Universidade Presbiteriana Mackenzie PERFIL DE PACIENTES E CONSUMO DE FRUTAS E HORTALIÇAS POR MULHERES ADULTAS EM TRATAMENTO AMBULATORIAL DE CÂNCER Amanda Furatore Ganho (IC) e Marcia Nacif Pinheiro (Orientadora) Apoio: PIBIC Mackenzie Resumo Nos últimos anos, tem-se falado muito em prevenção e fatores de risco de câncer. A alimentação tem sido abordada de forma consistente, e as frutas, verduras e legumes, por conterem nutrientes com funções antioxidantes, que protegem as células da oxidação celular, têm sido considerados como os principais protetores ao desenvolvimento do câncer. Este estudo tem desenho transversal e foi realizado com 32 pacientes do sexo feminino em tratamento ambulatorial de câncer, no município de São Paulo/SP. A avaliação do consumo de legumes, verduras, frutas e sucos de frutas foi realizada a partir da aplicação de um Questionário de Frequência Alimentar (QFA). Em geral as pacientes estudadas apresentaram baixa escolaridade e renda, fatores limitantes na escolha dos alimentos. A maioria das participantes relatou consumir legumes, frutas ou verduras diariamente; entre estes, o alface esteve presente na alimentação de 90,63% (n=29) das pacientes, o alho e/ou cebola foi consumido por 84,38% (n=27) delas, e o tomate por 75,00% (n=24). Quanto as frutas, a banana foi a mais consumida entre as pacientes (81,25%), seguida pelo mamão e manga. Verificou-se inadequações em relação ao consumo de vitaminas antioxidantes em grande parte das pacientes. Desta forma, sugere-se que estas mulheres sejam conscientizadas sobre a importância do consumo de hortaliças e frutas e sua associação dieta/saúde. Palavras-chave: câncer, antioxidantes, dieta. Abstract Recently, prevention and risk factors of cancer has been much discussed. The food is consistently addressed, and fruits and vegetables because they contain nutrients with antioxidant functions, which protect cells from cellular oxidation, have been considered as the main protectors to cancer development. This study is cross-sectional design and was conducted with 32 female patients in outpatient cancer treatment, in São Paulo / SP. The evaluation of the consumption of vegetables, fruits and fruit juices was performed from the application of a Food Frequency Questionnaire (FFQ). In general the patients studied had low education and income, limiting factors in food choice. All participants consumed vegetables, fruits or vegetables daily, among them, the lettuce was present in the diet of 90.63% (n = 29) of patients, garlic and/or onion has been consumed by 84.38% (n = 27) of them, and tomatoes by 75.00% (n = 24). About the fruits, bananas were the most consumed among the patients (81.25%), followed by papaya and mango. There are inadequacies related with the consumption of antioxidant vitamins for most patients. It is suggested that these women shouldn't know about the importance of eating fruits and vegetables and their association through diet/health. Key-words: cancer, antioxidants, diet. 1 VII Jornada de Iniciação Científica - 2011 1. INTRODUÇÃO De acordo com estudos populacionais sobre enfermidades ao redor do mundo, o câncer tem sido uma das principais doenças abordadas, apresentando elevados níveis de morbimortalidade e expressivo número de casos novos a cada ano. Sendo assim, a enfermidade foi considerada um problema de Saúde Pública, tendo enfoque mundial relacionado ao tratamento que agride as células cancerígenas e debilita o indivíduo. A redução dos sintomas e melhor prognóstico aos pacientes durante os tratamentos quimioterápicos e radioterápicos é de suma importância, sendo que, promover melhor qualidade de vida é essencial em qualquer estágio da doença. Nos últimos anos, têm-se falado muito em prevenção e fatores de risco de câncer. A alimentação tem sido abordada de forma consistente, e as frutas, legumes e verduras, por conterem nutrientes com funções antioxidantes, que protegem as células da oxidação celular, têm sido consideradas como os principais protetores ao desenvolvimento do câncer; bem como, o consumo excessivo de gorduras tem sido associado à progressão da doença. Porém, recomendações específicas, de consumo destes alimentos para pacientes oncológicos ainda não estão bem estabelecidas. Entretanto, ao considerar as atuais evidências sobre a importância das frutas e hortaliças na prevenção do câncer e o potencial papel dos antioxidantes no controle da doença, o objetivo deste trabalho foi investigar o perfil de pacientes e a frequência de consumo destes alimentos por mulheres em tratamento ambulatorial de câncer. 2. REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 Epidemiologia do Câncer A World Cancer Research Fundation (WCRF) e o American Institute For Cancer Research (AICR) em um relatório publicado no ano de 2007, definiram o câncer como uma enfermidade multicausal crônica, que tem por base a vulnerabilidade de mutação de alguns genes. Essa doença pode ocorrer ao longo da vida humana acometendo todas as faixas etárias e tem sido apontada como a primeira causa de mortalidade no mundo (WCRF; AICR, 2007). Assim, o câncer representa atualmente um importante problema de Saúde Pública, tanto nos países desenvolvidos quanto nos países em desenvolvimento, sendo responsável por cerca de 12% das causas de morte ao redor do mundo (GUERRA; GALO; MENDONÇA, 2005). De acordo com o Ministério da Saúde (MS), no ano de 2002, foram registrados no Brasil cerca de 305 mil novos casos de câncer, e cerca de 120 mil óbitos. Na região Sudeste, o 2 Universidade Presbiteriana Mackenzie câncer de mama é o mais incidente entre as mulheres com um risco estimado de 68 casos novos por 100 mil (Instituto Nacional do Câncer, 2010). Segundo a Fundação Oncocentro de São Paulo (FOSP), no biênio 2001-2002, os cânceres que apresentaram maior morbidade e mortalidade para o sexo feminino foram o de mama, cólon/reto/ânus (FOSP, 2010). A doença é considerada a segunda causa de morte por doença no país, superada apenas pelas doenças cardiovasculares. Estimativas recentes do Instituto Nacional do Câncer apontam para a ocorrência de 489.270 casos novos de câncer no país, em 2010 (INCA, 2010). A incidência do câncer no Brasil exibe um papel próprio quando relacionado a outros países e populações específicas. No país, existem tumores típicos das áreas pouco desenvolvidas e tumores típicos de países desenvolvidos. Este fato ocorre devido a coexistência de fatores de risco tradicionais e modernos, ambos fatores aos quais a população brasileira está exposta (GARÓFOLO et al., 2004). O INCA dispõe da informação de que cerca de 80% dos casos de câncer estão relacionados aos fatores de risco externos, ou seja, fatores ambientais, entre eles, o ambiente ocupacional, ambiente de consumo, ambiente social, cultural e estilo de vida. Certos hábitos do ser humano podem determinar diferentes tipos de câncer (INCA, 2010). No relatório Food, Nutrition, Physical Activity, and the Prevention of Cancer: a Global Perspective, publicado pelo WCRF e o AICR, as instituições afirmam que comportamentos como a prática regular de atividades físicas, a manutenção do peso corporal saudável ao longo da vida, não utilizar o tabaco, reduzir o consumo de álcool e adotar uma dieta mais saudável, rica em frutas e vegetais e consumir moderadamente carnes vermelhas são fatores protetores contra o câncer (WCRF; AICR, 2007). 2.2 Dieta e Câncer Ter hábitos alimentares saudáveis pode prevenir de três a quatro milhões de casos novos de cânceres a cada ano. Evidências epidemiológicas apontam que 35% dos cânceres ocorrem devido a adoção de dietas inadequadas. Tais achados são baseados em estudos epidemiológicos sobre padrões alimentares e prevalência de câncer ao redor do mundo (WCRF; AICR, 2007). O excesso de gorduras da dieta tem sido associado à diversos tipos de cânceres, em especial o de cólon e de reto. Em contrapartida, o consumo de frutas, hortaliças, grãos integrais e fibras assumem posição de destaque na prevenção dessa enfermidade, pelo notável conteúdo de vitaminas e minerais antioxidantes e de fitoquímicos em sua composição nutricional (GARÓFOLO et al., 2004). O uso de medicamentos, as condições nutricionais, o