ÍNDICE 1. NOTA DE ABERTURA.................................................................................................. 3 2. ASPECTOS GERAIS...................................................................................................... 4 3. TRANSPORTE RODOVIÁRIO..................................................................................... 6 3.1 Reforço da frota.................................................................................................. 6 a) Transporte de passageiros..................................................................................... 6 b) Transporte de carga............................................................................................... 8 3.2 Terminais rodoviários.......................................................................................... 9 3.3 Actualização da legislação.................................................................................. 9 4. SEGURANÇA RODOVIÁRIA.................................................................................... 11 4.1 Campanhas de segurança rodoviária................................................................. 11 4.2 Nova Carta de Condução................................................................................. 12 4.3 Inspecções Periódicas Obrigatórias (IPO’s)...................................................... 13 5. PORTOS E CAMINHOS DE FERRO ........................................................................ 14 5.1 Linha de Sena ................................................................................................... 14 5.2 Linha de Ressano Garcia.................................................................................. 15 a) Reabilitação de infra-estruturas.......................................................................... 16 b) Reequipamento em material circulante e motor................................................. 17 5.3 Automotoras...................................................................................................... 18 5.4 Porto de Maputo................................................................................................ 19 5.5 Porto de Quelimane........................................................................................... 21 6. AVIAÇÃO CIVIL......................................................................................................... 22 6.1 Melhoria da qualidade dos serviços.................................................................. 22 a) Linhas Áereas de Moçambique........................................................................... 22 b) Aeroportos de Moçambique................................................................................ 24 6.2 Melhoria das condições de segurança à navegação aérea................................. 28 6.3 Liberalização do mercado de transporte aéreo.................................................. 30 7. MARINHA.................................................................................................................... 31 7.1 Aquisição de embarcações para as travessias.................................................. 31 7.2 Reabilitação de Infra-estruturas de acostagem.................................................. 33 7.3 Melhoria das condições de navegação.............................................................. 33 8. COMUNICAÇÕES....................................................................................................... 35 8.1 Expansão da fibra óptica................................................................................... 35 8.2 Expansão da rede de telecomunicações............................................................ 37 8.3 Estratégia das Telecomunicações...................................................................... 38 8.4 Sistema de gestão do espectro........................................................................... 40 8.5 Política Postal.................................................................................................... 40 8.6 Fundo do Serviço Universal.............................................................................. 41 9. METEOROLOGIA....................................................................................................... 42 9.1 Observação de dados meteorólogicos............................................................... 42 9.2 Melhoria da divulgação da previsão de tempo ................................................. 44 Transportes e Comunicações PRINCIPAIS REALIZAÇÕES DO SECTOR DOS TRANSPORTES E COMUNICAÇÕES (2005 – 2008) Transportes e Comunicações 1. NOTA DE ABERTURA O Sector dos Transportes e Comunicações sempre desempenhou um papel preponderante no desenvolvimento económico, social e cultural dos povos. É o transporte que permite a realização de trocas comerciais e dita, em certa medida, o valor das mercadorias transportadas. É o transporte que permite o acesso dos cidadãos aos serviços básicos. Por seu turno, as comunicações viabilizam a busca do conhecimento existente, tão necessário para uma vida socialmente agradável. A troca de experiências, a assimilação de valores morais, culturais e éticos passa pela interacção entre os indivíduos, concorrendo-se assim para a universalização e valorização das conquistas da humanidade. Ciente das suas responsabilidades, o Ministério dos Transportes e Comunicação (MTC) tem estado a conceber, implementar e monitorar políticas e programas que servem de alavanca para o desenvolvimento harmonioso da economia do País, guiado pelo Programa Quinquenal do Governo. Os desafios do Sector dos Transportes e Comunicações são grandes, destacando-se, entre outros, os resultantes da oscilação dos preços dos combustíveis, a escassez de recursos financeiros e humanos qualificados, a poluição ambiental, a qualidade e a segurança dos transportes, entre outros. No entanto, o MTC reconhece que o País tem vantagens comparativas devido à sua localização estratégica na SADC e ao facto de possuir portos que constituem porta de saida e entrada para os mercados internacionais. A presente brochura pretende divulgar as realizações do Sector no processo de exploração das oportunidades que o País oferece, em especial as acções desenvolvidas de 2005 a 2008, no âmbito do cumprimento do Plano Quinquénio do Governo (2005-2009). 