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PROJETO PEDAGÓGICO
C U R SO D E G R A D U A Ç Ã O
HISTÓRIA
Departamento de História
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH)
Universidade Estadual de Campinas - Unicamp
Campinas, abril de 2007
2
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS
REITOR
José Tadeu Jorge
COORDENADOR GERAL DA UNIVERSIDADE
Fernando Ferreira Costa
PRÓ-REITOR DE GRADUAÇÃO
Edgar Salvadori De Decca
DIRETORIA ACADÊMICA
Antonio Faggiani
DIRETOR DO INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS
Arley Moreno
DIRETORA ASSOCIADA DO INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS
Nádia Farage
COORDENADOR DE GRADUAÇÃO DO CURSO DE HISTÓRIA
José Alves de Freitas Neto
COORDENADORA ASSOCIADA DE GRADUAÇÃO DO CURSO DE HISTÓRIA
Néri de Barros Almeida
COMISSÃO DE GRADUAÇÃO
José Alves de Freitas Neto
Neri de Barros Almeida
Silvana Barbosa Rubino (Representante do Departamento de História)
Maria Carolina Boverio Galzerani (representante da Faculdade de Educação/Licenciatura )
Bruno Passos Terlizzi (representante discente)
3
Índice:
1) Descrição geral do curso...............................................................p.4
2) Objetivos do Curso e Perfil Profissional......................................p.4
3) Currículo pleno oferecido..............................................................p.6
3.1) Grade Curricular Graduação em História
3.2) Ementário e Bibliografia
4) Número de vagas e turno de funcionamento...............................p.9
5) Perfil do aluno.................................................................................p.9
5.1) Vagas e perfil do ingressante
5.2) Os egressos e a inserção profissional
6) Atividades de pesquisa realizada pelos alunos de Graduação...p.11
6.1) Monografia de Graduação
6.2) Iniciação Científica
7) Formas de avaliação do curso........................................................p.13
8) Corpo docente e produção científica.............................................p.14
9) Estrutura administrativa e órgãos ligados à graduação em História.......................................................................................................p.14
8.1) Comissão de Graduação em História
8.2) Apoio administrativo
10) Recursos e formas de financiamento do ensino de graduação em
História..............................................................................................p.15
9.1) Bolsas de Iniciação Científica e Bolsas-trabalho
9.2) Programas de Capacitação de Apoio Didático (PAD)
11) Relação com a pesquisa de pós-graduação e extensão...............p.16
12) Bibliotecas, Arquivos e Centros de Pesquisa................................p.16
11.1) Acervo e Infra-estrutura da Biblioteca
11.2) Arquivo Edgard Leuenroth (AEL)
11.3) Centros e Núcleos de Pesquisa na área de História
a) Centro de Memória da Unicamp
b) CECULT - Centro de Pesquisa em História Social da Cultura
c) CEMI - Centro de Estudos de Migrações Internacionais
d) CIEC – Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade
e) CHAA – Centro de História da Arte e da Arqueologia
13) Instalações, equipamentos e laboratórios....................................p.24
12.1) Núcleo de Informática do IFCH (NIFCH)
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1)
Descrição geral do curso
O curso de graduação em História da Universidade Estadual de Campinas foi
criado no ano de 1976 e reconhecido pela Portaria do MEC n° 000408 de
24/06/1980, renovada em 2002. Ministrado em período integral, o curso possui
duas modalidades: o bacharelado e a licenciatura. Ambas podem ser concluídas em oito semestres, com ofertas de disciplinas obrigatórias no período da
manhã e eletivas no período da tarde e, excepcionalmente, no período noturno.
2)
Objetivos do Curso e Perfil Profissional
O objetivo principal do curso de graduação em História da Universidade Estadual de Campinas, ao reconhecer o caráter indissociável da pesquisa e do ensino, é formar historiadores que estejam capacitados a atuar na produção,
transmissão e comunicação do conhecimento histórico. Isso significa habilitar
o aluno para atuar em pesquisa, educação e transmissão do conhecimento, em
uma variedade de contextos. Para tanto, o curso de graduação em História da
Universidade Estadual de Campinas oferece hoje duas modalidades de habilitação:
Modalidade Bacharelado: O aluno deve dominar as linhas gerais do processo
histórico em suas várias dimensões e conhecer as principais vertentes teóricas
que orientam as análises históricas. Deve estar capacitado a realizar a articulação entre informações e teorias de forma crítica, tanto na atividade de docência quanto na de pesquisa. Poderá atuar como professor universitário, como
pesquisador em entidades públicas e privadas que dispõem de acervo histórico
e como assessor em programas culturais e de preservação do patrimônio histórico.
Modalidade Licenciatura: Além das atribuições do bacharel, poderá atuar como
professor de História no ensino fundamental e médio. A proposta da modalidade Licenciatura da Unicamp é marcada pelo esforço de superar uma dicotomia
tradicional ensino/pesquisa. Embora do ponto de vista teórico esta oposição
venha sendo reiteradamente negada há muitos anos, ela reaparece ainda na
oferta exclusiva (comum à totalidade dos cursos de História no país) das duas
modalidades de formação mencionadas acima: o bacharelado para os vocacionados à pesquisa e atividade acadêmica e a licenciatura para os que se dirigirão ao ensino fundamental e médio. O princípio adotado em nosso curso, desde a última mudança curricular implementada a partir de 2002, nada mais é do
que colocar em prática algo que afirmamos desde a implantação do curso de
graduação: formamos historiadores. O profissional formado em História nesta
Universidade deverá ser capaz de produzir conhecimento na área de História,
ou seja, pesquisar, dialogar com a bibliografia, sistematizar resultados e produzir textos de caráter científico. A pesquisa não é, por isso, uma habilitação entre outras, mas o próprio fundamento buscado na formação profissional.
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Ênfases em História da Arte e Ênfase em Patrimônio Histórico e Cultural:
Dconsiderando o potencial do corpo docente do curso de História e pensando
num diferencial na formação dos graduandos de nosso curso, foram introduzidas duas Ênfases para efeito de fornecimento de certificado de estudos: Ênfase em História da Arte e Ênfase em Patrimônio Histórico e Cultural. Para a obtenção das ênfases, os graduandos em História deverão cursar ao todo 4 disciplinas (além de todas as disciplinas do currículo pleno do curso de graduação
em História): 3 disciplinas criadas e designadas para este fim pelo nosso
departamento e, ainda, 04 créditos opcionais e eletivos dentre um rol de
disciplinas selecionadas.
Desde a reforma de 2002, implantamos mudanças pontuais em nosso núcleo
comum de disciplinas, que incluem a criação de Laboratórios de História, que
implicam a análise e crítica de fontes documentais escritas, bem como visuais
(meios de comunicação de massa, arte, arquitetura), e maior ênfase, por meio
de novas disciplinas, nas discussões teóricas e metodológicas com vistas a
formação de pesquisadores e de produtores de conhecimento histórico. Dentre
as novas disciplinas podemos destacar Práticas em História. Oferecida no primeiro semestre, o propósito desta disciplina, aliadas às de formação teórica do
início do curso, é abordar as dimensões do ofício do historiador e seus campos
de atuação.
