RELATÓRIO – Junho de 2010 a abril de 2011 “PROJETO DE IMPLEMENTAÇÃO DO PROCESSO PEDAGÓGICO NA UNIPAMPA” COORDENADORIA DE APOIO PEDAGÓGICO CAP/UNIPAMPA Profª Dra. Cecilia Luiza Broilo Bagé, maio de 2011. SUMÁRIO APRESENTAÇÃO...................................................................................................................4. 1. IMPLEMENTAÇÃO DO PROCESSO DE APOIO PEDAGÓGICO NA UNIPAMPA...............................................................................................................................5 Cecilia Luiza Broilo 2. PROJETOS⁄PROGRAMAS DE QUALIFICACAO DOCENTE...................................21 2.1 PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOCENTE A SER DESENVOLVIDO NO PERÍODO DE 2010 a 2013...............................................................21 Aline Souza da Luz e Cecilia Luiza Broilo 2.2 QUALIFICAÇÃO PEDAGÓGICA: PROGRAMA DE APERFEIÇOAMENTO À DOCÊNCIA SUPERIOR – PADS/UNIPAMPA – PERÍODO DE 2011 A 2013....................30 Aline Souza da Luz 2.3 DIAGNOSTICANDO PROCESSOS, ACOMPANHANDO TRAJETÓRIAS E ITINERÁRIOS DE FORMAÇÃO: PESQUISANDO A EVASÃO NA UNIPAMPA..............................................................................................................................35 Adriano Rodrigues José 2.4 UM OLHAR PEDAGÓGICO PARA A INCLUSÃO EDUCACIONAL DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA...............................................................................................................44 Gilvane Belem Correia e Raquel de Albernaz Caramez 2.5 REDE TELEMÁTICA: ARTICULAÇÃO POR TELECOMUNICAÇÃO INFORMÁTICA PARA O APOIO PEDAGÓGICO DA UNIVERSIDADE DO PAMPA.....................................................................................................................................50 Giovani Souza Andreoli 2.6 PROJETO DE QUALIFICAÇÃO DA GESTÃO DO ENSINO PROGEN/UNIPAMPA.............................................................................................................56 Aline Luz e Cecilia Luiza Broilo 3. UM PROCESSO INTERDISCIPLINAR DE ARTICULAÇÃO DOS DOCENTES NA UNIVERSIDADE: OS FÓRUNS DAS GRANDES ÁREAS DE CONHECIMENTO DA UNIPAMPA...........................................................................................................................64 Lúcia Vinadé, Aline Luz e Cecilia Luiza Broilo 4. SÍNTESE DE ATIVIDADES DE ROTINA REALIZADAS NO PERIODO DE JUNHO/2010 A FEVEREIRO/2011.....................................................................................67 5. APRESENTAÇÃO DO QUADRO SÍNTESE DOS DADOS COLETADOS NAS REUNIÕES DE TRABALHO REALIZADAS NOS DIFERENTES CAMPI...............73 CONSIDERAÇOES FINAIS................................................................................................80 2 APRESENTAÇÃO Em junho de 2010, a convite da Reitora Prof. Dra. Maria Beatriz Luce e Vice-Reitor Prof. Dr. Norberto Höppen, iniciei uma assessoria pedagógica na Universidade Federal do Pampa - UNIPAMPA visando implementar o Processo Pedagógico na Universidade. Este trabalho foi desenvolvido no período de junho de 2010 a fevereiro de 2011. Este relatório apresenta os projetos desencadeados na área de formação dos docentes da UNIPAMPA e as principais atividades desenvolvidas no período já citado. O processo pedagógico desencadeado resultou numa reconfiguração da Coordenadoria de Apoio Pedagógico (CAP-UNIPAMPA) já criada na Universidade. Atuam junto a esta coordenadoria os técnicos e docentes da instituição nas áreas do desenvolvimento em educação e pedagogia universitária, em um processo interdisciplinar. O trabalho desencadeado oportunizou numa avaliação das atividades em andamento resultando em ações concretas de qualificação do serviço de apoio pedagógico. Alem dos projetos desenvolvidos cabe destacar o envolvimento dos dez (10) campus da Universidade neste processo. Pode-se verificar isto nos quadros constantes neste relatório que demonstram as necessidades, expectativas e desafios do corpo docente e discente. Portanto o presente documento apresenta de forma detalhada a trajetória realizada pelo grupo envolvido através dos seguintes tópicos: Implementação do Processo de Apoio Pedagógico na UNIPAMPA; Programa de Desenvolvimento Profissional Docente a ser desenvolvido no período de 2010 a 2013; Qualificação Pedagógica: Programa de Aperfeiçoamento à Docência Superior – PADS/UNIPAMPA – período de 2011 a 2013; Diagnosticando processos, acompanhando trajetórias e itinerários de formação: pesquisando a evasão na UNIPAMPA; Um olhar pedagógico para a inclusão educacional de pessoas com deficiência; Rede telemática: articulação por telecomunicação informática para o apoio pedagógico da Universidade do Pampa; Projeto de qualificação da gestão do ensino PROGEN/UNIPAMPA; Um processo interdisciplinar de articulação dos docentes na universidade: os fóruns das grandes áreas de conhecimento da UNIPAMPA – Fóruns; Atividades realizadas na UNIPAMPA no período de junho de 2010 a fevereiro de 2011 sob a assessoria da Prof.ª Dr.ª Cecilia Luiza Broilo. 3 Destaca-se, ainda, neste relatório, o Quadro Síntese dos dados coletados nas reuniões de trabalho, com foco pedagógico, realizadas nos diferentes Campi que possibilitarão a realização de um diagnostico da realidade dos diferentes campi da UNIPAMPA. Por fim, realizo um parecer em forma de considerações que possibilitarão a continuidade desse processo, com energia e esperança de que a preocupação com a questão pedagógica na universidade faz a diferença, pois foi possível perceber que a instituição federal não está procurando apenas uma condição instrumental, embora essa não deva ser descartada. A UNIPAMPA busca, principalmente, incentivar um espaço de reflexão sobre suas práticas incluindo, nessa ação, o estudo de teorias educacionais que ajudem os docentes a compreenderem a sua caminhada acadêmica junto aos colegas e estudantes, com um apoio pedagógico que possibilite a implementação de novas práticas. 4 1. IMPLEMENTAÇÃO DO PROCESSO DE APOIO PEDAGÓGICO NA UNIPAMPA Cecilia Luiza Broilo Justificativa Em 2010, a Universidade Federal do Pampa/UNIPAMPA desencadeia um processo de implementação pedagógica na universidade, através da Coordenadoria de Apoio Pedagógica/CAP, visando assessorar o Vice – Reitor e a Pró-Reitora de Graduação nas questões da pedagogia universitária: A CAP está composta pela equipe de técnicos administrativos em educação: Adriano Rodrigues José, Aline Souza da Luz, Gilvane Correia, Giovani Andreoli, Raquel Caramez, Renata Pereira, com acompanhamento da coordenadora pedagógica Prof. Dra. Cecilia Luiza Broilo. Nos diferentes campi, o apoio pedagógico é desenvolvido pelos Técnicos de Assuntos Educacionais/TAEs, que assessoram os Coordenadores Acadêmicos, integrando assim a equipe pedagógica da UNIPAMPA, destacados a seguir por campus: 1. Alegrete: Camila Ramos de Almeida (TAE) e Geisiane Aurea de Brito Thomaz Figueira (Assistente Social). 2. Bagé: Viviane Kanitz Gentil (Pedagoga), Miriam Moreira da Silveira (Assistente social). 3. Caçapava do Sul: Bruno Emilio Moraes (TAE). 4. Dom Pedrito: Ana Cristina do Amaral Lovato ((TAE). 5. Itaqui: Cláudia Vieira Garrido (TAE), Luciano Antonelli Becker (TAE), Maria Fernanda Piovesan Vianna (Assistente Social). 6. Jaguarão: Darlise Nunes Ferreira (TAE), Jucenir Rocha (TAE) e Tonia Ribeiro (Assistente Social). 7. Sant’Ana do Livramento: Caren Rossi Cordeiro (TAE), Henrykheta Rodrigues (Assistente Social). 8. São Borja: Tiane Alves Bitencourt (TAE). 9. São Gabriel: Carlos Alberto Xavier Garcia (TAE) e Cirla Suchy Chaves (Assistente Social). 10. Uruguaiana: Euclides Afonso (TAE), Roger C Baigorra Machado (TAE). A criação da Universidade Federal do Pampa – UNIPAMPA está na esteira da implementação da política de expansão e renovação das Instituições Federais de Educação Superior que o governo federal vem fomentando desde 2003. Em 11 de janeiro de 2008, a Lei 11.640 cria a UNIPAMPA – Fundação Universidade Federal do Pampa, constituindo-se de dez campi, localizados nas cidades de Alegrete, Bagé, Caçapava do Sul, Dom Pedrito, Itaqui, Jaguarão, Santana do Livramento, São Borja, São Gabriel, Uruguaiana, podendo serem visualizados no mapa a seguir. 5 A UNIPAMPA assume como missão oferecer uma educação superior de qualidade, com isso apostando no desenvolvimento da região, através da qualificação dos recursos humanos e a fixação da população produtiva nos seus lugares de origem. Primando pela excelência acadêmica, há um entendimento dos dirigentes da instituição que a qualidade da educação da sala de aula acadêmica, passa necessariamente pela qualificação dos processos didático-pedagógicos de ensino-aprendizagem. Neste sentido, a UNIPAMPA constitui uma Coordenadoria de Apoio Pedagógico, como uma Política Institucional, com o objetivo de investigar, analisar, intervir nos processos de ensino-aprendizagem da Instituição. acredita-se que a alternativa de constituir setores para este fim, pode dar mais consistência ao trabalho e garantir graus maiores de permanência, unicidade e visibilidade ao campo pedagógico (CÓSSIO, 2008, p.167) Assim o presente projeto visa implementar a Coordenadoria de Apoio Pedagógico, explicitando seus objetivos, propondo ações e fixando suas atribuições especificas. A Coordenadoria de Apoio Pedagógico – CAP/ UNIPAMPA em consonância com os Técnicos de Assuntos Educacionais – TAES assumem como pressuposto de seu trabalho as concepções pedagógicas apresentadas no Projeto Institucional da Universidade Federal do Pampa, em 9 de julho de 2009. De acordo com o Projeto Institucional, PI de 2009, a concepção de Universidade apóia-se no conceito de sociedade, entendida enquanto uma coletividade marcada pela diversidade, pluralidade e pelas diferenças culturais próprias de cada contexto local, reconhecendo essa diversidade como valor e possibilidade de participação coletiva nos processos de tomada de decisão. Tendo presente uma concepção igualmente contemporânea sobre o conhecimento, sobre a construção e renovação das capacidades cognitivas dos sujeitos envolvidos nos processos de ensino-aprendizagem, a equipe que compõe a Coordenadoria de Apoio Pedagógica é desafiada a fazer parte desta Universidade. Por isso, reforçamos que o conhecimento é um devir e, não um processo controlável, cujo escopo pareça ser o domínio de conteúdos, o conhecimento é possível por meio de um complexo de relações e práticas emancipatórias em uma educação pautada pela liberdade e autonomia dos sujeitos, na construção de sua identidade e na percepção de habilidades reflexivas que sejam efetivamente transformadoras, intervenientes e fundamentadas. 6 A concepção curricular, de acordo com o PI de 2009, propõe respeito a pluralidade de discursos e práticas pedagógicas, opção pelo paradigma da interdisciplinaridade, buscando reconhecer que um campo do saber específico (disciplina) nunca é suficiente para compreender a realidade em sua complexidade. Neste sentido, a ação pedagógica do professor se constitui como construção, e mediadora da aprendizagem, estimulando a reflexão crítica e o livre pensar como elementos constituidores da autonomia intelectual dos estudantes. Compreendido como sujeito que vive na e pela comunidade, o estudante deve ser percebido na sua singularidade e cidadania, reconhecido em sua potencialidade transformadora. Neste sentido, uma Universidade deve estar comprometida em formar sujeitos da própria história. Enquanto instituição social comprometida com a ética, fundada nas noções de liberdade, respeito à diferença e solidariedade, a UNIPAMPA assume a visão enquanto instituição acadêmica de reconhecida excelência, de modo a exigir um perfil de egresso definido por uma sólida formação, generalista e humanística, e pela consciência das questões éticas e da relevância pública e social do conhecimento acadêmico. Desde o início de sua implantação, a UNIPAMPA demonstra preocupação com a formação acadêmica pautada pelo desenvolvimento de conhecimentos teórico-práticos, os quais respondam às necessidades contemporâneas da sociedade. Orienta-se por uma concepção de ciência em que o conhecimento é construção social, constituído a partir de diferentes fontes, e que valoriza a pluralidade dos saberes, as práticas locais e regionais, exigindo o desenvolvimento de cursos com projetos pedagógicos que possam articular interdisciplinarmente o Ensino, a Pesquisa e a Extensão. Para ensinar, para conhecer e para intervir na prática pedagógica docente é necessário “um exercício constante em favor da produção e do desenvolvimento da autonomia” (FREIRE, 1998, p. 164). Por isso, articular a liberdade e autonomia, numa forma de estabelecer princípios e regras para a ação, reconhecendo e internalizando os valores do contexto ou problematizando e substituindo aqueles que não se mostram consistentes, é também uma forma de intervir na prática pedagógica (RIOS, 2001). Portanto, lutar pela criação de situações articuladoras considerando os limites e as possibilidades, se faz necessário, enquanto uma equipe interdisciplinar de apoio pedagógico, que atua no espaço de uma universidade. Por interdisciplinaridade entende-se como uma como possibilidade de inovação pedagógica num processo de interação e interdependente entre áreas de conhecimento. Atuar de forma interdisciplinar pode possibilitar aos setores pedagógicos e os professores universitários trilharem um caminho onde as experiências concretas de trabalho em equipe ou em grupos, facilitam o exercício de suas possibilidades, no encaminhamento dos problemas e nas limitações. No entanto, a interdisciplinaridade, de acordo com Machado (2001) não pode colocarse como um discurso demagógico ou como uma receita mágica para superar a fragmentação do conhecimento ou estrutura dos departamentos acadêmicos. A concepção de interdisciplinaridade é mais do que simples atravessamento dos limites departamentais da universidade e das fronteiras que estabelecem os territórios de cada disciplina. Ao mesmo tempo em que transpõe tais limites, a interdisciplinaridade institui a solidariedade como um elo interdisciplinas e interpráticas de trabalho docente-discente. Algumas universidades já realizaram mudanças em suas estruturas, organizando-se administrativamente em cursos, extinguindo seus departamentos e transformando as unidades de ensino, pesquisa e extensão em centros, trazendo aos setores pedagógicos e aos professores universitários a necessidade de realizar um maior exercício epistemológico interdisciplinar. Outra questão que se faz necessário deixar claro nesta proposta é o conceito de 7 projeto, uma vez que, se entende que uma forma de agilizar e dinamizar o trabalho pedagógico na universidade pode ser a utilização da metodologia de projetos. Um projeto educacional de acordo com Moura (2006) é um empreendimento de duração finita, com objetivos claramente definidos em função de problemas, oportunidades, necessidades, desafios ou interesses de um sistema educacional, de um educador ou grupo de educadores, com a finalidade de planejar, coodenar e executar ações voltadas para a melhoria de processos educativos e de formação humana, em diferentes níveis e contextos. A forma como a UNIPAMPA está configurada em diferentes campi favorece para que se estabeleça uma organização pedagógica na forma de rede acadêmica. Entendendo que a missão de uma rede acadêmica é de integrar, agilizar a comunicação e a discussão entre seus pares, por isso, define-se que a Coordenadoria de Apoio Pedagógico e os Técnicos de Assuntos Educacionais pode se constituir em uma rede de relações educacionais entre os sujeitos dos diferentes campi, preocupados com a questão do ensinar e aprender na universidade. De acordo com Castells (2003) rede se constitui em comunidades que são: redes de laços interpessoais que proporcionam sociabilidade, apoio, informação, um senso de integração e identidade social” (...) “As comunidades, aos menos na tradição da pesquisa sociológica baseiam-se no compartilhamento de valores e organização social. As redes são montadas pelas escolhas e estratégias de atores sociais, sejam indivíduos, famílias ou grupos sociais (p. 106 e 107). Por isso, pretende-se estabelecer um projeto de Rede Acadêmica conectada a Telemática visando reforçar os laços pedagógicos dos diferentes campi, estabelecendo assim um diálogo permanente interdisciplinar. Estamos convencidos de que, "para ensinar, para conhecer e para intervir", na prática pedagógica docente, é preciso "um exercício constante em favor da produção e do desenvolvimento da autonomia" (FREIRE, 1998). E que as "ações de intervenção, no sentido da melhoria da qualidade do Ensino Superior, não mais podem se desencadeadas sem a construção de um conhecimento cientificamente produzido sobre esta realidade" (CUNHA e LEITE, 1996, p. 91). É necessário, então, que pensemos constantemente a prática pedagógica docente, na Universidade, numa perspectiva de construção do conhecimento, numa reflexão contínua sobre a sua prática e se estabeleça um programa de formação continuada permanente que ajude os professores a absorver o impacto da revolução tecnológica e que favoreça a revitalização do meio acadêmico. De acordo com Masetto (1998), o surgimento de novos espaços de produção de conhecimento e maior facilidade de acesso a ele por meio dos recursos de informática e de telemática, com a sensibilização da sociedade para valores éticos, políticos e sociais, todas as profissões se vêm na obrigação de rever as características de seus profissionais bem como sua formação (p. 16) Pimentel (1993) constatou que todos os professores têm domínio do conhecimento amplo, profundo e atualizado, não só do conhecimento programático como da ciência que ensinam, e têm também o conhecimento de ciências correlatas. Entre as ciências correlatas, destacamos que não necessariamente estão incluídas as ciências de ensinar. Não raro, os professores não possuem conhecimentos pedagógicos. No sentido de minimizar essa condição, algumas iniciativas têm sido possíveis. Uma delas, recorrente em diferentes Instituições, tem sido a criação de Núcleos de Apoio Pedagógico ligados as esferas acadêmicas de gestão universitária. Na trajetória dos núcleos pedagógicos, observamos um aumento das solicitações de apoio didático-pedagógico por parte dos professores universitários. Estes são os indicadores 8 para a concretização dos objetivos propostos. Há conquistas significativas nos espaços da comunidade acadêmica universitária através de ações direcionadas, que promovem a interação e a construção de saberes pedagógicos, buscando um agir político para afirmar o campo e, ao mesmo tempo, o desvendar do que acontece nesta instituição (LEITE, 1999, p. 10). Além da necessidade de realizar uma formação junto aos docentes, também observamos a preocupação com o processo formativo dos estudantes, visto que a UNIPAMPA tem como princípio balizador a primazia pela excelência acadêmica. Neste sentido, acreditamos na importância de atuar de forma pedagógica junto aos estudantes através de ações: que colaborem para minimizar o fenômeno da evasão, que estimulem os estudantes na busca de sua formação; que facilitem o trabalho acadêmico dos professores. Breve histórico da Universidade Federal do Pampa 1 A UNIPAMPA foi criada recentemente pelo Governo Federal com o objetivo de viabilizar o desenvolvimento regional, e concretizar um projeto das comunidades do Estado do RS – constituindo-se em dez campi, nos seguintes municípios: Alegrete, Bagé, Caçapava do Sul, Dom Pedrito, Itaqui, Jaguarão, Santana do Livramento, São Borja, São Gabriel e Uruguaiana. Nesta Universidade, visamos a meta de acadêmicos formados que permaneçam em sua região de origem, possibilitando impulsioná-la. Esperamos que haja crescente qualificação de recursos humanos, inclusive aumentando a auto-estima desta população. Pode também ajudar a fixar a população produtiva nos seus lugares de origem, tudo de acordo com o Plano Institucional - PI (2009). A Coordenadoria de Apoio Pedagógico – CAP integrada aos campi, através da atuação dos Técnicos de Assuntos Educacionais – TAES, inclui objetivos como: (i) promover ações de formação continuada dos professores, numa forma de garantir o aperfeiçoamento pedagógico; (ii) assessorar o pró-reitor de graduação na realização de ações direcionadas ao aperfeiçoamento pedagógico; (iii) favorecer a troca de experiências pedagógicas entre os professores; (iv) incentivar e desenvolver pesquisas que envolvam temáticas relacionadas à Pedagogia Universitária; (v) assessorar os docentes no planejamento de suas atividades curriculares e de ensino; (vi) assessorar os organismos de administração acadêmica; (vi) promover eventos educacionais e de integração dos estudantes visando a solução de problemas de ensino-aprendizagem. Na Coordenadoria de Apoio Pedagógico parte do pressuposto de que é fundamental entender o professor no seu cotidiano, tendo-o como ser histórico e socialmente contextualizado, o que poderá auxiliar na definição de uma nova ordem pedagógica e na intervenção da realidade no que se refere à sua prática e a sua formação (CUNHA, 1998, p. 33). Considerando que o objetivo central de uma Coordenadoria de Apoio Pedagógico é promover a formação continuada dos professores do Ensino Superior, qualificar a prática docente e assessorar os coordenadores de curso nas questões de caráter didático-pedagógico, é necessário compor uma equipe de docentes de diferentes áreas do saber, tendo uma coordenação geral e um representante em cada um dos diferentes campi, favorecendo assim o desenvolvimento de uma linha de ação comum. (grifo da autora) O trabalho realizado com uma coordenação geral colabora, ainda, para a troca de idéias, de experiências e estudos que contribuam para a unidade de ação pedagógica. Ao 1 Todas as informações referentes aos dados históricos de parte desta proposta foram retirados do Projeto Institucional (PI), de 16 de gosto de 2009, UNIPAMPA 9 pensar o planejamento das atividades em conjunto, e ao desenvolver estratégias que dinamizam o fazer pedagógico nos diferentes campi, possibilitaremos uma política na qual a crítica e a esperança estejam fundamentadas em um projeto prático de possibilidades (GIROUX, 1997, p. 258). Pensar na construção de um setor pedagógico torna necessário partir de, pelo menos, um breve histórico da instituição, bem como conhecer e interpretar o seu contexto, a concepção de sociedade, de Universidade e de currículo envolvidos, quais seus princípios orientadores e sua missão, definidos no Projeto Institucional. De acordo com o Projeto Institucional de 2009, a UNIPAMPA é resultado da reivindicação da comunidade da região, atendida pelo Governo Federal, visando contribuir com a integração e o desenvolvimento da região de fronteira do Brasil com o Uruguai e a Argentina. Em 22 de novembro de 2005, foi firmado o consórcio do Acordo de Cooperação Técnica entre o Ministério da Educação, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), prevendo a ampliação da educação superior no Estado. Em setembro de 2006, as atividades acadêmicas tiveram início nos campi vinculados à UFPel e, em outubro do mesmo ano, nos campi vinculados à UFSM. Em 11 de janeiro de 2008, a Lei 11.640 criou a UNIPAMPA: Fundação Universidade Federal do Pampa. Integravam a instituição, naquele momento, 2.320 alunos, 180 servidores docentes e 167 servidores técnico-administrativos. Foram fixados os seguintes objetivos: ministrar ensino superior, desenvolver pesquisa nas diversas áreas do conhecimento e promover a extensão universitária, caracterizando sua inserção regional, mediante atuação multicampi na mesorregião Metade Sul do Rio Grande do Sul. (PI, 2009) Eleições foram realizadas em novembro de 2008 por todos os campi diretores, com os coordenadores acadêmicos, administrativos e de cursos, havendo posse em 02 de fevereiro de 2009. O PI de 2009 define a realização de seminários para favorecer a integração, a informação, a formação e a reflexão coletivas dos servidores. Ocorrendo desde 2008, estes eventos foram denominados: (1) I Seminário de desenvolvimento profissional: Pedagogia Universitária (Bagé, 13 e 14 de março, 2008), focalizando as linhas gerais do Plano de Desenvolvimento Institucional e a construção do Projeto Político-Pedagógico; (2) II Seminário de desenvolvimento profissional: construindo a identidade da UNIPAMPA (17 e 18 de abril de 2008), para desenvolver competências coletivas na construção da “identidade da UNIPAMPA”, com reflexões coletivas firmando o compromisso de garantir os direitos dos cidadãos, através de conduta ética e de busca permanente do desenvolvimento pessoal e profissional; (3) III Seminário de desenvolvimento profissional: Pedagogia Universitária (17 a 19 de fevereiro de 2009, em Santana do Livramento), com o objetivo de dar inicio a capacitação dos docentes, nos aspectos referentes às diretrizes a serem observadas nos próximos concursos docentes e a construção do programa institucional de formação continuada dos professores da UNIPAMPA. O perfil de docente definido no Seminário de fevereiro de 2009, pelos professores participantes inclui: um educador com elevada titulação, possuidor de uma formação acadêmica sólida e qualificada, dimensionada no conhecimento específico e nos estudos interdisciplinares da profissionalidade requerida. É comprometido com a integração do ensino, da pesquisa e da extensão, inserido na região do pampa, em sua diversidade cultural, atuando como potencializador das relações sócio-econômicas e do desenvolvimento sustentável. Com postura ética e autonomia intelectual, participa com criticidade da missão da Universidade, fortalecendo sua permanente construção. De acordo com o PI de 2009, a concepção de Universidade apóia-se na concepção de sociedade, entendida enquanto uma coletividade marcada pela diversidade, pluralidade e pelas diferenças culturais próprias de cada contexto local, reconhecendo essa diversidade como 10 valor e possibilidade de participação coletiva nos processos de tomada de decisão. Tendo presente uma concepção igualmente contemporânea sobre o conhecimento, sobre a construção e renovação das capacidades cognitivas dos sujeitos envolvidos nos processos de ensino-aprendizagem, nós da UNIPAMPA somos desafiados a sermos essa Universidade, e entendemos que: o conhecimento é um devir e, não um processo controlável, cujo escopo pareça ser o domínio de conteúdos; o conhecimento é possível por meio de um complexo de relações e práticas emancipatórias em uma educação pautada pela liberdade e autonomia dos sujeitos, na construção de sua identidade e na percepção de habilidades reflexivas que sejam efetivamente transformadoras, intervenientes e fundamentadas. A concepção curricular, de acordo com o PI de 2009, propõe respeito a pluralidade de discursos e práticas pedagógicas, opção pelo paradigma da interdisciplinaridade, buscando reconhecer que um campo do saber específico (disciplina) nunca é suficiente para compreender a realidade em sua complexidade. Neste sentido, a ação pedagógica do professor se constitui como construção, e mediadora da aprendizagem, estimulando a reflexão crítica e o livre pensar como elementos constituidores da autonomia intelectual dos estudantes. Compreendido como sujeito que vive na e pela comunidade, o estudante deve ser percebido na sua singularidade e cidadania, reconhecido em sua potencialidade transformadora. Neste sentido, uma Universidade deve estar comprometida em formar sujeitos da própria história. De acordo com o PI de 2009, os princípios norteadores adotados pela UNIPAMPA são: (i) formação acadêmica ética, reflexiva, propositiva e emancipatória, comprometida com o desenvolvimento humano em condições de sustentabilidade; (ii) excelência acadêmica, caracterizada por uma sólida formação científica e profissional, que tenha como balizador a indissociabilidade entre o Ensino, a Pesquisa e a Extensão, visando ao desenvolvimento da Ciência, da criação e difusão da Cultura e de tecnologias ecologicamente corretas, socialmente justas e economicamente viáveis, direcionando-se por estruturantes amplos e generalistas; (iii) sentido público, manifesto por sua gestão democrática, gratuidade e intencionalidade da formação e da produção do conhecimento, orientado pelo compromisso com o desenvolvimento regional para a construção de uma nação justa e democrática. Enquanto instituição social comprometida com a ética, fundada nas noções de liberdade, respeito à diferença e solidariedade, a UNIPAMPA assume a missão de promover a educação superior de qualidade, com vistas à formação de sujeitos comprometidos e capacitados a atuarem em prol do desenvolvimento sustentável da região e do país. A partir de seu comprometimento com tal desenvolvimento, a UNIPAMPA definiu sua visão enquanto instituição acadêmica de reconhecida excelência, de modo a exigir um perfil de egresso definido por uma sólida formação, generalista e humanística, e pela consciência das questões éticas e da relevância pública e social do conhecimento acadêmico. Desde o início de sua implantação, a UNIPAMPA demonstra preocupação com a formação acadêmica pautada pelo desenvolvimento de conhecimentos teórico-práticos, os quais respondam às necessidades contemporâneas da sociedade. Orienta-se por uma concepção de Ciência em que o conhecimento é construção social, constituído a partir de diferentes fontes, e que valoriza a pluralidade dos saberes, as práticas locais e regionais, exigindo o desenvolvimento de cursos com projetos pedagógicos que possam articular interdisciplinarmente2 Ensino, Pesquisa e Extensão. 