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Polícia - [email protected]
O Estado do Maranhão - São Luís, 2 de julho de 2015 - quinta-feira
Secretário omite dados ao divulgar
mapa da violência no 1º semestre
Jefferson Portela, em entrevista concedida ontem, mostrou apenas 403 homicídios dolosos no período, mas não
citou outras tipificações de mortes violentas como latrocínios, a esclarecer ou lesão corporal seguida de morte
Biné Morais
Números
Ismael Araújo
Da editoria de Polícia
1.967
O
secretário de Segurança
Pública, Jefferson Portela, afirmou ontem durante coletiva na sede da secretaria,
na Vila Palmeira, que neste primeiro semestre de 2015 ocorreram 403 homicídios dolosos na
Região Metropolitana de São
Luís, mas acabou omitindo as outras tipificações de mortes violentas, como ocorrências de latrocínio ou morte a esclarecer. Somente no mês de junho, segundo os dados do Centro Integrado
de Operações de Segurança
(Ciops), 75 ocorrências de mortes violentas foram registradas, 60
delas de homicídios dolosos.
Ainda de acordo com o Ciops,
no mês passado ocorreram quatro casos de latrocínio, ou seja,
roubo seguido de morte, três
ocorrências de lesão corporal seguida de morte, oito mortes por
intervenção policial, cinco pessoas morreram em acidentes de
trânsito, um caso de achado de
cadáver e uma ocorrência tipificada como outros homicídios
culposos.
No último dia do mês, a polícia registrou a morte de Raimundo Pereira da Silva, de 65 anos.
Ele foi morto a tiros por pessoas
desconhecidas, no povoado Mo-
ocorrências criminais foram registradas no período de 19 a 30 de
junho de 2014, contra 1.557 no
mesmo período deste ano, o que
para o secretário Jefferson Portela representa um avanço significativo no combate à violência.
89
armas de fogo foram apreendidas
em junho deste ano, segundo dados divulgados ontem pelo secretário Jefferson Portela
Secretário Jefferson Portela durante entrevista coletiva na qual divulgou números da violência
jó, em Paço do Lumiar. Já o feriado de São Pedro, 29 de junho, foi
marcado por quatro homicídios
dolosos. As vítimas foram Oseias
da Costa Abreu, de 33 anos, morto a tiros no bairro Santo Antônio; Idenilson Domingos Rodri-
gues, de 29 anos, em sua residência, no Parque Jair; Hitanir da Silva Gama, de 34 anos, assassinado a tiros por dois homens no
bairro Gapara, e Ademar Rodrigues Santos, de 31 anos, morto
a tiros bairro Boa Vista. Os auto-
res desses crimes não foram
identificados e a Polícia Civil está investigando o caso.
Apreensões - Ainda durante
a coletiva, Jefferson Portela declarou que durante o mês de
Membros de facção criminosa são
presos na área da Cidade Operária
Quadrilheiros fortemente armados, segundo a polícia, estariam à procura de integrantes
de facções rivais para matá-los; os presos foram autuados por porte ilegal de armas
Fotos/Biné Morais
Integrantes de facção criminosa, segundo a polícia, suspeitos de vários homicídios e comercialização de entorpecentes na Região Metropolitana de
São Luís, foram presos ontem
pelo Grupo do Serviço Avançado (GSA) do 6º Batalhão da Polícia Militar. Em poder dos detidos, os policiais apreenderam armas de grosso de calibre
e farta quantidade de munições de diversos calibres, inclusive de ponto 40 e 9 mm.
Os presos foram identificados como Jhones Henrique
Aguiar Pereira, de 18 anos; Jadilson Silva Costa, de 20 anos,
e Cristiano Costa Mendes, o
Cris Africano ou Cris Apagão,
de 27 anos. Todos foram conduzidos para a Delegacia da
Cidade Operária (Decop) e
apresentados à delegada Poliane Sousa.
O comandante do 6º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Aritanã Lisboa, informou que os militares estavam fazendo rondas na área da
Cidade Operária e nas proximi-
dades do Hospital Municipal
Socorrão II avistaram um veículo Astra prato, de placas
NNC-7251, em atitude suspeita. Os condutores desse carro,
ao observarem a presença da
polícia, ainda tentaram fugir do
cerco policial, mas acabaram
abordados e detidos.
Dentro do veículo, os militares encontraram duas pistolas ponto 40, uma pistola israelense sem numeração calibre
9 mm, cinco carregadores de
pistola, 38 munições calibre
ponto 40 e 30 munições calibre
9 mm. Aritanã Lisboa declarou
que há informações que esse
grupo teria se armado para
executar um integrante de facção criminosa rival que estaria
residindo na localidade.
O Astra, segundo a polícia,
tinha sido comprado de um
traficante, nome não revelado.
Existem informações de que
esse bando teria participado da
execução de um homem, identificado apenas como Edfrank,
ocorrido no começo deste ano,
na Estrada da Raposa.
Armas que estavam com quadrilheiros presos na Cidade Operária
junho foram apreendidas 89
armas de fogo e que no período de 19 a 30 foram registradas
1.557 ocorrências criminais em
toda a Ilha de São Luís, contra
1.967 no mesmo período de
2014. “Essa apreensão foi resultado de um trabalho em conjunto que está sendo feito entre as Polícias Militar e Civil
com apoio do Corpo de Bombeiros, principalmente durante o período junino na capital
e nas cidades vizinhas como
Ribamar, Paço do Lumiar e Ra-
posa”, disse Portela.
