Universidade Presbiteriana Mackenzie
PERFIL DE PACIENTES E CONSUMO DE FRUTAS E HORTALIÇAS POR
MULHERES ADULTAS EM TRATAMENTO AMBULATORIAL DE CÂNCER
Amanda Furatore Ganho (IC) e Marcia Nacif Pinheiro (Orientadora)
Apoio: PIBIC Mackenzie
Resumo
Nos últimos anos, tem-se falado muito em prevenção e fatores de risco de câncer. A alimentação tem
sido abordada de forma consistente, e as frutas, verduras e legumes, por conterem nutrientes com
funções antioxidantes, que protegem as células da oxidação celular, têm sido considerados como os
principais protetores ao desenvolvimento do câncer. Este estudo tem desenho transversal e foi
realizado com 32 pacientes do sexo feminino em tratamento ambulatorial de câncer, no município de
São Paulo/SP. A avaliação do consumo de legumes, verduras, frutas e sucos de frutas foi realizada a
partir da aplicação de um Questionário de Frequência Alimentar (QFA). Em geral as pacientes
estudadas apresentaram baixa escolaridade e renda, fatores limitantes na escolha dos alimentos. A
maioria das participantes relatou consumir legumes, frutas ou verduras diariamente; entre estes, o
alface esteve presente na alimentação de 90,63% (n=29) das pacientes, o alho e/ou cebola foi
consumido por 84,38% (n=27) delas, e o tomate por 75,00% (n=24). Quanto as frutas, a banana foi a
mais consumida entre as pacientes (81,25%), seguida pelo mamão e manga. Verificou-se
inadequações em relação ao consumo de vitaminas antioxidantes em grande parte das pacientes.
Desta forma, sugere-se que estas mulheres sejam conscientizadas sobre a importância do consumo
de hortaliças e frutas e sua associação dieta/saúde.
Palavras-chave: câncer, antioxidantes, dieta.
Abstract
Recently, prevention and risk factors of cancer has been much discussed. The food is consistently
addressed, and fruits and vegetables because they contain nutrients with antioxidant functions, which
protect cells from cellular oxidation, have been considered as the main protectors to cancer
development. This study is cross-sectional design and was conducted with 32 female patients in
outpatient cancer treatment, in São Paulo / SP. The evaluation of the consumption of vegetables,
fruits and fruit juices was performed from the application of a Food Frequency Questionnaire (FFQ). In
general the patients studied had low education and income, limiting factors in food choice. All
participants consumed vegetables, fruits or vegetables daily, among them, the lettuce was present in
the diet of 90.63% (n = 29) of patients, garlic and/or onion has been consumed by 84.38% (n = 27) of
them, and tomatoes by 75.00% (n = 24). About the fruits, bananas were the most consumed among
the patients (81.25%), followed by papaya and mango. There are inadequacies related with the
consumption of antioxidant vitamins for most patients. It is suggested that these women shouldn't
know about the importance of eating fruits and vegetables and their association through diet/health.
Key-words: cancer, antioxidants, diet.
1
VII Jornada de Iniciação Científica - 2011
1. INTRODUÇÃO
De acordo com estudos populacionais sobre enfermidades ao redor do mundo, o câncer tem
sido uma das
principais
doenças
abordadas,
apresentando elevados
níveis
de
morbimortalidade e expressivo número de casos novos a cada ano. Sendo assim, a
enfermidade foi considerada um problema de Saúde Pública, tendo enfoque mundial
relacionado ao tratamento que agride as células cancerígenas e debilita o indivíduo. A
redução dos sintomas e melhor prognóstico aos pacientes durante os tratamentos
quimioterápicos e radioterápicos é de suma importância, sendo que, promover melhor
qualidade de vida é essencial em qualquer estágio da doença.
Nos últimos anos, têm-se falado muito em prevenção e fatores de risco de câncer. A
alimentação tem sido abordada de forma consistente, e as frutas, legumes e verduras, por
conterem
nutrientes com funções antioxidantes, que protegem as células da oxidação
celular, têm sido consideradas como os principais protetores ao desenvolvimento do câncer;
bem como, o consumo excessivo de gorduras tem sido associado à progressão da doença.
Porém, recomendações específicas, de consumo destes alimentos para pacientes
oncológicos ainda não estão bem estabelecidas.
Entretanto, ao considerar as atuais evidências sobre a importância das frutas e hortaliças na
prevenção do câncer e o potencial papel dos antioxidantes no controle da doença, o objetivo
deste trabalho foi investigar o perfil de pacientes e a frequência de consumo destes
alimentos por mulheres em tratamento ambulatorial de câncer.
2. REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 Epidemiologia do Câncer
A World Cancer Research Fundation (WCRF) e o American Institute For Cancer Research
(AICR) em um relatório publicado no ano de 2007, definiram o câncer como uma
enfermidade multicausal crônica, que tem por base a vulnerabilidade de mutação de alguns
genes. Essa doença pode ocorrer ao longo da vida humana acometendo todas as faixas
etárias e tem sido apontada como a primeira causa de mortalidade no mundo (WCRF; AICR,
2007). Assim, o câncer representa atualmente um importante problema de Saúde Pública,
tanto nos países desenvolvidos quanto nos países em desenvolvimento, sendo responsável
por cerca de 12% das causas de morte ao redor do mundo (GUERRA; GALO; MENDONÇA,
2005).
