Universidade de São Paulo Mestrado Mestrado em em Controladoria Controladoria ee Contabilidade Contabilidade CONTABILIDADE DE CUSTOS TEMA: PRODUÇÃO CONJUNTA Prof. Dr. Reinaldo Guerreiro Orientador Orientador Belém - Pará 1 Universidade de São Paulo Mestrado Mestrado em em Controladoria Controladoria ee Contabilidade Contabilidade Mestrandos: • Héber Lavor Moreira • Tadeu Manoel R. de Araújo • Edson José Ferreira Lima Prof. Dr. Reinaldo Guerreiro Orientador Orientador Belém - Pará 2 PRODUÇÃO CONJUNTA Conceito “Produção conjunta se caracteriza pela produção de diversos produtos ou serviços a partir da aplicação de um mesmo recurso." (Parisi, Cláudio, Contribuição ao Estudo de Modelos de Identificação e Acumulação de Resultado, 1995 – pág. 39) 3 Exemplos de Situações de Custos Conjuntos Indústria Agricultura Carneiro Produtos no Ponto de Separação Cortes de carne, tripas, couro, ossos, gordura Leite in natura Nata, leite desnatado Criação de perus Peitos, asas, coxas, pernas, papo, penas e farinha Indústria extrativa Carvão Coque, gás, benzeno, piche, amônia Minério de cobre Cobre, prata, chumbo, zinco Petróleo Óleo cru, gasolina, GLP bruto Sal Hidrogênio, cloro, soda cáustica Indústria química GLP (gás liquefeito de petróleo) bruto Indústria de semicondutores Fabricação de chips de silício Butano, etano, propano Chips de memória de diversas características (como capacidade), velocidade, expectativa de vida e tolerância de temperatura 4 Outras Terminologias Custos Conjuntos: “Custos ocorridos na produção de produtos conjuntos até o ponto de Separação”. Garrison,Ray H. Contabilidade Gerencial, LTC Editora, pág. 447. “É o custo de um único processo que gera diversos produtos simultaneamente”. Horngren, Foster Datar. Contabilidade de custos, LTC Editora, pág. 385 5 Outras Terminologias Custos Separáveis: “São os custos incorridos após o ponto de separação, atribuídos a um ou mais produtos individualmente” Horngren, Foster Datar. Contabilidade de custos, Ed. LTC. Pg 385”. Produtos Conjuntos: “Dois ou mais artigos produzidos a partir do mesmo insumo” Garrison,Ray H. Contabilidade Gerencial – LTC Editora, pág. 447 6 Outras Terminologias Ponto de Separação “Ponto do processo de produção em que algum ou todos os produtos conjuntos podem ser identificáveis como produtos separados” Garrison,Ray H. Contabilidade Gerencial,ed.LTC, pg ,447”. “O momento no processo em que um ou mais produtos se tornam isoladamente identificáveis” Horngren, Foster Datar. Contabilidade de custos, Ed. LTC. Pg 385” 7 Custos Separáveis Custos Conjuntos Costeletas Presunto Insumo Porco Processo Processo comum comumde de Venda Final Processamento Separado Venda Final Produção Produção Torresmo Custos conjuntos Bacon Venda Final Processamento Separado PONTO DE SEPARAÇÃO Produtos conjuntos Venda Final Custos dos Produtos Separados GARRISON, Ray H. – NOREEN, Eric W - “CONTABILIDADE GERENCIAL” – LTC Editora, 9a. Edição, 2001 8 Co-produtos Conceitos "São os próprios produtos principais, só que assim chamados porque nascidos de uma mesma matéria-prima. São os que substancialmente respondem pelo faturamento da empresa.“ (Martins, Eliseu – “Contabilidade de Custos”, Ed. Atlas, pág. 177) "Tem valor de venda relativamente alto, mas não são identificáveis isoladamente como produtos individuais até o ponto de separação." (Horngren, Charles T., “Contabilidade de Custos”, pg. 385) 9 Sub-produtos Conceito "São aqueles itens que nascendo de forma normal durante o processo de produção, possuem mercado de venda relativamente estável, tanto no que diz respeito à existência de compradores como quanto ao preço. São itens que têm comercialização tão normal quanto os produtos da empresa, mas que representam porção ínfima do faturamento total." (Martins, Eliseu – “Contabilidade de Custos”, Ed. Atlas, pág. 131) 10 Sub-produtos Conceito ”São decorrências normais da produção e tem valores e condições de comercialização tão bons quanto a um produto, só que não possuem grande relevância em termos de faturamento”. (Parisi, Cláudio, Contribuição ao Estudo de Modelos de Identificação e Acumulação de Resultado, 1995 – pág. 39) 11 Sucatas Conceito "São aqueles itens cuja venda é esporádica e realizada por valor não previsível na data em que surgem sua fabricação." (Martins, Eliseu, “Contabilidade de Custos”, Ed. Atlas, pág. 133) 12 Co-produtos 1 2 Produto Principal Alto Subproduto Sucata Baixo Mínimo Valor Relativo de Venda 1 2 Se os múltiplos produtos possuírem valor de venda relativamente alto Se apenas um produto possui valor de venda relativamente alto 13 Método de alocação dos custos conjuntos 1 - Método do valor de venda no ponto de separação Custos Conjuntos Nata Leite ao Natural Processamento $400 Leite Desnatado PONTO DE SEPARAÇÃO 14 Leite Desnata Nata do Total Método do valor de Vendas no Ponto de Separação (Nata 25 litrosx $8 ; leite desn Ponderação Alocação dos Custos $400,00 Custos Conjuntos R$ / Litro 75 litrosx $4,00 ) $200 $300 $500 40% 60% 100% 160 240 400 6,4 3,2 15 Nata Leite Desnatado Total Método do Valor de Venda no Ponto de Separação Vendas (Nata ; leite desnatado 20 litros x $8 30 litros x $4 ) $160 $120 $280 Custos Conjuntos Custos de produção (Nata 0,4 litros x $400 ; leite desnatado ) 160 240 400 Menos estoque Finais (Nata 5,0 litros x $6,40 ; leite desnatado ) 32 144 176 Custo dos Produtos Vendidos 128 96 224 Margem Bruta $32 $24 $56 Percentual da Margem Bruta 20% 20% 20% 0,6 litros x $400 45 litros x $3,20 16 Método de alocação dos custos conjuntos 2 – Método de Medida Física Custos Conjuntos Nata Leite ao Natural Processamento $400 Leite Desnatado PONTO DE SEPARAÇÃO 17 Método da Medida Física Medidas Físicas Ponderação Alocação dos Custos Conjuntos Custos Conjuntos $ / Litro 400,0 Nata Leite Desnatad o Total 25 75 100 25% 75% 100% $ 100 $ 300 $ 4 $ 4 $ 400 18 Nata Leite Desnatado Total ) $160 $120 $280 Método da Medida Física Vendas (Nata 20 litros x $8 ; leite desnatado Custos Conjuntos Custos de produção (Nata 0,25 litros x $400 ; leite desnatado 0,75 litros x $400 ) 100 300 400 Menos estoque inicial (Nata 5,0 litros x $4 ; leite desnatado ) 20 180 200 Custo dos Produtos Vendidos 80 120 200 Margem Bruta $80 $0 $80 Percentual da Margem Bruta 50% 0% 28,6% 30 litros x $4 45 litros x $4 19 3 - Método do valor líquido Realizável Estimado Custos Conjuntos Custos Separáveis Nata Processamento $280 Leite ao Natural Manteiga Processamento $400 Leite Desnatado Processamento $520 Leite Condensado PONTO DE SEPARAÇÃO 20 Método do Valor Líquido Realizável Estimado Valor Final esperado da venda da Produção (Manteiga ; leite condensado 20 litros x $25,0 Leite Manteiga Condensado 50 litros x $22,0 ) Total $500 $1.100 $1.600 Custos de Processamento Separáveis 280 520 800 Valor Líquido Realizável Estimado $220 $580 $800 27,5% 72,5% 100% 110 290 400 $19,5 $16,2 Ponderação Alocação dos Custos Conjuntos Custos dos Produtos $/ Litros $400,00 21 Método do Valor Líquido realizável Estimado Vendas (Manteiga ; leite condensado 12 litros x $25,00 Leite Manteiga Condensado ) $300 $990 $1.290 ) 110 290 400 Custos de Processamento Separáveis 280 520 800 Custo dos produtos disponíveis para venda Menos estoque final ; leite condensado (Manteiga 8,0 litros x $19,50 390 810 1200 156 81 237 Custo dos Produtos Vendidos 234 729 963 Margem Bruta $66 $261 $326 Percentual da Margem Bruta 22% 26,4% 25,3% Custo dos Produtos Vendidos Custos conjuntos (Manteiga 0,275 litros x $400,00 ; leite condensado 45 litros x $22,00 Total 0,725 litros x $400,00 5 litros x $16,20 ) 22 4 - Método da Margem Bruta % do VLR Custos Separáveis Custos Conjuntos Nata Processamento $280 Leite ao Natural Manteiga Processamento $400 Leite Desnatado