Directrizes EAN•UCC
para a Rastreabilidade da Carne de Bovino
Directrizes EAN•UCC para a Rastreabilidade da Carne de Bovino
Índice
DISPOSIÇÕES GERAIS...................................................................................................................................................3
Limitações das Directrizes.............................................................................................................................................3
AGRADECIMENTOS ........................................................................................................................................................4
INTRODUÇÃO...................................................................................................................................................................5
1 EAN•UCC .......................................................................................................................................................................6
1.1 GS1...........................................................................................................................................................................6
2 IMPACTO DO REGULAMENTO (CE) 1760/2000.......................................................................................................7
3 CODIFICAÇÃO EAN•UCC ............................................................................................................................................8
3.1 Códigos de Barras...................................................................................................................................................8
3.2 Códigos EAN•UCC com Informação Adicional......................................................................................................9
4 RECOMENDAÇÕES................................................................................................................................................... 10
•
Troca de Informação na Etiqueta da Carne a) ............................................................................................ 11
4.1 AI’s na Cadeia de Valor da Carne de Bovino ..................................................................................................... 12
4.2 Abate ..................................................................................................................................................................... 12
•
Regulamento (CE) 1760/2000 .................................................................................................................... 13
•
Recomendação EAN•UCC ......................................................................................................................... 13
4.3 Corte/Sala de Desmancha................................................................................................................................... 14
•
Regulamento (CE) 1760/2000 .................................................................................................................... 14
•
Recomendação EAN•UCC ......................................................................................................................... 14
4.4 Venda .................................................................................................................................................................... 15
•
Regulamento (CE) 1760/2000 .................................................................................................................... 16
•
Recomendação EAN•UCC ......................................................................................................................... 16
5 COMO COMEÇAR...................................................................................................................................................... 16
6 DESENVOLVIMENTOS.............................................................................................................................................. 17
6.1 Comunicação Electrónica .................................................................................................................................... 17
6.2 Captura Automática de Dados............................................................................................................................. 17
ANEXOS ......................................................................................................................................................................... 18
Exemplos de Etiquetas............................................................................................................................................... 18
•
Etiqueta de Carcaça .................................................................................................................................... 18
•
Etiqueta de Processamento ........................................................................................................................ 19
•
Etiqueta de Processamento ........................................................................................................................ 20
•
Etiqueta para o Consumidor........................................................................................................................ 21
2
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Directrizes EAN•UCC para a Rastreabilidade da Carne de Bovino
DISPOSIÇÕES GERAIS
A revogação e substituição do Regulamento (CE) 820/97 pelo Regulamento (CE) 1760/2000, adiante designado
como “Regulamento de Rotulagem da Carne de Bovino”, exigiu especial atenção por parte do Sistema EAN•UCC.
A publicação da terceira edição do documento “Directrizes para a Rastreabilidade da Carne de Bovino” vem
substituir por completo as publicações anteriormente editadas.
O objectivo destas Directrizes é apresentar uma solução para a implementação do “Regulamento de Rotulagem
da Carne de Bovino” fazendo uso de um sistema de identificação e de codificação aceite internacionalmente - o
Sistema EAN•UCC. A utilização de normas comuns de identificação e de comunicação, melhora
significativamente a precisão e a velocidade da informação relacionada com a origem e o processamento da carne
de bovino, resultando num aumento da eficiência e na redução de custos respeitantes à cadeia de valor da carne
de bovino.
A adopção das “Directrizes da Rastreabilidade da Carne de Bovino” é voluntária. Estas directrizes definem os
requisitos necessários para implementar o “Regulamento de Rotulagem da Carne de Bovino”, por forma a
viabilizar a rastreabilidade dos produtos cárnicos, bem como apresentam um modelo de Boas Práticas para a
implementação eficiente do referido regulamento. A utilização do Sistema EAN•UCC na cadeia de valor da carne
de bovino é baseada no documento intitulado “Especificações Gerais EAN•UCC” que é recomendado pela
Comissão Económica das Nações Unidas para a Europa (UNECE)1.
Limitações das Directrizes
Estas directrizes proporcionam ajuda, informações e recomendações necessárias para se poder compreender e
utilizar o Sistema EAN•UCC na cadeia de valor da carne de bovino, em unidades comerciais (embalagens) entre o
matadouro e o ponto de venda no retalho.
A rastreabilidade efectiva realizada desde o matadouro até ao animal individual ou grupo de animais, exigida pelo
“Regulamento de Rotulagem da Carne de Bovino”, é baseada na precisão da informação sobre o animal residente
na base de dados do matadouro.
Estas directrizes dizem respeito especificamente ao Sistema EAN•UCC de identificação, numeração e codificação,
com a finalidade de localizar e rastrear os produtos de carne de bovino.
No que respeita às normas referentes às unidades logísticas (paletes, caixas de cartão) é possível encontrar
informação no documento “Especificações Gerais EAN•UCC”.
A implementação destas directrizes é recomendada para os países que comercializam produtos de carne de
bovino com os países da União Europeia, nomeadamente para a aplicação dos Artigos 11º, 12º, 13º, 14º, e 15º
do “Regulamento de Rotulagem da Carne de Bovino”.
Estas directrizes não dizem respeito à utilização de Mensagens EANCOM® que serão mencionadas em futuras
edições. Para mais informações sobre Rastreabilidade deverá contactar a GS1 Portugal-CODIPOR.
1
Ver secção da UNECE sobre carne de bovino em http://www.unece.org/trade/agr
3
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Directrizes EAN•UCC para a Rastreabilidade da Carne de Bovino
As Directrizes para a Rastreabilidade da Carne de Bovino poderão ser rectificada a qualquer momento, sendo
publicada uma nova edição. Estas directrizes estão alinhadas com as disposições inter-governamentais e
comerciais para a identificação da carne de bovino, sendo possível aplicá-las a partir do momento em que são
publicadas.