O campo de atuação profissional do historiador é hoje muito complexo e diversificado. À atividade didática e de pesquisa, marcadas pelo domínio dos principais debates historiográficos, vêm se juntar outras possibilidades que envolvem processos de comunicação do historiador com públicos diferenciados (alunos em diversos níveis de escolaridade, leitores de livros de divulgação ou
textos científicos, visitantes a uma exposição, cidadãos concernidos por políticas de preservação do patrimônio e assim por diante). Um de nossos objetivos, desde a última reforma curricular que foi integralmente aplicada no último
qüinqüênio, é diversificar a formação do historiador, contemplando as exigências das novas áreas de atuação profissional, tendo uma ênfase, igualmente,
nas questões relativas a bens culturais e patrimônio histórico no interior do curso de graduação.
A proposta curricular em História da Unicamp procurou agregar aos conhecimentos tradicionais da História (Antiga, Medieval, Moderna, Contemporânea,
América, África, Brasil), os princípios de uma formação teórico/prática (Introdução, Teorias, Laboratórios, Prática e Estágio) e a diversidade das pesquisas
realizadas por seu corpo docente e de integrantes da pós-graduação através
do oferecimento de disciplinas eletivas denominadas Tópicos Especiais em
História.
Ressaltamos também que nos últimos anos têm crescido a participação de alunos em atividades de pesquisa por meio das disciplinas de Estudo Dirigido,
com grupos restritos de até 5 alunos por professor sob uma determinada temática, e a matrícula nas disciplinas de Monografia, que resulta na apresentação
de um trabalho perante uma banca. Este crescimento, deve ser apontado, dentre outras causas, ao incremento dos programas de Iniciação Científica com
apoio das agências de financiamento à pesquisa (como o Programa PIBIC/CNPq e da FAPESP), assim como bolsas oferecidas pela própria Unicamp
por meio do SAE (Serviço de Apoio ao Estudante).
6
Com a perspectiva de uma formação ampla do estudante de História há o estudo obrigatório de línguas estrangeiras (inglês e francês), fundamentais para a
ampliação dos limites oferecidos na leitura de novas bibliografias, assim como
a possibilidade de obter créditos em disciplinas eletivas em áreas de conhecimento correlatas que ampliem o horizonte de conhecimentos do futuro historiador (Geografia Humana e Econômica, Literatura, História da Arte, Ciências Econômicas, Urbanismo).
7
3)
Currículo pleno oferecido
Para graduar-se neste curso, desde 2002, o aluno cumpre uma carga horária e
de créditos de acordo com a sua opção dentre as modalidades/habilitações
oferecidas:
Bacharelado em História: 162 créditos, equivalentes a 2430 horas, além de
60 horas dedicadas a atividades de estudo não supervisionadas, perfazendo
um total de 2490 horas que poderão ser integralizadas em 08 semestres, conforme sugestão da unidade, para o cumprimento do currículo pleno, sendo o
prazo máximo de integralização 12 semestres.
Licenciatura em História: 208 créditos, equivalentes a 3120 horas, além de
60 horas dedicadas a atividades de estudo não supervisionadas, perfazendo
um total de 3180 horas, que poderão ser integralizadas em 08 semestres, conforme sugestão da unidade, para o cumprimento do currículo pleno, sendo o
prazo máximo de integralização 12 semestres.
Limite de créditos para matrícula semestral: máximo de 32 créditos
O número de créditos é distribuído dentro do calendário escolar da Universidade que prevê as atividades didáticas ao longo de 100 dias letivos por semestre.
3.1) Grade Curricular Graduação em História
Observar o anexo 3 onde é apresentada uma tabela com a proposta de
cumprimento de créditos e sua respectiva carga horária.
Disciplinas do Núcleo Comum ao Curso:
Núcleo Comum ao Curso:
HH181 Laboratório de História I
HH182 Práticas em História
HH183 Introdução ao Estudo de História
HH185 História Antiga
HH282 Laboratório de História II
HH285 História Medieval
HH380 Teoria da História I
HH381 História Moderna I
HH384 História do Brasil I
HH386 História da América I
HH481 Teoria da História II
HH482 História da América II
HH483 História do Brasil II
HH484 História Moderna II
HH582 Teoria da História III
HH584 História do Brasil III
HH587 História Contemporânea I
HH590 História da África
HH681 História da América III
HH682 História do Brasil IV
HH685 História Contemporânea II
Opção por Linguas
Inglês
8
LA112 Inglês I
LA212 Inglês II
Francês
LA113 Francês I
LA213 Francês II
AA - Bacharelado em História
Disciplinas Eletivas
36 créditos dentre:
HH7-- Qualquer disciplina com código HH7--
24 créditos dentre:
----- Qualquer disciplina oferecida pela UNICAMP
AB - Licenciatura em História
Além do núcleo comum, o aluno deverá cumprir:
EL774 Estágio Supervisionado I
EL874 Estágio Supervisionado II
HH690 Estágio Supervisionado em História
Disciplinas Eletivas
36 créditos dentre:
HH7-- Qualquer disciplina com código HH7-24 créditos dentre:
----- Qualquer disciplina oferecida pela UNICAMP
18 créditos dentre:
EL142 Tópicos Especiais em Ciências Sociais Aplicadas à Educação
EL211 Política Educacional: Estrutura e Funcionamento da Educação Brasileira
EL485 Filosofia e História da Educação EL511 Psicologia e Educação
EL683 Escola e Cultura
Ênfase em História da Arte
O aluno deverá cursar as disciplinas HH950 (04 créditos), HH951 (04 créditos), HH952 (04
créditos) e 04 créditos opcionais dentre as disciplinas HH 953, 954 e 955.
Ênfase em Patrimônio Histórico e Cultural
O aluno deverá cursar as disciplinas HH953 (04 créditos), HH954 (04 créditos), HH955 (04
créditos) e 04 créditos opcionais dentre as disciplinas HH 951, 952 e 953.
Oferta atual de disciplinas eletivas dentro da graduação em história
Dentre as disciplinas de sigla HH, pertencentes ao departamento de história da
Universidade Estadual de Campinas, há disciplinas de ementa fixa, oferecidas
também para outros cursos de graduação, assim como disciplinas com código
HH7--, que identificam Tópicos Especiais em História, que possuem ementa
discutida a cada semestre entre professores e alunos
a) Tópicos Especiais em História
9
A disciplina HH7-- Tópicos Especiais em História tem seu programa definido
em função das pesquisas que se realizam no Departamento de História e das
discussões prévias entre alunos e professores, bem como de interesse manifestado em aprofundamento de certas questões teóricas, metodológicas ou
diretamente de pesquisa histórica.
b) Monografia e Estudos Dirigidos
As disciplinas HH761 Monografia I e HH762 Monografia II são opcionais e se
constituem de temas de pesquisa a serem desenvolvidos individualmente por
alunos de graduação sob a orientação de um professor. Em Monografia I há o
período de formatação do projeto e todos os passos necessários para a realização da pesquisa. Em Monografia II objetiva-se chegar à defesa final da monografia perante uma banca examinadora, composta por três membros e presidida pelo professor orientador.
