TERMO DE REFERÊNCIA Nº. 01/2015 Projeto: Projeto de Modelagem Estadual de Concessões e Parcerias Público Privadas (PPP) em Unidades de Conservação – Piloto no Parque Estadual da Ilha Grande. Protocolo nº: 20150825142215188 Contratação de pessoa jurídica especializada em execução de serviços Técnico Operacional, para Implementação dos estudos do primeiro modelo de Parceria Público Privada (PPP) em Parques no Estado do RJ, no Parque Estadual da Ilha Grande. Item: Assunto: Obras e instalações X Prestação de serviços Aquisição de equipamentos materiais 1. TÍTULO DO PROJETO............................................................................................................................... 1 2. SUMÁRIO EXECUTIVO DO PROJETO .................................................................................................... 1 3. OBJETIVO GERAL DO PROJETO............................................................................................................. 2 4. OBJETIVOS ESPECÍFICOS DO PROJETO .............................................................................................. 2 5. ENQUADRAMENTO LEGAL DO PROJETO ............................................................................................ 17 6. LOCALIZAÇÃO E CONTEXTO ................................................................................................................ 17 7. ARRANJO INSTITUCIONAL .................................................................................................................... 21 8. CRONOGRAMA ....................................................................................................................................... 23 9. HABILITAÇÃO TÉCNICA ......................................................................................................................... 26 10. INFORMAÇÕES IMPORTANTES A SEREM CONSIDERADAS .............................................................. 27 11. ANEXO 1 - CUSTO HORA / COMPONENTE........................................................................................... 30 12. ANEXO 2 - CRONOGRAMA FÍSICO FINANCEIRO ................................................................................. 31 13. ANEXO 3 - CONJUNTO DE RELATÓRIOS NORTEADORES.............................................................32 1. TÍTULO DO PROJETO Projeto de Modelagem Estadual de Concessões e Parcerias Público Privadas (PPP) em Unidades de Conservação – Piloto no Parque Estadual da Ilha Grande. 2. SUMÁRIO EXECUTIVO DO PROJETO) Buscar a sustentabilidade financeira do Sistema Estadual de Unidades de Conservação (UC) do RJ é imperativo no cenário atual de escassez de recursos públicos, de forma a garantir que as UC entreguem aos brasileiros os objetivos que justificam sua criação: conservação e contribuição para nossa qualidade de vida. Esse projeto é o 1º passo na criação de um programa estadual de parcerias entre o poder público e o setor privado para a gestão de UCs, com o piloto no Parque Estadual da Ilha Grande, focado em 07 objetivos específicos: (i) estruturação de fundo garantidor e/ou pagador (ii) modelagem de concessão; (iii) manualização de aprendizados/processos permitindo escalabilidade para outras UCs; (iv) engajamento e comunicação estratégica de atores diretamente interessados/impactados pelo projeto, visando mitigar riscos e ampliar ganhos sociais e (v) capacitação de servidores de diferentes órgãos estaduais favorecendo a estruturação de uma agenda robusta de parcerias no RJ; (vi) promoção de transparência à sociedade civil; 1 e (vii) integração dos elementos que compõe o projeto. A execução será feita por 04 consultorias, sob liderança da SEA e Coordenação do INEA, contando com a parceria institucional do Instituto Semeia. Esse é um projeto que envolve a modelagem de uma concessão que pela sua natureza precisa do trabalho articulado de consultores de diferentes especialidades da área jurídica, da área econômica, da área técnica e da área de engajamento, que devem trabalhar de forma articulada na elaboração de muitos dos produtos que serão gerados para modelagem. Por esse motivo o trabalho necessariamente, em muitos momentos, exigirá a articulação entre as diferentes consultorias que integrará, não apenas a agenda de todos os consultores, mas também dará as diretrizes para a integração dos conteúdos produzidos por cada uma das consultorias, para que ao final a modelagem possa integrar a perspectiva dos diferentes consultores. 3. OBJETIVO GERAL DO PROJETO Implementar os estudos para o primeiro modelo de Parceria Público Privada (PPP) em Parques no Estado do RJ, no PE da Ilha Grande, atraindo o setor privado para a gestão desta UC em parceria com o poder público, com foco em garantir, no longo prazo, a conservação desse espaço, o cumprimento dos objetivos que norteiam a sua criação, e a atração de recursos técnicos e financeiros do setor privado para essa agenda, com registro e manualização de procedimentos e aprendizados. A implementação do projeto promoverá a comunicação e engajamento dos principais atores envolvidos e impactados, de forma a mitigar os riscos do projeto e maximizar seus impactos, bem como a capacitação dos diferentes órgãos que podem influenciar na estruturação de um Programa Estadual de PPP em UCs, considerando que concessões representam uma grande mudança nos conceitos usualmente aplicados pelas equipes do setor público e redefinindo valores culturais e procedimentos. O projeto também irá fortalecer o ambiente institucional, especialmente através da reformulação e/ou formulação de marcos regulatórios e instrumentos de políticas públicas estruturais, minuta final do edital e contrato fundamentais para empurrar essa agenda no Estado do RJ. Assim, há uma expectativa que o projeto venha possibilitar e favorecer a escalabilidade desse arranjo contratual para os demais parques do Estado ou demais categorias de UC previstas no SNUC, quando pertinente, com vistas a maximizar a contribuição que o setor privado pode trazer ao setor público na provisão dos bens e serviços essenciais para a conservação das UC e para a geração de riquezas a partir das mesmas, contribuindo para a sustentabilidade financeira futura do Sistema Estadual de UCs no Estado do RJ 4. OBJETIVOS ESPECÍFICOS DO PROJETO Contratação de pessoa jurídica especializada em execução de serviços Técnico Operacional, para Implementação dos estudos do primeiro modelo de Parceria Público Privada (PPP) em Parques no Estado do RJ, no Parque Estadual da Ilha Grande. Para fins de dimensionamento dos seus esforços, a consultoria deverá prever sua participação apenas nos itens que estão em texto de coloração preta, devendo desconsiderar qualquer participação específica nos itens marcados em cinza, que são de responsabilidade de outras consultorias. A consultoria econômica integradora, não obstante não tenha responsabilidade direta pela execução de ações marcadas em cinza, será responsável pela integração de cronograma e de conteúdo para todos os produtos objeto desse TdR, inclusive os marcados em cinza e produzidos por outras consultorias, devendo assim precificar o custo total dessa integração. DIMENSÃO AMBIENTE INSTITUCIONAL 2 A.1 Aprimorar o Ambiente Institucional pela Constituição de um Fundo Garantidor e/ou pagador que suporte o avanço de PPPs em UCs de Proteção Integral no Estado do RJ A.1.1. Proposta preliminar de minuta de decreto, contendo o detalhamento operacional e jurídico do fundo pagador e/ou garantidor com recursos da Compensação Ambiental definidos pelo artigo 36 da Lei 9985/2000, em consonância com as legislações e normas contábeis pertinentes, até 45 dias após a contratação dos serviços, para que seja discutido e apreciado pela Procuradoria Geral do Estado, Procuradoria Interna vinculada à Secretaria do Meio Ambiente e pelo Secretário Estadual de Meio Ambiente. A proposta deve incluir o resultado da realização das seguintes tarefas: (i) avaliação dos marcos regulatórios pertinentes; (ii) avaliação das melhores práticas de contabilidade para uso de recursos de PPP, em consonância com as normas CPC 01 e IFRIC 12; (iii) alinhamento com Procuradoria da SEA A.1.2. Redação da Minuta Final do Decreto contendo o detalhamento operacional e jurídico do fundo pagador e/ou garantidor, em consonância com as legislações e normas contábeis pertinentes, até 45 dias após a entrega do produto A.1.1, tendo incorporado as devidas sugestões efetuadas pela Procuradoria Geral do Estado, Procuradoria Interna vinculada à Secretaria do Meio Ambiente e pelo Secretário Estadual de Meio Ambiente. A minuta final deve incluir o resultado da realização das seguintes tarefas: (i) alinhamento pleno com Procuradoria Geral do Estado e com Procuradoria Específica da SEA A.1.3. Publicação do Decreto regulamentando a estruturação e as normas de operação do Fundo Garantidor/Pagador de PPPs em UCs, com recursos da Compensação Ambiental, em até 180 dias após o início do projeto. A publicação do decreto será resultado da realização das seguintes tarefas: (i) articulação política para obter apoio para a implementação desse instrumento de política pública junto aos atores que podem influenciar na sua consolidação. DIMENSÃO Diagnóstico, Formulação e Implementação da PPP A.2 Avaliação jurídica do modelo proposto para implantação do projeto, contemplando a análise de riscos jurídicos e mecanismos de interação entre Poder concedente e concessionária, A.2.1. Relatório Preliminar de avaliação jurídica do modelo proposto para implantação do projeto, descrevendo o contexto do Estado, em até 30 dias após a assinatura do contrato de serviços, incluindo itens (não exaustivos), como: i. Quais as Principais Leis Estaduais e Decretos Estaduais associados ao tema (Lei de PPP Estadual, Decreto de PMI, entre outros) ii. Há aspectos da Lei de PPP Estadual e do Decreto de PMI que sejam: (i) muito específicos, (ii) de difícil entendimento ou (iii) que de alguma forma chamam atenção devido à complexidade de execução? iii. Quais outros instrumentos legais, além dos mencionados no item anterior, em nível estadual e municipal se aplicam a este processo? iv. Breve nota sobre legislação estadual do Aporte v. Alternativas de gestão contratual/regulação por parte do poder público. vi. Competência dos atores estaduais para levarem adiante a concessão da Ilha Grande (quem tem competência para assinar a PPP?) vii. Viabilidade jurídica para diferentes modelos de receita, incluindo: pagamento de tarifa, cobrança de taxas específica sobre atividades comerciais, deferentes metodologias de pagamento público etc. viii. Contratos pré-existentes que afetam Ilha Grande ix. Demais assuntos que condicionem a alocação de risco e modelagem operacional do projeto 3 x. Aderência do projeto com as premissas: a. b. c. d. e. A concessão será de espaço, e não de atividades específicas; A concessão terá como foco a maximização da conservação do parque e dos potenciais benefícios gerados à sociedade, amparada por um conjunto de encargos e indicadores que claramente coloquem esses dois pontos como cerne do objeto contratual; Garantir que o Estado apresente um cenário apenas referencial das atividades e produtos objetos da concessão, para fins de avaliação pelo TCE, mas garantindo que o futuro parceiro tenha flexibilidade para propor o pacote de produtos e serviços que julgar mais adequado para serem implementados no espaço concessionado, usando as tecnologias que julgar mais adequadas, desde que sejam respeitadas todas as limitações impostas pelo Plano de Manejo, explicitadas no Edital, e desde que sejam entregues ao Governo todos os encargos de conservação e desenvolvimento que norteiam o objeto contratual e que serão expressos sua estrutura; O Edital deve permitir que o licitante seja uma SPE, que atua como agente integrador, cujo principal expertise desejado é a comprovação, por um de seus cotistas, da capacidade de gestão e de experiência prévia em contratos firmados com Governo, possibilitando que o licitante receba pontuação técnica se sinalizar a intenção comprovada de estabelecer uma relação formal com fornecedores especializados nos serviços que comporão o pacote de atividades propostas, podendo esses fornecedores serem partes da SPE ou não; O Edital deve prever que o direito de uso e exploração da marca fazem parte da concessão, bem como prever a possibilidade do concessionário captar doações e patrocínios de pessoas físicas e jurídicas como receitas acessórias, a serem rateadas como Governo em proporção a ser definida em regulamento específico; O relatório deverá incluir, ao menos, o resultado da realização das seguintes tarefas: (i) descrição da situação existente e as principais oportunidades de melhoria; A.2.2. Atualização do Relatório Preliminar de Avaliação Jurídica do Modelo Proposto, no momento de lançamento do PMI, em até 110 dias após a assinatura do contrato de serviços, se houver mudança no contexto do Estado ou em marcos regulatórios, que justifiquem a atualização: A.3 Análise, revisão e formulação de marcos regulatórios específicos, em alinhamento com a Procuradoria Geral do Estado e/ou Procuradoria Específica da Secretaria do Meio Ambiente, que se mostrem essenciais para a viabilização desse projeto. A.3.1. Memorando sobre os pontos que devem ser revistos no Decreto estadual de uso público de forma que o mesmo contemple a possibilidade de realização da PPP, e em consonância com as premissas apontadas no item acima, em até 45 dias após o início do projeto. O parecer deve incluir o resultado da