Todos os códigos de barras representados nestas directrizes são apenas para efeitos de ilustração, ou seja a
fiabilidade de impressão dos mesmos não viabiliza a sua leitura óptica.
AGRADECIMENTOS
A GS1, “ex” EAN International, agradece a ajuda inestimável na elaboração destas Directrizes, prestada por todas
as organizações e indivíduos que participaram no grupo de trabalho da “Cadeia de Valor da Carne”, à Secção
Especializada em Normalização da Carne da Comissão Económica das Nações Unidas para a Europa, ao
Projecto de Acção Concertada para a Automatização da Carne, ao Expert Advisory Board, e a todos os membros
do European Meat Expert Group (EMEG).
A GS1,
ainda:
ƒ
ƒ
ƒ
ƒ
ƒ
ƒ
ƒ
ƒ
ƒ
ƒ
ƒ
ƒ
ƒ
ƒ
ƒ
“ex” EAN International agradece particularmente às Organizações Membro EAN pelo apoio prestado, e
AUS-MEAT
Central Bureau of Provision Trade (NL: CBL)
European Commission DG Agri
European Livestock and Meat Trading Union
EuroCommerce
EuroHandelsinstitute
French Ministry of Economy (FR: DGCCRF)
International Meat Secretariat
Liaison Centre for the Meat Processing in the EU
Meat Automation Concerted Action
Meat and Livestock Australia
Meat and Livestock Commission (UK)
Product Boards for Livestock, Meat and Eggs (NL: PVE)
United Nations Economic Commission for Europe
United States Department of Agriculture
O nosso especial apreço vai também para todas as companhias, organizações, especialistas e provedores de
tecnologia que participaram na implementação bem sucedida do Sistema EAN•UCC nos projectos piloto de
“Rastreabilidade da Carne de Bovino”.
4
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Directrizes EAN•UCC para a Rastreabilidade da Carne de Bovino
INTRODUÇÃO
A Segurança Alimentar tornou-se uma prioridade para a cadeia de valor da carne.
Assim, um sistema de rastreabilidade eficaz e com custo eficiente deverá localizar, com exactidão, todos os
produtos nos quais tenham sido detectadas situações de risco alimentar relacionadas com a área de origem
geográfica específica, com o abate ou unidade de processamento, com a quinta de criação ou mesmo com o
próprio animal.
A Comissão Europeia reconheceu a necessidade urgente de recuperar a confiança do consumidor nos produtos
de carne de bovino, e para isso acredita na rápida localização destes produtos ao longo da cadeia de valor.
Consequentemente, baseado na proposta da Comissão Europeia, o Parlamento e Conselho Europeu adaptaram
um regulamento obrigatório para a rotulagem da carne de bovino (CE) 1760/2000 (adiante designado por
Regulamento de Rotulagem da Carne de Bovino)2. Este Regulamento encontra-se em vigor desde Janeiro de
2001 em todos os Estados Membro da União Europeia.
O Regulamento de Rotulagem da Carne de Bovino tem como finalidade assegurar uma ligação entre, por um
lado, a identificação da carcaça, dos quartos ou de peças de carne de bovino, e por outro, o animal individual ou o
grupo de animais dos quais derivam. Em particular, a etiqueta da carne de bovino tem que conter
obrigatoriamente, em formato humanamente legível, 6 elementos:
ƒ
ƒ
ƒ
ƒ
ƒ
ƒ
Um Número de Referência ou Código de Referência que assegure o vínculo entre a carne e o animal ou
o grupo de animais;
País de Nascença3;
País/Países de Engorda3;
País de Abate;
País/Países de Corte;
Número de Aprovação do Matadouro e Sala(s) de Desmancha.
A adopção do Sistema EAN•UCC, um sistema de identificação numérica único, em conjunto com a aplicação do
Código de Barras UCC/EAN-128, pode ajudar os utilizadores a cumprir o Regulamento de Rotulagem da Carne
de Bovino. Estas directrizes demonstram como implementar este Regulamento de uma maneira eficiente
utilizando o Sistema EAN•UCC. Porém, esta edição, não contempla as soluções de Transferência Electrónica de
Documentos (EDI)4 para Localizar e Rastrear. As Mensagens EDI serão incluídas em futuras publicações destas
Directrizes.
O capítulo 1 apresenta uma curta descrição da organização que está por trás do Sistema EAN•UCC, no capítulo
2, é referida a análise do impacto do Regulamento de Rotulagem da Carne de Bovino na cadeia de valor da
carne de bovino. O capítulo 3 fornece uma explicação dos códigos de barras utilizados. A parte principal deste
documento, do capítulo 4 em diante, examina passo a passo as implicações da implementação destas directrizes
para a cadeia de valor da carne.
2
Uma cópia do Regulamento (CE) 1760/2000 poderá ser apreciada no Web site oficial da União Europeia
no endereço http://www.europe.eu.int
3
Obrigatório desde 1 de Janeiro de 2002; Ver Regulamento (CE) 1760/2000, Artigo 13º (5a)
4
EANCOM® é a Norma EAN•UCC para as mensagens EDI
5
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Directrizes EAN•UCC para a Rastreabilidade da Carne de Bovino
Estas directrizes contêm ainda referência a outros documentos relativos à implementação geral do Regulamento
de Rotulagem da Carne de Bovino e do Sistema EAN•UCC. Aconselha-se aos parceiros comerciais da cadeia de
valor da carne de bovino a contactar a autoridade nacional do país membro com que mantenham relações
comerciais, para poderem estabelecer as diferenças na implementação nacional ou na interpretação da
legislação.