As disciplinas HH764 Estudo Dirigido I e HH765 Estudo Dirigido II são opcionais e se contemplam trabalhos temáticos de leitura e pesquisa em grupo de
alunos coordenados por um professor responsável.
c) Disciplinas HH na estrutura da Universidade.
Disciplinas pertencentes ao curso de graduação em História, são oferecidas ao
curso de Arquitetura e Urbanismo, como História da Arquitetura e do Urbanismo (reunidas sob as siglas HH 779, 791, 792, 793, 794, 795), Estudos Socioeconômicos (HH 785, 801, 802, 803) e Metodologia e Técnicas de Pesquisa em
Arquitetura e Urbanismo (HH 810).
As disciplinas como os Tópicos Especiais em História (HH 7--) são eletivas para os alunos de outros cursos da Universidade com destaque para os alunos
dos cursos de Ciências Sociais e Filosofia, que também integram o Instituto de
Filosofia e Ciências Humanas (IFCH).
3.2 Ementário, amostras de programas e bibliografia:
Todas as informações sobre objetivos, programas e bibliografias oferecidos
estão disponíveis na página do IFCH: www.ifch.unicamp.br . Também estão
disponíveis no anexo 2 deste processo de revalidação de curso.
A amostra de programas refere-se aos dois últimos semestres (2o sem/2006 e
1o sem/07).
4)
Número de vagas e turno de funcionamento
O curso de graduação em História oferece 40 vagas em turno diurno para alunos ingressantes através do Vestibular Nacional Unicamp. O Departamento de
História oferece 50 vagas em todas as suas disciplinas de graduação no intuito
de acolher alunos de outras áreas e departamentos, bem como alunos especiais que porventura desejem freqüentar o curso.
5)
Perfil do aluno
5.1) Vagas e perfil do ingressante
10
Como já foi demonstrado na apresentação geral do curso, incluindo as tabelas
abaixo, o curso de História oferece 40 vagas para ingressantes e é um curso
com alta demanda no Vestibular Nacional Unicamp.
Demanda pela Graduação em História - vestibulares de 1999 a 2003
2002
2003
2004
2005
2006
2007
Vagas
40
40
40
40
40
40
Candidatos
725
764
809
953
861
884
Relação Can- 18,1
19,1
20,2
23,8
21,5
22,1
didato/Vaga
Fonte: Anuários Estatísticos da Unicamp
Para que se tenha uma maior clareza do perfil dos candidatos do vestibular
apresentamos a demanda do último vestibular e a posição do curso de História
como o 12o curso na relação candidato/vaga.
Relação
C/V
Inscritos
Cursos
Vagas
2006
2007
Variação
Nº
%
8.1
2006 2007
Medicina (Unicamp) (Integral)
110
8118
8772
654
Arquitetura e Urbanismo (Noturno)
30
1129
1319
190 16.8 37.6 44.0
Ciências Biológicas (Integral)
45
2069
1973
-96
-4.6
46.0 43.8
Comunicação Social - Hab. Midialogia (Integral)
30
1173
1114
-59
-5.0
39.1 37.1
Farmácia (Integral)
40
1404
1437
33
2.4
35.1 35.9
Ciências Econômicas (Noturno)
35
812
897
85
10.5 23.2 25.6
Engenharia de Controle e Automação (Noturno)
50
1398
1279
-119 -8.5
28.0 25.6
Ciências Econômicas ((Integral)
70
1506
1651
145
9.6
21.5 23.6
Engenharia de Computação (I)
90
2058
2074
16
0.8
22.9 23.0
Ciência da Computação - Modalidade: Sistemas de Informação (Noturno)
50
1178
1133
-45
-3.8
23.6 22.7
Engenharia Química (Integral)
60
1092
1342
250 22.9 18.2 22.4
História (Integral)
Fonte: Comvest/Unicamp
40
861
884
23
2.7
73.8 79.7
21.5 22.1
Apesar da crescente demanda pelo curso, o Departamento de História deliberou não ampliar o número de vagas de ingresso. Tal possibilidade, assim como
a sempre lembrada abertura de um curso noturno implica uma carga de trabalho que não pode ser absorvida pelo atual quadro docente, assim como pela
infra-estrutura existente no IFCH. Além disso, não é demais lembrar que tal
limitação decorre também do fato de o projeto pedagógico de nosso curso envolver orientações e trabalhos extra-classe que vão bem além do simples número de alunos em sala de aula. Sem um aumento do corpo docente, este tipo
de expansão torna-se inviável se queremos manter e aprofundar a qualidade
do ensino que ministramos.
11
As disciplinas prioritárias no exame vestibular são: Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa e História (que têm peso dois no cálculo da nota
final e nelas é exigido aproveitamento mínimo de 30% na segunda fase do vestibular). Isso significa que o ingressante no curso de História possui um perfil
humanista, com interesse pela área na qual pretende se especializar.
5.2) Os egressos e a inserção profissional.
Flexível e dinâmico, o curso de graduação em História tem permitido uma excelente formação profissional. Sua estrutura curricular tem servido de modelo para diversas instituições universitárias e fomos um dos primeiros cursos de graduação a manter disciplinas voltadas para práticas de pesquisa tanto no Bacharelado quanto na Licenciatura.
Não temos formas de coleta de dados sobre o destino de nossos alunos depois
de formados, mas uma avaliação superficial indica a tendência de uma alocação inicial como professores no ensino básico, o ingresso em cursos de pósgraduação, acentuada nos últimos dois anos como continuidade das monografias e projetos de iniciação científica, e a inserção em equipes multidisciplinares
voltadas para implementação de políticas de preservação do patrimônio histórico e artístico - campo que vem se desenvolvendo bastante nos últimos anos.
6) Atividades de pesquisa realizada pelos alunos de Graduação
Uma das características mais importantes do curso de graduação em História é
a pesquisa. Desde 1986, com a criação das disciplinas do tipo "Tópicos Especiais em História" os alunos passaram a contar com a possibilidade de um aprofundamento dos conteúdos ministrados nas disciplinas obrigatórias, já que
os programas oferecidos nestas disciplinas são acordados entre docentes e
discentes, conforme os interesses de ambos. Um segundo passo em direção à
pesquisa pode ser dado se o aluno cursar as disciplinas de Estudos Dirigidos,
nas quais ele pode realizar leituras específicas de modo a aprimorar seus conhecimentos numa área de estudos. Geralmente este percurso redunda na elaboração de trabalhos de graduação, que são defendidos nos semestres finais
da graduação.
6.1) Monografias de Graduação
Realizadas nos dois últimos semestre do curso, as disciplinas de Monografia
são opcionais. Elas permitem ao aluno realizar um trabalho de conclusão do
curso que contemple todas as atividades da pesquisa, chegando até a redação
de um texto que é defendido diante de uma banca de três membros doutores.
Em alguns casos, esta atividade se constitui como uma preparação para a continuidade de pesquisas na pós-graduação, mas trata-se de um trabalho que se
inicia e se completa no nível da graduação. A experiência dos últimos anos tem
mostrado que os alunos estão desenvolvendo monografias sobre vários temas,
sob orientação de docentes do Departamento de História e da Faculdade de
Educação em áreas específicas tanto da História quanto da Educação.