2 Entendida como a integração entre disciplinas e os diferentes campos do saber; intencionalidade, que se expressa nas escolhas metodológicas e epistemológicas visando ao pleno desenvolvimento do estudante. 11 Destaca-se que a UNIPAMPA já possui quarenta e oito (48) Cursos Graduação em funcionamento nos diversos campi, conforme apresenta o quadro a seguir, tendo a maioria iniciado a partir de 2006. Quadro dos Cursos de Graduação por campus (turno, vagas – 2009)3: Campus Cursos Vagas Turno Ciência de Computação 50 Noturno Engenharia Civil 50 Integral Engenharia Elétrica 50 Integral Alegrete Engenharia Mecânica 50 Integral Engenharia de Software (*) Engenharia Agrícola (*) Engenharia de Computação 50 Noturno Engenharia de Alimentos 50 Diurno Engenharia de Energias Renováveis e Ambiente 50 Diurno Engenharia de Produção 50 Noturno Engenharia Química 50 Diurno Bagé Licenciatura em Física 50 Diurno Licenciatura em Matemática 50 Noturno Lic. em letras: Hab.em Língua Port. e Literat. da 100 Noturno Língua Port.; em Língua Portug., Língua Inglesa, em Língua Portug., em Língua Espanhola e Licenciatura em Química 50 Diurno respectivas literaturas. Geofísica 40 Diurno Caçapava do Licenciatura em Ciências Exatas 40 Noturno Sul Tecnologia em Mineração 30 Noturno Zootecnia 50 Diurno Dom Pedrito Tecnologia em Agronegócios 50 Noturno Agronomia 50 Diurno Ciência e Tecnologia Agroalimentar 50 Noturno Itaqui Nutrição (*) Jaguarão Santana do Livramento São Borja Licenciatura em Letras Português/ Espanhol e Licenciatura em Pedagogia respectivas literaturas Licenciatura em História (*) Curso Superior de Tecnologia em Gestão do Turismo (*) Administração Tecnologia em Gestão Pública Relações Internacionais Ciências Econômicas (*) Comunicação Social – Hab. Jornalismo Comunicação Social – Hab. Public. e Propaganda Ciências Sociais - Ciência Política Serviço Social Comunicação Social – Relações Públicas – Ênfase em Prod. Cultural (*) 100 50 Diurno/ Noturno Not. 100 50 50 Diurno/ Not. Noturno Diurno 50 50 50 50 Diurno Diurno Noturno Diurno No turno 3 Quadro retirado do Projeto Institucional (PI), de 16 de agosto de 2009, da UNIPAMPA. 12 São Gabriel Uruguaiana Itaqui e Uruguaiana Ciências Biológicas - Licenciatura Ciências Biológicas - Bacharelado Engenharia Florestal Gestão Ambiental Biotecnologia Enfermagem Farmácia Fisioterapia Medicina Veterinária Lic.e Bacharelado em Educação Física Licenciatura em Ciências da Natureza (*) Tecnologia em Aquicultura TOTAL (*) Cursos criados em 2010 30 30 50 50 50 50 50 50 50 50 Diurno Diurno Diurno Noturno Diurno Diurno Diurno Diurno Diurno Noturno 40 Diurno 2465 - Em nível de pós-graduação, em 2010, a UNIPAMPA possui quatro cursos de especialização em: (1) Especialização em Letras e Linguagens - Campus de Bagé; (2) Especialização em políticas e Intervenção em Violência Intra-familiar - Campus de São Borja; (3) Especialização em Tecnologia no Ensino de Matemática - Campus de Alegrete; (4) Especialização em Educação no Campo - Campus de Jaguarão. Em nível de Mestrado, em 2010, possui: (1) Mestrado em Ciências Biológicas, já aprovado pelo CONSUNI, em maio de 2010, depende ainda de autorização da CAPES, e será vinculado ao Campus de São Gabriel; (2) Mestrado em Engenharia Elétrica - Campus de Alegrete. Em nível de Doutorado, em 2010, possui programas especiais, como o Doutorado Interinstitucional nas seguintes áreas: (1) Dinter em Administração; (2) Dinter em Modelagem Computacional; (3) Dinter em Enfermagem. Pressupostos orientadores do trabalho pedagógico na UNIPAMPA Já no inicio de sua trajetória, a UNIPAMPA revelou o compromisso político de seus participantes em constituir uma instituição democrática, de qualidade e comprometida com a integração para o desenvolvimento sustentável da região e do país. O Projeto Institucional desta Universidade (PI, 2009) apresenta os princípios balizadores que servem como pressupostos orientadores na criação da Coordenadoria de Apoio Pedagógico: - Formação acadêmica ética, reflexiva, propositiva e emancipatória, comprometida com o desenvolvimento humano em condições de sustentabilidade; - Excelência acadêmica, caracterizada por uma sólida formação científica e profissional, que tenha como balizador a indissociabilidade entre o Ensino, a Pesquisa e a Extensão, visando ao desenvolvimento da Ciência, da criação e difusão da Cultura e de tecnologias ecologicamente corretas, socialmente justas e economicamente viáveis, direcionando-se por estruturantes amplos e generalistas; - Sentido público, manifesto por sua gestão democrática, gratuidade e intencionalidade da formação e da produção do conhecimento, orientado pelo compromisso com o desenvolvimento regional para a construção de uma nação justa e democrática. 13 Princípios pedagógicos defendidos pela UNIPAMPA As ações abaixo propostas constituem estratégias de auxílio aos docentes e discentes, nesta complexa tarefa que é a formação continuada em tempos atuais, considerando demandas da sociedade e exigências impostas, muitas vezes, por certas legislações. - Qualificação dos cursos de graduação implantados na Universidade, articulando de modo propositivo e emancipatório a formação técnico-profissional com o desenvolvimento humano, ao longo de etapas estruturantes dentro dos currículos dos cursos de Graduação; - Evidenciação da aprendizagem como desenvolvimento reflexivo de atitudes éticas e habilidades científicas problematizadoras, e como possibilidade de ampliação da condição de sujeito público, autônomo, apropriando-se da realidade e transformando-a; - Fortalecimento da identidade pública que incentive a concretização de práticas pedagógicas contextualizadas, comprometidas com o desenvolvimento regional, de forma a contribuir na construção de uma nação justa e democrática; - Atenção constante aos processos de ensinar e aprender, visando o aperfeiçoamento contínuo do contexto da sala de aula universitária, considerando a universalidade de conhecimentos e valorizando a multiplicidade de saberes e praticas; - Acompanhamento e qualificação das práticas didático-pedagógicas dos docentes universitários, no sentido de propor aproximá-las de uma proposta pedagógica da UNIPAMPA, e reconhecer o estudante enquanto sujeito do processo educativo, valorizando diferentes práticas de ensino-aprendizagem; - Fortalecimento da Coordenadoria Pedagógica e dos Técnicos Educacionais por sistematização de processos investigativos e de leituras da realidade. Configuração da Coordenadoria Apoio Pedagógico – CAP e da atuação dos Técnicos De Assuntos Educacionais - TAES A Coordenadoria de Apoio Pedagógico da UNIPAMPA se configura como um espaço de formação continuada dos professores, de estudos permanentes e de desenvolvimento de ações cujo foco principal são as relações professor-aluno, o processo didático-pedagógico de ensino-aprendizagem, as práticas educativas, o processo de avaliação, com a finalidade de contribuir para a melhoria da qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão universitária. A Coordenadoria de Apoio Pedagógico, no âmbito da Universidade Federal do Pampa, caracteriza-se como um órgão de apoio e assessoria aos dirigentes dos Campi, Coordenadores de Cursos de Graduação e Cursos Superiores de Tecnologia, bem como ao demais docentes da instituição, no sentido de auxiliar nos aspectos didático-pedagógica do processo ensinoaprendizagem. Sua peculiaridade e inovação consistem em prestar atendimento também aos discentes, auxiliando-os na sua permanência e êxito nos estudos, bem como acompanhar a sua evolução mesmo após a formação universitária. É uma preocupação desta Coordenadoria, propiciar uma formação de qualidade ao acadêmico da instituição bem como viabilizar o envolvimento do estudante com as diferentes instâncias institucionais. Considerando que a reitoria da UNIPAMPA apresenta uma forte preocupação com a questão pedagógica designou um Técnico de Assuntos Educacionais _ TAEs que se reportam a Coordenação Acadêmica dos campi, compondo assim a Coordenadoria de Apoio Pedagógica - CAP. Na estrutura organizacional da UNIPAMPA, a Coordenadoria de Apoio Pedagógico CAP, de acordo com a Portaria nº 0745, de 13 de abril de 2010, está ligada diretamente ao 14 Vice-Reitor. Constitui-se assim, a CAP, visando assessorar o Vice-Reitor e a pró-Reitora acadêmica nas questões de cunho pedagógico, na universidade. Destaca-se que a CAP, na estrutura organizacional da UNIPAMPA se divide em duas áreas: a Divisão de Apoio Pedagógico e a Divisão de Apoio aos Fóruns das Áreas de Conhecimento. A seguir apresenta-se uma visualização de como se estrutura na universidade a Coordenadoria de Apoio Pedagógico. Objetivos pedagógicos a serem desenvolvidos A Coordenadoria de Apoio Pedagógico da UNIPAMPA caracteriza-se como um órgão de apoio em consonância com os profissionais Técnicos de Assuntos Educacionais e de assessoria aos dirigentes dos campi, coordenadores de cursos de Graduação e cursos superiores de Tecnologia, bem como aos demais docentes da instituição, no sentido de assessorar nos aspectos pedagógicos do processo ensino-aprendizagem e proporcionar a excelência na qualidade de ensino. Sua peculiaridade e inovação consiste em prestar atendimento também aos discentes, auxiliando-os na sua permanência e êxito nos estudos, bem como acompanhar a evolução mesmo após a formação universitária. É uma preocupação pedagógica propiciar uma formação de qualidade e viabilizar o envolvimento do estudante com as diferentes instâncias institucionais. A partir do referencial institucional proposto pela UNIPAMPA e à luz dos princípios balizadores, a equipe pedagógica composta pelos integrantes da CAP e TAES se propõe a desenvolver os seguintes objetivos: 15 1. Promover e elaborar projetos e atividades que envolvam discussão sobre a concepção da produção de conhecimento (Ensino, Pesquisa, Extensão), orientados pelo compromisso com o desenvolvimento regional para a construção de uma nação justa e democrática. 2. Estimular a construção do conhecimento nas diversas áreas, de forma criativa, crítica, comprometida com o campo social, que tenha como balizador a indissociabilidade entre Ensino, Pesquisa e Extensão. 3. Efetivar a visão, missão, princípios e compromissos assumidos no Projeto Institucional nas práticas diárias de Ensino da instituição. 4. Promover a qualificação da prática docente, numa forma de estimular os professores na utilização de diferentes metodologias de ensino. 5. Estimular o desenvolvimento de projetos interdisciplinares e de Projetos Pedagógicos dos Cursos de Graduação articulados com a proposta curricular. 6. Fortalecer o processo educacional na UNIPAMPA através da formação continuada dos professores, comprometendo-se com a socialização do conhecimento e a produção intelectual voltados ao compromisso dos docentes e estudantes com a realidade e o desenvolvimento da região, em sua relação com a qualidade dos cursos; 7. Auxiliar os estudantes através de ações que garantam sua permanência na universidade e o êxito nos estudos, bem como acompanhar a sua evolução mesmo após a formação universitária. 8. Acompanhar o processo de ensino-aprendizagem, atuando junto aos docentes e discentes, no sentido de analisar os resultados da aprendizagem, com vistas a contribuir com a melhoria do ensino. 9. Elaborar e divulgar documentos orientadores do processo pedagógico. Ações pedagógicas concretas a serem desenvolvidas A partir dos relatos do “III Seminário de Desenvolvimento Profissional: Pedagogia Universitária” constatou-se a necessidade de estabelecer ações para atender melhor coordenadores de curso, docentes e discentes da instituição. - Acompanhamento na elaboração, no desenvolvimento e na avaliação dos Projetos Pedagógicos dos cursos de Graduação e na concretização de sua proposta curricular; - Implementação da investigação junto aos coordenadores de curso que comprometa professores e estudantes com a qualidade da Graduação e sua relação com o desenvolvimento regional; - Realização de ações que estimulem os coordenadores no desenvolvimento de projetos que visem à melhoria e à qualidade dos cursos de Graduação ofertados pela UNIPAMPA; - Realização de cursos, seminários e workshops, com a presença de convidados especialistas em temas que envolvam o processo de ensino-aprendizagem, elencados a partir do levantamento de necessidades compartilhadas pelos coordenadores de curso; - Assessoramento aos coordenadores de curso na implementação da Legislação Educacional, e as comissões dos campi na efetivação da política de Educação Inclusiva na UNIPAMPA; - Participação junto à coordenação dos cursos de Graduação e Pós-graduação nas etapas do 16 processo de seleção de professores que envolvam o acompanhamento pedagógico. - Acompanhamento do corpo docente na elaboração e implementação do planejamento anual, propondo subsídios e alternativas metodológicas a partir de reflexões coletivas; - Continuidade da promoção de encontros e reuniões com temas relevantes4 identificados a partir da observação e análise da realidade, visando efetivar a proposta institucional. - Realização de ações que estimulem o uso dos recursos tecnológicos disponíveis na instituição; - Análise e reflexão sobre o sistema de avaliação, promovendo ações de melhoria no processo ensino aprendizagem; - Coleta de dados e informações significativas que subsidiem a qualificação do trabalho acadêmico junto aos estudantes; - Realização de assessoria pedagógica individual aos professores, desde o processo de seu ingresso na Universidade, realizando acompanhamento posterior, através de projeto específico para este fim - de Professor Ingressante e de Aperfeiçoamento docente; - Assessoria a grupos de professores através de solicitação espontânea, por projetos ou atividades institucionais. - Articulação junto a Pró-Reitoria de Planejamento, Desenvolvimento e Avaliação nas questões referentes à Avaliação Institucional, no acompanhamento, no desenvolvimento e na divulgação dos resultados da avaliação junto aos professores e estudantes; - Acompanhamento dos processos institucionais referentes à legislação educacional e às diretrizes curriculares nacionais; - Publicação de artigos que tratem de processos desenvolvidos pela assessoria, e temáticas relacionadas com a Pedagogia Universitária e o processo de ensino-aprendizagem na Universidade; - Busca de incentivos visando à realização de pesquisas voltadas à qualificação do Ensino; - Articulação e promoção de atividades compartilhadas e interdisciplinares, entre cursos, comunidade e campi. Atribuições da Equipe que atua na Coordenadoria de Apoio Pedagógica e nos CAMPI – TAES e Pedagogo(A) - Assessorar a Pró-Reitoria de Graduação e a Coordenação Acadêmica dos diferentes campi quanto às questões técnico-pedagógicas relacionadas ao desenvolvimento de atividades de ensino-aprendizagem nos cursos de Graduação e Tecnológicos; - Participar do planejamento dos planos anuais de atividades, na área educacional e ligados a Pró-Reitoria de Graduação, bem como acompanhar a execução das ações pedagógicas planejadas; - Apoiar os coordenadores de curso nas ações sistematizadas de acompanhamento e avaliação junto a professores, que visem qualificar a atuação pedagógica no espaço da sala de aula; 4 Temas como: estratégias de ensino, dinâmicas, aproveitamento dos recursos didáticos, otimização do tempo das aulas, seleção de conteúdos, avaliação, relação professor-aluno, avaliação e reflexão sobre a docência; planejamento, definição de objetivos, proposição de atividades, organização das unidades didáticas. 17 - Apoiar os coordenadores de curso quanto às necessidades e aos problemas relacionados com processos pedagógicos, detectados no cotidiano acadêmico e nos processos avaliativos; - Apoiar os coordenadores de curso na construção, divulgar de documentos que orientem o processo pedagógico; - Assessorar a Pró-Reitoria de Graduação e a coordenação Acadêmica dos diferentes campi no atendimento às demandas dos docentes, no que diz respeito a informações e orientações, sobre legislação e matérias de natureza acadêmica, de exigência do MEC; - Elaborar relatório anual das atividades desenvolvidas pela Coordenação de Apoio Pedagógico da UNIPAMPA. Algumas Considerações Destaco que são crescentes os desafios que se colocam na prática pedagógica das Universidades. Pois, percebe-se que, mais do nunca, professores e estudantes têm enfrentado grandes questões decorrentes das condições sócio-culturais contemporâneas, incluindo os dispositivos das políticas globalizadas, que obviamente interferem nos processos de ensinoaprendizagem. Cabe duvidar das situações em que se instalam possibilidades válidas de reflexão dentro da Universidade. Acredito que os setores pedagógicos são espaços de acolhida os quais podem garantir alguma discussão, com a reflexão no sentido de diálogos entre professores e estudantes. Em uma pesquisa realizada por Broilo (2004), foi possível comprovar que a manutenção de um setor ou de programas pedagógicos ou ainda de coordenadorias na Universidade possui um papel vital para promover mudanças salutares na prática pedagógica do professor universitário. As contribuições confirmaram que o trabalho docente pode ser reformulado através da ação pedagógica desencadeada a partir da existência de coordenadorias, núcleos ou setores pedagógicos. Sendo assim, concluímos afirmando que a ação da Pedagogia Universitária, em uma forma de atuação investigativa e numa dimensão de construção coletiva, precisa ser resguardada junto aos professores e estudantes como potência de qualificação da convivência em sala de aula e melhoria no rendimento universitário amplo. Referências BROILO, Cecilia Luiza. (Con) formando o trabalho docente: uma ação pedagógica na universidade. Tese (doutorado). Porto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2004 CASTELLS, Manuel. A galáxia da Internet: reflexões sobre a Internet, os negócios e a sociedade Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2003. CUNHA, Maria Isabel da; LEITE, Denise Balarine Cavalheiro. Decisões Pedagógicas e estruturas de poder na universidade. Campinas: Papirus, 1996. CUNHA, Maria Isabel. 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Pedagogia Universitária e Desenvolvimento Profissional Docente. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2009a, p.121-143. 19 ISAIA, S. Construção da profissão docente: possibilidades e desafios para a formação. In: ISAIA, S; BOLZAN, D; MACIEL, A. Pedagogia universitária. Tecendo redes sobre a educação superior. Santa Maria: Editorada UFSM, 2009b, p.163-176. LUCARELLI, Elisa. Teoria y. Practica como innovación em docência, investigación y actualización pedagógica. Cuadernos de Investigación. Buenos Aires, Argentina: Instituto de Ciências de la Educación, Faculdad de Filosofía y Letras, Universidad de Buenos Aires, 1994. p. 09-30. LUCARELLI, Elisa (Comp.). El asesor pedagógico en la universidad – De la teoría pedagógica a la práctica en la formación. Buenos Aires: Paidós Educador, 2000. RIOS, Terezinha Azeredo. Ética e competência. São Paulo: Cortez, 2004. 20 2. PROJETOS⁄PROGRAMAS DE QUALIFICACAO DOCENTE 2.1 PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOCENTE A SER DESENVOLVIDO NO PERÍODO DE 2010 a 2013 Aline Souza da Luz Cecilia Luiza Broilo Apresentação A Universidade Federal do Pampa - UNIPAMPA está dentre as mais novas Instituições Federais de Educação Superior do País (IFES). Criada pela Lei 11.640, de 11 de janeiro de 2008, destaca-se no Estado dentre as outras IFES, pois é a única que possui maior abrangência: está presente na maioria dos municípios que compõem a Metade Sul do Estado, sendo esta uma região de fronteira com países do MERCOSUL. São dez campus instalados em dez cidades: Alegrete, Bagé, Caçapava do Sul, Dom Pedrito, Itaqui, Jaguarão, Santana do Livramento, São Borja, São Gabriel e Uruguaiana. O compromisso da Universidade com esta região do Estado está expresso em seu artigo segundo, do Regimento: A UNIPAMPA terá por objetivos ministrar ensino superior, desenvolver pesquisa nas diversas áreas do conhecimento e promover a extensão universitária, caracterizando sua inserção regional, mediante atuação multicampi na mesorregião Metade Sul do Rio Grande do Sul. Sua originalidade também consiste em constituir-se como uma Universidade multicampi. Assim a estrutura delineada se estabelece procurando articular as funções da Reitoria e dos campi, com a finalidade de facilitar a descentralização e a integração desses. Em 2010 a universidade oferece 43 opções de cursos de graduação, contemplando bacharelado e habilitações ao exercício profissional, como também cursos de formação de professores, licenciaturas, além de cinco Cursos Superiores de Tecnologia. No documento institucional que orienta as ações da Universidade Federal do Pampa – UNIPAMPA, o Projeto Institucional – PI, encontramos o compromisso com seus participantes em constituir uma instituição democrática, de qualidade e comprometida com a integração para o desenvolvimento sustentável da região e do País. Tal manifestação é importante, pois se observa a preocupação da Instituição em promover um ensino de qualidade. Com o intuito da melhoria contínua da qualidade de ensino dos cursos de graduação da Universidade Federal do Pampa, institui-se o presente PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOCENTE. O Programa de Desenvolvimento Profissional Docente é uma proposta de formação continuada dos docentes da Universidade. Sua estrutura centra-se nas discussões de perspectivas atuais para Educação Superior; contexto social atual e desenvolvimento profissional docente, sob o eixo dos processos formativos docentes. O Programa está organizado em torno de três grupos de trabalho: (a) Professores Ingressantes, (b) Professores Estáveis e (c) Professores Coordenadores de Cursos, os quais estruturarão projetos individuais. Entendemos não ser possível trabalhar com o professor iniciante do mesmo modo que com aquele que já possui uma vasta experiência ou conhecimento da Instituição, pois as necessidades são diferentes. Cada grupo de docente requer na sua formação continuada peculiaridades diferentes. 21 Com isso, apresentamos uma visão sistêmica dos grupos de docentes existentes na Instituição, contemplando a todos com suas necessidades e peculiaridades. Além da promoção de espaços de discussão que possibilitem a reflexão dos processos de ensino-aprendizagem na Universidade, este Programa tem como finalidade produzir e socializar o conhecimento produzido a partir dessas proposições, constituindo-se um grupo de estudos e pesquisas dos processos de ensino–aprendizagem na UNIPAMPA. Discutindo assim a Pedagogia Universitária na UNIPAMPA. Justificativa Desde a sua criação, a UNIPAMPA tem dado relevância aos processos de reflexão sobre a prática e os estudos de questões pedagógicas entre os docentes, com a finalidade de oferecer um ensino de qualidade. Assim, destaca-se do Projeto Institucional a missão que a UNIPAMPA assume frente à sociedade: A Universidade Federal do Pampa, como instituição social comprometida com a ética, fundada em liberdade, respeito à diferença e solidariedade, assume a missão de promover a educação superior de qualidade, com vistas à formação de sujeitos comprometidos e capacitados a atuarem em prol do desenvolvimento sustentável da região e do país. (PI, 2009). Com esse intuito inicia-se a partir de 2008 uma série de encontros com o propósito de melhoria no ensino de graduação. O primeiro evento de integração e planejamento institucional realizado foi o “Seminário de Desenvolvimento Profissional: Pedagogia Universitária”, para o qual foram convocados todos os professores da Instituição. Realizado em Bagé, de 13 a 14 de março de 2008, focalizou as linhas gerais do Plano de Desenvolvimento Institucional e a construção do projeto político-pedagógico. Para tal, foi revisado o novo ordenamento legal e normativo da Educação Superior no Brasil, bem como da política e diretrizes curriculares dos cursos de graduação; noutra perspectiva, foi analisado o contexto sócio-cultural-educacional e político-econômico da região em que está implantada a UNIPAMPA. A atividade culminante do Seminário foi a elaboração do “perfil do egresso” que será a base do projeto de formação acadêmica da Universidade. O segundo evento foi o “Seminário de Desenvolvimento Profissional: Construindo a Identidade da UNIPAMPA”, o qual reuniu todos os servidores técnico-administrativos em educação da Instituição, concursados pela UFPEL e UFSM. Esse evento teve a duração de dois dias (17 e 18 de abril de 2008) e foi realizado no Campus Santana do Livramento. O objetivo geral desse Seminário foi integrar e desenvolver competências coletivas para construir a “identidade UNIPAMPA”. As reflexões coletivas firmaram o compromisso de garantir os direitos dos cidadãos, por meio de conduta ética e de busca permanente do desenvolvimento pessoal e profissional. O terceiro evento, caracterizado como “II Seminário de Desenvolvimento Profissional: Pedagogia Universitária”, também foi realizado em Santana do Livramento, de 17 a 19 de fevereiro de 2009. Para esse Seminário foram convocados todos os professores e dirigentes da UNIPAMPA, e o objetivo focado foi iniciar a capacitação dos docentes para o planejamento dos cursos e disciplinas, visando a alcançar o perfil do egresso adotado pela UNIPAMPA. Especificamente, o evento pretendeu iniciar: o processo de análise do significado e das 22 implicações do perfil do egresso adotado pela UNIPAMPA na prática docente; a identificação das principais potencialidades e dificuldades dos professores para atuarem no alcance do perfil desse egresso; a explicitação das características principais, dos objetivos, das metodologias/estratégias de ensino e das modalidades de avaliação a serem utilizadas nos planos de ensino de graduação e pós-graduação; o estabelecimento do perfil pretendido para o professor da UNIPAMPA com a indicação de bases e diretrizes a serem observadas nos próximos concursos docentes; a construção do programa institucional de formação continuada dos professores da UNIPAMPA. Em 2010 realizou-se o “III Seminário de Desenvolvimento Profissional: Pedagogia Universitária” que teve como foco “A profissão docente e os desafios no processo ensinoaprendizagem”. O evento teve o intuito de promover a integração intercampi do corpo docente, o desenvolvimento profissional dos professores e o ensino de qualidade. A terceira edição do Seminário aconteceu no Auditório do Campus Santana do Livramento, nos dias 15, 16 e 17 de março. Acrescenta-se a esses eventos o resultado das reuniões institucionais de planejamento estratégico do Campus - PEC, o qual nos assinala a necessidade de uma política institucional mais incisiva para as questões pedagógicas da Universidade. Há intenção, expressa no Projeto Institucional, da construção do Programa Institucional de Formação Continuada dos professores da UNIPAMPA, reforçando assim a importância de considerar para este Programa a docência no Ensino Superior no contexto atual. Cunha (2009) afirma em seus estudos que “Os movimentos externos da sociedade atingem completamente a instituição acadêmica, que é tributária de sua reconfiguração mais ampla” (2009, p. 354). Pois, vivemos num mundo globalizado. Numa sociedade que se transforma aceleradamente multiplicando rapidamente a produção do conhecimento. Hargreaves (2004) afirma que “Vivemos numa sociedade do conhecimento”. Perrenoud (1999) chama a atenção: “Chegamos ao ponto em que temos que educar as pessoas naquilo que ninguém sabia ontem, e prepará-las para aquilo que ninguém sabe ainda o que é, mas que alguns terão que saber amanhã”. Masetto (2009) acerca destas modificações sociais, alerta: Trabalhar com o conhecimento em nossa sociedade no ensino superior exige outras práticas docentes: pesquisar as novas informações, desenvolver criticidade frente à imensa quantidade de informações, comparar e analisar as informações procurando elaborar seu pensamento próprio, sua colaboração científica, sua posição de intelectual, apresentá-la a seus alunos juntamente com outros autores. Exige dominar e usar as tecnologias de informação e comunicação como novos caminhos e recursos de pesquisa, nova forma de estruturar e comunicar o pensamento (p.6). Podemos analisar as mudanças que atingem a educação pelo viés das políticas públicas. Somam-se a esses argumentos o inegável volume de investimentos por parte do governo federal na área educacional desde o lançamento do Plano de Desenvolvimento da Educação juntamente com outros dois projetos: Programa de Apoio à Reestruturação e Expansão das Universidades Federais - REUNI. Nesses programas, há as políticas que abarcam a democratização do acesso à escola e à universidade, priorizando o aumento quantitativo de matrículas, trazendo uma nova configuração do perfil do estudante que ingressa nas instituições de ensino. Com o fomento às políticas de acesso é inegável a diversidade do público ingressante. Por sua vez não só há um novo perfil do estudante, mas a própria atuação no Ensino Superior requer uma especificidade do docente para atuar com este estudante adulto, advindo das diversas culturas. Não podemos deixar de destacar o impacto que programas de avaliação têm produzido 23 nos sistemas educacionais, influenciando o trabalho do professor. Morosini (2000, p.13) destaca em seu estudo que “(...) embora o sistema nacional de avaliação não estabeleça normas de capacitação didática do docente, há uma íntima relação entre o desempenho didático do professor e o desempenho do aluno (...)” Sob outra ótica, podemos ainda analisar as concepções de docência no Ensino Superior. Se nos detivermos nessas concepções é possível observar que as convicções e modelos de docência no ensino superior que predominam são a lógica na qual para ser professor universitário basta saber fazer bem o seu ofício e saber bem a sua área de conhecimento. A constatação histórica nos mostra o predomínio da concepção da ciência moderna, na qual o conteúdo específico assume valor maior que o conhecimento pedagógico. Esse tipo de análise do contexto social nos conduz à constatação da necessidade de reconfigurações na concepção da docência universitária. Assim, buscando romper com esta lógica, a UNIPAMPA, por meio da Coordenadoria de Apoio Pedagógico, institui um Programa de Desenvolvimento Profissional5 aos seus docentes, no intuito de superar a concepção descrita, buscando (...) a necessária mudança paradigmática do ensino universitári”, conforme nos aponta (CUNHA, 2006). Entendemos que não basta ao professor universitário ter conhecimentos profundos sobre seu campo ou área do saber, “É preciso ensinar, apropriar-se de elementos que sustentem o trabalho didático” (CÓSSIO, 2008, p. 39). Na busca pela explicitação do que sejam esses saberes docentes, encontramos os estudos de Tardif (2002) que apresenta quatro tipos de saberes que constituem o corpo de saberes necessários ao professor: saberes da formação profissional, saberes disciplinares, saberes curriculares e saberes experienciais. Seguindo sua descrição, os saberes profissionais referem-se aos saberes ensinados nas instituições de formação docente, o que chama de saberes das ciências da educação: os conhecimentos sobre sociologia, filosofia e teorias de aprendizagem. Já os saberes disciplinares correspondem à sua própria denominação, ou seja, ao saberes das disciplinas (Português, Matemática, História). Como saberes curriculares o autor define que são os saberes que correspondem ao exercício da profissão, tais como os objetivos, os métodos e os conteúdos. Por fim os saberes experienciais, que assim como os disciplinares correspondem à sua própria denominação, ou seja, são os saberes derivados da prática, da sua experiência no exercício da profissão (na comparação, no apoio e nas trocas com os colegas de profissão, na relação docente-discente, docente-docente, docentes-famílias). Procurando delimitar o campo teórico que sirva de referência, a Coordenadoria de Apoio Pedagógico assume a concepção anunciada por Veiga (2005, p. 6) acerca do que seja o conceito de Formação: a) a formação de professores é uma ação contínua e progressiva, que envolve várias instâncias e atribui uma valorização significativa para a prática pedagógica e para a experiência, considerados componentes constitutivos da formação. Ao valorizar a prática como componente formador, em nenhum momento assume-se a visão dicotômica da relação teoria-prática. A prática pedagógica profissional exige uma fundamentação teórica explícita. A teoria é ação e a prática não é receptáculo da teoria; b) o processo de formação é contextualizado histórica e socialmente e, sem dúvida, constitui-se um ato político; 5 Utiliza-se o conceito de Desenvolvimento Profissional, a partir dos estudos de Garcia (1992, p 55): “ A noção de desenvolvimento tem uma conotação de evolução e de continuidade que nos parece superar a tradicional justaposição entre formação inicial e aperfeiçoamento dos professores”. 