1 EAN•UCC
1.1 GS1
A GS1, “ex” EAN International é uma organização global, independente e sem fins lucrativos, que administra e
mantém o Sistema EAN•UCC. No contexto destas directrizes, destacam-se principalmente os dois conjuntos de
Normas EAN•UCC complementares para a gestão eficaz da cadeia de valor: as Normas EAN•UCC para a
Captura de Dados de Identificação Automática (AIDC), descritos nas “Especificações Gerais EAN•UCC”, e as
Normas EANCOM® para Transferência Electrónica de Documentos (EDI). Actualmente, a GS1está a desenvolver
mensagens EDI para a cadeia de valor da carne de bovino.
O princípio fundamental do Sistema EAN•UCC é ser um sistema inequívoco de identificação numérica utilizado
para identificar bens, serviços ou locais ao longo de qualquer cadeia de valor. Aplicando as técnicas de captura
automática de dados, este sistema de identificação numérica pode ser aplicado com sucesso em todas as fases
de produção, transformação e distribuição.
No entanto, embora a aplicação imediata e mais visível do Sistema EAN•UCC seja o código de barras
(nomeadamente, o Código EAN-13) é importante recordar que um código de barras é apenas uma representação,
legível por máquina, do número que lhe está associado e que identifica o artigo ao qual foi atribuído.
O Sistema EAN•UCC serve para a identificação única e global e supera problemas de confusões, duplicações e
más interpretações, porque todos os utilizadores do Sistema EAN•UCC seguem as mesmas regras de
codificação.
As Organizações Membro da GS1 asseguram local e mundialmente a singularidade dos números pelo uso de
prefixos específicos. Um número EAN•UCC pode ser reconhecido por parceiros comerciais que operam local ou
globalmente.
Além disso, o Sistema EAN•UCC permite transportar informação adicional sobre o artigo, isto é, para além da
simples identificação numérica do artigo, pode, por exemplo, identificar-se a empresas, números específicos de
referência industrial, ou números de lote.
A GS1 está representada em 140 países e com sede em Bruxelas, coordena 110 Organizações Membro, sendo
responsável por assegurar a consistência mundial do Sistema EAN•UCC.
Nos finais do ano 2000, foi constituído no seio da EAN International, actual GS1, o EMEG - European Meat Expert
Group - para examinar as implicações do Regulamento de Rotulagem da Carne de Bovino e como o Sistema
EAN•UCC poderia ser aplicado para servir a cadeia de valor da carne.
6
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Directrizes EAN•UCC para a Rastreabilidade da Carne de Bovino
Estas directrizes têm por base o Regulamento de Rotulagem da Carne de Bovino, e são principalmente
direccionadas para:
ƒ
ƒ
ƒ
Todos Estados Membro da União Europeia;
Países exteriores à União Europeia que exportam para este território;
Países que não são membros da União Europeia mas que decidam adoptar o Regulamento de
Rotulagem de Carne de Bovino como meio para Localizar e Rastrear a cadeia de valor da carne.
Nota:
Embora não seja um país membro da União Europeia, o governo norueguês decidiu tornar obrigatório, na Noruega, o
Regulamento de Rotulagem da Carne de Bovino.
2 IMPACTO DO REGULAMENTO (CE) 1760/2000
A rastreabilidade da carne de bovino exige um método fiável para identificação dos animais, carcaças e cortes em
todos os níveis de embalagem de transporte/ armazenamento em qualquer ponto da cadeia de valor. A
inequívoca identificação numérica deve ser aplicada e registada com precisão para garantir uma ligação entre
cada ponto de processamento na cadeia de valor.
O sistema de identificação e registo dos bovinos na União Europeia deverá incluir os seguintes elementos6:
ƒ
ƒ
ƒ
ƒ
Identificação individual dos animais através da Etiqueta da Orelha;
Bases de dados computadorizadas;
Passaportes dos animais;
Os registos individuais dos animais têm que ser mantidos por cada criador/proprietário/agricultor.
Os dados que documentam o histórico do animal devem ser incluídos no seu passaporte ou numa base de dados.
A localização e a rastreabilidade da carne de bovino originaram um interesse e debate bastante significativos.
Contudo, é importante fazer-se a distinção entre os requisitos legais, as tecnologias necessárias para
implementar a Localização/ Rastreabilidade, e o Sistema EAN•UCC.
Os legisladores definiram as exigências legais relativas à segurança alimentar. O Sistema EAN•UCC permite a
gestão eficiente da segurança alimentar. Porém, é da responsabilidade dos parceiros comerciais na cadeia de
valor tirar proveito das capacidades que o Sistema EAN•UCC fornece, para assegurar a total conformidade com o
Regulamento (CE) 1760/2000.
Recentemente, as Nações Unidas deliberaram recomendar oficialmente utilização do Sistema EAN•UCC para
Localizar e Rastrear a carne de bovino7. A cadeia de valor europeia da carne de bovino pretende implementar o
Regulamento de Rotulagem da Carne de Bovino recorrendo ao Sistema EAN•UCC.
6
7
Regulamento (CE) 1760/2000: Artigo 3º
Ver, por favor, a secção da UN/ECE em http://www.unece.org/trade/agr
7
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Directrizes EAN•UCC para a Rastreabilidade da Carne de Bovino
“Localizar” é a recuperação de uma expedição, de uma embalagem, etc.
É a capacidade de seguir o caminho de uma unidade e/ou lote específico de um produto ao longo da cadeia de
valor, na medida em que estes se movimentam entre parceiros comerciais. Os produtos são localizados
rotineiramente por uma questão de disponibilidade, gestão de stocks e/ou propósitos logísticos. No contexto
destas Directrizes o enfoque é para a localização da carne de bovino desde o matadouro até ao ponto de
venda no retalho.