De acordo com o Ministério da Saúde (MS), no ano de 2002, foram registrados no Brasil
cerca de 305 mil novos casos de câncer, e cerca de 120 mil óbitos. Na região Sudeste, o
2
Universidade Presbiteriana Mackenzie
câncer de mama é o mais incidente entre as mulheres com um risco estimado de 68 casos
novos por 100 mil (Instituto Nacional do Câncer, 2010). Segundo a Fundação Oncocentro de
São Paulo (FOSP), no biênio 2001-2002, os cânceres que apresentaram maior morbidade e
mortalidade para o sexo feminino foram o de mama, cólon/reto/ânus (FOSP, 2010). A
doença é considerada a segunda causa de morte por doença no país, superada apenas
pelas doenças cardiovasculares. Estimativas recentes do Instituto Nacional do Câncer
apontam para a ocorrência de 489.270 casos novos de câncer no país, em 2010 (INCA,
2010).
A incidência do câncer no Brasil exibe um papel próprio quando relacionado a outros países
e populações específicas. No país, existem tumores típicos das áreas pouco desenvolvidas
e tumores típicos de países desenvolvidos. Este fato ocorre devido a coexistência de fatores
de risco tradicionais e modernos, ambos fatores aos quais a população brasileira está
exposta (GARÓFOLO et al., 2004).
O INCA dispõe da informação de que cerca de 80% dos casos de câncer estão relacionados
aos fatores de risco externos, ou seja, fatores ambientais, entre eles, o ambiente
ocupacional, ambiente de consumo, ambiente social, cultural e estilo de vida. Certos hábitos
do ser humano podem determinar diferentes tipos de câncer (INCA, 2010).
No relatório Food, Nutrition, Physical Activity, and the Prevention of Cancer: a Global
Perspective, publicado pelo WCRF e o AICR, as instituições afirmam que comportamentos
como a prática regular de atividades físicas, a manutenção do peso corporal saudável ao
longo da vida, não utilizar o tabaco, reduzir o consumo de álcool e adotar uma dieta mais
saudável, rica em frutas e vegetais e consumir moderadamente carnes vermelhas são
fatores protetores contra o câncer (WCRF; AICR, 2007).
2.2 Dieta e Câncer
Ter hábitos alimentares saudáveis pode prevenir de três a quatro milhões de casos novos
de cânceres a cada ano. Evidências epidemiológicas apontam que 35% dos cânceres
ocorrem devido a adoção de dietas inadequadas. Tais achados são baseados em estudos
epidemiológicos sobre padrões alimentares e prevalência de câncer ao redor do mundo
(WCRF; AICR, 2007). O excesso de gorduras da dieta tem sido associado à diversos tipos
de cânceres, em especial o de cólon e de reto. Em contrapartida, o consumo de frutas,
hortaliças, grãos integrais e fibras assumem posição de destaque na prevenção dessa
enfermidade, pelo notável conteúdo de vitaminas e minerais antioxidantes e de fitoquímicos
em sua composição nutricional (GARÓFOLO et al., 2004).
O uso de medicamentos, as condições nutricionais, o consumo excessivo de álcool,
poluição do ar e o tabagismo são fatores que podem diminuir os níveis celulares de
3
VII Jornada de Iniciação Científica - 2011
antioxidantes, aumentando a possibilidade de oxidação celular por ação de radicais livres
(MACHLIN, 1992). A denominação antioxidante se aplica para qualquer substância, que em
concentrações baixas em comparativo com os substratos oxidáveis atrasa ou inibe de
maneira eficaz a oxidação deste substrato (SIES; STAHL, 1995), combatendo a produção
de radicais livres ou espécies reativas de oxigênio (EROS).
Os antioxidantes vitamínicos A, C, E e β-caroteno, são considerados muito eficientes no
papel de sequestradores de EROS (espécies reativas de oxigênio) (MACHLIN, 1992). Essas
vitaminas atuam em diferentes níveis de proteção do organismo e são capazes de
interceptar os radicais gerados por fontes endógenas ou exógenas, impedindo seu ataque
sobre os lipídeos, aminoácidos, duplas ligações de ácidos graxos poliinsaturados e bases do
DNA, evitando assim lesões celulares. Por vez, os antioxidantes reparam algumas lesões
causadas pelos radicais livres, removendo danos das moléculas de DNA e reconstituindo
membranas celulares anteriormente danificadas (BIANCHI; ANTUNES, 1999).
Os antioxidantes presentes nas frutas e hortaliças são compostos capazes de minimizar o
dano oxidativo celular causado pelo aumento da produção de radicais livres no câncer. Além
disso, os estudos a respeito da associação de vitaminas antioxidantes e drogas
antineoplásicas mostram a importância da manutenção dos níveis destes nutrientes para o
paciente com câncer, proporcionando um estado nutricional adequado e maiores condições
de suportar o tratamento, com maior tolerância e melhor qualidade de vida (SANTOS;
CRUZ, 2001).
A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza o consumo mínimo diário de 400 g per
capita ou o equivalente a 5 porções ao dia de frutas e hortaliças frescas para o alcance de
seu efeito saudável e protetor de doenças crônicas não transmissíveis, inclusive o câncer
(WHO, 2003).