24 c) o processo de formação é inspirado por objetivos que sinalizam a opção política e epistemológica adotada; d) a formação é um processo coletivo de construção docente. É uma reflexão conjunta, na medida em que a prática decorrente dessa formação será necessariamente coletivizada; não é uma construção isenta de conflito, mas torna-se mais produtiva se e quando partilhada; e) a formação como processo significa uma articulação entre formação pessoal e profissional. Somam-se a esses, os entendimentos de Wielewicki et. al (2007), com o qual compartilhamos: (…) a formação do professor é um processo que não se finaliza com a formação inicial; ao contrário impõe, como indispensável, a formação continuada em que práticas profissionais se tornem a base da formação. Assim, longe de pensar a formação como inerentemente insuficiente, optamos pela idéia de incompletude, uma vez que cada momento ou experiência formativa abre possibilidades para novos momentos de formação, assumindo um caráter de recomeço, renovação, inovação da realidade pessoal e profissional, tornando-se a prática a mediadora da produção do conhecimento (…) (p. 6). Na esteira dessa compreensão e nos aportando nos estudos de Nóvoa (1992), acreditamos que tal formação desempenha um papel importante na configuração da identidade docente. Isaia e Bolzan (2009, p. 122) afirmam sobre a relação de formação continuada e construção da identidade docente: “o processo de construção docente está imbricado na atividade de aprender a docência, ou seja, na construção e utilização de estratégias de apropriação dos saberes e fazeres próprios ao magistério superior” . Com isso a Coordenadoria de Apoio Pedagógico valoriza os professores, a docência e a atividade de ensino da Universidade. Faz-se importante apontar tal entendimento, pois o que podemos observar na maioria das universidades públicas do País é o destaque que a pesquisa recebe dentre as atividades que a Universidade deve promover. É Cóssio (2008, p. 39) que também nos auxilia na justificativa da proposição de um programa de desenvolvimento profissional, quando afirma que: as ações “implementadas institucionalmente para qualificar pedagogicamente o trabalho dos professores são importantes na configuração da docência universitária e na reconstrução da identidade da universidade” . Buscando convergir nas necessidades dos docentes a CAP/UNIPAMPA compreende que é fundamental entender o professor no seu cotidiano, tendo-o como ser histórico e socialmente contextualizado, o que poderá auxiliar na definição de uma nova ordem pedagógica e na intervenção da realidade no que se refere à sua prática e a sua formação. (Cunha, 1992, p. 33). Diante dos apontamentos, analisando o contexto atual, entendemos que é inegável a exigência de uma reconfiguração da docência no Ensino Superior. É legitima a emergência da consolidação do PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOCENTE, visando à formação continuada e à melhoria contínua da qualidade de ensino dos cursos de graduação da Universidade Federal do Pampa. Com isso, a UNIPAMPA destaca-se também no cenário nacional, pois já no inicio de sua trajetória assume dentre as suas práticas, como política institucional, a reflexão permanente sobre a qualidade do ensino na Instituição e a formação de seus docentes. Objetivos A proposta da Coordenadoria de Apoio Pedagógico (CAP/UNIPAMPA) para o desenvolvimento do Programa de Desenvolvimento Profissional dos Docentes tem como seu principal objetivo a melhoria da qualidade do ensino na UNIPAMPA. 25 Na busca pela execução deste objetivo principal, traçamos outros objetivos a fim de subsidiar a sua efetivação, tais como: 1. Promover ações de formação continuada dos professores, numa forma de garantir o aperfeiçoamento pedagógico; 2. Fomentar nas atividades docentes a indissociabilidade entre Ensino, Pesquisa e Extensão; 3. Favorecer a troca de experiências pedagógicas entre os professores; 4. Incentivar o desenvolvimento de pesquisas e metodologias para o ensino superior; 5. Assessorar os docentes no planejamento de suas atividades curriculares e de ensino propondo alternativas metodológicas a partir de reflexões coletivas; 6. Dar continuidade na promoção de encontros e reuniões com temas relevantes identificados a partir da observação e análise da realidade; 7. Efetivar a proposta institucional, estimular o uso dos recursos tecnológicos disponíveis na Instituição; analisar e refletir sobre o sistema de avaliação adotado na UNIPAMPA; 8. Promover ações de melhoria no processo ensino-aprendizagem; 9. Colher dados e informações significativas que subsidiem o trabalho com o educando; 10. Constituir-se um espaço de produção e socialização de conhecimento sobre os processos de ensino-aprendizagem da Instituição – Pedagogia Universitária. Metodologia Na proposição das atividades que constituem o presente Programa, Freire (2000, p.4344) nos orienta: “(...) na formação permanente do professores, o momento fundamental é o da reflexão crítica sobre a prática. É pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem que se pode melhorar a próxima prática”. Para o desenvolvimento das atividades, o Programa toma como principio o perfil docente expresso no projeto Institucional, o qual anuncia que os professores da UNIPAMPA deverão constituir-se de um educador com elevada titulação, possuidor de uma formação acadêmica sólida e qualificada, dimensionada no conhecimento específico e nos estudos interdisciplinares da profissionalidade requerida. É comprometido com a integração do ensino, da pesquisa e da extensão, inserido na região do pampa, em sua diversidade cultural, atuando como potencializador das relações socioeconômicas e do desenvolvimento sustentável. Com postura ética e autonomia intelectual, participa com criticidade da missão da Universidade, fortalecendo sua permanente construção (PI, 2009). A partir dessa definição, como metodologia de trabalho para o desenvolvimento de ações, organizou-se atividades formativas aos docentes distribuídas em dois momentos, que serão executadas nas modalidades formativas presenciais e à distância, aos três grupos: 1. Atividades intensivas – Desenvolvidas nos meses de março, julho e dezembro: são atividades que se concentram no início e término de semestres. As atividades desta natureza são propositivas para o planejamento do próximo semestre e avaliação do semestre anterior. São atividades intensivas: - Semana Pedagógica: consiste em pesquisa da própria prática, levantando problemas do cotidiano da sala de aula; apresentações das práticas pedagógicas realizadas no 26 semestre; - Seminário de Desenvolvimento Profissional: evento anual com histórico institucional. 2. Atividades Extensivas – realizadas ao longo do ano como: Minicursos, Palestras; Oficinas, Reuniões Pedagógicas, wokshop (por área/por campus). As atividades deste Programa de Desenvolvimento Profissional têm como foco o princípio pedagógico, enunciado no Projeto Institucional da Universidade, da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. As atividades constantes neste planejamento executivo levam em consideração o aprimoramento pedagógico do professor e suas necessidades cotidianas para execução da sua atividade. Igualmente, propomos atividades de atualização do conhecimento na área de atuação do professor e de envolvimento com outras áreas do conhecimento, a interdisciplinaridade. Com a proposição de temáticas para o Programa de Desenvolvimento Profissional dos Docentes da UNIPAMPA, não queremos parecer contraditórios com o que temos defendido acerca dos saberes docentes. Entendemos que o saber dos professores é um Saber Plural, saber formado de diversos saberes provenientes de formação, da formação profissional, dos currículos e da prática cotidiana (...) (Tardif, 2002, p. 54). Além disso, longe de parecermos prescritivos, a proposição das seguintes temáticas para serem desenvolvidas nas atividades acima propostas, surge a partir do interesse institucional e também da necessidade do grupo (pessoais, por área de conhecimento e por curso): - Abordagens do processo ensino-aprendizagem; - Tendências Pedagógicas; - Práticas Pedagógicas: estratégias de ensino/dinâmicas/aproveitamento dos recursos didáticos; - A prática Pedagógica do Professor Universitário: fundamentos, epistemologia e metodologia do ensino superior; - Relações Interpessoais na Universidade; - Mapa conceitual: abordagem colaborativa; - A aplicação de recursos multimídia na sala de aula; - Desenvolvimento didático-pedagógico: otimização do tempo das aulas; seleção de conteúdos; - Planejamento: definição de objetivos; proposição de atividades. - Docência Universitária: ética profissional e pedagógica; Ser professor: dimensão pessoal e profissional; - Educação inclusiva: conhecimento sobre cada deficiência numa perspectiva de interface com educação; abordagens do processo ensino-aprendizagem; metodologias, avaliação na modalidade de Educação Especial. Assim, defendemos e compactuamos com Tardif (2002) de que os professores: [...] são sujeitos do conhecimento [...], que seu trabalho cotidiano, não é somente lugar de aplicação de saberes produzidos por outros, mas também é o espaço de produção, transformação e de mobilização de saberes que lhe são próprios (p. 237). Com isso reafirmamos que as atividades propostas no sentido de desenvolvimento profissional convergem no entendimento do professor como protagonista do processo de formação. Com tais atividades, buscamos superar o cenário apresentado por Masetto (2009). Para muitos docentes sua formação pedagógica dependia de ter respostas para perguntas como: “como posso dar melhor minha aula?”, “que técnicas posso usar para que os alunos se interessem por minha aula”, “que vou ensinar aos meus alunos na aula de hoje?. Estas perguntas hoje começam a ser substituídas por outras: “o que meu aluno do 3º. Semestre do curso de graduação em Administração precisa aprender nesta ou naquela disciplina para que se forme um profissional conforme 27 definido pelo Projeto Político Pedagógico do curso?”, “como fazer para que meu aluno descubra a relevância e importância da matéria que estou lecionando e se envolva com seu processo de aprendizagem?”, como fazer para que o aluno venha estudar para aprender e não só para tirar uma nota? (p. 7) Portanto, o projeto de Desenvolvimento Profissional está sustentado em três pilares que destacamos: - Docência como profissão que se (re) constrói permanentemente; - Práticas de formação que tomem a dimensão coletiva; - Reflexão sobre a prática. Execução Conforme apresentando anteriormente, o Programa está organizado em torno de três grupos de trabalho: Professores Ingressantes, Professores Estáveis e Coordenadores de Cursos. Para cada grupo de trabalho será organizado um projeto que constará em anexo a este Programa. Projeto de Acolhida e Acompanhamento do Professor Ingressante – PAAPI/UNIPAMPA Neste grupo de trabalho nosso objetivo consiste em acolher o novo docente, apresentando-o à Instituição (Projeto Institucional, Regimento, Estatuto, procedimentos administrativos, acadêmicos, pedagógicos; organização estrutural da Universidade, infraestrutura) orientando-o quanto ao seu trabalho na Universidade. Projeto de Aperfeiçoamento à Docência Superior – PADS/UNIPAMPA Neste grupo de trabalho nosso objetivo visa valorizar as práticas docentes, fomentando a inovação pedagógica. Consiste em atividades do plano de trabalho deste grupo, atividades que além de beneficiar o aperfeiçoamento pedagógico do professor, leve-o a refletir sobre suas práticas cotidianas, conforme FREIRE (2002). Projeto de Qualificação da Gestão do Ensino – ProGEn/UNIPAMPA Neste grupo de trabalho nosso objetivo visa assessorar o professor coordenador de curso, auxiliando-o para uma gestão de qualidade. Entendemos que suas atribuições cobrem todo o espectro administrativo e pedagógico do curso, por ser responsável tanto pelo acompanhamento das atividades específicas do corpo docente quanto aquelas do corpo discente. Avaliação e forma de análise dos resultados A avaliação será processual e se efetivará por meio da aplicação de uma ficha de avaliação a ser aplicada nas diferentes atividades com posterior análise e interpretação dos dados coletados visando sanar as dificuldades surgidas no decorrer do processo. Apresentação de um relatório síntese ao final de cada atividade. Cada projeto acompanhará uma planilha de orçamento com a previsão de custos para execução. Referências FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia – Saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2000. TARDIFF, Maurice. Saberes Docentes e Formação Profissional. 6ª Ed. Petrópolis: Vozes, 2002. NÓVOA, Antônio (org.). Profissão Professor. 2 ed. Porto: Porto, 1995a. NÓVOA, Antônio. Os professores e sua formação. Lisboa: Dom Quixote, 1995b 28 BROILO. Cecilia Luiza, (Con)formando o trabalho docente: a ação pedagógica na universidade. Tese (doutorado) Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: UFRGS, 2004. CÓSSIO, Maria de Fátima. Políticas Institucionais de Formação Pedagógica e seus efeitos na configuração da docência e na qualidade universitária: um estudo sobre as IES comunitárias do RS. Tese (doutorado) Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: UFRGS, 2008. WIELEWICKI,H.G. [et al.] Inquietações sobre formação e desenvolvimento profissional docente. In: IV SIMPÓSIO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR. Anais. Santa Maria, 2007, CD Rom. MASETTO, Marcos Tarciso. Formação Pedagógica dos Docentes do Ensino Superior. Revista Brasileira de Docência, Ensino e Pesquisa em Administração - Edição Especial - Vol. 1, n. 2, p.04-25, Julho/2009 Veiga, Ilma Passos A. Docência Universitária na Educação Superior. Anais do VI SIMPÓSIO SOBRE DOCÊNCIA NA EDUCAÇÃO SUPERIOR. Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais "Anísio Teixeira". Brasilia, 1° e 2 / dez/2005. 29 2.2 QUALIFICAÇÃO PEDAGÓGICA: PROGRAMA DE APERFEIÇOAMENTO À DOCÊNCIA SUPERIOR – PADS/UNIPAMPA – PERÍODO DE 2011 A 2013 Aline Souza da Luz Justificativa Na sociedade contemporânea, as rápidas transformações no mundo do trabalho, nas políticas, na economia e o avanço tecnológico, têm influenciado a educação (SANTOS, 1987; HARGREAVES, 2004), incluindo nesta área, novas racionalidades e concepções de conhecimento, ensino-aprendizagem. A esses apontamentos, somam-se o que Krasilchik (2009) chama de fator de tensão no atual cenário do ensino: “o grande aumento da população estudantil que ingressa na Educação Superior”. Esse movimento dá uma nova identidade ao público que ingressa. Dessas circunstâncias do contexto é premente a necessidade da reconfiguração da docência e reorganização do processo de ensino-aprendizagem. Adjacente a esta necessidade é possível observar um movimento internacional de valorização da formação docente. No Brasil, é possível observar nas últimas duas décadas, o propósito da efetivação de uma política nacional para a formação de profissionais do magistério, tanto da Educação Básica como da Educação Superior. Como bem demonstram estudos e pesquisas, a qualidade da formação do professor implica na sua atuação e na qualidade do ensino ministrado. Com isso o compromisso da UNIPAMPA é investir nos docentes como sujeitos primordiais do processo formativo dos estudantes. Se por um lado, pautamos nossas ações fundamentadas por questões que estão emergindo para a Docência Superior, esse projeto também é fundamentado por constituir-se de uma política institucional, anunciada no Projeto Institucional da Universidade. Assim, considerando o contexto apresentado e alinhada ao movimento que nos últimos anos tem valorizado a formação docente, a UNIPAMPA, por intermédio da Coordenadoria de Apoio Pedagógico – CAP, em conjunto com os Técnicos em Assuntos Educacionais – TAE de cada campus e do Núcleo de Desenvolvimento de Pessoal - NUDEPE, propõe aos seus docentes o Projeto de Aperfeiçoamento à Docência Superior – PADS/UNIPAMPA. O Projeto de Aperfeiçoamento à Docência Superior – PADS/UNIPAMPA é parte do Programa de Desenvolvimento Profissional Docente. Esse Programa constitui-se numa política institucional de formação continuada dos docentes da universidade e de melhoria contínua da qualidade de ensino dos Cursos de Graduação. No Projeto de Aperfeiçoamento à Docência Superior – PADS/UNIPAMPA, as atividades direcionam-se para que além de beneficiar o aperfeiçoamento pedagógico do professor, leve-o a refletir sobre suas práticas cotidianas. Objetivos - Promover ação formativa aos docentes da UNIPAMPA. - Refletir sobre a função social da universidade no século XXI, as tendências para a Educação Superior no Brasil e sobre a universidade que queremos. - Aprofundar os conhecimentos acerca dos componentes didáticos pedagógicos da prática docente. 30 - Investir em sólida formação voltada ao profissionalismo docente. - Potencializar e consolidar a identidade docente, considerando o perfil anunciado no Projeto Institucional.. - Valorizar as práticas docentes, fomentando a inovação pedagógica. Estratégia de execução do projeto O Projeto de Aperfeiçoamento à Docência Superior – PADS/UNIPAMPA visa à consolidação da identidade docente, a partir do perfil docente anunciado no Projeto Institucional: um educador com elevada titulação, possuidor de uma formação acadêmica sólida e qualificada, dimensionada no conhecimento específico e nos estudos interdisciplinares da profissionalidade requerida. É comprometido com a integração do ensino, da pesquisa e da extensão, inserido na região do pampa, em sua diversidade cultural, atuando como potencializador das relações socioeconômicas e do desenvolvimento sustentável. Com postura ética e autonomia intelectual, participa com criticidade da missão da Universidade, fortalecendo sua permanente construção. .(P.I.,2009) É importante demarcar que a UNIPAMPA defende a docência como profissão (Nóvoa,1995, 1995 (a); Pimenta e Ananstasiou, 2002; Pimenta e Almeida, 2009) que exige conhecimentos próprios, pois o “Ensino é uma atividade que requer conhecimentos específicos, consolidados por meio de formação voltada para este fim, bem como atualização constante das abordagens dos conteúdos e das novas maneiras didáticas de ensiná-los” (Pimenta e Almeida, 2009, p. 22). Considerando tais apontamentos é que apresentamos o Projeto de Aperfeiçoamento à Docência Superior – PADS/UNIPAMPA. Pimenta e Anastasiou (2002) sobre a docência universitária afirmam: A docência na universidade configura-se como um processo continuo de construção da identidade docente e tem por base os saberes da experiência, construídos no exercício profissional mediante o ensino dos saberes específicos das áreas de conhecimento. (p. 88) Com isso, considera-se que a formação docente é um processo permanente e que o planejamento também consiste num processo contínuo de formação. Ao longo da execução deste projeto, os docentes, auxiliados em seus campi pelos técnicos em assuntos educacionais, realizarão atividades teórico-práticas. A Coordenadoria de Apoio Pedagógico - CAP fará o planejamento, organização, execução e avaliação do Projeto de Aperfeiçoamento à Docência Superior – PADS/UNIPAMPA. Os técnicos em assuntos educacionais farão em seus campi a articulação desse processo, coordenando e executando as atividades presenciais e on-line do Projeto com os professores. São atividades da CAP: a) Realizar as inscrições e organizar cadastro dos docentes, incluindo os técnicos em assuntos educacionais; b) Editar e reproduzir material didático; c) Atuar no apoio logístico para a realização das ações programadas; 31 d) Providenciar documentos necessários para comprovação da participação dos docentes nas atividades programadas e expedição de certificados; e) Promover a capacitação dos técnicos em assuntos educacionais para o desenvolvimento do Projeto de Aperfeiçoamento à Docência Superior – PADS/UNIPAMPA no Campus; f) Garantir as condições materiais e institucionais para o desenvolvimento do Projeto de Aperfeiçoamento à Docência Superior – PADS/UNIPAMPA executados pelos técnicos em assuntos educacionais; g) Coordenar as ações de planejamento do Projeto, acompanhando e avaliando essas ações no âmbito dos campi da UNIPAMPA; São atividades dos técnicos em assuntos educacionais de cada campus: a) Realizar as inscrições e organizar cadastro dos docentes; b) Coordenar as ações administrativas necessárias para a realização do Projeto de Aperfeiçoamento à Docência Superior – PADS/UNIPAMPA nos seus campus; c) Fomentar que os professores participem do Projeto de Aperfeiçoamento à Docência Superior – PADS/UNIPAMPA e uma vez participando, executem as atividades previstas e permanecem no projeto; d) Elaborar um relatório de atividades e avaliação das atividades executadas, que será considerado para fins de avaliação do docente na Comissão de Avaliação; e) Acompanhar sistematicamente os professores em seus trabalhos pedagógicos, auxiliando-os em suas dificuldades. Neste acompanhamento os professores receberão maiores esclarecimentos do seu fazer na universidade bem como poderão relatar as dificuldades e necessidades que encontrarão. São atividades dos docentes: a) Participar de todo processo que envolve o Projeto de Aperfeiçoamento à Docência Superior – PADS/UNIPAMPA; b) Elaborar o plano de ensino da respectiva disciplina que é de sua responsabilidade; c) Elaborar um relatório das atividades desenvolvidas Projeto de Aperfeiçoamento à Docência Superior – PADS/UNIPAMPA. Descrição das Atividades Formativas: Este projeto inicia-se no primeiro semestre de 2011, simultaneamente para todos os campi da Universidade e se desenvolverá anualmente. Os docentes que quiserem poderão inscrever-se de forma aleatória e voluntária, podendo receber certificados de cada atividade formativa e, caso participe de todas atividades anuais, receberá um certificado com carga horária anual. A sua implementação se fará por meio de ações formativas nas modalidades presenciais e à distância (on-line). Fazem também parte deste processo continuo de formação, momentos coletivos/institucionais em que a CAP convocará os professores e de momentos 32 coletivos/campus em que os professores, nos seus campus de designação, coordenados pelo técnico em assuntos educacionais, participarão de atividades formativas. Objetiva-se com este Projeto (a) possa potencializar a construção da identidade docente da UNIPAMPA e o aperfeiçoamento contínuo do contexto da sala de aula universitária; (b) que o docente possa melhor se inserir nos processos institucionais universitários, qualificar seu trabalho nas questões referentes ao ensino, pesquisa e extensão bem como orientar-se para a execução da sua ação docente na Universidade; (c) acompanhar a prática do docente e sua inserção no contexto da UNIPAMPA. O Projeto de Aperfeiçoamento à Docência Superior – PADS/UNIPAMPA será organizado em torno de grandes temáticas gerais que articularão as atividades do semestre ou do ano. As temáticas surgem das demandas específicas dos docentes ou de propostas institucionais, a partir do diagnóstico das dificuldades encontradas na instituição. São atividades que serão desenvolvidas na execução deste projeto: (a) Atividades formativas na modalidade presencial: - Seminário de Desenvolvimento Profissional – oferecido anualmente a todos docentes da Universidade; - Práticas Pedagógicas na UNIPAMPA: fazendo e acontecendo - Painel em que professores da UNIPAMPA apresentam, em forma de exposições e relatos, experiências bem sucedidas no processo de ensino e aprendizagem. Com isso se quer demonstrar aos novos docentes que a Universidade valoriza a multiplicidade de saberes e práticas e considera a universalidade de conhecimentos. - Encontros e reuniões nos seus campi de designação. Nesses encontros além de participar do planejamento semestral do campus e reuniões pedagógicas de estudos da temática o docente apresentará ao técnico em assuntos educacionais o seu planejamento pessoal referente às questões de ensino, pesquisa e extensão, bem como poderão relatar as dificuldades encontradas e as necessidades surgidas. - Palestra, oficina, mesa – redonda, mini-curso. (b) Atividades formativas na modalidade à distância: Atividades que serão postadas na plataforma Moodle: textos como suporte do trabalho presencial e fórum de discussões. Resultados esperados Visando garantir o aprimoramento ou as necessárias reformulações, o projeto será avaliado a partir da participação dos professores nas atividades propostas, considerando os seus depoimentos sobre a prática docente em sala de aula tendo em vista os pressupostos e princípios pedagógicos desenvolvidos pela UNIPAMPA. Referências ANASTASIOU, Léa das Graças e ALVES, Leonir Pessate (Orgs.). Processos de Ensinagem na Universidade: pressupostos para as estratégias de trabalho em aula. Joinvile: UNIVILLE, 2006. BROILO, Cecilia Luiza. (Con)formando o Trabalho Docente: a ação pedagógica na universidade. Tese (doutorado) Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: UFRGS, 2004. 