11 a 14 de dezembro de 2012 – Campus de Palmas
PRODUÇÃO DE SILAGEM DE BRAQUIARIA-SOJA, CULTIVADOS EM
CONSÓRCIO.
Wembles Ribeiro dos Santos1; Cleuton Ribeiro de Oliveira 1;Emerson de Castro Ferraz1;
Stefany Gregory Moura1; Adão Felipe dos Santos1; Hélio Bandeira Barros2;
1
Aluno do Curso de Agronomia; Campus de Gurupi - TO; e-mail: [email protected]
Aluno do Curso de Agronomia; Campus de Gurupi - TO; e-mail: [email protected]
1
Aluno do Curso de Agronomia; Campus de Gurupi - TO; e-mail: [email protected]
1
Aluno do Curso de Agronomia; Campus de Gurupi - TO; e-mail: [email protected]
1
Aluno do Curso de Agronomia; Campus de Gurupi - TO; e-mail: [email protected]
“PIBIC/ PERMANÊNCIA”
2
Orientador(a) do Curso de Agronomia; Campus de Gurupi; e-mail: [email protected]
1
RESUMO: Objetivou-se com este trabalho avaliar a produção de silagem de capim-braquiária e o
cultivo consorciado com soja com diferentes densidades 2, 4, 6, 8 e 10 plantas por metro linear e
população fixa de capim. Avaliaram-se as produções de massa verde (MV), massa seca (MS) por
hectare e proteína bruta (PB %), a colheita foi realizada no estádio fenológico R6 de plantas de soja.
As produtividades de massa verde em braquiária cultivo exclusivo foi 21.918,75 kg ha
-1
e soja
-1
cultivo exclusivo foi 10.168,75 kg ha . A maior produção de MS se deu no consórcio de S x B – 2
com 25.600 kg ha -1. Nas silagens obtidas no cultivo de soja exclusivo (SCE), o teor de proteína
bruta (PB) foi 16,36 %, e braquiária cultivo exclusivo (BCE) com 7,59 %. As porcentagens de PB
dentro do consórcio não apresentaram diferenças significativas. De acordo com resultados o cultivo
de soja e consórcio não houve diferença significativa com relação a PB.
Palavras-chave: matéria seca; proteína Bruta; consórcio
INTRODUÇÃO
A pecuária brasileira possui ainda vários entraves à produtividade, como a degradação das
pastagens (Townsend et al., 2000; Oliveira et al., 2001a), a escassez de alimento volumoso e a
perda do valor nutritivo desses alimentos para alimentação de bovinos durante o período seco do
ano (Santos et al., 2004).
Entre as culturas com potencial para ensilagem, a soja, tanto na forma exclusiva como em
associação a gramíneas, tem sido utilizada principalmente em virtude de sua capacidade de
aumentar o teor de proteína do material ensilado (Evangelista, 1991; Obeid et al., 1992a,b).
O consórcio, prática muito utilizada nas propriedades agrícolas, encontra-se na dependência
direta das culturas envolvidas, havendo a necessidade de uma complementação entre ambas para
que esse sistema seja mais vantajoso em relação ao monocultivo. Assim, objetivou-se com este
1
11 a 14 de dezembro de 2012 – Campus de Palmas
trabalho avaliar a produção de massa seca (MS) e estudar as características qualitativas de silagens
de soja, capim-braquiária e do material resultante do cultivo dessas duas culturas em consórcio.
MATERIAL E MÉTODOS
O ensaio foi conduzido em área experimental da Universidade Federal do Tocantins situada
a uma altitude de 280 m, latitude de 11°43’45” S e longitude 49°04’07” W, em Latossolo Vermelho
amarelo distrófico de textura média, Campus Universitário de Gurupi, Tocantins.
O plantio foi realizado no dia 22 de dezembro de 2011. As culturas foram estabelecidas pelo
método de plantio direto, após levantamento prévio das plantas daninhas infestantes na área e da
adequada dessecação com herbicida para plantio direto. A cultivar de soja utilizada foi a M 9144
RR e o capim Brachiaria brizantha cv MG5 (2 a 3 kg/há de semente). A adubação e o manejo
estabelecidos foram realizados seguindo as recomendações básicas para a cultura da soja em cultivo
exclusivo, sem adicional de adubo para a cultura do capim-braquiária.
O delineamento experimental foi em blocos casualizados, com 7 tratamentos e 4 repetições.
Cada parcela foi constituída de 4 fileiras espaçadas de 0,4 m entre linhas e 5,0 m de comprimento,
considerando como área útil as duas fileiras centrais. Utilizando-se três áreas distintas da
propriedade, mas com características edáficas semelhantes, e distribuídas da seguinte forma: Área I
- cultivo exclusivo de capim braquiária (BCE); Área II - cultivo de capim braquiária em consórcio
com soja (BS); Área III - cultivo exclusivo de soja (SCE).