3. MÉTODOS
3.1 Sujeitos
O presente estudo tem desenho transversal. Foram estudadas 32 mulheres adultas com
câncer, em tratamento ambulatorial realizado em um hospital especializado em oncologia do
município de São Paulo.
3.2 Instrumentos
Para a avaliação do consumo de frutas e hortaliças pelas participantes foi aplicada uma
anamnese
nutricional
detalhada,
individual,
contendo
perguntas
sobre
o
nível
socioeconômico e de escolaridade, bem como, questões sobre hábitos alimentares.
4
Universidade Presbiteriana Mackenzie
Adicionalmente, foi aplicada a seção sobre o consumo de frutas e hortaliças de um
Questionário de Frequência Alimentar (QFA) desenvolvido para a população adulta da
Região Metropolitana de São Paulo (VIEBIG; VALERO, 2004). O QFA afere com que
frequência cada item alimentar da lista foi consumido nos últimos 12 meses. Este QFA
possui 9 categorias de resposta para a frequência de consumo dos itens alimentares da
lista: nunca ou menos de 1 vez por mês; 1 a 3 vezes por mês; 1 vez por semana; 2 a 4
vezes por semana; 5 a 6 vezes por semana; 1 vez por dia; 1 a 3 vezes por dia; 4 a 5 vezes
por dia; e 6 ou mais vezes por dia. As categorias de frequência de consumo do QFA são
baseadas em porções padronizadas para cada alimento listado. O consumo médio diário
para cada fruta e hortaliça foi somado para computar o consumo total de frutas e hortaliças,
em gramas/dia de cada uma das pacientes (Quadro 1).
Quadro 1. Transformação em consumo diário das frutas e hortaliças obtidas a partir da aplicação de QFA.
Categoria de Frequência
Consumo diário (porções/dia)
Nunca a menos de 1x/mês
1 a 3x/mês
1x/semana
2 a 4x/semana
5 a 6x/semana
1x/dia
2 a 3x/dia
4 a 5x/dia
6x ou mais/dia
0,0
2,5 porções/mês ÷ 30 dias = 0,08
4 porções/mês ÷ 30 dias = 0,13
12 porções/mês ÷ 30 dias = 0,4
22 porções/mês ÷ 30 dias = 0,7
1,0
2,5
4,5
6,0
Para a análise de micronutrientes foram utilizadas as recomendações do Institute of
Medicine (IOM, 2001), denominadas DRIs (Dietary Reference Intakes). O consumo de
vitaminas antioxidantes foi analisado segundo valores de EAR (Estimated Average
Requirement) e o de selênio foi avaliado segundo os valores de AI (Adequate Intakes).
Dados sobre o estado nutricional das pacientes foram avaliados a partir da aferição de peso
e estatura e posterior cálculo de IMC. A classificação de IMC, seguiu as recomendações da
OMS (Quadro 2).
Quadro 2. Classificação de Índice de Massa Corporal (IMC) de acordo com a Organização Mundial da Saúde,
1997.
IMC (kg/m²)
Classificação
< 18,5
18,5 a 24,9
25,0 a 29,9
30,0 a 39,9
Abaixo do peso
Peso normal
Sobrepeso
Obesidade
> 40,0
Obesidade mórbida
5
VII Jornada de Iniciação Científica - 2011
3.3 Aspectos Éticos
Este projeto foi encaminhado para o Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade
Presbiteriana
Mackenzie
e
aceito
pelo
CEP/UPM
nº1281/09/2010
e
CAAE
Nº0089.0.272.000-10, que aprovou os procedimentos éticos referidos no projeto.
Posteriormente, uma cópia do projeto e do aceite foram encaminhadas ao CEP do Hospital
para a realização do estudo. A cada participante foi entregue o Termo de Consentimento
Livre e Esclarecido, carta de informação ao sujeito de pesquisa para que estivessem cientes
dos objetivos do estudo e pudessem, voluntariamente, consentir em participar da pesquisa.
Também foi esclarecido a essas pacientes sobre a preservação de identidade durante e
após o término da pesquisa, havendo a possibilidade de desistência da participação a
qualquer momento, caso a participante não se sentisse apta ou confortável durante o
desenvolvimento do trabalho.
3.4 Procedimentos
A coleta de dados foi realizada durante os meses de outubro e dezembro de 2010, no
próprio ambulatório do hospital, no qual as participantes faziam seu acompanhamento
ambulatorial. Somente após o consentimento das pacientes, os instrumentos foram
administrados em entrevistas individualizadas, pré-agendadas, com duração aproximada de
30 minutos. Foi elaborado um informativo para as pacientes sobre alimentação saudável e
inclusão de alguns alimentos que viabilizam o consumo de uma quantidade significativa de
nutrientes antioxidantes
- “Vamos comer melhor?“ e entregue após a participação no
estudo. As pacientes presentes no local que, por alguma razão não participaram do estudo
também receberam o informativo.
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Foram avaliadas 32 pacientes do sexo feminino, com idade média de 49 anos (+ 10,26) em
tratamento ambulatorial realizado em um hospital especializado em oncologia do município
de São Paulo.
Ao que se relaciona a escolaridade das pacientes estudadas foi verificado que 6,25% (n=2)
nunca frequentaram uma escola, 18,75% (n=6) tinham entre 1 e 4 anos de estudo, 46,9%
(n=15) estudaram de 4 a 9 anos, ou seja, cursaram o ensino fundamental, 25,0% (n=8)
concluíram o ensino médio e 3,1% (n=1) frequentaram curso superior de graduação ou
técnico. Desta forma, no presente estudo, as pacientes apresentaram em sua maioria baixa
escolaridade, o que pode ter influenciado as escolhas alimentares dessas mulheres.