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O número de defesas é crescente a cada ano, sendo que podemos dizer que
este processo se consolidou nos últimos anos. Nos últimos dois anos o processo de defesas de monografia teve um crescimento visível, ficando acima de
vinte defesas anuais.
Proporcionalmente o número de defesas oscila devido ao número de formandos. Em 2005chegou ao patamar de 65,78% e caiu no ano seguinte. Mas um
aspecto importante a ser destacado é que o número de professores orientadores permanece o mesmo e, somando-se trabalhos de iniciação científica e de
monografias, há um número consideravelmente significativo dentro do curso de
graduação em História que se dedicam à pesquisa. Isto se deve ao empenho
dos professores que estimularam as pesquisas na graduação como forma de
valorizar a formação e a consolidação de um dos pilares do curso de História
da Unicamp, que como já foi explicitado, visa formar pesquisadores.
Deve-se ressaltar, que mesmo preservando o caráter opcional, a elevação do
número de defesas em 2005 e 2006 revelam o êxito da reforma curricular, sua
aceitação por docentes e discentes e a conseqüente ênfase na pesquisa, também na graduação.
A ampliação do número de monografias também deve ser atribuída à percepção da Universidade e das agências de pesquisa que estimularam programas
de Iniciação Científica por meio de bolsas e suporte para o desenvolvimento
dos trabalhos.
Monografias defendidas por estudantes do curso de História - 2002 - 2006
2002
2003 2004
2005
2006
Total de de- 9
14
07
25
24
fesas
Numero de 31
28
48
38
56
formandos
Percentual
29,03% 50% 14,58% 65,78% 42,85%
monografias/formando
s
6.2) Iniciação Científica
O êxito do trabalho desenvolvido nas monografias defendidas ao final do curso
está diretamente ligado ao crescimento da participação dos alunos de graduação no programa de bolsas de Iniciação Científica. Grande parte das pesquisas
desenvolvidas pelos graduandos ao longo do curso está associada a projetos
coordenados pelos docentes do curso, que depois dão origem a projetos individuais dos alunos. O estímulo ao desenvolvimento de pesquisas, evidente na
proposta do curso, é acompanhado por uma resposta bastante positiva por parte dos alunos e professores, muitos dos quais mantêm projetos de pesquisa
que incluem cotas de bolsistas de iniciação científica. Este, de fato, é um dife-
13
rencial da graduação em História da Unicamp - que só é possível de ser realizado com um número de vagas como o que tem sido mantido até agora.
O corpo docente do curso tem participado de forma relativamente homogênea
no processo de orientação. Dadas as especificidades temáticas e áreas de
pesquisa dos orientadores e dos projetos sob sua tutela há áreas com uma
concentração maior de pesquisas, como as relacionadas a História do Brasil,
mas não há um acúmulo de trabalhos em um único corpo docente. A própria
Unicamp estabelece um teto de até 4 orientandos de Iniciação Científica por
orientador, número que dificilmente é atingido, pois os docentes ainda tem os
orientandos de pós-graduação.
Infelizmente, as dimensões atuais do corpo docente não comportam qualquer
acréscimo nas orientações em nível da graduação além das previstas para as
atuais 40 vagas, o que dá uma média inferior a 2 alunos por professor.
A tabela abaixo indica o crescimento de trabalhos concluídos de Iniciação Científica, com bolsas ofertadas pelo PIBIC/CNPq, SAE e Fapesp.
Participação do curso de História no Congresso Interno de Inciciação da
Unicamp
Ano
Número de trabalhos apresentados
2002
6
2003
10
2004
12
2005
17
2006
20
Fonte: PIBIC/PRP/Unicamp
7) Formas de avaliação do curso
Além das avaliações de rendimento efetuadas no interior das diversas disciplinas, o curso de História realiza uma avaliação semestral de suas atividades
didáticas discentes e docentes e mantém os instrumentos institucionais da Unicamp para as avaliações trienais de seus docentes.
A cada semestre, no dia marcado pelo calendário escolar, os docentes e discentes do Departamento de História se reúnem para uma avaliação coletiva
das atividades didáticas desenvolvidas naquele semestre. Esta reunião é precedida por encontros entre os alunos de cada disciplina para avaliar o encaminhamento das atividades, a relação entre as aulas e a programação da disciplina, o relacionamento entre professor e alunos etc. Cada turma escolhe um representante para expor as avaliações referentes a cada disciplina na reunião
geral. Assim, a avaliação presencial e coletiva permite uma discussão dos pontos positivos e negativos das mais variadas atividades didáticas em andamento
e uma troca de informações geral entre docentes e alunos a respeito das atividades desenvolvidas na graduação.
Esta forma de avaliação foi acertada também coletivamente, em substituição
aos formulários impressos respondidos individualmente, que vigoravam anteri-
14
ormente. Os resultados têm sido extremamente positivos, e estão diretamente
ligados à dinâmica das reformas curriculares, mais ou menos profundas que
têm acompanhado a própria história deste curso de graduação.
8) Corpo docente e produção científica
Conforme encaminhado no relatório-síntese o corpo docente do curso de História da Unicamp é composto por 23 docentes. Os dados da extensão produção
de artigos, livres e teses pode ser consultado na Plataforma Lattes:
http://lattes.cnpq.br .
9) Estrutura administrativa e órgãos ligados à graduação em História
9.1) Comissão de Graduação em História
A administração acadêmica do curso de graduação em História é realizada por
uma Comissão de Graduação composta por um coordenador, um coordenador
associado, um representante do departamento de História, um representante
da Faculdade de Educação e um representante discente.
Esta Comissão é eleita pelo Departamento de História para um mandato de 2
anos. Sendo que o Coordenador e Coordenador Associado podem exercer o
cargo por no máximo dois mandatos consecutivos.
Atualmente a Comissão é composta pelos seguintes membros:
Coordenador de Graduação
Prof. Dr. José Alves de Freitas Neto
Coordenadora Associada
Profa. Dra. Néri de Barros Almeida
Membros
Profa. Dra. Silvana Barbosa Rubino
Depto de História
Profa. Dra. Maria Carolina Boverio Galzerani
Faculdade de Educação / Licenciatura
Bruno Passos Terlizzi
Representante discente
9.2) Apoio administrativo
O apoio administrativo é oferecido pela secretaria de graduação subordinada à
Direção do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas e à Diretoria Acadêmica
da Universidade (DAC), responsável pelos trâmites e controles legais de documentação e registros institucionais.
A Secretaria de Graduação atende aos três cursos de graduação do IFCH e é
responsável pela operacionalização dos respectivos cursos, como definição de
15
horários, alocação de salas e o cumprimento das determinações burocráticas
exigidas pela Universidade, de acordo com os princípios da legislação.
10) Recursos e formas de financiamento do ensino de graduação em
História
O ensino de graduação conta, evidentemente, com recursos orçamentários da
Universidade. Além de financiar os custos referentes à infra-estrutura (salas de
aula, equipamentos etc), estes recursos têm sido também aplicados para apoiar a realização de atividades extra-classe, como visitas monitoradas a museus,
exposições, sítios históricos e/ou preservados. Importantes na formação dos
graduandos, estas atividades têm sido mais intensas a cada semestre. Os resultados mais positivos localizam-se sobretudo nos casos em que estão diretamente ligadas aos conteúdos programáticos das disciplinas.