33 ESTRELA, Maria Teresa. Ética a Pedagogia no Ensino Superior. In: LEITE, Carlinda. (org) Sentidos da Pedagogia no Ensino Superior. Porto: Legis Editora, 2010. p. 11- 27. FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2000. GRILLO, Marlene Correro. A Gestão da Aula Universitária na PUCRS. Marlene Correro Grillo, Ana Lucia Souza de Freitas, Rosana Maria Gessinger, Valderez, Marina do Rosário Lima (Org.). Porto Alegre: EDIPUCRS, 2008. MASETTO, Marcos Tarciso. Competência Pedagógica do Professor Universitário. São Paulo: Summus, 2003. MASETTO, Marcos Tarciso. Formação Pedagógica dos Docentes do Ensino Superior. Revista Brasileira de Docência, Ensino e Pesquisa em Administração - Edição Especial - Vol. 1, n. 2, p.04-25, Julho/2009. MASETTO, Marcos Tarciso. Professor Universitário: um profissional da educação na atividade docente. In: MASETTO, Marcos. (Org). Docência na Universidade. Campinas: Papirus, 1998. p.9-26. PIMENTA, Selma e ANASTASIOU, Léa das Graças. Docência no Ensino Superior. São Paulo: Córtex, 2002. RANGEL, Mary. Métodos de Ensino para Aprendizagem e a Dinamização das Aulas. Campinas: Papirus, 2005. RIOS, Teresinha Azeredo. Ética da Docência Universitária: apontamentos para um diálogo. In: CUNHA, Maria Isabel da; SOARES, Sandra Regina; RIBEIRO, Marinalva Lopes. (Orgs). Docência Universitária: profissionalização e práticas educativas. Feira de Santana: UEFS Editora, 2009. p. 117-130. SANTOS, Boaventura de Sousa. Um discurso sobre as Ciências. Porto: Edições Afrontamento, 1987. VEIGA, Ilma Passos A. Docência Universitária na Educação Superior. Anais do VI SIMPÓSIO SOBRE DOCÊNCIA NA EDUCAÇÃO SUPERIOR. Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais "Anísio Teixeira". Brasilia, 1° e 2 /dez/2005. PIMENTA, Selma Garrido; ALMEIDA, Maria Isabel (Orgs). Pedagogia Universitária. São Paulo: Edusp, 2009. KRASILCHICK, Myriam. Docência no Ensino Superior: Tensões e Mudanças. In: PIMENTA, Selma Garrido; ALMEIDA, Maria Isabel (Orgs). Pedagogia Universitária. São Paulo: Edusp, 2009, p. 147- 164. PIMENTA, Selma Garrido e ALMEIDA, Maria Isabel (Orgs). Pedagogia Universitária: Valorizando o Ensino e a Docência na Universidade de São Paulo. In: PIMENTA, Selma Garrido; ALMEIDA, Maria Isabel (Orgs). Pedagogia Universitária. São Paulo: Edusp, 2009, p. 13 – 38. HARGREAVES, Andy. O Ensino na sociedade do conhecimento – educação na era da insegurança. Trad. Roberto Cataldo Costa. Porto Alegre: Artemed, 2004. NÓVOA, Antônio (org.). Profissão Professor. 2 ed. Porto: Porto, 1995a. NÓVOA, Antônio . Os professores e sua formação. Lisboa: Dom Quixote, 1995b ISAIA, Silvia Maria de Aguiar; BOLZAN, Doris Pires de Vargas(Orgs). Pedagogia Universitária e Desenvolvimento profissional Docente. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2009. 34 2.3 DIAGNOSTICANDO PROCESSOS, ACOMPANHANDO TRAJETÓRIAS E ITINERÁRIOS DE FORMAÇÃO: PESQUISANDO A EVASÃO NA UNIPAMPA Adriano Rodrigues José Apresentação Conforme pode ser lido no Plano Institucional (PI) 2009, a Universidade Federal do Pampa – UNIPAMPA nasceu do anseio das comunidades da região e da política de expansão e renovação das Instituições Federais de Educação Superior, que vem sendo promovida pelo governo federal. A sua origem é marcada pela responsabilidade social de contribuir com a região em que se insere – a “metade sul” do Rio Grande do Sul, intervindo nesse extenso território caracterizado por problemas de desenvolvimento sócio-econômico e de acesso à educação básica e à educação superior. Visa ainda contribuir com a integração e o desenvolvimento da região de fronteira do Brasil com o Uruguai e a Argentina. O processo de nascimento da UNIPAMPA foi iniciado no dia 27 de julho de 2005, através de um ato público no município de Bagé. Nesse dia foi anunciada a formação do Consórcio Universitário da Metade Sul, tendo a responsabilidade, num primeiro momento, de implementar a nova universidade. O consórcio foi firmado mediante a assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica entre o Ministério da Educação, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e a Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Coube à UFSM implantar os campi nas cidades de São Borja, Itaqui, Alegrete, Uruguaiana e São Gabriel e, à UFPel, os campi de Jaguarão, Bagé, Dom Pedrito, Caçapava do Sul e Santana do Livramento. A UNIPAMPA no seu PI 2009 tem a intencionalidade, pelo seu caráter público de Universidade, de proporcionar meios para que a permanência dos estudantes nos cursos de graduação e a qualidade do ensino se efetivem. Por isso, da pertinência do presente projeto de pesquisa que visa diagnosticar quali e quantitativamente os fatores que estão levando estudantes a evadirem, numa quantidade significativa, de certos cursos de graduação. Num estudo sobre evasão no ensino superior realizado por Filho e outros (2007) notamos a importância do tema: O estudo interno, realizado por uma IES com base em seus dados, pode ser muitas vezes mais detalhado porque é possível institucionalizar-se um mecanismo de acompanhamento da evasão, registrando os diversos casos, agrupando e analisando subgrupos, ou diferentes situações [...] e, a partir daí, [...] buscar formas de combatêlas com fundamento nos resultados (p. 644). A partir disso, queremos apresentar as bases e os passos que fundamentam este projeto de pesquisa. Justificativa O projeto de pesquisa preocupa-se em estudar o tema da evasão no ensino superior, especialmente na UNIPAMPA. A motivação para a realização desta investigação deu-se através dos seguintes fatores: i) contato com dados que demonstram a evasão na UNIPAMPA desde 2006; ii) relatos das dificuldades enfrentadas por estudantes e professores nos processos de ensino-aprendizagem nos diferentes cursos de Graduação; iii) preocupação que os dirigentes da Universidade têm em relação ao tema; iv) Política de Ensino do PI 2009 que estabelece ampliar o acesso e a permanência com garantia de continuidade de estudos, cujo um dos objetivos é criar e implementar um programa permanente de acompanhamento discente, visando a redução da repetência e da evasão da Universidade; e v) questões de 35 infraestrutura enfrentadas pelos professores e estudantes, tanto na Universidade quanto nos municípios onde estão instalados os campi. A partir disso, questionamos: Quais os fatores que motivam os estudantes a desistir de frequentarem os cursos de graduação da UNIPAMPA? Como já foi comentado, há uma preocupação por parte dos dirigentes da instituição de se investigar as causas e os fatores envolvidos no problema, assim como a necessidade de clarear um conceito de evasão. Sendo assim, através de uma breve pesquisa bibliográfica sobre o tema encontramos algumas conceituações. A seguir as apresentaremos, sabendo que outras fontes poderiam ter sido consultadas, e que as definições ora encontradas são necessárias para que possamos dar um passo inicial. A presente pesquisa não pretende fecharse a tais definições que elencaremos, mas procurará estar aberta à novas percepções e consequentes conceituações que poderão surgir ao longo do andamento e finalização do projeto. No estudo realizado por Filho e outros (2007) constam as seguintes definições, ligadas a aspectos quantitativos: Evasão anual média – porcentagem média de alunos matriculados em um sistema de ensino, em uma IES, ou em curso que, não tendo se formado, também não se matriculou no ano seguinte (ou no semestre seguinte). Evasão total – mede o número de alunos que, tendo entrado num determinado curso, IES ou sistema de ensino, não obteve o diploma ao fim de um determinado números de anos. É o complemento do que se chama índice de titulação (p. 642). No relatório parcial do Projeto de Pesquisa Análise da situação de evasão: a percepção dos evadidos realizado no Campus de Santana do Livramento da UNIPAMPA (2008 e 2009), podemos também elencar as definições utilizadas na pesquisa. Tais definições foram encontradas nos referidos estudos de Paredes (1994) e Ribeiro (2005) os quais descrevemos abaixo assim como foram escritos no relatório: No Brasil as pesquisas sobre o assunto começaram com frequência com a formação de uma Comissão Especial de Estudos sobre Evasão nas Universidades Públicas Brasileiras realizada pelo Ministério da Educação e Cultura em 1995. Essa comissão especifica três modalidades de evasão que são: “Evasão de curso” o qual seria o desligamento do curso por qualquer fator. Outra especificação é a “Evasão da instituição”e a última “Evasão do sistema”que seria abandono definitivo ou temporário do ensino superior. (p. 7) (Grifo nosso). Continuando a leitura do relatório, os referidos estudos de Paredes (1994) e Ribeiro (2005) colocam alguns motivos como causas da evasão: Apesar da idéia não ser consensual e cada estudo trazer diferentes definições para o fenômeno, todos trazem possíveis motivos para o abandono do curso, instituição ou sistema. Paredes (1994) apud Ribeiro (2005, p. 57) fornecem informações de seu estudo das possíveis causas da evasão, separando em dois grupos: (1) Causas internas à universidade, ou seja, o aluno desistiria do curso em função de discordância ou descontentamento acerca do método didático pedagógico, do corpo docente e/ou da infra-estrutura universitária; (2) Causas externas à universidade e mais vinculadas ao aluno como dificuldade de adaptação ao ambiente universitário, problemas financeiros, curso escolhido não era o que o aluno esperava e/ou problemas de ordem pessoal das mais variadas espécies (mudança de residência, doenças, problemas familiares, conjugais e/ou psicológicos). (p. 7) (Grifo nosso) 36 Um estudo realizado na UNISINOS (2008)6 aponta, além da definição de evasão, um possível caminho de se investigar o tema. A partir do estudo realizado, propõe-se a definição de evasão como: desistência por qualquer motivo, exceto por diplomação ou por certificação. [...] Relaciona-se com a perda de alunos que iniciam, mas não concluem seus cursos e configura-se como desperdício social, acadêmico e econômico. A evasão se caracteriza por ser um processo de exclusão determinado por fatores e variáveis internos e externos às IES. Sob a perspectiva de um fenômeno institucional, pode ser reflexo de uma política incipiente de permanência do aluno no curso de sua opção. [...] A partir do estudo, pode-se constatar que o acompanhamento de uma turma, ao longo do tempo, mostra a evasão sob um olhar mais apurado e indica quais são os períodos críticos deste processo. (p. 8 e 9) (Grifo nosso) Por último, também foram obtidas na página eletrônica do Instituto Nacional e Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP)7 as seguintes definições para evasão escolar e abandono escolar, e também as suas causas: Evasão escolar: i) O mesmo que deserção escolar. 1. Fenômeno que expressa o número de educandos de um grau de ensino ou de uma série escolar, que abandonam definitiva ou temporariamente a escola. (cf. Centro Regional de Construcciones Escolares para America Latina, Metodologia para el Pleneamiento de las Construcciones Escolares. México, 1969); ii) Pessoa que se afastou do Sistema de Ensino, por haver abandonado o estabelecimento, do qual era aluno freqüente, sem solicitar transferência. Educandos que por razões financeiras de inadaptação, entre outras, não completaram um determinado período de formação. A Evasão escolar ocorre por motivos geralmente atribuídos às dificuldades financeiras, ao ingresso prematuro no mercado de trabalho, à troca de domicílio, à doença, à falta de interesse do aluno ou de seus responsáveis, às dificuldades de acesso à escola, aos problemas domésticos, à separação dos pais ou à reprovação do aluno. (I GLOSED); iii) Sérgio G. Duarte caracteriza a evasão como uma expulsão escolar, porque a saída do aluno da escola não é um ato voluntário, mas uma imposição sofrida pelo estudante, em razão de condições adversas e hostis do meio. (cf. DBE, 1986); iv) A grande maioria dos estudantes evadidos deixa a escola no segundo semestre por se considerar incapaz de passar de ano. (Consulte: Fontes em educação, O que é...? COMPED, 2001) Abandono escolar: Abandono de curso ao término de um ano letivo. Desistência de atividades escolares por parte do aluno. A desistência supõe afastamento do estabelecimento de ensino, não-atendimento às exigências de aproveitamento e de assiduidade e não-solicitação de transferência para outro estabelecimento. (cf. I Glosed) Com essas definições acreditamos termos em mãos um apanhado significativo sobre o tema da evasão no ensino superior para que possamos começar a entendê-lo. Além disso, gostaríamos de afirmar de antemão a necessidade de que a compreensão do tema possa auxiliar a Universidade a propor estratégias, instrumentos de prevenção à evasão e de incentivo à permanência dos estudantes a partir dos resultados da pesquisa, para que a investigação se desdobre em ações concretas. 6 a) Estudo sobre a evasão na UNISINOS – relatório da sistematização e encaminhamento de proposições. São Leopoldo, 2008. b) FRITSCH, Rosângela; VITELLI, Ricardo. Um estudo sobre a evasão da graduação na UNISINOS. 7 http://www.inep.gov.br/pesquisa/thesaurus. Acesso dia 3 de junho de 2010. 37 Objetivos O objetivo geral definiu-se por: Analisar os fatores que tem ocasionado a evasão nos cursos de Graduação da UNIPAMPA visando garantir a permanência dos estudantes na Universidade. Os objetivos específicos ficaram os seguintes: Diagnosticar e analisar os fatores imbricados na permanência e evasão dos estudantes; Realizar um levantamento dos alunos que evadiram, analisando o perfil desses acadêmicos; Garantir a permanência dos estudantes propondo ações e estratégias pedagógicas que facilitem e fortaleçam o processo de ensino-aprendizagem; Contribuir na produção de conhecimento e na conceituação acerca da temática da evasão no ensino superior. As ações foram estabelecidas a partir dos objetivos e se constituíram e sete e destacamos a seguir: (1) Elaboração dos instrumentos de pesquisa; (2)Organização de um cronograma dos períodos para a coleta e interpretação dos dados; (3)Realização de visitas e/ou de encontros presenciais e à distância (videoconferência) para a constituição, cooperação e co-responsabilidade das equipes responsáveis pelo andamento da pesquisa; (4)Acompanhamento periódico junto aos responsáveis pela coleta dos dados nos campi; (5) Organização de um banco de dados após a coleta; (6) Socialização dos dados da pesquisa junto aos diferentes campi e aos gestores da Universidade; (7) Propor projetos, relatórios e artigos que contribuam com o entendimento e discussão da temática, conforme o andamento das etapas da pesquisa. Metodologia Apresentaremos nesta parte a concepção metodológica que adotaremos na pesquisa. De início, nos fazemos alguns questionamentos afim de clarear o processo metodológico. Quais implicações queremos desencadear com a pesquisa sobre evasão? Que atores precisam ser envolvidos? Por onde é necessário trilhar nesta investigação? Temos a preocupação de não tornar a pesquisa um fim em si mesma, mas que seja amparada na singularidade que a situação da evasão na UNIPAMPA representa para os sujeitos envolvidos. Por esses motivos apresentaremos os passos metodológicos do projeto de pesquisa, assim como sua fundamentação, no intuito de que orientem os caminhos pelos quais queremos trilhar. A investigação possui caráter qualitativo, exploratório e interpretativo da realidade, associando-se ao método quantitativo. A partir de alguns autores, fundamentamos e esclarecemos a utilização dos métodos qualitativo e quantitativo, no esforço de sistematizar as especificidades, possibilidades e limitações de uso de ambos os métodos. Segundo as considerações de Turato (2004)8: Quando o informante não discursa sobre o que os fenômenos querem dizer simbolicamente ou como ele percebe a forma como esse processo se dá ou, ainda, que significados profundos ele atribui à questão indagada, a investigação qualitativa não ocorreu. [...] Trabalhar qualitativamente implica, por definição, entender/interpretar os sentidos e as significações que uma pessoa dá aos fenômenos em foco, por meio de técnicas de observação ampla e entrevistas em profundidade (instrumentos necessários e suficientes), em que são valorizados o contato pessoal e os elementos do setting natural do sujeito. (grifos do autor) (p. 25 e 26) A discussão trazida por Turato (2004) vai de encontro ao questionamento central da pesquisa: Quais os fatores que motivam os estudantes a desistir de freqüentarem os cursos de graduação da UNIPAMPA? Queremos compreender tal fenômeno dando voz à alguns sujeitos 8 TURATO, Egberto Ribeiro. Capítulo I: A questão da complementariedade e diferença entre métodos qualitativos e quantitativos de pesquisa: uma discussão epistemológica necessária. IN: GRUBITS, Sônia e NORIEGA, José Angel V. (orgs.). Método qualitativo: epistemologia, complementariedades e aplicações. São Paulo: Vetor, 2004. Disponível em http://books.google.com.br. Acesso dia 23 de junho de 2010. 38 envolvidos nos processos formativos na Universidade. Tal idéia pressupõe o método qualitativo, pois não nos interessaria buscar unicamente indicadores quantitativos, apesar de sabermos que estes são importantes. Queremos enxergar melhor os condicionantes, pois ainda não possuímos a necessária clareza de ver o que está por trás, de compreender a complexidade do fenômeno. Assim, pensamos que através da utilização do método qualitativo, oferecemos aos sujeitos da vida acadêmica a oportunidade de realizarem observações pertinentes, que contribuam para o entendimento dos processos que ocasionam a evasão, gerando com isso uma rica gama de significações. Com esse entendimento, reforçamos a intenção de envolver os seguintes sujeitos da vida acadêmica: estudantes, professores, diretores de campus, coordenadores acadêmicos e de curso, assistentes socais e técnicos em assuntos educacionais. Justifica-se o envolvimento desses sujeitos a partir do entendimento de que todos eles encontram-se envolvidos nos processos educativos que são desencadeados nos campi. Este processo está inserido nas relações sociais onde as pessoas dão significados ao que vivem. Guimarães e outros (2004)9 apontam a pesquisa qualitativa como flexível, com possibilidades de evolução durante a investigação: Os desenhos dos estudos qualitativos são flexíveis e particulares ao objeto de estudo. Evoluem ao longo da investigação e é essa flexibilidade que permite maior aprofundamento e detalhamento dos dados. [...] Não existem regras metodológicas fixas e totalmente definidas, mas estratégias e abordagens de coleta de dados, que não devem ser confundidas com a ausência de metodologia ou com o “vale tudo”. (p. 80) As etapas metodológicas a serem desenvolvidas são um esboço intencional para que a proposta de pesquisa possa ser concretizada. Concordamos com Guimarães e outros (2004) quando dizem que ao longo da pesquisa qualitativa a flexibilidade permite maior aprofundamento dos dados. Isto reforça a idéia de que não podemos prever com exatidão como a investigação se dará ao longo do tempo. Sobre as especificidades dos métodos qualitativos e quantitativos, Guimarães e outros (2004) expressam que: De um modo geral a pesquisa quantitativa começa por expor os objetos previamente definidos, isto é, objetiva a verificação de resultados previstos. Quanto à pesquisa qualitativa, ela procura, a partir de observações e de análises abertas, descobrir as tendências e os processos que explicam o como e o porque das coisas. (p. 81) Em relação à discussão das vantagens e desvantagens do uso de um ou outro método, Guimarães e outros (2004) escrevem: Dentro do debate acerca das vantagens e desvantagens dos métodos qualitativos e quantitativos, questiona-se se não será útil que se constituam projetos de pesquisa que associem o método qualitativo e o quantitativo no estudo sobre determinados fenômenos humanos. (p. 84) Munidos dessa sucinta explanação sobre a questão metodológica, estamos mais seguros dos passos da pesquisa. Abaixo, apresentamos as seguintes etapas da investigação: Etapa 1: (1) Coletar dados quantitativos (grupo Q1) diretamente indicativos do problema, ou seja, a evasão propriamente dita: a) evasão do curso (reopção de curso dentro do mesmo campus ou entre campi); b) evasão da instituição (saída da UNIPAMPA, por 9GUIMARÃES, Liliane A. M.; MARTINS, Daniela A.; e GUIMARÃES, Patrícia M. Capítulo III: Os métodos qualitativos e quantitativos: similaridades e complementaridades. IN: GRUBITS, Sônia e NORIEGA, José Angel V. (orgs.). Método qualitativo: epistemologia, complementariedades e aplicações. São Paulo: Vetor, 2004. Disponível em http://books.google.com.br. Acesso dia 23 de junho de 2010. 39 abandono formal ou não-formal); c) vagas ociosas, especificando os referidos cursos; d) transferências para outras instituições; (2) Coletar dados quantitativos (grupo Q2) com base nas hipóteses iniciais indicadas na visão apresentada pela Reitoria, ou seja, prováveis fatores envolvidos no processo de evasão: a) repetência por curso, especificando as disciplinas com maior índice; b) percentual de estudantes migrantes de fora do Estado; c) percentual de alunos migrantes de fora de cada município; (3) Correlacionar os dois grupos de dados quantitativos, evidenciando os fatos. Etapa 2: (1) Elaboração de entrevistas semi-estruturadas para os diretores de campus, coordenadores acadêmicos e de curso e técnicos em assuntos educacionais; (2) Aplicar as entrevistas semi-estruturadas com os diretores de campus, coordenadores acadêmicos e de curso e técnicos em assuntos educacionais envolvidos; (3) Analisar os dados qualitativos, identificando eixos problemáticos/categorias que serão correlacionados com os dados quantitativos e corrigidos posteriormente; (4) Coletar /correlacionar dados quantitativos complementares (grupo Q3), elencados a partir da análise dos dados qualitativos; (5) Analisar os dados quantitativos, correlacionando-os com os eixos problemáticos/categorias, corrigindoos para servirem de base à elaboração dos questionários aos estudantes e professores. Etapa 3: (1) Elaborar os questionários para os professores e estudantes; (2) Aplicar os questionários junto aos professores e estudantes com alto índice de reprovação e evadidos; (3) Analisar dos dados qualitativos, correlacionando-os com os indicadores quantitativos, produzindo novas hipóteses explicativas; (4) Comunicar os resultados da pesquisa à ViceReitoria, à Pró-Reitoria de Graduação, a diretores de campus, coordenadores acadêmicos e de curso, e aos técnicos em assuntos educacionais envolvidos, registrando suas impressões e esboçando estratégias de ação. Os instrumentos de coleta de dados qualitativos a serem utilizados serão as entrevistas semi-estruturadas; questionários fechados para o recebimento de dados quantitativos complementarão as tabelas de registros disponibilizadas pela instituição. As questões das entrevistas semi-estruturadas serão específicas para cada grupo de sujeitos envolvidos, procurando abarcar: a) as percepções dos sujeitos acerca das dimensões do processo de ensino-aprendizagem, especialmente a respeito de fatores facilitadores ou dificultadores deste processo; e b) a quantificação de dados sobre a evasão nos cursos de Graduação. Assim, queremos que os dados colhidos (qualitativos e quantitativos) nos tragam elementos importantes para a análise e diagnóstico, aprofundando e esclarecendo posicionamentos que surgirão a fim de construir ações que visem a melhoria e qualificação dos processos formativos estimulados pela UNIPAMPA nos contextos específicos onde se encontram inseridos os seus campi. O público a ser envolvido na pesquisa demonstra não querer ser compreendido apenas a partir das percepções de um delimitado grupo de sujeitos. Procuramos obter diferentes opiniões a serem evidenciadas nesta pesquisa. Ainda, o projeto propõe a investigar todos os cursos de Graduação da UNIPAMPA. Para que a pesquisa não resulte auto-referencial e inócua, queremos lançar um desafio a ser amadurecido ao longo do processo de pesquisa. Baseamo-nos num estudo realizado por Barroso e Falcão (2004), no curso de Física da UFRJ10, envolvendo professores e estudantes em seu projeto de pesquisa estimulando os docentes a discutirem: A proposta metodológica e pedagógica do curso, elaborando conjuntamente as aulas, exercícios, atividades e provas [...] Esta etapa implicou numa análise permanente 10 Estudo disponível em http://www.if.ufrgs.br/gra/agenda/co12-2.pdf. Acesso dia 2 de maio de 2010. 40 dos processos, conteúdos e formas metodológicas e pedagógicas de atuação junto aos estudantes (s/ p.). Acreditamos nessa possibilidade de articulação da investigação com o cotidiano dos processos de ensino e aprendizagem na Universidade, afim de que mudanças possam ir surgindo através do próprio ato de refletir sobre a prática docente. Outra sugestão que procuraremos amadurecer refere-se sobre o acompanhamento anual de um grupo /turma de estudantes de determinado(s) curso(s) e /ou disciplina(s), através de dados qualitativos e quantitativos que demonstrem características individuais (perfil dos estudantes) e os resultados de aprendizado (dados qualitativos) e de desempenho (dados quantitativos). Cronograma de execução ATIVIDADES PERÍODO ETAPA 1: Pesquisa bibliográfica. Escrita final do projeto. Planejamento do trabalho. Apresentação do projeto de pesquisa aos dirigentes da instituição, aos diretores de campus, coordenadores acadêmicos e de curso. Contato com os sujeitos a serem pesquisados. Coletar dados quantitativos (grupo Q1) diretamente indicativos do problema: a) evasão do curso (reopção de curso dentro do mesmo campus ou entre campi); b) evasão da instituição (saída da UNIPAMPA, por abandono formal ou não-formal); c) vagas ociosas, especificando os referidos cursos; d) transferências para outras instituições. Coletar dados quantitativos (grupo Q2) com base nas hipóteses iniciais indicadas na visão apresentada pela Reitoria, ou seja, prováveis fatores envolvidos no processo de evasão: a) repetência por curso, especificando as disciplinas com maior índice; b) percentual de alunos migrantes de fora do Estado; c) percentual de alunos migrantes de fora de cada município. Correlacionar os dois grupos de dados quantitativos, evidenciando os fatos. De maio a dezembro de 2010. ETAPA 2: Realização de visitas e/ou de encontros presenciais e à distância (videoconferência) para a constituição, cooperação e co-responsabilidade das equipes responsáveis pelo andamento da pesquisa. Elaboração de entrevistas semi-estruturadas para os diretores de campus, coordenadores acadêmicos e de curso, e técnicos em assuntos educacionais. Aplicar as entrevistas semi-estruturadas com os diretores de campus, coordenadores acadêmicos e de De janeiro a abril curso, e técnicos em assuntos educacionais envolvidos. Analisar os dados qualitativos, de 2011 identificando eixos problemáticos/categorias que serão correlacionados com os dados quantitativos e corrigidos posteriormente. Coletar /correlacionar dados quantitativos complementares (grupo Q3), elencados a partir da análise dos dados qualitativos. Analisar os dados quantitativos, correlacionando-os com os eixos problemáticos /categorias, corrigindoos para servirem de base à elaboração dos questionários para estudantes e professores. ETAPA 3: Elaborar os questionários para os professores e estudantes. Aplicar os questionários junto aos professores e estudantes. Analisar dos dados qualitativos, correlacionando-os com os indicadores quantitativos, produzindo novas hipóteses explicativas. Comunicar os resultados da pesquisa à Vice-Reitoria, à Pró-Reitoria de Graduação, aos diretores de campus, coordenadores acadêmicos e de curso, e aos técnicos em assuntos educacionais envolvidos, registrando suas impressões e esboçando estratégias de ação. De abril a setembro de 2011 ATIVIDADES COMPLEMENTARES: Acompanhamento periódico junto aos responsáveis pela coleta dos dados nos campi. Elaboração de relatórios e artigos que contribuam com o entendimento e discussão da temática, conforme o andamento das etapas da pesquisa. Ao longo do projeto Avaliação e formas de análise dos resultados O caráter da pesquisa supõe um processo que não pode ser previsto no seu todo. Porém, é necessário pensarmos em alguns critérios que julgamos serem importantes no processo avaliativo da pesquisa. Entendemos que a avaliação deste projeto se dará regularmente, conforme avançarmos em cada etapa estabelecida no cronograma. Para tanto, o objetivo geral, os objetivos específicos e os resultados esperados nos auxiliarão no sentido de 41 podermos alinhavar o andamento da investigação. Desta maneira, poderemos perceber os avanços, as pendências, e o que pode ser refletido e repensado. O processo avaliativo é necessário para que possamos ir clareando os passos, revendo caminhos de investigação. Pensamos que poderão surgir visões diferentes das que temos na elaboração deste projeto a partir do envolvimento maior com a pesquisa, com os sujeitos que dela participarão, com os contextos locais, com as dúvidas e inquietações surgidas no percurso. Assim, queremos deixar claro que a avaliação será processual, aberta à novas indagações e visões acerca da temática. Elencamos os seguintes critérios de avaliação do projeto como sendo os necessários: (a) cumprimento dos prazos estipulados no cronograma da pesquisa; (b)engajamento dos responsáveis a serem envolvidos na coleta dos dados; (c) envolvimento das pessoas na pesquisa através de sugestões pertinentes; (d) o conhecimento gerado pela pesquisa, através dos artigos e relatório produzidos na pesquisa; (e) impacto da pesquisa na prática dos pesquisadores e dos sujeitos envolvidos; (f) impacto da pesquisa no crescimento e na aprendizagem profissional dos pesquisadores; (g) a qualidade da colaboração na pesquisa; (h) impacto da pesquisa na formulação de estratégias de ação nos campi. Resultados e repercussões esperados Esperamos com a investigação: (1) Mobilizar todos os campi com o intuito de que a coleta dos dados seja realizada com a maior representatividade possível; (2) Encontrar possíveis problemas e causas que estão dificultando a permanência dos estudantes na UNIPAMPA, assim como os fatores, internos e externos, atuantes nos processos de ensinoaprendizagem; (3) Propor estratégias e ações que desencadeiem melhorias nos processos de ensino-aprendizagem e que sejam apropriadas para os campi;(4) Entregar os dados obtidos e analisados, posteriormente, aos envolvidos nos campi para que também possam estudá-los e aprofundá-los, com o objetivo de elaborar e propor estratégias e ações mais condizentes com a realidade de cada campus; (5) Proporcionar aos sujeitos envolvidos, através deste projeto de investigação, um processo de conhecimento e reflexão acerca de si e dos processos formativos nos quais estão envolvidos e compartilham responsabilidades Responsaveis pela pesquisa e recursos Na CAP: Adriano Rodrigues José, Cecilia Luiza Broilo, e Giovani Andreoli. Nos diferentes CAMPI. OS RECURSOS HUMANOS: professores, diretores de campus, coordenadores acadêmicos e de curso, técnicos em assuntos educacionais e estudantes bolsistas, se possível. Os MATERIAIS: computadores, acesso à internet, equipamentos e locais para videoconferências, papel para impressão do instrumento de pesquisa, canetas, lápis e pranchetas, viatura da Universidade. Os FINANCEIROS: verbas a serem definidas, com possível utilização de recursos da Universidade. Referências BARROSO, Marta F.; FALCÃO, Eliane B. M. Evasão Universitária: o caso do Instituto de Física da UFRJ. IX ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM ENSINO DE FÍSICA. Texto disponível em http://www.if.ufrgs.br/gra/agenda/co12-2.pdf. Acesso dia 2 de maio de 2010. FILHO, Roberto Leal L.; S. (Et Al). Evasão no ensino superior. Cadernos de Pesquisa, v. 37, n. 132, set./dez. 2007. 