3 Transportes e Comunicações 2. ASPECTOS GERAIS A melhoria e o aumento da circulação de pessoas e bens, a expansão dos serviços de comunicações e a modernização do sistema de previsão meteorológica constituem um conjunto de factores essenciais que impulsionam o crescimento e favorecem o desenvolvimento económico e harmonioso do País. • Participação mais eficiente do empresariado nacional no controlo, operação e investimento no Sector; • Desenvolvimento rápido do Sector, através da actualização da legislação, adaptando-a às mudanças e exigências que ocorrem e tornando-a mais abrangente e mais dinâmica. Para que esses objectivos sejam O Programa Quinquenal do Go- atingidos, foram concebidas e verno (2005 -2009), no Sector implementadas acções prioritádos Transportes e Comunicações rias nos Subsectores, nomeadatraçou como principais objecti- mente Transporte Rodoviário, Segurança Rodoviária, Portos e vos, os seguintes: Caminhos de Ferro, Aviação Civil, Marinha, Comunicações e • Melhoria gradual da fiabili Meteorologia. dade, segurança, comodida de e expansão dos serviços De uma forma geral, o Sector dos de transporte prestados à po Transportes e Comunicações capulação nas áreas urbanas e racterizou-se por um crescimenrurais; to anual sempre a dois dígitos, à média do crescimento • Melhoria da acessibilidade superior nacional. Em 2005, cresceu em do cidadão comum aos ser 19.5%; Em 2006, cresceu em viços; 21.2%; Em 2007, registou-se um crescimento de 20.7%. No ano • Promoção da melhoria dos em curso manter-se-á a tendência serviços na área de cabota positiva, prevendo-se um crescigem e desenvolvimento da mento na ordem de 22.7%. competitividade dos portos A tabela abaixo ilustra o commoçambicanos; 4 Transportes e Comunicações portamento de cada Subsector. Taxas de crescimento do Sector dos Transportes e Comunicações(%), 2005 - 2008 Designação 2005 2006 2007 2008 PL Transporte ferroviário 4.9 5.6 -3.0 21.5 Transporte rodoviário 12.1 13.8 14.8 10.0 Transporte por oleodutos -16.9 -18.6 35.1 7.7 cabotagem -4.0 30.3 19.7 4.8 Transporte aéreo 5.7 28.4 28.0 27.7 8.9 5.5 2.6 0.8 Serviços de comunicações 100.5 29.7 28.4 31.4 Global 21.2 20.7 22.7 Transporte marítimo e Serviços relacionados com os transportes 19.5 2008PL = Plano para 2008 No que se refere à estrutura do Sector, o tráfego de passageiros constitui a actividade com maior impacto, sendo a contribuição do transporte rodoviário de passageiros a mais significativa. tráfego de carga e da prestação de outros serviços como a dragagem e o manuseamento portuário. Desenvolvem-se a seguir, por ramo de actividade, as principais As comunicações afiguram-se realizações que impulsionaram o como o segundo Subsector com crescimento acima referido. maior contribuição, seguido do 5 Transportes e Comunicações 3.TRANSPORTE RODOVIÁRIO Com um peso bastante significativo na estrutura de produção do Sector, o Subsector de transporte rodoviário mereceu uma atenção especial ao longo deste quinquénio. As acções desenvolvidas centraram-se na componente do reforço da frota, actualização da legislação, início da construção de terminais rodoviários, bem como no estabelecimento de mecanismos de partilha do mercado com os países vizinhos (Acordos Bilaterais). transporte dos Sectores Público e Privado por forma a aumentar a capacidade de oferta do serviço de transporte de passageiros e carga. a) Transporte de passageiros No âmbito do reforço da capacidade das Empresas Transportes Público de Maputo (TPM) e Transporte Público da Beira (TPB) e reactivação do transporte público nas capitais provinciais, o Governo importou 165 3.1 REFORÇO DA FROTA autocarros cuja distribuição foi feita pelas Cidades de Maputo, Para fazer face à exiguidade da Beira, Inhambane, Xai Xai, Tete, oferta de transporte no País, o Quelimane, Nampula e Pemba, Governo levou a cabo durante em conformidade com a tabela o presente quinquénio um pro- seguinte: grama de reforço da frota de Tabela do reforço da frota do transporte urbano (2005 – 2008) Ano 2005 2006 2007 2008 Total 6 Cidades Total Map. Xai. Beira I’bane Quel. Nap. Tete Pemb. 6 4 10 13 7 3 4 5 3 35 15 4 1 20 82 2 5 3 2 2 3 1 100 116 2 20 6 6 8 3 4 165 Transportes e Comunicações Autocarros importados para o reforço do transporte urbano de passageiros Como resultado da estratégia integrada que o Governo adoptou para aumentar a oferta do transporte público de passageiros através do reforço dos meios de transporte, está em curso o processo de importação de 100 autocarros da marca VW 17.210. Os primeiros cinco autocarros começaram a operar em Junho último. No âmbito do programa estabelecido pelo Governo para 2008, o transporte público urbano deverá ser reforçado em mais 100 autocarros novos até finais do presente ano. Um dos 100 autocarros importados em 2008, para o transporte público urbano 7 Transportes e Comunicações Para a renovação da frota do Sector Privado, foi assinado em Novembro de 2007 um Memorando de Entendimento entre o Ministério dos Transportes e Comunicações, a Federação Moçambicana dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO) e o Banco Internacional de Moçambique (BIM), através do qual o Governo comparticipa com cerca de 6.5 milhões de Meticais para o financiamento em 50% da taxa de juros para a aquisição de 80 mini-buses destinados aos transportadores privados. Este projecto está em implementação em todo o País e já permitiu a aquisição de 28 unidades. Ao longo do quinquénio, empresas de transporte interprovincial desenvolveram as suas actividades cobrindo as zonas Sul, Centro e Norte, destacando-se, entre outras, as seguintes: a Panthera Azul que explora a rota Maputo/ Beira e a Empresa PUTCO que garante as carreiras de Maputo/ Chókwé e Maputo/Xai-Xai. No período em análise foram licenciados em todo o País 4.874 viaturas para o transporte de passageiros, de acordo com a tabela que se segue: Tabela de veículos de transporte de passageiros licenciados de 2005 a 2008 Descrição 2005 Transporte de passageiros 1.425 Transporte Interprovincial 78 Transporte semi-colectivo 1.347 b) Transporte de Carga 1º Semestre 2008 2006 2007 948 1.947 554 50 117 