A verba é definida dentro dos critérios da Universidade e supervisionada pela
Diretoria Financeira do IFCH, responsável pela realização de licitações e pregões, conforme a legislação que rege o serviço público.
Programas de bolsas
10.1) Bolsas de Iniciação Científica e Bolsas-trabalho.
Conforme explicitado no item 6.2 há um crescimento contínuo de alunos beneficiados com bolsas de Iniciação Científica, mediante processos abertos à comunidade acadêmica da Unicamp (por meio das bolsas PIBIC/CNPq e do SAE)
e pelos critérios definidos por agências como a FAPESP.
Há também várias bolsas trabalho (SAE) que incluem atividades de pesquisa e
muitos bolsistas Nas bolsas-trabalho, oferecido pelo Serviço de Apoio ao Estudante da Unicamp, os alunos contemplados integram projetos comunitários,
como cursinhos populares ou atividades ligadas a centros de pesquisa, como o
Centro de Memória e a própria Biblioteca. Deve-se esclarecer que o aluno, após concedida a bolsa mediante critérios socioeconômicos, se inscreve em projetos que tenham maior familiaridade com sua área de formação. Os coordenadores de curso acompanham, mediante relatórios semestrais, o desenvolvimento do projeto e as contribuições para a formação do aluno.
Havendo inadequação da proposta ou comprometimento do rendimento acadêmico do estudante ele pode ser trasnferido de projeto, ou mesmo desligado
da condição de bolsista.
10.2) Programas de Capacitação de Apoio Didático (PAD)
O Programa de Apoio Didático concede bolsas para alunos que atuam como
monitores dos professores. A cada semestre o curso de História tem sido contemplado, em média, com 4 monitores bolsistas. O processo de seleção é público e obedece critérios didáticos aprovado pelo Departamento de História e é
financiado pelo SAE/Unicamp.
Este programa tem possibilitado um enriquecimento técnico e didático por parte
do estudante beneficiado, especialmente em um curso que forma profissionais
16
que atuarão nos ensinos médio, fundamental e superior. A possibilidade de
acompanhar os docentes na prática cotidiana da preparação de materiais didáticos, nas atividades em sala de aula, na coordenação de debates e na avaliação de resultados é muito positiva para o estudante auxiliado pelo PAD e bemaceita pelos estudantes matriculados na disciplina que, muitas vezes, preferem
dirimir dúvidas pontuais ou procurar materiais na biblioteca com o auxílio dos
bolsistas.
11) Relação com a pesquisa de pós-graduação e extensão
O curso de graduação em História mantém uma grande integração com a pósgraduação. As disciplinas "Tópicos Especiais em História" possibilitam que muitas das pesquisas em andamento realizadas pelos docentes do curso possam
se desdobrar em conteúdos disciplinares, garantindo uma atualização constante na grade curricular da graduação. Por decisão departamental, estas também
são as disciplinas que preferencialmente são atribuídas aos bolsistas do Programa de Capacitação Docente (PED). De um lado, isso permite que o exercício da docência possa ser realizado em uma área de domínio do aluno; por
outro, esta é mais uma maneira de manter o aluno de graduação próximo à
dinâmica da investigação na área de História. Os resultados têm sido extremamente positivos para ambos - bolsistas e alunos de graduação, a ponto de
termos um grande número de solicitações de bolsas PED.
Outra forma de contato entre a graduação e a pós-graduação tem se dado por
meio da presença de professores visitantes (normalmente ligados ao programa
de pós-graduação) que participam das disciplinas de graduação - ou mesmo
chegam a ministrar integralmente uma disciplina.
Nas atividades de extensão podemos identificar a mobilização dos alunos em
cursinhos comunitários, como o existente na Moradia Estudantil da Unicamp,
ou o Curso Popular Herbert de Souza, na periferia de Campinas e que é mantido com apoio da Unicamp que oferece bolsas-trabalho para os estudantes que
ministram aulas nestes cursinhos.
O Centro Acadêmico de Ciências Humanas, por meio de atividades culturais e
acdêmicas, também desenvolve trabalhos que visam a integração entre a Universidade e a comunidade.
Outras propostas independentes, como a organização de ciclos de debates,
projeção de filmes são organizados por estudantes e contam com apoio da Coordenação de Graduação.
12) Bibliotecas, Arquivos e Centros de Pesquisa
O curso de História da Unicamp usufrui de uma infra-estrutura que conta com a
Biblioteca do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, do Arquivo Edgard
Leuenroth e de Centros e Núcleos de Pesquisa que serão apresentados abaixo.
Inseridos dentro do princípio de uma formação que integre aspectos teóricos e
práticos estes órgãos são fundamentais para a formação do historiador pretendido pelo curso da Unicamp.
12.1) Acervo e Infra-estrutura da Biblioteca
17
A Biblioteca Octávio Ianni, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (BIBIFCH), é compartilhada pelo três cursos de graduação do IFCH (História, Ciências Sociais e Filosofia) e constitui o principal acervo bibliográfico do curso.
Contudo, docentes e alunos se valem das várias bibliotecas distribuídas pelos
Institutos e pela Universidade, especialmente as coleções da Biblioteca Central
e do Instituto de Estudos da Linguagem.
A Biblioteca Octávio Ianni detém atualmente 1/5 da coleção da Universidade,
sendo a maior biblioteca da UNICAMP. Está integrada ao Sistema de Bibliotecas da universidade, como biblioteca seccional, sendo sua estrutura organizacional subordinada tecnicamente à Biblioteca Central e, administrativamente,
ao Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Conta, ainda, com uma comissão
de biblioteca, coordenada por um docente e composta por cinco representantes
de cada um dos cinco departamentos do IFCH, além do Diretor Técnico da biblioteca e de dois representantes discentes, sendo um da pós-graduação e outro da graduação. Integra-se, portanto, ao Sistema de Bibliotecas da UNICAMP, composto pelos seguintes órgãos: Colegiado, Biblioteca Central, Bibliotecas Seccionais e Comissões de Bibliotecas.
A coleção e o atendimento ao público são descentralizados e disponíveis nas
bibliotecas seccionais a fim de garantir a prestação de serviço especializado
junto à comunidade de docentes, pesquisadores e alunos. Por outro lado, as
atividades são planejadas de forma centralizada, com o intuito de assegurar
consolidação, adequação e nível de participação, de maneira integrada. A automação já é uma realidade desde 1990 o que garante a incorporação de novas tecnologias para assegurar aos pesquisadores o acesso direto e rápido aos
meios eletrônicos como CD-ROM, Internet, Bases de Dados de outras bibliotecas serviços integrados e às redes de informação.
Os dados que se seguem constam do relatório de atividades da Biblioteca do
IFCH para o ano de 2007 e foram gentilmente cedidos por Regiane Alcantara
Eliel, bibliotecária-chefe.