42 FRITSCH, Rosângela e VITELLI, Ricardo. Um estudo sobre a evasão da graduação na UNISINOS. São Leopoldo, s/data. GUIMARÃES, Liliane A. M.; MARTINS, Daniela A.; e GUIMARÃES, Patrícia M. Capítulo III: Os métodos qualitativos e quantitativos: similaridades e complementaridades. IN: GRUBITS, Sônia e NORIEGA, José Angel V. (orgs.). Método qualitativo: epistemologia, complementariedades e aplicações. São Paulo: Vetor, 2004. Disponível em http://books.google.com.br. Acesso dia 23 de junho de 2010. HOFFMANN, Jussara. Pontos e contrapontos: do pensar ao agir em avaliação. 7ª . Porto Alegre: Mediação, 2003. BRASIL. INSITUTO DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA (INEP). Endereço eletrônico: http://www.inep.gov.br/pesquisa/thesaurus. Acesso dia 3 de junho de 2010. JÚNIOR, Paulo Cassanego e ROSSI, Caren (orgs.). Análise da situação de evasão: a percepção dos evadidos. Projeto de Pesquisa e Relatório. Universidade Federal do Pampa, Campus de Santana do Livramento. Sant'Ana do Livramento, 2009. TURATO, Egberto Ribeiro. Capítulo I: A questão da complementariedade e diferença entre métodos qualitativos e quantitativos de pesquisa: uma discussão epistemológica necessária. IN: GRUBITS, Sônia e NORIEGA, José Angel V. (orgs.). Método qualitativo: epistemologia, complementariedades e aplicações. São Paulo: Vetor, 2004. Disponível em http://books.google.com.br. Acesso dia 23 de junho de 2010. UNIPAMPA. Projeto Institucional 2009. Bagé, 2009. UNISINOS. Estudo sobre a evasão na UNISINOS – relatório da sistematização e encaminhamento de proposições. São Leopoldo, 2008. 43 2.4 UM OLHAR PEDAGÓGICO PARA A INCLUSÃO EDUCACIONAL DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA Gilvane Belem Correia Raquel de Albernaz Caramez Apresentação A Universidade Federal do Pampa - UNIPAMPA, por meio da Coordenadoria de Apoio Pedagógico – CAP/UNIPAMPA, propõe a manutenção e expansão da Política de Educação Inclusiva na UNIPAMPA. Até o momento, as atividades relacionadas à inclusão estavam centralizadas no Campus São Borja, onde localiza-se a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e Comunitários - PRAEC, responsável pela implantação do Núcleo de Inclusão e Acessibilidade – NInA na Universidade. Além disso, há o fato de que o único discente da UNIPAMPA com necessidades educativas especiais, estava matriculado naquele campus. Dentre as ações já encaminhadas pelo NINA está a constituição de comissões responsáveis pela questão da inclusão em cada campus, constituídas por docentes e técnicos administrativos em educação. Conforme estabelecido em conjunto com a PRAEC, já está definida a sua responsabilidade com a questão da acessibilidade (aquisição de equipamentos e adaptações arquitetônicas). A CAP, responsável pelo apoio e fomento às boas práticas pedagógicas, concebe o tema da inclusão como prioritário pela sua complexidade e emergência dentro do atual contexto educacional, comprometendo-se com as ações relacionadas ao processo ensinoaprendizagem. Embora o trabalho esteja dividido dessa forma, reforça-se a importância de que os profissionais possam transitar em todas as funções, construindo assim um trabalho colaborativo. O presente projeto está estruturado com base nas seguintes propostas: (1º) Formação inicial e continuada das equipes dos campi; (2º) Organização dos Seminários de formação para docentes, técnicos e comissões, dentro do projeto INCLUIR; (3º) Articulação com as comissões, Técnicos Educacionais dos Campi e Assistentes sociais no seu trabalho de apoio pedagógico a docentes e estudantes no processo de inclusão e acessibilidade; (4º) Participação em projetos de Ensino, Pesquisa e Extensão sobre o tema “Inclusão e Acessibilidade de pessoas com deficiência”. Este projeto busca viabilizar os preceitos da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, que estabelece: Na educação superior, a educação especial se efetiva por meio de ações que promovam o acesso, a permanência e a participação dos alunos. Estas ações envolvem o planejamento e a organização de recursos e serviços para a promoção da acessibilidade arquitetônica, nas comunicações, nos sistemas de informação, nos materiais didáticos e pedagógicos, que devem ser disponibilizados nos processos seletivos e no desenvolvimento de todas as atividades que envolvam o ensino, a pesquisa e a extensão. (MEC, 2008, p.11). A UNIPAMPA compromete-se com a Educação Inclusiva por ser uma exigência legal, mas fundamentalmente por tratar-se de uma [...] instituição comprometida com a ética, fundada em liberdade, respeito à diferença e solidariedade, que assume a missão de promover a Educação Superior de Qualidade, com vistas à formação de sujeitos comprometidos e capacitados a atuarem em prol do desenvolvimento sustentável da região e do país. (PI UNIPAMPA, 2009, p.10). 44 Justificativa A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 1996) deixa claro que o ensino especial é uma modalidade e, como tal, deve perpassar o ensino comum em todos os seus níveis – da escola básica ao ensino superior. Haja vista as portarias e demais instrumentos pelos quais a educação garante aos alunos universitários a presença de intérpretes, tecnologia assistiva e outros recursos em sala de aula comum. Há que assegurar não apenas o acesso, mas a permanência e o prosseguimento do estudo desses alunos. A UNIPAMPA expressa em seu Projeto Institucional - PI (2009), a intenção de contribuir para a formação de uma sociedade marcada pela pluralidade e que reconheça a diversidade como um valor. Para isso, se apresenta como uma instituição comprometida com o direito à vida e com a promoção da ética em todas as suas práticas, visando o desenvolvimento regional sustentável. Dentre os objetivos definidos no Projeto Institucional e as respectivas metas para sua implementação, referentes à Política de Ensino e Assistência Estudantil, respectivamente, encontra-se: “ampliar o acesso e a permanência com garantia de continuidade nos estudos 11 através da adequação e flexibilização curricular para educandos com necessidades educacionais especiais, sem comprometer a qualidade da formação12”. (PI UNIPAMPA, 2009, p.29) A política de assistência estudantil compromete-se com a inclusão e acessibilidade e expressa isto com o seguinte princípio: “Inclusão universitária plena que proporcione o acesso de estudantes e a continuidade dos estudos a todos, igualmente, incluindo os grupos que historicamente estiveram à margem do direito ao ensino superior público”. (PI UNIPAMPA, 2009, p.41) De acordo com o Projeto Institucional (2009) da UNIPAMPA, os objetivos, estratégias e metas para a implementação dessa política são definidos da seguinte forma: - Objetivo 1: Planejar o ingresso dos estudantes na universidade, em articulação com as demais políticas públicas institucionais. Estratégia: acompanhamento do ingresso dos estudantes, com vagas reservadas nas ações afirmativas da política educacional para afro-brasileiros, índios, estudantes de escolas públicas e estudantes com necessidades educacionais especiais. Meta: criar, até 2012, programa de acompanhamento focado nas necessidades dos estudantes ingressantes, a partir das diretrizes da política de ações afirmativas do MEC. - Objetivo2: Propor a elaboração de projetos pedagógicos de apoio à comunidade universitária, em consonância com as demais políticas institucionais. Estratégia: propor e desenvolver projetos pedagógicos, a partir de 2010, visando à inclusão, à permanência, ao desempenho acadêmico melhorado e à integralidade da formação dos estudantes, criando os programas de apoio pedagógico e de assistência estudantil. Meta: criar, em 2010, programas de apoio pedagógico e acompanhamento do desenvolvimento acadêmico para os estudantes amparados nas ações de assistência estudantil, bem como ingressantes por via das políticas afirmativas e dos estudantes demandantes de acessibilidade especial. - Objetivo3: Elaborar, promover e organizar programas, projetos e serviços que assegurem aos estudantes os meios necessários para sua permanência e sucesso acadêmico. Estratégia: criação de equipes técnicas vinculadas à política de assistência estudantil, em âmbito institucional, nucleadas e descentralizadas de atendimento social e de apoio psicopedagógico. Meta: propor [...] uma estrutura de gestão para a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e Comunitários, que atenda à organização administrativa necessária ao pleno funcionamento desta área acadêmica, assegurando racionalidade 11 Objetivo 12 Meta 45 gerencial e desenvolvimento de competências técnicas para a qualidade dos planos, projetos, programas, serviços e ações, sugerindo a criação das coordenadorias de Apoio Pedagógico Inclusivo e de Assistência Estudantil e de Programas de Bolsas e Auxílios Estudantis. - Objetivo 4: colaborar na institucionalização da Política de Educação Inclusiva e de garantia do cumprimento do direito à educação superior dos estudantes com necessidades educacionais especiais. Estratégias: criação de um sistema de monitoramento e avaliação do desempenho acadêmico dos alunos com necessidades educacionais especiais; Articulação com o Núcleo de Inclusão e Acessibilidade – NINA; Sensibilização da comunidade universitária sobre as questões que envolvam os estudantes em situação psicossocial e pedagógica que requerem necessidades educacionais especiais; Integração e apoio às campanhas permanentes de conscientização sobre inclusão dos cidadãos com necessidades especiais. Metas: sugerir a criação de um sistema de monitoramento anual, para avaliar o desempenho acadêmico dos estudantes com necessidades educacionais especiais; formular, a partir de 2009, ações integradas com o NINA, para qualificação do atendimento aos estudantes com necessidades educacionais especiais, propondo a criação de uma coordenadoria de Apoio Pedagógico Inclusivo, vinculada à Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e Comunitários; apoiar, a partir de 2009, todas as práticas e eventos orientados pelo NINA; a partir de 2009, integrar campanhas de inclusão dos cidadãos com necessidades especiais, desencadeadas na região da UNIPAMPA (p. 41 a 45). O projeto de inclusão da UNIPAMPA está em consonância com a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008), que defende o direito de todos os alunos de estarem juntos, participando e aprendendo com as diferenças, sem discriminação, tendo garantida a continuidade da escolarização nos níveis mais elevados do ensino. A educação inclusiva assume relevante papel na superação da lógica da exclusão, ao criar alternativas que superem as práticas discriminatórias, em busca de sistemas educacionais igualitários, nos quais os estudantes tenham suas diferentes especificidades atendidas. Os Princípios da Inclusão de acordo com o PI (2009) da UNIPAMPA são definidos nas seguintes áreas: Política de Ensino: a Inclusão Universitária plena, que proporcione o acesso de estudantes e a continuidade dos estudos a todos, igualmente, incluindo os grupos que historicamente estiveram à margem do direito ao ensino superior público (p.41). Estratégias para ampliar acesso e permanência: Equidade de condições para acesso e continuidade dos estudos na universidade; e adequação e flexibilização curricular para educandos com necessidades educacionais especiais, sem comprometer a qualidade da formação. (p.28). Além disso, houve um aumento expressivo no número de discentes ingressantes com necessidades educativas especiais no ano de 2010 na UNIPAMPA, distribuídos nos diversos campi, ao contrário da realidade encontrada anteriormente. Os dados que comprovam tal informação estão disponíveis nos anexos deste documento. Este aumento já é uma realidade que tende a tornar-se uma constante no Ensino Superior, pelo fluxo natural resultante do aumento do acesso dos alunos especiais à Educação Básica e pelo investimento em atendimento educacional especializado que tem se verificado naquele nível de ensino. O Censo Escolar 2009 demonstra o aumento das matrículas na Educação Básica Inclusiva. Os estudantes com necessidades educacionais especiais já fazem parte da realidade do Ensino Superior, situação para a qual os profissionais devem estar além de capacitados, dispostos a receber uma nova aprendizagem, a conviver com o que é considerado diferente, a trabalhar com as pessoas com suas limitações, mas com ênfase nas suas potencialidades. Mantoan (2003) chama a atenção para o fato de que toda crise de paradigmas é cercada de muita incerteza, de insegurança, mas também de muita liberdade e de ousadia para buscar outras alternativas, outras formas de interpretação e de conhecimento que nos sustentem e nos norteiem para realizar a mudança. Sendo a UNIPAMPA uma instituição em 46 processo de implantação, de construção de seu marco normativo e de formação de sua cultura institucional numa realidade inicial fortemente marcada pela diversidade de seus profissionais e de seus discentes, as possibilidades de formação de uma cultura inclusiva são potencializadas. A contribuição da UNIPAMPA, através da produção de conhecimento acerca da inclusão e suas interfaces através da pesquisa, de sua socialização através do ensino e da realimentação desses dois através da extensão é um dos eixos promotores de desenvolvimento da região definida como missão da Universidade, em seu Projeto Institucional. A educação inclusiva surge como uma via de mão dupla: beneficiam-se os deficientes e também os demais alunos e a comunidade, que são favorecidos pela convivência com as diferenças e a valorização dessa convivência para a formação de valores de solidariedade, respeito e igualdade. A aprendizagem possibilitada a todos se reveste de características muito ricas e especiais de trocas proporcionadas pela convivência com uma nova e diferente perspectiva que somente a condição singular e única de ver o mundo e as relações, próprias de cada deficiência, pode proporcionar a todos. Há que se assegurar não apenas o acesso, mas a permanência e o prosseguimento dos estudos desses alunos, e as instituições públicas, por excelência, têm o dever de viabilizar esse direito, garantido pela Constituição. Para que se obtenha a permanência é necessário que os estudantes tenham sucesso, resultado de uma real aprendizagem. Para isso, é preciso que se planejem formas de acessibilizar o conhecimento para aqueles que apresentam necessidades educacionais especiais, na perspectiva da conquista da equidade no acesso à aprendizagem. Neste cenário, torna-se fundamental o atendimento educacional especializado através do suporte fornecido por recursos de tecnologia assistiva e acompanhamento das dificuldades e avanços desses alunos. Objetivos Estabelecemos como Objetivo Geral: apoiar iniciativas e auxiliar na implementação de ações de natureza pedagógica relacionadas com a redução de barreiras impostas pela deficiência, que dificultam a aprendizagem e o acesso ao conhecimento, no âmbito da UNIPAMPA. Os objetivos específicos definidos são: Articular-se com o NInA na elaboração e implementação de programas, projetos e ações que visem à inclusão e acessibilidade de estudantes com deficiência na UNIPAMPA; Propor ou integrar-se a Projetos de Ensino, Pesquisa e Extensão sobre o tema Inclusão e Acessibilidade; Apoiar e implementar programas de desenvolvimento profissional de docentes e técnicos na área da inclusão e acessibilidade de pessoas com deficiência; Integrar-se ou apoiar o serviço de atendimento educacional especializado conduzido pelas comissões de cada Campus. A seguir apresentamos as ações a serem desencadeadas a partir de julho de 2010: Organização dos Seminários de formação para docentes, técnicos e comissões, dentro do Projeto INCLUIR/MEC 2009; Colaboração com o NInA/PRAEC na elaboração do Projeto INCLUIR/MEC 2010; Articulação com as comissões e técnicos educacionais dos Campi no seu trabalho de apoio pedagógico a docentes no processo de inclusão e acessibilidade; Participação em Projetos de Ensino, Pesquisa e Extensão sobre o tema “Inclusão e Acessibilidade”; Organização de oficinas de capacitação para docentes e técnicos dentro das ações do INCLUIR/MEC 2010. 47 Metodologia O processo de inclusão na UNIPAMPA será implementado através de: - Formação de redes de comunicação entre a CAP/Reitoria, NInA/PRAEC, Técnicos em Assuntos Educacionais – TAEs, Assistentes Sociais e Comissões de Inclusão e Acessibilidade dos CAMPI, através do google groups, da página da CAP e da plataforma MOODLE; Disponibilização de informações sobre a temática da inclusão educacional de pessoas com deficiência na página da CAP, do google groups e da plataforma MOODLE; Realização de Reuniões periódicas com os Técnicos em Assuntos Educacionais dos Campi; de Reuniões periódicas com as Comissões dos Campi e equipe do NInA e PRAEC; e de Seminários, cursos, workshops, fóruns para discussão e aprofundamento de temas relacionados com a inclusão e acessibilidade, direcionados aos docentes e técnicos administrativos. Cronograma de execução das ações Período - 2010 Jul Agos dos Ações Formação inicial- Comissão Campi Seminários Itinerantes por Campus Reuniões com Comissões Apoio às comissões Período - 2011 Ações Mar Abr Oficinas de capacitação – docentes X por Campus Apoio às comissões X X Reuniões com as Comissões X Set Out X Nov Dez X X X X X X X Mai X Jun X Jul X Agos X X X X X X Recursos e avaliação Os recursos necessários para o desenvolvimento do projeto são: na área Humana serão envolvidos os Discentes, Docentes, Gestores e Técnicos Administrativos em Educação. Os recursos Financeiros serão provenientes do “Programa Incluir13”, próprios da UNIPAMPA, entre outros, de acordo com planilha especificada em anexo. Nos recursos Materiais serão utilizados as Tecnologias de informação e comunicação (TICs), destacando o material para projeção (datashow, notebook, telão), equipamento de som, material de registro como papel, caneta, pastas, cópias xerográficas e impressas. A avaliação considerará como critérios básicos o envolvimento com os docentes, especialmente na questão do desenvolvimento de suas atividades em sala de aula, visando promover a inclusão total dos alunos com necessidades educacionais especiais. Constatar-se através da avaliação docente a efetiva aprendizagem dos alunos com necessidades educacionais especiais incluídos na UNIPAMPA. Observar se ocorreu o envolvimento e a efetiva participação de todos os participantes do processo educacional da UNIPAMPA, na concretização dos objetivos da educação inclusiva na Universidade. Ter como critério de atingir número não inferior a oitenta por cento do quantitativo de cada segmento da instituição por campus como: docentes, técnicos 13 O “Programa Incluir”. 48 administrativos em educação, gestores e discentes, no processo de implementação da inclusão na UNIPAMPA. Referências BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Inclusão: revista da educação especial, v.4, n 1, janeiro/junho 2008. Brasília: MEC/SEESP, 2008. MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Inclusão Escolar: O que é? Por quê? Como fazer? São Paulo. Moderna, 2003. Universidade Federal do Pampa. Projeto Institucional, 2009. CENSO ESCOLAR DA EDUCAÇÃO BÁSICA. www.inep.gov.br. Censo Escolar da Educação Básica 2009, acesso em 20/03/10. 49 2.5 REDE TELEMÁTICA: ARTICULAÇÃO POR TELECOMUNICAÇÃO INFORMÁTICA PARA O APOIO PEDAGÓGICO DA UNIVERSIDADE DO PAMPA Giovani Souza Andreoli Apresentação Esta proposta é uma sistematização de ações que temos efetivado ao longo do ano de 2010 nesta Universidade.A Rede Mundial Aberta (World Wide Web, famoso “www”) é um mecanismo de onde há grande afluência de recursos e incomensurável quantidade de informações, proporcionando diferentes níveis de interação não-presencial. A todos nós, tornou-se cada vez mais fundamental a capacidade de selecionar as informações que são relevantes em dado momento, para certo contexto, diante de um propósito específico. O acesso a recursos, ainda que haja boa aprendizagem no manuseio da tecnologia (software e hardware), ajudam muito pouco se não for acompanhado de uma aprendizagem operacional de princípios de gestão da informação e noções de interatividade.Neste contexto, autonomia, liberdade de expressão e exposição pública estão ampliadas, enfatizando enormemente a importância do exercício das redes de discussão e das coordenações de ações à nível telemático, em múltiplos processos de auto-organização. Justificativa A implementação de uma rede telemática consiste em operacionalizar o funcionamentos dos recursos tecnológicos e de nós sujeitos humanos envolvidos, articulandonos junto aos primeiros, e também entre nós uns com os outros. Neste sentido, além de dispormos dos recursos em informática, é necessário nos instrumentalizarmos para a construção de uma “conversação” em rede, o que passa pela própria compreensão dos termos utilizados: “rede” e “telemática”. Atenho-me à noção estrita da palavra “telemática”, acrônimo desdobrado no o subtítulo em “telecomunicação informática”14, assim como uma sigla (exemplo: “CAP /UNIPAMPA” é “Coordenadoria de Apoio Pedagógico da Universidade Federal do Pampa”). Em outro desdobramento, “telecomunicação” é decomposta em “comunicação à distância”15, enquanto o termo “informática” deriva de “informação automática”16. Considerando que “automática” significa primeiramente “que se move por si”17, poderíamos afirmar que a supressão sucessiva dos componentes nestes acrônimos termina por tornar o adjetivo “telemático” limitado em sua significação explícita, tendendo a ser compreendido como “o que se move por si à distância”. 14 “Telemática é um neologismo que resulta precisamente da conotação das palavras Telecomunicações e Informática, significando, por tanto, a utilização combinada dos meios eletrônicos e processamento da informação (Informática) com os meios de comunicação à distância (telecomunicações).” (COSTI SANTAROSA, 1997, p. 02) 15 Sabemos que “o prefixo tele é derivado do grego e significa „à distância‟. Poder-se-á, assim, dizer que as telecomunicações compreendem o conjunto dos meios técnicos necessários para transportar e encaminhar tão fielmente quanto possível a informação à distância.” (PIRES, 2006, p. 09) 16 “Informática é a junção dos termos informação + automática, (...) Em 1967 a Academia Francesa adotou o termo para designar a „ciência do tratamento da informação‟ e a partir de então o termo se difundiu por todo mundo.” (LANCHARRO, et al, 1991, p. 01). 17 Do termo grego áὐôüìáôïò. 50 O centro da questão aqui é: os posicionamentos que assumimos com relação à apropriação e ao uso da tecnologia telemática. É interessante pensarmos que, muitas vezes, agimos como se as tecnologias (telemáticas ou outras) atuassem independentemente e distantes de nós, seres humanos. Ao tomarmos estes mecanismos como algo tão misterioso, em que não há possibilidade de participação, investigação, intervenção, agimos mais ou menos como os sujeitos de uma tribo nas culturas antigas, condizente com o que afirmou o escritor inglês Arthur C Clarke, que “qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível de magia” (CLARKE, 1962, p. 34). Portanto, cabe retomarmos a propriedade muitas vezes esquecida no adjetivo “telemático”, que é a comunicação, a implicação ativa de atores humanos. No caso da palavra “rede”, necessito de um rápido trajeto de citações para me fazer claro, visto que ela suscita desdobramentos incomparavelmente mais amplos e complexos. Em primeiro lugar, “rede” vem do termo latino “rete”18, que designava tanto a teia das aranhas quanto as redes de pesca e caça tecidas por nós. Ou seja: tinha o sentido de “entrelaçamento” capaz de “reter”, atrair e aprisionar. Progressivas analogias foram sendo tramadas, ao longo da história, até que a noção de rede tornou-se tão ampla que podemos afirmar: é intrínseca à própria noção de vida. Uma das mais importantes considerações da compreensão sistêmica da vida é a do reconhecimento que redes constituem o padrão básico de organização de todo e qualquer sistema vivente. Ecossistemas são entendidos em forma de teias de alimento (i.e., redes de organismos); organismos são redes de células; e células são redes de moléculas. Rede é um padrão comum a todo tipo de vida. Onde quer que nos deparemos com vida, constatamos redes. (CAPRA, 2003, p. 04) Torna-se interessante refletirmos em que implica este termo, que apresenta tão ampla aplicação, ou a que funcionamento nos referimos com ele: à diversidade de entradas, saídas, transformações e gerenciamentos de elementos nos quais estamos envolvidos. Afinal, tanto somos compostos por certo conjunto de redes específicas, quanto integramos tantas outras. Trata-se de uma articulação entre diversas unidades que, através de certas ligações, trocam elementos entre si, fortalecendo-se reciprocamente, e que podem se multiplicar em novas unidades, as quais, por sua vez, fortalecem todo o conjunto na medida em que são fortalecidas por ele, permitindo-lhe expandir-se em novas unidades ou manter-se em equilíbrio sustentável. Cada nódulo da rede representa uma unidade e cada fio um canal por onde essas unidades se articulam através de diversos fluxos. (MANCE, 2000, p. 24) Especificamente, refiro-me a processos da articulação entre nós humanos, ou seja, à comunicação propriamente dita. Foi neste caminho reflexivo que sociólogos apropriaram-se do termo, passando a tratar assim das “redes sociais” que compõe as nossas comunidades. comunidades são redes de laços interpessoais que proporcionam sociabilidade, apoio, informação, um senso de integração e identidade social” (...) “As comunidades, aos menos na tradição da pesquisa sociológica baseiam-se no compartilhamento de valores e organização social. As redes são montadas pelas escolhas e estratégias de atores sociais, sejam indivíduos, famílias ou grupos sociais. (CASTELLS, 2003, p. 106 e 107). Neste sentido, a expressão “rede telemática” (RT) designa uma conformação específica de comunicação, cunhada para nomear esta “imbricação crescente dos computadores e das telecomunicações” (NORA & MINC, 1980, p. 05) que caracteriza nosso momento histórico. Ela amplia nossa condição intrínseca de tramar redes, potencializando nossa interação. 