103 898 1.830 451 Província da Zambézia. Para o efeito, foram importados e disAo nível do transporte de carga, ponibilizados 10 camiões com a foi concebido e implementado, capacidade de 16 a 20 toneladas. em 2005 um Programa de refor- Foram igualmente adquiridas e ço da frota de transporte para a afectas 2 viaturas de transporte 8 Transportes e Comunicações misto (passageiros e carga) aos transportadores dos Distritos de Muidumbe e Nangade, na Província de Cabo Delgado. No período em análise, foram licenciadas em todo o País 2.300 viaturas para o transporte de carga, como se ilustra na tabela que se segue: Tabela de veículos de transporte de carga licenciados de 2005 a 2008 Descrição 2005 2006 2007 1º Semestre 2008 mercadorias 151 564 1.050 535 Nacional 92 329 576 67 Internacional 59 235 474 468 Transporte de 3.2 TERMINAIS RODOVIÁRIOS Com vista a ordenar o serviço de partida e chegada de carreiras, o Governo está a envidar esforços no sentido de implantar terminais rodoviários nos principais corredores rodoviários. Na Cidade de Maputo foram aprovados quatro projectos de terminais de passageiros, encontrando-se um em execução e os restantes ainda em processo de procura de financiamento. Municipal, no Bairro do Esturo. Na Cidade de Nampula, o Conselho Municipal já identificou uma praça para o efeito, faltando a construção da respectiva infraestrutura. 3.3 ACTUALIZAÇÃO DA LEGISLAÇÃO Um dos desafios que se colocam ao Subsector de Transporte Rodoviário é a actualização das políticas do Sector. Para o efeito, decorre a revisão do ReguNa Cidade da Beira estão em lamento de Transporte em Aucurso dois projectos: Terminal tomóveis (RTA). Esta iniciativa da TPB, EP, localizado no Bairro visa actualizar e aglutinar num de Matacuane e o do Conselho único instrumento diversa le9 Transportes e Comunicações gislação avulsa relativa à matéria do exercício da actividade de transporte rodoviário. Neste exercício, foram feitas consultas pública aos operadores quer do sector público quer do sector privado. Com vista a melhorar os serviços de apoio aos veículos nos estabelecimentos oficiais está em elaboração a Proposta de Regulamento de Assistência Técnica, instrumento que vai regular a concorrência, sobretudo no que se refere às empresas de marca representadas no País, contribuindo deste modo para uma melhor segurança rodoviária nos centros urbanos onde as reparações mecânicas e outras são efectuadas em alguns casos em lugares impróprios (estradas, passeios e quintais). Esta iniciativa visa também atrair investimentos e promover a assistência técnica de qualidade. A regulamentação da matéria sobre pesos, dimensões, combinações e disposição de carga em veículos foi revista através do Decreto n.˚14/2008, de 25 de Junho. Com a aprovação deste instrumento legal o transporte de mercadorias passa a ser uniformizado com as regras em vigor nos Países da SADC. Em 2007 foi aprovado o novo sistema de matrícula de veículos automóveis. Este sistema irá facilitar a segurança da chapa de matrícula, exaltando o orgulho nacional através da ostentação do Emblema da República. Matricula Personalizada Matrícula para veículos particulares 10 Transportes e Comunicações A nova matrícula será implementada até finais do presente mandato. 4.1 CAMPANHAS DE PREVENÇÃO E SEGURANÇA RODOVIÁRIAS No âmbito da cooperação entre Moçambique e Portugal foi assinado em Março de 2008 um Acordo de Cooperação que estabelece a circulação recíproca de cidadãos titulares de carta de condução de cada país no outro. Em 2006 realizou-se a campanha nacional de Prevenção e Segurança Rodoviárias sob o lema “Criança Livre dos Acidentes de Viação”. Esta iniciativa foi especialmente orientada para as crianças, pais e encarregados de educação com o objectivo de 4. SEGURANÇA RODOVIeducar a criança de modo a coÁRIA nhecer as regras básicas de cirNo quadro da Prevenção e Se- culação na via pública. gurança Rodoviárias foram concebidos e implementados vários Durante a campanha foi assinaprogramas, com destaque para do um Memorando de Entenas campanhas de prevenção e dimento entre o Ministério dos segurança rodoviária, com a am- Transportes e Comunicações e pla participação do Sector Priva- o Ministério da Educação e Culdo, através das associações dos tura, para a introdução de conteúdos temáticos de prevenção transportadores. e segurança rodoviária no curriAinda neste contexto está em culum escolar. A implementação curso a implementação das Ins- decorreu em todas as escolas das pecções Periódicas e Obrigató- capitais provinciais, tendo sido rias das viaturas. formados para o efeito 1.753 professores. No âmbito da produção legislativa, foram revistos o Código de Em 2007 a campanha teve como Estrada e o regulamento de Si- lema “Conduza Bem e Chegue Seguro”. Foi dirigida aos condunais de Trânsito. tores com o objectivo de sensibilizá-los acerca dos problemas 11 Transportes e Comunicações decorrentes do excesso de velocidade e condução sob efeito de álcool. Nesta campanha foram abrangidos mais de 20.000 condutores a nível nacional. tes, Comunicações e Meteorologa da SADC. O Sistema foi inicialmente instalado na Cidade e Províncias de Maputo, Sofala e Nampula. Em Fevereiro de 2008 foi imple4.2 NOVA CARTA DE CON- mentado em Gaza e Manica. DUÇÃO Até Setembro de 2008 foram produzidas 48.000 novas carEm Novembro de 2007 foi intro- tas de condução. duzido o Novo Sistema de Pro- Os portadores desta Carta de dução de Cartas de Condução no Condução podem circular liPaís, no âmbito da implementa- vremente em todos os países ção do Protocolo dos Transpor- da Região da SADC. 12 Transportes e Comunicações Carta de Condução em Circulação Nova Carta de Condução 4.3 INSPECÇÕES PERIÓ- transferência da responsabilida DICAS OBRIGATÓRIAS civil pelos sinistros para as empresas seguradoras. Por outro (IPO’S) lado, as IPO’s irão promover a Foram adjudicados os serviços circulação de veículos em boas de inspecção de veículos auto- condições técnicas, reduzindo móveis a quatro empresas pri- deste modo, a sinistralidade rovadas que já estão a construir doviária. O início efectivo da os respectivos centros em todo implementação das inspecções o país. As IPO’s irão permitir a periódicas obrigatorias está preimplementação do Seguro Obri- visto para o primeiro Semestre gatório, assegurando assim a de 2009. 