“Rastrear” é a recuperação da informação para reconstruir a história de uma expedição, de uma embalagem
etc.
É a capacidade de identificar a origem de uma dada unidade e/ou de um lote de produto que circula na cadeia
de valor pela referência aos registos que estão na posse dos parceiros no upstream dessa cadeia. Os produtos
são rastreados com o objectivo de poder recuperá-los por qualquer questão, nomeadamente, quando forem
alvo de uma reclamação. No contexto destas Directrizes, o enfoque é permitir a rastreabilidade dos produtos
bovinos, desde o retalho até ao matadouro. Estas directrizes não localizam o movimento de animais vivos
entre proprietários. Rastrear até ao animal, verificando inclusive o país de nascença e de engorda, dependente
da exactidão da informação que é exigida pelo Regulamento de Rotulagem da Carne de Bovino. Os dados são
da responsabilidade dos matadouros.
3 CODIFICAÇÃO EAN•UCC
Os códigos de barras transportam dados. O código de barras é usado no Sistema EAN•UCC para codificar dados
relevantes sobre o produto ou serviço em cada fase na cadeia de valor.
Resumidamente, um código de barras consiste numa série de linhas verticais paralelas e contíguas, barras
escuras e espaços claros, cuja largura é predeterminada por padrões que viabilizam a simbolização dos dados.
Estes dados podem ser o Número Global de Item Comercial (GTIN) ou qualquer informação adicional atribuída a
um artigo. O leitor de códigos de barras descodifica os parâmetros das barras e espaços. A combinação dos
códigos das etiquetas e a leitura óptica dos mesmos permite a captura de dados em tempo real.
3.1 Códigos de Barras
A cada produto ou a cada conjunto de produtos a comercializar (uma embalagem de carne concebida para o
ponto de venda ou uma unidade que contém embalagens diferentes de carne transportadas do armazém até ao
local de venda) é atribuído um único número global EAN•UCC, conhecido como Número Global de Item Comercial
(GTIN) que pode ser simbolizado em Código de Barras – o Código EAN-13 utilizado frequentemente na leitura
óptica realizada nas frentes de loja do retalho, ver fig. 2. O GTIN não contém qualquer informação sobre o produto;
é apenas um número de identificação único e inequívoco reconhecido internacionalmente.
8
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Directrizes EAN•UCC para a Rastreabilidade da Carne de Bovino
5601234 – Identificação Empresa
56789 – Referência Produto
2
– Dígito de Controlo
Nota: Neste exemplo são usados 7 dígitos para o Prefixo da Empresa. Em casos onde são usados 8 ou 9
dígitos para Prefixo da Empresa (de acordo com os princípios definidos por cada Organização Membro da
EAN) a Referência do Produto terá respectivamente 4 ou 3 dígitos
A Organização Membro da GS1 atribui o Código de Empresa EAN•UCC a um utilizador do Sistema
EAN•UCC, o que assegura que esse número é único em termos mundiais.
utilizador do Sistema EAN•UCC, que é proprietário do produto, atribui a Referência do Produto. A cada produto
é atribuída uma Referência única.
Dígito de Controlo é calculado em função dos dígitos precedentes. A sua utilização serve para a detecção de
erros e a sua verificação é levada a cabo automaticamente pelos leitores de código de barras por forma a
assegurar que o número está correcto.
Figura 2: Código EAN-13
3.2 Códigos EAN•UCC com Informação Adicional
Tal como acima mencionado, o GTIN não contém informação específica sobre o produto, é simplesmente um
número de identificação que pode ser usado como uma chave para obter informação armazenada na base de
dados de uma empresa. Porém, também podem ser necessárias informações adicionais sobre o produto, tais
como, número de lote, peso ou data de validade do produto.
Na cadeia de valor da carne, a simbologia do código de barras UCC/EAN-128 pode ser usada para codificar
dados adicionais para a identificação do produto (GTIN). Um destes exemplos poderia ser, a “Data de Abate”,
“Número da Etiqueta da Orelha” ou “Número de Aprovação do Matadouro”. Os Identificadores de Aplicação
EAN•UCC (AI’s) são obrigatórios quando se está a utilizar a simbologia UCC/EAN-128 e definem a estrutura dos
dados codificada de acordo com os seguintes Elementos de Dados:
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Directrizes EAN•UCC para a Rastreabilidade da Carne de Bovino
A figura 3 demonstra o exemplo de um código de barras UCC/EAN-128 aplicado a uma peça de carne de bovino
no matadouro:
(01)98712345670019
(3102)0037
(251)243857
ƒ
•
•
•
=GTIN
= Peso Líquido
= Número da Ear-Tag (Etiqueta de Orelha)
O AI (01) indica que os dados que se seguem são o GTIN.
98712345670019 -> onde 9 indica peso variável
O matadouro é quem atribui o GTIN específico para aquela peça de carne
O AI (3102) indica o Peso Líquido do produto, neste exemplo, 37,25 Kg
O AI (251) indica o Número de Referência (Ear Tag) do animal do qual a peça é originária, neste
exemplo NL21243857
Figura 3: Código UCC/EAN-128
A GS1 é a entidade que define os significados de qualquer AI a ser utilizado por todos os intervenientes da cadeia
de valor, independentemente dos sectores a que pertençam.
4 RECOMENDAÇÕES
Este capítulo examinará cada passo da cadeia de valor da carne de bovino e explicará como o Sistema EAN•UCC
é implementado na conformidade com o Regulamento.
Também identificará qualquer interpretação nacional específica desta legislação.
Todos os participantes na cadeia de valor deverão assumir a responsabilidade de fornecer a informação correcta
para inserção no código de barras, e têm que garantir a segurança e a exactidão dos sistemas de registo para que
essa informação seja mantida.