18 Do século XIII. 51 Isto é, desde sempre os procedimentos comunicacionais se estruturaram em rede privilegiando núcleos que interagem entre si formando uma teia. Contudo, o fenômeno que se afirma como específico nos finais do século XX é o facto de as redes terem vindo a sofrer um processo de dilatação e complexificação progressiva, que culmina na globalização. (...) Ou seja, a rede telemática passou a ser suporte às interacções entre sujeitos que passaram a ter a possibilidade alargada de estabelecer redes inter-subjectivas independentemente dos constrangimentos espacio-temporais dos seus parceiros de interacção. (LOUREIRO DA SILVA, 1999, p. 54) O fenômeno da globalização atinge as nações e as comunidades locais que as compõe tanto com inovações e trocas velozes quanto avassaladora desapropriação de valores econômicos e culturais. A globalização, por definição, existe na esfera das redes, sem as quais jamais poderia alçar sua atual envergadura. Cabe lembrar o trajeto de significação da palavra “rede”, atravessando metáforas e analogias sucessivas, reconstruído aqui. A ênfase inicial estava no poder de captura e de morte destas estruturas em trama, enquanto que hoje queremos tratar desta própria condição do “tramado”, das ligações entre os pontos. Neste sentido, somos cada vez menos o sujeito que usa a rede para capturar sua presa, e mais o próprio nó da rede, bem como a fiandeira, que constrói as redes como sustentação, transporte, trajeto. E, no entanto, a natureza “retentora” das redes permanece. É nesse sentido que se deve entender que esse espaço da conectividade seja organizado pelo discurso (...) um espaço reticular que preside uma sociabilidade à distância. Esse discurso é linguagem das normas e ordens que atores longínquos fazem repercutir instantaneamente e imperativamente sobre outros lugares distantes. Tais redes são os mais eficazes transmissores do processo de globalização a que assistimos. (SANTOS, 2008, p. 266) É permanentemente uma escolha, se participaremos das redes que nos cercam como presas, caçadores ou fiandeiras. Neste contexto, as instituições de ensino superior são obviamente estruturadas através de RTs. Uma Universidade multicampi como a UNIPAMPA tem neste recurso um valor ainda mais premente. No nosso caso específico, dentro da “RT /UNIPAMPA”, podemos enfatizar uma “RT/AP”, que operaria na consolidação de uma coordenadoria em contato com os técnicos e professores nos campi. Deste modo, proponho alguma sistematização entre os diferentes recursos de telecomunicação informatizados disponíveis à “RT/AP”, bem como a aquisição de mais ferramentas, buscando: 1) aperfeiçoar a interação entre os técnicos integrantes do CAP e os técnicos do Apoio Pedagógico nos campi; 2) visibilizar nossa produção para os demais integrantes da comunidade acadêmica, abrindo contatos. Além disso, ao invés de abordarmos a interação telemática como um campo de conhecimento puramente técnico que se somam aos nossos modos de interagir já existentes, pode ver o trajeto ontológico do uso destas ferramentas como um contínuo tensionador que nos incita a criarmos novos modos de interação. Opta-se, aqui, por uma abordagem das redes telemáticas, em particular a Internet, que contemple a análise de micro fenômenos ligados à realidade local, articulada com uma perspectiva fenomenológica macro, em dimensão global, (...). Trata-se, também, de buscar um entendimento historicizado de processos de interações, focando uma estrutura interna peculiar (caráter local) e sua inserção no cenário externo (caráter global). O quadro mais amplo de referência teórica caracteriza-se pela incerteza do futuro, (...) diferentes sociedades apresentam estágios evolutivos diferenciados, o que impediria, por exemplo, a simples transposição da leitura da realidade dos Estados Unidos para a situação do Brasil. (BRETAS, 2001, p. 4) Especificamente na UNIPAMPA, com sua estrutura multicampi, a proposta de um serviço de Coordenadoria de Apoio Pedagógico que auxilie às unidades nos campi 52 /municípios demanda a implementação de uma “rede telemática” efetiva. Este serviço traz a problemática de uma identidade efetiva, a qual estaria inserida na rede ampla da Universidade (rede que consiste também em interações presenciais e demais tecnologias de comunicação não-informática, como registro em papel, correio convencional, telefonia, deslocamento físico, etc. Estado). Na data presente, já opera um grupo coordenado pela PRAEC (Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e Comunitários), que inclui todas as assistentes sociais lotadas nos campi, e que tem realizado encontros presenciais ao longo do ano. Encontros presenciais são necessários a fim de estreitar laços entre as pessoas, exatamente porque não há um refinamento ou elaboração nas possibilidades de interação telemática. Objetivos Os objetivos ficaram definidos a partir da idéia central que é implementar uma “Rede Telemática Apoio Pedagógico” da UNIPAMPA, da qual participam especificamente os técnicos lotados na Reitoria (atualmente somos seis) e duplas de técnicos nos dez campi (que atuam como Apoio Pedagógico): o técnico em assuntos educacionais (coordenado pela Direção local) e a assistente social (que tem referência na PRAEC). Esta “rede telemática” nada mais é do que a sistematização dos diferentes recursos de comunicação à distância informatizados que já existem e são utilizados oficialmente dentro da UNIPAMPA, tais como: vídeos-conferência; telefonia digitalizada; correio eletrônico; páginas institucionais; plataformas /ambientes virtuais de ensino-aprendizagem (ex: Moodle). Inserindo posteriormente outras modalidade possíveis, tais como: salas de bate-papo (“chat”); página pessoais /de relacionamentos; b‟log(s) pessoais e /ou coletivo(s); ferramentas ligadas à biblioteca eletrônica da UNIPAMPA. Tal sistematização visa o aperfeiçoamento do uso de tais tecnologias pelos técnicos, que por sua vez intenta ao aprimoramento da coordenação dos serviços, através de discussões temáticas específicas – inclusive com relação às possibilidades do uso das ferramentas. Metodologia Esta sistematização passa necessariamente por encontros presenciais que sejam centrados no próprio assunto (Rede Telemática Apoio Pedagógico) e nas pessoas que participam desta rede (os técnicos em assuntos educacionais dos campi e as colegas assistentes sociais da Pró-Reitoria de Assuntos Educacionais e Comunitários). A proposta iniciou com a criação da lista de correio eletrônico e, recentemente, a página institucional. A memória visual serve como catalizador para a interação e referência na comunicação.Poderá ser criado um b‟log de autoria coletiva do Apoio Pedagógico, a partir de regras e critérios de utilização contratadas pelo próprio grupo, permanecendo sob o gerenciamento do CAP. Ao garantir a atualização contínua da informação em um espaço aberto ao público, agilizamos a comunicação e experimentamos na prática a problemática envolvida na interação à distância. A CAP tem um ou mais profissionais no papel de administrador de recursos, servindo de assessoria nos recursos técnicos e nas articulações e interfaces com outros setores dos recursos telemáticos específicos. 53 Cronograma de execução Período março abril maio Ação - encontro presencial entre alguns técnicos no III Seminário (dos professores) - apresentação da noção de apoio pedagógico multicampi - criação da lista de correio eletrônico para técnicos nos campi e Reitoria - viabilizar o contato entre integrantes do apoio pedagógico nos campi e na Reitoria, visibilizando os indivíduos em suas formações e atividades específicas - manutenção da lista de correio eletrônico para técnicos nos campi e Reitoria - Giovani junho - criação da página eletrônica CAP/UNIPAMPA julho - manutenção da página eletrônica CAP/UNIPAMPA - reuniões de trabalho nos campi manutenção da lista agosto Proposta/Responsável - visibilizar as equipes em contato em cada campus e Reitoria - disponibilizar as datas e locais de encontros presenciais (fóruns e reuniões) - sistematizar da noção de apoio pedagógico multicampi - alimentação do banco de imagens (memória visual) - coleta de sugestões no grande grupo, Presencialmente - encontro presencial entre técnicos no II Seminário setembro outubro novembro dezembro - reuniões de trabalho nos campi - encontro presencial entre os técnicos do apoio pedagógico -avaliação por entrevista semiestruturada dentro da própria manutenção da lista de emails Avaliação e forma de análise dos resultados A rede telemática, por definição, tem uma avaliação auto-gestiva, pois depende da vontade dos próprios integrantes (multicampi) em observarem, avaliarem e proporem modificações no seu próprio funcionamento em rede. Especificamente, destaco duas instâncias onde este processo deve se atualizar: a) nos encontros presenciais dos integrantes do Apoio Pedagógico multicampi, que é a instância de decisão soberana, onde nós discutimos o funcionamento da nossa rede telemática e propomos combinações; b) no acompanhamento da lista de correio eletrônico e demais ferramentas de interação à distância, ao (1) comparar a coerência com relação às combinações propostas presencialmente, bem como (2) avaliar a sua efetividade comunicacional. Referências BRETAS, M Beatriz A S Elementos metodológicos para a abordagem das interações telemáticas In: FAUSTO NETO et al. (org) Interações e sentidos no ciberespaço e na sociedade Brasília, Compós, 2001, v. 02, p. 29-48. 54 CAPRA, Fritjof As conexões ocultas (transcrição da palestra baseada no livro homônimo As Conexões Ocultas: Ciência para uma Vida Sustentável) São Paulo, IDESA, 2003. CASTELLS, Manuel A galáxia da Internet: reflexões sobre a Internet, os negócios e a sociedade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2003. COSTI SANTAROSA, Lucila Maria “Escola virtual” para a educação especial: ambientes de aprendizagem telemáticos cooperativos como alternativa de desenvolvimento. Informática Educativa, UNIANDES - LIDIE, Colômbia vol. 10, No. 1, 1997, pp.115-138 LOUREIRO DA SILVA, Globalização das redes de comunicação: uma reflexão sobre as implicações cognitivas e sociais In: ALVES, BRITO & CAMPOS (orgs) O futuro da Internet – estado da arte e tendências de evolução. Lisboa: Centro Atlântico, 1999. MANCE, Euclides André A revolução das redes: a colaboração solidária como alternativa pós-capitalista à globalização atual. Petrópolis: Vozes, 2000. PIRES, João J. O. Sistemas e Redes de Telecomunicações Instituto Superior Técnico, Departamento de Engenharia Electrotécnica e de Computadores, Lisboa /Porto Salvo (Portugal), 2006. In: https://dspace.ist.utl.pt/bitstream/2295/161140/1/SRT_2006.pdf 55 2.6 PROJETO DE QUALIFICAÇÃO DA GESTÃO DO ENSINO PROGEN/UNIPAMPA Aline Luz Cecilia Luiza Broilo Justificativa Desde a sua criação, a UNIPAMPA tem dado relevância aos processos pedagógicos que acontecem na Instituição, com a finalidade de oferecer um ensino de qualidade. Destacase do Projeto Institucional a missão que a UNIPAMPA assume frente à sociedade: como instituição social comprometida com a ética, fundada em liberdade, respeito à diferença e solidariedade, assume a missão de promover a educação superior de qualidade, com vistas à formação de sujeitos comprometidos e capacitados a atuarem em prol do desenvolvimento sustentável da região e do país Pensar numa Política de Ensino de Graduação, com a finalidade de promover a educação superior de qualidade, implica pensar em questões de múltiplas naturezas com enfoques políticos, epistemológicos, culturais e profissionais, constituindo-se assim um processo multifacetado. Esta compreensão, a nosso ver, estabelece o vinculo indissociável entre o papel do Coordenador de Curso como gestor e articulador dos projetos da Universidade junto aos docentes do curso. Com isso não estamos deixando o sucesso do curso somente ao Coordenador, mas entendemos que esta função carrega a responsabilidade de articular os processos que acontecem na Universidade, conforme afirma Anastasiou (2009, p. 224) “Cabe à coordenação de curso a liderança da sua organização”. Partindo do compromisso pedagógico assumido, pela UNIPAMPA, por intermédio da Coordenadoria de Apoio Pedagógico – CAP, em conjunto com o NuDE (composto pelos Técnicos em Assuntos Educacionais – TAES, Pedagogos e Assistentes Social) de cada campus e do Núcleo de Desenvolvimento de Pessoal - NUDEPE, propomos aos Coordenadores de Cursos o Projeto de Qualificação da Gestão do Ensino – ProGen/ UNIPAMPA. O Projeto de Qualificação da Gestão do Ensino – ProGen/ UNIPAMPA visa à consolidação da identidade do Coordenador de Curso, promovendo sua qualificação e auxiliando-o para uma gestão de qualidade e faz parte do Programa de Desenvolvimento Profissional Docente. Esse Programa constitui-se numa política institucional de formação continuada dos docentes da universidade e de melhoria contínua da qualidade de ensino dos Cursos de Graduação. Se por um lado pautamos nossas ações por constituir-se de uma política institucional, anunciada no Projeto Institucional da Universidade, este projeto também se fundamenta por outras questões que emergem da Educação Superior, especialmente quanto à mudança no perfil do professor ingressante na UNIPAMPA quanto ao impacto das Políticas de Avaliação Externa nos processos da Universidade. Anastasiou (2009) afirma que o fato de ser docente não qualifica o professor para exercer a função de Coordenador de Curso, por isso, entendemos a legitima a emergência da consolidação desse Projeto de Qualificação da Gestão do Ensino. Visando qualificar o trabalho do Coordenador de Curso e a execução qualificada da ação da gestão do ensino na Universidade entendemos uma concepção que de acordo com Anastasiou (2009) a função de coordenar exige o desenvolvimento de um processo. A autora propõe que: 56 Coordenar é ordenar junto com. E a coordenação é o ato de conjugar, concatenar um conjunto de elementos ou atividades, ou a gestão de determinado projeto ou setor, sendo responsável pelo andamento, pelo processo. [...] Exige o ato de ordenar junto com, ou seja, manter a ordem, reencaminhando o processo, através da análise, discussão, proposições, experimentação, retomada (p.223) Diante desta concepção, as atividades formativas propostas aos Coordenadores de Curso, buscam um novo olhar para trabalho universitário, rompendo com a prática tradicional, de um trabalho individual e por departamentos, propõe uma pratica voltada para uma ação integrada, articulada ao corpo docente, discente e comunidade. Atividades do coordenador de curso Nesta perspectiva, definimos como atividades do Coordenador de Curso as seguintes: - Coordenar, juntamente com os professores do curso, a elaboração e responsabilizarse pela divulgação e execução da Proposta Pedagógica do Curso articulado ao Projeto institucional de forma participativa e cooperativa; - Organizar e apoiar principalmente as ações pedagógicas, propiciando sua efetividade; - Acompanhar e avaliar o processo de ensino e de aprendizagem e contribuir positivamente para a busca de soluções para os problemas de aprendizagens identificados; - Coordenar o planejamento e a execução das ações pedagógicas; - Atuar de maneira integrada e integradora junto aos Técnicos em Assuntos Educacionais e Coordenadoria de Apoio Pedagógico para a melhoria do processo de ensinoaprendizagem; - Avaliar as práticas planejadas, discutindo com os envolvidos e sugerindo inovações; - Acompanhar o desempenho acadêmico dos alunos, orientando os docentes para a criação de propostas diferenciadas e direcionadas aos que tiveram desempenho insuficiente; - Estabelecer metas a serem atingidas em função das demandas explicitadas no trabalho dos professores; - Promover um clima escolar favorável à aprendizagem e ao ensino, a partir do entrosamento entre os membros da comunidade acadêmica e da qualidade das relações interpessoais. Além destas atividades, acima citadas, destaca-se que o Projeto Institucional da UNIPAMPA anuncia alguns aspectos fundamentais referentes à gestão, reforçando que: A gestão, em todas as suas instâncias, deverá promover a cooperação interinstitucional e a aproximação com os atores locais e regionais, visando à constituição de espaços permanentes de diálogo voltados para o desenvolvimento regional, implicando, este, em mudanças estruturais integradas a um processo permanente de progresso do território, da comunidade e dos indivíduos. (PI, 2009) Outro documento legal que apresenta as atribuições do coordenador e da comissão de curso é o Regimento da UNIPAMPA, de acordo com a Resolução n. 05, de 17 de junho de 2010, aprovado pelo Conselho Universitário. Consta no Regimento o artigo que dispõe sobre o mandato do Coordenador de Curso e seu substituto, sendo eleitos por 2 (dois) anos. 57 §1º. O processo eleitoral será disciplinado por edital específico, elaborado de acordo com as diretrizes da Universidade. §2º. O Coordenador substituto representará o Coordenador em caso de afastamentos temporários e impedimentos eventuais. Art. 102 (Subseção II). O Art. 103 dispõe sobre a disponibilidade de tempo que o coordenador de curso deve dedicar à função especificando que: O Coordenador de Curso deverá ter disponibilidade de tempo compatível com as atividades específicas da Coordenação. §1º. A disponibilidade de tempo exigido no caput será definida pelo Conselho do Campus. §2º. Nos cursos em fase de projeto ou de início de atividades haverá um Coordenador protempore definido pelo Conselho do Campus a partir de sugestão da Direção, para competente designação. O artigo 104 do Regimento da UNIPAMPA dispõe sobre o caso de vacância ou impedimento definitivo do Coordenador e de seu substituto, acrescentando que haverá eleição para o provimento da função, no período restante, se este for maior do que 1 (um) ano, detalhando que. A Comissão de Curso indicará um Coordenador interino ao Conselho de Campus no caso do mandato ser menor do que 1 (um) ano. (Parágrafo único) O artigo 105 do Regimento da UNIPAMPA (Resolução n. 05 de 17 de junho de 2010, aprovado pelo Conselho Universitário) especifica que compete ao Coordenador de Curso executar as atividades necessárias à consecução das finalidades e objetivos do Curso que coordena, dentre elas: Subseção II – Do Coordenador de Curso Art. 102. O Coordenador de Curso e seu substituto serão eleitos para um mandato de 2 (dois) anos. §1º. O processo eleitoral será disciplinado por edital específico, elaborado de acordo com as diretrizes da Universidade. §2º. O Coordenador substituto representará o Coordenador em caso de afastamentos temporários e impedimentos eventuais. Art. 103. O Coordenador de Curso deverá ter disponibilidade de tempo compatível com as atividades específicas da Coordenação. §1º. A disponibilidade de tempo exigido no caput será definida pelo Conselho do Campus. §2º. Nos cursos em fase de projeto ou de início de atividades haverá um Coordenador protempore definido pelo Conselho do Campus a partir de sugestão da Direção, para competente designação. Art. 104. No caso de vacância ou impedimento definitivo do Coordenador e de seu substituto, haverá eleição para o provimento da função, no período restante, se este for maior do que 1 (um) ano. Parágrafo único. A Comissão de Curso indicará um Coordenador interino ao Conselho de Campus no caso do mandato ser menor do que 1 (um) ano. Art. 105. Compete ao Coordenador de Curso executar as atividades necessárias à consecução das finalidades e objetivos do Curso que coordena, dentre elas: I. presidir a Comissão de Curso; II. promover a implantação da proposta de Curso, em todas suas modalidades e/ou habilitações e uma contínua avaliação da qualidade do Curso, conjuntamente com o corpo docente e discente; III. encaminhar aos órgãos competentes, por meio do Coordenador Acadêmico, as propostas de alteração curricular aprovadas pela Comissão de Curso; IV. formular diagnósticos sobre os problemas existentes no Curso e promover ações visando à sua superação; 58 V. elaborar e submeter anualmente à aprovação da Comissão de Ensino o planejamento do Curso, especificando os objetivos, sistemática e calendário de atividades previstas, visando ao aprimoramento do ensino no Curso; VI. apresentar, anualmente, à Coordenação Acadêmica relatório dos resultados gerais de suas atividades, os planos previstos para o aprimoramento do processo avaliativo do Curso e as consequências desta avaliação no seu desenvolvimento; VII. servir como primeira instância de decisão em relação aos problemas administrativos e acadêmicos do Curso que coordena amparado pela Comissão de Curso, quando necessário; VIII. convocar reuniões e garantir a execução das atividades previstas no calendário aprovado pela Comissão de Ensino; IX. cumprir ou promover a efetivação das decisões da Comissão de Curso; X. assumir e implementar as atribuições a ele designadas pelo Conselho do Campus, pela Direção e pela Comissão de Ensino; XI. representar o Curso que coordena na Comissão de Ensino e em órgãos superiores da UNIPAMPA, quando couber; XII. relatar ao Coordenador Acadêmico as questões relativas a problemas disciplinares relacionados aos servidores e discentes que estão relacionados ao Curso que coordena; XIII. atender às demandas das avaliações institucionais e comissões de verificação “in loco”; XIV. providenciar, de acordo com as orientações da Comissão de Ensino, os planos de todas as disciplinas do Curso, contendo ementa, programa, objetivos, metodologia e critérios de avaliação do aprendizado, promovendo sua divulgação entre os docentes para permitir a integração de disciplinas e para possibilitar à Coordenação Acadêmica mantê-los em condições de serem consultados pelos alunos, especialmente no momento da matrícula; XV. contribuir com a Coordenação Acadêmica para o controle e registro da vida acadêmica do Curso nas suas diversas formas; XVI. orientar os alunos do Curso na matrícula e na organização e seleção de suas atividades curriculares; XVII. autorizar e encaminhar à Coordenação Acadêmica: a) a matrícula em disciplinas eletivas; b) a matrícula em disciplinas extracurriculares; c) a inscrição de estudantes especiais em disciplinas isoladas; d) a retificação de médias finais e de frequências de disciplinas, ouvido o professor responsável; e) a mobilidade discente. XVIII. propor à Coordenação Acadêmica, ouvidas as instâncias competentes da Unidade responsável pelo Curso: a) os limites máximo e mínimo de créditos dos alunos no Curso, para efeito de matrícula; b) o número de vagas por turma de disciplinas, podendo remanejar alunos entre as turmas existentes; c) o oferecimento de disciplinas nos períodos regular, de férias ou fora do período de oferecimento obrigatório; d) prorrogações ou antecipações do horário do Curso; e) avaliação de matrículas fora de prazo. XIX. providenciar: a) o julgamento dos pedidos de revisão na avaliação de componentes curriculares do curso em consonância com as normas acadêmicas da UNIPAMPA; b) a realização de teste de proficiência em línguas estrangeiras, quando previsto na estrutura curricular; c) a avaliação de notório saber conforme norma estabelecida; d) os atendimentos domiciliares, quando pertinentes; e) a confecção do horário das disciplinas em consonância com a Comissão de Ensino; f) o encaminhamento à Coordenação Acadêmica, nos prazos determinados, de todos os componentes curriculares do Curso. 59 XX. emitir parecer sobre pedidos de equivalência de disciplinas, ouvido o responsável pela disciplina, podendo exigir provas de avaliação; XXI. promover a adaptação curricular para os alunos ingressantes com transferência, aproveitamento de disciplinas, trancamentos e nos demais casos previstos na legislação; XXII. atender às demandas da Coordenação Acadêmica em todo o processo de colação de grau de seu curso. Considerando todas estas questões e mais as atribuições definidas no Regimento da UNIPAMPA reforçamos a necessidade de implementar um processo de capacitação aos Coordenadores de Curso e estabelecemos os seguintes objetivos. Objetivos 1. Promover ação formativa aos Coordenadores de Cursos da UNIPAMPA. 2. Qualificar o trabalho do Coordenador de Curso orientando-o na execução da sua ação na Universidade e auxiliando-o para uma gestão de qualidade; 3. Refletir sobre a função social da universidade no século XXI, as tendências para a Educação Superior no Brasil e sobre a universidade que queremos. 4. Aprofundar os conhecimentos acerca dos componentes didáticos pedagógicos da prática docente. 5. Potencializar a construção da identidade do Coordenador de Curso. 6. Investir em sólida formação voltada ao profissionalismo docente. Estratégia de execução do projeto O Projeto de Qualificação da Gestão do Ensino – ProGen/ UNIPAMPA visa qualificar o trabalho do Coordenador de Curso orientando-o na execução da sua ação na Universidade e auxiliando-o para uma gestão de qualidade. Este projeto inicia-se no primeiro semestre de 2011, simultaneamente para todos os Coordenadores de Cursos da Universidade e será desenvolvido anualmente. A sua implementação se fará por meio de ações formativas nas modalidades presenciais e à distância (on-line), onde os Coordenadores deverão participar recebendo um certificado com carga horária anual das atividades realizadas. Neste grupo de trabalho, os Coordenadores de Curso serão assessorados de forma individual - nos seus campi de designação, realizarão atividades formativas juntamente com o técnico em assuntos educacionais -, e coletiva - em que a CAP convocará todos Coordenadores. A Coordenadoria de Apoio Pedagógico - CAP fará o planejamento, organização, execução e avaliação do Projeto de Qualificação da Gestão do Ensino – ProGen/ UNIPAMPA. Os técnicos em assuntos educacionais farão em seus campi a articulação desse processo, coordenando e executando as atividades presenciais e on-line do Projeto de Qualificação da Gestão do Ensino – ProGen/ UNIPAMPA com os Coordenadores de Curso. Ao longo da execução do projeto, os Coordenadores de Curso serão auxiliados em seus campi pelos técnicos em assuntos educacionais. O Projeto de Qualificação da Gestão do Ensino – ProGen/ UNIPAMPA será organizado em torno de grandes temáticas gerais que articularão as atividades do semestre ou do ano. As temáticas surgem das demandas específicas dos Coordenadores de Curso ou de 60 propostas institucionais, a partir do diagnóstico das dificuldades encontradas na instituição. A seguir apresentam-se as atividades a serem desenvolvidas na execução deste projeto: Atividades formativas na modalidade presencial: - Seminário de Desenvolvimento Profissional – oferecido anualmente a todos docentes da Universidade; - Painel em que os Coordenadores de Curso apresentam, em forma de exposições e relatos, experiências bem sucedidas no processo de ensino e aprendizagem dos seus cursos. A atividade estende-se também a projetos de pesquisa e extensão desenvolvidos nos cursos. A finalidade é proporcionar um espaço de discussão, troca de experiências entre os Coordenadores de Curso da UNIPAMPA. - Encontros e reuniões nos seus campi de designação. Nesses encontros e reuniões pedagógicas de estudos, além de participar e organizar o planejamento semestral do campus o Coordenador acompanhará e assessorará o planejamento do Plano da Disciplina do professor do curso, observando às questões de ensino, pesquisa e extensão e a articulação ao Projeto Institucional e Projeto Pedagógico do Curso. - Palestra, oficina, mini-curso, mesa-redonda. Atividades formativas na modalidade à distância: Atividades que serão postadas na plataforma Moodle: textos como suporte do trabalho presencial e fórum de discussões. Atividades da Coordenadoria de Apoio Pedagógico - CAP: 1. Realizar as inscrições e organizar cadastro dos docentes ingressantes, incluindo os técnicos em assuntos educacionais; 2. Editar e reproduzir material didático; 3. Atuar no apoio logístico para a realização das ações programadas; 4. Providenciar documentos necessários para comprovação da participação dos docentes nas atividades programadas e expedição de certificados; 5. Promover a capacitação dos técnicos em assuntos educacionais para o desenvolvimento do Projeto de Qualificação da Gestão do Ensino – ProGen/ UNIPAMPA; 6. Garantir as condições materiais e institucionais para o desenvolvimento do Projeto de Qualificação da Gestão do Ensino – ProGen/ UNIPAMPA executados pelos técnicos em assuntos educacionais; 7. Coordenar as ações de planejamento do Projeto, acompanhando e avaliando essas ações no âmbito dos campus da UNIPAMPA; Atividades dos técnicos em assuntos educacionais de cada campus: - Realizar as inscrições e organizar cadastro dos docentes ingressantes; - Coordenar as ações administrativas necessárias para a realização do Projeto de Qualificação da Gestão do Ensino – ProGen/ UNIPAMPA; - Fomentar que Coordenadores de Curso executem as atividades presenciais e on-line do Projeto de Qualificação da Gestão do Ensino – ProGen/ UNIPAMPA; 61 - Elaborar um relatório de atividades e avaliação das atividades executadas; - Acompanhar e assessorar os Coordenadores de Curso professores em seus trabalhos pedagógicos, auxiliando-os em suas dificuldades. Neste acompanhamento os Coordenadores de Curso receberão maiores esclarecimentos do seu fazer na universidade bem como poderão relatar as dificuldades e necessidades que encontrarão. São atividades dos Coordenadores de Curso - Participar de todo processo que envolve o Projeto de Qualificação da Gestão do Ensino – ProGen/ UNIPAMPA; - Elaborar um Plano de Trabalho do semestre para o Curso; - Elaborar um relatório das atividades desenvolvidas no Projeto de Qualificação da Gestão do Ensino – ProGen/ UNIPAMPA. Resultados esperados Visando garantir o aprimoramento ou as necessárias reformulações, o projeto será avaliado a partir da participação dos Coordenadores nas atividades propostas, considerando os seus depoimentos e avaliação escrita. Alem disso, será considerado o parecer a partir dos Técnicos em Assuntos Educacionais. Referencias ANASTASIOU, Léa das Graças e ALVES, Leonir Pessate (Orgs.). Processos de Ensinagem na Universidade: pressupostos para as estratégias de trabalho em aula. Joinvile: UNIVILLE, 2006. BROILO, Cecilia Luiza. (Con)formando o Trabalho Docente: a ação pedagógica na universidade. Tese (doutorado) Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: UFRGS, 2004. ESTRELA, Maria Teresa. Ética a Pedagogia no Ensino Superior. In: LEITE, Carlinda. (org) Sentidos da Pedagogia no Ensino Superior. Porto: Legis Editora, 2010. p. 11- 27. FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2000. GRILLO, Marlene Correro. A Gestão da Aula Universitária na PUCRS. Marlene Correro Grillo, Ana Lucia Souza de Freitas, Rosana Maria Gessinger, Valderez, Marina do Rosário Lima (Org.). Porto Alegre: EDIPUCRS, 2008. MASETTO, Marcos Tarciso. Competência Pedagógica do Professor Universitário. São Paulo: Summus, 2003. MASETTO, Marcos Tarciso. Formação Pedagógica dos Docentes do Ensino Superior. Revista Brasileira de Docência, Ensino e Pesquisa em Administração - Edição Especial - Vol. 1, n. 2, p.04-25, Julho/2009. MASETTO, Marcos Tarciso. Professor Universitário: um profissional da educação na atividade docente. In: MASETTO, Marcos. (Org). Docência na Universidade. Campinas: Papirus, 1998. p.9-26. 