A escolha do alimento pode ser analisada sob vários aspectos: econômico, no qual a
6
Universidade Presbiteriana Mackenzie
relação entre a oferta e a demanda, os preços dos alimentos, renda das famílias e o
abastecimento são os principais componentes; aspecto nutricional, que visa à composição
dos alimentos, indispensáveis a saúde e o bem-estar do indivíduo, as carências e as
relações entre dieta e doença; o aspecto social, direcionado para a relação entre
alimentação e a organização social do trabalho, os ritmos, estilos de vida e a diferenciação
social do consumo; o aspecto cultural, focado nos hábitos, gostos, tradições culinárias,
preferências, repulsões, ritos e tabus, isto é, no aspecto simbólico da alimentação. Esses
aspectos reunidos mostram a importância dos fatores econômicos, sociais, nutricionais e
culturais na determinação do consumo alimentar da população (OLIVEIRA; MONY, 1997).
Para a população de baixo poder aquisitivo alimento bom é aquele que dá “sustento ao
corpo para o trabalho”. Deste modo, esses indivíduos dão preferência a alimentos
provedores de “sustança”, ou seja, alimentos considerados fortes (VELOSO; SANTANA,
2002). Para esses indivídios, as hortaliças são consideradas alimentos para “tapear a fome”,
alimentos denominados para " matar a fome"
são basicamente arroz, feijão e carnes
(ZALUAR, 1980 apud RAMALHO; SAUNDERS, 2000). Estima-se que mesmo com a
diversidade e fácil acesso, o consumo de frutas e hortaliças no Brasil corresponda a menos
da metade das recomendações nutricionais, com maior deficiência entre as famílias de
baixa renda (ZALUAR, 1980 apud RAMALHO; SAUNDERS, 2000).
A respeito de fatores econômicos, foi avaliada a renda mensal das entrevistadas. Entre elas,
37,5% (n=12) não apresentavam renda, algumas por serem donas de casa e outras por
estarem aguardando a liberação do “auxilio doença“, 28,15% (n=9) das pacientes recebiam
este benefício e apresentavam renda de até um salário mínimo, 9,37% (n=3) apresentavam
uma renda de 3 a 7 salários mínimos atualmente e 3,1% (n=1) apresentavam renda maior
ou igual a 7 salários mínimos. De acordo com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS),
o auxílio doença é um benefício concedido ao segurado impedido de trabalhar por doença
ou acidente por mais de 15 dias consecutivos. No caso dos trabalhadores com carteira
assinada, os primeiros 15 dias são pagos pelo empregador, e a Previdência Social paga a
partir do 16º dia de afastamento do trabalho. No caso do contribuinte individual (empresário,
profissionais liberais, trabalhadores por conta própria, entre outros), a Previdência paga todo
o período da doença (desde que o trabalhador tenha requerido o benefício) (INSS, 2011).
No presente estudo, a composição corporal das pacientes foi avaliada de acordo com o
IMC. Verificou-se que 46,90% (n=15) das pacientes apresentaram sobrepeso, 28,15% (n=4)
obesidade e 3,10% (n=1) obesidade mórbida, sugerindo uma possível relação entre a
doença e o excesso de peso.
7
VII Jornada de Iniciação Científica - 2011
Tabela 1. Classificação do Índice de Massa Corporal das pacientes em tratamento ambulatorial de câncer. São
Paulo, 2011.
Classificação de IMC
Abaixo do peso
Peso normal
Sobrepeso
Obesidade
Obesidade mórbida
N
1
6
15
4
1
(%)
3,10
18,75
46,90
28,15
3,10
Estudos clínicos e epidemiológicos investigaram a relação entre a composição corporal e o
câncer de mama e há evidências de que a obesidade nas mulheres está entre os fatores de
risco (INCA, 2010).
Um estudo de Michaels e Willet no ano de 2009 sobre a saúde das mulheres, associou o
aumento do índice de massa corpórea (IMC), o sobrepeso e o ganho de peso durante a
vida, à fatores que aumentam a incidência do câncer de mama, considerando o IMC elevado
um dos preditores de câncer de mama nas mulheres na pós-menopausa (MICHAELS;
WILLET, 2009). Em mulheres na pré-menopausa, estudos mostram uma associação menos
consistente entre a obesidade e o câncer de mama (REEVES et al., 2007). A obesidade
também é tida como um importante fator prognóstico negativo para a sobrevida em
mulheres com câncer de mama e tem sido relacionada com a progressão ou recidiva da
doença (RUBIN et al., 2010).
O tabagismo também foi questionado às pacientes e observou-se que 15,6% (n=5) das
mulheres eram tabagistas e fumavam uma média de 12 cigarros por dia, 9,4% (n=3) eram
ex-tabagistas, e faziam uso de cerca de 16 cigarros por dia durante um período estimado de
12 anos e 3 meses.
O tabagismo é a maior causa isolada evitável de adoecimento e mortes precoces no mundo,
totalizando 5 milhões de mortes por ano. Se o padrão de consumo atual se mantiver, são
esperadas 10 milhões de mortes anuais até 2020, sendo 70% em países em
desenvolvimento. No Brasil, dados da Organização Pan-Americana de Saúde apontam para
200 mil mortes anuais devido ao tabagismo (PAHO, 2002).
