DIÁRIO DO AÇO
ESPECIAL
AS ESCOLAS DE IPATINGA
CAPÍTULO IX
ESCOLA MUNICIPAL CHIRLENE CRISTINA PEREIRA (BETHÂNIA)
A Escola Municipal Chirlene
Cristina Pereira, de Educação Infantil e Ensino Fundamental, foi criada pela Lei nº 1.162, de 4 de janeiro
de 1991, pela Portaria de Autorização SEE nº 522, de 17 de junho de
1992, e pela Portaria de Autorização
SME nº 07, de 27 de setembro de
2006. Está estabelecida na rua Monza, 25, bairro Bethânia.
A escola foi uma conquista dos
moradores do bairro, que reivindicaram às autoridades uma unidade
educacional digna, a fim de evitar
que os alunos continuassem frequentando uma improvisada escola de tábuas, sem estrutura material
e assistência pedagógica adequada.
Foi preciso derrubar as salas existentes para construir a escola. Os alunos foram levados, então, para a Escola Municipal Deolinda Tavares
Lamego, onde dizem ter passado
por situações constrangedoras, assim como os professores e pais.
A escola foi finalmente inaugurada no dia 11 de março de 1991. Funcionou em regime de anexo da Escola Municipal Deolinda Tavares
Lamego por um longo tempo, até
que, no dia 8 de junho de 1993, recebeu a autorização de funcionamento.
Depois da autorização, o nome
provisório – Escola Municipal do
Ponto Final do Bethânia – foi substituído. Houve um plebiscito para a
escolha do nome oficial, transformado em um grande evento democrático, com a participação de toda a
comunidade escolar. O nome mais
votado foi o de Chirlene Cristina Pereira, ex-aluna da escola, que havia
falecido, vítima de meningite, aos
dez anos de idade. A família da menina morava no bairro Vagalume e
todos os seus irmãos eram alunos da
mesma escola.
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Domingo, 29 de junho de 2014
Construção da escola no bairro Vila Militar
ESCOLA MUNICIPAL VILMA
DE FARIA SILVA (BETHÂNIA)
A Escola Municipal Vilma de Faria Silva, de Educação Infantil e Ensino Fundamental, foi criada pela Lei nº 1.350, de 14
de julho de 1994, e pela Portaria de Autorização SME nº 09, de 27 de setembro de
2006. Funciona na rua Montevidéu, 919,
bairro Bethânia. O nome homenageia a
professora Vilma, pessoa muito querida
por todos os colegas de trabalho.
Vilma de Faria Silva era professora da
rede municipal e fazia parte da diretoria
do sindicato da categoria (Sind-Ute), sendo por isso conhecida em várias escolas.
Foi vice-diretora da Escola Presidente Vargas, no bairro Veneza. Era casada e morava no bairro Vila Ipanema. Morreu de
um acidente vascular cerebral – AVC. Seu
nome também foi escolhido por meio de
um plebiscito, que envolveu toda a comunidade.
PERSONAGEM DA HISTÓRIA
VERA TUFIK LAUAR XAVIER
Vera Tufik nasceu na cidade de Novo Cruzeiro (MG),
no dia 11 de agosto de 1949,
filha de Tufik Trad Lauar e
Jamel Pechir Lauar. Casada com José Carlos Xavier, é
mãe de Patrícia, Karina, Cristina, Fernanda e Tiago (filho
do irmão Nagib).
“De Novo Cruzeiro nós fomos para Teófilo Otoni. Lá,
eu estudei no Colégio São
Francisco. Em abril de 1963,
meu pai resolveu nos trazer
para viver em Ipatinga. Fomos morar na rua Itajubá,
184, Centro. Fui estudar no
Colégio Angélica, em Coronel Fabriciano, onde me formei no curso Normal, que garantia o direito de lecionar.
No ano de 1969, comecei a trabalhar na Prefeitura Municipal de Ipatinga,
como contratada. Em 1970,
fiz o concurso público para
continuar lecionando nas
escolas municipais. Trabalhei na escola Reino Encantado, no bairro Iguaçu. Na
época, para preencher as vagas, tínhamos que sair procurando crianças para estudar,
porque a escola tinha que ter
um número mínimo de alunos para continuar funcionando. Posteriormente, já
concursada, fui ser vice-diretora da Escola Argentina.
Trabalhei também, como
contratada, em todas as escolas estaduais. Na época, o
pagamento chegava a atrasar até seis meses. Trabalhei
com dona Bizuca, dona Lilá
e com as outras diretoras das
escolas Santiago Dantas e Jú-
lia Kubitschek. A escola Santiago Dantas era onde é hoje
o prédio do Sr. João da Bala.
No bairro Jardim Panorama,
fui supervisora escolar por
muitos anos, mas, para ficar mais perto de casa, consegui transferência para a escola Pato Donald, no bairro
Novo Cruzeiro.
Fui uma das líderes de
uma greve de professoras
que durou quarenta dias. Por
causa dessa participação, fui
punida com todo o rigor da
lei. Eles me mandaram trabalhar na escola Zélia Duarte,
em uma sala que tinha esgoto a céu aberto e era coberta por telhões, onde fazia um
calor insuportável. Uma boa
lembrança é que fui recebida
maravilhosamente pela Irene
Duda, que era diretora da escola. Tempos depois, fui eleita para ser a diretora da Escola Pato Donald e reeleita
posteriormente. Em 1994,
eu me aposentei.”
Vera Tufik
CAUSOS E CURIOSIDADES
“CALU”, O BOM DE BOLA
Estava o professor Antônio (foto), em frente à
Loja Bemoreira, no bairro Horto, onde trabalhava, quando alguém o chamou de “Calu”, apelido
da época em que jogava no Aimoré Esporte Clube, em sua terra natal, e era “bom de bola”. Era o
Hélio Guimarães. Hélio soube que “Calu” não estava jogando, pois, embora estivesse inscrito no
Vila Nova, de Acesita, não tinha tempo para participar dos treinos e o técnico não o escalava. Levou-o, então, para jogar no Iguaçu Esporte Clube.
Mas no ano seguinte “Calu” passou a jogar no
time do Bom Jardim, uma resolução tomada após
um fato ocorrido durante uma partida de sinuca
no bairro. “Um dia, quando eu jogava sinuca no
Bom Jardim, certo cidadão me perguntou onde eu
morava. Eu disse a ele que morava ali, no Bom
Jardim. Na mesma hora, o Laurindo Dalapícola
retrucou: ‘Aqui ele não mora não, porque quem
mora aqui joga no time daqui’.”
Professor Antônio
A PRIMEIRA CORRIDA
Arthur Figueira Gomes (foto) nasceu em Lobo
Leite, Itabirito (MG). Chegou a Ipatinga em 1962,
para trabalhar na Usiminas. Quando chegou à cidade, trouxe na bagagem a considerável experiência de vinte anos de trabalho em altos-fornos de
outras siderúrgicas. Por isso, quando começou a
trabalhar na usina, ensinou o ofício aos colegas e
rapidamente conquistou a confiança e o respeito
de todos, especialmente de seus superiores.
Mais do que testemunha, no dia da inauguração
da Usina Intendente Câmara, foi dele o privilégio
de manusear o perfurador para dar início à ‘primeira corrida de gusa’ no alto-forno n° 1. Ele lembra
que, após a inauguração, houve um grande churrasco e queima de fogos. “A nossa equipe era então supervisionada por Antônio José dos Santos,
que, na época, era um rapaz cheio de sonhos. Tive
o privilégio de dividir com ele o conhecimento que
eu trazia sobre o alto-forno.”
Arthur Figueira Gomes
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