Décio Sena
LÍNGUA PORTUGUESA
7° SIMULADO PADRÃO ESAF COM GABARITO COMENTADO
DÉCIO SENA
Leia o texto seguinte para responder às questões de 01 a 04.
04
08
12
16
O que os cientistas admitem hoje é que a idade da terra sobe a bilhões de anos, ou mesmo a tempo
muito maior, dentro do qual o aparecimento da vida impõe-se como de época recente, embora ainda
recuada de centenas de milhões de anos. Interessante é que os espaços paleontológicos sejam tanto mais
curtos quanto mais avançada é a organização da vida, passando do reino vegetal ao animal e das formas
inferiores às superiores. A era cenozóica, compreendendo as idades terciária e quaternária, durante a qual
surgiram os mamíferos placentários, o mastodonte, o elefante, o rinoceronte, assim como outros e
também o homem, é calculada em 50 milhões de anos, enquanto a época anterior, durante a qual
apareceram reptis, tartarugas, dinossauros, as primeiras aves, serpentes, mamíferos, numerosos insetos e
plantas com flores, deve ter durado quase o triplo desse tempo, aproximadamente 150 milhões de anos. A
era anterior, a paleozóica, a dos primeiros reptis, crustáceos, moluscos, pólipos, cefalópodes, reláquios,
cordados e outros é estimada em mais de 350 milhões de anos, enquanto que as eras anteriores, com
vestígios de vida animal nas sedimentações de carvão de pedra, têm uma duração calculada em mais de
um bilhão de anos. Mas, apesar de todos esses cálculos serem apresentados como devendo corresponder à
realidade, não há dúvida de que a idade provável do mundo e a da época em que apareceram a matéria
vida, depois os animais e finalmente o homem, são por demais problemáticas, comportando dúvidas e
imprecisões, embora numerosos dados concretos dêem o direito de se formular tais suposições. Assim,
mesmo que o fator tempo não possa ser estimado de maneira precisa, não há dúvida de que as idades em
questão devem ser medidas, não por milhares de anos, sim por dezenas, centenas ou mesmo milhões
deles, como tem sido comprovado pelos achados mencionados.
SILVA MELLO, Religião: Prós e Contras. Ed. Civilização Brasileira.
Questão 01)
Marque o item que corrobora as idéias defendidas no texto.
a) Relativizado à idade do planeta em que vivemos, o surgimento das primeiras formas de vida vegetal
pode ser considerado, de certa forma, recente e, sem dúvida, como o último passo da cadeia
representativa da evolução humana.
b) Maior sofisticação do tipo de vida encontrada na Terra ocorre em relação direta com os diversos
estágios que se sucederam na formação do planeta: quanto mais evoluídos os seres que o habitavam,
maior o tempo necessário para a transposição a um outro estágio.
c) A mais antiga das eras por que passou a evolução do planeta – a era paleozóica – é estimada, em sua
duração, em cerca de 350 milhões de anos.
d) O surgimento das primeiras aves, das serpentes, de alguns mamíferos, numerosos insetos ocorreu em
período de aproximadamente 150 milhões de anos, com existência entre as eras cenozóica e
paleozóica.
e) A era de maior duração – estimada em mais de um bilhão de anos – curiosamente é aquela em que
não se nota qualquer traço de vida animal, sendo, na verdade, apenas depositária dos minerais, dentre
os quais sobressai o carvão de pedra.
Questão 02)
Marque o conjunto de palavras-chave do texto.