Na área II foi realizado desbaste aos 15 dias após a emergência das plântulas, procurando-se
manter as seguintes proporções de plantas de soja em relação à braquiária de forma a obter-se 2, 4,
6, 8 e 10 plantas de soja por metro linear para uma população fixa de braquiária. A estimativa de
produção de matéria seca das culturas foi feita utilizando dados coletados em amostras aleatórias e
representativas do material coletado na parcela útil. Para confecção das silagens o material colhido
na parcela útil foi picado em partículas de 2 a 3 cm, utilizando uma ensiladeira tratorizado.
Essas amostragens foram coletadas quando as plantas de soja das áreas I e II encontraram-se
nos estádios fonológicos R6 (Pleno enchimento das vargens), de acordo com classificação de Fehr
& Caviness (1977). Foram utilizados silos de PVC com 30 cm de altura por 10 cm de diâmetro,
providos de válvula nas tampas para permitir o escoamento de gases.
As amostras de forrageiras de cada tratamento foram ensiladas e armazenadas por um
período de 45 dias. Após esse período os silos foram abertos, e o material homogeneizados e
retirada parte da silagem para secagem em estufa com circulação de ar forçada, a 60ºC por 72 horas.
Em seguida, o material foi moído em moinho de facas equipado com peneira de malha de 1 mm. As
amostras foram submetidas a análises para determinação da composição em matéria seca (MS) e
2
11 a 14 de dezembro de 2012 – Campus de Palmas
proteína bruta (PB) utilizando o método Kjeldahl. Os dados foram comparados pelo teste de Tukey
com o nível de 5% de probabilidade.
RESULTADO E DISCASSÃO
No quadro da ANAVA os dados avaliados para massa verde, massa seca e proteína bruta,
foram significativos pelo teste F para os dois níveis (5 e 1 % de probabilidade) (Tabela 1).
O rendimento de massa verde no cultivo em consórcio não foi influenciado pelas densidades
de plantas de soja por metro linear. Os cultivos em consórcio apresentaram maior produção foi soja
x braquiária (S x B – 2) com 25.600 kg ha
-1
e o que apresentou menor produção foi soja x
braquiária (S x B – 8) com 19.731,25 kg ha -1. As produtividades de massa verde de braquiária
21.918,75 kg ha -1 e soja de 10.168,75 kg ha -1 (Tabela 2).
Tabela 1. Resumo da ANAVA para as características: massa verde (MV), Massa Seca (MS e
proteína bruta (PB), de cultivo de braquiária x soja, cultivados em blocos com quatro repetições, em
Gurupi-TO, no período agrícola 2011/2012.
FV
GL
MV
107.668.370,5 **
5.040.535,71
16.731.733,63
QM
MS
13.261.960,39 **
844.627,43
1.917.863,48
Tratamento
6
Bloco
3
T x B(ERRO)
18
Resíduo
27
Média
21.185,71
7.286,22
CV (%)
19.31
19,01
** e * significativo a 1 e a 5% de probabilidade pelo teste F, respectivamente.
Os valores de produtividade de massa seca 3.664,12 kg ha
-1
PB
40.65 **
0.43
0.91
9.22
10.39
(Tabela 2) soja em cultivo
exclusivo (SCE), colhidos em R6 se aproximaram dos descritos pela literatura. Jiménez et al.
(2004), obtiveram produtividade média de apenas 3.500 kg de MS/ha em silagens de soja.
Os valores de massa seca (MS) não apresentaram diferença significativa entre os
tratamentos com o cultivo soja x braquiária (SBC) e o de maior rendimento 8.894,6 kg ha -1. Os
tratamentos de soja (SCE) e soja x braquiária (S x B – 8) assemelham-se estaticamente pelo teste de
Tukey a 5% de probabilidade (Tabela 2).
Nas silagens obtidas no cultivo de soja exclusivo (SCE), o teor de proteína bruta (PB) foi
16,36 % (Tabela 2), assemelhando a resultados encontrados em outras literaturas. Em trabalho de
Coffey et al. (1995), foram encontradas médias de 16,0 a 20,6% de PB na MS de silagens feitas nos
3
11 a 14 de dezembro de 2012 – Campus de Palmas
estádios R2, R4 e R6 em dois anos consecutivos. O NRC (2001) cita 17,4% de PB para silagens de
soja, valor médio obtido de 20 trabalhos.
Tabela 2. Valores médios de massa verde (MV), matéria seca (MS) e proteína bruta (PB) de soja e
braquiária obtidos no ensaio de avaliação de soja e braquiária em consórcio e monocultivo, visando
à produção de forragem, ano agrícola 2011/12, Gurupi (TO). 2012.