ACERVO:
Livros:
Teses:
Periódicos (total):
Obras de Referência:
assinaturas correntes
assinaturas não correntes
128.232
3.652
2.373
2.314
429
1.944
Material incorporado ao acervo no ano de 2007 (ampliação do acervo através do projeto Fap-Livros):
Títulos:
27.195
PERIÓDICOS:
Títulos:
2.373
Coleções especiais:
A coleção FIESP, recebida em 1999, foi disponibilizada, em 2000, para consulta local, contando com cerca de 8.500 títulos.
18
No ano de 2000, a Biblioteca do IFCH recebeu, através de doação, a coleção
CEBRAP, contendo cerca de 12 volumes, incluindo livros, relatórios, revistas.
Ampliação do acervo e da área construída:
Em 2000, foi aprovado Projeto apresentado à FAPESP para aquisição de
18.800 títulos de livros, sendo R$ 46.581 para livros de autores brasileiros e
portugueses e US$ 735.853,00 para autores estrangeiros.
Atualmente está sendo realizada uma obra de ampliação do espaço físico da
Biblioteca Octávio Ianni, com previsão de instalações adequadas para receber
o montante de livros que serão incorporados ao acervo por meio da aquisição
de novos exemplares com os recursos do FAP – Livros. Concebido inicialmente
para ocupar uma área construída de 970 m2, o projeto foi redimensionado, devido às restrições orçamentárias, para 500 m2.
Outra forma de atualização da biblioteca, mas em escala bem menor, é com
recursos próprios dos cursos de graduação do IFCH e de financiamentos da
própria Universidade. Mas estes recursos são importantes pois, mesmo que
consideremos os limites orçamentários, pode-se agilizar e adquirir textos recentes e fundamentais para a bibliografia dos cursos que são oferecidos a cada
semestre.
Atividades especiais da Biblioteca:
Visando dar a conhecer as obras de seu acervo, a biblioteca realizou exposições temáticas. Algumas das exposições realizadas no período foram: Sérgio
Buarque de Holanda (1902-1982) - "Centenário de nascimento"; Cândido Portinari; Mostra Cultura do Islã; Victor Meirelles; Edições Antigas na coleção da
Biblioteca do IFCH; Graciliano Ramos.
Infra-estrutura da Biblioteca do IFCH:
Área construída
Ampliação:
1.958 m2
500 m2 (em andamento)
Equipamentos
47 microcomputadores
1 servidor de rede
4 scanners
1 máquina copiadora
1 leitora de microficha
Recursos humanos
8 bibliotecárias
1 bibliógrafa
3 técnicos administrativos
4 auxiliares de biblioteca
2 oficiais de área técnica
6 bolsistas
Usuários inscritos na Biblioteca Octavio Ianni
Alunos de graduação
933
19
Alunos de pós-graduação 548
Docentes
131
Outros (externos à unidade, pesquisadores, etc.)
110
Total geral de usuários inscritos na biblioteca 1.722
Circulação de material bibliográfico
Empréstimos efetuados
68.558
Consultas ao acervo
88.016
Circulação diária
652
Comutação bibliográfica
Artigos solicitados às outras bibliotecas 179
Artigos enviados às outras bibliotecas 181
Empréstimo entre bibliotecas
Livros solicitados 278
Livros enviados
544
12.2) Arquivo Edgard Leuenroth (AEL)
Embora concebido originalmente como uma instituição destinada a propiciar a
elaboração de dissertações e teses no âmbito dos programas de pósgraduação do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP, o Arquivo Edgard Leuenroth, impulsionado pelos importantes acervos documentais
que conseguiu reunir, expandiu em muito o seu escopo original e atende atualmente a um público bastante amplo e variado. Além do apoio fundamental
aos programas de pós-graduação do IFCH, o AEL constitui hoje um suporte
fundamental aos cursos de graduação, através da realização de pesquisas de
iniciação científica em seu âmbito e de cursos especializados sobre organização de arquivos e patrimônio cultural, além de atender inúmeras solicitações
oriundas de escolas, sindicatos, órgãos de imprensa etc. e ter uma demanda
crescente de consulta de advogados, jornalistas, artistas e produtores, sindicalistas, políticos, familiares de presos políticos, entre outros.
O AEL surgiu por iniciativa de professores do IFCH e com apoio da UNICAMP
e da FAPESP, em 1974. Na ocasião, a universidade adquiriu junto à família de
Edgard Leuenroth, importante militante sindical e anarquista, a riquíssima coleção de documentos, composta de periódicos (jornais e revistas), panfletos, cartões postais, manuscritos, livros, folhetos e recortes de jornais que acumulou
ao longo de sua vida política. Iniciava assim, o mais ambicioso projeto de coleta e preservação de documentos sobre a história social do trabalho de que se
tem notícia no Brasil.
O acervo do AEL está constituído a partir da idéia de que a preservação da
memória dos mais diferentes grupos sociais é requisito fundamental para a
consolidação e o aperfeiçoamento da democracia no país. Assim sendo, são
amplos e variados os temas que podem ser pesquisados a partir de seus fundos e coleções: história dos movimentos sociais, história da industrialização e
do empresariado nacional, história do processo de urbanização e modernização das cidades, história do pensamento político e social, história do comportamento político e social, e diversos temas de história da cultura. Observe-se,
20
ainda, que o AEL guarda também coleções oriundas de outros países da América Latina, além de estar solidamente inserido na comunidade acadêmica internacional de forma mais ampla, através de intercâmbios com várias instituições de pesquisa e pesquisadores estrangeiros.
Ainda nos anos 1970, os fundadores do AEL buscaram localizar, coletar e preservar a documentação existente no Brasil sobre a história do movimento operário, o que foi realizado através de projetos como o “Fontes para a história da
industrialização”, financiado pelo Ministério da Indústria e Comércio. Houve
também iniciativas para tornar disponível aos pesquisadores brasileiros a documentação sobre o tema pertencente a acervos de arquivos estrangeiros. Assim sendo, o AEL comprou ou obteve através de permuta os microfilmes de
coleções documentais importantes, como as pertencentes ao Internationaal
Instituut voor Sociale Geschiedenis, de Amsterdam, e ao Archivio Storico del
Movimento Operaio Brasiliano, de Milão. Obteve ainda, junto ao Ministero degli
Affari Esteri, de Roma, vasta documentação sobre a imigração italiana para o
Brasil. Através de convênio com o BANESPA, adquiriu-se cópias em microfilme
dos documentos diplomáticos sobre o Brasil existentes no National Archives,
de Washington.
Além da documentação pertinente à história do movimento operário, o AEL tem
procurado obter e preservar a documentação patronal. Há três grandes conjuntos documentais a mencionar neste contexto: aquele constituído através do
projeto “Fontes para a história da industrialização”, intitulado Coleção História
da Industrialização, que reúne desde arquivos de empresas até fotografias datadas das primeiras décadas do século; o Fundo Instituto de Organização Racional do Trabalho (IDORT), instituição que difundiu o método taylorista nos
anos 1930; e o Fundo Roberto Mange, constituído pelos documentos pessoais
do fundador do SENAI e pioneiro da aprendizagem industrial no Brasil.