A dependência da nicotina obriga os fumantes à exposição de cerca de 4.720 substâncias.
Além disso, são identificadas entre 60 e 70 substâncias cancerígenas na fumaça dos
derivados do tabaco, fazendo com que o tabagismo seja um fator causal de
aproximadamente 50 doenças, entre elas, vários tipos de cânceres, que incluem os de
pulmões, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rins, bexiga, colo do útero e
leucemia. O tabaco é um carcinogênico que atua como promotor da proliferação celular e
como indutor ao câncer, por conta de seu efeito mutagênico (GONÇALVES; MEIRELLES,
2007).
8
Universidade Presbiteriana Mackenzie
Foram também analisadas por meio da aplicação do QFA, as verduras, legumes, frutas e
sucos de frutas mais consumidos entre as pacientes. Em relação ao grupo das verduras e
legumes, o alface esteve presente na alimentação de 90,63% (n=29) das pacientes, o alho
e/ou cebola foi consumido por 84,38% (n=27) delas, e o tomate por 75,00% (n=24) das
entrevistadas (Tabela 2). Todas as pacientes relataram o consumo de ao menos uma
hortaliças diariamente. No entanto, apenas 40,63% (n=13) atingiram a recomendação de
consumo de hortaliças, com ingestão média de 6,54 porções por dia. Destaca-se que estas
pacientes realizavam acompanhamento nutricional desde o início da quimioterapia e/ou
radioterapia, que abordava a importância do consumo destes alimentos. Entre as pacientes
estudadas, 18,75% (n=6) ainda não haviam iniciado a quimioterapia e/ou radioterapia, sendo
assim, ainda não haviam recebido orientação nutricional e apresentaram um consumo
médio de 2,3 porções de hortaliças por dia.
Tabela 2. Verduras e legumes mais consumidos pelas pacientes em tratamento ambulatorial de câncer. São
Paulo, 2011.
Legume/Verdura
N
%*
Alface
Agrião/Almeirão
Repolho
Couve
29
20
15
18
90,63
62,50
41,88
56,25
23
24
18
18
27
16
71,88
75,00
56,25
56,25
84,38
50,00
Brocoli/Couve-flor
Tomate
Cenoura
Abóbora
Alho/Cebola
Abobrinha/chuchu/vagem/beterraba
*Resposta múltipla
A literatura é unânime ao destacar a importância da intervenção dietética na prevenção e
recorrência da neoplasia mamária (HERBERT et al., 2001). Dietas baseadas no consumo de
frutas, vegetais e grãos integrais parecem atuar na prevenção e controle do câncer,
minimizando o impacto do acometimento por esta enfermidade, em decorrência de muitos
compostos fitoquímicos, nutrientes ou não-nutrientes, que são excelentes agentes
quimiopreventivos, frequentemente encontrados nestes alimentos (THOMSON et al., 2002).
Estudo de Costa et al., (2005) sobre a distribuição e evolução da alimentação no Brasil entre
os anos de 1974 e 2003 verificou que frutas e hortaliças correspondiam a apenas 2,3% das
calorias totais da dieta, o que significa apenas um terço do recomendado pela OMS. Jaime e
Monteiro (2003) constataram que menos da metade dos indivíduos no Brasil consome frutas
diariamente e menos de um terço da população relata o consumo diário de hortaliças.
O estudo VIGIDEL (Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por
inquérito telefônico), realizado pelo Ministério da Saúde no ano de 2010 que teve por
9
VII Jornada de Iniciação Científica - 2011
objetivo analisar fatores de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas não
transmissíveis e inclui em suas vertentes a avaliação do consumo alimentar de adultos em
27 estados brasileiros, mostrou que a média de indivíduos que consome regularmente frutas
e hortaliças em cinco ou mais dias da semana, variou entre 18,3% em Belém e 42,5% em
Florianópolis. As maiores frequências foram encontradas entre homens. Entre as mulheres,
as cidades nas quais os indivíduos apresentaram maior consumo destes alimentos foram o
Distrito Federal (48,7%), Florianópolis (46,5%) e Curitiba (45,2%) e as com menor consumo
foram Belém (19,6%), Rio Branco (23,1%) e São Luís (24,4%).
Pesquisa realizada por Mondini et al (2010) para avaliar o consumo de frutas e hortaliças no
municipio de Ribeirão Preto, mostrou que as mulheres consomem esses alimentos com
mais frequência que os homens (4,64 vezes/dia). Entretanto, considerando a recomendação
mínima de consumo diário de frutas e hortaliças, somente cerca de 40,00% das mulheres
consumiram esses alimentos pelo menos cinco vezes ao dia. No presente estudo, este dado
foi verificado em apenas 25,00% (n=8) das mulheres.
Em nosso estudo, a banana foi a fruta mais consumida entre as pacientes (81,25%),
seguida pelo mamão e manga (Tabela 3). Em média o número de frutas consumido por dia
foi de 3,2 porções.
Tabela 3. Frutas e sucos de frutas mais consumidos pelas pacientes em tratamento ambulatorial de câncer. São
Paulo, 2011.