13 Transportes e Comunicações Interior de um Centro de Inspecção de Veículos 5. PORTOS E CAMINHOS DE FERRO A principal aposta do Governo para o presente quinquénio, no ramo ferroviário é a melhoria da qualidade do serviço de transporte de pessoas e bens bem como a reestruturação dos principais corredores ferro-portuários. Para o efeito, decorre a reconstrução da Linha de Sena bem como a reabilitação de várias outras infra-estruturas, com impacto ao longo dos corredores ferroportuários. 14 5.1 LINHA DE SENA A Linha de Sena foi encerrada em 1983 devido à guerra de desestabilização movida contra Moçambique. Com o fim da guerra, o Governo criou condições para o estabelecimento da companhia Caminhos de Ferro da Beira, SARL (CCFB) para acelerar a reabilitação da linha de Sena, iniciada em 2002 pelos CFM. O CCFB prossegue com as obras, desde 2004 e espera-se que sejam concluidas em Setembro de 2009 compriendendo os seguintes troços: Transportes e Comunicações • Linha de Sena (545km); • Ramal de Marromeu (82km); • Dona Ana – Vila Nova da Fronteira (44km). Neste momento foi concluido o troço Dondo - Inhaminga (183,7Km) e o ramal Inhaminga-Marromeu (82Km) e reabilitada, na totalidade, a ponte Dona Ana. A linha de Sena constitui coluna vertebral para a promoção da integração regional, criação de postos de trabalho e activação de investimentos privados na área de minas e agricultura no Vale do Zambeze. 5.2 LINHA DE RESSANO GARCIA A linha férrea de Ressano Garcia, uma componente bastante importante do Corredor de Desenvolvimento de Maputo, possui uma extensão de 88Km, assegurando a ligação ferroviária entre o Porto de Maputo e a República da África do Sul. Para a reabilitação da via foi desenhado um programa estratégico de reabilitação e revitalização visando essencialmente aumen15 Transportes e Comunicações tar a capacidade da linha e de tracção, bem como do material circulante. A intervenção compreendeu várias componentes, com destaque para a reabilitação de infra-estruturas, reequipamento em material circulante e motor, reabilitação da fábrica de travessas, entre outras. a) Reabilitação de infra-estruturas Orçada em USD 200 milhões a intervenção permitiu repor a capacidade da linha de Ressano Garcia para 20 toneladas por eixo, em toda a sua extensão, tendo sido para o efeito, montados carris novos de 54 Kg/m, 16 montagem de travessas de betão e balastro na via, inspecção das pontes e novos aparelhos de mudança de via para a zona de manobras e estações. As obras de reabilitação da via decorreram em duas etapas, designadamente fase de emergência ou de estabilização e a fase de reabilitação integral. A primeira fase durou seis meses e foi concluída em Dezembro de 2006 e permitiu reduzir o número de incidentes nas linhas principais e secundárias, enquanto que a segunda fase, compreendeu uma reabilitação integral da linha, que consistiu na realização das seguintes actividades: Transportes e Comunicações • Reparação geral das pontes; • • • Substituição de carris danifi cados; Reabilitação/substituição de Aparelhos de mudança de via; Depuração e reforço de balas tro; • Alinhamento, nivelamento e ataque mecanizado da via; • • Reparação dos sistemas de drenagem, em particular a re abilitação integral da Estação da Machava; Reposição e modernização da sinalização. b) Reequipamento em material circulante e motor O investimento está estimado em USD 50 milhões para a reabilitação de 670 vagões e 45 locomotivas. Para o efeito, em 2005, o CFM em parceria com interesses regionais, constituiu uma sociedade comercial denominada “Xitimela Leasing Lda”, com vista a captação de fundos para a reabilitação de locomotivas no mercadop regional. À margem do processo de reabilitação dos 670 vagões, o CFM tem estimulado os clientes utilizadores da Linha, em particular a Spoorneet, a investirem na reabilitação de material circulante. Esta iniciativa tem em vista, por um lado, garantir o envolvimento directo dos clientes e, por outro, motiva-los a utilizarem a Linha como forma de permitir a recuperação do investimento realizado. 17 Transportes e Comunicações 5.3 AUTOMOTORAS Face à alta de preços de combustíveis para mitigar os efeitos do aumento do custo de vida, está em implementação o reforço da frota de transporte de passageiros dos CFM. Para o efeito, esta Empresa celebrou com os Caminhos de Ferro Portugueses (CP) um contrato para a aquisição de 3 (três) automotoras triplas, isto é, integrando três veículos por cada unidade. O projecto é meramente social e tem como objectivo a reposição dos equipamentos danificados durante a guerra de desestabilização, permitindo assim o transporte seguro, fiável e confortável de passageiros em rotas que geralmente não beneficiam de um sistema de transportes adequado. Este projecto da Empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, CFM E.P. está orçado em cerca de 1,85 milhões de Euros. O empreendimento integra para além da adequação do equipamento às características das linhas dos CFM, o treinamento do pessoal para a sua operação 18 e manutenção, bem como a remodelação da cocheira de carruagens dos CFM-Sul. A entrada em serviço destas unidades triplas está prevista para o 1º trimestre de 2009, altura em que será concluída a fase de ensaios e testes em território nacional. Cada automotora tripla poderá deslocar-se a uma velocidade máxima de 80 km/h e tem a capacidade para transportar 120 passageiros. Com a entrada em serviço destas unidades triplas será reativado o transporte de passageiros entre Maputo e Goba, uma rota que actualmente é servida apenas pelos transportes semi-colectivos, vulgo “chapa”. A automotora constituirá assim uma alternativa segura e confortável para os utentes. Prevê-se igualmente a reintrodução de um serviço regular de automotoras nas ligações entre Maputo e Ressano Garcia e entre Maputo e Manhiça. Estas iniciativas resultarão na prestação de um serviço de transporte ferroviário de qualidade às populações. Transportes e Comunicações 5.4 PORTO DE MAPUTO O Porto de Maputo está estrategicamente bem localizado para o transito de mercadorias de exportação e importação não só da capital do País, mas também de alguns países da SADC, como o Zimbabwe, Suazilândia, Nordeste da RSA e Botswana. Como estratégia para a captação do investimento privado para a reconstrução pós guerra, o Governo concessionou a exploração do Porto de Maputo à Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC), detida maioritariamente, pela Portos Indico, parceiro da Companhia Caminhos de Ferro de Moçambique e do Governo. O MPDC gere o Porto de Maputo desde 2003. No período 2005 – 2008 registaramse os seguintes progressos: • Crescimento de carga, de 6.3 milhões de toneladas em 2005 para 8.4 milhões de toneladas em 2008; • Crescimento do tráfego, de 640 navios em 2005 para 842 navios em 2008; • Reabilitação das infra-estrutu ras rodoviárias e ferroviárias do porto; dragagem; aquisição de equipamentos de manusea mento de carga, entre outros. 