consumo excessivo de álcool, poluição do ar e o tabagismo são fatores que podem diminuir os níveis celulares de 3 VII Jornada de Iniciação Científica - 2011 antioxidantes, aumentando a possibilidade de oxidação celular por ação de radicais livres (MACHLIN, 1992). A denominação antioxidante se aplica para qualquer substância, que em concentrações baixas em comparativo com os substratos oxidáveis atrasa ou inibe de maneira eficaz a oxidação deste substrato (SIES; STAHL, 1995), combatendo a produção de radicais livres ou espécies reativas de oxigênio (EROS). Os antioxidantes vitamínicos A, C, E e β-caroteno, são considerados muito eficientes no papel de sequestradores de EROS (espécies reativas de oxigênio) (MACHLIN, 1992). Essas vitaminas atuam em diferentes níveis de proteção do organismo e são capazes de interceptar os radicais gerados por fontes endógenas ou exógenas, impedindo seu ataque sobre os lipídeos, aminoácidos, duplas ligações de ácidos graxos poliinsaturados e bases do DNA, evitando assim lesões celulares. Por vez, os antioxidantes reparam algumas lesões causadas pelos radicais livres, removendo danos das moléculas de DNA e reconstituindo membranas celulares anteriormente danificadas (BIANCHI; ANTUNES, 1999). Os antioxidantes presentes nas frutas e hortaliças são compostos capazes de minimizar o dano oxidativo celular causado pelo aumento da produção de radicais livres no câncer. Além disso, os estudos a respeito da associação de vitaminas antioxidantes e drogas antineoplásicas mostram a importância da manutenção dos níveis destes nutrientes para o paciente com câncer, proporcionando um estado nutricional adequado e maiores condições de suportar o tratamento, com maior tolerância e melhor qualidade de vida (SANTOS; CRUZ, 2001). A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza o consumo mínimo diário de 400 g per capita ou o equivalente a 5 porções ao dia de frutas e hortaliças frescas para o alcance de seu efeito saudável e protetor de doenças crônicas não transmissíveis, inclusive o câncer (WHO, 2003). 3. MÉTODOS 3.1 Sujeitos O presente estudo tem desenho transversal. Foram estudadas 32 mulheres adultas com câncer, em tratamento ambulatorial realizado em um hospital especializado em oncologia do município de São Paulo. 3.2 Instrumentos Para a avaliação do consumo de frutas e hortaliças pelas participantes foi aplicada uma anamnese nutricional detalhada, individual, contendo perguntas sobre o nível socioeconômico e de escolaridade, bem como, questões sobre hábitos alimentares. 4 Universidade Presbiteriana Mackenzie Adicionalmente, foi aplicada a seção sobre o consumo de frutas e hortaliças de um Questionário de Frequência Alimentar (QFA) desenvolvido para a população adulta da Região Metropolitana de São Paulo (VIEBIG; VALERO, 2004). O QFA afere com que frequência cada item alimentar da lista foi consumido nos últimos 12 meses. Este QFA possui 9 categorias de resposta para a frequência de consumo dos itens alimentares da lista: nunca ou menos de 1 vez por mês; 1 a 3 vezes por mês; 1 vez por semana; 2 a 4 vezes por semana; 5 a 6 vezes por semana; 1 vez por dia; 1 a 3 vezes por dia; 4 a 5 vezes por dia; e 6 ou mais vezes por dia. As categorias de frequência de consumo do QFA são baseadas em porções padronizadas para cada alimento listado. O consumo médio diário para cada fruta e hortaliça foi somado para computar o consumo total de frutas e hortaliças, em gramas/dia de cada uma das pacientes (Quadro 1). Quadro 1. Transformação em consumo diário das frutas e hortaliças obtidas a partir da aplicação de QFA. Categoria de Frequência Consumo diário (porções/dia) Nunca a menos de 1x/mês 1 a 3x/mês 1x/semana 2 a 4x/semana 5 a 6x/semana 1x/dia 2 a 3x/dia 4 a 5x/dia 6x ou mais/dia 0,0 2,5 porções/mês ÷ 30 dias = 0,08 4 porções/mês ÷ 30 dias = 0,13 12 porções/mês ÷ 30 dias = 0,4 22 porções/mês ÷ 30 dias = 0,7 1,0 2,5 4,5 6,0 Para a análise de micronutrientes foram utilizadas as recomendações do Institute of Medicine (IOM, 2001), denominadas DRIs (Dietary Reference Intakes). O consumo de vitaminas antioxidantes