DIRETORIA REGIONAL DO PARANÁ
GERÊNCIA DE ENGENHARIA
SEÇÃO DE CONSERVAÇÃO PREDIAL / SEÇÃO DE PROJETOS E OBRAS
ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS
Nº 0916/2015
SERVIÇOS DE ENGENHARIA PARA MANUTENÇÃO E REPAROS NA
COBERTURA DO CTCE LONDRINA/PR
LOCALIZAÇÃO: Rodovia Celso Garcia Cid, 900, Londrina/PR
CEP: 86.057-972
PRAZO DA OBRA: 360 (trezentos e sessenta) dias corridos
ÍNDICE
I)
II)
III)
IV)
V)
OBJETO ......................................................................................................... 3
LOCAL DOS SERVIÇOS..................................................................................... 3
AUTORIA ....................................................................................................... 3
PRAZO DE EXECUÇÃO ..................................................................................... 3
GENERALIDADES ............................................................................................ 4
1. Disposições Preliminares .......................................................................... 4
2. Obrigações da Contratada – Materiais ....................................................... 5
3. Obrigações da Contratada – Mão de Obra .................................................. 6
4. Obrigações da Contratada – Procedimentos Executivos ............................... 6
5. Fiscalização dos Serviços ........................................................................... 8
6. Obrigações da Contratada – Documentação ............................................... 8
VI) SERVIÇOS ...................................................................................................... 8
1. Administração local .................................................................................. 8
2. Serviços iniciais ........................................................................................ 9
3. Remoções, retiradas e demolições........................................................... 10
4. Paredes e Divisórias ............................................................................... 11
5. Cobertura.............................................................................................. 11
5.1. Estrutura Metálica ......................................................................... 11
5.2. Calhas e Rufos ............................................................................... 18
5.3. Telhamento .................................................................................. 18
6. Revestimentos ....................................................................................... 20
7. Instalações Elétricas ............................................................................... 20
7.1. Eletrodutos/Eletrocalhas/Acessórios ............................................... 21
7.2. Disjuntores ................................................................................... 21
7.3. Cabos/Fios .................................................................................... 21
7.4. Luminárias .................................................................................... 22
8. Instalações Frigorígenas.......................................................................... 22
9. Pintura .................................................................................................. 23
9.1. Pintura Interna – Paredes e Tetos.................................................... 23
9.2. Pintura Externa – Fachadas e Telhado.............................................. 24
10. Diversos ................................................................................................ 24
11. Limpeza ................................................................................................ 25
VII) OBSERVAÇÕES ............................................................................................. 26
SERVIÇOS DE ENGENHARIA PARA MANUTENÇÃO E REPAROS NA
COBERTURA DO CTCE LONDRINA/PR
ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS Nº. 0916/2015
I)
OBJETO
Contratação de serviços para a retirada e reposicionamento das unidades
condensadoras instaladas e apoiadas na estrutura metálica da cobertura do edifício do
CTCE/Londrina. A empresa contratada deve retirar todas as unidades condensadoras
fixadas na estrutura metálica da cobertura e posicioná-las fixando-as nos painéis de
fechamento do prédio em concreto pré-moldado.
Também deve ser removida toda a estrutura de shed e tesouras em alumínio
de suporte à cobertura da área do mezanino, incluindo todo o forro de gesso
acartonado e o forro de PVC. A estrutura metálica da cobertura deve ser substituída
por outra em aço, assim como instalado um único forro de gesso acartonado em toda
a área superior do mezanino.
Deve ser feita a troca de todo o telhado em telha sanduíche preenchido com lã
de rocha por outra telha sanduíche preenchida com poliuretano, incluindo a retirada,
reposição e substituição de parte dos rufos e calhas. Após os serviços desenvolvidos na
estrutura metálica, no forro e na troca de todo o telhado do edifício principal, será
aplicado pintura refletiva com microesferas ocas de vidro em todo o telhado e em
todas as fachadas a fim de se melhorar a climatização do ambiente interno.
Além disso, também devem ser realizados serviços diversos de remoções e
retiradas da área de mezanino do galpão, com o devido cuidado para posterior
reaproveitamento de determinados percentuais dos insumos, além de proteção de
pisos, reposição instalações elétricas (sensores e luminárias), divisórias e execução de
novo revestimento de forro para toda área.
Todos os serviços devem ser executados de acordo com os projetos fornecidos
pelos Correios.
II)
LOCAL DOS SERVIÇOS
Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas de Londrina - CTCE/LDA,
Rodovia Celso Garcia Cid, 900, Londrina/PR.
III)
AUTORIA
SCOP - SEPO/GEREN/DR/PR
IV)
PRAZO DE EXECUÇÃO
360 (trezentos e sessenta) dias corridos
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V)
GENERALIDADES
Este documento tem como objetivo definir os critérios técnicos para a
execução de serviços de engenharia para reparos na cobertura do edifício principal do
CTCE/Londrina, de acordo com o objeto desta especificação.
Neste documento, serão contempladas as especificações técnicas de materiais
e de serviços, e os procedimentos executivos da intervenção.
Recomenda-se ao licitante a leitura completa e atenta desta especificação
técnica, como forma de esclarecerem eventuais dúvidas sobre a abrangência dos
serviços a serem executados e a formulação dos respectivos preços.
A especificação técnica complementa a descrição dos serviços de adaptação
apresentados no projeto básico e na planilha orçamentária anexa, visando o melhor
entendimento possível do objetivo da CONTRATANTE e das obrigações da
CONTRATADA para cada uma das atividades relacionadas.
Constitui obrigação da CONTRATADA, entregar os serviços contratados, com
total observância às especificações técnicas relacionadas neste documento, incluindo o
cumprimento dos seguintes preceitos.
1.
Disposições Preliminares
Previamente à apresentação da proposta, os INTERESSADOS poderão vistoriar o
local onde serão executados os serviços, e obter o respectivo Atestado de
Vistoria emitido por funcionário designado pelos Correios que acompanhará a
vistoria. Será de exclusiva responsabilidade da CONTRATADA a ocorrência de
eventuais prejuízos decorrentes da opção em não realizar a vistoria técnica;
A planilha orçamentária, elaborada pela CONTRATANTE, contêm os
quantitativos estimados dos serviços a serem executados e o preço de
referência máximo para esta licitação, esta anexada a esta especificação
técnica. Durante a elaboração das propostas, a proponente deverá realizar um
levantamento criterioso dos serviços apresentados em planilha, analisando as
condições para execução das atividades;
As dúvidas que porventura surjam, durante o levantamento dos serviços, para
elaboração da proposta deverão ser formuladas por e-mail à CPL, antes da
apresentação da proposta. Após a apresentação da proposta, não serão aceitas
quaisquer justificativas para a não consecução plena dos serviços presentes
nesta especificação;
De forma geral, todos os preços unitários e globais dos serviços, apresentados
na planilha orçamentária, deverão contemplar os custos de seus insumos e
mão de obra, diretos e indiretos, como: mão de obra qualificada, fretes, taxas e
impostos incidentes, equipamentos e ferramentas para montagem, dentre
outros;
A contratada deverá apresentar ART ou RRT referente à execução do objeto da
contratação, antes do início dos serviços, com a devida taxa recolhida, uma vez
que se trata de serviços de engenharia. Os serviços não poderão ser iniciados
sem a apresentação da Anotação de Responsabilidade Técnica;
As despesas e providências, junto aos órgãos públicos competentes, tais como
licenças e alvarás, ficarão a cargo da CONTRATADA;
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Todos os serviços deverão ser executados sem causar interrupção ou prejuízo
das atividades da CONTRATANTE no imóvel;
A CONTRATADA será responsável pela qualidade dos materiais e serviços
executados de acordo com o Art. 611 do Código Civil Brasileiro, capítulo VIII
“DA EMPREITADA”, sendo que no período de 5 (cinco) anos quaisquer falhas,
causadas por possíveis vícios de construção, devem ser corrigidas às expensas
da CONTRATADA, de acordo com o Art. 618 de mesmo capítulo.
2.
Obrigações da Contratada – Materiais
Os serviços contratados deverão obedecer às prescrições contidas na ABNT, e
às recomendações dos fabricantes dos materiais e equipamentos especificados.
Quaisquer alterações dos serviços pré-determinados somente poderão ser
implantadas, após comunicação e apresentação de justificativa, ambas por
escrito, junto à fiscalização, e após autorização desta;
A execução dos serviços deverá atender, ainda, na sua totalidade, às seguintes
normas e práticas complementares:
I.
