitrato, nitrito e nitrogênio amoniacal (amônia) estiveram de acordo com a Portaria MS 2914/2011. Somente a detecção de coliformes totais e termotolerantes constui um fator que deve ser avaliado, uma vez que estes organismos devem estar ausentes na água para consumo humano, de acordo com a legislação competente. Em alguns casos, foi observado que os reservatórios de água encontravam-se abertos ou com tampa de madeira, o que pode permitir a contaminação da água. Além disso, a presença de lixo e animais mortos também são outros agravantes. 4.1.9.4 - Considerações Finais Para os dados primários, resultante da amostragem das águas superficiais rio Meia Ponte e tributários apresentaram boa oxigenação, baixos valores de sólidos totais dissolvidos, inexistência de pesticidas organoclorados e organofosforados, baixas ou ausentes concentrações de elementos-traço e pH dentro do intervalo de 6 a 9, estabelecido pela Resolução CONAMA 357/05. Em relação às variáveis: turbidez, sólidos totais e suspensos e cor da água foram encontradas maiores concentrações em fevereiro de 2012, padrão também observado para o fósforo total. Os valores de fósforo total foram superiores ao limite de 100 µ/L da legislação ambiental, em todas as estações em fevereiro de 2012 e nas estações P2 e P3 em junho de 2012. Apesar das altas concentrações de fósforo total, a clorofila-a foi bastante baixa. O nitrogênio inorgânico dissolvido foi baixo. O nitrito, a menor fração desta variável nos ambientes monitorados foi maior em P2 nos dois meses, assim como o nitrogênio amoniacal, porém, o nitrato foi maior em P3. Os valores de nitrato, nitrito e nitrogênio amoniacal estiveram de Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 311/314 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 acordo com o estabelecido pela Resolução CONAMA 357/05. Diferente do nitrogênio, a DBO ultrapassou o limite de 5 mg/L em P7 (fevereiro de 2012) e P2 (junho de 2012). Os coliformes termotolerantes foram maiores que o limite 1000 NMP/100 mL em todas as estações em fevereiro de 2012 e nas estações P2, P3 e T3 em junho de 2012. O IQA mostrou que a água variou de “boa” a “ruim”, mas em quase todas as amostras a água foi classificada como “aceitável” para o abastecimento humano. IQA ruim foi obtido para a estação P2 em junho de 2012. Neste mesmo período, esta estação foi classificada como eutrófica pelo IET. Alto valor de DBO, fósforo total, maiores concentrações de nitrogênio e coliformes termotolerantes, IQA “ruim” e IET eutrófico em P2 devem ser continuamente avaliados, uma vez que indica uma perda da qualidade da água nessa estação, que está localizada logo a jusante do município de Goiânia. Verificou-se que a água dos tributários apresentou boa qualidade, à exceção dos coliformes termotolerantes. Em síntese, a qualidade da água tende a ser melhor a montante de Goiânia (P1), sendo mais degradada em P2 e P3. Estes resultados estão corroborados pelos dados secundários, obtidos das estações de monitoramento da ANA, as quais apresentam maiores valores de oxigênio dissolvido nas estações à montante de Goiânia. Fitoplâncton A avaliação da comunidade fitoplanctônica mostrou que no rio Meia Ponte e tributários, a composição de espécies foi, principalmente, dominadas por diatomáceas, cianobactérias e clorofíceas (fevereiro de 2012) e, diatomáceas, clorofíceas e cianobactérias (junho de 2012). No geral, foram observados baixos valores de riqueza e densidade fitoplanctônica, nos dois meses avaliados. Em relação às estações, maiores densidade foram observadas em P2 (fevereiro de 2012) e T2 e P2 (junho de 2012). Cianobactérias foram encontradas em baixas densidades, dessa forma, o limite de 50000 cels/mL da Resolução CONAMA 357/05 para águas de Classe 2 foi atendido. Coordenador: 312/314 Técnico: 4.1 – Meio Físico 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Zooplâncton Os organismos zooplanctônicos foram representados, principalmente, por rotíferos e protozoários testáceos nos dois meses avaliados, sendo encontrados no total de 49 táxons em fevereiro de 2012 e 32 em junho de 2012. Os cladóceros estiveram representados por 4 famílias em fevereiro de 2012, sendo 3 delas amplamente planctônicas, enquanto que uma, a mais especiosa, foi constituída por espécies preferencialmente litorâneas e bentônicas, a família Chydoridae. No que diz respeito à densidade, foram encontrados maiores valores médios em fevereiro de 2012, sendo que as densidades decresceram de P1 a P7, no rio Meia Ponte. Em fevereiro, as estações que apresentaram maior densidade foram P1 e P2, enquanto em junho de 2012 maiores densidades só foram observadas em P2. Invertebrados Bentônicos Os invertebrados bentônicos foram representados por 12 táxons em fevereiro de 2012 e 17 táxons em junho de 2012, com representantes de insetos, anelídeos, microcrustáceos, nemertíneos e nematoides. A maior riqueza taxonômica foi registrada no ponto P3 em fevereiro de 2012 e em P2 e P3 em junho de 2012. Nos ambientes avaliados pôde ser verificada a presença de táxons resistentes, com destaque para Chironomidae e Oligochaeta, principalmente no rio Meia Ponte. A presença destes táxons pode indicar degradação da qualidade da água. Contudo, no ponto T1, registrou a presença de um gênero de Trichoptera e um de Ephemeroptera em fevereiro de 2012, indicando melhores condições de qualidade da água do que as demais estações. Em junho de 2012, foram observados 3 gêneros de Tricoptera e 4 de Ephemeroptera, o que mostra que a qualidade da água nessa estação manteve boas condições. Representantes detes gêneros também foram encontrados nas estações P1, P2, P3, P4, T2 e T3 em junho. Todos os locais estudados apresentaram um baixo índice de diversidade, devido aos baixos valores de riqueza. É importante destacar o ponto 6, localizado no rio Meia Ponte, que registrou a maior densidade e uma densidade extremamente alta de Chironomidae e Oligochaeta, em fevereiro e junho de 2012. No geral, foram registrados baixos valores de densidade para os ambientes estudados. Coordenador: 4.1 – Meio Físico Técnico: 313/314 MINAS PCH Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte 2523-00-ETB-RL-0001-00 Novembro de 2012 Rev. nº 00 Água Subterrânea Abióticos Verifica-se que água subterrânea apresentou boa qualidade, com baixas concentrações de nutrientes e metais, além da ausência de pesticidas organoclorados e organofosforados. Todavia, foram registrados quantitativos de coliformes totais e termotolerantes, os quais devem estar ausentes em águas destinadas ao abastecimento humano. 4.1.9.5 - Recomendações Na continuidade dos estudos, para implantação de Aproveitamentos Hidrelétricos (AHEs) no rio Meia Ponte, como o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e avaliação da limnologia e qualidade da água nas fases de obra, enchimento e operação recomenda o monitoramento continuado, com foco nos principais problemas destacados por esse estudo (altos valores de DBO, eutrofia, altos índices de coliformes termotolerantes e fósforo total), principalmente, na estação P2. Além disso, deverá ser foco o monitoramento dos coliformes totais e termotolerantes dos poços e cisternas avaliados, buscando avaliar a sua origem, contaminação, profilaxia e mitigação, de forma a garantir a saúde da população. Coordenador: 314/314 Técnico: 4.1 – Meio Físico