19 Transportes e Comunicações Actualmente, o Porto de Maputo tem uma visão de se tornar, nos próximos 20 anos, num importante centro logístico regional, tendo como factores de sucesso os seguintes: • Elaboração e implementação do Plano Director do Porto de Maputo; • Dragagem do canal para 11.5 • Ampliação e construção de terminais de carga, com destaque para o Terminal de Granito; Terminal de Metais; Terminal de Contentores, entre outros. Refira-se que o MPDC enfrentou dificuldades de pagamento da taxa fixa, facto que levou à intervenção do Governo, tendo sido, em 2006, estabelecido um a 14 metros de profundidade, plano de amortizações da refericomo forma de atrair navios de da dívida, em implementação. maior calado; 20 Transportes e Comunicações 5.5 REABILITAÇÃO DO PORTO DE QUELIMANE No âmbito da realização de investimentos, as obras de reabilitação do Porto de Quelimane foram concluídas em Abril de 2008. Os trabalhos consistiram na modernização do Porto e in- fraestruturas, o que irá contribuir para o crescimento económico da Província e da Região. Foram igualmente introduzidas novas tecnologias de manuseamento e armazenamento de carga. O custo total do projecto foi de 3,1 milhões de Euros. Complexo portuário de Quelimane 21 Transportes e Comunicações 6. AVIAÇÃO CIVIL O cumprimento do Programa Quinquenal do Governo no subsector da Aviação Civil desdobrou-se em três principais campos: • • poprtuárias e o Órgão Regulador da Aviação Civil, estão a desenvolver várias acções com vista a elevar a qualidade dos serviços prestados aos utentes deste ramo, com destaque para as seguintes: a) Linhas Áreas de MoçamMelhoria da qualidade dos serviços prestados ao público; bique Melhoria das condições de se gurança à navegação aérea; e • Consolidação da liberalização do mercado de transporte. 6.1 MELHORIA DA QUALIDADE DOS SERVIÇOS Os operadores de transporte aéreo, de infra-estruturas aero- • Em Janeiro de 2007 foi intro duzido o bilhete electrónico e em Junho de 2008 a LAM e as agências de viagens passaram a emitir em 100% bilhetes elec trónicos; • Em Julho de 2007 começou a implementação do DCS – De- Presidente da República, Armando Guebuza, recebendo explicações 22 do PCA da LAM, sobre o programa da nova frota da empresa Transportes e Comunicações parture Control System. Neste momento as escalas da LAM têm o DCS implementado, medida que permite efectuar o check-in automático, reduzindo o tempo de espera dos passageiros; por aeronaves de última geração nomeadamente EMBRAER 190, com a capacidade para 94 passageiros e Q400 da Bombardier com a capacidade para 74 passageiros. • Abertura de novas e modernas Até finais do corrente ano a LAM vai receber duas aeronavis do tipo Q400 da Bombardier, a turbo hélice, as quais vão operar em rotas com o máximo de uma hora e meia de voo. Em meados de 2009 a LAM irá receber mais duas aeronaves do tipo EMBRAER 190, a jacto e em 2010/2011 prevê-se a importação de mais duas aeronaves, sendo uma Q400 e outra EMBRAER 190 . lojas de atendimento da LAM, em locais seguintes: Pemba Beach Hotel, em Setembro de 2007; loja de vendas de Pemba, com biblioteca anexa; loja de vendas na Cidade da Matola, em Maio de 2008, entre outras; • Em Abril de 2008 foi finaliza- do o estudo de renovação da frota, iniciado em 2005. Aeronaves modernas a serem adquiridas para o reforço da frota da LAM Estão a ser desenvolvidas neste momento acções com vista à • A partir de Julho de 2008 a taxa sua implementação. O projecto de passageiros também conhecida renovação da frota prevê a da por taxa de embargue foi insubstituição dos Boeing 737-200 23 Transportes e Comunicações clusa no preço dobi-lhete de passagem. Esta medida contribui de forma muito significativa para a facilitação dos passageiros durante o check - in. • Em Junho de 2008 foi implementado o sistema de código de barras para a verificação e controlo do embarque de passageiros (BCBP) nas escalas da Beira, Nampula e Pemba. Este LAM recebeu a Certificação ISO 9001:2000 e a Certificação IOSA, em Setembro de 2008, o que segnifica que a companhia cumpre com os padrões internacionais de operação e segurança, respectivamente. A distinção da nossa companhia de bandeira com estes certificados contribui para a elevação da auto-estima dos moçambicanos e atesta que a mesma presta serviços de elevado nível. Ministro dos Transportes e Comunicações, Paulo Zucula e o PCA da LAM, na cerimónia de entrega da Certificação IOSA à LAM sistema permite maior flexibib) Aeroportos de Moçambique lidade na verificação e controlo electrónico de passageiros duAo nível das infra-estruturas rante o embarque. • Em Novembro de 2006 a aeroportuárias, está em curso o 24 Transportes e Comunicações projecto de ampliação e reabilitação dos Aeroportos Internacional de Maputo, Aeroporto de Pemba e Aeroporto de Vilanculos. Também está prevista a reabilitação dos aeroportos de Tete, Quelimane e Beira, bem como a transformação da Base Aérea de Nacala em aeroporto civil. O Projecto do Aeródromo de Vilanculos a iniciar-se em Dezembro de 2008, está estimado em 11 milhões de Dólares Americanos e tem a duração prevista de 18 meses. Consistirá na construção de uma nova aerogare com a capacidade de comportar 200 mil passageiros por ano contra os actuais 62 mil. Prevê-se que Aeródromo de Vilankulo, em vias de ampliação 25 Transportes e Comunicações tenha um pico horário de 240 passageiros em voos domésticos e regionais. A reabilitação