Toda essa massa documental e diversidade temática aparecem em mais de 70
fundos e coleções, estendendo-se por aproximadamente 535 metros lineares
de documentos manuscritos. Há ainda 30.000 livros, 9.000 títulos de periódicos
(revistas brasileiras e estrangeiras, jornais, folhetos, boletins), sendo parte no
suporte em papel, outra parte em 3.754 rolos de microfilme e 2000 microfichas.
E mais: 6004 folhetos, 44.835 registros fotográficos, 2.200 cartazes, 1.086 discos, 1.140 postais, 1.442 fitas de áudio em cassete, 322 fitas de áudio em rolo,
873 fitas de vídeo, 624 partituras, 312 películas cinematográficas, 284 mapas e
39 plantas.
Para realizar o serviço necessário à preservação e organização de todo esse
material, de modo a torná-lo disponível aos pesquisadores, nas melhores condições possíveis, o AEL conta com uma equipe multidisciplinar formada por 20
técnicos de níveis superior e médio, grande parte dos quais com formação especializada em sua área de atuação e com demanda contínua por aperfeiçoamento profissional. O processo de trabalho interno do Arquivo está estruturado
em quatro seções, que precisam funcionar de modo harmônico e integrado. A
seção de atendimento tem como função primordial orientar os consulentes
quanto ao conteúdo do acervo, a utilização dos instrumentos de pesquisa e o
uso dos equipamentos da sala de consulta. Também faz o cadastro dos usuários e o controle estatístico diário de presença e pedidos de documentos. A seção de preservação zela pela conservação do acervo. Para isso, monitora as
áreas climatizadas do prédio, cuida da segurança contra incêndios e atos de
vandalismo, providencia acondicionamento e guarda adequados do material, e
21
realiza a limpeza, higienização e tratamento de documentos. Ademais, é responsável pela tarefa cotidiana de retirar e guardar os documentos solicitados
pelos consulentes. A seção de processamento técnico tem como objetivo preparar tecnicamente e disponibilizar para consulta, in loco e por via eletrônica,
os fundos e coleções pertencentes ao acervo do AEL, valendo-se para tanto
das técnicas e ferramentas arquivísticas e biblioteconômicas. A seção de pesquisa realiza a divulgação do acervo, por meio da publicação de instrumentos
de pesquisa, catálogos, boletins, folders, exposições etc. A seção é responsável também pelo site do AEL e pela publicação de seu periódico, o Cadernos
AEL.
Nos últimos anos, respondendo tanto às transformações da sociedade brasileiras no período de redemocratização quanto à ampliação e diversificação dos
interesses de pesquisa dos programas de pós-graduação, o AEL tem sido mais
abrangente em sua política de captação de novos acervos. Assim, os movimentos sociais recentes estão cada vez mais presentes, através de coleções
de documentos oriundos de organizações do movimento feminista, do movimento homossexual e do movimento estudantil. Na área do comportamento
político e da cultura em geral, vale registrar a aquisição do importante acervo
do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE); os documentos
relativos aos direitos humanos, da Coleção Brasil Nunca Mais, além dos fundos
documentais de Miguel Costa, Hermínio Sacchetta, Arthur Bernardes entre outros, que asseguram aos pesquisadores informações relativas a história política
brasileira recente.
Recentemente, parte dos arquivos da Fundação Padre Anchieta/TV Cultura
foram repassados ao AEL para serem transcritos e digitalizados, como forma
de preservar a cultura audiovisual de determinados programas.
Diversos alunos da graduação, sob a supervisão de professores e do corpo
técnico do AEL, trabalham diretamente no arquivo, atuando na organização do
acervo e outras atividades correlatas. Estes alunos usufruem bolsas oferecidas
pela própria Universidade. Também é digno de nota o número de alunos que
usufruem o AEL para fazer levantamento de documentações a serem utilizados
em suas pesquisas, muitos das quais com bolsas de Iniciação Científica.
12.3) Centros e Núcleos de Pesquisa na área de História
Além do AEL, os alunos e docentes do curso de graduação em História contam
com uma série de centros de pesquisa e núcleos de excelência sediados no
IFCH e na Universidade. Estes centros vêm oferecendo para um número crescente de alunos da graduação oportunidades para desenvolver atividades de
pesquisa e projetos de iniciação científica.
Merecem destaque especial os seguintes centros, diretamente ligados aos docentes do departamento de história da Unicamp:
a)
CMU - Centro de Memória da Unicamp
Sediado no Ciclo Básico da Universidade Estadual de Campinas, o CMU teve
como precursor o GER (Grupo de Estudos Regionais), instalado em 1984 por
iniciativa de professores do Departamento de História do IFCH, sendo que em
22
11 de julho de 1985 foi instalado o Centro de Memória da Unicamp como um
espaço interdisciplinar de documentação, pesquisa e estudos. O CMU possui
um programa de publicações periódicas, livros, documentações e arquivos, que
formam uma rica Biblioteca e os Laboratórios de História Oral, Restauração de
Documentos Gráficos e Iconografia.
O setor de Arquivos Especiais do CMU é responsável pelo tratamento de fotografias, filmes e vídeos e conta com um total de 15.000 imagens, entre 1875 e
1996, por meio de um laboratório criado através de auxílio do projeto Infraestrutura de Pesquisa Fase III, da FAPESP e da assessoria técnica do Centro de
Preservação e Conservação Fotográfica da FUNARTE, sendo responsável por
exposições periódicas. O setor de Arquivos Históricos reúne fontes de natureza
pública, privada ou pessoal, incluindo raras séries de documentos manuscritos,
impressos, cartográficos e iconográficos de grande interesse para estudos históricos, sociológicos, econômicos, políticos, jurídicos e culturais, nos quais se
encontram registros da evolução histórica sobretudo da região de Campinas,
desde o Ciclo da Cana de Açúcar até os dias atuais, passando pelo do Café e
Industrialização e documentando eventos e movimentos como a Abolição, República, Estado Novo, além de importantes informações sobre Escravidão e
Imigração.
b)
CECULT - Centro de Pesquisa em História Social da Cultura
Sediado no IFCH, o Cecult foi criado e começou suas atividades em agosto de
1995. Fruto de trabalhos desenvolvidos na graduação e na pós-graduação por
um grupo de docentes do Departamento de História da UNICAMP, tem como
objetivo estimular e sustentar uma reflexão sobre as práticas e tradições das
classes populares, a partir dos embates envolvidos nas relações culturais entre
grupos diversos ao longo da história do Brasil. Busca-se, a partir de suas atividades, subsidiar uma análise sobre alguns conceitos que aparecem de forma
recorrente nas interpretações construídas dentro e fora da academia sobre a
história do país - como o de cultura popular, cultura operária, cultura negra e
cultura nacional.
c)
CEMI - Centro de Estudos de Migrações Internacionais
Sediado no IFCH, o CEMI é um núcleo transdiciplinar de pesquisas comparativas sobre migrações internacionais e espaço de debates sobre identidades,
globalização, Estado e nação e reconfigurações de cultura e política. Reconhecido pelo Conselho Universitário da UNICAMP em junho de 1996, o CEMI é
parte da política de incentivo a núcleos temáticos de pesquisa no Instituto de
Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP.