Processamento $520 Leite Condensado PONTO DE SEPARAÇÃO 23 Método da Margem Bruta % do VLR Etapa 1 Valor final esperado da venda da produção ( 20 litros x ) + $25 Menos custos conjuntos e separáveis ( $400 + + $280 $520 Margem bruta Leite Manteiga Condensado ( 50 litros x $22 ) $1.600 ) Percentagem de margem bruta ( $400 $1.600 ! Etapa 2 Valor final esperado da venda da produção Manteiga Leite condensado x $25 20 litros 50 litros x $22 Menos margem bruta,usando percentagem da margem bruta total 25% Custo dos produtos vendidos Etapa 3 Menos custos separáveis para completar e vender Alocação dos custos conjuntos Total $1.200 $400 ) 25% $500 $1.100 $1.600 $125 $375 $275 $825 $400 $1.200 $280 $95 $520 $305 $800 $400 24 Método da Margem Bruta % do VLR Vendas (Manteiga ; leite condensado 12 litros x $25,00 Leite Manteiga Condensado 45 litros x $22,00 ) Total $300 $990 $1.290 Custo dos Produtos Vendidos Custos conjuntos (da Fig. 15-8) 95 305 400 Custos separáveis para completar e vender 280 520 800 375,0 825,0 1200,0 150 82,5 232,5 Custo dos Produtos Vendidos 225,0 742,5 967,5 Margem Bruta $75,0 $247,5 $322,5 Percentual da Margem Bruta 25% 25,0% 25,0% Custo dos produtos disponíveis para venda Menos estoque final (Manteiga ; leite condensado 8,0 litros x $18,75 5 litros x $16,50 ) 25 Leite Manteiga Condensado Total Produzido e Vendido (Manteiga 12 litros x $25,00 ; leite condensado 45 litros x $22,00 ) $300 $990 $1.290 Produzido e não vendido (Manteiga 8 litros x $25,00 ; leite condensado 5 litros x $22,00 ) 200 110 310 Valor total da venda da produção 500 1100 1600 Custos separáveis 280 520 800 $220 $580 800 Contribuição para os custos conjuntos e para o lucro operacional Custos conjuntos 400 Margem Bruta $400 Percentual da Margem Bruta 25,0% 26 MODELO DE SISTEMA DE INFORMAÇÃO CONTÁBIL PREMISSAS BÁSICAS CATELLI, Armando – “CONTROLADORIA – Uma abordagem da Gestão Econômica GECON”, Cap. “Modelo de Sistema de Informação Contábil” Autor Reinaldo Guerreiro, Ed, Atlas, pág. 318 27 SISTEMA DE INFORMAÇÕES DE GESTÃO ECONÔMICA “Entendemos que no desenvolvimento de sistemas de informações contábeis, a ciência da Contabilidade contribui fundamentalmente com a lógica da mensuração, a ciência da Administração com a lógica do processo de tomada de decisão, e a ciência de Sistemas com a lógica da obtenção da informação”. GUERREIRO, Reinaldo – “MODELO CONCEITUAL DE SISTEMA DE INFORMAÇÃO DE GESTÃO ECONÔMICA: UMA CONTRIBUIÇÃO À TEORIA DA COMUNICAÇÃO DA CONTABILIDADE”. Tese de Doutoramento na USP/SP – 1989, pág. 306. 28 SISTEMA DE INFORMAÇÕES DE GESTÃO ECONÔMICA “Através dessa integração é possível como conclusão final, obter um conjunto de princípios que devem orientar o desenvolvimento de sistemas de informações de gestão econômica”, para efeito de tomada de decisão gerencial. GUERREIRO, Reinaldo – “MODELO CONCEITUAL DE SISTEMA DE INFORMAÇÃO DE GESTÃO ECONÔMICA: UMA CONTRIBUIÇÃO À TEORIA DA COMUNICAÇÃO DA CONTABILIDADE”. Tese de Doutoramento na USP/SP – 1989, pág. 306. 29 PRINCÍPIOS QUE DEVEM ORIENTAR O SISTEMA DE INFORMAÇÕES. 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. Princípio do condicionamento sistêmico Princípio da coerência do processo dos dados Princípio da utilidade da informação Princípio da avaliação de desempenho (accountability) Princípio do controle Princípio da avaliação do resultado Princípio da mensuração econômica GUERREIRO, Reinaldo – “MODELO CONCEITUAL DE SISTEMA DE INFORMAÇÃO DE GESTÃO ECONÔMICA: UMA CONTRIBUIÇÃO À TEORIA DA COMUNICAÇÃO DA CONTABILIDADE”. Tese de Doutoramento na USP/SP – 1989, pág. 307 e 308. 30 PRINCÍPIOS QUE DEVEM ORIENTAR O SISTEMA DE INFORMAÇÕES. 8. 9. 10. 11. 12. 