realização da seguinte tarefa: (i) ouvir dirigentes da SEA e do INEA sobre os pontos do Decreto que são limitantes para o Uso Público nas UCs do Estado A.3.2. Minuta final do Decreto de Estadual de Uso Público, reformulada em consonância com as revisões acordadas com a Procuradoria Específica da SEA, em até 45 dias após a entrega do produto A.3.1. A minuta deve ser resultado da realização da seguinte tarefa: (i) alinhamento pleno com a Procuradoria Específica da SEA e com o INEA. A.3.3. Minuta preliminar do Decreto que regulamenta o direito de uso e exploração da marca e de imagens do parque e atividades afins, bem como da captação de patrocínios e doações de empresas e pessoas físicas como receitas acessórias do concessionário, em consonância com a legislação federal e estadual vigente sobre o tema, até 120 dias após o 4 início do projeto. A minuta preliminar do decreto deve ser resultado da realização da seguinte tarefa: (i) reunião de discussão e de apreciação com a SEA, INEA e Procuradoria Específica da SEA, para alinhamento. A.3.4. Minuta final de Decreto, Instrução Normativa de órgão Ambiental ou Estrutura para Regulamentação em nível de edital, para que seja detalhado como será feito o direito de uso e exploração da marca e de imagens do parque e atividades afins, bem como da captação de patrocínios e doações de empresas e pessoas físicas como receitas acessórias do concessionário, em consonância com a legislação federal e estadual vigente sobre o tema, até 90 dias após a entrega das propostas da PMI. A minuta deve ser resultado da realização da seguinte tarefa: (i) alinhamento pleno com a SEA, INEA e Procuradoria Específica. A.3.5. Publicação dos marcos regulatórios reformulados/criados, que se fazem necessários para a viabilidade do projeto, até o lançamento da PMI (120dias). A publicação deve ser resultado da atividade: (i) articulação interna da SEA para publicação dos marcos regulatórios necessários. A.4 Levantar a situação atual e as expectativas do Governo nas principais áreas alcançadas pelo projeto: regularização fundiária, conservação da biodiversidade e do patrimônio histórico-cultural, infraestrutura visitação e uso público, desenvolvimento socioeconômico e orçamento público. A.4.1. Relatório do status e das intenções de regularização fundiária, até 60 dias após a contratação do serviço, conforme definido no “Anexo 3 Relatório Expectativas Regularização Fundiária”. O relatório deve ser resultado das atividades: (i) levantamento documental junto aos órgãos pertinentes realizada por profissional da área jurídica; (ii) elaboração de mapas e imagens georreferenciadas, indicando o perímetro das propriedades e da área regularizada ou passível de regularização para a concessão, realizada por profissional da área técnica A.4.2. Relatório do status e das intenções de conservação da biodiversidade e do patrimônio histórico cultural, até 75 dias após a contratação do serviço, conforme definido no Anexo 3 "Relatório Expectativas Conservação", salientando que o opex (Operational Expenditure) e capex (Capital Expenditure) atual da conservação bem como opex e capex da conservação desejada no futuro devem ser incluídos A.4.3. Relatório do Status e das Intenções em Infraestrutura, até 75 dias após a contratação do serviço, incluindo todas as atividades e tópicos definidos no Anexo 3 “Relatório Expectativas Infraestrutura”, salientando que o opex e capex atual relacionados a infraestrutura, bem como opex e capex relacionados a infraestrutura desejada no futuro devem ser incluídos A.4.4. Relatório do Status e das Intenções de Visitação e Uso Público, até 75 dias após a contratação do serviço, incluindo todos as atividades e tópicos definidos no Anexo 3 “Relatório Expectativas Visitação e Uso Público”, salientando que o opex e capex atual relacionados a visitação e uso público, bem como opex e capex relacionados a visitação e uso público previstos no futuro devem ser incluídos A.4.5. Relatório do Status e das Intenções de Desenvolvimento Socioeconômico do Entorno, até 75 dias após a contratação do serviço, incluindo todas as atividades e tópicos definidos no Anexo 3 “Relatório Expectativas de Desenvolvimento Socioeconômico do Entorno”, salientando que o opex e capex das ações de interação com entorno, desejadas no futuro, devem ser incluídos 5 A.4.6. Relatório de intenções do governo sobre o impacto da concessão no orçamento público estadual até 100 dias após a contratação do serviço, incluindo todas as atividades e tópicos referentes ao tema. A.4.7. Reunião de Trabalho com o time da consultoria, onde serão discutidos os relatórios produzidos nessa fase pelas consultorias, em especial a modelagem proposta e a descrição dos indicadores e encargos propostos para o edital, em até 80 dias após o início do projeto. A Reunião tem como objetivo dar feedback permitir que as consultorias que participam da modelagem possam refletir sobre os materiais colhidos nessa fase, sendo que o material para a realização da reunião será preparado a partir da análise que cada consultoria fará dos projetos recebidos e da discussão integrada sobre as análises, de forma a obter um parecer do consórcio. A reunião deve incluir a apresentação de: (i) possíveis indicadores e seus procedimentos de medição, periodicidade e pesos atribuídos, cujos questionamentos e sugestões devem ser compilados em relatório próprio, bem como a correção e atualização das informações dos produtos; (ii) atualizar informações sobre as possibilidades de contribuição municipal, federal e demais atores interessados para a gestão das UCs; (iii) resumos executivos e gráficos de pesquisas realizadas e compilação das entrevistas realizadas com as entidades públicas e privadas durante a fase de PMI (Procedimento de manifestação de Interesse), que tenham eventualmente ocorrido e sejam de relevância para a defesa do projeto; (iv) Atualização do Mapa de Benefícios, com a descrição das vantagens diretas por meio da concessão das UCs; (v) Sugestão de encargos a serem sinalizados aos parceiros privados na fase de PMI (vi) Principais riscos levantados pela consultoria de engajamento de stakeholders. Essa fase é a "espinha dorsal" do que virá a ser o PMI e, futuramente, o Edital, pois será a partir do levantamento das expectativas que serão construídos os KPIs (Key Performance Indicators), Indicadores e definido o melhor formato para a concessão. Sendo assim, é crucial que a Consultoria da Modelagem Econômica/Integradora e da Modelagem Jurídica, ainda que não sejam responsáveis diretas pela elaboração desses relatórios, reservem tempo para que leiam os materiais bem como participem ativamente das reuniões de discussão sobre os mesmos. A discussão em torno desses materiais deve ser prevista como parte das reuniões que são sugeridas no fluxo de trabalho do projeto: (i) reuniões semanais de 4h, que serão feitas na sua maioria por call e, preferencialmente, de forma presencial 1x por mês, a ser realizada nas dependências do Governo do Estado. A consultoria integradora, ainda terá que obrigatoriamente se valer de cada um desses relatórios para propor a redação final do PMI, dado que as informações essenciais se encontram nos mesmos. A.5 Apoio para Instrução dos processos de regularização fundiária, para ampliar a área possível de concessão no PE Ilha Grande. A.5.1. Relatório de Vistoria das áreas definidas no Relatório de Expectativas de Regularização Fundiária, até 90 dias após início do projeto, incluindo: 6 i. Posicionamento e expectativas dos ocupantes ii. Detalhamento das benfeitorias para fins de avaliação de valor de desapropriação iii. Descrição do estágio sucessional da vegetação para subsidiar valor de desapropriação; iv. Mapas georreferenciados das propriedades a serem regularizadas fundiariamente, seguindo diretrizes internas do INEA. O relatório deve ser resultado das atividades: (i) avaliação do relatório documental produzido pela consultoria jurídica sobre a situação fundiária da Ilha Grande; (ii) Visitas a campo para vistoriar as propriedades passíveis de desapropriação e levantamento da situação em campo, conforme escopo definido no item A.5.1 O INEA fornecerá apoio logístico para a realização das atividades do item A.5.1, em especial a participação dos Gestores do parque com os funcionários de Campo do INEA, que conhecem em detalhe as questões de campo das localidades a serem visitadas. A.5.2. Matriz de apoio para tomada de decisão sobre a área que poderá compor a concessão, até 100 dias após a contratação do serviço. A matriz deve conter: (i) áreas que poderiam vir a ser incorporadas na concessão; (ii) as etapas que seriam necessárias para conclusão da desapropriação em cada uma delas; (iii) grau de dificuldade técnica ou financeira para avançar na desapropriação em cada área, com priorização; (iv) grau de potencial litígio percebido em cada área; (iv) grau de importância de regularização do título em questão, conforme atratividade da área para concessão A matriz deve ser resultado das atividades: i. Levantamento da documentação fundiária do PE Ilha Grande, com foco nos locais considerados de maior atratividade e com base nas informações existentes no INEA, Secretaria do Meio Ambiente, SPU, Secretaria de Planejamento, ITERJ e outros órgãos relevantes, incluindo a situação dos títulos públicos ou privados encontrados especialmente nos locais que forem considerados principais atrativos; ii. Contato PGE para identificação de litígios iii. Ida aos cartórios de angra para conseguir os registros iv. Fazer contato com assessoria de cálculo e pericias para valoração de propriedade (APCA); A.5.3. Relatório de Definição das Metas de Regularização Fundiárias propostas para o Edital, em até 110 dias após a contratação do serviço, em dois cenários que sejam exequíveis técnica e financeiramente: cenário ideal e cenário mínimo. O relatório deve ser resultado das atividades: (i) discussão da matriz de apoio para tomada de decisão com o Comitê de Direcionamento do Projeto; (ii) definição conjunta dos dois cenários sugeridos. A.5.4. Relatórios Mensais da evolução das regularizações fundiárias, após o lançamento do PMI até o recebimento das propostas dos privados. Os relatórios devem ser sucintos e apenas reportar o andamento das atividades propostas, e servirão de base para as reuniões mensais do Comitê de Direcionamento, preparadas pelo Coordenador Executivo do Projeto. A.5.5. Apoio Instrução dos processos desapropriação, até o lançamento do Edital, de forma a garantir a regularização fundiária das áreas que serão objeto da concessão, conforme metas estabelecidas. A instrução dos processos deve ser resultado das atividades: (i) articulações com órgãos de governos e elaboração de laudos, relatórios e processos internos, sob orientação do INEA, para dar andamento aos Trâmites, (ii) efetuar acordos 7 administrativos com possíveis proprietários de áreas a serem regularizadas; (iii) se necessário, apoio pra PGE no caso de eventuais ações judiciais O profissional habilitado para o desenvolvimento das tarefas descritas no item A.5 e seus subitens, deverá ter disponibilidade integral para realização das tarefas mencionadas durantes os 06 primeiros meses do projeto, e disponibilidade de ao menos meio período durante os 04 meses subsequentes. A.6 Estruturação do documento base para o Procedimento de Manifestação de Interesse Ampliado em (PMIa) que será publicado pelo Governo. A.6.1. Texto Final do PMI, até 120 dias após a contratação dos serviços. A Consultoria Integradora é responsável direta pela consolidação do material e por redigir o documento do PMI. Consultoria Jurídica se propõe a fazer uma leitura do mesmo para aportar eventuais contribuições. O texto final do PMI deve ser obrigatoriamente produzido a partir das seguintes atividades: i. Relatório Parcial da Estratégia do PMIa, até 60 dias após a contratação dos serviços, incluindo atividades e tópicos característicos do procedimento. ii. Relatório Final da Estratégia do PMIa até 120 dias após a contratação dos serviços, incluindo atividades e tópicos característicos do procedimento. iii. Estudo de Viabilidade Econômico Financeiro, até 90 dias após a contratação dos serviços. O Opex e Capex desejado para o cenário futuro de conservação, infraestrutura, visitação, e também os relacionados aos encargos que visam reparar passivos ambientais, maximizar engajamento do entorno e outros, devem ser fornecidos pelo TDR Técnico. iv. Estudo do Value for Money Prévio, até 100 dias após a contratação dos serviços, incluindo atividades: (i) demonstrar, comparativamente, os benefícios do projeto para o setor público; v. Matriz dos Riscos e Mitigantes Jurídicos, Técnicos e Ambientais do Projeto, até 100 dias após a contratação dos serviços. Importante incluir uma avaliação da possibilidade do governo (i) assumir os riscos associados aos licenciamentos ambientais das atividades que serão desenvolvidas pelo concessionário e/ou (ii) a possibilidade do licenciamento prévio ocorrer já na fase de estruturação do Edital de forma que o Edital saia a LP (Licença Prévia) já garantida para a infraestrutura mínima considerada essencial pelo governo. A Consultoria Econômica é a responsável direta pela consolidação e pela constante atualização do material. A consultoria Jurídica participa das discussões para elaboração da matriz. vi. Matriz de Responsabilidades, até 100 dias após a contratação dos serviços. A Consultoria Integradora é responsável direta pela consolidação do material. Consultoria Jurídica se propõe a fazer