II.
III.
IV.
V.
Códigos, leis e normas municipais, inclusive regulamentações de
concessionárias;
Códigos, leis e normas estaduais;
Códigos, leis e normas federais;
Regulamentações e normas estrangeiras;
Instruções e resoluções dos órgãos do sistema CREA/CAU/CONFEA.
Os equipamentos ou materiais a serem utilizados na execução das atividades
deverão ser providenciados em tempo hábil pela CONTRATADA, evitando, em
quaisquer de suas etapas, a descontinuidade na execução ou atraso dos
serviços;
Todos os materiais deverão ser fornecidos pela CONTRATADA;
Todos os materiais deverão ser entregues no local da execução dos serviços,
em embalagens originais que comprovem sua procedência. Os materiais
deverão ser de primeira qualidade;
Caberá unicamente à fiscalização da obra a aceitação de materiais ou de
equipamentos equivalentes, após análise e comparação das especificações ou
certificações apresentadas pela CONTRATADA;
Havendo a necessidade de substituição ou de alteração de materiais ou de
procedimentos técnicos pré-estabelecidos, por condições adversas ou por
circunstâncias imprevisíveis, a CONTRATADA deverá comunicar imediatamente
a situação aos Correios, para apreciação do novo plano de intervenção, com as
devidas justificativas;
Os materiais considerados deteriorados, inadequados ou incompatíveis com as
especificações, serão rejeitados pela fiscalização, que exigirá da CONTRATADA a
imediata remoção e substituição;
A prestação de serviços, direta ou indiretamente, e a aquisição de materiais,
previstos em contrato, deverão ser efetuados pela CONTRATADA em seu
próprio nome. Todas as obrigações e pendências financeiras junto a
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fornecedores e prestadores de serviços serão de inteira e exclusiva
responsabilidade da CONTRATADA. Nesta situação, somente caberá aos
Correios, o procedimento de ressarcimento pela contraprestação de serviços
realizados pela CONTRATADA, respeitando o prazo de execução.
3.
Obrigações da Contratada – Mão de Obra
A CONTRATADA, antes de iniciar as atividades, deverá apresentar aos Correios,
a relação dos funcionários que estarão envolvidos com a execução dos serviços.
Todos os funcionários durante a execução das atividades deverão utilizar
uniformes apropriados, estar devidamente identificados e utilizar
equipamentos de proteção individual, que serão fornecidos pela CONTRATADA;
A CONTRATADA deverá designar um responsável técnico para acompanhar a
execução das atividades, bem como para prestar quaisquer esclarecimentos
relativos ao contrato, ou, em caso de imprevistos, para apresentar soluções
técnicas que se fizerem necessárias;
A CONTRATADA, sem quaisquer ônus a CONTRATANTE, sempre que exigido por
esta, independentemente de justificativas, substituirá os prestadores de
serviço, cuja atuação, permanência ou comportamento sejam julgados
prejudiciais, inconvenientes ou insatisfatórios ao bom andamento das
atividades em execução ou ao ambiente de trabalho;
Os equipamentos de proteção individual deverão ser fornecidos pela
CONTRATADA, que deverá observar as normas relativas à segurança do
trabalho, publicadas na Portaria 3214/78 do ministério do trabalho,
principalmente em sua NR-18. O descumprimento destes preceitos legais
justificará a paralisação ou a suspensão da execução pela fiscalização;
A CONTRATADA será responsabilizada por quaisquer danos causados por esta a
terceiros ou às instalações dos Correios, quando da execução dos serviços
contratados.
4.
Obrigações da Contratada – Procedimentos Executivos
A CONTRATADA, durante a realização dos serviços, deverá se atentar a boa
prática executiva, de maneira que interprete fielmente as formas e dimensões
dos desenhos, e empregue materiais de boa qualidade;
A CONTRATADA deverá manter, no local dos serviços, a quantidade necessária
e suficiente de funcionários e equipamentos, visando o cumprimento dos
objetos e respeitando os prazos contratuais;
A CONTRATADA deverá supervisionar e coordenar, por meio de profissional
habilitado, todas as etapas executivas previamente estabelecidas em contrato,
responsabilizando-se, e se comprometendo com qualidade dos serviços
apresentados, e pelo cumprimento dos prazos contratuais;
A CONTRATADA deverá providenciar o recebimento de todos os materiais e
equipamentos necessários à execução dos serviços pré-estabelecidos, nos
locais de atividade, em tempo hábil, fazendo-se cumprir os prazos contratuais;
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A CONTRATADA se responsabilizará pelo transporte e armazenamento dos
materiais no local das atividades, observando as diretrizes dos Correios e
legislação municipal;
A CONTRATADA deverá estabelecer os horários de trabalho,
concomitantemente com a aprovação da fiscalização, não interferindo no
funcionamento da unidade. Quaisquer pretensões de alteração quanto ao
horário pré-acordado deverão ser autorizadas pela fiscalização;
A CONTRATADA deverá manter os locais de atividades permanentemente
limpos, retirando periodicamente os entulhos e resíduos de construção, nos
horários pré-acordados com a fiscalização;
A CONTRATADA garantirá o apoio administrativo necessário durante a
prestação dos serviços, principalmente garantindo que os impostos e taxas de
contribuições previdenciárias, sejam recolhidos, dentro do prazo legal;
A CONTRATADA deverá garantir o pagamento de todos os impostos e taxas
incidentes ou incindíveis dos serviços durante a sua execução e conclusão;
inclusive, garantindo o pagamento de quaisquer contribuições previdenciárias e
as estabelecidas pela legislação trabalhista;
A CONTRATADA deverá requerer e obter, junto ao INSS, o ‘’certificado de
matrícula’’ relativo aos serviços prestados; e providenciar, junto ao CREA, o
preenchimento e o recolhimento das Anotações de Responsabilidade Técnica –
ART, referentes às atividades profissionais desenvolvidas. Deverá, ainda,
apresentar o Certificado de Recolhimento do FGTS, após a conclusão dos
serviços, sob pena de exercer o proprietário o direito de retenção das
importâncias ainda devidas, até a expedição dos aludidos verificados. Caberá
também a CONTRATADA a baixa da ART/RRT no respectivo conselho;
A CONTRATADA deverá retirar, do local dos serviços, funcionários, máquinas,
equipamentos, instalações provisórias e entulhos, após a conclusão das
atividades;
A CONTRATADA acatará as instruções e observações que emanarem da
fiscalização, refazendo quaisquer trabalhos exigíveis e não aceitáveis;
A CONTRATADA deverá obedecer a leis, regulamentos, posturas federais,
estaduais e municipais vigentes, responsabilizando-se integralmente pelas
conseqüências de suas transgressões e de seus prepostos;
Os encargos sociais e trabalhistas estabelecidos pela legislação vigente ficarão a
cargo da CONTRATADA, que deverá providenciar o seu fiel recolhimento dentro
dos prazos pré-acordados. A apresentação dos comprovantes de recolhimento
será indispensável para o pagamento das parcelas mensais estabelecidas para o
período, bem como para a devolução das retenções após a conclusão dos
serviços;
A CONTRATADA providenciará os seguros exigidos por lei, inclusive contra
acidentes de trabalho, e os de responsabilidade civil contra danos causados a
terceiros, correndo por sua conta e risco a responsabilidade sobre os danos
ocorridos;
A CONTRATADA deverá comunicar a fiscalização à ocorrência de qualquer fato
extraordinário ou imprevisível que comprometa a boa execução das atividades
durante o cumprimento do contrato;
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Uma vez iniciado os serviços, a CONTRATADA deverá conduzir a sua prestação
contínua e ininterruptamente, conforme o prazo apresentado, atentando-se
para as penalidades cabíveis previstas no caso de descumprimento;
Os materiais não-aproveitáveis deverão ser retirados do local de execução,
transportados adequadamente, e depositados em locais apropriados,
respeitando as disposições municipais.
5.
Fiscalização dos Serviços
A fiscalização terá plena autoridade para suspender total ou parcialmente, por
meios amigáveis ou legais, os serviços em execução. Sempre que isso ocorrer
por motivos disciplinares, de ordem técnica, ou de segurança, os serviços
somente poderão ser reiniciados após ordem expressa da fiscalização;
Os serviços em execução ou executados que não satisfaçam às condições
contratuais deverão ser impugnados pela fiscalização;
Os serviços impugnados deverão ser demolidos, substituídos ou refeitos pela
contratada, por sua conta e risco, após recebimento da ordem de serviço
emitido pela fiscalização.