Desde janeiro de 1997, é núcleo de excelência PRONEX (Ministério da Ciência
e Tecnologia / FINEP) e sedia o projeto IDENTIDADES: Reconfigurações de
Cultura e Política (Estudos de migrações transnacionais de populações, signos
e capitais), um projeto interistitucional e transdiciplinar de pesquisas comparativas sobre migrações transnacionais de populações, signos e capitais, com vigência até o ano 2000. Enfatiza estudos de caso empíricos, incluindo comparações no plano internacional, para a compreensão da articulação entre políticas
de exclusão e inclusão de Estados-nação. Quer focalizando situações de imigrantes na história, quer privilegiando experiências contemporâneas, os estu-
23
dos em andamento têm como objetivo fornecer subsídios comparativos para o
exame de continuidades, transformações, reinvenções e reconfigurações políticas e culturais face aos processos de reestruturação da economia política global e de globalização da cultura.
O CEMI conta com os acervos da Biblibioteca do IFCH e do Arquivo Edgard
Leuenroth e com bancos de dados e acervos documentais relativos a seus temas de estudo. Visa proporcionar subsídios ao monitoramento de políticas públicas relativas às migrações internacionais. Enfatiza a interconexão entre docência e pesquisa. Promove intercâmbios de pesquisadores-docentes, pesquisadores-associados e alunos com outros centros de pesquisa no país e exterior.
d)
CIEC – Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade
Sediado no IFCH, o CIEC foi fundado em dezembro de 1995 e possui como
meta principal constituir um fórum de debates interdisciplinares sobre questões
relativas às cidades, formando pesquisadores e compondo um acervo de material didático e de pesquisa. As áreas temáticas contempladas pelo CIEC e
seus pesquisadores dividem-se em Urbanismo e Políticas Urbanas, Cultura
Urbana e Representações da Cidade e Patrimônio e Memória. O Centro conta
com dois bolsistas IC- CNPq e dois bolsistas SAE.
O CIEC atua na promoção de simpósios nacionais e internacionais, na publicação especializada na área, na realização de cursos e palestras na área acadêmica e junto à comunidade, na análise de intervenções formais e informais nas
cidades como também visa proporcionar assessoria para processos de tombamento de patrimônio histórico e de intervenções político-culturais, sendo o
partícipe latino-americano do projeto Les Mots de la Ville, da UNESCO.
No ano de 2006 o CIEC iniciou a sua produção de uma revista virtual, a Urbana. O primeiro dossiê foi dedicado ao tema “Religião, poder, civilização e etnia
na cidade colonial”.
e)
CHAA – Centro de História da Arte e da Arqueologia
Sediado no IFCH, o CHAA foi criado em 1996 e possui como objetivo principal
promover pesquisas no âmbito da História da Arte e da Cultura, ligado a questões relativas ao patrimônio história e arqueológico. O Centro publica a Revista
de História da Arte e Arqueologia, periódico de circulação internacional.
A Revista de História da Arte e Arqueologia tem como principal objetivo promover uma maior divulgação da História da Arte e da Arqueologia no Brasil, relacionando-as com a produção internacional da área. A RHAA é uma das mais
importantes revistas científicas brasileiras que trata essas duas disciplinas correlatas, e é indexada internacionalmente.
Os autores, brasileiros e estrangeiros, podem publicar os seus trabalhos sem
restrições temáticas ou conceituais em História da Arte e Arqueologia. A apresentação dos textos é feita em duas línguas, no seu idioma original e em uma
versão; os textos dos colaboradores estrangeiros são sempre acompanhados
por uma tradução em português. Isso possibilita o acesso a um grande número
de leitores interessados, no Brasil e no exterior.
24
13)
Instalações, equipamentos e laboratórios
Fisicamente sediado no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, o curso de
graduação em História desenvolve as suas atividades em uma área compartilhada com os cursos de graduação em Ciências Sociais e Filosofia e assim
dividida:
Prédio da Direção:
Áreas internas - piso frio
Áreas internas - corredor
Escadas
Banheiros
386,40 m2 (24 salas)
85,80 m2
110,88 m2
04
Prédio da Graduação:
Áreas internas - piso frio
Corredor externo
Escadas
Banheiros
Auditório
1098,80 m2
597,50 m2
64,80 m2
05
01
Área ocupada pelo Arquivo Edgard Leuenroth (AEL):
Laboratório
472,20 m2
Banheiros
02
Biblioteca do IFCH:
Áreas internas - piso frio
Escadas
Banheiros
Prédio da Pós-Graduação:
Áreas internas - piso frio
Salas (total)
Salas de aula
Sala de projeção
Sala da congregação
Banheiros
Escadas
1550,63 m2
20,68 m2
03
1343,00 m2
39
10
01
01
04
29,70 m2
Almoxarifado:
Áreas internas - piso
Prédio das Salas dos Professores:
Áreas internas - piso frio
Áreas internas - pisos acarpetados
Escadas
Banheiros
57,40 m2
877,50 m2
465,50 m2
29,70 m2
04
25
Áreas Externas do IFCH:
Pisos pavimentados
Área Total do IFCH:
Piso frio
Escadas
Pisos acarpetados
Banheiros
Áreas externas - piso pavimentados
950 m2
5.871,73 m2
254,88 m2
465,50 m2
22
950,00 m2
13.1) Núcleo de Informática do IFCH (NIFCH)
O Instituto de Filosofia e Ciências Humanas dispõe de um Núcleo de Informática, para uso de estudantes e professores, aberto diariamente das 9:00 às
17:30, fornecendo apoio para instalação e configuração de Softwares, conexão
Internet, suporte para trabalhos com imagem, atendimento aos usuários nos
laboratórios (Correio Eletrônico, Softwares, Internet, Abertura de Contas de
acesso a Rede, Impressão), instalação e Configuração de Acessórios, atendimento WebMaster, além do desenvolvimento e manutenção da HomePage do
IFCH.
O NIFCH tem como objetivo principal prestar suporte aos alunos, docentes,
pesquisadores e funcionários na utilização da informática como apoio no desenvolvimento de suas atividades de ensino e pesquisa e a informatização das
áreas administrativas. Os serviços de informática prestados pelo Núcleo são
de fundamental importância para os alunos da graduação, que usam com freqüência os serviços, como, por exemplo a impressão de trabalhos e arquivos,
dentro de uma cota semestral disponibilizada de 300 cópias para cada aluno.
Segue a relação dos equipamentos do CPD / IFCH:
Microcomputadores:
Microcomputadores no laboratório:
38 Celeron 2.0 Ghz
15 PIII 600 Mhz
08 PIII 800 Mhz
Periféricos no laboratório:
02 Scanners
06 Gravadores de CD
06 Gravadores de DVD
Servidores de rede:
02 PIV 2.0 Ghz
01 Athlon XP 3200+
01 Duo Core2 2.2 Ghz
01 PIII Dual 900 Mhz
01 PIII 550 Mhz
26
Recursos Humanos da Equipe de Informática
3 Analistas
4 Programadores
3 Estagiários de nível superior
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