O secretário informou ainda
que o governo chamou nos últimos dias mais de mil homens para ingressar na Polícia Militar e no
Corpo de Bombeiros que deverão contribuir com o policiamento nos próximos meses.
Já o comandante da Polícia
Militar, coronel Marco Antônio
Alves, disse que mais de 500 homens estiveram presentes por
noite espalhados nos 22 arraiais
da Grande Ilha para a proteção
de cerca de 25 mil brincantes.
Apenas na Avenida de São Marçal, no bairro João Paulo, no último dia 30, foram 500 policiais
para o público estimado em 100
mil pessoas. Ele ainda afirmou
que nos corredores da festa junina não houve registro de morte violenta, apenas ocorrências
de pouca gravidade como furtos
e roubos.
Já o delegado-geral da Polícia
Civil, Augusto Barros, relatou que
os investigadores e delegados da
Polícia Civil estiveram presentes
nos arraiais e trabalharam nos
plantões extraordinários, nos
bairros Coroadinho e João Paulo,
durante o período. Também participaram da coletiva o comandante do Corpo de Bombeiro, coronel Roberto, e a secretária adjunta da Secretaria de Justiça e
Administração Penitenciária (Sejap), Camila Neves.
Comerciante é preso
por venda ilegal de
armas, droga e bebida
Suspeito usava seu
ponto comercial em
Barra do Corda para as
atividades ilícitas
BARRA DO CORDA - Uma incursão feita pelos investigadores
da Polícia Civil, sob o comando
do delegado Elson Ramos, na
tarde de terça-feira, 30, na cidade de Barra do Corda, prendeu
em flagrante José Flor da Silva
por tráfico de drogas e por portar armas de fogo, munição, uísque falsificado e até mesmo material explosivo como pólvora.
O delegado regional de Barra do Corda, Elson Ramos, disse que foi feito um levantamento e constatado que o detido estava realizando ações criminosas e que também havia material explosivo em sua casa e no
seu ponto comercial, no centro
da cidade. A polícia solicitou da
Justiça o mandado de busca e
apreensão e na tarde de terçafeira os policiais realizaram a
abordagem.
No mercadinho Flor, de pro-
priedade de José Flor, foram encontradas 12 garrafas com maconha; 81 potes de chumbo 3T;
11 tubos de chumbo paulista;
17 tubos com munição para espoleta nº-5; 172 latas com munição para espoleta nº-56; 66
cartuchos CBC calibre 20; 40 estojos CBC calibre 20; 12 cartuchos calibre 16; um cartucho calibre 24; dois cartuchos calibre
28; 6.016 cartuchos de pólvora;
18 cartuchos calibre 36; 25 cartuchos calibre 28; 95 maços de
cigarro; 28 cartuchos CBC calibre 22; 119 litros de uísque falsificado; 200 cartuchos CBC calibre 28; 100 cartuchos CBC calibre 20; 61 bocais de espingarda; 14 pacotes de chumbo; 48
tubos de pólvora branca; seis
cartuchos calibre 32 e 14 munições ponto 40.
José Flor não informou a origem da droga e da munição.
Ele foi levado para a Delegacia
Regional de Barra do Corda,
onde foi autuado. O material
apreendido encontra-se à disposição da Justiça no depósito
da delegacia.
Fotos/Divulgação
Dois dos três homens presos, suspeitos de planejar homicídio
Ladrões arrombam porta de banco
em Lago Verde, mas não levam nada
Bandidos, segundo a polícia, entraram na
agência do Bradesco durante a noite,
mas não conseguiram abrir o cofre geral
Agências bancárias localizadas
no interior do estado estão
sendo alvo constante de bandidos. Na madrugada de ontem, o Bradesco na cidade de
Lago Verde teve a porta arrombada por assaltantes, que, segundo a polícia, não conseguiram abrir o cofre e fugiram
sem levar nenhuma quantia
em dinheiro.
O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil do município e até o fechamento desta edição não tinha registro de
prisão dos acusados. A polícia
informou ainda que os criminosos aproveitaram o barulho
da festividade junina que estava ocorrendo na cidade, e sem
chamar a atenção dos moradores e da polícia conseguiram
arrombar a porta do banco
usando maçarico.
Dentro do banco, os criminosos tentaram abrir o cofre,
mas não conseguiram e, com
medo de serem presos, fugiram. Pela manhã, os funcionários do banco constataram o
arrombamento da agência.
Ainda ontem, os peritos da Polícia Civil estiveram no local
para o trabalho de perícia e colherem informações sobre o
caso. Também foram realizadas buscas na região pela Polícia Militar, mas não conseguiram localizar os bandidos.
Correios – Na tarde de terçafeira, a agência dos Correios
do município de Mata Roma
foi mais uma vez alvo de bandidos. Este foi o segundo assalto a essa agência somente
este ano. Segundo informações da polícia, dois homens
armados entraram na agência
como se fossem clientes e na
parte interna anunciaram o
assalto.
Eles primeiramente renderam os vigilantes e conseguiram tomar as suas armas, para em seguida abordarem os
clientes e funcionários. Com a
situação sob controle, os bandidos fizeram um verdadeiro
raspa e levaram toda a renda
do autoatendimento e os pertences das vítimas.
Essa agência, no dia 26 de
maio, já havia sido assaltada
por dois assaltantes, que levaram o dinheiro do caixa e dos
clientes. A direção da empresa
não informou o valor levado
pelos criminosos no assalto de
ontem. O caso está sendo investigando pela Polícia Federal e pela Polícia Civil.
José Flor da Silva foi preso em flagrante por vender contrabando
Material que foi encontrado pela polícia no comércio de José Flor
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