6.
Obrigações da Contratada – Documentação
As despesas com documentação, matrículas, certidões e registros serão de
inteira responsabilidade da CONTRATADA;
Antes do início das intervenções, a CONTRATADA deverá providenciar Alvará de
Construção junto à prefeitura local;
A CONTRATADA deverá providenciar certidão negativa de débitos junto à
previdência social – CND, e o Certificado de Regularidade da situação do FGTS –
CRS;
A CONTRATADA será responsável pelo pagamento das taxas municipais,
quando for o caso, a cobrança de emolumentos e outros;
A CONTRATADA deverá apresentar, durante todo o período de execução dos
serviços contratados, os documentos que comprovem a elaboração do plano de
descarte de resíduos gerados, ou de sobras de materiais utilizados na
confecção de bens e/ou produtos, em atendimento a legislação ambiental
vigente (Resolução 307 do CONAMA).
VI)
SERVIÇOS
1.
Administração local
A administração da obra será exercida por engenheiro habilitado ─ o qual deve
pertencer ao quadro de responsáveis técnicos da CONTRATADA ─ mestre de
obras, técnico em segurança do trabalho e demais operários necessários para o
bom andamento da obra em conformidade com o cronograma e
especificações;
O engenheiro habilitado deve ter dedicação exclusiva no desenvolvimento dos
serviços ao menos 3 (três) horas por dia, 2 (duas) vezes na semana;
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O mestre de obras deve ter dedicação exclusiva no desenvolvimento dos
serviços ao menos 6 (seis) horas por dia, durante 5 (cinco) vezes na semana;
O técnico de segurança do trabalho deve ter dedicação exclusiva no
desenvolvimento dos serviços ao menos 2 (duas) horas por dia, 3 (três) vezes
na semana;
A administração local deve reportar a fiscalização toda e qualquer situação que
necessite de tomadas séries de decisões, a fim de que o andamento e
conclusão dos serviços, assim como a qualidade dos mesmos não sejam
comprometidos.
2.
Serviços iniciais
A CONTRATADA deve fornecer e instalar tapumes em chapa de aço galvanizada
para isolamento da área entre o mezanino e o operacional, no qual será
executado o reparo;
Os tapumes devem ter altura de pelo menos 2 m, ser em chapa de aço
galvanizado nº 30, espessura 0,35 mm, devidamente fixados no piso, rígidos,
garantindo estabilidade do conjunto;
A CONTRATADA deverá confeccionar Pórticos de proteção em formato de
túneis em chapa de aço galvanizada, nº 30, espessura de 0,35mm e dimensões
de 2 x 1 m; Os pórticos metálicos deverão ter formatos de túneis com
dimensões específicas para possibilitar o acesso das pessoas em segurança;
Deverá ser confeccionado um pórtico de proteção em formato de túnel que
ficará fixo entre as áreas comuns como o banheiro para acesso seguro das
pessoas, depois sendo deslocado para a outra extremidade da área do
operacional para, também, permitir acesso ao banheiro. Essa mudança de
posição será feita de acordo com o andamento dos serviços na cobertura; Este
pórtico será em chapas de aço galvanizada e terá 3 m de altura por 3 m de
largura e uma extensão de 25 m;
Deverá ser confeccionado outro pórtico de proteção em formato de túnel que
acompanhará o desenvolvimento dos serviços de retirada e reposição das
telhas da área do operacional, permitindo o acesso das pessoas em segurança
no ambiente; Este pórtico será em chapas de aço galvanizada e terá 3 m de
altura por 3 m de largura e uma extensão de 20 m;
A CONTRATADA deverá isolar a área entre o mezanino e o operacional com tela
tipo fachadeira de polietileno (nylon) com rolo de 3 x 100m, sem logomarca, na
cor branca para proteção das pessoas que circulem no local;
Deverá ser isolada, também, a área no qual estará sendo feito a troca do
telhado da cobertura sobre o ambiente operacional; o isolamento será feito
através de tela tipo fachadeira de polietileno (nylon) na cor branca em conjunto
com tapumes com dimensões de 2 x 1 m em chapas de aço galvanizadas que
deverão isolar todo o perímetro da intervenção e garantir proteção às pessoas
de peças de pequeno porte que venham a cair;
A CONTRATADA deverá confeccionar bandeja de proteção na fachada do
edifício principal que dá acesso à agência e o CDD. Deverá possuir dimensões
mínimas de 2,50 m de balanço em relação à face externa da construção e ser
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complementada com um elemento de 0,80 m de comprimento fixada a 45º na
extremidade da plataforma;
A bandeja de proteção deverá ser confeccionada em peças de madeira de lei 6
x 12 cm, não aparelhada, peça de madeira nativa/ regional 8 x 8 cm, não
aparelhada (pontalete para escoramento) e tábua com madeira de 2º
qualidade 2,5 x 30 cm (1 x 12’’), não aparelhada;
A CONTRATADA deverá junto à administração local e a fiscalização da obra
elaborar mapas de riscos, divulgando-os a todos os envolvidos direta e
indiretamente na obra, a fim de se evitar acidentes fatais;
A CONTRATADA deverá fornecer e instruir a todos os seus funcionários o uso
dos Equipamentos de Proteção Individual – EPI e Equipamentos de Proteção
Coletiva - EPC adequados a cada tipo de serviço e risco, visando minimizar todo
e qualquer tipo de acidente;
A CONTRATADA deverá seguir o que orienta o APÊNDICE 04 – ORIENTAÇÕES DE
SEGURANÇA, anexo desta especificação técnica.
A CONTRATADA deverá ter equipe técnica com funcionários habilitados
conforme as Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego e
em especial a NR 18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da
Construção e a NR 35 – Trabalho em Altura;
Todos os custos de entrega dos insumos necessários para a execução total dos
serviços de reparo da cobertura do CTCE/ Londrina estarão a cargo da
CONTRATADA, sem quaisquer ônus aos Correios.
3.
Remoções, retiradas e demolições
Devem ser retiradas todas as unidades evaporadoras com devido cuidado para
a sua reinstalação após a instalação da nova cobertura;
Devem ser retiradas as unidades condensadoras fixadas na estrutura metálica
de alumínio (tipo shed) da cobertura do edifício principal, com
reaproveitamento, incluindo seus suportes e fixadores, sem reaproveitamento;
Deve ser removida toda a fiação elétrica, inclusive drenos, ligadas entre as
unidades condensadoras e a unidades evaporadoras, sem reaproveitamento;
Deve ser demolido todo o forro de gesso acartonado e o forro de PVC instalado
na área do mezanino, sem reaproveitamento;
Devem ser retiradas todas as luminárias, equipamento datashow e sensores da
área superior do mezanino, com reaproveitamento;
Todas as calhas devem ser retiradas, com reaproveitamento estimado de 80%
do material removido;
Todos os rufos devem ser retirados, com reaproveitamento estimado de 65%
do material removido;
Todas as telhas de fibra de vidro devem ser retiradas, com reaproveitamento
estimado de 90% do material removido;
Deve ser removida toda a telha tipo sanduíche do edifício principal, sem
reaproveitamento;
Devem ser retiradas, com reaproveitamento, todas as eletrocalhas e perfilados
da área superior do mezanino para confecção de nova estrutura metálica de
suporte das telhas, a fim de facilitar a execução dos serviços de reparo;
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A CONTRATADA deve retirar, com reaproveitamento, todos os assentos fixados
no auditório e armazena-los em locais adequados para sua posterior reposição;
Devem ser retirados, com reaproveitamento, todos os painéis divisórios
modulados e armazenados em locais apropriados para sua posterior
reinstalação;
Deve ser removida a estrutura para cobertura tipo shed, em alumínio, vão de
20 m, espaçamento das tesouras de 5 até 6,5 m (estrutura existente sobre a
área do mezanino), composta por terças, contraventamentos, treliças e viga
mestras, tomando-se o devido cuidado para não serem danificados os
elementos da estrutura a serem mantidos no salão operacional. Efetuar o
monitoramento do comportamento da estrutura a ser mantida durante os
trabalhos de remoção da estrutura sobre o mezanino, de modo a serem
evitados carregamentos excessivos em pontos concentrados, eliminação de
travamentos e contraventamentos, acréscimos de flechas, inclusão de esforços
adicionais laterais nas vigas metras e treliças, torções em peças estruturais, etc.