a) “cientistas” (l. 01) – “aparecimento da vida” (l. 02) – “espaços paleontológicos” (l. 03) – “dúvidas
e imprecisões” (ls. 15-16) – “suposições” (l. 16);
b) “idade da terra” (l. 01) – aparecimento da vida (l. 02) – espaços paleontológicos – (l. 03) “dúvidas e
imprecisões” (ls. 15-16) – suposições (l. 16);
c) “idade da terra” (l. 01) – “bilhões de anos” (l. 01) – “organização da vida” (l. 04) – “vestígios de
vida animal” (l. 12) – “idade provável do mundo” (l. 14) – “suposições” (l. 16);
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d) “bilhões de anos” (l. 01) – “aparecimento da vida” (l. 02) – “era cenozóica” (l. 05) – “A era
anterior, a paleozóica” (ls. 09-10) – “mamíferos” (l. 06) – “realidade” (l. 14) – “idade provável do
mundo” (l. 14)- “problemáticas” (l. 15);
e) “organização da vida” (l. 04) – “mamíferos placentários” (l. 06) – “mastodonte” (l. 06) – “matéria
vida” (ls. 14-15) – “animais” (l. 15) – “homem” (l. 15).
Questão 03)
Marque a afirmação falsa.
a) O conector “embora” usado em “dentro do qual o aparecimento da vida impõe-se como de época
recente, embora ainda recuada de centenas de milhões de anos.” (ls. 02-03) poderia ser substituído
por se bem que, preservando-se o fragmento de qualquer alteração semântica.
b) Os vocábulos assinalados nas passagens: “O que os cientistas admitem hoje é que a idade da terra
sobe a bilhões de anos” (l. 01) e “Interessante é que os espaços paleontológicos sejam tanto mais
curtos” (ls. 03-04) têm mesmo valor nas estruturas dos períodos em que aparecem.
c) Em “O que os cientistas admitem hoje é que a idade da terra sobe a bilhões de anos, ou mesmo a
tempo muito maior, dentro do qual o aparecimento da vida impõe-se como de época recente” (ls. 0102) pode-se observar reforço que intensifica adjetivo já disposto em grau superlativo absoluto
sintético.
d) O período inicial do texto “O que os cientistas admitem hoje é que a idade da terra sobe a bilhões de
anos, ou mesmo a tempo muito maior, dentro do qual o aparecimento da vida impõe-se como de
época recente, embora ainda recuada de centenas de milhões de anos.” (ls. 01-03) reescrito com a
inserção de vírgulas isolando os vocábulos “hoje” e “mesmo” preservaria o rigor gramatical.
e) Em “A era cenozóica, compreendendo as idades terciária e quaternária, durante a qual surgiram os
mamíferos placentários, o mastodonte, o elefante, o rinoceronte, assim como outros e também o
homem, é calculada em 50 milhões de anos, enquanto a época anterior, durante a qual apareceram
reptis, tartarugas, dinossauros, as primeiras aves, ... ” (ls. 05-08) os pronomes relativos assinalados
são alusivos a referentes distintos.
Questão 04)
Marque a afirmação que é verdadeira.
a) O acento grave encontrado em “passando do reino vegetal ao animal e das formas inferiores às
superiores.” (ls. 04-05) tem emprego facultativo.
b) As preposições assinaladas em “Mas, apesar de todos esses cálculos serem apresentados como
devendo corresponder à realidade, não há dúvida de que a idade provável do mundo e da época em
que apareceram a matéria vida, depois os animais e finalmente o homem” (ls. 13-15) surgem ambas
por exigência do nome “dúvida”.
c) Em “comportando dúvidas e imprecisões, embora numerosos dados concretos dêem o direito de se
formular tais suposições.” (ls. 15-16) nota-se deslize de concordância verbal.
d) em “ não há dúvida de que as idades em questão devem ser medidas, não por milhares de anos, sim
por dezenas, centenas ou mesmo milhões deles” (ls. 17-19), poderia haver inclusão da conjunção e,
antes do vocábulo assinalado, permanecendo o fragmento a partir dele escrito com valor semântico
adversativo.
e) O último conectivo do texto, “como” (l. 19), tem visível carga semântica comparativa.
Nas questões 05 e 06, marque o item em que os dois períodos estão gramaticalmente corretos.
Questão 05)
a) Os americanos merecem esta nossa prostração diante do seu ícone dourado. O Oscar transformou-se
no símbolo maior da competência comercial americana. / Os americanos merecem-nos esta
prostração ante seu ícone dourado. O Oscar se transformou no símbolo máximo da competência
comercial americana.