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Directrizes EAN•UCC para a Rastreabilidade da Carne de Bovino
A informação contida neste capítulo é baseada na figura seguinte, uma avaliação da troca de informação na
Rotulagem da carne de bovino (CE) 1760/2000 usando o Sistema EAN•UCC.
•
Troca de Informação na Etiqueta da Carne a)
MATADOURO
SALA DE DESMANCHA
RETALHO
CONSUMO
SIMBOLO EAN•UCC:
Talão da Carcaça
SIMBOLO EAN•UCC:
Etiqueta de Processamento
SIMBOLO EAN•UCC:
Etiqueta de consumo
SIMBOLO EAN•UCC:
Nenhum
EAN-128
EAN-128
EAN-13
É válido o passaporte ou o
Certificado Sanitário
EAN-128, EANCOM®:
AI 01 - GTIN
AI 251 - Nº da Etiqueta
da Orelha b)
EAN-128, EANCOM®:
AI 01 = GTIN
AI 251 = Nº da Etiqueta
da Orelha b)
Ou
AI 10 = Nº de Lote
Só o GTIN é a chave
para a base de dados de
artigos
durante
o
processo de leitura óptica
no ponto de venda.
Figura 5
Figura 6+7
Figura 8
AIs adicionais no EAN-128
(sem EANCOM®):
AIs adicionais no EAN-128 (sem
EANCOM®):
AI 422 - País de Nascença
AI 423 - Países de Engorda
AI 7030 - País de Abate ou
nº de Aprovação
do Matadouro
AI 422 - País de Nascença
AI 423 - Países de Engorda
AI 7030 - País de Abate ou nº de
Aprovação do Matadouro
AI 7031-39 -Países das Salas de
Desmancha ou nº de aprovação das
Salas de Desmancha
Etiqueta de Orelha b)
a) de acordo com o Regulamento (CE) 1760/2000
b) A GS1 recomenda o número da etiqueta de Orelha como o número de referência.
É preciso notar que os governos e empresas nacionais podem necessitar de informação comercial adicional
codificada a figurar nas etiquetas. Esta informação voluntária deverá ser submetida à aprovação da autoridade
competente do Estado Membro envolvido, vide artigo 16º do Regulamento (CE) 1760/2000. Aconselhamos os
utilizadores a conferirem, com a autoridade nacional competente, a legalidade de qualquer informação adicional
que queiram fornecer. No Reino Unido, por exemplo, as datas de “ Consumir de preferência antes de” ou “Usar
por” não precisam de aprovação, enquanto que o “Método de Abate” usado pela HALAL ou KOSHER necessita
de aprovação.
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Directrizes EAN•UCC para a Rastreabilidade da Carne de Bovino
4.1 AI’s na Cadeia de Valor da Carne de Bovino
Neste capítulo encontrará os Identificadores de Aplicação EAN•UCC (AI’s) recomendados pela GS1 na
implementação do Regulamento (CE) 1760/20008.
AI
TITULO
COMPLETO
TITULO DOS
DADOS
FORMATO
DO AI
FORMATO
DO CAMPO
DOS
DADOS
GTIN
n2
n14
Global Trade Item Number
EAN•UCC
Utilização do AI na Cadeia
de Valor da Carne
Global Trade Item
Number
Número de Lote ou
Grupo
Referência da
Entidade de Origem
Grupo/Lote
n2
an..20
Número de Lote
Referência da
Entidade de Origem
n3
an..30
Número da Etiqueta de Orelha9
País de Origem
Origem 10
n3
n3
423
País de Início do
Processamento
País de Início do
Processamento
n3
n...15
426
País de
Processamento
País de
Processamento
n3
n3
7030
até
7039
Número de Aprovação
do Transformador
Transformador
n4
n3 + an..27
01
10
251
422
País de Origem designado pela
11
ISO 3166
Possibilidade para 5 códigos
ISO para identificar no máximo
5 países de engorda
Quando todos os passos de
processamento na cadeia de
valor se dão no mesmo país
Código de país ISO acrescido
dos números de aprovação até
ao máximo de 10
transformadores sucessivos na
cadeia de valor. 7030 só pode
ser utilizado pelo matadouro e o
7031 até 7039 pelas salas de
desmancha.
Tabela 1: AI’s recomendados pela GS1 na implementação do Regulamento (CE) 1760/2000
Informação extra relativa aos AI 423 e AI 7030-7039:
n..15
: 5 vezes 3 números para preencher o Código de País ISO
an..27
: para preencher nos números aprovados
4.2 Abate
O matadouro é a primeira fase na cadeia de valor da carne de bovino que utiliza o Sistema EAN•UCC. A
rastreabilidade até um animal, assenta na exactidão da informação que é exigida pelo Regulamento de Rotulagem
da Carne de Bovino e que é mantida pelo matadouro.
8
Nas “Especificações Gerais da EAN•UCC” em http://www.gs1.org encontra-se disponível uma lista
9
Ou outro código de referência que relacione a peça com
completa de Identificadores de Aplicação.
10
animal do qual foi retirada.
Aqui “Origem” não tem o mesmo significado que no Regulamento. Aqui
11
significa País de Nascença! Recorrer a www.iso.ch para a lista actual dos códigos dos países ISO.
12
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Directrizes EAN•UCC para a Rastreabilidade da Carne de Bovino
•
Regulamento (CE) 1760/2000
Os animais vivos deverão ter os seguintes documentos quando chegam ao matadouro:
- Ou um documento acompanhante (passaporte do animal) ou um certificado de saúde, e
- Etiquetas da Orelha com um número de referência legalizado para identificar os animais individualmente.