13. Princípio da tridimensionalidade da gestão Princípio da caracterização dos eventos econômicos Princípio da motivação das pessoas para a eficácia empresarial Princípio da identificação do modelo de decisão dos gestores Princípio da otimização do resultado econômico Princípio do patrimônio líquido como valor de custo da empresa para seus proprietários GUERREIRO, Reinaldo – “MODELO CONCEITUAL DE SISTEMA DE INFORMAÇÃO DE GESTÃO ECONÔMICA: UMA CONTRIBUIÇÃO À TEORIA DA COMUNICAÇÃO DA CONTABILIDADE”. Tese de Doutoramento na USP/SP – 1989, pág. 307 e 308. 31 A TRIDIMENSIONALIDADE DA GESTÃO Gestão Operacional Quant. Quant.Físicas Físicas de deRecursos Recursos Processo Processo Quant. Quant.Físicas Físicas Prod./Serv. Prod./Serv. MENSURAÇÃO ECONÔMICA EM TERMOS MONETÁRIOS Gestão Econômica Vl. Vl.Econômico Econômico dos dosRecursos Recursos Processo Processo Juros Juros Juros Juros Captação Captação Recursos Recursos eePgtos. Pgtos. Prazo PrazoPgto. Pgto. Vl. Vl.Econômico Econômico dos dosProd./Serv. Prod./Serv. Processo Processo GUERREIRO, Reinaldo - “MODELO CONCEITUAL DE SISTEMA DE INFORMAÇÃO DE GESTÃO ECONÔMICA: UMA CONTRIBUIÇÃO À TEORIA DA COMUNICAÇÃO” – Tese de Doutorado, 1989, USP/SP, pág. 273 Recebimentos Recebimentos eeAplic. Aplic.de de Recursos Recursos Prazo PrazoRecbto. Recbto. 32 UM SISTEMA DE INFORMAÇÃO EFICAZ “O sistema de informação eficaz é aquele que dá suporte adequado ao processo de gestão. Para que isso ocorra, o sistema de informação deve incorporar conceitos que atendam, em seu sentido mais amplo, às necessidades do processo de tomada de decisões”. GUERREIRO, Reinaldo – “MODELO CONCEITUAL DE SISTEMA DE INFORMAÇÃO DE GESTÃO ECONÔMICA: UMA CONTRIBUIÇÃO À TEORIA DA COMUNICAÇÃO DA CONTABILIDADE”. Tese de Doutoramento na USP/SP – 1989, pág. 307 e 308. 33 REFLEXÕES REFLEXÕESSOBRE SOBREO OSISTEMA SISTEMA DE DEACUMULAÇÃO ACUMULAÇÃODE DECUSTOS CUSTOS Para Paraaacorreta corretamensuração mensuraçãodo docusto, custo,rateios rateiosde decustos custosfixos fixos aos aosprodutos produtosnão nãodevem devemser serfeitos; feitos; OOresultado resultadoeconômico econômicodos doseventos eventosconsiste consistena nasoma somadas das Margem MargemOperacional OperacionaleeFinanceira; Financeira; Diante Diantedessas dessaspremissas, premissas,todos todosos osefeitos efeitosde deuma umadecisão decisão (operacionais, (operacionais,financeiros financeiroseeeconômicos) econômicos)podem podemser sersimulados, simulados, planejados planejadoseecontrolados controladospelo pelopróprio própriogestor gestorresponsável; responsável; PARISI, PARISI,Cláudio Cláudio––“Uma “UmaContribuição ContribuiçãoaoaoEstudo EstudodedeModelos ModelosdedeIdentificação Identificaçãoe e Acumulação Acumulaçãode deResultados”Resultados”-São SãoPaulo Paulo––FEA/USP FEA/USP––Dissertação Dissertaçãode deMestrado – 1995. Mestrado – 1995. 34 REFLEXÕES REFLEXÕESSOBRE SOBREO OSISTEMA SISTEMA DE DEACUMULAÇÃO ACUMULAÇÃODE DECUSTOS CUSTOS ““As Asinformações informaçõesde decustos custosdevem devemser sersobre sobreaanatureza natureza de decada cadaevento, evento,já jáque queas asdecisões decisõessão sãotomadas tomadassobre sobreeles. eles. Cada Cadaevento eventoenvolve envolveuma umaou oumais maisentidades, entidades,ou ouseja, seja,um um evento eventopode podeestar estarrelacionado relacionadocom comum umproduto/serviço produto/serviçoe/ou e/ou lote lotede deprodutos produtose/ou e/oucom comum umcentro centrode deresponsabilidade responsabilidadeque que oocausou.” causou.” PARISI, PARISI,Cláudio Cláudio––“Uma “UmaContribuição ContribuiçãoaoaoEstudo EstudodedeModelos ModelosdedeIdentificação Identificaçãoe e Acumulação de Resultados”São Paulo – FEA/USP – Dissertação de Mestrado – 1995. Acumulação de Resultados”- São Paulo – FEA/USP – Dissertação de Mestrado – 1995. 