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Décio Sena
b) Eles conquistaram o mundo com o sortilégio, nada mais certo que a maior festa da sua indústria seja
isso, uma orgia autocongratulatória, a celebração da glória de ser rico e americano e adulado,
transformado no maior evento anual da mídia para todo o mundo, inclusive você e eu, que não somos
nada disso. / Eles conquistaram-no com sortilégio, nada mais certo de que a maior festa da sua
indústria seja isso, uma orgia autocongratulatória, a celebração da glória de ser rico, e americano, e
adulado, transformado no maior evento anual da mídia para todo mundo, até você e eu, que não
somos nada disso.
c) Há dias a NET mostrou a entrega dos Cesar, o Oscar francês. Só para provar que, com toda a sua
pretensão de ser uma alternativa para a vulgarização do mundo pelos americanos, não há nada mais
americanófilo do que um francês. / Faz dias a NET mostrou a entrega dos Cesar, o Oscar francês. Só
para provar de que, com toda sua pretensão de ser uma alternativa para a vulgarização do mundo
pelos americanos, não existe nada mais americanófilo que um francês.
d) Mas quem viu o Cesar também deve ter notado outra coisa. Nenhum dos filmes premiados chegou ao
Brasil ou, pelo que eu saiba, tem qualquer possibilidade de furar o quase monopólio americano da
distribuição que existe aqui e chegar ao Brasil. / Mas quem assistiu ao Cesar também deve ter notado
outra coisa. Filmes alguns que se premiem chegam ao Brasil ou, pelo que eu saiba, tem qualquer
possibilidade de furar o quase monopólio americano da distribuição que existe aqui e chegar ao
Brasil.
e) Deve haver, ainda, uma indústria de cinema na Itália, mas, pelo que se vê aqui do cinema italiano, ela
morreu junto com o Fellini. / Devem haver, ainda, bons filmes produzidos pela indústria de cinema na
Itália, mas, pelo que se vê daqui a indústria do cinema italiana morreu junto com Fellini.
LUIZ FERNANDO VERISSIMO, O Globo, 18-03-99, com adaptações.
Questão 06)
a) A questão dos estacionamentos públicos em nossas cidades não podem e nem poderiam estar longe
de um encaminhamento correto, justo e eficaz, a partir da importância que detêm no complexo campo
da organização do trânsito e até no âmbito da ação policial, com seus indeléveis componentes
sociológicos. / Questões de estacionamento público em nossa cidade não podem e nem se deveriam
situar longe de encaminhamento correto, justo e eficaz, a partir da importância que detêm no
complexo campo da organização do trânsito e mesmo no âmbito da ação policial, com suas
inevitáveis associações sociológicas.
b) Não posso deixar de aduzir que, como tantos, sempre fui favorável ao estacionamento gratuito na via
pública, até que, por força da profissão policial militar, comecei a conviver, prevenir, e conhecer a
sanha ilícita e oportunista dos conhecidos flanelinhas e suas indesejáveis mazelas. / Não posso deixar
de aduzir de que, como tantos, sempre fui favorável ao estacionamento gratuito na via pública, até
que, forçado pela profissão de policial militar, comecei a conviver, prevenir e conhecer a sanha ilícita
e oportunista dos conhecidos flanelinhas e suas indesejáveis mazelas.
c) Acaba se tornando mais fácil aos senhores leitores entenderem por que existem guardadores
clandestinos, além de outras irregularidades. / Acabam se tornando mais fácil aos senhores leitores
entenderem por que existem guardadores clandestinos, além de outras irregularidades.
d) Importante frisar que os trabalhadores guardadores legais não ficarão à mercê do processo e
desenvolverão seu trabalho cuidando de grupos pequenos de veículos em rotatividade,
proporcionando ao usuário maior segurança e tranqüilidade. / É importante que se frise que os
trabalhadores guardadores legais não ficarão à mercê do processo e desenvolverão seu trabalho
cuidando de grupos pequenos de veículos em rotatividade, proporcionando ao usuário maior
segurança e tranqüilidade.
e) Ainda não foram concluídos os estudos sobre os preços a serem praticados, mas com certeza não
ultrapassarão os atuais. / Ainda não se concluiu os estudos sobre os preços a serem praticados, mas
com certeza não excederão dos atuais.