uma leitura do mesmo para aportar eventuais contribuições. A.6.2. PPT (Power Point) de suporte ao Roadshow do Governo, até 120 dias após a contratação dos serviços. A Consultoria Integradora é responsável direta pela consolidação do material e por redigir o documento do PMI. Consultoria Jurídica se propõe a fazer uma leitura do mesmo para aportar eventuais contribuições A.7 Publicação do Procedimento de Manifestação de Interesse no DOE. 8 A.7.1. Publicação do Procedimento de Manifestação de Interesse pelo Governo Estadual do RJ, em até 130 dias até o início do Projeto, em consonância com a legislação pertinente. A publicação deve ser resultado da atividade: (i) publicação no Diário Oficial do Estado do PMI. A.8 Engajamento e ativação do setor privado após publicação do PMI, com vistas a colher críticas e sugestões para o Edital e ampliar o alcance do projeto em todo o território brasileiro, em respeito à Lei 12.846/2013. A.8.1. Relatório do Resultado da Reunião 01 com os proponentes que participam do PMI, abertas para sociedade civil organizada, para avaliação do material e dos riscos envolvidos no projeto. Tópico: Reunião 1 – Avaliação do Estudo de Viabilidade Econômica / Atividades e Serviços propostos na concessão e ou Avaliação dos Encargos e Indicadores Contratuais A.8.2. Relatório do Resultado da Reunião 02 com os proponentes que participam do PMI, abertas para sociedade civil organizada, para avaliação do material e dos riscos envolvidos no projeto. Tópico iii. Reunião 2 – Compartilhamento dos Riscos e ou Avaliação da estrutura de garantias A organização das reuniões bem como o relatório será de responsabilidade exclusiva da Consultoria Integradora. O relatório deve ser entregue até uma semana após cada reunião, deve incluir obrigatoriamente lista de participantes, resultado do questionário de avaliação dos participantes (individualizado por reunião). A.8.3. Recebimento das Propostas do PMI pelo Governo, até 180 dias após o lançamento do PMI. A.9 Seleção das propostas recebidas no PMI (Procedimento de Manifestação de Interesse), com justificativa técnica da utilização dos conceitos e conteúdos que serão apropriados de cada projeto recebido. A.9.1. Relatório contendo os pontos positivos de cada proposta recebida e sugerindo os itens que devem ser incorporados ao Edital Final, até 40 dias após o recebimento das propostas do PMI. O relatório deve ser resultado das seguintes atividades: (i) avaliação técnica, econômica e jurídica de cada proposta recebida, sendo que a consultoria técnica deve ser responsável pela avaliação técnica das propostas, a consultoria econômica pela avaliação econômica, e a consultoria jurídica pela avaliação do conteúdo jurídico das propostas. A consultoria econômica/integradora será responsável por coordenar o fluxo de trabalho de forma a garantir uma atuação coordenada das consultorias nessa análise, de forma a favorecer uma análise integrada das propostas, em especial das propostas técnicas e econômicas, que devem conversar e maximizar o interesse público, sendo então traduzidas da melhor forma no formato jurídico. Todos os grupos analisarão um máximo de 03 propostas sendo que, em havendo recebimento de número maior do que 03, será necessário um aditivo contratual para que sejam feitas análises adicionais, em preço pro-rata ao custo deste componente. A.9.2. Reunião com entidades públicas e privadas envolvidas no Projeto e principais Stakeholders identificados no Plano Estratégico de Engajamento produzido no componente de Engajamento, para dar feedback quanto a possível estruturação da modelagem, até 50 dias após o recebimento das propostas do PMI. A Reunião tem como objetivo dar feedback a stakeholders que foram consultados na fase de PMI, para que possam se sentir participantes da modelagem, e será preparada e organizada pela Consultoria integradora, sendo que o material para a realização da reunião será preparado a partir da análise que cada consultoria fará dos projetos recebidos e da discussão integrada sobre as análises, de forma a obter um parecer do consórcio. A reunião deve incluir a apresentação de: 9 (i) possíveis indicadores e seus procedimentos de medição, periodicidade e pesos atribuídos, cujos questionamentos e sugestões devem ser compilados em relatório próprio, bem como a correção e atualização das informações dos produtos. (ii) atualizar informações sobre as possibilidades de contribuição municipal, federal e demais atores interessados para a gestão das UCs; (iii) resumos executivos e gráficos de pesquisas realizadas e compilação das entrevistas realizadas com as entidades públicas e privadas durante a fase de PMI, que tenham eventualmente ocorrido e sejam de relevância para a defesa do projeto. (iv) Atualização do Mapa de Benefícios, com a descrição das vantagens diretas por meio da concessão das UCs. (v) Encargos a serem incluídos no Edital A.9.3. Relatório com a justificativa técnica da utilização dos conceitos e conteúdos que serão apropriados de cada projeto recebido, até 60 dias após o recebimento das propostas do PMI. O relatório será produzido pela consultoria integradora, com base na discussão do produto 9.1, e deve ser resultado das seguintes atividades: (i) avaliação de cada proposta recebida; (ii) atribuição de % de aproveitamento, se couber (iii) utilização de uma metodologia coerente e justificável, criada pela própria consultoria e aprovada pelo poder concedente. A.9.4. Avaliação do relatório com justificativa técnica por Comissão ou Grupo Específico designado pelo Secretário, até 80 dias após recebimento das propostas do PMI, com tomada de decisão e posterior publicação do resultado por parte do governo. A.9.5. Opinião Legal sobre Licenciamento Ambiental das Atividades que serão permitidas ao ator privado no âmbito da Concessão. A opinião legal dever ser resultado da atividade (i) averiguação das licenças ambientais necessárias para instalação e operação no local e informação ao empresário. A opinião deve ser entregue até o momento da publicação do Edital, até 40 dias após o recebimento das propostas do PMI. A.10 Corpo do Edital e Seus Anexos, e Minuta de Contrato; A.10.1. Atualização do Relatório do Item 2.1, justificando a escolha do modelo da concessão e sua legalidade, até 10 dias após a aprovação pelo Governo do relatório de justificativa técnica dos Estudos recebidos no PMI. A.10.2. Minuta Preliminar do Contrato e do Edital (corpo do Edital) para avaliação da procuradoria, incluindo menções de referências necessárias, até 30 dias após a aprovação pelo Governo do relatório de justificativa técnica dos estudos recebidos no PMI. As redações finais do Corpo do Edital e da Minuta do Contrato são de responsabilidade exclusiva da consultoria jurídica i. O Corpo do Edital deve incluir a menção a todos as referências que se fizerem necessárias aos anexos do Edital e deve identificar os requisitos a serem observados pela concessionária, caso seja exigida a formação de uma Sociedade de Propósito Específico, bem como indicar os critérios de qualificação dos licitantes, de julgamento e de estratégias de negociação até a contratação, conforme as condições da legislação vigente; ii. A minuta de contrato deverá conter todos os requisitos previstos em lei em especial e não se limitando a: índices de desempenho a serem considerados; rescisão, 10 indenizações, penalidades e encampação; reversão dos bens ao final do contrato; regulação e fiscalização do contrato; penalidades para o inadimplemento das obrigações; estabelecimento de regras de pagamento vinculadas ao desempenho na execução do contrato, por meio de padrões de qualidade e disponibilidade previamente definidos Em caso de necessidade, serão também redigidas minutas de leis e decretos para implantação do modelo proposto A.10.3. Anexos e outras informações que subsidiam o corpo do Edital, até 30 dias após a aprovação pelo Governo do relatório de justificativa técnica dos Estudos recebidos no PMI. A integração do conteúdo dos anexos e a redação final de todos os anexos serão de responsabilidade integral da consultoria integradora. A elaboração dos anexos seguirá a matriz de responsabilidades definida neste TdR, sendo necessária a participação de mais de uma consultoria em alguns dos anexos, para discussão do conteúdo. A consultoria jurídica deve estar envolvida em todos os assuntos que dizem respeito à modelagem jurídica do Edital e dos seus anexos. i. Estudo de Viabilidade Econômico Financeira com Projeção de Custos e Projeção de Receitas, de responsabilidade da Consultoria Econômica, que devem incluir: (i) descrição detalhada dos custos diretos e indiretos bem como das despesas da concessionária; (ii) descrição detalhada das receitas assessórias e sua estimativa; (iii) Planilha digital contendo o modelo econômico-financeiro da concessionária para cenários de 20, 25, 30 e 35 anos; (iv) Planilha contendo os custos públicos de realização de empreendimento descrito no Plano de Negócios; (v) Cálculo dos pagamentos públicos ii. Termo de Referência com diretrizes que nortearão a concessão de responsabilidade da Consultoria Econômica. iii. Matriz de Riscos Jurídicos, Técnicos, Ambientais, de construção, disponibilidade, demanda e/ou os que se fizerem pertinentes, que deve ser construída mediante a contribuição e opinião de todas as consultorias, mas cuja redação, consolidação e atualização constante serão de reponsabilidade exclusiva da Consultoria Integradora iv. Estudo de Value for Money, de Responsabilidade da Consultoria Econômica, incluindo responder a (i) quanto custaria ao governo fazer diretamente e (ii) há ganhos de eficiência com a PPP? v. Indicadores de Desempenho. Os indicadores de desempenho serão consolidados pela Consultoria Integradora. A consultoria Jurídica e Consultoria Técnica participarão do processo de construção e revisão dos indicadores, mas não tem o ônus de consolidação do documento final. O anexo deve conter (i) relatório com seus respectivos gráficos e desenhos da Matriz de Indicadores de Desempenho, com a descrição completa de cada indicador, seu peso e metodologia de medição (ii) Relatório com seus respectivos gráficos e desenhos do Diagrama de Árvore, com a descrição das inter-relações entre os indicadores vi. Caderno de Encargos. O caderno de encargos será consolidado pela Consultoria Integradora. A consultoria Jurídica e Consultoria Técnica participarão do processo de construção e revisão do caderno de encargos, mas não tem o ônus de consolidação do documento final. vii. Mecanismo de Pagamento, de responsabilidade da Consultoria Econômica, incluindo previsão dos mecanismos que deverão estar contratualmente presentes para disciplinar o equilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão. viii. Estrutura de Garantias, que será consolidada pela Consultoria Integradora. A consultoria Jurídica participará do processo de revisão da estrutura de garantias, mas não tem o ônus de consolidação do documento final. O documento final deve 11 incluir a (i) Identificação do volume de garantias necessárias para garantir a atratividade econômica da concessão; (ii) a proposição de tipo de garantias e de suas características com vistas a garantir a atratividade econômica da concessão. A.10.4. Minuta Final do Contrato e do Edital (corpo do Edital) para encaminhamento à Procuradoria, incluindo anexos jurídicos pertinentes, tais como a minuta do contrato entre concessionário / anuente / agente de garantia e modelos de cartas, declarações ou formulários de interação, para orientar qualquer comunicado com poder concedente, e considerando a realização das seguintes atividades (dentre as quais muitas dependem do Governo): i. Feedback da Procuradoria sobre a Minuta Preliminar- 30 dias após entrega do corpo do Edital ii. Consulta Pública - 30 dias após entrega da Minuta de Contrato e Corpo do Edital Versão Preliminar iii. Relatório e endereçamento dos questionamentos vindos da Consulta Pública - 1 semana após consulta pública iv. Revisão do Edital para Incorporar questionamentos da Consulta Pública e Reenvio para Procuradoria - 15 dias após consulta pública v. Audiência Pública - 30 dias após reenvio para Procuradoria vi. Publicação das Respostas da Audiência Pública - 45 dias após Audiência Pública vii. Relatório e endereçamento dos questionamentos da Audiência Pública - 1 semana após consulta pública A.11 Publicação do Edital de Parceria Público Privada no Parque Estadual da Ilha Grande, em consonância com a Lei 11.079/2004, garantindo a adequada integração das dimensões técnicas, econômicas e jurídicas que constituem o Edital, bem como as sugestões pertinentes recebidas em Consulta Pública; A.11.1. Publicação do Edital, cumprindo-se os devidos procedimentos necessários e obrigatórios conforme legislação pertinente, até 30 dias após a aprovação do Edital pela Procuradoria do Estado. A publicação do Edital será fruto das atividades: (i) finalização das minutas de edital e contrato; (ii) aprovações internas nos órgãos reguladores e órgãos de governo. A.12 Acompanhamento Jurídico da licitação até a fase de assinatura do contrato. A.12.1. Apoio Jurídico ao Governo durante procedimento licitatório, do lançamento do Edital até a assinatura do contrato, incluindo exclusivamente aspectos relacionados à (i) respostas e questionamentos sobre o Edital; (ii) fornecimento de elementos que justifiquem a escolha da modelagem, para que o Estado responda a eventuais impugnações ou atos jurídicos A.13 Apresentação final de workshop com as entidades públicas e privadas envolvidas no qual serão descritas todas as atividades e produtos realizados. A.13.1. Workshop para entidades públicas e privadas envolvidas no projeto, até 30 dias após a homologação do Edital ou, no caso de não haver participantes, até 30 dias após o fechamento da licitação, para compartilhar aprendizados. A organização e disponibilização dos equipamentos para o workshop será de responsabilidade do contratante A.13.2. Relatório final incorporando todos os questionamentos, sugestões e contribuições vindas do Workshop, incluindo obrigatoriamente lista de participantes, e o resultado do questionário de avaliação dos participantes, até 15 dias após a realização do mesmo. 