35 PROPOSTA PROPOSTA AA IMPLEMENTAR IMPLEMENTAR Proposições ProposiçõesBásicas Básicas OO sistema sistema de de informação informação da da empresa empresa deve deve refletir refletir em em termos termos econômicos, econômicos, de de forma forma correta, correta, aa realidade realidade física física ee operacional operacionalda daempresa; empresa; Diante Diante disso, disso, oo custo custo do do produto produto éé formado formado por por elementos elementos que que são são necessários necessários ee objetivamente objetivamente identificados identificados com com aa unidade unidade do do produto, produto, ou ou seja, seja, somente somente os os custos custos da da unidade unidade individual individual do do produto produto que que correspondem correspondem ao ao custo custo variável. variável. 36 PROPOSTA PROPOSTA AA IMPLEMENTAR IMPLEMENTAR Proposições ProposiçõesBásicas Básicas De De acordo acordo com com aa realidade realidade física física ee operacional operacional da da empresa empresa os os custos custos fixos fixos podem podem ser ser identificados identificados com com diferentes diferentes objetos objetos (lote (lote de de produção, produção, famílias famílias de de produtos, produtos, empresa empresa como como um um todo, todo, etc.) etc.) estando estando sempre sempre sob sob aa responsabilidade responsabilidadede deum umgestor. gestor. Independentemente Independentemente do do objeto objeto de de identificação, identificação, os os custos custos fixos fixos sempre sempre estão estão relacionados relacionados com com um um período período de de tempo, tempo,afetando afetandoooresultado resultadoeconômico econômicodesse desseperíodo. período. 37 MAPA DE INSUMOS PRODUTO X INSUMOS PRODUTO Y Materia-Prima "M" (Kg) 2 1 MOD - montagem (horas) 2 1,5 Inspeção por lote de 100 u por lote de 100 u Brocas (unidades/lote) 6 6 Lubrificantes (litros/lote) 10 10 Tempo de Montagem (período/lote) 0,08 0,08 Tempo de Acabamento (período/lote) 0,08 0,08 1 - a MP "M" é transformada na montagem 2 - a inspenção ocorre ao final das atividades do centro de resultado acabamento 3 - as brocas são consumidas no centro de resultado acabamento 4 - do total de lubrificantes consumidos no lote, 6 litros são da Montagem e 4 litros do Acabto. PARISI, Cláudio: Uma Contribuição ao Estudo de Modelos de Identificação e Acumulação de Resultado. Dissertação de Mestrado. FEA/USP p. 84 a 96. 38 Preço dos insumos de produção (à vista e em moeda constante) INSUMOS valor - $ unidade de medida MP "M" 30,00 Kg Lubrificantes 50,00 Litro Brocas 100,00 unidade Preço de Transferência de X - montagem 70,00 unidade Preço de Transferência de Y - montagem 50,00 unidade Preço de Transferência de X - acabamento 90,00 unidade Preço de Transferência de Y - acabamento 70,00 unidade Preço de Transferência do setor de serviço inspenção 70,00 lote MOD 5,00 hora Taxa de Juros (aplicação e captação) 5% período OUTROS CUSTOS DE PRODUÇÃO Valor - $ Salários e Encargos - montagem 200,00 Salários e Encargos - acabamento 100,00 Salários e Encargos - gerência de produção 300,00 Outros Custos 500,00 TOTAL 1.100,00 * esses custos são classificados como custos indiretos fixos, acumulados por departamento e tratados como custo do período. Da mesma forma são tratados os custos de inspensão dentro de sua área de responsabilidade PLANO DE PRODUÇÃO Unidades Lotes Produto X 400 4 Produto Y 200 2 *'Não há perdas e os lotes são uniformes PARISI, Cláudio: Uma Contribuição ao Estudo de Modelos de Identificação e Acumulação de Resultado. P.84 a 96 39 Ordem de Serviço/Lote N.º MP MOD Data Quant. valor - $ Quant. valor - $ aa 120 3.600,00 180 900,00 aa 80 2.400,00 120 600,00 TOTAL 200 6.000,00 300 1.500,00 4 Quantidade de Lotes Ordem de Serviço/Lote N.