4.
Paredes e Divisórias
A CONTRATADA deve recompor parte das divisórias em gesso acartonado que
se façam necessárias em virtude de danos causados no andamento dos
serviços;
Todos os painéis modulados devem ser retirados com total cuidado para a sua
posterior reinstalação;
Os painéis divisórios devem ser reinstalados nos mesmos locais em que foram
retirados, respeitando o layout atual que não passará por alterações.
5.
Cobertura
5.1.
Estrutura Metálica
O escopo de serviços contemplados nesta etapa compreende a remoção da
estrutura metálica existente em alumínio no mezanino, para substituição de nova
estrutura em aço, bem como a revisão geral das condições da estrutura a ser mantida,
sobre o salão operacional.
Os principais materiais a serem utilizados como elementos ou componentes da
nova estrutura da cobertura do mezanino são os seguintes (aço ASTM A36):
Chapa fina a frio: em ferro fundido, lisa (chapa preta), laminada a frio, com
espessura padrão variando de 0,3 a 2,65 mm (bitoladas pela MSG Manufactures’s Standard Gauge), sendo fornecida nas larguras padrão de 1,00;
1,10; 1,20 e 1,50 m e nos comprimentos padrão de 2,00; 2,50 e 3,00 m, ou sob
a forma de bobinas. Usadas nas edificações como complementos/acessórios
em esquadrias, dobradiças, portas e marcos;
Chapa fina a quente: em ferro fundido, lisa (chapa preta), laminada a quente,
com espessuras padrão de 1,2 mm a 5,6 mm (bitoladas pela MSG Manufactures’s Standard Gauge), sendo fornecida nas larguras padrão de 1,00;
1,10; 1,20; 1,50 e 1,80 m e nos comprimentos padrão de 2,00; 3,00 e 6,00 m.
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Trabalhadas nas edificações em estrutura metálica leve, principalmente com
terças e vigas;
Chapa grossa: é a chapa de ferro fundido, lisa (chapa preta), laminada a quente,
com espessura padrão de 6,3 mm a 102 mm, sendo fornecida em diversas
larguras padrão, de 1,00 a 3,80 m e nos comprimentos padrão de 6,00 e 12,00
m. Trabalhadas, nas edificações, em estrutura metálica, principalmente para a
confecção de perfis soldados com função de vigas, pilares e estacas;
Perfil laminado estrutural: é o ferro perfilado, fundido, laminado, apresentado
na forma de barras redondas, quadradas ou retangulares, ou de perfis “I”, “L”,
“T”, “H” e “U”. Classificados em finos (até 2”) e grossos. São normalmente
designados por sua altura, espessura e peso por metro. Os perfis leves têm
altura menor que 80 mm; os perfis médios, altura entre 80 a 200 mm; os perfis
pesados são aqueles com altura maior que 200 mm. São os mais empregados
na confecção de estruturas metálicas;
Barra redonda: com amplo número de bitolas, são usadas quase que
unicamente na confecção de chumbadores, parafusos e tirantes;
Perfil em chapa dobrada: são derivados do aço plano, em que posteriormente é
aplicado o processo de dobragem, fornecidos em comprimento menor que 12
m. Têm emprego na execução de estruturas leves, terças e vigas de
fechamento de quaisquer tipos de estrutura.
A pré-fabricação da estrutura metálica deverá observar os seguintes aspectos:
Examinar as condições de transporte das peças no interior do imóvel até o local
de montagem, especialmente quanto ao descarregamento e acesso à área de
obra. Manter o terreno firme e adequado à passagem de caminhões, evitando
condições de risco decorrentes de improvisação;
Os operários devem receber treinamento apropriado, utilizando equipamentos
e máquinas em perfeito estado, dentro dos limites de carga;
Estando o material na entrada do canteiro de obras, a sequência normal de
procedimentos é a seguinte: descarga, classificação e armazenagem, corte,
esmerilhamento e empilhamento para posterior montagem;
No armazenamento, os elementos metálicos devem estar o mais próximo
possível dos equipamentos de elevação. Seu transporte tem de ser feito
racionalmente, para evitar ao máximo manuseio excessivo de material. É
importante que cada peça tenha indicação visível de seu peso, para não
submeter os equipamentos a esforços acima dos limites de operação;
Grande número de acidentes ocorre durante as operações de esmerilhamento,
provocado pela projeção de partículas contra os olhos dos trabalhadores ou
por ruptura dos discos abrasivos. Para a sua prevenção, adotar as seguintes
medidas: sempre que possível utilizar esmerilhadeiras fixas; usar discos
abrasivos apropriados; manter as máquinas e discos em perfeito estado de uso;
e comprovar a adequação do número de rotações por minuto da máquina com
o disco;
Os perfis precisam sair da central de corte sem rebarbas de laminação e de
corte;
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São riscos mais frequentes a serem evitados ou minimizados: queda de pilhas
de perfis metálicos, queda de cargas suspensas, golpes em operários
provocados por objetos pesados, golpes ou cortes nas mãos, braços, pés e
pernas, queda de peças da estrutura, queimaduras, radiações não-ionizantes
provocadas por solda, queda de trabalhadores, projeção de partículas nos
olhos, exposição a corrente elétrica, explosões, incêndios, intoxicações, etc;
As peças necessitam estar previamente fixadas antes de serem soldadas,
rebitadas ou parafusadas. Deve ficar à disposição do operário, em seu posto de
trabalho, recipiente adequado para depositar pinos, rebites, parafusos e
ferramentas.
Na montagem da estrutura metálica observar os seguintes requisitos:
Quando for necessária a montagem próxima das linhas elétricas energizadas,
realizar o desligamento da rede, afastamento dos locais energizados e a
proteção das linhas, além do aterramento da estrutura e equipamentos que
estão sendo utilizados;
A colocação de elementos será feita de maneira que, ainda suspensos pelo
equipamento de guindar, se executem o aprumo, a demarcação e a fixação das
peças;
Para reduzir ao mínimo o risco de queda de pessoas e objetos, é conveniente
reduzir também os trabalhos de união de peças nas alturas, realizando o maior
número de junções antes do içamento. Não é recomendável o deslocamento
de cargas suspensas sobre locais de trabalho. A posição da máquina para
içamento e do lugar de armazenagem deve ser estudada, a fim de obter
movimentos de carga de maneira segura. É necessária a perfeita coordenação
entre os encarregados das manobras, para evitar choques e golpes. O içamento
de elemento estrutural de grande superfície exige maiores precauções, pois em
caso de vento intenso, o mesmo pode movimentar-se descontroladamente,
golpear operários e em casos extremos provocar o tombamento do guindaste;
Os trabalhadores que executarem trabalhos de montagem a mais de 2 m do
piso devem estar equipados com cinturão de segurança preso à estrutura da
edificação. Outros dispositivos de segurança são também importantes: cabos,
redes, passarelas com guarda-corpo, plataformas, pisos provisórios, etc.;
O trabalhador deverá ter à sua disposição um recipiente adequado para
depositar pinos, rebites e parafusos (que nunca devem ser atirados para baixo)
e porta ferramentas adequado;
Antes de qualquer peça ser soldada, rebitada ou parafusada no lugar definitivo,
colocá-la em posição com auxílio de equipamento adequado, fixando-a
provisoriamente. Evitar o corte com maçarico de oxiacetileno em altura
elevada;
Tomar todas as medidas preventivas que evitem descargas elétricas, utilizando
equipamentos aterrados ou com dupla isolação, protegendo as partes
energizadas do contato com a estrutura e os operários. Na existência de linhas
elétricas nas proximidades da montagem, observar as distâncias de segurança,
efetuar o desligamento da rede, proteger ou reposicionar linhas (sempre que
possível) e aterrar equipamentos;
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Os cilindros de oxigênio e acetileno usados na obra têm de permanecer sempre
em seus respectivos carrinhos portáteis. Não é permitida a permanência de
operários em locais abaixo dos pontos em que se realizam trabalhos de
soldagem;
As operações de soldagem e corte a quente devem ser realizadas por
trabalhadores qualificados. O dispositivo usado para manusear eletrodos
precisa ter isolamento adequado à corrente usada, evitando a formação de
arco elétrico ou choques no operador. É obrigatória a utilização de anteparo
eficaz para a proteção dos trabalhadores circunvizinhos, do tipo incombustível;
São riscos mais frequentes a serem evitados ou minimizados na montagem:
queda entre níveis diferentes e no mesmo nível; golpes por objeto; prensagem
de mãos por objetos pesados; queda da estrutura; radiações ultravioleta e
infravermelha; inalação de vapores metálicos; queimaduras; exposição à
energia elétrica; projeção de partículas; corpos estranhos nos olhos; ferimentos
provocados por objetos pontiagudos, etc.