dos aeroportos da Beira, Quelimane e Tete tem por objectivo a reposição e modernização de infraestruturas básicas, o melhoramento dos equipamentos de infra-estruturas auxiliares e outras, de acordo com as exigências internacionais. Está avaliado em 32 milhões de dólares americanos com início previsto para este ano e duração de 17 meses. A ampliação e reabilitação do Aeroporto Internacional de Maputo, a maior obra de sempre em Moçambique, no domínio de infra-estruturas aeroportuárias, Futura terminal de Passageiros do Aeroporto de Maputo 26 está avaliada em 75 milhões de Dólares Americanos. Consistirá em resumo, no seguinte: • Construção do novo Terminal Internacional de passageiros e da respectiva plataforma de es tacionamento; • Ampliação do terminal exis tente e a transformação do ter minal doméstico de passagei ros em zona comercial; • Construção de um novo pavi lhão VIP presidencial e respec tivos acessos; • Remodelação da sala VIP ex istente para uso de altas indi vidualidades; Futura torre de controle do Aeroporto de Maputo Transportes e Comunicações • Construção de um novo Termi • Construção de novos parques nal de Carga e seus acessos; • Construção de uma nova Tor re de Controle e respectivos acessos; de estacionamento e ordena mento viário para a facilitação dos utentes e passageiros. Presidente da República, no acto do lançamento da primeira pedra da reabilitação do Aeroporto Internacional de Maputo 27 Transportes e Comunicações Estão neste momento, na fase conclusiva as obras de construção do novo Terminal de Carga. • Adquiridas, em 2005, três viaturas para os serviços de luta contra incêndios. As mes- Obras de construção da nova terminal de carga, do Aeroporto Internacional de Maputo mas foram afectas aos Aeroportos de Maputo e Nampula e ao Aeródromo de Vilankulos. Esta iniciativa permite assegurar a assistência às aeronaves nas descolagens e nas aterragens; 6.2 MELHORIA DAS CONDIÇÕES DE SEGURANÇA À NAVEGAÇÃO AÉREA Como forma de reforçar a capacidade instalada para conferir melhores condições de segurança à navegação aérea foram implementadas, entre outras acções, as seguintes: 28 • Instalados aparelhos de Raio. Transportes e Comunicações Uma das viaturas de luta contra incêndio no Aeroporto Internacional de Maputo – X para a inspecção de bagagem nos Aeroportos Internacionais de Nampula e Beira. Esta medida facilita a verificação das bagagens, evitando o constrangimento a que os passageiros estavam sujeitos com a abertura manual das suas malas. Por outro lado, esta iniciativa eleva a fiabilidade do controle nos aeroportos; • Aquisição de pórticos de segurança para as salas VIP dos Aeroportos Internacional de Nampula e Aeródromo de Pemba; • Operacionalização do Comité FAL/SEC que se ocupa de questões de facilitação e segurança aeroportuária; • Adquiridas unidades PAPI para os Aeródromos de Pemba e Lichinga, que permitem a aterragem visual segura das aeronaves; 29 Transportes e Comunicações Equipamento de verificação automática de mercadorias • Instalação de um novo ILS/ 6.3. LIBERALIZAÇÃO DME, rádio-ajuda que assisDO MERCADO DE te as aeronaves nas aterragens TRANSPORTE AÉREO por instrumentos, em substituição do existente no Aeroporto No concernente à consolidação Internacional de Maputo; da liberalização dos mercados de transporte aéreo – implementa• Extensão da cobertura das ção da Decisão de Yamoussokro comunicações em VHF na – foram aprovadas pelo Governo porção do espaço aéreo de Tete reformas visando um rápido auque era controlada pela Zâmbia mento e eficiente utilização da desde a independência nacio- capacidade de acolhimento dos nal. Este facto resultou na res- terminais aeroportuários, nometituição daquele espaço aéreo adamente a aplicação da 5ª Lipara o controlo de Moçambi- berdade do ar em Moçambique quer a nível da SADC quer a níque, em Outubro de 2006. vel internacional, obedecendo o seguinte cronograma: 30 Transportes e Comunicações • 2008: - manuteção da monodesignação na rota Maputo – Johannesburg – Maputo e a avaliação casuística dual para os restantes pontos de entrada existentes; • 2009: – Prevê-se abertura à duo-designação regional, em todas as rotas correspondentes aos pontos de entrada regionais existentes; • 2010: - Prevê-se a implementação da 5ª Liberdade do ar ao nível da SADC. Esta consiste no direito de transportar passageiros e carga entre o território do outro Estado Contratante e o território de um terceiro Estado. Esta Liberdade está em aplicação ao nível internacional, a partir do corrente ano. Ainda no quadro da cooperação regional na área do transporte aéreo, foi revisto o Acordo Bilateral sobre Serviços de Transporte Aéreo com África do Sul. O respectivo Memorando de Entendimento foi assinado em Setembro de 2006. O Acordo Aéreo com o Malawi foi assinado em Março de 2006 e está em implementação. 7. MARINHA O Programa Quinquenal do Governo 2005 – 2009 estabelece como um dos objectivos para o sector da Marinha Mercante a promoção e melhoria dos serviços na área de cabotagem e desenvolvimento da competitividade dos portos moçambicanos. Para o efeito, foram implementados programas com vista à melhoria das condições de navegabilidade da costa e dos portos moçambicanos bem como para a revitalização do transporte nas principais baias e travessia marítimas. 7.1 AQUISIÇÃO DE EMBARCAÇÕES PARA AS TRAVESSIAS Avaliado em cerca de USD 7.4 milhões, o Governo adquiriu seis embarcações para o transporte de passageiros e carga nas seguintes travessias: • Maputo – Catembe: um Ferry – Boat com capacidade para 250 passageiros, 10 viaturas ligeiras e 4 camiões de 15 toneladas; 31 Transportes e Comunicações • Quelimane – Ricamba: uma embarcação do tipo landing – Craft com capacidade para 80 passageiros, 2 camiões de 10 toneladas e carga diversa até 10 toneladas; • Inhambane – Maxixe: dois • Beira – Búzi: um catamaran com capacidade para 80 passageiros e 2 toneladas de carga diversa; e • Beira – Machanga: um barco misto de passageiros e carga, com capacidade para 60 passageiros e 10 toneladas de carga. catamarans com capacidade para 80 passageiros e 2 tone- Estas embarcações estão em construção em Bangladesh, devendo ladas de carga diversa; chegar ao País até finais do corrente ano. 32 Ferry-boat “ MPFHUMU” para a travessia Maputo/Catembe Embarcação “CUÁCUA” para a travessia Embarcação “MACHANGA” para a travessia Beira/Machanga Uma das 3 embarcações para as travessias BEIRA/BUZI e Maxixe/Inhambane Quelimane/Ricamba Transportes e Comunicações 7.2 REABILITAÇÃO DAS INFRA-ESTRUTURAS DE ACOSTAGEM 7.3 MELHORIA DAS CONDIÇÕES DE NAVEGAÇÃO Para melhorar as condições de navegabilidade da costa e dos portos Moçambicanos, foram efeituados levantamentos hidrográficos. Procedeu-se igualmente à reabilitação e reposição da sinalização marítima, estudo de circulação marítima e dragagem, entre outras actividades. Paralelamente ao projecto de aquisição das embarcações, está em implementação o programa de reabilitação de infra-estruturas de acostagem, tendo sido já concluídas as obras de reabilitação das pontes cais de Inhambane e Maxixe. Estão em curso obras nas pontes cais de Maputo e Catembe cuja conclusão se Os levantamentos hidrográficos prevê para o primeiro semestre visam determinar as profundidades das águas dos portos e da de 2009. costa, tomando como base o ní- Bóia de sinalização marítima no Porto de Angoche 33 Transportes e Comunicações vel médio das marés. Com os da- rinho foram realizados vários dos obtidos procedeu-se à sina- estudos, com destaque para os lização dos canais de navegação seguintes: marítima, factor determinante para a segurança da navegação. • Estudo de Circulação Geral na Baía de Maputo; Neste contexto, foram realizados levantamentos hidrográficos e feita a reposição de sinalização • Estudo de Distribuição de em Maputo, Beira, Chinde, QuePoluentes na baía de Maputo. limane, Pebane, Angoche, NacaNeste quinqueneo foi editada a la, Mocímboa da Praia, Lago Niassa (Portos de Metangula, primeira Tabela de Marés proMeponda, Cóbwè e Ngoo). Fo- duzida em Moçambique com ram reabilitados faróis e faro- base em dados recolhidos e tralins de aproximação aos Portos tados por técnicos nacionais; de Pemba, Moma, Quelimane e No quadro do reforço da capaChinde. cidade de dragagem, o País, no Com vista a disponibilizar da- âmbito da cooperação com o dos relevantes para a navegação Japão, adquiriu, em Junho de e preservação do ambiente ma- 2007, uma draga com capacida“Draga Alcântra Santos” 34 Transportes e Comunicações 8.1 EXPANSÃO DA FIBRA de mil metros cúbicos de porão, baptizada com o nome de AlcânÓPTICA tara Santos. Este investimento é de cerca de USD 20.4 milhões. Ao longo do presente quinquénio foi expandida a montagem do cabo de fibra óptica para mais 8. COMUNICAÇÕES capitais provinciais. Os resultados da acção do Go- Iniciada em 2001, a fibra óptica verno na área das comunicações deverá interligar todas as capitais (sector postal e de telecomunica- provinciais até finais de 2009. ções) estão acima do planificado. Para melhor elucidação apresen tam-se os resultados referentes à expansão do cabo de fibra óptica, expansão da rede de telecomunicações e reforma legal. Presidente da Republica, Armando Emilio Guebuza, na inauguração da fibra óptica Beira-Quelimane 35 Transportes e Comunicações Com efeito, foram concluídos os trabalhos de ligação por fibra óptica nos seguintes troços:· Maputo-Ressano Garcia-RSA (2005); ·Beira-Caia-Quelimane, (2007); • Quelimane-Nampula-Cuamba, (2008). • 36 Chimoio – Tete (2008) . Estão em curso trabalhos nos troços Nampula-Pemba e Cuamba-Lichinga. A sua conclusão está prevista para o primeiro trimestre de 2009. Este projecto junta-se a muitos outros nesta área, cujo objectivo é assegurar que mais cidadãos e instituições públicas e privadas, passem a ter acesso à internet, à telefonia fixa e móvel, bem como ao sinal da televisão. Transportes e Comunicações 8.2 EXPANSÃO DA REDE DE TELECOMUNICAÇÕES Nestes últimos anos , foi notório o esforço que o Governo em- Code Division Multiple Access ou Acesso Múltiplo por Divisão de Código), um método de acesso a canais em sistemas de co- Tabela de Cobertura Telefónica Nacional Província Cidade de Maputo Maputo Província Gaza Inhambane Manica Sofala Tete Zambézia Nampula Cabo Delgado Niassa TOTAL Total Distritos 7 7 10 13 9 12 12 16 19 16 14 128 preendeu para cobrir os distritos, pólos de desenvolvimento nacional, no âmbito da expansão da telefonia fixa e móvel. A convergência nos distritos de operadores e prestadores de serviços de telecomunicações tem sido, neste quinquénio, igualmente facilitada através do acesso sem-fio (CDMA- Cobertura fixa 7 7 7 13 7 12 7 16 19 16 14 118 Cobertura Móvel 7 7 8 13 6 11 6 13 17 11 4 95 municação, em zonas rurais. Esta tecnologia tem sido usada por vários operadores e prestadores de serviços de telecomunicações e já ocorre em todas as capitais provinciais, assim como em Vilankulo, Chidenguele e Quissanga, entre outros locais. 37 Transportes e Comunicações De realçar que o crescimento do número de assinantes da telefonia móvel foi bastante influenciado pela entrada no mercado do segundo operador, a partir de 2005. 38 8.3 ESTRATÉGIA DAS TELECOMUNICAÇÕES A Estratégia das Telecomunicações aprovada pela Resolução n.º 54/2006, de 26 de Dezembro, Transportes e Comunicações A tabela que se segue mostra a evolução docrescimento de subscritores Móvel Fixo Anos Até 2004 Clientes 75.256 Penetração LDR/100 0,31 Clientes 610.473 Penetração LDR/100 3,39 2005 2006 65.992 70.313 78.000 78.324 0,36 1.503,943 0,39 2.339,317 0,38 3.455.237 0,382 4.223.911 8,35 12,6 16,8 20,6 tem contribuído significativmente para o desenvolvimento do sector das telecomunicações. As acções dos principais intervenientes no mercado das telecomunicações (operadores e prestadores de serviços, incluindo o Orgão Regulador - Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique) têm resultado na realização dos principais objectivos da Estratégia das Telecomunicações, ou seja, na promoção do direito de comunicar, 2007 2008 garantindo o acesso progressivo dos cidadãos aos serviços de telecomunicações, na promoção do desenvolvimento das infra-estruturas e do mercado das telecomunicações no país, no incentivo da liberalização e da concorrência justa em mercado aberto das telecomunicações, no fortalecimento do papel da Autoridade Reguladora do Sector das Telecomunicações bem como na protecção do consumidor. 