12 A Consultoria Econômica/Integradora é responsável pela preparação do Workshop, que deve ser estimado em torno de 04 horas. Essa consultoria integrará o trabalho dos demais consultores, que deverão mandar um set de aproximadamente 05 slides com o conteúdo do seu trabalho específico na modelagem. Cada consultor será responsável diretamente pela apresentação do seu set de slides no workshop. DIMENSÃO Manualização de Procedimentos e Aprendizados: A.14 Elaborar Manuais dos Procedimentos e dos aprendizados de forma a garantir a escalabilidade para outros projetos no Estado, favorecendo a estruturação de um Programa Estadual de Concessões/PPPs em UCs. A redação do manual será responsabilidade da consultoria Econômica Integradora e deve garantir o registro dos aprendizados e favorecer a escalabilidade de futuros projetos pelo Estado. A consultoria Jurídica ira oferecer suas contribuições nos aspectos que se relacionam diretamente a questões jurídicas no Edital, devendo, portanto prever uma revisão e apreciação do mesmo. Este manual não deve as características específicas de cada projeto, mas especialmente as diretrizes e a “lógica” de construção, passível de replicação em outras localidades, dentro ou fora do Estado do RJ. O Manual dividido em 03 partes, preparadas de forma faseada, garantindo registro dos processos e aprendizados para estruturação do documento de PMI (I), preparação e seleção de projetos na fase de PMI (II), modelagem de PPP (III) e práticas e referências de boas práticas contratuais e de regulação. A redação do manual é responsabilidade exclusiva da Consultoria Econômica/Integradora, sendo que a Consultoria Jurídica irá apenas oferecer contribuições nos aspectos jurídicos do Manual. A.14.1. Índice do Manual sobre “Diretrizes para a estruturação de processos de Concessão e PPPs em Parques”, até 45 dias após a contratação dos serviços. A.14.2. Parte 1 do referido Manual, incluindo os capítulos passíveis de desenvolvimento até o momento em que o projeto se encontra, até 10 meses após a contratação dos serviços, independente do governo ter publicado ou não o PMI. A.14.3. Parte 2 do referido Manual, incluindo os capítulos adicionais passíveis de desenvolvimento até o momento em que o projeto se encontra, até 150 dias após a entrega das propostas submetidas ao PMI, desde que o PMI tenha sido publicado pelo GOVERNO e tenha havido recebimento de ao menos uma proposta do setor privado. A.14.4. Parte 3 do referido Manual, incluindo os capítulos adicionais passíveis de desenvolvimento até o momento em que o projeto se encontra, até 150 dias após a publicação do Edital, desde que o Edital tenha sido publicado, independentemente de ter havido ou não participante na licitação. A parte 3 deve ser resultado da atividade: (i) discussão prévia com a equipe de consultorias envolvidas no Projeto. A.14.5. Diagramação das Partes 1,2 3 do Manual, com envio do arquivo final aprovado em formato aberto, até 30 dias após a entrega de cada uma das partes ao contratado. A diagramação deve ser resultado da atividade: (i) aprovação do conceito pelo Instituto Estadual do Ambiente - INEA DIMENSÂO Aprimoramento de Competências A.15 Aprimoramento de Competências dos Servidores para Gestão Regulatória e Contratual através da elaboração de 02 cursos de capacitação para os servidores dos principais órgãos envolvidos ou que podem influenciar diretamente a estruturação de um programa de PPP para os Parques, ao longo de 18 meses, alinhando os treinamentos ao ciclo de vida do projeto de PPP. 13 A.15.1. A Proposta de datas estimadas e de conteúdo que será abordado nos cursos deve ser entregue até 30 dias após o início do projeto, incluindo ao menos e, obrigatoriamente, os itens abaixo: • • • • Modelagem de Projetos de PPP; – Engajamento e Governança em estruturação de projetos de PPP; – Estruturação e boas práticas de Unidades de PPPs. Estruturação financeira de projetos de PPP; – Avaliação de indicadores de projetos; – KPIs (Key Peformance Indicators); – Alocação de risco. Estruturação Jurídica de projetos de PPP; – Encargos; – Garantias. Melhores práticas em: – Procedimentos de Manifestação de Interesse; – Licitação A.15.2. Relatório de Avaliação, Lista de Presença dos Participantes do Estado, e resultado da avaliação dos participantes para cada um dos cursos de capacitação oferecidos ao longo da estruturação do projeto, a serem entregues até 15 dias após a realização de cada edição do curso. O relatório deve ser resultado das atividades: i. Duas edições de cursos, do início ao final do projeto, sendo que: 1. A duração de cada edição não deve superar 4 horas. 2. Os cursos não deverão ser ministrados com intervalo inferior a um mês entre duas edições e devem seguir as etapas do ciclo de vida da PPP 3. Deve-se considerar que os cursos deverão ocorrer nas dependências do Governo do Rio de Janeiro, com as expensas relativas ao espaço e recursos audiovisual custeadas pelo próprio governo; 4. Cada curso deverá considerar um grupo máximo de 30 pessoas; 5. Deve-se tentar, em regime de melhor esforço, que as mesmas pessoas estejam em todas as edições; DIMENSÃO Engajamento e Comunicação: A.16 Promover o engajamento dos principais atores envolvidos e impactados pelo projeto de PPP no PE Ilha Grande, de forma a mitigar riscos do projeto e ampliar seus potenciais benefícios A.16.1. Elaboração do Plano Estratégico de Engajamento dos principais atores envolvidos e impactados pelo projeto de PPP no PE Ilha Grande até 20 dias após o início do projeto. A elaboração do plano deve ser resultado das atividades: i. Consultas a documentos, pesquisas, conversas, entrevistas ii. Laudo antropológico descrevendo as inter-relações sociais no território do PE da Ilha Grande, assinado por especialista cadastrado na Associação Brasileira de Antropólogo; A.16.2. Implementação do Plano Estratégico de Engajamento dos principais atores envolvidos e impactados pelo projeto de PPP no PE Ilha Grande até 90 dias após o início do projeto, incluindo a matriz de riscos e mitigantes e sugestões de ações a serem 14 implementadas ao longo do ciclo de vida da PPP (até lançamento do Edital). A implementação do Plano deve ser resultado das atividades: i. Conversas com os principais atores envolvidos ou impactados pelo projeto, identificados pelo plano de engajamento, realizadas por profissional com habilitação técnica comprovada para realização de atividades de engajamento de stakeholders ii. Relatório com as principais preocupações, demandas e sugestões dos principais atores envolvidos e impactados pelo projeto de PPP, incluindo planejamento integrado de ações a serem realizadas com diversos atores durante todo período do Edital para engajamento de stakeholders, até 90 dias após o início do projeto, de forma a apoiar a construção do PMI (Procedimento de Manifestação de Interesse) e a adequada formulação dos objetivos, encargos e indicadores contratuais, com vistas a maximizar o impacto positivo do mesmo para a conservação e para a sociedade. Garantir um local para realização da reunião com as comunidades, previstas no item 16.2, será de responsabilidade do INEA e, portanto, a consultoria não deve prever custos de locação em sua proposta. A.17 Promoção de transparência à sociedade civil, de todas as fases do projeto A.17.1. Elaboração da V.1 Plano de Comunicação Aplicada ao Projeto em até 110 dias após o início do projeto, de forma a alinhar as diretrizes de comunicação sobre o projeto, sobre o Semeia e sobre os proponentes entre as diferentes consultorias que participarão das atividades. A elaboração do Plano de Comunicação deve ser resultado da atividade: i. Elaboração de Perguntas & Respostas para orientar a implementação das atividades de comunicação; ii. Alinhamento para que o plano paute a assessoria de imprensa do governo e todos os participantes e consultorias que integram o projeto A.17.2. Implementação de um canal simples digital de comunicação pelo Governo via facebook e ou website para ser lançado quando do lançamento do PMII (Procedimento de Manifestação de Interesse -mês 04), mantendo o mesmo ativo por 10 meses, garantindo a adequada transparência de todas as fases do projeto, do seu conteúdo, do andamento das atividades, dos resultados obtidos, e permitindo adequada interação com a sociedade civil organizada, nos limites do permitido pela legislação vigente. A implementação do canal de comunicação digital via facebook ou website, que deve comunicar explicitamente que tem como objetivo engajar na fase de estruturação do projeto da PPP, e deve ser resultado das atividades: i. definição das narrativas e do conceito; ii. alimentação semanal da ferramenta digital e ou website com informações sobre o projeto; iii. participação nas calls semanais de time, com duração de 4 horas, para ter conhecimento do andamento dos projetos e poder ter reflexões sobre as pautas a serem postadas; iv. sugestão das pautas para atualização semanal, a serem aprovadas pela Coordenação do Projeto (INEA); v. Criação dos conteúdos, textos e imagens simples a serem divulgados, após aprovação pela Coordenação do Projeto (INEA); vi. Respostas a críticas e comentários postados quando solicitam retorno, em no máximo 01 dia útil após a postagem pelo autor; 15 A.17.3. Relatórios mensais das métricas do facebook e ou website, incluindo gráficos e considerando mensurações como: (i) número de likes acumulado do início do projeto até a data do relatório, se mídia social; (ii) número de likes do último mês reportado (iii) número de alcances acumulado do início do projeto até a data do relatório; (iv) número de alcances do último mês reportado ;(v) Principais tópicos comentados/criticados/levantados/elogiados por quem interagem com as ferramentas; (vi) riscos percebidos; (vii) número de interações na ferramenta; (viii) número de respostas dadas e tempo médio de resposta; (xix) outras métricas tradicionalmente utilizadas para mensuração da ferramenta e ou mídia escolhida para garantir transparência e interação da sociedade com projeto. DIMENSÃO: Gestão e Integração da Modelagem A.18 Garantir a gestão integrada de todos os elementos que compõem esse Projeto A.18.1. Gestão do Cronograma, Produtos e Prazos (PMO) garantindo reuniões semanais de duração de 4 h, que devem ser presenciais preferencialmente uma vez por mês, envolvendo todas as consultorias da modelagem, ao longo de todo o ciclo de duração do projeto (da contratação dos serviços até a finalização das manualizações ou mediante a interrupção formal do projeto, caso ocorra antes do prazo previsto). A integração envolve gestão do cronograma integrado de todos os produtos do projeto, de todas as consultorias, a gestão de agendas, marcação de reuniões, cobrança de produtos, e todas outras funções tradicionalmente atribuídas a um PMO (Project Manager Officer). A gestão deve prever, obrigatoriamente, as seguintes atividades: (i) Relatório prevendo as atribuições e competências de cada entidade privada e pública envolvida no projeto, suas interfaces e desenho de fluxo de informações entre estes e a sua temporalidade (ii) Criação, monitoramento e acompanhamento do Plano de Trabalho, cronograma de atividades, reuniões, produtos e marcos do projeto; (iii) Definição das pautas prioritárias para os calls semanais entre as equipes de consultorias e registro e compartilhamento dos encaminhamentos e deliberações; (iv) Facilitação da interação entre as diferentes consultorias envolvidas no projeto, para garantir andamento do mesmo; (v) Gestão, organização e upload dos documentos, e-mails, agendas e todos utilizando-se em um portal centralizado de gestão de projetos que garanta acesso a todos os membros da equipe, e que será viabilizado pelos Parceiros do Instituto Semeia; (vi) Agendamento das Reuniões entre equipe de consultorias e entre Comitê de Estratégia e Núcleo Executivo do Projeto, em articulação com o Coordenador Executivo do Projeto; (vii) Apoio na elaboração dos documentos de Apresentação para as reuniões com o Comitê de Estratégia, Reuniões de Consulta Pública, Reuniões com o Setor Privado e demais reuniões necessárias para a viabilização do projeto. (viii) Registro de Atas das Reuniões realizadas A.18.2. Integração do Conteúdo Projeto, considerando as demandas, produtos e documentos requeridos e produzidos pelas diferentes consultorias, sinalizando os pontos críticos, e favorecendo a continuidade do Projeto no prazo estimado, garantindo que ao final sejam produzidos os produtos finais, com alta qualidade. 