O Matadouro tem que registar e tornar acessível a seguinte informação:
Exigências do Regulamento (CE) 1760/2000
Um Número de Referência ou um Código de Referência que assegure o
vínculo entre a carne e o animal ou um grupo de animais12
Número de Aprovação do Matadouro
País de Nascença
País / Países de Engorda
País de Abate
Número do Artigo
13 (2a)
13 (2b)
13 (5a.-i)
13 (5a.-ii)
13 (5a.-iii)
O Regulamento de Rotulagem da Carne de Bovino determina que "o sistema obrigatório de rotulagem deve
assegurar a ligação entre, por um lado, a identificação da carcaça, quarto ou peças de carne e, por outro lado, o
animal individual ou, quando a exactidão da informação na etiqueta a ser conferida é suficiente para tal, o grupo
de animais em referência"13.
É importante salientar que se os animais nascem, são criados e abatidos no mesmo país, então as informações
podem ser combinadas na etiqueta para ser lida como “Origem”14.
•
Recomendação EAN•UCC
A carcaça tem que ser identificada com os números de referência. A GS1 recomenda ser utilizado o número da
Etiqueta da Orelha para identificar a carcaça.
Símbolo do Código de Barras UCC/EAN-128 na Etiqueta da Carcaça
Os dados da Tabela abaixo podem ser codificados no Código de Barras UCC/EAN-128:
Dados
UCC/EAN-128
País de Nascença;
País / Países de Engorda;
País de Abate e Número de Aprovação do Matadouro;
Número da Etiqueta da Orelha;
EAN•UCC Número Global de Artigo Comercial
AI 422
AI 423
AI 7030
AI 251
AI 01
AI 426*
12
A GS1, “ex” EAN International recomenda o uso do número da Etiqueta da Orelha.
Citação retirada do Regulamento (CE) 1760/2000: Artigo 13.1º
14
Texto retirado do Regulamento (CE) 1760/2000: Artigo 13 (5b)
13
13
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Directrizes EAN•UCC para a Rastreabilidade da Carne de Bovino
Quando as mensagens EANCOM® (EDI) são utilizadas, só dois dos cinco AI’s acima referidos são necessários
na etiqueta; AI 251 (número da Etiqueta da Orelha) e AI 01 (GTIN do produto). É necessário considerar que todos
os AI’s acima referidos são mantidos nas mensagens EANCOM® quando estas são usadas.
Nota:
- *Quando o País de Nascença, Engorda e Abate é o mesmo, pode ser usado, em vez de Al 422 (País de
Nascença) e Al 423 (País / Países de Engorda), o Al 426 (País de Processamento Completo). O Al 7030 é ainda
preciso para codificar o Número de Aprovação do Matadouro.
- As mensagens EANCOM® (EDI) estão a ser desenvolvidas, as mesmas constarão destas Directrizes em versão
a ser publicada, posteriormente.
Exemplo: Anexo “Exemplos de Etiquetas”, figura 5.
4.3 Corte/Sala de Desmancha
O Matadouro deverá encaminhar toda a informação pertinente sobre o animal e a respectiva carcaça para a
primeira Sala de Desmancha, de acordo com a regulamentação e procedimentos comerciais. A Sala de
Desmancha deverá cobrir todo o processo da carne, da carcaça por cortar, até à embalagem para o retalho.
Usando o Sistema EAN•UCC é possível codificar um máximo de nove Salas de Desmancha ao longo da cadeia
de valor. Cada Sala de Desmancha deverá encaminhar toda a informação pertinente sobre o animal e respectiva
carcaça para a próxima Sala de Desmancha na cadeia de valor, em texto humanamente legível conforme a
regulamentação e procedimentos comerciais.
•
Regulamento (CE) 1760/2000
Cada Sala de Desmancha deverá registar e tornar acessível as seguintes informações durante o processo de
corte para satisfazer as exigências do “Regulamento de Rotulagem da Carne de Bovino”.
Exigências do Regulamento (CE) 1760/2000
Um Número de Referência ou Código de Referência que assegure o
vínculo entre a carne e o animal ou um grupo de animais15
Número de Aprovação do Matadouro
Números de Aprovação da Sala de Desmancha
País de Nascença
País / Países de Engorda
País de Abate
País / Países de Corte
•
Número do Artigo
13 (2a)
13 (2b)
13 (2c)
13 (5a.-i)
13 (5a.-ii)
13 (2b)
13 (2c)
Recomendação EAN•UCC
Qualquer lote constituído na Sala de Desmancha deverá corresponder no máximo à produção de um dia dessa
planta de processamento, e apenas poderá conter carne de bovino abatida no mesmo matadouro (se pertinente,
processada na mesma planta). Muitas vezes apenas a informação relativa ao lote total é inserida na etiqueta da
Sala de Desmancha. Toda a peça individual de carne ou embalagem de carne cortada terá que ter uma etiqueta.
15
A GS1, “ex” EAN Internacional, recomenda o uso do número da Etiqueta da Orelha
14
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Directrizes EAN•UCC para a Rastreabilidade da Carne de Bovino
Símbolo do Código de Barras UCC/EAN-128 na etiqueta de processamento
Os dados da tabela abaixo podem ser registados no Código de Barras UCC/EAN-128:
Dados
País de Nascença;
País / Países de Engorda;
País de Abate e Número de Aprovação do Matadouro;
País e Número de Aprovação da 1ª Sala de Desmancha;
País e Número de Aprovação da 2ª Sala de Desmancha;
País e Número de Aprovação da 3ª Sala de Desmancha
até à 9ª Sala de Desmancha;
Ou Etiqueta da Orelha para o corte individual ou Número de Lote do Grupo
de Corte
EAN•UCC Número Global de Artigo de Comercial
UCC/EAN-128
AI 422
AI 423
AI7030
AI 7031
AI 7032
AI 426*
AI 7033-39
AI 251 ou
AI 10
AI 01
Quando as mensagens EANCOM® (EDI) são usadas, só dois do AI’s listados acima são necessários na etiqueta;
o AI 251 (Número de Etiqueta da Orelha) ou o AI 10 (Número de Lote do Grupo de Corte), e AI 01 (GTIN do
produto). É necessário considerar que todos os AI’s acima referidos são mantidos nas mensagens EANCOM®
quando estas são usadas.