º MP MOD Data Quant. valor - $ Quant. valor - $ aa 240 1.200,00 80 400,00 aa 360 1.800,00 120 600,00 TOTAL 600 3.000,00 200 1.000,00 2 Quantidade de Lotes INVENTÁRIO GERAL (Custeio Variável) Produto Quant. Custo Unit. Custo Total 400 86,00 34.400,00 X 200 51,00 10.200,00 Y 600 TOTAL 44.600,00 INVENTÁRIO GERAL (Custeio por Absorção) Produto Quant. C. Variav. C.Fixo Custo Total 400 34.400,00 660,00 35.060,00 X 200 10.200,00 440,00 10.640,00 Y 600 44.600,00 1.100,00 45.700,00 TOTAL * rateio baseado na MOD 0001X Brocas Lubrif. Quant. valor - $ Quant. valor 3 300,00 5 3 300,00 5 600,00 10 TOTAL -$ 250 250 500 0001Y Brocas Lubrif. Quant. valor - $ Quant. valor - $ 3 300,00 5 250 3 300,00 5 250 6 600,00 10 500 5.050,00 3.550,00 8.600,00 34.400,00 TOTAL 2.150,00 2.950,00 5.100,00 10.200,00 PARISI, Cláudio: “Uma Contribuição ao Estudo de Modelos de Identificação e Acumulação de Resultado”. São Paulo – FEA/USP – Dissertação de Mestrado. 1995 p. 84 a 96 40 Custo de Oportunidade da área de produção: Capital Investido (excluídos os estoques) 1.000,00 20.000,00 (5% do capital investido) Reconhecimento do Evento - Transação de Montagem do Produto X TRANSAÇÃO: Montagem do Produto X Data inicio:XX Data Fim YY Produto X Lote X CR-Montagem Receita Operacional 7.000,00 Matéria-Prima 6.000,00 Mão-de-Obra Direta 1.000,00 Lubrificantes 300,00 C. Financeiro de Produção 29,74 Contas/Entidades - receita/produto X composição: Elementos Quantidade Medida Valor -'$ Total Preço de Transf. 100 $ 70,00 7.000,00 MP "M" 200 Kg 30,00 6.000,00 MOD 200 h 5,00 1.000,00 Lubrificante 6 litro 50,00 300,00 Custo de Financiamento da Produção* 29, 74 * C. Financeiro = $7.300,00 (custo dos insumos de produção) x 5% a.p. (pelo tempo de produção 1/12) PARISI, Cláudio: “Uma Contribuição ao Estudo de Modelos de Identificação e Acumulação de Resultado”. São Paulo – FEA/USP – Dissertação de Mestrado. 1995 p. 84 a 96 41 APURAÇÃO DO RESULTADO DA TRANSAÇÃO CENTRO DE RESULTADO: Montagem FASE: realizado TRANSAÇÃO: Montagem do Produto X DATA: XX Produto Unit. Total do Lote Receita Operacional 70,00 7.000,00 Custo do Produto (70,00) (7.000,00) Marg. Contrib. Produto Custo do Lote (300,00) Marg. Contrib. Lote (300,00) Custo de Finan. Produção (29,74) Marg. Contrib. Financeira (29,74) Resultado Econômico (329,74) PARISI, Cláudio: “Uma Contribuição ao Estudo de Modelos de Identificação e Acumulação de Resultado”. São Paulo – FEA/USP – Dissertação de Mestrado. 1995 p. 84 a 96 42 DEMAIS EVENTOS TRANSAÇÃO: Montagem do Produto Y Data inicio:XX Data Fim YY Produto Y Lote Y CR-Montagem Receita Operacional 5.000,00 Matéria-Prima 3.000,00 Mão-de-Obra Direta 750,00 Lubrificantes 300,00 PARISI, Cláudio: “Uma Contribuição ao Estudo de Modelos de Identificação e Acumulação de Resultado”. São Paulo – FEA/USP – Dissertação de Mestrado. 1995 p. 84 a 96 43 CENTRO DE RESULTADO: Acabamento TRANSAÇÃO: Acabamento do Produto X Data inicio:XX Data Fim YY Produto X Lote X CR-Montagem Receita Operacional 9.000,00 Matéria-Prima 7.000,00 Mão-de-Obra Direta 500,00 Brocas 600 Serviço de Inspenção 200 Lubrificantes 70,00 C. Financeiro de Produção 34,10 TRANSAÇÃO: Acabamento do Produto Y Data inicio:XX Data Fim YY Produto Y Lote Y CR-Montagem Receita Operacional 7.000,00 Matéria-Prima 5.000,00 Mão-de-Obra Direta 250,00 Brocas 600 Serviço de Inspenção 200 Lubrificantes 70,00 C. Financeiro de Produção 24,93 PARISI, Cláudio: “Uma Contribuição ao Estudo de Modelos de Identificação e Acumulação de Resultado”. São Paulo – FEA/USP – Dissertação de Mestrado. 1995 p. 84 a 96 44 TRANSAÇÃO: Salários de Produção Data: ZZ CR-Montagem CR-Acabamento AR-Produção Salários e Encargos 200,00 100,00 300,00 TRANSAÇÃO: Custos Fixos de Podução Data: ZZ CR-Montagem CR-Acabamento AR-Produção Custos Fixos 500,00 TRANSAÇÃO:Remuneração do Capital Data: ZZ CR-Montagem CR-Acabamento AR-Produção Custo Remun. do Capital 1.000,00 PARISI, Cláudio: “Uma Contribuição ao Estudo de Modelos de Identificação e Acumulação de Resultado”. São Paulo – FEA/USP – Dissertação de Mestrado. 