16 5. ENQUADRAMENTO LEGAL DO PROJETO O Parque Estadual Ilha Grande está inscrito no Cadastro Nacional de Unidades de Conservação do Ministério do Meio Ambiente e, portanto, está apt0 a receber benefícios oriundos da Compensação Ambiental (§1 do Art. 11da Resolução CONAMA 371/2006). Além disso, as atividades aqui propostas se enquadram na legislação vigente, através da implantação dos segmentos prioritários dos planos de manejo em andamento; aquisição de bens e serviços necessários à implantação, gestão, monitoramento e proteção da unidade, compreendendo sua área de amortecimento; (Art. 36 da Lei 9.985/2000, Inciso II, III do Art. 33 do Decreto 4.340/2002). Diversos serão os marcos regulatórios que embasarão a estruturação desse projeto, dentre os quais merecem destaque, neste momento: Decreto Nº 42.483 de 27 de Maio De 2010: Estabelece Diretrizes para o uso público nos Parques Estaduais administrados pelo Instituto Estadual do Ambiente - Inea e dá outras providências. Decreto Nº. 36.930 de 14 de Fevereiro de 2005: Institui regulamentação para uso da imagem das Unidades de Conservação da Natureza do Estado do Rio de Janeiro subordinadas a Fundação Instituto Estadual de Florestas – IEF/RJ Lei Federal 11.079 de 30 de Dezembro de 2004: Institui normas gerais para licitação e contratação de parceria público-privada no âmbito da administração pública Lei Estadual 5068 de 10 de Julho de 2007: Institui o Programa Estadual de PPP do Estado do Rio de Janeiro Decreto 43.277 de 07 de Novembro de 2011: Regulamenta o "procedimento de apresentação, análise e aproveitamento de propostas, estudos e projetos apresentados pela iniciativa privada para inclusão no Programa Estadual de Parcerias Público-Privadas – PROPAR Plano de Manejo na íntegra do Parque Estadual da Ilha Grande (aprovado pela Resolução Inea nº 39, de 17 de agosto de 2011) 6. LOCALIZAÇÃO E CONTEXTO Este projeto abrange o Parque Estadual da Ilha Grande (PEIG) e beneficia todas as unidades de conservação de proteção integral do Estado do Rio de Janeiro Depois do descobrimento do Brasil várias expedições foram realizadas no litoral brasileiro. Existem vários registros históricos manuscritos especificamente sobre a Ilha Grande. Os índios Tupinambás (que denominavam a Ilha Grande como “Ipaum Guaçu”) eram seus habitantes à época do descobrimento. A Ilha foi parte do território da nação dos índios Tamoios que abrangia áreas de Cabo Frio/RJ e de Ubatuba/SP. Anterior a isso, há registro de cerca de 3.000 anos de ocupação da Ilha pelo povo do sambaqui. Ainda hoje é possível encontrar rochas próximas às praias e rios onde povos índios primitivos afiavam e poliam seus instrumentos, conhecidos como amolares. Piratas procuravam a Ilha para se acomodar durante os períodos de perseguição, pois na Ilha havia água e madeira disponível. A Ilha foi palco de atividades do contrabando de escravos. A produção nas Minas Gerais e a distribuição do comércio de pedras preciosas tinham protagonismo significativo dos escravos contrabandeados via Ilha Grande. Os holandeses e os franceses marcaram presença em Ilha Grande nos séculos XVII e XVIII, respectivamente, quando tiveram conflitos com os habitantes da ilha. A proximidade da ilha com o porto de Paraty também era um ponto favorável para presença estrangeira. Ataques de embarcações argentinas contra as fazendas de Dois Rios, Castelhanos e enseada das Palmas fracassaram diante da defesa de fazendeiros, moradores locais e grupos militares em serviço na Ilha. 17 Nos séculos seguintes, grande área da Mata Atlântica foi desmatada para se implantar os cultivos da cana de açúcar e café. Com o declínio do café e o fim do tráfico de escravos iniciou a decadência na região. O Lazareto da Ilha Grande foi construído em 1884 para controle da propagação de epidemias através dos portos brasileiros. Afastados do continente, seus edifícios possibilitavam a vigilância contínua dos internos, que eram submetidos a um regime distinto de isolamento conforme a classe que ocupavam nos navios. Diversas obras foram realizadas no Lazareto da Ilha Grande, entre elas a construção da represa e do aqueduto, em 1893. Este último, que permitiu a chegada abundante de água ao complexo, foi considerado obra monumental, orgulho da engenharia brasileira, todo ele construído em granito e tijolos de primeira qualidade. Nos dias atuais, o aqueduto pode ainda ser admirado. Com cerca de um século de colônia penal na Ilha Grande, desde 1893 quando foi instalada Colônia Correcional, que funcionou por dois anos e depois foi reaberta, no mesmo local como “Colônia Correccional de Dois Rios”, sendo que desta vez com um aparato administrativo bem mais complexo (Santos, 2004). Em 1942 o Lazareto foi recuperado e converteu-se na Colônia Penal Cândido Mendes na região de Abraão. Como Colônia Penal serviu de presídio a pessoas julgadas por crimes comuns. Depois passou a receber presos comuns que estavam na Colônia de Dois Rios, a fim de que essa última abrigasse os presos políticos da II Grande Guerra Mundial. É sabido também que políticos, espiões, colaboradores de governos estrangeiros e célebres escritores passaram períodos de suas vidas na Colônia de Dois Rios. Alguns acabaram estabelecendo-se definitivamente na Ilha, outros deixaram para a posteridade, em seus livros, as amargas recordações do cativeiro. Dentre eles estão os escritores Graciliano Ramos e Orígenes Lessa e os revolucionários, Flores da Cunha, Agildo Barata entre outros. A Colônia Penal foi destruída por implosão, com todos os seus prédios históricos, em 1962, por ordem do então governador Carlos Lacerda. Já a de Dois Rios foi desativada somente em 1994. No decorrer de todos os ciclos econômicos, a pesca nunca deixou de ser praticada na Ilha Grande. A intensificação da pesca veio substituir a agricultura decadente, tendo início nos anos de 1930, com a salga de peixe realizada por imigrantes japoneses, embora a introdução do processo tenha sido feita por imigrantes gregos. No auge da bonança, na década de 1950, 25 fábricas de beneficiamento de pescado (“fábricas de sardinha”), estavam funcionando na ilha, como em Abraão, Bananal e Matariz. A pesca de sardinha para abastecer as fábricas foi tão intensa, que levou os cardumes ao colapso, provocando um rápido declínio da atividade já nos anos de 1970 e 1980. As fábricas foram gradualmente fechadas, até que a última encerrou suas atividades em 1992. Além da pesca e da maricultura, e como resultado deste processo e dos diversos ciclos econômicos e impactos gerados, atualmente, o turismo destaca-se como uma das atividades produtivas da Ilha Grande como a atividade que mais gera emprego e renda à população de algumas comunidades. A Ilha possui cerca de 120 equipamentos de hospedagens, conforme inventário turístico realizado pela Prefeitura de Angra dos Reis. Dentre os pontos de acesso à Ilha Grande destacam-se Angra dos Reis (sede), além de Mangaratiba (sede e Conceição de Jacareí). Nesse cenário, destaca-se a visitação ao Parque Estadual da Ilha Grande, além de passeios de barco ao redor da Ilha. Embora haja um grande número de trabalhos sobre a Ilha Grande, faz-se necessária a sistematização com devida análise crítica sobre os diversos e inúmeros equipamentos turísticos locais, suas características de operação e funcionamento visando o ordenamento da visitação e estratégias de controle construídas coletivamente e sua operacionalização viável. 18 TABELA 1 - Características do Parque Estadual da Ilha Grande Parque Estadual da Ilha Grande - PEIG Características Grupo Proteção Integral Propriedade da terra Pública Permitida para fins Educacionais e de lazer Visitação Pública Preservar ecossistemas de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisa científica, de atividades educacionais e de interpretação ambiental, recreação e turismo ecológico, por meio do contato com a natureza. Decreto Estadual nº 15.273, de 28/06/71 Decreto Estadual nº 2.061, de 25/08/78 Decreto Estadual nº 2.648, de 13/08/79 12.072 Objetivo Legislação Hectares Fonte: Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza – SNUC e INEA. Parque Estadual da Ilha Grande Criado em 1971, pelo Decreto Estadual nº 15.273, o Governo do Estado tem dedicado especial atenção ao Parque, tendo estabelecido o Programa de Fortalecimento do Parque Estadual da Ilha Grande, cuja primeira iniciativa foi ampliar sua superfície em quase 3 vezes, entre 1978 e 2007 (de 4.330ha para 12.072ha). O território do Parque Estadual da Ilha Grande (PEIG) atualmente abrange 68% da área terrestre da Ilha Grande. Desde então, o programa vem propiciando diversas melhorias na infraestrutura e na capacidade operacional da UC. O Parque Estadual da Ilha Grande (PEIG) constitui-se em uma área geográfica insular, dotada de atributos naturais excepcionais, inserida no bioma Mata Atlântica e possuindo em seus limites, ecossistemas naturais diversificados e bastante significativos. O PEIG desenvolve parceria com o Centro de Estudos Ambientais e Desenvolvimento Sustentável (CEADS) administrado pela UERJ, que está localizado no lado oceânico da Ilha Grande. O CEADS é responsável por projetos ambientais distribuídos em diversas áreas de conhecimento resultando no aumento da quantidade e qualidade da produção científica da Universidade e no aprofundamento do conhecimento dos ecossistemas da Ilha Grande. Destinam-se a essas áreas fins científicos, culturais, educativos, espirituais, recreativos e, criados e administrados pelo Governo Estadual, constituem-se bens de uso comum do povo, auxiliando no desenvolvimento regional, cabendo às autoridades, motivadas pelas razões de sua criação, preservá-los e mantê-los protegidos. Seu objetivo principal é a proteção dos ecossistemas naturais contra quaisquer alterações que os desvirtuem. Entre as principais áreas brasileiras apontadas como centro de diversidade biológica e endemismo, destacamos o estado do Rio de Janeiro que, paradoxalmente à riqueza biológica, constitui uma região sob forte pressão antrópica. Nesse cenário, o Parque Estadual da Ilha Grande que protege a bacia hidrográfica da Baía da Ilha Grande destaca-se por sua importância como: Componente do Corredor Ecológico da Serra do Mar e do Mosaico de Unidades de Conservação da Serra da Bocaina; Refúgio Pleistocênico, Núcleo Histórico e Patrimônio Cultural da Humanidade; Santuário ecológico, estando incluída na Reserva da Biosfera da Floresta Atlântica pela UNESCO desde 1992; e 19 Área de preservação da biodiversidade tropical insular, uma das mais vulneráveis e ameaçadas da Terra. A proteção de Ilhas tem chamado a atenção dos governos e da comunidade científica mundial. Convenção da Biodiversidade estabeleceu o Programa de Trabalho de Biodiversidade Insular, adotado na Decisão VIII/1 da oitava reunião da Conferência das Partes realizada em Curitiba em março de 2006. Pertence ao seleto grupo dos parques insulares marinhos, com grande apelo e carisma junto à sociedade internacional. O PEIG pertence ao grupo onde se inscrevem parques nacionais famosos das Américas como Fernando de Noronha (11.270 ha) e Abrolhos (88.246 ha) no Brasil, Galápagos (Equador), Rapa Nui (Ilha de Páscoa, Chile), Ilhas Virgens (EUA), del Este – Isla Saona (República Dominicana) e Ilha do Príncipe Eduardo (Canadá), dentre outros. No Brasil, reúne ainda os Parques Estaduais paulistas de Ilha Bela (27.025 ha), Cardoso (13.600 ha) e Anchieta (828 ha) e o paranaense Ilha do Mel (338 ha). O PEIG contribui para o gerenciamento costeiro nacional protegendo costões rochosos, manguezais e praias do ecossistema marinho da Baia de Ilha Grande, cuja prioridade de proteção é considerada Extremamente Alta pelo Ministério do Meio Ambiente. Com isso essa Unidade de Conservação protege este destino turístico internacional, assegurando condições para que cidadãos do mundo inteiro possam apreciar o patrimônio paisagístico, natural e cultural e aproveitar as oportunidades de recreação, esporte e aventura de um local especial do planeta. Figurando entre as mais belas e atraentes ilhas tropicais do planeta junto com as ilhas do Caribe e do Pacífico, a Ilha Grande tem se firmando como um destino turístico internacionalmente conhecido, impondo-se no cenário mundial mesmo sem qualquer campanha oficial de divulgação e marketing, impulsionado mais recentemente pela inclusão no Guia Lonely Planet e pela divulgação espontânea via internet. A beleza de sua paisagem e ecossistemas e as diversas oportunidades de recreação, esporte e aventura, têm atraído muitos turistas estrangeiros, em especial da Europa e América do Norte. Pacotes vendidos no exterior já incorporam a Ilha Grande em passeios que incluem as cidades de Rio de Janeiro e Parati. A Ilha Grande é uma das maiores do Brasil, ao lado das Ilhas Bela (SP), São Luís (MA), Vitória (ES) e Santa Catarina (SC), sendo 12 vezes maior que Fernando de Noronha, outro destino em franca expansão. Em relação ao Caribe, sua área é semelhante à de Aruba, superando em tamanho as seguintes ilhas: Anguilla, Barbuda, British Virgin Islands, Saba, St Barthélemy, St Eustatius, St Kitts e Nevis, St Martin e Guanadines. Em 2007, a prestigiada revista internacional de turismo e viagem National Geographic Traveler convidou 522 especialistas em turismo sustentável para avaliar ilhas com as quais já estavam familiarizados, usando critérios como qualidade ambiental, integridade social e cultural, condição de prédios históricos e sítios arqueológicos, apelo estético, políticas de turismo e expectativas para o futuro. A Ilha Grande figurou em 30º lugar em uma lista que avaliou o grau de preservação de 111 ilhas pré-selecionadas. Apenas duas Ilhas do Caribe pontuaram mais que a Ilha Grande: Dominica e Granadines. A Ilha Grande ficou a frente de ilhas famosas como St. John, U.S. Virgin Islands, Seychelles, Anguilla (U.K.), Cook Islands, Prince Edward Island (Canada), Réunion (France), St. Vincent, Hawaii (Big Island), Tobago, Solomon Islands, Martinique (France) e Corfu (Greece). O Parque Estadual da Ilha Grande possui indiscutivelmente belezas naturais muito apreciadas tanto por turistas nacionais como internacionais que combinam seus roteiros entre as praias, montanhas, a floresta e outros atrativos ofertados pela Ilha. A visitação no PEIG tem ficado progressivamente melhor nos últimos anos graças à sua crescente estruturação. Localizado no município de Angra dos Reis (Ilha Grande) é um dos destinos turísticos indutores segundo a classificação do Ministério do Turismo e faz parte do Pólo Litoral do Programa de Desenvolvimento do Turismo do Estado do Rio de Janeiro. 