foi analisado segundo valores de EAR (Estimated Average Requirement) e o de selênio foi avaliado segundo os valores de AI (Adequate Intakes). Dados sobre o estado nutricional das pacientes foram avaliados a partir da aferição de peso e estatura e posterior cálculo de IMC. A classificação de IMC, seguiu as recomendações da OMS (Quadro 2). Quadro 2. Classificação de Índice de Massa Corporal (IMC) de acordo com a Organização Mundial da Saúde, 1997. IMC (kg/m²) Classificação < 18,5 18,5 a 24,9 25,0 a 29,9 30,0 a 39,9 Abaixo do peso Peso normal Sobrepeso Obesidade > 40,0 Obesidade mórbida 5 VII Jornada de Iniciação Científica - 2011 3.3 Aspectos Éticos Este projeto foi encaminhado para o Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Presbiteriana Mackenzie e aceito pelo CEP/UPM nº1281/09/2010 e CAAE Nº0089.0.272.000-10, que aprovou os procedimentos éticos referidos no projeto. Posteriormente, uma cópia do projeto e do aceite foram encaminhadas ao CEP do Hospital para a realização do estudo. A cada participante foi entregue o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, carta de informação ao sujeito de pesquisa para que estivessem cientes dos objetivos do estudo e pudessem, voluntariamente, consentir em participar da pesquisa. Também foi esclarecido a essas pacientes sobre a preservação de identidade durante e após o término da pesquisa, havendo a possibilidade de desistência da participação a qualquer momento, caso a participante não se sentisse apta ou confortável durante o desenvolvimento do trabalho. 3.4 Procedimentos A coleta de dados foi realizada durante os meses de outubro e dezembro de 2010, no próprio ambulatório do hospital, no qual as participantes faziam seu acompanhamento ambulatorial. Somente após o consentimento das pacientes, os instrumentos foram administrados em entrevistas individualizadas, pré-agendadas, com duração aproximada de 30 minutos. Foi elaborado um informativo para as pacientes sobre alimentação saudável e inclusão de alguns alimentos que viabilizam o consumo de uma quantidade significativa de nutrientes antioxidantes - “Vamos comer melhor?“ e entregue após a participação no estudo. As pacientes presentes no local que, por alguma razão não participaram do estudo também receberam o informativo. 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO Foram avaliadas 32 pacientes do sexo feminino, com idade média de 49 anos (+ 10,26) em tratamento ambulatorial realizado em um hospital especializado em oncologia do município de São Paulo. Ao que se relaciona a escolaridade das pacientes estudadas foi verificado que 6,25% (n=2) nunca frequentaram uma escola, 18,75% (n=6) tinham entre 1 e 4 anos de estudo, 46,9% (n=15) estudaram de 4 a 9 anos, ou seja, cursaram o ensino fundamental, 25,0% (n=8) concluíram o ensino médio e 3,1% (n=1) frequentaram curso superior de graduação ou técnico. Desta forma, no presente estudo, as pacientes apresentaram em sua maioria baixa escolaridade, o que pode ter influenciado as escolhas alimentares dessas mulheres. A escolha do alimento pode ser analisada sob vários aspectos: econômico, no qual a 6 Universidade Presbiteriana Mackenzie relação entre a oferta e a demanda, os preços dos alimentos, renda das famílias e o abastecimento são os principais componentes; aspecto nutricional, que visa à composição dos alimentos, indispensáveis a saúde e o bem-estar do indivíduo, as carências e as relações entre dieta e doença; o aspecto social, direcionado para a relação entre alimentação e a organização social do trabalho, os ritmos, estilos de vida e a diferenciação social do consumo; o aspecto cultural, focado nos hábitos, gostos, tradições culinárias, preferências, repulsões, ritos e tabus, isto é, no aspecto simbólico da alimentação. Esses aspectos reunidos mostram a importância dos fatores econômicos, sociais, nutricionais e culturais na determinação do consumo alimentar da população (OLIVEIRA; MONY, 1997). Para a população de baixo poder aquisitivo alimento bom é aquele que dá “sustento ao corpo para o trabalho”. Deste modo, esses indivíduos dão