PAULO AFONSO CUNHA, O Globo, 18-03-99, com adaptações.
Nas questões 07 e 08, marque o item sublinhado que apresenta erro de estruturação sintática ou de
propriedade vocabular.
Questão 07)
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Décio Sena
Muito conhecidos são os pesadelos produzidos por abusos alimentares, sobretudo à noite. Isso é
tão comum, que muitas pessoas se vêm obrigadas (1) a reduzir tais refeições, unicamente por essa razão.
Também é freqüente dormirem (2) os doentes mais calmamente e terem sonhos mais agradáveis quando
se submetem a dietas apropriadas e determinados tratamentos médicos. Já Pitágoras prescrevia a (3) seus
discípulos o uso de leguminosas, a fim de (4) que a alma não perdesse tempo, gastando energias no sujo
trabalho da digestão. Mesmo quando há componentes psíquicos nas moléstias, não é raro verificar-se (5)
influência favorável das terapêuticas dietéticas e medicamentosas sobre o humor e a disposição dos
doentes.
SILVA MELLO, Mistérios e realidades deste e do outro mundo, Ed. Civilização Brasileira, com adaptações.
a)
b)
c)
d)
e)
1;
2;
3;
4;.
5.
Questão 08)
Por mais que relutássemos em aceitar não ter havido (1) interferências no corpo de jurados, os
quais estiveram, sempre, a distância dos disse-me-disse (2) naturais em caso de tanta efervescência, que
provocou rebuliços em todos os quadrantes do país, nada nos demovia da idéia, mesmo porque éramos,
como somos até hoje, partidários de que o aparato punitivo da justiça não deve estar sendo mal aplicado
às escâncaras, (3) notadamente em casos como este em que o réu, salvo melhor juízo, não fizera jus (4)
à (5) pena tão extensa.
a)
b)
c)
d)
e)
1;
2;
3;
4;
5.
correta.
GILBERTO ANTINELLI, Correio Braziliense, com adaptações.
Questão 09)
Numere os períodos de modo a formarem um texto coeso e coerente e, depois, aponte a seqüência
( )
( )
( )
( )
( )
( )
( )
( )
Não.
No entanto, para chegar a esta conclusão, nem era preciso medir a superfície,
bastou olhar para as margens do plano, seus limites.
Cabe ver o seguinte: a superfície tem margens, limites, e por ter limites, tem
uma forma.
Tem toda razão, o ponto não está no centro.
Quando o artista começa a criar uma imagem, ele parte de um plano
pictórico, uma superfície.
Ou não?
Se eu afirmar, por exemplo, que este ponto se encontra no centro do
retângulo, vocês concordariam comigo?
Esta superfície ainda está vazia, não há nada dentro dela, mas ela já constitui
uma forma espacial.
FAYGA OSTROWER, A Construção do Olhar, O Olhar, Companhia das Letras, com adaptações.
a)
b)
c)
d)
e)
3 – 5 – 7 – 1 – 4 – 2 – 8 – 6;
6 – 8 – 3 – 7 – 1 – 5 – 4 – 2;
5 – 4 – 8 – 1 – 3 – 7 – 2 – 6;
6 – 1 – 2 – 5 – 8 – 4 – 3 – 7;
7 – 4 – 6 – 8 – 1 – 3 – 2 – 5.