62 PIMENTA, Selma e ANASTASIOU, Léa das Graças. Docência no Ensino Superior. São Paulo: Córtex, 2002. RANGEL, Mary. Métodos de Ensino para Aprendizagem e a Dinamização das Aulas. Campinas: Papirus, 2005. RIOS, Teresinha Azeredo. Ética da Docência Universitária: apontamentos para um diálogo. In: CUNHA, Maria Isabel da; SOARES, Sandra Regina; RIBEIRO, Marinalva Lopes. (Orgs). Docência Universitária: profissionalização e práticas educativas. Feira de Santana: UEFS Editora, 2009. p. 117-130. REGIMENTO, UNIPAMPA. Aprovado pelo Conselho Universitário, Resolução n. 05, de 17 de junho de 2010, UNIPAMPA. Projeto Institucional 2009. Bagé, 2009. Veiga, Ilma Passos A. Docência Universitária na Educação Superior. Anais do VI SIMPÓSIO SOBRE DOCÊNCIA NA EDUCAÇÃO SUPERIOR. Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais "Anísio Teixeira". Brasília. 1°/2 dez/2005. 63 3. UM PROCESSO INTERDISCIPLINAR DE ARTICULAÇÃO DOS DOCENTES NA UNIVERSIDADE: OS FÓRUNS DAS GRANDES ÁREAS DE CONHECIMENTO DA UNIPAMPA – FÓRUNS Lúcia Vinadé Aline Luz Cecilia Luiza Broilo Apresentação Os Fóruns das grandes áreas de conhecimento, no âmbito da Universidade Federal do Pampa, caracterizam-se como um órgão de apoio e assessoria aos dirigentes dos Campi, Coordenadores de Cursos de Graduação e Cursos Superiores de Tecnologia, bem como ao demais docentes da instituição, no sentido de assessorar nos aspectos acadêmicos referentes ao Projeto Político Pedagógico da Instituição, aos projetos dos cursos, as necessidades de desenvolvimento profissional dos docentes, a aspectos ligados ao processo de ensino e aprendizagem, avaliação, e outros temas e assuntos que surgirem na comunidade docente e discente envolvida. Destaca-se que os fóruns constituem-se em espaços de discussão acadêmica e para tal estão vinculados ao Vice-Reitor e a Pró-Reitoria de Graduação. Abaixo apresentamos os cursos e áreas do conhecimento que estão atualmente estruturados os Fóruns da Universidade Federal do Pampa. - Fórum das Licenciaturas: Licenciatura em Física; Licenciatura em Matemática; Licenciatura em Letras: Habilitação Português/Inglês ou Português/Espanhol; Licenciatura em Ciências Exatas; Licenciatura em História; Licenciatura em Pedagogia; Licenciatura em Ciências Biológicas; Licenciatura em Ed. Física; Licenciatura em Ciências da Natureza. - Fórum das Engenharias: Ciências da Computação; Engenharia Agrícola; Engenharia Civil; Engenharia de Software; Engenharia Elétrica; Engenharia Mecânica; Engenharia de Computação; Engenharia de Alimentos; Engenharia de Energias Renováveis e Ambiente; Engenharia de Produção; Engenharia Química; Geofísica. - Fórum dos Cursos Superiores de Tecnologia: Curso Superior de Tecnologia em Agronegócios; Curso Superior de Tecnologia em Agronegócios; Curso Superior de Tecnologia em Gestão Pública; Curso Superior de Tecnologia em Aqüicultura; Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Turismo. - Fórum das Agrárias: Engenharia Florestal; Zootecnia; Agronomia; Ciências e Tecnologia Agroalimentar/Bacharelado; Gestão Ambiental; Medicina Veterinária - Fórum Sociais Aplicadas: Administração; Ciências Econômicas; Relações Internacionais; Ciências Sociais Bacharelado em Ciência Política; Comunicação Social/Habilitação em Relações Públicas/Ênfase em Produção Cultural; Comunicação Social/Habilitação em Jornalismo; Comunicação Social/Habilitação em Publicidade e Propaganda - Fórum da Saúde: Nutrição; Serviço Social; Biotecnologia; Ciências Biológicas – Bacharelado; Enfermagem; Farmácia; Fisioterapia; Cabe esclarecer, que esta estrutura é flexível, permitindo a mobilidade de seus participantes nas diversas áreas, de acordo com sua afinidade com as discussões propostas. - Fórum de Educação a Distancia - EAD. 64 Objetivos e princípios dos fóruns Os fóruns têm como objetivo geral: atuar de forma a contribuir na busca da excelência no ensino e da qualidade em todas as suas funções e serviços. Além disso, ficou estabelecido como finalidade: formar um coletivo, para discutir e propor diretrizes para as grandes áreas da UNIPAMPA (por exemplo, perfil do docente formado pela UNIPAMPA, o perfil do engenheiro formado pela UNIPAMPA, entre outros). Outras preocupações destacadas pela universidade são referentes aos projetos pedagógicos dos cursos, as normas de estágios curriculares ou extracurriculares, quanto as atividades complementares de graduação - ACGs, aos Trabalhos de Conclusão dos cursos de graduação - TCCs, sendo assim, os fóruns um espaço de discussão dessas práticas e de definições de orientações a serem seguidas pela comunidade acadêmica. Também foram ressaltados a necessidade de discutir as temáticas referentes a evasão, as questões específicas dos cursos de graduação, integração, acompanhar os editais de órgãos públicos e internos, e especialmente articular os cursos dos campi e entre campus, bem como articular e propor projetos coletivos. O marco referencial que pautou o trabalho dos Fóruns das grandes áreas de conhecimento foi extraído do Projeto Institucional, visando efetivar as concepções presentes e expressas na sua visão: de constituir-se como instituição acadêmica de reconhecida excelência, integrada e comprometida com o desenvolvimento sustentável da região e do país. Na sua missão: enquanto instituição social comprometida com a ética, fundada em liberdade, respeito à diferença e solidariedade, que assume a missão de promover a educação superior de qualidade, com vistas à formação de sujeitos comprometidos e capacitados a atuarem em prol do desenvolvimento sustentável da região e do país. Destaca-se que a UNIPAMPA defende os seguintes princípios balizadores que são orientadores de seu fazer: Formação acadêmica ética, reflexiva, propositiva e emancipatória, comprometida com o desenvolvimento humano em condições de sustentabilidade; excelência acadêmica, caracterizada por uma sólida formação científica e profissional, que tenha como balizador a indissociabilidade entre o ensino, a pesquisa e a extensão, visando ao desenvolvimento da ciência, da criação e difusão da cultura e de tecnologias ecologicamente corretas, socialmente justas e economicamente viáveis, direcionando-se por estruturantes amplos e generalistas; Sentido público, manifesto por sua gestão democrática, gratuidade e intencionalidade da formação e da produção do conhecimento, orientado pelo compromisso com o desenvolvimento regional para a construção de uma Nação justa e democrática. Com o compromisso de instituição com o seu ao – redor propõe-se a exercer, por meio do ensino de graduação, de pós-graduação, de pesquisa científica e tecnológica, de extensão, de assistência às comunidades e de gestão, atividades que ganhem efetividade e relevância, do conhecimento da realidade da região, de forma dialogada com o coletivo dos participantes desse processo, e apoiadas na perspectiva do desenvolvimento sustentável e pautadas em ações democráticas, em favor de uma sociedade justa e solidária. Atribuições dos fóruns Para garantir a efetividade e sistemática da organização dos fóruns foram definidas as seguintes atribuições: 1. Assessorar a Pró-Reitoria Acadêmica quanto às questões técnico-pedagógicas inerentes ao desenvolvimento das atividades de ensino-aprendizagem dos Cursos de Graduação e dos Cursos Tecnológicos; 65 2. Buscar a execução do projeto Institucional da Universidade nos documentos que normatizam os cursos, bem como na realização da prática pedagógica diária dos professores; 3. Desenvolver um Projeto de Formação Continuada dos docentes; 4. Participar da elaboração do planejamento dos planos anuais de atividades da Pró-Reitoria de Graduação e Pró-Reitoria Acadêmica e acompanhar a execução das ações planejadas; 5. Apoiar as Coordenações Acadêmicas e de Curso em suas necessidades, interesses e problemas relacionados aos processos pedagógicos, identificados no cotidiano acadêmico e nos processos avaliativos; 6. Propor em conjunto com a Unidade de Apoio Pedagógico, normas, instruções, orientações ou procedimentos relativos à estrutura, organização, funcionamento e prestação de serviços vinculados à Pró-Reitoria de Graduação e Pró-Reitoria Acadêmica; 7. Propor a emissão e supervisionar o cumprimento de normas e instruções baixadas pela Pró-Reitoria de Graduação e Pró-Reitoria Acadêmica; 8. Elaborar e divulgar documentos orientadores do processo pedagógico; 9. Orientar os Coordenadores dos Cursos sobre propostas de reformulação de currículos dos cursos de Graduação; 10. Orientar e acompanhar as Coordenações dos cursos de Graduação e dos Cursos superiores de Tecnologia quando da elaboração, implementação e atualização dos projetos pedagógicos e suas respectivas matrizes curriculares; 11. Minutar documentos normativos a serem apreciados e aprovados pelos Colegiados competentes; 12. Atender demandas da comunidade acadêmica, no que diz respeito a informações e/ou orientações, sobre legislação e matérias de natureza acadêmica; 13. Acompanhar, junto ao MEC, os assuntos de natureza acadêmica, de interesse da Universidade, relacionadas aos cursos de Graduação e dos cursos superiores em Tecnologia; 14. Orientar e acompanhar as Coordenações dos cursos de Graduação e dos Cursos superiores de Tecnologia quando da elaboração, implementação de atividades de Estágio curricular e TCCs de cursos - elaborar normas para essas atividades, acompanhar e orientar o desenvolvimento do trabalho; 15. Efetivar outras ações que lhe sejam atribuídas pelo Pró-Reitor de Graduação e Pró-Reitor Acadêmico. Composição dos fóruns A Composição dos fóruns da UNIPAMPA foram organizados a partir dos cursos de graduação, sendo agrupados por grandes áreas do conhecimento e por finalidade específica. Inicialmente, foram criados os seguintes fóruns: Agrárias; Ciências sociais aplicadas; Engenharias; Licenciaturas; Saúde e biológicas; Tecnológicos; e Ead. Com uma equipe composta pelo Vice-Reitor: Prof° Dr. Norberto Hoppen; pelo Pró-Reitora de Gradução: Profª Drª Lúcia Vinadé; Técnica em Assuntos Educacionais: Ms. Aline Luz; e pela Assistente em Administração, Renata Pereira, ficando o seguinte. Contato: [email protected]. Os participantes previstos para a participação dos fóruns ficaram os seguintes: coordenadores dos cursos; coordenadores acadêmicos; professores interessados; técnicos em assuntos educacionais dos campi que sediam os cursos; 66 laboratoristas dos campi que sediam os cursos; representantes dos alunos; coordenadores dos cursos de graduação e os técnicos em assuntos educacionais dos campi têm participação continuada nos fóruns e outros participantes poderão compor os fóruns a partir de sua relação e interesse nos assuntos em discussão. Funcionamento dos fóruns Quanto ao Funcionamento dos fóruns ficou definido aconteceria através de encontros anuais (em torno de dois) com datas agendadas preliminarmente. A partir da 1ª. Edição de cada fórum foi-se estruturado um plano de ação para a tal continuidade, definindose também a indicação ou escolha de um coordenador do respectivo fórum, possui o mandato de um (1) ou dois (2) anos. A estruturação conta com o apoio da reitoria, através de: Secretaria de Apoio aos Fóruns: um Técnico em Assuntos Educacionais e um Assistente Administrativo, cuja tarefa principal se destina a organizar as reuniões, prover informações, auxiliar na elaboração de documentos, etc. DATA 30/06 06 e 07/07 14 e 15/07 A partir do dia 09/08 20/07 31/08 15/09 CALENDÁRIO DOS FÓRUNS - 2010 LOCAL PROGRAMAÇÃO Bagé Sala Multimeios Engenharias e Bagé Palestrante: Ítala Ciências Exatas Palacete Pedro Osório Licenciaturas Jaguarão - Campus Palestrante: Elisabeth Krahe (UFRGS) Maria da Graça (UFPEL) Cursos Superiores Santana do Livramento Tecnológicos – Campus ÁREA EAD Ciências Sociais e Aplicadas Saúde Ciências Agrárias Santana do Livramento – Campus Uruguaiana - Campus São Gabriel - Campus Observação: Os Fóruns estão sendo acompanhados nas questões que envolvam organização nos seguintes aspectos: Convites aos participantes e palestrantes, Confirmações de presença, Definição de Pauta, Deslocamentos... 67 4. SINTESE DE ATIVIDADES DE ROTINA REALIZADAS NO PERIODO DE JUNHO/2010 A FEVEREIRO/2011 4.1 Realização de diferentes reuniões de cunho pedagógico - Reuniões da Coordenadoria de Apoio Pedagógico – CAP Reunião dia 9 de junho de 2010 – manhã Local: reitoria Presenças: Noberto Hoppen, Lúcia Vinadé, Cecilia Luiza Broilo, Adriano Rodrigues José, Aline Souza da Luz, Gilvane Correia, Giovani Andreoli, Raquel Caramez, Renata Pereira Pauta - Apresentação e discussão do Projeto da Coordenadoria de Apoio Pedagógico - Apresentação e discussão do Plano de Ação da Coordenadoria de Apoio Pedagógico - Questões referente a: equipe multicampi, atendimento integrado professor-aluno - Projeto de formação continuada (Docentes; Alunos) - Participação da equipe em eventos - Fóruns de Graduação: calendário dos fóruns, organização - Cronograma das visitas aos campi - Agendar um espaço para uma reunião da CAP com os Técnicos em Assuntos Educacionais TAES (apoio) e – Outros assuntos que surgirem.... Encaminhamentos e definições: 1- Envio de email (com Giovani, com cópia para profª. Lúcia e prof. Norberto) para o Luiz Osório solicitando a reserva de um turno dentro do evento dos técnicos para tratar com os TAE‟s os seguintes temas a partir da apresentação e discussão do Projeto da CAP, destacando especialmente: Implementação da Coordenadoria de Apoio Pedagógico (CAP) na UNIPAMPA; Objetivos da CAP; Plano de ação da CAP; Questões gerais. 2 – Solicitação ao Prof. Norberto e Profa. Lúcia para que a reunião seja marcada no 9/6 à tarde, conforme havia combinado. 3 – Apresentação da equipe e discussão do plano de trabalho nos campi: teremos que discutir isso pessoalmente nesta reunião, as agendas estão complicadas em junho e fica difícil estabelecer isso por e-mail. E é muito importante conectar essas visitas com o Projeto Institucional e a reitoria 4 – Discussão do plano de ação que ecíl estruturaram: gostaria, antes de partir para a ação, discutir o mesmo entre nós. Estarei em Bagé na quarta à tarde (não sei se vai dar para encaixar a reunião 3 ) e na sexta. Reunião dia 08 de julho de 2010 – tarde Local: Reitoria Presenças: Adriano José, Aline Luz, ecília Broilo, Gilvane Correia, Giovani Andreoli e Raquel Caramez. Pauta - Avaliação da reunião de trabalho do dia 06/07/10 com representantes do Campus de Bagé - Revisão do plano geral do CAP (projeto) - Revisão dos calendários dos Fóruns e das Reuniões de trabalho Encaminhamentos e definições 1. Avaliação da reunião do dia 06/07/10 com representantes do Campus de Bagé - Críticas são importantes, apesar de incômodas. - Erro estratégico: ter aberto para professores falarem sem a sistematização da escrita. - No próximo, a profª Cecilia sugere: apresentações individuais sem delongas; demorar mais na apresentação do projeto, enfocando a questão da autonomia, da rede, do grupo maior dos TAES; depois passar para a sistematização das opiniões (conforme planilha de levantamento de informações) onde cada um de nós atua junto ao grupo formado. Depois, passaríamos para 68 a apresentação de projetos enquanto alguém da CAP sistematiza as opiniões escritas e apresenta imediatamente na tela para averiguação e acréscimos de opiniões. - Questionar aos TAES sobre o que mais eles sugerem como eixos de investigação. - Detalhar mais o “Projeto Incluir”. - Detalhar melhor: “autonomia” e “rede”. - Fica definido que os TAES nos campi não são parte do CAP, mas que eles terminam o ano enviando um relatório para o CAP sobre as atividades desenvolvidas. - Realizar um planejamento com reuniões mensais com os TAE‟s, estando a CAP representada por alguns de seus membros. - O projeto é uma minuta a ser modificada pelos TAES e coordenadores nos campi. - Os projetos da CAP (Evasão, Inclusão e Formação Continuada) são preocupações da Reitoria, e a CAP estando ligada à Vice-Reitoria fica com a responsabilidade de assessorá-la nas questões pedagógicas da Universidade. Por isso, se torna responsável pelos projetos com o apoio dos TAE‟s nos campi. - Unisinos, seis centros, o NAP e os representantes foram enviados para os campi. - Professor de Jaguarão tem preocupação em relação à legislação educacional referentes à LIBRAS. - Convidamos: diretores, coordenadores acadêmicos, coordenadores de curso, TAES e assistentes sociais. 2. Revisão do plano geral da CAP (Projeto) -Ajeitar a escrita sobre a configuração da CAP e dos colegas TAES, assim como as atribuições de cada parte. 3. Revisão do calendário dos Fóruns e das Reuniões de trabalho DATA EVENTO JULHO 14 e 15 - Fórum das Licenciaturas (Jaguarão) - Reunião de trabalho da CAP no campus ( 14/7 – 17h em Jaguarão) 20 - Reunião de trabalho da CAP no campus ( 16 h – São Borja) 21 - Reunião de trabalho da CAP no campus ( 10 h – Itaqui) - Reunião de trabalho da CAP no campus ( 15 h – Uruguaiana) AGOSTO 17 - Reunião de trabalho da CAP no campus ( 9h – Caçapava) - Reunião de trabalho da CAP no campus ( 15 h – Dom Pedrito) 24 e 25 - Fórum Engenharias e Ciências Exatas (Bagé) 31 - Fórum dos Cursos Tecnológicos (Livramento) SETEMBRO 01 - Reunião de trabalho da CAP no campus (15h – Alegrete) 14 - Reunião de trabalho da CAP no campus ( 17h – São Gabriel) 15 - Fórum das Agrárias ( São Gabriel) 28 - Fórum das Ciências Sociais Aplicadas e Humanas ( Livramento) * Agendar: Fórum da Saúde (provavelmente em Outubro) Observação: Alguns encaminhamentos foram definidos visando melhorar a qualidade das reuniões como: – revisão da pauta das reuniões de trabalho sob a responsabidade da Profª. Cecília. A Gilvane fica responsável pela lista de presenças e planilha de Levantamento de informações nas reuniões de trabalho. Solicitação de confirmação da participação nas reuniões. Reunião dia 22 de julho de 2010 - manhã Local: Reitoria 69 Presenças: Adriano Jose, Cecilia Broilo, Gilvane Correia, Giovani Andreoli e Raquel Caramez. Pauta - Organização das próximas reuniões - Estudo das atribuições legais dos Técnicos em Assuntos Educacionais (TAE's) Encaminhamentos e definições - Próximas reuniões de trabalho: Caçapava do Sul – dia 17 de Agosto de 2010, às 9h; e Dom Pedrito – dia 17 de Agosto de 2010, às 15h; imprimir a pauta, encaminhar por email aos convidados, reforçar o convite na semana antes das reuniões (com Adriano), compor email de convite (com Adriano), Atribuições legais dos Técnicos em Assuntos Educacionais (TAE's) – encaminhar para professora Cecilia (com Adriano), compor email para as reuniões de trabalho com os TAE's, fazer os seguintes encaminhamentos durante a próxima semana (26 a 30/07) enviando os anexos: proposta de pauta, atribuições pedagógicas, proposta de cronograma de reuniões de trabalho para 2010/2, Plano de Ação da CAP (2010/2011) e ficha de avaliação, Enviar email com o Projeto da CAP para os participantes da reunião de trabalho junto ao Campus de Sant'Ana do Livramento (com Giovani), escrever a ata da presente reunião (com Adriano). Reunião dia 28 de julho de 2010 – manhã Local: Reitoria Presenças: Adriano José, Aline Luz, ecília Broilo, Giovani Andreoli e Raquel Caramez. Pauta - Reunião com os TAE's no II Seminário, no dia 10/08 no turno da manhã (Sant'Ana do Livramento) e Atribuições dos Técnicos em Assuntos Educacionais (TAE's) - Projeto Nivelamento – Profª Adriana Bodolay (Campus Jaguarão) - Projeto PRODOCÊNCIA – CAPES - Projeto dos Professores Ingressantes - Plataforma Freire - Questões e projetos da CAP: Inclusão; Evasão; Rede; Semana Pedagógica; Acompanhamento dos Professores Ingressantes - Outros assuntos: Revisão das reuniões dos campi (agendas, datas); revisão das sínteses/atas Encaminhamentos e definições, - (1) Reunião com os TAES no II Seminário, no dia 10/08 no turno da manhã (Sant'Ana do Livramento) e Atribuições dos Técnicos em Assuntos Educacionais (TAES), - organizar pasta para a pauta, as atribuições, - lista de presença com nome, assinatura, campus, email e telefone (com Giovani), - enviar pauta e atribuições em anexo para os email's dos TAES (com Adriano), - relatores da reunião dos TAE's – síntese das principais ideias do trabalho em grupos (com Adriano e Raquel), - imprimir pauta com detalhes para a Profª Cecília, - enviar proposta de ficha de avaliação para o Giovani e a Gilvane (com Adriano). (2) Projeto dos Professores Ingressantes - providências e responsáveis: Coordenação do evento – Aline e Profª Cecília, Previsão Orçamentária – Giovani e Bruno, Agendamento da data e dos locais das atividades, prevendo a infraestrutura necessária e disponível para a atividade (datashow, som, microfones, local para janta de confraternização...) – Aline, Convite e confirmação dos palestrantes, painelistas, oficineiros... – Adriano, - Envio de correspondência aos Coordenadores de Curso e TAES informando o evento e anexando este projeto – Aline, - Montagem dos kits (documento nº I – livro/UNIPAMPA, CDs) a serem distribuídos aos professores ingressantes – Giovani, Organização da recepção e credenciamento dos professores: kits, programa do evento, crachás, pastas, blocos ou folhas, canetas, café, água... – Raquel, - Listagem dos professores ingressantes 2010, lista frequência, convite, confirmação de presença/inscrição – Gilvane, Certificados de participação: elaborar, preenchimento de dados de cada participante, 70 assinatura do Vice-Reitor e registro institucional, programação da atividade, carga horária total, impressão – Adriano, - Organização e coordenação das três oficinas e dois workshop's (distribuir os participantes conforme cores dos crachás) – Aline e Gilvane. Reunião dia 14 de janeiro de 2011 - tarde Local: Reitoria Presenças: Adriano José, Aline Luz, Cecilia Broilo, Giovani Andreoli e Raquel Caramez. Pauta: - Avaliação do Seminário dos Ingressantes - Encontro dos Coordenadores de Curso - Encontro das TAES - IV Seminário de Desenvolvimento Profissional Docente - Encaminhamentos - Combinações: a) todos acessarem o email [email protected] visando agilização das informações entre todos do grupo e compromisso com a instituição; Encaminhamentos e definições - Avaliação do Seminário dos Ingressantes - Problemáticas: o salão não possibilitou a mudança na disposição das cadeiras, agindo como inibidor de uma dinâmica grupal, de interação. Raquel e Daviane organizar/sistematizar a avaliação dos professores. Houve a tônica em relação a um maior tempo para o debate. O trabalho de grupo foi bem recebido pelos professores. No GT das Engenharias houve a reclamação de que não houve muita objetividade nas palestras, necessidade de capacitação pedagógica, acrescentando a isso a dificuldade em relação a exposição dos slides, dificuldade na interação entre os professores em relação a projetos que vem sendo realizados. Importância da elaboração de um projeto relacionado aos estudantes para contribuir na superação das dificuldades de aprendizagem, a falta de conhecimentos básicos e prévios relatados pelos professores. A ação dos coordenadores de curso precisa ser mais incisiva em relação a orientação quanto a avaliação e planejamento das atividades. Solicitaram apoio no reconhecimento e atendimento a distúrbios de aprendizagem e problemas de depressão de estudantes e professores, quanto a mudanças de contexto (lugar de moradia, de formação) e o que isso traz como consequência na vida de cada um; ideia de divulgar que há na PROGESP um núcleo de atenção a saúde do servidor. Haver um documento que divulgue a UNIPAMPA aos professores. - Dia 25/01 – reunião com os TAES e pedagogos, e grupo. Retomar os projetos elencados pelos professores ingressantes no seminário dos dias 11 e 12/01. - Encontro dos Coordenadores de Curso: 1º e 2/02/11, em Bagé. Ato de posse na manhã, momento de formação e capacitação, informes gerais. A preocupação maior será relacionada aos PPC‟s. Irão Giovani, Renata, Aline e Elena. - IV Seminário de Desenvolvimento Profissional Docente: 23 e 24/02. As oficinas haver a divisão de responsabilidades entre a equipe da CAP e os TAES dos Campi. Tônica na temática da avaliação e planejamento. Sugestão de contato com o NTI para disponibilizar um link para inscrição nas oficinas, disponibilizando as vagas disponíveis e o saldo de vagas ainda não preenchidas. Haver listas de presença nos dois turnos e nas oficinas. Relato da programação do evento. Fazer uma pequena o nome e ementa da oficina dizendo o que ela tratará para torná-la atrativa. Haverá reunião com a reitora para tratar das oficinas, confirmar as temáticas e indicação de nomes dos responsáveis. Tarefa Adriano: telefonar para Livramento – realizar levantamento de salas disponíveis e quantas cadeiras podemos contar para a realização das oficinas (serão necessários 15 espaços para acolhê-las). Montar minuta de convocação para a reunião dos TAES no dia 25/01/11. - Reuniões de trabalho 71 Cronograma das Reuniões de Trabalho nos diferentes Campi Participantes: Coordenadores de Cursos, TAES, CAP, Vice-Reitor e Pró-Reitora de Graduação DATA LOCAL 06/07, às 18h Bagé - Campus 14/07, às 18h Jaguarão Campus 20/07, às 18h Livramento - Campus 31/08, às 18h Uruguaiana - Campus 17/08, às 09h Dom Pedrito - Campus 17/08, às 14h Caçapava - Campus 01/09, às 15h São Borja - Campus 01/09, às 10h Itaqui - Campus 02/09, às 10h Alegrete - Campus 14/09, às 18h São Gabriel - Campus Observação: Reuniões de Trabalho: As Reuniões de Trabalho estão sendo organizadas de forma a garantir a presença dos envolvido no Processo Pedagógico em cada Campus. Relatório das Reuniões de Trabalho da CAP nos Campi Reunião Dia Julho a outubro de 2010 - Pauta Primeiro momento: - Abertura da reunião e apresentação da Equipe/integrantes da reunião, destacando as preocupações pedagógicas da UNIPAMPA:Prof. Norberto Hoppen e Profa. Lucia Vinadé. - Apresentação e Discussão da pauta da reunião, verificando outros assuntos a partir dos participantes da reunião no Campus. - Exposição do Projeto da Coordenadoria de Apoio Pedagógico – CAP: destacando o período de execução, objetivos, atribuições, configuração da Coordenadoria, principais linhas de ação: Profª. Cecília Luiza Broilo. - Trabalho de Grupo envolvendo os participantes do campus para realizar um levantamento de informações tais como: (A) Dificuldades Enfrentadas na área pedagógica; (B) Necessidades; e (C) Sugestões de atividades esperadas pelo apoio pedagógico. Segundo momento: - Apresentação e Discussão do Plano de Ação, destacando os Projetos a serem implementados no período de 2010 a 2013: - Pesquisa sobre a Evasão – Adriano - Projeto de Inclusão – Gilvane e Raquel - Projeto da Rede Pedagógica – Pagina (Site– UNIPAMPA) Giovani - Projeto de Formação Continuada – Aline Outros assuntos a serem propostos pelos participantes. ... Terceiro momento: Encerramento: apresentação das principais idéias levantadas pelos grupos, avaliação da reunião, previsão de encaminhamentos. A seguir apresenta-se um quadro síntese dos dados coletados nas reuniões de trabalho realizadas, no período de julho a setembro de 2010, nos diferentes campi, da UNIPAMPA: 72 APRESENTAÇÃO DO QUADRO SÍNTESE DOS DADOS COLETADOS NAS REUNIÕES DE TRABALHO REALIZADAS NOS DIFERENTES CAMPI CAMPUS Eixos considerados - Dificuldades - Necessidade enfrentadas na área pedagógica – Sugestões Bagé Docentes: Planos de ensino e Sala de Aula - dificuldade na entrega, na importância de escrevê-lo, na execução, na revisão, na clareza, articulação com a prática, espaços para discussão sobre o Plano de Ensino; Ausência de carga didática; é preciso mais Data: 06 de julho dinamismo previsto no Plano de Ensino; falta uso de ferramentas dinâmicas, de ensino e interação docente; Recuperação e Avaliação de 2010 - Falta de clareza; Formação Inicial dos Professores: Ausência de experiência docente de alguns professores ingressantes. Local: Prédio da Necessidade de Formação inicial dos professores novos; Questões pedagógicas referentes ao professores: ausência de diálogo entre Uergs os professores, principalmente os que lecionam disciplinas não vinculadas ao curso; muitas ações burocráticas; falta de interação entre a área básica e a profissionalizante, de interlocução entre as áreas do conhecimento e de momentos de escuta das dificuldades Horário: 17h às enfrentadas pelos professores. 