1995 p. 84 a 96 45 EVENTOS DA ÁREA DE PRODUÇÃO ACUMULADOS POR PERÍODOS Receita Operacional Matéria-Prima MOD Lubrificante Salários e Encargos Custo Finan. Produção Receita Operacional Matéria-Prima MOD Brocas Lubrificantes Serviço de Inspenção Salários e Encargos Custos Fixos Custo Finan. Produção Custo de Rem. Capital MONTAGEM Produto X Produto Y 28.000,00 10.000,00 24.000,00 6.000,00 4.000,00 1.500,00 Lotes X 1.200,00 Lotes Y CR 600,00 200,00 118,96 ACABAMENTO Produto X Produto Y 36000 14000 28000 10000 500 Lotes X 2400 800 280 33,00 Lotes Y CR AR Produção 1200 400 140 100 136,4 300 500 49,86 1000 PARISI, Cláudio: “Uma Contribuição ao Estudo de Modelos de Identificação e Acumulação de Resultado”. São Paulo – FEA/USP – Dissertação de Mestrado. 1995 p. 84 a 96 46 ANÁLISE ANÁLISEDO DOCOMPORTAMENTO COMPORTAMENTODOS DOSRECURSOS RECURSOS As Asreceitas receitasooos oscustos custosdos dosprodutos produtossó sóocorrem ocorremcom comaaocorrência ocorrênciade desuas suas respectivas respectivasentidades entidadeseesão sãoidentificados identificadosde deforma formadireta diretaeeobjetiva; objetiva; As Asreceitas receitaseecustos custossão sãovariáveis variáveiscom comrelação relaçãoao aovolume volumeproduzidos; produzidos; OOcusto custoda dabroca brocaéédireto diretoeevaria variade deforma formaproporcional proporcional em emrelação relaçãoaos aos volumes volumesdas dasentidades entidades“lote “loteX” X”ee“lote “loteY”; Y”;semi-variável semi-variávelem emrelação relaçãoàs àsentidades” entidades” produto produtoX” X”ee“produto “produtoY”; Y”;eecontrolável controlávelpela pelaentidade entidade“centro “centrode deresultado”; resultado”; OO custo custo dos dos salários salários ee encargos encargos de de “acabamento” “acabamento” éé direto, direto, fixo fixo ee controlável controlávelem emrelação relaçãoaaentidade entidade“centro “centrode deresultado resultadoacabamento”; acabamento”;custo custoindireto indireto eefixo fixoem emrelação relaçãoàs àsentidades entidadesreferentes referentesaos aosprodutos produtoseeaos aoslotes, lotes,ou ouseja, seja,independe independe da daocorrência ocorrênciadestas destasunidades unidadespara parasesemanifestar manifestar PARISI, Cláudio: “Uma Contribuição ao Estudo de Modelos de Identificação e Acumulação de Resultado”. São Paulo – FEA/USP – Dissertação de Mestrado. 1995 p. 84 a 96 47 APURAÇÃO DO RESULTADO DA ÁREA DE RESPONSABILIDADE PRODUÇÃO E DE SEUS DOIS CENTROS DE RESPONSABILIDADE CR-Montagem CR-Acabamento AR-Produção Receita Operacional 38.000,00 50.000,00 50.000,00 Custo do Produto (35.500,00) (40.500,00) (38.000,00) Marg. Contrib. Produto 2.500,00 9.500,00 12.000,00 Custo do Lote (1.800,00) (5.220,00) (7.020,00) Mar. Contrib. Operacional 700,00 4.280,00 4.980,00 Custo Finan. Produção (151,96) (186,26) (338,22) Marg. Contrib. Financeira (151,96) (186,26) (338,22) Salários e Encargos dos CR´s (200,00) (100,00) (300,00) Contribuição dos CR´s 348,04 3.993,74 4.341,78 Salários e Encargos AR (300,00) Custo Fixo (500,00) Custo de Remun. Capital (1.000,00) Resultado Econômico 2.541,78 * as receitas operacionais e os custos dos produtos da Área de Responsabilidade produção foram consolidados, portanto, as receitas transferidas pelo Centro de Resultado Montagem anularam os custos recebidos pelo acabamento, já estando totalizados na Área PARISI, Cláudio: “Uma Contribuição ao Estudo de Modelos de Identificação e Acumulação de Resultado”. São Paulo – FEA/USP – Dissertação de Mestrado. 