preferência a alimentos provedores de “sustança”, ou seja, alimentos considerados fortes (VELOSO; SANTANA, 2002). Para esses indivídios, as hortaliças são consideradas alimentos para “tapear a fome”, alimentos denominados para " matar a fome" são basicamente arroz, feijão e carnes (ZALUAR, 1980 apud RAMALHO; SAUNDERS, 2000). Estima-se que mesmo com a diversidade e fácil acesso, o consumo de frutas e hortaliças no Brasil corresponda a menos da metade das recomendações nutricionais, com maior deficiência entre as famílias de baixa renda (ZALUAR, 1980 apud RAMALHO; SAUNDERS, 2000). A respeito de fatores econômicos, foi avaliada a renda mensal das entrevistadas. Entre elas, 37,5% (n=12) não apresentavam renda, algumas por serem donas de casa e outras por estarem aguardando a liberação do “auxilio doença“, 28,15% (n=9) das pacientes recebiam este benefício e apresentavam renda de até um salário mínimo, 9,37% (n=3) apresentavam uma renda de 3 a 7 salários mínimos atualmente e 3,1% (n=1) apresentavam renda maior ou igual a 7 salários mínimos. De acordo com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o auxílio doença é um benefício concedido ao segurado impedido de trabalhar por doença ou acidente por mais de 15 dias consecutivos. No caso dos trabalhadores com carteira assinada, os primeiros 15 dias são pagos pelo empregador, e a Previdência Social paga a partir do 16º dia de afastamento do trabalho. No caso do contribuinte individual (empresário, profissionais liberais, trabalhadores por conta própria, entre outros), a Previdência paga todo o período da doença (desde que o trabalhador tenha requerido o benefício) (INSS, 2011). No presente estudo, a composição corporal das pacientes foi avaliada de acordo com o IMC. Verificou-se que 46,90% (n=15) das pacientes apresentaram sobrepeso, 28,15% (n=4) obesidade e 3,10% (n=1) obesidade mórbida, sugerindo uma possível relação entre a doença e o excesso de peso. 7 VII Jornada de Iniciação Científica - 2011 Tabela 1. Classificação do Índice de Massa Corporal das pacientes em tratamento ambulatorial de câncer. São Paulo, 2011. Classificação de IMC Abaixo do peso Peso normal Sobrepeso Obesidade Obesidade mórbida N 1 6 15 4 1 (%) 3,10 18,75 46,90 28,15 3,10 Estudos clínicos e epidemiológicos investigaram a relação entre a composição corporal e o câncer de mama e há evidências de que a obesidade nas mulheres está entre os fatores de risco (INCA, 2010). Um estudo de Michaels e Willet no ano de 2009 sobre a saúde das mulheres, associou o aumento do índice de massa corpórea (IMC), o sobrepeso e o ganho de peso durante a vida, à fatores que aumentam a incidência do câncer de mama, considerando o IMC elevado um dos preditores de câncer de mama nas mulheres na pós-menopausa (MICHAELS; WILLET, 2009). Em mulheres na pré-menopausa, estudos mostram uma associação menos consistente entre a obesidade e o câncer de mama (REEVES et al., 2007). A obesidade também é tida como um importante fator prognóstico negativo para a sobrevida em mulheres com câncer de mama e tem sido relacionada com a progressão ou recidiva da doença (RUBIN et al., 2010). O tabagismo também foi questionado às pacientes e observou-se que 15,6% (n=5) das mulheres eram tabagistas e fumavam uma média de 12 cigarros por dia, 9,4% (n=3) eram ex-tabagistas, e faziam uso de cerca de 16 cigarros por dia durante um período estimado de 12 anos e 3 meses. O tabagismo é a maior causa isolada evitável de adoecimento e mortes precoces no mundo, totalizando 5 milhões de mortes por ano. Se o padrão de consumo atual se mantiver, são esperadas 10 milhões de mortes anuais até 2020, sendo 70% em países em desenvolvimento. No Brasil, dados da Organização Pan-Americana de Saúde apontam para 200 mil mortes anuais devido ao tabagismo (PAHO, 2002). A dependência da nicotina obriga os fumantes à exposição de cerca de 4.720 substâncias. Além disso, são identificadas entre 60 e 70 substâncias cancerígenas na fumaça dos derivados do tabaco, fazendo com que o tabagismo seja um fator causal de aproximadamente 50 doenças, entre elas, vários tipos de cânceres, que incluem os de pulmões, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rins, bexiga, colo do útero e leucemia. O tabaco é um carcinogênico que atua como promotor da proliferação celular e como indutor ao câncer, por conta de seu efeito mutagênico (GONÇALVES; MEIRELLES, 2007). 