Considerações sobre ligações de peças estruturais em aço:
O termo ligação é aplicado a todos os detalhes construtivos que promovam a
união de partes da estrutura entre si ou a sua união com elementos externos a
ela, como, por exemplo, os pilares de apoio. O conceito é amplo, admitindo
diversidade de situações em que é aplicado;
As ligações se compõem dos elementos de ligação e dos meios de ligação. Os
elementos de ligação são todos os componentes incluídos no conjunto para
permitir ou facilitar a transmissão dos esforços: enrijecedores; placa de base;
cantoneiras; chapas de Gusset; talas de alma e de mesa; parte das peças
ligadas envolvidas localmente na ligação. Os meios de ligação são os elementos
que promovem a união entre as partes da estrutura para formar a ligação.
Como meios de ligação são utilizados, principalmente, soldas, parafusos e
barras roscadas, como os chumbadores;
A rigidez das ligações, ou seja, sua capacidade de impedir a rotação relativa
local das peças ligadas, é responsável pelo comportamento final da estrutura
em termos de rotações e deslocamentos. Isto quer dizer que, além das barras
que compõem a estrutura, também as ligações deverão estar
convenientemente concebidas e dimensionadas, sob pena da estrutura não se
comportar, em termos de deslocamentos e rotações, conforme desejado.
Dessa forma as ligações deverão ser projetadas conforme as hipóteses feitas
para os nós das barras na análise estrutural: nos locais onde foram previstas
ligações rígidas, deverão ser previstos detalhes que efetivamente impeçam a
rotação relativa das partes; nos locais onde a ligação deve permitir a rotação
relativa das partes, os detalhes deverão ser tais que propiciem essa rotação
com o mínimo de restrição;
As ligações podem ser soldadas e/ou aparafusadas, sendo que, na maioria das
vezes, o cálculo da ligação implica na verificação de grupos de parafusos e de
linhas de solda. Os parafusos devem resistir a esforços de tração e/ou
cisalhamento, ao passo que as soldas devem resistir a tensões de tração,
compressão e/ou cisalhamento.
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Considerações sobre parafusos:
Os parafusos utilizados nas construções metálicas são normalmente o comum
(sendo o mais utilizado o ASTM A-307) e os de alta resistência (especialmente o
ASTM A-325 e o ASTM A-490);
Os parafusos de alta resistência são montados com protensão (torque
especificado de montagem) e requerem cuidados especiais com relação às
arruelas e ao acabamento das superfícies em contato das partes ligadas;
Os parafusos comuns são montados sem especificação de torque de montagem
e não requerem aqueles cuidados especiais.
Considerações sobre soldas:
Os principais tipos de cordões de solda utilizados na ligação são os de filete e os
de entalhe de penetração total ou parcial. De acordo com a NBR 8800 os
processos de soldagem e as técnicas de execução de estruturas soldadas
devem ser estar de acordo com o Structural Welding Code (AWS) D1.1-82, da
American Welding Society;
Visando facilitar o projeto das ligações soldadas, o MANUAL BRASILEIRO DA
CONSTRUÇÃO METÁLICA, VOL. III, apresenta uma série de tabelas contendo a
simbologia de soldagem, exemplos de soldas e as juntas soldadas préqualificadas, que são isentas de testes e certificados de garantia de qualidade,
quando os materiais e os procedimentos utilizados forem conforme a AWS
D.1.1.
Tendo em vista os aspectos introdutórios descritos acima, a remoção,
substituição de estrutura sobre o mezanino e revisão da estrutura existente sobre o
salão operacional passa pelos serviços caraterizados a seguir:
Elaboração de DESENHO DE FABRICAÇÃO E MONTAGEM de estrutura metálica:
o projeto básico desenvolvido para a nova estrutura em aço tem por finalidade
a concepção estrutural e o detalhamento dos elementos principais e de ligação,
devendo ser complementado por projeto de detalhamento da fabricação e
montagem, depois de verificadas in loco todas as medidas relevantes para
garantia da precisão no corte, dobra e furação das peças componentes da
estrutura. Tal detalhamento permitirá, inclusive, a obtenção de peça gráfica
com a função de as built da estrutura executada. Na elaboração deste desenho
poderão ser melhorados os detalhamentos das ligações, a fim de compatibilizálos com as práticas mais usuais de montagem da estrutura, desde que
respeitadas a diretrizes contidas no projeto básico e as determinações das
normas técnicas pertinentes, em especial a NBR 8800/2008;
VIGA MESTRA em perfis laminados de aço tipo cantoneira dupla de abas iguais,
banzos superiores e inferiores 2L 4" x 3/8" x 29,14 kg/m, montantes 2L 3" x
1/4" x 14,58 kg/m e diagonais 2L 4" x 5/16" x 24,38 kg/m, interligados por
chapas # 3/8", aço ASTM A36, demais acessórios, inclusive parafusos ASTM
A307, conforme detalhamento em projeto (vão de 19,71 m, peso total por viga
mestra = 2.333,03 kg) - nova estrutura sobre a área do mezanino: efetuar a préServiços de Engenharia para Manutenção e Reparos na Cobertura do CTCE Londrina/PR
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fabricação e a montagem das vigas mestras da estrutura, utilizando-se dos
tipos de perfis, chapas e parafusos determinados em projeto. As quantidades
de vigas e o posicionamento deste elemento estrutural são apresentados na
planta integrante do projeto básico, bem como a vista frontal e previsão de
contraflechas. A Contratada poderá definir a melhor forma de montagem do
elemento estrutural: se no próprio local de fixação/posicionamento ou se
montada em central de pré-fabricação e posteriormente içada em partes ou
inteira, com equipamento apropriado. Contudo, deverão ser tomadas as
devidas precauções para garantia da estabilidade do elemento, integridade das
ligações e valores de contraflecha durante as operações de transporte e
posicionamento;
TRELIÇA em perfis laminados de aço tipo cantoneira dupla de abas iguais,
banzos superiores e inferiores 2L 2.1/2" x 3/16" x 9,14 kg/m, montantes e
diagonais 2L 2" x 3/16" x 7,26 kg/m, interligados por chapas # 3/16", aço ASTM
A36, com demais acessórios, inclusive parafusos ASTM A307, conforme
detalhamento em projeto (vão de 14,80 m, peso total por treliça = 653,63 kg) nova estrutura sobre a área do mezanino: efetuar a pré-fabricação e a
montagem das treliças da estrutura, utilizando-se dos tipos de perfis, chapas e
parafusos determinados em projeto. As quantidades de treliças e o
posicionamento deste elemento estrutural são apresentados na planta
integrante do projeto básico, bem como a vista frontal. A Contratada poderá
definir a melhor forma de montagem do elemento estrutural: se no próprio
local de fixação/posicionamento ou se montada em central de pré-fabricação e
posteriormente içada em partes ou inteira, com equipamento apropriado.
Contudo, deverão ser tomadas as devidas precauções para garantia da
estabilidade do elemento e integridade das ligações durante as operações de
transporte e posicionamento;
TERÇA em perfil chapa dobrada U 100 x 50 x 4,76 mm - 6,77 kg/m, fixada nas
treliças por meio de suportes em chapa L # 1/4", aço ASTM A36, com demais
acessórios, inclusive parafusos ASTM A307, conforme detalhamento em
projeto (comprimento da terça = 4,93 m) - nova estrutura sobre a área do
mezanino: efetuar a montagem das terças da estrutura, utilizando-se dos tipos
de perfis, chapas e parafusos determinados em projeto. As quantidades de
terças e o posicionamento deste elemento estrutural são apresentados na
planta integrante do projeto básico. Atendar ainda para as três situações
possíveis para fixação destas peças: ligação entre terças de aço; ligação da terça
à platibanda de concreto no perímetro da edificação; e ligação entre terça de
aço e terça existente de alumínio. Para cada situação, respeitar os
detalhamentos específicos de fixação dos suportes, quantidades de parafusos e
dimensões de chapas de ligação.