20h Estudantes: trazem dificuldades de formação/ensino básico, o que influi no processo de ensino e aprendizagem. Coordenadores de Curso: falta de olhar pedagógico; dificuldade de pensarem as questões pedagógicas e o curso; concentração/excesso de carga horária em atividades que dificultam o andamento do trabalho. Outras questões levantadas: falta clareza nas funções dos coordenadores acadêmicos e de cursos; problemas de trabalho e infra estrutura; falta de planejamento nas solicitações e de cumprimento de trabalho em curto prazo de tempo; dificuldade de haver um canal de comunicação eficiente; questões administrativas específicas do campus sobrepõem-se às questões pedagógicas. Necessidades: uma secretaria de curso que desafogue o trabalho dos coordenadores; melhorar a gestão acadêmica evitando o acúmulo de informações; ativar laboratórios que facilitem os processos de ensino e aprendizagem para diferentes cursos; articulação entre Universidade e Comunidades; diferenças entre os campi. Jaguarão Docentes: dificuldades de: pensar e discutir ações que articulem os conteúdos entre as disciplinas do curso, articular ensino, pesquisa e extensão nas propostas de trabalho, práticas docentes articuladas aos conceitos e propostas presentes no PPP, relação interpessoal Data: 15 de julho professor x aluno, reunir-se com colegas com mais freqüência para dinamizar as discussões em busca de ações que qualifiquem o de 2010 curso. Local: Prédio do Estudantes: falta de conhecimentos prévios, dificuldade de interpretação das leituras acadêmicas, evasão, dificuldades de Campus aprendizagem. Horário: 16h45min Outras questões levantadas: ausência de equipe pedagógica para suporte à Coordenação Acadêmica; dispersão e sobreposição; às 18h20min burocracia com registros: atestados de alunos, rematrículas, infra-estrutura e falta de capacitação dos recursos humanos. Necessidades: recursos humanos capacitados; aproximação e aceitação dos profissionais envolvidos (TAES e Docentes); organização das atividades; centralização das reuniões gerais em um dia; disponibilidade de tempo para atender os alunos; 73 estruturação da equipe com TAES; prover recursos para secretarias e setores, liberando TAES para sua função; acompanhamento presencial pela equipe da CAP das ações no Campus; realização de um trabalho de qualidade construído coletivamente; presença no Campus (junto aos alunos e professores); fazer um trabalho em conjunto alunos e professores. Santana do Livramento Data: 21 de julho de 2010 Local: Prédio do Campus Horário: 14h às 17h15min Caçapava do Sul Data: 17 de agosto Docentes: falta de conhecimento do perfil do aluno; dificuldade de colocar ou implementar um trabalho teórico-prático; conhecimento da disciplina (conteúdo): muitas vezes é delegado um professor que não tem formação suficiente; coordenar os níveis de exigência entre o que o docente espera e o que os discentes têm de expectativa; capacitação docente para sala de aula (didática); falta integração entre os professores para atuar de forma coletiva junto aos alunos (transmitir conhecimentos e experiências sobre as turmas); excesso de atividades extras sala de aula (comissões, reuniões, demandas externas). Estudantes: motivação do aluno que vem para fazer um curso apenas porque é gratuito; conscientização do discente de que a Universidade é mais do que o período de sala de aula; falta de conscientização por parte dos alunos em atividades propostas que requerem autonomia; falta do hábito de leitura por parte dos alunos ( interpretação de documentos e textos, ritmo dos temas e expressões); descompasso de conhecimento; podem ser mais pró-ativos às atividade do campus. Outras questões levantadas: burocracia quanto às visitas técnicas; como equalizar a educação para alunos com diferentes níveis de conhecimento e diferentes graus de responsabilidade? Falta de equipamentos (ex.: softwares, impressoras, laboratório de informática...); biblioteca deficiente e horário insuficiente; falta de troca de experiências pedagógicas entre os docentes do campus e entre campi; falta de conhecimento dos professores quanto ao ordenamento e integração de disciplinas. Necessidades: conhecer o perfil do aluno e da turma – nivelar; tempo de preparação para as aulas, para pesquisa e extensão; bibliografia disponível; melhorar a infra-estrutura; disponibilizar: meios auxiliares (impressoras, máquinas), recursos tecnológicos, estrutura de salas adequadas, tempo para preparação das aulas, assistência estudantil; implementar a avaliação institucional; capacitação do corpo docente e técnico; aumento do acervo da biblioteca; alertar os servidores que o foco principal da Universidade é a satisfação e bem-estar do aluno; orientar o aluno ingressante; implementar cursos de interpretação e redação; integrar os docentes na ação pedagógica; reuniões pedagógicas com regularidade e pautas definidas com assessoramento qualificado; melhor definição e distribuição das atividades extra sala de aula entre todos os servidores do Campus; desenvolver políticas e estratégias para integração e envolvimento dos alunos com os seus cursos e campus; apoiar sistematicamente e valorizar o trabalho dos TAES; investigar e difundir as melhores práticas elencadas pelos alunos; espaço aberto de consultório sobre questões pedagógicas; propostas de cursos de capacitação, formação continuada; proporcionar espaços para troca de experiências entre os campi; criar um método para apontar dificuldades e necessidades do acadêmico e buscar soluções; disponibilizar amplas informações sobre bolsas e cursos de pesquisa e extensão oferecidos pela Universidade. Docentes: falta de programa de capacitação acadêmica e pedagógica para professores de áreas técnicas; falta de reuniões periódicas para discussão de problemas pedagógicos e individuais dos alunos; construção de metodologias que preencham o hiato entre a proposta teórica da interdisciplinaridade (prevista nos planos de curso) e a prática pedagógica. 74 de 2010 Local: Prédio do Campus Horário: 9h às 11h30min Campus Dom Pedrito Data: 17 de agosto de 2010 Local: Prédio do Campus Horário: 15h às 17h30min Estudantes: alguns chegam à Universidade com uma formação deficiente; baixo aproveitamento dos graduandos do noturno em relação ao estudo; falta de postura universitária; diferença entre a formação necessária inicial ao ensino superior, oriunda do ensino médio (nivelamento). Outras questões levantadas: carência de material didático; baixa carga horária em sala de aula; falta de infra-estrutura adequada (laboratórios, biblioteca); falta de obras literárias na biblioteca (referências nas disciplinas); compreender a função do TAE. Necessidades: implantação de programas de recuperação paralelos (tutoria/aulas de reforço); evitar sobrecarga de atividades dos professores; reservar dia da semana para reuniões pedagógicas (quartas-feiras/quando não ocorre reunião do conselho de campus); cursos de capacitação/nivelamento para os calouros (áreas de Matemática e Física); realização de seminários referentes aos conteúdos de cada disciplina (questões interdisciplinares); maior quantidade de laboratórios de ensino e espaços de estudo em diferentes áreas; concatenação dos planos de ensino em nível de colegiado em relação a conteúdos, metodologias e avaliação; estímulo a projetos de extensão intercampus; apoio para pensar, planejar e suplementar as atividades experimentais e de campo (aprendizagem, metodologias, didáticas); momentos que incentivem o debate interdisciplinar; qualificação e quantificação do acervo bibliográfico; CAP auxiliar na prática pedagógica; propostas pedagógicas de estímulo para o estudo por parte dos educandos levando em conta o perfil dos graduandos (noturno); iniciativas de criação de uma cultura universitária por parte dos graduandos visando o desenvolvimento da autonomia e da capacidade de iniciativa; assessoria na implementação de novas abordagens metodológicas; dar continuidade ao processo de acompanhamento pedagógico. Docentes: questão da interdisciplinaridade: o que significa, onde e como concretizar; sistema de lançamento de notas e diário de classe; falta de comprometimento do aluno com as disciplinas; dificuldade de motivação do aluno; percepção das particularidades de cada aluno; manter os alunos motivados; identificar os alunos com dificuldades de aprendizagem e como resolver. Como fazemos para encontrar uma metodologia que sane as dificuldades? Estudantes: motivação dos discentes; dificuldade dos discentes se comunicarem de forma oral ou escrita; provas de recuperação (estimulando os acadêmicos a estudarem somente no final); média 6,0; estímulo as ACG's durante o semestre letivo interrompem a construção do conhecimento; recuperação de conteúdo-avaliação. Outras questões levantadas: mobilidade docente; dificuldade de relacionamento professor/aluno; falta de apoio pedagógico; dificuldade de locomoção de transporte; heterogeneidade das turmas; falta de tempo por parte dos docentes; distância para realização de aulas práticas (fazenda experimental); relação ainda imatura com a comunidade, que valorizaria e daria apoio aos trabalhos extraclasse. Necessidades: atividades práticas e pesquisa; biblioteca com bibliografia adequada e suficiente; área experimental para produção animal e vegetal; equalização de carga-horária dos docentes; maior comunicação entre os professores (foco na interdisciplinaridade); desenvolvimento do senso crítico dos alunos sobre seus deveres; padronização do sistema de avaliação entre campus ou da instituição como um todo; exemplos de atividades extraclasses que resolvam problemas das cópias; identificação prévia de alunos 75 Campus São Gabriel Data: 14 de setembro de 2010 Local: Prédio do Campus Horário: 15h às 19h Uruguaiana Data: 05 de outubro de 2010 Local: Prédio do Campus Horário: 14h às 17h30min especiais informando e capacitando o docente; metodologia do Ensino Superior; melhorar as relações entre professores e alunos; desburocratização do sistema (delegar esta atividade); orientação às questões de dificuldades de aprendizagem dos alunos; regras para atividades do cotidiano de apoio pedagógico (avaliação, recuperação). Docentes: falta de capacitação pedagógica dos docentes nas áreas específicas e de conhecimento sobre interdisciplinaridade; encadeamento das disciplinas nos cursos; visão global; falta de uma organização do grupo para o cumprimento de um trabalho pedagógico coletivo; necessidade de orientação, coordenação de metas, visão, missão da UNIPAMPA/Campus. Estudantes: falta introdução à Universidade para o ingressante; dificuldade dos alunos aceitarem outras formas de trabalho (complementação dos temas. Ex: uso biblioteca); falta autonomia do aluno em buscar o conhecimento além do conteúdo da sala de aula. Outras questões levantadas: pedagógico refém do financeiro/administrativo que pode ser resolvido internamente; licenças para uso de programas de informática; infraestrutura física e tempo para execução das atividades; assessoria pedagógica mais sistematizada; uso de ferramentas para o ensino; falta de material/condições para um bom trabalho; questão da transposição didática. Necessidades: discutir o papel do professor; ações que possibilitem a execução das necessidades do campus nas demandas pedagógicas; organizar a semana de acolhimento; organizar a capacitação pedagógica; ações específicas por área do conhecimento e por campus; apoiar na orientação de PPP (questões teóricas da Pedagogia, fundamentação legal etc). Docentes: falta momento pedagógico em cada curso para articular o planejamento das disciplinas e com o projeto educacional e interdisciplinar; pouca experiência dos docentes em didática no ensino superior; falta de conhecimento pedagógico pelos professores não pedagogos; falta de discussão do planejamento pedagógico em diferentes áreas do conhecimento; como elaborar uma prova que realmente vai contemplar o conhecimento do aluno; inexperiência com técnicas didáticas – capacitação. Estudantes: diferentes níveis de conhecimento e de interesse dos alunos; alunos com fraco embasamento do ensino médio; cultura imediatista dos alunos que buscam nas aulas sua única fonte de respostas; pouco acesso a fotocópias para trabalhos em sala de aula; nível reduzido de conhecimento prévio do aluno ingressante (ENEM); alunos com dificuldades na escrita (Português) e interpretação. Outras questões levantadas: planejamento interdisciplinar; formas avaliativas de aprendizagem; pouco domínio das TIC‟s (discentes/docentes); precariedade no transporte coletivo; dificuldades de aprendizagem dos discentes; professores ministrando aulas em diferentes áreas do concurso (preencher lacunas), enquanto existem profissionais habilitados no campus; falta preparação para reconhecer o potencial dos alunos; infra-estrutura deficitária: apoio técnico acadêmico insuficiente (data show não funciona à noite, dados do sistema desatualizados), falta de vidraria nos laboratórios, cortina, multimídia fixo na sala, apagador, apoio/cotas xerox, central de cópia para professores; sistema de reprografia eficiente. Necessidades: construir o PPP dos cursos de forma interdisciplinar (projetos articulados); construção do plano de ensino: formas/métodos/avaliação; custear o material pedagógico de apoio ao acadêmico (pagar copias e não digitalização de material); 76 intercalar e rodízio de turnos; articular na sala de aula ensino, pesquisa e extensão; organização da grade curricular (rever prérequisitos); apoio/núcleo pedagógico no campus; ampliar os espaços de diálogo cultural na universidade; grupo de apoio pedagógico: orientação discente e docente; aproveitamento de professores com domínio pedagógico e com capacidade de utilizar seus conhecimentos específicos para a formação generalizada; alunos conscientes do seu papel frente a sociedade; maior número de reuniões envolvendo professores de diferentes áreas; encontros periódicos de formação docente na perspectiva interdisciplinar; espaços coletivos de formação sobre a avaliação; formação e espaços na área de informática; ampliação do acervo bibliográfico; adequação do transporte aos horários das aulas; espaço adequado para atendimento discente; laboratório de informática com horário ampliado para o uso dos alunos; mapeamento e aproveitamento dos professores na sua especialidade; priorizar oferta de livros e periódicos; dar atenção às peculiaridades de cada curso; instalação permanente dos equipamentos multimídia nas salas de aula, com internet; melhoria na climatização das salas de aula; Instalação do Office (software) nas máquinas da UNIPAMPA; realização de nivelamento; realização de ações de apoio ao desenvolvimento acadêmico e pessoal do aluno (apresentação, comunicação, etc.); readequação da infraestrutura; reorganização do apoio acadêmico; reorganização do portal do professor com melhora do acesso docente; reorganização de ações do TI; apoio local em cada campus para acesso no Moodle; conhecimento/divulgação de técnicas didáticas; capacitação para formas diversificadas de avaliação da aprendizagem; melhoria da qualidade do ensino (ENADE/Avaliação Institucional) em consonância com o PI da Universidade; assegurar o compromisso de qualidade do ensino; formação continuada docente nos aspectos: tipos de aulas, pesquisa-ação, avaliação formativa; efetivação do CAP; definição dos papéis dos componentes do núcleo no campus; necessidade de professores experientes na área pedagógica para participação do núcleo; ligação do núcleo com alunos monitores dos cursos no sentido de reforçar o conteúdo visto em sala de aula; criação de grupos de estudos discentes; proporcionar feedback dos professores; apoio pedagógico e nivelamento do acadêmico ingressante (Português, estratégias de estudo, redação, interpretação); abertura do sistema de registro acadêmico no início do semestre para registro das atividades; solução dos problemas elencados com apoios de toda comunidade acadêmica. Alegrete Data: 06 de outubro de 2010 Local: Prédio do Campus, centro. Horário: 16h às 18h15min Docentes: estratégias adequadas para turmas com elevado número de alunos; heterogeneidade da turma; dificuldade de levar os alunos a procurar o aprendizado individual; falta de motivação dos alunos e professores; falta de pré-requisito (seqüência); conciliar a prática com a teoria; quebra do paradigma da aula tradicional; nem sempre as disciplinas a serem ministradas possuem domínio por parte do docente; falta de comprometimento/responsabilidade, pois reprovam por freqüência. Estudantes: falta de motivação e formação básica; turmas numerosas; resistência quando se procura alterar o paradigma de uma aula tradicional; falta autonomia em buscar o conteúdo, em ter material de apoio; alunos acostumados a didática tradicional desde o inicio de sua formação. Outras questões levantadas: problemas de infra-estrutura; carência de recursos humanos; conceituar as questões pedagógicas (o que é pedagógico?); gerência dos recursos e da infraestrutura; espaços de socialização de rotinas operacionais da biblioteca para os calouros; conceituação de interdisciplinaridade; mecanismos de avaliação de aprendizagem dos alunos. 77 Necessidades: como projetar a interdisciplinaridade dentro da divisão modular dos cursos?; analisar, refletir e agir sobre os índices de evasão, reprovação e aprovação; entender o papel social do professor e qual referencial orienta a sua prática; mecanismos de nivelamento do conhecimento básico dos alunos no início do curso; estudar a interdisciplinaridade dentro do contexto de cursos tecnológicos; estrutura física adequada; necessidade de disponibilizar salas de aula e laboratórios de maneira concomitante; incluir na carga-horária dos docentes as atividades extra-aula desenvolvidas (tempo para preparar aula); limitar alunos por turma; recursos humanos treinados/capacitados/disponíveis para dar apoio as aulas práticas; carga horária adequada e bem distribuída; recursos pedagógicos didáticos; enquadrar os professores em disciplinas de sua área de conhecimento; conscientizar os alunos que eles são parte integrante do processo pedagógico; buscar novas formas de tornar a aprendizagem significativa para os discentes; palestras com apresentação de novas abordagens, estudos de caso de profissionais na área de Engenharia, mas que possuam conhecimento pedagógico; caneta para quadro branco; sistema acadêmico funcionando; agilizar aquisição de materiais (compra de software e sólidos geométricos como apoio ao aluno deficiente visual); turno menores; capacitação dos servidores; construção de mecanismos de avaliação institucional; utilizar os resultados para promover efetivas mudanças; ações que promovam/favoreçam a desverticalização da relação professor-aluno; auxílio na busca de soluções para atender as dificuldades/necessidades elencadas, seja via fóruns, oficinas de capacitação pedagógicas, atendimento continuado conforme surjam as dificuldades no dia a dia; orientação pró-ativa e propositiva; disponibilização de material para apoio pedagógico; auxílio a inclusão social ao ensino superior; capacitação funcional para lidar com diversidade acadêmica; integração dos professores ingressantes com os processos da instituição; apoio pedagógico e conscientização aos alunos ingressantes; constituição de um núcleo de apoio pedagógico interdisciplinar; ações no campus que possa acompanhar as dificuldades relatadas pelos docentes/coordenadores; ações pedagógicas ao longo do ano letivo; prazo maior para a discussão dos assuntos pedagógicos; política efetiva de assistência dos docentes que trabalham com alunos de necessidades educacionais especiais; retorno desses trabalhos. São Borja Data: 04 de outubro de 2010 Local: Prédio do Campus Horário: 14h às 17h30min Docentes: Poucos espaços para debate das questões pedagógicas; formação pedagógica restrita a disciplinas/cursos de pós-graduação para docentes de Bacharelado; sobrecarga de atividades dos docentes. Estudantes: baixa qualidade do ensino médio e fundamental observada nos ingressantes no ensino superior, desconhecimento em relação ao papel da universidade pública, do curso e da profissão escolhida; desinteresse pela leitura e falta do hábito de interpretação de textos, de realização das atividades propostas dentro e fora da sala de aula; uso indiscriminado do computador e internet em sala de aula. Outras questões levantadas: acadêmicos e docentes não tem esclarecimento sobre metodologias de ensino-aprendizagem no ensino superior; a realidade local não possui infraestrutura e recursos para as atividades demandadas pela Universidade; ausência de cursos de aprimoramento e atualização; espaços para trocas de experiências e socialização das metodologias utilizadas; falta de espaço físico adequado; observação das particularidades de cada campus (projetos que dêem atenção às diferenças encontradas dos campi); falta de definição das funções dos TAES junto aos cursos. 78 Necessidades: aumentar o número de livros/exemplares por aluno na biblioteca; aumentar reuniões pedagógicas (socialização de planos de ensino) e eventos como oficina de capacitação pedagógica; valorizar a experiência de professores com tempo de trabalho no magistério superior; estimular atividades de acolhimento de alunos novos com esclarecimentos sobre o ensino superior/vida universitária; implementação das condições de espaço; horário integral da biblioteca; xerox no campus; quadro que possa ser apagado; sala para os professores e para atender os alunos; espaços para formação continuada para o professor e TAES; socialização de informações; espaços de discussões e planejamentos em grupo (de acordo com a especificidade dos campi); mais espaços de diálogo, locação e hora da disciplina; colaborar na gestão dos processos institucionais; fortalecimento do apoio pedagógico nos campi (suporte, apoio, sanar dúvidas da equipe); socialização das experiências pedagógicas dos docentes dos vários campus da UNIPAMPA, através das formas virtual, presencial e publicação bibliográfica; trabalhar com a comunidade acadêmica os aspectos dificultadores e as necessidades; desenvolver trabalho integrado entre TAES e Assistente Social. Itaqui Data: 05 de outubro de 2010 Local: Prédio do Campus Horário: 9h às 11h30min Docentes: falta de conscientização/entendimento quanto à importância e atuação dos TAES e Assistente Social (Apoio Pedagógico do Campus) para apoio aos professores sem experiência docente; excesso de disciplinas diferentes por professor; esclarecimento sobre o processo de avaliação na UNIPAMPA. Estudantes: desinteresse no início do curso e falta de iniciativa que atrapalham o desenvolvimento de atividades e produtividade; ansiedade para resultados imediatos, com raciocínio pouco profundo; falta de motivação para trabalhos em grupo; alunos não identificados com a área do curso; falta de respeito entre os colegas; carência na formação básica dos alunos; motivação exclusiva através da nota, herança do ensino médio; falta do “espírito” universitário pelos alunos. Outras questões levantadas: turno de funcionamento do curso inadequado; falta de homogeneidade no nível de conhecimento dos alunos que ingressam na universidade (ENEM); motivação do professor através de equilíbrio na carga horária (sobrecarga); estrutura para atendimento mais personalizado (dinâmica de apoio com TAE, Assistente Social, monitores); acompanhamento da vida acadêmica dos alunos; dificuldades de infra-estrutura decorrentes da recente implantação da UNIPAMPA. Necessidades: promover a autonomia do aluno para buscar o conhecimento; adequar o horário de funcionamento dos cursos de acordo com o perfil dos mesmos; melhorar a formação pedagógica docente através de reuniões, capacitações etc.; redução do número de disciplinas diferentes por professor; redução do número de alunos por turma (MEC); revisar, analisar e sugerir melhorias na área pedagógica para os Projetos Pedagógicos dos Cursos; dar ênfase ao regimento acadêmico para os universitários de suas obrigações; respeitar as práticas pedagógicas individuais dos docentes; revisar a média (6,0) e a forma de avaliação proposta pela UNIPAMPA; elaboração de uma proposta e execução de uma ação/atuação sistemática dos TAES e Assistente Social, respeitando peculiaridades de cada campus; organizar e motivar os ambientes de interação e discussão pedagógica; dar oportunidade de interação entre professores e TAES. 79 CONSIDERAÇOES FINAIS O desenvolvimento do “Projeto de implementação do processo pedagógico na UNIPAMPA” constitui-se num desafio bastante complexo e exigente para os integrantes da coordenadoria e em especial para a reitoria, uma vez que, a instituição é nova e se divide em diferentes campi, espalhados pela região fronteiriça do Rio Grande do Sul, exigindo assim, a implantação de múltiplos projetos. Surgiu a necessidade de garantir-se a articulação e a interdisciplinaridade dessa caminhada, exigindo um trabalho coletivo com conhecimento dos contextos e das problemáticas evidenciadas já desde a criação da UNIPAMPA. Compreendemos que as diferentes modalidades de formação dos professores da educação superior estão diluídas em múltiplos espaços e territórios, que muitas vezes não existe um reconhecimento da importância do exercício da docência no ensino superior, apresentando assim, uma fragilidade epistemológica no campo da pedagogia universitária. Sendo a UNIPAMPA, uma universidade com diferentes campi, portanto, um espaço institucional que atua com múltiplas pedagogias, foi necessário realizar várias reuniões de trabalho, em todos os campi, com a presença dos docentes, coordenadores de curso, técnicos em assuntos educacionais, pedagogos, diretores, integrantes da coordenaria de apoio pedagógico e reitoria visando a construção de um diagnostico da realidade pedagógica. A implementação do processo de apoio pedagógico na UNIPAMPA corroborou para o desenvolvimento de um programa de qualificação e de desenvolvimento profissional docente que resultou na construção de vários projetos que servirão para aperfeiçoar a prática dos professores, dos coordenadores de curso e dos técnicos educacionais. Projetos relacionados com a evasão na UNIPAMPA, com a inclusão educacional de pessoas com deficiência, com a articulação da telecomunicação e informática para o apoio pedagógico, de qualificação da gestão do ensino, bem como a implementação de um processo interdisciplinar de articulação dos docentes na universidade através dos fóruns das grandes áreas de conhecimento, são possibilidades de inovação na área do ensino universitário. São alguns caminhos que foram acionados que possibilitarão a construção de uma pedagogia universitária que poderá contribuir de forma coletiva para consolidar as políticas de formação, de extensão e de pesquisa na UNIPAMPA. Mas, algumas ações são necessárias para que esse processo tenha continuidade tais como: garantir espaços de reflexão sobre a importância da formação profissional docente para o professor universitário, sobre o sentido da ação acadêmica e papel da universidade na sociedade; informar sobre as formas de 80 recrutamento e progressão na carreira do professor universitário, ressaltando a importância dos saberes da docência; reconhecer que os professores tem saberes construídos e que é a partir deles que se constitui a pedagogia universitária; aprofundar estudos que problematizem a pedagogia universitária como campo de conhecimento, na sua perspectiva histórica, política e sociológica; valorizar a pesquisa no âmbito da pedagogia universitária; socializar resultados investigativos desenvolvidos pelas pesquisas dos docentes, especialmente no ensino. São desafios da prática pedagógica da educação superior que nos mobilizam para desenvolver um ensino de qualidade e é uma alternativa de fazer uma formação profissional em espaços institucionais e responsáveis pela valoração da capacidade crítica e do compromisso social. 81