20 7. ARRANJO INSTITUCIONAL Organização Secretaria de Estado do Ambiente – SEA Instituto Estadual do Ambiente - Inea SEMEIA Instituições contratadas Principais funções no projeto Liderança Estratégica Coordenador e Proponente Liderança Estratégica – Instituição Parceira Executores Para a execução do objeto do presente Projeto, foi definida a seguinte Estrutura de Governança, detalhada diagrama no diagrama abaixo. I – A Liderança Estratégica exercida pelo Secretário de Estado da SEA e pela Diretoria Executiva do SEMEIA. Cabe a Liderança Estratégica: Supervisionar o Projeto Garantir o êxito dos estudos, liderando iniciativas para resolução de possíveis entraves Apoiar a reformulação/criação de marcos regulatórios, se necessário Promover o alinhamento com demais secretarias, institutos, órgãos envolvidos na temática, que se façam necessários Apoiar o Coordenador Executivo dos Estudos nas articulações necessárias Participar de reuniões do Comitê de Direcionamento a cada 30-45 dias até conclusão do projeto. II – A Coordenação, exercida pelo INEA, na figura de um Coordenador Executivo Setorial. Cabe a Coordenação coordenar o Projeto, a relação com FUNBIO, a relação com os consultores e reportar para a Liderança Estratégica e Engajar ativamente a Procuradoria, autarquias e outros órgãos que se façam necessários, de forma a garantir o êxito na realização do projeto III – O Comitê de Direcionamento, integrado, no mínimo, pela Liderança Estratégica e pelo Coordenador Executivo. O Secretário pode estender o convite para que indivíduos de outras instituições do Estado, ou instituições relevantes para a execução dos estudos, participem das reuniões do Comitê. O objetivo do comitê é assegurar o alinhamento e interlocução entre todas as partes envolvidas direta e indiretamente na execução desse Projeto As funções do Comitê são: (i) Acompanhar a evolução do Projeto e o cumprimento das metas por período; (ii) Tomar as decisões estratégicas que se façam necessárias para garantir uma modelagem de concessão que melhor atenda aos interesses públicos; (iii) Dar apoio e costurar o apoio político necessário para a criação/reformulação dos marcos regulatórios que se façam necessários para a implementação da modelagem; (v) Assegurar a transparência no desenvolvimento institucional do projeto, em alinhamento com as diretrizes de Comunicação do Projeto; (vi) Analisar a melhor condução do projeto, sob o ponto de vista dos principais stakeholders. O Secretário de Estado da SEA poderá estender o convite para participação no Comitê de Direcionamento a representantes de outros órgãos ou instituições públicas do Estado, ou ainda, a representantes de instituições privadas ou do Terceiro Setor, cuja participação seja considerada relevante para fins de realização desse projeto 21 22 8. CRONOGRAMA MENSAL 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 CONSULTORES CAP 1 - MANUAL ESTRUTURAÇÃO DOCUMENTO PMI (4 meses) e FUNDO GARANTIDOR 14 15 16 17 CAP 2- MANUAL MINUTA PREVIA CONTRATO E EDITAL E ANEXOS 18 19 20 21 22 23 24 WORKSHOP CAP 3- MANUAL PERÍODO DE ANÁLISE DOS ESTUDOS RECEBIDOS REUNIÕES DE ATIVAÇÃO DO SETOR PRIVADO MINUTA FINAL CONTRATO E EDITAL E ANEXOS ACOMPANHAMENTO JURÍDICO DA LICITAÇÃO CURSOS DE CAPACITAÇÃO GOVERNO PUBLICA PMI , DECRETO FUNDO GARANTIDOR E MARCOS REGULATÓRIOS ESSENCIAIS AO PROJETO GOVERNO 13 GOVERNO APROVA RELATÓRIO TÉCNICO DE JUSTIFICATIVA DOS ESTUDOS RECEBIMENTO DOS ESTUDOS DO PMI FEEDBACK PROCURADORIA CONSULTA PÚBLICA, ENCAMINHAMENTOS E REVISÃO EDITAL AUDIÊNCIA PUBLICA PUBLICAÇÃO EDITAL Recebimento Propostas HOmologação< Habilitação, Assinatura Contrato, OS GOVERNO APROVA METAS DE REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA E CUMPRE METAS MENSAIS ATÉ PUBLICAÇÃO DO EDITAL SETIOR PRIVADO MIDIA SOCIAL OU WEBSITE PARA TRANSPARÊNCIA E ENGAJAMENTO TEMPO PARA PRIVADOS FORMULAREM ESTUDOS (6 mes es ) 8.1 CRONOGRAMA DE ATIVIDADES, PRAZOS E FORMA DE PAGAMENTO O prazo total do contrato é de 24 meses, porém os produtos das diferentes consultorias possuem prazos distintos de finalização, conforme previsto nos TDRs específicos. Portanto, cada consultoria deve se ater aos produtos e prazos de entrega definidos em seus TDRs, sendo o contrato de vigência de 24 meses por se tratar do prazo de conclusão previsto para o projeto como um todo, até a entrega do último produto, pela última consultoria. Todos os pagamentos serão efetuados após a aprovação de cada etapa, em no máximo 10 dias úteis, contra a apresentação e aceite da fatura/ nota fiscal dos serviços prestados pela contratada, após apreciação e aprovação dos produtos relacionados e emissão do Termo de Recebimento e Aceite de cada etapa pela Diretoria de Biodiversidade e Áreas Protegidas - DIBAP/Inea. A 23 proposta apresentada deverá estar de acordo com as medições periódicas (tabela abaixo). Existem gatilhos que devem ser disparados para que a consultoria tenha a permissão para avançar na estruturação de novos produtos previstos nos TDRs. Os gatilhos são: (i) A Publicação efetiva do PMI pelo Estado, (ii) O recebimento efetivo de propostas do setor privado por ocasião da publicação do PMI, e (iii) a publicação do Edital. Caso esses fatos não ocorram, entende-se que os gatilhos não foram disparados e, portanto, os consultores não devem avançar na estruturação dos produtos que são sinalizados como condicionados aos gatilhos, sob o risco de não serem remunerados pela entrega dos mesmos. A relação de produtos que são condicionados aos gatilhos é vista nas tabelas abaixo, em colorações: 24 Metas/Resultados Esperados/Produtos Indicadores/Produtos 1 2 3 4 5 6 Meses 9 12 13 14 15 18 21 % A.4 Relatórios com Levantamento da Situação Atual e das Expectativas do Governo para o PMI (Procedimento de Manifestação de Interesse) A.4.1. Relatório do status e das intenções de Relatório finalizado 7,72% regularização fundiária A.4.2. Relatório do status e das intenções de conservação da biodiversidade e do Relatório finalizado 7,72% patrimônio histórico cultural, A.4.3. Relatório do Status e das Intenções em Relatório finalizado 7,72% Infraestrutura A.4.4. Relatório do Status e das Intenções de Relatório finalizado 7,72% Visitação e Uso Público A.4.5. Relatório do Status e das Intenções de Relatório finalizado 7,72% Desenvolvimento Socioeconômico do Entorno 38,62% A.5 Apoio para Instrução dos Processo de Regularização Fundiária A.5.1. Relatório de Vistoria das áreas Relatórios definidas no Relatório de Expectativas de Finalizados Regularização Fundiária 40,17% 8,36% A.6 Estruturação do Documento do PMI - (Procedimento de Manifestação de Interesse) Texto Final A.6.1. Texto Final do PMI entregue A.9 Análise de Propostas do PMI A.9.1. Relatório contendo os pontos positivos de cada proposta recebida Relatório Entregue A.9.2. Reunião com entidades públicas e privadas envolvidas no Projeto Reunião Realizada conforme especificações **6,73% 7,72% 7,72% 7,72% 7,72% 7,72% 8,38% 8,36% 8,36% 40,17% 7,3% 7,3% 7,3% 6,68% A.10 Corpo do Edital e seus anexos, e Minuta do Contrato A.10.2. Anexos e outras informações que Minuta Preliminar subsidiam o corpo do Edital Entregue A.13 Workshop Finalização dos Trabalhos A.13.1. Workshop para entidades públicas e Workshop privadas envolvidas no projeto Realizado Percentual Total 5,01% 5,01% 1,67% 1,67% 5,01% 5,01% 5,01% 2,17% 2,17% 2,17% 100% PRODUTOS CONDICIONADOS À PUBLICAÇÃO DO PMI PELO ESTADO PRODUTOS CONDICIONADOS A RECEBIMENTOS DE ESTUDOS NO PMI PRODUTOS CONDICIONADOS A PUBLICAÇÃO DO EDITAL 25 9. HABILITAÇÃO TÉCNICA A empresa Consultoria Técnica Operacional a ser contratada deverá ter experiência em Consultoria de planejamento territorial e experiência de mais de três anos em projetos de grande porte envolvendo turismo em unidades de conservação, definição de indicadores de gestão ambiental e conservação, concessão em UCs, monitoramento da qualidade ambiental e análises econômicas de serviços ecossistêmicos. Segue abaixo o quantitativo e a qualificação dos profissionais que deverão fazer parte da equipe apresentada pela empresa contratada para atender a execução deste termo de referência. As empresas são encorajadas a nomear um suplente para cada profissional indicado, que deve apresentar as mesmas qualificações e estar apto para substituir o profissional indicado em eventuais necessidades: Características da Empresa Experiência Prévia em Modelagem Econômica de Consultoria Concessões e ou PPPs Econômico e Experiência Prévia na integração Integradora de projetos de Concessões e ou PPPs Características da Equipe 02 Profissionais Sênior que, conjuntamente, tenham experiência aplicada de no mínimo 05 anos em concessões e PPPs e em modelagem econômica de projetos de PPP Profissional Júnior com capacidade e experiência comprovada de exercer a função de PMO 1.Advogado e Sócio Sênior com experiência aplicada de no mínimo 10 anos na área em questão 2.Advogado Sênior com experiência aplicada em no mínimo 05 anos 3.Advogado Júnior, capaz de realizar o acompanhamento jurídico das ações necessárias para garantir a revisão e formulação dos marcos regulatórios para o projeto bem como instrução de processos administrativos de regularização ambiental Consultoria Jurídica Experiência Prévia em Modelagem Jurídica de Concessões ou PPPs Consultoria Técnica Operacional Equipe Multidisciplinar incluindo no mínimo: 1.Coordenador Técnico: Profissional Sênior com mais de 5 anos de experiência comprovada em processos de Planejamento Territorial em Unidades de Conservação, Turismo Sustentável e Análise Econômica de Serviços Ecossistêmicos. Doutorado em Geografia, Engenharia Ambiental, Biologia da Conservação, Turismo Sustentável, Administração Pública ou áreas afins Consultoria de planejamento 2.Especialista em Biologia da Conservação: Profissional Sênior com territorial com experiência de mais de 5 anos de experiência comprovada em biologia da mais de três anos em projetos conservação, com foco no Bioma Mata Atlântica e ambientes de grande porte envolvendo costeiros. Doutorado em Biologia da Conservação, Ecologia ou áreas turismo em unidades de afins conservação, definição de 3.Especialista em Sistemas de Informações Geográficas: Profissional indicadores de gestão ambiental pleno com mais de 3 anos de experiência comprovada na coleta, e conservação, concessão em sistematização e publicação de mapas voltados para a conservação UCs, monitoramento da em UCs com o uso de Sistemas de Informações Geográficas. qualidade ambiental e análises Graduação ou Mestrado em Geografia, Ecologia, Engenharia econômicas de serviços Ambiental ou áreas afins. ecossistêmicos. Experiência 4.Especialista em Uso Público de Unidades de Conservação: prévia no relacionamento e Profissional pleno com mais de 3 anos de experiência comprovada engajamento de comunidades em planejamento e gestão de atividades de uso público em do entorno Unidades de Conservação. Graduação em Biologia, Geografia, Turismo, Gestão Ambiental ou áreas afins. 5.Assistente de Campo: Profissional júnior com experiência de no mínimo 1 ano em atividades de coleta de dados em campo em Unidades de Conservação com uso de GPS e assistência na organização de dados de pesquisas de campo. Graduação em Biologia, Geografia, Turismo, Gestão Ambiental ou áreas afins 26 6.Assistente de Mobilizações: Profissional júnior com experiência de no mínimo 1 ano em atividades de mobilização e discussões participativas de planejamento territorial em Unidades de Conservação. Graduação em Biologia, Geografia, Turismo, Gestão Ambiental ou áreas afins. Consultoria em Comunicação e Engajamento de Stakeholders Experiência Prévia na Criação, Design e Gestão de Midias Digitais e Midias Sociais Experiência Prévia na implementação de Plano Estratégico de Engajamento de Stakeholders Experiência Prévia em Consultoria Capacitação para agentes em públicos e privados, em temas Capacitação relacionados a concessões e ou Especializada PPPs Engajamento: 1.Gestor Sênior com experiência e habilidades para gestão integrada do plano de engajamento de stakeholders, incluindo identificação e mitigação de riscos; identificação e estratégia de atuação frente as estruturas de poder vigentes 2. Analista Sênior com experiência e habilidades para apoiar a implementação de plano de engajamento de stakeholders Mídias Sociais 1.Analista Pleno , com experiência e habilidade na criação e design de estratégia e conteúdo para mídias digitais Profissional Sênior com experiência aplicada de no mínimo 05 anos nas especialidades sugeridas para os cursos OBS: A troca de membros da equipe, em relação a equipe designada por ocasião do envio da proposta, somente será aceita por alguém com curriculum e experiência comprovadamente melhor ou igual a do profissional designado inicialmente. 