AVALIAÇÃO DA ACEITABILIDADE DA BALA DE COCO ENRIQUECIDA COM GRÃO DE SOJA TORRADO E MOÍDO EVALUATION OF THE ACCEPTABILITY OF THE COCONUT CANDY ENRICHED WITH ROASTED AND GROUND SOYBEANS Selbert Ferreira Prates Neves¹, Hosana Souza Silva², Sandra Regina Marcolino Gherardi3, Ezequiel Ferreira de Amorim¹ ¹Aluno de Graduação do Curso de Tecnologia em Alimentos – Instituto Federal Goiano Campus Urutaí- GO ² Graduada em Tecnologia em Alimentos - Instituto Federal Goiano Campus Urutaí - GO 3 Doutoranda do Programa de Pós-graduação da Escola de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Goiás e Docente do Instituto Federal Goiano - Campus Urutaí GO. Palavras – chave: aceitabilidade; bala; coco. Introdução A soja adicionada à bala de coco pode enriquecê-la em vários pontos. Segundo Peres 2006, a soja é uma excelente fonte de energia para pessoas que praticam esportes, além de auxiliar na redução do mau colesterol, além disso, a bala de coco pode ser usada como uma fonte de proteína de alta qualidade para ajudar a atender a necessidade aumentada de proteínas durante a fase de crescimento infantil e atividades físicas, fornecendo os aminoácidos necessários para o desenvolvimento físico e muscular. O exercício é saudável, mas cria um stress oxidante que pode contribuir para as dores e inflamações dos músculos e a formação de radicais livres. As isoflavonas nas proteínas da soja produzem efeitos antioxidantes, que podem ajudar a diminuir a dor e a inflamação e favorecer o retorno dos atletas ao treinamento mais rapidamente (PERES 2006). Em função do Brasil ser o segundo maior produtor mundial de soja e o terceiro maior produtor mundial de balas, o presente trabalho teve por objetivo agregar valor protéico a bala de coco, e avaliar a aceitabilidade da mesma. Para tanto, foi desenvolvido um produto enriquecido com soja torrada e moída, sendo elaboradas duas formulações com diferentes níveis de soja. Material e Métodos A bala de coco enriquecida com soja torrada e moída foi fabricada seguindo o mesmo processo utilizado pela indústria. Onde após a obtenção da massa, esta é resfriada e puxada com o auxílio de um puxador e cortada no formato tradicional. Para a avaliação da aceitabilidade foram desenvolvidas duas formulações, a primeira utilizando 20g e a segunda 40g de soja torrada e moída aqui denominadas respectivamente como amostras A e B. Foi adotado o Teste de Aceitação com 100 adultos e 100 crianças. A avaliação sensorial com adultos foi realizada no Laboratório de Análise Sensorial do Instituto Federal Goiano-Campus Urutaí, em cabines individuais, com luz incandescente vermelha preenchendo uma ficha com a escala hedônica de categoria verbal de nove pontos para cada amostra. O painel constou de professores, alunos e funcionários da instituição, que foram selecionados por apreciarem bala e disponibilidade para a participação nos testes. Já a avaliação sensorial com crianças contendo idade entre 5 a 9 anos foi realizada na Escola Municipal de 1º Grau “Maria Cândida de Jesus” na cidade de Urutaí-GO. Para as crianças as fichas apresentadas foram com escala hedônica facial de três pontos, onde aparecem três faces com diferentes expressões, uma sorrindo, uma indiferente e outra descontente. As amostras foram apresentadas aos provadores em pequenos pedaços de forma casualizada, codificadas ao acaso com números de três dígitos. Os resultados foram avaliados pela análise de variância e pelo teste de Tukey, ao nível de 5% de significância, mediante o programa estatístico Assistat, versão 7.5 beta (SILVA, 2008). Resultados e Discussão O resultado do teste de aceitação com adultos demonstrou que a bala que possuía em sua formulação menor proporção de soja foi a mais aceita. Houve maior pontuação para a amostra A (Tabela 1), o que permitiu concluir que a quantidade de soja utilizada interferiu na escolha. Mesmo existindo diferença na pontuação as duas amostras foram aceitas mantendo-se dentro da média de aceitação. Tabela 1: Médias entre as formulações Formulação Media (A) 7.74 a* (B) 7.50 b* *As médias seguidas pela mesma letra não diferem estatisticamente entre si. A avaliação com as crianças utilizando a escala hedônica facial foi de extrema importância, pois permitiu que as crianças se expressassem com mais clareza, uma vez que a questão foi apresentada de maneira objetiva, possibilitando melhor interpretação por parte delas. O resultado demonstrou que as amostras A e B não diferiram entre si ao nível de significância de 5% (Tabela 2). Observou-se, portanto, que a quantidade de soja inserida na bala no caso de crianças, não interferiu na aceitação da mesma. Este fato favorece a introdução da soja na alimentação infantil, o que pode levar a um maior consumo desta na futura população adulta do país, influenciando positivamente no hábito alimentar da mesma. Tabela 2: Médias entre as formulações Formulação Media (A) 2.98 a* (B) 2.98 a* * As médias seguidas pela mesma letra não diferem estatisticamente entre si. Conclusão Os resultados obtidos revelaram que o produto obteve boa aceitação tanto com adultos quanto com crianças tornando-o viável comercialmente. Além de ser um produto de rápida reposição energética, pode ajudar a complementar as necessidades diárias individuais de proteína, favorecendo também, a introdução da soja na alimentação humana. Sua fabricação torna-se viável, visto que o Brasil é um grande produtor de soja, além disso possui uma indústria bastante desenvolvida na setor de balas sendo também grande consumidor das mesmas. Referências Bibliográficas PERES, A. de N.; Soja não é só para Vegetarianos. 2006. Disponível em: < http:// www.fisiculturismo.com.br/artigo.php?id=230&titulo=Soja+n%C3%A3o+%C3%A9+s%C3%B 3+para+vegetarianos.html>. Acessado em: 25/03/2009 SILVA, F. de A. S. e. ASSISTAT Versão 7.5 beta. Campina Grande-PB, 2008. Disponível em: <http://www.assistat.com>. Acessado em: 20/04/2009. Autor a ser contactado: Selbert Ferreira Prates Neves, Estudante de Graduação do Curso de Tecnologia em Alimentos – e-mail: [email protected]