CONTRAVENTAMENTO RÍGIDO (CR) em perfil laminado tipo cantoneira L 2" x
1/8" x 2,46 kg/m, fixado nas terças por meio de suportes em chapa L # 1/8",
aço ASTM A36, com demais acessórios, conforme detalhamento em projeto
(comprimento médio do contraventamento = 1,25 m) - nova estrutura sobre a
área do mezanino: efetuar a montagem dos contraventamentos rígidos da
estrutura, utilizando-se dos tipos de perfis, chapas e parafusos determinados
em projeto. As quantidades de peças e o posicionamento deste elemento são
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apresentados na planta integrante do projeto básico. Respeitar os
detalhamentos específicos de fixação dos suportes, quantidades de parafusos e
dimensões de chapas de ligação para fixação dos contraventamentos nas
terças;
CONTRAVENTAMENTO FLEXÍVEL (CF) em barra redonda D = 1/2" x 0,99 kg/m,
fixada nas terças por meio de suportes em chapa L # 1/4", aço ASTM A36, com
demais acessórios, inclusive parafusos ASTM A307, conforme detalhamento em
projeto (comprimento médio do contraventamento = 3,40 m) - nova estrutura
sobre a área do mezanino: efetuar a montagem dos contraventamentos
flexíveis da estrutura, utilizando-se de barra redonda na bitola determinada em
projeto. As quantidades de peças e o posicionamento deste elemento são
apresentados na planta integrante do projeto básico. Respeitar os
detalhamentos específicos de fixação dos suportes e de fixação do
contraventamento nas terças;
PINTURA de superfície com tinta grafite - aplicação nas vigas mestras, treliças,
terças e contraventamentos da nova estrutura sobre o mezanino: consiste em
tinta sintética fosca com dupla ação: fundo e acabamento. Indicada para
superfícies externas e internas de metais ferrosos, com fórmula que
proporciona proteção, resistência e durabilidade. Composição: resina alquídica,
pigmentos orgânicos e inorgânicos, secantes, aditivos, solventes alifáticos e
alumínio. A aplicação em grandes áreas deve ocorrer com rolo de espuma ou
pistola, em pequenas áreas com pincel de cerdas macias. Na diluição usar
aguarrás, na aplicação com pincel/rolo diluir no máximo 10% e na aplicação
com revólver diluir no máximo 30%. Tempo de secagem: ao toque de 2 h a 4 h;
entre demãos de 6 h; final de 10 h a 12 h;
REVISÃO GERAL da estrutura da cobertura em alumínio - estrutura sobre o
salão operacional a ser mantida: efetuar criteriosa inspeção nas condições da
estrutura em alumínio a ser mantida no salão operacional, identificando pontos
com necessidade de limpeza de peças, substituição de perfis e chapas, reforços
em contraventamentos, reaperto ou troca de parafusos, inclusão de terças,
diagonais ou montantes de reforço nas vigas mestras e treliças, revisão na
fixação dos aparelhos de apoio, dentre outros aspectos. Inclui-se ainda, a
correção de alinhamentos e nivelamentos de elementos da estrutura,
previamente à colocação das novas telhas metálicas. O exame da estrutura
deve cobrir toda a área de cobertura no salão operacional, emitindo-se
relatório com levantamento fotográfico dos locais em que foram realizados os
trabalhos de manutenção e/ou conservação da mesma. Será permitida a
utilização (remanejamento) de peças em alumínio em bom estado
provenientes da remoção da estrutura sobre o mezanino para reposição de
peças deterioradas encontradas na estrutura a ser mantida sobre o salão
operacional. Entretanto, poderão ser necessárias peças complementares
(adicionais) caso a Fiscalização entenda não ser viável o reaproveitamento
desses elementos. Ressalta-se que tais reparos nesta área da estrutura da
cobertura serão de pequena monta, visando a manutenção preventiva e/ou
corretiva, garantindo as condições ideais de comportamento diante dos
esforços atuantes, mantida a configuração original dos elementos estruturais
(sem relocação de vigas mestras, treliças ou terças).
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5.2.
Calhas e Rufos
A CONTRATADA deve fazer a reposição de aproximadamente 65% da
quantidade de rufos removidos da cobertura;
A CONTRATADA deve fazer a reposição de aproximadamente 80% da
quantidade de calhas e condutores removidos da cobertura;
Deve ser feita a instalação de aproximadamente 35% de novos rufos na
cobertura do barracão, seguindo padrões de dimensões e materiais existentes;
Deve ser feita a instalação de aproximadamente 20% de novas calhas e
condutores na cobertura do barracão, seguindo padrões de dimensões e
materiais existentes;
Todos os elementos devem ser confeccionados em aço galvanizado e ter
dimensões pré-determinadas de acordo com os projetos fornecidos pela
CONTRATANTE;
Existem três tipos de rufos que compõem a cobertura do prédio principal do
CTCE/LDA, são eles: Rufo lateral superior, cumeeira shed dentado e rufo lateral
inferior (figura 1), obedecendo às mesmas disposições nas partes que devem
ser substituídas;
A CONTRATADA deve fazer a troca de todos os elementos danificados,
conforme quantidades estimadas citadas anteriormente;
Figura 1: rufo lateral superior, cumeeira shed dentado e rufo lateral inferior.
5.3.
Telhamento
Deve ser feita a instalação de aproximadamente 10% de novas telhas
onduladas de fibra de vidro na viga shed da estrutura de cobertura do
barracão, seguindo padrões de dimensões e materiais existentes;
A CONTRATADA deve fazer a reposição de aproximadamente 90% das telhas
onduladas de fibra de vidro removidas da viga shed da estrutura de cobertura
do barracão, observando as dimensões e acabamentos necessários;
Deve ser feita a troca de toda a telha existente, tipo sanduíche com
enchimento em lã de rocha, por uma nova telha tipo sanduíche modelo forro
(figura 2) com enchimento em Poliuretano (PU);
A telha sanduíche modelo forro deve ser constituída de duas telhas
trapezoidais com núcleo em poliuretano expandido, formando um conjunto
rígido;
A espuma de poliuretano expandido deverá ter densidade de 35 a 40 kg/m3
com coeficiente de condutividade térmica k = 0,016 kcal/mh°C;
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A telha sanduíche deve ter 5.000 mm de comprimento, 1.100 mm de largura e
30 mm de espessura;
O telhado tipo sanduíche modelo forro deverá possuir 5 trapézios, com
espaçamento de 250 mm do centro entre cada um deles (imagem 02),
garantindo melhor resistência mecânica e permitindo maior espaçamento
entre terças;
No fechamento lateral, deve-se observar o alinhamento e o prumo das terças,
que devem ser perfeitos, bem como o alinhamento longitudinal na colocação;
As telhas sanduíche devem ser fixadas em terças metálicas com hastes em
gancho com rosca e tratamento galvanizado (imagem 03);
Deverá ser feita a sobreposição longitudinal das telhas e fixação das mesmas
com hastes em gancho com 300 mm de comprimento total e diâmetro de 3,6
mm (1/4’’) aliado com o sistema de encaixe macho-fêmea.
Figura 2: Telha tipo sanduíche modelo forro.
Figura 3: Detalhe dos trapézios da telha tipo sanduíche modelo forro.
Figura 4: Hastes metálicas em gancho com rosca e tratamento galvanizado.
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6.
Revestimentos
A CONTRATADA deverá instalar em toda a área do mezanino forro de gesso
acartonado fabricado pelo processo de laminação contínua de uma mistura de
gesso, água e aditivos, entre duas lâminas de cartão (drywall), com dimensões
de 1243 x 618 mm e espessura de 12,5 mm com borda rebaixada;
Devem ser utilizados para sustentação mecânica das chapas de gesso
acartonado suportes em guias 50 x 70 mm e montantes 50 x 70 mm em aço
galvanizado e chapas em aço dobrado com espessura de 3,04 mm, abas de 5
cm e altura de 20 cm;
A CONTRATADA deverá marcar o nível do forro nas paredes de contorno do
ambiente a ser forrado. No encontro do forro com a parede, aplica-se a guia do
montante, para forro, fixados na parede, para fixação posterior das chapas;
Deverá ser feito o encaixe dos montantes nas guias fixadas na parede e nivelalos através dos pendurais para montantes. A continuidade dos montantes
deverá ser assegurada por segmentos de guias em perfil U;
O pendural para montante deverá ser preso ao perfil através de um parafuso
de cabeça arredondado e ponta broca a cada 0,45 m;
A estrutura metálica do forro deverá ser fixada à estrutura do telhado (sempre
no banzo inferior da treliça);
As chapas de gesso acartonado devem seguir as seguintes especificações:
a) Densidade superficial de massa de: no mínimo 8,0 kg/m² e máximo 12,0
kg/m², com variação máxima de + ou - 0,5 kg/m²;
b) Resistência mínima à ruptura na flexão de 550 N (longitudinal) e 210 N
(transversal);
c) Dureza superficial determinada pelo diâmetro máximo de 20 mm.