10. INFORMAÇÕES IMPORTANTES A SEREM CONSIDERADAS O Instituto Semeia é parceiro do INEA neste projeto. As consultorias devem prever, durante todo o período de vigência do projeto, calls semanais, de duração de 4h por Semana, para que seja feita a discussão integrada entre todos os consultores, liderada pela consultoria integradora e com a participação do Instituto Semeia. As consultorias devem prever a realização de uma reunião a cada 45 dias, de aproximadamente 2horas e a ser realizada na cidade do Rio de Janeiro, nos primeiros 04 meses, com o Comitê de Liderança do projeto, constituído pela Secretaria de Meio Ambiente, INEA, Semeia e Representante da Câmara de Compensação Ambiental do Estado do RJ. Após esse período, as reuniões ocorrem a cada 02 meses, até o lançamento do Edital. Nessas reuniões, apenas um membro de cada consultoria terá seus custos diretamente absorvidos pelo Instituto Semeia. Os custos de viagem e deslocamento serão pagos diretamente pelo Instituto Semeia que como interveniente do contrato comprará diretamente as passagens e organizará a acomodação dos consultores, quando necessário, para viabilização das atividades. Para tanto, as viagens devem ser previamente aprovadas pelo Instituto Semeia e serão feitas exclusivamente mediante identificação da real necessidade da viagem, para fins de execução dos objetivos desse projeto. 27 Os custos relacionados as passagens aéreas, estadias e deslocamentos dos consultores em viagens relacionadas ao projeto, para fins de execução desse TDR, excetuando-se as necessárias para realização do módulo de capacitação (dois cursos) devem ser apresentados em formulário separado, que será avaliado diretamente pelo Instituto Semeia. Todas as notas fiscais emitidas para fins das atividades desse projeto, cujas despesas forem arcadas pelo Instituto Semeia, devem obrigatoriamente ser emitidas em favor e com o CNPJ do Instituto Semeia, sob a pena de não haver ressarcimento das despesas aos consultores. A remuneração das consultorias na fase de avaliação das propostas recebidas no PMI (Procedimento de Manifestação de Interesse), expressas no item A.9, deve prever até 03 estudos recebidos, para serem analisados por cada consultoria, em sua área de expertise. Atrasos que vierem a ocorrer decorrentes da impossibilidade de entrega de funções de órgãos públicos não devem implicar na penalização das consultorias. Se os atrasos ultrapassarem o período de 2,5 meses, os consultores não são desobrigados a estarem prontamente disponíveis para atender ao projeto, após reinicio. Os profissionais que irão integrar o time da consultoria contratada deverão atender ao critério mínimo descrito no item 9 (Habilitação Técnica) e somente poderão ser substituídos atendendo aos mesmos requisitos e com prévia aprovação do INEA. Este TDR envolve a atuação coordenada de diferentes consultorias e depende da boa articulação da consultoria integradora para que o fluxo de trabalho seja eficiente. A consultoria Jurídica será responsável direta por todo componente de natureza jurídica desse trabalho, tal como expresso no descritivo deste TDR e nas tabelas de custo hora/componente. Ao iniciar, o projeto contará com diretrizes de comunicação fornecidos pelo INEA e Semeia, que serão apresentadas para orientar todas as consultorias envolvidas no projeto, e que devem ser respeitadas pelas mesmas. O INEA deve fornecer todo apoio logístico para a realização das atividades do item A.5.1 , depende este incluir preferencialmente o deslocamento em uma viatura do INEA acompanhado dos gestores e funcionários de campo (INEA) e caso não seja possível, amenos obrigatoriamente o INEA deverá disponibilizar seus Gestores e funcionários de campo para acompanhar a visita. No caso do INEA não fornecer isso, pode ser necessário um aditivo contratual para seleção de colaboradores adicionais, que conheçam a realidade fundiária da Ilha Grande O INEA fornecerá o local para realização de reuniões com as comunidades na Ilha Grande, não devendo as consultorias técnica ou de engajamento, prever despesas de locação de acomodações para esses fins O cronograma físico financeiro do projeto estabelece gatilhos, que, uma vez acionados, disparam o mandato para que os consultores iniciem seus trabalhos para a produção dos produtos e atividades do período. Os gatilhos são: a publicação do PMI (Procedimento de 28 Manifestação de Interesse), o recebimento de ao menos um estudo de atores privados no PMI e a publicação do Edital, conforme estabelece o cronograma físico financeiro. 10.1 Obrigações do INEA: PRESTAR as informações e os esclarecimentos que venham a ser solicitados, bem como disponibilizar-se para reuniões; SUPERVISIONAR e acompanhar o desempenho dos serviços e suas etapas, assim como convocar a qualquer momento o executor do projeto para prestar esclarecimentos ou sanar dúvidas; AVALIAR produtos de cada etapa em até dez dias, no máximo, a contar da data de recebimento dos mesmos; ESTAR disponível para realizar reuniões com a contratada para definição das tarefas e ajustes de cronograma necessários ao longo do contrato. 10.2 Obrigações da contratada: ESTAR durante a execução dos serviços em contato com a equipe da GEPRO e do contratante para troca de informações e orientações técnicas, definição de tarefas, prazos e critérios para aprovação, adequação de estudos à execução e agendar visita técnica; REALIZAR o serviço objeto deste estudo dentro da boa técnica e em conformidade legal e fornecer sempre que solicitado informações e documentos necessários ao desenvolvimento do serviço; GARANTIR a dedicação plena da equipe apresentada no escopo deste projeto, a fim de que sejam alcançados os resultados esperados; APRESENTAR na proposta preço global contendo todos os componentes do custo, inclusive gastos com passagens, diárias, combustível, cópias, plotagens, bem como quaisquer gastos oriundos de obrigações e encargos fiscais, tributários, trabalhistas e previdenciários; o Os custos envolvendo passagens, diárias, combustíveis devem ser enviados em formulário separado que será repassado para avaliação do Instituto Semeia, e não ultrapassar os valores definidos como máximos pelo instituto OBEDECER todas as indicações da seleção e do contrato jurídico na execução dos serviços; CUMPRIR todas as diretrizes, realizar todas as tarefas e entregar todos os produtos deste TdR para o contratante. 10.3 Obrigações da contratante Realizar o contrato Receber os produtos e encaminha-los para o INEA Pagar após aprovação dos produtos 29 11. ANEXO 1 - CUSTO HORA / COMPONENTE A empresa deverá apresentar cronograma físico financeiro constando valor homem/hora de toda sua equipe (devendo integrar o corpo mínimo solicitado no item 9). Abaixo encaminhamos uma sugestão de tabela ficando a empresa livre para apresentar em outro modelo CONSULTORIA TÉCNICA Consultoria Produto Tempo de Execução Nível Profissionais Hora/Mês/Profissional Período Horas Totais Obse rvaç ões Valor Hora Valor Total Consultoria Técnica A.4 Relatórios com o Levantamento da Situação Atual e das Expectativas do Governo para o PMI A.5 Apoio para Instrução dos Processos de Regularização Fundiária Consultor Técnico A.6 Estruturação do Documento do PMI A.9 Análise das Propostas Recebidas no PMI A.10 Corpo do Edital e seus Anexos, e Minuta do Contrato A.13 Workshop Finalização dos Trabalhos 30 12. ANEXO 2 - CRONOGRAMA FÍSICO FINANCEIRO PRODUTOS CONDICIONADOS À PUBLICAÇÃO DO PMI PELO ESTADO PRODUTOS CONDICIONADOS A RECEBIMENTOS DE ESTUDOS NO PMI PRODUTOS CONDICIONADOS A PUBLICAÇÃO DO EDITAL 31 13. ANEXO III - CONJUNTO DE RELATÓRIOS NORTEADORES Relatório do status e das intenções de regularização fundiária Objetivos: Identificar as áreas que poderão compor o pacote de concessão, para que sinalize de forma clara qual o tamanho total do espaço sob concessão, dado que o tamanho impacta diretamente a magnitude das ações de apoio à conservação que o ator privado deverá executar (encargos). As áreas não precisam estar plenamente regularizadas e o processo de regularização pode ocorrer até o lançamento do Edital. Contudo, o Estado já deve ter clareza de qual é espaço que provavelmente irá compor a concessão. Atividades e Perguntas Levantamento Preliminar 1. Levantamento documental junto aos órgãos pertinentes, se necessário, para identificar status dos títulos de propriedade. 2. Elaboração de mapas e imagens georreferenciadas, indicando o perímetro das propriedades e da área regularizada ou passível de regularização para a concessão. 3. Se necessária futura desapropriação, vistoria das áreas passíveis de serem incluídas no Edital para identificar: 1. Posicionamento e expectativas dos ocupantes 2. Detalhamento das benfeitorias para fins de avaliação de valor de desapropriação 3. Estágio sucessional da vegetação para subsidiar valor de desapropriação; Matriz de Apoio para Tomada de Decisão (pelos Secretários) Com base nas informações acima, o foco é produzir uma: 4. Matriz de apoio para tomada de decisão sobre a área que poderá compor a concessão, com ilustração dos cenários possíveis, que podem variar de tamanho em função do grau de dificuldade/custo para atingi-los. Essa matriz irá atribuir o grau de prioridade, dificuldade e custo provável envolvido na regularização de cada área, e será a partir desses dados que iremos apresentar, ao Comitê de Direcionamento, os cenários possíveis, para que o poder concedente escolha aquele que for factível em função dos recursos do Estado e, a partir deste, se comprometam com o mesmo. Esse cenário será a base para o Estudo de Viabilidade Econômico Financeira Prévio que será feito adiante, bem como o norte para todos os Estudos. A matriz deve incluir, no mínimo: (i) áreas que poderiam vir a ser incorporadas na concessão; (ii) as etapas que seriam necessárias para conclusão da desapropriação em cada uma delas; (iii) grau de dificuldade técnica ou financeira para avançar na desapropriação em cada área, com priorização; (iv) grau de potencial litígio percebido em cada área; (iv) grau de importância de regularização de cada título, conforme atratividade da área para concessão. 32 Intenções para o Projeto O Cenário que for aprovado pelo Comitê de Direcionamento estabelece as metas do Estado para a futura concessão. Esse cenário deve ser desdobrado em Metas de Regularização Fundiárias propostas para o Edital, que sejam exequíveis técnica e financeiramente para o Estado. Relatório do status e das intenções de conservação da biodiversidade e do patrimônio histórico e cultural Legislação: 1. Descrição da legislação ambiental aplicável à manutenção, gestão e conservação das UC. Plano de Manejo 2. 3. 4. 5. 6. 7. Situação do Plano de Manejo O Plano de Manejo está completo e bem elaborado? Ele é um bom norte para nos guiar em futuras concessões? O Plano de Manejo deve ser complementado de alguma forma? Há algo que não foi previsto no plano de manejo que devemos contemplar? Existe alguma necessidade de rever o Plano de Manejo para incluir ou subtrair áreas para o uso público? Matriz das principais diretrizes de conservação e uso público do Plano de Manejo (imprescindíveis de serem consideradas pela concessionária) e sugestões de alterações ou aprimoramentos se houver. Nesse item, utilizar a tabela de orientação sugerida ao final desse relatório 3.2. Descrição das principais RESTRIÇÕES impostas pelo plano de manejo, nas diferentes áreas do parque. Especificar as restrições impostas a construção de infraestrutura no interior de áreas aptas ao uso público, se houverem restrições já definidas pelo Plano de Manejo. Do Parque em si: 8. 9. 10. 11. 12. 13. Relatório detalhando a delimitação do parque, as áreas aptas para o uso público, as áreas intangíveis, conforme definição do plano de manejo. Incluir no relatório imagens de satélite e mapas, bem como decreto de criação. As áreas do parque encontram-se bem definidas (juridicamente)? Deve haver alguma alteração da definição atual, ou existe algum movimento ou marco regulatório voltado a esse fim? Das áreas aptas para uso público pelo Plano de Manejo, existem áreas que ainda não contam com qualquer tipo de uso público? Breve descrição dos núcleos dos parques se houver divisão em núcleos. O Parque possui logomarca própria? Existe alguma política doações, patrocínios ou uso da marca do Parque em vigor atualmente no Estado, que já atraia recursos de parceiros privados para o governo? 33 Da Governança, Contratos e Parcerias. 14. Quais contratos de terceirização e concessão já estão estabelecidos no parque (pergunta se repete em outras dimensões). Explicitar objeto, prazo e valor anual. 15. Existem parcerias com ONGs no apoio as ações de conservação e ou uso público? Descrever 16. O parque tem Conselho Consultivo atuante? Se sim, existem Câmaras Técnicas atuantes na temática de uso público no âmbito desses conselhos? Dos Investimentos e Gastos correntes atuais no parque (OPEX e CAPEX): 17. Funcionários dedicados ao parque, especificando: Quantidade Tipo de vínculo (efetivos, temporários, terceirizados, voluntários, cedidos, etc) 3. Salário base 4. % de dedicação exclusiva ao parque 18. Estimativa de custo mensal em funcionários no parque 1. 2. Da Conservação Ambiental: 19. Principais desafios identificados para a conservação da biodiversidade, conservação de valores históricos ou socioculturais associados ao parque. 20. Histórico de Desmatamento (se for o caso para a região) e de Focos de Calor 21. Principais programas de apoio a conservação da biodiversidade ou de valores históricos e culturais associados ao parque, sendo implementados atualmente (pelo Estado ou por parceiros do Estado). 