1995 p. 84 a 96 48 CONSIDERAÇÕES CONSIDERAÇÕESFINAIS FINAIS AAidentificação identificaçãode decustos custosfixos fixosàs àsunidades unidadesindividuais individuais de deprodutos produtosnão nãotem temlógica, lógica,ééum umprocedimento procedimentosubjetivo subjetivoeepode pode levar levaraatomada tomadade dedecisões decisõesequivocadas; equivocadas; AAnão nãoalocação alocaçãode decustos custosfixos fixosestruturais estruturaisàs àsunidades unidades individuais individuaisde deprodutos, produtos,tratando-os tratando-ospor porseus seusvalores valoresglobais, globais, assegura asseguraaasua suacorreta corretacontrolabilidade; controlabilidade; Os Osvalores valoresdos doscustos custosfixos, fixos,quando quandoobjetivamente objetivamente identificados, identificados,devem devemser serdeduzidos deduzidosdas dasmargens margensde decontribuição contribuição total totaldos dosprodutos, produtos,famílias famíliasde deprodutos, produtos,atividades atividadesou ouáreas áreasda da empresa; empresa; PARISI, Cláudio: “Uma Contribuição ao Estudo de Modelos de Identificação e Acumulação de Resultado”. São Paulo – FEA/USP – Dissertação de Mestrado. 1995 p. 84 a 96 49 CONSIDERAÇÕES CONSIDERAÇÕESFINAIS FINAIS AAutilização utilizaçãodo dométodo métodode decusteio custeiovariável variávelincorporado incorporado aos aosconceitos conceitosde depreço preçode detransferência transferênciaeecusto custode deoportunidade oportunidade faz fazcom comque quedesapareça desapareçaos osequívocos equívocosgerados geradospelo peloconceito conceitode de custeio custeiopor porabsorção absorção, ,ààmedida medidaque queos oscustos custosfixos fixosnão nãosão são rateados rateadosas asunidades unidadesindividuais individuaisde deprodutos produtoseesim simidentificados identificados de deforma formaglobal globalcom comas asáreas áreasde deresponsabilidade; responsabilidade; AA determinação determinação de de valores valores de de estoques estoques com com base base em em alocação alocaçãode decustos custosfixos fixosestruturais estruturaisaos aosestoques estoquesde deprodução produçãoem em andamento andamento ee de de produtos produtos acabados acabados éé inadequado inadequado para para finalidades finalidades gerenciais, gerenciais, àà medida medida que que gera gera resultados resultados fictícios fictícios ee incentiva incentivaaanão-redução não-redução dos dosníveis níveisde deestoques. estoques. PARISI, Cláudio: “Uma Contribuição ao Estudo de Modelos de Identificação e Acumulação de Resultado”. São Paulo – FEA/USP – Dissertação de Mestrado. 1995 p. 84 a 96 50 CONSIDERAÇÕES CONSIDERAÇÕESFINAIS FINAIS AAutilização utilizaçãodo dométodo métodode decusteio custeiovariável variávelincorporado incorporado aos aosconceitos conceitosde depreço preçode detransferência transferênciaeecusto custode deoportunidade oportunidade faz fazcom comque quedesapareça desapareçaos osequívocos equívocosgerados geradospelo peloconceito conceitode de custeio custeiopor porabsorção absorção, ,ààmedida medidaque queos oscustos custosfixos fixosnão nãosão são rateados rateadosas asunidades unidadesindividuais individuaisde deprodutos produtoseesim simidentificados identificados de deforma formaglobal globalcom comas asáreas áreasde deresponsabilidade; responsabilidade; PARISI, Cláudio: “Uma Contribuição ao Estudo de Modelos de Identificação e Acumulação de Resultado”. São Paulo – FEA/USP – Dissertação de Mestrado. 1995 p. 84 a 96 51 BIBLIOGRAFIA CATELLI, Armando (Coordenador) – “CONTROLADORIA – UMA ABORDAGEM DA GESTÃO ECONÔMICA GECON” – Ed. Atlas, 1999. GARRISON, Ray H. – NOREEN, Eric W - “CONTABILIDADE GERENCIAL” – CTC Editora, 9a. Edição, 2001 GUERREIRO, Reinaldo – “SISTEMA DE CUSTO PADRÃO: ESTRUTURAÇÃO E PROCESSAMENTO INTEGRADO COM OS PRINCÍPIOS DE CONTABILIDADE GERALMENTE ACEITOS” - Dissertação de Mestrado – USP/SP, 1984. ___________________ - “MODELO CONCEITUAL DE SISTEMA DE INFORMAÇÃO DE GESTÃO ECONÔMICA: UMA CONTRIBUIÇÃO À TEORIA DA COMUNICAÇÃO DA CONTABILIDADE” - Tese de Doutoramento – USP/SP, 1989 HORNGREN, Charles T. – FOSTER, George – DATAR, Srikant – “CONTABILIDADE DE CUSTOS” – LTC Editora – 9a. Edição – RJ. MARTINS, Eliseu – “CONTABILIDADE DE CUSTOS” - Ed. Atlas, 8a. Edição, São Paulo. PARISI, Cláudio - “UMA CONTRIBUIÇÃO AO ESTUDO DE MODELOS DE IDENTIFICAÇÃO E ACUMULAÇÃO DE RESULTADO” – Dissertação de Mestrado – USP/SP, 1995. 52