TRATAMENTO
SxB–2
SxB–4
SxB–6
SxB–8
S x B – 10
Braquiária
Soja
MÉDIA
MV (Kg.ha-1 )
25.600
a
23.456,25 a
23.893,75 a
19.731,25 a
23.531,25 a
21.918,75 a
10.168,75 b
21.185,71
MS (Kg.ha-1)
8.894,60 a
7.806,49 a
8.659,85 a
6.498,99 a b
8.446,09 a
7.033,42 a
3.664,12 b
7.286,22
PB (%)
7,63 b
8,00 b
8,46 b
7,69 b
8,64 b
7,59 b
16,36 a
9.22
* Médias seguidas de mesma letra minúscula na coluna não diferem pelo teste de Tukey, ao nível de
5% de probabilidade.
Os teores de PB encontrados no consórcio não apresentaram diferença se comparados do
braquiária cultivo exclusivo (BCE) com 7,59 %. O que obteve maior quantidade de PB, dentro do
consórcio foi o S x B – 10 com 8,64 % e a menor quantidade S x B – 2 com 7,63 % (Tabela 2).
A dificuldade de se conseguir grande número de plantas de soja, principalmente quando esta
é consorciada com cultivares de grande porte (GOMIDE et al., 1989), é a maior competição por luz,
nutrientes e água, o que muitas vezes inviabiliza a utilização dos consórcios. De acordo com
resultados o cultivo de soja e consórcio não houve diferença significativa com relação a PB.
LITERATURA CITADA
EVANGELISTA, A.R.; GARCIA, R.; OBEID, J.A. et al. Consórcio milho-soja: Revista Brasileira
de Zootecnia, v.20, n.6, p.578-584, 1991.
COFFEY, K.P.; GRANADE, G.V.; MOYER, J.L. Nutrient content of silages made from wholeplant soybeans. The Professional Animal Science, v.11, p.74-80, 1995.
FEHR, W.R.; CAVINESS, C.E. Stage of soybean development. Iowa: Iowa State University, 977.
12p. (Special Report 80).
JIMÉNEZ, C.; PINEDA, L.; LEÓN, B. et al. Planting maize in association with forage soybean for
silage production. II. Indicators of silage quality. In: FEEDING SYSTEMS WITH FORAGE
4
11 a 14 de dezembro de 2012 – Campus de Palmas
LEGUMES T O INTENSIFY DAIR Y PRODUCTION IN LATIN AMERICA AND THE
CARIBBEAN, 2004, Cali. Proceedings…Cali: International Cen ter for TropicalAgriculture, 2004.
(CD-ROM)
MIRANDA, C.H.B.; FERNANDES, C.D.; CADISCH, G. Quantifying the nitrogen fixed by
Stylosanthes. Pasturas Tropicales, v.21, n.1, p.64 -69, 1999.
NATIONAL RESEARCH COUNCIL - NRC. Nutrient requirements of beef cattle. 7.ed.
Washington, D.C.: National Academy Press, 2001. 381p.
OBEID, J.A.; GOMIDE, J.A.; CRUZ, M.E. et al. Silagem consorciada de Milho ( Zea mays) com
leguminosas: produção e composição bromatológica. Revista Brasileira de Zootecnia, v.21, n.1,
p.33-38, 1992.
OBEID, J.A.; GOMIDE, J.A.; CRUZ, M.E. Qualidade e valor nutritivo de silagem consorciada de
milho (Zea mays) com soja anual ( Glycine max. (L.) Merrill). Revista Brasileira de Zootecnia,
v.21, n.1, p.39-44, 1992.
OLIVEIRA, O.C.; OLIVEIRA, I.P.; FERREIRA, E. et al. Response of degraded pastures in the
Brazilian Cerrado to chemical fertilization. Pasturas Tropicales, v.13, n.1, p.14-18, 2001.
SANTOS, E.D.G.; PAULINO, M.F.; QUEIROZ, D.S. Avaliação de pastagem diferida de
Brachiaria decumbens stapf: características químico-bromatológicas da forragem durante a seca.
Revista Brasileira de Zootecnia, v.33, n.1, p.203-213, 2004.
TOWNSEND, C.R.; COSTA, N.L.; PEREIRA, R.G. Renovação de pastagens degradadas em
consórcio com milho na Amazônia Ocidental. In: CONGRESSO NACIONAL DE MILHO E
SORGO, 18., 2000, Uberlândia, Anais... Uberlândia: Associação Brasileira de Milho e Sorgo,
2000. (CD-ROM).
AGRADECIMENTOS
O presente trabalho foi realizado com o apoio da UFT
5
Download

produção de silagem de braquiaria-soja, cultivados