As placas devem ser armazenadas em local seco, suspensas do chão por apoios
espaçados a cada 25 cm de eixo, formando pilhas perfeitamente alinhadas de
até 5 m de altura, evitando-se sobras ou defasagens que possibilitem quebras;
Devem ser previstas juntas de dilatação a cada 15 m de extensão do teto;
Todos os serviços devem atender às disposições NBR 15758-2/2009 - Sistemas
Construtivos em Chapas de Gesso para Drywall – Projeto e Procedimentos
Executivos para Montagem, parte 2 - Requisitos para Sistemas Usados como
Forros; NBR 14715/2010 - Chapas de Gesso para Drywall, parte 1 - Requisitos e
parte 2 - Métodos de Ensaio.
7.
Instalações Elétricas
Devem ser feito a troca, com reaproveitamento das unidades evaporadores e
condensadoras, da instalação elétrica do sistema de climatização (ar
condicionado) da área do mezanino;
Devem ser trocados todos os cabos, eletrodutos e disjuntores por peças novas;
A CONTRATADA deve fazer a retirada de todas as instalações elétricas sobre o
forro e trocar por uma nova instalação;
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A CONTRATADA deve retirar todas as luminárias existentes com cuidado para
não danificá-las. As mesmas devem ser reinstaladas após a confecção do novo
forro de gesso acartonado;
A CONTRATADA deve proteger todas as instalações existentes que estiverem
no piso e na alvenaria, tomando as medidas necessárias para não danificar
nenhum ponto de rede lógica ou elétrica, no qual devem estar em pleno
funcionamento quando do término da obra.
7.1.
Eletrodutos/Eletrocalhas/Acessórios
Todas as eletrocalhas e perfilados devem ser retiradas tomando todos os
cuidados necessários para o seu posterior reaproveitamento;
As novas eletrocalhas a serem instaladas devem ser em material galvanizado,
perfuradas, nas dimensões 100 x 50 mm;
Os novos perfilados a serem instalados devem ser galvanizados, perfurados,
nas dimensões 38 x 38 mm;
A CONTRATADA deve fazer o adequado armazenamento de todos os materiais
que serão reaproveitados;
Não devem ser aceitos materiais danificados por conta de retiradas mal
executadas e de armazenamentos inadequados;
Nas eletrocalhas e perfilados devem passar a fiação de rede elétrica, conforme
bitolas e quantidades de cabos a serem protegidos e o que pede o projeto em
anexo fornecido pela CONTRATANTE.
7.2.
Disjuntores
Deve ser feita a troca (fornecimento e instalação) de todos os disjuntores do
QFAC, sendo unipolar, bipolar ou tripolar, de corrente nominal de acordo com
o circuito a proteger e de acordo com os projetos fornecidos pela
CONTRATANTE;
Os disjuntores devem atender a capacidade de interrupção de curto circuito em
KA e suportarem a corrente nominal em regime contínuo. Todos os disjuntores
dos quadros deverão obedecer à norma IEC898 (padrão Europeu - tipo mini
disjuntor, curva C, para uso em trilho DIN 35 mm). Considerar, para efeito de
cálculo, a utilização de no máximo 50% da corrente máxima de condução de
cada disjuntor;
Não serão aceitos disjuntores sem a identificação da respectiva capacidade em
seu corpo. Deverão, também, estar perfeitamente fixados nos Quadros
Elétricos e nos Painéis projetados;
Para evitar fugas de corrente, deve haver perfeição nos apertos dos dispositivos
de fixação de condutores/disjuntores. Utilizar terminais apropriados de cobre
nas conexões de disjuntores e cabos, de acordo com as seções nominais dos
condutores.
7.3.
Cabos/Fios
Devem ser utilizados cabos em cobre singelo, 750 V e 1 kV, bitola conforme
indicado no projeto básico complementar fornecido pela CONTRATANTE, não
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deve ser utilizada bitola inferior a # 2,5 mm². Os cabos com bitola inferior a #
6,0 mm², devem obedecer ao seguinte padrão de cores:
Cabo
Cor
Fase
Neutro
Terra
Preto ou Vermelho
Azul
Verde
Obrigatoriamente em todo e qualquer isolamento nas conexões de condutores
será feito por meio de 2 camadas de fita isolante, sendo a primeira em fita tipo
autofusão e a segunda, externa, por fita isolante plástica, ambas de fabricação
3M (ou similar de primeira linha);
Os condutores devem formar trechos contínuos entre as caixas de derivação; as
emendas e derivações devem ser colocadas dentro das caixas;
Condutores emendados ou cujo isolamento tenha sido danificado e
recomposto com fita isolante ou outro material não deverão ser enfiados em
eletrodutos;
Condutores somente devem ser enfiados depois de estar completamente
terminada a rede de eletrodutos e concluídos todos os serviços de construção
que os possam danificar;
A fiação só deve ser iniciada após a tubulação estar perfeitamente limpa.
7.4.
Luminárias
A CONTRATADA deve retirar todas as luminárias embutidas no forro da área do
mezanino com os devidos cuidados para sua posterior instalação após os
serviços de instalação do novo forro;
As luminárias devem ser embutidas conforme projetos fornecidos pela
CONTRATANTE.
8.
Instalações Frigorígenas
Todos os pontos de ar condicionados devem ser reaproveitados com troca de
todos os cabos e eletrodutos;
A CONTRATADA deve obedece ao mesmo layout (existente) de todas as
Evaporadoras, com mudança apenas de posição das condensadoras conforme
indicado em projeto em anexo fornecido pela CONTRATANTE;
Devem ser executadas tubulações frigorígenas (líquido e gás) com bitola
mínima de acordo com o que constar no manual do fabricante;
Devem ser instalados dutos de insuflamento devendo possuir isolamento de lã
de vidro de 1’’ de espessura;
Deve ser feito o posicionamento das unidades condensadoras sobre suporte
metálico com calço de neoprene, localizado na parte interna do fechamento do
prédio sobre a cobertura (platibanda) conforme indica o projeto fornecido pela
CONTRATANTE;
Os equipamentos e itens acessórios de climatização devem atender às
especificações mínimas, podendo ser utilizados equivalentes desde que a
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CONTRATANTE seja consultada previamente e que estes atendam as
especificações técnicas;
As tubulações devem ser de cobre rígido, com paredes espessas, sem costura,
inclusive as curvas e os acessórios, obedecendo ao dimensionamento do
fabricante;
A instalação da alimentação elétrica deve ser executada com cabos conforme
indicação do fabricante e utilizando eletrodutos em PVC na cor cinza médio,
entre as unidades (condensadora e evaporadora) e o ponto de força fornecido
pela COPEL;
As tubulações de linha de líquido e gás devem estar encobertas por material
esponjoso e envolta com fita blackout, na cor cinza opaco, a fim de evitar
condensação;
As instalações aparentes devem ser feitas observando-se a perfeita
verticalidade e horizontalidade, não sendo toleradas instalações com péssima
apresentação estética;
Nos locais onde a tubulação ficará exposta deve ser feito um capeamento em
chapa metálica pintada com tinta esmalte sintético acetinado na cor areia claro
para cobrir as tubulações/ instalações aparentes. Este capeamento deve ser
fixado na parede por meio de parafuso e bucha plástica, de forma a permitir
sua retirada para manutenção das instalações;
A CONTRATRADA poderá comunicar à CONTRATANTE os casos de
inconformidades e/ou omissões relevante nesta Especificação Técnica,
solicitando instruções antes de iniciar qualquer procedimento.
9.
Pintura
9.1.