Nota:
* O Identificador de Aplicação (426) indica que o campo de dados contém o código de país ISO onde se realizou todo o
processamento do produto comercializado. Se este AI for usado, o processamento completo de um produto comercial deverá
ter acontecido num único país.
Isto é particularmente importante em certas aplicações, como para o gado (onde abrange informações tais como a nascença do
animal, sua engorda e abate), quando o processo se desenrole em países diferentes. Em situações como estas, o AI (426) não
pode ser usado .É da responsabilidade do fornecedor colocar o código de país correcto. O AI 7030 - 7039 são ainda
necessários para codificar o número de aprovação do matadouro e da(s) sala(s) de desmancha.
Exemplo: Anexo “Exemplos de Etiquetas”, figura 6 e figura 7
4.4 Venda
O processador ou a Sala de Desmancha final deverão encaminhar toda a informação pertinente sobre o animal,
carcaça e processos anteriores para o próximo processo, que pode ser o grossista ou armazenista, o armazém de
frio ou directamente para o retalho, em conformidade com as exigências regulamentares e comerciais.
É importante fazer a distinção nestas Directrizes entre os produtos de carne de bovino vendidos no retalho 'préembalados' e 'não pré-embalados’. Estas directrizes só indicam como os produtos de carne de bovino préembalados deverão ser rotulados no ponto de venda do retalho de acordo com o Regulamento de Rotulagem da
Carne de Bovino e o Sistema EAN•UCC.
Estas Directrizes não indicam como é que a informação sobre produtos de carne de bovino não embalados
deverá ser fornecida aos consumidores uma vez que os Estados Membro da UE estabeleceram exigências
nacionais diferentes na implementação inerente ao fluxo de informação sobre carne de bovino não embalada,
atendimento ao balcão.
15
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Directrizes EAN•UCC para a Rastreabilidade da Carne de Bovino
•
Regulamento (CE) 1760/2000
No ponto de venda do retalho, o consumidor final deve ser informado da origem da carne de bovino, tal como a
Comissão Europeia estabeleceu. As informações da etiqueta de um produto de carne de bovino embalado
deverão estar em formato humanamente legível para o consumidor ou disponível de outra forma no caso de ser
carne de bovino não embalada. Assim, a etiqueta para o consumidor terá que conter em formato humanamente
legível as seguinte informações:
Exigências do Regulamento (CE) 1760/2000
Um Número de Referência ou Código de Referência que assegure o vínculo
entre a carne e o animal ou um grupo de animais16
Número de Aprovação do Matadouro
Números de Aprovação da(s) Sala(s) de Desmancha
País de Nascença
País / Países de Engorda
País de Abate
País / Países de Corte
•
Número do Artigo
13 (2a)
13 (2b)
13 (2c)
13 (5a.-í)
13 (5a.-íí)
13 (2b)
13 (2c)
Recomendação EAN•UCC
O comerciante deverá contactar a autoridade nacional competente para instaurar no ponto de venda do retalho as
exigências de rotulagem (para o consumidor) da carne de bovino não embalada.
A informação contida no código de barras UCC/EAN-128 do Rótulo pode ser usada para gerar a etiqueta para o
consumidor final.
À semelhança de qualquer outro produto para o consumidor final, na unidade de consumo deverá constar um
GTIN, sendo este concebido para leitura óptica automática no ponto de venda do retalho.
Exemplo: Anexo “Exemplos de Etiquetas”; figura 8
5 COMO COMEÇAR
O primeiro passo para introduzir o Sistema EAN•UCC na sua empresa de forma a cumprir o Regulamento de
Rotulagem da Carne de Bovino, é poder construir e usar os seus próprios GTIN’s.
Para construir um GTIN, é sempre necessário um Prefixo de Empresa EAN•UCC. Para obter um Prefixo de
Empresa EAN•UCC, por favor contacte a GS1 Portugal - CODIPOR, Organização Membro da GS1 e associe a
sua empresa.
A GS1 Portugal-CODIPOR está à sua disposição, para quaisquer dúvidas relacionadas com a introdução do
Sistema EAN•UCC e/ou relacionadas com as “Directrizes da Rastreabilidade da Carne de Bovino” ou com a
cadeia de valor da Carne.
16
A GS1, “ex” EAN Internacional, recomenda o uso do número da Etiqueta da Orelha
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Directrizes EAN•UCC para a Rastreabilidade da Carne de Bovino
6 DESENVOLVIMENTOS
O Sistema EAN•UCC é globalmente utilizado por um grande número de indústrias. Com a evolução da tecnologia,
o Sistema EAN•UCC é devidamente actualizado. Este capítulo explica como o Sistema EAN•UCC está a ser
aplicado no contexto da rastreabilidade de produtos de carne de bovino. Também considera como as novas
tecnologias representam oportunidades para incrementar as actuais Boas Práticas.
