UNIÃO DE ENSINO SUPERIOR DE CAMPINA GRANDE - UNESC
DISCIPLINA: CONTABILIDADE DE CUSTOS (3º PERÍODO)
PROFESSORA: ELZA DE FARIAS OLIVEIRA
A contabilidade de custos nasceu da contabilidade financeira, com a finalidade de avaliar os
estoques das empresas industriais na era do mercantilismo. Com a evolução das empresas, a contabilidade
de custos passou a ser a ferramenta principal no auxílio do planejamento e controle, participando de
forma decisiva no processo de tomada de decisões gerenciais.
Conceitos:
A contabilidade de custos é o ramo da contabilidade que fornece informações indispensáveis ao
planejamento e controle das atividades da empresa, quer sejam industriais, comerciais, prestadoras de
serviços, ou instituições financeiras, etc. bem como para determinação de custos de produtos ou serviços.
Campo de aplicação:
Portanto, a contabilidade de custos poderá ser aplicada nas empresas industriais, comerciais, de
transporte, bancárias, prestadoras de serviços, ou seja, onde houver a necessidade de se determinar custos.
Contabilidade gerencial, contabilidade financeira e contabilidade de custos:
“a contabilidade gerencial mensura e relata informações financeiras, bem como outros tipos de
informações que ajudam os gerentes a atingir metas da organização. A contabilidade financeira se
concentra nos demonstrativos dirigidos ao público externo que são guiados pelos princípios contábeis
geralmente aceitos. A contabilidade de custos mensura e relata informações financeiras e não financeiras
relacionadas à aquisição e ao consumo de recursos pela organização. Ela fornece tanto informações para
contabilidade gerencial como para a contabilidade financeira.”
Hornegren
Gastos:
Gasto é todo sacrifício suportado por uma entidade na obtenção de um bem ou serviço. É
representado pela entrega (gasto a vista) ou promessa de entrega (gasto a prazo) de ativos em troca de
bens ou serviços.
Os gastos que alteram o patrimônio líquido são:
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Despesas;
Custos;
Encargos;
Perdas.
Despesas:
São caracterizadas por gastos no consumo de bens ou utilização de serviços, FORA da área de
produção de outros bens e serviços, tais como os gastos na administração da entidade. Assim, as despesas
não podem ser consideradas custos de produção.
No caso de uma empresa comercial, a conta CMV (custo das mercadorias vendidas), apesar do
nome “custo”, recebe um tratamento contábil semelhante ao de uma despesa, pois, no encerramento do
exercício social, tal despesa é encerrada juntamente com as demais despesas, para a apuração do resultado
do exercício (lucro ou prejuízo). Analogamente, numa empresa industrial e numa empresa prestadora de
serviços, as contas do CPV (custo dos produtos vendidos) e CSV (custos de serviços vendidos) também,
apesar do nome custo, são tratadas contabilmente como despesas.
Custos:
Os custos representam gastos no consumo de bens e utilização de serviços para a produção de
outros bens e serviços. Assim, numa empresa industrial, os salários de vendedores, secretária,
administradores são despesas, ao passo que os salários de pintores, lanterneiros, torneiros mecânicos, são
custos de produção. Da mesma forma, a depreciação de um torno usado na fábrica é um custo de
produção.
Encargos:
Corresponde a perda gradual de valor de bens do ativo imobilizado, através de depreciação,
amortização ou exaustão.
Por questões práticas, nos regimes contábeis e na apuração do resultado, não fazemos distinção entre
encargos e despesas. Ambas são tratadas como se fossem a mesma coisa, ou seja, são tratadas como
despesa. No caso de uma empresa industrial, a depreciação de bens utilizados na produção não é
considerada despesa e sim como custo de produção.
Perdas:
Correspondem ao consumo de bens ou serviços de forma involuntária ou anormal na
administração da empresa ou na área de produção. As perdas involuntárias na área de produção são
tratadas como despesa, e não como custo. E as perdas normais e involuntárias como custos e não
despesas. Assim, por exemplo, se numa fábrica de perfumes, ao se produzir 100 litros, sempre evaporam
5 litros, tal perda é considerada involuntária e normal, portanto, custo. Caso haja um acidente ocasionado
por um vazamento, a perda será involuntária e anormal, portanto, despesa.
Para Eliseu Martins, ainda se classifica como gastos os investimentos. “Investimentos são gastos
ativados em função da sua vida útil ou de benefícios atribuíeis a futuro(s) período(s).” Ou seja, é quando a
empresa realiza um gasto de modo que possa constituir-se numa receita futura. Exemplo: compra de
matéria-prima.
Exercícios
01- Classifique os gastos em custos, despesas, encargos, perdas e desembolso:
a)
b)
c)
d)
e)
f)
g)
h)
i)
j)
k)
Transferência de matéria-prima para o almoxarifado da produção;
Pagamento de conta de água referente ao consumo da fábrica;
Pagamento de conta de água referente ao consumo da administração;
Apropriação de salários e encargos do pessoal da fábrica;
Apropriação de salários e encargos do pessoal da administração;
Pagamento de gasolina do automóvel da administração;
Pagamento de juros sobre duplicatas de compra de matéria-prima;
Pagamento de refeições do pessoal da administração;
Apropriação de depreciação de máquinas utilizadas na produção;
Apropriação de depreciação de computadores utilizados no setor de vendas;
Apropriação do valor correspondente a determinada quantidade de matéria-prima estragada
durante um incêndio;
03 - Classificar os itens abaixo em Investimento (I), Custo (C), Despesa (D) ou Perda (P).
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) Compra de matéria-prima, em uma metalúrgica.
) Consumo de energia elétrica, numa metalúrgica para a produção é? E para administração é? ( )
) Mão-de-obra;
) Consumo de combustível em veículos;
) Conta mensal de telefone se for para o depto da produção é? Para administração? ( )
) Aquisição de equipamentos para a fábrica
) Depreciação do equipamento central, em uma empresa de telefonia.
) Consumo de materiais diversos na Administração
) Pessoal da Contabilidade (salário)
) Honorário da Administração
) Honorário do Diretor Técnico, em uma empresa de telefonia.
) Deterioração do estoque de materiais por enchente
) Tempo do pessoal em greve (remunerado)
) Sucata no processo produtivo (desperdício no processo industrial)
) Lote de material danificado acidentalmente em uma operação indústria.
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