Pintura Interna – Paredes e Tetos
Todas as superfícies a serem pintadas devem estar secas, cuidadosamente
limpas e preparadas para o tipo de pintura a que se destinam;
Cada demão de tinta só poderá ser aplicada quando a precedente estiver
perfeitamente seca, obedecendo ao intervalo especificado pelo fabricante
entre duas demãos sucessivas;
Devem ser evitados escorrimentos ou salpicos de tinta nas superfícies não
destinadas à pintura (vidros, pisos, aparelhos, etc.). Os salpicos que não
puderem ser evitados devem ser removidos enquanto a tinta estiver fresca,
empregando-se removedor adequado;
Toda superfície que tiver sido lixada, deverá ser cuidadosamente limpa com
escova e pano seco, para remover todo o pó, antes de aplicar a demão de tinta;
Toda superfície pintada deverá apresentar, depois de pronta, uniformidade
quanto à textura, tonalidade e brilho;
Só devem ser aplicadas tintas de primeira linha de fabricação;
No forro da área do mezanino deve ser executado 1 demão de emassamento
com massa Látex no novo forro executado. A pintura a ser executada no forro
de gesso na área do mezanino deve ser com tinta látex PVA, 2 demãos;
Nas paredes internas da área do mezanino deve ser executado emassamento
com massa látex, considerando aproximadamente 40% da superfície na
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aplicação no total da superfície de paredes. Após devidamente emassadas e
lixadas, deve ser realizada pintura acrílica em toda superfície das paredes, com
aplicação de 2 demãos de tinta.
9.2.
Pintura Externa – Fachadas e Telhado
Aspectos importantes sobre a pintura refletiva com microesferas ocas de vidro:
Deve ser feita pintura refletiva sobre todo o telhado tipo sanduíche de
poliuretano que será instalado e em todas as fachadas do edifício principal;
A CONTRATADA deve lavar as telhas com jato d’água de alta pressão para
retirada de todo e qualquer detrito que esteja sobre a superfície;
Deve ser feita a aplicação de uma demão de primer a base d’água para
tratamento e aderência nas telhas metálicas tipo sanduíche;
Deve, depois de preparada, aplicar 2 (duas) demãos da tinta térmica por
tanque de pressão especifico de baixa pressão, respeitado o tempo mínimo de
4 (quatro) horas entre uma demão e outra;
Deve ser respeitado o tempo mínimo de cura que são de 3 (três) dias;
Deve ser feita impermeabilização para proteção dos parafusos de fixação com a
própria pintura;
O material aplicado deve garantir isolante térmico, refletindo até 75% da
radiação solar; redução de 10º a 15°C na temperatura da telha e até 30% de
redução ambiente;
Também deve garantir impermeabilidade, com aplicação da tinta elastomérica,
que acompanha a dilatação do telhado formando uma camada monolítica;
O material aplicado deve ser 100% acrílico, composto por polímeros acrílicos
especiais, que não trinquem, não descasquem e não envelheçam.
10.
Diversos
A CONTRATADA deve instalar andaimes para a execução de serviços em alturas
como a retirada da instalação elétrica, luminárias e forros, a troca do
telhamento de todo o bloco principal, troca da estrutura metálica da cobertura
do mezanino e demais serviços que se façam necessário;
A instalação de andaimes fachadeiros do tipo tubular metálico com
travamentos diagonais entre painéis, deve seguir as orientações do fornecedor,
e serão fixados na estrutura da construção, por meio de amarração ou
estroncamento, de modo a resistir aos esforços a que estarão sujeitos;
Os níveis desejados de operação deverão possuir guarda-corpo a 1,20 m do
piso de trabalho, e rodapé de 0,20 m de altura;
A plataforma de trabalho deverá possuir estrutura metálica, e forração
completa, antiderrapante, em metal ou madeira compensada de no mínimo 15
mm de espessura, com capacidade portante de 150 kg/m²;
Os montantes do andaime deverão ser apoiados por meio de sapatas
ajustáveis, adaptáveis às irregularidades do piso, sobre base sólida e resistente,
que proporcione estabilidade e permita sua movimentação e realocação com
segurança;
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As laterais dos andaimes deverão ser protegidas por telas, desde a sua base até
dois metros acima da última plataforma operacional, com material que
apresente resistência mecânica condizente aos trabalhos a serem realizados, e
que impeça a queda de objetos;
A CONTRATADA deverá fornecer lona plástica para proteção do ambiente
interno contra intempéries onde estiverem sendo executados os serviços, tais
como quando da retirada e reposição do telhado da área operacional e
proteção dos móveis da área do mezanino quando dos reparos na estrutura
metálica da cobertura e a área estiver descoberta;
A lona plástica deverá proteger das intempéries na área do operacional, para
isso seu uso deverá acompanhar o andamento dos serviços de retirada e
reposição de telhas e elementos da cobertura que serão feitas por módulos;
A CONTRATADA deve fazer a proteção de todo o revestimento do piso superior
do mezanino;
A proteção dos pisos deve ser feita com tecido de ‘’juta natural’’ sob uma
camada de pasta de gesso com espessura de 10 mm, tendo uma camada na sua
parte inferior e superior de lona plástica;
A CONTRATADA deve dar atenção redobrada para o revestimento do piso em
carpete instalado no auditório, assim como todas as instalações de rede lógica
e elétrica instaladas no piso;
A CONTRATADA, caso danifique alguma parte do piso no decorrer dos serviços,
deverá fazer a sua recomposição no mesmo padrão existente, sem gerar
quaisquer ônus a CONTRATANTE;
A CONTRATADA, durante o decorrer dos serviços de reforma, deve selar por
todo o patrimônio da CONTRATANTE;
Devem ser removidos os insumos como divisórias, condicionadoras de ar,
calhas, rufos, telhas de fibra de vidro, eletrocalhas, perfilados e luminárias que
serão reaproveitados com todo o cuidado possível, armazenarem os mesmos
de forma adequada e proteger móveis, pisos, carpetes, revestimentos,
esquadrias, divisórias, alvenarias instalações elétricas e hidráulicas, louças,
metais dentre outros que compõem o patrimônio da CONTRATANTE;
Caso a obra seja entregue com materiais e equipamentos danificados no
decorrer dos serviços pela CONTRATADA à mesma não será aceita até que a
CONTRATADA realize os reparos necessários.
11.
Limpeza
Os serviços devem ser entregues em perfeito estado de limpeza, devendo
apresentar funcionamento adequado de todas as instalações;
Todo o entulho gerado em decorrência da obra deve ser transportado por
caminhão basculante e descarregado em local adequado de acordo com a
categoria de cada entulho;
Deve ser feita a retirada constante de entulhos para que se evitem acidentes ou
interferências na rotina diária da CONTRATANTE;
A CONTRATADA deve fazer a remoção diária dos entulhos resultantes dos
serviços, respeitando todas as leis e códigos de conduta correspondente;
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Carregar e transportar mecanicamente os resíduos não reaproveitáveis,
provenientes dos locais das atividades de demolição em execução, até os
compartimentos de remoção apropriados ou caçambas, situados no próprio
terreno. Os resíduos depositados nos compartimentos de remoção deverão ser
removidos e descartados em locais pré-determinados, de acordo com as
exigências documentais feitas pelos Correios, os códigos e posturas municipais
e a legislação ambiental vigente;
A sucata de alumínio proveniente da retirada de elementos da estrutura da
cobertura do mezanino deverá ser carregada mecanicamente e transportada
com caminhão para local indicado pelos Correios, dentro do terreno no qual se
localiza o CTCE/LDA;
O prédio deve ser entregue perfeitamente limpo, não sendo tolerados restos
de materiais ou entulhos, devendo a CONTRATADA realizar a remoção destes.
VII)
OBSERVAÇÕES
Somente será efetuado o aceite dos serviços após o término de todas as etapas
especificadas, retirada dos entulhos, completa limpeza de todas as áreas trabalhadas,
teste de todos os equipamentos e pontos.
A entrega dos serviços não exime a CONTRATADA, em qualquer época, das
garantias concedidas e das responsabilidades assumidas, em contrato e por força das
disposições legais em vigor (Lei 3.071).
A CONTRATADA entregará à Fiscalização dos Correios toda a documentação
referente a essas providências, assim como todos os certificados de garantia
oferecidos pela mesma e pelos fornecedores, os quais sempre deverão ser emitidos
em nome dos Correios.
Deverá ser providenciada baixa, junto ao CREA, da Anotação de
Responsabilidade Técnica (ART) de todos os serviços contratados, após a conclusão
dos mesmos.
Curitiba, 16 de julho de 2015.
Thiago Campos Assunção
João Luís Vicentin
Eng. Civil CREA-PA 18.124/D
Eng. Civil CREA-PR 70.831/D
Matr. ECT 8.455.415-0
Matr. ECT 8.567.729-9
Seção de Conservação Predial
Seção de Projetos e Obras
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