39 Transportes e Comunicações 8.4 SISTEMA DE GESTÃO DO ESPECTRO O Sistema de Gestão e Monitorização do Espectro Radioeléctrico (SGME) entrou em funcionamento em 2007. Enquadra-se no processo de revitalização do sector das comunicações nacionais, tendo o Estado Moçambicano passado a ter a sua desposição um instrumento eficaz para gerir, administrar e proteger o espectro radioeléctrico. O Sistema tem impacto positivo no desenvolvimento, em geral, de vários sectores designadamente indústria, transporte, agricultura, defesa e segurança, prevenção de calamidades, emergências e prestação de serviços. O Sistema de Gestão do Espectro tem contribuido para a dinamização do sector económico nacional através da massificação do uso de tecnologias inovadoras facilitando a atracção de potenciais investidores para as zonas rurais. 40 8.5 POLÍTICA POSTAL Com a aprovação pelo Governo da Política Postal, em 2008, foi assegurada a prestação do serviço postal universal e criada uma base segura para a efectivação de reformas e desenvolvimento da área postal, em ambiente competitivo. Em Moçambique, encontram-se registados 17 operadores e fornecedores de serviços postais. De entre esses serviços, encontram-se, por exemplo, o correio azul, um serviço de correspondência urgente de âmbito nacional e internacional que circula com prioridade garantida, desde a aceitação até a entrega, express mail service, serviço de colecta e distribuição domiciliária (serviço de âmbito nacional de recolha e entrega de correspondência ao domicílio), serviço público de telecópia, direct-mail (que permite a distribuição do material publicitário, a custo reduzido, através das caixas postais), vale postal, vale telegráfico e vale fax, entre outros serviços explorados pela Empresa Correios de Moçambique, E.P. Transportes e Comunicações Paulo Zucula (no Centro), Ministro dos Transportes e Comunicações de visita à empresa Correios de Moçambique 8.6 O FUNDO DE SERVIÇO UNIVERSAL A criação, nos finais de 2006, do Fundo de Serviço de Acesso Universal (FSAU), veio facilitar ainda mais a expansão da rede de telecomunicações às zonas rurais. O Fundo foi criado para financiar a provisão de serviços de acesso universal, um conjunto de obrigações específicas inerentes à penetração de serviços de telecomunicações básicas de uso público, incluindo os serviços avançados de telecomunicações, a preços acessíveis, visando a satisfação de necessidades de comunicação das comunidades rurais e das actividades económicas e sociais no país, através do Fundo do Serviço Universal. Recentemente, o FSAU financiou a criação do Centro de Comunicações de Matchedje, evento que coincidiu com a celebração, do 40º Aniversário do II Congresso da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO). O centro integra a telefonia, a rádio e a televisão, tendo a sua criação sido financiada pelo Governo, através do Fundo do Serviço de Acesso Universal. 41 Transportes e Comunicações Refira-se que 69% da População Moçambicana vive nas zonas rurais, algumas delas remotas e de difícil acesso. Nestas zonas e mesmo na maioria dos centros urbanos o acesso aos serviços de telecomunicações continua aquém do desejado, cabendo ao FUSAU assegurar a expansão de telecomunicações para estas zonas. 9. METEOROLOGIA informação meteorológica para o público através da divulgação de previsões de tempo pela televisão, internet, audio-texto, e jornais num formato mais compreensível. Para o efeito, foram desenvolvidas as acções que a seguir se descrevem: 9.1 OBSERVAÇÃO DE DADOS METEOROLÓGICOS Para melhorar a qualidade das previsões de tempo o InstituO Programa Quinquenal do Go- to Nacional de Meteorologia verno estabelece para o ramo (INAM) instalou em Junho de da Meteorologia a melhoria da 2005 o radar meteorológico da qualidade das previsões de tem- Beira que se integra nas activipo e o sistema de comunicação dades desenvolvidas no âmbito 42 Transportes e Comunicações do projecto de reconstrução póscheias de 2000. O radar de Xai-Xai está a funcionar desde Setembro de 2004. Radar da Beira Com a entrada em funcionamento dos radares meteorológicos da Beira e de Xai Xai, tornouse possível monitorar os ventos associados a eventos ciclónicos, a movimentação das nuvens, a movimentação das massas de ar e das frentes em quase toda zona Centro e Sul do País. Paralelamente, ambos os radares permitem realizar trabalhos de pesquisa que ajudam a compreender e precaver melhor os fenómenos adversos que a natureza proporciona. Estes instrumentos podem também auxiliar o sector agrícola, em especial no que respeita ao monitoramento Radar do Xai-Xai da precipitação. Num futuro próximo, esperase adquirir e instalar um radar semelhante na Província de Nampula. O mesmo irá cobrir a zona Norte do País. Entre 2005 e 2008, foram construídas estações meteorológicas sinópticas para a observação de dados nos seguintes locais: Mapulanguene, Dindzia, Panda, Cuamba, Milange, Gurúe, Mocuba, Mueda, Macanga, Espun43 Transportes e Comunicações gabera e Mecula. Foram ainda adquiridas e instaladas, estações automáticas em Funhalouro, Combomune, Muite, Moma, Zitundo, Changara e Morrumbala. Ainda no quadro dos trabalhos de previsão do estado de tempo, o INAM instalou novos modelos, designadamente: Estação Automática • Modelo atmosférico de escala regional PUM (Portland Unified A página do RANET divulga inModel) - 2006; formações de interesse público, sobretudo para as populações • Modelo Oceano atmosférico de que vivem em zonas vulneráveis escala regional WORF.( Window sob o ponto de vista nutricional Observation Research Facility) - e dos desastres naturais (ciclones 2007. tropicais, secas e cheias). Constitui um meio para promover a 9.2 MELHORIA DA DIVULGA- segurança alimentar, saúde púÇÃO DA PREVISÃO DE TEMPO blica e o comércio, entre outras aplicações. Para melhorar o sistema de comunicação de informação me- Foram introduzidos novos gráteorológica para o público, foi ficos e formatos das apresentaconcebido o projecto RANET ções meteorológicas na televi(Radio and Internet Network) são e iniciadas campanhas de estando já em implementação educação e sensibilização púnos distritos de Moamba, Govu- blica sobre a meteorologia e imro, Búzi, Pebane, Angónia, An- portância do uso da informação goche, Nacala e Chiúre. meteorológica. 44