22. Custos diretamente associados às atividades e programas voltados para a conservação. 23. Há atividades de controle e monitoramento da conservação? Descreva as atividades e os resultados obtidos. Incluir monitoramento de incêndios (brigadistas, etc) 24. Há atividades de pesquisas realizadas atualmente no parque? Descrever as condições atuais de realização destas pesquisas e os gaps encontrados para se ter um programa robusto de pesquisas no parque. O foco aqui é pensar: para fortalecer as pesquisas no parque, como o parceiro privado poderia contribuir? 25. Descreva a equipe que executa as ações de monitoramento de conservação, se houver equipe designada especificamente para esse fim. Se não houver, entendemos que essas pessoas já foram computadas no item 18 (número de pessoas, tipo de vínculo). Dos Passivos Ambientais relevantes existentes no interior dos Parques 26. Principais passivos ambientais atualmente no interior do parque, que ensejam ação de reparação. Intenções para o Projeto 27. Identificação de ações que poderiam ser solicitadas ao parceiro privado para coibir crimes ambientais no parque. 28. Identificação das ações de conservação que o governo gostaria de ver implementadas no parque, em conformidade com o Plano de Manejo, com uma matriz de priorização, sendo que maior prioridade deve ser dada as ações finalísticas que impactam diretamente a conservação. 34 Ao construir essa matriz, considerar: 1. 2. Os programas definidos em Plano de Manejo que o Estado gostaria de ver implementados, prioritariamente (ver tabela abaixo). Será necessário estimar o OPEX e CAPEX dessas ações e programas. Os Principais passivos ambientais que foram identificados nas perguntas acima e que poderiam ser reparados com apoio do parceiro privado, incluindo custo estimado e tempo estimado de recuperação (ex: recuperação de nascentes, reflorestamento, recuperação de áreas mineiradas, etc), bem como custos de manutenção (CAPEX e OPEX) Tabela de orientação para termos o OPEX e CAPEX estimado (de forma preliminar) dos principais programas previstos no Plano de Manejo (exemplos: programa de monitoramento ambiental, restauração ambiental, proteção, pesquisa, etc). Custeio Programas e atividades Prioridade Serviços gerais e manutenção Gastos com pessoal Investimentos Suprimentos e consultoria Outros itens de custeio Edificações, equipamentos de escritório e veículos Equipamentos de campo Planejamento Outros itens de investimento Administração e Logística Gestão 1 Salários 1 Atividade 3 0 Monitoramento Ambiental Atividade 1 1 Atividade 2 0 Atividade 3 0 Restauração ambiental Atividade 1 0 Atividade 2 0 Atividade 3 0 Proteção Gestão 1 Proteção e monitoramento 1 Atividade 3 0 Pesquisa Atividade 1 0 Atividade 2 0 Atividade 3 0 Regularização Fundiária Indenizações 1 Atividade 2 0 Atividade 3 0 Uso público Gestão 1 Proteção e monitoramento 1 Atividade 3 0 Outros programas Atividade 1 0 Atividade 2 0 Atividade 3 0 35 Relatório do Status e das intenções em infraestrutura Objetivos: Ter clareza da infraestrutura atualmente existente no parque, seus custos atuais de manutenção e o valor de investimentos previstos para cada parque, se houver (CAPEX e OPEX). Será importante ter clareza de todos os contratos terceirizados existentes para garantir a manutenção da infraestrutura atual, com seus respectivos valores. Serão coletadas também algumas informações referentes ao entorno e as condições de acesso ao parque. Ao mesmo tempo, o objetivo desse relatório também é dar clareza do que o Estado espera que seja construído pelo parceiro privado, como infraestrutura MÍNIMA de apoio exclusivamente ao uso público. Exemplo: centro de visitantes, mirantes, trilhas, passagens, estacionamentos, passagens, etc. Será necessário estimar o CAPEX e o OPEX, ainda que seja um valor estimado. Esses inputs serão cruciais para viabilizar o Estudo Prévio de Viabilidade Econômica Financeira. Atividades e Perguntas Relativa ao Parque: 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. Meio de transporte mais utilizado para chegar ao parque. Tempo médio para se chegar as diferentes entradas do parque, utilizando-se o meio de transporte mais comumente utilizado (medir com googlemaps). Entradas mais comumente utilizadas. A infraestrutura de acesso compromete o tempo e/ou leva a um custo elevado? A infraestrutura de acesso impede o acesso de algum tipo de público a UC? A infraestrutura existente no parque já é adequada para algum tipo de atividade turística e/ou de conservação? A infraestrutura existente necessita de um elevado investimento em recuperação e reparos para que fique apropriada? Estima-los. Existe algum controle de acesso no parque? 1. Se sim, detalhar local, quantidade, estrutura atual. 2. Detalhar estrutura de pessoal dedicada aos controles de acesso e estrutura de investimentos/gastos correntes. Infraestrutura existente no interior de cada parque. Detalhar as infraestruturas existentes, o custo e status de manutenção anual (caso os centros de custo do Estado sejam estruturados de forma diferente, o importante a ter em mente é que temos que ter o OPEX e o CAPEX de cada parque, atualmente e em um cenário de projeção futura). 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. Trilha Mirante Abrigo / Refúgio Alojamento Atividades de aventura Banheiros Bebedouro Área para Camping Estacionamento Hotel Lanchonete Locação de equipamentos 36 13. 14. 15. 16. 17. 18. 19. 20. 21. 10. 11. Locação de meios de transporte Loja de souvenires Restaurante Portaria em funcionamento Serviços de foto e filmagem Pousada Serviços de guia e/ou condutores Centro de Visitantes Outros - Quais? O quando a infraestrutura de apoio garante a satisfação das necessidades básicas dos visitantes, na opinião de vocês (se houver pesquisa de satisfação, favor incluir)? Quais os contratos atuais de terceirização o Estado mantém para construção e/ou manutenção de infraestrutura? Favor detalhar objeto contratual e valor anual pago ao prestador de serviço. Intenções para o Projeto 12. 13. 14. Tendo em vista uma expectativa de conservação e de atividades turísticas, quais seriam os investimentos adicionais à infraestrutura existente que o Estado espera obter com a concessão (incluir infraestrutura de acesso e comunicação, além de estruturas físicas)? Quais são os investimentos em infraestrutura previstos pelo Plano de Manejo que devem ser incluídos nesse cenário futuro? Será necessário estimar os investimentos e os gastos correntes para se obter futuramente essa infraestrutura (CAPEX e OPEX). Esse levantamento pode ser uma estimativa, mas será crucial para viabilizar os Estudos Prévios de Viabilidade Econômico Financeira. Relatório do status e das intenções de visitação e uso público Objetivos: Ter clareza da visitação atual do parque, da segmentação dos visitantes, da arrecadação do Estado com visitação, da política tarifária, da atratividade e potencial do parque, e dos atuais custos associados à manutenção de operações turísticas. Projetar, para que seja possível criar um cenário de referência para um possível Edital, qual o pacote de atividades e produtos turísticos que caberia em cada parque se houvesse uma concessão, respeitando a vocação de cada parque e suas características no âmbito do território. Nessa projeção futura, não é necessário estimar custos, o Semeia aportará essas informações referentes aos custos de atividades turísticas para o cenário de referência. Atividades e Perguntas Relativa ao Parque 1. 2. 3. 4. Visitação Atual no parque, segmentado por perfil de visitantes, preferencialmente (segmentação: estudantes, n. terceira idade, origem, interesses turísticos, perfil socioeconômico, entre outros) Histórico de visitação (o mais longo que houver), segmentado por perfil de visitantes, preferencialmente. Sazonalidade de visitação em cada parque Restrições de visitação (horários, épocas do ano, etc) 37 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. Número máximo de visitantes definido pelo Plano de Manejo O parque possui plano específico de uso público que atende as necessidades do parque? O Parque gera receita por meio da cobrança de ingressos? Se sim, valores para o último ano e, preferencialmente, para os últimos 3 anos. Há alguma cobrança de taxa associada ao Parque atualmente? Favor descrever a natureza da taxa, o mecanismo de cobrança, para onde vão os recursos e se há alguma reversão dos recursos aos parques que originaram a arrecadação. O Parque gera receita por meio da cobrança por serviços e atividades de apoio ao uso público (como estacionamento, hospedagem, etc)? Se sim, valores para o último ano e, preferencialmente, para os últimos 3 anos. Descrição sobre sistema atual de tarifação e capacidade. Qual a política tarifária atual? Considerando entrada cheia, meia entrada, tarifa cheia e isenções. Preço do Ingresso para os diferentes públicos, se houver segmentação. Qual a lógica por trás da política tarifária? Quais as atividades turísticas atualmente desenvolvidas na UC? Indique as atividades de uso público que ocorrem no Parque 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. Arvorismo Banho de rio Bung Jump Caminhadas com mais de um dia Caminhadas de até um dia Canoagem Cicloturismo Escalada Espeleologia Esportes náuticos Flutuação aquática Mergulho Montanhismo Observação de Fauna Parapente Passeios em veículos (4x4, quadriciclo, bugre) Rafting Rapel Snorkeling Tirolesa Trilhas interpretativas Turismo de base comunitária (entorno) Turismos náuticos Voo livre Outros - Quais? Quais os principais atrativos do parque? 1. 2. 3. Atrativos do parque: Cachoeira Cânion 38 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. Caverna gruta duna Lago lagoa Mangue Mar Praia Rio Poços Serra / Chapada / Montanha Sítio arqueológico Sítio histórico-cultural Outros- quais? 14. O Parque possui terceirizações ou concessões estabelecidas (ex: terceirização de serviços, autorização precária, permissão de uso ou concessões) relacionadas à exploração turística? Quantos contratos para cada modalidade? Valor dos contratos? Prazo? Há atividades de controle e monitoramento do uso público? Descreva as atividades e os resultados obtidos. Qual o grau de satisfação atual com a visita a UC? Há algum estudo de demanda já feito sobre o potencial turístico dos parques que possa ser aproveitado? 15. 16. 17. Intenções para o Projeto 1. Na opinião do Estado, quais as potenciais atividades turísticas que podem vir a ser desenvolvidas em cada UC? Favor preencher a figura para o parque. Relatório do Status e das Intenções de Desenvolvimento Socioeconômico do Entorno Objetivos: O relatório deve considerar as oportunidades de inserção na comunidade local em novos postos de trabalho, as oportunidades de educação e aprendizagem. 39 Atividades e Perguntas 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. Breve caracterização socioeconômica do entorno do parque. Relatório da Área de Influência (principais cidades, rodovias, aeroportos, etc.). Breve Descritivo da Infraestrutura turística no local (rede hoteleira, centros comerciais, alimentação, etc.). Levantamento das atrações turísticas na região próxima ao parque – complementares e concorrentes Levantamento do mix de programas de desenvolvimento territorial da área de influência do projeto. (Naquela região tem, por exemplo, a questão dos Royalties, Programa Nuclear, Projeto FAO / BIG, Aeroporto de Paraty, etc.). Há algum conflito social atualmente relacionado de qualquer forma no entorno das UCs envolvidas no projeto (Agricultores, caiçaras, condomínios, indígenas, marinas, pescadores, população do entorno, quilombolas, sem-terra, outros)? Há potencial de haver algum conflito social? Indicar se houver, especificamente, comunidades indígenas ou quilombolas no entorno da concessão, e seu envolvimento atual no parque. Quem são os principais stakeholders interessados e impactados pelo projeto em cada parque, que o Estado consiga identificar? (Pensar nas lideranças de movimentos sociais, ONGs que atuam no Estado com programas nesses parques, atores políticos que guardam interesses nesses locais, etc). Na opinião de vocês, quais são os interesses e expectativas desses principais stakeholders e quais são os que seriam favoráveis e desfavoráveis ao projeto? Dos Stakeholders potencialmente desfavoráveis, quais vocês acreditam são os grupos de maior risco? Intenções Futuras 1. 2. 3. 4. Existe algum programa de dinamização do turismo sendo previsto para essa região pelo Estado ou por órgãos Federais, que possam dinamizar a região onde ocorrerão os projetos? Descrever. Quais outros programas relevantes estão sendo planejados pelo Estado para as regiões onde os parques se inserem, que podem vir a influenciar o projeto ou trazer “upsides” para os futuros concessionários? (Exemplo – Estado pretende concessionar uma rodovia que está próxima a um parque, o que provavelmente irá despertar o interesse de empresários em montar postos de gasolina, restaurantes, lanchonetes, etc. Esse interesse pode também ser do concessionário que, além da gestão do parque, vê perspectivas positivas de investir na região) Na opinião de vocês, o que precisa estar presente para garantir uma promoção social e ambientalmente sustentável do potencial turístico desses parques? Na opinião de vocês, quais as melhores formas de integrar os stakeholders do entorno à concessão? Vocês vislumbram alguma possibilidade concreta de parcerias entre o futuro concessionário e a sociedade civil organizada ou outros stakeholders relevantes? Favor descrever 40