Questão 10)
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Décio Sena
Marque o par em que um dos períodos está gramaticalmente incorreto.
a) O sistema capitalista – obviamente – repele o enunciado de sua essência anticristã e procura, por
todos os meios, afirmar e propalar sua perfeita consonância com os ideais cristãos. / O sistema
capitalista – obviamente – repele o enunciado de sua essência anti-religiosa e procura, com afinco,
confirmar sua perfeita consonância com os ideais cristãos, além de expandir-lhe.
b) Um dos objetivos mais caros à propaganda universal do capitalismo consiste em apresentá-lo como o
paladino cavalheiresco e desinteressado das liberdades humanas e dos valores religiosos. / É dos
objetivos mais caros à propaganda universal capitalista apresentá-lo como o paladino cavalheiresco e
desinteressado das liberdades humanas e dos valores religiosos.
c) Ao proclamar-se defensor perpétuo do cristianismo e patrono de suas instituições, faz o capitalismo
excelente negócio que será tanto mais rendoso quanto mais puder contar com a conivência – explícita
ou não – das autoridades religiosas. / Ao se proclamar defensor perpétuo do cristianismo e patrono de
suas instituições, o capitalismo faz negócio excelente, o qual quanto mais vier a contar com a
conivência – explícita ou implícita – das autoridades religiosas mais rendoso será.
d) Nenhum capitalista, enquanto membro da sua classe, pousado e repousado no fofo colchão dos
próprios privilégios, terá a honradez de confessar-se espoliador do Próximo, semeador da fome,
profiteur da injustiça e coisas que tais. / Nenhum capitalista, como membro de sua classe, pousado e
repousado no fofo colchão dos próprios privilégios, terá a honradez de se confessar espoliador do
Próximo ou coisa que tal.
e) Os dividendos que o capitalismo embolsa, a partir dessa empulhação erigida em ideologia, são mais
do que evidentes: em primeiro lugar, a classe capitalista, ao descrever-se como a única e legítima
herdeira das verdades evangélicas, compra para si a consciência na terra e uma cadeira cativa no céu.
/ Os dividendos que o capitalismo embolsa, a partir dessa empulhação disfarçada em ideologia, são
os mais evidentes possíveis: em primeiro lugar, a classe capitalista, ao se descrever como a única e
legítima herdeira das verdades evangélicas, compra para si consciência na terra e cadeira cativa no
céu.
HÉLIO PELLEGRINO, A burrice do demônio, Editora Rocco, com adaptações
GABARITOS COMENTADOS
QUESTÃO 01
GABARITO: D
Comentários:
A resposta a esta questão pode ser observada lendo-se atentamente o que está contido entre as
linhas 05 e 10.
QUESTÃO 02
GABARITO: B
Comentários:
As palavras que encerram o tópicos fundamentais do texto, que o estruturam como um conjunto
semântico são, sem dúvida, as que surgem na alternativa “b”.
Dada a natureza desta questão, sugere-se unicamente leitura atenta para o texto.
QUESTÃO 03
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Décio Sena
GABARITO: C
Comentários:
Não há qualquer adjetivo no fragmento de transcrito na alternativa “c” da questão flexionado em
superlativo absoluto sintético. O reforço a adjetivo existente em tal passagem ocorre em “ ... ou mesmo a
tempo muito maior ... ”, no qual o vocábulo “maior” é a flexão em comparativo de superioridade do
adjetivo grande.
Quatro adjetivos merecem atenção quanto às suas flexões:
Normal
Comparativo de Superioridade
Superlativo Relativo
Superioridade
bom
ruim
grande
pequeno
melhor
pior
maior
menor
o melhor
o pior
o maior
o menor
de
Superlativo Relativo de
Superioridade
ótimo
péssimo
máximo
mínimo
QUESTÃO 04
GABARITO: E
Comentários:
O conectivo a que se alude introduz carga semântica comparativa.
Saliente-se, ainda, nesta questão, a incorreção a que se faz referência na alternativa “c”,
relativamente à concordância da forma verbal “formular”, constante de voz passiva pronominal, que, por
ter seu sujeito indicativo de terceira pessoa do plural deveria ter-se apresentado redigido desta forma: ...
dêem o direito de se formularem tais suposições.
QUESTÃO 05
GABARITO: A
Comentários:
Assinalam-se os deslizes das alternativas “b”, “c”, “d” e “e”:
“b”: na primeira passagem: nada mais certo de que a maior festa ...
“c”: na segunda passagem: Só para provar que, com toda sua pretensão de ser ...