Fruta/Suco de Fruta
Laranja
Suco de laranja
Suco de limão
Banana
Mamão
Melão/Melancia
Uva
Manga
N
17
18
14
26
19
13
17
19
%*
53,13
56,25
43,75
81,25
59,36
40,63
53.13
59,38
* Resposta múltipla
Sampaio et al., (2010) ao avaliarem o consumo de frutas e hortaliças por indivíduos
atendidos pelo programa saúde da família na periferia de Fortaleza, também verificaram que
a banana e o mamão eram as frutas mais consumidas pela população estudada. Quanto às
hortaliças, observou-se a ingestão apenas de tomate, cebola, cenoura e alface.
No presente estudo, verificou-se que o consumo de vitamina A estava adequado em 61,79%
das mulheres, a vitamina C em 82,89% e apenas 0,1% das pacientes consumiram
quantidades suficientes de vitamina E. O consumo médio de selênio pelas mulheres foi de
19,92 mcg.
10
Universidade Presbiteriana Mackenzie
Tabela 4. Prevalência de adequação da ingestão de micronutrientes pelas pacientes em tratamento ambulatorial
de câncer, São Paulo, 2011.
Micronutrientes
Ingestão
AI / EAR
Prevalência de
adequação (%)
Média
DP
Vitamina A (mcg)
681,56
537,08
500 (EAR)
61,79
Vitamina C (mg)
257,91
205,65
60 (EAR)
82,89
Vitamina E (mg)
1,37
2,45
12 (EAR)
0,01%
Selênio (mcg)
19,92
63,76
55 (AI)
-
Entre os micronutrientes mais estudados em relação a ação quimiopreventiva na
carcinogênese mamária destacam-se as vitaminas antioxidantes A, C e E, e o mineral
selênio. Os antioxidantes agem nas três linhas existentes na defesa orgânica contra as
Espécies Reativas de Oxigênio. A primeira linha é a de prevenção, caracterizada pela
proteção contra a formação das substâncias agressoras. A segunda linha é a
interceptadora, estágio no qual os antioxidantes precisam interferir na ação dos radicais
livres já formados. A terceira linha, de reparo, atua quando a prevenção e a interceptação
não foram completamente efetivas (SANTOS; CRUZ, 2001).
O selênio é um elemento traço essencial para os seres humanos; quando está em baixas
concentrações nas células e tecidos tem como consequência menores quantidades da
enzima antioxidante glutationa peroxidase, que resulta em maior suscetibilidade das células
e do organismo aos danos oxidativos induzidos pelos radicais livres. Há na literatura
evidências de que a deficiência de selênio é um fator importante de predisposição no
desenvolvimento de tumores. Entretanto, outros resultados mostraram que a suplementação
com esse mineral pode aumentar os processos de carcinogênese, sendo assim, a
administração de selênio em alta escala para os seres humanos deve ser cautelosa
(BIANCHI; ANTUNES, 1999).
Estudo de Santos e Cruz (2001) sobre terapia nutricional com vitaminas antioxidantes e o
tratamento quimioterápico oncológico, mostra que a vitamina A tem a capacidade de inibir a
oxidação de compostos pelos peróxidos; nesse mecanismo estas substâncias protegem os
sistemas biológicos contra os danos mediados pelos radicais livres. Os retinóides estão
envolvidos em diversos processos fisiológicos, incluindo a diferenciação, controle e
apoptose celular. Eles inibem o crescimento de células malignas no epitélio escamoso. Além
disso, os retinóides são excelentes contra a ação das espécies reativas de oxigênio e
também protegem as células dos danos oxidativos. Em nosso estudo, verificou-se que 25%
das pacientes eram tabagistas ou ex-tabagistas, e sofrem a ação natural dos radicais livres.
Para estas mulheres, o consumo de antioxidantes deve ser feito de forma adequada.
11
VII Jornada de Iniciação Científica - 2011
A vitamina C (ácido ascórbico), é hidrossolúvel e antioxidante, reage diretamente com o
oxigênio simples, além de regenerar a vitamina E, atua na fase aquosa como um excelente
antioxidante sobre os radicais livres, mas não é capaz de agir nos compartimentos lipofílicos
para inibir a peroxidação lipídica. Por outro lado, estudos in vitro mostraram que essa
vitamina na presença de metais de transição, como o ferro, pode atuar na oxidação celular e
gerar radicais livres, entretanto, esses metais estão disponíveis em quantidades muito
limitadas e as propriedades antioxidantes da vitamina são predominantes. A vitamina C,
geralmente é consumida em grandes doses pelos seres humanos, sendo adicionada a
muitos produtos alimentares e a vitamina C vinda da dieta é absorvida de forma rápida e
eficiente. O consumo de doses altas pode levar ao aumento da concentração dessa
vitamina nos tecidos e no plasma sanguíneo. Em ensaios biológicos com animais, o efeito
protetor contra os danos causados pela exposição às radiações e medicamentos é notável
quando o ácido ascórbico é administrado (BIANCHI; ANTUNES, 1999).