6.1 Comunicação Electrónica
Além de utilizar os códigos de barras para trocar dados entre os parceiros comerciais, é possível também usar a
Transferência Electrónica de Documentos (EDI). A EDI oferece um modo mais eficiente e seguro de comunicar
grandes quantidades de informação ao longo da cadeia de valor. A EANCOM® é a Norma EAN•UCC para EDI
aplicada a mensagens UN/EDIFACT. Esta norma é mundialmente usada por mais de 50,000 utilizadores. A GS1
irá desenvolver as Directrizes especificas para o utilizador das mensagens EANCOM® para a rastreabilidade de
produtos de carne de bovino num futuro próximo.
6.2 Captura Automática de Dados
Estas directrizes descrevem como os códigos de barras UCC/EAN-128 podem ser aplicados para implementar o
Regulamento de Rotulagem da Carne de Bovino. A GS1 está a desenvolver novas tecnologias de captura
automática de dados, como a Normalização da Tecnologia de Identificação de Rádio Frequência (RFID). Trabalha
em conjunto com a ISO17, com as administrações nacionais encarregues do Radio Spectrum Regulation, com o
CEPT (Conferência Europeia de Correios e Telecomunicações) e ETSI (Instituto de Estandardização das
Telecomunicações Europeias), para finalizar as especificações desta tecnologia e testar a sua aplicação.
17
International Standardization Organization
17
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ANEXOS
Exemplos de Etiquetas
As etiquetas abaixo apresentadas são exemplo de como a forma, o tamanho e os conteúdos humanamente
legíveis das etiquetas podem divergir de país para país. Só os AI’s recomendados deverão ser incluídos no código
de barras. Todos os países são livres de inserir AI’s adicionais no código de barras e a obedecer a regulamentos
adicionais quando exigido.
•
Etiqueta de Carcaça
Viande Belgique S.A.
CARCASS Young bull R round 3Weight: 523,8 Kg
Número de Artigo GTIN:
País de Nascença:
País de Abate:
5487722000252
Dinamarca
Bélgica
Ref de Origem: DK09999902002
País de Engorda: Germany, Áustria
Número de Aprovação do Matadouro: UD1098H
Figura 5: Etiqueta da Carcaça
Nota: os códigos são ilustrativos, não se destinam a leitura óptica.
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•
Etiqueta de Processamento
Holland Vlees B.V.
QUARTO TRASEIRO COM FLANCO de 5 costelas, qualidade U
Peso: 237,6 Kg
Número de Artigo GTIN:
País de Nascença:
País de Abate:
País de Corte:
5487722000252
Dinamarca
Bélgica
Holanda
Ref de Origem: DK09999902002
País de Engorda: Alemanha, Áustria
Número de Aprovação do Matadouro: UD1098H
Número de Aprovação da Sala de Desmancha: 9638
Figura 6:' Etiqueta de Processamento (lª Sala de Desmancha).
Nota: os códigos são ilustrativos, não se destinam a leitura óptica.
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•
Etiqueta de Processamento
El Torro S.L.
COSTELETAS DE LOMBO com osso (5 costeletas)
Peso: 12,9 Kg
Número de Artigo GTIN:
País de Nascença:
País de Abate:
País de Corte:
País de Corte:
5487722000252
Dinamarca
Bélgica
Holanda
Espanha
Ref de Origem: DK09999902002
País de Engorda: Alemanha, Áustria
Número de Aprovação do Matadouro: UD1098H
Número de Aprovação da Sala de Desmancha: 9638
Número de Aprovação da Sala de Desmancha:
6373M
Figura 7: Etiqueta de Processamento (2ª Sala de Desmancha).
Nota: os códigos são ilustrativos, não se destinam a leitura óptica.
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•
Etiqueta para o Consumidor
Flansteak PAD
Número do Produto GTIN:
02070105
País de Nascença
Dinamarca
País de Abate:
Bélgica
País de Corte:
Holanda
País de Corte:
Espanha
País de Engorda: Alemanha, Áustria
Número de Aprovação do Matadouro: UD1098H
Número de Aprovação da Sala de Desmancha:
9638
Número de Aprovação da Sala de Desmancha:
6373M
El Butcher
16,79
Preço Euro/Kg
0,250
Peso/Kg
Consumir até:
15.11.2002
Embalado em:
12.11.2002
4,20 Preço/Euro
Figura 8: Etiqueta para o Consumidor
21
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GS1
Actual denominação da “ex” EAN International que oferece “um sistema
para o mercado global ”através de liderança, inovação, tecnologia, apoio e a
implementação de normas multi-sectoriais para identificação de produtos,
bem serviços e locais e para as comunicações electrónicas relacionadas.
Através de um conjunto produtos e de ferramentas de identificação logística,
códigos de barras normalizados e actividades de comércio electrónico, a
GS1 fornece a qualquer parceiro comercial meios para implementar com
eficácia uma gestão global da cadeia de valor.
EDIÇÃO
GS1 e European Meat Expert Group, EMEG
COPYRIGHT
© GS1, 2002. Direitos de autor reconhecidos.
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sujeito à informação de todas as fontes citadas. Apenas a legislação da
Comunidade Europeia impressa no Diário Oficial das Comunidades
Europeias deverá ser considerado como autêntica.
RENÚNCIA
Apesar de terem sido efectuados todos os esforços para assegurar que a
informação contida nestas Directrizes se encontra correcta, a GS1 e todas
as Organizações Membro declinam quaisquer responsabilidade por erros ou
omissões nas mesmas.
MARCA REGISTRADA
EANCOM® é uma marca registada da GS1.
DISTRIBUIÇÃO
Estas Directrizes estão disponíveis para quaisquer interessados, mediante
solicitação à GS1 Portugal - CODIPOR.
DÚVIDAS
Se possui quaisquer dúvidas ou comentários a fazer sobre esta publicação
ou sobre o trabalho da GS1 em geral (incluindo a utilização do Sistema
EAN•UCC), não hesite por favor em contactar a GS1 Portugal - CODIPOR..
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