“d”: na segunda passagem: ou, pelo que eu saiba, têm qualquer possibilidade de furar ...
“e”: na segunda passagem: Deve haver, ainda, bons filmes produzidos pela indústria ...
QUESTÃO 06
GABARITO: D
Comentários
Assinalam-se os deslizes das alternativas “a”, “b”, “c” e “e”:
“a”: na primeira passagem: A questão dos estacionamentos públicos em nossas cidades não pode
e nem poderia estar longe de um encaminhamento correto, ...
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Décio Sena
“b”: na primeira passagem: comecei a conviver com a sanha ilícita e oportunista dos conhecidos
flanelinhas e suas indesejáveis mazelas, a preveni-las e a conhecê-las ...
na segunda passagem: Não posso deixar de aduzir que, como tantos ...
“c”: na segunda passagem: Ainda não se concluíram os estudos sobre os preços ...
QUESTÃO 07
GABARITO: A
Comentários:
Ocorreu erro na utilização da forma verbal. O verbo ver, flexionado em terceira pessoa do plural
do presente do indicativo é grafado vêem. Desta forma, o texto corrigido aponta: Isso é tão comum, que
muitas pessoas se vêem obrigadas a reduzir tais refeições , ...
QUESTÃO 08
GABARITO: E
Comentários:
Para entender-se este item há que se considerar o sentido indefinido que impregna o substantivo
“pena”. Não há, no texto, indicação de que tipo seria tal pena, qual a duração dela. Diz-se, apenas, que é
“pena tão extensa”. O substantivo está, desta forma, utilizado em sentido indefinido, o que permite dizerse que não há artigo definido antes dele. O vocábulo “a”, que o antecede, é a preposição exigida pela
regência do substantivo “jus”.
Imagine-se uma possível troca dos vocábulos “jus” por castigo, por exemplo: ... notadamente em
casos como este em que o réu, salvo melhor juízo, não fizera jus a castigo tão extenso.
Nas demais alternativas:
“a” – Na locução verbal assinalada, o verbo principal é haver, utilizado com sentido de existir,
portanto impessoal. A forma verbal auxiliar assume esta característica de impessoalidade, também.
“b” – Substantivos compostos que resultam de frases substantivadas são invariáveis: os disse-medisse, os bumba-meu-boi.
“c” – Acento grave de utilização obrigatória nas locuções adverbiais formadas por palavras
femininas.
“d” – Grafia correta para o vocábulo.
QUESTÃO 09
GABARITO: B
Comentários:
O vocábulo “superfície” é um bom índice de ligação entre os períodos nomeados por 1 e 2:
“Quando o artista começa a criar uma imagem, ele parte de um plano pictórico, uma superfície.
Esta superfície ainda está vazia, não há nada dentro dela, mas ela já constitui uma forma espacial.”
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Décio Sena
Outra sugestão que se pode fazer aos candidatos que terão que resolver questão com este modelo
parte da compreensão de que os dois períodos acima deverão estar encadeados na ordem que acima se
apresentou como viável. Desta maneira, a quinta e a última numeração das alternativas têm que apresentar
numeração seqüencialmente colocada em ordem crescente. Ainda que não se conheça qual a disposição
no parágrafo destes dois períodos – se em seu início, meio ou fim –, verificar-se-á quais alternativas
apresentam o quinto e o oitavo números dispostos em seqüência crescente.
Na questão que agora se comenta, apenas a alternativa “b” tem esta exigência satisfeita. Isto já
seria suficiente para a solução da questão, que deveria, então, apenas ter confirmado esta opção como
resposta.
QUESTÃO 10
GABARITO: A
Comentários:
Ocorreu deslize de regência verbal. O verbo expandir, por ser transitivo direto, não pode ser
complementado pelo pronome pessoal oblíquo átono “lhe”, de utilização restrita, enquanto complemento
verbal, dos verbos transitivos diretos. Desta forma, a retificação do texto apontaria: ... confirmar sua
perfeita consonância com os ideais cristãos, além de expandi-los.
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1 LÍNGUA PORTUGUESA 7° SIMULADO