A vitamina E é capaz de inibir o crescimento de células malignas de linfomas e de câncer de
mama in vitro. Ela impede que as células tumorais continuem o ciclo celular, interrompendoos na fase inicial e conduzindo à apoptose. Em estados de deficiência desta vitamina, os
danos celulares causados pela produção dos radicais livres pelo tumor causam peroxidação
lipídica e destruição celular. Mas, é importante ressaltar que quando há o aumento da
concentração de vitamina E verifica-se também a elevação do efeito de algumas drogas
antioneoplasicas. Desta forma, a suplementação de vitamina E deve ser cuidadosa nos
pacientes em tratamento, pois pode causar toxicidade as células sadias. Esta atuação da
vitamina E ocorre em doses consideradas normais (de 10,2 ± 2,4 µg/Ml) e podem ser
alcançadas pelo consumo diário desta vitamina, nas quantidades recomendadas (SANTOS;
CRUZ, 2001). Sugere-se um efeito potencial da ação antioxidante da vitamina E, quando
associada a dietas ricas em ácidos graxos poliinsaturados (PADILHA; PINHEIRO, 2004).
Pode-se
dizer
que
a
administração
concomitante
de
vitaminas
antioxidantes
e
antineoplásicos é importante, pois parecem proteger as células sadias dos danos causados
pelas drogas, principalmente as células dos tecidos de rápida proliferação celular. Outro fato
positivo é de que os antioxidantes, por si só, conseguem controlar o crescimento tumoral
sem efeitos tóxicos, mas, atuam com menor eficiência do que as drogas antiblásticas. Ao
associar estas duas substâncias, o efeito desejado pode ser alcançado com menores efeitos
colaterais, uma vez que os antioxidantes minimizam a toxicidade causada pelas drogas ao
interagirem com os radicais livres (SANTOS; CRUZ, 2001).
12
Universidade Presbiteriana Mackenzie
5. CONCLUSÃO
Conclui-se que em geral as pacientes apresentaram baixa escolaridade e renda, fatores
limitantes na escolha dos alimentos. A maioria das participantes consumiu legumes, frutas
ou verduras diariamente, mesmo que em pequenas quantidades; entre estes, o alface
esteve presente na alimentação de 90,63% (n=29) das pacientes, o alho e/ou cebola foi
consumido por 84,38% (n=27) delas, e o tomate por 75,00% (n=24). Quanto as frutas, a
banana foi a mais consumida entre as pacientes (81,25%), seguida pelo mamão e manga.
Verificou-se inadequações em relação ao consumo de vitaminas antioxidantes em grande
parte das pacientes. Desta forma, sugere-se que estas mulheres sejam conscientizadas
sobre a importância do consumo de hortaliças e frutas e sua associação dieta/saúde.
REFERENCIAS
BIANCHI, M.L; ANTUNES, L.M. Radicais livres e os principais antioxidantes da dieta.
Revista de Nutrição, v.12, n.2, p. 123-130, 1999.
COSTA, R.B; SICHIERI, R; PONTES, N.S; MONTEIRO, C.A. Disponibilidade domiciliar de
alimentos no Brasil: Distribuição e evolução (1974-2003). Revista de Saúde Publica. v. 4,
n. 39, 2005.
FOSP. Fundação Oncocentro de São Paulo. Mortalidade por câncer: Dados atualizados
para o biênio 2001-2001. Governo de São Paulo: Secretaria de Saúde, 2009. Disponível em:
<http://www.fosp.saude.sp.gov.br/html/fr_dados.html>. Acesso em: 04/04/2010.
GAROFOLO, A; AVESANI, C.M; CAMARGO, K.G; BARROS, M.E; SILVA, S.R; TADDEI,
J.A; SIGULEM, D.M. Dieta e câncer: um enfoque epidemiológico. Revista de Nutrição,
v.17, n.4, p. 491-505, 2004.
GONÇALVES, C.M; MEIRELLES, R. Cessação do Tabagismo em Pacientes com Câncer:
Tabagismo: do Diagnóstico à Saúde Pública. Atheneu, São Paulo, 2007.
GUERRA, M.R; GALLO, C.V; MENDONÇA, G.A. Risco de câncer no Brasil: tendências e
estudos epidemiológicos mais recentes. Revista Brasileira de Cancerologia, Rio de
Janeiro, v, 51, n. 3, p. 227-234, jul./set. 2005.
HERBERT, J.R; EBBELING, C.B; OLENDZKI, B.C; HURLEY, T.G; SAAL, N; OCKENE, J.K.
Change in women's diet and body mass following intensive intervention for early-stage
breast
cancer. J Am Diet Assoc. v. 4, n. 101, p. 421-428, 2001.
INCA (Instituto Nacional do Câncer) - Ministério da Saúde. Câncer: Prevenção e fatores de
risco, 2010. Disponível em: <http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=13>. Acesso em:
04/04/2010.
INCA (Instituto Nacional do Câncer) - Ministério da Saúde. Estimativa 2010: Incidência de
Câncer
no
Brasil.
Rio
de
Janeiro,
2009.
Disponível
em:
<http://www.inca.gov.br/estimativa/2010/estimativa20091201.pdf>. Acesso em: 26/04/2010.
13
VII Jornada de Iniciação Científica - 2011
INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) - Ministério da Previdência Social. Auxílio
Doença:
Benefício.
2011.
Disponível
em:
<
http://www1.previdencia.gov.br/pg_secundarias/beneficios_06_04.asp>.
Acesso
em:
25/06/2011.
JAIME, P.C; MONTEIRO, C.A. Fruit and vegetable intake by Brazilian adults in 2003.
Caderno de Saude Publica. n. 21, 2005.