8 Universidade Presbiteriana Mackenzie Foram também analisadas por meio da aplicação do QFA, as verduras, legumes, frutas e sucos de frutas mais consumidos entre as pacientes. Em relação ao grupo das verduras e legumes, o alface esteve presente na alimentação de 90,63% (n=29) das pacientes, o alho e/ou cebola foi consumido por 84,38% (n=27) delas, e o tomate por 75,00% (n=24) das entrevistadas (Tabela 2). Todas as pacientes relataram o consumo de ao menos uma hortaliças diariamente. No entanto, apenas 40,63% (n=13) atingiram a recomendação de consumo de hortaliças, com ingestão média de 6,54 porções por dia. Destaca-se que estas pacientes realizavam acompanhamento nutricional desde o início da quimioterapia e/ou radioterapia, que abordava a importância do consumo destes alimentos. Entre as pacientes estudadas, 18,75% (n=6) ainda não haviam iniciado a quimioterapia e/ou radioterapia, sendo assim, ainda não haviam recebido orientação nutricional e apresentaram um consumo médio de 2,3 porções de hortaliças por dia. Tabela 2. Verduras e legumes mais consumidos pelas pacientes em tratamento ambulatorial de câncer. São Paulo, 2011. Legume/Verdura N %* Alface Agrião/Almeirão Repolho Couve 29 20 15 18 90,63 62,50 41,88 56,25 23 24 18 18 27 16 71,88 75,00 56,25 56,25 84,38 50,00 Brocoli/Couve-flor Tomate Cenoura Abóbora Alho/Cebola Abobrinha/chuchu/vagem/beterraba *Resposta múltipla A literatura é unânime ao destacar a importância da intervenção dietética na prevenção e recorrência da neoplasia mamária (HERBERT et al., 2001). Dietas baseadas no consumo de frutas, vegetais e grãos integrais parecem atuar na prevenção e controle do câncer, minimizando o impacto do acometimento por esta enfermidade, em decorrência de muitos compostos fitoquímicos, nutrientes ou não-nutrientes, que são excelentes agentes quimiopreventivos, frequentemente encontrados nestes alimentos (THOMSON et al., 2002). Estudo de Costa et al., (2005) sobre a distribuição e evolução da alimentação no Brasil entre os anos de 1974 e 2003 verificou que frutas e hortaliças correspondiam a apenas 2,3% das calorias totais da dieta, o que significa apenas um terço do recomendado pela OMS. Jaime e Monteiro (2003) constataram que menos da metade dos indivíduos no Brasil consome frutas diariamente e menos de um terço da população relata o consumo diário de hortaliças. O estudo VIGIDEL (Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico), realizado pelo Ministério da Saúde no ano de 2010 que teve por 9 VII Jornada de Iniciação Científica - 2011 objetivo analisar fatores de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis e inclui em suas vertentes a avaliação do consumo alimentar de adultos em 27 estados brasileiros, mostrou que a média de indivíduos que consome regularmente frutas e hortaliças em cinco ou mais dias da semana, variou entre 18,3% em Belém e 42,5% em Florianópolis. As maiores frequências foram encontradas entre homens. Entre as mulheres, as cidades nas quais os indivíduos apresentaram maior consumo destes alimentos foram o Distrito Federal (48,7%), Florianópolis (46,5%) e Curitiba (45,2%) e as com menor consumo foram Belém (19,6%), Rio Branco (23,1%) e São Luís (24,4%). Pesquisa realizada por Mondini et al (2010) para avaliar o consumo de frutas e hortaliças no municipio de Ribeirão Preto, mostrou que as mulheres consomem esses alimentos com mais frequência que os homens (4,64 vezes/dia). Entretanto, considerando a recomendação mínima de consumo diário de frutas e hortaliças, somente cerca de 40,00% das mulheres consumiram esses alimentos pelo menos cinco vezes ao dia. No presente estudo, este dado foi verificado em apenas 25,00% (n=8) das mulheres. Em nosso estudo, a banana foi a fruta mais consumida entre as pacientes (81,25%), seguida pelo mamão e manga (Tabela 3). Em média o número de frutas consumido por dia foi de 3,2 porções. Tabela 3. Frutas e sucos de frutas mais consumidos pelas pacientes em tratamento ambulatorial de câncer. São Paulo, 2011. Fruta/Suco de Fruta Laranja Suco de laranja Suco de limão Banana Mamão Melão/Melancia Uva Manga N 17 18 14 26 19 13 17 19 %* 53,13 56,25 43,75 81,25 59,36 40,63 53.13 59,38 * Resposta múltipla Sampaio et al., (2010) ao avaliarem o consumo de frutas e hortaliças por indivíduos atendidos pelo programa saúde da família na periferia de Fortaleza, também verificaram que a banana e o mamão eram as frutas mais consumidas pela população estudada. Quanto às hortaliças, observou-se a ingestão apenas de tomate, cebola, cenoura e alface. No presente estudo, verificou-se que o consumo de vitamina A estava adequado em 61,79% das mulheres, a vitamina C em 82,89% e apenas 0,1% das pacientes consumiram quantidades suficientes de vitamina E. O consumo médio de selênio pelas mulheres foi de 19,92 mcg. 10 Universidade Presbiteriana Mackenzie Tabela 4. Prevalência de adequação da ingestão de micronutrientes pelas pacientes em tratamento ambulatorial de câncer, São Paulo, 2011. Micronutrientes Ingestão AI / EAR Prevalência de adequação (%) Média DP Vitamina A (mcg) 681,56 537,08 500 (EAR) 61,79 Vitamina C (mg) 257,91 205,65 60 (EAR) 82,89 Vitamina E (mg) 1,37 2,45 12 (EAR) 0,01% Selênio (mcg) 19,92 63,76 55 (AI) - Entre os micronutrientes mais estudados em relação a ação quimiopreventiva na carcinogênese mamária destacam-se as vitaminas antioxidantes A, C e E, e o mineral selênio. Os antioxidantes agem nas três linhas existentes na defesa orgânica contra as Espécies Reativas de Oxigênio. A primeira linha é a de prevenção, caracterizada pela proteção contra a formação das substâncias agressoras. A segunda linha é a interceptadora, estágio no qual os antioxidantes precisam interferir na ação dos radicais livres já formados. A terceira linha, de reparo, atua quando a prevenção e a interceptação não foram completamente efetivas (SANTOS; CRUZ, 2001). O selênio é um elemento traço essencial para os seres humanos; quando está em baixas concentrações nas células e tecidos tem como consequência menores quantidades da enzima antioxidante glutationa peroxidase, que resulta em maior suscetibilidade das células e do organismo aos danos oxidativos induzidos pelos radicais livres. Há na literatura evidências de que a deficiência de selênio é um fator importante de predisposição no desenvolvimento de tumores. Entretanto, outros resultados mostraram que a suplementação com esse mineral pode aumentar os processos de carcinogênese, sendo assim, a administração de selênio em alta escala para os seres humanos deve ser cautelosa (BIANCHI; ANTUNES, 1999). Estudo de Santos e Cruz (2001) sobre terapia nutricional com vitaminas antioxidantes e o tratamento quimioterápico oncológico, mostra que a vitamina A tem a capacidade de inibir a oxidação de compostos pelos peróxidos; nesse mecanismo estas substâncias protegem os sistemas biológicos contra os danos mediados pelos radicais livres. Os retinóides estão envolvidos em diversos processos fisiológicos, incluindo a diferenciação, controle e apoptose celular. Eles inibem o crescimento de células malignas no epitélio escamoso. Além disso, os retinóides são excelentes contra a ação das espécies reativas de oxigênio e também protegem as células dos danos oxidativos. Em nosso estudo, verificou-se que 25% das pacientes eram tabagistas ou ex-tabagistas, e sofrem a ação natural dos radicais livres. Para estas mulheres, o consumo de antioxidantes deve ser feito de forma adequada. 