MACHLIN, L.J. Introduction. Annals of the New York Academy Sciences, New York, v.669,
n.4, p.1-6, 1992.
MONDINI, L; MORAES, S.A; FREITAS, I.S.M; GIMENO, S.G.A. Consumo de frutas e
hortaliças por adultos em Ribeirão Preto, SP. Rev Saúde Pública, v.44, n.4, p. 686-694,
2010.
MICHAELS, KB; WILLET, W. The women’s health initiative randomized controlled dietary
modification trial: a post-mortem. Breast Cancer Res Treat. v. 114, n. 1, p. 1 -6, 2009.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. VIGITEL BRASIL 2009: Vigilância de Fatores de Risco e Proteção
para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico. Brasília, 2010. Disponível em: <
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/vigitel_2009_preliminar_web.pdf>
OLIVEIRA, S; MONY, A.T. Estudo do consumo alimentar: em busca de uma abordagem
multidisciplinar. Revista de Saúde Pública, v. 31, n. 2, p. 201-208, 1997.
OMS (Organização Mundial da Saúde). Guidelines, 2000-2002.
PADILHA, P.C; PINHEIRO, R.L.O papel dos alimentos funcionais na prevenção e controle
do câncer de mama. Revista Brasileira de Cancerologia. v. 50, n. 3, p. 251-260, 2004.
PAHO (Pan American Health Organization); WHO (World Health Organization). Health in the
Americas.
Washington,
2002.
Dísponivel
em:
<http://www.paho.org/english/dbi/mds/hia_2002.htm>. Acesso em: 25/06/2011.
RAMALHO, R.A; SAUNDERS, C. O papel da educação nutricional no combate às carências
nutricionais. Revista de Nutrição, v. 13, n. 1, p. 11-16, 2000.
REEVES, G.K; PIRIE, K; BERAL, V; GREEN, J; SPENCER, E; BULL, D. Cancer incidence
and mortality in relation to body mass index in the million women study: cohort study. BMJ,
n. 1, p. 335, 2007.
ROLLS, B.J; MARTIN, J.A; TOHILL, B.C. What can intervention studies tell us about the
relationship between fruit and vegetable consumption and weight management. Revista de
Nutrição, v. 62, n.1, p. 1-17, 2004.
RUBIN, Bibiana de Almeida; STEIN, Airton Tetelbom; ZEIMANOWICZ, Alice de Medeiros;
ROSA, Daniela Dornelles. Perfil Antropométrico e Conhecimento Nutricional de Mulheres
Sobreviventes de Câncer de Mama do Sul do Brasil. Revista Brasileira de Cancerologia,
Rio de Janeiro, v. 56, n. 3, p. 303-309, 2010.
SAMPAIO, H.A.C; SABRY, M.O.D; DINIZ, D.B; BARRETO, M.L; CASTRO, S.M.V; FEIJÃO,
I.E.P; BEZERRA, S.R. Consumo de frutas e hortaliças por indivíduos atendidos pelo
programa saúde da família na periferia da Cidade de fortaleza-Ceará. Rev. APS (Atenção
Primária a Saúde), v. 13, n. 2, p. 175-181, 2010.
14
Universidade Presbiteriana Mackenzie
SANTOS, H.S; CRUZ, Wanize Maria de Souza; A terapia Nutricional com Vitaminas
Antioxidantes e o tratamento Quimioterápico oncológico. Revista Brasileira de
Cancerologia, Rio de Janeiro, v. 47, n. 3, p. 303-308, 2001.
SIES, H; STAHL, W. Vitamins E and C, b-carotene, and other carotenoids as antioxidants.
American Journal of Clinical Nutrition, Bethesda, v.62, n.6, p.1315-1321, 1995.
THOMSON, C.A; FLATT, S.W; ROCK, C.L; RITENBAUGH, C; NEWMAN, V; PIERCE, J.P.
Increased fruit, vegetable and fiber intake and lower fat intake reported among women
previously treated for invasive breast cancer. J Am Diet Assoc. n. 102, p. 801-808, 2002.
VELOSO, I.S; SANTANA, V.S. Impacto nutricional do programa de alimentação do
trabalhador no Brasil. Revista de Saúde Pública, v. 11, n. 1, p. 24-31, 2002.
VIEBIG, R.F; VALERO, M.P. Desenvolvimento de um questionário de freqüência alimentar
para o estudo de dieta e doenças não transmissíveis. Revista de Saúde Pública, São
Paulo, v. 38, n. 4, p. 581-584, 2004.
WCRF/AICR (World Cancer Research Fundation/American Institute for Cancer Research).
Food, Nutrition, Physical Activity, and the Prevention of Cancer: a Global Perspective.
Washington, DC: AICR, 2007.
WHO/FAO
(WORLD
HEALTH
ORGANIZATION/FOOD
AND
AGRICULTURE
ORGANIZATION). Expert consultation: Technical Report Series. Geneva, 2002.Disponível
em: <http://whqlibdoc.who.int/trs/WHO_ RS_916.pdf>. Acesso em: 02/07/2011.
WHO (WORLD HEALTH ORGANIZATION). Diet, nutrition and the prevention of chronic
diseases. Report of a Joint WHO/FAO expert Consultation. Geneva: World Health
Organization (WHO Technical Report Series 916), p. 149, 2003.
Contato: [email protected] e [email protected]
15
Download

Amanda Furatore Ganho