11 VII Jornada de Iniciação Científica - 2011 A vitamina C (ácido ascórbico), é hidrossolúvel e antioxidante, reage diretamente com o oxigênio simples, além de regenerar a vitamina E, atua na fase aquosa como um excelente antioxidante sobre os radicais livres, mas não é capaz de agir nos compartimentos lipofílicos para inibir a peroxidação lipídica. Por outro lado, estudos in vitro mostraram que essa vitamina na presença de metais de transição, como o ferro, pode atuar na oxidação celular e gerar radicais livres, entretanto, esses metais estão disponíveis em quantidades muito limitadas e as propriedades antioxidantes da vitamina são predominantes. A vitamina C, geralmente é consumida em grandes doses pelos seres humanos, sendo adicionada a muitos produtos alimentares e a vitamina C vinda da dieta é absorvida de forma rápida e eficiente. O consumo de doses altas pode levar ao aumento da concentração dessa vitamina nos tecidos e no plasma sanguíneo. Em ensaios biológicos com animais, o efeito protetor contra os danos causados pela exposição às radiações e medicamentos é notável quando o ácido ascórbico é administrado (BIANCHI; ANTUNES, 1999). A vitamina E é capaz de inibir o crescimento de células malignas de linfomas e de câncer de mama in vitro. Ela impede que as células tumorais continuem o ciclo celular, interrompendoos na fase inicial e conduzindo à apoptose. Em estados de deficiência desta vitamina, os danos celulares causados pela produção dos radicais livres pelo tumor causam peroxidação lipídica e destruição celular. Mas, é importante ressaltar que quando há o aumento da concentração de vitamina E verifica-se também a elevação do efeito de algumas drogas antioneoplasicas. Desta forma, a suplementação de vitamina E deve ser cuidadosa nos pacientes em tratamento, pois pode causar toxicidade as células sadias. Esta atuação da vitamina E ocorre em doses consideradas normais (de 10,2 ± 2,4 µg/Ml) e podem ser alcançadas pelo consumo diário desta vitamina, nas quantidades recomendadas (SANTOS; CRUZ, 2001). Sugere-se um efeito potencial da ação antioxidante da vitamina E, quando associada a dietas ricas em ácidos graxos poliinsaturados (PADILHA; PINHEIRO, 2004). Pode-se dizer que a administração concomitante de vitaminas antioxidantes e antineoplásicos é importante, pois parecem proteger as células sadias dos danos causados pelas drogas, principalmente as células dos tecidos de rápida proliferação celular. Outro fato positivo é de que os antioxidantes, por si só, conseguem controlar o crescimento tumoral sem efeitos tóxicos, mas, atuam com menor eficiência do que as drogas antiblásticas. Ao associar estas duas substâncias, o efeito desejado pode ser alcançado com menores efeitos colaterais, uma vez que os antioxidantes minimizam a toxicidade causada pelas drogas ao interagirem com os radicais livres (SANTOS; CRUZ, 2001). 12 Universidade Presbiteriana Mackenzie 5. CONCLUSÃO Conclui-se que em geral as pacientes apresentaram baixa escolaridade e renda, fatores limitantes na escolha dos alimentos. A maioria das participantes consumiu legumes, frutas ou verduras diariamente, mesmo que em pequenas quantidades; entre estes, o alface esteve presente na alimentação de 90,63% (n=29) das pacientes, o alho e/ou cebola foi consumido por 84,38% (n=27) delas, e o tomate por 75,00% (n=24). Quanto as frutas, a banana foi a mais consumida entre as pacientes (81,25%), seguida pelo mamão e manga. Verificou-se inadequações em relação ao consumo de vitaminas antioxidantes em grande parte das pacientes. Desta forma, sugere-se que estas mulheres sejam conscientizadas sobre a importância do consumo de hortaliças e frutas e sua associação dieta/saúde. REFERENCIAS BIANCHI, M.L; ANTUNES, L.M. Radicais livres e os principais antioxidantes da dieta. Revista de Nutrição, v.12, n.2, p. 123-130, 1999. COSTA, R.B; SICHIERI, R; PONTES, N.S; MONTEIRO, C.A. Disponibilidade domiciliar de alimentos no Brasil: Distribuição e evolução (1974-2003). Revista de Saúde Publica. v. 4, n. 39, 2005. FOSP. Fundação Oncocentro de São Paulo. Mortalidade por câncer: Dados atualizados para o biênio 2001-2001. Governo de São Paulo: Secretaria de Saúde, 2009. Disponível em: <http://www.fosp.saude.sp.gov.br/html/fr_dados.html>. Acesso em: 04/04/2010. GAROFOLO, A; AVESANI, C.M; CAMARGO, K.G; BARROS, M.E; SILVA, S.R; TADDEI, J.A; SIGULEM, D.M. Dieta e câncer: um enfoque epidemiológico. Revista de Nutrição, v.17, n.4, p. 491-505, 2004. GONÇALVES, C.M; MEIRELLES, R. 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